Astrologia para Demolays e Maçons

“Planeta” é uma palavra de origem grega cujo significado é “errante”, pois assim eram classificados os astros celestes que não tinham sua órbita fixa, como são aparentemente as estrelas.

Assim permaneceu na tradição Astrológica, sendo classificados como planeta todos os astros errantes do céu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, e o Sol e a Lua também entram nessa definição antiga, pois todos os sete viajam através da linha do Zodíaco. Hoje também incluímos os planetas Urano, Netuno e Plutão na lista.

Diz-se que o Zodíaco é a “espinha dorsal” do céu, ou do corpo de Nuit, onde os antigos astrônomos e astrólogos previam épocas de cheia dos rios, de acasalamento dos animais, período de plantio e de colher, do nascimento de crianças especiais, o momento correto de acontecer uma coroação, uma guerra, etc. É nessa espinha dorsal da noite que viajam os planetas, nascendo a Leste e morrendo a Oeste.

A Astrologia na Ordem DeMolay e Maçônica estão ligadas ao simbolismo dos planetas e dos signos.

Vamos fazer uma pequena introdução sobre o que é e o que não é astrologia, com algumas informações pertinentes, para entender como vamos estudar esse assunto.

O QUE É ASTROLOGIA

Os antigos identificaram o céu como um livro escrito pelo próprio Pai Celestial, Arquiteto do Universo, que os homens poderiam (podem) ler e interpretar esse livro. Através de observação e análise foi constatado que os planetas agem como ponteiros que apontam para determinada constelação ou estrela e toda vez que o planeta apontava nessa mesma direção, ou quando os planetas se aproximam ou se distanciam uns dos outros, o mesmo fenômeno era observado.

Por exemplo, as cheias nos rios e as marés altas e as épocas de caça são determinadas pelas fases lunares.

“Zodíaco” é uma palavra de origem do grego antigo, z?diakós kýklos, que significa “círculo de animais”. Desde antiga Babilônia existe a repartição do céu em 12 partes que é percorrida pelos planetas.

O Zodíaco como conhecemos hoje foi formado e adaptado ao longo da história, sendo o principal personagem nessa adaptação o Filósofo Ptolomeu, Iniciado nas mais distintas Escolas de Mistérios, que sistematizou os diversos símbolos mitológicos no que temos hoje como “12 Signos”. Ptolomeu viveu em Alexandria e contribuiu com muitos volumes de livros sobre os astros, sendo a maior parte desses destruídos junto com a Biblioteca de Alexandria.

Muito das ciências herméticas da antiguidade foram preservadas e chegaram até nós por outro caminho: pelos Islamismo. Não só livros de Ptolomeu sobre Astrologia, mas também um grande legado da Alquimia e Hermetismo se manteve intacto graças aos místicos do Islã, os Sufis. Esse é um fato muitas vezes desconhecido e pouco explorado pelos estudiosos do Ocultismo.

As estrelas são obra de Deus, o Pai Celestial, Arquiteto deste Universo, e um homem através dos seus estudos constatou uma harmonia existente no viajar dos planetas no céu. Foi Pitágoras e sua descoberta é conhecida como Harmonia das Esferas. Descoberta que não só transformou a matemática e a filosofia, como também descobriu as sete as notas musicais observando os sete planetas através do Zodíaco, e deu nascimento a nossa atual Geometria Sagrada. Não faz sentido? Em breve veremos mais sobre esse incrível antepassado e seu legado.

Das estrelas e dos planetas não só nasceu a Astrologia, mas muitas outras ciências são derivadas desta. O Hebraico, alfabeto utilizado por Moisés para escrever o Torá (Pentateuco) foi todo inspirado por agrupamentos de estrelas, ou seja, é um alfabeto de inspiração Celestial, ou Divina. Dai a origem mitológica da Kabbalah, ou “Tradição”, segundo a concepção Judaica. Os hieroglifos egípcios, escritas cuneiformes, e os caracteres do chinês primitivo, derivam diretamente da forma de certas constelações.

Baseado na “escrita do Céu” é que foram desenvolvidas as Mitologias de diversas Religiões, da Suméria à Celta, dos Xamãs Esquimós aos Maias e Astecas, da Nagô à Judaica, da Hindu à Cristã. Releia o texto Mitologia e Ciências Herméticas para melhor entender sobre a importância da mitologia.

Na arquitetura a Astrologia influencia no formato dos Templos. No Egito muitos dos Templos eram construídos com o Altar direcionado a Leste e a porta de entrada a Oeste, assim as pessoas ao adentrar andavam em direção a Luz do Sol e se afastavam simbolicamente das Trevas. Assim são muitos dos Templos Gregos, as Igrejas Cristã, os Templos Maçons e a Sala Capitular DeMolay. Já falamos um pouco sobre a Arte da Construção onde os Mestres Pedreiros são detentores dos mais diversos mistérios por serem os responsáveis de realizar construções nas mesmas proporções existentes no Universo no texto Maçonaria, Templo de Salomão e Geometria Sagrada.

A importância da Astrologia a nós se dá principalmente pelo simbolismo que ela contêm. Estudaremos mais adiante o que significam os planetas e os signos, os símbolos contido em cada um deste e suas relações com a Jornada da Iniciação vivida nos Rituais, e as diversas influências astrológicas nos rituais. Já vimos algumas dessas influencias nos textos Simbolismo do Sol e Simbolismo da Lua.

Como puderam ver, não citamos acima nenhuma relação de um DeMolay ou Maçom ser astrólogo ou ser obrigado a estudar Astrologia. Aos que interessam, vamos estudar o legado astrológico contido nos rituais que são repletos de simbolismos e completam nosso entendimento dos Rituais.

Estudaremos coisas como a história da astrologia, o simbolismo astrológico (signos e planetas) e as relações mitológicas, Harmonia das Esferas, e como esses assuntos se conectam a nossos Rituais.

O QUE ASTROLOGIA NÃO É

Importante agora citar alguns fatos sobre o que não é e o que não faz a astrologia, pois esta foi extremamente banalizada e comercializada nas ultimas décadas, deturpando totalmente a ciência dos nossos antepassados e fazendo-a ser motivo de piada. Devemos conhecer, afinal o DeMolay e o Maçom devem fugir da ignorância, certo?

Astrologia não prevê o seu futuro, seja ele diário, mensal, anual, ou qualquer maneira de prever como será sua vida. Isso vai totalmente contra o livre arbítrio, a Lei da Causa e Efeito, e qualquer outro princípio hermético. A previsão da Astrologia Hermética é algo complemente diferente do que encontramos facilmente em revistas e internet.

Astrologia não atua em coisas como encontrar o amor da sua vida, a ganhar na loteria, a escolher que tipo de roupa você deve sair, a saber o que fazer em determinado dia ou semana.

Astrologia não diz quem e como a pessoa é através do signo solar. Quando dizermos “sou ariano” estamos dizendo, segundo a Astrologia, que “o sol estava na constelação de Áries no momento do nascimento”. Além do Sol temos mais todos outros planetas pelos 12 signos, 12 Casas, com aspectos entre si, entre muitas outras observações a serem analisadas. Cada pessoa é um indivíduo com características únicas e não existe generalização de caráter pelo signo ou ascendente.

Entendido?

Agora uma explicação sobre a Astrologia nesse blog. Não ensinaremos aqui a maneira correta de se construir ou interpretar um Mapa Astral, pois foge do nosso propósito. Simplesmente apresentaremos as chaves da Astrologia Hermética para que entendamos seu simbolismo.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/astrologia-para-demolays-e-ma%C3%A7ons

A postura da morte: uma instrução definitiva

Por Alan Chapman*

*membro da iot londrina e autor de Advanced Magick for Beginners

 

A Postura da Morte de Austin Spare tem sido difundida em círculos mágicos do caos recentemente e é amplamente mal compreendida. Provavelmente é a técnica mágica mais incompreendida do mundo.

A técnica é descrita em O Livro do Prazer  e, portanto, simpatizo com qualquer confusão inicial que os leitores possam ter sobre a postura; afinal. A escrita de Spare é delirante. (Nota do tradutor: neste artigo usaremos aqui a magistral tradução da Oficina Palimpsestus)

No entanto, uma simples releitura da página em questão deve ser suficiente para dissipar a confusão. Só posso supor, com base no lixo absoluto apresentado em muitos livros, revistas e sites, como “a postura da morte” se deve ao fato de que a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de ler com atenção.

O Ritual e a Doutrina

A instrução é dada em três parágrafos. Veja como eles são impressos:

“Deitado confortavelmente de costas, permita que o corpo expresse a condição de um bocejo, suspirando enquanto concebe pelo sorriso – essa é a ideia da postura. Esqueça o tempo e todas as coisas que antes eram essenciais e agora refletem a própria insignificância. Este momento está além do tempo, e sua virtude já aconteceu.

De pé na ponta dos dedos, com as mãos entrelaçadas atrás do corpo e os braços rígidos, estique-se ao máximo, inclusive o pescoço, e respire profunda e espasmodicamente, até sentir em ondas uma mistura de êxtase e leve vertigem – isso gera a exaurição e a preparação para o passo anterior.

Olhe para o seu reflexo até que a imagem fique indistinta e você não se reconheça. Feche os olhos (isso costuma acontecer involuntariamente) e visualize. Atenha-se à luz que vai surgir (sempre na forma de X em curiosas evoluções) e mantenha-se firme até que não seja mais um esforço. Isso gera uma sensação de imensidão.. cujo limite é impossível alcançar. Esse passo deve ser praticado antes de realizar o passo anterior. A emoção sentida é o conhecimento que lhe diz o porquê.” (pág 234-235)

É óbvio, não é? A própria postura da morte está completamente aberta à interpretação. Não há ‘uma’ postura em vez disso, varia desde prender a respiração até desmaiar e se olhar no espelho. E pode ser usado para ‘carregar’ sigilos, certo? Na verdade não! Nada disso. Essa é uma besteira gorda e cabeluda!

Se relermos esses três parágrafos, veremos que o parágrafo dois (“De pé na ponta dos dedos…”), gera ” gera a exaurição e a preparação para o passo anterior.” Ou seja, é um exercício preliminar à instrução dada no primeiro parágrafo (“Deitado confortavelmente de costas…”). Quanto ao exercício dado no parágrafo três (“Olhe para o seu reflexo…”), somos informados: “Esse passo deve ser praticado antes de realizar o passo anterior. ”

O parágrafo três é, portanto, um exercício preliminar a ser praticado antes das instruções dadas nos parágrafos um e dois. A postura de morte adequada é, portanto, dada no parágrafo um. Então, para esclarecer:

1 – Pratique olhar fixamente para seus olhos no espelho, até que seu reflexo pareça bizarro. Entendo que não ajuda neste ponto quando Spare lhe diz para fechar os olhos e visualizar, e então passa a descrever algo que você deveria ver (“sempre na forma de X em curiosas evoluções”), que eu proponho que use a imagem deixada na retina – na verdade, é muito semelhante a um exercício budista), mas o ponto é que você se concentra em algo, nunca deixando ir, até atingir “uma sensação de imensidão.. cujo limite é impossível alcançar.”

Spare é bastante explícito quando diz que isso deve ser experimentado antes de praticar a postura de morte adequada. Em outras palavras, você deve ter um certo grau de proficiência em concentração. Conhecendo o histórico mágico de Spare, acredito que ele está aqui descrevendo dhyana (estados de absorção).

Deve-se notar que não há nada de especial neste exercício de concentração, como Spare explica um pouco mais tarde: “Existem muitos exercícios preliminares, tão ​​quanto há pecados, fúteis por si sós, mas que conduzem aos mesmos meios” (pág 235).. Uma vez que Dhyana seja alcançada, podemos passar para a própria postura da morte.

2 – A postura da morte requer um certo grau de relaxamento e, para obtê-lo, primeiro você pode esticar todo o corpo e hiperventilar. Claro, você também pode correr ou levantar alguns pesos – o objetivo é ficar relaxado para a prática da postura adequada. Só para ser explícito: prender a respiração até desmaiar não é a postura da morte.

3 – Assim, uma vez que um grau de competência em concentração seja alcançado (ou seja, você pode entrar em um estado de dhyana, ou transe), você pode agora praticar a postura adequada descrita no primeiro parágrafo.

Eu acredito que a maior dificuldade em entender a postura da morte está no fato de que Spare parece estar nos dizendo para deitar, bocejar, sorrir e ‘deixar ir’ todas as nossas preocupações. Mas isso não está correto. A postura é realmente deitada de costas, relaxado, sem  preocupação do mundo. No entanto, se você acha que ele está defendendo o relaxamento pelo relaxamento, você está perdendo o ponto. Se dermos uma olhada no próximo parágrafo. Spare diz:

“… saiba que isso é a negação de toda fé ao simplesmente vivê-la, é o fim da dualidade da consciência… Eis a postura da morte e sua realidade na aniquilação da lei – uma ascensão que se afasta da dualidade.”(pág 235)

O objetivo da postura da morte não é alcançar a “gnose” para “carregar” um sigilo, mas experimentar o não-dual. Spare está falando sobre samadhi, ou a experiência do que ele chamou de Kia.

Spare elabora a prática:

“Não se atinge a vacuidade primordial (da crença) pelo exercício de concentrar a mente na negação de todas as coisas concebíveis, identidade entre unidades e dualidade, caos e uniformidade, etc, mas só ao fazer isso agora, não depois. Perceba e sinta sem necessidade de um oposto, mas pelo que há de relacionado. Perceba a luz sem sombra como contraste, mas pela própria cor, evocando emoção do riso no momento do êxtase em união,  e também pela prática até que a emoção se torne sutil e duradoura. A lei da reação é anulada pela inclusão… Pratique diariamente, portanto, até chegar ao centro do desejo, e assim terá arremedado o grande propósito. Desse modo, todas as emoções encontrarão um equilíbrio no momento em que emanarem até se tornarem uma. Assim, ao bloquear a crença e o sêmen da concepção, elas se tornam simples e cósmicas.” (pág 235-236)

A ‘vacuidade primordial’, ou Kia, é alcançada cultivando a consciência da sensação imediata. Por exemplo, em vez de experimentar uma sensação e entendê-la como “apertada”, simplesmente experimente a sensação. A atitude mental correta é aquela que você experimenta quando você ri; você aceita toda experiência e sensação (incluindo a sensação de pensamentos) sem resistência.

Se essa atitude de consciência inclusiva for cultivada pela prática diária, você acabará por experimentar um estado de não dualidade e bem-aventurança.

Os paralelos entre as instruções de Spare e as de Buda são bastante impressionantes. A postura da morte facilita a mesma consciência que a “prática do insight” ou vipassana, que só pode ser praticada com competência quando um grau de proficiência em concentração é alcançado.

Um Resumo Prático

1. Pratique exercícios de concentração até sentir dhyana.

2. Pratique estar ciente de todas as sensações e experiências à medida que surgem, sem fixar sua atenção ou se identificar com qualquer coisa. (A atitude correta pode ser engendrada sorrindo ou mesmo rindo.) Isso é mais fácil de fazer quando está relaxado, portanto, praticar após o exercício físico é o ideal. Alternativamente, a prática de insight, vipassana ou meditação taoísta obterá o mesmo resultado.

O ensino fundamental

Dos dezesseis capítulos do Livro do Prazer, oito tratam exclusivamente do não-dual ou Kia, expondo as virtudes da busca do não-dual, fornecendo instruções para alcançar o não-dual, ou detalhando o estado resultante uma vez que o o não dual é alcançado e se torna habitual (o que Spare chama de ‘Amor de si’).

Spare está essencialmente preocupado com o hedonismo. (Acho que o título do livro revela isso.) Se você deseja o máximo de êxtase e prazer possível, se deseja o maior grau de satisfação, deve se preocupar com o não-dual:

“Aquele que busca o prazer sabiamente, ao perceber que eles são “diferentes graus do desejo” e nunca desejáveis, renuncia tanto ao vício quanto a virtude e se torna um kiaísta. Montado no tubarão de seu desejo, ele cruza o oceano da dualidade e se lanã no amor-de-si.” (pag 211)

O amor-de-si é o estado que resulta da experiência habitual do não dual, obtido praticando a postura da morte todos os dias. É liberdade de desejo. Agora me diga, o que traz o maior prazer: usar sigilos para adquirir um efeito mágico ou a transcendência de todos os desejos?

Por muito tempo Spare foi homenageado como o pai da “Magia do Caos” e o inventor da Magia dos Sigilos. Mas sua maior conquista mágica, o ensinamento central do Livro dos Prazeres, ou foi mal interpretado como um componente arbitrário da magia de sigilos, ou completamente ignorado como divagações de um místico.

Com sua postura de morte Spare conseguiu condensar a essência de toda prática meditativa em um método muito simples, fácil e agradável de genuína realização mágica, e não por qualquer propósito espiritual elevado, mas simplesmente por causa do prazer.

Se você ainda acha que a magia não tem nada a ver com misticismo, ou está preocupada apenas com a manifestação de resultados materiais, considere o título do livro responsável por ‘começar tudo’O Livro do Prazer (Amor de si): A Psicologia da Êxtase.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-postura-da-morte-uma-instrucao-definitiva/

Grandes Iniciados – Apolônio de Tiana

Apolônio praticamente é um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo daquelas que têm uma boa formação religiosa. Aparentemente parece estranho que uma figura tão relevante não seja citado nos livros que versam sobre religião, somente aparecendo o seu nome em documentos secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.

Quem foi e que é Apolônio? – Apolônio é uma misteriosa figura que apareceu neste ciclo de civilização no início da era cristã (no século I). Os documentos que falam Dele geralmente nunca mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto porque Ele, quando esteve diretamente na terra, manifestava natureza divina. Entre os atributos desta natureza Ele apenas tinha um corpo aparente, se apresentava na terra com corpo etéreo, tal como o de Jesus.

Em muitos pontos, a vida de Apolônio se assemelha à de Jesus. Até mesmo a Sua vinda a terra foi anunciada pelo Espírito Santo. Alguns documentos antigos afirmam que Ele, certo dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também há documentos que dizem ser Ele filho de uma Virgem. O sobrenome Tiana é mesmo nome da cidade onde ele primeiro se apresentou na terra, que ficava na Capadócia.

Dotado de uma palavra fácil, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno, ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”.

Apolônio viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo iniciado nas Ordens na qual Ele encontrava, não que precisava ser iniciado pois Ele já é Um Iniciado, mas sim como O próprio disse para um sacerdote quando pediu para ser iniciado: “Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que Eu. Apenas isto!”.

Logo depois que saiu da sua cidade natal Ele ficou conhecido como um neo-pitagórico. Em Nínive, na Babilônia, encontrou Damis, seu inseparável e fiel discípulo. De lá ambos foram para a terra dos encantos, a Índia, e, percorreram a Mongólia e o Tibet, até que atingiram as colinas do Himalaia. Lá Apolônio deixou Damis e partiu só para um mosteiro onde Ele tornou-se o “Senhor portador dos oito poderes da Yoga”, que era o mais alto Grau dos mosteiros daquela época, neste momento, dizem, uma áurea de Luz Lhe emergiu a cabeça de modo permanente. Depois voltou e se encontrou com Damis e voltaram para a Grécia, onde começou a fase mais intensa de curar doentes, desde do corpo a alma, paralíticos, cegos e até ressuscitar mortos, como aconteceu com uma moça em Roma.

Uma das missões de Apolônio foi a de ensinar aos seguidores de Jesus o como manipular as leis da natureza. Alguns documentos dizem, e é verdade, que Apolônio fez milagres idênticos àqueles feitos por Jesus. O poder dele era tamanho que aonde chegava as guerras eram interrompidas e os exércitos enterravam as suas armas. Também pregava e para ouvi-Lo vinham pessoas de lugares distantes.

Apolônio, por sua vez, ensinou como usar as leis da natureza, explicou o como eram feitos os milagres Dele e de Jesus, preparou os primeiros cristãos para disporem dos meios de curas e de todos os outros que Jesus utilizou. Mostrou o poder das cores, mostrou que tudo na natureza é vibração, fez ver que existe uma polaridade (Já constante dos Princípios Herméticos) em tudo quanto há, que as coisas podem ser manipuladas pela luz, pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das cores, portanto como usa-las nos templos para obtenção de estados especiais de consciência. Ensinou como usar a música, que tipo de música é adequado nas diferentes situações, e restabelecer os meios utilizados pelas ciências herméticas. Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia com planos superiores, com mundos hiperfísicos. Ensinou como se processam as transmutações na natureza e como conseguir isso, como intervir no astral visando certos resultados. Disse do como captar o poder inerente a cada coisa, a cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos cristais e dos aromas e o como usa-los nos diferentes níveis. Assim estabeleceu formas de ampliação da consciência permitindo que as pessoas possam ter acesso a níveis superiores de consciência independentemente da interferência de forças espúrias. E também trouxe ensinamentos de morais o que atingia em cheio a maioria dos governantes dos locais onde Ele passou. Tendo o poder da profecia, Ele também profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.

Sendo assim a conjura1, tentáculo do “poder” das trevas, praticamente arrasou o trabalho de Apolônio. Perseguiu inexoravelmente a pessoa e também toda a obra maravilhosa estabelecida por Ele.

Apolônio sofreu perseguições terríveis culminando com varias condenações, como uma vez em que Ele foi preso e a julgamento e falou para Damis e Demetrio esperarem-No em tal dia e tal hora na praia e quando chegou o dia e a hora marcada Ele simplesmente apareceu na praia ao lado dos dois, e outra vez foi a de ser estraçalhado por uma matilha de cães ferozes, quando ia ser atacado pelos cães Ele simplesmente sumiu diante da vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito sobre a pessoa de Apolônio.

Depois da Sua partida, foi escrito um livro com Sua história e com grande parte dos Seus ensinamentos, apresentado em forma de um evangelho com oito capítulos. Os ensinamentos e o poder do evangelho de Apolônio era muito superior àqueles dos quatro evangelistas da época de Jesus, nele havia coisas que faziam tremer aqueles elementos da conjura que estavam se infiltração no cristianismo de então.

Após a condenação e desaparecimento a conjura ficara livre da presença direta de Apolônio, mas a Seu prestígio tornou-se logo lendário. Assim a conjura que já havia experimentado com relativo sucesso o método do despistamento no seio do cristianismo primitivo, logo passou a usa-lo entre os seguidores de Apolônio que, em sua quase totalidade, eram cristãos. No cristianismo primitivo a conjura se infiltrar e procurou destruir os autênticos ensinamentos de Jesus assumindo a direção das instituições em geral. No caso de Apolônio ela que já tinha muita influência dentro das comunidades cristãs com alguma facilidade pode usar com sucesso o método da falsificação. Assim sendo inundou o mundo de então com grande número de copias falsas dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionou eficazmente que até hoje só um “expert” em ocultismo é capaz de distinguir o que não é e o que é autêntico. Assim em séculos futuros Ele foi quase total e oficialmente esquecido e o Seu nome colocado na galeria dos mitos. Em todas as bibliotecas membros da conjura colocam obras falsas como sendo de Apolônio que mais tarde geraram suspeitas pelas incoerências nelas contidas.

A incredulidade a respeito daquele Mestre em parte se deve àquele trabalho de despistamento e em parte à magnitude de tudo aquilo que Ele realizou e que o qualificou como uma figura lendária. Assim sendo quase tudo o que existe escrito sobre Apolônio, e sobre ensinamentos a Ele atribuídos, em grande número são falsos. Alguns documentos autênticos existem e são zelosamente guardados por algumas sociedades iniciáticas, e reservados aos iniciados nos Mistérios Maiores.

Por outro lado à influência de Apolônio foi de tamanha magnitude que o Cristianismo primitivo incorporou uma grande parcela dos ensinamentos que têm sido usados em aplicações práticas. Assim sendo, a maior parte do ritual e do simbolismo da Igreja Católica tem como ponto de origem Apolônio. Muitas pessoas indagam: De onde surgiram os símbolos e os vastos rituais incorporados à Igreja Católica se Jesus jamais publicamente usou qualquer um deles? Há quem diga que eles foram incorporados de práticas pagãs, mas isso só é verdade se, como tal for também incluída a doutrina de Apolônio que deu origem à quase totalidade dos ritos e símbolos do Catolicismo.

É de causar admiração que, mesmo havendo estado e até hoje atuantes no seio da igreja, os membros da conjura hajam deixado ficar os ritos e símbolos estabelecidos por Apolônio, desde que eles se constituíam poderosos meios de persuasão, de coesão e conseqüente manutenção da unidade religiosa. Eis duas explicações possíveis: Uma, que a conjura desconhecia todo o potencial do simbolismo e ritualística orientada por Apolônio assim não vendo neles mais que encenações, portanto algo sem perigo algum.

Na verdade os próprios membros da conjura haviam apagado o conhecimento até mesmo para a maior parte daqueles que faziam parte do seu ciclo interno, conseqüentemente o potencial dos símbolos era algo desconhecido para eles. Segundo, julgando que afastado Apolônio os elementos mágicos incorporados aos ritos e símbolos serviria também aos seus intentos, pois manteria a coesão daquela estrutura que, de uma certa forma, ela já dominava.

Podemos dizer que ambas as afirmativas são verdadeiras, em parte a conjura desconhecendo o potencial ritualístico e simbólico deixou que eles continuassem presentes no cristianismo e, em parte ela sentiu que tudo aquilo era importante para a estruturação da religião num bloco coeso por ela administrado.

Em muitos momentos a conjura deturpou o ritual e o simbolismo, tirou coisas benéficas e as substituiu por coisas maléficas, entre os quais o uso do vinho, portanto do álcool, no ritual da missa.

Não é somente o ritual católico que se originou dos ensinamentos de Apolônio, praticamente a quase totalidade dos símbolos da magia, do hermetismo, do ocultismo, da gnosis e de muitas outras formas do o ocultismo em parte tem como origem Salomão, mas a quase totalidade deles provêm de Apolônio.

Publicamente pouco de autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do Seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas iniciáticas possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. O que chega às mãos dos profanos praticamente são aquelas obras preparadas especialmente pela conjura, obras apócrifas, portanto, sem quaisquer significados positivos. A um não iniciado é possível a aquisição de apenas um trabalho autêntico intitulado Nuctemeron, mas até mesmo dele existem também algumas edições falsas. O título do livro significa: “O Dia de Deus que Resplandece nas Trevas” (O Deus que está “aprisionado” em cada pessoa ainda envolvida em trevas. Isso equivale ao desabrochar da Centelha Cósmica em cada um, ao desenvolvimento da consciência clara do Mestre de Cada Um).

Na obra Nuctemeron os ensinamentos de Apolônio são distribuídos como em um relógio em 12 horas, ou degraus, e a cada hora corresponde uma instrução especial. Os ensinamentos daquela obra são apresentados em linguagem um tanto velada. São ensinamentos de altíssimo nível.

Por: Frater José Laércio do Egito e João Paulo Nunes do Egito.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/grandes-iniciados-apol%C3%B4nio-de-tiana

Copulações Lovecraftianas

Quando criança, eu era atormentado por pesadelos – alimentados, em parte pela minha imaginação fértil, meu fascínio por “monstros”, e por estar exposto à violência pessoal na escola (assim como a violência indireta via tv notícias e fofocas da vizinhança). Quando eu tinha 8 anos, o tio de minha mãe, Henry ensinou-me a acordar dentro do sonho e como usar os meus sonhos como um instrumento para examinar e ajustar a minha relação pessoal com o multiverso em geral. Eu aprendi a fazer valer a minha vontade dentro do meu microcosmo pessoal. Ao enfrentar meus medos personificados pelas vários bichos-papões dos meus sonhos, eu comecei a dançar criativamente dentro de Maya, em vez de simplesmente reagir ao que os outros criaram como se eu fosse um consumidor ou uma vítima do destino. Com a minha nova perspectiva tornando-se mais enraizada, os monstros se tornaram meus amigos ou guias, em vez de predadores ou algozes. As Estranhas interpenetrações do meu corpo pelas geometrias alienígenas se tornaram agradáveis, ao invés de invasivas ou ego-ameaçadoras.

 

Cerca de 2 décadas atrás, eu comecei a trabalhar conscientemente com as energias / entidades dos mitos de Lovecraft. No começo eu me senti como um rato do campo, em um mundo povoado por corujas, gaviões e cascavéis. Mas quanto mais eu insisto em minhas explorações, mais eu venho a perceber que a minha relação pessoal com qualquer energia ou entidade é aquela que é determinado unicamente por mim e pela energia / entidade em questão – independentemente de estereótipos raciais ou ecológicos.

 

Esta reviravolta tornou-se plenamente atualizada para mim durante uma sequência de iniciação do sonho que teve lugar (se a memória não me falha) cerca de 10 anos atrás (conforme o tempo é medido no plano em que escrevo esta nota).

 

Eu fazia parte de uma equipe exploratória a bordo do submarino de pesquisa da Universidade de Miskatonic Grendal no largo da costa submersa de R’Lyeh. Eu estava nu, exceto por tanques de mergulho e cintos de utilidade. Assim como Como eu, todo o resto da minha equipe desfilara, o contramestre entregou a cada um de nós uma bolsa de ombro cheio de preservativos. Naquele momento eu sabia (sem saber como) que Cthulhu estava esperando por nós logo após a câmara de compressão. Eu sabia que, a fim de evitar a impregnação por Cthulhu, eu precisaria colocar um preservativo sobre cada ponta de seus tentáculos, fibras cílios, e todas as outras protuberâncias do Grande Cthulhu que poderiam se estender em meu caminho numa carícia comunicativa ou tentativa de exploração.

 

Para ser honesto, eu estava apavorado. Eu também estava expectante. Eu vinha me preparando para este momento há quase uma década. Mas quando a câmara terminou seu ciclo, & fui expulso, no mar quente iluminado pela lua, eu estava totalmente despreparado para o início de êxtase que se seguiu. Por um lado, eu podia sentir o cheiro. O olfato é o sentido em que eu mais confio para checar o fluxo de energia entre mim e aos outros durante a consciência desperta (o que explica, pelo menos em parte, a minha forte aversão aos fumantes). Até então, na hora do sonho, eu tinha sido privado de meu olfato. Mas agora eu fui inundado com odores que chegavam por todos os lados. Todos eróticos. Todos em êxtase. Todos convidativos. Eu queria mais!

 

A geometria desta gruta submarina me deu vertigem grave – mas não foi totalmente desagradável. (O poder bruto raramente é!) Eu senti como se qualquer desequilíbrio pudesse precipitar minha morte – ou pior. Era como estar em queda livre ao tentar navegar através de uma rotação / ondulando / respiração de casa de espelhos. Tempo dobrando e desdobrando em volta de mim. Cada gesto, cada escolha que fiz abriu novas linhas de tempo / fechando universos inteiros. Cada pensamento meu se realizava instantaneamente. Vontade consciente manifestava-se ainda mais rapidamente. [Ou foi apenas o meu sentido de tempo que se acelerou tanto que eras pareceram-me ser instantes?] Eu abandonar meus tanques de mergulho e descartado o meu saco de preservativos.

 

Eu não aceitaria nada menos do que a união total! Visões de impregnações parasitárias e infestações passaram pela minha mente. Desliguei minha mente momentaneamente para banir a imagem de embriões com tentáculos corroendo minhas entranhas. Enquanto em um estado de não-mente, eu me abria. O cheiro era delicioso. Assim foi a sensação. Eu abandonei meu estado de não-mente, a fim de raciocinar comigo mesmo. Se eu não estava disposto a confiar em meus próprios sentidos altamente desenvolvidos, em quem ou ao que eu poderia confiar meu futuro? Jogando a precaução ao vento Eu nadei em direção ao meu amante alienígena.

 

Cthulhu me acariciava e me penetrou em todos os orifícios possíveis – desde a minha bunda aos olhos, até as orelhas, os poros sobre as plantas dos meus pés. Cada penetração em êxtase / orgasmo / informação. Eu tirei prana diretamente da água do mar carregado erógenamente. Eu não tinha necessidade de ar para respirar. Tornei-me preenchido com a essência e substância de Cthulhu. Por minha vez, eu ejaculei em Cthulhu em um fluxo contínuo durante horas. Dentro de nós cresceram inteligências embrionárias de dimensões híbridas. Da perspectiva de Bill Seibert, ele / Eu / sentimos chegar à maturidade dentro de seu cérebro e dentro de sua coluna vertebral. I [isto é, o ego do Bill] tornou-se consciente da totalidade da consciência dentro de mim / nós. Eu / nós nos tornamos a cria / nossa união com Cthulhu – Ouroboros chupando ovos para fora de minha própria cauda. Auranos é tanto abelhas como pólen.

 

Pelo o que eu sou capaz de perceber, o tempo flui de forma diferente nesse plano em que Cthulhu está acordado e orgasticamente ativo do que o faz no aqui-e-agora. Pela manhã [quando acordei de volta para ao meu corpo humano] eu estava séculos mais maduro do que na noite anterior. No entanto, também mais jovem. No plano físico, eu já não sou muito humano. Meu médico uma vez, brincando, me disse que eu tinha o ECG de um cadáver. Ou de um zumbi. Ele refez meu eletrocardiograma & E o teste foi normal. Meus pensamentos dispersos podem atrapalhar as leituras de ECG e EEG. Meus níveis de açúcar no sangue, níveis hormonais, etc, são mais uma consequência dos meus padrões de pensamento conscientes do que da minha dieta ou quaisquer outros fatores ambientais externos. Os organismos que são parasitas em outros seres humanos vivem de forma benigna na minha corrente sanguínea e sob a minha pele, a não ser quando estou entregando-me a uma noite escura da alma.

 

Se eu parto da ideia de que eu estou afirmando minha vontade no universo, eu vou com toda a certeza encontrar energias / entidades que irão [assertivamente!] Trabalhar comigo para aprimorar a minha vontade. Se eu procurar controlar ou dominar, então vou atender aqueles que procuram dominar-me. Pessoalmente, eu prefiro a interagir simbioticamente com cada ser e cada entidade / energia que encontro. Para mim, a sinergia brincalhona parece muito mais eficaz do que hierárquicas lutas pelo poder emprestadas dos antigos aeons de ignorância dos nossos antepassados e de sua compreensão subdesenvolvida de seus próprios sistemas nervosos.

 

No trato com os Grandes Antigos, Deuses anciãos, tais como com outras energias / entidades, eu nem invoco, nem sou convocado. Pelo contrário, eu me abro para uma experiência consciente de que ele / ela / eles / é o que eu procuro. Às vezes eu estou visitando-os, enquanto em outras eu apenas deixo fluir. Para a maior parte das pessoas, tais distinções são bastante sem sentido, pois existem aspectos de mim que se identificam fortemente com o humano Bill Seibert e outros aspectos de mim que se identificam com essas inteligências – Eroto exóticas que comungam com o humano Bill Seibert. Em um sentido muito real, a minha comunhão / comunicação com essas entidades / energias é contínuo. Invocações rituais trabalham para acentuar minha consciência do que já está em andamento. Meu relacionamento com entidades / energias neste reino é principalmente sexual – ou seja, interpenetração. Eu / nós / eles trocam análogos não-físicos de material genético. Esse intercâmbio não pode [na minha experiência] Ocorrer sem confiança total, cooperação, abertura e êxtase. Neste reino, força [estupro, duplicidade, etc] e outros jogos de poder não só não são produtivos, como parecem ser impossíveis, [para mim, de qualquer forma.

 

A principal ferramenta que eu uso para me abrir para as energias das dimensões Lovecraftianas é o Vève circular trilateral mostrado abaixo. Eu moldei o original de memória após um rápido tour por seu análogo macrocósmico nas costas de Ithaqa, ao sabor do vento, á cerca de 15 anos atrás. Eu adicionei então os rótulos apropriados [nomes] através de meios acadêmicos normais, após a tradução para o Enochiano.

 

Ao longo dos anos, eu vim a perceber que o meu cérebro humano é apenas um apêndice minúsculo da minha mente. Meu cérebro humano é [de fato] incapaz de conter as energias materiais do cosmos. No entanto, a minha mente humana é capaz de interação igualitária ativa com as mais impressionantes entidades / energias que eu conheci até agora. Não para contê-las. Não para controlá-las. Mas, para fundir-se com elas e compartilhar [artisticamente / sexualmente / matematicamente] com elas.

 

A humanidade pode realmente ser muito frágil. No entanto, eu opto por não esconder a minha humanidade. Da minha perspectiva a fragilidade é um dos traços de sobrevivência mais delicados da humanidade! A abertura e curiosidade juntamente com a fragilidade parece engendrar ternura e paciência naqueles que foram alimentando instintos / predileções conscientemente cultivadas. Quando estou no modo exploratório aberto, saúdo e interajo com o desconhecido no decurso de minha exuberância. [Quando eu me sinto incapaz de ser aberto ou exuberante, eu sou um eremita que evita todo o contato consciente com o desconhecido.] Eu não tenho nenhum interesse em jogar jogos de poder com gigantes – Eu nos prefiro transando ou mesmo sendo bobos em vez disso! Se eu ocultar minhas fraquezas, sinto que poderia ser [inadvertidamente] triturada ou consumida durante a brincadeira de amor estridente.

Por Frater AshT-Chozar-Ssaratu, Miskatonic Alchemical Expedition – Trad, Giuliana

Qual o Vevè utilizado para a comunhão com a energias Lovecrafitianas?

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/copulacoes-lovecraftianas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/copulacoes-lovecraftianas/

A História da I.O.T. (Illuminates of Thanateros) – Eurico Mesquita

Bate-Papo Mayhem 181 – gravado dia 01/06/2021 (Terça) Com Eurico Mesquita – A História da I.O.T. (Illuminates of Thanateros)

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Livro Caostopia: http://kaoticrevolution.iluria.com/pd-69ce9c-caostopia-magia-e-extase-no-pandaemonaeon.html

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#Batepapo #MagiadoCaos

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Resultados da Hospitalaria – Abril 2009

doacoes-04-09

Confira abaixo as Entidades auxiliadas:

– Cantinho Mei Mei
http://www.cantinhomeimei.com.br/

– Lar Nice

– Lar Escola Santa Verônica – (12) 3621-2631

Av. Mal Deodoro , 101 – Jardim Santa Clara – Taubaté-SP

Creche com medidas sócio-educativas. Existe há 88 anos e atende 140 crianças de 18 meses a 6 anos, jovens de 7 a 12 anos e 56 menores infratores de 12 a 21 anos

– Federação de Cultura Afro-Brasileira (FECAB)

– Hospitalaria da 5a regional GOSP
http://www.redecolmeia.com.br/mason/beneficencia.htm

– Associação de Amigos dos Portadores de Cancer – Situa-se no Hospital da FAP Fundação de Assistencial da Paraiba, Hospital Universitário, tel. (83) 3333-1314.

– Programa de caridade da Loja Rosacruz AMORC – Tatuapé

– Programa de Doações do GOB-SP

Também tivemos doações em Funchal, Portugal!

– Associação Portuguesa de Apoio aos Desprotegidos de Portugal
http://apad.com.sapo.pt

As doações em dinheiro dos leitores foram usadas para comprar material escolar, remédios, material de limpeza, material de fisioterapia e brinquedos em algumas das instituições acima.

Anunciamos que a campanha vai continuar enquanto tivermos gente disposta a ajudar, e quem quiser ainda pode ter o seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-abril-2009

Edward Kelley

Edward Kelley foi um dos maiores médiuns de seu tempo que dizia conseguir entrar em contatos com anjos e espíritos utilizando uma bola de cristal. Para entender sua importância no legado ocultista é importante primeiramente uma breve recordação de seu grande parceiro John Dee. Escreveram sobre ele que: “Ele tinha muita vontade de aprender, era tão dedicado aos estudos que trabalhava dezoito horas por dia, dormindo apenas quatro horas enquanto nas outras duas dividia as refeições diárias. Sua paixão era a matemática…”

 

Durante 1546, um ano antes de se graduar, Dee começou a fazer observações astronômicas, a astrologia era muito bem aceita na época mas ele buscava explicações científicas para explicar a influência dos astros sobre as “porções elementais” do mundo, como por exemplo a posição dos planetas no momento do nascimento de uma pessoa afetando seu futuro. Ele acreditava que cada corpo emitia raios de força que agiam sobre todos os outros corpos.

Na Inglaterra ele trabalhou para o Conde de Pembroke em fevereiro, então passou a servir o Duke de Northumberland no fim do mesmo ano. Após a morte de Edward VI iniciaram as disputas entre católicos e Protestantes para assumir o trono real. Mary foi então coroada Rainha contra a vontade de muitos Protestantes que passaram a temer por sua própria segurança, e tinham motivos para isso. Em uma das campanhas promovidas pela Rainha Católica contra Protestantes eminentes Roland Dee foi preso, sendo liberado em 1553 após ser privado de todos os seus bens financeiros. John que contava com a herança de seu pai para levar adiante seus estudos científicos livre de preocupações financeiras se encontrou em uma situação difícil.

Em 1554 recebeu a oferta do posto de matemático na Universidade de Oxford, mas recusou, em maio de 1555 ele é preso e acusado pelo crime de “calcular”. Nesta época a matemática era considerada uma forma de possessão de poderes mágicos, as autoridades “queimavam livros de matemática como se fossem livros de evocação”.

Mesmo sendo culpado das acusações Dee foi libertado em Agosto, após três meses de encarceramento. Ele foi liberado como um homem livre, mas teve todos os seus bens confiscados, seu pai morre neste mesmo ano sem conseguir recuperar seu dinheiro. Em 1556 apresentou para a Rainha Mary planos para uma biblioteca nacional, como o projeto não recebeu o suporte oficial Dee, apesar de suas dificuldades financeiras, começou a criar sua própria biblioteca. A Rainha Mary morreu em 1558 e a herdeira Protestante Elizabeth se tornou Rainha. Dee logo encontrou apoio na Rainha Elizabeth e até recebeu dela o pedido de usar suas habilidades astrológicas para escolher a data mais apropriada para a a sua coroação, no que foi prontamente atendida. Fica então uma dúvida: como alguém associado tão intimamente com a prévia administração Católica encontrou apoio tão rapidamente? Estudiosos como Woolley acreditam que Dee pode ter sido um espião trabalhando para Elizabeth durante a administração de Mary.

Durante os cinco anos seguintes Dee investiu seu tempo em conseguir livros para sua biblioteca e em estudos de astronomia, astrologia, matemática, criptografia e magia, todos tópicos que estavam ligados ao objetivo de ajudá-lo a compreender a derradeira Verdade sobre o universo. Apesar de ser muito próximo da Rainha Elizabeth e aconselhá-la frequentemente Dee nunca conseguiu dela a segurança financeira que desejava para se dedicar inteiramente aos seus estudos.

Edward Kelley entrou na vida de Dee em março de 1582. Dee acabou se envolvendo cada vez mais com o seu contato com anjos e espíritos, guiado talvez por sua frustração de não ter conseguido, por conta própria, descobrir a Verdade sobre o universo. Este período de sua carreira durou aproximadamente cinco anos e muitas das referências e detalhes dessas conversações podem ser encontradas em seu diário. É difícil precisar a posição religiosa de kelley, parece que ele evitou tomar lados entre Católicos e Protestantes, mas após sua soltura ele se entrosou muito bem com o regime Católico que o havia encarcerado, ele pode ter trocado de posição por conveniência política, mas existem teorias que mostram que talvez ele fosse um espião.

Em 1583 Edward Kelley propõe uma mudança no calendário para alinhá-lo com o ano astronômico, o calendário Inglês era baseado na data do Conselho de Nicéia de 325, apesar do apoio de outros conselheiros reais a proposta foi recusada, o calendário Inglês foi atualizado apenas em 1752.

Keley e Dee viajaram para a Polônia e para Bohemia durante os anos de 1583 e 1589. Ao retornar para sua casa em Mortlake em 1589 Dee descobre que parte de sua biblioteca e instrumentos científicos haviam sido roubados, foi nesta época que se tornou amigo de Thomas Harriot. Durante muitos anos Dee tentou ganhar uma compensação pelas suas perdas financeiras. Em 1596 ele recebe o cargo de diretor do Capítulo do Colegiado em Manchester, muitos acreditam que isso aconteceu para conseguirem tirar ele de Londres. Em 1605 Manchester sofreu uma praga e a esposa de Dee e alguns de seus filhos morreram. Ele voltou para Londres onde morre alguns anos mais tarde.

Ainda hoje a vida de Edward Kelley permanece, em grande parte, desconhecida para a maioria dos historiadores e pesquisadores. Existem muitas insinuações de envolvimento com necromancia, magia negra e outras práticas sinistras, mas dificilmente as evidências passavam de boatos ou testemunhos também sem provas sólidas que os sustentassem. Kelley nasceu em Worcester, muitos acreditam que seu pai fosse um boticário de nome Talbot, o mesmo nome que Kelley usou para se apresentar a John Dee quando se conheceram; existem aqueles que afirmam também que Talbot era o nome real do alquimista e Kelley uma identidade assumida posteriormente. Existem evidências de que ele tinha pelo menos um irmão, conhecido como Thomas Kelley. Existem ainda especulações indicando a possibilidade do pai de Kelley ter morrido e sua mãe se casado novamente, o que poderia explicar a confusão de nomes: Kelley seria seu nome de nascimento e Talbot o nome de seu padrasto, o boticário. Há também aqueles que acreditam que o interesse de Kelley pela alquimia tenha nascido enquanto estudava química na loja de seu pai/padrasto.

Com dezessete anos Kelley viajou para Oxford se registrando sob o nome de Talbot na universidade de Gloucester Hall, abandonando os estudos pouco tempo depois. Dois anos mais tarde ele começa a trabalhar com direito imobiliário, primeiro em Londres e então em Lancaster. Foi trabalhando com imóveis e terrenos, levantando títulos de propriedade de terra e pedidos de posse que se envolveu no incidente que o perseguiu pelo resto da vida.

Conta a história que Kelley, junto com seu amigo Paul Waring e um homem contratado para ajudá-los, invadiram o cemitério que fazia parte da Law Church no parque de Wotton-in-the-Dale (também conhecido como Walton Ledale) em Lancaster e desenterraram o corpo de um indigente a pouco sepultado. Kelley havia sido pago por um jovem da nobreza do distrito para animar o corpo utilizando rituais e práticas necromantes para conseguir descobrir seus segredos. De acordo com os relatos do antiquário Ebenezer Sibley eles obtiveram êxito em sua empreitada e conseguiram descobrir através do corpo reanimado a suposta localização de um tesouro escondido pelo morto.

Se isso foi verdade ou não, não impediu que os boatos sobre a violação do túmulo começassem a se espalhar. Mesmo que nada pudesse ser provado sobre o envolvimento de Kelley sua carreira como escriba e advogado foi manchada permanentemente. Ele deve ter passado por mau bocados durante alguns anos, tentando ganhar a vida como advogado enquanto se envolvia em práticas ocultistas, que eram sua real paixão. Em 1580 Kelley é acusado de forjar títulos de posse para um de seus clientes

1555-1597

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/edward-kelley/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/edward-kelley/

Anatole France

Jacques Anatole François Thibault adotou o pseudônimo de Anatole France porque seu pai, um livreiro em Paris, chamava sua loja de “Librarie de France”. Desde muito jovem, Anatole foi um leitor insaciável. Sua primeira coleção de poemas, “Poemas Dourados”, foi publicada em 1873.

Por 20 anos France ocupou diversos cargos, mas sempre com tempo para seus escritos, especialmente durante o período em que trabalhou como bibliotecário no Senado, de 1876 a 1890. Sua obra literária é vasta, embora seja conhecido principalmente como romancista e contista.

Em 1875 France escreveu uma série de artigos de critica literária para o jornal “Le Temps”. Começou sua coluna semanal no ano seguinte. Esses textos foram publicados de 1889 a 1892 em quatro volumes, como “Vie Literarie”.

Influenciado pelo racionalismo radical de inspiração humanista, France condenava as formas de dogmatismo e especulação filosófica. Seu estilo apresenta um tom de ceticismo urbano e hedonismo. Essa visão da vida aparece explicitamente em “O Jardim de Epicuro” (1895). Seu primeiro grande sucesso foi “O crime de Silvestre Bonnard” (1881), premiado pela Academia Francesa, da qual France tornou-se membro em 1896.

France se casou com Valérie Guérin de Sauville em 1877. A união terminou em divórcio em 1893, devido a sua ligação com Mme Arman de Caillavet (Leontine Lippmann), o grande amor de sua vida e promotora dos seus livros através de suas amplas relações sociais.

Em 1888 France publicou “O livro do meu amigo” um tipo de romance autobiográfico, que continua com “Pierre Nozière” (1899), “Le Petit Pierre” (1918) e “La Vie en Fleur” (1922).

France foi de encontro ao naturalismo de Zola. O período da transição do paganismo ao cristianismo era um de seus temas favoritos. Em 1889 lançou “Baltasar” e, no ano seguinte, “Thais”, a história da conversão de uma cortesã de Alexandria durante o início da era cristã.

Em 1893 France publicou “A Rotisseria da Rainha Pédauque”, um retrato da vida no século 18. A figura central da novela, Abbé Coignard, reaparece em “As opiniões de Jérôme Coignard” (1893) e na coleção de histórias “O Poço de Santa Clara” (1895). Com “O Lírio Vermelho” (1894), uma história trágica de amor, France retornou a um assunto contemporâneo.

Com o tempo France tornou-se cada vez mais interessado em questões sociais. Apoiou Émile Zola no caso Dreyfus; no dia seguinte à publicação do “J’accuse”, assinou a petição que pedia a revisão do processo. Devolveu sua Legião de Honra quando foi retirada a de Zola. Participou na fundação da Liga dos Direitos do Homem.

Anatole France filiou-se ao Partido Comunista no início dos anos 1920. Foi laureado em 1921 com o Prêmio Nobel de literatura pelo conjunto da obra. No ano seguinte a Igreja católica pôs sua obra no “Índex” por criticar a sociedade e a Igreja. Os trabalhos reunidos de Anatole France foram publicados em 25 volumes entre 1925 e 1935.

Seus trabalhos incluem a biografia “Vida de Joana d?Arc”, “Os Deuses têm Sede”, “A Rebelião dos Anjos”, “A Ilha dos Pingüins”, “O Artista”, “Axis Mundi”, “O Cristo do Mar”; “Marguerite” e “Missa dos Mortos”, entre outros.

Frases de Anatole France:

A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado.

Duvidemos até mesmo da própria dúvida.

Com que direito os deuses imortais rebaixariam um homem virtuoso ao ponto de o recompensar?

O mal é necessário. Da mesma forma que o bem, tem a sua nascente profunda na natureza, e um não poderia exaurir-se sem o outro.

Em matéria de propriedade, o direito do primeiro ocupante é incerto e pouco seguro. O direito de conquista, pelo contrário, assenta em fundamentos sólidos. Ele é respeitável porque é o único que se faz respeitar.

Definem-nos o milagre: uma derrogação das leis da natureza. Não as conhecemos; como saberíamos que um fato as derroga?

As mulheres e os médicos sabem bem como a mentira é necessária aos homens.

O trabalho convém ao homem, (…) evita que ele olhe para esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível.

Os homens animados por uma fé comum nada têm feito mais depressa senão exterminar aqueles que pensam de modo diferente, sobretudo quando a diferença é muito pequena.

O que os homens chamam de civilização é o estado atual dos seus costumes e o que chamam de barbárie são os estados anteriores. Os costumes presentes serão chamados bárbaros quando forem costumes passados.

Chamamos perigosos àqueles cujo espírito é diferente do nosso e imorais aos que não têm a nossa moral.

Nada estraga tanto uma confissão como o arrependimento.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/anatole-france/

A longa e horrível história de pessoas tentando viver para sempre

Theo Zenou 

O filósofo renascentista Montaigne brincou certa vez que “a morte nos pega pela nuca a cada momento”. Ele poderia muito bem ter acrescentado: ‘até que, finalmente, nos estrangule.’ Mas e se soubéssemos como escapar do estrangulamento da morte? E se pudéssemos evitar a morte e viver para sempre? Seria possível? Seria ético? Seria desejavel?

A imortalidade pode parecer coisa de ficção científica, mas está se tornando cada vez mais o foco da ciência real. Em 2013, o Google lançou a Calico, uma empresa de biotecnologia cujo objetivo é “resolver” a morte. Enquanto isso, o cofundador do PayPal, Peter Thiel, prometeu “combater” a morte. E no ano passado, foi relatado que o presidente da Amazon, Jeff Bezos, fez um alto investimento na Altos Labs, uma empresa que planeja “rejuvenescer” as células para “reverter doenças”. (Bezos é também dono do Washington Post.).

Existe até uma startup desenvolvendo medicamentos para que os cães possam viver mais. Os ensaios clínicos estão programados para começar este ano. Se forem conclusivos, o plano é aplicar a mesma ciência às pessoas. A imortalidade – ou anti-envelhecimento, como os pesquisadores o chamam sobriamente – é a próxima grande novidade. As estimativas colocam o valor do setor em impressionantes US$ 610 bilhões até 2025. Do Vale do Silício a Cambridge, na Inglaterra, cientistas estão escrevendo o capítulo mais recente da tortuosa história de nossa busca pela vida eterna. É uma história que vem de longe.

A Epopéia de Gilgamesh

Nós temos tentado viver para sempre a muito tempo. A história mais antiga de nossa espécie, “A Epopéia de Gilgamesh”, é sobre esse anseio.

Gravado em tábuas de argila quatro milênios atrás na Mesopotâmia, diz respeito ao rei Gilgamesh, um “homem touro selvagem” com músculos gigantescos e um ego ainda maior. Após a morte de seu melhor amigo, Gilgamesh é forçado a enfrentar sua própria mortalidade. “Devo morrer também?” ele clama aos céus.

Em sua dor, ele se transforma em uma versão mesopotâmica de Peter Thiel e parte em uma missão para “superar” a morte. Ele falha, mas descobre o significado da vida ao longo do caminho:

“Os humanos nascem, vivem, depois morrem,
esta é a ordem que os deuses decretaram.

Mas até o fim chegar, aproveite sua vida,
gaste-o em felicidade, não desespero.

… Ame a criança que te segura pela mão,
e dê prazer à sua esposa em seu abraço.

Essa é a melhor maneira de um homem viver.”

Mas o resto da humanidade não recebeu o memorando. Veja o primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, que governou no século III a.C. e estava determinado a viver para sempre.

Qin Shi Huang

Como Gilgamesh, Qin tinha pavor da morte. Tanto que ele proibiu qualquer discussão sobre o assunto no tribunal sob pena de – você adivinhou – morte.

De acordo com o livro “Imortalidade”, de Stephen Cave, quando Qin soube de um grafite profetizando que ele também morreria, ele ordenou que suas tropas matassem quem fosse responsável por essa afronta. Mas o meliante escapou da captura. Então o imperador mandou matar todos na área. (Para alguém com um medo tão neurótico da morte, Qin foi bem casual em matar seus súditos.)

Um dia, um enigmático feiticeiro chamado Xu Fu afirmou que sabia como conceder a imortalidade ao imperador. Tudo o que este último precisava fazer era absorver o “elixir da vida”. Esta bebida especial pode ser encontrada em uma ilha mágica do Mar da China Oriental. Qin, sempre crédulo, financiou a expedição de Xu lá.

Mas, é claro, não havia ilha. Xu era um vigarista tão descarado que fez Charles Ponzi parecer Desmond Tutu.

Ainda assim, o imperador permaneceu obcecado em prolongar sua existência. Para esse efeito, ele começou a beber uma mistura estranha… e morreu aos 49 anos de envenenamento por mercúrio.

Diane de Poitier

Qin não foi a única figura histórica convencida de que um coquetel poderia conferir imortalidade. Diane de Poitiers, supostamente a mulher mais bonita da França do século XVI, bebia ouro para preservar sua boa aparência.

Diane de Poitiers era uma nobre francesa e cortesão proeminente que bebia ouro para preservar sua boa aparência.

Poitiers não escolheu arbitrariamente o ouro como sua panacéia. O elemento foi associado à imortalidade graças à alquimia, a biotecnologia da Idade Média, que se centrava na busca da Pedra Filosofal. Acreditava-se que transmutava metais básicos em ouro e dava vida eterna.

Um alquimista parisiense do século XIV, Nicolas Flamel, descobriu a pedra sagrada e ainda estaria vivo hoje. Ou assim vai a lenda, que inspirou o primeiro livro de “Harry Potter”.

Papa Inocêncio VIII e Elizabeth Bathory

Ao longo da história, o sangue tem sido um remédio antienvelhecimento popular. Em 1492, o moribundo Papa Inocêncio VIII foi injetado com sangue de crianças, colocando em prática a recomendação do polímata italiano Marsilio Ficino de que os idosos sugam o sangue dos jovens “como sanguessugas” para voltar seu relógio biológico. (Se isso for muito grosseiro para você saiba que Ficino aconselhou misturar o sangue com água quente e açúcar.) Infelizmente para o Sumo Pontífice, era besteira. Inocentes morreram, junto com seus jovens doadores de sangue.

A longa e chocante história de papas atormentados por escândalos
Mas que tal banhar-se no sangue das virgens? Na virada do século XVII, a condessa húngara Elizabeth Bathory era aparentemente um adepto. Ela acreditava que mergulhos regulares evitariam que sua pele se enrugasse.

Busca pela imortalidade no Século XX

Avançando dois séculos, um eminente neurologista creditou injeções de cobaias e testículos de cachorro por fazê-lo “se sentir trinta anos mais jovem”. Um cirurgião empreendedor correu com a ideia, enxertando testículos de macaco nas partes íntimas de homens idosos em uma tentativa de reverter o envelhecimento. Saiba mais, por sua conta e risco, em seu tratado “Vida; um Estudo dos Meios de Restaurar a Energia Vital e Prolongar a Vida”.

A busca pela imortalidade se estendeu até a hora mais sombria do século 20. No auge da Segunda Guerra Mundial, o líder nazista Heinrich Himmler embarcou em uma busca para localizar o Santo Graal. O chefe da SS, mergulhado nas artes das trevas, acreditava que o Graal lhe concederia habilidades sobre-humanas, incluindo a vida eterna. Desde a Idade Média, dizia-se que beber do Graal anularia a morte. (Himmler nunca encontrou o Graal; ele morreu em 1945 quando tomou uma pílula de cianeto ao ser capturado pelos britânicos.)

O sonho que não morre

No entanto, se você espera viver para sempre, abandone os contos de fadas medievais. Em vez disso, estude a ciência emergente da programação de células, ou “hackeie” células para recodificá-las que ficou sob os holofotes recentemente graças a uma conferência no prestigiado London Institute for Mathematical Sciences (LIMS).

“Em princípio, a vida poderia ser projetada para viver mais”, disse o diretor do LIMS, Thomas Fink, ao The Post. Físico formado em Caltech e Cambridge, ele vê a imortalidade como um desafio matemático. Para resolvê-lo, é preciso primeiro perguntar por que envelhecemos. “A resposta canônica”, explicou Fink, “é que o envelhecimento é inevitável e uma condição fundamental da vida”. Todo organismo se degrada com o tempo e, eventualmente, se decompõe. Fim da história.

“Mas a história é muito mais estranha do que pensamos”, disse Fink. Em um artigo recente, ele usou a matemática para demonstrar que “o envelhecimento pode ser favorecido pela seleção natural”. Essa é uma visão chocante: significa que as primeiras formas de vida, que começaram há bilhões de anos, provavelmente não morreram.

A morte surgiu durante o curso da evolução porque conferia uma vantagem. Em suma, as espécies que morreram se saíram melhor do que as que não morreram.

Na frase memorável de Fink, “imortalidade – não mortalidade – é o estado natural das coisas”. Então, como podemos voltar a esse estado natural? É aí que entra a programação celular.

Várias empresas estão tentando fazer esse trabalho, como a bit.bio, que recodifica células para tentar encontrar curas para doenças como o Alzheimer. A longo prazo, essa biotecnologia revolucionária pode muito bem permitir que os cientistas redefinam as células para a imortalidade.

“Se o processo de envelhecimento é um mecanismo dentro da célula controlado por um programa de transcrição, então seremos capazes de influenciá-lo”, hipotetizou Forrest Sheldon, um membro júnior do LIMS que colabora com o bit.bio.

Mas Fink e Sheldon alertaram que ainda estamos muito longe de nos tornarmos imortais. Então não reserve ainda suas férias para o verão de 4500.

Fonte: https://www.msn.com/en-us/news/us/the-long-and-gruesome-history-of-people-trying-to-live-forever/ar-AAWNqyu?ocid=uxbndlbing

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-longa-e-horrivel-historia-de-pessoas-tentando-viver-para-sempre/

Resultados da Hospitalaria – Maio 2009

Ao todo, em Maio, foram 15 mapas e 10 sigilos.

– Os 7 sigilos/mapas que foram depositados em dinheiro foram destinados para a Cruz Vermelha, para o auxílio às vítimas das Enchentes. Não resisti e completei a doação com uma doação minha de 36,00, totalizando R$ 666,00 em doações.

Além disto, confira abaixo as Entidades auxiliadas este mês:

– Lar dos Desamparados

(rod. Marechal Rondon, km332 – Agudos)

– Biblioteca Pública Cassiano Ricardo, em São José dos Campos

– Vila São Cotolengo (Goiânia)

– Educandário Lar do Caminho

Via de Acesso Professor Paulo Donato Castellani, s/n- Jaboticabal-SP

–Associação das Mães Solteiras da Vila Papirus da Cidade de Goiás – Estado de Goiás.

– Federação de Cultura Afro-Brasileira (FECAB)

– Hospitalaria da 5a regional GOSP
http://www.redecolmeia.com.br/mason/beneficencia.htm

Anunciamos que a campanha vai continuar enquanto tivermos gente disposta a ajudar, e quem quiser ainda pode ter o seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-maio-2009