Bruce Dickinson e Aleister Crowley

Por Adriano Camargo.

Todos sabem que o mago inglês Aleister Crowley (1875-1947) tem influenciado o mundo do rock (e as artes em geral). E todos sabem também que o cantor inglês Bruce Dickinson é um cara multitalentoso e uma das personalidades mais inteligentes do heavy metal. Mas é possível que nem todos saibam que Bruce Dickinson sempre teve um grande interesse por história da magia, ocultismo e… Aleister Crowley!

E, ao contrário do que a maioria pensa, Crowley não era satanista, mas sim um filósofo e ocultista praticante assíduo envolvido em diversos ramos da magia (magick) e da filosofia oculta, desde a bruxaria europeia e o paganismo até a cabala, alquimia, magia sexual, hinduísmo, budismo, etc. Contudo, Crowley ficou muito conhecido e mal-afamado devido ao seu comportamento “inadequado” e “chocante” para a época (a Era Vitoriana) e às difamações de fundamentalistas religiosos; nos dias de hoje provavelmente ele não chamaria tanta atenção…

Por outro lado, nos dias de hoje, certamente que Bruce Dickinson chama muita atenção devido ao seu trabalho artístico e suas outras habilidades, interesses e inteligência. Como músico e letrista, o trabalho de Bruce é repleto de referências ao mago inglês e a diversas áreas da filosofia oculta, desde as letras de sua carreira solo e do Iron Maiden até o seu filme Chemical Wedding (2008).

Do álbum solo de Bruce Dickinson Accident of Birth, a música Man of Sorrows fala do próprio Crowley quando menino, profetizando o seu futuro quando iria então estabelecer a vinda de um Novo Mundo, de uma Nova Era. Em Man of Sorrows, podemos encontrar também a frase “do what thou wilt”, que significa “faze o que tu queres”, uma referência mais direta e explícita a Crowley e à sua Lei de Thelema. Entretanto, tal lema thelêmico tem uma origem anterior a Crowley, remontando à obra Gargântua e Pantagruel, do escritor francês François Rabelais (1494-1553), na qual uma abadia fictícia chamada Abadia de Thelema apresenta esse lema como uma de suas “leis”. Esse famoso lema posteriormente também foi adotado por um dos clubes ingleses pseudo-satanistas do século XVIII chamados de Hellfire Club (“Clube do Fogo do Inferno”), no qual se reuniam os aristocratas para praticar orgias, bebedeiras, comilanças, jogatinas e discutir arte e literatura. Porém, na filosofia de Crowley, e de acordo com a letra de Man of Sorrows, “faze o que tu queres” se refere à Vontade do Eu Superior de cada indivíduo e não a meros desejos descontrolados. Esse Eu (ou a Individualidade, o Logos individual, o SAG, o Daimon socrático, etc.), de acordo com a letra da música, supostamente sofre por estar preso em um corpo carnal e por não se fazer conhecido pelo indivíduo que também sofre perdido, desorientado na vida, sem conhecer a Si mesmo e seu verdadeiro destino.

The Chemical Wedding, seguinte álbum de Bruce, é em parte baseado na obra literária e artística do poeta inglês William Blake (1757- 1827), que por sua vez também influenciou a filosofia de Crowley a ponto deste acreditar ser uma reencarnação daquele. Contudo, o título do álbum se refere à outra obra, um manifesto rosacruz intitulado The Chemical Wedding of Christian Rosenkreutz (“O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz”) publicado em 1616 e que narra o casamento alquímico de um rei e uma rainha. Esse “casamento” é basicamente uma alegoria para a união sexual do masculino com o feminino (Sol e Lua; Fogo e Água; Espada e Cálice) por meio da magia sexual devidamente ritualizada a fim de expandir a consciência, assim como a união das duas partes da alma (psique) conhecidas na psicologia junguiana como animus (masculino) e anima (feminino); a magia sexual era uma prática central na filosofia thelêmica de Aleister Crowley.

Na letra de The Chemical Wedding encontramos no refrão:

“We lay in the same grave/ Our chemical wedding day”

(Nós nos deitamos no mesmo túmulo/Nosso dia do casamento alquímico”).

O túmulo é uma representação para o caldeirão na alquimia, no qual a matéria-prima densa é putrefata, desintegrada, ou seja, transformada, para em seguida dar surgimento a algo novo; ou seja, o casamento do homem e da mulher (os alquimistas) que “morrem” no êxtase alquímico-sexual para dar surgimento a uma nova consciência, expandida, cheia de alegria e livre no infinito.

The Tower, também do álbum The Chemical Wedding, é uma das letras do álbum mais ricas em referências alquímico-sexuais e relativamente crowleyanas. Sendo assim, vamos analisar alguns pontos. A música fala especialmente sobre as imagens alquímicas do tarô e do zodíaco (ambos de suma importância no sistema de Crowley). O próprio título da música se refere a uma das cartas mais “sinistras” do tarô: A Torre, que é referida no Livro da Lei (Liber AL), de Crowley. Na letra da música os versos “There are twelve commandments/ There are twelve divisions” (“Há doze mandamentos/ Há doze divisões”) aludem aos doze signos astrológicos dispostos divididos em casas de 30º no cinturão (imaginário) do zodíaco com seus “mandamentos”. A frase “The pilgrim is searching for blood” (“O peregrino está à procura de sangue”) diz que o alquimista buscador, em sua senda solitária está buscando sua iluminação; o sangue é uma referência à fase “vermelha” da alquimia chamada rubedo. Nessa última fase alquímica a Pedra Filosofal é “encontrada” e o alquimista (ou qualquer iniciado) se torna um sábio “imortal” autoconsciente, realizando sua própria Vontade livre, uma referência direta à Lei de Thelema e que está presente no seguinte verso da letra: “To look for his own free Will” (“Buscar por sua própria Vontade livre”).

E no refrão temos os versos:

“Lovers in the tower/ The moon and sun divided/ the hanged man smiles/ Let the fool decide/the priestess kneels/ the magician laughs”

(“Amantes na Torre/ A Lua e o Sol divididos/ o Enforcado sorri/ Deixe o Louco decidir/ a Sacerdotisa se ajoelha/ o Mago dá risada”),

nos quais podemos encontrar referências diretas a várias cartas do tarô: The Lovers (Os Amantes), The Tower (A Torre), The Moon (A Lua), The Sun (O Sol), The Hanged Man (O Enforcado), The Fool (O Louco), The Priestess (A Sacerdotisa) e The Magician (O Mago). Para não nos alongarmos demais na letra de The Tower, podemos dizer que ela contém alguns segredos alquímico-ritualísticos de magia sexual.

Há outras músicas interessantes em The Chemical Wedding, incluindo aquelas inspiradas diretamente por William Blake: Book of Thel, Gates of Urizen e Jerusalem. Do álbum Tyranny of Souls, podemos destacar alguns versos. O título da música Navigate the Seas of the Sun significa a libertação de restrições e a expansão da consciência, já que o Sol é um símbolo da cabeça humana, da inteligência e da consciência. Nessa letra, encontramos “Our children will GO on and on to navigate the seas of the sun” (“Nossas crianças continuarão a navegar os mares do sol”), que na filosofia thelêmica diz respeito ao arcano d’O Sol no qual duas crianças gêmeas, inocentes e livres “navegam” os raios solares, representando a humanidade em mais uma fase evolutiva, com seus aspectos masculinos e femininos assimilados e harmonizados pelo Eu.

Na música-título A Tyranny of Souls, encontramos os versos

“Who rips the child out from the womb?/ Who raise the dagger, who plays the tune?/At the crack of doom on judgment day”

(Quem arranca a criança do útero?/ Quem ergue a adaga, quem toca a música?/ À beira da condenação no dia do julgamento”).

É uma descrição do Aeon (Era, Idade, Tempo) de Crowley, retratado no arcano O Aeon (no tarô comum é conhecido como O Julgamento). Esse Aeon é marcado pela destruição do velho Aeon de Osíris e pelo nascimento do novo Aeon de Hórus. A criança arrancada do útero, conforme a letra da música, é Hórus, filho de Osíris e Ísis; a adaga erguida significa a morte do Aeon passado, o Aeon de Osíris ou Era de Peixes, considerado tirano, repressor, restritivo e opressor; a música referida nos versos é tocada por meio de uma trombeta tradicionalmente por um ser angélico que anuncia a Nova Era, o Novo Aeon, com o julgamento e condenação do velho. Mas no Novo Aeon, Hórus mantém silêncio para representar a “perfeição” do Novo Tempo. Com relação ao Iron Maiden, Bruce Dickinson tem colaborado razoavelmente nos processos de composição. Do álbum Piece of Mind, a letra de Revelations apresenta alguns “mistérios”. O verso “Just a babe in a Black abyss” (“Apenas um bebê em um abismo negro”) é um referência ao conceito crowleyano de “bebê do abismo”, um termo para designar aquele que mergulha e atravessa o Vazio. Trata-se de um abismo metafísico e psíquico entre o universo real e o universo ilusório, entre a “insana” dimensão do espírito e a igualmente insana (e aparentemente segura) dimensão da matéria; o magista ou iniciado que fracassa em cruzar o Abismo (e em assimilar o conhecimento nele contido) geralmente enlouquece. O verso

“No reason for a place like this”

(“Nenhuma razão para um lugar como este”)

mostra que, uma vez no Abismo, a razão humana como se conhece é completamente abolida.

Do álbum Powerslave a música-título fala sobre um faraó, tido como um deus, que não quer morrer, mas continuar governando no mundo material. Na filosofia thelêmica de Crowley, Osíris representa a Era decadente que insiste em continuar, mas que deve ser destruída para dar lugar ao Aeon de Hórus (filho de Osíris). Por outro lado, o faraó é uma representação de todo mago que fracassa em cruzar o Abismo, tornando-se assim um “escravo do poder da morte” (como diz a letra), psicoespiritualmente. Isso pode ser visto especialmente nos versos

“Into the abyss I’ll fall – the eye of Horus/ Into the eyes of the night – watching me go”

(“no abismo eu cairei – o olho de Hórus/ Nos olhos da noite – olhando-me ir”).

E no verso

“Shell of a man god preserved”

(“A casca de um homem-deus preservado”)

o faraó/deus/magoestá morto fisicamente, com seu cadáver mumificado ou não, ao mesmo tempo em que ele se torna um ser vazio e insano, sem conexão com o seu Eu, ou seja, uma “casca” no mundo qliphótico (do hebraico “qlipha”, que significa “casca”, “concha”) cujos portais estão no próprio Abismo, segundo outro verso: “But open the gates of my hell” (“Mas abra os portais de meu inferno”).

Moonchild, do álbum Seventh Son of a Seventh Son, é uma referência direta a uma das obras de Crowley de mesmo nome. A letra da música fala sobre a união de dois magistas (homem e mulher) e o nascimento de um ser supra-humano (entendido também como uma supraconsciência). Na letra, o homem é representado por Lúcifer, o Portador da Luz, o não-nascido, e a mulher é a Prostituta Escarlate, Babalon (nome derivado de Babylon), como aparece nos versos “The fallen angel watching you/ Babylon, the Scarlet whore” (“O anjo caído observando você/ Babilônia, a prostituta escarlate”).

Os nomes Babalon e Mulher Escarlate, apesar de derivados da Bíblia, são próprios do sistema mágico thelêmico de Crowley e equivalentes à deusa Lilith (mesopotâmica), Hécate (grega), Kali (hindu), entre outras, representando ainda os aspectos femininos da Natureza e a Grande Mãe do universo, livre dos dogmáticos conceitos morais sobre bem e mal. O álbum Seventh Son of a Seventh Son é todo “profético”, com colaborações de outros membros da banda em torno de temas como magia, alquimia, ocultismo, bem e mal, etc.

Por fim, vamos falar sobre alguns trechos do último álbum do Iron Maiden, The Final Frontier, que novamente traz alguns temas sobre alquimia, magia crowleyana e expansão da consciência. Na música Starblind, podemos ler o verso “Let the elders to their parley meant to satisfy our lust” (“deixar os anciãos às suas barganhas significa satisfazer nosso desejo”). Lust é o título de uma das cartas do tarô de Crowley, que se refere, entre outras coisas, a tudo o que é dos sentidos e que provoca êxtase, pois, nas palavras de Crowley, “não tema que deus algum lhe negue isso.” Os anciãos representam a religião dogmática e repressora do Aeon passado, que oferecem “liberdades de carcereiros” e que “parlamentam” aquilo que lhes traz vantagens ilícitas.

Enquanto eles falam e negociam e ficam no passado, os desejos (lust) do novo Aeon, ou seja, a Vontade livre e o desejo pela vida são satisfeitos naqueles que se libertaram do dogmatismo e que estão sem “o dispositivo cruel da religião”, conforme o verso “Religion’s cruel device is gone”. A frase “You are free to choose a life to live” (“Você é livre para escolher uma vida para viver”) é outra referência à Lei de Thelema, ao cumprimento da Vontade. Ainda do álbum The Final Frontier, a letra da música The Alchemist pode parecer óbvia, mas ela fala sobre algo mais do que um mero alquimista. O trecho “My dreams of empire from my frozen queen will come to pass” (“Os sonhos de império da minha rainha congelada irão passar”) refere-se à rainha inglesa Elizabeth, que protegia o também multitalentoso, suposto espião e mago John Dee (1527-1608), citado no verso “Know me, the Magus I am Dr. Dee” (“Conheça-me, o Mago Dr. Dee sou eu”). John Dee é conhecido especialmente por seu trabalho sobre magia enochiana e por sua associação com o alquimista e clarividente Edward Kelley (1555-1597), com quem “criou” esse poderoso sistema de magia, posteriormente praticado por Crowley (que acreditava ser também a reencarnação de Edward Kelley).

A letra da música de modo geral descreve as práticas de John Dee e Edward Kelley com a magia enochiana, considerada um sistema angélico, descrevendo também os contatos com os anjos, isto é, os “demônios”. Enquanto Edward Kelley se comunicava com os seres enochianos, conforme o verso da letra “Know you speak with demons” (“Sei que você fala com demônios”), John Dee ia anotando todo o sistema. O termo “angélico” aqui, entretanto, não diz respeito às imagens populares de anjinhos rechonchudos ou anjos esbeltos e delicados, mas a seres considerados alienígenas terríveis e demoníacos (no sentido original da palavra grega “daimonos”, quer dizer, “espírito”, “gênio”), conhecidos popularmente como “anjos caídos”, os supostos instrutores e doadores do conhecimento nos primórdios da espécie humana. Tais anjos enochianos foram contactados por Crowley, que fez as invocações pelas chaves enochianas, resultando em sua obra chamada Liber 418 – A Visão e a Voz. As invocações enochianas de Dee/Kelley e Crowley são referidas no seguinte verso de Bruce: “Hear the master summon up the spirits by their names” (“Ouça o mestre chamar os espíritos por seus nomes”)…

O Iron Maiden sempre carregou uma forte aura de intelectualismo, profetismo e mistério, contando muitas vezes com as inteligentes e valiosas contribuições de Bruce Dickinson. Por afinidades intelectuais e de interesses, independentemente do tempo cronológico, Crowley sempre esteve presente, ou apenas “pairando”, no trabalho de Bruce. E diferentemente do trabalho de Ozzy Osbourne, cuja letra da música Mr.Crowley é um tanto sarcástica e superficial, Bruce Dickinson tem se interessado muito mais seriamente pelas questões que envolvem a magia de Aleister Crowley. Ambos, Bruce e Crowley, sempre buscaram ir mais além, demonstrando que é possível chegar à “última fronteira” entre a consciência e a supraconsciência…

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/bruce-dickinson-e-aleister-crowley

O Filho de Lúcifer me escreve!

Abro a caixa postal e o primeiro email que vejo é o seguinte:

Prezado senhor Marcelo, venho a traves deste solicitar, caso seja o responsavel pela publicação do ritual exposto na sua pagina cujo o link se encontra abaixo descrito, para que retire, pois o mesmo faz parte de uma ensinamento exclusivo para filho um filho pactuado, indicado pelo meu mestre, pois vejo qua ha alguns interessados solicitando informações a respeito do mesmo, pois tenho absoluta certeza que não teve nenhuma inteção de passar conteúdo alheio para os que lhe seguem, por tanto conto com a vossa compreensão, Att: sacerdote Edson.

Antes de ler a minha resposta, dêem uma passada nesse site.

Prezado “Filho de Lúcifer”, Ou Edson B. Silva, residende à Vila Cumbé, SP.

Em primeiro lugar, o dito texto não se encontra em lugar nenhum do seu site, portanto você não pode provar que ele é de sua autoria nem requisitar a retirada dele do TdC (apesar dos erros de português e péssima gramática serem bons indicativos, eles não se sustentam como alegação).

Em segundo lugar, NINGUÉM está solicitando “maiores informações a respeito”. Na verdade, seu site é tão esquisito, com imagens pixeladas, pedaços de imagens “demoníacas” tiradas do geocities e de blogs wiccas e pentagramas com a ponta voltada para cima (deixa eu te dar uma dica… coisas “satanicas” usam o pentagrama de cabeça para baixo) que ficamos com sérias dúvidas se o seu site é sério ou apenas mais um dos inúmeros sites de zoeira que abundam na internet.

Em terceiro lugar, certamente eu não quis “passar conteudo alheio” porque aquilo mal pode ser caracterizado como “conteúdo”. Se voce leva mesmo esta treco a sério, recomendo que leia com atenção aos meus comentários sobre o ritual e veja as implicações de verdade em se meter com o que voce nao conhece.

Em quarto lugar, prove que você é o autor do texto e que o texto está registrado na Biblioteca Nacional e eu retirarei com prazer; até lá, é um email de SPAM circulando em domínio público.

Atenciosamente

Arcanjo Gabriel

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-filho-de-l%C3%BAcifer-me-escreve

LVX e NOX

LVX signs

Olá crianças,

O ocultismo também trabalha com o contraste natural entre a lux e as trevas. A Teosofia e as tradições ocidentais trabalham primordialmente com o que Eliphas Levi chamou de “Luz Astral”. A matéria da qual a imaginação é feita, ou nas palavras de Shakespeare, outro grande iniciado, “a matéria da qual os sonhos são feitos”. Os primeiros passos de qualquer mago, seja na Golden Dawn, seja no AA ou qualquer ordem séria, é o domínio de LVX. Respirações, Visualizações, Templo Astral, Golens, armas Astrais, sonhos lúcidos, controle da imaginação e criação do caminho de TAV. A entrada para a porta da Árvore da Vida em sua escalada como Serpente.

O nome LVX reflete o de “luz” porque ele literalmente “ilumina” o Plano Astral (uma dimensão abstrata mental de formas puramente mentais). Ele dá a forma, o controle e a percepção do que o mago está fazendo, bem como abre a visão para o que chamamos de SAG, “Sagrado Anjo Guardião” ou “Eu superior” ou, em português claro, “O que diabos eu vim fazer neste planeta?”

E por falar em diabos, não é à toa que o Arcano do Diabo é o primeiro Arcano que cruza o Véu de Parokhet na Escalada da Serpente.

A palavra para luz, em latim, é LVX (o “u” é escrito com “v” em latim) e utilizado como uma fórmula hermetica. Cada letra corresponde a um simbolismo esotérico, com um significado específico, começando no grau de Zelator na Golden Dawn e no Arcanum Arcanorum e finalizando no grau de Adeptus.

Cada uma das letras está relacionada a uma postura e um deus egípcio: “L”, Isis, a lua, a mãe poderosa, “V” de Apophis, a serpente do Caos e “X” para Osísis, ressuscitado no Sol de Tipheret. Suas iniciais formam o mantra IAO, também estudados nos graus além do Átrio. Do hebraico temos Yod para a primeira letra de Ísis, que ao mesmo tempo representa o signo de VIRGEM; Nun, a letra “N”, representando tanto a serpente quanto o signo de Escorpião, Resh, para a letra R, representando Osíris e o Sol; e o retorno ao ponto luminoso de origem, no círculo do Zodíaco, daí “INRI” (também “Iesvs Nazarenvs Rex Ivdaeorvm” ou “Inge Natvra Renovatvr Integra”).

Uma vez formado e preparado, dominando as construções mentais, astrais; com suas armas, defesas, templos, egrégoras e chaves magísticas, o iniciado está preparado para, ao mesmo tempo em que persegue sua Verdadeira Vontade, eliminar ou restituir os débitos passados. E chegamos ao símbolo de NOX, as trevas da caverna de Yesod, representando os portais que a deusa Lillith ultrapassou em busca de seu amado Dumuzi.

Nox, a Noite, ou Nyx, representa o estudo, confronto e domínio de nossas forças sinistras. Os rituais de evocação e invocação dos demônios internos para a compreensão e dissolução destas entidades. Mas, como tudo o que está dentro, está fora, estas energias se mesclam com as Qlipoth da Árvore da Morte. Para derrotar o dragão, é necessário estar preparado e armado, caso contrário, você será apenas a próxima pilha dos eguns que servem a estas forças fora da Lei.

Neste momento, percebemos que, se LVX representa a Iniciação ao estado de Tipheret, NOX representa a Iniciação ao estado de BINAH. Os Mistérios inferiores envolvem a construção harmônica do ego (Ruach) através do equilíbrio dos quatro elementos mais o domínio do espírito enquanto os grandes Mistérios de NOX exigem que você tenha o domínio sobre “QUEM VOCÊ É” e “O QUE VEIO FAZER AQUI”. Sem isso, sinto informar, mas você se fudeu na mão dos demônios. Sem despertar para a presença da Luz de Neshamah, o mago não possui nenhum tipo de armas para ultrapassar os desafios de NOX, sendo tragado pela escuridão.

NOX não é uma “contraparte escura e igual” de LVX, mas sim o complemento do caminho do Adepto, a ser trilhado DEPOIS do domínio de suas armas.

Nas palavras do Crowley, “The Unbroken, absorbing all, is called darkness. The broken manifests light“. Apenas a luz de uma estrela pode perfurar o abismo do universo e chegar a se manifestar através da atmosfera de Malkuth, daí a sua segunda frase mais famosa “todo homem e toda mulher é uma estrela“. Mas só depois de vencer o abismo, completo eu.

E aqui surge a brecha para as palhaçadas satanistas de internets e os pobres coitados que comprariam a torre Eiffel se tivessem dinheiro. Então, por que as autoproclamadas LHPs da vida começam pelo suposto NOX? Em primeiro lugar, não é verdadeiramente o NOX, é apenas um nome bonito que eles inventaram para parecerem sombrios… os exercícios jogam o infeliz direto nas garras das Qlipoth (que também recebem uma versão romanceada e bonita na qual eles serão os grandes heróis sombrios poderosos).

O moleque entra pensando em se tornar um Batman ou Constantine da vida, mas acaba uma bateria energética de eguns fora da lei. Muitos dos que entram nestas roubadas são adolescentes revoltados com Igrejas evangélicas e impressionados com heróis sombrios, mas esquecem que, ANTES de combater o crime vestido de morcego, o Batman treinou pra caralho seu corpo e sua mente para chegar até as sombras. Ele sabe exatamente quem ele é e quais suas capacidades… os pretensos magos LHP não…

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/lvx-e-nox

Satanismo na Idade Média

“Mas Deus tira férias?? R: Claro, você nunca ouviu falar em Idade Média?” – O Todo Poderoso (Diálogo entre Bruce e Deus).

Seguindo nossa Série de posts com relação ao Satanismo, vamos falar hoje da (suposta) aparição do Satanismo no mundo.

Caso você ainda não tenha lido, recomendo ler o primeiro post deste blog sobre o satanismo: O que o Satanismo NÃO É.

Vamos introduzir nosso assunto falando um pouco da Santa Igreja Católica e do seu desenvolvimento.

Diferente do que muitos pensam, a Igreja Católica demorou centenas de anos, desde o seu surgimento, para adquirir força e poder. Primeiramente, nos primeiros séculos de seu surgimento, ela começou como uma Religião bem sucedida (porém, muito combatida) no Império Romano.

Depois de muitos embates, ela tornou-se a religião oficial, no final do século IV, graças ao Imperador Teodósio I.

Após a queda do Império Romano (em 476 DC), ela passou alguns séculos sobrevivendo, no período que hoje conhecemos como Idade Média Alta (que compreende o período de 476 até o ano 1000).

Foi um período muito conturbado, onde a Europa vivia o surgimento do período feudal e lidava com diversos invasores, sejam dos Árabes, vindos do Oriente Médio, dos Vikings, que vinham das terras Nórdicas, ou dos Magiares, nômades do Leste que deram origem aos Húngaros. Naquele momento ainda não havia espaço para qualquer domínio de poder absoluto.

Para ser mais específico, o “poder” da Igreja começa no início das “Cruzadas”, que se deu com a tomada da cidade de Jerusalém, em 1095. A igreja resolveu reivindicar a cidade de Jerusalém e responder as investidas dos muçulmanos (mas claro, ainda existem muitos outros fatores envolvidos).

Para quem nunca ouviu falar das “Cruzadas”, foi um período que durou cerca de 200 anos, de um conflito entre Cristãos e Muçulmanos pelas Terras de Jerusalém (que acabou envolvendo terras dos arredores, como Antióquia, Trípoli e Edessa).

Porém, nesse período de Cruzadas, a Igreja fez algo inesperado: Ela atacou cristãos europeus. Mas como assim? Eles atacaram os Católicos? Não, eles atacaram os Cátaros.

Os cátaros eram uma Seita Cristã (do sul da França) baseada em algumas das correntes cristãs do primeiro e segundo século depois de cristo, sendo as suas características mais marcantes as do Maniqueísmo e do Gnosticismo.

Eles acreditavam que os princípios de “Bem e Mau” tinham a mesma força e poder. Acreditavam que toda a Matéria era obra do Demônio (e isso explicava as tantas imperfeições da “carne”).

Eles acreditavam no processo de reencarnação, e que, a procriação deveria ser desconsiderada, afinal, é através da procriação que a matéria se perpetua. Se ninguém mais tivesse filhos, nenhuma alma poderia renascer e estes não precisariam mais habitar o mundo da matéria.

Os cátaros foram considerados uma seita herética, pela Igreja Católica (alguns autores, inclusive, os colocam como sendo os primeiros hereges da Igreja).

A grande questão que os envolve é que a Igreja resolveu promover uma Cruzada CONTRA os Cátaros (por não os considerarem verdadeiros cristãos). Hoje em dia, pode até não parecer nada demais, pois já conhecemos a história da Igreja, mas, naquela época, tudo isso era, no mínimo, questionável. Principalmente a forma com que isso se desenvolveu.

Era muito fácil distinguir um muçulmano de um católico (pelas feições, cor da pele e etc), ou seja, nos conflitos contra os árabes, era fácil saber contra quem você deveria lutar. O que não era possível quando se tratava dos Cátaros, já que eles eram todos europeus e essas diferenças não existiam.

Como eram todos iguais, não era possível olhar e saber quem era Cátaro e quem era Católico.

Deste evento surgiu uma famosa frase (que alguns atribuem ao papa Inocêncio III) quando questionaram como seria possível fazer a distinção entre um Cátaro e um Cristão:

A frase foi: “Matai-os todos, Deus reconhecerá os seus!”

E foi um grande massacre na história – que durou cerca de 20 anos. Maior do que qualquer uma das investidas promovidas contra os Muçulmanos. A primeira de muitas da Igreja Católica. Afinal, foi exatamente para combater os Cátaros que surgiu o famoso movimento da Inquisição.

Bem depois, surgiu aquela que seria (direta ou indiretamente) um braço fortíssimo para a Inquisição: a Companhia de Jesus, mais conhecida como Ordem dos Jesuítas.

Obviamente eu irei dedicar um post para falar da Inquisição, da mesma forma que irei dedicar um post para falar, exclusivamente, dos Jesuítas. Porém, não será no próximo post. Irei seguir com a história do Satanismo, chegando no primeiro momento em que vai surgir, verdadeiramente, uma ideologia acerca do tema.

A partir desse evento (a cruzada contra os Cátaros), passam-se a ter diversas perseguições aos Grupos não Católicos que atuavam no mundo Europeu. Essas perseguições ainda iriam durar muitos séculos. Por exemplo, a responsável direta por forçar Galileu a “renegar” sua teoria sobre o heliocentrismo (que destruía, em definitivo, a ideia de que o Sol girava em torno da Terra), foi o movimento da Inquisição.

Essas perseguições na Idade Média, vinham através de uma justificativa: “A perseguição dos Satanistas”.

Não é de hoje que “tudo que não vem da Igreja é do Demônio”. Naquela época isso já existia. Movimentos como a famosa “Caça as Bruxas” tiveram origem daí. Quaisquer idéias, movimentos e cerimoniais que fossem contrários aos padrões cristãos eram caçados para que fossem eliminados.

Tudo era considerado “farinha do mesmo saco”, e eram repreendidos da mesma forma. Dos cultos nórdicos aos cerimoniais xamânicos, eram todos considerados “satanistas” e, eram tratados da mesma forma.

Nunca existiu movimentos de adoração ao Demônio na Idade Média. A Igreja é que os acusou e os caçou com tal. O “satanismo” da Idade Média foi uma criação daqueles que acusavam, e não dos que sofriam essas acusações. Era, também, uma forma com que a Igreja imprimia o medo na mente das pessoas.

Mas tudo isso é bem simples de se entender, afinal, se hoje em dia, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que acusam de “satânico” tudo aquilo que não está de acordo com as suas crenças, imagine então naquela época.

Bem. Por hora é só!

O próximo posts sobre Satanismo, como eu já havia comentado, será sobre o “Satanismo no Renascimento”, onde iremos falar do primeiro movimento Satanista do mundo.

Até mais…

#Maçonaria #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/satanismo-na-idade-m%C3%A9dia

Satanismo de LaVey / O Verdadeiro Satanismo

Depois dessa pequena jornada, finalmente chegamos ao Post que trata do VERDADEIRO Satanismo. Depois de percorrermos esse caminho, tratando de como surgiu a primeira concepção de Satanismo, na época da Idade Média, e de suas bases primordiais (na época do Renascimento), chegamos ao século XX.

Muito se produziu na história desde o fim do Renascimento até os dias atuais.

O Iluminismo foi o movimento mais importante que veio a seguir, no século XVII (em 1650). Dele surgiram (já no século XVIII) os primeiros movimentos empiristas (que se baseavam, exclusivamente, na “autoridade” da experiência) e, os primeiros movimentos Ateístas – que, até aquele momento, não existiam.

Não existiam movimentos que pudessem questionar, abertamente, a existência de Deus – e esse foi um dos passos mais importantes para a libertação intelectual do homem. O próprio surgimento da Maçonaria Moderna (em 1717) foi reflexo desse cenário.

No século seguinte (XIX) surgem outras Ordens, de caráter mais Ocultista, como o Martinismo e a Teosofia, que abrem caminho para que,  a partir desse desenvolvimento ocultista, surgisse o Satanismo de Anton Lavey, no século seguinte.

Não vou tomar muito tempo falando sobre quem foi Anton LaVey, já que, futuramente, haverá um post dedicado a ele. Basta saber, nesse momento, que Anton LaVey foi um grande estudioso do Ocultismo de Aleister Crowley e dos estudos da “Golden Dawn”.

Outros estudos de seu interesse envolviam a filosofia pouco convencional de Friedrich Nietzsche e do Objetivismo, de Ayn Rand. Essas correntes de pensamento o ajudaram a formular melhor os conceitos dessa religião que ele viria a fundar.

Antes de mais nada, é importante deixar bem claro que, apesar dos conceitos ideológicos do Satanismo ficarem bem claros, nas obras de LaVey, existe uma lacuna nos preceitos ocultistas.

Essa lacuna consiste no fato de ocorrerem claras citações e afirmações, sobre as correntes ocultistas, que LaVey partia do pressuposto que o leitor já conhecia. Ele demonstra admitir, como verdade, aquelas premissas – mas não dedica tempo algum para explicá-las.

Pode não parecer, a primeira vista, mas essas doutrinas e correntes de pensamento estão ligados a um caminho, que é chamado de “Caminho da Mão-Esquerda” – que será um assunto bem explorado nesse blog.

Terminamos o último post Satanismo e o Renascimento, falando sobre Shaitan ser a personificação do Humanismo, que era a corrente de pensamento onde o homem era tido como o centro do universo, sendo ela a “doutrina libertária” da época.

Essa é a raiz do Satanismo. Mas vamos entender como tudo isso funciona, a partir do que já vimos até aqui.

Como já foi abordado no Satanismo na Idade Média, nunca existiu a idéia de um Demônio Cristão, até aquele momento – quando foi criado pela Igreja Católica.

Na época do Renascimento passou-se a questionar o verdadeiro Deus, momento em que surge o Humanismo – onde Shaitan já pode ser visto como exemplo, e até, como símbolo.

Nos dias de hoje, no verdadeiro Satanismo, Lúcifer precisa ser o próprio homem (apenas para esclarecer, vou usar o termo Lúcifer, mesmo tendo explicado-o, no Post anterior, por preferência pessoal).

A ideia principal é que o homem esteja liberto e o questionamento esteja sempre presente em seu julgamento. O homem também deve centrar-se primeiro em si, depois nos outros e, por fim, no universo. Ele também deve buscar ser sempre o senhor de si, através da sua vontade (que pode produzir efeito a partir do plano físico e a partir do plano metafísico). Por fim, o homem deve ser o seu próprio Deus.

Sobre o princípio do questionamento, característica fortíssima do personagem Lúcifer, LaVey fala:

Tem sido dito “a verdade vos libertará”. A verdade sozinha não tornará ninguém livre. É somente a dúvida que trará a emancipação mental. Sem o maravilhoso elemento da dúvida, o vão por onde a verdade se move seria firmemente fechado e impenetrável – Anton LaVey

A questão ideológica sobre “o homem ser o seu próprio Deus” também é muito simples de se entender. O Satanista crê que toda personalidade, atribuída aos Deuses até hoje, não são mais do que características exaltadas do próprio homem – e de como ele desejaria ser.  Ou seja, a partir disso, não seria mais fácil venerar a si mesmo do que venerar um Deus que foi criado de acordo com as próprias necessidades emocionais do homem?

Além disso, alguns chegam a questionar porque não utilizar outro nome, ao invés de “Satanismo”?

LaVey fala sobre isso em sua Obra “A Bíblia Satânica”:

“Satanismo é baseado numa filosofia muito sadia”, diz o emancipado. “Mas por que chamá-lo de Satanismo? Porque não chamá-lo de algo como Humanismo ou um nome que poderia ter a conotação de um grupo de magos, ou algo um pouco mais esotérico – algo menos barulhento”.

Há mais de uma razão para isto. Humanismo não é religião. É simplesmente um modo de vida sem nenhuma cerimônia ou dogma. Satanismo tem ambos, Dogma e Cerimônia. Ambos, como  já foi explicado, são necessários.

E o Satanismo é exatamente isso porque não existe, nem nunca existiu, qualquer motivo para que a sociedade acreditasse que existem pessoas que veneram o demônio cristão. Ele foi um personagem criado pela Santa Igreja e foi dessa forma que ele se desenvolveu: Como um personagem!

A partir dessas características é que surgiu essa grande ideologia, na forma de religião, que é o Satanismo.

A concepção de universo, no Satanismo, não é o da existência de um Deus pessoal, porém, também não é a concepção Ateísta.

Para o Satanismo, Deus – ou seja lá o nome que você quiser dar – é uma força poderosa – e impessoal – que permeia e equilibra o universo que, por ser impessoal, não teria como se preocupar com a felicidade ou a tristeza das criaturas que habitam esse planeta.

E a definição não vai muito longe disso. Afinal, eles admitem essa ideia porque admitem a existência de forças metafísicas e de “agentes mágicos” (e essas forças não estão no mundo físico). Portanto, não há porque “povoar” o mundo espiritual com muitos personagens, basta uma força de equilíbrio para o universo.

Entender a concepção de universo do Satanismo é bem simples. Você só precisa lembrar de duas coisas:

Que existe uma força – ou energia – de equilíbrio no universo

Que é possível provocar mudanças no universo através da Vontade

No próximo Post sobre Satanismo vamos entender, mais a fundo, os princípios do Satanismo. Por hora, espero que tenha ficado claro as características essenciais do Satanismo e porque ele é dessa forma.

Dúvidas ou Sugestões? Comente abaixo…

Até a próxima!

#satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/satanismo-de-lavey-o-verdadeiro-satanismo

Satanismo e Luciferianismo

Duas vertentes normalmente confundidas e postas no mesmo patamar, mas com diferenças singulares entre elas, o Satanismo e o Luciferianismo são filosofias irmãs, relacionadas a antigos mitos que foram incorporados pelo Cristianismo.

Primeiro, vejamos o Satanismo. “Ha-Shatan”, do hebraico “O Adversário” é uma figura que podemos sincretizar com qualquer entidade opositora a ordem vigente, ou que flagele de alguma forma a humanidade, de forma não necessariamente maligna, mas com intuito evolutivo.

Supõe-se mesmo que o ser citado na bíblia tenha tido base em algum cargo da época semelhante ao que seria hoje um promotor público, que apontava os crimes do povo ao governante local. A presença de tal entidade na bíblia se limita a isso. Punir, apontar erros e testar pessoas, como testou o “messias” de YHWH. É… nada de maligno nisso.

Antes de surgir o cristianismo/judaísmo ou semelhantes, podemos associar a figura de Ha-Shatan com deidades como Tiamat, (suméria), Fenrir (Nórdico), Apep (egípcio), Shiva (hindu) entre muitos outros. Essa oposição à ordem vigente os tornava “satans”, adversários e acusadores. Tal oposição gerava batalhas, movimento, guerra, caos e consequentemente evolução através das dificuldades proporcionadas. Um papel nobre e imprescindível na criação seja em qual cultura estivermos falando.

Portanto o Satanismo é uma doutrina de quebra de paradigmas (bem como no Tantra da Mão Esquerda) e oposição à ordem dominante. É um caminho onde o adepto testa a si mesmo e martiriza o próprio Ego, para evoluir através dos conflitos e dificuldades para chegar a um fim. É uma alquimia mental que transforma o adepto em algo superior, ao despertar a sua Chama Negra Interior.

Já no Luciferianismo, a figura envolvida se espelha nos mitos de Lúcifer. Tais mitos seguem normalmente o roteiro de uma entidade que dissemina a “Luz” do conhecimento e da rebelião pelo resto da criação. Rebelião aqui no sentido de contestação e experiência empírica para comprovar fatos.

Temos assim as deidades/entidades Luciferianas, normalmente figuras angelicais com toque de rebeldia, como Samael (Seraphim chamado “veneno de deus” que se rebelou contra o criador e deu sua “luz” ao homem na forma do fruto de Daath), Azazel (Anjo Caído que ensinou aos homens o segredo da Forja e dos cosméticos, líder da segunda rebelião), Prometeu (titã que roubou o fogo dos Deuses do Olimpo), Ahriman (que se rebelou contra Ahura Mazda e ensinou aos homens a feitiçaria Yatukih). O próprio Lúcifer é, originalmente, uma forma de se referir a aqueles que emanavam luz, e não uma única entidade por si.

Um Luciferianista se espelha nestas entidades para sua filosofia e seu modo de agir e pensar. Ele deve conhecer ambos, Luz e Trevas em seu caminho, nunca se prendendo a nada e sendo livre para fazer o que quiser. O Luciferianismo é uma filosofia que busca a Sabedoria da Luz.

Então qual a ligação de ambos, Satanismo e Luciferianismo, fora do recente contexto cristão? Bom, como disse certa vez um grande adepto de ambas às filosofias:

“Os Túneis das Trevas revelam a Luz…”

Simplesmente a Luz se torna muito mais brilhante quando observada de dentro do Abismo. Trevas e iluminação constroem o contraste necessário para enxergar o Universo e poder transcender seus limites. Satan é este Abismo, e Lúcifer a luz verdadeira. Através da união de ambos, se gera o contraste. Deste modo o Luciferianismo é inserido como parte essencial na doutrina do Adversário.

Existem no entando, correntes de Bruxaria Luciferiana independentes do Satanismo, o que permite que um exista independente do outro, mas sendo ambos de importante estudo para um adepto que almeje a evolução plena.

Malachi Azi Dahaka.

#LHP #Luciferianismo #satanismo

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A Pedra Esmeraldina de Lúcifer

Por Adriano Camargo.

Para que o novo possa nascer, cresce e evoluir, para que algo possa ser gerado e criado, processos destrutivos, porém necessários, devem ocorrer.

Foi o que aconteceu com a esmeralda de Lúcifer. A pedra da testa de Lúcifer não caiu, exatamente, mas foi dividida e partilhada para que o conhecimento, o entendimento e a sabedoria se manifestassem na Terra, juntamente coma “fatal” materialização da espécie humana. A parte que ficou na testa de Lúcifer representa o aspecto mais elevado do indivíduo iniciado; a parte da pedra na qual foi esculpida a taça luciferiana representa o aspecto anímico, astral/emocional; a última parte serviu para talhar a Tábua de Esmeralda, segundo o mito hermético, mas representa o aspecto astrofísico do indivíduo, assim como a manifestação do conhecimento na Terra, no plano material.

A taça, que é a “pedra verde manchada de sangue”, a Pedra Filosofal, refere-se ao receptáculo do sangue da serpente (Sophia) e do dragão (Lúcifer, Daemon), ou Pimandro (Pymander, Poimandres), o Dragão de Sabedoria e de Luz que se manifesta sobre as trevas essenciais e necessárias do macro/micro universo. O sangue representa a linhagem da iniciação luciferiana, ou seja, a encarnação de indivíduos que foram “gestados” em seus receptáculos (taças) genéticos no plano astral (a taça, o útero universal, o Feminino). Essas gerações, por seu caráter lux-venusiano, têm o ímpeto, o impulso e a inquietude interior que as levam a buscar a sabedoria avidamente quando encarnadas na Terra. O sangue da serpente também representa a lava qliphótica, ou seja, o sangue menstrual da mulher que “encarna” Sophia-Vênus no rito sexual, ou Hieros Gamos (Casamento Sagrado).

Esse sangue representa ainda as regiões qliphóticas (sombrias e “daemoníacas”) do universo e os planos interiores subconscientes do indivíduo. Alquimicamente, o sangue do dragão representa o ácido nítrico que corrói a matéria, quer dizer, destrói a ilusão desses mundos das qliphoth (ativando o olho de Lúcifer, o brilho da esmeralda de sua testa). O sangue é também a fase rubedo, o último estágio do processo alquímico (interior).

Pimandro-Lúcifer também se manifesta de maneira logoica (pela Palavra e pela Lucidez de sua sabedoria sobre o fundo negro das Trevas) na Tábua de Esmeralda.

Essa tábua também representa a Terra sob os auspícios de Vênus (Sophia, Shekinah, Shakti, Sekht), ou seja, a Sabedoria manifestada e disponível para aqueles que a buscam ardentemente. Sob o aspecto iniciático, Lúcifer e Vênus representam o ideal unificado do macho e fêmea no indivíduo como um ser espiritual autoconsciente, sábio e completo, realizando os princípios herméticos da polaridade e do gênero. Tal indivíduo torna-se então o “ungido” pelo sangue derramado da taça esmeraldina. Isso significa que aquele que desperta o Dragão-Serpente se torna um verdadeiro iniciado de consciência expandida; torna-se Ophis-Christos, Nachash-Messiah, ou, em outras palavras, o próprio “dragão-serpente ungido” (do grego/hebraico “ophis/nachash” = “serpente”, e “christos/messiah” = “ungido”), não tendo isso nada a ver com o famoso Jesus pop show muito em voga atualmente. Cabalisticamente, as palavras “nachash” e “messiah” têm o mesmo valor numérico de 358, assim identificando-se mutuamente como pares essenciais e necessários à autocriação, evolução e expansão da
consciência. O número 358, curiosamente, também constitui em parte a sequência de Fibonacci, presente na natureza, no corpo humano, na arte, na literatura, na música, na geometria sagrada, em figuras geométricas, em símbolos como o pentagrama (“cinco linhas”, em grego), etc.

Os termos gnósticos equivalentes a Nachash-Messiah são Ophis-Christos, como mencionado, e Sophia-Christos, sendo a palavra “sophia” (“sabedoria”) um anagrama da palavra “ophis” (“serpente”). Em ambas as palavras a letra grega phi (?) é central, sendo seu valor também extraído da sequência de Fibonacci, identificando assim a Sabedoria com a Serpente. Phi é também um símbolo da Filosofia e da união do phallus com a kteis (pênis e vagina). Além disso, a letra phi expressa crescimento e evolução onde quer que esteja presente, e na palavra “filosofia” sua presença indica a união amorosa entre Sophia e Pimandro (a mulher e o homem no ritual, no cerimonial mágico, no casamento alquímico, na união sagrada, etc.) que conduz à iniciação, ao crescimento e à evolução interior que torna possível a conquista da Sabedoria, a consecução da autoconsciência e a autorrealização.

Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, membro de diversas Ordens e autor da Tetralogia Draconiana.

#LHP #Luciferianismo

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Deus e o Diabo Estão na Sua Cabeça

Por Adriano Camargo Monteiro

“Meu sistema nervoso é meu único deus”.

Isso pode ser uma metáfora, ou pode ser literal…

Experiências não dependem de crenças, mas as crenças muitas vezes surgem das experiências. As experiências são interpretadas conforme a crença de cada um, conforme o “filtro” psicossocial-religioso de cada indivíduo, e podem ser tão reais como sentir o sabor de uma comida. O indivíduo sente e experimenta, e isso é real para ele; a experiência em si, puramente, nada tem a ver com religião; a religião é o “mau” filtro que a interpreta.

Experiências são experiências, e são sentidas e vivenciadas, trazendo sensações físicas, mentais e emocionais que podem ser intensas ou fracas. É preciso entender que dogmas científicos nada têm a ver com a experiência individual em si, assim como a religião também não; é a religião do indivíduo que reveste experiências ocorridas em nível mental/espiritual com interpretações religiosas (muitas vezes pessoais e tendenciosas). Isso não acontece com indivíduos sem vínculos religiosos e dogmáticos.

“Meu sistema nervoso é o único diabo”. O sistema nervoso pode trazer prazer ou dor como experiências e verdades individuais. Podem estar no sistema cérebro-espinhal a origem do céu e do inferno, dependendo da experiência e dos estados alterados em variados graus por variados meios, tais como ingestão de substâncias psicoativas, disciplina físico-mental, meditações, rituais, exercícios físicos extremos, privações (e “provações”) extremas, etc. O inferno não existe (ou existe, se as pessoas quiserem acreditar numa ilusão forjada). “Inferno” quer dizer “o que está embaixo”, “inferior”. E, de fato, aquilo que é inferior depende muito do referencial e do ponto de vista de cada um, com suas devidas justificativas, idiossincrasias e discernimento. O “inferno” de uma pessoa pode ser considerado um paraíso para outra. Mas, muitas vezes, quase tudo é o inferno e o Diabo para o “religioso” fundamentalista.

Contudo, é óbvio que nem todo mundo quer experimentar coisas novas ou diferentes em seu próprio cérebro, mente e espírito, por motivos diversos (tabus; preconceitos; desinformação; receios; medo do desconhecido, sendo o desconhecido o próprio indivíduo para ele mesmo; etc.) Mas o fato de que céticos tenham medo, receio ou preconceito com experiências cerebrais (mentais e emocionais) não muda o fato de que tais experiências existem como experiências em si, sejam elas chamadas de fantasias, alucinações ou fenômenos religiosos e místicos. A experiência existe e pronto; nem a ciência nem a religião mudam esse fato. Nada do que a ciência (e a religão) diz sobre isso, importa para o indivíduo psiconauta; não importam teorias científicas nem dogmas religiosos. Muitos pseudocientistas apenas teorizam e repetem teorias de outros sem ao menos fazer uma pesquisa em si mesmos, experimentando no próprio sistema nervoso a experiência “transcendental” (que transcende o comum e o corrente, o banal e o conveniente). Então, são apenas teorias para categorizar e classificar fenômenos cerebrais. E a real experiência com o assunto? Não há.

É importante ter em mente que somente as experiências deveriam valorizar e validar qualquer opinião. Além disso, a única coisa que importa para um indivíduo é a experiência que ele vivencia. E é importante apenas para ele, não para o mundo, nem para a humanidade, nem para a ciência ou para a religião; a experiência é importante para quem a experimenta. E, desde que o indivíduo não queira impor à força crenças e dogmas baseados em sua experiência, ou criar religiões doentias, não importam também as interpretações que ele tenha de sua experiência. As teorias científicas nesse caso nada importam porque elas não mudam os fatos nem apagam as experiências individuais. Nossa visão, audição, olfato, etc., funcionam, obviamente, porque temos cérebro. Outras experiências também ocorrem por causa do cérebro, experiências que não são comuns e correntes porque o cérebro é “alterado” em seu funcionamento. Nada de sobrenatural. São apenas experiências que não ocorrem normalmente porque o cérebro também está condicionado ao comum e corrente, ao banal da vida cotidiana e ao normal das percepções dos sentidos. Mas quando o cérebro é alterado, o indivíduo experimenta outras sensações, outros sentidos além dos sentidos comuns, emoções não habituais, novas percepções, novos conhecimentos, etc.

Exemplos sobre experiências individuais podem ser qualquer coisa. Alguém pode ter uma experiência maravilhosa numa viagem (ou em qualquer outra coisa) e contar a outro como foi. O outro jamais vai saber como é a experiência se não fizer essa viagem, sendo que ainda poderá experimentar sensações diferentes nessa mesma viagem, ou ainda não sentir nada e achar que a pessoa está inventando, exagerando ou mentindo sobre sua experiência. Como alguém pode dizer que sua experiência mental e emocional é falsa, que é uma fantasia, só porque outros não tiveram a mesma experiência? Como pode desvalidar a experiência emocional, física e mental só porque outros não vivenciaram as mesmas coisas? Como pode dizer que a pessoa está inventando e que sua experiência não pode ser comprovada em laboratório como fato incontestável para a humanidade? Esse é o ponto da questão. Ninguém pode contestar a experiência de ninguém porquer ela é unicamente individual, pessoal e intransferível, vivenciada por um indivíduo, e que jamais outra pessoa (seja cientista, crente, descrente, etc.) poderá sentir, ou talvez chegar próximo. É uma verdade individual incontestável, e não alienações coletivas impostas à força ou sob ameaças dogmáticas.

Assim são as experiências que ocorrem no cérebro/mente/espírito (como queira chamar) de cada indivíduo. Sim, espírito. Porque o espírito autoconsciente pode ser considerado a contraparte invisível de um cérebro potencializado e totalmente em atividade, funcionando em toda a sua capacidade, além do cotidiano, muitas vezes medíocre. Mas, apesar de tudo, é claro que ninguém é obrigado a experimentar nada mais além. Porém, negar que experiências individuais existam seria tão fanático e dogmático quanto qualquer postura fundamentalista e intransigente. Há fanatismo entre ateus e há fanatismo na religião, especialmente quando, em certos assuntos, somente há teorias sem a experiência pessoal no próprio sistema nervoso e quando ditam regras e lançam anátemas.

Nem a ciência nem a religião podem ditar “regras” sobre experiências individuais; nem a religião nem a ciência podem cercear a natureza humana nem regrar dogmaticamente vontades e desejos. Esse é o ponto. Além disso, a ciência (com toda a sua inegável utilidade) e a religião servem ao sistema (sociopolítico-econômico), que busca impedir que as pessoas tenham experiências diferentes do comum e impedir que busquem expandir a consciência; o sistema obviamente faz de tudo para desestimular e desacreditar tais experiências e disseminar ideias preconceituosas nas massas controladas por interesses políticos, por dogmas e tabus sociorreligiosos e por teorias cientificistas total ou parcialmente impostas, por vezes sutilmente. O cérebro humano é muito limitado em seu estado “normal”, podendo ter suas atividades potencializadas e expandidas. Mas isso parece não ser interessante para o sistema sociopolítico-religioso.

Muitas pessoas ao redor do mundo, pessoas de extremo senso comum e completamente desinformadas, criticam depreciativamente a busca por experiências, a busca pelo prazer e a busca pela expansão da consciência que são empreendidas por diversos meios, tais como aqueles já mencionados (substâncias, rituais, práticas físicas e mentais, etc.). Por outro lado, milhões de pessoas têm cometido os piores desatinos, as piores barbaridades e atrocidades sem estar sob o efeito de coisa alguma. Milhões de pessoas causam acidentes, matam, roubam, humilham umas as outras, sofrem e fazem sofrer sem estar sob o efeito de nada mais que sua própria ignorância, miséria interior e degradação, o que nem a ciência nem a religião podem “curar”. Milhões sofrem de problemas psicológicos, traumas, complexos, manias, psicoses profundas, sem ao menos beberem álcool (sendo o álcool a droga da hipocrisia que rende ao sistema milhões em dinheiro enquanto milhões de pessoas fracas são aprisionadas pelo vício). Milhares enlouquecem e se matam após voltar dos horrores da guerra (uma coisa “normal”, comum e corrente!), sem saber sequer da existência de meios que alteram a consciência (sadia e positivamente). O mundo é louco e ninguém é normal nem está completamente em sua sanidade, como as pessoas supõem.

É preciso ter a mente aberta e discernimento. O fanatismo pode existir em todos os lugares: na religião, na ciência, no entretenimento, no lar… O preconceito também existe em todos os lugares: na religião, na ciência, na sociedade, nas famílias, etc… É interessante para o sistema que as pessoas não conheçam nada além do comum e corrente, nada além do que é oferecido sob controle e com a marca da restrição. As informações mais interessantes talvez não estejam abertamente disponíveis para as massas, não são divulgadas porque é interessante para o sistema que as pessoas não saibam e não avancem. Mas, afinal, nem todo mundo está preparado para mais, para o “desconhecido”, para conhecer a si mesmo. A ciência, a religião e a cultura divulgam informações (e desinformações) controladas, difundem apenas o que eles querem que as pessoas saibam, divulgam aquilo que serve para desestimular as pessoas de buscarem mais, de experimentarem mais, de irem além dos limites que o sistema impõe, disseminando o medo, o cisma e os preconceitos científicos, religiosos e sociais. Isso tudo parece evidente.

Muitas teorias não mudam os fatos e, nesses assuntos, não levam a nada. Certas teorias apenas desestimulam a busca pela experiência, pois as pessoas meramente dizem crer e evitam experimentar. E aqueles indivíduos inteligentes, de mente livre e discernimento não pretendem impor suas experiências ao mundo nem mudar as massas cegas. Afinal, o sistema já tem a sociedade no cabresto, já estabeleceram a conveniência e o que as pessoas devem fazer e o que devem pensar.

Passar a vida preso a limitações cotidianas e banais, para muitas pessoas é algo muito triste, deprimente e desestimulante; a vida sempre pode ser mais do que o comum e corrente. E muitos felizmente estão contra essa corrente limitadora, contra a “moral”, como dizem, e subvertem os paradigmas usuais e condicionados. Muitos não se contentam com essas limitações, com tantas regras inúteis e proibições pseudomorais baseadas em interesse sociopolítico e dominação religiosa, difundidas por meio de desinformações e preconceitos, “blasfemando” o deus/diabo cerebral individual com suas próprias verdades.

Lembre-se de que Deus e o Diabo estão na sua cabeça. Um faz se passar pelo outro e você, mesmo que não perceba, faz se passar pelos dois!

#LHP

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