Um Olhar Tradicional sobre Charles Leland

por Mazarol Rosmarin

As crenças mágicas dos italianos começaram a ter repercussão na mídia escrita a partir das publicações de Charles Leland, principalmente com o seu Gospel of the Witches e Etruscan and Roman Remains. No Gospel of the Witches, ele parte de um suposto relato de uma bruxa da Toscana, Maddalena, enquanto no Etruscan and Roman Remains ele descreve lendas e crenças mágicas dos camponeses da Romanha, e devido ao recém movimento de unificação da nação e língua italiana, generaliza como sendo absoluta em toda a Itália. No final dos anos 90 se utilizando das fontes de Leland e fragmentos familiares de magia popular, sob uma perspectiva wiccana de culto, o autor ítalo-americano Raven Grimassi lança a sua stregheria, ajudando a intensificar a nostalgia pela velha Itália, de muitos já nostálgicos ítalo descendentes em todo mundo. Atualmente, Brasil, EUA e Argentina são os países com maior número de ítalo descendentes, superando até mesmo a Itália em número de italianos, por isso, somado aos movimentos de Nova Era, esoterismo e revivalismo pagão, o trabalho de Grimassi teve uma aceitação muito grande.

Nos anos 2000 a antropóloga ítalo descendente Sabina Magliocco, da UCLA, apresenta uma série de artigos referentes à magia e espiritualidade italiana e ítalo-americana, classificando a stregheria de Raven Grimassi como uma “bruxaria neo-pagã de origem ítalo-americana”, desvelando o purismo que Raven Grimassi clamava existir em suas tradições.

Atualmente, na segunda década do século XXI, vemos em termos de Brasil um considerável crescimento de uma bruxaria chamada italiana, baseada nos escritos de Raven Grimassi, mas que devido à toda rejeição acadêmica que esse autor possui, mascara-se na forma de uma Bruxaria Tradicional supostamente desintoxicada dos escritos e conceitos desse autor.

As motivações do crescimento dessa bruxaria italiana no Brasil são os mesmos expostos acima. O Brasil é o maior país com concentração de ítalos descendentes, e a cultura italiana influenciou e ainda influencia a cultura de toda região Sudeste e Sul do país, acabando por refletir em muitas áreas das outras regiões brasileiras.

Porém muito do que exposto como bruxaria italiana por essas correntes neopagãs não passa de releituras da religiosidade romana, sem nenhuma relação como os movimentos de bruxaria na Itália medieval. Poucas são de fato as crenças desses stregoni modernos que possam ser classificadas como bruxaria, mas podem e devem ser classificadas como crenças neopagãs baseadas na Roma Antiga.

O trabalho de Leland deve ser lido com olhos cuidadosos e contextualizados na época e cultura no qual foi concebido. Ele relatou uma série de lendas oriundas de um período histórico confuso, onde a Itália tentava estabelecer uma identidade única, que nunca havia ocorrido em sua história. Por isso figuras de exaltação à romanidade dos italianos eram exaltadas, como o poeta Virgílio, tentando enaltecer nos italianos o sentimento de união e patriotismo como se vindo dos antigos romanos. Nunca desde o Império Carolíngio a Itália apresentara uma união.

Nesse clima de ultranacionalismo italiano é que Leland recolhe seus relatos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/um-olhar-tradicional-sobre-charles-leland

As Correntes do Budismo

Enquanto viveu Siddhartha Gautama (o Buda Sakyamuni), sua doutrina era oralmente transmitida. Com a sua morte, foi preciso reunir na cidade de Rajagriha o primeiro concílio budista. Este teve o fim de fixar em língua Pali os fundamentos da sabedoria do Senhor Buda. Assim, foram compostos os Tripitaka (Coleção de Três Livros). No primeiro ficaram reunidos os sermões de Sakyamuni. No segundo, as regras disciplinares da comunidade de monges. E no último, uma coletânea de comentários adicionais.

Cem anos mais tarde, idéias reformistas reuniram em Vesali o segundo concílio budista. A partir daí ficou o Budismo dividido em duas grandes correntes:

A corrente ortodoxa Theravada (Escola dos Antigos) caracteriza-se por seguir literalmente aos Tripitaka e por acreditar que a Iluminação Budista é somente alcançada mediante a observância dos preceitos monásticos. Daí vir ser conhecida como a corrente Hinayana (Pequeno Veículo) do Budismo.

A segunda corrente, a reformadora, diz que todos os seres originalmente possuem a Semente da Iluminação Budista, estando esta ao alcance de todos, mesmo os sem compromisso monástico. Portanto, é a corrente Mahayana (Grande Veículo) do Budismo.

No Mahayana, o esforço individualista na conquista no Nirvana (Iluminação Búdica) cede lugar à compaixão do Bodhisattva (aquele que renuncia à sua iluminação para que possa orientar os seres à compreensão do Caminho de Buda).

A corrente Theravada difundiu-se para o Ceilão, Birmânia, Camboja, Vietnã, Indonésia e Tailândia. O Mahayana multiplicou-se em inúmeras escolas surgidas da miscigenação com diversas seitas da Índia. Ramificou-se para o Tibet, China, Coréia e Japão.

Adaptado de Shingon Shu – Budismo Esotérico

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Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente aqueles ligados ao Japão.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-correntes-do-budismo

17 Milhões de Conspiradores!

hermetismo

Acabamos de chegar à marca de 17 milhões de Pageviews neste blog (e, de quebra, virei pop-star no Astrotheme, com direito até a página em francês)… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país do Templo de Salomão… Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 2.653 posts publicados e 46.981 comentários. Temos 4.639 followers no twitter , 18.038 subscribers no Facebook.

Temos Grupos de debates para Todos os Estados no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática e estamos quase chegando a 1.500 followers.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 4.000 mapas astrais e 3.000 sigilos (aproximadamente 11.000 cestas básicas ou equivalente distribuidas).

O Projeto Mayhem está com 3.983 membros. A Wikipedia de Ocultismo conta atualmente com 5.219 verbetes e 2.082 imagens.

O Arcanum Arcanorum conta com 6.586 membros que passaram por seus atrios e 162 que chegaram ao grau de Probacionista, além de uma Loja Maçônica (ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 – GOB), o projeto SOL, que já realizou 45 palestras públicas e três Terreiros irmãos, o que nos coloca como uma das egrégoras mais fortes dentro das Ordens Iniciáticas aqui no Brasil.

Ao longo destes seis anos (incluindo o TdC S&H que completou 7 anos em 7/Agosto/14), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa, e o PH gravou comigo um Curso Básico gratuito de Exercícios Herméticos. Não tem desculpa para não começar a estudar e praticar!

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em três Simpósios Brasileiros de Hermetismo (o IV Simpósio a caminho agora em Novembro) e temos conseguido organizar cursos presenciais pelo menos uma vez por mês. No início de 2015 começamos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância, logo em seguida, com o resultado do primeiro curso, gravamos o curso de Astrologia Hermética, Geomancia e Tarot – Arcanos Maiores, levando os estudos de Hermetismo a quem mora longe dos grandes centros urbanos.

E, como se não bastasse, publicamos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e agora os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

E para fechar com chave de ouro, emplacamos um cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios! que foi notícia até na Playboy, Folha e Gizmodo e três Livros de Hermetismo para crianças, As Aventuras de Lilith, “As Aventuras de Isis” e “As Aventuras de Hércules” (que saem agora em Agosto, mas foram financiados com sucesso no catarse este mês).

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

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Mapa Astral de Austin Osman Spare

Austin Osman Spare (30 de dezembro de 1886 – 15 de Maio de 1956) foi um artista inglês que desenvolveu diversas técnicas mágicas, incluindo a escrita automática , desenho automático e sigilização baseado em suas teorias sobre a relação entre o subconsciente e consciente. Seu trabalho artístico é caracterizado por desenhos complexos, exibindo um domínio completo da utilização da linha e, muitas vezes emprega figuras monstruosas, mágicas e sexuais.

O Mapa de Spare possui Sol e Vênus em Capricórnio, Lua em Peixes (na verdade, Aquário-Peixes), Marte e Ascendente em Aquário (alguém achava que seria diferente?), Caput Draconis em Leão-Virgem e Júpiter em Escorpião. Seu Planeta mais forte é a Lua em Aquário-Peixes, com 6 Aspectações fortes.

A Lua espiritualizada pauta o mapa de Austin. Seu Trigono de 1 grau com Júpiter em Escorpião fazem uma combinação preciosa para quem deseja estudar ocultismo, pois faz com que a intuição (Lua/Yesod) esteja mergulhada em energias espirituais e seu facilitador (Júpiter) esteja diretamente em conexão com as profundidades e o poder escorpiano. Some isso a um aspecto disciplinar de Sol e Vênus em Capricórnio e tem-se uma base muito apropriada para um grande magista do caos: Capricórnio e Aquário fortes no Mapa.

Um Aspecto interessante de apontar neste mapa é o fato que Spare, que é tido por muitos como o pai da Magia do Caos, na verdade, possuía uma Disciplina acima da média (que foi vital para que conseguisse recuperar o movimento dos braços, após o acidente que destruiu seu estúdio). Apenas não gostava de Magia Ritualística (o que realmente seria cada vez mais complicado para alguém com Marte e Ascendente em Aquário e Lua em Peixes-Aquário).

Suas técnicas de Sigilização, desenvolvimento de um alfabeto pessoal e sua vasta galeria de imagens relacionadas ao ocultismo são o legado dessa combinação muito interessante e poderosa de energias.

#Astrologia #Biografias

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O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda: agora em e-book na Amazon

As Edições Textos para Reflexão publicam o livro mais conhecido do primeiro escritor a tratar da Umbanda em detalhes: Leal de Souza.

O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, publicado originalmente em 1933, no Rio de Janeiro, continua sendo uma surpreendente fonte de informação acerca dos primórdios da primeira religião genuinamente brasileira (a despeito de alguns termos da língua portuguesa que caíram em desuso, e foram substituídos por sinônimos mais atuais em nossa edição).

Um ebook já disponível para Amazon Kindle e Kobo (estaremos tentando publicar também na versão impressa pela Amazon):

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Abaixo, segue uma amostra com o capítulo XVIII da obra:

XVIII. As Sete Linhas Brancas

A Linha Branca de Umbanda e Demanda compreende sete linhas:

A primeira, de Oxalá.
A segunda, de Ogum.
A terceira, de Oxóssi.
A quarta, de Xangô.
A quinta, de Iansã.
A sexta, de Iemanjá.
A sétima é a linha de santo, também chamada de Linha das Almas.

Essas designações significam, na Língua de Umbanda:

A primeira, Jesus, em sua invocação de Nosso Senhor do Bonfim.
A segunda, São Jorge.
A terceira, São Sebastião.
A quarta, São Jerônimo.
A quinta, Santa Bárbara.
A sexta, a Virgem Maria, em sua invocação de Nossa Senhora da Conceição.
A linha de santo é transversal, e mantém a sua unidade através das outras.

Cada linha tem o seu ponto emblemático e a sua cor simbólica:

A de Oxalá, a cor branca.
A de Ogum, a cor encarnada [ou avermelhada].
A de Oxóssi, a cor verde.
A de Xangô, a cor roxa.
A de Iansã, a cor amarela.
A de Iemanjá, a cor azul.

Oxalá é a linha dos trabalhadores humildes; tem a devoção dos espíritos de pretos de todas as regiões, qualquer que seja a linha de sua atividade; e é nas suas falanges, com Cosme e Damião, que em geral aparecem as entidades que se apresentam como crianças.

A linha de Ogum, que se caracteriza pela energia fluídica de seus componentes (caboclos e pretos da África, em sua maioria), contém em seus quadros as falanges guerreiras de Demanda.

A linha de Oxóssi, também de notável potência fluídica, com entidades frequentemente dotadas de brilhante saber, é, por excelência, a dos indígenas brasileiros.

A linha de Xangô pratica a caridade sob um critério de implacável justiça: quem não merece, não tem; quem faz, paga.

A linha de Iansã consta de desencarnados que na existência terrena eram devotados de Santa Bárbara.

A linha de Iemanjá é constituída dos trabalhadores do mar, espíritos das tribos litorâneas, de marujos, de pessoas que perecem afogadas no oceano.

A Linha de Santo é forma de pais de mesa, isto é, de médium de “cabeça cruzada”, assim chamados porque se submeteram a uma cerimônia pela qual assumiram o compromisso vitalício de emprestar o seu corpo, sempre que seja preciso, para o trabalho de um determinado espírito, e contraíram “obrigações” equivalentes a deveres rigorosos e realmente invioláveis, pois acarretam, quando esquecidos, penalidades duras e inevitáveis.

Os trabalhadores espirituais da Linha de Santo, caboclos ou negros, são egressos da Linha Negra, e tem duas missões essenciais na Linha Branca – preparam, em geral, os despachos propícios ao Povo da Encruzilhada, e procuram alcançar amigavelmente, de seus antigos companheiros [da Linha Negra], a suspensão de hostilidades contra os filhos e protegidos da Linha Branca. Por isso, nos trabalhos em que aparecem elementos da Linha de Santos disseminados pelas outras seis [linhas], estes ostentam, com as demais cores simbólicas, a preta, de Exu.

Na falange geral de cada linha figuram falanges especiais, como na de Oxóssi, a de Urubatan, e na de Ogum, a de Tranca-Rua, que são comparáveis as brigadas dentro das divisões de um exército.

Todas as falanges têm características próprias para que se reconheçam os seus trabalhadores quando incorporados. Não se confunde um caboclo da falange de Urubatan com outro de Araribóia, ou de qualquer outra legião.

As falanges dos nossos indígenas, com os seus agregados, formam o “povo das matas”; a dos marujos e espíritos da linha de Iemanjá, o “povo do mar”; os pretos africanos, o “povo da costa”; os baianos e demais negros do Brasil, o “povo da Bahia”.

As diversas falanges e linhas agem em harmonia, combinando os seus recursos para a eficácia da ação coletiva. Exemplo:

Muitas vezes, uma questãozinha mínima produz uma grande desgraça…

Uma mulatinha que era médium da magia negra, empregando-se em casa de gente opulenta, foi repreendida com severidade por ter reincidido na falta de abandonar o serviço para ir a esquina conversar com o namorado. Queixou-se ao dirigente do seu antro de magia, exagerando, sem dúvida, os agravos, ou supostos agravos recebidos, e arranjou contra os seus patrões um “despacho” de efeitos sinistros.

Em poucos meses, marido e mulher estavam desentendidos, um, com os negócios em descalabro, a outra, atacada de moléstia asquerosa da pele, que ninguém definia, nem curava. Vencido pelo sofrimento e sem esperança, o casal, aconselhado pela experiência de um amigo, foi a um centro da Linha Branca de Umbanda, onde, como sempre acontece, o guia, em meia hora, esclareceu-o sobre a origem de seus males, dizendo quem e onde fez o “despacho”, o que e por que mandou fazê-lo.

E, por causa desse rápido namoro de esquina, uma família gemeu na miséria, e a Linha Branca de Umbanda fez, no espaço, um de seus maiores esforços.

Ofertou-se as entidades causadoras de tantos danos um “despacho” igual ao que as lançou ao malefício; e, como o presente não surtiu resultado, por não ter sido aceito, os trabalhadores espirituais da Linha de Santo agiram, junto aos seus antigos companheiros de Encruzilhada, para alcançar o abandono pacífico dos perseguidos, mas foram informados que não se perdoava a ofensa à médiuns da Linha Negra.

Elementos da falange de Oxóssi teceram as redes de captura, e os secundaram, com o ímpeto costumeiro, a falange guerreira de Ogum; mas a resistência adversa, oposta por blocos fortíssimos de espíritos adestrados nas lutas fluídicas, obrigou a Linha Branca a tomar recursos extremos, trabalhando fora da cidade à margem de um rio.

Com a pólvora sacudiu-se o ar, produzindo-se formidáveis deslocamentos de fluidos; apelou-se, depois, para os meios magnéticos; e, por fim, as descargas elétricas fagulharam na limpidez puríssima da tarde.

Os trabalhadores de Iemanjá, com a água volatizada do oceano, auxiliados pelos de Iansã, lavaram os resíduos dos malefícios desfeitos e, enquanto os servos de Xangô encaminhavam os rebeldes submetidos, o casal se restaurava na saúde e na fortuna.

#Espiritismo #Kindle #Magia #Umbanda

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Evolução

Evolução

Por: Colorado Teus

O que é a Vida? O que viemos fazer em vida? Para onde iremos após a Vida? Independente de quais sejam suas repostas para essas perguntas, sua vida é completamente influenciada por elas. Cada ato, pensamento e desejo, antes de chegar até nossa consciência, é filtrado pelo que acreditamos no íntimo que sejam as respostas para essas perguntas.

(obs.: minha intenção era postar apenas a lista que está no final deste texto, porém, ficaria meio ‘sem pé nem cabeça’ falar que não concordo com algo sem fundamentar falando sobre o que concordo, pois a simples discórdia tirando a minha opinião da reta poderia ser interpretada como mero ataque a quem vestisse a carapuça, porém, essa não é minha intenção. Então, esse texto, por falar da minha opinião, é de certa forma pessoal, mas acho que pode ajudar algumas pessoas a começarem a pensar sobre alguns assuntos que considero importantes.)

Para ilustrar, pensemos em uma situação: uma pessoa escolhendo sua profissão. No caso das pessoas que acreditam que após a morte não há qualquer tipo de continuação, elas certamente buscarão uma profissão que as sustentarão de forma a aproveitarem ao máximo o curto tempo de vida que lhes resta, como uma profissão intensa e bastante rentável. No caso de pessoas que acreditam em um juízo final (céu x inferno), haverá sempre um pé atrás na escolha, para que não seja algo que a comprometerá pelo resto da existência. No caso das pessoas que acreditam em reencarnação, essa escolha não pesa tanto quanto para as últimas, mas com certeza buscará algo que a ajude a sair do momento atual em que está presa. Podem existir outros casos de crença do que seja a resposta para essa pergunta, mas essas três citados resumem a grande maioria de nossa população.

Com esse exemplo podemos notar que os padrões de comportamento variam bastante, que cada crença traz vantagens e desvantagens para o que a vida no mundo físico pede de nós. O conjunto de crenças que grupos de pessoas acreditam que sejam as respostas para essas perguntas é chamado de Dogma do grupo; como não é tudo no Universo que podemos provar que existe ou que não existe, sempre haverá uma pilar de Dogma no pensamento das pessoas de qualquer grupo.

Bom, nesse momento o leitor pode estar fazendo a pergunta pertencente ao F.A.Q. espiritual: “Como escolher o sistema de Dogmas – o caminho – que é o melhor para eu seguir?”. E essa é de fato uma boa pergunta que só pode ser respondida através da crença. Aliás, note que sua primeira resposta que vem em mente é totalmente tendenciosa para o grupo que você mais acredita. Uns dirão que é o destino da pessoa, outros dirão que a pessoa precisa seguir seu coração, outros que o Dogma existente é apenas uma muleta para quem não tem força para caminhar com as próprias pernas, e por aí vão as possíveis respostas.

Com isso, começamos a perceber um dos maiores problemas em debater sobre fé: nossas respostas sempre serão tendenciosas em tentar convencer o outro de que nossa fé é o melhor caminho a ser seguido. Aliás, isso é uma tendência natural do Orgulho, se descobríssemos que nosso caminho não é o melhor, significaria que muito do que fizemos não era o que acreditávamos que fosse, e isso seria um tapa tão forte na cara do Ego (projeção de si mesmo) que ele jamais deixaria isso acontecer com facilidade, ou seja, sempre criará inúmeros conflitos para tentar provar o contrário da descoberta e se manter no atual estado, se conservar.

Conservar mudando ou mudar conservando? Essa é uma pergunta frequente de quem está disposto a enfrentar o Ego dentro de si para não deixar que o conflito se exteriorize e atinja outras pessoas. Em outras palavras, essa pergunta traduz um ato que é sempre lembrado na maioria dos sistemas de Dogmas, que é o da ‘evolução’. Evoluir é justamente mudar, e a mudança é um golpe duro para o ego.

Reza a lenda que existe um grupo de pessoas cuja Tradição é lutar para que a evolução continue acontecendo neste mundo, é a ideia do ‘conservar mudando’ há pouco citada. Eis a resposta para muitos que já me perguntaram sobre minha fé, eu acredito na luta pela evolução como uma boa possibilidade para o fim dos conflitos em nosso mundo e uma vida melhor para todos.

Apesar desse texto abordar questões de algumas áreas distintas, o objetivo máximo dele é justamente apontar algumas coisas que algumas pessoas dessa tradição acreditam e trazer uma lista que nos ajuda a perceber quando estamos perto de algumas pessoas que vão contra essa tradição; notem que não falo em nome da Tradição, esse texto é o meu ponto de vista em relação ao que aprendi sobre ela.

O Dogma máximo é que tudo o que podemos perceber (universo) foi criado por uma potência única, chamada de ‘Criador’. Por sua misericórdia, nosso universo foi criado respeitando certos padrões para que as criaturas possam, dentro de suas limitações, entender como o sistema funciona e, assim, poderem nele viver e a ele influenciar.

Como um sistema de defesa, o universo parece tentar conservar sua energia, para isso gera uma reação de igual intensidade, mas sentido oposto, para toda ação que acontece dentro dele. Mas, para continuar mudando, a reação não acontece instantaneamente após a ação, e é daí que surge um dos conceitos mais importantes da tradição, o ‘Karma’, que é o potencial de reação que está para acontecer, uma parte do sistema de ajuste do que acontece no universo.

Assim, o entendimento básico do universo é um processo interativo de ação e ajuste, ação e ajuste, ação e ajuste, ação e ajuste, que é comumente chamando de ‘Yang/Yin’. O ser humano, como uma parte integral do universo, contribui com suas ações e participa dos reajustes. Do processo interativo resulta as mudanças do homem tentando entrar em sintonia com o universo, o qual tenta chegar a um equilíbrio para uma finalidade que está muito longe de qualquer ser humano saber.

De toda essa abstração, é válido apontar que em momento algum foi falado de bem e mal. Normalmente os Egos atribuem o nome ‘mal’ às forças de reajuste do universo, mas isso é assunto para outro texto. É importante entender que o ser humano, em sua busca pela posição perfeita no universo, acaba indo por caminhos errados, então, uma hora, os seres que regem esse equilíbrio do universo liberam o karma e a pessoa é reajustada. Criar karma nunca foi ou será o problema em si, na verdade o Karma é nosso grande professor. O problema é estagnar em nós kármicos (que seria ficar sofrendo sempre o mesmo reajuste por tentar entrar repetidamente em um caminho errado) e não conseguir evoluir.

E o que seriam então pessoas boas e más? Na verdade não existem pessoas boas e más num sentido literal, o que existem são ações boas (que ajudam o equilíbrio do sistema em que vivem) e ações ruins (que atrapalham o equilíbrio do sistema em que vivem). A origem das ações ruins são o medo da mudança ou a ignorância (os ignorantes geralmente são usados pelas pessoas que têm medo da mudança como instrumentos), a origem das ações boas são a Vontade da mudança e o esclarecimento.

Então, baseado em todos esses Dogmas, sigo minha vida tentando trazer coragem/fé para quem tem medo de mudar, esclarecimento para os ignorantes, apoio para quem tem Vontade de mudança e caridade para quem é esclarecido.

Não faço mal julgamento de pessoas que ainda são ignorantes em relação ao equilíbrio do nosso universo, até porque todos passam por esse período. Porém, uma coisa que me deixa indignado e que combato ao máximo são os medrosos que usam os ignorantes como objeto. Dentro da minha experiência, fiz uma lista de ações que são comuns (não determinantes) nesse tipo de pessoas, vamos a ela para concluir esse texto:

– Sua fala é impositiva, sempre falam de forma forte como se o que dissessem é uma verdade incontestável, e sempre fica a impressão de que se as outras pessoas não acreditam naquilo, são muito burras.

– Não usam argumentos lógicos para fundamentar o que falam, suas falácias são baseadas no que uma “autoridade no assunto” ou uma “tradição” disse, se eles disseram é assim que tem que ser e ponto final.

– Usam de “fontes científicas” que não existem, citam pessoas que não existem ou jamais passaram pelas universidades citadas. É necessário sempre olhar a fonte, pesquisar nos sites ou arquivos das universidades/revistas que foram citadas, ou perguntar para alguém que sabe do assunto se os argumentos utilizados são válidos.

– Vendem alimentos, remédios, cds, máquinas, cursos, livros miraculosos que vão transformar a vida da pessoa sem qualquer tipo de esforço pessoal.

– Usam argumentos válidos para ganhar a confiança da pessoa, e então começam a vender suas besteiras que não têm nada a ver com o argumento utilizado.

– Falam que todas as defesas da pessoa não funcionam, que Exu não é guardião, que a vela para o Anjo da Guarda não funciona, que os assentamentos foram feitos da maneira errada, que os pontos riscados das entidades são sigilos de entidades malignas, que as orações que a pessoa utiliza não têm fundamentos, que o RMP ou outro banimento/invocação é um ritual fraco, para então ter as brechas necessárias para agir.

– Acusam os outros professores de picaretas sem apresentar qualquer argumento, desmerecendo tudo que eles disseram e falando de maneira geral que é burrice quem acredita naquilo que tais professores disseram.

– Abusam do orgulho e da vaidade das pessoas, elogiam elas o tempo todo e dizem que são especiais, que não são como os burros do grupo que elas pertencem.

– Usam métodos que tornam as pessoas dependentes da técnica por ele passada, mas que ele não ensina ninguém a fazer, é preciso comprar dele para ter.

– Basicamente, não ensinam as pessoas a buscarem, sempre desincentivam as pessoas a conhecerem novos grupos ou lerem livros do assunto, pois eles precisam de que a pessoa continue ignorante para continuar comprando tudo dele.

Claro que existem muitos outros padrões, mas essa lista já ajudará bastantes pessoas a evitarem as pessoas de má fé que abusam da boa fé dos outros. Espero ter somado com alguma coisa para a vida de cada um que leu esse texto, apesar do texto ser uma exposição de um ponto de vista bem pessoal.

Vai dar certo!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/evolu%C3%A7%C3%A3o

Curso de Tarot e História da Arte em SP

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

No curso de Arcanos Maiores, utilizamos 18 tarots diferentes, do século XIV aos taros mais importantes do século XX. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIV, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, tarots das escolas italianas e francesas do século XV e XVI, que resultaram no tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus (Boêmios), Tarot Egípcio, Tarot Alquímico e Tarot de Thoth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Local: prox. ao metro Ana Rosa
Data: Dias 30 e 31 de Agosto, das 10h as 18h

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

Update: Para mais informações sobre nossos cursos consulte: Cursos – Projeto Mayhem

#Cursos #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tarot-e-hist%C3%B3ria-da-arte-em-sp

A Evolução como Espiral

“A condição humana é tal que o Ser pode encontrar-se com o Divino e mergulhar na Presença num Sábado e na Segunda-feira ver-se numa briga de trânsito por conta de uma fechada” – ?

Alguns sistemas compreendem o homem como uma multiplicidade de EUS lutando pelo controle, esses eus se agrupam por afinidade, em espécies de mini personalidades. Esses sistemas usam esse modelo para explicar as contradições do homem em sua vida cotidiana, sua falta de coerência com o mundo e consigo mesmo.

Outros sistemas entendem que o ser humano é um vasto e intrincado universo em si mesmo e que por isso, sendo composto de vários níveis de profundidade, estaria sujeito a variações em seu comportamento dada a interação extremamente complexa entre seu universo e o universo compartilhado, bem como os demais universos/consciências.

Inúmeras formas existem para se compreender tanto as contradições humanas quanto o próprio processo evolutivo humano, e a que abordaremos hoje é a evolução como espiral.

O ser humano pode expandir sua consciência em várias direção e dimensões, para o propósito dessa visão compreendemos o processo como uma espiral vertical que em círculos pode se mover para cima e para baixo.

Imagine que você vá a uma cerimônia mágica ou religiosa durante o fim de semana e lá tenha uma experiência espiritual significativa, seja ela da presença do Divino, um profundo estado de compaixão, esperança de que as coisas ficarão bem, vontade de ajudar o próximo. Depois de deixar o local volta para sua casa e seus afazeres e aos poucos aquela sensação vai se perdendo como um sonho que não anotamos e logo esvaece da memória ficando só a vaga lembrança do que você sentiu e não a sensação em si.

Os dias passam e você se encontra cada vez mais distante daquela sensação até que não reste mais nada, no máximo uma saudade de algo que você não sabe exatamente o que é, e nesse meio tempo você passa por situações cotidianas cada vez mais tensas e conflituosas que não raro revelam o pior de você, seja na sua relação com os demais, seja com você mesmo.

Chega novamente o fim de semana e você repete  a primeira experiência, a semana chega repete a segunda experiência e assim sucessivamente.

Como no eterno retorno nietzschiano o ser se vê repetindo as mesmas experiências e tendo as mesmas sensações, seus aprendizados adquiridos em seus estudos e experiências místicas parecem desconectados da realidade diária, ainda que lhe pareçam tão enraizadas e profundas quando apreendidas.

Essa é a espiral em que nos movemos, alguns tem círculos maiores, indo muito alto e em seguida caindo profundamente na inconsciência e desligando-se de quem verdadeiramente são ou do que poderiam ser, outros tem círculos menores variando muito pouto em relação do ponto mais baixo e do ponto mais alto.

Além de tudo isso é necessário lembrar que a espiral se locomove para cima ou para baixo, ou ainda pode ficar com seu centro parado e seu raio crescendo cada vez mais, cada vez mais alto e cada vez mais fundo, até que invariavelmente o centro não se sustenta o falcão não ouve mais o falcoeiro e a anarquia é liberta no mundo.

A observação desses padrões através desse método nos dá chaves importantes para o desenvolvimento da consciência, para o auto conhecimento e para a compreensão dos processos de outros irmãos.

Todos nós estamos nessa espiral e isso nos ajuda a entender porque pessoas que consideramos tão boas tem atitudes que nos parecem incoerentes, ela está na parte de baixo da espiral, e podemos ser mais compreensivos com nós mesmos e nossos irmãos ao percebermos que cada um de nós está em momentos diferentes dela.

Isso também nos dá uma ferramenta poderosa de compreensão, pois ninguém é, tudo está. Hoje o ser é uma coisa e amanhã ele é outra, julgue um homem pelo que você acha que ele é e pouquíssimo tempo depois seu julgamento está desatualizado. Julgue de acordo com o que ele pode ser e não há como errar.

Somos nossos altos e baixos e um buscador sincero vai diligentemente trabalhar para reconhecer seu ponto mais baixo e elevá-lo constantemente a ponto de ter um círculo cada vez menor, ao mesmo tempo em que vai buscar sempre fazer com que o ponto mais alto de sua espiral continue subindo alcançando degraus cada vez mais altos da consciência. O exercício é manter-se no topo, que seu ponto mais alto seja seu estado natural.

Para tanto o ser deve observar-se constantemente e reconhecer os pontos altos e baixos de sua espiral, assim o fazendo deve buscar sempre uma atitude que o leve em direção ao ponto mais alto, manifestar as atitudes desse ponto é uma chave para lá manter-se lá, viver essas experiência e antes de deixar o ato que o religou do divino, interagir com outros seres e realizar reflexões profundas sobre si mesmo, ancorando a consciência ou numa analogia a escalada, pregando espigões que não lhe permitam cair além daquele ponto.

Observar as pessoas de nossa convivência e reconhecer também seus pontos altos e baixos é um forma de não permitir que os comportamentos alheios influenciem no seu, assim se você está na parte superior e é incomodado ou deve interagir com alguém que parece estar bem abaixo de seu centro, é o momento de ser compreensivo e dessa forma trazê-lo para cima ao invés de permitir ser arrastado para baixo.

Tome a si mesmo sempre pelo ponto mais baixo, dessa forma você vai lutar com muito mais força para elevar seu nadir ou ponto mais baixo, e tome os outros sempre pelo seu ponto mais alto, independente do estado em que esteja ele, mantenha sempre na memória o Zênite desse ser, o seu ponto mais alto, assim terá a sua volta somente pessoas excepcionais, e se em algum momento ele lhe mostrar o seu pior, responda de acordo com o seu melhor, assim de alma para alma, ele encontrará o caminho de volta até o topo, e você não precisará mais descer.

Depois de compreendida essa lição, cabe aos irmãos lembrarem que essa espiral é em 3 dimensões, mas por ora trabalhemos em nossos círculos, as esferas só para daqui a algum tempo.

Chay !

– Frater Alef

#hermetismo #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-evolu%C3%A7%C3%A3o-como-espiral