Caos: O Segredo do Universo

Será que Consciência, Magia e Caos não são a mesma coisa? A consciência faz com que as coisas aconteçam espontaneamente sem uma causa anterior. Geralmente, isto acontece no cérebro, onde aquela parte da consciência que chamamos de “Vontade” agita o sistema nervoso para fazer com que certos pensamentos e ações aconteçam. Ocasionalmente, a consciência é capaz de fazer com que coisas aconteçam espontaneamente fora do corpo quando ela está fazendo magia. Qualquer ato de vontade é magia. De modo análogo, qualquer ato de percepção consciente também é magia; uma ocorrência em matéria nervosa é espontaneamente percebida pela consciência. Algumas vezes esta percepção pode acontecer diretamente sem o uso dos sentidos, como na clarividência.

A magia não pode ser confinada à consciência. Todos os eventos, inclusive a origem do universo, acontecem basicamente por magia. Isto quer dizer que eles acontecem espontaneamente sem uma causa anterior. A matéria nos dá a impressão de ser regida por leis físicas, mas estas são apenas aproximações estatísticas. Não é possível dar uma explicação final de como coisa alguma acontece em termos de causa e efeito. Em algum ponto, sempre chegaremos à conclusão de que tal evento “simplesmente aconteceu espontaneamente”, seja ele a explosão inicial do universo (a teoria do Big-Bang) ou qualquer outra coisa. Isto parece levar-nos a um universo completamente aleatório e desordenado, mas não é assim. Jogue um dado e você poderá obter qualquer resultado de um a seis; jogue-o seis milhões de vezes e você obterá quase exatamente um milhão de seis. Não existe razão alguma para representarmos as leis do universo pela estrutura do dado; elas também são fenômenos que simplesmente aconteceram de modo espontâneo e poderão deixar de ser assim um dia se a espontaneidade produzir algo diferente.

Entretanto, fica muito difícil imaginar os eventos acontecendo espontaneamente sem uma causa anterior mesmo que isto ocorra toda vez que alguém exerce sua vontade. Por esta razão, pareceu preferível chamar a essência deste fenômeno de Caos, posto que a parte de nosso ser que entende as coisas é constituída de matéria que, predominantemente, obedece à forma estatística da causalidade. De fato, todo o nosso pensamento racional está estruturado na hipótese de que uma coisa causa outra. Assim, nosso pensamento é incapaz de apreciar a natureza da consciência ou do universo como um todo pois estes são espontâneos, mágicos e caóticos por natureza. Entretanto, seria injustificado deduzir que o universo é consciente e pode pensar da mesma maneira que nós: o universo é os pensamentos do Caos, se preferirmos. Podemos compreender os seus pensamentos, mas não o Caos do qual eles se originam. De modo análogo, podemos estar acostumados a usar nossa consciência e exercer a nossa vontade, mas jamais compreenderemos o que estas são exatamente.

Todos os maiores ramos da filosofia tentam responder a pergunta específica sobre a existência. A ciência pergunta “como” e descobre cadeias de causalidade. A religião pergunta “por quê” e acaba inventando respostas teológicas. A arte pergunta “qual” e chega aos princípios da estética. A pergunta que a magia tenta responder é “o que” e, assim, ela é um exame da natureza do ser. Se formos diretamente ao âmago da questão e perguntarmos à magia qual é a natureza da consciência, do universo e de tudo o mais, obteremos a resposta de que são fenômenos espontâneos, mágicos e caóticos. A força que inicia e move o universo é a mesma força que está no centro da consciência, e ela é arbitrária e aleatória, criando e destruindo sem qualquer outro objetivo além de divertir-se. Não há nada moralista ou espiritual sobre Caos e Kia. Vivemos num universo onde nada é verdadeiro, embora alguma informação possa ser útil para finalidades específicas. Somos nós, individualmente, que devemos decidir aquilo que desejamos considerar como bom, mau, significativo ou divertido. O universo se diverte constantemente e convida-nos a fazer o mesmo. Se houvesse uma razão de ser para a vida, o universo seria muito menos divertido. Tudo o que podemos fazer é segui-lo placidamente ou lutar uma batalha heróica e inútil contra ele. Assim, somos livres para alcançar toda a liberdade disponível e fazer o que sonharmos com ela.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-o-segredo-do-universo/

Magia Sexual e o Tarot de Thoth Com Marcia Seabra Novello

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/yasgmTFJfwI

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-sexual-e-o-tarot-de-thoth-com-marcia-seabra-novello

Mensagens da Água

90% do corpo de um recém-nascido é formado por água.

Pode-se, pois, dizer que o nosso corpo é formado por cerca de 70% de água.

O pesquisador japonês Masaru Emoto, no livro Mensagens da água, revela suas experiências, em que ele investiga o fenômeno Hado (do japonês onda, ou movimento) que consiste em alterar o padrão vibratório da água, por meio de música, imagens e… oração. Sim, a prova de que a água é alterada está na observação dos seus cristais, após o congelamento. O mais interessante é que a ciência não consegue controlar o processo de formação dos cristais, mas, pelo visto, o pensamento o faz.

Emoto começou seus experimentos submetendo amostras de água destilada a diferentes condições; depois, congelou as amostras produzindo cristais, visíveis ao microscópio. São cristais como estes que formam os flocos de neve. Quando uma das amostras tinha sido exposta a uma sessão de música clássica, por exemplo, como Beethoven, Mozart ou Bach, os cristais apresentaram formações simétricas de grande beleza; se a “trilha sonora” era heavy metal (rock pesado), os cristais mudavam sensívelmente e sua forma, que normalmente seria hexagonal, rompia-se em pedaços, em fragmentos morfologicamente iguais.

“A água parece reagir negativamente a esse tipo de música (rock pesado)”, diz Emoto que, usando a canção Heartbreak Hotel, interpretada por Elvis Presley, obteve três tipos de cristais: o primeiro é a imagem de um coração partido em dois; o segundo mostra duas partes de coração que parecem se esforçar para ficar juntas e o terceiro tipo, é um coração que apresenta sinais de esforço para se manter íntegro.

Dando continuidade à experiência, o cientista fixou, no recipiente que continha amostra de água, um rótulo, escrito em japonês, com os dizeres que podem ser traduzidos como “You are fool”, ou “Você é tolo, “Você é imbecil”. A amostra foi deixada com o rótulo por uma noite e o congelamento resultou em formação de cristais semelhantes áqueles formados sob a influência do rock, caracterizados por assimetria e dispersão.

Outro rótulo, onde estava escrito “Você me deixa doente: eu vou matar você”, produziu na amostra congelada uma formação extremamente distorcida e feia, ao contrário da afirmação “Eu te amo” cujo cristal correspondente era absolutamente maravilhoso. Para Emoto, a água cristalizada sob tal influência amorosa era uma expressão “mineral” de gratidão e reciprocidade ao amor declarado.

O resultado foi que a as gotículas de água que foram mais “bem tratadas” formaram os cristais de água mais exóticos e belos, enquanto que aquelas que foram ignoradas ou xingadas não formaram cristais. O mesmo experimento ele realiza com alimentos. O arroz que recebeu mais carinho (bons pensamentos) demorou muito mais para entrar em decomposição do que o arroz xingado ou ignorado.

No Japão a crença que a alma habita no espírito da palavra é bastante difundida. O reverendo Kato Hoki, sacerdote do templo Jyuhouin, foi chamado para rezar por 1 hora ao lado de uma água cujos cristais estavam disformes e escuros. Após isto, a água se fez visivelmente mais bela, e seus cristais, após nova análise, revelaram algo que nunca o pesquisador – mesmo tendo feito mais de 10.000 experimentos – vira antes: uma rara formação heptagonal (sete pontas) dentro da clássica estrutura hexagonal. Mais tarde, o sacerdote disse ter invocado em suas preces a deusa dos rios Benzaiten (Equivalente a Sarasvati, na Índia)

Ao colocar, em diferentes copos com água, palavras – mesmo que escritas no computador – que significam a mesma idéia (foi escrito “sabedoria”, em japonês, inglês e alemão), ao congelarem os cristais formaram uma estrutura surpreendentemente similar. Segundo o físico Cheng Luojia, isto indica que não é exatamente a PALAVRA, o som de cada língua, que influi sobre a água, e sim o pensamento, a idéia. E completa: “A que conclusão podemos chegar? Que a palavra produz forma”. E deixa uma pergunta no ar: “Isso significaria que o espírito é matéria?”

Bem, o espiritismo já falava isso há mais de um século, e por isso faz a distinção entre espírito e alma, como os gregos faziam milênios atrás… é por isso que a magnetização/fluidificação/energização da água, que é feita em todos os centros espíritas, não é um ritual e sim um procedimento, explicado no Livro dos médiuns, Cap. VIII: “O Espírito atuante é o do magnetizador (o “vivo”), quase sempre assistido por outro Espírito (o “morto”). Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético, que é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo, donde o efeito curativo da ação magnética, convenientemente dirigida”

É por isso que insisto tanto: pensamento É vibração, o mundo É vibração, e você É, em espírito, o que você pensa/produz. Não é uma vibração mecânica, grosseira, como a que produz o som, mas muito mais sutil, que não encontra barreiras. Se os pensamentos podem fazer isto com a agua,o que podem fazer com nosso corpo??

veja fotos das moleculas de agua alteradas atraves de diversos padroes de pensamento em :

http://es.clearharmony.net/articles/200311/1759.html

Estes resultados conduzem a uma nova compreenção científica da relação entre os homens e a água: a água à volta do ser e a água dentro do ser. Os homens têm 75% de água na constituição de seus corpos físicos. Por isso, a descoberta de Emoto obriga a uma reflexão sobre a influência da água sobre a saúde como um todo e abre uma nova fronteira para a utilização da água como substância medicinal.

Novidade para os cientistas, o poder da água é um velho conhecido das tradições esotérico-religiosas em todas as culturas do mundo. A descoberta confere o selo da credibilidade acadêmica à “água-benta” dos cristãos-católicos, por exemplo. Shamãs e curandeiros há muito oferecem “água magnetizada” por orações ou “fórmulas mágicas” como remédio eficaz contra várias enfermidades.

O médico e ocultista Paracelso utilizava a água magnetizada em suas terapias. Outro médico ocultista, Papus, que viveu no século XIX, escreve, em seu Tratado Elementar de Magia Prática (Ed. Pensamento), que são quatro as substâncias curativas básicas da medicina hermética: água, álcool (como em vinhos e destilados), enxofre (sulfas) e sal.

Nos anos de 1990, um cientista americano encontrou uma estranha formação impressa em uma superfície de água magnetizada por um monge com o objetivo de retardar o desenvolvimento de uma larva de borboleta. O procedimento do religioso havia afetado a alcalinidade do líquido que assim permaneceu mesmo depois de afastado do local da magnetização e do magnetizador a uma distância de 50 milhas; ou seja, a intenção ou pensamento do monge permaneceu influenciando a água.

Porque são três que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes Três são Um. E Três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num”

[I João 5:7,8]

As palavras escritas em negrito constituem o que os criticos do texto chamam ,em latim,Comma Joahaneum (a Cláusula Joanina).

Quando abrimos a “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”, das Testemunhas de Jeová, notamos que essa cláusula foi omitida do seu texto. Aliás, outras Bíblias há, além da das Testemunhas de Jeová,  também omitem esse trecho .

“. E este quem veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não apenas com água, mas com a água e com o sangue.(…).O espírito, e a água, e o sangue, e os três estão de acordo.”

O SANGUE E SEUS CONSTITUINTES

Setenta por cento do corpo humano é constituído de água. O sangue é o principal distribuidor desta água.

Toda a parte líquida do sangue forma o plasma sangüíneo. Cerca de 90% do plasma constituem-se de água pura.

A troca de água do sangue para os tecidos, e vice-versa, é feita principalmente através de um fenômeno denominado difusão osmótica.

Trata-se de um processo físico que ocorre entre dois líquidos separados entre si por uma membrana permeável.

Um japones provou a acão de pensamentos e vibraçoes nas moleculas de agua,atraves de fotografias ,depois de ter submetido ( a água)  a diversas influencias mentais/energéticas.

Agora o que isto significa a nivel de nossa realidade imediata,e a nivel dos interesses desta lista,espero que seja compreensivel ao mais ingenuo dos mortais..

Alias,eu e um pequeno numero de amigos estamos realizando algumas experiencia praticas neste sentido,estarei divulgando aqui os resultados em breve.

Au revoir

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/mensagens-da-agua/

O Tarot e o Machismo

Segundo Nei Naiff, sua pesquisa a respeito das origens do tarot começou com o livro Tarô dos Boêmios (Paris, 1889) que seguramente é o primeiro na história do tarô a abordar os arcanos, tanto sob a ótica da metafísica cabalística quanto dos jogos adivinhatórios em uma única obra, pois os outros autores de sua época ou se reportavam a um ou a outro aspecto. O livro em questão foi escrito pelo médico espanhol, radicado na França, Gérard Anaclet Vincent Encausse (1865-1917), conhecido como Papus.

Apesar da grande quantidade de mulheres daquela época que jogavam cartas e faziam adivinhações sobre o futuro, nem Papus nem nenhum outro ocultista de sua época faz qualquer menção a elas ou a estes jogos de azar. Por quê?

Não adianta alegar que estes jogos eram secretos e raros. Para se ter uma idéia, entre 1583 e 1811 na Espanha, e entre 1769 e 1832 em Portugal, haviam empresas estatais que produziam cartas de tarô para consumo interno e nas colônias ao redor do mundo… dezenas de milhares de cartas por mês! Para jogar adivinhação com o tarô?! Não, nos museus portugueses constavam que eles eram feitos para os jogos lúdicos (e prestem atenção nisso, pois será importante no final deste texto).

Papus e os outros ocultistas/cientistas não reconheciam o papel da mulher, achando que elas eram todas burras e limitadas para entender algo tão complexo quanto a Kabbalah, a Astrologia, letras hebraicas e todas aquelas deduções abstratas que obviamente eram terreno dos homens da ciência! Como os bons céticos de hoje, achavam que “intuição” e “sincronicidade” não existiam.

Eu sempre me perguntei por quê os ocultistas do final do século XIX exaltavam a kabbalah e, ao mesmo tempo, ignoravam solenemente as milhares de ciganas, prostitutas e damas da corte que liam abertamente jogos de cartomancia desde meados de 1500. O baralho tem sido rigorosamente o mesmo desde o século XII, quando os mamelucos trouxeram os jogos de Tarokko do Egito para as terras dos Cruzados e os Templários os trouxeram para a Itália, onde durante o Renascimento existiram escolas dedicadas a ilustrá-los (algo que era feito em sua quase totalidade por HOMENS). Quando e como ocorreu esta transição entre o Tarot como instrumento de autoconhecimento e a profanação nas casas de leitura das cortes francesas?

Na bibliografia do Tarô dos Boêmios, Papus citava os autores de sua época até, no máximo, um século antes: Antoine Court de Gebelin (1775). Etteilla (1787), Claude de Saint Martin (1790), Saint Yves d’Alveydre (1830), J.A.Vaillant (1850), Eliphas Levi (1854), Stanislas Guaita (1886), Mac Gregor Mathers (1888), Piobb (1890), mas não se chega a lugar algum porque todos citavam uns aos outros e todos possuíam como ponto de partida Gebelin e Lévi.

Court de Gebelin e o tarô “egípcio”

Antoine Court de Gebelin (1725-1784) era filho do famoso pastor evangélico francês Antoine Court (1695-1760) que restaurou a Igreja reformada na França, fundou um importante seminário para a formação de pastores evangélicos, sendo um grande historiador de sua época. Gebelin seguiu os passos de seu pai tornando-se um pastor e, mais tarde, também influenciado, interessou-se por mitologia, história e lingüística.

Certo dia, como ele mesmo diz em sua obra (Le Mond Primitif…), “foi convidado a conhecer um jogo de cartas que desconhecia e em menos de quinze minutos declarou ser um livro egípcio salvo das chamas, explicando, imediatamente, aos presentes, todas as alegorias das cartas”. Escreveu, em sua obra, uma retórica do tarot como sendo a chave dos símbolos da língua primeva e da mitologia; fez uma relação dos arcanos com as letras egípcias e hebraicas e revelou que a tradução egípcia da palavra “tarot” é “tar” = caminho, estrada e “ot” = rei, real.

Mas esta história tem um pouco de Dan Brown nela… segundo ele, durante os primeiros séculos da Igreja, os egípcios, que estavam muito próximos dos romanos (Era Copta, conversão absoluta do Egito ao Cristianismo – 313 a 631 d.C.), ensinaram-lhes o culto de Ísis e os jogos de cartas de seu cerimonial. Assim, o jogo de tarô ficou limitado à Itália e Alemanha (Santo Império Romano); posteriormente, chegou ao sul da França (Provença, Avignon, Marselha) e, ainda desconhecido, no norte (Paris, Lion).

Realmente, este foi o caminho, mas o Tarot não possuía a forma de cartas nesta época, pelo simples fato que o papel era algo caro demais para ser feito e delicado demais para sobreviver ao deserto.

Dados, Dominós e a Kabbalah

Neste período, não se usavam cartas e a função de adivinhação estava restrita às bruxas e videntes. Por conta da divisão entre cultos Solares e lunares, homens e mulheres trabalhavam facetas diferentes do conhecimento ocultista. Enquanto os homens se dedicavam à matemática, geometria, astrologia, gematria e kabbalah, as mulheres eram treinadas nas danças iniciáticas, oráculos e magia sexual. Desta maneira, os dados foram o instrumento utilizado pelos magistas com uma função oracular, mas que foram rapidamente profanados e passaram a ser usados pelo povão para jogos de azar (o mesmo aconteceria com os arcanos do Tarot mais tarde). Os dados evoluíram para o que chamamos de Dominós. A versão com o zero (de 28 peças, a que usamos hoje) só aparece bem mais para frente… lembremos que nesta época o zero nem sequer havia sido “inventado” ainda, só aparecendo com os árabes muitos séculos depois.

Basicamente, os dominós representavam os 21 Arcanos Maiores do tarot. Ficava faltando o Louco e esta é a explicação verdadeira razão pela qual este arcano não possui um número. Alguns autores o colocaram como número zero, outros como 22 e outros ainda como Arcano 78… alguns até o deixam sem número. Eu já li textos onde se dizia que os dados eram arremessados dentro de um círculo traçado na areia e este arcano se manifestava quando algum dos dados caia fora do local demarcado (tal qual alguns jogos de Runas) mas não existem registros garantidos disto, visto que toda a tradição iniciática era oral.

O pesquisador e historiador especializado na história do tarot Kris Hadar defende que a origem do tarô na Europa pode ser encontrada no século 12 na região de Oc ou Provence, no sul da França (por isso a data simbólica 1181 na carta do 2 de Ouros encontrada em um dos baralhos); e que a criação do baralho foi uma maneira encontrada para ocultar e preservar, na forma de cartas de jogar, a cultura e o conhecimento daquela região (onde nasceu a cultura trovadoresca), que a Igreja e os reis de França da época procuraram exterminar por ser “herética”. Considera ainda que o tarô foi “o primeiro livro que permitiu que os analfabetos fossem capazes de refletir e meditar sobre sua salvação eterna e a busca de si mesmos”. A história dos Tarots, dados e jogos de azar acompanha o caminho percorrido pelas Ordens Gnósticas (Sul da França e Norte do Egito).

Em 1392, surge na Europa o Tarô de Gringonneur, até hoje conhecido como o tarot mais antigo que se tem notícias (Charles Poupart em Registre de la Chambre des Comptes, 1392).

Entre 1392 e o Famoso “Tarot de Marselha” (1761) surgem diversos tarots, dos quais temos apenas algumas poucas cartas remanescentes, como o Poema descrevendo os 22 arcanos, escrito por Matteo boiardo (1494), o Tarot de mantegna (1465), o sola Busca Tarot (1491), Francesco Marcolini (1540), Catelin Geoffroy (1557). No começo do século XVI, há um texto da inquisição acusando uma mulher de usar o Arcano do Diabo em uma Adoração Satânica, mas por algum motivo, o tarot é meio que deixado de lado pela Inquisição.

Na França, temos o Tarot de Paris (1650), o tarot de Jean Noblet (1650) e o Tarot de Jacques Vieville (1643), na Itália temos predominantemente o Tarocchino de Mitteli (1662). Mitteli era um rosacruz italiano, da mesma escola de Gabriel Ferrantini, Girolamo Curti e Angelo Colonna, o que nos traz novamente a ligação entre Ordens esotéricas e o tarot.

Em 1761, Nicolas Convert, conhecido como “Mestre da Guilda dos Fabricantes de Baralhos de Marselha”, produziu a versão mais famosa e mais popular de todos os tarots, o “Baralho de Marselha”.

Gebelin foi o primeiro a atribuir a origem Egípcia ao baralho. A partir de então, o tarô se tornou uma febre parisiense. Todos queriam aprender o jogo egípcio. As ciganas que eram consideradas, à época, de origem egípcia, aproveitaram a onda e Créu! Começaram a ler cartas e ganhar o the Money fazendo previsões!

Etteilla, discípulo de Gebelin

Etteilla, pseudônimo de Alliette, era professor de álgebra, amigo íntimo de Madame Lenormand (famosa cartomante de Napoleão, que criou seu próprio baralho também) e de Julia Orsini, outra famosa cartomante francesa. Não se tem notícias de que tivesse pertencido a nenhuma ordem ou fraternidade oculta. Em todas as referências é tido como charlatão. Lévi e Papus revelam que ele se apropriou para benefício próprio das idéias da origem egípcia, da relação das letras hebraicas e egípcias feitas por Gebelin, criando seu próprio tarô corrigido, compilando as obras de suas amigas e escrevendo onze livros. Instalou-se em um dos mais luxuosos hotéis de Paris, Hotel de Crillon, e começou a atender e ensinar a nata parisiense! Voilá, cherry! Gebelin e Etteilla devem ter falecido ricos e felizes, um sob a visão da fama científica e o outro do misticismo.

Eliphas Levi, o senhor da Kabbalah

Tanto Gebelin quanto Ettteilla mexeram com o imaginário popular da época e, conseqüentemente, dos esotéricos e exotéricos; pois fica muito claro nas obras de todos os ocultistas do final do século XVIII e início do XIX que no âmbito tradicional do universo das ciências ocultas nunca se analisou ou questionou o tarô — são palavras do próprio Gebelin e de todas as pessoas posteriores a ele, sem exceção.

Lévi, em seu primeiro livro (1854), Dogma e Ritual, e no segundo, História da Magia, detona as obras e a conduta de Etteilla, contesta a origem egípcia de Gebelin e repudia a palavra tar=caminho e ot=real. Vai mais além: Introduz o conceito de que Moisés escondeu nos símbolos do tarô a verdadeira Kabbalah.

Também, pela primeira vez, um ocultista, em toda a história da magia, faz uma acalentada tese de associações das letras hebraicas com os arcanos e diz que a palavra tarot é análoga a palavra sagrada IHVH, sendo também uma variação das palavras Rota / Ot-tara / Hathor / Ator / Tora / Astaroth / Tika.

Assim como no livro de Papus, numa segunda leitura, igualmente encontrei críticas às mulheres na obra de Lévi, um pouco mais cruéis eu diria — desdenha Mlle Lenormand chamando-a de gorda, feia e chata e duas outras cartomantes, Madame Bouche e Krudener, de prostitutas (coquetes ou Salomé à época) (História da Magia, páginas 346 e 347). Tanto Lévi quanto Papus condenavam as práticas femininas de cartomancia, achavam que elas usurpavam o poder do homem na ciência oculta…

Eu também sempre havia me perguntado o que eles teriam contra as mulheres, visto que nenhum deles tinha características gays nem nunca ninguém chegou a levantar esta possibilidade. Quem levantou a melhor idéia foi o pesquisador Nei Naiff, autor do livro “Tarô, ocultismo e Modernidade”:

“Comecei a pensar sobre a sociedade até o fim do século XIX: era patriarcal e misógina! Será que houve uma descrença no sistema de cartas por causa do contexto feminino? Ou será que pelo fato do tarô expressar símbolos comuns de sua época não teria nenhum valor ocultista? Neste caso, eu acredito que foram ambos os fatores!

A partir da história egípcia sobre o tarô criada por Gebelin, os ocultistas viram uma possibilidade de abarcarem as técnicas de cartomancia, sem caírem no ridículo de usarem “uma arte feminina nos vôos da imaginação”, como disse Papus, ou usaram a arte das “loucas e coquetes”, segundo Lévi. Como? Fizeram uma retórica metafísica impossível delas compreenderem.

Se reparar na história do ocultismo, da magia, da cabala e da alquimia observará que não há uma única mulher (eram todas consideradas bruxas, ignorantes e maldosas!) que anteceda a Helena Blavatsky (1831-1891)! Ela foi muito “macho” em peitar todos os ocultistas eruditos. Assim, não foi difícil começarem a estudar uma arte feminina, que estava bem debaixo do nariz deles por tantos séculos, mas que nunca ousaram tocar por puro preconceito machista.

Afinal, nada melhor do que a imaginação e a intuição feminina para desvendar o significado simbólico das cartas em vez da razão e da lógica dos eruditos que necessitavam de fórmulas complicadas para tudo.

Para mim ficou muito claro o porquê da ausência do estudo do tarô entre os renomados ocultistas até o século XVIII e, principalmente, o porquê de tanto escárnio nas obras de Lévi e Papus sobre as cartomantes ou, no caso de Etteilla, um homem que se atreveu a jogar cartas como elas, denegrindo a imagem do “macho esotérico que conjura demônios”… Coisas do século passado…

Embora o tarô fosse conhecido e utilizado há séculos na Itália, Alemanha, Suíça, Espanha e França, foi precisamente em Paris que ele criou sua própria luz espiritual, tanto no surgimento de seu nome (tarot), quanto em sua centrifugação com o ocultismo. Observe que todos os autores que descrevemos são franceses e publicaram suas obras na Cidade Luz”.

#Tarot

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Introdução Aos Cultos da Sombra

Por Kenneth Grant.

“A inteligência negra é a adivinhação dos Mistérios da Noite, a atribuição da realidade às formas do invisível. É a crença na possibilidade vaga, a luz no sonho. Respeitemos os Mistérios da Sombra, mas mantenhamos nossas lâmpadas acesas”. Éliphas Lévi

Agradecimentos:

O AUTOR deseja agradecer a sua esposa por preparar as ilustrações e por contribuir com algumas de suas próprias ilustrações; Frater Ani Abthilal, IX° O.T.O., por disponibilizar uma interpretação iniciada e contemporânea do Tantra por um Adepto do Caminho da Mão Esquerda; e Frater Iadnamad, V° O.T.O., por permissão para citar passagens de seu Diário Mágico relevantes para a invocação da Serpente de Fogo.

Agradecemos também ao Sr. John Symonds, executor literário de Aleister Crowley, pela permissão para citar os escritos de Crowley, e ao Sr. Michael Bertiaux pelo uso do material que forma a base dos capítulos 9 e 10, e pela permissão para reproduzir algumas de suas pinturas.

Por fim, agradecemos àqueles indivíduos – muito numerosos para mencionar por nome – que escreveram ao autor em conexão com seus dois livros anteriores, pedindo mais detalhes sobre o aspecto tântrico da práxis mágica em relação à Corrente 93. Este assunto foi tratado com algum detalhe e, como este livro não pretende ser um manual de ocultismo prático, é necessário advertir o leitor contra a aplicação dos métodos e fórmulas mágicas que ele descreve.

Introdução:

ESTE LIVRO explica aspectos do ocultismo que são frequentemente confundidos com “magia negra”. Seu objetivo é restaurar o Caminho da Mão Esquerda e reinterpretar seus fenômenos à luz de algumas de suas manifestações mais recentes. Isto não pode ser alcançado sem um levantamento dos cultos primordiais e das fórmulas simbólicas que eles depositaram. Não existe campo mais rico para tal levantamento e não existe um esqueleto mais perfeito para encontrá-lo do que os sistemas fetiches da África Ocidental e sua eflorescência em cultos pré-monumentais egípcios. Tal levantamento é apresentado nos três primeiros capítulos, após o qual os símbolos emergem à luz dos tempos históricos e aparecem na forma da Corrente Tântrica explicada nos Capítulos Quatro e Cinco.

Esta Corrente parece divergir em duas grandes correntes que refletem infinitamente a fenda original entre os princípios criativos femininos e masculinos conhecidos tecnicamente no Tantra como Caminhos da Esquerda e da Direita. Eles são da Lua e do Sol e sua confluência desperta a Cobra de Fogo (Kundalini), o Grande Poder Magico que ilumina o caminho oculto entre eles – o Caminho do Meio – o caminho do Iluminismo Supremo.

É a falha quase universal em compreender a função apropriada do Caminho da Mão Esquerda que levou à sua denigração – principalmente por causa de suas práticas não convencionais – e a uma realização imperfeita dos Mistérios finais por parte daqueles que são incapazes de sintetizar os dois.

A lua está associada aos antigos cultos estelares da África, o berço da humanidade e a origem da magia “negra”. Mas a causa principal da difamação do Caminho da Mão Esquerda pelos adeptos do; dos cultos solares e posteriores – mesmo até os dias atuais – é devido a sua conexão com o aspecto feminino do Princípio Criativo. É o uso mágico sexual da Mulher nos ritos do Caminho da Mão Esquerda que a tornou universalmente suspeita.

Em um sentido mágico, a Sombra é a contraparte ou duplo[1] que acompanha o homem como seu gêmeo astral, sempre presente e sombriamente vibrante com o potencial de seu companheiro, o corpo físico. É também um símbolo do reino crepuscular dos mortos-vivos, de vampiros, zumbis e bestas fantasmas como a hyaena espectral, um culto que sobrevive até hoje; e de La Couleuvre Noire (a Serpente Negra), cujos devotos modernos são chamados a realizar ritos em lugares tão diferentes como Chicago, Madri e Leogane (Haiti).

Em um sentido místico, a Sombra tipifica a escuridão que substitui o relâmpago do êxtase cósmico adumbra biologicamente pela alquimia sutil do congresso sexual. A mulher, real ou imaginada, como principal instigadora do orgasmo, é a sombra suprema, o agente duplicador através do qual a mente reproduz e materializa suas imagens. Para este fim, ela reifica em forma humana a cintilante Serpente de Fogo conhecida pelos Adeptos como a Kundalini.

Uma encarnação humana desta Corrente Ofidiana só pode ocorrer em iniciados femininos que possuam uma constituição peculiar que lhes permita transmitir suas energias ocultas. Tais mulheres apareceram antigamente como prostitutas do templo, pitonisas, sumas sacerdotisas e suvasinis dos cultos tântricos do Vama Marg (Caminho da Mão Esquerda).

A fórmula da “prostituta sagrada”, persistiu até os tempos modernos no Culto do Amor sob a Vontade de Aleister Crowley com sua Mulher Escarlate; no Zos Kia Cultus de Austin Spare; no Culto Voodoo da Serpente Negra de Michael Bertiaux, e no sinistro Culto Chinês do Kû com seus demônios femininos e prostitutas do inferno que – para todas as suas meretrizes – guardam chaves para os portões do paraíso.

O sonho inerente, a verdadeira vontade, a obsessão primordial, são termos usados pelos iniciados para denotar o Deus Escondido que acolhe o homem através dos ciclos de nascimento e morte, sempre unindo-o com a Sombra e buscando a reificação no universo objetivo. Um Adepto sozinho pode determinar qual é a substância, qual é a sombra.

Devido ao estado atual da humanidade nesta era escura de Kali[2] houve um grande surto de energia primordial que encontra sua expressão mais completa nos fenômenos do sexo. Mas, se as energias sexuais não forem devidamente controladas e polarizadas, a destruição aguarda o praticante que as utiliza sem que este as utilize completamente, sem que se coloque de pé a fórmula do Caminho da Mão Esquerda que é, de todos os caminhos, o mais rápido e o mais perigoso.

Parece quase supérfluo acrescentar que um Mago só possa manipular impunemente a Corrente Mágica que carrega estes Cultos da Sombra. Como diz o Tantra[3]: “Chega-se ao céu pelas próprias coisas que podem levar ao inferno”.

Notas:

[1] Palavras como double, dabble, dapple, doppelganger, etc., implicam em dualidade de um ou outro tipo; daí o diabo ou diabo como o arquétipo da duplicidade. Ver The Magical Revival (O Renascer da Magia), pp. 52-4.

[2] Kali Yuga: Um termo usado nos Tantras para denotar Consciência em seu aspecto mais denso. Este aspecto deu origem ao ‘Hórus’, o Menino da Força e do Fogo que acabará por queimar a escória da Matéria e consumi-la totalmente no Fogo do Espírito. O vazio resultante é tipificado por Set (sombra gêmea de Hórus), o Satã dos cultos posteriores.

[3] Kulârnavatantra.

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Fonte:

GRANT, Kenneth. “Acknowledgements”. “Introduction” Cults of the Shadow. First published in Great Britain 1975 by Frederick Muller Limited, London, NW2 6LE.

Copyright © Kenneth Grant 1975

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/introducao-aos-cultos-da-sombra/

Palestra “As Ordens de Aleister Crowley”

Data: 06 de agosto de 2009 às 19 hrs,

Local: auditório da livraria CULTURA – Bourbon em SP,

Trata-se de uma palestra com o Frater AEL, com o tema: “As Ordens de Aleister Crowley” onde serão tratados pelo palestrante as Ordens : OTO, Santa Ordem AA e Golden Dawn. Ao final, uma breve apresentação com debate para duvidas a respeito do Collegium Ad Lvx Et Nox, que é uma escola de magia clássica e thelêmica, da Ordem dos Cavaleiros de Thelema, e da Santa Ordem A.’.A.’. .

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/palestra-as-ordens-de-aleister-crowley

Manifesto à Criatividade

O Manifesto à Criatividade é um texto de poder.

Ele pode ser usado como um ritual para acessar o poder criativo pessoal ou universal, pode ser usado para abertura do círculo, como uma forma de oração, para invocar a energia criativa para manifestações artísticas. Ler todos os dias de manhã, antes de iniciar um trabalho, antes de dormir, cabe a você experimentar, ousar e acima de tudo ser criativo.

Leia, declame, vibre, musique.

Mãos à obra, a Grande Obra !

– Qual é o seu maior sonho?

– Uma Ferrari Roxa.

– Como assim uma Ferrari roxa? Não existem Ferraris roxas.

– Viu? O mundo te moldou de tal forma que até mesmo seus sonhos estão industrializados, formatados, pré-moldados, em módulos prontos e de fácil digestão. Quando foi que viramos consumidores até de Sonhos? Por que sonhamos como quem vai ao supermercado ao invés de sonhar como uma criança com uma lata de tinta?

Criar é o mais belo atributo humano. Sua mais elevada capacidade. O ato de criar desperta nossa consciência Divina, quase sempre dormente soterrada por uma vida em piloto automático.

É difícil dizer se a criatividade vem de cima para baixo, ou de baixo para cima. Imagino que no final das contas talvez ela seja como um raio. Um relâmpago, ora de uma ponta, ora de outra, mas que quando corre, tem proporções colossais, unindo Céu e Terra, trazendo lampejos de luz na escuridão

O mundo carece de pessoas criativas.

E não estamos falando de reinventar a roda. Falamos, sim, da decisão consciente de buscar, não a solução mais fácil, simples ou encontrada na primeira página de resultados do Google.

Falamos de soluções criativas, de atitudes criativas.

E o que é uma solução criativa ?

A solução criativa é além do óbvio. É uma solução inteligente e ecológica. É ir além do que se apresenta e saber conceder e exigir na medida certa para encontrar uma síntese entre a tese e a antítese. Inteligente é se valer de forma diligente de todo o conhecimento e experiência adquirido, lendo e reescrevendo o que possa ser útil, criando e recriando. Ecológica é a solução que é energeticamente benéfica para todos.

A solução criativa é ativa e reativa. É um estado de espirito que existe para responder um problema existente, mas também busca transformar o meio antes que uma crise se instale. Propõe soluções para problemas que nem sabíamos que existiam.

É a integração entre inspiração, reflexão, sentir e manifestar.

Quando criamos, mudamos o mundo e a nós mesmos. Não existe mão única, sentido obrigatório ou contra-mão.

A Criatividade pode ser treinada e desenvolvida. Tal qual um músculo, precisa de estímulo e repouso adequados e, quando deixada por si mesma, vai sempre regredir a um estado natural.

Sejamos criativos, loucos e novos. Transformemos o mundo, ouçamos a musa e moldemos nosso mundo. É trabalhoso. Estamos desacostumados. Pode até ser difícil no começo, mas nada do que realmente vale à pena é fácil no início.

Se pudéssemos escolher viver em um mundo mais criativo ou menos criativo o que escolheríamos? Não é uma decisão difícil.

Mas nós podemos escolher. Basta escolher criar. O mundo tem críticos demais, analistas demais, estudiosos demais.

Precisamos de mais artistas, música, desenhos, textos, projetos, poemas, filmes, romances e soluções.

A criatividade às vezes bate à nossa porta, e por isso devemos deixar nossas portas abertas.

Às vezes devemos ir até ela e encontrar sua porta já aberta. Mas se estiver fechada, devemos bater, chamar e insistir.

Insista. Seja criativo até diante de sua falta de criatividade. Nada é permanente. Se permita escrever um texto mediano, leia-o novamente e encontre novas palavras. Encontre novas idéias. Encontre outras respostas. Novas notas, melodias e rimas. Permita-se questionar e melhorar, transforme e recrie o mundo. Seja mais, queira mais, ouse mais.

Arrisque-se. Saia do coro da platéia e suba no palco da vida.

A criatividade é mágica, e a Magia é a suprema criatividade. Por inspiração ou treino, exige do praticante que repense todo o seu universo de acordo com uma nova visão e a manifeste.

Não se acomode em sua passividade. Não se contente em ser leitor. Não passe o resto da sua vida, apertando F5, atualizando a página do facebook e dando refresh na sua caixa de entrada de emails.

Agora esqueça esse texto.

E escreva o seu.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/manifesto-%C3%A0-criatividade

Asmodeus – Adornado em Chamas

7 Aconteceu que, precisamente naquele dia, Sara, filha de Raguel, em
Ecbátana na Média, teve também de suportar os ultrajes de uma serva

de seu pai.

8 Ela tinha sido dada sucessivamente a sete maridos. Mas logo que eles  5
se aproximavam dela, um demônio chamado Asmodeu os matava.

9 Tendo Sara repreendido a jovem criada por alguma falta, esta
respondeu-lhe: Não vejamos jamais filho nem filha nascidos de ti sobre
a terra! Foste tu que assassinaste os teus maridos.

Livro de Tobias (3: 7-8-9)

asmodeus1Os três Sacerdotes do Templo de Satã, dedicam esse texto como uma homenagem a ti, Katlyn Babalon, nossa Musa do Apocalipse 

Parabéns e aprecie, e relembre tudo que Asmoday já te trouxe.

Quando falamos de demonologia, um dos principais nomes, é Asmodai, o trigésimo terceiro demonio da goetia, tão famoso por ter construído o templo de Salomão. Eu comecei a trabalhar com ele, no meio de 2008 e de lá pra cá, comecei a passar pra outras pessoas, sobre ele, e sobre como trabalhar com este demônio. Afinal, o inferno é free pass ? Ou não ?

Senhor de toda a Luxuria, ASMODAI, ASMODEUS, ACHENEDAY, SIDONAI, ASHMODAY, ASMODÉÉ, é o mais sedutor de todos os demônios, sem duvida alguma, por causa de seus domínios, acaba aprisionando os incautos em teus jogos de possessão. Ele é alimentado com álcool puro, fluidos sexuais, jóias masculinas, Absinto, maçã, enxofre, pimenta (todos os tipos) velas vermelhas e todos os incensos afrodisíacos podem ser dedicados á ele. Além de luxuria, ele trabalha fornecendo sabedoria, riquezas, une e desune casais, mata destrói, enlouquece, é um senhor da Loucura,  acendendo ou apagando paixões, causando dor e sofrimento, tornando homens ignorantes, perturbando-os.

É o senhor da Ira, do Caos.

Cuida também de virilidade, dando ou retirando de um homem, e de fertilidade, regendo a sensualidade, os jogos, o adultério, a homossexualidade, discórdia, engano. Um dos demônios mais intensos que já convoquei.

Em uma das minhas brincadeiras, eu e uma amiga, convocamos ele, ao meio da madrugada, na praia vazia, somente para acender a paixão de duas pessoas para nós. Ela morava comigo na época, e foi uma época rica de demonologia – que serão detalhadas aqui. Usamos apenas o que tínhamos, que era somente incenso de almíscar. Foi magnifico a invocação, olhando pro mar, pequenos globos de energia se formavam e desapareciam,  terminada a conjuração, os dois, se sentiam possuídos,  rindo a toa, e sentindo uma força sobrenatural dentro de si. Assim perdurou por dois dias. Quando estavamos brincando com o tarot, uns dias após, o telefone toca. Uma garota, a qual o demônio foi enviado, acabara de ligar desesperada. Ela acordou com um homem a sua frente, a sombra de um, se sentindo paralisada. Começou a ter crises de choro fortes, e só pensava em mim, no caso, e me ligou pedindo tanto ajuda como segundas intenções, reveladas somente mais tarde, no ápice da lascívia. E esta mania de se mostrar, é tipica do Asmoday, quando mandei ele separar duas pessoas, uma delas um amigo intimo e sua ex namorada, ele me contou que a sua ex, também acordou com esse homem, vestido de negro ao lado da sua cama, e a sensação de desespero também a fez ligar para seu namorado e contar. E ele me contou logo em seguida, sem saber que era uma brincadeira demoníaca minha.

Já pra ela, Asmoday agiu de outra forma. Ela o invocou para um rapaz a qual veio a namorar um tempo, ela ganhou fascínio com o Asmoday, por ver, que o rapaz falava exatamente, segundo ela, exatamente tudo que ela pediu pro Asmoday. Ele se tornou uma casca, com o Asmoday dentro, jogando com seus sentimentos. A cada vez que mantinham relações, ela mentalizava o nome do Asmoday, e assim alimentava o demônio. Até que a coisa perdeu o controle. Tudo se iniciou por sonhos perturbadores do rapaz, que ficava desordenado, e se rebatia na cama. Até o ponto, que numa madrugada ela me ligou me sem saber o que fazer. O garoto tava se rebatendo demais, além de gritar o tempo todo, falando em línguas que ela não entendia, ela não conseguia acorda-lo, e ele se batia violentamente, e em algumas vezes, parecia q ele se levantara meio sonambulo, quase vindo pra cima dela, e logo em seguida caindo. Ela estava assustada, me ligou. Em posse de fios de cabelo dele, eu comecei a exorcizar o demônio, ainda bêbado de sono, assim que desliguei o telefone com ela. Uma hora após, ela tornou-me a me ligar relatando que ele caíra num sono tranquilo. Asmodai foi embora, junto com ele, toda a obsessão amorosa que o rapaz tinha por ela.  Ela logo terminou o namoro, assim que notou a diferença gritante que aconteceu da noite pro dia, literalmente.

Já outro rapaz, Lipe, convocou para uma garota a qual estava interessado. Ele começou a invocar toda semana, dando fluidos sexuais para o demônio, depositando-os sobre o selo do mesmo. Em um mês e pouco, tudo mudou radicalmente. Em questão de dias, a garota começou a demonstrar uma paixão louca por ele. E enlouqueceu a ponto de ela ter visões dele pela casa, sonhar com ele diariamente, ter crises de choro sentindo a falta dele, ela perdia o sentido, tinha falta de ar, parecia que perdia a próprio controle. Ela tinha visões dele, alucinações com o rapaz, vindo e se envolvendo com ela. Ela sentia fisicamente isso.  Ele fazia apenas dois pedidos, cada vez que dava seus fluidos pro Asmodai – Enlouquece-la de paixão, traze-la até á ele.E as coisas aconteciam de modo brusco, se não, violento. Asmoday fez a garota delirar, literalmente, perder o próprio controle. Ele teve que mudar de demônio, quando ela começou a ter complicações respiratórias, além das alucinações mais frequentes.

Sexo com demônios não é um assunto novo, tão antigo quanto a minha própria bissexualidade, e por isso, em uma projeção astral eu o convoquei para tal proposito. Voltei completamente exausto, tonto, não conseguindo me manter em pé direito. As mesmas experiencias, uma amiga minha Hydra, teve com ele. As quais estarei descrevendo. Adiante no texto;

Eu conheci Asmodai através do meu amigo Inkubus e estava muito tentada a trabalhar com ele dentro da demonologia porque queria a aproximação de uma pessoa. Encontrei uma linda foto de Asmodeus e a imprimi, e trabalhava com energia sexual alimentando-o e buscando sua presença com fluidos sexuais. Em poucos das eu estava fascinada por Asmodeus, que se mostrou muito sedutor e comecei a buscar incessantemente sua materialização. Um belo dia eu acordo e vejo Asmodeus pairando sobre mim, como que flutuando… minha respiração estava ofegante e a excitação sexual muito intensa. Sentia que o corpo sutil dele ganhava forma e conteúdo enquanto ele penetrava em mim. Isso levou alguns poucos minutos e então ele se dissipou. Terminei por mim mesma este “ritual” sexual entre eu e ele e ofertei a energia desprendida desse ato à ele. Asmodeus respondeu positivamente aos meus pedidos e desse dia em diante se tornou um dos demônios com os quais eu mais me identifico. 

Lupus aeternos, me descreveu este cavalheiro desta forma;

Asmoday é um rei reservado e calmo, porem quando evocado ele pode deixar um rastro de discórdia e perversões sexuais. Na mitologia semítica encontramos que Asmodeus nasceu para se tornar o rei dos shedim (espíritos malignos) e na mitologia cristã cabalista ele pode ser identificado com o anjo Asmodel. Seu ofício é o confronto, a destruição e a luxuria. 

Sendo um demônio do fogo e marido da jovem Lilith(Na’amah mãe e esposa dele) ele foi conhecido por auxiliar feiticeiros no Negev e matar hebreus através de pragas, loucura e violência. 

A ele podemos associar animais como o galo, touro, serpente e o cão. 

Não posso dizer que tive experiencias tranquilas com ele mas algumas forma muito positivas e outras muito conturbadas. A energia dele leva a um estado de consciência que pode “simular” uma possessão  e as vezes nos induzir à momentos de insanidade, ao mesmo tempo que parece ser um estimulante sexual e também aumenta o vigor e a força física do mago ou feiticeiro.

Ele buscou no Asmoday outra coisa; queria vingança – untando uma vela em sangue, ele começou a fazer a seguinte invocação, de forma poética, expressando teu desejo;

“Abra a tua boca Asmodeus e deixa o enxofre sair,
Rei de toda ira e luxuria deixa tua força fluir,
Pela minha ira e meu desejo de vingança destroi o corpo deX,
Lança tuas legiões a cada hora de vida para para assolar “X” até que ele esteja morto!
Deixa tua discórdia fluir e destruir a vida e a mente deste que me feriu,
E tudo que ele mais gosta na vida se volte contra ele,
Eu invoco a tua ira e tua força e ordeno ao céu, a terra e aos mares que se voltem contra ele!
E por todos os shedim sobre o teu comando que a peste e a desgraça caiam sobre ele,
A loucura e a insanidade venha a tona, para que ele engasgue com os proprios ossos!
Asmodeus, pela minha voz destroi o corpo, a mente e o espirito de “X’ com  a tua ferocidade!”

Formas variadas de se trabalhar com esse demônio, nos levam a crer, que magia é mais pessoal que formal, que não existem receitas para que a magia aconteça, por que ela, simplesmente acontece. Asmoday nesses 4 anos ao meu lado, me mostrou claramente que demônios são vivos, tem personalidade, e muitas vezes além de pedir o que se deseja, deve –se pedir o que se não deseja – para que se evite resultados desastrosos.  Talvez o Inferno seja um grande professor, ou até mais que isso. Pouco importa hoje em dia a origem dos mitos, o que nos vale, é como usa-los. E aqui está Aeshma Daeva, em uma entrevista completa e participações em vidas pessoais. Usem bem.

Excitação, domínio e magia. Achenaday, um dos príncipes da Escuridão, este é um trabalho dedicado á ti.

Por Inkubus

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/asmodeus-adornado-em-chamas/

O nome é Dee. . . John Dee

Excerto de Magia Moderna de Donald Michael Kraig

Tradução: Yohan Flaminio

John Dee (1527-1608 ou 1609) foi uma das figuras mais interessantes da era elisabetana. Quando ele morreu, sua casa em Mortlake (uma área de Londres) tinha a maior biblioteca de toda a Inglaterra. Além de ser um mago, ele também era um astrônomo e astrólogo, um geógrafo, um viajante do mundo, um matemático, um estudioso e… um espião.

Sua fama lhe permitiu ser conselheiro, ocasionalmente, da Rainha Elizabeth I da Inglaterra. Quando outros a aconselharam a enviar a frota britânica para atacar a Armada Espanhola, ele usou a astrologia para determinar que ela deveria esperar, e aconselhou-a assim. Ela seguiu seu conselho, e uma tempestade destruiu a maior parte da Armada, permitindo que sua frota terminasse o trabalho. O resultado mudou a face do mundo e deu início ao Império Britânico.

Por causa de seu conhecimento e sabedoria, ele foi bem-vindo em muitos países. Como resultado, ele pôde agir como um agente de Elizabeth. Ele era um espião. Quando obtinha informações que considerava valiosas, ele as enviava de volta para ela, geralmente usando um pombo-correio. Ele adicionava um símbolo especial para indicar que a mensagem era legítima. O símbolo eram três números: 007:

Não, o autor Ian Fleming, criador de James Bond, não conhecia esse segredo sobre Dee. Pelo menos não há evidências para apoiar essa afirmação. Sua ideia de dar a Bond o número 007 veio de outra fonte – eram os três últimos dígitos do número de telefone de seu agente. (fim da nota)

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-nome-e-dee-john-dee/

Umbanda e Magia: o que são os Tronos Divinos – Alfonso Odriozola

Bate-Papo Mayhem 160 – gravado dia 08/04/2021 (Quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Alfonso Odriozola – Umbanda e Magia: o que são os Tronos Divinos

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Umbanda #UmbandaSagrada

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/umbanda-e-magia-o-que-s%C3%A3o-os-tronos-divinos-alfonso-odriozola