Sugar Blues: O gosto amargo do açúcar

William Dufty

Sugar, em inglês significa açúcar. Blues, pode significar um estado de depressão e melancolia revestido de medo, ansiedade e desconforto. O título deste livro, Sugar Blues revela sua temática: a ampla gama de desordens físicas e mentais causadas pelo consumo de sacarose refinada. O açúcar, em suas diversas formas é celebrado por meio de presentes entre casais e dado a crianças como forma de recompensa. Não apenas isso, mas muitos produtos industrializados contam com a presença deste elemento. Quão danoso isso pode ser para todos nós?

O açúcar é um veneno que mata lentamente milhões de pessoas. Virtualmente toda nossa sociedade pode hoje ser considerada pré-diabética pelas estatísticas oficiais. Diversas estatísticas resultantes de pesquisas científicas evidenciam consideráveis vínculos entre o açúcar refinado e as mais alarmantes doenças modernas.Entretanto, esse antinutriente viciante é impunemente adicionada a tudo que comemos.

Sugar Blues também é um nome de um lamento musical dos negros americanos do início do século. É uma história trágica mas contada de um jeito melodioso. Da mesma forma o açúcar refinado causa diversos males, mas seu sabor doce o faz estar sempre presente em nossa sociedade. Neste livro você encontrará um relato detalhado das circunstâncias nefastas que permitiram a ascensão do açúcar como a grande droga legalizada de nossa época.

Este é um livro que poderá mudar sua vida. Ou sua morte.

O mercado branco

Por milhares de anos aquilo que chamamos açúcar continuou desconhecido. A maior parte dos seus antepassados evoluiu e sobreviveu sem ele. Nenhum dos livros antigos o menciona: nem a bíblia, nem o alcorão, nem o i-ching. Certamente que existia o mel e vegetais doces, mas não o açúcar refinado.

Atribui-se aos cientistas do Império Persa, no século VII a pesquisa e desenvolvimento do processo de refino do suco da cana, dando-lhe uma forma sólida como a de um tijolo, que poderia ser estocada sem fermentar, transportada e comercializada. Nessa época, um pedaço pequeno de saccharum era uma diversão rara e preciosa reservada a reis e imperadores. Quando as armas do Islam subjugaram os persas, um dos troféus da vitória foi a posse do segredo do processamento da cana e o controle do negócio.

Os árabes comercializam o concentrado doce pelo mundo. Foram também os primeiros a  terem quantidade suficiente de açúcar para suprir, tanto a corte quanto a tropa, com doces e bebidas açucaradas. Em retrospecto a obsessão, e uso  indiscriminado do açúcar pelos soldados pode ter colaborado com as derrotas militares do séculos seguintes.

Uma história sangrenta

Quando as cruzadas terminaram, Roma decidiu colocar as mãos nas taxas e tributos do comércio de açúcar. Seguiram-se sete séculos de crime organizado com direito a genocídio de escravos nativos em massa para mão de obra. Nessa época o historiador Noel Deerr disse que: ”Não seria exagero afirmar que o tráfico escravo atingiu a cifra de 20 milhões de africanos, dois terços dos quais estão sob a responsabilidade do açúcar.”

Portugal e Espanha enriqueceram como nunca até seu declínio. Só podemos especular sobre o fato desse declínio ter sido biológico, ocasionado pela embriaguez de açúcar ao nível da corte. Mas outros poderes estavam esperando para recolher os cacos e por volta de 1660 os ingleses estavam a ponto de ir à guerra com a França para manter seu monopólio. Assim escreveu o filósofo francês Claude Adrien Helvetius: ”Nenhum barril de açúcar chega à Europa sem que esteja banhado em sangue.”

O açúcar é o maior malefício que a moderna civilização industrial impôs à América, África e ao Extremo Oriente.

O corpo em crise

A moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas. Nosso corpo foi formado em um processo evolutivo de bilhões de anos onde o açúcar não era um elemento a ser considerado. Seu consumo precisa ser resolvido pelo nosso organismo como uma verdadeira crise a ser enfrentada.

Para a máxima eficiência do corpo, o volume de glicose no sangue deve estar em equilíbrio com o volume de oxigênio. Quando tudo vai bem este equilíbrio é mantido graças às nossas glândulas supra-renais. Quando ingerimos o açúcar refinado, ele já está a um passo de se tornar glicose então escapa do processos bioquímicos do nosso corpo e vai diretamente para os intestinos, onde torna-se glicose. Esta, por sua vez, é absorvida pelo sangue onde o nível de glicose já havia sido estabelecido em equilíbrio com o oxigênio. Desta forma, o equilíbrio é rompido.

As cápsulas supra-renais expelem hormônios que conduzem todas as reservas químicas para enfrentar o açúcar: a insulina é produzida num antagonismo complementar aos hormônios supra-renais. O nível de glicose do sangue cai bruscamente e uma nova crise se inicia. O pâncreas e as supra-renais tem agora que reagir de modo a regular a reversão na direção química e tentar reestabelecer o equilíbrio.

Se isso ocorre vários durante vários dias, após alguns anos o resultado final é a avaria das glândulas adrenais. Elas se tornam gastas, não por trabalho excessivo, mas por contínuas surras. A produção global de hormônios é baixa, os volumes não se harmonizam. Este funcionamento irregular, desequilibrado, se reflete por todo o circuito supra-renal. O resultado mais nefasto é a falta de produção do hormônio cortical adequado e o desequilíbrio entre estes hormônios. Ao mexer com os hormônios a saúde mental é comprometida.

O cérebro em crise

Tudo isso se reflete na maneira como nos sentimos.  Diante de crises rotineiras, o cérebro poderá, em breve, ter problemas sérios. Quando as glândulas suprarrenais são violentadas chega o stress. Podemos nos tornar irritados e nervosos.  Ficamos em pedaços porque não mais possuímos um sistema endócrino saudável para enfrentá-lo. Nossa eficiência se esvai a cada dia, estamos sempre cansados, parece que nunca conseguimos terminar coisa alguma.

Enquanto a glicose está sendo absorvida pelo sangue, nos sentimos eufóricos. No entanto, essa onda de energia hipotecada é sucedida por períodos de depressão. Quando o nível de glicose do sangue cai ficamos apáticos, cansados; precisamos de um esforço maior para nos mover e até mesmo para pensar, enquanto o nível de glicose do sangue está novamente se elevando.

Por isso o  famoso endocrinologista John W. Tintera era enfático em dizer: ”É perfeitamente possível melhorar sua disposição, aumentar sua eficiência e alterar para melhor a sua personalidade. A maneira de fazer isso é evitando o açúcar de cana e de beterraba sob todas as suas formas e disfarces.”

De médico e de loucos

No século dezessete o consumo de açúcar disparou de duas pitadas num barril de cerveja, de vez em quando, para mais de um milhão de quilos a cada ano. A proliferação de doenças mentais e ”o grande confinamento dos loucos,” começou no fim do século dezessete e coincidiu com o uso em massa de açúcar refinado. A relação do consumo de sacarose com índices de saúde mental só foi descoberta na década de 1940.

Dr. John Tintera descobriu a importância vital do sistema endócrino com o estupor cerebral. Ele descobriu que a principal queixa de seus pacientes era freqüentemente similar à encontrada em pessoas cujos sistemas eram incapazes de lidar com o açúcar: fadiga, nervosismo, depressão, apreensão, ânsia por doces, dificuldade para concentrar-se, alergias, baixa pressão arterial.

Um histórico da alimentação dos pacientes diagnosticados como esquizofrênicos revela que

a dieta de sua preferência é rica em doces, bolos, balas, café adocicado, bebidas cafeinadas e comidas  preparadas com açúcar. Estas comidas que sobrecarregam as glândulas adrenais, devem ser eliminadas ou severamente restritas. Isso porque não é só  a esquizofrenia mas o negativismo, a hiperatividade e o obstinado ressentimento à disciplina e até o alcoolismo tem sua raiz no hipoadrenocorticismo, o tipo endócrino causado pelo abuso crônico de açúcar.

Alergias refinadas

Dr. John Tintera também foi o primeiro a sugerir, numa revista de circulação ampla, que ”é ridículo falar-se em tipos de alergia quando existe apenas um tipo, constituído por glândulas supra-renais enfraquecidas… pelo açúcar.”

Embora hoje os médicos de todo o mundo repitam aquilo que Tintera anunciara anos antes sobre tratamento psiquiátrico e ninguém, realmente ninguém, tem mais permissão para iniciar qualquer tratamento a menos que seja submetido a um teste de tolerância de glicose, a questão da influência do açúcar na alergia ainda não é unanimidade.

Compreensível, seu argumento minaria as bases da indústria das almas alérgicas  que foram entretidas com fábulas sobre exóticas alergias – qualquer coisa, variando de plumas de cavalo a caudas de lagosta. Seria constrangedor admitir tão rapidamente que nada disso importa, e basta retirar o açúcar destas pessoas e mantê-las longe dele.

O processo de refinamento

O açúcar refinado pelo homem é oito vezes mais concentrado do que a farinha, e oito vezes mais artificial, e provavelmente oito vezes mais perigoso. É esta artificialidade que engana a língua e o apetite, conduzindo ao consumo excessivo. Quem comeria mais de um quilo de beterrabas por dia? Isto eqüivale, no entanto, a umas meras sessenta e poucas gramas de açúcar refinado.

O consumo excessivo produz diabetes, obesidade e trombose coronária, entre outras coisas. Além disso o processo de remoção das fibras vegetais naturais produz cárie nos dentes, doenças nas gengivas, problemas no estômago, veias varicosas, hemorróidas e doença diverticular.

O processo de refinamento do açúcar, seja da cana ou da beterraba elimina ainda todas as vitaminas encontradas nesses alimentos. Por essa razão a descoberta da ligação entre  entre açúcar e escorbuto foi descoberto séculos antes do conhecimento em relação a vitamina C. As proteínas também são eliminadas promovendo a aparição da úlcera péptica.

A civilização diabética

Não existem números sobre a incidência de diabetes na antigüidade. ”Para mim é difícil explicar porque Hipócrates nunca descreveu um único caso de diabetes”, observou o Dr. G. D. Campbell, autoridade sul-africana no assunto.

No século XVI,  Dr.Thomas Willi foi o primeiro a identificar os males presentes no corpo daqueles que possuem a urina tão doce a ponto de atrair as formigas.  O século dezenove assistiu a incidência destes males, antes próprios da nobreza atingir o restante da população. O diabetes  permaneceu um problema ocidental até que os missionários cristãos levaram o  açúcar para o Japão.

O século XX fez o consumo de açúcar dos séculos anteriores parecer uma brincadeira e assistiu o número de mortes por diabetes aumentar junto com consumo de açúcar, ano após ano. A descoberta da insulina foi o tipo de milagre médico que a indústria da doença gosta. A produção da insulina foi e ainda é uma benção para o ramo farmacêutico. Os diabéticos já no início do século representavam um mercado fácil de um milhão de pessoas. Cinquenta anos após sua inserção no mercado o número de diabéticos tem aumentado implacavelmente. Hoje o diabetes é a principal causa de cegueira, assim como um dos principais fatores das doenças cardíacas e renais.

Podemos dizer que hoje toda nossa sociedade é pré-diabética, com pessoas  sofrendo de hipoglicemia, hiperinsulinismo ou taxas anormais de glicose no sangue. Apelos para o autocontrole no sentido de controlar as doenças provocadas pelo açúcar são afogados pelo clamor por mais alguns milhões de dólares do fundo federal destinados à descoberta de uma poção, uma fórmula, injeção ou, talvez, um mágico pâncreas atômico pioneiro que poderá, um dia, vencer a doença. Queremos ter nossa saúde desde que possamos continuar comendo nossos doces.

Limpando a casa

Abandonar o hábito de açúcar não é fácil, mas pode ser divertido. Vai demorar, mais ou menos, um mês para mudar sua maneira de fazer compras, cozinhar e se divertir. Se você mora sozinho, a melhor maneira é recolher tudo que tenha açúcar e jogar na lata de lixo. Desta forma, se você ficar ansioso terá que tomar uma decisão na loja, em vez de ser tentado em casa. Se você não vive sozinho, largar o açúcar pode dar um pouco mais de trabalho. Por outro lado, fazê-lo acompanhado pode vir a ser delicioso. O resultado nas crianças é freqüentemente tão dramático que dá exemplo e motivação aos mais velhos.

Sorvetes sem açúcar

Se você tem um grande vício de sorvetes, não tente cortá-lo inteiramente. Existem sorvetes feitos apenas com mel. Uma vez que você se acostume ao sorvete com mel, corte a quantidade pela metade e vá diminuindo gradualmente. Deixe o sorvete como prêmio para ocasiões especiais; compre sempre pequenas quantidades.

Tomando Café

Se tomar café puro é muito forte para você, considere o chá como opção. Se você acha que não gosta de chá, talvez seja por causa do chá em saquinhos, tente, por exemplo, o banchá japonês. Tosta-se levemente o banchá numa panela e depois deixe-o em infusão num bule por uns quinze ou vinte minutos no fogo. Faça grandes quantidades e esquente quando quiser beber.  Compre uma bela garrafa térmica e leve para o escritório se preciso.

Aproveitando melhor os picnics

 

Uma das grandes alegrias de viver sem açúcar é poder deitar na praia, ou andar pelas montanhas, sem ser perturbado pelos mosquitos e outras criaturas. Uma vez que você fique sem comer açúcar por um ano, tente e veja se não é verdade. Não é por acidente que os primeiros caso de febre amarela, transmitida por mosquito, ocorreram na ilha açucareira de Barbados.

Cuidado com adoçantes

Existem hoje muitos adoçantes sintéticos, apregoados e comercializados como um inócuo substituto do açúcar. A sacarina e os ciclamatos têm muitos defensores na classe médica. Quando comparados ao açúcar, sempre se pode apresentar um caso científico demonstrando que eles são o menor de dois males. O problema que ocorre com todos os adoçantes sintéticos é que quanto mais tempo dependemos deles, tanto mais difícil se torna para nós apreciar a doçura natural dos alimentos. A dependência de adoçantes sintéticos, como a dependência de açúcar, insensibiliza nosso paladar.

Sopas sem açúcar

Parece brincadeira, mas quase todas as sopas industrializadas hoje levam uma boa porção de açúcar. Se você está largando o açúcar, terá que fazê-las você mesmo. O único trabalho é encontrar bons ingredientes.

Deixe a ervilha, a lentilha e os feijões de molho em água fria durante uma noite.  A sopa é a própria simplicidade.Comece com um bom óleo vegetal, óleo de gergelim ou milho não filtrado, ou uma combinação dos dois. Refogue uma cebola cortada. Adicione aipo cortado e talvez um pouco de cenoura. Despeje lentamente o feijão e a água em que ficou de molho. Leve a uma fervura branda e cozinhe em fogo lento por, aproximadamente, uma hora, até que os vegetais estejam macios e comíveis, mas não murchos. Deixe a sopa descansar. Na hora de servir, aqueça-a novamente.

Molhos de salada

O ketchup, a maionese e as outras várias combinações chamadas temperos russos, são

também carregados de açúcar. O açúcar está em todos os lugares, inclusive no pickles. Se você deseja abandonar o açúcar, deverá reconsiderar completamente a questão das saladas. Uma opção é a salada japonesa, mas fique sempre de olho nos ingredientes,

Frutas Secas

O açúcar concentrado da uva passa faz com que ela seja um adoçante natural ideal. A groselha seca não é tão doce, mas tem um sabor azedo muito especial. Existem também as maçãs secas, pêssegos, pêras, ameixas, damascos, cerejas, amoras e até bananas e abacaxis secos.

Secar a fruta na estação e guardá-la para os longos meses de inverno é um velho costume.

A fruta seca ao sol, sem preservativos químicos, tem um sabor espetacular. Muito diferente

da fruta em lata, açucarada. Conserva-se bem e ocupa pouco espaço. Quando você abandona o açúcar refinado pelo homem, se abre para uma gama de sabores completamente diferentes muitos dos quais, ironicamente, predominavam nos artigos do passado! As combinações são infinitas.

Crepes

O crepe é simples de ser feito e delicioso. Use farinha integral de trigo. Misture a farinha com uma pitada de sal marinho. Adicione duas ou três colheres de sopa de óleo de gergelim para cada xícara de farinha. Misture bem. Adicione leite cru, leite coalhado ou creme de leite e água ou mesmo água pura. Adicione um ovo, se desejar; se houver muita massa, adicione dois. Continue adicionando os líquidos até que a massa fique fina, mas não escorregadia.

O utensílio ideal para fazer um crepe é uma frigideira francesa leve. Despeje simplesmente sua massa na chapa aquecida, que tenha recebido uma camada leve de óleo de gergelim ou de milho. Deixe-a no fogo até que a parte de cima esteja completamente seca. Quando chegar a hora, vire-o para baixo.

Para um crepe de sobremesa os recheios são infinitos. Creme de maçã natural, sem açúcar;

maçã, castanha e passas misturadas; passas cortadas e cozidas em água ou damascos cozidos, amoras secas e cascas de limão batidos no liqüidificador.

Nozes, Amêndoas e Castanhas

Nozes descascadas, levemente polvilhadas com sal marinho, tostadas em fogo baixo e

servidas ainda quentes fazem um incomparável lanche ou sobremesa. Quase todo mundo

aprecia a diferença entre amendoins crus e tostados, mas não diga que viveu até ter experimentado nozes tostadas e ainda quentes.Outras nozes familiares, como a castanha de caju e a avelã, podem ser servidas da mesma forma. O truque é encontrar castanhas e nozes que tenham sido cultivadas, curtidas e estocadas sem produtos químicos.

Amêndoas descascadas, ainda com as membranas naturais, servem a um tratamento

japonês. Coloque as amêndoas numa panela de vidro e despeje o molho de soja por cima. Mexa a amêndoa e o tamari até que aquela fique revestida por uma camada de molho; a membrana absorverá o líquido. Ponha as amêndoas na chapa de grelha, em fogo brando. Fique observando e vire-as constantemente. Leva, em geral, de dez a vinte minutos até que a amêndoa esteja tostada o bastante para ser servida.

Castanhas quentes, tostadas em frigideira, com a pele aberta, são uma especialidade

vendida pelas ruas de Paris e outras cidades cosmopolitas. Castanhas secas podem ser

guardadas e conservadas indefinidamente. Farinha de castanha é frágil e deve ser

consumida assim que for moída. A castanha é, naturalmente, doce. Combina muito bem

com maçãs e passas para bolos, tortas ou compotas. A farinha de castanha também pode ser usada com farinha integral de trigo para fazer crepes, waffles, chapati ou sonhos.

Conclusões

  • Historicamente a indústria do açúcar é banhada por escravidão, genocídio e guerras.
  • O açúcar é uma novidade em termos biológicos e para enfrentá-lo o corpo entra em crise.
  • O açúcar gera dependência física e psicológica.
  • Os efeitos do consumo de álcool no corpo não são poucos e incluem a maior sensibilidade a alergias, pressão baixa, problemas de pele, fadiga,  doença das coronárias e o diabetes, com todas as suas complicações.
  • O número de diabéticos hoje é maior do que nunca e quase toda nossa sociedade é composta por pré-diabéticos.
  • Os efeitos do consumo crônico tem impacto negativo direto mental, causando apatia, nervosismo, stress e está ligado também a esquizofrenia e a depressão.
  • Largar o açúcar pode não ser fácil, mas pode ser divertido. Abra sua mente e seu paladar para novas rotinas e hábitos. Resgate sua saúde, sanidade e experimente novos sabores.

 

 

 

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/sugar-blues-o-gosto-amargo-do-acucar/

Como Anular os Poderes Maléficos dos Raios

Tempestades de verão. Ruas inundam, barracos caem, árvores tombam, infiltrações surgem nas coberturas. Morros se dissolvem em lama. Riachos transbordam, invadem residências. Estamos nos acostumando. Entra governo, sai governo, a situação é a mesma. Dois prefeitos inventaram os tais piscinões. Adiantou? Quem lucrou com a construção foi o empreiteiro, o único a quem o piscinão fez bem. No entanto, um fato novo, entrou para o noticiário. São os raios que, como nunca, estão matando a torto e a direito.

Outro dia, cientistas desmentiram a crença de que raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Cai sim. Cai duas, três, quatro, porque nunca é o mesmo raio e como um vai saber onde o outro caiu? Quem é o senhor dos raios? Quando criança, sair na tempestade de guarda-chuva era proibidérrimo. A ponta de ferro poderia atrair o raio. A gente achava que era implicância de mãe, porque bom era brincar na enxurrada. Ou enxurrasco, como dizia minha filha, ainda bebê. O melhor era não sair, ficar quieto em casa. Hoje, dizem, raios podem vir pelos fios telefônicos, pela TV, pelo computador. Tenho um parente que acredita piamente, de maneira que duando chove nem precisa ligar para a casa dele, não atende. Ele desliga a televsão, vai ler um livro.

Os raios me levaram a viver um episódio dos mais insófitos de minha vida, nos anos 70. Eu era editor da revista Planeta, pioneira em assuntos paranormais. falando de auras, universos paralelos, civilizações extraterrestres, mistérios dos povos desaparecidos. Havia uma imensidão de pessoas preocupadas com o tema, o esoterismo, o poder da mente, a magia. Eram tantos os que me procuravam, que institui um dia apenas para atender leitores. Nas quartas-feiras. A recepção enchia de gente, o que alegrava a recepcionista Betty que ficava abismada e encantada com o que ouvia. Certa tarde, ela comduziu à minha sala uma velhinha nervosa, agitada. A mulher trazia uma sacola e a depositou ao pé da cadeira.

– Vim falar com o senhor sobre os raios. O poder dos raios. A ameaça que representam. Estão irados e vão destruir tudo.

Eu tinha aprendido a levar a sério as conversas. A não duvidar, colocar em questão. Porque eram pesquisadores que se debruçaram, com seriedade e fé, por anos e anos sobre assuntos os mais variados.

– Vão destruir tudo? Tem certeza? Baseada em quê?

– Meu marido estudou os raios durante 3l anos. Estudou, afundo, a sua força, seu poder, suas quafidades malignas. Sabia por que eles agem, como matam, por que destroem. Foram anos sem dormir, esperando a queda de um raio em um lugar, examinando cadáveres de mortos por raios, casas, árvores partidas ao meio. Anos lendo livros e se correspondendo com cientistas do mundo…

– Finalmente, meu marido descobriu a forma de anular o poder dos raios. Seria a sua consagração.

– É possível?

– É. Está no livro que trouxe. Era o sonho dele publicar. Custou muito caro, muita dor. Os raios mataram meus sogros, dois cunhados, dois filhos, uma tia querida. E mataram meu marido, uma semana atrás.

– Ele não sabia anular o poder?

– Sabia Só que aconteceu num dia calmo e limpo,de sol brilhante,
não havia uma só nuvem no céu. Ele estava no campo e um raio coriscou, caiu sobre a cabeça dele, partiu-o ao meio; reduziu-o a um montinho negro de cinzas.

– Posso ver o livro?

Emocionada, ela puxou a sacola, e retirou uma bolsa, garrafas, folhetos, revistas, colares. Foi ficando assustada, e quando não havia mais nada na sacola, começou a gritar, desesperada. Precisamos pedir à Rosa, japonesa que era enfermeira na Editora Três, que lhe desse um calmante. Foi colocada no elevador e conduzida a um táxi por conta da empresa. Voltei e ao passar pela recepção, Betty quis saber o que tinha se passado. Contei, acrescentando que ela se esquecera de trazer o livro, não o colocara na bolsa, estava muito ansiosa. E Betty:

-Mas, eu vi o livro! Enquanto esperava, ela me deu. Era sobre raios, tinha fotos, desenhos, fórmulas, cartas em inglês e russo, casas destruídas, gente morta. Quando o senhor mandou-a entrar, entreguei o livro, ela colocou na bolsa e foi para sua sala.

O livro desapareceu no percurso de 20 metros entre a recepção e minha sala. Cada vez que chove, neste verão, me afasto da mesa, do telefone, do computador. E se eles vierem pela janela?

Publicada originalmente no jornal O Estado de São Paulo, no suplemento Caderno 2
09/02/2001

pow pensei que iria falar…

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/como-anular-os-poderes-maleficos-dos-raios/

A Procura do EU

Este comentário foi tão pertinente que decidi transformá-lo em um post:

Que estranho jogo esse que nós vivemos…

Quer dizer que todos nós possuímos um EU, mas nós não sabemos o que é esse EU, que seria o verdadeiro sentido das nossas vidas.

E qual é a graça de nós não sabermos qual é o nosso EU? Digo, qual foi a intenção do mestre do jogo quando ele nos colocou debatendo aqui, sem orientação, quebrando a cara, etc, tipo, ele sente prazer nisso? Esse é o objetivo do jogo então, descobrir nosso EU? Onde você viu isso? As coisas poderiam ser mais simples, tipo, nós descobriríamos nossa vontade, e faríamos aí o que tem que ser feito. Por exemplo, se isso for verdade, e eu algum dia acreditar nisso, e morrer sem saber o meu EU, morreria muito frustrado.

DD velho, insisto que indique um livro. Recomendo que coloque na bibliografia.

Não espero que responda, já que você já respondeu a primeira. É só que, não sei se é só eu, mas isso me incomada muito, acho isso muito importante.

@MDD – Voce estaria partindo do principio que está começando agora e que nao fez nenhuma besteira nas suas 10-20 vidas anteriores… Não esquecemos nossa Verdadeira Vontade, esquecemos as ligações que temos com as pessoas ao nosso redor… se esse véu fosse levantado um dia apenas, metade do planeta iria se matar, no atual estágio de evolução… imagina que vc jah ferrou e foi ferrado por todo mundo da sua família… sabe aquele parente que vc odeia e nem sabe pq? pode apostar que tem um motivo… entao o esquecimento é necessário.

Já a Verdadeira Vontade é o que voce ama fazer… é único de cada pessoa, por isso não dá para ensinar ou mostrar. O povo melindra e acha que é algo grandioso, como salvar o mundo ou compor uma sinfonia, mas não é necessariamente isso. Pode ser algo pequeno, como cuidar de uma ONG, organizar sua família evangélica doida, ser professor, ser engenheiro, etc… só que o que acontece… quando vc encaixa nessa VV, tudo começa a “dar certo”. Todas as coincidências começam a acontecer… tudo vai convergindo para o processo funcionar, e a coisa vira uma bola de neve. Quem acompanha o blog do TdC desde o início sabe onde estávamos 3 anos atrás e o que já fizemos hj, e a coisa fica maior a cada mês. Essa é a MINHA vontade… a de vocês é outra. Eu não posso dar receitas pra voces pq voces nao têm as minhas habilidades e nem eu tenho a de voces… vocês serão ótimos advogados, veterinários, médicos, engenheiros, músicos, pintores ou o que quer que vcs amem fazer…

A Verdadeira Vontade do Franz Bardon é muito distante da do Michael Jackson ou da do James Randi e certamente não existiria um livro único que servisse de guia para os três.

O Mapa Astral dá as pistas, porque ele é a configuração energética do momento em que vocês, como pensamentos encarnados, penetraram neste mundo material (por isso é tão fácil olhar mapas de gente “famosa” ou “importante”… funciona no reverso; eles são famosos JUSTAMENTE porque fizeram o que deveriam fazer… não “destino” nem nada dessas besteiradas, mas o que ELES escolheram fazer ANTES de embarcar aqui). Só que o Mapa é só um Mapa… se você não o trilhar, ele não vai te levar sozinho a lugar nenhum.

As coisas não são simples… elas são simples pro seu cachorro ou gato; são simples praquele mundo de gente que acorda, vai zumbi pro trabalho, chega em casa, assiste novela, dorme, acorda, trabalha mais pra juntar dinheiro pra comprar um novo celular que não precisa, depois trabalha mais em um emprego que nao gosta por uns 20 anos, pra se aposentar sem ter tempo de cuidar dos filhos e viver sua pensãozinha. Ai sim, é “simples”. A Mídia fala tudo o que voce precisa ter e consumir, e seu patrão/pastor/padre/artista de TV fala tudo o que voce precisa fazer.

Daí o Ocultismo se comunica por meio de símbolos. Símbolos são muito mais poderosos do que palavras, representam idéias, conceitos muito maiores do que meras descrições. E através do conhecimento destes símbolos (sejam deuses, monstros, heróis, histórias, marcas, etc…) você consegue trabalhar o seu interior para saber quem você é e o que sabe fazer direito. Daí a frase “Conhece a ti mesmo e conhecerás todo o Universo”. E pelos símbolos chegamos à Magia, que é trazer ao mundo imagens (Imago), ou seja, desenvolver a imaginação a ponto dela ser capaz de materializar-se no mundo material.

E, com símbolos, não há bibliografia, há imagens. Qualquer livro que eu recomende será a visão DAQUELE AUTOR sobre o tema… e mesmo imagens podem ser deturpadas (vide a swastica), ai a pessoa precisa estudar o que está atrás daquele símbolo. O que aquele Deus representa? pra que serve aquele arcano do tarot? o que significa aquele diagrama engraçado na forma de Árvore? e mesmo os símbolos que valem pra mim podem não valer pra outras pessoas… cada um chegará até onde o seu nível intelectual e evolutivo permitir; o truque é que agora a informação está ai… basta saber procurar e estudar.

Eu descobri qual é a MINHA vontade; e cada vez que eu realizo alguma coisa neste caminho, descubro que consigo elevar isso pra um patamar maior, mediante mais trabalho… ainda não tenho idéia da onde dá pra chegar… só que não sou guru nem mestre de ninguém: no máximo, posso tentar indicar as portas, mas quem vai ter de ser o Mestre de cada um de vocês é cada um de vocês, e só.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-procura-do-eu

V Simpósio Brasileiro de Hermetismo

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O V Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas trará para discussão e exposição o tema “A Grande Obra: o caminho e a responsabilidade”. Dessa forma, pediu-se aos palestrantes e expositores que trouxessem um pouco de sua vivência e da visão das filosofias que os mesmos representam a respeito dos aspectos de compromisso com a Grande Obra e da Responsabilidade do praticante para com o conhecimento mágico.

Em 2016 o evento ocorrerá na cidade de São Paulo, nos dias 26 e 27 de novembro, no Espaço Federal, na avenida Paulista, 1776, primeiro andar (próximo ao metrô Trianon-Masp).

Para esse ano traremos para conversação o tema “A Grande Obra: o caminho e a responsabilidade”. Dessa forma, pediu-se aos palestrantes que trouxessem um pouco de sua vivência e da visão das filosofias que os mesmos representam a respeito dos aspectos de compromisso com a Grande Obra e da responsabilidade do praticante para com o conhecimento mágico.

Sábado – 26 de novembro

08:30 – 09:00 – Abertura Oficial

09:00 – 11:00 – Fernando Maiorino – Xamanismo Hermético

11:00 – 12:30 – Marcelo Del Debbio – Kabbalah Hermética

12:30 – 14:00 – Almoço

14:00 – 15:30 – Claudio Caparelli – Sagrado Masculino

15:30 – 17:00 – Constantino K. Riemma – Tarô

17:00 – 17:30 – Coffee Break

17:30 – 19:00 – Marcelo Alexandrino – Caminhos, atalhos e desvios: a Grande Obra e a responsabilidade no ocultismo

Domingo – 27 de novembro

09:00 – 11:00 – Fernando Liguori – Thelema e a Grande Obra

11:00 – 12:30 – J.R.R. Abrahão – Magia Ritual e Cerimonial

12:30 – 14:00 – Almoço

14:00 – 15:30 – Oswaldo Turriani Siqueira – O caminho da astrologia na consecução da Grande Obra

15:30 – 16:00 – Coffee Break

16:00 – 18:00 – Déia Filhadágua – Jurema

Inscrições abertas no site (http://simposiohermetismo.com.br/) – aproveite o primeiro lote de ingressos no valor de R$ 150,00 até o dia 10 de setembro. Inscreva-se já!

#Blogosfera #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/v-simp%C3%B3sio-brasileiro-de-hermetismo

Caos sem preconceito

Recorrentemente vimos nos meios de comunicação matérias e reportagens que atribuem a ´satanistas´, a ´magistas negros´, a ´quimbandeiros´ e à outros grupos a responsabilidade por crimes praticados contra a vida e contra a liberdade sexual. Algumas destas notícias são verdadeiras, outras falsas. Todas contribuem para a formação de um pré-conceito. O de que estas sendas (satanismo, magia negra, quimbanda) são as formadoras das consciÊncias doentes, são formadoras de psicopatas. Isto é o núcleo da propaganda preconceituosa. Vemos o mesmo mecanismo dentro da IURD à cerca de outras crenças. O perigo é que a grande maioria (90%) das pessoas são levadas à crença por motivação emocional e acabam dando valor à esta formação pre-conceituosa. Doentes e criminosos são as pessoas que praticaram os crimes. Não as sendas.

Dentro do território da magia em vários ´recôncavos cibernéticos´ temos o mesmo mecanismo em ação, o pré-conceito, sobre magia do caos. Quando alguém quer parecer ´mau´ e ´perigoso´ abraça a bandeira da magia do caos e diz: sou caoísta. Como se fosse um repelente para manter os indesejados afastados. E isto pegou.Tem listas de discussão por aeh que expressamente dizem que  caoístas devem se manter afastados. O núcleo desta formação de imagem está nas idéias de que a magia do caos é a-ética
ou ´sem ética´, que o praticante destas técnicas desconhece regras e limites, que busca apenas o poder através da obtenção de resultados. É o mesmo que dizer que os satanistas são criminosos porquê uma reportagem de jornal de 5a. diz que um sacrifício humano foi cometido em um ritual satanista.

Para que serve a magia?

A resposta para esta pergunta é extramente pessoal. Uns podem dizer que serve para obter poder. Outros podem dizer que serve para se ter uma vida melhor. Ou para ser feliz. Ou que para se libertar das ilusões do mundo, um se torna o ´ilusionista´. As respostas e escolhas são individuais. O indivíduo que faz esta escolha é o responsável pelos seus atos. Atribuir responsabilidade dos atos deste indivíduo às técnicas que ele usar é acreditar em uma distorção da realidade.

Para que serve Magia do Caos?

Você poderá obter várias respostas diferentes, de indivíduos diferentes, que lhe irão mostrar não a serventia da Magia do Caos, mas as aspirações destes indivíduos. Como não posso responder por todos, nem por um outro indivíduo, responderei apenas por mim, ok?

Uso Magia do Caos como um cinturão do ´Batman´. Quais são as ´ferramentas´ escondidas neste cinturão?

– A construção de um sistema pessoal de crrença, que envolve partes ´boas´ (ou que funcionam) de outros sistemas de crença, algo como uma religião própria, individualizada.

– A capacidade de usar a ´crença´ como umaa ferramenta, passando a acreditar em algo que seja necessário para a obtenção de um resultado, durante o tempo que durar esta necessidade.

– Controle dos corpos físico, emocional e  mental, para aplicação das técnicas de operação mágica. Conhecimento de Técnicas de Gnose (produção voluntária de um estado ´alfa´ de ondas cerebrais).

– Conhecimento das técnicas de 5 tipos de  operação mágica: Encantamento (do Universo ou de pessoas), Invocação (de estados
emocionais interiores e/ou entidades), Evocação (de estados emocionais exteriores e/ou entidades), Adivinhação e Iluminação.

– Conhecimento destas técnicas em ao menos 4 níveis: usando base material; usando base instintiva; usando a plataforma astral; usando ritualisticamente um mix das plataformas anteriores.

– Contato com uma consciência mágica superrior (chamado por alguns de Augoeides).

A qualidade do que eu faço depende de minha ética pessoal. Às vezes leva para o bom e ao bem, às vezes leva para o mau e ao mal, mas todas as vezes de forma objetiva e responsável.

Pela minha experiência, te digo, que você pode conhecer as técnicas de magia do caos e ser um melhor satanista, thelemita, gnóstico, cristão (não ria), sufi, hindu, budista, taoísta, ou whatever you want to believe. Se você começar a buscar somente o poder, sem medir consequÊncias, de forma a-ética, isto será uma responsabilidade só tua.

Espero ter contribuído para uma melhor formação da idéia.

Zoakista

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-sem-preconceito/

Enochiano e Magia Enochiana – Ulisses P. S. Massad

Bate-Papo Mayhem #029 – gravado dia 09/06/2020 (terça) Marcelo Del Debbio bate papo com Ulisses P. S. Massad – Enochiano e Magia Enochiana. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Enochiano

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/enochiano-e-magia-enochiana-ulisses-p-s-massad

Deificação Vampírica

“Eu sou teu Eu mais Profundo, (…)
E aquele que se reconhece como Eu,
Poderá tocar e mudar tudo conforme a sua vontade e é, um verdadeiro Feiticeiro.
E saiba bem meu nome, pois honrando-o em todas as tuas ações,
será e permanecerá digno da minha Magia Draconiana”

– The Dragon Speaks, Vampire Bible

Dentro da magia em geral, muito se fala em Self, Eu, Logos, Christos Individual, Deus Interno. Muitos nomes recebe a consciência expandida que se rebela contra o mecanicismo cotidiano, e no Vampirismo, esta realidade superior é chamada de ‘o Dragão’. O Dragão é um dos símbolos mais antigos universais e é também o maior mistério da magia vampiresca.

A escolha da simbologia do Dragão não é arbitrária. Embora para os meros ignorantes esteja sempre associado ao mal ao mesmo tradicionalmente o Dragão é sempre o guardião de um grande tesouro. Dragões guardam o Velocino de Ouro na mitologia grega e possuem o tesouro da vida eterna na mitologia nordica de Siegfried. Estes mitos não estão ai fortuitamente. Embora seja descomunalmente forte, o Dragão é sempre um ser extremamente sagaz e inteligente. Essa dualidade faz com que ele represente com perfeição tanto o Lado Diurno, racional e pragmático, como o Lado Noturno, sobrenatural e oculto da vida vampírica. Como se isso não bastasse em muitas culturas o Dragão é também símbolo da imortalidade.

Para o vampiro praticante o Dragão representa acima de tudo o conhecimento, especialmente o conhecimento de si mesmo que se inicia pelo reconhecimento de tudo aquilo que você não é. Dentro do misticismo Vampírico, um ponto se destaca: Observado e Observador. Experienciador e a Experiência. É apenas graças ao contraste dos opostos que qualquer sentido pode funcionar. É pelo silêncio entre os sons que reconhecemos as palavras. É pela diferença de luz e escuridão que funciona nossa visão. Da mesma forma trabalha o sentido de Deificação do Vampiro. Deificar, quer dizer torna-se Deus, e é portanto desumanizar. É viver o vampirismo como um Todo. Essa prática vai cortar suas amarras da realidade mudana, e te dar uma nova visão da Experiência na Vida.

O processo consiste em uma simples realização: O sujeito não é a experiência. Por exemplo, você sabe que não é estas palavras porque você está as lendo. Sua habilidade de experimentar estas palavras significa que a experiência (as palavras) a qual o sujeito (você) está ciente. Exatamente como um olho não pode ve-lo diretamente, você não pode experimentar você mesmo. É necessário a interação de duas entidades separadas para o uma experimentação ocorrer: O sujeito e a experiência. A experimentação é impossível com qualquer um dos aspectos ausente.

Muita gente não concorda com este ponto, dizendo que podem experimentar a si mesmos simplesmente por tocar seus braços ou ouvir a sua própria voz. Mas este é o ponto exato: Tudo o que você experimenta, não é você. Seu braço e sua voz são partes do seu corpo, e porque podem ser experimentados, eles não são o verdadeiro sujeito.

Reconhecendo isso, você se ‘desidentifica’ do seu corpo. Enquanto você pensar que seu corpo é você, a dor física será terrível já que ela se torna a sua dor. Este processo te faz reconhecer que a Dor não é você, mas sim está a experimentando. Isto já te da à habilidade de continuar através da dor se você quiser alcançar algo maior do que simples alívio .

Isso se estende a todos os aspectos do seu Ego. Emoções, pensamentos, personalidade, memórias e tudo o que você puder experimentar não é o seu verdadeiro “self”, o sujeito. Você é imune a qualquer desconforto que você pode experimentar. Reconhecendo isso, você pode prontamente confrontar qualquer obstáculo não importando a forma. Você ainda vai experimentar o desconforto, mas ele não irá dete-lo.

Resumindo, o processo de deificação consiste em primeiro lugar se dedicar inteiramente a experiência. Permitir a você mesmo experimentar ela completamente. E em segundo lugar, mas não menos importante reconhecer que você está tendo uma experiência, e então, você não é aquela experiência. Isso é especialmente libertador quando você percebe que não é nenhum dos agregados de idenficiação que a sociedade impõe. Você não é seu emprego. Você não é uma religião. Você não é um time de futebol.

A importância deste processo não pode ser subestimada e deve ser praticada sempre. Nada é parado no universo, se sua consciência não está expandindo ela está encolhendo. Se você não está progredindo está andando para trás.  A Deificação irá levá-lo a realização do seu “self” e permitir que domine sua Vontade. Isso te dará foco e perseverança em alcançar seus objetivos. Em um aspecto mais profundo, isso te mostra o teu real ser, e como o ego é mutável, plástico.

Quando você se identificar com o Dragão, perceber que o Eu não é o que ele experiência, tornar-se-á o Deus, a Fonte, o Dragão e seu Controle e Consciência te fará um Feiticeiro . Quando o processo é feito com verdadeira vontade chega-se muitas vezes a chamada “Noite Negra da Alma” ou N.O.X. Um estado que muitas vezes é confundido com o da “aniquilação do ego” mas que pode se melhor compreendido com a solidão que surge quando o Imperador mata todos os impostores da sua corte. Trata-se de um completo sentimento de vazio. Você queimou seus rótulos, jogou fora tudo aquilo que achava importante mas que não importa. Parece o fim do caminho, mas é na verdade o primeiro passo.

Até agora você estava preocupado em degolar todos os falsos deuses que tentavam entrar na cova do Dragão. Inicia-se a fusão entre teu ego e teu Eu. Você consegue finalmente entrar no covil e desperta o Dragão. E quando ele abre os olhos você percebe que está vendo através deles.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/deificacao-vampirica/

Gustav Holst e “Os Planetas”

Esta alusão ao mapa astral tem tudo a ver com a vida e a obra do compositor inglês. Ele mesmo era um entusiasta do assunto e chegou a confeccionar diversos mapas para seus amigos. Sua principal obra, Os Planetas, é resultado dos seus estudos místicos e astrológicos.

Influências Musicais

O Crepúsculo dos Deuses, a quarta ópera da tetralogia O anel dos Nibelungos, de Richard Wagner, impressionou os ouvidos de Holst. Mais tarde, sentiu-se elevado ao “reino dos céus” ao ouvir a Missa em Si menor de Johann Sebastian Bach. As influências de Arnold Shoenberg, Stravinsky, Richard Strauss, Debussy, e sua amizade com o compositor Ralph Vaughan Williams, encerram o arco musical dentro do qual Holst se desenvolveu como compositor.

Apesar da sua formação no Royal College of Music, Holst foi um grande autodidata. Evitava sistemas acadêmicos e estruturas musicais pré-concebidas. Não dava tanto crédito aos livros, mas no lema “aprenda fazendo”. Seguiu seu próprio caminho, e como num laboratório alquímico, realizou inúmeras experiências buscando constantemente as notas certas para suas obras.

Espiritualidade

Holst acreditava nas forças supra-humanas, foi muito influenciado pelas religiões orientais, especialmente nas doutrinas do dharma e reencarnação. Trabalhou na composição de diversos hinos para coral e orquestra sob inspiração de um dos escritos religiosos mais antigos do mundo, o Rig Veda. Escrito na linguagem sânscrita, é um verdadeiro compêndio de hinos, rituais e oferendas às divindades.

Como um bom virgiano, era perfeccionista e tinha o dom para dedicar-se em trabalhos cansativos e minuciosos. Portanto, não satisfeito com as traduções do Rig Veda decidiu aprender sânscrito e traduziu as palavras conforme sua interpretação.

Além dos Choral Hymns, compôs uma ópera chamada Sita, inspirada no épico indiano Ramayana, levou sete anos para sua conclusão, sem jamais encená-la! No caso de Holst, esse dom analítico e a capacidade para empenhar-se em grandes trabalhos, coincidem exatamente com as características de quem possui a lua em virgem no mapa astral.

Com base nos evangelhos apócrifos, escreveu The Hymn of Jesus (Parte I, Parte II, Parte III) Com seu rigor habitual, aprendeu o grego para ler os originais. Além do empenho para conservar o espírito do texto original, combinou em sua música o canto gregoriano, ritmos irregulares, harmonia colorida e uma orquestração grandiosa.

A astrologia e “Os Planetas”

“Os planetas” não se trata de uma obra ortodoxa, sua estrutura não obedece aos padrões convencionais. Não é uma sinfonia, nem poema sinfônico, nem fantasia. Mas sim, uma série de perfis sonoros dos planetas. Nas palavras de Holst: “as sete influências do destino e componentes de nosso espírito.“

Além das referências astrológicas, esta obra nos remete ao conceito de música das esferas, amplamente pesquisada por Pitágoras, Kepler, Kircher, dentre outros. Visto que Holst dedicou sete anos de sua vida nesta obra, vale a pena dedicar alguns minutos para ouvi-la e compreende-la.

Os Planetas

I. Marte, O Portador da Guerra

As cordas, percutidas com a parte de madeira do arco apresentam o motivo marcial onde a música irrompe em ondas orquestrais com intensidade crescente. Este clima bélico e enérgico da música caracteriza o perfil astrológico de Marte: coragem, poder, pioneirismo e o instinto lutador para enfrentar os desafios com bravura. Se estas energias não forem devidamente controladas seu resultado é desastroso: violência, assassinato e todos os subprodutos do defeito relacionado a Marte, a Ira.

Marte, O Portador da Guerra foi composto no início de 1914, antes do começo da Primeira Guerra Mundial. Seus sons militares soaram como uma premonição do conflito mundial que estava por vir.

II. Venus, O Portador da Paz

Fornece uma espécie de resposta para Marte. Contrasta pela placidez e pelo andamento lento. As harpas, madeiras e a celesta realçam a delicadeza desta obra, que nos passa a sensação de harmonia, equilíbrio e paz.

Alan Leo descreve este contraste entre Marte e Venus da seguinte forma: “Marte é o representante da alma animal no homem e Venus da alma humana, em certo sentido, um é o complemento do outro. Mercúrio o mensageiro alado dos deuses voa entre os dois como memória e é, portanto, a alma espiritual humana.”

III. Mercúrio, O Mensageiro Alado

De forma alegre, uma extensa e contínua linha melódica passeia pelos diversos naipes orquestrais transmitindo de instrumento para instrumento a mensagem vinda de outros mundos. Mercúrio, o mensageiro alado dos deuses representa a consciência humana, o intelecto, a aptidão para nos comunicarmos e a nossa busca pelo saber.

IV. Júpiter, O Portador da Jovialidade

Com base numa linha de acompanhamento na região aguda dos violinos, as trompas apresentam o tema enérgico do movimento, é o impulso para a introspecção a nível intelectual, filosófico e religioso, um dos aspectos de Júpiter. Em suma, Júpiter representa a “mente superior” no homem, não como razão pura, mas como sabedoria inata.

V. Saturno, O Portador da Velhice

Começa sombrio, segue com uma marcha nos metais e retorna à serenidade no final. Harpas e flautas estabelecem um padrão de acompanhamento sobre o qual cordas e outros instrumentos de madeira apresentarão breves fragmentos melódicos.

Saturno no horóscopo mostra onde podem ser encontrados os maiores desafios e onde podem ser aprendidas as lições mais difíceis. Segundo alguns biógrafos, Saturno é também a representação do sofrimento de Holst, que devido a sérios problemas na articulação de seu braço, teve que abandonar o piano e o violino.

Alan Leo descreve Saturno como sendo um dos responsáveis por todos os casos de degradação, degenerescência, humilhação e vergonha. Nos aspectos positivos representa a verdadeira humildade, perseverança, sacrifício, entrega e serenidade.

VI. Urano, O Mágico

É um scherzo com uma melodia ágil no fagote que se desenvolve em uma intrincada teia orquestral. O início da música representa o impulso para ser único, para chocar e surpreender. Mais a frente, o som pesado dos metais nos remetem aos acontecimentos repentinos e imprevisíveis. O grandioso tutti representa o que talvez seja a maior influência de Urano: o despertar da consciência.

Em seu livro Art of Synthesis, Alan Leo chama o capítulo sobre Urano de “Uranus, the awakener”. Este, representa a originalidade de pensamento, a independência de espírito, o gênio criador, as avançadas formas de pensamento, a intuição e a capacidade de trazer conhecimento através da consciência desperta adquirida nas esferas internas do ser.

VII. Netuno, O Místico

Aqui Holst explora o pianissimo com enorme habilidade. Harmonias misteriosas e um coral de vozes femininas fazem parecer “música de outro mundo”. Esta obra nos transmite claramente a representação astrológica de netuno: as influências não materiais, os sonhos, o espiritualismo, a teosofia, a dedicação pelo misticismo e a abertura para o divino.

Ele também é o responsável pelo gosto por artes ocultas, habilidades para o mesmerismo, telepatia e sonhos lúcidos. O planeta é muito musical e conduz à composição inspirada em melodias ouvidas em sonhos. Pelo teor, esta obra pode tranquilamente servir como música de fundo para breves meditações.

Epílogo

Holst utilizou-se da música tanto para o seu trabalho profano como para a construção da “grande obra”. Ao mesmo tempo em que compunha melodias “mundanas” para manter-se financeiramente estável, dedicava-se a trabalhos chamados “sérios”, sem qualquer sentimento de incoerência. O único inconveniente é que a maioria de suas obras ficaram ofuscadas devido ao grande sucesso de Os Planetas.

Em maio de 1933, Holst foi internado às pressas devido a uma hemorragia causada por uma úlcera no duodeno. Outro dado curioso é que fisicamente o signo de virgem, possui relações com o aparelho digestivo e há quem diga que os intestinos são o ponto fraco físico dos virgianos. Coincidência ou não, logo após uma cirurgia a fim de erradicar a úlcera no duodeno, Holst não resistiu e deixou este mundo no dia 25 de maio de 1934 aos 59 anos.

Curiosidades

Marte, O Portador da Guerra é amplamente utilizado no cinema, principalmente em filmes que envolvem grandes batalhas. Além disso, é a maior referência musical para os compositores “hollywoodianos” em suas obras bélicas.

Em 2006, a banda inglesa Iron Maiden utilizou a música de Marte para abertura dos seus shows na turnê A Matter of Life and Death.

O tema central de Júpiter tornou-se um hino patriótico inglês.

O ritmo brincalhão de Urano é muito semelhante ao da obra O aprendiz de Feiticeiro de Paul Dukas, do qual Holst certamente recebeu influências.

Referências

Holst Biography, Ian Lace.
Astrologia, Wikipedia de Ocultismo
Art of Synthesis, Alan Leo.
Música Clássica, John Burrows.
Grandes Compositores, João M. Coelho.

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#Arte #Astrologia #Música

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As Divindades Thelêmicas

Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.

A maioria das Deidades Thelêmicas é oriunda do Egito antigo. Apenas as duas principais são retiradas do Apocalipse de São João. Em Thelema, são usadas com referência de conceitos e não adoração. As Divindades Egípcias variam de significado e origem de acordo com a Dinastia.

A primeira ideia a ser descartada quando se estudam as divindades Thelêmicas é a de que elas sejam, de fato, deuses. Antes de mais nada o thelemita enxerga a divindade como a representação simbólica de um arquétipo inerente ao próprio Ser Humano. Desta forma os deuses do Panteão thelêmico não são vistos como entidades externas e sim internas.

Outra característica do Panteão Thelêmico é ser aberto. Ou seja, algumas ideias principais são expostas na figura de um determinado grupo de divindades, aqui apresentadas. Entretanto sendo as divindades representações arquetípicas, toda e qualquer divindade, de qualquer mitologia é aceita como ferramenta de trabalho dentro de Thelema.

AIWASS – o “Ministro de Hoor Paar Kraat” , aquele que ditou o Livro da Lei a Aleister Crowley em 1904. Posteriormente Crowley o reconheceu com o seu Sagrado Anjo Guardião, o S.A.G. Para uma melhor descrição ir para Liber AL vel Legis. Aiwass não soletrou a Crowley o seu nome.

Em grego é Aiwass e na Cabala Grega o nome resulta 418, o número da Grande Obra. Em hebraico é Aiwaz, que resulta 93. Crowley usava as variações de acordo com o trabalho a ser realizado, se místico, Aiwaz, se de natureza mágica, Aiwass.

AHATHOOR – a Vênus egípcia.

ANKH-F-N-KHONSU – Pronuncia-se “Ankhefenkhons”. Sacerdote da cidade de Thebas, Egito, do culto ao deus Mentu, (Deus Egípcio da Guerra) da 25ª Dinastia (cerca de 725 Antes de nossa Era; Crowley achava que era 26ª mas recentes pesquisas provam 25ª).

A Estela da Revelação seria uma tábua funerária deste Šacerdote. Crowley afirmava que ele iniciara o Æon de Osíris e ao mesmo tempo, que fora uma de suas encarnações passadas.

Ao lado, frente da Estela da Revelação, onde aparecem o Deus Ra Hoor Khuit, a Deusa Nuit, o globo alado Hadit, e o Sacerdote Ankh-f-n-Khonsu.

APOPHIS – As forças da destruição e decadência. Também chamada de Apep. Por vezes é representada por uma Serpente alada com o Disco Solar na cabeça.

BAPHOMET – Mais do que uma divindade, Baphomet é um dos maiores símbolos da Egrégora thelêmica. Sua imagem é um complexo glifo de simbolismos alquímicos, herméticos, astrológicos, etc.. Dentro da filosofia tHelêmica, a imagem de Baphomet não possui qualquer correlação com o demônio, Satã ou similares.

CHAOS – Ideia irrepresentável do princípio básico de tudo. O Caos, tal como na mitologia grega, é a matriz de onde qualquer idéia, forma, etc. pode surgir. Diferente do Chaos conforme encontrado na vertente conhecida como “Magia do Caos”, possui um valor semelhante à possibilidade e não necessariamente a um rompimento.

HADIT – O Segundo Conceito. O ponto que define a circunferência, o movimento ou o Verbo gramático. O globo solar alado de Hadit é a representação da individualidade, o Self. Simboliza a Serpente de Luz que deve se elevar para encontrar Nuit e assim alcançar a plenitude. O Sol interior, a fonte de toda a luz e sabedoria. Assemelha-se ao conceito do Logos.

HARPÓCRATES – Forma grega de Hoor Paar Kraat, o deus criança. Representado como uma criança fazendo sinal de silêncio e a letra Aleph. Crowley associava-o com o como Sagrado Anjo Guardião. Ver carta 20 do tarô, “O Aeon”.

HOOR PAAR KRAAT – o Senhor do Silêncio, uma forma de Hórus, gêmeo de Ra Hoor Khuit.

HÓRUS, HORO, HERU – A Criança Coroada e Conquistadora. Senhor do presente Æon, que iniciou em 1904 com o recebimento do Livro da Lei. Hórus é a forma grega de Heru Ra Ha, o herói solar comum a vários mitos. A sua forma egípcia possui a cabeça de falcão.

Em algumas lendas egípcias é irmão de Set em outras é seu sobrinho. Na última, matou-o por este ter assassinado seu pai, Osíris. Desde então tornou-se rei do Egito e precursor dos faraós, que seriam sua encarnação na Terra. Hórus é uma divindade dual, composta por Ra-Hoor-Khuit e Harpócrates.

Ra-Hoor-Khuit é o deus de cabeça de falcão, simbolizando o Ser Humano em sua porção ativa, masculina, material. Harpócrates é a criança nascida no Reino dos Mortos, representado como um menino nu com o dedo indicador direito sobre os lábios, representando o Ser Humano em sua porção silenciosa, passiva, feminina. Juntos eles perfazem a divindade solar Hórus, que representa o Ser Humano íntegro, divinizado.

ÍSIS – Mãe de Hórus, senhora do Æon anterior ao de Osíris, onde o poder residia na mulher.

KEPHRA, ou KEPH-RA – O Deus do Sol da Meia-Noite, com cabeça de escaravelho. O escaravelho deposita seus ovos numa grande bola de estrume e o empurra pelo sol do deserto afim de choca-los, além disso, voa contra todas as leis da aerodinâmica. Tal força de vontade não ficou indiferente aos egípcios. O estrume representa o Deus Sol Ra, e como sai debaixo da terra, das regiões ocultas, ele é um símbolo de Renascimento, o Sol interior.

KHABS – Segundo Crowley: “‘estrela’ ou ‘luz íntima’, é a essência original individual, eterna. O Khu é a vestimenta mágica que o Khabs tece para si mesmo, uma ‘forma’ para seu Ente. Além-da-Forma, pelo uso da qual ele ganha experiência através de autoconsciência, como explicado na nota aos versos 2 e 3 . O Khu é o primeiro véu, muito mais sutil que mente e corpo, e mais verdadeiro; pois sua forma simbólica depende da natureza de sua Estrela.”

KHONSU – Deus Egípcio da Lua, filho de Ammon com Mut.

KHU – ver Khabs.

MAAT, MA’AT – Deusa da Verdade e Justiça. Representada por uma mulher com uma pluma na cabeça.

Frater Achad, filho mágico de Crowley, anunciou o seu Aeon em 1948, um ano após a morte de Crowley. No ano de 1955, Kenneth Grant, na sua Loja Nu-Ísis, obteve uma experiência de contato através de um local chamado Zona Mauva.

Em 1974, uma magista chamada Soror Nema Andahadna, recebeu um livro chamado Liber Pennae Praenumbra. Seus conceitos batiam com os de Achad e os de Grant. O Aeon de Maat, evoca uma característica muito ligada ao Aeon de Hórus, conceitos, divindades, rituais, etc. Soror Nema Andahadna disse que o Aeon de Maat está “grudado” no de Hórus, além de evocar um conceito caoticista, o de que todos os Aeons acontecem simultaneamente, depende apenas do magista canalizar a energia desejada.

MENTU, MONTU – Deus da guerra Egípcio, também associado com Ra-Hoor-Khuit.

NUIT – O Primeiro Conceito. A deusa egípcia preenchida de estrelas, cujo corpo forma a abóbada celeste é a representação do Todo em um nível Macrocósmico. Sendo todo homem e toda mulher uma estrela, Nuit simboliza a união de toda a humanidade em nível espiritual. Costuma ser representada por um círculo.

A Grande Mãe e o Grande Nada/Tudo. A matéria. A circunferência infinita e complemento de Hadit, o ponto. Pode ser representada pelo Espaço Infinito e na Cabala por Ain Soph.

Ver carta 17, “A Estrela”.

OSÍRIS – O deus morto e ressuscitado. Senhor do Æon passado, onde o poder masculino era o centro mágico (phallus).

Segundo uma das principais lendas do Egito, Osíris era casado com sua irmã Isis, e invejado por seu irmão Set. Durante um banquete, Set trancafiou-o em uma urna e jogou no Nilo indo até a Fenícia. Isis, em desespero, procura por seu marido e o encontra. Set novamente ataca e o esquarteja em 14 pedaços e os espalham por todo Egito. Com a ajuda do filho Hórus, da irmã Nephtys, do sobrinho Anúbis e do deus da Magia Thoth, Isis recupera todas as partes do marido, menos uma: o pênis, que fora devorado por três peixes. Daí a sua associação como deus dos mortos. Com a ajuda deles realizou o primeiro embalsamento e graças a Thoth, ele ressuscitou para a imortalidade (no reino dos mortos). O deus egípcio dos mortos, que teve seu corpo destruído e espalhado pelo mundo e depois reconstruído por sua esposa Isis, representa o Ser Humano espiritualmente redivivo. Considera-se que o Ser Humano é composto de várias partes (corpo, mente, espírito) que encontram-se em um estado de desarmonia. Osíris simboliza, tal como em seu mito, a harmonização destes componentes do Ser Humano pleno por força de um amor maior.

Possui forte relação com o Jesus Cristo católico.

PAN, ou PÃ – Inicialmente associado com o Deus Bacco e a carta 15, “O Diabo”.

Este deus grego de extrema sexualidade representa o princípio masculino ativo e criador. É também uma simbologia para o Todo do Microcosmo. É o homem em contato com o seu eu instintual, O “pai de todos”, o homem-besta, o religare entre o racional humano e o instinto natural presente em toda a criação. Está ligado ao poder criativo e, por gematria, ao número 61, Nuit/Nada. Em grego quer dizer “Tudo”. Daí a associação metafísica de Nada = Tudo, a fórmula da iniciação universal. Ra-Hoor -Khuit – Gêmeo de Hoor Paar Kraat, uma versão de Hórus. Também é conhecido como filho de Nuit e Hadit. É o Senhor do Atual Aeon. O Capítulo III de Liber AL vel Legis é referente ao seu Aeon.

RA, AMMOUN-RA, AMMEN – O Deus Sol egípcio, um dos principais do panteão. O Deus que ressuscita toda manhã. O Deus Oculto. Seu Templo de Karnak, em Tebas, (atual Luxor) era o maior dos Templos Egípcios, e pouco antes da época de Ammenhotep IV, também conhecido como Akhénaton, na XVIII Dinastia, era detentor de 2/3 do território egípcio. Por este motivo, Akhénaton elevou o deus Aton (uma das representações do sol) no panteão, para tentar distribuir o poder sacerdotal entre outros cleros, visto que os Sacerdotes de Ammon tinham um poder tal que formavam um estado dentro do estado.

RA-HOOR-KHUIT – Gêmeo de Hoor Paar Kraat, uma versão de Hórus. Também é conhecido como filho de Nuit e Hadit. É o Senhor do Atual Aeon. O Capítulo III de Liber AL vel Legis é referente ao seu Aeon.

SHAITAN – Forma de Seth. Shaitan foi uma divindade adorada na Mesopotâmia, por um povo chamado Iezide. (Ver a obra “Renascer da Magia” ,de Kenneth Grant), e cujo culto Crowley diz ter ressuscitado.

TEITAN – Forma caldeia de Shaitan.

TEMU – O Criador, o primeiro deus a aparecer do caos (Nuit). Ao se masturbar gerou dois filhos, Shu e sua irmã Tefnut. Estes criaram Geb (o deus da Terra) e Nut, também chamada Nuit, (a deusa do Céu) que por sua vez deram origem a Osíris e Isis, Seth e Nephtys, e Harpócrates.

SETH – Aquele que assassinou Osíris. Posteriormente foi morto por Hórus, a Criança Vingadora.

É a divindade mais antiga criada pelos egípcios, assumindo diversas conotações, de vilão a herói. A sua forma mais comum é um humano com cabeça de algum animal não-identificado, ou de um crocodilo. A simbologia do crocodilo é a de devorador (de deuses).

THERION – A Grande Besta do Apocalipse. Conceito assumido por Crowley na edificação do Novo Aeon, aquele que iria acabar com o pensamento cristista associado ao Aeon de Osíris.

O poder masculino, que conjugado com o seu igual feminino, Babalon, geram a força no Aeon de Hórus. Therion é Besta em grego, e durante a sua infância, no seio de uma família fundamentalista cristã, devido ao seu comportamento bagunceiro, foi apelidado de Besta do Apocalipse pela mãe.

No Cairo ao receber o Livro da Lei, sua então esposa Rose Kelly, identificou o mensageiro na Estela da Revelação, cujo número era 666. A sincronicidade espantou Crowley que, ao assumir o grau de Magus, adotou o motto TO MEGA THERION (A Grande Besta). Também representado por um Leão, como na Carta 11 “A Luxúria”, representada ao lado, onde é cavalgado por Babalon, a Mulher Escarlate.

THOTH, TAHUTI – Deus da Sabedoria e Magia. Criou a escrita. Possui cabeça de íbis. Associa-se com Mercúrio e a Hermes Trismegisto.

TUM – Deus do oeste, o local do Sol, deus do Sol à noite.

TYPHON, TÍFON – Inicialmente mãe de Seth, deusa do caos e da noite. As vezes confundida com Seth, o Destruidor.

Amor é a lei, amor sob vontade.

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Revisão final: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/as-divindades-thelemicas/

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Tarot – 2012

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Tentando ser mais organizado e também para ajudá-los a se organizar com passagens, hoteis e datas, programei todos os cursos de 2012 em São Paulo e já deixei tudo agendado.

Os cursos costumam ser realizados nos finais de semana, próximo ao Metrô Vila Mariana, das 10h às 18h e, nos sábados, emendamos o curso com a visita a um terreiro para que os alunos conheçam uma Gira de Umbanda.

Janeiro/2012

21/01 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

22/01 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Fevereiro/2012 – Carnaval

18/02 – Kabbalah – SP

19/02 – Astrologia Hermética – SP

20/02 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP

21/02 – Magia Prática

Março/2012

24/03 – Kabbalah – SP

25/03 – Astrologia Hermética – SP

Abril/2012

06/04 – Qlipoth (sexta-feira Santa) – SP

08/04 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP

Maio/2012

19/05 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

20/05 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Junho/2012

23/06 – Kabbalah – SP

24/06 – Astrologia Hermética – SP

Julho/2012

21/07 – Astrologia Hermética II – SP

22/07 – Magia Prática

Agosto/2012

18/08 – Kabbalah – SP

19/08 – Astrologia Hermética – SP

Setembro/2012

22/09 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP

23/09 – Tarot (Arcanos Menores) – SP

Outubro/2012

06/10 – Magia Enochiana – SP

07/10 – Magia Prática – SP

Novembro/2012

17/11 – Kabbalah Judaica

18/11 – Astrologia Hermética II – SP

Dezembro/2012

08/12 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP

09/12 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP

Para maiores informações sobre valores e detalhes dos cursos:

marcelo@daemon.com.br

Quero marcar os Cursos em outras cidades. Com certeza teremos em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília pelo menos os 6 principais, mas acho que é possível organizar isso em várias capitais. Tudo o que eu preciso é de uma Sala com carteiras para 20-25 pessoas com lousa branca, que seja de fácil acesso. O restante fica simples de organizar. Quem tiver contato com locais assim me manda por email que começamos a ver datas.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-2012