O Livro das Entidades Enochianas

Por Robson Bélli do site enochiano.com.br

O guia abaixo foi criado por Robson para o grupo enochiano do site enochiano.com.br como uma Introdução a função das entidades enochianas. Munidos dessas informações torna-se mais fácil identificar quais entidades são as mais apropriadas para serem chamadas em cada ocasião, como por exemplo no passo 10, “Conjuração do Espírito” que ocorre dentro da Estrutura de um Ritual Enochiano

OS NOMES SECRETOS DE DEUS – NOMES DE 12 LETRAS

  DIREÇÃO ELEMENTO NOME DE DEUS CHAMADAS
1 LESTE AR ORO IBAH AOZPI 3
2 SUL AGUA MPH ARSL GAIOL 4
3 OESTE FOGO OIP TEAA PDOCE 6
4 NORTE TERRA MOR DIAL HCTGA 5

 

OS REIS – NOMES DE 7 LETRAS

(PODERES GERAIS E EXTENSOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO REI DA MISERICRODIA REI DA SEVERIDADE CHAMADAS
1 LESTE AR BATAIVA BATAIVH 3
2 SUL AGUA RAAGIOS RAAGIOL 4
3 OESTE FOGO EDLPRNA EDLPRNA 6
4 NORTE TERRA ICZHHCA ICZHHCL 5

 

OBSERVAÇÃO:

No sistema Neo enochiano da Golden Dawn se encontra apenas um nome de rei em vez de dois, contudo as chamadas não se alteram seguindo o mesmo padrão da tabela acima, segue abaixo os nomes dos reis usados no sistema neo enochiano.

  1. LESTE (AR)               –             BATAIVAH
  2. SUL (AGUA)               –             RAAGIOSL
  3. OESTE (FOGO) –             EDLPRNAA
  4. NORTE (TERRA) –             ICZHIHAL

OS SENIORES – NOMES DE 7 LETRAS

(TRANSMIÇÃO DE CONHECIMENTO E JULGAMENTOS HUMANOS)

  DIREÇÃO ELEMENTO A B I II III IV CHAMADAS
1 LESTE AR HABIORO AHAOZPI AAOZAIF HTMORDA HIPOTEGA AVTOTAR 3, 7, 8 e 9
3 3 3 7 9 8
2 SUL AGUA LSRAHPM SLGAIOL SAIINOU LAOAXRP LIGDISA SONIZNT 4, 10, 11 e 12
4 4 10 4 12 11
3 OESTE FOGO AAETPIO AAPDOCE ADAEOET ALNDOOD ARINNAP ANODOIN 6, 16, 17 e 18
6 6 16 17 6 18
4 NORTE TERRA LAIDROM ALHCTGA ACZINOR LZINOPO LIIANSA AHMLICV 5, 13, 14 e 15
5 5 13 14 15 5

A: SENIORES DO PILAR DA SEVERIDADE

B: SENIORES DO PILAR DA MISERICORDIA

I: SENIORES DOS SUBANGULOS DO AR

II: SENIORES DOS SUBANGULOS DA AGUA

III: SENIORES DOS SUBANGULOS DO FOGO

IV: SENIORES DOS SUBANGULOS DA TERRA

OBSERVAÇÃO

No sistema tradicional não se leva em consideração os sub ângulos, vindo assim a não ser importante para o tradicional estas minucias.

 

ARCANJOS – NOMES DE 5 LETRAS

(CONSAGRAÇÕES, COMBINAÇÕES E ALTERAÇÕES DE MATERIAIS, OPERAÇÕES ALQUIMICAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS
1 LESTE AR ERZLA EUTPA HXGZD HTNBR 3, 7, 8 e 9
3 7 9 8
2 SUL AGUA ETAAD ETDIM HNLRX HMAGL 4, 10, 11 e 12
10 4 12 11
3 OESTE FOGO ADOPA AANAA PZIZA PPSAC 6, 16, 17 e 18
16 17 6 18
4 NORTE TERRA ABOZA APHRA PASMT POCNC 5, 13, 14 e 15
13 14 15 5

I: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DO AR

II: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DA AGUA

III: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DO FOGO

IV: ARCANJOS DOS SUBANGULOS DA TERRA

OBSERVAÇÃO

No sistema tradicional não se leva em consideração os sub ângulos, vindo assim a não ser importante para o tradicional estas minucias.

ANJOS KERUBICOS – DAS SUBSTANCIAS NATURAIS – NOMES DE 4 LETRAS

(CONSAGRAÇÕES, COMBINAÇÕES E ALTERAÇÕES DE MATERIAIS, OPERAÇÕES ALQUIMICAS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE AR/AR RZLA ZLAR LARZ ARZL 3 ERZLA
2 SUL AR/AGUA TAAD AADT ADTA DTAA 4, 10 ETAAD
3 OESTE AR/FOGO DOPA OPAD PADO ADOP 6, 16 ADOPA
4 NORTE AR/TERRA BOZA OZAB ZABO ABOZ 5, 13 ABOZA

 

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

 

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS KERUBICOS – ANJOS DO TRANSPORTE – NOMES DE 4 LETRAS

(PROTEÇÃO NOS CAMINHOS, VIAGENS, IR E VIR, TRAZER E LEVAR)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE AGUA/AR UTPA TPAU PAUT AUTP 3, 7 EUTPA
2 SUL AGUA/AGUA TDIM DIMT IMTD MTDI 4 ETDIM
3 OESTE AGUA/FOGO ANAA NAAA AAAN AANA 6, 17 AANAA
4 NORTE AGUA/TERRA PHRA HRAP RAPH APHR 5, 14 APHRA

 

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS KERUBICOS – ANJOS DAS ARTES MECANICAS – NOMES DE 4 LETRAS

(INFORMAÇÕES, CONHECIMENTOS E INFLUENCIAR TECNOLOGIAS, MAQUINAS E AFINS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE FOGO/AR XGZD GZDX ZDXG DXGZ 3, 9 HXGZD
2 SUL FOGO/AGUA NLRX LRXN RXNL XNLR 4, 12 HNLRX
3 OESTE FOGO/FOGO ZIZA IZAZ ZAZI AZIZ 6 PZIZA
4 NORTE FOGO/TERRA ASMT SMTA MTAS TASM 5, 15 PASMT

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

 

 

ANJOS KERUBICOS – OS ANJOS DAS DESCOBERTAS DOS SEGREDOS – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA DESCOBRIR SEGREDOS E INFORMAÇÕES OCULTAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS OBEDIENCIA
1 LESTE TERRA/AR TNBR NBRT BRTN RTNB 3, 8 HTNBR
2 SUL TERRA/AGUA MAGL AGLM GLMA LMAG 4, 11 HMAGL
3 OESTE TERRA/FOGO PSAC SACP ACPS CPSA 6, 18 PPSAC
4 NORTE TERRA/TERRA OCNC CNCO NCOC COCN 5 POCNC

I: Anjo Kerubico
II: Companheiro mais próximo (mais elevado / menos denso)

III: Segundo companheiro (elevação intermediaria / densidade intermediária)

IV: Terceiro companheiro (menos elevado / densidade alta)

OBSERVAÇÃO

Entenda a questão de densidade aqui mais relacionado ao plano espiritual e ao plano físico (denso) logo os anjos mais densos estão mais próximos de nós a fim de realizar nossos pedidos de maneira mais física, os de densidade intermediaria, trarão sua realização no campo mais mental ou astral, e os mais elevados no campo espiritual.

 

ANJOS MENORES – OS ANJOS DA MEDICINA – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA REALIZAR CURAS E CURAR DOENÇAS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AR/AR CZNS TOTT SIAS FMND 3 ODOIGO ARDZA
2 SUL AR/AGUA TOCO NHDD PAAX SAIX 4, 10 OBGOTA AABCO
3 OESTE AR/FOGO OPMN APST SCIO VASG 6, 16 NOALMR OLOAG
4 NORTE AR/TERRA AIRA ORMN RSNI IZNR 5, 13 ANGPOI UNNAX

 

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando curas espirituais.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando curas na mente e no campo astral/energetico.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

ANJOS MENORES – ANJOS DO OURO E DAS PEDRAS PRECISOSAS – NOMES DE 4 LETRAS

(PARA DESCOBRIR TESOUROS, ENCONTRAR OURO, TRABALHO E OBTER DINHEIRO)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AGUA/AR OYUB PAOC RBNH DIRI 3, 7 ILACZA PALAM
2 SUL AGUA/AGUA MAGM IEOC VSSN RVOI 4 NELAPR OMEBB
3 OESTE AGUA/FOGO GMNM ECOP AMOX BRAP 6, 17 VADALI OBAUA
4 NORTE AGUA/TERRA OMGG GBAL RLMU IAHL 5, 14 ANAEEM SONDN

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando aberturas de caminhos, afastando karmas negativos.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias/vibrações de prosperidade na mente e no campo astral/energetico.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

ANJOS MENORES – ANJOS DA TRANSFORMAÇÃO – NOMES DE 4 LETRAS

(CHAMADOS COM O PROPOSITO DE TRANSFORMAR UMA COISA NA OUTRA, MAGIAS EM GERAL)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE FOGO/AR ACCA NPAT OTOI PMOX 3, 9 AOURRZ ALOAI
2 SUL FOGO/AGUA XPCN VASA DAPI RNIL 4, 12 IAAASD ATAPA
3 OESTE FOGO/FOGO ADRE SISP PALI ACAR 6 PZIONR NRZFM
4 NORTE FOGO/TERRA MSAP IABA IZXP STIM 5, 15 OPMNIR ILPIZ

 

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando transformações profundas de caráter e conciencia.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias de como transformar/mudar (ótimos para quebra de magias) as coisas do mundo físico e material ou ainda como sair vitorioso de uma situação.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

ANJOS MENORES – ANJOS DAS CRIATURAS VIVAS – NOMES DE 4 LETRAS

(CONHECIMENTOS, E INFLUENCIA SOBRE TODOS OS SERES VIVOS, INCLUSIVE OS SOBRENATURAIS)

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV CHAMADAS INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE TERRA/AR ABMO NACO OCNM SHAL 3, 8 AIAOAI OIIIT
2 SUL TERRA/AGUA PACO NDZN IIPO XRNH 4, 11 MALADI OLAAD
3 OESTE TERRA/FOGO DATT DIOM OOPZ RGAN 6, 18 UOBXDO SIODA
4 NORTE TERRA/TERRA OPNA DOOP RXAO AXIR 5 ABALPT ARBIZ

I:  Anjos extremamente sutis e elevados, demoram a manifestar no mundo físico sua influencia, contudo ela é duradoura.
II: Anjos “espirituais” sutis atuando no campo espiritual, realizando transformações profundas das formas de vida.

III: Anjos “astrais” sutis atuando e manifestando ideias a respeito de seres vivos e sobrenaturais.

IV: Anjos pouco sutis que manifestam os pedidos rapidamente, normalmente coisas pequenas, de pouca duração.

 

 

 

CACODAEMONS – DA MEDICINA

(CAUSADORES DE DOENÇAS, MAZELAS, LOUCURAS, SENHORES DE TODOS OS PESADELOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AR/AR XCZ ATO RSI PFM XNS ATT RAS PND 3 OGIODI AZDRA
2 SUL AR/AGUA XTO ANH RPA PSA XCO ADD RAX PIX 4, 10 ATOGBO OCBAA
3 OESTE AR/FOGO MOP OAP CSC HVA MMN OST CIO HSG 6, 16 RMLAON GAOLO
4 NORTE AR/TERRA MAI OOR CRS HIZ MRA OMN CNI HNR 5, 13 IOPGNA XANNU

 

CACODAEMONS – DO OURO E DAS PEDRAS PRECIOSAS

(CAUSADORES DA MISERIA, POBREZA, ESCACEZ E FOME)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE AGUA/AR XOY APA RRB PDI XVB AOC RNH PRI 3, 7 AZCALI MALAP
2 SUL AGUA/AGUA XMA ALE RVS PRV XGM AOC RSN POI 4 RPALEN BBEMO
3 OESTE AGUA/FOGO MGM OEC CAM HBR MNM OOP COX HAP 6, 17 ILADAV AUABO
4 NORTE AGUA/TERRA MOM OGB CRL HIA MGG OAL CMV HHL 5, 14 MEEANA NDNOS

 

CACODAEMONS – DA TRANSFORMAÇÃO (CHAMADOS PARA DETERIORAR TODAS AS COISAS, TRANSFORMAR ALGO BOM EM RUIM, CAUSADORES DA DESORDEM E DO CAOS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE FOGO/AR CAC ONP MOT APM CCA ONT MOI AOX 3, 9 ZRRUOA IAOLA
2 SUL FOGO/AGUA CXP OVA MDA ARN CCN OSA MPI AIL 4, 12 DSAAAI APATA
3 OESTE FOGO/FOGO RAD ASI XPA EAC RRE ASP XLI EAR 6 RNOIZR MFZRN
4 NORTE FOGO/TERRA RMS AIA XIZ EST RAP ABA XXP EIM 5, 15 RINMPO ZIPLI

 

CACODAEMONS – DAS CRIATURAS VIVAS E DOS ELEMENTOS

(MATAR, FERIR, GANGRENAR, INFLUENCIAR OS MORTOS E SERES MAIS OBSCUROS)

 

  DIREÇÃO ELEMENTO I II III IV A B C D CHAMADA INVOCAÇÃO COMANDO
1 LESTE TERRA/AR CAB ONA MOC ASH CMO OCO MNM ALL 3, 8 IAOAIA TIIIO
2 SUL TERRA/AGUA CPA OND MII AXR CCO OZN MPO ANH 4, 11 IDALAM DAALO
3 OESTE TERRA/FOGO RDA ADI XOO RSG RTT AOM XPZ EAN 6, 18 ODXBOU ADOIS
4 NORTE TERRA/TERRA ROP ADO XRX EAX RNA AOP XAO EIR 5 TPLABA ZIBRA

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-livro-das-entidades-enochianas/

Curso de Kabbalah e Astrologia Hermética em Julho

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

22/07 (sábado) – Kabbalah

23/07 (domingo) – Astrologia Hermética

Local: Rua Bartolomeu de Gusmão, 337 (prox. ao metrô Vila Mariana)

Horário: das 10h às 18h

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

ASTROLOGIA HERMÉTICA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

Inscreva-se já. São apenas 12 vagas.

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-herm%C3%A9tica-em-julho

David Beth

David Beth, escritor e explorador esotérico, nasceu em Luanda, Angola, de pais alemães, em maio de 1974. Durante sua vida ele passou dezesseis anos na África, vivendo na Nigéria e no Quênia.

O clima único, metafísico e espiritualmente rico, especialmente na África Ocidental, teve uma grande influência sobre David desde cedo. Durante esses dezesseis anos, ele teve a sorte de encontrar pessoalmente muitos poderosos representantes das tradições espirituais e metafísicas locais, como Susanne Wenger, suma sacerdotisa de Osun e guardiã das florestas sagradas de Oshogbo. Durante seus anos na África, ele recebeu transmissões e palestras de vários tipos que ele infundiu em seu trabalho mágico e espiritual.

Um profundo interesse pela tradição esotérica ocidental levou-o a estudar vários sistemas de magia e realização espiritual e a receber iniciação neles.

Sua pesquisa esotérica eventualmente o levou à Gnose Voudon de Michael Bertiaux – com quem ele formou uma importante amizade pessoal e relacionamento esotérico – tanto na Ordem Voudon Gnostic quanto na Ordem La Couleuvre Noire (L.C.N.) da qual ele se tornou mestre e agora os serve como Soberano Grão-Mestre (SGM).

Ele também é um dedicado Bispo Gnóstico não dualista da Ecclesia Gnostica Aeterna (E.G.A) e Grande Comandante da Fraternitas Borealis (F.B.), duas organizações que operam de forma única com a Gnose Cósmica.

Sendo de certa forma uma personalidade nômade, David Beth já viveu em muitos lugares e países desde Hamburgo, na Alemanha até Los Angeles, nos Estados Unidos e Londres, na Grã-Bretanha. Ele tem viajado pelo mundo por prazer, aprendizagem, inspiração e um desejo geral de exploração.

Formado, ele usa seu aprendizado acadêmico e sua prática espiritual para pesquisar e desenvolver continuamente sistemas espirituais de realização,  além de escrever artigos e livros. David frequentemente dá conferências, palestras e realiza seminários e workshops ao redor do mundo.

***

Fonte: https://www.labirintostellare.org/autori/david-beth/

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/david-beth/

Quando não existiam shopping centers

Lembro que na cidade em que nasci, até os meus 10 ou 11 anos de idade não existiam shopping centers.

Nessa época a cidade era pacata e o meu bairro era muito calmo, não havia incidências de crimes e apesar de ter uma favela próxima, não sentíamos uma agressão proveniente dali. Pelo contrário, havia festas em conjunto, quermerces da igreja católica onde as pessoas dos dois lados do bairro se encontravam sem muita distinção, e as danças típicas de festa junina. A praça era frequentada de dia e a noite, sem problemas. Naquela época também não havia muitas drogas e delinquência, quando isso acontecia era algo raro. Consequentemente havia pouca polícia, mais confiança e mais paz. As pessoas sentavam na frente de casa e conversavam, jogavam cartas até tarde da noite. Os jovens pouco trabalhavam, deixando para mais tarde entrar no mundo do trabalho, dependendo de suas famílias até os vinte anos. As mulheres também quase não trabalhavam, ficavam mais em casa com os filhos. Convivíamos bem com nossos pais e eles pareciam pouco preocupados, os parentes se ajudavam e os problemas normais da vida eram menos devastadores. As pessoas tinham problemas como todo mundo tem, mas o instinto comunitário era muito forte.

Os bens de consumo eram pouco acessíveis em uma cidade “atrasada” no sentido capitalista do termo. Era muito comum, por exemplo, que mandássemos fazer roupas nas costureiras. Camisas e calças sem marcas de indústrias, não apresentavam nenhum sinal claro de status que crianças e adolescentes pudessem identificar de forma simples, através de símbolos, como nas roupas industrializadas com suas etiquetas e logos de marcas famosas. Algumas famílias também passavam roupas de irmão pra irmão e de pai pra filho. Bicicletas e brinquedos também eram partilhados. Na hora de comer, fazíamos um lanche alí na esquina, na barraca de cachorro quente do pai do nosso amigo. As verduras eram compradas na quitanda da amiga das nossas mães, os móveis eram feitos nas marcenarias do bairro e os presentes de natal podiam ser coisas bem simples. Se nossos pais não tivessem dinheiro, era só pedir emprestado de um parente mais rico, ou comprar fiado com o vizinho. Era difícil cobiçar coisas.

Até que foi inaugurado o primeiro shopping center na cidade.

A partir dai, nenhuma criança, adolescente ou jovem queria deixar de usar as marcas de produtos oferecidos pelas novas lojas que chegaram. Foi uma mudança completa. As camisas de botão de tecidos listrados deram lugar a roupas transadas com estampas chamativas (estilo anos 90), os lanches feitos ali na esquina deram lugar ao Mclixo. A praça se esvaziou de crianças, que agora jogavam videogame, os grandes supermercados substituíram as quitandinhas e os mercadinhos. Tudo passou a ser industrializado, os móveis, as roupas, a comida, os brinquedos. A propaganda se tornou massiva, incidiosa, e tomou conta das nossas vidas. Ninguém mais jogava cartas até tarde, mas assistia muita televisão. Todos queriam estar parecidos com as pessoas das propagandas.

Até ai tudo bem, nossos pais compravam o que queríamos e os mais velhos entre nós trabalhavam pra comprar (meu irmão era um deles), poderia ter corrido tudo muito bem, afinal de contas era legal ser mais parecido com as pessoas dos filmes americanos. Isso se não houvesse um deterioramento das relações.

Derepente as pessoas não podiam mais estar “fora da moda” usando roupas feitas a mão, a comida não industrializada passou a ser vista com suspeita. A regra agora era comprar roupas de marca, comer em fast food, prender as crianças em casa com jogos eletrônicos, consumir mais e mais coisas. Os pequenos negócios de nossos vizinhos faliram e seus filhos viraram funcionários assalariados das grandes empresas que chegavam. Nossos país pararam de pedir ajuda aos parentes e passaram a fazer empréstimos em financeiras, viraram vítimas da usura, se endividavam e viviam mais preocupados, distantes, irritados.

Para todas as coisas novas era necessário dinheiro, então as pessoas tiveram que trabalhar mais, a vida se abstraiu, todos passaram a viver do sonho de possuir marcas. Nossos pais e irmãos mais velhos sumiram, o diálogo das pessoas se esvaziou de experiências reais, passando a macaquear propagandas. As crianças passaram a ostentar seus brinquedos como marcas na escola e brigar por isso. Quem não estivesse disposto a fazer parte deste circo, por falta de dinheiro ou por se sentir inadequado, sofria de baixa autoestima.

Foi a partir dai que uma coisa rapidamente mudou em nosso bairro: a segurança. De uma hora pra outra, os jovens da favela, e até nossos vizinhos que não conseguiam arrumar um emprego, se tornaram agressivos.

O numero de assaltos subiu exponencialmente na região, os mais pobres desejavam aquelas marcas, aquele estilo de vida, e estavam dispostos a matar para se sentir incluídos naquele novo paraíso.

A bela igreja católica do bairro, em formato hexagonal com pinturas simpáticas, que eu frequentava com minha família, ficou vazia. Ninguém mais queria saber da teologia da pobreza, amor e humildade, as igrejas evangélicas pseudocristãs chegaram com sua teologia do dinheiro, da arrogância e da mentira, e fizeram sucesso. As ruas se tornaram selvagens. A drogas pesadas chegaram e junto veio a polícia, a violência, a vigilância de nossos pais e censuras de comportamento, a obrigação de trabalhar mais cedo, mais tempo, ter mais dinheiro. Ai veio a insegurança e o medo de não corresponder a tudo isso, a alienação e a depressão. Eu mesmo me tornei um estranho em minha família, não compreendia nada. Os parentes já não se ajudavam tanto, as pessoas iam se esquecendo das antigas relações, as quermerces sumiram, as danças típicas saíram de moda, a favela se distanciou do bairro, as pessoas não se conheciam mais e não sabiam porquê, era um mundo de estranhos.

Quando adveio a grande crise econômica daquela época, o Plano Collor, a situação chegou ao extremo. As pessoas não tinham mais dinheiro nem emprego que sustentasse aquelas ilusões, e nada que aquele mundo novo oferecia podia existir sem dinheiro, a propaganda havia mentido. As pessoas ficaram desesperadas, quando buscavam ajuda, descobriam que os laços familiares haviam se arruinado, pessoas cometeram suicídio, a violência cresceu assustadoramente. Um dia, chegou a notícia que um adolescente havia sido morto a facadas por outros jovens na pracinha, motivo? O tênis de marca que ele usava.

A comunidade, a tribo, havia sido destruída. O capitalismo a matara.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/quando-nao-existiam-shopping-centers/

Mapa Astral de John Dee

Dee perscrutou os mundos da ciência e da magia.Um dos homens mais instruídos de seu tempo, já lecionava na Universidade de Paris antes de completar trinta anos. Era um divulgador entusiasmado da matemática, um astrônomo respeitado e um perito em navegação, treinando muitos daqueles que conduziriam as viagens exploratórias da Inglaterra.Ao mesmo tempo, estava profundamente imerso na filosofia hermética e na chamada magia angélica e devotou a última terça parte de sua vida quase que exclusivamente a este tipo de estudo. Para Dee e para muitos de seus contemporâneos, estas atividades não eram contraditórias, mas aspectos de uma visão consistente do mundo.

Com Sol e Júpiter em Câncer; Lua em Virgem; Marte e Ascendente em Escorpião, Urano em Gêmeos (seu planeta mais forte, com 6 Aspectações) e Netuno em Peixes, o Mapa Astral de John Dee indica alguém com criatividade e imaginação acima da média, dedicado, estremamente metódico e com muita facilidade para trabalhar com poder.

A imaginação sempre foi uma das maiores, senão a maior, ferramenta para um mago. Sem a capacidade de visualização e construção mental de objetos, todas as chaves para se trabalhar com os símbolos magísticos ficam comprometidas; John Dee possuía Mercúrio cravado na divisa entre Gêmeos-Câncer, facilitando a sua mente o acesso tanto aos símbolos quanto às emoções. Marte em Escorpião indica facilidade para se lidar com magia e poder; na Casa 1 facilita esta energia para ser focada no autoconhecimento.

Some-se a esta mente criativa a organização e metodologia de alguém com Lua em Virgem e temos uma base sólida para um sistema completo de Magia, o Enochiano (ou a linguagem dos anjos). Com esta facilidade para se trabalhar com símbolos, Dee poderia ter sido também matemático, astrônomo, físico ou ter qualquer profissão que lidasse com criatividade e precisão (e, de fato, Dee é reconhecido na ciência ortodoxa apenas pelos seus feitos como matemático e cartógrafo na Corte da Rainha Elizabeth. Sua biblioteca era a maior de toda a Europa no período em que viveu).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-john-dee

O espirito da criança do quarto – 座敷童子

por Robson Bélli

Zashiki Warashi algumas vezes também chamado Zashiki Bokko (座敷ぼっこ, “cesta do quarto de hóspedes”), são seres espirituais presentes na crença japonesa, principalmente na Prefeitura de Iwate, cidade próxima de onde resido atualmente. Zashiki em japonês significa quarto e Warashi, no dialeto da região de Aomori, significa “criança”, portanto Zashiki Warashi quer dizer “criança do quarto”.

Lenda

Há muito tempo, havia uma grande hospedaria na pequena vila de Hachinohe (atual prefeitura de Aomori), localizada no norte do Japão. Naquela hospedaria, havia vários quartos e um, na parte dos fundos, especialmente bonito, junto ao jardim interno.

Certa ocasião, na hora do boi, um hóspede deitado, quase pegando no sono, viu a porta se abrir deslizando e um menino entrando no quarto. Aproximando-se do hóspede, a criança disse:

– Tio, vamos medir forças jogando braço-de-ferro? O hóspede imaginou que o menino fosse filho do dono da hospedaria e havia vindo ao quarto para lhe dar as boas-vindas. Assim, brincaram algumas vezes jogando queda-de-braço. O incrível de tudo isso era que a criança tinha se mostrado muito forte, vencendo todas as partidas.

Na manhã seguinte, o homem comentou com o dono da hospedaria:

– Seu filho é muito forte, ontem à noite jogamos braço-de-ferro e eu não consegui ganhar nenhuma, por mais força que fizesse.

O hospedeiro olhou-o surpreso e disse:

– Mas, senhor, eu não tenho filho! De onde será que apareceu essa criança?!

Depois daquele dia, outros visitantes que também dormiram naquele quarto contaram que, à noite, uma criança aparecia pedindo para jogar braço-de-ferro. Interessante que nem o hospedeiro nem os empregados daquela casa haviam visto essa criança. Somente as pessoas que se hospedavam e dormiam naquele quarto podiam vê-la. Esse fato se espalhou pela redondeza, e todos passaram a comentar que naquela hospedaria morava um Zashiki Warashi.

A fama da hospedaria foi crescendo, e muitas pessoas que se julgavam fortes queriam pernoitar naquele quarto para jogar braço-de-ferro com o Zashiki Warashi. Outros que se julgavam corajosos queriam simplesmente ver a criança. Assim, a hospedaria ficou muito disputada e os negócios foram de vento em popa, entrando muito dinheiro no cofre do hospedeiro, que se tornou um homem muito rico.

Com tanto dinheiro acumulado, o hospedeiro parou de trabalhar e deixou tudo por conta dos empregados. Assim, passou a levar uma vida folgada, com muitas festas e bebidas. Certo dia, quatro ou cinco anos depois, o dono da hospedaria estava sentado na varanda de seu estabelecimento e viu um menino andando no corredor.

– Quem é ele? – quis saber o hospedeiro. E a criança saiu correndo para fora da hospedaria.

– Um menino que veio do quarto lá do fundo e foi embora – disse a mulher da limpeza.

Depois desse dia, a criança nunca mais apareceu para ninguém. Por isso, os hóspedes daquela casa foram diminuindo dia após dia e finalmente, alguns anos mais tarde, a hospedaria faliu. Ninguém soube dizer porque a criança foi embora.

Outra lenda

Há uma velha lenda que fala de “Zashiki-warashi”, uma fada da sorte infantil, que vive na área de Iwate, no Japão. Acredita-se que se o zashiki-warashi vier ficar em uma casa, então a família que vive lá terá boa sorte em tudo. Me contaram a seguinte história maravilhosa.
Muitos anos atrás, durante um tempo no Japão, quando estilos de sapatos estrangeiros estavam se tornando populares, o Sr. Kunitaro estava receoso com o futuro do sapato tradicional japonês, o geta. Ele fez muitos estilos diferentes de geta a partir de suas próprias ideias e seu próprio trabalho.

Um dia no inverno, ele estava fazendo geta em sua sala de trabalho como de costume, quando ouviu o som que Geta faz “karan-koron” vindo da direção de sua loja. No começo, ele pensou, “um cliente entrou na minha loja”. Ele foi à sua loja e olhou, mas não encontrou ninguém lá. Ele pensou, “as crianças devem ter brincado com a minha geta”, mas quando ele olhou todas as geta estavam em ordem. Então, ele finalmente pensou que era apenas sua imaginação e voltou para sua sala de trabalho. Logo ele ouviu o mesmo som da geta, “karan-koron” na loja novamente. Desta vez, ele pensou imediatamente que, “deve ser “zashiki-warashi” fazendo isso”. Ele logo fez uma geta muito bonita para zashiki-warashi e ofereceu-os para o altar Shinto da oficina. E então, muito em breve, sua geta começou a vender muito. Sua loja estava prosperando. Tenho certeza que Zashiki Warashi queria usá-los porque eles são muito bonitos.

Desde então, este estilo geta é chamado de “zashiki-warashi geta” e trará boa sorte com o som que a geta faz, “karan-koron”. Eles foram exibidos nas vitrines do Jojo como um talismã. Coloque-os na porta da frente de sua casa e eles trarão boa sorte.

Dias Atuais

Boatos e adeptos de teorias da conspiração afirmam que ainda ocorrem, principalmente no norte do Japão e em Iwate, Zashiki Warashi tem aparecido, não só em hospedarias como em grandes hotéis e até em residências particulares. Há quem acredite que ele seja um deus que traz prosperidade e não faz mal a ninguém.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-espirito-da-crianca-do-quarto/

Chacras : significado e localização

Sahasrara – Está além dos centros dos Chakras (ou chacras). Acima da cabeça. Não é tecnicamente um Chakra, embora muitos o chamem assim. Pode ser considerado Kether misturado à Ain Soph. Este centro está além da linguagem.

Ajna Chakra – Localiza-se entre as sobrancelhas. Relacionado à região da Mente Etérea. Às vezes é chamado de terceiro olho. Sua cor é Branca. Está além da noção das dimensões. A Mente Pura. União Divina do Self pessoal com o Self coletivo. Poder de deixar o corpo à vontade. A habilidade do Verdadeiro Vidente. Pode ser considerado Chokmah e Binah, o primeiro acasalamento entre Sabedoria e Compreensão.

Vishuddha Chakra –  Localiza-se na região da garganta. Relacionado ao Som e ao Éter. Sua cor é roxo esfumaçado. Poder da libertação das possessões das atividades mundanas; o completo conhecimento é obtido:do passado, do presente e do futuro. A Mandala é um círculo. O Animal é o elefante. O órgão é a boca. Pode ser pensado como a ‚falsa‛ Sephirah Daat.

Anahata Chakra –  Localiza-se na região do coração. Relacionado ao Ar. O Sentido é o tato e os sentimentos. A cor das suas pétalas é vermelho sangue. Poder de ouvir Om com o ouvido interno. Poder de proteger e destruir os três mundos. A Mandala é um Hexagrama. O Animal é um antílope. O órgão é o pênis. Tiphareth.

Manipura Chakra –  Localiza-se na região entre o diafragma e o umbigo. Relacionado ao Fogo. O Sentido é a Visão e as ‚emoções‛. Tem cor de nuvens carregadas de chuva, azul escuro. Poder de criação e destruição de mundos e a riqueza do conhecimento pessoal. Pode ser associada com o Grau do Portal, passagem da Ordem Exterior para a Ordem Interior.

Scadhisthana Chakra –  Localiza-se ligeiramente sobre a região genital. O Sentido é o Paladar. As cores das suas pétalas são vermelhas alaranjadas. Relacionado à Água. Poder do discurso bem fundamentado, ou versado; a imaginação. Libertação dos inimigos. Sua Mandala é a lua crescente. Seu animal é o jacaré. Seu órgão são as mãos. Yesod.

Muladhara Chakra –  Localiza-se na região anal. Relacionado à Terra. O Sentido é o Olfato. Cor de carmim. Poder da Eloqüência e do eterno conhecimento. Sua Mandala é quadrangular. Seu animal é o elefante. Seu órgão são os pés. Malkuth

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/chakras-significado-e-localizacao/

Revista Hermetismo e Projeto Mayhem

E para fechar este Projeto com chave de ouro, como ultrapassamos 25k na pré-venda dos Livros Sagrados de Thelema, anuncio nosso próximo passo: a volta do Projeto Mayhem e a criação de uma revista trimestral nos mesmos moldes do Liber 1… através de um Financiamento Coletivo recorrente. Se os magos de 1929 conseguiam se reunir e separar as matérias mais interessantes para publicar, nós em 2018 também somos capazes de fazer isso.

Para mostrar a qualidade gráfica que podemos alcançar, todos que apoiaram o Projeto Livros Sagrados de Thelema receberão um exemplar do Volume zero, uma revista com 32pgs e matérias escritas por uma galera muito boa sobre diversos assuntos ligados às ciências ocultas… thelema, alquimia, hermetismo, magia prática, umbanda, espiritualismo, etc.

Ao longo deste mês passo os detalhes.

Essa vitória é de todos nós!

Sucesso é a única possibilidade!

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/revista-hermetismo-e-projeto-mayhem

Bruxarias de Zos

A concepção popular de feitiçaria, formada pela manifestação anti-cristã que ocorreu na Idade Média é tão distorcida e tão inadequada, que para procurar e interpretar os símbolos de seus mistérios, pervertidos e adulterados como eles estão, sem referência aos numerosos sistemas antigos dos quais eles derivam, é como tomar a ponta de um iceberg por sua massa total.

Tem sido sugerido por algumas autoridades que as feiticeiras originais vieram de uma raça de origem Mongol da qual os Lapps são os únicos sobreviventes restantes. Isto pode ou não ter sido assim, mas aqueles “mongóis” não eram humanos. Eles eram sobreviventes degenerados de uma fase pré-humana de nosso planeta, geralmente – embora erroneamente – classificada como Atlante. A característica que distinguia-os dos outros de sua espécie, era a habilidade que eles possuíam de projetar a consciência em formas de animais, e o poder de revificar formas-pensamento. O bestiário de todas as raças da terra foram criados como resultados de suas bruxarias.

Eles eram entidades não-humanas; isto quer dizer que eles são de épocas anteriores à raça começar a vagar sobre este planeta, e seus poderes – os quais devem hoje parecer extraterrenos – derivados de dimensões extra-espaciais. Eles impregnaram a aura da terra com a semente mágica da qual o foetus humano foi finalmente gerado.

Arthur Machen, talvez aproximou-se da verdade quando sugeriu que as fadas e os duendes do folclore eram invenções próprias que escondem os processos de feitiçaria não-humana repelentes ao gênero humano.

Machen, Blackwood, Crowley, Lovecraft, Fortune e outros, freqüentemente utilizaram como tema para seus escritos, o influxo dos poderes extraterrenos que tem moldado a história de nosso planeta desde o início dos tempos; isto é, desde o início dos tempos para nós, por sermos muitíssimo inclinados à supor que estávamos aqui primeiro e que estamos aqui sozinhos agora, ao passo que as tradições ocultas mais antigas afirmam que nós não estávamos aqui primeiro, nem somos as únicas pessoas na terra; o Grande Antigo e o Senhor dos Deuses encontram ressonância nos mitos e lendas de todos os povos.

Austin O. Spare alegou ter tido experiência direta à existência de inteligências extraterrenas, e Crowley – como sua autobiografia faz abundantes esclarecimentos – devotou parte de sua vida à comprovar que a consciência extraterrena e supra-humana podem e existem independentemente do organismo humano.

Como explanado nas Imagens & Oráculos de Austin O. Spare, ele foi iniciado na corrente vital da antiga e criativa bruxaria por uma mulher idosa de nome Paterson, que alegou descender de uma linhagem de bruxas de Salem. A formação do Culto de Spare do Zos e do Kia adquiriu muito do seu contato com a Bruxa Paterson, quem serviu de modelo para muitos de seus desenhos e pinturas “sabáticos”. Muito do conhecimento oculto que ela transmitiu para ele, está contido em dois de seus livros – O Livro do Prazer e o Foco da Vida. Nos últimos anos de sua vida ele incorporou em um grimoire pesquisas esotéricas ulteriores, o qual ele intentava publicar como uma seqüência de seus dois outros livros. Embora sua morte tenha impedido a publicação, o manuscrito sobreviveu, e a essência do grimoire forma a base deste capítulo.

Spare concentrou o tema de sua doutrina no seguinte “Credo de Afirmação de Zos vel Thanatos”.

“Eu creio na carne “agora” e sempre…
visto que sou a Luz, a Verdade, a Lei, o Caminho,
e nada deverá vir de algo exceto através de sua carne.

Eu não lhe mostrei o caminho eclético entre êxtases;
aquele caminho funâmbulatório precário.

Porém você teve coragem, estava cansado e amedrontado.

ENTÃO ACORDE!

Des-hipnotizem-se da realidade desprezível que vocês vivem e enganam-se.

Pois a grande Corrente Meridiana está aqui, o grande sino bateu.

Deixe os outros aguardarem a imolação involuntária,
a inevitável redenção forçada para muitos apóstatas para com a Vida.

Agora, neste dia, peço-lhe para buscar suas recordações,
pois a grande unificação está próxima.

O Cerne de todas as suas memórias é a sua alma.

Vida é desejo, Morte é reformação…

Eu sou a ressurreição…

Eu, que transcendeu o êxtase pelo êxtase e medita na Necessidade do Não Ser

no Auto-Amor…”

Este credo, criado pela vontade dinâmica de Spare e sua grande habilidade como um artista, criou um Culto sobre o plano astral que atraiu para si todos os elementos naturalmente orientados para ele. Ele (Spare) refere-se à ele (Culto) como Zos Kia Cultus, e seus adeptos alegam afinidade sobre os seguintes termos:

Nosso Livro Sagrado:

O Livro do Prazer.

Nosso Caminho:

– O Caminho eclético entre êxtase; o caminho funâmbulatório precário.

Nossa Divindade:

– A Mulher-Triunfante (“E eu perco-me com ela, no caminho reto.”)

Nosso Credo:

– A Carne Vivente. (Zos) (“Novamente eu digo: Este é seu maior momento de realidade – a carne vivente.”)

Nosso Sacramento:

– Os Sagrados Conceitos de Neutralidade.

Nossa Palavra:

– Nada Importa – apenas Não Ser.

Nossa Eterna Morada:

– O estado místico de “Nem isto – Nem aquilo”. O “Eu Atmosférico” (Kia).

Nossa Lei:

– A Violação de todas as Leis.

O Zos e o Kia são representados pela Mão e o Olho, os instrumentos do tao e da visão. Eles formam a base da Nova Sexualidade, a qual Spare desenvolveu pela combinação deles para formar uma arte mágica – a arte da sensação visualizada, de “tornar-se um com todas as sensações”, e de transcender as duplas polaridades da existência pela aniquilação de identidades separadas através da mecânica da Postura da Morte. Há muito tempo atrás, um poeta persa descreveu com poucas palavras o objetivo da Nova Sexualidade de Spare:

“O reino do abandono do Eu e do Nós, tem sua morada na aniquilação.”

A Nova Sexualidade, no sentido que Spare a concebeu, é a sexualidade não das dualidades positivas, mas do Grande Vazio, o Negativo, o Nada: O Olho do Potencial Infinito. A Nova Sexualidade é, simplesmente, a manifestação do não-manifesto, ou do Universo “B” como Bertiaux pensava, o qual é equivalente ao conceito de “Nem isto – Nem aquilo” de Spare. O Universo “B” representa a diferença absoluta daquele mundo de “todo indiferente” de tudo relativo ao mundo conhecido, ou Universo “A”. Sua entrada é Daath, guardada pelo demônio Choronzon. Spare descreve este conceito como “a entrada de toda neutralidade essencial”. Em termos de Vodu, esta idéia está implícita nos ritos de Petro com sua ênfase sobre os espaços entre os pontos cardeais do compasso: a cadeia rítmica dos tambores que convocam o “loa” de além do Véu e formula as leis de sua manifestação. O sistema de bruxaria de Spare, como expressado no Zos Kia Cultus, Continua em uma linha reta não apenas na tradição Petro de Vodu, mas também no Vama Marg Tantra, com suas oito direções de espaço agrupadas pelo Yantra da Deusa Negra, Kali: a Cruz de Quatro Quartos mais o conceito de neutralidade essencial que juntas compõem a Cruz de oito-braços, o Lótus de oito-pétalas, um símbolo da Deusa da Hepta-Estrela mais o filho dela, Set ou Sírius.

Os mecanismos da Nova Sexualidade são baseados na dinâmica da Postura da Morte, uma fórmula desenvolvida por Spare para o propósito de revificar o potencial negativo em termos de poder positivo. No antigo Egito a múmia era uma variação desta fórmula, e a simulação pelo Adepto do estado de morte – em práticas tântricas – envolve também a paralisação total das funções psicossomáticas. A fórmula tem sido utilizada por Adeptos não necessariamente em trabalhos especificamente tântricos ou de cunho mágico, notavelmente pelo celebrado Advaitin Rishi, Bhagavan Shri Ramana Maharshi de Tiruvannamalai, que alcançou a Iluminação Suprema pelo processo simulado de morte; e também por Bengal Vashinavite, Thakur Haranath, que foi tomado como morto e realmente preparado para um sepultamento após um “transe mortal” que durou muitas horas e do qual ele emergiu com uma consciência totalmente nova que transformou até mesmo sua constituição corporal e aparência. É possível que Shri Meher Baba, de Poona, durante o período de amnésia que o afligiu em época precoce, também tenha experimentado um tipo de morte da qual ele emergiu com poder de iluminar outros e de liderar um grande movimento em seu nome.

A teoria da Postura da Morte, primeiramente descrita em O Livro do Prazer, foi desenvolvida independente das experiências dos Mestres acima mencionados sobre os quais nada havia de escrito ou publicado em qualquer língua européia naquela época.

O mito Rosacruz do ataúde que continha o corpo de Christian Rosenkreutz – dramatizado por S. L. MacGregor Mathers na Cerimônia de 5*=6º da Golden Dawn – resume o mistério desta fórmula essencialmente Egípcia de Osíris mumificado. Spare estava familiarizado com esta visão do Mistério. Ele tornou-se um membro da A A de Crowley, por um curto período, em 1910, e os rituais da Golden Dawn – publicados concisamente mais tarde em O Equinócio – podem ter sido aproveitados por ele.

Os conceitos de morte e sexualidade estão inextricavelmente conectados. Saturno, morte e Vênus, vida, são aspectos duplos da Deusa. Que eles são, em um sentido místico, uma idéia é evidenciado pela natureza do ato sexual. A atividade dinâmica conectada com a direção para conhecer, penetrar, iluminar, culminando em uma quietude, um silêncio, uma cessação de todo esforço, que dissolve-se na tranqüilidade da negação total. A identidade destes conceitos está explícita na antiga equação Chinesa 0=2, onde o zero simboliza o negativo, potencial não-manifesto da criação, e o dois a polaridade dupla envolvida em sua realização. A Deusa representa a fase negativa: o “Eu Atmosférico” simbolizado por aquele “Olho que tudo vê” com todo o seu simbolismo inerente; e a dupla – Set-Hórus – representa a fase do 2, ou dualidade. A alternação repentina destes últimos, ativo-passivo, são emanações positivas do vazio, por ex. a manifestação do Imanifesto, e a Mão é o símbolo desta dualidade criativa auto-manifestante.

O símbolo supremo do Zos Kia Cultus resume-se inteiramente naquele da Mulher Escarlate, e é reminescente do Culto de Crowley do Amor sob Vontade. A Mulher Escarlate corporifica a Serpente Ígnea, que quando controlada causa “mudança ocorrida em conformidade com a vontade”. O entusiasmo energizado da Vontade é a chave do Culto de Crowley, e é análogo à técnica de obsessão induzida magicamente que Spare utiliza para tornar real o “sonho inerente”.

Um dos primeiros magistas de nossa época – Salvador Dalí – desenvolveu um sistema de revificação mágica na mesma época que Crowley e Spare elaboravam suas doutrinas. O sistema de Dalí de “atividade crítica-paranóica” evocava ressonâncias de atavismos ressurgentes que eram refletidos no mundo concreto das imagens por um processo de obsessão similar àquele induzido pela Postura da Morte.

Dalí nasceu em 1904 – o ano em que Crowley recebeu O Livro da Lei – fazendo-o, literalmente, uma criança do Novo Aeon; uma das primeiras. Seu gênio criativo auxiliou-o em cada estágio de seus vôos, a ornamentação do germe essencial que o fez uma viva corporificação da consciência do Novo Aeon, e o “Homem Real” descrito no L.A.L..

Os objetos de Dalí eram refletidos no fluído e luminosidade sempre mutável da Luz Astral. Elas revolvem-se e encontram-se continuamente no “próximo passo”, a próxima fase da expansão da consciência na imagem distante de “Tornar-se”.

Spare já havia conseguido isolar e concentrar um desejo em um símbolo que tornava-se consciente e logo potencialmente criativo através dos raios da vontade magnetizada. Dalí, parece-o, incorporou ao processo um passo além. Sua fórmula de “atividade crítica-paranóica” é um desenvolvimento de um conceito primal (Africano) de fetiche, e é instrutivo comparar a teoria de Spare de “sensação visualizada” com a definição de Dalí de pintura como “mão vestida de cores fotográficas de completa irracionalidade”. Sensação é essencialmente irracional, e sua delineação em forma gráfica (“mão vestida de cores fotográficas”) é idêntica ao método de “sensação visualizada” de Spare.

Estes magistas utilizaram corporificações humanas de poder (shakti) que mostravam-se – usualmente – na forma feminina. Cada um dos livros que Crowley produziu tinha sua shakti correspondente. “Os Ritos de Elêusis” (1910) foi energizado, amplamente, por Leila Waddell. “O Livro Quatro, Partes I & II” (1913) veio através de Sóror Virakam (Mary d’Este). “Liber Aleph – O Livro da Sabedoria ou Loucura (1918)” – foi inspirado por Sóror Hilarion (Jane Foster). Seu grande trabalho, “Magick em Teoria e Prática”, foi escrito no ano de 1920 em Cefalu, onde Alostrael (Leah Hirsig) proveu o ímpetus mágico; e assim por diante, seguindo a interpretação do Tarot do Novo Aeon (O Livro de Thoth), o qual ele produziu em colaboração com Frieda Harries em 1944. A shakti de Dalí – Gala – foi o canal através do qual a inspiração do fluxo criativo foi fixada ou visualizada em algumas das grandes pinturas que o mundo já viu. E no caso de A.O.Spare, a Serpente Ígnea assumiu a forma da Senhora Paterson, uma bruxa auto-confessa que incorporou as feiticeiras de um culto tão antigo que já era velho no começo do Egito.

O grimoire de Spare é uma concentração de todo o corpo de seu trabalho. Ele abrange, de certo modo, todas as coisas de valor mágico ou criativo que ele constantemente pensava ou imaginava. Assim, se você possuir uma pintura de Zos, e estas pinturas contêm alguns de seus feitiços sigilizados, você possui o grimoire, e você está diante de uma grande chance de alcançar e harmonizar-se com as vibrações do Zos Kia Cultus.

Um aspecto pouco conhecido de Spare, um aspecto que está ligado à sua antiga amizade com Thomas Burke, revela o fato de que uma curiosa sociedade oculta chinesa – conhecida como o Culto de Kû – floresceu em Londres nos anos vinte. Seu “quartel-general” pode ter sido em Pequim, Spare não fez menção à isso, talvez nem soubesse; mas sua ramificação londrina não era em Limehouse como alguns poderiam esperar, mas em Stockwell, não muito distante do apartamento-estúdio que Spare compartilhava com um amigo. Uma sessão secreta do Culto de Kû foi presenciada por Spare, que parece ter sido o único europeu à ter ganho admissão. Ele parece, de fato, ter sido o único europeu além de Burke que havia sido Tão mais que um ouvinte do Culto. A experiência de Spare é de excepcional interesse por razão de sua estreita aproximação de uma forma de controle-onírico no qual ele foi iniciado muitos anos antes pela Bruxa Paterson.

A palavra Kû tinha muitos significados em chinês, mas neste caso particular ela denota uma forma peculiar de feitiçaria envolvendo elementos dos quais Spare já havia incorporado em sua concepção da Nova Sexualidade. Os adeptos de Kû adoravam uma deusa-serpente na forma de uma mulher dedicada ao Culto. Durante um elaborado ritual ela seria possuída, com o resultado de que ela lançava, ou emanava, múltiplas formas da deusa como sombras conscientes dotadas com todas as seduções possuídas por sua representante humana. Estas mulheres-sombra, impelidas por alguma lei sutil de atração, atraiam-se por um ou outro dos devotos que sentavam em uma condição de entorpecimento ao redor da extasiada sacerdotisa. O congresso sexual com estas sombras então ocorria e ele era o começo de uma forma sinistra de controle onírico envolvendo jornadas e encontros nas regiões infernais.

O Kû parecia ser uma forma da Serpente Ígnea exteriorizada astralmente como uma mulher-sombra ou súcubus, e o congresso com a qual tornava possível ao devoto revificar seus “sonhos inerentes”. Ela era conhecida como “prostituta infernal” e sua função era análoga àquela da Mulher Escarlate do Culto de Crowley, à Suvasini do Círculo Tântrico de Kaula e à “Demoníaca” do Culto da Serpente Negra. O Kû chinês, ou prostituta infernal, é uma corporificação ilusória de desejos subconscientes concentrados em uma forma tentadoramente sensual da Serpente da Deusa das Sombras.

O mecanismo de controle onírico é de muitas formas similar àqueles que realizam a projeção astral consciente. Meu próprio sistema de controle onírico deriva de duas raízes: a fórmula da Lucidez Eroto-Comatosa descoberta por Ida Nellidof e adaptada por Crowley às suas técnicas de magia sexual, e o sistema de Spare dos Sigilos Conscientes explicado abaixo.

O sono deve ser precedido por alguma forma de Karezza, durante o qual um sigilo escolhido especificamente, simbolizando o objeto de desejo é vividamente visualizado. Desta maneira a libido é impedida de suas fantasias naturais e procura satisfação no mundo onírico. Quando a habilidade necessária é adquirida, o sonho torna-se extremamente intenso e dominado por uma súcubus, ou mulher-sombra, com quem o intercurso sexual ocorrerá espontaneamente. Se o sonhador tiver adquirido um grau até mesmo moderado de proficiência nesta técnica, ele estará consciente da contínua presença do sigilo. O sigilo deve ficar restringido sobre a forma da súcubus, em um local que esteja dentro dos limites de sua visão durante a cópula; por exemplo, como um pingente pendente no pescoço dela; como um brinco; ou como um diadema ao redor de sua testa (da súcubus). Seu ponto focal deve ser determinado pelo magista, respeitando a posição assumida durante o coito. O ato assumirá então, todas as características de uma Operação do Nono Grau, porque a presença da Mulher-Sombra será experimentada com uma sensação intensamente vívida e realista. O sigilo assim, torna-se consciente e no devido curso, o objeto da Operação materializa-se sobre o plano físico. Este objeto é, obviamente, determinado pelo desejo corporificado e representado pelo sigilo.

A importante inovação neste sistema de controle onírico, encontra-se na transferência do Sigilo da consciência desperta ao estado de consciência onírica, e à evocação, na parte final, da Mulher-Sombra. Este processo transforma um Rito de Oitavo Grau na semelhança do ato sexual utilizado na Operação do Nono Grau.

Resumidamente, a fórmula tem três estágios:

Karezza, ou atividade sexual sem culminação, com visualização do sigilo até o sono superficial.

Congresso sexual no estado onírico com a Mulher-Sombra evocada pelo estágio I. O sigilo deve aparecer automaticamente neste segundo estágio; se isso não acontecer, a prática deverá ser repetida em outra hora. Se o sigilo aparecer, então o resultado desejado revificará no estágio III.

Após despertar (por ex., no mundo dos fenômenos mundanos do dia-a-dia).

Uma palavra de explicação é, talvez, necessária concernente ao termo karezza como utilizado no presente contexto. A retenção do sêmen é um conceito de importância central em certas práticas Tântricas, a idéia é que a bindu (semente) cresce, então, astralmente, e não fisicamente. Em outras palavras, uma entidade de alguma espécie é levada à nascer no nível astral de consciência. Esta, e técnicas análogas, tem dado origem à impressões – completamente errôneas – de que o celibato é um sine qua non para o sucesso mágico; mas tal celibato é de uma característica puramente local e confinado ao plano físico, ou estado desperto, somente. O celibato, como normalmente entendido, é portanto uma paródia inexpressiva ou caricatura da verdadeira fórmula. Tal é o sensato celibato do iniciado tântrico, e alguma semelhante interpretação indubitável aplicada também à outras formas de ascetismo religioso. As “tentações” dos santos, ocorrem precisamente sobre o plano astral porque os canais físicos encontram-se deliberadamente bloqueados. O estado de entorpecimento notado nos seguidores de Kû, sugere que a sombra-sedutora decorrente, foi evocada após um padrão similar ao obtido por uma espécie de controle onírico.

Gerald Massey, Aleister Crowley, A.O.Spare, Dion Fortune e etc., tem – cada um à seu modo – demonstrado a base bioquímica dos Mistérios. Eles realizaram na esfera do “oculto” aquilo que Wilhelm Reich realizou na psicologia, e estabeleceram-no sobre uma segura base bioquímica.

Os “símbolos conscientes” e o “alfabeto do desejo” de Spare, correlacionando, como eles fazem a energia nervosa do corpo com os princípios-sexuais específicos, antecipou em diversas formas o trabalho de Reich que descobriu – entre 1936 e 1939 – o veículo de energia psico-sexual, o qual ele nomeou de orgônio. A contribuição singular de Reich para a psicologia e, incidentalmente, para o ocultismo Ocidental, situa-se no fato de que ele isolou com sucesso a libido e demonstrou sua existência como uma energia biológica tangível. Esta energia, a atual substância do conceito puramente hipotético de Freud – libido e id – foi medida por Reich, elevada da categoria de hipótese, e reativada. Ele estava, contudo, errado em supor que o orgônio fosse a energia definitiva. Ela é um dos mais importantes kalas, mas não o Supremo Kala (Mahakala), embora ele possa transformar-se em tal, por virtude de um processo não conhecido dos Tantrikas do Vama Marg. Até épocas comparavelmente recentes, ele era conhecido – no Ocidente – dos alquimistas Árabes, e completava o corpo da literatura alquímica com sua terminologia tortuosa e estilo hieroglífico, revelando – se ela revelava algo – um plano deliberado da parte dos Iniciados para velar o verdadeiro processo de refinar o Mahakala.

A descoberta de Reich é significante porque ele foi provavelmente o primeiro cientista a colocar a psicologia em sólida base biológica, e o primeiro à demonstrar sob condições laboratoriais a existência de uma energia mágica tangível e por último dimensionável e, portanto, estritamente científica. Se essa energia é a chamada luz astral (Éliphas Lévi), força vital (Bergson), energia ódica (Reichenbach), libido (Freud), Reich foi o primeiro – com possível exceção de Reichenbach- atualmente a isolá-la e demonstrar suas propriedades.

Austin O. Spare suspeitava, tanto antes quanto em 1913, que algum tipo de energia era o fator básico na reativação de atavismos primais, e ele tratou-a de acordo como energia cósmica (o “Eu Atmosférico”) suscetível à sugestão subconsciente através dos Símbolos Conscientes, e através da aplicação do corpo (Zos) de tal forma que ele poderia revificar atavismos remotos e todas as formas futuras possíveis.

Durante a época em que ele estava preocupado com estes temas, Spare sonhou repetidamente com construções fantásticas cujos alinhamentos ele achou inteiramente impossível de passar para o papel ou tela quando desperto. Ele supunha-os ser ecos de uma geometria do futuro do aspecto espaço-tempo sem relação conhecida com as formas da arquitetura dos presentes dias. Éliphas Lévi alegou um poder similar de revificação da “Luz Astral”, mas ele falhou ao mostrar a forma precisa de sua manipulação. Foi para este fim que Spare desenvolveu seu Alfabeto dos Desejos, “cada letra das quais, relaciona-se com um princípio sexual”. Isto quer dizer que ele registrou algumas correspondências entre o movimento interior do impulso sexual e a forma externa de sua manifestação em símbolos, sigilos ou letras tornadas conscientes por estarem carregadas com sua energia. Dalí refere-se à tal forma-fetiche carregada magicamente como “acomodações de desejo” que são visualizadas como vácuo irreal, negridão vazia, cada uma tendo a forma de objetos fantasmagóricos que ocupam sua latência, e que É somente pela virtude do fato de que ela Não É. Isto indica que a origem da manifestação é o não-manifesto, e é evidente à compreensão intuitiva que o orgônio de Reich, o Eu Atmosférico de Spare e a delineação de Dalí da “Acomodação do desejo” refere-se em cada um dos casos à uma Energia manifesta através do mecanismo do desejo. Desejo, Vontade Energizada e Obsessão, são as chaves para a manifestação ilimitada, por toda forma e todo poder estarem latentes no vazio, e sua forma divina é a Postura da Morte.

Estas teorias tem suas raízes em práticas muito antigas, algumas das quais – em forma distorcida – proveram as bases do Culto da Bruxaria medieval, covens que floresceram em Nova Inglaterra na época dos Julgamentos das Bruxas de Salém no final do século XVII. As perseguições subseqüentes, eliminaram aparentemente todas as manifestações externas de ambos cultos: o genuíno e sua simulação alterada.

Os principais símbolos do culto original tem sobrevivido à passagem dos aeons – longos ciclos de tempo. Todos eles lembram o Caminho Retrógrado: o Sabbath sagrado de Sevekh ou Sebt, o número Sete, a Lua, o Gato, o Chacal, a Hiena, o Porco, a Serpente Negra, e outros animais considerados impuros por tradições posteriores; o giro sobre os pés e a dança de Costas-com-Costas, o Beijo Anal, o número Treze, a Bruxa montada sobre um cabo de vassoura, o Morcego, e outras formas de palmípedes ou criaturas noturnas voadoras; os Batráquios em geral, dos quais o Sapo, a Rã, ou Hekt eram proeminentes. Estes e símbolos similares, tipificavam originalmente a Tradição do Dragão que foi adulterada pelos pseudos cultos de bruxaria durante os séculos de perseguição Cristã. Os Mistérios foram profanados e os sagrados ritos foram condenados como anti-cristãos. O Culto tornou-se, assim, o repositório de ritos religiosos invertidos e pervertidos, e símbolos sem nenhum significado inerente; meras afirmações das bruxas adicionaram perpetração à doutrina anti-cristã ao passo que – originalmente – eles eram emblemas vivos conscientes da fé pré-cristã.

Quando a importância dos símbolos ocultos estiverem aprofundados ao nível Draconiano, o sistema de bruxaria que Spare desenvolveu através do contato com a Bruxa Paterson, torna-se explicável e todos os círculos mágicos, bruxarias e cultos, serão vistos como manifestações das Sombras.  

Kenneth Grant, Excerto de Cultos das Sombras

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/bruxarias-de-zos/

Mantras

No Mundo Ocidental só recentemente se fala em “mantra”, porém desde épocas remotas os orientais já utilizavam palavras e frases, na maioria das vezes sem sentido literal algum, com a finalidade de obterem certos resultados psíquicos e somáticos, constituindo-se assim os mantras.

No Ocidente, somente os iniciados “de algumas Doutrinas, como os Rosacruzes, utilizavam equivalente de mantra que são as vocalizações (emissão de sons de vogais)”.

Recentemente foi retirado o véu de mistérios que envolviam muitos conhecimentos de algumas doutrinas e com isto vários livros de ocultismo, de exercícios de mediação, de orientação para “relax”, etc. foram publicados e muitos deles inundaram o ocidente com uma série de mantas.

O termo mantra é de origem sânscrita, e de uma forma lata os mantras podem ser considerados versos de algumas obras védicas usados para encantamentos e feitiços, contudo num sentido mais profundo, significa muito mais do que isso. Em essência, não se trata propriamente de palavras de poder, e sim de combinações de sons capazes de funcionarem como suporte mágico para a mente.

A origem dos mantras é muito remota e a maior parte deles em uso atualmente foi retirado de alguns livros que os brahmanes mantiveram cuidadosamente guardados, pois cada mantra é capaz de produzir um determinado efeito físico ou psíquico imediato.

De uma certa forma os Mantras sempre foram usados na magia oriental, como se pode ver pelos MAMNTRA-TANTRA-ZASTRA, obras que se referem à magia em geral, e aos encantamentos “em particular”.

Dizem os mantra-vid (conhecimentos dos Mantras) que os mantras são mais invocações mágicas do que orações religiosas propriamente.

Um mantra também tem sentido não esotérico, tais como: linguagem sagrada, sentença, hino védico, salmo, conjuro, verso ou fórmula mística de encantamentos. Não nos interessa nesta palestra fixar com precisão o significado do termo, mas apenas analisar se eles funcionam e, se afirmativo, quais os princípios cientificamente comprovados a que estão ligados.

Nosso intento nesta palestra é explicar alguns detalhes importantes a respeito das razões dos mantras, das suas bases, desmistificando alguns aspetos e, de uma forma sucinta, advertir sobre as suas finalidades, sem esquecer de citar também as possibilidades negativas que eles podem oferecer e ainda sobre possíveis perigos que eles podem acarretar quando praticados de forma indiscriminada.

Como vimos antes, mantras, em essência, são vocalizações, são determinadas emissões sonoras com um certo ritmo, tom, e intensidade. Geralmente é constituído por palavras em significado aparente, mas cuja finalidade é proporcionar certos efeitos místicos e psíquicos. Por extensão podemos incluir nesse conceito algumas frases, palavras, ou até mesmo os sons das vogais.

Qual é, portanto, o “modus operandi” dos mantras? – Um som precisamente pronunciado pode despertar vibrações ressonantes nos mundos do hiper físico e com isso despertar reações, ativar comandos, e isso por certo se fazer sentir no mundo físico. Já vimos que uma vibração de uma determinada nota sonora ativa a vibração de todas as notas ressonantes no “Teclado Cósmico de Vibrações”.

Como citamos antes, uma vibração é suscetível de originar uma outra vibração em diferentes elementos. Quando uma nota musical é tocada num piano, mesmo que só uma corda seja golpeada, ainda assim outras cordas vibram também. Não são todas as outras cordas que vibram conjuntamente, apenas algumas. Isto é o que se chama ressonância e há leis físicas, que regem essa manifestação, sobre a qual há suficientes estudos efetuados pela ciência. Mas, não são somente outras cordas que entram em vibração, outros objetos também podem fazer isso como, por exemplos, cristais, vidros, até mesmo coisas grandes e pesadas podem vibrar quando uma nota musical é produzida.

Na verdade os sons podem ressoar até mesmo além do mundo físico, desde que no Universo tudo é integrado; no Cosmos todas as coisas se interligam. Por isto, um mantra adequado é capaz de provocar ressonância em muitos níveis cósmicos. A ressonância de um som necessariamente não se faz sentir apenas sobre a natureza física das coisas, mas também em níveis mais sutis da natureza humana. Assim é que sentimentos e emoções podem, de alguma forma, ser afetados pelos sons.

Para nós Ocidentais isto parece algo absurdo, uma tolice, tão somente uma perda de tempo, pura e simplesmente uma prática inócua, porém vejamos esse assunto com um tanto mais de profundidade, procurando estabelecer comparações com certos fenômenos acústicos conhecidos pela ciência atual.

O que é uma vogal? O que é uma palavra ou uma frase senão um som ou um conjunto de sons…? – Quando um som é emitido ele tem como fonte alguma coisa que vibra, quer seja uma corda vocal do laringe; quer seja uma corda, uma palheta, ou uma membrana de um instrumento musical, sem esquecer que até mesmo o atrito de duas superfícies podem emitir sons. Uma coisa, porém é certa, quando um som é emitido sempre deve haver algo vibrando para produzi-lo, pois se trata de uma manifestação essencialmente vibratória regida, portanto, pelas leis comuns da mecânica ondulatória, por esta razão um mantra é mais do que simplesmente uma oração religiosa. Em essência é uma forma de invocação mágica poderosa.

Eis o primeiro ponto que temos que fixar em mente: Para que possa ocorrer um efeito de um som ele deve ter vibrações precisas, pois, assim como uma nota musical de um piano não faz vibrar todas as cordas, um determinado som pode não ser ressonante com aquilo sobre o que se pretende atuar. Assim, um mantra deve ser entoado com precisão para que um determinado fim possa ser atingido.

O canto também, quando devidamente composto, tem uma finalidade esotérica precisa, bem assim como a vocalização de determinadas sílabas. Quando usadas com precisão, as vocalizações podem determinar a liberação de várias forças sobre quem canta e sobre quem escuta. Cada som tem uma freqüência vibratória própria e que ao ser entoada, cantada, ou mesmo pronunciada, pelo já citado efeito da ressonância, algum órgão do corpo começa a sofrer alterações, passando a funcionar mais ou menos ativamente. As glândulas de secreções internas que regulam muitas funções importantes do organismo respondem à ação vibratória dos sons, eis o porquê das vacas produzirem mais leite quando escutam determinadas músicas, e das galinhas botarem mais ovos em cada período de postura, com foi citado em outra palestra desta série. Não restam dúvidas de que os sons causam efeitos tanto na área somática quanto na psíquica do indivíduo e disto não se poder dizer que os mantras sejam algo sem sentido válido.

No organismo a atuação dos mantras não se faz apenas sobe as glândulas de secreções internas, também se faz sobre o próprio cérebro de uma forma bem definida. No tema O PODER DOS SONS, nós vimos como as condições emocionais podem ser afetadas pelos sons.

Já podemos compreender que os mantras atuando sobre as glândulas podem ser utilizadas para melhorar a saúde da pessoa, e mesmo para curar certas afecções, contudo não é bom esquecer que toda moeda tem duas faces, eles também podem prejudicar, por isto é vital que o discípulo seja assistido por um competente “guru” ou, mais precisamente, por um mantra-vidyâ (conhecedor dos mantras).

Afirmamos que é lícito utilizar os sons para as necessidades pessoais, mas não de modo indiscriminado. Não se deve utilizar tudo aquilo que se vai encontrando pelo mundo à fora, há necessidade de “se separar o joio do trigo”. A sensatez requer que seja investigada também a origem de um mantra antes que a pessoa passe a utilizá-lo. Do manancial de mantras que existem por aí citados em inúmeros livros e ensinados por pessoas não devidamente qualificados, perguntamos, então, se todos são capazes de desenvolver uma ação efetiva, sutil, e benéfica. Por acaso não pode alguns deles haver sido manipulados e adulterados pela “conjura”? Por acaso eles seriam imunes à ingerência de certas forças que sempre procuraram influir em todas as atividades humanas? – Evidentemente não, por isto se torna difícil se saber exatamente o que um determinado mantra é capaz de provocar numa pessoa.

Conhecemos casos de pessoas que após o uso de certos mantras, mesmo visando um fim aparentemente válido, sofreram distúrbios orgânicos sérios, ocorreram sintomas que desapareceram apenas com a suspensão dos exercícios. Por isto não se deve tentar essa prática, quando oferecida sem que haja alguma garantia dada por uma fonte idônea. Assim, podemos dizer que há mantras cuja finalidade é exatamente causar prejuízo aos seres humanos. As mãos dos “magos negros” sempre se estenderam até onde puderam e, por certo, não pouparam os mantras.

Também, podem existir mantas criados por algum incompetente e que na realidade não provocam efeito algum restando, apenas, a perda de tempo precioso que poderia ser usado para outras finalidades.

Sobre os mantras, diz a Doutrina Secreta: “É o mais eficaz e poderoso agente mágico e a primeira das chaves para se abrir a porta da comunicação entre os mortais e os imortais”.

Por meio de um mantra a mente pode entrar em “alfa”, o cérebro pode passar a vibrar numa freqüência adequada para que ocorra uma precisa expansão da consciência e assim outros planos e universos relativos possam ser abandonados”.

Tal como acontece com os símbolos e rituais, assim também determinados sons quando devidamente entoados podem servir de linguagem entre o mundo material e o de outros planos de existência.

Independentemente desta ação direta, o mantra serve também para fortalecer a vontade da pessoa, condicionando a mente para a consecução de algo que se visa obter, como aquela inerente aos símbolos e aos rituais.

Autor: José Laércio do Egito – F.R.C.

#MagiaPrática #Mantras

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mantras