Fernando Pessoa

COMO TUDO COMEÇOU

1888: Nasce Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa.
1893: Perde o pai.
1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul.
1904: Recebe o Prêmio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança.
1905: Regressa sozinho a Lisboa.
1912: Estréia na Revista Águia.
1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu.
1918/1921: Publicação dos English Poems.
1925: Morre a mãe do poeta.
1934: Publica Mensagem.
1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa

VOLTA AMANHÃ, REALIDADE

Lisboa. 26 de Novembro de 1935. Pessoa encerra o expediente no escritório de import-export e segue para casa. Debaixo do braço, sempre a sua pasta de cabedal. Antes de chegar ao seu andar na rua Coelho da Rocha, passa pelo bar do Trindade, logo na esquina. Rotina. O amigo vende-lhe fiado.

Chega-se ao balcão e diz: – 2, 8 e 6.

Trindade serve-o: fósforos, um maço de cigarros e um cálice de aguardente. No olhar, cumplicidade. Os fósforos custam 20 centavos, os cigarros 80 e um cálice de aguardente 60.

Pessoa simplifica: 2, 8, e 6 tostões. Trindade já está acostumado. O poeta acende um cigarro e bebe o cálice, um trago só. Retira da pasta uma garrafa vazia, preta. Entrega-a ao Trindade que, discretamente, a devolve cheia.

Com a pretinha bem guardada, Pessoa despede-se. Sai aos tropeções e a recitar:

Bêbada branqueia
Como pela areia
Nas ruas da feira,
Da feira deserta,
Na noite já cheia
De sombra entreaberta.
A lua branqueia
Nas ruas da feira
Deserta e incerta…

A MINHA ALMA PARTIU-SE COMO UM VAZO VAZIO

No quarto passa a noite debruçado à secretária. Confundimo-lo com os livros, papéis, também lápis minúsculos que só ele consegue manusear. O cinzeiro cheio de pontas de cigarro.

Escreve, compulsivamente, ao jovem amigo Casais Monteiro:

“…Desde criança tive a tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. (Não sei, bem entendido, se realmente não existiram, ou se sou eu que não existo. Nestas coisas, como em todas, não devemos ser dogmáticos.) Desde que me conheço como sendo aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente, em figura, movimentos, carácter e história, várias figuras irreais que eram para mim tão visíveis e minhas como as coisas daquilo a que chamamos, porventura abusivamente, a vida-real. Esta tendência, que me vem desde que me lembro de ser um eu, tem me acompanhado sempre, mudando um pouco o tipo de música com que me encanta, mas não alterando nunca a sua maneira de encantar.”

A carta vai a todo o vapor quando Pessoa começa a receber visitas inesperadas. Caeiro, Reis Campos e Soares. Têm planos, e querem levá-los ao conhecimento do grande poeta. Chegam um a um. É madrugada e já estão todos reunidos. São surpreendidos por um Pessoa emocionado, papéis em punho.

Terá recebido más notícias? perguntam, preocupados. O poeta tenta desconversar. É confuso, perde-se nas palavras, coisa que nunca acontecera antes. Mas também nunca recebera visitas em tão adiantada hora. Muito menos sem combinação prévia. É obra do “Grande Arquiteto do Universo”, pensa.

Então que se cumpra o destino… Aos solavancos:

– Adiei a verdade quanto pude. É chegada a hora de deixar cair a máscara.

Os quatro ansiosos. Quem está sentado levanta-se, quem está de pé senta-se ou passeia pelo quarto.

Pessoa e o seu discurso enviesado, interrompido por dores e gemidos:

– Numa carta confidenciava a um amigo tudo o que agora sinto que devo dizer-vos.

Um gole de coragem e solta:

– Vocês não existem.

Consternação na assistência.

– É isso, vocês não são mais que personagens da minha criação. Morro e levo-os comigo.

– Só pode ser delírio. Desatino. (diz Álvaro de Campos, ofendido).

– Vou-lhes contar como tudo aconteceu. “Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. (…) E tanto assim que, escritos que foram esses trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio também, os seis poemas que constituem a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa. Aparecido Alberto Caeiro, tratei logo de lhe descobrir – instintiva e subconscientemente – uns discípulos. Arranquei do seu falso paganismo o Ricardo Reis latente, descobri-lhe o nome, e ajustei-o a si mesmo, porque nesta altura já o via. E, de repente, e em derivação oposta à de Ricardo Reis, surgiu-me impetuosamente um novo indivíduo. Num ato, e à máquina de escrever, sem interrupção, nem emenda, surgiu a Ode Triunfal de Álvaro Campos – a Ode com esse nome e o homem com o nome que tem.”

– Então, todo este tempo não passámos de uma mentira? (pergunta Ricardo Reis).

Bernardo Soares responde:

O poeta é um fingidor
Mente tão completamente
Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente. – Pois esta é a chave, explica Pessoa.- Não aceito. Morra em paz o meu criador, porque eu cá continuarei vivinho, poetando como sempre (desafia Álvaro de Campos).

– Arre! Que a criação agora vira-se contra o próprio criador. Deveria ter suspeitado (lamenta-se Pessoa). E quanto a si, Caeiro?

Gosto de tudo que seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo Álvaro de Campos:

– Não entendo a sua complacência. Não está a ver, Caeiro, que Pessoa usou-nos e, principalmente, usou-o. Compelido a vencer o seu subjetivismo lírico decadentista, venceu-o de forma tão súbita e agressiva que não teve remédio senão dar um nome a esse crítico. É ai que você surge, para salvá-lo.

Caeiro não esconde seu desgosto.

Pessoa então revela:

– Escrevi, com sobressalto e repugnância, o poema oitavo do Guardador de Rebanhos, com a sua blasfêmia infantil e antiespiritualista. A cada personalidade que consegui viver dentro de mim, dei uma índole expressiva, e fiz desta personalidade um autor, com livros, com as ideias, as emoções, e a arte dos quais eu, autor real, nada tenho, salvo o ter sido, no escrevê-las, o médium de figuras que eu próprio criei.

– Você não tinha esse direito (insiste Campos).

Ainda Pessoa:

– Negar-me o direito de fazer isto seria o mesmo que negar a Shakespeare o direito de dar expressão à alma de Lady Macbeth. Se assim é das personagens fictícias de um drama, é igualmente lícito das personagens fictícias sem drama, pois que é lícito porque elas são fictícias e não porque estão num drama. Parece escusado explicar uma cousa de si tão simples e intuitivamente compreensível. Sucede, porém, que a estupidez humana é grande, e a bondade humana não é notável.

Ricardo Reis, que assistira mudo à revelação, pergunta:

– Mas por que é que você nos inventou? Qual a origem de tudo?

Pessoa, pacientemente, tenta explicar-lhe:

– É o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero-neurastênico. Seja como for, a vossa origem mental está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Se eu fosse mulher – na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas – cada poema do Álvaro de Campos (o mais histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem – e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais; assim tudo acaba em silêncio e poesia…

A resposta não convence, não agrada. Longe está o tempo em que fora loquaz. Agora fazem-lhe ouvidos moucos. Pessoa é todo angústia. O silêncio que o rodeia. A incompreensão, mágoa e até o desprezo dos seus outros “eu”. Vira-se para um último apelo. Fica só com a sua verdade.

VOU EXISTIR

Quando pensa deitar-se, já é outro dia. Batem à porta. É o “sô” Manacés, o barbeiro. Pessoa mal lhe dá os bons-dias. O pigarro prende-lhe a fala. Calças a cair do corpo, aponta para a pretinha. Manacés compreende o sinal. Vai ao Trindade enchê-la, ainda nem afiara a navalha. Barba feita, o poeta vai para o escritório. Faz algumas traduções. Almoça no Martinho da Arcada e, antes de voltar ao trabalho, entra numa taberna, meio titubeante. Pensa no seu médico que o proibira de beber.

Então questiona-se:

Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
Não: vou existir. Arre! vou existir.
E-xis-tir…
E-xis-tir…
Dêem-me de beber, que não tenho sede!

Noite de 27 para 28 de Novembro. Pessoa encolhido na sua cama, as mãos a pressionarem o abdómen, cólica hepática. Geme, dor. Manhã de 28. Pessoa é transportado para o Hospital de S. Luís dos Franceses. A dor aperta, sufoca. O poeta agoniza. Implora pelo fim de tanto sofrimento. Aplicam-lhe um analgésico. Sob o efeito da droga, reflete sobre a vida que ameaça escapar-lhe agora.

Ó MÁGOA REVISITADA

1888. 13 de Junho. Dia de Santo António, padroeiro da cidade. 15h20. As ruas de Lisboa tomadas por uma procissão. No número 4 do Largo São Carlos a agitação é ainda maior. A açoriana Maria Magdalena Pinheiro Nogueira banhada em suor. Crava os dedos no travesseiro, dores de parto. O marido, Joaquim de Seabra Pessoa, põe-se a ouvir música nas traseiras da casa. Lá fora um Padre reza missa. Dentro do quarto, um bebé a chorar. Nasce Fernando António Nogueira Pessoa. O sol em Caranguejo. “Será uma criança dotada de sensibilidade e humanismo”, arrisca uma das tias.

Aos seis anos perde o pai, funcionário público do Ministério da Justiça e crítico de música do Diário de Notícias. Pouco depois morre o irmão Jorge, com pouco mais de seis meses. Muito cedo a solidão no dia-a-dia de Pessoa.

Inventa um amigo: um certo Chevallier de Pas, por quem escreve cartas dele a ele mesmo.

Aos sete anos muda-se para Durban. A mãe casara, por procuração, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal na colônia inglesa de Natal, África do Sul. Deste casamento nascem cinco filhos. Uma nova família para Pessoa. Viverá naquela cidade até aos 17 anos. Em 1896 entra para West Street, onde tem aulas de inglês e faz a sua primeira comunhão. Em escolas inglesas aprende técnicas de comércio. Destaca-se como um dos melhores alunos. Em 1904 conclui a sua Intermediate Examination em Artes. Ganha o prêmio Rainha Vitória de estilística inglesa no exame de admissão à Universidade do Cabo. Escreve poesia e prosa, sempre em inglês. Lê Milton, Byron, Shelley, Tennyson e Poe. Conhece Pope e a sua escola.

1905. Pessoa decide voltar a Lisboa para fazer o Curso Superior de Letras. Parte a bordo do navio alemão Herzog. Instala-se na casa de sua avó Dionísia. A língua portuguesa revela-se como “estrangeira”, com a novidade do “estranho”, se bem que a entenda perfeitamente. Ou seja, ao seu ouvido o português não está ainda desgastado pelo uso quotidiano, bom dia, boa tarde, como está? passou bem? e a mãezinha está melhor? está melhorzinha, muito obrigado ! É um bloco de mármore que apetece esculpir, literatura. Inscreve-se no curso. Descobre Cesário Verde e Baudelaire.

1907. Desiste do curso.

A avó morre. Com a herança, Pessoa monta uma tipografia: Ibis-Tipográfica Editora-Oficinas a Vapor. Mal chega a funcionar. Frustração.

Falhei em Tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa…

O poeta entra no comércio como tradutor de cartas e depois correspondente estrangeiro. Monotonia. Dá as suas escapadelas sempre que pode.

Levanta-se, pega no chapéu e avisa: “Vou ao Abel”.

O seu chefe descobre que afinal o Abel é o depósito da casa vinícola Abel Pereira da Fonseca, onde Pessoa vai tomar uns copos de aguardente. É apanhado “em flagrante delitro”. O chefe não se importa, pois “volta sempre mais em forma para trabalhar”. O emprego é a meio-tempo.

A outra metade é para a literatura: Camões, António Vieira, Antero de Quental e os simbolistas. Começa a escrever versos em português. Surge a Renascença Portuguesa, movimento saudosista de Teixeira de Pascoaes. No Porto, o grupo funda a revista Águia. Pessoa colabora. Publica uma série de artigos, entre os quais “A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada”.

Também faz crítica no semanário Teatro. Trava amizade com Mário de Sá-Carneiro, Luís de Montalvor, Armando Cortes-Rodrigues, Raul Leal, António Ferro, Alfredo Guisado e o pintor Almada Negreiros.

Não falta às tertúlias: Café Chiado, Montanha, A Brasileira, Os Irmãos Unidos.

Com este grupo Pessoa funda o Orpheu, revista de vanguarda em sintonia com os novos movimentos europeus: futurismo, orfismo, cubismo… A publicação revela nomes como Santa-Rita Pintor e Ângelo de Lima, poeta marginal internado em manicómio. Orpheu não chega ao terceiro número. Porém bastaram dois para afrontar os conservadores das Letras.

Farto do misticismo transcendental, Pessoa sente-se recompensado.

A um amigo escreve: Em ninguém que me cerca eu encontro uma atitude para com a vida que bata certo com a minha íntima sensibilidade, com as minhas aspirações, com tudo quanto constitui o fundamental e o essencial do meu íntimo ser espiritual.

Encontro, sim, quem esteja de acordo com atividades literárias que são apenas dos arredores da minha sinceridade. E isso me basta. De modo que à minha sensibilidade cada vez mais profunda, e à minha consciência cada vez maior da terrível e religiosa missão que todo o homem de génio recebe de Deus com o seu génio, tudo quanto é futilidade literária, mera arte, vai gradualmente soando cada vez mais a oco e a repugnante.

OS OUTROS POETAS

1914. Pessoa conhece Alberto Caeiro, homem “louro sem cor, olhos azuis”. Nascera em Lisboa em 1888, mas vive no Ribatejo. Não tem profissão. Instrução, pouca. Da quinta de uma velha tia lança o seu olhar sobre o mundo. Simples, bucólico, escreve O Guardador de Rebanhos, O Pastor Amoroso e uma parte dos Poemas Inconjuntos.

Em carta a um amigo, Pessoa revela: Desculpe-me o absurdo da frase: Aparecera em mim o meu mestre.

(…) Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me: Aqui estou!

Pessoa respira e transpira poesia, atrai os poetas. Conhece o vanguardista Álvaro de Campos, autor de Ode Triunfal, Ode Marítima e de Ultimatum. Sujeito alto, cabelo pró liso, risca ao lado, monóculo. Nascera em Tavira em 1890. Concluíra o liceu em Portugal e depois seguira para Glasgow na Escócia, onde se formara em engenharia mecânica e naval. Escrevera Opiário, poema irônico sobre o ópio, o exotismo, decadência. Em Lisboa, dedicara-se apenas à literatura, e às polêmicas modernistas. Escrevera também em alguns jornais sobre a atualidade política. Para Pessoa, Álvaro não passava de um tardo-simbolista blasé, burguês culto e entediado. Campos também é discípulo de Caeiro. Mas ao contrário da serenidade de Caeiro, opta pela ética do dinamismo e da violência.

Ah! a selvajaria desta selvajaria! merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr’aqui engenheiro, prático à força, sensível a tudo,
Pr’aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente, cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!

Pessoa dedica-se por inteiro às novas amizades. O convívio com poetas tão distintos dá mais cor ao seu dia-a-dia cinzento. Um outro escritor fará parte deste rol de artistas. Num destes restaurantes de pasto,(…) o poeta conhece um homem que aparentava 30 anos, magro, mais alto que baixo, curvado exageradamente quando sentado. Passaram a cumprimentar-se e logo se tornam amigos. Soares dá ao poeta o seu Livro do Desassossego, um conjunto de escritos, de fronteiras pouco nítidas, entre fragmento autobiográfico, a confissão, a introspecção psicológica, a descrição paisagística, a reflexão, o poema em prosa.

Pessoa tem uma desavença com Campos. A jovem Ophélia Queiroz, que conhecera num dos escritórios da Félix Valadas & Freitas, está na origem do conflito. Aos 20 anos ela desperta logo o interesse no poeta. A relação estremece quando Pessoa e Ophélia começam a namorar. Passeiam de mãos dadas, trocam cartas e bilhetinhos. Ela sente-se hostilizada pelo amigo de Fernando. Campos teme que, por causa de Ophélia, Pessoa se distancie da poesia. Talvez influenciado pelo apelo, Pessoa acaba por desistir do romance.

Ah! a selvajaria desta selvajaria! merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr’aqui engenheiro, prático à força, sensível a tudo,
Pr’aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente, cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!

Junho de 1914. Outro poeta surge na vida de Pessoa. Já soubera da sua existência dois anos antes. Ricardo Reis, estatura média, embora frágil não parecia tão frágil como era, de um vago moreno mate. Um ano mais velho que Pessoa, este médico portuense é defensor da monarquia, passa um tempo exilado no Brasil depois da proclamação da República. Tradicional, conservador, parte do classicismo para abordar a inquietação humana, interrogar o sentido do Universo.

Escreve intensamente: onze odes num mês.

E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
E outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando nós pensamos
Naquilo que já fomos.
E há só noite lá fora.

Pessoa dedica-se por inteiro às novas amizades. O convívio com poetas tão distintos dá mais cor ao seu dia-a-dia cinzento. Um outro escritor fará parte deste rol de artistas. Num destes restaurantes de pasto,(…) o poeta conhece um homem que aparentava 30 anos, magro, mais alto que baixo, curvado exageradamente quando sentado. Passaram a cumprimentar-se e logo se tornam amigos. Soares dá ao poeta o seu Livro do Desassossego, um conjunto de escritos, de fronteiras pouco nítidas, entre fragmento autobiográfico, a confissão, a introspecção psicológica, a descrição paisagística, a reflexão, o poema em prosa.

Pessoa tem uma desavença com Campos. A jovem Ophélia Queiroz, que conhecera num dos escritórios da Félix Valadas & Freitas, está na origem do conflito. Aos 20 anos ela desperta logo o interesse no poeta. A relação estremece quando Pessoa e Ophélia começam a namorar. Passeiam de mãos dadas, trocam cartas e bilhetinhos. Ela sente-se hostilizada pelo amigo de Fernando. Campos teme que, por causa de Ophélia, Pessoa se distancie da poesia. Talvez influenciado pelo apelo, Pessoa acaba por desistir do romance.

MISTÉRIO

1916. Mário de Sá-Carneiro suicida-se em Paris. Pessoa atordoado. Em carta à sua tia Anica diz ter sentido o suicídio à distância. Tormentos. Começa a procurar respostas nas ciências ocultas. “Creio na existência de mundos superiores ao nosso e de habitantes desses mundos e em existências de diversos graus de espiritualidades”, revela. Entusiasma-se com as Sociedades secretas (Rosa-Cruz, Maçonaria, Templários). Conhece o espiritismo, a magia, a cabala. Traduz para o português muitos livros da Coleção Teosófica e Esotérica. Sob a influência do ocultismo escreverá O último sortilégio e Além-Deus. Inicia-se e cultiva, sobretudo, a astrologia. Pensa até em estabelecer-se em Lisboa como astrólogo encartado. Caeiro é contemplado com um mapa astral feito pelo poeta.

A poesia de Pessoa começa a despertar o interesse de críticos. O Times e o Glasgow Herald dedicam espaço às duas plaquettes de poemas ingleses publicados em 1918. Escreve nas mais importantes revistas literárias portuguesas. Em Contemporânea publica O Banqueiro Anarquista, Mar Português, O Menino da Sua Mãe, Lisbon Revisited…

Em 1928 intervém na política. No Interregno (manifesto político do Núcleo de Ação Nacional) o poeta defende a ditadura salazarista. Um equívoco. Pessoa não alinha com o despotismo e o ultranacionalismo do regime vigente. Mais tarde, compõe três textos de sátira ao Estado Novo.

Um deles dirigido ao seu próprio chefe:

António de Oliveira Salazar
Três nomes em sequência regular…
António é António
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está tudo bem.
O que não faz sentido
É o sentido que isso tudo tem.

No mesmo ano Pessoa mete-se na publicidade.

A Coca-Cola acaba de entrar no mercado português e o poeta fica encarregado de criar um slogan para o produto: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. A mercadoria vende como água. Mas proíbem a sua representação em Portugal. A Direção de Saúde entende que o slogan é o próprio reconhecimento da sua toxidade.

Nos anos seguintes Pessoa mergulha na astrologia. Inicia correspondência com o mago inglês Aleister Crowley, famoso em todo o mundo. Crowley vem a Lisboa para conhecer Pessoa e desaparece misteriosamente. Pessoa colabora na solução do que a polícia passa a chamar de crime.

A respeito de toda esta confusão, Pessoa escreve a um amigo: “O Crowley, que depois de suicidar-se passou a residir na Alemanha, escreveu-me há dias e perguntou-me pela tradução, ou antes, pela publicação da tradução.” Pessoa refere-se à poesia do mago, “Hino a Pã”, que ele publica em 1931.

1934. Pessoa publica Mensagem, poema sobre a história de Portugal. Esotérico, místico. Será o único volume dos seus versos em português, publicado durante a sua vida. Ganha o prêmio da segunda categoria do Secretariado de Propaganda Nacional.

DESENCONTRO

1935, 30 de Novembro. Inquieto, a remexer-se na cama, Pessoa arde em febre

Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Estou hoje vencido, como soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer.

O capelão tenta acalmá-lo. Ele insiste em chamar Caeiro, Reis, Campos e Soares. Como que ouvindo o chamamento do seu criador, os poetas seguem para o hospital. Pessoa em agonia. Repuxa o lençol, contrai-se. Dá-me os óculos, os meus óculos, pede. Prepara-se para o último olhar sobre a sua criação. E eles que não chegam. Mas pressente, eles vêm, Ah se vêm.

Caeiro, Reis, Campos e Soares entram de rompante. Porém tarde, já morto o poeta.

Sobram uns rabiscos num papel:

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido,
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo.
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/fernando-pessoa/

Mapa Astral de Stephen King

Quase que eu deixei passar…

Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor estadunidense, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.

Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre.

O Mapa de Stephen King traz Sol e Vênus em Virgem-Libra; Mercúrio e Netuno em Libra; Lua em Sagitário; Ascendente cravado em Câncer-Leão (Cavaleiro de Bastões); Marte em Câncer, Júpiter em Escorpião, Saturno em Leão e Caput Draconis em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas).

O Mapa indica alguém que tem uma facilidade enorme em entender o semelhante, em escrever e vender qualquer idéia sob o ponto de vista de outra pessoa. Esta facilidade é ampliada pela Lua em Sagitário, indicando uma sede de conhecimentos em ambiente acadêmico ou dentro de qualquer carreira que escolhesse. Sua facilidade para trabalhar com emoções e criatividade o levou para escrever romances (mas ele seria com certeza um excelente publicitário com estas características) e, desenvolvendo sua Verdadeira Vontade, se aproxima cada vez mais do “Rei das Palavras” (Rei de Espadas).

Bem interessante a maneira como ele enxerga a vida e trabalha seus contos de maneira virginiana (suas descrições minuciosas e precisas, bem como sua maneira particular de trabalhar as palavras).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-stephen-king

Mapas Astrais e Sinastrias

Sinastria é a comparação entre dois Mapas Natais para calcular os pontos fortes e fracos entre eles e como estes dois Mapas se combinam.

A Sinastria se baseia na sobreposição dos mapas dos/as parceiros/as, como se fossem colocados um sobre o outro, indicando a dinâmica do relacionamento.

Compara-se cada Planeta do Mapa com os Aspectos que faz no segundo Mapa e como cada um influencia o outro.

Compara-se também os Elementos de cada mapa e as Modalidades, bem como suas interações com o Mapa do Parceiro.

Finalmente, uma análise detalhada de Aspecto por Aspecto, em um relatório com cerca de dez páginas mostrando os pontos fortes e fracos do casal, para serem trabalhados dentro do autoconhecimento.

Como conseguir os Mapas Astrais e a Sinastria
Através da doação do tempo de amigos magistas e astrólogos do Blog, a Hospitalaria do TdC dará como presente para os leitores que fizerem a doação de Cestas Básicas para entidades beneficentes.

– 1 Mapa Astral = 2 Cestas Básicas / R$ 70,00
– 2 Mapas de um Casal = 3 Cestas Básicas / R$ 120,00
– 2 Mapas + 1 Sinastria = 4 Cestas Básicas / R$ 170,00
(não há como fazer apenas a Sinastria sem fazer os Dois Mapas).

Caso você já tenha feito o Mapa no Projeto da Hospitalaria, pode nos enviar o seu mapa feito (nós não guardamos cópias conosco, por serem informações extremamente pessoais).

1 Mapa + 1 Sinastria com um Mapa Enviado = R$ 120,00

Existem três maneiras de você conseguir seus Mapas Astrais e Sinastrias através do TdC:

1) Compre você mesmo em qualquer supermercado as cestas básicas e faça a doação para uma entidade beneficente de sua escolha. Tire fotos do momento da doação ou do recibo de doação (pode ser scan também) e envie um email para marcelo@daemon.com.br com o nome, endereço e contato da entidade assistenciada e que tipo de serviço eles prestam para a comunidade (e site, se houver, que o TdC divulgará).

2) Para quem não tiver tempo/disponibilidade para comprar as cestas e fazer a doação pessoalmente, faça um depósito ou transferência de R$ 70,00 (por Mapa Astral), R$ 120,00 (para Mapa + Sigilo), R$ 120,00 (para Mapa + Sephirot), R$ 170,00 (para Mapa + Sigilo + Mapa Sephirotico) ou R$ 170,00 (para 2 Mapas + Sinastria entre eles) na seguinte conta:

Banco do Brasil
Agência 4385-0
Conta 1023-5
Marcelo Del Debbio
CPF: 165.175.368-76

e envie um email para marcelo@daemon.com.br com a data/comprovante do depósito. Ao final de cada mês, nós mesmos compraremos as cestas, materiais escolares, produtos de limpeza e outros através das hospitalarias das lojas maçônicas.

3) Para quem não dispõe de recursos financeiros, pode-se ainda fazer a doação de sangue. Cada doação de sangue equivale a uma cesta básica doada. As doações, porém, precisam ser recentes (menos de um ano). Podem ser doações de pessoas que foram junto com você.

Além disso, precisaremos do seu Nome Completo e Data de Nascimento Completa (dia, mês, ano, horário e local) para fazer os Mapas e Sigilos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapas-astrais-e-sinastrias

Mapa Astral de Jorge Amado

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.

Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.

Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa.

O Mapa de Jorge Amado possui Sol em Leão, Lua em Câncer, Vênus em Leão-Virgem (Rei de Moedas); Mercúrio e Marte em Virgem (na Casa 3, da comunicação), Júpiter em Sagitário, Saturno em Gemeos-Touro (Rei de Espadas), Ascendente em Gêmeos e Caput Draconis em Áries. Seu Planeta mais forte é Mercúrio em Virgem, com 4 Aspectações fortes, sendo a Principal aspectação a quadratura com Saturno (em Gêmeos) que vai indicar uma das relações mais interessantes de seu mapa: a Facilidade em escrever.

Lua em Câncer, eu já falei em diversos mapas, é a lua das mães, das enfermeiras e dos poetas; indica a energia de lidar e cuidar dos sentimentos dos outros e colocar as emoções dos outros em suas mãos. Combinando esta energia com qualidades metódicas virginianas (Mercúrio e Marte… pensamento organizado e vontade organizada, ambas na casa 3, das comunicações) temos alguém com uma facilidade enorme de redigir estratégias e cultivar o emocional dos leitores… alguém capaz de trabalhar as palavras de maneira bastante complexa e ao mesmo tempo penetrar fundo na essência emocional do leitor.

Júpiter em Sagitário indica uma facilidade acima da média de observar o mundo ao redor e agarrar oportunidades. Normalmente encontrado em pessoas “sortudas”, na verdade mostra pessoas com uma facilidade natural para observar os mecanismos da realidade e entender como estas oportunidades se manifestam. No caso do escritor, ele utilizou esta facilidade para compreender a natureza humana e retratá-la de maneira profunda em seus livros.

Saturno em Gêmeos-Touro (Gêmeos a 2,54 graus, ou seja, ainda com influencias da energia taurina; posição que, na Astrologia Hermética, é chamado de Rei de Espadas) trabalha a energia da comunicação e profundidade de maneira rigorosa e responsável. A casa 12 é da espiritualidade (Jorge Amado se classificava como “um materialista que adora o Candomblé”, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô (protetor do terreiro; um dos títulos honorários mais importantes do Candomblé no Rio de Janeiro).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-jorge-amado

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Qlipoth – Abril 2017

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Cursos no feriado de 1 de Maio.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Astrologia Hermética e o Curso de Qlipoth em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

29/04 – Kabbalah

30/04 – Astrologia Hermética

01/05 – Qlipoth, a Árvore da Morte

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Abril/Maio

Faça já sua inscrição!

Reservas e Valores: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

QLIPOTH – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah e Astrologia I

O Curso de Qlipoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

#Astrologia #Cursos #Kabbalah #Qlipoth

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-astrologia-e-qlipoth-abril-2017

Mapa Astral de Pablo Picasso

Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia.

Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.

Picasso, ao contrário da maioria dos artistas, enriqueceu de maneira fenomenal ao passo em que criava uma quantidade imensa de obras. Suas mais de 14.000 pinturas fizeram com que, em sua morte, Picasso fosse praticamente um bilionário. Ele dizia, sem falsas modéstias, que era capaz de ganhar 30.000 dolares com qualquer pintura que fizesse enquanto estava se barbeando.

Mapa

O mapa de Picasso possui Sol em Escorpião-Libra, Lua em Sagitário e Ascendente em Leão-Câncer; Mercúrio em Escorpião; Vênus em Libra, Marte em Câncer e um Stellium (conjunto de 3 Planetas próximos) fortíssimo em Touro na Casa 10, composto por Júpiter, Saturno e Netuno. seu caput Draconis faz conjunção com sua Lua em Sagitário na casa 5. Plutão em Touro-Gêmeos é o Planeta mais forte de seu Mapa.

Esta combinação em touro indica alguém focado na carreira e que teria uma facilidade quase sobrenatural em ganhar dinheiro onde quer que colocasse as mãos; todos estes planetas em Aspectações com Marte em Câncer indicam que um dos caminhos para manifestar estas energias seria através da Arte (e Picasso trabalhou com praticamente todos os tipos de arte, de desenhos a esculturas, pinturas, guache e todas as técnicas que você puder imaginar). Seu Mercúrio em Escorpião indica alguém cujo intelecto trabalha de maneira profunda, explorando cada limite de possibilidades na área em que escolheu (e a Aspectação forte com Plutão em Touro-Gêmeos [Rei de Espadas, o senhor do conhecimento] reforça ainda mais esta busca pelo conhecimento e experimentação). Sua grandiosidade (e, alguns diriam, falta total de modéstia) vem da combinação forte entre seu Ascendente em Leão, Lua e Caput Draconis em Sagitário (na Casa 5, que é a Casa de Leão).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-pablo-picasso

Resultados da Hospitalaria – Junho 2018

Em Junho ainda não consegui finalizar a contagem dos últimos 14 dias, por conta da finalização do Projeto dos Livros de Thelema. Quem pediu os Mapas/Sigilos neste final de mês deve ter um pouco mais de paciência; acredito que no feriado agora dia 9 eu consiga finalizar tudo 🙂

– MSF – Médicos sem fronteiras

– GACC – Grupo de Assistência à Criança com Câncer

– Casas André Luiz

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC. Também é possível conseguir os Mapas através do . Quem quiser se aprofundar nos estudos de Astrologia Hermética, pode fazer o curso de EAD (Ensino a Distância) de Astrologia no EADeptus.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-junho-2018

Mapa Astral de Ruy Barbosa

Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 5 de novembro de 1849 — Petrópolis, 1 de março de 1923) foi um jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.

Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do novo regime, marcou sua breve e discutida gestão pelas reformas modernizadoras da economia. Destacou-se, também, como jornalista e advogado.

Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato à Presidência da República. Empreendeu a Campanha Civilista contra o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.

Mapa Astral

O Mapa de Ruy Barbosa mostra Sol em Escorpião; Ascendente em Capricórnio; Mercúrio e Vênus em Libra na Casa 10; Marte e Lua em Câncer; Júpiter em Virgem na Casa 9; Saturno em áries-Peixes (Rainha de Bastões) na casa 3. Seu Planeta mais forte é Plutão em Áries-Touro (Cavaleiro de Ouros).

A combinação entre Sol em Escorpião e Ascendente em Capricórnio mostra alguém cuja vida sempre vai estar pautada pelo poder e disciplina, como políticos e militares. Mercúrio e Vênus em Libra (equilíbrio, justiça) na Casa 10 (novamente, indica que estas características seriam usadas na carreira), Marte em Câncer na Casa 6 (trabalho) e a força motriz profunda de Plutão (também co-regente de Escorpião) em Cavaleiro de Ouros (“gente que faz”) tornam este mapa um paraíso de recursos para uma pessoa que descubra a carreira jurídica, política ou diplomática como Verdadeira Vontade.

A facilidade em entender o outro, pautada pela ética capricorniana e profundidade escorpiana e amansadas pela lua em câncer (o “tomar conta”) nas oitavas altas prepararam um terreno poderoso para um jurista e, dominando as energias que o guiaram para sua Verdadeira Vontade, seu Caput Draconis em Leão-Virgem (Rei de Ouros, o “Rei trabalhador e justo” arquetipal) era algo esperado.

“Como delegado do Brasil na II Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do princípio da igualdade dos Estados. Sua atuação nessa conferência lhe rendeu o apelido de “O Águia de Haia”. Teve papel decisivo na entrada do Brasil na I Guerra Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.”

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-ruy-barbosa

Resultados da Hospitalaria – Novembro 2015

Em Novembro, tivemos 32 mapas, 13 sigilos e 8 Mapas Sephiroticos, além de 6 doações de sangue. Entidades ajudadas este mês:

– Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba

– Sociedade Espírita Joanna de Angelis

– Casa de Palha, APAE Piauí

– ADEP – Associação de Apoio aos Excepcionais de Palhoça

– APADESC – Associaçao palhocense de Beneficencia Social e caridade

– Associaçao Beneficente N Sra de Azambuja

– Associação Social pela Vida

– Medicos sem fronteiras

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

AVISO IMPORTANTE – Se você pretende dar Mapas de presente de Natal para alguém, recomendo que faça os pedidos da Hospitalaria até no máximo dos máximos dia 15, pois entrarei em férias no dia 19 e ai provavelmente só entregarei os Mapas e Sigilos que receber depois desta data no começo de 2016.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-novembro-2015

Cursos de Hermetismo – Fevereiro 2017

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Dia 04/02 – Qlipoth, a Árvore da Morte

Dia 05/02 – Astrologia II

E os tradicionais Cursos de Carnaval

Dia 25/02 – Kabbalah

Dia 26/02 – Astrologia I

Dia 27/02 – Runas

Dia 28/02 – Magia Prática

Horário: Das 10h00 as 18h00

Local: Próximo ao Metrô Vila Mariana – São Paulo – SP

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA HERMÉTICA I

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

RUNAS E MAGIA RÚNICA

O tradicional oráculo nórdico. A palavra Runa quer dizer: segredo.

As runas são pequenas pedras que têm gravadas sobre a sua superfície desenhos que representam as letras de um antigo alfabeto germânico. Através delas, os antigos faziam previsões, falavam com os deuses e sondavam as profundezas da alma humana. O curso Inclui:

– História da mitologia Nórdica.

– Yggdrasil, a Árvore da Vida.

– Explicação detalhada das 24 runas (normais e invertidas).

– Posicionamento de cada Runa dentro da Árvore da Vida.

– Métodos: 1 pedra, 3 pedras, Leitura associada às Casas Astrológicas

– Leitura tradicional: Freyir, Heimdall, Odin e 9 Pedras.

– Tela Rúnica.

– Alfabeto Rúnico e Escrita Rúnica para ritualística.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-requisitos: Astrologia I e Kabbalah.

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– Advertancias a respeito da Magia.

– Qualidades do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– Sobre o Astral.

– O Magnetismo.

– Os chakras.

– Horas magicas.

– Os instrumentos do Mago.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– A visualização.

– Os Quatro Elementos e Dezesseis Kerubs

– Exercicios de Proteção.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– O Altar

– Objetos de Poder, Ferramentas Mágicas

– A Sigilação.

– Como fazer água lustral.

– Banhos, Defumação, Limpeza de Ambientes

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, teremos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso sobre os Chakras em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

#Cursos #hermetismo #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-fevereiro-2017