A Mente das Plantas

O indiano Sri Jagadis Chandra Bose, bacharel em ciências pela Universidade de Londres, físico, químico e gênio, foi contemporâneo e fez trabalhos famosos com Pauli e Einstein. Pertencia ao grupo de sábios internacionais que compunham a “Real Sociedade de Londres”, e em 1899 Bose descobriu a “fadiga” dos metais e a sua recuperação por um processo semelhante ao que acontece com os seres humanos e animais. Percebeu nos gráficos que as curvas apresentadas pelo óxido de ferro magnético levemente aquecido eram muito semelhantes às dos músculos. A fadiga podia ser rechaçada e a recuperação adquirida, fazendo-se o uso de massagens leves ou imersão em um banho quente. Outros componentes metálicos procederam de forma semelhante. Bose também providenciou uma experiência de “envenenamento” dos seus metais. Perplexo, descobriu que a reação era análoga às reações dos tecidos musculares aos venenos.

Escreveu Chandra: “Lidando com tais fenômenos, como traçarmos uma linha de demarcação e dizer aqui termina o físico e além começa o fisiológico? Não, não existem as barreiras absolutas. Foi quando me deparei com o mudo testemunho desses registros autônomos e neles percebi uma fase da unidade abrangente que sustenta em seu âmago todas as coisas – as partículas que dançam sob um raio de luz, a vida fecunda que reveste o planeta, os sóis radiantes que brilham sobre nós – foi então que pela primeira vez compreendi um pouco da mensagem proclamada por meus antepassados às margens do Ganges há 30 séculos: Àqueles que na mutação incessante do universo vêem apenas uma coisa, e só a eles, só a eles, pertence a Verdade Eterna.”

A partir dos metais, Chandra Bose chegou às plantas. Em uma série de experiências, Bose mostrou como elas reagem a estímulos tais como toque, música, veneno, calor e choques elétricos da mesma maneira que animais. Cansam-se quando são superestimuladas. Também mediu reações ao álcool que chegaram perto da embriaguez.

Examinando a “planta-telégrafo” (Desmodium Gyrans) cujas folhas simulam os movimentos dos braços da sinalização semafórica, Bose descobriu que o veneno que interrompe esta movimentação também faz parar o coração de um animal. O seu antídoto, em um e outro caso, restaura a vida de todos estes organismos.

Bose encontrou respostas conclusivas de que as plantas se embebedam também com o gim, uísque e outros tipos de bebidas alcoólicas, e de que sob o efeito do álcool cambaleiam como cambaleiam os seres humanos e os animais e aves sob o mesmo estímulo. Também sofrem “ressaca” posterior e necessitam ser ajudadas a se recomporem.

O cientista anestesiou plantas com clorofórmio e suas reações à anestesia e a recuperação delas quando levadas ao ar fresco eram idênticas às dos animais. Bose usou clorofórmio para anestesiar um pinheiro e replantá-lo, evitando qualquer dano à planta.

Nos anos 60, outro cientista pioneiro, o Dr. Clive Backster, conseguiu assombrosos resultados de suas experiências com o auxílio de detectores de mentira, certificou-se de que as plantas reagiam a ameaças concretas e potenciais, mutilações, esmigalhamentos, cortes ou aos perigos potenciais representados por cachorros e pessoas que as machucam.

Um galvanômetro é a parte de um detector de mentiras que, quando ligado a um ser humano por fios que conduzem uma baixa corrente elétrica, faz com que uma agulha se mova – e sua ponta trace um gráfico num papel móvel – em resposta às mais sutis oscilações emocionais. A maneira mais eficaz de provocar num ser humano uma reação tão forte a ponto de causar um salto no galvanômetro é ameaçá-lo em seu bem estar. E foi justamente isso que Backster resolveu fazer com uma Dracena. Ele colocou uma folha da Dracena na xícara de café quente que tomava. Nenhuma reação notável foi registrada pelo medidor. Backster considerou a situação por alguns minutos e concebeu então uma ameaça maior: queimar a folha à qual os eletrodos haviam sido ligados. No instante em que lhe veio à mente a idéia do fogo, antes que ele pudesse se locomover para apanhar um fósforo, ocorreu no gráfico uma mudança dramática, sob forma de uma prolongada ascensão da ponta que realizava o traçado. Poderia a Dracena ter lido a sua mente? Saindo finalmente da sala e voltando com uma caixa de fósforos, ele notou que outra súbita alteração se registrara no gráfico, evidentemente causada pela sua determinação em levar a cabo a ameaça. Mais tarde, enquanto ele assumia atitudes fingidas, como se realmente fosse colocar fogo na planta, já nenhuma reação se notava.

Evidenciava-se que a planta era capaz de distinguir entre a intenção real e a simulada.

Em 1969, na universidade de Yale, e diante de um grande número de universitários, Backster realizou o “experimento da aranha”. As plantas reagiram à entrada de uma aranha no recinto, mesmo antes do fato de que a aranha começasse a correr de alguém que combatia veementemente os seus movimentos. “A impressão que se tinha é de que cada decisão da aranha para escapulir era apreendida pela planta, causando assim uma reação na folha”, disse Backster, que viria a afirmar: “talvez as plantas sem olhos consigam enxergar melhor do que nós”.

Outra descoberta feita: a de que as plantas talvez se afinem umas com as outras e que, diante da vida animal, parecem dar menos atenção às suas companheiras. “A última coisa que uma planta espera é que outra lhe crie problemas”, disse Backster. O “controle” que as plantas exercem ao seu redor diz respeito aos bichos e seres humanos porque eles “se movem”, merecendo, portanto, um controle atento da sua parte.

Backster observou também que, ameaçada por um perigo eminente ou um dano grave, uma planta “apaga” ou “desmaia” por autodefesa, semelhante ao procedimento de alguns animais que fingem-se de mortos, como o Gambá. Um caso assim se deu quando Backster recebeu em seu laboratório a visita de um fisiologista canadense, que veio presenciar a reação das plantas. As cinco primeiras plantas testadas não deram sinal algum. Backster esmerou-se na verificação da aparelhagem e em outros expedientes, em vão. A sexta planta, testada após toda esta trabalheira, corajosamente demonstrou as suas habilidades, ainda que de forma fraca. Interessado em saber o que poderia ter influenciado as outras plantas, Backster perguntou ao visitante:
– Por acaso seu trabalho o força a fazer mal às plantas?
– Sim, eu as torro no forno para obter o seu peso seco para minha análise.

Quarenta e cinco minutos após a saída do fisiologista rumo ao aeroporto, todas as plantas responderam aos testes de Clive Backster.

Observando os fatos acima, Backster chegou à conclusão de que as plantas podem ser levadas ao “desmaio” ou “mesmerizadas” pelos seres humanos, assim como acontece no ritual dos carrascos antes de um animal ser abatido de forma correta (por exemplo, na alimentação Kosher, de origem judaica, procura-se proporcionar ao animal o menor sofrimento possível no abate, para que ele não tenha tido tempo, como defesa, de expelir resíduos químicos nocivos ao paladar e à saúde de quem irá ingerir a sua carne). Este pensamento levou Backster a raciocinar que as plantas e frutos que consumimos “queiram” de fato ser consumidos, mas só numa espécie de ritual amoroso, como uma comunicação real entre o que come e o que é comido – numa “comunhão” do tipo religiosa – e não com a costumeira matança desapiedada. Diz Backster: “Pode ser que um vegetal prefira passar a fazer parte de outra forma de vida a apodrecer no chão, assim como, à sua morte, uma pessoa pode experimentar alívio por encontrar-se num plano de existência mais alto.”

Outra descoberta interessante foi a de que as plantas não toleram mentiras e falsidades, apontando o falsário através das reações às suas mentiras. O Objetivo do teste era o de provar que “tanto as plantas quanto as células individualizadas captavam sinais através de algum meio de comunicação inexplicado pela ciência”. Na experiência foram utilizados um jornalista e um Philodendron (Imbé). A partir da segunda pergunta, após ter revelado a data do seu nascimento de forma correta, o jornalista devia dizer sempre não às perguntas formuladas sobre a sua vida entre os anos de 1925 a 1931. A planta reagiu, de forma veemente, a todas as falsidades ouvidas.
O psiquiatra Aristides H. Esser, diretor do centro de pesquisas do Hospital Estadual Orangeburg-Rockland, não acreditando nas conclusões de Backster, resolveu repetir o mesmo teste. Com o auxílio um químico, Douglas Dean, da Escola de Engenharia de Newark, realizou a pesquisa com um criador de Philodendros. O Imbé reagiu a todas as respostas falsas, através do galvanômetro, fazendo com que o Dr. Esser se rendesse aos fatos.

Backter demonstrou também que existe um forte vínculo entre as plantas e quem cuida delas, independente das distâncias ou da proximidade da pessoa com a planta. Retornando de uma viagem a Nova York, constatou que as suas plantas manifestaram alegria pela sua volta no exato momento em que, inesperadamente, decidira (ainda lá) a voltar para casa. Sempre que Backster viajava para um ciclo de palestras e falava de suas observações, mostrando um slide da sua “deusa” iniciadora – a Dracena com o qual iniciou seus trabalhos – no mesmo momento ela reagia de forma exuberante, em seu laboratório.

Na véspera do Ano Novo em Nova York, Backster adentrou-se no barulho da Times Square, munido de um caderno e um cronômetro. À medida que se movia entre a massa, anotou suas varias ações, os passos que deu, a pressa que o invadiu ao descer as escadas do metrô, a iminência de ser pisoteado, a ligeira alteração que teve com o vendedor de jornais. Quando voltou ao laboratório, verificou que três de suas plantas, controladas separadamente, tinham mostrado reações similares às suas corriqueiras “aventuras emocionais” na Times Square.

Em um teste efetuado com seis alunos, cada um deles, de olhos vendados, tirou de um recipiente um papelzinho dobrado. Um dos papéis continha a ordem de torturar e depois destruir completamente uma das duas plantas que estavam na sala. O “criminoso” deveria agir em segredo e nem Backster ou qualquer um dos seus colegas saberia a sua verdadeira identidade. Depois de tudo feito, com o polígrafo ligado na planta sobrevivente, esta planta, através de uma manifestação feroz, indicou o “assassino”. Backster excluiu do resultado desta experiência a possibilidade de que a planta houvesse captado a culpa do assassino, uma vez que ele assumira, sem culpas, o seu trabalho em prol da ciência.

Um dia, ao cortar acidentalmente um dedo e se tratar com Iodo, Backster notou que a planta então submetida ao polígrafo reagiu de imediato, aparentemente afetada por esse fato: a morte de algumas células digitais; sendo que um mesmo padrão se repetia no gráfico sempre que uma planta testemunhava a morte de tecidos vivos.

Poderia a planta, a um nível tão minimizado, ser sensível a todo processo de morte celular que ocorria em seu meio ambiente?

O padrão típico reapareceu, noutra ocasião, quando Backster se preparava para tomar uma porção de iogurte. Ele acabou se dando conta de que o que misturara ao iogurte continha um preservativo químico que exterminava os bacilos vivos presentes no ultimo. Outro padrão inexplicável no gráfico foi finalmente esclarecido ao evidenciar-se que as plantas reagiam também à água quente que escorria pelo esgoto e dava morte às bactérias do esgoto.

Nem Backster e nem ninguém, até hoje, sabe ao certo o tipo de onda energética que leva às plantas os sentimentos e idéias de um ser humano ou mesmo de uma célula. O citologista Dr Howard Miller concluiu que uma espécie de “consciência celular” deveria ser comum a toda a vida. Baseado nesta opinião abalizada, Backster pesquisou uma forma de conectar eletrodos a diferentes tipos de células: amebas, paramécios, levedo, culturas de mofo, raspas da boca humana e esperma. A inteligência e sagacidade maior foram demonstradas pelas células do esperma, que foram capazes até de identificar os seus doadores, ignorando a presença de outros. “O resultado obtido leva à hipótese de que uma espécie de memória total possa integrar a simples célula. Sendo assim, talvez, o cérebro seja apenas um mecanismo comutador – e não necessariamente um órgão de armazenamento de lembranças”.

“A senciência” não parece interromper-se ao nível celular. É provável que desça ao molecular, ao atômico, e mesmo ao subatômico. Todas as coisas já convencionalmente tomadas por inanimadas podem nos impor agora a sua reavaliação”. Posteriormente, hipótese parecida recebeu os avais do inventor, engenheiro e bioquímico Itzhak Bentov e do físico teórico Amit Goswami.

Pushkin, um professor moscovita, admitiu que as células vegetais da flor reagem a processos ocorridos no sistema nervoso de seres humanos, ou o que vagamente se define como seus “estados emocionais”. No encalço de um significado para a reação da flor, ele escreveu: “Talvez entre esses dois sistemas de informações, as células vegetais e o sistema nervoso, exista um vínculo específico. A linguagem da célula vegetal pode estar relacionada à célula nervosa. Embora totalmente diversas, essas células vivas parecem capazes de se compreender mutuamente”. Estaria aí o segredo das essências florais?

O TESTE DOS CAMARÕES

Ciente de que só poderia despertar o interesse da ciência para as suas descobertas se as publicasse numa publicação especializada, expondo-as às críticas e ao conhecimento dos cientistas, Clive Backster colocou as mãos na massa. Financiado pela Fundação Parapsicológica da paranormal e célebre Eileen Garret, e com a colaboração de diversos cientistas de diversas áreas, foi concebido um elaborado sistema de controles experimentais que consistia em “Matar células vivas com um mecanismo automático, num momento casual em que ninguém se encontrasse no escritório ou adjacências, e ver como as plantas reagiam”.

Foram escolhidos para as pesquisa camarões de água salgada em estado ótimo de vitalidade, já que havia evidências que o tecido doente ou moribundo não responde aos estímulos remotos e não transmite mensagens. Os camarões seriam colocados em uma tigelinha e esta os despejaria, automaticamente, numa panela de água fervendo. Um programador mecânico acionaria um dispositivo num momento selecionado ao acaso e isto impediria que Backster e seus comandados soubessem a hora exata da ocorrência. Seriam despejadas aleatoriamente outras tigelas de água sem camarões, para servir de controle.

As plantas selecionadas (Philodendrum Cordatum) foram ligadas ao galvanômetro, três delas em salas separadas. Um quarto galvanômetro foi plugado a uma resistência de valor fixo, para indicar as possíveis variações causadas por intermitências no fornecimento de energia ou por perturbações eletromagnéticas ocorridas perto ou dentro da área da experiência.

A Hipótese de Backster era de que “existe uma percepção primária ainda não definida na vida das plantas, que o extermínio da vida animal pode servir de estímulo localizado para demonstrar essa capacidade perceptiva, e que é possível comprovar que a percepção das plantas funciona independentemente do envolvimento humano”.

O resultado é que as plantas se comportaram como de costume, reagindo sincronizadamente ao afogamento dos camarõezinhos na água fervente. Cientistas examinaram o sistema automatizado, que lhes revelou que essa reação das plantas se processou de forma consistente – na proporção de cinco para um – contra a possibilidade do “acaso”. Foi então publicado um ensaio científico em 1968, no volume X do The International Journal of Parapsycology, so o título: “Evidência sobre a percepção primária na vida vegetal”.

Estava dada a partida para que outros cientistas testassem o efeito Backster e repetissem os mesmos resultados. Sete mil cientistas e alunos de 20 universidades reproduziram o experimento, e algumas fundações se ofereceram para propiciar o financiamento das pesquisas. A reação pública se iniciou com um artigo pioneiro publicado pela National Wildlife – em fevereiro de 1969 – apelidando a planta Dracena massangeana de “pop star”, pois ela rompera a barreira que nos separava da vida secreta das plantas.

Backster prosseguiu e aprimorou o seu equipamento, com a aquisição de eletrocardiógrafos e eletroencefalógrafos que produziam leituras muito mais aperfeiçoadas do que as obtidas através do polígrafo e 10 vezes mais fiéis.

Aberto o primeiro véu que nos separa do incogniscível, veio a segunda etapa. O “acaso”, mais uma vez, propiciou a Clive Backster uma nova fonte de pesquisas. Tratando do seu cachorrinho, Backster estava no ato de quebrar a casca de um ovo cru, quando uma das suas plantas (que estava “ligada” aos aparelhos), reagiu de forma vigorosa. Backster repetiu a dose no dia seguinte e obteve o mesmo resultado. Nove horas se passaram com ele elaborando gráficos pormenorizados, desta vez tendo os eletrodos ligados ao ovo. Obteve-se a freqüência situada entre 160 e 170 batidas por minuto: correspondente à batida do ritmo cardíaco de um embrião de galinha com três ou quatro dias de incubação. O interessante é que o ovo não estava fertilizado. Dissecando o ovo, Backster verificou que ele não possuía estrutura física circulatória alguma que correspondesse àquela estranha pulsação. “O ovo parecia ter um campo de força situado além donosso conhecimento científico”, escreveu.

Itzahk Bentov, engenheiro, cientista, inventor e místico, fez algumas medições num ovo, e constatou: “Se tomarmos um ovo de galinha e abrirmos nele duas janelas, uma na parte superior e outra na inferior – com cuidado para não danificarmos a sua membrana – e então utilizarmos um voltímetro muito sensível, equipado com dois eletrodos de prata, para tocarmos as regiões expostas da membrana, registraremos, em cima, carga positiva e, embaixo, negativa. No ovo não fertilizado essa voltagem terá um valor constante de 2,40 milivolts. Bentov aconselha mais duas janelas na lateral do ovo, uma oposta a outra, e constataremos que não existe nenhuma diferença de potencial semelhante a dos pólos longitudionais. O que isto indica? A existência de um campo elétrico “disposto ao longo do eixo maior do ovo e que, pelos lados leste, se volta sobre si mesmo”. É ao longo da linha que a espinha do pintinho irá se desenvolver.

Há estudos do professor Harold Saxton Burr, professor de anatomia em Yale, sobre organismos vivos, a respeito desta área (Blue Print for Immortality). Burr criou o nome “campos organizadores” da vida, sustentando que eles vêm em primeiro lugar dispondo os átomos e as moléculas do organismo em crescimento para que se modelem na forma adequada. Bentov chama a este processo de “holograma eletromagnético” e após considerações conclui: “Confirmando a idéia de que a nossa matéria (nossos corpos vivos) é mantida junta, coesa, por meio de um padrão de interferência quadridimensional”.

TSUNAMI

As ondas que devastaram o sudeste asiático em dezembro de 2004 invadiram cerca de 3,5 Km do Parque Nacional Yala, a maior reserva de vida selvagem do Sri Lanka e lar de centenas de elefantes, leopardos e outros animais. Entretanto, segundo o diretor do Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, H.D. Ratnayake, nenhum animal selvagem foi morto. Não foi possível encontrar nem mesmo uma lebre morta no parque por conta da enchente repentina. Segundo especialistas em comportamento animal do Zoologico de Johannesburg, na África do Sul, apesar da falta de comprovação científica, os animais parecem ter um “sexto sentido” capaz de “sentir” e prever terremotos e erupções vulcânicas, procurando instintivamente um local seguro.

Ou teria sido as plantas a soar o alarme psíquico, captado pelos animais?

#espiritualismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-mente-das-plantas

A História da Magia no Ocidente

Começa hoje o Financiamento Coletivo dos Livro da história da magia no Ocidente

https://www.catarse.me/historiadamagia

Reunimos neste projeto livros essenciais em várias áreas do Hermetismo, Thelema e Filosofia para definir a Magia no século XX e XXI. Este nosso vigésimo quinto projeto traz os livros que editaremos no segundo semestre de 2022, com previsão de entrega para Novembro. A grande vantagem de participar de um Financiamento Coletivo é que pretendemos publicar grimórios extras que serão entregues como presentes para os apoiadores conforme as metas estipuladas forem sendo batidas, como fizemos nos últimos dez projetos.

A HISTÓRIA DA MAGIA

A compreensão histórica da Tradição Esotérica Ocidental é o ponto de partida fundamental para todos aqueles que pretendem estudá-la e praticá-la, bem como a rota que deve nortear a nossa caminhada no seio da Tradição. Se não sabemos de onde viemos e onde se encontra cada um dos pensadores e movimentos que constituem o arcabouço do Esoterismo Ocidental, iremos correr o risco de, à moda New Age, colocar todos esses pensadores e movimentos em um único plano e compará-los como que se fizessem parte de um mesmo momento e, deste modo, incorrendo em erros primários. Um destes erros é olhar o passado como se ele fosse glorioso e o presente como um estado decadente; no outro extremo, faltar alinhamento, consonância ou correspondência com o momento histórico que iremos nos debruçar também é problemático. Compreendendo as raízes do movimento no qual decidimos trilhar a Senda da Iniciação, podemos segui-lo com mais segurança, consciência e mesmo como continuadores e perpetuadores da Tradição, nos tornarmos células vivas dela, acrescentando os nossos passos. Com tal objetivo, a obra História do Esoterismo Ocidental foi construída como uma introdução e roteiro a esse assunto tão importante ao Esoterismo Ocidental, mas, infelizmente, negligenciado. Originalmente concebida para ser um curso para os postulantes à Iniciação no seio da Irmandade dos Filósofos Desconhecidos, essa obra tomou proporções maiores e entendeu-se que ela precisaria ser disponibilizada para o benefício de todos os buscadores.

TREINAMENTO MÁGICO

Ao contrário do pensamento cada vez mais difundo na contemporaneidade, temos insistido de maneira muito categórica em que a Ordem Martinista, uma expressão da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental, é completa em si mesma. Com isso, queremos dizer que um buscador realmente implicado em sua busca encontrará tudo o que é necessário para seu crescimento espiritual dentro da Ordem Martinista. A respeito da obra que o leitor tem em mãos, ela nasceu no transcurso da pandemia de 2020. Nesse período, os conventículos martinistas das diferentes Heptadas espalhadas pelo Brasil foram suspensos e, ao contrário do que se poderia imaginar, tal situação proporcionou uma grande aproximação entre todos membros desses diversos corpos martinistas. Sob essa particular circunstância, atravessada pelo isolamento social e pela sensação de vulnerabilidade que proporcionaram uma busca mais intensa e urgente pelo aprofundamento no conhecimento e no desenvolvimento espiritual, o Treinamento Mágico que ora publicamos foi aplicado em âmbito nacional, entre estudantes de diferentes vocações e estágios no treinamento tradicional. Evidentemente, um treinamento como o que é aqui proposto exige do praticante disciplina e constância. Dentre os disciplinados que mantiveram a constância no Treinamento, destacou-se a compreensão de que um dos grandes méritos dele foi o de propor algo realmente possível de ser introduzido e realizado no cotidiano independentemente da agenda de cada qual, pois implica no máximo 15 minutos diários. Estamos enormemente satisfeitos por saber que, por meio desta publicação, muitos buscadores terão acesso ao nosso Treinamento Mágico e que poderão comprovar, por eles mesmos, a eficácia e a grandeza do que aqui é proposto. Por fim, frisamos que o nosso Treinamento Mágico não traz práticas restritas a iniciados martinistas, nem tampouco se limita ao “espírito” da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental.

THEOSOPHIA PERENNIS

Nestes artigos, ensaios e exposições, o autor Daniel Placido guiará o leitor por um passeio através de assuntos como mito, imaginário, Santo Graal, sufismo, gnosticismo, neoplatonismo, teosofia, prisca theologia, Vedanta, filosofia da natureza, esoterologia, antroposofia, Nova Era, acompanhados por expoentes ocidentais e orientais clássicos da sabedoria perene como Fílon, Plotino, Shankara, Sohravardî, Ibn ‘Arabî, Marsílio Ficino, Jacob Boehme, Emanuel Swedenborg, William Blake, Ramana Maharshi, sem falar de pensadores mais contemporâneos como N. Berdiaev, Henry Corbin, M. Eliade, F. G. Bazán, entre outros.

Subjacente à diversidade de temas e autores, existe a concepção de Theosophia Perennis (Teosofia Perene): uma sabedoria divina pertinente às diferentes tradições filosófico-esotéricas do Ocidente e do Oriente, sem negar a pluralidade e dissonância dentro dela, como uma árvore cheia de galhos e ramificações.

GNOSTICISMO THELÊMICO

Poucas palavras foram tão combatidas e incompreendidas através dos séculos do que Gnose e Gnosticismo. Sua história é longa e remonta aos primeiros anos da Era Comum, ou da Era Cristã, quando as mensagens ainda eram transmitidas majoritariamente de forma oral, através dos viajantes e comerciantes que circulavam pelo Império Romano, em uma época em que sequer o Cristianismo, como nós o conhecemos hoje existia, ele ainda engatinhava para tomar forma nos séculos seguintes, através de tratados e concílios.

No século XX o gnosticismo (ou neo gnosticismo) se aproximou de Thelema, uma lei ou filosofia que ganhava as luzes do mundo graças ao trabalho daquele que seria considerado o “O homem mais ímpio do mundo”, Aleister Crowley. A espiritualidade, porém, não para, e tanto o Gnosticismo quanto Thelema continuaram a caminhar e a se desenvolver, dentro daquilo que hoje, no século XXI, reconhecimentos como Gnosticismo Thelemico.

AUTO-INICIAÇÃO NA MAGIA ENOCHIANA

A magia enochiana é, sem duvida, um dos sistemas mágicos mais cobiçados pelos praticantes de magia cerimonial desde a Ordem Hermetica da Aurora Dourada, sendo considerada por muitos como um dos sistemas mágicos mais poderosos do mundo, rivalizando com os mais populares sistemas de magia Salomônica.

APROXIMANDO-SE DE BABALON

Aproximando-se de Babalon apresenta uma série de ensaios explorando a Deusa Babalon, o Divino Feminino, a Madona Negra e o circuito sempre revolvente do Sexo e da Morte, que se encontra no centro dos Mistérios.

Uma visão geral e uma introdução à Deusa Babalon que toma um caminho diferente daquele de Crowley e seus seguidores, Aproximando-se da Babalon se baseia nos insights de Thelema, Magia Cerimonial, Teoria Crítica, Teologia da Libertação e dos Decadentes para tecer sua poética magico-teológica.

Centralizando o corpo e a experiência corporal, a autora rejeita os misticismos patriarcais que buscam fugir do corpo e do mundo e se deslizar na pura luz branca do tédio racionalista celestial. Inspirador, erótico e profundamente poético, o texto atinge dimensões extasiantes ao oferecer uma visão caleidoscópica de magia, sexualidade, espiritualidade, ritual e do corpo no tempo do apocalipse.

A FADA DO DENTE

Dente é uma palavra que, entre outras coisas, é tradução para o português da letra hebraica שׂ (Shin). Nos tarôs tradicionais, essa letra é relacionada ao Arcano do Louco, mas no Tarô de Thoth é ligada ao arcano do Aeon, uma das mais belas lâminas pintadas por Lady Frieda Harris e um dos maiores rompimentos deste para com as cartas de tarô criadas anteriormente. E aqui temos uma chave interessante, porque o Louco e o Aeon seriam uma forma apropriada para o tarô descrever o livro que você está prestes a ler.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-da-magia-no-ocidente

Arcano 3 – Imperatriz – Daleth

Uma mulher coroada, sentada num trono, mantém contra si, com sua mão direita, um escudo ornado com uma águia amarela, enquanto que com a esquerda sustenta um cetro que termina por um globo encimado pela cruz.

Está representada de frente, com os joelhos separados e com os pés ocultos nas dobras da túnica. A cintura da Imperatriz está marcada por um cinto, que se une a uma gola dourada. A coroa leva florões amarelos e permite que os cabelos da figura se derramem sobre os ombros.

O trono está bem visível e seu espaldar sobressai à altura da cabeça da Imperatriz. No ângulo inferior esquerdo da estampa cresce uma planta. A águia desenhada no escudo olha para a direita.

Significados simbólicos
O verbo, o ternário, a plenitude, a natureza, a fecundidade, a geração nos três mundos.
Sabedoria. Discernimento. Idealismo. Influência solar intelectual. É o arcano da Magia Sagrada, instrumento do poder divino.

Interpretações usuais na cartomancia
Gravidez, criatividade, sucesso. Compreensão, inteligência, instrução, encanto, amabilidade. Elegância, distinção, cortesia. Domínio do espírito, abundância, riqueza.

Mental: Penetração na matéria por meio do conhecimento das coisas práticas. Os problemas vêem à tona e podem ser reconhecidos.

Emocional: Capacidade para penetrar na alma dos seres. Pensamento fecundo e criador.

Físico: Esperança, equilíbrio. Soluciona os problemas. Renova e melhora as situações. Poder continuo e irresistível nas ações.

Sentido negativo: Desavenças, discussões em todos os planos. As coisas se embaralham e ficam confusas. Atraso na realização de um acontecimento que, no entanto, ocorrerá.
Afetação, pose, coqueteria. Vaidade, presunção, desdém. Futilidade, luxo, prodigalidade. Deixa-se levar pelas adulações, falta de refinamento, modos de novo-rico.

História e iconografia
A Imperatriz, adornada dos símbolos atribuídos à feminilidade triunfante, pode ser relacionada a um repertório interminável: a Madona cristã, a esposa do rei ou mãe do herói; a deusa primordial de todos os ritos matriarcais, as quatro damas do baralho.

Sobre a figura da Imperatriz parece ser mais importante considerar a sua localização no Tarô (como a terceira da série) e à sua relação com outras figuras do que o seu simbolismo individual, já que o caráter difuso da carta torna sua amplitude inesgotável. Assim, será interessante recapitular tudo que foi escrito sobre o simbolismo do três e a ordem do ternário, bem como às variadas significações atribuídas às damas dos Arcanos Menores.

Na versão de Wirth, a Imperatriz aparece aureolada por doze estrelas, das quais somente nove são visíveis: é evidente o duplo sentido alegórico desta representação, que se refere simultaneamente aos signos do Zodíaco e ao período da gestação.

Como o 9 é também representação da inteligência, no momento da sua maturidade, é possível associar os atributos centrais do Arcano III: feminilidade-experiência-sabedoria.

Relacionada em todas as cosmogonias ao simbolismo lunar e à face oculta do conhecimento (Sacerdotisa), a mulher admite também um período solar (Imperatriz), do qual há correspondências nas organizações culturais mais remotas da humanidade.

Do ponto de vista matriarcal, a Imperatriz não é ainda a Eva protagonista do pecado e da queda, mas a que aparece em certas tradições talmúdicas: a fundadora, que reencontra Adão depois de trezentos anos de separação; a que aniquila Lilit – a rival estéril e luxuriosa – para organizar junto ao primeiro pai a família dos homens.

Alguns comentaristas do Islã vêem nesta Eva triunfante do adultério a representação da passagem das sociedades anárquicas ao princípio de ordem dos tempos históricos. Seu túmulo mítico se localiza em Djeda ou Djidda, às margens do mar Vermelho e próximo da montanha sagrada de Arafat, onde o teria ocorrido seu reencontro com Adão, para formar o casal primordial.

A Imperatriz, finalmente, é símbolo da palavra e representa o envoltório material do corpo, seus órgãos e suas funções. Ouspensky a imagina repousando sobre um trono de luz, bela e fecunda, em meio à interminável primavera.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-3-imperatriz-daleth

Katarsis e Miasmas

miasma

Miasma significa poluição, mas não no sentido que hoje lhe damos. Miasma é toda a sujidade associada ao mundano, a sujidade que este gera: quando corremos e transpiramos estamos a criar miasma, quando sangramos temos miasma, se caímos numa poça de lama geramos miasma.

Mas o miasma não se limita à sujidade física, incluindo também a sujidade espiritual, ética e mental. Assim, quando matamos algo de forma injusta criamos miasma, se ofendemos alguém também é miasma, se cometemos um crime aos Deuses fizemos miasma, os próprios pensamentos geram miasma.

Em suma, o miasma resulta da actividade humana. Situações especiais que geram miasma são o contacto com a morte, quer sejamos nós a matar ou morra alguém próximo de nós, um familiar ou amigo, e o sexo e nascimento. De realçar que nem o nascimento nem o sexo são considerados menos sagrados, mas quando acontecem as pessoas envolvidas ficam fisicamente sujas, pelo que é necessário um banho.

No caso do nascimento e da morte são também efectuados rituais especiais porque ambos representam as duas transições mais importantes da vida e, como tal, podem comportar forças que geram poluição.

De referir ainda que o miasma e as actividades que o geram não são consideradas negativas, profanas ou más, antes pelo contrário, há Deuses que estão directamente envolvidos nelas e muitos participam nelas e tanto o nascimento como a morte são simultaneamente as maiores geradoras de miasma e duas das coisas consideradas mais sagradas. O que se passa é que ir limpo a um ritual é uma espécie de etiqueta e os Deuses podem ficar ofendidos se desrespeitamos a etiqueta, porque isto mostra que os desrespeitamos a eles.

Finalmente, para as mulheres, a gravidez e a menstruação não são consideradas miasma, pelo que não há qualquer restrição nessas alturas – apenas se deve realizar a katarsis normal, incluindo um banho para remover a sujidade física que se acentua nessas ocasiões se não forem tomadas precauções.

Katarsis são todas as acções rituais que realizamos para nos livrarmos do miasma, quer seja porque vamos a um templo ou ritual e, portanto, não queremos desrespeitar os Deuses, quer porque apanhámos uma dose muito grande e queremos livrar-nos dela. Por vezes o miasma que temos é tão grande que é transmitido a outras pessoas, como acontece com os assassinos, e, por isso, devem realizar-se rituais para nos livrarmos dele.

Mas a katarsis não é apenas uma forma de remover a sujidade, ela também prepara a nossa mente e o nosso espírito, para além do corpo e do espaço, para um ritual, focando os nossos pensamentos e distinguindo a situação ritual de outras.

Ir a um ritual sem katarsis é um enorme desrespeito: seria como ir a um casamento sujo, ou a uma reunião de escritório com calções de banho e bikini. Tanto a sujidade como os calções de banho e o bikini não são negativos em si – é a sua presença em determinado contexto que os torna negativos, que os torna miasma. Realizarmos a katarsis, nestes exemplos, seria tomar banho e vestir roupas lavadas para o casamento e vestir algo formal para a reunião.

Por outro lado, se um dos noivo nos encontrar no dia a dia e nós formos mecânicos não se ofenderá da sujidade, do mesmo modo que um chefe que encontre o subordinado na praia não tomará por ofensa ele estar com fato de banho: até é provável que ele mesmo esteja.

Também os Deuses não se ofendem se no dia a dia os contactarmos com preces ou devoções espontâneas e tivermos miasma, mas em rituais a situação é mais distinta pelo que devem ser tomadas precauções.

Antes do Ritual

Limpeza da Pessoa

Antes de ir para o ritual devem-se efectuar acções específicas para se purificar a si mesmo, numa espécie de transição do mundano para o ritual. A principal acção é o banho, a limpeza física da pessoa através da água e, no caso moderno, dos sabonetes, champôs, géis de banho, perfumes, etc. Para festivais e grandes rituais é sempre necessário que a pessoa se arranje, tomando banho e perfumando-se e também vestindo roupas limpas ou especiais. Para devoções mais pequenas convém sempre lavar as mãos e a cara e os dentes, enquanto que para simples preces no momento não é necessário tomar qualquer destas atitudes.

Relativamente às roupas, estas podem ser especiais para nós, quer sejam roupas que só usamos em ocasiões especiais, ou mesmo exclusivas para os rituais, quer sejam gregas, latinas, ou modernas. Roupas normais também servem, desde que nos esmeremos para causar “boa impressão” é suficiente. O único requisito é que, tal como a pessoa, as roupas sejam limpas: não serve a roupa com que andámos no dia anterior, por exemplo.

Actualmente muitos helenistas gostam de acrescentar outras formas de preparação para o ritual que não eram praticadas na antiguidade, mas que preparam melhor a mente e acalmam o espírito, permitindo que nos foquemos apenas no ritual e nos Deuses. Refiro-me, é claro, a meditações. Estas são inteiramente opcionais, mas na minha opinião acrescentam muito valor e profundidade a um ritual.

Na antiguidade existiam muitas formas de katarsis, incluindo o jejum, total ou parcial, purificação pelo sangue, purificação pelo fogo, banhos no mar ou rios, purificação pelos cereais, entre outras, quer realizadas antes quer depois do ritual, mas não vou referir-me a elas mais neste artigo.

Limpeza do Espaço

A limpeza do espaço antes do ritual era efectuada pelo neokoros que mantinha o templo sempre limpo, literalmente, varrendo-o e esfregando-o. Antes de um grande ritual a divisão deve sempre ser meticulosamente limpa, mas para rituais normais basta a limpeza normal, não é preciso que a divisão esteja “um brinco”. Para além disso, existem técnicas de limpeza rituais, hoje praticadas pela pessoa que efectuará o ritual.

Várias horas antes efectua-se a fumigação com enxofre. Esta consiste em queimar enxofre e deixar que este encha o ar, purificando-o. Pode ser feita uma prece a Apolo, Deus da purificação. Pessoalmente, quase nunca uso enxofre porque os meus rituais são de manhã e não dá tempo para que o cheiro do enxofre desapareça completamente, isto para além de os fumos serem tóxicos e se entranharem, especialmente em sofás ou camas. Eu prefiro usar o incenso, deixando o quarto completamente às escuras com vários paus de incenso acesos para que o encham completamente, abandonando-o depois das acções rituais para que fique numa espécie de incubação, que é o método porque Apolo mais se manifesta. O quarto permanece assim, completamente fechado, sem que nada nem ninguém lá entre antes do ritual, e a luz só volta aquando do ritual, nomeadamente da segunda acção purificante antes do ritual, para que se possa ver o que se faz, quer seja através de luz solar, de lâmpadas ou de velas.

Antes dos convidados chegarem, ou antes de entrar no quarto com as oferendas para fazer o ritual, a pessoa entra carregando consigo o khernips, uma taça com água. Então acende-se a chama sagrada e prepara-se o khernips, tornando a água sagrada. As formas de o fazer são muito variadas, pois não se conhece a forma usada na antiguidade, e não estão no propósito deste artigo. Após acender a chama e se preparar o khernips, coloca-se este à entrada para que todos os participantes se limpem antes de entrar.

Em rituais solitários costumo sair com o khernips, após o ter usado para me limpar a mim e ao espaço ritual, em sentido oposto ao do ponteiro dos relógios, e salpico todas as oferendas, deixando depois o khernips fora do quarto e entrando com as oferendas. No caso de rituais colectivos é normal que o khernips seja salpicado sobre os outros pela pessoa que o preparou e também sobre as oferendas, sendo depois novamente depositado fora do local do ritual, já que absorveu todas as impurezas e miasma e convém que esteja fora do espaço e das pessoas agora sagrados.

Durante o Ritual

Limpeza da Pessoa

A limpeza da pessoa durante o ritual propriamente dita é efectuada por ela mesma antes de entrar no espaço sagrado e pelo sacerdote, que a salpica novamente com khernips. Depois a pessoa é que se deve esforçar por manter os pensamentos centrados no ritual e por dar o melhor de si.

Limpeza do Espaço

Quando as pessoas entram no espaço sagrado, percorrem-no no sentido oposto ao ponteiro dos relógios, às vezes sob a forma de uma dança, que demarca claramente o espaço sagrado. Depois dá-se a oferta inicial de grão, em que cada pessoa tira um pouco de grão do cesto onde a faca sacrificial se encontra escondida, e segurando o grão todos o atiram para o chão, ficando em completo silêncio. O efeito é demarcar claramente o começo do sagrado e é fantástico, principalmente se foi antecedido por música e depois só se ouve o salpicar dos grãos que gradualmente é substituído por silêncio.

Então, o ritual propriamente dito começa.

Depois do Ritual

Quando o ritual acaba o espaço fica cheio de grão no chão e com as ofertas. Caso seja numa floresta deixa-se a área e o ritual está concluído. Mas quando o ritual se dá em espaços do interior convém que o espaço seja limpo, algumas horas depois, para que os Deuses possam apreciar totalmente as ofertas antes de as retirarmos. As ofertas perecíveis e libações são deixadas numa floresta ou parque, sendo as ofertas enterradas. Quando não há hipótese de o fazer podem ser simplesmente deitadas fora, mas embrulhadas num saco em separado.

Outras ofertas podem ficar no local por mais tempo, como por exemplo flores, estátuas, jóias, entre outras.

Lista

E aqui fica uma pequena lista para verificar antes do ritual:

– Fumigação do Espaço

– Ocasião especial (morte e nascimento) = purificação especial (jejum, ritual, entre outros)

– Banho e roupas novas/especiais

– Outras formas de preparação: meditação

– Khernips e Chama Sagrada

– Circumbalação

– Purificação por cereais e silêncio

Está em Português de Portugal, mas é muito bom. Espero que não tenham problemas em entender.

#Rituais

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/katarsis-e-miasmas

Cursos de Kabbalah e Astrologia Hermetica em Novembro

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

07/10 (sábado) – Kabbalah

08/10 (domingo) – Astrologia Hermética

Local: Rua Bartolomeu de Gusmão, 337 (prox. ao metrô Vila Mariana)

Horário: das 10h às 18h

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Total: 8h de curso.

ASTROLOGIA HERMÉTICA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

Inscreva-se já. São apenas 12 vagas.

#Astrologia #Cursos #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-e-astrologia-hermetica-neste-final-de-semana-07-08-10

A Importância do Sacrifício de Cristo para a Humanidade

Por Sérvio Túlio

Houve uma época onde somente os seres humanos que tivessem sua reprodução programada por altos-sacerdotes através de complicados rituais, astrologia e genealogia perfeita poderiam ter um completo contato com o Divino. Seus corpos eram perfeitos em comparação com o resto da população. E por isso, eram de modo errôneo chamados de “Raça Superior”. Eles, ao longo da história tiveram muitos nomes. Brâmanes, Faraós, Levitas, e tantos outros que nem sequer são listados.

Em todos os antigos livros sagrados foi dada a ordem por um ser superior que não houvesse cruzamento de “sangue puro com o sangue impuro das raças inferiores”. A proibição do adultério, casamento entre familiares, poligamia, poliandria, e muitas outras formas de dogmatismos impostos à população em geral eram pouco para os “escolhidos”.

Há no veículo humano, partes. Estas partes são chamadas na anatomia oculta de “corpos do homem”. São três corpos, a mente e os três espíritos superiores. Todos são vestes para a ação do Ego nos mundos inferiores ao seu plano natal.

Os tais escolhidos tinham sua reprodução controlada, como foi dito anteriormente afim de que a Sabedoria fosse passada sem perda alguma. E esta sabedoria não era acessível a todos. Dentre estes corpos, dois, o Corpo de Desejos (Corpo Astral) e o Corpo Vital (Corpo Energético ou Matriz Vital) da grande maioria eram muito “rígidos” e pouco preparados para uma experiência extracorpórea tão necessária para trabalhos exteriores nos mundos mais sutis onde estes corpos são necessários. A separação completa do Corpo Vital provoca a morte imediata. Este é necessário atrelado ao Corpo Denso, pois sem ele, nosso corpo é apenas uma massa inerte de carne, pele e ossos. O Corpo vital é dividido em quatro éteres. Dois deles servem para manutenção do Corpo Denso e outros dois para o trabalho exterior. Um deles, a memória. Nas pessoas comuns, da época, os éteres eram todos unidos, impossibilitando a separação de parte do Corpo Vital. Apenas os “escolhidos da raça” que possuíam corpos mais evoluídos, preparados para uma separação e para o trabalho externo.

Por muito tempo eles foram tratados como guias de seu povo e auxiliares. Alguns foram elevados até o nível de Legisladores Divinos. Mas como sempre, o poder corrompe. Estes escolhidos, com o tempo foram tornando-se arrogantes, e tomaram para si o direito de interceder entre o povo e Deus. Com o tempo, foi o povo e estes sacerdotes se tornando separados de sua missão sagrada. O mundo foi se tornando vazio. E antigos valores foram perdidos.

Nesta época de grande depressão, a Divina Providência enviou o Grandioso Espírito Solar chamado Cristo. Mas ele passou por uma evolução diferente da nossa. Em seu mundo, não foi necessário um aprendizado em estágio tão grosseiro da matéria. E por este fato, ele não sabia construir um corpo físico para si. Tampouco um Corpo Vital. Foi necessário que para isso ele entrasse em contado com os mais elevados seres, espiritualmente falando, do planeta na época. Por diversas gerações, através dos tempos, e de todo o planeta, um espírito foi reencarnando sob a direção da Divina Providência. Depois de várias experiências de nível elevado, este realizou o maior e mais honrado sacrifício. Com a alcunha de Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José), este elevado ser, sacrificou os seus outros corpos para unir o seu Ego com o de Cristo, e fornecendo seus corpos, vital e denso como veículos para o Salvador vir à Terra.

Jesus foi iniciado em diversas escolas onde sempre demonstrava humildade. Suas palavras sempre eram “me ensine do início”. Entre estas escolas, a que mais fez parte de sua jornada foi a dos Essênios, da qual fazia parte. Muitas das vezes foi necessário que O Cristo fosse ao encontro destes mestres para poder recuperar seus corpos Denso e Vital. Já que a imensa vibração do Espírito de Cristo fazia estragos neles. Por isso que dizia que o Mestre às vezes se recolhia para descansar.

Jesus Cristo escolheu entre seus discípulos, homens de variados níveis cultural e econômico. Mas mesmo assim, o critério mais importante para aescolha de seus doze apóstolos (equivalente ao número dos signos e casas astrológicas) eram o seu valor espiritual, a enorme força de vontade, o desapego e a vontade de curar. A maior tarefa de Cristo era restituir a morada ao povo de Israel. Israel como símbolo. O coração.

Ele espalhou seus ensinamentos e a beleza de sua bondade por um período de três anos. Neste tempo, supõe-se que Ele fez milagres. (Ora, milagres seria forçar demais. Até porque, se Deus criou o Universo com todas as regras que possui, por que quebraria as próprias regras depois? Bom, se ele fez algo extraordinário, ele o fez segundo a Lei.) Mas o mais importante milagre que Cristo fez, foi o de rasgar o Véu do Templo. De uma vez por todas e para sempre. Pena que até hoje, as pessoas em geral não conseguem entender o valor disto, e perdem-se em suas vidas mundanas e sem valor.

A vinda de Cristo neste planeta foi necessária, pois, com seu sacrifício no Gólgota (o Monte da Caveira) a vibração dos seus corpos, ao seu cordão deprata se romper, foi tamanha, que segundo as escrituras, o povo chegou a ficar cego por alguns instantes. O planeta recebeu um impulso vibratório imenso, já que o Salvador fundiu os seus outros corpos ao do Espírito Planetário da Terra, fazendo assim com que o nível vibratório aumentasse exponencialmente e até os éteres do corpo vital do homem comum em todo o mundo agora tivessem a mesma capacidade dos “escolhidos de raça”.

Porém, o sacrifício de Cristo não acaba aí. Até hoje ele agoniza, e sofre as dores do parto de uma nova humanidade. Até que todos no planeta se conscientizem de que vivemos em uma Fraternidade Universal, evoluamos segundo a doutrina do “conhece-te a ti mesmo” e tenhamos a capacidade de nós mesmos nos elevarmos acima dos infortúnios da roda das encarnações, Ele estará atrelado às lentíssimas e dolorosas vibrações rudimentares do nosso mundo.

Bom, e quanto a Jesus, isso é uma outra história.

#Cristo #Evolução

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-import%C3%A2ncia-do-sacrif%C3%ADcio-de-cristo-para-a-humanidade

Curso de Kabbalah e Astrologia em SP

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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22/01 – Kabbalah – SP

23/01 – Astrologia Hermética – SP

Para aproveitar as férias de Janeiro.

Quem estiver a fim de fazer os cursos avancados como Enochiano, Qlipoths e Magia Prática (que possuem estes pré-requisitos) comece a se programar. Informacoes e datas na área de Cursos.

UPDATE – Quem me escreveu e ainda nao respondi, pode ficar tranquilo que estao todos reservados aqui. Respondo individualmente a vcs quando retornar ao Brasil.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-sp

Arcano 14 – Temperança – Samekh

Significados simbólicos

A alquimia, a transmutação dos elementos.

Renovação da vida, influência celeste, circulação, adaptação.

Serenidade. Harmonia. Equilíbrio.

Interpretações usuais na cartomancia

Tolerância, paciência, praticidade, felicidade. Aceitação dos acontecimentos,

flexibilidade para adaptar-se às circunstâncias. Educação, trato social. Caráter elástico para enfrentar as transformações. Temperamento descuidado.

Mental: Espírito de conciliação, ausência de paixões no julgamento; dá o sentido profundo das coisas, como representante de um princípio eterno de moderação. Exclui a rigidez, o emperramento. Corresponde à flexibilidade e ao plástico.

Emocional: Os seres se reconhecem e se encontram por suas afinidades. Sob a influência desta carta são felizes, mas não evoluem e não conseguirão se livrar um do outro.

Físico: Conciliação nos negócios, atividades e empreendimentos. Pesam-se os prós e contras, encontra-se a maneira de estabelecer um compromisso, mas se ignora se o empreendimento será ou não coroado de êxito. Reflexão, decisão que não pode ser tomada de imediato.

Do ponto de vista da saúde: enfermidade difícil de curar, porque se alimenta de si mesma.

Sentido negativo: Desordens, discordâncias. Indiferença. Falta de personalidade, passividade. Inconstância, humor irregular, desequilíbrio. Tendência a se deixar levar pela corrente, submissão à moda e aos preconceitos. Resultados não conformes às aspirações. Derramamento, saída, fluxo involuntário. As coisas seguem o seu curso.

História e iconografia
A mulher que derrama líquido é uma alegoria muito comum durante a Idade Média para representar a virtude da temperança: supunha-se que misturava água no vinho para diminuir os seus efeitos. Curiosamente, a mesma imagem serviu durante os primeiros séculos do cristianismo para ilustrar o contrário: o milagre das bodas de Canaã, onde a mulher – por ordem de Jesus – vira a água que vai se transformar em vinho.

Com outros significados pode ser encontrada nos versos de Horácio: “O cântaro reterá por longo tempo o perfume que o encheu pela primeira vez”.

Mistura de anjo e mulher, A Temperança evocou sempre, para os investigadores do Tarô, o mito do hermafrodita. Tema recorrente e vastíssimo, por um de seus aspectos – que é o que aqui interessa – a androginia tem sido considerada desde tempos antigos como premonição feliz. Isto faz da Temperança uma carta amável, do ponto de vista adivinhatório, cuja presença alivia sempre a densidade do oráculo.

Arcano de reunião, e portanto de equilíbrio – a coniunctio oppositorum, em sua fase anterior à bissexualidade – onde o derramamento do líquido já foi interpretado como uma metáfora das transformações: a passagem do espiritual ao físico, do sentimento à razão.

Astrologicamente, não deixa dúvidas sobre sua filiação sagitariana, que guarda correspondência com o simbolismo de Indra, divindade hindu da purificação.

Wirth relaciona a androginia da Temperança ao elemento relacionado ao quinto ternário do Tarô, que provém da morte assexuada (XIII) e culmina no Diabo bissexual (XV). É preciso assinalar também sua localização como último termo do segundo setenário, que corresponde à Alma ou psique, plano da personalidade fluente, flexível e instável na natureza, relacionada às águas em quase todas as teofanias, assim como o Espírito é associado à luz (fogo, ar) e o Corpo à terra.

O tema do derramamento e dos vasos gêmeos e opostos dominam, por outro lado, as especulações sobre os prodígios terapêuticos. Neste aspecto, o Arcano XIIII é claramente o curador, o agente reparador e reconstituinte, aquele que verte a harmonia universal sobre o desequilíbrio individual. Como o Eremita, lembra os médicos, curandeiros e charlatães; mais ainda, lembra conselheiros, confessores e terapeutas.

Resta estabelecer uma leitura da Temperança no contexto do interminável simbolismo aquático, pois refere-se à matéria unívoca (o oceano primordial), à corrente circulatória que mantém a vida (chuva, seiva, leite, sangue, sêmen), à mãe (as águas como elemento pré-natal) e às imersões como rito de morte e ressurreição (batismo).

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-14-temperan%C3%A7a-samekh

Mapa Astral de Edward Kelley

Edward Kelley (1 de Agosto, 1555 – 1 de Novembro, 1597) foi um ajudante de John Dee, considerado por Dee uma pessoa sensivelmente capaz de receber mensagens espirituais ao ver alguns cristais ou pedras refletidas no Sol, essa arte é chamada de cristalomancia.

Muitos relatos pseudo-céticos o consideram “charlatão”, mas a acusação de charlatonice ocorreu após o confisco de seus materiais antes de ir para Londres, onde constavam fórmulas para “transformar chumbo em ouro” que, na incapacidade de reproduzir as alegações fisicamente, Kelley foi condenado em Lancaster sob as acusações de falsário e, posteriormente, de charlatão.

No entanto, o sistema Enochiano em si demonstra que Kelley não foi um charlatão.

Kelley aproximou-se de John Dee em 1582, inicialmente sob o nome Edward Talbot. Dee já tentava contactar os anjos com a ajuda de um vidente, mas não obteve sucesso. Kelley disse possuir tal habilidade, e até mesmo impressionou Dee com sua primeira tentativa. Kelley tornou-se o vidente regular de Dee. Dee e Kelley devotaram muito tempo e energia nessas “conferências espirituais”. De 1582 a 1589, a vida de Kelley estava estritamente ligada a de Dee.

Mapa Astral

Com Sol e Mercúrio em Leão na Casa 6 (trabalhos grandiosos voltados para servir aos outros, mas de uma maneira brilhante e expressiva), Lua em Virgem na Casa 6/7 (extremamente organizado, indica trabalho voltado para a parceria), Ascendente e Plutão em Peixes (espiritualidade e indicativo de uma quebra de paradigmas dentro da espiritualidade) e Caput Draconis em Gêmeos na Casa 3 (comunicação); Júpiter, Urano e Marte em Libra na Casa 7 (parcerias).

O Mapa de Kelley reflete bem sua função para a humanidade; junto com John Dee, foi um dos canalizadores da linguagem enochiana, que permitiu aos homens conversarem com anjos. Pelo mapa, sua missão seria grande, voltada para a espiritualidade e para a comunicação; pode-se dizer que ele realizou sua Verdadeira Vontade.

Aproveito o mapa de Kelley para falar um pouco mais sobre o Caput Draconis. Muita gente pergunta a respeito dele e qual sua função no mapa e por quê geralmente ele não tem muito a ver com a personalidade da pessoa que faz a pergunta.

Eu respondo: o Caput Draconis é a Cabeça do Dragão; ele se manifesta APÓS a pessoa ter conseguido estabelecer sua Verdadeira Vontade, como um epílogo e resultado natural da realização da verdadeira Vontade. Normalmente as pessoas só chegam até este patamar de desenvolvimento das energias do mapa DEPOIS que já estão trilhando a Verdadeira Vontade (e quando fazem isso, percebem que é apenas um desdobramento natural do que vieram fazer aqui). É muito comum que os iniciados cheguem a entendê-lo somente após os 35-45 anos e a “Grande Obra” de sua vida seria um resumo de Ascendente + Lua + Sol + Caput Draconis (Malkuth-Yesod-Tiferet-Kether) ao passo que a imensa maioria das pessoas mal começou a arranhar essa jornada, ficando ligado apenas ao ego (signo solar, o que explica os horóscopos de jornal serem tão populares entre o povão).

#Astrologia #Biografias

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