Inugami – como criar um deus – inugami no noroi – 犬神の呪い

Por Robson Bélli

O feitiço de Inugami é uma arte negra que consagra o espírito de um cachorro como o deus da casa e manipula o espírito livremente para roubar a riqueza dos outros, tornando sua casa rica.

O feitiço do inugami, que é ensinado no estilo magico da família Izanagi de Shikoku, segue chamado método de envenenamento (sim existe toda uma tradição desse tipo de magia na Ásia) praticado na China, manipulando o espírito do cão para prejudicar os outros e tornar a casa do dono rica. O Inugami é um espírito possuído pela casa, e aqueles que possuem a casa devem o adorar como um deus para a satisfação do Inugami por gerações. Desde que o Inugami traga riqueza para a casa, mas não a trate mal. Se algo acontecer a cabeça, isso trará desastre para as pessoas na casa. Dizem que você pode obter o Inugami fazendo o seguinte:

[Nota do Editor: Apesar de tradicional e histórico este procedimento é inaceitável hoje em dia. Maltratar animais é crime no Brasil previsto pela lei nº 9.605/98. Nem o autor nem o portal incentivam ou apoia quaisquer atos criminosos.]

  1. Pegue um cachorro vivo e enterre-o no chão até o pescoço para matá-lo de fome.
  2. Coloque comida na frente dele e corte o pescoço do cachorro quando a fome for extrema.
  3. A cabeça deve ser enterrada em uma estrada movimentada, por onde passam muitas pessoas.
  4. Então desenterre a cabeça e a adore-o como parte do feitiço.
  5. Isso por si só torna o Inugami seu, e o mestre pode manipular o espírito à vontade e, se assim o desejar, pode matar seu odiado oponente.

No entanto, se o Inugami for manipulado uma única vez dessa maneira, o Inugami se estabelecerá em sua casa pelo resto da primavera. Tal casa é chamada Inugami-suji, e todos os descendentes e famílias dessa casa poderão controlar Inugami. Uma vez que você possui um inugami. Você terá que adorar o Inugami por gerações.

Diz-se que o espírito de um cão, que é consagrado como um inugami, ele costuma ter o tamanho de um rato ou de uma doninha.

E, na linhagem familiar que possui um Inugami, diz-se que quando nasce uma menina, o número de espíritos de Inugami aumenta em 75. Além disso, se você conseguir uma noiva da casa de uma casa que possui um Inugami, o Inugami seguirá junto com a noiva, e o Inugami se estabelecerá na casa da noiva. Portanto, a nova casa (família) também tem que cultuar o Inugami.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

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O Sopro da Natureza

Texto de Chuang Tzu (*)

Quando a Natureza magnânima suspira,

Ouvimos os ventos que, silenciosos,

Despertam as vozes dos outros seres,

Soprando neles.

De toda fresta

Soam altas vozes.

Já não ouvistes

O marulhar dos tons?
Lá está a floresta pendente

Na íngreme montanha:

Velhas árvores com buracos e rachaduras,

Como focinhos, goelas e orelhas,

Como orifícios, cálices,

Sulcos na madeira, buracos cheios d’água:

Ouve-se o mugir e o estrondo, assobios,

Gritos de comando, lamentações, zumbidos

Profundos, flautas plangentes.

Um chamado desperta o outro no diálogo.

Ventos suaves cantam timidamente,

E os fortes estrondam sem obstáculos.

E então o vento abranda. As aberturas

Deixam sair o último som.

Já não percebestes como então tudo treme e

Se apaga?

Yu respondeu: Compreendo:

A música terrestre canta por mil frestas.

A música humana é feita de flautas e de instrumentos.

Que proporciona a música celeste?

Mestre Ki respondeu:

Algo está soprando por mil frestas diferentes.

Alguma força está por trás de tudo isso e faz

Com que os sons esmoreçam.

Que força é esta?

(*) Chuang Tzu foi um grande filósofo taoísta do Séc. IV a.C., os textos aqui publicados são fruto de um grande esforço de compilação e meditação de Thomas Merton, um monge católico do Séc. XX d.C. que estudou os textos de Chuang Tzu em várias fontes, nenhuma delas sendo a original, mas traduções da fonte original. Finalmente, coube a Paulo Alceu Lima traduzir a Merton, do inglês para o português, conforme visto no livro “A Via de Chung Tzu” (Ed. Vozes, esgotado)

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#ChuangTzu #natureza #Tao

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Meditação é tão eficaz contra depressão quanto remédios

Um tipo de meditação é tão eficaz em evitar a recaída dos portadores de depressão quanto antidepressivos, revelou um estudo publicado no inicio de dezembro pela Archives of General Psychiatry.

A pesquisa foi feita pelo Centro de Saúde Mental e Dependência (CAMH, na sigla em inglês), no Canadá, em parceria com o Departamento de Psiquiatria do St Joseph’s Healthcare, a Universidade de Toronto e Universidade de Calgary, todas também no país canadense.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram pacientes tratados inicialmente com o medicamento até o desaparecimento dos sintomas da doença e, posteriormente, separados em três grupos.

O primeiro continuou com a medicação tradicional, o segundo seguiu tomando placebos e o terceiro adotou a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena (MBCT, na sigla em inglês).

Aqueles que seguiram à técnica participavam de oito sessões em grupo semanais e praticavam a meditação em casa, como parte de seu tratamento.

As avaliações clínicas foram realizadas em intervalos regulares e durante um período de 18 meses de estudo, as taxas de recaída dos pacientes no grupo MBCT não diferiram dos índices de pacientes que recebem antidepressivos (ambos na faixa de 30%).

Por outro lado, 70% dos pacientes que receberam placebos voltaram a apresentar sintomas da depressão.

Opção de tratamento

De acordo com o diretor do Departamento de Terapia Cognitiva da CAMH, Dr. Zindel Segal, muitos pacientes com depressão interrompem o tratamento com medicação antes do período indicado devido aos efeitos colaterais ou à indisposição de tomar um remédio durante anos.

“Com o reconhecimento crescente de que a depressão é um transtorno recorrente, os pacientes precisam de opções de tratamento para prevenção da doença e assim voltarem às suas vidas”, disse o Dr. Segal. Com isso, a Psicoterapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena torna-se uma opção eficiente de tratamento de longo prazo.

Ainda de acordo com Segal, a terapia é uma abordagem não farmacológica que ensina como controlar as emoções para que o paciente possa monitorar possíveis desencadeadores de recaídas, bem como adotar mudanças de estilo de vida favoráveis ao equilíbrio do humor.

“As implicações destes resultados tem relação direta com o tratamento de linha de frente da depressão. Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou são incapazes de tolerar o tratamento de manutenção, o MBCT oferece proteção igual contra a recaída”, afirma o Dr. Zindel Segal.

Essa não é a primeira vez que os benefícios da meditação no combate à depressão são comprovados cientificamente. Outro estudo, publicado em Londres, em 2008, sugere que a mesma técnica pode ser tão eficiente quanto os antidepressivos na prevenção de recaídas e mais eficaz na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Além disso, a MBCT é uma alternativa de baixo custo se comparada com as drogas antidepressivas. Ao contrário da maioria das terapias psicológicas, a MBCT pode ser ensinada em grupos por um único terapeuta, e os pacientes podem continuar a praticar as habilidades que aprenderam em casa, sozinhos.

Muitos dos exercícios realizados durante o estudo foram baseados em técnicas de meditação budista e ajudaram o indivíduo a focar no presente, em vez de dedicar a atenção a acontecimentos passados, ou tarefas futuras. Os exercícios impactaram de forma diferente cada paciente, mas muitos relataram maior aceitação e mais controle sobre os pensamentos e sentimentos negativos.

Fonte: Archives of General Psychiatry

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Demonstração Científica do Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

#Reiki

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Magia Celta – Com Narhair (Ordem Walonom)

Bate-Papo Mayhem 188 – Com Narhair (Ordem Walonom) – Magia Celta

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/JB0q0qFIhuU

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

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Arcano 11 – Justiça – Lamed

Uma mulher, sentada num trono, tem em sua mão direita uma espada desembainhada com a ponta virada para cima, e na esquerda uma balança com os pratos em equilíbrio. A mão que segura a balança encontra-se à altura do coração.

Este personagem, que é visto de frente, está vestido com uma túnica cujo panejamento sugere uma mandorla (como a do arcano 21 – O Mundo), espaço de conciliação das polaridades.

Não se vêem os pés da mulher nem a cadeira propriamente dita. Aparece, em compensação, com toda nitidez, o espaldar do trono: as esferas que o arrematam estão talhadas de maneira diferente.

Significados simbólicos

Justiça, equilíbrio, ordem.

Capacidade de julgamento.

Conciliação entre o ideal e o possível. Harmonia. Objetividade, regularidade, método.

Balança, avaliação, atração e repulsão, vida e temor, promessa e ameaça.

Interpretações usuais na cartomancia

Estabilidade, ordem, persistência, normalidade. Lei, disciplina, lógica, coordenação. Flexibilidade, adaptação às necessidades. Opiniões moderadas. Razão, sentido prático. Administração, economia. Obediência.

Soluções boas e justas; equilíbrio, correção, abandono de velhos hábitos.

Mental: Clareza de juízo. Conselhos que permitem avaliar com justeza. Autoridade para apreciar cada coisa no momento oportuno.

Emocional: Aridez, secura, consideração estrita do que se diz, possibilidade de cortar os vínculos afetivos, divórcio, separação. Este arcano representa um princípio de rigor.

Físico: Processo, reabilitação, prestação de contas. Equilíbrio de saúde, mas com tendência a problemas decorrentes de excessos (obesidade, apoplexia), devido à imobilidade da carta.

Sentido negativo: Perda. Injustiça. Condenação injusta, processo com castigo. Grande desordem, perigo de ser vítima de vigaristas. Aburguesamento.

História e iconografia
A representação da Justiça como uma mulher com balança e espada (ou livro) data provavelmente de um período remoto da arte romana.

Durante a primeira parte da Idade Média, espada e balança passaram a ser atributos do Arcanjo Miguel, comumente designado por Micael ou São Miguel, que parece ter herdado as funções do Osíris subterrâneo, o pesador de almas.

Mais tarde estes elementos passam para as mãos da impassível dama, da qual há figurações relativamente antigas na arte medieval: um alto-relevo da catedral de Bamberg, datado de 1237, a representa deste modo. Pelo que parece, a iconografia do Arcano VIII seguiu com bastante fidelidade a tradição artística.

A espada e a balança são, para Aristóteles, os elementos representativos da justiça: a primeira porque se refere à sua capacidade distributiva; a segunda, à sua missão equilibradora. Ao contrário das alegorias inspiradas na Têmis grega, a Justiça do Tarô não tem venda sobre os olhos.

É comum relacionar este arcano ao signo zodiacal de Libra. Ele representa, como aquele, nem tanto a justiça exterior ou a legalidade social, mas sim a função interior justiceira que põe em movimento todo um processo psíquico (ou psicossomático) para determinar o castigo do culpado, partindo já da idéia de que “a culpa não é, em si, diferente do castigo”.

Também se atribui à balança uma função distributiva entre bem e mal, e a expressão do princípio de equilíbrio. A espada, por sua vez, representa a sentença, a decisão psíquica, a palavra de Deus.

Na divisão do Tarô em três setenários, a ordem que Wirth estabelece é descendente, correspondendo aos arcanos I-VII a esfera ativa do Espírito; aos VIII-XIV, a esfera intermediária, anímica; aos arcanos XVI-XXI, a esfera passiva do Corpo.

O segundo setenário – que se inicia com a Justiça – corresponde à Alma ou ao aspecto psicológico da individualidade.

“O primeiro termo de um setenário – diz Wirth – desempenha necessariamente um papel gerador. Assim, o espírito emana da Causa Primeira (O Prestidigitador), a alma procede do Arcano VIII, e o corpo, do XV (O Diabo)”.

Examinado do ponto de vista dos ternários, a Justiça (8), ocupa o segundo termo do terceiro ternário, sendo precedida pelo Carro (7), que cumpre aí a função geradora, enquanto ela, a Justiça, passa a exercer a função de organizadora.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

@MDD – O Tarot de Marselha troca a numeração da Justiça (11) com a Força (8). De acordo com a Kabbalah, o caminho de Lamed / Libra, que conecta Tiferet a Geburah, é o correto para o Arcano do tarot da Justiça.

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A iluminação das trevas

Ainda hoje me lembro da primeira vez em que fomos apresentados, nalguma convenção de Role Playing Games (RPGs) em São Paulo. Ele, o criador e editor de alguns dos melhores ambientes de RPG no Brasil; eu, somente um cara que havia criado um mundo de fantasia que havia feito certo sucesso na web.

Foi somente um aperto de mão, mas foi a forma como ele me olhou que chamou minha atenção. Sabe, nós místicos temos um sério problema em sermos compreendidos por todos aqueles que, para resumir, mal sabem o que significa propriamente o termo “misticismo”.

Não se trata de algum sentimento de “superioridade” em relação aos outros, mas tanto o oposto disso – é como se existisse uma rede a preencher todo o Cosmos, e como se os seus longos fios etéreos passassem por todos os corações e os conectassem num mesmo tecido eterno. A isto alguns também chamam amor. Não somos superiores, portanto, somos iguais, somos amantes, amantes do Tudo.

Dessa forma, é como se habitássemos algum lugar, algum campo de relva, fora do tempo e do espaço mas, ao mesmo tempo, dentro de nossa própria mente. Descrevê-lo seria inútil, pois ele também se encontra além das palavras; mas há alguma coisa no olhar daqueles que por lá caminharam, algum brilho que faz com que os místicos, esses loucos, possam reconhecer uns aos outros… Foi só um aperto de mão, mas alguma intuição me dizia que ainda iríamos cruzar nossos caminhos de novo…

Naquela altura eu nem havia iniciado meu blog, Textos para Reflexão, e ele nem havia sido convidado para ser colunista do Sedentário & Hiperativo, um dos blogs de variedades com maior audiência do país. Mas, quem sabe onde e quando no Infinito, uma ponta da longa teia era já puxada, e nós, tal qual pequeninas formigas, marchávamos sem saber em direção a um ponto de intercessão.

Em sua coluna, Teoria da Conspiração, ele abordou a mitologia, as religiões, a história antiga e medieval, e até mesmo o ocultismo, de uma forma surpreendentemente didática, livre de dogmas (religiosos ou científicos), e capaz de conquistar uma boa parcela de um público em sua maioria jovem – quem sabe, com um ou outro místico adormecido, prestes a despertar…

Com o tempo, ficou claro para ele que seria necessário criar um outro canal menor, afluente da grande audiência do Sedentário, para poder dizer coisas mais “ocultas” a um público menor, mais preparado para absorver tais ideias mais profundas. Não se trata de nenhuma “ordem secreta”, mas tão somente de um outro blog, homônimo da sua coluna, aberto a visita de todos, mas logicamente com uma audiência bem mais restrita que a do Sedentário. Mal comparando, seria como um canal de documentários que nasceu de um canal de variedades – uma audiência menor, mas com pessoas mais interessadas e dispostas em aprender.

Assim, mesmo sendo um dos ocultistas mais conhecidos na web brasileira, ele ainda teve a sabedoria, ou intuição, de convocar outros blogueiros espiritualistas para serem colunistas do seu Teoria da Conspiração, que acabou se tornando uma espécie de blog coletivo, com místicos de todas as áreas, da psicologia a mitologia oriental, contribuindo em conjunto para tornar o blog algo maior, um projeto de iluminação das trevas da pior ignorância – a ignorância da própria alma.

Foi assim que nossos caminhos voltaram a se cruzar. Não somente na virtualidade da minha coluna em seu blog, mas também nas poucas e proveitosas ocasiões em que tive o prazer de me encontrar e trocar algumas ideias com Marcelo Del Debbio, que se revelou um místico tão nerd quanto eu.

Não é que ele esteja no controle total de toda essa situação. Ele pode ser um espírito antigo, mas até mesmo por isso tem sabedoria e bom senso suficientes para compreender que existem espíritos muito, muito mais antigos do que todos nós, e muito mais sábios, puxando a ponta dessa grande teia… Até onde ela nos levará, nenhum de nós parece saber ao certo – mas que ela se inclina para a luz, nenhum de nós parece ter alguma dúvida…

E a luz foi criada para ser refletida. Este livro é tão somente a porta de entrada para um campo cheio de espelhos voltados para o alto. O que eu e o Marcelo temos feito é tão somente tentar posicioná-los na direção certa.

Esta é uma edição dos primeiros artigos do Teoria da Conspiração.

Rafael Arrais

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O texto acima fará parte da Introdução de O Grande Computador Celeste, um livro digital que estará eventualmente disponível para download gratuito nos formatos epub (Kobo) e mobi (Amazon Kindle). Poderá ser lido tanto em eReaders quanto tablets, laptops e smartphones, bastando para tal instalarem os aplicativos de leitura gratuitos da Amazon ou da Kobo. Vejam como ficou a capa:

#Livros

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A Existência Negativa

Olam ha Atzilut (Mundo da Emanação) é onde a Vontade está plena. O Deus Criador, portanto Manifesto, está um pouco abaixo desta localização (metafisicamente falando) da Etz ha Chiim (Árvore da Vida). Olam ha Briah (Mundo da Criacão), é onde o Manifesto acaba por se dividir e se confundir em Criador e Criatura. Podemos dizer que esta é a mente da Criação, pois é aqui que as ideias dela vivem (É, tudo é vivo. Não é uma surpresa, né?) e seus arquétipos, nas estruturas mais densas desta realidade, dão forma a tais ideias. Olam ha Yetzirah (Mundo da Formação). É aqui onde as as ideias que tomaram formas nos arquétipos de Briah tomam forma, por assim dizer. Este é um mundo de pura emoção, luz, cor e fantasmagoria. Este é o lar da emoção, onde a informação de Briah toma a forma pictórica que permite uma apreenção. Lar dos elementais, gênios, orixás, devas, demônios e todos os outros seres fantásticos. Aqui a Vontade de Deus se manifesta pela emoção. Olam ha Asiyah (Mundo da Ação): este é o nosso mundo. O Universo conhecido. Tudo de fantástico acontece aqui, pois é a razão da Existência. A partir de Malkuth se conhece Kether. Assim como é abaixo, também é acima.

Todas as dez sephirot estão relacionadas com os quatro mundos, sendo esta, sua disposição. Sabemos agora o que NÃO É Deus.

Acima de toda a Existência estão os véus da Existência-Negativa. Estes são Ain (ou En), Ain Soph (ou En Soph) e Ain Soph Aur (ou En Soph Aur). Nada, Nada Absoluto e Nada Absoluto de Luz, respectivamente. Não poderei falar nada deles agora, pois não conheço muito para ensinar acerca disso, e precisaria de mais um post pra explicar. Mas brincando a gente já viu o que é a Existência-Negativa, a Árvore da Vida, os 4 Mundos e Deus. Nada mal… Bom, os próximos textos vão explicar detalhadamente cada dente que move esta fabulosa engrenagem…

Que as vossas Rosas floresçam na tua Cruz.

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Chymical Wedding – Casamento Alquímico

Aqui está o estudante no começo da Grande Obra alquímica (seus instrumentos ainda estão no chão). A caveira aponta para a morte de tudo o que é velho e precisa ser deixado para trás na transformação que irá acontecer. A fênix sobre a mesa representa o resultado desta transformação. A vela debaixo da mesa representa a luz divina que está sempre acesa nas pessoas, mesmo que elas não a percebam.

O estudante está lendo um livro; geralmente é sempre assim que começa a transformação (ele deseja conhecimento). Um anjo o visita com uma mensagem, um convite, este é o chamado espiritual e pode acontecer de diversas maneiras: uma visão, um acidente, etc. e o estudante sente que deve seguir a trilha espiritual.

As asas do ajo são feitas de penas de pavão, outro símbolo alquímico (Cauda Pavonis), quando a luz do estudante começa a brilhar.

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