Estudos de Constelações – parte 02

Em 1930, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações. Desta forma, cada pedaço no céu pertence a uma (e apenas uma) delas.

Esta mini-coluna no Blog pretende estudar cada constelação; suas características, lendas em diversos países e estrelas principais com atribuições de sorte ou azar.

– Parte 01

Vou propor um estudo para vocês. A cada semana, separarei 8 constelações com o que consegui reunir na Wiki de ocultismo e passar uma lição de casa. Vocês vão buscar nos sites informações sobre a origem de cada constelação, imagens, curiosidades sobre as estrelas principais, teorias ufologicas, etc… o que vocês conseguirem encontrar para complementar (pode ser tradução de sites gringos).

Coloquem os textos que forem encontrando nos comments e eu vou repassando para a Wiki. Desta maneira, ao final destas 11 semanas, teremos a melhor referência de Constelações da net em Português e todos teremos aprendido bastante sobre mitologia, constelações e sobre o céu. Que tal?

As Constelações desta semana são:

– Bootes, o boieiro

– Caelum, o cinzel

– Camelopardalis, a girafa

– Cancer, o caranguejo

– Canes Venatici, os cães de caça

– Canis Major, o cão maior

– Canis Minor, o cão menor

– Capricornus, capricórnio, a cabra do mar

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/estudos-de-constela%C3%A7%C3%B5es-parte-02

A Maçonaria e a Igreja Católica

Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.

Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.

Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.

É dificil encontrar um tema – explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) – sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.

Quase desde a sua aparição, a maçonaria gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.

O delito – segundo Federico R. Aznar Gil – consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.

Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho – no caso das mulheres – de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.

A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.

Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.

As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?

O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A maçonaria – diziam os bispos alemães – não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;

Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).

Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Brasil

Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a Maçonaria era bom. Naquela época, a Maçonaria operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.

No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.

“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.

Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a Maçonaria explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.

O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.

Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a maçonaria agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.

Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a Maçonaria entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.

Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.

Mas também existem documentos anteriores ao Regius.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.

Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.

Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.

Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:

“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”

Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.

Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”

Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

Bibliografia:

http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm

Elias Mansur Neto – O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.

Assis carvalho – O Aprebdiz Maçom – Editora Trolha.

Blog do Editor – MADRAS.A

#Maçonaria #Religião

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-ma%C3%A7onaria-e-a-igreja-cat%C3%B3lica

Dança e Feitiçaria – Gilmara Cruz

Bate-Papo Mayhem 215 – 05/08/2021 (Quinta) 16h Com Gilmara Cruz (Via Sestra) – Dança e Feitiçaria

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

#Batepapo #Bruxaria #Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dan%C3%A7a-e-feiti%C3%A7aria-gilmara-cruz

O Estado Anti-Islâmico

O termo Islã deriva de uma antiga palavra árabe que significa “submissão”. Num contexto místico-religioso, é claro que estamos falando de uma “submissão a Deus” e, dessa forma, fica subentendido que todos os verdadeiros islâmicos, os realmente religiosos e místicos, buscam a Deus dentro de si e em tudo o que há. A sua guerra é interna, e a única conquista que desejam é o amor divino.

O Estado Islâmico, dessa forma, está mais para Anti-Islâmico; eles não se submetem de fato a alguma divindade que lhes habita a alma, mas tanto o inverso disto: esperam que o mundo inteiro se submeta as suas regras, ao seu califado sombrio.

Eles basicamente entenderam a religião pelo inverso, mas isto não ocorreu da noite para o dia, e nem é exclusividade do islamismo, ou mesmo de doutrinas religiosas desvirtuadas. Como sabemos, os homens se dedicam a se matar uns aos outros há tempos e pelas mais variadas razões, e ainda que por vezes tentem justificar sua carnificina usando o nome de Deus, na prática eles fazem guerras pelo mesmo motivo de sempre, a mesma ignorância antiga e persistente: por estarem submissos aos territórios, as riquezas e ao poder mundano.

Para os que buscam “evangelizar” o terror, “Deus” é apenas uma palavra, uma desculpa. Como não conseguem se submeter ao Deus que lhes habita, como o evitam a todo custo e a todos os momentos, como temem se abandonar no amor, e aniquilar os seus próprios egos, eles buscam justificar sua própria ignorância da religião subvertendo o sentido de tudo: o caminho então já não é buscar a Deus em mim, mas ter certeza de que todos creiam na mesma doutrina que eu creio, nem que para isso eu precise recorrer a violência extrema, ao caos e ao medo.

Apesar de muitas doutrinas religiosas e ideologias políticas terem a sua cota de sangue pela história humana, é inegável o fato de que hoje, no início deste novo século, foi o islamismo quem pariu a cria mais nefasta e perigosa. E quem deve admitir isto são primeiramente os próprios islâmicos, uma vez que são eles os que mais sofrem com o chamado Estado Islâmico: os países que fazem fronteira com suas bordas no Iraque e na Síria, em sua maioria de muçulmanos, são aqueles que mais sofreram atentados, os que mais tiveram baixas em combates militares, e os que mais receberam refugiados.

No entanto, como vinha dizendo, tal organização pseudo-religiosa não surgiu do dia para a noite. O Estado Islâmico é uma cria do wahabismo, e o wahabismo não teria chegado onde chegou não fosse pela condescendência da Arábia Saudita.

Fica mais fácil explicar contanto uma triste história:

Era manhã em Karbala, uma cidade próxima de Bagdá, e o mercado local estava cheio quando todos ouviram gritos. Um grupo de homens vestidos de preto, levando espadas e bandeiras negras, invadiu o mercado matando crianças, mulheres, idosos e adultos; indistintamente e sem pena. Eles continuaram com a matança avançando pelas ruas até tomar o controle de toda a cidade. Alguns afirmam que, apenas neste dia, cerca de 4 mil pessoas morreram.

Os homens vestidos de preto que organizaram tal ataque não eram do Estado Islâmico. O massacre ocorreu há mais de 200 anos e o grupo era comandando por um dos primeiros governantes da Arábia Saudita, que havia acabado de fundar um novo movimento religioso ultraortodoxo e radical dentro do Islã, o wahabismo.

Segundo o professor Bernard Haykel, de Princeton, especialista em teologia islâmica [1], “o wahabismo sempre foi descrito popularmente como a mãe de todos os movimentos fundamentalistas”. “No entanto” – ele prossegue –, “para encontrar a inspiração ideológica destes movimentos é preciso voltar ao salafismo jihadista”.

O salafismo remonta ao século 19 e uma de suas figuras mais influentes foi um homem chamado Muhammad ibn Abd al Wahhab, um pregador nascido em um lugar remoto da Península Árabe em torno de 1703. Segundo Haykel, “ele acreditava que os muçulmanos tinham se distanciado da verdadeira mensagem do Islã, e ficou horrorizado com o que via em Meca, o lugar sagrado para os muçulmanos, com os nobres vestidos de forma extravagante, fumando haxixe e escutando música”.

Wahhab era um fundamentalista que queria “purificar” o Islã, crendo que para tal bastaria que todos se voltassem aos princípios básicos da fé. E assim, gradualmente, suas ideias foram se espalhando… Mas é claro que nem todos estavam de acordo e, como era de se esperar, ele acabou expulso do vilarejo onde morava.

Após peregrinar sem rumo, eventualmente encontrou abrigo junto ao homem que governava uma pequena cidade vizinha, Muhammad Ibn Saud, com quem fechou um acordo em 1744. Com este acordo, foram firmadas as bases para a formação de toda a região: Saud se comprometeu a apoiar Wahhab política e militarmente e, em troca, Wahhab conferiria a Saud uma “legitimidade religiosa”.

Juntos, eles tomaram o controle de muitas cidades no entorno. Saud reinava e Wahhab pregava e colocava em prática o que acreditava ser “o islamismo puro”. Segundo Haykel, “eles tinham listas de todos os membros da comunidade e assim garantiam que todos eles iam à mesquita cinco vezes ao dia para orar. Era uma imposição da fé que aplicavam quase como justiceiros, uma versão intolerante da fé que no Islã tradicional não existe”.

A aliança entre Wahhab e Saud continuou conquistando territórios. Pelo final do século 18 eles já controlavam quase toda a Península Árabe. Desta forma foi estabelecida a união histórica entre a Arábia Saudita e o wahabismo. Portanto, não deveria causar espanto que muitas das execuções transmitidas online pelo Estado Islâmico sejam muito parecidas com as execuções oficiais da Arábia Saudita: não poderia ser de outra forma, pois que ambos os estados, o oficial e o terrorista, de certa forma seguem a uma mesma lei sombria.

Nos dias de hoje há um debate acirrado entre os especialistas sobre se realmente Wahhab pregava a violência ou se suas ideias foram manipuladas por Saud e pelos descendentes e partidários que vieram depois dele, e eventualmente fundaram a Arábia Saudita em 1932, mas seja como for, fato é que a ignorância do verdadeiro Islã venceu, e o que restou foi somente o dogma e a violência, sem muito espaço para nada que lembre, nem de longe, alguma espécie de misticismo.

Decerto não ajudou em nada o Reino dos Saud estar situado bem em cima das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo. Somente tanta riqueza farta, afinal de contas, pode explicar como a sua monarquia sobreviveu até o nosso século, e como ainda conseguem se manter aliados do Ocidente e dos EUA, que convenientemente se esquecem de que os maiores grupos terroristas da nossa época basicamente não existiriam não fosse pela “vista grossa” que os governantes sauditas fizeram e ainda fazem em relação ao wahabismo.

Claro que estou resumindo bastante a história. Sempre vale lembrar que há séculos persiste o conflito entre duas vertentes do Islã: os sunitas e os xiitas [2]. No atual jogo de xadrez do Oriente Médio, a maior nação xiita é o Irã, enquanto que a maior nação sunita é a própria Arábia Saudita. Dessa forma, uma vez o wahabismo sendo uma vertente radical do sunismo, também foi sempre conveniente para os governantes árabes “fingirem que não estavam vendo” grupos radicais surgindo aqui e ali, dentro de seu próprio território, uma vez que eles eram a promessa de muito trabalho para os seus inimigos iranianos.

Mas certamente ninguém imaginou que a ignorância e a violência chegariam aos níveis atuais. Claro, é bem provável que o mar de refugiados batendo a porta da Europa tenha causado mais problemas para as “boas relações” do Ocidente com os sauditas do que propriamente os anos e anos de extermínios no Iraque, na Síria e no Curdistão, mas fato é que ainda hoje há muita gente que lucra com o Estado Islâmico. Afinal, eles ainda têm de encontrar compradores para sua produção de petróleo nos poços que vieram a conquistar; e, da mesma forma, alguém tem de estar lhes vendendo armamento de guerra. Quem será? Interessa ao Ocidente saber? Vocês me digam…

O Estado Islâmico é um câncer e uma mancha cada vez mais sombria na luz do verdadeiro Islã. Mas é chegada a hora de enfrentá-los de verdade, pois temos visto que apenas o discurso não tem dado tão certo.

E, no entanto, por mais bombas que joguem em suas cabeças, nada me parece tão letal para a sua doutrina do que estas palavras, as palavras de um poeta do século 13, um poeta que também foi um religioso islâmico, e é lembrado até hoje. O wahabismo é incapaz de sobreviver à poesia de Jalal ud-Din Rumi:

O que eu posso fazer, ó muçulmanos? Eu não me conheço mais. Não sou cristão ou judeu. Nem um islâmico, nem um mago. Não venho nem do Oriente nem do Ocidente. Nem do continente, nem do mar. Tampouco do Manancial da Natureza, ou dos céus circundantes. Nem da terra, nem da água, nem do ar, nem do fogo.

Não venho do trono, nem do solo. Nem da existência, nem do ser. Nem da Índia, nem da China, Bulgária ou Saqseen; nem do reino do Iraque ou de Khorasan; nem deste mundo nem do próximo: nem céu nem inferno. Nem de Adão nem de Eva. Nem dos jardins do Paraíso nem do Éden.

Meu lugar é sem lugar, minhas pegadas não deixam rastros. Nem corpo nem alma: tudo que há é a vida do meu Amado.

Eu afastei toda dualidade: eu vi dois mundos como um. Eu desejo Um, eu conheço Um, eu vejo Um, eu clamo: “Um”.

***
[1] Trechos retirados de artigo da BBC.
[2] A história remonta a uma cisma ocorrida ainda no século 7, 30 anos após a morte de Maomé, quando após o assassinato do atual califa (governante religioso), um grupo (os xiitas) defendeu que um primo de Maomé deveria ser o novo califa, enquanto outro (os sunitas) defendeu que tal cargo caberia a um amigo de Maomé, que no entanto não era seu parente de sangue. Os sunitas venceram a disputa e, ainda hoje, são o grupo majoritário, com cerca de 84% dos islâmicos do globo.

***

Para quem quiser se aprofundar no tema, indico o livro Estado Anti-Islâmico da jornalista brasileira e muçulmana Chadia Kobeissi (obs.: este artigo originalmente foi publicado em meu blog anteriormente ao lançamento do livro, o título similar é somente uma feliz coincidência).

Crédito da imagem: Google Image Search/khamenei.ir (uma comparação entre as execuções na Arábia Saudita e no Estado Islâmico)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

» Comprar livro impresso, PDF, ou versão para Amazon Kindle

***

» Ver todos os posts da coluna Textos para Reflexão no TdC

» Veja também nossa página no Facebook

#guerra #Islamismo #Rumi

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-estado-anti-isl%C3%A2mico

Aspectos Psicológicos do Ritual de Abramelin – Com Richard Amm

Bate-Papo Mayhem 189 – Com Richard Amm – Aspectos Psicológicos do Ritual de Abramelin

https://projetomayhem.com.br/

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/klHUDc_x5PM

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/aspectos-psicol%C3%B3gicos-do-ritual-de-abramelin-com-richard-amm

Drogas e Plantas Alucinógenas na Psicoterapia e Xamanismo [parte 1/5]

Para os leitores que acompanham minhas postagens aqui no TdC, sabem que eu sempre gosto de mesclar Ocultismo com Ciência. Quando digo Ocultismo, na verdade quero dizer tudo aquilo que diz respeito à mente e a espiritualidade que é ignorado ou convenientemente colocado de fora no paradigma científico Ocidental. Muitos também sabem que estudo estados alterados de consciência, induzidos por drogas (ou não), rituais e afins, e uma coisa que vejo é que ultimamente muitas pessoas começaram a se interessar pelo Xamanismo (e eu incluso!!!). Tal interesse acaba levando-as a participar de rituais e vivências xamânicas, que incluem artesanato de filtros dos sonhos, confecção de tambores, rodas de conversa de sagrado masculino e feminino, animal de poder e etc.

A coisa começa a chamar a atenção quando nestas situações são introduzidas plantas e substâncias de poder, conhecidas também como as medicinas da floresta (ayahuasca, rapé, wachuma, etc). Nem todos estão realmente preparados para realizar tais sessões, e substâncias como a ayahuasca, estão cada vez mais sendo traduzidas e utilizadas em contextos urbanos. Eu mesmo já participei, e ouvi relato de pessoas que participaram, de rituais xamânicos, que, no mínimo, deixaram a desejar. Sendo assim, me proponho nos posts futuros a traduzir um artigo que acredito ser essencial para todos aqueles que se interessam pelos assuntos citados acima, acadêmicos ou não.

O artigo é do psicólogo americano Ralph Metzner e se chama “Hallucinogenic Drugs and Plants in Psychotherapy and Shamanism” publicado em 1998 no Journal of Psychoactive Drugs (Jornal de Drogas Psicoativas). Muitos de vocês podem reconhecê-lo do documentário ‘DMT: A Molécula do Espírito’. Eu recebi autorização do autor para realizar esta tradução e como sei que muitos não estão acostumados com a extensão de um artigo científico, irei dividi-lo em 5 partes, sendo esta a primeira. Dúvidas e sugestões nos comentários.

“Drogas e Plantas Alucinógenas na Psicoterapia e Xamanismo” por Ralph Metzner:

Como uma forma de introduzir uma visão geral do papel de drogas psicoativas nas práticas de tratamento psicológico, uma breve nota pessoal deve ser permitida. Como um psicólogo, eu tenho me envolvido no campo dos estudos da consciência, incluindo estudos alterados induzidos por drogas, plantas e outras formas, por mais de 35 anos. Nos anos 1960’s eu trabalhei na Universidade de Harvard com Timothy Leary e Richard Alpert, pesquisado sobre as possíveis aplicações terapêuticas de drogas psicodélicas, como o LSD e a psilocibina (Leary, Metzner & Alpert 1964). Durante os anos 1970’s o foco do meu trabalho mudou para a exploração de métodos livres de drogas para a transformação da consciência, com o aqueles encontrados em tradições de yoga Orientais e Ocidentais, meditação e alquimia (Metzner, 1971). Eu também estudei intensivamente os novos métodos psicoterápicos, muitos deles derivados do trabalho de pioneiros como Wilhelm Reich, que envolve profundos estados alterados de consciência induzidos por trabalhos corporais e de respiração. Durante os anos 1980’s, eu entrei em contato com o trabalho de Michael Harner (1980, 1973), Joan Halifax (1982), Peter Furst (1976, 1972), Terence e Dennis McKenna (1975) e outros, que estudaram ensinamentos e práticas xamânicas ao redor do mundo. Essas tradições xamânicas envolvem estados não ordinários de consciência induzidos por uma variedade de métodos, que incluem a ingestão de plantas alucinógenas, mas também o toque de tambores, jejum, busca selvagem de visões*, uso de câmaras de suor e outros.

Percebendo que havia tradições atingindo tempos pré-históricos de uso respeitoso de alucinógenos para curas xamânicas e divinações, eu me tornei muito mais interessado nas plantas e cogumelos que têm um histórico de tal uso. Pessoas indígenas são conhecidas por ter um conhecimento profundo de plantas e ervas e seus efeitos no corpo e na mente; eles são muito hábeis em distinguir medicinas prejudiciais de benéficas. Por esta razão as plantas de indução de visão que têm uma tradição de uso xamânico são muito mais prováveis de serem seguras, em contraste às drogas recém-descobertas e sintetizadas, cujo uso pode envolver riscos desconhecidos a longo prazo.

Tornou-se claro para mim, como um resultado destas explorações, que enquanto a psicoterapia Ocidental e o xamanismo indígena podem usar substâncias psicoativas idênticas ou similares para a cura e obtenção de conhecimento (chamado diagnóstico no Ocidente e divinação nas culturas tradicionais), existem profundas diferenças entre eles na visão de mundo adjacentes e suposições acerca da natureza da realidade. Neste artigo eu proponho comparar o uso de psicoativos, assim como as visões de mundo subjacentes, em quatro sistemas de transformação de consciência: (1) psicoterapia dentro do paradigma padrão do Ocidente, (2) rituais xamânicos de cura e adivinhação, (3) cerimônias religiosas tribais sincréticas, e (4) o que eu chamo de rituais terapêuticos-xamânicos híbridos., que representam uma mistura de abordagens indígenas xamânicas com a psicoterapia Ocidental.

Uma nota sobre a terminologia: eu uso os termos “psicodélicos”, “alucinógenos” e “enteógenos” alternadamente. “Psicodélico”, o termo cunhado por Humphrey Osmond e Aldous Huxley e popularizado por Leary e o grupo de Harvard, significa “mente-manifestando”. “Alucinógeno” é o termo geralmente usado na literatura de pesquisa psiquiátrica para essas substâncias. A maior objeção ao termo alucinógeno é que estas drogas e plantas na verdade não induzem alucinações, no sentido de “percepções ilusórias”. Mas o termo alucinógeno merece ser reabilitado. O significado original do termo Latino alucinare é “vaguear na própria mente” (wander in one’s mind), e viajar ou partir para uma jornada em espaços internos é uma metáfora descritiva bastante apropriada para tais experiências, que são coloquialmente referidas como ‘viagens’ (trips). O termo “enteógeno”, proposto por R. Gordon Wasson e Jonathan Ott, tem a mesma raiz de “entusiasmo”, e significa “liberando ou expressando o divino interior” (Ott, 1995)

Fim da primeira parte.

Se você gosta desses assuntos, sugiro que participe da palestra gratuita sobre os potenciais terapêuticos da Ayahuasca, que acontecerá em São Paulo. Se você REALMENTE gosta desses assuntos, convido-lhe para participar do curso “Psicologia e Xamanismo”.

Ricardo Assarice é Psicólogo, Reikiano, Mestrando em Ciências da Religião, especialista em formação em Teorias e Técnicas Para Cuidados Integrativos e Escritor. Para mais artigos, informações e eventos sobre psicologia e espiritualidade acesse www.antharez.com.br ou envie um e-mail para contato@antharez.com.br

Imagens:

Imagem encontrada na Internet
Ralph Metzner em um foto recente

Bibliografia:

METZNER, Ralph. Hallucinogenic Drugs and Plants in Psychotherapy and Shamanism. Journal of Psychoactive Drugs. Volume 30 (4), October – December. 1998.

#Psicologia #xamanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/drogas-e-plantas-alucin%C3%B3genas-na-psicoterapia-e-xamanismo-parte-1-5

What is the Matrix? – Lionel Snell

Bate-Papo Mayhem 121 – gravado dia 16/12/2020 (Quarta) 12h Marcelo Del Debbio bate papo com Lionel Snell – What is the Matrix?

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Lionel Snell/Ramsey Dukes – https://ramseydukes.co.uk/

Youtube channel – @Ramsey Dukes

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/what-is-the-matrix-lionel-snell

Resultados da Hospitalaria – Janeiro 2010

Ao todo, em Janeiro, foram 32 mapas e 24 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Doação de um fogão e uma geladeira para as Casas André Luiz.

– Casa da Comunhão Espírita (Brasília)

– Abrigo Doce Lar, em Sepetiba-RJ
http://www.abrigodocemorada.com

– Lar Sagrado Coração de Jesus

– Instituição ABRAPEC (Tratamento de pessoas com Câncer) – Ribeirão

– Sociedade Beneficiente Espírita Bezerra de Menezes

– Instituto Lar de Jesus
http://www.institutolardejesus.org.br

– Instituição “Asas Brancas”
http://adhemaralmeida.sites.uol.com.br/asasbrancas/

– Federação de Resistência da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Federação Espírita Brasileira (SP)

– Hospitalaria da Loja Madras, 3359

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

Se vocês puderem ajudar divulgando o blog e o projeto, eu agradeço.

Em 2010, estou só vendo os detalhes para quem não tiver dinheiro para doar Cestas Básicas; vou aceitar doações de sangue para a fundação Pró-Sangue e outras (na mesma proporção: 2 doações para mapa ou sigilo, 3 para mapa+sigilo).

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-janeiro-2010

Arcano 2 – Sacerdotisa – Gimmel

Uma mulher sentada, com um livro aberto sobre a saia e uma coroa tripla na cabeça.

Olha para a esquerda e veste uma túnica vermelha sobre a qual se desdobra um manto azul (em algumas versões as cores são opostas). Duas partes da sua tiara estão ornadas de florões, mas a parte superior é uma simples abóbada. Um véu, que lhe cai sobre os ombros, cobre totalmente os seus cabelos; na mesma altura desse véu, por trás, aparece uma cortina cujos pontos de fixação não são visíveis. Tampouco se podem ver os pés da mulher, assim como a base do trono. Fato curioso, que é reencontrado somente no arcano XXI, é que a figura ultrapassa a margem superior do quadro: o extremo da tiara supera a linha negra, um pouco à direita do número II.

Significados simbólicos
A Sabedoria, a Gnose, a Casa de Deus e do homem, o santuário, a lei, a Cabala, a igreja oculta, a reflexão.

Fala também do binário, do princípio feminino, receptivo, materno.

Mistério. Intuição. Piedade. Paciência, influência saturnina passiva.

Interpretações usuais na cartomancia
Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas.

Mental: Grande riqueza de idéias. Responde a problemas concretos melhor do que a questões vagas.

Emocional: É amistosa, recebe bem. Mas não é afetuosa.

Físico: Situação garantida, poder sobre os acontecimentos, revelação de coisas ocultas, segurança de triunfo sobre o mal. Boa saúde, mas com um ritmo físico lento.

Sentido negativo: Dissimulação, hipocrisia, intenções secretas. Mesquinharia, inação, preguiça. beatice. Rancor, disposição hostil ou indiferença. Misticismo absorvente, fanático. Peso, passividade, carga. As intuições que traz invertem seu sentido e se tornam falsas. Atraso, lentidão nas realizações.

História e iconografia
A tradução exata do nome que o Tarô de Marselha dá a este arcano (La Papesse) é A Papisa. Outras versões, como A Sacerdotisa ou A Alta Sacerdotisa, vêm do nome que lhe é dado em inglês (The High Priestess).

A figura da Papisa faz alusão a um fato histórico, ou melhor, lendário, que ocupa um lugar notável na literatura da Idade Média: a pretensa existência de um Papa do sexo feminino. A tradição popular diz que uma mulher ocupou a cadeira de São Pedro durante alguns anos sob o nome de João VIII.

Várias versões aparecem, mas o mais antigo testemunho que chegou até nós é bastante posterior à data de seu suposto reinado.

De qualquer modo, para o estudo tradicional e iconográfico do Tarô, não importa estabelecer alguma fidelidade histórica. Embelezada com o correr do tempo, uma de suas versões combina admiravelmente com o simbolismo maternal que se atribui à estampa: segundo tal versão, a papisa teria ficado grávida de um dos seus familiares e, como não se recolheu à época do parto, o acontecimento teria se dado em plena rua, durante uma procissão entre a igreja de São Clemente e o palácio de Latrão.

Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto).

Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.

Enquanto o Mágico não poderia permanecer em repouso (numa unidade andrógina onde tudo é impulso e estímulo), a Sacerdotisa é o próprio repouso: sentada, majestosa, receptiva, seu reino é binário, uma etapa na distinção da polaridade do universo. Se o binário equivale a conflito, no sentido de rompimento da unidade, de abandono do caos essencial onde não existem as magnitudes nem os nomes, é também a primeira etapa dolorosa e imprescindível das vias iniciáticas, o começo da busca da identidade.

A Sacerdotisa representa a submissão majestosa às exigências dessa iniciação, o equilíbrio que a repartição elementar de forcas produz no conflito.

O que o Arcano I era para a encarnação das energias espirituais o Arcano II o é quanto à aceitação dessa metamorfose: o reconhecimento prévio da luta entre os princípios branco-negro, dia-noite, Yang-Yin.

Alguns autores vêem na Sacerdotisa a representação de Isis, com todas as suas conotações noturnas e ocultas. Também a associam a Cassiopéia, a rainha negra da Etiópia e mãe da constelação Andrômeda, e a Belkis, a belíssima rainha de Sabá, para quem Salomão teria composto o Cântico dos Cânticos. Essa relação da Sacerdotisa com deusas e rainhas negras (ou escuras) não parece casual e acentua a contrapartida com a carta a seguir: o simbolismo branco, luminoso e diurno do Arcano III (A Imperatriz), com quem a Sacerdotisa forma a dupla oposta e complementar da feminilidade.

Este símbolo subterrâneo, que se refere ao aspecto esotérico da revelação, teria passado para o cristianismo sob a forma das virgens negras, cujo ritual se realiza com freqüência numa cripta ou num lugar inacessível.

Mãe, esposa celeste, senhora do saber esotérico, a Papisa ou Sacerdotisa ocupa na estrutura do Tarô o lugar da porta, da passagem entre o exterior e o interior, do ponto imóvel e comum entre a Casa e a rua.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

#Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-2-sacerdotisa-gimmel