O Simbolismo do Labirinto

O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.

Esse desassossego é próprio daquele que, tendo abandonado suas seguranças e identificações egóticas, descobre ante si um mundo completamente novo e, portanto, desconhecido, mas para o qual se sente atraído, porque na verdade intui que ao atravessá-lo é que poderá se reencontrar com sua verdadeira pátria e destino. Essa impressão indelével de estarmos totalmente perdidos tem que nos levar imperiosamente a encontrar a saída, ajudados sempre pela Tradição (e seus mensageiros: os símbolos), que neste caso nos chega por meio do Agartha que, tal como um guia ou eixo, tem de nos conduzir (desde que nossa atitude seja reta e sincera) a um estado de virgindade, a um espaço vazio imprescindível, apto para a fecundação do Espírito, o que se vive no mais interno e secreto do coração.

Devemos assinalar que muitos labirintos representados na arte de todos os povos são autênticos mandalas ou esquemas do Cosmo, ou seja, da própria vida, com suas luzes e sombras, o que nos permitirá compreender que esse processo labiríntico é na realidade uma viagem arquetípica, uma gesta, em suma, que todos os heróis mitológicos e homens de conhecimento têm realizado, e que nos servirá de modelo exemplar a imitar, tal e como estamos vendo na série “Biografias”. Na verdade, a viagem pelo labirinto é uma peregrinação ligada à busca do centro, e neste sentido é importante destacar que em muitas igrejas medievais figurava um labirinto (como em Chartres, em meio do qual aparecia antigamente o combate entre Teseu e o Minotauro) que percorriam de forma ritual todos aqueles que, por uma ou outra razão, não podiam cumprir sua peregrinação ao centro sagrado de sua tradição (por exemplo, Santiago de Compostela, ou Jerusalém), o que era considerado um substituto ou reflexo da verdadeira “Terra Santa”, onde os conflitos e lutas se finalizam, possibilitando assim a ascensão pelos estados superiores até conseguir a saída definitiva da Roda do Mundo.

Como dissemos anteriormente, falando da simbólica do Templo, esses labirintos se encontravam justo após a pia batismal (Yesod), e antes de chegar ao altar (Tifereth, o coração), ou seja, entre o batismo de água –relacionado com a regeneração psicológica e as viagens terrestres– e o batismo de fogo, vinculado por sua vez com o sacrifício pelo espírito e as viagens celestes, horizontais uns e verticais os outros. Na Árvore Sefirótica, o labirinto corresponde, pois, a Yetsirah, ou plano das formações, ou das “Águas inferiores”, que o aprendiz tem de atravessar em sua viagem pelos estados e mundos da Árvore da Vida.

Adicionaremos, para finalizar, que no Adam Kadmon microcósmico, ou seja, o homem, este labirinto tem de ser localizado na zona ventral, área que se destaca tanto por suas combustões e revoluções, como pela analogia que apresentam seus órgãos internos com a representação geral do labirinto.

#Alquimia #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-simbolismo-do-labirinto

Estudos de Constelações – parte 03

Na década de 30, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações com fronteiras precisas. Desta forma, cada porção do céu pertence a uma (e apenas uma) delas. As novas contelações foram definidas e batizadas, sempre que possível, seguindo a tradição proveniente da Grécia antiga, e seus nomes oficiais são sempre em latim.

Cada Constelação possui suas próprias características, lendas em diversos países e estrelas principais com diversas atribuições de sorte ou azar.

A cada semana, separarei 8 constelações com o que consegui reunir na Wiki de Ocultismo e passar uma lição de casa. Vocês vão buscar nos sites informações sobre a origem de cada constelação, imagens, curiosidades sobre as estrelas principais, teorias ufologicas, etc… o que vocês conseguirem encontrar para complementar (pode ser tradução de sites gringos).

Coloquem os textos que forem encontrando nos comments e eu vou repassando para a Wiki. Desta maneira, ao final destas 11 semanas, teremos a melhor referência de Constelações da net em Português e todos teremos aprendido bastante sobre mitologia, constelações e sobre o céu. Que tal?

As Constelações desta semana são:

– Carina, a carena (ou quilha) do navio

– Cassiopeia

– Centaurus, o centauro

– Cepheus

– Cetus, a baleia

– Chamaeleon, o camaleão

– Circinus, o compasso

– Columba, a pomba

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/estudos-de-constela%C3%A7%C3%B5es-parte-03

Dúvidas Fundamentalistas

A Dra. Laura Schlessinger é uma radialista norte-americana de extrema-direita. Apesar de ser judia, ela é adorada pelos fundamentalistas evangélicos, uma vez que defendem rigorosamente os mesmos princípios. Seu discurso é tão virulento que o programa que apresenta nos EUA foi proibido no Canadá, onde a lei proíbe a pregação de ódio contra minorias. Há cerca de três anos, ela causou furor ao condenar o homossexualismo com base nas Escrituras, uma vez que em Levítico 18:22 tal prática é considerada uma abominação. E emendou: “A Palavra de Deus é eterna e imutável”. A afirmação fez com que um anônimo internauta escrevesse a pérola abaixo:

Querida Dra. Laura:

Obrigado por fazer tanto para educar as pessoas a respeito das Leis de Deus. Aprendi muito com seu programa e tento compartilhar esse conhecimento com o maior número possível de pessoas. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.

Entretanto, eu preciso de conselho seu a respeito de outras leis bíblicas e como segui-las da melhor maneira. Em especial:

* Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, sei que isso cria um odor suave ao Senhor (Levítico 1:9). O problema é com meus vizinhos. Eles dizem que o odor não lhes é agradável. Devo castigá-los?

* Eu gostaria de vender minha filha como escrava, conforme autorizado em Êxodo 21:7. Na sua opinião, qual seria o preço justo que eu deveria pedir por ela hoje em dia?

* Eu sei que não posso ter contato com uma mulher quando ela está no seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

* Levítico 25:44 sustenta que eu posso ter escravos, homens e mulheres, desde que comprados de nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isso se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Pode esclarecer? Por que não posso ter escravos canadenses?

* Tenho vizinhos que insistem em trabalhar no dia sagrado (sábado para os judeus, domingo para os cristão). Êxodo 35:2 sustenta claramente que eles devem ser mortos. Estou moralmente obrigado a matá-los eu mesmo?

* Um amigo meu acha que, embora comer crustáceos seja uma abominação (Levítico 11:10-11), é uma abominação menor que o homossexualismo. Eu discordo. Qual de nós está certo?

* Levítico 21:20 afirma que não devo me aproximar do altar de Deus se tiver um defeito em minha vista. Tenho que admitir que uso óculos de leitura. Minha visão precisa ser 100% ou há alguma flexibilidade aí?

* A maior parte dos meus amigos homens usa o cabelo aparado, incluindo o cabelo das têmporas, apesar disso ser expressamente proibido em Levítico 19:27. De que forma eles devem morrer?

* Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)

* Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando duas culturas diferentes no mesmo campo, assim como sua mulher ao usar roupas feitas de dois tecidos diferentes (algodão e poliéster). Ele também costuma praguejar e blasfemar. É realmente necessário ter o trabalho de reunir toda a população da cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Não podemos simplesmente queimá-los vivos numa cerimônia familiar reservada, como fazemos com aqueles que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levítico 20:14)?

Sei que a senhora estudou a fundo esses assuntos, por isso estou certo de que pode me ajudar. Obrigado por nos lembrar que as palavras de Deus são eternas e imutáveis.

Seu fã devoto

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/d%C3%BAvidas-fundamentalistas

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

Diferença entre Duplo-Etérico e Psicossoma

Pergunta: É o psicossoma ou o duplo etérico que se desintegra após a morte?

Nesse caso, o desencarnado se manifestaria por qual corpo energético?

Resposta: Duplo etérico é uma coisa, e perispírito (ou psicossoma) é outra. O duplo é uma camada energética mais sutil que o corpo físico e mais denso que o perispírito, composta de uma modificação do fluido cósmico universal (energia cósmica), a qual tem a função de servir de “combustível vibracional” para o corpo físico durante a encarnação. É essa camada que liga e mantém em contato o corpo físico e o perispírito, já que esses dois têm densidades energéticas muito diferentes.

Para você ter uma idéia (bem grosseira), imagine um aparelho de ultra-som. Para que haja a perfeita integração entre as ondas que o aparelho emite (muito sutis) e o corpo físico do paciente (muito denso em relação às ondas), o médico usa um gel de contato, para garantir que não haverá falhas na transmissão das ondas, para garantir que as ondas chegarão inteiras ao corpo e serão captadas de volta com perfeição pelo aparelho. Bom, o duplo etérico seria o gel de contato entre o perispírito (muito sutil) e o corpo físico (muito denso em relação ao perispírito), funcionando como uma zona de contato perfeito entre os dois, garantindo perfeita transmissão de energias… (esse é um exemplo meia-boca, mas foi o único modo que encontrei de fazer os meus alunos entenderem mais ou menos “onde” ficava o duplo etérico!)

Muita gente considera o duplo como um corpo, outros preferem dizer que é apenas a camada energética que emana do corpo físico, e por aí vai.

Pessoalmente, pelo que tenho estudado e visto até aqui, não considero o duplo etérico como um corpo propriamente, mas apenas um elo energético de ligação (em FORMATO vaporoso-energético de corpo físico), entre o corpo físico e o perispírito durante a encarnação, funcionando também como uma “bateria” de onde o corpo físico tira as energias mais sutis para o seu funcionamento e onde estão também os chacras ou centros de força de que tanto falamos.

Já o perispírito é o corpo com que nos manifestamos no plano espiritual ou astral. É também composto de uma variação do fluido cósmico universal, mas numa “versão mais light”, ou seja, numa constituição mais sutil, de densidade bem menor que a do corpo físico e menor também que a do duplo etérico. Segundo o Espiritismo, é o perispírito que funciona como molde para a formação de cada novo corpo físico e é nele também que ficariam gravadas todas as nossas experiências encarnatórias e também aquelas vividas entre uma encarnação e outra, como se fosse uma fita cassete ou, pra ser mais moderna, um CD-R (Compact-Disc Regravável).

E é com o perispírito que os encarnados se projetam durante o sono, com o cordão de prata fazendo a “ponte” entre os dois nesse desprendimento parcial e temporário.

Outras correntes informam que o perispírito tem ainda os seus próprios centros de força, em correlação com os do duplo etérico, mas com funções mais sutis, digamos assim.

Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, a consciência que animava aquele corpo. Já o duplo permanece com o corpo físico e se desintegra lentamente num período de algumas horas (em alguns casos esse processo poderá levar mais tempo) após o desencarne.

O tempo para que o duplo se desintegre pode variar muito de acordo com o tipo de morte, a idade do corpo físico, o nível de esclarecimento espiritual da pessoa, ou os “créditos espirituais” que ela tenha.

Por exemplo, sabemos que o duplo de um suicida pode demorar até anos para se desfazer completamente, por se tratar de morte violenta, com interrupção da encarnação antes da hora e em completo desacordo com as leis universais. Já uma pessoa idosa que esteja muito doente, terá seu duplo bem desgastado pela idade e a doença, tornando o processo de desintegração do mesmo mais rápido, pelo menos em teoria.

Quanto mais “carga” houver no duplo do desencarnante, mais difícil será o desligamento do seu perispírito e, consequentemente, mais penoso será também para a consciência/espírito.

Portanto, o duplo realmente se decompõe após a morte do corpo físico, mas o perispírito ainda se mantém por várias encarnações, até que o espírito evolua o suficiente para não precisar nem desse corpo sutil, o que seria a chamada “Segunda morte”, quando o espírito passaria a se manifestar só em corpo mental (3)

Pergunta: Ainda segundo o autor do livro, para a nova encarnação seria formado (sem mesóclise) um novo psicossoma, feito por elementais (espíritos da natureza) e tal… hum… Isso procede?

– Resposta: Não, na verdade, o que se forma novo é o duplo etérico, baseado no molde físico e mental oferecido pelo perispírito ou psicossoma. Quanto a ser feito por elementais, não sei, mas me parece estranho que uma tarefa tão importante e “especializada” seja confiada a consciências ainda num estágio mais primitivo. Parece-me mais lógico que outros espíritos ajudem nessa tarefa (provavelmente em parceria com os elementais apropriados para essa tarefa), ou até que o processo ocorra de forma automática, na medida em que o perispírito do reencarnante se liga ao novo corpo físico em formação a partir da fecundação.

Pergunta: Então, conservamos o perispírito no período extrafísico… É isso mesmo?

– Resposta: Agora você já pode relaxar. Conservamos, sim, o perispírito e “largamos” o corpo físico com o duplo etérico para trás, ok?

– Maísa Intelisano –

Lista de livros recomendados sobre o assunto:

Projeciologia – Waldo Vieira – Ed. IIPC.

– Viagem Espiritual II – Wagner Borges – Ed. Universalista.

– O Duplo Etérico – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Astral – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Mental – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– Espírito, Perispírito e Alma – Hernani Guimarães Andrade – Ed. Pensamento.

– Elucidações do Além – Ramatis/Hercílio Maes – Ed. do Conhecimento.

– A Transição Chamada Morte – Charles Hampton – Ed. Pensamento.

– O Homem e Seus Corpos – Annie Wood Besant – Ed. Pensamento.

– O Homem Visível e Invisível – Annie Wood Besant e Charles Webster Leadbeater – Ed. Pensamento.

– A Crise da Morte – Ernesto Bozzano – Ed. Maltese.

– Fenômenos de Bilocação: Desdobramento – Ernesto Bozzano – Ed. Correio Fraterno do ABC.

– O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. da Fed. Espírita Brasileira – FEB.

– A Viagem de Uma Alma – Peter Richelieu – Ed. Pensamento.

– The Techiniques of Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London. – OBS. Há uma tradução desse livro para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “Las Técnicas de la Proyeccion Astral” – Ed.Lidiun – Buenos Aires.

– The Study and Practice of Astral Projection – Rober Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– Out of the Body – Robert Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– More Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London.

– The Supreme Adventure – Robert Crookall – Ed. Aticc Press – Great Britain.

– As Provas da Vida Após a Morte – Martin Ebon – Ed. Pensamento.

– Morte: A Grande Aventura – Alice A. Bailey – Ed. Fundação Avatar.

– Pratical Astral Projection – Yram – Ed. Samuel Weiser – USA. OBS. Esse ótimo livro de relatos projetivos do Yram (pseudônimo do projetor francês Marcel Louis Fohan) em inglês é uma tradução adaptada do original francês “Le Medecin de L´âme” – Há uma tradução para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “El Medico Del Alma” – Ed. Kier – Buenos Aires.

– Em diversas obras da série de livros “Nosso Lar” do espírito André Luiz, passadas espiritualmente a Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, há diversos lances esclarecedores sobre o duplo etérico, o psicossoma, as projeções da consciência, os chacras, o corpo mental, a mediunidade e as narrativas de vida após a morte.

– Da mesma forma, há diversos lances esclarecedores nas obras do teosofista e clarividente inglês Charles Webster Leadbeater (livros: O Que Há Além da Morte, Clarividência, O Plano Astral, O Plano Mental, Auxiliares Invisíveis, Os Sonhos, O lado Oculto das Coisas, e outros. Todos editados em Português pela Editora Pensamento).

– Há uma matéria excelente de Edvaldo Kulchesk sobre o duplo etérico publicada na Revista Cristã de Espiritismo (Edição Especial n. 6). A mesma pode ser acessada na coluna da Vivência Editorial (editora da revista).

#Espiritismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/diferen%C3%A7a-entre-duplo-et%C3%A9rico-e-psicossoma

Via Sestra, uma Editora Luciferiana em um país Evangélico – Com Luciano Rodrigues (Pharzhuph)

Bate-Papo Mayhem #143 – 02/03/2021 (Terça) Com Luciano Rodrigues (Pharzhuph) – Via Sestra, uma Editora Luciferiana em um país Evangélico

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Via Sestra: https://www.lojaeditoraviasestra.com.br/

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#Batepapo #satanismo

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Servidores, Entidades Astrais, Devas e Deuses – Marcos Keller

Bate-Papo Mayhem #048 – 23/07/2020 (quinta) Com Marcos Keller – Servidores, Entidades Astrais, Devas e Deuses.

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Batepapo #PlanoAstral

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/servidores-entidades-astrais-devas-e-deuses-marcos-keller

Resultados da Hospitalaria – Outubro 2009

Ao todo, em Outubro, foram 22 mapas e 12 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Federação Espírita Brasileira (Brasília)

– Creche mantida pela Polícia Rodoviária (Vitória da Conquista, BA)

– Asilo Vivência Feliz, em SP (fraldas geriátricas)
http://www.vivenciafeliz.org.br/index.htm

– Instituição “Asas Brancas”
http://www.asasbrancas.com.br

– Federação de Resistência da Cultura Afro-Brasileira (FRECAB)

– Hospitalaria da Loja Madras, 3359

Direcionado para o Hospital Bezerra de Menezes (São Bernardo)

– Hospitalaria da Loja Aleister Crowley, 3632

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

Se vocês puderem ajudar divulgando o blog e o projeto, eu agradeço.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-outubro-2009

A Rosa de Paracelso

Por Jorge Luiz Borges,

Em sua oficina, que abarcava os dois cômodos do porão, Paracelso pediu a seu Deus, a seu indeterminado Deus, a qualquer Deus, que lhe enviasse um discípulo.

Entardecia. O escasso fogo da lareira arrojava sombras irregulares. Levantar-se para acender a lâmpada de ferro era demasiado trabalho. Paracelso, distraído pela fadiga, esqueceu-se de sua prece. A noite havia apagado os empoeirados alambiques e o atanor quando bateram à porta. O homem, sonolento, levantou-se, subiu a breve escada de caracol e abriu uma das portadas. Entrou um desconhecido. Também estava muito cansado. Paracelso lhe indicou um banco; o outro sentou-se e esperou. Durante um tempo não trocaram uma palavra.

O mestre foi o primeiro que falou:

— Lembro-me de caras do Ocidente e de caras do Oriente — falou, não sem certa pompa — Não me lembro da tua. Quem és e que desejas de mim?

— O meu nome não importa — replicou o outro — Três dias e três noites tenho caminhado para entrar em tua casa. Quero ser teu discípulo. Trago-te todos os meus bens — e tirou um taleigo que colocou sobre a mesa. As moedas eram muitas e de ouro.

Fê-lo com a mão direita. Paracelso lhe havia dado as costas para acender a lâmpada. Quando se voltou, viu que na mão esquerda ele segurava uma rosa, que o inquietou. Recostou-se, juntou as pontas dos dedos e falou:

— Acreditas que sou capaz de elaborar a pedra que transforma todos os elementos em ouro e ofereces-me ouro. Não é ouro o que procuro, e se o ouro te importa, não serás meu discípulo.

— O ouro não me importa — respondeu o outro. — Essas moedas não são mais do que uma parte da minha vontade de trabalho. Quero que me ensines a Arte; quero percorrer a teu lado o caminho que conduz à Pedra.

Paracelso falou devagar:

— O caminho é a Pedra. O ponto de partida é a Pedra. Se não entendes estas palavras, nada entendes ainda. Cada passo que deres é a meta.

O outro o olhou com receio. Falou com voz diferente:

— Mas, há uma meta?

Paracelso riu-se.

— Os meus difamadores, que não são menos numerosos que estúpidos, dizem que não, e me chamam de impostor. Não lhes dou razão, mas não é impossível que seja uma ilusão. Sei que há um Caminho.

— Estou pronto a percorrê-lo contigo, ainda que devamos caminhar muitos anos. Deixa-me cruzar o deserto. Deixa-me divisar, ao menos de longe, a terra prometida, ainda que os astros não me deixem pisá-la. Mas quero uma prova antes de empreender o caminho.

— Quando? — falou com inquietude Paracelso.

— Agora mesmo — respondeu com brusca decisão o discípulo.

Haviam começado a conversa em latim; agora falavam em alemão. O garoto elevou no ar a rosa.

— É verdade — falou — que podes queimar uma rosa e fazê-la ressurgir das cinzas, por obra da tua Arte. Deixa-me ser testemunha desse prodígio. Isso te peço, e te dedicarei, depois, a minha vida inteira.

— És muito crédulo — disse o mestre — Não és o menestrel da credulidade. Exijo a Fé!

O outro insistiu.

— Precisamente por não ser crédulo, quero ver com os meus olhos a aniquilação e a ressurreição da rosa.

Paracelso a havia tomado e ao falar, brincava com ela.

— És um crédulo — disse. — Perguntas-me se sou capaz de destruí-la?

— Ninguém é incapaz de destruí-la — falou o discípulo.

— Estás equivocado. Acreditas, porventura, que algo pode ser devolvido ao nada? Acreditas que o primeiro Adão no Paraíso pode haver destruído uma só flor ou uma só palha de erva?

— Não estamos no Paraíso — respondeu teimosamente o moço — Aqui, abaixo da lua, tudo é mortal.

Paracelso se havia posto em pé.

— Em que outro lugar estamos? Acreditas que a divindade pode criar um lugar que não seja o Paraíso? Acreditas que a Queda seja outra coisa que ignorar que estamos no Paraíso?

— Uma rosa pode queimar-se — falou, com insolência, o discípulo.

— Ainda fica o fogo na lareira — disse Paracelso — Se atiras esta rosa às brasas, acreditarías que tenha sido consumida e que a cinza é verdadeira. Digo-te que a rosa é eterna e que só a sua aparência pode mudar. Bastar-me-ia uma palavra para que a visse de novo.

— Uma palavra? — perguntou com estranheza o discípulo — O atanor está apagado e estão cheios de pó os alambiques. O que farías para que ressurgissem?

Paracelso olhou-o com tristeza.

— O atanor está apagado — reiterou — e estão cheios de pó os alambiques. Nesta etapa de minha longa jornada uso outros instrumentos.

— Não me atrevo a perguntar quais são — falou o moço, deixando Paracelso na dúvida se foi com astúcia ou com humildade. E continuou — Falastes do que usou a divindade para criar os céus e a terra. Falastes do invisível Paraíso em que estamos e que o pecado original nos oculta. Falastes da Palavra que nos ensina a ciência da Cabala. Peço-te, agora, a mercê de mostrar-me o desaparecimento e o aparecimento da rosa. Não me importa que operes com alambiques ou com o Verbo.

Paracelso refletiu. Depois disse:

— Se eu o fizesse, dirías que se trata de uma aparência imposta pela magia dos teus olhos. O prodígio não te daria a Fé que buscas: Deixa, pois, a Rosa.

O jovem o olhou, sempre receoso. O mestre elevou a voz e lhe disse:

— Além disso, quem és tu para entrar na casa de um mestre e exigir um prodígio? Que fizeste para merecer semelhante dom?

O outro replicou, temeroso:

— Já que nada tenho feito, peço-te, em nome dos muitos anos que estudarei à tua sombra, que me deixes ver a cinza, e depois a Rosa. Não te pedirei mais nada. Acreditarei no testemunho dos meus olhos.

Tomou com brusquidão a rosa encarnada que Paracelso havia deixado sobre a cadeira e a atirou às chamas. A cor se perdeu e só ficou um pouco de cinza. Durante um instante infinito, esperou as palavras e o milagre.

Paracelso não havia se alterado. Falou com curiosa clareza:

— Todos os médicos e todos os boticários de Basiléia afirmam que sou um farsante. Talvez eles estejam certos. Aí está a cinza que foi a rosa e que não o será.

O jovem sentiu vergonha. Paracelso era um charlatão ou um mero visionário e ele, um intruso que havia franqueado a sua porta e o obrigava agora a confessar que as suas famosas artes mágicas eram vãs.

Ajoelhou-se, e falou:

— Tenho agido de maneira imperdoável. Tem-me faltado a Fé que exiges dos crentes. Deixa-me continuar a ver as cinzas. Voltarei quando for mais forte e serei teu discípulo e no final do Caminho, verei a Rosa.

Falava com genuína paixão, mas essa paixão era a piedade que lhe inspirava o velho mestre, tão venerado, tão agredido, tão insigne e portanto tão oco. Quem era ele, Johannes Grisebach, para descobrir com mão sacrílega que detrás da máscara não havia ninguém? Deixar-lhe as moedas de ouro seria esmola. Retomou-as ao sair.

Paracelso acompanhou-o até ao pé da escada e disse-lhe que em sua casa seria sempre bem-vindo. Ambos sabiam que não voltariam a ver-se. Paracelso ficou só. Antes de apagar a lâmpada e de se recostar na velha cadeira de braços, derramou o tênue punhado de cinza na mão côncava e pronunciou uma palavra em voz baixa. A Rosa ressurgiu.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-rosa-de-paracelso

Os Cátaros e a Quarta Cruzada

O catarismo, do grego katharos, que significa puro, foi uma seita cristã da Idade Média, descendente direta dos essênios, que se tornou conhecida no Limousin (França) ao final do século XI, a qual praticava um sincretismo cristão, gnóstico e maniqueísta, manifestado num extremo ascetismo. Concebia a dualidade entre o espírito e a matéria, assim como, respectivamente, o bem e o mal. Os cátaros foram condenados pelo 4º Concílio Lateranense em 1215 pelo Papa Inocêncio III, e foram aniquilados durante a quarta cruzada e pelas ações da Inquisição, tornada oficial em 1233.

Que segredo possuíam os cátaros, para causar tanto mal estar à Igreja Católica?

Antes de começar com os Cátaros, seria interessante ao leitor acompanhar os textos mais antigos sobre como o cristianismo original se desenvolveu até chegar aos Cátaros e ao Sul da França:

– Bota o Natal na conta do Papa

– Jesus Cristo e Maria Madalena

– Pitágoras e Buda, os professores de Jesus

– Seria Yeshua um X-men?

– Que fim levaram os Apóstolos?

O maniqueísmo

Maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística ensinada pelo profeta persa Mani (216-276), combinando elementos do Zoroastrismo, Cristianismo e Gnosticismo, condenado pelo governo do Império Romano, filósofos neoplatonistas e cristãos ortodoxos.

A igreja cristã de Mani era estruturada a partir dos diversos graus do desenvolvimento interior. Ele mesmo a encabeçava como apóstolo de Jesus Cristo. Junto a ele eram mantidos doze instrutores ou filhos da misericórdia. Seis filhos iluminados pelo sol do conhecimento assistiam cada um deles. Esses “epíscopos” (bispos) eram auxiliados por seis presbíteros ou filhos da inteligência. O quarto círculo compreendia inúmeros eleitos chamados de filhos e filhas da verdade ou dos mistérios. Sua tarefa era pregar, cantar, escrever e traduzir. O quinto círculo era formado pelos auditores ou filhos e filhas da compreensão. Para esse último grupo, as exigências eram menores. Mani foi um preservador da tradição gnóstica. Com a morte de Mestre Jesus, o Cristo, os discípulos se separaram em dois grupos, e fugiram. Um, como bem sabemos, o maior, seguiu para o Egito (onde escolas gnósticas floresceram nas décadas seguintes), seguindo depois para o porto de Marselha, na França. Tal é o motivo de Maria Madalena ser tão venerada na França, e Tiago ter seu famoso “Caminho de Santiago de Compostela”. Tal é o motivo das historias britânicas estarem estritamente relacionadas a José de Arimatéia e assim por diante. Do outro lado temos o grupo de Tomé, Simão o Mago, Matheus… que sobe para as regiões da Síria, onde pequenos núcleos de buscadores da gnosis serão formados. Décadas depois a Síria estará entre as regiões visitadas por Apolônio de Tyana e o gnóstico Paulo. Aliás, a Síria sempre foi objeto de grande interesse espiritual, séculos depois é para a Síria que os Templários se dirigem em busca dos Mistérios, e é igualmente para a Síria que Christian Rosenkrantz, o pseudônimo do fundador dos rosacruzes, se dirige, e lá encontra o seu “livro secreto”, e um “augusta fraternidade”.

“Coincidência” ou não, é impossível ignorar a importância dessa região. Algo, sem dúvida, devia haver lá.Então, esse segundo grupo de discípulos se dirige para a Síria. Há relatos que sugerem que Tomé teria passado um tempo lá e retornado para a Índia (como indica o Hino da Perola, que é simbólico, mas usa de base a historia de um príncipe que veio do Oriente). Curiosamente esse ‘Hino da Pérola’ (Ou ‘Hino da veste de glória’) vai ser divulgado a partir de escolas na Síria.

Entre a coleção de textos divulgados pela escola da Síria, está o dito Hino e também os escritos de Tomé; cópias do Evangelho de Tomé se preservaram graças a esses gnósticos antigos.

Além do Evangelho de Tomé, temos o “Livro de Tomé” redigido por Matheus enquanto Jesus conversava com Tomé, segundo consta o próprio livro. Esses textos são divulgados mais tarde principalmente por um gnóstico chamado Bardesanes, na Síria. Bardesanes não é nada menos que o avô de Mani. Portanto é nesse contexto gnóstico de Hinos da veste de glória e Evangelho de Tomé que Mani, o Profeta da Luz, é educado. Mani, jovem e inspirado, ignorou ingenuamente o perigo que vinha do oeste e ensinou abertamente a população; logo, os atentos olhos da Igreja de mão de ferro que se formava em Roma viram em Mani um problema.

Assim o maniqueísmo passou a ser combatido.

Os Paulicianos

Os Paulícianos ou Paulacianos eram um grupo de Cristãos considerados hereges pelo Catolicismo que predominavam na Armênia, antiga Babilônia, Síria, Palestina, Monte Arará, Cordilheira do Touro e Antióquia no Séc. VI d.c no chamado Império Bizantino.

Eles traziam os ensinamentos dos apóstolos que foram para a Síria e tiveram seu início a partir das pregações dos mesmos no primeiro século depois de Cristo.

O Imperador Justiniano ao promulgar seu código a partir de 525 d.C, declarou que o “rebatismo” ou “Anabatismo”(grego) era uma das heresias que deveriam ser punidas por morte, os Paulacianos tinham como apelido “Sabian” que expressava o ato de batizarem por imersão e rebatizarem indivíduos provindos do catolicismo, pois rejeitavam a submissão à Igreja Romana, por isso eram tidos como “Anabatistas hereges”.

Em 668 DC iniciou-se uma grande perseguição aos Paulacianos que provocou a morte de um de seus grandes líderes chamado Constantino em 690 DC,que foi morto apedrejado e seu sucessor queimado vivo. Eles tiveram um pequeno fôlego nos anos seguintes por conta do filho de Leão III, que simpatizava com a sua causa.

A Imperadora Teodósia, no séc.IX (842-867 DC) iniciou uma perseguição que matou 100.000 deles, pois eram acusados de Anabatismo e denominados Gnósticos e Maniqueísmo Dualistas. (não confundir Teodósia com Teodora, nem com Marósia que, assim como a Imperadora, também são gente que faz!) A Imperadora era defensora do culto com ícones (imagens), os Paulacianos porem negavam-se ao uso de imagens, rejeitavam cultos aos santos e culto a Maria.

Após as perseguições os então denominados hereges Paulacianos expandiram-se para os Balcãs ocidentais, dando origem aos Bogomilos e aos Albigenses nos Alpes do sul da França ao se unirem com os “hereges” que lá residiam.

Nos registros do século XII (mais precisamente no ano de 1.116 DC), um grupo que se denominava Paulaciano desembarcou na Inglaterra, sendo então perseguido pelo Imperador Henrique II que ordenou que fossem ferreteados na testa e expulsos do território Inglês. Alguns teólogos e historiadores pertencentes à Igreja Batista afirmam que os Paulacianos eram os “Batistas antes da Reforma”.

Os bogomilos diziam ser a “verdadeira e oculta Igreja Cristã”. Esta heresia precipitou o surgimento do catarismo e era tradicionalmente reconhecida por eclesiásticos e inquisidores como “tradição oculta por trás do catarismo”.

Os Cátaros

Nos meados do século XII, iniciou-se na Itália um movimento religioso denominado Catarismo (Albigenses), a doutrina dos cátaros era nitidamente diferente da Igreja Católica, numa reação à Igreja Católica e suas práticas, como a venda de indulgências, e a soberba vida dos padres e bispos da época, que viviam imersos em corrupção, prostituição e baixarias sem fim.

Os cátaros eram radicais e dualistas, assim como os maniqueístas; acreditavam que a salvação vinha em seguir o exemplo da vida de Jesus, negavam que o mundo físico imperfeito pudesse ser obra de Deus, acreditavam ser o mundo criação do príncipe das trevas, rejeitavam a versão bíblica da criação do mundo e todo o antigo testamento, acreditavam na reencarnação, não aceitavam a cruz, a confissão e todos os ornamentos religiosos.

Com medo da repressão da Igreja, os Cátaros mantiveram sua fé em segredo; porém, em pouco tempo esta ordem atraiu muitos seguidores. Cresceram bastante no sul da França e se estenderam a região do Flandres e da Catalunha, funcionaram abertamente com a proteção dos poderosos senhores feudais, capazes de desafiar até mesmo o Papa.

O chamado “Pays Cathare” (País Cátaro) se estendia pela zona chamada Occitania , atual Languedoc, em uma extensão fronteiriça com Toulouse até o oeste, nos Pirineus até o sul, e no Mediterráneo até o leste. Em definitivo, uma área política que, durante o século XIII, limitava-se com a Coroa de Aragão, França e condados independentes como o de Foix e Toulouse.

As cerimônias cátaras eram muito simples e consistiam basicamente em um sermão breve, uma benção e uma oração ao Senhor; essa simplicidade influenciou posteriormente uma gama de seguimentos protestantes. Possuíam duas classes ou graus.

Os leigos eram conhecidos como crentes e a esses não eram exigidos seguir suas regras de abstinência reservada aos perfecti, ou bonhomes eleitos, que formavam a mais alta hierarquia do catarismo. Para ser um perfecti tinham que tanto homem quanto mulher, passar por um período de provas nunca inferior a 2 anos, e durante esse tempo, faziam a renúncia de todos os bens terrenos, abstinham de carne e vinho, não poderiam ter contato com o sexo oposto. Depois deste período o candidato recebia sua iniciação conhecida com o nome de Consolamentum que era realizada em público. Essa cerimônia parecia com o batismo e continha também uma confirmação e uma ordenação.

Na idade média, marcada pela violência e pela sede de poder da igreja Católica Romana, o Catarismo chocou-se frontalmente com o dogmatismo da Igreja. A religião cátara propunha, como aspectos básicos, a reencarnação do espírito, a concepção da terra como materialização do Mal, por encher a alma de desejos e prende-la às coisas efêmeras do mundo, e do céu como a do Bem, numa concepção dualista do mundo. Mas o principal ponto de discórdia tenha sido o de que os cátaros não admitiam qualquer tipo de intemediação entre o homem e Deus. Sem papa, sem dízimo. Neste ponto o leitor já deve ter uma noção que uma religião como esta não duraria muito quando a Igreja católica resolvesse agir, certo?

A Cruzada Albigesa

A Cruzada Albigesa (devido à cidade de Albi), comandada por Simon de Montfort (1209 – 1224) e pelo Rei Luis VIII (1226-1229) durou 40 anos. A perseguição arrasou a região dos Cátaros, a resistência teve que enfrentar-se com duas forças enormes, o poder militar do Rei de França e o poder espiritual da Igreja Católica.

Na primeira fase da cruzada, foi destruída a cidades de Béziers (1209), onde 60.000 pessoas morreram. Destruída a cidade, os cruzados marcham para a cidade de Carcassone, onde Simon de Montfort se apossa dos condados de Trencavel (carcassone, Béziers), conquistando também Alzonne, Franjeaux, Castres, Mirepoix, Pamiera e Albi.

Em Béziers, tornou-se célebre o diálogo entre o comandante dos cruzados e o representante do papa: Disse o comandante “Mas senhor, nesta cidade encontram-se vivendo em paz cristãos, judeus, árabes e cátaros. Como vamos saber quais são os inimigos?” ao que a Igreja respondeu “Matem todos; Deus escolherá os seus!”

Em 1216, houve outra investida contra os cátaros. Simon morre em 1218, acabando também a cruzada, sem, entretanto, extinguir a heresia. Amaury, filho de Montfort, oferece as terras conquistadas por seu pai a Felipe Augusto, rei da França que as recusa, porém seu filho Luís VIII acabará aceitando as terras.

Em 1224 Luís VIII liderando os barões do norte, empreendeu uma nova cruzada que durou cerca de três anos alcançando muitas conquistas até chegar a Avignon, onde termina o cerco contra os hereges. O resultado dessa disputa foi um acordo imposto pelo rei da França aos Senhores feudais das áreas conquistadas e conseqüentemente os domínios disputados passariam para a coroa da França (Tratado de Meaux, 1229).

Militarmente, apesar de terem o apóio de pequenos condados, os cátaros não conseguiram resistir ao genocídio das cruzadas, embora elas não tenham conseguido erradicar o Catarismo de forma definitiva… até a Inquisição!

Muitos dos Cátaros encontraram refúgio dentro das Ordens Templárias, chegando até mesmo a executar seus rituais dentro das Igrejas e Castelos templários. O abrigo e proteção aos Cátaros foi uma das inúmeras alegações que a Igreja usou contra os Templários em 1314.

Os Cátaros deram origem aos primeiros grupos dos chamados “Alquimistas” e seus textos simbólicos, que a partir do século XVII passaram ser conhecidos como Rosacruzes.

Líderes Templários do Período:
Gilbert Horal: Um grande líder templário, que tentou estabelecer alianças e fazer as pazes com os muçulmanos. Por conta disso, as tensões entre os Templários e os Hospitalários ficaram maiores do que nunca, a ponto quase de eclodir uma guerra interna entre os cavaleiros. Durante as reuniões com o papa Inocente III, este argumentou a favor dos Hospitalários, pois o papa estava furioso com os acordos de paz entre os Templários e Malek-Adel, irmão de Saladino. Gilbert organizou e ampliou as posses dos Templários na França.
Phillipe de Plessis: foi o décimo-terceiro Grão Mestre Templário, de 1201 a 1208. Ele se juntou aos cruzados durante a Terceira Cruzada e acabou conhecendo e se iniciando nos místérios Templários em Jerusalém. Não houveram muitas intervenções militares durante seu governo, pois a 4a cruzada nunca saiu da europa; os Templários atingiram seu pico de influencia e força e criaram uma grande disputa com os Teutônicos na Germania (o que quase causou a expulsão dos Templários do território, se não fosse a intervenção do papa).

#Templários

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