Exercícios Práticos – 01

Estes são os exercícios básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de reiki, chi kung, chakras e na imensa maioria das ordens iniciáticas. Aleister Crowley dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.

1) Concentração

A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.

Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.

Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.

Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.

Dificuldades:

1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.

2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).

Exercício 2: Imaginação e chakras

Comece pelo primeiro chakra (Muladhara). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.

Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…

Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja (Svadisthana), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.

Imagine agora o terceiro chakra (Manipura), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra (Anahata), verde, sobre o centro do seu peito, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra (Vishuda), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.

Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.

Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…

Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais chakras estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.

Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – Svadisthana).

Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…

Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.

Exercício 3: manifestação desta energia

Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:

Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.

Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.

Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?

Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…

Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.

O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.

#Exercícios #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/exerc%C3%ADcios-pr%C3%A1ticos-01

Shinto

Aisatsu yo!

O Shinto, literalmente traduzido como “o Caminho dos Kami”, é uma religião étnica e natural surgida no Japão com o objetivo de cultuar os Kami, entidades sobrenaturais erroneamente denominadas “deuses” – para saber o que são Kami, eu recomendo a leitura deste post aqui.

A origem do Shinto é muito discutida pelos estudiosos orientais. Esteja o seu ponto de origem junto com a formação da cultura japonesa, ou com a influência da filosofia chinesa e do budismo mayahana, o fato é que o Shinto foi moldado à luz de várias religiões estrangeiras. Em geral, é amplamente considerado que o Shinto surgiu como religião a partir de outras formas religiosas tais como o animismo, o shamanismo, o culto aos ancestrais e o culto à natureza, gradualmente moldando seus próprios rituais e formas de culto.

 A adoração aos Kami, visto como o centro do Shinto, mudou bastante com o passar dos anos. A influência budista trouxe o “amálgama de kami e budas”, o chamado Shuugou Shinbutsu, acarretando mudanças na filosofia e nas práticas diárias e de culto nos santuários. Após o período Kamamura (1333 A.D.), surgiram várias teorias xintoístas com base das ideias de Confúcio.

O mais importante impacto religioso e filosófico sobre a estrutura do Shinto foi representado pelo budismo, mas o antigo pensamento chinês e o confucionismo possuem também uma grande influência. A inspiração chinesa deu-se basicamente através do Onmyoudou, que influenciou os rituais de purificação. O próprio Shugendou é um produto do nascente Shuugou Shinbutsu, mas que, após sua consolidação, exerceu sua influência na formação do xintoísmo moderno.

Até um pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, os santuários e templos xintoístas possuíam uma certa autonomia, o que favoreceu o surgimento de diversas “novas religiões” derivadas do Shinto. Depois da guerra, o sistema de santuário foi consolidado sob o Jinja Honchou (algo como uma associação de santuários xintoístas), permanecendo até os dias de hoje.

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Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente aqueles ligados ao Japão.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/shinto

A Evolução de um Templo Astral

templo-astral

Olá crianças,

Esta semana tivemos pelo menos 30 pessoas adentrando o segundo Atrio do Arcanum Arcanorum e muitos me pediram para dar maiores detalhes sobre como funciona um Templo Astral. O Templo Astral é um dos principais exercícios magísticos de todas as Ordens Iniciáticas, xamânicas, rosacruzes e até mesmo católicas… Por quê? Porque ele é uma construção astral/mental que consegue transformar todo o seu subconsciente em algo consciente e compreensível.

Explico: O Templo Astral de um mago representa sua própria mente, organizada e moldada de uma forma onde os símbolos que ali surgem possam ser interpretados conscientemente pelo nosso cérebro.

De acordo com Yuri Motta, “A construção do Templo Astral é um exercício que é sempre indicado após você dominar a visualização e ter desenvolvido uma boa concentração, fora isso é bom saber dominar um estado de relaxamento, que você pode atingir fazendo respirações controladas ou atingindo o Estado Alpha.

Estando em um local confortável como sua cama ou uma poltrona, você se visualiza em um espaço branco, esse é o papel branco da sua mente, lá você vai construir um o local que vai ser ponto de partida para o seu templo astral inteiro, não existe regra, mas você pode começar com um pequeno quarto e ir colocando as coisas que quiser, por exemplo uma mesa, quadros, plantas e etc. Vai ser o lugar que você faria para ficar uma parte do seu tempo e se não existisse limites na forma que você poderia decorar. Se você é ocultista por exemplo, pode colocar estátuas de deuses, objetos com simbolismo, armas e etc, objetos que só uma pessoa milionária poderia colocar”.

Cada um destes objetos pode e deve ter um simbolismo especial para o mago. Por exemplo, no Xamanismo, somos ensinados a construir nosso “local de meditação” como uma clareira dentro de uma floresta, com uma fogueira no centro e uma grande árvore próxima”. Quando construímos esta cena mental, nosso HOD (a bagagem de formas e conceitos de cada um) molda essa descrição em símbolos que trazem certas correspondências. A primeira coisa que o xamã vai pedir é para você identificar qual tipo de árvore é aquela… e pelo tipo de árvore podemos compreender uma parcela de nossa personalidade; pelo tipo de fogueira, podemos compreender como está nossa Vontade (thelema), pelo estado da mata, nossos limites e assim por diante (existe água próxima? é dia ou noite? há animais? quais? etc…).

O dia em que você está desanimado, sua fogueira está fraca, no dia em que você está se sentindo poderoso, sua fogueira reflete isso (mesmo sem você comandar isso! ela simplesmente muda seguindo o que o seu subconsciente faz da leitura das vibrações e codifica isso em um símbolo que seu consciente pode compreender – no caso, intensidade da fogueira). Ela está espiralada em descontrole? sinal que sua vida espiritual está tumultuada… está pendendo ao ateísmo? ela tende a apagar… você faz as regras quando cria os objetos, e eles reagem à sua vontade de maneira inconsciente…

E cada ponto fixo desta construção fica ancorado em seu subconsciente. Ou seja, se você plantou uma árvore para um relacionamento, por exemplo, quando seu relacionamento vai bem, a árvore estará frondosa e saudável… se estiver ruim, a árvore estará murcha, seca, ou até morta… podem aparecer cupins, ou dar frutos… cabe ao mago estudar simbologia e correspondências para conseguir compreender o que aqueles símbolos significam para ele e, com isso, ampliar sua consciência).

Podem aparecer animais, criaturas, até mesmo monstros em seu templo… objetos podem aparecer quebrados (mesmo que você os conserte cada vez que entrar no Templo, eles teimam em continuar quebrados… isso significa alguma coisa: seu inconsciente lhe mandando uma mensagem através de símbolos!)

E como pode ser esta construção básica? Yuri Motta nos descreve o seguinte:

“Obviamente como o espaço é seu, você pode imaginar algo completamente diferente como uma praia deserta, ou um castelo nas nuvens.

Por exemplo, uma parte do meu Templo Astral é uma ilha, com uma cabana de madeira bem simples, com uma sala ao lado para meditar, fora dela eu coloquei locais para representarem os 4 elementos, o mar é água, terra uma gruta, vento um penhasco e fogo uma piscina de lava no fundo da terra. Também é possível colocar deuses personificados para conversar ou estátuas desses para oferendar algo, emfim, o limite fica na criatividade”.

Existem diversos motivos para se ter um templo astral, é um lugar onde pode se relaxar a mente e ao mesmo tempo treiná-la, pois a visualização é um exercício também.

Dentro do templo astral, após deixar tudo “firme” chega a parte mais interessante, enquanto você cria e explora esse mundo criado por você, podem aparecer coisas novas com o passar do tempo, muitas vezes símbolos que sua mente cria e você deve desvendar o significado, não podem aparecer apenas objetos, como também seres vivos, como a mente trabalha com símbolos é importante procurar colocar coisas que tenham algum significado para você.

Quanto mais se pratica a construção e criação de um Templo astral, mais se treina visualização e criatividade e maior se torna sua capacidade de moldar pensamentos no Plano Astral. Inclusive, uma das perguntas que mais me fazem é a seguinte: “eu faço parte das ordens X, Y e Z e cada uma tem um Templo astral… devo fazê-los juntos ou separados?” e a resposta é “Junte TUDO. Sua mente deve ser unificada”. Você faz parte da AMORC? tenha um templo da AMORC que possa acessar dentro de seu Templo Astral, e portais que o levem direto ao Colégio Invisível, faz parte da demolay? Tenha um Capítulo pronto com todos os paramentos montados; tenha um templo maçônico, um círculo de pedra, as quatro fortalezas elementais do AA, as firmezas de exu, caboclo, preto-velho… tenha seus animais de poder livres para correr na floresta, próximos da cachoeira!

Em níveis mais avançados você pode usar o templo para guardar informações, pode lançar sigilos dentro do templo, realizar rituais. Se conseguir, pode personificar um trauma, medo ou vicio e em uma batalha épica matar esse problema.

O templo pode ser usado para guardar informações, como uma biblioteca, pode ser utilizado para treinar ações, rituais, treinos esportivos e eventos. Atletas olímpicos costumam repassar suas formas mentalmente dezenas de vezes para cada vez que a executam fisicamente, Tesla construía mecanismos em sua mente e os deixava “funcionando” por semanas. Quando ia examiná-los, sabia exatamente quais peças teriam qualquer gasto e que problemas apresentariam… quando crio jogos de tabuleiro, costumo deixar as regras com seres do templo astral jogando e, quando retorno, eles me mostram eventuais defeitos ou modificações a serem feitas… com a mente treinada, as possibilidades são infinitas!

O treinamento em Qlipoth, em NOX passa necessariamente por ter um Templo Astral desenvolvido e as defesas prontas para se trabalhar seus próprios monstros e demônios internos. É necessário ter todas as defesas, armas, armaduras e preparos mentais e astrais para se poder solidificar um demônio interno e dominá-lo… caso contrário, seus defeitos irão dominar você.

É importante esse exercício ser feito com frequência e diariamente para ter bons resultados, você pode fazer também toda noite antes de dormir.

E não se preocupe com o tamanho dele… como costumo brincar: não se paga IPTU no Astral. Facilita bastante desenhar, moldar, construir ou até, se você tiver facilidade com arquitetura, desenhar a planta básica em CAD ou outro Sketch.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-evolu%C3%A7%C3%A3o-de-um-templo-astral

Movimentos Rosacruzes

Assim como a Maçonaria se intitulava uma Sociedade Secreta, assim também eram os Rosa-Cruzes [cada corrente adota uma maneira especial de grafia: Rosacruz, RosaCruz, Rosa-Cruz, Rosa Cruz]. Hoje, os movimentos Rosacruz são considerados uma Irmandade Secreta, ocultista-cabalística-teosófica, que pretende ter conhecimentos e sabedoria esotérica preservados do mundo antigo.

O tema central dos antigos rosa-cruzes era a reforma geral do mundo. A idéia da Reforma, que no âmbito da Igreja começou com Lutero e seus seguidores, mas que depois ficou atolada no pântano das instituições, teria de ser reavivada e difundida. Agora não se tratava mais de reformar a Igreja, mas na verdade, segundo princípios esotéricos, de reformar o mundo. Os rosa-cruzes assumiam a consideravam como oponentes os jesuítas e os que fossem contra a Reforma. Eles achavam que as pessoas inteligentes de todo o mundo deveriam unir-se para melhorar a sorte da humanidade e aprofundar seus conhecimentos sobre Deus e a Natureza.

Pode-se afirmar que o rosacrucianismo é um tipo de sociedade religiosa eclética, pois admite em seu quadro associativo pessoas de todas as religiões. Tem seus sinais de reconhecimento, palavras de passe e apertos de mão, e também diversos graus hierárquicos, havendo cerimônias especiais para a entrada nesses graus.

Alguns historiadores sugerem a sua origem num grupo de protestantes alemães, entre 1607 ou 1616, quando três textos anônimos foram elaborados e lançados na Europa.

O ano de 1582 foi o ano de mudança de calendário da humanidade. O calendário dito “juliano” cedeu ao “calendário gregoriano”: o dia 5 de outubro de 1582 passou a ser 15 de outubro de 1582. Este fato suscitou impressão sinistra nos povos europeus, já abalados pela revolução marítima, geográfica e histórica do séc. XVI: imaginaram alguns que o mundo estava para acabar, e sombrias profecias se espalhavam pela Europa Central… É sobre este pano de fundo apavorado e dado a alta imaginação que tem origem a Rosa-Cruz.

A história dos rosa-cruzes teve início na pequena cidade alemã de Kassel no ano de 1614, com a publicação de um pequeno manifesto anônimo de 38 páginas intitulado “Fama Fraternitatis R. C. – Reforma geral e comum de todo o amplo mundo” (ou Chamado da Fraternidade da Rosacruz), com um subtítulo, “Mensagem da Irmandade da altamente digna de louvor Ordem de Rosa-Cruz a todos os sábios e líderes da Europa” (vinda da tipografia de Wilhelm Wessel) – ainda que cópias manuscritas do mesmo já circulassem desde 1611, em determinados meios seletos. Ele foi seguido, um ano depois, pelo Confessio Fraternitatis (Confissões da Fraternidade) e, em 1616, por O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz. Esses três documentos estabeleceram a história, os estatutos e o programa de uma fraternidade até então desconhecida, chamada de a “Ilustre Ordem dos Rosa-cruzes”. Em uma época de enorme tumulto político e religioso, esses documentos louvavam a importância da ética, da moral e da espiritualidade, que poderiam salvar o homem dos erros ocasionados pelos costumes mundanos. Os textos alcançaram um público crescentemente numeroso, e foram republicados em vários países. A Europa inteira tomou-se de entusiasmo pelo personagem que ocupava o centro desses novos ensinamentos, um personagem de perfil lendário: Christian Rosenkreutz.

Outros dois documentos sucederam-no: Confessio Fraternitatis (“Confissões da Fraternidade Rosacruz”) (1615), publicado simultaneamente em Kassel e Frankfurt, e Chymische Hockeit Christiani Rosenkreuz (“Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz”) (1616), publicado na então cidade independente de Estrasburgo (posteriormente anexada pela França, em 1681).

Essa declaração anônima causou um grande estardalhaço tanto na Corte como na cidade, conforme provado nas “memórias” e anais da época. Difundiram-se os boatos mais contraditórios.

A publicação destes textos provocou imensa excitação por toda a Europa, provocando inúmeras re-edições e a circulação de diversos panfletos relacionados com os textos, embora os divulgadores de tais panfletos pouco ou nada soubessem sobre as reais intenções do(s) autor(es) original(ais) dos textos, cuja identidade ficou desconhecida durante muito tempo.

A sociedade européia da época, dilacerada por guerras, tantas vezes originadas por causa da religião, favoreceu a propagação destas idéias que chegaram, em pouco tempo, até a Inglaterra e a Itália. A perturbação causada pela Guerra dos Trinta Anos que irrompeu na Europa deve ter tido algo a ver com isso também.

Em Paris, em 1622 ou 1623, foram colocados posters nas paredes, que incluiam o texto: “Nós deputados do principal colégio dos irmãos da Rosa-Cruz, constituímos residência visível e invisível nesta cidade, pela bondade do Altíssimo, para o qual estão voltados os corações dos justos. Mostramos e ensinamos a falar todas as espécies de línguas, para que possamos livrar os homens, nossos semelhantes, de erro mortal” (…) “Os pensamentos ligados ao desejo real daquele que busca irá guiar-nos a ele e ele a nós”. Em uma Europa dilacerada por guerras religiosas entre católicos e protestantes, o conteúdo dos manifestos rosa-cruzes encontrou solo fértil. Os panfletos circularam rapidamente e logo as idéias da fraternidade eram assunto de conhecimento geral.

Havia diversas razões para tal sucesso. Os objetivos da ordem correspondiam aos propósitos sociais, espirituais e intelectuais das novas elites literárias e científicas européias. Muitas pessoas se sentiam atraídas pela mentalidade progressista da fraternidade, visto que, quando se tratava de admitir novos membros, os rosa-cruzes não faziam distinção de raça, sexo ou posição social.

Muitos alquimistas e “místicos” puseram-se a procurar alguma sede da Rosa-Cruz para nela ingressar. Todavia ninguém encontrava núcleo algum da mesma. Aparentemente sem um corpo dirigente central, assumem-se como um grupo de “Irmãos” (Fraternidade). Em conseqüência, os admiradores mais hábeis tentaram organizar eles mesmos, e segundo os padrões indicados nas citadas obras anônimas, Sociedades Secretas ditas “Rosa-Cruz”. Principalmente na Renânia (Alemanha) fundaram-se numerosos grupos de Irmãos Rosa-Cruz. Nomes como Michael Maier e Robert Fludd apareciam como admiradores das doutrinas rosacruzes.

Logo após terem sido lançados, uma série de outros textos, livros e panfletos surgiram como resposta, alguns defendendo, outros atacando os textos originais.

Entre os anos de 1618 e 1625 existiram aproximadamente 20.000 publicações direta ou indiretamente relacionadas com o Rosacrucianismo editadas por admiradores externos que desejavam apoiar o movimento ou, na maioria dos casos, por inimigos tentando subvertê-lo e desacreditá-lo através da publicação de alegações que consideravam absurdas.

Durante esse período, uma série de organizações também teriam a sua vez nos anos que se seguiram a publicação dos primeiros manifestos rosacrucianos. O mito Rosacruz estava finalmente estabelecido

#Alquimia #Rosacruz

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Perseguindo a Eternidade

Aqui começa: 3 artigos antes do fim dos tempos…

» Parte 1 da série “Reflexões sobre o tempo”

Todos certamente já afirmaram, de forma natural: “o tempo corre”, “este ano passou depressa” ou mesmo “esta aula não acaba”. Uma definição científica mais precisa faz-se certamente necessária, e com ela ver-se-á que o tempo, em sua acepção científica, não flui. O tempo simplesmente é.

A ilha Samoa, no Pacífico Sul, anunciou que vai avançar um dia no calendário para incentivar os negócios com os seus principais parceiros econômicos, a Austrália e a Nova Zelândia. Hoje, a ilha de 180 mil habitantes está 21 horas atrás da principal cidade australiana, Sydney. A partir do dia 29 de dezembro de 2011, vai estar 3 horas à frente [1].

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailele, afirmou que a ilha está perdendo dois dias úteis por semana em suas transações comerciais com esses países. Quando é sexta-feira em Samoa, já é sábado na Nova Zelândia. E aos domingos, enquanto a população da ilha está na igreja, os negócios estão a todo vapor em Brisbane e Sydney. A alteração do calendário significa que Samoa passará para o lado oeste da linha internacional do tempo. Há 119 anos, os samoanos fizeram o contrário e se transferiram para o lado leste da linha, a fim de incentivar negócios com os Estados Unidos e a Europa. Hoje, entretanto, são a Austrália e a Nova Zelândia os importantes parceiros comerciais da ilha.

Quando a linha internacional do tempo (ou linha de data) foi estabelecida, o mundo ainda seguia a doutrina newtoniana do tempo, e cria piamente que o tempo era uma entidade absoluta. Dessa forma, apesar de serem linhas imaginárias, os meridianos estariam associados à rotação da Terra em torno do Sol, algo que transcorreria em um tempo absoluto. Até hoje, como podemos ver, a engrenagem de nossa economia se baseia em linhas imaginárias concebidas numa época em que se acreditava que o tempo era uma medida absoluta. Einstein provou que estávamos todos errados…

Ainda adolescente, o gênio alemão lutava com a questão de como uma pessoa veria um raio de luz se viajasse exatamente à mesma velocidade da luz. Segundo Newton, o viajante veria uma onda de luz “estacionária”, e poderia até mesmo estender o braço e recolher um punhado de luz imóvel, como se recolhe a neve aqui na Terra. Ocorre que, segundo as equações de Maxwell para o comportamento da luz, ela jamais poderia algum tempo estar parada, sem se mexer. A luz era como um tigre selvagem que jamais poderia ser domado. Einstein descobriu um grande paradoxo.

Para compreendermos melhor o problema, imaginemos que Calvin acabou de ganhar um trenó com propulsão nuclear. Ele decide então aceitar o maior de todos os desafios e apostar uma corrida com um raio de luz. A velocidade máxima de seu trenó é de 800 milhões km/h, contra 1,08 bilhão km/h da luz, mas ele é um garotinho destemido e aceita o desafio. Haroldo, seu tigre de estimação, está atento com um relógio atômico altamente preciso, e anuncia a largada!

Para cada hora que passa, Haroldo percebe que o raio viaja a 1,08 bilhão km/h, enquanto o trenó de Calvin, conforme o previsto, não passa dos 800 milhões de km/h. Segundo a doutrina newtoniana, o tempo é uma entidade absoluta, e dessa forma Calvin concordaria com seu tigre em que o raio tem se afastado dele, desde a largada (desconsideremos a aceleração inicial), a precisamente 280 milhões km/h, a diferença entre as duas velocidades…

Mas, em seu regresso, Calvin está irritado e não concorda de modo algum. Ao contrário, desanimado e acusando a luz de ser trambiqueira, ele diz que por mais que apertasse o acelerador de seu trenó nuclear, o raio de luz continuava a se afastar dele a 1,08 bilhão km/h e nem um pouquinho a menos. Haroldo o aconselha a se acalmar e diz que a luz não é trambiqueira, o tempo é que é relativo!

A explicação de Einstein para tal paradoxo é a de que as medições de distâncias espaciais e durações temporais realizadas pelo relógio de pulso de Calvin são diferentes das de Haroldo, e isso nada tem a ver com o fato de ele estar usando um relógio mais preciso… A divergência entre tais medições só podem ser explicadas pela doutrina einsteiniana onde o tempo não é mais absoluto, mas relativo ao observador.

A velocidade da luz, ela sim, é absoluta e constante, já o próprio espaço e o próprio tempo dependem do observador. Cada um de nós leva o seu próprio relógio, seu monitor da passagem do tempo. Todos os relógios tem a mesma precisão, mas quando nos movemos, uns com relação aos outros, os relógios não mais concordam entre si. Perdem a sincronização. O espaço e o tempo ajustam-se de uma maneira que lhes permite compensar-se exatamente, de modo que as observações da velocidade da luz sempre dão o mesmo resultado, independente da velocidade do observador.

Newton achava que esse movimento através do tempo era totalmente independente do movimento através do espaço. Einstein descobriu que eles são intimamente ligados. A descoberta revolucionária da relatividade especial é esta: quando você olha para algo, como um trenó nuclear estacionado, que, do seu ponto de vista, está parado – ou seja, não se move através do espaço –, a totalidade do movimento do trenó se dá através do tempo. O trenó, a neve, o tigre, você, sua roupa, tudo está se movendo através do tempo em perfeita sincronia. Mas, se Calvin voltar a acelerar o trenó, parte de seu movimento através do tempo será desviada para o movimento pelo espaço. Por fim, a relatividade especial declara a existência de uma lei válida para todos os tipos de movimento: a velocidade combinada do movimento de qualquer objeto através do espaço e do seu movimento através do tempo é sempre precisamente igual à velocidade da luz.

Você pode até se imaginar parado, mas mesmo o monge budista meditando no templo mais afastado do Butão tem o seu corpo em constante movimento através do espaço. Ainda que a gravidade o prenda a Terra, a Terra está girando em torno do Sol em extrema velocidade, e o Sol, por sua vez, gira em torno do centro da Via Láctea – a nossa galáxia –, e nossa galáxia inteira vai de encontro a Andrômeda [2], e todas as galáxias se movem em torno de conglomerados inimagináveis aos mortais (embora alguns físicos tentem imaginar seriamente o tamanho do infinito)…

Mas, ainda que por milagre o monge atingisse algum espaço perfeitamente estático do Cosmos, ainda assim estaria se movendo a precisamente 1,08 bilhões km/h pelo tempo, na crista das ondas de luz.

Já a própria luz, que sempre viaja à sua velocidade através do espaço, é especial porque sempre opera a conversão total da velocidade do tempo para o espaço. Isso significa que o tempo pára quando se viaja a velocidade da luz através do espaço. Um relógio usado por uma partícula de luz não anda. Os fótons lançados no espaço-tempo tem a mesma idade desde o Big Bang, eles operam no reino da eternidade [3].

Embora não possamos nunca realmente nos aproximar da velocidade da luz mantendo a matéria que nos forma intacta, existe algo de profundo e assombroso nesta visão do mecanismo cósmico. Desde que despertamos para a vida consciente, temos nos perguntado de onde viemos e para onde vamos, e alguns de nós tem tido um contato mais estreito com a própria eternidade que nos cerca – uma essência misteriosa que parece permear todas as coisas, e lhes dar forma e informação.

Para estes, a busca pela eternidade, pelo retorno as origens, ao reino do que não foi nem será, mas simplesmente é, nesse exato momento o é, essa busca se torna uma perseguição implacável… Por outro lado, através da racionalidade, terminamos por desvelar os segredos da própria luz, por retirar o próprio tempo de seu pedestal absolutista. Terminamos por perceber, por uma via completamente distinta, que a eternidade está espalhada por todo o lugar. Nós a percebemos com os olhos – os fótons são eternos [4].

» Na continuação, a ilusão persistente do tempo…

***
[1] O artigo foi escrito antes desta mudança, em 2011.
[2] Nossa galáxia e a de Andrômeda fazem parte do Grupo Local de galáxias em nossa vizinhança cósmica. Mas não se preocupem, ainda vai demorar muito, muito tempo, para que as galáxias se choquem…
[3] A noção de que o tempo para a velocidade da luz é interessante, mas é importante não exagerar quanto às implicações desse fato. A perspectiva “atemporal” do fóton limita-se a objetos sem massa, o que está limitado a uns poucos tipos de partículas.
[4] O exercício mental do trenó nuclear e várias citações e informações científicas descritas neste artigo são fruto direto da leitura de “O tecido do cosmo” (Cia. das Letras), do físico Brian Greene. Recomento sua leitura para um aprofundamento científico (e muito mais embasado, nesse sentido) do assunto.

#Newton #Ciência #Tempo #física #Einstein

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O Druidismo – Claudine Bouchet

Bate-Papo Mayhem #107 – 21/11/2020 (Sabado) Com Claudine Bouchet – O Druidismo – 16h Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

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#Batepapo #druidas

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Mapa Astral do Felipe Neto

Salve,

Recentemente, o youtuber de cabelos coloridos fez uma postagem dizendo que “não acredita na Astrologia” e que Astrologia não funciona e que ninguém o convenceria do contrário. Ai como eu não estava fazendo nada agora de tarde, em 10 minutos farei e analisarei o mapa astral do Felipe Neto para vermos se ele tem ou não razão.

Dados: nascido em 21/janeiro/1988 no Rio de Janeiro.

Independente de você, leitor, gostar ou não do que ele fala, há de se convir que ele tem milhões de seguidores, ganha rios de dinheiro e parece gostar muito do que faz, portanto posso assumir que ele está trilhando sua Verdadeira Vontade, certo?

Para ser mais imparcial ainda, e não correr nenhum risco de fazer “leitura fria”, não darei MINHAS impressões, mas copiarei-colarei as palavras de Adrian Ross Duncan de um livro de 1985, portanto, escritas ANTES do Felipe Neto nascer.

Vamos ao mapa:

Sol em Aquario na Casa 10; “Muita gente acha você uma fonte de inspiração, e na verdade você se sente fortemente motivado a manter relacionamentos de amizade. Pode se sentir invadido por um sentido de igualdade social, e o seu trato com os outros será permeado pelo seu dom natural de humanidade e de justiça. Você é perfeitamente capacitado para lidar profissionalmente com grupos, e tem habilidade para tratar as pessoas como iguais.”

Lua em Peixes na Casa 11: “Com a sua maneira de ser naturalmente compassiva e a sua compreensão, pode obter sucesso em áreas criativas ou trabalhando com pessoas que precisem de verdadeira ajuda emocional.”

Mercúrio em Aquario, na casa 11: “Você é uma pessoa de pensamento claro, muito aberta e entusiástica por idéias novas, apesar de poder ser um pouco teimosa nas suas opiniões. Pode também ter gênio inventivo ou algum interesse especial e único, talvez ligado à percepção e ao conhecimento. Também existe em si a tendência para assumir pontos de vista contrários à norma geralmente aceite. Sente que é seu dever sacudir as idéias dos outros e criar renovação à sua volta. Embora tal atitude possa ser refrescante para todos os envolvidos, você corre o risco de ser marginalizado ou mal entendido. Trabalha bem em ambiente de grupo, em que haja muita agitação e pessoas interessantes e estimulantes. Você é uma força a favor da renovação e tem a capacidade de integrar novos progressos tecnológicos no seu trabalho”.

Vênus em Peixes, na casa 11: “A sua maneira de ser é extremamente afetuosa. Se sente realizado quer em trabalho criativo, quer quando pode realmente cuidar das necessidades dos outros. O interesse humano significa muito mais para você do que um mero incentivo material”

Marte em Sagitário, na casa 8: “Você adora a liberdade e tem muitas opiniões firmes sobre o que é certo e o que é errado. Tem forte motivação para alargar tanto os seus horizontes intelectuais quanto os geográficos. Conhecer o mundo é parte integrante e fundamental da sua instrução, de modo que poderá fazer um bom trabalho em um meio internacional. Precisa de uma profissão que o mantenha sempre em atividade e que lhe apresente desafios intelectuais. Não pode prosperar em situações que limitem o seu espaço, ou seja, a liberdade de fazer suas próprias conexões e formar suas próprias opiniões é fundamental para a sua maneira de ser. Podem surgir problemas quando participar de discussões. A diplomacia não é o seu forte e tem propensão para impor sem rodeios a verdade nua e crua, como é vista pelos seus olhos. Talvez esteja com a razão, como acontece muitas vezes, mas será que isso vai levá-lo a algum lugar? Cultivando o hábito de tratar com respeito as idéias dos outros, poderá conquistá-los para o seu lado e convencê-los do seu ponto de vista.”

Jupiter em Aries na casa 1: “Você tem aptidão para atingir muito rapidamente as metas a curto prazo e pode muitas vezes contar com a sorte do seu lado. Tem qualidades de liderança. Autoconfiança e uma fé irrestrita nas suas aptidões podem levá-lo longe. Para tirar o máximo partido possível dos seus dons naturais nessa área, é importante que formule objetivos para o futuro. Logo que o tenha feito, o simples ato de tomar qualquer iniciativa, aliado à certeza no resultado, certamente lhe assegurará o sucesso. Algumas pessoas podem considerar o seu estilo muito impulsivo, no entanto a atitude positiva, associada à ação – o ataque de surpresa – podem trazer incontáveis benefícios. As vantagens que você pode conseguir, tanto na sua vida profissional como na pessoal, nunca acontecem quando você fica passivo. Vá em frente!”

Saturno em Sagitário na casa 9: “Você tem capacidade para fazer estudos profundos e pode mostrar a outras pessoas um caminho de compreensão a partir de um sistema ou conjunto de regras filosóficas. Você tem muita consciência de seu lugar na hierarquia intelectual e é um pouco inflexível em suas opiniões ou percepção do que é a verdade.”

Bem, este conjunto de bases sobre o seu mapa retrata exatamente quem você é profissionalmente… comunicação, inovação, exploração de novas tecnologias para expor as idéias e agressivo na imposição dos seus ideais…

Caro Felipe, você pode não acreditar em astrologia, mas sua vida seguiu EXATAMENTE o que a teoria da Astrologia disse que você seguiria para a verdadeira Vontade. Deve ser coincidência.

Forte abraço e boa sorte na luta contra os evangélicos.

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O que há para se conservar?

“Nada no mundo pode durar para sempre” (frase encontrada numa parede em Pompeia)

Os conservadores insistem em manter o mundo tal qual ele é, ou foi, nalguma “época áurea” em que tudo funcionava, e a moral e os bons costumes eram regra geral do procedimento do bom cidadão. Seu ofício mental é o de relembrar aquilo que já passou, numa tentativa hercúlea de “trazer de volta”, conservar, manter tudo como “sempre foi”.

Os conservadores vivem numa ilha de puritanismo cercada do fluxo selvagem da mudança por todos os lados. O mundo é, afinal, um fluxo… Todos que observam a Natureza percebem isso cedo ou tarde, mas os conservadores insistem em sua crença de que tudo “pode e deve permanecer como está”. É o fundamentalismo da estagnação…

Mas não devemos nos deixar iludir pelos rótulos. Chamar alguém de conservador não significa que aquela pessoa aceite a alcunha, nem tampouco que ela seja 100% conservadora. Dizem que os conservadores são “de direita”, mas há muitos conservadores “de esquerda”. Estes gostariam tanto de conservar a sua própria utopia e o seu próprio ideal, que chegam a embalsamar os seus líderes, tal qual aos egípcios antigos, talvez também mais por motivos políticos do que religiosos.

Quando a Dama de Ferro disse que “não existe essa coisa de sociedade”, estava se alinhando a uma ala dos conservadores que preferiram conservar a ideia do indivíduo. Eles creem piamente que um indivíduo pode “vencer na vida” sem ajuda da sociedade – e que, dessa forma, o Estado, que representa a sociedade, não deveria intervir nos afazeres do indivíduo que está ali, afinal, apenas para “vencer na vida”. Mas, se refletirmos um pouco, o único indivíduo que “venceu na vida” sem uma sociedade é aquele que viveu a vida toda num deserto ou no cume de alguma montanha isolada. Mas neste caso, o fato de ele haver “vencido na vida” nem faz muito sentido, não é mesmo?

Vamos ser sinceros aqui: nenhum ser humano consegue viver sozinho. Podemos não admitir ou não enxergar, mas somos seres gregários, e não há indivíduo que viva fora de uma família, ou grupo, ou sociedade… Portanto, me parece óbvio que existe uma sociedade, a grande questão é o que ela reflete. Pois que toda sociedade reflete o pensamento de seus indivíduos. Quando uma sociedade prefere “fingir que não há sociedade”, é obviamente para o proveito de uma elite, exatamente aquela que “já venceu na vida” – seja no berço, seja através do Mercado.

Por outro lado, pretender que todos os indivíduos de uma sociedade tenham direitos precisamente iguais é uma utopia ainda um tanto quanto inalcançável… Direito a educação básica, a saúde, a uma defesa nos tribunais, ok. Direito a um mesmo salário e um mesmo naco de terra, é hoje obviamente impraticável. Não estamos preparados para a grande utopia da Fraternidade Universal, e a prova disso é que sempre que isto foi tentado, terminou como uma imitação de um feudalismo bizarro, onde o “líder do partido” era uma nova espécie de senhor feudal.

Dizem que não há nada de novo debaixo do Céu, mas ainda que nenhuma substância se perca, apenas se transforme, fato é que tudo muda, tudo vibra, e nada está parado. Os ponteiros sempre se movem no Cosmos, e isto é também válido para este mundo cá embaixo… Você não está parado nenhum segundo, nem quando medita num quarto com as cortinas fechadas. As placas tectônicas se movem e carregam continentes, e este é um movimento lentíssimo… Mas o próprio planeta gira que nem pião ao largo de uma estrela, e esta estrela não está fixa. Sóis como o nosso estão girando em torno de gigantescos buracos negros no centro das galáxias, e mesmo as galáxias estão catapultadas ao Infinito, agrupadas em grandes aglomerados… Mas o conservador gostaria muito de crer que “tudo pode continuar sendo como era antes”!

O que há para se conservar? Certamente, os bons exemplos, os bons pensamentos, as mais belas emoções… Conservemos não uma fronteira ou um sistema político-econômico, mas uma sabedoria muito mais antiga do que a civilização em si. O Chefe Seattle, por exemplo, respondeu assim ao presidente americano (que fez uma oferta pela terra dos indígenas do oeste americano): “Ele diz que deseja comprar nossa terra, mas como pode um homem comprar ou vender a terra, as florestas, os rios, o céu? Esta ideia é estranha para nós”.

O que há para se conservar? Decerto não os hábitos moribundos dos charcos de pensamento estagnado; Decerto não os preconceitos e os dogmas de religiosidade represada; Decerto não a ignorância e o medo do que é novo… São os jovens que herdarão esta terra, aqueles recém-chegados da Mansão do Amanhã. Mas eis que todo o livre-pensador se mantém jovem (ou relembra de sua juventude); e todo poeta, e todo dançarino, recitam, cantam e dançam; e rodopiam num campo de ventos sempre frescos.

Louco não é o dançarino do Cosmos, louco é aquele que acha possível apanhar o vento com as mãos e o trancafiar nalguma “doutrina”… Não há nada de novo debaixo do Céu, exceto o próprio Céu – a cada vez que o ponteiro se move, tudo muda.

E o ponteiro está se movendo neste momento, e os dançarinos estão seguindo o ritmo de seu fluxo divino…

Esta dança não acaba nunca.

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Crédito da imagem: Scott Barrow/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

» Comprar livro impresso, PDF, ou versão para Amazon Kindle

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#Espiritualidade #política #Tempo

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23 Milhões de Conspiradores!

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.

Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.

Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Salmos 23:1-6

Acabamos de chegar à marca de 23 milhões de Pageviews neste blog… Nada mal para um blog de Hermetismo e Espiritualismo no país da apropriação cultural… Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 3.135 posts publicados e 48.910 comentários. Temos 4.849 followers no twitter , 22k subscribers no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática. Também gravamos 22 Videos com Entrevistas e bate-papo sobre Hermetismo.

Post sobre como tudo começou.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando a todo vapor e passamos de 5,3 mil mapas astrais, 3,3 mil sigilos e 1.500 Mapas Sephiroticos (aproximadamente 15.400 cestas básicas ou equivalente distribuídas em 8 anos).

Quem acompanha o Blog faz tempo sabe que tudo o que fazemos aqui tem reflexo de outras Esferas e não foi por acaso que fechamos 23 milhões de visitantes praticamente ao mesmo tempo em que estamos nos preparando para começar o Projeto de um Jogo Baseado na Kabbalah e Hermetismo.

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

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Ordem sobre o Caos

O Rito Escocês Antigo e Aceito é, sem sombra de dúvidas, o sistema maçônico mais especulado e difundido no mundo, com forte hegemonia nos países latinos, em especial no Brasil. Por ter tido como seu maior expoente o erudito e controverso personagem Albert Pike, e como obra clássica seu Moral & Dogma, ambos citados na maioria das Teorias da Conspiração antimaçônicas, o Rito Escocês é, com certeza, a vitrine maçônica para o mundo não maçônico.

De caráter sincretista, tendendo a uma teologia natural, seu lema em latim é Ordo ab Chao, cuja tradução ao português deu origem ao título do novo livro de Kennyo Ismail, ORDEM SOBRE O CAOS, cuja proposta é de ser um tratado sobre história, funcionamento e ensinamentos dos 33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, alicerçado nas principais obras nacionais e internacionais escritas sobre o tema nos últimos 200 anos, incluindo, é claro, Moral & Dogma.

A obra descreve a incrível e ainda nublada história do REAA, seu desenvolvimento até chegar ao Brasil, como é seu funcionamento no país e no mundo, e então decodifica grau por grau, do 1 ao 33, cada lenda, principais símbolos, filosofia, teologia, esoterismo e princípios éticos e morais contidos, revelando as ligações ocultas entre eles e os objetivos a serem inculcados em cada grupo de graus.

Pesquisador, professor e autor de obras como Desmistificando a Maçonaria (2012), O Líder Maçom (2014), Debatendo Tabus Maçônicos (2016), História da Maçonaria Brasileira para Adultos (2017), Um Clone para Deus (2017), e O Livro do Venerável Mestre (2018), Kennyo Ismail ainda foi o tradutor e comentarista do clássico Ahiman Rezon (2016) e o revisor técnico de Maçonaria para Leigos (2015).

Para esta obra, cuja proposta extrapola os limites gráficos muitas vezes impostos por editoras convencionais, Kennyo optou por uma produção independente, via No Esquadro, parceiro aqui do Teoria da Conspiração. Com liberdade para trabalhar de forma que sua obra ganhe a forma que merece, a No Esquadro firmou contrato com o talentoso ilustrador Felipe Bandeira, da Lápis Designer, que desenvolveu a arte final do pôster, que irá como encarte, e a da capa do livro.

O pôster é uma releitura nacional do lado esquerdo da escada da famosa ilustração de Everett Henry, chamada “A Estrutura da Maçonaria” e originalmente publicada na revista Life, em seu volume 41, número 15, no dia 8 de outubro de 1956. O artista utilizou os títulos dos graus e os paramentos oficiais conforme adotado no Brasil. A capa foi desenvolvida tomando por inspiração a clássica publicação de Moral & Dogma, de Albert Pike, e outras obras clássicas da Maçonaria que tinham por comum a capa dura em cor sólida e detalhes em dourado. ORDEM SOBRE O CAOS também terá capa dura, honrando essa antiga tradição, além de papel pólen em seu miolo, o que proporcionará conforto superior, tanto na leitura quanto no passar das páginas. Ainda, cada grau decodificado na obra é ilustrado com seus respectivos painéis, desenhados pelo mais famoso ilustrador maçônico brasileiro, João Guilherme da Cruz Ribeiro.

Em busca de financiamento coletivo, Kennyo Ismail espera contar com seu apoio para levantar o investimento necessário e transformar esse projeto inédito em realidade. Os custos com desenvolvimento, ilustrações e diagramação já foram suportados por ele, que ainda arcará com os fretes das recompensas. Assim, 100% do valor arrecadado será destinado às despesas com produção gráfica: livros, pôsteres, caixas e embalagens.

Para saber mais sobre a campanha e suas recompensas, acesse:

https://www.catarse.me/ordemsobreocaos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ordem-sobre-o-caos