Harry Houdini

Harry Houdini foi um famoso mágico especializado em ilusionismo e escapismo. Na verdade, as técnicas de escapismo ele mesmo desenvolveu ao longo da carreira dele. Ao mesmo tempo, como pessoa pública, tanto pela coragem quanto pelo carisma, ele cultivou uma longa lista de desafetos, porque mesmo sendo mágico se permitia ao duro papel do cético e realista.

Houdini propôs desafios públicos, pagos com uma grande soma em dinheiro, a quem conseguisse provar a realidade da vida após a morte ao trazer uma mensagem verdadeira da sua falecida mãe.

Sejamos francos: Houdini, como tantos outros céticos (vide Padre Quevedo), não desacreditava da realidade espiritual, nem do Espiritismo ou Espiritualismo em si. A realidade espiritual – “O Mundo Mágico” – era crível, mas não provável à ótica materialista e acadêmica. E não há nenhum problema quanto a isso.

O que Houdini combatia não eram as sombras de um obscurantismo medieval, pré-Revolução Industrial. Não eram crenças e superstições comuns do povo, frutos da cultura religiosa e do imaginário popular. Houdini combatia era a luz. A luz cegante dos auto-declarados médiuns milagreiros, dos paranormais embusteiros e, principalmente, dos magos de palco.

O pior risco do Ocultismo é a vazão que ele dá para as pessoas o usarem de escapismo da realidade, como uma chance de se projetarem sombras de empatia e grandiloquência de seus egos e auto-estimas apequenadas pela simploriedade da vida que levam. Tudo por um jogo de luzes e contraste, a iludir a percepção do público crente de que este ou aquele indivíduo detém algum tipo de resposta ou solução magicamente acessível ou, quase sempre, onerosa.

No começo da minha jornada eu ficava muito insatisfeito com a percepção cética ou pessimista de algumas pessoas do cenário esotérico, quase como céticos, mesmo sabendo da realidade, a negar a existência do “Mundo Mágico” para as outras pessoas. Hoje, mais amadurecido pelas porradas que a vida me deu, acabei me tornando mais como um Houdini, e compreendendo melhor as coisas.

As pessoas não querem o “Mundo Mágico”. O que elas procuram, em sua maioria, é validar as próprias loucuras, reafirmar as próprias fraquezas como virtudes místicas, fugir da dura realidade do cotidiano, tudo a um preço acessível, uma passagem só de ida, quanto mais lisérgica, melhor, a uma “bad trip” controlada, com “on/off” para que ela possa ir na moitada ou se preocupar com o espiritual da mesma maneira que os fiéis vão a uma missa vez ou outra achando que limparam os pecados da lista daquele ano.

Houdini combatia os magos, e com razão. A sua maneira inquisidora, perseguiu e desmascarou os falsos magos, os embusteiros e os picaretas que se aproveitavam da credulidade alheia para extorquir a boa-fé e o dinheiro das pessoas.

E o arquétipo do mago é algo muito sedutor para estes indivíduos: arguição polida, domínio do jargão técnico, discursos motivacionais, métodos de indução e hipnose de um pastor protestante e um vendedor de bugigangas e, acima de tudo, uma aparência que os fizessem passar uma aura fidedigna de mago, projetada justamente do imaginário popular, de homens mais velhos, com uma espessa barba, vestidos de robes, em ambientes decorados com motivos mágicos e místicos mas, sobretudo um ambiente “noir”, soturno, para darem a impressão de serem misteriosos.

Uma vez projetados, se tornam figuras messiânicas difíceis de serem desconstruídas uma vez que o próprio público não se permite enxergar a própria realidade. Escondem-se detrás de robes – “o hábito não faz o monge”, mas para estes é imprescindível – escudados pelos que morreram e não podem mais falar em própria defesa, como Agrippa, Bruno, Salomão, e tantos outros.

Houdini viveu uma batalha virtuosa, mas inglória, contra os farsantes. Eles nunca vão deixar de existir. Mas seu exemplo ainda assim inspira alguns poucos – eu incluso – que se permitem a combater o senso comum com informação, a mistificação com conhecimento e as ilusões como fatos. E longe de mim ser um “inquisidor” ou “corregedor”, a fiscalizar o alheio. Esse é um erro ao qual não posso me dar o luxo.

Mesmo nas sombras, devemos fazer brilhar o real legado dos magos de outrora, o real tesouro do “Mundo Mágico”, que são os Princípios de uma dita “Arte Régia” com substância, mas sem nome. Não com fórmulas, com rituais, mas com os Princípios Divinos que se manifestam e são percebidos na própria Natureza interna e externa ao ser humano.

O bom combate de Houdini, como de tantos outros, ainda continua o mesmo, se não contra a luz ofuscante dos embusteiros de palco, contra a luz alienante dos magos de Youtube.

Kayque Girão – Vajra Jyotishi

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/harry-houdini

O Lemulgeton: a Goecia Estelar – Com Leo Holmes

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/uZmOOprJKcU

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-lemulgeton-a-goecia-estelar-com-leo-holmes

Qigong Simplificado para Iniciantes

Neste artigo apresentamos uma série muito básica de exercícios de Qigong, começando com a meditação, mudando para meditação em pé e concluindo com a prática da Esfera Microcósmica.

Este artigo evita o uso da terminologia básica e conceitualização, focando na acessibilidade e simplicidade. O fato é que Qigong pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente de sua capacidade de aprender e memorizar a terminologia chinesa, através do esforço para entender melhor o que está acontecendo a nível energético, conforme ensinado pelos mestres. Por isto, estamos evitando tudo isto.

Ainda publicaremos um texto para os que procuram um paradigma holístico completo e técnicas alquímicas taoístas de nível avançado. Porém, se você é ocupado, sem tempo, mas mesmo assim tem interesse em aprender qigong, este guia é para você. Se você é um iniciante que nunca meditou e não tem ideia do que é qigong mesmo, este guia é para você. Com isso dito, vamos em frente.

1. Meditação no Vazio

A primeira coisa a fazer é tentar entrar em contato com a nossa energia. Em chinês, a palavra energia é “qi” (“tchi” pronunciado). Às vezes, é traduzido como respiração, e é bem verdade que a respiração controla o fluxo de energia sutil no corpo. A partir de agora, quando se falar de energia, utilizarei o termo “qi”. Além disso, em chinês, “gong” significa “trabalho”. Portanto, “qigong” traduz-se como “o trabalho de respiração” ou “trabalho de energia”.

A melhor maneira de realmente sentir o nosso qi é através da meditação. A meditação é simples, mas pode ser enganosamente complexa. Como muitas coisas na vida, é paradoxal por natureza.

Comece por encontrar um local fresco, seco e tranquilo. Certifique-se de que você está livre de distrações externas, como TVs, outras pessoas que não estão meditando e sons altos / música. Você quer um ambiente calmo e pacífico. Alguns meditadores dizem que ir e encontrar um lugar em um parque, próximo a uma árvore ou riacho, tem ajudado muito. Independentemente disso, a meditação pode ser praticada dentro de casa ou em qualquer lugar que você se sinta confortável. A chave é se sentir confortável enquanto você medita.

Sente-se de pernas cruzadas e descanse as mãos em cima dos joelhos. Verifique se o seu dorso é reto e você não desleixa tanto como ao sentar em qualquer lugar. Agora, lentamente, inspire profundamente pelo nariz e permita que seus pulmões encham-se completamente com o ar. Não segure a respiração. Expire, e permita que seus pulmões lentamente liberem por completo o ar inalado. Repita este ciclo. Se um pensamento surge em sua cabeça, deixe-o ir. Se você sentir que sua mente está vagando, deixe-a passear, mas se foque em sua respiração mais do que tudo. Permita-se perceber quaisquer ideias ou pensamentos que vêm a vós, sempre reconhecendo o pensamento e seguindo em frente, sempre se concentrando na respiração abdominal profunda.

Sinta a tensão em seu corpo diminuir a cada inspiração, e veja-a deixando seu corpo quando você expira. Talvez a tensão apareça como uma nuvem escura, talvez não e você não veja nada. Independentemente disso, contiunue a respirar profundamente e concentrar-se em sua respiração até que este processo se torne natural.

Eventualmente, você pode observar piscar algumas luzes em suas pálpebras. Isto é totalmente fisiológico. Ignore as luzes coloridas e continue a respiração. Menos pensamentos virão até você cada vez que você se aprofundar mais em seu estado de espírito através da meditação e do foco na respiração.

Neste ponto, você deve se sentir muito relexado e você pode sentir um zumbido elétrico ao seu redor. Ele pode se mover ou permanecer em um ponto. Ele pode ser sentido como um calor muito forte ou um frio muito forte. Algumas pessoas sentem isso mais fortemente em torno das áreas de cabeça e coluna vertebral. Este sentimento é o seu qi pessoal ou fluxo de energia. Se você não pode senti-lo, não se preocupe. Ele pode ser muito sutil. Cada pessoa leva uma quantidade diferente de tempo meditando para poder senti-lo. Lembre-se sempre: “Um momento de aprender, uma vida para dominar”.

“É isto mesmo? Eu sinto o meu qi, simplesmente sentando e respirando?”

Sim, é simples assim. Basta sentar e respirar profundamente, levando-se a um estado de espírito em que você pode perceber muitas coisas de outra forma não poderia. Continue a meditar até se sentir satisfeito. Para concluir a meditação, diga para si mesmo:

“Vou contar até cinco, e voltarei à realidade.”

A partir de um, conte até cinco na sua cabeça. Experimente cada vez que contar fazer uma respiração. Inspira, expira, um. Inspira, expira, dois. Quando você chegar a cinco, abra os olhos e diga internamente, “eu acabo de meditar agora.” Levante-se e alongue-se. Isto conclui a Meditação no Vazio. Antes de passar para Meditação Dantian, pratique este exercício até que você esteja confortável e até que você possa sentir seu qi em um estado relaxado de meditação.

2. Meditação Dantian

Em seguida, vamos meditar novamente, mas desta vez a nossa meditação é diferente. Algumas pessoas chamam este exercício de “Respiração Dantian”. Primeiro, eu preciso definir o que é o Dantian. Dantian é uma palavra chinesa (pronuncia-don-dee-on), que significa “campo elixir”. Desculpe, eu sei que eu disse não haver termos chineses a aprender, mas este é muito importante. Dantian é um ponto em seu corpo que é o centro de toda a sua energia, o seu qi. Ele está localizado a cerca de três centímetros abaixo do umbigo e uma polegada para dentro. Se você estudou yoga, você vai reconhecer este ponto como sendo o local de chakra svadhisthana também. De qualquer forma, se familiarize com este ponto do seu corpo. Use seu dedo indicador para apertar bastante este ponto, em seguida, feche os olhos e concentre-se na sensação de dor residual lá. Este é o tipo de foco que vamos precisar na meditação.

Vá para o seu local de meditação e sente-se de pernas cruzadas. Descanse as mãos sobre os joelhos, novamente. Mantenha as costas retas e não desleixe, se você tiver problemas com isso tente descansar as costas contra a parede ou, se ao ar livre, uma árvore. Comece a inspirar profundamente pelo nariz e expirar pela boca. Permita-se a meditar como na Meditação no Vazio, mas quando você chegar a esse ponto (chamado pelo autor de gnose), no qual você tem alguns pensamentos e descargas neurais (visão de luzes com as pálpebras fechadas), você terá que mudar seu foco.

Concentre-se no Dantian. Todo o seu foco e atenção volta-se a este ponto. Toque sua língua no céu da boca. Agora, quando você inspirar, concentre-se e perceba a respiração enchendo o seu corpo com qi. Ao expirar, perceba toda a energia negativa, emoção e dor deixar o seu corpo junto com o ar. Continue assim por cerca de cinco minutos. Depois de cinco minutos, o foco na barriga continua. Agora, comece a visualizar em cada inspiração o ar entrando pelas narinas como uma luz dourada: quando você inspirar, veja e sinta o qi vindo para você através do ar em torno de seu corpo como uma luz branca dourada que atinge o dantian e que, em seguida, se expande por todo o corpo. Quando você expira, veja o stress deixando o seu corpo como uma névoa vermelha. Se você achar que é difícil visualizar, sinta o qi movendo-se para o Dantian como uma sensação elétrica quente se movendo através de seu corpo. Sinta o qi negativo deixar o seu corpo quando você expira da mesma maneira. Repita este procedimento até se sentir todo energizado, com o sentimento centrado no Dantian.

Quando você terminar, conte 1-5 em sua cabeça com respirações, da mesma forma que na Meditação no Vazio, e diga para si mesmo depois de cinco: “Minha meditação terminou agora”. Levante-se e alonge-se. Você pode notar fortes sensçaões de calor por todo o corpo. Os cabelos finos nos braços e pernas podem ficar arrepiados. Estes são efeitos secundários normais de tal prática e um bom indicador de progresso. Isto conclui a Meditação Dantian.

Recomenda-se praticar a Meditação no Vazio antes de praticar a Meditação Dantian. Tradicionalmente, a Meditação Dantian é praticada por 100 dias antes de iniciar qualquer outro tipo de prática de qigong. Você deve praticar a Meditação Dantian suficientemente a fim de familiarizar-se com a sensação do qi movendo-se no corpo: ele deve ser sentido como um formigamento elétrico movendo por todo o corpo, guiado por sua mente e centrado no Dantian. Quando terminar a Meditação Dantian, você deve se sentir muito energizado e alerta. Os próximos exercícios são semelhantes à Meditação Dantian, mas incluem postura em pé estática e dinâmica. Independentemente disso, cabe ao indivíduo decidir quando eles estão prontos para seguir em frente.

3. Postura Wuji

Levante-se e deixe os ombros alinhados aos pés. Agora, flexione ligeiramente as pernas, os joelhos devem estar separados e mantenha os pés no chão. Mantenha a coluna reta e relaxada, cabeça erguida, mas livre de tensão e ombros e pescoço relaxados. Abaixe um pouco as nádegas, e mantenhas suas costas perpendicularmente ao chão. Relaxe os braços e mantenha-os separados ligeiramente do corpo. Ligeiramente separar os dedos e esticar, mas livre de tensão, seus polegares devem estar um pouco mais perto dos outros dedos. Tenha o seu peso uniformemente distribuído em ambas as pernas. Coloque a língua no céu da boca, como na Meditação Dantian. Afundar os pés no chão, como se fosse uma árvore que está criando raízes na terra. Imagine-se como uma árvore mentalmente, com raízes que se afundam nas profundezas da terra. Olhe para o horizonte serenamente. O abdômen deve ser sempre relaxado. Relaxe, e ajuste esta nova postura para a meditação, enquanto você respira profundamente.

4. Elevação ao Céu

O próximo exercício é o primeiro exercício a envolver movimento enquanto medita. Ele é chamado de Elevação ao Céu. Fique na Wuji por cerca de cinco minutos e pratique a Meditação no Vazio nesta posição. Respirar profundamente e calmamente e sentir a tensão em seu corpo afundar no chão. Agora, movimentar as mãos de seus lados para a sua frente, palmas para cima, com os dedos médios de ambas as mãos tocando-se. Suas mãos devem estar soltas e descontraídas e eles devem estar na frente de vocês sobre o mesmo nível que está o dantian (em frente de sua cintura). Agora, tome uma inspiração profunda, e mova ambos os braços para cima, sobre a sua cabeça, até que as palmas estejam voltadas para o céu. Seu pescoço deve estar esticado para trás e olhando para cima. Expire e coloque as mãos na sua frente de novo, na posição inicial. Enquanto faz isto, medite de forma análoga à Meditação no Vazio; não há foco em qi, a forma em si provoca movimento do qi no corpo e qualquer foco no qi só vai impedir a finalidade deste exercício. Repita esta forma de qigong tanto quanto você quiser.

Eventualmente, com a prática, você deve ser capaz de ficar assim por meia hora, 45 minutos ou uma hora, respirando e puxando o qi. No início, você pode apenas ser capaz de praticar este método por 5-10 minutos antes de se tornar muito dolorido para continuar. Isso é bom, o que é importante é que você está praticando e usando a intenção de puxar qi em seu corpo com a respiração. Isso é qigong. Você não quer exagerar tanto, pratique esta forma tanto quanto ela é confortável.

5. Empurrar a Água

Este exercício é outro que envolve movimento e que é praticado dentro de uma mentalidade de Meditação no Vazio. Ele é chamado de Empurrar a água. Comece por estar em Wuji por cinco minutos e se concentre em sua respiração. Quando estiver em estado de espírito suficiente, estamos prontos para começar. Quando você inspirar, dobre os joelhos e afunde seu peso para baixo, enquanto ainda mantem as costas retas. Seus joelhos devem estar voltados para fora em um ângulo de cerca de 45 graus e você deve manter-se nas “bolas” de seus pés quando afundar o seu peso. Simultaneamente, eleve as mãos para fora e para o lado até que as palmas das mãos e os braços estejam paralelos ao chão. Expire e volte à posição inicial, lentamente diminuindo os braços para trás e aos lados e aumentando o peso para cima, voltando a postura Wuji novamente. Repita esta forma muitas vezes até onde se sentir confortável, e mais uma vez, o exercício deve ser feito em uma mentalidade igual à Meditação no Vazio. Não se concentrar no Dantian, ou tentar mover seu qi, já que o próprio exercício faz isso para você. Em vez disso, simplesmente se concentre em sua respiração e no próprio exercício.

6. Esfera Microcósmica

Este exercício é uma meditação sentada que melhora a qualidade de seu qi, tendo você cultivado e movimentando de forma benéfica pelos meridianos, ou canais de Qi no corpo. NOTE que este exercício NÃO é para ser tomado com ânimo leve. É uma prática muito poderosa e pode ser PERIGOSA se praticada de forma inadequada, cedo demais, ou com um foco incorreto. Tradicionalmente, este exercício foi ensinado somente aos discípulos que tinham praticado os exercícios anteriores, e muitos outros, ao longo de um período de dois anos de tempo. Por isso, recomendamos que você NÃO pratique este exercício até que você venha fazendo a Meditação Dantian por 100 dias. Eu mesmo não pratiquei a Esfera Microcósmica até que eu estava fazendo meditação básica e exercícios de qigong por cerca de 8 meses. Por favor, NÃO tome este aviso de ânimo leve, demência, a estagnação de qi e bloqueios no corpo energético podem acontecer se este exercício é praticado antes de o indivíduo estiver pronto para isso.

Dito isso, começar por se sentar com as pernas cruzadas e as palmas das mãos cobrindo os joelhos. Lembre-se de manter as costas retas e manter a postura correta. Pratique a Meditação no Vazio até que entre em gnose (descarga neural, um sentimento de conexão com qi, etc). Os passos abaixo cobrem a totalidade de uma circulação através da meditação da Esfera Microcósmica.

Os passos abaixo cobrir a totalidade de uma circulação da meditação órbita microcósmica.

a. Com os olhos abertos, cruze-os e olhe para a ponta do nariz.

b. Feche o ânus e esprema-o bem. Matenha-o nesta forma para a totalidade da circulação. Isto é feito para fechar a lacuna chamada Huiyin no períneo, e trazer ambos os canais de energia utilizados no processo juntos. Também ajuda a manter as costas retas e fazer cumprir a postura correta.

c. Toque a ponta da língua no palato superior da boca.

d. Inspire profundamente, e ao fazê-lo, mantenha o foco sobre a energia no dantian. Sinta-o mover para trás, levante-o para a parte de trás da coluna e viaje até o topo da cabeça. Se você quiser, você pode visualizar a energia ao fazer isto como uma luz branca e dourada. O qi deve chegar no topo da cabeça enquanto você enche os pulmões completamente com o ar; tente sincronizar o tempo com a respiração.

e. Expire e sinta o qi vir na frente do rosto para o palato superior, onde ele se move através da língua e começa a “cair” na parte da frente do corpo para o dantian.

f. Relaxe, descruzar os olhos, solte o ânus tensionado, e tome uma respiração profunda.

Repita este método cinco vezes e depois você irá observar uma grande quantidade de saliva na boca. Taoístas chamam isso de Néctar de Jade; ele é visto como sendo um resultado benéfico do processo de queima alquímica interna. Engula a saliva, e imagine que uma luz, de ouro branco começa a envolver o estômago e se espalha pelo corpo inteiro. Depois de ter feito isso, você pode repetir o método mais cinco vezes, antes de parar depois de uma respiração profunda para engolir o Néctar de Jade.

Geralmente, é recomendado fazer apenas 10 repetições da Esfera Microcósmica na primeira semana e, em seguida, 20 e depois disso 27 repetições do exercício. Claro, a moderação é fundamental. Você não quer exagerar qualquer um desses exercícios, e muito menos a Esfera Microcósmica. Isto conclui o exercício.

7. Treinamento em Semanas

Semana 1: Meditação no Vazio

Semana 2: Meditação no Vazio, seguido por Meditação Dantian

Semana 3: Meditação Dantian

Semana 4: Meditação Dantian

Semana 5: Meditação Dantian e Postura Wuji

Semana 6: Meditação Dantian e Elevação ao Céu

Semana 7: Meditação Dantian e Empurrar a Água

Semana 8-12: Meditação Dantian, Wuji, Elevação ao Céu e Empurrar a Água. 10 respirações por exercício antes de passar para o próximo.

Semana 13: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (10 circulações)

Semana 14: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (20 circulações)

Semanas 15-x: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (27 circulações max)

* * Depois de 15 semanas, você pode praticar qualquer um dos exercícios em seu lazer, a chave é fazer o que você mais gosta, enquanto continua a ter Dantian como sua prática básica. Isso conclui minha breve introdução ao Qigong.

Ren Dao! (Boa Saúde)

(Texto de) Koujiryuu

Traduzido e Adaptado por WindWalker

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#Exercícios

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/qigong-simplificado-para-iniciantes

Instituto Infância Azul

IIA

O Instituto Infância Azul é um projeto da Hospitalaria da ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 (GOSP-GOB) idealizado pelo irmão Márcio Amaro e localizada no Templo AyaSofia, cujo objetivo é oferecer para as crianças menos favorecidas a oportunidade de, desde pequenos, receberem a estimulação necessária para vencer as dificuldades que sua situação lhes impõe.

Publico alvo

Crianças com déficits nas áreas sensório-perceptiva, motora, cognitiva, emocional, de comunicação e de adaptação social, objetivando reduzir ou eliminar desvios de padrões de desenvolvimento.

Pacientes vinculados a programas de saúde e residentes dos bairros próximos a associação. A principio será realizado atendimentos nos setores de Fonoaudiologia, Psicologia e futuramente Terapia Ocupacional.

Procedimento

Os serviços prestados pela Associação vão caracterizar-se como serviço de proteção social especial para crianças com deficiência, (Serão atendidas crianças com diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) associada ou não a outras patologias (Síndromes, Encefalopatia Crônica Não Progressiva, Mielomeningocele entre outras) Proporcionando condições favoráveis e recursos necessários para o atendimento de diversos tipos de deficiência, A maioria dos usuários deste Projeto deve ser encaminhada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Policlínica, médicos e outros. Este processo inicia-se através de uma triagem com toda Equipe Multidisciplinar (Fonoaudióloga, Psicóloga e Terapeuta Ocupacional) para definição e conduta de tratamento.

FONOAUDIOLOGIA – O Trabalho de Fonoaudiologia tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento da fala e da linguagem para melhoria de suas funções e processos de aprendizagem nos diferentes contextos de comunicação.
PSICOLOGIA – O Trabalho de Psicologia tem por função contribuir no processo de avaliação de forma interdisciplinar, fornecendo dados básicos para a organização dos atendimentos, orientação ao paciente, as famílias e aos professores, contribuindo para o equilíbrio e ajustamento nas relações entre paciente, professor, família, e comunidade.
TERAPIA OCUPACIONAL – Trabalha a independência da criança em suas atividades de vida prática e vida diária, promovendo maior autonomia como cidadão comum. Trabalha também a coordenação motora fina, coordenação viso motora integrada ao processo de alfabetização.

Conclusão

A idéia e ter uma instituição que trabalhasse estimulação essencial em crianças com algum comprometimento mental e neurológico, desde pequeno, para que o atraso no seu desenvolvimento fosse o menor e menos significativo possível.

Nosso Objetivo é ser uma entidade beneficente sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade Pública.

Juntaremos voluntários que acreditem na proposta e com dedicação, amor e comprometimento irão contribuir de forma decisiva para que o projeto seja uma referência no acolhimento, assistência e competência profissional dentro da área.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/instituto-inf%C3%A2ncia-azul

A Miosótis e a Maçonaria

Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.

No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.

E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.

Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)

As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.

O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.

Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.

O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.

Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!

Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso & Esquadro, seguramente um risco de vida.

Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.

Miosótis

Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.

O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.

De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.

Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”

Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)

O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.

Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.

Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.

Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.

Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.

Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.

O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.

Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.

Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.

1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.

2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?

3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.

#Maçonaria

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Caos e Ordem no I Ching

Por Gilberto Antônio Silva

Os hexagramas do I Ching sempre são lidos de baixo para cima, onde a posição “do pé” é a posição 1, a próxima é a posição 2 e assim por diante. A primeira posição, que é ímpar, é por definição uma posição “Yang”; a segunda posição, que é par, é “Yin”; a terceira posição, que é ímpar, é “Yang”, e assim por diante. Posições ímpares são Yang e posições pares são Yin. Quando temos uma linha inteira (que representa o Yang) em uma posição ímpar (também Yang), dizemos que é uma “linha correta”, o mesmo valendo para uma linha quebrada (Yin) em uma posição par (Yin). Se tiver uma linha Yin em uma posição Yang ou vice-versa dizemos que se trata de uma linha “incorreta”. Isso é muito importante para a interpretação geral do hexagrama. Isso posto, prossigamos.

Como dissemos anteriormente, a sequência dos hexagramas é cíclica sendo que o último hexagrama deve ser sucedido pelo primeiro, começando o novo ciclo. Mas aqui surge algo curioso: o nome do último hexagrama é “Antes da Conclusão”. Muitos se perguntam como pode o último hexagrama estar antes da conclusão. A confusão aumenta quando vemos que o penúltimo hexagrama é o “Depois da Conclusão”. Então você tem o “depois” na frente do “antes”, mas nenhuma conclusão em si. Complicados esses chineses!

Resta-nos ainda falar sobre caos e ordem, já que está no título deste artigo. Não ficarei divagando sobre os vários sentidos, ocultos ou não, do termo “caos”, especialmente nesse site. Aqui você tem acesso a todas as ideias possíveis sobre o assunto, portanto me restringirei ao pensamento chinês. “Caos” representa a desordem de um sistema antes de ser ordenado devidamente, quando sobrevém o que chamamos de “ordem”. Não é uma bagunça completa sem propósito nem uma “zona” total. Estabelecer a ordem não implica em retirar ou acrescentar nada, mas em ordenar o que já existe. Então dentro do caos já existem presentes todos os elementos do sistema, faltando apenas ordená-los.

Como falamos, o nome do último hexagrama (64) é “Antes da Conclusão” e o penúltimo hexagrama (63) é o “Depois da Conclusão”. Se analisarmos as linhas componentes veremos que o Hexagrama 63 possui todas as linhas corretas! Isso mostra que a ordem se estabeleceu por completo no sistema. Então podemos ver a sequência desses 63 hexagramas (1 a 63) como se fossem os movimentos para resolver um cubo mágico até chegar à ordem final. Mas falta um último hexagrama, que possui todas as linhas incorretas (!). Ele simboliza o caos que se estabelece no sistema gerando um novo ciclo de 63 hexagramas. Quando você termina um cubo mágico você o guarda na prateleira, orgulhoso, ou mistura tudo e começa novamente? O universo funciona do mesmo modo, pois não existe a perfeição total, a ordem absoluta e definitiva. Ao atingir o ápice há o declínio, como mostra o Taiji Tu. O Yang ao atingir o ápice começa a se tornar Yin e vice-versa. Quando a ordem é alcançada ocorre o caos e o ciclo se reinicia.

Isso também explica o porquê de não haver uma “conclusão”, já que conclusão significa término, fim, e os ciclos se alternam indefinidamente. Os acontecimentos fluem constantemente na correnteza do tempo, sem interrupção ou final.

Agora já sabe por que você arruma a casa no final do ano e um ano depois está tudo desordenado novamente. A culpa é do universo.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, é um dos mais importantes pesquisadores e divulgadores no Brasil dessa fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

#Tao #taoísmo

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Arcano 5 – Hierofante – Vav

Um grupo de três personagens em que um deles é visto de frente, sentado, com a mão direita levantada no sinal da benção, tendo em sua mão esquerda o eixo de uma cruz de seis braços; sua cabeça está coroada por uma tiara. Os outros dois personagens que se encontram em primeiro plano, de costas para quem contempla a imagem, têm os rostos voltados para o primeiro personagem.

Este, protagonista da figura, tem veste azul, capa vermelha ornada de amarelo. Sua mão esquerda está fechada e coberta por uma luva que tem impressa uma cruz dos templários. A barba e o cabelo do Pontífice são brancos.

Percebe-se apenas vagamente a cadeira em que o personagem central está sentado, com duas colunas ao fundo.

Os dois personagens que estão de costas mostram a tonsura. O da esquerda aponta sua mão direita para o solo, com os dedos separados. O homem da direita aponta para o alto com sua mão esquerda, com os dedos juntos.

Significados simbólicos
É o arcano do ato da bênção, da iniciação, da demonstração, do ensino. Lei, simbolismo, filosofia, religião.

Dever. Moral. Consciência. O Santo.

Interpretações usuais na cartomancia
Autoridade moral, sacerdócio. Proteção, lealdade. Observância das convenções, respeitabilidade. Ensino, conselhos equilibrados. Benevolência, generosidade indulgente, perdão. Mansidão.

Busca de sentido, revelação, hora da verdade, confiança, indicações do caminho da salvação.

Mental: O Pontífice representa a forma ativa da inteligência humana, que traz principalmente as soluções lógicas.

Emocional: Sentimentos poderosos, afetos sólidos, solicitude, sem cair em sentimentalismos. O Pontífice indica os sentimentos normais, tal como devem ser manifestados na vida, de acordo com as circunstâncias.

Físico: Equilíbrio, segurança na situação e na saúde. Segredo revelado. Vocação religiosa ou cientifica.

Sentido negativo: Indica um ser desprovido de sua razão e seus instintos, na obscuridade, carente de apoio espiritual. Projeto retardado.

Chefe sentencioso, moralista estreito, prisioneiro das formalidades, metafísico dogmático, professor autoritário, teórico limitado, pregador da “boca pra fora”.

Conselheiro desprovido de sentido prático.

Problemas com saúde, indecisão, negligência.

História e iconografia
O Arcano V é uma das figuras que permitiram precisar com maior exatidão a antiguidade do Tarô, já que seus detalhes iconográficos remontam a um modelo perdido em que se inspirou necessariamente o desenho de Fautrier (Tarô de Marselha), o que é confirmado pelas diferenças e semelhanças com maços mais antigos, como os de Baldini (1436-1487) e Gringonneur (1450).

Em primeiro lugar, é preciso destacar que o Pontífice do Tarô de Marselha é barbudo, enquanto seus precursores renascentistas e medievais não o são. Há estudos que estabelecem uma curiosa cronologia da moda papal neste aspecto. Torna-se assim evidente que o tarô clássico copia um modelo mais antigo que não chegou até nós, mas que assegura a continuidade evolutiva do Tarô desde os imagiers du moyen age até a atualidade.

Outro detalhe interessante é o da evolução da tiara papal na iconografia do Tarô. A tiara (com seu simbolismo sobre a existência dos três reinos ou mundos) não é um elemento litúrgico que permaneceu invariável ao longo da História. Os estudiosos tendem a concluir que as composições das tiaras representadas no Tarô clássico estão inspiradas em gravações bem anteriores ao final do século XV, possivelmente dos fins do primeiro milênio.

A luva papal ornada com a cruz-de-malta indica também a origem remota da imagem, já que desde os tempos de Inocêncio III (1197-1216) a cruz havia sido substituída por uma plaqueta circular.

Arcano da capacidade adivinhatória, da intuição filosófica, do conhecimento espontâneo, o Pontífice simboliza também (por seu número) o homem como intermediário entre a divindade e o plano das coisas criadas.

A soma destes simbolismos permite associá-lo ao mediador por excelência, o pacifista, o construtor de pontes, o que encontra a saída para situações aparentemente insolúveis, mediante um luminoso clarão intuitivo.

O Papa também é visto como representante da lei moral, não escrita, que domina a consciência e, no setenário que as pontas da sua cruz organizam, as virtudes necessárias para vencer os sete pecados capitais:

– orgulho (Sol), preguiça (Lua),

– inveja (Mercúrio), cólera (Marte), luxúria (Vênus),

– gula (Júpiter) e avareza (Saturno).

Wirth o imagina um ancião pleno de indulgência para com as debilidades humanas, pontificando ante duas categorias de fiéis: aqueles que compreendem (representados pelo personagem com a mão para o alto); e os que formam o rebanho cego e inconsciente que obedece por temor ao castigo, e não por autodeterminação (representados pelo personagem que aponta a mão para o chão). Estas combinações (alto e baixo, direita e esquerda) voltam a colocar a ordem do quaternário como modelo de organização. Considerado do ponto de vista do quaternário formado pelos arcanos anteriores, o Pontífice representaria o conteúdo da forma, a quintessência concebível (se bem que imperceptível), o domínio da quarta dimensão.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

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Cursos de Hermetismo – Março/Abril

Salve,

Como a pandemia não vai passar tão cedo, por enquanto todos os cursos que seriam presenciais estão sendo feitos em EAD; embora pelos cursos de Carnaval nós descobrimos diversas vantagens:

A economia de gastos com passagens, hospedagem e alimentação para que é de fora de São Paulo (ou até permitindo que pessoas de fora do país pudessem participar!)

Economia de aluguel de sala e coffee break. Além disso, não temos mais o limite físico de alunos por sala, o que permitiu deixar os cursos bem mais baratos!

Nossos recursos midiáticos ficaram melhores, pois ao invés de uma lousa, agora utilizo powerpoints com muito mais informações e detalhes (que os alunos recebem em pdf após o curso!)

Muito menos cansativo para o aluno, que pode descansar e até mesmo assistir ao curso deitado em sua própria cama! Os vídeos ficam gravados e os alunos podem rever depois quantas vezes desejarem.

Plantão de dúvidas por Telegram

Então a Pri Martinelli fará os cursos básicos e importantes de Magia Prática, que todo estudante de ocultismo precisa saber para executar seus rituais e eu poderei ministrar os cursos intermediários e avançados que vocês estavam me pedindo desde 2019.

Consagração – Todas as técnicas para consagrar ferramentas e objetos de uso magístico, de acordo com os portais que você precisa usar: astrológicos, telúricos, planetários, por calendário (pagão e gregoriano), usando a própria energia ou com o auxílio de deidades/espíritos.

Revolução Solar – Inclui Sinastria, comparação entre mapas, horóscopo e estudo anual para escolha de datas astrológicas e melhores períodos para rituais e trabalhos (pré-requisito: Astrologia I)

Magia dos 4 Elementos – O trabalho de magia prática com os Elementos Terra, Ar, Água e Fogo.

Runas e Talismãs Rúnicos – As 24 Runas, seus usos e construção de talismãs e amuletos rúnicos dentro do Sistema da Árvore da Vida (pré-requisito: Kabbalah)

https://daemoneditora.com.br/categoria-produto/cursos-ead/zoom/

#Cursos

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Os fogos de Copacabana

Já vi muitos fogos em Copacabana, belos, iluminados e multicolores a cortar a primeira noite do ano novo, mas o que me lembro é sobretudo a experiência visual, a água batendo em meus tornozelos, a areia úmida e os amores no entorno. Já não me lembro mais quais anos foram aqueles…

Em todo caso, um ano e um calendário são ficções do Ocidente, e dizem que nem se tratam das mais precisas. Não tenho dúvidas de que o mar jamais parou para contar por quanto tempo desaguou suas ondas nas rochas, até que virassem praias. E, se fosse o caso, o nosso calendário não passaria de um piscar de olhos deste outro tempo de mar, rochas e grãos de areia.

Pegue os beijos de amor, os abraços de amizade, as danças a noitinha, os pés descalços traçando mandalas passageiras, as orações ao horizonte, às brisas vindas sabe-se de onde, os milhões em procissão, vindos de todos os cantos deste planetinha, e onde haverá tempo para registrar a quantos anos Cristo subiu em sua cruz?

No entanto, ao contrário do que ocorre com a natureza, que não torna a noite subitamente dia, nem o inverno primavera, e nem mesmo o céu azul, tempestade, nesta meia-noite simbólica todos os fogos surgem repentinamente do oceano noturno, e como numa grandiosa sinfonia de Mozart, informam aos homens e as mulheres que o Cristo ainda está espalhado por todas as praias e rochas do mundo, embora raros sejam aqueles que percebam ou se lembrem disso…

E assim, como a vida breve de um grande astro de rock and roll, os fogos ascendem aos céus e se consomem em uma fugaz anunciação, e o que eles querem dizer é que, apesar de tudo, ainda há beleza neste mundo, ainda vale a pena vir, observar, aprender, sorrir e chorar, e depois se espalhar novamente por tudo o que há, contanto que nosso fogo possa servir para colorir a festa daqueles que ainda irão nos suceder.

Celebramos mais um giro de nossa imensa casa redonda em torno do mesmo deus de fogo que tem nos enviado luz e calor desde muito antes das praias terem surgido, e este deus é apenas mais um a rodopiar em meio às inúmeras galáxias que também seguem em procissão, sabe-se lá para que canto do universo.

Tudo isso é muito vasto e insondável para que possamos registrar em nossa mente, e talvez por isso, quem sabe, nos ocupemos tanto com as contas do início do ano, a situação da política, ou as contratações para a próxima temporada do campeonato…

No entanto, penso eu, ainda há um espaço em nosso dia, um tempo além do tempo que se conta nos ponteiros, para que possamos de vez em quando voltar a contemplar a inefável luminosidade de tais fogos que, tais quais planetas e sóis e galáxias e almas, foram lançados desde a eternidade, e nos preenchem em cada pensamento, em cada suspiro de espanto, em cada lágrima de êxtase, em cada sopro de misticismo e gratidão.

raph’16

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Crédito da foto: Eduardo Naddar/O Globo

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Espiritualidade #Tempo

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Dança e Espiritualidade – Com a Bruxa Debochada

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/567vJ0MUK2E

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

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