Essência do “Calar”

Créditos da imagem: mybittersweetness

Texto escrito originalmente por Norma Villares

Há muito momentos em nossa vida que possuímos a força e já temos certeza da escolha do caminho. Pode parecer aos olhos de muitos que estamos querendo muito mais do que somos capazes de conseguir.

Mas uma voz interna diz: – Vá em frente!

Despreze a opinião dos que, nem de longe, compreendem o que você está buscando e galgará mais um degrau que pode levar você à conquistas maiores.

Assim é o caminho espiritual, aquele que possui a força é visto como louco aos olhos dos que não o entendem. Ao usar a força para ajudar o mundo é preciso nunca ser visto.

Esta é a essência do CALAR dos verdadeiros ocultistas.

E a essência de tornar-se INVISÍVEL do xamanismo

E assim, os anacoretas se retiram da vida mundana, para simplesmente calar, todavia este calar não é não uma fuga, como muitos assim a interpretam.

Acredito que vocês conhecem os quatros verbos dos ensinamentos ocultistas, segundo Eliphas Levi, estes verbos são: SABER, OUSAR, QUERER e CALAR.

A grande experiência de transcendência mostra que estes quatros verbos podem ser conjugados solitariamente, mas pode ser unidos promovendo outra transmutação para alma, descortinando um mundo novo no caminho evolutivo.

Saber calar. Querer calar. Ousar calar.

Desta forma o “SABER CALAR”, detém a sabedoria de silenciar, exatamente na hora certa em que deve-se emudecer. A palavra certa na hora errada é um tiro na culatra. A palavra certa na hora certa, muda toda a história. Assim sendo percebemos numa clareza palmar, que precisamos estar atentos para as oportunidades de “SABER CALAR”, ter sensibilidade para falar na hora exata e de calar quando necessário.

Então, não basta apenas “CALAR”, tem que “QUERER CALAR”, esta energia o detém o poder de sua vontade, tem o domínio de seu livre arbítrio. Este querer manso, da vontade, do coração e da fala. Quando o “sim” é “sim” a vida se torna mais leve, suave e bela Quando o “não” é sim, é um potencial candidato a ter um colapso do miocárdio.

E por último “OUSAR CALAR” este é caminho solitário do ocultista, ele sabe a hora de ousar calar, sair do mundo para refazer sua alma, para planejar novos trajetórias ocultas e para adentrar ao mundo do desconhecido. Lembrando o outro princípio dos ocultistas que dizia: O Bem é silencioso, o Mal por si só é falastrão.

Ousar calar, é o ativo silêncio dos ocultistas, para transformar conhecimento em sabedoria, é preciso ousar calar. Nestes momentos é necessário calar para angariar lucidez e sensatez na instalação do bem. O mal tem muitos ouvidos e pode obstruir o canal do bem. Por isso, inúmeros mestres estiveram silenciosos por certo período, nada explanava sobre seus projetos porque eles ousavam calar, para realizar.

No xamanismo, com muita sabedoria eles ensinam ser invisível, que por analogia pode comparar com “ousar calar”, torna-se uma pessoa comum, não chamar atenção para si mesmo. Caminhar com muita cautela, muito cuidado, como se estivesse pisando em pele de ovo, sem o direito de rompê-la. Na vida de muitos ocultistas, pode ser considerado a utilização do ‘ousar calar’ como um esconderijo, noutras vezes os mestres podem ser apenas discretos.

Este é o caminho essencial do “calar”, e que muitas vezes pode parecer ao mundo, que aquele que sabe calar, é um bobo, é um fraco. Mas, é um momento essencial para a grande abertura rumo ao desconhecido mediante a visão transmundana.

Bem , creio que todos amigos blogueiros, que visitam este blog, tem conhecimentos suficientes para compreender esta conjugação do verbo “calar ” como faziam os ocultistas.

Fica uma pergunta, como está seu lado ocultista?

#Espiritualidade #Ocultismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ess%C3%AAncia-do-calar

Cursos do Primeiro Semestre – 2014

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Os feriados do começo do ano ajudaram e consegui agendar cursos no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e agora Brasília.

Maio

01/05 – Kabbalah – Belo Horizonte

02/05 – Astrologia Hermética – Belo Horizonte

03/05 – Qlipoth, a Árvore da Morte – Belo Horizonte

04/05 – Magia Prática – Belo Horizonte

17/05 – Kabbalah – Brasília

18/05 – Astrologia Hermética – Brasília

31/05 – Tarot com ênfase em Kabbalah (Arcanos Maiores) – SP

01/06 – Tarot com ênfase em Kabbalah (Arcanos Menores) – SP

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

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Astrologia Hermética II

Pré-Requisitos: Astrologia Hermética I.

O curso intermediário aborda os seguintes aspectos:

– Aspectações (trígonos, quadraturas, oposições, sêxticos e conjunções).

– Sinastria.

– Horóscopo.

– Escolha de datas apropriadas.

Total: 8h de curso.

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Tarot – Arcanos Menores

Pré-requisitos: nenhum.

O Tarot é o mais importante e preciso instrumento de autoconhecimento conhecido pelas Escolas Iniciáticas.

Suas 78 lâminas guardam dentro de si todo o mapa da consciência humana, agindo como um verdadeiro espelho da alma e podendo ser utilizado para um profundo estudo sobre a natureza humana. Arcanos Menores inclui:

– Os 4 Elementos, Kabbalah, O Tarot na Arvore da Vida,

– Escada de Jacob, os 4 Naipes e os 4 Mundos,

– Descrição e explicação completa sobre os 40 arcanos menores,

– Simbologia e alegorias (Rider Waite e Mitológico),

– Naipes de Bastões, Taças, Espadas e Moedas,

– Os 16 Arcanos da Corte (princesas, cavaleiros, rainhas, reis).

– Leituras de 1 arcano, 3 arcanos, Cruz Celta, Leitura associada às Casas Astrologicas.

– Cartomancia.

Total: 8h de curso.

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#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-do-primeiro-semestre-2014

História do GOB (Grande Oriente do Brasil)

Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país.

Criado a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro – a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira – O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo – que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons – mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822.

Somente em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I – ocorrida a 7 de abril daquele ano – é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades.

Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente.

Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas – o Exército, mais especificamente – O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.

Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a “Lei Euzébio de Queiroz”, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a “Lei Visconde do Rio Branco”, de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.

A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

Durante os primeiros quarenta anos da República – período denominado “República Velha” – foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.

Durante a 1ª Grande Guerra (1914 – 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.

Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 – 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.

E, em 1983, investia na juventude, ao criar a sua máxima obra social; a Ação Paramaçônica Juvenil, de âmbito nacional, destinada ao aperfeiçoamento físico e intelectual dos jovens – de ambos os sexos, filhos ou não filhos de maçons.

Presente em Brasília – capital do país, desde 1960 – onde se instalou em 1978, o Grande Oriente do Brasil tem, hoje, um patrimônio considerável, e em diversos Estados, além do Rio de Janeiro, e na Capital Federal, onde sua sede ocupa um edifício com 7.800 metros quadrados de área construída.

O Grande Oriente do Brasil é, hoje, a maior Obediência Maçônica do mundo latino e reconhecida como regular e legítima pela Grande Loja Unida da Inglaterra, de acordo com os termos do Tratado de 1935. (Fonte GOB)

#Maçonaria

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O Lemulgeton – Leo Holmes

Bate-Papo Mayhem #128 – gravado dia 23/01/2021 (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Leo Holmes – O Lemulgeton

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

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#Batepapo

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O Cérebro, os Rituais e o Tempo

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações…enfim…as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um
ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes… Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… … em outras palavras…. .. V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Por Airton Luiz Mendonça

#Rituais #Tempo

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A Metamorfose, de Kafka

As Edições Textos para Reflexão trazem até vocês mais um clássico eterno da literatura mundial, pelo preço de um café!

Desta vez o autor escolhido foi Franz Kafka, e a obra, o seu conto mais lido e comentado, A Metamorfose, uma das histórias mais bizarras do século passado. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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À seguir, trazemos o Epílogo da edição (cuidado, pode conter alguns spoilers):

Um clássico da literatura mundial ou uma espécie de “pegadinha literária”, com o perdão do termo? De fato, Kafka foi genial por conseguir evitar, a todo momento, que o seu leitor conseguisse responder definitivamente a tal pergunta.

É perfeitamente compreensível que muita gente não o tenha compreendido, e que alguns tenham até mesmo se sentido enojados pela temática da sua Metamorfose, mas quem poderá dizer que este também não era o seu objetivo? Quem poderá dar por certo que esta grande brincadeira literária, por vezes doce, por vezes irritante, mas sempre primorosamente elaborada em palavras, não era justamente o que tinha em mente quando se sentava para escrever?

No entanto, há acadêmicos que se negam a admitir qualquer espécie de humor, seja oculto ou não, no texto kafkiano. Para muita gente a metáfora do trabalhador disciplinado, que faz de tudo para cuidar das finanças da família, mas que não tem de fato um sentido na vida, e termina por cair em profunda depressão, é perfeitamente compatível com o inseto estranho em que resulta a metamorfose, trancado em seu quarto escuro, sujo, e incapaz de alcançar sequer a sala da própria casa.

Mas me parece inegável haver alguma espécie de humor, seja ele doentio ou como queiram chamar, no simples fato de que, apesar do absurdo da sua situação, Gregor Samsa esteja quase sempre a pensar no cotidiano e em assuntos triviais, como quando se lamenta em ter de faltar ao trabalho, ou quando está tentando a todo custo se manter inteirado das fofocas do jantar. Gregor se encontra “perfeitamente feliz”, afinal, quando consegue se manter numa posição quase que de meditação, grudado no teto do seu próprio quarto… Ora, se isso não era para ser engraçado, mesmo que de alguma forma bizarra, definitivamente o senhor Kafka é um escritor indecifrável.

Seja como for, fato é que este pequeno conto, a sua obra mais lida, ainda será lida por muito tempo, em muitos cantos diversos e épocas futuras. Esperemos que até lá, mais gente se identifique com o Gregor que corre alegremente pelas paredes do que com o inseto esmagado pelo peso do mundo, incapaz de se arrastar sequer para baixo do sofá.

O editor.

#eBooks #Literatura

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A Refinada Arte da Loucura

Os taoistas afirmam que o ser que possui plena comunhão com o Tao vive imerso no Todo, possuindo uma percepção muito mais ampla do universo, o que o leva a tratar com menos apreço as coisas normais que nos atormentam e prendem nossa atenção do berço ao túmulo. Uma história presente na obra Liezi (“Lieh-tsé”), umas das principais do Taoismo, ilustra bem esse tipo de pessoa.

O HOMEM QUE ESQUECEU
Havia em Sung um homem chamado Huatse, que contraiu ao chegar à meia idade a singular doença de esquecer tudo. Tomava uma coisa de manhã e esquecia-se dela à noite, e recebia uma coisa de noite e já não se lembrava pela manhã. Quando estava na rua esquecia-se de andar, e estando em casa esquecia-se de sentar-se. Não podia recordar-se do passado no presente nem do presente no futuro. E toda a família estava muito aflita com isso. Os parentes consultaram o adivinho e não puderam decifrar o caso, consultaram a feiticeira e as rezas não o puderam curar, e consultaram o médico e este não deu remédio. Havia, porém, um letrado confuciano na terra de Lu que disse poder curar o homem. Assim, a família de Huatse ofereceu-lhe metade dos seus bens se ele o livrasse dessa estranha doença. E disse o letrado confuciano:

— A sua doença não é coisa que se possa tratar com predições, com rezas ou com remédios. Vou tentar curar o seu espírito e mudar os objetos do seu pensamento, e talvez ele se restabeleça.
Assim, ele expôs Huatse ao frio e Huatse pediu roupa, deixou-o ter fome e ele pediu comida, fechou-o num quarto escuro e ele pediu luz. Conservou-o numa sala sozinho durante sete dias, sem se importar com o que ele fazia todo esse tempo. E a doença de anos foi curada num dia.

Quando Huatse ficou restabelecido e soube do caso, enfureceu-se. Brigou com a mulher, castigou os filhos e expulsou de casa com uma lança o letrado confuciano. A gente do lugar perguntou a Huatse por que fez isso, e ele respondeu:

— Quando eu estava mergulhado no mar do esquecimento, não sabia se o céu e a terra existiam ou não. Agora eles me despertaram, e todos os triunfos e reveses, as alegrias e as tristezas, os amores e os ódios dos decênios passados voltaram a perturbar o meu peito. Receio que no futuro os triunfos e os reveses, as alegrias e as tristezas, os amores e os ódios continuem a oprimir o meu espírito como me oprimem agora. Posso eu esperar algum dia sequer um instante de esquecimento?

Veja que nosso herói não apenas não se mostrou agradecido por ter sido “curado”, como ainda perseguiu seus “salvadores”. Na verdade ele se encontrava para além da dualidade cósmica de nosso universo, que é regido sempre pela complementariedade entre Yin/Yang. Ele, por outro lado, estava imerso no Tao, na unicidade. Seria ele o doente ou as pessoas consideradas sãs é que estão doentes?

O Budismo trata isso longamente, afirmando que vivemos em uma grande ilusão, “maya”. Essa ilusão nos mantém cativos de um modo de vida artificial, criado por meio da visão turva dos mortais. Ultrapassar esse limiar, livrar-se do apego às coisas banais do mundo, ser um “desperto”, é o grande objetivo final.

Os loucos sempre foram respeitados na China antiga. Nessa civilização nunca houve algo como manicômios ou hospitais psiquiátricos. O louco era respeitado e até mesmo venerado, podendo vagar pelas ruas livremente e sendo alimentado pelas pessoas aqui e ali. Quando proferiam seus discursos erráticos, muitos paravam para prestar atenção. Essa atitude que pode nos parecer tão estranha vem do fato de que os chineses sempre entenderam que a diferença entre um louco e um grande sábio é, às vezes, tênue demais para nosso olhar medíocre, perdido nas coisas banais do cotidiano. Tanto o louco quanto o sábio vagam em alturas esplendorosas, fora do alcance de pobres mortais que vivem a se preocupar com suas pequenas necessidades cotidianas.
A 6ª e última linha dos hexagramas do I Ching representa o Louco ou o Sábio, pois é uma linha que está “deixando” o hexagrama, saindo de nosso mundo. É interessante notar que, de modo geral, a linha governante do hexagrama é a 5ª, representada pelo Imperador. Porém o louco junto com o sábio estão acima do próprio imperador, pois representam uma situação muito além do nosso mundo.
Sigamos o Caminho sempre em frente, guiados pela não-ação. Se seremos loucos ou sábios, só o Tao poderá dizer.

E existirá diferença?

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, atua amplamente na pesquisa e divulgação desta fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

#Tao

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Curso de Qlipoth e Magia Prática

Arvore-kabbalah-qlipoth

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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Dias 16 e 17 de Setembro faremos o Curso de Magia Prática dentro da Árvore da Vida e da Morte. No sábado, estudaremos todas as 10 Qlipoth, os 22 Túneis de Seth e Daath na Árvore da Morte; e no Domingo a aplicação dentro da Magia Prática, construção de ferramentas, altar pessoal e evocações.

16/09/17 – Qlipoth – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah

O Curso de Qliphoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

17/09/17 – Magia Prática

Pré-requisitos: Kabbalah.

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

#Cursos

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E se Deus fosse o Charlie Sheen?

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“Eu acreditaria somente em um Deus que soubesse dançar”. Quando Nietzsche disse essa frase, provavelmente estava pensando em Shiva, que dá o pontapé inicial (e final) na criação de Brahman. Por que Shiva? Provavelmente por ele ser o Senhor da Dança e das artes, dança que está intimamente relacionada com o movimento do Universo e o ciclo de vida e morte. Mas, também, pela relação alegórica, pessoal e até mesmo divertida que o povo hindu tem com os deuses (que, na verdade, são apenas manifestações do incogniscível Brahman).

Personalizar Deus é um erro que geralmente leva ao ridículo das religiões que explicam que Deus é isso ou aquilo, colado em vidros de carros e pintado em para-choques de caminhões. Só que a negação de Deus é outro ridículo, pois pressupõe um conhecimento de TODA a Criação de TODO o Universo para poder afirmar com certeza que não há uma inteligência regendo a manifestação da matéria e anti-matéria em todo o Universo. A negação de Deus exigiria para isso um… outro Deus.

Creio que seja um consenso entre os estudiosos de religião que Deus não pode ser definido. Toda tentativa (seja na Torah, no Corão, no Cristianismo) é apenas uma figura de linguagem, imperfeita, limitada. Quando Moisés perguntou à sarça ardente (a manifestação de Deus na Torah) “qual o seu nome?” Deus retornou: EU SOU O QUE SOU. Um eterno SER e VIR A SER, que fica melhor traduzido como “Eu me torno aquilo que me torno”.

Essa introdução toda é para um texto interessantíssimo e hilário que encontrei em um forum gringo por volta de 2005, e que mostra uma visão bem… particular de Deus, onde a geração dos anos 80 (na qual me incluo) vai se identificar bastante, enquanto rola de rir. A linguagem é chula, tem frases que vão ofender os puritanos e religiosos praticantes (eu não leria se fosse vocês), mas a mensagem é de libertação e (quem diria) comunhão com Deus, seja ele ou não o Charlie Sheen.

E se Deus fosse um de nós? Tipo o Topper Harley?

Você pode até achar difícil de acreditar, mas tenho uma ótima relação com Deus. Sei que provavelmente você acha que eu sou uma atéia, mas nada poderia estar mais distante da verdade. Eu amo Deus. Se Deus estivesse aqui agora, eu pagaria um boquete Nele. (Eu sou uma mulher, então fodam-se os homofóbicos)

Sabe, o problema da maior parte das pessoas é que elas não têm a menor idéia de como manter uma relação com Deus, porque ficam presas ao infinito, ao indefinível. Ou ainda pior, passaram muito tempo ouvindo ao ministro, pastor, ancião, padre, rabino ou mulá. Esse povo não é especialista em Deus. Eles podem saber sobre pedofilia, apropriação indébita de dinheiro público, onde comprar os melhores frios da cidade ou material para montar bombas caseiras, mas não sabem porra nenhuma sobre Deus.

Você tem que pensar em Deus em termos humanos. Em vez de se preocupar com sua relação com Deus, imagine que você está tentando estabelecer um relacionamento com o Charlie Sheen. Por quê o Charlie Sheen? Porquê tal como com Deus, muita gente gostaria de ter uma melhor relação com o Charlie Sheen. E, assim como Jesus, Charlie Sheen anda com várias prostitutas e tem um cabelo da hora.

O primeiro passo para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de pedir coisas para Ele. Claro que Ele tem uma porrada de coisas legais, do qual não sentiria a menor falta se desse para você. Ele tá lá comendo a Denise Richards e tudo o que você quer é dinheiro o bastante para uma torradeira nova. Bem, infelizmente o Charlie ganhou todo o rico dinheirinho dele com muita cera quente nos mamilos e crack, e por isso Ele não vai simplesmente lhe dar um maço de notas. Assim como Deus, Charlie recebe pedidos de gente que ele não conhece o tempo todo. E mesmo que Ele lhe conhecesse, Ele simplesmente não pode te dar tudo o que você quer. Isto faria com que Deus fosse o OJ Simpson. Você quer que Deus seja o OJ Simpson? Eu acho que não. Tá començando a entender como Deus funciona?

A segunda coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de responsabilizá-Lo por coisas que você fez, ou deixou de fazer. Nada é mais irritante para Ele do que dizer “Se eu não consegui o emprego, foi porquê o Charlie Sheen não quis que eu conseguisse.” ou então “Ah, mas o Charlie Sheen vai me livrar dessa multa por alta velocidade, mesmo agora que eu tou entupido de anfetaminas, antiácido e caipirinha”. Eu não estou dizendo que o Charlie nunca vai te ajudar, mas você tem que assumir responsabilidades! “O Charlie quer que eu espanque essa prostituta, afinal de contas ele não atirou na Kelly Preston?” Acredite, o Charlie provavelmente não quer que você espanque a puta, e assim mesmo, é você que está segurando o porrete.

A terceira coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de falar merda a respeito Dele. Não saia por aí se vangloriando de quanto você O conhece, e que todo mundo deveria conhecê-Lo. Seu relacionamento com Ele não é especial. Fora isso, o Charlie já tem amigos saindo pelo ladrão. Se outras pessoas quiserem alguma relação com o Charlie Sheen, a única coisa que precisam fazer é ir ao clube de strip mais próximo.

A quarta coisa a fazer para melhorar seu relacionamento com Deus/Charlie Sheen é parar de ir à casa Dele. Você gostaria que alguém visitasse sua casa todo santo Domingo??? Mesmo que você vá até lá para louvá-Lo, é um exagero. Além disso, preste atenção no monte de babacas à sua volta. Eles não são amigos Dele de verdade. Estão lá apenas porquê querem algo, ou querem culpá-Lo pelas coisas. Você não precisa estar relacionado a estas pessoas.

Finalmente, pare de questionar tudo o que ele faz. Ele fez coisas boas como “Wall Street – Poder e cobiça” e “Top Gang” e “Top Gang II – A missão”. Mas também fez porcarias como “Trabalho Sujo” e “Two and a Half men”. Ele pediu divórcio da atriz pornô Ginger Lynn. Algumas das coisas que Ele faz estão aquém da nossa compreensão humana.

Tente ser um bom amigo dEle para variar. Assim, quando você morrer, você pode ir morar com ele em Malibu. Espero que este pensamento lhe conforte. Da próxima vez eu explico porquê amar o demônio é como sodomizar a Paula Abdul.

#Humor #Religiões

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/e-se-deus-fosse-o-charlie-sheen

Se7en, a origem dos Sete Pecados Capitais

Os chamados “Pecados Capitais” são originários da alquimia e das tradições iniciáticas muito antigas, remontando dos antigos rituais egípcios e babilônicos. Antes de começar, vamos usar a nomenclatura certa: DEFEITOS capitais.

Os defeitos capitais são em número de sete, diretamente relacionados com o avanço espiritual e estando cada um deles associado a um Planeta, de acordo com uma estrutura denominada “Estrela Setenária”.

ORGULHO

Defeito capital relacionado com o SOL e, na minha opinião, o mais difícil de ser destruído.
Em sua síntese, Orgulho é um sentimento de satisfação pessoal pela capacidade ou realização de uma tarefa. Sua origem remonta do latim “superbia”, que também significa supérfluo.

Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Que ele deveria existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, apenas então sendo visto apenas então como algo de negativo.
Outras pessoas classificam o orgulho como “exagerado” quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando os próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros. Isso se aplica tanto a si próprio quanto ao próximo, embora socialmente uma pessoa que tenha orgulho pelos outros é geralmente vista no sentido da realização e é associada como uma atitude altruísta, enquanto o orgulho por si mesmo costuma ser associado ao sentimento de capacidade e egoísmo.

O Orgulho é um defeito muito traiçoeiro, justamente porque, conforme coloquei no parágrafo anterior, a maioria das pessoas não o enxerga como um “defeito”, mas como uma “recompensa” moral ou espiritual por um trabalho que executaram. Por esta razão, é muito mais difícil livrar-nos dele, pois, ao nos acostumarmos com a recompensa, nos sentimos inferiorizados se não somos “reconhecidos” por nossos feitos.
Em minhas palestras sobre alquimia, sempre coloquei o orgulho como o último (e mais complexo) dos defeitos a serem finalmente destruídos, pois, ao contrário da preguiça ou da raiva, por exemplo, que são (na minha opinião) mais simples de serem trabalhados, o orgulho está enraizado em nosso pensamento de uma maneira intrínseca. É muito fácil cair na tentação de, ao “final” do caminho, batermos com as mãos no peito como o Fariseu da parábola de Lucas ou nos sentirmos injustiçados caso ninguém “reconheça” nossa “evolução”.

Aprender a trabalhar a via interior como algo íntimo para nós mesmos (e não para mostrarmos aos outros) certamente é o primeiro passo para o desenvolvimento espiritual.

A virtude cardeal do Sol é a MAGNANIMIDADE. A capacidade de brilhar e iluminar os outros ao seu redor. A virtude de brilhar pelo reto pensar, reto falar e reto agir. Assim como o orgulho é o pior de todos os vícios, a magnanimidade é a maior de todas as virtudes.

São Thomas de Aquino determinou sete características como inerentes ao orgulho:

Jactância – Ostentação, vanglória, elevar-se acima do que se realmente é.
Pertinácia – Uma palavra bonita para “cabeça-dura” e “teimosia”. É o defeito de achar que se está sempre certo.
Hipocrisia – o ato de pregar alguma coisa para “ficar bem entre os semelhantes” e, secretamente, fazer o oposto do que prega. Muito comum nas Igrejas.
Desobediência – por orgulho, a pessoa se recusa a trabalhar em equipe quando não tem suas vontades reafirmadas. Tem relação com a Preguiça.
Presunção – achar que sabe tudo. É um dos maiores defeitos encontrados nos céticos e adeptos do mundo materialista. A máxima “tudo sei que nada sei” é muito sábia neste sentido. Tem relação com a Gula.
Discórdia – criar a desunião, a briga. Ao impor nossa vontade sobre os outros, podemos criar a discórdia entre dois ou mais amigos. Tem relação com a Ira.
Contenda – é uma disputa mais exacerbada e mais profunda, uma evolução da discórdia onde dois lados passam não apenas a discordar, mas a brigar entre si. Tem relação com a Inveja.

ACÍDIA (Preguiça)

Isto provavelmente quase ninguém entre vocês deve saber, mas o nome original da Preguiça é Acídia. Acídia é a preguiça de busca espiritual. Quando a pessoa fica acomodada e passa a deixar que os outros tomem todas as decisões morais e espirituais por elas. É muito fácil de entender porque a Igreja Católica substituiu a Acídia pela Preguiça dentro dos “sete pecados”! trabalhar pode, mas pensar não !!!
A preguiça está ligada diretamente à LUA. Mas você já devia ter desconfiado disso… qual o dia da semana onde sentimos mais as influências destas energias? Moonday.
A virtude cardeal relacionada com a Lua é a HUMILDADE. É necessário lembrar que estamos sempre falando em termos espirituais dentro da alquimia. Em sua origem, a Humildade (Humilitas) está relacionada a “fazer o seu trabalho sem esperar reconhecimento e sem esperar por recompensas”. Humilde não é sinônimo de “coitadinho”, de “idiota”, de “pobrezinho” e outras tolices que vocês foram forçados a engolir por causa da Igreja. Uma pessoa humilde não precisa (nem deve) ser um pateta. “Cordeiro Humilde” nas palavras de Yeshua significa “Aquele que tem as características de Áries e faz o seu trabalho sem esperar reconhecimento”. Bem diferente do coitadinho medíocre que a Igreja espera que você seja.

São Thomas de Aquino determina sete características como filhas da acídia.
Desespero – quando o homem considera que o objetivo visado se tornou impossível de ser alcançado, por quaisquer meios, gerando um abatimento que domina o seu afeto.
Pusilanimidade – covardia, falta de ânimo, falta de coragem para encarar um trabalho árduo e que requer deliberação.
Divagação da mente – é quando um homem abandona as questões espirituais e se instala nos prazeres exteriores, permanecendo com sua mente rondando assuntos do âmbito material.
Torpor – estado de abandono onde a pessoa ignora a própria consciência.
Rancor – ressentimento contra aqueles que querem nos conduzir a caminhos mais elevados, o que acaba gerando uma agressividade. Está relacionado à Ira. Posso ver muito de rancor em relação aos textos ateístas e outros textos religiosos mais fanáticos..
Malícia – desprezo pelos próprios bens espirituais, resultando em uma opção deliberada pelo mal. Está ligada diretamente ao materialismo e á Luxúria. Hoje em dia tornou-se sinônimo de sexualidade explícita.
Preguiça – a falta de vontade ligada aos esforços físicos.

IRA

Defeito capital ligado diretamente a MARTE, representado acertadamente pelos Deuses da Guerra. A ira é o mal uso da energia agressiva de marte. Ao invés de direcioná-la para o sexo ou para os esportes, a pessoa canaliza este excesso de energia para a destruição. “Faça amor, não faça a guerra”. Com tantas travas e tabus sexuais, não é de se admirar que fanáticos religiosos sejam tão violentos.
A Virtude cardeal relacionada com marte é a DILIGÊNCIA, ou seja, a capacidade de guiar a energia e a capacidade de produzir de maneira efetivamente produtiva.
São Thomas de Aquino determina seis características inerentes como sendo filhas da Ira:
Insulto – uma forma de violência verbal, na qual o interlocutor visa ofender ou agredir moralmente o atacado, atingindo algum ponto fraco para humilhar o outro.
Perturbação – agitação física e psíquica produzida por emoções intensas e acumuladas. Um dos maiores problemas na psicologia, a tensão das emoções acumuladas pode gerar todo tipo de problemas no organismo.
Indignação – sentimento de ira em relação a uma ofensa ou ação injusta.
Clamor – queixa ou súplica em voz alta, reclamação, gritos tumultuosos de reprovação. Quando a Ira extravasa de uma pessoa para um grupo, como se fosse uma entidade viva (na verdade, astralmente, o Clamor É uma entidade viva, manifestada pelas Fúrias).
Rixa – briga, desordem, contestação, tumulto. A Rixa tem ligação com o Orgulho
Blasfêmia – difamação do nome de um ou mais deuses. A Ira voltada para dentro de si mesmo.

INVEJA

Defeito capital ligado ao Planeta MERCÚRIO. Hoje em dia, as pessoas utilizam-se do termo “inveja” de maneira errada. Seu sentido original quer dizer “Caminhar segundo o passo espiritual de outra pessoa”. Ter inveja de outra pessoa é tomar seu próprio caminho com base nos esforços e resultados obtidos por outras pessoas. A Inveja como a conhecemos hoje é a parte material do defeito.
Por esta razão que a Virtude cardeal associada a Mercúrio é a PACIÊNCIA. A paciência é a capacidade de caminhar (espiritualmente) no seu próprio ritmo. Não é sinônimo de “lerdeza” ou de “calma” ou de “ir devagar”… ir devagar é para gente devagar! Ter paciência é ter a capacidade de avançar nos estudos iniciáticos no seu próprio passo.
São Thomas de Aquino determina cinco características inerentes como sendo filhas da Inveja:

Exultação pela Adversidade – Diminuir a glória do próximo. Por causa do sentimento de inveja, a pessoa tenta de todas as maneiras diminuir o resultado do trabalho e das glórias das pessoas ao redor.
Detração – Significa falar mal às claras. Possui os efeitos semelhantes aos do murmúrio, com as mesmas intenções, mas mais abertamente. A diferença entre os dois é que a detração está maculada pelo Orgulho de se mostrar como causador do dano.
Ódio – o efeito final da inveja: o invejoso não apenas se entristece pelas conquistas do outro e deseja o fim das glórias e objetivos alcançados pelo próximo, mas passa a desejar o mal sob todos os aspectos para aquela pessoa também.
Aflição pela Prosperidade – A tristeza pela glória do próximo. Ocorre quando não se consegue de nenhuma maneira diminuir as realizações da outra pessoa, então passa a se entristecer com o resultado das conquistas alheias.
Murmuração – Também conhecido como fofoca, consiste em espalhar mentiras, meias-verdades, distorções, mentira (associada à Avareza) ou fatos embaraçosos ou depreciativos em relação a outra pessoa, com o intuito de prejudicar o próximo.

GULA

A gula, como já era de se esperar, era uma característica do Planeta JÚPITER. Júpiter, como o benfeitor da astrologia, rege a fartura e a prosperidade. O defeito é a gula e a virtude é a caridade.
Oras… estamos lidando com Excessos. A Gula é absorver o que não se necessita, ou o que é excedente. Pode se manifestar em todos os quatro planos (espiritual, emocional, racional e material). Claro que a igreja distorceu o sentido original da alquimia, adaptando-a para o mundo material, então hoje em dia, gula é sinônimo apenas de “comer muito”.
A virtude relacionada a Júpiter é a CARIDADE. A caridade lida com a maneira que tratamos nossos excessos. Ao invés de consumi-los sem necessidade, os doamos para quem não os possui. A caridade não está relacionada apenas a dinheiro, mas também aos 4 elementos da alquimia (espiritual, emocional, racional e material). Esta coluna, por exemplo, faz parte dos meus projetos de caridade intelectual.

São Thomas de Aquino determina cinco características inerentes como sendo filhas da gula:
Loquacidade Desvairada – a desordem no falar, o excesso de palavras atrapalhando e causando confusão mental. Está relacionada ao elemento Ar.
Imundície – aparência desleixada devido à falta de higiene por estar preocupado em demasia com a obtenção de excessos. Não tem o mesmo significado desta palavra em nosso vocabulário moderno, onde imundície quer dizer apenas “excesso de sujeira”, mas sim uma imundície espiritual, ligada à falta de cuidado com o corpo físico por conta dos excessos.
Alegria Néscia – desordem do pensamento e das emoções através do descontrole da vontade, muito associada ao ato de beber. Ligada ao elemento Água.
Expansividade Debochada – O excesso de gesticulações e movimentos do corpo ao comunicar, causando tumulto e desordenação.
Embotamento da inteligência – obstrução da razão devido ao consumo desordenado de alimentos.

LUXÚRIA

Defeito capital ligado ao Planeta VÊNUS, quer dizer em seu sentido original “deixar-se dominar pelas paixões”. Em português, luxúria foi completamente deturpado e levado apenas para o sentido físico e sexual da palavra, mas seu equivalente em inglês (Lust) ainda mantém o sentido original (pode-se usar expressões como “lust for money”, “lust for blood”, “lust for power”). A melhor tradução para isso seria “obsessão”. A luxúria tem efeito na esfera espiritual quando a pessoa passa a ser guiada pelas suas paixões ao invés de sua racionalidade. Para chegar ao auto-conhecimento, é necessário domar suas paixões (vide a representação do Arcano da Força no tarot!).
A virtude associada a Vênus é a TEMPERANÇA (do latim temperatia), ou a virtude de quem é moderado.

São Thomas de Aquino determina 8 características inerentes como sendo as filhas da Luxuria:
Cegueira da Mente – é aquela que nos impede de ver os acontecimentos, situações e ações ao nosso redor. A pessoa fica tão entregue às suas paixões que não consegue raciocinar nem intuir a respeito do mundo ao seu redor.
Amor de Si – faz com que a pessoa feche seus sentimentos para dentro de si mesmo, gerando um amor egoísta que segundo Thomas de Aquino é a origem de todos os outros pecados.
Ódio de Deus – com a vontade dominada pelas paixões, o indivíduo abandona a busca espiritual para se dedicar aos afazeres prazerosos mundanos, esquecendo sua busca por Deus no processo. Do esquecimento, estas paixões acabam se tornando ódio ao criador e a todo o mundo espiritual.
Apego ao Mundo – Os vícios e as paixões criam no indivíduo um apego ao mundo e aos seus desejos e ambições, desviando totalmente o foco espiritual de sua missão.
Inconstância – deixar-se dominar pelas paixões faz com que o indivíduo se torna inconstante, balançando sua dedicação à Grande Obra para dedicar-se às perseguições dos prazeres mundanos.
Irreflexão – Quando as paixões cegam o indivíduo, ele fecha-se a todo estímulo externo ou interno, procurando apenas satisfazer seus instintos, sem refletir nas conseqüências de seus atos.
Precipitação – da mesma forma, a urgência em saciar seus apetites e prazeres gera no indivíduo uma precipitação em agir sem pensar, tomando ações e atos sem o devido pesar.
Desespero em relação ao mundo futuro – os atos mal pensados ou não-pensados causam tantos problemas ao indivíduo que o levam a uma situação de desespero em relação ao seu futuro, quando se vê obrigado a encarar os resultados de suas ações.

AVAREZA

A Avareza (avaritia) é o defeito capital relacionado ao planeta SATURNO. Caracteriza-se pelo excesso de apegos pelo que se possui. Normalmente se associa avareza apenas ao significado materialista, de juntar dinheiro, mas sua manifestação nos outros elementos (espiritual, emocional e mental) é mais sutil e perniciosa. A avareza é a origem de todas as falsidades e enganações.
A virtude associada ao planeta Saturno é a CASTIDADE, ou a pureza dos costumes. Do latim Castitas, quer dizer “de sentimentos puros”. Normalmente a associação errada de “sentimentos puros” com a palavra “castidade” usada da maneira incorreta leva à associação de “abstinência sexual feminina” com “pureza”, esquecendo que esta pureza é Espiritual. A Mãe de Jesus que o diga.

São Thomas de Aquino determina sete características inerentes como sendo as filhas da Avareza:
Mentira – Ao procurar para si coisas que não lhe pertencem, o avaro pode se servir do engano. No desespero para não perder o que possui ou adquirir mais coisas que realmente não necessita, o avaro pode apelar para a falsidade. Se este se verificar através de simples palavras, caracteriza-se a mentira, mas se for através de juramento, então está classificada como Perjúrio.
Quanto ao engano em si: se for aplicado contra outras pessoas, classifica-se como Traição, se for em relação a coisas, classifica-se como Fraude:
Inquietude: Excesso de afã para juntar para si gera excessivas preocupações e cuidados.
Violência: Ao procurar para si bens alheios, o indivíduo pode se servir da violência, tamanha a ganância que possui, ao ver seus desejos negados pelo outro. O sentido esotérico se perdeu e violência hoje em dia é sinônimo de agressão, descaracterizando a razão causadora da agressão.
Dureza de Coração: O excesso de apegos pelo que se tem produz a dureza no coração, pois não permite à pessoa usar de seus bens para socorrer aos irmãos. Para se ser misericordioso, é necessário saber gastar seus bens excedentes.

Lição de Casa:
Utilizando-se da estrela Setenária, São Thomas de Aquino afirma que a bondade divina era tão grande que para cada Defeito Capital existiam DUAS virtudes que poderiam ser utilizadas para combatê-lo. Assim sendo, basta seguir as pontas da estrela para as virtudes associadas dos planetas opostos e meditar sobre quais virtudes podem ser utilizadas para combater os sete pecados capitais.

#Alquimia #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/se7en-a-origem-dos-sete-pecados-capitais