Incorporação demonstrada em Foto Kirlian

Olá crianças,

Durante o curso de Tarot e História da Arte em Belo Horizonte, conheci o prof. Márcio Gandra, Mestre em Reiki e que trabalha com fotos Kirlian em seus diagnósticos há anos, e concordei em participar de um experimento, que se provou bastante interessante e elucidativo.

No lado esquerdo da imagem mostra uma foto tirada durante a aula, alguns poucos minutos após a primeira foto, quando o Exú Caveira, ou tio Samedi, estava encostado passando informações para a classe (quem já teve aula comigo já sabe que boa parte das aulas são dadas em conjunto com as Entidades que orientam o TdC, o AA e o Mayhem, apesar de não ocorrer incorporação, apenas compartilhamento de consciência).

Podemos perceber que os chakras que “doam” energia para a entidade são o Muladhara e o Manipura (Básico e Umbilical), que na parte teórica da Umbanda e Kardecismo são justamente os chakras que doam energia para incorporação. Já nos Chakras Ajna e Sahashara (Frontal e Coronário) percebemos essa “Energia Intrusa” densa (Yang) indicando a manifestação de uma energia externa no meu campo áurico.

Podemos ver nitidamente a energia sendo “drenada” dos chakras que deveriam ser para alimentar os chakras que deveriam ser alimentados em uma incorporação, confirmando toda a teoria espiritualista.

Isso será de grande valia para os estudiosos das fotos Kirlian, pois muitas vezes esta energia densa (avermelhada) era tida como “obsessores” por conta de um pensamento kardecista que permeia os pesquisadores quando, na verdade, esta manifestação pode ser o resultado de Entidades de esquerda, como Exus, Marinheiros e Pomba-giras. Geralmente, estas imagens apareciam em pacientes que procuravam o tratamento, e agora conseguimos testar em uma pessoa perfeitamente equilibrada que “invoca” esta energia de maneira controlada e consciente.

Agradeço a colaboração do prof. Gandra, em propor o experimento envolvendo umbanda, magia e fotos Kirlian; a partir de Agosto faremos mais experimentos deste tipo, desta vez em terreiros de Umbanda, para examinar as imagens dos médiuns em comparação com diferentes entidades como Pretos-Velhos, Caboclos e Exus e em rituais do A.’. A.’. para testarmos o resultado de RMPs, Banimentos e Evocações.

Manteremos vocês informados.

#MagiaPrática #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/incorpora%C3%A7%C3%A3o-demonstrada-em-foto-kirlian

O Caminho de um Médium

Ser médium, significa que vós é um ser humano, um espírito humano, encarnado, dotado de dons mediúnicos no qual seu espirito por merecimento ou conquista espiritual trouxe para a vida terrena esse dons a serem utilizados.

Entretanto, longo é o caminho de um médium, talvez sem fim ou para alguns sem proposito certo. Mas se formos falar do médium de umbanda em específico, estreitamos o campo de atuação dentro de nosso campo de atuação quanto religião ou sistema religioso, no qual direciona nossa mediunidade para um proposito dentro dos pilares da religião.

Muitos não entendem o que é ser médium de umbanda, pois ainda não entenderam o que é ser um ser humano ou se analisarmos ainda mais a raiz do problemas, a pessoa em questão ainda não se conhece, não enraizou seu caráter, sua personalidade e sua essência. Esses quesitos são básicos para uma evolução, porém, vejo a todo instante médiuns pulando essa etapa e querendo de qualquer forma utilizar seus “poderes” mediúnicos.

Não vejo como mal esse querer, mas todo querer precipitado é perigoso, um grande inimigo do tempo, uma grande ilusão da fé e dos princípios da Lei. Veja bem, uma caminhada, uma trilha no meio da mata fechada, tem que ser realizada com cuidado, com atenção, com respeito, porém antes de se aventurar na mata, você deve ao menos conhecer um pouco sobre o que é uma mata fechada, seus perigos, como obter socorro imediato caso algum perigo lhe apareça e acima de tudo, tem que saber onde quer chegar ao adentrar em uma mata. Esses mesmo princípios da mata, podem ser associados a vida mediúnica. Antes de querer chegar ao topo, a exploração máxima de seu dom mediúnico, você precisa entender a si mesmo, estudar quem você é.

Por Nikolas Peripolli

Olhe para vós, olhe através de seus olhos, através desse corpo bendito que o Pai maior lhe ofereceu como rendição, como aprendizado, como uma outra lente pela qual você olhará a vida. Enxergue seus desejos, suas falhas, suas vitórias, não seja surpreendido por seus instintos negativos e principalmente não os oprima, apenas entenda-os.

Antes de querer trilhar um caminho, esteja preparado, esteja seguro de si mesmo, esteja aberto, atento e não pule etapas.

Ao decorrer de sua vida mediúnica, muitas vezes será necessário um recolhimento íntimo, um recolhimento de auto conhecimento, pois ao longo da caminhada, enxergamos novas situações, nos modificamos, nos aperfeiçoamos, mas o perigo sempre nos ronda através de nosso desejo, de nosso querer. Vença sua fera interior, vença seus obstáculos íntimos, pois assim procedendo, nenhum obstáculo externo irá lhe deter ou paralisar, você será um oceano de tranquilidade e atividade, cheio de vida, cheio de esplendor.

Não tenho pretensão que seja perfeito, apenas seja humano, seja você, mas conheça-te e verás que a vida mediúnica será uma grande dia ensolarado.

Inspirado pelo Sr. Caboclo Mata Virgem

#Umbanda

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Os Caminhos do Taoismo

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É o mais abrangente panorama do Taoismo já publicado no Brasil, escrito em linguagem simples e acessível. Um material para principiantes que desejam saber mais sobre o Taoismo e referência para praticantes experientes de suas várias artes. São 330 páginas ilustradas sobre o Taoísmo em toda a sua abrangência.

Conheça a história, os Mestres, os livros e as técnicas e práticas desta cultura milenar. Desvende 3.000 anos de desenvolvimento, dos conceitos filosóficos às práticas religiosas. Esta obra abrange todo o universo da cultura Taoista, a mais influente dentro da cultura chinesa e que moldou o pensamento oriental por milênios. Uma visão de conjunto inédita no Brasil que irá ampliar seus horizontes e enriquecer seus conhecimentos.

“Os Caminhos do Taoismo” faz uma viagem pela história da China e do Taoismo, mostrando as principais tradições taoistas, seus livros e mestres. Em seguida expõe seus conceitos e fundamentos básicos, partindo para as práticas e técnicas baseadas nestes conceitos e culminando com uma exploração do mundo espiritual, da religião e da mediunidade.

Este livro aborda, entre outros temas:

– História da China e do Taoismo

– Principais livros e Mestres

– A filosofia e a religião no contexto chinês

– As principais tradições Taoistas

– Conceitos fundamentais como Tao, Te, Qi, Wuwei, Trigramas e Hexagramas

– Práticas taoistas como Medicina Chinesa, Qigong, Artes Marciais, Meditação, Alimentação e Feng Shui

– O Taoismo como religião e suas práticas

– A espiritualidade taoista, reencarnação e o mundo invisível

– Fantasmas, demônios e exorcismo

– Mediunidade taoista

Tenho certeza de que gostarão muito. E para ampliar a difusão desse conhecimento, coloquei a versão digital para DOWNLOAD GRATUITO. Basta visitar meu site (www.taoismo.org) e fazer o download.

#Tao

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-caminhos-do-taoismo

Ritual Menor do Pentagrama Umbandista

O RMP é o mais eficaz método de “desinfetar” um ambiente astral e é recomendado antes de qualquer consagração ou operação mágica.

É importante que você não “imagine” toda a estrutura do RMP, mas VISUALIZE toda a estrutura. Há uma grande (e vital) diferença entre estes dois verbos… quando eu falo em visualizar, significa ter a CERTEZA de que tudo aquilo que você traçou está realmente ali; que a luz emanada pelas chamas está iluminando e dando um tom azulado ao local, só ofuscado pela luminescência da cruz sobre o altar; que o seu sigilo pessoal está flamejante no centro de cada um dos quatro pentagramas e que os Orixás estão dispostos ao lado de fora do local, com armas em punho.

VISUALIZAR significa que estas construções estarão firmes e cristalizadas no Astral. Com o tempo e a repetição, você tornará aquele recinto impenetrável a qualquer entidade com Força de Vontade menor que a sua (e eis o por quê os magos devem dominar TODAS as esferas da Árvore… Yesod para a visualização, Hod para a Vontade e Netzach para a cristalização). Pode-se utilizar uma vela no altar (que será acesa logo na finalização do ritual) para ajudar o inconsciente nestas visualizações (enquanto a vela estiver acesa, estará atrelada ao ritual).

O Ritual

Parte 1 – A Cruz Umbandista

Deve ser feita diante do altar, o Coração do Templo, voltado para o Leste (Oriente). Traçado com os dedos indicador e médio estendidos e os outros dedos fechados.

1 – Toque a testa e diga “IBEJI” (dedo indicador e médio estendidos, os outros fechados)
Visualize a luz divina descendo do alto de Keter até o magista e o altar. Visualize uma abertura nos céus por onde as crianças sagradas estarão olhando toda a operação.

2 – Toque o sexo e diga “OMULU” (com a mão na posição de “figa” – Imagine a energia vinda do cósmico fecundando a mãe-terra a seus pés e fincando as bases da cruz luminosa que protegerá o ambiente). Neste momento, deverá estar visualizado um pilar de luz no centro do templo. Visualize Omulu sentado aos seus pés, trabalhando em seu alguidar

3 – Toque o ombro direito e diga “PAI OGUN” (dedo indicador e médio estendidos, os outros fechados). Visualize Ogun portando sua espada colocado ao seu lado, como um guarda-costas.

4 – Toque o ombro esquerdo e diga “PAI OXÓSSI” (dedo indicador e médio estendidos, os outros fechados). Visualize Oxóssi, com seu arco, à sua esquerda.

5 – Trace o seu Sigilo Pessoal (se tiver) no centro da cruz.
Imagine o traço em dourado brilhante (Tiferet).

6 – Junte as mãos no peito e diga “PAI OXALÁ”

Visualize a energia divina projetando-se para dentro do Templo, iluminando toda a Sala Capitular/Templo e afastando qualquer interferência ruim do mundo profano. Nesse momento, visualize o manto de Oxalá vestindo-o por cima de suas vestes.

Parte 2 – Os Pentagramas

OBS: No RMP, as posições tradicionais seguem as posições energéticas usadas na Inglaterra, que são: Leste=Ar, Sul=Fogo, Oeste=Água e Norte=Terra. Aqui no Brasil, por nossa geografia diferente, os fluxos energéticos são diferentes e as associações são feitas da seguinte maneira: Leste=Água (Oceano Atlântico), Sul=Ar (Antártida), Oeste=Terra (Andes) e Norte=Fogo (Caatinga). Estas energias do Macrocosmos serão ancoradas no Círculo (quando estiver voltado para cada Ponto Cardeal, visualize as energias primordiais dos locais que eu citei sendo evocadas para a proteção daquele ponto).

1 – De frente para o Leste (o Oriente), com as mãos na forma do Kubera-Mudra (dedos polegar, indicador e médio unidos, como se estivesse segurando um giz invisível) desenhe um pentagrama visualizando-o em chamas azuladas muito fortes.
Vibre “OXUM”, visualizando a Mãe Oxum e a energia das Águas e Emoções naquele ponto. Trace com os dedos o Círculo de Proteção, no sentido horário, do Leste para o Sul, circundando o meridiano do Templo.

2 – De frente para o Sul, repita o processo anterior trocando o nome por “IANSÔ. Visualize a Senhora dos Raios com seu chicote, pronta para proteger o seu Templo do lado de fora. Continue o Círculo para o Oeste

3 – De frente para o Oeste, repita o processo anterior trocando o nome por “XANGÔ”. Visualize Xangô portando seu machado em posição de defesa do lado de fora do Templo. Continue o Círculo para o Norte

4 – De frente para o Norte, repita o processo anterior trocando o nome por “EXÚ”, Senhor do Fogo. Imagine o Exú de sua preferência guardando aquela entrada. Continue o Círculo para o Leste, fechando todo o conjunto.

Parte 3 – Invocação dos Arcanjos

Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante repetirá:

1 – “A minha frente OXUM” (vibre todos os nomes)

2 – “Atrás de mim XANGO”

3 – “A minha direita IANSÔ

4 – “A minha esquerda EXÚ”

5 – “Pois ao meu redor flamejam os Pentagramas”

Sempre visualizando os Orixás nas suas respectivas posições, fora do Templo, guardando-o e protegendo-o, e os pentagramas em chamas. Cada um está relacionado a um elemento: Oxum(Água), Iansã (Ar), Xangô (Terra) e Exú (Fogo), na seqüência. Como os elementos são 4, o magista, ao centro, será a 5ª parte do pentagrama e deverá se visualizar coberto por um manto azul, protegido por Yemanjá.

6 – “E na coluna do meio, brilha a estrela de seis raios”.

Que o estudante visualize dois Hexagramas, Símbolos da Proteção de Xangô, um em cima e o outro projetado embaixo, com uma faixa de luz estendendo-se na vertical, envolvendo-o e formando uma espécie de “grade” ao redor do local.

Parte 4 – Repita a Cruz Umbandista

Quando terminar, os Pentagramas e a proteção ficarão por ali tanto tempo quanto sua vontade for capaz de manter a Visualização. A vela ajuda o subconsciente a lembrar.

AVISO: quem tem mediunidade, se prepara porque todas as suas entidades vão encostar. Quem tem mediunidade e não sabe, talvez experimente sensações “diferentes” em determinados pontos do RMPU. Testamos esta versão do Ritual e ela tem se mostrado MAIS FORTE do que o RMP tradicional, se você for umbandista. Como esta versão do RMP ainda está “em testes”, gostaria que vocês substituíssem o RMP em seus exercícios por esta versão e me mandassem os resultados obtidos ou quaisquer dúvidas nos comentários.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ritual-menor-do-pentagrama-umbandista

A História da Umbanda

Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, São Gonçalo–RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: “amanhã estarei curado”. No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha.

A medicina não soube explicar o que acontecera. Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo:”aqui está faltando um flor”, e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.

Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.

Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do porquê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:

“Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados ? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz ? E qual o seu nome irmão ?

E o espírito desconhecido falou: “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O vidente retrucou: “Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto” ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: “cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.

Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Jerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.

Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. “Não os aceite. Devolva-os”, ordenava sempre o Caboclo.

A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.

O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.

Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.

Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la: “A Umbanda tem progredido e vai progredir.

É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.

O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.

Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.

Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.

Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.

Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.

Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.

Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas”.

Do site Rua das Flores, por indicação do Bolivar.

#Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-da-umbanda

Ectoplasma – Descobertas de um Médico Psiquiatra

O mercado editorial brasileiro de esoterismo e ocultismo encontra-se muito bem servido com o livro “Ectoplasma – descobertas de um médico psiquiatra”, publicado pela Editora Conhecimento em 2008. Frutos de intensa experiência clínica do Dr. Luciano Munari, as pesquisas e hipóteses trazidas à baila na obra são estimulantes para o estudioso do oculto, embora o próprio autor abrace claramente o espiritismo kardecista como se deduz do seu “ferramental” conceitual. A feliz coincidência dos objetivos dos militantes espiritas – calcados na caridade e na assistência ao próximo – e a ambição nitidamente ocultista de conhecer a fundo os fenômenos não explicados da natureza realizaram bodas felizes nesta ocasião, sendo conveniente anunciar a “boa nova” (nem tão nova assim mas cuja qualidade só agora se percebeu) aqui neste blog.

O raciocínio do Dr. Munari desenvolve-se com peculiar elegância e sem afetação desnecessária de estilo em torno do caráter do “ectoplasma”(de “ektos”, fora e “plasma”, formação) segundo a doutrina espírita. Desfia sucintamente o histórico dos casos de materialização no mundo e no Brasil, papel cumprido pelo ecotoplasma enquanto fluído vital – por meio do qual se manifestavam “aparições”-; sua bioquímica e vinculação com doenças psicossomáticas e, como corolário, sua “fabricação” indevida no organismo – o que possibilita inorportuno manuseio por formas desencarnadas ou “presenças do passado” que desejam se vingar do indivíduo vivo como ajuste de “contas cármicas” de vidas anteriores.

Já o famoso criminologista italiano e tardio prócer do espiritismo, Cesare Lombroso, considerava o ectoplasma como um tipo de substância ou protoplasma gelatinoso, inicialmente amorfo, que saía do medium e tomava forma mais tarde. A análise de diversos autores e a experiência e as demonstrações em centenas de sessões espiritas demonstrava que esta substância saía pelos orifícios humanos e um caso tornado célebre fora analisado pelo próprio Lombroso em sua “opus magna”, “Hipnotismo e Mediunidade: o da médium italiana Eusápia Paladino. O ectoplasma era visto, enfim, como substância manipulada por espíritos, geralmente inodora, frio, húmido, por vezes vezes viscoso e semilíquido, raramente apresentando-se seco e duro e neste estado formando cordões fibrosos e nodosos de modo a dilatar-se e expandir-se como uma “teia de aranha”.

Em sua vida como profissional o Dr. Munari testemunhou que vários pacientes exibiam quadros de transtorno de somatização como “nós na garganta”, que se davam em situações de tensão emocional. Outros sintomas  recorrentes eram tonturas, angústias no peito, falta de ar súbita (com sensação de sufoco), dores articulares ou generalizadas além de sensação de peso nos ombros e nas panturrilhas e também era dores de cabeça, embaçamento visual, náuseas ou dor abdominal. Observando a caso da paciente que apelidou de “Senhora Gioconda”, o médico decidiu em certo momento abandonar sua renitente postura ortodoxa, realizando um curso de terapia passada em que, pela primeira vez, tomou contato com a ideia das chamadas “presenças do passado”, as quais poderiam manipular os ectoplasma e produzir diversos síntomas. Diz então que:

O que seria esse tal de ectoplasma? Uma substância semi material/semi-espiritual que, portanto, permeia tanto o mundo material como mundo espiritual; faz a ponte entre os dois mundos. È ele que permite a atuação dos espíritos sobre o mundo físico. Ele é a substância de que eles os espíritos se utilizam para impressionar o mundo físico e causar, por exemplo, os fenômenos de poltergeist, ou de materialização

Ao aproximar-se de conhecido médium e espírita, o Sr. Manoel Saad e ao utilizar com mais intensidade a técnica de regressão, tornou-se paulatinamente evidente para nosso autor que “uma gama enorme de sintomas físicos era decorrente da ação espiritual sobre o corpo físico. Eram os mais variados sintomas: dores nas diversas partes do corpo, falta de ar, palpitações, ou mesmo sintomas que eu associava a uma doença orgânica, como por exemplo as dores articulares da jcitada artrite reumatóide”. A mais clássica dor era aquela que afetava a região da cabeça, mas havia inúmeras outras, como já mencionamos.

Neste ponto, aliando novas teorias à constatação clínica, Munari cunha o termo “Síndrome Ectoplasmática” para dar conta deste espectro de sinais e sintomas que englobaria até mesmo a síndrome de tensão pré-menstrual. A produção de ectoplasma parecia, a princípio, ligada à ingestão de carboidratos, principalmente vinculada à alimentação artificial (refrigerantes, enlatados, alimentos benefeciados ou “refinados”, dieta carnívora etc). Ao voltar-se para a literatura de medicina ortomolecular, notou a correlação entre a deficiência de vitaminas do complexo B e a população que se alimenta de produtos artificiais ou industrializados, deduzindo que, de certa maneira, a produção excessiva de ectoplasma poderia estar associada deficiência de vitaminas desta classe, obtendo resultados palpáveis ao usar megadoses deste complexo vitamínico em pacientes. Outra constação do Dr. Munari foi de que muitos pacientes com quadro depressivo apresentavam a síndrome ectoplasmática.

Como consequência do relativo êxito na comprovação destas hipóteses, passou a tomar força para o autor a tese de que o órgão-chave do ectoplasma talvez fosse o fígado, responsável pela oxidação existente no corpo, pela síntese proteica (albumina), lipídica (e o responsável pela produção de 70% do colesterol circulante no sangue) e metabolização e desintoxicação de substâncias, como, por exemplo, os medicamentos. A água, veículo portador de fluidos etéricos que vitalizam o corpo segundo a medicina antroposófica talvez tivesse também alguma correlação com o ectoplasma, sendo notável que muitos depressivos exibissem ingestão reduzida de água. Assim, escreve Munari:

O fígado é o principal responsável pela produção de ectoplasma. Vitaminas do Complexo B e estimulantes da secreção da bile aliados a uma dieta saudável são os principais responsáveis pela produção de ectoplasma em níveis adequados e pela ausência dos sintomas típicos da “síndrome ectoplasmática”.

Evidências empurravam para se pensar no fígado. Decidi, então, baseado no pensamento de que hnum fígado preguiçoso nos portadores da síndrome ectoplasmática, utilizar medicamentos que pudessem estimular suas funções, quer fossem da antroposofia ou da halopatia. Utilizei medicamentos chamados de coleréticos e colagogos (eles estimulam a produção de bile pelo figado, assim como sua secreção pela vesícula biliar que onde fica armazenada para do duodeno), e observei uma diminuição nas queixas sintomáticas: o paciente sentia-se mais “leve”. Estavam então formadas associações entre síndrome ectoplasmática, trantorno de somatização, depressão, síndrome da tensão pré-menstrual e insuficência funcional hepática”.

O fígado assume a condição ímpar de “grande usina de fabricação” do ectoplasma. Munari explica esta “dinâmica ectoplasmática” ao longo do trajeto de produção desta misteriosa substância. Em termos simples, os alimentos provenientes de diversos reinos da natureza (mineral, vegetal ou animal) portam qualidades diferentes de ectoplasma, que passa ser aproveitado no reino “hominal” quando é “humanizado” ou transformado por algum órgão do corpo, a fim de que seja utilizado pelos espíritos como no fenômeno de poltergeist que depende de “doador” ou epicentro para ocorrer. Faz-se necessário para que algo desta magnitude se dê que esteja presente no ser humano um tipo mais “refinado” de ectoplasma do que o encontrado de forma bruta nos alimentos, ou na natureza.

Uma vez ingerido o alimento e ainda no tubo gastrintestinal, este sofrerá a ação dos sucos gástrico, pancreático e bile, sendo transformado em açúcares, lipídeos e aminoácidos. Tais nutrientes de ordem física, bem como o ectoplasma que ‘acompanha” as suas moléculas “serão conduzidos pelo sangue até o fígado pela veia porta, onde serão “desintoxicados” e “humanizados”, como se diz na medicina antroposófica, para que não sejam rejeitados pelo sistema imunológico. Do fígado é que o sangue os levará (nutrientes e ectoplasma) para o coração, para que sejam distribuídos ao restante do corpo”. Para autores como o Dr. Jorge Andréa, citado por Munari, há participação do elemento fósforo na composição do ectoplasma, tal como é utilizado pelo organismo, como forma de armazenagem energética (adenosina trifosfato, também denominada ATP, o “combustível” da célula).

A produção de ectoplasma pode ser normal ou não. Do grau de “normalidade” neste processo  – como descrito pelo autor – depende a intensidade da “síndrome ectoplasmática” ou mesmo a sua manifestação. Estes níveis de produção normal de ectoplasma ocorrem quando há nutrição celular adequada em termos de micro e macronutrientes, registrando-se ausência de fatores intervenientes no metabolismo da glicose para gerar o ATP. Pelo contrário, se há deficiência qualitativa e quantitativa de nutrientes para a formação do ATP (ou presença de produtos tóxicos) produzir-se-ia “um desvio para uma via ectoplasmática que levaria a uma produção anormal, podendo chegar a nível prejudicial”.

Mas como se observa a ocorrência da “síndrome ectoplasmática” no cotidiano? Ela é mais comum do que se pensa, podendo-se associá-la a determinados tipos de indivíduos segundo o local em que se deposita o ecotoplasma no corpo humano. Como veremos logo adiante, a maneira como este ectoplasma é conduzido e direcionado para determinada parte do organismo físico do homem depende da influência das denominadas “presenças do passado” e da qualidade de nossas vibrações pois a atuação destas “presenças” é influenciada sobremodo pela raiva ou emoções negativas.

Com efeito, Munari acentua que existe no homem um “(…) corpo espiritual que sobrevive à morte do corpo físico, e é nele que ficam registradas nossas vidas passadas. Como tivemos vários experiências, e nelas podemos ter apresentadas lesões físicas (Por exemplo, a enxaqueca ou um traumatismo craniano), estas ficam registradas no corpo espiritual. É o que chamamos “cicatrizes do corpo espiritual”. Justamente nestas cicatrizes concentra-se o ectoplasma, retransmitindo lesões do passado para o corpo físico ao fazer a ligação deste como “corpo espiritual”, isto é, “reativa-se a dor do traumatismo de uma existência pretérita”.

Construída por Munari, a tabela seguinte relaciona os subtipos de ectoplasma ao tipo de temperamento do homem, elemento predominante, órgão chave e níveis de densidade.

Subtipo de Ectoplasma

Tipo de Temperamento

Elemento

Órgão Chave

Densidade de Ectoplasma

Craniano

Colérico

Fogo

Coraçao

Aérea

Torácico

Sanguíneo

Ar

Rins

Líquida

Gastrintestinal

Melancólico

Água

Fígado

Muscular

Sural

Fleumático

Terra

Pulmões

Óssea

Em síntese pode-se assim definir os termos constantes do quadro:

A) Subtipos de Ecotoplasma quanto à localização

  • Craniano – expressões alérgicas no revestimento nasal e oral e na trompa de Estáquio (o canal que comunica a garganta com o ouvido medido) e no ouvido médio. Favorece fenômenos como rinites, sinusites, otires e laringite e também a alergia do conduto auditivo externo.-

  • Torácico – expressão do ectoplasma ocorre como se fosse algo que “sobe”, como uma onda que se origina na região entre o abdome e o tórax e segue ascendente para a cabeça; contudo, localiza-se em nível cardíaco, levando a uma dor opressiva, constritiva, e às vezes até com caráter “esmagante”.

  • Gastrintestinal – costuma causar impressão de abdome distendido entre outros sintomas (gases etc).

  • Sural – depósito de ectoplasma ocorre mais na região sural, que nada mais é senão que a região das panturrilhas (batatas da perna)

B) Classificação baseada na maior ou menor afinidade do ectoplasma por áreas de maior ou menor densidade orgânica

  • Aérea – sensação de falta de ar e/ou nó ou bola na garganta, dando impressão de asfixia

  • Líquida – deposita-se no líquido sinovial (líquido entre as articulações), causando dores articulares ou próximo a estas, sem sinais inflamatórios,(fibromialgia). Pode também depositar-se no sangue, acometendo órgãos mais sensíveis como o labirinto.

  • Muscular/parenquitomosa : deposição nas “batatas da perna”.

  • Óssea – mais rara, ocasionando as dores do crescimento nas crianças, ou dores de friagem nos idosos.

    C) Classificação quanto aos Tipos de Temperamentos

    – Colérico – comportamento enérgico,

    –  Sanguíneo – pessoa alegre, não se atêm a determinado fim;]

    – Melancólico – indivíduo de ar tristonho e cansado, tendendo revolver o passado (preocupado e negativista).

    – Fleumático – indivíduos “lentificados”, possuem forma facial arrendonda, ou “duplo queixo”; com olhar alegre e simpático. Apreciam o bom paladar e desfrutam com enorme satisfação da alimentação.

Do ponto de vista da interação dos sintomas da “síndrome ectoplasmática”, verifica-se que a concentração de ectoplasma em determinado órgão ou área do organismo depende da convergência de fatores como:

  1. Ingestão de alimentos com maior quantidade de ectoplasma;

  2. Tipo de alimentação que produziria maior ou menor quantidade de ectoplasma;

  3. “Leveza/peso” do ectoplasma;

  4. Sua afinidade por locais de maior ou menor densidade;

  5. Cicatrizes espirituais;

  6. Atuação de “presenças” espirituais, manipulando o ectoplasma para concentrá-lo em determinada cicatriz espiritual.

O ponto “f” é de suma importância neste elenco de fatores. O ecotoplasma pode ser compreendido como “matéria-prima” da síndrome, ao passo que as “’presenças’ são a ‘mão-de-obra’ a trabalhar para a construção do sintoma num ambiente propício – a cicatriz espiritual”. O fator desencadeante destes “males” está vinculado a um profundo desequilíbrio entre o “pensar e agir” na pessoa que é afetada por entidades deste tipo, possuindo vínculos estreitos com a idéia da mediunidade do paciente que recebe os efeitos da atuação destas “presenças” devido a seu mal uso ou desconhecimento de suas leis de atuação.

Tomando a analogia com aparelho de TV, o autor chega a advertir-nos ser preciso, portanto, evitar uma mesma “freqüência no modo de pensar e sentir e que se assemelha ao das “presenças” (que cobram do desafeto encarnado a ação errônea por ele cometida)”. Este é um caminho básico para evitar-se a contaminação pela “doença”. Mas há outros abertos a quem humildemente progrida na senda individualíssima da espiritualidade.

O mercado editorial brasileiro de esoterismo e ocultismo encontra-se muito bem servido com o livro “Ectoplasma – descobertas de um médico psiquiatra”, publicado pela Editora Conhecimento em 2008. Frutos de intensa experiência clínica do Dr. Luciano Munari, as pesquisas e hipóteses trazidas à baila na obra são estimulantes para o estudioso do oculto, embora o próprio autor abrace claramente o espiritismo kardecista como se deduz do seu “ferramental” conceitual. A feliz coincidência dos objetivos dos militantes espiritas – calcados na caridade e na assistência ao próximo – e a ambição nitidamente ocultista de conhecer a fundo os fenômenos não explicados da natureza realizaram bodas felizes nesta ocasião, sendo conveniente anunciar a “boa nova” (nem tão nova assim mas cuja qualidade só agora se percebeu) aqui neste blog.

O raciocínio do Dr. Munari desenvolve-se com peculiar elegância e sem afetação desnecessária de estilo em torno do caráter do “ectoplasma”(de “ektos”, fora e “plasma”, formação) segundo a doutrina espírita. Desfia sucintamente o histórico dos casos de materialização no mundo e no Brasil, papel cumprido pelo ecotoplasma enquanto fluído vital – por meio do qual se manifestavam “aparições”-; sua bioquímica e vinculação com doenças psicossomáticas e, como corolário, sua “fabricação” indevida no organismo – o que possibilita inorportuno manuseio por formas desencarnadas ou “presenças do passado” que desejam se vingar do indivíduo vivo como ajuste de “contas cármicas” de vidas anteriores.

Já o famoso criminologista italiano e tardio prócer do espiritismo, Cesare Lombroso, considerava o ectoplasma como um tipo de substância ou protoplasma gelatinoso, inicialmente amorfo, que saía do medium e tomava forma mais tarde. A análise de diversos autores e a experiência e as demonstrações em centenas de sessões espiritas demonstrava que esta substância saía pelos orifícios humanos e um caso tornado célebre fora analisado pelo próprio Lombroso em sua “opus magna”, “Hipnotismo e Mediunidade: o da médium italiana Eusápia Paladino. O ectoplasma era visto, enfim, como substância manipulada por espíritos, geralmente inodora, frio, húmido, por vezes vezes viscoso e semilíquido, raramente apresentando-se seco e duro e neste estado formando cordões fibrosos e nodosos de modo a dilatar-se e expandir-se como uma “teia de aranha”.

Em sua vida como profissional o Dr. Munari testemunhou que vários pacientes exibiam quadros de transtorno de somatização como “nós na garganta”, que se davam em situações de tensão emocional. Outros sintomas  recorrentes eram tonturas, angústias no peito, falta de ar súbita (com sensação de sufoco), dores articulares ou generalizadas além de sensação de peso nos ombros e nas panturrilhas e também era dores de cabeça, embaçamento visual, náuseas ou dor abdominal. Observando a caso da paciente que apelidou de “Senhora Gioconda”, o médico decidiu em certo momento abandonar sua renitente postura ortodoxa, realizando um curso de terapia passada em que, pela primeira vez, tomou contato com a ideia das chamadas “presenças do passado”, as quais poderiam manipular os ectoplasma e produzir diversos síntomas. Diz então que:

O que seria esse tal de ectoplasma? Uma substância semi material/semi-espiritual que, portanto, permeia tanto o mundo material como mundo espiritual; faz a ponte entre os dois mundos. È ele que permite a atuação dos espíritos sobre o mundo físico. Ele é a substância de que eles os espíritos se utilizam para impressionar o mundo físico e causar, por exemplo, os fenômenos de poltergeist, ou de materialização

Ao aproximar-se de conhecido médium e espírita, o Sr. Manoel Saad e ao utilizar com mais intensidade a técnica de regressão, tornou-se paulatinamente evidente para nosso autor que “uma gama enorme de sintomas físicos era decorrente da ação espiritual sobre o corpo físico. Eram os mais variados sintomas: dores nas diversas partes do corpo, falta de ar, palpitações, ou mesmo sintomas que eu associava a uma doença orgânica, como por exemplo as dores articulares da jcitada artrite reumatóide”. A mais clássica dor era aquela que afetava a região da cabeça, mas havia inúmeras outras, como já mencionamos.

Neste ponto, aliando novas teorias à constatação clínica, Munari cunha o termo “Síndrome Ectoplasmática” para dar conta deste espectro de sinais e sintomas que englobaria até mesmo a síndrome de tensão pré-menstrual. A produção de ectoplasma parecia, a princípio, ligada à ingestão de carboidratos, principalmente vinculada à alimentação artificial (refrigerantes, enlatados, alimentos benefeciados ou “refinados”, dieta carnívora etc). Ao voltar-se para a literatura de medicina ortomolecular, notou a correlação entre a deficiência de vitaminas do complexo B e a população que se alimenta de produtos artificiais ou industrializados, deduzindo que, de certa maneira, a produção excessiva de ectoplasma poderia estar associada deficiência de vitaminas desta classe, obtendo resultados palpáveis ao usar megadoses deste complexo vitamínico em pacientes. Outra constação do Dr. Munari foi de que muitos pacientes com quadro depressivo apresentavam a síndrome ectoplasmática.

Como consequência do relativo êxito na comprovação destas hipóteses, passou a tomar força para o autor a tese de que o órgão-chave do ectoplasma talvez fosse o fígado, responsável pela oxidação existente no corpo, pela síntese proteica (albumina), lipídica (e o responsável pela produção de 70% do colesterol circulante no sangue) e metabolização e desintoxicação de substâncias, como, por exemplo, os medicamentos. A água, veículo portador de fluidos etéricos que vitalizam o corpo segundo a medicina antroposófica talvez tivesse também alguma correlação com o ectoplasma, sendo notável que muitos depressivos exibissem ingestão reduzida de água. Assim, escreve Munari:

O fígado é o principal responsável pela produção de ectoplasma. Vitaminas do Complexo B e estimulantes da secreção da bile aliados a uma dieta saudável são os principais responsáveis pela produção de ectoplasma em níveis adequados e pela ausência dos sintomas típicos da “síndrome ectoplasmática”.

Evidências empurravam para se pensar no fígado. Decidi, então, baseado no pensamento de que hnum fígado preguiçoso nos portadores da síndrome ectoplasmática, utilizar medicamentos que pudessem estimular suas funções, quer fossem da antroposofia ou da halopatia. Utilizei medicamentos chamados de coleréticos e colagogos (eles estimulam a produção de bile pelo figado, assim como sua secreção pela vesícula biliar que onde fica armazenada para do duodeno), e observei uma diminuição nas queixas sintomáticas: o paciente sentia-se mais “leve”. Estavam então formadas associações entre síndrome ectoplasmática, trantorno de somatização, depressão, síndrome da tensão pré-menstrual e insuficência funcional hepática”.

O fígado assume a condição ímpar de “grande usina de fabricação” do ectoplasma. Munari explica esta “dinâmica ectoplasmática” ao longo do trajeto de produção desta misteriosa substância. Em termos simples, os alimentos provenientes de diversos reinos da natureza (mineral, vegetal ou animal) portam qualidades diferentes de ectoplasma, que passa ser aproveitado no reino “hominal” quando é “humanizado” ou transformado por algum órgão do corpo, a fim de que seja utilizado pelos espíritos como no fenômeno de poltergeist que depende de “doador” ou epicentro para ocorrer. Faz-se necessário para que algo desta magnitude se dê que esteja presente no ser humano um tipo mais “refinado” de ectoplasma do que o encontrado de forma bruta nos alimentos, ou na natureza.

Uma vez ingerido o alimento e ainda no tubo gastrintestinal, este sofrerá a ação dos sucos gástrico, pancreático e bile, sendo transformado em açúcares, lipídeos e aminoácidos. Tais nutrientes de ordem física, bem como o ectoplasma que ‘acompanha” as suas moléculas “serão conduzidos pelo sangue até o fígado pela veia porta, onde serão “desintoxicados” e “humanizados”, como se diz na medicina antroposófica, para que não sejam rejeitados pelo sistema imunológico. Do fígado é que o sangue os levará (nutrientes e ectoplasma) para o coração, para que sejam distribuídos ao restante do corpo”. Para autores como o Dr. Jorge Andréa, citado por Munari, há participação do elemento fósforo na composição do ectoplasma, tal como é utilizado pelo organismo, como forma de armazenagem energética (adenosina trifosfato, também denominada ATP, o “combustível” da célula).

A produção de ectoplasma pode ser normal ou não. Do grau de “normalidade” neste processo  – como descrito pelo autor – depende a intensidade da “síndrome ectoplasmática” ou mesmo a sua manifestação. Estes níveis de produção normal de ectoplasma ocorrem quando há nutrição celular adequada em termos de micro e macronutrientes, registrando-se ausência de fatores intervenientes no metabolismo da glicose para gerar o ATP. Pelo contrário, se há deficiência qualitativa e quantitativa de nutrientes para a formação do ATP (ou presença de produtos tóxicos) produzir-se-ia “um desvio para uma via ectoplasmática que levaria a uma produção anormal, podendo chegar a nível prejudicial”.

Mas como se observa a ocorrência da “síndrome ectoplasmática” no cotidiano? Ela é mais comum do que se pensa, podendo-se associá-la a determinados tipos de indivíduos segundo o local em que se deposita o ecotoplasma no corpo humano. Como veremos logo adiante, a maneira como este ectoplasma é conduzido e direcionado para determinada parte do organismo físico do homem depende da influência das denominadas “presenças do passado” e da qualidade de nossas vibrações pois a atuação destas “presenças” é influenciada sobremodo pela raiva ou emoções negativas.

Com efeito, Munari acentua que existe no homem um “(…) corpo espiritual que sobrevive à morte do corpo físico, e é nele que ficam registradas nossas vidas passadas. Como tivemos vários experiências, e nelas podemos ter apresentadas lesões físicas (Por exemplo, a enxaqueca ou um traumatismo craniano), estas ficam registradas no corpo espiritual. É o que chamamos “cicatrizes do corpo espiritual”. Justamente nestas cicatrizes concentra-se o ectoplasma, retransmitindo lesões do passado para o corpo físico ao fazer a ligação deste como “corpo espiritual”, isto é, “reativa-se a dor do traumatismo de uma existência pretérita”.

Construída por Munari, a tabela seguinte relaciona os subtipos de ectoplasma ao tipo de temperamento do homem, elemento predominante, órgão chave e níveis de densidade.

Subtipo de Ectoplasma

Tipo de Temperamento

Elemento

Órgão Chave

Densidade de Ectoplasma

Craniano

Colérico

Fogo

Coraçao

Aérea

Torácico

Sanguíneo

Ar

Rins

Líquida

Gastrintestinal

Melancólico

Água

Fígado

Muscular

Sural

Fleumático

Terra

Pulmões

Óssea

Em síntese pode-se assim definir os termos constantes do quadro:

A) Subtipos de Ecotoplasma quanto à localização

  • Craniano – expressões alérgicas no revestimento nasal e oral e na trompa de Estáquio (o canal que comunica a garganta com o ouvido medido) e no ouvido médio. Favorece fenômenos como rinites, sinusites, otires e laringite e também a alergia do conduto auditivo externo.-

  • Torácico – expressão do ectoplasma ocorre como se fosse algo que “sobe”, como uma onda que se origina na região entre o abdome e o tórax e segue ascendente para a cabeça; contudo, localiza-se em nível cardíaco, levando a uma dor opressiva, constritiva, e às vezes até com caráter “esmagante”.

  • Gastrintestinal – costuma causar impressão de abdome distendido entre outros sintomas (gases etc).

  • Sural – depósito de ectoplasma ocorre mais na região sural, que nada mais é senão que a região das panturrilhas (batatas da perna)

B) Classificação baseada na maior ou menor afinidade do ectoplasma por áreas de maior ou menor densidade orgânica

  • Aérea – sensação de falta de ar e/ou nó ou bola na garganta, dando impressão de asfixia

  • Líquida – deposita-se no líquido sinovial (líquido entre as articulações), causando dores articulares ou próximo a estas, sem sinais inflamatórios,(fibromialgia). Pode também depositar-se no sangue, acometendo órgãos mais sensíveis como o labirinto.

  • Muscular/parenquitomosa : deposição nas “batatas da perna”.

  • Óssea – mais rara, ocasionando as dores do crescimento nas crianças, ou dores de friagem nos idosos.

    C) Classificação quanto aos Tipos de Temperamentos

    – Colérico – comportamento enérgico,

    –  Sanguíneo – pessoa alegre, não se atêm a determinado fim;]

    – Melancólico – indivíduo de ar tristonho e cansado, tendendo revolver o passado (preocupado e negativista).

    – Fleumático – indivíduos “lentificados”, possuem forma facial arrendonda, ou “duplo queixo”; com olhar alegre e simpático. Apreciam o bom paladar e desfrutam com enorme satisfação da alimentação.

Do ponto de vista da interação dos sintomas da “síndrome ectoplasmática”, verifica-se que a concentração de ectoplasma em determinado órgão ou área do organismo depende da convergência de fatores como:

  1. Ingestão de alimentos com maior quantidade de ectoplasma;

  2. Tipo de alimentação que produziria maior ou menor quantidade de ectoplasma;

  3. “Leveza/peso” do ectoplasma;

  4. Sua afinidade por locais de maior ou menor densidade;

  5. Cicatrizes espirituais;

  6. Atuação de “presenças” espirituais, manipulando o ectoplasma para concentrá-lo em determinada cicatriz espiritual.

O ponto “f” é de suma importância neste elenco de fatores. O ecotoplasma pode ser compreendido como “matéria-prima” da síndrome, ao passo que as “’presenças’ são a ‘mão-de-obra’ a trabalhar para a construção do sintoma num ambiente propício – a cicatriz espiritual”. O fator desencadeante destes “males” está vinculado a um profundo desequilíbrio entre o “pensar e agir” na pessoa que é afetada por entidades deste tipo, possuindo vínculos estreitos com a idéia da mediunidade do paciente que recebe os efeitos da atuação destas “presenças” devido a seu mal uso ou desconhecimento de suas leis de atuação.

Tomando a analogia com aparelho de TV, o autor chega a advertir-nos ser preciso, portanto, evitar uma mesma “freqüência no modo de pensar e sentir e que se assemelha ao das “presenças” (que cobram do desafeto encarnado a ação errônea por ele cometida)”. Este é um caminho básico para evitar-se a contaminação pela “doença”. Mas há outros abertos a quem humildemente progrida na senda individualíssima da espiritualidade.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/ectoplasma-descobertas-de-um-medico-psiquiatra/

A Religião do Palo

O Palo – também chamado de Las Reglas de Congo –  é uma religião que se desenvolveu em Cuba entre os escravos da África Central e seus descendentes da Bacia do Congo, uma das regiões mais extensas do continente africano. Seu nome vem da palavra em espanhol “palo” (pau) em referência ai uso de estátuas de madeira nos altares. Trata-se de uma denomnação completamente diferente das mais conhecidas Santeria e Ifa cubanos. Os seguidores do “Palo” são denominados “paleros” ou Nganguleros”.
As Regras do Congo são o resultado da transculturação dos credos bantús, e reunião de distintos grupos étnicos com diferentes níveis culturais. Pelo ano 1700 saíram de África grupos de tribos Nganga e chegaram a Cuba com o Lucumi, com o Abakua, com o Arara, com o Palo Monte Mayombe, Briyumba ou Brillumba, Malongo, Kimbisa.  Estas regras se misturaram em Cuba tando origem ao Kimbiza que significa Cruzado e dai nasceu o Palo Monte Mayombe Kimbiza. Kimbiza é portanto a forma misturada de praticar a religião. Essa modalidade do culto rapidamente se estendeu e superou todas as outras.
O Palo Cruzado é ainda a modalidade tipicamente cubana por incorporar em sua fundação as práticas de Palo Monte junto com, crenças ameríndias, do espiritualismo, do cristianismo, de Abakua, de Lukumi, Yoruba e outras muitas mais. Tal mistura criou diferentes linhas de prática religiosa que só nos últimos trinta anos tem buscado uma unificação, em especial pelo trabalho da Regra Kimbiza Sagrada Sarabanda.
Hierarquia espiritual no Palo
O Palo entende que existe uma divindade suprema, chamada Nsambi. Força criadora e regente que governa todos os seres do universo.
Nas casas de Palo Cruzado a pratica ocorre ao redor de uma hierarquia de espíritos, chamados Mpungos  ou Nkisi, que são forças, que são equivalentes aos Orishas da Santeria ou ao Loas do Vodou e compartilham muitos dos seus nomes e características.
Abaixo dos Mpungos na hierarquia espiritual temos aios
• Eggun – Espíritos ancestrais muito antigos e  de grande poder.

• Mfumbe – falecidos, fantasmas, espíritos dos mortos em geral
• Nkitas – Espíritos elementares das árvores, dos rios, do ar, etc.

Nganga – A Prenda

Muita das práticas de Palo se centra ao redor de canalizar o poder de estes espíritos elementares para os propósitos temporais e espirituais. Isto se consegue com sacrifícios e oferendas, e na prática da magia.
A ferramenta central de adoração de Palo é A Prenda, ou Nganga. A Prenda é um caldeirão consagrado do ferro, que contem o Guia do iniciado. A Prenda se enche de uma variedade de coisas que facilitam a comunicação com os espíritos: ossos, terra para os espíritos dos mortos; as árvores e as ervas sagradas, etc. coisas que alguns assumiram que são elementos da “obscuridade” ou do mal, são de facto elementos de práticas xamânicas muito antigas.
Os espíritos de Palo se comunicam com a prática do espiritismo, ou a mediunidade e com a adivinhação.  No c hamalongos usa-se conchas de diversos materiais, muitas vezes cascas de coco e no Vititi Mensu se usa a trompa animais consagrados. Todos estes métodos são aprendidos pelos iniciados.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-religiao-do-palo/

Yesod – Bem-vindo ao Deserto do Real

Publicado no S&H dia 4/jun/2008,

Continuando nossa série sobre desmistificação de demônios, diabos, encostos e afins, precisamos neste momento ao mesmo tempo fazer uma parada e estabelecer uma conexão com a kabbalah. Sem explicar o que é o chamado “Plano Astral”, será muito difícil entrar em detalhes sobre como exatamente funciona a mecânica por trás dos Anjos, Demônios, Devas, Asuras, Elementais, Exus, Anjos Enochianos, Fantasmas e Gênios.
Da mesma maneira, estava devendo para vocês uma explicação gnóstica sobre o filme Matrix, então este período do tempo-espaço em relação à coluna me parece o ponto exato para comentar três coisas aparentemente distintas, mas ao mesmo tempo intrinsecamente conectadas: Yesod, o Plano Astral e Matrix.

Tome a pílula vermelha e siga o tio Marcelo para descobrir o quão funda é a Caverna de Platão.

Yesod
Para os que fizeram os exercícios do Sefira ha Omer já deve estar bastante clara qual é a função de Yesod dentro das emanações divinas. Yesod se situa abaixo de Tiferet e entre Netzach e Hod. É chamada de “Fundamento” ou “Fundação” e funciona como um reservatório onde todas as inteligências emanam seus atributos, que são misturados, equilibrados e preparados para a revelação material. É compilação das oito emanações e forma o Plano dos Pensamentos, Plano Astral, ou a Base da Realidade.
Malkuth é o plano físico puro, chamado de Plano Material, que nossos sentidos objetivos podem ver, ouvir, cheirar, tocar e provar, mas incapaz de perceber qualquer tipo de consciência além disto. Malkuth é o mundo criado das ilusões para nos manter em torpor ou, fazendo nossa comparação, Malkuth é a Matrix.

Em Malkuth vivem os adormecidos. Pessoas que acordam, tomam café, vão para suas baias em seus trabalhos, trabalham, almoçam, trabalham, vão para casa, jantam, assistem novela, assistem futebol, dormem e no dia seguinte acordam de novo… fazem isso durante a vida toda, aposentam-se e morrem, sem nunca terem realmente vivido. Suas almas estão presas em casulos sem imaginação, sugadas pelo sistema que mantém a ilusão funcionando, tal qual é retratado simbolicamente no filme.

Yesod representa os bastidores da realidade. O mundo real na qual são programados os acontecimentos que surgirão no mundo ilusório. Para fazer uma analogia, imaginemos que Malkuth seja um prédio comercial. Yesod será, então, toda a fundação: canos, fios, dutos de ar, fosso do elevador, esgotos, toda a parte elétrica e hidráulica que faz o prédio funcionar. Quando se aperta um interruptor na parede, a luz da sala acende. Os ignorantes chamam isso de “coincidência”, mas qualquer pessoa que tenha um conhecimento maior de ciência sabe que, por trás daquele interruptor correm fios elétricos escondidos na Fundação e que, quando se aperta um botão neste interruptor, uma série de conexões simples são acionadas, fazendo com que a eletricidade chegue até a lâmpada, acendendo-a.
Magia é compreender como os condutores de energia da realidade material funcionam e apertar os botões certos para que as lâmpadas certas se iluminem.

Yesod representa a Intuição; o sexto sentido; o despertar. Infelizmente, assim como Morpheus diz a Neo no começo do filme, ninguém vai conseguir explicar para você o que é o Plano Astral. Você precisa ter esta experiência sozinho para compreender. E a maioria das pessoas passa sua vida toda como gado, inconscientes da realidade ao seu redor, como baterias inertes de um sistema controlado por egrégoras que mantém as pessoas ocupadas demais rezando para deuses externos, com medo de falsos diabos e trabalhando como escravas para mantê-las no poder. As famosas “otoridades”. No filme, são representadas pelos Agentes da Matrix.

Uma das melhores cenas do filme ocorre logo no começo, quando Thomas (Tomé, escritor do principal livro apócrifo) Anderson (Andras [homem]+Son [filho], ou seja, “Filho do Homem”, em uma analogia a Jesus/Yeshua) está dormindo diante da tela e aparece o texto “Acorde, Neo”. Esta cena resume a fagulha que vai despertar dentro de cada um de nós em direção ao Cristo; a Princesa dos contos de fada; a espada presa dentro da pedra, a Branca de Neve adormecida em um caixão de vidro.
Minutos após despertar, um hacker diz a ele “você é meu salvador… meu Jesus Cristo”. Simbolicamente, isto representa que mesmo esta pequena fagulha de controle sobre a realidade é suficiente para despertar seguidores, de tão perdidas que as pessoas estão.
As referências ao caminho do Sábio na Kabbalah continuam: quando Neo chega a nave (que tem o Nome de Nabucodonosor, o rei da Babilônia que no Livro de Daniel teve um enigmático sonho que precisa ser interpretado) cujo número de série é “MARK III NR. 11” (Marcos, Capítulo 3, versículo 11: “E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus”). Neo passa pela morte e ressurreição e finalmente, no final do filme, chega a Tiferet, “o escolhido”.

Para os gnósticos, o Deus Supremo (Keter) é totalmente perfeito, e, por isso, estranho e misterioso, “inefável”, “inalcançável”, “imensurável luz, pura, santa e imaculada”(Apócrifo de João). Para este Deus existem outros seres menos divinos no Pleroma (similar ao Paraíso, uma divisão desse universo que não é a Terra), que é dotado de um sexo metafórico masculino (Hochma) ou feminino (Binah).
Pares desses seres são capazes de produzir descendência, que são, eles mesmos, emanações divinas perfeitas em si mesmas (a analogia no filme é a criação de múltiplas matrix pelos computadores). O problema surge quando um EON ou Ser chamado SOPHIA (Sabedoria em grego, representado no filme pela Oráculo), uma mulher, decide “levar adiante sua semelhança sem o consentimento do Espírito” – que gera uma descendência sem sua consorte (Apócrifo de João).

A antiga visão era a de que as mulheres oferecem a matéria na reprodução, e os homens, a forma. Por isso, o ato de Sophia produz uma descendência que é imperfeita ou até mesmo mal formada, e ela a afasta dos outros seres divinos do Pleroma, levando-a para outra região isolada do cosmos. Essas deformadas e ignorantes deidades, as vezes denominadas DEMIURGOS (o Arquiteto, no filme), que equivocadamente acreditam ser o único Deus.

Os gnósticos identificam o Demiurgo como o Deus Criador psicopata do Antigo Testamento, o qual decide criar os Arcontes (Anjos), o mundo material (Malkuth/Terra) e os seres humanos. Embora as tradições variem, o Demiurgo normalmente é enganado dentro do alento divino ou espírito de sua mãe Sophia que antigamente vivia nele, dentro do ser humano (especialmente Apócrifo de João, ecos do Gênese 2-3).
Para os gnósticos, somos pérolas no lodo, espíritos divinos (bom) aprisionados num corpo material (mau) e num mundo material (mau). O Paraíso é nosso verdadeiro lar, mas estamos exilados do Pleroma.
Felizmente, para o Gnóstico a salvação está disponível na forma de Gnose ou Conhecimento, dado pelo Redentor Gnóstico, que é o Cristo, a figura enviado pelo Altíssimo para libertar a espécie humana do Demiurgo, tal qual Neo é o “escolhido” para libertar as pessoas do jugo do Arquiteto.

Quando Neo é desconectado e desperta pela primeira vez em Nabucodonosor, em meio a um brilhante espaço branco iluminado (linguagem cinematográfica para indicar o despertar), seus olhos ardem, conforme explica Morpheus, porque ele nunca os havia usado antes. Tudo que Neo havia visto até aquele ponto o foi através do olho da mente, como num sonho, criado através de um software de simulação. Tal como um antigo Gnóstico, Morpheus explica que a respiração (prana, chi-kung, tai-chi, reiki) conduz Neo pelo programa de treinamento de artes marciais e que não há nada a fazer com seu corpo, a velocidade ou sua força, os quais são todos ilusórios. Mais ainda, eles dependem unicamente de sua mente, que é real.

Ainda outro paralelo com o Gnosticismo, ocorre na figura dos Agentes, como o Agente Smith e seu opositor, o equivalente gnóstico de Neo e todos os demais que tentam sair de MATRIX. A IA criou esses programas artificiais para funcionarem como “porteiros” – os Guardas das portas – que possuem todas as chaves. “Esses Agentes são parentes dos ciumentos Arcontes criados pelo Demiurgo para bloquearem a ascensão do Gnóstico quando tentam deixar o mundo material. Eles defendem as portas em sucessivos níveis ao paraíso (e.g. Apocalipse de Paulo, Divina Comédia de Dante, textos Babilônicos narrando os sete infernos, a estrela setenária dos alquimistas e assim por diante).

Sobre a questão do Samsara, até mesmo o título do filme evoca a visão budista de mundo. MATRIX é descrita por Morpheus como “uma prisão para a mente”. É uma “construção” dependente feita de projeções digitais interconectadas de bilhões de seres humanos (egrégoras) que desconhecem a natureza ilusória da realidade na qual vivem, e são completamente dependentes do “hardware” implantado em seus corpos reais e dos programas (softwares/mapas astrais) elaborados (para fazer a máquina funcionar), criados pelo Demiurgo. Essa “construção” é parecida com a idéia budista do SAMSARA, a qual ensina que o mundo, no qual vivemos nossas vidas diárias, é feito unicamente de percepções sensoriais formuladas por nossos próprios desejos.
O problema, então, pode ser examinado em termos budistas. Os humanos são aprisionados no ciclo da ilusão (Maya), e sua ignorância acerca do ciclo os mantém atados a ele, totalmente dependentes de suas próprias interações com o programa e com as ilusões da experiência sensorial que ele provê, bem como das projeções sensoriais dos demais. Essas projeções são consolidadas pelos enormes desejos humanos de acreditarem que o que eles percebem como real é real de fato (para eles). É o mundo dos materialistas, ateus e céticos.
Este desejo é tão forte que derruba Cypher, que não pode mais tolerar o “deserto do real”, e procura uma maneira de ser reinserido na Matrix. Tal como combina com o Agente Smith num restaurante fino, fumando um charuto com um copo grande de brandy, Cypher diz: “Eu sei que este bife não existe; eu sei que quando eu o levo a minha boca Matrix está dizendo ao meu cérebro que ele é suculento e delicioso. Depois de 9 anos você sabe o que está mais claro para mim? Que a ignorância é a felicidade!” (Ignorance is Bliss).
A contrapartida é a vida monástica dentro da nave: comem uma gororoba vegetariana, vestem-se com trapos, não possuem bens materiais e treinam um kung fu que beira o sobrenatural. Possuem a humildade de quem já se despojou dos bens materiais, tal qual os monges do monastério de Shaolin.
Em determinada parte do filme, Morpheus diz a Neo, “há uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho”. E como Buda ensinou aos seus seguidores, “vocês, por vocês mesmos, devem fazer o esforço; só os Despertos são Mestres”.
Para quem já está no Caminho da Iluminação, Morpheus é somente um Guia. Em última instância, Neo precisará reconhecer a Verdade por ele mesmo.

Reinos Subterrâneos
Na Antiguidade, o estado de consciência de Yesod era representado por Hades, o Reino Subterrâneo. Como tal, podia ser acessado apenas pelos seres chamados Psychopompos (“Condutores das Almas”), que eram apenas cinco: Hermes, Hecate, Caronte, Morpheus e Thanatos. Cada um deles descreve exatamente os estados de consciência que habitam o Plano Astral.

Comecemos por Morpheus, o senhor dos sonhos e o nome do Personagem de Lawrence Fishburn como condutor de Neo (que representa nossa consciência crística que deve ser trabalhada até nos tornarmos “o Escolhido”). Morpheus é o senhor dos sonhos, indicando que uma das maneiras de acessarmos o Plano Astral é durante o sono, quando conseguimos atingir os estados de ondas teta e alfa, necessários para atingirmos a chamada superconsciência (ou meditação profunda, ou transe, dependendo para quem você pergunta). Anote ai no seu caderno: Sonhos.

A segunda Psychopompos é chamada de Hecate, deusa dos Templos Lunares. Ela representa os aspectos da consciência atingidos através do Ajna Chakra (o sexto chakra). Hecate representa as danças sagradas, o sexo mágico, o tantra, o despertar da kundalini, os oráculos (tarot, runas…) e todos os Templos que lidam com a energia lunar/feminina dentro da magia. Hecate também é conhecida como a “Deusa Tríplice” (Trinity).
Anote ai no seu caderno: Oráculos e Magia Sexual.

O terceiro deus condutor de almas é Caronte. Caronte é o barqueiro que conduz os viajantes até os Reinos de Hades. A lenda de Caronte deriva das histórias do Barco de Ísis e das antigas iniciações egípcias onde os sacerdotes e iniciados eram colocados em transe nas pirâmides e tinham sua alma liberta do corpo para que vissem a si mesmos deitados aos pés dos outros sacerdotes e tomassem consciência de que eram espíritos habitando temporariamente um corpo físico. Quando fazemos Viagens Astrais induzidas, a sensação de se desligar do corpo no momento em que saímos do Plano Material é muito semelhante ao deslizar que sentimos quando estamos dentro de um barco. Desta maneira, Caronte representa as Viagens Astrais Conscientes. Tanto a lenda de Orfeu quanto a de Hércules (e também Dionísio, Psique e Enéias) representam iniciados em cultos Dionísicos e o despertar da consciência. Os Barcos Espirituais (tanto de Caronte quanto de Ísis) estão representados na forma dos Hovercrafts. Anote no caderno: Viagens Astrais Conscientes.

Hermes representa o Templo Solar, a magia atuando sobre a Luz Astral. Hermes representa o mensageiro dos Deuses, aquele que domina o caduceu (kundalini) e trabalha com a imaginação de maneira racional. Ele representa os grandes magos e conjuradores, os grimórios que lidam com a conjuração de espíritos, o contato consciente entre os que estão no Plano Material e os que estão no Plano Astral. Assim como Salomão, Eliphas Levi e Crowley, Hermes representa todos os iniciados e médiuns capazes de estabelecer contatos entre o Plano Material e o Plano Espiritual.
Como veremos na próxima coluna, o Caduceu e os Chakras representam a porta de entrada e o controle sobre as energias que atuam sobre Yesod e o Plano Astral. Hermes aparece no filme Matrix na forma de “Mercúrio”, como o espelho que engloba Neo e o guia através da jornada que fará o despertar final.
Anote no seu caderno: Mediunidade, Imaginação e Vontade atuando sobre a Luz Astral.

Por fim, temos Thanatos, deus da morte. Irmão de Hypnos (o sono), Thanatos representava a morte e os espíritos dos mortos, que eram transportados por ele até o Reino Subterrâneo. O Reino dos Mortos. Thanatos está representado na máquina que descarta Neo nos esgotos assim que ele desperta e Thanatos o reconhece como não pertencente àquele local. Anote ai como o quinto item: Espíritos dos Mortos.

A partir destas alegorias, podemos compreender que o Plano Astral é habitado por diversas criaturas, objetos, egrégoras, seres e entidades que possuem uma complexa e intrincada estrutura de organização, a partir das quais explicaremos todas as lendas, contos e bases de muitas religiões e filosofias espiritualistas.

Homens e Espíritos
Começaremos nossa jornada da comunicação entre homens e espíritos pelo Xamanismo. Há mais de 40.000 anos as tribos mais antigas conseguiam entrar em contato com o Mundo Astral de diversas maneiras. Seus sacerdotes comunicavam-se com os espíritos dos antepassados em busca de conselhos e indicações enquanto dormiam ou durante rituais envolvendo ervas capazes de alterar o estado de consciência dos participantes no ritual. Os xamãs também eram capazes de entrar em contato com o Reino Espiritual através de oráculos e rituais de conjuração de seres que eles chamam de Elementais.
Nas religiões Aborígenes (Austrália) e Tribais (Africanas), os nativos possuem o mesmo nome para designar o “Reino dos Sonhos” e o “Reino dos Mortos”. Nestas religiões, os deuses e os espíritos iluminados conseguem se comunicar com os sacerdotes através da mediunidade deles (fazendo conexões entre seu corpo astral e os chakras dos médiuns, os espíritos conseguem agir através do corpo de um médium). Além dos espíritos, outras entidades astrais (chamadas de Devas pelos hindus, Orixás pelos africanos e Elementais pelos celtas) também são capazes de incorporar um médium capaz de recebê-los.
Na Babilônia, os cultos a Astarte envolviam danças sagradas, sexo sagrado e contato com os mortos através dos oráculos.
Entre os hindus, o tantra fazia a ponte entre o despertar da kundalini e a iluminação do ser humano através do sexo sagrado. Com a abertura e desenvolvimento dos chakras, os praticantes tornavam-se canais poderosos de conexão com o cósmico, despertando habilidades consideradas sobrehumanas.
Os Egípcios conheciam como ninguém os desdobramentos astrais, potencialidades dos chakras, telepatia e diversas outras habilidades que são preservadas até os dias de hoje dentro das Ordens Iniciáticas como a Rosacruz, Templários e Maçonaria.
Entre os gregos, as sacerdotisas de Hecate também eram conhecidas pelo nome de Ptionísia ou Oráculo (mais uma conexão com o filme Matrix) e conseguiam estabelecer um contato entre os vivos e os mortos para obter conselhos e previsões.
Do ponto de vista ocultista, praticamente não há diferença entre um oráculo grego da antiguidade e um centro espírita Kardecista, salvo pela ritualística. Os princípios e os mecanismos envolvidos são rigorosamente os mesmos.
O rei Salomão utiliza seu conhecimento sobre o astral para deixar um dos maiores legados ocultistas, o Ars Goetia, ou os 72 espíritos (falarei sobre eles mais adiante, quando retornarmos aos trilhos dos posts sobre demônios). Chamavam estes conhecimentos de Arte Real. Paralelamente, temos os judeus e seu vasto estudo sobre a kabbalah e os 72 nomes de Deus (chamados vulgarmente de “anjos cabalísticos”). Salomão compartilha estes conhecimentos com a rainha de Sheba, que os leva para os Reinos africanos e mistura este conhecimento com as religiões tribais, dando origem aos cultos africanos que muitos séculos mais tarde dariam origem indireta ao Candomblé, Umbanda, Santeria, Vodu e Quimbanda. (explicarei em detalhes cada um deles em posts futuros).

Da Grécia, os oráculos chegavam até praticamente todos os pontos do mundo conhecido. Rituais de magia que lidavam com o astral são descritos em diversos poemas e praticados por comandantes, soldados e sacerdotes iniciados.
Dos romanos e dos celtas, este conhecimento também chegou até a Europa, onde as bruxas utilizavam-se deste contato para conversar com os antepassados, conjurar elementais e adquirir conhecimento e iluminação. As belíssimas obras de arte deixadas por todos estes povos são um retrato claro da interação entre vivos e mortos, espíritos e sonhadores, deuses e mortais.
Os nórdicos possuíam lendas a respeito das Valkírias, dos Einherjar, das runas e de toda a estrutura de contato entre os vivos e os mortos. Suas lendas refletem um profundo conhecimento dos iniciados a respeito da Árvore da Vida. Um dos cursos que mais gosto de ministrar é justamente o de runas, pois cada uma das 24 pedras do Oráculo encerra uma lenda rica e profunda; desde a famosa “Ponte do arco Íris”, guardada por Heimdall, que representa o caminho de Tav na Árvore da Vida, até a própria estrutura da origem das runas, provenientes do sacrifício de Odin durante nove dias (nove esferas fora do mundo material na Kabbalah).

Semana que vem: Vampiros, Encostos, Espíritos do Mal e Poltergeists.

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/yesod-bem-vindo-ao-deserto-do-real

Enochiano: bases, estruturas, conceitos e fontes.

Em meio a todo o movimento hermético e suas ramificações, iniciadas pela metade do século XV, podemos notar uma série de similaridades, que podem muito contribuir em nossa apreciação do posterior trabalho de John Dee.
Marsilio Ficino, por exemplo, foi o primeiro a dar impulso a este movimento, pois procurou polarizar o platonismo com o cristianismo, e em seus esforços procurou demonstrar que haveria uma sólida e consistente tradição, vinda desde Hermes Trimegistus até Platão, tendo passado por zoroastristas, órficos e pitagóricos afirmando a necessidade do homem de atingir a autoconsciência de sua própria imortalidade e divindade, através iluminação através de uma iluminação racional (ratio), intelectual (mens) e imaginativa (spiritus e fantasia), e procurando determinar via esta polarização, que todas as coisas existem no deus afirmado na bíblia, ou emanam do deus ali citado.
Já Giovanni Pico della Mirandola, que foi discípulo de Ficino, resolveu estudar a cabala e a torah e combiná-las a filosofia, e dentre outros detalhes afirmava que o deus citado na bíblia, torah, corão e talmud criou o homem para apreciar sua obra, sendo que Mirandola afirma que o homem ascende ao status angélico, sempre que folosofa e cai no estágios de vegetal e animal, quando falha em usar sua filosofia.
Giordano Bruno que nasceu em 1548 e.v., ou seja 50 anos após a morte de Ficino, desenvolveu conceitos bem peculiares, e foi perseguido ao extremo por conta dos mesmos.
Na teoria de Bruno, o Universo é infinito, povoado por incontáveis sistemas solares, e por vezes povoados por vida inteligente, sendo que deus citado no monoteísmo, seria em sua concepção a alma universal do mundo, da qual todas as coisas materiais são manifestações que teríam justamente nascido deste principio infinito.
Estes movimentos tem todos em comum o fato de terem nascido sob o período humano chamado de Renascimento, e serem imbuídos em muito dos conceitos dos filósofos antigos, mas que principalmente continham muito de Plotino – considerado o pai do neo-platonismo – como sua mola propulsora.
Mas haviam outras coisas movendo-se sob o pano de fundo da sociedade daquela época.
Um sentimento imenso de desconforto com o fato de que, em todos os textos observados e estudados, sempre pairava a sombra da impotência perante o povo eleito, conforme citações dos livros que afirmam o dógma monoteísta. Pois não importando o esforço feito em busca do entendimento e desenvolvimento do conhecimento, dentro da temática apresentada por Bruno, Ficino, Mirandolla e outros que os seguiram, sempre aos olhos dos estudantes e mestres fica a idéia da superioridade do povo eleito, sobre os demais povos.
Isso produziu em muitos um sentimento que por vezes se reveza a vergonha com a ira, ou mesmo a inveja com o ciúme, pois para um seguidor dos preceitos do dógma, mesmo quando se tratava de um filósofo, este empecilho sempre se fazia presente. O que em suas próprias concepções era algo inadmissível, uma vez que em maioria esmagadora dos casos, os estudantes e mestres, eram todos eles de ascedência celtica ou setentrional.
E foi sob a óptica das bases acima relatadas que John Dee, que viveu entre 1527 até 1609 da vulgar era cristã, ergueu seu tratado sobre o Enochiano.
No entanto, antes mesmo de alicersarmos nossa atenção sobre as notas deixadas por Dee, voltemos a mesma para o Hermetismo e suas estruturas.
A base deste movimento está no textos que teríam sido atribuidos a Hermes Trimegistus, chamados de “Corpore Hermeticum”, que originalmente foram traduzidos para o grego por Miguel Psellus e Ulf Ospaksson, em Bizâncio, e que depois sofreram uma posterior tradução ao latim por parte de Marsilio Fisino, acima citado, sendo que muito provavelmente o texto que procede dos Sabeanos sofreu consideráveis alterações, quando passou pelas mãos de seus tradutores, sobre tudo pelas mãos de Fisino.
Sabe-se que o “Corpore Hermeticum” é um texto de características similares aquelas encontradas por exemplo entre os trabalhos dos essênios e seus antecessores, os judeus hassídicos.
Os essênios professaram culto a mítica figura de Hermes Trimegistus, por eles identificado com Enoche, sendo que o texto apócrifo que cita o contato dos anjos com as mulheres humanas, que acaba gerando os Néphelins, é creditado a figura de Enoche.
Somado a isto, devemos notar um dado interessante eu somente vem somar informações a nossos objetivos.
Houve outro povo que adotou os costumes dos essênios, cuja cidade foi originalmente usada como um posto avançado da cidade suméria de Uruk, sendo portadores dos costumes astronômicos, religiosos e simbólicos naturais dos Sumérios e Babilônicos.
Este povo era o dos harranitas ou sabeanos, também conhecidos como sabinos, como depois foram conhecidos na região atualmente chamada de Iraque.
Sua cidade, Harran, situada no norte da Mesopotâmia, foi conquistada
pelos árabes entre 633 e.v. e 643 e.v., mas apesar de convertidos ao islã, os
harranitas mantiveram suas práticas pagãs, adorando a Lua e os sete planetas
então conhecidos. Tidos como neo-platônicos, escolheram, por imposição, da
religião dominante, a figura de Hermes Trimegistus para representá-los como
profeta. Um grupo de harranitas mudou-se para Bágdá, onde mantiveram uma
comunidade distinta denominada sabinos.
Devemos notar que a isto soma-se o fato de que ali já viviam os Curdos, que em sua origem eram Yezidis, e que ofereceram forte resistência aos árabes em toda a sua história, fato este que foi tomado como estratégico para os harranitas se estabelecerem na região de Bagda – e como sabemos os Yezidis contém elementos gnósticos e mitraicos em seu culto.
Tanto Harran como a comunidade dos sabeanos em Bagdá, eram constituídas de pessoas instruídas, que dominavam o grego e tinham grande conhecimento e literatura, filosofia, lógica, astronomia, matemática, medicina, além de ciências secretas relativas a culturas dos árabes e dos gregos. Os sabinos mantiveram sua semi-independência até o século XI, quando provavelmente foram aniquilados pelas forças ortodoxas islâmicas, pois não se ouve mais falar deles à partir do ano 1000 da era vulgar.
Por volta de 1041 da era vulgar, Miguel Psellus recebeu em Bizâncio uma grande quantidade de documentos dos Sabeanos e bem como de Harran, possivelmente levados para Bizâncio por parte de caravanas de mercadores, que sabiam da imensa biblioteca que havia na cidade.
Dentre os textos harranitas que para lá foram levados, havia o “…Corpore Hermeticum…”, que é a base para o conhecimento chamado de hermético nos tempos atuais.
John Dee que foi várias vezes acusado de bruxaria, entre tantas outras formas de perseguição, veio a estreitar laços de amizade com a então princesa Elisabeth, que viria a ser Elisabeth I, a primeira rainha protestante da Inglaterra, e depois tornou-se seu conselheiro, astrólogo particular, e trabalhou como um espião para o Império Britânico, durante a guerra anglo-espanhola – termo aliás que é de sua autoria.
Foi astrônomo, astrólogo, diplomata e em particular era especialista em línguas, e sua ascendência era galesa.
Nacionalista extremado, Dee procurou em toda a sua vida servir ao seu país, e devotar seu tempo livre ao estudo do que a seu ver, seria considerada a ciência sagrada e suprema, sendo que a parte final de sua vida foi designada exclusivamente para este último.
Neste contexto, entregou-se ao estudo do hermetismo e foi grandemente influenciado pelo seu sentimento de nacionalismo em seu trabalho.
Um caso que não é único, se observarmos que pouco tempo após a morte de Dee, os presbiterianos ligados a maçonaria, vieram a promulgar o Confessio Fraternitatis – publicado na cidade alemã de Kassel em 1615 e.v. – e os outros dois documentos que são a base do Rosacrucianismo, e procuraram refúgio contra igreja, em meio ao solo Boêmio.
Na verdade, a Inquisição foi uma mola propulsora para muitos descontentes procurarem refúgio em meio a protestantes, e em meio a estes fomentarem filosofias que embora atreladas ao dogma cristão, se opusessem em alguma medida ao vaticano.
John Dee, como foi citado acima, era Gales o que por si só nos leva a apontamentos diferentes do que pretendem a maioria.
Este povo permaneceu usando o idioma nativo, o galês, e permaneceu céltico jamais sendo invadido pelos anglo-saxões, devido a belicosidade de si e bem como da natureza montanhosa daquela região.
O nome da região provém do termo germânico Wales, que significa “estrangeiro”, ligando a região e o povo dali, a uma grande quantidade de contatos com migrações setentrionais vinculadas a célticas, que por ali tenham passado.
Este termo contém em si mesmo uma série de chaves para compreensão das bases do conhecimento, e da tradição antiga.
Fixemos nossa atenção para começarmos a entender este dado na sociedade celta.
A base da sociedade celta é a família no sentido extenso da palavra, comparável ao que foi observado nas cidades gregas e romanas. Essa família se chama “fine” entre os antigos gaélicos, e se observará que dito nome procede da mesma raiz que “Gwynedd”, nome do noroeste do País de Gales, e da palavra “veneti”, nome do povo gaulês que habitava o país de Vannes, Gwened em bretão.
Veneti ou Venedotia, é também como se conhece o termo para a Britânica Veneti, que é um nome tribal pelo qual os povos Belgas da costa do Atlântico foram conhecidos e citados até mesmo por Cesar, em seu intenso contato com as Ilhas Britânicas.
Seus ancestrais vieram dos Alpes à Norte, do Lago Venetico parte dos Bodensee, e da Bavária, potencialmente também dos Thuringios – que são a fonte dos mitos modernos sobre os Anões “…dwarfs…”, que são chamados de “…Walen…”.
Também há a sequência etimológica: Wealas que resulta em “…Welshmen…”, ou “Venezianer/Venediger/Veneder” na Suiça, Austria, Bavaria e Thuringia.
Os Illyrianos conheciam o nome também, possivelmente eles trouxeram-no como “…Veneti…”, que ocorre no Norte da Itália na região de Veneza.
Estes Vannen, de características célticas e vinculados ao Gwennwed, são a fonte regional para os Deuses Vanes da tradição Nórdica, os chamados Deuses da Terra.
Como sabemos, a presença dos germânicos e dos celtas implica em uma relação de inimizade respeitada, na qual a proximidade das culturas nunca superou a belicosidade de uma para com a outra, mesmo sendo esta proximidade vívida em meio as similaridades de sua cultura e religião, como é o caso da semelhança dos deuses Vanires dos Nórdicos, com os Sdhee dos Celtas, e bem como o uso do Oghimius, originado do contato com o Elder Futhark nórdico, por parte dos celtas, que ancestralmente já usavam o oghame para si.
Estes elementos somados aos dados acima citados, todos eles fortemente solidificados na natureza tanto inventiva quanto reticente de John Dee, formaram a base para que no devido tempo em sua vida, viesse a ganhar corpo aquilo que foi conhecido como “Sistema Angélico” ou “Sistema Enochiano.
O ardente desejo de reconhecimento por parte dos esforços intelectuais, para dar sentido ao sem sentido, que foi presente marca dentro do renascimento, e que foi freqüente meio usado pelos pensadores de então, para buscar uma solução filosófica para lidar com o dogma presente na bíblia, talmud e por vezes no corão, levaram ao aparecimento e desenvolvimento do hermetismo, mas também resultaram em um beco sem saída para estas mesmas mentes ardorosas.
Pois se é fato que seus esforços acabaram por levar em consideração os povos taxados de inferioridade pelo dogma, como é o caso dos helênicos, fonte da filosofia usada por Mirandola, Marcílio Fisino e outros. E que estes mesmos esforços somente foram possíveis, graças àqueles que fazem parte de povos que jamais guardaram qualquer contato com os povos descritos nos livros do monoteísmo, e mais, que foram terminantemente taxados de inferiores por estes mesmos livros, tamanha a quantidade de bruxos e bruxas que foram parar nas fogueiras, e em uma imensa maioria dos casos, por apresentarem Inteligência se contrapondo ao Fanatismo.

Como seria possível a qualquer ser munido dos princípios da filosofia supor a si inferior, por usar-se do que é chave para dar sentido ao dogma, por mais tortuoso e inconsistente que este o seja?

A questão acima torna-se ainda mais inquietante, quando levamos em consideração a natural perseguição contra discordantes, assim como contra concorrentes diretos, que foi muito utilizada pela igreja católica, e que foi assim absorvida e mantida pelos movimentos presbiterianos, protestantes e neo-pentecostais que se seguiram.
Notemos que Lutero foi responsável direto pela morte de 100.000 pagãos somente em solo alemão, e que ele mesmo atacou publicamente e estimulou a perseguição contra judeus, como podemos observar em “Von den Juden und ihren Lügen” – Sobre os judeus e suas mentiras, escrito em 1543, quando Lutero tinha 60 anos, ou “Vom Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi” – Sobre o schem Hamphoras e sobre o sexo de Cristo – de 1544.
Este ponto de vista de perseguição contra as correntes concorrentes e contra os opositores, este sempre presente em todas formas de monoteísmo, e ocorre entre elas umas com as outras – fervorosamente – e entre elas e religiões e formas de pensamento que sejam divergentes.
No caso do protestantismo que foi absorvido pelos ingleses, esta forma de sectarismo enraizou-se severamente, na mente das pessoas que formaram aquilo que pouco depois veio a ser chamado de Império Britânico por John Dee.
Desta forma o germe da discórdia do maior de todos os pontos considerados lugar comum, por parte de hermetistas e ocultistas mesmo nos tempos modernos, foi lançado no fértil solo da mente de John Dee.
O Sistema Enochiano, estava em gestação na mente de Dee já haviam muitos anos, houveram picos do que viria a ocorrer depois durante sua vida em várias ocasiões, sendo que talvez o maior destes tenha sido aquele que ocorreu em 1564 da era vulgar, quando desenvolveu um muito conhecido e importante trabalho seu chamado “Mônada Hieroglífica”, por volta dos tempos em que serviu como um conselheiro às viagens de descoberta da Inglaterra, fornecendo auxílio técnico na navegação e o no apoio ideológico à criação de sua maior ideal de devoção o nascente Império Britânico.
Quando Dee em meados de 1582 da era vulgar, veio a desenvolver este sistema de magia, com base no que foi acima exposto podemos tranquilamente dizer que estava imbuído do máximo de seus ideais de nacionalismo, combinados aos seus pontos de vista descontentes com o tratamento deferido a seu povo, a seu ver o mais elevado, por parte tanto do dógma religioso oficial, quanto das bases do hermetismo em si.
Desta forma, torna-se tanto interessante quanto mais fácil de entender, todos os apelos “angélicos” existentes no enochiano, contra o Goétia!
Estes apelos são muito similares a outro texto vinculado ao hermetismo, que muitas pessoas até o presente momento tem em alta conta, mesmo que seja mais um manual de sectarismo do que uma obra para desenvolvimento espiritual.
Trata-se do livro da “Magia Sagrada de Abramelin” do rabino Yaakov Moelin o qual viveu aproximadamente entre 1365 e 1427, da era vulgar.
Podemos citar a respeito deste texto, alguns dados que podem esclarecer estes fatos, uma vez que logo no início o praticante é incitado com as seguintes passagens:

“…Possa o único e santíssimo deus conceder a todos a graça necessário a serem aptos a compreender e penetrar os altos mistérios da cabala e da lei, mas devem se contentar com aquilo que o senhor lhes conferir…”!
“…Em Praga encontrei um homem malvado de nome Antonio, com vinte e cinco anos de idade, que efetivamente mostrou-me coiss maravilhosas esobrenaturais, mas preserve-nos deus de cair em tão grande erro, pois o infame asseverou-me ter feito pácto com o demônio, e a este se entregara de corpo e alma, enquanto Leviatã o ludibriador lhe prometere quarenta anos de vida para agir ao seu bel-prazer…”

Um pesquisador atento, ou um praticante cauteloso, saberão nos dias de hoje que o monoteísmo é tão somente uma invenção moderna perante tantas outras modalidades de tradições antigas, e foi galgado sobre os conhecimentos das mesmas, e bem como terá em mãos os meios de determinar a veracidade de quaisquer afirmações a respeito de páctos com demônios, que em verdade são uma renomada tolice em meios ocultistas menores, uma vez que demônio é tão somente um termo de origem grega que implica em espírito, e que Leviatã é uma expressão tardia reaproveitada na tradição rabínica, cuja fonte se encontra na luta de Baal contra Lotan, e de Marduk contra Tiamat.
Se ocorrer por parte do pesquisador ou do praticante, a idéia de voltar sua atenção para dados históricos, verá que a mais antiga citação sobre “…Daemoniun…” reside no demônio socrático ou platônico, que é um gênio inventivo ligado a genialidade humana e seu desenvolvimento, tal e qual o moderno conceito de Santo Anjo Guardião dentro do ocultismo mais esclarecido, que lida com o mesmo em grande parte, na mesma medida com a qual tratamos de assuntos ligados a individuação como era vista por Jung.
Voltando então a John Dee, verifiquemos agora os meandros que residem em seus inscritos, para podermos nos instruir na melhor forma de lidar com os mesmos.
Iniciemos então os mesmos pelo parceiro de estudos e práticas de John Dee, Edward Kelly.
Edward Kelly, ou Edward Talbot, viveu entre os anos de 1555 a 1597 da era vulgar, e foi considerado como um charlatão ou mesmo criminoso pela maioria das pessoas de sua época.
Em meados de 1582 e.v., entrou em contato com John Dee que por volta desta época já estava descontente com os sistemas ritualísticos de seu tempo, pois desejava ardentemente tomar contato apenas com o conhecimento sagrado e mais elevado, desdenhando imediatamente tudo que pudesse estar correlacionado com baixa magia ou demonologia, por seu ponto de vista pessoal.
Dee já se utilizava de uma vidente, procurando respostas a suas questões, mas não estava produzindo bons resultados em seu empreendimento naquele período.
Ocorre que Kelly soube que Dee desejava encontrar um médium para seus experimentos, e bem como sabia da influência e das vantagens que Dee possuía perante a corte britânica, por conta de sua ligação pessoal com a Rainha Elisabeth I.
Havia também outros pretendentes ao cargo de auxiliar para o Doutor Dee, mas Kelly aproveitou-se de uma distração e fez com que uma pedra escura aparecesse em um local estratégico, no momento mais oportuno, levando então John Dee a acreditar que ele seria a escolha perfeita para desenvolver seus experimentos. Esta pedra veio a ser o cristal usado nos experimentos vinculados a “Pedra da Observação”, usada no Sistema Enochiano, que inclusive é fonte para tantos e tantos livros e filmes contendo “…Bolas de Cristal…”, que chegaram ao conhecimento de toda a sociedade, até os dias de hoje.
É dito que ele fingiu estar em transe sob influência do Anjo Michael, e desta forma ter influência Dee a pagar-lhe uma verdadeira fortuna mensal, que seria o devido pagamento pelo julgamento do anjo, para honrar os serviços de “tão nobre auxiliar”, e bem como se diz que Kelly chegou a conversar via um espelho, com os 72 anjos herméticos, vinculados a um texto chamado “Chave Maior de Salomão”, que aborda os quinários da astrologia, sob o ponto de vista rabínico e hermético menor.
A maioria das pessoas sempre se pergunta, perguntou mesmo perguntará como é possível que alguém tão esclarecido para tantos assuntos como John Dee, pôde ser enganado tanto e por tanto tempo, pelas artimanhas de Kelly.
Quanto a isso, temos o talento de Edward Kelly – também conhecido como Edward Talbot, quando falsificava documentos – com um verdadeiro mestre na arte de representar, e também que no decorrer do tempo ocorreram coisas durante o contato de Dee e de Kelly, que fizeram até mesmo com que Kelly o mais conhecido falsário de sua época, sucumbisse a arroubos de insanidade, no final de sua vida.
Durante as etapas que se desenrolaram, sob a mediunidade de Kelly começaram a transcorrer contatos com várias entidades diferentes, taxadas por Dee e Kelly no transcurso do nascimento do Enochiano como anjos, como foi o caso de “…Ave…”, que instruiu Dee através de Kelly em vários momentos e em várias seções de invocação.
Em dado momento, os anjos assustaram tanto Kelly, que ele instigou Dee a desistir, dizia que na verdade estavam tomando contato com demônios, pois o que propunham era algo absurdo em todos os sentidos, tanto para época quanto para o dogma que regia a vida de ambos, pois através de Kelly chegou a deixar uma suspeita de que deveriam os dois deitarem-se juntos – coisa que acabou se desenvolvendo na famosa troca de esposas entre Dee e Kelly – e no último contato propriamente dito, o “anjo” se apresentou e deixou bem claro a ambos que “…o conhecimento que estavam desfrutando destruiria completamente a sociedade humana…”!
Este último golpe foi demais para tanto para Kelly quanto para Dee, sendo que ambos definitivamente se separaram em 1588 e.v. .
John Dee morreu em 1609 da era vulgar, não estando mais nas graças da coroa, pois o Rei James não era favorável as práticas de Dee, como foi o caso da Rainha Elisabeth I.
Kelly, contudo, faleceu bem antes em 1597 e.v., tendo vivido uma opulenta vida sob a corte do Rei Rudolf II em Praga, prometendo-lhe por muitos anos que produziria “…Ouro Alquímico…”, que se gabava constantemente saber produzir.
Rudolf cansou-se de Kelly e atirou-o em uma masmorra até que este viesse a produzir o tal “…Ouro Alquímico…”, quando falhou pela segunda vez foi novamente preso, desta vez no Castelo de Hněvín, e é da opinião da maioria que a corda que usou para tentar fugir era muito curta, e ele quebrou uma perna ao cair da torre, morrendo em decorrência dos ferimentos.
Dentre os mais interessantes detalhes do Enochiano e dos contatos que Dee e Kelly tiveram por meio dele, podemos citar as severas advertência contra o uso do Goétia, que pela óptica dos supostos anjos “foi o motivo da queda da humanidade”.
Isso é inquietante, por muitos motivos, e o mais interessante deles é que o ponto de vista comum sobre os assim chamados demônios, apresenta aos mesmos como sendo portadores de doenças, desvios de comportamentos e depravações, que são os meios usuais pelos quais em teoria arrastariam a alma dos humanos para o inferno.
Isso se choca diretamente com as observações dos ditos “anjos enochianos” que apareceram para Dee e Kelly, pois ambos afirmaram categoricamente que “nada seria motivo de pecado” e os instigaram a deitarem-se unidos, coisa que é inadmissível pelo dogma bíblico, talmúdico, corânico e bem como rabínico.
Outra coisa que é inquietante no texto, e que nos faz muito especular, são as afirmações que de que as adorações jamais deveriam se voltar a “Iaseus Christus” e sim a deus único, dentro do ponto de vista dos seres que tomaram contato com Kelly e Dee. Pois sabemos que houveram cultos heréticos que foram perseguidos com violência pela igreja católica, que afirmavam justamente isto, como foi por exemplo o caso do arianismo pregado pelo padre ário, que foi absorvido como culto pelos Visigodos quando vieram a entrar em decadência e se converteram ao monoteísmo, mas que não aceitavam em nenhuma hipótese prestar culto a “cristo”. E justamente este fato em si, encaixa-se como uma luva com o sentimento de ultra-nacionalismo de John Dee, assim como outros motivos acima citados.
Agora observemos a natureza essencial do enochiano, na forma como Dee e Kelly o apresentaram e destrincharam, pois por meio disto poderemos entender muitas chaves e elementos que até hoje não foram combinados aos mesmos, e que os explicam em todos os sentidos.
Durante os contatos com os “seres enochianos”, foram destilados extensos relatórios que Dee minuciosamente copiava, acerca de tudo que Kelly proferia ao observar o cristal escuro escolhido para as práticas, que foi acima citado.
Dentro destes relatórios que geraram detalhados grimórios e documentos, foram organizadas Letras do Alfabeto Enochiano, Chaves de Invocação, Detalhes sobre as Regiões Celestes Enochianas ou Aethyrs, Seres e Séquitos ou Cortes Enochianas, e metodologia que em todos os sentidos estava vinculada aos detalhes mais conhecidos do Hermetismo.
Quanto as Chaves Enochianas, foram organizadas em número de 19, sendo que a última serve exclusivamente para abrir os Aethyrs Enochianos, e as duas primeiras servem, na temática usada dentro da Golden Dawn e Aurum Solens por exemplo, para convocar todos os Aetryrs – Segunda Chave Enochiana – e a primeira para invocar os quatro Reis Enochianos e seus respectivos séquitos.
Esta visão também é partilhada por thelemitas.
No entanto, estudos mais apurados também apontam para formas diferentes de agir quanto ao enochiano, como por exemplo demonstra Donald Tyson ao lembrar aos leitores de seus trabalhos sobre este tema, de que nunca os ditos “anjos” deram permissão de uso e invocação da maioria dos detalhes que eram passados para Dee e Kelly, e que o método de trabalho se faria especificamente de forma invocativa, e sem círculo mágico, na versão original que ambos receberam dos seres enochianos, e que Dee e Kelly jamais usaram por não lhes ter sido dada a permissão para tanto.
Ambos os métodos, o original e o de uso das organizações mágicas, funcionam e atendem aos objetivos dos que praticam via o método enochiano, e isto muitos dizem que se deve a força da fonética da língua e mesmo dos símbolos vinculados ao caracteres do enochiano, que desencadeiam uma cadência naturalmente gutural em sua entonação, sem mencionar a violência natural contida na leitura da tradução das Chaves Enochianas, como por exemplo é o caso da Décima Chave Enochiana:
“…Coraxo chis cormp od blans lucal aziazor paeb sobol ilonon chis OP virq eophan od raclir, maasi bagle caosgi, di ialpon dosig od basgim; Od oxex dazis siatris od saibrox, cinxir faboan. Unal chis const ds DAOX cocasg ol oanio yorb voh m gizyax, od math cocasg plosi molvi ds page ip, larag om dron matorb cocasb emna. L Patralx yolci matb, nomig monons olora gnay angelard. Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Noib Ohio! Casgon, bagle madrid i zir, od chiso drilpa. Niiso! Crip ip Nidali…”
“…Os Trovões do Juízo da Ira estão numerados e descansam no Norte, semelhantes a um carvalho cujos ramos são ninhos, 22, de lamentações e lágrimas, caídas sobre a Terra, que queimam noite e dia, e vomitam cabeças de escorpiões e enxofre ardente misturado com veneno. Estes são os Trovões que 5678 vezes na 24ª parte de um momento rugem com centenas de poderosos terremotos e milhares de vezes tantas ondas que não descansam, e não conhecem qualquer tempo de calmaria. Aqui uma pedra produz 1000, da mesma forma que o coração do homem produz seus pensamentos. Maldita, maldita, maldita, maldita, maldita, maldita! Sim, maldita seja a Terra, pois a iniqüidade é, foi e será grande. Ide! Mas não vossos ruídos!…”
No entanto, exatamente aqui começamos a usar de outros métodos de entendimento, que podemos afirmar com razoável chance de êxito, terem sido os mesmos de John Dee e Edward Kelly, para compor a tradição enochiana.
Sabemos que tanto Dee quanto Kelly se interessavam por estudos sobre Hermetismo e sobre o Sobrenatural, mais especificamente voltados para a natureza dogmática que habitava em ambos.
E sabemos que Dee em seus estudos sobre hermetismo, como por exemplo atesta seu texto “Mônada Hieroglífica”, conhecia bem os documentos que engendraram o hermetismo, bem como o pensamento dos que foram seus progenitores nos tempos na verdade muito próximos aos dele mesmo, sendo que Marsilio Fisino fez uma cópia e tradução do “Corpore Hermeticum” – apenas 100 anos antes de Dee começar a suas pesquisas com Hermetismo – e que Miguel Psellus já havia traduzido para o grego este texto com o auxílio de Ulf Ospaksson, meio milênio antes.
Sabendo então que Hermes Trimegistus é chamado de Enoche pelos essênios e pelos que adotaram muitos dos costumes dos essênios em suas peregrinações até Bagda – os Harranitas ou Sabeanos – sem mencionar a própria natureza ligada ao mitraísmo e gnosticismo dos Curdos e Yezidis sob os quais foram se proteger dos árabes.
E principalmente que foram estes mesmos harranitas ou sabeanos que escreveram o texto que Psellus e posteriormente Marsilio Fisino, viriam a traduzir e que tem por nome “…Corpore Hermeticum…”.
Começa a ficar muito claro qual foi o principal ponto de motivação de John Dee para nomear seu sistema como “Enochiano”, ou angélico – dado o já conhecido fato ligando os Nefelins com as mulheres humanas creditado a história de Enoche, em um apócrifo.
Mas devemos ir muito além disto, devemos penetrar na mente do Doutor Dee, e seguir seus pontos de motivação pessoal, sua indignação, seu nacionalismo extremado e bem como sua idiossincrasia arraigada em seu ser, e cuja origem se mostrou presente em seu trabalho.

Como sabemos Dee era de origem “Wale” ou Galês , ou seja estrangeiro, e que este povo foi o último a perder o seu sentido de identidade e de língua em todo o império britânico, o que implica em Dee conhecer bem por parte de sua família a língua de seus ancestrais, coisa que deve lhe ter muito valido, pois ele era um especialista em línguas, e por conta disto e de seus conhecimentos em várias áreas, foi escolhido como diplomata e espião pela Rainha.
A necessidade natural de provar o próprio valor e o valor do povo, e da identidade fervorosamente arraigada naquilo que foi chamada de reforma protestante que começou com Lutero, para este mesmo conceito de império britânico, com o conteúdo de pleitear que o mesmo fosse entendido como a verdadeira nação sagrada, como verdadeiro povo eleito, são as peças de encaixe final que nos faltam para compreender uma parte do Sistema Enochiano.
Pois Dee ao entender melhor do que muitos em sua época, das raízes semânticas e lingüísticas de seus ancestrais, e de outros povos, viu a necessidade de expressar uma língua sagrada e um verbo sagrado, que fossem mais precisos a seu ver para demonstrar a natureza do povo eleito, conforme nossas suposições avançam – embora o façam embasadas na lógica e no raciocínio.
Desta forma não somente os textos e contatos acima, que parecem se alinhar ou com os processos da assim chamada reforma protestante, ou com os caminhos de cultos taxados como heréticos pela igreja católica. Mas também, muito do simbolismo usado, parece ter caminhado neste sentido.
Se observarmos outro ponto forte do Enochiano, seu Alfabeto, notaremos algumas coisas no mínimo estranhíssimas.
Vejamos que “Une”, que corresponde a fonética do “A”, liga-se a perspectiva de espírito e leveza, ao mesmo tempo que “Veh” que corresponde a fonética do “C” implica em fogo e criatividade.
E que este Alfabeto foi dividido em 3 grupos de 7 letras em cada um.
Até aqui tudo parece extremamente original, e para a maioria das pessoas assim o é.
Mas será que as coisas são assim mesmo?
Como já foi dito, John Dee conhecia muito bem línguas e bem como a língua de seus ancestrais, e que os mesmos eram os “Wales” uma palavra de origem Nórdica ou Germânica, que implica em estrangeiro, e que este povo foi o mais feroz em guardar sua língua e suas tradições, em meio a outros povos como os Escoceses e os Ingleses.
Se levarmos em consideração estes dados, e nos atermos simplesmente a história e etimologia, veremos que há também outro alfabeto que possuí um caractere de fonética “A” ligado a vento, espírito e leveza, da mesma forma que seu caractere de fonética “C”, liga-se ao fogo e a criatividade. E que este mesmo alfabeto igualmente se divide em 3 grupos, contudo de 8 letras, que são chamados na língua deste povo setentrional que dele se usa, de Aetts – extremamente similar a fonética Aethyr por sinal – e que inclusive tanto este povo é aparentado com os “Wales”, quanto influenciou na formação geral dos caracteres do Oghimius dos celtas na Europa.
Mas muitas questões serão levantadas contra isto, se não fosse a problemática da similaridade das afirmações enochianas sobre “Iaseus Christos” não dever ser adorado em nome de Iaida, termo enochiano para a palavra “Altíssimo”, como ocorreu com o arianismo abraçado pelos Viosigodos, que foi um fato de conhecimento apenas dos homens que puderam ter cultura na época de Dee, o que o incluí entre os mesmos.
Altíssimo é também um termo usado para designar o deus pai maior dos povos setentrionais, contudo ali chamado de “Har”, mas que se liga justamente ao caractere que dá nome aos deuses ali cultuados, aos “Ases” ligados ao caractere “As”, que foi absorvido e usado pelos Boêmios e outros hermetistas, para dar nome a raiz dos poderes de fogo, ar, água e terra dentro da temática do taro, e das permutações da escala platônica de fogo, ar, água e terra chamadas pelos herméticos de “Tetragrammaton”.
Em meio ao Enochiano nos deparamos com muitos termos e colocações, que em si mesmos não parecem corroborar com este ponto de vista – a primara vista é claro – mas logo chegamos ao termo enochiano “Mikaleso”, cuja raiz está no Old Norse “Miklas”, que tanto em enochiano quanto em Nórdico, quer dizer “Poderoso”.
Desta forma, John Dee procurou usar da temática que lhe era comum tanto por herança de família, como por julgar que esta seria a natureza mais acertada para dar impulso a sua visão de um império britânico, movido por um povo com uma verdadeira palavra e verbos divinos, que o movessem em direção a glória que em seu nacionalismo fervoroso, considerava como sendo de seu direito, e relegando o velho testamento e o novo testamento a uma visão ultrapassada, sob suas perspectivas, que deveria dar passagem a uma revelação mais coesa com os pontos de vista que estavam se formando na Europa daquele período, como acima foi citado, e sob a regência do nascente império britânico.
Notando a organização enochiana, onde aparecem Reis, príncipes e citações sobre o séquito dos mesmos, organizados e orientados nas 4 Tábuas Elementais somadas a Tábua da União, taxada como sendo a Tábua de Espírito, podemos perceber os elementos herméticos completamente dispostos nas mesmas.
Notando que 3 Chaves Enochianas já foram citadas acima, e a grosso modo seus usos dentro do enochiano, sobram então as Chaves que vão de 3 a 18, perfazendo um total de mais 16 Chaves Enochianas.
Pela óptica adotada dentro das organizações do passado e das atuais, e pela origem em grande parte hermética do trabalho do Doutor Dee, estas 16 Chaves Enochianas, se posicionam na escala de fogo, ar, água e terra usada dentro do hermetismo com base no cabalismo, cuja origem é neo-platônica em todos os sentidos.
E desta forma temos da 3ª até a 6ª Chaves justamente a escala de Ar do Ar, Água da Água, Terra da Terra e Fogo do Fogo.
Da 7ª até a 9ª Chaves teremos Água do Ar, Terra do Ar e Fogo do Ar.
Da 10ª até a 12ª Chaves teremos Ar da Água, Terra da Água e Fogo da Água.
Da 13ª até a 15ª Chaves teremos Ar da Terra, Água da Terra e Fogo da Terra.
Da 16ª até a 18ª Chaves teremos Ar do Fogo, Água do Fogo e Terra do Fogo.
Que são escalas totalmente atreladas ao desenvolvimento conseqüente das 20 letras entre as 4 Torres de Vigília Enochianas, as Tábuas Elementais, que foram utilizadas mais recentemente aos trabalhos de Dee, para formarem a Tábua da União, que encerra o maior segredo dentro das práticas cabalístico herméticas dos tempos atuais.
Estas letras foram organizadas de tal forma que formam os nomes de Ar (Exarp), Água(Hcoma), Terra (Nanta) e Fogo (Bitom).
As primeiras letras de cada um dos nomes em enochiano acima, são representações dos Reis Elementais e de sua Corte, e são explicitamente ativados pela entonação da Primeira Chave Enochiana, pela aplicação das Ordens.
As outras 16 letras, correspondem justamente as permutações de fogo, ar, água e terra que foram acima citadas, vinculadas a escala platônica que aparece na cabala com algumas diferenças, e que ao se utilizar de uma das 16 Chaves Elementais acima relatadas, ativam-se uma das Letras da Tábua da União no mesmo instante.
Que se vinculam por sua vez aos 16 sub-quadrantes elementais das 4 Torres de Vigília Enochianas, ou 4 Tábuas Elementais.
Estas quatro Tábuas Elementais, vinculadas as letras da Tábua da União, são dividias em uma proporção 12×13 quadrados em cada uma, 156 no total. Cada tábua é atribuída a um dos quatro elementos: Ar, Água – da esquerda para direita na área superior – Terra e Fogo – da esquerda para direita na área inferior.
Adicionalmente, cada Tábua possui quatro sub-quadrantes. Estes são arranjados em 5×6 e posicionados em cada canto da tábua em questão. Também são atribuídos aos quatro elementos.
Por exemplo, na Tábua do Ar, você terá um sub-quadrante do Ar correspondendo ao Ar do Ar; o sub-quadrante correspondente a Água do Ar; o sub-quadrante da Terra representando a Terra do Ar; e o sub-quadrante do Fogo para Fogo do Ar.
Cada sub-quadrante contém uma Cruz Sephirotica que é a 3ª Coluna e 2ª Linha do sub-quadrante. Contém os Nomes de Deus do sub-quadrante. Os quadros com letras na Cruz são chamados Quadros Sephiroticos.
A primeira linha de um sub-quadrante (com exceção da 3ª coluna) é chamado os Quadros dos Querubins.
Linhas 3-6 de um sub-quadrante (com exceção da Coluna 3) são chamadas os Quadros Servientes.
Com os sub-quadrante destacados, uma cruz é revelada no centro da Tábua. Esta cruz é atribuída ao elemento místico do Espírito e contém os nomes de Deus, o Rei (cujo nome obrigatoriamente tem 8 letras), e os 6 Senhores Enochianos (cujos nomes obrigatoriamente tem 7 letras), da Tábua em questão.
A 7ª Linha da tábua é chamada a Linha do Espírito Santo ou Linea Spiritus Sancti.
A 6ª Coluna da tábua é chamada a Linha do Pai ou Linea Patris.
A 7ª Coluna da tábua é chamada a Linha do Filho ou Linea Filii.
Quando as quatro tábuas elementares são colocadas junto como as Torres de Vigia, a divisórias entre as tábuas são chamadas a Cruz Negra e são atribuídas ao Espírito (Tábua da União).

E é precisamente aqui que encontramos o maior fator de surpresa no hermetismo e no Sistema Enochiano, quando observamos a estrutura do universo que é apresentada no organograma das Torres e da Tábua da União, e na conjugação de seus símbolos.
É dito que um caractere enochiano que está sobrando na Torre Elemental da Água, cujo som seria o mesmo de “L” e a designação enochiana seria “Ure”, na verdade ali subsiste para entrar em União com as 20 letras da Tábua da União, e gerar desta forma os 3 nomes de 7 letras dos 3 Governadores do Aetryr do Abismo, cujo nome é Zax, e que é o maior terror dos praticantes de hermetismo, cabalismo e tradições ligadas ao ocultismo, pois o mesmo é tal e qual a Daath citada pela cabala, sobretudo a hermética, e mais, este abismo enochiano é o lar daquilo que se descreve como o mais poderoso “demônio” da criação, pelo ponto de vista monoteísta, ou seja “Choronzon”, a dissolução.
Em outras palavras, ao se lidar com cada parte do Enochiano, com cada elemento, cada ser ou cada letra, o estudante e praticante estão invocando a própria natureza do Abismo para dentro de si, e para sua volta, pois o lar de Choronzon, o abismo Zax, é e subsiste em cada uma e todas as coisas a sua volta, e pela óptica do Enochiano, assim o é mesmo quando não se está consciente do mesmo.
Se o abismo é tamanha fonte de terror para as mentes dos hermetistas praticantes ou não de enochiano, podemos então imaginar o horror dos mesmos quando finalmente se deparam em seus estudos e práticas com estes dados, e quando pesquisam a vida de John Dee e de Edward Kelly, e desembocam diretamente nas incitações dos ditos “anjos”, levando-os a práticas consideradas imorais para seu tempo, e afirmando blasfêmias inimagináveis para suas mentes dogmáticas, tais como a já citada frase que afirma a total destruição da sociedade que Dee e Kelly conheciam.
O que nos leva a concepção de que em meio aos esquemas e estratagemas de Kelly, e do fervor nacionalista de Dee, entremeado ao dogmatismo de ambos, o sistema que serviu de âncora para gerar o enochiano, justamente a raiz germânica acima citada, começou a resvalar na psique de ambos, e veio a se manifestar depois de algum tempo de invocações e usos de linguagem aproximada, causando os choques acima citados, e bem como os temores ligados aos mesmos.
Pois é fato conhecido que o puritanismo e preconceitos sexuais exigidos dentro do dogmatismo do monoteísmo, em verdade não existiam na sociedade original dos “Wales”e dos Nórdicos, e na verdade justamente os costumes destes povos nos dão uma pista muito interessante a respeito dos meios usados por Dee, para suas técnicas de observação e viagem pelos Aethyrs Enochianos, e bem como a respeito das tais advertências contra as práticas Goéticas, uma vez que por goéticas entendam-se todas as formas não monoteístas ou não cristãs, tanto para Kelly quanto para Dee.
Dentre os Celtas podemos encontrar o culto aos Sdhee, que é o termo pelo qual os deuses célticos são efetivamente conhecidos, sendo que os mesmos são também chamados pelos ingleses de Elfos, que é uma derivação do Old Norse do termo Alf, que implica exatamente na mesma coisa.
Este culto aos Sdhee é extremamente próximo e aparentado ao culto Vanir, inclusive a mais conhecida deusa setentrional vinculada ao panteão dos deuses da terra, entre os povos setentrionais, é Freija, que é chamada de Vanadis e bem como de Seidh Lady ( Senhora do Seidhr).
Seidhr é uma técnica de transe para viagem a outros mundos na tradição nórdica, e sua raízes é a mesma da palavra Sdhee, como acima citada, bem como da raiz da palavra indo-ária siddhi – que quer dizer virtude ou poder.
O transe seidhr implica em êxtase sexual como catalisador dos eventos em si.
Isto explica o motivo pelo qual o ser enochiano que tomou contato com Kelly e Dee, ter exigido que os dois se deitassem juntos, ou que suas esposas fossem trocadas. Pois havia entre os nórdicos ligados aos povos vanires, sacerdotes de Freir – deus vanir irmão de Freija – e de Freija que eram taxados como “Erg”, que quer dizer homossexual, e que se afeminavam para efetuar o transe seidhr como as seidkhonas – feiticeiras – o faziam.
Mas nos é muito interessante que um certo tema seja básico, tanto nos trabalhos ligados ao Enochiano, quanto naquilo que acima foi citado como o “…Abramelin…”. Este tema, como já se pode perceber é o que aborda os trabalhos acerca do Santo Anjo Guardião!
É comum que em todos os trabalhos ligados a gnose, hermetismo, ocultismo, thelemismo e bem como enochiano, o assunto do S.A.G. venha a tona.
É dito que sem o S.A.G., fazer uma invocação de qualquer tipo ligada tanto a ditos anjos quanto a ditos demônios, resultaria em auto destruição ou loucura para o praticante.
No entanto sabemos que todos os seres goéticos e demais seres que foram taxados de demônios pelas formas de monoteísmo que existem desde os atos de akhenaton, tendo-o como sua fonte, nada mais são do que as fontes reais para a sustentação do monoteísmo, uma vez que o politeísmo é o tema básico que com suas tradições, veio a alimentar os símbolos do monoteísmo, via os atos de sacerdotes inconseqüentes e inescrupulosos.
Desta forma, torna-se senão ridículo inútil permanecer com os pensamentos voltados a estes temas, ao abordar as artes cerimoniais.
S.A.G. liga-se aos assuntos abordados por Jung no que tratava como sendo o conceito de Individuação, apenas que em um nível muito mais intenso e mais alto do que ele mesmo poderia chegar a supor, apesar de ter usado o Bardo Todol, como uma de suas fontes principais de inspiração. E se viéssemos a estabelecer um procedimento para aferir o desenrolar do desenvolvimento de cada praticante, e bem como os efeitos disto em seu ser, teríamos necessariamente tanto que aferir quanto do cérebro o praticante passa a utilizar, quando o contato com seu inconsciente superior passa a banhar a relação do inconsciente inferior com o consciente, quanto aferir quanto do inconsciente passou a ser tanto conhecido como conscientemente experimentado pelo praticante.
Nesta conceituação entraríamos então na essência do que os atavismos se despertando no ser, realmente fazem ao mesmo, e isto em verdade lida com o que trazemos de herança antiga de nossos antepassados, o que em si é a fonte e a explicação para o Enochiano, que em si é uma criação com vistas ao nacionalismo extremado, pode tanto ser forte como é, quanto ser potente para várias modalidades invocativas, evocativas e experimentais, inclusive podendo ser combinado aos estilos que lidam com a temática dos centros psíquicos humanos.
Ou seja, que Kelly e Dee despertaram via seus trabalhos baseados na língua antiga dos “Wales” e em suas fontes etimológicas, e pelo uso do transe frente o cristal escuro, traços dos cultos antigos, que paulatinamente ganharam força e vida no decorrer dos trabalhos feitos, tanto no caso original de John Dee e Edward Kelly, quanto nos de tantos outros praticantes, como e principalmente é o caso de Aleister Crowley, que fez a façanha de percorrer e catalogar tudo o que pôde ver nos 30 Aethyrs Enochianos.
Desta forma, o Santo Anjo Guardião é plenamente compreendido quando se tem em mente suas ligações com os termos que geram a palavra Self – Sdhee e Alf – pois tal e qual o Xintoísmo, a tradição setentrional alerta para o fato de que tudo guarda vida em si, e bem como um wyrd próprio – destino próprio, aproximadamente como o carma – e tudo tem vida ou essência, sendo o Alf que dá vida a uma planta ou animal o conceito aqui citado. Fato este que colabora em muito para o nosso entendimento das correlações dos atavismos ligados as fontes do Enochiano, com as forças em si que ganharam passagem e vida por outras vias, emprestando-lhes sentido e força, exatamente como fizeram com o Sistema Mágico que John Dee e Eward Kelly “revelaram” ao mundo.
Agora, voltando a Aleister Crowley, poderemos estender esta abordagem sutil ao enochiano, contudo munidos do necessário para alçar entendimento além dos limites impostos até então.
Como foi acima citado, Crowley é celebrado como o primeiro – alguns dizem que o único – que viajou por todos os 30 Aethyrs, catalogou o que viu, e deixou indicações claras para quem quisesse se arriscar a seguir seus passos.
Contudo, notamos que o trabalho de Crowley seguiu a temática proposta por Dee, de guiar-se em direção a formula nacionalista apresentada por este, com base no conceito do império britânico.
Podemos dizer inclusive que ambos possuíam outros pontos em comum, além do fato de serem ingleses, pois se John Dee foi aceito entre os membros fundadores do Trinity College d Cambridge, Aleister Crowley, estudou no mesmo a partir de 1.985 e.v e lá se destacou em meios aos estudantes.
No Liber 418, Crowley cita a fórmula cabalística em meio a todos os Aethyrs, entremeados de recomendações e detalhes que são posicionados de tal forma que criem a temática da queda do Aeon de dos deuses dos escravos, o Aeon de Osiris, e bem como lentamente mostrem a ascensão do Aeon da Criança conquistadora e Orgulhosa, que é o centro de seus trabalhos mágicos, e por fim complementa os receios e temores vinculados ao abismo, quando aborda o Décimo Aethyr, ZAX, para apresentar uma ascensão pelos aspectos derivados da escala de atziluth, briah, yetzirah e assyah presentes na cabala, e que são mais uma vez uma apresentação da escala dos elementos platônicos de fogo, ar, água e terra.
Se apreciarmos as passagens abaixo, que são excertos retirados das citações contidas no Aethyr ZAX, dentro do Liber 418, poderemos compreender mais:
“…Se tu não podes comandar-me pelo poder do Altíssimo, saiba que eu indubitavelmente tentá-lo-ei e isso me causará arrependimento. Eu me curvo ante os grandes e terríveis nomes que usaste para me conjurar e confinar. Todavia, teu nome é misericórdia e eu brado por perdão. Que eu ponha então minha cabeça entre teus pés para que possa servi-lo. Porém, se tu me mandas obedecer pelos Sagrados nomes, eu não posso me curvar assim, pois seus primeiros sussurros são maiores que o ribombar de todas as minhas tempestades. Peça-me então para que chegue a ti e assim adorar-te e partilhar de tuas bênçãos. Não é infinita a tua misericórdia?…”
“…Eu me alimento nos nomes do Altíssimo. Eu esmago-os em minhas mandíbulas eu evacuo do meu fundamento. Eu não temo o poder do Pentagrama, pois sou o Mestre do Triângulo. Meu nome é trezentos e trinta e três que é três vezes um. Atentai, pois te previno que estou preste a ludibriar-te. Proferirei palavras que tu usarás para invocar o Aethyr e as escreverás pensando serem grandes segredos de poder Mágico todavia, não passarão de escárnio…”
Tal passagem acima teria sido citada por Choronzon, o Arqui-demônio que habita em ZAX, e que é a dispersão em si mesmo, encarnando em si todos os terrores que são citados a respeito da temática da Sephirah Daath, vista como uma entrada que dá diretamente no que a cabala chama de Árvore da Morte, composta por Qlipoth, que são os lares dos demônios citados dentro da bíblia, corão, talmud e torah.
As Sephiroth são citadas em uma tradução mais aproximada, como “…os papiros…”, e as Qlipoth, são citadas em tradução mais aproximada, como sendo “…as cascas…”, sendo que o termo rabínico usado para se referir as primeiras é “…Esposas…” e em relação as Qlipoth “…Prostitutas…”.
Sabe-se que isto implica apenas e tão somente no fato de que as ditas “…esposas…” são somente tocadas e manipuladas pelo esposo – dando margem a idéia cabalística de ruach e nephesh, alma e corpo, esposo e esposa – que é o sacerdote dentro da temática cabalística, e as “…prostitutas…” necessariamente são aquelas que vem a ser manipuladas pelas mãos de todos os outros, e que não tem vínculos exclusivos com o sacerdote, e mais que em nenhum momento o obedecem.
O Talmud vai além, e afirma que Qlipoth é o nome que é dado a alma dos que não fazem parte do povo eleito – coisa que explica em muito o antagonismo gerado contra o mesmo, por parte de outros estilos de monoteísmo, e presente na temática de muitos hermetistas, mesmo que sutilmente.
Desta forma, entenderemos que houve uma forma de adulteração na temática do contato coligado com o Enochiano, tanto em sua raiz quanto nos movimentos que posteriormente usaram-se dele.
Após o Aethyr 10º, vem a descrição de um Aethyr de nome ZIP que lida com a temática do adentrar na cidade das pirâmides, que é uma representação daquele que foi além da Daath da cabala, e entrou no local onde reside Aima Helohim e Ama Helohim, vistas como Babalon, ali mais uma vez ocorre referência ao tema da Rosa e da Cruz, que em verdade formam o Brasão de Armas de Luthero, algo que escapa aos usuários e que deveria ter sido repensado pelo modelo thelemico do período, por representar um modelo do Aeon dos Escravos.
Da mesma forma que houve sobreposições de muitos símbolos para compor as estruturas psicológicas da “…Visão e da Voz…”, precisamente as descrições do Liber 418, o modelo cabalístico serviu de suporte em alguns momentos, e a simbologia ligada ao número 8 e seu contexto em tanto quanto um modelo que se encaixa nos padrões, estruturas e natureza de Hermes o mensageiro dos deuses, também aqui o Aethyr Oitavo ZID, é descrito como o mensageiro dos deuses para o praticante, pois as instruções o coligam com a experiência do Santo Anjo Guardião, como acima foi citado, e isto é muito estranho uma vez que muito abaixo da escala do que é chamado de Três Sephiroth Supremas, o Contato e a Conversação com o Santo Anjo Guardião, são exigência mínima para conhecer a verdadeira vontade, e poder desta forma atravessar o Abismo ou ZAX.
No entanto, lembramo-nos que o “…Sdhee Alf…”, mensageiro da Lei pessoal e intransferível da divindade de cada homem ou mulher que o podem convocar, tem a missão de serem os portadores da Lei, e não a mesma, e desta forma o entendimento de que se trata do comprometimento final do ser com sua verdadeira vontade, brinda aos que estão atentos.
Em DEO, o Aethyr seguinte, citada é a Estrela Vespertina, Lúcifer, que é o planeta Vênus e bem como um símbolo do que é chamado de Netzach na cabala, em total sintonia com a idéia numérica do cabalismo, como acima já foi alertado, e que saturno exaltado em Libra contém também o seu contrário, no segundo decanato de capricórnio, regido por Astaroth, o qual é Astarte e Inanna, Deusa Suméria da Cidadela de Uruk, senhora escarlate da guerra, sexo e magia, celebrada também como Deusa-Mãe, e sendo venerada como Athirat, também chamada Asherah, Astarte ou Anat e, da mesma forma que no culto de Inanna, seus sacerdotes transexuais, os Qedshtu, extraíam seus órgãos sexuais para executarem os ritos, muitas vezes sexuais ligados a deusa da Estrela da Manhã.
O amor ali citado contém sua fonte nesta deusa e a chave real disto, que como podemos ver também se conecta nos conceitos ligados a Freia e a Freir, como foi acima citado, explica-nos todos os detalhes vinculados a idéia conectada com os chamados Irmãos Negros, ligados a este Aethyr, que dizem ser aquele até onde os mesmos podem atingir, pois estes que se negam a deixar seu sangue adentrar na copa das abominações de Babalon, na temática da visão do décimo primeiro grau como foi explanado por Crowley, não podem ser “…tais e quais noivas…”, que é um termo que conecta todos os praticantes dentro da Argentum Astrum, e muitos mistérios ligados a esta fórmula mágica do Amor, ou Ágape, correlacionam-se com o sacerdócio de Freir, e bem como o Sacerdócio Masculino de Inanna, que é a Senhora das Abominações da Babilônia. Desta forma as chaves ocultas para adentrar os sacramentos como Crowley os via, passam necessariamente pelo entendimento destes símbolos e em sua aplicação.
No entanto, esta é apenas uma visão a respeito dos sacramentos superiores, e não é nem a melhor e nem a única.
No Aethyr seguinte, MAS, Crowley usa-se de uma passagem bíblica retirada do genesis – 19:32-33,35 – sobre as filhas de Ló, que o embriagaram para se deitarem com ele, a título de “…povoar a terra…”:
“…Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai. E deram de beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe de beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai…E deram de beber vinho a seu pai também naquela noite; e levantou-se a menor, e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou…”
Notemos a similaridade contida no texto deste Aethyr, para representar as ditas 3 Tradições Mágicas – Branca, Amarela e Negra – que na teoria hermética e cabalística, abrangeriam o mundo:
“…E uma voz diz: Maldito seja aquele que desnudou o Altíssimo, pois ele embriagou-se do vinho que é o sangue dos adeptos. E BABALON embalou-o, no seu colo e no sono ela sumiu e deixou-o nu chamando o seu filho para junto dizendo: Acompanha-me para zombarmos da nudez do Altíssimo. E o primeiro dos adeptos cobriu Sua vergonha com um pano, caminhando para trás e era da cor branca. E o segundo dos adeptos cobriu Sua vergonha com um pano, caminhando lateralmente e era amarelo. E o terceiro dos adeptos zombou de Sua nudez, caminhando para frente e era negro. Essas são as três grandes escolas dos Magi que também são os três Magi que dirigiram-se ao Local Sagrado e, por não possuir sabedoria, tu não saberás qual escola predomina, ou se as três escolas são uma. Pois os Irmãos Negros não ergueram suas cabeças na Sagrada Chokmah já que foram afogados no grande mar que é Binah, antes que a verdadeira vinha pudesse ser plantada no sagrado monte Sião…”
O mar de Binah é o Mar que subsiste citado na Lámina do Enforcado, e é uma representação das Qlipoth, implicando na incapacidade de ir além da Menstruação, que é símbolo da inexistência de vida na mulher, que na tradição monoteísta e fálico solar, é vista como tendo alma somente quando está preenchida pelo sêmen, que é o portador de Ruach – alma e símbolo para o “…esposo…”, acima citado – e está contido em Yod – letra hebraica que o cabalismo usa para identificar o elemento fogo e o falo.
Desta forma os finalmente entenderemos que os Irmãos Negros, como citados por Crowley, são os que não tem o que é entendido como sendo “…LUX, ou, LUZ…”, que implica em uma fórmula totalmente voltada para o espírito solar como algo solar, como foi dito pelo criador do monoteísmo, Akhenaton, e pelo ponto de vista da cidadela de “ON” ou “Heliópolis”, no Egito.
As 3 cores citadas como representantes da alquimia não estão aqui por conivência, mas antes devem ser necessárias para dar pano de fundo para o conceito de alquimia, e do elixir alquímico que é citado nas linhas acima. Desta forma Negro lida com os que ainda perfazem a fórmula levando em consideração o conceito de mulher e das Kalas do Tantrismo ligado aos Drávidas e a deusa Kali; Amarelo lida com o ponto que seria intermediário entre este primeiro e o seguinte, o qual é Branco, por lidar apenas e tão somente com a Luz ou os mistérios sexuais puramente masculinos, ocorre que isto lida com o antigo Aeon, pois o cristo do monoteísmo se auto proclama “…a luz, o caminho a verdade e a vida…”.
Destrinchados assim os símbolos aqui presentes, podemos avançar ainda mais a cerca da “…Visão e da Voz…”.
Lit desvela-se com o entendimento claro da atmosfera fálica espiritual da flecha, cuja ponto é Argentum Astrum , a Estrela de Prata ali mencionada.
O trocadilho de não há deus com “…Lá…”, o qual é a mesma composição de “…AL…”, que é o termo hebraico para deus, e que é o nome divino usado na Sephiroth de Chesed, a sephiroth da misericórdia, e que na verdade é o nome do deus pai supremo dos Fenícios “…AL…” que foi absorvido para uso pelos rabinos, dentro da temática do hebraico, nos dá o entendimento necessário, de que ali á afirmado que “…Lá…” o nada, é o deus naquele Aethyr, e que está é a chave do Aethyr dando a entender outro trocadilho simbólico com o Olho de Shiva, que aniquila o universo no “…Nada…”, e daí somos levados ao conceito da cabala que lida com “…Ayin…” o nada universal, representado também na lâmina de Baphometh, na Lâmina do Diabo, cuja letra hebraica é justamente “…Ayin…”, e sendo que o olho ali citado, também vai na direção de Horus, pois há o conceito dos dois olhos de Horus, o direito e o esquerdo, um deles os métodos de Crowley citam em combinação com o Ajna Chacra, que é o Olho de Shiva, e o outro é citado como sendo o Muladhara Chacra, vinculado a ponta do cóccix e que participa da fórmula dos sacerdotes de Freir e dos sacerdotes homossexuais do culto de Inanna, como acima foi citado.
Mesmo em PAZ, ocorre este fenômeno de justaposição pois os elementos da rosa e da cruz voltam a entrar em sena, e mais, caos e trevas cosmos e luz são ali citados, sendo o caos algo como uma representação do Olho de Ayin que é acima citado.
Há o trocadilho da palavra “…PAX…” com o nome do Aethyr “…PAZ…”, e no entanto ao colocar os dados acima mesclados a isto, a chave do que Crowley expressa como sendo a essência deste Aethyr esta neste excerto:
“…Abaixo de seus pés está o reino e em sua cabeça a coroa. Ele é o espírito e matéria, ele é paz e poder, nele está Caos e Noite e Pan e sobre BABALON sua concubina, que embriagou-se dos sangues dos santos que ela coletou em sua taça dourada tem ele originado a virgem que agora ele deflorou. E isso é o que está escrito: Malkuth será elevada e colocada no trono de Binah. E essa é a pedra dos filósofos que é posta como um selo na tumba do Tetragrammaton e o elixir da vida que é destilado do sangue dos santos e a força rubra opressiva dos ossos de Choronzon…”
Pois já foi citado no texto da “…Visão e a Voz…”, que a chave do termo hebraico para adão está em “…Adm…”, visto como um anagrama para a palavra enochiana “…Mad…”, que quer dizer deus.
Desta forma o “…Adm Kadmon…”, é a chave de entendimento para aquele que é cavalgado por Babalon no trecho acima citado, e que nele habita a essência do Aethyr “…PAZ…”, que é o Caos ou a Noite de Pan, isto se liga a emanação de Aiyn Soph Aour, “…LUZ…”, que se contrai para gerar Kether e dela gerar todo o restante da Ortz Chaim, Árvore da Vida, que é o próprio “…Adm Kadmon…”. Porém a pedra dos filósofos é mais uma vez um anagrama do Velho Aeon, ligada a cristo, que é citado como a pedra, ou a rocha, no cristianismo, e é dito do mesmo como o elixir e o selo do tetragrammaton, pelas conexões que o filho tem para com o pai, dentro do monoteísmo, em tanto quanto a relação de Ruach e Yod, vista na fórmula fálico solar acima citada.
Em “…ZOM…” o seguinte Aethyr, vemos uma fórmula vinculada a ascensão em direção a Kether, passando por Chokimah que é o falo e liga-se com o ponto de vista de Yod, Ruach e da fórmula fálico solar – uma vez que Marah o grande mar, é ligado a Binah e é o Mar de Sangue e Trevas que impropriamente e indevidamente o sistema fálico solar taxou de incorreto ou daninho.
Observemos então estes trechos:
“…E o olho de Sua benevolência se fecha. Que não seja aberto sobre o Æthyr para que as severidades sejam abrandadas e a casa desmorone”. A casa não cairá e o Dragão descerá? Todas as cousas foram de fato engolidas pela destruição; e Chaos abriu suas mandíbulas e esmagou o Universo como um Adorador de Baco esmaga uma uva entre seus dentes. A destruição não engolirá a destruição e a aniquilação confundirá aniquilação? Vinte e duas são as mansões da Casa de meu Pai, porém lá vem um boi cabeceando a Casa que cairá. Todas essas cousas não passam de brinquedos do Magista e o Criador de Ilusões que barra a Compreensão da Coroa…”
“…E por isso BABALON está sob o poder do Magista submetendo-se a obra e guardando o Abismo. Nela está uma perfeita pureza superior; ainda que seja enviada como o Redentor para os que se encontram abaixo. Não existe outro caminho para o Mistério das Supremas além dela e da Besta na qual cavalga; e o Magista é colocado além dela para ludibriar os irmãos das trevas para que eles não façam de si mesmos uma coroa; pois se houvessem duas então Yggdrasil, a antiga árvore, seria lançada no Abismo, extirpada e lançada no Mais Distante Abismo profanando o Arcanum que é o Adytum* e a Arca seria tocada e a Loja profanada por aqueles que não mestres e o pão do Sacramento seria as fezes de Choronzon e os vinho do Sacramento a água de Choronzon e o incenso seria espalhado e o fogo sob o Altar odiado. Erga-te, todavia, firma, goze o homem e contemplai! Será revelado a ti o Grande Terror, o inominado temor…”.
Acima vemos que nem mesmo Crowley pôde escapar dos símbolos mais antigos do conhecimento, pois em lugar do uso do termo comum da cabala para a Árvore da Vida, ele se usou do nome Setentrional e mais antigo da mesma, Yggdrasil, também conhecida como Eomersyl ou Yrminsul, o Pilar do Mundo.
Todos os símbolos de destruição lidam com o ponto onde ocorre a elevação em direção ao Nada, o Caos, saindo do ponto de Ordem mais próximo deste, que é o caos espermático do que chokimah é e representa, na teoria dos cabalistas.
Tolices são ditas sobre Taumiel, o dragão de duas cabeças que seria o oposto na árvore da morte, a árvore das qlipoths – que já vimos acima, que nada tem haver com os conceitos citados sobre ela pelo hermetismo comum – e a alegação de que O Magus estaria comandando-a para negar a força dos que não se curvam a luz de cristo, por ser este o caminho correto, desaba sobre si mesma, pois de fato são dois os potenciais mais altos que engendraram o universo, e são opostos e infinitos em si mesmos, e quando se tocam encontram limite, o qual é vida e o que os gregos chamaram de Cosmos, e são amplamente vislumbrados na antiga tradição original que a Yggdrasil que Crowley citou no texto deste Aethyr, apresenta como as mais antigas forças, anteriores ao universo conhecido.
No Aethyr seguinte, temos gratas surpresas!
Crowley cita a lenda suméria sobre os Sibilli Azag Aphikalluh, liderados por U-Na, ou Dagon, cuja forma é a do homem peixe que leva os códigos da civilização em amor aos humanos, e mantém relações com as mulheres, sendo esta a fonte original para os Nephelins citados no texto de Enoch. Notemos que o termo Azag é aparentado com Az, Ases e Aesir ou Ansjus, que já nos referimos acima.
Diz Crowley que a chave deste Aethyr está na idéia de Cain ser filho da Serpente e não de Adm, citando este último como um culto externo e destituído de vida, e tendo Cain uma marca em sua testa – que lida com o Olho de Shiva e com a temática acima citada sobre o mesmo – e que elimina Abel, de acordo com o texto da “…Visão e da Voz…” usando do Mjollnir o Martelo de Thor, e devemos nos lembrar que este deus é saudado tradicionalmente como o inimigo do cristo branco invasor, em uma das línguas dos povos setentrionais.
Crowley jamais suspeitou – ou jamais deixou que os que estavam a sua volta suspeitassem – que o símbolo que aparece neste Aethyr, das 3 flechas cruzadas nada mais é do que a Runa Gótica Hagalaz, que tem exatamente aquele diagrama, e que implica na idéia de despertar, desagregação do que é velho para dar lugar ao que é novo, e lida com a idéia de Hagal e de Haimdall, que é chamado de Aesir Branco.
E em seguida, somos brindados com as mesmas idéias implícitas, presentes no próprio texto deste Aethyr:
“…Então o fogo cobriu-me e ressecou-me, uma tortura. E o meu suor está amargo como veneno. E todo o meu sangue torna-se agro em minhas veias, como gonorréia. Parece que estou apodrecendo rapidamente e os vermes devorando-me vivo. Uma voz, não minha ou externa diz: Lembrai de Prometeus; lembrai de Ixion. Estou rasgando o nada. Não darei atenção. Pois até esse pó deve ser consumido pelo fogo. Embora não exista imagem ainda pelo menos resta uma sensação de obstrução, como se houvesse alguém puxando próximo a fronteira do Æthyr. Mas estou morrendo. Não consigo avançar ou esperar. Meus ouvidos agonizam, bem como minha garganta, e meus olhos parecem tão cegos há muito que não consigo lembrar que existe visão…”

E quando o texto cita Leviatã e o Mar, nos perguntamos se Crowley perversamente não escondeu os termos a cerca de Jourmungand ou Niddhog, a descrição que ali é dada afirma um, mas se expressa por meio dos outros dois.
Finalmente no Primeiro Aethyr, LIL, é apresentada a fórmula do Senhor do Aeon, Rá Hoor Khuit, apresentado ali apenas como Horus, e uma informação incorreta é ali dada.
“… Iaida…” não quer dizer “…Eu Sou…” e sim quer dizer “…Altíssimo…”.
Hoor ou Har, é o Senhor Altíssimo dos Céus de Leste a Oeste em meio a tradição mais antiga dos Egípcios, antes das bobagens osirianas corromperem o culto e apresentarem a Har como o filho de Osiris posteriormente, inclusive como as formulas usadas em Heliópolis apresentam.
No entanto esta primeira parte do texto em si nos dá outros elementos:
“…Eu sou o filho de tudo que é o pai de tudo, pois de mim veio tudo o que eu posso ser. Eu sou a fonte nas neves e sou o mar eterno. Eu sou o amante e sou o amado e sou os primeiros frutos do amor deles. Eu sou primeiro débil tremor da Luz e eu sou a roca onde a noite tece o seu impenetrável véu…”
“…Eu sou o capitão das hostes da eternidade, dos espadachins e dos lanceiros e dos arqueiros e dos aurigas. Eu liderei as forças do leste contra as forças do oeste e as forças do oeste contra as forças do leste. Porque eu sou Paz…”
“…Eu sou luz e sou noite e eu sou aquilo além deles. Eu sou a fala e eu sou o silêncio e eu aquilo além deles.Eu sou vida e eu sou morte e eu sou aquilo além deles. Eu sou guerra e eu sou paz e eu sou aquilo que está além deles. Eu sou a fraqueza e eu sou a força e eu sou aquilo que está além deles. Assim por nenhum deles pode o homem chegar a mim. Assim por cada um deles deve o homem chegar a mim…”

Crowley vê a força do Senhor do Aeon neste Aethyr e o descreve como o poder anterior a criação, e que move a tudo e todos inclusive causando guerra e paz, e bem como dando vida e morte a bel prazer.
Em seus elementos descritivos, somos forçados a questionar se os usos do Enochiano, que tem fortíssima descarga atávica dos elementos dos “…Wales…” e de suas tradições, usados por John Dee para dar corpo a esta tradição, não afetaram a Crowley a ponto de trazer finalmente os elementos profundos do senhor do Salão dos Eleitos, deus de guerra e de vida e morte, para dentro da descrição de “…Iaida…” o Altíssimo, como acima citado, uma vez que também seu nome é Har, e igualmente ao Har Egípcio ele é cego de um olho, sacrificado em nome do conhecimento?
O que podemos concluir de mais elementar em tudo isto, é que o poderio mágico do enochiano se deve a suas fontes atávicas serem tão fortes, que estão drenando usos das tradições antigas de onde retiram suas bases e essências, e que isto intoxica e causa êxtase a quem quer que o seja que use-se deste sistema, e que acabará se destruindo em Choronzon, ou antes disto, por conta de sua teimosia em lidar com pontos de vista do Aeon dos Escravos, quando deveria liberar-se disto e empunhar sua espada em função do Aeon dos Fortes e Orgulhosos, pois esta é a essência deste Aeon.
Desta forma, todos os trabalhos mágicos que tem sido praticados com o Enochiano, levaram seus praticantes ao portal do terror da negação do dogma, em função do poder e da veracidade, que sejam tanto históricas quanto espirituais, e alinhadas em si mesmas, de tal forma que por mais que o texto lide com uma direção, o praticante será encaminhado para outra, ou se destruirá no processo.
Visto desta forma, o alinhamento das fontes antigas do Enochiano, com os elementos thelemicos, torna-se mais que natural por mais que seja incidental sob certos aspectos, e nãos e choca em sua essência, por mais que se choque em sua aparência, uma vez que tanto uma realização espiritual quanto a outra, abominam o subserviente e miserável culto dos escravos, e contém entre si elementos de conexão que tanto são claros e visíveis a qualquer um, com contém também segredos velados que podem ser experimentados tanto pelo estudo, quanto pela prática, o mesmo se dando com o avanço do thelemismo em meio ao solo Enochiano, ou em meio ao núcleo ou tema central do thelemismo em si mesmo.

Por Grimm Wotan

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/enochiano-bases-estruturas-conceitos-e-fontes/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/enochiano-bases-estruturas-conceitos-e-fontes/

CreepyPasta

CreepyPasta é o nome que os contos de horror ganharam na geração internet. Surgiram como correntes de email com casos de terror e morte acompanhados de uma ameaça no final que você sofrerá se não repassar e encaminhar. Aqui é o repositório final de todas estas histórias. “Quando uma única pessoa alega ter visto um espírito, é possível que esteja sofrendo de alucinações. Quando o mesmo espírito é visto por várias testemunhas, essa possibilidade fica bem reduzida. Quando as testemunhas são contadas às dezenas, não se pode mais falar de alucinação…”

A Bofetada

Teria eu uns 12 anos, numa ocasião em que fui de visita a uns tios que viviam no Barreiro,
numa quinta chamada Quinta Das Palmeiras, ficava perto do Lavradio. Naquele tempo havia perto dessa quinta algumas salinas, onde eu fui muita vez “gamar” sal para o gasto caseiro, não era muito rsrsrsr

Eu também tinha morado nessa quinta uns anos antes, foi até para a casa que fora dos meus pais, que os meus tios foram viver.

Ia muitas vezes passar alguns dias a casa desses tios, gostava e ainda hoje gosto bastante do Barreiro.

O meu tio Abílio assim se chama, trabalhava na CUF, e havia dias em que fazia serão. Nesses dias a minha tia ia levar-lhe o jantar, ao refeitório que ficava perto do quartel da GNR.

O caminho era pouco ou nada iluminado, na direcção Barreiro Lavradio, naquele tempo tinha á direita o cemitério, á esquerda o posto da GNR, e depois um considerável troço de estrada desabitada, á esquerda as salinas e a quinta ficava do lado direito.

Nessa noite, eu fui com a minha tia levar o jantar, na volta para casa, estava muito escuro
E a minha tia que era e é muito medrosa, ia sempre a olhar para trás. A minha avozinha sempre me ensinou que não se deve fazer isso, porquê? Não sei! Coisas da minha avó. O certo é que ainda hoje, eu nunca olho para trás se vou na rua seja a que horas forem, mas também não sou medrosa.

A minha tia, a cada passo olhava para trás, não se via um palmo á frente do nariz, a noite era escura como breu. E lá ia eu a dizer: – tia não olhes para trás, não é bom fazer isso, mas ela não me dava ouvidos.

Subitamente oiço-a dar um grito. Assustada perguntei o que tinha sido, ao que ela me respondeu que lhe tinham dado uma bofetada na cara. Quem foi? Nunca soubemos, o que sei é que ao chegar a casa, a minha tia, tinha marcados no rosto, os dedos de quem lhe bateu.
Hoje eu pergunto ainda, se estava escuro, nós não víamos ninguém, também não era possível alguém nos ver. Não ouvimos passos, ou qualquer ruído, e com o medo com que a minha tia vinha, ouvir-se ia o som duma formiga a anda no chão rsrsrsr quem poderia ter a mão tão certeira para dar a bofetada á minha tia?

Nunca irei saber

por Lylybety, Portugal

 

Dama de Branco

Há alguns anos atrás eu estive hospedado em casa de amigos e uma das amigas tinha uma linda menina de 8 anos…

Em certa noite estava D. Catarina com uma grande enxaqueca, uma daquelas de doer até os dentes sem cáries ou de doer até os ossos da mandíbula… e nessa noite ela tentava dormir lá pela meia noite e com muita dor, resolveu encontrar forças, se sentar na beirada da cama e orar na sua fé e assim fez…

Alguns minutos depois saiu do quarto e foi até a cozinha mas não havia visto que sua filha havia acordado com seu choro discreto e acompanhou os passos da mãe…que ao chegar na cozinha, foi ao filtro e pegou água para beber, tragando o liquido precioso com vontade de melhoria…Todos foram dormir…

Na manhã seguinte no café da manhã estava D. Catarina com sua filha à mesa e outros amigos dialogando com emoção, ao que a filha lhe fitando os olhos, disse: – Mamãe, ontem na noite vc tava chorando e eu vi quando voce foi até a cozinha beber água mas quem era aquela mulher linda de roupa branca que tava com a mão em cima do seu copo e a sorrir para você???  todo mundo silenciou e D. Catarina encheu os olhos pela emoção da lágrima…

(Ela havia dormido logo em seguida sem perceber a filha que caminhava de meias sem barulho…e como ela estava só na cozinha, houve ai um detalhe de sensibilidade pela visão, em que a filha percebeu a presença espiritual, sempre presente, aos nossos lados)

por Mr. Constantyne

 

Telefonema do além

Outro dia ouvi uma palestra científica a respeito de um caso real acontecido com um famoso poeta brasileiro chamado Coelho Neto, de décadas atrás…

E se comentando sobre morte e vida…fenômenos e dramas familiares, resolvemos postar um resumo dessa história real para que os colegas internautas meditem em comparação aos dias atuais, em que os equipamentos são bem superiores e globalizados.

Ele tinha uma filha que era casada há poucos anos e essa filha tinha uma filha, neta do poeta e era uma família próspera, cética e materialista… mas em certa data, a mulher se deparou com um grande drama em sua vida e não conseguia admitir que seu marido estava nos últimos dias na Terra, portanto, morreu subitamente, deixando a esposa e filha sozinhas na vida e entrou em pane, tendo apoio do pai na medida do possível, diante de sua poesia e letras nobres…

Ela chorava muito a perda do marido e a solidão da pequena Esther, filha do casal…

Mas a vida tem seus choques e suas artimanhas e em menos de um ano de viuvez, perde a filha Esther de forma muito dolorida, entrando em panico, quase a enlouquecer e o pai que era poeta famoso, lamentando tantas dores, gritou ao alto, brigando com Deus suas lágrimas, juntamente com a filha…

Os dias se passaram e uma data de muita reflexão e profunda emoção naquela noite, o telefone do segundo andar toca disparado…a mulher viúva atende quase em tom surdo e para sua surpresa, era a voz da filha que dizia: – Sou eu, não chore tanto mamãe…!!!

Ela dá um grito e naquela demência de horror e de alegria fica feliz em ter a certeza de estar ouvindo a voz da pequena morta, faziam poucos meses…

E assim a filha passou a se comunicar com a mãe, dizendo: – Eu estou bem, me encontrei aqui com minha avó e ela disse que meu pai tá trabalhando em outro lugar e vem me visitar de vez em quando e não morri, apenas to em outra dimensão…em outra fase da vida – a verdadeira vida…

A mãe já acostumada com o fato e feliz evitando tomar mais remédios descontroladamente, comentou com o pai poeta, ao que ele passou mal naquele dia, imaginando a filha estar com problemas psiquicos e um dia o telefone toca em certa hora da noite e ele com muito cuidado pega a extensão do andar térreo e para sua surpresa ouve em bom tom e lágrima nos olhos, a voz da neta e da filha que se emocionava a cada minuto de diálogo…

O poeta Coelho Neto sentiu a emoção da vida em outro angulo, em outra dimensão e isso abalou seu materialismo, abalou seu modus vivendi…

A história se tornou pública e um repórter um dia perguntou se ele havia se tornado mais espiritualista ou se tornado Espírita ou estudioso das filosofias orientais…ao que ele respondeu: ”

– Ápós esses fatos, nunca mais fui a mesma pessoa, porque isso abalou meu materialismo e digo com a certeza de um calculista e pesquisador frio de que a vida continua no além túmulo…”

 

No Escritório

 

Sou funcionário de um banco que presta serviços a algumas empresas de grande porte (seus correntistas). Em uma dessas empresas,eu ficava em uma salinha no térreo, enquanto os funcionários ficavam nos andares acima. Quase todo dia, quando estava sozinho na sala, tinha a sensação de que havia chegado alguém. No começo, quando olhava não via ninguém. Após algum tempo, podia até ver a pessoa. Um homem branco, alto, de traços nobres e sempre com roupa social.

Nunca tive medo dessas coisas, e ficava na minha. Até que um dia, uma funcionária dessa empresa veio falar comigo acompanhada do tal fantasma! Ela parecia não ver o espectro. Demorei alguns segundos para reconhece-lo. Nem pensei em falar com a moça sobre o fantasma, que se demorou um pouco no ambiente, deu meia volta e sumiu da sala andando.

Contudo, não pude disfarçar o meu espanto ao ver “alguém” ao lado da garota. Minha expressão nervosa foi inevitável e a funcionária notou. Ela perguntou o que eu tinha visto. Nunca fui de mentir e falei tudo. Expliquei ainda que tinha a impressão que o homem vinha da sala ao lado, que era como um laboratório cheio de equipamentos.

E quando comentei sobre as características e a fisionomia do fantasma, a moça começou a chorar. Falou que podia ser um funcionário que se suicidou na empresa, jogando-se pela janela do quinto ou sexto andar. Antes de morrer, ele teria ficado por um bom tempo nessa sala ao lado da minha, como se estivesse elaborando o suicídio. Que era colega de trabalho dela; trabalharam juntos…

Não quero dar mais dados para não perturbar os parentes do tal senhor, nem “tumultuar” a cabeça dos descrentes…

Depoimento de P.C. Araújo

 

Homem na Cozinha

Eu durante boa parte da minha vida não acreditei em espíritos, fantasmas ou coisa parecida. Só fui mesmo acreditar por volta de 2001 – 2002 por causa de umas paradas que presenciei.

A minha ex-namorada sempre teve uma mediunidade forte, dizia ver e sentir a presença de espíritos, mas como eu era muito cético na época eu não dava muita bola.

Um dia estávamos no quintal da casa dela conversando à  noite e de repente ela parou, olhou em direção à  porta da cozinha (que estava mais ou menos a uns 5 metros) e disse que tinha um homem parado lá. Eu olhei e obviamente não vi nada e disse pra ela que ela devia ter imaginado e talz, aí ela virou pra mim e disse “Ah é? Entà o olha só para as cachorras.” Ela tinha 3 beagles e quando eu olhei pra elas que foi foda, as 3 cachorras que até momentos antes estavam correndo e brincando, agora estavam paradas como estátuas olhando fixamente para a porta da cozinha. E ficaram assim por uns 2 minutos, depois que minha ex disse que ele tinha ido embora as cachorras também pararam de olhar.

Outra vez foi com ela também mas foi algo mais “light”, estávamos passeando no Jardim Botânico e do nada ela parou e disse que tinha um homem sentado ao lado de uma árvore. Dessa vez não deu pra notar nada, até pq não tinham animais por perto para denunciar, mas como isso já foi após o primeiro acontecido eu nem duvidei e pedi pra gente continuar andando. :angry:

Agora a vez em que eu fiquei com mais cagaço foi sozinho lá em casa. Eu tinha acabado de ir dormir, isso lá por volta das 03:00 da manhã e ouvi alguém entrando no meu quarto. Como nessa época minha mãe tinha insônia e as vezes ia lá pra usar a internet eu logo pensei “Pqp… nem posso dormir direito, já vem minha mãe usar o micro.” Aí já fui levantando meio puto falando que queria dormir só que quando fui ver não tinha ninguém no quarto.

Lá em casa é meio foda, já me falaram que ali tem umas paradas meio pesadas.

Por Ignarius

 

A Casa da minha avó

Meu tio quando tava desempregado morava aqui em casa e dormia no sofa da sala. Ele falava direto que de noite ouvia um barulho na cozinha, como se alguem pegasse um moeda e ficasse tacando no chão, fazendo isso varias e varias vezes. Na hora que ele ia ver o que era, o barulho parava. Outro dia minha prima veio aqui também e ouviu a mesma coisa. Só que ela correu assustada la pra cima chorando.

Uma vez quando minha mãe estava dormindo, ela sentiu como se o teto do quarto tivesse caindo em cima dela e acordou assustada. Até ai tudo bem, podia ser sonho, só que meu pai sentiu a mesma coisa na mesma hora!!! O pior é que ja aconteceu muita coisa estranha aqui (ja mandaram até padre benzer a casa), mas eu mesmo nunca vi nada.

Teve outra também com a minha avó, antes dela se mudar pra minha casa. Ela tava no quintal pendurando roupa, derrepente ouviu um barulho de louça caindo do escorredor (aqueles que eram pendurados na parede). Só que parecia como se alguem tivesse batendo nele, e o barulho não parava. Quando ela entrou pra ver, o barulho parou e não tinha uma única peça caida no chão 😛 No mesmo dia, um parente dela tinha morrido.

 

Lembranças da República

 

Minhas aulas da faculdade tinham de 4 a 5 horas de duração, para ficar mais aceitável passar esse tempo todo na aula alguns professores davam um intervalo. Nesse momento em uma roda de amigos da faculdade começou, não lembro como, esse assunto de assombração. Três das 5 pessoas que estavam la moravam juntos, e contaram que a casa tinha um fantasma no salão de festa que fica no segundo andar da casa. No inicio eu não acreditei, ate porque sempre pressuponho que tudo que me falam de alguma forma não é a verdade.

O que estava acontecendo, segundo eles, era alguns barulhos na casa. Em especial no segundo andar, que sempre fica vazio. Na casa toda havia alguma história de ação paranormal, exceto, por sorte deles, no quarto em que cada um dormia e estudava. Para tentar pegar eles na mentira comecei a perguntar, queria saber o que exatamente estava acontecendo. Um deles, que era o mais sério e responsável de todos, falou que certa vez, enquanto estava sozinho em casa, dormiu enquanto assistia televisão. Para a surpresa dele a geladeira pareceu se abrir e alguem passou pelo sofa onde estava deitado, como estava em estado de semi consciencia achou que era outra pessoa da casa, mas, segundo ele, segundos ou minutos depois ele acordou sozinho no momento que um deles abria o portão da republica.

Tinha outros relatos de sons e afins no primeiro andar, mas não acho necessário contar todos. Mas tem um mais impressionante que merece mais atenção. O segundo andar, era apenas um grande espaço cheio de janelas e uma porta que dava para uma escada que levava ao primeiro andar. Aconteciam festas nesse local algumas vezes, festas que não posso entrar em detalhes no forum. Quando não havia festa na casa o segundo andar ficava praticamente vazio. Entretanto, a tal porta do segundo andar era notadamente barulhenta, mesmo quando fechada. Se estivesse apenas os 4 moradores na casa, dissem eles, a porta não parava de bater. Eu, cético, conclui que a porta fica aberta e batendo, pois tem várias janelas no local. Mas diziam que as janelas dificilmente eram abertas.

Um deles contou que durante o CQC dois deles estavam em casa assintindo televisão, esse era um programa constante nosso: ir la juntos ver CQC e comer pizza. Nesse dia a porta começou a bater. Não parecia batida de vento, segundo ele, pois ela abria devagar e derrepente, como se uma mão empurrasse com força e certa raiva, ela batia forte e seco. Ele foi subindo as escadas para fechar a porta, ele descreveu o momento como se fosse cena de filme de terror, quando o personagem vai checar um barulho sozinho, andando devagar, no escuro e com medo. A porta estava aberta, o que dava uma conclusão obvia: de alguma forma era o vento. Fechou a porta e voltou, minutos depois a porta começa a bater novamente, pelo que foi dito os dois que estavam la ficaram com muito medo. Ele voltou rapidamente no segundo andar para ver se a porta estava aberta, pois ele fechou rápido. Mas estava fechada.

Obvio que não acreditei, eis que chega na faculdade o quarto morador da republica. Ele chega e fala direto: não aquento ficar naquela casa, aquela porta não para. Ou combinaram muito bem ou realmente estavam vendo algo estanho acontecendo, ou acreditavam ver. Tempos depois, conversando com um deles, fiquei sabendo que esses acontecimentos continuavam, mas com menos intensidade. E ficaram sabendo com um vizinho antigo que a cerca de dez anos um avião monomotor caiu naquela casa destruindo o telhado e uma das paredes que existia no segundo andar, no acidente o piloto morreu.

O que escrevi agora é verdade. Mesmo assim não tenho certeza se acredito no que me contaram, mas aprendi a não tomar nenhuma conclusão sem existir provas.

por Estudante

 

Mascarados

 

Eu estava na casa (que na verdade é uma mansão) do meu tio avô com meus primos. Era eu, meu irmão, um primo e uma prima. Na casa, era proibido crianças subirem para o segundo andar porque tinham medo que fizessemos alguma bagunça por lá. Solução? Íamos escondidos. Dessa vez, resolvemos explorar os vários quartos, banheiros e escritórios que haviam lá. É meio dificil de eu contar isso porque aconteceu ha muito tempo, mas eu lembro especificamente da cena… entramos no quarto ENORME do meu tio avô e da minha falecida tia avó para ver como era e tal. Era um quarto rústico, bonito e bem velho, com decorações que poderiam ser comparadas ao Barroco. Foi quando pensamos em ter ouvido alguem subir as escadas. Resolvemos logo nos esconder. Nesse quarto, havia duas portas que levavam para dois closets. Pensamos logo em nos esconder ali. Meu irmão e meu primo correram pra um e eu e minha prima corremos para o outro. Ficamos lá em silencio até sentir que a barra está “limpa”. Mas foi quando eu vi, ou então acho que vi, dois rostos similares a mascaras olhando fixamente para mim. E minha prima jurou ter visto também, foi um coro de gritos que não precisamos expressar em palavras nada na hora. Logo senti que ela tinha visto a mesma coisa que eu. Meu primo e meu irmão sairam correndo também, todos nós fomos para baixo com pavor. Até hoje eu realmente não sei o que foi aquilo. Por mais que tivesse explicado, achavam que era coisa de criança e tal. Mas até hoje tenho a imagem meramente na minha cabeça do ocorrido. Meu irmão e meus primos estavam ouvindo estalos na madeira e sentiram medo também. Pode parecer ridículo, talvez tenha sido algo da minha cabeça, mas o que mais me intriga é que minha prima TAMBÉM viu. Voltamos lá com meu pai e minha tia, mas não havia máscaras e nem nada que pudesser dar a forma da mesma. O que será que foi? Acho que, ou eu e minha prima não batemos bem da cabeça, ou então… eu prefiro não pensar na outra hipótese. Mas eu fico até hoje intrigada com isso. Realmente não sei o que foi aquilo. Loucura? Não sei.

por TaneeShion

Amigo da infância

Todo dia de manha minha mae e minha tia contavam pra minha avó do ” moço legal” q conversava com elas a noite. Cada dia era uma coisa, um dia ele contava historinhas, no outro brincava…
Minha avó foi ficando p da vida achando q essa brincadeira estava indo longe demais e mandou elas pararem, mas o tal moço sempre voltava e no dia seguinte tinha mais historia.

Ate q um dia minha avó deu u msenhor esporro nas nas duas e mandou elas pararaem ,q nao tinha comom ninguem entrar na casa, q isso era coisa da cabeça delas,( até chegou a se preocupar achando q seria um ladrao ou sei la..) mas elas mesmo assim nao paravam.

Até q um belo dia minha tia entra no quarto da minha avó segurando o nada como se estivesse de maos dadas com alguem : Olha aqui mamae, você nao disse q ele nao exisitia? Olha ele aqui!

Minha avó ficou bolada e na hora pegou um album de familia e sentou com minha tia pedindo pra elam ostrar o tal amigo caso ele aparecesse nas fotos. Minha tia apontou pro primo da minha avó q havia falecido ha alguns meses.
Na hora minha avó chamou minha tia pra rezar falando q elep oderia precisar de ajuda e nao podia mais ficar aqui. Explicou q ele havia morrido e tal mas sem meter medo na minha tia dizendo q ele era legal e nao ia fazer mal a elas.

Agora, se ele voltou depois disso ou nao, nao sei.. vou perguntar pra minha mae.

por sweet julie

 

Visita do meu pai

Esta história aconteceu com meu amigo/irmao lammeth. Eu o conheci poucos meses apos a morte do meu pai e eu havia tirado todas as fotos q tinha dele do meu quarto pq nao conseguia olhar pra elas sem chorar. Ou seja, ele sequer chegou a ver uma foto do meu pai.

Uma noite ele foi la em casa consertar algo no meu pc, eu acho, e a luz do quarto ligada refletia pela janela a imagem do meu quarto com os apartamentos vizinhos.

Do nada ele vira e me pergunta: Seu pai era ruivo? Estatura mais ou menos como a minha, meio calvo, cheios de pintas pelo corpo…

Na hora pensei: pqp,sera q esqueci alguma foto em lugar visivel?

Respondi: Sim, pq?

Lammeth( como se fosse a coisa mais normal do mundo): Ah, ta! É q eu acabo de ve-lo aqui!
Na hora gelei e perguntei como e ele disse q o viu pelo reflexo na janela, ele encostado na porta me olhando e quando o meu irmao foi olhar pro lugar mesmo a imagem havia sumido.
Nao fiquei com medo pois sei q meu pai jamais me faria mal, mas na hora deu um arrepio!
Frizando que: ele nunca havia visto uma foto do meu pai!! e ele tb ve coisas vez ou outra!

Caixinha de música

Relato 1

Mina bisavó tinha uma caixinha de musica gigante e quando vc abria tinha uma gueixinha q dançava quando am usica tocava. Quando ela faleceu, minha avó pegou a caixinha e levou pra casa de Petrópolis pra deixar no quarto dela de recordação.

Estávamso todos la e minha irma estava doente, sendo assim ,minha avó a proibiu de ir na piscina ( muita sacanagem, diga-se de passagem)

Sendo assim ,ela fico uem casa sozinha vendo tv enquanto todos estavam pegando sol e lá tem uns coimerciais q nao pegam devidso ao satélite. Dai fica aquele silencio com tela preta. Nesse sailencio ela escutou a caixinha dem usica tocando, pensou q minha avó tivesse subido e foi falar algo com ela… Quando ela chega no quarto a musica simplesmente parou e nao havia ninguem la.

Relato 2

Minha irma ganhou da minha tia um santinho ( só nao me lembro qual) e minha irma inclusive levou na igreja pra benzer com agua benta e preferiu bota-lo numa mesinha q ficava em frente a porta do quarto dela, do lado de fora mas virado pra dentro do quarto.

Toda vez q minha irma saia ou entrava no quarto, olhava pro santo pra ver se ele estava virado na posição q ela botou.

Um dia, ela estava sozinha em casa e tinha ido fazer um lanche na cozinha e voltou pro quarto. Olhou pro santinho e lá estava ele, bonitinho na mesma posicao ,até q ela fechou a porta e foi comer vendo tv e acabou tirando um cochilo.
Nisso ela teve um pesadelo com uma criatura esquisita q tentava fazer mal a ela e o santinho ficava de fora olhando.

Ela virou no sonho pro santo e perguntou: vc nao vai fazer nada? nao vai me ajudar?

E o santo: Nao, pra vc eu viro de costas!
E virou mesmo!

Ela acordou apavorada edepois de alguns minutos resolveu ir la ver o santo q pra surpresa dela tava realmente de costas !!!!

o santo virou sem ela mexer e nessa epoca, nem animal a gente tinha pra alguem dizer q poderia ter sido o bicihinho q pulou na mesa e acabou modificando a posição.

Ela desceu pra portaria com o celular e ligou pro namorado dela na epoca dizendo q nao queria ficar sozinha em casa.
Ela acabou jogando o santo fora.

 

Minha primeira vez

Tinha apenas 3 anos e lembro-me como se fosse hoje…

Todos os dias ao acordar de manhã saltava da minha cama para ir correndo para a cama do meu bisavô Vilas que dormia no quarto ao lado e contava histórias fantásticas. Este pequeno ato era o quanto bastava para eu ficar feliz da vida e o meu bisavô Vilas ficava todo contente.

Não me lembro de ele morrer, segundo a minha mãe eu fui uma semana para a casa dos meus tios para não passar pelo choque de o ter perdido. Penso que como era bastante nova devem ter pensado que o iria esquecer facilmente e nem iria reparar na sua ausência.

Voltei para casa e não sei se no mesmo dia ou no seguinte, quando acordei voltei a procurar o meu bisavô Vilas no quarto dele para mais histórias, mas quando lá cheguei a cama estava vazia, mas não fiquei triste porque o meu bisavô estava lá só não estava na cama estava flutuando como eu dizia, encostado no teto num canto do quarto.

Lembro-me que durante dias metia-me no quarto para falar com ele, ainda me lembro de algumas coisas que disse, mas vagamente.

Um dia a minha mãe reparou que eu estava sempre enfiada no quarto e entrou e deu comigo literalmente conversando com o teto e me perguntou com quem eu falava e eu respondi com o bisavô Vilas.

Segundo ela, apanhou-me mais do que uma vez mas eu só me lembro de uma.

Depois disto não me lembro de mais nada penso que ele a certa altura simplesmente partiu.

Pequena Aranha

 

No hospital infantil

 

Meu nome é Luciana do Rocio , resido em Curitiba , minha profissão na vida real é vendedora , mas nas horas vagas eu gosto de escrever .

Na minha vida , já passei por situações curiosas e um tanto sobrenaturais .

Porém , a situação mais interessante pela qual passei , ocorreu em 1979 , quando eu tinha 5 anos e peguei algumas doenças de uma maneira estranha . Primeiro , eu peguei encefalite , depois vieram se juntar a ela , outras doenças , como : a hepatite e a cachumba .

O Começo

Em casa , numa madrugada , eu passei mal e comecei a vomitar um líqüido verde . Meu pai não estava em casa , pois estava trabalhando . Então , minha mãe pediu ajuda ao vizinho para me levar ao hospital .

Assim , ele nos ajudou e fomos parar num hospital infantil , no bairro Batel , aqui em Curitiba . Deste jeito , fiquei internada lá .Meu quarto era simples , tinha uma cama , uma janela e um sofá para visitas .

Hoje , não me lembro se sentia dor . Só sei que eu tinha uma tremenda vontade de sair daquela cama para brincar .

Todas as enfermeiras me tratavam bem . Até que um dia , uma delas entrou no meu quarto sorridente , arrumou o meu soro e falou :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Assim , ela disse :

Meu nome é Cida !
E o seu ?

Deste jeito , eu respondi :

Luciana .

Então , ela indagou :

Qual é o seu maior sonho ?

Desta forma , eu respondi :

Sair daqui e poder brincar .

Assim , ela falou :

Isto você não pode fazer agora .
Mas , há outras maneiras de você sair daqui sem deixar este quarto .

Deste jeito , eu indaguei :

Como assim ?

Então , ela disse :

Através da imaginação , de uma boa história …

Assim , eu falei :

Eu escutei pessoas falando que eu tenho que escutar muitos contos infantis mesmo , pois eu vou para o céu logo … Dizem que eu vou morrer , mas eu nem sei o que é morrer …
Morrer é ir para o céu ?
Morrer é virar anjo ?

Desta maneira , Cida disse :

Eu poderei explicar isto , através de uma história que aconteceu neste hospital .

Então , eu exclamei :

Conta !

Assim , ela contou :

” -Era uma vez , uma menina chamada Sara , ela tinha uma doença incurável e estava internada neste hospital . Todos diziam que esta menina iria morrer .

Um belo dia , Sara estava sozinha em seu quarto neste hospital , quando ela acordou , olhou para o lado e viu uma linda princesa chorando .

Esta princesa era muito bela , pois tinha : cabelos dourados feitos com os raios do Sol do meio – dia ; olhos azuis feitos com o azul do céu da primavera ; pele rosada feita com pétalas de rosas orvalhadas ; asas brancas feitas com penas de cisnes e corpo em formato de violoncelo coberto com uma roupa medieval verde – clara . Em sua cabeça ela carregava uma coroa de diamantes e em seus braços ela carregava uma lira .

Então , Sara ao ver esta maravilhosa princesa chorando , perguntou :

Quem é você ?
Por que está chorando ?
Você é tão bonita !

Assim , a princesa respondeu :

Eu me chamo Morte !
Eu estou chorando porque as pessoas têm uma visão errada de mim . Eles acham que eu sou uma bruxa que veste : capa preta e que carrega uma foice . Mas no fundo eu sou uma princesa !
Eu liberto as pessoas do sofrimento .

Desta maneira , a menina disse :

Eu sinto que você é uma criatura boa !

Deste jeito , a Morte comentou :

Só as crianças e os idosos me entendem !

Então , Sara falou :

Por favor , não chore !
Eu queria tanto sair deste hospital …

Assim , a princesa indagou :

Você quer pegar a minha mão ?
Você quer vir comigo ?

Após isto , a criança exclamou :

Quero !

Então , as duas se deram as mãos e um túnel dourado se abriu no meio do ar .Assim , estas duas almas sumiram no meio deste túnel encantado . ”

Após ouvir esta história de Cida , fiquei encantada . Então comentei :

Que história legal !

Desta maneira , Cida agradeceu e disse :

Obrigada !
Agora , vou aos outros quartos contar mais histórias , mas eu voltarei outro dia .

Depois dela se despedir , fechei os olhos e dormi .

Após três dias , eu estava sozinha no meu quarto , e Cida entrou novamente falando :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Deste jeito , ela exclamou :

Tenho mais histórias hoje !

Assim , eu disse :

Hoje eu gostaria de escutar uma história de amor . Mas , não um romance que eu já sei . Pois , eu já conheço : Cinderella , Branca de Neve , A Bela Adormecida , Romeu e Julieta …

Desta forma , a enfermeira falou :

Tudo bem !
Eu contarei uma história sobre o amor de duas estátuas …
E este fato se passou em Curitiba .

Então , eu exclamei :

– Pode contar !

Assim , ela indagou :

Você conhece a estátua do casal desnudo da praça Zacarias ?

Deste jeito , eu respondi :

Sim !

Então , a enfermeira contou :

” – No dia em que colocaram a estátua do casal desnudo na praça Zacarias , no centro da cidade , várias beatas ficaram espantadas com a estátua da mulher , então elas pediram ao prefeito para retirar esta estátua feminina da praça .

Assim , ele colocou a estátua da mulher atrás da prefeitura , que ficava no bairro : Centro Cívico , um tanto distante da praça Zacarias .

Então , muita gente disse que a estátua do homem ficou com saudades da estátua da mulher e que por isto o espírito desta estátua masculina saia de madrugada para visitar a estátua feminina , que estava no Centro Cívico . Minha avô que morava num edifício em frente a Praça Zacarias , disse que numa madrugada , ela estava na janela , quando de repente viu uma neblina branca saindo da estátua do homem , e , que esta neblina saiu em direção ao Centro Cívico . ”

Então , após escutar esta história , eu exclamei :

Que lindo !
As estátuas têm alma ?

Assim , a enfermeira respondeu :

De uma certa forma : sim . Pois , toda a obra de arte tem as vibrações do artista e do material com que ela foi feita .

Após falar , isto , Cida disse :

Agora , irei cuidar de outros pacientes .
Até logo .

Numa outra semana , eu estava sozinha em meu quarto , quando Cida reapareceu novamente e disse :

Bom – dia !

Então , eu falei :

Bom – dia !
Hoje , eu quero escutar uma história que tenha animais !

Assim , ela falou :

Que sorte !
Eu conheço uma história com um cachorro , que aconteceu dentro deste hospital . A história é a seguinte :

” Era uma vez , um menino chamado Rodrigo , ele tinha um cachorro muito inteligente chamado : Rex . Um dia , o garoto ficou doente e foi internado neste hospital . Na sua casa , o cachorro vivia uivando e prestando atenção no movimento dos outros donos . Então , um dia , o pai de Rodrigo , saiu com o carro em direção ao hospital e o cachorro resolveu segui – lo . No meio do caminho o cão se perdeu , mas ele resolveu seguir a sua intuição e veio parar neste hospital infantil . Ele entrou no corredor do estabelecimento , fuçou tudo e empurrou a porta de um quarto . Mas , nele , não se encontrava o seu dono e sim , uma menina , que estava em pleno ataque epilético . Então , o animal latiu , com a intenção de chamar a atenção dos enfermeiros e conseguiu com que a garota fosse socorrida . Assim , ele aproveitou para verificar os outros quartos e finalmente achou o seu enfermo dono , que se derreteu em total alegria . ”

Após , escutar este conto , eu exclamei :

Que boa história !

Então , Cida se despediu e foi atender as outras crianças .

Naquele dia , recebi a visita de um padre , que me cobriu com um manto roxo , me benzeu e rezou uma oração em latim .

Depois , uma outra enfermeira falou que aquilo era uma tal de extrema unção .

Uns dias após isto , uma pomba entrou no meu quarto e ficou me olhando uns segundos e depois voou em direção a janela .

Um dia depois , sai do hospital , entrei no carro do meu padrinho Argeu e em frente a este hospital , vi a imagem de Cida acenando para mim , mas esta imagem , foi desaparecendo aos poucos , como se fosse um fantasma se desintegrando .

Depois , fui direto para a casa deste meu padrinho. Lá eles me colocaram num quarto quentinho e com cobertas felpudas , mas neste quarto havia um quadro de um gaúcho tocando alaúde . Olhei para esta obra e o gaúcho saiu do quadro para tocar para mim . Naquele dia , eu estava com um pouco de febre , não sei se foi a febre que me transmitiu aquela imagem , ou , se havia algo de sobrenatural nela , mesmo .

Depois , voltei para casa e retornei para a minha vida normal , quero dizer , nem tão normal porque tive seqüelas na coordenação motora e em algumas glândulas , mas nada que me prejudicasse muito .

Bem , esta é uma das minhas histórias sobrenaturais que aconteceram na minha vida real .

por Luciana do Rocio, Curitiba

O fantasma do Gari

 

Essa história me foi contada há alguns anos por um tio meu, quando ele trabalhava numa antiga empresa chamada MOORE.

Ele me disse que, certa vez, houve uma festa na empresa (não me lembro o motivo) e todos que trabalhavam na empresa estavam lá. Muita comida e bebida a vontade. Fim de festa. Havia muita sujeira e copos por todo o chão. Então, meu tio estava indo embora e encontrou com um senhor, vestido de gari, com uma sacola de lixo na mão, e um ferro com uma ponta afida pra catar os copos e papéis do chão.

– Boa noite, senhor. – disse meu tio.

– Noite. – respondeu o humilde senhor.

– O senhor vai ter muito trabalho esta noite, né?

– Ahh.. meu filho, ja estou acostumado, nem sinto mais.

– Esta bem, como o senhor se chama?

– Por Favor, me chama de José.

Me tio se despediu do José e foi embora. No dia seguinte, meu tio vai até o segurança da portaria, e pergunta, sobre aquele senhor da limpeza chamado José. O segurança fica com um ar de assustado, e responde:

– Como? Que estranho!! Esse senhor morreu há uma semana atropelado aqui em frente.

 

Lembranças do meu pai

Hoje meu pai esta com 94 anos, e me contou varias histórias que aconteceram na mocidade dele. Aqui vou escrever algumas: um compadre do meu pai chamado GALDINO sempre que ele voltava do trabalho, ele via uma mulher varrendo a frente de uma casa, isso era todos os dias. Um certo dia ele resolveu parar pra conversa com essa mulher, ela sempre de cabeça baixa varrendo, ele desconfiou: por que ela não olha pra mim. Pensou. De repente a mulher levanta a cabeça, e ele pôde ver a face cadavérica da mulher.

NA CIDADE DE LENÇOIS BH, um homem chegou de viagem e não tinha lugar pra ficar, então bateu na porta de uma casa e o dono veio atender, o homem perguntou: posso ficar aqui por alguns dias? Eu cheguei de viagem e não tenho onde ficar. O dono da casa concordou e mandou ele entrar. De repente o dono da casa sumiu. Quando o rapaz estava tomando banho, só ouviu a voz do dono da casa gritando: eu jogo!…Eu jogo!…,Quando o rapaz respondeu: pode jogar. Ele ouviu os barulhos das tabuas caindo, quando ele saiu do banho correndo ele viu um caixão com um corpo seco dentro. Esse rapaz saiu correndo pra rua. E foi informado que naquela casa não morava ninguém e que o dono tinha morrido há 22 anos.

Uma senhora costureira costumava trabalhar até tarde da noite. Um dia ela estava costurando, e chegou um homem pedindo que ela comprasse dele uma cabeça de repolho e insistiu muito. A costureira com dó dele comprou, deu-lhe o dinheiro e pegou o repolho, foi até a cozinha e colocou o repolho dentro da pia. No outro dia quando ela foi ver, o repolho era um crânio.

EM SALVADOR-BH, NO BAIRRO VERMELHO por volta da meia noite as pessoas não saiam de casa, pra não ver o bonde fantasma. Esse fenômeno sobrenatural acontecia sempre no mesmo horário. Era um bonde cheio de fogo, as pessoas que viam do trabalho tarde da noite, corriam pra não o bonde passar. Uma vez aconteceu que um passageiro parou esse bonde, pensando que era comum. Ele subiu e quando foi pagar o cobrador era uma caveira, esse homem saiu gritando pela estrada. Esse fato se passou nos anos 40, o fato é que um bonde incendiou no bairro vermelho, não sobrou um passageiro. Então passou a acontecer essa aparição fantasmagórica.

Essa história é verdadeira, e foram contadas pelo meu pai, que hoje está com 94 anos de idade e conheceu essas pessoas.

 

Brincadeira do Copo

 

Esta é uma história que aconteceu em 1996, com um conhecido de minhas amigas. Trata-se daquela brincadeira do “espírito no copo”, que com certeza todos já ouviram falar, e até se aventuraram a jogar. Essas minhas amigas estavam na casa de um amigo e outras pessoas em comum, e num clima de bagunça, resolveram jogar. Então, segundo a lenda original, como não tinham nenhum copo virgem, o “purificaram” com água corrente e sal grosso, e deixaram secar ao vento. Fizeram o tabuleiro redondo com letras, números, e inscrições sim e não.

Sentaram-se em volta, colocaram o copo virado no centro do tabuleiro, deram-se as mãos, rezaram três “Pai Nosso”, e concentrados fizeram a invocação: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora!”. Num silêncio mórbido e tenso, eles esperaram… Nada aconteceu. Invocaram novamente: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora.” – e desta vez continuaram – “Ó alma vagante, nos dê a chance de nos comunicar”.

De novo, nada aconteceu. Neste momento, um garoto de uns 14 anos, não se conteve e começou a rir. O que foi motivo de risada geral. Então, inusitadamente, o copo se mexeu. Todos calaram-se. O dono da casa, assustado, perguntou: “Quem está ai?”. O copo seguiu até as letras formando “assassino”. Congelado de medo, continuou e perguntou:”Quem você matou?”, e o espírito respondeu que “ninguém”. Sem entender muito bem, perguntou novamente: “Então o que quis dizer com assassino?”. E não teve nada como resposta. O tal menino de 14 anos, achando que tudo era uma piada, uma armação do anfitrião, perguntou debochando: “Ai, Seu Assassino, quando é que eu vou morrer? Será que dava pra você ver no calendário ai do além?”. Para surpresa dele e de todos, o copo se mexeu até o “H”, depois “O”, “J”, “E”.

O menino, achando graça, gargalhou e perguntou: “É mesmo? E como que eu vou morrer, hein?”. O copo respondeu: “S-U-I-C-Í-D-I-O”. Ele então começou a ficar irritado, quando gritou: “Vai a merda sua porra de espírito, não vou morrer nem à caralho”, e num acesso de raiva, pegou o copo e o jogou com força pela janela. O apartamento ficava no 10º andar, e a janela dava para uma área vazia do prédio, um extensão do térreo. Então notaram que não houve nenhum barulho de vidro sendo quebrado ao cair.

Todos assustadíssimos foram olhar pela janela, e perceberam que realmente o copo estava intacto. O tal garoto parecia estar enlouquecido com o fato, debruçou-se na janela dizendo que aquele copo tinha que quebrar, que ele vai quebrar….Repetindo enlouquecidamente.

Foi quando seu olhar paralisou-se no copo, ele gritou e jogou-se. Caiu em cima do copo, que desta vez quebrou-se e seus cacos atravessaram seu corpo. Hoje, minhas amigas podem falar abertamente deste caso, mas foi algo que demorou muito para elas se recuperarem. A cena foi realmente muito chocante. Não se sabe o que realmente aconteceu para o copo não quebrar, nem mesmo é claro o que fez o garoto ficar com aquele olhar desesperado segundos antes de se jogar, nem o motivo. É mais um mistério inexplicável. O velório foi feito com o caixão fechado, pois o corpo inexplicavelmente se decompôs muito rapidamente e sua face e peito ficaram totalmente desconfigurados em função dos cacos.

O enterro foi abafado e privado de visitantes. Após o fato, espalhou-se um boato de que o espírito denominado “assassino” era o culpado de um homicídio que ocorrera há muitos anos com um antepassado do menino. A família não se pronunciou. Até hoje poucas pessoas da redondeza tem coragem de jogar a tal brincadeira do copo por temerem o tal “espírito do assassino”.

por Rodrigo Rossi, São Paulo

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/creepypasta/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/creepypasta/