‘Os 40 Servidores e como começar a usá-los

Os 40 Servidores são personalidades mágicas lançadas ao mundo por Tommie Kelly na noite de Halloween de 2016. Criados inicialmente como para ser um sistema oracular revelaram-se também como um sistema prático e simples de evocação que caiu no gosto dos praticantes de magia no caos. O material a seguir é tudo o que você precisa para começar a usá-los, entretanto Kelly lançou também um Grimório dos Quarenta Servidores (já editado pela Editora Penumbra) com um rico conteúdo adicional.

O que são os servidores ?

Estes 40 personagens podem ser compreendidos de várias formas, o próprio criador que inicialmente diziam se tratar de formas-pensamentos hoje chama os servidores de ‘encarnações de ideias universais” e evita bater o martelo e dizer que são entidades astrais, quantas de informação ou arquétipos psicológicos. Alguns servidores podem ser facilmente reconhecíveis em formas divinas e mágicas mais antigas. O importante é que se tratam de realidades que podem ser acessadas para se obter sucesso em todos os campos da vida.

Cada servidor possui sua própria carta com seu sigilo e imagem representativa. Você pode adquirir o baralho completo no site do Tommie Kelly mas ele também liberou muito conteúdo gratuito para ser utilizado pelos magistas:

Nota: Aqui no Morte Súbita inc. optamos por traduzir literalmente os nomes dos servidores. Entendemos que ao contrário dos nomes comuns os nomes destes servidores no original são absolutamente descritivos e esta característica se perde para quem não domina o idioma inglês.  Para fins de correspondência sempre que um servidor for mencionado a primeira vez ele será acompanhado do nome inglês.

O que os servidores querem em troca?

Nas palavras de Tommie:

“Tradicionalmente, os servidores precisam ser “alimentados” para continuar a existir. Os Quarenta Servidores foram criados para viver e se alimentar da atenção e do uso das pessoas. Quanto mais atenção eles recebem, mais poderosos eles se tornam para todos que os usam.” e ainda “Ser alimentado pela atenção significa que os Quarenta servidores dependem totalmente dos humanos para existir. Se as pessoas pararem de usá-los ou de pensar neles, eles deixarão de existir.”

Uso Básico dos 40 Servidores

A melhor maneira de conhecer e rapidamente começar a usar os 40 servidores é entrando em contato com eles.Você precisa conhecer sua equipe e com essa interação você vai aprender mais – e em muito menos tempo – do que qualquer teoria que poderíamos passar para você.

Escolha uma carta e deixe sua mente relaxar. Em particular tente não se prender a nenhuma noção preconcebida que você possa ter sobre seus nomes, rótulos ou personalidade. Deixe os servidores falarem diretamente com você sem intermediários por meio de suas imagens, sigilos e insinuações.  Essa primeira etapa é importante e geralmente negligenciada por quem só procura um servidor quando os boletos estão atrasados ou quando precisa dar uma lição em alguém. Pagar as contas e dar uma lição em quem merece são coisas ótimas, mas um aprofundamento anterior e desinteressado nos servidores leva a uma  percepções e compreensão maior de sua natureza.

Só com este pequeno exercício você poderá não apenas entender a personalidade dos servidores mas talvez ter acesso a nomes, mantras, símbolos e correspondências que eles queiram usar apenas com você. De qualquer forma durante este exercício preste atenção a seus sonhos e impressões, em especial em pensamentos que surgirem do nada. Anote quaisquer detalhes que vierem à mente.

Iniciação usando O Santo

Tommie Kelly sugere como um ritual de iniciação para este sistema que se utilize o servidor chamado “O Santo” como um intermediário, um concierge, um especialista em especialistas:

“Esta evocação pode ser um dos primeiros rituais que você realiza quando começa a trabalhar com os Quarenta Servidores. Este ritual tem três fases. Na primeira fase, você faz contato com O Santo durante um período de três dias e, na segunda fase, você pede a ele para apresentá-lo aos outros trinta e nove servidores restantes. Na fase final, você passa mais três dias agradecendo ao Santo por sua ajuda e assistência. Pense no Santo, como sendo semelhante a Scirlin do Grimorium Verum, ou qualquer um dos outros espíritos intermediários de qualquer grimório ou sistema. O Santo, neste primeiro papel inicial atua como intermediário entre o novo mago e os outros Quarenta Servidores.”

Retire a carta do Santo do Baralho, ou use seu sigilo ou imagem impressa, e coloque-o em seu altar, ou em um lugar especial por três dias. A cada dia, acenda uma nova vela e queime incenso em sua homenagem. O rum também é uma excelente oferta. Em seguida, diga o seguinte em voz alta para ele:

“Eu invoco você Grande Servidor ‘O SANTO’ para que venha a mim para que eu possa conhecê-lo.
Eu sou (diga seu nome), o mestre e governante deste domínio.
Você é o servidor conhecido por intercessão e convocação de especialistas, venha e apresente-se a mim.

Sempre me obedeça, Grande Servidor, e sempre me agrade.
Em troca, vou oferecer-lhe reconhecimento e sustento
para que aumentem a sua energia, potência e fama.

Dê-me um sinal de que você ouviu minha chamada e
venha me dar as boas-vindas como seu Mestre e Amigo.”

No quarto dia e pelos próximos trinta e nove dias, use a seguinte oração, mudando-a a cada dia para incluir o nome de cada um dos trinta e nove servidores restantes em ordem alfabética. Faça uma oferta ao santo e ao servidor a cada dia.

Convido-te, Grande Servidor ‘O Santo’, que venha até mim para que eu te conheça.
Eu sou (diga seu nome), o mestre e governante deste domínio.
Eu te chamo aqui para que você possa me apresentar ao servidor (diga o nome do servidor) que é conhecido por (descreva seus atributos),

Ó Grande Servidor O Santo,
traga (o nome do servidor) adiante para que eu possa reconhecê-lo,
E em troca ele / ela me reconhecerá como seu amigo e mestre.

Sempre me obedeça, Grande Servido (Nome do servidor do dia) e sempre me agrade.
Em troca, vou oferecer-lhe reconhecimento e sustento
para que aumentem a sua energia, potência e fama.

Dê-me um sinal de que você ouviu minha chamada e
venha me dar as boas-vindas como seu Mestre e Amigo.

Eu faço essas ofertas como um agradecimento a vocês dois.”

Depois de concluídas as apresentações a cada um dos servidores, coloque O Santo em seu Altar, ou em um lugar especial por três dias. Cada dia faça uma oferta e agradeça com suas próprias palavras por sua ajuda.

Os 40 Servidores

Abaixo temos agora uma listagem dos 40 servidores com uma rápida descrição de suas funções. Sugerimos fortemente que após este contato inicial realize o procedimento descrito acima antes de pesquisar mais profundamente sobre cada servidor.

A Aventureira

A Aventureira (The Adventurer) nos mostra como ter aventura e entusiasmo. Ela nos encoraja a sair de nossas zonas de conforto ao tentar novas coisas lá fora no mundo físico.

Palavras-Chave: Aventura, Entusiasmo, Acelerar, Espanto, Energizar, Intensificar, Sair por ai, Despertar, Surpreender, Provocar Mudança, Motivar, Animar, Inovação, Experimentação.

A Harmonizadora

A Harmonizadora (The Balancer) nos mostra como manter nossas vidas equilibradas e em harmonia. Ela nos encoraja a manter todas as áreas da nossa vida em igual proporção.

Palavras-Chave: Equilíbrio, Harmonia, Uniformidade, Simetria, Combinar, Corrigir, Agrupar, Estabilizar, Reajustar, Homeostase.

A Lasciva

A Lasciva (The Carnal) nos mostra como sermos positivos sobre a nossa sexualidade e nossos corpos físicos. Ela nos encoraja a nos sentirmos sensuais, atraentes e fisicamente desejados.

Palavras-Chave: Desejo, Beleza, Paixão, Sensualidade, Luxúria, Amor Próprio, Fisicalidade, Sexo, Carisma, Confiança.

A Casta

A Casta (The Chaste) nos mostra que disciplina e pureza também são elementos importantes de nossas vidas. Ela nos encoraja a refrearmos o desejo sexual e os prazeres físicos básicos e em vez disso nos concentremos em uma existência mais purificada.

Palavras-chave: Pureza, Castidade, Limpeza, Virtude, Honra, Virgindade, Inocência, Impecabilidade, Fé, Bondade, Respeitabilidade, Celibato, Abstenção, Disciplina.

O Maestro

O Maestro (The Conductor) nos mostra como tomar o controle das circunstâncias de nossa vida. Ele nos encoraja a assumir um papel mais ativo orquestrando a execução dos eventos que nos cercam.

Palavras-chave: Controle, Regular, Ordenar, Direcionar, Pilotar, Regrar, Autoridade, Dominação, Manipulação, Autonomia, Autodeterminação, Autogoverno, Soberania, Liberdade, Liderança.

O Contemplador

O Contemplador (The Contemplator) nos mostra como acessar nossa mente subconsciente. Ele encoraja-nos a temporariamente deixar de pensar sobre nossos problemas para que a mente subconsciente possa encontrar uma solução.

Palavras-chave: Subconsciente, Informação, Automação, Retirada, Deixar soluções apresentarem a si mesmas, Revelação, Subliminar.

A Dançarina

A Dançarina (The Dancer) nos mostra que é perfeitamente humano falhar ou não estar a altura de algo. Ela nos encoraja a aceitar que às vezes as coisas simplesmente não funcionam como planejado e isso é perfeitamente aceitável.

Palavras-Chave: Aceitação, Não resistência, Reconhecimento de como as coisas são, Estar OK, Entregar-se, Ser um bom perdedor, Sobreviver, Resiliência.

A Morte

A Morte (The Dead) nos mostra nossa conexão com nossos Antepassados e com o passado da humanidade. Ela nos encoraja a aprender com o passado, para assim não cometermos os mesmos erros de novo e de novo.

Palavras-chave: Morte, Antepassados, História, O Passado, A Antiguidade, Legado, Conexão, Experiência Coletiva, O Véu, Psicopompa (Orientação das almas), Conhecimento combinado, Encerramentos, Novas Fases.

O Esgotado

O Esgotado (The Depleted) nos mostra que todos os recursos tem sido usados em uma área de nossas vidas. Nos encoraja a levar o tempo que for preciso para reabastecer nossas reservas e talvez seguir em uma nova direção.

Palavras-chave: Encerramentos, Ciclos, Drenado, Esvaziado, Exaurido, Gasto, Usado, Finalizado, Acabado, Desgastado, Estações, Cansado, Definhado, Completo.

O Desesperado

O Desespero (The Desperate) nos mostra que tudo está atualmente tão ruim quanto poderia estar. Ele nos encoraja a reconhecer o inferno em que estejamos.

Palavras-chave: Lúgubre, Terrível, Drástico, Dor, Sofrimento, Depressão, Tristeza, Tormento, Misérias, Nuvens Negras, Desesperança, Desanimado, Desamparado.

O Diabo

O Diabo (The Devil) nos mostra que nossas crenças podem estar nos restringindo e nos mantendo afastados da liberdade. Ele nos encoraja a perceber que nós temos colocado estas amarras em nós mesmos e podemos nos livrar a hora que quisermos.

Palavras-chave: Restrição, Limitação, Limite, Comprometimento, Confinamento, Bloqueios, Restrição, Impedimento, Inibição, Tabu, Emancipação.

O Explorador

O Explorador (The Explorer) nos mostra como nos tornar uma pessoa melhor explorando a profundidade de nós mesmo. Ele nos encoraja a ser mais comprometido com nosso desenvolvimento pessoal e a descobrir nosso talentos ocultos e potencial.

Palavras-chave: Desenvolvimento pessoal, Auto-Ajuda, Exploração Interior, Definição de Novos Desafios, Estabelecimento de metas.

O Olho

O Olho (The Eye) nos lembra que existe um plano divino para todas as coisas. Este servidor nos encoraja a lembrar que todas as coisas são exatamente como deveriam ser.

Palavras-chave: Fé, Plano divino, Trilha Certa, Proteção, Ajuda do Alto, Espírito, Presença, Direção.

O Pai

O Pai (The Father) oferece amor árduo, conselhos e sabedoria para que você enfrente os desafios da vida por si mesmo. Ele nos encoraja a aprender as lições por nós mesmos para que possamos lidar com os problemas futuros com sabedoria e perspicácia.

Palavras-chave: Orientação, Sabedoria, Aprender com a Experiência, Defender a Si Mesmo, Conselho Prático, Coisas que você precisa ouvir.

O Consertador

O Consertador (The Fixer) nos mostra que qualquer problema pode ser resolvido se nos propusermos a fazer o que for preciso. Ele nos encoraja a fazer o que deve ser feito para conseguir o que queremos obter – custe o que custar.

Palavras-chave: Solução, Ajuste, Conserto, Resolução, Reparar, Corrigir, Preço a Pagar, Custo, Último Recurso, Esforço.

A Afortunada

A Afortunada (The Fortunate) nos ensina como ser felizes, saudáveis, prósperos e sábios. Ela nos encoraja a reconhecer quão boa vida boa pode ser.

Palavras-chave: Felicidade, Sucesso, Alegria, Maravilha, Prosperidade, Riqueza, Opulência, Bons Tempos, Abundância, Luxo, Plenitude, Conforto, Deleite, Euforia.

O Porteiro

O Porteiro (The Gate Keeper) nos mostra como entrar nas áreas de nossas vidas que parecemos estar trancados para fora. Ele nos encoraja a saber que sempre há uma chave para cada porta.

Palavras-Chave: Acesso, Exposto, Revelado, Disponível, Permitido, Atingível, Abertos, Acessíveis, Desatado.

O Doador

O Doador (The Giver) nos mostra todos os presentes que recebemos em nossas vidas. Ele nos encoraja a nos lembrarmos de sempre ser generosos e gratos pois hpje somos os doadores amanha podemos ser quem recebe.

Palavras-chave: Prêmio, Benefício, Caridade, Presente, Oferenda, Doação, Gratuidades, Aceitação, Generosidade, Coletar, Obter, Presente, Dar e Receber, Contrato, Posse, Gratidão.

O Guru

O Guru (The Guru) nos mostra como aplicar qualquer conhecimento que possuímos de forma prática. Ele nos encoraja a sempre tentar implementar as lições aprendidas de nossos caminhos espirituais em nossas vidas cotidianas.

Palavras-chave: Ensino, Funcional, Prático, Habilidade, Aplicação de Ideias, Mentor, Mestre Espiritual, Pragmático, Realista, Direção, Uso do Conhecimento, Aplicação de ideias.

A Curadora

A Curadora (The Healer) nos mostra como curar e se recuperar. Ela nos lembra de cuidar de nós mesmos e dos outros.

Palavras-chave: Cura, Curativo, Calmante, Repouso, Remendar, Recuperação, Doença, Saúde, Medicina, Restauração, Terapêutico, Tônico, Integralidade, Bem-estar, Conforto.

A Ideia

A Ideia (The Idea) nos mostra como sermos originais, inventivos e criativos. Nos encoraja a ver que a inspiração está sempre ao nosso redor.

Palavras-chave: Criatividade, Inspiração, Ideias, Imaginação, Engenhosidade, Originalidade, Visão, Design, Descoberta, Forma, Invenção, Composição, Iluminação.

O Levitador

O Levitador (The Levitator) nos mostra como se elevar acima do drama em nossas vidas para que fiquemos afastados e imparciais. Ele nos encoraja a ver as coisas de um ângulo diferente.

Palavras-chave: Elevar-se cima de tudo, Perceptiva Diferente, Ver as Coisas por um Ângulo Diferente,  Escapar do drama, Estar Afastado, Separado, Acima.

A Bibliotecária

A Bibliotecária (The Librarian) nos mostra a teoria por trás dos assuntos que nos interessam. Ela nos encoraja a estudar e aumentar nosso conhecimento.

Palavras-chave: Teoria, Livros, Informação, Dados, Aprendizado, Estudo, Documentos, Localização de Livros, Armazenamento de Informações, Educação, Know-how, Compreensão, Exames, Provas.

Os Amantes

Os Amantes (The Lovers) nos mostram como amar depois que a luxúria se vai. Eles nos encorajam a nos conectar em um nível mais profundo com nossos parceiros para que  laços sagrados sejam formados.

Palavras-chaves: Ternura, Devoção, Apreciação, Laços, Respeito, Afeto, Amados, Conexão, Contato, Parceria, Afinidade, Sentimento.

O Mestre

O Mestre (The Master) nos mostra como ser a melhor versão de nós mesmos. Ele nos encoraja a sempre nos esforçarmos para agir com nossos eus mais elevados, em vez de n com ossas naturezas inferiores.

Palavras-chaves: Ascenso, Divino, Completo, Sabedoria, Guia, Melhor Versão, Evoluído, Entrega, Santo, Místico, Sagrado, Espiritual, Maestria.

A Mídia

A Mídia (The Media) nos mostra como espalhar a palavra sobre todas as coisas é importante para nós. Nos encoraja a sempre lembrarmos do poder da propaganda – tanto a boa quanto a má.

Palavras-chaves: Desinformação, Hype, Publicidade, Anúncios, Promoção, Assessoria de Imprensa, Relações Públicas, Meias Verdades, Falsidades, Enganos, Desonestidade, Insincero, Dissimulado, Astúcia, Propaganda, Relações Públicas.

O Mensageiro

O Mensageiro (The Messenger) nos mostra como nos comunicar melhor. Nos encoraja a sermos abertos para o que a vida esteja tentando nos dizer.

Palavras-chaves: Comunicação, Notícias, Aviso, Conexão, Contato, Conversação, Escutar, Entrega, Ligação, Correspondência, Recebimento.

O Monge

O Monge (The Monk) nos mostra como manter nossas vidas simples e descomplicadas. Ele nos encoraja a passar mais tempo em meditação, introspecção e contemplação.

Palavras-chave: Simplicidade, Facilidade, Frugalidade, Natural, Quietude, Serenidade, Pacífico, Meditação, Calma, Harmonioso, Relaxado, Sereno, Plácido, Tranquilo, Gentil.

A Lua

A Lua (The Moon) nos mostra o que está escondido na escuridão.Nos encoraja a reconhecer nossas auto-ilusões, ao mesmo tempo em que estamos conscientes das mentiras que nos são contadas pelos outros, bem como as ilusões gerais da vida.

Palavras-chave: Ilusão, Reflexão, Decepção, Mentiras, Esperança, Desejos, Iluminação, Sombras, Mistério.

A Mãe

A Mãe (The Mother) nos mostra tudo sobre fertilidade, segurança e nutrição. Ela nos encoraja a nos sentirmos salvos, seguros e a estar atentos ao nosso bem-estar geral.

Mãe: Nutrição, Cuidado, Apoiado, Fertilidade, Maternidade, Amado, Aceitação, Amor Incondicional, Compaixão, Adorado, Mantido a Salvo, Protegido, Estimado, Honrado.

O Opositor

O Opositor (The Opposer) nos mostra como estamos sendo restringidos por forças externas. Ele nos encoraja a enfrentar a oposição e as restrições que nos são impostas por outros.

Palavras-chaves: Oprimido, Restrito, Limitado, Oposição, Hostilidade, Competição, Esforço, Choques, Contrariedade, Contenção, Obstrução, Duelo, Inimigo, Adversário, Antagonista, Obstáculo.

O Planeta

O Planeta (The Planet) nos revela nosso lugar na criação. Nos encoraja a lembrar quão imenso e inspirador é o universo.

Palavras-chaves: Gravidade, Admiração, Importância, Escala, Tamanho, Enormidade, Seu Lugar no Mundo, Padrões, Quadro Maior, Encarnação, Força, Puxar, Confusão, Ambiente, Imensidão, Poder.

O Protetor

O Protetor (The Protector) nos mostra como proteger a nós mesmos e aqueles que amamos de todo dano.  Ele nos encoraja a valorizar proteção, segurança e precaução.

Palavras-chave: Proteção, Segurança, Defesa, Proteger, Guardar, Blindar, Salvaguarda, Manter a Salvo, Tirar do caminho do dano.

A Protestadora

A Protestadora (The Protester) nos mostra como lutar contra a injustiça. Ela nos encoraja  a falar o que pensamos,  lutar pelo que sabemos estar certo e nunca recuar.

Palavras-chave: Protesto, Belicosidade, Desafio, Demonstração, Dissidência, Objeção, Clamor, Revolta, Raiva, Gritaria, Reclamação, Mau Humor, Brado, Manifestação, Insistência, Resistência.

O Abre-Caminhos

O Abre-Caminhos (The Road Opener) nos mostra como limpar, banir e remover os obstáculos em nosso caminho. Ele nos encoraja a reconhecer as oportunidades que são aparecendo ao nosso redor.

Palavras-chave: Abertura, Banimento, Limpeza, Remoção, Oportunidade, Dissipar, Sorte, Circunstâncias Favoráveis, Aumento da Probabilidade de Sucesso, Vantagem, Nova Direção, Golpe de Sorte, Prosperidade, Novo Foco.

O Santo

O Santo (The Saint) nos mostra como pedir ajuda. Ele nos encoraja a buscar a ajuda de especialistas mais preparados do que nós para lidar com a tarefa em mãos ou que possam interceder em nosso nome.

Palavras-chave: Interseção, Experts, Petição, Intervenção, Mediação, Oração, Pedido, Em seu nome, Favor, Experiente, Habilidoso, Profissional, Qualificado.

A Vidente

A Vidente (The Seer) nos mostra como usar nossa intuição e sistema de orientação interna. Ela nos encoraja a sempre seguir os instintos de nossas entranhas.

Palavras-chave: Intuição, Palpite, Clarividência, Discernimento, Seguir seus instintos, Percepção Extrassensorial,  Sentimentos, Percepção, Pressentimento, Premonição, Conhecimento Inato, Intuitivo, Sexto Sentido, Segunda Visão, Instinto, Vibrações.

O Sol

O Sol (The Sun) nos ensina como brilhar em todas as áreas da nossa vida. Ele nos encoraja a perceber a magnitude de nossa própria energia, poder e radiância.

Palavras-chave: Poder, Energia, Crescimento, Luz, Calor, Força, Intensidade, Potencial, Vigor, Capacidade, Dinamismo, Vigor, Potência, Estamina, Vitalidade.

O Pensador

O Pensador (The Thinker) nos mostra como resolver problemas usando nossa mente analítica e racional. Ele nos encoraja a seguir sempre o que é logicamente correto em vez de confiar no que nossos corações possam dizer.

Palavras-chaves: Astúcia, Inteligência, Racional, Luminoso, Cerebral, Brilhante, Sábio, Analítico, Deliberado, Imparcial, Coerente, Iluminação, Judicioso, Lógico, Equilibrado, Lúcido, Prudente, São, Sóbrio, Objetivo.

A Bruxa

A Bruxa (The Witch) nos ensina feitiçaria e conjurações. Ela nos encoraja a ver o mistério e a magia da vida.

Palavras-chave: Magia, Alquimia, Encanto, Feitiços, Conjuro, Diabrura, Ocultismo, Encantamento, Mistério, Mistificação, Poder, Enigma, Desconhecido, Secreto, Wyrd, Sobrenatural, Extraordinário, Miraculoso.

 

Uso inicial dos 40 servidores

Os dois usos mais populares dos 40 servidores são como uma forma de oráculo e uma forma de realizar desejos. Vamos ver os dois da forma o mais direta possível:

1.  Uso Oracular

A razão inicial da criação para Tommie Kelly ter desenhado e organizado os 40 servidores foi o uso deles como um baralho oracular. Essa leitura é feita exatamente como em um tarô tradicional. Embaralhe, tire algumas cartas e posicione-as em um layout significativo.  Existem várias formas de se posicionar as cartas e você não precisa conhecer todas. Par começar use o formado que Tommie Kelly apresentou chamado a Mão Direita de Éris:

Agora, pela análise da posição da carta e do que ela representa você poderá obter insights que respondem as questões levantadas.

Uma forma mais rápida despretensiosa de se fazer a tiragem é simplesmente fazendo uma pergunta e sorteando uma carta. Digamos que você pergunte:

“Devo entrar nesse novo relacionamento?”

E em seguida tira a carta do Opositor. Isso pode significar que este é o caminho para algum relacionamento abusivo. Ou pode significar que você vai ter que comprar briga com alguém (a ex, ou a família) para manter essa relação. Como todo oráculo essa é no final das contas uma forma de acessar a sua intuição.

Esse sorteio simples pode inclusive ser feito pelo uso de gifs animados ou vídeos como o abaixo:

2. Realizando desejos

A maneira sugerida por Kelly de interagir com os servidores é realmente simples e talvez por isso tão popular:

1. Escolha o servidor que pode prestar o serviço que você precisa.
2. De frente para sua imagem ou sigilo acenda uma vela.
3. Fale ao servidor o que você precisa.
4. Diga que acenderá outra vela quando seu desejo for satisfeito.

Após acender a primeira vela entenda que o servidor está presente e então fale diretamente com ele.

A parte final é importante. Adicionalmente a ela você pode fazer um agradecimento público ao servidor. Esses agradecimentos devem ser feitos sempre depois do desejo realizado, nunca antes.

Kelly sugere por fim o que chama de novenas para trabalhos maiores. Nesses casos você acende uma vela nova por 3, 5, 7 ou 9 dias e fala o seu desejo em voz alta para a servidor lembrando sua intenção.

Fontes:

[…] Como eles funcionam? Boa pergunta. Muitas pessoas têm muitas ideias diferentes. Mas aqui está uma postagem que fiz que pode ajudar a explicar tudo. […]

[…] a hora de tirar os 40 servidores da internet e materializá-los no mundo real. A prática apresentada a seguir se baseia no uso de […]

[…] da administração contemporânea. Ele é baseado na combinação de dois frameworks diferentes: Os 40 Servidores criados por Tommie Kelly e a terminologia mágica exposta no Liber KKK.  O Conhecimento prévio destes dois sistemas é um […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/os-40-servidores-como-comecar-a-usar/

(Não) Fique longe desses 13 livros!

Atenção! Os livros abaixo devem ser evitados por todos aqueles que quiserem ficar longe das artes negras:

1) Rumo aos portais da Magia (F.BUTTERSACK)

2) Dicionário dos conhecimentos ocultos (H.MIERS)

3) Magos, Poderes e Mistérios (W.MOUFANG)

4) Demonomania dos feiticeiros (JEAN BODIN)

5) Quarta dimensão e ocultismo (F.ZOELLNER)

6) A Incredulidade e Descrença nos Sortilégios (PIERRE DELANCRE)

7) A Deusa Cruel e seu Bobo (E.D’ESTIANI)

8) Filhos e Filhas do Diabo (A.STARANOV)

9) Governantes Invisíveis (S.HUTIN)

10) Culto a Satã e a Missa Negra (G.ZACHARIAS)

11) Aparições de Espíritos e Preságios (A.JAFFÉ)

12) Ensinamentos Secretos dos Livros dos Mortos do Tibete (D.LAUF)

13) Animal e Homem, Divindade e Demônio (K.SALZLE)

Mas sendo um leitor do Morte Súbita inc este certamente não é o seu caso. Então se você possuir traduções em português de boa qualidade dos livros acima citados entre em contato com a gente . Estamos interessados em publicá-los no portal mediante renumeração caso já estejam em domínio público. Além deles incluimos

  • Grimório Verum
  • Grande Grimorio
  • Livro Vermelho de Apin
  • Suk’Nazbot

Grande Queima de Livros de Magia

 

Famoso e um dos mais influentes líderes pentecostais nos Estados Unidos, Pat Robertson é conhecido pelo fundamentalismo religioso extremo com que conduz seu rebanho e o ódio que reserva a judeus e católicos americanos; mesmo algumas denominações pentecostais são chamadas de ninhos de anti-cristo pelo pregador.

Recentemente ele recomendou uma lista de livros raros e malditos relacionados a magia negra, demonologia e estudos do ocultismo, pedindo aos seus fiéis que os encontrassem: fosse em prateleiras de livrarias ou mesmo sites de leilões, que os adquirissem e os levassem para um templo no estado de Nebraska para que ele pudesse queimá-los. Talvez Robertson não saiba que todos os títulos por ele mencionados e muitos outros livros de magia raros, podem ser encontrados as pencas para download na Internet.

Mas “estranhamente”, um site com a lista de livros que Robertson sugeriu apareceu completa e com mais alguns outros títulos profanos e tão perigosos quanto a lista original. Com preços majorados em até 1000 por cento de seu valor original; era possível adquirí-los neste site, divulgado em um portal evangélico americano ligado a Robertson.

Obviamente como cordeirinhos, a leva de mais de seis mil livros ( todas cópias mal feitas e mal traduzidas ) foi comprado pelos fiéis e levaram para o pastor queimar, numa festa para jovens evangélicos, que mais parecia um tribunal da inquisição na Idade Média.

Mais tarde, uma rádio canadense voltada ao público católico na região de Alberta, descobriu que a gráfica que produziu as cópias é de propriedade de um líder do Clube 700 no Canadá. Além da picaretagem comercial visando seu próprio lucro e a fé alheia, o grupo desrespeitou leis autorais de vários livros da lista, que têm editoras americanas como donas dos direitos autorais.

Agora sabemos com quem certas seitas evangélicas brasileiras aprendem as suas vigarices. Menos mal. Será?

Paulie Hollefeld

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/nao-fique-longe-desses-13-livros/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/nao-fique-longe-desses-13-livros/

A Magia Maior e a Magia Menor no Satanismo

Magia Maior e Magia Menor (conhecida também como Alta e Baixa Magia ou coletivamente Magia Satânica), dentro do Satanismo LaVeyano, designa tipos de crenças com o termo maior magia aplicada à prática ritual significada como catarse psicodramática para focar as emoções para um propósito específico e magia menor aplicado à prática de manipulação por meio de psicologia aplicada e glamour (ou “astúcia e malícia”) para dobrar um indivíduo ou situação à sua vontade.

TEORIA E DEFINIÇÃO:

 “A magia branca é supostamente utilizada apenas para propósitos bons ou altruístas, e a magia negra, nos dizem, é usada apenas por razões egoístas ou “más”. O satanismo não traça tal linha divisória. Magia é magia, seja usada para ajudar ou atrapalhar. O satanista, sendo o mago, deve ter a habilidade de decidir o que é justo, e então aplicar os poderes da magia para atingir seus objetivos.” – Anton LaVey.

Delineado na Bíblia Satânica, LaVey definiu a magia como “a mudança em situações ou eventos de acordo com a vontade de alguém, que, usando métodos normalmente aceitos, seria imutável”. Esta definição incorpora dois tipos amplamente distintos de magia: maior e menor. De acordo com LaVey, um dos objetivos da magia ritual é “isolar a suprarrenal dissipada e outras energias emocionalmente induzidas, e convertê-la em uma força dinamicamente transmissível”. LaVey definiu magia menor como “astúcia e astúcia obtidas através de vários dispositivos e situações inventadas, que quando utilizadas, podem criar mudanças de acordo com a vontade de alguém”. Dentro deste sistema de magia, os termos feiticeiro e bruxa são mais comumente usados ​​e para se referir a praticantes masculinos e femininos, respectivamente.

LaVey defendia a visão de que havia uma realidade objetiva para a magia, e que ela dependia de forças naturais que ainda não haviam sido descobertas pela ciência. Em vez de caracterizá-los como sobrenaturais, LaVey expressou a visão de que eles faziam parte do mundo natural. Ele acreditava que o uso bem-sucedido da magia envolvia o mago manipular essas forças naturais usando a força de sua própria força de vontade. LaVey também escreveu sobre “o fator de equilíbrio”, insistindo que quaisquer objetivos mágicos deveriam ser realistas. LaVey recusou qualquer divisão entre magia negra e magia branca, atribuindo essa dicotomia puramente à “hipocrisia presunçosa e autoengano” daqueles que se autodenominavam “magos brancos”. Tal neutralidade se correlaciona com a visão filosófica de LaVey de um universo impessoal e, portanto, amoral.

LaVey explica suas razões para escrever A Bíblia Satânica em um pequeno prefácio. Ele fala com ceticismo sobre os volumes escritos por outros autores sobre o assunto da magia, descartando-os como “nada mais do que fraude hipócrita” e “volumes de desinformação e falsas profecias”. Ele reclama que outros autores não fazem mais do que confundir o assunto. Ele zomba daqueles que gastam grandes quantias de dinheiro em tentativas de seguir rituais e aprender sobre a magia compartilhada em outros livros de ocultismo. Ele também observa que muitos dos escritos existentes sobre magia e ideologia satânicas foram criados por autores do “caminho da mão direita”. Ele diz que a Bíblia Satânica contém verdade e fantasia, e declara: “O que você vê pode nem sempre agradar a você, mas você verá!” Muitas das ideias de LaVey sobre magia e ritual são descritas na Bíblia Satânica. LaVey explica que alguns dos rituais são simplesmente psicologia aplicada ou ciência, mas que alguns contêm partes sem base científica. Os Rituais Satânicos, publicado por LaVey em 1972, descreve os rituais com mais precisão. O terceiro livro da Bíblia Satânica descreve rituais e magia. De acordo com Joshua Gunn, estes são adaptados de livros de magia ritual, como Magick de Crowley: Teoria Elementar, mais conhecido como o Liber ABA.

A MAGIA MENOR

 “O significado antiquado de ‘glamour’ é bruxaria. O trunfo mais importante para a bruxa moderna é sua capacidade de ser sedutora, de utilizar o glamour. A palavra ‘fascinação’ tem uma origem similarmente oculta. Fascinação era o termo aplicado ao mau-olhado. Fixar o olhar de uma pessoa, em outras palavras, fascinar, era amaldiçoá-la com o mau-olhado. Portanto, se uma mulher tinha a capacidade de fascinar os homens, ela era considerada uma bruxa.” – Anton LaVey.

A Magia Menor, também conhecida como magia “cotidiana” ou “situacional”, é a prática de manipulação por meio da psicologia aplicada. LaVey escreveu que um conceito-chave na magia menor é o “comando para olhar”, que pode ser realizado utilizando elementos de “sexo, sentimento e admiração”, além da utilização de aparência, linguagem corporal, aromas, cores, padrões , e odor. LaVey escreveu que os termos “fascínio” e “glamour” têm origens no mundo da magia “coercitiva”. A palavra “fascinação” vem da palavra latina “fascinare”, que significa “lançar um feitiço sobre”. Este sistema encoraja uma forma de dramatização manipulativa, em que o praticante pode alterar vários elementos de sua aparência física para ajudá-lo a seduzir ou “enfeitiçar” um objeto de desejo.

LaVey desenvolveu “O Relógio Sintetizador”, cujo objetivo é dividir os humanos em grupos distintos de pessoas com base principalmente na forma do corpo e nos traços de personalidade. O sintetizador é modelado como um relógio, e baseado em conceitos de somatótipos. O relógio destina-se a ajudar uma bruxa a se identificar, posteriormente auxiliando na utilização da “atração de opostos” para “encantar” o objeto de desejo da bruxa, assumindo o papel oposto. Diz-se que a aplicação bem-sucedida da magia menor é construída sobre a compreensão de seu lugar no relógio. Ao encontrar sua posição no relógio, você é encorajado a adaptá-la como achar melhor e aperfeiçoar seu tipo harmonizando seu elemento para melhor sucesso. LaVey explica que, para controlar uma pessoa, é preciso primeiro atrair sua atenção. Ele dá três qualidades que podem ser empregadas para esse propósito: apelo sexual, sentimento (fofura ou inocência) e admiração. Ele também defende o uso de odor.

Dyrendal se referiu às técnicas de LaVey como “Erving Goffman conhece William Mortensen”. Extraindo insights da psicologia, biologia e sociologia, Petersen observou que a magia menor combina ocultismo e “ciências rejeitadas de análise corporal e temperamentos”.

  • No MorteSubita.net há uma seção dedicada a Baixa Magia com diversas informações a respeito.

A MAGIA MAIOR:

Da esquerda para a direita: Karla LaVey, Diane Hegarty e Anton LaVey ritualizando na Casa Negra, a sede original da Igreja de Satã.

A Magia Maior é um ritual realizado para concentrar a energia emocional de uma pessoa para um propósito específico. Esses ritos são baseados em três grandes temas psicoemotivos, incluindo compaixão (amor), destruição (ódio) e sexo (luxúria). Esses rituais são frequentemente considerados atos mágicos, com o satanismo de LaVey incentivando a prática da magia para ajudar os fins egoístas. Muito do ritual satânico é projetado para um indivíduo realizar sozinho; isso ocorre porque a concentração é vista como a chave para a realização de atos mágicos. O ritual é referido como uma “câmara de descompressão intelectual”, onde o ceticismo e a descrença são voluntariamente suspensos, permitindo assim que os magos expressem plenamente suas necessidades mentais e emocionais, não retendo nada em relação aos seus sentimentos e desejos mais profundos. LaVey listou os componentes-chave para um ritual bem-sucedido como: desejo, tempo, imaginação, direção e “O Fator de Equilíbrio” (consciência das próprias limitações). Os rituais LaVeyanos às vezes incluem blasfêmias anticristãs, que se destinam a ter um efeito libertador sobre os participantes. Em alguns dos rituais, uma mulher nua serve de altar; nestes casos, fica explícito que o próprio corpo da mulher se torna o altar, em vez de tê-la simplesmente deitada sobre um altar existente. Não há lugar para orgias sexuais no ritual LaVeyano. Nem animais nem sacrifícios humanos acontecem. As crianças são proibidas de participar desses rituais, com a única exceção sendo o Batismo Satânico, que é especificamente projetado para envolver bebês.

Detalhes para os vários rituais satânicos são explicados no Livro de Belial, e listas de objetos necessários (como roupas, altares e o símbolo de Baphomet) são fornecidas. LaVey descreveu uma série de rituais em seu livro, Os Rituais Satânicos; estas são “performances dramáticas” com instruções específicas sobre a roupa a ser usada, a música a ser usada e as ações a serem tomadas. Esta atenção aos detalhes na concepção dos rituais foi intencional, com sua pompa e teatralidade pretendendo envolver os sentidos e os sentidos estéticos dos participantes em vários níveis e aumentar a força de vontade dos participantes para fins mágicos. LaVey prescreveu que os participantes do sexo masculino devem usar túnicas pretas, enquanto as mulheres mais velhas devem usar preto, e outras mulheres devem se vestir de forma atraente para estimular os sentimentos sexuais entre muitos dos homens. Todos os participantes são instruídos a usar amuletos do pentagrama virado para cima ou da imagem de Baphomet. De acordo com as instruções de LaVey, no altar deve ser colocada uma imagem de Baphomet. Isso deve ser acompanhado por várias velas, todas, exceto uma, devem ser pretas. A única exceção é uma vela branca, usada em magia destrutiva, que é mantida à direita do altar. Também deve ser incluído um sino que é tocado nove vezes no início e no final da cerimônia, um cálice feito de tudo menos ouro, e que contém uma bebida alcoólica simbolizando o “Elixir da Vida”, uma espada que representa a agressão, uma falo modelo usado como aspersório, gongo e pergaminho no qual os pedidos a Satã devem ser escritos antes de serem queimados. Embora o álcool fosse consumido nos ritos da Igreja, a embriaguez era desaprovada e o consumo de drogas ilícitas era proibido.

O livro final da Bíblia Satânica enfatiza a importância da palavra falada e emoção para a magia eficaz. Uma “Invocação a Satã” bem como três invocações para os três tipos de ritual são dadas. A “Invocação a Satã” ordena que as forças das trevas concedam poder ao invocador e lista os nomes Infernais para uso na invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da luxúria” é usada para atrair a atenção de outro. As versões masculina e feminina da invocação são fornecidas. A “Invocação empregada para a conjuração da destruição” comanda as forças das trevas para destruir o sujeito da invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da compaixão” solicita proteção, saúde, força e a destruição de qualquer coisa que aflija o sujeito da invocação. O resto do Livro de Leviatã é composto pelas Chaves Enoquianas, que LaVey adaptou do trabalho original de Dee. Elas são dados em enoquiano e também traduzidas para o inglês. LaVey fornece uma breve introdução que credita Dee e explica um pouco da história por trás das Chaves Enoquianas e da linguagem. Ele sustenta que as traduções fornecidas são um “desenvernizamento” das traduções realizadas pela Ordem Hermética da Golden Dawn (Aurora Dourada) em 1800, mas outros acusam LaVey de simplesmente mudar as referências ao cristianismo com as de Satã.

Ao projetar esses rituais, LaVey baseou-se em uma variedade de fontes mais antigas, com o estudioso do satanismo Per Faxneld observando que LaVey “montou rituais de uma miscelânea de fontes históricas, literárias e esotéricas”. LaVey brincou abertamente com o uso da literatura e da cultura popular em outros rituais e cerimônias, apelando assim ao artifício, pompa e carisma. Por exemplo, ele publicou um esboço de um ritual que ele chamou de “Chamado a Cthulhu”, que se baseava nas histórias do deus alienígena Cthulhu, de autoria do escritor de terror americano H. P. Lovecraft. Neste rito, programado para acontecer à noite em um local isolado perto de um turbulento corpo de água, um celebrante assume o papel de Cthulhu e aparece diante dos satanistas reunidos, assinando um pacto entre eles na linguagem da ficção de Lovecraft “Old Ones (Os Antigos)”.

  • O Morte Súbita inc tem uma seção inteiramente dedicada a Baixa Magia

RITUAIS E RITOS CERIMONIAIS:

No Livro de Belial, ele discute três tipos de rituais: rituais de luxúria que trabalham para atrair outra pessoa, rituais de destruição para destruir outra pessoa e rituais de compaixão para melhorar a saúde, inteligência e sucesso. Rituais de luxúria são projetados para atrair o parceiro romântico ou sexual desejado e podem envolver a masturbação, com o orgasmo como objetivo. Rituais de destruição são projetados para prejudicar os outros e envolvem a aniquilação simbólica de um inimigo através do uso de sacrifício humano “vicário”, muitas vezes envolvendo uma efígie personalizada representando a vítima pretendida que é então submetida a fogo ritual, esmagamento ou outra representação de obliteração . Os rituais de compaixão são projetados com a intenção de ajudar as pessoas (incluindo a si mesmo), para evocar um sentimento de tristeza ou tristeza, e o choro é fortemente encorajado.

Nos Rituais Satânicos, LaVey faz uma distinção entre o ritual e a cerimônia, afirmando que os rituais “… são direcionados para um fim específico que o performer deseja”, e que as cerimônias são “… evento, aspecto da vida, personagem admirado, ou declaração de fé (…) um ritual serve para atingir, enquanto uma cerimônia serve para sustentar”. LaVey enfatizou que em sua tradição, os ritos satânicos vinham em duas formas, nenhuma das quais eram atos de adoração; em sua terminologia, os “rituais” tinham a intenção de provocar mudanças, enquanto as “cerimônias” celebravam uma ocasião particular.

Um batismo satânico é uma cerimônia para uma criança que se destina a ser um reconhecimento simbólico da criança como tendo nascido satanista e só deve ser realizada para menores de quatro anos, pois LaVey afirmou que além dessa idade, a criança já começou a ser influenciado por ideias “alienígenas”. Os batismos de adultos servem como uma declaração de “fé”, onde “falsidades, hipocrisia e vergonha do passado” são simbolicamente rejeitadas. Em 1967, LaVey realizou o primeiro batismo satânico registrado publicamente na história para sua filha mais nova, Zeena, que ganhou publicidade mundial e foi originalmente gravado no LP, The Satanic Mass (A Missa Satânica). Os Batismos Satânicos foram escritos por LaVey e publicados em Os Rituais Satânicos.

Em fevereiro de 1967, LaVey oficiou o primeiro casamento satânico, o casamento muito divulgado de Judith Case e o jornalista John Raymond. O primeiro funeral satânico foi para o mecânico-reparador naval dos EUA, de terceira classe e membro da Igreja de Satã, Edward Olsen. Foi realizado por LaVey a pedido da esposa de Olsen, completo com uma guarda de honra com capacete cromado. Ambas as cerimônias foram escritas por LaVey, mas nunca foram publicadas oficialmente até 2007, quando As Escrituras Satânicas lançou ao público uma versão adaptada delas pelo atual Sumo Sacerdote da Igreja, Peter H. Gilmore.

Junto com as cerimônias de casamento e funeral, As Escrituras Satânicas de Gilmore também publicou um rito menor de dedicação de objetos cerimoniais, que satiriza os rituais de ‘limpeza’ de outras religiões, e o Ragnarök Rite (Rito do Ragnarök), um ritual escrito por Gilmore na década de 1980 inspirado no o antigo mito nórdico do Ragnarök pretendia expurgar seus participantes da angústia e do ódio despertados após serem vítimas do fanatismo religioso.

A MISSA NEGRA:

LaVey também desenvolveu sua própria Missa Negra, que foi concebida como uma forma de descondicionamento para libertar o participante de quaisquer inibições que desenvolvessem ao viver na sociedade cristã. Ele observou que ao compor o rito da Missa Negra, ele se baseou no trabalho de Charles Baudelaire e Joris-Karl Huysmans.

SIMBOLISMO:

Os Quatro Príncipes Coroados do Inferno:

LaVey utilizou o simbolismo dos Quatro Príncipes Herdeiros do Inferno na Bíblia Satânica, com cada capítulo do livro sendo nomeado após cada Príncipe. O Livro de Satã: A Diatribe Infernal, O Livro de Lúcifer: A Iluminação, O Livro de Belial: Domínio da Terra, e O Livro do Leviatã: O Mar Furioso. Esta associação foi inspirada na hierarquia demoníaca do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin, o Mago.

  • Satã (hebraico) “O Senhor do Inferno”:

O adversário, representando a oposição, o elemento fogo, a direção do sul e o Sigilo de Baphomet durante o ritual.

  • Lúcifer (romano) “A Estrela da Manhã”:

O portador da luz, representando orgulho e iluminação, o elemento ar, a direção do leste e velas durante o ritual.

  • Belial (hebraico) “O Sem Mestre”:

A baixeza da terra, independência e autossuficiência, o elemento terra, a direção do norte e a espada durante o ritual.

  • Leviatã (hebraico) “A Serpente do Abismo”:

O grande dragão, representando o segredo primordial, o elemento água, a direção do oeste e o cálice durante o ritual.

Frases:

Hail Satan (Salve Satã)” uma saudação comum e termo ritual na Igreja de Satã, tanto em sua forma inglesa, Hail Satan, bem como na versão original em latim, Ave Satanas. Quando Ave Satanas é usado, muitas vezes é precedido pelo termo Rege Satanas (“Satã Reina”). (Rege Satanas pode ser ouvido no vídeo de um casamento amplamente divulgado da Igreja de Satã realizado por LaVey em 1º de fevereiro de 1967.) A combinação “Rege Satanas, Ave Satanas, Hail Satan!” é encontrado como uma saudação na correspondência inicial da Igreja de Satã, bem como em sua gravação de 1968, The Satanic Mass (A Missa Satânica) e, finalmente, em seu livro de 1969, A Bíblia Satânica. A frase é usada em algumas versões da Missa Negra, onde muitas vezes acompanha a frase Shemhamforash e é dita no final de cada oração. Este rito foi realizado pela Igreja de Satã aparecendo no documentário Satanis em 1969.

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Principais fontes:

Aquino, Michael (2002). The Church of Satan.

Barton, Blanche (1992). The Secret Life of a Satanist: The Authorized Biography of Anton Lavey. Feral House. p. 86. ISBN 978-0-922915-12-5.

Gilmore, Peter H. (2007). The Satanic Scriptures. Baltimore (MD): Scapegoat Publishing. pp. 131–182.

Gunn, Joshua (2005). “Prime-time Satanism: rumor-panic and the work of iconic topoi”. Visual Communication. 4 (1): 93–120. doi:10.1177/1470357205048939. S2CID 144737058.

LaVey, Anton (1969). The Satanic Bible. Avon.

LaVey, Anton, The Satanic Mass, LP (Murgenstrumm Records, 1968)

Melech, Aubrey (1985). La Messe Noire (PDF). London: Sui Anubis. p. 52. ISBN 0-947762-03-5.

Mortensen, William; Dunham, George (2014). The Command to Look: A Master Photographer’s Method for Controlling the Human Gaze. p. 203.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-magia-maior-e-a-magia-menor-no-satanismo/

‘O Livro do Prazer: A Psicologia do Êxtase

Austin Osman Spare

O Livro do Prazer (Auto-Amor) também entitulado O Livro do Êxtase ou Estudo sobre a Psicologia do Amor é sem dúvida o trabalho mais importante do genial Austin Osman Spare, filósofo e magista percursor e de certa forma grande responsável pelo nascimento da Magia do Caos. Seu tema é a completa descontrução de universos conceituais como a mais poderosa arma mágica que um ocultista pode ter.

Sem medo podemos dizer que as ciências ocultas podem ser divididas entre antes e depois do Livro do Prazer. Da mesma forma a escalada pessoal de cada um que lê-lo não ficará indiferente ao seu conteúdo. Ele cobre os fundamentos da sigilização, o controle da mente subconsciênte, a criação de alfabetos mágicos e a prática da postura da morte.

Esta versão que o projeto Morte Súbita inc trás até você é baseada na edição original de 1913 e é um verdadeiro mergulho num livro tão original que a maior parte do movimento ocultista até hoje ainda não o entendeu. Um mergulho sem volta.

Índice

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/o-livro-do-prazer-a-psicologia-do-extase/

‘O Xamanismo de Carlos Castañeda

Carlos César Salvador Arana Castañeda (1925 –1998) ou, simplesmente –  Carlos Castañeda, escritor cuja biografia guarda uma boa dose de mistério foi – e para muitos ainda é uma espécie de guru do autoconhecimento no contexto da cultura hippie que floresceu  entre o fim dos anos de 1960. Sua cuja fama consolidou-se durante toda a década de 1970 mantendo e  alcançando novos adeptos e admiradores durante os anos de 1980 e 1990, transcendendo portanto,  a orientação ideológica de seus primeiros leitores alcançando novas gerações da burguesia  urbana ocidental que, mesmo não sendo hippies, incorporaram vários elementos da ideologia  daquele movimento.

Curiosamente Castañeda não é tão conhecido quanto deveria pela nova esquerda ocultista que emergiu na America latina do ano 2000 para cá, pessoas que talvez devido a explosão da internet para adquirir conhecimentos deste naipe talvez tenha pegado menos em livros do que as gerações anteriores, e embora não conheça Castañeda conhece trechos e títulos inteiros de autores de outros continentes. Pra corrigir isso, a iniciativa Morte Súbita convidou a articulista Lígia Cabus para nos dar uma aula sobre a “Feitiçaria meso-americana, mas para alegria ds leitores em vez disso ela preparou todo um curso sobre o assunto.

Os 14 livros publicados de Carlos Castañeda, 11 em vida e 3 póstumos, consolidaram sua fama como o grande mestre esotérico da magia xamânica, formado na tradição meso-americana dos indígenas do México herdada dos  povos pré-hispânicos da região, especialmente os toltecas mas também, astecas e maias. Não seria errado afirmar que ele é o responsável pelo resgate do paganismo meso-americano assim como Gerald Gardner resgatou o paganismo celta. Contudo Castañeda foi muito mais a fundo do que Gardner, pois teve acesso a uma cultura viva e não apenas a registros históricos e arqueológicos. A trajetória de Castaneda no universo da magia xamânica meso-americana começou a partir de sua  condição de estudante de Antropologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA-EUA)  em função de uma pesquisa acadêmica destinada a instruir uma dissertação de mestrado sobre o  uso de plantas psicotrópicas (ou medicinais) entre as etnias indígenas.

Essa pesquisa inicial foi inspirada pela obra de Aldous Huxley, As Portas da Percepção que  chamou a atenção do Ocidente para os efeitos psicotrópicos da mescalina, um alcalóide  alucinógeno presente no cacto chamado Peiote (Lophophora williamsii) que era usado em rituais  por diferentes povos indígenas americanos: Porém, a investigação que começou como pesquisa acadêmica acabou por se transformar no centro  da vida do autor gerando mais uma dezena de livros autobiográficos. Aos poucos, p antropólogo  transformou-se em guru com fama de bruxo.

“No verão de 1960, quando eu era estudante de antropologia na Universidade da Califórnia, em  Los Angeles, fiz várias viagens ao Sudoeste a fim de coligir informações sobreas plantas  medicinais utilizadas pelos índios do local…tive a felicidade de conhecer um índio yaqui do Noroeste do México. Eu o chamo “Dom Juan”. Eu já conhecia Dom Juan havia um ano quando ele afinal resolveu confiar em mim. Um dia ele me explicou que possuía um certo conhecimento, que aprendera com um mestre, um “benfeitor”, como ele dizia, que o dirigira numa espécie de aprendizagem. Dom Juan, por sua vez, me escolhera para servir de seu aprendiz, mas ele me avisou que eu teria de assumir um compromisso muito sério e de que o treinamento seria longo e árduo.” (CASTANEDA, 1968 – p 6,  10)

Aquela dissertação de mestrado foi seu primeiro livro. Com o título The Teachings of Don Juan – a Yakui* way of knowledge, o texto foi publicado em 1968 em sua primeira edição em inglês pela University of California Press. No Brasil, foi lançado pela editora Record como A Erva do Diabo (a edição mais antiga que articulista conseguiu localizar data de 1970). Porém, conceitos básicos definidos em A Erva do Diabo são significativamente alterados no prosseguimento da experiência de Castaneda como aprendiz, descrita no segundo livro, tese de doutorado do autor: Uma Estranha Realidade, 1971.

O material a seguir de Ligia Cabus sob encomenda da iniciativa Morte Súbita é todo baseado no trabalho direto de Castañeda, e se destina a apresentar a visão de mundo, o caminho do guerreiro e seus aliados a quem deseja conhecer melhor as propostas do xamanismo, mas não substituí a leitura original da obra, que por sua vez não substitui a vivência real. Dividimos nosso dossiê em quatro partes que serão postadas no decorrer das próximas semanas:

Parte 1. O Caminho do Guerreiro

Feitiçaria a Meso-Americano
O Caminho do Guerreiro
Xamanismo & Alta Magia Ocidental-Européia
Os Aliados de Don Juan
O Mistério dos Aliados
Apêndice: Up-Grade do kit-Médico/Nutricional do Guerreiro

Parte 2. A Erva do Diabo

A Erva do Diabo
Primeira Porção – Vigor Físico, Força Fisica Sobrenatural
Segunda Porção – Para o Ritual de Cultivo da Datura Pessoal
Terceira Porção – Vidência & Corpo Astral
Quarta Porção – Unguento das Feiticeiras II

Parte 3. O Fuminho

O Fuminho – Psilocybe
Efeitos Psíquicos e Físicos do Fuminho
Virando Corvo: Fumo e Zoomorfose
Luzes & Trevas: O Mundo dos Corvos

Parte 4. O Peiote

O Mestre Peiote
Encontros com Mescalito

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/o-xamanismo-de-carlos-castaneda/

‘Livro Negro de Satã – I

 

Conrad Robury

Tradução: Morbitvs Vividvs

A idéia do Morte Súbita Inc. disponibilizar novamente o Livro Negro de Satã é prover aos visitantes um dos principais livros sobre o sistema de septenario e uma introdução a visão de mundo defendida pela O.N.A “Order of the Nine Angels”, talvez a primeira organização pública do mundo a levantar a bandeira do hoje chamado Satanismo Tradicional.

Este é um livro apresenta ao público os ritos e práticas dos satansitas. Casamentos, Funerais, Rituais de Sacrifício e Iniciação, enfim, tudo o que uma pessoa precisa para saber como funciona um legítimo Templo Satânico por dentro.

O tomo é polémico desde sua concepção, sua filosofia é guerreira, sua mensagem é pagã e sua prática é cruelmente humana. Os diversos rituais descritos neste slivros podem ser usados como uma manual prático para a capelas satânicas em formação, até que o grupo sinta-se maduro o suficiente para buscar sua própria identidade.

Qualquer conflito que pode existir entre satanistas modernos e satanistas tradicionais deveria desaparecer pela leitura atenta tanto deste livro, quando da Bíblia Satânica.  Ambos divergem na superfície e se encontram nas profundesas. No fundo transmitem uma mesma mensagem. O único detalhe é que um utiliza mais metáforas na persona enquanto o outro personifica mais a metáfora. No fundo ambos são espelhos que não podem estimular nada que já não esteja dentro do leitor.

Agradecimentos especiais a Spock OCR’ing pela cersão online original  e á Lucyfera por sua tradução do Rito da Morte, na primeira parte do livro.

Aproveitem a leitura

Agios Satanas…

– Morbitvs Vividvs

Prefácio

De acordo com a tradição, cada Mestre que era responsável por um Templo Satânico, tinha de ter consigo, uma cópia do Livro Negro de Satanás.  O Livro Negro contem os rituais Satânicos básicos, instruções relativas a magicka cerimonial em geral. Era o dever do Mestre manter esta caixa forte de livro, longe dos olhos dos não iniciados do Templo. Foram proibidas fazer cópias .

No Satanismo tradicional (i.e. esses que usam o Sistema de Septenario:) esta prática continuou bastante até recentemente quando o Mestre Principal que representa grupos tradicionais decidiu permitira copia livre deste trabalho. Esta decisão foi estendida para habilitar esta publicação especialista e uma edição limitada recentemente.

O texto inteiro do Livro Negro tradicional esta incluído neste trabalho presente, junto com vários capítulos adicionais, (por exemplo, Auto-Iniciação; Organizando e Trabalhando em um Templo). Estes fazem deste presente trabalho um manual prático conciso para os seriamente interessado nas Artes da Escuridão.

Índice

Parte I: Ritos e Práticas Satânicas

Parte II: O Templo Satânico

Apêndices

 

 

 

 

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/livro-negro-de-sata-i/

A Deusa das Neves

Para os alpinistas ambiciosos , os altos picos da cordilheira dos Andes sempre se constituíram num desafio à coragem e perícia dos escaladores e um convite à aventura. Foram estes os motivos que levaram os japoneses Joshifuma Takeda e Iukishuga Hariuchi a virem para o Ocidente em busca das emoções da conquista de montanhas invioláveis até mesmo para o condor , a ave da cordilheira que mais alto voa.

Eles conheciam os relatos por outros andinistas sobre as dificuldades. Obstáculos que exigiriam uma técnica apurada para escalar montes que atingem 6 e 7 mil metros de altitude como os que existem na cordilheira Real que avança desde a Bolívia e estende-se por todo o oeste peruano . Aí estão os grandes monarcas do Peru, desafiadores e temíveis , como os vulcões Misti , Chacani, Pichu-Pichu e Coropuna, este tão alto quanto o Aconcágua — o Teto das Américas — que alcança 7.040 metros sobre o nível do mar . todos coroados por imensos mantos de neve eterna e geleiras que descem pelos seus flancos em direção aos estreitos vales e que tornam sua escalada ainda mais exigente e emocionante.

Antes de movimentar e seus acampamentos , os japoneses fizeram um vôo de reconhecimento. Enquanto sobrevoavam as cordilheiras , levantando em mapas os caminhos mais acessíveis para a escalada , iam fotografando os abismos , penedos , cornijas e encostas. Mais tarde , escolheram um dos dificeis picos ao lado do Coropuna para conquista-lo e registrar a façanha no livro de ouro dos alpinistas, pois essa culminância andina ainda não tinha sido palmilhada por pés humanos. Os japoneses conseguiram sucesso e regressaram para suas casas. Revelaram os filmes feitos e descobriram , surpresos, que sobre um dos cumes , a mais de 6 mil metros de altitude , haviam documentado a existência de uma cidadela de muralhas inexpugnáveis. As construções pareciam suspensas na beira do abismo , igual a cidadela de Machu Pichu, no vale do Urubambo , descoberta por Hiram Birgham no começo do século.

Levadas para o jornal Asahi , do Japão , este publicou as fotos dos dois alpinistas , junto com um texto que falava de uma nova cidade perdida dos incas encontrada por acaso. O periódico citava o inexplorado cume do Pichu-Pichu como o local da descoberta segundo descrição feita pelos fotografos. A noticia espalhou-se pelo mundo , fazendo com que uma onda de excitação percorresse arqueólogos , escaladores , aventureiros e, sobretudo, despertasse a cobiça dos huaqueiros como são conhecidos no Peru os que se dedicam à pilhagem de tesouros quase sempre existentes nestes achados espetaculares.

Os cientistas mostravam-se surpresos e incrédulos: Machu Pichu foi construída, depois de um trabalho que desafia toda a técnica arquitetônica conhecida , numa altura de 2.600 metros. As muralhas fotografadas pelos japoneses, no entanto , ao se aceitar sua localização no Pico Pichu-Pichu, deveria estar a mais de 5 mil metros de altitude . Simone Waisnbard, autora do livro Tiahuanaco, 10.000 anos de Enigmas Incas, que relata em sua obra como se processou esta descoberta , encontrava-se em Lima quando as fotos foram divulgadas . Como aconteceu com os cientistas do Peru, Waibard correu para verificar a documentação que havia chegado a uma instituição arqueológica peruana , mandada pelos dois alpinistas . Nuvens que cobriam o monte dificultavam a vegetação . Ao serem examinadas mais cuidadosamente , foi possível distinguir com clareza uma pirâmide megalítica comdegraus escalonados e voltados para os declives vertiginosos da cratera do vulcão em repouso.

Para constatar o achado , organizou-se uma expedição para tomar de assalto o Pichu-Pichu , apesar dos esforços sobre-humanos que essa tarefa exigia . Nada foi encontrado, porém , Simone Waisbard conta que o diretor do museu da cidade de Arequipa , próxima ao local indicado da descoberta , voou com o fotografo Carlos Zarate Sandoval , num velho Stinson Fawcett , por sobre a cratera e os flancos do vulcão adormecido , num dia de muito sol e pouca névoa em torno dos altos picos , retornando desconsolados : também nada tinham visto.

Soube-se depois que os japoneses enganaram-se de cume ; não era no Pichu-Pichu mas sim no Coropuna , local onde as tradições incaicas situam um magnifico templo do Sol que as fotos tinham sido feitas . Esta nova localização , contudo , também seria desmentida a seguir pelo acaso .

Em 1963 — Simone Waisbard quem relata o caso em seu livro — alguns andinistas subiram ao Coronado Grande , nas redondezas daqueles outros montes , para colocarem a efígie de San Martin de porras , santo peruano , no ponto mais alto da montanha . Durante a subida , os peregrinos começaram a avistar sinalizações estranhas , gravadas nas rochas que emergiam das duras capas de gelo. Cinco dos andinistas , ao cabo de algumas horas , deixaram num ponto abrigado das montanhas os companheiros de peregrinação que demonstravam não ter mais forças para completar a escalada e incumbiram-se de prosseguir a piedosa missão de conduzir a efígie do santo ao seu destino.

Enfrentando dificuldades sem conta e mal podendo respirar devio a extrema rarefação do ar nessa grande altitude , ao procurar o melhor caminho para conquistar o cume , eles observaram que haviam outras figuras geométricas , igualmente gravadas m pontas de rochas que se salientavam de uma compacta lamina de gelo e que pareciam ser indicações para se seguir adiante, pois este era , realmente, o melhor caminho. Intrigados , constataram que a vereda mais segura em direção ao alto era a que os sinais pareciam indicar.

Estes desenhos repetiram-se em outras pontas de rochas , na medida em que subiam , nas cotas de 4.790 metros e de vinte em vinte metros. Ao atingir os 5.350 metros , eles não puderam prosseguir pelo caminho assinalado e bem mais suave para a escalada: houve um desmoronamento que bloqueou a senda, evidentemente provocado pelos frequentes terremotos que abalam a região e sacodem estes gigantes da cordilheira.

Dando uma grande volta para transpor o obstáculo, os escaladores retomaram o mesmo caminho , um pouco acima . Repentinamente , encontraram-se defronte a uma escada de lajes trabalhadas na rocha viva, com largura de 2 metros . Compreenderam que estavam no limiar de uma grande descoberta, ou então , que uma surpresa os aguardava mais acima. Movidos por um súbito entusiasmo, prosseguiram e deram com uma pascana , denominação indígena dada a um lugar para repouso e abrigo nas montanhas . Havia , no mesmo lugar, uma pirka ou circulo de pedras empilhadas , erguidas pelos índios em louvor aos espíritos das montanhas . Carlos Zarate , o fotografo que voou com o diretor do museu de Arequipa e que participava desta outra expedição , teve a intuição de enfiar uma sonda no centro da pirka para ver qual a sua profundidade, pois suspeitava que ela emergia de uma cova muito profunda e subia acima da superfície . Poderia ser um túmulo. A sonda penetrou como ele esperava, mostrando não ter atingido o fundo . Os andinistas começaram a escavar o lugar , iniciando pela demolição da pirka e removendo suas pedras da superfície. Em pouco tempo encontraram um túmulo inca , repleto de cerâmicas , objetos de cobre e ouro , tecidos , fragmentos de conchas e madeira trabalhada com entalhes de baixo relevo.

Os jornais , mais tarde, encarregaram-se de divulgar os outros achados feitos pelos escaladores. Estes não tinham ainda se refeito da surpresa causada pela descoberta do túnel pré-colombiano naquelas alturas — o que fez com que se esquecessem das canseiras — quando , olhando para o alto , viram um mirante de sentinelas . Indo até ele , verificaram que o posto permitia controlar todas as passagens ou veredas que levavam ao lugar. Presumiram que se encontravam no umbral de uma nova descoberta ainda mais importante.

Um posto de sentinelas só podia significar que deveria existir uma cidade ou uma construção importante. Subindo , a expedição deu com um passadiço largo , com 7 metros de comprimento e cruzado por grandes portadas de pedra trabalhada . Estupefatos , olharam em redor e sentiram desolação. A cidadela em que penetravam estava recoberta de cinzas vulcânicas. Era uma pequena Pompéia dos Andes e eles compreenderam que sob suas botas seguramente estariam enterrados homens , mulheres e crianças que deviam estar naquelas alturas quando foram surpreendidos pelo súbito despertar do vulcão. Lembram-se que a região, ao longo dos anos , sempre foi sacudida por violentas erupções.

Os andinistas resolveram erguer acampamento no lugar para continuar fazendo escavações. Trabalhando com suas picaretas de escaladores , abriram grossas chapas de gelo e romperam as crostas de lava para para encontrar uma entrada. Foi assim que deram com o mausoléu da cidadela . Em seu interior, os compartimentos construídos com pedras alinhadas, segundo a tradicional engenharia incaica e que formavam as habitações para guardar múmias, tinham resistido à catástrofe. Eles avistaram em seu interior não só as múmias como uma infinidade de objetos preciosos que estavam com elas e que os focos de suas lanternas iam revelando. Durante um período relativamente longo eles se dedicaram a inventariar o achado.

A bagagem funerária das múmias era das mais variadas e em grande quantidade. Encontraram oferendas feitas aos mortos para satisfazer sua alma na vida além-túmulo, como folhas de coca e preparados de lipta — uma mistura de cal virgem e cinzas da raiz da quinoa que permitem separar a cocaína das folhas — vasos com alimentos secos e outros destinados a conter fumo e bebidas. A descoberta mais surpreendente ainda estava para ser feita.

Examinando as múmias , seguiram pelos vários compartimentos da necrópole até sair num local onde encontraram quarenta crânios humanos que se alinhavam em circulo ao redor de um ídolo de ouro puro da Deusa das Neves, para a qual tinham sido exigidos sacrifícios humanos , como vieram a saber mais tarde.

Os arqueólogos do museu de Arequipa estimam que a Deusa das Neves tenha mais de 3 mil anos de existência. Segundo eles, seu culto parece ter se originado nos rituais dos antigos povos kollas e puquinas, os quais antecederam aos incas no altiplano.

O encontro feito pelos expedicionários do Coronado Grande , porém, reavivou o interesse sobre a tradição da deusa e novas pesquisas começaram a ser feitas, principalmente devido ao fato de ter sido encontrada uma de suas mais antigas imagens, Essas pesquisas concentraram-se na coleta de informações através da tradição oral transmitida de geração em geração entre os yatiris ou chefes feiticeiros de clãs dos índios. Soube-se que naquele tempos remotos, todos os anos , em datas fixadas pelos sábios amautas que detinham vastos conhecimentos e sabiam ler os astros , organizavam-se sacrifícios humanos.

Nessas ocasiões , o povo ataviava-se com suas melhores vestes e jías e integrava uma longa procissão que partia do sopé daquela montanha dirigindo-se lentamente ao seu cume, a mais de 5 mil metros de altura. Como é de se supor , eles faziam a subida mascando a coca para aliviar a fadiga da ascensão e criar um clima de euforia que os hinos religiosos entoados pela multidão tornavam ainda mais estimulantes . Eles carregavam as suas oferendas para serem entregues ao vulcão e a Deusa das Neves , rogando aos grandes espíritos da montanha e a divindade branca para aceitarem os presentes e retribuir com os favores de melhores colheitas , proteção contra ataques de invasores e, sobretudo , dando-lhe felicidade.

Vasos de cerâmica foram examinados e neles os pesquisadores encontraram pinturas revelando detalhes dessa procissão. Nessa fila dos crentes, logo após os sacerdotes e outros altos dignitários que iam na frente , seguia a liteira carregada nos ombros pelo povo e que conduzia adolescentes que seriam sacrificados à deusa. Outro exame no local da descoberta do altar do espirito das neves e ainda por desenhos em cerâmica , encontrados em vasos religiosos, verificou-se que os adolescentes que eram sacrificados com freqüência eram colocados numa espécie de arca cavada numa pedra ou, então, encontrados numa das paredes do rochedo. Esses jovens, ao que tuo indicava , eram previamente drogados com infusões de folhas de coca e de outras ervas alucinógenas que os índios conhecem tão bem desde a mais remota antigüidade , com o propósito evidente de nada sofrerem durante o ato do sacrifício . Aos és dos que seriam sacrificados , os seguidores do culto da deusa colocavam suas mais preciosas oferendas , bem como os alimentos e as bebidas necessárias para a derradeira viagem que seria empreendida pelos jovens escolhidos para agradar a divindade.

Ao redor deles eram colocados , também , os incensórios e as pequenas vasilhas com defumadores. A vitima, dopada e adormecida, encostada num penedo ou sentada na urna megalítica , após as cerimonias religiosas das oferendas , das preces e dos rituais propiciatórios, era aí deixada sob o frio da altitude, para que a deusa a congelasse e recolhesse seu espirito para servi-la em seus domínios , como os adolescentes e as virgens eram empregados nos templos dos homens.

Em outros vulcões onde ocorreram atos de sacrifício semelhantes , encontraram-se cadáveres congelados e conservados sob duras placas de gelo. Eles foram desenterrados de suas sepulturas congeladas e levados para museus , para exames. Não demonstravam na face quaisquer rictos ou sinais de sofrimento causados pela morte pelo frio. Ao contrário; esses rostos mantém ainda com perfeição uma fisionomia serena , às vezes parecendo sorrir. Evidentemente por efeito das drogas ingeridas que os dopavam e tornavam insensíveis a qualquer dor.

De qualquer maneira, isso não descarta a possibilidade de algumas outras vitimas humanas sacrificadas à Deusa das Neves não terem sido mortas por congelamento e depois atiradas para dentro do vulcão ou até — quem sabe? — ainda vivas mas adormecidas, terem sido lançadas para a eternidade no fundo das crateras.

O culto da Deusa das Neves e os sacrifícios extremos que exigia difundiram-se entre todos os povos do altiplano andino. Na maioria dessas cerimonias , contudo , são poucos os casos de morte violenta ou de que as pequenas vitimas tenham acordado subitamente, despertadas pelo instinto de conservação e tentado escapar do terrível sacrifício, debatendo-se ou morrendo com a face crispada pelo terror . Algumas múmias das regiões de Cuzco e de Arequipa, contudo, foram achadas com sinais de violência no alto de cumes nevados.

Entre estas, relaciona-se a que foi encontrada pela missão arqueológica do alemão Dietrich Disselhof ao Pichu-Pichu. Este monte fica próximo do Coronado Grande, portanto , perto do local onde foi encontrado o primitivo ídolo da Deusa das Neves. Além de um cadáver , o arqueólogo encontrou um crânio e duas vértebras cervicais pertencentes a uma jovem de quinze anos presumíveis . Havia uma ampla perfuração no lado direito do osso parietal e, também , vestígios de glóbulos vermelhos intactos , evidencias bastante seguras de que houve um sacrifício por morte súbita e violenta.

Quando as antigas culturas do altiplano foram subjugadas pelo Império inca, no inicio deste nosso milênio, seus novos senhores impuseram sua civilização e o tipo de sociedade comunitária que utilizavam em todos os seus domínios , bem como a religião incaica que venerava o Deus Sol. Eles não conseguiram , porém, fazer com que o culto da Deusa das Neves e de outros espíritos que se encarnam nos montes, lagos , rios , arvores ou pedras e que eram seguidos por aqueles povos cessasse.

O culto, por sinal, não só sobreviveu ao Império Inca quando ele foi desmantelado por Francisco Pizarro como teria influenciado aos próprios povos incaicos , os quais viviam nos sopés de vulcões que também esculpiram ídolos da divindade, oferecendo-lhes as mesmas honrarias dos sacrificios exigidos pelos amautas. A verdade é que a tradição ainda vive entre os índios aimarás e quíchuas de hoje, embora não se tenha noticia de nenhuma oferenda humana.

O sacrifício de animais caseiros como o lhama , alpaca , vicunha ou cordeiro tomaram o lugar do homem nas aras erguidas nas altitudes nevadas. Igualmente hoje segue-se a tradição das cerimonias religiosas em honra da deusa , como a procissão que sobe aos elevados vulcões entoando cânticos sagrados acompanhados por músicos que sopram as zamponhas ou a flauta quena , dedilham as cordas de suas arpas indígenas e tocam seus tambores.

No século 20 , não há índio boliviano ou peruano que não tema e não renda homenagem ritualisticas a Pachama-ma , a deusa das alturas , que parece ser uma derivação , nos tempos atuais da Deusa das Neves.

Extraído de um texto de Durval Ferreira – 1976

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-deusa-das-neves/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-deusa-das-neves/

‘Grimorium Verum

Conteúdo completo do mais perigoso dos grimórios medievais

ALIBECK O EGÍPCIO – 1517

Quando decidiu-se que traríamos uma tradução profissional do Grimorium Verum para nosso portal, a equipe do Morte Súbita se dividiu. Alguns achavam que este seria um trabalho impossível dada as dificuldade de acesso a algumas fontes originais e as diferenças gritantes das versões em francês e italiano. Realmente, esta minoria estava certa, o trabalho durou mais de um ano, e por vezes sugeriu-se trancá-lo na gaveta. Entretanto, dado o valor histórico do livro para o ocultismo e em especial para a demonologia, após várias noites em claro o trabalho foi finalmente concluído.

“Grimorium Verum” significa em latim ‘Grimório Verdadeiro’. É um livro de demonologia supostamente escrito por “Alibeck, o Egípcio”, em Mênfis no ano de 1517. Contudo, as edições mais antigas que encontramos foram impressas em Roma apenas no século XVIII. MacGregor Mathers, fundador da Golden Dawn e destacado ocultista do século XIX chegou a incluir parte do Grimorium Verum em seu “As Clavículas de Salomão: Livro 3”, mas os retirou das edições mais recentes sob a alegação de que os selos e nomes pertencem a um sistema irmão, mas distinto da Goetia.

Sem falsa modéstia, podemos dizer que esta é a primeira versão em português digna de nota. Não apenas devido as traduções pobres (e algumas vezes automáticas), mas também porque todas as versões disponíveis hoje em dia vem da tradução da cópia francesa do livro, que é em muitos aspectos inferior ao original italiano. O que ocorre é que ao ser levada para a frança, apenas parte do documento foi copiada, a segunda e terceira parte foram pobremente traduzidas e para se criar um volume maior inseriram partes de outros grimórios. A versão trazida até você pela equipe Morte Súbita inc vem diretamente da tradução do texto original italiano, que o torna de certa forma inédito na internet.

Comparado com Goetia, o Grimorium Verum apresenta um sistema mais simples, e por isso mesmo mais acessível, mas igualmente interessante de se explorar. Quando ele surgiu, no renascimento, era um livro raro e muito procurado por ocultistas que chegavam a pagar pequenas fortunas para conseguirem uma cópia, geralmente falha ou feita do texto francês que estava incompleto. Hoje nós a apresentamos para os pesquisadores que desejam poupar as economias de sua vida e que preferem ter em mãos um texto mais próximo do concebido originalmente. Os magistas nostálgicos pelos sistema medievais de magia, assim como os pós-modernos que não tem medo de experimentação encontrarão neste grimório um sistema fascinante de onde sem dúvida tirarão algumas histórias para contar.

GRIMORIUM VERUM

ALIBECK O EGÍPCIO – 1517

Aqui se inicia o Sanctum Regnum, chamado o Rei do Espíritos ou as Clavículas de Salomão, um erudito necromante e grande feiticeiro e mestre hebreu. No Primeiro Livro estarão dispostos vários selos e símbolos, usados para invocar as Potências, os espíritos ou, mais apropriadamente, os Demônios, para que venham quando for do agrado do operador. Cada um destes Demônios, de acordo com o próprio domínio, responderão a tudo o que lhes for questionado e obedecerão em tudo o que lhes for ordenado. E nisto não deve haver nenhum medo ou hesitação por parte do operador, pois deve-se levar em conta que eles também ficam satisfeitos com a operação, desde que também recebam aquilo que pedirem, pois esta classe de criaturas não oferece seus serviços para receber nada em troca. Ainda neste Primeiro Livro serão ensinados meios de dispensar estes espíritos sem que causem mal ou dano algum ao operador, sejam espíritos do Ar, da Terra, da Água ou das profundezas infernais, como você mesmo poderá atestar através dos médotos aqui ensinados.

No Segundo Livro

Onde são revelados os segredos Naturais e Sobrenaturais, para o espanto e maravilha do estudioso, segredos que são operados através do poder dos Demônios. Aqui você será ensinado a usá-los de forma a se servir deles sem o risco de ser ludibriado ou se decepcionar.

No Terceiro Livro

Onde o operador encontrará a Chave da Obra e a forma correta de utilizá-la; mas antes de prosseguir o estudioso deve ser instruído sobre a natureza dos seguintes símbolos:

LIBER PRIMUS

Livro Primeiro

Aquele onde serão expostos os Mistérios referentes aos Símbolos dos Espíritos, seus sigilos e selos.

LIBER SECUNDUS

Livro Segundo

Aquele onde será revelado o real poder dos espíritos infernais.

LIBER TERTIUS

Livro Terceiro

Aquele onde será revelado a maneira correta de se preparar as ferramentas mágicas, de se realizar os rituais e de chamar os espíritos infernais.

Raros e Surpreendentes Segredos Magicos

 

FIM DO GRIMORIUM VERUM

 

[…] ao Santo por sua ajuda e assistência. Pense no Santo, como sendo semelhante a Scirlin do Grimorium Verum, ou qualquer um dos outros espíritos intermediários de qualquer grimório ou sistema. O Santo, […]

[…] ao Santo por sua ajuda e assistência. Pense no Santo, como sendo semelhante a Scirlin do Grimorium Verum, ou qualquer um dos outros espíritos intermediários de qualquer grimório ou sistema. O Santo, […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/grimorium-verum/

100 álbuns satânicos mais importantes da história

Em 1976, na revista americana Rolling Stone, David Bowie chocou alguns liberais rockeiros ao afirmar:  “O Rock sempre foi a música do Diabo… Acredito que o Rock seja algo muito perigoso… Acho que nós artistas e grupos de rock somos apenas o meio de uma mensagem: algo muito mais obscuro do que nós mesmos.” Bem, se camaleão do rock com toda  militância de décadas na estrada do show business, tão obcecado por Aleister Crowley e pela Sociedade Thule que se mudou-se para Berlim para sentir na pele o legado esotérico da cidade, quem somos nós para duvidar?

Talvez o rock seja um dos pilares que consigam unir todos os adeptos do satanismo e fazer um satanista nazi-gótico cumprimentar o mais céticos dos satanistas filosóficos com o sinal da mão chifrada. Seja você um ateu ou um místico quando ouve o som da guitarra rasgando toda a argumentação dá lugar a simples postura, que afinal é a essência deste estilo de vida.

A música é tão poderosa como afirmação satânica que mesmo quem nunca leu nada a respeito é influenciado por ela. Anton LaVey levanta essa consideração na Bíblia Satânica ao lembrar que muitas igrejas hoje aderiram a trilha sonora do diabo e tem cultos baseados na expressão de emoções humanas e na gratificação pessoal, com grandes aplausos e musica sensual.

No Manual do Satanista, a relação entre o satanismo e o rock’n’roll não poderia estar mais clara: O rock é de fato um dos mais típicos frutos de nossa Era Satânica. Não é a toa que ele explodiu justamente na mesma década em que LaVey preparava as bases nas quais fundaria a Igreja de Satã. Tanto os livros de Crowley quanto as músicas de Little Richard e Rolling Stones são conseqüências de um mesmo momento histórico que exigia a morte de antigos valores e a manifestação de uma nova forma de se ver o mundo.

E para te ajudar a montar sua própria disco/cd/mp3teca satânica, Morte Súbita Inc. fornece o Top 100 discos mais satânicos de todos os tempos. Essa seleção foi escalada pelos sacerdotes do Templo de Satã, Rev. Morbitvs Vividvs, Rev. Obito e Rev. Legião como consultores principais e contou com o auxílio de diversos membros de outras organizações satânicas nacionais e da Church of Satan. Díficilmente agradará a todos os adeptos, mas agradar não é nossa intenção. Sigamos, portanto a listagem dos discos mais significativos do satanismo, com algumas letras e citações que comprovam a presença do espírito satânico na vida dos artistas e dos fãs destas respectivas bandas:

OBS: Nem todos os álbuns escolhidos são rock ou metal. As exceções serão discriminadas e jutificadas em cada resenha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nosso objetivo e tornar esta uma lista definitiva, permanente e atualizada. Caso você seja um satanista e acredite que alguma banda está sobrando ou faltando entre em contato e mande sua justificativa. Sua proposta será avaliada e se fizer sentido será assimilada a nossa listagem.

Hail Satan!

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/100-albuns-satanicos-mais-importantes-da-historia/

Abura Akago

Robson Belli

Abura Akago, que significa “bebê de óleo” é uma criatura mítica ou yokai da província de Omi do Japão. Eles geralmente aparecem como uma esfera de fogo, mas podem se transformar na forma de uma criança humana. Eles começam como uma bola de fogo, que flutua até chegar a uma casa, momento em que entram e mudam para sua forma humanóide. Eles então lambem o óleo de lâmpadas ou lanternas de papel, depois se transformam em bolas de fogo e seguem para a próxima casa. Acredita-se que sejam os fantasmas de pessoas que ficaram impunes depois de roubar óleo em vida e não conseguiram passar para a próxima vida. O óleo era muito caro no Japão na época em que se acreditava no Abura Akago, então poderia ser devastador perder para essa criatura.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/abura-akago/