Os Mantras e Bija Mantras

Mantras

A palavra mantra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado “instrumento da mente”, “linguagem divina” e “linguagem da fisilogia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. O mantra é um instrumento para curar os problemas que todos nós enfrentamos na vida. Como afirma o mestre místico sufi Vilayat Inayat Khan: “A prática do mantra literalmente amassa a carne do corpo com a repetição de sons. As células delicadas dos complexos feixes de nervos são submetidas a um martelar constante, um ataque à carne pelas vibrações do som divino”.

A prática do mantra pode ajudar você a se sentir mais calmo e energizado. Pode ajudá-lo a lidar com situações difíceis ou desagradáveis, propiciando uma ideia do que fazer ou ajudando-o a ter paciência e perspectiva para simplesmente deixar que as coisas aconteçam. Pode ajudá-lo a realizar seus desejos e transformar seus sonhos em realidade. O mantra é um método pessoal ativo e pacífico de enfrentar as situações que você deseja mudar. São fórmulas antigas de sons divinos registrados pelos antigos sábios da Índia e mantidos em confiança e segredos durante séculos, tanto na Índia como no Tibete.

Mas o mantra não é nenhuma panaceia. Não é o único nem o melhor meio de resolver todos os problemas humanos. Sua vida e seu karma – o efeito acumulado de todos os pensamentos e atos de muitas encarnações – são demasiadamente complexos para serem dominados inteiramente por algumas semanas de trabalho com fórmulas espirituais, por mais poderosas que elas possam ser. Mas a prática do mantra pode solucionar totalmente muitos dos problemas que enfrentamos e proporcionar alívio considerável a outros.

A prática de mantras pode ajudar você a lidar com os problemas e necessidades materiais da vida. Todos nós queremos ou necessitamos de algo, ou desejamos realizar mudanças em nossa vida. Algumas pessoas querem encontrar um parceiro. Outras estão em busca de um novo trabalho ou carreira. Muitos de nós já tivemos problemas de saúde ou conhecemos alguém que tenha. Todos nós passamos por dificuldades financeiras em uma ou outra fase da vida. Temos desejos que podem ser tão simples como a compra de um carro novo ou tão complexo como aparar das arestas nas relações familiares.

Muitos de nós também queremos ajuda para lidar com emoções e conflitos interiores. Deparamo-nos com situações que provocam reações automáticas que gostaríamos de evitar. Ficamos frustrados, tristes, furiosos e enciumados. Às vezes, nossas reações podem ser mais problemáticas do que as situações que as provocaram. Algumas palavras ditas com raiva podem causar danos enormes a uma relação de amizade ou de amor. A depressão pode tornar-se tão profunda que afasta todos e tudo de nós. Os anseios e as obsessões nos isolam. A prática dos mantras pode ajudá-lo a obter clareza tanto com respeito ao propósito da sua vida quanto de si mesmo.

Às vezes, gostaríamos simplesmente de poder ajudar os outros, mas não sabemos exatamente como. Um membro da família ou colega de trabalho passando por alguma dificuldade, ou gostaríamos de poder dar uma contribuição para melhorar a comunidade ou o mundo em que vivemos – se apenas soubéssemos o que fazer. A prática de mantras pode ajudá-lo a encontrar o meio certo de promover mudanças efetivas.

Bija Mantras

Existem certos mantras, de uma única sílaba, que são extremamente potentes. Eles são conhecidos como mantras seminais, sem nenhuma conotação específica. Em sânscrito, são conhecidos como mantras bija e, na literatura védica, são abundantes os contos e lendas de seres que os praticaram e conquistaram elevados níveis de poder espiritual e material. No Rig Veda, por exemplo, o espírito da terra Kubera tornou-se o rei da prosperidade simplesmente por ter recitado alguns desses poderosos mantras seminais por um longo (sobrenaturalmente longo) período de tempo.

Diferentemente das palavras da fala corriqueira, os mantras bija são por si mesmos experiências de energia. Não são símbolos de outros objetos ou experiências do mundo. A palavra “cadeira” denota um objeto de quatro pernas, mas os mantras seminais não representam objetos e nem mesmo sentimentos. São como o perfume de uma flor ou o sabor de uma maça. Não existem palavras para definir essas experiências. As experiências é que definem as palavras.

Existem mantras bija de gênero neutro para ajudar a ativar cada um dos chakras e prepará-lo para lidar com a energia que é processada e usada em seu respectivo centro.

Lam

É o som seminal do chakra Muladhara, localizado na base da coluna. Ele é regido pelo elemento terra e tem a qualidade do olfato. Quando um devoto medita sobre o som Lam, diz-se que surge uma fragrância mística como indício de progresso espiritual.

Vam

É o som seminal do Chakra Swadhisthana, localizado no centro genital. Seu elemento é a água e sua qualidade é o paladar. Ao recitar o bija Vam visualiza uma lua crescente sobre a água. A paciência começará a se manifestar, bem como um maior controle sobre o apetite e outros sentidos.

Ram

É o som seminal do Chakra Manipura, localizado no plexo solar. É regido pelo elemento fogo e sua qualidade é a forma. Concentre-se no Ram e você verá um fogo “amigável” que é parte de você. Quando essa energia é equilibrada, desaparecem os distúrbio estomacais e problemas digestivos.

Yam

É o som seminal do Chakra Anahata, situado no centro do coração. O elemento que o rege é o ar e sua qualidade predominante é o tato. Se você concentra-se no som Yam, o som seminal do elemento ar, você poderá ouvir música ou vozes de seres divinos. (como diz a Bíblia, se você encontrar espíritos, não deixe de testá-los) A prática deste mantra bija pode ajudar a aliviar muitos os sintomas de asmas e de outras doenças pulmonares.

Ham

É o som seminal do Chakra Vishuddha, situado na região da garganta. Seu elemento é o éter e sua qualidade o som. Quando você se concentra no Hum, os problemas da garganta são curados e fica fácil aprender outras línguas.

Om (Aum)

É o som seminal correspondente ao Chakra Ajna, localizado no centro da terceira visão. As energias masculina e feminina encontram-se no centro da terceira visão. Portanto, este som seminal contém o Princípio da Unidade. Este mantra seminal está relacionado a uma qualidade de inteligência cósmica. Pela prática do Om, elimina-se as preocupações e a mente fica serena.

Cada mantra seminal tem um poder único que você mesmo terá de descobrir. Os modos como eles podem funcionar e manifestar-se para você são muito diferentes dos modos como funcionam para outros praticantes; isso é de se esperar em função das muitas e profundas diferenças kármicas pessoais. Seja receptivo a quaisquer imagens ou resultados que o mantra lhe proporcionar. Quaisquer mudanças que ocorram em sua vida podem conter o germe para a solução do problema ou o motivo pelo qual você decidiu praticar o mantra.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-mantras-e-bija-mantras

Fenômeno UFO e a percepção dos animais

Verificamos no conjunto um certo número de fenomenos relativos aos OVNIs, e que tem sido perceptiveis graças aos cinco sentidos do homem; em certos casos , foram corroborados por testemunhos de ordem técnica . Nós baseamo-nos em relatórios de observação dignos de fé, várias vezes controlados, não ainda explicados em termos de fenomenos naturais ou artificiais conhecidos.

Fenomeno : Indica a edição popular do Dicionário Larousse: “Tudo quanto é percebido pelos sentidos ou pela consciencia.” E mais adiante : “Ser ou objeto que oferece algo de anormal , de surpreendente.” A partir dai, pode-se por a questão : os fenomenos verificados produzem efeitos? Ainda segundo o Larousse:

Efeito : “Resultado duma causa: não há efeito sem causa.” E a seguir : “Potencia transmitida por uma força, por uma máquina.” Pois bem, vamos ver que os fenomenos — e as realidade materiais — que observamos produzem efeitos não só sobre tudo o que é vivo, mas também sobre certas máquinas criadas pelo homem.

O doutor J. Hallen Hynek havia sugerido , há alguns anos , a Gordon Creighton, da Flying Saucer Review, a compilação de um catalogo dos efeitos dos OVNIs sobre os animais. O assunto ficou arrumado, e a publicação do catálogo começou no vol. XVI , nº 1 , Janeiro-Fevereiro de 1970 , pp. 26-27 , da interessantíssima revista britanica. O leitor poderá aí documentar-se com proveitos. Eis agora alguns exemplos , provenientes doutras fontes , que nos permitirão estabelecer algumas verificações:

Petrila (Romenia) , 22 de novembro de 1967: Ladislav Schmit , agricultor-avicultor, declarou a Ion Hobana , jornalista da revista Ziarul Scientea e correspondente do NICAP dos EUA : “Encontravam-me na quinta cerca das catorze horas. Reparei bruscamente que as minhas galinhas se preciptavam para mim, atravessando o pátio da herdade e cacarejando como doidas. Visivelmente assustadas, esvoaçavam todas . . . Ergui, então , a cabeça e vi claramente um objeto muito brilhante no céu . . ., cor de prata ou aluminio e com a forma de disco. O objeto era ligeramente bojudo e a sua parte superior apresentava-se como uma cúpula, ornada de pequenas hastes , que me fizeram pensar em antenas. Chamei a minha mulher . . . A máquina encontrava-se a uma altitude de cerca de 16.000 pés ( 4.800 metros , mais ou menos ). A principio , estava completamente imóvel no céu , mas após algum tempo pareceu deslocar-se lentamente. Depois , arrancou num instante , a uma velocidade espantosa, na direção noroeste — e desapareceu . . . . . . Inúmeras pessoas a quem apontamos o disco observaram-no bem, assim como alguns operários que colocavam o telhado da casa que se construia diante da nossa. ”

( Segundo The UFO Investigator , vol. IV , n.º 12 , p. 1.)

Comentário: Quem não notou , nas capoeiras , aves que avistaram no céu, um gavião ou um helicóptero ? O instinto de conservação provoca, então , o reflexo de defesa , que consiste em pôr-se em segurança , a coberto de um resguardo sob as arvores ou nas plantações de caules altos . Aqui , nada disso se passou. O instinto de conservação das galinhas do Sr. Schmit é completamente perturbado, a tal ponto que o reflexo de proteção não conta, e as galinhas atravessam o pátio, esvoaçando a descoberto. Qual seria , pois o gênero de influencia que elas teriam eventualmente sofrido? Mas , dirão , é importante levar em consideração as reações dos animais? Para um cientista como o doutor J. Hallen Hynek , isso não oferece dúvidas:

Depoimentos perante a Comissão para a Ciência e a Aeronautica da U. S. House of Representatives ( 29 de Julho de 1968 ). Discutindo o ridículo das testemunhas , o doutor Hynek declara à Comissão:

“Se ele é trazido . . . do mundo inteiro por pessoas competentes e de boa reputação . . . se elas ouviram os animais dos seus estábulos comportar-se de maneira anormal e gravemente perturbada e se, ao empreenderem pesquisas, encontraram não apenas estes animais mergulhados num estado de pânico , mas fizeram também referência a um objeto silencioso, ou por vezes zumbindo, deslumbrantemente iluminado, imóvel no espaço , e muito próximo , projetando uma luz vermelha e brilhante para o chão — então, prestemos-lhe atenção.” ( Symposium on Unidentified Flying Objects, Washington D. C. , julho de 1968 — Gordon Creighton. News F.S.R. Catalogue, vol. XVII. nº 4 p. 29.)

São inúmeros os casos em que , em diversas circunstancias, os cães acordaram os donos; nalgumas das ocorrencias as pessoas só se aperceberam do OVNI alguns instantes após a sua saída de casa : os cães aperceberam-se de uma presença insólita muito antes que o sentido visual tenha sido solicitado . Ora, sabe-se que os cães sentem o que nós chamamos ultra-sons; certos caçadores possuem “apitos silenciosos”, de ultra-sons , para fazer voltar os seus cães de caça. É, pois muito provável que certos OVNIs produzam , seja pelo seu sistema de propulsão, seja pelo seu comportamento na nossa atmosfera, vibrações que se assemelham aos ultra-sons, e que os cães e outros animais podem perceber , ao passo que o homem nada ouve. Os casos são tão numerosos que nós não os citaremos. Mas eis melhor :

Conway (Carolina do Sul) , EUA , 29 de Janeiro de 1953 : Passava de uma hora da manhã . Um antigo oficial de informações da Força Aérea , Lloyd C. Booth, regressava à quinta de seus pais . Aproximava-se de casa quando ouviu ruídos estranhos: os porcos , instalados nas suas cercas, detrás da granja, roncavam e os cavalos escoicinhavam na estrebaria. Booth relatou às autoridades que, após pesquisas, descobriu um disco que planava a pequena altitude sobre um bosquezito de arvores; era de cor cinzento-clara e irradiava uma luminescencia como se estivesse iluminado no interior. Tinha a forma da metade de um ovo. Booth dirigiu-se para o objeto e disparou várias balas da sua carabina 22 . Ouviu o ruido dos impactos , antes que o objeto desaparecesse da sua vista . Em seguida a este incidente , as autoridades militares empreenderam uma busca minunciosa nos arredores . Mas nada foi divulgado acerca das suas descobertas . Depois do acontecimento , verificou-se a morte , sem causa aparente , de inúmeras vacas e outro gado.

( Segundo Frank Edwards , em Parisien Libéré, 25 de Novembro de 1966, p. 2 e outras fontes.)

Nota: Repare-se que os animais , neste caso cavalo e porcos , reagiram antes que o homem tenha sentido a menor impressão , nomeadamente a visual ; e, particularmente , os cavalos , quando encerrados , nada podiam ver. Foi o proprio senhor Booth , antigo oficial de infornmações da USAF , quem nos citou o caso.

Comentário: Aqui , tal como com os cães , pode-se supor que os porcos e os cavalos sentiram ultra-sons , ou pelo menos um gênero de vibrações que poderiam assemelar-se a estes . Mas pode tratar-se também dos efeitos duma forma de radiação, porquanto assinalaram-se mortres de animais em seguida a este incidente — e noutros casos . Um deles , em particular , permiti-nos-á o prolongamento dum caracter pertubante mas, felizmente , excepcional.

Trata-se da ocorrencia que se deu a 21 de junho de 1968, às 11,30 horas , no lugar de La Corvée , da aldeia de Brazey-Bas, ligado à comuna de Brasey-enMorvan ( Côte-d’Or) , França. Todo o inquierito é relatado na revista Lumiére dans la Nuit, vol XV , nº96 , Dezembro de 1968, pp. 4-12. Podeis reportar-vos aí. Digamos simplesmente que , em seguida à aterragem dum OVNI, que deixou traços materiais verificados pela Policia, o proprietário duma pastagem , senhor Beurton , anota a morte duma ovelha, em 18 de julho , e duma outra , em 28 de agosto, além do desaparecimento de duas outras , no dia seguinte ao da aterragem . Jean Cerle, jornalista em Dijon , efetuou um inquiérito e não detectou nenhum traço de radioatividade no contador de Geiger . De que morreram , pois, as duas ovelhas? De intoxicação ? ë pouco provável. Para onde foram as duas desaparecidas ? Ninguem o sabe. Por outro lado , e aí está o perturbante prolongamento, Jean Tyrode , professor primário em Evillers ( Doubs) e inquiridor por conta do grupo LDLN , fez notar a Michot-Rousseau, cultivador e testemunha do incidente , curiosas lesmas de uma cor invulgar. Eram lesmas vermelhas, cuja pigmentação variava até ao castanho-escuro. Foram enviadas amostras ao professor Lautier , doutor em Ciencias, diretor do Laboratório de Biodinamica e vice-presidente da União Francesa para a Proteção da Vida. Após observações, o relatório do professor precisa:

“Em todo o caso , a lesma observada tinha uma pigmentação vermelho-escura e mal repartida. Não posso fornecer-vos nenhuma foto , nem desenho algum , porquanto fui surpreendido pela morte imprevisivel do bicho. Parece nitidamente que ele sofreu um influencia , quer física (radiações) , quer química ( alimentação) , provocada por um fenomeno invulgar. Só os dois flancos eram de uma cor normal, a todo o comprimento . . .”

Uma vez que o meu confrade Jean Cerle não detectou radioatividade nos diversos lugares do incidente , forçoso nos é supor uma outra causa para a morte das ovelhas e para a verdadeira mutação das lesmas . Não pretendemos parecer pessimistas, mas pode-se perguntar até onde certos “efeitos” poderiam fazer-se sentir sobre os vegetais , sobre os animais e sobre os humanos. A partir da morte de ruminantes pode-se permitir ir mais além? A partir da mutação pigmentada de moluscos , pode-se praticar a extrapolação ? Sois cépticos ? Então, levemos o nosso inquiérito mais longe:

Haynesville ( Luisiana) , 30 de dezembro de 1966 ( 20:15 hs ) : “Um físico atomista americano seguia de automóvel para o sul com a familia . O tempo estava encoberto e chovia. Em determinado ponto , antes de atingir Haynesville , deparou-se-lhe , precisamente sobre o cimo das arvores , uma cúpula de luz latejante , que alternava entre um vermelho sombrio e um alaranjado vivo. Em dado momento , a sua luminosidade tornou-se mais intensa, muito mais viva que os faróis do carro — e acordou os dois filhos do sábio , que tinham adormecido no banco de trás. O sábio ( professor de Física e investigador atomico) calculou rápidamente a quantidade de energia representada por esta luz , e ficou tão impressionado que voltou no dia seguinte ao mesmo lugar com um cintilometro, podendo assim determinar que a posição da luz se encontrava a cerca de uma milha do seu carro , no ponto mais próximo . Depois , enquanto caminhava na floresta , notou que em redor do ponto de aterragem , a uma distancia considerável toda a vida animal parecia ter-se completamente desvanecido. Já não se viam esquilos , nem aves , nem sequer o menor inseto; bom caçador , ele próprio estava familiarizado com a abundante fauna de Louisiana . Por fim , ao interrogar as pessoas da região que tinham igualmente avistado a luz , descobriu com espanto que , nessa noite , houvera importantes perdas de vacas. Detectou depois áreas do solo queimadas . Relatou o fato à Força Aérea americana e a Comissão Condon, da Univerisade do Colorado.” ( Jacques Vallée. Passport to Magonia. p. 45 , 338)

Esta espantosa descrição, verídica, devidamente controlada , foi retomada pelo News F.S.R. Cataloge. Mais precisamente , a sua referencia é: Flying Saucer Review, vol. XVII , nº 1, Janeiro- Fevereiro de 1971, p. 29. O seu autor, que , como bom inglês , ama os animais, fica de tal modo impressionado pelo comportamento frequentemente tão desesperado , tão aberrante, por vezes , dos pobres bichos frente a um OVNI que, na introdução do seu catálogo , deu parte aos seus leitores dasreflexões que estas reações dos animais lhe sugeriam. Eis aqui algumas , com a sua gentil autorização, que agradecemos vivamente:

Os Comentários de um Perito

Por Gordon W. Creighton , MA. FRAS, FBIS.

“(. . .) Mas a imagem do fenomeno respeitante aos “efeitos dos OVNIs sobre mamiferos e as aves” não será completa, ou perto de o ser, enquanto não se encetar um estudo sério dos registros “psíquicos” e parapsicológicos disponiveis, das desaparições dos animais e dos seus comportamentos estranhos ( . . . )

Os resultados de tal inquérito , no dominio parapsicológico , poderiam ser de extrema importancia para um pesquisador que se interesse pelos OVNIs. Porque fornercer-nos-iam uma resposta clara à questão de saber se o “fenomeno OVNI” é — para empregar a expressão de John Keel — de caracter circundante, quer dizer, algo que está sempre presente , que existe há tanto tempo quanto nós — ou talvez até há mais tempo — , ou se “o fenomeno OVNI” é , pelo contrário , relativamente novo , devido a qualquer fator ou agente que fez a sua aparição recentemente no nosso ambiente.

Confesso que tenho sido muitas vezes rentado a optar pela tese do “ambiente permanente”. Contudo , no decurso da compilação deste catálogo , fiquei muito impressionado pelo terror total, absoluto , chocante, manifestado por inúmeros animais em presença de OVNIs. Se o “fenomeno OVNI” fosse devido a qualquer fator de ambiente aqui presente há muito, sobre a Terra , na atmosfera terrestre, ter-se-ia podido pensar que os animais teriam , decerto , no curso dos tempos , desenvolvido uma espécie de costume , ou de tolerancia, perante tal fator de ambiente . Algumas pessoas supõem que o que o que os perturba tanto é principalmente alguma emissão VHF de altíssima frequencia . Que um fator VHF esteja aí muitas vezes implicado posso acreditar , mas parece-me que esteja longe de representar todo o conjunto de mal-estar e de terror manifestado pelos animais.

Este terror é talvez algo de muito mais fundamental , elementar , emanado talvez dum conhecimento instintivo dos nossos animais , referindo-se o “fenomeno OVNI” — ou um dos seus elementos — a uma força ou a um agente que é absolutamente estranho e hostil às criaturas de nosso mundo; uma força ou um agente cuja vinda só pode significar para elas desmembramento , destruição e aniquilamento.

Este medo irreprimivel , manifestado pelos animais , pode pois, construir a nossa prova segundo a qual o “fenomeno OVNI” não é ambiencial, mas verdadeiramente “algo proveniente do exterior do nosso planeta” , isto é , do exterior do nosso quadro particular espaço-tempo: em todo caso , alguma coisa que é fundalmente , e implacavelmente , hostil, repelente, nefasto, do ponto de vista de toda a vida saída do nosso planeta. E algo que é inteiramente novo na experiencia do Homem e do Animal. .

Resta ainda a possibilidade de que apenas uma parte do “fenomeno OVNI” caia na categoria do hostil , do intrinsicamente mau ( quer dizer dos “Demonios”) , e de que o resto se ligue a algum agente ou a agentes que, pelo melhor, são ativamente benéficos ( quer dizer , os “Anjos”) , ou que , pelo pior, simplesmente neutros e objetivos em relação ao Homem terrestre e seus companheiros de criação . Se tais agentes benéficos , ou simplesmente neutros , existem ( e todas as religiões no-lo afirmam, do mesmo modo que nos falam dos “Outros”) , há , pois , para nós a necessidade premente de descobrir , desde que possível , a verdadeiranatureza e a verdadeira origem de tais agentes e, acima de tudo , de descobrir um padrão de medida graças ao qual pudéssemos discernir instantaneamente com que agente aventual , ou facção, seríamos confromtados em cada um dos casos. Diga-se de passagem que a nossa simples sobrevivencia e a de outras formas de vida que conosco partilham este planeta podem depender do grau de sucesso com que agarramos este aspecto particular do Grande Enigma.

Os nossos criticos e adversários continuarão naturalmente a afirmar que apenas os gosadores e os psicóticos vêem OVNIs — ou pensam que eles existem. Eis porque, quando chegamos à realidade dos fatos e ao problema dos animais que reagem aos OVNIs, esses mesmos críticos acham necessário fazer a sua aproximação com uma circunspecção extrema. Porque não se suponha que “os nossos amigos de pele e plumagem” sejam também “psicóticos” . Será esta a razão por que o “Relatório Condon” se manteve afastado duma questão tão espinhosa? como a do efeito dos OVNIs sobre os animais? Nem uma palavra acerca disso no Relatório , nem nos escritos do doutor Donald Menzel , de Philip J. Klass e dos outros. Ë de crer que não ocorreu nenhum dos cento e cinquenta casos que assinalo . . . )”

“A última diligência da razão é reconhecer que há uma intimidade de coisas que a ultrapassam.” Pascal

Os testemunhos concernentes às reações animais são por sí só surpreendentes. As deduções que delas extrai um especialista como Gordon Creighton não são o menos ; a sua hipótese de trabalho deveria provocar reflexão , e o seu auto de carência que visa o “Relatório Condon” deveria fazer refletir mais ainda os cientistas .

Extraido do livro Os Estranhos Casos dos OVNIs de Henry Durrant – Livraria Bertrand

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/fenomeno-ufo-e-a-percepcao-dos-animais/

A Moeda de Satã

Memento Mori

Dizem que o Satã tem duas caras. Grande engano. Ele tem mais caras do que se pode contar. O príncipe das trevas já foi retratado como um dragão, uma serpente, um homem, uma mulher, uma criança e uma estrela dentre tantas outras formas. O que isso nos diz sobre sua identidade? Através de uma simples análise da história da humanidade que, em sua maior parte, envolve política e religião, é possível constatarmos que o ser humano médio sempre está desesperado por certezas e, assim, sempre divide o mundo entre bons e maus, certos e errados, sábios e ignorantes, anjos e demônios. Isso culmina em uma polarização filosófica, sociológica, política e, na maioria das vezes, religiosa.

Todos sabemos que a polarização, em sentido amplo, é caracterizada por fanatismos muitas vezes inexplicáveis e atitudes extremistas que, pelos intelectualmente lúcidos, são incompreendidas e, inclusive, repugnantes. Nessa esteira se encontra o maniqueísmo, que consiste, basicamente, na estúpida criação de dualidades como algo fixo e eternamente separado em vez de forças dinâmicas em constante transformação.

Em outras palavras, o maniqueísmo é um poderoso e ardiloso instrumento sociológico utilizado por indivíduos e/ou grupos influentes para moldar pensamentos e criar hordas de seguidores cegos e de mentalidade extremamente volúvel, impondo-lhes, seja subliminar ou explicitamente, códigos de condutas éticas e morais a serem seguidos sem qualquer espécie de questionamento inteligível e minimamente inteligente por parte de quem a eles está submetido.

Assim, o maniqueísmo encontra um ótimo aliado: o cômodo subterfúgio, frequentemente utilizado pela maioria da população mundial, que consiste em ser parte de uma dicotomia ideológica, ou seja, dar gênese a uma batalha de ideias tomando partido somente de um lado – neste momento podemos invocar a metáfora dos “lados da moeda” –, sem refletir sobre outros prismas, o que tem como principal consequência a criação e a manutenção de uma histeria generalizada. Contudo, adivinhe… a moeda do diabo nunca cai. Quando lançada ela fica incansavelmente rodando no chão considerando todas as alternativas.

Uma alusão que pode ser feita para melhor ilustrar o exposto é um tabuleiro de xadrez. Por quê? Porque num jogo de xadrez há dois lados diferentes com um propósito em comum: aniquilar os que não estão ao seu lado. Porém, as coisas não são bem assim, pois na vida real o bispo branco dorme com a rainha negra, os cavalos não sabem o que estão fazendo e os peões de ambos os lados odeiam todos os reis.

Utilizando-se de tal alusão, podemos afirmar, portanto, que a ideia de dois lados opostos digladiando pela predominância de somente um ideal é tola, chula e primitiva. Afinal, quem se rotula se limita, ou seja, o indivíduo que somente se permite acreditar naquilo que é dito – em outras palavras, o indivíduo que pertence a uma massa de manobra e disso não se dá conta – e impede que seus horizontes se expandam e o véu da ignorância seja retirado de seus olhos, está contribuindo diretamente para a perpetuação de práticas maniqueístas.

É a partir da ignorante e infindável luta entre os dois lados da moeda que surge a Terceira Opção: a alternativa que incomoda. Aquela alternativa que é advinda do Satanismo Moderno e que analisa o caso concreto e não dá razão a nenhum dos dois lados da moeda e, concomitantemente, deles não discorda. A Terceira Opção consiste na aplicação de uma solução sensata e integralmente provida de razão, pois não macula os ideais de nenhum dos lados da moeda. Ademais, a Terceira Opção é o lado satânico; é a alternativa que os lúcidos possuem para se enveredar nos pensamentos das massas, destes separarem o joio do trigo e terem como resultado o que mais apraz a Terceira Opção e, inclusive, os dois tolos lados da moeda.

Um exemplo que podemos trazer à tona no intuito de ilustrar os devaneios acima (afinal, nada é verdadeiro e tudo é permitido) tem ocorrido na Índia: mulheres da região da Bengala Ocidental optaram por venerar a Corona Mai, também conhecida como deusa Corona. Para essas mulheres, os rituais que elas praticam em prol da deusa Corona “as ajudará a se livrarem do coronavírus de uma vez por todas”. Indago-lhes: ao confrontarmos o poder das egrégoras com as limitações fisiológicas do ser humano – incluindo-se, neste caso, sua resposta imunológica a corpos estranhos – e sua capacidade para sempre remodelar a ciência – leia-se “a criação de uma vacina segura” –, estaríamos diante de uma hipótese que urge pela invocação da Terceira Opção?

Enfim, o satanista deve sempre desconfiar de quem divide o mundo em dois. Lúcifer é um anjo, ao passo que Jeová é um genocida. Tudo depende da sua perspectiva, mas quando toda uma programação mental é colocada em um único pacote, pode ter certeza que você está sendo enganado. Lembre-se que Cérbero, o cão que guarda o inferno, não é um cão normal: ele tem três cabeças. A primeira consegue ver todos como inimigos; a segunda consegue ver todos como heróis; e a terceira sabe que as duas estão certas, mas que ninguém tem a verdade.

O maniqueísmo é uma doença que nos ataca sem que percebamos e está presente até entre muitos satanistas que usam os termos caminho da mão esquerda ou caminho da mão direita como rótulos de pessoas em vez de linhas de pensamento desconsiderando as história pessoais e as particularidades dos indivíduos. Se como diz Shakespeare a vida é um teatro, não nos esqueçamos: a esquerda do palco é a direita da plateia.

Excelente texto!

Bravo 👏🏻👏🏻👏🏻
Muito bom!
Hail Satan 🤘🏻🤘🏻🤘🏻

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-moeda-de-sata/

Mensagens da Água

90% do corpo de um recém-nascido é formado por água.

Pode-se, pois, dizer que o nosso corpo é formado por cerca de 70% de água.

O pesquisador japonês Masaru Emoto, no livro Mensagens da água, revela suas experiências, em que ele investiga o fenômeno Hado (do japonês onda, ou movimento) que consiste em alterar o padrão vibratório da água, por meio de música, imagens e… oração. Sim, a prova de que a água é alterada está na observação dos seus cristais, após o congelamento. O mais interessante é que a ciência não consegue controlar o processo de formação dos cristais, mas, pelo visto, o pensamento o faz.

Emoto começou seus experimentos submetendo amostras de água destilada a diferentes condições; depois, congelou as amostras produzindo cristais, visíveis ao microscópio. São cristais como estes que formam os flocos de neve. Quando uma das amostras tinha sido exposta a uma sessão de música clássica, por exemplo, como Beethoven, Mozart ou Bach, os cristais apresentaram formações simétricas de grande beleza; se a “trilha sonora” era heavy metal (rock pesado), os cristais mudavam sensívelmente e sua forma, que normalmente seria hexagonal, rompia-se em pedaços, em fragmentos morfologicamente iguais.

“A água parece reagir negativamente a esse tipo de música (rock pesado)”, diz Emoto que, usando a canção Heartbreak Hotel, interpretada por Elvis Presley, obteve três tipos de cristais: o primeiro é a imagem de um coração partido em dois; o segundo mostra duas partes de coração que parecem se esforçar para ficar juntas e o terceiro tipo, é um coração que apresenta sinais de esforço para se manter íntegro.

Dando continuidade à experiência, o cientista fixou, no recipiente que continha amostra de água, um rótulo, escrito em japonês, com os dizeres que podem ser traduzidos como “You are fool”, ou “Você é tolo, “Você é imbecil”. A amostra foi deixada com o rótulo por uma noite e o congelamento resultou em formação de cristais semelhantes áqueles formados sob a influência do rock, caracterizados por assimetria e dispersão.

Outro rótulo, onde estava escrito “Você me deixa doente: eu vou matar você”, produziu na amostra congelada uma formação extremamente distorcida e feia, ao contrário da afirmação “Eu te amo” cujo cristal correspondente era absolutamente maravilhoso. Para Emoto, a água cristalizada sob tal influência amorosa era uma expressão “mineral” de gratidão e reciprocidade ao amor declarado.

O resultado foi que a as gotículas de água que foram mais “bem tratadas” formaram os cristais de água mais exóticos e belos, enquanto que aquelas que foram ignoradas ou xingadas não formaram cristais. O mesmo experimento ele realiza com alimentos. O arroz que recebeu mais carinho (bons pensamentos) demorou muito mais para entrar em decomposição do que o arroz xingado ou ignorado.

No Japão a crença que a alma habita no espírito da palavra é bastante difundida. O reverendo Kato Hoki, sacerdote do templo Jyuhouin, foi chamado para rezar por 1 hora ao lado de uma água cujos cristais estavam disformes e escuros. Após isto, a água se fez visivelmente mais bela, e seus cristais, após nova análise, revelaram algo que nunca o pesquisador – mesmo tendo feito mais de 10.000 experimentos – vira antes: uma rara formação heptagonal (sete pontas) dentro da clássica estrutura hexagonal. Mais tarde, o sacerdote disse ter invocado em suas preces a deusa dos rios Benzaiten (Equivalente a Sarasvati, na Índia)

Ao colocar, em diferentes copos com água, palavras – mesmo que escritas no computador – que significam a mesma idéia (foi escrito “sabedoria”, em japonês, inglês e alemão), ao congelarem os cristais formaram uma estrutura surpreendentemente similar. Segundo o físico Cheng Luojia, isto indica que não é exatamente a PALAVRA, o som de cada língua, que influi sobre a água, e sim o pensamento, a idéia. E completa: “A que conclusão podemos chegar? Que a palavra produz forma”. E deixa uma pergunta no ar: “Isso significaria que o espírito é matéria?”

Bem, o espiritismo já falava isso há mais de um século, e por isso faz a distinção entre espírito e alma, como os gregos faziam milênios atrás… é por isso que a magnetização/fluidificação/energização da água, que é feita em todos os centros espíritas, não é um ritual e sim um procedimento, explicado no Livro dos médiuns, Cap. VIII: “O Espírito atuante é o do magnetizador (o “vivo”), quase sempre assistido por outro Espírito (o “morto”). Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético, que é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo, donde o efeito curativo da ação magnética, convenientemente dirigida”

É por isso que insisto tanto: pensamento É vibração, o mundo É vibração, e você É, em espírito, o que você pensa/produz. Não é uma vibração mecânica, grosseira, como a que produz o som, mas muito mais sutil, que não encontra barreiras. Se os pensamentos podem fazer isto com a agua,o que podem fazer com nosso corpo??

veja fotos das moleculas de agua alteradas atraves de diversos padroes de pensamento em :

http://es.clearharmony.net/articles/200311/1759.html

Estes resultados conduzem a uma nova compreenção científica da relação entre os homens e a água: a água à volta do ser e a água dentro do ser. Os homens têm 75% de água na constituição de seus corpos físicos. Por isso, a descoberta de Emoto obriga a uma reflexão sobre a influência da água sobre a saúde como um todo e abre uma nova fronteira para a utilização da água como substância medicinal.

Novidade para os cientistas, o poder da água é um velho conhecido das tradições esotérico-religiosas em todas as culturas do mundo. A descoberta confere o selo da credibilidade acadêmica à “água-benta” dos cristãos-católicos, por exemplo. Shamãs e curandeiros há muito oferecem “água magnetizada” por orações ou “fórmulas mágicas” como remédio eficaz contra várias enfermidades.

O médico e ocultista Paracelso utilizava a água magnetizada em suas terapias. Outro médico ocultista, Papus, que viveu no século XIX, escreve, em seu Tratado Elementar de Magia Prática (Ed. Pensamento), que são quatro as substâncias curativas básicas da medicina hermética: água, álcool (como em vinhos e destilados), enxofre (sulfas) e sal.

Nos anos de 1990, um cientista americano encontrou uma estranha formação impressa em uma superfície de água magnetizada por um monge com o objetivo de retardar o desenvolvimento de uma larva de borboleta. O procedimento do religioso havia afetado a alcalinidade do líquido que assim permaneceu mesmo depois de afastado do local da magnetização e do magnetizador a uma distância de 50 milhas; ou seja, a intenção ou pensamento do monge permaneceu influenciando a água.

Porque são três que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes Três são Um. E Três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num”

[I João 5:7,8]

As palavras escritas em negrito constituem o que os criticos do texto chamam ,em latim,Comma Joahaneum (a Cláusula Joanina).

Quando abrimos a “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”, das Testemunhas de Jeová, notamos que essa cláusula foi omitida do seu texto. Aliás, outras Bíblias há, além da das Testemunhas de Jeová,  também omitem esse trecho .

“. E este quem veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não apenas com água, mas com a água e com o sangue.(…).O espírito, e a água, e o sangue, e os três estão de acordo.”

O SANGUE E SEUS CONSTITUINTES

Setenta por cento do corpo humano é constituído de água. O sangue é o principal distribuidor desta água.

Toda a parte líquida do sangue forma o plasma sangüíneo. Cerca de 90% do plasma constituem-se de água pura.

A troca de água do sangue para os tecidos, e vice-versa, é feita principalmente através de um fenômeno denominado difusão osmótica.

Trata-se de um processo físico que ocorre entre dois líquidos separados entre si por uma membrana permeável.

Um japones provou a acão de pensamentos e vibraçoes nas moleculas de agua,atraves de fotografias ,depois de ter submetido ( a água)  a diversas influencias mentais/energéticas.

Agora o que isto significa a nivel de nossa realidade imediata,e a nivel dos interesses desta lista,espero que seja compreensivel ao mais ingenuo dos mortais..

Alias,eu e um pequeno numero de amigos estamos realizando algumas experiencia praticas neste sentido,estarei divulgando aqui os resultados em breve.

Au revoir

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/mensagens-da-agua/

As 8 experiências mais cruéis da Psicologia

A Psicologia pode ser cruel e anti-ética. Como ciência é relativamente nova que só ganhou status no século XX com Wilhelm Wundt. Desta maneira as regras do jogo não ficaram claras até bem depois de muito estrago ter sido feito, até porque neste meio tempo o mundo assistiu as duas guerras mundiais e não tinha nenhum interesse em saber o que se passava dentro dos laboratórios. No anseio de aprender sobre o processo humano de comportamento muitos cientistas deste período foram longe demais em seus experimentos, borrando a tênue linha entre a ética e a curiosidade. Neste artigo serão listados oito dos experimentos mais moralmente questionáveis que já foram feitos, mas que pavimentaram o caminho por onde os psicólogos caminham hoje.

8º lugar

O Monstro, 1939

O estudo intitulado ‘O Monstro’ foi um projeto de Wendell Johnson da Universidade de Iowa sobre disfemia realizado com 22 órfãos de Davenport, Iowa no ano de 1939. Johson escolheu Marry Tudor, entre seus alunos de graduação para conduzir o experimento e supervisionar a pesquisa. As crianças foram divididas em grupos e Tudor foi instruída a dar reforços positivos a metade das crianças elogiando sua dicção ao mesmo tempo que criticava acidamente a outra metade independente da forma como elas falavam. A maioria das crianças de fala normal e correta que receberam as críticas no experimento sofreram efeitos psicológicos do reforço negativo e desenvolveram problemas de pronuncia no desenrolar de suas vidas. Na época o mundo começava a tomar conhecimento das desumanas experiências da ciência e medicina nazistas. Certo de que a metodologia do “Monstro de Johnson horrorizaria seus colegas de trabalho, ainda mais por lidar com orfãos, Wendell manteve a pesquisa em segredo até a fase adulta das crianças.  A Universidade de Iowa se desculpou publicamente pelo estudo em 2001.

Lição: A crítica pode se tornar uma maldição que se auto realiza.

7º lugar

Mudança forçada de sexo, 1965

Em 1965, um menino nasceu no Canada e recebeu o nome de David Remer. Aos oito meses ele passou pelo procedimento da circuncisão e teve seu pênis acidentalmente removido. Quando os pais visitaram o psicólogo John Money sua sugestão foi categórica: mudem o sexo da criança. Seus pais ficaram ultrajados, mas eventualmente consentiram com o procedimento. Eles não sabiam o real objetivo acadêmico do doutor de provar que a criação e não a natureza era a responsável pela identificação de uma pessoa entre os gêneros masculino e feminino.

David ganhou o nome de Brenda, uma vagina e suplementos hormonais. Dr. Money considerou o experimento um sucesso pois Brenda com os anos passou a se comportar como uma garota. De fato, seus pais não revelaram para ela o incidente em sua infância até seus quatorze anos. Ao saber Brenda decidiu tornar-se David novamente e parou de tomar estrógeno e exigiu uma reconstrução cirúrgica do pênis. Dr. Money insistiu que seu experimento foi um sucesso. A mãe de Brenda cometeu suicídio e seu pai se tornou alcoólatra. Aos 38 anos David também se matou.

Lição: Uma menina não é um menino sem pênis.

6º lugar

Testes dos Macacos Drogados, 1969

Enquanto testes em animais são hoje vistos como uma grande aberração, a verdade é que nem sempre isso foi assim. Muitos dos avanços da ciência até pouco tempo atrás só foram possíveis graças a testes controlados em animais. Dentre eles um dos mais tristes foi realizado pelo exército americano em 1969. Neste um grande número de macacos e ratos foram treinados a dosar em si mesmos doses de diversas drogas, incluindo morfina, alcool, codeina, cocaina e afentaminas. Uma vez que os animais se tornavam aptos a ministrar a química em si mesmos eles eram deixados livres com o equipamento e um grande estoque de cada droga. O objetivo era entender a dinâmica da dependência química e os resultados foram desastrosos.

Os animais sofreram diversos distúrbios, alguns alucinados tentaram escapar de modo tão brutal que um dos macacos quebrou os braços no processo. Os macacos que usaram cocaína sofrera, convulsões e morreram, um macaco que escolheu o vício em anfetamina rasgou toda a pele do braço e do peito. Todos os animais morreram no processo, os primeiros em menos de duas semanas.

Lição: Não dê drogas aos animais

5º lugar

As Caretas da Dr. Landi, 1924

Em 1924, Carney Landis, psicólogo graduado da Universidade de Minnesota, desenvolveu um experimento para determinar se diferentes emoções criam diferentes expressões faciais especificas para aquelas emoções. O objetivo deste experimento foi ver se todas as pessoas possuíam uma mesma expressão em comum para nojo, choque, revolta, alegria, etc..

A maioria dos participantes na experiência eram estudantes. Eles eram levados a um laboratório e suas faces pintadas com linhas escuras de modo a facilitar o estudo dos movimentos dos músculos faciais. Eles eram então expostos a uma variedade de estímulos criados para gerar reações fortes. Conforme cada pessoa reagia ela era fotografada por Landis. Os participantes foram instruídos a cheirar amônia, ver pornografia, e por as mãos num balde de rãs. Mas o ponto controverso do estudo foi a sua parte final.

Ratos vivos eram dados aos participantes que recebiam instruções de decapitá-los. Enquanto todos os repeliam a ideia, quase um terço executou os roedores. A situação ficou ainda pior com o fato de que muitos dos estudantes não tinham qualquer idéia de como executar a operação de modo que os animais experimentaram grandes dores e sofrimento no processo. Para as terças partes que se recusaram a fazer a decapitação, Landis pegava a faca e os executava ele mesmo. O estudo não provou as faces em comum para as diversas emoções, mas forneceu grandes evidências de que as pessoas farão quase tudo o que forem ordenadas quando numa situação como esta.

Lição: Impunidade cria monstros.

4º lugar

Pequeno Alberto, 1920

John Watson, o pai do comportamentalismo, foi um psicólogo que fez uso de órfãos como matéria prima de seus experimentos. Watson queria testar a ideia do medo ser instintivo ou condicionado. Pequeno Alberto foi o apelido dado para bebê de nove meses que Watson escolheu do hospital e que foi exposto a um coelho branco, um rato branco, um macaco, máscaras com e sem cabelo, novelos de algodão, jornal pegando fogo e mais uma miscelânea de estímulos por dois meses sem qualquer forma de reforço ou condicionamento. Na segunda fase do experimento o Pequeno Alberto foi colocado em um berço no centro de uma sala. Um rato branco de laboratório foi colocado junto dele e foi permitido a criança que brincasse com ele. Nenhum medo do rato foi demonstrado.

Na terceira fase Watson fazia um barulho bem alto com um gongo e uma marreta atrás da criança sempre que ela tocava o rato. Nessa ocasiões o bebe chorava e mostrava medo todas as vezes. Depois de diversos reforços Alberto ficava bastante nervoso pela simples presença do rato. O Pequeno Alberto depois disso associou o barulho ameaçador com quaisquer coisas macias e/ou brancas e a produzir reações emocionais de medo sempre que algo assim se aproximava. A parte mais cruel do experimento e que não se conseguiu desassociar os traumas do Pequeno Alberto, uma vez que foi tirado do hospital antes de Watson terminar o experimento.

Lição: O medo é condicionamento.

3º  lugar

Desamparo Condicionado, 1965

Em 1965 os psicólogos Mark Seligman e Steve Mair  criaram um experimento no qual três grupos de cachorros foram encoleirados. Cães do grupo 1 foram soltos depois de um intervalo sem qualquer danos. Cães do grupo 2 foram pareados e encoleirados juntos, e um em cada par recebia choques elétricos que só encerravam quando um pedal era apertado. Cães do grupo 3 também foram pareados e encoleirados juntos, um em cada par também recebia choques, mas os choques não paravam quando o pedal era apertado. Os choques eram aleatórios e aparentemente inevitáveis, de modo que os cães adquiriram um desamparo condicionado, assumindo que cada poderia ser feito quanto ao sofrimento. Os cachorros do grupo três terminaram o experimento apresentado sintomas claros de depressão.

Posteriormente, os cachorros dos grupos 1, 2 e 3 foram colocados em caixa, nas quais recebiam mais choques. Neste caso ele poderiam facilmente se livrar do sofrimento saindo das baixas. Os cães do gruop 3 simplesmente desistiam e persistiam em situação de desamparo, sem reação.

Lição: Desamparo é uma forma de comodismo.

2º lugar

Projeto Aversão, 1971

O exército da Africa do Sul durante o Apartheid forçou brancos gays e lésbicas a passar por ‘correção’ incluindo intervenções cirúrgicas e castração química, choque elétrico e outros métodos discutíveis. Embora o número total não seja conhecido, estima-se que pelo menos 900 oficiais foram forçados a ‘reabilitação’ entre 1971 e 1989 nos hospitais miltares sulafricanos como parte deste projeto de eliminar a homossexualidade do serviço militar.

Psiquiatras do exército e capelões eram instruídos a enviar para as clínicas de reabilitação concentradas em Pretória todos os suspeitos de ser homossexuais. Aqueles que não podiam ser ‘curados’ com drogas, eletro choque, tratamento hormonal e outros meios terminavam por ser quimicamente castrados ou eram obrigados a passar por intervenção cirúrgica de mudança de sexo. Dr. Aubrey Levin, líder de toda a operação é hoje professor de clínica médica do Departamento de Psiquiatria Forence da faculdade de Medicina de Calgary.

Se houve uma oportunidade histórica para se provar que a homossexualidade pode ser eliminada este período foi o Apartheid. Contudo ex-cirurgiões integrantes do exército relatam hoje que de todos os casos pesquisados após o fim do regime, nenhum deles abandonou completamente as praticas homossexuais.

Lição: Não se pode salvar um peixe da água.

1º lugar

A Cabine do Desespero, 1960

 

Dr. Harry não era uma pessoa simpática ao usar termos como “armário do estupro” e “madame de ferro” em seus experimentos. Ele ficou conhecido com suas experiencias em macacos reshus sobre isolamento social. Dr.Harlow pegava jovens rhesus no final da infância e os separava de suas mães em cabines verticais de aço sem qualquer contato com o exterior pelo período de um ano. Os animais escolhidos eram os mais saudáveis da amostragem, mesmo assim ao sairem da experiência todos eles apresentaram comportamento depressivo e psicótico e a maioria jamais se recuperou. Dr. Harwlow concluiu que mesmo uma infância feliz não representa imunidade contra depressão na fase adulta.

A crueldade envolvida nestes experimentos levou a criação de um comitês de ética na pesquisa com animais. Dr. Haryy viveu ainda mais vinte anos antes de se aposentar e publicou diversas outras experiências cruéis. Como ele mesmo disse numa entrevista: “Meu maior objetivo é deixar uma imensa bagunça para vocês arrumarem quando eu for embora.” Aparentemente ele conseguiu o que queria.

Lição: O pior dos ambientes vence a melhor dos indivíduos.

Tamosauskas

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/as-8-experiencias-mais-crueis-da-psicologi/

A Religião dos Índios Brasileiros

Não é fácil definir o sistema religioso dos indígenas do Brasil, primeiro porque se trata de vários povos, com culturas diversas, segundo porque, devido à grande movimentação destes povos pelo vasto território brasileiro, os seus costumes e, portanto, também a sua religião sofreram contínuas e profundas modificações através do tempo.

Os antropólogos admitem em geral que se trata de povos de origem mongólica (mongóis siberianos), que teriam atravessado do estreito de Behring, povoando o continente americano desde o Canadá até a Terra do Fogo. É possível que algumas levas de semitas, talvez de fenícios, tenham navegado até o México, e mesmo que povos da Melanésia tenham abordado a costa do Pacífico, penetrando no interior da América do Sul. Mas trata-se de hipóteses sem fundamento consistente, e, em todo o caso, não foram tão importantes que alterassem de modo sensível a etnia mongólica de nossos indígenas.

As aparentes diferenças de cor da pele e de estatura corporal podem muito bem ser explicadas pelo ambiente em que os nossos indígenas viveram e ao regime alimentar que adotaram. Assim, os indígenas protegidos pela densa floresta conservaram-se mais claros do que os dos cerrados, mais expostos ao sol, e os que se alimentaram de caça se desenvolveram fisicamente mais do que os que só tinham peixe por dieta.

Os etnólogos admitem também quatro grandes áreas culturais: a Andina, que se desenvolveu a partir do Paraná, com intensa agricultura, produzindo a urbanização, a arquitetura, a indústria de tecidos e cerâmica, cujo expoente máximo é o Império dos Incas; a do Círculo das Caraíbas (Antilhas, Colômbia, Venezuela), de agricultura menos intensa e de organização social menos refinada, mas com uma cerâmica expressiva; a da Grande Floresta, com agricultura de subsistência, caça e pesca; a dos Cerrados, a mais pobre culturalmente, caracterizada pela coleta de frutos, raízes, pequenos animais. A arqueologia, por sua vez, admite que os primitivos habitantes da América do Sul se tenham concentrado, primeiramente, em certas áreas verdes das cabeceiras dos grandes rios, e só aos poucos povoaram o resto do continente sul-americano, à medida em que a floresta progredia pelas savanas e pelas margens fluviais. Este fato esclarece até certo ponto que os indígenas da América do Sul, em particular do Brasil, tenham formado desde tempos remotos grandes grupos lingüísticos distintos, pois os primitivos habitantes destas regiões tiveram de viver milênios segregados em suas ilhas verdes, criando costumes próprios. Esclarece igualmente o fato de nos últimos milênios se terem dado a uma grande movimentação pelo território brasileiro, a ponto de o grupo Tupi-Guarani, originário do território da atual Rondônia brasileira, se ter espalhado por todo o território brasileiro atual, desde o Estado do Rio Grande do Sul até o atual Amapá.

Acresce que o estudo da religião de nossos indígenas foi bastante descurado pelos sábios e mesmo frontalmente mal interpretado. Os antigos missionários católicos, no afã de reduzir os indígenas à fé cristã, interpretavam apressadamente as suas figuras míticas nos padrões da teologia católica, identificando, por exemplo, Tupã com Javé e Anhangá com o demônio. De sua parte, os antropólogos modernos, interpretam freqüentemente as crenças dos nossos indígenas dentro de padrões socioeconômicos atuais, que tira todo o sentido original da religião de nossos aborígines.

Os Sistemas Religiosos Indígenas

Desta forma, é muito difícil definir, como foi dito, o sistema religioso de nossos indígenas, e só muito por alto podemos enquadrá-lo nas formas estereotipadas de animismo, totemismo, xamanismo.  Preferimos, por isso, descrever os elementos religiosos que mais chamam a atenção dos estudiosos, sem lhes dar uma interpretação definitiva. No entanto, não podemos deixar de ressaltar os elementos xamãnicos, como a crença em um Ser Superior, de caráter celeste, em espíritos também celestes, que intervêm na vida dos homens e nas atividades do pajé, lembrando de perto as atividades do xamã siberiano (transes extáticos, invocação e domínio dos espíritos).

Os ritos são de tipo socioeconômico (ritos de caça, de pesca, de guerra), notando-se a ausência de um culto especifico a alguma figura divina, a não ser entre os Aruaque e Caraíba, talvez por influência de povos vizinhos, como os Chibcha, de cultura superior.

Resumindo, podemos dizer que os grupos indígenas, que povoaram o Brasil antes do advento dos portugueses, não chegaram a um conceito claro da divindade, menos ainda a cultuar publicamente um deus único, mas certamente tenderam a um monoteísmo implícito na figura de um Ser Superior.

A menor ou maior manifestação deste monoteísmo primitivo está condicionada ao sistema de vida que os diversos grupos tiveram de adotar conforme o ambiente em que viveram: a de simples colhedores, em plena floresta tropical; a de caçadores, nos cerrados; e a de incipiente agricultura nas regiões mais férteis.

A vida errante, a que foram compelidos pelas condições adversas do clima e pelas continuas lutas entre os grupos, impediram a elaboração mais refinada de suas crenças e o desenvolvimento de um culto específico.

 

Grupo Tupi-Guarani

Segundo uma lenda muito antiga, Tupi e Guarani eram dois irmãos que, viajando sobre o mar, chegaram ao Brasil e com seus filhos povoaram o nosso território; mas um papagaio falador fez nascer a discórdia entre as mulheres dos dois irmãos, donde surgiram a desavença e a separação, ficando Tupi na terra, enquanto Guarani e sua família emigraram para a região do Prata.

No entanto, a pesquisa científica afirma que o grupo Tupi-Guarani é originário da região hoje chamada de Rondônia, donde o ramo Guarani emigrou para o sul, penetrando no Paraguai, enquanto o ramo Tupi penetrava no Brasil, estendendo-se por todo o seu litoral, desde o Rio Grande do Sul até o atual território do Amapá.

Esta notável movimentação dos Tupi-Guarani prende-se à busca de uma espécie de Paraíso, onde os homens poderiam refugiar-se quando chegasse o fim do mundo, e que estaria colocado na direção leste, além do grande mar (Atlântico). Por isso, cada vez que a situação se tornava calamitosa, os Tupi, sob o comando de um pajé ou de um profeta, empreendiam a longa caminhada em busca da “terra-sem-mal”. O Mito, recolhido entre os Apapocuva, guaranis originários do Mato Grosso mas estabelecidos no Estado de São Paulo, diz o seguinte: Nyanderuvusu, “nosso pai grande”, ser principal da mitologia apapocuva, criou o mundo e a primeira mulher, Nyandesy, “nossa mãe”, que concebeu dois gêmeos, mas foi devorada por uma onça, que respeitou as duas crianças, Nanderykey e Tyvyry, identificados com o sol e a lua. Nyandesy sobrevive na “terra-sem-mal”, onde os homens vivem eternamente felizes. Pode-se pensar em uma influência da escatologia cristã, mas o mito motivou já antes da vinda dos portugueses as grandes emigrações do grupo Tupi-Guarani.

Como se vê neste mito, a concepção de um Ser Supremo não é muito clara, mas muitos outros mitos falam de um formador do mundo (da terra, do sol, da lua, dos homens, dos animais…) e fundador dos costumes humanos, de modo que não se pode duvidar da crença geral em um monoteísmo implícito. Muitas vezes o Ser Supremo dá existência, diretamente ou por meio de uma “Grande Mãe”, a dois gêmeos, que assumem as funções de “heróis civili- zadores”, identificados, como vimos acima, com o sol, a lua. Aliás, o solarização (fenômeno da identificação do Ser Supremo com o sol) é uma constante em toda a mitologia dos indígenas brasileiros.

Entre os Mundurucu, tupis do Tapajós, Caro Sacaibu é um deus criador onisciente e herói civilizador, pois ensinou aos homens a caça e a agricultura. Maltratado pelos mundurucu retirou-se ao mais alto do céu, onde se confunde com a cerração. No fim do mundo, queimará os homens no fogo. Mas é benévolo e atende as preces dos que a ele recorrem (antes da caça, da pesca, nas doenças). Castiga os maus e acolhe benignamente os bons.
Entre os Tupinambás (Estado da Bahia), Monan é um Ser Superior que criou o céu, a terra, os pássaros, os animais. Mas os homens mostraram-se maus e, por isso, Monan enviou Tatá (Tatá-manha = Mãe-Fogo) que consumiu tudo. Só se salvou Irin-Magé, que Monan tinha levado ao céu, e que se tornou o “herói civilizador” da nova geração de homens, com o nome de Maire-Monan, do qual descende Sumé, o grande pajé, que gerou os dois gêmeos Tamendonaré (Tamandaré) e Aricute, que se odiavam de morte, donde a constante rivalidade entre as duas tribos que deles descendem, Tupinambá e Tomimi.

Segundo Couto de Magaiháes (O Selvagem, 1874), os Tupi faziam descender de um Ser Superior antigo as três grandes divindades: Guaraci, o sol; Jaci, a lua; e Ruda, o amor. Guaraci criou os homens e dominava sobre as seguintes entidades sobrenaturais: Guairapuru,protetor dos pássaros; Anhangá protetor da caça dos campos; Caapora, protetor da caça da floresta. Jaci criou os vegetais e dominava sobre as seguintes entidades sobrenaturais: Saci Cererê, espírito zombeteiro; Mboitatá, a serpente de fogo; Urutau, pássaro de mau agouro; Curupira, guardião da floresta. De Ruda, guerreiro que reside nas nuvens, dependem Cairê, a lua cheia, e Catiti, a lua nova.

Infelizmente, os sábios deram em geral mais atenção aos costumes dramáticos dos indígenas do que aos seus ritos secretos, do que resulta conhecermos muito bem os costumes canibalescos dos Tupi, mas muito pouco as suas verdadeiras crenças religiosas.

No entanto, uma coisa é certa: Os Tupi-Guarani possuíam na figura do pajé um elemento religioso de primeira plana, como o xamã dos mongóis siberianos. Estruturalmente, o fenômeno é o mesmo: assim como o xamã siberiano, o pajé é ao mesmo tempo médico, sacerdote, psiquiatra, pois ele cura, dirige as preces, aconselha, empregando não só ervas medicinais como também o transe extático, no qual entra em contato com os espíritos em benefício de seus clientes. Notemos que o pajé não se deixa possuir dos espíritos, como no Candomblé africano, mas, como no xamanismo siberiano, apossa-se dos espíritos e às vezes sai em busca da alma do enfermo, que o abandonara, causando-lhe o estado doentio, para fazê-la retornar ao corpo e restituir-lhe a saúde.

Certamente, podemos encontrar entre os pajés a esperteza dos charlatães e a maldade dos feiticeiros, mas estes elementos são antes deturpações do verdadeiro significado da pajelança, pois esta tem por intento precípuo ajudar o indígena em suas aflições.
Outro elemento típico do xamanismo é a crença na “alma” humana, como entidade espiritual, a qual não se extingue com a morte corporal, mas, transformando-se em “anguera”, empreende uma longa viagem em busca da “terra-sem-mal”.

Afora os ritos de dança, que serviam para comemorar todos os acontecimentos sociais, como o casamento, a guerra, a morte, o que mais impressionou os antigos autores foi o “canibalismo ritual” dos Tupi-Guarani. Referimo-lo aqui para esclarecer que não se trata de um fenômeno religioso, como acontece entre os Astecas, mas de um rito puramente social, muitas vezes ligado ao rito da iniciação dos jovens guerreiros, os quais, sacrificando um prisioneiro, mostravam a sua maturidade tribal.

Aliás, alguém já sustentou que o canibalismo é um fenômeno socioeconômico, pois aparece sempre onde falta a caça abundante para suprir o grupo de proteínas. De fato, nas Américas o fenômeno está mais ou menos restrito aos Astecas, que não dispunham de grande caça, e aos Tupis, que se estendiam pelo litoral brasileiro.

Grupo Gé (Tapuias)

Outro grande grupo de indígenas do Brasil é o chamado grupo Gê, constituído pelos indígenas que habitavam o planalto brasileiro, desde o Estado de São Paulo até o Pará.  Culturalmente, era o mais atrasado, pois vivia da coleta de frutos, da pesca, da caça e só esporadicamente, por influência dos Tupi, praticavam uma agricultura de subsistência. Em conseqüência, os seus utensílios caseiros eram os mais primitivos e pobres.

O nome Gê quer dizer: chefe – pai – ascendente, enquanto o nome Oran, que também é dado a este grupo, significa: filho – descendente. Os Tupi chamavam-no de Tapuia, que quer dizer: inimigo.

Quanto à religião, podemos encontrar a idéia generalizada de um Ser Supremo, muitas vezes com características de herói civilizador, e não raro identificado com o sol.  Assim, os antigos Aimorés, estabelecidos no Estado do Espírito Santo, acreditavam no “pai de cabeça branca” (Yekankreen Yrung), que habitava no céu. Nunca fora visto, a não ser por alguns homens da era primitiva. Era benévolo e invocado pelo pajé em casos de doença e caristia com cantos e preces, intervindo nas coisas humanas por meio dos “maret” (espíritos), de que se achava cercado. Punia os maus, mandava a chuva, matava os inimigos com flechas, produzia as fases da lua etc.

Os Apinagé, do rio Tocantins, cultuavam o sol, que era objeto de preces e de danças nas ocasiões do plantio e da colheita. Era o autor da organização dual da tribo. Era representado pela forma circular com que a aldeia era construída, pela cor vermelha com que os guerreiros se pintavam. Ao lado do sol, estava a lua, e ambos criaram os antepassados dos Apinagé, mas em grupos separados, e por isso ao norte da vida ficavam os homens do sol e no sul os homens da lua. Também entre os Xavantes se encontra o culto do sol, que é chamado “nosso criador”. O mesmo entre os Canela e os Xerente.

São numerosos os mitos sobre o sol, a lua e o dilúvio, bem como a atividade dos irmãos gêmeos.

É geral, igualmente, a crença nas almas dos homens, dos animais, das plantas etc. As almas dos homens não sobem ao céu, depois da morte, mas vivem na terra, nos lugares em que os corpos foram enterrados, transformando-se em outros seres ou em fantasmas.

Os ritos são mais simples do que entre os Tupi, mas não faltam os ritos de passagem e os funerários.  Os pajés têm funções semelhantes como entre os Tupi, curando doenças com ervas, mas também com transes extáticos, nos quais vão em busca da alma que abandonou o enfermo.

Grupo Aruaque

 

Ao norte do Brasil, encontramos o grupo Aruaque (arwak), oriundo da Venezuela e das Guianas. Essencialmente agrícolas, atribui à lua, astro por excelência das culturas agrícolas, característica de força cósmica, impessoal, existindo antes de todas as coisas e manifestando-se por uma série de emanações. Na origem, porém, está o ar, que assopra nas nuvens provocando a chuva e fecundando a terra. Reina sobre os homens, punindo-os com os elementos desencadeados. Não é invocando pessoalmente, mas por meio dos seres intermediários: vento, fogo, terremoto, trovão… Assume vários nomes e mesmo funções diversas, segundo os vários povos do grupo aruaque. Nas margens do rio Negro, tem o nome de Poré; entre os Maipuri, chama-se Puramínari; entre os Waica, do curso superior do Orinoco, chama-se Omana etc. Entre os Pareci do Mato Grosso, tem o nome de Enoré e entre os Nambiquara, é o Trovão.

São numerosos os mitos que se referem aos elementos agrícolas, como o aparecimento da mandioca.

Mas o mito característico deste grupo é o do Jurupari (aruaque do rio Negro). Jurupari (nascido junto ao rio) foi concebido por uma mulher assexuada depois que ela tomou caxiri (licor de mandioca), e nasceu quando a mulher foi mordida por um peixe enquanto se banhava. Cresceu rapidamente e, adulto, convida todos a beber caxiri, mas como as mulheres não o quisessem preparar, amaldiçoou-as. E como os seus filhos tivessem comido do fruto da árvore uacu, que lhe era consagrada, devorou-os todos. Irritados, os homens aprisionaram-no e atearam-lhe fogo, mas das cinzas nasceu a palmeira paxiuba, de cujos ramos (seus ossos) os homens fizeram flautas, que não podem ser vistas pelas mulheres, sob pena de morte. Este mito tem importância capital nos ritos de iniciação e representa o domínio dos homens sobre as mulheres.

 

Grupo Caraíba

Os Caraíba estão estabelecidos no Estado do Pará à margem esquerda do Amazonas, com alguns grupos disseminados ao longo do rio Madeira (Arara) e outros nas cabeceiras dos rios Tapajós e Xingu (Nahuque e Bacairi).

Inserido no território dos Gê, existia ainda o grupo Pimenteira. O núcleo originário, porém, está nas Guianas e na Venezuela.  Adversários implacáveis dos Aruaque, os Caraíba adotaram, porém, muitos de seus costumes, inclusive a religião.

A idéia de um Ser Supremo é muito difusa entre os diversos povos deste grupo, com tendência ao henoteísmo, ou seja, ao culto de uma divindade determinada com sentido de único deus, sem descartar-se das outras divindades.

Entre os Arikens, do Pará, o Ser Supremo é Purá, identificado com o sol, enquanto o seu companheiro, Murá, se identifica com a lua. Ambos moram na montanha do céu, donde observam todas as coisas: não morrem, não envelhecem, não têm pais nem parentes. Purá criou os homens, esculpindo-os em madeira. Fê-los imortais, mas como não quiseram seguir suas ordens, foram consumidos por um incêndio, do qual só poucos escaparam. Sobre estes, Purá mandará no fim do mundo um incêndio total.

Para os Caraíba do Suriname (Guiana Holandesa), a divindade central é Amana, deusa-mãe, virgem, com cauda de serpente. É o símbolo do tempo e a raiz de todas as coisas: não nasceu, nem morre, porque se renova constantemente. Gerou dois gêmeos: um na aurora, Tamusi, e outro no crepúsculo, Yolokan-tamulu. Tamusi criou todas as coisas boas, é o antepassado dos Calma, mora na luz fria da lua, é o senhor do Paraíso, ao qual vão os bons, que, porém, não o poderão contemplar por causa de seu esplendor. Tamusi combate todas as forças negativas. Yolokan-tamulu (yolokan = natureza; tamulo = avô) é o senhor dos espíritos da natureza, criou a escuridão e o mal, mora no deserto do céu, em uma ilha chamada “país-sem-manhã”: não é propriamente o opositor do bem, mas a face destruidora da natureza.

Os Caraíba do rio Barama, ao norte das Guianas, crêem em um “deus ocioso”, cujo nome é ignorado. É o criador do universo, teve trato com os homens, mas depois afastou-se deles. Seu auxiliar, Komakoto, intervém no universo e nas coisas humanas.

Os Caraíba das nascentes do Xingu crêem no “senhor dos animais”, Kagatopuri, que é a mais sutil das almas humanas, a qual, separando-se do corpo pela morte, tornou-se um espírito (kadopa) e, depois de longa peregrinação, chegou à vila do herói civilizador Nakoeri, transformando-se então em “iamura” (verdadeiro senhor dos animais).

Os ritos agrícolas são numerosos: danças com sentido orgiástico, oferta de bebidas inebriantes (caxiri) etc. Há também ritos de caça, com danças de máscaras, que representam os espíritos dos animais.

Mas a figura central é o pajé, cuja função exige treinamento ascético, técnicas de êxtase, contato com o mundo celeste, conhecimento das ervas medicinais etc. Até o vôo extático, que é próprio do xamanismo siberiano, encontra-se na pajelança dos Caraíba.  Os mitos são também numerosos, principalmente com referência aos irmãos gêmeos, Keri e Kame, nomes de origem aruaque, significando sol e lua. São heróis civilizadores.

Mas o mito mais notável é o de Macunaíma, deus criador dos Macuxi, Arecuna, Acavais, da Venezuela. Macunaíma quer dizer, literalmente, “aquele que trabalha bem à noite”. Para vingar a mãe, morta por uma onça, mete-se em muitas aventuras, transformando-se em herói astuto e desinibido.

Afora estes quatro grandes grupos lingüísticos, há outros grupos menores, como os Borôro do Mato Grosso e os Caigangues do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os quais, porém, afinam mais ou menos pelas mesmas idéias religiosas e pelos mesmos ritos.

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-religiao-dos-indios-brasileiros/

Arrebatamento e a Experiência Religiosa

“Você realmente acredita que um dia você vai ser julgado?”

Relato do meu colega Rodrigo Ferreira.

Há uns poucos meses atrás assisti a um vídeo que consistia num trecho de um sermão de um pastor de uma igreja batista dos Estados Unidos. O vídeo era muito bem editado, com efeitos visuais de qualidade e tudo o mais, e o sermão do pastor muito bem executado. A entonação da voz, os recursos visuais, tudo colaborando para alcançar certas reações no expectador. Eu não sei bem o que eu estava fazendo assistindo aquele vídeo, mas quando eu ligo o computador e acesso a internet normalmente é assim que funciona: eu começo com uma página e vou navegando… Em algum ponto eu já estou com mais de 20 páginas abertas sem fazer a menor ideia do que eu estava querendo em primeiro lugar.

Antes de continuar meu relato preciso esclarecer: não sou cristão, não sou sequer religioso e só não sou ateu porque acho um pouco demais afirmar que Deus não existe considerando o pouco que sei sobre o que há lá fora. Então não esperava que minha reação ao vídeo fosse nada além do usual “Ai, quanta bobagem… Isso não faz o menor sentido.”

Comecei, então, a assistir ao vídeo muito cético e qual não foi a minha surpresa quando, mais ou menos no meio do vídeo, comecei a me debulhar em lágrimas. Eu chorava feito uma criança, soluçante, as lágrimas descendo pelo meu rosto copiosamente e cada nova frase do pastor me fazia chorar mais.

Por alguma razão parecia que aquele choro estava entalado em mim há muito tempo e devia ter muita coisa contida porque eu não conseguia parar de chorar. Mesmo depois do término do vídeo eu continuei chorando. Se você perguntar por que eu chorava, eu simplesmente não sei responder, mas sentia como se algo muito maior do que eu tivesse me acertado em cheio e feito transbordar em mim um sentimento de pequenez para o qual a minha única reação era me encolher e chorar. Eu pensava nas mazelas do mundo e chorava; eu pensava na vida e chorava; eu pensava em mim mesmo e nas pessoas que eu amo e chorava. Era um choro de felicidade, misturado com um choro de deslumbramento… Era um choro de arrebatamento. Eu me sentia, de fato, arrebatado. Tomado por algo muito maior do eu e posto frente a frente com a minha insignificância.

Provavelmente, se eu estivesse em uma igreja ouvindo o sermão, ao invés de estar em casa sentado na frente do meu computador, eu seria recolhido para o grupo dos “tocados pelo Espírito Santo”. Mas ao invés de ir procurar um líder religioso de qualquer natureza, fui ao encontro de um grande amigo meu que acredita em Deus, mas que tem um senso crítico muito apurado, uma clareza mental que eu admiro muito e que me conhece muito bem. Eu pensei “Se tem alguém que pode me ajudar a colocar a cabeça no lugar, é ele”. Fui andando pela rua em direção a casa dele ainda chorando. Eu já nem me lembrava do vídeo exatamente, mas as portas estavam abertas, minhas guardas foram suspensas e eu estava completamente vulnerável. Chorando sem parar no meio da rua, no melhor estilo novela mexicana eu seguia andando em direção a casa do meu amigo com um questionamento na cabeça “Será que eu sou Cristão sem saber?”.

Agora eu faço uma pausa no meu relato pra me explicar: não quero parecer nem extremamente idiota e nem extremamente cético. Não gosto de extremos, acho sempre que o bom caminho é o do meio. Pois bem, quando eu disse que não sou religioso, isso não quer dizer que religiões não me interessam. Pelo contrário, me interessam e muito. Todas as questões existenciais profundas que as religiões procuram responder são questões que também ocupam bastante a minha cabeça, só que eu nunca encontrei até hoje uma religião que as responda de uma forma suficientemente satisfatória para mim. Algumas respostas até me satisfizeram durante certo tempo, mas não demorou muito para que elas se juntassem ao monte de verdades não tão verdadeiras assim. O fato é que eu nunca cheguei a sentir que eu estava certo de nada. Talvez a busca por certezas seja a busca errada, mas isso é papo pra outra reflexão… Enfim, o que quero dizer é que eu não sou tão cético assim a ponto de achar que não existe nada metafísico por aí, mas também não sou tão idiota a ponto de acreditar em qualquer fantasma de lençol.

Alguma coisa naquele vídeo me acertou em cheio por alguma razão e o meu amigo me ajudou a vislumbrar o que poderia ser. Quando cheguei à casa dele, sentei-me ao sofá e contei o que havia acontecido. Eu falava ainda chorando, na expectativa de que depois de me ouvir ele me dissesse algo que fizesse sentido, porque o que eu tinha vivenciado até então não fazia muito.

— Você tem consciência de que este tipo de material é feito exatamente com o objetivo de provocar esta reação nas pessoas? — ele disse.

Eu parei de chorar e pensei por uns instantes.

— Não sei… Acho que não. Quero dizer, eu achei que tinha assim que comecei a assistir ao vídeo, mas aí eu comecei a chorar e esqueci-me disso.

— Pois é, mas você sabe que conhecer o processo não te torna imune a ele, não é mesmo?

— É, eu acho que acionando os gatilhos certos, mesmo que nós conheçamos os gatilhos não dá pra evitar a reação. — minha cabeça começava a voltar para o lugar certo.

— Exatamente. Olha, se você me disser que essa sua reação ao vídeo realmente fez você sentir algo pelo que você estaria disposto a mudar a sua vida, a forma como eu vou tratar isso vai ser outra completamente diferente, mas eu duvido que este seja o caso…

— É, acho que concordo com você, mas… Mas você viu o vídeo? Você não sentiu nada?! Quer dizer, eu já vi vídeos assim e eu nunca reagi desta forma.

— É, mas você nunca havia visto vídeos deste tipo em inglês, né?

— É, acho que não. Você quer dizer que pelo fato do vídeo ser em inglês ele pode ter me acessado de uma forma diferente que as mesmas coisas ditas em português?

— Também. O fato é que o vídeo é criado exatamente com este intuito. Essas pessoas são treinadas para colocar outras pessoas exatamente neste estado em que você se encontra. Elas não fazem isso por acaso, elas sabem o que estão fazendo e fazem muito bem.

— Entendi.

— Assista ao vídeo de novo e me diga o que você sente, ok?

— Tá.

Um pouco hesitante, assisti novamente ao vídeo. Confesso que ainda senti alguma coisa, mas não com a mesma intensidade que antes. Não senti vontade de chorar. Minha cabeça já estava enxergando as coisas através de outro prisma.

— Você percebeu sobre o que é o vídeo? — meu amigo acrescentou assim que terminei de assistir.

— É… Não sei. Várias coisas, né?

— Não, este vídeo é sobre Julgamento Final. Agora, a pergunta interessante é: você realmente acredita que um dia você vai ser julgado?

Fiquei em silêncio refletindo durante algum tempo.

— Sei lá, parece que sim…

Fiquei mais um pouco lá na casa dele vendo uns vídeos besteirol no Youtube pra me distrair e voltei pra casa com a questão na cabeça. Será que eu realmente acredito que um dia serei julgado?

Aqui cabe uma diferenciação entre crença ostensiva e crença oculta, uma teorização minha, muito incipiente e baseada unicamente nas minhas próprias reflexões. Se alguém já escreveu sobre isso, eu ainda não li o suficiente pra saber.

Vou pegar emprestada a definição de “crença” do Houaiss:

Crença: sub. fem. ato ou efeito de crer. 1) estado, processo mental ou atitude de quem acredita em pessoa ou coisa. 2) fé, em termos religiosos. 3) convicção profunda. 4) opinião manifesta com fé e grande segurança.

A crença exite na esfera mental e se manifesta no domínio físico observável através das atitudes das pessoas. Sabemos que muitos dizem acreditar em certas coisas, mas não agem de acordo, então também é possível que alguém diga não acreditar em algo, mas aja como se acreditasse. Presumindo que são as crenças pessoais íntimas que norteiam as atitudes de uma pessoa, alguém que ostente uma crença, mas tenha atitudes em desacordo com esta, tem também uma crença oculta, ou seja, não ostensiva, que é mais verdadeira do que que a crença ostentada, já que é essa crença oculta que norteia as atitudes daquela pessoa. Essa crença oculta pode ser oculta somente para os outros, mas muito clara para a pessoa, que esconde conscientemente sua crença, seja lá por quais motivos. No entanto, esta mesma crença pode estar ocultada até mesmo do próprio crente, que não faz a menor ideia de que crê no que crê, até que algo aconteça e ele tome uma atitude automática que seja concordante com a crença oculta e esta se torne de algum modo evidente. Naturalmente, uma crença ostensiva pode estar de acordo com as atitudes, isto é o que se espera. Neste caso temos uma crença consistente por se manter coerente em face as atitudes daquele que a sustenta. No caso de crença e atitude discordantes, temos, analogamente, uma crença inconsistente.

Devemos entender essas relações entre crenças e atitudes como algo fluido e em perpétuo movimento. As crenças de uma pessoa mudam no decorrer da vida e as atitudes de alguém também são afetadas por outros fatores que não unicamente as crenças do ator. Minha análise equivale a análise de uma fotografia, que é uma paralização no fluxo usual do tempo. Do mesmo modo que analisar uma fotografia não implica na compreensão do tempo, minha análise não tem a pretensão de ser capaz de avaliar a complexidade do sistema de crenças humanas, mas me serve na compreensão deste caso pessoal em particular.

O que ocorreu comigo foi que eu me deparei com uma de minhas crenças ocultas. Assim como a pessoa que se diz supersticiosa e se desespera ao ver um chinelo virado, eu me professo não religioso, não cristão, mas acredito sim, em algum grau, que pode ser muito mais relevante do que eu imagino, que um dia serei julgado por Deus, ou por algo muito maior do que eu, que sabe tudo o que faço e o que penso o tempo todo.

A principal questão que surge a partir desta constatação é: que controle eu tenho sobre o que eu mesmo acredito?

Sinceramente, eu não sei. E acho que esta é uma daquelas perguntas que serão sempre perguntas. Algumas coisas simplesmente não tem resposta, ou não tem apenas uma resposta. Talvez a busca por certezas seja mesmo uma busca errada, mas, como eu já disse, isso é papo para outro reflexão.

Rodrigo Ferreira é programador visual e estudante de psicologia.

#Religião

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arrebatamento-e-a-experi%C3%AAncia-religiosa

Introdução Aos Cultos da Sombra

Por Kenneth Grant.

“A inteligência negra é a adivinhação dos Mistérios da Noite, a atribuição da realidade às formas do invisível. É a crença na possibilidade vaga, a luz no sonho. Respeitemos os Mistérios da Sombra, mas mantenhamos nossas lâmpadas acesas”. Éliphas Lévi

Agradecimentos:

O AUTOR deseja agradecer a sua esposa por preparar as ilustrações e por contribuir com algumas de suas próprias ilustrações; Frater Ani Abthilal, IX° O.T.O., por disponibilizar uma interpretação iniciada e contemporânea do Tantra por um Adepto do Caminho da Mão Esquerda; e Frater Iadnamad, V° O.T.O., por permissão para citar passagens de seu Diário Mágico relevantes para a invocação da Serpente de Fogo.

Agradecemos também ao Sr. John Symonds, executor literário de Aleister Crowley, pela permissão para citar os escritos de Crowley, e ao Sr. Michael Bertiaux pelo uso do material que forma a base dos capítulos 9 e 10, e pela permissão para reproduzir algumas de suas pinturas.

Por fim, agradecemos àqueles indivíduos – muito numerosos para mencionar por nome – que escreveram ao autor em conexão com seus dois livros anteriores, pedindo mais detalhes sobre o aspecto tântrico da práxis mágica em relação à Corrente 93. Este assunto foi tratado com algum detalhe e, como este livro não pretende ser um manual de ocultismo prático, é necessário advertir o leitor contra a aplicação dos métodos e fórmulas mágicas que ele descreve.

Introdução:

ESTE LIVRO explica aspectos do ocultismo que são frequentemente confundidos com “magia negra”. Seu objetivo é restaurar o Caminho da Mão Esquerda e reinterpretar seus fenômenos à luz de algumas de suas manifestações mais recentes. Isto não pode ser alcançado sem um levantamento dos cultos primordiais e das fórmulas simbólicas que eles depositaram. Não existe campo mais rico para tal levantamento e não existe um esqueleto mais perfeito para encontrá-lo do que os sistemas fetiches da África Ocidental e sua eflorescência em cultos pré-monumentais egípcios. Tal levantamento é apresentado nos três primeiros capítulos, após o qual os símbolos emergem à luz dos tempos históricos e aparecem na forma da Corrente Tântrica explicada nos Capítulos Quatro e Cinco.

Esta Corrente parece divergir em duas grandes correntes que refletem infinitamente a fenda original entre os princípios criativos femininos e masculinos conhecidos tecnicamente no Tantra como Caminhos da Esquerda e da Direita. Eles são da Lua e do Sol e sua confluência desperta a Cobra de Fogo (Kundalini), o Grande Poder Magico que ilumina o caminho oculto entre eles – o Caminho do Meio – o caminho do Iluminismo Supremo.

É a falha quase universal em compreender a função apropriada do Caminho da Mão Esquerda que levou à sua denigração – principalmente por causa de suas práticas não convencionais – e a uma realização imperfeita dos Mistérios finais por parte daqueles que são incapazes de sintetizar os dois.

A lua está associada aos antigos cultos estelares da África, o berço da humanidade e a origem da magia “negra”. Mas a causa principal da difamação do Caminho da Mão Esquerda pelos adeptos do; dos cultos solares e posteriores – mesmo até os dias atuais – é devido a sua conexão com o aspecto feminino do Princípio Criativo. É o uso mágico sexual da Mulher nos ritos do Caminho da Mão Esquerda que a tornou universalmente suspeita.

Em um sentido mágico, a Sombra é a contraparte ou duplo[1] que acompanha o homem como seu gêmeo astral, sempre presente e sombriamente vibrante com o potencial de seu companheiro, o corpo físico. É também um símbolo do reino crepuscular dos mortos-vivos, de vampiros, zumbis e bestas fantasmas como a hyaena espectral, um culto que sobrevive até hoje; e de La Couleuvre Noire (a Serpente Negra), cujos devotos modernos são chamados a realizar ritos em lugares tão diferentes como Chicago, Madri e Leogane (Haiti).

Em um sentido místico, a Sombra tipifica a escuridão que substitui o relâmpago do êxtase cósmico adumbra biologicamente pela alquimia sutil do congresso sexual. A mulher, real ou imaginada, como principal instigadora do orgasmo, é a sombra suprema, o agente duplicador através do qual a mente reproduz e materializa suas imagens. Para este fim, ela reifica em forma humana a cintilante Serpente de Fogo conhecida pelos Adeptos como a Kundalini.

Uma encarnação humana desta Corrente Ofidiana só pode ocorrer em iniciados femininos que possuam uma constituição peculiar que lhes permita transmitir suas energias ocultas. Tais mulheres apareceram antigamente como prostitutas do templo, pitonisas, sumas sacerdotisas e suvasinis dos cultos tântricos do Vama Marg (Caminho da Mão Esquerda).

A fórmula da “prostituta sagrada”, persistiu até os tempos modernos no Culto do Amor sob a Vontade de Aleister Crowley com sua Mulher Escarlate; no Zos Kia Cultus de Austin Spare; no Culto Voodoo da Serpente Negra de Michael Bertiaux, e no sinistro Culto Chinês do Kû com seus demônios femininos e prostitutas do inferno que – para todas as suas meretrizes – guardam chaves para os portões do paraíso.

O sonho inerente, a verdadeira vontade, a obsessão primordial, são termos usados pelos iniciados para denotar o Deus Escondido que acolhe o homem através dos ciclos de nascimento e morte, sempre unindo-o com a Sombra e buscando a reificação no universo objetivo. Um Adepto sozinho pode determinar qual é a substância, qual é a sombra.

Devido ao estado atual da humanidade nesta era escura de Kali[2] houve um grande surto de energia primordial que encontra sua expressão mais completa nos fenômenos do sexo. Mas, se as energias sexuais não forem devidamente controladas e polarizadas, a destruição aguarda o praticante que as utiliza sem que este as utilize completamente, sem que se coloque de pé a fórmula do Caminho da Mão Esquerda que é, de todos os caminhos, o mais rápido e o mais perigoso.

Parece quase supérfluo acrescentar que um Mago só possa manipular impunemente a Corrente Mágica que carrega estes Cultos da Sombra. Como diz o Tantra[3]: “Chega-se ao céu pelas próprias coisas que podem levar ao inferno”.

Notas:

[1] Palavras como double, dabble, dapple, doppelganger, etc., implicam em dualidade de um ou outro tipo; daí o diabo ou diabo como o arquétipo da duplicidade. Ver The Magical Revival (O Renascer da Magia), pp. 52-4.

[2] Kali Yuga: Um termo usado nos Tantras para denotar Consciência em seu aspecto mais denso. Este aspecto deu origem ao ‘Hórus’, o Menino da Força e do Fogo que acabará por queimar a escória da Matéria e consumi-la totalmente no Fogo do Espírito. O vazio resultante é tipificado por Set (sombra gêmea de Hórus), o Satã dos cultos posteriores.

[3] Kulârnavatantra.

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Fonte:

GRANT, Kenneth. “Acknowledgements”. “Introduction” Cults of the Shadow. First published in Great Britain 1975 by Frederick Muller Limited, London, NW2 6LE.

Copyright © Kenneth Grant 1975

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/introducao-aos-cultos-da-sombra/

Palestra “As Ordens de Aleister Crowley”

Data: 06 de agosto de 2009 às 19 hrs,

Local: auditório da livraria CULTURA – Bourbon em SP,

Trata-se de uma palestra com o Frater AEL, com o tema: “As Ordens de Aleister Crowley” onde serão tratados pelo palestrante as Ordens : OTO, Santa Ordem AA e Golden Dawn. Ao final, uma breve apresentação com debate para duvidas a respeito do Collegium Ad Lvx Et Nox, que é uma escola de magia clássica e thelêmica, da Ordem dos Cavaleiros de Thelema, e da Santa Ordem A.’.A.’. .

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/palestra-as-ordens-de-aleister-crowley

Histórias de Fantasmas Europeus

 

Na Europa pré-cristã, entre os pagãos, os fantasmas já assombravam as populações bárbaras e tal como em todo o mundo eram, em geral, considerados como desordens da natureza, um desvio das almas que permaneciam no mundo dos vivos quando deveriam estar em seu próprio universo e, na terra, eram responsáveis por toda espécie de males. Tal como em outras nações, os rituais mais primitivos consistiam sacrifícios e cerimônias que buscavam aplacar os rancores e as mágoas das almas penadas. O cristianismo trouxe a associação dos fantasmas com o diabo e logo foram incluídos entre os fenômenos infernais.

No século X [anos 900], a Igreja já tinha se encarregado de definir que os espíritos bons iam para o céu ou para o purgatório enquanto os maus, naturalmente, deveriam estar no inferno. O fenômeno da possessão não era atribuído somente aos servos de Satanás, íncubos e súcubos mas, também, como a tentativa de um fantasma de voltar à vida apropriando-se do corpo de outrem. Na mente do povo, consolidou-se a idéia de que o mundo sobrenatural era dominado pelos espíritos dos santos católicos e pelos espíritos errantes, os fantasmas, tanto quanto pelos anjos e demônios.

O fato de alguém se tornar um fantasma depunha contra sua vida e sua morte não raro suscitando comentários desabonadores sobre o morto ou sobre membros de sua família posto que a condição fantasmagórica devia ter uma causa que somente poderia se enquadrar em circunstâncias específicas. Exceto pelo puro inconformismo do defunto, que poderia ter morrido de repente, ainda apegado aos seus amores e outros afetos, o fantasma deveria ter sofrido vida e/ou morte “ruins”: teria sido profundamente infeliz, guardava mágoas de pessoas próximas, fora assassinado ou suicidara-se. No ambiente puritano do cristianismo medieval essas suspeitas constituíam mancha vergonhosa na reputação dos envolvidos.

No Reino Unido, as crenças e o interesse por fantasmas são tradições cultivadas desde épocas remotas mas no século XIX [anos 1800] o interesse nos fenômenos dos desencarnados se intensificou, com a popularização do fenômeno das mesas girantes e advento espiritismo kardecista, consolidando-se em prestigiadas instituições dedicadas ao assunto como o Ghost Club of Great Britain, fundado em 1862 e que existe até hoje promovendo suas reuniões no The Victory Services Club, centro de Londres.

Entre seus membros, figuram personalidades como Charles Dickens, W.B. Yeats [poeta], Sir William Crookes [químico e físico], A.A. Watts, famoso medium, além de outros acadêmicos e homens da Igreja, como o Reverendo Staiton Moses. Um dado curioso, mas muito natural em uma instituição dessa natureza, é que os membros falecidos continuam sendo considerados membros ativos. Um dos casos de maior repercussão investigados pelo Club foi o da Borley Rectory [Paróquia de Borley], considerada “a casa mais assombrada da Inglaterra” [veja no tópico Europa]. O site do Ghost Club [www.ghostclub.org.uk] mostra que o grupo se encontra em plena atividade e segue investigando casos de fantasmas e assombrações bem atuais, utilizando equipamentos para o registro de imagens, sons e mudanças ambientais.

Em 1882, surgiu a SPR ─ Society For Psychichal Research [Sociedade de Pesquisa Psíquica – www.spr.ac.uk], um grupo de estudiosos notáveis que firmaram o propósito de investigar, com bases científicas, fenômenos como o mesmerismo [hipnose], parapsicologia e espiritualismo. A Sociedade atraiu cientistas não somente no Reino Unido: rapidamente encontrou simpatizantes e afiliados norte-americanos, como o psicólogo William James, que presidiu a Sociedade entre 1894 e 1895. O filósofo francês Henri Bergson também foi presidente da instituição, em 1913. Entre 1963 e 1965, a presidência estava com Donald James West, psiquiatra e criminologista, que voltou a ocupar o posto nas décadas de 1980 e 1990.

Alguns Fantasmas Europeus famosos

A Dama Branca: ou Dama de Branco, é uma assombração de um antigo castelo da Boêmia [República Tcheca, próxima à Alemanha] que pertenceu ao clã dos Rosenberg-Neahaus. De tempos em tempos, ela aparece em outros castelos de famílias amigas, como os Bradenburg, mas também já foi vista em Berlim. Muito alta, veste-se de branco e usa um véu de viúva adornado com fitas através do qual pode-se distinguir uma luz tênue. Ela desliza através dos corredores e aposentos daqueles castelos e lugares onde morreram membros de sua família. Dizem que é o espírito de Perchta Von Rosenberg, nascida em data incerta, entre 1420 e 1430. Foi casada com John Von Lichtensteis, barão rico e libertino. A Dama Branca teve, assim, uma vida infeliz, socorrendo-se com os parentes. Morreu em profundo desgosto, sucumbindo às indescritíveis afrontas que teve de suportar. Em dezembro de 1628, em uma de suas aparições, em Berlim, ouviram-na exclamar: “Veni, judica vivos et mortus: judicium mihi adhus superest!” ─ Venham! Julguem os vivos e os mortos; meu destino ainda não está decidido! [RADCLIFF, 1854].

A Dama Marrom de Raynham Hall [Inglaterra]: A Dama Marrom, The Brown Lady é, além de famosa, o fantasma cuja foto é a mais divulgada na história da fotografia de almas do outro mundo. Ninguém conhece sua identidade; sabe-se, apenas, que está relacionada a Raynham Hall. Sua primeira aparição data de 1835. Foi vista duas vezes por um cavalheiro que visitava a casa, Coronel Loftus cujo relato descreve-a usando um vestido de cetim marrom tendo somente cavidades negras no lugar dos olhos. Em outra ocasião, apareceu para o Capitão Frederick Marryat que, intencionalmente, resolveu dormir no “quarto assombrado” mas encontrou o fantasma no alto da escada onde, percebeu uma fraca luminosidade. Sua descrição, semelhante à de Loftus, acrescenta que na ocasião a Dama tinha na mão uma lanterna [antigo lampião]. Marryat, que tinha uma pistola à mão, disparou na direção da figura mas as balas atravessaram seu diáfano “corpo”. Em 1926, dois garotos também viram a Dama. Em 1932, a célebre fotografia foi obtida por Indre Shira e pelo Capitão Provand que trabalhavam em reportagem sobre o assunto para a revista Country Life. [FAMOUS MONSTROS]

A Mulher de Luto [Klage-weib]: é um tipo de fantasma internacional no se refere a sua conduta. A expressão Klage-weib é alemã, significando “Mulher que se lamenta” e refere-se a uma mulher grande; uma aparição alemã. Quando se aproxima uma tempestade e a lua brilha debilmente, sua sombra gigantesca pode ser vista em roupas esvoaçantes e funéreas, os olhos cavernosos e o olhar congelante. Ela estende seu longo braço e chora sobre as casas marcadas pela morte que se aproxima. Mas a “Mulher de Luto” também existe South Gloucestershire, [PARANORMAL DATABASE] Inglaterra, assombrando o cemitério de Charfield. Na versão inglesa, ela cobre o rosto com as mãos, demonstrando sua tristeza. Teria sido a mãe de duas crianças mortas em um acidente de trem ocorrido em 1929 que fez mais oito vítimas cujos restos mortais não permitiram identificação e, por isso, foram enterradas em uma cova coletiva. Em Tyrol [região entre a Itália e a Áustria], também existe uma mulher de branco cujo vulto pode ser visto nas janelas das casas prenunciando que, ali, alguém vai morrer.

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/historias-de-fantasmas-europeus/