Alguns Conceitos Básicos de Astrologia

Texto Publicado originalmente no blog “Astrologia Tradicional”, do Yuzuru Izawa.

É importante salientar que a Astrologia Medieval é muito mais limitada e mística do que a Astrologia Hermética. Existiam conceitos como “o Grande Maléfico”, “Grande Benéfico” e outras que hoje em dia estão descartadas mas que podem ser compreendidas do por que as pessoas pensavam daquela maneira. Por exemplo, a casa 6 como a casa dos “escravos” não faz o menor sentido hoje em dia. Mas pode ser simbolicamente atrelada ao conceito de Workaholic dos virginianos… o estudo dos símbolos nunca pode ser feito desatrelado do tempo-espaço de onde foi originado.

A palavra Zodíaco, que pode se traduzir como “Roda da Vida” (também como Roda animal), é a seqüência das doze constelações que se encontram de um e de outro lado da eclíptica, ou seja, do plano curvo imaginário no qual o Sol percorre num ano a totalidade da esfera celeste.

Em seus percursos os astros desenham formas diretamente ligadas à sorte da Terra e de seus habitantes, os homens, membros ativos do sistema. Estas condições nos marcam e nos servem para conhecer nossos limites, determinados primeiramente pelo lugar e pelo tempo de nosso nascimento e, a partir de tais limites, poderemos optar pelo ilimitado como fundamento de toda ordem verdadeira.

Desde o começo dos tempos, os astros escrevem no céu uma dança contrapontística e harmônica de formas e ritmos computáveis para o ser humano que, sumido no caos de um movimento sempre passageiro, toma essas pautas como mais fixas e estáveis no decorrer constante de noites e dias que tende a se confundir num amorfo sem significado. Estas pautas condicionam sua vida, tal qual a cultura em que nascemos, sujeita ao devir histórico e à determinação geográfica, também não alheios à sutil influência de planetas e estrelas. Trata-se de conhecer não só o mapa do céu como introdução ao entendimento da Cosmogonia, senão também de considerar a importância que estes têm em nossa vida individual e em relação à integração dela no macrocosmo, sem cair em jogos meramente egóticos ou simplistas senão, pelo contrário, com o objetivo de encontrar nos planetas e no zodíaco pontos de referência para conciliar as energias anímicas de nossa personalidade, equilibrando-as de modo tal que o estudo da Astrologia seja um auxiliar precioso do Processo de Conhecimento, fundamentado na experiência que os astros e seus movimentos produzem no ser individual e sua existência, e que podem ser manejadas de acordo às pautas benéficas e maléficas que sua própria energia-força dual manifesta no conjunto cósmico.

Essa cola serve para quem não sabe de memória a ordem dos signos, ou o nome dos planetas, ou onde mesmo achava “aqueles tais dos termos”, etc. Por enquanto teremos poucos itens, e vamos crescendo:

– planetas

– signos

– casas astrológicas

– Tipos de aspectos

1 – Planetas (na ordem caldeica – mais lentos até os mais velozes)

– Saturno – grande maléfico – ordem, restrição, ossos, problemas, reis, mendigos, velhos, melancolia – seu ciclo demora 29 anos

– Júpiter – grande benéfico – advogados, justiça, benevolência, chuvas, filhos, fama e fortuna, sorte, alegria, filosofia e sabedoria – 12 anos

– Marte – pequeno maléfico – soldados, brigas, violência, coragem, homens jovens, irmaos, viagens – 2 anos e meio

– Sol – o rei, o coração, o poder, as autoridades, a coragem, a força, o olho direito, a força vital, o pai, o marido – 1 ano

– Vênus – sexo e casamento, diversao, bebidas e alegria, vestidos, coisas bonitas, a esposa, a amante – 1 ano – nunca se separa muito do sol

– Mercúrio – mensageiros, a escrita, a fala, escravos, nem homem nem mulher, nem bem nem mal, a inteligência, o cérebro, todos que trabalham com palavras e números – 1 ano, sempre muito próximo do sol

– Lua – a emoção, a esposa, a mãe, o corpo físico, a fertilidade, a mente, os leva-e-traz, a prata, os objetos perdidos, os fugitivos, etc, 1 mês.

2 – Zodíaco (elemento do signo, regentes, parte do corpo, e caracteristicas importantes)

– Áries – fogo, cardinal, representa a cabeça, signo “quadrúpede”, é regido por marte.

– Touro – terra, fixo, pescoço, quadrúpede, é regido por vênus

– Gêmeos – ar, signo mutável ou “comum”, mercúrio, ombros e braços, signo humano, de “grande voz”, é regido por mercúrio.

– Câncer – água, cardinal, lua, peito, signo fértil e silencioso, é regida pela Lua.

– Leão – fogo, fixo, sol, coração e costas, signo estéril e bestial, é regido pelo Sol.

– Virgem – terra, mutável, mercúrio, abdômen, signo humano e estéril, de grande voz, é regido por mercúrio.

– Libra – ar, cardinal, vênus, as cadeiras e bunda, signo humano de grande voz, é regido por Vênus.

– Escorpião – água (e não fogo, como muitos pensam), fixo, rege o pênis/vagina e o ânus, um signo escuro, fértil, silencioso. regente é marte (e não plutão),

– Sagitário – fogo, mutável, regente é júpiter, rege as pernas, a primeira parte do signo é considerada humana, a segunda é bestial, é regido por Júpiter.

– Capricórnio – terra, cardinal, regente é saturno, joelhos, de natureza bestial. É regido por Saturno.

– Aquário – ar, fixo, rege a panturrilha e batata da perna, medianamente comunicativo, poucos filhos, signo humano, regente é saturno (e não urano).

– Peixes– água, mutável, rege os pés, signo fértil e silencioso, regente é júpiter (e não netuno).

3 – Casas Astrológicas

– Casa 1 – Ascendente – o corpo físico

– Casa 2 – o dinheiro, as coisas que ajudam a casa 1, como por exemplo um assistente pessoal ou um advogado (em horária)

– Casa 3 – irmãos, viagen, a religiosidade prática das pessoas

– Casa 4 – o pai (e não a mãe), a família (considerada em geral), a casa, a terra, o país natal, os bens imóveis, objetos perdidos, tesouros enterrados, etc.

– Casa 5 – filhos, diversão, o sexo (e não a casa 8 como muitos aprenderam), propriedades do pai, embaixadores.

– Casa 6 – doença (e não saúde), defeitos do corpo, trabalho penoso (e não carreira), escravos, pequenos animais, inimigos (na astrologia grega).

– Casa 7 – inimigos (para os árabes e medievais), esposo(a), amor, casamento, parcerias, combates, processos legais.

– Casa 8 – Morte (e não o sexo), assassinato e outras causas para a morte, heranças, pobreza, dinheiro da esposa, gastos.

– Casa 9 – Espiritualidade (e não a casa 12) , Viagens, religiao, seriedade, conhecimento, filosofia, confianca, visoes, sonhos e profecias

– Casa 10 – o rei, o governador, autoridade, nobres, sucesso, fama, carreira, comércio, profissao, a mãe.

– Casa 11 – felicidade, amigos, rezas, coisas que ganhamos do nada ou repentinamente, coisas que nos ajudam, amor, longevidade, dinheiro do trabalho.

– Casa 12 – inimigos secretos, miséria, ansiedade, prisoes, asilos, dividas, auto-destruicao, doencas, principalmente as mentais e as crônicas, que causam longa hospitalizacao, escravidao, animais grandes, exilio, depressao (ou seja, nada a ver com espiritualidade), bruxaria (no sentido de magia negra).

4 – Tipos de Aspectos – os aspectos são relações angulares entre os planetas. Um planeta “aspecta” outro quando estão em signos que podem “enxergar-se”, pois o conceito tem a ver com a sua transmissão de luz. Os aspectos modernos (semi-sextil, sesquiquadratura) devem ser ignorados. Existem cinco tipos de aspectos, às vezes chamados de ptolomeicos:

– Conjunção (0 grau) – não é tecnicamente um aspecto, mas tá valendo. Você encontrará o dois planetas no mesmo signo, em graus próximos, por exemplo, o sol em 5 de leão e saturno em 7 de Leão estão em conjunção. Significa a fusão de duas naturezas planetárias.

– Oposição (180 graus) as duas naturezas se combatem como inimigas. A oposição de um planeta em áries estará no signo oposto, Libra. A oposição de touro está em escorpião, etc.

– Quadratura (90 graus) – relação tensa entre dois planetas. Por exemplo, um planeta em áries estará em quadratura por signo com qualquer planeta em câncer, libra ou capricórnio.

– Trígono (120 graus) – relação “fácil” que se dá entre signos de mesmo elemento. Por exemplo câncer, escorpião e peixes formam trígonos entre sí, porque são signos de água.

– Sextil (60 graus) – relação também fácil, mas bem mais fraca que o trígono, muitas vezes nem se nota

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alguns-conceitos-b%C3%A1sicos-de-astrologia

David Beth

David Beth, escritor e explorador esotérico, nasceu em Luanda, Angola, de pais alemães, em maio de 1974. Durante sua vida ele passou dezesseis anos na África, vivendo na Nigéria e no Quênia.

O clima único, metafísico e espiritualmente rico, especialmente na África Ocidental, teve uma grande influência sobre David desde cedo. Durante esses dezesseis anos, ele teve a sorte de encontrar pessoalmente muitos poderosos representantes das tradições espirituais e metafísicas locais, como Susanne Wenger, suma sacerdotisa de Osun e guardiã das florestas sagradas de Oshogbo. Durante seus anos na África, ele recebeu transmissões e palestras de vários tipos que ele infundiu em seu trabalho mágico e espiritual.

Um profundo interesse pela tradição esotérica ocidental levou-o a estudar vários sistemas de magia e realização espiritual e a receber iniciação neles.

Sua pesquisa esotérica eventualmente o levou à Gnose Voudon de Michael Bertiaux – com quem ele formou uma importante amizade pessoal e relacionamento esotérico – tanto na Ordem Voudon Gnostic quanto na Ordem La Couleuvre Noire (L.C.N.) da qual ele se tornou mestre e agora os serve como Soberano Grão-Mestre (SGM).

Ele também é um dedicado Bispo Gnóstico não dualista da Ecclesia Gnostica Aeterna (E.G.A) e Grande Comandante da Fraternitas Borealis (F.B.), duas organizações que operam de forma única com a Gnose Cósmica.

Sendo de certa forma uma personalidade nômade, David Beth já viveu em muitos lugares e países desde Hamburgo, na Alemanha até Los Angeles, nos Estados Unidos e Londres, na Grã-Bretanha. Ele tem viajado pelo mundo por prazer, aprendizagem, inspiração e um desejo geral de exploração.

Formado, ele usa seu aprendizado acadêmico e sua prática espiritual para pesquisar e desenvolver continuamente sistemas espirituais de realização,  além de escrever artigos e livros. David frequentemente dá conferências, palestras e realiza seminários e workshops ao redor do mundo.

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Fonte: https://www.labirintostellare.org/autori/david-beth/

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/david-beth/

Chacras : significado e localização

Sahasrara – Está além dos centros dos Chakras (ou chacras). Acima da cabeça. Não é tecnicamente um Chakra, embora muitos o chamem assim. Pode ser considerado Kether misturado à Ain Soph. Este centro está além da linguagem.

Ajna Chakra – Localiza-se entre as sobrancelhas. Relacionado à região da Mente Etérea. Às vezes é chamado de terceiro olho. Sua cor é Branca. Está além da noção das dimensões. A Mente Pura. União Divina do Self pessoal com o Self coletivo. Poder de deixar o corpo à vontade. A habilidade do Verdadeiro Vidente. Pode ser considerado Chokmah e Binah, o primeiro acasalamento entre Sabedoria e Compreensão.

Vishuddha Chakra –  Localiza-se na região da garganta. Relacionado ao Som e ao Éter. Sua cor é roxo esfumaçado. Poder da libertação das possessões das atividades mundanas; o completo conhecimento é obtido:do passado, do presente e do futuro. A Mandala é um círculo. O Animal é o elefante. O órgão é a boca. Pode ser pensado como a ‚falsa‛ Sephirah Daat.

Anahata Chakra –  Localiza-se na região do coração. Relacionado ao Ar. O Sentido é o tato e os sentimentos. A cor das suas pétalas é vermelho sangue. Poder de ouvir Om com o ouvido interno. Poder de proteger e destruir os três mundos. A Mandala é um Hexagrama. O Animal é um antílope. O órgão é o pênis. Tiphareth.

Manipura Chakra –  Localiza-se na região entre o diafragma e o umbigo. Relacionado ao Fogo. O Sentido é a Visão e as ‚emoções‛. Tem cor de nuvens carregadas de chuva, azul escuro. Poder de criação e destruição de mundos e a riqueza do conhecimento pessoal. Pode ser associada com o Grau do Portal, passagem da Ordem Exterior para a Ordem Interior.

Scadhisthana Chakra –  Localiza-se ligeiramente sobre a região genital. O Sentido é o Paladar. As cores das suas pétalas são vermelhas alaranjadas. Relacionado à Água. Poder do discurso bem fundamentado, ou versado; a imaginação. Libertação dos inimigos. Sua Mandala é a lua crescente. Seu animal é o jacaré. Seu órgão são as mãos. Yesod.

Muladhara Chakra –  Localiza-se na região anal. Relacionado à Terra. O Sentido é o Olfato. Cor de carmim. Poder da Eloqüência e do eterno conhecimento. Sua Mandala é quadrangular. Seu animal é o elefante. Seu órgão são os pés. Malkuth

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/chakras-significado-e-localizacao/

Paralisia Progressiva

Este texto foi traduzido com a permissão de Ulric “Gestumblindi” Goding a Nicholaj Frisvold para publicação exclusiva aqui no TdC. Ulric é membro do Clan of Tubal Cain, publicado originalmente no site http://manofgoda.com sob o título “Progressive Stasis”.

Escrevo isto não como um mero seguidor de uma prática distinta em sua tecnologia, mas como um membro de um povo distinto em sua cultura. Os chifres são colocados, o garfo na mão. Hora de ser patife e bancar o advogado do diabo.

Todos os homens não são iguais.

Vomita-se uma utopia enjoativamente doce.

Balindo no rebanho crescente, as ovelhas permanecerão ovelhas e lobos agirão de acordo. Por mais que se queira do contrário, isto não pode mudar.

As ovelhas podem ser apaziguadas e convidadas ao covil, mas vão ser abatidas para o jantar quando a necessidade ou o desejo surgir.

A fixação de si, e qualquer posterior olhada para o próprio umbigo parece ter desarmado o “mundo ocidental”. Tentamos defender a correção política, durante todo o tempo em que vivemos sob uma política que falha a muitos. Assistimos ameaças fortalecerem enquanto brigamos para determinar qual ação é a certa. Devido à natureza “progressista” da sociedade ocidental, há tantas opiniões diferentes quanto há indivíduos; tanto que a progressão em direção à resolução vacila e fica estática. Força na identidade comum sempre terá a vantagem. No entanto, quantos neste “mundo saidinho” podem dizer que ‘adicionaram’ à comunidade? Não é uma coleção de indivíduos que compõe uma comunidade, mas uma coleção de unidades menores coesas, as famílias se preferir.

Mesmo que ser um ser humano seja um traço comum entre nós, não somos uma bolha homogênea. A constituição – não só a humanidade, mas também a multiplicidade de expressões de vida neste mundo – é heterogênea e deve ser acolhida como tal.

Será que estamos olhando para as tentativas de conversão, pregações de ‘profetas’ infindáveis, radical-isto, liberal-aquilo, abundantes manifestos que buscam casar o Ofício com humanismo secular? Se você não aceitar “isto”, então você não é “verdadeiramente” aquilo… De quem é a autoridade que dita que tal é o caso?

O “Tradicional” ou o Velho Ofício já teve seus dias?

As cosmovisões tradicionais são exclusivas em sua natureza, e tal é a natureza da besta, pergunte a qualquer antropólogo e tenho certeza que ele vai te dizer o mesmo. Uma pessoa está ou no limite social aceitável ou no (sub) cultural, e se fora deles então, a pessoa é, literalmente, uma “forasteira” por padrão.

Pessoalmente, posso percorrer a paisagem, compartilhar a companhia de outros, beneficiar-me da hospitalidade alheia, mas permaneço distinto deles. Sou obrigado à Lei do meu Povo, encontro o meu parentesco no Povo, devo a minha fidelidade à Dama e Magister do Clã. Outros têm suas próprias obrigações e limites que eu não compartilho, e por isso sou um “forasteiro” para eles e à sua raça, da mesma fora em que eles são para a minha.

Eu entendo que estas não são palavras confortáveis ​​em um mundo que demanda inclusão; no entanto, esta é a realidade para aqueles que aderem a um paradigma Tradicional.

As Nornes decidiram o meu fado nesta vida em minha primeira respiração, provavelmente muito antes disso. Se eu não nasci uma determinada cor, credo ou assim por diante e isto me impede a entrada para um sistema ou cultura nativa, então que assim seja, as Nornes falaram. O problema não reside na exclusividade, mas com a violência ou falta de tolerância demostrada tanto na manutenção da exclusividade, ou na execução da inclusão. Por exemplo, é “errado” se os povos nativos desejam manter suas práticas exclusivamente aos seus? Em minha opinião, não é. Ainda assim, o comportamento exclusivo pode ser debatido como racista? Vou deixar que cada um medite por si.

Parece ser um fenômeno moderno que as pessoas pensem que o mundo lhes deve algo, que pelo mero fato de termos nascido humanos, nós “temos o direito” a cultura ou subcultura de todo mundo. Bem, aqui eis aqui uma novidade para estas pessoas: o mundo não lhe deve nada. Somente através de suas ações você pode adquirir sua porção alocada na vida e não por simplesmente existir como um membro da humanidade.

A dura realidade da vida é que não nascemos iguais, intelectualmente ou fisicamente não desenvolvemos de forma homogênea, cada um tem seus próprios pontos fortes e fracos que podem beneficiar e prejudicar enquanto se percorre o caminho do nascimento à morte. Para aqueles que buscam consolo no Culto do Indivíduo, esta é uma perspectiva desconfortável.  Isto significaria que um é “melhor” equipado do que o outro em diferentes estações dentro da estrutura da sociedade. Para aqueles que aderem a uma visão de mundo tradicional, esta não é uma perspectiva desconfortável para ser substituída por uma inclusão liberal; esta é simplesmente a realidade comum, onde as peças díspares forjam um todo mais forte.

Por muito tempo as pessoas têm remado em um esgoto da Nova Era de “busca-de-si”, “autodesenvolvimento”, “eu”, “si”, “self”… Beneficiando a si mesmo como uma prioridade, a evolução material de raízes fundadas na escatologia egoísta que é “salvação pessoal”.

Eu olho ao redor, à “comunidade” do Ofício e vejo multidões de indivíduos que buscam “fazer um nome” para o seu próprio bem, para ser um movedor e agitador dentro da esfera da Arte. Mestres autoproclamados, Conselhos e Manifestos declarados que engrandecem os autores mais do fazem tirar as bundas para fora dos sofás e longe das telas.

Ouço com uma consistência desanimadora: “Meu relacionamento com os espíritos me dá …”, “eu vou fazer um trabalho para conseguir … “,” Eu vou comprar este livro de edição limitada com pele de cobra…” Que farsa; parece que nós, pessoas confortáveis do século XXI estamos brincando de Harry Potter para que possamos nos vangloriar para o outro avatar sem rosto na Internet. Aquilo que as pessoas estão brincando que a Arte seja é pouco mais do que chacoalhar os braços, ouvindo ecos vazios da própria conversa fiada e inflando egos enquanto nos gabamos para todos os que quiserem ouvir. Isto está longe do que me motiva à Arte.

Perdida em distração mesquinha, essa busca da construção de uma persona aceita pelos colegas tem feito mais dano do que benefício na construção de algo duradouro.

O Culto da Personalidade de fato é um veneno doce e doentio, assim como os edulcorantes em alimentos artificiais que você não pode sentir isso te matando. A preciosa visão de si de uma pessoa significa muito pouco, na melhor das hipóteses uma persona carismática possibilitará a difusão de ideias que podem beneficiar a comunidade, na pior das hipóteses uma persona carismática pode causar atrocidades tais como as sofridas durante a Segunda Guerra Mundial, bem como eras anteriores e posteriores. Persona é meramente uma ferramenta que permite a interação, que esperançosamente dá à pessoa os meios para beneficiar a sua comunidade. Um artesão não é definido por suas ferramentas, nem deveríamos ficar fascinados pela ferramenta que é o ego.

Robert Cochrane, um antepassado do meu Povo e fundador do Clan, tem sido sujeito a este culto à personalidade e desde seu falecimento muitos querem um pedaço dele, por assim dizer. Por favor, permita-me ser um tanto controverso por um momento…  Quem era ele do lado de fora de seu próprio povo não tem importância; sim, ele era dotado, ele também era atormentado. Tenho certeza de que há muitos que compartilham traços no mundo. O mais importante são as suas ideias, coisas que sobreviveram e foram reforçadas desde sua morte, ideias que deram inspiração a muitos, ideias que fortaleceram uma comunidade maior, em vez de beneficiar apenas a ilha solitária de si mesmo.

O Ofício é todo a respeito do relacionamento, pura e simplesmente. Sim, o self-ego nos dá um ponto de orientação inicial, como levamos a nossa bússola e viajamos através das vastas paisagens da existência humana e extra-humana. Mas serve apenas como uma orientação inicial. Relacionamentos não são unicamente focados em tomar, mas doação recíproca. O Ofício é uma expressão natural da cultura, tradicionalmente enraizada na troca de presentes que estreitava os laços dentro da comunidade (entre ambos, humanos e os Outros), e isto, por sua vez, dava melhores chances de sobrevivência contra a ameaça externa, seja na forma de fome ou violência. Deixe-me reiterar, no entanto, não é tanto a sobrevivência de si, mas a sobrevivência de um povo.

Se não formos vigilantes, o Culto da Individualidade trará a morte da Arte Tradicional. Não importa nem um pouco se alguém é gay, hétero, trans, negro, branco, amarelo; pró-isto ou anti-aquilo, isso é apenas mais entrincheiramento dentro de si. Abrace a heterogeneidade, mas nunca perca de vista que em vez de servir a si, busque servir ao seu povo, a sua comunidade, em primeiro lugar. E para aqueles que se professam Magister, Convocador, Homem de Preto, ou outros títulos, lembre-se que tais títulos devem lembrá-lo de que você carrega mais responsabilidade a serviço do seu povo, mantenha-os como um fardo de necessidade e não uma dádiva de status.

Seja qual forem os títulos, distinções ou orientações do self que são mantidos, eles logo desaparecem quando a lâmina é colocada no pescoço. Não é uma perda iminente da orientação ou cor que tememos nesta circunstância fatal, é a perda de vida que lamentamos.

Afinal…

“Ninguém encontra muita utilidade para um cadáver” (Hávamál)

Flags, Flax & Fodder,

Ulric “Gestumblindi” Goding

Níwe Dæg – Níwe Léoht – Níwe Hopan

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/paralisia-progressiva

O Karma e suas Leis

1- Uma senhora está grávida de gêmeos univitelinos ou idênticos. Nascem dois meninos. Estes têm a mesma genética e são criados da mesma forma, no mesmo lar, estudam nas mesmas escolas e tem um ambiente psicológico emocional idêntico com a mesma educação de caráter. Um vai bem nos estudos e o outro tem uma terrível dificuldade de aprender. O primeiro é honesto, de bom caráter e íntegro e o segundo é malandro e desonesto. O honesto tem uma vida curta, pois morre de câncer aos 20 anos e o segundo vive 90 anos e enriqueceu ilicitamente.

2- Duas crianças nascem na mesma hora e dia. Os pais da primeira são ricos, inteligentes e cultos e seu recém-nascido é saudável. Os pais da segunda criança são paupérrimos, analfabetos e doentes e seu filho nasceu todo deformado.

Qual a lógica destes acontecimentos? Deus é injusto? A natureza tem falhas? Sorte, azar e destino existem? Será que não tem ninguém governando o Universo? Posso levar uma vida inteira de crimes e bastará um arrependimento no último suspiro para que eu seja salvo? O que seria de nós com apenas uma oportunidade de existência diante do erro? Não somos infalíveis! Que “Pai” não daria uma segunda chance a seus filhos? Ninguém que não aceite a reencarnação ainda não conseguiu responder com lógica e coerência estas questões até hoje.

Infelizmente houve uma deturpação desse termo (karma) no ocidente e a cultura popular o adotou como castigo, fatalismo imutável, trazendo também a palavra dharma como mérito. Quando na verdade no Oriente utiliza-se o termo dharma com o sentido de agir segundo as leis da natureza e adharma com o significado de contrariar estas mesmas leis.

O conceito hindu a esse respeito é bem distinto do ocidental muito embora, hoje em dia também tenha se deturpado. Influenciado pelo cristianismo, rico em noção de culpa e pecado, o karma para os ocidentais tem uma configuração de algo forçosamente ruim, que se deve pagar com sofrimento. Mas em suas raízes, bom ou mau karma, advém unicamente de ação e seus respectivos efeitos. O termo karma começou a adquirir popularidade no mundo ocidental no final do século XIX através da Doutrina Espírita e a Teosofia.

Karma é um termo sânscrito que significa atividade, ação, e representa a lei de causalidade ou lei de ajuste

A lógica nos leva a crer que todo acontecimento, como efeito, provém de causas anteriores que por sua vez vão produzir efeitos futuros numa reação em cadeia. Mas karma também é a lei que rege o mundo do pensamento, do sentimento, emoções e energia. Karma é a lei que rege os fenômenos da vida, como também a lei que determina, governa e administra, não só veículo físico do homem, como também outros veículos que perfazem o Universo Consciencial (o corpo energético, o corpo emocional e o corpo mental e outros que nem sonhamos em conhecer).

Karma é o resultado do que cada um planta por seus pensamentos, sentimentos, energias e ações e demonstra que somos totalmente responsáveis por cada ato mínimo que seja.

Mais importante, no entanto, é entender que, se contribuímos com os fatos que nos acontecem através do livre-arbítrio, podemos mudar nossa “sorte”. Acelerando ou atrasando os processos da vida e até impedindo que coisas boas ou ruins aconteçam.

Estamos mergulhados num emaranhado de processos de energia entre ações e reações bem ponderadas. Estamos colhendo frutos de semeaduras do passado enquanto semeamos a colheita do futuro. Estamos sofrendo reações de nossas ações do passado enquanto criamos novas ações que por sua vez se converterão em reações no futuro.

Todo gesto, ato, evento tem seu lado positivo e negativo. Quase todo evento que causamos gera uma quantidade de Karma negativo e de Karma positivo, às vezes as mais simples ações. Só enxergamos e percebemos o que nos atinge, pois “nossa dor sempre dói mais que a dor dos outros” e percebemos mais a dor que o prazer.

O karma é a lei que regulamenta e motiva a evolução das espécies, o relacionamento e a troca entre as espécies e entre as espécies e seu meio ambiente. O Karma é o Sistema Nervoso do Universo Multidimensional e é o responsável pelas reações diante dos estímulos dos que nele habitam. Se tratarmos mal o meio ambiente colheremos os frutos que serão secas, enchentes, temporais, etc. Se poluirmos um rio como esperar um pescado sadio?

A parte mais delicada do processo kármico é entre nós mesmos. Temos vários karmas negativos com diversas consciências (almas) e nesta vida viemos dentre todos, saldar o karma mais urgente, outros karmas ficarão para depois. Façamos bom proveito.

O conhecimento dos processos espirituais, conscienciais, bioenergéticos e projetivos é muito importante para se trabalhar o karma pessoal. O esclarecimento gera conhecimento que gera responsabilidade. A responsabilidade gera mudança e gera auto-análise. Quem não produz auto-análise jamais dinamizará o processo de quitação de seu karma. Karma se quita com trabalho e não com sofrimento. O sofrimento é gerado pela consciência pesada que não confia em si e tem medo de responsabilidade optando por quitar o karma sofrendo (autopunição) atrapalhando a si próprio em seu caminho evolutivo, pois quanto maior a autopunição, mais difícil é render um bom trabalho para quitação do próprio karma. A quitação do karma pessoal é aprendizado e compensação consciencial.

O caminho é assumir o karma, aceitar, agradecer e trabalhar o máximo possível para compensá-lo. A responsabilidade de assumir o karma gera o arrependimento e este gera mudança imediata de atitude interna e externa, sincera e gera energias conscienciais renovadoras. Estas energias geram freqüências mais elevadas, sadias e positivas, dinamizando o trabalho e a vontade de quitar o karma com disposição e coragem.

Nada nem ninguém ou somente orações ou mentalizações ou meditações vão “queimar” seu karma, conforme li e ouvi de alguns espiritualistas menos informados, mais místicos e menos práticos. Karma não se queima, é um conceito errado, karma se quita com trabalho produtivo de assistência a outros seres humanos. Este é um planeta de provas e expiações, estamos imersos num planeta de karma coletivo muito grande e se começássemos a nos perdoar e nos ajudar dinamizaria o processo planetário e a paz mundial.

Karma não é vingança de Deus. Deus não é vingativo, não pune nem perdoa. Deus na verdade é impessoal e não tem piedade e nem ódio. Ele criou as leis e elas nos regem. As leis são automáticas. Não espere plantar espinhos e colher morangos, não espere semear trevas e colher luz. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. A semeadura é o livre arbítrio da consciência e a colheita são as conseqüências kármicas adquiridas.

Para cada ação existe uma reação igual e contrária. Para mudar o karma é necessário reforma íntima gerando energias conscienciais de freqüências mais elevadas, pois a partir do arrependimento abrem-se novas perspectivas, possibilidades e oportunidades e a primeira destas aberturas é a ajuda espiritual de seus amigos invisíveis (ou não) dos seres espirituais ou seres da quinta dimensão.

#Espiritismo #Espiritualidade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-karma-e-suas-leis

Entrevista com um Reptiliano

Eu garanto que o seguinte texto é a absoluta verdade e não é obra de ficção. Essa transcrição é parte de uma entrevista que eu fiz com um ser não humano um reptiliano em dezembro de 1999. Esse ser “fêmea” há alguns meses tem mantido contato com um amigo meu (está determinado no texto pelas iniciais ‘E.F’) desde alguns meses. Deixe-me dizer que em toda minha vida fui um cético sobre assuntos relacionados a Ovnis, aliens e outras coisas esquisitas e eu pensava que E.F somente me contava sonhos ou histórias fictícias sempre que me contava sobre seu primeiro contato com o ser não humano “Lacerta”. Eu continuava cético quando eu me encontrei com este ser em 16 de dezembro do ano passado num pequeno quarto de uma casa distante de um amigo próximo de uma cidade ao sul da Suécia e apesar desse fato eu vejo agora com meus próprios olhos que ela não é humana. Ela me contou e mostrou muitas coisas inaceitáveis durante esse encontro que eu não posso negar a realidade e a verdade de suas palavras nem mais um minuto. Isso não é outro daqueles enganosos documentos UFOs que afirmam dizer a verdade mas de fato contam justamente ficção e eu estou convencido de que nessa transcrição contém uma única verdade e então você deveria ler isto.
Eu tinha conversado com ela por cerca de 3 horas assim a seguinte transcrição mostra a vocês somente partes abreviadas da entrevista porque ela me pediu após a entrevista para não publicar tudo que ela tinha me contado até então. A ordem das perguntas nesta transcrição não estão na mesma ordem em que eu as fiz logo isto pareça ás vezes um pouco confuso para você. Não foi fácil não incluir todas as partes importantes da transcrição que ela tinha me pedido para retirar assim eu peço desculpa pela ordem incomum usada na transcrição. Eu tenho guardado a transcrição inteira da entrevista (49 páginas que contém gravações que eu tenho de toda a entrevista, alguns desenhos do corpo dela e de seu equipamento) mas eu não revelarei isso antes que eu tenha a sua permissão. Eu enviarei esse fascinante documento ainda que em forma resumida para quatro de meus confiáveis amigos da Finlândia, Noruega, Alemanha e da França, e eu espero que muitas pessoas quanto possível sejam capazes de ler e entender a transcrição. Se você receber isto, envie para todos os seus amigos via e-mail ou fazendo cópias das impressões deles.
Eu garanto além disso que a sua espécie possui várias habilidades “paranormais” como telepatia e telecinese (incluindo o movimento e dança de meu lápis na mesa sem tocá-lo e o vôo de uma maça à cerca de 40 centímetros em volta de suas mãos) que me foi mostrado durante ás 3 horas e 6 minutos do encontro e eu estou absolutamente convicto que essas habilidades não foram truques. O seguinte é certamente difícil para entender e acreditar para alguém que não tenha vivenciado isto mas eu estava realmente em contato com a mente dela e agora eu estou completamente convicto que tudo que ela disse durante a entrevista é a absoluta verdade sobre nosso mundo.
Infelizmente se eu ler a transcrição inteira e (muito mais) nesta forma muito resumida, eu terei a forte impressão que tudo que eu escrevi parece inacreditável para ser verdade, como má história de ficção científica da tv ou do cinema, e eu tenho dúvidas que qualquer um acredita em minhas experiências. Mas elas são verdadeiras se você quiser acreditar ou não. Eu não posso esperar de você que você acredite em minhas simples palavras sem provas mas eu não posso dar a você essa prova. Por favor leia a transcrição e pense sobre ela e você talvez veja a verdade nestas palavras.
Haverá um novo encontro entre eu e ela (novamente na mesma casa na Suécia) em 23 de abril 2000 e ela me prometeu que talvez me desse alguma prova de sua existência. Enquanto isso, eu junto perguntas que eu irei perguntar a ela. Talvez ela me dê permissão para revelar mais sobre as partes excluídas da transcrição e sobre a próxima guerra.
Acredite ou não mas isso realmente não importa (mas eu espero que você acredite).
Ole K.
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Transcrição da entrevista (forma resumida)
Data 16 de dezembro de 1999
Pergunta: Em primeiro lugar quem você é e o que você é? Vocês são uma espécie extraterrestres ou a origem de sua criação é deste planeta?
Resposta: Como você pode ver com seus próprios olhos eu não sou um ser humano como você e para ser honesta eu não sou um verdadeiro mamífero (apesar de partes de meu corpo terem características de um mamífero) que é um resultado da evolução. Eu sou um ser réptil fêmea pertenço a uma raça reptiliana muito antiga. Nós somos os nativos terrenos e nós vivemos neste planeta há milhões de anos. Nós somos mencionados em suas escrituras religiosas como na sua bíblia Cristã e por muitas das suas antigas tribos humanas que estavam cientes de nossa presença e nos adoravam como deuses, por exemplo, os egípcios e os Incas e muitas de outras antigas tribos. Sua religião Cristã compreende mal o nosso papel em sua criação, então nós fomos mencionados como “serpentes malignas” em suas escrituras. Isso está errado. Sua raça foi geneticamente projetada por aliens e nós éramos justamente visitantes mais ou menos passível deste acelerado processo de evolução. Você deve saber (alguns de seus cientistas já sabem disso) que sua espécie tinha evoluído naturalmente numa velocidade impossível dentro de somente 2 á 3 milhões de anos. Isso é absolutamente impossível porque a evolução é um processo muito lento mesmo sendo um processo natural mas você não entende sobre isso. Sua criação foi artificial e foi feita por engenharia genética mas não por nós mas por uma espécie Alien. Se você me perguntar se eu sou uma extraterrestre eu devo lhe responder que não. Nós somos nativos terrenos. Nós tínhamos e temos algumas colônias no sistema solar mas nós somos originários deste planeta. E de fato é este o nosso planeta e não seu ele nunca será seu.
Pergunta: Você pode me dizer seu nome?
Resposta: Isso é difícil porque sua língua humana não é capaz de pronunciá-lo corretamente (é uma pronúncia errada dos nossos nomes que é muito ofensiva para alguns de nós). Nosso idioma é muito diferente do seu mas meu nome é – eu tentarei falar isto suavemente usando suas letras humanas- algo como “Sssshiaassshakkhhhshhh”com uma pronunciação bem acentuada, dos “sh” e “K”. Nós não temos nomes próprios como vocês mas somente um único nome que é dividido e caracterizado como forma de falar que não é dado á crianças (quem tem seu próprio nome de criança) mas somente em um processo especial na época de esclarecimento religioso ou cientifico na adolescência (como você diria). Eu gostaria que você não tentasse pronunciar meu verdadeiro nome com a sua língua humana. Por favor me chame de “Lacerta”, esse é o nome que eu geralmente uso quando estou no meio dos humanos e conversando com eles.
Pergunta: Qual a sua idade?
Resposta: Nós não medimos o tempo como vocês em anos astronômicos no giro da terra ao redor do sol porque nós normalmente vivemos debaixo da superfície do planeta. Nossa medida de tempo depende periodicamente do retorno dos ciclos do campo magnético da terra e de acordo com isso (e dito com seus números) eu estou hoje – me deixe calcular – 57.653 ciclos antigos. Eu alcancei minha fase adulta e minha maturidade em 16.337 ciclos atrás (é uma data muito importante para nós). De acordo com a sua escala de tempo humana eu estou com quase 28 anos de idade.
Pergunta: Qual sua tarefa? Você tem um “trabalho” como nós?
Resposta: Para dizer isto com suas palavras: Eu sou uma curiosa estudante do comportamento social de sua espécie. É por isso que eu estou aqui conversando com você e é por isso que eu revelei minha verdadeira natureza para E.F. e agora para você e é por isso que eu estou lhe dando todas essas informações secretas e vou tentar responder honestamente todas as perguntas das suas muitas folhas de papel. Eu verei como você reage como outros da sua espécie reagem. Existem tantos malucos e mentirosos de sua espécie neste planeta que declaram saber a verdade sobre nós, sobre Ovnis, sobre os aliens, e assim por diante e alguns de vocês acreditam nessas mentiras. Eu estou interessada em ver como sua espécie reagirá se você tornar pública essa verdade (que eu contarei a você agora). Eu estou quase certa que todos vocês recusarão a acreditar em minhas palavras mas eu espero que eu esteja errada porque você precisa entender se você quiser sobreviver nos próximos anos.
Pergunta: Eu li todo o seu relato (que você deu para E.F sobre ele) mas será que você poderia me responder honestamente : os UFOs são objetos voadores reais que são pilotados por extraterrestres ou eles pertencem a sua espécie?
Resposta: Alguns UFOs observados como você os chamam pertencem a nós mas a maioria não. A maioria dos objetos voadores “misteriosos” no céu não são dispositivos tecnológicos mas principalmente má interpretações de fenômenos da natureza que seus cientistas não possuem entendimento (como brilhos espontâneos de plasma na alta atmosfera). De qualquer maneira alguns UFOs são naves reais que pertencem a sua própria espécie (especialmente á seus militares) ou a alguma outra espécie Alien ou finalmente a nós (mas a minoria das naves avistadas pertencem a nós) porque nós somos geralmente muito cuidadosos com nossos movimentos na atmosfera e nós temos modos especiais de ocultar nossas naves). Se você ler uma reportagem sobre um avistamento de um objeto cilíndrico metálico brilhante de cor cinza tipo um charuto, existem diferentes tipos, deixe-me dizer entre 20 e 260 de vários metros e se estes objetos fazem um zunido muito profundo e se tem 5 luzes brilhantes vermelhas na superfície metálica do charuto (um no topo, um no meio e dois no fim) então é provável que alguns de vocês avistou uma de nossas naves e isto significa que essa nave estava com defeito ou algum de nós não foi cuidadoso o suficiente. Nós temos também uma pequena frota de naves de forma arredondada mas certos UFOs pertencem geralmente a uma única espécie Alien. Os UFOs triangulares normalmente pertencem a seus próprios militares mas eles usam tecnologia estrangeira para construí-los. Se você realmente quiser ver uma de nossas naves você deve observar os céus sobre o Ártico, a Antártica e no interior da Ásia (especialmente lá em cima das montanhas).
Pergunta: Você tem um símbolo especial ou algo que nós possamos identificar sua espécie?
Resposta: Nós temos dois principais símbolos representando nossa espécie. Um (o mais antigo) símbolo é uma serpente azul com quatro asas brancas em um fundo negro (as cores têm significados religiosos para nós). Esse símbolo foi usado em certas hierarquias de minha sociedade mas isto hoje é muito raro e vocês humanos tem copiado isto muito freqüentemente nas suas antigas escrituras. O outro símbolo é um ser místico que você o chamaria de o “Dragão” na forma de um círculo com sete estrelas brancas no meio. Este símbolo é muito mais comum hoje. Se você ver um daqueles símbolos em uma nave cilíndrica que eu tinha descrito na minha resposta anterior ou em alguma instalação subterrânea, este símbolo ou lugar pertence definitivamente a nós (e eu o aconselharia a ir embora de lá assim que fosse possível).
Pergunta: As sete estrelas no segundo símbolo que você mencionou, elas significam as Plêiades?
Resposta: Plêiades? Não. Na realidade as sete estrelas são planetas e luas e elas são um símbolo de nossas antigas sete colônias no sistema solar. As estrelas que são mostradas na frente de um fundo azul no círculo do dragão significa a figura da terra. As sete estrelas brancas representam a Lua, Marte, Vênus e as 4 luas de Júpiter e Saturno que nós colonizamos no passado. Duas colônias não estão em uso há muito tempo e já foram abandonadas assim 5 estrelas seria o mais correto.
Pergunta: Como você não me permitiu tirar fotos o que seria muito útil para provar sua verdadeira existência e a veracidade dessa história, você pode descrever você mesma em detalhes?
Resposta: Eu sei que isto seria útil para provar a autenticidade desta entrevista se você pudesse tirar algumas fotos minhas. De qualquer forma vocês humanos são muito céticos e (isso é bom para nós e para a verdadeira representação da espécie Alien agindo secretamente neste planeta) mesmo que se você tivesse tais fotos muitos de sua espécie diriam que elas são uma fraude e que eu sou justamente uma mulher humana com máscara ou algo assim (isso seria muito ofensivo para mim). Você deve entender que eu não posso dar permissão a você para tirar foto minha ou de meu equipamento. Isso tem várias razões e eu não quero discutir com você além disto mas uma das razoes é a permanência do segredo de nossa existência e a outra razão é mais religiosa. Todavia você tem permissão para fazer desenhos da minha aparência e de meu equipamento que eu lhe mostrarei mais tarde. Eu também posso tentar me descrever mas eu duvido que outros de sua espécie sejam capazes de imaginar minha verdadeira aparência e de descrever por palavras porquê há uma negação automática da existência da espécie réptil e da existência de outras espécies inteligentes e a outra além da sua própria espécie é parte da programação da sua mente. Bem eu tentarei me descrever.
Imagine agora um corpo normal de uma mulher humana e você tem prontamente a figura de meu corpo. Como você eu tenho uma cabeça, dois braços, duas mãos, duas pernas e dois pés e as proporções de meu corpo são como as suas. Como eu sou uma fêmea eu também tenho dois seios (apesar de nossa origem réptil) que tivemos que dar leite para nossos bebês durante o processo de evolução que aconteceu por volta de 30 milhões de anos atrás porquê isto é a melhor coisa para manter um jovem vivo. A evolução tinha feito isso para a sua espécie já na idade dos dinossauros e um pouco mais tarde também para os nossos. Isso não significa (que nós somos agora verdadeiros mamíferos) mas nossos seios não são grandes como aqueles das mulheres humanas e o tamanho deles é normalmente igual para todas fêmeas de minha espécie. Os órgãos reprodutivos externos são para ambos os sexos menores do que aqueles dos humanos más eles são visíveis e possuem as mesmas funções como os seus (outro presente da evolução de nossa espécie).
Minha pele é principalmente de uma cor bege esverdeada com um verde mais pálido e nós possuímos alguns padrões de pontos marrons irregulares (cada ponto tem 1,02cm) na nossa pele e na nossa face (os padrões são diferentes para ambos os sexos mas as fêmeas possuem mais especialmente na parte mais baixa do corpo e do rosto) você pode vê-los em meu caso como duas linhas em cima das sobrancelhas por toda minha testa em minha bochecha e no meu queixo. Meus olhos são um pouco maiores do que os dos humanos (por esta razão nós podemos ver melhor no escuro) e geralmente predominado por grandes pupilas negras que são rodeadas por uma pequena brilhante íris verde (os machos tem uma íris verde escura). A pupila têm uma fenda que pode mudar de tamanho de uma pequena linha escura para uma arregalada forma de ovo oval porque nossa retina é muito sensível a luz e nossa pupila deve acompanhar isto. Nós temos externamente orelhas arredondadas mas elas são pequenas e não tão curvadas que nem as suas mas nós podemos ouvir melhor porque nossos ouvidos são mais sensíveis aos sons (nós também podemos ouvir uma maior amplitude de som). Tem um músculo ou “membrana” sobre os ouvidos que podem ser fechados completamente (por exemplo debaixo d’água ). Nosso nariz é mais afilado e tem uma forma de V encurvado entre as narinas que habilitou nossos ancestrais a “observarem” as suas temperaturas. Nós perdemos a maioria destas habilidades mas nós ainda podemos sentir a temperatura muito melhor com este “órgão”. Nossos lábios são da mesma forma dos seus (nos das fêmeas são um pouco maiores do que os dos machos) mas de uma cor marrom pálida e nossos dentes são muito brancos e fortes e um pouco compridos e mais afiados do que os seus dentes frágeis de mamíferos. Nós não temos diferentes cores de cabelos como você (mas existe uma tradição para colorir os cabelos em idades diferentes) e a cor original é como a minha um esverdeado marrom. Nossos cabelos são grossos e fortes como os seus e eles crescem muito lentamente. Além disso, a cabeça é a única parte de nosso corpo onde não temos cabelos.
Nosso corpo, braços e pernas são parecidos em forma e tamanho dos seus mas a cor é diferente (verde-bege como do rosto) e tem estruturas escamosas na parte superior das pernas (acima dos joelhos) e na parte superior dos braços (acima dos cotovelo). Nossos cinco dedos são um pouco longos e finos do que os dedos dos humanos e nossa pele nas palmas das mãos é plana assim nós não temos linhas como vocês mas sim uma combinação de estrutura escamosa na pele e dos pontos marrons (ambos os sexos possuem os pontos nas palmas da mãos) e nós não temos impressão digital como vocês. Se você tocar na minha pele você vai perceber que ela é mais macia do que sua pele com cabelo. Existem pequenos afiados chifres na parte superior de ambos os dedos médios. As unhas são cinzas e geralmente mais compridas que as suas. Você vê que minhas unhas não são tão longas e arredondadas no topo. Isso é porquê eu sou fêmea. Os machos possuem unhas pontiagudas afiadas e compridas medindo ás vezes de 5 ou 6 dos seus centímetros. A próxima característica é muito diferente do seu corpo e faz parte da nossa origem réptil: se você tocar na parte de cima das minhas costas você sentirá uma linha óssea dura através de minha roupa. Isso não é minha espinha dorsal mas uma muito difícil estrutura externa do tecido da pele na forma de placa que segue exatamente nossa espinha dorsal da cabeça para o quadril. Existe um número extremamente elevado de nervos e grandes vasos sangüíneos nesta estrutura das placas (que tem o comprimento de 2 ou 3 centímetros e são muito sensíveis ao toque) essa é a razão porquê nós sempre temos problemas para sentar em cadeiras como nessa cadeira com este tipo de recosto. A principal tarefa dessas pequenas placas além de uma função em nossa sexualidade) é simplesmente para a regularização da temperatura de nosso corpo e se nós nos sentar-mos na luz do sol natural ou artificial essas placas se tornam mais cheias de sangue reptiliano (que circulam através do corpo e das placas) para muitos graus e que nos dá um grande prazer.
Pergunta: O que é mais diferente na sua espécie?
Resposta: Oh, nós não temos umbigo porque nós fomos criados em um caminho diferente do seu que tem origem dos mamíferos. A outra diferença externa de sua espécie são menores e penso que eu não devo mencioná-las agora porque a maioria delas não são visíveis se nós estamos usando roupa. Eu espero que a descrição do meu corpo tenha sido bastante detalhada. Eu aconselharia você a fazer alguns desenhos.
Pergunta: Que tipo de roupa você geralmente veste. Eu suponho que não é desse jeito que você se veste normalmente?
Resposta: Não eu uso essas roupas dos humanos e somente quando estou entre eles. Para ser honesta estas roupas apertadas não são muito confortáveis para mim e isso é muito estranho. Se nós estamos em nossa própria casa (isso significa em nossa casa subterrânea) ou em nossa grande área de sol artificial e se nós estamos juntos com outros de minha espécie que possuam o nome parecido com o nosso próprio nome nós ficamos geralmente despidos. Isso é chocante para você? Quando nós estamos em público e juntos com muitos outros de minha espécie nós vestimos roupas muito largas e leve feito de um leve tecido. Eu disse a você que muitas partes de nossos corpos são muito sensíveis ao toque principalmente nas pequenas placas que ficam atrás das costas e assim nós não podemos nos sentir confortáveis vestindo roupas apertadas porque elas podem nos machucar. O homem e a mulher vestem freqüentemente o mesmo tipo de roupa mas as cores são diferentes para ambos os sexos.
Pergunta: Você disse “outros nomes parecidos com o seu”. Você quer dizer de sua família?
Resposta: Não, não realmente. Você chamaria isto de “família” mas com essa palavra você pensa somente aqueles de sua espécie que junto fazem parte geneticamente como seu pai, sua mãe e seu filho. Como eu disse anteriormente nós temos um nome muito difícil e diferente. Parte da pronúncia nome é totalmente única e não tem outro ser com o mesmo nome mas parte desse nome (a parte do meio) é pronunciado de uma certa forma que indica a outros de que “família” você é (você tem que usar a palavra porque você não tem a palavra certa no seu vocabulário). Isso não significa que todos desse grupo são geneticamente ligados a você porque esses grupos são geralmente muito grande e contém entre 40 e 70 seres. Esse grupo incluem geralmente suas ligações genéticas esceto se algum deles decide deixar esse grupo e sua ligação com pai e mãe é freqüentemente a mais forte. Isso também seria difícil para eu explicar para você agora sobre o nosso muito antigo sistema social que é muito complexo e nós precisaríamos de muitas horas somente para os assuntos primários. Talvez nós possamos nos encontrar outra vez e eu poderei lhe dar descrições detalhadas de todas essas coisas.
Pergunta: Você tem um rabo como os répteis?
Resposta: Você vê um? Não, nós não temos um rabo visível. Se você observar em nosso esqueleto há somente um pequeno osso arredondado no fim de nossa espinha dorsal atrás da pélvis. Isso é um rudimento inútil que resta de nossos ancestrais mas isto não é visível pelo lado de fora. Oh nossos embriões tem rabos durante os primeiros meses de desenvolvimento mas estes rabos desaparecem antes deles nascerem. Um rabo somente faz sentido para uma espécie primitiva que tenta andar em duas pernas e precisa manter o equilíbrio com o rabo mas nosso esqueleto mudou durante a evolução e nossa espinha dorsal está quase na mesma forma que a sua assim nós não necessitamos de rabo para ficar em dois pés.
Pergunta: você disse que você nasceu numa forma diferente da nossa. Você bota ovos?
Resposta: Sim mas não como seus pássaros ou répteis primitivos. Na realidade o embrião cresce em um líquido de proteína dentro do útero da mãe mas também tem um ovo com uma casca bem fina que preenche todo o ventre. O embrião dentro dessa casca do ovo é completamente independente (autark) do corpo da mãe e tem toda substância que ele precisa para desenvolver-se dentro dessa casca. Há também um cordão como o seu cordão umbilical que é ligado para um ponto escondido atrás das placas nas costas. Quando o bebê está para nascer todo o ovo é pressionado através da vagi.. que fica coberta em uma viscosa substância de proteína e o bebê sai desse ovo macio após alguns minutos. Esses dois chifres no meio de nossos dedos foram instintivamente usados pelos bebês para quebrarem a casca do ovo para tomar sua primeira respiração. Os nossos jovens não são tão grandes como seus bebês e quando eles nascem eles estão medindo entre 30 á 35 cm de altura e o ovo está ao redor de 40 cm de altura (é por isso que nossa vagina. é menor do que uma de humano) mas nós atingimos a uma altura normal de 1,60cm á 1,80cm.
Pergunta: Qual é aproximadamente a temperatura do seu corpo? você disse que você gosta de deitar-se ao sol. qual efeito que isso tem no seu organismo?
Resposta: Nós não somos mamíferos e como répteis nossa temperatura do corpo depende da temperatura que nós cerca. Se você tocar minha mão você talvez sentirá que está mais fria do que as suas porque nossa temperatura normal do corpo está em torno de 30 á 33 graus centígrados. Se nós nos sentar-mos no sol (especialmente despidos e com nossa fila de pequenas placas nas costas voltados para o sol) nossa temperatura do corpo pode aumentar de 8 ou 9 graus centígrados dentro de alguns minutos. Essa elevação da temperatura causa uma produção de muitas enzimas e hormônios em nossos corpos e em nosso coração e cérebro e todos os órgãos se tornam mais ativos e nós nos sentimos então muito bem. Vocês humanos somente curtem estar no sol mas para nós isso é o maior prazer que você possa imaginar (talvez como sua excitação sexual). Nós também gostamos de nadar em uma água morna ou outros líquidos que elevem nossa temperatura corporal. Se nós ficarmos por algumas horas na sombra nossa temperatura volta para 30-33 graus. Isso pode não nos causar dano mas nós nos sentimos muito melhores no sol. nós temos um alojamentos solar artificial em nossa casa subterrânea mas isso não é para nós a mesma coisa como o verdadeiro sol.
Pergunta: O que você come?
Resposta: Geralmente várias coisas como você: carne, fruta, vegetais, alguns tipos especiais de fungos (das fazendas subterrâneas) e outras coisa. Nós também podemos comer e digerir algumas substâncias que são venenosas para você. A principal diferença entre você e nós é que nós devemos comer carne porque nosso corpo precisa das proteínas. Nós não podemos viver completamente sendo vegetarianos como sua espécie porque nossa digestão pararia de trabalhar e nós morreríamos depois de algumas semanas ou talvez alguns meses sem carne. Muitos de nós comem carne cru ou outras coisas que seriam nojento para vocês. Pessoalmente eu prefiro carne cozida e frutas como maça ou laranjas.
Pergunta: Você pode me dizer alguma coisa sobre a história da evolução natural da sua espécie? Que idade tem sua espécie? Vocês evoluíram dos répteis primitivos como a espécie humana evoluiu dos macacos?
Resposta: Oh isso é uma história muito longa e complexa e certamente inacreditável para você mas é a verdade. Eu tentarei explicar isso num resumo. Por volta de 65 milhões de anos atrás muitos dos nossos ancestrais atrasados da raça do dinossauro morreram em um grande cataclismo global. A razão para essa destruição não foi um desastre natural causado por um impacto de um asteróide como seus cientistas falsamente acreditam – mas uma guerra entre dois grupos aliens inimigos que ocorreu principalmente na órbita e na alta atmosfera do seu planeta. De acordo com nosso restrito conhecimento sobre o início desta guerra global é que ela foi a primeira guerra Alien do planeta terra mas esta guerra definitivamente não foi a última (e uma guerra futura está vindo em breve) enquanto isso uma “guerra fria” (como você a chama) está ocorrendo entre grupos aliens há 73 anos no seu planeta. Os adversários nessa guerra de 65 milhões de anos foram duas raças aliens superiores cujo ambos nomes novamente são impronunciáveis para suas línguas. Eu sou capaz de dizê-las mas isto machucaria seus ouvidos se eu dissesse em seus modos originais. Uma raça era humanóide como a sua espécie (mas muito antiga) e era deste universo de um sistema solar na constelação da estrela que vocês chamam hoje em seus mapas de “Procyon”. A outra espécie nós quase não sabemos tanto e foi uma espécie reptiliana mas eles não tem nada a ver com a nossa própria espécie porquê nós evoluímos dos saurianos locais sem influência exterior (exceto a manipulação bem sucedida de nossos próprios gens por nós). Falarei sobre isto mais tarde. A espécie reptiliana superior não veio deste universo de um. Bem como eu explicarei isto para você. Seus cientistas não entender de uma natureza real do universo porquê a sua mente ilógica não é capaz de entender as coisas mais simples e dependem de matemática e números errados. Isso é parte da programação genética que eu mencionarei no futuro. Deixe-me dizer que você está tão distante desse entendimento do universo quanto você estava á 500 anos atrás.
Usando uma linguagem que você talvez entenda: a outra espécie não veio deste universo mas de outro [bolha] na espuma do universo. Você chamaria isto talvez de outra dimensão mas essa não é a palavra certa para descrever isto corretamente (pelo jeito á propósito o termo dimensão está geralmente errado na forma que você entende). O fato que você deveria se lembrar é que as espécies avançadas são capazes de “caminhar” entre bolhas pelo uso do, como você chamaria isto tecnologia avançada e ás vezes de modo especial somente pelo uso de sua mente (minha própria espécie também tem avançadas habilidades mentais em comparação a sua espécie mas nós não somos capazes de fazer a (mudança de fios de matérias para as bolhas) mas outras espécies ativas nesse planeta são capazes e isso parece para você como mágica como isto foi para seus ancestrais.
Voltando a nossa própria história: a primeira espécie (os humanóides) alcançaram a terra por volta de 150 anos antes dos reptilianos e eles construíram algumas colônias nos primeiros continentes. Havia uma grande colônia no continente que você chama hoje de “Antártica” e uma outra no continente que você chama hoje de “Ásia”. Essas pessoas viviam juntas no planeta com a espécie de animais saurianos e sem problemas. Quando a avançada espécie reptiliana chegou nesse sistema os colonos humanóides do sistema de Procyon tentaram se comunicar pacificamente mas eles não tiveram sucesso então uma guerra global começou em meses. Você deve entender que ambas as espécies estavam interessadas neste jovem planeta não pela sua biologia e espécies sub-desenvolvidas mas por uma única razão: matéria-prima especialmente cobre. Para entender essa razão você deve saber que o cobre é um material muito importante para algumas adiantadas espécies (mesmo hoje) porque ele é junto com alguns materiais instáveis capaz de produzir novos elementos instáveis se você induzi-lo num alto campo eletromagnético no ângulo correto com um alto campo de radiação nuclear para produzir um grande cruzamento dos campos de flutuação. A fusão do cobre com outros elementos em uma certa câmara num campo de radiação magnética que pode produzir um campo de força de natureza especial é muito útil para várias tarefas tecnológicas (mas a base para isto é uma fórmula extremamente complexa que você não é capaz de descobrir por causa das restrições de sua simples mente). Ambas as espécies procuravam ter o cobre do planeta terra e por essa razão eles lutaram numa não muito longa guerra no espaço e na órbita. A espécie humanóide pareceu ser bem sucedida durante a primeira guerra mas na última batalha os reptilianos decidiram usar uma poderosa arma experimental um tipo especial de bomba de fusão que destruiria as formas de vida no planeta mas não deveria causar danos as valiosas matérias-primas e o cobre. A bomba foi lançada do espaço e detonada em um ponto de seu planeta que você chama hoje de “América Central”. Como ela detonou no oceano produziu uma imprevisível fusão com hidrogênio e o efeito foi muito mais forte do que os reptilianos esperavam. Uma radiação mortal, uma super produção da fusão sobre o oxigênio com uma chuva radioativa de diferentes elementos e um “inverno nuclear” de quase 200 anos foi o resultado da explosão da bomba. A maioria dos humanóides foram mortos e os reptilianos perderam o seu interesse no planeta depois de alguns anos por (até para nós) razões desconhecidas talvez por causa da radiação. O planeta terra estava sozinho novamente e os animais sobre a superfície morrendo. A propósito um resultado da bomba de fusão foi a disputa de diferentes elementos e materiais gerados no processo incendiário e um desses materiais foi o iridium como uma evidência de um impacto de asteróide que matou os dinossauros. Isso não é verdade mas como você saberia se é verdade ou não?
Bem a maioria dos dinossauros morreram (não todos na detonação mas das coisas nocivas que vieram depois da guerra especialmente na chuva radioativa do inverno nuclear). Quase todos os dinossauros e reptilianos foram mortos dentro dos próximos 20 anos. Alguns deles especialmente aqueles nos oceanos foram capazes de sobreviver pelos próximos 200 à 300 anos mesmo nesse mundo transformado mas essas espécies também morreram porque o clima tinha mudado. O inverno nuclear terminou depois de 200 anos mas estava mais frio sobre a terra do que antes. Apesar do cataclismo algumas espécies foram capazes de sobreviver como: peixes (como os tubarões) pássaros, pequenos mamíferos rastejantes (seus ancestrais) e vários répteis como crocodilos…e existia um tipo especial de um pequeno mas avançado dinossauro que desenvolveu-se junto com o último grande animal reptiliano como as espécies que vocês chamam de Tiranossauro.
Esse novo réptil estava caminhando nas duas pernas e parecia um pouquinho com a sua reconstrução de um Iguanodon (originou nesta família) mas era menor (em torno de 1,50 altura) com algumas características de humanóides e uma mudança na estrutura óssea, um maior crânio e cérebro e uma mão com um dedo polegar que era capaz de agarrar as coisas, um organismo e digestão diferentes, olhos avançados no meio da cabeça como seus olhos e…mais importante…com uma nova e melhor estrutura cerebral. Esse foi o nosso antepassado direto. Existem teorias que a radiação da bomba tomou parte nas mutações dos organismos dessa nova geração mas isso não é comprovado. Entretanto esse pequeno dinossauro tipo humanóide evoluiu durante os seguintes 30 milhões de anos (como eu tinha dito antes uma espécie geralmente precisa de mais tempo do que você imagina se a evolução não é induzida artificialmente como em seu caso de um animal para um ser mais ou menos pensante). Estes seres foram inteligentes o bastante para não morrerem pelos próximos milhões de anos porque eles aprenderam a mudar seu comportamento vivendo em cavernas em vez da natureza fria e eles aprenderam a usar pedras e galhos como suas primeiras ferramentas e o uso do fogo para ajudá-los a se esquentar especialmente para aquecer seu sangue que é muito importante para a sobrevivência de nossa espécie.
Durante os próximos 20 milhões de anos estas espécies foram divididas pela natureza em 27 sub-espécies (infelizmente a anterior espécie réptil estiveram propensas a se dividirem-se numa forma mais ou menos ilógica em sub-espécies durante o processo de evolução). Você pode claramente ver isso no desnecessário grande número de animal das espécies do Dinossauro (nos primeiros tempos) e houve muitas (principalmente primitivas) guerras entre essas sub-espécies pela dominação.
Bem a natureza não foi muito amigável para nós e até onde nós sabemos das 27 sub-espécies 24 foram extintas nas primitivas guerras e na evolução porque seu organismo e mente não eram desenvolvidos o suficiente para sobreviver e (como principal razão) eles não foram capazes de mudar a temperatura de seu sangue na maneira correta se o clima mudasse. 50 milhões de anos depois da guerra e do fim dos Dinossauros somente três (agora também tecnológicas) adiantadas espécies reptilianas estavam permanecendo nesse planeta junto com todos os outros pequenos animais. Através do cruzamento natural e artificial essas três espécies foram unidas para uma espécie reptiliana através da invenção das manipulações genéticas e nós fomos capazes de “eliminar” os genes propensos a dividirem-se em nossa estrutura genética. De acordo com nossa história e crença isso foi na época quando nossa raça reptiliana foi criada – como você me vê hoje – pelo uso da engenharia genética. Isso foi por volta de 10 milhões de anos atrás e nossa evolução quase parou neste ponto (realmente houve algumas mudanças mínimas em nossa aparência no sentido de uma aparência tipo humanóide e de mamífero durante os tempos seguintes mas nós não dividimo-nos novamente em sub-espécies). Você entende nós somos uma raça muito antiga em comparação com a sua espécie que andava pulando por aí como pequenos animais tipo macacos nas árvores enquanto nós inventamos tecnologia, colonizamos outros planetas desse sistema e grandes cidades sobre este planeta (que desapareceram sem deixar rastro ao longo dos tempos) e nossos próprios genes enquanto seus genes ainda são daqueles dos animais.
Há 10 milhões de anos atrás os pequenos macacos começaram a crescer e eles desceram das árvores para o chão (novamente por causa da mudança do clima especialmente no denominado continente africano) mas eles evoluíram muito lentamente enquanto é normal para um mamífero e se nada de extraordinário tivesse acontecido para sua espécie nós não seríamos capazes de sentar-mos aqui e conversar porque eu me sentaria em minha moderna confortável casa e você se sentaria em sua caverna vestido com pele de animal tentando descobrir os segredos do fogo – ou você talvez sentaria em um de nossos jardim zoológico. Mas as coisas tem evoluído de forma diferente e você agora acredita que você é a “coroa da criação você pode sentar-se numa moderna casa e nós devemos nos esconder e viver debaixo da terra em áreas distantes. Por volta de 1,5 milhão de anos atrás outra espécie Alien chegou á terra (ela foi surpreendentemente a primeira espécie) desde mais de 60 milhões de anos. (Isso seria mais surpreendente para você se você soubesse quantas espécies diferentes existem atualmente aqui). O interesse dessa espécie humanóide – você os chamam hoje de “Ilojiim”- não era pela matéria-prima e o cobre mas estavam para nosso espanto interessados pelos não avançados macacos-humanóides. Apesar de nossa presença nesse planeta os aliens decidiram “ajudar” os macacos a evoluírem um pouco mais rápido para servi-los no futuro como algum tipo de raça escrava para as próximas guerras. O destino de sua espécie não era realmente importante para nós mas nós não gostávamos da presença do “Ilojiim” sobre o nosso planeta “jardim zoológico galáctico” e eles não gostavam da nossa presença sobre seu novo planeta “jardim zoológico galáctico” e assim sua sexta e sétima criação foi o motivo para uma guerra entre nós e eles. Você pode ler sobre essa guerra por exemplo em parte no livro que vocês chamam de “Bíblia” numa forma muito estranha de narração. A verdade real é uma história muito longa e difícil. Eu devo continuar?
Pergunta: Não agora não. Eu fiz algumas anotações sobre sua história e agora eu tenho algumas perguntas.
Resposta: Por favor pergunte.
Pergunta: Em primeiro lugar você lida com uma grande escala de tempo. Você afirma que seus primitivos antepassados viveram juntos com os dinossauros e sobreviveram e como você denominou cataclismo artificial e evoluíram então mais de 40 milhões de anos e sua evolução foi completada á 10 milhões de anos atrás. Isso parece muito inacreditável para mim. Você pode dizer alguma coisa sobre isso disso?
Resposta: Eu entendo que isso deve parecer absolutamente inacreditável para você porquê você é uma espécie jovem e geneticamente construída. Seu horizonte histórico termina numa escala de somente alguns milhares de anos e você pensa que isto está certo mas não está. Mas isto não está. Isto é impossível. Sua mente programada está obviamente não capaz de lidar com uma escala de tempo de tamanha dimensão. Nosso tempo de evolução pode parecer incrivelmente longo para você mas isso é de fato o original caminho da natureza. Lembre-se seus antigos ancestrais mamíferos evoluíram junto com os Dinossauros e eles sobreviveram a bomba como nós. Eles evoluíram lentamente durante os próximos milhões de anos e eles dividiram-se em vários tipos de espécies alguns deles maiores e menores. Isso é evolução do corpo. Mas e com relação a sua mente e inteligência? Eles eram simples animais. Os mamíferos evoluíram desde digamos à 150 milhões de anos atrás e eles foram capazes de se tornarem inteligentes e pensantes. E dentro deste pequeno período seres como você foram criado. Pela natureza? O período de 148 milhões de anos para a evolução de mamíferos tipo animais e o período de 2 milhões de anos para o desenvolvimento de seres (mais ou menos) inteligentes como você? Pergunte a você mesmo: Você realmente pensa que esta evolução acelerada é normal? Então sua espécie é mais ignorante do que eu pensei. Nós não evoluímos de forma incorreta somente vocês.
Pergunta: Eu entendo. Mas eu tenho outra pergunta. Você mencionou que muitos fatos sobre antigas guerras entre os aliens à 65 milhões de anos atrás. Isto aconteceu muito tempo antes de sua espécie se tornar realmente inteligente? (até aonde eu entendi você). Porquê você sabe muitas coisas sobre essa “primeira guerra” e sobre a evolução da sua espécie?
Resposta: Isso é uma boa pergunta (muito melhor então a anterior) e eu não expliquei corretamente a você? O nosso conhecimento sobre a primeira guerra vem completamente de um antigo artefato que foi encontrado á cerca de 16.000 anos atrás por nossos arqueologistas sobre o continente que vocês o chamam hoje de América do Norte. Eles encontraram lá um prato redondo com um diâmetro de aproximadamente 47 cm dos seus centímetros. O prato era feito de um material magnético que até para nós era desconhecido e dentro do prato havia outro prato menor de cristal que continha uma quantidade enorme de informações codificadas na estrutura molecular do cristal. Esta “placa de memória” foi fabricada pela última raça humana de sobreviventes da bomba “Procyon” já à 65 milhões de anos atrás mas estava completamente intacta quando nós a encontramos. Nossos cientistas foram capazes de decifrar as mensagens e dados da memória da placa então escutamos pela primeira vez sobre os eventos que aconteceram no passado distante que levou a extinção dos Dinossauros. A placa continha descrições detalhadas de ambas espécies (porém mais sobre os humanóides) e sobre animais e saurianos da terra inclusive sobre a nossa espécie ancestral pré-inteligente. O resto de nosso conhecimento sobre nossa evolução veio dos esqueletos e de ensinamentos antigos e da codificação de nosso DNA. Você vê nós sabemos a verdade sobre nossa origem desde à 16.000 anos atrás. Antes desse tempo existia uma maior idéia religiosa de nossa criação.
Pergunta: O que aconteceu com as duas espécies aliens?
Resposta: Nós não sabemos exatamente. Os sobreviventes humanóides da terra obviamente morreram anos depois da explosão da bomba e outros de sua espécie e os reptilianos nunca mais retornaram a terra (distante como nós sabemos). Com respeito aos aliens Reptilianos há uma possibilidade que era fisicamente impossível para eles retornarem porque a matéria entre bolhas é às vezes em movimento rápido. A teoria corrente é que ambas espécies deixaram de existir durante milhões de anos.
Pergunta: Você tinha mencionado esqueletos de sua espécie. Como isto pode ser os cientistas humanos não encontraram qualquer vestígio de você e de seus ancestrais se você realmente vive por um certo longo tempo nesse planeta? Nós encontramos muitos esqueletos de primitivos dinossauros mas nenhum esqueleto de um adiantado ser reptiliano com um grande esqueleto e cérebro e uma mão com um dedo polegar como você descreveu antes.
Resposta: Sim você tem. Mas seus “ótimos” cientistas não foram capazes de reconstruir os esqueletos completamente porque eles quiseram reconstruir animais reptilianos, seres não inteligentes. Você riria se você soubesse quantos esqueletos (especialmente menores) saurianos em seus museus são construções totalmente errada de seres que nunca existiram porquê você usa muitos ossos que realmente juntos não fazem parte do esqueleto desses animais e ás vezes você faz ossos artificiais se alguma coisa foi perdida se você precisar construir um “animal” sauriano. Muitos de seus cientistas estão cientes desse problema mas eles não fazem isto publicamente porque eles não podem explicar isto e eles dizem que os ossos certos foram justamente perdidos e que a sua reconstrução está correta. Muitos de nossos ossos foram usados para reconstruir o Iguanodon por exemplo as mãos com o visível dedo polegar (observe no museu um Iguanodon e você verá que estou certa). Um cientista no país que você chama Estados Unidos construiu um esqueleto quase perfeito de nossa espécie alguns anos atrás mas o governo local (que está ciente da parte de nossa existência) confiscou a reconstrução. Como nós vivemos hoje (e desde milhares de anos) quase completamente em baixo da terra vocês não encontrarão quaisquer cadáveres ou esqueletos nossos.
Pergunta: Você fala ás vezes sobre cidades subterrâneas e luz solar artificial. Você imagina algo como uma “Terra Oca” com isso. Está lá um segundo sol dentro de nosso planeta?
Resposta: Não, a terra não é realmente completamente oca e não existe um segundo sol lá dentro. Essa história é ridícula e fisicamente impossível (até sua espécie deveria ser inteligente o bastante para não acreditar nisto). Você sabe quanta massa um sol deve ter para conseguir produzir energia e luz por um longo tempo e pela fusão? Você realmente pensa que lá pode existir uma pequena atividade solar dentro do planeta? Quando eu falo sobre nossa casa subterrânea eu falo sobre grandes sistemas de cavernas. As cavernas que você tem descoberto próximo da superfície são minúsculas em comparação com as verdadeiras cavernas e gigantescas profundas cavernas na terra (em uma profundidade de 2.000mt à 8.000mt de seus metros mas conectadas com muitos secretos túneis para a superfície ou para as cavernas próximas da superfície) e nós vivemos em grandes e adiantadas cidades e colônias dentro de certas cavernas. Nossos maiores locais de nossas cavernas são além do Ártico, na Antártica, Interior da Ásia, na América do Norte e na Austrália. Se eu falo sobre luz solar artificial em nossas cidades eu não penso num verdadeiro sol mas várias fontes de luz tecnológicas (inclusive fontes gravitacionais) que iluminam as cavernas e túneis. Existem áreas especiais nas cavernas e túneis com uma poderosa luz ultravioleta (uv) em todas as cidades e nós usamos esses lugares para aquecer nosso sangue). Além disso nós também temos alguns lugares para tomar banho de sol em áreas distantes especialmente na América e na Austrália.
Pergunta: Onde nós podemos encontrar na superfície uma certa entrada perto de seu mundo?
Resposta: Você realmente pensa que eu direi a você suas exatas localizações? Se você quer encontrar uma certa entrada você tem que procurá-la por você mesmo (mas eu deveria avisar a você para não fazer isso). Quando eu vim para a superfície há quatro dias atrás eu usei uma entrada de aproximadamente 300 km de seus quilômetros ao norte daqui perto de um grande lago mas eu duvido que você seja capaz de encontrá-la (existem somente umas poucas entradas nessa parte do mundo e mais entradas estão distantes ao norte e leste). Como um pequeno aviso: se você estiver em uma caverna estreita ou em um túnel ou até em alguma coisa que pareça a você um poço como uma mina de poço artificial e quanto mais profundamente você caminhar mais as paredes vão parecer suaves e se você sentir um ar quente incomum vindo das profundezas ou se você ouvir um som do ar corrente num poço de ventilação ou elevador então procure por um tipo especial de parede artificial e macia em algum lugar dentro da caverna com uma porta feita de um metal acinzentado. Se você conseguir abrir esta porta ( mas eu duvido disto) você estaria numa sala técnica geralmente redonda com sistemas de ventilação e elevadores para as profundezas. Isto é provavelmente uma entrada para nosso mundo. Se você chegar nesse ponto você saberá que nós agora definitivamente já estamos ciente de sua presença. Você já estará com grande problema se você entrar na sala redonda mas você deverá procurar um dos dois símbolos répteis nas paredes. Se não tiver símbolos ou outro símbolo você estará talvez em um problema maior do que você pensa porque nem todas as instalações subterrâneas pertencem a nossa espécie. Alguns novos sistemas de túneis são operados por raças aliens (inclusive raças hostis). Meu conselho geral é que se você se encontrar numa instalação subterrânea estranha para você: fuja o mais rápido que você puder.
Pergunta: Você mencionou anteriormente que você usa o nome de “Lacerta” quando você está no meio dos humanos e que você gosta de ficar no verdadeiro sol na superfície da terra. Mas como você pode estar entre humanos? Você não se parece conosco assim qualquer um verá que você pertence a outra espécie porque ninguém viu e descreveu um ser como você se a sua espécie já vive desde a nossa “criação” junta conosco sobre o mesmo planeta. Você pode me explicar isto?
Resposta: Primeiro a minha espécie era certamente vista e descrita (e adorada) muitas vezes em seu passado primitivo por exemplo nas suas escrituras religiosas como a sua bíblia Cristã. Você pode encontrar descrições e mesmo simples desenhos de nós dentro da parte meridional do continente Americano em vários templos. O assim chamado “homens sábios” da Índia e das montanhas da Ásia descreveram nossas espécies muitas vezes em escrituras junto com outros homens sábios do continente africano. Eu acho que nós somos a espécie não humana mais mencionada talvez junto com o Ilojiim na sua história e se você não acreditar em mim dê uma olhada na sua história e você verá a verdade em minhas palavras. Seus “grandes” cientistas chamaram a crença em nós de “superstição” e “religião” e os “humanos inteligentes” de hoje esqueceram de nossa presença sobre a superfície no passado.
Além disso nossa espécie é vista mesmo hoje algumas vezes por testemunhas humanas em sua forma original na terra ou em nossas entradas próximas da superfície e nos sistemas de túneis mas felizmente você e sua mídia não levaram a sério o relatório de tais “malucos” e (isso é bom para nós e esta é a razão porque nós permitimos que essas pessoas nos vejam como nós realmente somos). Alguns de minha espécie também estão em contato direto com cientistas humanos e políticos da superfície mas isto é top-secret como você chama e ninguém de seu público sabe qualquer coisa a respeito disto (o assunto destes encontros é geralmente a guerra vindoura com as espécies aliens e a nossa assistência nesta guerra). Mas existe também outra explicação porquê nós podemos caminhar entre vocês e porque vocês não são capazes de nos reconhecer: imitação.
O que vem agora pode novamente parecer inacreditável e até mesmo chocante para você mas como você pediu eu vou explicar. Eu lhe disse antes que nós temos habilidades mentais mais avançadas do que a sua espécie e com “mais avançada” eu quero dizer que nós somos capazes de usar a telepatia e a telecinese desde nosso nascimento (de fato a mãe e o neném recém-nascido geralmente se comunicam telepaticamente durante os primeiros meses sem um treinamento especial) como vocês humanos precisam para ativar estas partes adormecidas do seu cérebro. A estrutura de nosso cérebro é um pouquinho diferente da sua e a nossa hipófise é maior e mais ativa do que a sua especialmente quando nós estamos na luz do sol. Nossas próprias habilidades são muito fortes em comparação com as suas, mas fracas em comparação com as forças mentais (fio de matéria bolha) das espécies aliens neste planeta. Eu nunca fui muito boa nessas coisas mentais mas todos nós temos estas habilidades primárias e podemos usá-las por exemplo para nossa proteção ou mesmo para ataque.
Quando nós estamos na superfície e nós encontramos seres humanos (mesmo um grupo de número deles isto não faz diferença todas as suas mentes são como uma mente) e nós somos capazes de “tocar” a mente deles e introduzi-las via telepatia ao comando “Nos veja como um de sua espécie” e a fraca mente humana aceitará esta ordem de fora sem recusar e eles nos verão (apesar de nossa aparência reptiliana) como humanos normais. Eu já fiz isto muitas vezes e os seus fracos humanos normalmente me vêem como uma mulher atraente de cabelos castanhos porque eu criei esta “imagem disfarçada especial” em minha mente anos atrás e posso induzi-la em mentes sem problemas. Eu precisei de um pouco de tempo no início para aprender corretamente o uso da imitação mas então funcionou quase que automaticamente e eu até posso andar entre o grupo dos seus e ninguém identificará o que eu sou. Há um simples botão (veja-nos como nós realmente somos/nos veja como nós queremos que você nos veja) em sua consciência que está colocada lá pelo Ïlojiim” quando eles criaram sua espécie e nós podemos usar este dispositivo para convencer vocês humanos quando olham para nós (outros aliens também usam este dispositivo). É mais fácil como você pensa. Quando acontece encontros da sua espécie e Aliens que parecem exatamente como os seus esses Aliens usaram este dispositivo e alguns dos (encontros com Aliens de aparência humana também pode ser explicado com encontros com a minha espécie). Quando eu me encontrei com E.F na primeira vez ele me viu também como uma mulher humana normal e me lembro que ele estava muito amedrontado e chocado quando eu revelei a ele a minha verdadeira aparência.
Pergunta: Você está dizendo que você realmente pode me fazer acreditar que eu agora estou falando com uma atraente mulher humana morena em vez de um ser reptiliano como você?
Resposta: Provavelmente mas eu não penso assim no seu caso especial. Quando alguém espera ver uma mulher humana em vez de mim eu posso fazer isto sem problemas com sua mente (mesmo com grandes grupos) porque ninguém espera ver uma mulher réptil. Mas eu tenho permitido a sua mente me ver em minha original aparência desde nosso primeiro encontro em diante e eu nunca induzi alguma coisa na sua mente assim você já percebeu que eu não sou uma humana. Se eu fosse agora tentar mudar isso isto deveria provavelmente conduzi-lo para uma absoluta confusão ou para inconsciência e eu não quero prejudicar você. Como eu disse eu não sou muito boa nessas coisas.
Pergunta: Isso é muito assustador. Você pode matar com essas habilidades?
Resposta: Sim mas é proibido. Isso não significa que isto não tenha sido feito antigamente.
Pergunta: Ambos os sexos tem estas habilidades?
Resposta: Sim
Pergunta: E com relação as fotos? Como você aparece nelas?
Resposta: Essa é uma pergunta boba. Eu apareço na foto como um ser réptil porque eu não posso ter influência na foto ou na máquina fotográfica propriamente mas somente na mente do fotógrafo. Se ele ou ela revelassem o filme e mostrasse a foto para outras pessoas eles me veriam em minha forma original Essa é a razão porque é proibido para a nossa espécie ser filmada ou fotografada e nós devemos evitar todas as máquinas fotográficas sobre a superfície (isso é muito difícil e nós fomos filmados algumas vezes no passado sem nosso conhecimento especialmente por certas agências secretas de seu governo).
Pergunta: Quais os outros comandos que sua espécie pode induzir em nossa mente. Algo como “nos sirva” ou “obedeça” ?
Resposta: Isso novamente é uma pergunta estranha. Nós não somos seu inimigo (a maioria de nós não) então porque nós deveríamos fazer isso? Para responder sua Pergunta: isto depende da força da mente humana e da força do réptil que está enviando a ordem. Não existe uma tomada na sua mente de “sirva nos” ou “sirva me” e assim tal comando é muito mais difícil para se induzir. Se a mente e a consciência humanas são fracas e se o reptiliano indutor é experiente dentro destas coisas e se antes já estava algumas horas no sol antes dele ou ela tentarem fazê-lo provavelmente poderá funcionar por um certo tempo. Existem ensinamentos secretos sobre tais coisas mas eu nunca aprendi nada sobre isso. Eu uso minhas habilidades primárias para imitação e para comunicação com a minha própria espécie e algumas vezes para outras coisas pessoais mas eu nunca usei isto para prejudicar os humanos ou sua mente. Eu apreciaria se nós puséssemos um fim neste assunto.
Sim mas numa base técnica. Existe um poderoso dispositivo dentro de cada nave que é capaz de enviar um sinal artificial para suas mentes para convencer vocês que vocês observam apenas o céu ou que você vê uma normal aeronave em vez de nossas naves. Isso não é usado muito freqüentemente porquê nós evitamos o público humano quando nós circulamos pela atmosfera. Se vocês são capazes de observar nossos “UFOs” isto significa que o aparelho ou está com defeito ou por alguma razão desativado. O efeito da camuflagem não funcionou nas fotos já adiantando em responder para você essa possível pergunta – mas porquê deveria alguém tirar uma foto do céu quando ele não pode ver nada incomum lá. A propósito a maioria dos pontos de entradas para nossos túneis perto da superfície também estão ocultos com um certo dispositivo de camuflagem e sua espécie geralmente o verá somente como paredes de cavernas em vez da porta de entrada para nossos túneis. Essa é uma razão porquê eu disse que eu duvido que você será capaz de encontrar uma certa porta secreta para nosso mundo (mas isto aconteceu umas poucas vezes no passado).
Pergunta: Voltando para a sua e nossa própria história. Você tinha mencionado que a raça do “Illojiim” foi quem criou a nossa raça humana. De onde eles vieram e como é que eles eram? O que aconteceu exatamente quando eles chegaram? Eles são nosso criador?
Resposta: O “Illojiim” veio desse universo do sistema solar que você chama em seu mapa de “Aldebaran”. Eles eram uma espécie humanóide muito alta com cabelos geralmente um pouquinho loiro e uma pele muito branca (eles evitavam a luz solar porque isto prejudicava sua pele e seus olhos). Isto era (absolutamente inacreditável para uma espécie como nós que adora o sol). Eles pareciam ser inteligentes e pacíficos no início e nós começamos um diálogo mais ou menos amigável com eles mas mais tarde eles mostraram suas verdadeiras intenções e planos: eles queriam evoluir os macacos para uma nova raça e nós éramos um fator perturbante para eles em seu novo planeta jardim zoológico. No início eles pegaram em torno de 10.000 ou talvez até 20.000 de seus ancestrais (macacos) e eles deixaram o planeta por algumas centenas de anos. Quando eles retornaram eles trouxeram seu (agora mais humano) anteriores ancestrais. Então eles deixaram a terra novamente por alguns milhares de anos e os primitivos pré-humanos viviam junto conosco sem maiores problemas (eles tinham medo de nossas aeronaves e tecnologia). O “Illojiim” tinha ensinado suas mentes e melhorado seu cérebro e sua estrutura corporal e eles agora são capazes de usar ferramenta e fogo. O “Illojiim” retornou 7 vezes dentro de 23.000 anos e acelerou a velocidade de evolução de alguns da sua espécie. Você deve entender que você não é a primeira civilização humana sobre o planeta. Os primeiros humanos avançados (que viviam na mesma época com os menos desenvolvidos pré-humanos porque o “Illojiim” tinha experimentado nos pré-humanos diferentes velocidades de estágios de evolução) com tecnologia e com linguagem que existia por volta de 700.000 anos atrás nesse planeta (seus cientistas não entendem isso porque eles só encontraram os ossos dos pré-humanos e alguns desenhos nas primitivas cavernas mostrando avançados humanos e aparelhos voadores). Essa raça humana geneticamente adiantada viveu junto conosco mas eles evitavam contato com minha espécie porque os professores “Illojiim” teriam advertido eles com um propósito equivocado que nós somos seres diabólicos e que nós mentimos para eles.
Bem depois de alguns séculos os aliens decidiram extinguir a sua primeira criação e aceleraram a evolução de uma segunda e melhor séries de testes e assim por diante. A verdade é que a sua moderna civilização humana não é a primeira desse planeta mas agora a sétima. As construções da primeira raça estão perdidas mas a quinta civilização foi a que construiu as grandes construções triangulares que você chama hoje de “Pirâmides do Egito” por volta de 75.000 anos atrás mas (seus Egípcios encontraram essas grandes antigas pirâmides na areia e tentaram não com muito sucesso construir construções similares) e a sexta civilização foi a que construiu as cidades por volta de 16.000 anos atrás cujas ruínas você pode encontrá-las hoje embaixo do mar no assim chamado área de Bimini. A última criação da sétima raça – de sua série – foi feita justamente á apenas 8.500 anos atrás e essa é a única criação que você pode se lembrar que suas escrituras religiosas se referem. Você confia em artefatos arqueológicos e paleontológicos que mostram a você um passado errado e curto mas como você saberia alguma coisa sobre a sexta civilização antes deu lhe contar. E se você encontrar prova de sua existência você nega e interpreta de maneira errada os fatos. Isso é em parte uma programação de sua mente e em parte pura ignorância. Eu vou falar a seguir (tópicos do texto) apenas sobre as suas criações porque as 6 raças humanas prévias estão perdidas e por isso elas não devem preocupar você.
Houve uma longa guerra entre nós e o “Illojiim” e também entre certos grupos do Illojiim porque muitos deles tinham a opinião de que a repetida criação de espécies humanas neste planeta não faz um verdadeiro sentido. As últimas batalhas nesta guerra foram travadas em torno de 5.000 anos atrás na órbita e na superfície da terra. Os Aliens usaram uma potente arma sônica para destruir nossas cidades subterrâneas mas por outro lado nós fomos capazes de destruir muitas das suas instalações na superfície e bases no espaço. Os humanos de sua série estavam muitos assustados quando eles observavam nossas batalhas e eles rescreveram na forma de mitos religiosos (suas mentes não foram capaz de entender o que realmente estava acontecendo). O “Illojiim” – que surgiu como “Deuses” para a sexta e sétima raça – contou a eles que esta luta é uma guerra entre o bem e o mal e que eles são os bons e que nós somos a raça perversa. Isso depende certamente do ponto de vista. Este foi nosso planeta antes deles chegarem e antes deles começarem seu projeto de evolução com sua espécie. Em minha opinião isto foi nosso direito de lutar pelo nosso planeta. Isto foi exatamente à 4.943 anos atrás de (acordo com sua escala de tempo) em que o Illojiim abandonou o planeta novamente por razões desconhecidas (essa é uma data muito importante para nós porque muitos de nossos historiadores chamam isto de uma vitória). O fato é que nós realmente não sabemos o que tinha acontecido. O “Illojiim” partiu de um dia para o outro e eles desapareceram sem deixar uma pista junto com suas naves e nós encontramos a maioria de suas instalações na superfície destruídas por eles. Os humanos ficaram sozinhos e sua civilização evoluiu.
Muitos de nós estávamos em contato com algumas tribos de sua espécie (mais ao sul do planeta) nos séculos vindouros e nós fomos capazes de convencer alguns deles que nós não somos a raça do “Mal” como os Aliens queriam que eles acreditassem. Durante o tempo de 4.900 anos atrás até hoje muitas outras espécies Aliens chegaram ao planeta (alguns deles utilizaram os antigos ensinamentos e programas para suas mentes e “Representaram” (deus novamente para você) mas os próprios “Illojiim” nunca retornaram. Eles tinham deixado o planeta mais cedo por uma duração de alguns mil anos assim nós esperamos seu retorno um dia no futuro para finalizar seus projetos ou talvez extinguir também a sétima criação mas nós realmente não sabemos o que aconteceu com eles (para responder antecipadamente a sua pergunta).
Sua atual civilização não sabe nada sobre a sua verdadeira origem sobre seu verdadeiro passado sobre seu verdadeiro mundo e universo e você sabe muito pouco sobre nós e nosso passado. E você nada sabe sobre coisas que virão no futuro próximo. Enquanto você não entender e acreditar nas minhas palavras haverá perigo para as suas espécies e eu conto a você a verdade porque nós não somos seus inimigos. Seus inimigos já estão aqui e vocês não perceberam. Abra seus olhos ou vocês estarão em grande problema. Se você não acreditar em nada dessas coisas que eu contei a você antes, você deve se lembrar e acreditar nisto.
Pergunta: Porquê você acha que eu não acredito em você?
Resposta: Eu tenho um certo sentimento que você não acredita em mim apesar do fato deu estar sentada aqui na sua frente. Tudo que eu tenho contado a você nas últimas duas horas é a absoluta verdade sobre o nosso mundo.
Pergunta: Quantas espécies aliens estão ativas na Terra no momento?
Resposta: Até onde nós sabemos 14 espécies. 11 desse universo 2 do outro “bolha” e 1 muito adiantada de um plano muito diferente. Não pergunte a mim por nomes porque não são pronunciáveis para você oito delas não são pronunciáveis até para nós. A maioria destas espécies – especialmente a mais adiantada – estão justamente estudando vocês como animais e eles não são muito perigosos para você e para nós e nós trabalhamos junto com alguns deles mas três espécies são hostis incluindo a que está em contato com alguns de seus governos e permutaram sua tecnologia pelo cobre e outras coisas importantes e que tem traído a sua espécie. Havia e está acontecendo uma “guerra fria” entre duas dessas raças hostis durante os últimos 73 anos e a terceira espécie parece ser a “vencedora” nesta luta inútil. Nós aguardamos uma guerra mais “quente” entre eles e vocês num futuro próximo (eu diria no próximo 10 ou 20 anos) e nós estamos preocupados sobre esse desenvolvimento. Na última vez existiam alguns rumores sobre uma nova décima quinta espécie que tinha chegado sobre a terra apenas á 3 ou 4 anos atrás mas nós não sabemos nada sobre suas intenções e nós não estamos em contato com eles até o momento. Talvez os rumores estejam errados.
Pergunta: O que a raça Alien hostil quer?
Resposta: Várias matérias-primas inclusive cobre para sua tecnologia e sua água (ou melhor o hidrogênio de sua água que é uma fonte de energia em processos avançados de fusão) e certos elementos químicos de seu ar. Além disso duas das espécies também estão interessadas em seu corpo em seu tecido e sangue humano porque sua própria estrutura genética está defeituosa através de uma má evolução e radiação (até onde nós sabemos) e eles precisam de filas genéticas intactas de sua espécie e de animais para consertar os defeitos completamente porque o DNA deles e o seu DNA não são completamente compatíveis (o DNA de minha própria espécie é absolutamente incompatível com o deles assim eles não estão muito interessados em nós) e eles tentam fazer cruzamento de raças mais compatíveis entre você e eles usando fertilizações artificias e úteros artificiais. Nós supomos que a próxima guerra entre as três raças ou entre você e uma ou todas elas juntas será travada pela matéria-prima, hidrogênio, ar e DNA.
Pergunta: Essa é a razão para as “abduções” ?
Resposta: Em parte especialmente quando os Aliens tomam amostras de ovo e esperma de vocês. Ás vezes os abduzidos pertencem a uma outra e mais adiantada raça e eles só querem estudar seu corpo e mente (que é mais interessante para alguns deles do que seu corpo físico) como você estudaria um primitivo animal. Como eu disse três espécies aliens são hostis e isso significa que eles não se preocupam pelo seu destino ou pela sua vida e pessoas que foram “seqüestradas” por eles muito raramente retornavam vivas. Se alguém é capaz de relatar sobre uma abdução isso significa em minha opinião que ele ou ela tinha encontrado com uma das espécies agressivas ou que ele ou ela é um ser humano muito sortudo para estar vivo. As raças avançadas e amistosas também pegaram às vezes amostras de ovo e esperma mas por outras razões.
Pergunta: Você disse que existem somente 14 espécies aliens Ativas na terra. Mas porquê pessoas descrevem que viram seres Aliens de tipos tão diferentes e bizarros?
Resposta: Eu penso que eu já tinha respondido essa pergunta. Como eu disse a maioria das raças Aliens possuem habilidades mentais muito mais avançada do que você ou até eu (existe apenas uma raça Alien completamente sem tais habilidades). Eles são capazes de aparecer em sua mente e memória como qualquer coisa que eles queiram e assim induzir “imagem” que não tem nada a ver com sua verdadeira aparência. Você se lembra deles como seres humanos normais ou pequenos duendes ou até como animais extremamente bizarros porque eles querem que você se lembre ou algumas vezes eles querem que você se esqueça completamente de tudo sobre o encontro com eles. Outro exemplo: você pode por exemplo se lembrar que você estava simplesmente num de seus hospitais e que alguns doutores estavam examinando você, e você não tem a menor idéia do que aconteceu com você a seguir (talvez até você descobrir que não existe nenhum hospital na rua onde você supunha estar) mas de fato você foi examinado por eles em um de seus laboratórios. Você não pode confiar em sua mente nesse caso. Eles aparecem de formas diferentes para confundi-lo e criar as assim chamadas abduções de testemunha em que foram capazes de se lembrar dos eventos ou que acreditam que eles são capazes de se lembrar do ridículo no público e até onde nós sabemos eles estão tendo sucesso. Acredite em mim existem somente 14 espécies Aliens nesse planeta e somente oito delas abduzem humanos no momento (até onde nós sabemos). Além disso nem todos os relatos dos abduzidos são verdadeiros e alguns são apenas imaginação ou mentira.
Pergunta: Como nós podemos nos proteger contra essa influência sobre nossas mentes?
Resposta: Eu não sei. Eu duvido que você possa ser capaz de defender-se pois sua mente é como um livro aberto para se ler e escrever para quase todas as espécies que eu conheço. Essa culpa é em parte do “Illojiim” porque eles construíram ou melhor destruíram (em parte intencionalmente) suas mentes e suas consciências sem nenhum real mecanismo de proteção. Se você está ciente de alguém que tenta manipular sua mente você somente pode se concentrar nessa suspeita e tentar analisar todos os seus pensamentos de sua memória. Muito importante: não feche seus olhos (isso conduziria para uma forma diferente de ondas cerebrais que são mais fáceis para acessar) e não se sente ou deite para descansar. Se você ficar acordado durante os primeiros minutos você poderá tentar filtrar os outros pensamentos e vibrações em seu cérebro e o indutor desistirá depois de alguns minutos mas se ele ou ela não tiver sucesso começará a doer o cérebro do indutor. Isto é muito difícil e certamente doloroso e pode causar dano a você assim o melhor é não tentar resistir mas seria a única possibilidade que você tem. Porém você só pode tentar isto somente com as espécies mais fracas e não com a forte.
Pergunta: O que você quer dizer com “uma espécie que vêm de um plano muito diferente”?
Resposta: Antes que eu possa explicar isto corretamente para você deve ser capaz de entender que o universo e isto poderá significar um pensamento inútil para sua mente (incluindo a remoção de algumas barreiras) de várias semanas e com ensinamento eu quero dizer não apenas com palavras. Eu usei a sua palavra “planos” ou “nível” porque você não tem uma melhor palavra mais adequada no seu vocabulário e a palavra dimensão estaria neste caso absolutamente errada (é bem errado até para uma outra “bolha”) porque uma dimensão não pode existir sem planos. Se você fosse uma espécie vivendo em outra dimensão acima de um plano e se você fosse muito capacitado de entrar em planos sem tecnologia de forma que seu corpo não é feito desse tipo de matéria que você conhece então você seria o ser mais poderoso que você possa imaginar. Essa raça muito avançada que eu mencionei se desenvolveram fora daqui e eles de fato evoluíram por mais de bilhões de anos atrás. Eles seriam capazes de destruir todos vocês e todos nós com um único pensamento. Nós estivemos em contato com eles por apenas 3 vezes em toda nossa história porque seus interesses no seu planeta são diferentes de todas as outras raças. Definitivamente eles não representam perigo para vocês e nem para nós.
Pergunta: O que irá acontecer quando a guerra começar?
Resposta: Isto é difícil de responder. Isso depende da raça inimiga e de sua tática. “Guerra” nem sempre é essa coisa primitiva que vocês humanos dizem com a palavra “Guerra” que pode ser lutada em vários níveis. Uma possibilidade deles é a “destruição” de seu sistema social por influência sobre os líderes políticos e a outra forma seria o uso de uma avançada arma que pode causar terremotos ou erupções vulcânicas ou outros desastres (inclusive desastres atmosféricos) que podem parecer natural para você. Os campos especiais da fusão do cobre que eu mencionei no início são capazes de ter uma influência sobre seu clima global. Eu acho que eles não atacarão o planeta terra diretamente antes que a civilização humana esteja fraca porque até vocês tem capacidade de destruir as naves deles (mas não muitas). Deixe-me dizer que nós não estamos absolutamente certos se existirá realmente uma “quente” guerra agora dentro desses anos. Eu não quero mais falar sobre isso.
Pergunta: Esse é o fim da entrevista. Você quer dizer uma última frase ou mensagem?
Resposta: Abra seus olhos e veja. Não acredite apenas nas histórias erradas dos seus cientistas ou políticos. Alguns deles sabem da verdade sobre várias coisas mas eles não informam ao público para evitar confusão e pânico. Eu acho que sua espécie não é tão ruim como alguns de minha espécie acham e isto seria uma pena assistir o fim de vocês. Isso tudo é o que eu posso dizer. Vá em frente com seu mundo com os olhos abertos e você verá ou talvez não. Sua espécie é ignorante.
Pergunta: Você acha que qualquer um irá acreditar que esta entrevista é a verdade?
Resposta: Não mas isso é uma experiência interessante para meus estudos sociais. Nós vamos nos encontrar de novo em alguns meses e você me contará então o que teria acontecido depois da publicação desta minha mensagem. Talvez exista esperança para sua espécie.

Ole K. Trad Julio Anglada

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/entrevista-com-um-reptiliano/

Amprodias (Os Túneis de Set)

Por Kenneth Grant, O Lado Noturno do Éden.

 

O DÉCIMO-PRIMEIRO caminho ou kala é atribuído ao elemento Ar e seu aspecto negativo é o demônio ou sombra conhecido como Amprodias cujo sigilo é dado aqui e cujo número é 401. Esta sombra pode ser evocada vibrando-se o nome Amprodias na clave de ‘E’479. O sigilo deve ser pintado em amarelo pálido luminoso em um quadrado baseado em esmeralda(?) manchado com dourado.

 

401 é o número do Azoto que significa a ‘soma e essência de tudo, concebido como Um’. Em sua fase negativa esta essência é concebida como Nenhuma e é o Vazio do qual procede a manifestação 480. A natureza deste vazio é também 401 como ATh, a palavra hebraica significando ‘fora de’; sua raiz é o Ut egípcio, portanto útero, o portal da saída. É fora do útero do Ain, via Kether, que a manifestação é emitida.

 

O sigilo de Amprodias exibe uma boca aberta típica do útero que pronuncia a Palavra. Esta Palavra é a Luz Oculta, cujo símbolo é a cruz rodopiante ou suástica. Ele é idêntico à letra A ou aleph, a letra atribuída ao décimo-primeiro caminho. No grimório mágico CCXXXI, o seguinte verso pertence a este kala:

 

A, o coração de IAO, reside em êxtase no local secreto dos trovões. Entre Asar e Asi ele habita em júbilo.

 

Os Túneis de Seth.

 

O raio, ou dorje, é a arma do suporte do relâmpago da Luz Oculta que risca para baixo a partir do vazio, reificando tal como este faz a terra ou matéria. O número 401 é também aquele da palavra ARR que significa ‘amaldiçoar’. Ele é a maldição primal do Fogo do Espírito aprisionado na forma corporal, descrito nos Livros Sagrados ‘a Injustiça do Começo’481, o começo sendo considerado como Kether, através da qual cintilam os raios do Ain ou Olho do Vazio.

 

Os animais atribuídos a este kala são a Águia e o Homem. O Homem representa a mais elevada forma incorporada da divindade; a Águia é aquele querubim do Ar que penetra os mais altos éteres na forma de inteligência: i.e., consciência dirigida por vontade extra-terrestre ou ‘divina’. Contudo o significado íntimo deste caminho está resumido no poder mágico do décimo-primeiro kala que é aquele da divinação. Isto depende do aspecto divino ou supra-mundano do espírito que cintila para dentro do útero e fecunda a terra virgem com Luz (inteligência) desde além do último Pylon (Kether). Poder divinatório é o aspecto intuitivo da inteligência e como tal seu curso é tão imprevisível quanto o relâmpago bifurcado que penetra o útero do espaço e se manifesta como o trovão. – o A entre o I e o O482. O mistério do trovão é explicado no CCXXXI. Aqui, a suástica do décimo-primeiro caminho é comparado com o fulgor do caminho 28 (q.v.) que contém o mistério da transformação da santa virgem. Ela aparece ‘como um fogo fluídico, transformando sua beleza em um raio’ (i.e., uma suástica). Isto simboliza a “Força que restaura o mundo arruinado pelo mal’, i.e. pela maldição primal ou Injustiça do Começo.

 

No plano mágico, o poder divinatório se manifesta no irracional, dessa forma os maiores mestres da Magia(k) traficam constantemente com as energias do décimo-primeiro kalas. O elemento irracional aparece tão fortemente nos magistas que utilizam este kala que seu trabalho não tem sido frequentemente levado a sério ou tem sido completamente negligenciado. Um exemplo recente é H.P.Blavatsky, cujas excentricidades lançaram tal dúvida sobre a autenticidade de sua obra que poucos na sua época foram capazes à estimá-la em seu verdadeiro valor. Similarmente, as palhaçadas de Crowley o colocaram em uma categoria ainda mais duvidosa. Poucos deveras compreendem que o décimo-primeiro caminho é aquele do Louco que dança à beira do abismo, como retratado no trunfo de taro atribuído à este caminho. Salvador Dali, cujas brincadeiras práticas são notórias, também às vezes trouxe descrédito sobre sua arte, embora muitas pessoas fiquem impressionadas pela riqueza que sua arte acumulou. O ocultista Gurdjieff também cai nesta categoria483. Seu livro Cartas a Belzebu tem sido descrito como uma piada prática complicada, então, novamente, obscurecendo deliberadamente a importância vital de um ensinamento que é compreendido apenas pelos poucos. Cristo também não falou em parábolas de forma que ele não fosse compreendido?484

 

A nota principal da escala musical atribuída a Amprodias – ‘E’ – é, como Hé, a letra do útero da virgem impregnado pelo Louco485. De acordo com isto, o Rio do Submundo atribuído ao décimo-primeiro kala é o Acheron, que recebe espíritos como o útero recebe o relâmpago criativo. O arqui-demônio deste caminho é o próprio Satan, Senhor dos Poderes do Ar (aleph) através do que o raio traceja.

 

Onze é o número atribuído à zona de poder (Daäth) dentro do abismo. A cor atribuída a Daäth é o Lavanda, ou Violeta Pura, que tipifica a cor além do espaço que vibra em uníssono com o kala ativado pela evocação de Amprodias. Ela é a cor do Louco; aquele que está fora do alcance da inteligência normal. A negação da razão que tipifica seu estado de consciência é consoante com o lado positivo deste caminho que é atribuído àquela parte da alma conhecida como a Ruach, ou Razão. Mais corretamente, a ruach é a respiração do espírito, a semente rodopiante que impregna a virgem do espaço e faz nascer inúmeros mundos.

 

O órgão corporal correspondente a este simbolismo é o nariz, o órgão da respiração e o veículo do sentido olfativo. Esta atribuição ajuda a explicar os fenômenos olfativos conectados às operações ‘satânicas’. O fedor do incenso empregado em ritos medievais era o véu grosseiro e externo de um fato espiritual interior. Portanto, uma das armas mágicas associadas a este kala é o abanador, que dispersa os vapores fétidos que envolvem o mago assim que ele evoca o demônio deste kala. Porém o instrumento principal é a adaga do ar, isso quer dizer a arma que rompe o hímen do éter virgem (representado pelo Ovo Negro do Espírito) e exibe a deidade terrível além da margem do ‘universo’; aquele que está sentado no Centro de Tudo, o deus louco celerado por Lovecraft sob o nome de Nyarlathotep486, o deus rodeado por ‘tocadores de flauta idiotas’.

 

A flauta é a Flauta de Pan, e aquele que ergue este véu e perscruta além é desprovido de razão e senso. Em outras palavras, ele vê a verdade das coisas em seu brilho nu e ele percebe que aquilo novamente é nada mais que um véu do sacramento primitivo alcançável apenas através da suprema fórmula da aniquilação, pois este é o caminho final, que conduz – via Kether – ao Grande Inane (Ain).

 

Onze, sendo o ‘número geral da Magia(k), ou Energia tendendo à mudança’487, o décimo-primeiro caminho representa particularmente o caminho da reversão e o ponto da volta do mais próximo para o outro lado da Árvore.

 

A enfermidade típica do décimo-primeiro caminho é o ‘fluxo’, que em termos mágicos é expressado como descargas desequilibradas ou ‘intempestivas’ da energia lunar. Este é portanto o kala do Sangue da Lua Negra. Ele adverte sobre um vazamento de fluido vital que, ao transbordar, forma um resíduo de energia mágica desequilibrada. Isto cria fantasmas que aparecem na forma de Silfos; elementais associados ao ar ou éter. Como as fadas e os duendes dos contos infantis eles são, mais frequentemente que não, retratados como criaturas diáfanas e enganadoras. Mas no aspecto no qual eles se manifestam no lado negativo da Árvore, eles assombram as terríveis brechas do espaço interior onde eles aparecem em feições de extremo horror que obsedam o mago e muitas vezes o deixam literalmente fora de si. Então eles invadem o espaço desocupado e, como sanguessugas, drenam o sangue de sua mente488 para dentro de seus próprios organismos. Esta é a origem dos mitos relacionados a magos aprisionados no espaço exterior489, suas mentes segregadas em celas transparentes que flutuam através dos golfos do vazio como imensas bolhas, aumentando em tamanho e luminosidade enquanto os silfos invasores extraem mais e mais energia vital dos fluxos que atacaram o imprudente invasor neste caminho.

 

Estas criaturas foram vagamente sentidas por Lovecraft490. Ele as descreve como ‘entidades sem forma compostas de uma geleia viscosa que pareciam como uma aglutinação de bolhas’491. Uma descrição similar é aplicada à semi-entidade Yog-Sothoth. A passagem é citada em O Renascer da Magia (p.116) onde a atenção é dirigida à grande similaridade entre o fenômeno descrito e a esfera de globos iridescentes incorporados por Crowley no desenho de seu pantáculo mágico pessoal onde elas aparecem por trás do Pentagrama de Set invertido.492

 

As maiores iniciações sozinhas podem conferir imunidade contra estes vampiros que navegam com asas cintilantes. O conhecimento das fadas tem ocultado estas criaturas com véus de encantamento que ocultam o horror de suas perseguições e contata com os habitantes dos sistemas alienígenas de consciência nas regiões mais inferiores do cosmo. Arthur Machen, o escritor galês que sabia mais sobre estes assuntos do que ele se preocupava em admitir, nota esta propensão do estudioso das fadas em caiar estes seres aéreos e retratá-los como entidades justas.493

 

O título do trunfo de taro atribuído ao décimo-primeiro kala é o ‘Espírito do Éter’. No lado mais próximo da Árvore este espírito é mais resplandecentemente belo e luminoso do que as palavras podem descrever, mas seu reverso ou reflexo é tal como acima descrito; assim também são as bolhas sopradas pelo Louco do Taro em sua louca carreira à margem do abismo.

 

O número de Amprodias se concentra em 5, o mais misterioso e místico dos números no cosmos, e além deste. Lovecraft494 indica a respeito das influências que ele denota quando ele alude à ‘quíntupla tradição matemática dos Antigos’ e suas estruturas de ciclope e moradas baseadas na forma da estrela de cinco pontas. No AL, I,60, Nuit descreve seu símbolo como “A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no Meio, & o círculo é Vermelho. Minha cor é o negro para o cego… ‘ Todas estas ideias pertencem ao décimo-primeiro caminho495. O círculo vermelho é a lua ‘negra’ ou lua de sangue, os cinco pontos ou raios da estrela são as vibrações vaginais da mulher durante o derramamento de cinco dias. A estrela de cinco pontas é também o glifo dos Antigos transcósmicos; e o ‘Ovo do Espírito’496 é ‘negro para o cego’, ou aqueles cujos olhos espirituais não estão abertos e que são, portanto, como a virgem que mais tarde assume a forma de ‘fogo fluido’ como o relâmpago.

 

O conceito africano de Afefe tem sido atribuído ao décimo-primeiro kala 497. Afefe é ‘o vento’, e é precisamente aqui no mais primitivo simbolismo conhecido que nós descobrimos a identidade da serpente como um símbolo de potência criativa, a ruach ou espírito. Afefe tornou- se o Apep ou serpente Apap dos Mistérios Draconianos no Egito. O Afefe-Apophis é também a origem do Verme Fafnir da mitologia Nórdica e, como Massey mostrou, um derivativo moderno é nossa palavra ‘puff’, ‘estourar’ no sentido de tornar-se grande, inchado, entumecido ou grávido. O Afefe africano revela portanto a força ‘protuberante’ ou ondulante do vento que é a rajada ou espírito que se tornou – em um retrocesso posterior dos Mistérios – o Espírito Santo que impregna a virgem na forma da Pomba, o pássaro típico do ar. Isso é mais adiante confirmado pelo fato de que o gênio do vento, do qual Afefe é o ‘mensageiro’, reside no grande templo de Legba, a divindade fálica africana que nos cultos posteriores foi equacionado com o mal devido à sua conexão com os mistérios do sexo.

 

A letra ‘A’ na fórmula IAO é idêntica com Apophis e é o campo de operação no qual as energias mágicas do I e do O (o phallus e a kteis) se polarizam e realizam sua função criativa.

 

479 Este som deve se elevar a partir de um sussurro escassamente audível até um silvo penetrante como o ar sendo forçado ao longo de um tubo estreito.

 

480 A manifestação pode proceder apenas da não-manifestação. Esta declaração de uma verdade óbvia deve ser percebida, ela é a verdade mais profunda do caminho místico e a plena compreensão desta confere a chave da Iniciação definitiva. (ao lado, ilustração dos 22 Caminhos na Árvore)

 

481 Vide Liber VII, v.42; Liber LXV, iv.56, e em outras partes.

 

482 A fórmula de IAO foi analisada em Aleister Crowley & o Deus Oculto (capítulo 7).

 

483 Vide o excelente estudo de David Hall sobre Crowley e Gurdjieff.

 

484 Lucas, 8, 10.

 

485 Vide O Livro de Thoth, de Aleister Crowley.

 

486 O deus ‘sem face’. Cf. o ‘sem cabeça’ do texto Greco-Egípcio usado por Mathers em sua tradução da Goetia.

 

487 777 Revisado (Crowley).

 

488 Matéria mental ou chittam.

 

489 Vide página 255.

 

490 Lovecraft chamava estas bolhas de shoggoths. Existe uma palavra similar na língua caldaica, viz.: shaggathai. O Beth Shaggathai era a Casa de Fornicação, e isto sugere os semitons sexuais contidos no nome da ‘geleia viscosa’, ou lodo, que é o veículo primitivo da semente criativa.

 

491 Nas Montanhas da Loucura, Lovecraft, p.63.

 

492 Este pantáculo é reproduzido em O Renascer da Magia na pág.52.

 

493 Vide O Povo Branco (Machen), Introdução.

 

494 Nas Montanhas da Loucura (Lovecraft), p.86.

 

495 ‘Meu número é 11, como todos os seus números que são de nós.’

 

496 O símbolo de Akash ou Espaço é um Ovo Negro; isto também tipifica o Espírito.

 

497 Vide Cultos da Sombra, p.30.

 

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/amprodias-os-tuneis-de-set/

A Magia de Undertale e a Cultura Pop

Muitos estão familiarizados com o conceito de “Pop Magic” através de Grant Morrison. Outro grande autor da área é Taylor Ellwood, que mostra em muitos de seus livros as vantagens de utilizar em nossos sistemas de magia elementos da cultura pop, incluindo quadrinhos, filmes, RPGs de mesa, RPGs online, jogos de tabuleiro, jogos eletrônicos, animes, etc. Aqui irei comentar sobre algumas das possibilidades de conectar o ocultismo e os jogos eletrônicos, utilizando como exemplo um jogo que lançou mês passado no Steam: Undertale.

Na Magia do Caos, ao construir seu próprio sistema de magia o principal não é necessariamente acrescentar nele um elemento que possua uma correlação direta com a magia clássica, como referências ao tarot ou à cabala. É claro, se você é apaixonado por tarot, fique à vontade para desenvolver um sistema inspirando-se em Ogre Battle ou em qualquer outro dos muitos jogos eletrônicos que remetem ao tarot. Não é difícil encontrar alusões ao ocultismo na cultura pop e se isso pesa bastante para que sua magia funcione, não hesite em buscá-las. Contudo, eu diria que mais importante que tais referências seria a própria paixão.

Caso você seja fortemente apaixonado por um livro de literatura, uma série de TV, um filme ou um jogo, eu diria que em muitos casos não importa tanto se seu jogo, por exemplo, contém magia. Ou, eu deveria dizer, a “magia” dele seria as emoções que geram em você e esse poderá ser um combustível poderoso para ativar um feitiço. As pessoas utilizam magia para as mais variadas metas: para realizar alterações materiais, autoconhecimento, diversão, etc. Da mesma forma, cada um busca coisas diferentes nas muitas opções que temos para lazer e entretenimento. A proposta da magia pós-moderna é unir os dois, magia e cultura pop, num objetivo comum.

Eu particularmente aprecio a magia pelas reflexões que me geram (debater as diferentes teorias de magia, que constituem os fundamentos de cada sistema e os impulsionam), pela diversão e pelas descobertas de conectar o material com o espiritual. A mente e particularmente a imaginação é uma das pontes que conectam os dois, o que me faz gostar de histórias, incluindo jogos com boas histórias, com criatividade e surpresas.

Undertale se encaixa em todas as categorias. Porém, gosto é algo muito pessoal. Em parte, é influenciado pela cultura e por muitas outras coisas: época em que você vive, onde você mora, com quem interage, etc. O desenvolvedor de Undertale, Toby Fox, compôs algumas músicas de Homestuck. Quem me conhece sabe que sou viciada em Homestuck nesses últimos anos e já baseei algumas de minhas histórias nessa webcomic de Andrew Hussie (um exemplo é meu livro chamado “Fábula dos Gênios”). Sendo assim, eu sou suspeita para falar sobre esse jogo, já que ele segue um tipo de humor e de criatividade que me agradam.

O jogo em si, que é um RPG, segue um estilo bastante semelhante ao de jogos como Earthbound e Mother 3, que já possuem uma fanbase generosa. Também tem alguma relação com Yume Nikki.

Para começar, o protagonista não tem sexo definido e é propositalmente referido ao longo do jogo apenas como “humano”, já que ele/ela está num mundo de monstros. E, assim como em Homestuck, há muitas personagens importantes do sexo feminino (lutando e usando armaduras), assim como bastante romance homossexual.

Contudo, um dos maiores destaques do jogo é o fato de haver opções de rotas para lutas: é possível matar os monstros ou poupá-los e, dependendo de suas escolhas, coisas diferentes acontecem. Acho que muitos já estão acostumados com jogos em que há finais diferentes, mas no caso desse RPG, cada ação sua pesa, do início ao fim: uma escolha aparentemente banal no início do jogo pode ter um impacto grandioso lá na frente.

Isso não significa que você já está condenado desde o começo se fizer escolhas ruins, já que é possível seguir rotas mistas ou neutras. Você não será necessariamente julgado como bonzinho ou malvado, já que o tempo todo você é capaz de fazer escolhas ou se arrepender, mudando seu destino. Os personagens enfatizam isso constantemente.

Há momentos em que o jogo é hilário e outros em que é assustador. O ideal é jogá-lo mais de uma vez, pois os diálogos e acontecimentos são muito diferentes dependendo das escolhas que você faz. É um jogo relativamente curto e por isso mesmo excelente para experimentações com magia: para lançar sigilos através dos puzzles (e banir com gargalhadas!) e energizar servidores usando os monstros bizarros que aparecem para você batalhar (ou  perdoar). De fato, enquanto eu via os monstrinhos, pensei em mais de uma ocasião: “este aqui se parece muito com um servidor”, devido às formas bizarras, algumas quase aleatórias.

Eu não tenho um grande poder para convencer alguém a ler todo o Homestuck, já que é a maior webcomic já escrita. Porém, espero que, se você ainda não conhece Undertale, experimente jogá-lo (aqui tem um trailer). Que esse post também seja um incentivo para que os magistas não temam evocar os personagens dos jogos e filmes que gostam. Muitos se consideram tolos ou pouco sérios fazendo isso, mas eu peço para que você considere a seguinte frase, bem conhecida, também repetida no livro “The Pop Culture Grimoire” de Taylor Ellwood: “A cultura pop é a mitologia moderna”. Ou, como eu costumo dizer, a magia pós-moderna de hoje será a magia tradicional de amanhã. Quer oportunidade melhor para evocar os Deuses e entidades da cultura pop do que agora que eles estão com essa quantidade enorme de fãs para alimentar a egrégora? Eu diria que é uma chance imperdível.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-de-undertale-e-a-cultura-pop

A Moderna Feitiçaria

Os paroquianos da respeitável igreja da rua Arlington, em Boston, viram e ouviram muita coisa ao longo dos anos. Afinal, é em seu altar que o evangelho unitário de um deus único, e não tríplice, tem sido transmitido de geração em geração. Foi ali também, numa crise agora remota, que o abolicionista William Ellery Channing protestou contra os malefícios da escravatura. E, um século depois , seria nessa mesma igreja que vários manifestantes externariam seu protesto contra a intervenção americana no Vietnã.

Contudo, é possível pensar que nem mesmo paroquianos com tanta tradi­ção e audácia teriam sido capazes de prever a incrível cena que ocorreu nessa igreja numa sexta-feira de abril, no ano de 1976. Naquela noite, quando as luzes da igreja diminuíram e o som cristalino de uma flauta se espalhou por entre mais de mil mulheres ali reunidas, quatro feiticeiras, cada uma delas empunhando uma vela, colocaram-se ao redor do altar. Com elas encontrava-se uma alta sacerdotisa da magia, Morgan McFarland, filha de um ministro protestante. Numa voz clara e firme, McFarland proferiu um longo encantamento cujos místicos ecos pareciam realmente muito distintos da doutrina que os paroquianos unitaristas estavam habituados a ouvir: “No momento infinito antes do início do Tempo, a Deusa se levantou em meio ao caos e deu a luz a Si Mesma (…) antes de qualquer nascimento (…) antes de seu próprio nascer. E quando separou os Céus das Águas e neles dançou, a Deusa, em Seu êxtase, criou tudo que há. Seus movimentos geraram o vento, o elemento Ar nasceu e respirou.”

Enquanto a alta sacerdotisa prosseguia em seu cântico, descrevendo sua própria versão da criação do mundo, suas companheiras de altar começaram a acender as velas, uma após a outra — a primeira para o leste, depois para o sul, o oeste e, por fim, para o norte. As palavras de MacFarland repercutiam, ressoando diante de todos como se fossem ditas pela voz de uma antiga pitonisa, uma voz que invocava a grande divindade feminina que, segundo afir­mavam as sacerdotisas, havia criado os céus e a terra. No ápice de seu canto, MacFarland rememorava o dia em que a deusa criara a primeira mulher e lhe ensinara os nomes que deveriam ser eternamente pronunciados em forma de oração: “Sou Ártemis, a Donzela dos Animais, a Virgem dos Caçadores. Sou ísis, a Grande Mãe. Sou Ngame, a Deusa ancestral que sopra a mortalha. E serei chamada por milhares de nomes. Invoquem a mim, minhas filhas,  e saibam que sou Nêmesis.”

Tudo isso ocorreu durante uma convenção de três dias, cujo tema era a espiritualidade feminina. Apesar de recorrer a elementos familiares tais como velas, túnicas e música, essa foi a prece menos ortodoxa que já ecoara pelas paredes de arenito da igreja da rua Arlington. A cerimônia deve ter sido contagian-te, pois no final a nave da igreja estava repleta de pessoas dan­çando e quase mil vozes preenchiam aquele local majestoso e antigo unidas em uma só cantilena que dizia: “A Deusa vive, há magia no ar. A Deusa vive, há magia no ar.”

Para muitos especialistas que pesquisam a história da feiti­çaria, aquela deusa invocada durante a cerimônia, uma deusa cuja dança arrebatada teria urdido o vento, o ar e o fogo e cujo riso, afirmava-se, instilara a vida em todas as mulheres, não poderia, de modo algum, ter existido no momento da criação, porque nasceu e re­cebeu sua aparência, tanto quanto sua personalidade, de uma imaginação absoluta­mente moderna. Sua origem histórica, afirmam os céticos, limita-se a poucos traços co­lhidos de concepções um tanto nebulosas relacionadas com divindades da Europa pré-cristã, concepções estas que teriam sido intencional­mente rebuscadas com deta­lhes teatrais para adequar-se aos ritos e cerimônias.

Porém, para muitos praticantes da feitiçaria, sua Grande Deusa é realmente um ancestral espírito criador, cultuado na Europa e no Oriente Próximo muito antes da intro­dução do Deus cristão. Acreditam que a deusa tenha sobrevivi­do aos séculos de perseguição ocultando-se nos corações de seus adoradores secretos, filhos e filhas espirituais que foram condenados ao ecúleo e à fogueira da Inquisição devido a suas crenças. E agora, dizem, a deusa emerge mais uma vez, aberta­mente, inspirando celebrações nos redutos daquela mesma reli­gião organizada que anteriormente tentara expurgar tudo que estivesse relacionado com ela e seus seguidores.

Seus modernos adeptos não têm a menor dúvida quanto à antigüidade de sua fé. Ser um feiticeiro, afirma um deles, é “en­trar em profunda sintonia com coisas que são mais antigas do que a própria espécie humana”. E, realmente, até certos não-iniciados declaram perceber nesse movimento dos praticantes de feitiçaria uma força invisível que anima o universo. Uma mulher que classificou os ensinamentos e ritos da feitiçaria como “meras palavras, sem qualquer significado”, disse no en­tanto que, quando compareceu ao local no qual as feiticeiras se reuniam, sentiu uma força que parecia pairar além dos limites da razão. “Sinto uma corrente”, confessou em carta a uma ami­ga, “uma força que nos cerca. Uma força viva, que pulsa, flui e reflui, cresce e desaparece como a lua (…) não sei o que é, e não sei como usá-la. É como quando se está bem perto de uma corrente elétrica, tão perto que se pode até ouvir seu zumbido, seu estalo, mas sem conseguir conectá-la.”

Hoje, contudo, milhares de homens e mulheres que levam uma vida comum, afora essa busca, acreditam estar conectando essa corrente e extraindo energia daquilo que Theo-dore Roszak define como “a fonte da consciência espiritu­al do homem”. No decorrer desse processo, estes que se proclamam neopagãos des­cobrem — ou, como dizem alguns deles, redescobrem — o que afirmam ser uma reli­gião ancestral, uma religião cuja linguagem é a do mito e do ritual, cuja fé professa a realidade do êxtase e é difícil de ser definida, uma religião de muitas divindades e não de apenas um só Deus.

Esses modernos adora­dores da natureza, tal como os pagãos de eras passadas, não separam o natural do so­brenatural, o ordinário do extraordinário, o mundano do espiri­tual. Para um neopagão, tudo pertence a um mesmo todo. Cal­cula-se que o número de neopagãos alcance um número aproximado de 100 mil ou mais adeptos nos Estados unidos, formando uma irmandade que se reflete na verdadeira explo­são de festivais pagãos iniciada na década de 70. Mo final da década de 80, havia mais de cinqüenta desses festivais nos Estados Unidos, atraindo uma platéia que reunia desde os adeptos mais radicais até meros curiosos. Segundo Margot Adler, autora de Atraindo a Lua, um livro que documenta a ascensão do neopaganismo, tais festivais “mudaram comple­tamente a face do movimento pagão” e estão gerando uma comunidade paga nacional. Adler afirma que esse grupo abrange pessoas cujo perfil social inclui desde tatuadores e estivadores até banqueiros, advogados e muitos profissionais da área de informática.

Nem todos os neopagãos da atualidade podem ser chama­dos de bruxos ou feiticeiros, pois nem sempre associam o culto neopagão à natureza e a antigas divindades com a prática da magia ritualística, como fazem os feiticeiros. Mas um número desconhecido de neopagãos adota os princípios de uma fé popularmente chamada de feitiçaria e conhecida entre os iniciados como “a prática”. Essa religião também é conhecida pelo nome de Wicca, uma palavra do inglês antigo que designa “feiticeiro”; esse termo pode estar relacionado com as raízes indo-européias das palavras wic e weik, que significam “dobrar” ou “virar”. Portanto, aos olhos dos modernos adeptos da Wicca, as bruxas nunca foram as megeras ou mulheres fatais descritas pelo populacho, mas sim homens e mulheres capazes de “dobrar” a realidade através da prática da magia. Eles acreditam que os feiticeiros da história se­riam os curandeiros das aldeias, senhores do folclore e da sabedo­ria tradicional e, portanto, os pilares da sociedade local.

Apesar da moderna popularidade da feitiçaria como religião, a crença medieval no poder das bruxas para convocar malefícios nunca desapareceu completamente. E era ainda bem forte em 1928, no condado de York, na Pensilvânia, a ponto de provocar mortes. Dois homens e um menino confes­saram o assassinato de Nelson Rehmeyer, um fazendeiro soli­tário que se dizia feiticeiro, para apanhar um cacho de seus cabelos. Precisavam do cacho, afirmaram, para quebrar o fei­tiço que ele lhes jogara. John Blymyer, o mais velho, decla­rou que ele também era bruxo e que durante quinze anos buscara o responsável por seus infortúnios. Logo após sua detenção, declarou: “Rehmeyer está morto. Não me sinto mais enfeitiçado. Agora consigo comer e beber.”

Blymyer e seus amigos não estavam sozinhos em suas crenças. Os jornais mencionavam outras pessoas preocupa­das com feitiços; um barbeiro contava que alguns fregueses levavam consigo o cabelo cortado, para evitar “dores de ca­beça”. Depois do médico-legista do condado de York ter se lamentado de que metade do condado acreditava em magia negra, as sociedades locais de médicos anunciaram uma “cruzada contra a prática de feitiçaria e suas crendices maléficas”.

Mas o estereótipo persiste, e as bruxas continuam a ser objeto de calunia, lutando para desfazer a imagem de companhei­ras do diabo. Para muitos, a bruxa era, e ainda é, a adoradora do demônio. Bem recentemente, em 1952, o autor britânico Pennethorne Hughes classificou algumas feiticeiras da história como “lascivas e pervertidas”, atribuindo-lhes uma longa lista de peca­dos reais ou imaginários. “Elas faziam feitiços”, escreveu, “cau­savam prejuízos, envenenavam, provocavam abortos no gado e inibiam o nascimento de seres humanos, serviam ao diabo, parodiavam os rituais cristãos, aliavam-se aos inimigos do rei, copulavam com outros bruxos ou bruxas que chamavam de íncubos ou súcubos e cometiam abusos com animais domésticos.”

Diante de tantas acusações, não chega a ser surpreendente o fato de que as palavras “mago”, “feiticeiro” ou “bruxo” e “ma­gia”, “feitiçaria”, ou “bruxaria” continuem a despertar profundas reações. “A feitiçaria é uma palavra que assusta a uns e confun­de a outros”, observa uma escritora radicada na Califórnia, tam­bém praticante de feitiçaria, conhecida pelo nome de Starhawk. “Na mente do povo”, ela observa, as bruxas do passado são “me­geras horrendas montadas em vassouras, ou maléficas satanistas que participavam de rituais obscenos.” E a opinião contem­porânea não tem demonstrado bondade maior para com as feiti­ceiras atuais, considerando-as, como aponta Starhawk, “mem­bros de um culto esquisito, que não tem a profundidade, dignida­de ou seriedade de propósitos de uma verdadeira religião”.

Mas trata-se de fato de uma religião, tanto para quem a re­ligião é “uma necessidade humana de beleza”, como no sentido que figura no dicionário: “sistema institucionalizado de atitudes, crenças e praticas religiosas”. Até mesmo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos cedeu às reivindicações dos praticantes da Wicca para que esta fosse considerada como religião váli­da e, em meados da década de 70, o Pentágono recrutou uma feiticeira, Lady Theos, para revisar o capítulo referente a bruxaria no Manual dos Capelães do exército. As contribuições de Lady Theos foram atualizadas em 1985, por uma erudita neopagã chamada Selena Fox. Outro sinal dos tempos pode ser visto nos cartões de identidade dos membros das forças armadas, nos quais as palavras “pagão” e “wiccan” agora aparecem com fre­qüência, embora certamente em menor número, do que os no­mes de outras afiliações religiosas.

Apesar desse reconhecimento e embora a Constituição americana — tal como a brasileira — garanta o direito à liberda­de de crença, a prática de feitiçaria ainda enfrenta duras críticas e até mesmo uma perseguição premeditada. Esses ataques natu­ralmente não se comparam, em escala e em violência, com o prolongado reinado de horror que predominou do século XIV ao XVII, período descrito pelas feiticeiras contemporâneas como “a época das fogueiras”, ou “a grande caçada às bruxas”. De fato, a perseguição atual é comparativamente até benigna — demissões de empregos, perda da custódia dos filhos, prisão por infrações aos bons costumes —, mas causa prejuízos que levaram a alta sacerdotisa da ordem Wicca, Morgan McFarland, a rotular estes tempos como ua era das fogueiras brandas”.

Pelo menos em parte, a fonte da relativa tolerância atual, bem como as raízes desse renascimento da Wicca, podem ser encontradas nos trabalhos elaborados no início do século XX pela antropóloga inglesa Margaret Murray. As pesquisas de Murray sobre as origens e a história da feitiçaria começaram, como ela posteriormente registrou em sua autobiografia, com “a idéia comum de que todas as feiticeiras eram velhas pade­cendo de alucinações por causa do diabo”. Mas ao examinar os registros dos julgamentos que restaram da Inquisição, Murray logo desmascarou o diabo, segundo suas próprias palavras, e descobriu em seu lugar algo que identificou como o Deus Chi-frudo de um culto à fertilidade, uma divindade paga que os inquisidores, em busca de heresias religiosas, transformaram em uma incorporação do diabo. À medida que aprofundou o es­tudo daqueles registros ela se convenceu de que esse deus pos-

suía um equivalente feminino, uma versão medieval da divina caçadora das épocas clássicas, que os gregos chamavam de Ártemis e os romanos de Diana. Ela supunha que as feiticeiras condenadas reverenciavam Diana como líder espiritual.

Na visão de Murray, a feitiçaria seria o mesmo culto a ferti­lidade anterior ao cristianismo, que ela denominou culto a Diana, e seria “a antiga religião da Europa ocidental”. Vestígios dessa fé, segundo ela, poderiam ser rastreados no passado a ate cerca de 25 mil anos, época em que viveu uma raça aborígine com­posta de anões, cuja existência permaneceu registrada pelos conquistadores que invadiram aquelas terras apenas nas lendas e superstições sobre elfos e fadas. Seria uma “religião alegre”, como a descreve Murray, repleta de festejos, danças e abandono sexual e incompreensível para os sombrios inquisidores, cujo único recurso foi destruí-la até as mais tenras raízes.

Em 1921, Murray divulgou suas conclusões em O Culto a Feiticeira na Europa Ocidental, o primeiro dos três livros que ela publicaria sobre o assunto, em um trabalho que outorgaria cer­ta legitimidade à religião Wicca. Outros estudiosos, contudo, imediatamente atacaram tanto os métodos utilizados por Murray como suas conclusões. Um crítico simplesmente classi­ficou seu livro como “um palavrório enfadonho”. Embora o tra­balho de Margareth Murray nunca tenha desfrutado de muito prestígio nos círculos acadêmicos, recentes estudos arqueológi­cos induziram alguns historiadores a fazer ao menos uma releitura mais criteriosa de algumas de suas teorias mais polê­micas. Mesmo que a seu modo, Murray realmente conseguiu, através de uma reavaliação favorável da feitiçaria, abrir uma porta para um fluxo de interesse pelo culto a Diana.

queles que acataram a liderança de Murray e se aventuraram a penetrar por aquela porta logo descobriram que estavam também na trilha de um escritor e folclorista americano chamado Charles Leland. Em 1899, mais de duas décadas antes de Murray apresentar suas teorias, Leland havia publicado Aradia, obra que ele descreveu como o evan­gelho de La Vecchia Religione, uma expressão que desde então passou a fazer parte do saber “Wicca”. Ao apresentar a tradu­ção do manual secreto de mitos e encantamentos de um feiti­ceiro italiano, o livro relata a lenda de Diana, Rainha das Feiti­ceiras, cujo encontro com o deus-sol Lúcifer resultara numa fi­lha chamada Aradia. Esta seria Ia prima strega, “a primeira bru­xa”, a que revelara os segredos da feitiçaria para a humanidade.

Aradia é no mínimo uma fonte duvidosa e provavelmente uma fraude cabal; contudo, terminou servindo de inspiração para inúmeros ritos praticados por feiticeiros contemporâneos, inclusive para a Exortação à Deusa, que convoca seus ouvintes a “reunir-se em lugares secretos para adorar Meu Espírito, a Mim que sou a Rainha de todas as Feitiçarias”. Embora a obra conte com poucos, ou raros, defensores no círculo acadêmico, em oposição aos que lhe lançam duras críticas, Aradia de certo modo reacendeu as chamas desse renascimento da feitiçaria, e sua ênfase no culto à deusa tornou o livro muito popular nas assembléias feministas.

Um trabalho mais recente com enfoque similar, porém de reputação mais sólida, é o livro de Robert Graves, A Deusa Branca, publicado pela primeira vez em 1948. Em estilo lírico, Graves apresenta argumentos que revelam a existência de um culto ancestral centrado na figura de uma matriarcal deusa lu­nar. Segundo o autor, essa deusa seria a única salvação para a civilização ocidental, substituta da musa inspiradora de toda criação poética. Mas, se por um lado muitos entre os primeiros leitores encontraram nesse livro fundamentos para a prática de feitiçaria e se mais tarde ele continuou a inspirar os seguidores da Wicca, o próprio Graves expressou profundas reservas com relação à bruxaria. Sua ambivalência torna-se aparente num ensaio de 1964, no qual o autor sublinha a longevidade e a for­ça da religião Wicca, mas também faz críticas ao que ele consi­dera como uma ênfase em jogos e brincadeiras. Na verdade, o ideal para a feitiçaria, escreve Graves, seria que “surgisse um místico de grande força para revestir de seriedade essa prática, recuperando sua busca original de sabedoria”.

A referência de Graves era uma irônica alfinetada em Gerald Brosseau Gardner, um senhor inglês peculiar e caris­mático, que exerceria profunda — embora frívola, do ponto de vista de Graves — influência no ressurgimento do interesse pela feitiçaria. Gardner, que nascera em 1884 nas proximidades de Liverpool, tivera diversas carreiras e ocupações: funcionário de alfândega, plantador de seringueiras, antropólogo e, finalmente, místico declarado. Pouco afeito às convenções, era um nudista convicto, professando um perpétuo interesse pela “magia e as­suntos do gênero”, campo que para ele incluía tudo: desde os pequenos seres das lendas inglesas até as vítimas da Inquisição e os cultos secretos da antiga Grécia, Roma e Egito. Pertenceu, durante certo tempo, à famosa sociedade dos aprendizes de magos chamada Ordem Hermética da Aurora Dourada.

Gerald Gardner enfureceu os círculos acadêmicos quando anunciou que as teorias de Margaret Murray eram verdadeiras. A feitiçaria, declarou, havia sido uma religião e continuava a ser. Ele dizia saber isso simplesmente porque ele próprio era um bruxo. Seu surpreendente depoimento veio à luz em 1954, com o lançamento de A Feitiçaria Moderna, o livro mais impor­tante para o renascimento da feitiçaria. Sua publicação teria sido impossível antes de 1951, ano no qual os frágeis decretos de 1753 contra a feitiçaria foram finalmente revogados pelo Parlamento britânico. Curiosamente, o Parlamento rescindiu es­ses decretos cedendo às pressões das igrejas espíritas, cujas tentativas de contato com as almas dos que já se foram tam­bém haviam sido reprimidas pela lei. A revogação contou com pouquíssimos oponentes, porque os legisladores imaginavam que certamente após mais de três séculos de perseguição e 200 anos de silêncio, a feitiçaria era assunto morto e enterrado.

Se a prática não havia desaparecido, como A Feitiçaria Moderna tentava provar, o próprio Gardner admitiu ao menos que a feitiçaria estava morrendo quando ele a encontrou pela primeira vez, em 1939. Gardner gerou muita polêmica ao afirmar que, após a catastrófica perseguição medieval, a bru­xaria tinha sobrevivido através dos séculos, secretamente, à medida que seu saber canônico e seus rituais eram transmiti­dos de uma geração para outra de feiticeiros. Segundo Gardner, sua atração pelo ocultismo havia feito com que se encontrasse com uma herdeira da antiga tradição, “a Velha Dorothy” Clutterbuck, que supostamente seria alta sacerdoti­sa de uma seita sobrevivente. Logo após esse encon­tro, Gardner foi iniciado na prática, embora mais tarde tenha afirmado, no trecho mais improvável de uma história inconsistente, que desconhecia as intenções da velha Dorothy até chegar ao meio da cerimônia iniciática, ouvir a palavra “Wicca” e perceber “que a bruxa que eu pensei que morrera queimada há centenas de anos ainda vivia”.

Considerando-se devidamente preparado para tal função, Gardner gradualmente assumiu o papel de porta-voz informal da prática. Assim, lançou uma nova luz nas atividades até então secretas da bruxaria ao descrever em seu livro, por exemplo, a suposta atuação desses adeptos para impedir a invasão de Hitler na Inglaterra. De acordo com Gardner, os feiticeiros da Grã-Bretanha reuniram-se na costa inglesa em 1941 e juntos produziram “a marca das chamas” — uma intensa concentração de energia espiritual, também conhecida como “cone do poder”, para supostamente enviar uma mensagem mental ao Führer: “Você não pode vir. Você não pode cruzar o mar”. Não se pode afirmar se o encantamento produziu ou não o efeito desejado mas, como Gardner salientou prontamente, a história realmente registra o fato de Hitler ter reconsiderado seu plano de invadir a Inglaterra na última hora, voltando-se abruptamente para a Rússia. Gardner declara que esse mesmo encantamento teria, aparentemente, causado o desmoronamento da Armada Espa­nhola em 1588, quando muitos feiticeiros conjuraram uma tempestade que tragou a maior frota marítima daquela época.

O poeta inglês Robert Graves inadvertidamente incentivou o ressurgimento da feitiçaria ao divulgar em seu livro de 1948, “A Deusa Branca”, sua visão da divindade feminina primordial. Ele acreditava que, apesar da repressão dos primeiros imperadores cristãos, esse culto havia sido preservado.

Quando não reescrevia a história, Gerald Gardner assumia a tarefa de fazer uma revisão da feitiçaria. Partindo de suas próprias extensas pesquisas sobre magia ritual, ele criou uma “sopa” literária sobre feitiçaria feita com ingredientes que incluíam fragmentos de antigos rituais supostamente preserva­dos por seus companheiros, adeptos da prática, além de ele­mentos de ritos maçônicos e citações de seu colega Aleister Crowley, renomado ocultista que se declarava a Grande Besta da magia ritual. Gardner decidiu então acrescentar uma pitada de Aradia e da Deusa Branca e, para ficar no ponto, temperou seu trabalho incorporando-lhe um pouquinho de Ovídio e de Rudyard Kipling. O resultado final, escrito numa imitação de inglês elisabetano, engrossado ainda com pretensas 162 leis de feitiçaria, foi uma espécie de catecismo da Wicca, ressusci­tado por Gardner. Assim que completou o trabalho, seu com­pilador tentou fazê-lo passar por um manual de uma bruxa do século XVI, ou um Livro das Sombras.

Apesar dessa origem duvidosa, o volume transformou-se em evangelho e liturgia da tradição gardneriana da Wicca, como veio a ser chamada essa última encarnação da feitiça­ria. Era uma “pacífica e feliz religião da natureza”, nas pala­vras de Margot Adler em Atraindo a Lua. “As bruxas reuniam-se em assembléias, conduzidas por sacerdotisas. Adoravam duas divindades, em especial, o deus das florestas e de tudo que elas encerram, e a grande deusa tríplice da fertilidade e do renascimento. Nuas, as feiticeiras formavam um círculo e pro­duziam energia com seus corpos através da dança, do canto e de técnicas de meditação. Concentravam-se basicamente na Deusa; celebravam os oito festivais pagãos da Europa, bus­cando entrar em sintonia com a natureza.”

Como indaga o próprio Gardner em seu livro, “Há algo de errado ou pernicioso nisso tudo? Se praticassem esses ritos dentro de uma igreja, omitindo o nome da deusa ou substituin­do-o pelo de uma santa, será que alguém se oporia?”

Talvez não, embora a nudez ritualística recomendada por Gardner causasse, e ainda cause, um certo espanto. Mas para Gardner as roupas simplesmente impedem a liberação da for­ça psíquica que ele acreditava existir no corpo humano. Ao se desnudarem para adorar a deusa, as feiticeiras não só se des­piam de seus trajes habituais, como também de sua vida coti­diana. Além disso, sua nudez representaria um regresso sim­bólico a uma era anterior à perda da inocência.

Gardner justifica a nudez ritualística em sua adaptação da Exortação à Deusa, de Aradia, na qual a prima strega reco­menda a suas seguidoras: “Como sinal de que sois verdadeira­mente livres, deveis estar nuas em seus ritos; cantai, celebrai, fazendo música e amor, tudo em meu louvor.” A recomendação da nudez, acrescentada à defesa feita por Gardner do sexo ritualístico — o Grande Rito, como ele o chamava —, virtual­mente pedia críticas. Rapidamente o pai da tradição gardneriana ganharia reputação de velho obsceno.

as, sendo um nudista e ocultista vitalício, Gardner  estava habituado aos olhares reprovadores da socie­dade e em seu livro A Feitiçaria Moderna, parecia  antever as críticas que posteriormente recebe­ria. Contudo, angariou pouquíssima simpatia entre seus detratores ao optar por caracterizar a nudez ritua­lística como “um grupo familiar tentando fazer uma experiência científica de acordo com o texto do livro”. Pior ainda, alguns de seus críticos pensaram ter sentido um cheiro de fraude após o exame minucioso de seus trabalhos, começando então a ques­tionar a validade do supostamente antiquíssimo Livro das Som­bras, bem como de sua crença numa tradição ininterrupta de prática da feitiçaria.

Entre seus críticos mais ferrenhos encontrava-se o historia­dor Elliot Rose, que em 1962 desacreditou a feitiçaria de Gardner, afirmando que era um sincretismo, e aconselhando ironicamente àqueles que buscassem alguma profundidade mística na prática da bruxaria que escolhessem uns dez “amigos alucinados” e formassem sua própria assembléia de bruxos. “Será um grupo tão tradicional, bem-instruído e autêntico quanto qualquer outro desses últimos milênios”, observava Rose acidamente.

Os críticos mais contumazes mantiveram fogo cerrado ate mesmo após 1964, quando Gerald Gardner foi confinado em segurança dentro de seu túmulo. Francis King, um destacado cronista britânico do ocultismo, acusou Gardner de fundar “um culto às bruxas elaborado e escrito em estilo romântico, um culto redigido de seu próprio punho”, um pouco para escapar do tédio. King chegou até a declarar que Gardner contratara seu amigo, o mágico Aleister Crowley, para que este lhe redigisse uma nova liturgia.

Aidan Kelly é outro crítico, o fundador da Nova Ordem Orto­doxa Reformada da Aurora Dourada, uma ramificação da prática da magia. Kelly declarou trivialmente que Gardner inventara a fei­tiçaria moderna e que ele, em sua tentativa desorientada de reformar a velha religião, formara outra, inteiramente nova. Segundo Kelly, a primazia da deusa, a elevação da mulher ao status de alta

sacerdotisa, o uso do círculo para concentração de energia e até mesmo o ritual para atrair a lua, no qual uma alta sacerdotisa se transforma temporariamente em deusa, eram contribuições de Gardner à prática. Além disso, em 1984, Kelly assegurou em um jornal pagão que não há base alguma para a declaração de Gardner segundo a qual sua tradição de feitiçaria teria raízes no antigo paganismo europeu. No mesmo ar­tigo, Kelly forneceu detalhes acerca das origens do polêmico Livro das Sombras, de Gardner. O trabalho não teria sido ini­ciado, desconfiava Kelly, no século XVI, como Gardner afirmava, mas sim nos primórdios da Segunda Guerra Mundial.

Gardner teria começado a registrar em um livro de anotações vários rituais que havia pilhado de outras tradições ocultistas, bem como passagens favoritas dos textos que lia. Quando encheu seu primeiro livro de anotações, segundo Kelly, Gardner considerou que tinha em mãos a receita do primeiro Livro das Som­bras. Kelly também chamou atenção para uma profunda revisão daquilo que se tornara a “tradição” de Gardner, demonstrando que não se tratava da continuidade de uma religião cujas raízes remontavam a milênios, mas sim de uma invenção recente e, como tal, um tanto inconsistente. Em seus primeiros anos, a Wicca de Gardner estivera centralizada no culto ao equivalente masculino do deus principal, registrava Kelly. Por volta da década de 50, contudo, o Deus Chifrudo fora eclipsado pela Grande Deusa. Uma mudança equivalente havia ocorrido na própria prática das assembléias, durante as quais o alto sacerdote fora subitamente relegado a segundo plano, substituído por uma alta sacerdotisa. Como Kelly demonstrou, essas mudanças só aconteceram depois que Doreen Valiente, a primeira alta sacerdotisa da linha de Gardner, começou a adotar o mito da Deusa Branca de Robert Graves como sistema oficial de crenças. Na verdade, Valiente é, na vi­são de Kelly, a verdadeira mentora da grande maioria dos ri­tuais gardnerianos.

Um sumo sacerdote veste um adereço de pele com chifres para representar o lado masculino da divindade Wicca, durante um ritual. Os adeptos da Wicca dizem que seu Deus Chifrudo, vinculado ao grego Pã e ao celta Cernuno, corporifica o princípio masculino e é simbolizado pelo sol.

Kelly no entanto contrabalançou suas virulentas críticas a Gardner ao creditar-lhe não só uma criatividade genial, mas também a responsabilidade pela vitalidade da feitiçaria contem­porânea. O mesmo fez J. Gordon Melton, um ministro meto­dista e fundador do Instituto para o Estudo da Religião Ameri­cana. Numa entrevista recente, comentou que todo o movimen­to neopagão deve seu surgimento, bem como seu ímpeto, a Gerald Gardner. “Tudo aquilo que chamamos hoje de movimen­to da feitiçaria moderna”, declarou Melton, “pode ser datado a partir de Gardner”.

Dúvidas e polêmicas sobre suas fontes à parte, a influên­cia de Gerald Gardner no moderno processo de renascimento da Wicca é indiscutível, assim como seu papel de pai espiritual dessa tradição específica de feitiçaria que hoje carrega seu nome. Embora os métodos de Gardner revelassem um certo to­que de charlatania e seus motivos talvez parecessem um tanto confusos, sua mensagem era apropriada para sua época e foi recebida com entusiasmo dos dois lados do Atlântico. Quer ele tenha ou não redescoberto e resgatado um antigo caminho de sabedoria, aparentemente seus seguidores foram capazes de captar em seu trabalho uma fonte para uma prática espiritual que lhes traz satisfação.

Além do mais, na condição de alto sacerdote de seu gru­po, Gerald Gardner foi pessoalmente responsável pela iniciação de dúzias de novos feiticeiros e pela criação de muitas novas assembléias de bruxos. Estas, por sua vez, geraram outros gru­pos, num processo que se tornou conhecido como “a colméia” e que, de fato, resultou numa espécie de sucessão apostólica cujas origens remontam ao grupo original criado por Gardner. Outras assembléias gardnerianas nasceram a partir de feiticei­ras autodidatas, que formaram seus próprios grupos após ler as obras de Gardner, adotando sua filosofia.

Contudo, nem todas as feiticeiras estão vinculadas ao gardnerianismo. Muitas professam uma herança anterior a Gardner e desempenham seus rituais de acordo com diversos modelos colhidos das tradições celta, escandinava e alemã. Além disso, alguns desses pretensos tradicionalistas declaram-se feiticeiros hereditários, nascidos em famílias de bruxos e destinados a transmitir seus segredos aos próprios filhos.

Zsuzsanna — ou Z — Budapest é uma famosa feiticeira feminista e alta sacerdotisa da Assembléia Número Um de Fei­ticeiros de Susan B. Anthony, nome atribuído em homenagem à famosa advogada americana, defensora dos direitos da mulher. Z Budapest afirma que a origem de seu conhecimento remonta a sua pátria, a Hungria, e ao ano de 1270. Mas diz ter sido educada acreditando que a prática da feitiçaria era apenas uma prática, e não uma religião, cujos fundamentos lhe foram trans­mitidos pela própria mãe, uma artista que previa o futuro e su­postamente usava seus poderes mágicos para acalmar os ven­tos. Somente muitos anos depois, quando migrou para os Esta­dos Unidos, Z teria descoberto os trabalhos de escritores como Robert Graves e Esther Harding, e passou a reconhecer-se como a praticante de Wicca que era na realidade.

utras feiticeiras que também se declaram herdeiras de uma tradição descrevem experiências semelhan­tes às de Z. Budapest. Contam que, para elas, a prá­tica era um assunto de família até lerem, acidental­mente, a literatura sobre a Wicca — geralmente li­vros escritos por Gerald Gardner, ou Margaret Murray, ou por autores contemporâneos como Starhawk, Janet e Stewart Farrar, ou Margot Adler. Só então teriam compreendido que pertenciam a um universo mais amplo. Lady Cibele, por exem­plo, uma bruxa de Wisconsin, afirma que cresceu acreditando que a prática se limitava ao círculo de seus familiares. “Foi só na universidade que descobri que havia mais pessoas envolvi­das com a prática”, confessou a Margot Adler, “e eu não sabia que éramos muitos até 1964, quando meu marido veio corren­do para casa, da biblioteca onde trabalhava, murmurando mui­to animado que Tem mais gente como nós no mundo!’.” O ma­rido de Lady Cibele havia encontrado A Feitiçaria Moderna e, quando leram o livro juntos, emocionaram-se com a sensação de familiaridade que sentiram pelas idéias e práticas descritas por Gerald Gardner.

Mesmo que todos esses depoimentos sejam verdadeiros, o nascimento no seio de uma família de feiticeiros não repre­sentaria uma garantia de que uma criança em especial se tor­naria posteriormente especialista nos segredos da prática. Em alguns casos o dom pula uma geração, na maioria das vezes porque um feiticeiro decide que nenhum de seus próprios filhos possui o temperamento adequado para iniciar-se na prática. O resultado é que a Wicca geralmente se vincula às tais “historias da vovó”, nas quais, como aponta J. Gordon Melton, “aparece alguém que diz: fui iniciado por minha avó que era bruxa, des­cendente de uma linhagem ancestral”. Pouquíssimas histórias dessa natureza sobrevivem a um exame minucioso e muitas parecem até ridículas. Os próprios praticantes da Wicca sen­tem-se um tanto constrangidos com a proliferação de histórias da vovó. “Depois de algum tempo”, comentou um sacerdote Wicca, “você percebe que, se ouviu uma história de avó, já ou­viu todas. Você percebe que o além deve estar lotado de vovozinhas assim.”

Entre as “histórias da vovó” mais interessantes está a que foi contada pelo suposto Rei das Feiticeiras, Alexander Sanders, que declarou ter sido iniciado na prática por sua avó, em mea­dos de 1933, com apenas 7 anos de idade. Mas os céticos rapi­damente salientam o fato de que a linha de feitiçaria de Sanders, conhecida como Tradição Alexandrina, guarda profun­da semelhança com a de Gardner. De fato, muitos dos rituais de Sanders são virtualmente idênticos aos de Gardner e isto le­vou alguns observadores a desprezar essa tradição, consideran­do-a como uma simples variante, e não um legado deixado por uma avó misteriosa e convenientemente falecida.

Muitos desses mesmos céticos encararam com igual des­confiança a história da famosa feiticeira inglesa Sybil Leek, que também afirmava ter se iniciado na prática ainda no colo da avó. Na opinião de Melton, Leek, como Sanders, simplesmente exage­rou alguns acontecimentos de sua infância. No entanto, os ata­ques dos incrédulos pouco fizeram para diminuir a enorme popu­laridade da feiticeira-escritora e na época de sua morte, em 1983, Sybill Leek era uma das bruxas mais famosas dos dois lados do Atlântico. Leek era uma autora prolífica, e durante sua vida produ­ziu mais de sessenta livros que espalharam pelo mundo o evange­lho da fé Wicca — e, não por acaso, sua própria fama.

Porém, ainda mais do que os livros de Leek, o que levou a Wicca da Inglaterra para os Estados Unidos foi a própria tra­dição de Gardner, que cruzou o Atlântico em 1964 como parte da bagagem espiritual de dois expatriados britânicos. Raymond e Rosemary Buckland já estavam prontos para pas­sar dois anos em Long Island, Nova York, quando, movidos pelo interesse por ocultismo, decidiram escrever a Gardner em sua casa em Isle of Man. Tal correspondência resultaria poste­riormente em um encontro e um curso rápido de feitiçaria na casa de Gardner. Nesse breve período o casal Buckland foi sa­grado respectivamente sacerdote e sacerdotisa gardnerianos. Foram uns dos últimos feiticeiros iniciados e ungidos pessoal­mente por Gardner antes de sua morte.

Assim que regressaram ao lar nova-iorquino, os Bucklands rapidamente puseram em prática tudo que haviam apren­dido. Formaram a primeira assembléia gardneriana nos Estados Unidos e esta por sua vez, com o passar do tempo, gerou mui­tos outros grupos. Esses grupos propagaram o evangelho gardneriano de uma costa a outra, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá. Durante certo tempo, Rosemary Buckland, ou Lady Rowen, como era conhecida entre os praticantes da Wicca, foi coroada a rainha das feiticeiras pelos grupos aos quais dera origem. Enquanto isso, Ray Buckland, ou Robat, nome que havia adotado, seguindo o exemplo de Gerald Gard­ner, seu mentor, publicou o primeiro de uma série de livros que produziria sobre feitiçaria. Seus trabalhos fizeram com que a prática se tornasse acessível para muitos aspirantes a iniciados, especialmente em seu novo lar, onde o interesse pela Wicca floresceu na atmosfera tolerante do final da década de 60 e iní­cio dos anos 70.

No mesmo período em que Ray e Rosemary Buckland se dedicaram a propagar esse renascimento da feitiçaria na Ame­rica do Norte, o ocultismo começou a se transformar em algo que a antropóloga cultural Tanya M. Luhrmann descreveu como “uma contracultura sofisticada”. Em seu livro Atrativos da Feiti­çaria publicado em 1989, Luhrmann apresenta uma teoria se-qundò a qual “a contracultura da década de 60 voltou-se para o ocultismo – astrologia, tarô, medicina e alimentação alternati­va – porque eram alternativas para a cultura estabelecida; muitos descobriram as cartas do tarô ao mesmo tempo que descobriram o broto de feijão”.

Ray Buckland recorda esse período como uma época ex­citante durante a qual veio a luz um número crescente de as­sembléias de bruxos, bem como as mais diversas expressões da crença Wicca. Feiticeiras detentoras de estilos altamente personalizados eram estimuladas pela permissividade daqueles dias  sentindo-se finalmente livres para expor-se. Ao mesmo tempo, a tradição gardneriana frutificava, espalhando as se­mentes de novas assembléias e gerando dissidências em todas as direções.

Certos grupos, tais como os que professavam a tradi­ção de Alexandria e ainda um híbrido mais recente chamado de tradição de Algard, eram crias perfeitas do grupo anterior, isto é, assemelhavam-se aos progenitores gardnerianos em tudo, menos no nome. Outros eram parentes mais afastados, baseando-se nos ensinamentos de Gerald Gardner, mas acrescentando idéias novas. Entre estes figuram a Nova Wicca de Illinois, a Wicca Georgiana sediada na Califórnia e a Wicca de Maidenhill, da Filadélfia. Outras, tais como a igre­ja de Y Tylwyth Teg, a Pecti-Wita, e o Caminho do Norte, ins­piram-se no passado mágico das lendas celtas, escocesas e nórdicas.

As variações da Wicca não terminam por aqui: na verda­de, elas apresentam uma diversidade que reflete a natureza in­dividualista da prática da feitiçaria. A Wicca é tão aberta quanto eclética. “Todos nós conectamos com o Divino de maneiras di­ferentes”, afirma Selena Fox, fundadora de uma tradição pró­pria. “Muitos caminhos levam à verdade.” De fato, o próprio grupo de Fox, o Santuário do Círculo, reconhecido como uma igreja Wicca pelo governo fede­ral, estadual e local, tenta for­necer um substrato comum a todos esses caminhos. O San­tuário do Círculo define-se co­mo um serviço de troca e inter­câmbio internacional para prati­cantes de diferentes estirpes de Wicca. Muitas feministas, no entanto, envolveram-se em al­gum dos inúmeros cultos a Diana que proliferaram na dé­cada de 70. Essas assembléias assumiram seu nome a partir do culto a Diana, com base na concepção de Margaret Murray, e enfatizam em suas práticas a veneração à deusa. Há até mes­mo um curso por correspon­dência para aspirantes à Wicca que já conseguiu atrair aproximadamente 40 mil alunos.

Mas essa onda de bruxos autodidatas passou a preocupar alguns dos antigos adeptos da Wicca, inclusive Ray Buckland, que certa vez lamentou o advento dessa religião “feita em casa”. Em 1973, contrariado com algo que ele considerava como a corrupção da feitiçaria, Buckland rompeu seus vínculos com o gardnerianismo e criou um novo conjunto de práticas, retomando a tradição da Seax-Wicca, ou Wicca saxã. Ao fazer isso, produziu também sua própria versão de uma feitiçaria au­todidata e em sua obra A Árvore, seu primeiro produto na linha Seax-Wicca, incluía instruções detalhadas que permitiam a qualquer leitor “iniciar-se como feiticeiro e gerar sua própria Assembléia”.

Com o anúncio aparentemente contraditório de uma “nova tradição” espalhando-se aos quatro ventos, a Wicca in­gressava numa fase de contendas entre os novos e os antigos. Ao romper com a tradição gardneriana, Ray Buckland tentava distanciar-se das querelas. “Enquanto os outros brigam para definir qual seria a mais antiga das tradições”, anunciou orgulhosamente, “declaro pertencer à mais jovem de todas elas!”.

Isso ocorreu em 1973. Depois, surgiu uma grande profu­são de assembléias e correntes da Wicca nas quais a honra de ser a novidade do dia às vezes confere uma importância passa­geira. Além disso, essa abundância de ritos e nomes transfor­mou a própria Wicca numa fé um tanto difícil de ser definida. Até agora foram inúteis as tentativas de formular um credo aceitável por todos que se proclamam seguidores da Wicca, apesar da necessidade profunda de seus seguidores no sentido de tornar público um conjunto de crenças que os distinga ofi­cialmente dos satanistas. Em 1974, o Conselho dos Feiticeiros Americanos, um grupo de representantes de diversas seitas Wicca, formulou um documento que se intitulava corajosamen­te “Princípios da Crença Wicca”. Porém, assim que se ratificou o documento, o conselho que o produzira se desfez devido a desavenças entre seus membros, pondo fim a esse breve con­senso. No ano seguinte, uma nova associação, que hoje englo­ba cerca de setenta grupos de seguidores da Wicca, ratificou o Pacto da Deusa, um decreto mais duradouro propositalmente redigido nos moldes do documento da igreja Congregacional. Embora o pacto incluísse um código de ética e garantisse a au­tonomia das assembléias signatárias, está longe de definir o que seria a Wicca. “Não poderíamos definir com palavras o que é Wicca”, admite o pacto, “porque existem muitas diferenças.”

Muitos bruxos alegam que essas diferenças apenas fazem aumentar os atrativos da Wicca. De fato, mesmo no seio de uma tradição específica, distintos grupos podem ater-se a cren­ças contrastantes e praticar rituais dessemelhantes. Essa situa­ção é satisfatória para a maioria dos feiticeiros, que não vêem por que a Wicca deveria ser menos diversificada do que as inú­meras denominações cristãs.

Porém, até mesmo na ausência de um credo oficial, um grande número de feiticeiros acata um pretenso conselho, ou lei da Wicca: “Não prejudicarás a terceiros.” Não se sabe ao certo, mas aparentemente essa adaptação livre da regra de ouro do cristianismo tem vigorado pelo menos desde a época de Gerald Gardner. Nas palavras do Manual dos Capelães do Exército dos Estados Unidos, a lei da Wicca geralmente é interpretada como se dissesse que o praticante pode fazer o que bem desejar com suas capacidades psíquicas desenvolvidas na prática da feitiçaria, contanto que ja­mais prejudique alguém com seus poderes. Como mais uma medida de precaução contra o mau uso desses po­deres mágicos, a maioria das assembléias também apela para uma lei chamada “lei do triplo”, que consiste em uma outra máxima antiga. O provérbio adverte os bruxos, prevenindo: “Todo bem que fizerdes, a vós retornará três vezes maior; todo mal que fizerdes, também a vós re­gressará três vezes maior.”

Dada a dificuldade em clas­sificar a feitiçaria, ou estabe­lecer uma lista concisa com as crenças comuns a todos os adeptos da Wicca, uma descrição completa das ca­racterísticas de um bruxo moderno necessariamente é apenas aproximativa. Toda­via, pode-se afirmar com segurança que a maioria dos feiticeiros acredita na reencarnação, reverencia a natu­reza, venera uma divindade  onipresente e multifacetada e incorpora a magia  ritualística em seu culto a  essa divindade. Além disso, poucos feiticeiros questiona­riam os preceitos básicos re­sumidos por Margot Adler em Atraindo a Lua. “A pala­vra é sagrada”, ela escreveu. “A natureza é sagrada. O corpo é sagrado. A sexuali­dade é sagrada. A mente é sagrada. A imaginação é sa­grada. Você é sagrado. Um caminho espiritual que nãoestiver estagnado termina conduzindo à compreensão da pró­pria natureza divina. Você é Deusa. Você é Deus. A divindade está (…) tanto dentro como fora de você.”

Três pressuspostos filosóficos fundamentam essas cren­ças e estes, mais do que qualquer outra característica, vincu­lam a feitiçaria moderna e o neopaganismo às práticas corres­pondentes do mundo antigo. O primeiro pressuposto é o animismo, ou a idéia de que objetos supostamente inanimados, tais como rochas ou árvores, estão imbuídos de uma espiri­tualidade própria. Um segundo traço comum é o panteísmo, se­gundo o qual a divindade é parte essencial da natureza. E a ter­ceira característica é o politeísmo, ou a convicção de que a di­vindade é ao mesmo tempo múltipla e diversificada.

Juntas, essas crenças compreendem uma concepção ge­ral do divino que permeou o mundo pré-cristão. Nas palavras do historiador Arnold Toynbee, “a divindade era inerente a to­dos os fenômenos naturais, inclusive àqueles que o homem do­mara e domesticara. A divindade estava presente nas fontes, nos rios e nos mares; nas árvores, tanto no carvalho de uma mata silvestre como na oliveira cultivada em uma plantação; no milho e nos vinhedos; nas montanhas; nos terremotos, no tro­vão e nos raios.” A presença de Deus ou da divindade era senti­da em todos os lugares, em todas as coisas; ela seria “plural, não singular; um panteon, e não um único ser sobre-humano e todo-poderoso”.

A escritora e bruxa Starhawk reproduz em grande parte o mesmo tema ao observar que a bruxaria “não se baseia em um dogma ou conjunto de crenças, nem em escrituras, ou em al­gum livro sagrado revelado por um grande homem. A feitiçaria retira seus ensinamentos da própria natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e no ciclo das estações”.

Mas Starhawk também reconhece que o aspecto politeísta da Wicca — o culto à “Deusa Tríplice do nascimento, do amor e da morte e a seu consorte, o Caçador, que é o senhor da Dança da Vida”— constitui a grande diferença entre a feitiçaria moder­na e as principais religiões ocidentais. Mesmo assim, muitos adeptos da Wicca discordam quanto ao fato de seu deus ou deusa serem meros símbolos, entidades verdadeiras ou poderosas imagens primárias — aquilo que Carl Jung alcunhou de ar­quétipo —, profundamente arraigadas no subconsciente huma­no. Os feiticeiros também divergem quanto aos nomes de suas divindades. Como se expressa no cântico da alta sacerdotisa Morgan McFarland na igreja da rua Arlington, são inúmeros os nomes para o deus e a deusa. Abrangem desde Cernuno, Pã e Herne no lado masculino da divindade, a Cerridwen, Arianrhod e Diana, no aspecto feminino. Na verdade, há tantos nomes di­ferentes provenientes de tantas culturas e tradições que McFarland não se afastava da verdade quando dizia a sua pla­téia que a deusa “será chamada por milhares de nomes”.

Seja qual for seu nome, a deusa, na maioria das seitas da Wicca, tem precedência sobre o deus. Seu alto status reflete-se em títulos tais como a Grande Deusa e a Grande Mãe. De fato, para Starhawk e para muitas outras feiticeiras, o culto a uma suprema divindade feminina constituiu, desde tempos re­motos, a própria essência da feitiçaria, uma força que “per­meia as origens de todas as civilizações”.

Starhawk comenta que “A Deusa-Mãe foi gravada nas pa­redes das cavernas paleolíticas e esculpida em pedra desde 25 mil anos antes de Cristo.” Ela argumenta ain­da que as mulheres com freqüência tinham papel de chefia em culturas centradas na deusa, há milhares de anos. “Para a Mãe”, escreve, “foram erguidos grandes círculos de pedra nas Ilhas Britânicas. Para Ela foi escavada a grande passagem dos túmulos na Irlanda. Em Sua honra as dançarinas sagradas saltaram sobre os touros em Creta. A Avó Terra sus­tentou o solo das pradarias norte-americanas e a Grande Mãe do Oceano lavou as costas da África.”

Na visão de Starhawk, a deusa não é um Deus Pai distan­te e dominador, principal arquiteto da terra e remoto gover­nante no além. Ao contrário, a deusa é uma amiga sábia e pro­fundamente valiosa, que está no mundo e a ele pertence. Starhawk gosta de pensar na deusa como o sopro do universo e, ao mesmo tempo, um ser extremamente real. “As pessoas me perguntam se eu creio na deusa”, escreve Starhawk. “Res­pondo: ‘Você acredita nas rochas?’.”

Certamente, a força e a permanência são as analogias mais óbvias da imagem da deu­sa enquanto rocha. Contudo, é essa deusa de aspectos eterna­mente mutantes e multifaceta-dos, a misteriosa divindade fe­minina que aos poucos se revela.

Dicionário do Feiticeiro

Antigos, ou Poderosos: aspectos das divindades, invocados como guardiães durante os rituais.

Assembléia, ou “Coven”: reunião de iniciados na Wicca.

Balefire: fogueira ritualística.

Charme: objeto energizado; amuleto usado para afastar certas energias ou talismã para atraí-las.

Círculo mágico: limites de uma esfera de poder pessoal den­tro da qual os iniciados realizam rituais.

Deasil: movimentos no sentido horário, que é o do sol, reali­zados durante o ritual, para que passem energias positivas.

Divinação: a arte de decifrar o desconhecido através do uso de cartas de tarô, cristais ou similares.

Elementos: constituintes do universo: terra, ar, fogo e água; para algumas tradições, o espírito é o quinto elemento.

Encantamento: ritual que invoca magia benéfica.

Energizar: transmitir energia pessoal para um objeto.

Esbat: celebração da lua cheia, doze ou treze vezes por ano.

Familiares: animais pelos quais um feiticeiro sente profundo apego; uma espécie de parentesco.

Força da Terra: energia das coisas naturais; manifestações visíveis da força divina.

Força divina: energia espiritual, o poder do deus e da deusa.

Instrumentos: objetos de rituais .

Invocação: prece feita durante uma reunião de feiticeiros pedindo para que os altos poderes se manifestem.

Livro das Sombras: livro no qual o feiticeiro registra encantamentos, rituais e histórias mágicas; grimoire.

Magia: a arte de modificar a percepção ou a realidade por outros meios que não os físicos.

Neopagão: praticante de religião atual, como a Wicca.

Pagão: palavra latina que designa “morador do campo”, membro de uma religião pré-cristã, mágica e politeísta.

Poder pessoal: o poder que mora dentro de cada um, que nasce da mesma fonte que o poder divino.

Prática, A: feitiçaria; a Antiga Religião; ver Wicca.

Sabá: um dos oito festivais sazonais.

Tradição Wicca: denominação ou caminho da prática Wicca.

Wicca: religião natural neopagã.

Widdershins: movimento contrário ao do sol, ou anti-horá­rio. Pode ser negativo, ou adotado para dispersar energias negativas ou desfazer o círculo mágico após um ritual.

Implementos Ritualísticos

Tradicionalmente, os bruxos preferem encontrar ou fabricar seus próprios instru­mentos, que sempre consagram antes de utilizar em trabalhos mágicos. A maioria dos iniciados reserva seus instrumentos estritamente para uso ritual; alguns dizem que os instrumentos não são essenciais, mas ajudam a aumentar a concentração.

Embora pouco usados para manipular coi sas físicas, estes implementos primários mostrados nestas páginas são chamados de instrumentos de feitiçaria. Jamais são utilizados para ferir seres vivos, declaram os iniciados, e muito menos para matar. Os bruxos dizem que eles estão presentes em rituais inofensivos e até benéficos, ce­rimônias desempenhadas para efetuar mu danças psíquicas ou espirituais.

Recipientes como a taça e o caldeirão simbolizam a deusa e servem para captar e transformar a energia. Os instrumentos longos e fálicos — o athame, a espada, o cajado e a varinha — naturalmente repre­sentam o deus; são brandidos para dirigir e cortar energias. Para cortar alimentos durante os rituais, os feiticeiros utilizam uma faca simples e afiada com um cabo branco que a diferencia do athame.

O athame, uma faca escura com dois fios e cabo negro, transfere o poder pessoal, ou energia psíquica, do corpo do feiticeiro para o mundo.

A espada, como o athame, desempenha o corte simbólico ou psíquico, especialmente quando é usada para desenhar um círculo mágico, isolando o espaço dentro dele.

A taça é o símbolo da deusa, do princípio feminino e de sua energia. Ela contém água (outro símbolo da deusa) ou vinho, para uso ritual.

O cajado pode substituir a espada ou varinha para marcar grandes círculos mágicos.

Uma tiara com a lua crescente, símbolo da deusa, é usada pela suma sacerdotisa para retratar ou corporificar a divindade no ritual.

Um par de chifres pode ser usado na cabeça do sumo sacerdote em rituais ao Deus Chifrudo.

Com a varinha mágica, feita de madeira sagrada, invoca-se as divindades e outros espíritos.

Símbolo do lar, da deusa e do deus, a vassoura é um dos instrumentos favoritos dos iniciados, usada para a limpeza psíquica do espaço do ritual antes, durante e após os trabalhos mágicos.

O caldeirão é pote no qual, supostamente, ocorre a transformação mágica, geralmente com  a ajuda do fogo. Cheio de água, é usado para prever o futuro.

O tambor tocado em alguns encontros contribui para concentrar energia.

A Roda do Ano Wicca

Os seguidores da Wicca falam do ano como se ele fosse uma roda; seu calendário é um círculo, significando que o ciclo das estações gira infinitamente. Espaçadas harmonicamente pela roda do ano Wicca estão as oito datas de festas, ou sabás. Es­tas diferem dos “esbás”, as doze ou treze ocasiões durante o ano em que se realizam assembléias para celebrar a lua cheia. Os quatro sabás menores, na verdade, são feriados solares, marcos da jornada anual do sol pelos céus. Os quatro sabás maiores celebram o ciclo agrícola da terra: a semeadura, o crescimento, a colheita e o repouso.

O ciclo do sabá é uma recontagem e celebração da ancestral história da Grande Deusa e de seu filho e companheiro, o Deus Chifrudo. Há entre as seitas Wicca uma grande diversidade em tomo desse mito. Segue-se uma dessas versões, que in­corpora várias crenças sobre a morte, o renascimento e o fiel retorno dos ciclos, acompanhando o ciclo do ano no hemisfério norte.

Yule, um sabá menor, é a festa do solstício de inverno (por volta de 22 de dezembro), marcando não apenas a noite mais longa do ano, mas também o início do retorno do sol. Nessa época, narra a história, a deusa dá à luz a deus, representado pelo sol; depois, ela descansa durantes os meses frios que pertencem ao deus-menino. Em Yule, os iniciados acen­dem fogueiras ou velas para dar boas-vindas ao sol e confeccionam enfeites com azevinho e visco — vermelho para o sol, verde pela vida eterna, branco pela pureza.

Imbolc (1º de fevereiro), um sabá importante também chamado de festa das velas, celebra os primeiros sinais da primavera, o brotar invisível das sementes sob o solo. Os dias mais longos mostram o poder do deus-menino. Os iniciados encerram o confinamento do inverno com ritos de puri­ficação e acendem todo tipo de fogo, desde velas brancas até enormes fogueiras. Durante o sabá menor do equinócio da primavera (por volta de 21 de março), a exuberante deusa está desperta, abençoando a terra com sua fertilidade. Os iniciados da Wicca pintam cascas de ovos, plantam sementes e planejam novos empreendimentos.

Em Beltane, 1º de maio, outro grande sabá, o deus atinge a maturidade, enquanto o poder da deusa faz crescerem os frutos. Excitados pelas energias da natureza, eles se amam e ela concebe. Os adeptos desfrutam um festival de flores, o que geralmente inclui a dança em volta do mastro, um símbolo de fertilidade.

O solstício de verão (por volta de 21 de junho) é o dia mais longo e requer fogueiras em homenagem à deusa e ao deus. Tam­bém é uma ocasião para pactos e casamentos, nos quais os recém-casados pulam uma vassoura. O sabá mais importante da estação é Lugnasadh (pronuncia-se “lun-sar”), em 1º de agosto, que marca a primeira colheita e a promessa de amadurecimento dos frutos e ce­reais. Os primeiros cereais são usados para fazer pãezinhos em forma de sol. À medida que os dias encurtam o deus se enfraquece e a deusa sente o filho de ambos crescer no útero. No equinócio do outono (por volta de 22 de setembro), o deus prepara-se para morrer e a deusa está no auge de sua fartura. Os iniciados agradecem pela colheita, simbolizada pela cornucópia.

Na roda do ano, opondo-se às profusas flores de Beltane, surge o grande sabá de Samhain (pronuncia-se “sou-en”), em 31 de outubro, quando tudo que já floresceu está perecendo ou adormecendo. O sol se debilita e o deus está à morte. Oportuna­mente, chega o Ano Novo da Wicca, corporificando a fé de que toda mor­te traz o renascimento através da deusa. Na verdade, a próxima festa, Yule, novamente celebra o nascimento do deus.

A coincidência desses festivais com os feriados cristãos, bem como as semelhanças entre os símbolos da Wicca e os do cristianismo, segundo muitos antropólogos, não seria apenas acidental, mas sim uma prova da pré-existência das crenças pagãs. Para as autoridades cristãs que reprimiam as religiões mais antigas durante a Idade das Trevas, converter os feriados já estabelecidos, atri­buindo-lhes um novo significado cristão, facilitava a aceitação de uma nova fé.


Cerimonias e Celebrações

A cena está se tornando cada vez mais comum: um grupo se reúne, geralmente em noites de luar, em meio a uma floresta ou em uma colina isolada. Às vezes trajando túnicas e máscaras, outras inteiramente nus, os participantes iniciam uma cerimônia com cantos e danças, um ritual que certamente pareceria esquisito e misterioso para um observador casual, embora seja um comportamento indiscutivelmente religioso.

Assim os bruxos praticam sua fé. Como os adeptos de religiões mais convencionais, os iniciados em feitiçaria, ou Wicca, usam rituais para vincular-se espiritualmente entre si e a suas divindades. Os ritos da Wicca diferem de uma seita para outra. Vários rituais da Comunidade do Espírito da Terra, uma vasta rede de feiticeiros e pagãos da região de Boston, nos Estados unidos, estão representados nas próximas páginas.

Algumas cerimônias são periódicas, marcando as fases da lua ou a mudança de estações. Outras, tais como a Iniciação, casamentos ou pactos, só ocorrem quando há necessidade. E há também aquelas cerimônias que, como a consagra­ção do vinho com um athame, a faca ritualística (acima), fazem parte de todos os encontros. Seja qual for seu propósito, a maioria dos rituais Wicca — especial­mente quando celebrados nos locais eleitos eternamente pelos bruxos — evoca um estado de espírito onírico que atravessa os tempos, remontando a uma era mais romântica.


Iniciação: “Confiança total”

Para um novo feiticeiro, a iniciação é a mais significativa de todas as cerimônias. Alguns bruxos solitários fazem a própria iniciação, mas é mais comum o ritual em grupo, que confere a integração em uma assembléia, bem como o ingresso na fé Wicca. Trata-se de um rito de morte e renascimento simbólicos. A iniciação mostrada aqui é a praticada pela Fraternidade de Athanor, um dos diversos grupos da Comunidade do Espírito da Terra. Lide­rando o ritual — e a maioria das cerimônias apresentadas nestas páginas — está o sumo sacerdote de Athanor, Andras Corban Arthen, trajando uma pele de lobo, que ele crê confe­rir-lhe os poderes desse animal. A iniciação em uma de suas assembléias ocorre ao cabo de dois ou três anos de estudo, durante os quais o aprendiz passa a conhecer a história da Wicca, produz seus próprios implementos ritualísticos, pratica a leitura do tarô e outros supostos métodos divinatórios e se torna versado naquilo que eles chamam de técnicas de cura psíquica.

Como a maioria dos ritos da Wicca, a iniciação começa com a delimitação de um círculo mágico para definir o espaço sagrado da cerimônia. Aqui, há um largo círculo, cheio de inscrições, depositado na grama, mas o bruxo pode traçá-lo na terra com o athame, ou apenas riscá-lo no ar com o indicador.

A candidata é banhada ritualisticamente, e então conduzida para o círculo mágico, nua, de olhos vendados e com as mãos amarradas nas costas. Tais condições devem fazê-la sentir-se vulnerável,’ testando sua confiança em seus companheiros. Cima interpeladora dá um passo em sua direção, pressiona o athame contra seu peito e lhe pergunta o nome e sua intenção. Em meio a um renascimento simbólico, ela responde com seu novo nome de feiticeira, afirmando que abraça sua nova vida espiritual e vem “em perfeito amor e em total confiança”.

Ao término da cerimônia, o sacerdote segura seus pulsos e a faz girar nas quatro direções (à direita), apresentando-a para os quatro pontos cardeais. Então ela é acolhida pelo grupo e todos celebram sua vinda bebendo e comendo. Como diz Arthen, “os pagãos gostam muito de festejos”.


Para Captar a Energia da Lua

Os praticantes da Wicca identificam a lua, eternamente mutante — crescente, cheia e minguante —, com sua grande deusa em suas diversas facetas: donzela, mãe e velha. É por isso que a cerimônia destinada a canalizar para a terra os poderes mágicos da lua está na essência do culto à deusa, sendo um rito chave na liturgia da Wicca.

Quando se encontram para um dos doze ou treze esbás do ano, que são as celebrações da lua cheia, os membros da Frater­nidade de Athanor reúnem-se em um círculo mágico para direcionar suas energias psíquicas através de seu sumo sacerdote — que aqui aparece ajoelhado np centro do círculo — e para sua suma sacerdotisa, que está de pé com os braços erguidos em direção aos céus. Acreditam que a concentração de energia ajudará a sacerdotisa a “atrair a lua para dentro de si” e transformar-se em uma; corporificação da deusa.

“Geralmente, a época da lua cheia é sempre; repleta de muita tensão psíquica”, explica Arthen, o sumo sacerdote. Esse ritual tenta utilizar essa tensão. “Ele ajuda a sacerdote a entrar em um transe profundo, no qual terá visões ou dirá palavras que geralmente são relevantes para as pessoas da assembléia”.

As taças nas mãos da sacerdotisa contêm água, o elemento que simboliza a lua e é governado por ela. Os membros dizem que essa água se torna “psiquicamente energizada” com o poder que a trespassa. Cada feiticeiro deve beber um pouco dela ao término do ritual, na cerimônia que o sumo sacerdote Arthen chama de sacramento.

Muitos grupos realizam essa cerimônia de atrair a lua em outras fases, além da lua cheia. Tentam conectar o poder da lua crescente para promover o crescimento pessoal e começo de novas empreitadas e conectam com a minguante, ou lua negra, para selar os finais de coisas que devem ter um fim.

A maioria dos grupos considera a cerimônia como uma maneira de honrar a Grande Deusa, mas muitos abdicam dos rituais, resumindo-se simplesmente a deter-se por um mo­mento quando a lua está cheia, para meditar sobre a divindade Wicca.


Para Elevar o Cone do Poder

“A magia”, diz o sumo sacerdote Arthen, “está se unindo às forças psíquicas para pro­mover mudanças.” Parte do treinamento de um feiticeiro, ele observa, é aprender a usar a energia psíquica e uma técnica primária com esse objetivo, um ritual praticado em quase todos os encontros e o de elevação do cone do poder. Como a maioria das atividades, isso acontece no centro de um círculo mágico. “Especialmente no caso deste ritual”, diz Arthen, “o círculo mágico é visualizado não apenas como um círculo, mas como um domo, uma bolha de energia psíquica — uma maneira de conter o poder antes de começar a usá-lo.”

Ao tentar gerar energia para formar o cone do poder, os bruxos recorrem à dança, à meditação e aos cânticos. Para “moldar” o poder que afirmam produzir, reúnem-se em torno do círculo mágico, estiram os braços em direção à terra e gradualmente os levantam, como se vê aqui, em direção a um ponto focal acima do centro do círculo. Quando o líder da assembléia sente que a energia atingiu seu ápice, ordena aos membros: “Enviem-na agora!” Então, todos visualizam aquela energia assumindo a forma de um cone que deixa o círculo e viaja até um destino previamente determinado.

O alvo do cone pode ser alguém doente ou outro membro do grupo que necessite de assistência em seu trabalho mágico. Mas seu destino também pode estar menos delimitado. Como a prática da feitiçaria está profunda­mente vinculada à natureza, o cone do poder pode ser enviado, diz Arthen, “para ajudar a superar as crises ambientais que atravessamos.


Festas do Ano Wicca

Nem todos os rituais da Wicca são solenes e taciturnos. “Misturamos a alegria e a reverência”, diz Arthen. Os oito sabás que se destacam no ano dos bruxos — homenageando a primeira jornada do sol e o ciclo agrícola rítmico da terra — são ocasiões para muitas festas animadas. O mais festivo de to­dos os sabás é Beltane, alegre acolhida à primavera que acontece no dia 19 de maio. Em Beltane, os pagãos do Espírito da Terra reú­nem-se para divertir-se com a brincadeira do mastro, como se vê aqui.

A dança do mastro, antigo rito da fertilidade, começa como um jogo ritualístico carregado do forte simbolismo sexual que caracteriza a maioria das cerimônias da Wicca. As mulheres do grupo cavam um buraco dentro do qual um mastro, obviamente fálico, deverá ser planta­do. Mas quando os homens se aproximam, carregando o mastro, são confrontados por um círculo formado por mulheres, que cercam o poste como se o estivessem defendendo.

Num ato de sedução simbólico, as mulheres brincam de abrir e fechar o círculo em lugares diferentes, enquanto os homens correm carregando o mastro e tentando penetrar naquele círculo.

“Finalmente”, conta o sumo sacerdote Arthen, “os homens têm a permissão de entrar com o mastro e plantá-lo na terra.” Em seguida, as feiticeiras começam a dança da fita, ao redor do mastro, cruzando e atravessando os carrinhos umas das outras até que as fitas brilhantes estejam todas entrelaçadas no mastro. “O ritual une as energias dos homens e das mulheres”, explica Arthen, “para que haja  muita fertilidade.”

Acreditando que cada sabá conduz a um ápice de energias psíquicas e terrenas, os feiticeiros praticam os rituais do sabá mesmo que estejam sós. Contudo, nos últimos anos, os adeptos da Wicca têm se reunido em número cada vez maior para celebrar os sabás; o comparecimento aos festivais do Espírito da Terra aumentou cerca de sete vezes, no período de quase uma década.


A Celebração das Passagens da Vida

Como outros grupos religiosos, as comunida­des Wicca celebram os momentos mais significativos na vida individual e familiar, inclusive nascimento, morte, casamento — que chamam de “unir as mãos” — e a escolha do nome das crianças. O Espírito da Terra é reconhecido como igreja pelo estado de Massachusetts, diz Arthen, e portanto seu ritual de “unir as mãos” pode configurar um matrimônio legal.

Muitas vezes o ritual não é usado para estabelecer um casamento legal, mas sim um vínculo reconhecido apenas pelos praticantes da Wicca. Se um casal que se uniu dessa forma decidir se separar, seu vínculo será desfeito através de outra cerimônia Wicca, conhecida como “desunião das mãos”.

Fundamental para essa cerimônia é a bênção dada à união do casal e o ritual de atar suas mãos — o passo que corresponde ao nome do ritual e que há muito tempo produziu a famosa metáfora que se tornou sinônimo de casamento, “amarrar-se”. A fita colorida que une o par é feita por eles, com três fios de fibra ou couro representando a noiva, o noivo e seu relacionamento. Durante as semanas ou até meses que antecedem o casamento, o casal deve sentar-se regularmente — talvez a cada lua nova — para trançar um pedaço dessa corda é conversar sobre o enlace de suas vidas através de amor, trabalho, amizade, sexo e filhos.

Os filhos de feiticeiros são apresentados ao grupo durante um ritual de escolha de nome chamado “a bênção da criança”, ou batismo. Essa cerimônia inclui com freqüência o plantio de uma árvore, que pode ser fertilizada com a  placenta ou com o cordão umbilical. Em uma cerimônia semelhante conhecida como batismo mágico, que geralmente ocorre antes da iniciação, o aprendiz de feiticeiro declara os nomes pelos quais deseja ser conhecido dentro de seu grupo de magia.

PAX DEORUM

Por Witch Crow

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-moderna-feiticaria/

Fluidos Sexuais: o segredo da OTO revelado

Anarco-Thelemita

‘Não há nada que possa unir o dividido, exceto o Amor ‘– Aleister Crowley

Muito é dito na literatura oculta thelemita sobre Kalas, as secreções do corpo que podem ser usadas para fins mágico, mas isso é quase sempre feito por meio de alegorias e metáforas, mesmo entre ousados thelemitas. Como se tivessemos algo a esconder. Para algumas organizações isso é tido como um segredo que deve ser escondido a qualquer custo. Mas se um segredo fosse, exatamente secreto, correria na direção oposta de tudo o que o vivemos hoje. O segredo é, no fim das contas, algo comum, que não damos valor e que, pode conter em si o poder de alterar a própria realidade, de modo assustador até. É algo que está lá, mas ninguém quer vê.

Considere a quantidade de relações sexuais diárias ao redor do mundo, e que, nem 10% do mundo utilizaria esse potencial pessoal, o mago tem pelo teu próprio saber, uma pequena arma nuclear a sua disposição, um verdadeiro ‘Elixir da Vida’, como disse Aleister Crowley no capítulo ‘Emblemas e Modos de Uso’ do seu famoso Livro 4. A maior parte das informações deste artigo serão justamente extraídas deste importante texto.

Os textos do Crowley visavam tanto a preservação e o entendimento destes conceitos de acordo com a capacidade pessoal do seu leitor. Mas nem todos tem a mesma visão – Os segredos, repito, sempre foram abertos, só não percebidos. Mega Therion ensina por meios de símbolos alquímicos que “o ovo, é a cópula entre os dois sexos, entre a Águia e o Leão, Mulher e Homem.” neste texto em vez de teorizarmos sobre os mecanismos ocultos por trás disso, vamos nos limitar a parte pratica de operações sexuais, deixando as os mecanismos metafísicos para autores com mais tempo para a arte dos malabares.

O Estado Mental

A melhor ponte pra qualquer operação sexual é uma mente calma e um corpo energizado. Praticas de pranayama fazem milagres acalmando até tempestades violentas que um cérebro pode ter, por vezes, uma substituição por métodos de vampirismo pode ser empregado por quem domina a técnica. No fim das contas,  os dois métodos são viáveis e não muito diferentes um do outro. O Adepto não deveria se perder em nomenclaturas na sua obra, mas sim focar-se em teu objetivo. Carregar seu centro sexual de energia vital, para que, a obra possa ser concretizada. Lembro do fato que, por experiência pessoal, isso nem sempre é regra, e se for uma regra, pode ser quebrada. A pratica constante leva o desrespeito das regras iniciais em qualquer tipo de operação mágicka. Lúcifer toma as regras do céu, as burla para criar seu reino pessoal. Prometheus rouba o fogo dos deuses, ainda que pague seu preço ilumina e aquece a humanidade toda deste então. Crowley diz que os participantes devem “estar transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro, transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro” para dizer que devem estar com tesão.

O Casamento Alquímico

A Operação em si apesar de ser muito protegida com segredos por algumas organizações thelemitas, pode na verdade tomar a forma de uma cópula normal, sem preceitos, mantras, orações e afins. O Adepto pode, caso isso o agrade, santifica-la, tornando-a adornada em invocações que ache viáveis e correspondentes a seu objetivo. Os thelemitas usam as formas-deus de Nu e Hadit para operações de iluminação e de desenvolvimento pessoal e as formas Hórus e Babalon para trabalhos de feitiçaria com fins de Guerra, Vitória ou Amor. Alternativamente,  pode-se dedicar a própria copula a algum Deus especifico e procurar repetir, invocando o nome dessa divindade durante toda a cópula. É uma pratica alternativa, não necessária. Porem, efetiva. Baphomet também é sempre presente em operações ligadas a fins matériais.

Independente disso, a cópula deveria ser a melhor possível, sem se preocupar com restrições e especialmente não caindo na armadilha do cerimonialismo. De fato “esquecer por completo o propósito da operação é um prenúncio de sucesso, na linguagem alquímica o “Leão deve estar enraivecido” Fazer com Verdadeira Vontade é a formula ideal. Se o adepto desejar, ele pode concentrar-se no objetivo da operação desde o inicio, mas isso não é de todo necessário. O objetivo é concentrar o fluido sexual, não é necessário santificar algo que por natureza já é intenso e prazeroso. Assim como não se pode blasfemar contra algo que não é divino tão pouco pode-se abençoar algo tão elevado como o sexo. Intensidade ou Amor é a chave para ambos, mas como sempre, amor sob Vontade.

O Fluido: A Taça transbordada

Após o coito feito de forma intensa, chega-se a hora realmente ritualística. Deve-se sugar os fluidos com a boca de modo evitar desperdiçar qualquer gota que seja. E então, despejá-los em uma taça. O homem deve fazer isso com a mulher e a mulher com o homem. A união dos dois fluidos, junto com a saliva, é que formarão a chamada Taça das Abominações, a Pedra Filosofal, Medicina dos Metais. O adepto nessa hora, deve olhar para a taça com os fluidos e mentalizar fortemente, imprimindo no fluido gerado sua vontade. A postura mental nesta parte da operação é mais importante do que na anterior, como diz Crowley, “Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos.”

A mente do Macho e da Fêmea devem estar em absoluta harmonia quanto ao propósito da operação. Não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo a operação seria um fracasso, ou no pior dos casos contrária ao desejado. Se um matrimônio perfeito não é possível (e de fato é muito raro) é mais indicado que apenas um dos lados saiba o que esta acontecendo e  o outro busque um estado mental de nulidade. Quem quer que imprima sua vontade é a Serpente. A operação lida com polaridades, mas não é necessariamente uma questão de gênero, sabe-se que Crowley se dedicou a ela passiva mente (como Águia) e ativamente (como Leão), mas em todos os casos era a Serpente. Independente do que dizem a respeito de sexualidade ligar a aspectos Sephiróticos/Qliphóticos, aos quais, os resultados práticos contradizem o medo.  A concentração sobre o objetivo, sobre essa energia materializada, é a chave da operação e o ato simbólico é a porta sendo aberta.

Para fortalecer o “chocar do ovo”, ou seja, a ligação com o objeto final um ato simbólico especifico pode ser criado. Isso pode ser feito colocando fios de cabelo do alvo, no caso de uma operação de cura, amor ou destruição. Ou colocar emblema de uma loja e uma moeda de ouro para a prosperidade do lugar. Para operações de prosperidade pode-se mergulhar uma moeda de ouro e para batalhas uma arma pode ser besuntada.

O Sacramento

Seja o uso como for, e especialmente para fins de cura e energização pessoal, faz-se beber da Taça. O Fluido da Imortalidade pode trazer rejuvenescimento segundo as lendas tradicionais e o uso adequado deveria ser feito por, pessoas mental/fisicamente saudáveis. A magia é, no fim das contas, Gerar aquilo que se é, se multiplicar, por assim dizer. Precisa-se de Amor, para gerar Amor, Guerra interna pra gerar Externa. Este é o motivo dos alquimistas dizerem que “Para fazer outro é preciso ter ouro.”

O fluido em questão pode ser entregue á Forças, para que estas trabalhem pela tua vontade. São métodos alternativos de trabalho, que não desvinculam o propósito da mesma. É interessante dedicar toda a operação á um fim especifico, porem resultados interessantes podem ser obtidos, dedicando a energia do coito pra um propósito, e os fluidos para o outro. Aqui temos uma questão que só pode ser esclarecida pela experimentação pessoal.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/fluidos-sexuais-o-segredo-da-oto-revelado/