Afinal de contas, o que torna o TdC Especial?

Por Frater Dybbuk,, Zelator do AA

Nos dias de hoje, onde qualquer estudante de primeiro ano de filosofia pode inventar para si um titulo pomposo e criar um blog esotérico para tentar impor suas verdades, e dezenas de blogs de magias e pactos e ordens e curiosos de todos os calibres esquisotéricos surgem a cada dia na internet, como podemos saber se determinado autor é confiável?

Eu me fiz essa pergunta oito anos atrás, quando encontrei com o Del Debbio pela primeira vez em uma loja Maçônica, em uma palestra sobre “Kabbalah Hermética” (que vocês ja devem ter assistido pelo menos alguma versão dela. São todas iguais, mas todas diferentes. Só assistindo duas para ver. Para quem não viu, tem um link de uma delas no youtube Aqui). Adoro essa palestra porque sempre os judeus tradicionais se arrepiam todo quando ele faz as correlações da árvore das vidas com outras religiões. E este, talvez, seja o maior legado que ele deixará na história do Hermetismo.

Mas o que o gabarita para fazer estas afirmações?

Talvez porque a história do MDD dentro das Ordens iniciáticas seja única. A maioria de nós, estudiosos do ocultismo pré-internet, começávamos pela revista Planeta, depois comprávamos os livros da editora Pensamento, entrávamos na Maçonaria, em alguma ordem rosacruz e seguíamos pela senda sem nunca travarmos contato com outras vertentes. Quem é da macumba, caia em um terreiro escondido no fundo de algum quintal e ficava por lá décadas, isolado. Cada um com suas verdades…

O DD começou em 1989 lá na Inglaterra. E ainda teve sorte (se é que alguém aqui ainda acredita que existam coincidências) de cair em um craft tradicional de bruxaria, com a parte magística da coisa (que inclui incorporações) e contato com o pessoal da SRIA, do AA e de outros grupos rosacruzes. Quando voltou para o Brasil, talvez tivesse ficado trancado em seu quarto estudando e nunca teríamos este blog… mas ele também foi um dos primeiros Jogadores de RPG aqui no Brasil. (RPG é a sigla de um jogo que significa “role playing games” ou jogos de teatro). Em 1995 publicou um livro que utilizava o cenário medieval de mitologias reais em um jogo que foi um dos mais vendidos da história do RPG no Brasil (Arkanun). Por que isso é importante?

Porque ele se tornou uma espécie de celebridade pop. E isso, como veremos, foi de importância vital para chegarmos onde estamos hoje (vai anotando as coincidências ai…).

Bem, o DD se graduou em arquitetura e fez especializações em história da arte, semiótica e história das religiões comparadas. De um trabalho de mais de dez anos de pesquisas, publicou a Enciclopédia de Mitologia, um dos maiores trampos sobre o assunto no Brasil.

Com a faculdade veio a maçonaria e aqui as coisas começam a ficar interessantes. Por ser um escritor famoso, ele conheceu o Grande Secretário de Planejamentos do GOB, Wagner Veneziani Costa, um dos caras mais importantes e influentes dentro da maçonaria, editor da Madras, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e fundador da loja maçônica Madras, que foi padrinho do Del Debbio. E aqui entra o ponto que seria crucial para a história do hermetismo no Brasil, a LOJA MADRAS.

No período de 2004 a 2008, a ARLS Madras contou entre seus membros com pessoas como Alexandre Cumino (Umbanda), Rubens Saraceni (Umbanda Sagrada), Johhny de Carli (Reiki), Cláudio Roque Buono Ferreira (Grão Mestre do GOB), Sérgio Pacca (OTO, Thelemita e fundador da ARLS Aleister Crowley), Mario Sérgio Nunes da Costa (Grão Mestre Templário), Adriano Camargo Monteiro (LHP, Dragon Rouge), José Aleixo Vieira (Grande Secretário de Ritualística), Severino Sena (Ogan), Waldir Persona (Umbanda e Candomblé), Carlos Brasilio Conte (Teosofia), Alfonso Odrizola (Umbanda, diretor da Tv espiritualista), Ari Barbosa e Cláudio Yokoyama (Magia Divina), Marco Antônio “Xuxa” (Martinismo), Atila Fayão (Cabalá Judaica), César Mingardi (Rito de York), Diamantino Trindade (Umbanda), Carlos Guardado (Ordem da Marca), Sérgio Grosso (CBCS), entre diversos outros experts em áreas de hermetismo e ocultismo. Agora junte todos estes caras em reuniões quinzenais onde alguém apresentava uma palestra sobre um tema ocultista e os outros podiam questionar e debater sobre o assunto proposto com seus pontos de vista e você começará a ter uma idéia do que isso representou em termos de avanço do conhecimento.

Entre diversas contribuições para a maçonaria brasileira, trouxeram o RER (Rito Escocês Retificado), O Rito Maçônico-Martinista, para o Brasil, fundando a primeira loja do rito, ARLS Jerusalem Celeste, em SP, e organizaram as Ordens de Aperfeiçoamento (Marca, Nauta, Arco Real, Templários e Malta). O Del Debbio chegou a ser Grande Marechal Adjunto da Ordem Templária em 2011/2012.

Em paralelo, tínhamos a ARLS Aleister Crowley e a ARLS Thelema, onde naquela época se estudava magia prática e trocávamos conhecimento com a OTO no RJ (Loja Quetzocoatl, com minha querida soror Babalon) e a Ordem dos Cavaleiros de Thelema (que, dentre outros, tivemos a honra de poder conversar algumas vezes com Frater Áster – Euclydes Lacerda – antes de seu falecimento em 2010). Além disso, tínhamos acesso a alguns dos fundadores do movimento Satanista em São Paulo e Quimbandeiros (cujos nomes manterei em segredo para minha própria segurança ).

Palestra no evento de RPG “SANA”, em 2006. Eu avisei que ele era subcelebridade, não avisei? Bem… nesse meio tempo, o MDD já estava bem conhecido dentro das ordens Iniciáticas, dando diversas palestras e cursos fechados apenas para maçons e rosacruzes. De dia, popstar; de noite, frequentando cemitérios para desfazer trabalhos de magia negra com a galera do terreiro. Fun times!

Ok, mas e a Kabbalah Hermética?

O lance de toda aquela pesquisa sobre Mitologia e suas correlações com a Cabalá judaica o levou a estudar a Torah e a Cabalá com rabinos e maçons do rito Adonhiramita por 5 anos, tendo sido iniciado na Cabalá Sefardita em um grupo de estudos iniciáticos coordenado pelo prof. Edmundo Pellizari (Ras Adeagbo). Apesar da paixão e conhecimento pela cultura judaica, ele escolheu não se converter (segundo palavras do próprio “Não tem como me converter ao judaísmo; como vou ficar sem filé à Parmigiana?“). Seus estudos se intensificaram entre os textos de Charles “Chic” Cicero via suas publicações na Ars Quatuor Coronatorum, nas Lojas Inglesas e os textos de Tabatha Cicero via Golden Dawn.

A idéia da Kabbalah associada aos princípios alquímicos, unificando tarot, alquimia e astrologia sempre levantou uma guerra com os judeus ortodoxos, que consideram a Cabalá algo profundamente vinculado à sua religião (por isso costumamos grafar estas duas palavras de maneira diferente: Kabbalah e Cabalá.

Em 2006, Adriano Camargo publica o “Sistemagia”, um dos melhores guias de referência de Kabbalah Hermetica, onde muitas das correlações debatidas em loja foram aproveitadas e organizadas.

No meio de todos estes processos de estudos, chegamos em 2007 em uma palestra na qual estava presente o Regis Freitas, mais conhecido como Oitobits, do site “Sedentário e Hiperativo”, que perguntou a ele se gostaria de ter um blog para falar de ocultismo. O nome “Teoria da Conspiração” foi escolhido pelo pessoal do S&H e em poucas semanas atingiu 40.000 leitores por post.

Del Debbio se torna a primeira figura “pública” dentro do ocultismo brasileiro a defender uma correlação direta entre os orixás e suas entidades com as Esferas da Árvore das Vidas e as entidades helênicas evocadas nos rituais da Golden Dawn “Apenas uma questão de máscaras que a entidade espiritual escolherá de acordo com a egrégora em que estiver trabalhando” disse uma vez em uma entrevista.

Estes trabalhos em magia prática puderam ser feitos graças ao intercâmbio de conhecimentos na ARLS Madras, pois foi possível que médiuns umbandistas estudassem hermetismo, kabbalah e cabalá em profundidade e, consequentemente, as entidades que trabalham com eles pudessem se livrar das “máscaras” africanas e trabalharem com formas mais adequadas, como alquimistas, templários e hermetistas. Com a ajuda dos terreiros de Umbanda Sagrada, conseguimos trabalhar até com judeus estudiosos da cabalá que eram médiuns, cujas entidades passaram grandes conhecimentos sobre correspondências dos sistemas judaico e africano, bem como de sua raiz comum, o Egito. A maioria deste conhecimento ainda está restrito ao AA, ao Colégio dos Magos e a outros grupos fechados mas, aos poucos, conforme instruções “do lado de lá”, estão sendo gradativamente abertos.

Em 2010, conhece Fernando Maiorino, diretor da Sirius-Gaia e ajuda a divulgar o I Simpósio de Hermetismo, onde participam também o Frater Goya (C.I.H.), Acid (Saindo da Matrix), Carlos Conte (Teosofia), Renan Romão (Thelema) e Ione Cirilo (Xamanismo). Na segunda edição, em 2011, participam além dos acima o monge Márcio Lupion (Budismo Tibetano), Mário Filho (Islamismo), Alexandre Cumino (Umbanda), Adriano Camargo (LHP), Gilberto Antônio (Taoísmo) e Lázaro Freire (projeção Astral).

A terceira edição ampliou ainda os laços entre os pesquisadores, chamando Felipe Cazelli (Magia do Caos), Wagner Borges (Espiritualista), Claudio Crow (Magia Celta) e Giordano Cimadon (Gnose).

O Blog do “Teoria da Conspiração” também cresce, agregando pensadores semelhantes. Além de textos de todos os citados neste post, também colaboram estudiosos como Jayr Miranda (Panyatara, FRA), Kennyo Ismail (autor do blog “No Esquadro” e um dos maiores pesquisadores contemporâneos sobre maçonaria), Aoi Kwan (Magia Oriental), Raph Arrais (responsável pelas belíssimas traduções da obra de Rumi), o Autor do blog “Maçonaria e Satanismo” (cujo nome continua em segredo comigo!), Tiago Mazzon (labirinto da Mente), Fabio Almeida (Música e Hermetismo), Danilo Pestana (Satanismo), Bruno Cobbi (Ciganos), PH Alves e Roe Mesquita (Adeptus), Frater Alef (Aya Sofia), Jeff Alves (ocultismo BR), Yuri Motta (HQs e Ocultismo), Djaysel Pessoa (Zzzurto), Leonardo lacerda e Hugo Ramirez (Ordem Demolay).

A ARLS Arcanum Arcanorum, braço maçônico da Ordem de Estudos Arcanum Arcanorum, que trabalha em conjunto com a SOL (Sociedade dos Ocultistas Livres), o Templo Aya Sofia, o Colégio dos Magos e o Teoria da Conspiração.

E os frutos desse trabalho se multiplicaram. Com o designer Rodrigo Grola, organizou o Tarot da Kabbalah Hermética, possivelmente um dos melhores e mais completos tarots que existem, além dos pôsteres de estudo. Hoje seus alunos estão desenvolvendo HQs, Livros, Músicas, dando aulas e até mesmo produzindo um Filme baseado nos estudos da Kabbalah Hermética (“Supernova”).

E o estudo de mitologias comparadas, kabbalah e astrologia hermética nunca mais será o mesmo. Isso se chama LEGADO.

E ai temos a resposta que tive para a pergunta do início do texto: Como saber se um autor é confiável? Oras, avaliando toda a história dele e quais são suas bases de estudo, quem são seus professores, quais as pessoas que o ajudam e quem são seus inimigos. Quais são os caras que ele pode perguntar alguma coisa quando tem dúvida? e quais são os caras que tentam atrapalhar o seu trabalho?

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Pronto. Aqui está o texto que eu tinha prometido sobre os doze anos de Blog. Parabéns, Frater Thoth, já passou da hora de alguém começar a organizar uma biografia decente sobre os seus trabalhos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/afinal-de-contas-o-que-torna-o-tdc-especial

As Ervas e a Umbanda – Com Adriano Camargo Erveiro

Bate-Papo Mayhem 176 – Com Adriano Camargo Erveiro – as Ervas e a Umbanda

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/Bj9Qkg9wl-U

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-ervas-e-a-umbanda-com-adriano-camargo-erveiro

A Quimbanda Brasileira

por T.Q.M.B.E.P.N.

Para compreender as raízes e os fatos históricos que fazem parte do nascimento da Quimbanda Brasileira, é necessário primeiramente destacar alguns fatos, para que fique bastante clara a diferença entre a nossa corrente e outras manifestações religiosas que se utilizam do nome Quimbanda para se autodenominarem.

​Nos diferimos por sermos uma força de embate contra a inércia e contra a estagnação escravizadora, o nosso culto foi forjado no calor de inúmeras batalhas pela conquista e manutenção da liberdade de nossos ancestrais, liberdade essa que muitas vezes ao longo do tempo sofreu diversas investidas por parte de nações e crenças opressoras. A maior parte do que foi escrito a respeito de Quimbanda está sob a influência e se confunde com a formação de outras vertentes religiosas, sobretudo da Umbanda, religião com a qual a Quimbanda Brasileira não possui qualquer tipo de conexão. A Quimbanda não é um culto da Umbanda, como muitos autores afirmam, justamente porque não se trata de mais um culto ao Falso Deus; Os inúmeros espíritos que hoje integram as fileiras de Vossa Santidade Maioral, no início da formação do culto, quando em vida, mantiveram a fidelidade às suas crenças e espiritualidade, defendendo-as de forma feroz e corajosa, muitas vezes tendo enfrentado a brutalidade da intolerância e tendo suas próprias vidas ceifadas; pois a Liberdade não é um bem negociável, sob nenhum pretexto! A célebre frase “É melhor morrer de pé do que viver ajoelhado” se encaixa perfeitamente na motivação que inflamava a chama no coração dos povos formadores da história da Quimbanda Brasileira, que não se esconderam por detrás de sincretismos ou mentiras.

O continente Africano foi um dos palcos de inúmeros eventos importantes dentro do enredo histórico que estamos abordando. Embora este sendo objeto da cobiça de muitos povos, desde tempos imemoriais, aqui focaremos no período do tráfico de escravos durante os séculos XV e XVI. Na busca da conquista de novos territórios e riquezas naturais, exploradores e colonizadores de várias nações Europeias pilharam e se apropriaram, principalmente por meio do poderio militar, de diversos territórios da África, e nesse período Portugal dominava uma larga extensão da costa africana.

O processo de colonização territorial deu ensejo a uma “colonização ideológica” através de muitas tentativas de imposição da crença e fé cristista, bastante diferentes dos cultos ancestrais e da espiritualidade das nações negras nativas, quase sempre com o uso de métodos violentos, já que os povos aborígenes não cederam a outros métodos de convencimento e se engajaram em batalhas sangrentas para defender sua terra e todo o seu arcabouço cultural, religioso e ancestral.

Desprovidos de qualquer capacidade de compreender as características naturais e espirituais do território desconhecido no qual estavam adentrando, os exploradores Europeus se escandalizaram com costumes totalmente diversos dos povos nativos que viviam em meio à uma paisagem inóspita, já que entravam em choque com a formação moral e religiosa cristã dos colonizadores.

Por despreparo e ignorância, os conquistadores e seus missionários classificavam como conduta herética (segundo seus dogmas religiosos) a ausência do conceito de pecado, o uso ritual de sacrifícios de sangue, o nudismo dos negros nativos e ainda o culto a uma deidade que era retratada com o falo ereto e chamada Èsú (conhecida pelos povos Fons de Elegbara). É importante salientar que as formas fálicas desde tempos imemoriais retratam a virilidade e a força, representando a energia dinâmica e ativa e, também, associações com atividades sexuais.

Fica claro então que o pecado residia somente na intolerância e nos dogmas crististas.  Não tardou para que a figura de Èsú fosse incluída no rol das associações demoníacas do cristianismo, considerada como mais uma das formas de Satanás. Foi justamente nesse período que chegaram às terras da África as palavras “Diabo”, “Demônio”, “Satanás”, “Beelzebuth” e “Lúcifer”.

O tráfico negreiro para as terras brasileiras fez com milhares de nativos africanos de diversas etnias atravessassem o oceano em condições enormemente precárias, onde a sobrevivência em si dentro das naus abarrotadas de mercadoria humana eram dificílima em meio as doenças, intempéries e maus tratos. Estavam definitivamente distantes de sua terra natal, despojados de suas famílias e de tudo o que amavam e consideravam sagrado, principalmente sua Liberdade. Muitos dos escravos capturados na África eram prisioneiros de guerra, adúlteros, feiticeiros, assassinos ou indivíduos trocados por chefes tribais ou penhorados por dívidas. É importante ressaltar que a prática da escravidão já era existente entre algumas tribos africanas que atuavam à guisa de fornecedoras nesse obscuro comércio.
Juntamente com os demais negros escravizados, aportaram em terras brasileiras os Kimbandas. A palavra Kimbanda, originada da língua Kimbundo (Bantu) significa: Sacerdote da arte de curar. De fato o Kimbanda era o Alto Sacerdote curandeiro e conselheiro que evocava e invocava os espíritos para sanar os problemas carnais e espirituais dos membros de suas tribos. Outros tipos de sacerdotes africanos também foram trazidos, dentre eles os temidos Mulôjis e os Ndokis, que diferentemente dos Kimbandas, eram feiticeiros necromantes, agindo em algumas ocasiões como mercenários, eram conhecedores de artes temidas que tiveram origem em uma época que não pode ser datada. A palavra Kimbanda também se confunde com a própria religião Bantu praticada em partes de Angola e no Brasil. Embora sendo homófonas e possuírem a mesma raiz, as palavras Kimbanda e Quimbanda assumiram caminhos e identidades próprias no decurso da história.
Antes mesmo da chegada dos primeiros homens e mulheres africanos no Brasil, os indígenas brasileiros também enfrentavam as perseguições dos colonizadores europeus, buscando defender suas tribos, seus territórios, sua cultura, bem como, suas práticas e cultos ancestrais baseados na natureza. Sendo os primeiros a terem um contato mais próximo com os indígenas, os Padres Jesuítas atuavam como “controladores de almas”, combatendo as práticas nativas e instituindo a cultura do pecado. Como uma estratégia de propagação do cristianismo nas tribos, os Caciques foram escolhidos para aprender a escrita e a leitura e serem doutrinados pelos ditames religiosos, o que facilitava o processo de conversão. Muitos índios na fase da infância foram enviados à metrópole portuguesa para serem educados e retornarem ao Brasil como “espelhos” para os demais. Toda essa aculturação de poucos séculos contribuiu para dizimar milhares de anos de tradições enraizadas. A ação da catequese diminuía a ferocidade dos nativos e facilitava a ação do Estado (Portugal) no processo de colonização. No entanto, parte do povo indígena impôs restrições à esta invasão através de batalhas sangrentas. Como as guerras intertribais eram constantes, diferentes nações europeias que disputavam as terras recém descobertas aproveitaram para estabelecer relações proveitosas com os nativos, onde tribos rivais se enfrentavam em nome dos reis da Europa e os índios terminavam sendo dizimados aos milhares.

Diferentes fontes históricas têm opiniões divergentes no tocante aos motivos pelos quais a mão de obra escrava indígena foi substituída pela mão de obra escrava dos nativos trazidos do continente africano. Já se alegou que os índios eram indolentes e preguiçosos, ou mesmo que de tão selvagens preferiam morrer do que trabalhar. Uma vez tendo se tornado escravos das lavouras, índios ou africanos, não estavam em posição de escolher qual tipo de trabalho realizariam, mas certo é que não foi por falta de resistência contra a escravidão.
Sem dúvida, o contato entre os negros e índios foi bastante intenso, fomentando grande intercâmbio cultural que resultou na fusão de Deidades e no nascimento de novas religiões ou de novas formas de culto às antigas religiões. A Quimbanda Brasileira acredita que índios e africanos se associaram para promover as fugas das senzalas, uma vez que os índios eram profundos conhecedores das matas. Alguns vilarejos rebeldes fundados pelos fugitivos abrigavam não só negros e índios, mas também brancos fugitivos e mestiços. Nesses locais a religião outrora podada pelos Jesuítas volta a existir, mas com algumas novas características herdadas do sincretismo resultante da intensa fusão cultural.

Não podemos esquecer de mencionar a figura dos Pajés, como um elo de conexão entre os mundos visível e invisível, que através de transe entravam em contato com os espíritos. Eram feiticeiros que tinham poder sobre os animais e espíritos da floresta, sendo também médicos através das forças fitoterápicas e suas palavras eram respeitadas como Leis dentro das tribos. Um Pajé exercia a mesma atividade que um Kimbanda.

Nesse contexto histórico que é o berço da Quimbanda Brasileira, a miscigenação racial naturalmente propiciou a miscigenação religiosa através dos inúmeros sincretismos e, houve em diversos aspectos, a popularização da espiritualidade. Índios e negros acabaram recebendo influências das culturas pagãs e judaicas através do contato com homens e mulheres degredados da Europa por terem sido condenados pelos tribunais do Santo Ofício pela prática de bruxaria e/ou feitiçaria. Muitos desses exilados estavam ligados às tradições de magia e feitiçaria medievais e tantos outros eram neo-convertidos do Judaísmo, que secretamente realizavam suas práticas Judaicas. O grande contato entre as feiticeiras europeias, os índios e os escravos resultou em uma mescla de conhecimento e a partir desse momento Exu passou a ter o status de Diabo com força renovada. O endurecimento da perseguição dos dominantes aumentou com o decorrer do tempo. Feiticeiros e feiticeiras se tornaram alvos da Lei, além da perseguição religiosa, surgindo daí a necessidade de agirem sem segredo, jamais abandonando suas verdadeiras essências.

A Quimbanda se diferencia do culto aos Orixás pelo fato de não usar as forças da natureza para alcançar suas metas e desejos, mas sim a força ancestral do mundo dos mortos. Geralmente os espíritos que trabalham na corrente da Quimbanda são antigos Xamãs, Mestres Caboclos, Bruxos, Alquimistas, Feiticeiros, Guerreiros, Assassinos, dentre outros que se encaixam na vibração energética do culto exercendo suas forças nas linhas de Exu e Pombagira (consorte feminino).

Fonte: https://quimbandabrasileira.wixsite.com/ltj49/quimbanda-brasileira

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-quimbanda-brasileira/

Ayahuasca e Umbanda – Elisa Taborda

Bate-Papo Mayhem 125 – gravado dia 19/01/2021 (Terça) Marcelo Del Debbio bate papo com Elisa Taborda – Ayahuasca

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ayahuasca-e-umbanda-elisa-taborda

A História da Umbanda Sagrada

Bate-Papo Mayhem #038 – Com Alfonso Odriozola – A História da Umbanda Sagrada

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/_oZ1dxSi2Yc

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Allan Kardec e o Preto Velho

Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março de 1859.

Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.

Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.

Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.

A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

Não obstante, é claro verificar o preconceito que existia da sociedade européia de fato na época do fato narrado. Não me surpreende também, o epiritismo, doutrina derivada da sociedade européia vigente daqueles tempos, e codificada por Kardec, a priori, ter qualquer preconceito com relação a espíritos que diferissem dos moldes por eles preconizados pela era européia contemporânea. Ora, não deveria sequer se dar tamnha ênfase nessa comunicação deveras ordinária por Kardec, haja visto que a única diferença, tratava-se pela origem humilde e racial do espírito comunicante. Seria de mesmo modo, como se a Umbanda se maravilhasse quando um espírito de um nobre europeu fizesse comunicação em uma de suas sessões.

Publicado originalmente no boletim “Serviço Espírita de Informações” (www.boletimsei.org.br/?wpfb_dl=393), na edição 2090, do ano 2008.

#kardecismo #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/allan-kardec-e-o-preto-velho

Como Identificar Picaretas e Charlatões

Texto original de Yuri Motta

O TDC sempre foi um Blog voltado para fornecer material de confiança para os iniciados, buscadores, estudantes e estudiosos. Nos últimos anos, acabamos, por força da confiança depositada em nós, nos tornando um farol para denunciar picaretas, esquisotéricos e charlatões que infestam o meio.

Aos poucos, acabamos percebemos que é um trabalho inútil. Denunciávamos um pacto picareta, no mesmo dia alguém mandava um email perguntando “Parabéns pelo post. Agora que vc falou do pacto picaretum, pode indicar um pacto sério com Lúcifer?” e por ai vai… ou seja, nas palavras de P.T. Barnum, “nasce um otário a cada minuto” e esses idiotas às vezes precisam passar pela experiência kármica de serem dilapidados por uma amarração caríssima, uma cabala ginecológica, um falso rabino ou um tratamento de mesa positrônica quântica para que possa aprender pela dor da perda monetária ou humilhação de se tornar uma “noiva do rabino”.

A partir de 2015 estaremos retornando para nossas origens e postaremos mais textos sobre hermetismo, espiritualidade, investigação cética do ocultismo e textos clássicos. Deixarei então, este post sobre o assunto para que vocês coloquem nos favoritos e quando alguém pedir recomendações sobre algum “mestre”, “rav”, “professor” ou “bruxo” qualquer coisa vocês mandem a pessoa olhar aqui.

COMO IDENTIFICAR UM CHARLATÃO

Google

A indicação mais simples de todas. Entre com o nome do sujeito no Google. Normalmente você já cairá em sites de pessoas que foram enganadas ou alguma postagem antiga daqui. Esse procedimento simples já ajuda a resolver 80% dos casos. Contudo, muitos picaretas trocam de sobrenome ou reformulam seus sites de tempos em tempos, justamente para tentar escapar deste procedimento.

Títulos Mirabolantes

O picareta na maior parte das vezes vai ter um título na frente do nome, embora usar um título na frente do nome não seja razão para você chamar alguém de picareta, é quase sempre certeza que o picareta vai ter algo na frente do nome para dar certeza de que ele é alguma coisa (que quase sempre não é).

“Rav”, “Mago”, “Bruxo”, “professor”, “Babalorixá”, “Pai”, “Mãe” e outros, são títulos que eles pegam de religiões ou práticas espirituais para usar a favor deles próprios, as vezes desvirtuando religiões que eles próprios não conhecem, como exemplo a Umbanda e o Candomblé e especialmente a Quimbanda, muitos se dizem pai ou mãe de santo, mas não dirigem nenhum terreiro, o que é, para quem entende do assunto uma grande piada (de mal gosto). Ou seja, se a pessoa se intitula “pai-de-santo” mas não dirige nenhum terreiro, é certeza de ser furada…

Entidades “do bem”

Todo picareta da espiritualidade que se preze vai se gabar por ter um monte de entidades (do bem ou do mal, vai por conta do freguês) à sua disposição para qualquer feitiço, amarração “do amor” ou pacto “da prosperidade” de lúcifer/goécia que queira, e essas entidades vão “falar no ouvido dele” o que deve ser feito e até QUANTO DEVE SER COBRADO. Amigos, entidades sérias tem coisas muito mais importantes para fazer no mundo espiritual do que auxiliar o picareta a trazer um marido de volta ou uma coisa insignificante do tipo. Qualquer um que prometer “trazer a pessoa amada” É PICARETA. Ponto final. Não há “prazo”, “mais caro”, “amarração do bem”, “alguém fez trabalho contra”, “demanda” ou o caraio de judas… existe apenas um patife querendo abusar da sua fragilidade emocional.

História Espetacular

Todo charlatão tem um passado espetacular, as histórias deles são quase sempre iguais, eles são pessoas que tinham dons latentes desde pequenos e faziam coisas que pessoas normais não faziam.

Alguns inventam viagens mirabolantes para Israel, Curas milagrosas de câncer, avós milionárias que o sustentam, etc… Para resumir, de uma forma ou de outras eles são incríveis e melhores que eu, você ou qualquer um no mundo, mas perdem seu tempo fazendo “caridade” em lhe trazer a mulher amada (em troca de algum dinheiro, claro!).

Nos sites do charlatão sempre diz que ele tem “reconhecimento e fama sem limites”, mas ele nunca fala DE ONDE, nem QUANDO, nem QUEM o reconhece, pois quase ninguém o conhece realmente e não há nada sobre ele em nenhum lugar que não seja o próprio site.

Ordens Falsas

Geralmente as ordens falsas são sempre semelhantes: os líderes delas não são líderes por trabalharem duro e subirem os degraus, são líderes porque INVENTARAM as tais ordens com nomes cada vez mais mirabolantes e que nunca ninguém ouviu falar.

Quase sempre vão se manter às custas do dinheiro dos que são afiliados delas; como são poucos a mensalidade tende a ser alta, nem sempre é mensalidade, a criatividade não tem limites, pode ser cursos, livros, materiais, taxas para iniciação, etc.

Geralmente o objetivo central é o dono da tal “ordem” viver do dinheiro dela, assim como algumas igrejas, mas quase nenhum consegue.

Nunca um charlatão vai falar que é da Maçonaria, AMORC, TOM, FRA, CALEN, Astrum Argentum, Arcanum Arcanorum ou Círculo Iniciático de Hermes, por exemplo, pois nas Ordens sérias os membros são identificados facilmente pelos outros membros, às vezes com um simples telefonema para confirmar a veracidade da informação.

MUITO CUIDADO com “Maçonarias” que fazem SPAM, anunciam no Google, Facebook ou Orkut… NENHUMA ordem séria faz recrutamento por Spam. Não importa o quão lindo e maravilhoso seja o site ou o quanto falem que é “regular”…

Preços

Preços altos são um grande indício, por quê?

Porque se ele conseguir tirar 1.000 reais ou mais de você, não tem problema você sumir depois, afinal você já pagou quase um salário mínimo então se pagar mais para o farsante já é lucro para ele.

E por mais engraçado que pareça se a coisa for cara as pessoas automaticamente botam mais fé que pode dar certo.

ESTE TÓPICO É ESPECIALMENTE IMPORTANTE EM RELAÇÃO A ORDENS “MAÇÔNICAS” de internets… se tem “regular” no nome, pode ter certeza que NÃO é… as “iniciações” podem chegar a R$ 5.000,00 nesses verdadeiros caça-níqueis de curiosos.

Os Produtos e Serviços

Os produtos são diversos, não importa se for alguma coisa material, ou algum ritual, todo produto e serviço nada mais é que uma Promessa, geralmente em cima do seu desespero… seja de trazer amor ou riqueza, não importa o que seja, o que o charlatão vende é sempre algum “resultado”.

Estranhamente eles sempre vão vender promessas de coisas que eles não possuem: quase sempre os que vendem riqueza são golpistas pobres e desesperados, geralmente os que prometem amor de volta são solteironas ou solteirões largadas, o que promete “alma gêmea” é casado e trai a mulher sistematicamente, e os que prometem “dar mediunidade”, capacidades especiais, poderes mágicos geralmente são os que não possuem nada disso, por isso sabem enrolar bem que tem as mesmas necessidades que eles.

Pactos, Almas Gêmeas e outras coisas sem Sentido

Como a pessoa vende um pacto para te deixar rico ou ter prosperidade se ela mesma que vende o pacto não consegue isso e precisa vender pactos para ganhar dinheiro?

Se fosse real, a própria pessoa estaria morando em uma ilha particular ou casado com alguém especial.

Quando acusados, eles sempre se fazem de vítimas

Se tem uma verdade sobre o picareta, é que ele nunca está errado, quando sua amarração não funcionar, vai ser culpa sua, pois não teve fé, ou até pode ser que existia uma energia negativa impedindo o trabalho e ele vai precisar de mais dinheiro.

Se alguma aluna assediada o encurralar ou uma classe inteira descobrir que o “professor” não mora em Copacabana, mas na Vila Penha, ele diz que ela é louca e que ele é um pobre coitado vítima da inveja dos outros. Mas não consegue desmentir… e no final do dia, retorna para a favela de onde nunca vai sair…

Se alguém acusar o charlatão, muito raramente ele vai ameaçar a pessoa com magia, a não ser que tenha certeza que a pessoa acredita nos poderes dele. Nessas horas as diversas “entidades” que são empregadas dele não poderão fazer nada, o charlatão vai te ameaçar com outras coisas, como processo por exemplo ou vai sair chorando aos quatros cantos que é uma pessoa injustiçada e seus acusadores são pessoas invejosas.

No mais, na maior parte das vezes, quando o charlatão estiver com seu dinheiro, ele vai sumir.”

REPASSEM ESTE POST. Publiquem em listas pequenas de Facebook ou grupos, pois os charlatões gostam de lugares ermos, onde as pessoas sejam crédulas ou não possuam acesso à informação. VERIFIQUEM A PROCEDÊNCIA DE QUALQUER PROFESSOR DE QUALQUER COISA ESOTÉRICA.

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-identificar-picaretas-e-charlat%C3%B5es

A origem de Zé Pelintra

Mas afinal, qual a origem de nosso personagem? seu zé torna-se famoso primeiramente no nordeste seja como frequentador dos catimbós ou já como entidade dessa religião. O catimbó está inserido no quadro das religiões populares do norte e nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na bahia.

Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer male, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Já no nordeste a figura de zé pelintra é identificada também pela sua preocupação com a elegância. no catimbó, usa chapéu de palha e um lenço vermelho no pescoço.

Fuma cachimbo, ao invés do charuto ou cigarro, como viria a ser na umbanda, e gosta de trabalhar com os pés descalços no chão. de acordo com ligiéro (2004), seu zé migra para o rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século xx um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da lapa, estácio, gamboa e zona portuária. segundo relatos históricos seu zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio. quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso.

Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível. para zé pelintra a morte representou um momento de transição e de continuidade”, afirma ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à umbanda e ao catimbó como entidade “baixando” em médiuns em cidades e países diversos que nem mesmo teriam sido visitadas pelo malandro em vida como porto alegre ou nova york, japão ou portugal, por exemplo. todo esse relato em última instância não tem comprovação histórica garantida e o importante para nós nesse momento é o mito contado a respeito dessa figura.

Seu zé é a única entidade da umbanda que é aceita em dois rituais diferentes e opostos: a “linha das almas” (caboclos e pretos-velhos) e o ritual do “povo de rua” (exus e pombas-giras). A umbanda de zé pelintra é voltada para a prática da caridade – fora da caridade não há salvação -, tanto espiritual quanto material – ajuda entre irmãos – , propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.

Zé pelintra também prega a tolerância religiosa, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras. Para zé pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são deus e as obras espirituais. Na humildade que lhe é peculiar, zé pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber.

Zé pelintra, espírito da umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé pelintra faz da umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram. Ajudando e auxiliando os demais espíritos.

Zé pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de santo antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente bares, lanchonetes, restaurantes e boates, e sempre recorre a jesus, fonte inesgotável de amor e vida. Na gira em que zé pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus. A gira de zé pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta.

Sempre zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral. Zé pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu zé pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a lapa do rio de janeiro até o nordeste.

Todavia, a principal história que seu zé pelintra quer escrever, é a da caridade, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de amor ao próximo.

Zé pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que deus também sorria e que o amor fraterno triunfe sobre o egoísmo.

Zé pelintra pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilo e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a fé sem as obras boas é morta.

Zé pelintra nasceu no nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no recife ou em pernambuco e veio para o rio de janeiro, onde se malandreou na lapa e um certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar. Assim, zé pelintra formou uma bela falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, digam que estão incorporados com seu zé ou qualquer outro malandro e que eles fumam maconha ou tóxicos; entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.

Podemos citar além de seu zé pelintra, seu chico pelintra, cibamba, zé da virada, seu zé malandrinho, seu malandro, malandro das almas, zé da brilhantina, joão malandro, malandro da madrugada, zé malandro, zé pretinho, zé da navalha, zé do morro, maria navalhada, etc.

Os malandros vêm na linha de exú, mas malandros não são exús! ao contrário dos exús que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.

salve seu zé pelintra!

salve os malandros!

salve a malandragem!

Fonte: https://guardiaooxossi.com.br/orixas/categoria/ze-pilintra/181/a-origem-de-ze-pelintra

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-origem-de-ze-pelintra/

A Música na Umbanda

Um dos mais importantes fundamentos na umbanda é o ponto cantado e as cantigas em louvor aos Orixás. Estes pontos funcionam de maneira análoga aos mantras que evocam determinadas energias, entre diversas finalidades, servem tanto para trazer as entidades como para se despedir delas. As pessoas responsáveis por isso recebem o título de Curimba, eles “defendem” a gira com uma série de pontos corretamente selecionados, purificam o ambiente e auxiliam o médium na incorporação.

De origem africana, o atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Orixás e Guias. Constituído por couro animal, madeira e ferragens, essas três partes correspondem as seguintes regências: O couro pertence ao Caboclo que dá força ao atabaqueiro para tocá-lo, a madeira a Pai Xangô que dá ao atabaque a condição de justiça para não ser utilizado para o mal, a ferragem aos Exús que não permitem que eles sofram demandas. “É na verdade o caminho e a ligação entre o homem e seus orixás, os toques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual“
Existem três tipos de atabaques:
Rum (grave) – É o primeiro atabaque, onde fica o chefe da Curimba. Ele lidera todos os outros curimbeiros que se seguem. Geralmente é quem dá início aos cânticos e o toque. Estes deverão ter conhecimentos mais aprofundados sobre a doutrina umbandista e música.
Rumpi (médio) – Neste fica o segundo curimbeiro que auxilia “puxando” e cantando os pontos, podendo também iniciar o toque.
Lê (agudo) – O terceiro curimbeiro realça o toque e acompanha o canto. Nestes últimos atabaques, geralmente são colocadas pessoas amadoras com relação ao conhecimento musical e doutrina umbandista.
O uso do atabaque na Umbanda também ajuda no processo de sincronização do ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, tornando possível que tanto pessoas muito agitadas, como muito sonolentas tenham seu ritmo cardíaco normalizado.
Em suma, os atabaqueiros transmitem a vibração da espiritualidade superior através dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, são como mensageiros entre nós e o mundo espiritual.
Sabemos que, grosso modo, a comunicação entre os planos espiritual e material, efetua-se através da sintonização de frequências. Cantar e bater palmas juntos, faz com que a vibração das pessoas entre na mesma faixa de freqüência do trabalho que será realizado, afastando maus espíritos, diluindo miasmas, larvas astrais e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.
No plano espiritual, antes de dar início no processo de incorporação, os guias aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, desta forma, quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos avisando os guias que estamos prontos. Uma só melodia, ritmo cardíaco igualado, foco em um mesmo objetivo, tudo isso fortalece os trabalhos dentro de uma egrégora e facilita a aproximação das entidades.
Os cantos, quando vibrados de coração (assim como nos mantras indianos é a vibração do osso esterno, localizado logo a frente do coração), atuam diretamente nos chakras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chakras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.
“Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
É a mensagem que enaltece os Orixás
É a oração que elevo ao senhor
É a vibração que nos faz incorporar
Sem batuque na Umbanda não se pode trabalhar
Eu não sabia, mas agora aprendi
Que o canto faz a gira de Umbanda
Quem canta, encanta a vida dos Orixás
É uma benção divina que emana muita paz”
(Louvação aos Atabaqueiros)
Referências
MATTOS, Sandro da Costa O livro Básico dos Ogans.
ORPHANAKE, João Edson A umbanda às suas ordens.
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/umbanda2.htm
http://www.umbandacomamor.com.br/aumbanda/elementos/atabaques.html
https://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Umbanda

Fabio Almeida

Fabio Almeida

#Arte #Música #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-m%C3%BAsica-na-umbanda

A Origem da Palavra Exu

Por Aluízio Fontenelle

Por desconhecer completamente qualquer livro ou tratado que esclarecesse ao público, o que de fato existe nas diversas práticas do Espiritismo sobre as Entidades do Mal, que com a denominação de “EXUS” (Nas Leis de Umbanda e Quimbanda), representam o que os Católicos, Protestantes, etc., denominam de Demônios ou Anjos Maus, e que na Doutrina de Kardec são chamados De Espíritos do Mal (também conhecidos como espíritos obsessores), invocados nos trabalhos de MAGIA NEGRA; resolvi tornar público mais esta obra, verdadeiramente completa, sobre tudo quanto diz respeito a essas entidades.

Será necessário entretanto, que se faça um paralelo, antes de entrarmos no assunto em causa, para que não surjam dúvidas quanto a veracidade das minhas afirmativas, de vez que, o que aqui foi inserido, não é objeto da minha imaginação, e sim, uma exposição real e verdadeira de como agem esses espíritos das trevas, pelo fato de que, foram as próprias Entidades Espirituais que me trouxeram através das suas explanações filosóficas e doutrinárias, os ensinamentos necessários para a organização deste trabalho.

Orientado em grande parte pelos meus GUIAS ESPIRITUAIS, pelos próprios EXUS, e ainda: aliado ao meu profundo conhecimento sobre a MAGIA, como sacerdote que sou dos diversos cultos da Umbanda; além de conhecedor real de todas as práticas que se exercem nos diversos “terreiros” onde se praticam os “Batuques”, “Candomblés”, “Cangerês”, etc., posso perfeitamente como catedrático no assunto, mostrar-lhes o que é verdadeiramente um EXU.

Como complemento deste livro, baseei-me nos conhecimentos obtidos através de literaturas sobre ALTA MAGIA, para que ficasse completa a exposição que pretendi dissertar, bem como, procurei orientação em obras religiosas que bem definem a verdade sobre as atividades dos “GÊNIOS DO MAL”.

A palavra EXU nunca veio do latim e nem tampouco se originou de qualquer língua africana, bantu, jeje, ameríncio, etc. Essa palavra foi pronunciada por Deus na língua IJUDICE (língua dos espíritos) quando por ocasião da revolta havida nos páramos celestiais, entre os anjos que faziam parte da suprema Corte do Céu; Lúcifer, o anjo belo, pretendendo a supremacia dos direitos que lhe outorgara o Criador, como chefe dos seus subordinados, julgou-se no direito de ser maior que o próprio Deus.

Por ocasião, foi-lhe imposto a pecha de “EXUD” (que quer dizer: povo traidor), e, enxotado, foi condenado a habitar as profundezas da terra, tornando-se esse o seu reinado.

Aos demais anjos maus que acompanharam o seu chefe na revolta contra Deus, foi-lhe dada por imposição, a situação de permanecerem sob as ordens do próprio Lúcifer, sendo-lhes apontado como habitação o lado oposto ao ÉDEN (Paraíso Terrestre), situado no Oriente — Ilha Ceilão — permanecendo como espírito em estado embrionário de formação.

Entretanto, a designação de EXUD foi sofrendo modificações, e já no original Páli bem como no original Hebraico, passou a denominar-se EXUS, com a significação de “POVOS”.

Nota-se entretanto, que a significação de EXU nesses dois idiomas, era empregada especialmente para significar um povo menos protegido, isto é: um povo sobre o qual caíra o castigo Divino, e que hoje, a concepção desse termo é empregado atualmente nas Leis de Umbanda e Quimbanda, para, distinguir as entidades do mal, que dominam os seres quer incarnados quer desencarnados que trafegam pelas sendas tumultuosas da provação.

Com o aparecimento de: Adão e Eva, querendo estes conhecer justamente o outro lado do ÉDEN, cuja proibição lhes havia sido imposta pelo Criador, foi que se originou o “PECADO ORIGINAL”, pois, ao travarem conhecimento com o mundo dos Exus, foram por eles iniciados na maldade, e a seguir, sentindo-se envergonhados da sua nudez, procuraram cobrir seus corpos.

Expulsos como foram do Paraíso, ficaram Adão e Eva, bem como todos o seus descendentes, a mercê dos Exus, e daí, surgiram na face da terra todos os males que atualmente nos afligem.

Querendo Deus compensar aqueles que na terra desejassem alcançar a redenção de suas almas, impôs ao homem o voto de reger-se a si próprio, procurando no sacrifício, no sofrimento e na dor, elevar-se no seu conceito, até que pudesse atingir novamente a plenitude de sua forma, como espírito perfeito.

Os filhos de Adão e Eva, multiplicando-se por ordem do Divino Criador, espalharam-se pela terra, e hoje, desconhecedores de tudo quanto encerra o mistério da criação do mundo, entregam-se completamente cegos a tudo quanto julgam poder dominar, sem a mínima noção de que o livre arbítrio que pensam possuir, é apenas uma modalidade de se afundarem cada vez mais na inconsciência e no desespero.

Ninguém faz tudo aquilo que quer, pois, uma força Superior nos domina; e, se conseguimos muitas vezes um certo objetivo, o resultado final está aquém da nossa verdadeira compreensão, pelo fato de desconhecermos o dia de amanhã.

É preciso que se saiba que os Exus exercem desde os primórdios da criação do mundo, um domínio intenso sobre os homens, e, pela Lei da Compensação, Deus permitiu aos descendentes de Adão e Eva, que outros elementos mais fortes os dominassem, porém esses elementos, cuja denominação é conhecida com diversos nomes tais como: Entidades, Guias Espirituais, Orixás, etc, lutam tenazmente contra os elementos do mal, para livrar-nos das perseguições e de tudo quanto nos retarda o progresso espiritual.

Os Exus possuem força poderosíssima, e se não tomarmos cuidado e não nos apegarmos aos nossos guias espirituais, fracassaremos redondamente na senda perigosa que é a existência humana.

Podem os Exus dar-nos forças suficientes para com o mal prejudicarmos os nossos semelhantes, porém, provindo essa força dos gênios do mal, se nos descuidarmos, iremos forçosamente integrar a poderosa falange dos elementos das trevas.

— Eles atuam da maneira mais variada possível. Mostram-se mansos como cordeiros, porém, o seu íntimo é uma gargalhada demoníaca de gozo.

Poderemos usá-los também como arma contra os malefícios que nos fizeram, pois, interesseiros como são, tanto se lhes dá que seja nossa ou de outrem, a alma ou espirito que pretendem arrastar.

Todo aquele que desconhece as Leis Espirituais, e, iludido pelas pregações católicas, protestantes, etc, de que os praticantes do Espiritismo lidam com Demônios, está cometendo um grande erro, pois, não possuindo o homem força suficiente para controlar os seus maus instintos, aí sim, é denominado facilmente por esses elementos, e o resultado é sofrer ainda mais as perseguições das falanges de Exus, fato esse que raramente acontece a quem, cultuando a verdadeira prática do Espiritismo, e, tendo a seu favor a proteção dos Guias Espirituais que os dominam e trazem sujeitos às suas vontades, podem perfeitamente dominar esses Exus, utilizando-os como escravos e não como obsessores.

Na Quimbanda, os Exus são invocados para os- trabalhos de Magia Negra, e os resultados são sempre funestos, de vez que a inconsciência dos homens é de molde a procurar apenas o prejuízo para o seu semelhante.

É muito comum hoje em dia, mesmo entre os ele- mentos da alta sociedade, verem-se casos de larga procura aos Quimbandeiros, para que estes, realizem trabalhos de “macumbas”, “feitiçarias”, “despachos”, etc., com a finalidade de conseguirem desmanches de casamentos, aproximações de amantes, enfim, uma série de “trabalhos” próprios dos Exus, num crescer constante de maldade, perversidade e falta de bom senso.

Para que o leitor conheça verdadeiramente tudo quanto encerra na realidade a composição da arte diabólica do mal, descreverei a seguir, a escala hierárquica, os rituais, as indumentárias, as manifestações, os pontos cantados e riscados, enfim, tudo o que se conhece e desconhece em se tratando dos trabalhos executados pelo Rei das Trevas e do seu poderoso exército.

Diversos motivos levaram-me a escrever este livro, pois, não poderá um verdadeiro Umbandista, deixar de conhecer profundamente a vida destas entidades, uma vez que são elas o motivo Ge tantas lutas, tantas celeumas, e, muitas vezes também, são elas que salvam muitas vidas humanas, o que veremos com o desenvolvimento dos capítulos que se seguirão.

Assim sendo, “salvemos” portanto a UMBANDA com todas as suas entidades:

SARAVÁ A UMBANDA!…

SARAVÁ O POVO DE EXU!…

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Fonte:

Aluízio Fontenelle. Origem da Palavra Exu. Capítulo X do Livro Exu, 1954.
Gráfica Editora Aurora, Ltda. Rua Vinte de Abril, 16. Rio de Janeiro.

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Texto adaptado, revisado e editado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-origem-da-palavra-exu/