Bina – O Entendimento

Por Moshe Miller

Binah – Expandindo nosso entendimento.

A palavra bina está relacionada com a palavra livnot, que significa “construir”, pois esta é a qualidade essencial de bina. O ponto abstrato, adimensional e incompreensível que representa o chochma é expandido e construído em uma estrutura tridimensional, às vezes comparada às dimensões físicas de comprimento, largura e profundidade. No contexto das sefirot elas significam três aspectos de bina, cada um com sua própria relação única com as outras sefirot.

1) A “profundidade” de bina é o aspecto de bina que expressa sua relação com sua fonte em chochma. A profundidade de bina deriva de chochma; assim, chochma e bina juntos são chamados de “os dois amigos queridos que nunca se separam”, pois onde há chochma, bina invariavelmente segue. O Zohar, portanto, descreve a relação de chochma e bina como “o ponto supremo (chochma) dentro de seu palácio (bina)”.

2) A “largura” de bina significa o aspecto de expansão, que é a característica definitiva de bina. Neste contexto, os sábios do Talmud (Chagiga 14a) descrevem bina como “hameivin davar mi toch davar” – “compreendendo uma coisa da outra”. Em outras palavras, o que está contido dentro de um conceito (a palavra toch em hebraico significa “dentro”) em chochma, é expandido em toda uma estrutura conceitual de idéias inter-relacionadas em bina.

3) O “comprimento” de bina descreve sua relação com as sefirot abaixo dela. A extensão em que a bina afeta as outras sefirot é chamada de “comprimento”. Obviamente, quanto mais a bina tiver que alcançar para afetar a sefirá inferior, mais poderosa ela deve ser em seu estado original.

Assim, bina pode ser definida como a expansão do ponto inicial de chochma em uma revelação completa e compreensível da Luz Divina.

Uma analogia é usada na Cabala para descrever a relação de keter, chochma e bina: Da grande profundidade das águas, chamadas em hebraico de tehom rabba, que residem sob a terra (significando keter), uma fonte de água jorra. A fonte está ligada por canais ocultos à grande profundidade das águas, e a fonte é sua primeira revelação; a mola representa chochma. A fonte borbulhante forma um fio d’água, e o fio d’água se torna um riacho e o riacho se torna um rio poderoso; o rio representa bina. A fonte ou profundidade do rio é a nascente de chochma, e corresponde ao poder do fluxo de chochma. A largura do rio é a quantidade que o rio se expande em uma área ampla. O comprimento do rio é a distância de sua fonte original, através de muitos níveis e estágios (significando as outras sefirot), até que o rio finalmente desagua no mar, o que representa malchut, como será explicado.

Há outra analogia usada para explicar a relação entre chochma e bina: uma gota de sêmen, que potencialmente contém a vida de centenas e até centenas de milhares de pessoas, é análoga a chochma. E o útero que recebe a gota de esperma é análogo à bina, que se expande e desenvolve e constrói essa única gota de vida potencial em uma pessoa totalmente desenvolvida com todos os membros e faculdades necessários.

Outra analogia: imagine que você está andando em um lugar desconhecido em uma noite muito escura. De repente, um relâmpago ilumina toda a área e, por um instante, você pode ver tudo com absoluta clareza. Mas, um momento depois, a noite está igualmente escura. Agora você tem que reconstruir o que viu naquele relâmpago momentâneo para encontrar o caminho de casa. O relâmpago é semelhante à atividade de chochma, que brilha dentro e fora da existência. Reconstruir o que foi revelado quando a escuridão foi brevemente iluminada é semelhante ao funcionamento de bina.

Novamente, bina é a expansão e extensão da revelação pontual de D’us em um sistema abrangente.

As sete sefirot restantes são chamadas de sete midot (singular: midda). A palavra “midda” em hebraico significa uma medida ou uma quantidade. Esta é precisamente a função dessas sete sefirot – distribuir a luz e a força vital de um determinado plano de realidade, um determinado mundo, de acordo com sua medida adequada. Eles também são chamados na Cabala “os Sete Dias da Criação”, pois é essencialmente através deles que se constrói a constituição de cada um dos planos da realidade. Se bina é análogo ao construtor, ou ao processo de construção, como explicado anteriormente, então os sete pontos médios são análogos à própria estrutura.

Cada uma dessas sete sefirot também corresponde a um dos sete dias da Criação. A sefirá de chesed corresponde ao primeiro dia da criação, a sefirá de gevura ao segundo dia, e assim por diante, até a sétima sefirá, malchut, que corresponde ao Shabat. A natureza de cada uma dessas sefirot pode ser compreendida examinando-se os sete dias da criação como um paradigma da atividade dessas sefirot.

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Fonte:

Bina – Expanding our understanding, by Moshe Miller.

https://www.chabad.org/kabbalah/article_cdo/aid/380790/jewish/Bina.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/bina-o-entendimento/

As Seis Grandes Lojas da Inglaterra

Nos séculos XVIII e inicio do século XIX ocorreu na Inglaterra uma formação simultânea de “Grandes Lojas”, começando pela primeira em todo o mundo, que foi a Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717.

Posteriormente, algo semelhante ocorreria, também, nos demais países.

Baseando-me em livros de origem inglesa, inclusive um pequeno livro (The History of English Freemasonry), editado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a mim ofertado pelo meu Irmão gêmeo Pedro Américo, vou expor abaixo um resumo das seis Grandes Lojas que apareceram na Inglaterra naquela época.

A primeira delas foi a “Grande Loja de Londres e Westminster”, de 1717, a mãe de todas as Grandes Lojas do mundo, que permaneceu ativa ao longo dos anos, transformando-se, em 1813, na Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI).

A segunda delas, apareceu em 1725: a antiga Loja da cidade de York, norte da Inglaterra, transformou-se na “Grande Loja de Toda a Inglaterra”. Entretanto, sua influencia se restringia nas províncias de York, Cheshire, e Lancashire. Ela existiu por algumas décadas, elegendo seus próprios Grãos Mestres, erigindo também suas próprias oficinas de Royal Arch e Cavaleiros Templários.

Dessa Grande Loja apareceu uma outra em 1779, que será a 4a em nossa sequência.

A terceira Grande Loja foi a “Grande Loja dos Antigos” em 1751, a qual, juntando-se, em 1813, com a primeira mencionada acima, também conhecida como a dos “Modernos”, formou a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI).

A quarta foi formada em 1779. Com a responsabilidade e autoridade da Grande Loja de Toda Inglaterra foi formada a “Grande Loja do Sul do Rio Trent”, constituída de antigas Lojas que estavam em desacordo com as diretrizes da primeira Grande Loja.

Em 1788, ajuntou-se com a terceira das Grandes Lojas, a “Grande Loja dos Antigos” e parou de existir.

A quinta delas, e é a que existe hoje, foi formada em 1813. A primeira Grande Loja juntou-se com a “Grande Loja dos Antigos” para dar ao mundo maçônico a “Grande Loja Unida dos Antigos Maçons, Livres e Aceitos da Inglaterra”, conhecida por todos hoje em dia como a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI).

A sexta e última apareceu e sumiu da seguinte forma: após a união, descrita acima, em 1813, houve dificuldades com algumas Lojas e quatro delas, afastadas da GLUI, formaram em1823, estabelecida em Wigan, a “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de acordo com as Antigas Constituições” depois de dois anos ficou inativa até 1838. Em 1844, teve uma aceleração das atividades até 1858, e depois foi decaindo aos poucos, sendo que em 1866 foi o ano em que suas ultimas Atas foram registradas.

Autor: Irm∴ Alfério Di Giaimo Neto

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-seis-grandes-lojas-da-inglaterra

Francis Barrett

Francis Barret que nasceu por volta de 1765 e vive até 1825 segundo registro é o herdeiro de uma vasta tradição ocultista europeia. Foi um estudioso da química, metafísica, filosofia natural e oculta e sua importância é o de ser a ponte entre o legado anterior da feitiçaria ocidental e o renascimento mágico do século XIX. Sua base foram as tradições orais vindas do oriente e as obras e manuscritos de homens como Abade Tritemo e Cornelio Agripa.

Paradigma Mágico de Francis Barrett

Ao contrário da maioria de seus antecessores Francis Barrett não acreditava simplesmente que o processo mágico consistia em apelações a forças exteriores que deveriam ser exaltadas ou intimidadas para se alcançar objetivos diversos. Ao contrário, para ele “O poder mágico está dentro dos homens. Uma certa proporção deste homem interno se alonga e se extende sobre todas as coisas. Quando uma pessoa está em uma disposição apropriada uma conexão apropriada entre homem e objetos pode ser obtida.”

Assim como Levi, Barrett tinha uma grande preocupação em aliar a prática mágica com suas o espírito científico nascente assim como com as suas próprias convicções religiosas cristãs. Sobre este respeito ele deixo registrado que “Magia é uma ciência muito boa e louvável da qual uma pessoa pode tirar proveito, tornando-se sábia e feliz. Sua prática está longe de ser ofensiva a jDeus ou ao homem, pois a própria raiz ou fundamento de toda a magia brota das Escrituras Sagradas, a saber: ‘O temos a Deus é o início de toda a sabedoria’, e a caridade é o objetivoe por essa razão os sábios eram chamados de Magi.” Portanto os reis Magos com todo conhecimento e sabedoria, puderam reconhecer que Cristo, o Salvador, havia nascido entre os homens. Suas últimas recomendações, antes que alguém leia o livro, dizem respeito ao uso deste conhecimento: que seja usado para a honra de nosso Criador e benefício do próximo, sentindo, portanto, a satisfação de estar cumprindo o dever. Manter silêncio e só falar àqueles que mereçam ouvir, para não dar pérolas a porcos. “Sê amável com todos, mas não íntimo, como dizem as Escrituras, pois muitos são lobos em pele de cordeiro.”

A Sociedade Mágica de Francis Barrett

Sabe-se muito pouco da vida de Barrett mas existem provas de que ainda jovem forma um seleto grupo de discípulos ou aprendizes de magos em Londres (Inglaterra) para estudar, ampliar e preservar esta tradição. Entre os membros do grupo se encontra Sir Edward Bulwer-Lytton (1803-1873) conhecido escritor e autor da novela “Zanoni”, talvez ainda o maior romance ocultista que tem como pano de fundo os princípios da Ordem Rosa-cruz e tratando metaforicamente da evolução da alma.

Esta sociedade mágica não era uma sociedade secreta, mas segundo o próprio Barret, uma “sociedade seleta e discreta”. Fora a menção deste grupo no legado de Francis Barret, existem documentos conservados até hoje sobre as atividades e natureza dos encontros. Summers, um pitoresco clérigo e ocultista nos tempos livres, relata que Barrett fundara uma “pequena confraria de estudiosos destes profundos mistérios”, complementando que “esta não estaria restrita apenas a Londres” e continua, afirmando que: “Alguns avançaram no caminho, e pelo menos um deles era um homem de Cambridge. A tradição de Barrett se manteve em Cambridge, embora de maneira muito reservada, transmitindo seus ensinamentos a discípulos promissores.”

Magus

 

Contudo, Barret é conhecido, não por sua escola ocultista, mas por seu famoso livro, Magus.  Um compêndio de dois volumes que prometia encapsular um completo sistema de filosofia oculta e conhecimento mágico. Publicado em Lodres em 1801 consiste de uma seleção, organização, desenvolvimento e comentários dos quatro livros de filosofia oculta de Cornelius Agrippa e das traduções de Robert Turner do Heptameron datada de 1655. Barrett fez algumas correções, atualizaou a teoria e modernizou a sintaxe e vocabulário das invocações trazendo para o seu século o conhecimento ocultista das gerações anteriores, exatamente como faria Eliphas Levi, Aleister Crowley e Peter Carroll posteriormente.

Magus lidava com invocações, magnetisno, talismãs, alquimia, numerologia, cabala, demonologia, angeologia, magia elemental, a propriedade das pedras e hervas e trazia também as biografias de fomosos adeptos dos séculos anteriores. Além disso, Magus serviu também como uma ferramenta de propaganda para Barret. Nele, o ocultista despertou o interesse dos londrinos pela magia e conhecimentos ocultos e consequentemente em seu circulo de estudos. Um anúncio na página 140 do segundo volume da edição original especificamente se referia ao grupo fundado por Barrett:

“O autor desta obra respeitosamente informa para aqueles curiosos nos estudos da Arte e Natureza, e em especial da Filosofia Oculta Natural, Química, Astrologia, etc., etc., que tendo sido incansável em suas pesquisas das ciências sublimes, tratadas largamente neste livro, dá também aulas particulares e palestras sobre todas as ciências acima mencionadas, nas quais são reveladosmuitos curiosos e raros experimentos.”.

“Aqueles que se tornarem estudantes serão iniciados nas operações escolhidas de Filosofia Natural, Magia Natural, Cabbala, Química, Arte Talismânica, Filosofia hermética, Astrologia, Fisiognosis, etc, etc.. desta forma eles atingirão conhecimento dos Ritos, Mistérios, Cerimônias e Princípios dos antigos filósofos, nagos, cabalistas e adeptos.”

“O Propósito desta escola ( que consiste em um número não superior a 12 estudantes) é investigar os tesouros escondidos da natureza; trazer a mente a contemplação da Sabedoria Eterna, promover as descobertas do que quer que conduza a perfeição humana , aliviar as misérias e calamidades desta vida, em respeito a nós mesmos e a nossos semelhantes , estudar a moralidade e religião com vista em assegurar nossa felicidade eterna, e finalmente promulgar o que quer que conduza a felicidade e bem estar geral da humanidade.”

“Magus”, ou “A milicia celeste” compila um sistema completo de filosofia oculta, tratando de magia natural, cabala, magia cerimonial, alquimia e magnetismo. Serviu de referência para magos e estudiosos como Eliphas Levy e Papus por reunir conhecimentos de Zoroastro, Hermes Trismegistro, Apolônio e Tyana, Simão do Templo, Trithemus, Agrippa, Porta – o Napolipano, Dee, Paracelso, Roger Bacon e muitos outros.

O livro foi escrito quando as correspondências astrológicas já estavam plenamente incorporadas à Tradição Mágica Ocidental e cada planeta possuía seu próprio anjo. Dominando este conhecimento, teoricamente o mago poderia conjurar este anjo e obter o domínio sobre os aspectos da vida controlados pelo planeta correspondente. O acesso ao anjo costumava ser efetuado por intermédio do seu espírito, subordinando-o. Cassiel, por exemplo, era o espírito subordinado ao anjo de Saturno. Montague Summers assegurava que os espíritos que apareciam nas ilustrações do “Magus” eram desenhados do “natural”.

Legado e Posteridade

O livro ganhou popularidade local quase instantânea, mas Francis e sua obra só se tornaram referências do ocultismo quando ganhou uma segunda edição em 1875 e foi promovido por Eliphas Levi. É ainda hoje uma obra importante na coleção dos estudiosos e sua influência continua sendo enorme no meio ocultista até os dias de hoje.

A morte de Barret, Sir Edward Bulwer Lytton é datada em 1825. Após seu falecimento o grupo que formou começa a perder força até que eventualmente termina por extinguir-se, mas sua obra teve um importante papel no renascimento mágico que aocnteceu na Europa durante as primeiras decadas do século XIX.

1765 – 1825

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/francis-barrett/

Trigo, Vinho, Óleo e Sal

Trigo, Vinho, Óleo e Sal na Cerimônia de Consagração

Há vários casos na Bíblia em que todos os quatro “elementos” são mencionados juntos em uma única frase, por exemplo em Esdras, 6:9, “trigo, sal, vinho e óleo…” e novamente em Esdras, 7:22, e em I Esdras, 6:30. Nas nossas cerimônias de consagração da atualidade, esses “elementos” devem a introdução, quase que certamente, ao seu uso nos tempos bíblicos como oblações, oferendas e sacrifícios sem sangue, como no Templo. Trigo, Vinho e Óleo são mencionados em Deuteronômio, 11:14, entre as recompensas para os que seguiam os mandamentos de Deus. Eles também eram considerados as necessidades primárias da vida diária, daí o seu uso entre os hebreus como oferendas de agradecimento e sacrifícios (não animais).

O sal também é relacionado com o sacrifício, mas possui uma variedade de significados simbólicos na Bíblia. O seu uso é determinado em Levítico 2:13.

Salgarás todas as tuas oblações… Porás, pois, sal em todas as tuas ofertas.

Cruden, na sua Concordance, interpreta o Sal, nessa passagem, como um símbolo de amizade, e na Idade Média era costume na Europa e no Oriente Próximo receber visitantes distintos em uma vila ou cidade com Pão e Sal.

Como o Sal ajuda a preservar da corrupção e é imune ao apodrecimento, ele tornou-se símbolo da incorruptibilidade. Brewer, Dict. of Phrase and Fable, chama-o de símbolo da perpetuidade e essa associação do Sal com a ideia de permanência aparece frequentemente na Bíblia:

“Esta é uma aliança de sal, que vale perpetuamente diante do Senhor…” (Números 18:19).

Rashi, um dos maiores comentaristas hebraicos, disse o seguinte dessa passagem:

“Assim como o sal nunca apodrece, a aliança de Deus… irá perdurar”.

Em um tema mais próximo à Maçonaria,

“O Deus de Israel deu para sempre o reino… para Davi por uma aliança de sal” (2 Crônicas 13:5)

Aqui, mais uma vez, a ideia da permanência é enfatizada e esse é, sem dúvida, um dos principais motivos para o uso do Sal nas nossas cerimônias de consagração maçônica. Pelo que sei, o tema da preservação e permanência não costuma ser mencionado pelo Oficial Consagrador, mas em alguns dos numerosos memoriais de Consagração na nossa biblioteca, o verso cantado, antes que o Sal seja usado na cerimônia, é o seguinte:

Derramamos sal sobre nosso labor,

Divisa de Teu poder conservador,

Em Tua presença oramos, Senhor,

De nosso templo sede o protetor

Pode ser interessante reproduzir as explicações simbólicas dos elementos, como foram fornecidas na cerimônia de Consagração inglesa.

Trigo (Ar): símbolo da Abundância.

Vinho (Água): símbolo da Felicidade e Alegria.

Óleo (Fogo): símbolo da Paz e Unanimidade.

Sal (Terra): símbolo da Fidelidade e Amizade.

O simbolismo Maçônico para os elementos parece ter variado consideravelmente em diferentes épocas e locais. C. C. Hunt, na sua obra Masonic Symbolism (Iowa, 1939, pp. 100, 101), cita o relato de uma cerimônia de pedra fundamental na década de 1920, na qual o Grão-Mestre Provincial de Nottinghamshire oficiou, naquela ocasião, o Óleo como “emblema da caridade”, e o Sal, “emblema da hospitalidade e da amizade”. O mesmo escritor nota os poderes curativos e purificadores do Sal, citando II Reis, 2:20-21, em que Eliseu com um vaso de Sal “sanou as águas”. Outra referência similar em Êxodo, 30:35, “Farás com tudo isso um perfume… temperado com sal, puro e santo”.

O uso do Sal na Consagração de Lojas Maçônicas parece ser introdução moderna, provavelmente posterior a 1850. No fim da década de 1780, as descrições feitas por Preston das Cerimônias de Dedicação mencionam Trigo, Vinho e Óleo, mas nunca Sal. Além disso, o Irmão T. O. Haunch, Bibliotecário da Grande Loja, verificou um certo número de descrições das cerimônias Maçônicas de Consagração e Dedicação até a década de 1840. Nenhuma delas menciona o Sal, parecendo impossível dizer com certeza quando esse “elemento” foi introduzido. Incidentalmente, a cerimônia de Consagração praticada na Grande Loja da Escócia usa Trigo, Vinho e Óleo, mas não há menção ao Sal.

Fraternalmente,

Wagner Veneziani Costa

#Maçonaria #MagiaPrática

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Qi Gong [氣功]

Chi Kun (ou Qi Gong) é derivado da alquimia taoísta e foi introduzido em diversas artes marciais e na medicina oriental como prática preventiva e curativa. A prática do Chi Kun vem sendo experimentada há mais de cinco mil anos e sua origem está relatada no Nei-Ching que é o primeiro texto sobre Medicina Taoista.

Chi Kun é um ramo milenar da medicina chinesa, que reúne mais de 260 combinações de posições para diferentes tratamentos. Lembra o Tai Chi Chuan, com a diferença de incluir também meditação. O Chi Kun foi criado há três mil anos, na China, por Hwa-T’o, um cirurgião que vivia na corte do imperador Huang-T’i Para o médico, o ser humano não relaxa tanto quanto os animais porque não respira plenamente. Partindo desse princípio, ele inventou os primeiros exercícios do Chi Kun, que imitam os movimentos dos animais.

Na China, o método se chama Qi Gong (que significa prática de energia). No Ocidente, foi batizado de Chi Kun (respiração benéfica da terra). A palavra Chi significa sopro vital, ar, ou ainda energia. Kun significa exercício ou treinamento. Assim, Chi Kun pode ser entendido como exercício respiratório e energético, ou seja, exercícios respiratórios que estimulam a estrutura energética. Com tal prática, desenvolve-se os centros, os canais (Jing luo) e o campo energético.

A respiração ajuda a trazer mais energia, através do ar, para dentro do nosso corpo. A movimentação auxilia no deslocamento dessa energia para os locais onde se necessite. A mentalização, além de prover uma maior captação da energia externa para dentro do corpo, também auxilia a sua movimentação interna, podendo tanto aumentar a saúde corporal como desenvolver certas aptidões marciais, como é o caso da camisa e palma de ferro, e outras técnicas que conseguem reforçar o corpo de tal maneira, que se pode envergar barras de aço em diversas regiões do corpo (costelas, braços, abdômen e pescoço) e até evitar penetrações de objetos metálicos pontiagudos.

Chi Kun é uma ginástica energética hoje em dia praticada por cerca de 20% da população chinesa (como manutenção diária) e pelos convalescentes de grande parte dos hospitais chineses (como complemento terapêutico plenamente integrado pelo corpo médico).

Tal como acontece com outras técnicas da MTC, o objetivo do Chi Kun é desfazer ou prevenir os bloqueamentos de energia, para que esta flua plenamente e nas direções convenientes – com isso evitando a doença ou contribuindo para curá-la.

Há exercícios de Chi Kun sentado, em pé ou em movimento. A respiração controlada desempenha um papel de relevo, bem como a concentração num ponto que é considerado o centro da energia: o Tantien, cerca de quatro dedos abaixo do umbigo.

O movimento constante e fluido do Chi Kun estimula os sistemas circulatório e respiratório, além de dar ao corpo grande flexibilidade; beneficia o metabolismo e previne (ou atenua) a maior parte das doenças típicas da meia idade, como o endurecimento das artérias e articulações.

Pode-se dividir o Chi Kun em 02 tipos: para saúde e marciais. Os Chi Kun‘s para saúde geralmente são suaves.

Os Chi Kun‘s para desenvolvimento de aptidões marciais são executados de uma forma mais forte, exigindo maior reserva energética do praticante. No T’ai Chi o praticante deve desenvolver a energia interna, o que é feito através do treinamento de Chi Kun.

Por isto que muitos praticantes quando terminam sua prática, mesmo que sejam suaves, sentem-se cansados e esgotados. Sua técnica não está correta e não está conseguindo absorver e potencializar o Chi, enquanto outros praticam arduamente durante horas e sentem-se cada vez com mais disposição. Esta é uma das diferenças entre a técnica certa e a errada no T’ai Chi.

Um ponto a ser detalhado: o Chi Kun “marcial” também amplia a saúde do praticante, inclusive a um nível superior do que o específico para saúde.

Outros efeitos do Chi Kun, quando praticado regularmente:

  1. Melhora o autoconhecimento do corpo.
  2. Corrige a postura.
  3. Produz um progressivo relaxamento das zonas em tensão.
  4. Beneficia o sistema nervoso central.
  5. Desenvolve a capacidade de concentração.
  6. Regulariza o apetite.
  7. Torna a pele mais macia.
  8. Aumenta a energia e reduz o número de horas de sono necessárias.
  9. Torna a mente mais perspicaz e acalma o espírito.
  10. Reduz significativamente o stress.

Rotina Diária Completa de Qijong

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Exilados de Capella

– “Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se, desenhada, uma grande estrela na Constelação do Cocheiro que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela (Capella)”.

“Magnífico Sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado.” (A Caminho da Luz, Emmanuel, cap. III) A Constelação do Cocheiro é formada por um grupo de estrelas de várias grandezas, entre as quais se inclui a Capela, de primeira grandeza, que, por isso mesmo, é a alfa da constelação. Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada. Dista da Terra cerca de 45 anos-luz, distância esta que, em quilômetros, se representa pelo número de 4.257 seguido de 11 zeros.

Na abóbada celeste Capela está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince: e, quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêmeos e Touro.

Conhecida desde a mais remota antigüidade, Capela é uma estrela gasosa, segundo afirma o célebre astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddington (1882-1944), e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos.

Sua cor é amarela, o que demonstra ser um Sol em plena juventude, e, como um Sol, deve ser habitada por uma humanidade bastante evoluída.

* ver O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perg.188.

CAPELINOS

Periodicamente acontecem as chamadas “rondas planetárias”, que são migrações de consciências para outros planetas, onde poderão dar continuidade ao seu aprendizado e desenvolvimento. Falarei agora da ronda que trouxe para a Terra os espíritos que transformaram de vez a face do nosso planeta:

Os clássicos povos antigos (egípcios, hindus, etc) que fizeram florescer a civilização como a conhecemos foram compostos de espíritos provenientes do sistema de Capela. Ali havia um planeta com alto grau de conhecimento e espiritualidade, mas, como em toda escola, havia a “turma do fundão” que não quer saber de nada, que usam o conhecimento para fins egoístas e não muito louváveis. Como a maioria da população do planeta, através da evolução, atingiu um nível espiritual incompatível com as atitudes e freqüência dessa minoria, esses espíritos recalcitrantes no mal foram então transferidos (banidos seria um termo mais correto) para o planeta Terra, para que pudessem ser a mola propulsora na evolução do povo daqui (espíritos terrícolas).

Há alguns milhares de anos, quando os espíritos dos degredados começaram a encarnar aqui, tudo o que encontraram em nosso planeta eram tribos, sociedades rudimentares baseadas na força bruta. Claro que esses espíritos degredados não gostaram nadinha de sair de seu luxo, conforto e tecnologia para um planeta atrasado como o nosso, e muito menos encarnar nesses corpos diferentes.

Mesmo com o véu do esquecimento causado pela reencarnação, esses espíritos traziam em seus olhos – além de toda a sua evolução espiritual (essa que não se perde) – uma saudade indefinível, um sentimento de perda de algo e desejo de voltar não se sabe ao certo para onde. Então, com o passar dos anos, inconscientemente esses espíritos adiantados foram se juntando – por afinidades sentimentais e linguísticas que os associavam na constelação de Cocheiro – em quatro grandes grupos: os arianos, egípcios, hindus e o povo de Israel. Assim, pela sua inteligência superior, essas raças facilmente sobrepujaram as outras, e assim nascem as grandes civilizações como as conhecemos.

Numa simples descrição encontramos referência a vôo orbital, descida de seres do espaço, mísseis dirigidos, explosões nucleares e contaminação radioativa. Nada de novo sobre a Terra… isso mostrava aos seres do espaço que a turminha de “gente ruim” não havia aprendido nada com o banimento e que aqui iria virar um Carandiru mesmo. Então, percebendo que sua ajuda comprometeria gravemente a evolução do planeta, os extraterrestres foram embora da nossa vista, estabelecendo uma quarentena para o nosso planeta (para nosso próprio bem).

Nada como um romance com personagens cativantes e boa história para passar uma mensagem. Então foi isso que Albert Paul Dahoui fez com o livro A saga dos Capelinos, onde misturou ficção com o que se sabe sobre a nossa origem espiritual, através de relatos espíritas e teosóficos. A introdução é tão didática que a publicarei aqui para que entendam melhor como se deu o expurgo dos Capelinos para a Terra:

“Há cerca de 3.700 a.C., num dos planetas que gravitam em torno da estrela dupla Capela, existia uma humanidade muito parecida com a terrestre, à qual pertencemos atualmente, apresentando notável padrão de evolução tecnológica. Naquela época, Ahtilantê, nome desse planeta, o quinto, a partir de Capela, estava numa posição social e econômica global muito parecida com a da Terra do século XX d.C. A humanidade que lá existia apresentava graus de evolução espiritual extremamente heterogêneos, similares aos terrestres do final do século XX, com pessoas desejando o aperfeiçoamento do planeta, enquanto outras apenas desejavam seu próprio bem-estar.

Os governadores espirituais do planeta, espíritos que tinham alcançado um grau extraordinário de evolução, constataram que Ahtilantê teria que passar por um extenso expurgo espiritual. Deveriam ser retiradas do planeta, espiritualmente, as almas que não tivessem alcançado um determinado grau de evolução. Elas seriam levadas para outro orbe, deslocando-se através do mundo astral, onde continuariam sua evolução espiritual, através do processo natural dos renascimentos. No decorrer desse longo processo, que iria durar cerca de oitenta e quatro anos, seriam dadas oportunidades de evolução aos espíritos, tanto aos que já estavam na carne, como aos que estavam no astral – dimensão espiritual mais próxima da material – através das magníficas ocasiões do renascimento. Aqueles que demonstrassem endurecimento em suas atitudes negativas perante a humanidade ahtilante seriam retirados, gradativamente, à medida que fossem falecendo fisicamente, para um outro planeta que lhes seria mais propício, possibilitando que continuassem sua evolução num plano mais adequado aos seus pendores ainda primitivos e egoísticos. Portanto, a última existência em Ahtilantê era vital, pois demonstraria, pelas atitudes e pelos pendores do espírito, se ele havia logrado alcançar um padrão vibratório satisfatório dos requisitos de permanência num mundo mais evoluído e pronto para novos vôos ou se teria que passar pela dura provação de um recomeço em planeta ainda atrasado.

Os governadores espirituais do planeta escolheram para coordenar esse vasto processo um espírito do astral superior chamado Varuna Mandrekhan, que formou uma equipe atuante em muitos setores para apoiá-lo em suas atividades. Um planejamento detalhado foi encetado de tal forma que pudesse abranger de maneira correia todos os aspectos envolvidos nesse grave cometimento. Diversas visitas ao planeta que abrigaria parte da humanidade de Ahtilantê foram feitas, e, em conjunto com os administradores espirituais desse mundo, o expurgo foi adequadamente preparado.

Ahtilantê era um planeta com mais de seis bilhões de habitantes e, além dos que estavam ali renascidos, existiam mais alguns bilhões de almas em estado de erraticidade. O grande expurgo abrangeria todos, tanto os renascidos como os que se demoravam no astral inferior, especialmente os mergulhados nas mais densas trevas. Faziam também parte dos passíveis de degredo os espíritos profundamente desajustados, além dos assassinos enlouquecidos, dos suicidas, dos corruptos, dos depravados e de uma corja imensa de elementos perniciosos.

Varuna, espírito nobilíssimo, destacara-se por méritos próprios em todas as suas atividades profissionais e pessoais, sendo correto, justo e íntegro. Adquirira tamanho peso moral na vida política do planeta que era respeitado por todos, inclusive por seus inimigos políticos e adversários em geral. Os capelinos foram trazidos em levas que variavam de vinte mil a pouco mais de duzentas mil almas. Sob a direção segura e amorosa dos administradores espirituais, vinham em grandes transportadores astrais, que venciam facilmente as grandes distâncias siderais e que eram comandados por espíritos especializados em sua condução.

A Terra, naquele tempo, era ocupada por uma plêiade de espíritos primitivos, os quais serão sempre denominados terrestres nestes escritos, para diferenciá-los dos capelinos que vieram degredados para cá, a fim de evoluir e fazer com que outros evoluíssem. Uma das funções dos capelinos, aqui na Terra, era ser aceleradores evolutivos, especialmente no terreno social e técnico. Embora fossem a escória de Ahtilantê, eram mais adiantados do que os terrestres relativamente a níveis de inteligência, aptidão social e, naturalmente, sagacidade. Os terrestres, ainda muito embrutecidos, ingênuos e apegados a rituais tradicionais, pouco ou nada criavam de novo. Cada geração se apegava ao que a anterior lhe ensinara, atitude muito similar à em que vemos demorarem-se os nossos índios, que estagiam comodamente no mesmo modo de vida há milhares de anos.

Havia entre os exilados um grupo de espíritos que, em Ahtilantê, se intitulavam de alambaques, ou seja, dragões. Esses espíritos, muitos deles brilhantes e de sagaz inteligência, eram vítimas de sua própria atitude negativa perante a existência, preferindo serem ‘críticos a atores da vida’. Muitos deles se julgavam injustiçados quando em vida e, por causa desses fatos, aferravam-se em atitudes demoníacas perante os maiores. Era mais fácil para eles comandar a grande massa de espíritos inferiores que os guardiões do astral inferior, que eram em pouco número. Por isso, Varuna foi até as mais densas trevas, para convidar os poderosos alambaques a se unirem a eles e ajudarem as forças da evolução e luz a triunfarem sobre eventuais espíritos recalcitrantes. Varuna, através de sua atitude de desprendimento, de amor ao próximo e de integridade e justiça, foi acolhido, após algum tempo, pela maioria dos alambaques, como o grande mago, o Mykael, nome que passaria a adotar como forma de renovação que ele mesmo se impôs ao vir para a Terra. A grande missão de Mykael era não apenas de trazer as quase quarenta milhões de almas capelinas para o exílio, porém, principalmente, fundamentalmente, levá-las de volta ao caminho do Senhor, totalmente redimidas.”

Referência: A caminho da luz, de Emmanuel / Chico Xavier;

Vinha de luz, de Emmanuel / Chico Xavier;

Exilados de Capela, de Edgar Armond

Site: Saindo do Matrix, mas eu achei no site do Beraldo.

#Espiritismo #kardecismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/exilados-de-capella

Confessio Fraternitatis

Por Arthur Edward White, em The Real History of the Rosicrucians (A História Rela dos Rosacruzes), Capítulo IV [1887].

A CONFISSÃO DA FRATERNIDADE ROSACRUZ, DIRIGIDA AOS ERUDITOS DA EUROPA.

A tradução deste manifesto que segue o Fama (Fraternitatis) na edição acreditada pelo grande nome de Eugenius Philalethes é prolixa e descuidada: sendo feita não a partir do original latino, mas a partir da versão alemã posterior. Como uma relíquia da literatura rosacruz inglesa, desejei preservá-la, e tendo-a submetido a uma revisão de busca ao longo de todo o processo, ela agora representa o original com fidelidade suficiente para todos os fins práticos.

O “Confessio Fraternitatis” apareceu no ano de 1615 em uma obra latina intitulada “Secretioris Philosophiæ Consideratio Brevio à Philippo à Gabella, Philosophiæ studioso, conscripta; et nunc primum unà cum Confessione Fraternitatis R. C.”, in lucem edita, Cassellis, excudebat G. Wesselius, a 1615, Quarto”. Foi prefaciado pelo seguinte anúncio:–

“Aqui, gentil leitor, você encontrará em nossa Confissão trinta e sete razões de nosso propósito e intenção, as quais de acordo com seu prazer você poderá buscar e comparar juntos, considerando dentro de si mesmo se elas forem suficientes para seduzi-lo. Na verdade, não é necessário que se sinta um pequeno esforço para induzir alguém a acreditar no que ainda não apareceu, mas quando isso for revelado em pleno dia, suponho que devemos nos envergonhar de tais questionamentos. E como agora chamamos com segurança o Papa Anticristo, que antes era uma ofensa capital em todos os lugares, assim sabemos certamente que o que aqui guardamos em segredo, no futuro, trovejaremos com voz erguida, a qual, leitor, conosco deseja de todo o coração que possa acontecer o mais rapidamente possível.

“FRATRES R. C.”.

Confessio Fraternitatis R. C. ad Eruditos Europæ.

CAPÍTULO I.

O que quer que vocês tenham ouvido, ó mortais, a respeito de nossa Fraternidade pelo som da trombeta do Fama R. C., não acreditem apressadamente, nem suspeitem intencionalmente. É Jeová quem, vendo como o mundo está caindo em decadência, e perto de seu fim, o acelera novamente até seu início, invertendo o curso da Natureza, e assim o que até agora tem sido buscado com grandes dores e trabalho diário Ele agora se abre para aqueles que não pensam em tal coisa, oferecendo-o à vontade e empurrando-o para o relutante, para que se torne para o bem o que suavizará os problemas da vida humana e quebrará a violência dos golpes inesperados da Fortuna, mas para o ímpio o que aumentará seus pecados e suas punições.

Embora acreditemos ter desdobrado suficientemente para vocês no Fama a natureza de nossa ordem, na qual seguimos a vontade de nosso mais excelente pai, nem podemos ser suspeitos de heresia, nem de qualquer tentativa contra a Comunidade, condenamos o Oriente e o Ocidente (ou seja, o Papa e Mahomet) por suas blasfêmias contra nosso Senhor Jesus Cristo, e oferecemos ao chefe do Império Romano nossas orações, segredos e grandes tesouros de ouro. No entanto, pensamos bem, em nome dos sábios, acrescentar um pouco mais a isto, e fazer uma explicação melhor, se houver algo muito profundo, escondido e colocado no escuro, no Fama, ou omitir completamente certas razões, pelas quais esperamos que os sábios sejam mais viciados em nós, e mais fáceis de aprovar nossos conselhos.

CAPÍTULO II.

Quanto à emenda da filosofia, declaramos (tanto quanto neste momento é necessário) que a mesma é totalmente fraca e defeituosa; não, enquanto muitos (não sei como) juram que ela é sadia e forte, para nós é certo que ela vai buscar seu último suspiro.

Mas, como comumente, mesmo no mesmo lugar em que surge uma nova doença, a natureza descobre um remédio contra a mesma, assim, em meio a tantas enfermidades da filosofia, aparecem os meios corretos, e à nossa Pátria, suficientemente oferecidos, pelos quais ela pode se tornar sã novamente, e nova ou renovada pode parecer a um mundo renovado.

Nenhuma outra filosofia temos então aquela que é a cabeça de todas as faculdades, ciências e artes, a qual (se contemplarmos nossa idade) contém muito de Teologia e Medicina, mas pouco de Jurisprudência; que buscam o céu e a terra com análises primorosas, ou, para falar brevemente, que manifestam suficientemente o homem Microsmus, do qual, se alguns dos mais ordenados no número dos doutos responderem ao nosso convite fraterno, encontrarão entre nós outras maravilhas muito maiores do que aquelas em que antes acreditavam, se maravilham e professam.

CAPÍTULO III.

Por isso, para declarar brevemente nosso significado aqui, torna-se necessário trabalharmos cuidadosamente para que a surpresa de nosso desafio possa ser tirada de você, para mostrar claramente que tais segredos não são desprezados por nós, e para não espalhar uma opinião no exterior entre os vulgares que a história a respeito deles é uma coisa tola. Pois não é absurdo supor que muitos estejam sobrecarregados com o conflito de pensamento que é ocasionado por nossa graciosidade desesperada, para quem (ainda) não se conhecem as maravilhas da sexta idade, ou que, em razão do curso do mundo, estimam as coisas que virão como o presente, e, impedidos pelos obstáculos de sua idade, não vivem de outra forma no mundo então como homens cegos, que, à luz do meio-dia, não discernem nada apenas por sentimento.

CAPÍTULO IV.

Agora, a respeito da primeira parte, sustentamos que as meditações de nosso pai cristão sobre todos os assuntos que desde a criação do mundo foram inventados, trazidos à luz e propagados pelo engenho humano, através da revelação de Deus, ou através do serviço de Anjos ou espíritos, ou através da sagacidade de compreensão, ou através da experiência da longa observação, são tão grandes, que se todos os livros perecerem, e pelo sofrimento de Deus Todo-Poderoso todos os escritos e todo o aprendizado devem ser perdidos, ainda que a posteridade seja capaz de lançar um novo fundamento das ciências, e erigir uma nova cidadela da verdade; o que talvez não seja tão difícil de fazer como se se começasse a derrubar e destruir o velho e ruinoso edifício, depois ampliar a quadra dianteira, depois trazer luz para as câmaras privadas, e depois mudar as portas, os grampos e outras coisas de acordo com nossa intenção.

Portanto, não se deve esperar que os recém-chegados alcancem de uma vez todos os nossos pesados segredos. Eles devem proceder passo a passo do menor para o maior, e não devem ser retardados por dificuldades.

Por que não deveríamos aceitar livremente a verdade e procurar, através de tantos enrolamentos e labirintos, se por acaso tivesse agradado a Deus iluminar-nos o sexto Candelabro? Não seria suficiente para nós não temer nem a fome, nem a pobreza, nem as doenças, nem a idade? Não seria uma coisa excelente viver sempre como se você tivesse vivido desde o início do mundo, e ainda deveria viver até o fim dele? Então viver em um lugar que nem as pessoas que moram além do Ganges poderiam esconder nada, nem as que vivem no Peru poderiam esconder de ti seus conselhos? Então, ler em um só livro para discernir, compreender e lembrar o que quer que seja em todos os outros livros (que até agora foram, são agora, e depois sairão) foi, é, e será que será aprendido com eles? Então, para cantar ou tocar que em vez de pedras pedregosas você poderia desenhar pérolas, em vez de espíritos de animais selvagens, e em vez de Plutão você poderia suavizar os poderosos príncipes do mundo? Ó mortais, diverso é o conselho de Deus e sua conveniência, Quem decretou neste momento aumentar e ampliar o número de nossa Fraternidade, a qual nós com tanta alegria empreendemos, como até agora obtivemos este grande tesouro sem nossos méritos, sim, sem qualquer esperança ou expectativa; o mesmo que pretendemos com tanta fidelidade colocar em prática, que nem a compaixão nem a piedade por nossos próprios filhos (que alguns de nós na Fraternidade temos) nos comovam, pois sabemos que estas coisas boas não podem ser herdadas, nem conferidas de forma promíscua.

CAPÍTULO V.

Se agora houver algum corpo que do outro lado reclame de nossa discrição, que ofereçamos nossos tesouros de forma tão livre e indiscriminada, e que não se preocupe mais com as pessoas piedosas, sábias ou principescas do que com as pessoas comuns, com ele não estamos de forma alguma zangados (pois a acusação não é sem momento), Mas com tudo isso afirmamos que não fizemos de forma alguma propriedade comum de nossos arcanos, embora eles ressoem em cinco línguas dentro dos ouvidos do vulgar, tanto porque, como bem sabemos, eles não se moverão com astúcia grosseira, como porque o valor daqueles que serão aceitos em nossa Fraternidade não será medido por sua curiosidade, mas pela regra e padrão de nossas revelações. Mil vezes os indignos podem clamar, mil vezes podem se apresentar, mas Deus ordenou aos nossos ouvidos que não ouvissem nenhum deles, e nos cercou com Suas nuvens, de modo que para nós, Seus servos, nenhuma violência pode ser feita; por isso agora não somos mais vistos pelos olhos humanos, a menos que tenham recebido força emprestada da águia.

Para o resto, foi necessário que o Fama fosse estabelecido na língua materna de todos, para que não se defraude o conhecimento do mesmo; a quem (embora não tenham aprendido) Deus não excluiu da felicidade desta Fraternidade, que está dividida em graus; como aqueles que habitam em Damcar, que têm uma ordem política muito diferente da dos outros árabes; pois ali governam homens compreensivos, que, por permissão do rei, fazem leis particulares, segundo as quais o governo também será instituído na Europa (segundo a descrição feita por nosso Pai cristão), quando acontecerá aquilo que deve preceder, quando nossa Trombeta ressoar com voz plena e sem prevaricação de significado, quando, isto é, aquelas coisas das quais uns poucos agora sussurram e escurecem com enigmas, encherão abertamente a terra, Mesmo depois de muitas fricções secretas de pessoas piedosas contra a tirania do papa, e após tímida repreensão, ele com grande violência e por um grande começo foi lançado de seu assento e abundantemente pisado, cuja queda final é reservada para uma idade em que ele será despedaçado com pregos, e um gemido final terminará com a bravura de seu traseiro, o que, como sabemos, já é manifesto para muitos homens instruídos na Alemanha, como testemunham suas fichas e felicitações secretas.

CAPÍTULO VI.

Poderíamos aqui relatar e declarar o que todo o tempo desde o ano 1378 (quando nosso pai cristão nasceu) até agora aconteceu, que alterações ele viu no mundo estes cento e seis anos de sua vida, o que ele deixou após sua feliz morte para ser tentado por nossos pais e por nós, mas a brevidade, que observamos, não permitirá neste momento fazer um ensaio; basta que aqueles que não desprezam nossa declaração a tenham tocado, preparando assim o caminho para sua união e associação mais estreita conosco. Na verdade, a quem é permitido contemplar, ler e daí em diante ensinar a si mesmo aqueles grandes personagens que o Senhor Deus inscreveu no mecanismo do mundo, e que Ele repete através das mutações dos Impérios, tal um já é nosso, embora ainda desconhecido para si mesmo; e como sabemos que Ele não negligenciará nosso convite, assim, da mesma forma, abjuramos todo engano, pois prometemos que a retidão e as esperanças de nenhum homem enganarão aquele que se dará a conhecer a nós sob o selo da segurança e desejará nossa familiaridade. Mas para os falsos e impostores, e para aqueles que buscam outras coisas além da sabedoria, testemunhamos por estes presentes que, provavelmente, não podemos ser traídos a eles para nosso mal, nem ser conhecidos por eles sem a vontade de Deus, mas eles certamente participarão daquela terrível comemoração falada em nosso Fama, e seus desígnios impiedosos cairão sobre suas próprias cabeças, enquanto nossos tesouros permanecerão intocados, até que o Leão se levante e os exija como seu direito, recebê-los e implique-os para o estabelecimento de seu reino.

CAPÍTULO VII.

Uma coisa deve aqui, ó mortais, ser estabelecida por nós, que Deus decretou ao mundo antes de seu fim, o que em seguida se seguirá, um influxo de verdade, luz e grandeza, tal como ele ordenou, deve acompanhar Adão do Paraíso e adoçar a miséria do homem: Portanto, cessará toda a falsidade, escuridão e escravidão, que pouco a pouco, com a revolução do grande globo, se infiltrou nas artes, obras e governos dos homens, obscurecendo a maior parte deles. A partir daí, prosseguiu a diversidade inumerável de persuasões, falsidades e heresias, o que dificulta a escolha dos homens mais sábios, vendo de um lado a reputação dos filósofos e do outro os fatos da experiência, que se (como confiamos) ela puder ser removida uma vez, e em vez disso uma única e mesma regra for instituída, então de fato restará graças a eles que se esforçaram por isso, mas a soma da obra tão grande será atribuída à bem-aventurança de nossa época.

Como confessamos agora que muitas altas inteligências por seus escritos serão um grande avanço para esta Reforma que está por vir, assim não nos arrogamos de forma alguma esta glória, como se tal obra fosse imposta apenas a nós, mas testemunhamos com nosso Cristo Salvador, que mais cedo as pedras se levantarão e oferecerão seu serviço, então haverá qualquer falta de executores do conselho de Deus.

CAPÍTULO VIII.

Deus, de fato, já enviou mensageiros que deveriam testemunhar Sua vontade, a saber, algumas novas estrelas que apareceram em Serpentarius (Constelação do Serpentário) e Cygnus (Constelação do Cisne), os quais sinais poderosos de um grande Concílio mostram como para todas as coisas que a engenhosidade humana descobre, Deus invoca Seu conhecimento oculto, como também o Livro da Natureza, embora esteja verdadeiramente aberto para todos os olhos, pode ser lido ou compreendido por muito poucos.

Como na cabeça humana há dois órgãos da audição, dois da visão e dois do olfato, mas apenas um da fala, e foi em vão esperar a fala dos ouvidos, ou a audição dos olhos, assim houve séculos que viram, outros que ouviram, outros novamente que cheiraram e provaram. Agora, resta que em um curto e rápido tempo que se aproxima a honra deve ser dada igualmente à língua, que o que antes via, ouvia e cheirava finalmente falará, depois que o mundo tiver dormido a intoxicação de seu cálice envenenado e estonteante, e com o coração aberto, a cabeça nua e os pés nus sairão alegre e alegremente para encontrar o sol nascendo pela manhã.

CAPÍTULO IX.

Estes caracteres e letras, como Deus os incorporou aqui e ali nas Sagradas Escrituras, assim Ele os imprimiu de forma mais manifesta na maravilhosa obra da criação, nos céus, na terra e em todos os animais, de modo que, como o matemático prevê eclipses, assim prognosticamos os obscurecimentos da igreja, e quanto tempo eles durarão. A partir destas cartas, tomamos emprestada nossa escrita mágica, e daí fizemos para nós uma nova linguagem, na qual a natureza das coisas é expressa, de modo que não é de admirar que não sejamos tão eloquentes em outras línguas, muito menos neste latim, que sabemos não estar de forma alguma de acordo com a de Adão e Enoque, mas ter sido contaminados pela confusão de Babel. 1

CAPÍTULO X.

Mas isto também não deve de forma alguma ser omitido, que, embora haja ainda algumas penas de águia em nosso caminho, as quais dificultam nosso propósito, exortamos ao estudo solene, oneroso, assíduo e contínuo das Sagradas Escrituras, pois aquele que toma todos os seus prazeres nelas saberá que preparou para si mesmo um excelente caminho para entrar em nossa Fraternidade, pois esta é toda a soma de nossas Leis, que como não há um personagem naquele grande milagre do mundo que não tenha um direito sobre a memória, então aqueles que estão mais próximos e gostam de nós que fazem da Bíblia a regra de sua vida, o fim de todos os seus estudos, e o compêndio do mundo universal, do qual exigimos não que ele esteja continuamente na boca deles, mas que eles apliquem apropriadamente sua verdadeira interpretação a todas as idades do mundo, pois não é nosso costume rebaixar tanto o oráculo divino, que embora haja inúmeros expoentes do mesmo, alguns aderem às opiniões de seu partido, outros fazem do esporte da Escritura como se fosse uma tábua de cera para ser usada indiferentemente por teólogos, filósofos, médicos e matemáticos. Seja antes nosso testemunho de que desde o início do mundo não foi dado ao homem um livro mais excelente, admirável e sadio do que a Bíblia Sagrada; bendito aquele que a possui, mais bendito aquele que a lê, mais bendito aquele que verdadeiramente a compreende, enquanto que é mais semelhante a Deus que tanto a compreende como a obedece.

CAPÍTULO XI.

Agora, tudo o que foi dito no Fama, através do ódio aos impostores, contra a transmutação dos metais e a medicina suprema do mundo, desejamos ser tão entendidos, que este tão grande dom de Deus não nos deixa de modo algum em paz, mas como nem sempre traz consigo o conhecimento da Natureza, Embora este conhecimento produza tanto isso quanto um número infinito de outros milagres naturais, é correto que estejamos bastante empenhados em alcançar o conhecimento da filosofia, nem tentemos a tintura dos metais mais cedo do que a observação da Natureza. Ele deve ser insaciável a quem nem a pobreza, nem as doenças, nem o perigo podem mais alcançar, que, como alguém criado acima de todos os homens, tem domínio sobre aquilo que aflige, aflige e aflige os outros, mas se entregará novamente às coisas ociosas, construirá, fará guerras e dominará, porque tem de ouro suficiente, e de prata uma fonte inesgotável. Deus julga de outra forma, que exalta os humildes, e lança os orgulhosos na obscuridade; aos silenciosos ele envia seus anjos para falar com eles, mas os paroleiros que ele conduz ao deserto, que é o julgamento devido ao impostor romano que agora derrama suas blasfêmias com a boca aberta contra Cristo, nem ainda com a luz plena, pela qual a Alemanha detectou suas cavernas e passagens subterrâneas, se absterão de mentir, para que assim ele possa cumprir a medida de seu pecado, e ser encontrado digno do machado. Portanto, um dia acontecerá que a boca desta víbora será parada, e sua tríplice coroa será reduzida a zero, do que as coisas mais completamente quando nos tivermos encontrado juntos.

CAPÍTULO XII.

Para a conclusão de nossa Confissão, devemos admoestá-los seriamente, que joguem fora, se não todos, a maioria dos livros inúteis de pseudoquímicos, aos quais é uma brincadeira aplicar a Santíssima Trindade a coisas vãs, ou enganar os homens com símbolos e enigmas monstruosos, ou lucrar com a curiosidade dos crédulos; nossa era produz muitos desses, um dos maiores sendo um encenador, um homem com engenhosidade suficiente para impor; tal inimigo do bem-estar humano se mistura entre a boa semente, tornando assim mais difícil acreditar na verdade, que em si mesma é simples e nua, enquanto a falsidade é orgulhosa, altiva e colorida com um brilho de sabedoria aparentemente piedosa e humana. Vós, que sois sábios, afastai-vos de tais livros e recorrei a nós, que não buscamos vosso dinheiro, mas vos oferecemos de bom grado nossos grandes tesouros. Não caçamos seus bens com tinturas de mentira inventadas, mas desejamos torná-los participantes de nossos bens. Não rejeitamos parábolas, mas convidamos vocês para a explicação clara e simples de todos os segredos; procuramos não ser recebidos de vocês, mas chamamos vocês para nossas casas e palácios mais que reais, sem nenhum movimento nosso, mas (para que vocês não o ignorem) como forçado pelo Espírito de Deus, comandado pelo testamento de nosso mais excelente Pai, e impelido pela ocasião deste tempo presente.

CAPÍTULO XIII.

Que vos parece, pois, ó mortais, vendo que confessamos sinceramente Cristo, executamos o papa, viciamo-nos na verdadeira filosofia, levamos uma vida digna, e diariamente chamamos, suplicamos e convidamos muitos mais à nossa Fraternidade, a quem também aparece a mesma Luz de Deus? Não vos parece que, tendo ponderado os dons que há em vós, tendo medido vossa compreensão na Palavra de Deus, e tendo pesado a imperfeição e as inconsistências de todas as artes, podeis, no futuro, deliberar longamente conosco sobre seu remédio, cooperar na obra de Deus e estar a serviço da constituição de vosso tempo? Em que obra se seguirão esses lucros, que todos aqueles bens que a Natureza dispersou em todas as partes da Terra serão, de uma só vez e em conjunto, dados a você, “tanquam in centro solis et lunæ”. Então você poderá expulsar do mundo todas aquelas coisas que escurecem o conhecimento humano e impedem a ação, tais como os epiciciclos vãos (astronômicos) e os círculos excêntricos.

CAPÍTULO XIV.

Vós, porém, para quem basta ser útil por curiosidade a qualquer ordenança, ou que estais deslumbrados pelo brilho do ouro, ou que, embora agora de pé, podeis ser levados por tão inesperadas grandes riquezas a uma vida efeminada, ociosa, luxuosa e pomposa, não perturbeis nosso silêncio sagrado por vosso clamor, mas pensai que, embora exista um remédio que possa curar completamente todas as doenças, No entanto, aqueles a quem Deus deseja tentar ou castigar não serão induzidos por tal oportunidade, de modo que se pudéssemos enriquecer e instruir o mundo inteiro e libertá-lo de inúmeras dificuldades, nunca nos manifestaremos a nenhum homem a menos que Deus o favoreça, sim, estará tão longe daquele que pensa ser participante de nossas riquezas contra a vontade de Deus, que mais cedo perderá sua vida ao nos procurar, então alcançará a felicidade ao nos encontrar.

FRATERNITAS R. C.

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Notas de Rodapé

94:1 The original reads Babylonis confusione, “by the confusion of Babylon.”

The Real History of the Rosicrucians, by Arthur Edward Waite, [1887], at sacred-texts.com

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Fonte:

THE CONFESSION OF THE ROSICRUCIAN FRATERNITY, ADDRESSED TO THE LEARNED OF EUROPE.

The Real History of the Rosicrucians, by Arthur Edward Waite, [1887], at sacred-texts.com

https://www.sacred-texts.com/sro/rhr/rhr07.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/confessio-fraternitatis/

Brooklyn 99 e a Árvore da Vida

Por Gabriel Queiroz

Temos o herói tiferetiano Jake Peralta, um detetive brilhante, porém muito imaturo, egoísta e imaturo, que desvenda crimes no Brooklyn, em NY, na 99ª delegacia. Toda a história começa com a aposentadoria do antigo Capitão, que deixava Jake fazer o que queria e aprontar um monte de besteira na delegacia. O novo capitão, Raymond Holt, é extremamente linha dura, mandão, sem humor e conhecido por não expressar emoções e ter sempre a mesma cara fechada. Jake e Holt teimam muito um com o outro sempre, mas o tempo faz com que eles cresçam. Jake fica mais responsável e Holt aprende a embarcar nas loucuras de Jake.

A história de Jake é sobre amadurecimento como homem para deixar de ser um menino grande que é fã de Duro de Matar. A série volta e meia brinca com a relação de Jake e Holt, que se tornam como pai e filho (Jake tem problemas com sua figura paterna biológica).

TIFERET / SOL: Jake é sempre retratado como egoísta, vaidoso e mimado, se acha o melhor detetive do mundo e vive fazendo brincadeiras na delegacia e nas missões. Porém, ele sempre está disposto a ser sacrificar pelos seus amigos e acaba tomando atitude verdadeiramente magnânimas, quando deixa de lado suas próprias ambições para ajudar seus amigos (abrir mão da glória de um caso grande para que Holt consiga retomar a delegacia, deixar seu “inimigo pessoal” fugir e ajudar a Força-Tarefa de Rosa a desmanchar uma quadrilha).

YESOD / LUA: Amy Santiago é a amiga, namorada e esposa de Jake. Amy tem um jeito meigo, carinhoso, sensível e temperamental (fases, incluindo diversos estágios de ficar bêbada). Também é detetive, como Peralta, mas ela é certinha e puxa-saco do Capitão Holt para ser seu mentor para que ela progrida na carreira. Amy tem alergia a cães, gosta de cuidar dos outros, é bastante atrapalhada e nerd. Ela é caseira e gosta tipicamente de coisas de vovozinha, como crochê e caça-palavras. Ela também tem o lado “psíquico” de Yesod, boa de intuição (disputa com Jake como melhor detetive) e boa em leitura labial.

NEZTACH / VÊNUS: O mais óbvio de todos, Charles Boyle. Excessivamente amoroso, extravagante, afetuoso e agregador. Boyle é o melhor amigo de Jake e seu parceiro de polícia e sempre concorda com ele, elogia ele e o ama a ponto de criticar Amy por qualquer coisinha que faça o Jake se chatear. Charles é tão unha e carne com Jake que disse que se sentia abandonado pelo pai do Jake também, porque ele abandonou seu melhor amigo quando criança. Charles tem vários romances apaixonados e sempre sofre com desilusões por se jogar demais nos relacionamentos e por medo de acabar sufocando suas parceiras. Eventualmente, se casa com Genevieve e tem todo um arco envolvendo sua fertilidade, acaba por adotar um menino da Letônia, Nikolaj.

Charles inclusive é o sexy symbol do distrito, seduzindo criminosas e obtendo informações privilegiadas com mulheres com seu rebolado de bumbum e suas “curvas voluptuosas”. Charles é sempre manso e até capacho, mas quando seu filho corria o risco de não ter um Natal feliz, Charles virou um Rambo e moveu mundos e fundos, desmantelou um cartel de drogas quase que sozinho, a verdadeira força de uma “água doce”, a cachoeira. Charles também é muito requintado, cozinha comidas finas, todas essas guloseimas chiques que Vênus adora e é um Cupido entre Jake e Amy, induzindo os dois a terem filhos e falando sobre o período fértil dela. Charles vive falando sobre amor, paternidade, detalhes de sua vida sexual, fertilidade, crianças, culinária. Inclusive ele teve noites quentes com a Gina e ambos se relacionaram como amantes, embora sejam “irmãos” agora que o pai dele e a mãe dela se casaram.

Charles inclusive é parteiro. Não preciso nem dizer que esse aqui é o exemplo mais óbvio de encaixe perfeito em todos os arquétipos de Netzach.

HOD / MERCÚRIO: Gina Linetti, a versão humana do emoji 100 e fiel escudeira do Capitão Holt. Ela é amiga de infância e estudou com o Jake. Uma verdadeira trickster, a única civil da delegacia. Logo que Holt chega, a promove a sua assistente por ver “talentos” nela, a magia da Gina. Ela é eloquente, expressiva, uma “alfa” que manda na delegacia, cruel com as palavras, mean queen, vive conectada à tecnologia e sempre atenta às mensagens, é a mensageira da delegacia. Transita no dual, ser civil no meio policial, tem atitudes questionáveis, mas inúmeras vezes salva o dia com seu modo peculiar de pensar e agir. Ela é dançarina, uma atriz, uma estrela, blogueirinha, se acha demais e mentirosa das boas. Vive pregando peças nos outros, às vezes parece boa (ofereceu seu apartamento quando Jake ficou sem teto), às vezes parece má (bullying com Amy), consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo, é preguiçosa e detesta trabalhar, adora uma fofoca. Gina já chegou a reformular a forma como se comunica porque o inglês não é capaz de expressar a complexidade de seus pensamentos, inserindo emojis em suas falas para se comunicar melhor.

GEBURAH / MARTE: Detetive Rosa Diaz, a melhor amiga de Jake, a policial mais assustadora, sem frescura e violenta do distrito. Ninguém sabe detalhes de sua vida particular e pouco se sabe sobre o soft side dela (fez balé na infância, “combina” coisas em casa para deixar mais bonito), ela diz que o nome dela nem é Rosa. Ela é sempre a primeira a propor técnicas de tortura, esfolar pessoas e querer encher de porrada os bandidos. Ela tem um acervo de armas, está sempre com um facão escondido e usa muito bem armas pesadas.

Ela é tão violenta que dá socos direto em Hitchcock, Scully e até no Boyle quando eles fazem algo que a desagrada. Ela é fria, não tem emoções, não sorri, esconde seus medos, gosta de destruir e demolir coisas. Quando o esquadrão está em apuros, ela é a primeira a se jogar no perigo, tirar seus bastões da cintura e ir para luta corporal, ela tem várias cenas de ação. No entanto, ela não é só explosão, tem um forte sendo de hierarquia e obediência a Holt mesmo quando ele a impede de prosseguir com Deus planos de tortura e linchamento, ela também tem a disciplina militar. Com o tempo, ela se abre mais para essa coisa estranha de “ter sentimentos”.

CHESED / JÚPITER: O Capitão Holt, líder da 99 e que usa os talentos de cada policial para que dia delegacia seja a melhor do país. Ele é durão, mas já sofreu muito na carreira por ser gay (fora do esteriótipo) e negro. Ele é extremamente inteligente, cortês e generoso com os que estão abaixo dele, gosta de ensinar aos outros e tem um nível cultural tão elevado que isso frequentemente é uma das piadas da série, quando ele fala com seu tom monótono sobre música clássica ou referências de literatura que ninguém pega. Como bom Mestre dos Magos, ele sempre orienta os policiais e gosta de desafios de palavra, adivinhação e vive propondo charadas ou criando códigos cifrados para manter investigação em sigilo que o esquadrão tem dificuldade de desvendar (como pegar cada letra do nome da investigação, transformar em número e elevar ao quadrado, decorando e dizendo a todo momento uma sequência enorme de números). Mora em uma grande casa que mais parece um palácio, está realmente “em um nível acima” dos policiais do distrito.

BINAH / SATURNO: Sargento Terry Jeffords, incrivelmente forte e musculoso, quase um Hulk. Sua patente é superior à de Jake, Amy, Rosa e Charles, o que o faz chefe deles. É o primeiro que Holt chama para entender o funcionamento da delegacia. Enquanto Holt quer expandir os horizontes e fazer cada policial melhorar e fazer a delegacia crescer, cabe a Terry ficar contendo ou tomando conta principalmente de Jake. Ele é um tanto pessimista, muito pé no chão, sério, um pouco rabugento e corta as asas de Jake. Muito tradicional, é o marido e pai perfeito, vive falando da esposa e das filhas gêmeas. Inclusive um episódio já brincou com o aspecto velho de Saturno do Terry, quando ele se achou velho e surgiu do nada com óculos de leitura de correntinha, uma manta e tomando mingau de aveia simplesmente porque é o que velhos tomam. Ele tem uma tendência controladora e quer que todos no esquadrão sigam certinho as normas e comandos. Também não gosta de luxo e fala muito em dinheiro e emprego pra sustentar a família.

MALKUTH / TERRA: Esse aqui fez muito sentido porque, como os próprios dizem ao longo da série, eles são uma pessoa só: Michael Hitchcock e Norm Scully. Eles representam tudo o que há de se mudar no serviço das organizações à população: são preguiçosos, não gostam de trabalho, fazem só a papelada e só querem saber de sombra e água fresca. Eles são tão “mundo créu”, que só querem saber de dormir, comer e falar besteira, Hitchcock inclusive pensa em “universitárias gatinhas” e outras safadezas, diferente do Boyle, que é muito sexual, mas como manifestação de amor e não de prazer mundano. Os dois são tão inertes (terra), que é como se tivessem raízes, não levantam das cadeiras pra nada quase e vivem sentados, a cadeira já tem até os formatos do assento deles. Eles são bons policiais, na verdade, mas não querem se desenvolver, preferem a papelada para não receberem missões porque é confortável ficar comendo e fazendo nada dentro da delegacia. Hitchcock e Scully são o padrão (lembra, “Norm” é o primeiro nome do Scully) de onde quer se sair para chegar em uma nova polícia “uma oitava acima”, onde não haverão mais maus policiais e não haverá mais crimes no Brooklyn.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/brooklyn-99-e-a-%C3%A1rvore-da-vida

Flashpoint, Rolling Stones

A intenção de Mick Jagger e Keith Richards ao compor ‘Sympathy for the Devil’ era fazer dela um samba-rock (seja lá o que eles quiseram dizer com isso ). Entendendo pouco de samba e muito de rock, a música foi criada por eles logo após visitarem um terreiro de candomblé em uma excursão no Brasil. Era típico na época, e talvez ainda seja, levar turistas para conhecer esse tipo de coisa: carnaval, macumbeiros e vadias que colaboraram para fazer com que até hoje no exterior, todo mundo ache que mulher brasileira é prostituta por natureza.

 

Sympathy for the Devil foi lançada no disco Beggars Banquet de 1968 um dos álbuns mais políticos da banda, que contém outras pérolas como Street Fighting Man e Salt of the Earth. Este disco foi o responsável por dar aos Rollings Stones a imagem de seguidores do diabo, o que foi posteriormente reforçado com o lançamento na obra seguinte, o psicodélico, ”Their satanic majesties request”.

 

Antes de Sympathy for the Devil nunca uma música sobre o diabo havia tido tanta popularidade, sendo cantada coletivamente por grandes multidões nos shows dos Stones. Curiosamente, durante uma execução dela no festival de Altamont em dezembro de 1969, um espectador foi assassinado a facadas e as imagens registradas e publicadas no filme oficial do Show, levando o oportunista Jagger a comentar que algo estranho sempre acontecia quando tocavam a canção.

Mais tarde, Jagger afirmou que Lavey foi uma das grandes inspirações para Sympathy for the Devil – pura balela – ele já deu um zilhão de versões para a origem da música. Mas como aqui o que importa é a mensagem satanista.  A melhor versão de hit é, entretanto, encontrada no álbum ao vivo, FlashPoint, gravado muitos anos depois em 1991, que tem a honra de trazer em sua lista outras músicas não menos satânicas como a imortal “Paint if Black”.

Rolling Stones ( Sympathy For The Devil ), Beggars Banquet/Flashpoint

 

Please allow me to introduce myself
I’m a man of wealth and taste
I’ve been around for a long, long year
Stole many a man’s soul and fate

And I was ’round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate

Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

Stuck around St. Petersberg
When I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain

I rode a tank
In a general’s rank
When the Blitzkrieg raged
And the bodies stank

Pleased to meet you
Hope you guess my name
What’s puzzling you
Is the nature of my game,

I watched the gleam
While you kings and queens
Fought for ten decades
For the Goth they made

I shouted out
“Who killed the Kennedys?”
When after all
It was you and me

Let me please introduce myself
I’m a man of wealth and taste
And I laid tracks for troubadors
Who get killed before they reached Bombay

Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

Just as every cop is a criminal
And all the sinners Saints
As I end this tale
Just call me Lucifer
‘Cause I’m in need of some restraint

So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well learned qualities
Or I’ll lay your soul to waste.

Pleased to meet you
Hope you guess my name, um yeah
But what’s puzzling you
Is the nature of my game

Tradução de Sympathy For The Devil
(Simpatia pelo Diabo)

Por favor, deixe-me apresentar
Sou um homem rico e de bom gosto
Estive por aí por muitos anos
Roubei a alma e destino de muitos homens.

Estava lá quando Jesus Cristo
Teve seu momento de indecisão e dor.
Certifiquei me de que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino.

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome.
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo.

Estava por perto em São Petersburgo
Quando vi que estava na hora de uma mudança.
Matei o Czar e seu ministros
Anastazia gritou em vão.

Montei em um tanque
Mantive a posição de General
Quando a guerra relâmpago enfureceu
E os corpos fediam.

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome.
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo.

Assisti com alegria
Enquanto seus Reis e Rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos Deuses que criaram.

Gritei alto
“Quem matou os Kennedys?”
Quando, no final das contas,
Fui eu e você.

Por favor, deixe-me apresentar
Sou um homem rico e de bom gosto.
Deixei armadilhas para os trovadores
Que acabaram mortos antes de alcançar Bombay.

Assim como todo policial é um criminoso
E todos os pecadores são santos
E cabeças são caudas.
Simplesmente me chame de Lúcifer
Porque preciso de algum nome.

Então se encontrar-me
Seja cortêz,
Seja simpático e tenha bom gosto
Use de toda etiqueta que conhece
Ou então tomarei sua alma.

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está o confundindo
É a natureza de meu jogo.

 

Nº 92 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/flashpoint-rolling-stones/

Mapa Astral de Carl Gustav Jung

Mapa Astral

O Mapa de Jung possui Sol em Leão/Câncer (Cavaleiro de Bastões); Mercúrio e Vênus em Câncer; Ascendente em Aquário/Capricórnio (Cavaleiro de Espadas); Lua em Touro; Marte em Sagitário; Júpiter em Libra e Saturno em Aquário, sendo Mercúrio se Planeta mais Forte.

Uma essência preocupada em cuidar dos outros, com uma combinação de energias bastante interessante, especialmente se compararmos sua técnica, que envolvia analise de sonhos, signos, símbolos e sincronicidades com Mercúrio em Câncer e Marte em Sagitário. A explicação vinda por meio das emoções e imaginação. Seu Ascendente em Aquário (Cavaleiro de espadas, ainda melhor… a pessoa que conhece tanto as regras que é capaz de transcendê-las) somadas ao pé-no-chão de Saturno, fizeram com que ele se tornasse um verdadeiro mago no estudo do subconsciente humano. Uma pena que tenha perdido a batalha política com Freud, a psicologia teria seguido passos muito mais largos influenciada por Jung.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-carl-gustav-jung