Resultados da Hospitalaria – Junho 2018

Em Junho ainda não consegui finalizar a contagem dos últimos 14 dias, por conta da finalização do Projeto dos Livros de Thelema. Quem pediu os Mapas/Sigilos neste final de mês deve ter um pouco mais de paciência; acredito que no feriado agora dia 9 eu consiga finalizar tudo 🙂

– MSF – Médicos sem fronteiras

– GACC – Grupo de Assistência à Criança com Câncer

– Casas André Luiz

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC. Também é possível conseguir os Mapas através do . Quem quiser se aprofundar nos estudos de Astrologia Hermética, pode fazer o curso de EAD (Ensino a Distância) de Astrologia no EADeptus.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-junho-2018

Matemática Miskatônica: Monstros Fractais

“É impossível deixar cair um alfinete sem causar uma reação correspondente em toda Estrela. A ação perturbou o equilíbrio do Universo.”
– Aleister Crowley, O Livro de Thoth.

A eloquência da compreensão de Crowley do que a ciência agora de “Efeito Borboleta” é evidente na citação acima. Esse nome estranho vem de uma colocação mais estranha ainda: “O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque.” Esta frase não veio de nenhum monge budista ou mistico rosa-cruz, mas de um matemático do século XX chamado Edward Lorenz, pioneiro no estudo da Teoria do Caos e suas consequências.

A Teoria do Caos concebe um universo onde cada ponto é interligado, relacionado em um grande ‘Atrator Estranho/Repulsor’ e onde, portanto, todo evento está ligado a todos os demais e qualquer acontecimento acaba por alterar o destino de eventos localizados a milênios de anos-luz de distância. A Teoria do Caos considera a lógica clássica causa-consequência como algo simplista e até ingênuo e, em vez disso, trabalha com múltiplas causas e múltiplas consequências operando dentro de sistemas dinâmicos complexos. E por mais não-intuitivo que seja este é provavelmente o caso do universo em que vivemos.

Em termos geométricos a teoria do caos se traduz nos chamados Fractais, figuras teoricamente infinitas e independente de escala, que fariam Euclides cortar os próprios punhos. Um fractal como o da figura abaixo,  pode ser dividido em partes e cada uma delas guarda semelhança ao objeto original, e cada uma delas guarda informações com as quais todo conjunto poderia ser construído novamente.

Embora existam óbvios percursores, tanto a teoria do caos como os fractais são frutos da matemática da segunda metade do século XX. É muito curioso notar portanto que alguns anos antes estes conceitos já estavam presentes na ficção e em especial nas obras do famoso “Círculo de Lovecraft”, o movimento literário de amigos e fãs de H.P. Lovecraft que buscaram dar continuidade a sua obra.

Embora a matemática caótica seja usada para tentar se compreender o mundo em que vivemos, Lovecraft e o outros a utilizaram como uma porta para a consciência. Os magos do Caos logo notaram que os contos produzidos não eram simplesmente repletos de alegorias estéticas mas de chaves ocultas, de mapas da consciência que se dobravam e desdobravam sobre si mesmos. De passagens reais não para outros estados de consciência, mas para outras dimensões. E eles fizeram isso décadas antes que Mandelbrot, Lorenz & cia tirassem seus diplomas de conclusão do segundo grau.

Podemos ver retratos desta geometrização bizarra do universo na obra de ficção “A Droga Plutoniana” de Clark Ashton Smith. Segundo o Dr. Manners, o narrador da história, a droga cria “imagens plásticas incomuns, difíceis de serem traduzidas em termos de planos e ângulos euclidianos”. Esta incapacidade de ser processado em Matemática Euclidiana me traz à mente os fractais – no sentido de serem construtos não-euclidianos. Isso implica que eles não estão em conformidade com as formas geométricas geralmente aceitas, como triângulos, quadrados, etc. A droga também cria uma outra propriedade semelhante à encontrada em imagens fractais: ambos possuem “limites ou fronteiras” artificiais. A droga produzia “uma vasta distância que era totalmente desprovida de perspectivas normais, uma paisagem estranha e peculiar que se estendia indefinidamente, cruzada por um friso, ou baixo-relevo, ininterrupto de figuras humanas que corriam como uma imutável muralha reta.”

Além do fato de se referir ao friso como uma parede reta (um ponto que Smith expande para colocar ramificações ao longo da sua superfície), todas as outras descrições podem ser consideradas como sendo semelhantes às de muitas imagens fractais. Smith cria uma visão conde o tempo é como um fio de eventos – interligados, se alterando constantemente, produzindo um padrão abstrato. Este fio tem seu comprimento e complexidade infinitos, produzido em uma dimensão fractal que não pode ser acessada pela matemática euclidiana nem por um estado normal da mente. É interessante especular se o conceito científico de Espaço/Tempo poderia ser modelado em termos dimensionais fractais. Idéias recentes de universos sendo criados e bifurcados parecem sugerir que sim.

John Dewey Jones, em um texto enviado para a newsletter Amygdala, desenvolveu a idéia de fractais e da transcendência da mente em sua ficção sobre as Seitas Amygdalanas. (Nota: Amygdala é derivada da forma de amêndoa, ou seja, a forma do conjunto Mandlebrot, é também o nome de uma seção do cérebro que, de acordo com Mortimer Mishkin e Tim Appenzeller em seu artigo para a revista Scientific American de junho 1987, é, juntamente com o hipotálamo, a central de processamento e área geral de vínculo para as informações sensoriais, memória e desejo)

Jones escreve sobre “A Irmandade do Caminho Invisível dos Adeptos”, monges que visualizam o “objeto” (conjunto de Mandlebrot) como uma mandala, usando-o para a auto-transcendência e iluminação. Ele pinta um cenário de decadência, onde a antiga civilização entrou em colapso e a Irmandade têm que criar o objeto como uma imagem astral. Para citar o Abade da Irmandade: “Nós sabemos que os olhos podem perceber detalhes e gradações de cor mais sutis do que qualquer monitor pode exibir. Assim como os olhos são superiores e mais sutis do que o monitor, a mente é superior e mais sutil do que os olhos. E a alma é ainda mais excepcional e sutil do que a mente. Assim sendo, deixe o monge se retirar para um lugar tranquilo e expandindo seus sentidos, como os membros de uma tartaruga, deixe que fixe seus pensamentos firmes sobre o objeto. ”

A Irmandade reconhece dois caminhos que levam ao objeto: o primeiro através de sonhos, onde se obtemos de visões de “cores puras como jóias […] padrões de relações abstratas: alguns já afirmaram que seus sonhos foram extremamente claros e distintos para serem descritos em palavras”. Este é o tipo de descrição que me faz pensar na maneira como Lovecraft produziu algumas de suas melhores obras de ficção, acesso ao conhecimento através de sonhos. Conhecimento que de outra forma seriam inalcançáveis.

No entanto, Jones também escreve sobre o segundo método que leva ao objeto, como o abade explica: “… desperte às três da manhã e ir para o cume da montanha, sente-se .., e olhe fixamente na direção da Aldebaran – não acreditamos em qualquer conexão causal entre Aldebaran e o objeto, você compreende, mas descobrimos que a luz avermelhada da estrela estimula a visão matemática que buscamos”.

Já em “Os Sonhos na Casa da Bruxa”, o próprio Lovecraft, parece refletir o primeiro método da Irmandade nos sonhos do herói Walter Gilman. Lovecraft diz que “talvez Gilman não devesse ter estudado tanto. O cálculo não-euclidiano e a física quântica bastam para esgotar qualquer cérebro, e quando alguém os mistura com folclore, e tenta traçar um estranho pano de fundo de realidades multi-dimensionais, por trás das sugestões macabras das narrativas góticas e das desvairadas histórias sussurradas ao pé do fogo, dificilmente poderia evitar sofrer um grande stress mental”.

Gilman é impulsionado por seus interesses nos domínios da matemática abstrata “que iam além, talvez, às mais modernas pesquisas de Plank, Heisenberg, Einstein e Sitter”. Lovecraft descreve os sonhos de Gilman como “mergulhos através abismos ilimitados de crepúsculo de coloridos inexplicáveis e atordoantes sons desordenados; abismos cujas propriedades materiais e gravitacionais… ele não poderia nem começar a explicar.”

Ele continua … “Os abismos não eram de forma alguma desocupados, mas abarrotados com indescritíveis de massas angulares de substâncias que possúiam matizes alienígena, alguns dos quais pareciam ser orgânicos enquanto outros pareciam inorgânicos… Gilman às vezes comparava a matéria inorgânica a prismas, labirintos, aglomerados de cubos e planos… e as coisas orgânicas lhe pareceram várias vezes como grupos de bolhas, polvos, centopéias, ídolos hindus vivos, e arabescos intrincados inflamados em uma espécie de animação ofídica”.

Modelos Fractais dessas imagens podem ser descobertos em muitos dos livros sobre o assunto. Mandlebrot em “A Geometria Fractal da Natureza” descreve e mostra fotos de redes de apolônio, de conjuntos de Cantor e Fatou – quase-fractais parecidos com aglomerados de cubos e planos borbulhante. As curvas do floco de neve de Koch/Peano que se parecem com labirintos. Outros desenhos geométricos que são apresentados são o conjunto Mandlebrot, o conjunto de Julia, rabiscos (como o nome indica são figuras que parecem feitas de rabiscos) todos com semelhanças com os polvos, centopéias e arabescos intrincados. A forma chamada por Lovecraft de “ídolos hindus vivos” pode ser imaginada de duas maneiras, ou como o “formato” dos trabalhos fractais de Michael Barnsley, que você pode ver em seu livro “Fractals Everywhere” – Fractais Por Toda a Parte -, ou como biomorfos, sigilos caóticos gerados com fractais que se evoluem como organismo vivos, podendo assumir formas variadas.

No final da história Lovecraft descreve Azathoth como o caos final – semelhante a um conjunto Mandlebrot lapidado adornando uma coroa que dá forma à realidade.

Outras histórias de Lovecraft também aludem às imagens bizarras da Geometria Fractal. Os exemplos são: “Nas Montanhas da Loucura” onde ele usa geometria abstrata para descrever não apenas o labirinto formado pela antiga cidade dos Mais Antigos como também a auto-similaridade de seus corpos; “Através os Portões da Chave Prata”, onde os padrões abstratos observados por Randolph Carter no limiar do portal, são uma reminiscência de fractais fluidos eternamente se bifurcando. Uso de imagens fractais por Lovecraft no “Através os Portões da Chave Prata”, nos lembra a Droga Plutoniana, uma vez que ambos estão descrevendo viagens através do Espaço/Tempo de forma geométrica. Um exemplo disso é Randolf Carter, o herói da história de Lovecraft, ao fazer uso da Chave de Prata, se encontra cercado por “quase imagens sombrias, com contornos incertos em meio ao caos fervilhante, mas Carter sabia que eles eram memórias e imaginação. Mesmo assim, ele sentiu que não era o acaso o responsável pela construção dessas coisas em sua consciência, mas sim uma realidade vasta, inefável e adimensional, que o rodeava e era capaz de se traduzir utilizando-se dos únicos símbolos que ele era capaz de compreender”.

“O Case Pikestaffe”, de Algernon Blackwood, usa a geometria abstrata para habilitar que ‘Pikestaffe’ realize um viagem para uma dimensão extra, como “Alice através do espelho”.

A Lousa de Pikestaffe estava coberta de diagramas que “talvez fossem euclidianos, ou possivelmente astronômicos”. Ele também tinha anotações que possuíam equivalentes fractais, por exemplo, a senhoria de Pikestaffe descobriu notas com um diagrama que ela descreveu assim: “No centro, cercado por rabiscos hieróglifos, números, curvas e linhas sem sentido para ela, ela viu um diagrama do espelho completo”.

Por fim, Frank Belknap Long, em seu “Os Cães de Tíndalos”, usa conceitos semelhantes aos de Smith e Lovecraft, combinando os conceitos semelhantes aos da Droga Plutoniana e do Portal da Chave de Prata, para que seu personagem principal Halpin Chalmers viajasse de volta no tempo através do abismo final da geometria caótica. As “alegorias” Lovecraftianas acabaram definindo o nosso universo mesmo antes da ciência formal se aperceber disso.

Uma mente fractal, percebendo uma realidade fractal guardada por feras que desprezam tanto a moralidade como a perspective humana. Seres fora de escala que viajam entre os ângulos conhecidos e habitam não as dimensões que percebemos mas as frestas entre essas dimensões. Se a natureza real dos Antigos for uma fractal, o que isso diz a respeito da magia que praticamos e do mundo que vivemos?

por LöN Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/matematica-miskatonica-monstros-fractais/

Cursos de Hermetismo de Final de Ano

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Agenda fechada para o final de 2013.

Para 2014, minha agenda ficou um pouco melhor e consegui montar alguns finais de semana em outras capitais. Aviso em breve.

30/11 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP – Vila Mariana

01/12 – Tarot (Arcanos Menores) – SP – Vila Mariana

Os Cursos de Tarot são focados na kabbalah e Astrologia Hermética (embora seja um curso completo: não é necessário ter conhecimento prévio destes assuntos).

07/12 (Sábado) – Runas e Magia Rúnica – SP – Vila Mariana

Runas é um dos meus cursos favoritos. O Oráculo nórdico explicado dentro da Yggdrasil, com suas correspondências com a Árvore da Vida. Embora eu recomende fazer o curso de Kabbalah antes, este curso não tem pre-requisitos.

15/12 – Magia Prática – SP – Vila Mariana

Pré-Requisitos Kabbalah e Astrologia.

Informações: marcelo@daemon.com.br

OBS1: O curso de Geometria Sagrada do dia 8/12 teve de ser adiado novamente por motivos completamente alheios à minha vontade… estou desconfiado que ainda não é para passar este conhecimento para o público e, como sou teimoso, essas “coincidências” aparecem para me sacanear rsrsrsrs

OBS2: Sobre o EAD de Kabbalah. Já estamos com cerca de 60% roteirizado. O que está causando o atraso é meu perfeccionismo… às vezes, durante o curso, eu faço alguma referência e peço para os alunos anotarem para procurar depois… no EAD, estou pegando CADA UMA destas referências e colocando imagens, textos e links… e o curso que era para ser de 8h deve ficar com umas 16h…

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-final-de-ano

Como a religião mata Deus

“A pergunta diante de tudo e de todas as coisas, ‘Você quer isto mais uma vez e incontáveis vezes?’”
– Nietzsche

“Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos.“
– Schopenhauer

E somos todos crianças do Iluminismo, netos, bisnetos e tataranetos do Século das Luzes, um nome que deixa claro que a idade das trevas, da ignorância – a Idade Média – não apenas ficou para trás mas foi Iluminada, deixando de existir. E com ela toda a ignorância e superstição, a mitologia que se contrapunha a razão foram, ou começaram a ser, erradicadas.

A filosofia de fins do século XIX pareceu pregar o último prego no caixão do cristianismo na figura do – tão propriamente apelidado – Martelo de Bigodes, que deu sentença última ao cristianismo escrevendo em seu O Anticristo que “O Evangelho morreu na cruz”.

A biologia não ficou para trás neste apedrejamento digno da Bíblia, afirmou que o homem não havia sido criado mas sim evoluído, como todos os outros animais. Em Dawkins Darwin encontrou a pedra sobre a qual sua igreja foi edificada, o papa transviado do ateísmo.

Cada nova década trazia evidências observadas em microscópios eletrônicos e confirmadas por cálculos matemáticos que os mitos primitivos de nossos antepassados não passavam de coisas vãs, tentativas simplórias de pessoas rústicas para explicar o desconhecido mundo que as continha. E hoje religião, especialmente a cristã e a islâmica, se tornam sinônimos de crenças desesperadas de se acreditar no inacreditável, no invisível e no impossível com o objetivo de fazer o crente se sentir, ao menos, importante – já que um ser onipotente se preocupa em lhe ouvir as preces (e quiçá realizá-las).

Mas qualquer pessoa que deixe este novo orgulho cientifista, tão grande e amargo quanto o orgulho religioso, logo percebe que o Iluminismo não foi o remédio contra a doença da beatitude e sim o resultado inevitável dela.

Por anos a Igreja não apenas coletou e guardou o conhecimento como o distribuiu de maneira cada vez mais eficiente pela europa. Todos os astros do Iluminismo foram educados pela igreja e todo ícone pop da época era devoto – mesmo que tentemos fingir não se passar de um teatro para não atrair a fúria romana. A ciência e filosofia, assim como a matemática e a música existem hoje por causa da igreja e do catolicismo e seus cismas.

E para aqueles que acreditam que caminhamos a um futuro onde a ciência prove que Deus não existe, nos livrando de um onipresente e severo Juiz que a cada ato nosso está atento, pensem novamente. Esta época que vivemos não é a primeira – e provavelmente nem será a última – a tentar sepultar um ou vários Deuses. Como pragas eles sempre voltam a nos atormentar.

Toda a cultura ocidental que existe hoje nasceu na Grécia antiga, e então – como um vírus – chegou a Roma e então se espalhou pela europa como uma praga.

Na Grécia antiga o mito não era visto como uma mera representação, uma fábula ou parábola. Mitos tinham o peso da lei, da moral e dos costumes. Os gregos caminhavam lentamente para fora de sua pré-história e esse mitos eram passados de geração a geração, de povoado a povoado de forma oral graças a poetas ou bardos.

Quando o mito era reduzido a uma obra de arte (uma canção ou poesia, por exemplo) ocorre uma cristalização: o que antes vivia em variantes começa a se tornar um cânon, sua diversidade e seus nuances começam a se transmutar em uma versão oficial aceita por todos. Claro que esse cânon não surgia apenas da mente do poeta, a variante apresentada por um vate de prestígio impunha-se à consciência pública e se tornava, com o devido tempo, o mito canônico que atravessava e educava gerações.

E desta forma poetas e artistas recolhiam várias crenças espalhadas por ilhas e continentes e as compilavam, destilavam e usavam de sua arte e engenho para criar algo mais próximo do real – sempre inspirado por musas que lhe faziam cantar a Verdade.

Mas essas não foram as únicas alterações que essas verdades coletivas sofreram, por mais que poetas e artistas reduzissem e recriassem os mitos de acordo com as novas exigências estéticas e artísticas, eles as aceitavam e as mantinham.

O pensamento racional, ao contrário do que muitos pensam, não é um modismo atual e contemporâneo. Na época pré-Socrática muitos pensadores tentaram encarar com visão crítica os mitos e por consequência os desmitizar e dessacralizar em nome do lógos – a razão.

Mircea Eliade afirmou que: “Em nenhuma outra parte vemos, como na Grécia, o mito inspirar e guiar não só a poesia épica, a tragédia e a comédia, mas também as artes plásticas; por outro lado, a cultura grega foi a única a submeter o mito a uma longa e penetrante análise, da qual ele saiu radicalmente ‘desmitizado’. A ascensão do racionalismo jônico coincide com uma crítica cada vez mais corrosiva da mitologia ‘clássica’, tal qual é expressa nas obras de Homero e Hesíodo. Se em todas as línguas européias o vocábulo ‘mito’ denota uma ‘ficção’, é porque os gregos o proclamaram há vinte e cinco séculos”.

O que primeiro despertou a atenção dos pensadores Jônicos não foi a essência do mito em si, mas as atitudes e a moral dos Deuses. Xenófanes (576-480 a.C.) já dizia que um Deus verdadeiro jamais poderia ser concebido como injusto, vingativo, adúltero e ciumento.

“No dizer de Homero e de Hesíodo os deuses fazem tudo quanto os homens considerariam vergonhoso: adultério, roubo, trapaças mútuas” (Frgs. B11, B12). Repele a concepção de que os deuses tenham tido um princípio e se assemelhem aos homens: “Mas os mortais acreditam que os deuses nasceram, que usam indumentária e que, como eles, têm uma linguagem e um corpo” (Frg. B14). O antropomorfismo, iniciado com Homero e aperfeiçoado por Hesíodo, é violentamente censurado: “Se os bois, os cavalos e os leões tivessem mãos e pudessem, com suas mãos, pintar e produzir as obras que os homens realizam, os cavalos pintariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, os bois semelhantes a bois e a eles atribuiriam os corpos que eles próprios têm” (Frg. B15).

E isso não era afirmar que Xenófanes fosse algum tipo de primeiro ateu, seus pensamentos eram muito mais sérios – e sacros:

“Há um deus acima de todos os deuses e homens: nem sua forma nem seu pensamento se assemelham aos dos mortais” (Frg. B23).

As críticas dos nacionalistas cresciam e se tornavam mais poderosas e Demócrito (520-440a.C.) acertou no caixão dos Mitos um prego talvez mais poderoso que o de Nietzsche mais de dois mil anos depois. O filósofo de Abdera afirma que tudo o que existe é a manifestação do choque entre partículas indivisíveis: os átomos.

“Por necessidade da natureza, os átomos movem-se no vácuo infinito com movimento retilíneo de cima para baixo e com desigual velocidade. Daí entrechoques atômicos e formação de imensos vórtices ou turbilhões de que se originam os mundos”

Assim tudo o que existia, fosse o objeto mais concreto – como uma rocha – ou o mais sútil – o ar, a alma, os deuses – está inevitavelmente sujeito à Lei da Morte.

E quanta gente não acha que a ciência de hoje é que foi a responsável pelo funeral dos deuses.

Demócrito pôs em xeque não a moralidade ou a humanização dos deuses, mas algo mais fundamental: por um lado afirmava que os deuses vulgares e a mitologia nasceram da fantasia popular e por outro, embora não descartando a existência de deuses reais, “Superiores”, os sujeitava à Lei funesta: “Deus verdadeiro e natureza imortal não existem”. Era a imortalidade que ele matava.

Na esteira de Demócrito outros vieram.

Píndaro (521-441a.C.) – um dos maiores e mais religiosos poetas de Helade – começou a filtrar o mito. Para ele todas as variantes de um mitologema tem como origem um único mito verdadeiro, todo o resto são devaneios estéticos criação de poetas.

“O mundo está repleto de maravilhas e, não raro, as afirmativas dos mortais vão além da verdade; mitos, ornamentados de hábeis ficções, nos iludem. .. As Graças, a quem os mortais devem tudo quanto os seduz, tributam-lhes honras e, as mais das vezes, fazem-nos crer no incrível!” … “O homem não deve atribuir aos deuses a não ser belas ações. Este é o caminho mais seguro”.

Os deuses deveriam apenas nos mostrar o correto, e para isso o maior dos líricos da Grécia truncou, moldou, cortou, e alterou mitos para que se tornassem espelhos de suas exigências morais.

E não foi o único grande nome a fazer isso. Esquilo (525-456 a.C.) destilou do mito apenas seus aspectos sadio. Junito Brandão de Souza, em seu Teatro Grego, Origem e Evolução, afirma “O dever do poeta, diz Ésquilo a respeito do mito de Fedra, é ocultar o vício, não propagá-lo e trazê-lo à cena. Com efeito, se para as crianças o educador modelo é o professor, para os jovens o são os poetas. Temos o dever imperioso de dizer somente coisas honestas”.

Eurípides (480-406 a.C.) foi outro gigante que trilhou pela senda de Xenófanes.

Outro ponto interessante que serviu como ir minguando o poder dos antigos deuses foi a politização! Veja, Atenas, a acrópole, se tornou o centro do mundo que era a Grécia e logo os mitos, quase todos, passam a sofrer de uma deslocação fazendo com que acabassem passando, em um momento ou outro, pela cidade. As peregrinações dos heróis os levam a Atenas, o desejo de defender a hegemonia política ateniense faz com que seus poetas começam a tomar certas liberdades criativas com certos mitos, incluindo neles genealogias duvidosas, dando à cidadela importantes fatos históricos que deformavam a cronologia de acontecimentos míticos ao mesmo tempo que denegriam heróis e feitos das cidades vizinhas e concorrentes. Admeto da Tessália, Édipo de Tebas, Adrasto de Sicione, Orestes de Argos… a lista dos que desfilaram pelas ruas atenienses é enorme.

O século V a.C. viu o desabrochar de ilustres discípulos da crítica racionalista. Tucidides (460-395 a.C.) – ao contrário de Heródoto (480-425 a.C.) – o pai dos historiadores – expulsa os deuses de sua História da Guerra do Peloponeso, foi ele o responsável por transformar o adjetivo mythôdes, que tem por significado aquilo que é “semelhante ao mito”, em sinônimo de “fabuloso”.

Assim os sofistas, tomando partido das condições políticas e sociais, abalaram os nervos da pólis, tirando vantagem da senda aberta a golpes de machete pela ceticismo, varrendo todo o conceito de mito da mente de seus jovens discípulos.

E assim ao chegarmos ao século IV a.C. os deuses e deusas do passado não passam a ser compreendidos como alegorias ou tentativas de explicar o processo de apoteose de homens ilustres. Eles não eram mais verdadeiros mas sim suposições com significações ocultas. Outrora deuses passam a ser meros fenômenos naturais e suas leis e histórias mera poesia e entretenimento.

Mas os deuses não permanecem mortos novamente, com o império romano voltaram, e novamente foram enterrados pelo ceticismo até que o império ruísse e um novo Deus surgisse, tão real e palpável quanto as catedrais que erigiam em sua homenagem.

O que muitos não percebem ao chegar a este ponto é que não era a razão científica que atirava pedras nas divindades, rotulando-as de superstições, era homens de religião que tentavam se aproximar de uma Divindade insondável que tentavam se livrar das alegorias humanas, criadas por humanos para tentar compreendê-los. Ao questionar que Deus não podia ser onipotente e onipresente, não levantavam dúvidas a respeito de sua existência, mas o despiam de conceitos humanos, tentando enxergar mais longe além do véu.

Não pense agora que nossa ciência e inteligência hodiernas serão o fim daquilo que tão orgulhosamente consideramos ser apenas mitos, estórias e metáforas. Ela apenas se apoia de forma capenga e não criativa em questionamentos filosóficos que os papagaios que os repetem sequer compreendem. Estamos, enquanto sociedade iluminada, apenas usando o conhecimento que recebemos dos sacerdotes e crentes de uma divindade para solapar seu Deus. Tal qual Cronos fez com seu pai Urano e Zeus fez com seu pai Cronos. Da mesma maneira que incontáveis “homens da razão” fizeram antes de nós com a mesma convicção que os mais notórios biólogos que a mídia nos trazem tem.

E encerro apenas com o lembrete quase profético que o poeta John Donne escreveu, inspirado talvez pelas mesmas musas que inspiraram Hesíodo e Homero, em 1609 e que talvez a muitos fãs de Howard Phillips Lovecraft pareça familiar:

“Após curto sono, acorda eterno o que jaz,
E a morte já não é; morte, tu morrerás.”

 

 

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/como-a-religiao-mata-deus/

As mulheres na Maçonaria

Como se sabe, a maçonaria tida como regular é restrita a homens, não aceitando, em hipótese alguma, mulheres em suas colunas. Mas desde o surgimento dos movimentos igualitários e do feminismo, muitos são os questionamentos e críticas sobre a Maçonaria por essa restrição, considerada por muitos como conservadora e machista.Não há aqui a intenção de imprimir opiniões favoráveis ou contrárias ao ingresso de mulheres na maçonaria. O objetivo é de compartilhar informações e colaborar com a reflexão sobre o tema.

Nas últimas décadas, as Obediências têm apresentado diferentes justificativas para tal restrição. Sem entrar no mérito de cada uma, é importante conhecê-las, seja para defendê-las ou para criticá-las:

CUNHO HISTÓRICO

A maçonaria atual originou-se da maçonaria operativa, ou seja, dos pedreiros de ofício. Esses pedreiros eram, evidentemente, homens. Daí, em respeito às tradições e costumes do chamado “Antigo Ofício”, as Obediências mantém tal regra.

CUNHO SOCIAL

A maçonaria especulativa consolidou-se na Inglaterra, de onde surgiu a primeira Grande Loja Maçônica. As Lojas daquela época se reuniam, principalmente, no fundo de tabernas, as quais eram restritas a homens. A presença duma mulher de bem numa taberna era inaceitável e, consequentemente, nas Lojas também. Com o tempo, as Lojas criaram seus próprios espaços, mas a tradição permaneceu e foi formalizada nas Constituições de Anderson.

CUNHO OCULTISTA

Existem Ordens Solares e Ordens Lunares. As Ordens Solares são voltadas aos homens, à razão, possuem juramentos e segredos, o Sol está presente no simbolismo, e são baseadas no compromisso.  As Ordens Lunares são voltadas às mulheres, à emoção, possuem menos hierarquia, a Lua está presente no simbolismo, e são baseadas na devoção. A maçonaria é tipicamente uma Ordem Solar. Por isso, o ingresso de mulheres seria incoerente.

CUNHO SEXUAL

A maçonaria é uma fraternidade, e uma fraternidade com reuniões que exigem concentração. O ingresso de mulheres poderia desviar a atenção de alguns maçons durante as reuniões, o que prejudicaria no bom andamento das mesmas. Além disso, a partir do momento em que um homem e uma mulher maçons tivessem uma relação sexual, a fraternidade entre eles estaria prejudicada.

CUNHO LEGAL

As normas de muitas instituições possuem cláusulas “pétreas”, que são cláusulas imutáveis. Isso ocorre em alguns artigos da Constituição brasileira, por exemplo, em que mesmo se todos os Deputados e todos os Senadores aprovassem por unanimidade uma mudança, mesmo assim esses artigos não poderiam ser modificados. Na maçonaria também é assim, possuindo seus “Landmarks”, imutáveis, mesmo se for o desejo da maioria dos maçons.

CUNHO MORAL

O maçom, quando ainda candidato, durante sua iniciação, presta um juramento de seguir os Landmarks maçônicos, os quais incluem o ingresso apenas de homens. Ele poderia se recusar a prestar tal juramento, e assim não ingressar na maçonaria. Mas, ao prestar o juramento e tornar-se maçom, ele assume o compromisso de observá-lo, mesmo que não concorde plenamente com o mesmo.

CONCLUSÃO

Essas são as justificativas mais comuns apresentadas e defendidas pelas Obediências Regulares e autores maçons. Há maçons que acreditam em uma dessas justificativas; outros que acreditam em mais de uma; e há ainda os que não acreditam em nenhuma, mas observam moralmente o compromisso assumido.

Todas essas justificativas são bastante coerentes, ao mesmo tempo em que sempre cabe questionamentos às mesmas. Afinal de contas, numa instituição como a maçonaria, pesquisadora da verdade, nada é indiscutível. Porém, há duas questões distintas:  a regra e o respeito à regra. Como maçons regulares, todos têm a liberdade de refletir, debater, questionar. Mas como maçons regulares, todos também têm o dever de, enquanto a lei existir, respeitá-la.

É interessante observarmos que instituições tradicionais e antes restritas a homens, como Rotary e Lions, abriram suas portas às mulheres. Para o Rotary, a decisão veio por força judicial em 1987. Já o Lions aprovou em sua Conferência Internacional a mudança estatutária no mesmo ano, permitindo o ingresso de mulheres.

No caso da Maçonaria, não existe uma autoridade internacional, pois cada Obediência é soberana em seu território. Até mesmo a Conferência Mundial das Grandes Lojas Regulares não possui autoridade sobre a legislação das Obediências participantes. O que se tem é um entendimento de muitas Obediências de que a Grande Loja Unida da Inglaterra, sendo a Obediência mais antiga do mundo, é a fiel guardiã das antigas tradições, e por isso muitas dessas Obediências seguem suas recomendações.

Sobre o tema da mulher na maçonaria, a Grande Loja Unida da Inglaterra se pronunciou em 1999 no sentido de que reconhece a existência da Maçonaria Feminina e de que essas instituições são “regulares na prática”, apesar de não serem “regulares na origem”. Assumiu também que, de tempos em tempos, tem realizado diálogos informais com as autoridades das Grandes Lojas Femininas da Inglaterra sobre assuntos de “interesse mútuo”. No mesmo comunicado, a Grande Loja Unida da Inglaterra se declarou contrária à Obediência Mista presente na Inglaterra, a Grande Loja Direitos Humanos, mas talvez não pelo fato de ser mista, e sim pelas práticas daquela Obediência.

Apesar da Grande Loja Unida da Inglaterra ter dado um sinal que pode ser positivo a longo prazo e que pode vir a influenciar as demais Obediências mundiais, a maior resistência não vem do “Velho Mundo”, e sim do novo: a maçonaria americana representa ¼ das Obediências Regulares e quase a metade de todos os maçons do mundo. E o conservadorismo americano, também presente na maçonaria, indica que o mais próximo de uma mulher adulta se reunir em um templo da maçonaria regular dos EUA é e será através da Ordem da Estrela do Oriente.

De qualquer forma, esse sempre será o grande paradoxo da maçonaria: acompanhar a evolução da sociedade, se modernizar, sem abrir mão das antigas tradições que tanto defende e preconiza. O que pode ser modernizado? O que deve ser mantido? Talvez esse seja o grande mistério da maçonaria de hoje.

#Maçonaria

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Histórias de Fantasmas Reais que você precisa conhecer

A seguir listaremos os 10 casos mais relevantes entre os pesquisadores de casos paranormais envolvendo histórias de fantasmas. Se participa de algum clube de caça certamente já ouvir falar deles, caso contrário é bom aprender para não passar por desinformado. O critério para entrar nesta lista e que sejam aparições famosas,  testemunhadas por várias pessoas em diversas circunstâncias e geralmente em um mesmo lugar ou lugares relacionados.

Quanto maior o número de testemunhas mais credibilidade do caso que, por fim, foram organizados aqui em ordem de crescente importância.

10 – O Suicídio de Kate Morgan

O Hotel del Coronado é um deslumbrante resort vitoriano à beira-mar vitoriana na cidade de Coronado, no Sul da Califórnia próxima de San Diego. Ele funcionava a somente quatro anos quando uma linda jovem chamada Kate Morgan pediu um quarto no dia 24 de novembro de 1892. Era estava aparentemente muito doente e o boato é que ela havia tomado uma dose grande de Quinina para induzir o aborto de uma gravidez indesejada. Ela estava tão perturbada que assim que foi encontrada na escadaria com uma bala na testa e uma arma nas proximidades a conclusão só poderia ser uma: suicídio. Deste aquele dia uma série de fenômenos estranhos tem sido relatados no hotel incluindo ruídos estranhos, vultos luminosos e ocasionais relatos de uma mulher vestida a moda vitoriana vagando pelos corredores.

 

 

9 – Os Fantasmas do Hotel Stanley

Se você se hospedar no Hotel Stanley em Estes Park, Colorado e ligar o canal 42 da sua televisão você estará a qualquer momento dia ou hora assistindo a obra prima do terror de Stephen King, ‘O Iluminado.”. Não se trata de nada sobrenatural é apenas uma forma do hotel de se promover pois é justamente este o estabelecimento onde se passa o filme. As histórias do Hotel Stanley que inspiraram a película são antigas. Funcionários relatam ouvir barulhos no salão de festas quando não há ninguém lá. Crianças são ouvidas brincando nos corredores quando não há qualquer criança hospedada e muitos hóspedes relatam ter visto figuras fantasmagóricas em seus quartos durante a noite, apenas em pé, observado. O quarto andar é especialmente rico em relatos e há um fantasma em particular Lord Dunraven, o antigo dono do terreno, é usualmente responsabilizado por quaisquer objetos de valor que desapareceu do hotel ao longo dos anos.

 

 

8 – A Dama de Marrom

Raynham Hall, em Norfolk , Inglaterra, é o lar de  uma das fotos de fantasmas mais famosas já tiradas, a Dama de Marrom (Brown Lady) é chamada assim porque ela aparece em um vestido de renda marrom. Ela é amplamente creditada como sendo Lady Dorothy Walpole , irmã de Sir Robert Walpole, que se casou com Charles, segundo Visconde de Townshend em 1713. A Dama de Marrom morreu sob circunstâncias misteriosas em 1726 , e os avistamentos começaram pouco depois. Apesar dos relatos de avistamentos terem diminuído drasticamente desde que a foto foi tirada em 1936, antes suas aparições já haviam sido relatadas por fontes bastante respeitáveis, com oo do Major Loftus, que estava hospedado em Raynham Hall, em 1849. Ao se despedirem em direção aos seus quartos, ele e um amigo chamado Hawkins observaram uma mulher em renda marrom que desapareceu assim que o Major Loftus se aproximou dela. Determinados em confrontar a aparição, na noite seguinte eles voltaram para ela mesmo local e mais uma vez a viram. Ele ficou horrorizado ao ver, no entanto, que, quando ele olhou para seu rosto, viu apenas dois buracos negros onde deveriam estar seus olhos.

 

7 – Caso de Clifton Hall

Se você tem três milhoes de libras sobrando pode ser o feliz proprietário do Clifton Hall em Nottinghamshire, Inglaterra. Pertencendo por muitos séculos a família Clifton até sua venda em 1958. A partir dai se tornou uma escola, tempos depois um conjunto de apartamentos de luxo e finalmente uma residência privada que atualmente pertencem a família Rashid. São 17 quartos, 10 banheiros, 10 salas, um ginário e uma sala de cinema… e é claro, alguns fantasmas. Os Rashid testemunharam alguns fenômenos já na primeira noite em casa na forma de sons de fortes pancadas e vozes chamando. Em um incidente a esposa Nabila desceu as escadas as 5 da manhã para preparar a mamadeira para seu filho de 18 meses. Ela observou sua filha mais velha sentada em frente a televisão e ao chamá-la não obteve resposta. Ao voltar passou pelo quarto da filha e a encontrou dormindo em sua cama. Os Rashids experimentaram 8 meses de assombrações e então abandonaram o local. Apesar deste caso ser o mais recente as histórias no Clifton Hall remontam ao século 11 e incluem bebes etéreos chorando e mulheres vistas em janelas de quartos emparedados e inacessíveis.

 

6 – A Carona de Balete

 

Ahh os fantasmas das Filipinas! Sempre vêem com um toque dramático de terror, possivelmente ganhos nas transformações boca a boca. A Dama de Branco, como é conhecida em Quezon City, Filipinas é um destas lendas urbanas que é repetida por tantas pessoas que começamos a duvidar se é realmente apenas uma lenda. Os vários relatos falam de uma mulher vestida de branco com longos cabelos negros, vez por outra coberta de sangue que aparece a noite no meio da estrada de Balete Drive. Diz-se que não se deve passar por lá de madrugada mas que se você fizer isso, deve garantir que o lugar dos passageiros esteja lotado. Muitas histórias contam que ela aparece em bancos traseiros desocupados para pegar uma carona, aparecendo no espelho retrovisor e desaparecendo ao tentar ser vista diretamente.

 

5 – A Fazenda de Francisville

 

A lenda diz que Chloe foi uma escrava na cada de uma Fazenda de Francisville, Louisiana que tinha o hábito de escutar pelas fechaduras das portas. Um dia ela foi flagrada pelo dono da casa que como punição furou seus ouvidos, forçando-a a usar um pano verde em volta da cabeça para ocultar os ferimentos pelo resto da vida. Como vingança Chloe preparou um bolo envenenado, e embora seu alvo fosse o dono da casa, também matou sua esposa e suas duas filhas que agonizaram por dias andes de sucumbir. Chloe tentou fugir mais foi linchada pelos outros escravos. Desde então Chloe tem aparecido para diversos moradores, incluindo em algumas fotos famosas. Mas esta não é a única história de fantasmas da propriedade, quase sempre envolvendo espíritos de escravos. Cadeiras de balanço balançando sozinhas, cantos voodoo ouvidos em quartos específicos, entre outros.

 

 

4 – A Carona de Resurrection

Viajando por entre Ballroom Willowbrook e Resurrection Cemetery em Justice, Illinois os rapazes podem acabar dando carona para uma jovem que viaja na beira da estrada. Ela tem cabelos loudos, olhos azuis, usa um vestido branco e esta morta desde a década de 1930. Se você deixar ela embarcar ela vai desaparecer do carro assim que você passar pelo cemitério. Marry, como é chamada é um exemplo clássico do fantasma carona, como o de Balete visto anteriormente. O que faz de Marry Resurrection um caso distinto de tantos outros é a consistência de sua história. A menina tem a mesma aparência , usa o mesmo vestido e desaparece no mesmo local incontáveis vezes. Os relatos se arrastam até a década de 30 e ocorrem mesmo com aqueles que nunca tinham ouvido falar da história. Em um relato de 1973 foi feito por um taxista que reclamou entre os moradores do local de uma menina que fugir sem pagar a corrida, para então descobrir que não havia sido o primeiro.

 

3 – O Holandes Voador

Era 1641 quando o capitão Hendrik van der Decken jurou que iria dobrar o Cabo da Boa Esperança, mesmo que isso demorasse o juizo final para cnseguir. Bom… ele aind anão chegou lá. O navio do capitão, conhecido como O Holandes Voador foi visto com grande freqüência ao redor de uma mesma área sendo o caso mais consagrado de navio fantasma que temos documentado. Muitas vezes foi visto tão perto que as testemunhas juraria que estava em um curso de colisão com seu navio, só para vê-lo desaparecer diante deles no último instante. Ele é sempre visto como um mau presságio pelos marinheiros.Até o Rei George V da Inglaterra deixou um relato feito em 1881 onde escreveu: “Às 4 da manhã do Holandes Voador cruzou nossos arcos. Uma estranha luz vermelha emanava do navio fantasma como que incandescente, em meio a qual brilhavam os mastros, as vergas e velas a distancia tal de 200 metros destacando-se em fortes relevos na proa “. Mais tarde naquela manhã, o marinheiro que originalmente avistou o navio caiu morto. O caso do Holandes Voador é discutido em detalhes no nosso artigo, O Navio da Morte.

 

 

 

2 – Abraham Lincoln

Além de um personagem histórico fascinante Abraham Lincoln é um poderoso atrator estranho em termos de casos paranormais. E não vamos nem entrar aqui no mérito das coincidências e paralelos com a vida de John Kennedy. Diz a lenda que Lincoln viu seu destino antes de ser assassinado e que reportou um sonho na noite anterior onde presenciou o próprio funeral na casa branca. É na casa branca também que muitos visitantes e residentes testemunham ter tido contato com ele, entre eles a primeira dama Grace Coolidge, a Rainha Wilhelmina dos Paises Baixos e mesmo Winston Churchill, que como de costume tinha algo curioso a dizer na ocasião. Relata o estadista britânico que havia acabado de sair do banho quando, ainda nu entrando em seu quarto viu Lincoln sentado próximo a lareira. Teria dito então surpreso, “Boa tarde Sr. Presidente, como vê me encontrou em desvantagem.” Depois disso Lincoln sorri e desapareceu.

 

1 – Anne Boleyn

 

A segunda esposa de Henrique VIII e mãe da futura rainha Elizabeth I, Anne Boleyn tinha três anos de casada antes de seu marido se cansar dela. Foi acusada então falsamente de adultério, incesto e feitiçaria e enfrentou a lâmina do carrasco e ser decapitada em 19 de maio de 1536 . Conta-se que o carrasco teria perguntado : “Onde está a minha espada ?” logo antes de cortar seu pescoço com um golpe só num aparente esforço de aliviar a antecipação de Anne, fazendo-a pensar que tinha alguns momentos a mais. Seu fantasma foi visto então por várias pessoas diferentes em vários locais diferentes sempre dentre as propriedades reais como o Castelo de Hever, o Salão de Blockling, a Igreja de Salle, o Salão Marwell  e, talvez a mais famosa, Torre de Londres. Embora a imensa maioria dos relatos falem de uma mulher bonita de vestido exuberante alguns são um pouco mais perturbadores. Indivíduos azarados dizem tê-la visto como estava na hora da morte, ou seja, sem a cabeça ou algumas vezes segurando a cabeça debaixo do braço. Tornou-se uma imagem tão icônica que é frequentemente parodiada em filmes e na televisão tornando-se inclusive uma fantasia comum de Halloween em Londes.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/10-historias-de-fantasmas-reais-que-voce-precisa-conhecer/

Em busca da Teoria do Tudo

» Parte 2 da série “Reflexões sobre a perfeição” ver parte 1 | ver parte 2

Tenho um amigo matemático – Guilherme Tomishiyo – que ousa afirmar que a matemática é mais arte do que ciência. Vejamos seu pensamento acerca do assunto:

“O motivo pra mim da matemática não ser uma ciência, ao menos uma ciência natural – que estuda a natureza –, é que ela não parte de observações da mesma.

Um matemático não analisa um aspecto do mundo natural e tenta traduzir aquilo. Ele parte de axiomas e constrói daí um sistema lógico. Eu diria que ela é o estudo dos padrões. Quem estuda matemática sabe que números são apenas uma parte, a grande maioria dela não está nem um pouco relacionada com isso.

Uma coisa que eu acho estupidamente bela na matemática é o seu aspecto ontológico. Daqui a mil anos, podemos descobrir que Einstein esteve errado, e a sua teoria inteira não passava de um caso particular de uma teoria mais geral (como foi com Newton), mas daqui a 10 mil anos, o Teorema de Pitágoras continuará sendo verdadeiro, assim como todos os teoremas já demonstrados até o momento.

O teor artístico da matemática é inegável. A criatividade – mesmo para conjecturar alguns fatores – é sublime.”

Por muitos e muitos anos a física experimental esteve sempre à frente da física teórica – primeiro a natureza era observada, experimentada, e somente após os cientistas tentavam explicar o mecanismo natural através de suas equações e teorias… Ultimamente, entretanto, isto se inverteu…

Desde a formulação das teorias da relatividade e da mecânica quântica, os físicos vêm tentando unir todas as forças da natureza em uma espécie de Teoria do Tudo. Assim como Maxwell conseguiu unificar a eletricidade e o magnetismo em uma elegante matemática, Einstein e muitos outros gênios científicos vêm tentando unir o eletromagnetismo as forças nucleares (forte e fraca) e a gravidade. Até agora, a única teoria que obteve sucesso considerável foi à teoria das supercordas ou Teoria-M (não me pergunte sobre o que significa o “M”).

Essa teoria postula que os elementos mais fundamentais da matéria não são pontos e/ou partículas, e sim cordas muito, muito pequenas, em eterna vibração… Da amplitude de suas vibrações partículas de maior ou menor massa são criadas, e o universo se trona uma elegante sinfonia cósmica.

O grande problema da Teoria-M, entretanto, é que ela não pode ser testada! Não dispomos da tecnologia necessária para chegar sequer próximo da energia necessária para detectarmos uma supercorda (ou p-brana). Entretanto, físicos de toda a parte do mundo a estudam a décadas, simplesmente porque sua matemática lhes parece bela e simétrica, com a vantagem de que a gravidade se adequou as suas equações desde os primeiros esboços da teoria. Mas, seria esse sentimento de beleza suficiente para garantir a veracidade de uma teoria?

Brian Greene, um dos grandes defensores da Teoria-M, admite que a simetria da natureza atraí certos cientistas:

“Os cientistas descrevem duas propriedades das leis físicas – o fato de que elas não dependem da ocasião (tempo) ou do lugar (espaço) em que foram invocadas – como simetrias da natureza. Com isso eles querem referir-se ao fato de que a natureza trata todos os momentos do tempo e todos os lugares do espaço de forma idêntica – simétrica -, fazendo com que as mesmas leis estejam em operação em todas as partes. O efeito causado por essas simetrias é o mesmo que exercem na música e na arte em geral – o de uma profunda satisfação; eles revelam ordem e coerência no funcionamento da natureza. A elegância, a riqueza, a complexidade e a diversidade dos fenômenos naturais que decorrem de um conjunto simples de leis universais é parte integrante do que os cientistas querem dizer quando empregam o termo “beleza”.”

Já o físico brasileiro Marcelo Gleiser recentemente passou a criticar ferozmente esse tipo de “utopia estética” na ciência:

“A noção de que a natureza é perfeita e pode ser decifrada pela aplicação sistemática do método reducionista precisa ser abolida. Muito mais de acordo com as descobertas da ciência moderna é que devemos adotar uma abordagem múltipla, e que junto ao reducionismo precisamos utilizar outros métodos para lidar com sistemas mais complexos. Claro, tudo ainda dentro dos parâmetros das ciências naturais, mas aceitando que a natureza é imperfeita e que a ordem que tanto procuramos é, na verdade, uma expressão da ordem que buscamos em nós mesmos.

É bom lembrar que a ciência cria modelos que descrevem a realidade; esses modelos não são a realidade, só nossas representações dela. As “verdades” que tanto admiramos são aproximações do que de fato ocorre. As simetrias jamais são exatas. O surpreendente na natureza não é a sua perfeição, mas o fato de a matéria, após bilhões de anos, ter evoluído a ponto de criar entidades capazes de se questionarem sobre a sua existência.”

Espinosa concluiu que o conceito de perfeição só pode ser aplicado às obras humanas, pois que essas podem já ter terminado… Como os quadros e as esculturas dos grandes artistas da Renascença. Talvez o mesmo possa ser dito dos teoremas matemáticos – que são perfeitos porque já foram terminados… Mas, e o que isso tem a ver com a natureza, com a imensidão cósmica a nossa volta?

Eu disse que muita ciência e/ou muita religião nos aproximam e desvelam a Deus… Mas não seria então um “deus imperfeito”? Um “deus ausente” que irradiou o Cosmos à partir de si mesmo somente para deixar-nos a mercê desse eterno baile de partículas e poeira? Existe algum sentido em todo esse infinito a nossa volta? Onde estará à perfeição prometida pelos profetas, o céu que aguardamos para descansar?

» Isso nós descobriremos a seguir, seguindo pelo caminho do pólen (dentre outros)…

***

#Ciência #Matemática #natureza #perfeição

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Asmodeus, o Assassino de Deus

O Grande Rei Asmodeus é conhecido como aquele que incita os filhos da linhagem demiúrgica à luxúria desenfreada, prendendo-os em grandes agonias de remorços e culpas infindas. É considerado também por grandes estudiosos do caminho da mão esquerda como um dos principais Príncipes Infernais, podendo se comparar em poder com o Grande Deus dos Ares Beelzebuth e até mesmo ao Grandioso Senhor de toda a Sabedoria e Gnose: Lúcifer. A mitologia judaica, através do Talmud aborda-o no Livro de Tobias 3,8,17. Seu nome em hebraico é Aschmedai, em latim Asmodaeus, o que em nossa língua portuguesa se derivou no nome conhecido e difundido entre nós como Asmodeus ou Asmodeos.

Alguns de seus nomes mais conhecidos são: Asmodeu: português, Asmodaeus: latim, As’medi: em aramaico, Asmodäus: hebraico, Ashmedai: Talmud, Acheneday: hebreu, Asmaidos ou Asmodaios-Ασμοδαίος: grego, Asmodée: francês, Asmodeo: espanhol  e italiano além de: Asmodai, Ashmadia, Asmoday, Asmodei, Ashmodei, Ashmodai, Hashmodai, Asmodeios, Asmodeius, Asmodi, Chammaday, Chashmodai, Sidonay, Sydonai. Além é claro, do nome principal persa Aeshma-Deva.

Algumas interpretações da raiz do seu nome significam: “O Destruidor”, “O Senhor que Julga” ou ainda o “Dono do Julgamento”. Ele também pode ser interpretado pelo anjo destruidor de Apocalipse 9:11 e de II Samuel 24:16, além de Provérbios 18: 25. “Aquele que faz perecer” também é um dos significados de interpretação de seu nome, além de “O Demônio da Ira” e “O Exterminador”.

A Natureza de Asmodeus

Apesar de alguns estudiosos em demonologia atribuirem sua “vingança” cega somente ao rei de Israel, Salomão, há registros no deuterocanônico livro de Tobias como: ‘assassino dos noivos de Sara’, pois existe a possibilidade de Asmodeus ter desejado/copular com esta. Na demonologia clássica Asmodeus é um demônio irado que, assim como Satanás, se opõe a tudo o que é demiúrgico, aplicando seu poder de destruição e fúria acausal imensurada às emanações de Marduk!

Ele, magísticamente é conhecido por algumas vertentes do caminho da mão esquerda como ‘Aquele que tanto une, quanto separa casais’, devido ao seu Grande Poder de influência em emanações nos sentimentos humanos. É um Deus difícil de se lidar, pelo fato de que, historicamente, fora traído por Salomão, e, trancafiado em uma Urna. Urna essa conhecida pelos ´praticantes de goetia, mas que também possui relação com as piras funerárias, muito conhecidas nas religiões afro-brasileiras como “quartinhas de exu”.

Alguns antigos grimórios relatam que Asmodeus possui relação com Aeshma-Deva (nome derivado da língua persa), por isso alguns também acreditam que Ele é um Deus Persa, cultuado por este povo há milhares de anos. Sendo isso verdade os relatos antecedem a narrativa judaico-cristã sobre esta Figura-Entidade Poderosíssima e Singular. O que é relatado nestes Grimórios é que, o rei Salomão tenha se decepcionado com o seu deus hebreu YHWH e tenha se voltado para os Deuses dos povos vizinhos, que foram “endemonizados” pelos homens e a cultura hebreia. Salomão adorou-lhes e cin ekles fez um pacto. Seu principal contato com estes Príncipes do Inferno foi o Rei Asmodeus. A própria bíblia, relata tais eventos: “Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai.” I Rs 4:31.

A Bíblia aponta ainda a comunhão de Salomão com Milcom, Moloque, Astarote, dentre outros Deuses Obscuros, incluindo assim, Asmodeus.
Seguindo ainda relatos de alguns Grimórios, Salomão teve ajuda de Asmodeus na construção do Templo de Israel, pois a tecnologia da época não remontava a habilidade para um advento tão “glorioso” (a nível de sofisticação e engenharia) a construção puramente humana do Templo erigido ao deus hebreu, assim sendo, Salomão depois de ter o que queria, ou seja, usado o Deus do Caos para os seus próprios caprichos, teria de alguma forma etorpecido-o, quando este estivera plasmado, ou seja, materializado de frente a Salomão, e, somente dessa forma, o havia prendido em tal urna.   O que é sabido também é que a técnica que Asmodeus ensinara ao rei Salomão era a de colocar espigas de milho entre as pedras que eram empilhadas com betume e argamassa, que ao “estourarem” devido ao forte calor, dava uma forma perfeita e extremamente engenhosa às paredes e as colunas centrais do Templo.

O que a história remonta depois é que Asmodeus consegue se libertar colocando o anel do rei Salomão, e assim, assumindo sua forma humana, e, reinado em seu lugar por cerca de 40 anos, o que deixou o rei de Israel perturbado mentalmente e vagando no deserto judaico por cerca de 4 décadas!

Salomão para aprisionar Asmodeus utilizara técnicas magísticas desenvolvidas pela cabala negra judaica e até mesmo conhecimentos ocultos poderosíssimos adquiridos através de suas mulheres, inclusive as de cunho de magia egípcia, pois bem sabemos que é impossível de forma comum e simples aprisionar uma Inteligência imaterial, principalmente tratando-se de um dos Príncipes do Inferno. Hoje, àqueles que invocam Asmodeus devem ter muita cautela, pois existem alguns segmentos ocultistas que se utilizam das mesmas práticas abusivas que o rei Salomão teria utilizado no passado para tentar novamente Evocar o Espírito do Grande Asmodeus para fins diversos.

Sigilo de Asmodeus

Alguns dizem que Ele foi o Feiticeiro Principal que tornou-se em forma de uma aranha, como arma nas mãos do Grande Lúcifer para sufocar e derrotar o demiurgo (cristo) na cruz, assim, asfixiando-o até a morte, tamanha ira da linhagem demiúrgica imunda.
Agora, existem informações bem precisas Dentro da Via Draconiana, que expressam com verossimilidade que, Asmodeus pertence e tem trelação com a esfera Planetária de Marte, e que a Porta Obscura associada às suas Evocações chama-se Titahion e a sua Esfera Cabalística é a de Golachab.


Sigilo de Golachab

Os favores daqueles que comungam a verdadeira essência deste Magnífico Deus são:

  • Coragem para vencer todo e qualquer tipo de obstáculo
  • Desejo e sede de poder destrutivo (tanto causais quanto acausais)
  • Poder de rituais sexuais para maldição e destruição da Unidade através do lançamento da guerra, do conflito e da raiva. Arte militar e de dominação do sexo masculino e a aniquilação total dos inimigos!
  • Derramamento de sangue através de aniquilação pelo fogo, e, principalmente o reforço do Fogo do Caos Interno, possibilitando a abertura de novos Portões Obscuros com a ajuda de rituais sangrentos.

Ainda dentro do conhecimento Real, através da Corrente dos 218, Asmodeus é conhecido como o incinerador obscuro das paixões (qualquer empecilho de obstinação que faça o iniciante/iniciado de evoluir em amplos sentidos), o ódio cego, o Rei Irado acaulsal e o mais belo de todos os títulos: o Assassino de Deus! Ele habita / está composto no Quinto Ângulo de Sitra AHRA, a grosso modo falando sobre as esferas Qliphóticas da “Árvore da Morte”. Por isso alguns demonólogos acreditam que Ele foi um anjo que pertencia aos céus na ordem dos Querubins ou Serafins. Em Tradições Apócrifas antigas, ainda acredita-se que Ele poderia ser filho de Adão com Lilith (consorte de Adão antes mesmo da criação de Eva, que depois teria se demonizado e se tornado a Terrível Deusa Negra, mas que não vem ao caso neste estudo).

Quanto a sua aparência Asmodeus é mostrado na demonologia como um ser com asas e três cabeças: uma de carneiro, uma de touro (simbolizando a fertilidade) e uma de homem, com sopro de fogo, é como uma espécie de dragão infernal, cospe fogo e é armado com uma lança, possuindo pés de galo e cauda de serpente. Segundo algumas vertentes do Satanismo Ele ainda é capaz de ensinar ao homem às artes mecânicas, a invisibilidade, a clarividência, a geomancia, a astronomia, a geometria e a aritmética, além do artesanato.

Dies Irae, Dies Illa, Solvet Cosmos In Favilla!  Vocamus Te Aeshma-Diva!
Dias de Ira, Dias que Dividirão o Universo Reduzindo-o em Cinzas!
Invocamos-te Aeshma-Diva! Hail  Aeshma-Diva! Hail 218!

Bibliografia:

Liber Azerate, Joy of Satan, Asmussen, Jes Peter (1983), “Aēšma”, Encyclopaedia Iranica, 1, New York: Routledge & Kegan Paul, pp. 479–480
Wikipédia, a Enciclopédia Livre, Dhalla, Maneckji N. (1938), History of Zoroastrianism, New York: OUP,  Russell, James (2001), “God Is Good: On Tobit, A Chave Menor de Salomão e As Clavículas de Salomão, ambos do século XVII.

Bruxo Του Βάαλ – A’ arab Zaraq

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/asmodeus-o-assassino-de-deus/

Arcanos da Corte e o ITMB

As Cartas da Realeza são figuras de 16 tipos de personalidades diferentes. Você poderá perguntar por que 16 tipos em vez de 10 ou 20, ou qualquer outro número? Por que especificamente 16?

Parece que, os criadores do Tarô, uma vez mais, quem quer que tenham sido, sabiam exatamente o que estavam fazendo. Entre 1913 e 1917, C.G. Jung escreveu o agora famoso livro, Tipos psicológicos, cuja primeira publicação ocorreu em 1923. Nesse livro, Jung descreve oito tipos de personalidades diferentes. Mais tarde, Katharine Briggs e Isabel Myers ampliaram a teoria original dos oito tipos de personalidade de Jung para dezesseis. Briggs e Myers planejaram um teste, ou indicador de tipo, agora chamado de Indicador de Tipo Myers-Briggs (ITMB), que é tão fantasticamente preciso que hoje é considerado por muitos como o instrumento mais exato disponível para verificar o tipo de personalidade, e é usado em empresas, universidades e centros de consulta em todo mundo.

O ITMB baseia-se em dezesseis tipos de personalidade de acordo com as quatro funções junguianas: sensação, emoção, pensamento e intuição, e são esses dezesseis tipos de personalidade arquétipa que as Cartas da Realeza representam. Embora, tanto quanto sabemos, Jung e Myers-Briggs não estivessem de forma alguma ligados à Ordem Hermética da Aurora Dourada, que no começo do século XX também descreveu as dezesseis Cartas da Realeza, as descrições da Aurora Dourada correspondem, com uma precisão sobrenatural, às personalidades estabelecidas pelo ITMB.

Os Arcanos Maiores são arquétipos invisíveis e universais, às vezes chamados de Arcanjos, Anjos, Espíritos, Eus Superiores, Guias Internos, ou superconsciente. As cartas Menores mostram como os Arcanos Maiores se apresentam nos eventos e situações arquetípicas individuais ou em questões que acontecem na Terra. E as Cartas da Realeza indicam o comportamento e a personalidade arquetípicos.

Crowley fez a correspondência entre os Arcanos da Corte com as cúspides entre dois signos na Astrologia, relacionando as “misturas” de energia entre dois signos causadas em Planetas que estejam muito próximos da fronteira entre eles (ex. um Planeta bem próximo da fronteira entre Gêmeos e Câncer). Estou arrumando estas correspondências e em breve farei um post a respeito.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcanos-da-corte-e-o-itmb

O Problema com a Gnose Pessoal

Por Aaron Leitch

Nunca falha! Se você fizer uma pergunta sobre uma instrução ritual para um grupo de ocultistas – esperando que a academia tenha descoberto a provável origem e/ou intenção de tal instrução – você sempre obterá várias respostas de: “Por que você não apenas conjura os espíritos e pergunta a eles?” Deixe-me dar um breve exemplo: basta entrar em qualquer grupo ocultista e perguntar a eles o que deveria ser a “tinta de sangue de borboleta”. Esta tinta é exigida no Sexto e Sétimo Livros de Moisés , onde é necessário inscrever os Selos dos espíritos. Muitas pessoas dirão que é provável que seja tinta feita de açafrão, mas ninguém saberá por que “sangue de borboleta” seria açafrão, ou mesmo se essa era a intenção do autor original do grimório . Então, sem perder o ritmo, virá : “Por que você não pergunta aos espíritos?”

Ah, gnose pessoal … a prática de aprender coisas diretamente de seres espirituais. Que assunto delicado! Por um lado, você tem caras como eu que insistem que você deve aprender sua magia diretamente de seus espíritos. Os feitiços que você encontra nos livros podem ser úteis, mas não são feitiços adaptados por seus próprios espíritos familiares ou Patronos para suas necessidades específicas. Os feitiços do livro podem falhar, mas os feitiços revelados por seus espíritos nunca, jamais, falharão quando feitos corretamente .

No entanto… não quero que tudo isso dê a impressão de que os livros devem ser evitados! Eu ouvi de um número perturbador de indivíduos que insistem que todos os livros são inúteis, ou que nenhum mago “real” recorreria a eles. Infelizmente, quando você conhece esse tipo, eles estão por toda parte, sem qualquer tipo de base, e certamente não têm conhecimento do básico de como trabalhar com espíritos em primeiro lugar. Se eles estão em contato com qualquer coisa (além de seus próprios egos), os espíritos estão fazendo pouco mais do que conduzi-los em uma alegre perseguição. Na maioria das vezes, suspeito que eles estão apenas inventando coisas à medida que avançam e recorrendo à “gnose pessoal” porque ninguém pode contradizê-la.

Com certeza, há um tempo e um lugar para a gnose pessoal. Quando os alunos começam a me perguntar se eu acho que seus espíritos vão gostar disso, ou se sentirão ofendidos por isso, eu digo a eles que perguntem a seus espíritos. Se alguém foi inspirado a escrever um ritual e quer que eu o critique, digo-lhe para deixar que seus próprios espíritos o critiquem. Quando se trata de como você interage com seus espíritos, é inteiramente entre eles e você. Minha opinião significa muito pouco a esse respeito.

Mas há um problema com a gnose pessoal quando ela entra em conflito com a pesquisa acadêmica. Há, de fato, uma boa razão pela qual precisamos dos livros, afinal. O problema de perguntar diretamente aos espíritos é que você pode não ter o conhecimento necessário que eles precisariam para transmitir as ideias a você. Os espíritos não se comunicam usando cordas vocais para vibrar o ar que salta de seus tímpanos. Eles usam o que hoje chamaríamos de “ telepatia ”: eles se comunicam diretamente com sua mente. ( Agripa descreve-o como sendo semelhante ao modo como a luz se imprime diretamente em seu olho sem um meio óbvio de comunicação.) Isso se torna um problema ao tentar transmitir ideias a uma mente que não possui as palavras ou símbolos para representá-las.

Por exemplo, imagine tentar explicar os detalhes da mecânica quântica para uma criança de três anos. Por mais que tente, essa criança simplesmente não tem ferramentas mentais para entender o que você está dizendo. No final, tudo o que você pode fazer é “emburrecer” e usar parábolas para transmitir apenas a menor sombra do conceito para a criança. (Geralmente apenas um primeiro passo que você espera que a criança construa no futuro.) Eu disse a muitos alunos que é assim que é para um anjo ou divindade tentar se comunicar conosco primatas sabe-tudo. Podem levar anos para nos levar lentamente a ideias que, em retrospecto, parecem simples e óbvias. Mas só era simples e óbvio depois de acumularmos o conhecimento e a experiência para fazê-lo funcionar.

Isso se aplica até mesmo a coisas que poderíamos pensar que deveriam ser bastante diretas, como pedir a um espírito que explique uma instrução obscura encontrada em um grimório. (Como o que nas profundezas do Hades deveria ser “sangue de borboleta”?) Se você não tem o contexto e o histórico que faz uma prática fazer sentido, eles simplesmente não têm como colocar as palavras ou imagens certas em sua mente.

Vamos olhar novamente para o Sexto e Sétimo Livros de Moisés . O livro diz que você deve se preparar por treze dias antes do ritual, e então você deve participar do “sacramento dos Três Reis” antes de entrar no círculo . Durante anos as pessoas pensaram que isso significava que você tinha que “trazer um presente” (uma oferta) para o círculo, porque os três Reis haviam trazido presentes para Jesus. A ideia se tornou tão difundida que agora você pode chamá-la de tradicional, e ainda existem Hoodoo conjuradores lá fora que aderem a ele. Nenhuma vez, em todas as décadas que as pessoas têm usado o ritual, nenhum espírito contradisse essa interpretação das instruções. As chances são de que algum conjurador tenha recebido essa informação de um espírito com quem estava trabalhando em primeiro lugar.

Mas então vem Joseph H. Peterson com sua edição, e ele descobriu que as instruções realmente significam que devemos nos preparar para os treze dias da véspera de Natal até a véspera da Epifania (ou seja, os famosos Doze Dias do Natal), e então você deve participar da Epifania Missa (o verdadeiro sacramento dos Três Reis) antes de entrar no Círculo. Você também precisa ter certos itens consagrados durante a Missa da Epifania e usar Água da Epifania durante o ritual. Então, por que nenhum espírito nunca disse isso antes? Por que eles permitiram que os conjuradores “trazessem um presente” e deixassem por isso mesmo, quando poderiam ter revelado que a Epifania era o foco o tempo todo?

Porque eles não podiam. Os mágicos em questão não tinham o conhecimento necessário, nem o contexto cultural, para dar sentido a isso. E assim os espíritos não tinham nada com que transmitir a informação. Enquanto isso, Joe Peterson estudou a história, os manuscritos, a cultura que os produziu, e foi facilmente levado pelos espíritos à resposta certa. Ele tinha o conhecimento e o contexto.

Ao estudar magia, você primeiro precisa esgotar todas as fontes humanas de conhecimento disponíveis. Você não quer conjurar um espírito e fazer uma pergunta que poderia ter sido respondida com o Google ou uma olhada em um livro que você poderia facilmente obter. Isso tende a irritá-los.

 

 

Fonte: The Problem with Personal Gnosis

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-problema-com-a-gnose-pessoal/