#Arcanum
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/5-anos-da-arls-arcanum-arcanorum
#Arcanum
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/5-anos-da-arls-arcanum-arcanorum
Começando já com uma citação de Aleister Crowley, esse post de Douglas Gibb, do blog TarotEon.com, abriu meus olhos para uma realidade que eu, sem perceber, já venho sentido há algum tempo – de uma forma muito especial, as imagens das cartas são existências independentes, autônomas – entidades. Realmente, isso é fato, ainda que sequer passe pela cabeça da maioria das pessoas, a maior parte do tempo.
Partindo do começo, a origem conceitual da palavra “entidade” encontra-se no conceito filosófico grego de to on, que poderíamos traduzir livremente por “ser”, “ente”, e que literalmente quer dizer algo como “aquilo que é”. Mergulhando no significado do próprio verbo ser, uma entidade é, essencialmente, algo que possui uma existência distinta. Indivíduos são entidades, números são entidades, estados são entidades – e imagens de Tarot são entidades. Crowley dá mesmo um passo adiante, dizendo que “(…)cada carta é, em certo sentido, um ser vivo (…)”.
Mas o que isso significa? Isso significa que cada carta não se resume simplesmente a um conceito a ser aprendido, memorizado, compreendido, mas a um alguém, com quem você se relaciona e interage. Elas são mais que simples objetos de estudo. Você não pode simplesmente estudar as cartas como quem estuda plantas ou materiais sintéticos ou genética; as imagens têm sua autonomia, e quando você olha pra elas, elas também olham pra você. Eu poderia mesmo dizer que as cartas do Tarot são conceitos vivos – elas têm uma espécie de vida particular. Vê-las assim as faz deixarem de serem simplesmente ideias, itens x participantes de um grupo sistêmico, para transformarem-se em algo tridimensional e multifacetado. E eu não estou falando aqui simplesmente dos personagens de cada carta, mas da imagem em si, como um todo, enquanto entidade conceitual; daí eu dizer que as cartas são “conceitos vivos”.
Imagine que cada uma das 78 cartas do Tarot é uma pessoa, como seu amigo de trabalho, sua irmã ou seu namorado – personalidades que existem no mundo. Da mesma forma que as pessoas da nossa vida, as cartas então não são coisas chapadas que podem ser inteiramente vistas e apreendidas numa única olhada. Como uma pessoa – tão complexa – os elementos de Tarot são personalidades, agregados independentes de uma miríade de fatores que, interagindo, fazem acender a centelha da existência. Mais que serem simplesmente entendidas, as cartas requerem que você trave com elas uma relação, que se aprofunda à proporção do tempo e da intensidade da interação.
Então, é essa a ideia – abordar cada imagem do Tarot como alguém a ser descoberto, alguém com quem é possível trocar. Eu sei que é uma questão profunda e complicada, e pretendo falar mais sobre isso à medida que a ideia amadurecer mais. Por enquanto, só quero deixar a ideia – as imagens simbólicas do Tarot, sendo símbolos, são mais que simples objetos de estudo estáticos.
Cartas são Forças
Talvez outra forma de colocar isso seria dizer que as cartas são forças – forças inteligentes. Faz alguns dias, li uma coisa que fez muito sentido pra mim –
(…) embora no nosso plano de existência os símbolos sejam abstrações, em outros planos eles são coisas reais (…), trata-se basicamente de alguma coisa ‘carregada com a força que ela supostamente deva representar’”(Robert Wang, O Tarô Cabalístico, pgs. 61,63).
Isso faz um tremendo sentido quando a gente encara as cartas como mais do que simples desenhos. Além da carta está a imagem, e a imagem representa um conceito que abarca e ultrapassa o nosso pensamento. Esotericamente, a nossa realidade física é só um aspecto de uma Realidade mais ampla, que inclui os planos etérico, astral, mental, e os planos superiores. Segundo esse princípio, nossos pensamentos, no plano mental de onde se originam, são coisas reais, tangíveis e concretas. Os símbolos são imagens que surgem no nosso psiquismo, e como tal pertencem também aos planos astral e mental. É comumente aceito que símbolos são criações humanas. Porém, é possível da mesma maneira conjeturar que símbolos são entidades independentes que, de certa forma, entram em contato com a mente humana.
Num nível mais profundo do que o imediato, cotidiano, cada imagem do Tarot é a representação física de uma força real. Mais uma vez citando Wang, “(…) quando os Trunfos aparecem numa predição, eles são vistos a partir de fora e atuam como forças objetivas que afetam a questão.” (pg. 54, itálico meu). No caso, Wang refere-se especificamente aos Arcanos Maiores (Trunfos), porém é claro que é possível estender o mesmo principio às cartas pequenas, já que toda carta representa uma força. E essa noção não é nova – McGregor Mathers já dizia isso há como que cento e cinquenta anos atrás.
Mas o que isso tem a ver com a leitura de cartas em si?
A prática oracular do Tarot pode ser profundamente influenciada por essa noção à medida em que percebemos que, se cada imagem do Tarot é uma força real, uma leitura funciona como um mapa dinâmico das forças atuantes sobre uma questão, em um dado momento. Tal conceito justifica outra ideia que eu já mencionei aqui no blog – a de que uma mesma carta pode representar um sem número de coisas numa leitura. Quando vemos as cartas como forças ativas, então uma mesma força pode manifestar-se de diversas maneiras diferentes ao mesmo tempo. Tal ideia pode ser comparada à maneira que a Astrologia vê as influências e atuações dos astros – Vênus pode provocar amor e romance, mas também gozo, festas, divertimento e arte, por exemplo.
Em termos práticos, isso quer dizer que as cartas ganham vida. Elas deixam de ser expedientes mnemônicos para esse ou aquele conceito, e passam a ser o próprio conceito, ali presente, ativo e interagindo com seus companheiros.
O uso oracular do Tarot é só uma das facetas desse sistema simbólico tão significativo. O Tarot em si vai bem mais além disso. E a coisa é séria.
Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/cartas-do-taro-sao-entidades/
Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de junho de 1852 — Barcelona, 10 de junho de 1926) foi um arquiteto catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquiteto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitetura.
Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida essa faceta desapareceu também.
O Mapa
O Mapa de Gaudi mostra Sol e Mercúrio em Câncer/Gêmeos, Lua em Libra, Ascendente e Marte em Virgem e Caput Draconis de volta a Câncer. Também possui Júpiter em Escorpião e Saturno em Touro. O Planeta mais forte no Mapa de Gaudi é Marte em Virgem, com 7 Aspectações fortes.
A combinação das energias de Câncer e Gêmeos forma o que chamamos do arquétipo da Rainha de Copas; que reúne a habilidade de contar histórias geminiana com o envolvimento emocional canceriano. Mercúrio nessa combinação é o que apelidamos do “Mercúrio do Calvin” em referência ao personagem de HQs e sua imaginação prodigiosa. Aliando esta imaginação à vontade virginiana do Marte através de um sextil de 0,01 graus temos alguém extremamente metódico e muito, muito criativo. Lua em Libra completa com um dos maiores sensos estéticos e apurados de harmonia do zodíaco.
Muita gente pergunta “Onde está a tendência para a arquitetura no Mapa?” mas esta é uma pergunta que não tem resposta. O mapa indica que ele era uma pessoa metódica e criativa muito acima do normal, mas Gaudi poderia ter escolhido ser um escultor ou artesão com os talentos que possuía. Seu Júpiter em Escorpião (facilidade natural de se lidar com poderes e recursos vindos dos outros) o impulsionou para estaturas de maior poder… ao invés de esculturas; prédios-esculturas e a facilidade para se lidar com obras da complexidade da Igreja Sagrada Família (um dos meus templos favoritos no mundo!).
Combinando criatividade, perfeccionismo e grandiosidade, sem dúvida nenhuma ele soube trabalhar aquilo que veio fazer neste Planeta.
#Astrologia #Biografias
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-antoni-gaudi
Batizada em homenagem ao poema de John Milton, a banda liderada por Nick Holmes fez deste disco um dos mais importantes manifestos satanista dos anos 90. Sem ter um mínimo de espaço na grande mídia, se comparado ao de pop-satanistas como Marilyn Manson e outros de menor envergadura, a poesia do Paradise Lost é de uma sabedoria obscura inegável e de uma sonoridade capaz de despertar qualquer pessoa com a mínima inclinação sinistra.
Tempos draconianos são verdadeiramente os tempos em que vivemos. A temática dos álbuns sempre esteve ligada ao urro do dragão sobre as negações de uma religiosidade forçada e hipócrita que por séculos e séculos vem nos sendo enfiada goela abaixo desde o berço. Ainda que esse disco não tenha mais de uma década a música do Paradise Lost já é usada durante as cerimônias de algumas capelas satânicas e deveria ser usada como sermão de igrejas para o avanço da Era Satânica e alegria de toda a nação satanista.
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The fire is gone, They search for faith, Are you the one Weak search for faith
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Tradução de Shades of God O fogo se apagou Eles procuram fé Você é aquele Uma fraca busca pela fé |
Nº 61 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história
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Neste episódio, Pri Martinelli, Marcelo Del Debbio e Rodrigo Grola conversam com Katy Frisvold sobre Bruxaria Tradicional. Quais as origens destas tradições? Existem incorporações na Bruxaria? Quais as semelhanças com a Umbanda/Candomblé/Vodu? Existem Ordens Lunares e solares? Quais as comparações entre a Bruxaria e a Maçonaria? Como a bruxaria e a maçonaria serviram de base para a Wicca? A Essência do que é bruxaria e muito mais…
Podcast – Bruxaria Tradicional
Podcast do Projeto Mayhem
E aproveite para escutar os outros 18 episódios também!
Direto na nossa página ou no agregador de podcasts mais perto de você!
Faça parte do Projeto Mayhem!
#Podcast
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Rubellus Petrinus
A interpretação das imagens com simbolismo alquímico não é uma tarefa fácil porque cada um tem a sua própria interpretação mas a Primeira Lâmina de Abraham o Judeu não é difícil de interpretar se conhecerdes as matérias e o modus operandi da obra de Flamel. As outras lâminas não são assim tão fáceis de interpretar no que respeita ao modus operandi.
A via de Flamel é uma via mista ou via do amálgamas assim, o velho empunhando um gadanho simboliza Saturno tal como nas Doze Chaves de Basílio Valentim. Saturno como todos os alquimistas sabem não é um mineral ou metal volátil, por isso o velho alado não pode ser Saturno porque ter asas significa voar e, por isso, ele terá de ser um metal ou mineral volátil.
Flamel chama-lhe Saturnia e não Saturno. Saturnia na obra de Flamel é o régulo de antimónio. Qualquer alquimista sabe que o régulo de antimónio é um metal volátil isto é, pode ser sublimado assim, o velho alado não simboliza Saturno mas o régulo de antimónio.
Aqui, o velho alado tenta cortar os pés de Mercúrio, isto é cortar a volatilidade do mercúrio. Como?
Com as devidas precauções numa pequena tigela de aço inoxidável tentai amalgamar o régulo de antimónio em pó com o azougue comum. Nunca o conseguireis! Nem com a ajuda de Vulcano o podereis fazer!
Então, como o velho alado pode cortar os pés ao Mercúrio? Ele só o poderá fazer com a ajuda da areia vermelha do relógio de areia que tem sobre a sua cabeça. A areia é vermelha e do lado direito do relógio podereis ver dois símbolos espagíricos da areia ou pó. O pó vermelho é a chave para amalgamar o régulo de antimónio em pó e o azougue; isto é o Sol ou ouro.
Isto é a primeira parte da obra de Flamel: fazer um régulo solar e reduzi-lo a pó e em seguida amalgamá-lo com o azougue e destilar o amalgama numa retorta desmontável de aço inoxidável.
Descrevemos isto em linguagem clara porque o Mestre também o fez no seu livro.
Flamel no Testamento ou no Breviário não se refere a tempo astrológico ou estações do ano ou outras coisas deste género, pelo menos não nos demos conta disso.
Simbologia Alquímica
Eis aqui um motivo interessante para reflectirmos sobre a simbologia alquímica. A Primeira Lâmina de Abraão o Judeu que já comentámos anteriormente.
Le Livre Des Figures Hieroglyphiques de Flamel, Retz, Paris, p. 74: «Quanto ao interior, as suas folhas de cascas foram gravadas com grande habilidade, escritas com um buril de ferro, em belas e muito nítidas letras Latinas coloridas».
P.77: «Primeiramente, na quarta Lâmina ele pintou um jovem Homem com asas nos calcanhares, tendo uma Vara (caduceu) na mão, com duas Serpentes enroscadas o qual tem um Capacete que lhe cobre a cabeça. A meu ver simboliza o Deus Mercúrio dos Pagãos. Contra ele vem correndo e voando de asas abertas um grande Velho que tem sobre a cabeça um Relógio e nas suas mãos uma foice como a Morte a qual terrível e furiosa ele quer cortar os pés do Mercúrio.»
Ora, conforme Flamel refere no texto, a imagem seria colorida como a que foi publicada por Molinier.
Na imagem a cor há um pormenor muito importante. Junto ao relógio que Saturno “alado” tem colocado sobre a cabeça está o símbolo espagírico da areia de cor vermelha que poderá, e muito bem, simbolizar o ouro. Dada a via em causa, o ouro em pó, por meio do qual Saturno (Satúrnia) poderá cortar os pés ao Mercúrio.
Se verificardes a imagem a preto e branco, além das figuras de Saturno alado não com as asas colocadas nos ombros mas na cabeça o que simbolicamente representa o mesmo, vemos também em baixo um dragão que, só por si, vem reforçar a simbologia do Saturno alado que aqui não representa Saturno mas, como Flamel diz e nós o referimos na explicação desta Lâmina anteriormente, é a Satúrnia que é completamente diferente. Daí que na Lâmina a preto e branco de origem alemã, publicada em Uraltes Chymiches, Werk, Leipzing, 1760, ter em baixo a imagem de um dragão que a Lâmina a cor não mostra.
Na nossa opinião, nesta imagem, falta a representação simbólica com a qual a Satúrnia poderá cortar os pés ao Mercúrio isto é, o amalgama com o Mercúrio.
Resumindo, qual das imagens nos merece maior confiança? Não o sabemos exactamente porque não conhecemos as imagens originais do livro de Abraão o Judeu.
É isto que causa e causará aos estudantes de alquimia a maior das confusões porque cada artista representa o simbolismo alquímico conforme o seu entendimento.
Felizmente, para nós, que conhecemos o modus operandi da via de Flamel sabemos que Saturno representado nestas Lâminas com asas nunca poderá ser Saturno mas sim Satúrnia que é um mineral completamente diferente e que, por ter sido representado com asas, é volátil e tem a propriedade de purgar o ouro tal como foi descrito na Primeira Chave das Doze Chaves de Basílio Valentim.
Para poder “cortar” os pés do Mercúrio a Satúrnia deverá ser primeiro fundida com o Sol ou com a Lua e depois sim, poderá cortar os pés de Mercúrio (amalgamado) com o Jovem alado mensageiro dos Deuses.
Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-primeira-lamina-de-abraham-o-judeu/
por Charles Stansfeld Jones
Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.
Como você deve saber, nós entramos em um Novo Æon. Uma Verdade mais Elevada foi outorgada ao Mundo. Esta verdade está aguardando em prontidão para todos aqueles que vierem a aceitá-la conscientemente, porém ela tem que ser percebida antes de ser compreendida, e dia após dia aqueles que tiverem aceitado esta Lei, e estiverem tentando vivenciá-la, perceberão mais e mais a sua Beleza e Perfeição.
O novo ensinamento parece estranho no começo; e a mente é incapaz de assimilar mais do que um fragmento do que este realmente significa. Apenas quando estivermos vivenciando a Lei é que aquele fragmento poderá se expandir para dentro da infinita concepção do todo.
Eu quero que você compartilhe comigo um pequeno fragmento desta grande Verdade que foi esclarecida para mim nesta manhã de Domingo[1]: eu quero que você venha comigo – se quiser – exatamente através da fronteira do Velho Æon e olhe atentamente por um momento o Novo. Então, se o aspecto lhe agradar, você permanecerá, ou, talvez, você retorne por um tempo, mas uma vez que a estrada esteja aberta e o Caminho manifesto, você sempre será capaz de ir lá novamente, num piscar de olhos, simplesmente reajustando a sua visão Interna na direção da Verdade.
Você sabe o quão profundamente nós sempre ficamos impressionados com as ideias de Sol nascente e Sol poente, e como os nossos antigos irmãos, vendo o Sol desaparecer à noite e nascendo novamente na manhã seguinte, basearam as suas ideias religiosas neste conceito de um Deus Moribundo e Ressuscitado. Essa á a ideia central da religião do Velho Æon, porém nós a deixamos para trás porque embora ela parecesse estar baseada na Natureza (e os símbolos da Natureza são sempre verdadeiros), nós ainda assim superamos esta ideia que é apenas aparentemente verdadeira na Natureza. Uma vez que este grande Ritual de Sacrifício e Morte foi concebido e perpetuado, nós, através da observação dos nossos homens de ciência, soubemos que não é o Sol que nasce e se põe, mas é a terra sobre a qual nós vivemos que gira de forma que a sua sombra nos isola da luz solar durante aquilo que chamamos de noite. O Sol não morre, como acreditavam os antigos; ele está sempre brilhando, sempre irradiando Luz e Vida. Pare por um momento e tenha uma clara concepção deste Sol, como Ele está brilhando já cedo pela manhã, brilhando ao meio-dia, brilhando à tarde e brilhando à noite. Você percebeu esta ideia claramente em sua mente? Você acabou de sair do Velho Æon e entrar no Novo.
Agora consideremos o que aconteceu. O que você fez para obter essa imagem mental do Sol sempre brilhante? Você se identificou com o Sol. Você saiu da consciência deste planeta; e por um momento você teve que se considerar um Ser Solar. Então por que voltar para trás novamente? Você pode tê-lo feito involuntariamente, porque a Luz era tão grande que parecia como Escuridão. Mas faça novamente, dessa vez mais completamente, e consideremos quais serão as alterações no nosso conceito do Universo.
No momento em que nos identificamos com o Sol, percebemos que nos tornamos a fonte de Luz, que agora nós também estamos brilhando gloriosamente, mas também percebemos que a Luz Solar já não é mais para nó, pois não conseguimos mais ver o Sol, pouco mais do que podíamos ver a nós mesmos em nossa pequena consciência de Velho Æon. Tudo em volta é Noite perpétua, mas esta é a Luz Estelar e o Corpo de Nossa Senhora Nuit, no qual nós vivemos e movemos e temos o nosso ser. Então, desde esta altura nós voltamos o nosso olhar para o pequeno planeta Terra, do qual nós partimos há um momento atrás, e achamos que nós mesmos estamos projetando nossa Luz por sobre todos aqueles indivíduos que chamamos de nossos irmãos e irmãs, os escravos que servem. Mas nós não paramos por aqui. Imagine o Sol concentrando os Seus raios por um momento sobre um pequeno ponto, a Terra. O que acontece? Ela é queimada, é consumida, ela desaparece. Mas em nossa Consciência Solar é Verdade, e embora observemos por um momento a pequena esfera que deixamos para trás, e ela não existe mais, ainda assim existe “aquilo que permanece”. O que permanece? O que aconteceu?
Nós percebemos que “todo homem e toda mulher é uma estrela”. Nós observamos em volta a nossa herança maior, nós contemplamos o Corpo de Nossa Senhora Nuit. Nós não estamos na escuridão; nós estamos muito mais próximos Dela agora. As coisas que (a partir do pequeno planeta) pareciam como partículas de luz, estão agora brilhando como outros grandes Sóis, e estes são verdadeiramente os nossos irmãos e irmãs, cuja natureza essencial e Estelar nós jamais tínhamos visto e percebido antes. Estes são os ‘restos’ daqueles que pensávamos ter deixado para trás.
Há bastante espaço aqui, cada um viaja no Seu verdadeiro Caminho, tudo é prazer.
Agora, se você quer voltar para o Velho Æon, faça-o. Mas tente e tenha em mente que aqueles ao seu redor são em realidade Sóis e Estrelas, não pequenos escravos temerosos. Se você não quer se tornar um Rei, ainda assim reconheça que eles têm direito ao Reinado, assim como você o tem, sempre que desejar aceitá-lo. E no momento em que desejar fazê-lo deverá apenas se lembrar disso – Contemple as coisas a partir do ponto de vista do Sol.
Amor é a lei, amor sob vontade.
Notas de Rodapé
1- Nota do revisor: No original, em inglês, o autor usa Sun-Day de forma a evidenciar que aquele era o dia do Sol
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O procedimento normal, como muitos indubitavelmente estarão familiarizados, (e este é apenas uma de suas utilizações) é que um sigilo/glifo do desejo é mantido na visão mental enquanto permanece no que todos nós nos referimos como postura da morte. Uma técnica que têm sido repetidamente empregada por mim em tais ocasiões é baseada nos mesmos princípios da postura da morte, além do que eu achei-a um pouco mais fácil e sem as armadilhas que uma pessoa pode experimentar com a técnica de A.O.Spare. Destaca-se, são técnicas diferentes.
Esta técnica é uma estranha mistura de gnose inibitória e excitante, respiração forçada, danças ou giros e, é óbvio, exaustão. O resultado final é de necessidade para este processo o blecaute, que é como nós sabemos, da gnose inibitória. Agora explicarei como esta técnica é empregada por alguém para a inserção de sigilos para qualquer propósito que a pessoa sinta necessidade.
Primeiro a pessoa deve sigilizar o desejo em qualquer forma que ela possa desejar, mas em todos os casos e especificamente este, o sigilo deve ser bem fácil de visualizar. Uma vez que isso tenha sido feito, a pessoa pode então começar a criar o ritual para aquele propósito particular em mente. Exorcismos e invocações podem ser empregadas, se assim desejar, isto não é, entretanto, uma necessidade para o sucesso vir a termo deste processo. Na culminação do ritual, o indivíduo começa a respirar de forma rápida e profunda e ao mesmo tempo visualizando o sigilo tão vividamente quanto for possível para você, brilhante, intenso e bem límpido a medida que a respiração continua. Então quando você sentir que o momento é propício, comece a girar ao seu redor, ainda respirando e mantendo o seu sigilo visualizado na visão mental. Uma música pode ser tocada como um fundo para dançar, tambores ou qualquer outro instrumento de batida são os melhores instrumentos de sons de fundo para este propósito. Quando o indivíduo tiver alcançado um estado de completa exaustão, bem atordoado, suando e disposto à cair, ele ou ela então, ainda girando, respirando e mantendo o sigilo visualizado na mente, dirige o seu caminho para o centro do círculo ou área de trabalho.
Aí um parceiro, ativo ou passivo, (em outras palavras, se um trabalhador solitário, tentar ter alguma pessoa para ajudá-lo com esta parte) para o seu giro e agarra-o em um “abraço de urso” erguendo-o do solo e apertando-o em seu plexo solar, onde uma grande rede de nervos está situada. Neste momento preciso a música, se alguma tiver sido empregada, é interrompida, e um silêncio mortal é mantido. O praticante prende a sua respiração enquanto está sendo “apertado” e o sigilo é visualizado como se estivesse queimando com um brilho, um fogo branco como se a sua imagem estivesse queimando em sua mente. Dentro de segundos o blecaute ocorrerá e o sigilo será perdido para a mente. Neste ponto é importante que o seu parceiro deixe-o cair ao solo, a menos que você deseje retornar ao caos primal!
Ao retornar, na maioria dos casos, você deve evocar o riso para banir o sigilo e todos os pensamentos afim, sua risada quebrará o silêncio e o rito é finalizado da forma desejada.
Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/blecaute-a-postura-da-morte/
Por Hamal
Os Rituais DeMolay e Maçom lidam com energias que habitam não somente o mundo material, mas também com forças espirituais, sendo que a principal delas que guiam, ordenam e protegem nossos trabalhos e seus membros, é a Egrégora.
Começamos a ver no post sobre o Ocultismo a importância do estudo e compreensão dos planos astrais e espirituais, e a egrégora é um dos mais famosos exemplos da interação entre os planos metafísicos e o físico.
Vamos fazer uma breve apresentação sobre Egrégora e seu funcionamento.
Pedimos que deem uma devida importância a esse estudo, pois tentaremos simplificar ao máximo o funcionamento dos planos extrafísicos e sua relação com a Maçonaria e o DeMolay, conforme nos é passado. Comecemos a juntar o estudo do Hermetismo e a prática do Ocultismo.
EGRÉGORA
Egrégora pode ser definida como “coletividade de pensamentos, objetivos e ações”.
Por exemplo a egrégora DeMolay está vinculada a todo pensamento que corresponde as sete virtudes e três baluartes, seus membros são aqueles que pensam de acordo com essas virtudes e agem em suas vidas com essa postura. Mesmo para a Maçonaria que possuí uma egrégora de liberdade, igualdade e fraternidade e guia seus membros ao estudo e ao lapidar espiritual.
As egrégoras são formadas por uma afinidade de objetivos entre as pessoas, mas não somente entre os que estão encarnados. O plano astral e espiritual também são atingidos por nossas vibrações emocionais e de pensamentos, assim como nós somos atingidos pela energia desses planos.
Incrementando a definição de egrégora: “coletividade de pensamentos, objetivos e ações que estão em sintonia energética de pensamentos e emoções de espíritos e homens”.
Portanto egrégoras são energias que existem nos planos atrais e são formadas por espíritos e homens que possuem a mesma afinidade de pensamentos e desejos. Astralmente estão os espíritos vinculados a esses pensamentos que trabalham em prol da egrégora, protegendo e guiando seus membros.
Como vimos no texto Simbolismo e a Liberdade Religiosa, o símbolo é a conexão existente entre o visível e o invisível, e toda egrégora possuí pelo menos um símbolo que pode representá-la. São através desses símbolos que nós podemos acessá-las e compartilhar da sua energia. Por esse motivo que existem todos os Rituais, e por isso que eles possuem uma variedade de símbolos de acordo com o seus objetivos. Dentro dos rituais estão os símbolos relacionados com o propósito da egrégora, e estão as determinações a serem dadas aos integrantes espirituais dessa egrégora. Lembram-se da importância da Intenção?
Por exemplo, quando emitimos um pensamento benéfico a alguém através de um ritual de magia (como na Cerimônia das Nove Horas), essas ondas de pensamentos ligam-se a uma energia espiritual de mesmo objetivo por meios dos símbolos utilizados no Ritual, e esta leva sua ação até onde lhe foi determinado.
Recomendado a leitura dos textos DeMolay e Magia Cerimonial parte I e parte II.
Devemos entender que a egrégora por si só tem vida e, assim como acontece com nós quando temos algum vírus maléfico, ela elimina os membros que estão fazendo mau a ela. É por esse motivo que quando uma pessoa que frequenta um Capítulo ou uma Loja “saem do ritmo” e não se encaixam no objetivo da egrégora, esta o elimina e a pessoa deixa de ir nas reuniões pelos mais diversos motivos. Assim também como acontece ao contrário, quando alguém que nunca ouviu falar em DeMolay ou Maçonaria acaba entrando em seu quadro e se torna um exemplo a ser seguido.
Existem duas maneiras de uma egrégora nascer: a primeira é com um agrupamento de pessoas que se reúnem com um objetivo em comum, atraindo a elas energias espirituais que possuem o mesmo padrão de vibração; a segunda ocorre quando a egrégora é formada no astral por seus integrantes espirituais, é planejada e arquitetada, e então pessoas no plano material se afinam com essa egrégora e começam a criar sua estrutura.
A Egrégora da Ordem DeMolay é um exemplo que foi formada no astral e veio ao material através dos nossos fundadores, não é atoa que os rituais “brotaram” da cabeça de Arthur Marshal durante uma noite e sua expansão alcançou limites inimagináveis, e da mesma maneira acontece com a Egrégora da Maçonaria Simbólica. E ambas fazem parte de uma egrégora ainda maior.
Portanto como Iniciados, não façamos caso do que está escritos em nossos Rituais. E como pessoas, não sejam simplesmente mais um em meio a sociedade.
A jornada espiritual contêm os mais belos mistérios da existência.
Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-egr%C3%A9gora-e-a-ordem-demolay
Os devotos puros do Senhor Krishna ficam extáticos e extremamente alegres por prestarem serviço devocional amoroso a Ele. Conforme revelado por Srila Krishnadasa Kaviraja Goswami no Sri Chaitanya-charitamrita, Krishna uma vez desejou experimentar a felicidade que Seus devotos sentem. Ele concluiu que, a menos que adotasse o humor de um devoto, não poderia experimentar essa felicidade. O devoto mais elevado do Senhor Krishna é Srimati Radharani. Assim, o Senhor Krishna aceitou a emoção e a compleição de Radharani e se tornou o Senhor Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu.
O Senhor Chaitanya é o próprio Krishna, mas na forma e humor de um devoto. Ao se tornar um devoto, o Senhor realizou bhakti-yoga e o ensinou à humanidade. Como Senhor Chaitanya, o Senhor Krishna é especialmente misericordioso ( maha-vadanya ), mesmo para com as pessoas mais pecadoras. Krishna matou pessoas sem escrúpulos, mas o Senhor Chaitanya as transformou. Ele concedeu nama (o nome de Deus) e prema ( amor de Deus) mesmo aos mais caídos, e nenhuma outra encarnação exibiu um nível tão alto de misericórdia divina.
Svarupa Damodara Goswami, um dos associados mais confidenciais do Senhor Chaitanya Mahaprabhu, ofereceu uma oração ao Senhor quando chegou para servi-Lo em Jagannatha Puri. Nessa oração, ele descreveu dez características da misericórdia divina do Senhor Chaitanya:
heloddhunita -khedaya vishadaya pronmilad – amodaya
shamyach – chastra-vivadaya rasa-daya chittarpitonmadaya
shashvad -bhakti-vinodaya sa-madaya madhurya-maryadaya
shri-chaitanya daya-nidhe tava daya bhuyad amandodaya (Chaitanya-charitamrta, Madhya 10.119, Sri Chaitanya-chandrodaya- nataka 8.10)
Tradução:
Que haja a Misericórdia do Senhor Chaitanya ( shri-chaitanya daya-nidhe tava daya bhuyad ), que:
O que se segue é uma breve descrição dos dez aspectos acima da misericórdia divina do Senhor Chaitanya.
Uma das características de bhakti , ou serviço devocional puro, é klesha-ghni , ou seja, afasta todas as misérias ( kleshas ). O Senhor Chaitanya desceu para ensinar a todos o processo de bhakti-yoga . Sarvabhauma Bhattacharya, um devoto erudito do Senhor Chaitanya, O louva em seu Shacisutashtakam :
satatam janata-bhava-tapa-haram
paramartha-parayana-loka-gatim
nava-leha-karam jagat-tapa-haram
pranamami shachi-suta-gaura-varam
“Ele está sempre removendo o sofrimento da existência material para a humanidade. Ele é o objetivo da vida para as pessoas que se dedicam ao seu interesse supremo. Ele inspira os homens a se tornarem como abelhas (ansiosas pelo mel de krishna-prema ). Ele remove a febre ardente do mundo material. Eu me curvo a Gaura, o lindo filho da mãe Shachi.”
brahmana espiritualmente elevado chamado Vasudeva sofria de lepra, seu corpo cheio de vermes vivos. Sua compaixão pelo sofrimento de todas as entidades vivas era tão grande que assim que um verme caía de seu corpo, ele o pegava e o colocava de volta no mesmo local. Ouvindo que o Senhor Chaitanya havia chegado ao lugar sagrado chamado Kurmakshetra, Vasudeva foi vê-Lo na casa de um brahmana chamado Kurma. Quando Vasudeva soube que o Senhor Chaitanya já havia partido, ele caiu no chão inconsciente, e o Senhor imediatamente veio até aquele local e o abraçou. Assim, sua lepra e sua angústia foram embora, e seu corpo ficou belo.
Vasudeva orou: “Ó meu misericordioso Senhor, tal misericórdia não é possível para entidades vivas comuns. Tal misericórdia só pode ser encontrada em Você. Ao me ver, até mesmo uma pessoa pecadora vai embora devido ao meu mau odor corporal. No entanto, você me tocou. Tal é o comportamento independente da Suprema Personalidade de Deus.” ( Chaitanya-charitamrita , Madhya 7.144-145 )
Sendo muito compassivo com Vasudeva, o Senhor Chaitanya o curou da lepra e o transformou em um belo homem satisfeito com o serviço devocional. Assim, o Senhor Chaitanya ficou conhecido como Vasudevamrita-prada – “o doador de néctar para Vasudeva. ”
A próxima faceta da misericórdia do Senhor Chaitanya é vishadaya – ela purifica tudo. O Senhor Chaitanya mostrou o método supremo de purificação para as pessoas em Kali-yuga, inaugurando o processo de cantar os santos nomes de Krishna. Ceto-darpana-marjanam : pelo cantar dos nomes de Krishna, o coração da pessoa é purificado.
Srila Narottama Dasa Thakura canta as glórias do Senhor Chaitanya. Patita-pavana-hetu tava avatara : “Ó meu Senhor, Você apareceu apenas para libertar todas as almas caídas.” Mo-sama patita prabhu na paibe ara : “E entre todas as almas caídas, eu sou a mais baixa.” Assim, aquele que busca purificação e elevação de sua condição decaída deve se abrigar no Senhor Chaitanya. Krishnadasa Kaviraja Goswami escreve no Sri Chaitanya-charitamrita ( Adi 15.1):
ku -manah su-manastvam hi yati yasya padabjayoh
su-mano-‘rpana-matrena tam chaitanya-prabhum bhaje
“Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor Chaitanya porque simplesmente oferecendo uma flor a Seus pés de lótus, mesmo o materialista mais ardente se torna um devoto.”
Outro aspecto da misericórdia do Senhor Chaitanya é pronmilat amodaya – desperta a bem-aventurança transcendental. O Senhor Chaitanya, junto com Seus associados, realizou sankirtana , ou o canto congregacional dos santos nomes de Krishna. Kaviraja Goswami diz que eles “saquearam o depósito do amor de Deus” e distribuíram seu conteúdo a todos indiscriminadamente. A devoção amorosa a Sri Krishna é alcançada através de sankirtana , que é a essência de toda bem-aventurança ( nama-sankirtana – saba ananda-svarupa, Adi 1.96) Sri Chaitanya Mahaprabhu diz:
krishna -name ye ananda-sindhu-asvadana
brahmananda tara age khatodaka-sama
“Comparado ao oceano de bem-aventurança transcendental que se saboreia cantando o mantra Hare Krishna, o prazer derivado da realização impessoal do Brahman [ brahmananda ] é como a água rasa em um canal.” ( Adi 7,97 )
Durante Sua viagem ao sul da Índia, o Senhor Chaitanya encontrou várias pessoas e as libertou, induzindo-as a cantar os santos nomes de Krishna em êxtase. Quando as pessoas que se tornaram devotas encontraram outras pessoas, elas também as induziram a cantar em êxtase. Assim, milhares e milhares de pessoas cantaram alegremente os santos nomes de Krishna pela misericórdia do Senhor Chaitanya.
Outra característica maravilhosa da misericórdia de Chaitanya Mahaprabhu é shamyat shastra vivadaya – ela atenua as divergências das escrituras. As escrituras védicas às vezes apresentam abheda-vakyas , ou declarações afirmando que todas as coisas são uma com Deus, sendo Suas expansões dependentes. Mas as escrituras também contêm muitos bheda-vakyas , ou declarações que afirmam as qualidades únicas e distintivas do Senhor Supremo, indicando que Ele é diferente de Suas expansões e energias. Assim, alguns mantras Upanishadic enfatizam a semelhança de Deus e Sua criação, enquanto outros falam sobre sua diferença.
Diferentes filósofos consideram essas afirmações de acordo com suas próprias concepções. Os impersonalistas lêem os abheda-vakyas literalmente e aceitam os bheda-vakyas apenas de forma figurada. Por outro lado, alguns filósofos enfatizam apenas os bheda-vakyas e explicam que o Senhor Supremo é totalmente diferente da criação e das entidades vivas.
Conciliando essas aparentes contradições nas declarações das escrituras, Sri Chaitanya Mahaprabhu propôs o achintya-bhedabheda-tattva, o princípio da unidade e diferença simultâneas do Senhor e Suas energias, o que é inconcebível. O Senhor Supremo é a pessoa energética original, e Dele emanam todas as Suas energias, incluindo a criação e as entidades vivas. Sem a pessoa energética, a energia não existe. E sem energia, “uma pessoa enérgica” não tem significado. Assim, a energia e o energético são um. No entanto, eles existem separadamente. E isso é inconcebível para mentes influenciadas pela energia material.
Srila Prabhupada escreve,
Somos todos um com Ele [o Senhor Supremo], assim como os ornamentos de ouro são um em qualidade com o ouro de estoque, mas o ornamento de ouro individual nunca é igual em quantidade com o ouro de estoque. O estoque de ouro nunca se esgota, mesmo que haja inúmeros ornamentos que emanam do estoque, porque o estoque é purnam , completo; mesmo que purnam seja deduzido do purnam , ainda assim o purnam supremo permanece o mesmo purnam . Este fato é inconcebível para nossos atuais sentidos imperfeitos. O Senhor Chaitanya, portanto, definiu Sua teoria da filosofia como achintya (inconcebível), e como confirmado no Bhagavad-gita , bem como no Bhagavatam , a teoria do Senhor Chaitanya de achintya-bhedabheda-tattva é a filosofia perfeita da Verdade Absoluta. ( Bhagavatam 2.6.13-16, Significado)
Por Sua misericórdia sem causa ( daya ), Caitanya Mahaprabhu desceu para distribuir as doçuras transcendentais ( rasa ) para as pessoas neste mundo. Assim em Vidagdha-madhava (1.2) Srila Rupa Goswami ora,
anarpita -charim chirat karunayavatirnah kalau
samarpayitum unnatojjvala-rasam sva-bhakti-shriyam
“O Senhor Chaitanya apareceu na Era de Kali por Sua misericórdia sem causa para conceder o que nenhuma encarnação jamais ofereceu antes: a mais sublime e radiante doçura do serviço devocional, a doçura do amor conjugal .” (citado em Cc. Adi 1.4)
Krishnadasa Kaviraja Goswami escreve,
Antes da criação desta manifestação cósmica, o Senhor iluminou o coração do Senhor Brahma com os detalhes da criação e manifestou o conhecimento védico. Exatamente da mesma forma, o Senhor, ansioso por reviver os passatempos de Vrindavana do Senhor Krishna, impregnou o coração de Rupa Goswami com potência espiritual. Por esta potência, Srila Rupa Goswami pôde reviver as atividades de Krishna em Vrindavana, atividades quase perdidas na memória. Desta forma, Ele espalhou a consciência de Krishna por todo o mundo. ( Madhya 19.1)
rasas primárias e secundárias , ou doçuras (sabores) transcendentais no relacionamento com Krishna, juntamente com seus sintomas. Em Benares, o Senhor Chaitanya deu ensinamentos mais elaborados a Sanatana Goswami, esclarecendo-o sobre rasas e outros aspectos de bhakti . Assim, o Senhor Chaitanya distribuiu o conhecimento de rasas para o mundo através de Rupa e Sanatana Goswamis, que os explicaram ainda mais escrevendo escrituras devocionais.
A misericórdia do Senhor Chaitanya também causa júbilo no coração ( chitta arpita unmadaya ). Ouvir sobre todas as Suas atividades cheias de compaixão e afeição causa a maior felicidade ao ouvinte. Assim, Kaviraja Goswami exorta os leitores do Sri Chaitanya-charitamrita , repleto de descrições das atividades misericordiosas do Senhor Chaitanya, a estudá-lo e ouvi-lo com grande atenção para obter júbilo: “Ó devotos, que a vida transcendental e as características de Sri Chaitanya Mahaprabhu sejam sempre ouvidas , cantado e meditado com grande felicidade.” ( Antya 12.1 )
A misericórdia do Senhor Chaitanya sempre estimula o serviço devocional ( shashvat bhakti vinodaya ) nos corações daqueles que entram em contato com Ele. Cada entidade viva tem um relacionamento eterno com o Supremo Senhor Krishna. No entanto, devido à cobertura de maya , ou a energia ilusória, a alma condicionada esqueceu esse relacionamento. Pela execução de bhakti – yoga pode-se reviver esse relacionamento. E o Senhor Chaitanya misericordiosamente desceu para ensinar bhakti-yoga , pelo qual a pessoa se identifica como um servo eterno do Senhor Krishna e age de acordo. Assim Sarvabhauma Bhattacharya O exalta:
vairagya-vidya-nija-bhakti-yoga
shikshartham ekah purushah puranah
shri-krishna-chaitanya-sharira-dhari
kripambudhir yas tam aham prapadye
“Deixe-me abrigar-me na Suprema Personalidade de Deus, Sri Krishna, que desceu na forma do Senhor Chaitanya Mahaprabhu para nos ensinar o verdadeiro conhecimento, Seu serviço devocional e desapego de tudo que não promova a consciência de Krishna. Ele desceu porque Ele é um oceano de misericórdia transcendental. Deixe-me render-me aos Seus pés de lótus.” ( Madhya 6.254)
O Senhor Chaitanya pregou bhakti , especialmente bhakti realizado seguindo os passos dos residentes de Vrindavan, sob a orientação dos Seis Goswamis. Sempre que o Senhor Chaitanya se despedia de Seus devotos, Ele os exortava fervorosamente a prestar serviço devocional a Krishna, que inclui cantar Seus nomes e adorá-Lo.
Como o Senhor Chaitanya estimula o serviço devocional no coração de uma alma condicionada e sofredora neste mundo, Ele simultaneamente concede o êxtase e a alegria ( sa-madaya ) que acompanham bhakti . A entidade viva condicionada se identifica artificialmente como o mestre, desfrutador, controlador e proprietário neste mundo. No entanto, pela misericórdia do Senhor Chaitanya, pode-se desistir de tal falsa identificação realizando krishna-bhakti. Ser um servo amoroso de Krishna é a posição constitucional original de toda entidade viva, como o próprio Senhor Chaitanya ensinou: jivera ‘svarupa’ haya – krishnera ‘nitya-dasa’ ( Madhya 20.108). Uma gota de alegria e êxtase de servir a Krishna não pode ser comparada a um oceano de felicidade que se obtém ao fundir-se no Brahman impessoal ( Adi 6.44). O próprio Senhor Chaitanya prova o néctar de krishna-prema e inspira outros a provarem o mesmo. Kaviraja Goswami escreve,
vande shri-krishna-chaitanyam
krishna-bhavamritam oi yah
asvadyasvadayan bhaktan
prema-diksham ashikshayat
“Deixe-me oferecer minhas respeitosas reverências a Sri Chaitanya Mahaprabhu, que pessoalmente provou o néctar do amor extático por Krishna e então instruiu Seus devotos como saboreá-lo. Assim, Ele os iluminou sobre o amor extático de Krishna para iniciá-los no conhecimento transcendental.” ( Antya 16.1)
Outro aspecto da misericórdia do Senhor Chaitanya é madhurya maryadaya – glorificando o limite do amor amoroso . Existem cinco rasas primários em conexão com o Senhor Krishna, a saber, shanta (neutralidade) , dasya (servidão ), sakhya (amizade), vatsalya (fraternidade) e madhurya (amor amoroso). Por uma comparação imparcial, descobre-se que madhurya rasa é o mais alto. E Srimati Radharani é o epítome de todos os devotos em madhurya rasa . Mesmo Krishna deseja compreender a grandeza de Seu amor e experimentar a felicidade que Ela obtém ao servi-Lo. Assim Krishna desceu como Senhor Chaitanya, aceitando o humor de Radharani.
A própria aparição do Senhor Chaitanya com as emoções de Srimati Radharani é o maior testemunho da rasa amorosa . Durante Suas discussões com Ramananda Raya ( Madhya, capítulo 8), o Senhor Chaitanya estabeleceu a supremacia de madhurya rasa através das palavras de Ramananda Raya. O Senhor Chaitanya ensinou que a maior aspiração ou objetivo ( sadhya ) para um Gaudiya Vaishnava é adorar Krishna seguindo os passos das Vraja-gopis, porque não há modo de adoração melhor do que o deles. Em Seus passatempos manifestos, especialmente nos últimos dezoito anos de Sua estada em Jagannatha Puri, o Senhor Chaitanya estava constantemente absorto no humor das gopis e experimentava sentimentos extáticos de separação de Krishna. Assim Ele declarou ao mundo inteiro a glória das gopis de Vrindavan, os devotos mais elevados de Krishna em sentimentos madhurya .
Svarupa Damodara Goswami menciona a característica final da misericórdia do Senhor Chaitanya como amanda udayam – ela desperta toda boa sorte. Através de Seus ensinamentos, atividades e interações, o Senhor Chaitanya misericordiosamente desperta a maior fortuna na vida dos devotos. Perto do fim de Seus passatempos manifestos, o Senhor Chaitanya disse a Svarupa Damodara Goswami e Ramananda Raya: “Simplesmente cantando o santo nome do Senhor Krishna, pode-se libertar de todos os hábitos indesejáveis. Este é o meio de despertar toda boa fortuna e iniciar o fluxo de ondas de amor por Krishna.” ( Antya 20.11)
Assim, a aparência e as atividades do Senhor Chaitanya estão repletas de misericórdia incomparável sobre as entidades vivas neste mundo – os inteligentes, os tolos, os nobres, os humildes, homens, mulheres, crianças ou mesmo espécies não humanas. O Senhor Chaitanya concedeu Sua misericórdia aos animais na Floresta Jharikhand e os fez cantar os nomes de Krishna em êxtase. A suprema misericórdia do Senhor Chaitanya atua como a suprema bênção sobre as pessoas neste mundo em vários níveis – desde libertá-las dos sofrimentos da existência material até fazê-las experimentar o júbilo transcendental do amor por Krishna. E essa misericórdia é como um rio nectáreo fluindo rio abaixo e acessível até mesmo para as pessoas mais caídas e pecadoras deste mundo ( Adi 16.1 ). more — para nós; dayä — misericórdia; kari’ — mostrando; kara — fazer; sva-day€ — Sua própria misericórdia; sa-phala — bem- sucedido; akhila — por toda parte ; brahmäëòa — o universo; dekhuka — que seja visto; tomära — Seu; dayä-bala — poder de misericórdia. Assim, Kaviraja Goswami exorta os leitores do Chaitanya-charitamrita a usar sua lógica e raciocínio para entender a misericórdia do Senhor Chaitanya como “surpreendentemente maravilhosa” (Adi 8.15).
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Fonte:
Ten Characteristics of Lord Chaitanya’s Mercy.
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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.
Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/dez-caracteristicas-da-misericordia-do-senhor-chaitanya/