Asclépio (da biblioteca de Nag Hamadhi)

“E se você (Asclépio) deseja ver a realidade deste mistério, então você deve ver a maravilhosa representação da relação sexual que ocorre entre o homem e a mulher. Pois quando o sêmen atinge o clímax, ele salta para fora. Nesse momento, a fêmea recebe a força do macho; o macho, por sua vez, recebe a força da fêmea, enquanto o sêmen o faz.

“Portanto, o mistério da relação sexual é realizado em segredo, para que os dois sexos não se desgracem diante de muitos que não vivenciam essa realidade”. Para cada um deles (os sexos) contribui com sua (própria parte na) iniciação. Pois se isso acontece na presença daqueles que não compreendem a realidade, (é) risível e inacreditável. E, além disso, são mistérios sagrados, tanto de palavras quanto de obras, porque não só não são ouvidos, mas também não são vistos.

“Portanto, tais pessoas (os incrédulos) são blasfemadores. Eles são ateus e impiedosos. Mas os outros não são muitos; ao contrário, os piedosos que são contados são poucos. Portanto, a maldade permanece entre (os) muitos, já que o aprendizado a respeito das coisas que são ordenadas não existe entre eles. Pois o conhecimento das coisas que são ordenadas é verdadeiramente a cura das paixões da matéria. Portanto, o aprendizado é algo derivado do conhecimento.

“Mas se há ignorância, e o aprendizado não existe na alma do homem, (então) as paixões incuráveis persistem nela (a alma)”. E um mal adicional vem com elas (as paixões), sob a forma de uma ferida incurável. E a ferida rói constantemente a alma, e através dela a alma produz vermes do mal, e fede. Mas Deus não é a causa destas coisas, pois Ele enviou aos homens o conhecimento e o aprendizado.

“Trismegisto, Ele as enviou aos homens sozinho?”
“Sim, Asclépio, Ele os enviou a eles sozinho. E é justo que lhe digamos por que ele concedeu aos homens sozinhos o conhecimento e a aprendizagem, a distribuição de seu bem.

“E agora escutem! Deus e o Pai, mesmo o Senhor, criou o homem depois dos deuses, e ele o tirou da região da matéria. Como a matéria está envolvida na criação do homem, de […], as paixões estão nela. Portanto, elas fluem continuamente sobre seu corpo, pois esta criatura viva não teria existido de outra forma, a não ser que ele tivesse tomado este alimento, pois ele é mortal. É também inevitável que desejos inoportunos, que são prejudiciais, habitem nele. Pois os deuses, desde que nasceram de uma matéria pura, não precisam de aprendizagem e conhecimento. Pois a imortalidade dos deuses é aprendizado e conhecimento, já que eles surgiram de uma matéria pura. Ela (imortalidade) assumiu para eles a posição de conhecimento e de aprendizagem. Por necessidade, ele (Deus) estabeleceu um limite para o homem; ele o colocou no aprendizado e no conhecimento.

“A respeito destas coisas (aprendizagem e conhecimento) que mencionamos desde o início, ele (Deus) as aperfeiçoou para que por meio destas coisas pudesse conter as paixões e os males, de acordo com sua vontade. Ele trouxe sua existência (do homem) mortal à imortalidade; ele (homem) se tornou bom (e) imortal, assim como eu disse. Pois ele (Deus) criou (a) uma natureza dupla para ele: o imortal e o mortal.

“E aconteceu assim por causa da vontade de Deus de que os homens sejam melhores que os deuses, já que, de fato, os deuses são imortais, mas os homens sozinhos são tanto imortais quanto mortais”. Portanto, o homem se tornou semelhante aos deuses, e eles conhecem os assuntos um do outro com certeza”. Os deuses conhecem as coisas dos homens, e os homens conhecem as coisas dos deuses. E estou falando dos homens, Asclépio, que alcançaram o aprendizado e o conhecimento. Mas (sobre) aqueles que são mais vaidosos do que estes, não é apropriado que digamos nada de base, pois somos divinos e estamos introduzindo assuntos sagrados.

“Já que entramos na questão da comunhão entre os deuses e os homens, saiba, Asclépio, aquilo em que o homem pode ser forte! Pois assim como o Pai, o Senhor do universo, cria deuses, assim também o homem, este ser vivo, mortal, terreno, aquele que não é como Deus, também ele mesmo cria deuses”. Ele não só se fortalece, mas também se fortalece. Ele não só é deus, mas também cria deuses. Você está surpreso, Asclépio? Você mesmo é outro incrédulo como muitos?”.

“Trismegisto, eu concordo com as palavras (faladas) para mim. E eu acredito em você enquanto fala. Mas também fiquei surpreso com o discurso sobre isso. E decidi que o homem é abençoado, já que ele desfrutou deste grande poder”.

“E o que é maior que todas essas coisas, Asclépio, é digno de admiração. Agora está claro para nós a respeito da raça dos deuses, e nós a confessamos juntamente com todos os outros, que ela (a raça dos deuses) surgiu de uma matéria pura. E seus corpos são apenas cabeças. Mas o que os homens criam é a semelhança dos deuses. Eles (os deuses) são da parte mais distante da matéria, e ela (o objeto criado pelos homens) é do exterior (parte) do ser dos homens. Não somente eles (o que os homens criaram) são cabeças, mas (eles são) também todos os outros membros do corpo, e de acordo com sua semelhança. Assim como Deus quis que o homem interior fosse criado de acordo com sua imagem, da mesma forma, o homem na Terra cria deuses de acordo com sua semelhança”.

“Trismegisto, você não está falando de ídolos, está?”.
“Asclépio, você mesmo está falando de ídolos”. Você mesmo, Asclépio, é também um descrente do discurso. Você diz sobre aqueles que têm alma e amplitude, que são ídolos – estes que trazem estes grandes eventos. Vós dizeis daqueles que dão profecias de que são ídolos – daqueles que dão doenças e cura aos homens que […] eles.

“Ou você é ignorante, Asclépio, que o Egito é (a) imagem do céu? Além disso, ele é a morada do céu e de todas as forças que estão no céu. Se é próprio para nós falar a verdade, nossa terra é (o) templo do mundo. E é próprio de vocês não ignorarem que um tempo virá (nossa terra, quando) os egípcios parecerão ter servido à divindade em vão, e toda sua atividade em sua religião será desprezada. Pois toda divindade deixará o Egito, e fugirá para o céu. E o Egito ficará viúvo; será abandonado pelos deuses. Pois os estrangeiros entrarão no Egito, e eles o governarão. Egito! Além disso, os egípcios serão proibidos de adorar a Deus. Além disso, eles entrarão no castigo final, especialmente quem entre eles for encontrado adorando (e) honrando a Deus.

“E naquele dia, o país que era mais piedoso do que todos os países se tornará impiedoso”. Não estará mais cheio de templos, mas estará cheio de túmulos”. Tampouco estará cheio de deuses, mas (estará cheio de) cadáveres. Egito! O Egito se tornará como as fábulas. E seus objetos religiosos serão […] as coisas maravilhosas, e […], e se suas palavras forem pedras e forem maravilhosas. E o bárbaro será melhor que você, egípcio, em sua religião, seja (ele é) um cita, ou os hindus, ou algum outro deste tipo.

“E o que é isto que eu digo sobre o egípcio? Pois eles (os egípcios) não vão abandonar o Egito. Pois (no) tempo (quando) os deuses abandonaram a terra do Egito, e fugiram para o céu, então todos os egípcios morrerão. E o Egito será feito um deserto pelos deuses e pelos egípcios. E quanto a você, River, haverá um dia em que você fluirá com mais sangue do que água. E os cadáveres serão (empilhados) mais altos do que as represas. E aquele que está morto não será lamentado tanto quanto aquele que está vivo. De fato, este último será conhecido como egípcio por causa de sua língua no segundo período (de tempo). – Asclépio, por que você está chorando? – Ele parecerá como (a) estrangeiro em relação aos seus costumes. O Egito divino sofrerá males maiores do que estes. O Egito – amante de Deus, e morada dos deuses, escola de religião – se tornará um exemplo de impiedade.

“E naquele dia, o mundo não será maravilhado […] e imortalidade, nem será adorado […], pois dizemos que não é bom […]. Não se tornou nem uma única coisa nem uma visão. Mas está em perigo de se tornar um fardo para todos os homens. Portanto, será desprezada – o belo mundo de Deus, o trabalho incomparável, a energia que possui a bondade, a visão formada pelo homem. A escuridão será preferida à luz, e a morte será preferida à vida. Ninguém olhará para o céu. E o homem piedoso será considerado louco, e o homem ímpio será homenageado como sábio. O homem que tiver medo será considerado como forte. E o homem bom será punido como um criminoso.

“E quanto à alma, e às coisas da alma, e às coisas da imortalidade, juntamente com o resto do que eu vos disse, Tat, Asclépio e Ammon – não só serão considerados ridículos, mas também serão considerados como vaidade. Mas acreditem (quando eu digo) que pessoas deste tipo estarão em perigo pelo perigo final para sua alma. E uma nova lei será estabelecida … (faltando 2 linhas) … eles … (falta uma linha) …. boas. Os anjos maus permanecerão entre os homens, (e) estarão com eles, (e) os conduzirão a coisas más imprudentemente, bem como ao ateísmo, guerras e saques, ensinando-lhes coisas contrárias à natureza.

“Naqueles dias, a terra não será estável e os homens não navegarão pelo mar, nem conhecerão as estrelas no céu”. Toda voz sagrada da palavra de Deus será silenciada, e o ar ficará doente”. Tal é a senilidade do mundo: o ateísmo, a desonra e o desprezo pelas palavras nobres.

“E quando estas coisas aconteceram, Asclépio, então o Senhor, o Pai e Deus do único primeiro deus, o criador, quando olhou para as coisas que aconteceram, estabeleceu seu desígnio, que é bom, contra a desordem. Ele tirou o erro, e cortou o mal. Às vezes, ele o submergiu em uma grande enchente; outras vezes, ele o queimou em um fogo abrasador; e outras vezes ainda, ele o esmagou em guerras e pragas, até que ele trouxe … (faltando 4 linhas) … do trabalho. E este é o nascimento do mundo.

“A restauração da natureza dos piedosos que são bons acontecerá em um período de tempo que nunca teve início. Pois a vontade de Deus não tem começo, mesmo como sua natureza, que é sua vontade (não tem começo). Pois a natureza de Deus é a vontade. E a sua vontade é o bem”.

“Trismegisto, é propósito, então, (o mesmo que) vontade?”.
“Sim, Asclépio, já que a vontade está (incluída) no conselho”. Pois <ele> (Deus) não quer o que tem de deficiente”. Já que ele está completo em cada parte, ele quer o que (já) tem plenamente. E ele tem todo bem. E o que ele quer, ele quer. E ele tem o bem que quer. Portanto, ele tem tudo. E Deus quer o que ele quer. E o mundo bom é uma imagem do Bem”.

“Trismegisto, o mundo é bom?”
“Asclépio, é bom, como eu vos ensinarei”. Pois assim como … (faltam 2 linhas) … da alma e da vida […] do mundo […] surgem na matéria, os que são bons, a mudança do clima, a beleza, a maturação dos frutos, e as coisas semelhantes a tudo isso. Por causa disso, Deus tem o controle sobre as alturas do céu. Ele está em todos os lugares, e ele olha por todos os lugares. E (em) seu lugar não há nem céu nem estrela. E Ele está livre do (o) corpo.

“Agora o criador tem o controle no lugar que está entre a terra e o céu”. Ele é chamado de ‘Zeus’, ou seja, ‘Vida’. Zeus Plutônio é senhor da terra e do mar. E ele não possui o alimento para todos os seres vivos mortais, pois (é) a Coroa que dá o fruto. Estas forças são sempre poderosas no círculo da terra, mas as dos outros são sempre d’Ele-quem-é.

“E os senhores da terra se retirarão”. E se estabelecerão em uma cidade que está em um canto do Egito e que será construída em direção ao pôr-do-sol”. Todos os homens entrarão nela, quer venham no mar ou na costa”.

“Trismegisto, onde serão instalados agora?”
“Asclépio, na grande cidade que está na montanha líbia… (faltam 2 linhas) … assusta […] como um grande mal, na ignorância do assunto. Pois a morte ocorre, que é a dissolução do trabalho do corpo, e o número (do corpo), quando ela (morte) completa o número do corpo. Pois o número é a união do corpo. Agora o corpo morre quando não é capaz de sustentar o homem. E isto é a morte: a dissolução do corpo e a destruição da sensação do corpo. E não é necessário ter medo disso, nem por causa disso, mas por causa do que não se sabe, e não se acredita (é um medo)”.

“Mas o que não se sabe, ou se não se acredita”.
“Escute, Asclépio! Existe um grande demônio. O grande Deus o designou para ser supervisor ou juiz sobre as almas dos homens. E Deus o colocou no meio do ar, entre a terra e o céu. Agora, quando a alma sai do (do) corpo, é necessário que ela se encontre com este daimon. Imediatamente, ele (o daimon) cercará este (masc.), e o examinará em relação ao caráter que ele desenvolveu em sua vida. E se ele descobrir que realizou piedosamente todas as suas ações pelas quais veio ao mundo, este (o daimon) lhe permitirá … (falta uma linha) … transformá-lo […]. Mas se ele vê […] neste […] ele trouxe sua vida em más ações, ele o agarra, ao fugir para cima, e o joga para baixo, de modo que ele fica suspenso entre o céu e a terra, e é punido com um grande castigo. E ele será privado de sua esperança, e estará em grande sofrimento.

“E essa alma não foi colocada nem na terra nem no céu, mas entrou no mar aberto do ar do mundo, o lugar onde há um grande fogo, e água cristalina, e sulcos de fogo, e um grande tumulto. Os corpos são atormentados (em) vários (modos). Às vezes são lançados no fogo, a fim de que ele possa destruí-los. Agora, não vou dizer que esta é a morte da alma, pois ela foi libertada do mal, mas é uma sentença de morte.

“Asclépio, é necessário acreditar nestas coisas e temê-las, para que não as encontremos. Pois os incrédulos são impiedosos e cometem pecados. Depois, eles serão obrigados a acreditar, e não ouvirão somente de boca em boca, mas experimentarão a própria realidade. Pois eles continuam acreditando que não suportariam estas coisas. Nem apenas … (falta uma linha). Primeiro, Asclépio, todos os da terra morrem, e aqueles que são do corpo cessam […] do mal […] com estes do gênero. Pois aqueles que estão aqui não são como aqueles que estão lá. Assim, com os daimons que […] homens, eles apesar de […] estarem lá. Portanto, não é a mesma coisa. Mas, na verdade, os deuses que estão aqui punirão mais quem quer que o tenha escondido aqui todos os dias”.

“Trismegisto, qual é o caráter da iniquidade que existe?”
“Agora você pensa, Asclépio, que quando alguém leva algo em um templo, ele é impiedoso. Pois esse tipo de pessoa é um ladrão e um bandido. E este assunto diz respeito aos deuses e aos homens. Mas não compare aqueles aqui com aqueles do outro lugar. Agora quero falar-lhes este discurso confidencialmente; nenhuma parte dele será acreditada. Pois as almas que estão cheias de muito mal não virão e irão no ar, mas serão colocadas nos lugares dos daimons, que estão cheios de dor, (e) que estão sempre cheios de sangue e abate, e sua comida, que é chorar, lamentar e gemer”.

“Trismegisto, quem são estes (daimons)?”.
“Asclépio, são aqueles que são chamados de ‘estranguladores’, e aqueles que rolam almas sobre a terra, e aqueles que os açoitam, e aqueles que lançam na água, e aqueles que lançam no fogo, e aqueles que provocam as dores e calamidades dos homens. Pois estes não são de uma alma divina, nem de uma alma racional do homem. Ao contrário, eles são do mal terrível”.

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Fonte:

<http://gnosis.org/naghamm/asclep.html>.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/asclepio/

O Caminho do Excesso

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A noção de Caminho do Meio é passada mais notavelmente por Buddha e Aristóteles. Buddha enfatizou o Caminho do Meio no contexto de “Despertar”, dizendo que o caminho da moderação está entre os extremos da austeridade e da indulgência. Aristóteles enfatizou o que ele chama de Doutrina do “Meio termo”. Onde a “virtude” reside na metade dos extremos de qualquer ação moral: Virtude é o meio entre dois vícios.

Thelema, por outro lado, é o Caminho do Excesso. Nesse novo Aeon, nos aventuramos a encontrar ambos os extremos, em qualquer caso: Indulgência & austeridade, orgulho & humildade, bom &mal, alturas & profundidades; O livro da Lei nos dá esta formula de modo claro: “Mas excede! Excede! Esforça-se cada vez mais e se tu és verdadeiramente meu- e não duvide disto, e se tu és sempre jubiloso! Morte é a coroa de tudo! (II:71-72). A formula é dada ainda com mais detalhes no nosso livro sagrado “Liber Tzaddi vel Hamus Hermeticus”:

33. Eu vos revelo um grande mistério. Vós estais entre o abismo do alto e o abismo da profundeza

34. Em qualquer um destes vos aguarda uma Companhia; e aquela Companhia é Vós mesmos

35. Vós não podeis ter outra Companhia

36. Muitos se ergueram, sendo sábios. Eles disseram “Buscai a imagem brilhante no lugar sempre dourado, e uni-vos com Ela”

37. Muitos se ergueram, sendo tolos. Eles disseram “Descei até o sombriamente esplêndido mundo, e desposai-vos com aquela Criatura Cega do Lodo”.

38. Eu que estou além da sabedoria e da Tolice, me ergo e vos digo: realizai ambas as núpcias! Uni-vos com ambos.

39. Cuidado, cuidado, eu digo, a fim de que não busques a um e perdas o outro!

40. Meus adeptos se mantêm erguidos; sua cabeça acima dos céus, seus pés abaixo dos infernos.

Apenas escalando até as alturas e mergulhando nas profundezas nós conseguiremos entender esses Companheiros – isto é, nós iremos compreenderemos toda nossa altura e nossas profundezas ao invés de meramente permanecer no meio termo.

É possível imaginar o Caminho do meio ou a Doutrina do meio termo como uma Torre ou um pau de base pequena que voa facilmente quando um vento assopra. O caminho do Excesso é o oposto disso; nós construímos nossas base o mais largo possível,de forma a construir fundações mais resiliente para nossa pirâmides. Para cada crescida que nossa planta faz para o céu, nossas raízes fazem para o solo.

Agora passamos para o nosso Santo-Sátiro Nietzsche que revelou a psicologia insidiosa por trás destes Caminhos do Meio… Aquilo que eles chamam de moderação é na verdade “mediocridiade”.

“Eu passo pelo meio do povo e mantenho os olhos abertos: eles se tornam menores e menores ainda mais eles se tornam. Deve-se isto à sua doutrina da felicidade e virtude.

É que eles são moderados também em virtude, porque eles querem conforte, com conforto, contudo, uma virtude modesta é o que é compatível apenas.

Alguns deles querem, mas na maioria apenas é querida. Alguns são genuíno, mas a maioria deles é[composta por] maus atores

A virtude pra eles, é o que os faz modestos e domados; assim fizeram do lobo um cão e do próprio homem o melhor animal doméstico do homem .

“Nós colocamos a nossa cadeira no meio” — assim me confessa o seu semi sorriso — “tão distante dos gladiadores moribundos quanto dos suínos saciados”. Isto, porém, é mediocridade, embora chamem-na de moderado.

(assim disse Zarathstra “A verdade amesquinhadora)

O fato é esse: o homem “moderado” é o homem médio e, portanto o homem medíocre. Ele é nada especial, nada importante, nada demasiadamente radiante ou único. Essas doutrinas não geram Leões e lobos, mas sim animais domesticados. Por trás dessas virtudes há o desejo de mansidão, conforto e segurança. Essas pessoas não apenas temem os extremos em si próprios, criando uma ruptura e por consequência, uma restrição em seu íntimo ser, mas consequentemente, eles temem que o Extremo e o Excesso e seja expresso nos outros.

O Medo e o desejo por conforto seguro são antitéticos para uma forte e engenhosa Vontade, que possa ser autoassertiva, movida por amor, forte, bela, que saltita com risadas. Nosso profeta explica em seu comentário ao Livro da Lei essa mesma ideia:

“Progresso, como sua própria etimologia declara, significa Um passo a Frente, É o Gênio, O excêntrico, o Homem que se destaca de seus pares, que é o Salvador da Raça. Ainda que não seja sábio, possivelmente (em algum aspectos) exceder em certos aspectos, podemos ter certeza que aquele que excede não é de forma alguma medíocre”

E assim: concluímos com uma fala de William Blake que To Mega Therion cita em seu comentário para “Exceda!Exceda!” do Liber Al:

“A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria”

Amor é a Lei, Amor sob vontade

The Path of Excess in Thelema

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caminho-do-excesso

Fantasmas no Estados Unidos da América

Os norte-americanos são, quantitativamente, ainda mais assombrados que os ingleses e todos os países da Europa ocidental juntos. No vasto território dos Estados Unidos, do Texas ao Alaska, no continente, do México ao Canadá, em toda essa região são milhares de histórias de fantasmas, tanto nas grandes metrópoles quanto nas cidade mais remotas do interior. Na América do norte, desde o período da colonização e exploração das fronteiras do Novo Mundo, reuniram-se crenças tradicionais de três culturas; anglo-saxões, indígenas nativos, negros e, ainda, o traço ibérico nos territórios que um dia foram dos espanhóis.

A conquista do oeste, a febre do ouro, a epopéia das caravanas de colonizadores e dos aventureiros solitários, deixaram inúmeras almas penadas, muitos das quais, protagonistas de sangrentos confrontos e outros episódios dramáticos. Na América, não faltam fantasmas de todas as épocas assombrando casas, apartamentos, monumentos, cemitérios, presídios, desertos, estradas, vales sinistros, cidades inteiras e, naturalmente, nos Estados Unidos, os Hotéis e mansões de Hollywood. Porque aquele país, com seu histórico de grandeza, tem também grandiosos fantasmas, verdadeiras lendas da cultura popular mundial. São VIP-ghosts…

O Fantasma de Abraham Lincoln:
fantasmas de presidentes dos Estados Unidos assombram a Casa Branca. O mais notável deles é Abraham Lincoln [1809-1865], que morreu assassinado. Outros ocupantes da Casa Branca, como Theodore Roosevelt, Herbert Hoover e Harry Truman, que disseram ter escutado pancadas inexplicáveis nas portas de seus quartos, atribuíram o fenômeno ao espectro do lendário presidente. Ele também faz aparições na janela do Salão Oval. Franklin Delano Roosevelt afirmava ter encontrado o fantasma várias vezes e sua esposa declarou que se sentia observada quando trabalhava no quarto que pertenceu ao presidente; ela usava o aposento como escritório. Uma empregada disse que viu Lincoln sentado na cama. Visitantes ilustres também encontraram o fantasma, como Winston Chruchil, durante a Segunda Guerra Mundial. Maureen Regan, filha de Ronald Regan declarou ter visto Lincoln várias vezes e o cachorro de Regan se recusava entrar a entrar no quarto dele. Lincoln também apareceu no balcão do Teatro Ford junto com o fantasma do homem que atirou nele, Jonh Wilkes Booth e costuma freqüentar o local onde está enterrado.

Nova Iorque: quase um sinônimo de modernidade, a Meca da civilização, é assombrada. Segundo o pesquisador de fenômenos paranormais Loyd Auerbach, a metrópole tem mais fantasmas que qualquer outra cidade norte-americana; espíritos habitam os velhos edifícios e lugares históricos. A Poe House, localizada na West Third Street, 83, onde morou Edgar Alan Poe, é assombrada por pelo espectro de uma mulher insana; na mesma rua, o Quantum Leap Café, abriga a alma penada de Aaron Burr, que vivia metido em duelos e morreu baleado; e no posto dos Bombeiros nº 2, existe um bombeiro suicida: traído pela mulher, não teve descanso post mortem e ocupa o quarto andar da construção centenária.

Na Water Street, 279, o Bridge Cafe, que existe desde 1794, considerado o mais antigo bar de Nova Iorque, é assombrado por piratas. No Belasco Theatre, David Belasco, que construiu o prédio, que morava em um apartamento no último andar e morreu em 1931 ainda está lá. O Manhattan Bistro [129, spring Street] abriga o espírito de Elma Sands, assassinada em 1799. No cemitério da capela de St. Paul o espírito do ator inglês George Frederick Cooke, morto em 1811, é a estrela do local: ele foi enterrado sem a cabeça, doada para pagar a conta do médico e o crânio foi usado em inúmeras montagens de Hamlet. No Central Park, nas proximidades do edifício Dakota, o fantasma de John Lennon permanece errante desde o seu assassinato, em 1980. Mark Tawain, escritor norte-americano [autor do clássico Tom Sawyer], morou um ano em Nova Iorque, entre 1900 e 1901, na 14 West 10th Street, próximo à Quinta Avenida. Hoje, assombra as escadarias do velho edifício.

Marilyn Monroe: diva do cinema dos anos de 1950 que se tornou um arquétipo global do sex appeal, morreu de forma trágica, daquelas que chocam o mundo. Morte do tipo que até hoje anda envolta naquela atmosfera de conspiração, típica do imaginário norte-americano. Teria Marilyn morrido por acidente ou o “acidente” foi providenciado por “forças ocultas” de Washington preocupadas com o rumo do romance secreto, ou mesmo triângulo amoroso, envolvendo a loura, o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy e seu irmão, senador Robert Kennedy. Na noite de 04 de agosto de 1962, Marilyn entrou em coma por overdose de pílulas para dormir. No dia seguinte, estava morta.

Este espírito reúne todas as qualidades e circunstâncias para ter se tornado um fantasma. Morte por suicídio, involuntário ou não; ou mesmo morte por assassinato, pior ainda [ou melhor ainda para esta reflexão]. Para completar, o estado de ânimo deprimido da estrela, ou seja, Marylin era, já em vida, um espírito atormentado. Morreu antes da hora e, em qualquer caso, morreu do tipo de morte que gera uma alma penada.

E assim foi e é: o fantasma de Marilyn já tem uma literatura de registro. Ela assombra, por exemplo, o Hollywood Roosevelt Hotel, no Holywood Boulevard. Ali começou sua escalada para o sucesso nacional e mundial. Ali ela encontra outro fantasma famoso, Montgomery Cliff. Também é vista flutuando sobre a própria sepultura, no Westwood Memorial Cemetery, em Los Angeles, Califórnia. Porém, o fantasma é mais “ativo” no lugar onde ela morreu, em Brentwood, Califórnia.

Elvis Presley [1935-1977]: este é outro que assombra os lugares onde viveu seus dias de glória e de crise, como a crise existencial que o levou à morte, também entupido de bolinhas [como Marilyn]. Aparece em sua casa de Memphis, no Tennesse, e suas lantejoulas brancas são vistas no Las Vegas Hilton onde se apresentou muitas vezes no começo dos anos de 1970. Assombra o prédio onde ficava o estúdio da RCA. O lugar hoje abriga um estúdio de produção de TV que produz programas relacionados à música. Diz a lenda que, nesse estúdio,  toda vez que se pronuncia o nome de Elvis, coisas estranhas acontecem: escadas caem, lâmpadas estouram e aparecem ruídos nos sistemas de som.

Rodolfo Valentino [1895-1926]: o maior ídolo romântico da época do cinema mudo, morreu aos 31 anos de complicações em uma úlcera. Logo, começou sua carreira de assombração: é um dos fantasmas mais ativos de Hollywood. Aparece muito em sua mansão, a
Falcons’ Lair, onde é visto nos corredores, em sua cama, na janela do quarto no segundo andar e no estábulo. Uma empregado, depois de ver o fantasma acariciando o cavalo que fora seu favorito, demitiu-se do emprego. Ele também visita sua casa de praia em Oxnard: ali bate nas portas ou relembra os velhos tempos reclinado na cama. Na seção de figurinos dos estúdios da Paramount, ele flutua, cintilante, usando a roupa do Sheik, seu personagem de maior sucesso [em The Sheik, 1921] e como boa assombração, freqüenta, também, o próprio túmulo, no Cathedral Mausoleum, no Hollywood Forever Memorial Park.

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/fantasmas-no-estados-unidos-da-america/

Anatomia Oculta

Olá, jovens aprendizes Padawan. Eu trouxe este texto que originalmente deveria ser postado no Blog mês que vem. Mas já que estava me coçando para colocá-lo no ar (ou na web) trouxe ele pra cá. Devo logo avisar que o texto a seguir não tem embasamento na ciência ortodoxa, e sim na ciência oculta. Ou seja, aquele que quiser buscar realmente não deve ficar apenas nos textos desta ou de outras colunas ou do site inteiro. Pergunte, discorde, busque por si só. O verdadeiro cientista ocultista não aprende na teoria, e sim na prática. Não lemos em periódicos para termos “certeza”. Lemos para ter uma base e depois seguirmos a partir dela. Aproveitem o texto. 🙂

Luz, energia, matéria. Há muito tempo o Universo foi criado segundo a imagem do Criador. Sobre a idéia da Criação se formou tudo o que era a Idéia do Criador.

O homem, imagem microcósmica da Criação compartilha dos atributos de Deus, de uma maneira limitada. Porém desta forma limitada ele já erigiu grandes templos, construiu cidades suntuosas, monumentos faraônicos. Sobre a égide da raça humana o Universo observável tem se desvelado ante nossos singelos olhares admirados. Ainda assim, é pouco…

A capacidade humana é muito superior ao que observamos até agora. Para vermos o potencial que nos foi concedido com bilhões de anos de evolução temos que recorrer à sabedoria oculta. Para descobrir o que o corpo humano, tão perfeito, ainda precisa trabalhar, precisamos prestar mais atenção. E para isso que existe a anatomia oculta.

O homem naturalmente já se deu conta de que possui um corpo rígido de carne, pele, ossos e sangue. Que suas terminações nervosas são o que faz com que sinta as sensações. E que todo o aparato deste maravilhoso organismo. Porém sem seus componentes mais sutis este esplêndido maquinário não passa de um simples corpo inerte. Mineral. O corpo físico (ou denso) é como que a unidade de processamento onde os outros componentes serão instalados para o funcionamento da máquina humana. Ou seja, o computador é apenas um computador.

Da jornada do espírito até a matéria densa, adquirimos a capacidade de operar nos corpos mais sutis, em seguida nos mais densos, até que agora estamos cegos em relação aos anteriores.

Os quatro corpos que possuímos para iterarmo-nos do Cosmo são: o corpo denso, o corpo vital (ou energético), o corpo de desejos (ou astral) e a mente. Esta última ainda não passa de uma pequena nuvem branca que fica pairando ao redor da cabeça, como os clarividentes podem atestar. Quanto ao corpo denso, não falarei dele neste post, pois apesar de possuir muitos segredos, seria muito imprudente falar dele sem um conhecimento prévio do funcionamento dos outros. O que posso dizer é que ele, em algumas Tradições é confundido com o corpo vital. Pois se diz que ele tem uma matriz astral que o forma a sua imagem e semelhança. Mas esta matriz nada mais é que o corpo vital.

O corpo vital é constituído de quatro éteres. O éter químico, o éter de vida, o éter refletor e o éter de luz. Cada qual está em conformidade com a sabedoria oculta e os quatro elementos dos antigos. Começaremos com o Éter Químico.

O éter químico, que é o responsável pela assimilação e excreção de componentes químicos no corpo. Naturalmente ele funciona por dois polos, um positivo e outro negativo. O polo positivo é o responsável pelo crescimento e manutenção do corpo físico através da obtenção de elementos químicos e agregação dos mesmos no nosso corpo denso. O polo negativo do éter químico é responsável pela excreção das substâncias que não são nutrientes e se mantidas se tornariam um veneno para o nosso corpo. A urina e fezes são a forma que nosso corpo tem de evacuar estas substâncias sob a direção do éter químico em seu polo negativo. Por vezes, se há uma disfunção ou um desequilíbrio em seu funcionamento, estas substâncias são mal eliminadas ou mantidas no corpo denso. Muitas vezes este caso de desequilíbrio das funções do éter químico é o responsável por algumas doenças relacionadas ao mantenimento destas substâncias em nosso organismo.

Assim como o éter químico, o éter de vida é responsável por funções inerentes ao corpo físico. E também é dividido em dois polos funcionais. Positivo e negativo. Este éter é o responsável mela manutenção da forma individual. E também é responsável pela propagação da espécie, fazendo assim o trabalho de manter sempre veículos para a manifestação no Mundo Físico. O polo positivo deste éter é o responsável por trabalhar na gestação, capacitando a fêmea ao trabalho positivo da construção do corpo para um novo ser. Já o polo negativo deste éter, é o responsável pela produção dos gametas masculinos (pólen nas plantas e espermatozoides nos animais) nas mais variadas espécies. Durante a concepção dos seres nas esferas, vegetal, animal e hominal de manifestação, o polo positivo deste éter que torna um ser masculino da união nos gametas. O inverso, ou seja, o polo negativo é que gera fêmeas.

O éter de luz possui também dois polos de manifestação. Seu polo positivo é o que torna os animais superiores e o homem capazes de gerar calor do seu próprio sangue, fazendo com que cada um seja uma fonte individual de calor e energia. Nos animais de sangue frio, o polo positivo é responsável apenas pela função de fazer circular o sangue pelo seu corpo. Já o polo negativo é o responsável pelos sentidos passivos de percepção visão, audição, tato, paladar e olfato. Ele também é responsável pela geração dos olhos (ou de outros meios de percepção equivalentes em seres que não os possuam). Nas plantas, o polo positivo do éter de luz é o responsável pela circulação da seiva . Portanto, no inverno, ou quando a planta se encontra ausente da presença da luz solar, sua seiva para de fluir. Já o polo negativo é responsável pela clorofila nas plantas e pela regulação de melanina no reino animal. Este é também um dos motivos que a ausência de sol torna a tez das pessoas mais clara. A adaptação ao meio pelas espécies fez com que em lugares onde há menos sol os seres são mais claros e o contrário em lugares onde a luz solar predomina.

O éter refletor está relacionado diretamente com a ligação que o pensamento tem com nosso corpo físico e a memória. Para saber como funciona a mente eu recomendo este post. O éter refletor está ligado diretamente coma Região Etérica do Mundo Físico (em outro artigo falarei sobre ela). Lá é onde você pode ver imprecisamente o que houve no passado e o que acontece no presente em qualquer lugar. É imprecisa pois está manifestada demais no mundo físico, e sofre influência das emoções, tanto suas, quanto alheias. Pode-se dizer que é uma memória coletiva. Ainda assim não é a Memória da Natureza, que muitas Tradições chamam de Arquivos Akáshicos, já que estes se encontram na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto (que também falarei num post futuro).

O corpo de desejos é um veículo do Mundo do Desejo. Também chamado de Plano astral. Este corpo é regido por duas forças. A Força de Repulsão e a de Atração. Logo mais falarei delas. O corpo de desejos é o responsável pelas nossas emoções. Impelido para o bem, faz com que tenhamos a vontade de crescermos e evoluirmos segundo nossa vontade, muitas vezes de modo egoísta, pois este corpo está totalmente ligado as emoções. Impelido para o mal, este corpo se entrega as paixões mais insalubres para satisfação e prazer. Geralmente estas paixões estão ligadas a estados de consciência alterados, e a maioria envolve o vício por sensações e experiências fora do normal. As forças antes citadas são responsáveis por colocar em ação (Atração) ou ignorar (Repulsão) algum pensamento que tenha vindo a ser lançado neste veículo. O corpo etérico, assim como o corpo físico, possuem órgãos já bem formados. Já o corpo de desejos não possui órgãos. Está mais para um emaranhado de centros de energia em matéria formada pelo seu plano correspondente. Ele tem a forma oval (nas pessoas mais equilibradas) e é feito de cores fantásticas. Quanto mais “sujos” são os desejos de uma pessoa, mais estas cores são opacas. O corpo astral de um santo ou de um grande adepto possui cores espetaculares e de um brilho arrasador. Existem casos da aura (exteriorização de energia do corpo etérico reflexa ao corpo de desejos) ser imensa nesses seres iluminados.

A Mente, ou corpo mental, é um foco onde o espírito projeta suas vontades para que suas ações sejam executadas. Ele se assemelha a uma pequena nuvem branca pairando ao redor da cabeça das pessoas. Apenas os seres humanos possuem mente. Animais vão até o corpo de desejos, plantas só possuem o corpo denso e vital e os minerais apenas o corpo denso. Para o funcionamento da mente ser melhor entendido, veja o post recomendado anteriormente.

Acima destes corpos em elevada vibração, existem mais três veículos que não podem ser chamados de corpos, tal sua sutileza. Seria muita informação falar deles por agora. Por hoje ficamos com isso.

Que as vossas Rosas floresçam na Tua Cruz.

Créditos da imagem: Magic Budha by Ezschneider (Divulgação)

Sérvio Túlio é estudante de Letras, membro do Projeto Mayhem e autor do blog Jedi Teraphim.

#Alquimia

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Andromalius

O heptagésimo segundo espírito em ordem é nomeado Andromalius. É um Conde, grande e poderoso, aparecendo na forma de um homem que prende uma serpente grande em sua mão. Sua tarefa consiste trazer os ladrões de volta assim como o produto dos furtos que este executou; assim como descobrir todos os indivíduos violentos e os traidores e puni-los e descobrir os tesouros ocultos. Ele governa 36 legiões dos espíritos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/andromalius/

A Magia do Fogo – Marco Vazquez

Bate-Papo Mayhem 213 – 31/07/2021 (Sabado) Com Marco Vazquez – A Magia do Fogo

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Livros do Marco Vazquez: https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marco-vazquez

Espaço Agni Sagrado: https://www.agnisagrado.com.br/

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#Batepapo #hermetismo #UmbandaSagrada

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Magia Enochiana: Um breve resumo

Visa este trabalho uma breve introdução ao sistema magicko conhecido como Magia Enochiana, direcionado aos iniciantes que desejam conhecer as bases do mesmo antes de lançar-se a um estudo mais profundo do mesmo. Serão apresentados um breve histórico, o alfabeto, técnicas de pronúncia, as Tábulas, uma visão geral das entidades envolvidas e um rápido resumo das técnicas.

Histórico

A Magia Enochiana é um poderoso sistema mágico (não uma Tradição, deve-se notar) que utiliza uma antiga linguagem apresentada ao homem moderno pelo mago John Dee e pelo sensitivo Edward Kelly no século XVI. Utilizando-se de uma coleção de cristais e pedras Kelly comunicou-se com formas de inteligência angélicas, enquanto Dee dirigia os experimentos, cuidava dos procedimentos e anotava os resultados de cada seção. Desta forma a linguagem Enochiana – base deste sistema mágico – foi descoberta (ou talvez, redescoberta). Posteriormente este sistema foi ampliado por Aleister Crowley pela revelação de suas correspondências planetárias e numéricas, o que possibilitou a criação da Gematria Enochiana.

É importante ressaltar que as entidades angéllicas com as quais se lida na Magia Enochiana não correspondem per si nem à concepção popupar de anjos nem à cabalística. Não podemos pensar nos Anjos Enochianos como as figuras contemplativas e sem Vontade que são os anjos cabalísticos. E sob hipótese nenhuma pode-se pensar neles como as criaturas patéticas ditas “anjos” de certos ramos dos movimentos “New Age”. Para todos os meios e fins são consideradas entidades particulares com cuja lida deve ser cuidadosa. Um Anjo Enochiano é uma inteligência antiqüíssima,.estas entidades representam energias poderosas as quais não se devem tratar levianamente.

O Alfabeto Enochiano

Este representa a linguagem angélica que foi transmitida a Dee e Kelly, sendo tão poderosa que teve seus nomes anunciados de trás para diante, de modo a prevenir a conjuração acidental de algumas entidades. Acreditava-se que a simples pronúncia do nome desta entidade seria suficiente para conjurá-la, ou pelo menos algum aspecto seu. Esta linguagem foi denominada “Enochiano” por causa do patriarca bíblioco Enoch, o qual dizia-se ter “caminhado com Deus”. Este também era o nome de um grupo de adeptos que praticavam o ocultismo durante a Idade Média. Segue abaixo uma tabela apresentando este alfabeto:

 

Deve-se perceber que, de conformidade com o trabalho de Crowley conforme já dito, cada letra apresenta sua correspondência planetária, elemental e nos Arcanos Maiores, além de seu valor Gematrico.

Para a utilização deste sistema mágico é imprescindível a correta pronúncia dos nomes e fórmulas. Há uma certa semelhança entre a pronúncia deste idioma e a do Hebraico, sendo quem, por uma facilidade (muitas vezes gráfica) normalmente utilizam-se os caracteres latinos correspondentes. As dez principais regras de pronúncia são:

1. A maioria das consoantes possuem um e ou um eh adicional. Por exemplo, a letra b (B) pronuncia-se beh e a letra k (K) é pronunciada como keh.

2. A maioria das vogais pronuncia-se com um suave h ao final. Exemplos: a (A) é pronunciada ah e e (E) pronuncia-se eh.

3. A palavra enochiana sobha (SOBHA) é pronunciada em três sílabas:

*

 

*

SO (SO)– soh

*

B (B)– beh

*

HA (HA)– hah

Esta é uma regra geral para as palavras.

1. A letra g (G) tanto pode ser pronunciada como um gu (como em “gato” ou “guerra”) ou como um j (como em “gelo” ou “giz”).

2. As letras I e Y possuem o mesmo caractere: i. Desta forma elas podem ser trocadas por terem a mesma pronúncia. O mesmo ocorre com as letras V e U (v). Quando em representação latina, as letras J e W raramente são utilizadas.

3. A letra x (X) pode possuir o som de um s (como em “samekh”) ou de tz (como em “tzaddi”).

4. A letra s (S) tanto pode ser pronunciada como ess quanto como seh.

5. A letra r (R) possui tanto a pronúncia de rah quanto a de reh e de ar.

6. A letra z (Z) é pronunciada como zeh mas pode ser trocada com a letra s (S).

7. A vogal i (I) pronuncía-se í, como no Português.

De uma forma genérica, quando se trata de Enochiano a pronúncia das palavras assume uma forma fluida, passando de sílaba para sílaba sem uma sensação de “quebra”. Há quase que a idéia de uma canção, um ritimo. Raramente uma palavra Enochiana possuirá um som áspero. Quando se tratam de nomes de entidades o ideal é que cada nome flua em um único fôlego.

Algumas palavras possuirão mais de uma pronúncia possível. Isto ocorre por serem proveniente das Tábulas Enochianas, que contém mais de uma letra em cada uma das células. Como uma regra geral, a pronúncia deverá incluir todas as letras. Caso não seja possível fazê-lo, deve-se utilizar a letra de cima.

Alguns nomes não deverão ser apenas pronunciados, mas sim “vibrados” – especialmente durante invocações. Esta “vibração” deve ser efetuada como o som ocupando não apenas a boca do invocador mas todo o seu peito, extendendo-se para os membros e a cabeça. Quando verbalmente “vibrados” os nomes devem também possuir uma projeção mental e espiritual. Para que tal se de, o invocador deve estar em plena concentração.

Procedimentos

Dentro do sistema de magia Enochiano compreende basicamente dois tipo de operações mágickas: a invocação dos espíritos e a viagem astral. Ambos os tipos têm sido utilizados com a mesma eficácia. Deve-se lembrar que este sistema funciona por ser esta a Vontade do magista; ou seja faz-se aqui necessária uma intensa disciplina de forma a que a determinação da Vontade possa ser apartada do capricho.

Estas invocações ou viagens astrais, de uma forma ou de outra, envolvem o deslocamento através dos Planos Cósmicos. O conhecimento destes Planos é um ponto central no estudo de Magia Enochiana, complementar ao da linguagem. Tal como na doutrina cabalística, no sistema Enochiano a divindade expressa-se dos Planos mais altos para os mais baixos, “adensando-se” ao descer. Esta estrutura é apresentada na tabela seguinte, que apresenta as divisões cabalísticas dos Planos e suas correspondentes Enochianas (com os corpos nelas assumidos).

 

 

Um lembrete interessante é que não necessitamos, por quaisquer operações especiais, criar os corpos usados em cada plano, uma vez que já os possuímos todos.

Mais do que as divisões de Planos encontradas nos sistemas mágicos tais como o da Cabalá, que vê estes Planos como esferas concêntricas, o sistema Enochiano divide-as em treze sub-planos ou zonas, denominadas Aethyrs.

O Sistema Enochiano define que em cada um dos planos existe a presença de uma chamada Torre de Vigia. As quatro Torres de Vigia correspondentes aos quatro elementos físicos (terra, água, ar e água) circundam nosso plano, cada uma em um diferente Plano Cósmico. Por sobre estas Torres há uma área chamada de Tableta da União, que ocupa o Plano Espiritual acima do Abismo.

De forma a permitir o estudo das Torres e sua hierarquia, Dee e Kelly criaram um tábulas quadrangulares, representativas de cada uma das Torres e da União. Estas tábulas representam o fio condutor do sistema de magia Enochiana, sendo uma representação do Cosmo, tal como a Árvore da Vida. Todos os nomes de todos os Anjos e suas hierarquias podem ser encontradas nestas tábulas. Os Aethyrs podem ser vistos como quadrados concêntricos circundando as Torres, sendo que cada quadrante possui uma complexa representação interna dos entrelaçamentos dos elementos físicos.

Um estudo completo destas estruturas vai muito além do propósito deste resumo, entretanto deixaremos aqui uma pequena idéia deste todo.

As Tábulas

Deve-se saber que assim como cada uma das tabletas representa um dos elementos físicos, estas quatro podem ser unidas em uma Grande Tábula, através de uma cruz unificadora. Esta cruz, quando rearranjada na forma de um quadrado forma a Tableta de União, representando o Espírito. Devido a esta estrutura interna, forma-se uma hierarquia de entidades relativas a cada elemento. Os graus hierárquicos são: Nomes (ou Nomes Sagrados), Reis (ou Grandes Reis) e Senhores.

Os Nomes Sagrados são obtidos na coluna central, chamada “Linea Spiritus Sancti”. Os nomes dos Grandes Reis são obtidos a partir do centro de cada tableta e formando-se uma espiral. E os nomes dos Senhores são obtidos na linha central e nas duas colunas centrais de cada quadrante, lendo-se de dentro para fora. Por uma questão de precaução estes nomes serão omitidos deste estudo. Há de se saber, entretanto, que não basta o conhecimento dos nomes destas entidades angélicas. Para um efetivo uso da Magia Enochiana é fundamental o conhecimento das características de cada uma destas entidades, obtidas através da Gematria Enochiana e do conhecimento do significado de cada um dos nomes. Tal conhecimento proporciona não apenas a ciênca de qual das entidades deve ser contatada mas quais as imagens mentais deverm ser utilizadas durante a operação mágica.

Através de estudos mais aprofundados das Tábulas, outras hierarquias podem ser encontradas. A estas hierarquias, por uma questão de conveniência foram dados os nomes de: Kerúbicos (Querubins), Arcanjos e Anjos Menores. Foram também encontradas evidências de criaturas às quais denominaram-se Demônios Enochianos.

Rituais de Invocação

Cada grupo de entidades angélicas possui uma forma ritual própria para invocação/banimento, baseadas nos hexagramas elementais. Por exemplo, um ritual de invocação Enochiano para as Entidades Superiores segue a seguinte base:

Preparação

1. Determinação do Rei ou Senhor a ser invocado (tradicionalmente não se invocam Nomes), dependendo do propósito do ritual de Invocação.

2. Determinação, na Tábula correspondente, do elemento e signo planetário relativos à entidade (no caso de Reis, todos os seis signos planetários são utilizados).

3. Memorização da pronúncia de todos os nomes envolvidos (Nome, Rei e, dependendo, Senhor).

4. Verificação do(s) hexagrama(s) a serem utilizados.

5. Posicionamento face à Torre de Vigia adequada (ar = leste, água = oeste, terra = norte, fogo = sul).

Invocação

1. Traçagem no ar dos hexagramas apropriados com a Varinha, começando no vértice correspondente ao planeta daquele Senhor ou no topo se for um Rei fazendo o movimento em sentido horário.

2. Como os hexagramas completos, repetir o Nome e o nome do Rei envolvidos e, conforme o caso, do Senhor. Conçentração nas características daquela entidade

Banimento

1. Trace os mesmo hexagramas do ritual de invocação, mas agora em sentido anti-horário.

Há também formas rituais para invocação de Querubins, Arcanjos e Anjos Menores, que não apresentaremos para não extender por demais este trabalho.

Rituais Astrais – Visão Espiritual

Muitas vezes um magista fica frustrado por não perceber manifestações mais diretas da entidade sendo invocada. Isto deve-se ao fator limitante do Paradigma. Entretanto há uma forma de se eliminar este fator. Para isto deve-se reduzir o âmbito de realidade ao próprio magista. Ou seja, ao invés de se invocar uma entridade não-terrena para nosso plano o magista vai até o plano da entidade. A isto Dee e Kelly chamaram “Visão Espiritual”; ou como dir-se-ia hoje, viagem astral.

Três formas de trabalho podem ser utilizadas, a saber:

1. Visualização: método mais recomendado a iniciantes, lembra a clarividência. Basicamente utiliza simbolismos e meditação para ativar a visão interior, de forma a se obter as visões correspondentes às Tábulas e quadrantes.

2. Viagem astral: utiliza as técnicas de projeção astral para lançar o magista aos Aethyrs.

3. Ascenção: forma mais avançada da técnica anterior, é fortemente recomendada apenas para magistas de grande experiência. Similar à projeção astral mas com uma vivência mais profunda.

Para facilitar o trabalho mágico, Dee e Kelly prepararam também uma série de Chamadas (ou Chaves), a serem utilizadas. São em número de 49, sendo que a primeira (numerada como 0) não possui palavras e é usada com o intento de se limpar a mente para o ritual. A mesma chave é utilizada para todos os Aethyrs, sendo apenas acrescentado o nome do Aethyr que se deseja alcançar. Na Chamada este nome costuma ser deixado em branco para que o magista preenchao-o com o nome adequado às suas necessidades.

Conclusão

O sistema de Magia Enochiana é uma forma poderosa de experiência mágicka. Seu estudo é compensador a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos neste campo. Muitas outras correlações podem ser encontradas nos estudos das Tábulas, como aquelas entre Aethyrs e a Árvore da Vida ou as correspondências entre as entidades angélicas e o panteão egípcio.

Não é uma forma de estudo simples mas com certeza é surpreendente a cada descoberta e pode ser uma ferramenta inestimável para o magista.

Fra. Horus Episkopos, O.T.O. – Brasil / Oasis Quetzalcoatl

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/magia-enochiana-um-breve-resumo/

Levi, Crowley, Moore e a magia nos dias atuais

Neste vídeo damos prosseguimento ao que já foi dito sobre a magia no canal, desta feita focando na definição de prática mágica dos tempos modernos, afinal o xamanismo já não é mais o mesmo após dezenas de milhares de anos! Assim, tentaremos uma vez mais desvendar os mistérios e segredos da Arte, com a ajuda de grandes magistas: Éliphas Lévi, Aleister Crowley e, não menos importante, Mr. Alan Moore… Também tentarei explicar algumas diferenças entre os sistemas mais tradicionais de magia e o sistema mais pop dos dias atuais: a magia do caos! Fiquem até o fim para ver minhas indicações de podcasts, canais no YouTube e livros sobre o tema.

Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!

#AleisterCrowley #Ocultismo #Magia #AlanMoore #MagiadoCaos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/levi-crowley-moore-e-a-magia-nos-dias-atuais

As Sete Linhas da Umbanda

A Umbanda possui sete cultos diferentes, chamados “Linhas”, que se distinguem:

1. pelas energias cósmicas que são identificados como orixás ou “santos” que os presidem ou lideram os cultos;

2. pelos tipos de Espíritos atuantes em suas sessões, chamadas Giras, representados em em seus santuários, os Congás.

Os cultos, que se auto-proclamam “de Direita” ou seja, que trabalham com magia branca, “do bem” e todos os umbandistas insistem que somente atuam para o bem], recorrem ao auxílio, à manifestação de Espíritos de santos católicos, Pretos-Velhos e Preta-Velhas e aqui questiona-se qual o problema com pretos e pretas jovens… que em geral foram escravos no Brasil, Caboclos, Indígenas, Cafuzos, Curibocas e trabalhadores da colônia e do império como boiadeiros, mineiros, navegantes de rios e mares e sábios do oriente e da Europa.

Os cultos “de Esquerda”, renegados pela Umbanda “oficial” e, em geral, relegados ao domínio da Quimbanda, não têm pudores em praticar a magia negra através dos Exús, Pombas-Giras e Malandros. A magia negra, na Umbanda, tal como em culturas de todos os povos do mundo, não tem freios éticos que impeçam os rituais destinados a arruinar a vida amorosa, as finanças, a saúde ou mesmo provocar a morte dos desafetos daqueles que procuram seus “sacerdotes”. Tal como os criminosos que jamais confessam seus crimes espontaneamente, os umbandistas “do mal” negam veementemente qualquer envolvimento em práticas dessa natureza embora todos admitam a existência de “ovelhas desgarradas”, que não são poucas, corrompidas pela vaidade, luxúria e/ou ganância que se prestam ao triste papel de usar os cultos para prejudicar àqueles que são “pedras no sapato” de seus clientes.

Voltando às sete Linhas de cultos de Umbanda “do bem”, são elas e suas respectivas Falanges, especificamente:

I. LINHA DE OXALÁ [Liderada por Jesus Cristo] ─ Falanges: 1. Santo Antônio | 2. São Cosme e Damião [“espíritos-crianças”, não necessariamente infantes mas, antes, Espíritos com mentalidade infantil] | 3. Santa Rita | 4. Santa Catarina | 5. Santo Expedito | 6. São Francisco de Assis. Esta Linha dedica-se a desmanchar trabalhos de magia.

II. LINHA DE IEMANJÁ [Liderada por Oxun] ─ Falanges: 1. Ondinas de Nanã | 2. caboclas do Mar | 3. Indaiá dos Rios | 4. Iara dos Marinheiros | 5. Tarimã das Caluga-Caluguinhas da Estrela Guia.

III. LINHA DO ORIENTEFalanges: Hindus, árabes, chineses e outros orientais além de europeus. Dedicados à medicina.

IV. LINHA DE OXOSSIFalanges: 1. Urubatão | 2. Araribóia | 3. Caboclo das Sete Encruzilhadas [aquele do fundador Zélio Fernandino] | 4. Águia Branca. Indígenas, caboclos, são curandeiros que protegem contra magia e ministram passes, prescrevem ervas medicinais em preparados para banhos, defumações ou uso tópico. Estes preparados são chamados amacys.

V. LINHA DE XANGÔFalanges: 1. Iansã | 2. caboclo do Sol | 3. Caboclo da Lua | 4. Caboclo Pedra Branca | 5. Caboclo do Vento | Caboclo Treme Terra. Pela característica do orixá que dá nome à linha, supõe-se que atue em casos de problemas judiciais, demandas, litígios.

VI. LINHA DE OGUMFalanges: 1. Ogum Beira-Mar | 2. Ogum-Iara |  3. Ogum-Megê | 4. Ogum Rompe-Mato. Estas falanges tratam das brigas, das situações de disputa pessoal, discórdias.

VII. LINHA AFRICANAFalanges: 1. Povo da Costa | 2. Pai Francisco | 3. Povo do Congo | 4. Povo de Angola | 5. Povo de Luanda | 6. Povo de Cabinda | 7. Povo da Guiné. Esta falange dedica-se à prática do bem em geral e, ao que tudo indica, dentro da confusa divisão das Linhas e Falanges, esta linha africana possivelmente inclui a chamada Falange ou seria [sub-falange?] dos Pretos-Velhos  e a das Almas [que o estudo comparado indica ser sinônima da Falange Povo de Angola].

Panteão das Falanges e Seus Atributos

Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás. Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como “vibrações originais” emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses. Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, como Eduardo Parra, negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia:

“O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egito e de povos mais antigos. Na África esses termos foram conservados em Nagô… O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva.” E aqui subentende-se corpo=matéria=treva.

Na Umbanda, os Orixás [Senhores de Cabeça], que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete “orixás-menores” [Espíritos Superiores] que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior atuam entidades denominadas “capangueiros”, palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual…

Aos Orixás maiores, as tais “vibrações originais” são atribuídos nomes africanos compostos pela junção de nomes de anjos conhecidos da teologia judaica:

1. Gabarael Oxalá Odudwa
2. Samael Ogum Obá
3. Ismael Oxossi Ossaim
4. Mikael Xangô Oyá [Yansan Mesan Orun]
5. Yramael Yorimá Nanãn Burucum
6. Yoriel Yori Oxum
7. Rafael Yemanjá Oxumaré

Entre os chefes de Falanges começam a aparecer os caboclos, tidos como orixás menores e representantes do maiores; caboclos que se multiplicam em uma lista quase infinita. Os representantes dos orixás maiores são:

1. Urubatão da Guia – representante de Oxalá
2. Guaraci – intermediário para Ogum
3. Guarani – intermediário para Oxossi
4. Aymoré – intermediário para Xangô
5. Tupi – intermediário para Yorimá
6. Ubiratan – intermediário para Yori
7. Ubirajara – intermediário para Yemanjá

E o “elenco” de caboclos continua entre os guias: Caboclo Águia Branca; caboclo Poty; Caboclo Itinguçu; Caboclo Girassol; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Guarantan etc.. Outros, são caboclos protetores: Guaraná, Malembá, Água Branca, Águas Claras, Jacutinga, Lírio Branco, Folha Branca, Ibitan e outros mais.

Além disso, para cada Orixá Superior e cada Orixá menor existem inúmeras correlações que são utilizadas nas práticas rituais das Giras [sessões]: minerais, figuras geométricas, signos zodiacais, dias da semana, horas vibratórias, perfumes, flores, ervas que são usadas em banhos, remédios e defumações, cores e arcanjos tutores. Se este artigo contivesse o nome de todos os caboclos, seria uma lista telefônica de metrópole; e se fossem indicadas todas as relações de atributos, seria um livro… um “tijolo”. Para quem realmente desejar conhecer em detalhes essa Hierarquia, suas relações e atributos, o melhor é procurar o livro Ponto de Convergência: Fundamentos e Práticas de Umbanda, de Eduardo Parra.

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/as-sete-linhas-da-umbanda/

Deus não é um Ser

Este texto originalmente foi um comentário de um leitor (o Phanta) sobre o texto “A Corrupção da Magia Moderna” mas foi tão coerente com o que eu penso e com a maneira como os ocultistas vêem o universo que vale a pena ser transformado em um post para debate.

Dá pra ver claro as boas intenções por trás do texto. Dá pra ver que muito do que está aí é consonante com o que nossas mentes percebem. A questão da necessidade do professor é extrema, e não se aplica só ao ocultismo. Mas o texto tem um problema grande pro leitor médio do blog:

O texto foi escrito pra quem é parte da FR, ou entende parte do que ela prega. Por isso, ele usa conceitos que quem está de fora não vai entender de jeito nenhum, e um é extremamente doloroso: Deus.

Eu até hoje não conheci uma pessoa que tenha realmente negado a existencia de um sistema, uma lei, que rege todo o universo. Os “ateus” que eu conheço, são grandes entusiastas da ciencia básica, que é a tentativa, por teste e observação de compreender parte dessas leis. Eles estão mais próximos de Deus do que a grande maioria dos teístas, e qualquer bom obervador pode notar isso.

O problema é o nome.

A ideia de Deus evoca um “ser superior”, que remete a autoridade, paternidade, moralidade. As religiões organizadas tratam a moral, que é uma criação da sociedade, do homem, como uma lei, tão ou mais importante que as leis naturais. E tratam as violações dela como “karma”, ou pecado, ou o que quer que seja, como se o universo estivesse preocupado com como voce usa seu dinheiro, ou com seus hábitos sexuais.

Ele não está. O universo não está. Deus não está.

O nerd estranho que está estudando matemática, procurando a resposta pra aquela questão ali na mente dele, está mais próximo da iluminação que quem está desehando sigilos, ou que passa 20 minutos em suposta meditação, esperando que algo se manifeste.

Deus não é um “ser”. A essência do homem não é o lado moralmente bondoso, ou o que segue leis morais. O homem bom é o que vive e cria novos homens, e passa o que pode de seu conhecimento pra eles. É pra isso que nós existimos. É isso que o universo, que Deus, espera de nós.

As regras, e hierarquias, convenções sociais, “ordens”, são o exemplo maior do que afasta os homens de sua essência, de Deus.

Saia! Fale com estranhos! Converse, ensine, aprenda! É o que todo homem quer.

“Faça o que tu queres há de ser o todo da lei”

Dar o passo pra frente é mais fácil do que parece!

#Alquimia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/deus-n%C3%A3o-%C3%A9-um-ser