Krampus

a parte no natal que preferimos esquecer

Todo dia 25 de dezembro ele viaja pelo mundo, entrando em todas as casas. Ele sabem quem foi bonzinho e quem foi malvado – ele perde tempo para checar a lista duas vezes – e não liga a mínima para os bonzinhos.

A figura do Papai Noel hoje é talvez uma das mais conhecidas no ocidente, para as crianças é ele que traz os presentes, para os adultos é o garoto propaganda da Coca-Cola ou uma opção de fantasia em uma sex shop, para os Xamãs ele é o Grande Espírito Rena que viaja em transe pelos céus em um trenó, usando um gorro vermelho pontudo, sendo puxado por renas voadoras; independente de sua cultura ele se tornou um fenômeno popular que tem um papel a cumprir. E é um papel estranho.

Pense. Papai Noel passa a ano fabricando presentes e investigando a vida de todos. Ele precisa saber quem foi bom para ser recompensado. Mas e se você não foi bom? E se foi uma pessoa com altos e muitos baixos. Foi desagradável, mesquinho e egoísta?

De fato, parece que uma figura que só recompensa e não pune não tem muito propósito. Claro, as crianças acostumadas a ganhar presentes podem se sentir mal, ficar tristes, dar chilique se não ganham nada, mas isso não é exatamente uma punição certo? Papai Noel não deveria sujar as mãos e de fato punir quem não entrou na lista dos bonzinhos?

Claro que não! Ele não precisa sujar as mãos porque já existe quem faça isso. Uma figura tão horrível e nefasta que assustou a própria Igreja Católica, e fez com que ela tentasse a todo custo sumir com esse “policial mal” do natal.

Imagine a cena: é noite, você está na cama tem 12 anos de idade. Ouve estalos, alguém anda pela casa. Você se levanta – é véspera de natal – e, pé ante pé, vai até a sala, para tentar pegar o bom velhinho com a mão na massa. Quando chega na porta e olha para a árvore vê uma criatura com mais de dois metros de altura, com chifres, andando nua. O som de passos eram de seus cascos raspando a madeira, seu corpo, coberto de pêlos escuros e sujos fede, ele carrega correntes enferrujadas enroladas no corpo e assim que te vê põe a língua pontuda para fora. Em uma das mãos ele carrega uma vara e começa a vir na sua direção. Neste momento você percebe, apesar da tenra idade, que não devia ter cortado os cabelos da Barbie da sua irmã e que você nunca mais vai ver seus pais.

Se sua imaginação é vívida, parabéns, você acabou de conhecer o Krampus.

O nome Krampus, também escrito Grampus as vezes, se deriva da antiga palavra germânica “garra”. Na Austria ele é chamado de Klaubauf, em outros países e áreas rurais da europa o conhecem como Bartl, Bartel, Niglobartl, e Wubartl.

O Krampus é uma figura antiga na europa, as menções mais antigas precatam o cristianismo na Alemanha. Suas características físicas são semelhantes às dos sátiros da mitologia grega. Na noite conhecida como Krampusnacht, celebrada no dia 5 de dezembro, na Áustria, Itália e outras paisagens européias, hordas de demônios corriam pela noite, intoxicados, carregando tochas, terrificando crianças e adultos, era a Krampuslauf.

Com a chegada do Cristianismo a Igreja começou seu combate a essa criatura, proibindo qualquer menção a ela, a Krampusnacht ou a Krampuslauf. E até o início do século XX, o Krampus foi sufocado, quase foi esquecido; mas todos aqueles que vivem ou viveram no inferno aprendem a ser pacientes, e depois de décadas o Krampus começa a aparecer novamente e mais forte do que nunca.

Para muitos tanto o Krampus, quanto São Nicolau ou mesmo o Papai Noel podem ser mitos, ou apenas figuras comerciais que perderam mesmo seu status de arquétipo cultural, mas nem todos pensam assim.

Nos últimos 3 anos, o projeto Morte Súbita Inc. desejou trazer mais do que um mero artigo sobre mais uma mitologia européia para você e, por isso, enviamos o Prof. Alberto Grosheniark, nosso especialista em deontologia européia freelancer, para vários países nos meses de novembro e dezembro para nos trazer essa criatura, ou ao menos um relatório mais atual de sua existência.

“Para entender o que é, e principalmente o que se tornou, o Krampus, é mister compreender esta celebração a que chamamos Natal”, começa explicando o professor, passemos a ele então as rédeas do texto.

O Nascimento do Natal

É patente que nos dias moderno as celebrações natalinas não passam de um marketing capitalista, uma forma de se conseguir mais lucros do que em qualquer outro mês do ano. Mas essa realidade está presente, obviamente, nas grandes capitais, cidades infladas pelo comercio e que vivem do dinheiro gerado. Longe desses centros urbanos e comerciais o Natal volta a assumir suas características mais religiosas e sociais, famílias se reúnem, freqüentam igrejas, etc.

Este é um exemplo claro e muito interessante de um mecanismo de transição cultural de festividades. Por um lado pessoas desesperadas para gastar seus salários em produtos que elas sabem, serão liquidados por valores mais baixos nos dias que se seguem ao natal. Por outro pessoas menos urbanizadas que ainda vivenciam o espírito natalino. Perceber como uma celebração se transmuda em outra nos mostra como o Natal se formou em seus primórdios.

O Natal foi criado, sim, criado, pela Igreja Católica para celebrar o nascimento de Cristo. A própria palavra Natal se deriva de Natalis, do latim, que se origina do verbo nascor – nasceria, nasci, natus sum – que tem o sentido de nascer. É a mesma origem do Natale italiano, do Noel francês, o Nadal catalão e do natal castelhano, que acabou evoluindo para navidad – com o sentido do nome de um dia religioso.

Quando enfatizei a criação da festividade, não desejava implicar que muitos acreditavam que ela existisse desde os primórdios da humanidade e sim que ela foi desenvolvida de forma anacrônica com uma finalidade bem determinada. Natal seria o nascimento de Cristo, mas foi instituído apenas no século IV. A primeira celebração natalina que se tem notícia hoje ocorreu em Roma no ano 336 d.C – apesar de algumas evidências que apontem para a Turquia pelo menos 2 séculos antes. O ponto é que o Natal só passou a ser atribuído a Cristo ao menos 300 anos depois de sua suposta existência.

Não há evidências hoje que Cristo tenha sido mais real do que o Dr. Griffin ou Roderick Usher. Duramente perseguidos por onde quer que passassem, os cristãos começaram a ser tolerados no decurso do século IV e em breve se tornariam a religião oficial do estado. Teodósio, o imperador romano, por esta época, já ajudava a organizar as estruturas territoriais da nova igreja. Por que criar uma festividade que exaltasse um homem que era praticamente um agitador comunista quando a instituição passava a ganhar poder político que bateria de frente com os supostos ensinamentos de Cristo?

Devemos nos atentar que os primeiros concílios religiosos visavam eliminar aquilo que consideravam heresias entre os cristãos; foi formulada a doutrina da trindade, colocou-se a questão da relação entre as naturezas humana e divina de Cristo definindo-se que era “perfeito Deus e perfeito homem” e que Maria era Theotokos – Aquela que portou Deus – e não Christotokos – Aquela que portou Cristo. As maiores discussões teológicas, em contrapartida à de cunho administrativo, tinham a ver com a divindade de Cristo, tentando limpar de sua figura qualquer aspecto humano. Por que perder tempo então festejando algo tão mundano quanto seu nascimento “na carne”? Sua vida teve inúmeros pontos que logicamente teriam mais força popular como o início de seu ministério, seus milagres, sua ressurreição, sua subida aos céus. O nascimento é justamente o aspecto mais humano de sua vida. Por que haveria de se tornar então a festa mais conhecida e celebrada de todas?

A existência de Cristo sempre foi um assunto que, inclusive, poderia complicar a Igreja Cristã. Seus ensinamentos eram anti-autoridade, anti-institucionais. Se não fossem as cartas de Paulo de Tarso, não haveriam sequer bases para a fundação de uma igreja, e nessas cartas Paulo deixa claro que aquilo que escreve são opiniões suas e não inspirações procedentes de Deus. Além disso os primeiros cristãos não celebravam o nascimento do Nazareno pois consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão.

Para entender o Natal devemos recuar no tempo e nas culturas humanas.

Dia 25 dezembro

Não há como como discutir celebrações de Dezembro sem nos atentarmos ao solstício. Praticamente todo texto sobre o assunto o reduz a celebrações solares de povos primitivos.

O Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Como todo fenômeno astronômico ele não tem um dia fixo para ocorrer – geralmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul e 22 de Dezembro no hemisfério norte. No dia do solstício, uma derivação latina das palavras sol e sistere – “que não se move” – o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Hoje acredita-se que povos primitivos, ao notarem que o Sol não se movia no céu e que aquele era o dia mais curto do ano, lhe atribuíam grande importância, o associando, de modo geral, simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

Bem, por mais que abusemos de nossa fé em relação aa inocência dos povos antigos, não faz sentido acreditar que culturas capazes de, em uma época sem dispositivos digitais, anotar com tanta precisão as posições de corpos celestes e a duração da claridade do dia, se degenerariam em culturas que simplesmente acreditavam que o solstício era o renascimento e morte de algo e então voltariam a evoluir para atribuir esse nascimento e morte a algum Deus.

A crença que temos hoje é a de que em certas regiões, bem próximas do pólo norte, no solstício de inverno o sol desaparece da linha do horizonte, justamente por causa da sua inclinação aparente para o sul. Para quem vive nessa região, o sol fica dias sem nascer, trazendo, portanto, uma noite longa. Conhecendo, então, o “sumiço” aparente do sol em certas regiões, fica fácil entender como surgiu o culto ao sol. Dai basta ver qual a representação arquetípica do sol em diferentes culturas – o deus greco-romano Apolo, considerado como “Sol invicto” e seus equivalentes entre outros povos, Ra o deus egípcio; Utu dos babilônicos; Surya da Índia; assim como também Baal e Mitra. Todos estes e as Saturnálias, deram origem ao dia 25 de dezembro, como o dia do sol.

O único problema com essa teoria preconceituosa é que nem o solstício nem as Saturnálias ocorriam no dia 25 de dezembro.

Então o que teria de interessante este dia específico do ano?

Bem, para início de conversa, este dia só passou a existir, como o conhecemos hoje em 1582, com a criação e instituição do Calendário Gregoriano, o calendário atribuído ao Papa Gregório XIII que visava corrigir o antigo Calendário Juliano que tinha uma contagem imprecisa dos dias do ano – quando foi instituído o calendário gregoriano, seu antecessor já apresentava uma discrepância de 10 dias que “não existiam”.

Como segundo ponto veja a seguinte lista e veja se nota algo em comum:

  •  Prometeu, aproximadamente no alvorecer da humanidade
  •  Osiris, aproximadamente 3000 anos antes de Cristo;
  •  Hórus, aproximadamente 3000 anos antes de Cristo;
  •  Átis de Frígia, aproximadamente 1400 anos antes de Cristo;
  •  Krishna, aproximadamente 1400 anos antes de Cristo;
  •  Zoroastro, aproximadamente 1000 anos antes de Cristo;
  •  Héracles, aproximadamente 800 anos antes de Cristo;
  •  Mitra, aproximadamente 600 anos antes de Cristo;
  •  Tammuz, aproximadamente 400 anos antes de Cristo;
  •  Hermes, aproximadamente 400 anos antes de Cristo;
  •  Adonis, aproximadamente 200 anos antes de Cristo;
  •  Dionísio, aproximadamente 186 anos antes de Cristo;

Todas essas figuras se mostraram seres excepcionais, tiveram tamanho impacto sobre a cultura onde viveram que se tornaram precursores de cultos. Eram seres de magia e ciência. Avatares. Todos eles nasceram dia 25 de dezembro. Todos eles enfrentaram as trevas e, mais importante, todos são portas.

Prometeu é um titã, filho de Jápeto e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio. Foi um defensor da humanidade, conhecido por sua astuta inteligência, responsável por roubar o fogo de Zeus e dá-lo aos mortais, assegurando a superioridade dos homens sobre os outros animais. Por causa disso foi acorrentado pelos deuses no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias um pássaro dilacerava o seu fígado que, todos os dias, se regenerava. Esse castigo devia durar 30.000 anos.

Osiris era um deus da mitologia egípcia. Oriundo de Busíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política. Osíris governou a terra (o Egito), tendo ensinado aos seres humanos as técnicas necessárias à civilização, como a agricultura e a domesticação de animais. É morto e então esquartejado por seu irmão. Seu corpo é reconstruído e ressuscitado, ele então tem um filho com sua irmã/esposa e passa a governar apenas o mundo dos mortos.

Horus é o filho póstumo de Osiris e Isis. Recebeu a missão de sua mãe de proteger o povo do egito de Set, o Deus do deserto, o assassino de seu pai. Após derrotar Seth se tornou o primeiro Deus nacional do Egito e patrono dos Faraós, conhecido como o filho da Verdade. Era visto como um falcão cujo olho direito era o sol e o esquerdo a lua e nesta forma era conhecido como Kemwer, o Negro.

Átis era o consort humano de Cibele, considerado por muitos um semi-Deus. No dia de seu casamento ele enlouquece e se castra. Depois de morto ressuscita e se torna um Deus da vegetação e fertilidade.

Krishna é retratado em várias perspectivas: como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de Vishnu ou ainda como a forma original e suprema de Deus. Krishna é o oitavo avatar de Vishnu. Teve um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, e a vida como príncipe, amante, guerreiro e mestre espiritual. Ao ser ferido mortalmente por uma flecha diz ao caçador que “tudo isso fazia parte do meu plano”. Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial.

Zoroastro foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo após receber a visita de um ser indescritível que se identificou como Vohu Mano, a Boa Mente. Foi abduzido por este ser e teve acesso ao conhecimento e à sabedoria.

Hermes era o Deus das fronteiras, transitando entre o mundo dos mortais e dos deuses.

Tamuz um deus da fertilidade e da vegetação, viajou ao submundo em busca de sua amada.

A lista prossegue. Hoje se sabe que o nascimento de muitas dessas figuras não ocorreu em dezembro, mas passaram a ser comemorado neste mês. Por quê?

 

Os Espancadores

Existem inúmeras criaturas correndo pelo planeta que, apesar de não possuírem relação entre si, podem ser agrupadas graças a sua natureza. São criaturas violentas cujo maior prazer parecer residir em assustar, punir ou simplesmente espancar os infelizes que cruzam seu caminho. O Barrete Vermelho que vive na Escócia e Inglaterra, que espanca até a morte suas vítimas. O Nain Rouge francês. Jack Calcanhar de molas na Inglaterra. O saci e o curupira na américa do sul, etc.

Algumas dessas criaturas são conhecidas por sua sazonalidade, algumas delas agindo no período que se encontra entre o início de dezembro e do final de janeiro.

  • O Belsnickel, um ser que se aparece envolto em trapos imundos e batidos, invade casas nas primeiras semanas de Janeiro para espancar crianças.
  • No dia 6 de dezembro, casas são visitadas pelo Knecht Ruprecht, que espanca crianças que não sabem rezar com um saco de cinzas.
  • A Grýla, uma gigante que visita casas na Groenlândia, durante a última semana de dezembro para seqüestrar e então cozinhar crianças.
  • No Japão, durance as últimas semanas de Janeiro o Namahage, armado de facas e palmatórias caminha pela rua em busca de crianças.
  • O Pai Espancador, caminha no dia 6 de dezembro espancando crianças na França e Bélgica.
  • Na Austria é Bertha que visitas as casas na última semana de Dezembro e primeira de Janeiro procurando crianças mal comportadas para lhes abrir o estômago, remover o intestino e o substituir com palha e pedras.

E dentre essas criaturas temos figuras como o Homem do Saco aqui no Brasil, ou o Krampus no Velho Continente. Hoje muitos o consideram apenas mais uma figura do enorme universo de criaturas que compõe a angústia Infantil, criaturas como a Cuca e o Boi da Cara Preta, que são evocados pelos pais para que as crianças se comportem. Apenas um mito que serve para manter os pequenos na linha. Mas isso não é verdade.

A figura do Krampus, como já foi discutida, é a de um ser bestial que vive nas áreas não civilizadas. Antes da chegada do moralismo Cristão o Krampus possuía um papel de iniciador. Em diferentes regiões da Alemanha, jovens eram enviados munidos apenas de um pequeno saco de provisões, para as áreas selvagens e desabitadas. Depois de um período que variava de jovem para jovem, ele retornava para sua vila ou aldeia, vestido como o Krampus, mostrando que havia encorporado este espírito na época em que viveu como um animal selvagem.

Quando a bravura e a resistência eram qualidades fundamentais para uma pessoa enfrentar as adversidade do meio, Krampus era um espírito temido, mas desejado pelas pessoas. Uma tradição não muito diferente dos Berserkes saxões, que matavam, se alimentavam e depois vestiam a pele de um animal – lobo ou urso – para se tornarem o animal e assim se tornarem adultos – os engraçados chapéus da guarda inglesa são um remanescente deste ritual de passagem.

O Krampus então, era uma presença real, uma presença que deixava a humanidade, o aspecto civilizado ou mesmo “domesticado” se preferir, do indivíduo para que se tornasse algo novo, mais selvagem, mais resistente. Claro que muitos não sobreviviam e muitos não conseguiam se tornar o Krampus, a garra, e simplesmente retornavam para a aldeia como meros humanos, em alguns casos em condição de vergonha.

Com o Cristianismo não veio apenas a crença em um único Deus, mas também uma série de rituais de iniciação, como o batismo, a crisma, etc. Os primeiros embates da Igreja com as crenças locais eram reencenações dos primeiros conflitos do Jeovah Judeu: Não haverão outros Deuses! E assim a Igreja Católica se valia de sua magia para liquidar outros Deuses.

Falar em Magia Católica não é exagero também. Ela foi uma das grandes responsáveis pelo surgimento dos protestantes, que não suportavam ver os ensinamentos de Cristo sendo proferido por “magos pagãos vestidos de padre”.

A Igreja passou a combater essas criaturas iniciáticas não apenas catequizando aqueles que as buscavam, mas criando uma magia mais poderosa. Isso chegou ao ponto de que em muitos lugares as pessoas acreditavam que um simples pedaço do pão usado no ritual de comunhão era o suficiente para curar doenças, espantar maus espíritos e curar o gado de qualquer mal que o afligisse.

Assim, a igreja passou a atacar não apenas a iniciação com o Krampus, mas todo e qualquer ato relacionado a ele como a Krampusnacht e a Krampuslauf.

Paralelo a isso a Igreja também buscou colocar seu próprio porteiro na porta que ligava mundos: Jesus Cristo. Mudando a data de seu nascimento para a última semana de Dezembro.

Claro que quando afirmo que o Krampus era uma figura real, uma presença real, não me refiro a um folclore ou a uma crença compartilhada, mas a uma entidade como eu e você. Krampus é algo físico, uma figura que poderia ser hoje descrita em termos de um elementar ou um semi-deus, como sátiros ou tantas outras figuras associadas com as crenças grego-romanas.

Para começar a acabar com essas figuras, a igreja começou primeiro a designar santos para as acompanharem, assim grande parte delas acabou tendo sua época de comunhão compartilhada com os festejos de São Nicolau e em pouco tempo passou a ser o “acompanhante” do santo. As pessoas não buscavam mais ao Krampus ou a outras figuras, e desta forma o “acordo” cultural que existia foi quebrado. O próprio Krampus passa a ser retratado e descrito como uma entidade presa a correntes.

Isso explica a atitude da grande maioria dessas figuras, buscar atacar especialmente crianças. Como o flautista que se viu logrado de seu pagamento, os antigos iniciadores partem em busca da maior riqueza dos povos, suas crianças. Mas esses ataques não seriam também gratuitos: o medo gera respeito, ainda mais se infligido durante a infância. Antes de cair nas garras intelectuais do cristianismo, os iniciadores buscariam comprovar sua existência às pessoas em uma época em que elas soubessem distinguir que as criaturas são reais.

Claro que mesmo assim, não havia como conseguir novamente pessoas buscando a iniciação, e tais entes ganharam um tatus de meros bichos-papões, sendo relegados à categoria de lendas.

 

A Volta do Krampus

Curiosamente justamente aquilo que o prendeu em correntes de lenda foi o que o trouxe de volta. Com o crescimento do Cristianismo, logo surgiram aqueles fiéis contrários à magia da Igreja. Julgavam que todo e qualquer ritual ou costume mágico era uma afronta a Deus e passaram a combater qualquer coisa que não a fé e a leitura da Bíblia. Nascia assim o protestantismo.

Os primeiros protestantes buscaram acabar com a Missa Católica, com o ritual de comunhão, com o Batizado, fizeram questão de mostrar que os padres eram pessoas comuns sem poderes e o Papa um mero enganador de todos. Eles proibiram o ritual de exorcismo, de crisma, de extrema-unção. Proibiam atos como abençoar o vinho e o pão, abençoar objetos, fossem sagrados ou não, a consagração de terrenos, construções ou qualquer coisa. Os feriados e comemorações católicas foram sendo combatidos, acusados de não passarem de costumes pagãos transvestidos de cristianismo. E assim o poder da Igreja começou a ser minado.

Não é surpresa ver que nos dias de hoje as comemorações dedicadas ao Krampus voltaram e não apenas na Europa. O Krampus hoje corre solto novamente, livre das amarras cristãs.

Visitei algumas dessas comemorações na Finlândia e na França e de fato rodas de demônios correm pelas cidades, embriagados por Krampus schnapps – um licor muito forte -, intimidando crianças e adultos. O aspecto iniciático se foi, hoje nossos rituais de maturidade estão mais ligados a possuir cartões de crédito e poder ter uma conta bancária do que provarmos sermos capazes de sobreviver à vida.

A Noite de Krampus tem início com algumas pessoas se vestindo com peles, botas pesadas e máscaras com chifres, armados de chicotes e varas. Eles visitam as casas, especialmente as que tem crianças, invadindo-as e correndo, assustando a todos. Então recebem o convite para beber, e o fazem. No fim da noite essas pessoas estão embriagadas e por vezes o número de feras “fantasiadas” ligeiramente maior, é então que a corrida de Krampus se torna mais violenta e fora de controle.

Seria muita inocência acreditarmos, quando observamos a balbúrdia causada por aquelas criaturas barulhentas, que todas elas são apenas pessoas com fantasias. Da mesma forma que as virgens da antigüidade recebiam os oráculos, ou que os praticantes do vodu haitiano se tornam cavalos para os deuses, muitas daquelas criaturas deixam de ser humanas, se é que já o foram. Mesmo nesta “Era de Razão” a figura do Krampus é temida como um folclore jamais seria. O governo Austríco chegou a proibir a tradição da Krampusnacht, na década de 1950 panfletos entitulados “Krampus é um Homem Mau” circulavam pelas cidades.

Hoje existem as Krampusfest, também chamada Kränchen, atendidas por mais de 300 pessoas, bêbadas, lascivas e fora de controle.

Os Krampuskarten

Apesar das proibições, no século XIX surgiram os cartões Krampus, eram como cartões postais que mostravam a criatura, geralmente acompanhados da mensagem: Gruß vom Krampus! (Saudações do Krampus)

Com o tempo a imagem do Krampus mudou, seu aspecto bestial foi lentamente mudando. As cenas onde ele ameaçava crianças começaram a ser subtituídas por imagens com um apelo mais sensual, onde o Krampus aparecia à volta com mulheres de curvas voluptuosas. Hoje em muitos cartões o Krampus surge como uma figura fofa e amável, como um pequeno cupido.

 

   

 

Com o fim de suas amarras o Krampus se viu livre para “expandir sua empreitada”, não apenas para o norte da Itália e o sul da França. Hoje o Krampus é celebrado na Inglaterra, Escócia, Estados Unidos. No México é conhecido como Pedro Preto. Logo as Krampusfest e a Krampusnatch serão celebradas como a noite de Halloween, e o Krampus voltará a correr não apenas por cidades, mas por todo o mundo.

por Albertus Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/krampus-a-parte-no-natal-que-preferimos-esquecer/

Dilúvio, Pirâmides e Stonehenge

Olá crianças,

O post anterior nos trouxe duas surpresas. A primeira foi que, novamente, batemos recordes de visitação aqui no Sedentário e a segunda é que praticamente não houve ninguém reclamando. Eu perguntei ao eightbits e ele me garantiu que meu pedido de manter todas as críticas foi respeitado, e só são deletados comentários com xingamentos gratuitos (e, no caso, foi apenas um esta semana). Isto pode significar que: ou os céticos foram todos embora (o que seria uma pena, pois, como disse certa vez o poeta e alquimista William Blake, “Não há crescimento sem oposição”) A outra hipótese é que até mesmo eles começaram a perceber que, apesar do tom leve e de brincadeira dos textos, este é um assunto muito sério e não estou dando fantasias ou hipóteses absurdas, mas fatos matemáticos.

Como já disse uma vez, repetindo as palavras que talvez sejam de Voltaire, embora haja controvérsia, “Posso não concordar com uma palavra do que você está dizendo, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las”. Críticas e questionamentos, desde que bem embasados, são bem vindas!

Agora voltando à programação original

A resposta do sudoku da semana anterior é “Arca da Aliança”, mas eu percebi que acabei me empolgando e nos adiantamos um pouco na história. Antes de falar sobre Moisés, vou precisar falar sobre o Dilúvio. E antes do dilúvio, quero mostrar uma foto que eu achei.

Lembram quando discutimos sobre ser impossível montar as pirâmides mesmo com tecnologia de hoje em dia? Ok. Esta foto é da década de 60 e, como alguns de vocês podem se lembrar de ter visto em algum lugar, existia um enorme complexo de templos chamados Abu Simbel no Egito. As otoridades precisavam construir uma grande barragem e uma mega-hiper operação mundial foi organizada para desmontar e transportar o templo de Abu Simbel para uma montanha a salvo das águas da barragem.

Pois bem. A grande maioria das pedras esculpidas no templo de Ramses II foi retirada das pedreiras de Assuã, distantes cerca de 120km do templo, incluindo a cabeça do faraó, que foi transportada e esculpida em UM ÙNICO bloco de pedra. Quando os técnicos e engenheiros suíços e alemães foram transportar estes blocos para o local seguro, apesar dos GUINDASTES e HELICÓPTEROS envolvidos na operação, tiveram de fragmentar diversas estátuas e blocos de construção do templo para transportá-los.

Vamos escrever mais devagar para os que não entenderam: blocos de pedra que os egípcios (os “escravos seminus de 6.000 anos atrás” haviam conseguido manobrar, esculpir e encaixar intactos) tiveram que ser divididos, pois a tecnologia do século XX não conseguiu repetir o feito.

Mas e o Dilúvio?

A história do Dilúvio Universal, ao contrário do que muita gente acredita, não existe apenas na Bíblia, mas em praticamente TODAS as mitologias do planeta. Muitos historiadores dizem que o dilúvio bíblico aconteceu apenas em uma área do mediterrâneo e que serviu de justificativa para as otoridades atestarem a veracidade literal da bíblia (a ponto de milhões de dólares terem sido gastos em pesquisas procurando barquinhos que não existem em cima do monte Ararat!).

Na Suméria, “Utnapitshtim, o Longínquo”, é considerado o único homem que escapou ao Dilúvio, e sua história é contada em diversos poemas, especialmente em um trecho de Gilgamesh.

Nos Gregos, Deucalião e Pirra fazem o papel de Noé e Naamah, levando em uma arca toda a esperança após a devastação da terra por um dilúvio causado pelos deuses.

Nos Nórdicos, temos o conto do choro de Baldur, quando o malvado Loki faz o arqueiro cego e sua flecha de visgo assassinarem o deus-sol baldur, e todas as coisas que existem choraram por baldur, causando um dilúvio.

Na Mitologia Hindu, um peixe disse a Manu que as águas cobririam a terra e, novamente, temos uma arca salvando as esperanças da humanidade das águas divinas.

Entre os Celtas, os poemas do “Ciclo de Finn” narram a ocupação da Ilha após o Dilúvio

Nos Índios americanos, a história de Kwi-wi-sens e como ele e seu amigo corvo escaparam do dilúvio causado pelos deuses dos céus.

O conto de Cowichan e do dilúvio já era conhecido dos índios do norte dos EUA muitos séculos antes dos missionários ali chegarem com suas bíblias,

Nos Astecas, CoxCox possui uma história muito semelhante à de Noé, séculos antes dos espanhóis chegaram ao continente. Que conta da inundação de todas as terras conhecidas, e da fuga de uma tribo para as montanhas.

As Crônicas de PopolVuh entre os Maias narra um grande cataclisma que destruiu a humanidade, destruindo uma terra que era considerada o paraíso.

Os Incas contam a lenda do castigo divino das chuvas que duraram 60 dias e 60 noites, alagando toda a civilização.

No Brasil, os índios Tamandaré possuem uma lenda idêntica a de Noé, onde o dilúvio destruiu praticamente todas as vilas, só restando um homem e uma mulher que se refugiaram no topo de uma montanha.

Como explicar tantas lendas tão distantes entre si que narram os mesmos fatos?

Nos últimos dez mil anos, existem milhares de evidências de que a Terra foi alvo do impacto de pelo menos dois meteoros de grandes proporções. Um deles, o primeiro e maior, que se fragmentou em sete partes, atingindo o planeta de uma vez só e causando tsunamis de 5km de altura, capazes de varrer do mapa cidades inteiras em minutos, atingiu a Terra em 7640 AC (alguém lembrou da Atlântida, cujas lendas dizem que afundou em um único dia?) e foi responsável pela maioria das lendas de dilúvio na América e Europa. O segundo, de menores proporções, atingiu a Terra aproximadamente em 3150 AC e foi o responsável pelas lendas de Dilúvio da Mesopotâmia e da bíblia.

O primeiro impacto varreu do mapa o continente da Atlântida e parte do que havia restado da Lemúria, deixando submersos seus templos e pirâmides por milhares de anos. MAS… como uma das funções das pirâmides era também a de Observatórios Astronômicos, os sábios conseguiram prever o impacto do grande asteróide e remover para locais seguros (Himalaia, Tibet, Andes, Interior dos Continentes) grande parte dos cristais e do conhecimento acumulado por estas civilizações (e também de onde surgem as histórias sobre Shan-Gri-Lá e Agartha, mas isso fica pra outro dia…).

As Linhas de Ley e Círculos de Pedra

Todas as Pirâmides estão construídas sobre o que chamamos de “linhas de Ley” ou, no oriente, “Veias do Dragão”. Assim como em nosso corpo correm linhas energéticas (usadas na acupuntura), o Planeta possui linhas energéticas especiais sobre toda a sua superfície. O cruzamento destas linhas energéticas forma o que chamamos de “node” ou “ponto focal” (equivalentes aos chakras nos humanos), que é considerado um ponto muito especial dentro de várias culturas antigas.

As pirâmides originais da Atlântida foram construídas sobre estes pontos, pois utilizavam-se dos alinhamentos com estrelas, planetas, centros energéticos e também pelo formato dos templos, em conjunto com cristais e outros objetos (os corações destes templos e pirâmides), para uma infinidade de coisas.

Após o dilúvio, a imensa maioria destas pirâmides foi submersa, exceto algumas que estão na Europa, China, Egito e América, mas outros pontos surgiram. Após o primeiro dilúvio, as tribos que conseguiram escapar da catástrofe tiveram de se reorganizar e, para isto, reconstruir seus observatórios. Com isso, conseguiram prever o segundo meteoro e se preparar para o dilúvio em 3150 AC.

Lembre-se que a bíblia deve ser lida de maneira alegórica. Quando escrevemos que Noé levou dentro da Arca dois elefantes, queremos dizer que “os conhecimentos da civilização hindu foram preservados”, quando escrevemos que ele levou duas girafas, quer dizer que “os conhecimentos da civilização africana” foram preservados e assim por diante. Não existe e nem nunca existiu barquinho algum. A “Arca” de Noé é a mesma “Arca” da Aliança, a fuga das águas e a fuga do Egito são apenas metáforas diferentes para a mesma situação: a preservação do conhecimento oculto (procurem o significado da palavra “Moisés” como lição de casa, vocês vão ter uma surpresa… )

Eu falei sobre o grande relógio celestial em posts antigos. Este mecanismo celeste, além das funções que eu descrevi, também servia para prever o melhor momento de plantar cada tipo de alimento, de criar o gado, o momento certo de colher cada lavoura, de aproveitar as cheias, de tosquiar as ovelhas e assim por diante. Como as civilizações pós-dilúvio não possuíam os cristais ou as capacidades dos sacerdotes antigos, apenas parte do conhecimento adquirido, tiveram de “improvisar” e ergueram complexos de pedra sobre as Linhas de Ley para utilizarem-se como templos, em uma segunda etapa.

Bom… novamente o texto acabou ficando maior do que eu esperava, e ainda não chegamos na Arca da Aliança, embora alguns de vocês certamente já estão conseguindo ligar alguns fatos pelas dicas que eu dei ali em cima…

Para a semana que vem, vou seguir os comentários: vocês preferem que eu fale mais sobre Stonehenge e os Círculos de Pedra e toda esta relação com as Linhas Energéticas ou vamos direto para a Arca da Aliança?

Cartas à redação.

Um livro que vocês podem adquirir para saber mais sobre o Dilúvio: A Máquina de Uriel

#Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dil%C3%BAvio-pir%C3%A2mides-e-stonehenge

Ação e o Físico

Por Moshe Miller.

Asiya, o mundo da Ação, é realmente o propósito final da Criação.

A característica mais limitante de todas é a limitação do tempo. A limitação de tempo significa que um objeto não pode estar em dois lugares diferentes simultaneamente. Além disso, o conceito de tempo está vinculado ao de mudança. Isto significa que quando uma coisa deixa de ser e outra começa a ser, ocorre uma mudança. A mudança só pode ocorrer onde a unidade e o infinito de D-us estão ocultos, ou seja, onde a continuidade do ser não é evidente.

O tempo é criado através do processo de extensão e retração da luz e da força vital à medida que ela alcança os vasos abaixo e retorna ao seu lugar original. O “intervalo” entre a extensão e o retorno da luz e da força vital, ao pulsar continuamente de cima, cria o tempo. De momento em momento a luz e a força vital se estende “para baixo”, e depois se retrai, retornando ao seu lugar original. Aquilo que ativou ou vitalizou “morre”, por assim dizer, assim que a força vital é retirada, e então, quando ela alcança novamente para baixo, cria um novo ser. Esta mudança é a origem do tempo, pois o tempo é uma medida de mudança. Este processo é análogo a um filme. A luz que brilha através da constante mudança dos quadros da tira de filme parece criar uma cena contínua. Na realidade, porém, cada quadro da tira de filme é distinto do anterior; é apenas porque o movimento dos quadros é tão rápido que o olho humano desconhece que existem imagens separadas. Assim, a cena parece ser contínua para o olho. Assim também é com a pulsação da força da vida no mundo físico – a “lacuna” entre um pulso e outro é tão ínfima, que a cena parece ser contínua.

Este alcance e retorno da força vital de cima é espelhado no avanço e recuo da força vital de baixo. O pulso que você pode sentir no pulso e no batimento do seu coração é o resultado deste processo. Cada vez que você sente o batimento de seu pulso ou seu batimento cardíaco, isso indica que uma “permutação” diferente da luz e da força vital está lhe animando. Devido a esta constante renovação, você muda de momento em momento.

Na Cabala, esta pulsação ou flutuação contínua se manifesta no mundo de Asiya, ou no mundo da Ação. A essência do mundo de Asiya é a ação. A história da Criação termina com as palavras “que D-us fez para fazer (ou para retificar)”. A palavra “fazer”, em hebraico “la’asot”, é derivada da mesma palavra que Asiya – ação. Este mundo é criado em nome da ação, o que significa retificação. O estado quase perfeito de retificação do mundo de Atzilut (ver acima) precisa ser arrastado para este mundo também. Este mundo é criado “incompleto”. O que lhe “falta” é a revelação de Divindade que se encontra, em maior ou menor grau, nos mundos superiores. A retificação de Asiya é a revelação da mesquinhez neste mundo através das ações do homem.

Portanto, os sábios judeus recomendam que cada pessoa diga a si mesma “para mim o mundo foi criado”. Isto não significa que se deva considerar como o centro do universo e tudo foi criado para servir ao próprio ego. Muito pelo contrário. Ao invés disso, entenda a frase para significar: “Para mim, a ocultação de D-us foi criada para que eu revelasse a Divindade neste mundo e assim o retificasse”. Esta é a tarefa que D-us criou para nós: revelar as dimensões interiores, a Divindade, contidas e ainda escondidas neste mundo. Assim, o mundo de Asiya, o mundo da Ação, é realmente o propósito último da Criação. Pois aqui, mais do que em qualquer outro lugar, a Divindade está escondida. E D-us pode ser revelado aqui ainda mais do que nos mundos acima.

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Fonte:

https://www.chabad.org/kabbalah/article_cdo/aid/431127/jewish/Action-and-the-Physical.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/acao-e-o-fisico/

As Egrégoras e o Carvão

Já recebi este conto várias vezes por email, de diversas Ordens diferentes e acredito que se aplica a qualquer tipo de egrégora. começa mais ou menos assim:

“Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.”

(Autor desconhecido)

#Contos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-egr%C3%A9goras-e-o-carv%C3%A3o

Carlos Castañeda

Para entender o fenômeno místico e esotérico mundial das últimas quatro décadas é necessário conhecer Carlos Castañeda, um dos autores mais misteriosos e impactantes dos últimos tempos. Sua obra compreende uma série de ensinamentos mágicos e psicológicos, envolvidos nos relatos de suas experiências vividas com don Juan Matus, um índio Yaqui mexicano.

Lançados no final da década de 1960, os escritos de Castañeda logo se tornaram uma referência para espiritualistas e antropólogos, o mesmo ocorrendo com sua figura pessoal. Muitos de seus leitores queriam reviver as experiências fantásticas narradas nos livros, ou mesmo travar conhecimento pessoal com Castañeda, quando não com o próprio don Juan.

Este interesse era motivado também pelas sombras que cercavam – e ainda cercam – sua estranha biografia. Alguns afirmam que Castañeda nasceu no Peru em 1925, naturalizado-se norte-americano em 1957.

Mas há quem diga que Carlos Cesar Salvador Arana Castañeda na verdade nasceu no Brasil, na cidade de Mairiporã, no ano de 1935. A única certeza é que estudou antropologia nos Estados Unidos e aprendeu os segredos naguais no México, onde se tornou discípulo do bruxo don Juan Matus.

Sua naturalidade parece ser assunto que jamais será elucidado. No entanto, um fato curioso depõe contra sua nacionalidade peruana. Curiosamente, seus quatro primeiros livros teriam sido escritos em espanhol, mas foi necessária a contratação de um tradutor para a publicação das edições naquela que seria sua língua natural. Portanto, até mesmo uma foto que pretenda ilustrar a imagem real de Castañeda pode ser equivocada.

Publicou doze livros, os quais foram traduzidos para cerca de vinte idiomas e venderam aproximadamente dez milhões de cópias. Castañeda se converteu em um ícone do espiritualismo a partir da década de 70, e foi assunto de uma matéria de capa da revista Time, em março de 1973, cuja imagem ilustra este texto. Seus ensinamentos atraíram uma legião de seguidores, mas também críticos severos, que questionam a veracidade de seus relatos.

Seus três primeiros livros – A Erva do Diabo, Uma Estranha Realidade e Viagem à Ixtlan – foram escritos enquanto Castañeda ainda era aluno de Antropologia na Universidade da Califórnia. O conteúdo destas obras descreve os ensinamentos que recebeu de Don Juan, e serviu para que alcançasse sua graduação e seu doutorado nesta mesma instituição.

Castañeda narra os acontecimentos que o levaram a conhecer o bruxo Don Juan Matus no ano de 1960, com quem teve diversas experiências a respeito de realidades alternativas e de possibilidades adormecidas do ser humano. Don Juan é tratado como um autêntico Nagual, um homem que possui certos conhecimentos que o colocam na posição de líder de um grupo de sábios.

Através da narrativa de Castañeda é possível conhecer os variados poderes de um Nagual. Vivendo constantemente entre aquilo que chamamos realidade convencional e uma realidade alternativa – ou Estranha Realidade – um Nagual é capaz de assumir a forma física de um animal, através do emprego de elementos mágicos e ritualísticos de antigas civilizações do continente americano.

Quando encerrou sua aprendizagem com don Juan, num episódio narrado em seu querto livro, Porta para o Infinito, no qual apresenta completo domínio da ciência Jinas ao se atirar de um penhasco, Castañeda se retirou para uma casa em Los Angeles, onde reuniu um pequeno grupo de aprendizes, entre os quais se encontravam as “três bruxas”, suas discípulas mais próximas, cujos nomes fictícios são Florinda Donner-Grau, Taisha Abelar e Carol Tiggs.

Na década de 1990 deu início à divulgação da Tensegridade, uma série de movimentos que promovem mudanças físicas, energéticas e psicológicas, cujo objetivo seria conduzir o praticante a mais altos estados de consciência. Castañeda afirmava que tais exercícios faziam parte da antiga sabedoria dos Xamãs Toltecas, transmitida através de uma tradição composta por 25 gerações de sábios.

Também nesta época fundou uma instituição chamada Cleargreen, cujos objetivos seriam promover a Tensegridade através de seminários, além de cuidas das publicações do autor. Castañeda morreu em abril de 1998, devido à um câncer hepático. A obscuridade que o circundou durante toda a vida o acompanhou também durante a morte, que se tornou pública apenas em junho do mesmo ano.

Texto de Giordano Cimadon

 

1925 – 1998

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/carlos-castaneda/

Os 10 Mandamentos dos Trambiqueiros

Morbitvs Vividvs

Nem sempre as vítimas merecem a nossa simpatia. Acontece que, por vezes, a infâmia roça o artístico e é-nos muito mais simpática do que a vítima. É legítima a prática da infâmia quando ela é só amoral e se abate sobre o idiota útil.” – Manuel S. Fonseca em ‘O Conde Lustig’

Veja esta imagem a direita. Este senhor ao lado, com cara respeitável é um dos maiores golpistas de todos os tempos. Um charlatão, um picareta, um enganador que entrou para a história. O “Conde” Victor Lustig foi um dos mais famosos e bem sucedidos trambiqueiros do século XX. Nascido em Bohemia, em local hoje conhecido como república Checa.

Antes de morrer Victor Lustig era procurado por cerca de 45 agências de inteligências policiais ao redor do mundo. Ele possuía pelo menos 25 identidades falsas (incluindo algumas famílias) e falava 5 linguas diferentes.

Um de seus golpes mais célebres é o golpe da “caixa de dinheiro”. Uma impressora primitiva que ele apresentava aos criminosos de cada cidade por onde passava com a qual conseguia imprimir em seis horas uma nota de cem dólares. Os clientes chegavam a pagar 30 mil dólares por esse milagre da falsificação. E de fato nas próximas duas horas a máquina soltava mais duas notas de cem. Doze horas eram o bastante para o Conde já estar bem longe e os criminosos perceberem que a máquina era apenas uma enganação. As vítimas, é claro, nunca procuravam a polícia.

Sua biografia é repleta de outras façanhas do gênero, entre elas a de conseguir se passar por um oficial do governo francês e literalmente vender a Torre Eiffel a um homem de negócios. Este golpe deu tão certo que ele vendeu a Torre Eiffel cinco vezes na mesma semana. Outro golpe digno de nota foi o de ter enganado ninguém menos que o poderoso Al Capone, em um golpe de alguns milhares de dólares.

 

Os 10 Mandamentos do Trapaceiro

No livro ‘Fakes, Frauds & Other Malarkey’ de Marc Manus encontramos os dez mandamentos deixados por Victor aos poucos amigos que acumulou durante a vida:

1. Seja um bom ouvinte (ouça suas vítimas falarem mais do que você).

2. Nunca pareça entediado.

3. Espere para a outra pessoa revelar suas opiniões políticas, e então concorde com ela.

4. Deixe a outra pessoa revelar sua visão religiosa, e então mostre ter a mesma.

5. Tenha uma linguagem implicitamente sexual. Mas não faça avanços a não ser que a pessoa demonstre forte interesse.

6. Nunca fale sobre doenças, ao menos que alguma preocupação especial seja demonstrada.

7. Nunca questione diretamente sobre assuntos pessoais. (eles lhe dirão tudo uma hora ou outra)

8. Nunca se vanglorie. Apenas deixe sua importância ser silencionamente evidente.

9. Nunca esteja desarrumado.

10. Nunca fique bêbado.

Influência no Satanismo

Como satanista acho difícil ler estes conselhos do Conde e não lembrar de alguns dos escritos básicos de LaVey, em especial das ‘Onze Regras Satânicas da Terra’ e dos ‘Nove Pecados Satânicos.’ O primeiro ponto lembra a versão laveyana de “Não dê opiniões a menos que alguém os peça.”. O sexto mandamento remete ao “Não conte seus problemas aos outros a menos que você esteja certo de que os outros querem ouvi-los.”. Enfim, esta quase tudo ai, mas a influência geral que permeia tudo é muito maior do que qualquer comparação que possa ser pontuada. É verdade que o Conde sugere uma hipocrisia maior, dizendo que devemos moldar nossas opiniões políticas e religiosas segundo o nosso meio, enquanto LaVey era enfático em suas posições. Contudo devemos lembrar que LaVey ganhava dinheiro com seu satanismo e Victor fez sua fortuna graças a sua hipocrisia.

Sabemos que LaVey também gostava de um trambique e que trabalhou um bom tempo como fotógrafo policial, sendo culto como era acho muito difiícil ele nunca ter ouvido falar de Victor Lustig. Aposto ainda, mas não posso provar, que ele foi uma grande influência ao pai do satanismo moderno· Não acho contudo que LaVey tenha plagiado o Conde com o é costume acusa-lo quando encontramos uma referência mais antiga do que sua obra. Acho sim que foi uma parte importante da formação de sua ética pessoal e que ferve no mesmo caldeirão onde ele jogou Ayn Rand, Nietzsche, Jung e tantos outros.

Isso tudo são apenas conjecturas. O que temos de prático aqui é que estes 10 mandamentos podem ser um reforço ou um anexo interessante a prática do satanismo, especialmente na questão da Baixa Magia e manipulação interpessoal. Aos que querem tirar proveito da vida neste mundo digo aquilo que o Rev. Obito sempre diz ao ganhar no poker: “Se você for um bom trapaceiro, não precisa ser bom em mais nada.”

O Mandamento Zero

Dito isso, pode ser proveitoso aprender ainda com os erros de Lustig. Apesar de ser um gênio do crime ele foi preso em 1935 em Nova Yorque por ter cometido o maior erro que um homem pode cometer: confiar demais em alguém. Uma de suas amantes Billy May, que sabia de seus golpes ficou com ciúme de um outro relacionamento que ele cultivava e usou toda informação que tinha para traí-lo. Ela combinou com a polícia federal americana uma cilada que resultou em sua prisão. Ele andava sempre com uma maleta contendo apenas roupas caras e limpas, mas em sua carteira havia uma chave. Lustig se recusou a responder de onde era a chave mas Billy Man sabia que ela abria um armário público da estação Times Square de metrô. No armário havia 51 mil dólares em notas falsas e as placas modelos para falsificação. O Conde foi preso e após uma fuga bem sucedida 27 dias depois ele foi recapturado e transferido para a ilha prisão de Alcatraz onde morreu em 1947.

Isso nos leva a pensar que os 10 mandamentos dos charlatões deveria possuir um mandamento de número zero: “Não confie em ninguém”.

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/os-10-mandamentos-dos-trambiqueiros/

Brilha Vossa Luz

Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.
Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras…
O discípulo de Jesus, porém – aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória – pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre…
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, há o convite para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! – proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! – repetimos nós.

(Emmanuel & Francisco C. Xavier)

#Espiritismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/brilha-vossa-luz

Magia Taoísta para Saúde e Riqueza

MIN TZU, excerto de CHINESE TAOIST SORCERY

Os ocidentais criaram para si uma visão entreguista do taoismo. Sem entender de fato os princípios da não-ação, acreditam que o os adeptos do Tao nada fazem. Pensam que não existem rituais, praticas místicas ou mesmo uma feitiçaria taoista na busca por interesses humanos. Que basta ler sua tradução do Tao Te Ching e deixar as coisas acontecerem.  Não é assim no oriente. A relação com os deuses e os antepassados é preciosa, dinâmica e real. Há sim dentro do taoismo práticas mágicas, operações e rituais s que buscam o melhor para o ser humano. Aqui veremos dois aspectos muito comuns destas práticas: a busca pela saúde e a busca pela prosperidade material.

Ritual para uma boa saúde

Todo mundo sabe que a vida é miserável sem uma boa saúde, então quando é dada a escolha de ter riqueza ou saúde, o homem invariavelmente escolhe a saúde. Afinal, mesmo as pessoas mais ricas temem muito a ira da doença. Consequentemente, muitos taoístas praticantes buscam a proteção dos deuses para garantir que desfrutarão de uma vida boa e longa.

Os magos do taoismo pedem aos deuses que os ajudem a evitar doenças ou a curá-los quando adoecem. É claro que os medicamentos são vitais para curar os pacientes, mas a realização de rituais também desempenha um papel importante na recuperação. Poucas doenças resistirão à combinação ataque frontal de medicamentos e rituais.

Na China, diz-se que os médicos podem tratar um paciente, mas que só os deuses podem curá-lo. Os remédios são vitais, mas os mesmos remédios que curam algumas pessoas não afetam outras. Portanto, deve-se concluir que o destino de cada homem está predeterminado e que só o Céu pode decidir quem viverá e quem morrerá, daí a necessidade de orações pelos enfermos.

Além de usar rituais e remédios, um feiticeiro cauteloso procura os melhores médicos, de preferência os que conhecem bem a medicina tradicional chinesa, opção que vale a pena manter em aberto, pois devemos buscar todos os recursos  que possam ser feitos com a intenção de restaurar o corpo à saúde perfeita.

Seja qual for o caso, o feiticeiro realiza um ritual para manter ou restaurar sua boa saúde, ao mesmo tempo em que também busca se consultar com um médico ou tomando remédios. Dessa forma, as bênçãos do céu e da terra são combinadas para alcançar a felicidade e a boa saúde. Rituais desse tipo mostram ao paciente se o Céu está do seu lado.

Este ritual limpará o corpo do oficiante de maldições malignas ou de vibrações negativas acumuladas que estão enfraquecendo seu poder interno. Funciona melhor quando realizado de forma regular e preventiva, para que o oficiante evite realizar rituais desesperados no último minuto quando uma doença já está bem estabelecido.

Para realizar este ritual, o oficiante começa colocando um ovo cru no altar antes de abrir a cerimônia da maneira usual. Devido à sua forma e natureza, o ovo é o símbolo chinês do nascimento do universo e das auspiciosas origens. então escreve uma petição dirigida ao Deus da Saúde, pedindo ao deus para ajudar a garantir seu bem-estar físico.
Se ele já estiver doente, o mago descreve a doença em sua petição, pedindo ao deus para ajudar a tornar seu remédio mais eficaz. Ele inclui seu nome completo, endereço e data de nascimento na petição.
Em seguida, a petição e o dinheiro espiritual são queimados na ponta da espada, um após o outro. O oficiante então pega o ovo com a mão direita e o esfrega vigorosamente por todo o corpo como se o usasse para limpar ou absorver o mal. Ele devolve o ovo ao altar e encerra o ritual da maneira usual.

Terminada a cerimônia, o ovo é jogado fora em um lugar onde outras pessoas não o encontrarão por acaso. Alguns praticantes preferem abrir o ovo para inspecionar seu conteúdo antes de jogá-lo fora, esperando encontrar evidências de um feitiço.

Pedindo Riqueza aos Deuses

A riqueza traz felicidade, então um homem deve ser rico se quiser fornecer o melhor para sua família e evitar problemas como dívidas ou fome. Desconsiderar esse fato simples é viver uma sombra miserável de uma vida.

Há muitas pessoas que são talentosas e podem honestamente aspirar a obter uma medida de grande riqueza. Mas, para seu desgosto, a maioria acaba descobrindo que o sucesso depende de outras coisas além do verdadeiro talento. Raça, gênero, conexões e laços familiares são muitas vezes as chaves vitais necessárias para surfar na crista da onda em carreiras tão diversas como bancos, artes e entretenimento, medicina, direito, política, corretagem de seguros, comércio de diamantes e ouro, imóveis, mercado de ações e onde quer que o dinheiro grande troque de mão.

Enquanto muitas pessoas talentosas murcham e morrem na obscuridade, algumas medíocres vivem em mansões, moldam as opiniões das massas, tornam-se estrelas de cinema ou temas de livros e filmes e até gravam e comercializam alegremente músicas desafinadas.  “Não importa o que você sabe, mas quem você conhece”, parece
reinar supremo nos mais altos escalões do mundo econômico.
A estrutura econômica do mundo é melhor representada pela imagem de pesadelo de milhões de pessoas emaciadas em roupas esfarrapadas transportando uma carroça na qual alguns passageiros ricos e gordos desfrutam de todos os luxos da vida. Naturalmente, os passageiros arrogantes bebem e festejam em seus corações alheios ao
sofrimento dos pobres.

Além disso, os ricos podem manter suas fortunas porque o capital gera mais capital, enquanto a pobreza só gera mais pobreza, o que garante que a riqueza de poucos continue crescendo enquanto a maioria da população se tornará cada vez mais empobrecida. Indivíduos afortunados possuem grande controle econômico e se tornam pessoas ricas. Passei séculos no Velho e no Novo Mundo criando coalizões e tecendo teias econômicas que pessoas de fora agora acham quase impossível de penetrar.

Felizmente, com o uso dos princípios da feitiçaria chinesa, os magos têm outra maneira de obter riqueza. Eles podem estabelecer uma linha direta de comunicação entre eles e o Deus da Riqueza. Como este é um caminho divino para a riqueza, os magos não encontram as obstruções que um recém-chegado em busca de riqueza normalmente encontra quando ameaça o estilo de vida dos abastados. No mundo espiritual, os poderosos monopólios e as portas fechadas tão familiares aos que desejam invadir o mundo financeiro terreno estão visivelmente ausentes.

Os deuses não podem fazer ouro ou dinheiro no outro mundo, mas quando solicitados por dinheiro através de rituais, eles podem acelerar a transferência de riquezas terrenas das mãos dos ricos para as mãos dos pobres.

Seguindo a teoria taoísta de causa e efeito, quando um pobre pede riqueza, ela deve ser desviada do rico. Assim, para cada novo rico que os deuses ajudam a criar, vários outros ricos devem perder suas riquezas.

Os ricos do oriente estão cientes deste fato e muitos deles realizam rituais de magia negra para manter suas fortunas. Afinal, há muito dinheiro no mundo, então a riqueza deve ser concentrada nas mãos de poucos e daqueles que controlam o dinheiro do mundo não vai desistir sem luta. Aqueles que tentarem tirá-lo descobrirão que é como ter que desatar um sino amarrado ao pescoço de um tigre. Consequentemente, os rituais usados ​​para alcançar a riqueza podem não ser bem sucedido no início, mas eventualmente obrigará os deuses a conceder riquezas aos suplicantes.

Enquanto poucas pessoas souberem pedir riquezas aos deuses, os ricos conseguirão manter suas fortunas intactas, mesmo que usem seu poder econômico para cometer atos atrozes que enfurecem os deuses. Eles continuarão ricos, mas se muitos feiticeiros pedirem riquezas por meio de rituais, os ricos ficarão pobres, então, mesmo que os ricos se sacrifiquem diretamente ao Diabo em uma tentativa desesperada de manter seu status, seus destinos serão selados.

Se um feiticeiro espera se tornar um magnata, mas está preocupado em obter lucro às custas de outra pessoa, ele aceita pacificamente sua pobreza e pode esquecer este ritual. Mas se ele não tem medo, ele usa o seguinte ritual para obter riqueza, se os ricos tiram dinheiro dos pobres, por que os pobres não deveriam tirar dinheiro dos ricos?

Para realizar este ritual, o mago abre a cerimônia da maneira usual, acendendo as velas do altar e dirige sua petição ao Deus da Riqueza, escrevendo-a com tinta vermelha em papel amarelo, pois são as cores apropriadas para entrar em contato com  os deuses. O ato de escrever e queimar esse tipo de petição é chamado de “fazer o dragão virar a cabeça” ou “persuadir o Deus da Riqueza a ouvir as orações do mago”.

Como muitas pessoas nascem ao mesmo tempo, o oficiante inclui seu nome, hora e local de nascimento na petição para garantir que os deuses saibam exatamente quem ele é. Ele também pode especificar a fonte de sua riqueza se souber os nomes de as pessoas ou negócios de quem ele gostaria de herdar seu dinheiro. O feiticeiro pode querer diminuir a fortuna de indivíduos específicos para se vingar deles, ou ele pode ter um negócio próprio e querer diminuir a fortuna de seus concorrentes.

De qualquer forma, o oficiante descreve seus desejos em uma petição. Se ele não se importa com a fonte de sua fortuna, ele só pede riqueza. Se ele está desesperado para entrar em um determinado ramo de negócios e precisa limpar seu caminho de obstruções, ele nomeia aqueles que ele deseja que caiam para que ele possa realizar seus sonhos. No entanto, quaisquer que sejam seus desejos ou ambições, o oficiante está totalmente confiante de que o Deus da Riqueza responderá às suas orações. Se ele realizar seus rituais consistentemente, ele sabe que ele se juntará às fileiras dos ricos em pouco tempo.

Quando esta parte do ritual termina, o oficiante queima a petição e o dinheiro espiritual, então respeitosamente convida o deus a participar das oferendas de comida e bebida e encerra o ritual.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/magia-taoista-para-saude-e-riqueza/

Memes para reflexão (parte 1)

Muita gente passou a conhecer os memes após o advento das redes sociais online. O que pouca gente sabe, no entanto, é que os memes da internet nada mais são do que uma espécie de “subgrupo” de um conceito muito mais abrangente, poderoso, e até mesmo místico:

Um meme – conforme proposto pelo biólogo britânico Richard Dawkins – é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma se autopropagar. Os memes podem ser ideias, línguas, sons, desenhos, doutrinas religiosas, valores estéticos e morais etc. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.

Apesar de ser um conceito puramente metafísico, ele tem sido capaz de explicar muita coisa que ocorre dentro da mente humana, particularmente no que tange a troca de informações sociais e culturais. Assim, se é verdade que muitos memes da internet não passam de pequenas peças de humor, não é verdade que todos eles possam ser considerados somente isso.

Conforme um dia nos explicou Ralph Waldo Emerson, “A chave de todo ser humano é seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte que obedece, que é a ideia ante a qual todos os seus fatos são interpretados. O ser humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma ideia nova que supere a antiga e traga comandos próprios”.

É levando isto em consideração que eu pensei comigo mesmo, “Ora, se há tantos memes bobos que alcançaram tamanho sucesso em se replicar pelas mentes alheias, por que não usar do mesmo expediente para tentar refletir adiante ideias um pouco mais profundas?”.

Foi assim que me senti inspirado para criar alguns “memes para reflexão” e publicá-los em nossa página no Facebook. A minha ideia, é claro, não é criar memes “acadêmicos” ou “muito sérios”, mas me aproveitar do bom humor e do grande alcance deste tipo de linguagem online para, como sempre tento fazer, levar as pessoas a refletirem um pouco mais sobre algumas ideias que talvez estejam já velhas demais, solidificadas demais, dogmáticas demais.

Com isso não quero denegrir ou reduzir tais ideias, que são memes muito mais antigos e duradouros do que qualquer meme de internet, mas pelo contrário: mostrar outros pontos de vista para, quem sabe, trazer tais ideias ancestrais para o meio do século 21, onde há um verdadeiro Dilúvio de informação irrelevante; de modo que as ideias relevantes talvez precisem ser guardadas com carinho, na segurança de nossa Arca de Noé, esta que sempre navegou em nossa própria alma.

Na sequência, trarei alguns dos memes publicados em nossa galeria no Facebook, com uma pequena explicação sobre o que exatamente quis passar com cada um, assim como uma rápida descrição das discussões geradas por aqueles que foram mais compartilhados.

» Em breve, os memes!

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Crédito da imagem: Raph/Google Image Search

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum
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#Humor #memes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/memes-para-reflex%C3%A3o-parte-1