Os 72 shikigamis – 鎮宅霊符

Por Robson Bélli

Shikigamis são servidores, e espíritos locais criados pelos magistas japoneses com base no momento que são feitos (usando a astrologia) e consagrados também da mesma maneira com os mesmos critérios.

O feitiço deve ser escrito em um papel virgem de arroz devidamente purificado pela fumaça de um incenso de Hossenko ou Hakubaikou, consagrado para tal fim em nome de Inari Okami, feita sua consagração no primeiro dia do ano novo chinês, a tinta nanquim nunca deve ter sido usada anteriormente sendo nova e consagrada para esta magia especificamente purificado pelo incenso consagrado a Ryujin, e a agua usada para dissolver o Nankin deve ter sido colhida de fonte natural durante a lua nova (consagrada a Owatatsumi), devendo estes feitiços serem feitos a meia noite do segundo dia de lua cheia.

O pincel (Fude) deve ser feito de pelos de cavalo ou raposa (estes últimos são muitíssimo raros nos dias de hoje) obrigatoriamente e seu cabo de bamboo genuíno, e o pincel deve ser consagrado a Amaterassu, assim seus decretos tendem a ser obedecidos.

Todo esse ritual deve ser feito sob a luz do luar.

Quanto tiver todos os itens devidamente consagrados, no dia e hora adequados faça um banimento japonês do pentagrama, ajoelhe-se e comece a escrever o feitiço, (nesta noite você poderá escrever quantos feitiços você quiser, desde que sejam do mesmo tipo), ao finalizar o ultimo, o magista deve segurar um papel em riste com o indicador e dedo médio da mão direita, dizendo o nome do feitiço, que são por sua vez as palavras de ativação, e ao final emitir um sonoro Yoshhhh, enquanto queima este ultimo papel feito na noite, assim ativando o feitiço e o espirito servidor demoníaco conhecido em japonês como Shikigami.

Abaixo segue uma lista dos nomes dos shikigamis que são suas devidas palavras de ativação, o nome também da uma boa dica de para que eles servem.

Contatos com o autor para duvidas: robsonbelli@hotmail.com

<霊的浄化>purificação espiritual

 

01 鳴動

02 混迷

03 執着

04 怪風

05 水濁

06 節制

07 陰陽

08 悲観

09 凶悪

10 予感

11 憑依

12 安定

13 警戒

14 門戸

15 精霊

16 運命

17 万物

18 邪霊

19 雷光

20 清浄

21 血濁

22 恐怖

23 塚

24 怨恨

25 百怪

26 転換

 

<健康> saude

27 長命

28 体調

29 獣害

30 治癒

31 木霊

32 感染

33 生

34 百雑

35 睡眠

36 痛苦

37 繁栄

38 長患

39 衰弱

 

<仕事>

Trabalho

 

40 効率

41 商財

42 悪夢

43 成功

44 出世

45 龍神

46 不正

47 雇用

48 失敗

49 事業

50 失業

 

<人間関係> relações humanas

 

51 孤独

52 口舌

53 攻撃

54 人脈

55 家族

56 悪評

57 和

58 使役

59 墓

60 蛇

61 精気

62 姓名

63 夫婦

 

<金運>

Dinheiro

 

64 詐欺

65 富貴

66 不運

67 資産

68 財宝

69 訴訟

70 賊

71 損害

72 投資

 

Pronuncias romanizadas

 

01 Meidō

02 konmei

03 shūchaku

04 kai-fū

05 mizu nigo

06 sessei

07 onmyō

08 hikan

09 kyōaku

10 yokan

11 hyōi

12 antei

13 keikai

14 monko

15 seirei

16 unmei

17 banbutsu

18 yokoshima rei

19 raikō

20 seijō

21 chi nigo

22 kyōfu

23 dzuka

24 enkon

25 hyaku kai

26 tenkan

 

 

 

 

27 chōmei

28 taichō

29 jūgatsu

30 chiyu

31 kodama

32 kansen

33 nama

34 hyaku zatsu

35 suimin

36 tsūku

37 han’ei

38 nagawazura

39 suijaku

 

 

 

40 kōritsu

41-shō-zai

42 akumu

43 seikō

44 shusse

45 Ryūjin

46 fusei

47 koyō

48 shippai

49 jigyō

50 shitsugyō

 

 

 

51 kodoku

52 kōzetsu

53 kōgeki

54 jinmyaku

55 kazoku

56 akuhyō

57 wa

58 shieki

59 haka

60 hebi

61 seiki

62 seimei

 

 

 

63 fūfu

< kin’un >

64 sagi

65 fūki

66 fuun

67 shisan

68 zaihō

69 soshō

70 zoku

71 songai

72 tōshi

 

 

 

 

 


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/os-72-shikigamis-%e9%8e%ae%e5%ae%85%e9%9c%8a%e7%ac%a6/

Oni

Onis, uma das criaturas mais populares do folclore japonês e uma das criaturas que mais sofre preconceito por estas bandas ocidentais. Simplesmente traduzido como “demônio”, um Oni é muito mais do que uma criatura com chifres e dentes afiados.

Se você está chegando agora e quiser conferir as partes anteriores, todas elas podem ser encontradas na categoria  Youkai.

A palavra Oni é composta de apenas um kanji, formado de uma imagem pictográfica de uma criatura com uma grande cabeça e pernas disformes. No idioma chinês, este kanji significa “fantasma”, e era usado antigamente para designar os espíritos das pessoas que faleceram.

Com o passar dos anos e com o sincretismo das crenças do oriente – quais sejam, hinduísmo, budismo, taoísmo, e, posteriormente, as escolas budistas japonesas, o shugendou, o onmyoudou e o xintoísmo –, a palavra “oni” passou a ser usada para designar criaturas semelhantes ao que nós conhecemos por ogros e por trolls aqui no ocidente, que possuem chifres, dentes afiados e grandes presas.

Com frequência, aparecem retratados no Jigoku, o inferno budista, trabalhando como servos de Enmma-Daioh, o Grande Rei Enma, um dos dez juízes do inferno, razão pela qual hoje são chamados de demônios pelos ocidentais.

Ozunu, também conhecido como En no Gyouja, tido como o fundador do Shugendou, uma seita asceta japonesa, derivada das escolas do budismo esotérico japonês (Shingon e Tendai), possuía dois onis como seus servos, Sekigan e sua esposa Koukou, que posteriormente mudaram seus nomes para Zenki e Goki.

No Feng Shui, a direção nordeste não é tida como auspiciosa, sendo chamada de “Portal do Oni”.

Para manter Onis afastados, era costume manter estátuas de macacos nos jardins e nos telhados das casas e dos templos, especialmente virados para nordeste.

No próximo post da seção “Criaturas Sobrenaturais”, veremos um pouco sobre os fantasmas japoneses, mais conhecidos como Yuurei.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/oni/

O vodu japonês – Ushi no toki mairi – 丑の時参り

Por Robson Bélli

Algumas fontes dizem que o método mais comum do ritual se desenvolveu durante o inicio do período Edo (1603-1668).

A mulher que pratica a maldição é geralmente retratada vestida de branco, com cabelos desgrenhados, usando uma “coroa” de ferro que segura três velas acesas, em uma corrente (no pescoço) um espelho no peito (que fica escondido) e usando um par de tamancos altos (geta). Ela então pregaria um boneco de palha representando seu alvo em uma árvore sagrada (神木, shimboku) no santuário xintoísta.

A “coroa” de ferro que ela usa é na verdade um tripé (五徳, gotoku) (ou tripé, um suporte para colocar panelas, etc., acima de uma fonte de calor) que ela usa invertido, deslizando o anel de ferro sobre a cabeça e colando velas em suas três pernas.

Acreditava-se que o ponto atingido na boneca de palha correspondia à área do corpo onde o alvo começaria a sentir doença ou lesão. No entanto, este boneco de palha ou outra forma de efígie não era um requisito definitivo no ritual mesmo relativamente tarde no Período Edo. Por exemplo, no Konjaku Gazu Zoku Hyakki de Toriyama Sekien (1779) retrata a mulher segurando um martelo, mas sem boneca, nem a boneca é mencionada na legenda. Nesse caso, os pregos são cravados diretamente nos galhos da árvore sagrada.

Os adereços usados ​​são descritos de forma um pouco diferente, dependendo da fonte. Pregos de um tamanho específico chamado gosun kugi (五寸釘, “pregos de cinco polegadas”) são prescritos de acordo com algumas autoridades. Ela pode segurar na boca um pente, ou uma “tocha de bambu e raízes de pinheiro acesas em ambas as extremidades”. A “hora de bruxaria adequada” é, estritamente falando, o ushi no mitsu doki (2:00-2:30 am).

Na gravura de Sekien ou Hokusai, a mulher realizando o ritual de maldição é retratada com um boi preto ao seu lado. Espera-se que tal boi preto, deitado, apareça na sétima noite do ritual, e deve-se passar ou pular sobre o animal para completar a tarefa com sucesso, mas se alguém ficar com medo na aparição do boi, a “potência do encanto se perde”.

Maldição usando bonecas na antiguidade

O uso de bonecos nos rituais de maldição é praticado desde a antiguidade, com referência na crônica Nihon Shoki sob o reinado do Imperador Yōmei, que relata que no ano de 587, Nakatomi no Katsumi no Muraji “prepara figuras do Príncipe Imperial Oshisaka no Hikohito no Ōe (押坂彦人大兄皇子) … e enfeitiçou eles”, mas não funcionou. No entanto, este registro não esclarece se os bonecos foram picados por implementos afiados.

Há relíquias arqueológicas desenterradas em forma de bonecas humanas suspeitas de serem usadas em feitiçaria. Chamadas de estatuetas purificadoras de madeira (木製人形代, Mokusei hitogatashiro), algumas têm rostos desenhados de forma realista e tinta, e outras com pregos de ferro cravados no peito. Uma delas do século VIII é mantida pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Propriedades Culturais de Nara. Outra do site Tatechō em Matsue, Shimane, uma etiqueta de madeira retrata uma figura feminina, aparentemente uma nobre deduzindo do traje, e esta boneca tinha três pinos de madeira ou pregos cravados nela, visando seus seios e seu coração.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

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O Significado do Jade

A história do Jade é tão longa quanto a da civilização chinesa. Vários são os objetos feitos de jade encontrados por arqueólogos em território chinês, que remontam aos períodos iniciais do neolítico. Posteriormente, foi considerada uma gema imperial, sendo utilizada como matéria prima em ornamentos de cerimônias e objetos de decoração.

O Jade – “yu”, em chinês – era definida como uma das pedras mais bonitas por um antigo dicionário chinês. O jade é comumente classificado em jade suave (nefrite) e jade duro (jedeíta). A nefrite possui uma cor branca como leite, podendo surgir tons de verdes variados. Já a jedeíta, considerada mais valiosa, é encontrada nas cores azul, rosa, lavanda e verde-esmeralda.

Por curiosidade, antigamente, na China, só existia o jade suave, a nefrite, antes que a jadeíta passasse a ser importada da Burma durante a dinastia Qing (1271-1368). Por causa disso, tradicionalmente o jade se refere à nefrite. No entanto, a jedeíta passou a ser mais popular e mais valiosa do que a nefrite ao longo dos anos.

O amor que os chineses possuem pelo Jade não se refere apenas à sua beleza, mas também pelo significado cultural e humano, assim como disse Confúcio, sobre a existência de onze virtudes no jade:

“Os sábios têm associado ao jade a virtude. Para eles, seu brilho e lustro representam a integridade da pureza; sua perfeita firmeza e extrema dureza representam a certeza da inteligência; seus ângulos, que não cortam, apesar de aparentarem afiados, representam a justiça; o som puro e prolongado, que ressoa quando algo o atinge, representa a música. Sua cor representa a lealdade; suas falhas internas, que sempre se mostram através da transparência, chamam a atenção para a sinceridade; seu brilho iridescente representa o céu; sua substância admirável, formada pela montanha e pela água, representa a terra. Usado sozinho sem ornamentos [o jade] representa a castidade. O preço que o mundo inteiro lhe atribui representa a verdade. Para embasar essas comparações, o Livro dos Versos diz: ‘Quando eu penso em um homem sábio, seus méritos parecem ser como o jade’”.

(tradução original do chinês para o inglês desconhecida)

Jade é muito especial na cultura chinesa, sendo famoso o provérbio que diz “o ouro é precioso; o jade não tem preço”. Seu simbolismo, assim, pode ser resumido à graça, à beleza e à pureza, mas também está relacionado à nobreza, à perfeição, à constância, ao poder e à imortalidade.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-significado-do-jade/

O Quatro Estágios da Alquimia Chinesa

Excerto de Foundations of Internal Alchemy: The Taoist Practice of Neidan

Na tradição Zhong-Lü, a descrição da prática alquímica é geralmente dividida em quatro etapas:

(1) Lançar as bases;
(2) Refinar a Essência para transmutá-la em Respiração;
(3) Refinar a Respiração para transmutá-la em Espírito;
(4) Refinar o Espírito para retornar ao Vazio.

As principais características das quatro etapas são as seguintes:

1. “Lançar as bases” (zhuji)

A expressão “lançar as bases” é uma metáfora frequentemente usada nos textos alquímicos chineses. Para construir uma casa, é preciso primeiro lançar as fundações. Somente quando as fundações estão estáveis e firmes é possível colocar pilares e vigas no lugar e dispor tijolos e telhas.

A prática alquímica, no entanto, está preocupada com o corpo humano. No estágio inicial do processo Neidan, portanto, deve-se primeiro repor os constituintes básicos do corpo, para que estejam em conformidade com os requisitos da prática. Só então é possível empreender as etapas do refinamento alquímico propriamente dito. Até que os constituintes básicos não estejam de acordo com esses requisitos, as funções do corpo devem ser restauradas e aumentadas por meio de práticas internas, para que a Essência, o Sopro e o Espírito possam atingir um estado de abundância. Tudo isso pertence ao estágio de “lançar as fundações”.

O Taoísmo considera a Essência, o Sopro e o Espírito os principais componentes da vida, e os textos alquímicos os chamam de Três Tesouros (sanbao). Se os Três Tesouros são saudáveis ​​e florescentes, o corpo é forte; se forem drenados e esgotados, desenvolvem-se doenças. Quando os textos alquímicos falam em refinar o Elixir, na verdade querem dizer refinar os Três Tesouros. Chen Zhixu (1290-ca. 1368) diz em seu Jindan dayao (Grandes Fundamentos do Elixir Dourado):

Essência, Sopro e Espírito afetam um ao outro. Quando seguem o curso, formam o ser humano; quando invertem o curso, formam o Elixir. Qual é o significado de “seguir o curso” (shun)? “O Um gera o Dois, o Dois gera o Três, o Três gera as dez mil coisas.” Portanto, o Vazio se transmuta em Espírito, o Espírito se transmuta em Sopro, o Sopro se transmuta em Essência, a Essência se transmuta em forma, e a forma se torna o ser humano. Qual é o significado de “inverter o curso” (ni)? As dez mil coisas retêm o Três, o Três volta ao Dois, o Dois volta ao Um. Aqueles que conhecem este Caminho cuidam de seu Espírito e guardam sua forma corpórea. Eles nutrem a forma corpórea para refinar a Essência, acumulam a Essência para transmutá-la em Respiração, refinam a Respiração para fundi-la com o Espírito e refinam o Espírito para reverter ao Vazio. Então o Elixir Dourado pode ser alcançado.

Em seu comentário ao Despertar para a Realidade, Weng Baoguang escreve:

A Essência pode gerar o Sopro, e o Sopro pode gerar o Espírito; para se fortalecer e se proteger, nada é mais importante do que isso. Aqueles que se dedicam a Nutrir a Vida (yangsheng) valorizam em primeiro lugar sua Essência. Se a Essência está cheia, a Respiração é forte; se a Respiração é forte, o Espírito floresce; se o Espírito floresce, o corpo é saudável e há poucas doenças. Internamente, as cinco vísceras florescem; externamente, a pele fica lisa. A tez da pessoa é luminosa, e as orelhas e os olhos são aguçados e brilhantes.

Nas duas passagens citadas acima, Chen Zhixu explica a Essência, a Respiração e o Espírito em termos de sua sequência em “seguir o curso” e “inverter o curso”. Weng Baoguang, em vez disso, explica como os componentes básicos da existência. Mas além dessas diferenças, na etapa de “lançar as bases” há sempre duas tarefas: a primeira é preservar o estado de Essência e Respiração; o segundo é reabastecer sua transação. Quando a Essência é abundante, quando a Respiração é plena e quando o Espírito está florescendo, esta etapa da prática está completa.

2. “Refinar a Essência para transmutá-la em Respiração” (lianjing huaqi)

No caminho ascendente três pontos são difíceis de superar. Os textos alquímicos os chamam de “barreiras” (ou “passagens”, guan). A “barreira inicial” (chuguan) é a do cultivo interior. Neste estágio, Essência Original, Sopro Original e Espírito Original coagulam-se entre si e formam um Sopro feito da união de Essência e Sopro. Este estágio também é chamado de Composição do Grande Remédio (zuo dayao).

3. “Refinar a Respiração para transmutá-la em Espírito” (lianqi huashen)

É a “barreira intermediária” (zhongguan) do cultivo interior. A Grande Medicina coagula com o Espírito Original, e eles formam um Espírito feito da união das Três Origens. Este estágio também é chamado de Composição do Elixir (zuodan).

4. “Refinar o Espírito para retornar ao Vazio” (lianshen huanxu)

É a “barreira superior” (shangguan) do cultivo interior. Ao refinar o Espírito, alcança-se o Vazio e o Não-Ser (xuwu). Este é o estado mais elevado.

O caminho cíclico para refinar o Elixir é resumido pela expressão “três Campos na frente, três Barreiras atrás”. A subida na parte de trás é chamada de “avanço do Fogo Yang” (jin yanghuo), a descida na frente é chamada de “retirada pela resposta Yin” (tui yinfu). No estágio de “lançamento das fundações”, um ciclo completo é chamado de “limpeza dos vasos de Função e Controle”; após a formação da Medicina, passa a se chamar Circuito Celestial Menor. O Huanyuan pian (Revertendo à Origem), escrito pelo discípulo de Zhang Boduan, Shi Tai (?-1158), diz:

A Abertura é a Barreira Misteriosa,
As Três Barreiras são o caminho essencial.
De repente, um movimento suave começa,
e a Água Divina flui espontaneamente.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-quatro-estagios-da-alquimia-chinesa/

O Panteão Taoista

   por Guilherme Korte

O Taoismo teve início no século II baseado nas religiões indígenas, e sua ideologia deriva de antigas tradições, incluindo Huang-Lao, uma tradição cultural batizada depois de Hunag Di, O Imperador Amarelo, e Lao Tzu, e seguida por seus fiéis durante a dinastia Han do oeste (206 a.C. – 24 d.C.).

Durante as dinastias Tang (618 – 907) e Song (960-1279), devido ao apoio de seus imperadores, o Taoismo entrou em um período de pleno desenvolvimento e se converteu em uma importante religião na China, somente menor que o Budismo. Lao Tzu, o fundador da escola de Taoismo, no começo da dinastia Qin, é venerado como seu fundador, e a idéia do Caminho (Dao ou Tao), que se preconiza no livro “Tao te Ching”, é a base da religião. Crendo que o Caminho é a origem do universo e criador de todos os seres vivos. Os taoistas adoram toda a vida no universo e todas as coisas criadas pela natureza. Também crêem que o homem pode alcançar a imortalidade e converter-se em um ser celeste (“xian”) mediante a prática da austeridade.

No século 12, o Taoismo dividiu-se em duas seitas: O taoismo Chuan-chen e o Taoismo Cheng-I. Os seguidores do Taoismo Chuan-chen abandonam suas famílias e vivem em templos. Tornam-se vegetarianos e praticam a austeridade tendo em vista a imortalidade. Outros, seguidores do Taoismo Cheng-I, viveram perto de suas famílias e não deixaram de comer carne e como ideal, ajudavam outras pessoas a conseguir fortuna e evitar seus males.

De acordo com o Taoismo, os deuses atuam como administradores e controlam cada coisa no Universo. Entre muitos deuses venerados pelos taoistas, estão o Deus de Origem Primitiva, o Deus da Pedra Sagrada, e o Deus do Caminho da Energia (Lao Tzu)

Muitos dos templos taoistas foram construídos em montanhas donde, segundo a tradição, nasceram os seres celestiais ou se transformaram em imortais, os antigos taoistas que haviam praticado a austeridade física, mental e espiritual.

Os Três Puros

Dentre os imortais se destacam Fu Xing, Lu Xing e Shou Xing, os 3 deuses que representam respectivamente a prosperidade, sucesso e longevidade.

Fu Xing: O deus da felicidade, da sorte e das oportunidades. Acredita-se que tenha sido um personagem histórico do século VI chamado Yang Chang, que foi deificado em Daoxian, na província de Hunan, da qual era governador. Após sua morte, por ser muito bem quisto pela população, erigiu-se um templo em sua homenagem. Sua figura aparece muitas vezes nas portas, para trazer a felicidade e a sorte. Apresenta-se em geral com um chapéu de abas largas e portando um pergaminho enrolado. Muitas vezes aparece carregando uma ou mais crianças, símbolo de felicidade na China Antiga.

Lu Xing: Conhecido como o deus da prosperidade, que traz a felicidade na forma de aumentos salariais ou promoções. O personagem histórico ligado a ele é um estudioso do século II a.C. chamado Shi Fen. Ele era um alto funcionário imperial e predileto do próprio imperador, o que colocou sua família em um alto nível social e financeiro. Aparece geralmente vestido com trajes nobres e pode carregar um lingote de ouro.

Shou Xing: Também chamado de Nanji Laoren (“Velho Homem do Polo Sul”). Muito reverenciado como o deus da longevidade. Em geral carrega um pêssego, pois a palavra “pêssego” em chinês tem o mesmo som de “longevidade” – “shou”. É retratado muitas vezes acompanhado de uma garça ou tartaruga, símbolos de longevidade. Traz um cajado feito de madeira de pessegueiro (o fruto da imortalidade) e uma cabaça, que está cheia com o elixir da imortalidade. Muitas vezes é denominado como “Shou Xi”, onde “xi” significa “felicidade” e passa a representar a “longevidade feliz”. É o símbolo de nosso site principal, Longevidade.

Os Oito Imortais

Os Oito Imortais são outro grupo destes lendários xian. Estes são frequentemente chamados por invocações taistas em busca de proteção ou para destruição do mal. A maioria deles teria nascido na dinastia Tang ou Song e além de serem reverenciados pelos taoístas também são um elemento popular na cultura secular chinesa. Dizem que vivem em um grupo de cinco ilhas no Mar de Bohai, que inclui o Monte Penglai. Os Oito Imortais são:

  • He Xiangu (He Xiangu), geralmente vista como a única mulher do grupo, muitas vezes retratada segurando uma flor de lótus.
  • Cao Guojiu (赵国ujiu), relacionado a um imperador da dinastia Song antes de se tornar um imortal.
  • Li Tieguai (李馬國), considerado mentalmente ébrio e associado à medicina e aliviando o sofrimento dos doentes e necessitados, identificado por sua muleta de ferro e garrafa de cabaça.
  • Lan Caihe, um imortal de gênero ambíguo considerado o patrono dos floristas e dos jardineiros.
  • Lü Dongbin, um estudioso e poeta considerado o líder dos Oito Imortais.
  • Han Xiangzi, um flautista e patrono das artes e inspirações.
  • Zhang Guolao, um fangshi associado à velhice, sabedoria e longevidade.
  • Zhongli Quan, associado à morte e ao poder de criar prata e ouro e portanto a prosperidade muitas vezes representado segurando um leque.

Em resumo o panteão taoista é composto por seres humanos que se tornaram imortais seguindo o Tao. Existem muitos outros, como o famoso Kuan Ti (ou Guan Yu), cujas façanhas e qualidades morais foram celebradas no Romance dos Três Reinos.

Taoismo Hoje

Atualmente existem mais de 1600 templos taoistas aonde vivem 25 mil sacerdotes. A Organização Taoista da China, estabelecida em 1957, em Beijing, é uma organização nacional, com Ming Zhiting como presidente. Para levar adiante e divulgar a cultura taoista, a associação publicou dezenas de obras clássicas taoistas e compilou mais de 30 livros sobre o Taoismo e uma série de livro sobre a cultura taoista. Publicam ainda uma revista bimestral, “O Taoismo da China”, distribuída no interior e enviada ao exterior. A Academia Chinesa de Taoismo, fundada em 1990, oferece cursos aos jovens interessados sobre as investigações e estudos taoistas. Milhares de estudantes graduaram na academia desde seu estabelecimento. Os taoistas chineses sempre mantêm estreitos contatos com os taoistas em todas as partes do mundo. A Associação Taoista da China, também é membro da União de Proteção Religiosa e Ambiental.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-panteao-taoista/

O Narrativa do Horoscopo Chines

Conta a lenda que, antes de partir da Terra para a Eternidade, Buda convidou todos os animais para uma festa de Ano Novo. Só que apenas doze animais compareceram: o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o galo, o cão e o javali.

Para agradecê-los, Buda ofereceu a cada animal um ano, de acordo com a ordem de chegada dos convidados. Assim, cada ano lunar passou a pertencer a um animal, e as pessoas nascidas no período por ele regido herdam características inerentes à essência de seu caráter.

Assim, os nativos de Rato são curiosos, os de Serpente são fascinantes e misteriosos, os nativos de Cão são fiéis, etc.

O Narrativa do Horoscopo Chines

Abaixo segue as principais características e quadro astral de cada um dos signos chineses

Rato (Zi)

O primeiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Rato (Zi). As características mais marcantes dos nativos desse signo são o pioneirismo, o espírito de liderança, a curiosidade e o senso estratégico. Sociável e ativo, o nativo de Rato tem facilidade para estabelecer contatos com pessoas novas e adora ocupar o centro das atenções. Além disso, sabe cultivar os relacionamentos, com sua amabilidade e inteligência sutil. Costuma se apaixonar com facilidade e não poupa elogios ao objeto de sua veneração. Porém, a fidelidade não é seu forte, e provavelmente ele vai ter muitos casos de amor ao longo de sua vida. Está sempre ocupado com novos projetos e se dedica incansavelmente à luta pelo crescimento profissional e pela melhoria financeira. Gosta de enfrentar desafios, pois adora saborear o gostinho da vitória.

Quadro astral do Rato

Classificação chinesa: Zi, o iniciador
Signos complementares: Dragão e Macaco
Signo oposto: Cavalo
Palavra-chave: Começo
Desafio: Realizar seus projetos

Boi (Chou)

O segundo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Boi (Chou). Forte e persistente, alcança seus objetivos graças a muito empenho e trabalho duro. Ponderado ao extremo, demora a tomar decisões, mas raramente se arrepende de seus atos. É conservador e tem enorme resistência a tentar coisas novas ou a aceitar mudanças em sua vida. Desde criança, revela-se responsável, equilibrado e submisso às regras e aos superiores hierárquicos. E, embora não persiga o poder, acaba alçando boas posições sociais, pois seus esforços são reconhecidos. Seu jeito inflexível às vezes prejudica sua vida social. Seus desafios são desenvolver a tolerância e aprender a conviver com as diferenças.

Quadro astral do Boi

Classificação chinesa: Chou, o forte
Signos complementares: Galo e Serpente
Signo oposto: Carneiro
Palavra-chave: Persistência
Desafio: Vencer os obstáculos materiais

Tigre (Yin)

O terceiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Tigre (Yin). O nativo de Tigre é dotado de coragem e senso de justiça. Não tolera abusos e costuma lutar pelos interesses dos mais fracos, podendo participar de grupos de defesa da natureza ou em favor dos direitos das minorias. Seu caráter é uma combinação de timidez e valentia, paixão e integridade. É eloqüente e nunca se retrai diante das controvérsias. Na verdade, adora uma boa polêmica, pois sempre consegue convencer os outros a seguirem suas idéias. Fascinante, cativante e entusiasmado, é o tipo de pessoa que se destaca em qualquer meio. Pode ser premiado por alguns “golpes de sorte”, ganhando somas inesperadas de dinheiro, vencendo concursos ou arranjando soluções para quaisquer problemas.

Quadro astral do Tigre

Classificação chinesa: Yin, o idealista
Signos complementares: Cavalo e Cão
Signo oposto: Macaco
Palavra-chave: Objetivo
Desafio: Perseguir seus sonhos de forma realista

Coelho (Mao)

O quarto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo Coelho (Mao). Os nativos desse signo são extremamente diplomáticos: dão mil voltas numa situação até obter os resultados que desejam. Não confiam nas pessoas com facilidade e podem tornar-se solitários por opção. Aparentam serenidade, autoconfiança e sofisticação, mas no fundo são bastante ambiciosos e nunca deixam de lutar pelas coisas que querem. Graças ao seu notável jogo de cintura, as pessoas que nascem sob o signo de Coelho raramente cultivam inimizades e conseguem se sair bem das mais diversas situações. São estudiosas e é provável que se interessem pelo ramos das artes. Nunca se precipitam e por isso mesmo costumam ser bem-sucedidas em todos os seus projetos.

Quadro astral do Coelho

Classificação chinesa: Mao, o conformista
Signos complementares: Carneiro e Javali
Signo oposto: Galo
Palavra-chave: Sensibilidade
Desafio: Manter em equilíbrio a razão e a emoção

Dragão (Chen)

O quinto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Dragão (Chen). Idealista, criativo e entusiasmado, o nativo deste signo é dotado de notável poder de liderança e consegue contagiar aqueles que o cercam com sua alegria e vitalidade. Graças ao seu poder de persuasão, quase sempre atinge seus objetivos. Também costuma se revelar responsável e, desde muito jovem, aprende a arcar com as conseqüências de seus atos. Mas isso não o torna uma pessoa ponderada: ele prefere correr riscos a levar uma existência morna. É generoso e benevolente, mas espera ser recompensado por seus gestos. Nas amizades, exige lealdade e dedicação. Quando descobre que foi traído ou prejudicado por alguém, pode ter reações explosivas e até violentas, mas em algumas ocasiões consegue se controlar.

Quadro astral do Dragão

Classificação chinesa: Chen, o visionário
Signos complementares: Rato e Macaco
Signo oposto: Cão
Palavra-chave: Ideal
Desafio: Realizar seus sonhos

Serpente (Si)

O sexto ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Serpente (Si). O senso de estratégia é seu ponto forte. Cada um de seus passos é cuidadosamente planejado – por isso, costuma ter sucesso em seus empreendimentos. Os nativos desse signo mantêm um ar misterioso que os torna absolutamente fascinantes, sobretudo para o sexo oposto. Ambição, sabedoria, habilidade para extrair o melhor de cada situação, dignidade e calma são seus mais importantes atributos. Dotada de um certo ceticismo, a pessoa que nasce sob o signo de Serpente não se impressiona com facilidade e não se entusiasma com inovações ou promessas de mudança. Tem natureza introspectiva, mas valoriza as amizades verdadeiras. É organizada, sensata e inteligente.

Quadro astral do Serpente

Classificação chinesa: Si, a estrategista
Signos complementares: Boi e Galo
Signo oposto: Javali
Palavra-chave: Sutileza
Desafio: Não abusar dos próprios encantos

Cavalo (Wu)

O sétimo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Cavalo (Wu). Aventura é a palavra-chave do nativo deste signo, que tem verdadeira sede de liberdade. Ousado, impetuoso, impulsivo e independente, ele vive com pressa. É movido por uma tal sede de emoção que parece estar sempre em brusca de algo mais. Ele aprecia as experiências estimulantes, as grandes novidades, e acha muito difícil agir de maneira sutil ou controlada. Geralmente segue o que o coração dita, mesmo sabendo que corre o risco de se arrepender. A pessoa nascida sob este signo desperta admiração por sua honestidade e franqueza. Entretanto, é bom que não exagere na sinceridade, ou acabará dizendo coisas que podem ferir e ofender. O raciocínio do nativo de Cavalo é ágil, mas talvez ele não seja capaz de fazer análises profundas. É desprendido, alegre e sedutor.

Quadro astral do Cavalo
Classificação chinesa: Wu, o aventureiro
Signos complementares: Tigre e Cão
Signo oposto: Rato
Palavra-chave: Ação
Desafio: Levar seus projetos até o fim

Carneiro (Wei)

O oitavo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Carneiro (Wei), que tem a paz e a harmonia como seus principais atributos. Tranqüilo, compreensivo e sensível, ele é o tipo de pessoa com quem vale a pena lidar e conviver. Os amigos apreciam sua conduta e freqüentemente recorrem aos seus sábios conselhos. O problema do Carneiro é o fato de ser muito influenciável. Magoa-se com facilidade e não tolera ser pressionado, o que pode prejudicar sua vida profissional. Mas isso não significa que ele tenha poucas chances de ser bem-sucedido: engenhoso, o Carneiro sempre encontra meios de fazer alguma coisa interessante e ganhar dinheiro. Avesso a mudanças, esse nativo sentimental não se sente à vontade em situações que ofereçam doses excessivas de risco ou aventura. É disciplinado e faz questão de cuidar bem da própria saúde.

Quadro astral do Carneiro
Classificação chinesa: Wei, o pacificador
Signos complementares: Javali e Coelho
Signo oposto: Boi
Palavra-chave: Diplomacia
Desafio: Adaptar-se às novidades

Macaco (Shen)

O nono ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Macaco (Shen), que tem os atributos da inovação, da energia criativa, da curiosidade e da independência. A versatilidade e o talento para se expressar também são qualidades inerentes a este nativo, cuja personalidade inquieta e fascinante o instiga a estar sempre em busca de novos desafios. Em geral, as pessoas nascidas sob este signo nutrem vivo interesse pela informática, pois apreciam a modernidade e se deixam seduzir pela idéia de transpor todos os limites. Os pontos negativos do caráter do Macaco ficam por conta da imaturidade e da tendência a agir de forma astuciosa, valendo-se de métodos nada ortodoxos para atingir seus objetivos. É importante, portanto, que as pessoas do signo de Macaco cultivem um procedimento ético e procurem agir sempre com honestidade.

Quadro astral do Macaco

Classificação chinesa: Shen, o inovador
Signos complementares: Rato e Dragão
Signo oposto: Tigre
Palavra-chave: Pioneirismo
Desafio: Lidar com a rotina

Galo (You)

O décimo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Galo (You). Suas principais qualidades são a eficiência, o acentuado senso de responsabilidade, a disciplina, a autoconfiança, a seriedade, a disposição para construir e realizar, além de uma inegável coragem frente às adversidades. O nativo deste signo costuma ser crítico e exigente, cobrando demais de si mesmo e também dos outros. Tem uma mente ágil e habilidade para se expressar. Por isso, ele sempre faz questão de ressaltar as próprias proezas. O aspecto negativo da pessoa nascida sob o signo de Galo é a arrogância, pois ela tem plena consciência de seu próprio valor e chega a ser impiedosa com o resto do mundo. Também pode se mostrar inflexível, apegada demais a idéias e valores, o que dificulta sua vida nos momentos em que se faz necessário um pouco mais de versatilidade.

Quadro astral do Galo

Classificação chinesa: You, o coordenador
Signos complementares: Boi e Serpente
Signo oposto: Coelho
Palavra-chave: Eficiência
Desafio: Aprender a fazer concessões

Cão (Xu)

O décimo-primeiro ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Cão (Xu). A pessoa nascida sob este signo é leal, companheira, autêntica, devotada, racional, valente, modesta e íntegra. Defende com unhas e dentes as coisas e as pessoas que lhe são caras. Não tolera distúrbios e chega a ser inflexível quando se trata de defender a obediência a certas regras. É muito difícil conquistar a confiança do nativo de Cão, mas, depois que isso acontece, pode-se contar com seu apoio incondicional e sua fidelidade. Nobre, honesto, verdadeiro, o Cão sempre coloca seus valores e suas convicções em primeiro lugar. Seus relacionamentos costumam ser firmes e duradouros. Os pontos negativos de sua personalidade ficam por conta da atitude defensiva – ele é reservado e custa a se soltar – e da tendência a agir de maneira preconceituosa.

Quadro astral do Cão

Classificação chinesa: Xu, o protetor
Signos complementares: Tigre e Cavalo
Signo oposto: Dragão
Palavra-chave: Lealdade
Desafio: Libertar-se e não se reprimir

Javali (Hai)

O décimo-segundo ramo da astrologia chinesa é simbolizado pelo signo de Javali (Hai). A generosidade é a característica mais marcante da pessoa nascida sob este signo. Ela faz o que pode para ajudar as pessoas queridas e está sempre aberta para ouvir os problemas dos outros e oferecer conselhos. É bondosa, amorosa e nutre uma profunda necessidade de se sentir aceita. Aliás, para conquistar o afeto dos outros, ela chega a fazer sacrifícios e a passar por cima dos próprios interesses. Ao mesmo tempo, o Javali tem também um lado ávido e egoísta, que preza demais os bens materiais e os prazeres, em todas as suas formas – o sexo, o conforto, a boa mesa… Apesar do seu coração puro e quase infantil, o nativo de Javali pode revelar uma faceta negativa, caracterizada pelo espírito de vingança e pela dificuldade em aceitar as limitações impostas pela vida.

Quadro astral do Javali

Classificação chinesa: Hai, o unificador
Signos complementares: Coelho e Carneiro
Signo oposto: Serpente
Palavra-chave: Generosidade
Desafio: Controlar as paixões

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/introducao-a-astrologia-chinesa/

O Livro das Almofadas

Qin Shihuang foi um famoso imperador chinês e até hoje uma das figuras mais lendárias do extremo oriente. Foi patrono de grandes artistas e promulgador de grandes inovações na cultura chinesa, como a reforma na agricultura, nas leis de casamento, no cultivo da seda e mesmo na construção da grandiosa Muralha da China. Mas entre tantas realizações, talvez seu legado mais popular entre os chineses, e quem sabe, grande responsável pelos problema da superpopulação do país seja uma obra relativamente desconhecida dos ocidentais, “O Livro das Almofadas“, cujo nome original é ‘Su Nui Ching‘.

O Livro das Almofadas, também chamado de “O Livro da Cama” ou “O Tao do Amor” é o irmão chinês do antigo clássico hindu conhecido como Kama Sutra. Foi escrito durante o reinado de Qin Shihuang como um manual imperial do prazer sexual. O Imperador Amarelo, como era chamado tinha entre sua numerosa corte, quatro conselheiros sexuais sendo, duas mulheres mais velhas, uma jovem e um homem da mesma idade. Estes conselheiros eram responsáveis diretos pelos encontros luxuriosos de sua majestade.

Com estes conselheiros o imperador experimentava toda sorte de gozo sexual e aprendia diversas técnicas e jogos eróticos. Existem registros por exemplo de que em uma só noite o imperador transou com 72 súditos diferentes, de ambos os sexos. Os mitos, obviamente são aumentados para favorecer a fama do rei, mas guardam mesmo sob os exageros, a mensagem de o quão insaciável ele pode ter sido. Tudo o que pode ser imaginado Qin Shihuang experimentou sob a orientação perfeccionista de seus quatro conselheiros.

Conta a tradição que os diálogos deles dos tutores com Qin Shihuang foram transcritos por escribas da corte e compilados em uma série de perguntas e respostas. O título ‘Su Nui Ching’, quer dizer literalmente, o Livro de Su Nui, que era o nome da conselheiras mais nova de Qin Shihuang que ao que tudo indica também foi sua preferida.

O Conteúdo do Livro das Almofadas, (Su Nui Ching)

Existem poucas traduções para outras línguas do texto original chinês. Apesar de disputas acadêmicas sobre a validade ou não de alguns capítulos a estrutura da obra segue, de modo geral a seguinte ordem:

  • Princípios gerais de Sexo, Prazer e Saúde
  • Técnicas de cortejo e provocações
  • Sinais femininos de excitação
  • Critérios de uma boa ereção
  • Nove princípios eróticos de Su
  • Oito métodos especiais de Su de valor terapéutico
  • Os métodos perfeitos do sexo oral
  • Sete doenças relacionadas a práticas sexuais
  • Delícias e  riscos do sexo anal
  • Benefícios da conservação do sêmen
  • A diferenças de idade e otimização da freqüência
  • Os Ambientes prediletos de Su
  • Sobre a maneira de ter um bebê saudável
  • Características de uma mulher fértil
  • Receitas contra impotência e problemas vaginais

Sexo, Prazer e Saúde no Livro das Almofadas

Por conta dos temas que aborda, o Livro das almofadas tornou-se não só o manual do sexo, mas também um verdadeiro guia médico para muitas gerações de chineses. Este é um ponto importante, pois em toda a obra a ligação sexo = saúde é mais do que enfatizada. Uma pessoa saudável se torna sexualmente ativa da mesma forma uma pessoa sexualmente ativa se torna saudável.

Num dos capítulos por exemplo, O Imperador Amarelo questiona como poderia ter um “membro maior”. A responta de sua doce conselheira é que apesar de um pênis grande ser um sonho masculino muito comum, existem o pênis pequeno, o pênis grande e o “pênis grande demais”. O tamanho doorgão masculino como tudo na vida tem sua medida certa. Qualquer coisa além de oito polegadas, continua o Su Nui é excesso desnecessário e pode ser mais uma maldição do que um dom. Em muitos casos a mulher achará doloroso e em casos graves pode tornar-se um verdadeiro risco para a saúde.

 

É importante também ressaltar um enorme contraste do Su Nui Ching com outro grande clássico erótico; o Kama Sutra. O Sutra indiano é essencialmente um livro religioso com implicações espirituais para os praticantes do hinduísmo, já o Livro das Almofadas é francamente um manual hedonista do sexo e da saudê. Não se trata de atingir a iluminação, mas sim da busca simples pela saúde e pelo prazer sexual como fins em si mesmos. Trata-se de uma obra muito mais liberal do que seu primo famoso indiano. E acreditem ou não, muito mais livre de tabus até do que os padrões ocidentais de hoje.

Alguns trechos do Su Nui Ching

 

Como era de se esperar o livro das almofadas trás também uma série de jogos eróticos, técnicas e descrições de posições amorosas. O restante deste documento tratará propriamente de algumas destas técnicas, lembrando que em chinês, a palavra súdita e súdito (繁體中文版) são idênticas e não variam em gênero.

“A súdita está bem quieta, de olhos fechados, fingindo dormir. O Imperador despe-a lentamente, mas o corpo dela permanece flácido e sem vida. Como os beijos e as carícias não parecem ter efeito, ele, então, começa a acariciar os seios dela e a pérola no Degrau de Jade. Ela fica cada vez mais excitada, até que salta de encontro ao Utensílio de Ferro do Imperador e este golpeia apaixonadamente o Portão de Jade.”

“O Imperador venda a súdita e então venda seus proprios olhos também. Ela se esconde entre as almofadas e ele a procura dentro do quarto. Quando Ela é capturada o coito acontece com ela ainda com os olhos vendados.”

“O Imperador e sua súdita sentam-se com as pernas sobre a cama. Ela senta-se sobre os pés do Imperador com as pernas esticadas sobre as dele, e os pés sobre seu estômago. Quando o desejo aumenta, lançam-se simultaneamente para a frente. As pernas dela se separam e o Talo de Jade penetra no Portão de Jade.”

“O Imperador se deita de costas e ela senta-se sobre a barriga dele, de costas para ele, e começa a acariciar o Talo de Jade. Quando ele está totalmente ereto, ela usa ambas as mãos para conduzi-lo até dentro da Vala Dourada.”

“Aqui a súdita deita-se de costas com o Imperador por cima. Ele abre as pernas dela o máximo possível, até que elas lembrem um pássaro com as asas abertas. Ele então, encosta no Vale Escarlate e realiza o encaixe.”

“O Imperador ajoelha-se na cama, sentando-se sobre uma almofada colocada sob suas coxas. A súdita senta-se sobre os joelhos dele e inclina-se para trás até que sua cabeça toque a cama e seu corpo fique arqueado como um arco-íris. O Imperador então segura-a pelos quadris, golpeando para cima com a Ferramenta de Ferro e acariciando a Pérola no Degrau de Jade, enquanto a ela permanece curvada para trás.”

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-livro-das-almofadas/

O espirito da criança do quarto – 座敷童子

por Robson Bélli

Zashiki Warashi algumas vezes também chamado Zashiki Bokko (座敷ぼっこ, “cesta do quarto de hóspedes”), são seres espirituais presentes na crença japonesa, principalmente na Prefeitura de Iwate, cidade próxima de onde resido atualmente. Zashiki em japonês significa quarto e Warashi, no dialeto da região de Aomori, significa “criança”, portanto Zashiki Warashi quer dizer “criança do quarto”.

Lenda

Há muito tempo, havia uma grande hospedaria na pequena vila de Hachinohe (atual prefeitura de Aomori), localizada no norte do Japão. Naquela hospedaria, havia vários quartos e um, na parte dos fundos, especialmente bonito, junto ao jardim interno.

Certa ocasião, na hora do boi, um hóspede deitado, quase pegando no sono, viu a porta se abrir deslizando e um menino entrando no quarto. Aproximando-se do hóspede, a criança disse:

– Tio, vamos medir forças jogando braço-de-ferro? O hóspede imaginou que o menino fosse filho do dono da hospedaria e havia vindo ao quarto para lhe dar as boas-vindas. Assim, brincaram algumas vezes jogando queda-de-braço. O incrível de tudo isso era que a criança tinha se mostrado muito forte, vencendo todas as partidas.

Na manhã seguinte, o homem comentou com o dono da hospedaria:

– Seu filho é muito forte, ontem à noite jogamos braço-de-ferro e eu não consegui ganhar nenhuma, por mais força que fizesse.

O hospedeiro olhou-o surpreso e disse:

– Mas, senhor, eu não tenho filho! De onde será que apareceu essa criança?!

Depois daquele dia, outros visitantes que também dormiram naquele quarto contaram que, à noite, uma criança aparecia pedindo para jogar braço-de-ferro. Interessante que nem o hospedeiro nem os empregados daquela casa haviam visto essa criança. Somente as pessoas que se hospedavam e dormiam naquele quarto podiam vê-la. Esse fato se espalhou pela redondeza, e todos passaram a comentar que naquela hospedaria morava um Zashiki Warashi.

A fama da hospedaria foi crescendo, e muitas pessoas que se julgavam fortes queriam pernoitar naquele quarto para jogar braço-de-ferro com o Zashiki Warashi. Outros que se julgavam corajosos queriam simplesmente ver a criança. Assim, a hospedaria ficou muito disputada e os negócios foram de vento em popa, entrando muito dinheiro no cofre do hospedeiro, que se tornou um homem muito rico.

Com tanto dinheiro acumulado, o hospedeiro parou de trabalhar e deixou tudo por conta dos empregados. Assim, passou a levar uma vida folgada, com muitas festas e bebidas. Certo dia, quatro ou cinco anos depois, o dono da hospedaria estava sentado na varanda de seu estabelecimento e viu um menino andando no corredor.

– Quem é ele? – quis saber o hospedeiro. E a criança saiu correndo para fora da hospedaria.

– Um menino que veio do quarto lá do fundo e foi embora – disse a mulher da limpeza.

Depois desse dia, a criança nunca mais apareceu para ninguém. Por isso, os hóspedes daquela casa foram diminuindo dia após dia e finalmente, alguns anos mais tarde, a hospedaria faliu. Ninguém soube dizer porque a criança foi embora.

Outra lenda

Há uma velha lenda que fala de “Zashiki-warashi”, uma fada da sorte infantil, que vive na área de Iwate, no Japão. Acredita-se que se o zashiki-warashi vier ficar em uma casa, então a família que vive lá terá boa sorte em tudo. Me contaram a seguinte história maravilhosa.
Muitos anos atrás, durante um tempo no Japão, quando estilos de sapatos estrangeiros estavam se tornando populares, o Sr. Kunitaro estava receoso com o futuro do sapato tradicional japonês, o geta. Ele fez muitos estilos diferentes de geta a partir de suas próprias ideias e seu próprio trabalho.

Um dia no inverno, ele estava fazendo geta em sua sala de trabalho como de costume, quando ouviu o som que Geta faz “karan-koron” vindo da direção de sua loja. No começo, ele pensou, “um cliente entrou na minha loja”. Ele foi à sua loja e olhou, mas não encontrou ninguém lá. Ele pensou, “as crianças devem ter brincado com a minha geta”, mas quando ele olhou todas as geta estavam em ordem. Então, ele finalmente pensou que era apenas sua imaginação e voltou para sua sala de trabalho. Logo ele ouviu o mesmo som da geta, “karan-koron” na loja novamente. Desta vez, ele pensou imediatamente que, “deve ser “zashiki-warashi” fazendo isso”. Ele logo fez uma geta muito bonita para zashiki-warashi e ofereceu-os para o altar Shinto da oficina. E então, muito em breve, sua geta começou a vender muito. Sua loja estava prosperando. Tenho certeza que Zashiki Warashi queria usá-los porque eles são muito bonitos.

Desde então, este estilo geta é chamado de “zashiki-warashi geta” e trará boa sorte com o som que a geta faz, “karan-koron”. Eles foram exibidos nas vitrines do Jojo como um talismã. Coloque-os na porta da frente de sua casa e eles trarão boa sorte.

Dias Atuais

Boatos e adeptos de teorias da conspiração afirmam que ainda ocorrem, principalmente no norte do Japão e em Iwate, Zashiki Warashi tem aparecido, não só em hospedarias como em grandes hotéis e até em residências particulares. Há quem acredite que ele seja um deus que traz prosperidade e não faz mal a ninguém.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/o-espirito-da-crianca-do-quarto/

O Dinheiro Fantasma – Jīn zhǐ (金紙)

O Dinheiro Fantasma, também conhecido como, Papéis Incenso, são oferendas em forma de papel moeda queimadas frequentemente no culto ancestral chinês de veneração aos antepassados e as divindades durante feriados e ocasiões especiais. Os principais objetivo desta prática é permitir que o falecido possa ter uma vida confortável no pós vida e possa pagar rapidamente suas dívidas para assim obter um novo corpo e destino e prosseguir em sua jornada cármica. Somente em Taiwan, são queimados anualmente cerca de US$ 400 milhões em Dinheiro Fantasma.

Como é o Dinheiro Fantasma?

O formato do Dinheiro Fantasma varia muito com seu objetivo, região e momento histórico. Tradicionalmente era feito de papel de arroz ou papel de bambu cortado em quadrados ou retângulos com um pedaço de papel  dourado ou prateado colado no centro. A cor do papel é branca pois representa o luto e o quadrado central brilhante representa riqueza ou dinheiro. Também muito antigo é o uso do Dinheiro Fantasma com dobraduras de papel dourado em forma de lingotes (barquinhos) de ouro e prata.

Contudo o uso de papel metálico tornou-se um verdadeiro problema ambiental nos tempos mais recentes e cada vez mais o Dinheiro Fantasma consolidou sua forma moderna, com decoração colorida, elaborada imitando  papel moeda com valores absurdamente altos. É comum que ostentem a figura e assinatura do “Imperador de Jade”, o governador supremo do reino celeste e imagens de divindades auspiciosas como Fu Xing, Lu Xing e Shou Xing, respectivamente os deuses da Felicidade, da Prosperidade e da Longevidade do panteão taoísta.

O Dinheiro Fantasma vem também com um símbolo ou carimbo do “Banco do Inferno”. A palavra “inferno” não deve ser comparada com a compreensão ocidental da palavra, mas sim como “vida após a morte”.  Observe que, de acordo com a crença chinesa, todos os que morrem entrarão automaticamente no submundo de Diyu (Inferno) para serem julgados antes de serem enviados para o céu, punidos no submundo ou reencarnarem. Ultimamente, em vez de “Banco do Inferno’ ou ‘Banco de Hades’, pode-se ver cada vez mais notas mostrando o nome ‘Banco do Universal’, ‘Banco do Céu’ ou mesmo ‘Banco do Paraíso’.

Por queimar dinheiro fantasma?

Tirar um tempo para cuidar dos ancestrais na vida após a morte reflete os valores confucionistas da piedade filial e do respeito pelos mais velhos e ancestrais. Colocado em termos mais contemporâneos, queimar papel vegetal oferece a oportunidade de abrir espaço e ter tempo para lembrar os entes queridos em sua vida.

Contudo nascido do taoísmo e do folclore regional chines essa prática equivale segundo a crença popular a uma transferência bancária pós-vida que espírito em particular pode acessar no outro lado. Esse valor pode ser usado para escapar ou encurtar alguma punição, ou diretamente em bens de consumo da vida após a morte. Segundo a tradição, os chineses acreditam que os falecidos têm ainda necessidades semelhantes às do mundo natural. Precisam de roupas, coisas, aluguel, pedágios, comida e  serviços prestados. O Dinheiro Fantasma é queimado em funerais e durante datas importantes para ajudar o falecido a pagar dívidas, negociar bens e viver confortavelmente no mundo espiritual.

Durante o ritual taoista o Dinheiro Fantasma é queimado para pagar ou pelo menos cobrir os custos de algum trabalho espiritual. Em uma possessão ritual, por exemplo, um Tang-Ki (medium) pode instruí-lo a  buscar ajuda direta de uma Deidade queimando Dinheiro Fantasma para ela e seus espíritos servos ou a fazer uma oferenda aos fantasmas/espíritos errantes que você possa ter ofendido

Assim existem muitas razões para se queimar o Dinheiro Fantasma. Você pode literalmente fazer uma transferência financeira para um parente e dar a ele mais conforto onde quer que esteja. Você pode queimar Dinheiro Fantasma para as hordas de Fantasmas Famintos de como caridade ou para a aplacar sua fome insana. Você pode queimar Dinheiro Fantasma para agradar divindades específicas do panteão chines. Ocasionalmente as divindades ou fantasmas/espíritos errantes, podem ouvir seus desejos e torná-los realidade ou você pode ser abençoado com sorte, dinheiro, saúde e prosperidade.

 

Quando queimar dinheiro fantasma?

Há muitas ocasiões para queimar Dinheiro Fantasma ao longo do ano, e cada ocasião carrega um significado e requisitos ligeiramente diferentes. Para algumas pessoas, queimar esse papel é uma prática espiritual quase diária; para outros, é algo que é feito apenas durante feriados e reuniões familiares importantes. Você decide o que é certo para você.

Estas datas incluem:

  • Todo 1º e 15º do mês lunar chinês
  • Feriado da divindade em particular
  • Dia da Lembrança (Dia da Passagem) do falecido/antepassado
  • Dia de despedida para Deuses do Fogão (Deus da Cozinha) no 24º dia lunar do 12º mês
  • Do 1º ao 15º dia do Ano Novo Chinês
  • Do 1º ao 15º dia e último dia do Festival chinês dos fantasmas famintos,
  • 1º dia e 15º  do Festival Qing Ming (Festival da Limpesa e Varredura dos túmulos)

Como os ocidentais podem adaptar a prática de queimar Dinheiro Fantasma?

1) Durante o Dia da Lembrança (Dia da Passagem), queime papeis para o falecido/antepassado em particular

2) Durante o Dia de Finados ou Halloween, queime papeis para os espíritos errantes

3) Se você montou um canto de oração ou altar de uma Deidade Chinesa em sua casa ou escritório, você pode queimar Dinheiro Fantasma a cada 1º e 15º do Mês Lunar Chinês ou do Feriado de Manifestação dessa Deidade em particular.

Como queimar Dinheiro Fantasma?

A queima das notas não obedece a nenhum ritual estrito, praticando-se muitas vezes à porta das casas, no meio da rua. Contudo ao se queimar o papel, as folhas são tratadas com dinheiro real: não são jogadas casualmente no fogo, mas colocadas respeitosamente colocados. Uma forma de fazer isso é colocar as oferendas de Dinheiro Fantasma acompanhado de comida, frutas e tabaco na frente do altar da divindade ou do memorial do espírito. Em seguida, acenda incensos e faça sua oração e pedidos.

Cerca de 5 ou 10 minutos mais tarde, dependendo do seu gosto, mas antes que os incensos terminem de queimar, traga o Dinheiro Fantasma com as duas mãos, ore novamente para as divindades, ancestrais, fantasmas, espíritos errantes, diga “Estou queimando este dinheiro fantasma para vocês”. Em seguida, vá para fora, para o espaço aberto, e queime os papéis preferencialmente em uma panela de barro ou recipiente de metal ou diretamente no chão (se as oferendas forem para fantasmas/espíritos errantes)

Onde encontrar Dinheiro Fantasma?

Hoje o Dinheiro Fantasma pode ser facilmente comprado no mundo todo. Você não pode simplesmente imprimir a imagem abaixo, porque não está investindo o próprio dinheiro no processo. Contudo se o fizer de forma artesanal investindo tempo e atenção ou  em uma gráfica rápida investindo tempo e dinheiro e usando um papel de alta qualidade então a história será outra.

Confira abaixo um modelo para impressão e inspiração:

(download de impressão frente e verso)

Fontes:

Taoist Sorcery
Nations Online
Chinese American Family

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/dinheiro-fantasma/