O Trinado do Diabo

“Uma noite sonhei que tinha feito um pacto com o diabo, o qual se dispôs a me obedecer, em troca de minha alma. Meu novo servo antecipava meus desejos e os satisfazia. Tive a ideia de entregar-lhe meu violino para ver se ele sabia tocá-lo. Qual não foi meu espanto ao ouvir uma Sonata tão bela e insuperável, executada com tanta arte. Senti-me extasiado, transportado, encantado; a respiração falhou-me e despertei. Tomando meu violino, tentei reproduzir os sons que ouvira, mas foi tudo em vão. Pus-me então a compor uma peça – Il Trillo del Diavolo – que, embora seja a melhor que jamais escrevi, é muito inferior à que ouvi no sonho”.

O Monge e o Músico

Giuseppe Tartini (1692 – 1770), o autor do parágrafo acima, foi um violinista e compositor italiano. Compôs exclusivamente para violino, incluindo a famosa sonata “O Trinado do Diabo”. Teorizou brevemente sobre as relações entre música e emoções e fundou uma das maiores escolas de violino da sua época.

A vida de Tartini foi um tanto aventureira. Mesmo proibido pela família, casou-se secretamente com Elisabetta Premazzone, sobrinha de um cardeal que se opôs ao casamento. Seu feito rendeu-lhe uma ordem de prisão, o que levou Tartini a uma longa peregrinação, ou melhor, uma fuga até Assis, onde, disfarçado de Frade, se exilou no mosteiro da cidade.

#Arte #Música #Sonhos

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A Dança

Desde a mais remota Antigüidade, e de maneira unânime em todos os povos, aparece a dança como expressão do sentir do homem, e como um ato natural nele. Unida sempre à música e ao canto, como uma trilogia rítmica indissolúvel, ela constitui um gesto espontâneo que se articula com o ritmo universal. Este se colocar “no ritmo”, este “ritmar” com o Cosmo, é a essência e a origem da dança, cujas coreografias e movimentos circulares se inspiram na ordem dos planetas e seus efeitos e correspondências na manifestação. O homem, o dançarino, é o intermediário entre céu e terra, e seus passos repetem e representam a Cosmogonia primordial à qual imediatamente assinala um caráter repetitivo e ritual. Graças a estes gestos e figuras ideais, ou “patronos” simbólicos, e à total entrega à dança, o ser humano se vê transportado a outro mundo, a outro espaço mental, onde sua participação ativa no presente através do movimento faz com que se conecte com uma só e única onda, ou vibração, compartilhada pela criação inteira. Quando isto é assim, é que se compreendeu o sentido mágico da vida, da qual é parte.

#hermetismo

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Black Ice, AC/DC

A presença de Highway to Hell, Back in Black e The Razor´s Edge na nossa lista já é uma amostra de como AC/DC é praticamente a trilha sonora do chamado satanismo moderno. Poderiamos sem dúvida incluir nesta lista qualquer outro álbum da banda, mas não é porque cada faixa da discografia deste grupo é um exemplo perfeito do que a celebração materialista deveria ser que Brian Johnson e compania não deixariam espaço para Satã cantar pela boca de outros rock stars. Assim, podemos fazer vista grossa e deixar de citar obras primas como “For Those About to Rock” e “Let There Be Rock”. Mas não podemos deixar de falar de Black Ice.

O chifres e o pentagrama invertido aparecem no encarte, o diabo é citado nas letras das músicas e a farra hedonista de sempre aparece em todas as músicas. Mas o motivo deste álbum estar nessa posição privilegiada de nossa contagem é muito mais sutil. Apesar das várias brincadeiras de Angus Young nas entrevistas sobre o título deste trabalho, os fãs de Neuromancer vão logo entender a mensagem.

Para quem não sabe, Neuromancer foi o livro que inaugurou o gênero Cyberpunk e influênciou enormemente a cultura digital vindoura. Foi para os primeiros “marginais virtuais” o que “On the Road” foi para a geração hippie. Neste livro os ICE`s são os “Intrusion Countermeasures Electronics” (Contramedidas Eletrônicas de Intrusão), algo que hoje chamariamos de Firewalls. Na história, as interfaces neurais já são uma realidade e o “Black Ice” é um programa criado não apenas para impedir as invasões, mas matar os cowboys do ciberespaço.

Sendo Black Ice o primeiro álbum de AC/DC no século XXI, é natural que a mesma irreverência rebelde de sempre, seja apresentada numa roupagem apropriada ao espírito desta época. A referência a cultura hacker não para por ai. O lançamento de Black Ice (o álbum) abusou da divulgação digital viral como ferramenta de promoção. Para se ter uma idéia o grupo se recusou a colocar o álbum para ser vendido via iTunes numa clara ofensa contra o monopólio da Apple sobre a música digital e o ‘video clipe’ promocional foi divulgado no formato de uma planilha comercial tipo Excel usando frames em ASCII-Art, para que ao contrário do que acontece com os formatos de vídeo ele não pudesse ser bloqueado por administradores de redes que não querem que as pessoas se divirtam no trabalho.

Pense bem, satanistas se orgulham de ser elitistas, rebeldes e independentes, qualidades que se encaixariam na definição de qualquer hacker de verdade. Se resta alguma dúvida uma breve leitura do famoso Manifesto Hacker pode saná-las. Palavras que poderiam ter sido escritas por LaVey. Nele lemos:

“Nós buscamos por conhecimento…e você nos chama de criminosos. Nós existimos sem cor de pele, sem nacionalidade, sem preconceito religioso…e você nos chama de criminosos. Você constrói bombas atômicas, você empreende guerras, você assassina, engana e tenta nos fazer acreditar que é para nosso próprio bem, contudo nós somos os criminosos. Sim, eu sou um criminoso. Meu crime é a curiosidade. Meu crime é  julgar as pessoas pelo que eles dizem e pensam e não pelo que se parecem. Meu crime é ser mais inteligente do que vocês, algo pelo qual você nunca me perdoará. Eu sou um hacker, e este é meu manifesto.”

Seria ridículo dizer que os integrantes do AC/DC sejam hackers, assim como seria ridículo dizer que são satanistas, mas isso apenas para as definições limitadas que as pessoas têm do que é um hacker e do que é um satanista. O mundo em que vivemos muda a todo segundo e dificilmente uma década é uma simples cópia da década anterior, mas os seres humanos continuarão sendo humanos onde quer que nasçam. Como Petridis escreveu para o Guardian.co.uk: “O capitalismo ocidental pode entrar em colapso mas ao menos podemos ter certeza que [Angus] Young estará em um palco, tocando sua guitarra em alguma música sobre sexo e rock and roll, vestindo bermuda, blazer e seu boné.”

Sobre o futuro Brian Johnson confessa que não tem bolas de cristal e em entrevista a Reuters é agnóstico: “Vou deixar na mão dos deuses. A vida é o que é, você sabe. Se você começa a planejar com muitos detalhes, ela te dá um chute no traseiro”. Mundanos, Tarados e Céticos como todo bom satanista. Seja qual for o formato que o ideal luciferino tomar nos próximos séculos, AC/DC será sempre lembrado como a banda que soube representá-lo em seu tempo. Se o “Rebelde” é um arquétipo eterno, o “Hacker” é sua roupagem mais atual. Black Ice!

Black Ice

 

Well the devil may care,
You toss ‘em back and be a man,
With the last time,
Black ice,
End of it all, end of the line,
End of the road,
Black ice,
Black ice,

Come on and bleeding out the crowds,
We’re watching all the women go,
Many a mile I’ll never take,
I run for forty miles and come up runnin’ late,
Don’t you know I live it down,
When the devil come a callin’ I aint gonna be around,
Black ice,
Black ice,
Black ice,
The devil come a callin’ I aint gonna be around,
Black ice,

Livin’ long, livin’ long,
Sleep all alone, you’re gonna take it all,
And I’m gonna rip it out,
I’ll kick, I creep crawl down your street,
I’ll gouge your eyes out,
Black ice,
Black ice,
Black ice,
Black ice,

My life,
Black ice,
My life,
Black ice,
My life,
When the devil come a callin’ I aint gonna be around,
I’ll kick, I creep crawl down your street, and gouge your eyes out,
Black ice

Tradução de Black Ice

Bem, o diabo pode se importar,
Rebata e seja um homem,
Com a última vez,
Black Ice,
Fim de tudo, fim da linha,
fim da estrada.
Black Ice,
Black Ice,

Vamos lá e sangrando as multidões
Nós assistimos todas as mulheres,
Com muitas não andarei nem uma milha,
Eu corro por quarenta milhas e venho correndo até tarde
Você não sabe eu vivo até o fundo,
Quando o diabo vier chamando eu nem estarei mais aqui.
Black Ice,
Black Ice,
Black Ice,
O diabo vem chamando eu não estou mais aqui.
Black ice,

Vida longa, vida longa,
Dorma sozinho, você vai conseguir tudo,
e eu vou pegar tudo para mim.
Eu chuto e venho me esgueirando pela sua rua
Eu engano os seus olhos,
Black Ice,
Black Ice,
Black Ice,
Black Ice,

Minha vida,
Black Ice,
Minha vida,
Black Ice,
Minha vida,
Quando o diabo fizer o chamado, eu não vou estar mais aqui,
Eu chuto, Eu me esgueiro pela sua rua, eu engano seus olhos.
Black Ice

 

Nº 42 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/black-ice-ac-dc/

Laboratório Alquímico

Saudações nas Sete Notas do Pentagrama,

A ilustração logo abaixo, foi extraída do livro Amphitheatrum Sapientiae Aeternae (1595) escrito e ilustrado pelo alquimista medieval Heinrich Khunrath, discípulo de Paracelso e possivelmente, aluno de John Dee. Nesta rica ilustração, Khunrath insere quatro instrumentos musicais no meio de um laboratório alquímico.

O conjunto do laboratório evoca os diversos aspectos das relações do alquimista com a Divindade ou o Cosmo. A perspectiva do desenho nos sugere o Infinito. À esquerda, o alquimista está orando diante de um altar abrigado debaixo de uma tenda, uma alusão ao Tabernáculo de Moisés.

O ambiente é iluminado por um lustre no formato da estrela setenária, à direita, está o forno alquímico com seus acessórios, sustentado pelas duas colunas, a da Razão e a da Experiência. No centro do laboratório, há uma mesa repleta de objetos; a balança e seus pesos, a sineta, a faca, diversos recipientes, livros e, enfim, quatro instrumentos evocando, muito provavelmente, os quatro elementos.

Na simbologia medieval a Harpa corresponde ao Fogo, instrumento que remonta à Antiguidade. O antigo testamento bíblico nos traz diversas referências acerca deste instrumento, indicando seu uso no acompanhamento dos salmos/cânticos e na expulsão de maus espíritos. No ternário alquímico a harpa identifica-se com o enxofre; no quaternário, toma o símbolo de Fogo; no setenário, o do Sol.

O Alaúde (acima à direita) corresponde à Água, para quem não conhece o alaúde é um instrumento de cordas dedilhadas e de braço, semelhante ao violão, foi muito usado do século XIV ao XVIII. É o antigo instrumento dos Bardos, Poetas.

A Viela ou Viola é um dos predecessores do violino e antigamente possuía de três a cinco cordas. Nas iconografias medievais, geralmente representa o elemento Terra.

Embaixo do Alaúde e da Viola verificamos o Cistro (não confundir com Sistro), que corresponde ao Ar. É um instrumento que, de aparência e timbre, lembra o Bouzouki irlandês. Foi muito popular neste período pois era um tanto mais fácil de construir que o Alaúde.

Os alquimistas, em geral, expressavam estreitas relações entre a sua arte e a música, a ponto de qualificar a Grande Arte (a alquimia) como Arte musical. Numerosas ilustrações representam o alquimista executando seus trabalhos ao som dos instrumentos da época. A inscrição latina na toalha sob os instrumentos poderia ser assim traduzida: “A música sacra dispersa os espíritos melancólicos e malignos”. Khunrath, portanto, parece insistir sobre a ajuda fornecida pela música aos trabalhos do alquimista.

Melodia Alquímica

Inspirado na ilustração de Khunrath e na via alquímica, compus uma pequena peça instrumental, quintessência de uma experiência alquímica, com moldes próximos aos das canções medievais, para Alaúde, Viola da Gamba, Flauta, Violão medieval e percussão. Chama-se “Anfiteatro da Sabedoria Eterna” e pode ser ouvida neste link» AQUI

Fabio Almeida

Perfil Pessoal: https://www.facebook.com/ffabioalmeida

Blog: http://www.sinfoniacosmica.com/

Música: https://soundcloud.com/fabio_almeida

#Alquimia #Arte #Música

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Uma Sinfonia para a Divina Comédia

Dante

No entanto, Richard Wagner o alertara que descrever o Paraíso não era tarefa para simples mortais. Convencido disso, Liszt decidiu não compor esta última parte, produzindo apenas uma “visão longínqua do Paraíso” a que ele chamou de “Magnificat”, o último trecho da obra. É como se nós, após enfrentarmos a dolorosa jornada do monte purgatório, tivéssemos um pequeno vislumbre do coro angélico.

A “Sinfonia para a Divina Comédia de Dante”, popularmente conhecida como “Sinfonia Dante”, foi um trabalho inovador, com inúmeros avanços harmônicos e orquestrais: efeitos de vento, harmonia progressiva, experimentos em atonalidade, tonalidades e tempos incomuns, interlúdios de música de câmara, uso de formas musicais incomuns. Foi também, uma das primeiras sinfonias a fazer uso de tonalidade progressiva, começando e terminando em tonalidades radicalmente diferentes.

Inferno: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais!”

O movimento de abertura retrata Dante e Virgílio iniciando sua jornada através dos nove círculos infernais. Nos primeiros temas que se prosseguem, Liszt utiliza-se de uma afinação em Ré menor, tonalidade frequentemente utilizada por outros compositores em obras associadas à morte. O tema termina em Sol sustenido, formando então o famoso trítono, intervalo associado ao diabo e conhecido na Idade Média como Diabolus in Musica.

É interessante notar, que mais à frente, na medida em que música vai mudando seu andamento (accelerando poco a poco), um motivo derivado dos primeiros temas é introduzido pelas cordas (naipe normalmente associado ao elemento fogo). Este motivo, que é praticamente uma escala cromática descendente, retrata Dante e Virgílio em sua descida ao Inferno.

Vale a pena destacar também, o momento em que Dante e Virgílio adentram no segundo círculo do Inferno, o Vale dos Ventos. É perceptível o subir e o descer de escalas cromáticas executadas pelas cordas e flautas (fogo+ar), evocando então o Vento Negro Infernal, o furacão que não para nunca, atormentando eternamente os espíritos luxuriosos.

Purgatório

O segundo movimento, intitulado Purgatório, retrata a subida de Dante e Virgílio ao Monte Purgatório. Monte este que é composto por sete círculos ascendentes, cada um correspondente a um dos sete “pecados” capitais: Orgulho, Inveja, Ira, Acídia, Avareza, Gula e Luxúria. É reservado àqueles que estão em processo de libertação dos mesmos.

Na segunda seção deste movimento, notamos a indicação Lamentoso na partitura. Suas figurações agonizantes refletem a súplica e o sofrimento dos penitentes, o quão difícil é libertar-se completamente destes defeitos.

O Vislumbre do Paraíso

“Os tesouros, porém, do reino santo,
Que arrecadar-me pôde o entendimento,
Serão matéria agora de meu canto”

Uma melodia celeste, acompanhada pelo arpejo das harpas, é entoada pelo coral feminino. Há um forte desejo para que esta melodia se prolongue ou evolua, mas Liszt encerra sua sinfonia por aqui, com com uma tranquila cadência plagal em Si maior,  três repetições de uma única palavra, Hallelujah, nos deixando com aquela vontade secreta de adentrar o Paraíso, apenas para ouvir um pouco mais este magnífico coral angélico.

Magnificat anima mea Dominum,
Et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo.
Hosanna!
Hallelujah!

Link da Obra

Faça um passeio musical inesquecível  pelos círculos infernais, monte purgatório, mas não se anime, o paraíso só verás ao longe. Esta versão foi gravada em 1991 pela filarmônica de Berlim sob a batuta do maestro Daniel Barenboim. O usuário que postou esse vídeo teve o trabalho de fazer uma sincronização com as belas ilustrações de Gustave Doré, exatamente como Liszt gostaria que sua sinfonia fosse apresentada. Vale a pena pela música, pelas imagens e pela viagem. Assista >> AQUI

Franz Liszt

Fabio Almeida
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#Música #Ocultismo

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Black Force Domain, Krisun

Imagine uma banda que cospe na cara dos dogmas impostos e defenda uma postura atéia e demasiadamente humana com um Death Metal repleto de blasfêmias e sonoridade viciosa. Agora imagine isso feito por brasileiros. Esta é Krisiun, uma banda gaucha formada em 1990 pelos irmãos Max Kolenes (bateria) e Moysés Kolenes (guitarra) e Alex Camargo (baixo).

Em um estilo brutal de death metal, começou a ganhar respeito a partir de 1993 com seu mini-álbum Unmerciful Order. Desde o começo os irmão não deixaram dúvidas quanto a natureza atéia e anti-religiosa da banda, disse Max Kolesne em entrevista ao site Choose Your Side: “Somos Anti-fanatismo religioso, essa merda de religião só traz discórdia, guerra e morte, Cristo não passa de uma farsa pra manter as grandes massas ignorantes nas rédeas. Enquanto o papa fica cagando em latrina de ouro, os miseráveis deixam de levar comida pra casa para comprar um pedacinho no céu.”

Moyses Kolesne, complementa em uma declaração na revista Comando Rock:  “Vemos a religião como uma criação do homem, cheia de deturpações e corrupções, que, aliada a política e seus segmentos, iludi as massas”

Foi com essa língua ferina e postura desafiadora que em 1995, chegaram ao primeiro full lenght, Black Force Domain, e começaram a ganhar status no cenário, chegando a um grande público em 1997 por meio da Gun Records, recebendo ótimas impressões da imprensa, levando a banda pela primeira vez aos palcos undergrounds europeus, conquistando a partir daí, muitos fãs ao redor do mundo devido a sua forte sonoridade e letras com imposições de poder.

Black Force Domain, com suas 12 faixas maléficas, apesar de um tanto repetitivo é sem dúvida uma ótima referência ao Death brasuca. Muita  técnica e velocidade, levam ao Krisiun, tocar em público com massacre  total e pura insanidade, com as belas palhetadas  de Moysés e a brutal  saraivada de bumbos de Max. Um presente dos trópicos aos fãs do nosso velho e mau Death Metal.

 

Black Force Domain

Before the plague of fallacy
rise the strongest domain
from shadows of forgotness
from pain of desilusion
fearless we march in attack

Evil supreme leads our fate
rage grows inside us
hell is our distant quest
none will rest in peace
crosses shall be broken down
the mortal bastard man so called Lord
leads this world to the end

Black storms shows up the end
leading the demons to strike
we are knights of fire
fighting against the fallacy of this dead land
the fire sought our glory
we are the real force

Storms fire and pain
now they cry before us
spreading screams of death throughtout the void
centuries of decay in hands of the so called God
victory of death
the glory from black
black force domain

Tradução de Black Force Domain:

(Domínio da Força Negra)

Diante da praga do erro
Levanta o domínio do mais forte
das sombras do esquecimento
Da dor da desilusão
Destemidos nós marchamos em ataque

Mal supremo lidera nosso destino
Fúria cresce dentro de nós
Inferno é nossa aventura distante
Ninguém vai descansar em paz
Cruzes devem ser quebradas
O tal bastardo mortal chamado Senhor
Leva o mundo ao seu fim

Tempestades negras mostram o fim
Levando os demônios ao ataque
Nós somos cavaleiros do fogo
Lutando contra a mentira desta terra morta
O fogo viu nossa glória
Nós somos a força real

Tempestades fogo e dor
Agora eles choram diante de nós
Espalhando gritos de morte através do vácuo
Séculos de decadência nas mãos do tão clamado Deus
Vitória da morte
A glória da negra
Domínio da força negra

Nº 30 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

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Exercícios Práticos – Música e Respirações

Um outro exemplo da aplicação da música no ocultismo e vice-versa é o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Esta é uma das práticas essenciais e básicas da IOT (Illuminates of Thanateros) e é uma adaptação dos tão já conhecidos Ritual Menor do Pentagrama / Ritual do Pilar do Meio (Golden Dawn/OTO)… No RGP primeiramente a intenção é a libertação de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o Self e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.

Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras citados anteriormente). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama) Conforme descrito em sua concepção “. O corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom.”

Realizado tal processo, deve-se traçar em sentido horário um pentagrama para cada um dos quatro cantos (leste, sul, oeste, norte). Ao concluí-los, deve-se novamente voltar ao início e entoar novamente as vogais.Segue o procedimento do ritual:

1) De pé, para qualquer direção que prefira.

2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “I”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da cabeça.

3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “E”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da garganta.

4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “A”, enquanto visualiza uma energia radiante na região do coração e dos pulmões, que se espalha para os membros.

5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “O”, enquanto visualiza uma energia radiante na região da barriga.

6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “U”, enquanto visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o ânus.

7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até chegar à cabeça.

8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU, enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço direito. O pentagrama deve ser visualizado com muita nitidez.

9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os pentagramas restantes com os mantras e as visualizações, até chegar ao ponto de partida.

10) Repita os números 2) até o 7), inclusive.

#Chakras #Exercícios #Música

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Astronomia, Matemática e Música

A Metafísica Ocidental, não seria a mesma se Pitágoras não descobrisse a íntima ligação existente entre os números e a música.  Isto fez com que a Astronomia, a Música, a Matemática e a Geometria fossem disciplinas básicas de uma Cosmologia que perdurou por toda Idade Média.

Os quatro caminhos, também denominado quadrivium, era o conjunto destas quatro matérias ensinadas nas universidades medievais, uma ressonância da Fraternidade de Pitágoras que procurava unir a ciência e a religião, a matemática e a música, a cura e a cosmologia.

Depois do trivium (gramática, lógica e retórica), o quadrivium era a parte secundária do currículo descrito por Platão em “A República“. Destas disciplinas originou-se a idéia da Música das Esferas, onde a disposição dos astros correspondiam à escala musical, e que a música tocada pelo Cosmos, mesmo que além dos limites da nossa audição, seria inteligível.

A partir das suas descobertas em relação aos fundamentos matemáticos das consonâncias musicais, Pitágoras visualizou uma relação mística entre a matemática a música e a astronomia. Para ele a música era o elo de união entre o homem e o cosmos. Em sua cosmologia cada planeta produzia uma nota musical, e esta orquestra celeste executa uma harmonia cósmica tão perfeita, que nós humanos não seríamos capazes e talvez nem merecedores de ouvi-la.

Em 1766 Johann Titias, acreditando que os planetas formavam naturalmente uma cadeia de oitavas, observou que todos os planetas conhecidos na época tinham distâncias que se tornavam progressivamente maiores na razão 2:1, a razão da própria oitava. Apesar das distâncias não serem exatamente na razão 2:1, outras leis harmônicas, como a velocidade dos movimentos dos planetas na descrição das suas órbitas, podem ter passado de maneira despercebida pelos astrônomos.

Fabio Almeida é membro do Projeto Mayhem e foi autor do blog Sinfonia Cósmica (desativado)

#Astronomia #Matemática #Música #Pitágoras

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Black Aria, Danzig

Como soaria se Jim Morison estivesse vivo fosse um satanista praticante e se voltasse para o Metal? A resposta pode ser  ouvida em cada uma das músicas que tenha Glenn Danzig nos vocais. Após uma carreira de sucesso com os “Misfits”que lhe rendeu clássicos como Last Caress e Earth AD e depois de uma bombástica carreira solo que resultou entre outras coisas em covers seus gravados por bandas como Metallica e Guns n`s Roses ( respectivamente “Die, Die My Darlign” e “Attitude” entrou em turnê com sua banda Danzig e desde 1987 não parou mais.

Danzig consegue fazer a ponte perfeita entre a música extrema do black metal e as raízes demoníacas do blues enquanto ao mesmo tempo se recusa em atender as expectativas dos puristas e dos sensacionalistas. Ainda com os Misfits, seu segundo algum trazia uma música chamada “Holltwood Babylon”inspirada na obra do mago e cineasta Kenneth Anger e enquanto outra faixa trazia encantamentos em latim autênticos, retirados de um rito de licantropia.

Em entrevista publicada em Lucifer Rising, no ano de 1999 Danzig foi provocado:

Há muito de Satanismo em seu trabalho – especialmente se referindo ao  Satã Miltoniano?

Sim, foi a resposta dele para surpresa do entrevistador, e continuou: Uma das melhores coisas que já escreveram sobre mim é que quando outras pessoas cantam sobre Satã é como um uma caricatura. Quando eu canto sobre Ele eu dou a ele uma alma e uma personalidade. Ele não é apenas essa entidade fútil mas alguém que pode ser encarado numa infinidade de aspectos. Eu sempre me senti assim. Algumas pessoas não enxergam Satã como este cara malvado de chifres, eles o enxergam como o primeiro dos rebeldes. Dai você entende porque ele é tão atraente entre os jovens. Ele é alguém que se posiciona na frente do maior poder de todo o universo e diz: “Foda-se”. Se o “mal” é a rebeldia então usando termos cristãos podemos dizer que existe “mal” dentro de todos nós. Eu não compro essa idéia. Eu acredito honestamente em defender minhas idéias. Isso é o “bem” para mim.

Para representar toda imensa trajetória musical de Danzig, escolhemos o  álbum “Black Aria’. Embora neste álbum especificamente a voz de Danzig seja deixado de lado, por ser um trabalho instrumental e orquestrado, aqui pode-se ver toda a genialidade musical dele como compositor e instrumentista. A obra possui fortes influências da música clássica, uma atmosfera notavelmente sombria e já apontava na direção que o metal gótico tomaria daquele ano para frente. A proposta aqui foi criar uma trilha sonora para o poema épico Paraíso Perdido de John Milton, que conta a trajetória de Lúcifer e sua rebelião contra deus.

Nº 6 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

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Reflexão sobre a Percepção de Valor Intrínseco

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post em abril de 2007 era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?

Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.

Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.

#Arte #Música

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