Ghost B.C. e o Diabo na Música

Ghost BC

Por Malachi Azi Dahaka

Ghost é uma banda sueca, formada em 2008, que conta até agora com dois CDs (Opus Eponymus e Infestissuman) e alguns EP´s.  O som da banda se destaca por remeter aos anos 80, e indo na contramão de outras bandas com temática “Satanista”, sendo bem suave e tranquilo, com vocais limpos e instrumental muitas vezes calmo.

A banda é formada por Papa Emeritus (Atualmente pelo Papa Emeritus II – valendo lembrar “Emeritus”, do Latim “Aquele que foi eleito, que mereceu”) e pelos “Ghouls sem nome”, que se identificam apenas pelos símbolos alquímicos dos 5 elementos (incluindo o Éter).  Não, eles nunca disseram e nem pretendem dizer quem são. Isso, a meu ver, cria uma atmosfera ainda mais voltada ao Satanismo – não pelo “mistério” das identidades, mas pela ausência total de Ego. Todos sendo iguais e anônimos, destruindo o Ego e gerando uma coletividade que achei muito digna de determinadas correntes satanistas…

Não posso afirmar que a banda de fato é ocultista, mas duas coisas são fato: A primeira é que as letras devem ser cuidadosamente analisadas, pois a banda realmente estudou o que diz. E a segunda, ocultistas/satanistas ou não, Ghost BC passa uma mensagem por si mesmos, criticando a Igreja Católica e religiões em geral e sobre o medo que o homem possui do Sobrenatural.

E é justamente a carga de peso ocultista na banda que fez render uma certa repercussão após o show da banda no Rock In Rio 2013.  A “missa satânica” como o próprio Papa intitulou o show, recebeu vaias, foi chamada de “chata e tediosa”, teatral demais e – segundo alguns repórteres da Rede Globo, a banda foi tida como “nada assustadora, sem nenhuma exigência extravagante nos camarins, pedindo até comida vegetariana”.

Ora, caímos aí na mesma questão que abordei em meu texto “Satanismo Tradicional” publicado no Teoria da Conspiração: Um Satanista deve render-se a estereótipos comportamentais e ser um mau educado, imprestável e exercer de má fé sua função? Críticas infundadas a parte, o visual e as letras da banda, que são bem explícitas, levaram revolta aos “metaleiros que resolveram bancar bons cristãos” enquanto se entorpeciam de maconha durante o show.  E mais revolta ainda nas redes sociais  evangélicas/ católicas. É, dessa vez pisaram no pé dos católicos brasileiros também.

Honestamente eu já esperava por algo assim, em uma sociedade hipócrita a ponto de sexo com menores ser algo incentivado e explicitado, mas meramente dizer as palavras “Hail Satan” em um refrão deva ser totalmente censurado sem piedade! De fato, o Ghost B.C. é a última coisa nisso que realmente assusta.

Há de se mencionar a reação contrária do público, em geral. Enquanto eu (e mais grande parte a minha volta) entoávamos as letras, eu podia ouvir um ou dois a volta dizendo absurdos como “eles só pagam de satanistas pra imitar o Ozzy”, “Slayer que é satanista de verdade” e outras coisas do mesmo valor absurdo.  Ainda assim, essa interferência estúpida e a falta de etiqueta (já esperada) do povão brasileiro não interferiu no grande concerto que aconteceu.  Ver a banda ao vivo é uma experiência muito agradável, realmente.

Quase uma missa satânica verdadeiramente, causando revolta em muitos e agradando a poucos – Exatamente como o Satanismo deve ser!  Se o Ghost queria ser o “Diabo na música“, definitivamente conseguiram essa atenção. A banda mais odiada, comentada e censurada no RiR. Definitivamente, eles merecem os títulos que apresentam.

Eu, aproveitei para durante algumas músicas, erguer um sigilo que pintei em uma folha, para da mesma forma que feito anteriormente em um show do Metallica durante a criação de uma Egrégora, eu captasse a gnose/energia necessária nesse show e canalizasse a um sigilo de intento. O fiz (obviamente de forma discreta) no momento que achei o ápice da apresentação (coincidentemente enquanto Papa Emeritus também ergueu suas mãos em forma de “benção”).

No fim, a noite valeu a pena. Uma ótima apresentação, com muito psicodrama, um som que valeu a pena curtir e uma banda perfeita de se assistir ao vivo. Nota 10 pra essa experiência e – tenho certeza, para este experimento que realizo pela primeira vez em uma oportunidade épica.

Malachi Azi Dahaka

Textos da coluna Música & Magia

#LHP #Música #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ghost-b-c-e-o-diabo-na-m%C3%BAsica

A Escola de Elêusis

Os mais antigos mistérios gregos parecem ser os de Elêusis, pequena povoação, hoje Lefsina, do noroeste de Atenas, pois eles datam dos tempos pré-micênicos, como o demonstram as pesquisas arqueológicas realizadas no local.

Um hino homérico do século VII antes da nossa era conta, sob a forma de lenda, a fundação do santuário.

Zeus e a deusa mãe Deméter tinham uma filha querida, Cora, que um dia foi raptada por Hades, deus dos Infernos.

Deméter, louca de dor, procurou a filha por toda a parte, mas em vão, certa vez, disfarçada de velha, foi recolhida na corte do rei Chélios e pediu para beber uma mistura de cevada, água e erva-dormideira. Atenderam ao seu desejo. Como agradecimento, ela encarregou-se de cuidar do filho recém-nascido da rainha e, para torná-lo imortal, ungia-o de dia com ambrósia e à noite submetia-o às chamas purificadoras de um fogo sagrado.

A rainha, surpreendendo este ritual, ficou deveras assustada, mas então a deusa revelou-lhe a sua identidade: «Sou», disse, «Deméter, a Venerada, a que regenera os homens e faz crescer as plantas. É meu desejo que se erga aqui um templo onde eu própria ensinarei os mistérios.»

Em seguida, desapareceu, deixando atrás de si uma claridade divina e os aromas maravilhosos de todas as flores da Primavera.

Zeus acabou por conceder a sua esposa o privilégio de tornar a ver Cora durante um terço do ano, ficando outro terço reservado a Hades que desposara aquela que ele raptara.

É este o primeiro mito de Perséfone.

Tranqüilizada, Deméter revelou aos soberanos de Elêusis: Triptoleme, Diocles, Emuope e Cheleos, os mitos que viriam a tornar-se célebres (Existem tantas versões como autores).

Alguns dão um lugar quase primordial a Dioniso, ou Baco (o deus Soma dos Arianos = bebida de iniciação), o que bastante associa os Mistérios aos mais antigos cultos arianos da Gália e das Índias.

Noutra versão, dada por Clemente de Alexandria, o Mistério começa com Afrodite (Vênus) e os Coribantas, ou Cabiros. Uma descrição da cena da bebida pedida por Deméter esclarece o rito do cesto (cofre) na tradição completamente falsificada.

Eis o texto de Clemente de Alexandria, que torna ridículo o que ele considera uma fábula de mau gosto:

«Contudo, Baubo (a rainha) recebe Deo (Deméter) na sua casa e apresenta-lhe a bebida chamada cyceon. Mas a deusa, dominada pela dor, afasta a taça e recusa-se a beber. Então Baubo, triste com este desprezo, despe-se e mostra-se em toda a sua nudez.

«Este gesto alegra a deusa e a vontade de rir que ela sente decide-a a tomar a bebida!

«Eis pois o que Atenas esconde nos seus mistérios, não o negueis, viso que tenho a meu favor a descrição feita por Orfeu.

«Citar-vos-eis os seus versos a fim de reproduzir, contra essa infâmia, o testemunho do próprio mistagogo: «Proferindo estas palavras, ela ergueu a sua túnica e desnudou as partes baixas do seu corpo, que se escondem aos olhares; a seu lado estava o pequeno Iaco que, com a mão, acariciava, rindo, a parte inferior do seio de Baubo; ao ver isto, Deo teve vontade de rir, e ela pegou então na taça decorada com pinturas na qual deitara o cyceon.»

«Eis um espetáculo admirável e muito conveniente para uma deusa!…

«Não há nada mais ímpio do que os mistérios… é uma lei sem valor, uma opinião vã, e o mistério do dragão não passa de uma mentira, como o resto.

«A iniciação que se lhe associa é o contrário da iniciação verdadeira.»

É certo que Clemente de Alexandria (160 D. C.) era um filósofo grego cristão e parcial por princípio, contudo não podemos senão aprovar as suas conclusões.

Incontestavelmente, os mistérios egípcios, há 4.000 anos, e os mistérios gregos, há 2.000 anos, eram paródias da iniciação autêntica, dos conhecimentos que a classe sacerdotal tinha completamente esquecido.

Daremos, adiante, um apanhado dos ritos de Elêusis, mas há boa razões para se crer que o mistério do cofre, tornado simples cesto, se referia a um falo de madeira ou de pedra, e a uma vulva, consistindo o «trabalho» na introdução de um na outra.

Compreende-se então toda a ironia do bom Clemente de Alexandria, num século em que o cristianismo, novinho em folha, não era senão pureza e espírito de sacrifício!

Aliás, devemos recordar-nos de que os Gregos eram fundamentalmente anti-religiosos, dando que a sua mitologia não era, em suma, mais do que uma sucessão de relações licenciosas, de incestos, de adultérios, de raptos e de outras brincadeiras de velhos guerreiros e de deuses olímpicos!

Na lenda de Elêusis, a aventura inicia-se com uma nota escabrosa: « Júpiter uniu-se a Deo, sua própria mãe, e depois a Prosérpina, sua filha. depois de tê-la gerado, desflorou Core.»

A propósito de um desses objetos encerrados no cesto, o falo, o bom Clemente indigna-se!

Evidentemente, ele ignorava que a sua própria religião cristã iria venerar a virgem de Airão, a amêndoas mística em forma de vulva irradiante que envolve as imagens da Virgem.

Amadores do erotismo, estetas e incrédulos por natureza, os Gregos tiravam o caráter sagrado às divindades integrando-as nas fábulas, como se, sabendo que os deuses tinham sido simples anjos iniciadores de forma humana, viris e por vezes sem escrúpulos, tivesse sido sacrílego assimilá-los a criaturas celestes…

O que, de resto, também não teria sido sério!

Para mais, o Olimpo dos Gregos era terrestre e tudo estava genialmente imaginado para atrair os deuses à Terra e abolir a distância que os separava dos mortais. Neste estado de espírito, a iniciação não podia ter um caráter religioso, pelo menos nas épocas historicamente conhecidas.

Os mistérios de Elêusis eram fundamentalmente os mesmos que os de Delos, consagrados a Apolo, e os de Samotrácia, dedicados aos Cabiros.

Em todos eles eram transmitidos os segredos dos Iniciadores vindos do céu, a sua identidade, a crença em outra pátria situada em uma estrela, a ciência da astronomia, da física, da química, dos encantamentos, da serpente voadora, do dilúvio, a lei infringível da preservação do patrimônio biológico humano e a necessidade de uma transmissão secreta.

Tais foram os segredos iniciais dos Mistérios, disto temos a certeza absoluta.

É de notar que, como acontecia com os Celtas (e no livro de Enoch), a iniciação a Elêusis é dada por uma mulher: Deméter, com o ritual da bebida mágica: ambrósia ou cyceon.

Os Druidas Eumolpe e Musée, que foram grandes Mestres, ensinavam, de preferência, mulheres.

Consideram-se por vezes os Mistérios de Elêusis como provenientes dos Mistérios Cabiros Fenícios, os quais descendiam dos Mistérios Druidas votados a Taliesin, filho de Korrigan ou Gwyon, e de Koridwen.

No rito, o «cofre» tinha dupla importância: intrínseca, primeiro, e depois por encerrar o segredo «dos objetos».

Como os mistérios foram instituídos para transmitir o conhecimento depois do dilúvio julgamos que o cofre representava a arca, o barco que salvou alguns seres humanos.

Nos arredores de Roma, em 1696, descobriu-se um vaso que tinha a forma de um pequeno barril. Datava de uma época grega muito antiga, e continha vinte casais de animais e mais de trinta e cinco figurinhas humanas, todas elas na postura de pessoas que procuram escapar a uma inundação. As mulheres eram representadas aos ombros dos homens.

Pensa-se que este vaso servia para as festas chamadas Hidroforias, as quais, segundo Apolônius citado por Suedas, se celebravam em memória dos que tinham perecido no dilúvio.

Vasos semelhantes teriam servido nos mistérios de Elêusis.

Tudo isto se tornou bastante compreensível, muito razoável para o nosso espírito de homens do século XXI, mas há dois ou três mil anos a Criação do Mundo (Omphalos), a refração da luz e as funções da glândula pineal constituíam mistérios tão grandes que só os iniciados os conheciam, não sendo conveniente revelá-los à «maioria».

Os ritos Eleusinianos do período decadente eram tidos pelos sacerdotes tanto mais secretos quanto a Verdade é que em nada os compreendiam. Assim, entendiam ser indispensável, para manter uma aparência de dignidade, adotar ares misteriosos e dar aos objetos um significado nebuloso.

As Eleusínias, celebradas, originalmente, de cinco em cinco anos, tinham por oficiantes os sacerdotes, ou Hierofantes, e as sacerdotisas, ou Tisíades, coroadas de mirto e portadoras de uma chave, símbolo dos mistérios.

Decorriam durante, pelo menos, duas semanas, sendo nove os dias principais:

1º – dia da reunião dos neófitos.

2º – chamado «alaze, mystoï» (para o mar, mistos!): purificação pela água.

3º – jejum = preparava-se o leito nupcial da virgem divina. À noite, interrompia-se o jejum comendo bolos de cevada e dormideira, e bebia-se cyceon, bebida sagrada.

4º – procissão do calathus (cesto).

5º – dia dos archotes, com procissão noturna.

6º – dia da partida de Atenas para junto de Elêusis. Cultos de Ceres, de Iaco e de Dionísio.

7º – dia do regresso ao templo, com cerimônias da figueira sagrada e brincadeiras da ponte. Esta ponte era a Cephise, por onde passava a procissão por entre a gozação e brincadeiras maliciosas da multidão. Aliás, a procissão tomava parte nelas.

8º – Cerimônias dedicadas a Esculápio que, em tempos tendo chegado nesse dia a Atenas, vindo de Epidauro, depois das cerimônias, foi iniciado à noite, costume que se perpetuou para todos os que se encontravam nas mesmas circunstâncias.

9º – e último dia, chamado plémochoé, do nome de dois vasos que se enchiam de vinho colocando-os um a ocidente e outro a oriente. Depois do que eram quebrados, ao mesmo tempo que se pronunciavam palavras mágicas.

O sentido deste símbolo é claro: «O conhecimento (os vasos) vinha do ocidente através dos Pélagos – Celtas, e do Oriente, pelos indo-europeus e os Persas. Os vasos podem ser partidos, a sabedoria foi já transmitida ao iniciado.»

As Eleusínias celebravam-se na Primavera e no Outono, os dois períodos de sementeira dos grãos, correspondentes aos pequenos e grandes Mistérios obrigatórios para todos os iniciados.

Existia também um grau superior, a Epóplia ou Autópsia (do grupo autos = ele próprio, e opsis = vista), isto é, visão interior, êxtase, pondo em comunicação com Deus e buscando um poder paranormal.

A iniciação era pois dada no templo de Deméter, situado no lado da colina, sob uma fonte; a entrada do santuário era proibida aos profanos, sob pena de morte.

O jejum incidia principalmente sobre a carne de aves domésticas, peixe, favas, romãs e maçãs (fruta do conhecimento).

Os Hierofantes a fim de melhor suportarem a abstinência, tinham autorização para beber sumo de cicuta (a cicuta é um veneno, mas dosada, possui virtudes medicinais e alucinógenas).

Na ilha de Céos, no mar Egeu, na antigüidade, os anciães inúteis à pátria deixavam habitualmente a vida bebendo cicuta.

Perto do fogo do sacrifício estava «o filho do lar», que tinha de ser de puro sangue ateniense, nos últimos tempos, iniciavam-se os homens, as mulheres e as crianças, com excepção dos bárbaros, dos assassinos, e dos cristãos.

Os ritos misteriosos tinham lugar durante vigílias sagradas, em Elêusis: percursos nas trevas, provas de terror e de ansiedade, visões de objetos aterradores, vozes misteriosas e desconhecidas, e depois fulgor e fantasmas que desapareciam por alçapões… numa palavra, todo o arsenal bem conhecido da Iniciação!

O momento mais importante e sem dúvida o menos afastado da verdade primitiva era o confronto dos objetos misteriosos e a revelação das palavras sagradas.

Clemente de Alexandria dá um resumo desses Mistérios:

«Eis», diz, «na fórmula Eleusiana: jejuei, bebi cicuta, peguei no que havia dentro do cesto e, depois do meu trabalho, coloque tudo na bolsa; em seguida, pegando outra vez naquelas coisas, coloque-as dentro do cesto.»

A cicuta não é a bebida simples reclamada por Deméter: água, cevada, dormideira, embora semelhante mistura se revele, a priori, nitidamente alucinógena.

Segundo os autores antigos, essa bebida compunha-se principalmente de cevada primitiva, leite, mel, azeite ou vinho, mas há tantas receitas quantos os autores!

Aquele que a bebia devia adquirir o conhecimento do passado e responder de às perguntas do Hierofantes.

Quanto aos «objetos misteriosos» encerrados no cofre, temos uma lista que certamente seria maior ainda com a superstição, a ignorância dos sacerdotes e a deturpação do segredo inicial: as seis cores do arco-íris, as seis plantas «eficazes», um falo, uma vulva, um Omphalos (ovos primordial), uma serpente (a iniciadora), trigo, mel, uma pinha (símbolo da glândula pineal, ou 3º olho), um torrão de terra, um «maná» e os xoanon (Parece haver uma aproximação etimológica a fazer-se entre o xoana, pedra negra, e o xoarcam, o primeiro dos cinco paraísos da mitologia hindu. No xoarcam, trinta e três milhões de deuses e quarenta e oito mil penitentes julgados dignos da felicidade vivem uma existência paradisíaca entre mulheres maravilhosamente belas, sensuais e sábias) pedras negras milagrosamente caídas do céu no reinado de Cécrops e às quais estava ligada a fortuna de Atenas.

A tudo isto acrescentar-se-iam ainda os bustos de deuses e deusas, «ídolos de madeira mal talhados», dizia Tertuliano, dos quais alguns estavam enlaçados por serpentes, comemorando assim a união fecunda das mulheres terrestres com os Iniciadores do Céu. A manipulação desses objetos devia, na crença geral, transmitir as forças misteriosas que os habitavam e estabelecer uma espécie de filiação divina.

Uma Iniciação era custeada pelo neófito devido aos custos da Escola e custava trinta dracmas, mais um porco e ainda uma gratificação aos Sacerdotes de Elêusis.

Flávio Lins

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Sincronicidades, Coincidências e casualidades: O Xamã Urbano

Bate-Papo Mayhem #024 – gravado dia 28/05/2020 (quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Tiago Mazzon – Sincronicidades, Coincidências e casualidades: O oráculo do Xamã Urbano. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

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As Onze regras Satânicas – Digo Tehute

Bate-Papo Mayhem #236 – 28/09/2021 (Terça) Com Digo Tehute – As 11 Regras Satânicas

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A erva do diabo

“A erva-do-diabo é para aqueles que querem o poder.  O fumo é para aqueles que desejam contemplar e ver. ”

–   (CASTANEDA, 1967 – p 35)

 

Nenhum estudo sobre a obra de Carlos Castaneda seria completo sem mencionar as plantas/ “aliados” ou “de poder” experimentadas pelo autor ao longo de seu aprendizado com o o mestre xamã Don Juan.

Porém, antes de abordar esse tema, é preciso deixar claro que esse estágio da aprendizagem  tem uma importância mínima dentro do universo de conhecimentos adquiridos e estados de consciência perceptiva alterados vivenciados por Castaneda.

Os rituais relacionados ao cultivo e preparo, especialmente no que se refere à chamada Erva do Diabo, não serão reproduzidos aqui como citações na íntegra. O leitor que estiver interessado nas minúcias não terá dificuldade de acessar diretamente o livro onde esses procedimentos são descritos mas este articulista não acredita que alguém tenha a “pachorra” (paciência, saco mesmo) de seguir passo a passo os procedimentos prescritos por Don Juan.

A Datura estramônio é classificada pelos botânicos e químicos farmaceuticos, sem maiores rodeios, como uma planta venenosa. O adjetivo é justo porque se, eventualmente, qualquer leigo queira desfrutar de seus efeitos psicotrópicos, um pequeno erro na dosagem, no processo de preparação e/ou consumo/uso do destilado ou da pasta (ou unguento) de Datura pode, facilmente, resutar na morte do usuário.

Os mamíferos herbívoros, ruminantes ou não, bovinos, assininos, equinos, caprinos, ovinos, rejeitam essa planta; jamais a consomem, talvez por um instinto de sobrevivência alertado pelo característico odor desagradável dessa planta.

Em português é popularmente conhecida por nomes tais como: trombeta, figueira-do-demo, figueira-do-diabo, figueira-do-inferno, figueira brava, zabumba entre outros.

Embora adapte-se melhor temperaturas quentes, a datura desenvolve-se em quase todos os continentes do mundo, adaptando-se a diferentes tipos de solo com a condição de estar próxima de correntes de água, de superfície ou subterrâneas.

De tal forma, a Datura, utilizada nas Américas pelos xamãs indígenas para produzir alterações da percepção era bem conhecida em suas variações, igualmente tóxicas, no Leste Europeu, na Ásia e na Europa ocidental e muito especialmente, foi o ingrediente esssencial do ungüento que as feiticeiras passavam no corpo antes de suas mágicas participações nos festins chamados Sabás.

Por isso, muitos pesquisadores e mestres ocultistas afirmam que as excentricidades dos daqueles Sabás, desde a locomoção ao locais onde seriam realizados, voando com ou sem vassouras, às práticas sexuais promíscuas, as relações íntimas com seres fantásticos que depois eram descritos como sendo demônios ou o próprio diabo, eram, em grande parte, apenas alucinações provocadas pelos efeitos da Datura.

On Witchcraft [La Démonomanie des Sorciers] — livro de 1580, Jean Bodin escreveu: Preparando-se para ir ao Sabá, a bruxa ou bruxo deitava-se em sua cama completamente despido (a) e untava o corpo com o famoso “ungüento das feiticeiras”… (RIGHT, 1865)

(Giambattista della) Porta  (italiano -? 1535-1615)… dá, em sua Magia Natural, a pretensa receita do unguento das feiticeiras, por meio do qual se fazem transportar ao Sabbat. Ele o compõe com gordura de criança, de acônito fervido em folhas de álamos e algumas outras drogas… Pensamos que as composições opiáceas, a medula de cânhamo verde, a datura stramonium, o loureiro-amêndoa entrariam com não menos sucesso em semelhantes composições. (LEVI, 1983 – p 340)

Torna-se muito claro que o uso da Datura para produzir estados alterados de consciência perceptiva não é exclusividade do xamanismo meso-americano pré-hispânico.

A forma de Don Juan utiizar a Datura, no entanto requer, nada menos que um período de um ano de preparações, começando pela exigência de que os exemplares da planta, macho e fêmea, sejam cultivados pelo próprio usuário ou seu mestre. No caso de Castaneda, em sua primeira experiência com a Datura a planta utilizada era, supostamente, pertencente a Don Juan.

O xamã explica que todas as partes da Datura são utilizadas e cada uma delas tem poderes ou virtudes/venenos – princípios ativos – que destinados a produzir diferentes efeitos. Essas partes são: raiz, caule e folhas, flores (extremamente perigosas, mortais) e sementes.

A erva-do-diabo tem quatro cabeças; a raiz, a haste e as folhas, as flores e as sementes. Cada qual é diferente, e quem a tornar sua aliada tem de aprender a respeito delas nessa ordem.

A cabeça mais importante está nas raízes. O poder da erva-do-diabo é conquistado por meio de suas raízes. A  haste e as folhas são a cabeça que cura as moléstias; usada direito, essa cabeça é uma dádiva para a humanidade. A terceira cabeça fica nas flores e é usada para tornar as pessoas malucas ou para fazê-las obedientes, ou para matá-las.

O homem que tem a erva por aliada nunca absorve as flores, nem meio a haste e as folhas, a não ser no caso de ele mesmo estar doente; mas as raízes e as sementes são sempre absorvidas; especialmente as sementes, que são a quarta cabeça da erva-do-diabo e a mais poderosa das quatro. (CASTANEDA, 1967 – p 28)

Para colher as partes das plantas Don Juan observa uma sequência quase ritual de manuseio da Datura. Para extrair um bom pedaço das raizes, dos exemplares macho e fêmea, ele escava em torno do exemplar com extremo cuidado, com as próprias mãos, para não “ferir” a “entidade”.

Para facilitar o trabalho utiliza unicamente galhos de uma determinada árvore, a palo verde (Parkinsonia aculeata) porque …a erva-do-diabo tem muito poucos amigos, e o palo verde nessa região é a única árvore que se dá com ela… (Idem, p 29).

Ligia Cabus

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-erva-do-diabo/

Suas Asas têm o Tamanho do seu Coração

Por Yoskhaz

Não raro nos vemos na beira do abismo. Conflitos afetivos, problemas profissionais, rusgas familiares se assemelham em figura ao despenhadeiro que nos ameaça em queda e furta a paz. A vontade sincera de mudar o rumo de nossas vidas, iniciando novo trabalho mais adequado aos nossos verdadeiros dons e talentos, um relacionamento amoroso despido de mentiras e preconceitos, uma nova linha a costurar o esgarçado tecido familiar cujo desgaste, de tão antigo, se perdeu nos becos da memória são questões atuais que assolam a todos em gritos silenciosos no âmago de consciências e corações.

Qual a maneira mais sábia de atravessar um escaldante deserto, com seus inerentes perigos, ausências de água e vida, serpentes e escorpiões que lhe habitam? Qual o jeito mais inteligente de alcançar o cume da montanha enfrentando a aspereza da rocha vertical e do vento forte a assobiar em seus ouvidos sobre o perigo de iminente queda?

Através dos tempos, caravaneiros e alpinistas têm nos oferecido lições preciosas de determinação e desapego necessárias para enfrentar tamanhos desafios. “A águia também”, soprou em meu ouvido, como uma doce brisa de verão, um velho e querido xamã do povo Navajo. “A águia tem o poder de atravessar as areias quentes e desfilar nos altos desfiladeiros sem qualquer sofrimento”.

Canção Estrelada, como passou a ser conhecido depois que despertou seu dom de, através de suas palavras, cantadas ou não, sustentar um lampião aceso na noite escura de seus irmãos, estava se referindo a capacidade de olhar o mundo do alto como que com os olhos de uma águia. “Modificar o ângulo de visão permite observar tudo e todos sobre a outra face. Ou mil outras faces na infinidade que a vida permite. Um muro pode ser um instransponível obstáculo em seu caminho, mas se olhado do alto, com os olhos do pássaro, não passará de um risco de giz no chão. Na verdade quase todos os muros têm a altura de um simples traço na areia da estrada”, confidenciou o sábio sacerdote em uma noite fria enquanto a conversa fluía aquecida pelas chamas da fogueira de outono. “Quantas viagens se interromperam apenas porque não se soube pedir à águia os seus olhos emprestados”, lamentou. De pronto perguntei como me seria possível tal visão. Com o jeito peculiar em que os povos nativos dividem a sua sabedoria ancestral, Canção Estrelada me olhou profundamente nos olhos e depois de um breve silêncio como se esperasse que o vento lhe soprasse a melhor palavra, disse para que eu mostrasse as minhas asas para águia, pois altos voos exigem grandes asas. Assim ela entenderia qual altura eu poderia me aventurar.

Indaguei de que tamanho seriam as minhas asas, ainda sem entender por completo a lição. “Suas asas têm o tamanho do seu coração”, respondeu com sua fala mansa, quase em sussurro com o olhar perdido no brilho de uma estrela distante.

Ofereci um punhado de tabaco e Canção Estrelada me honrou ao dividir o mesmo cachimbo. Sua fumaça levou nossos agradecimentos aos espíritos ancestrais por nos permitir chegar até aquele ponto. Fumamos em silêncio por horas que não sei contar e com o dia quase a estrear, encerrou a valiosa lição.

“A infinita estrada da vida se resume na escalada para entender e a travessia de viver as mil faces do amor. Da sua forma mais primitiva e sombria manifestada através do ciúme e da pretensão de ser dono de alguém até a grandeza do amor incondicional de amar o outro como a si próprio. Lição presente em todas as tradições, do oriente ao ocidente. Iniciamos a jornada com asas tão pequenas que nem ao menos podemos arriscar alguns rasantes a nos tirar do chão e permitir um olhar um pouco além da névoa densa da manhã. Isto torna o mundo pequeno e conflituoso, pois as menores pedras são obstáculos enormes. A necessidade visceral de voar, a evolução é inerente a espécie, te obriga a criar condições para que suas asas, aos poucos, ganhe tamanho e seus voos, altura. A sabedoria de entender que tudo que você é e tem se resume ao quanto de amor pode dividir, define até aonde pode acompanhar a águia e usar os seus olhos.

Não foi você quem me ofereceu o tabaco que a pouco fumamos, mas a vida que lhe ofereceu as condições e te tornou instrumento. Você me presenteou com seu tempo e a sua atenção. A humildade, o desapego e a alegria são formas de agradecer e respeitar, pois o que vida deu, a vida toma. Só o que resta para a eternidade e desenha o seu espírito é o amor que você dividiu. Isto é verdadeiramente seu e esta é a exata altura do seu voo. Que as suas asas tenham jornadas cada vez mais ousadas através da paz que habita as grandes altitudes do ser”.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/09/suas-asas-tem-o-tamanho-do-seu-coracao/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/suas-asas-t%C3%AAm-o-tamanho-do-seu-cora%C3%A7%C3%A3o

Luciferianismo – Frater Amoriel

Bate-Papo Mayhem 204 – 17/07/2021 (Sabado) Com Frater Amoriel – Luciferianismo Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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A Deusa Mãe

Para entendermos corretamente quem é esta Divindade, temos que voltar até os primeiros povos da Terra.

Quando os povos primitivos identificaram a mulher com a Terra e associaram a existência da Terra a poderes divinos, consideraram que o poder que conspirou para que o Universo fosse criado era feminino. Como só as mulheres têm o poder de dar a vida a outros seres, nossos ancestrais começaram a acreditar que tudo tinha sido gerado por uma Deusa.

Os povos de neolítico e do paleolítico não conheciam Deuses masculinos. O conceito do ato sexual como fator de fecundação inexistia, pois eles acreditavam que as mulheres engravidavam deitadas ao luar, através do poder da Grande Deusa manifestada como a Lua.

Em diversas partes do mundo a Grande Deusa Mãe é associada à Lua, já que existia um poder maior que agia entre a mulher e a Lua.

Todas as religiões primais viam no poder feminino a chave para o Mito da Criação e assim o Universo era identificado como uma Grande Deusa, criadora de tudo aquilo que existia e que existiu. Nada mais lógico para uma sociedade em processo de evolução, pois não é do ventre da mulher que todos nós saímos? O culto a Grande Deusa remonta a Era de Touro. Nesta época o respeito ao feminino e o culto aos mistérios da procriação eram muitos difundidos. Nas culturas primitivas a mulher era tida como a única fonte da vida, tanto que os lugares onde ocorriam os partos eram considerados sagrados e foram nestes lugares que surgiram diversos templos de veneração à Deusa.

Com o avanço da agricultura, a importância do sólo passou a ser primordial e a Grande Mãe Terra(a Deusa) se tornou o centro de culto das tribos primitvas. As mulheres eram consideradas responsáveis pela fartura das colheitas, pois eram elas que conheciam os mistérios da criação.

As várias estatuetas femininas como as Vênus de Willendorf, de Menton e Lespugne, representam a sacralidade feminina e os poderes mágicos e religiosos atribuídos à Deusa nas época do Paleolítico e Neolítico.

Ela esteve presente em todas as partes do mundo sob diversos nomes e aspectos: Kali na India, Ishtar na Mesopotâmia, Pallas na Grécia, Sekhmet no Egito, Bellona em Roma e assim sucessivamente. As Grandes Deusas da Antiguidade exerciam o domínio tanto sobre o amor como sobre a guerra.

O símboloda Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criaçºao se parece com oque se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida.

A Deusa é a energia Geradora do Universo, é associada aos poderes noturnos,a Lua, a intuição, aos lado inconsciente , à tudo aquilo que deve ser desvendado, daí o mito da eterna Ísis com o véu que jamais deve ser desvelado.

A Lua jamais morre, mas muda de fase à cada 7 dias, representando os mistérios da eternidade e mutação. Por isso a Deusa é chamada de a “DEUSA TRÍPLICE DO CÍRCULO DO RENASCIMENTO”, pois também muda de face, assim como a Lua, e se mostra aos homens de três diferentes formas como: A VIRGEM, A MÃE e A ANCIÃ. Isso não difícil de se entender, pois dentro de Wicca todos os vários Deuses e as multiplas faces e aspectos da Deusa, nada mais são do que a personificação e atributos da Grande Divindade Universal.

A Grande Deusa desempenha inúmeros papéis e funções e para isso usa nomes e atributos diferentes, oque os seres humanos para simplificar chamaram de Deuses. Para a Bruxaria todos os Deuses Antigos são a Grande Deusa Mãe multipersonificada. Quando você invoca o nome de um determinado Deus, libera um tipo de energia específica que não consegue ser liberada quando se invoca outra Divindade que desempenha papéis e funções diferentes.

Na Tradição o aspecto Jovem da Deusa recebe o nome de RHIANON. ela está associada à adivinhação, aos rios mágicos, à clarividência e aos encantamentos. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Crescente. Sua cor é o brancoe por isso rece o título de ALBEDO(Senhora da Alvorada). Rhianon é a caçadora, segura em suas mãos a trompa de vaca ou touro em forma de meia lua. É a deusa da fartura e é ela a quem devemos reverenciar quando queremos garantir êxito no trabalho. Seus poderes são os da compaixão, sabedoria e compreensão.

O aspecto de Mãe recebe o nome de BRIGIT, a antiga Deusa Celta do fogo.Ela esta associada a fertilidade, sexualidade e ao parto. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Cheia. Sua cor é o vermelho e por isso recebe o título de RUBEDO(Senhora do entardecer ou do rubi). Brigit é a mãe que o possui no ventre o poder de dar a luz uma nova vida. É a rainha da colheita, a mãe do milho e derrama sua abundância por toda a terra. Segura em suas mãos um recipiente com labaredas de fogo, o qual tem o poder de realizar os desejos daqueles que a cultuam. É a Deusa do amor e seus poderes são os da paixão, agilidade e rapidez.

O aspecto de Anciã recebe o nome de CERIDWEN, a Grande Deusa Mãe que conhece todos os segredos do Universo. Ela está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundo. Seus rituais de invocação são realizados na Lua Minguante, que é o seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de NIGREDO(Senhora da noite). Ceridwen é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o poder que leva as almas para a morte e o mesmo que traz a vida. Do seu ventre parte toda a vida e da vida provém a morte. Segura em suas mãos um caldeirão e das misturas feitas em seu interior ela comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus seguidores. Devido ao aspecto de velha é esta a personificação que representa o conhecimento de todos os mistérios que só a experiência pode proporcionar. É a Deusa da sabedoria do bem e do mal. É ela a quem devemos recorrer e reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa da paz e do caos. Da harmonia e da desarmonia. Ceridwen já passou pela jovialidade de Rhianon, pela maturidade e entusiasmo de Brigit.Acumulou toda a experiência, que só o tempo pode proporcionar, e distribui a sabedoria por todo o mundo.

A Deusa já foi reverenciada em todas as partes do mundo sobre diferentes nomes e aspectos. Seu nome varia, mas sempre foi venerada como o princípio feminino eterno e estático que está presente em tudo e incluso no nada. Ela é o poder do feminino que dá vida ao mundoe fertiliza a terra.

A Deusa não está ligada somente às manifestaçõesda terra, pois ela representa as forças celestes. Ela é a dona do céu noturno , guardiã dos sentimentos, do interior da alma humana e do destino do homem. Ela é uma presençacontínua que está além do tempo e do espaço.

Por Maria Cristina

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-deusa-mae/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-deusa-mae/

Palhaços, Tricksters, Bobos e Xamãs com Wellington Nogueira

Bate-Papo Mayhem #094 – gravado dia 24/10/2020 (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Wellington Nogueira – Palhaços, Tricksters, Bobos e Xamãs

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Tambores, Máscaras e Estados Alterados de Consciência – Andre Correia

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