A Magia das Sobras Apodrecidas (e Outros Tesouros na Minha Cozinha)

Por Jason Mankey

Fiquei com medo de abrir o recipiente porque o reconheci. “Essa é a coisa que eu coloquei na geladeira seis meses atrás: eu murmurei para mim mesmo. Limpar a geladeira nunca é divertido, mas é sempre um pouco pior quando você percebe que sua negligência resultou em um experimento científico. respirei fundo e tirei a tampa do recipiente, sim, as sobras de taco daquele jantar em setembro estavam agora embaçadas e com uma variedade de cores diferentes.

“Podre, nojento e repugnante!” Eu pensei, e é difícil imaginar alguém discordando de mim. Comecei a levar o recipiente mofado até a composteira da cozinha, quando um pensamento de repente me ocorreu. “Podre, nojento, nojento… assim como aquele cara nas redes sociais que eu gostaria que me deixasse em paz.” Coloquei a tampa de volta no recipiente e corri para pegar uma caneta e um pedaço de papel.

Com um olhar de alegria no rosto, escrevi o nome do meu atormentador online no pedaço de papel, junto com as frases “vá embora” e “deixe-me em paz”. A energia pulsava e irradiava através de mim enquanto eu escrevia as palavras; minha caneta de repente parecia mais uma varinha do que um instrumento de escrita. Satisfeito com a brevidade de minhas palavras e sua intenção, tirei a tampa do meu recipiente mais uma vez e enfiei meu pedaço de papel na bagunça mofada na minha frente. Enquanto eu empurrava meu pedaço de papel no molde, eu disse: “Que sua negatividade e indelicadeza sejam engolidas e comidas! Eu confio suas palavras e ações a este lugar mofado onde elas não machucarão ninguém e desaparecerão! Assim seja! ”

O fedor de feijões fritos podres agora era demais para ser descoberto, coloquei a tampa de volta no recipiente e lavei bem as mãos. Esfregado e a salvo dos germes desconhecidos que acabara de encontrar, coloquei meu recipiente de sobras podres de volta em seu local original na geladeira. Enquanto eu colocava meu recipiente mofado atrás de um pote de molho de maçã, adicionei um pouco de força extra ao meu feitiço: “Eu te mando para este lugar escuro e frio onde você será esquecido, incapaz de me machucar ou de qualquer outra pessoa.” Então fechei prontamente a porta da geladeira e nos dias seguintes esqueci meu feitiço de sobras podres – mas meu feitiço não se esqueceu de mim.

Nas semanas seguintes, notei algo diferente online: estava quieto, muito quieto. A pessoa que tinha a intenção de me caluniar parou de comentar sobre minha vida completamente. Não tenho certeza se liguei os pontos que levam do meu feitiço de volta ao meu conhecido menos que gentil imediatamente, mas descobri na próxima vez que limpei a geladeira. Houve o gemido inicial ao avistar os restos apodrecidos de conserto de taco, e então um sorriso feliz quando encontrei meu pedaço de papel de feitiço apodrecendo e quase irreconhecível. Minha magia pode ter sido um pouco não convencional, mas funcionou! E desta vez joguei fora minhas sobras de oito meses como um adulto responsável.

Quando as Bruxas imaginam magia, muitas vezes imaginam feitiços lançados à luz de velas, talvez cercados por jarros bem organizados cheios de ervas secas. Mas para a maioria de nós, a magia é muito mais confusa do que isso. Um dos truques raramente articulados nos livros de bruxas é que a magia está em toda parte, especialmente na cozinha! Agora, você não precisa usar sobras podres para o seu trabalho mágico se isso te enoja (embora eu jure por sua eficácia), existem muitas outras coisas tão úteis (e geralmente muito menos nojentas).

Um dos lugares mais mágicos na casa da minha esposa e da minha é a nossa prateleira de temperos. É um lugar que vou com frequência enquanto cozinho, mas também é um lugar que vou quando há um pouco de magia que precisa ser feita. Existem dezenas (possivelmente centenas?) de livros de feitiços que lhe dirão o que manjericão e orégano podem fazer por você magicamente, mas o que eu mais amo na magia da prateleira de especiarias é que eu conheço as especiarias por dentro e por fora. Não há necessidade de consultar um livro ou procurar algo online; Eu simplesmente uso os temperos magicamente como faria ao cozinhar.

Quer adicionar um pouco de calor à sua vida amorosa? Adicione um pouco de pimenta caiena ao sachê em que você está trabalhando. Associo o cheiro de alecrim com segurança, e é por isso que o espalho nas janelas e portas da minha casa. Por causa da frase “Abra-te Sésamo (em inglês: Open sesame. Sesame é o nome em inglês para gergelim)”, eu uso sementes de gergelim ao realizar feitiços para novos começos. As ervas que usamos na prateleira de temperos nem sempre precisam ser nossas favoritas. Quer se conectar com um ente querido perdido? Polvilhe um pouco de seu tempero favorito em seu altar no Samhain e peça para fazer uma visita.

A prateleira de especiarias é o local mais óbvio para as bruxas, possivelmente porque uma coleção de especiarias em uma prateleira se assemelha a uma coleção de ervas de bruxa, mas tudo em sua cozinha é um jogo justo para a magia. O local mais sagrado (ou pelo menos mais importante pela manhã) em nossa casa é a cafeteira, com sua coleção de chás e café integral por perto. Precisa que sua magia funcione rapidamente? Adicione alguns grãos de café (ou café coado) ao que você estiver trabalhando; a cafeína funciona em um nível mundano e mágico!

Os chás nos permitem ingerir fácil e rapidamente os poderes mágicos de uma variedade de ervas. Eu não cozinho com lavanda, mas valorizo ​​a lavanda por suas propriedades de limpeza. Quando preciso me livrar de alguma negatividade interna, preparo um bule de chá com infusão de lavanda e deixo agir. Você nem precisa beber chá para usá-lo em sua magia. Quando eu precisar desacelerar as coisas, anoto as coisas que preciso de mais tempo para terminar, coloco essa nota em um cálice favorito e, em seguida, despejo um pouco de chá de camomila sobre ele. A camomila me deixa sonolento e, depois de beber, sinto que tudo está se movendo em câmera lenta.

Precisa entregar um pouco de retorno a alguém que o prejudicou? Imprima uma foto do ofensor e pique sua foto junto com algumas cebolas. As cebolas devem fazer o foco do seu feitiço parecer choroso e com remorso por suas más ações. Quando terminar de cortar as fotos e as cebolas, deposite o que sobrou delas na lata de lixo ou na pilha de compostagem – fora da vista e da mente! As latas de lixo são ótimas não apenas para tirar o lixo mundano, mas também o lixo mágico!

O céu é o limite quando se trata de magia na sua cozinha. E a melhor parte dos alimentos e ervas em sua cozinha é que você já está familiarizado com eles. Qualquer coisa que você comer ou cozinhar pode ser usada para lançar um feitiço ou dois, até mesmo a bagunça podre que você deixou em sua cozinha todos aqueles meses atrás.

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Fonte:

The Magick of Rotting Leftovers (And Other Treasures in My Kitchen), by Jason Mankey.

https://www.llewellyn.com/journal/article/3003

COPYRIGHT (2022) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-magia-das-sobras-apodrecidas-e-outros-tesouros-na-minha-cozinha/

A Máquina Humana

A Máquina Humana não tem liberdade de movimentos, funciona unicamente por múltiplas e variadas influencias e choques exteriores. Pode-se levar esta máquina da alegria a tristeza em segundos, com uma palavra bela, toca-se o orgulho e esta sorri satisfeita, ao ouvir uma palavra que desagrada, como se tivéssemos pressionado um botão vem a tristeza, o desânimo.

Uma Máquina é formada por sistemas, onde cada parte cumpre com uma função especifica, os quais todos estão interligados.

Possuímos Cinco Centros na Máquina Humana, são estes:

O Intelectual que se encontra no cérebro;

O 2º sendo o centro Motor, localizado na parte superior da espinha dorsal;

O 3º conhecido como Emocional que se localiza no plexo solar;

O 4º chamado Instintivo, encontrado na parte inferior da espinha dorsal;

Oo 5º é o centro Sexual, localizado nos órgãos sexuais.

O Centro Intelectual tem como função processar os pensamentos e raciocínios e tem como dualidades opostas a Afirmação e Negação, Tese e a Antítese, Sim e Não. É desgastado por leituras prolongadas, excesso de pensamentos e ociosidade. É equilibrado pela Meditação, leitura de algo útil, que se possa praticar.

O Centro Motor tem como função coordenar os movimentos, as ações físicas, tem como dualidade o Movimento e Repouso. É desgastado pelo excesso de movimentos, a inércia, bem como por hábitos nocivos e mecânicos. É equilibrado quando fazemos caminhadas, relaxamento, natação e exercícios equilibrados. Vemos que muitas pessoas utilizam o centro motor de forma exagerada, fazendo em alguns casos que deixe de funcionar, da mesma forma o sedentarismo que atrofia músculos e causa uma série de danos ao organismo.

O Centro Emocional tem como função processar os sentimentos e emoções, tem como dualidade a Alegria e a Tristeza. É desgastado por emoções negativas, conflitos, sentimentalismos, músicas desarmônicas. É equilibrado com músicas harmônicas, inspiração, paisagens naturais, correta respiração. Vemos casos de pessoas que de tanto receber fortes estímulos a nível emocional, deixam de sentir emoções, e cada vez precisam de aventuras mais perigosas, alguns chegando a expor sua vida em busca de algo que lhe de alguma sensação, eis a morte do centro emocional.

O Centro Instintivo coordena as funções de assimilação, digestão, circulação e outros no organismo, tem como dualidade sensações de Prazer ou Dor, agradáveis e desagradáveis que estão relacionadas com os cinco sentidos: ver, ouvir, tocar, cheirar, degustar. É desgastado pelo excesso de toda índole, desequilibro alimentar e do sono, descontrole dos impulsos instintivos. É equilibrado com alimentação balanceada, bom descanso, exercícios equilibrados e outros.

O Centro Sexual tem como função a criação e a regeneração, tendo como dualidade a Atração e a Repulsão. É desgastado pelo desequilíbrio dos centros anteriores, abuso sexual, má utilização das energias criadoras. É equilibrado pelo equilíbrio dos demais centros, exercícios respiratórios e sábio manejo das energias sexuais. Bem vemos que uma pessoa que tem preocupações a nível intelectual, problemas a nível emocional, cansaço no centro motor, alguma doença que influa no próprio instinto, ou abusos no centro sexual, não conseguem utilizar o centro sexual, demonstrando que o mal uso dos centros influencia diretamente na parte sexual. Os outros centros chegam a roubar energia do centro sexual quando a deles se esgota, mas por ser uma energia de voltagem muito diferente, vem a causar dano a estes centros.

Um centro não deve ser utilizado por mais de duas horas seguidas, pois vem um desgaste e este deixa de atuar de forma adequada. Bem vemos uma pessoa que de tanto pensar e raciocinar sobre um problema não consegue resolve-lo, e uma pessoa que chega, não estando anteriormente utilizando este centro, resolve o problema com tamanha facilidade. Quando um centro está cansado, devemos utilizar os outros centros. Por exemplo, se uma pessoa está emocionalmente abalada, pode utilizar os centros motor e instintivo, fazendo uma caminhada forçada. Caso o problema for o cansaço do centro Pensante, pode utilizar os centros emocional e motor, ouvindo uma música ou quem sabe caminhando e admirando uma paisagem.

Centro

Função

Localização

Pensamentos e Raciocínios

Cérebro

Afirmação / Negação

Motor

Movimentos e Hábitos

Alto da cabeça (nuca)

Movimento / RepousoEmocionalEmoções e Sentimentos

Plexo solar

Alegria/TristezaInstintivo

Orgânicas e Vegetativas

Cóccix

Prazer / DorSexualCriação e Regeneração

Aparelho sexual

Atração / Repulsão

Comumente nossos agregados psicológicos manejam esta máquina humana, fazendo com que a mesma sofra uma série de desgastes que fazem com que o homem venha a ter menos tempo de vida, já que uma vez esgotado totalmente o capital vital que possui determinado centro, este deixa de atuar. Por exemplo, existem pessoas que perdem o movimento, relacionando-se ao uso extremo deste centro; quantos loucos abundam nos manicômios, fruto do uso indevido do centro pensante.

É urgente que deixemos de ser Máquinas e nos convertamos em Homens Verdadeiros.

#Gnose

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-m%C3%A1quina-humana

A Magia Astrológica de Ozark

Por Brandon Weston.

As tradições de magia popular e cura na região da Montanha Ozark são muitas vezes enganosamente simples. Pessoas de fora muitas vezes comentaram sobre a natureza “simplista” ou “primitiva” dos habitantes das colinas de Ozark, levando a muitos estereótipos injustificados nos últimos dois séculos. Nada poderia estar mais longe da verdade, no entanto. Externamente, sim, muitas de nossas tradições estão escondidas por trás de rituais simples, alguns dos quais não envolvem nenhum componente vocal ou somático. E depois há, é claro, o amor dos montanheses de reaproveitar objetos domésticos para magia e cura. Essa tradição já foi derivada de um senso de necessidade, mas eu pessoalmente a relaciono com a astúcia inata dos curandeiros e praticantes mágicos de Ozark, que muitas vezes diziam “saber coisas”, o que significa que eles estavam cientes da informação de que as pessoas comuns da comunidade não eram. Uma dessas áreas é a auspiciosidade, ou como um de meus professores descreveu, o fluxo de magia mais básico, natural e inato que está em todas as coisas visíveis e invisíveis.

Indo com o Fluxo:

Muito da magia popular de Ozark e das práticas de cura podem ser derivadas de uma crença fundamental comum no fluxo inato da magia através de todas as coisas na natureza. Este fluxo foi descrito para mim por um dos meus professores como um rio. A maneira mais fácil de descer um rio é flutuar e deixar a corrente levá-lo para onde ela quer que você vá. Esse fluxo está se conectando à magia inata dentro de si mesmo, bem como à magia inata no mundo ao nosso redor. Estamos todos flutuando no mesmo rio e não estamos separados da natureza como muitos querem que acreditemos. Seguir o fluxo significa trabalhar dentro dos ciclos e cursos da natureza, e não contra eles. A expressão mais simples disso é utilizar o tempo auspicioso ao formular remédios e rituais.

Os Ozarkers costumam ser obsessivos quando se trata de tempo mágico ou auspicioso. Isso é especialmente verdadeiro nos casos em que o tempo pode significar sobrevivência, como nas práticas agrícolas e nos rituais de cura. Ainda hoje, muitos agricultores da região “plantam com os signos”, o que significa que escolhem dias específicos com base nas fases da lua e nos ciclos lunares do zodíaco que são considerados os melhores para plantar, fertilizar e colher diferentes culturas. Plantar com o fluxo da magia inata da natureza garante o melhor resultado possível, ou a melhor chance que você tem de sucesso.

O tempo auspicioso chegou até mesmo a ambientes fechados, onde os montanheses calculavam os “melhores dias” para muitas atividades domésticas diferentes, incluindo quando cortar as unhas, cortar o cabelo, pintar o cabelo, fazer bebês, planejar ter um bebê, casar e pegar certos peixes, só para citar alguns. Muitas famílias calcularam esses dias por conta própria, enquanto outras usaram um método mais simples e consultaram o Farmer’s Almanac (Almanaque dos Fazendeiros), que ainda hoje imprime uma longa lista desses “melhores dias”.

Formulando Remédios com o Tempo Auspicioso:

Como tradição, o cálculo desses “melhores dias” também encontrou seu caminho nas práticas mágicas e de cura de Ozark, especificamente no diagnóstico de doenças físicas e mágicas. Na maioria dos casos, mas especialmente com abordagens mais “tradicionais” para a cura de Ozark, localizar uma doença ou azaração / feitiço dentro do corpo era uma parte crucial do processo geral de cura. Essa busca foi predominantemente baseada na observância de sintomas físicos combinados com práticas de adivinhação. Uma vez localizada a posição da doença ou do hexágono (ou onde está “sentado”, como costumam dizer os curandeiros de Ozark), é atribuído um signo do zodíaco baseado no Homem dos Signos ou Homem do Zodíaco, também encontrado no almanaque. Esta é uma prática que pode ser rastreada desde a Europa Medieval e talvez até antes. É a ideia de que cada parte do corpo humano, da cabeça aos pés, está associada a um signo específico do zodíaco. Acredita-se que onde uma doença se instala no corpo é onde ela é mais forte e mais “enraizada”, para usar outro termo popular de Ozark. Por exemplo, uma febre geralmente está localizada na cabeça, regida por Áries, mas feitiços e “doenças errantes” são muitas vezes mais difíceis de encontrar. É aqui que os métodos de adivinhação para diagnóstico geralmente entram na mistura.

A teoria de cura de Ozark procura sempre “contrariar” doenças e feitiços, ou seja, invocar o signo do zodíaco que é oposto ao que é atribuído à doença com base em onde está sentado e/ou enraizado. Então, voltando ao nosso exemplo anterior, uma febre está associada à cabeça, Áries, e o momento auspicioso para a cura mais eficaz seria em um dia com a lua do zodíaco em Libra. Em linhas semelhantes, os opostos elementares também seriam invocados. Assim, Áries está associado ao elemento Fogo, portanto, um remédio simples pode incluir compostos de ervas “resfriantes” e métodos rituais podem incorporar o elemento Água (por exemplo, lavar em água em movimento), bem como o elemento Ar, correspondente ao zodíaco oposto a Libra. (por exemplo, um banho de fumaça.)

Além dos signos lunares do zodíaco, que são mais comumente encontrados usando um almanaque, curandeiros de montanha e praticantes de magia também incorporaram fases da lua e correspondências planetárias para os dias da semana em suas formulações. Levando tudo isso em consideração, um procedimento ou ritual de remédio pode parecer exteriormente muito simples, como lavar uma pessoa em água em movimento ou até mesmo recitar silenciosamente um feitiço ou oração verbal sobre ela. Mas você pode ver como, por baixo disso, o curador geralmente faz muitos cálculos complicados para encontrar o momento mais auspicioso, bem como o método para curar ou fazer alguma mágica individualmente. Infelizmente, essas práticas internas são as mais suscetíveis a serem perdidas, pois nem sempre são ensinadas ou transmitidas imediatamente, mas exigem que um aluno pratique formulações com seu professor. Tenho certeza de que há muitas nuances nesses métodos, desenvolvidos ao longo de séculos de prática, que agora desapareceram para sempre.

Fases da Lua:

De um modo geral, os Ozarkers são “pessoas da lua”, como um fazendeiro me disse, o que significa que tradicionalmente os Ozarkers geralmente orientam tanto suas práticas cotidianas quanto as tradições de cura e mágica com os ciclos da lua. Trabalhar dentro das fases da lua costuma ser a maneira mais fácil de “seguir o fluxo” da natureza, porque esses ciclos podem ser observados mais ou menos a olho nu. Normalmente, porém, como em todas as áreas de magia celestial em Ozarks, os montanheses preferem usar seu almanaque confiável para precisão.

No nível mais básico, acredita-se que o crescimento e o encolhimento da luz da lua estejam ligados às “marés” dentro do fluxo da magia através da natureza. Este rio mágico incha além de seus limites quando a lua está cheia e encolhe com a lua nova. Isso não quer dizer que atos mágicos não possam ser realizados durante a lua nova – longe disso. Existem muitos rituais que utilizam especificamente o poder da lua neste momento para alcançar seu objetivo. A lua nova é um momento de banimento, especificamente entidades espirituais, incluindo fantasmas e espíritos da terra, as Pessoas Pequenas (fadas de Ozark) e toda uma série de outros seres. Este também é um momento para trabalhar contra os inimigos ou quebrar o poder que alguém pode ter sobre outra pessoa. Parte da razão por trás dessa associação é que essas entidades e fontes de poder energeticamente carregadas podem ser enfraquecidas ao conectá-las à lua nova, como no simples feitiço verbal: “A lua está escura e morta / E meu inimigo está deitado na cama ; / Na cama e esquecendo de mim, / Então deixe-os ficar, / Então deixe-os estar.”

O objetivo da lua cheia é então aproveitar a abundância de poder que agora está correndo por tudo na natureza. Por esse motivo, rituais associados a fortes curas, boa sorte, prosperidade e até visões e sonhos são realizados durante a lua cheia. Acredita-se que as entidades de outro mundo sejam fortes durante a lua cheia, portanto, tome cuidado ao trabalhar contra essas forças durante esse período. Melhor se proteger invocando o poder desta luz e esperar até que a lua escureça novamente.

Os ciclos intermediários também são aproveitados em rituais e remédios, particularmente aqueles que precisam de mais tempo para crescer ou se dissolver. Amuletos e outros objetos mágicos são tradicionalmente “nascidos” na lua nova e depois deixados para “crescer” ou carregar durante a lua crescente. Qualquer coisa que precise ser aprimorada ou cultivada pode ser feita durante esse período. Em frente está a lua minguante, que está associada a diminuir, dissolver e até apodrecer. Doenças e feitiços geralmente são curados durante a lua minguante, de modo que, à medida que a luz da lua desaparece, o alvo de seus feitiços também desaparece.

Signos Lunares do Zodíaco:

Esses sinais são mais difíceis de calcular e geralmente são retirados de um guia como o almanaque. É importante ser capaz de “pegar” esses pequenos incrementos de tempo antes que eles passem, e eu conheci muitos curandeiros Ozark e praticantes de magia que destacam dias específicos em seus almanaques que estão associados a tipos específicos de trabalho para que eles não não sinto falta deles. Por exemplo, Câncer está associado a ritos de limpeza e cura, especificamente aqueles que usam água. Os dias de lua de câncer são vistos como perfeitos para todos os tipos de cura e limpeza, especialmente se esses dias forem durante a lua minguante. Portanto, é extremamente importante que os curandeiros tradicionais sejam capazes de capturar esses dias e utilizar o poder inato que está presente antes que ele desapareça.

Outros sinais que são comumente marcados no calendário incluem:

  • Áries: Novos projetos; empreendimentos; comprando; coragem; força; retribuição
  • Touro: Lar e lar; estabilidade; segurança; relacionamentos de cura; trabalho familiar; prosperidade; conforto; limpeza e cura; aterramento
  • Libra: Trabalho de casamento; contratos; parcerias; assuntos legais; relacionamentos
  • Escorpião: Autodefesa; proteção; banimento; exorcismo; necromancia; retribuição
  • Capricórnio: Banimento; empreendimentos de carreira; autoridade; disciplina; limites; separação
  • Peixes: Sonhos; transe; visões; adivinhação; desenvolvimento pessoal; ilusões (criando e dissipando)

Em muitos casos, um curador não terá tempo para esperar até que a auspiciosidade seja perfeita para seu trabalho. Em situações em que a doença ou o feitiço não podem esperar para serem removidos, um praticante pode trabalhar com o que tem e esperar o melhor. Outros podem “despertar” as estrelas e a lua, um processo que busca essencialmente trazer auspiciosidade que pode não estar naturalmente presente. Em um caso que observei, um curandeiro usou um conjunto de feitiços verbais muito específicos para despertar o poder de uma certa constelação do zodíaco, Touro neste caso, porque isso era o que era necessário para o ritual em questão, mas a lua não era vai estar em Touro por mais uma semana. Ao despertar as estrelas invocando-as como entidades ou espíritos guias, essa curandeira foi capaz de utilizar seu poder sempre que precisasse, sem ter que esperar os dias específicos para rolar.

Isso obviamente vai contra a abordagem “vá com o fluxo” da magia. Também me ensinaram que você pode ir contra a corrente se precisar, mas que precisa construir um barco. Construir um barco significa trabalhar com ferramentas, orações, feitiços verbais e até mesmo com parcerias sobrenaturais, que podem adicionar seu próprio poder ou combustível aos seus feitiços.

Signos Planetários e Dias da Semana:

As correspondências planetárias são usadas de duas maneiras. O primeiro método é utilizar o planeta associado ao signo do zodíaco específico que é encontrado como parte do processo de diagnóstico. Por exemplo, uma febre está associada a Áries, cujo planeta é Marte. Podemos então utilizar o oposto planetário, Vênus (Libra), como parte de nossa formulação de remédio.

O segundo método utiliza correspondências planetárias associadas aos dias da semana. Isso produz um nível adicional de tempo mágico que pode ser adicionado a remédios específicos. Por exemplo, ao se opor à influência de Áries sobre a febre, invocamos Libra (Vênus), o que significa que nosso dia mais auspicioso para combater essa doença pode ser quando a lua está minguando (poder diminuindo), em uma sexta-feira (Vênus) quando o signo lunar do zodíaco está em Libra (opõe-se a Áries.)

Utilizar os dias da semana, juntamente com as fases da lua, são provavelmente os tempos mágicos mais fáceis de formular. É provável que um curandeiro ou praticante de magia seja capaz de realizar um procedimento ritual em uma sexta-feira, quando a lua está minguando. Adicionar os signos da lua do zodíaco adiciona outra camada de energias mágicas ao processo, mas sua necessidade depende do próprio praticante. Há muitos que ficam felizes em fazer seus clientes esperarem semanas, até meses, para que o momento perfeito chegue, sabendo que, esperando, o ritual tem mais chance de sucesso.

Exemplos de Formulações:

 

Febres ou Hexes (Azarações, Feitiços) Localizados na Cabeça

Fase da Lua: Minguante

Dia da Semana: Sexta-feira

Correspondência Planetária: Vênus

Signo lunar do zodíaco: Libra

Elemento: Ar/Água

Exemplo de Ritual: Banhos de limpeza em um rio (água) ou banhos de fumaça (ar)

Proteção Pessoal:

Fase da Lua: Crescente/Cheia

Dia da Semana: Terça-feira (Áries e Escorpião); Domingo (Leão)

Correspondência Planetária: Marte (Áries e Escorpião); Sol (Leão)

Signo Lunar do Zodíaco: Áries, Leão, Escorpião

Elemento: Fogo/Água

Exemplo de Ritual: Ritual de três anéis de fogo (fogo); lavando em água benta todos os dias como um escudo (água)

Proteção da Família e/ou do Lar:

Fase da Lua: Crescente/Cheia

Dia da Semana: Sexta-feira (Touro); Segunda-feira (Câncer)

Correspondência Planetária: Lua (Câncer); Vênus (Touro)

Signo Lunar do Zodíaco: Touro, Câncer

Elemento: Terra/Água

Exemplo de Ritual: Talismãs usando material vegetal como greenbriar (espinheiro) ou espinhos (terra); estacas mágicas fincadas no chão ao redor da casa para criar uma “cerca” (terra); aspersão da casa com água benta (água)

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Operando Maravilhas com uma Corda Comum

Por Brandon Weston.

Pode parecer estranho a princípio, mas os curadores e praticantes de magia de Ozark têm feito milagres com cordas domésticas comuns há séculos e, de fato, esses métodos, ritos e feitiços têm uma linhagem ainda mais antiga. Uma área fascinante para se observar dentro dessa tradição complexa é o reaproveitamento de objetos domésticos para magia e cura. Essa prática deriva de um senso de necessidade, onde os montanheses tinham que usar o que podiam colher ou cultivar na terra ou o que podiam reaproveitar em suas próprias cabanas. Além disso, era preciso prescindir, pois o armazém geral ou a farmácia local costumavam estar a uma distância de vários dias de viagem em mulas (se você tivesse sorte) das comunidades montanhosas.

Entre os muitos itens que foram tradicionalmente reaproveitados para rituais mágicos e de cura, barbantes, barbantes e fios comuns renderam talvez o conjunto mais diversificado de práticas. É isso que vamos ver aqui nesta pequena amostra dos feitiços tradicionais de Ozark.

Aproximar Seu Verdadeiro Amor:

Ingredientes: Corda, branca ou vermelha, 2-3 pés (aproximadamente 0,6 a 1 metro).

Feitiço: Neste ritual simples, leve seu pedaço de barbante cortado, antes do amanhecer, para um campo onde há caules de flores de verbasco (Verbascum thapsus) crescendo. Encontre dois que estejam próximos, mas no máximo 30 centímetros de distância. De frente para o sol nascente no leste, repita este encanto enquanto segura seu comprimento de corda em direção ao sol: “No nascer do sol, então deixe o verdadeiro amor do meu coração subir ao meu encontro. Traga (ele/ela/eles) para perto de mim! Traga (ele/ela/eles) tão perto quanto estes talos que eu amarro.”

Em seguida, enrole o barbante ao redor dos dois talos de verbasco, puxe-os o mais próximo possível e amarre com três nós. Dizem que seu verdadeiro amor se tornará conhecido na próxima lua cheia, ou então você sonhará com a identidade deles nesse período.

Receber Bênçãos em Nós:

Ingredientes: Corda, branca, 2 pés (aproximadamente 0,6 metro).

Feitiço: Os nós são tradicionalmente soprados para cura e feitiços nos Ozarks. Neste feitiço, pegue o seu comprimento de barbante e comece pela extremidade esquerda, comece a formar um único nó, mas não o feche completamente. Muitos curandeiros repetem um feitiço verbal através do nó, mas em um ritual simples, tudo o que você precisa fazer é visualizar as bênçãos que deseja transmitir a si mesmo ou a alguém para quem está trabalhando e depois soprar o anel aberto feito pelo nó. Enquanto sopra, puxe o nó fechado, pegando assim a bênção. Continue esses nós por três, sete ou doze vezes, em seguida, enrole-o em volta do seu pulso direito (ou de outra pessoa). Use sua corda até que ela caia naturalmente e depois queime.

Amarrar Doenças a uma Árvore:

Ingredientes: barbante, branco, 3 vezes a altura da pessoa.

Feitiço: Comece medindo sua corda. Tradicionalmente, isso é feito segurando uma ponta de uma corda (ainda no carretel) na altura da cabeça (sua ou da pessoa para quem você está trabalhando). Em seguida, abaixe a corda até o chão para obter a altura total. Repita isso mais duas vezes para obter um comprimento de corda três vezes sua altura total. Corte do carretel. Agora, esse ritual é mais fácil com um parceiro, mas pode ser feito sozinho. Vá para a floresta e encontre uma árvore forte e viva. Isso é importante porque você não quer usar uma árvore morta. O carvalho é uma boa árvore para todos os fins, mas tradicionalmente o mamão (Asimina triloba), o sassafrás (Sassafras albidum) e até o sicômoro (Platanus occidentalis) têm sido usados. Fique de costas para a árvore. Peça ao seu parceiro que enrole o barbante em volta do seu peito e do tronco da árvore três vezes. Então, repita este feitiço três vezes, ou se você estiver fazendo isso para outra pessoa, peça que repitam: “O que eu nomeio aqui, eu deixo aqui. *** vá embora seu demônio imundo e seja afundado no chão tão fundo quanto essas raízes crescem!” (Onde você vê o *** nomeie sua doença ou simplesmente diga “doença” ou “hex (azaração, feitiço)” ou o que quer que você esteja querendo se livrar.) o tronco da árvore. Em seguida, puxe o laço da corda contra a árvore e sele com três nós. Deixe esta corda para trás e volte para casa.

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Sobre o autor:

Brandon Weston (Fayetteville, AR) é um curador, escritor e folclorista que possui e opera o Ozark Healing Traditions, um coletivo online de artigos, palestras e workshops com foco na região da Montanha Ozark. Como um curandeiro praticante, seu trabalho com clientes inclui tudo, desde limpezas espirituais até bênçãos da casa. Ele vem de uma longa linhagem de habitantes das colinas de Ozark e também é um herbalista popular, médico de ervas (yarb doctor) e médico de poder (power doctor). Ele é autor dos livros Ozark Folk Magic (A Magia Popular de Ozark) e o novo Ozark Mountain Spell Book (Livro de Feitiços da Montanha Ozark).

http://www.OzarkHealing.com

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Fontes:

Ozark Astrological Magic, by Brandon Weston.

COPYRIGHT (2022) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Wonderworking with Ordinary String, by Brandon Weston.

COPYRIGHT (2022) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-magia-astrologica-de-ozark/

Para Que Serve Essa Tal de Radiestesia?

Não é novidade para nenhum estudante de Espiritualismo ou de Ciências Ocultas, que nós vivemos cercados por energias que muitas vezes fogem da nossa percepção sensorial, mas com as quais, quer vejamos ou não, sofremos influências diretas e indiretas. Muito se fala dessas influências, com tratados que vão desde ataques astrais até projeção de formas pensamento, mas a verdade é que pouco se sai da teoria e se aplica esse conhecimento de forma prática.

A Radiestesia, dentro dos seus vários campos de ações, trabalha também, de forma prática, com o uso, manipulação e aplicação dessas energias. É verdadeiro afirmar que ela tem sido pouco difundida por aqueles que a aplicam com seriedade. E, por ser uma ciência pouco difundida, tem sido utilizada de modo pouco produtivo por aqueles que se interessam curiosamente por ela e no outro extremo, ignorada pelos estudantes que desconhecem nela uma importante ferramenta para o mago, vendo-a até mesmo como charlatanismo. Isso acontece muitas vezes, pela experiência que cada um obteve nesse campo, que como nas outras tantas áreas das Ciências Ocultas, possuem bons e maus empregadores. Basta olhar para o histórico da Astrologia e das Terapias Holísticas para entender o que eu quero dizer com isso. O mais legal nessa área, é que a aplicação da Radiestesia não só pode como deve ser associada ao demais estudos do mago e as demais práticas holísticas dos terapeutas. No segundo caso, vale comentar que por se basear num estudo direto do campo áurico do paciente, os diagnósticos holísticos associados a radiestesia, tornam-se mais precisos.

Muito bonita essa história, Iara, mas afinal, o que é Radiestesia?

Radiestesia é uma Ciência Mística que através do uso de materiais e técnicas compatíveis a sua área de atuação, identifica e/ou estuda as radiações emitidas pelos meios e pelos corpos animados ou inanimados, tanto em níveis físicos e como supra físicos.

É tida como uma Ciência Mística, pois como tudo ou pelo menos como a grande maioria das coisas dentro das Ciências Ocultas, não pode ser satisfatoriamente comprovada pelos métodos ortodoxos da Ciência. O que não é de se admirar, uma vez que a Ciência ainda ignore alguns fundamentos essenciais a sua aplicação, como a existência dos sete corpos sutis do homem, dos chakras, do plano imaterial e por aí vai…

A Radiestesia faz uso de alguns aparelhos para identificar e/ou medir a existência e/ou a atuação dessas radiações. Dentre esses aparelhos, os mais básicos são o pêndulo e o aurímetro. Importante que se entenda que não são esses aparelhos que medem ou detectam nada. Eles são meros instrumentos de tradução daquilo que a cognição, ou seja, a mente, o organismo, essencialmente a glândula pineal, e o campo energético do atuante, estão captando. Tornando-se fetiches futuramente dispensáveis, conforme o desenvolvimento do Radiestesista. Então, conforme a sensibilidade do usuário vai aumentando, mais eficazes serão seus diagnósticos e menos dependência ele terá dessas ferramentas.

Uma coisa extremamente importante para o mago Radiestesista, é que ele aprenda como seu campo áurico, ou sete corpos, “gritam” quando algo está errado. Essas informações geralmente são percebidas num estado mais primitivo, como mal estares, incômodos ou até mesmo como dores em certas regiões do corpo, que podem variar de pessoa para pessoa. Num estado mais desenvolvido, o mago Radiestesista poderá identificar como, onde e o porque da energia que ele captou ou até mesmo compreender, vendo no campo áurico da pessoa, os aspectos que traduzem a influência de dada energia. Uma vez que tudo vibra, como diz o terceiro axioma hermético, tudo pode ser potencialmente usado dentro dessa área.

Okay, e como ou ao quê pode ser aplicada a Radiestesia?

Existem várias aplicações para a Radiestesia. A mais conhecida pelos profanos é com a finalidade de encontrar água para a perfuração de poços. Mas essas possibilidades se estendem muito mais, conforme a gente vai estudar nessa coluna. Vejamos alguns exemplos:

Aplicações simples:

– Encontrar objetos e minerais.

– Mapear terrenos.

– Determinar pontos cardeais.

– Encontrar pessoas perdidas ou corpos enterrados.

– Conservar os alimentos por mais tempo, sem que pereçam.

– Melhorar o sabor das frutas.

– Usar a água radionizada como agente adubador das plantas.

– Determinar qual medicamento homeopático ou natural pode ser usado para determinada doença.

– Para acessar determinada faixa vibratória e poder interagir com ela, como por exemplo, espíritos.

– Para identificar ataques astrais e saber por qual chakra ele está entrando, o que causou a vulnerabilidade e como cuidar dela para que novos ataques não encontrem passagem pelos corpos sutis.

– Para cura.

– Para construções civis, com mapeamento e disposição ideal para o encanamento, instalações, etc., influenciando diretamente na energia do ambiente e dos usuários.

Além disso, a Radiestesia pode ser empregada em comunhão com os princípios da Kabbalah, do Hermetismo, da Geometria Sagrada, Terapias holísticas, Florais e outros. Mas isso é uma coisa que eu pouco praticarei na coluna, por se tratar de questões potencialmente perigosas se usadas de má fé. Deixo, contudo, a informação no ar, pois acredito que como foi comigo, poderá ser com outras pessoas: havendo potencial para se desenvolver nessa área, com certeza as informações ou os instrutores certos chegarão até você ou vice-versa.

No próximo artigo, eu vou falar um pouco dos materiais que são mais usados na radiestesia, e vou passar alguns exercícios práticos para vocês mesmos comprovarem a eficácia dessa Ciência.

Como lição de casa desse primeiro artigo, eu sugiro que você comece a prestar atenção para os mal estares, intuições ou incômodos que algum lugar ou que alguma pessoa te causa, sem você saber o que é. E daí, você vai tentar identificar se é porque você está projetando alguma particularidade sua naquele ambiente ou pessoa ou se é porque ele tem dissonância com você. Por exemplo: eu simplesmente não coabito com a falta de educação pessoa, porque eu não sou mal educada ou aquilo me incomoda porque ela me faz olhar pra um defeito meu, que eu reluto em enxergar? Se esse tipo de observação não lhe for útil em radiestesia, caso você opte por não seguir estudando ela, com certeza lhe será útil como terapeuta, espiritualista, mago… Enfim, como pessoa.

Então, até a próxima pessoal!

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Do Universo e Tudo Mais

Apareceu pela primeira vez no mar há quase quatro bilhões de anos na forma de vida de uma célula única. Em uma explosão de vida ao longo de milhões de anos, os primeiros organismos multicelulares da natureza começaram a se multiplicar.

E então pararam.

440 milhões de anos atrás uma grande extinção em massa matou quase todas as espécies no planeta, deixando os vastos oceanos mortos e vazios.

Vagarosamente as plantas começaram a evoluir. Então os insetos. Apenas para desaparecerem na segunda extinção em massa da Terra. O ciclo repetiu-se inúmeras vezes. Répteis emergindo do oceano, apenas para serem extintos.

Então os dinossauros lutando pela vida, juntamente com os primeiros pássaros, peixes e plantas desabrochando. Sua dizimação: a quarta e quinta grande extinção da Terra.

Há apenas 100.000 anos atrás o homo sapiens apareceu. O homem. Das pinturas nas cavernas à Bíblia, de Colombo a Apollo 11, temos sido uma força incansável sobre a Terra e além, catalogando o mundo natural a medida que ele se revela para nós. Crescendo para uma população mundial de mais de cinco bilhões de pessoas, todos decendentes daquela célula única original. Aquela primeira centelha de vida.

Mas apesar de todo nosso conhecimento, o que ninguém pode dizer ao certo é o que ou quem acendeu aquela centelha original. Existe um plano, um propósito, ou uma razão para a nossa existência?

Nós cairemos, como aquele antes de nós, no esquecimento? Na sexta extinção que os cientistas já nos alertam que já está em andamento? Ou o mistério será revelado através de um sinal? Um símbolo? Uma revelação?

Começou com um ato de extrema violência. Um big-bang expandindo-se constantemente. Um cosmo nasceu de matéria e gás. Matéria e gás. Dez bilhões de anos atrás.

De quem foi a idéia? Quem teve a audácia para tal invenção? E a razão? Fazíamos parte daquele plano, dez bilhões de anos atrás? Nascemos apenas para morrer?

Para crescer, multiplicar e encher a Terra para abrir caminho para as nossas gerações? Se há um início, deve haver um fim? Queimamos como fogueiras em nossa época, somente para sermos extintos. Para render-nos à eterna regeneração dos elementos.

Tudo isso acabará um dia? A vida não se transformará em vida? A Terra se tornará árida como as estrelas no céu? Como o cosmo? Será que a mão que acendeu a chama deixará que se apague? Nós também nos tornaremos extintos? Ou se o fogo que vive dentro de nós deve continuar, quem decide? Quem cuida das chamas? Ele pode reanimar a centelha até mesmo quando ela estiver fria e enfraquecida”?

Hoje temos recursos nunca sonhados pelas civilizações antigas. Podemos ver desde grandes estrelas e galáxias distantes até células e átomos. Nossa visão se ampliou de maneira exponencial em poucas décadas do século passado e nosso tempo corre cada vez mais rápido, com novas tecnologias surgindo a cada hora. Mas onde ficou a fé?

A fé não é apenas ir à missa ou no culto sempre num certo dia, isso é um ritual, a fé é acreditar, mesmo sem provas. O que grandes místicos do passado podiam apenas teorizar, acreditar, ter fé, hoje podemos comprovar, ter certeza que o comportamento de planetas e galáxias se assemelha ao comportamento de células e átomos, “assim como é em cima, também é embaixo”. Hoje vivemos na era da ciência, da razão, podemos ver muito além do que nossos olhos poderiam, captar sons e outras vibrações que nosso corpo não teria capacidade de assimilar, hoje sabemos. Mas ao mesmo tempo perdemos parte da capacidade de imaginar e de acreditar.

Nessa Era da Razão, a maior parte das “descobertas” já haviam sido previstas por místicos do passado, muito já se sabia, apenas não se podia provar. Hoje provamos muito, mas como em outros tempos, muito é lançado ao descrédito por não conseguir provar com a tecnologia que temos. Para nós não há dúvida que daqui há anos, décadas ou séculos todas nossas crenças serão efetivamente provadas, conforme a humanidade evoluir. Pseudo-cientistas pseudo-céticos se multiplicam defendendo o empirismo puro, desacreditando teses bem embasadas, apenas por sua moralidade torta, pela sua própria incapacidade de acreditar. Capacidade esta que não é estimulada nas escolas, o pensamento próprio é subestimado em função de fórmulas prontas, oferecidas de pronto para desestimular a iniciativa, o Sonho.

As fórmulas e rituais, como bem sabemos, são importantes e fazem sua função, porém não devem estar acima do próprio indivíduo, são ferramentas, não objetivos.

E todo esse empirismo cai por terra quando confrontados com os escritos dos nossos precursores no estudo místico. Esses místicos souberam de assuntos além de seu tempo por sua capacidade de intuir, de sonhar e de se harmonizar com o princípio criador, o Cósmico, Deus, ou qual quer que seja o nome que tenha dado à nossa Origem. O que é dito hoje é que apenas vivemos e que nossa essência estaria limitada a apenas essa curta vida. Porém é difícil acreditar que somos fruto de um resultado aleatório e caótico, que depois de bilhões de anos a vida originou-se em nosso planeta e neste milhões de anos de história até a vida humana surgir tenha sido fruto de mero acaso químico.

E se não somos um mero acaso, se há um plano para nós, qual seria ele? Estaremos vivendo para apenas sermos vitimados por uma extinção em massa? Possivelmente não. Pelas ações humanas o planeta está doente, mas ele em si continuará existindo, o que pode ocorrer é do planeta não poder mais comportar a vida humana, mas para o planeta está tudo bem. Devemos nos desenvolver e evoluir para que possamos manter a vida no planeta, como a conhecemos. Hoje nossa chama está enfraquecida e corremos o risco que ela se acabe como resultado da ação humana no planeta, a quem cabe a decisão de manter essa chama queimando? Ora, não pode ser de outrem que não o próprio responsável, nós mesmos, nossa raça, cabe a nós tomar a decisão de preservar nosso lar para nós mesmos e nossos descendentes, nossas outras vidas. Somos dotados do livre-arbítrio para podermos escolher entre o bem e o mal, cabe a nós a decisão de acreditar e ter fé, de preservar e esse lindo presente que é nosso planeta.

#Filosofia

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A Lenda da Descida da Deusa do Mundo do Subterrâneo

A nossa Senhora a Deusa nunca amou, mas Ela resolvia todos os Mistérios, até o Mistério da Morte; então fez uma viagem ao Submundo.

Os Guardiães dos Portais desafiaram-na: “Despe os teus trajes, tira as tuas jóias; porque não os podes trazer para esta nossa Terra.”

Então Ela despiu os seus trajes e tirou as suas jóias, e foi amarrada, como todos os que entram no Reino da Morte, a Poderosa.

E era tal a sua beleza, que a própria Morte se ajoelhou e beijou os seus pés, dizendo: “Abençoados sejam os teus pés, que te trouxeram para estes caminhos. Fica comigo; mas deixa-me pôr a minha mão fria no teu coração.”

Ela respondeu: “Eu não te amo. Porque é que acabas com todas as coisas que amo e tens prazer em que esmoreçam e morram?”

“Senhora”, respondeu a Morte, “esta idade e destino, contra as quais nada posso fazer. A idade faz com que todas as coisas murchem; mas quando os homens morrem no fim do tempo, eu dou-lhes descanso e paz, força para que eles possam retornar. Mas Tu! Tu és maravilhosa. Não voltes; fica comigo!”

Mas ela respondeu: “Não te amo”.

Então disse a Morte: “Como não recebeste nem a minha mão ou o teu coração, terás de receber o chicote da Morte”.

“É o destino assim seja,” disse Ela. E Ela ajoelhou-se, e a Morte chicoteou-a carinhosamente. E ela chorou, “Sinto as pancadas do amor”.

E a Morte disse, “Abençoada Sejas!” e deu-lhe o Beijo Quíntuplo, dizendo: “Que assim te possas manter na alegria e conhecimento.” E Ele ensinou-Lhe todos os Mistérios, e Eles amaram e foram um, e Ele ensinou-Lhe todas as Magias.

Porque existem três grandes acontecimentos na vida de um homem: Amor, Morte e Ressurreição no novo corpo; e a Magia controla-os todos. Pois para realizar o Amor deves voltar ao mesmo sítio e lugar e na mesma altura que a pessoa que amas, e deves lembrar-te e amá-la novamente. Mas para renascer tens de morrer e estar pronto para um corpo novo; e para morrer tens de ter nascido; e sem amor não podes nascer; e isto é tudo a Magia.

por Benedito Duncan

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Línguas são seres vivos?

A Língua de Darwin – A seleção natural aplicada às línguas naturais

O que é, de fato, a vida? O que é que caracteriza um ser vivo e o diferencia da matéria inanimada?

Para os biólogos, a vida é caracterizada por alguns fatores: metabolismo, homeostase, capacidade de crescer e responder a estímulos, a capacidade de se reproduzir e, finalmente, a capacidade de se adaptar ao meio em que está inserida, por meio da seleção natural.

Podemos dizer que a vida é a transformação constante de uma estrutura básica e estável.

Há muito se discute se às línguas naturais pode ser conferido o título de “vivas”. De um lado, temos os que defendem as semelhanças entre elas e os seres vivos, e, de outro, temos aqueles que afirmam serem as línguas apenas mais um fenômeno social.

Apesar de a semelhança entre línguas e entidades vivas parecer evidente, é necessária uma breve comparação entre essas duas existências.

O metabolismo pode ser definido como o conjunto de reações químicas que ocorre nos organismos vivos para sustentar sua vida; a homeostase é a propriedade que mantém um sistema regulado e estável internamente; o crescimento é a capacidade de se desenvolver e se transformar em algo maior e/ou mais complexo; a resposta a estímulos é a capacidade de responder a alterações no ambiente externo ou interno, e a capacidade de reprodução é a possibilidade de gerar descendentes; por fim, a adaptação é o processo por meio do qual, com o correr do tempo, a vida se torna mais bem “configurada” ao ambiente em que está inserida, aumentando assim as chances de sobrevivência.

As línguas naturais têm, se não todas, pelo menos a maioria das características que atribuímos à vida.

Notaremos que o metabolismo das línguas se constitui na língua falada. Esta é a realização da língua, isto é, sem ela não existe nada que seja observável ou passível de estudo no campo da linguística. Sem a fala não há uma língua de facto, não há “vida” na língua: apenas um sistema estático, “inorgânico”.

A homeostase da língua se caracteriza pela estrutura lingüística subjacente: sua gramática. Não é possível conceber a existência de uma língua agramatical. Sentenças ditas agramaticais, ou seja, que não estejam de acordo com a gramática da língua por fugirem do “equilíbrio linguístico” que garante a ordem do sistema, não encontram sustentação e simplesmente desaparecem, sem sequer terem sido pronunciadas.

Que as línguas crescem, ou seja, que se tornam maiores e mais complexas com o passar do tempo, é inquestionável. Basta que observemos a quantidade de neologismos surgidos quase diariamente em qualquer língua existente.

No que se refere à resposta a estímulos, talvez a língua seja o melhor exemplo para estudo, uma vez que mudamos nossa forma de expressão a todo momento: conforme os estímulos são alterados (mudanças de situação, interlocutores, o tom de um texto etc.), a língua também se altera, tendo uma espécie de sensibilidade, própria de seres vivos.

Outro ponto inquestionável é a capacidade de reprodução das línguas naturais. O português é uma das muitas línguas-filhas do latim, bem como o italiano, o francês, o espanhol, o romeno, o catalão e outras 42 línguas. A família do indo-europeu, da qual as línguas itálicas fazem parte, consiste em quase 450 línguas diferentes.

Associada à capacidade de reprodução, encontramos a capacidade de adaptação das línguas naturais. Uma vez separadas do ramo principal e isoladas geograficamente de sua língua-mãe, as variantes linguísticas se tornarão maiores e mais maduras até constituírem línguas próprias e distintas, como ocorreu com o português e o francês, por exemplo, após a queda do Império Romano e o consequente enfraquecimento do latim.

Dessa forma, as línguas merecem, sim, o título de “vivas”, ainda que, evidentemente, com reservas.

Como Darwin nos ensina em seu “A origem das espécies”, os seres vivos estão sujeitos a transformações em si próprios e no ambiente em que vivem. Não fosse assim, jamais teríamos a maravilhosa diversidade ao nosso redor, com criaturas perfeitamente adaptadas a certos ambientes e funções, como a famosa Xanthopan morgani, a “mariposa que Darwin previu”.

Darwin descobriu um mecanismo natural que preserva as características úteis à sobrevivência de um indivíduo e descarta as prejudiciais. Esse mecanismo – a seleção natural – é tão poderoso e universal que pode ser aplicado a praticamente qualquer sistema complexo.

A língua de Darwin é afiada e poderosa, já que descreve o funcionamento da Natureza com precisão espantosa. É a língua da variação e da adaptação, da vida e da maravilha que nos cerca neste mundo.

Realmente, “há grandeza nessa forma de ver a vida”.

*Paulo Manes é pesquisador-bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPT) na área de estudos linguísticos.

Maria Flávia Figueiredo é doutora em lingüística pela Unesp.

Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/a_lingua_de_darwin.html

@MDD – Línguas são seres vivos; apenas vivem no Plano Mental, e não no Material. A Linguagem vai sendo construída na Esfera de HOD e, sem ela, tudo o que está acima na Árvore da Vida pode apenas ser SENTIDO; Daí a analogia de se qualificar Hermes, Toth e Exú como “Intermediários entre os Deuses e os Homens”… porque sem a linguagem, não se compreende os atributos dos Deuses. Daí a dificuldade em se catalogar a Magia, Astrologia e os Símbolos usados em Ordens Iniciáticas no Modelo Científico vigente.

#Egrégoras

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O Altar

Arquitetonicamente, o Altar ou Ara é a “pedra fundamental” do templo. Ainda que na prática, e desde o ponto de vista microcósmico, o trabalho de construção material e de processo do Conhecimento, se realize de baixo para cima, da multiplicidade à Unidade arquetípica, na realidade deve ter-se sempre presente o ponto de vista metafísico, que considera o processo cosmogônico como um passo dessa mesma Unidade à multiplicidade ou de cima para baixo.

Neste sentido, a pedra fundamental do altar, por estar situada no centro do próprio quadrado, ou retângulo, da base, é a projeção direta e vertical da pedra angular ou pedra cimeira, que constitui a autêntica peça chave da abóbada do templo. Por sua vez, as quatro pedras de fundação das esquinas ou ângulos do edifício, são outras tantas projeções ou reflexos horizontais da pedra fundamental. Obtém-se assim um esquema simbólico onde o altar ocupa uma posição intermediária e central entre o mundo terrestre e o celeste.

O altar está, pois, no Centro do Mundo, ou seja, no lugar geométrico ideal e simbólico onde se produz a ruptura de nível, que comunica o homem com os estados superiores e as realidades invisíveis. A este respeito, a palavra altar quer dizer “alto”, lugar elevado, o que a relaciona à montanha, e mais concretamente à Montanha Sagrada.

Nos templos-montanhas, como certas pirâmides pré-colombianas e os zigurates babilônicos, os altares se situam na cúspide, simbolizando a idéia de lugar privilegiado próximo ao Céu. Nos templos cristãos, as arquibancadas (graus) que elevam e separam o altar maior com relação ao resto da nave, têm este mesmo significado: o altar cristão, como seu antecessor, o altar hebreu, está simbolicamente no alto da montanha do Paraíso. Se o templo é um organismo vivo, o altar é propriamente seu coração. Nele se concentra e se expande, como se da sístole e da diástole cordiais se tratasse, toda a energia sutil que dá coesão ao conjunto do edifício. O altar é o ponto sensível, o nódulo vital que reúne as energias horizontais e verticais do templo, por meio das quais, ao percebê-las em sua própria natureza, o homem é conduzido a participar da despojada beleza que emana de todo ele, revelador do equilíbrio e harmonia da criação.

Por isso no Templo de Jerusalém –feito construir pelo sábio rei Salomão–, a Arca da Aliança, em cujo interior eram simbolicamente recolhidos os eflúvios divinos, estivesse depositada em cima da pedra chamada Shetiyah, equivalente ao altar.

É também a “ara” a pedra de sacrifício, ali onde se consuma o ato sagrado por excelência: a morte ritual do homem velho, e o nascimento e ressurreição à verdadeira Vida. Na pedra sacrifical, ou alma humana, que chegou ao centro de si mesma, isto é à “união” com o Espírito, é crucificada e oferecida aos deuses, ou à divindade, instituindo por esse ato primordial uma aliança, ou um laço comum, indissolúvel.

#Arquitetura #hermetismo

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Os 7 Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses?

– Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

– Dê-lhe um tapa no rosto.

– Mas por quê? Ele não me fez nada…

– Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

– O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!

Estou falando sério!

– Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

– E querem ver como reajo?

– Sim. Exatamente isso…

– Já reparou que não tem sentido?

– Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

– Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

– Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

– De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

– Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?

Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

– Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

– Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

– Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

– Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

– Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

– É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

– Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

– E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

– Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

– O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

– Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

– Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

– Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

– Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

– Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

– Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

– Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

– Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

– Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

– Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

– Bata nele! – ordenou o Mestre.

– Não posso, Mestre, não posso…

– Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

– Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

– Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

– Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

– Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

– Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

– Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

– Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

– A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

– Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

– Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

– Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

– E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas”  que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?

#Fábulas #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-7-n%C3%ADveis-do-ser-humano

A Lei das Bruxas

A Lei foi escrita e decretada pelos antigos. 2A Lei foi feita para os Wicca, para aconselhá-los e ajudá-los em seus problemas. 3Os Wicca devem prestar justa adoração aos Deuses e obedecer sua vontade, que é por eles decretada, pois isso é feito para o bem de Wicca assim como a adoração dos Wicca é boa para os Deuses. Pois os Deuses amam os Irmãos de Wicca.

Apropriadamente preparados

4Assim como o homem ama a mulher dominando-a, 5os Wicca devem amar os Deuses sendo dominados por eles. 6E é necessário que o Círculo, que é o templo dos Deuses, seja verdadeiramente invocado e purificado. E que assim seja um local apropriado para os Deuses entrarem. 7E os Wicca devem estar apropriadamente preparados e purificados para estar na presença dos Deuses. 8Com amor e adoração em seus corações, eles devem criar retirar poder de seus corpos para dar poder aos Deuses. 9Assim foi ensinado pelos antigos.

Atribuições da Alta Sacerdotisa   10Pois apenas desta maneira os homens podem ter comunhão com os Deuses, pois os Deuses não podem auxiliar os homens sem o auxílio do homem. 11E a Alta Sacerdotisa deve comandar seu Coven como representante da Deusa. 12E o Alto Sacerdote deve auxiliá-la como representante do Deus. 13E a Alta Sacerdotisa devem escolher quem ela desejar, sendo ele de grau suficiente, para ser seu Alto Sacerdote. 14Pois, como o próprio Deus beijou seus pés na saudação quíntupla, depositando todo seu poder nos pés da Deusa por causa de sua juventude e beleza, sua doçura e gentileza, sua sabedoria e justiça, sua humildade e generosidade.15Assim ele submeteu todo seu poder a ela.16Mas a Alta Sacerdotisa deve sempre ter em mente que todo o poder vem dele. 17Ele é apenas emprestado, para ser usado sábia e justamente. 18E a maior virtude de uma Alta Sacerdotisa é a de reconhecer que a juventude é necessária à representante da Deusa. 19Assim ela irá graciosamente se retirar em favor de uma mulher mais jovem se o Coven assim decidir em conselho. 20Pois uma verdadeira Alta Sacerdotisa reconhece que ceder graciosamente seu honroso posto é uma das maiores virtudes. 21E desta maneira era retornará a seu honroso posto em outra vida, com maior poder e beleza.

Discrição
22Nos dias antigos, quando os bruxos eram numerosos, éramos livres e adorávamos em todos os grandes templos. 23Mas, nestes dias infelizes,nós devemoa celebrar nossos sagrados mistérios em segredo. 24Assim seja decretado, que ninguém além dos Wicca possa ver nossos mistérios, pois nossos inimigos são muitos e a tortura afrouxa a língua do homem. 25Assim seja decretado que nenhum Coven deve saber onde o outro se reúne. 26Ou quem são seus membros, salvo apenas o Sacerdote e Sacerdotisa e mensageiro. 27E não deve haver comunicação entre eles, salvo através do mensageiro dos deuses, ou o invocador. 28E apenas se for seguro os Covens podem reunir-se em algum lugar seguro para os grandes festivais. 29E enquanto lá estiverem, ninguém deve saber de onde o outro veio ou quais são seus nomes reais. 30Pois assim, qualquer um que seja torturado não dirá nada em sua agonia, pois nada sabe. 31Assim seja decretado que ninguém deve dizer a ninguém que não é da Arte que se é de Wicca, nem dar quaisquer nomes ou onde se reúnem, ou de maneira alguma dizer algo que possa denunciar um de nós a nossos inimigos. 32Nem ninguém deve dizer onde se localiza o Covendom. 33Ou o Covenstead. 34Ou onde as reuniões sejam. 35E se alguém quebrar essas leis, mesmo sob tortura, QUE A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA SOBRE ELE, e que assim ele nunca renasça na Terra e que permaneça onde é seu lugar, no inferno dos cristãos.

Discussões no Coven

36Que cada Alta Sacerdotisa governe seu Coven com justiça e amor, com a ajuda e o conselho do Alto Sacerdote e dos Sábios, sempre seguindo o conselho do mensageiro dos Deuses, se ele vier. 37Ela irá considerar todas as queixas de todos os Irmãos e se esforçará para eliminar todas as diferenças entre eles. 38Mas deve ser reconhecido que sempre haverão pessoas que se empenharão em obrigar os outros a fazer o que eles quiserem. 39Eles não são necessariamente maus. 40E eles muitas vezes têm boas idéias e tais idéias devem ser tratadas em conselho. 41Mas se eles não concordarem com seus Irmãos, ou se eles disserem: 42‘eu não vou trabalhar sob o comando desta Alta Sacerdotisa’, 43existiu sempre a Antiga Lei para ser conveniente à Irmandade e evitar disputas.

Formação de Novos Covens
44Qualquer um de terceiro pode requisitar a fundação de um novo Coven porque eles vivem mais de uma légua do Covendom, ou porque ele o quer fazer. 45Qualquer um vivendo nos limites do Covendom e desejando formar um novo Coven deverá dizer aos Sábios a sua intenção, e no mesmo instante mudar-se de residência e dirigir-se ao novo Covendom. 46Membros do antigo Coven podem juntar-se ao novo quando este estiver formado. Mas, se o fizerem, devem evitar definitivamente o antigo Coven. 47Os Sábios do novo e do antigo Coven devem encontrar-se em paz e amor fraternal para decidirem as novas fronteiras. 48Aqueles da Arte que residem foram de ambos Covendoms podem juntar-se a qualquer um deles, mas não a ambos, 49embora todos possam, se os Sábios concordarem, encontrar-se para os grandes festivais se for realmente em paz e amor fraternal, 50mas romper um Coven significa discórdia, e para tal essas Leis foram feitas pelos Antigos, e que A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA EM QUEM DESCONSIDERÁ-LAS. Que assim seja decretado.

O Livro das Sombras

51Se fores manter um livro, que seja com sua própria caligrafia. Deixe que irmãos e irmãs copiem o que desejarem, mas nunca deixe o livro sair de suas mãos, e nunca guarde os escritos de outro.52Pois se estes forem encontrados com sua caligrafia, eles poderão ser presos e processados. 53Que cada um guarde seus escritos e destrua-os quando qualquer perigo ameaçá-los. 54Aprenda o máximo que puder de cabeça e, quando o perigo passar, reescreva seu livro, se for seguro. 55Por essa razão, se alguém morrer, destrua seu livro se ele não o pôde fazer. 56Pois, se for encontrado, será uma prova clara contra ele. 57E nossos opressores sabem bem que ‘Não poderás ser um bruxo sozinho’. 58E então todos nossos amigos e Irmãos estarão em perigo de tortura, 59então destrua tudo que não for necessário. 60Se o seu livro for encontrado em suas mãos, será prova clara contra sua pessoa, e poderás ser processado.
Tortura e Interrogatórios

61Mantenha todos os pensamentos da Arte fora de sua mente. 62Se a tortura for muito forte para suportar, diga, ‘Eu confesso. Não posso suportar esta tortura. O que querem que eu diga ?’ 63Se eles tentarem fazê-lo falar da Irmandade, não o faça. 64Mas se eles tentarem fazê-lo falar de coisas impossíveis como voar pelos ares, relacionar-se com um demônio cristão ou sacrificar crianças, ou comer carne humana, 65para obter alívio da tortura diga, ‘Eu tive um sonho mau, eu estava fora de mim, estava enlouquecido’. 66Nem todos os juízes são maus, e, se tiverem uma desculpa, eles podem demonstrar misericórdia. 67Se confessaste antes, negue depois, diga que estavas alucinando sob tortura, diga que não sabias o que falava.

A Morte

68Se fores condenado, nada tema. 69A Irmandade é poderosa e o ajudará a escapar se tiveres mantido-te impassível, mas se tiveres cometido traição não haverá esperança para ti nesta vida ou na que virá. 70Esteja certo, se fores resoluto para a pira, drogas lhe serão oferecidas, e nada sentirás. Irás para a morte e para o que vem depois, o êxtase da Deusa.

Os Instrumentos Mágicos

71Para evitar descobertas, faça com que os instrumentos de trabalho sejam comuns, coisas que qualquer um teria em casa. 72Que os pentáculos sejam de cera para que sejam imediatamente quebrados ou derretidos. 73Não tenha uma espada a menos que sua posição o permita. 74E ela não terá nem nomes nem símbolos em nada. 75Escreva os nomes e símbolos nela com tinta antes de consagrá-la, e lave-a imediatamente após. 76 Que a cor do punho identifique qual é qual. 77Não grave nada nela, pois pode facilitar a descoberta.

Dissimulação

78Sempre lembre-se que somos as crianças escondidas da Deusa, portanto nunca faça algo que possa desonrar-nos ou a Ela. 79Nunca conte vantagens, nunca ameace, nunca diga que queres o mal de ninguém. 80Se alguma pessoa que não é do Círculo falar da Arte, diga, ‘Não fale-me disto, pois me assusta e traz má sorte’. 81Por estas razões, os cristãos têm seus espiões em todos os lugares. Eles falam como se fossem atraídos por nós, e como sentem por não irem em nossas reuniões, dizendo ‘Minha mãe adorava os Antigos. Como eu gostaria de fazê-lo também’. 82Para os que são assim, sempre negue qualquer conhecimento. 83Mas aos outros, sempre diga, ‘Estes homens tolos falam de bruxos voando pelos céus. Para fazer isso eles deveriam ser leves como cardo. E os homens dizem que as bruxas são todas velhas caolhas, então que prazer existiria num encontro de bruxos como os que o povo conta ?’ 84E diga, ‘Muitos homens sábios agora dizem que não há tais criaturas’. 85Sempre faça disso uma piada, e talvez em algum tempo futuro a perseguição morra e possamos adorar nossos Deuses em segurança novamente. 86Que todos nós rezemos por este dia feliz.

87Que as bênçãos da Deusa e do Deus esteja em todo aquele que mantenha estas leis assim como foram decretadas.

As Funções dentro do Coven
88Se o Coven possuir algum equipamento, que todos ajudem a guardá-lo e a mantê-lo limpo e bom para a Arte. 89E que todos justamente guardem todas as riquezas do Coven. 90E se algum Irmão verdadeiramente tiver os escrito, tem direto a seu pagamento, e que seja justo. Isso não é receber dinheiro pela Arte, mas por bom e honesto trabalho. 91Mesmo os cristãos dizem, ‘O trabalhador merece seu pagamento’, mas se algum Irmão quiser de vontade própria trabalhar para a Arte sem receber pagamento, que assim seja para sua grande honra. Que assim seja decretado.

Disputas e Desentendimentos

92Se houver alguma disputa ou desentendimento entre a Irmandade, a Alta Sacerdotisa deve imediatamente convocar os Sábios e inquiri-los no assunto, e eles devem ouvir ambos os lados, primeiro sozinhos e então juntos. 93E então eles decidirão justamente, sem favorecer um lado ou outro. 94Mesmo reconhecendo que há pessoas que nunca aceitarão trabalhar sob o comando de outros. 95Mas, da mesma maneira, há algumas pessoas que não conseguem comandar com justiça. 96Para aqueles que querem sempre comandar, há só uma resposta. 97Saia do Coven ou procure outro, levando com você aqueles que quiserem ir. 98Para aqueles que não o podem, a resposta deve ser simplesmente, ‘Aqueles que não podem aceitar seu comando sairão com você’. 99Pois ninguém deve vir a encontros com aqueles com quem estão em desacordo. 100Assim, todos irão concordar, daqui para frente, pois a Arte deve sempre sobreviver , e que assim seja decretado.

A Loucura dos Cristãos
101Nos dias antigos, quando tínhamos poder, nós podíamos usar a Arte contra qualquer um que intentasse mal contra a Irmandade. Mas nestes dias malditos nós não o podemos fazer. Pois nossos inimigos criaram uma fossa ardente de fogo eterno onde afirmam que seu deus lança todos que o adoram, exceto os poucos que são libertados por seus padres, orações e missas. E isso é feito principalmente dando-se riquezas e presentes valiosos para receber seu favor, pois seu grande deus está sempre precisando de dinheiro. 102Mas como nossos Deuses precisam de nossa ajuda para que o homem e a colheita sejam férteis, assim o deus dos cristãos está sempre precisando da ajuda dos homens para ajudá-lo a nos encontrar e nos destruir. Seus padres sempre lhes dizem que qualquer um que receber nossa ajuda está amaldiçoado a este inferno para todo o sempre, e os homens enlouquecem com o terror disto. 103Mas eles fazem os homens acreditarem que para escapar deste inferno eles precisar dar vítimas aos torturadores. Por esse motivo, todos estão sempre espionando, pensando, ‘Se eu capturar apenas um destes Wicca, eu escaparei da fossa ardente’. 104Por essa razão nós possuímos nossos esconderijos, para que os homens procurem muito e nada encontrem, e digam, ‘Não existe nenhum desses Wicca, e, se existir, estão nalguma terra distante’. 105Mas quando um de nossos opressores morre, ou até apenas adoece, sempre há o grito, ‘Isto é trabalho de bruxos’, e a caçada recomeça. E embora eles chacinem dez de seu povo para cada um de nós, mesmo assim eles não se importam. Eles são incontáveis milhares. 106Enquanto nós somos poucos. Que assim seja decretado.

 

Mais Considerações sobre os Cristãos
107Que ninguém faça uso da Arte de maneira a causar mal a alguém. 108Não importa quanto eles nos ferirem, não prejudique ninguém. E hoje em dia, muitos crêem que nós não existimos. 109Enquanto esta Lei estiver nos ajudando em nossas dificuldades, ninguém, não importa quão grande injúria ou injustiça houver recebido, deve usar a Arte para prejudicar ou causar mal a alguém. Mas pode-se, depois de um grande Conselho entre todos Wicca, usar a Arte para impedir cristãos de ferir nossos Irmãos, mas apenas para impedí-los, nunca para puní-los. 110Pois assim os homens dirão, ‘Aquele se diz um poderoso caçador, um perseguidor de mulheres velhas que ele diz serem bruxas, mas ninguém lhe fez mal, e isto é uma prova de que elas não têm poder ou que na verdade não há mais nenhuma’. 111Pois todos sabem muito bem que muitas pessoas morreram porque alguém os invejava, ou foram perseguidas porque tinham dinheiro ou bens para serem divididos, ou porque nada possuíam para subornar os caçadores. E muitas morreram por serem velhas rabugentas. Tantas destas morreram que os homens hoje dizem que apenas velhas são bruxas. 112E que isto seja nossa vantagem e que afaste as suspeitas de nós.

Manter a Lei

113Na Inglaterra e na Escócia já faz mais de um ano desde que um bruxo morreu a morte. Mas qualquer uso errôneo do poder pode reiniciar a perseguição. 114Por isso, nunca quebre essa Lei, por mais tentado que te sintas, e nunca permita que ela seja quebrada. 115Se souberes que ela está sendo quebrada, deves trabalhar fortemente contra isto. 116E qualquer Alta Sacerdotisa ou Alto Sacerdote que consentir com sua ruptura deve ser imediatamente deposto, pois é o sangue da Irmandade que eles estão arriscando.

117Faça tudo de maneira segura, e apenas se for realmente seguro. 118E mantenha estritamente a Antiga Lei.

Dinheiro

119Nunca aceite dinheiro pelo uso da Arte, pois o dinheiro sempre mancha aquele que o recebe. Há magos e sacerdotes e os padres dos cristãos que aceitam dinheiro pelo uso de suas artes. E vendem indultos para que os homens livrem-se de seus pecados. 120Não seja como estes. Se você não aceitar dinheiro, estará livre da tentação de usar a Arte para propósitos malignos.

O Uso da Arte

121Todos podem usar a Arte em vantagem própria ou para vantagem dos Irmãos apenas se houver a certeza de que não irá prejudicar ninguém. 122Mas permita sempre que o Coven debata este assunto o quanto desejar. Apenas se todos concordarem que ninguém vai ser prejudicado, a Arte poderá ser usada. 123Se não for possível atingir seu objetivo de uma maneira, provavelmente a meta pode ser atingida de outro modo sem ainda prejudicar ninguém. QUE A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA SOBRE QUALQUER UM QUE QUEBRAR ESTA LEI. Que assim seja decretado.

Ética
124 Foi julgado lícito se alguém da Arte precisar de uma casa ou terra e ninguém desejar vender, orientar a mente do proprietário de maneira que ele queira vender, contanto que ele não seja de maneira alguma prejudicado e que o preço seja pago sem barganhas. 125Nunca barganhe ou tente baixar o preço de algo se você o estiver comprando para a Arte. Que assim seja decretado.

A Antiga Lei

126Esta é a Antiga Lei e a mais importante de todas as leis: que ninguém faça qualquer coisa que ponha em risco qualquer membro da Arte, ou que coloque-o em contato com as leis da região ou quaisquer perseguidores. 127Se houver qualquer disputa entre a Irmandade, ninguém deve invocar nenhuma lei além destas da Arte. 129Ou nenhum tribunal além daquele formado por Sacerdotisa, Sacerdote e Sábios.

Mais Regras de Dissimulação e Discrição

129Não é proibido dizer como dizem os cristãos, ‘Há bruxaria neste lugar’, pois há muito nossos opressores classificaram como heresia não crer em bruxaria, e um crime tal como negá-la pode colocá-lo sob suspeita. 130Mas sempre diga, ‘Eu nunca ouvi falar disso por aqui, talvez eles devam existir mas muito longe, não sei onde’. 131Mas sempre fale de nós como velhas ranzinzas, concubinando-se com o demônio e voando pelos ares. 132E sempre diga, ‘Mas como elas podem voar pelos ares se não são leves como cardo’. 133Mas que a maldição da Deusa esteja em qualquer um que lançar suspeitas sobre alguém da Irmandade. 134Ou falar sobre algum verdadeiro local de encontro onde nós nos reunimos.

Livro das Sombras e Liber Umbrarum
 

135Que a Arte mantenha livros com os nomes de todas as ervas que são boas, e todas os remédios, para que assim todos possam aprender. 136Mas mantenha outro livro com todas as Leis e Rituais e que apenas os Sábios e outras pessoas de confiança possuam este conhecimento. Que assim seja decretado. 138E que as bênçãos dos Deuses estejam em todos que mantêm essas Leis, e que tanto a maldição do Deus quanto a da Deusa esteja em quem as desrespeitá-las.
 

A Sabedoria da Humildade

138Lembre-se que a Arte é o segredo dos Deuses e que deve ser usado apenas de maneira respeitosa e fervorosa, e nunca para exibir-se ou vangloriar-se. 139Magos e cristãos podem escarnecer de nós dizendo,’Vocês não têm poder, mostre-nos seu poder. Faça magia diante de nossos olhos, e apenas assim acreditaremos’, tentando nos obrigar a trair a Arte perante eles. 140Não lhes dê ouvidos, pois a Arte é sagrada e deve apenas ser usada quando for necessária, e que a maldição dos Deuses esteja em quem quebrar esta Lei.
Alta Sacerdotisa: renúncia, abandono e sucessão
 

141Sempre foi assim com as mulheres, e com os homens também, que eles sempre buscam novos amores. 142Não devemos reprová-los por isso. 143Mas isto pode ser um desvantagem para a Arte. 144Mais de uma vez aconteceu de um Alto Sacerdote ou uma Alta Sacerdotisa, impelida por amor, ir embora com seu amado. Isto é, eles deixaram o Coven. 145Agora, se a Alta Sacerdotisa quer renunciar, ela deve fazê-lo em uma reunião com o Coven completo. 146 E esta renúncia é válida. 147Mas se ela fugir sem renunciar, quem garante que não voltará em poucos meses ? 148Assim, a Lei é, se uma Alta Sacerdotisa deixar seu Coven, ela deve ser trazida de volta para que tudo seja como era antes. 149Enquanto isso, se ela tem uma auxiliar, esta auxiliar agirá como Alta Sacerdotisa enquanto a Alta Sacerdotisa não estive presente. 150Se ela não retornar em um ano e um dia, então o Coven deve eleger uma nova Alta Sacerdotisa. 151A menos que haja uma boa razão para que isso não ocorra. 152A pessoa que fez o trabalho deve receber o benefício de sua recompensa, donzela e auxiliar da Alta Sacerdotisa.

O Vínculo
153Foi visto que a prática da Arte causa uma forte ligação entre aspirante e tutor, e isto é o motivo de melhores resultados se assim o for. 154E se por alguma razão isto não for desejado, pode facilmente ser evitado por ambas as pessoas colocando firmemente em suas mentes que são como irmão e irmã, ou pai e filho. 155E por esta razão um homem pode apenas ser ensinado por uma mulher e uma mulher por um homem, e mulher e mulher não devem tentar estas práticas juntas. Que assim seja decretado.

Julgamento de Transgressões

156Ordem e disciplina devem ser mantidas. 157Uma Alta Sacerdotisa ou um Alto Sacerdote pode, e deve, punir todas as transgressões. 158 Assim, todos da Arte devem receber sua correção de boa vontade. 159Todos apropriadamente preparados, o culpado deve ajoelhar-se, sua transgressão relatada e sua sentença pronunciada. 160A punição deve ser seguida por algo agradável. 161O culpado deve reconhecer a justiça de sua punição beijando a mão ao receber a sentença e novamente quando a punição for cumprida. Que assim seja decretado.

Por: ALEX SANDERS. Tradução k-Ouranos 333

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-lei-das-bruxas/