A Quintessência (quinta essência) é o nome dado quinto Elemento.
A quintessência é uma energia espiritual psíquica que é superior aos outros quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Ela pode unir os outros elementos ou dissolvê-los.
De acordo com Pitágoras, a quintessência era o equivalente da alma. Paracelso dizia que a quintessência permeia e anima o corpo, permitindo que ele se torne um ser vivo.
Na Alquimia, a quintessência foi mantida para curar qualquer doença ou condição e para rejuvenescer o corpo. Era importante no processo de transmutação de metais de base para o Ouro e a Prata.
O Primeiro Livro dos Segredos da Natureza ou a Quinta Essência, uma obra espúria atribuída a Raimundo Lúlio, descreve os alegados poderes miraculosos e adaptativos da quintessência: Ela preserva o corpo da corrupção, fortalece a constituição básica (elementativa), a juventude pura é restaurada por ela, unifica o espírito, dissolve os rudes, solidifica o que está solto, solta o sólido, engorda o magro, enfraquece a gordura, resfria o inflamado, aquece o frio, seca o úmido, umedece o seco; de que forma, sempre que uma e a mesma coisa pode realizar operações contrárias, o único ato de uma coisa é diversificado de acordo com a natureza do receptor, assim como o calor do sol tem efeitos contrários, pois seca a lama e liquefaz a cera.
Numerosas receitas de remédios milagrosos foram escritas com a quintessência como ingrediente chave.
A quintessência está associada com a Anima Mundi, a Prima Materia, o Pentáculo, o Pentagrama, a Rosa e o Akasha.
Leitura Adicional:
Patai, Raphael. The Jewish Alchemists. Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1994.
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Fonte: The Encyclopedia Of Magic And Alchemy, por Rosemary Ellen Guiley.
A História da Maçonaria penetra nos mais ínfimos recônditos da História da Humanidade e, as vezes, confunde-se com acontecimentos que nada tem a ver com ela, principalmente quando se trata de buscar suas origens.
O estudo é de tamanha complexidade que não só maçons, estudiosos da Arte Real, mas também duros adversários têm manifestado a dificuldade de encontrar o intransponível caminho que leva ao seu início, à sua origem.
II – DESENVOLVIMENTO
Escrever uma história da Maçonaria é uma obra tremenda, por ser o estudo de sua história confuso, difícil e fastidioso, tudo ajudando para o seu obscurecimento: a ausência de documentos, a discórdia quanto às suas origens e a paixão dos seus fiéis como a de seus detratores.
Eis um depoimento do ferrenho, incansável inimigo da MaçonariaMarques Riviere – Transcrito da obra História da Maçonaria, de Nicola Aslan – que demonstra a dificuldade de se entendê-la. São muitas as fábulas e lendas que trazem esta enorme confusão.
Infelizmente, foram muitos os historiadores maçônicos que, baseados nessas narrativas lendárias, criaram maior confusão entre os maçons. As antigas constituições e os rituais serviram para os falsos-historiadores desfigurarem a história da Maçonaria, eivando-a de inverdades.
Há de se notar que uma das causas indutoras dos desacertos históricos foi a má interpretação da Constituição de Anderson, pois nela, não obstante se encontre a base dos “Landmarks”, foi que se criou a maior confusão.
Anderson e Dasaguiliers, ao serem encarregados de redigir uma constituição, tendo em vista sua formação religiosa e oficio, de imediato buscaram nas Antigas Obrigações (Old Charges) e, principalmente, na Bíblia os principais elementos para redigi-la. Dando asas a sua imaginação, consideram maçons todos os homens importantes que a Bíblia menciona.
Esta confusão pode ser atribuída, também, a Oliver, que, como Anderson, era Pastor e estudioso da Arte Real. Em sua obra The Antiquities of Freemasonry, citada no livro História da Maçonaria, de Nicola Aslan, (pag, 2) diz
As antigas tradições maçônicas dizem, e penso que elas têm razão, quenossa ciência existia já antes da criação de nosso globo, e estava espalhada entre os sistemas mais variados do espaço.
Instituição Maçônica era Coeva da criação do mundo, tal a semelhança de seus princípios com os da primitiva constituição que vigorava no Paraíso.
Sobre essas trapalhadas, respeitada a época em que foi escrita a obra, os confiáveis historiadores maçônicos atuais têm “frouxos de risos”, pois a fertilidade da mente de tão digno homem compromete a seriedade da análise.
Nicola Aslan e Adelino de Figueredo Lima sobre tamanha façanha, dizem que é deliciosa a opinião de Oliver, com tão disparatada patranha e fantasia e leva-os ao desprezo por sua obra.
Em outro livro publicado em Liege, em 1773, sob o nome de Enoch e com o título de “Le vrai Franc-Maçon” afirma-se candidamente que Deus e o Arcanjo São Miguel foram os primeiros Grão-Mestres da Primeira Loja de Maçons estabelecida pelos filhos de Seth, depois do fratricídio de Cairo.
A afirmação seria por demais forte e atrevida, não há dúvida nenhuma, se não fosse o-Ir: Valguime, na introdução que fez na obra de Ragon ‘De La Maçonnerie Occulte et de L’Initiation Hermetique’, dizer-nos que devemos compreender essa declaração de maneira simbólica, porque astrologicamente Deus e São Miguel são ambos os símbolos do sol – Trecho extraído da História da Maçonaria, do já citado Ir: Aslan.
São afirmações dessa natureza que levaram os maçons da época a crer em histórias tão fantásticas. Deviam prever os mencionados autores que muitos maçons, pelo seu pequeno conhecimento da história e pouca cultura, acolheriam ao “pé da letra” esses erros históricos como a verdadeira origem da Maçonaria.
Repetindo J. Marques – Riviere, jámencionado anteriormente, nas suas teorias sobre as origens da Maçonaria no livro publicado em 1941, Histoire de La Franc-Maçonniere Francaise:
Os autores do século XVIII tem contribuído a tomar obscuras, longínquas e inacessíveis a origem da Maçonaria isto compreende-sepertencendo a uma ordem desacreditada e exposta às zombarias dos “profanos”, esses autores maçons procuravam obter as cartas de nobreza que impusessem aos incrédulos, e a antigüidade, mãe do respeito, com que aureolavam a Maçonaria ainda bem nova historicamente, refletia-se sobre eles .
É lamentável que tanta confusão tenha se criado em torno de tão importante acontecimento. A liberdade, um dos preceitos básicos da Maçonaria, é que possibilitou o surgimento de tantas divagações sobre a origem, em cuja busca, de acordo com sua formação cultural ou profissional, os historiadores e pseudo-historiadores deram vazão a sua criatividade. Disso resultou que até hoje ainda se pergunta: Qual a origem verdadeira da Maçonaria?
O Padre Maurice Colinom sintetiza as diversas teorias formuladas sobre a origem da Maçonaria, assim escrevendo:
Os maçons, desde séculos, esforçam-se por descobrirem seus antepassados dos quais pudessem ter orgulho. Encheríamos uma vasta biblioteca se reuníssemos somente as obras que pretendem demonstrar a filiação legítima da Maçonaria com os Rosacruzes, o Hermeticismo, o Cabalismo, Alquimia, as Sociedades Iniciáticas Egípcias, Gregas, Judias, a Triade Secreta da Antiga China, os Colegia Fabrorum Romanos, a Cavalaria das Cruzadas ou a Ordem destruída dos Templários (…)
Uma tal abundância de antepassados dá vertigem… É justo reconhecer que estas imaginações delirantes fazem sorrir os maçons de hoje.
Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da Maçonaria. Há as que buscam nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário.
Estas correntes chamadas de Corrente-mística e Corrente autêntica, segundo o Ir.·.Theobaldo Varoli, são apenas tendências e não escolas. Este mesmo autor, no livro “Curso de Maçonaria Simbólica”, escreve: A verdade final é que a Maçonaria é o resultado de civilização mais avançada e não um credo que nasceu entre antropólogos ou do bolor dos sarcófagos e suas respectivas múmias. A corrente mística não se confunde com a dos mistificadores, que não faltam nas lojas maçônicas mesmo neste século de energia atômica e viagens espaciais. Os mistificadores, entre os quais estavam os próprios fundadores da Grande Loja, em Londres, inclusive o próprio Anderson, podiam encontrar adeptos em maior quantidade, até o século XIX época de menor divulgação da cultura e da investigação histórica.
Os maçons místicos de hoje, como idealistas ou espiritualistas, aceitam as lendas do passado como inspiração filosófica e simbólica e como manifestações pretéritas da humanidade em evolução. Assim é, por exemplo, o Rito Escocês Antigo e Aceito que revela, em cada grau, uma ou várias reminiscências, chamando-as expressamente de lendas.
Do outro lado, os autênticos não se curvam aos dogmas e combatem incessantemente os místicos pelas diversas derivações introduzidas na Maçonaria. Condenam todas as versões de que a Instituição Maçônica é originária do antigo Egito, da Mesopotâmia, dos Essênios, cujas lendas são atribuídas a antigos escritos maçônicos contidos na Constituição de Anderson.
Nos dias atuais, ambas as correntes convivem sem maiores atropelos, pois a busca da verdadeira Fraternidade Universal é comum. Os místicos baseiam-se nos antigos rituais, por julgá-los íntegros e seguidores da postura dogmática preconizada. Adotam velhos usos e costumes, como a contagem do tempo. Os autênticos vêm ocupando maior espaço no âmbito maçônico, em particular os maçons estudiosos que surgiram no século passado e que hoje tem em seus adeptos uma grande quantidade de intelectuais que se esforçam para desmistificar os charlatões e mistificadores. Da dialética entre os defensores da Instituição e os escritores antimaçônicos surgiu uma terceira corrente, a dos conciliadores, a qual definiu a Maçonaria como tendo muito em comum com as antigas organizações, em especial com as ligadas à Arquitetura.
Dentre os maçons mais autênticos, há que destacar Jorge Frederico FindeI, que procurou demonstrar a falsidade das derivações que pretendiam afirmar que a Ordem é antiqüíssima, vinda do mais remoto dos tempos. Contudo, antes deste, Inácio Aurélio Fessler, por volta 1802, fundou, com outros maçons intelectuais, uma academia voltada aos estudos sistematizados e aprofundados sobre a verdadeira origem da Maçonaria. No Brasil, o mais dinâmico e incansável pesquisador, entre os “autênticos” é José Castellani (*1937 +2004), cujas obras têm servido de arrimo aos novos estudiosos e defensores da doutrina e da ação maçônica mais compatível com a atualidade.
Repetimos, novamente, T. Varoli Filho em seu livro Curso de Maçonaria Simbólica (fl.44):
“Seja observado, à luz da psicologia moderna, que um dos maiores males da Maçonaria foi a admissão de pessoas complexadas de inferioridade e necessitadas de agrupamentos onde pudessem encontrar a afirmação pessoal. Tais pessoas comprometem a Ordem, a qual enaltecem para apenas enaltecerem a si mesmos.”
Queiram ou não os saudosistas inoperantes e os renitentes, a Maçonaria tem alcançado o prestígio que possui graças ao concurso de intelectuais do quilate dos mestres Nicola Aslan, Theobaldo Varoli Filho, JoséCastellani e outros maçons de igual importância. A esse tipo de homens é que se deve creditar a participação da Instituição nos processos de sua transformação e nos processos de transformação política, de independência das nações, da democracia e de justiça social.
A carência de homens de ação e autênticos tem ensejado a dispersão dos maçons, ficando os quadros das lojas mais vazios e devendo à Sociedade profana maior participação na luta contra os tiranos, os corruptos, os déspotas que hoje dominam nossa Pátria.
A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria Moderna descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média, não invalidando, contudo, a tese de que outras agremiações também ajudaram a compor a sua estrutura filosófica e simbólica, tais como: Corporação dos Franc-Maçons; as Guildas; os Carbonários; Corporação dos Steinmetzen, Rosa-cruzes, etc…
CONCLUSÃO
Sabemos que a origem da Maçonaria é um tema que suscita uma série de controvérsias e de posicionamentos discordantes.
Admitimos, contudo, que a Maçonaria, em certo sentido, é preexistente a todos os tempos.
É evidente que tal afirmação exige um esclarecimento.
Ao fazê-la, não estamos admitindo a existência de uma Loja Maçônica nos Jardins do Éden e sendo freqüentada por Adão e alguns Querubins de bons costumes. Tampouco vislumbramos práticas maçônicas nos antigos cultos egípcios, mitríacos, órficos e salomônicos. Tais cultos eram certamente iniciáticos e, em alguns aspectos, lembram a doutrina maçônica. Mas seria incorreto ver neles uma espécie de Maçonaria preexistente, atéporque nenhum deles se orientava por aquilo que é a marca registrada da Maçonaria moderna: O Livre Pensamento.
Tais suposições partem de profanos mal informados ou até de maçons imaginosos, pois é fato historicamente comprovado, que a Maçonaria, como instituição organizada, surgiu m 1717 com a criação da Grande Loja de Londres.
Entretanto, concordamos com o Ir.·.Sérgio Luiz Alagemovits quando ele se refere à Maçonaria-Idéia, aquela que extrapola a riqueza dos Rituais, o dourado dos aventais e a pomposidade dos títulos.
Falamos do espírito que move a grande engrenagem da Ordem, falamos da Maçonaria corrente de influxos energéticos que objetiva o aperfeiçoamento da matéria e o desenvolvimento espiritual do Homem.
Falamos da Maçonaria doutrina interna, que não está escrita em parte alguma e é imperceptível aos olhos dos que não sabem ver.
Esta Maçonaria, transcendente e imanente, esta Maçonaria de que falamos, esta, sempre existiu.
Dentro deste enfoque, falar que a Maçonaria não existia antes de 1717, é o mesmo que dizer que os astros orbitavam desordenadamente antes de Laplace, que os fenômenos físicos e químicos não se processavam antes dos estudos de laboratórios e que as maçãs não caiam das macieiras, antes de Newton.
Referências Bibliográficas:
01- A Bíblia de Jerusalém. Ed. Paulinas 1981;
02 – Jornal Egrégora – Órgão Oficial de Divulgação da Loja Maçônica Miguel Archanjo Tolosa n° 2.131 – Número 01 (Jun-Ago 1993) – Artigo do Ir.·.Sérgio Luiz Alegemovits Enfoque Maçônico do Universo pág. 04;
03 – Apostila do Seminário de Mestres Maçons 1971 – Palestra do Ir.·. Nicola Aslan Grande Oriente do Brasil;
04 – Apostila do Seminário de Mestres Maçons – Título II – História – 3 Conferências proferidas pelo Ir.·.Álvaro Palmeira – 1978 Grande Oriente do Brasil;
05 – Repensando Ir.·. Vady Nozar de Mello – Florianópolis – Ed. Papa-1993, págs. 21 a 31;
06 – Cartilha do Aprendiz – Ir: José Castellani – Ed. Maçônica A Trolha Ltda- 1ª Edição -1992, ágs. 19 a 25;
07 – Curso de Maçonaria Simbólica – Aprendiz – Ir: Theobaldo Varoli – Ed. Gazeta Maçônica – 1974;
08 – Apostila de História Maçônica do Seminário Geral de Mestres Maçons Grande Oriente do Brasil;
Ven.Irmão Lucas Francisco GALDEANO
Venerável Mestre da Loja Universitária-Verdade e Evolução nº.3492 do Rito Moderno (2005-2007)ex-Venerável da Loja Miguel Archanjo Tolosa nº.2131 do R.E.A.A.(1991-1993)ex-Grande Secretário Geral de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil (1993-2001)Presidente do Conselho Editorial do Jornal Egrégora – Órgão Oficial de Divulgação do Grande Oriente do Distrito Federal.
A alguns séculos os Mestres Invisíveis vem atuando para expansão do conhecimento em relação às coisas antes reservada a poucos. Desde a manifestação dos Rosacruzes, em 1616 em Paris, quando estes finalmente revelaram sua existência ao mundo, do Mestre ARI (Isaac Lúria) em seu trabalho Etz Chaim (Árvore da Vida) que disse: “este conhecimento não é só fundamental para homens e mulheres do povo judeu, mas para homens, mulheres e crianças de todas as nações”, e de muitos outros Iniciados, cientistas e religiosos, que ousaram levantar os véus do desconhecido àqueles que tem olhos para ver, quebrando dogmas e paradigmas da sociedade.
São graças a eles que hoje está em nossas mãos o dever de conciliar a Ciência e a Espiritualidade.
O Esoterismo consiste em estudar as coisas que estão ocultas por algum tipo de véu. Hoje denominamos esse conhecimento de Ocultismo, que consiste no estudo esotérico do Homem, da Natureza, de Deus e do Universo. Esse conhecimento esotérico são os estudos herméticos, que é um termo usado para denominar que são estudos fechados, selados, de difícil compreensão.
Todo símbolo possuí sua parte externa e interna. O homem profano enxerga somente aquilo que aparenta ser, a superficialidade. O neófito que deseja a Iniciação, ou o Homem de Desejos, ousará penetrar no sentido oculto deste símbolo até obter seu significado. A cruz para o Cristão profano é o símbolo que relembra o sacrifício de Jesus pela humanidade, ao ateu um instrumento de tortura medieval, para o Iniciado a Cruz representa o caminho pelo qual ele próprio poderá subjugar suas paixões e desejos para despertar o Cristo dentro de si.
O homem tem a necessidade da alma e a necessidade do espírito, que são a necessidade do sentir e do compreender. A alma é o aspecto da ciência e o espírito da religião. Crer sem saber é ser tolo, saber sem crer é ser louco. Por isso o Iniciado precisa experimentar e comprovar, para só então crer.
Cada Religião e cultura tem seu próprio meio de entender e de se fazer compreender a realidade que estamos inseridos. Mas o conhecimento esotérico vai além dos cinco sentidos e gradualmente na caminhada interior percebemos que toda essa variedade religiosa e cultural nada mais são do que manifestações das necessidades humanas. São pontos de apoio.
A verdadeira Religião só existe dentro de nós e só nós podemos senti-la.
Por isso o Iniciado compreende que deve respeitar todas as religiões e todas as culturas. Também entende que só ele próprio pode manifestar em si seu aspecto Divino, pois Religião nenhuma fará isso por ele.
O Ocultismo e o Hermetismo são ciências esotéricas que estudam as Leis Imutáveis do Universo/Deus, e através delas devemos guiar nossas vidas segundo nossa Verdadeira Vontade. Todos os Mistérios Antigos estudavam e praticavam essas Leis. Seu objetivo principal era, e ainda é, o contato consciente de cada homem com a Centelha Divina que está dentro de cada um de nós. E isso ainda é praticado hoje por nós de maneira simbólica, só nos falta enxergar.
Visita Interiorem Terrae, Rectificando que, Invenies Occultum Lapidem, que significa: “Visita o Centro da Terra, Retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta”. O “Centro da Terra” é seu próprio interior que deve ser lapidado até encontrar a “Pedra Oculta”, que é o seu próprio aspecto Divino, e com essa Pedra construir o Templo Perfeito.
Eis a caminhada interior.
Liberdade, Amor, Vida e Luz.
Frater Hamal
Publicado originalmente no excelente blog Esoterismo Demolay
por Stephan A. Hoeller
(Gnosis: A Journal of Western Inner Traditions, Vol. 12, 1989)
O BISPADO é tão antigo quanto o próprio cristianismo. Já na década de 90 d.C., São Clemente de Roma, em uma carta dirigida à comunidade feudal de Corinto, lembrava seus companheiros cristãos que os apóstolos haviam nomeado e ungido os bispos como seus sucessores válidos, e que seria contra a vontade de Deus para o povo substituí-los. No início da cristandade, homens (e, ao que parece, mulheres) chamados episkopoi receberam autoridade de seus predecessores pela imposição de mãos para exercer a plenitude do poder espiritual concedido por Jesus a seus apóstolos. Os bispos então delegavam funções especiais, como ensinar, perdoar pecados, curar e aconselhar os ministros que atuavam como seus auxiliares. O ofício de bispo é, portanto, mais antigo do que o de sacerdote, diácono ou outras ordens eclesiásticas menores, todas estabelecidas no segundo século DC, consideravelmente mais tarde do que a ordem apostólica do bispado.
Os apóstolos e seus sucessores funcionavam de duas maneiras: alguns estavam permanentemente ligados a uma determinada cidade e área geográfica onde cuidavam do bem-estar espiritual de uma comunidade de cristãos, enquanto outros, inspirados pelas palavras de seu fundador, mandando-os ensinar todos os povos e nações, viajaram para terras distantes espalhando a mensagem de sua fé. Esses líderes vagaram longe do berço do cristianismo no Oriente Médio, penetrando até mesmo em países remotos como a Índia, como fez o apóstolo Tomé. Estes apóstolos de Jesus, como Tomé, Bartolomeu e André, que não permaneceram em residências fixas cuidando de uma comunidade estabelecida, podem assim ser considerados os primeiros bispos viajantes ou “errantes”.
Mais tarde, outras categorias de bispos errantes entraram em cena. O imperador Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião estatal de seu reino e passou a impor uma unidade artificial nas comunidades cristãs. Antes dessa época, havia uma forte orientação pluralista de tais comunidades e de seus líderes. Reconhecendo uma devoção comum a Cristo e seus ensinamentos, eles diferiam amplamente em doutrina e prática. Com Constantino as condições mudaram; a “ortodoxia” foi declarada como obrigatória para todos. Aqueles que não se conformavam eram obrigados a deixar a comunidade e muitas vezes seus locais de residência. Tornaram-se andarilhos. Gnósticos, arianos, nestorianos, monofisitas e outros líderes cristãos não conformistas tornaram-se bispos errantes. Uma nova tendência foi criada. Aqueles que concordaram com imperador e bispo eram autorizados a permanecer no cargo e desfrutar do apoio do estado, enquanto aqueles que discordaram eram convidados a partir e se tornaram andarilhos. No entanto, esses andarilhos não iam sem seguidores, pois clérigos e congregantes dissidentes e parentes se reuniam onde quer que fossem, muitas vezes impelindo as autoridades ortodoxas a atos de perseguição. O resto da história é familiar e triste para todos.
Desde os primeiros tempos, a transmissão da autoridade apostólica existiu fora da corrente principal das igrejas de Roma, Constantinopla, Antioquia e outras. Muitas dessas transmissões foram condenadas por seus “irmãos mais velhos” como heréticas. Curiosamente, a validade de suas ordens apostólicas foi sempre reconhecida por seus críticos. Devido a uma tradição primitiva, articulada mas não inventada por Santo Agostinho, a ortodoxia e validade da sucessão apostólica não eram consideradas a mesma coisa. Mesmo os bispos considerados hereges, podem exercer seu ofício como administradores dos sacramentos de maneira válida. Esta doutrina (conhecida como a doutrina agostiniana das ordens) é mantida até hoje pela Igreja Católica Romana. Desde que os “errantes” mantivessem as mesmas intenções ao ordenar seus sucessores que as tradicionalmente mantidas pela cristandade sacramental ao longo dos tempos, eles poderiam transmitir seus poderes sagrados e administrar os sacramentos de uma maneira que os papas reconheceriam como válidas. Esse é o caráter e o status dos chamados bispos errantes tal como existem hoje.
O Episcopado Errante Moderno
Bispos errantes existiram ao longo da história. Na Idade Média, os bispos locais frequentemente reclamavam com o papa sobre os prelados itinerantes que se deslocavam pelo campo desempenhando funções reservadas aos bispos, como confirmar jovens e ordenar padres e diáconos. Nos tempos modernos, após a Reforma, tais atividades às vezes se tornaram as responsáveis por fazer grandes comunidades se afastarem da Igreja de Roma. Uma desses casos célebres envolveu o bispo francês Varlet, que, viajando pela Holanda, começou a ministrar a um grupo isolado dentro da minoria católica que permanecia naquela terra calvinista. O bispo Varlet foi finalmente persuadido a conceder o episcopado ao líder desse grupo de católicos holandeses e, em 1724, nasceu a Antiga Igreja Católica Holandesa. Esta comunidade fiel e devota manteve sua identidade como uma igreja católica separada de Roma, mas ainda assim foi relutantemente reconhecida como um corpo católico válido pelo papa, e ainda mantém esse status até hoje. Nos registros do último concílio da Igreja Católica Romana (conhecido como Vaticano II), a pequena Igreja Católica Antiga da Holanda está listada no topo da lista de observadores, muito à frente de grandes corpos protestantes como as igrejas anglicanas ou presbiterianas. , devido a esta sua validade inquestionável.
Consagração do Bispo J.I. Wedgwood (segundo da esquerda), fevereiro de 1916, Londres.
Outro lugar onde abundavam os bispos errantes era o antigo território missionário cristão do sul da Índia, onde, segundo a tradição local, o maior e mais vigoroso de todos os bispos errantes, o apóstolo Tomé, jaz em um túmulo não muito longe da cidade de Madras. Os cristãos de São Tomás, originalmente brâmanes da costa do Malabar, continuaram por séculos como uma série de comunidades ferozmente independentes, sempre afirmando seus direitos contra papas e patriarcas que reivindicavam jurisdição sobre eles. E assim aconteceu que os obstinados velhos católicos holandeses e os facciosos cristãos do sul da Índia tornaram-se os progenitores não premeditados de bispos independentes ou errantes, que agora são contados aos milhares e estão espalhados por todos os continentes do globo. Os iniciadores dessa proliferação sem precedentes foram dois padres, um inglês e outro franco-americano, que, no final do século XIX e início do século XX, receberam a consagração das mãos de representantes dos bispos católicos holandeses e do sul da Índia.
Eles foram Arnold Harris Matthew (1852-1919) e Joseph René Vilatte (1854-1929) respectivamente. Mateus tornou-se o principal prelado da Antiga Igreja Católica na Grã-Bretanha, enquanto Vilatte trouxe o fluxo da sucessão originalmente igreja síria do sul da Índia para os Estados Unidos. Não vinculados às regras e restrições tradicionais em relação às consagrações de outros bispos, esses dois prelados autônomos passaram a impor suas mãos ungidas sobre um bom número de homens em ambos os lados do Atlântico, e assim iniciaram uma nova era na história da peregrinação.
A Entrada na Conexão Oculta
Em 1913, o líder envelhecido e rabugento do ramo inglês bastante malsucedido do antigo catolicismo holandês, Matthew, recebeu um visitante. O homem de trinta anos, bonito, culto e entusiasmado que bateu à porta do bispo Matthew era James Wedgwood, descendente da famosa família da porcelana inglesa Wedgwood. Ele era um teosofista, um ávido seguidor do sistema espiritual neognóstico divulgado desde 1875 pela nobre e prolífica escritora russa H.P. Blavatsky. Outros teosofistas (e muitos de seus homólogos da Nova Era de hoje), Wedgwood valorizavam as tradições espirituais ao contrário do Ocidente, como a magia cerimonial, a maçonaria esotérica e o mistério e a magia sagrada dos sacramentos cristãos. Wedgwood juntou-se ao pequeno movimento católico antigo na Inglaterra e, depois de algum tempo e vicissitudes, tornou-se bispo em 1916. Muitos de seus colegas teosofistas também se sentiram atraídos pela majestosa beleza e misticismo da missa e dos outros sacramentos administrados por Wedgwood e seus associados. Entre estes estava o “grande velho” leonino da Sociedade Teosófica, o notável professor, escritor e clarividente, Charles Webster Leadbeater. Logo Wedgwood e Leadbeater se estabeleceram na Austrália para um período prolongado de planejamento e trabalho. O resultado foi um novo corpo eclesiástico possuindo sua liturgia, filosofia e costumes distintos. Ela veio a ser chamada de Igreja Católica Liberal, e com ela nasceu um novo misticismo oculto que teria influência e consequências muito superiores à força numérica da nova igreja ou mesmo de sua aliada mais antiga, a Sociedade Teosófica.
Bispo James Ingall Wedgwood.
Dizer que poderia haver um catolicismo oculto não é tão absurdo quanto alguns podem pensar. A história está repleta de prelados, padres e freiras da Igreja Católica que eram ocultistas dedicados e habilidosos. Cabala, hermetismo, astrologia e magia foram todos patrocinados por numerosos papas e defendidos por clérigos. (Dependendo das pessoas envolvidas, bem como do período histórico, os praticantes dessas mesmas disciplinas também foram às vezes queimados na fogueira pela Inquisição); apesar de seu conflito frequente, estes grupos pertencem um ao outro e dependem um do outro de muitas maneiras. O maior afastamento do catolicismo de seu gêmeo esotérico sombrio ocorreu após o Iluminismo, quando considerações racionalistas fizeram incursões na Igreja. Ainda hoje, pode-se descobrir que pessoas de interesses gnósticos-herméticos têm mais em comum com os católicos tradicionalistas do que com os católicos modernistas do Vaticano II ou com os protestantes. Sem articular esses pensamentos conscientemente, os católicos teosóficos do tipo de Wedgwood e Leadbeater parecem ter intuído essas relações e compatibilidades arquetípicas entre o catolicismo e ocultismo básico. Com essas intuições, eles podem ter se tornado pioneiros de uma abordagem ao cristianismo sacramental que tem uma implicações significativas para o futuro da religião ocidental.
Uma nova visão mágica do poder sacramental
O campeão-em-chefe do catolicismo oculto foi, sem dúvida, C.W. Leadbeater. Um ex-padre anglicano que deixou a igreja, a família e o país para seguir Madame Blavatsky na Índia e no mundo da teosofia no final do século XIX, ele permaneceu uma figura misteriosa e convincente até sua morte no final da década de 1930. Totalmente dedicado aos ensinamentos da teosofia, Leadbeater estava, no entanto, ciente de que a magia dos sacramentos cristãos ainda era muito necessária para a humanidade contemporânea. Já em abril de 1917, ele escreveu em The Theosophist:
“Quando o grande Instrutor do Mundo esteve pela última vez na terra, Ele fez um arranjo especial com o que podemos entender como um compartimento de um reservatório de poder espiritual disponível para o uso da nova religião que ele fundou, e que seus oficiais deveriam ser autorizados, pelo uso de certas cerimônias, palavras e sinais de poder, para aproveitá-lo para o benefício espiritual de seu povo.”
Bispo Charles W. Leadbeater
O bispo Leadbeater sentiu que, por meio de suas faculdades extra-sensoriais, ele era capaz de descrever com alguma precisão o mecanismo pelo qual os sacramentos eram capazes de funcionar efetivamente. Em obras como The Science of the Sacraments, The Inner Side of Christian Festivals, e seu recente e postumamente publicado “The Christian Gnosis”, ele deixou um legado impressionante em que demonstrou para a satisfação de muitos que a Missa e outros sacramentos da fé apostólica cristã é capaz de auxiliar o bem-estar espiritual e o crescimento transformador das pessoas em nossa época, bem como no passado. A pequena, mas disciplinada igreja que Leadbeater e Wedgwood fundaram ainda existe nos cinco continentes, em países como Holanda, Austrália e Nova Zelândia, e possui numerosos edifícios impressionantes com grandes congregações. Um sério golpe foi dado à Igreja Católica Liberal, no entanto, na década de 1930, quando Jiddu Krishnamurti, que foi anunciado pelos principais teosofistas como o veículo do Mestre do Mundo (Cristo), abandonou a causa de seu messianismo e criticou todos os ritos e cerimônias com particular veemência.
Leadbeater e seu novo tipo de catolicismo oculto atuaram como influências seminais para muitos dos bispos errantes que o seguiram e que frequentemente funcionavam fora do corpo eclesiástico formal fundado pelos bispos teosóficos. Um desses clérigos foi Lowell Paul Wadle, principal representante nos Estados Unidos das sucessões trazidas a este continente pelo errante francês Vilatte. O bispo Wadle era um teosofista e um conferencista popular em círculos de espiritualidade alternativa, particularmente na Califórnia. Um homem encantador e gentil, sua influência sobre o catolicismo oculto talvez tenha ficado atrás apenas de Leadbeater. Mantendo-se em sua igreja primorosamente decorada de St Francis em Laguna Beach, Califórnia, ele era um homem a quem clérigos e leigos de muitas denominações procuravam por conselho e companhia.
Não é exagero dizer que a visão ocultista e teosófica introduzida no culto sacramental da igreja por esses pioneiros teve implicações de maior alcance e exerceu uma influência maior que é discernível superficialmente. Numerosas pessoas criativas ficaram profundamente impressionadas com a possibilidade de uma separação efetiva dos sacramentos do peso do dogma e da moralização ultrapassada com a qual as igrejas dominantes inevitavelmente tenderam a combiná-los. Uma pessoa podia agora participar dos benefícios da graça sacramental sem ser forçada a sistemas de crença e comando que pudessem ser contrários às suas convicções mais profundas. Mais de meio século antes, tendências teológicas liberais e permissivas fizeram incursões nos principais bastiões da cristandade sacramental; uma abertura foi assim criada para a liberdade, criatividade e, mais importante, para tipos não convencionais de pensamento mágico-místico dentro da graça e beleza majestosa do cerimonial consagrado pelo tempo na Igreja.
Bispos gnósticos entram na briga
O país ostensivamente católico romano da França abrigou hereges, cismáticos e bispos errantes por vários séculos. Os gnósticos de Lyon aborreceram tanto o padre da Igreja Irineu que ele dedicou volumes de diatribes para combatê-los. Grupos gnósticos de vários tipos existiram nas províncias francesas ao longo da história, sendo o mais conhecido e mais numeroso a igreja cátara no século XIII. É interessante notar que toda vez que o domínio da Igreja de Roma enfraqueceu sobre o governo da França, corpos religiosos gnósticos emergiram de seus esconderijos, geralmente apenas para serem suprimidos logo depois por outro governo clerical. Assim, na época da Revolução Francesa, a Ordem dos Templários, outrora suprimida, foi reorganizada em linhas vagamente gnósticas de seu grão-mestre, o ex-sacerdote católico romano e esoterista Bernard Fabré-Palaprat, que no início de 1800 foi consagrado Patriarca da Igreja Joanita de Cristãos Primitivos aliados à Ordem dos Templários. Essa consagração estabeleceu um padrão para muitas criações subsequentes de bispos errantes franceses de persuasão gnóstica e afins, pois o prelado consagrante, Monsenhor Mauviel, era um chamado bispo constitucional, isto é, membro de uma hierarquia de bispos católicos franceses validamente consagrados pelo governo revolucionário em oposição ao papado. Gnósticos, Templários, Cátaros e outros grupos secretos geralmente possuíam suas próprias sucessões esotéricas, mas, a partir de então, acharam útil receber a consagração das mãos de prelados católicos válidos, mas irregulares, que não eram difíceis de encontrar na esteira da guerra, da revolução e sua confusão eclesiástica.
No final do século XIX e início do século XX, pelo menos uma grande igreja gnóstica pública, a Eglise Gnostique Universalle, estava moderadamente ativa na França, liderada por esoteristas ilustres como Jules Doinel, Jean Bricaud e, eventualmente, o líder da ordem Martinista revivida, conhecido como Papus (Dr. G. Encausse). O renascimento de um movimento público católico gnóstico (ou gnóstico católico) foi assim realizado.
Como no caso do catolicismo ocultista teosófico, aqui surge a pergunta: por que pessoas ocultistas ou gnósticas devem aspirar ao ofício de bispo no sentido católico, e por que devem praticar os sacramentos da Igreja Católica Romana? A resposta não é difícil. Movimentos gnósticos de vários tipos que sobreviveram secretamente na Europa eram originalmente parte da Igreja Católica Romana. Embora diferissem de seu parente maior e fossem frequentemente perseguidos por ela, ainda a consideravam o modelo de vida eclesiástica. Eles podem considerar o conteúdo de sua religião completamente em desacordo com os ensinamentos de Roma, mas a forma de sua adoração ainda é aquela que a cristandade antiga e universal sempre praticou. O tipo de pluralismo religioso inovador que se desenvolveu na América do Norte era desconhecido para eles, e com toda a probabilidade teriam sido repelidos por ele se o conhecessem. Um gnóstico, embora herege, ainda era membro da Santa Igreja Católica e Apostólica, e tinha o direito e a obrigação de praticar os sete sacramentos históricos da maneira tradicional.
O gnosticismo francês estabeleceu assim sua própria vida eclesiástica, seguindo o exemplo da prática católica romana. O movimento nunca faltou em vicissitudes. Ainda em 22 de março de 1944, o chefe do principal corpo religioso gnóstico na França, Monsenhor Constant Chevillon (Tau Harmonius), foi cruelmente executado depois que o governo colaboracionista de Vichy suprimiu a Igreja Gnóstica. Ainda assim, o movimento se espalhou para a Alemanha, Espanha, Portugal, América Latina e países de língua francesa como o Haiti e assim permaneceram até anos após a Segunda Guerra Mundial.
A tradição gnóstica, que originalmente tinha sua casa na França, veio a se estabelecer na Inglaterra e depois nos Estados Unidos, inicialmente como resultado dos esforços de um bispo de ascendência francesa que foi criado na Austrália. Nascido Ronald Powell, ele assumiu o nome de Richard Jean Chretien Duc de Palatine. Um homem erudito e carismático, de Palatine (que recebeu suas sucessões do conhecido prelado independente britânico Hugh de Wilmott-Newman) que pode ser considerado o pioneiro do gnosticismo sacramental na Inglaterra e nos Estados Unidos. Sua tradição sobrevive principalmente na Ecclesia Gnostica, sediada em Los Angeles e chefiada pelo atual escritor, que foi consagrado em 1967 pelo bispo de Palatine. Outras igrejas gnósticas de orientação muito semelhante surgiram nos últimos anos em números crescentes. Hoje, existem descendentes vigorosos e estáveis do movimento gnóstico francês funcionando em Nova York, Chicago (liderado pelo Monsenhor Robert Conikis) e Barbados (liderado por Tau Thomas). A primeira mulher bispa na tradição gnóstica nos tempos modernos é Dom Rosamonde Miller, que fundou a Ecclesia Gnostica Mysteriorum em Palo Alto, Califórnia.
Rumo a uma nova gnose cristã
Os nomes e movimentos mencionados acima não esgotam o número de bispos errantes e os movimentos que eles fundaram. A mais populosa e estável dessas organizações é a Igreja Independente das Filipinas, cujas origens remontam à separação das Filipinas da Espanha; e a Igreja Católica Brasileira, fundada décadas atrás por um descontente bispo católico romano brasileiro. Ambas mantêm teorias vagamente definidas de caráter ortodoxo, embora existam interações positivas ocasionais entre elas e os corpos gnósticos ocultos. Existe um potencial para uma grande igreja católica cismática na China continental, onde uma Igreja Católica Romana não papal passou a existir sob as ordens de Mao Tse-tung. Este movimento com bispos validamente consagrados ainda funciona, e curiosamente conduz seus serviços sem nenhuma das mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II.
Só o tempo dirá qual será o papel dos bispos errantes dentro das estruturas em desenvolvimento da cristandade sacramental. Desde o Concílio Vaticano II na década de 1960, confusão e dissensão aberta apareceram até mesmo dentro do monólito católico romano. As “reformas” litúrgicas combinadas com frouxidão e pura trivialidade mudaram tanto a natureza dos cultos da Igreja Católica Romana em muitos países que muitos dos bispos errantes podem reivindicar uma maior autenticidade tradicional hoje do que seus homólogos e muito mais ricos e poderosos, os católicos romanos. Além disso, enquanto as mulheres ainda travam uma batalha aparentemente sem esperança pelo sacerdócio com Roma, muitos dos bispos errantes podem alegar com justiça não apenas ter concedido ordens sagradas às mulheres, mas também ter defendido um certo feminismo espiritual já a um tempo considerável. O patriarca gnóstico, Tau Synesius, assim escreveu a um congresso religioso em 1908:
“Há entre nossos princípios um para o qual chamarei atenção especial: o princípio da salvação feminina. A obra do Pai foi cumprida, a do Filho também. Resta a do Espírito, que é o único capaz de realizar a salvação final da humanidade na terra e, assim, preparar o caminho para a reconstituição do Espírito. Ora, o Espírito, o Paráclito, corresponde ao divino de natureza feminina, e nossos ensinamentos afirmam explicitamente que esta é a única faceta da divindade que é verdadeiramente acessível à nossa mente. Qual será de fato a natureza desse novo e não muito distante Messias?”
A aparente promessa que reside nos bispos errantes é obscurecida e às vezes negada pelas excentricidades pessoais e caráter desagradável de um grande número desses bispos. Como a consagração ao episcopado é muitas vezes obtida com tanta facilidade na subcultura dos errantes, pessoas venais, instáveis e lamentavelmente mal educadas abundam nas fileiras do episcopado “independente”. Um grande número desses bispos são simplesmente pessoas que não se gostaria de convidar para jantar. O “fator desprezível” é muito óbvio e onipresente, e esse fator provavelmente continuará sendo o maior obstáculo para o trabalho positivo que os bispos errantes poderiam realizar nesta época.
A indignidade de muitos não deve nos cegar para o potencial que reside nos poucos. A massa de bispos errantes assemelha-se muito a uma espécie de prima matéria alquímica de onde ainda pode emergir uma verdadeira pedra dos filósofos. O cristianismo começou como uma heresia judaica de má reputação, tendo como fundador um criminoso executado. Cismas e heresias cristãs que hoje são tidas em descrédito também podem levar a grandes e transformadores desenvolvimentos espirituais. As pedras angulares do futuro são frequentemente feitas de pedras antes rejeitadas pelos construtores. O estranho e paradoxal fenômeno dos bispos errantes pode revelar-se como um ingrediente vital na alquimia histórico-espiritual da era vindoura. Alguns de nós esperam que esse seja o caso, enquanto outros zombam ou se afastam de tais preocupações. A última palavra, porém, pertence a Poderes que transcendem tanto os defensores quanto os críticos. E a palavra deles, podemos ter certeza, será final e direta.
Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!
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22/07 (sábado) – Kabbalah
23/07 (domingo) – Astrologia Hermética
Local: Rua Bartolomeu de Gusmão, 337 (prox. ao metrô Vila Mariana)
Horário: das 10h às 18h
KABBALAH
Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.
A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.
O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.
O curso básico aborda os seguintes aspectos:
– A Árvore da Vida em todas as mitologias.
– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah
– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).
– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.
– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).
– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.
– O Rigor e a Misericórdia.
– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.
– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.
Total: 8h de curso.
ASTROLOGIA HERMÉTICA
A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.
O curso básico aborda os seguintes aspectos:
– Introdução à Astrologia,
– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos
– os 12 Signos,
– as 12 Casas Astrológicas,
– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.
Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.
A alquimia é das ciências ocultas que, atualmente, mais interesse tem despertado, não só pelos inúmeros livros que ao longo dos tempos foram escritos sobre a Arte Hermética, mas também, pela curiosidade de saber algo sobre a veracidade da misteriosa Pedra Filosofal, também conhecida por Medicina Universal.
Durante muito tempo a alquimia foi sinônimo de charlatanismo ou de ignara credibilidade. Muito do descrédito da alquimia era devido à falta de publicações sérias, pois muitas delas são imitações grosseiras, feitas por sopradores, (falsos alquimistas) dos verdadeiros e antigos textos, nas quais se une o absurdo com a ignorância. Atualmente, devido ao grande número de traduções das obras clássicas mais importantes dos grandes Mestres, a opinião de muitas pessoas mudou completamente.
A palavra alquimia, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espagíria, não é a que atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.
A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.
Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para formar novos corpos.
No dizer de Roger Bacon, no Espelho da Alquimia, «…A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a perfeição…»
A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.
Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de verdadeiras.
Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de alegorias, símbolos ou figuras.
É isto que dificulta o estudo da alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores.
O alquimista não é um fazedor de ouro como muita gente pensa. A transmutação só terá lugar, como já dissemos, como prova provada da veracidade da medicina universal ou pedra filosofal.
Hoje, como no passado, existem também alquimistas. Encontram-se em todos os extractos sociais, tal como diz Cyliani em Hermes Revelado: «…Reis da Terra, se conhecêsseis o grande número de pessoas que se entregam, em segredo, nos nossos dias, à procura da pedra filosofal, ficaríeis admirados…»
Foram escritos milhares de livros sobre a Arte, pois ao que parece, desde fins da Idade Média até ao século XIX, a alquimia esteve na moda, e não só os gentis homens, nobres e cavaleiros, religiosos, clérigos e até alguns reis e papas, não só escreveram tratados sobre a Arte de Hermes, como também frequentemente a praticaram. Como é óbvio, isso deu origem a que fossem escritos muitos livros que nada têm a ver com a verdadeira alquimia.
Atualmente, os livros sobre a Arte Hermética são muito procurados. Infelizmente, existem no mercado muitos livros que aparentam ser obras sérias, mas não passam de pura especulação. Mesmo assim, são adquiridos não só por curiosidade, mas também pelo desejo de deles se poderem extrair alguns conhecimentos que permitam descobrir algo novo.
Não queremos com isto dizer que não foram escritos livros sérios sobre a Arte Hermética. Esses livros existem e são hoje bem conhecidos pelos estudiosos e investigadores da alquimia.
Muitos deles estão compilados no Theatrum Chemicum, na Bibliotheca chemica curiosa de Mangeti e na Bibliothéque des Philosophes Chimiques de Salmon.
E para fechar este Projeto com chave de ouro, como ultrapassamos 25k na pré-venda dos Livros Sagrados de Thelema, anuncio nosso próximo passo: a volta do Projeto Mayhem e a criação de uma revista trimestral nos mesmos moldes do Liber 1… através de um Financiamento Coletivo recorrente. Se os magos de 1929 conseguiam se reunir e separar as matérias mais interessantes para publicar, nós em 2018 também somos capazes de fazer isso.
Para mostrar a qualidade gráfica que podemos alcançar, todos que apoiaram o Projeto Livros Sagrados de Thelema receberão um exemplar do Volume zero, uma revista com 32pgs e matérias escritas por uma galera muito boa sobre diversos assuntos ligados às ciências ocultas… thelema, alquimia, hermetismo, magia prática, umbanda, espiritualismo, etc.
A figura principal desta lâmina é uma serpente crucificada. A serpente como se sabe é um animal frio e venenoso. Assim, o seu simbolismo alquímico será um mineral ou um metal frio e venenoso também.
Porque foi crucificada a serpente?
No lado esquerdo do braço da cruz onde a serpente está pregada, do lado direito do prego, vê-se o símbolo espagírico de Marte.
No braço do lado direito e do lado direito do prego, vê-se um símbolo parecido com um 8. Alquimicamente este símbolo aqui não faz sentido. Examinámo-lo com uma lupa e verificámos que é um globo crucífero com contornos mal definidos.
Então qual é o significado simbólico da serpente?
É fácil entender o seu simbolismo por causa dos dois símbolos espagíricos. Marte e o Globo crucífero. Na verdade a serpente é Satúrnia como é designada por Flamel no Brèviére ou Testament e é fria e venenosa como uma serpente.
Porque foi a Saturnia crucificada? Ela foi crucificada (morta) para fazer o amálgama filosófico.
Continuando. No cimo da cruz vê-se o símbolo espagírico do Sol e no centro o do Mercúrio. Os dois juntos com a Satúrnia formam o amálgama que será posteriormente destilado.
Mas há mais. Olhai a parte inferior do crucifixo. Que vedes? Os símbolos espagíricos da Lua e do amalgama (os mesmos pequenos círculos que se podem ver na ilustração p 209 na L’Alchimie de Flamel).
Alquimicamente a cruz ou crucifixo pode simbolizar duas coisas: um cadinho ou a morte (putrefacção do composto).
Aqui, a cruz significa simbolicamente, a morte do composto (amálgama filosófico) Sol ou Lua (enxofre) e o Mercúrio.
Macho e fêmea, isto é o Andrógeno!
In L’Alchimie de Flamel, Editions Savary, 42 rue Barbés, 11000 Carcassonne, France.
Já faz algum tempo que venho escrevendo sobre a “Velha Magia” – como a encontrada nas Religiões Tradicionais Africanas, nos grimórios salomônicos e nas tradições folclóricas indígenas. Descrevi o modelo espiritual da magia — que vê os deuses, anjos e espíritos como seres objetivos — e o comparei desfavoravelmente com o modelo psicológico, que vê essas mesmas entidades como construções mentais que existem apenas dentro da mente.
Claro, se você tem acompanhado meu trabalho, você está bem ciente disso. No entanto, nas últimas semanas, tornou-se evidente que minha rejeição do modelo psicológico da magia pode ser mal interpretada como um repúdio de todo o assunto da psicologia. Portanto, gostaria de aproveitar esta oportunidade para esclarecer as coisas .
Embora eu certamente não veja a magia como meramente uma forma antiga de psicologia, é importante lembrar que isso não exclui a psicologia em si! Os espíritos podem ser reais e objetivos, com personalidades e agendas próprias, mas a arte humana que chamamos de “magia” tem muito a ver com a mente.
As ferramentas certas, os rituais certos e até mesmo uma fé literal na realidade objetiva dos espíritos não são suficientes. Sua própria psicologia é vital. Como a magia afeta você, e como você (seu estado mental) a afeta, é uma grande parte dos Mistérios.
O axioma socrático de que se deve “conhecer a si mesmo” continua sendo uma verdade vital até hoje . Não importa quão reais sejam os espíritos se sua mente está tão atolada com neuroses e complexos que você não consegue percebê-los. Você não pode falar com eles se não consegue distinguir seus próprios pensamentos das vozes dos espíritos. Você deve saber como engajar as paixões – os “frenesis” mentais descritas por Agripa (que hoje chamaríamos de estados de êxtase). Você deve ser capaz de aprender as lições que os espíritos lhe ensinariam, para crescer e evoluir como um ser humano e um mago – para “tornar-se mais que humano”, como diria a Golden Dawn .
Se você deseja se destacar na magia, você deve conhecer o conteúdo de sua própria mente, como sua mente funciona e como “metaprogramá-la” – isto é, apagar a programação mental defeituosa e escrever programas melhores para substituí-la. Você deve ser capaz de distinguir entre seus próprios pensamentos movidos pelo desejo e o conhecimento que está sendo transmitido a você por inteligências externas. Você deve superar seus demônios pessoais e ascender da escuridão da ignorância (não apenas a ignorância do mundo, mas também do Ser). Você deve ser seu próprio mestre, no controle de seus pensamentos e emoções, caso contrário, esses espíritos objetivos vão fazer o que querem com você. Se você não está ciente de suas próprias motivações e medos secretos, então seu Trabalho é construído inteiramente sobre um terreno instável.
É por isso que a auto-retificação, a alquimia espiritual , etc. são tão importantes. É por isso que em Secrets of the Magickal Grimoires , meu livro sobre textos ocultistas medievais, apresento aos leitores o modelo de consciência Leary/Wilson inteiramente moderno e discuto os efeitos da privação sensorial, enteógenos e orações e jejuns prolongados. Eu explico os frenesis de Agripa e como elas se aplicam a diferentes práticas mágicas. Eu até afirmo, em termos inequívocos, que o estado mental alterado é o aspecto mais importante de qualquer ritual mágico.
Além disso, aconselho os alunos a buscarem alguma forma de iniciação fora dos grimórios – tanto para autoridade espiritual quanto para auto-retificação, que, obviamente, andam de mãos dadas. Quer o seu caminho escolhido seja através dos graus da Golden Dawn, os graus da Wicca , uma Loja Thelêmica , o Sacerdócio* ou qualquer outro lugar, é muito importante empreender um sistema de avanço espiritual. (* Observe que a Chave de Salomão exorta seus praticantes a avançar para o “rank ou grau de Exorcista” antes de tentar a magia. Isso significava buscar uma ordenação adequada, com todo o treinamento, purificação e auto-retificação que acompanhava com ele. )
Esta é a diferença entre um Adepto no comando de si mesmo e seus familiares , e um diletante apenas alimentando espíritos aleatórios na esperança de obter algum tipo de resultado.
Assim, mesmo que os praticantes da Velha Magia se recusem a ver os espíritos como construções mentais, não é verdade que tenhamos descartado completamente a psicologia. Nós simplesmente acreditamos que o chamado modelo psicológico da magia levou as coisas longe demais, esquecendo que os espíritos também são pessoas.
A flor de lis (flor-de-lis) é uma figura heráldica muito associada à monarquia francesa, particularmente ligada com o rei da França. Ela permanece extra-oficialmente um símbolo da França, assim como a águia napoleônica, mas seu uso é muito mais antigo do que isso.
De acordo com o historiador Georges Duby, representa os três braços da monarquia feudal: Aqueles que trabalham, aqueles que lutam e aqueles que rezam.
É um símbolo religioso tão arraigado que pode ser encontrado no brasão papal, nos escudos dos nobres ingleses e escoceses; bósnios e canadenses. É um símbolo maçônico utilizado para representar a ponta de lança que guia o homem em direção ao seu destino.
O símbolo aparece nos primeiros cetros reais, representando o FOGO na alquimia. O espiritual que guia o rei em suas decisões de caráter divino, sendo encontrada em praticamente todas as eras e civilizações. Sua origem provável remonta do simbolismo com a lótus oriental: de uma flor bela e pura que nasce em meio ao lodo do pântano, representando os ocultistas e hermetistas em sua Verdadeira Vontade, com o espiritual (fogo) erguendo-se sobre o material (terra+água). Representa a união do homem com o divino e é uma das principais referências dentro da alquimia.
É uma das quatro figuras mais populares em heráldica, juntamente com a águia, a cruz e o leão.
Era comumente encontrado em descrições cristãs sobre Jesus, por sua associação com uma das canções de Salomão “Lírio entre os espinho” (lilium inter spinas), considerado uma referência a Maria Madalena e também à Virgem Maria, além de representar também a mesma simbologia da Lótus oriental e egípcia. O Lírio, na Grécia, era considerada a planta sagrada de Hades, e usada até hoje como símbolo de passagem segura para o Reino dos Mortos.
Sua forma estilizada também faz referência ao Tridente, símbolo de Exú (guardião das encruzilhadas e reinos), que guarda as funções de mensageiro entre os orixás e os humanos, sendo muito utilizada em pontos riscados na Umbanda e Candomblé.
Alguns grupos de religião ateísta brasileira adotaram este símbolo, provavelmente por completo desconhecimento de seu significado.