O Mito da Fênix

A Fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar até elefantes.

A Fênix nas tradições germânicas é a deusa Gullweig.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a Fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a Fênix queimava-se numa pira funerária. A Fênix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da Fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da Fênix. Esses últimos adoravam “benu”, uma ave sagrada semelhante à cegonha. O “benu”, assim como a Fênix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves somente representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.

Segundo a uma antiga versão russa tinha o nome de pássaro de fogo,na qual vivia em chamas.

A Fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causava em outros animais, chegava a provocar a morte deles.

Segundo a lenda, apenas uma Fênix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.

Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova Fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de Fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma Fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a Fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por Fênix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.

Para os gregos, a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios a tinham por “Benu” e estava sempre relacionada a estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.

No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade.

Registros históricos

“Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Árabia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz.” – “E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si” – Apolônio de Tiana,[2]

“Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo – a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho – o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai – como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o” –

A Fênix, símbolo de ressurreição.

A Fênix representa a ave legendaria que vivia na Arábia. Segundo a tradição, era consumida por acção do fogo a cada 500 anos, e uma nova e jovem fênix surgia das suas cinzas.

Na mitologia egípcia, a ave fênix representava o Sol, que morria à noite e renascia pela manhã.

#Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mito-da-f%C3%AAnix

A Espada: projeção da energia sexual

Este é um método de gerar e projetar energia sexual. É um meio de dirigir um orgasmo aos planos astrais. Esta é uma catapulta para exaltar a consciência para qualquer estado que seja.

As sensações físicas do sexo são causadas pela acumulação, movimento ou liberação de Energia. O Controle é um ato de Vontade , a visualização é o meio para a magia (k ) e a Árvore da Vida é um sistema coordenado, útil na descrição da ocorrência mágicka. Assim como em cima, também embaixo …Uma implicação de que todos os pontos do Macrocosmo são imediatamente acessíveis através do microcosmo; i.e, a aura.

Quase toda a informação que você terá de outras realidades são transpostas sob forma simbólica. Os parâmetros (limitações) com os quais você realmente trabalha em suas magias(K) pessoais permaneceram fiéis a esses trabalhos sexuais. O sistema de símbolos com o qual você trabalha e pensa determinará a natureza de suas observações. Você poderá ter revelações e aprender muitas coisas novas, mas apenas coisas que se adequem através de sua própria janela ou sub-realidade particular. Eu considero o sistema da Árvore da Vida extremamente útil, mas qualquer glifo completo do universo será eficiente. Escolha seus símbolos cuidadosamente- eles são seus pensamentos .

A Técnica Projetiva

1) Gere e acumule energia sexual.

2) Formule a enrgia como uma forma astral dentro de seu corpo, nítida e brilhante.

3) Movimente a forma de energia para a base da espinha, materialize-a com a sua consciência, oriente e aspire ao “local” de trabalho.

4) Libere a energia através da espinha, direcionada e consagrada pela Vontade.

Gerar e acumular energia não é problema algum, já que qualquer método de estimulação sexual será suficiente. Alguns meios são mais apropriados para alguns tipos específicos de trabalho que outros. Todos os numerosos meios de causar excitação que as pessoas encontraram podem ser atribuídas a Árvore da Vida. Essas considerações devem ajudá-lo em seu trabalho. Ao inflamar a mente com os símbolos ou idéias que caracterizam o trabalho, é possível atingir o portal de qualquer dos planos astrais apenas através da técnica projetiva. Se você deseja permanecer em um plano astral tempo o suficiente para fazer a sua Vontade, você precisa ter afinidade com as formas desse plano, ou então você cairá de volta em seu corpo.

Uma forma simples de engendrar essa afinidade é escrever, de seu próprio punho, todas as atribuições e correspondências que puder encontrar concernentes ao plano em que deseja trabalhar. Leia essa lista cinco ou seis vezes por dia ( no mínimo) e permita que essas imagens ajam por si só em sua consciência. Execute esse exercício durante uma semana antes de iniciar o Trabalho.

Suas percepções ficarão sintonizadas às forças envolvidas, e tornar-se-ão aparentes na sua vida cotidiana. Por exemplo, se você deseja trabalhar Netzach, você aspira observar a Força Dela sob formas normalmente obscurecidas pela justaposição de todas as Sephirot. A Obra ( ambientação, postura mental) deve ser evocativa de Netzach em todos os aspectos. Quanto à geração de energia, alguns meios seriam mais alinhados comNetzach que outros. Sacerdote e Sacerdotisa seriam perfeitos para tal situação, enquanto para Hod seria melhor que o Sacerdote ou a Sacerdotisa executassem o trabalho sozinhos.

Durante o congresso sexual, ou seu equivalente, a energia sexual é percebida como sensação. O corpo animal vê o sexo meramente como uma função corporal. Não é acumulada mais energia do que a necessária para desencadear um orgasmo. Geralmente isso não é o suficiente para se trabalhar. Precisa haver controle para acumular essa energia e criar o “montante”. Precisamos também condicionar o corpo energético a lidar com um poder maior.

Para controle, você deve antes de tudo ter um grau maior de consciência. Você deve estar acuradamente ciente de cada uma de suas sensações físicas. Onde é o ponto de sensação máxima, sua extensão aurea, sua intensidade relativa, sua profundidade no corpo e assim por diante. Você deve aspirar atingir a consciência total e a habilidade de descrevê-la completa e acuradamente. Torne-se absolutamente consciente de seus limites cinestéticos e onde a sensação está localizada neles. Visualize a sensação como luz. Você deve criar uma analogia visual para tudo o que sente. De início, luz branca é o mais adequado. Não tente ainda nenhuma manipulação, apenas sinta e veja a luz. Então, cubra seu corpo com essa visão. Ela deve ser mais brilhante onde a sensação é mais intensa, esmaecendo nas extremidades. Essa visão deve seu uma qualidade integral, feita sem esforço. Deve haver uma identificação total entre visão e sensação- como quando se coloca a mão sobre a chama de uma vela. Todo orgasmo deve ser monitorado e visualizado. Mantenha um diário, sem, no entanto, ficar obcecado. Você terá mais chances de sucesso se isso for feito em um espírito de diversão, apesar do fato de que este é um rito deveras sagrado.

Na acumulação de energia, você deverá notar que a luz torna-se cada vez mais brilhante e concentrada à medida que você se aproxima do êxtase. A técnica aqui é alcançar o ponto de êxtase e permanecer equilibrado ali, permitindo que o campo de energia se intensifique e se expanda. a formulação da forma astral requer toda a concentração de seu controle. Quando concentrada e limitada pela Vontade, essa forma de energia torna-se uma espécie de objeto sólido. Quando o controle é abandonado, torna-se uma espécie de energia ou luz e é muito mais difícil de ser governada.

Criar uma esfera na luz branca é talvez uma das mais simples e eficazes formas, já que apresenta a mesma aparência seja qual for a sua perspectiva. As cores virão espontaneamente à medida que sua habilidade e percepção aumentarem. Quando você for competente na técnica, você poderá moldar essa forma de qualquer jeito que quiser, mas, mais útil ainda, é projetar a sua consciência nessa forma. Isso é feito enquanto a energia está sendo concentrada no campo do deleite pré-orgásmico.

As sensações contruídas com a continuação da estimulação.. A energia é limita-se a área genital. A acumulação ali na verdade restringirá a corrente de certa forma como ao colocar um carregador de baterias em uma bateria completamente carregada- nenhum lucro. Nós, portanto, movemos a esfera de luz para a base da espinha e a mantemos ali. O posicionamento permite que mais energia seja gerada, fluindo do chakra Sexual (mudhalahara) através dos genitais, e devidamente fixa a esfera para a eventual liberação de energia através da coluna. É na base da espinha que transferimos a consciência para a forma astral. Mas apenas a inspiração pode guiar o magista. Você deve estar absolutamente certo daquilo que aspira, pois quando a flecha é solta corre diretamente para seu alvo.

Mesmo enquanto você começa a formular as sensações, é melhor que marque o local de sua aspiração. Aqui retornamos ao conceito de Macro/microcosmo. Formule a Árvore da Vida em sua aura de modo que Kether fique posto sobre o Chakra da Coroa e Malkuth na base da espinha. Isso fornece uma mapa astral, especialmente útil ao se trabalhar com caminhos não diretamente posicionados no pilar do meio. Então, se eu desejo trabalhar em Chesed, devo fixar uma estrela azul no ombro direito, guarnecida pelo sigilo de Jupiter. Isso é fixado na aura para persistir de sua própria maneira.

Ao transferir a consciência para a base da espinha, nossa perspectiva muda radicalmente. É comum vivenciar a experiência de estar num campo de estrelas ou numa estrela em si. Sua percepção de seu corpo físico permanecerá, mas de outra forma. O sigilo que você estabeleceu (como no exempo acima) está agora a uma vasta distância de você, provavelmente longe do alcance de vista, mas sua aspiração o leva a ele assim como a agulha de uma bússola aponta o Norte.

O orgasmo agora chega a um ponto inevitável. Apenas mantendo a forma astral você conseguirá prolongar esse estado. Você deve manter-se equilibrado no próprio limiar, escorregando, mas lutando por permanecer ali, pois o deleite aumenta mais e mais. O corpo animal derrama energia abundantemente sobre os genitais , ameaçando desencadear o orgasmo. No aprendizado, será mais fácil para você e seu parceiro revezarem entre ser o ativo e o passivo, permitindo que o parceiro ativo controle os movimentos. Segure-se firme ao ápice! á medida que sua habilidade em prolongar este estado aumenta, maior será a duração e intensidade de seus orgasmos. As formas astrais que você cria serão como objetos discretos.

Quando o magista concebe força suficiente para o trabalho, há apenas a necessidade de recordar a imagem do sigilo e relaxar o controle. A energia é acumulada através do deleite e é liberada através do deleite também. O deleite é ofuscante, violento em sua ação. A força do orgasmo projeta a forma astral, na qual a consciência foi colocada, para o sigilo. A experiência pode parecer estranha no início, apesar de agradável. A sensação física através do corpo é sentida plenamente, mas há também uma sensação de precipitar-se através do espaço. Você pode ver também a energia mover-se através de seu corpo como se você estivesse fora dele. Se isso não é confuso o bastante, é comum ter visões ao trabalhar com os chakras superiores. Enquanto isso acontece, não há confusão: as percepções, enquanto distintas e separadas, são também integradas.

Este é o método básico de projeção. É o suficiente para levá-lo para qualquer coordenada astral que escolha, mas isso não confere o alcance de nenhum plano. Isso é estritamente uma questão de Conhecimento, experiência prática, e, mais importantemente, a habilidade de fazer sua Vontade lá.

Antes de proceder com as escolhas de ação nos planos, um pouco mais deve ser dito sobre a técnica.

Neste aprendizado, tome seu tempo e não tente apressar-se para chegar ao próximo passo. Trabalhe sobre um aspecto de cada vez, apenas acrescentando o próximo quando estiver realmente competente. As sensações físicas lhe garantirão o conhecimento certo de seu progresso. Elas mover-se-ão pelo seu corpo, e o que você apenas sentira nos quadris será sentido em outros lugares. Por exemplo, não há como confundir um orgasmo vindo do chakra do coração. A intensidade de seus orgasmos será devastadora.

Essa prolongação do estado pré-orgásmico não pode ser suficientemente enfatizada. é nesse mesmo ápice que a energia é erigida. Você deve ser capaz de prolongar esse estado no mínimo por 20-30 segundos. Se liberada muito cedo, você não terá ímpeto suficiente para atingir os centros mais altos.

Antes que seu controle esteja perfeitamente estabelecido, você poderá achar que seu orgasmo perde-se ocasionalmente. A energia foi reabsorvida pela aura. É quase como se ela tivesse sido arrebatada de seu alcance. após um breve descanso, você pode começar novamente. Se isso se tornar um problema recorrente, pode ser que seu controle exceda a habilidade do corpo energético de lidar com a energia que surge. Prática contínua resolverá esse problema assim como exercícios permitem que o levantador de pesos levante mais peso. Às vezes você pode simplesmente errar o alvo, ou perdê-lo, por falta de concentração adequada, ao tentar manter as formas astrais. Por isso, a familiaridade total com os chakras e a Árvore da Vida é a única solução. A visualização da forma de energia, dos chakras, e da árvore da Vida deve ser completamente automática e sem esforço. Você deve guardar a sua concentração para o trabalho em si. Se isso não ocorrer, faça uma pausa a partir da aplicação e utilize técnicas meditativas para fortalecer sua base.

A forma de energia é a base da técnica. Comece a construí-la assim que suas sensações começarem a surgir. Durante os estágios iniciais, é meramente uma cintilação. Não há porque tentar apressar o processo ou consolidá-lo antes que esteja suficientemente intenso para fazê-lo. A experiência é o único guia verdadeiro. Os 20-30 segundos ou mais de deleite pre-orgasmico são onde a verdadeira necessidade é definir e concentrar a energia.

Ao mover a forma de energia para a base ganhamos tempo para trabalhar e também mais energia. Na prática , essa forma astral pode tornar-se tão grande a ponto de circundar completamente os chakras inferiores. Isso permite um controle melhor para atá-la em um corpo mais discreto. Abandoná-la indistintamente normalmente leva a uma corrente mais generalizada, que não é realmente canalizada pela espinha. Esses resultados em uma mera superfície carregam a aura ao invés de se um brilho focado. A movimentação dessa energia é baseada na identificação da visão e sensação. É muito mais fácil construir uma forma astral do que algo tênue como a sensação. Essa é uma chave, lembre-se bem disso.

Quanto a transferir sua consciência- Vontade de estar lá. Ao estar completamente consciente das sensações e suas analogias visuais, e extrair a informação sensorial, você estará lá. Sua consciência estará onde suas percepções estiverem centradas. Isto também é uma chave. Você sentirá seu corpo físico através do seu corpo astral. Porque sua consciência está envolta em uma esfera de sensação, quando a sensação de energia se mover, sua consciência também se moverá.

Uma variante da técnica projetiva é a invocação. A Invocação de uma entidade ou forma Deus/a permite ao magista o acesso a um poder maior ou mais refinado do que é normalmente possível. Como no método pojetivo, é melhor gastar uma grande quantidade de esforço antes do trabalho, impregnando-se das idéias e sentimentos associados com a força que deseja invocar. Medite sobre o sigilo dessa força constantemente até que sua visualização seja sólida e brilhante; você deve conseguir fazê-lo sem esforços. Devidamente feito, esse trabalho preparatório constitui uma variedade de invocações em si. A quantidade de tempo necessária para essas preparações depende de seu próprio nível de compreensão e experiência. Agrupe os conceitos de Divindade de formas diferentes; tente encontrar novas associações e idéias. A forma ritual utilizada deve ser planejada e executada um todo que fli e não uma coleção de pedaços e partes. Não deve haver um ponto onde uma parte acabe e a outra comece. Qualquer brutalidade em um ritual tende a tirar a concentração. Qualquer oratória deve ser memorizada ao invés de lida, mas é melhor estar tão familiarizado com o assunto que flua naturalmente, sem esforços. A Suprema invocação se dá durante o orgasmo.

Durante a acumulação de energia e construção da forma astral, um sigilo é colocado no Chakra cardíaco que é usado como um templo astral. A técnica difere aqui; onde aquela esfera de luz, materializada pelo magista, não é liberada como uma força projetiva. No momento da liberação da base da espinha, a forma astral é movimentada lentamente para cima, de forma que a energia não é dissipada. A forma é mantida como uma esfera brilhante e nítida. A sensação é análoga ao orgasmo mas mantida como uma fonte enquanto move-se para cima. Deve levar alguns segundos para chegar ao Chakra Cardíaco. Quando o Chakra Cardíaco tiver sido alcançado, a esfera de luz, a consciência do magista e o sigilo se fundem. Nesse ponto, o sigilo fica carregado. Se tudo tiver sido feito corretamente, com uma devastadora aspiração ao Deus/a, essa força certamente se fundirá com o Sigilo. A energia é posta no Chakra Cardíaco como uma Estrela, irradiando a aura. Essa energia é consagrada para e pela presença da força invocada, permitindo ao magista controlá-la como necessário. Por ter a forma de uma Estrela, a força deverá subsistir por bastante tempo, mesmo que sensações corporais tenham diminuído em alguns minutos. Você pode livremente comunicar-se com o/a Deus/a durante esse período que durará enquanto seus poderes de concentração persistirem.

Se a mente divagar, o contato será perdido. Você deve saber o que fazer e como fazê-lo. Pode ser pedido que você desenhe sigilos(astralmente), ou então que prove sua autoridade de controlar a força invocada. Certamente não é hora para perder a convicção ou ficar inseguro daquilo que procura. Não fique muito desapontado se de início você se eleve à beira dos portais, só para depois cair de volta em seu corpo. Você pode tentar isso como uma técnica, praticada como uma energia trabalhando sem invocações. O efeito então será o de carregar a aura com a energia de Tipheret. Isso vitalizará a aura enquanto a forma de energia é lentamente reabsorvida. Fornecerá uma sensação de saúde e vigor; você poderá vir a receber comunicação de seu Sagrado Anjo Guardião. Essa técnica pode ser aplicada durante relações sexuais normais, sem preparação intensiva ou ritual.

A função da Árvore da Vida em tudo isso é fornecer uma estrutura coerente, um mapa do astral. Não confunda o mapa com a realidade. As Sephirot estão em todas as coisas, em toda parte e em parte alguma. O que estamos realmente fazendo é concentrarmo-nos em um centro, ou uma idéia, para a exclusão de todas as outras. Os chakras são centros funcionais das Sephirot- não Sephirot em si. Esses são pontos importantes a serem lembrados.

Sete Chakras

Para os propósitos de nosso trabalho, preocupamo-nos apenas com os sete maiores centros de energia no corpo. Há muitos outros, de menor importância, e você pode querer experimentá-los quando tiver dominado os sete.

A espinha dorsal é o caminho maior para a movimentação da energia através do corpo/aura. Equivale ao pilar do meio da Árvore da Vida. Os chakras maiores são alinhados com o pilar do meio, apesar de não estarem nele em todos os casos. Os chakras usados neste sistema são:

Coroa: No topo do crânio e um pouco acima dele.

Terceiro olho: Centrado na testa, logo acima das sobrancelhas.

Garganta: Na cavidade da graganta.

Coração: No centro do peito.

Umbigo: Logo acima ou centrado no umbigo

Sexual: Entre o umbigo e o púbis.

Base da espinha: No final do coccix.

Os chakras da Base da Espinha e da Coroa são alinhados com a espinha dorsal. Os outros são posicionados na parte frontal do corpo, incrustados aproximadamente na metade da superfície da pele. São ligados à espinha como flores a seus caules. Manter uma boa postura ajuda a energia a fluir de sua aura e alinha os chakras.

A Base da Espinha é o ponto do despertar da energia. É atribuída à Malkuth e representa o polo da Terra da polaridade do Espírito da Terra. É muito importante pois nos dá um “tiro direto” para a Coroa.

O Chakra Sexual é atribuído a Yesod e processa a energia para o nosso trabalho. Muito frequentemente, a força mágicka é confundida com desejo sexual, então é comum que se desperdice energia que poderia ser aplicada em domínios mais espirituais. Basicamente, é uma questão de transmutação, já que a energia bruta pode ser processada para qualquer propósito que desejarmos. Esse chakra fornece a energia dos genitais. Ao consolidar essa energia em uma forma astral e mov6e-la para a Base da espinha, podemos “enganar” o Chakra Sexual para nos dê mais energia do que o habitual. O Chakra Sexual é, é claro, ligado à espinha, mas mover a energia diretamente para a Base da Espinha contorna os genitais- fazendo a magia sexual inoperante. Se a energia é movida primeiro para os genitais, ela não fluirá de volta para a espinha através do chakra- análogo à eletricidade nesse caso. Ela não pode fluir contra a corrente.

O Chakra Umbilical é um centro funcional tanto para Hod quanto para Netzach. Em seu modo receptivo é atribuído à Netzach. Ë quando sentinos o campo emotivo à nossa volta. É interessante notar que em nossa línguaafirma isso com termos tais como “me embrulha o estômago”; “frio na barriga”; etc. Quando projetando para Netzasch, devemos utilizar o lado esquerdo do corpo ao invés do chakra em si- movendo primeiro para o chakra, depois para o lugar correspondente na Árvore, quase sempre o quadril esquerdo. Hod é funcional através do Chakra Umbilical de uma maneira mais assertiva. É aonde podemos projetar formas de energia tais como escudos psíquicos, duplos astrais e a Vontade pura. Castaneda escreve sobre isso, e eu experieciei a projeção da Vontade desta maneira, a ponto de salvar minha visa ao escalar uma rocha.Em qualquer grau, ao viajar para Hod, nós podemos projetar a consciência para o chakra umbilical e então para o lado direito do corpo.

O Chakra Cardíaco é atribuído à Tipheret. É aonde invocamos a força Deus/a e é também associado ao Sagrado Anjo Guardião. Pode também ser usado para técnicas projetivas, apesar de que, na maioria dos casos, o trabalho aqui concerne invocações.

O Chakra da garganta responde a Geburah-Chesed; novamente, um par funcional. Esse centro é útil para tipos oraculares de trabalho e alguns dizem que é aonde a Vontade é projetada. Esse chakra pode também ser usado para a projeção da consciência.

O Terceiro Olho envolve Binah-Chokmah, como um par funcional. As funções para mim são muito difíceis de serem disassociadas, ao menos em meu atual estado de compreensão. O Terceiro Olho é muito útil para o aprendizado e rende visões das mais variadas e espetaculares naturezas. Há geralmente tal riqueza de visão que torna-se difícil trazer tudo de volta. Essas visões frequentemente tomam a forma de sigilos ou símbolos que requerem meditação para serem solucionados. Com a prática, torna-se mais fácil focalizar o que é importante para você num dado momento.

O Chakra da Coroa é associado com Kether. O trabalho aqui é de uma natureza totalmente diferente. Parece não haver ponto algum de referência.

O que eu ressaltei foi apenas o básico superficial. Se você não está acostumado com os chakras, é preciso alguma leitura complementar. Meu propósito aqui é meramente apontar como uso estes chakras, já que há certa diversidade na literatura. Não tenho dúvidas de que eu poderia projetar minha Vontade através do meu dedão do pé; não há porque perder-se em controvérsias dogmáticas. O ponto principal é ser consistente em sua própria estrutura.

A Árvore da Vida na Aura

Ao trabalhar nos planos sutis, precisa haver uma idéia bem clara de onde deseja-se trabalhar. É claro que “onde” é apenas um modo de falar. Duvido seriamente que os astronautas um dia chegarão a Yesod, não importa quantas vezes voem para a lua. Mas “onde” é um conceito útil e nosso intento cria a nossa realidade. A Árvore da Vida e os 22 caminhos dão nos um proveitoso arranjo de “ondes”, permitindo-nos manter uma separação de idéias e inter-relacionar essas idéias em um nível completo. É um tanto estranho que a proporcionalidade da Árvore não se justaponha perfeitamente no corpo humano, mas este é apenas um contratempo menor. Ao menos temos o pilar do meio e sete divisões que correspondem basicamente às posições dos chakras. Ao contruir a Árvore na Aura, é melhor começar pelo pilar do meio ou espinha dorsal. Na prática, isso ajudará a ungir os chakras com algum tipo de irritante menor, como bálsamo de tigre ou óleo de canela para fixar a posição de uma forma efetiva. é mais fácil começar com apenas algumas áreas, e ficar relaxado e familiarizado com elas antes de adicionar outras. Comece pela base da espinha e visualize esse centro como uma esfera cintilante. Quando você conseguir vêla/senti-la muito bem, vá para o Chakra Sexual e então unte-o . Veja ambos, e o caminho que os liga, na luz, e então vá para o pilar do meio até que consigar ver/sentir todos eles. Esse é um exercício importante, e se você nunca o fe antes, lhe demorará muitas outras vezes parta conseguir fazê-lo, antes de tentar as visualizações envolvidas nessas magias (k) sexuais. Quando for capaz de ver os chakras e a espinha dorsal facilmente e sem esforços, você pode tentar a Árvore em si (não espere conseguir fazer tudo isso de uma só vez).

A Árvore é mais difícil, em parte por causa do alinhamento imperfeito, mas ainda assim é possível superar isso sem maiores complicações. A complexidade da Árvore da Vida é o problema real. Você deve ser capaz de visualizar a figura inteira antes de tentar sobrepô-la ao seu corpo.

As Sephirot nos pilares laterais devem estar no mesmo plano que o chakra correspondente. Iluminamos essas sephirot como fizemos com os chakras. Quando você conseguir ver as Sephirot, acrescente os caminhos. Não é necessário marcar os caminhos ou Sephirot com sigilos, a não ser aquele(s) que você pretende utilizar. Ao trabalhar com o pilar do meio, formular a Árvore da Vida é verdadeiramente estranho e o desperdício de seus esforços. Com um pouco de prática, você conseguirá visualizar a Árvore simplemente olhando internamente.

Ao projetar energia para um caminho ou Sephira particular, o uso do sigilo é extremamente recomendado. isso, em essência, cria um portal astral. Uso sigilos planetários ou formas lineares, exceto para as Supernais. Acima do Abismo, os chakras são o suficiente. Para os caminhos, a letra hebraica correspondente é bastante eficaz. Ao projetar os caminhos, o centro do caminho é o alvo.

Esses portais astrais criam uma entrada/saída definida para outras realidades. Se deixar os outros planos adentrarem Malkuth, isso acarretará a destruição do assuntos de seu cotidiano. Esteja “lá” quando estiver “lá”, mas esteja completamente “aqui” quando estiver aqui.

O meio de viajar consiste em projetar para o chakra mais próximo abaixo do caminho desejado e então para o caminho. Isso permite a rota mais curta na Árvore. Sua energia fluirá mais facilmente através da espinha. Tentar cortar caminho através de su corpo fará com que se perca.

É possível acessar pontos que não estejam na Árvore. Isso não é recomendado até que você tenha o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. A razão para isso é que, ao trabalhar em qualquer plano em particular, há uma tendência de se estabelecer um desequilíbrio devido à influência daquele plano. Já é difícil o suficiente com as energias mais ordenadas dos planos Sephiroticos, mas com as outras?… A entrada-saida é através de Daath, que na aura localiza-se na nuca. Eu já vi Daath ser atribuída ao chakra da garganta- isso não foi de forma alguma o que experienciei. Em qualquer evento, seu Anjo tentará evitar a sua passagem através dela se você não tiver completado a operação do SAG. Faz o que tu queres, mas considere isso cuidadosamente…

O Disco

Os efeitos físicos desses trabalhos diferem enormemente da resposta puramente animal. Isso dá uma certa inclinação ao trabalho que pode levar a busca da sensação. Não há necessidade alguma para disfarçar gratificação sexual como arte Mágicka. No aprendizado, esse método é melhor aplicado a todas as suas atividades sexuais. Dessa forma, seu controle das energias torna-se certo e previsível. Seria absurdo fazer um ritual toda vez que voc6e fizer sexo. Não invoque a não ser que você esteja absolutamente sério. Ao projetar como prática, simplesmente erga-se até o chakra e caia de volta. Ainda assim, você receberá percepções dos planos que São válidas e significativas. Isso tudo leva a uma percepção diferente do que o sexo é; uma percepção que talvez seja mais honesta e expansiva do que nossa cultura ensina. Ainda assim, o trabalho pode ser profanado pela atitude de quem o executa. O Gozo é o estado natural da harmonia. Entre o Pomposo e o Libertino há um estado de inocência.

O primeiro efeito a ser notado será uma maior intensidade e duração do orgasmo. Esse nível aumenta gradativamente. Você não deve esperar ficar estupefato com toda experiência. Parece haver um limite para o êxtase , mas o fator do infinito é aproximado por graus.

A mobilidade da sensação é a grande diferença em relação ao sexo puramente animal. Não há lugar na sua aura que não possa ser o sítio do orgasmo. Isso manifesta-se de formas diferentes.

Uma forma linear é frequentemente sentida da ponta dos pés até a coroa, alinhada com a espinha. Isso desenvolve-se do desprendimento da forma astral que energiza o pilar do meio. O Raio Relampejante pode ser confinado a qualquer parte da linha; no trabalho real, restrito à espinha dorsal.

Deve originar-se da base da espinha, como previamente explicado, mas deve ser direcionado para cima, para baixo, ou para ambos. A extensão do Raio Relampejante é projetada através do chakra. Em ambos os casos, ó orgasmo é sentido como uma espécie de fluxo rápido. Se liberado de uma vez só, é como uma faísca. Se liberado gradativamente, você pode vir a conseguir controlar a velocidade de modo que o orgasmo preencha a espinha e o chakra com uma sensação contínua- como a água que flui de um cano.Direcionar o orgasmo para aura carregará a aura, envolvendo o magista na energia colorida pelo chakra da qual é projetada. Dessa forma, a energia não se perde, e por esses meios o vazio de energia pode ser evitado.

Considerando-se as grandes quantidades de energia direcionadas para a sexualidade, a questão do esvaziamento energético torna-se uma preocupação bem real. Discernimento quanto à dieta e saude ajudará a manter sua energia vital. Ainda assim, é melhor que que nenhuma energia seja disperdiçada se isso puder ser evitado.

Projetar a energia além da aura, para o espaço físico, é útil como um meio de energizar um talismã ou um objeto físico. Pode também ser usado como uma doação de energia para outra pessoa. O Chakra Umbilical é adequado para objetos inanimados, o Chakra Cardíaco para pessoas.

Outro tipo de sensação é associado com o modo de invocação. O orgasmo como uma forma distinta pode ser movido para qualquer parte do corpo. Isso dá uma maior duração ao orgasmo, irradiando de um ponto distinto. Toda a sensação é contida naquela forma. Não haverá sensação de orgasmo em nenhum outro lugar. Com a prática, essa forma pode ser movida de acordo com a vontade. É possível movê-la da base da espinha, liberada como uma força projetiva e reunida novamente no Chakra Cardíaco como uma Estrela. O único motivo para fazê-lo seria o gozo da sensação, e isso é já é o suficiente.

Na sua prática real, eu recomendaria simplesmente tentar mover a energia através da espinha o mais alto possível. Ela sairá por variados chakras indistintamente; qual chakra em particular depende da altura a qual você consegue elevar a energia. Uma vez que você for capaz de elevar consistentemente a um ponto em particular ou chakra, a movimentação mais lenta de uma distinta forma de energia será mais fácil de ser realizada.

Essa disciplina, para ser bem sucedida, deve criar uma extensa percepção de Magia (k)/ Misticismo/Sexo Magia(k ) é um caminho de vida. Para que qualquer operação seja bem sucedida, deve haver uma completa harmonia entre o eu interior e exterior do magista (o self indefinido- não o ego). Enquanto tomamos nosso prazer onde, quando e com quem quisermos, a sutil diferença entre profanação e sacramento deve ser entendida. Posso apenas descrevê-la como inocência iluminada.

Trabalhar dessa forma envolve a formula da Grande Obra. Essa é a verdadeira e maior expressão de todo o nosso trabalho. A inabilidade de atingir qualquer um dos chakras mostra um defeito nas percepções do magista.

Você pode tentar adentrar os portões à força, mas diplomacia é a melhor forma. Não há Deus/a para negar-lhe nada. Energia flui pelo seu corpo, através de todos os chakras, o tempo todo. Se não fosse dessa forma, seu corpo morreria. Quando falamos de um chakra bloqueado, é a nossa própria percepção desse aspecto de nós mesmos que está bloqueada. a barreira é posta dentro de nós por nós mesmos. O trabalho envolve muito mais que uma mera canalização de energias.

O trabalho apresentado aqui é puramente uma questão de minha própria experiência. Por essa razão, há uma inclinação a se trabalhar como um casal heterossexual. Trabalhar com os métodos do VIII grau apenas é não somente válido , mas pode ser mais fácil em questão de aprendizado, especialmente nos estágios iniciais. Não vejo razão para acreditar que outros arranjos não seriam eficazes. É tudo. Agarre a essência do trabalho e molde-a de acordo com sua Vontade. Não há fim para esse trabalho, mas se você chegar a esse ponto, você não precisará de ninguém para lhe apontar o caminho adiante.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-espada-projecao-da-energia-sexual/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-espada-projecao-da-energia-sexual/

Os Corvos de Wotan, parte 2

» Parte 2 da série sobre Odin ver parte 1

Um dos problemas em tentar se interpretar um mito tão antigo como Odin nos dias atuais é a questão de, obviamente, os dias atuais pouco ou quase nada terem a ver com os dias em que os nórdicos cantavam poemas sobre seu Deus no inverno europeu. Isso também nos leva a uma outra questão, mais profunda, que é a antropomorfização do Deus: ora, fica óbvio que o Odin-homem, filho de Bor, não pode ser o Deus do qual tudo emanou, visto que ele mesmo é filho de ainda outro deus. Mas, pelo que sabemos, Bor é citado diretamente apenas uma única vez em toda a Edda Poética, e não há registro algum de culto a este deus (em qualquer época), de modo que mesmo o fato de Odin ter um pai pode fazer parte dessa transformação do Deus em um homem divino, um deus antropomorfizado em um avatar [1].

Pelo menos neste aspecto continuamos no mesmo barco dos ancestrais europeus: temos uma dificuldade muito parecida em nos referir a Deus sem “esbarrar” em antropomorfizações do tipo. Mas isto, longe de ser um problema para o entendimento da mitologia, é na verdade um ponto de encontro entre a modernidade e a antiguidade. É claro que boa parte da simbologia que foi atribuída ao mito de Odin ao longo dos séculos teve muito a ver com o estilo de vida e as ideias, os anseios e os medos, do povo nórdico… É exatamente quando retiram Deus de seu aspecto incognoscível (ao menos para a grande maioria de nós) e os “trazem para baixo”, para nossa realidade humana, é que encontram inspiração para relatar sua realidade em inúmeras histórias fantásticas, baladas poéticas, salpicadas por panteões de deuses e um imenso conjunto de seres mitológicos, simbólicos. E, exatamente por tais histórias terem essas camadas superficiais de simples entendimento, tornou-se possível que chegassem, boca através de boca, mente através de mente, até os nossos dias atuais.

Isso não significa que não tenham muitos elementos ocultos, eternos, escondidos nas camadas mais profundas de sua narrativa. A questão é: e quem terá a lamparina para iluminar tais locais ocultos e descobrir toda a profundidade do mito? Quem, a não ser você? Quem, a não ser todo aquele que busca compreender a mitologia humana, a nossa história mais profunda, com a mente realmente aberta e arejada?

Estas são algumas das histórias mais profundas acerca de Odin… Acendam as lamparinas:

O deus errante

Talvez a mais antiga forma de representação de Odin seja a do deus errante, a vagar pelo mundo dos homens sem um destino exato, carregando um cajado (ou sua lança usual, mas utilizada como cajado), e vestindo um disfarce de nômade (sem elmos, armaduras, nem nada do tipo). Diz-se também que esta versão do deus tinha características xamânicas, que foram preservadas nas versões posteriores, mas que nesta fase eram mais “aguçadas”… Ora, se formos analisar toda a mitologia, há inúmeros casos de deuses errantes, particularmente entre os africanos, os indígenas das Américas e os xintoístas – o que essa ideia nos conecta, historicamente, é com o período pré-histórico em que fomos caçadores-coletores, e não sabíamos nada de agricultura.

Um deus errante não pode, no entanto, ser o patrono de um panteão de deuses, muito menos o governador de um reino como Asgard. Na época dos caçadores-coletores, não fazia muito sentido imaginar uma hierarquia divina, assim como não fazia muito sentido imaginar uma hierarquia entre as tribos humanas – simplesmente existiam inúmeras tribos, umas amigáveis e outras não, e inúmeros deuses ou espíritos errantes da natureza, uns amigáveis e outros não. Antes da civilização, a espiritualidade era horizontal, não vertical.

Com o surgimento da agricultura, das primeiras civilizações, e da ideia de hierarquia, o mito do deus errante aos poucos foi se transformando no mito do Deus-Pai, o Grande Xamã: não apenas de uma tribo, mas de centenas ou milhares de tribos. Odin era então o deus de todos os povos nórdicos, que agora viviam em vilas e cidades, embora ainda caçassem e guerreassem uns com os outros e, sobretudo, com os povos do sul da Europa.

Talvez por isso, apesar de Senhor de Asgard, Odin nunca tenha deixado de ser também o deus caçador, o deus errante… Você pode achar que o Odin errante jamais exerceu qualquer impacto sobre você, mas isso pode não ser verdade, principalmente se você, como eu, já leu e se maravilhou com os livros do britânico J. R. R. Tolkien – O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Ora, ocorre que Tolkien era um grande fã da Edda Poética e, como tal, introduziu em sua Terra Média inúmeros mitos dela. Um deles era exatamente o mago Gandalf, que é totalmente inspirado pelo aspecto errante de Odin, até mesmo na aparência.

Sleipnir

Diz-se que Odin era muitas vezes visto cavalgando pelos ares em seu cavalo de oito patas (mas nenhuma asa), chamado Sleipnir. Esta é mais uma parte do mito que está claramente associada ao xamanismo. Um cavalo de oito patas já pode ser associado aos transes xamânicos, quando supõe-se que, em estados alterados de consciência, provocados por rituais específicos ou mesmo pela ingestão de plantas e/ou cogumelos alucinógenos, os xamãs antigos (assim como os modernos) tinham visões de animais se metamorfoseando em outros animais, ou adquirindo membros extras, dentre outras alucinações do tipo [2]…

Porém, além disso, Sleipnir era um cavalo voador, o que se trata de uma clara menção as “viagens” em transes xamânicos, assim como uma conexão do mundo terreno com o mundo espiritual, celeste. Esta conexão é reforçada pelo fato de Sleipnir ser também capaz de levar seu cavaleiro até o submundo (o mundos dos mortos), e o trazer de volta são e salvo.

Histórias bem mais recentes, medievais, contam que nos dias próximos ao solstício de inverno, as crianças nórdicas deixavam suas botas com cenouras, feno e açúcar, próximas as chaminés das casas, para que Sleipnir viesse e as comesse. Odin costumava recompensar tais crianças com pequenos brinquedos e doces, que no outro dia eram encontrados dentro das botas. Ora, nem preciso dizer o que isso nos lembra nos dias atuais, não é mesmo? Odin é realmente conhecido por diversos nomes…

Geri e Freki

Odin também era acompanhado por dois lobos ferozes, Geri e Freki. Ambos os nomes significam algo como “guloso”, ou até “vorazmente guloso”. Os lobos de Odin eram conhecidos por comerem bastante, realmente: isto, pois Odin sobrevivia apenas de vinho, e mesmo nas festas em seu salão real, deixava toda a carne ou qualquer outro tipo de alimento sólido para que sues lobos devorassem.

Ironicamente, encontramos uma clara referência ao ascetismo espiritual dentre um mito nórdico [3]. Odin era o Grande Xamã e, como tal, a ele apenas o vinho sagrado era necessário – tudo o que precisava para estabelecer seu poder sobrenatural, que provavelmente tinha muito a ver com as visões experimentadas em transes xamânicos. Essa ideia aparentemente estranha é reforçada pelo fato de outras tantas histórias afirmarem que o vinho de Odin é um poderoso catalisador da criatividade poética, e os poucos bardos que um dia tiveram a grande sorte de provar de seu sabor, compunham a seguir as mais belas e profundas baladas de que se tem notícia. Quem sabe, talvez mesmo os Eddas sejam fruto desta divina bebedeira!

» Na próxima parte: Odin, suas visões do mundo espiritual, e uma estranha cabeça falante…

***
[1] O termo avatar vem do hinduísmo e significa algo como a manifestação de um ser imortal em um corpo, um humano mortal como qualquer outro. Este termo obviamente não era utilizado pelos nórdicos, mas eu o estou citando como forma de me fazer compreender melhor.
[2] Para uma análise mais detalhada do xamanismo em geral, recomendo consultarem a série de artigos Xamãs ancestrais.
[3] Uma outra leitura interessante, paralela a esta, seria identificarmos os lobos Geri e Freki como os aspectos bestiais e animalescos da alma. A aventura de Odin também consistiria, portanto, de um grande autocontrole, para que seus lobos continuassem devidamente “adestrados” e controlados, e comessem “somente quando Odin assim o permitisse”.

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Crédito das imagens: [topo] Georg von Rosen (Odin the Wanderer, 1896); [ao longo] John Howe (Gandalf, 1999); John Bauer (Odin and Sleipnir, 1911)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

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#Mitologia #Odin #Tolkien #xamanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-corvos-de-wotan-parte-2

A Meia-Noite, No Jadim Do Bem Do Mal

“Que não está morto aquilo que é capaz de eterno jazer, e ao longo de eras estranhas mesmo a morte pode morrer.”

Na obra “Estâncias” de Dzyan, em torno da qual toda “A Doutrina Secreta” se acha organizada como um comentário, Madame Blavatsky nos informa que cada homem é uma sombra ou centelha de uma divindade de sabedoria, poder e espiritualidade superlativos. Esses seres sensíveis são chamados de deuses ou essências universais por uma das autoridades em teurgia. Deuses esses que representam a ordem.

Mas antes que o Homem caminhasse por sobre a terra, dominavam os Grandes Antigos, que desde as eras mais remotas aguardavam, em outra dimensão, para retomar o que lhes pertence e exterminar a humanidade intrusa.

Os teosofistas fizeram conjecturas sobre a apavorante imensidão do ciclo cósmico, do qual nosso mundo e raça humana constituem meros incidentes transitórios. Eles aludiram a estranhas sobrevivências: “em tempos extremamente remotos criaturas do caos e monstros incríveis vindos de outros universos habitavam a terra.”

O mal descrito por Lovecraft é o mal em si, absoluto, evocando um mal ominoso; um mal se torna real e consistente, tanto quanto os deuses e hierarquias atuais, principalmente as judaicos-cristãos.

Os Grandes Antigos são deuses que não se curvaram, nem se submeteram aos deuses vencedores. São de igual porte. São a existência primordial, o Caos, antes da Ordem chegar. Invoca-los é apagar as leis e as ordens vigentes. Esta é a possibilidade mágica do Necronomicon: a re-ascenção dos Veneráveis Antigos e do Caos.

Keneth Grant faz um paralelo do culto de Crowley, com os deuses do Necronomicon. Então vamos avaliar um pouco Thelema. Declarar-se thelemita é aceitar o Líber Al Vel Legis, é entrar em sintonia com a corrente 93. Ao fazê-lo, certos centros psíquicos estarão sendo colocados em atividade, bem como estaremos nos preparando para enfrentar as ordálias do caminho.

Crowley cultuou o deus SET. A mais velha forma conhecida do Príncipe das Trevas, o arquétipo da Consciência de Si isolada, cujo sacerdócio remonta a épocas pré-dinásticas.

Imagens de Set têm sido datadas de antes de 3200 aEC (aEC = antes da era comum), com estimativas astronomicamente baseadas de inscrições datando do ano 5000 aEC.

A corrente 93 é claramente typhoniana e/ou draconiana. Ou seja, ligada a gnose tipo zhoteriana ( vudu, maat, zos kia, etc). Zother , a estrela Sirius , que se identifica com o monstro Thipon, a mãe de Seth.

Invocar forças mágicas, não é apenas invocar os anjinhos cabalísticos, das sephiroth porque os mesmos têm a sua contra-parte, as qlipoths; que segundo Dion Fortune, “são forças terríveis, havendo perigo até mesmo em pensar sobre elas”. O trabalho do magista, consiste em equilibrar as forças atuantes. No trabalho de invocação do Sagrado Anjo Guardião, baseado no Magia Sagrada de Abramalin, nos diz que : “uma vez que ele (SAG) tenha se manifestado será então necessário, primeiramente, fazer aparecer os Quatro Grandes Príncipes do Mal no Mundo, em seguida os dezesseis sub-príncipes, e finalmente, os trezentos e dezesseis servidores destes.”

No Necronomicon, toda a parte inicial invocatória inexiste. A convocação é imediata, direta e frontal, o que exige do magista um imenso poder, pois é presumível que ele se verá frente a frente com potências obscuras de aparência aterradora, sumamente perversas, detentoras de poder colossal e possivelmente pertencentes a esferas e hierarquias associadas a própria gênese da terra e a disputa da mesma.

Para os mais puritanos, muito antes do cristianismo, temos mitos antigos de mergulho nas trevas infernais. Com por exemplo Hades, irmão de Zeus, a quem coube comandar os mundos abissais, de mesmo nome Hades – o Inferno. Pesquisem o mito de Demeter.

O humor é necessário, até mesmo para prevenir a demência do mago, em suas invocações, e proteger o ego de inflar e explodir . Mas ao ler diversos opiniões nesta lista, percebo pessoas que consideram a magia uma brincadeira, que podem fazer e desfazer pactos; invocar anjinhos, etc. Que podem ser caoístas, thelemitas, maatianos e ao mesmo tempo gnosticos cristãos, carismáticos, new age, etc.

Muitos criticam Paulo Coelho – e não o estou defendendo – porém ele se aplicou as práticas mágicas, e teve de enfrentar forças invocadas ,que hoje ele considera mais, e isto é problema dele. Mas foi um praticante. O ponto é que muitos falam, e são magistas (não ousem se autodenominarem MAGOS), são magistas de cadeira. Lêem um pouco, participam de muitas listas, etc. Antes que venham com pedras e paus, perguntem a si mesmo, quantos fazem diariamente uma meditação ou o rito do Pentagrama Menor?, ou estudaram e praticaram o Liber KKK, por pelo menos um ano e um dia? Ou Liber Resh?

A descoberta de si mesmo, Self, é parte do trabalho mágico. Negar aquilo que está em nós nos sabota e cria traumas: A nossa sombra. O trabalho da corrente typhoniana envolve a assimilação da Sombra.

Quem procura o caminho da magia, vai se confrontar com caminhos desolados no reino das trevas. Talvez seja possível recusar o encontro ou adiá-lo . Ou se colocar no mesmo, enfrentando o seu inferno interior.

O mal o espreita, com aqueles olhos negros, vazios de qualquer sentimento, e você vai encará-lo de frente. Cultue Seth, e despose a sua noiva Nuit. O trabalho de descoberta das sombras é direto. Ao assentar dentro de seu interior, a entidade que trabalha, ocorre uma simbiose, descobrindo as próprias trevas interiores, como a própria entidade.

Estão prontas para as ordálias do caminho escolhido? Sabem realmente o caminho escolhido? Ora pois , a prática da meta-crença, do mote de que “Nada é verdadeiro, tudo é permitido“, confere uma liberdade horrorosa e uma responsabilidade horrorosa. Você, unicamente você, é responsável por todos os seus atos.

Não há deus senão o homem.

IAO! SABAO! AGLA IEOUOUR IOU OUR IATO IAEO IOOU ABRASAX!

IO PAN! IO CAOS!

Hélio

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-meia-noite-no-jadim-do-bem-do-mal/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-meia-noite-no-jadim-do-bem-do-mal/

Binah

A Cabala Mística, Dion Fortune

1. Binah é o terceiro membro do Triângulo Supremo, e a tarefa de explicá-la será, ao mesmo tempo, extensa a simples, porquanto podemos estudá-la à luz de Hochma, que a equilibra no Pilar oposto da Árvore. Jamais poderemos entender uma Sephirah se a considerarmos em separado de sua posição na Árvore, uma vez que essa posição lhe indica as relações cósmicas; vemo-la em perspectiva, por assim dizer, a podemos deduzir donde provém e para onde vai, que influências intervêm em sua criação, a qual a sua contribuição para o esquema das coisas como um todo.

2. Binah representa a potência feminina do universo, assim como Hochma representa a masculina. Como já observamos, são Positiva a Nega`tiva; Força a Forma. Cada uma encabeça o seu Pilar, Hochma no topo do Pilar da Misericórdia a Binah no topo do Pilar da Severidade. Poder-se-is pensar que essa distribuição é antinatural; que a Mãe deveria presidir a misericórdia, e a força masculina do universo, a severidade. Mas não devemos sentimentalizar essas coisas. ,Estamos tratando de princípios cósmicos, não de personalidades; a mesmo os símbolos pelos quaffs eles são apresentados dãonos boas indicaçbes, se temos olhos para ver. Freud não teria discordado da atribuição de Binah ao topo do Pilar da Severidade, pois ele tinha muitas coisas a dizer sobre a imagem da Mãe Terrível.

3. Kether, Eheieh, Eu Sou, é puro ser, onipotente, mas não ativo; quando um fluxo de atividade emana dele, chamamos essa atividade de Hochma; é esse fluxo descendente de atividade pura que constitui a força dinãmica do universo, a toda força dinâmica pertence a essa categoria.

4. Devemos lembrar que as Sephiroth são estados, não lugares. Sempre que existe um estado de ser puro a incondicionado, sem partes ou atividades, esse estado se refere a Kether. Portanto é nesses dez escaninhos de nosso fichário metafísico que podemos classificar as idéias relativas a todo o universo manifesto, sem precisar remover qualquer objeto, tal como surge à nossa compreensâo, do lugar que ocupa. Em outras palavras, sempre que tivermos energia pura em funcionamento, saberemos que a força subjacente pertence a áokmah; podemos ver, desse modo, a identidade intrínseca, quanto ao tipo, de todos esses fenõmenos, os quaffs, à primeira vista, parecem não apresentar nenhum vínculo mútuo, pois aprendemos, graças ao método cabalístico, a referi-los, de acordo com o seu tipo, às diferentes Sephiroth, podendo assim correlacioná-los com todas as classes de idéias cognatas, de acordo com o sistema de correspondências já explicado anteriormente. Esse é o método que a mente subconsciente segue automaticamenie; cabe ao ocultista treinar sua mente consciente na utilizaçáo desse mesmo método. Podemos notar, a propósito, que esse método é sempre empregado quando os indivíduos operam diretamente do subconsciente, como ocorre no gênio artístico, no lunático, a durante os sonhos ou o trance.

5. Pode parecer estranho ao leitor que essa digressão a respeito de Hochma seja incluída sob o cabeçalho de Binah, mas é apenas à luz de sua polaridade com Hochma que podemos compreender Binah; e, igualmente, teríamos muito mais a acrescentar à nossa explicação de Hochma agora que tomamos Binah para compará-la. Os membros dos pares de opostos se esclarecem mutuamente, a são incompreensíveis quando estudados em separado.

6. Mas voltemos a Binah. Os cabalistas afirmam que ela é emanada por Hochma. Traduzamos essa afirmativa em outros termos. Reza uma máxima oculta – que é, como acredito, confirmada pelas pesquisas de Einstein, embora eu não tenha o conhecimento necessário para relacionar suas descobertas com as doutrinas esotéricas – que a força jamais se move numa linha reta, mas sempre numa curva tão vasta quanto o universo, retomando eventualmente, por conseguinte, ao ponto de onde proveio, mas num arco superior, visto que o universo progride continuamente. Segue-se, portanto, que a força que assim procede, dividindo-se a redividindo-se a movendo-se em ângulos tangenciais, chegará eventualmente a um estado de tensões equilibradas e a alguma forma de estabilidade – estabilidade que será outra vez perturbada no curso do tempo quando novas forças frescas emanarem na manifestação a introduzirem novos fatores para propiciar o necessário ajustamento.

7. É esse estado de estabilidade – produzido pelas forças interatuantes quando agem a reagem a chegam a um equilíbrio – que é a base da forma, como é exemplificado no átomo, que é nada mais nada menos do que uma constelação de elétrons, cada um dos quaffs é um vórtice ou um remoinho. É a estabilidade assim obtida – a qual, note-se, é uma condição a não uma coisa em si – que os cabalistas chamam de Binah, a Terceira Sephirah. Sempre que existe um estado de tensões interatuantes que produzem a estabilidade, os cabalistas referem esse estado a Binah. Por exemplo, o átomo, sendo, para todos os propósitos práticos, a unidade estável do plano físico, é uma manifestação do tipo de força Binah. Todas as organizaçôes sociais sobre as quais pesa opresssivamente a mão morta da estagnação, tal como a civilização chinesa antes da revolução, ou nossas velhas universidades, estão sob a influência de Binah. A Binah atribui-se o deus grego Kronos (que não é outro senão o Pai do Tempo) e o deus humano Saturno. Observe-se a importância atribuída ao tempo, em outras palavras, à idade, nas instituiçaes de Binah; só os cabelos grisalhos são dignos de reverência; a capacidade por si só conta muito pouco. Ou seja, apenas aqueles que são congeniais a Kronos podem obter sucesso em tal ambiente.

8. Binah, a Grande Mãe, chamada às vezes de Marah, o Grande Mar, é, naturalmente, a Mãe de Toda Vida. Ela é o útero arquetípico por meio do qual a vida vem à manifestação. Tudo que fornece uma força para servir a vida como um veículo provém dela. Devemos lembrar, contudo, que a vida confmada numa força, embora seja capaz de organizar-se a desenvolver-se, é muito menos livre do que era quando ilimitada (embora também desorganizada) em seu próprio plano. Incorporar-se numa forma é, por conseguinte, o início da morte da vida. É uma limitação a um encarceramento; uma sujeição a uma constrição. A forma limita a vida, aprisiona-a, mas, não obstante, permite-lhe organizar-se. Visto desse ponto de vista da força livre, o encarceramento numa forma é extinção. A forma disciplina a força com uma severidade sem misericórdia.

9. O espírito desencamado é imortal; não há nada nele que possa envelhecer ou morrer. Mas o espírito encarnado vê a morte no horizonte tão logo o dia nasce. Podemos compreender, portanto, quão terrível deve parecer a Grande Mãe quando aprisiona a força livre na disciplina da forma. Ela é morte para a atividade dinâmica de Hochma; a força Hochma morre quando conflui para Binah. A forma é a disciplina da força; por conseguinte, é Binah a cabeça do Pilar da Severidade.

10. Podemos conceber, assim, que a primeira Noite Cósmica tenha ocorrido – primeiro Pralaya, ou submersão da manifestação no repouso quando o Triãngulo Supremo encontrou estabilidade a equilíbrio de força na emanação a organização de Binah. Tudo era dinâmico antes, tudo era desenvolvimento a expansão; mas, com o início da manifestação do aspecto Binah, houve um entravamento a uma estabilização, e o antigo fluxo dinâmico a livre se deteve.

11. Que esse entravamento – e a conseqüente estabilização – era inevitável num universo cujas linhas de força sempre se movem em curvas, eis uma conclusão inevitável. Se compreendermos que o estado Binah era a conseqüência inevitável do estado Hochma num universo curvilíneo, entenderemos por que o tempo deve passar por épocas nas quaffs ou Binah ou Hochma tem o predomínio. Antes de as linhas de forças terem completado seu circuito no universo manifesto a começado a retomar sobre si mesmas a entrelaçar-se, tudo era Hochma, dinamismo irrestrito. Depois que Binah e Hochma, como primeiro par de opostos, encontraram o equilibrio, tudo era Binah, e a estabilidade era imutável. Mas Kether, o Grande Emanador, continua a manifestar o Grande Imanifesto; a força flui no universo, aumentando a soma da força. Este fluxo de força rompe o equilíbrio a que se havia chegado quando Hochma a Binah atuaram, reatuaram a se detiveram. A ação e a reação começam novamente, e a fase Hochma, uma fase na qual predomina a força completa, se sobrepõe à condição estática que é Binah, e o ciclo prossegue novamente quando Kether, o emanador incessante, quebra o equilíbrio em favor do princípio cinético que se opõe ao princípio estático.

12. Vemos, assim, que, se Kether, a força de todos os seres, é concebida como o supremo bem, como de fato deve ser, a que, se a natureza de Kether é cinetica, e a sua influência se inclina inevitavelmente para Hochma, segue-se obrigatoriamente que Binah, o oposto de Hochma, o opositor perpétuo dos impulsos dinâmicos, seja vista como o inirnigo de Deus, o demônio. Saturno-Satã é uma transição fácil; assim como Tempo-Morte-Demônio. Nas religiões ascéticas como o Cristianismo e o Budismo, encontra-se implícita a idéia de que a mulher é a raiz de todo o mal, porque ela é a influência que sujeita o homem, por seus desejos, a uma vida de forma. A matéria constitui, para ambas as fés, a antinomia do espírito, numa dualidade etema não-resolvida. 0 Cristianismo reconhece prontamente a natureza herética dessa crença quando ela lhe é apresentada sob a forma do Antinomianismo; mas não compreende que seus próprios ensinamentos a sua prática são igualmente antinomianistas quando concebe a matéria como o inimigo do espírito, acreditando que, como tal, ela deve ser vencida a ultrapassada. Essa crença infeliz causou tantos sofrimentos humanos nos países cristãos quanto a guerra a as pestes.

13. A Cabala ensina uma doutrina mais sábia. Para ela, todas as Sephiroth são sagradas, tanto Malkuth quanto Kether, tanto Geburah, o destruidor, quanto Chesed, o preservador. Ela reconhece que o ritmo é a base da vida, não um progresso com um único movimento para a frente. Se compreendêssemos melhor esse aspecto, evitaríamos muitos sofrimentos, pois contemplaríamos as fases Hochma a Binah como fases mutuamente sucessivas, tanto em nossas vidas como nas vidas das naçôes, a compreenderíamos o profundo significado das palavras de Shakespeare, quando diz:

“There is a tide in lhe affairs of men which taken at lhe flood leads on lhe fortune. ”
[Existe uma maré nos assuntos dos homens Que, se aproveitada quando sobe, conduz à ventura.]

14. Binah é a raiz primordial da matéria, mas o pleno desenvolvimento da matéria só pode ser obtido depois que alcançamos Malkuth, o universo material. Veremos repetidamente, no curso de nossos estudos, que as Três Supremas têm suas expressôes especializadas num arco inferior em uma ou outra das seis Sephiroth que formam o Microprosopos. Essas Esferas têm suas raízes na Tríade Superior, ou são os reflexos delas, a essas pistas têm um significado profundo. Binah vincula-sea Malkuth como a raiz ao seu fruto. Isso é indicado no Texto Yetzirático de Malkuth, que diz: “Ela sentava-se no trono de Binah.” É impraticável, por essa razão, atribuir firme a seguramente os deuses de outros panteôes às diferentes Sephiroth. Aspectos de Ísis encontram-se em Binah, Netzach, Yesod a Malkuth. Aspectos de Osíris encontram-se em Hochma, Chesed a Tiphareth. Isso é muito claro na mitologia grega, em que se dão diferentes títulos descritivos aos deuses e deusas. Por exemplo, Diana, a divindade lunar, a caçadora virgem, era adorada em Éfeso como a deusa de muitos seios; Vênus, a deusa da beleza feminina a do amor, tinha um templo em que era adorada como a Vênus Barbada. Esses fatos ensinam-nos algumas verdades importantes, instando-nos a buscar o princípio atrás da manifestação multiforme, e a compreender que o mesmo princípio assume formas diferentes em níveis diferentes. A vida não é tão simples como o desinformado gostaria de acreditar.

15. 0 significado dos nomes hebraicos da segunda e da terceira Sephiroth são Sabedoria a Entendimento, a ambas as Esferas, curiosamente, opõem-se uma a outra, como se a distinção entre os termos fosse de importância fundamental. A Sabedoria sugere às nossas mentes a idéia do conhecimento acumulado, das séries infinitas de imagens na memória; mas o Entendimento comunica-nos a idéia da penetração de seu significado, o poder para perceber-lhes a essência e a inter-relação, o que não está necessariamente implícito na Sabedoria, tomada como conhecimento intelectual. Obtemos, assim, um conceito de uma série extensa, uma cadeia de idéias associadas, em relação a Hochma, o que concorda pelo menos com o símbolo de Hochma de uma linha reta. Mas, em relação ao Entendimento, temos a idéia da síntese, da percepção de significados que se produz quando as idéias são relacionadas umas às outras, a superimpostas umas sobre as outras, em séries evolutivas do denso ao sutil. Isso sugere novamente a idéia do princípio unificador de Binah.

16. Estes sâo meios sutis da operação mental, a podem parecer fantásticos àqueles que não estão acostumados com o método de utilização mental do iniciado; mss o psicanalista os compreende a os aprecia em seu verdadeiro significado, assim como faz o poeta quando constrói suss torres nefelibatas de imagens.

17.0 Texto Yetzirático destaca a idéia da fé, a fé que reside no entendimento, o qual, por sua vez, é filho de Binah. Esse é o único local em que a fé pode repousar adequadamente. Um cínico definiu a fé como o poder de acreditar naquilo que sabemos não ser verdade, a essa parece ser uma definiçáo bastante exata das manifestações de fé tal como aparecem em muitas mentes não-instruídas, fruto da disciplina de seitas carentes de consciência mística. Mas à luz dessa consciência, podemos definir a fé como o resultado consciente da experiência superconsciente que não foi traduzida em termos de consciência cerebral, a da qual, por conseguinte, a personalidade normal não está diretamente consciente, embora, não obstante, sinta-lhe, possivelmente com grande intensidade, os efeitos, a suas reaçôes emocionais são, dessa forma, modificadas fundamental a permanentemente.

18. À luz dessa definição, podemos ver como .as raízes da fé podem de fato residir em Binah, Entendimento, o princípio sintético da consciéncia. Pois há um aspecto formal da consciência, assim como da substância, e consideraremos esse aspecto em detalhes quando estudarmos Hod, a Sephirah básica do Pilar da Severidade de Binah. Vemos, assim, mais uma vez, como as Sephiroth se inter-relacionam, propiciando o esclarecimento de suas vinculações mútuas.

19. A afirmação de que as raízes de Binah estão em Amém refere-se a Kether, pois um dos títulos de Kether é Amém. Isso indica claramente que, embora Hochma emane Binah, não devemos nos deter aqui quando buscamos as origens, mss devemos remontar à fonte de tudo que brota do Imanifesto atrás dos Véus da Existência Negativa. Esse conceito é claramente formulado pelo Texto Yetzirático de Chesed, que, falando das forças espirituais, diz: “Elas emanam uma da outra, em virtude da emanação primordial, a coroa superior, Kether.”

20. Não devemos nos confundir ou nos enganar a esse respeito pelo fato de o Texto Yetzirático de Geburah declarar que Binah, o Entendimento, emana das profundezas primordiais de Hochma, Sabedoria. Binah está em Kether, assim como em Hochma, “mss de outra maneira”. No ser puro, informe a indiviso existem as possibilidades da força a da forma; pois, onde há um pólo positivo, há necessariamente o aspecto correlato de um pólo negativo. Kether está para sempre num estado de devir. Aliás, um cabalista judeu me disse que a tradução correta de Eheieh, o Nome divino de Kether, é “Eu serei”, não “Eu sou”. Esse devir constante não pode permanecer estático; ao contrário, precisa pôr-se em atividade; a essa atividade não pode permanecer para sempre sem correlações; ela precisa organizar-se; cumpre chegar a um modo de equilíbrio entre as correntes. Temos, assim, a potencialidade tanto de Hochma quanto de Binah implícita em Kether, pois, é bom repetir, as Sephiroth Sagradas não são coisas, mss estados, e todas as coisas manifestas existem em um ou outro desses estados, a contêm uma mescla desses fatores em sua constituição, de modo que todo o universo manifesto pode ser classificado nos escaninhos apropriados de nossa mente quando o hieróglifo da Árvore é aí estabelecido. Na verdade, uma vez estabelecido a claramente formulado esse hierógtifo, a mente o utiliza automaticamente, a os complexos fenômenos de existência objetiva classificam-se em nosso entendimento. É por essa razão que o estudante de ocultismo que trabalha numa escola iniciática é instado a memorizar as principais correspondências das Dez Sephiroth Sagradas e a não depender das tabelas de referência. Muitas vezes já se objetou que isso é uma intolerável perch de tempo a energia, a que a referéncia às tabelas de correspondências, tais como a dé 777, de Crowley, é muito melhor. Mas a experiência prova que esse não é o caso, a que o esoterista que se dedica a essa disciplina, e a repete diariamente, como o católico reza o seu rosário, é amplamente recompensado pela iluminação posterior que recebe quando sua mente classifiça as inumeráveis mudanças a acasos da vida mundana na Árvore, revelando, assim, o seu significado espiritual. Deve-se ter sempre em mente que a utilização da Árvore da Vida não é apenas um exercício intelectual; é uma arte criativa, no sentido literal das palavras; a que as faculdades devem ser desenvolvidas na mente, assim como o escultor ou o músico adquire a sua habilidade manual.

21.0 Texto Yetzirático refere-se especificamente a Binah como a Inteligência Santificadora. A santificação evoca a idéia do que é sagrado a posto à parte. A Virgem Maria está intimamente associada a Binah, a Grande Mãe, a dessa atribuição passamos à idéia daquilo que dá origem a tudo, mss retém a sua virgindade; em outras palavras, daquilo cuja criatividade, não o envolve na vida de sua criação, mss permanece à parte a atrás, como a base da manifestação, a substãncia-raiz de onde surge a matéria. Pois, embora a matéria tenha suas raízes em Binah, a matéria, não obstante, tal como a conhecemos, é de uma ordem de ser muito diferente da Sephirah Suprema em que reside sua essência. Binah, a influência primordial formativa, criadora de todas as formas, está atrás a além da substãncia manifesta; em outras palavras, é etemamente virgem. É a influência formativa que subjaz a toda edificaçáo da forma, essa tendência de curvar as linhas de força para correlacionar a alcançar a estabilidade, que é Binah.

22. Essas duas Sephiroth básicas da Tríade Suprema são expressamente referidas como Pai a Mãe, Abba a Ama, a suas imagens mágicas são as de um homem barbado a de uma matrona, representando, assim, não a atração sexual de Netzach a Yesod – que são representados como donzela a adolescente -, mas os seres maduros que se uniram a reproduziram. Devemos sempre fazer uma distinção entre a atração sexual magnética e a reprodução, pois ambas são coisas muito diferentes, a não constituem níveis ou aspectos diferentes da mesma coisa. Aqui está uma importante verdade oculta que consideraremos no devido tempo.

23. Hochma a Binah representam, portanto, a virilidade e a feminilidade essenciais em seus aspectos criadores. Como tal, não são imagens fálicas, mas nelas se acha a raiz de toda força vital. Jamais compreenderemos os aspectos mais profundos do esoterismo se não entendermos o verdadeiro signiiicado do falicismo. Este nada tem a ver com as orgias nos templos de Afrodite, que desgraçaram a levaram à decadência a fé pagã dos antigos e causaram a sua queda; significa que tudo reside no princípio da estimulação do inerte, mas potencial pelo princípio dinâmico, que deriva sua energia diretamente da fonte de toda energia. Esse conceito abrange tremendas chaves de conhecimento, a constitui um dos pontos mais importantes dos Mistérios. É óbvio que o sexo representa um aspecto desse fator; é igualmente óbvio que há muitas outras aplicações concementes a ele que não são sexuais. Não devemos de forma alguma permitir que nossos preconceitos sobre o sexo, ou uma atitude convencional para com esse grande a vital assunto, nos façam retroceder diante desse grande princípio da estimulação ou fecundação do inerte potencial pelo princípio ativo. Aquele que assim se inibe não está preparado para os Mistérios, sobre cujo portal estão escritas as seguintes palavras: “Conhece-to a ti mesmo.”

24. Esse conhecimento não conduz à impureza, pois a impureza implica uma perda do controle que permite às forças ultrapassarem os limites que a Natureza lhes impôs. Aquele que não controla seus próprios instintos e paixões não é mais apto para os Mistérios do que aquele que os inibe e dissocia. Fique bem claro, contudo, que os Mistérios não ensinam o ascetismo ou o celibato como um requisito, pois eles não concebem o espírito e a matéria como um par de antinomias irreconciliáveis, mas, antes, como níveis diferentes da mesma coisa. A pureza não consiste na emasculação, mas na manutenção de diferentes forças em seus níveis a lugares adequados, a no impedimento de invadirem a esfera alheia. Ela ensina que a frigidez e a impotência constituem defeitos tão sérios como qualquer outro, devendo ser consideradas como patologias sexuais, da mesma maneira que a luxúria, que destrói seu objeto e o degrada.

25. Todas as relaçóes da existência manifesta implicam a ação dos princípios de Binah a Hochma e, sendo o sexo uma perfeita representação de ambos, foi ele utilizado como tal pelos antigos, que não se perturbavarrm pela nossa timidez sobre o assunto, a tomavam suas metáforas do tema da reprodução da mesma maneira livre pela qual tomamos as nossas da Biôlia. Pois para eles a reprodução era um processo sagrado, a eles se referiam a ela, não com grosseria, a sim com reverência. Se desejamos compreendê-los, devemos nos aproximar de seus ensinamentos sobre a fonte da vida a da força vital com o mesmo espírito com que eles se aproximaram delas, a ninguém cujos olhos não estejam vendados pelo preconceito, ou que não permaneça nas trevas lançadas por seus próprios problemas irresolvidos, pode deixar de compreender que nossa atitude atual em face da vida seria mais saudável a agradável se tivesse como fermento o bom senso e o discernimento do paganismo.

26. Os princípios da masculinidade a da feminilidade manifestos em Hochma a Binah representam mais do que mera polaridade positiva a negativa, atividade a passividade. Hochma, o Pai Universal, é o veículo da força primordial, a manifestação imediata de Kether. É, na verdade, Kether em ação, pois as diferentes Sephiroth não representam diferentes coisas, mas diferentes funções da mesma coisa, isto é, força pura jorrando na manifestação, oriunda do Grande Imanifesto, que está atrás dos Véus Negativos da Existência. Hochma é força pura, assim como a expansão da gasolina, quando esta se inflama na câmara de combustão de um motor, é força pura. Mas, assim como essa força expansiva se expandiria a se perderia se não houvesse um mecanismo para transmitir seu poder, da mesma forma a energia não-direcionada de Hochma se irradiaria pelo espaço a se perderia se nada houvesse para receber seu impulso a utilizá-lo. Hochma explode como a gasolina; Binah é a câmara de combustão; Gedulah a Geburah são os movimentos altemados do pistão.

27. A força expansiva fornecida pelo combustível é energia pura, mas náo poria um carro em movimento. A organização constritiva de Binah é potencialmente capaz de fazê-lo, mas ela não pode fazê-to a não ser pondose em movimento pela expansão da energia acumulada do vapor da gasolina. Binah é potencialmente ilimitada, mas inerte. Hochma é energia pura, ilirrmitada a incansável, mas incapaz de fazer qualquer coisa, exceto irradiar-se pelo espaço se nada houver que a detenha. Mas, quando Hochma age sobre Binah, sua energia é reunida a utilizada. Quando Binah recebe o impulso de Hochma, todas as suas capacidades latentes são vitalizadas. Em suma, Hochma fornece a energia, a Binah fornece o motor.

28. Consideremos, agora, a masculinidade e a feminilidade desse par de opostos supremo, conforme se expressam no ato da geração. Os espermatozóides do macho tém uma vida brevíssima; eles são as unidades de energia mais simples possfvel; assim que essa energia se expande, eles se dissolvem. Mas o mecanismo reprodutor da fêmea, o útero que gera a os seios que alimentam, são capazes de conduzir essa vida transferida à sua própria vida independente; e, no entanto, todo esse complexo mecanismo deve ficar inerte até que o estímulo da força Hochma o ponha em ação. A unidade reprodutora feminina é potenciahnente ilimitada, mas inerte; a unidade reprodutora masculina é onipotente, mas incapaz de produzir um nascimento.

29. Muitas pessoas pensam que, sendo a masculinidade e a feminilidade, tal como as conhecem no plano físico, princípios fixos detemiinados pela estrutura, o potente e o potencial se limitam rigidamente aos seus respectivos mecanismos. Ora, isso é um erro. Existe uma contínua altemação de polaridade sobre todos os planos, exceto o físico. E, de fato, entre os tipos primitivos de vida animal, há também uma alternãncia de polaridade no plano físico. Entre os tipos superiores, especialmente entre os vertebrados, a polaridade é fixada pelo acaso do nascimento, salvo as anomalias hermafroditas, que só podem ser consideradas como patológicas, a em que apenas um sexo é sempre funcionalmente ativo, qualquer que seja o aparente desenvolvimento do outro aspecto. Um dos segredos mais importantes dos Mistérios consiste no conhecimento dessa contínua interação de polaridade. Não se trata, em absoluto, de homossexualidade, que é uma expressão pervertida a patológica desse aspecto, que surge como uma desordem de sentimento sexual quando a lei da polaridade alternante não é corretamente compreendida.

30. Em suma, embora o modo de reprodução no plano físico seja determinado em todos os indivíduos pela configuração de seu corpo, suas reaçôes espirituais não são tão fixas, pois a alma é bissexual; em outras palavras, em toda relação de vida, somos às vezes positivos a às vezes negativos, conforme sejam as circunstâncias mais fortes do que nós, ou sejamos nós mais fortes do que as circunstâncias. lsso ressalta claramente do fato de que Netzach (Vênus-Afrodite) é a Sephirah basal do Pilar de Hochma. Vemos, assim, que a natureza feminina apresenta uma polaridade diferente em níveis diferentes, pois em Netzach ela é tão positiva a dinâmica como em Binah é estática.

31. Tudo isso não é apenas desconcertante do ponto de vista intelectual, mas também muito confuso moralmente; e, mesmo sob risco de ser acusada de encorajar de todas as maneiras as anormalidades, devo tentar esclarecer o assunto, pois suas implicaçôes práticas são de grande alcance.

32. Afirmam os rabinos que toda Sephirah é negativa em relação à que lhe é superior a que a emanou, a positiva em relação à que lhe é inferior e por ela emanada. Aqui está a chave; somos negativos em nossas relações com o que apresenta um potencial superior ao nosso, a somos negativos em nossas relações com o que possui um potencial inferior. Essas relaçôes estão num perpétuo estado de futuação, o qual varia em cada ponto de nossos inúmeros contatos com o meio em que agimos.

33. Na maior parte dos casos, a relação entre um homem a uma mulher não é inteiramente satisfatória para nenhuma parte, a eles devem resignar-se a uma satisfação incompleta em suas relações sob a compulsão da pressão religiosa ou econômica, ou suprir de alguma forma a sua insatisfação, tendo como resultado a recorrência das condições anteriores, quando a novidade perdeu seu interesse. Deve-se observar que, sob tais circunstâncias, a cuhninação da satisfação sexual acha-se apenas na novidade, a esta é uma coisa que precisa ser constantemente renovada, com o conseqüente resultado desastroso para a economia sexual.

34.0 problema reside no fato de que, embora o macho forneça o estímulo físico que leva à reprodução, não é ele capaz de compreender que, nos planos intemos, em virtude da lei da polaridade inversa, é negativo, dependendo, para sua consecução, do est,.mulo concedido pela fémea. Ele depende deia para a fertilidade emocional, como se pode ver claramente no caso de uma mente altamente criativa, como Wagner ou Shelley.

35.0 matrimônio não é uma questâo de duas metades, mas de quatro quartos, que se unem numa harmonia equilibrada de fecundação recíproca. Binah a Hochma são equilibrados por Hod a Netzach. 0 homem tem deuses a deusas para adorar. Boaz a Jakin são Pilares do Templo, a apenas quando unidos produzem a estabilidade. Uma religiáo sem deuses está a meio caminho do ateísmo. Na palavra Elohim encontramos a chave verdadeira. Elohim é traduzido por “Deus” tanto na Versão Autorizada quanto
na Revisada das Sagradas Escrituras. Ela deveria ser traduzida, na verdade, por “Deus a Deusa”, pois é um substantivo feminino acrescido de uma terminação masculina de plural. Esse é um fato incontrovertível, em seu aspecto lingüístico pelo menos, e é de se presumir que os diversos autores dos livros da Bíblia conheciam seu significado, a que não utilizaram essa forma, única a peculiar, sem alguma boa razão. “E o espírito dos princípios masculino a feminino, conjunto, movia-se sobre a superfície do informe, e a manifestação teve lugar.” Se desejamos o equilrôrio, em lugar de nosso presente estado de tensôes desiguais, devemos adorar a Elohim, não a Jehovah.

36. A adoração de Jehovah, a não de Elohim, pode impedir-nos a “elevação aos planos”, isto é, a obtenção da consciência supranormal como parte de nosso equipamento normal, pois devemos estar preparados para mudar de polaridade enquanto mudamos de nível, pois o que é positivo no plano físico torna-se negativo no astral, a vice-versa. Além disso, como o trabalho oculto prático sempre invoca a utilização de mais de um plano, seja simultaneamente, como na invocação, ou sucessivamente, como quando correlacionamos os níveis de consciência segundo o trabalho psíquico, o fator negativo precisa sempre ter seu lugar em nossa obra, tanto subjetiva quanto objetivamente.

37. Isso nos abre novos aspectos do assunto. Quantas pessoas compreendem que suas próprias almas são literalmente bissexuais em si mesmas, e que os diferentes níveis de consciência agem como macho a fêmea em suas relações mútuas?

38. Freud declarou que a vida sexual determina o tipo de toda a vida. É provável, no entanto, que a vida como um todo determine o tipo da vida sexual; mas, para os propósitos práticos, sua maneira de esclarecer o fato é verdadeira, pois, embora não se possa endireitar uma vida sexual confusa operando-se sobre a vida como um todo – por exemplo, nem a riqueza nem a fama são uma compensação adequada para a repressão desse instinto fundamental -, pode-se endireitar todo o padrão vital, desemaranhando-se a vida sexual. Esse é um assunto de experiência prática a não precisa ser discutido a priori. É por essa razão, sem dúvida alguma (aprendida pela experiência prática das operações da consciência humana), que os antigos conferiam ao falicismo uma parte tão importante em seus ritos. Atualmente, ele é um ponto muito importante no aspecto cerimonial dos cultos modernos, mas o reconhecimento do significado dos símbolos empregados tradicionalmente foi reprimido pela consciência.

39. A psicologia freudiana fornece a chave para o falicismo a abre uma porta que conduz ao Adytum dos Mistérios. Não há como escapar a esse fato no ocultismo prático, por mais desagradável que possa parecer a muitos; a isso explica por que tantos empreendimentos mágicos são estéreis.

40. Esses assuntos constituem segredos recônditos dos Mistérios, dos quais os modernos perderam as chaves, mas a experiência da nova psicologia e a arte da psiquiatria provaram abundantemente a solidez da base com a qual os antigos fundamentaram sua adoração do princípio criativo a da fertWdade como parte importante de sua vida religiosa. É uma experiência já bem-estabelecida que a pessoa que dissociou seus sentimentos sexuais da consciência não pode agarrar-se à vida em qualquer nível. Esse fato é a base da moderna psicoterapia. No trabalho oculto, a pessoa inibida a reprimida tende para as formas desequilibradas de psiquismo a mediunidade, e é totalmente inútil para o trabalho mágico, onde o poder deve ser dirigido e manipulado pela vontade. Isso não significa que a total repressão ou a total expressão seja necessária para o trabalho mágico, mas sim que a pessoa que se apartou de seus instintos, que sâo suas raízes na Mãe Terra, a em cuja consciência há, por conseguinte, um vazio, não pode abrir o canal através do qual a força, oriunda dos planos, possa ser trazida à manifestação no plano físico.

41. Não tenho dúvidas de que serei mal-interpretada por minha franqueza nesses assuntos; mas, se alguém não se adiantar a enfrentar o ódio por falar a verdade, como poderiam os verdadeiros investigadores descobrir seu caminho para os Mistérios? Deveríamos manter na loja oculta a mesma atitude vitoriana que foi abandonada por completo fora de seu recinto? Al. guém precisa quebrar esses falsos deuses feitos à imagem de Mrs. Grundy. Estou inclinada a pensar, contudo, que as perdas que poderíamos sofrer nesse assunto serão bem pequenas, pois não seria possível treinar ou cooperar com a espécie de pessoa que se assusta quando lhe falam claramente. Não se pense também que estou convidando quem quer que seja a participar comigo de orgias fálicas, como bem poderá alguém pensar. Assinalo apenas que a pessoa que não pode compreender o significado do culto fálico do ponto de vista psicológico não tem bastante inteligência para participar dos Mistérios.

42. Tendo concedido um espaço considerável à elucidação do princípio de Binah em seu trabalho na polaridade com Hochma, uma vez que não se pode compreendê-la de outra maneira, sendo ela essencialmente um princípio de polaridade, podemos considerar agora o significado do simbolismo atribuído à terceira Sephirah. Esse simbolismo apresenta dois aspectos – o aspecto da Grande Mãe e o aspecto de Saturno, pois ambas as atribuições são conferidas a. Binah. Ela é a poderosa Mãe de Todos os Viventes, e é também o princípio da morte, porquanto a forma precisa morrer quando cumpriu sua missáo. Nos planos da forma, morte a nascimento são duas faces da mesma moeda.

43. 0 aspecto maternal de Binah expressa-se no título de Marah, o Mar, que se lhe atribui. É um fato curioso que se represente Vénus-Afrodite nascendo da espuma do mar a que a Virgem Maria receba dos católicos o nome de Stella Mans, Estrela do Mar. A palavra Marah, que é a raiz de Maria, significa também “amargura”, e a experiência espiritual atribuída a Binah é a Visáo do Sofrimento. Uma visão que evoca a imagem da Virgem chorando aos pés da cruz, com o coração atravessado por sete punhais. Lembremos também o ensinamento de Buda, segundo o qual a vida é sofrimento. A idéia da submissão à dor e à morte está implícita na idéia da descida da vida aos planos da forma.

44.0 Texto Yetzirático de Malkuth, já citado, fala do Trono de Binah. Um dos títulos conferidos à Terceira Sephirah é Khorsia, o Trono; a os anjos atribuídos a essa Sephirah chamam-se Aralim, palavra que significa também Tronos. Ora, um trono sugere essencialmente a idéia de uma base estável, um firme fundamento sobre o qual o exercitador do poder tem o seu assento a do qual não pode ser removido. É, na verdade, um bloco que suporta a ação do retrocesso de. uma força, da mesma maneira que o ombro do atirador suporta o recuo do rifle. Os grandes canhões, utilizados para disparos de longa distância, precisam ser fixados a estruturas de concreto que ofereçam resistência ao contragolpe da explosão da carga que impulsiona o projétil, pois é óbvio que a pressão na culatra do canhão deve ser igual à exercida na base do projétil quando se efetua o disparo. Essa é uma verdade que nossos credos religiosos idealizadores estão inclinados a ignorar, com o conseqüente enfraquecimento a debilitaçâo de seus ensinamentos. Binah, Marah, a matéria, é a estrutura que empresta à força vital dinámica uma base segura.

45. Da resistência à força espiritual, como já observamos, provém a idéia do mal implícito, que é tão injusta para com Binah. Isso se torna muito claro quando consideramos as idéias que surgem em associação com Saturno-Cronos. Saturno implica algo muito sinistro. Ele é o Grande Maléfico dos astrólogos, a todo aquele que encontra uma quadratura de Saturno em seu horóscopo considera-a como uma pesada aflição. Saturno é o resistente, mas, sendo um resistente, é também um estabilizador a um testador que não nos permite confiar nos’so peso àquilo que não o resistiria. É digno de nota que o Trigésimo Segundo Caminho – que conduz de Malkuth a Yesod e é o primeiro Caminho trilhado pela alma que se eleva – seja atribuído a Saturrio. Ele é o deus da forma mais antiga da matéria. 0 mito grego de C~os, que é simplesmente o nome grego para o mesmo princípio, considê’ia-o como um dos deuses mais velhos; ou seja, aqueles deuses que criaram os deuses. Ele é o pai de Júpiter-Zeus, o qual se salvou graças a um estratagema de sua máe, pois Saturno tinha o desagradável hábito de comer suas crianças. Encontramos nesse mito novamente a idéia do dador da vida e dá morte. Como já observamos, Saturno, com sua foice, converte-se facilmente na Morte. É muito interessante notar as reentráncias dessas cadeias de idéias associadas em relação a cada Sephirah, pois não podemos deixar de ver como as mesmas imagens afloram outra a outra vez em todas as cadeias de idéias que possuímos, mesmo quando partimos de idéias aparentemente muito divergentes como mãe, mar a tempo.

46. Cada planeta tem uma virtude a um vício; em outras palavras, cada planeta pode estar, nas palavras dos astrólogos, bem ou mal-aspectado, bem ou mal-exaltado. Não podemos passar pela vida sem notar que cada tipo de caráter tem os vícios de suas virtudes; isto é, suas virtudes, quando levadas ao extremo, tornam-se vícios. Ocorre o mesmo com as sete Sephiroth planetárias; elas têm seus bons a maus aspectos, de acordo com a proporção com que os apresentam; quando falta o equilrbrio, em razão da força desequilibrada de uma Sephirah particular, experimentamos as más influências dessa Sephirah; por exemplo, Saturno devorara seus filhosi A morte começa a destruir a vida antes que ela tenha cumprido suas funçôes. Nenhuma Sephirah, portanto, é totalmente má, nem mesmo Geburah, que é a destruição personificada. Todas são igualmente indispensáveis ao esquema das coisas como um todo, a suas boas a más influências relativas dependem do papel que desempenham, o qual não deve ser nem muito forte, nem muito débil, mas equilibrado. A pouca influência de uma dada Sephirah conduz ao desequilíbrio na Sephirah oposta. A influência em excesso torna-se uma influência positivamente má – uma dose excessiva de veneno.

47. A virtude de Binah é o Silêncio, a seu vício é a avareza. Vemos aqui, novamente, a influência de Saturno tomar-se presente. Keats fala do “Saturno de cabelos grisalhos, silencioso como uma pedra”, a nessas poucas palavras o poeta evoca uma imagem mágica da era a do silêncio primordial da influência satumiana. Saturno é de fato um dos velhos deuses a está relacionado ao aspecto mineral da Terra. Seu trono acha-se nas rochas mais antigas, onde não cresce planta alguma.

48. É costume dizer que o silêncio é uma das virtudes especialmente desejadas nas mulheres. Seja como for, a não há dúvida de que a língua é a sua arma mais perigosa, o silêncio indica receptividade. Se estamos calados, podemos ouvir, a assim aprender; mas, se estamos falando, as portas de entrada da mente estão fechadas. É a resistência e a receptividade de Binah que são seus poderes principais. E dessas virtudes provém o vício, que é constituído por seu excesso, a avareza, que nega em demasia a retém até o que é dispensável. Quando isso acontece, precisamos da generosa influência de Gedulah-Geburah, Júpiter-Marte, para destruir o velho deus, o devorador de seus filhos, a reinar em seu lugar.

49. Os símbolos mágicos de Binah são o Yoni e o Manto Exterior de Ocultamento. Esta é uma expressão gnóstica, a aquele, um termo indiano, que indica os genitals da mulher, a correspondência negativa do falo do homem. 0 termo Kteis, menos conhecido, é o termo europeu equivalente. Nos símbolos religiosos hindus, o yoni e o lingam surgem com muita freqüência, pois a idéia da força vital a da fertilidade são os motivos principais de sua fé.

50. A idéia da fertilidade é o motivo principal nos aspectos de Binah que se manifestam no mundo de Assiah, o nível material. A vida não apenas penetra a matéria para discipliná-la, mas também retira-se dela triunfahnente, aumentada a multiplicada. 0 aspecto da fertilidade, equilibrando o aspecto Tempo-Morte-Limitação, é essencial ao nosso conceito de Binah. 0 Tempo-Morte ceifa com sua foice o trigo de Ceres, a ambos são símbolos de Binah.

51. A idéia do Manto Exterior de Ocultamento sugere claramente a matéria, assim como o esplendor envolvente do Manto Interno de Glória do princípio vital. Ambas as idéias, reunidas, comunicam-nos o conceito do corpo animado pelo espírito; o Manto Interno ou Glória Espiritual oculto de todos os olhos pelo invólucro exterior da matéria densa. Mais a mais vezes, enquanto meditamos sobre esses mistérios, encontramos a iluminação dessa coleção aparentemente fortuita de símbolos atribuídos a cada Sepliirah. Já vimos em nosso estudo que nenhum símbolo está só, a que toda penetração da intuição a da imaginação serve para revelar as grandes linhas de relaçôes entre os símbolos.

52. Os quatro três do baralho do Tarô são as cartas atribuídas a Binah e, de fato, o número três está intimamente associado à idéia da manifestação na matéria. As duas forças opostas encontram expressão numa tercei. ra, o equilíbrio entre elas, que se manifesta num plano inferior ao de seus pais. O triângulo é um dos símbolos atribuídos a Saturno como deus da matéria mais densa, e o triãngulo de arte, como é chamado, é utilizado nas cerimônias mágicas quando o objetivo é evocar um espírito a fazê-to visível no plano da matéria; para outros modos de manifestação, utiliza-se o círculo.

53. 0 três de paus chama-se Senhor da Força Estabilizada. Temos novamente aqui a idéia do poder em equilíbrio, que é tâo característico de Binah. Lembremos que Paus representa a força dinâmica de Yod. Essa força, quando na esfera de Binah, cessa de ser dinâmica, consolidando-se.

54. Copas é, essencialmente, a forma feminina, pois a copa, ou o cálice, é um dos símbolos de Binah a está estreitamente relacionado com o yoni no simbolismo esotérico. 0 Três de Copas está, portanto, em casa em Binah, pois os dois grupos de simbolismo se completam mutuamente. 0 Três de Copas, que é corretamente chamado de Abundância, representa a fertilidade de Binah em seu aspecto de Ceres.

55.0 Três de Espadas, contudo, chama-se Sofrimento, a seu símbolo no baralho de Tarô é um coração transpassado por três punhais. Nossos leitores lembrarão a referência ao coração apunhalado da Virgem Maria no simbolismo católico, a Maria equivale a Marah, a amargura, o Mar. Ave, Maria, stella marls!

56. As Espadas são, naturalmente, cartas de Geburah e, como tal, representam o aspecto destrutivo de Binah como Kali, a consorte de Siva, a deusa hindu da destruição.

57. Ouros são as cartas da Terra e, como tal, correspondem a Binah, a forma. 0 Três de Ouros, por conseguinte, é o Senhor dos Trabalhos Materials, ou atividade no plano da forma.

58. Notemos que, assim como os planetas têm sua influência rèforçada quando estão nos signos do Zodíaco que são suas próprias casas, também as cartas do Tarô, quando o significado da Sephirah coincide com o espírito do naipe, representam o aspecto ativo da influência; e, quando a Sephirah e o naipe representam influências diferentes, a carta é maléfica. Por exemplo, a carta ígnea de espadas é uma carta de mau augúrio quando se acha na Esfera de influência de Binah.

59. Alonguei-me bastante ao comentar Binah, porque com ela se completa a Tríade Suprema e o primeiro dos pares de opostos. Ela representa não apenas a si mesma, mas também aos pares funcionais, pois é impossível compreender qualquer unidade na Árvore, a não ser em referência às outras unidades com que interage a se equilibra. Hochma sem Binah, a Binah sem Hochma, são incompreensíveis, pois o par é a unidade funcional, a não qualquer uma das Sephiroth em separado.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/binah

A Assunção (ou O Testamento) de Moisés

O TESTAMENTO de Moisés acerca das coisas que ele coordenou nos seus cento e vinte anos de vida por volta do ano dois mil e quinhentos desde a criação do mundo: Que de acordo o cálculo oriental dois mil e setecentos e quatro depois da partida da Fenícia, quando o povo tinha feito o Êxodo que foi feito por Moisés para Amã que fica além do Jordão, na profecia que foi feita por Moisés no livro do Deuteronômio: e ele chamou a para junto de si a Josué, o filho de Nun, um homem aprovado por Deus, para que pudesse ser o ministro do povo e do tabernáculo do testemunho com todas as suas coisas santas, e que ele poderia levar o povo à terra dada aos seus pais, para que lhe fosse dada de acordo com o pacto e o juramento que Ele fez no tabernáculo de confiá-lo a Josué: dizendo a Josué estas palavras: (Sê forte) e de boa coragem para que se cumpra através de ti tudo aquilo que lhe foi ordenado para que possas ser imaculado diante de Deus. Assim diz o Senhor do mundo. Porque Ele criou o mundo em favor de seu povo. Mas Ele não se agradou em manifestar este propósito da criação desde a fundação do mundo, para que os Gentios pudessem ser convencidos, sim, para que por sua própria humilhação pudessem por argumentos convencer uns aos outros. Adequadamente Ele projetou e planejou, e me preparou antes da fundação do mundo, para que eu fosse o mediador do seu pacto. E agora eu vos declaro que o tempo dos anos de minha vida se cumpriram e estou falecendo para dormir com meus pais na presença de todo o povo. E receba esta escritura pois tu saberás como preservar os livros que eu te entregarei: e tu fixarás estes em ordem e os ungirá com óleo de cedro e os guardará em recipientes de barro no lugar que Ele fez desde o princípio da criação do mundo para que o seu nome fosse invocado até o dia do arrependimento na visitação na qual Deus os visitará na consumação do fim dos dias.

2    E agora eles entrarão por meio de ti na terra que Ele determinou e prometeu dar aos seus pais, na qual tu abençoarás e darás individualmente a eles e os confirmará a sua herança em mim e estabelecerá para eles o reino, e tu os designará magistrados locais de acordo com a boa vontade do seu Senhor em julgamento e retidão. E cinco anos depois que eles entrarem na terra, depois que forem regidos pelos chefes e reis durante dezoito anos, e durante dezenove anos fugirão as dez tribos. E as doze tribos descerão e transferirão o tabernáculo do testemunho. Então o Deus do céu fará o tribunal do seu tabernáculo e a torre do seu santuário, e as duas tribos santas serão (lá) estabelecidos: mas as dez tribos estabelecerão reinos para eles de acordo com as suas próprias ordenanças. E eles oferecerão sacrifícios ao longo de vinte anos: e sete fortificarão as paredes, e eu protegerei nove, mas quatro transgredirão o pacto do Senhor, e profanarão
o juramento que o Senhor fez com eles. E eles sacrificarão seus filhos a deuses estranhos, e eles montarão ídolos no santuário, para os adorar. E na casa do Senhor eles cometerão impiedade e gravarão toda forma de bestas, até mesmo muitas abominações.

3    E por esses dias um rei do leste virá contra eles e a sua cavalaria cobrirá a terra. E ele queimará a sua colônia com fogo junto com o templo santo de Deus, e ele levará todos os recipientes santos. E expulsará todo o povo, e os levará para a sua terra natal, sim ele levará as duas tribos com ele. Então as duas tribos chamarão as dez tribos, e marcharão como uma leoa nas planícies arenosas, quando faminta e sedenta. E eles chorarão em voz alta: Justo e santo é o Senhor, porque, já que pecastes, nós também, de certa forma, fomos levados convosco, junto com nossos filhos. Então as dez tribos lamentarão ao ouvir as repreensões das duas tribos, e elas dirão: “O que vos fizemos, irmãos? Esta tribulação não veio sobre toda a casa de Israel?” ‘E todas as tribos lamentarão, clamando aos céus e dizendo: Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, lembre-se do teu pacto o qual fizeste com eles, e do juramento que fizestes por Ti mesmo com eles, de que sua semente jamais fracassaria na terra que Tu a deste. Então eles se lembrarão de mim, naquele dia, tribo a tribo e cada homem ao seu vizinho, dizendo: Não é isto aquilo que Moisés nos declarou em profecias, que sofreram muitas coisas no Egito e no Mar Vermelho e no deserto durante quarenta anos: e seguramente chamou céu e terra para testemunhar contra nós, para que nós não transgredíssemos suas ordens, no que ele foi um mediador para nós? Vejam que estas coisas nos aconteceram depois da sua morte de acordo com a sua declaração, como ele nos declarou naquele tempo, sim, vejam que estas coisas aconteceram até que fossemos levados cativos para fora para o país do leste. E também estaremos em escravidão durante aproximadamente setenta e sete anos.

4    Então entrarão em um que está acima deles, e ele espalhará as suas mãos, e se ajoelhará e orará dizendo acerca de seu comportamento: Senhor de tudo, Rei no alto trono que rege o mundo e fez com que este povo fosse Seu povo eleito, então (realmente) Tu fizeste com que fosses chamado o seu Deus, de acordo com o pacto que fizeste com seus pais. E mesmo assim eles entraram em cativeiro em outra terra com suas esposas e seus filhos, e ao redor dos portões de povos estranhos e onde há grande vaidade. Considere e tenha compaixão deles, O Senhor do céu.’ Então Deus se lembrará deles por causa do pacto que fez com seus pais. E Ele também manifestará sua compaixão naquele tempo. E Ele porá isto na mente de um rei para que tenha compaixão deles, e ele os enviará de volta para a sua terra e país. Então algumas porções das tribos subirão e eles virão para o lugar a eles designado, e eles cercarão novamente o lugar com muros. E as duas tribos continuarão em sua fé prescrita, tristes e lamentando porque eles não poderão oferecer sacrifícios ao Senhor dos seus pais. E as dez tribos aumentarão e multiplicarão entre os Gentios durante o tempo do seu cativeiro.

5    E quando o tempo do castigo estiver perto e a vingança surgir por meio dos reis que compartilham em sua culpa e os castigam, eles mesmos também estarão divididos quanto à verdade. Portanto, isto tem sido dito: Eles deixarão de lado a retidão e se aproximarão da iniquidade, e eles se sujarão com as poluições da casa de sua adoração, e [porque] eles se prostituirão com deuses estranhos. Porque eles não seguirão a verdade de Deus, mas alguns poluirão o altar com os (mesmos) presentes que eles oferecem ao Senhor, os quais não são sacerdotes mas escravos, filhos de escravos. E muitos naquele tempo terão respeito para com pessoas desejáveis e receberão presentes, e o julgamento pervertido [com presentes recebidos]. E nesta ocasião a colônia estará cheia os limites da sua habitação estarão repletos de iniquidades e atos ilegítimos: aqueles que impiamente deixarem o Senhor serão os juízes: eles estarão prontos para julgar mediante corrupção como cada um pode desejar.

6    Então serão levantados aos reis que suportam a regra, e eles se chamarão sacerdotes do Deus Altíssimo: e cometerão iniquidade no santo dos santos. E um rei insolente os sucederá, um que não será da raça dos sacerdotes, um tipo de homem ousado e desavergonhado, e ele os julgará como merecem. E ele cortará seus homens principais com a espada, e os destruirá em lugares secretos, de forma que ninguém pode saber onde seus corpos estão. Ele matará o velho e o jovem, e ele não se poupará. Então o temor de sua presença lhes será amargo em sua própria terra. E ele executará julgamentos sobre eles como os egípcios já havia executado, durante trinta e quatro anos, e ele os castigará. E produzirá filhos, (que) o sucedendo regerão por períodos mais curtos. A suas coortes um rei poderoso do oeste virá, e os conquistará: e ele os levará cativos, e queimará uma parte do seu templo com fogo, (e) crucificará alguns ao redor da sua colônia.

7    E quando isto for feito chegará o fim dos tempos, em um momento o (segundo) curso será (findado), às quatro horas virão. Eles serão forçados… E, no tempo destes, homens destrutivos e incrédulos regerão dizendo que são justos. E estes incitarão o veneno de suas mentes, pois serão homens traiçoeiros, egoístas, dissimuladores em todos os seus negócios e amantes de banquetes a toda hora do dia. Comilões… Devoradores dos bens do (pobre) dizendo que eles fazem assim com base em sua justiça, mas na verdade querem destruí-los, estes são queixosos, enganadores, que se escondem para que não sejam reconhecidos, incrédulos, cheios de impiedade cometendo iniquidade de sol a sol: dizendo: Nós teremos banquetes e luxo, enquanto comemos e bebemos, e nós nos estimaremos como príncipes. E apesar de suas mãos e mentes tocarem coisas imundas, no entanto, suas bocas falarão grandes coisas, e eles dirão também: Não me toque para que não me polua em meu lugar (onde eu estou)…

8    E virá sobre eles uma segunda visitação e ira, como não os aconteceu desde o princípio até aquele tempo, tempo no qual Ele moverá contra eles o rei dos reis da terra e um que rege com grande poder, que crucificará aqueles que confessarem à sua circuncisão: e esses que esconderem (isto) ele torturará e os entregará para que sejam amarrados e lançados na prisão. E as suas esposas serão dadas aos deuses entre os Gentios, e os seus filhos jovens serão operados pelos médicos para apresentar o seu prepúcio. E outros entre eles serão castigados com torturas, fogo e espada, e eles serão forçados a suportar em público aos seus ídolos, sendo poluídos como aqueles que já o são. E eles serão forçados igualmente por aqueles que os torturam a entrar no santuário interno, e eles serão forçados por ferros a blasfemar com insolência contra a palavra, e depois destas coisas as leis e o que eles tiverem sobre o altar.

9    Então naquele dia haverá um homem da tribo de Levi, cujo nome será Taxo que tendo sete filhos falará com eles exortando-os: Observem, meus filhos, vejam um segundo cruel (e) uma visitação impura que veio sobre o povo, e um castigo impiedoso e muito maior que o primeiro. Pelo qual a nação ou a região ou o povo daqueles que são ímpios diante do Senhor, e que cometeram muitas abominações, que sofreram tão grandes calamidades como nos aconteceu? Agora, portanto, meus filhos, ouçam-me: notem e saibam que nem os pais nem os antepassados deles tentaram a Deus, para transgredir as suas ordens. E para que tu saibas que esta é nossa força, e assim nós faremos. Jejuemos por três e no quarto entremos em uma caverna que está no campo, e morramos ao invés de transgredir as ordens do Senhor dos Senhores, o Deus de nossos pais. Porque se nós fizermos isto e morrermos, nosso sangue será vingado diante do Senhor.

10    E então o reino dele aparecerá através de toda Sua criação, e então Satanás não mais existirá, e a tristeza partirá com ele. Então serão enchidas as mãos do anjo que foi designado principal, e ele os vingará dos seus inimigos. Porque o Único Divino surgirá do seu trono real, e Ele sairá de sua santa habitação com indignação e ira por causa dos Seus filhos. E a terra tremerá: até os seus confins será estremecida: E as montanhas altas serão baixadas e as colinas sacudirão e cairão. E serão quebrados os chifres do sol e ele será transformado em escuridão; E a lua não dará a sua luz, e será completamente transformada em sangue. E o círculo das estrelas será perturbado. E o mar descansará no abismo, e as fontes de águas falharão, e os rios secarão. Porque Altíssimo surgirá, o único Deus Eterno, e Ele aparecerá para castigar os Gentios, e destruirá todos seus ídolos. Então tu, Ó Israel, ficará contente, e montará nos pescoços e asas da águia, e eles serão exterminados. E Deus te exaltará, e o fará se aproximar do céu das estrelas, no lugar da sua habitação. E tu olharás do alto e verá seus inimigos na Geenna e os reconhecerá e se alegrará, e dará graças e confessará ao teu Criador. E tu; Josué (filho de) Nun, guarde estas palavras e este livro; Porque de minha morte [assunção] até o Seu advento haverá 250 vezes [= ano-semanas = 1750 anos]. E este é o curso dos tempos que eles procurarão até que eles estejam consumados. E eu irei dormir com meus pais. Portanto, Josué (filho de) Nun, (sê forte e) tenha bom ânimo; (porque) Deus (o) escolheu para ser o ministro deste mesmo pacto.

11 E quando Josué ouviu as palavras de Moisés que foram assim escritas na sua escritura tudo aquilo que ele tinha dito antes, rasgou suas roupas e se lançou aos pés de Moisés. E Moisés o confortou e chorou com ele. E Josué lhe respondeu e disse: Por que tu me confortas, (meu) senhor Moisés? E como eu serei confortado com respeito à palavra amarga que tu falaste a qual foi adiante de tua boca, que está cheia de lágrimas e lamentação, com a qual deixas o teu povo? (Mas agora) que lugar o receberá? Ou qual será o sinal que marcará o (seu) sepulcro? Ou quem ousará mover seu corpo de lá como se fosse um mero homem? Porque todos os homens quando morrem tem de acordo com a idade os seus sepulcros na terra; mas seu sepulcro é da subida ao pôr-do-sol, e do sul aos confins do norte: todo o mundo é seu sepulcro. Meu senhor, estás partindo, e quem alimentará este povo? Ou quem há que tenha compaixão deles e quem será seu guia pelo caminho? Ou quem orará por eles, sem omitir um único dia, para que eu possa os conduzir na terra dos seus antepassados? Como então eu nutrirei este povo como um pai (o dele) sendo apenas filho, ou como uma mão a sua filha, uma virgem que está sendo preparada para ser entregue ao marido que ela venerará, enquanto ela guarda sua pessoa do sol e (toma cuidado) para que seus pés não fiquem descalços por correr no chão. (E como) eu os proverei com comida e bebida de acordo com o prazer da vontade deles? Porque eles devem ser por volta de 600.000 (os homens), porque estes se multiplicaram a este ponto por causa de suas orações, (meu) senhor Moisés. E que sabedoria ou entendimento tenho eu para que eu deva julgar ou responder através da palavra na casa (do Senhor)? E os reis dos Amorreus também quando eles ouvem que nós estamos os atacando, acreditarão que não estará mais entre eles o espírito santo que era digno do Senhor, múltiplo e incompreensível, o senhor da palavra, que era fiel em todas as coisas, o profeta principal de Deus ao longo da terra, o mestre mais perfeito do mundo, [que não está mais entre eles], dirão “Marchemos contra eles. Se o inimigo apenas uma vez agiu impiamente contra o seu Deus, eles não têm nenhum defensor para oferecer suas orações, como Moisés o grande mensageiro que todos os dias de dia e de noite teve os seus joelhos fixados na terra, orando e procurando a ajuda dEle para que regesse todo o mundo com compaixão e justiça, fazendo-o lembrar do pacto dos pais e propiciando o Deus com juramento.” Porque eles dirão: “Ele não está com eles: vamos então e os destruamos e os lancemos para fora da face da terra.” O que restará então deste povo, meu senhor, Moisés?”

12 E quando Josué terminou (estas) palavras, ele se lançou novamente aos pés de Moisés. E Moisés tomou sua mão e o elevou ao assento diante dele, e lhe respondeu e disse: Josué, não menospreze a ti mesmo; mas fixe sua mente, e ouça minhas palavras. Todas as nações que estão na terra Deus as criou assim como a nós, Ele as previu assim como a nós desde o princípio da criação da terra até o fim dos tempos, e nada foi negligenciado por Ele mesmo a coisa mais insignificante, e todas as coisas Ele previu e fez tudo acontecer. (Sim) todas as coisas que estão nesta terra Deus previu e, veja, elas são apresentadas (à luz… O Senhor) as tem usado e me designou para (orar) pelos seus pecados e (fazer intercessão) por eles. Não por qualquer virtude ou força minha, mas de sua boa vontade tem ele compaixão e longanimidade encerrado minha sorte. Porque eu vos digo, Josué: não é por causa da piedade deste povo que tu lançará fora as nações. As luzes do céu, os fundamentos da terra foram feitos e foram aprovados por Deus e estão debaixo do anel de sinete da sua mão direita. Então, esses que fazem e cumprem as ordens de Deus aumentarão e prosperarão: mas esses que pecam e fixam e negligenciam as ordens estarão sem as bênçãos mencionadas, e eles serão castigados com muitos tormentos pelas nações. Mas lançar fora completamente e os destruir não é permitido. Porque Deus irá adiante pois previu todas as coisas para sempre, e o seu pacto foi estabelecido pelo juramento que…

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Fonte: http://livrosapocrifosbis.blogspot.com/2013/02/a-assuncao-de-moises-tambem-conhecido.html

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/a-assuncao-ou-o-testamento-de-moises/

A Origem Pagã do Carnaval

Texto do frater Matheus Saraiva.

O Carnaval é popularmente um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. Vem da Vulgata latina da palavra Carnivale, que quer dizer “adeus à carne” e deu origem a palavra Carnaval. Foi supostamente implantado no século XI pela igreja católica onde vários festejos populares antecediam os 40 dias de jejum da quaresma. E então cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

Não diferente de hoje eram festas de muita alegria, folia e sempre que possível orgias. Na renascencia foi marcado pelos fabulosos bailes de mascaras. Na realidade, por mais que dizem que o Carnaval foi só implantado no século XI da era cristã em seus festivais, ele é muito mais antigo e de origem pagã. Como muitos outros festivais pagãos adaptados pela igreja católica.

Desde tempos imemoriais no Egito antigo, realizava-se a festa do boi Apis – animal sagrado. Escolhia-se o boi mais belo e todo branco o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais sagrados. O boi era conduzido pelas ruas e levado até o Rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças, fantasiados grotescamente, iam atrás dele dançando e cantando, até seu afogamento.

Na Grécia, como a origem mais exata, tinha o nome de ‘Festival Dionisíaco’ em honra ao deus do vinho Dionísio, e em Roma, o nome era bacanal em homenagem ao deus Baco, equivalente ao deus grego, e era noramlamente realizados por volta do dia 4 de Outubro. Nessas comemorações, a principio apenas sacerdotisas e sacertodes de Dionísio realizavam suas ritualisticas religiosas em templos fechados, homenageando o deus. Mas com o tempo o povo tomou conhecimento desses festivais e a aristocracia então misturava-se com os pebleus, e os tribunais e estabelecimentos oficiais se fechavam, e se abriam todos os lugares de divertimentos, onde a bebedeira de vinho, orgia e os prazeres sensuais eram inumeráveis.

Até mesmo a figura no Carnaval atual do rei Momo é uma representação de Dionísio ou Baco, o patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do Carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

Nem os imperadores de Roma, nem o Papa, depois da cristianização, conseguiram conter e controlar estes festivais, o que levou a igreja adaptar este festival as comemorações católicas. Por fim as orgias e a confusão diminuíram, ainda mais com a inquisição. E ele então se espalhou pela Europa e depois chegou às Américas. Onde pôde se misturar às influências das culturas indígenas e africanas. Por fim como podem ver o Carnaval não passa de mais um festival pagão cristianizado pela igreja.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-origem-pag%C3%A3-do-carnaval

Ísis

Na continuidade, queremos reproduzir uma oração à deusa egípcia Isis, esposa de Osíris, associada à primeira iniciação, lunar, enquanto seu parceiro se encontra vinculado com a segunda iniciação, solar, e ambos os dois se acham conjugados na terceira e última iniciação, a polar, que faz possível a realização do supracósmico, do não humano. Apuleio a inclui em sua obra “As Metamorfoses” (ou O Asno de Ouro, século II d.C.) onde nos dá notícias de que este antigo mito egípcio sobrevivia incólume na Roma de seu tempo. Esta invocação é pronunciada uma vez que se efetua o descenso aos infernos, onde se percebe diretamente e de modo potencial tudo o que seguirá, do qual este descenso é só uma prova. Lembremos por último a vinculação da deusa Isis com o arcano do Tarot, chamado “A Papisa” ou “A Sacerdotisa”.

“Tu, em verdade santa, perpétua protetora do gênero humano, sempre generosa em favorecer os mortais, Tu tens pelas tribulações dos desafortunados um doce afeto de mãe. Não há um dia, uma noite, nem sequer um pequeno instante que passe, sem que hajas prodigalizado teus benefícios, sem que hajas protegido os homens na terra e no mar, sem ter alongado tua salvadora mão, após afastar os embates da vida. E com essa mão desfazes a inextricável e retorcida urdidura da Fatalidade, aplacas as tempestades da Fortuna e neutralizas a influência funesta dos astros. Veneram-te as divindades do céu, respeitam-te as do inferno; Tu dás o movimento de rotação ao mundo; ao Sol, tua luz; ao mundo, tuas leis, com teus pés pisas o Tártaro. A ti respondem os astros; por ti voltam as estações, alegram-se os deuses, mostram-se dóceis os elementos. A uma indicação tua sopram os ventos, incham-se as nuvens, germinam as sementes, crescem os germes. Temem a tua majestade os pássaros que cruzam os céus, os animais selvagens que vão errantes pelos morros, as serpentes que se ocultam sob terra, os monstros do oceano. Mas eu possuo um pobre talento para cantar teus louvores, e um reduzido patrimônio para oferecer-te dignos sacrifícios; não possuo a facúndia necessária para expressar os sentimentos que me inspira tua majestade; não possuo nem mil bocas, outras tantas línguas, nem um inesgotável manancial de infatigáveis palavras, mas terei sempre diante de minha imaginação, guardando-os no mais recôndito de meu coração, teu rosto divino e teu santíssimo númen.”

Isis é associada ao princípio feminino (e, portanto, vinculada à Terra e à Lua), presente em todas as coisas, e se manifesta com as roupagens da energia passiva, imanente e potencial. Diz-nos Plutarco num dos títulos de seu “Ethika”:

“Isis é, pois, a natureza considerada como mulher e apta para receber toda geração. Este é o sentido em que Platão a chama ‘Nodriza’ e ‘Aquela que a tudo contém’. A maior parte a chama ‘Deusa de infinitos nomes’, porque a divina Razão a conduz a receber toda espécie de formas e aparências. Sente amor inato pelo primeiro princípio, pelo princípio que exerce, sobre todo supremo poder, e que é idêntico ao princípio do bem; deseja-o, persegue-o, fugindo e rejeitando toda participação com o princípio do mal. Ainda que seja tanto para um como para o outro matéria e habitáculo, inclina-se sempre voluntariamente para o melhor princípio; a ele se oferece para que a fecunde, para que semeie em seu seio o que dele emana e o semelhante a ele. Regozija-se ao receber estes germes e treme de alegria quando se sente prenhe e cheia de germes produtores. Efetivamente, toda geração é imagem na matéria da substância fecundante, e a criatura se produz a imitação do ser que lhe deu a vida.”

#Poemas #Tarot

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A Entidade Máxima do Mal: Lúcifer, O Anjo Belo

Por Aluizio Fontenelle, Exu, Capítulo XI, 2ª Edição, 1954.

A Entidade Máxima, denomina-se “MAIORAL”, tendo ainda outros denominativos, tais como: Lúcifer, Diabo, Satanás, Capeta, Tinhoso, etc., etc., sendo que nas Umbandas é mais conhecido com o nome de “EXU-REI”.

Apresenta-se como uma figura de altos conhecimentos, tratando-nos com uma grande elevação de sociabilidade e prometendo-nos este mundo e o outro, exigindo tão somente que por nós, seja tratado por: MAJESTADE.

Raramente vem a um terreiro, preferindo apenas aproximar-se dos lugares onde se professe altos estudos de MAGIA ASTRAL, para com os poderes de que é imbuído, e usando de uma estratégia toda especial, procura abalar ou captar os que se julgam portadores da FÉ e que, não raramente leva a melhor pois, pode produzir maravilha de modo imediato.

Tem o Maioral bem como as demais Entidades, o seu ponto ou pontos riscados, sendo que o principal é de origem ESOTÉRICA, o qual a seguir, divulgarei para um perfeito conhecimento de quantos assim o desejarem. SARAVÁ POIS A SUA BANDA.

PONTO DO MAIORAL

Para que melhor se complete esta obra, na qual procurarei mostrar os meus perfeitos conhecimentos de tudo quanto encerra um perfeito estudo das LEIS DA UMBANDA, passarei a descrever no capítulo seguinte todas as atividades que deram origem à expulsão de Lúcifer (o anjo belo) da SUPREMA CORTE CELESTIAL, bem como a sua fragorosa queda dos páramos celestes, e posterior domínio do REINO DAS TREVAS, para o qual foi atirado pelo DEUS TODO PODEROSO.

Necessário se torna que todos aqueles, que de fato integram as fileiras da Umbanda, tomem perfeito conhecimento das LEIS DIVINAS, para que não naufraguem na senda tortuosa que é a completa ignorância dos fenômenos que nos rodeiam, e dos quais, se não estivermos a cavaleiro, somente nos podem prejudicar.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-entidade-maxima-do-mal-lucifer-o-anjo-belo/

Católicos e Espíritas

Escrito por Luiz Carlos da Silva

O católico vai à igreja para ouvir o sermão do padre.

O espírita vai ao centro espírita para ouvir o sermão do expositor.

O católico vai à igreja por obrigação, para ter a proteção de Deus.

O espírita vai ao centro espírita por obrigação, para ter a proteção dos Espíritos Superiores.

O católico vai a igreja tomar a hóstia porque simboliza o corpo de Cristo e isto purifica a alma.

O espírita vai ao C.E. tomar passe para purificar o Espírito livrando-o dos fluídos pesados.

O católico usa água benta.

O espírita usa água fluídica.

O católico reúne a família para cultuar os Santos.

O espírita reúne a família para o “evangelho no lar”.

O católico adora os Santos; São Judas Tadeu, Santo Expedito etc…

O espírita adora os espíritos superiores; Emmanuel, André Luiz, Joana de Angelis etc…

O católico lê a Bíblia antes de dormir.

O espírita lê o Evangelho segundo o espiritismo.

O católico vai à igreja se confessar ao Padre.

O espírita vai ao CE orientar-se com os trabalhadores (só falta confessar os pecados).

O católico morre de medo do inferno.

O espírita morre de medo do umbral.

O católico sonha em morrer e ir para o Céu.

O espírita sonha em desencarnar e ir para o Nosso Lar.

O católico diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança quando que na verdade foi o homem quem criou um Deus a sua imagem e semelhança.

O espírita diz que o Plano Espiritual é igual a terra (teremos a nossa alimentação, banho, hospitais, transporte coletivo, vida política, poderemos até namorar) quando que na verdade foram os espíritas que criaram um Plano Espiritual a imagem e semelhança da nossa vida terrena.

O católico confia cegamente no que determina o Vaticano.

O espírita confia cegamente no que determina a Federação Espírita Brasileira.

O católico confia cegamente no Papa.

O espírita confia cegamente em tudo que Divaldo Franco diz.

Este é o Espiritismo brasileiro, ou seria “A igreja Espírita Brasileira”. Quando Kardec organizou o Espiritismo, ele era um cientista procurando investigar as causas e fenômenos espirituais e redigiu os livros dos Espíritos e dos médiuns como tratados que deveriam ser sempre questionados e revisados pelo método científico, aprofundando nos temas em que a ciência ortodoxa ainda não é capaz de compreender. Infelizmente, aqui no Brasil, um excesso de “católicos-não-praticantes” acabaram se tornando “ex-católicos que acreditam em fantasmas”…

Jesus disse “Meu reino não é deste mundo” o que significa “O mundo ainda não está pronto para recebê-Lo”

Allan Kardec também poderia dizer “O Espiritismo não é deste mundo” o que significa “O mundo ainda não está pronto para o Espiritismo”.

#catolicismo #Espiritismo

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