Lingam e Yoni

Na dualidade essencial do sistema Tântrico, temos dois símbolos que compõem a expressão máxima da interação de Shiva e Shakti: o Lingam e a Yoni. Estes dois simbolos estão de tal maneira imersos na mente da humanidade que literalmente toda a cultura extinta ou existente possue alguma versão deles. A Lua e o Sol, Vênus e Marte, A Deusa e o Deus, Altar e Totem, a Bela e a Fera, a Rosa e a Cruz, entre tantos outros.

O Lingam é o símbolo da energia criadora masculina, viril, e sua definição é a de ser “fixo”, “imóvel” (Dhruva), “forma fundamental” (Mulavigraha). É o pênis enrijecido, pleno de vida, desejoso de penetração. Este símbolo, na forma de um Falo de pedra, pode ser encontrado já no período Neolítico da civilização do Indo. Lingam está associado ao fogo, e sua natureza é a mesma do ÁXIS MUNDI, assim com pode ser considerado o Raio (ou Vajra).

Yoni é a Terra, a MÃE DO FOGO, abriga a energia potencial e a vivifica numa união não apenas divina, mas supra – divina. É o receptáculo, o Altar – Mor da Criação, do Ovo do Mundo, onde ele é gestado e ao mesmo tempo honrado. Desse modo, o Lingam – Raio penetra e fertiliza Yoni – Altar. A Yoni é a vagina molhada e sedenta por ser penetrada, é o Yantra ou Pitha da Deusa (sobre o Yantra falarei adiante). O adepto do tantra não pode considerar a yoni de outra maneira senão como o Altar. E quando ele (o Sadhaka) atinge o mais alto grau nesta disciplina ele é capaz então de prestar homenagem “amorosa” – Mithuna.

 

O Mito do Lingam

Não existia universo, apenas as águas e a noite sem estrelas do interregno sem vida, situado entre a dissolução e a criação. No oceano infinito repousam todas as sementes e potencialidades da evolução subseqüente, Num estado de letárgica indiferenciação. Vishnu, corporificação antropomórfica deste fluido vital, flutua sobre substância de sua própria essência. Sob a forma de um gigante luminoso, reclina – se no elemento líquido, irradiando o brilho perene de sua energia abençoada .

Surge, então, um novo e assombroso evento: Vishnu vê, de súbito, outra forma luminosa, a aproximar – se com a velocidade da luz, reluzindo com o brilho de uma galáxia de sóis. É Brahma, o quadricéfalo criador do universo, pleno de sabedoria yogue. Sorrindo, o gigante reclinado pergunta ao recém – chegado:

– Quem és tu? Qual é a tua origem? Que fazes aqui?
– Eu sou o primeiro progenitor de todos os seres; sou Aquele que se Originou de Si Mesmo! – diz Brahma.

Vishnu, respeitoso, discordou:

– Pelo contrário – contestou – sou eu o criador e destruidor do universo. Criei – o e o destruí vezes e vezes.

As duas poderosas presenças continuaram a contestar – se mutuamente e a discordar. Enquanto questionavam no vácuo infinito, viram que emergia do oceano um alto linga coroado de chamas. Rápido, este transformou – se no espaço infinito. As duas divindade cessaram a discussão, contemplando – o maravilhadas. Não conseguiam calcular – lhe a altura nem a profundidade.

Brahma disse:

– Enquanto mergulhas, eu sobrevôo. Tentemos localizar-lhe as extremidades.

Ambos os deuses assumiram suas formas animais tão conhecidas Brahrna, a de ganso; Vishnu, a de javali. O pássaro alçou vôo rumo ao céu e o javali mergulhou nas profundezas. Em direções opostas, avançaram sempre e sempre, sem conseguir encontrar os limites do linga, pois enquanto o javali submergia e Brahma ascendia, o prodígio elevava – se mais e mais.

De repente, numa face do extraordinário falo abriu – se um nicho em cujo interior mostrou – se Shiva, a força suprema do universo. Enquanto Brahma e Vishnu curvaram – se à sua frente em adoração, ele, solene, proclamou a si mesmo como a origem dos outros dois deuses. Proclamou – se ainda como Super Shiva, por simultaneamente conter e representar a tríade Brahma, Vishnu e
Shiva – Criação, Conservação e Destruição.

Embora emanados do linga, continuavam, entretanto, sempre contido nele. Eram suas partes constituintes: Brahma o lado direito e Vishnu o esquerdo, estando no centro Shiva – Hara, “O Que Reabsorve, Retoma ou Dissolve”. Shiva assim é figurado no lingam expandido, elevado, intensificado, na condição de elemento essencial e omniabrangente.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/lingam-e-yoni/

Necronomicon: o Livro e Seu Autor

O Kitab Al-Azif, livro que em sua versão grega, receberia o nome de Necronomicon — provavelmente a obra mais temida (e desejada) de toda a história do ocultismo — foi escrito em cerca de 730 d.C., na cidade de Damasco (Síria), por um árabe que, segundo tradutores e comentaristas ocidentais, teria se chamado “Abdul al-Hazred”. Na verdade nenhum árabe jamais possuiu esse nome; a palavra “Abdul” não é um nome próprio, mas um título: significa “servo (Abd) de (ul)”. Assim um nome como Abdulah, por exemplo, significa “servo de Deus”. “Abdul”, apenas não faz sentido algum.

Já “Hazred” soa como uma corruptela latina do termo nominal árabe azrad, derivado do verbo zarada — que significa estrangular ou devorar. Assim o nome correto do autor do Kitab Al-Azif seria Abd al-Azrad, ou “o servo do grande devorador”.

Azrad foi um poeta, astrólogo e filósofo, mago e cientista nascido em cerca de 700 d.C. na cidade de Saana, no Iêmen. Antes de escrever a obra que imortalizaria seu nome, ele passou vários anos entre as ruínas da Babilônia, as catacumbas de Mênfis e o grande deserto da Arábia. O autor morreu em 738, em Damasco.

De acordo com o biógrafo Ibn Kallikan, Abd al-Azrad foi devorado, em plena luz do dia, por um demônio invisível. O Azif circulou secretamente em rolos de pergaminho por quase dois séculos.

Em 950, o filósofo bizantino Theodorus Philetas (lê-se Filetas) traduziu a obra para o grego, rebatizando-a como Necronomicon. O manuscrito de Philetas foi copiado várias vezes e muitos exemplares passaram a circular no Império Romano do Oriente até que, em 1050, o Patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário condenou a obra. Várias cópias foram confiscadas e queimadas; seus proprietários, mortos sob tortura.

Em 1228, Olaus Wormius, o Velho, traduziu a versão grega de Philetas para o latim, mantendo o título Necronomicon — a essa altura, o original árabe já era dado como perdido. Em 1232, o Papa Gregório IX incluiu o livro de Wormius (e o de Philetas) no Index Expurgatorium.

O Necronomicon de Wormius viu sua primeira edição produzida com tipos móveis em 1454. O incunábulo alemão, impresso em caracteres góticos, não traz data, local ou nome do impressor.

No início do século XVI — com certeza antes de 1510 —, uma versão do livro de Philetas foi impressa na Itália.

A primeira edição “censurada” do Necronomicon — sem as passagens mais terrificantes e os feitiços mais perigosos — foi elaborada em 1580 pelo Dr. John Dee, mago e médico particular da Rainha Elizabeth I da Inglaterra.

Aparentemente, Dee, ao elaborar o texto em inglês, trabalhou com base num manuscrito grego.

No século XVII, o texto em latim foi reimpresso na Espanha dos Habsburgos. Descontando-se a baixa qualidade tipográfica, o livro é tão fiel ao original quanto a primeira edição feita na Alemanha.

Exemplares Conhecidos:

Atualmente existem apenas cinco exemplares do Necronomicon no mundo — ou, ao menos, apenas cinco exemplares de conhecimento público. Várias outras cópias podem estar preservadas em bibliotecas particulares. Os exemplares que chegam ao mercado são rapidamente adquiridos por colecionadores de livros raros (ou por interessados no conteúdo místico do livro) e o preço já atinge as raias do inestimável.

As cinco únicas cópias conhecidas são todas do texto latino de Wormius. Quatro pertencem à segunda edição espanhola e apenas uma à edição alemã original. Nenhum deles é manuscrito e, devido aos poderes atribuídos ao livro (e ao grande número de seitas fanáticas que buscam apossar-se dele ou destruí-lo), nenhuma instituição permite acesso irrestrito à obra. Os exemplares pertencem aos acervos da Bibliothèque Nationale de Paris, à Biblioteca da Universidade Miskatonic, em Arkham, à Biblioteca Widener, em Harvard, e à Biblioteca da Universidade de Buenos Aires (que recebeu o livro graças ao testamento do escritor Jorge Luís Borges). O único exemplar restante da edição alemã está na Biblioteca do Museu Britânico em Londres.

O colecionador abastado de livros raros não terá muitas dificuldades em levantar no mercado uma cópia do manuscrito de John Dee ou do manuscrito de Sussex (uma segunda edição inglesa, inferior à de Dee).

Kitab al-Azif:

Oficialmente, todas as cópias do manuscrito árabe original foram destruídas. No entanto, o Professor Phileus Sadowsky, filólogo e professor de literatura árabe da Universidade de Sófia, Bulgária, afirma ter consultado um livro medieval árabe, intitulado Kitab al-Azif, na Magyar Tudomanyos Akademia Orientalisztikai Kozlemenyei, da Hungria, em meados da década de 1980.

Segundo Sadowsky, o livro mede 21 x 16 centímetros e está escrito em um pergaminho já bastante apodrecido e semi-devorado por vermes. Há marcas de queimadura na extremidade direita do volume, como se alguém o houvesse arremessado ao fogo e se arrependido logo em seguida. O livro estaria escrito em letra tremida e, segundo o Professor, não se trata do trabalho de um calígrafo ou escriba profissional. O pergaminho e o estilo dos caracteres arábicos faz presumir que a obra tenha sido copiada na Síria ou no Irã, durante o século VIII.

Infelizmente tanto o governo da Hungria quanto as autoridades da Magyar Akademia negam veementemente a existência do Kitab al-Azif. Eruditos e bibliotecários ocidentais enviados à Europa Oriental após a queda dos regimes comunistas do Leste Europeu não encontraram qualquer traço do livro ou de registros a respeito de sua existência. De qualquer forma, a reputação do Professor Sadowsky é bastante sólida e parece impossível escapar a esse impasse.

O Nome:

O título grego, “necronomicon”, significa “coisas pertinentes aos costumes, leis e hábitos dos mortos”. O título original, Kitab al-Azif, pode ser traduzido como “Livro dos uivos dos demônios do deserto” ou mais poeticamente como “Livro Daquele que se aproxima”.

Poderes:

Dentre os poderes do Necronomicon, documentados por estudiosos como H.P. Lovecraft ou Henry Armitage, encontra-se um cântico capaz de trazer o demônio Yog-Sothoth a este mundo; informações sobre o pó de Ibn Ghazi, cujos poderes alucinógenos encontram-se além de qualquer descrição; e instruções para a elaboração do Signo Voorish. Há, no entanto, centenas de outros encantamentos e relatos cifrados no livro. Pois o Necronomicon não é um livro que se lê diretamente — ele precisa ser decifrado, intuído, e aqueles que o lêem, após todo o esforço e sanidade dispensados na tarefa, emergem radicalmente transformados.

That is not dead which can eternal lie,
And with strange aeons even death may die.
— Abdul Alhazred: Al Azif

Todos os meus contos partem da fundamental premissa de que as leis, interesses e emoções humanas não possuem nenhuma validade ou significância na grande imensidão do universo.
— H.P. Lovecraft

Por Carlos Orsi Martinho

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/necronomicon-o-livro-e-seu-autor/

Trigo, Vinho, Óleo e Sal

Trigo, Vinho, Óleo e Sal na Cerimônia de Consagração

Há vários casos na Bíblia em que todos os quatro “elementos” são mencionados juntos em uma única frase, por exemplo em Esdras, 6:9, “trigo, sal, vinho e óleo…” e novamente em Esdras, 7:22, e em I Esdras, 6:30. Nas nossas cerimônias de consagração da atualidade, esses “elementos” devem a introdução, quase que certamente, ao seu uso nos tempos bíblicos como oblações, oferendas e sacrifícios sem sangue, como no Templo. Trigo, Vinho e Óleo são mencionados em Deuteronômio, 11:14, entre as recompensas para os que seguiam os mandamentos de Deus. Eles também eram considerados as necessidades primárias da vida diária, daí o seu uso entre os hebreus como oferendas de agradecimento e sacrifícios (não animais).

O sal também é relacionado com o sacrifício, mas possui uma variedade de significados simbólicos na Bíblia. O seu uso é determinado em Levítico 2:13.

Salgarás todas as tuas oblações… Porás, pois, sal em todas as tuas ofertas.

Cruden, na sua Concordance, interpreta o Sal, nessa passagem, como um símbolo de amizade, e na Idade Média era costume na Europa e no Oriente Próximo receber visitantes distintos em uma vila ou cidade com Pão e Sal.

Como o Sal ajuda a preservar da corrupção e é imune ao apodrecimento, ele tornou-se símbolo da incorruptibilidade. Brewer, Dict. of Phrase and Fable, chama-o de símbolo da perpetuidade e essa associação do Sal com a ideia de permanência aparece frequentemente na Bíblia:

“Esta é uma aliança de sal, que vale perpetuamente diante do Senhor…” (Números 18:19).

Rashi, um dos maiores comentaristas hebraicos, disse o seguinte dessa passagem:

“Assim como o sal nunca apodrece, a aliança de Deus… irá perdurar”.

Em um tema mais próximo à Maçonaria,

“O Deus de Israel deu para sempre o reino… para Davi por uma aliança de sal” (2 Crônicas 13:5)

Aqui, mais uma vez, a ideia da permanência é enfatizada e esse é, sem dúvida, um dos principais motivos para o uso do Sal nas nossas cerimônias de consagração maçônica. Pelo que sei, o tema da preservação e permanência não costuma ser mencionado pelo Oficial Consagrador, mas em alguns dos numerosos memoriais de Consagração na nossa biblioteca, o verso cantado, antes que o Sal seja usado na cerimônia, é o seguinte:

Derramamos sal sobre nosso labor,

Divisa de Teu poder conservador,

Em Tua presença oramos, Senhor,

De nosso templo sede o protetor

Pode ser interessante reproduzir as explicações simbólicas dos elementos, como foram fornecidas na cerimônia de Consagração inglesa.

Trigo (Ar): símbolo da Abundância.

Vinho (Água): símbolo da Felicidade e Alegria.

Óleo (Fogo): símbolo da Paz e Unanimidade.

Sal (Terra): símbolo da Fidelidade e Amizade.

O simbolismo Maçônico para os elementos parece ter variado consideravelmente em diferentes épocas e locais. C. C. Hunt, na sua obra Masonic Symbolism (Iowa, 1939, pp. 100, 101), cita o relato de uma cerimônia de pedra fundamental na década de 1920, na qual o Grão-Mestre Provincial de Nottinghamshire oficiou, naquela ocasião, o Óleo como “emblema da caridade”, e o Sal, “emblema da hospitalidade e da amizade”. O mesmo escritor nota os poderes curativos e purificadores do Sal, citando II Reis, 2:20-21, em que Eliseu com um vaso de Sal “sanou as águas”. Outra referência similar em Êxodo, 30:35, “Farás com tudo isso um perfume… temperado com sal, puro e santo”.

O uso do Sal na Consagração de Lojas Maçônicas parece ser introdução moderna, provavelmente posterior a 1850. No fim da década de 1780, as descrições feitas por Preston das Cerimônias de Dedicação mencionam Trigo, Vinho e Óleo, mas nunca Sal. Além disso, o Irmão T. O. Haunch, Bibliotecário da Grande Loja, verificou um certo número de descrições das cerimônias Maçônicas de Consagração e Dedicação até a década de 1840. Nenhuma delas menciona o Sal, parecendo impossível dizer com certeza quando esse “elemento” foi introduzido. Incidentalmente, a cerimônia de Consagração praticada na Grande Loja da Escócia usa Trigo, Vinho e Óleo, mas não há menção ao Sal.

Fraternalmente,

Wagner Veneziani Costa

#Maçonaria #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/trigo-vinho-%C3%B3leo-e-sal

Alquimia dos Elementos

E papel de todo alquimista ter pleno domínio dos cinco elementos. O numero cinco sempre foi representado como místico, magico e essencialmente humano. Basta se lembrar que cinco são os sentidos, cinco os dedos da mão e do pé, cinco representa o homem como estrela, com os braços e pernas abertos dentro do pentagrama. Lorena de Mantheia (O Ocultismo Sem Mistérios) explica que “O número cinco tira seu simbolismo do fato de ser: por um lado a soma do primeiro numero par e do primeiro  numero ímpar (2+3) e, por outro lado, de estar no meio dos nove primeiros números”. “E ainda o símbolo do homem (braços abertos, o homem parece disposto em cinco partes em forma de cruz: os dois braços, o busto, o centro – abrigo do coração – a cabeça, as duas pernas). Símbolo igualmente do Universo: dois eixos, um vertical, outro horizontal, passando por um mesmo centro.” Alem disso, cinco são os elementos: o éter (elemento imaterial), ar, terra, água e fogo (elementos materiais). O fato de o éter estar acima dos demais elementos significa que rege os demais, na realização da magica.

O Pentagrama

Estrela de cinco pontas, formada por cinco linhas num traço único; na Antiguidade visto também como penetração quíntupla da primeira letra do alfabeto grego, como pentalfa. Em consonância com o número cinco, inicialmente símbolo da harmonia cósmica. O pentagrama, utilizado pelos pitagóricos como sinal de saúde e de salvação, tornou-se símbolo médico. No exército bizantino o pentalfa (=pentagrama) sobre os escudos servia como uma espécie de emblema de vitória. O pentagrama refere-se aos cinco elementos: éter, único elemento que e imaterial e serve para harmonizar os outros quatro, materiais, que são o ar, o fogo, a terra e a água.

Segundo Eliphas Levi, se invertido o pentagrama, o caminho seria  involutivo, em busca do nada, da mentira etc., no qual não se pode concordar, uma vez que o melhor entendimento para a referida inversão e a aceitação dos aspectos “negativos” do ser, sem o qual a pessoa  continua dividida entre uma parte de si “que gosta” e a outra parte, “que não gosta”. O primeiro passo e aceitar esta parte “de que não gosta”. Por outro lado, pelo simples fato de esta parte ter sido sempre reprimida, representa um alto poder magico que pode transformar a vida do mago na ascensão pelo caminho da matéria. Confira um estudo detalhado do pentagrama nesse artigo da Lucifer Luciferax

O alquimista e estudante de hermetismo aprenderão que os quatro elementos são regidos pelo quinto, éter. É o momento de se observar como este se manifesta através dos demais.

Terra

A Terra é um elemento de polaridade feminina , associado a fertilidade, à matéria , à origem do homem como espécie e sua ligação  com a natureza. Os signos astrológicos da terra são touro, capricórnio e virgem. Como os signos podem ser cardeais (iniciar uma ação), fixos (estabilizar o que for realizado) e mutáveis (alterar o que foi estabilizado), Capricórnio  e um signo cardeal, voltado para a ação material; o Touro e um signo fixo, para acumular bens materiais; e Virgem um signo mutável, para alterar o que aprendeu através de suas experiências, para aperfeiçoar.

Anna Maria da Costa Ribeiro (Conhecimento da Astrologia) diz que “A terra é pratica, objetiva, concreta, vê a utilidade pratica das coisas.” O atributo humano mais marcante da terra e a Sensação.

Características:

Ponto Cardeal : Norte
Sinal do Elemento : set
Príncipe Infernal : Belial
Chakra : básico
Clima : seco e frio
Cor : amarelo
Estação : inverno
Lua : lua negra
Sentido : Tato
Símbolo : Quadrado
Ativa : fome, alegria da vida, prazer espiritual, germinação de idéias e objetivos, fortalece o trabalho, atrai rendas , energia física e equilíbrio.

Fogo

O fogo é um elemento de polaridade masculina, de poder transformador – ele destrói o que está desgastado para dar lugar ao novo. Também estimula  a intuição a percepção
extrasensorial, a sexualidade, a vitalidade e o senso de liderança. Na astrologia, os signos são Aries, cardeal, com ação para firmar sua identidade; Leão, fixo, a fim de manter sua identidade; e Sagitário, mutável, com o escopo de alterar ideais, a fim de melhor se expressar socialmente, através de considerações filosóficas, intelectuais e religiosas. A maior característica de fogo é a Intuição. Anna Maria relata as qualidades desse  elemento: “Entusiasmo, alegria, otimismo, espontaneidade.”

Características

Ponto Cardeal : Sul
Sinal do Elemento : thoum-aesh-neith
Príncipe Infernal : Satã
Chakra : Plexo Solar
Clima : Seco e Quente
Cor : Vermelho
Estação : Verão
Lua : Cheia
Sentido : Visão
Símbolo : Triângulo
Ativa :Aumento de Energia, Agressividade, Bem-Estar físico, Queima do que não presta.

Água

A água é um elemento de polaridade feminina, associado às mutações, aos sonhos ao inconsciente e as emoções em geral.  O signo cardeal e o câncer, ligado a ação emocional; o signo fixo e o escorpião, no sentido de controlar as emoções; o signo mutável, peixes, que adapta-se as situações, conforme as suas vivências e percepções emocionais ou psíquicas. Sua característica e o Sentimento, “percebe as coisas por via emocional, sentindo-se logo bem ou mal nas situações ou com pessoas” (Anna Maria). “Para água só o sentimento e real. Subjetivo, intimo e profundo.

Características

Ponto Cardeal : Oeste
Sinal do Elemento : auromoth
Príncipe Infernal : Leviatã.
Chakra : Umbilical
Clima : úmido e frio
Cor : Prata
Estação : Outono
Lua : Minguante
Sentido : Paladar
Símbolo : Meia Lua
Ativa : Tomada de decisões , manipulação de emoções, meditação.

Ar

O signo cardeal é libra, regedor da ação social e intelectual; o signo fixo e aquário, mantenedor das suas idéias; e o signo mutável e gêmeos, alterador daquilo que prende social ou intelectualmente. A característica marcante e o Pensamento, “porque elabora coisas intelectualmente, raciocina e relaciona-se com coisas e pessoas. E abstrato.” Tem como qualidades a objetividade, capaz de ver o ponto de vista do outro mesmo quando zangado, por isso sabe lidar com as decepções de forma filosófica. Boas maneiras, reflexão e explicações” (Anna Maria).

Características

Ponto Cardeal : Leste
Sinal do Elemento : shu
Príncipe Infernal : Lúcifer.
Chakra : Cardíaco
Clima : úmido e quente
Cor : Azul
Estação : Primavera
Lua : Crescente
Sentido : Olfato
Símbolo : Círculo
Ativa : Inteligência Clareza de idéias memória .

Para finalizar o estudo, deve-se descrever o sinal de cada elemento. O  fogo é representado pelas mãos juntas na testa, com a palma para fora, formando um triângulo no espaço vazio entre as junções dos polegares e indicadores. O ar e representado pelas mãos espalmadas para cima da cabeça, como se fosse Atlas segurando o globo terrestre. A água, pela mesma junção da do fogo, só que agora o triângulo e apontado para baixo, com as mãos sobre o plexo solar. Finalmente, a terra, por uma postura similar a da letra hebraica Aleph , ou seja, a mão direita espalmada para a frente, por cima da cabeça, a mão esquerda, espalmada para baixo e recuada, o pé direito situado a frente do corpo e o esquerdo, atrás.


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Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/alquimia-dos-elementos/

Importante Shaman Zulu e antigo Credo Mutwa

Tem sido dito que os antigos nativos de alguma tribo receberam as chaves do conhecimento. Esta declaração nunca havia sido minuciosamente confirmada antes após a recente entrevista que eu tive o privilégio de conduzir com o (Shaman) Zulu “Sanusi” Credo Mutwa agora com quase 80 anos de idade. Através dos esforços e assistência de David Icke eu fui capaz de manter contato com o Dr. Johan Joubert que brilhantemente coordenou contato com Credo Mutwa permitindo assim que a entrevista ocorresse por telefone literalmente a meia distância do mundo na África do Sul. Nós do SPECTRUM gostaríamos de transmitir nossa profunda apreciação para David Icke e o Dr. Joubert pelos seus esforços em contatar esta lenda viva. Eu inicialmente ouvi falar sobre Credo Mutwa há 5 anos atrás sendo que naquela época impossibilitei-me em dialogar com ele por telefone devido habitar numa distante área sem comunicação. Quando eu soube por David Icke que ele tinha passado algum tempo com Credo Mutwa e que ele gostaria de conversar com o SPECTRUM, bem, assim foi feito. Através da fantástica rede internacional de telecomunicação no dia 13 de agosto nós tivemos que conduzir uma sessão de entrevista que durou 4 horas! E não, nós não estamos falando em cancelar isto devido ao tamanho da entrevista. As palavras que ele nos transmitiu estão completamente inseridas no texto, sendo nossa norma – uma questão de respeito para com o apresentador bem como um bom e honesto jornalismo! Credo Mutwa é um homem que David Icke descreve como sendo: “O mais incrível e sábio homem que tem meu respeito e honra para chamá-lo como meu amigo, um gênio”. Após conversar com Credo ele mudou seus valores. Eu gostaria de dizer que quando Credo ainda não era um homem instruído ele era uma pessoa capaz de soletrar todas as palavras Zulus ou Africanas, nomes próprios, etc. Para aqueles de vocês que talvez possuam escolaridade Africana sentirão que este nível de informação é mais avançado para suas pesquisas do que para a média dos leitores logo certos cuidados foram tomados por Credo como sendo outra face de sua honestidade e exatidão. Se você sente que você tem lido alguma recente matéria que amplia seus pensamentos e que desafia alguns valores e credos esta entrevista conduzirá você então a dar um passo além. Como sempre a verdade é mais estranha do que a ficção.

Assim como a verdade – ou partes da verdade que foram reveladas para alguns de nós – que fazemos parte de um grande mosaico isto está sendo transmitido para cada um de nós para chegarmos á nossas próprias conclusões quanto a verdade que outros tem compartilhado conosco. Nós estamos honrados em ter esta oportunidade para apresentar as experiências e o conhecimento de Credo Mutwa com você. A impressionante informação apresentada por Credo Mutwa é certamente um provocante pensamento distante de alcançar suas implicações e objetivos.

Uma vez que você tenha lido esta informação você compreenderá então por que existem tentativas para silenciá-lo. Similarmente você apreciará profundamente Credo Mutwa pela sua coragem em vir dizer a verdade independentemente das conseqüências. Então sem mais comentários introdutórios iniciaremos a entrevista.

Martin: Primeiro de tudo, deixe-me dizer que é uma honra e um privilégio conversar com você e eu gostaria de agradecê-lo bem como o conhecimento de David Icke e o Dr. Joubert sem os quais não teria sido possível esta conversa. Nossos leitores estão cientes da existência dos extraterrestres reptilianos mutáveis e que eu gostaria de discutir com você a respeito especificamente sobre suas presenças, seus líderes, suas agendas e seus métodos de operação nesta época. Assim a primeira questão que eu gostaria de perguntar a você é : Você pode confirmar o que fazem realmente os extraterrestres reptilianos mutáveis que habitam atualmente nosso planeta? E se eles o fazem, você poderia confirmar isto mais especificamente sobre suas atuações. E de onde eles vêem?.

Credo Mutwa: Senhor, seu jornal pode enviar pessoas para a África?

Martin: Desculpa, você pode repetir?

Credo Mutwa: Seu jornal pode enviar alguém para a África no futuro próximo?

Martin: Nós estamos financeiramente incapazes de fazer isto no momento mas talvez este quadro reverta-se no futuro.

Credo Mutwa: É porque existem algumas coisas que eu gostaria que seu jornal verificasse além de mim. Você tem escutado sobre a cidade chamada Ruanda na África Central?

Martin: Sim

Credo Mutwa: As pessoas de Ruanda, as pessoas Hutu bem como as pessoas Watusi afirmam que eles não são as únicas pessoas na África que tem relatado que muitos de seus ancestrais foram uma raça de seres que eles chamavam de Imanujela que significa “os senhores que chegaram”. E algumas tribos no Oeste da África tais como Bambara também falam o mesmo. Eles dizem que eles vieram dos céus quando há muitas, muitas gerações atrás uma raça de seres altamente avançados chegaram, amedrontando-se com algumas criaturas que se pareciam como humanos que eles os chamavam de os Zishwezi. A palavra Zishwezi significa o dival ou a criatura glidal que pode voar para o céu ou através da água. Todos, senhor, tem escutado sobre o povo Dogon na África Ocidental onde todos dizem terem recebido instruções dos seres normais mas eles não são – o povo Dogon são especiais – muitos povos na África tem declarado que sua tribo ou seu rei foi inicialmente fundado por uma raça de criaturas sobrenaturais que veio dos céus. Você ainda está na linha, senhor?

Martin: Oh, sim, bem atento. Por favor continue.

Credo Mutwa: Senhor, eu posso prosseguir mas deixe-me trazê-lo para conhecer meu povo, o povo Zulu da África do Sul.

Martin: Aceito. Por favor.

Credo Mutwa: O povo Zulu é conhecido como um povo guerreiro, sendo pessoas que pertenceram ao Rei Shakazulu no último século. Quando você pergunta aos antropologistas brancos da África do Sul o que significa o nome Zulu lhe dirão que isto significa “o céu” (sorrindo) e então o Zulu os chamam auto-denominando-os de “o povo do céu”. Isso senhor não faz sentido. Na linguagem Zulu nosso nome para o céu, o céu azul é Sibakabaka. Nosso nome para o espaço interplanetário é Izulu e o Weduzulu que significa “espaço interplanetário” e o céu negro estrelado que você vê toda noite também tem a ver com viagens, senhor. A palavra Zulu para viagens ocasionais como um nômade ou um cigano é Izulu. Agora você pode ver que o povo Zulu na África do sul estavam cientes do fato que você pode viajar através do espaço – não pelo céu como um pássaro – mas você pode viajar através do espaço e os Zulus dizem que há muitos, muitos milhares de anos atrás lá chegou dos céus uma raça de pessoas que eram como lagartos, pessoas que conseguiam mudar de aparência á sua vontade. E pessoas que se casavam com suas crianças para um viagem (extraterrestre) gerando-se assim uma poderosa raça de reis e chefes tribais sendo que existem centenas de contos de fadas, senhor, no qual um lagarto fêmea assumiu a identidade de uma princesa humana ao apoderar-se de seu corpo casando-se com a princesa Zulu. Todas as crianças das escolas na África do sul, senhor, conhecem a história de uma princesa chamada Khombecansini. Khombecansini teria se casado com um príncipe muito atraente chamado Kakaka que significa “o iluminado”. Um dia enquanto Khombecansini estava catando lenha no bosque ela deparou-se com uma criatura chamado de Imbulu. E este Imbulu era um lagarto que possuía um corpo e os braços e pernas de um ser humano e uma longa cauda. E este lagarto disse para a princesa Khombecansini, “Oh, como você é linda garota e eu gostaria de ser como você. Eu gostaria de me parecer como você. Eu posso me aproximar de você?” disse o lagarto Imbulu para a princesa. E a princesa disse “sim você pode”. E o lagarto que tinha uma história se aproximou da garota e cuspiu nos seus olhos e começou a transfigurar-se. O lagarto repentinamente mudou para uma aparência humana e começou a aparentar-se mais e mais como a garota, com exceção de suas pontudas unhas. E ele então bateu violentamente nela e o lagarto dominou a princesa e removeu todos os seus braceletes, bolinhas e veste de casamento. Então o lagarto tornou-se a princesa. Agora haviam duas mulheres idênticas no bosque, o lagarto transformado em mulher e a verdadeira. E a mulher lagarto disse para a verdadeira mulher “agora você é minha escrava”. Agora você me acompanhará para o casamento. Eu serei você e você será minha escrava, vamos! Ela pegou uma vara e começou a bater na pobre princesa. E então ela partiu acompanhada por outras garotas que eram donzelas noivas de acordo com o costume Zulu e assim ela chegou no vilarejo do príncipe Kakaka.

Mas antes que eles alcançassem o vilarejo o lagarto transfigurado em princesa teve que fazer alguma coisa na sua cauda que é o que tinha que fazer de algum modo a mulher transformada para ocultar a sua cauda. Então ela mandou a princesa tecer uma rede de fibra e colocou sua cauda e amarrou-a apertadamente em si mesma. Ela agora aparentava-se como uma atraente mulher Zulu com grandes nádegas bem demarcadas. E então quando ela chegou ela tornou-se a esposa do príncipe Kakaka quando uma estranha coisa ameaçou suceder no vilarejo. Todos os leites começaram a desaparecer por que toda a noite a princesa transformada, a falsa princesa desenrolava a sua cauda para sugar todo o soro de leite por um orifício na ponta de sua cauda. E a sogra indagou o que significava aquilo? Por que o leite está sumindo? E então ela disse, “não, eu vi, existe um Imbulu entre nós”. A sogra que era uma esperta antiga senhora disse “um buraco deve ser escavado na frente do vilarejo e ele deverá ser preenchido com leite”. E assim foi feito. E então todas as garotas foram requisitadas a pularem no buraco. Elas pularam uma após a outra. E foi quando a mutante princesa foi forçada a fazê-lo também mas quando ela pulou sua longa cauda irrompeu sob a rede de sua saia e começou a sugar o leite através do orifício e então os guerreiros mataram o lagarto mutante. E assim a verdadeira princesa Kombecansini tornou-se a esposa do Rei dos Reis Kakaka. Agora, senhor, esta história possui várias versões em si mesma. Por toda a África do Sul entre muitas tribos você descobrirá histórias destas impressionantes criaturas que são capazes de transformarem-se de réptil para um ser humano e de réptil para qualquer outro animal de sua escolha. E essas criaturas, senhor, realmente existem. Não importa por onde você vá pelo sudeste, oeste, leste e África Central, você descobrirá que a descrição dessas criaturas é idêntica. Até mesmo entre as tribos que nunca por toda a sua história mantiveram contato entre todos eles. Assim existem tais criaturas. De onde eles vem, senhor, eu nunca soube. Mas eles estão ligados com certas estrelas no céu e uma dessas estrelas é um grande grupo de estrelas que faz parte da via Láctea que nosso povo chamam-na de Ingiyab que significa “A grande serpente”. E existe uma estrela vermelha, uma estrela avermelhada próxima da ponta desta grande margem de estrelas que nosso povo chama de Isone/Nkanyamba e eu descobri este nome no inglês. Isto é a estrela chamada Alpha Centauri em inglês. Agora isto, senhor, é algo que vale a pena ser investigado. Por que isto também é o que mais de 500 tribos espalhadas pela África que eu tenho visitado nos últimos 40 ou 50 anos ou mais tem descrito as mesmas criaturas? Dizem que estas criaturas alimentam-se de seres humanos e que eles numa época desafiaram Deus para guerra por que eles queriam controlar o universo. E então Deus travou uma terrível batalha com eles que foram derrotados, feridos e forçados a ocultarem-se nas cidades subterrâneas. Eles ocultaram-se em profundas cavernas subterrâneas por que eles sempre sentiam frio. Nestas cavernas nos foi dito que existem grandes lareiras que são mantidas por escravos, humanos e escravos zumbis. E é dito também que esses Zuswazi, esse Imbulu ou qualquer coisa que você prefira chamá-los não são capazes de ingerir alimentos sólidos. Eles tampouco ingerem sangue humano ou eles se alimentam dessa força, a energia que é gerada quando os seres humanos na superfície da terra estão brigando e se matando aos milhares. Eu encontrei pessoas que fugiram da antiga cidade de Masaki em Rwanda alguns anos atrás porque elas ficaram horrorizadas pelo o que estava acontecendo nas suas cidades. Eles disseram que o massacre dos Hutus pelo Watuzi e o Watusi pelos Hutus está atualmente alimentando os monstros Imanujela. É por que o Imanujela absorve a energia que é gerada das pessoas quando elas estão sendo aterrorizadas ou assassinadas. Você ainda está me ouvindo, senhor?

Martin: Sim, eu estou na linha.

Credo Mutwa: Agora permita-me dizer-lhe uma coisa interessante, senhor. Se você estudar todas as línguas de todas as nações Africanas você encontrará dentro das línguas nas palavras de nosso povo que são parecidos com as do mundo oriental, oriente médio e até mesmo com as palavras do índios americanos. E a palavra Imanujela significa “o senhor que chegou”. Uma palavra que alguém pode encontrar em Ruanda entre as pessoas Watusi e Rwandan Hutu é muito parecida com a palavra do hebreu Immanuel que significa “o senhor está conosco”. Immanujela significa “alguns que chegaram”, os senhores que estão aqui. Nosso povo acredita, senhor, que nós pessoas desta terra não somos mestres de nossas próprias vidas embora façamos coisas achando que somos nós que fazemos. Nosso povo diz que os negros de todas as tribos, alguns iniciados e todos os Shamans de toda a África quando descobrem sua verdade eles compartilham seus profundos desejos com você então eles dizem que (com) o Immanujela existe Imbulu. E existe outro nome pelo qual essas criaturas são conhecidas. Este nome é Chitauli. Agora a palavra Chitauli significa “os ditadores, alguns que nos transmitem a lei”. Em outras palavras “eles que nos dizem secretamente o que nós devemos fazer”. Agora dizem que esse Chitauli fizeram muitas coisas conosco quando chegaram neste planeta. Por favor perdõe-me mas eu devo dividir esta história com você. Esta é uma das estranhas histórias que você encontrará em qualquer lugar na África e em sociedades secretas shamânicas e em outros lugares onde o vestígio de nosso antigo conhecimento e sabedoria ainda estão preservados. Isto diz que originalmente a terra ficou encoberta por uma muito densa manta de neblina ou névoa. Essa pessoa realmente não conseguiu ver o sol no céu mas um clarão de luz. E eles também viram a lua á noite como um suave clarão de luz no céu por que existia uma densa névoa. E a chuva estava sempre jorrando constantemente em chuviscos. Não haviam trovões. Não haviam tempestades. O mundo estava coberto por grandes espessas florestas, selvas e as pessoas viviam em paz na terra naquela época. As pessoas eram felizes sendo que naquela época nós não tínhamos o poder de nos expressarmos. Nós somente fazíamos sons e balbúcios como alegres macacos mas nós não falávamos como nós falamos atualmente. E naqueles séculos as pessoas se comunicavam telepaticamente. Um homem poderia chamar sua esposa somente pensando nela, nas feições de seu rosto, no odor de seu corpo e ao tocar no cabelo de uma mulher. Um caçador deveria ir ao bosque e chamar os animais para virem e assim um dos animais mais velhos e cansados seria selecionado por si mesmo devendo se oferecer para o caçador que o mataria instantaneamente levando-o para sua caverna. Não existia violência contra os animais. Não havia violência contra a natureza pelos seres humanos naquela época. O homem perguntava a natureza para poder alimentar-se. Ele utilizava isto quando se aproximava de uma árvore e refletia sobre os frutos e a árvore deixava alguns frutos caírem no chão e o homem os apanhavam. E assim é dito que quando o Chitauli chegou na terra eles chegaram em terríveis embarcações que flutuavam no ar, em embarcações que possuíam a forma de tigelas e que faziam um ensurdecedor barulho e terríveis labaredas no céu. E os Chitaulis disseram aos seres humanos que eles geraram fortes clarões luminosos e que eles eram os grandes deuses dos céus e que eles agora recepcionariam um valioso grupo presenteado pelos deuses. Esses denominados deuses se pareciam com os seres humanos mas muito altos com uma comprida cauda e com tenebrosos olhos flamejantes sendo que alguns tinham dois brilhantes olhos amarelados – e alguns tinham três olhos vermelhos sendo que o terceiro olho ficava no centro de suas testas. E então essas criaturas tomaram os grandes poderes que aqueles seres humanos possuíam: o poder de conversar e movimentar objetos pela mente e o poder de observar o seu futuro e passado e também o poder para viajar espiritualmente para diferentes mundos. Todos esses grandes poderes o Chitauli tomou dos seres humanos e lhes deram um novo poder, o poder da fala.

Mas os seres humanos infelizmente descobriram que o poder da fala dividiu os seres humanos em vez de uni-los por que o Chitauli habilmente criou diferentes linguagens que dividiram as pessoas. Também o Chitauli fez algo que eles nunca tinham visto antes: eles deram aos seres humanos tarefas para eles e lhes disseram: “Estes são seus reis e estes são seus líderes”. Eles possuem nosso sangue neles. Eles são nossas crianças e você deve escutar essas pessoas por que eles nos falarão sobre o nosso comportamento. Se você não compreender nós o puniremos terrivelmente”. Antes da chegada do Chitauli, antes da vinda das criaturas Imbulu, os seres humanos eram seres espiritualizados. Mas quando o Chitauli chegou os seres humanos tornaram-se divididos espiritualmente bem como pela linguagem. E então foi dado aos seres humanos novos estranhas emoções pelo Chitauli. Os seres humanos começaram a sentirem-se inseguros e começaram a construírem aldeias com fortes cercas de madeira ao redor. Os seres humanos começaram a formar países. Em outras palavras eles começaram a criar tribos e tribos por terras delimitadas que eles defendiam-nas contra algum possível inimigo. Os seres humanos tornaram-se ambiciosos e gananciosos procurando enriquecerem-se com gado e crustáceos. E a outra coisa que o Chitauli forçou os seres humanos a fazerem foi trabalharem em minas. O Chitauli recrutou mulheres humanas para descobrirem minerais e certos tipos de metais. As mulheres descobriram cobre, ouro e prata. E eles eventualmente eram instruídos pelo Chitauli para fundirem esses metais e criar novos metais que jamais existiram na natureza antes como utensílios metálicos de bronze e outros objetos mais. E além disso o Chitauli descortinou a sagrada chuva que nevoava os céus e pela primeira vez desde a criação os seres humanos puderam observar as estrelas nos céus quando o Chitauli os contou que eles enganaram-se em acreditar que deus havia manifestado-se sobre a terra. “A partir de agora” o chitauli contou as pessoas terrenas “as pessoas da terra que eles devem acreditar que deus está no céu e que eles devem fazer coisas aqui na terra que agradem este deus que encontra-se no céu”. Veja, originalmente os seres humanos tinham acreditado que deus estava na terra e que isso era uma grande mãe que habitava embaixo da terra por que eles viram todas as coisas esverdeadas crescendo sobre a mesma – o capim crescia do solo e as árvores cresciam da terra e as pessoas acreditavam que quando morriam iam para debaixo da terra. Mas quando os Chitaulis mostraram aos seres humanos o céu as pessoas começaram a acreditar que Deus está no paraíso e que aquele que morre nesta terra não vai para a debaixo da terra mas sim para o paraíso. E agora, senhor, percorrendo toda a África como um investigador você descobrirá então esta incrível faceta – estes duas incríveis idéias que divergem entre si. Muitas tribos Africanas acreditam no chamado Midzimu ou Badimo. Agora a palavra Midzimu ou Badimo significa “eles que estão nos céus”. Mas na terra Zulu, dentre muitas pessoas você descobrirá esta incrível divergência de opiniões por terem passado de mãos em mãos. Existem Zulus que acreditam que algumas mortes são o Abapansi que significa “alguns que estão debaixo, são aqueles que estão sob a terra”. Mas existe uma outra idéia que diz Abapezulu. A palavra Abapezulu significa “aqueles que estão acima” e a palavra Abapanzi que é o antigo nome para os espíritos dos mortos significa “eles que estão sob a terra”. Assim, até hoje, senhor, quase em todas as centenas de tribos na África você encontrará estas duas estranhas crenças que diz que quem morre vai para o céu e a outra de que o morto vai para debaixo da terra. Dizem que esta crença data-se dos dias em que nosso povo acreditou que Deus era uma mulher, a grande mãe cósmica. E esta crença é mantida pelo povo Abapezulu que diz que deus é um homem que mora nos céus. Agora, senhor, outra coisa que o Chitauli nos contou é que nós estamos aqui na terra transformando-a para adaptá-la para “Deus” vir um dia habitá-la. É dito que eles estão trabalhando para mudar este planeta e salvaguardá-lo para a grande serpente Chitauli vir e habitar este mundo recompensando-o com grande poder e riqueza.

Senhor, eu tenho observado por muitos anos de estudos, por muitos anos de iniciação dos mistérios da sabedoria e do conhecimento do shamanismo Africano por que nós seres humanos estamos atualmente destruindo este planeta em que vivemos. Nós estamos fazendo o que somente está sendo feito por uma outra espécie de animal, a saber, o elefante Africano que seguidamente tem destruído todas as árvores de seu ecossistema. Nós seres humanos estamos fazendo exatamente isto com nosso planeta. E por onde você passar pela áfrica onde existiam grandes civilizações você encontrará um deserto. Por exemplo, existe o deserto de Kalahari na África do Sul e sob as areias daquele deserto eu descobri ruínas de antigas cidades mostrando que os seres humanos numa remota época guiaram-se para esta região desértica que já foi verde e fértil. E por alguns dias acompanhando exploradores de safari nas regiões do deserto do Sahara na África eu também encontrei evidências inacreditáveis de antigas habitações humanas em locais atualmente desérticos onde existe somente pedras e areias assobiando. Em outras palavras o deserto do Sahara foi uma grande nação agora desértica para os seres humanos. Por que? Eu me questiono muitas vezes porque que os seres humanos estão sendo direcionados a sentirem-se inseguros, vorazes e cobiçosos pelo poder para transformar o planeta terra num deserto incapacitando a vida humana? Por que? Embora todos nós estejamos cientes dos terríveis perigos que isto nos causará, porque nós estamos desmatando grandes áreas de selva na África? Por que nós estamos cumprindo as diretrizes que o Chitauli programou para nós? Embora eu recuse aceitar isto, a resposta é um terrível sim, sim, sim. Mas dentre os sábios que me prestigiam com sua amizade é o Dr. Sitchin que é um homem de grande sabedoria que vive em Israel.

(Nota do Editor: Esta referência é para o Dr. Sitchin, autor de muitos controvertidos livros sobre a interação de seres extraterrestres com seres humanos em muitas épocas remotas).

De acordo com os antigos livros escritos pelos sumérios, além das escritas em barro, os deuses vieram dos céus e forçaram os seres humanos a trabalharem para eles em mineração de ouro. Esta história é confirmada pelas lendas Africanas em toda a África em que os deuses desceram dos céus e nos escravizaram de uma forma que nós nunca soubéssemos que éramos escravos. Uma outra coisa que nosso povo diz é que o Chitauli furtaram-nos como abutres. Eles idolatraram alguns de nós, implantaram-nos ódio e ambição e transformaram essas pessoas em grandes guerreiros criadores de guerras. Mas no fim, o Chitauli não permitiu que estes grandes líderes, chefes guerreiros e Reis morressem pacificamente. O líder guerreiro é usado para gerar tantas guerras quanto possível para dizimar seu povo e seus inimigos e no fim o líder guerreiro falece cruelmente com seu sangue extirpado por outros. E estes incidentes eu vejo repetidamente. Nosso grande Rei Shaka Zulu lutou em mais de 200 grandes guerras durante o reinado de alguns 30 anos. E então foi massacrado cruelmente. Ele morreu derrotado após a morte de sua mãe já sem forças para vencer nenhuma outra batalha. E antes de Shaka Zulu, lá existia um outro rei que foi treinado por Shaka para tornar-se o grande rei que foi. Esse rei chamava-se Dingiswayo.

Dingiswayo tinha travado grandes guerras para unir o povo Zulu com uma grande tribo. Ele viu os brancos do Cabo com propósito de unir o seu povo para formar uma grande nação que seria capaz de repelir a ameaça de seu povo que o colocou na posição de um branco.

Mas o que aconteceu foi que após vencer muitas batalhas para unificar muitas tribos o Rei Disgiswayo subitamente sofreu de uma doença na vista que quase o cegou. Ele então ocultou em segredo que não enxergava mais. Mas esse terrível segredo foi desvendado por uma adolescente de uma outra tribo chamada Utombazi. Então Utombazi travou uma batalha com Dingiswayo degolando-o após tê-lo atraído para sua cabana por comida e bebida. Também existem similares fenômenos com grandes líderes brancos: Napoleão na Europa morreu miseravelmente na sua solitária ilha no oceano atlântico; Hitler também na Europa tendo uma terrível morte ao se suicidar com um tiro na boca, ao que sabemos; Attila o uno foi assassinado por uma mulher e muitos outros grandes líderes que arruinaram-se após matarem e empobrecerem muitas pessoas. O Rei Shaka Zulu foi estrangulado até a morte pelo seu meio irmão com a mesma lança que havia utilizado para matar outras pessoas. E Julio Cesar também esbarrou num similar destino após gostar de nossa Shaka Zulu e ter conquistado muitas nações. Sempre o herói guerreiro morre de uma forma que ele não deveria morrer.

O Rei Arthur na Inglaterra foi morto pelo seu próprio filho Mordred após um longo e corajoso reinado. Eu poderia continuar, senhor. Agora todas essas coisas juntas mostram-nos que se a pessoa ri ou zomba disto ou inexiste um poder que nos leva ao sombrio rio da auto-aniquilação. E em breve muitos de nós tornaremos-nos cientes disto e o melhor seria que nós devêssemos ser capazes de lidar com este fato.

Martin: Você acredita que esses seres estão espalhados pelo planeta ou fixados na África?

Credo Mutwa: Senhor, eu acredito que essas criaturas estão espalhadas pelo planeta e com todo respeito, senhor, embora eu evite falar de mim eu sou uma pessoa que tenho viajado por muitos lugares do mundo. Eu estive no seu país Estados Unidos, senhor. Eu também estive na Austrália, Japão dentre outros países. E não importa onde eu vá, senhor, eu encontro pessoas me falando sobre criaturas como estas. Por exemplo, em 1997 eu visitei a Austrália, senhor, e viajei para tentar encontrar os aborígenes da Austrália. E quando os encontrei eles me disseram muitas coisas impressionantes. A mesma coisa que eu descobri no Japão eu descobri em Taiwan. Em todo lugar que ainda existe Shaman e curandeiros você descobre estas incríveis histórias. Agora, senhor, deixe-me lhe dizer o que eu pessoalmente descobri quando estava na Austrália. Isto é o que os índios Australianos chamam de Coorie que significa “nosso povo”. O povo Coorie da Austrália acredita num supremo criador chamado Byamie, senhor. Um Shaman Coorie e vários deles me mostraram retratos deste Byamie e um deles me mostrou uma pedra pintada simbolizando este estranho deus criador que veio das estrelas. E quando ele colocou o desenho na minha frente o que eles realmente me mostraram foi um chitauli. Eu reconheci isto através das minhas iniciações Africanas. Isto tinha uma grande cabeça e olhos bem demarcados pelos pintores. Não tinha boca mas compridos braços e incríveis longas pernas. Senhor, isto era uma típica feição de uma criatura Chitauli que eu conheci pelo meu povo na África. Eu me indaguei “Por que”? Aqui estou num país á milhares de milhas da África e vejo um ser como o Biamai ou Bimi que é uma criatura que eu conheço na África. Entre os nativos americanos, senhor, eu encontrei por exemplo, entre certas tribos Americanas tais como os Hopi e aqueles que habitam construções chamadas Pueblo sendo pessoas que tem sido visitadas por criaturas chamadas Katchina que colocam máscaras para disfarçarem-se como criaturas. E alguns destes Katchinas são bastante altos com enormes cabeças arredondadas. Exatamente como vistas na Africa deparei-me com criaturas semelhantes na América. Na África nós chamamos estas criaturas de Egwugwu ou de Chinyawu. O Katchina dos índios Americanos e o Chinyawu de nosso povo são seres similares. Agora por que é assim? Quando que os índios Americanos e Africanos mantiveram contato? Quando? Este é um dos grandes mistérios de todos os tempos, senhor. Isto é uma das muitas coisas que descobri no mundo que me deixou intrigado. Existem tais criaturas e quando os céticos se deparam com estes fatos é excelente. Mas porque que a humanidade não progride? Por que geramos em todo lugar um círculo de auto e mútua-destruição? Eu acredito que as pessoas são boas. As pessoas não querem guerras. As pessoas não querem destruir o mundo que eles habitam mas existem criaturas ou um poder neste planeta que está nos guiando para a auto-aniquilação. Brevemente nós perceberemos melhor isto.

Eu atualmente vivo na África e aqui vivem muitas pessoas sendo aqui minha casa. Mas eu vejo a África sendo destruída por guerras que para mim não fazem sentido como um Africano. Eu vejo a Índia como a África sofrendo do flagelo do colonialismo Francês, Inglês e de outras forças Européias. Mas a Índia como um país independente alcançou coisas que nós Africanos fracassamos em alcançar. Por que? A Índia detonou a bomba atômica sendo atualmente uma preocupação para as nações deste planeta. A Índia também tem lançado satélites em órbita.

Embora a Índia possua os mesmos problemas que a África ela possui uma população burguesa, religião e também disputas tribais – embora a Índia tenha uma grande classe pobre em sua população assim como de classe alta, ela alcançou coisas que nós africanos fracassamos em alcançar. Agora me pergunto “Por que? Por que?” Por que a Índia acolheu pessoas africanas, senhor, pois não sei como os negros sabem disto.

Há milhares de anos atrás os africanos povoaram grandes civilizações da Índia bem como em outros países do sudoeste asiático. Existe irrefutável prova arqueológica disto. Mas porque que a África se arruinou em guerras, em doenças e na fome? Por que? Muitas vezes, senhor, eu sento em minha cabana e choro quando vejo doenças como a Aids nos destruindo; quando vejo insignificantes guerras fulminando nossas cidades que prosperaram por anos. Digo que a Etiópia foi uma nação livre por muitos anos.

A Etiópia uma vez foi a escola de toda a África. A Nigéria uma vez foi uma grande nação de longa tradição de se auto-governar muito antes do homem branco chegar a África. Mas atualmente todos estes países e em muitos outros estão sendo destruídos. Hoje, senhor, existem regiões na África que estão totalmente desabitadas devido as guerras e a Aids que é uma doença que certamente foi fabricada pelo homem. E eu me pergunto “Quem ou o que está aniquilando a África e por quê?” Por que existem tribos naquelas aldeias que habitei que acompanharam minhas pesquisas antes e após a segunda guerra mundial. Mas atualmente essas tribos desapareceram. Eles partiram, dispersaram-se, exterminados por insignificantes guerras que somente prejudicaram os negros. Eu agora estou na África do Sul e aqui eu nasci e aqui vou morrer. Mas eu vejo meu país se desfalecendo como uma manga podre. A África do Sul já foi um poderoso país com um forte exército e grandes indústrias que fabricavam de tudo desde locomotivas até pequenos rádios. Mas atualmente meu país está atolado em drogas com a paz voltada para o crime. Por que? Um país não pode ser destruído todas as noites a menos que existam forças que estejam comandando isto. Eu recentemente acompanhei, senhor, a destruição de um outro país na África do Sul. O país é Lesotho. Este país é habitado por algumas das mais antigas e sábias tribos da África do Sul. Entre elas existe uma que se chama Bakwama. O povo Bakwama são tão antigos que eles podem atualmente lhe relatar uma misteriosa aterrizagem apontando para as montanhas, numa aterrizagem que foi comandada por um grande deus que tinha a cabeça de um ser humano e o corpo de um leão. (Imediatamente imagina-se a Esfinge do Egito). O Bakwama chama este país de Ntswama-tfatfi. Esta região que eles chamam de Ntswama-tfatfi significa “o território do Falcão do Sol”. O falcão é o pássaro de adoração no Céu – você sabia? Agora, esse povo Bakwama na África do sul conhecia a região do Egito de onde eles dizem terem vindo seus ancestrais. E eles chamam esta misteriosa região dos deuses de “a terra do Falcão do Sol ou a Águia do Sol” que é exatamente como os egípcios citam em seu país, senhor. Eles o descrevem como “a terra de Hor”, o deus horus na Grécia. Agora quando a princesa Diana morreu em 1997 eu fui uma das primeiras pessoas negras a suspeitar que a princesa Diana havia sido assassinada e lhe direi porque isto aconteceu, senhor. Por que a quase um ano ou oito meses antes de Diana falecer morreu um Rei em Lesotho chamado Moshoeshoe II. A morte deste rei foi minuciosamente idêntica a morte da princesa Diana. Considerem todos que desconfiaram das minhas palavras: A princesa Diana morreu num túnel mas o rei de Lesotho morreu numa vala. Ele tinha viajado para investigar um problema em sua fazenda. Descobriu-se então que ele estava atrasado e quando foram procurá-lo souberam por alguns garotos, que estavam observando o gado nas montanhas de Lesotho que eles escutaram um tiro de rifle e quando procuravam o local do tiro descobriram o carro do rei na margem da estrada numa vala. Eles desceram e encontraram o rei dentro do carro. Ele estava preso no seu cinto de segurança e com um grave ferimento atrás de sua cabeça. Descobriu-se mais tarde que o motorista do carro morreu porque dormiu na direção. Mas os dois guarda-costas que estavam no banco traseiro e sem cinto de segurança escaparam ilesos.

Então um dos homens entrou no carro e tirou o rei. O rei desculpou-os por sujarem suas mãos com seu sangue sendo a tradição agradecer aqueles que lhe salvam. E ele deveria desculpá-los por lhe salvar pois qualquer um que toque no sagrado sangue do rei torna-se uma preocupação espiritual de alguma forma. Assim quando o carro do rei foi retirado da vala descobriram um furo de bala num dos pneus de seu carro. E este pneu foi misteriosamente removido quando o carro estava estacionado num lugar perigoso isolado. E quando uma autópsia foi feita no corpo do motorista do rei descobriu-se que o homem estava tão drogado que foi incapaz de guiar o carro em segurança.

E terceiro, o homem que havia guiado o veículo do rei e que morreu no volante não tinha sido o homem que habitualmente guiava o carro do rei. Agora, senhor, você percebe este mistério? A morte do rei de Lesotho combina com a da princesa Diana que se sucedeu posteriormente. Em muitos outros incríveis detalhes que eu estou declarando agora, a nação de Lesotho reduziu-se para um comício após a morte do rei quando uma manifestação ocorreu devido a uma eleição geral em que membros partidários emergiram e controlaram o poder. Atualmente Lesotho é um país economicamente subdesenvolvido. E Lesotho é um país em que aconteceu uma estranha experiência – uma experiência que consistiu na construção de uma grande represa para suprir água para a África do Sul exceto Lesotho.

E nós recentemente escutamos desagradáveis rumores vindo daquele país em que alguém foi subornado para instalar a construção desta grande represa onde a água de uma pequena nação está sendo usada para reforçar o estoque de água de uma nação altamente industrializada. Existem muitas coisas estranhas, senhor, acontecendo na África do Sul e que está ocorrendo também em outras partes da África que não faz sentido para mim como um africano. Existem guerras ocorrendo na África num país Africano que conquistou a independência do colonialismo onde uma força de rebeldes rebelaram-se com armas contra o governo desse país mas em vez dos rebeldes lutarem com o governo para solucionar as hostilidades o que ocorreu foi que estas forças de rebeldes dividiram-se em vários grupos que finalmente não lutaram somente com o governo mas também entre si. E o resultado disto é que vários países africanos estão devastados pela guerra não importando qual facção vença sendo que o povo sempre perde. As Nações Unidas está sendo convocada para amenizar o problema. Em outras palavras os africanos atualmente estão lutando não para vencerem mas para se auto-destruírem bem como o seu povo. Eu também gostaria de lhe chamar a atenção, senhor, para um pequeno grupo que ainda encontra-se rebelado no Sudão bem como em outras regiões da África. Eu gostaria de lhe chamar a atenção, senhor, para a longa e extensa guerra civil que está assolando as áreas sudestes do Sudão. Eu também gostaria que você prestasse atenção e seus leitores, senhor, para a terrível guerra que está assolando Angola. Numa região do planeta, no leste da África do Sul, está tão devastada por anos de guerras que atualmente você não escuta nem mesmo o canto dos pássaros. Todas os seres vivos tem sido varridos deste lugar. Agora, por quê? E então, eu descobri que esses países que estão sendo assolados por insignificantes guerras até mesmo sem sentido para nós estão com suas populações á minguas podendo todos na África ajudá-los com comida, água e minerais valiosos. Me foi dito, senhor, que debaixo do solo e das planícies de Angola existem depósitos de carvão sem igual neste planeta. Também digo que em certas regiões de Angola existem bacias petrolíferas que somente duas equivalem as reservas de petróleo que estão no Oriente Médio. O Sudão é um país que eu visitei várias vezes até mesmo depois da Segunda Guerra Mundial. No Sudão existiam tantos alimentos que você recebia de graça dos vilarejos quando você viajava por ele. Atualmente o Sul do Sudão é um lugar sem alimentos, com terríveis guerras onde crianças morrem de disenteria nos bosques enquanto os abutres e falcões se espreitam nos galhos das árvores para digeri-los. A África está sendo sistematicamente e deliberadamente destruída por uma força implacável que vem destruíndo-a até hoje. Mas este poder está desenfreado.

Martin: Desculpe-me. Você disse que existe carvão ou ouro em Angola?

Credo Mutwa: Carvão, senhor, carvão. Existem diamantes também em Angola, senhor. Eu tenho aprendido com pessoas de confiança que existe mais petróleo debaixo de Angola em certos lugares do que em muitas regiões do Oriente Médio. É por isso que a África está sendo destruída? É por isso que nossas nações estão sendo massacradas devido ao nosso carvão e diamantes? As pessoas valem menos do que os minerais? Elas valem menos que o petróleo? Por que, senhor, genocídio, algo pior até mesmo para tudo que Hitler sempre cometeu com o povo judeu está acontecendo na África atualmente e os Americanos estão insensíveis? Nós somos os melhores amigos que os Estados Unidos tem interagido. Nós somos o melhor povo. Nós compramos produtos dos Estados Unidos. Nossas crianças querem ser como as crianças americanas. Elas vestem jeans, senhor, e até se expressam com sotaque Americano porque nós nos espelhamos em vocês. Mas porque vocês estão deixando sermos massacrados? Por que? Por que? Não somente estamos sendo assassinados pelas guerras, senhor, mas também pelas drogas. Não existiam drogas na África do Sul durante o governo de segregação racial. Agora sob nosso governo democrático nosso país tornou-se uma mina de impostos entupida com drogas. Por que? Atualmente, senhor, eu falo como um tradicional Shaman como sendo um dos meus objetivos ajudar pessoas drogadas. Senhor, eu posso ajudar um jovem africano viciado em maconha, hashiche ou dakwa. Mas, senhor, eu sou incapacitado, minhas habilidades são insignificantes e novamente fracasso – mas realizo muitas coisas que gosto – para ajudar jovens negros que estão viciados num novo tipo de droga chamado “crack”. Isto parece ser uma terrível droga parecida com chocolate sólido que é tão viciante que nenhum shaman é capaz de ajudar a vítima. Eu indago aos americanos, aos meus irmãos e minhas irmãs negras que estão lá por que vocês permitem que o país que é a sua mãe seja exterminado? Eu não me importo com o que os céticos digam, senhor. Por favor perdõe-me pelo desabafo. Eu não me importo com o que os céticos digam mas existe uma força destruindo a África e não estou subornando os palhaços dos banqueiros do FMI e outros grandes bancos. Você não mata as galinhas dos ovos de ouro então porque que os banqueiros destruiriam a África? Existe outra força por trás destas pessoas, uma terrível força extraterrestre que age furtivamente e que brevemente nós reconheceremos isto – senhor, isto é normal para seres humanos que tenham problemas em culpar forças externas. Eu tenho estudado a situação da África desde o início e o fim da Segunda Guerra Mundial e eu tenho evidências indicando que uma força extraterrestre está agindo na África. Qual e quem está banindo as antigas tribos Africanas? Por favor, senhor, deixe-me lhe dizer uma coisa que custou minha alma. Por favor, eu devo comentá-la?

Martin: Por favor prossiga Credo.

Credo Mutwa: Por favor, eu estou triste por falar muito. Por favor perdõe-me. Eu pertenço ao povo Zulu, um povo de guerreiros e sábios. Meu povo, senhor, nunca foi estudado detalhadamente pelos antropologistas brancos mas os Zulus conhecem coisas que se eu for comentar com seus leitores eles se impressionarão. Deixe-me dizer isto a vocês. Os Zulus sabiam dentre outras coisas que a terra gira em torno do sol e não o inverso. Eles explicam para um iniciado que a terra é uma criatura feminina e o sol uma criatura masculina e que portanto a terra é um objeto que vagueia em volta do sol – a maravilhosa princesa que dança em volta do ígneo rei sol.

Nosso povo sabia que a terra é esférica e sobre os germes e suas funções. Quando os brancos chegaram na África de onde que este conhecimento surgiu? Eu não sei. O povo Americano e Europeu disseram que Albert Einstein explicou que o tempo e o espaço são o mesmo. Respondo que “não”! “Meu povo Zulu sabiam que o tempo e espaço são o mesmo”. Na linguagem Zulu, um dos nomes para o espaço é Umkati e para o tempo é Isikati. Agora, nosso povo soube que o espaço e tempo eram os mesmos á centenas de anos atrás antes mesmo de Albert Einstein nascer. E além disso, nosso povo e o povo Dogon acreditam na existência de 24 planetas no sistema solar habitados por seres inteligentes de variadas formas. E estas informações ainda não foram citadas em nenhum livro e eu e minha tia somos os únicos grandes sobreviventes Sanusis (Shaman) na África do Sul detentores deste conhecimento. Minha tia ainda está viva. Ela está com quase 90 anos de idade e eu estou perto de desencarnar, sofrendo com diabete sendo uma terrível doença que aflige o povo africano atualmente. E o que eu estou querendo lhe dizer é que embora meu povo detenha este conhecimento jamais citado em algum livro a maioria dos Zulus atualmente estão com o vírus HIV ou simplesmente Aids. Estima-se, senhor, que nos vindouros 50 anos de 3 á 4 Zulus morrerão. Eu possuo objetos sagrados herdados de meu avô. Eu sou de parte de mãe um descendente direto do último verdadeiro rei Zulu, Dingame. E meu dever é proteger meu povo de tudo que ameace sua existência. Observe, por favor, senhor. Qualquer um que estuda a humanidade com amor, compreensão, atenção, reconhece que existe um Deus que luta para despertar em nós. Nós estamos lutando novamente mas muitos não estão cientes disto. Nós estamos protegendo nosso planeta sem se importar com quem ou o que nós somos. Existem governantes na África que lhe multam se você derrubar uma árvore desnecessariamente. Isto foi comum no passado mas terminou com a vinda do homem branco e agora retorna novamente. O homem está lutando para ser mais desenvolvido, precavido e os extraterrestres não acreditam nesta mentira. Eles estão querendo que nós nos matemos novamente. E eu estou preocupado com o que ocorrerá. Senhor, eu posso lhe mostrar muitas coisas estranhas que os Africanos ocultaram dos extraterrestres greys. Coisas que nosso povo fez que não é fruto de superstição. E que resultaram numa terrível experiência pessoal. Um dia eu lhe direi, senhor, a história de como eu fui “levado”, assim dizendo. Nós acreditamos, senhor, que o Mantindane (o “atormentador”) e que os Greys são os servos dos Chitaulis. E que eles ao inverso do que muitos brancos imaginam – muitos brancos pensam erroneamente, senhor – que o Mantindane nos experienciam. Eles não nos experienciam. Alguém que vivenciou um encontro com esses seres diabólicos lhe dirá que eles não fazem experiências. Eles possuem um frio, frio, sangue frio e eles não fazem o que eles fazem para nós por si mesmos e o que eles fazem é o que eles fazem para nós como a grande criatura que eles são. Por favor, senhor, você pode me dar um tempo para lhe dizer sucintamente o que aconteceu comigo?

Martin: Oh, sim, disponha-se. Nós temos todo o tempo necessário.

Credo Mutwa: Senhor, este foi um comum dia como qualquer outro. Este foi um maravilhoso dia nas montanhas do oeste de Zimbabwe chamado de Inyangani. Existem muitas montanhas no leste de Zimbabwe. Portanto, neste dia eu fui instruído por minha professora a procurar uma certa erva que utilizaríamos para curar um iniciado adoentado. E minha professora chamava-se Senhora. Moyo que foi Ndebele e desde então Zimbabwe sendo uma vez conhecida como Rhodesia. Então fui procurar esta erva sem pensar nas crenças pois não acreditava em nenhuma dessas criaturas. Eu nunca me deparei com esses seres antes embora acreditássemos em muitas coisas mas eu duvidava sobre algumas entidades que acreditávamos na época porque eu nunca havia me deparado com nada parecido antes. E repentinamente, senhor, eu percebi que a temperatura havia caído embora fosse um dia quente na África. E então a temperatura esfriou e uma brilhante névoa azulada me circundou naquela paisagem oriental. Eu me lembro que me espantei com a névoa quando colhia uma das ervas. Subitamente, me encontrei num lugar estranho parecido com uma linha de um metálico túnel. Eu já tinha trabalhado em minas logo parecia com um túnel de mina alinhado com um prateado metal acinzentado. Havia neste lugar um ser corpulento e pesado trabalhando num banco ou mesa, senhor. Eu não estava amarrado na mesa mas deitado sem minha calça mas com minhas botas que eu usava para ir ao bosque. Quando neste estranho lugar num quarto em formato de um túnel eu avistei seres com cabeças similares aos dos greys se aproximando lentamente. Haviam luzes neste lugar mas não como nós conhecemos. Os seres consertavam um material brilhante. E haviam coisas distantes da entrada que eram anotações que estavam sendo feitas por um prateado grey quando se aproximaram de mim criaturas que me hipnotizaram como se tivessem me feito bruxaria. Eu observei as criaturas ao se aproximarem de mim. Eu desconhecia seus propósitos. Eu me debatia mas não conseguia mover meus braços e pernas. Eu justamente estava lá deitado como um bode para ser sacrificado no altar. E quando as criaturas se aproximaram eu me amedrontei. Eram criaturas pequenas quase do tamanho dos pigmeus africanos. Eles tinham grandes cabeças e braços e pernas muito finas. Eu observei, senhor, como um artista e pintor, que esses seres eram totalmente desconjuntados na visão de um artista. Seus membros eram muito longos para seus corpos e seus pescoços eram muito finos e suas cabeças quase do tamanho de melancias. Eles possuíam esquisitos olhos arregalados. Eles não tinham narizes como nós temos mas somente pequenos orifícios nos dois lados superiores entre os olhos. Suas bocas não possuíam lábios somente um fino risco como feito por uma navalha. E enquanto eu olhava as criaturas, senhor, eu fiquei assustado com alguma coisa perto de minha cabeça. E quando olhei para cima havia outra criatura ligeiramente maior que as outras que encontravam-se perto de minha cabeça me observando. Eu olhava seus hipnotizantes olhos que me enfeitiçavam. Então os observei pois a mesma queria que eu vidrasse seus olhos. Eu vi pelas suas membranas seus verdadeiros olhos por trás da parte escura da membrana de seu arregalado olho. Seus olhos eram arredondados com horizontais pupilas como as de um gato. E a coisa não balançava a cabeça. Mas respirava ao notar que suas narinas inalavam e exalavam. Mas se alguém me disser que eu cheiro que nem essas criaturas, senhor, sou capaz de socá-lo.

Martin: Sorrindo

Credo Mutwa: As criaturas cheiravam como qualquer negociante. Havia um estranho cheiro, um cheiro químico parecido com um forte cheiro de enxofre que irritou minha garganta e coçou meus olhos. E a criatura percebeu isto e me fitou quando senti uma terrível dor na minha coxa direita desferido como uma espada em minha coxa. Eu gritei tanto que clamei por minha mãe quando a criatura tapou minha boca. Você sabe, senhor, se você quiser saber o nível de dor que uma pessoa sente, por favor, senhor, segure as pernas de uma galinha, corte-a e coloque isto em seu bico. Isto foi o que a criatura sentiu quando colocou a mão na minha boca. Esta criatura tinha finos, longos dedos que eram mais unidos do que os meus dedos humanos. E seu dedo polegar encontrava-se no lugar errado. Cada um dos dedos tinham escuras garras parecidas com as de certos pássaros africanos. E a coisa me dizia para eu ficar quieto. Mas não lembro, senhor, quando a dor sumiu. Só sei que eu gritei, gritei e gritei seguidamente. E então extraíram alguma coisa de mim e quando olhei para baixo minha coxa estava ensangüentada e uma das criaturas – haviam 4 delas além da outra que encontrava-se perto de minha cabeça – estava fazendo um curativo em minha coxa, sendo que a pele do prateado grey lembrava a carne de certos tipos de peixes que nós pescamos no mar da África. Mas a criatura que encontrava-se perto de mim parecia feminina. Era de alguma forma diferente dos outros. Este ser era alto, grande, mas sem os similares seios das normais mulheres humanas mas parecia ser feminino. E os outros pareciam temê-la mas não sei como lhe explicar isto. E então quando esta terrível coisa partiu outras criaturas se aproximaram de mim – este ser caminhava de lado sacudindo-se como se estivesse bêbado – ele caminhou pela mesa pelo meu lado esquerdo e permaneceu perto de um ser que encontrava-se perto de minha cabeça. Mas antes que eu soubesse o que sucederia a criatura fixou uma pequena prateada bola na ponta de um tipo de caneta com um longo cabo e a inseriu friamente em minha narina direita. Senhor, a dor foi descomunal. Meu nariz sangrava e eu engasgava e tentava gritar mas o sangue escorria pela minha garganta. Isto foi um pesadelo. Então retiraram esta coisa e eu tentei reagir e sentar-me. A dor foi terrível, mas a outra coisa que estava na minha cabeça apoiava-se em minha testa me curvando sem forças. Eu engasgava e tentava estancar a hemorragia girando minha cabeça para a direita para cuspir o sangue mas o que as criaturas me fizeram depois, senhor, eu não sei. Tudo o que eu sei é que a dor desapareceu e no seu lugar surgiram-me visões de dilúvio, visões de cidades com algumas conhecidas – mas as cidades encontravam-se semi-destruídas com tetos destruídos e janelas vazias como se olhasse pelos olhos de um crânio. Eu freqüentemente tinha essas visões.

Todas as construções estavam semi-submersas numa água avermelhada, barrenta. Era como se tivesse ocorrido um dilúvio avistando-se semi-destruídas construções provocadas por um desastre de algum tipo nesta terrífica visão. Mas antes destas cenas surgirem uma das criaturas a única que encontrava-se próxima de meu pé manejou algo indolor em meu órgão sexual sentindo uma forte sensação como se estivesse transando com alguém ou alguma coisa. E então a criatura retirou a coisa de meu órgão masculino parecido como se um pequeno e escuro tubo tivesse sido inserido no meu órgão sexual resultando misteriosamente em algo que não faço intencionalmente. E então abriram minha bexiga e urinei direto no tórax da criatura quando retiraram o instrumento de meu órgão sexual. E se eu tivesse agredido a criatura ela não reagiria. Ela foi atingida tão fortemente que quase caiu cambaleando como um inseto drogado e deixou a sala. Eu não sei se a minha urina fez isto; eu não sei. Mas foi o que ocorreu. E então depois de um tempo as outras criaturas saíram da sala deixando-me com uma terrível dor em minha narina com sangue ao meu redor e a mesa urinada. E a coisa que estava de pé perto de minha cabeça não se mexia. Estava lá apenas com a sua mão direita apalpando meu ombro esquerdo de uma maneira estranha e maravilhosamente feminina. Este ser encontrava-se lá de pé me observando.

Não havia expressão em sua face. Eu nunca vi nenhuma das criaturas falar ou pronunciar algum som. Tudo o que eu sei é que eles eram mudos. E então, chegaram duas outras criaturas sendo que esta era totalmente de metal. Até mesmo nos meus piores pesadelos eu ainda vejo esta criatura. Este ser era alto e grande tanto que na área que encontrávamos era pequeno para isto. Este ser caminhava levemente curvado, movendo-se para frente e ele definitivamente não era um ser vivo mas uma criatura robótica ou algo assim. E então ele se aproximou de meus pés, mas notei que seu corpo era desengonçado quando me observou. Não tinha boca nem nariz. Somente dois brilhantes olhos que mudavam de cor e se movimentavam de alguma forma como o estalido de um dispositivo elétrico. E por trás desta grande e hábil criatura chegou uma criatura impressionante. Era muito, muito gorda, senhor. Tinha pele rosada e um corpo bem humano com cabelos loiros e olhos azuis muito brilhantes. Seu cabelo parecia como algum tipo de fibra de nylon. Tinha definidas bochechas e uma boca quase humana com grossos lábios e um pequeno pontiagudo queixo. A criatura, senhor, era realmente feminina mas como um artista, pintor e escultor observei que esta criatura era totalmente desconjuntada. Estava toda errada. Primeiro, seus seios eram finos e pontiagudos e localizados muito acima de seu tórax onde em nenhuma normal mulher humana se encontrariam. Seu corpo era corpulento e suas pernas e braços eram muito curtos proporcionalmente ao resto de seu corpo. E então este ser se aproximou, me observou e antes que eu soubesse o que ele iria fazer, ele me arrastou. Foi uma terrível experiência, senhor, até mesmo pior do que minha prévia experiência. Mas até hoje o trauma daquele dia repercute em minha vida, senhor, exatamente há 40 anos depois. E depois que esta criatura partiu permaneceu somente a criatura que havia permanecido perto de minha cabeça quando a outra criatura que encontrava-se perto de minha cabeça me agarrou pelo cabelo me forçando a sair da mesa. Eu saí da mesa e tombei no chão percebendo que o mesmo era estranho. Haviam movimentos nos seus padrões que mudavam e se alteravam em purpúreo, vermelho e em padrões esverdeados no fundo de um metal acinzentado. E então a criatura me puxou novamente pelo cabelo me forçando a levantar-me para acompanhá-la. Senhor, levaria muito tempo para eu descrever o que eu vi neste esquisito lugar quando a criatura me empurrava de quarto a quarto.

Até agora eu não consigo compreender o que foi que eu vi neste lugar. Mas dentre as muitas coisas que eu vi estavam grandes objetos cilíndricos feitos de algum tipo de vidro. E dentro destes objetos cilíndricos, senhor, que vinham do teto ao chão por onde nós passávamos eu vi um tipo de líquido rosado acinzentado. E dentro deste líquido eu vi pequenas criaturas extraterrestres boiando em vidros cilíndricos como pequenos asquerosos sapos. Eu não compreendi isto que me mostraram. Mas quando eu cheguei no último quarto eu vi pessoas e outras estranhas criaturas que até agora incompreendo e que encontravam-se deitadas na mesa. Eu também tinha passado por um homem branco, um verdadeiro homem branco que cheirava como um ser humano em suor, urina, excrementos e medo. Este homem encontrava-se deitado na mesa como o primeiro que eu tinha avistado inicialmente então nós nos olhamos quando eu parti. Então me deparei no bosque sem minhas botas. Mas eu sentia uma terrível dor no lado direito de minha coxa e meu pênis começou a inflamar e quando fui lavá-lo a dor foi terrífica. Eu tirei minha camisa e a empreguei como atadura e caminhei pelo bosque. Quando encontrei com um grupo de jovens negros Rhodesianos que me levaram para meus professores no vilarejo. E chegando no vilarejo eu fedia tanto que os cachorros latiram e rosnaram para mim logo chorei copiosamente. Então, minha professora, alguns estudantes e algumas pessoas do vilarejo foram quem me salvaram naquele dia. Minha professora e os aldeões não surpreenderam-se com o ocorrido. Eles acreditaram em minha história, senhor. Eles me disseram que ocorreu comigo já havia acontecido com muitas outras pessoas e que eu tive sorte em retornar vivo por que muitas delas desaparecem para sempre naquela região – pessoas brancas, negras e etc. Senhor, eu estou resumindo uma longa história. Um ano depois, em 1960 eu estava entregando produtos na cidade de Johannesburg. Veja, eu estava trabalhando numa loja folclórica quando um homem branco gritou para eu parar. Eu achei que este homem era um policial que queria ver meus documentos. E quando eu fui mostrá-los ele me indagou irritado dizendo que não queria ver meus malditos documentos. Senhor, então ele me questionou: “Ouça, de que inferno o conheço, maldição, eu já o vi antes?” “Quem é você? Eu disse “ninguém, senhor”; apenas um trabalhador”. Ele então disse “Não me enganes homem; de que inferno você é? Eu já o vi em algum lugar? E então o fitei. Eu o reconheci pelos seus longos e lisos cabelos castanhos dourados e seu ridículo bigode e barba. Eu o reconheci pelos seus cruéis olhos azuis e intimidação que refletiam em seus olhos e pela sua pálida pele como a de um bode. Eu então disse “Meneer”, que é uma trilha africana “Meneer – eu já o vi na Rhodesia numa instalação subterrânea”. E se eu tivesse batido nele inicialmente ele não teria me tratado como tratou, senhor. Ele então esquivou-se e partiu irritado desaparecendo pelo outro lado da rua. Basicamente foi isto que aconteceu comigo, senhor, mas esta não foi a única experiência também. Desde aquela época me deparei com pessoas que vivenciaram similares experiências que eu descrevi aqui sendo que muitas ocorreram com homens brancos e mulheres que tampouco lêem ou escrevem. Por eu ser um Shaman eles me procuraram para ajudá-los mas eu procurava alguém mais sábio que eu para me explicar o que tinha realmente acontecido comigo.

Por que, senhor, quando eu fui seqüestrado pelo Mantindane, você fica tão traumatizado, sua vida torna-se tão transformada que você fica desconcertado e envergonhado de si mesmo e desenvolve um ódio incompreensível e também sutis mudanças em sua vida que não fazem sentido para você. Primeiro: Você desenvolve um esquisito amor pela humanidade. Então você balança seus ombros e diz: “Ei, desperte as pessoas; nós não estamos sozinhos!”E assim você desenvolve um sentimento que sua vida já não é mais sua e também desperta uma estranha vontade de viajar para vários lugares. Você preocupa-se com o futuro e com as pessoas. E outra coisa, senhor, eu espero que um dia você me envie pessoas para a África para eu lhes mostrar seus próprios eus: você adquire conhecimento que não pertence a você. Você desenvolve um entendimento do espaço e tempo e criação que não faz sentido para você como um ser humano – isto é um estado em que após terrivelmente torturado com extração de algumas substâncias em que ocorre algum tipo de troca você desvenda coisas que o Mantindane conhecia e que os seres humanos desconhecem. Mas, senhor, eu sei que o esquecimento de Deus ocorreu até mesmo quando – por exemplo, naquela época em 1966 na África do sul, senhor, eu fui arrastado e estupidamente interrogado pela polícia. Foi nesta época que todos os intelectuais negros, não importando o que eles eram ou fossem, foram visitados por perversos rapazes que lhes torturaram, ás vezes até mesmo com aparelhos elétricos e então nos interrogavam e assim por diante. Ás vezes, quando esses “seres humanos” lhe torturavam você percebia o que eles pensavam. De algum modo quando você está sendo torturado por humanos não somente pelos Mantindanes, existe uma troca de pensamentos. Por exemplo, quando um maldito policial está para bater em você, você soube o que ele pensava antes mesmo dele entrar em seu quarto.

Você soube que ele estava vindo e soube exatamente o que ele pensava e o que ele tencionava fazer com você. Assim, esta é a razão pela qual comento-lhes estranhas coisas que abarrotam minha mente. E o que inundou minha mente naquele dia foram visões mentais dos Mantindanes. Desde aquela época – eu sou um homem com pouca instrução – eu tenho dificuldade em me expressar portanto vamos escrever somente em inglês. Eu levaria tempo para pronunciar coisas que pessoas com boa fluência em inglês expressariam em poucas palavras. Mas minhas mãos são capazes de fazer coisas que ninguém me ensinou. Eu trabalho atualmente fabricando máquinas e peças para foguetes. Eu construo armas de qualquer tipo que eu queira e todas as pessoas que me conhecem lhe dirão isto e David Icke, senhor, deve lhe mostrar fotos que eu tirei da minha casa. Eu construí grandes robôs com sobras de ferro e alguns deles funcionam. Eu não sei de onde eu adquiri este conhecimento. E desde aquele terrível dia, as visões que eu tenho tido como um Shaman tem se evidenciado. Eu não sei porque mas eu quero saber a razão. Mas posso lhe dizer, senhor, que essas criaturas que as pessoas erroneamente chamam de aliens não são. Por muitos anos observando e tentando compreender isto eu posso lhe dizer o seguinte: que o Mantindane e outros tipos de seres extraterrestres que nós conhecemos são sexualmente compatíveis com os seres humanos. O Mantidane é capaz de engravidar mulheres africanas. Eu tenho visto muitos destes casos durante os últimos 30 anos ou mais. Por exemplo, de acordo com nossa cultura o aborto é pior do que um assassinato. E se uma mulher tribal de uma área rural na África do sul está grávida de um desconhecido e depois não está mais grávida, senhor, ela é acusada de ter cometido aborto ainda que negue. E devido as brigas entre ela e seus parentes e de seu marido ela desafia aqueles que lhe acusam de ter se entregado a um sangoma; que é uma pessoa como eu, um Shaman.

O Sangoma ás vezes examina a mulher e se ele achar que ela foi engravidada tendo após seu feto removido de algum modo – e quando isto é feito pelos Mantindanes a mulher chora copiosamente como alguém que vivenciou isto – então o Sangoma sabe que a mulher está dizendo a verdade. E também o odor que impregna aqueles que estiveram nas mãos do Mantindane é o mesmo dos escrupulosos homens que sempre impregnaram todas as mulheres que tem sido engravidadas pelo Mantindane, não importando quantos perfumes ou talcos eles usem. Isto é porque certos casos pousam no degrau da porta de minha vida.

Os Sangomas trazem algumas pessoas para mim por que eles acham que eu sou o melhor para ajudá-los com certos problemas. Assim, nos últimos 40 anos ou mais eu tenho recebido muitas mulheres que tem sido atualmente engravidadas pelo Mantindane que tiveram sido misteriosamente abortadas deixando-as vazias, culpadas e rejeitadas por suas famílias. Então meu dever foi de convencer seus familiares de sua inocência para tentar curar o terrível trauma espiritual, mental e físico que a mulher vivencia e que de alguma forma lhe ajudará como também a seus familiares a esquecer o ocorrido. Não, senhor, se esses aliens são de um longínquo planeta por que são capazes de engravidar mulheres? Digo isto por que esta estranha criatura que estava despida com cabelos pubianos avermelhados montou sobre mim naquela mesa cirúrgica e este ser possuía um órgão sexual um pouco diferente de uma normal mulher humana, como um órgão feminino? O órgão sexual desta criatura encontrava-se no lugar errado? Era um pouco mais para a frente sendo o de uma mulher humana entre as pernas. Mas era visível e parecido com um órgão feminino. Possuía cabelos parecidos com os de um órgão feminino. Então, senhor, eu creio que todos esses denominados aliens não vem de um longínquo lugar. Eu acredito que eles estão aqui conosco e que precisam de substâncias de nosso corpo como alguns que usam certas coisas de animais selvagens como glândulas de macacos para certos egoísticos propósitos. Eu creio, senhor, que nós deveríamos estudar estes perigosos fenômenos atentamente e prudentemente. Muitos fracassaram em observar estes “aliens” como criaturas sobrenaturais. Eles são criaturas sólidas, senhor. Eles se parecem conosco; e além disso, senhor, eu descreverei aqui uma coisa que será estonteante: Os extraterrestres Greys, senhor, são comestíveis. Surpreso?

Martin: Por favor continue.

Credo Mutwa: Eu disse, senhor, que os extraterrestres são comestíveis.

Martin: Sim, eu escutei isso mas estou ansioso para………..

Credo Mutwa: Sua carne tem proteína como a carne de um animal mas se ingerido pode levá-lo a morte. Eu quase morri. Veja, em Lesotho existe uma montanha chamada Laribe mais conhecida como a montanha da Pedra Chorona. Em várias ocasiões nos últimos 50 anos ou mais uma nave alienígena colidiu nesta montanha. E o último acidente foi reportado nos jornais há pouco tempo atrás.

Um Africano que acredita serem estas criaturas deuses me disse que quando eles encontraram os cadáveres dos extraterrestres Greys eles os pegaram, os colocaram numa sacola e os levaram para o bosque onde os desmembraram e os degustaram num ritual. Mas alguns deles morreram como conseqüência da ingestão desta coisa. Há quase um ano eu tive uma experiência na montanha Imyangani onde me foi ofertado por um amigo de Lesotho carne do que ele chama de o Deus do Céu. Ele me ofereceu um pedaço de algo ressecado dizendo-me que era carne de extraterrestre grey. Então, ele, eu e sua esposa num ritual comemos esta coisa numa noite. Depois que nós ingerimos isto, senhor, no dia seguinte começou a se manifestar em nós erupções na pele como jamais experienciado em minha vida. Nossos corpos foram tomados por equizemas e urticárias como se tivéssemos pequenas brotoejas espalhadas pelo corpo. Nós nos coçávamos terrivelmente especialmente nas axilas e entre as pernas e nádegas. Nossas línguas começaram a feder. Nós não conseguíamos respirar direito. E por alguns dias o meu amigo, sua esposa e eu fomos amparados e atendidos secretamente por iniciados estudantes de um grau abaixo ao de meu amigo Shaman. Eu quase morri. Quase todos os orifícios de nossos corpos sangravam. Nós perdemos muito sangue quando fomos ao banheiro. Nós mal conseguíamos caminhar, apenas respirar. E após 4 ou 5 dias os equizemas diminuíram e então a pele começou a descascar. Nossas peles começaram a descascar como a muda de pele de uma cobra. Senhor, esta foi uma das minhas mais terríveis experiências vivenciadas. Realmente, quando eu comecei a melhorar eu concluí que minha abdução possui ligação direta com a ingestão da carne de uma dessas criaturas. Eu não acreditava que meu amigo tinha me ofertado carne de uma criatura extraterrestre Grey. Eu pensava que isto era algum tipo de raiz ou erva ou seja lá o que fosse. Mas depois disto eu me lembrei do sabor da coisa. Tinha gosto de cobre e o mesmo tipo de cheiro que eu havia sentido quando me encontrei com as criaturas em 1959. E depois que as equizemas sumiram – enquanto eu estava descamando nós éramos banhados diariamente da cabeça aos pés com óleo de côco pelos iniciados – mas uma estranha alteração surgiu em nós, senhor, mas peço a todos os sábios de seus países que leiam isto para tentar me explicar. Nós ficamos doidões, senhor, literalmente malucos. Nós começamos a rir como verdadeiros idiotas. Era ha-ha-ha-ha-ha, dia após dia – e por nada começávamos a rir por horas ainda que estivéssemos cansados. E então as risadas sumiram e uma estranha coisa sucedeu, uma coisa que meu amigo disse que era o propósito daqueles que ingerem carne de Mantindane objetivam alcançar. Isto foi como se nós tivéssemos ingerido uma estranha substância, uma droga, uma droga como nenhuma outra conhecida na terra. E então subitamente nós nos sentimos nas alturas. Quando você bebe água, isto era como se você tivesse bebido algum tipo de vinho.

O sabor da água tornou-se tão deliciosa quanto uma bebida. O alimento começou a surtir um gosto incrível. Todos os sentimentos tornaram-se extasiantes e indescritíveis – era como se eu estivesse com todos os corações do universo. Eu não consigo descrever isto de outra forma. E esta intensidade de sensação durou mais de 2 meses. Quando eu escutava música era como se eu ouvisse música após música. Quando eu pintava quadros – que é o que eu faço para viver – e quando eu estava manejando uma cor na ponta do pincel era como se existissem outras cores naquela cor. Foi algo indescritível, senhor. Até hoje eu não consigo descrever isto. Mas agora, senhor, comentarei outro assunto. Os Mantidanes não são os únicos seres extraterrestres que nós Africanos avistamos e deparamo-nos com histórias que surgem para lhe contar. Há muito, muitos séculos atrás, antes mesmo do primeiro homem branco chegar na África, nós Africanos deparamo-nos com uma raça de seres extraterrestres que pareciam-se exatamente como o homem branco Europeu que existe na África atualmente. Estas criaturas extraterrestres são altas. Alguns deles são corpulentos como atletas e possuem olhos azuis ligeiramente oblíquos e definidas bochechas. Possuem também loiros cabelos parecidos exatamente como os dos atuais Europeus mas com uma exceção: seus dedos são belos, longos como dos músicos e artistas. Agora, essas criaturas chegaram na África vindo dos céus em naves que se pareciam como boomerangs Australiano. Mas quando uma dessas naves aterrizou criou uma tormenta de poeira que gerou um enorme ruído como o de um tornado. Na linguagem de algumas tribos Africanas um vendaval significa Zungar-Zungo. Agora nosso povo deu vários nomes para esses extraterrestres de pálida pele.

Eles os chamam de Wazungu, uma palavra esquecida chamada “Deus”mas literalmente significa o “povo da poeira do mal ou vendaval”. E nosso povo familiarizou-se com esse Wazungu inicialmente. Eles viram e perceberam que realmente muitos Wazungus carregavam bolas de cristal ou vidro que eles sempre brincavam quicando como uma bola em suas mãos. E quando uma força de guerreiros tentou capturar um Wazungu, ele lançou esta bola no ar, depois segurou-a e desapareceu. Mas alguns Wazungus foram capturados pelos africanos no passado e aprisionados nas aldeias dos chefes e nas cavernas dos Shamans.

A pessoa que tinha capturado o Wazungu, como ele é chamado normalmente, tinha que manter a bola de vidro bem escondida do Wazungu. Mas como a bola encontrava-se distante do refém, o Wazungu não podia escapar. E quando os africanos viram os verdadeiros Europeus, os homens brancos Europeus passaram a chamá-los então de Wazungu. Antes de nós conhecermos o povo Europeu, nós africanos, tínhamos encontrado com o Wazungu de pele branca então nós transferimos o nome Wazungu para os verdadeiros Europeus no lugar dos aliens. Agora, senhor, na língua Zulu nós chamamos o homem branco de Umlungu. Então, o mundo Umlungu significa o mesmo que Wazungu “um deus ou uma criatura que criou um grande vendaval na terra”. No Zaire atualmente chamado de a República Democrática do Congo os brancos denominam-se Watende ou Walende. Isto novamente significa “um deus ou uma criatura branca”. E a palavra Watende não é usada somente para exprimir os extraterrestres de pele rosada mas também ao perverso Chitauli. No Zaire quando os Shamans falam sobre os senhores que controlam a terra eles não os chamam de Chitauli mas eufemisticamente como Watende-Wa-Muinda que significa “a criatura branca que carrega uma luz”, por que a noite os Chitaulis surgem com brilhantes olhos em sua face como luzes avermelhadas no bosque. Eles brilham como as luzes traseiras de um automóvel nos arvoredos. Então um Watende-Wa-Muinda “a criatura branca da luz” é como os Chitaulis são chamados na República Democrática do Congo. Existem mais de 24 raças de criaturas extraterrestres, senhor, que nós africanos conhecemos mas lhe direi somente sobre duas delas. Senhor, no país chamado Zimbabwe quando tive um encontro, existia uma outra criatura. Esta é a mais incrível criatura que eu e muitas outras pessoas brancas e negras que estavam comigo viram. Esta criatura é grande e parecida com um gorila mas difere de um gorila ao caminhar. A criatura que estou me referindo, senhor, mede quase 8 ou 9 pés de altura e seu corpo é muito forte. Seus ombros são muito largos e seu pescoço é muito grosso sendo coberto por uma grossa pele como de nenhum animal selvagem na África. Esta é uma criatura humanóide com coxas, pernas e pés e braços e mãos parecidos exatamente como de um ser humano somente cobertos com uma grossa pele castanha escura. Esta criatura, senhor, é conhecida como Ogo pelo povo Zimbawe. E os estudantes tem visto estas criaturas por muitas gerações. Algumas dessas criaturas tem sido vistas aqui na África do Sul em distantes bosques e lugares montanhosos. E esses Ogos são exatamente como o que os nativos americanos do norte ocidental chamam de Sasquatch ou Pé-Grande. Realmente digo que são as mesmas criaturas que nós possuímos aqui na África do Sul. Esta também é a mesma criatura mas com uma cor de pele totalmente diferente sendo a única criatura vista pelo povo de Nepal nas cordilheiras das montanhas do Himalaya, chamada de Yeti. Agora, senhor, a última criatura que é bem conhecida na África do Sul e em qualquer outro lugar da áfrica que se você mencionar seu nome as pessoas rirão chama-se Tokoloshe. Alguns os chamam de Tikoloshe. Este ser se parece como a feiosa figura de um ursinho de brinquedo e sua cabeça é que nem desses ursos de criança, possuindo uma grossa, afiada crista óssea em sua cabeça. A crista prolonga-se acima de sua testa até atrás de sua cabeça sendo que com esta crista ele pode derrubar um boi cabeceando-o. Esta criatura faz com que os negros em certos lugares da África elevem suas camas em tijolos á 3 pés do chão. E você descobre muito sobre isto na África do Sul. Este Tokoloshe gosta de brincar com as crianças e tem sido visto muitas vezes por estudantes em várias partes da África do Sul até mesmo atualmente. Ás vezes o Tokoloshe amedronta as crianças arranhando-as quando dormem ao marcarem-nas com longos duplos arranhões atrás e sobre suas coxas que infeccionam com coceiras. Há quase dois anos atrás uma criatura como esta aterrorizou toda uma escola juvenil em Soweto perto de Johannesburg. E os estudantes apelidaram isto de Pinky-Pinky. Portanto esta criatura não é somente conhecida na África do sul pelos negros mas também, senhor, pelo povo Polinésio do Hawaii e em outras ilhas do pacífico. Estas pessoas abandonaram suas cabanas e construíram-nas sobre palafitas, reerguendo-as exatamente como fizeram os Africanos com suas camas. Quando você pergunta a um Polinésio “Por que você construiu suas cabanas desta forma?” O Polinésio então lhe responderá que “Nós queremos nos proteger do Tiki”. Portanto, é interessante saber, senhor, que esta criatura é exatamente similar a que foi vista na África do Sul e em algumas ilhas do pacífico sendo conhecida como Tiki, uma palavra próxima da Africana Tikiloshe ou Tokoloshe. Um dia eu espero dividir mais informações sobre isto com seus leitores mas novamente apelo para que: Investiguem! Por favor vamos investigar! Vamos deixar de ser céticos. O ceticismo é tão perigoso e perverso quanto a mentira. Ninguém pode me dizer que os seres extraterretres não existem. Deixe me indagarem o que significa esta cicatriz em minha face? Deixe me questionarem por que depois de ter me relacionado com aquela estranha criatura naquele esquisito lugar meu órgão sexual ficou fedendo e por muitos anos depois com dificuldades em me relacionar normalmente com uma mulher?

Por que? Se isto foi fantasia de minha imaginação como pode existir uma imaginação que deixa cicatrizes e fissuras em seu órgão sexual masculino que não foram curados até então? Espero que me respondam esta questão. Nós devemos investigar, senhor, por que existem muitos sinais que os extraterrestres dividem este planeta conosco ao capturarmos desesperadamente. Por que? Por que existe uma grande luta circundando-nos e qualquer um que pense realmente sobre tais coisas perceberá que isto está emergindo. Mas do que estou falando? Senhor, até 30 ou 40 anos atrás muitas poucas pessoas preocupavam-se com o meio ambiente. Muitas poucas pessoas preocupavam-se com a escassez das estações de chuvas nas florestas Africanas e em algum outro lugar.

Muitas poucas pessoas preocupavam-se quando os assassinos brancos, que naquela época eram vistos como heróis, massacravam animais africanos aos milhares. Muitas poucas pessoas preocuparam-se quando as grandes nações mundiais como os Estados Unidos, Rússia, França e Grã Bretanha testaram armas nucleares em várias partes do planeta. Atualmente existem pessoas que cuspiriam no programador de um perverso jogo se ele se apresentasse num hotel para anunciar seu feito. Hoje o programador de um perverso jogo já não é visto como um herói mas como um assassino. Atualmente existem homens e mulheres negros e brancos que estão preparados para arriscarem suas vidas para salvarem as árvores, animais e frear os testes de armas nucleares. Senhor, o que isto lhe diz? Isto lhe diz que após milhares de anos sendo dominado por criaturas extraterrestres os seres humanos estão começando a lutar novamente. Os seres humanos estão começando a se preocuparem com o planeta em que vivem. Mas os extraterrestres, os chitaulis e os mantindanes – eles dizem o que vocês devem ou não fazerem. Eles nos castigarão como fizeram no passado. Uma vez os aliens destruíram uma nação que é relembrada por nós como sendo a nação de Amariri, que foi uma grande nação que acreditamos ter sido fundada além do cenário solar, que recusou-se a obedecer as ordens dos Chitaulis. O Rei daquela época recusou-se a sacrificar as crianças para o Chitauli. Eles não quiseram guerrear com os chitaulis para idolatrá-los como seus deuses. É dito que o Chitauli lançou um fogo do céu. Eles utilizaram fogo do seu sol e o usaram para destruir esta grande antiga civilização. Eles provocaram terremotos e maremotos destruindo assim a grande civilização de pessoas avermelhadas de longos cabelos esverdeados considerados como o primeiro povo criado nesta terra, É dito que o Chitauli deixou que poucos sobrevivessem a destruição de Amariri e que eles estão preparados para fazerem isto novamente num futuro próximo. Eu estou preocupado com o que acontecerá nos outros países deste planeta. Todos estes terremotos que destroem vidas humanas no Oriente Médio e regiões da África e Índia acontecem porque meu coração sente lutas quando eu leio sobre tudo isto? Estes terremotos estão acontecendo irregularmente atualmente no Egito, Armênia sendo que um desses tremores foi tão poderoso que atingiu o planeta terra, desmoronando uma sagrada pedra na Namíbia conhecida como Dedo de Deus que tinha sido preservada por dez mil anos. E quando esta pedra desabou eu recebi muitas cartas de Sangomas preocupados com a proximidade do fim do mundo. Há alguma pergunta, por favor, diga?

Martin: Eu li seu poema e sua promessa. Em sua promessa você menciona o nome Jabulon. Você pode explicar o que isto significa?

Credo Mutwa: Jabulon, senhor, é um deus muito estranho. Dizem ser o líder dos Chitaulis. Ele é um Deus e para minha surpresa deparei-me com certas facções de homens brancos. Nós sabemos sobre Jabulon há muitos, muitos séculos. Mas eu estou surpreso que existam brancos que veneram este Deus e entre eles pessoas que culpam os maçons por tudo que ocorre neste planeta. Nós acreditamos que Jabulon é o líder do Chitauli. Ele é antigo. E um de seus nomes na língua africana, senhor, é Umbaba-Samahongo – “O Senhor dos reis, o grande pai dos perversos olhos” – por que nós acreditamos que Jabulon possui um olho que se você avistá-lo você morre. É dito, senhor, que o Umbaba percorreu uma região ocidental durante uma forte luta com um dos seus filhos se refugiando na África Central numa caverna, num profundo subterrâneo. Isto é incrível, senhor – é dito que debaixo das montanhas da lua no Zaire nesta grande cidade de cobre existem milhares de transluzentes construções. Lá, habita o deus Umbaba ou Jabulon. E este deus espera pelo dia em que a terra fique despovoada quando ele e suas crianças, os chitaulis, possam vir e curtirem o coração do sol.

Em um dia, senhor, eu tive uma surpreendente visita quando vivia em Soweto próximo de Johannesburg. Eu fui visitado por padres tibetanos. Um desses padres, senhor, eu acho que você já o viu ou conhece. Seu nome é Akyong Rinpochce. Ele é um dos principais padres tibetanos na Inglaterra que foi exilado junto com Dalai Lama e ele me visitou um dia enquanto eu estava em meu laboratório no vilarejo de Soweto. E uma das coisas que Akyong Rinpoche indagou-me foi “eu sei de uma cidade secreta que fica em algum local na África, uma cidade feita de Cobre?”. Eu disse “mas Akyong, você está referindo-se a cidade de Umbaba, a cidade do oculto deus que oculta-se no subterrâneo. Como você sabe sobre isto?” E Akyong Rinpochce, que é um sério investigador de estranhos fenômenos, me contou que uma vez o grande Lama deixou o Tibet com um grupo de seguidores e veu para a África procurar esta cidade. E o Lama e seus seguidores não foram mais vistos novamente. Eles não retornaram mais ao Tibet. Agora, senhor, temos algumas histórias da África do Sul e Central que pequenos amarelos homens chegaram a África á procura da cidade de Umbaba, a cidade que não se retorna vivo. O que é impressionante, senhor – eu não sei se isto desviará o assunto de seu jornal mas existem muitas, muitas estranhas histórias que tenho acompanhado aqui na África do Sul que não compreendo. (intervalo de alguns minutos).

Credo Mutwa: Alô

Martin: Sim Credo. Agradeço-lhe em estar tomando o seu tempo para conversar comigo apesar das dificuldades.

Credo Mutwa: É uma honra para eu fazê-lo muito mais do que você possa imaginar. Eu sei que os brancos ameaçam qualquer um que comente assuntos que estou relatando aqui tão estranhos. Senhor, eu realmente não me ridicularizaria em me apresentar em público como estou fazendo agora mas nosso povo Está Morrendo! Não é somente nós que temos problemas com drogas na África do Sul e nem com crimes em meu país que está vitimando milhares de viciados a mais do que antes mas não somente nós que temos problemas com a Aids, senhor, mas nós também temos adquirido estranhos problemas que habitualmente nos assolam – problemas que quando são pesquisados indicam que alguma coisa sobrenatural está ocorrendo na África do Sul. Eu poderia partilhar esta informação com o senhor?

Martin: Sim. Por favor.

Credo Mutwa: Senhor, de acordo com minha cultura é difícil para um simples homem comentar a outro sem oferecer a esse outro a chance de respondê-lo. Então, sem ofender seu jornal e ao senhor, eu gostaria de lhe indagar se em seu país E.U.A você tem escutado estranhas histórias sobre construções subterrâneas edificadas – por que nós temos similares histórias na África do Sul e eles realmente estão tendo muitos estranhos resultados.

Martin: Sim, existem muitas histórias de edificações subterrâneas – nós as chamamos de bases subterrâneas e realmente no jornal que eu era associado publicou-se uma edição completa sobre estas bases subterrâneas. Mas não somente isso……..

Credo Mutwa: Existem a mesma coisa aqui na África do sul e lá elas tem existido por anos. Eu fiquei satisfeito em poder confirmar uma dessas bases o que não ocorreu com as demais. Veja, senhor, um homem como eu, que percorre dois mundos – o mundo místico africano bem como o mundo moderno e sob o planeta terra precavenha-se com o que dizem. Mas há quase 5 anos atrás eu vivia numa pequena cidade Masikeng, uma cidade histórica que foi o local de uma famosa saga dos Boors na guerra de 1899 – 1902. E foi nesta cidade, senhor, que o movimento dos escoteiros, dos jovens escoteiros foi fundado pelo Capitão Powell. Eu acho que você já ouviu falar sobre ele. Mas enquanto eu vivia em Masinkeng algumas pessoas me procuraram, homens e mulheres tribais, senhor, sendo alguns desprovidos de formação escolar. Essas pessoas se queixavam do misterioso desaparecimento de seus familiares. Eles me pediram ajuda para eu encontrá-los. Eu indaguei essas pessoas e todos que não se conheciam onde que seus familiares haviam desaparecido? Eles então me contaram uma incrível história que foi a seguinte: Não muito distante de Masikeng existe um famoso lugar que eu tenho certeza que você já escutou chamado de Las Vegas da África do Sul. Isto é o famoso complexo do hotel cassino chamado Cidade do Sol.

Martin: Sim

Credo Mutwa: Me disseram que debaixo da Cidade do sol existem estranhas atividades de mineração sendo executadas nas profundezas e que muitos africanos que trabalhavam lá nunca mais voltaram para suas casas novamente embora seus salários tenham sido enviados para seus familiares. Os homens nunca mais retornaram para suas casas como os mineiros faziam. Agora eu observo este fenômeno, senhor, como um ingênuo recusando-me a acreditar nele. E então me deparo com mais histórias por que quando um africano está preocupado ele sempre procura a ajuda de um Sangoma para desvendar o motivo de sua preocupação. Senhor, a outra história foi esta que eu a considero como forte verdade – que existiam construções cruzando os territórios da África do Sul, na região conhecida como Botswana. Neste lugar os Americanos trabalhavam secretamente com mão de obra africana sendo executada em segredo. Lá os Americanos estavam construindo um aeroporto secreto com capacidade para receber modernos caças. Eu não posso acreditar nisto. Novamente me disseram que lá muitos misteriosamente desapareceram – homens das tribos, senhor, pessoas negras instruídas como também trabalhadores desapareceram. E quando seus parentes foram procurá-los eles os encontraram mudos em silêncio mortal. Agora eu quis observar este aeroporto e uma coisa que me fez investigá-lo foi sobre uma estranha história que circulou na África do sul de que um jato da África do sul havia derrubado um disco voador. E o caça operava nesta base secreta. Agora, senhor, eu decidi investigar isto por que minha credibilidade como um Shaman e um Sangoma estava em jogo. Eu então fui pesquisar isto em Botswana e foi muito fácil.

Você pode até cruzar as cercas de arame para alcançar este país. Os limites não estão tão delimitados em certos lugares quanto muitos imaginam. Eu pesquisei muito sobre o assunto e este lugar realmente existe e o homem disse que se nós nos aproximarmos deste local nós desapareceríamos. Isto que é muito estranho, senhor, por que existem muitas bases militares por toda a África do Sul e em Botswana, mas este é um local que aterroriza as pessoas. Mas por que é assim pois ainda luto para desvendar porque que existem muitas coisas estranhas ocorrendo em meu país que estão afetando negativamente a vida de milhares de pessoas de nosso povo. Agora, existe outra coisa, senhor: Isto é uma coisa que o Chitauli parece fazer nas suas cavernas subterrâneas onde muitas labaredas estão sempre acesas em que nos disseram que quando um Chitauli adoece ele começa a perder muita pele em seu corpo e que existe uma doença que o Chitauli padece que ocasiona a queda de muitas partes de sua pele ficando somente em carne viva. Quando o Chitauli padece desta forma uma jovem garota virgem é raptada pelo servo do Chitauli sendo após levada para o subterrâneo. Lá a garota tem seus pés e mãos amarrados e envolvida num manto dourado sendo forçada a deitar-se perto do adoentado Chitauli por semanas sendo bem nutrida e cuidada mas mantida com seus pés e mãos amarrados e somente solta ocasionalmente para suas necessidades pessoais. É dito que depois que o adoentado Chitauli melhora então a garota é induzida a tentar escapar. Lhe é dada uma chance para escapar, uma chance irreal. Então quando a garota escapa ela corre sendo perseguida no subterrâneo por criaturas voadoras metálicas e então é recapturada quando atinge o temor e exaustão. Então ela é deitada num altar disposto como uma pedra bruta plana no topo.

Então ela é cruelmente sacrificada, senhor, e seu sangue bebido pelo adoentado Chitauli que assim reconvalida-se. Mas a garota não deve ser sacrificada enquanto não esteja aterrorizada por que se ela não estiver diz-se que então seu sangue não salvará o convalescido Chitauli. Tem que ser sangue de um ser humano muito aterrorizado. Agora esta ação de perseguir a vítima também foi praticado pelos canibais africanos, senhor. No território Zulu no último século existiam canibais que comiam pessoas e seus descendentes e até hoje, sendo que se confiarem em você lhe dirão, que a carne do ser humano aterrorizado que percorreu distâncias tentando escapar é mais saborosa do que a carne de alguém que simplesmente foi assassinado. Agora, senhor, há algum tempo atrás aqui na África do Sul – e esta ação prossegue – 5 garotas brancas desapareceram. As garotas eram estudantes, senhor. Eram super-dotadas – com sinais tanto de alto grau de poder espiritual quanto de outros talentos. Cinco dessas crianças sumiram na África do Sul. Este caso foi uma grande matéria no jornal da época enquanto eu era procurado para tentar desvendar o paradeiro destas crianças. E um dia um homem branco me trouxe um brinquedo que pertencia a criança que havia desaparecido. Eu segurei o brinquedo e percebi que os olhos da criatura pareciam se mover. Foi como se o brinquedo Dinossauro estivesse chorando.

Eu me senti péssimo com vontade de me levantar e correr. E então disse a este homem branco o seguinte “Me ouça: A criança que segurou este brinquedo está morta”.

O que você está querendo me dizer? Que esta criança está morta. Eu lamento. “E o homem branco que era um produtor de TV pegou o brinquedo, os livros escolares, a camisa da criança e partiu. E depois encontraram a estudante branca enterrada numa cova perto da estrada. Agora, também existem outras pessoas que me procuram para que eu encontre suas crianças desaparecidas. Elas estão mortas? Elas estão vivas? Mas antes que eu possa ajudá-los, senhor – naquela época eu ainda tinha um telefone na minha casa – meu telefone começou a tocar onde eu ouvia pessoas com vozes irritadas, vozes de pessoas brancas gritando comigo para que eu parasse de ajudar aquelas pessoas. Eles me disseram que se eu não parasse com o que eu vinha fazendo eles jogariam ácido no rosto de minha esposa e que minhas crianças seriam assassinadas uma por uma. E realmente num certo dia meu garoto foi quase espancado até a morte por misteriosas pessoas que seus amigos depois me disseram terem sido homens brancos. E então eu tive que parar, senhor. Me foi dito por fontes fidedignas que mais de 1000 crianças desaparecem na África do Sul mensalmente. E eles somem para sempre. Muitas pessoas acham, especialmente do meio jornalístico, que isto é o resultado da máfia da prostituição infantil. Mas não acho. As crianças – se você pesquisar a história de muitas dessas crianças elas não são crianças de rua, senhor. Elas são estudantes que freqüentam aulas e devido a certas pessoas que elas são boas ou por que elas freqüentam aulas acham que elas são boas. Mas não é somente isto, senhor, as mulheres tem desaparecido desta forma e em Masikeng também mais ou menos na mesma época que as 5 crianças brancas desapareceram. Em Masikeng 2 professores negros e 2 professoras negras desapareceram em seus carros para sempre.

Mas eu não quero oprimi-lo, senhor, com esta terrível história. Mas permita-me lhe dizer uma última coisa: Após o desaparecimento das 5 estudantes brancas a polícia prendeu um padre, um reverendo de uma igreja reformada, o reverendo Van Rooyen. Foi dito que Van Rooyen foi o responsável pelo desaparecimento daquelas indefesas estudantes. E ele tinha sido ajudado por sua namorada que as esquartejou. Antes que Van Rooyen fosse a julgamento algo muito estranho ocorreu. Ele e sua namorada foram alvejados em seu veículo, um caminhão 4×4. Logo após o caminhão parou – uma coisa que nunca ocorre quando o caminhão circula e então eu soube mais tarde por uma mulher branca que conhecia Van Rooyen que ele e sua esposa não haviam cometido este crime como a polícia havia declarado nos jornais. Eles foram realmente assassinados. Por quê? Por que Van Rooyen foi encontrado com um tiro em sua têmpora direita sendo que todos que o conheciam sabiam que ele era canhoto. Então quem assassinou Van Rooyen e sua esposa? Este é um dos grandes intrigantes mistérios daquela época na África do Sul. Existe mais, muito mais nesta narrativa mas eu não desperdiçarei seu tempo com isto.

Martin: Quando nós estávamos conversando sobre os Greys você comentou sobre o Chitauli. Você havia descrito sobre os seres reptilianos – agora se não me engano – você os descreveu como seres altos, magros e com grandes olhos e cabeças?

Credo Mutwa: Sim, senhor. Eles são altos. Eles caminham com um – veja, os extraterrestres Greys caminham de forma – veja, os extraterrestres greys caminham letargicamente, senhor, como se houvesse algo de errado em suas pernas. Mas o Chitauli caminha delicadamente como árvores balançando ao vento. Eles são altos. Eles possuem grandes cabeças. Alguns deles possuem chifres pela cabeça. Agora, deixe-me dizer algo incrível que existe lá – num dos filmes que recentemente estrearam na África do Sul, Guerra nas Estrelas, sendo que neste mais recente filme mostra um ser com a fisionomia EXATAMENTE igual de um Chitauli! Este ser possuía chifres na cabeça. Existem os guerreiros Chitaulis. O verdadeiro chitauli não possui chifres na cabeça mas uma escura crista que percorre sua testa até a parte de trás de sua cabeça. Nos foi dito que eles são criaturas elegantes, senhor, mas eles possuem pequenos dedos com muito afiadas e retas garras que eles utilizam para agredir as faces dos humanos e para digerir cérebros humanos em seus rituais.

Martin: Eles possuem pele?

Credo Mutwa: Eles não possuem pele rosada. Eles possuem pele branca como papel parecido com certos tipos de cartolina. Suas peles são como isso, e esta é a pele da cor da escala ao das criaturas répteis. Suas testas são muito largas, salientes e eles parecem ser muito inteligentes.

Martin: Agora tem sido dito – eu tenho escutado que esses seres são controladores e desenvolvem-se “dividindo e conquistando”.

Credo Mutwa: Sim eles fazem isto, senhor. Eles induzem os humanos a brigarem. Eu poderia lhe fornecer diversificados exemplos disto utilizando algumas linguagens africanas e quanto aos Chitaulis eles induzem os seres humanos a gladiarem-se. Eles gostam que você saiba de suas preferências, senhor? Eles gostam dos fanáticos religiosos.

Martin: Sorrindo

Credo Mutwa: Aqueles que são devotos religiosos estão muito afinizados com os Chitaulis.

Martin: Bem, agora eu não posso mais ajudar, mas quero saber se o Chitauli predomina nos E.U.A devido ao grande número de bases subterrâneas. Somente nos E.U.A o número de crianças desaparecidas são tão elevados que o comércio de escravos brancos não responde aquelas questões.

Credo Mutwa: Sim, senhor, eu concordo. Mas lamento, senhor, mas eu sinto que isto está ocorrendo na África onde alguma coisa muito estranha está para acontecer. Deixe-me lhe dizer o que ocorreu comigo recentemente, senhor. Nós ainda temos algum tempo. Eu não me prolongarei não mais que um minuto

Martin: Não, não, isso é bom.

Credo Mutwa: Quando eu comecei a conversar com David Icke e foi (quando) Icke começou a falar a meu respeito na cidade do Cabo, onde eu recebi a visita de 3 brancos que fingiram ser da América do Sul. Essas pessoas me contaram que alguma coisa acontecerá no dia 9 deste mês 9-9-1999. Eles me disseram que isto ocorrerá no lago Tititica, um lugar que conheci há quase 2 anos atrás.

Martin: Um lugar muito especial.

Credo Mutwa: Sim, senhor. E então essas pessoas me disseram quando nós estávamos conversando, senhor, através de um intérprete – que a África é o país onde alguma coisa acontecerá dentre em breve onde será decidido o destino de toda a humanidade. E então, nós nos despedimos, senhor, mas essas pessoas haviam me deixado uma carta que eu ainda não a tinha aberto a poucas horas depois deles partirem. E nesta carta, senhor, estava escrito que eu não deveria conversar mais com David Icke e que uma estranha pessoa chamada Alia Czar me vigiava. Eu não sei quem é Alia Czar. E eles me disseram – essas pessoas me disseram quando nós nos encontramos – que eles estavam sob as ordens de um grande senhor chamado Melchizedek. E depois que eu li esta carta ameaçadora que me advertia caso eu conversasse com David Icke e que minha esposa que encontra-se acamada com câncer no hospital morreria se eu o procurasse. Então comecei a me preocupar. Quem eram essas pessoas? Mas por já ter estado na América do Sul eu percebi que o Espanhol que eles pronunciavam era diferente da língua Espanhola que é falado na América do Sul. Essas pessoas falavam o Espanhol da Espanha e não o fraco Espanhol da América do sul. Até então, senhor, esta ameaça me preocupa e talvez eu aponte, senhor, uma estranha coisa para quem você me enviar para ver por si mesma: minha esposa está com câncer num grande hospital da África do Sul, senhor. E num dos raios-x tirados do útero de minha esposa detectou-se um estranho objeto metálico – algo que tem sido um enigma para os médicos. Eu disse para a minha esposa “quem colocou este objeto que o raio-x tem detectado em seu útero”. Ela me respondeu que ninguém havia tocado ou inserido nada nela. Mas este objeto, senhor, que é nitidamente observado no raio-x e visivelmente marcado com uma seta foi inicialmente visto numa chapa de raio-x vindo a desaparecer nas duas próximas chapas tiradas e observado na quarta chapa novamente. Eu estou muito preocupado com isto. Não importa o que nós pensamos, senhor, existem estranhas coisas acontecendo neste mundo que requerem investigações e explicações. O que é este estranho objeto que os médicos não conseguem decifrar e o que ele está fazendo no útero de uma mulher de 65 anos de idade? Minha esposa está sofrendo muito e posso perdê-la a qualquer momento por que eu não posso tirá-la do hospital. Quem inseriu este objeto em seu útero e por quê? Eu nunca saberei a resposta, não deste mundo.

Martin: Eu estou muito triste por saber que sua esposa está com câncer. Eu perdi minha mãe com esta doença no ano passado e sei que é uma luta dolorosa.

Credo Mutwa: Sim, senhor, isto mesmo.

Martin: Logo, estou triste em saber que você está passando por este momento difícil.

Credo Mutwa: Através do treinamento como um guerreiro Zulu dando um passo como um filho guerreiro nós alcançamos alguma coisa como os samurais japoneses atingiram que nós chamamos de Kaway que é o guerreiro do sol. Quando um guerreiro do sol é treinado como eu ele passa por uma terrível experiência que ele deve suportar a dor causada pelo frio, sangrentas batalhas, para poder superar sua aflição. E neste momento, senhor, eu aceito o que está ocorrendo em meu país; sobre o que está acontecendo com o meu povo e com a minha esposa que também é minha meia-irmã. Veja, nós é que convocávamos um casamento sagrado entre um homem, uma Sanusi, um Shaman e sua meia-irmã. E a esposa que eu estou perdendo é minha meia-irmã. Nosso pai é um homem embora nossas mães fossem diferentes. Você sabe, senhor, eu sinto uma raiva em saber que a África está sendo destruída. Eu sinto, senhor, uma raiva em saber que meu povo está sendo destruído por forças que quando você as estuda você descobre que são totalmente extraterrenas. E agora, deixe-me dividir com você a última coisa, por favor, que fará com que seus líderes compreendam por que eu estou sentindo este remorso agora. Como você sabe, senhor, a Aids está se espalhando como um silencioso fogo pela África do Sul. E no último ano eu descobri para meu horror que uma das minhas seis crianças que agora está com 21 anos de idade está infectada com o vírus HIV. Senhor, eu sinto um ódio em meu coração por nós estarmos permitindo que uma doença extraterrestre se manifeste nas pessoas vindo de um lugar que desconhecemos sendo uma doença que qualquer um com um pouco de raciocínio compreenda que foi fabricada em algum lugar para destruir grande parcela da humanidade. Quando eu fitei nos olhos de minha filha, senhor, eu senti um calafrio. Eu tenho 2 crianças crescidas, jovens mulheres e ela é a caçula. A outra é pequena, gordinha e amada – uma amável garota africana com demarcadas nádegas e seios. Mas esta garota que está com esta doença é esbelta tendo a pele negra como a de minha mãe e muito bela até mesmo para os padrões Europeus – eu não consigo olhar para os olhos desta criança e ver o que eu li lá: com resignação, por quê? Por Quê? Se a Aids foi uma doença natural, senhor, eu aceitaria isto por que os homens devem conviver lado-a-lado com a doença neste mundo. Mas uma criança em que você gasta anos criando e educando-a sendo repentinamente morta diante de seus olhos por uma doença fabricada por pessoas perversas assim quero chorar nos olhos de alguém pelo o que eu tenho visto acontecer. Lamento, senhor.

Martin: Eu compreendo.

Credo Mutwa: Nós devemos pesquisar esta coisa. Existe uma última questão que você gostaria de perguntar?

Martin: Sim. Eu gostaria de retornar ao assunto da cidade de cobre por um instante. Parece que este Jabulon seria equivalente ao que chamamos no ocidente de Satan? Você diria isto?

Credo Mutwa: Eu acho que sim, senhor. Ele é o líder dos Chitaulis. E como Satan ele vive numa casa subterrânea onde grandes labaredas estão sempre acesas para mantê-lo aquecido. Por que nos foi dito que depois da grande guerra eles lutaram com deus quando seus sangues tornaram-se frios e assim eles não puderam permanecer em ambiente frio sendo a razão pela qual eles precisam de sangue humano e o fogo para mantê-los trabalhando onde estão.

Martin: Bem, isto tem sido dito na recente fita de vídeo que David Icke produziu em que os reptilianos mutáveis mantiveram-se camuflados, ocultos, parecendo-se como humanos devendo ingerirem sangue humano. E existe alguma coisa aparentemente no gene sanguíneo. Agora, eu não sei o que………..

Credo Mutwa: Sim. David Icke conversou um pouco sobre isto comigo, senhor. Ele me contou isto seguidamente que pessoas aloiradas são sacrificadas pelos Chitaulis quando disse-lhe o que eu sabia sobre a África. Veja, senhor, não são todos os africanos que possuem cabelos negros. Existem africanos que são considerados santos como homens sagrados. Existem africanos que nascem com cabelos naturalmente avermelhados. Acredita-se que esses africanos são pessoas poderosamente espiritualizadas. Agora na África certas pessoas albinas ou africanas de cabelos avermelhados foram as principais vítimas de sacrifícios especialmente quando estavam atingindo a maturidade – independentemente do sexo ser masculino ou feminino.

Martin: Agora quando você foi capaz de avistar interiormente os olhos dos extraterrestres Greys você disse que aqueles seres eram seres reptilianos? Disfarçados?

Credo Mutwa: Sim senhor, exatamente. Eu lhe direi por quê. Existe uma cobra aqui na África do Sul que chama-se Mamba.

Martin: Sim, mortífera.

Credo Mutwa: Esta cobra é uma das mais venenosas cobras que você pode encontrar. Seus olhos são EXATAMENTE como daqueles de um Chitauli e de um Mantindane. E também tem a Python, senhor. Os olhos do crocodilo são muito parecidos com os dos extraterrestres e não parecem tão hipnóticos e envolventes quanto daquele de um Mamba ou uma Python. Se você puder imaginar, senhor, os olhos de uma Python aumentado cerca de 10 vezes seu tamanho, você saberá exatamente como são os olhos de um Chitauli.

Martin: Bem, isto é dito e eu acredito que seja verdade embora seja difícil explicar de outra forma sendo que existe uma luta entre a luz e a escuridão e o bem e mal neste planeta.

Credo Mutwa: Sim. Sim, senhor. Sim, senhor.

Credo Mutwa: Sim, senhor.

Martin: Como sua cultura, como você vê a intervenção de deus através daqueles que lhe convidam e representam? E todas as coisas devem permanecer equilibradamente lá e isto inclui o planeta terra – como é em cima também é embaixo. Como você vê – pelos muitos leitores, eles podem ler isto tudo que parece muito assustador e quase desesperançado – e lá certamente está a esperança. Assim eu gostaria de terminar esta entrevista com uma mensagem de esperança.

Credo Mutwa: Sim. Por favor, senhor, existe esperança! Observe, primeiro de tudo, existe um deus acima de nós. E este deus é mais verdadeiro do que muitos de nós acreditamos. Deus não é uma fantasia imaginatória de alguém. Deus não é algum sonho criado por homens e mulheres da pré-história.

Deus existe, senhor. Mas entre nós e Deus estão criaturas que dizem ser deuses. E dessas criaturas devemos livrar-nos a fim de aproximar-nos de deus. Senhor, eu tenho vivido uma longa e estranha vida e posso lhe dizer que existe um Deus e que ele intervém. Entretanto, nós percebemos deus intervindo tão lentamente, mas espere: Quem imaginaria há 30 anos atrás alguém se preocupando com o meio ambiente. Quem colocou esta bondade dentro de nós? Atualmente, senhor, as pessoas em todos os lugares do mundo estão posicionadas e lutando pelos direitos das mulheres e das crianças. Quem inseriu essas idéias em nossas mentes? Não foi o Chitauli nem alguma entidade demoníaca e isto é deus agindo nas sombras e nos fortalecendo para sermos capazes de resistir a essas perversas criaturas. Veja, senhor, deus parece trabalhar lentamente em nossos olhos por que deus vive num período temporal totalmente diferente do nosso. Deus existe. Deus está ativo. E isto é Deus, senhor, que pela primeira vez em nossa existência está nos conscientizando destas coisas e que neste mundo nós não estamos sozinhos e que devemos ser solenemente responsáveis por nossas ações de forma que devemos neutralizar esses seres extraterrestres que por muitos anos tem nos ludibriado. Os seres humanos nunca tiveram algum verdadeiro progresso, senhor, por que lá existem forças que nos freiam de alcançar o nosso verdadeiro caminho no universo e digo os Chitaulis, Mantindanes e os Midzimus. Nós devemos frear estas criaturas super-humanas. Eles são parasitas que precisam mais de nós do que nós deles. E somente um ingênuo negaria o fato de que nós não somos a única espécie inteligente que foi criada nesta planeta. E por toda a África existe evidências que uma vez existiram gigantes seres humanos que caminharam neste planeta na época dos dinossauros. Existem pegadas em granito com cada uma com cerca de 6 pés por 3 pés de largura de seres humanos adultos, senhor, que data de milhares, milhões de anos atrás. Para onde que esses seres gigantes foram? Quem sabe os dinossauros talvez tenham gerado uma raça inteligente, uma raça que nos enganou a todos, imaginando que vieram das estrelas quando realmente pertence a este planeta que vivemos. Mas existe esperança e a esperança é muito brilhante. A criança cristã está nascendo em todos nós mas como tudo morre, a morte da criança de luz (a morte da sua idade antevém a transformação para o quase cético) está criando um grande perigo quando o inimigo está desesperado. O inimigo ludibriará e nós o conquistaremos no sagrado nome de Deus. Isso é o que eu acredito, senhor, e o que eu sustento até o meu último suspiro.

Martin: E esse é um ótimo lugar para terminar esta entrevista com este pensamento neste texto. Agora, deixe-me dizer a você, desde 1974 eu tenho visto muitas, muitas espaçonaves próximas (não em seus interiores e nem por abdução). Eu tenho experienciado nas montanhas do sul do Oregon o que eu percebi como sendo pegadas de um Pé-Grande…..

Credo Mutwa: Ah-Ah!

Martin: …..por um rio onde eu estava acampado. Eu escutei o Pé-Grande nas montanhas naquela noite. Eu escutei seus gritos…..

Credo Mutwa: Ya-Ya! Você viu?

Martin: ……de uma montanha a outra. Existem coisas que eu tenho vivenciado. Eu sei que estas coisas são verdadeiras!

Credo Mutwa: Sim, senhor. Eu então falo para um companheiro guerreiro e digo “Que nós venceremos esta batalha”, como a elite das forças armadas Americanas costumavam falar durante a Segunda Guerra Mundial.

Martin: Sim e durante a Guerra do Vietnam.

Credo Mutwa: Nós venceremos, venceremos mas os céticos devem parar de caçuar e os ingênuos devem parar de chamar esses extraterrestres de deuses. Somente existe Um deus e para ele ou ela deus é o único que nos criou e nenhum impostor pode vir de algum outro lugar ocultando-se de nós para beber o sangue de nossas crianças. Amém, senhor.

Martin: Sim, certamente. Credo, sabe que estou gostando muito do que você tem feito e a coragem que você tem tido de falar tudo isto francamente. No passado eu guardei essas coisas e este é o momento para se dizer a verdade. E para aqueles que não acreditam ou até mesmo consideram isto como possibilidades, bem, isto é muito ruim.

Credo Mutwa: Exatamente e também para confrontar pessoas com o fato de que não existe razão para se sentirem amedrontadas. Se nós tencionamos disponibilizarmos informações que estariam disponíveis para todas as pessoas deste controverso planeta por que o inferno tentaria ameaçá-lo para silenciá-lo? Isto é tão ridículo mas deixe como está. Pare de assassinar, ridicularizar e destruir pessoas aterrorizando-as. Esta é a minha perspectiva e estou convicto que também David Icke e obviamente o senhor pensem da mesma forma. Eu não sinto mais medo. Esta época em que conversamos adquirimos uma conscientização global acerca desta matéria. Obrigado Martin, muito obrigado, eu gostei desta entrevista.

Martin: Certíssimo Credo. Muito obrigado.

*Tradutor Julio Anglada

Uma rara e impressionante conversa com Rick Martin

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/importante-shaman-zulu-e-antigo-credo-mutwa/

Necronomicon: da origem até nossos dias

O Necronomicon (literalmente: “Livro de Nomes Mortos”) foi escrito em Damasco, por volta de 730 d.C., sendo sua autoria atribuída a Abdul Alhazred. Ao contrário do que se pensa vulgarmente, não se trata de um grimoire (ou grimório), livro mágico de encantos, mas de um livro de histórias. Escrito em sete volumes no original, chegou à cerca de 900 páginas na edição latina, e seu conteúdo dizia respeito à coisas antigas, supostas civilizações anteriores à raça humana, numa narrativa obscura e quase ilegível.

Abdul Alhazred nasceu em Sanaa, no Iêmen, tendo feito várias viagens em busca de conhecimento, dominando vários idiomas, vagou da Alexandria ao Pundjab, na Índia, e passou muitos anos no deserto despovoado ao sul da Arábia. Embora conhecido como árabe louco, nada há que comprove sua insanidade, muito embora sua prosa não fosse de modo algum coerente. Alhazred era um excelente tradutor, dedicando-se a explorar os segredos do passado, mas também era um poeta, o que lhe permitia certas extravagâncias na hora de escrever, além do caráter dispersivo. Talvez isso explique a alinearidade do Necronomicon.

Alhazred era familiarizado com os trabalhos do filósofo grego Proclos (410-485 d.C.), sendo considerado, como ele, um neo-platônico. Seu conhecimento, como o de seu mestre, inclui matemática, filosofia, astronomia, além de ciências metafísicas baseadas na cultura pré-cristã de egípcios e caldeus. Durante seus estudos, costumava acender um incenso feito da mistura de diversas ervas, entre elas o ópio e o haxixe. As emanações desse incenso, segundo diziam, ajudavam a “clarear” o passado. É interessante notar que a palavra árabe para loucura (majnum) tem um significado mais antigo de “djinn possuído”. Djilms eram os demônios ou gênios árabes, e Al Azif, outra denominação para o livro de Alhazred, queria dizer justamente “uivo dos demônios noturnos”.

Como Determinar o Limite Entre a Loucura e a Sabedoria?

Semelhanças entre o Ragnarok, mito escandinavo do Apocalipse, e passagens do Al Azif sugerem um vínculo entre ambos. Assim como os djinns árabes e os anjos hebraicos, os deuses escandinavos seriam versões dos deuses antigos. Ambas as mitologias falam de mundos sendo criados e destruídos, os gigantes de fogo de Muspelhein equivalem aos anjos e arcanjos bíblicos, ou aos gênios árabes, e o próprio Surtur, demônio de fogo do Ragnarok, poderia ser uma corruptela para Surturiel, ou Uriel, o anjo vingador que, como Surtur, empunha uma espada de fogo no Juízo Final. Da mesma forma, Surtur destrói o mundo no Ragnrok, quando os deuses retornam para a batalha final. Embora vistas por alguns com reservas, essas ligações tornam-se mais fortes após recentes pesquisas que apontam o caminho pelo qual o Necronomicon teria chegado à Escandinávia. A cidade de Harran, no norte da Mesopotâmia, foi conquistada pelos árabes entre 633 d.c. e 643 d.c. apesar de convertidos ao islã, os harranitas mantiveram suas práticas pagãs, adorando a Lua e os sete planetas então conhecidos. Tidoa como neo-platônicos, escolheram, por imposição, da religião dominante, a figura de Hermes Trimegisto para representa-los como profeta. Um grupo de harranitas mudou-se para Bágdá, onde mantiveram uma comunidade distinta denominada sabinos. Alhazred menciona os sabinos. Era uma comunidade instruída, que dominava o grego e tinha grande conhecimento de literatura, filosofia, lógica, astronomia, matemática, medicina, além de ciências secretas relativas às culturas árabe e grega. Os sabinos mantiveram sua semi-independência até o século XI, quando provavelmente foram aniquilados pelas forças ortodoxas islâmicas, pois não se ouve mais falar deles à partir do ano 1000. No entanto, por volta de 1041, o historiador Miguel Psellus conseguiu salvar uma grande quantidade de documentos pertencentes aos sabinos, recebendo-os em Bizâncio, onde vivia. Quem levou esses documentos de Bagdá para Bizâncio permanece um mistério, mas é certo que o fez tentando preservar uma parte da cultura dos sabinos da intolerância religiosa da época. Psellus, que além de historiador era um estudioso de filosofia e ocultismo, juntou o material recebido num volume denominado “Corpore Hermeticum”. Mas haviam outros documentos, inclusive uma cópia do Al Azif, que ele prontamente traduziu para o grego.

Por essa época, era costume os imperadores bizantinos empregarem guarda-costas vikings, chamados “varanger”. A imagem que se tem dos vikings como bárbaros semi-selvagens não corresponde à realidade, eram grandes navegadores que, já no ano mil, tinham dado inicio a uma rota comercial que atravessaria milhares de quilômetros, passando pela Inglaterra, Groenlândia, América do Norte e a costa atlântica inteira da Europa, seguindo pela Rússia até Bizâncio. Falavam grego fluentemente e sua infantaria estava entre as melhores do mundo.

Entre 1030 a 1040, servia em Bizâncio como varanger um viking chamado Harald. Segundo o costume, sempre que o imperador morria, o varanger tinha permissão para saquear o palácio. Harald servia à imperatriz. Zoe, que cultivava o hábito de estrangular os maridos na banheira. Graças a ela, Harald chegou a tomar Varie em três saques, acumulando grande riqueza. Harald servia em Bizâncio ao lado de dois companheiros, Haldor Snorrason e Ulf Ospaksson. Haldor, filho de Snorri, o Padre, era reservado e taciturno. Ulf, seu oposto, era astuto e desembaraçado, tendo casado com a cunhada de Harald e tornado-se um grande 1íder norueguês. Gostava de discutir poesia grega e participava das intrigas palacianas. Entre suas companhias intelectuais preferidas estava Miguel Psellus, de quem Ulf acompanhou o trabalho de tradução do Al Azif, chegando a discutir o seu conteúdo como historiador bizantino. Segundo consta, foi durante a confusão de uma pilhagem que Ulf apoderou-se de vários manuscritos de Psellus, traduzidos para o grego. Ulf e Haldor retornaram à Noruega com Harald e, mais tarde, Haldor seguiu sozinho para a Islândia, levando consigo a narrativa do Al Azif. Seu descendente, Snorri Sturluaaon (1179-1241), a figura mais famosa da literatura islandesa, preservou essa narrativa em sua “Edda Prosista”, a fonte original para o conhecimento da mitologia escandinava. Sabe-se que Sturlusson possuía muito material disponível para suas pesquisas 1ítero-históricas e entre esse materia1certamente estava o Al Azif, que se misturou ao mito tradicional do Ragnarok.

Felizmente, Psellus ainda pôde salvar uma versão do Al Azif original, caso contrário, o Necronomicon teria sido perdido para sempre. Ao que se sabe, não existe mais nem um manuscrito em árabe do Necronomicon, o xá da antiga Pérsia (atual Irã) levou à cabo uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca da cidade santa de Mecca, mas nada encontrou. No entanto, uma tradução latina foi feita em 1487 por um padre dominicano chamado Olaus Wormius, alemão de nascença, que era secretário do inquisidor-mor da Espanha, Miguel Tomás de Torquemada, e é provável que tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-1o a arriscar-se em traduzí-lo numa época e lugar tão perigosos. E1e enviou uma cópia do livro a João Tritêmius, abade de Spanhein, acompanhada de uma carta onde se lia uma versão blasfema de certas passagens do Livro de Gênese. Sua ousadia custou-lhe caro. Wormius foi acusado de heresia e queimado numa fogueira, juntamente com todas as cópias de sua tradução. Mas, segundo especulações, ao menos uma cópia teria sido conservada, estando guardada na biblioteca do Vaticano.

Seja como for, traduções de Wormius devem ter escapado da Inquisição, pois quase cem anos depois, em 1586, o livro de Alhazred reapareceria na Europa. O Dr. John Dee, famoso mago inglês, e seu assistente Edward Kelley, estavam em Praga, na corte do imperador Rodolfo II, traçando projetos para a produção de ouro alquímico, e Kelley comprou uma cópia da tradução latina de um alquimista e cabalista chamado Jacó Eliezer, também conhecido como, “rabino negro”, que tinha fugido da Itália após ser acusado de práticas de necromancia. Naquela época, Praga havia se tornado um ímã para mágicos, alquimistas e charlatões de todo tipo, não havia lugar melhor para uma cópia do Necronomicon reaparecer.

John Dee (1527-1608), erudito e mago elisabetano, pensava estar em contato com anjos e “outras criaturas espirituais”, por mediação de Edward Kelley. Em 1555, já fora acusado, na Inglaterra, de assassinar meninos ou de deixá-los cegos por meio de mágica. É certo que Kelley tinha grande influência sobre as práticas tenebrosas de Dee, os anjos com os quais dizia comunicar-se, e que talvez só existissem em sua cabeça, ensinaram a Dee um idioma até então desconhecido, o enoquiano, além de outras artes mágicas. Se tais contatos, no entanto, foram feitos através do Necronomicon, é coisa que se desconhece. O fato é que a doutrina dos anjos de Dee abalou a moral da época, pois pregava entre outras coisas, o hedonismo desenfreado. Em 1583, uma multidão enfurecida saqueou a casa de Dee e incendiou sua biblioteca. Após tentar invocar um poderoso espírito que, segundo o vidente, lhes traria grande sabedoria, Dee e Kelley se separaram, talvez pelo fracasso da tentativa. Em 1586, Dee anuncia sua intenção de traduzir o Necronomicon para o inglês, à partir da tradução de Wormius. Essa versão, no entanto nunca foi impressa, passando para a coleção de Elias Ashmole (1617-1692), estudioso que transcreveu os diários espirituais de Dee, e finalmente para a biblioteca de Bodleian, em Oxford.

Por cerca de duzentos e cinquenta anos, os ensinamentos e escritos de Dee permaneceram esquecidos. Nesse meio tempo, partes do Necronomicon foram traduzidas para o hebreu, provavelmente em 1664, circulando em forma de manuscritos e acompanhados de um extenso comentário feito por Nathan de Gaza. Nathan, que na época contava apenas 21 anos, era um precoce e brilhante estudante da Torah e Talumud. Influenciado pelas doutrinas messiânicas judaicas vigentes na época, ele proclamou como o messias esperado a Sabbatai Tzavi, um maníaco depressivo que oscilava entre estados de transcendência quando se dizia que seu rosto parecia reluzir, e profunda frustração, com acessos de fúria e crueldade. Tais estados de ânimo eram tidos como o meio pelo qual Sabbatai se comunicava com outros planos de existência, como um Cristo descendo aos infernos, ou Orfeu, numa tradição mais antiga. A versão hebraica do Al Azif era intitulada Sepher há’sha’are ha-Da’ath, ou o “Livro do Portal do Conhecimento”. Tratava-se de um comentário em dois capítulos do livro de Alhazred. A palavra para conhecimento, Da’ath, foi traduzida para o grego na Bíblia como gnosis, e na Cabala tem o significado peculiar de “não-existência”, sendo representada às vezes como um buraco ou portão para o abismo da consciência. Seu aspecto dual parece indicar uma ligação entre o mundo material, com sua ilusão de matéria física e ego, e o mundo invisível, obscuro, do conhecimento, mas que seria a fonte da verdadeira sabedoria, para aqueles que pudessem suportá-la. Isso parece levar ao Astaroth alquímico e à máxima da magia, que afirma que o que está em cima (no céu) é como o que está em baixo (na terra). A ligação entre os dois mundos exigiria conhecimento do Abismo, abolição do ego e negação da identidade. De dentro do Abismo, uma infinidade de portões se abre. É o caos informe, contendo as sementes da identidade.

O propósito de Nathan de Gaza parece ter sido ligar o Necronomicon à tradição judaica da Cabala, que fala de mundos antigos primordiais e do resgate da essência sublime de cada ser humano, separada desses mundos ou submergida no caos. Ao lado disso, criou seu movimento messiânico, apoiado em Sabbatai Tzevi, o qual criou cisões e conflitos na comunidade judaica, conflitos que persistiram por pelo menos um século. Há quem afirme que uma cópia do Sha’are ha-Da’ath ainda existe, em uma biblioteca privada, mas sobre isso não há qualquer evidência concreta.

O ressurgimento do Necronomicon é constantemente atribuído ao escritor Howard Phillip Lovecraft, que fez do livro a base de sua obra literária. Mas não se explica como Lovecraft teve acesso ao livro de Alhazred. O caminho mais lógico para esse ressurgimento parece indicar o mago britânico Aleister Crowley (1875-1947). Crowley tinha fama de charlatão, proxeneta, toxicômano, promíscuo insaciável e bissexual, além de traidor da pátria e satanista. Tendo se iniciado na Ordem do Amanhecer Dourado em 1898, Crowley aprendeu práticas ocultas no Ceilão, na Índia e na China. Mais tarde, ele criaria sua própria ordem, um sistema mágico e uma nova religião, da qual ele seria o próprio messias. Ao que tudo indica, essa religião denominada “Lei de Thelema” se baseava nos conhecimentos do “Livro da Lei”, poema em prosa dividido em três capítulos aparentemente ilógico, que segundo ele, lhe havia sido ditado em 1904 por um espírito chamado Aiwass.

Sabe-se que Crowley pesquisou os documentos do Dr. John Dee em Bodleian. Ele próprio se dizia uma reencarnação de Edward Kelley, o que explica em parte, seu interesse. Apesar de não mencionar a fonte de seus trabalhos, é evidente que muitas passagens do Livro da Lei foram plagiadas da tradução de Dee do Necronomicon. Crowley já era conhecido por plagiar seu mestre, Allan Bennett (1872-1923), que o iniciou no Amanhecer Dourado, mas há quem sustente que tais semelhanças foram assimiladas inconscientemente seja como for, em 1918 Crowley viria a conhecer uma modista chamada Sônia Greene. Aos 35 anos, judia, divorciada, com uma filha e envolvida numa obscura ordem mística, Sônia parecia ter a qualidade mais importante para Crowley naquele momento: dinheiro. Eles passaram a se ver durante alguns meses, de maneira irregular.

Em 1921, Sônia Greene conheceu H.P. Lovecraft. No mesmo ano, Lovecraft publicou o seu primeiro romance “A Cidade Sem Nome”, onde menciona Abdul Alhazred. Em 1922, no conto “O Cão de Caça”, ele faz a primeira menção ao Necronomicon. Em 1924, ele e Sônia Greene se casam. Nós só podemos especular sobre o que Crowley contou para Sônia Greene, e não sabemos o que ela contou a Lovecraft, mas é fácil imaginar uma situação onde ambos estão conversando sobre uma nova história que ele pretende escrever e Sônia comenta algumas idéias baseadas no que Crowley havia lhe contado, sem nem mesmo mencionar a fonte. Seria o bastante para fazer reluzir a imaginação de Lovecraft. Basta comparar um trecho de “O Chamado de Cthulhu” (1926) com partes do Livro da Lei, para notar a semelhança.

«Aquele culto nunca morreria… Cthulhu se ergueria de sua tumba e retomaria seu tempo sobre a Terra, e seria fácil reconhecer esse tempo, pois os homens seriam livres e selvagens, como os “antigos”, e além do bem e do mal, sem lei ou moralidade, com todos gritando e matando e rejubilando-se em alegria. Então os “antigos” lhes ensinariam novos modos de gritar e matar e rejubilar-se, e toda a Terra arderia num holocausto de êxtase e liberdade» (O Chamado de Cthulhu).

«Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei… Todo homem e toda mulher é uma estrela… Todo homem tem direito de viver como quiser, segundo a sua própria lei… Todo homem tem o direito de matar quem se opuser aos seus direitos… A lei do forte, essa é a nossa lei e alegria do mundo … Os escravos servirão»(Lei Thelemita).

Não há nem uma evidência que Lovecraft tenha visto o Necronomicon, ou até mesmo soube que o livro existiu. Embora o Necronomicon que ele desenvolveu em sua obra esteja bem próximo do original, seus detalhes são pura invenção. Não há nem um Yog-Sothoth ou Azathoth ou Nyarlathotep no original, por exemplo. Mas há um Aiwass…

O Que é o Necronomicon:

O Necronomicon de Alhazred trata de especulações antediluvianas, sendo sua fonte provável o Gênese bíblico e o Livro de Enoch, além de mitologia antiga. Segundo Alhazred, muitas espécies além do gênero humano tinham habitado a Terra, vindas de outras esferas e do além. Alhazred compartilhou da visão de neoplatoniatas que acreditavam serem as estrelas semelhantes ao nosso Sol, cada qual com seus próprios planetas e formas de vida, mas elaborou essa visão introduzindo elementos metafísicos e uma hierarquia cósmica de evolução espiritual. Aos seres das estrelas, ele denominou “antigos”. Eram sobre-humanos e podiam ser invocados, desencadeando poderes terríveis sobre a Terra.

Alhazred não inventou a história do Necronomicon. Ele elaborou antigas tradições, inclusive o Apocalipse de São João, apenas invertendo o final (a Besta triunfa, e seu número é 666). A idéia de que os “antigos” acasalaram com os humanos, buscando passar seus conhecimentos para o nosso plano de existência e gerando uma raça de aberrações, casa com a tradição judaica dos nephilins (os gigantes de Gênese 6.2-6.5). A palavra árabe para “antigo” deriva do verbo hebreu para “cair” (os anjos caídos). Mas o Gênese é só um fragmento de uma tradição maior, que se completa, em parte, no Livro de Enoch. De acordo com esta fonte, um grupo de anjos guardiões enviados para observar a Terra viu as filhas dos homens e as desejou. Duzentos desses guardiões formaram um pacto, saltando dos ares e tomando as mulheres humanas como suas esposas, gerando uma raça de gigantes que logo se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, répteis e peixes e todas as bestas da Terra, comendo a carne e bebendo o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram como fazer jóias, armas de guerra, cosméticos, encantos, astrologia e outros segredos. O dilúvio seria a consequência das relações entre os anjos e os humanos.

«E não vi nem um céu por cima, nem a terra firme por baixo, mas um lugar caótico e horrível. E vi sete estrelas caírem dos céus, como grandes montanhas de fogo. Então eu disse: “Que pecado cometeram, e em que conta foram lançados?” Então disse Uriel, um dos anjos santos que estavam comigo, e o principal dentre eles: “Estes são os números de estrelas do céu que transgrediram a ordem do Senhor, e ficarão acorrentados aqui por dez mil anos, até que seus pecados sejam consumados”».(Livro de Enoch).

Na tradição árabe, os jinns ou djinns seriam uma raça de seres sobre-humanos que existiram antes da criação do homem. Foram criados do fogo. Algumas tradições os fazem sub-humanos, mas invariavelmente lhes são atribuídos poderes mágicos ilimitados. Os djinns sobrevivem até os nossos dias como os gênios das mil e uma noites, e no Corão eles surgem como duendes e fadas, sem as qualidades sinistras dos primeiros tempos. Ao tempo de Alhazred, os djinns seriam auxiliares na busca de conhecimento proibido, poder e riquezas.

No mito escandinavo, hoje bastante associado à história do Necronomicon, os deuses da Terra (aesires) e o gênero humano (vanas) existiam contra um fundo de poderes mais velhos e hostis, representados por gigantes de gelo e fogo que moravam ao norte e ao sul do Grande Girnnunga (o Abismo) e também por Loki (fogo) e sua descendência monstruosa. No Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, esses seres se ergueriam mais uma vez num combate mortal. Por último, Siurtur e ou gigantes de fogo de Muspelheim completariam a destruição do mundo.

Essa é essencialmente a profecia de Alhazred sobre o retorno dos “antigos”. É também a profecia de Aleister Crowley sobre o Àeón de Hórus. Os gigantes de fogo de Muspelheim não diferem dos djinns, que por sua vez se ligam aos anjos hebraicos. Como Surtur, Uriel carrega uma espada de fogo, e sua sombra tanto pode levar à destruição quanto a um renascimento. Assim, tanto os anjos e seus nephilins hebraicos quanto os “antigos” de Alhazred poderiam ser as duas faces de uma mesma moeda.

Como os Antigos São Invocados

É inegável que o sistema enochiano de Dee e Kelley estava diretamente inspirado em partes do Necronomicon, onde há técnicas de Alhazred para a invocação dos “antigos”. Embora o Necronomicon fosse basicamente um livro de histórias, haviam algums detalhes práticos e fórmulas que funcionavam quase como um guia passo a passo para o iniciado entrar em contato com os seres sobre-humanos. Dee e Kelley tiveram que preencher muitas lacunas, sendo a 1inguagem enochiana um híbrido que reúne, basicamente, um alfabeto de 21 letras, dezenove “chaves” (invocações) em linguagem enochiana, mais de l00 quadros mágicos compostos de até 240l caracteres além de grande quantidade de conhecimento oculto. É improvável que esse material lhes tivesse sido realmente passado pelo arcanjo Uriel. Bulwer Lytton, que estudou a tradução de Dee para o Necronomicon, afirma que ela foi transcrita diretamente do livro original, e se eram ensinamentos de Uriel, o mais provável é que ele os tenha passado a Alhazred.

A ligação entre a linguagem enochiana e o Livro de Enoch parece óbvia. Como o livro de Enoch só foi redescoberto no século XVII, Dee só teria acesso à fragmentos do mesmo citados em outros manuscritos, como o Necronomicon de Alhazred, o que mais uma vez reafirma sua provável fonte de origem. Não há nenhuma dúvida que Alhazred teve acesso ao livro de Enoch, que só desapareceria no século IX d.C., sendo até então relativamente conhecido. Outra pista para essa ligação pode ser a chave dos trinta Aethyrs, a décima nona das invocações enochianas. Crowley chamava-a de “a maldição original da criação”. É como se o próprio Deus a enunciasse, pondo fim à raça humana, à todas as criaturas e ao mundo que ele próprio criara. Isso é idêntico ao Gênese 6.6, onde se lê: “E arrependeu-se o Senhor de ter posto o homem sobre a Terra, e o lamentou do fundo de seu coração”. Esse trecho segue-se à descrição dos pecados dos nephilins, que resulta na destruição do mundo pelo dilúvio. Crowley, um profundo conhecedor da Bíblia, reconheceu nisso a chave dos trinta Aethyrs, estabelecendo uma ligação. Em resumo, a chave (ou portão) para explorar os trinta Aethyrs é uma invocação no idioma enochiano, que segundo Dee seria o idioma dos anjos, e esta invocação seria a maldição que lançou os nephilins (ou “antigos”) no Abismo. Isto se liga à práticas antigas de magia negra e satanismo: qualquer meio usado pelo mago no passado para subordinar uma entidade pode ser usado também como um método de controle. Tal fórmula existe em todo grimoire medieval, em alguns casos de forma bastante explícita. A entrada no trigésimo Aethyr começa com uma maldição divina porque esse é um dos meios de afirmar controle sobre as entidades que se invoca: o nephilin, o anjo caído, o grande “antigo”. Isso demonstra, além de qualquer dúvida, que o sistema enochiano de Dee e Kelley era idêntico, na prática e em cadência, ao sistema que Alhazred descreveu no Necronomicon.

Crowley sabia disso. Uma das partes mais importantes de seu trabalho mágico (registrou-o em “A Visão e a Voz”) era sua tentativa de penetrar nos trinta Aethyrs enochianos. Para isso, ele percorreu o deserto ao norte da África, em companhia do poeta Winner Neuberg. Ele já havia tentado fazê-lo no México, mas teve dificuldade ao chegar ao 28º Aethyr, e decidiu reproduzir a experiência de Alhazred o mais proximamente possível. Afinal, Alhazred levou a cabo seus estudos mais significativos enquanto vagava pela região de Khali, uma área deserta e hostil ao sul da Arábia. O isolamento o ajudou a entrar em contato com os Aethyrs. Para um plagiador como Crowley, a imitação é o primeiro passo para a admiração, não é surpresa essa tentativa, além do que ele também pretendia repetir os feitos de Robert Burton, explorador, aventureiro, escritor, lingüista e adepto de práticas obscuras de magia sexual. Se obteve sucesso ou não, é desconhecido pois jamais admitiu suas intenções quanto à viagem, atribuindo tudo ao acaso.

Onde o Necronomicon Pode Ser Encontrado:

Em nenhum lugar, com certeza, seria a resposta mais simples, e novamente somos forçados a suspeitar que a mão de Crowley pode estar metida nisto. Em 1912 ele conheceu Theodor Réuss, o 1íder da Ordo Templi Orientis alemã (O.T.O.) e trabalhou dentro daquela ordem por dez anos, até ser nomeado sucessor do próprio Réuss. Assim temos Crowley como líder de uma loja maçônica alemã. Entre 1933-1938, desapareceram algumas cópias conhecidas do Necronomicon. Não é segredo que Adolf Hitler e pessoas do alto escalão de eu governo tinham interesse em ocultismo, e provavelmente apoderaram-se dessas cópias. A tradução de Dee desapareceu de Bodleiam, roubada em 1934. O Museu Britânico também sofreu vários saques, sendo a edição de Wormius retirada de catálogo e levada para um depósito subterrâneo, em Gales, junto com as jóias da Coroa, onde permaneceu de 1939 a 1945. Outras bibliotecas simplesmente perderam cópias desse manuscrito e hoje não há nenhuma que apresente em catálogo uma cópia, seja em latim, grego ou inglês, do Necronomicon. O paradeiro atual do Al Azif original, ou de suas primeiras cópias, é desconhecido. Há muitas fraudes modernas, mas são facilmente desmascaradas por uma total falta de imaginação e inteligência, qualidades que Alhazred possuía em abundância. Mas há boatos de um esconderijo dos tempos da 2º Guerra, que estaria localizado em Osterhorn, uma área montanhosa próxima à Salzburgo, onde haveria uma cópia do manuscrito original, escrita pelos nazistas e feita com a pele e o sangue de prisioneiros de campos de concentração.

Qual o motivo para o fascínio em torno do Neconomicon? Afinal, é apenas um livro, talvez esperemos muito dele e ele não possa mais do que despejar um grão de mistério no abismo de nossos anseios pelo desconhecido. Mas é um mistério ao qual as pessoas aspiram, o mistério da criação, o mistério do bem e do mal, o mistério da vida e da morte, o mistério das coisas que se foram. Nós sabemos que o Universo é imenso, além de qualquer limite da nossa imaginação, mas o que há lá fora? E o que há dentro de cada um de nós? Seria o Universo um espelho para nós mesmos? Seriam os “antigos” apenas uma parte mais profunda de nosso subconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico “eu sou”, que no entanto participa da natureza divina?

Sábios e loucos de outrora já se fizeram essas perguntas, e não temeram tecer suas próprias respostas, seus mitos, imaginar enfim. A maioria das pessoas, porém, prefere criar respostas seguras, onde todos falam a mesma língua, cultivam os mesmos hábitos, respeitam a diversidade,cada qual em sua classe. O Necronomicon, porém, desafia nossas certezas, pois não nos transmite qualquer segurança acerca do Universo e da existência. Nele, somos o que somos, menos que grãos de pó frente à imensidão do Cosmo e muitas coisas estranhas, selvagens e ameaçadoras estão lá fora, esperando pelo nosso chamado. Basta olhar em qualquer tratado de Astronomia ou Astrofísica, basta ler os jornais. Isso é para poucos, mas você sabe que é verdade.

Método Utilizado Por Nostradamus Para Ver o Futuro:

Recolha-se à noite em um quarto fechado, em meditação, sozinho, sentando-se diante de uma bacia posta sobre um tripé e cheia de água. Acenda uma vela sob a bacia, entre as pernas do tripé, e segure um bastão mágico com a mão direita, agitando-o sobre a chama do modo como se sabe, enquanto toca a água com a mão esquerda e borrifa os pés e a orla de seu manto. Logo ouvir-se-á uma voz poderosa, que causa medo e tremor. Então, esplendor divino; o Deus senta ao seu lado.

Incenso de Alhazred:

– Olibanum, storax, dictamnus, ópio e haxixe.

À partir de que momento uma pessoa deixa de ser o que ela própria e todos os demais acreditam que seja? Digamos que eu tenha que amputar um braço. Posso dizer: eu mesmo e meu braço. Se fossem as duas pernas, ainda poderia falar da mesma maneira: eu mesmo e minhas duas pernas. Ou os dois braços. Se me tirarem o estômago, o fígado, os rins, admitindo-se que tal coisa seja possível, ainda poderia dizer: eu mesmo e meus órgãos. Mas se cortassem a minha cabeça, ainda poderia falar da mesma maneira? O que diria então? Eu mesmo e meu corpo ou eu mesmo e minha cabeça? Com que direito a cabeça, que nem mesmo é um membro, como um braço ou uma perna, pode reivindicar o título de “eu mesmo”? Porque contém o cérebro? Mas existem larvas, vermes e muitas outras coisas que não possuem cérebro. O que se pode dizer a respeito de tais criaturas? Será que existem cérebros em algum outro lugar, para dizerem “eu mesmo e meus vermes”?

Por Daniel Low

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/necronomicon-da-origem-ate-nossos-dias/

3 Chimpanzés

Incrustados no meio da África vivem os animais que mais se assemelham aos seres humanos em termos genéticos. Compartilhamos aproximadamente 98 a 99% de seu DNA, e ainda assim somos muito distintos, principalmente devido as formidáveis capacidades do órgão que trazemos dentro da cabeça. Mas, será que somos tão diferentes assim?

Os chimpanzés se separaram do tronco evolutivo de nosso misterioso ancestral comum por volta de 4 a 7 milhões de anos atrás, talvez até mais. São animais que costumam andar pelo solo, embora ainda usando as mãos como apoio, e se alimentam, sobretudo, de frutas, folhas, sementes e pequenos animais que cruzam seu caminho.

Durante os dias, nas planícies africanas, podem ser vistos nos galhos das árvores, aproveitando a sombra e mordiscando frutas… Como nós, são animais sociais, que vivem em grupos de apenas uns 5 até mais de 100 indivíduos. Aparentemente possuem culturas diferentes, dependendo da região em que habitam, e são capazes de ensinar técnicas rudimentares de uma geração a outra: uso de gravetos para extração de cupins de um cupinzeiro; uso e fabricação de pedras específicas, usadas como ferramenta para quebrarem sementes e frutos; e até mesmo ferramentas adaptadas para caça de pequenos mamíferos, algo bem mais raro.

Olhar os chimpanzés pode às vezes parecer uma experiência que transcende nossa espécie e nosso tempo: de certa forma, olhamos para aquilo que fomos, ou algo muito próximo, há milhões de anos atrás. Por exemplo, às fêmeas chimpanzés possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nesses grupos, os machos dominantes exercem seu poder através de pura agressividade, sobre as fêmeas e os outros machos mais jovens ou fracos. Nesse sentido, a vida sexual dos chimpanzés não difere tanto assim da de outros primatas, como os gorilas, e nesse ponto o ser humano parece se distinguir totalmente: afinal, fazemos sexo não apenas para procriação, mas também e, principalmente, por prazer, e por amor…

Os estudiosos perceberam apenas em 1928 que os bonobos formavam uma família diferente dentro da espécie dos chimpanzés, com um comportamento muito peculiar, em que o sexo está em primeiro lugar, funcionando como substituto da agressividade. O bonobo é um dos raros animais para quem não existe relação direta entre sexo e reprodução. Ou seja, como os humanos, eles fazem mais amor do que filhos. Ao contrário da maioria dos primatas, a sociedade dos bonobos é dominada pelas fêmeas e não pelos machos.

Estudiosos como o antropólogo Richard Wrangham – autor de Demoniac males [1] – especulam que isso ocorreu pelo fato de, entre os bonobos, os vínculos mais duráveis se estabelecem entre as fêmeas, que passam grande parte do tempo em atividades sociais ou em brincadeiras sexuais. Wrangham acredita que essa organização social é resultado do tipo de alimentação desses macacos, que se adaptaram a comer frutos e pequenos animais, como os chimpanzés, além de folhas e raízes, como os gorilas. A facilidade de obter alimentos desestimulou o desenvolvimento da agressividade dos machos, mas incentivou as alianças entre as fêmeas. Essas alianças acabam resultando em mais poder para quem as estabelece.

Mas a “sociedade matriarcal dos bonobos” só se torna efetivamente possível porque, ao contrário da maioria das fêmeas de outras espécies, que só são receptivas ao sexo no período fértil, às fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente durante quase todo o tempo. Além de intensa atividade sexual com seus parceiros, em que tomam a iniciativa, elas simulam relações com outras fêmeas – é justamente através do sexo que estabelecem as alianças entre si. Os machos também participam dessa espécie de homossexualismo light. As atividades eróticas dos bonobos compreendem ainda sexo oral, masturbação mútua e beijos de língua.

Um dos “inconvenientes” da sociedade dos bonobos é que incestos e pedofilia são relativamente comuns… Isso parece ter sido motivo suficiente para muitos ditos cristãos demonizarem a espécie inteira, como se outras espécies também não praticassem incesto e pedofilia (e coisas muito piores). Na verdade, o problema com os bonobos é que eles fazem sexo, muito sexo, e nisso lembram a nós mesmos. Como sabemos, por muitos séculos, principalmente na Idade Média, o sexo foi considerado sujo, condenado e sentenciado as trevas… Mesmos nos dias atuais, em que o ímpeto sexual humano parece explodir de forma descontrolada, como rio há muito tempo represado, que finalmente rompe a represa, ainda há muita gente “conservadora e religiosa”, que abomina a visão de uma sociedade humana se parecendo com uma sociedade de bonobos.

Mas, será que temos lembrado mais os bonobos ou os chimpanzés? É preciso lembrar que para os bonobos o sexo é um elemento central de redução da agressividade nas relações entre os indivíduos. Embora já tenham sido registrados casos até mesmo de canibalismo entre os bonobos, estes são raríssimos – os bonobos, quando comparados aos chimpanzés, seriam uma sociedade de gandhis e madres teresas, ao menos no quesito agressividade. Nós, humanos, entretanto, temos sido ainda mais agressivos que os chimpanzés, com nossa própria espécie, com as outras, e com o meio ambiente como um todo.

Alguns nos chamam de “terceiro chimpanzé” [2], mas é óbvio que, ao mesmo tempo em que estamos conectados a todas as outras espécies na árvore da vida, temos uma diferença imensa de todas elas: a consciência humana, única em sua racionalidade e espiritualidade. Os chimpanzés fazem parte dos poucos animais que conseguem se reconhecer no espelho, e sob muitos aspectos parecem mesmo conosco, mas foi exatamente a nossa imensa inteligência que possibilitou que, dentre outras coisas, destruíssemos seu habitat natural até que entrassem na lista de espécies ameaçadas de extinção, da qual dificilmente sairão um dia… Não, nós não temos sido primatas promíscuos, que fazem sexo a torto e a direito, nós temos sido algo muito pior do que isso: primatas dominantes sedentos por territórios e recursos naturais, que não expulsam os outros primatas de seus territórios natais com grunhidos e intimidação, mas com fogo, pólvora, bombas e estranhas doutrinas religiosas.

O sexo humano pode sim se desencaminhar para a promiscuidade total, a pedofilia e outras bizarrices, mas ainda assim, na “escala de escuridão” em que os ditos cristãos o colocaram, ainda está muito, muito mais próximo da luz do que a agressividade, a intolerância e o fanatismo. Não foram os bonobos quem enviaram bombas atômicas para cidades de nações rendidas, ou adolescentes com bombas na cintura para se explodirem em mercados e praças públicas, não foram nem mesmo os chimpanzés – foram nós, os humanos.

Porém, ainda assim é tarde para ser pessimista: enquanto este mundo tem girado em torno de uma pedra ardente, de alguma forma as consciências dos homo sapiens tem despertado, uma a uma, e se dado conta de que estamos aqui não para sobreviver e domesticar a Natureza, mas, pelo contrário: para viver, e exaltar esta mesma força da vida que nos deu os chimpanzés e os bonobos, e todos os outros seres desta Terra, não através de um decreto divino, mas através de um mecanismo divino que tem evoluído ao longo das eras nas formas mais belas e surpreendentes; e do qual é o sexo, não a agressividade, o grande motor.

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[1] Apenas um título infeliz (“Machos demoníacos”) para um livro onde ele e o jornalista Dale Peterson discutem as semelhanças e diferenças entre chimpanzés, bonobos e seres humanos.
[2] Numa alusão aos outros dois chimpanzés: o chimapanzé-comum (Pan troglodytes) e o bonobo (Pan paniscus).

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» Veja também: 3 chimpanzés: um complemento

Crédito da foto: Fiona Rogers/Corbis (nem queira saber…)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#biologia #Evolução #sexo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/3-chimpanz%C3%A9s

Auto Exorcismo

Abaixo ensinarei um Pequeno Ritual de Auto-Exorcismo. Segue uma seqüência de extraordinário valor para auto-proteção. É a chamada Magia Branca devocional. Utilize cada oração para cada caso concreto, ou como seqüência diária. Seus benefícios são enormes. Tenha fé que nada de mal lhe acontecerá. Pelo contrário.

Ritual de Auto-Exorcismo:

Apanhe uma vela pequena;

Uma Bíblia;

1 Quilo de Sal Grosso;

Faça um Círculo de Sal Grosso, de modo que você caiba dentro dele;

O Ritual pode ser realizado no seu Quarto, ou Quintal;

Ninguém poderá estar presente, nem Testemunhar;

Entre no Círculo;

Acenda a Vela (próximo a você). Dedique-a ao seu Anjo da Guarda;

Reze em voz alta: 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Credo, 1 Salve Rainha e os Salmos: 22,23, 37,38, 90, 91,118,119.

Siga as instruções em abaixo:

O presente ritual de “Exorcismo” contra satanás e os anjos rebeldes foi publicado por ordem de S.S. o Papa Leão XIII. Todo aquele que recita este exorcismo, pondo em fuga o demônio, pode preservar de grandes desgraças a si mesmo, a família e a sociedade. Privadamente, pode ser rezado por todos os simples fiéis. Aconselha-se rezá-lo em casos de discórdia de família, de partidos, de cidades; nas casas dos ateus, dos blasfemadores, para sua conversão; onde se praticou a Magia Negra; para obter uma boa solução nos negócios; para a escolha do próprio estado de vida; pela conservação da fé na família, pela santificação de si mesmo e dos entes queridos. É poderoso nos casos de intempéries, de doenças, para obter urna boa colheita, para destruição dos insetos nocivos aos campos, etc. Satanás é um cão furioso que ronda em volta de nós para nos devorar, como nos escreve Pedro, em sua primeira carta: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, andam ao redor de vós, como o Leão que ruge, buscando a quem devorar”. O Papa Paulo VI referiu-se, no discurso de 15 de novembro de 1972, à importância da luta contra o mal: “É preciso reestudar este importante capítulo relativo ao demônio e a influência que ele pode exercer sobre as pessoas, comunidades, sociedades e acontecimentos. O Papa João Paulo II; na alocução da Audiência Geral do dia 13 de agosto de 1986, retomando o mesmo assunto, afirmou: “A ação de satanás consiste primeiro de tudo em tentar os homens ao mal, influindo na sua imaginação e nas suas faculdades superiores para as orientar em direção contrária à lei de Deus… Não é para excluir que em certos casos o espírito maligno chegue até o ponto de exercer o seu influxo não só sobre as coisas materiais, mas também sobre o corpo do homem, pelo que se fala de ‘possessos de espíritos impuros. Repita este exorcismo muitas vezes, todos os dias; até conseguir as graças desejadas.”

Início do Exorcismo:

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

*Reze agora o Salmo 67.

“Levanta-se Deus: eis que se dispersam seus inimigos, e fogem diante deles os que o odeiam. Eles se dissipam como a fumaça, como a cera que se derrete ao fogo. Assim perecem os maus diante de Deus”

*Reze o Salmo 34

“Lutai, Senhor, contra os que me atacam; combatei meus adversários. Sejam confundidos e envergonhados os que odeiam a minha vida; recuem humilhados os que tramam minha desgraça. Sejam como a palha levada pelo vento, quando o anjo do Senhor vier acossá-los. Torne-se tenebroso e escorregadio o seu caminho, quando o anjo do Senhor vier persegui-los, porquanto sem razão me armaram laços; para me perder, cavaram um fosso sem motivo. Venha sobre eles de improviso a ruína; apanhe-os a rede por eles mesmos preparada, caiam eles próprios na cova que abriram”.

“Então a minha alma exultará no Senhor, e se alegrará pelo seu auxílio”

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo. Assim o era no princípio, agora e sempre. Amém.

A São Miguel Arcanjo: Gloriosíssimo príncipe da milícia celeste, São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate e na luta contra os principados e potestades, contra os dirigentes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos, espalhados pelos ares . Vinde em socorro dos homens que Deus criou imortais e fez à imagem da Sua própria natureza e resgatou por grande preço da tirania do demônio. Combatei hoje, com o exército dos anjos bons, o combate do Senhor, assim como outrora lutastes contra Lúcifer, chefe do orgulho, e contra os anjos apóstatas. Eles não prevaleceram nem foi mais encontrado o lugar deles no céu, mas foi expulso aquele grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e satanás, que seduziu todo o orbe; e foi lançado na terra, e seus anjos juntamente com ele.

Eis que o inimigo antigo e homicida se ergueu com veemência. Transfigurado em anjo da luz, com toda a caterva de espíritos maus, circundou e invadiu toda a terra, para que nela destruísse o nome de Deus e de Seu Cristo e roubasse as almas destinadas à coroa da glória eterna, e as prostrasse, e as perdesse na morte eterna. “O dragão maldito transvasou, como rio imundíssimo, o veneno de sua iniqüidade em homens depravados de mente e corruptos de coração; incutiu-lhes o espírito de mentira, impiedade, blasfêmia, e seu hálito mortífero de luxúria, de todos os vícios e iniqüidades. As hostes astuciosíssimas encheram de amargura a Igreja, esposa imaculada do Cordeiro, e inebriaram-na com absinto; puseram-se em obras para realizar todos os seus ímpios desígnios. Ali onde está constituída a sede do beatíssimo Pedro e cátedra da verdade para iluminar os povos, aí colocaram o trono de abominações da sua impiedade, para que, ferido o Pastor, dispersassem as ovelhas. Vinde, pois, general invictíssimo, e dai a vitória ao povo de Deus contra as perversidades espirituais que irrompem. A santa Igreja vos venera como seu guarda e protetor, vos glorifica como o defensor contra as potestades abomináveis da terra e dos infernos. Confiou-vos o Senhor a missão de introduzir na felicidade celeste as almas resgatadas. Rogai, pois, ao Deus da paz que esmague satanás sob nossos pés, a fim de que não mais possa manter cativos os homens e fazer mal à Igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas preces, a fim de que sem tardar o Senhor nos faça misericórdia, e vós contenhais o dragão, a antiga serpente, que é o demônio e satanás, e o lanceis encadeado no abismo para que não mais seduza as nações . Desde já, confiados em vossa assistência e proteção (com a sagrada autoridade de nosso ministério sacerdotal), empreendemos com fé e segurança repelir os assaltos da astúcia diabólica em nome de Jesus Cristo, Deus e Senhor nosso.

Eis a cruz do Senhor, fugi potências inimigas.

Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.

Venha a nós, Senhor, a Vossa misericórdia.

Como esperamos em Vós.

Senhor, escutai minha oração.E chegue até Vós o meu clamor.

O Senhor esteja conosco. Ele está no meio de nós. Oremos:

Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o Vosso santo nome e, suplicantes, pedimos com instância a Vossa clemência, para que, pela intercessão da Imaculada e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, do bem-aventurado Miguel Arcanjo, de São José, esposo da mesma bem aventurada Virgem, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, Vos digneis auxiliar-nos contra satanás e todos os outros espíritos imundos que vagueiam pelo mundo para fazer mal ao gênero humano e perder as almas. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amém.

Exorcismo:

Nós te exorcizamos, quem quer que sejas, espírito imundo, poder satânico, horda do inimigo infernal, legião, assembléia ou seita diabólica. Em nome e pelo poder de Jesus Cristo Nosso Senhor, sê extirpado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo Sangue precioso do Cordeiro divino. Não ouses mais, pérfida serpente, enganar o gênero humano, perseguir a Igreja de Deus, atormentar e joeirar como o trigo os eleitos de Deus. Ordena-te o Deus altíssimo, a quem em tua grande soberba pretendes ainda te igualar, o qual quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Ordena-te Deus Pai; ordena-te Deus Filho; ordena-te Deus Espírito Santo. Ordena-te a majestade de Cristo, Verbo eterno de Deus feito carne, que, para salvar nossa humanidade perdida por teu ódio, se humilhou a Si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, edificou Sua Igreja sobre a rocha firme e decretou que as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela, porque permanecerá com ela todos os dias, até a consumação dos séculos.

Ordena-te a virtude oculta da cruz ,e o poder de todos os mistérios da fé cristã Ordena-te a gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, que em sua humildade esmagou, desde o primeiro instante de sua conceição imaculada, tua cabeça cheia de soberba. Ordena-te a fé dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos outros apóstolos. Ordena-te o sangue dos mártires e a piedosa intercessão de todos os santos e santas.

Assim, pois, dragão maldito e toda legião diabólica, nós te conjuramos pelo Deus verdadeiro, pelo Deus vivo, pelo Deus santo, pelo Deus que amou o mundo a ponto de entregar Seu Filho unigênito, a fim de que quantos creiam nele não pereçam, mas tenham a vida eterna. Cessa de enganar as criaturas humanas e de oferecer-lhes o veneno da perdição eterna; cessa de fazer mal à Igreja e de armar laços à sua liberdade. Vai-te embora, satanás, inventor e mestre da mentira, inimigo da salvação dos homens. Dá lugar a Cristo, em quem nada encontraste de tuas obras. Dá lugar à Igreja, una, santa, católica e apostólica, que o próprio Cristo adquiriu com Seu Sangue. Abaixa-te sob a mão poderosa de Deus, treme e foge à invocação que fazemos do santo e terrível nome de Jesus, a quem os infernos temem, a quem estão sujeitas as virtudes dos céus e as potestades e as dominações; a quem os querubins e serafins louvam num concerto sem fim dizendo: ” Santo, santo, santo, é o Senhor Deus dos exércitos.” Senhor, escutai minha oração. E chegue até Vós o meu clamor.

Oremos:

“Deus do céu, Deus da terra, Deus dos anjos, Deus dos arcanjos, Deus dos patriarcas, Deus dos profetas, Deus dos apóstolos, Deus dos mártires, Deus dos confessores, Deus das virgens, Deus que tendes o poder de dar a vida após a morte, o repouso após o trabalho, porque não há outro Deus além de Vós, e não pode haver outro senão Vós, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo reino não terá fim. Suplicamos humildemente, à Vossa gloriosa Majestade, que Vos digneis libertar-nos com Vosso poder e guardar-nos incólumes de todo domínio, laço, ardil e perversidade dos espíritos infernais. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Dos embustes do demônio, livrai-nos, Senhor. Que Vossa Igreja Vos sirva em tranqüila liberdade, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

“Que Vos digneis confundir os inimigos da santa Igreja, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Ó Coração Eucarístico de Jesus, por aquela chama de amor na qual ardestes no momento solene no qual Vos dáveis todo a nós na santíssima Eucaristia, humildemente Vos suplicamos que Vos digneis livrar-nos poderosamente e guardar-nos incólumes de todo o poder, laço, engano e malvadez dos espíritos infernais. Assim seja.

Jaculatória:

Ó Coração Eucarístico de Jesus, livrai-nos cada vez mais das insídias de satanás. (Aspergir o lugar com água benta.)

10. Após, junte o sal grosso, com uma pequena pá, coloque num saquinho de plástico, vá até o banheiro e jogue o sal grosso no vaso. Dê descarga. Em seguida tome um banho comum com água fria. Volte as suas atividades normais. Tal Ritual pode ser feito a qualquer hora do dia e da noite e em qualquer dia da semana. Sempre que você estiver se sentindo energeticamente mal, repita-o.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/auto-exorcismo/

Egoísmo, por Aleister Crowley

Cara Soror:

Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

Egoísmo? Estou contente ao encontrá-la se afligindo por causa daquele osso, pois ele tem muita carne; carne excelente e suculenta, nada do seu cordeiro congelado da Argentina ou de Canterbury. É uma pélvis, e mais ainda; pois de certo modo toda a estrutura da ética de Thelema está baseada nisso. Há algum perigo aqui; pois a questão é um campo minado para o nobre, o generoso e o altruísta.

“Abnegação”, a grande característica do Mestre do Templo, a verdadeira quintessência da sua realização, não é contraditória, ou mesmo o seu contrário; ela é perfeitamente compatível (mais ainda, digamos, amigável?) com ele.

O Livro da Lei tem muito a dizer sobre este assunto, e ele não mede as suas palavras.

“Primeiro o texto; depois o sermão”, como diz o poeta.

AL II, 18, 19, 20, 21.:

“These are dead, these fellows; they feel not. We are not for the poor and sad: the lords of the earth are our kinsfolk.”

“Is a God to live in a dog? No! but the highest are of us. They shall rejoice, our chosen: who sorroweth is not of us.”

“Beauty and strength, leaping laughter and delicious languor, force and fire, are of us.”
“We have nothing with the outcast and the unfit: let them die in their misery. For they feel not. Compassion is the vice of kings: stamp down the wretched & the weak: this is the law of the strong: this is our law and the joy of the world

“Estes estão mortos, estes homens; eles não sentem. Nós não somos para o pobre e o triste: os senhores da terra são nossos parentes.” – AL II:18.

“Deve um Deus viver em um cão? Não! porém os mais elevados são de nós. Eles regozijarão, os nossos escolhidos: quem se lamenta não é de nós.” – AL II:19.

“Beleza e força, gargalhada vibrante e leveza deliciosa, força e fogo, são de nós.” – AL II:20.

“Nós não temos nada a ver com o proscrito e o incapaz: que eles morram na sua miséria. Pois eles não sentem. Compaixão é o vício dos reis: dominai o miserável e o fraco: esta é a lei do forte: esta é a nossa lei e a alegria do mundo.” – AL II:21

“…É uma mentira, esta tolice contra o ser….”

Aquilo estabelece um padrão, com uma vingança!

(Observe: “eles não sentem”, repetido duas vezes. Deve haver alguma coisa importante para a tese aqui ocultada).

A passagem se torna exaltada, porém um verso posterior resume o tema, lançando a base filosófica destas observações aparentemente violentas e arrogantes.

“…It is a lie, this folly against self.…” (AL II:22)

Esta é a doutrina central de Thelema neste assunto. O que nós devemos compreender através dela? Que este culto imbecil e nauseabundo à fraqueza – alguns o chamam de democracia – é absolutamente falso e vil.

Observemos a questão a fundo. (Primeiro consulte AL II, 24, 25, 48, 49, 58, 59. e III, 18, 58, 59. Poderia ser confuso citar estes textos na sua totalidade; porém eles lançam muito mais luz sobre o assunto). Na palavra “compaixão” é o seu sentido aceito – que é uma etimologia deficiente – implica que você é um sujeito agradável, e o outro muito sujo; ou seja, você o insulta por pena dos seus infortúnios. Porém “Todo homem e toda mulher é uma estrela”; e então você não age dessa forma! Você deveria tratar a todos como a um Rei na mesma condição que você. Naturalmente, nove entre dez pessoas não tolerarão isto, nem por um minuto; o simples fato de você tratá-las decentemente as assusta; seu sentido de inferioridade está exacerbado e intensificado; elas insistem em se rebaixar. Isto as identifica. Elas lhe forçam a tratá-las como os vira-latas que são; e assim todo mundo fica feliz!

O Livro da Lei se esforça para indicar a atitude adequada de um “Rei” com relação a outro. Quando você combate com ele, “Como irmãos lutai!”. Temos aqui o antigo tipo cortês de combate, o qual a introdução da razão no assunto tornou impossível no momento. Razão e Emoção; estes são os dois grandes inimigos da Ética de Θελημα. Eles são os obstáculos tradicionais ao sucesso no Yoga tanto quanto na Magia(k).

Agora, na prática, na vida quotidiana, esta abnegação está sempre aparecendo de repente. Não apenas você insulta o seu irmão Rei através do seu “nobre auto sacrifício”, mas também está prestes a interferir com a Verdadeira Vontade dele. “Caridade” sempre significa que a alma sublime que a concede está realmente, profundamente, tentando escravizar o recebedor da sua doação bestial!

Na prática – eu começo de novo – é quase inteiramente uma questão de ponto de vista. Aquele pobre companheiro parece dar a impressão de que uma farta refeição não iria lhe fazer mal; e você joga para ele uma meia coroa[6]. Você ofende o seu orgulho, você o empobrece, você se torna um indivíduo grosseiro, e você vai embora com um entusiasmo de ter feito sua boa ação para este dia. Está tudo errado. Neste caso, você deveria fazer com que o pedido se tornasse um favor. Digamos que você está “morrendo de vontade de conversar com alguém, e que ele gostaria de acompanhá-lo até um local para almoçar” no Ritz, ou em qualquer outro lugar onde você sinta que ele se sentirá mais feliz.

Quando você puder fazer este tipo de coisa tal como deveria ser feito, sem constrangimento ou falsa timidez, de todo o coração nas suas palavras – simplesmente faça, para resumir – você se encontrará a caminho da estrada que leva àquela república republica real que é o ideal da sociedade humana.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fraternalmente,

666

P.S.: Deixe-me insistir que a “pena” é quase sempre uma impostora. Ela é o consolo psíquico para o medo, o “homem deplorável” é realmente um homem que inspira piedade! Pois tal é a sua covardia que ele não ousa encarar o seu medo, mesmo na imaginação!

P.P.S.: No dia seguinte no qual escrevi o pós-escrito acima, por acaso encontrei um exemplar de O Ministério do Medo de Graham Greene – após uma longa busca. Ele salienta que a pena é uma emoção madura; os adolescentes não a sentem. Exatamente; mais um passo e ele teria chegado ao meu próprio ponto de vista como declarado acima. Ela é a gêmea da “responsabilidade moral”, no sentido de culpa ou pecado. A fábula hebraica do Éden e da “Queda” é claramente concebida. Mas lembre-se que a serpente נחש é equivalente ao Messiach, משיח, o Messias. O מ é o “Enforcado”, o pecador; e é redimido através da inserção do י Fálico.

P.P.P.S.: Uma coincidência interessante. Exatamente quando eu estava revisando esta carta, a senhora que eu tinha acabado de contratar para me ajudar com uma parte do meu trabalho me irritou a tal ponto que os meus gritos ficaram tão atrozes que a vila jamais dormirá novamente tão suavemente quanto de costume. Eles romperam o firmamento em vários lugares; e embora remendos invisíveis fossem imediatamente aplicados, percebe-se que ele nunca mais terá a sua integridade original.

E por quê? Simplesmente por causa da ansiedade dela em me agradar! Ela me perguntou se poderia fazer algo; Eu disse “Sim”; ela então continuou pedindo o meu consentimento, explicando o motivo de ela ter feito o pedido, se desculpando pela sua existência!

Ela não conseguia entender que tudo o que ela tinha de fazer era tentar e satisfazer a si mesma – a parte mais elevada de si mesma – para estar segura da minha plena satisfação.

P.P.P.P.S.: “Porém pelo juramento da A∴A∴; não estamos você—nós—todos decididos a melhorar a raça, não importa o quanto custe a nós mesmos!”.

Puro egoísmo, filho, com previsão! Eu quero um lugar decente para morar na próxima vez que voltar. E uma escolha maior de veículos de primeira classe para a minha Obra.

Publicado originalmente no http://www.thelema.com.br/espaco-novo-aeon/ensaios/egoismo/

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ego%C3%ADsmo-por-aleister-crowley

Os Oito Trigramas

“O Ilimitado gera o limitado, isto é o absoluto (Taiji). O Taiji gera as duas aparências, o yin e o yang. As duas aparências geram as quatro imagens, pequeno yin, grande yin, pequeno yang, grande yang. As quatro imagens agem sobre os oito trigramas, e oito vezes oito resulta em sessenta e quatro hexagramas”.

Esta é a tradução de um pequeno poema composto por Fu Hsi, tido como o criador do I Ching, para explicar as suas relações.

Os oito trigramas são refinamentos do Taiji, o yin e o yang, e por isso também se encontram em constante movimento. Combinados, eles formam os sessenta e quatro hexagramas que pautam a consulta oracular. Por isso, é importante estudar o seu significado, seu simbolismo e suas relações, pois é através da interação entre os dois trigramas e de suas linhas (que podem ser móveis ou fixas) que obtemos a interpretação do hexagrama.

Para hoje, reservo apenas a análise dos trigramas.

 Céu (Ch’ien), o Criativo – Três linhas yang representam o Céu. Este trigrama significa o Pai, o Criador, o Céu, o começo da criação, a força, a elevação espiritual. É o trigrama que contém o máximo de energia yang. Está associado ao movimento Metal (agora que vocês já sabem que os cinco elementos chineses não são elementos, mas movimentos, passarei a usar esse termo), pois o Metal, para os chineses, está associado também às pedras preciosas que são geradas no seio da terra, como o cristal que, se polido, é claro e transparente, e que representa o processo de transmutação.

 Lago (Tui), a Suavidade – Uma linha yin sobre duas linhas yang representam o Lago. Este trigrama significa a Filha mais Nova, a Alegria e a Suavidade. Está associado ao movimento Metal, pois a sua imagem representa um espelho: a linha yin no topo é a água que reflete o céu, representado pelas duas linhas yang abaixo. Da mesma forma que um espelho apenas reflete o que existe, seja bom ou ruim, o Lago também associa-se ao pântano.

 Fogo (Li), a Luminosidade – Uma linha yin cercada por duas linhas yang representam o Fogo. Este trigrama significa a Filha do Meio, o Sol, a Luz que a todos ilumina. Está associado ao movimento Fogo, e sua imagem representa o Sol que brilha no meio do Céu.

 Trovão (Chen), o Incitar – Uma linha yang debaixo de duas linhas yin representam o Trovão. Este trigrama significa o Filho mais Velho, o Incitar, o movimento ascendente. Está associado ao movimento Madeira, pois a sua imagem é a de uma semente que germina debaixo da terra, representada pelas duas linhas yin no topo do trigrama.

 Vento (Sun), a Serenidade – Uma linha yin debaixo de duas linhas yang representam o Vento. Este trigrama significa a Filha mais Velha, a Serenidade, o Vento que Penetra em todas as frestas e alcança a todos. Está associado ao movimento Madeira, pois o vento só é perceptível quando dobra suavemente os galhos das árvores.

(A Madeira é o que une o Céu com a Terra, e tanto o Trovão quanto o Vento fazem essa ligação: o Trovão é a energia yin da semente que sobe, o Vento é a energia yang do Céu que desce).

 Água (Kan), o Abismo – Uma linha yang cercada por duas linhas yin representam a Água. Este trigrama significa o Filho do Meio, a Lua, a água em movimento, o Abismo, o Perigo. Está associado ao movimento Água, e sua imagem representa a água que corre pela Terra, pelas rochas e pelos desfiladeiros, daí conotando perigo.

 Montanha (Ken), a Quietude – Uma linha yang no topo de duas linhas yin representam a Montanha. Este trigrama significa o Filho mais Novo, a Quietude, a Parada, o Repouso. Está associado ao movimento Terra, e sua imagem representa a Terra elevando-se aos Céus.

 Terra (Kun), o Receptivo – Três linhas yin representam a Terra. Este trigrama significa a Mãe, a Vida, o Receptivo, a Terra que recebe a energia Criativa para dar frutos. Está associado ao movimento Terra e contém o máximo de energia yin.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/os-oito-trigramas/