A Magia do Fogo – Marco Vazquez

Bate-Papo Mayhem 213 – 31/07/2021 (Sabado) Com Marco Vazquez – A Magia do Fogo

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Magia Enochiana: Um breve resumo

Visa este trabalho uma breve introdução ao sistema magicko conhecido como Magia Enochiana, direcionado aos iniciantes que desejam conhecer as bases do mesmo antes de lançar-se a um estudo mais profundo do mesmo. Serão apresentados um breve histórico, o alfabeto, técnicas de pronúncia, as Tábulas, uma visão geral das entidades envolvidas e um rápido resumo das técnicas.

Histórico

A Magia Enochiana é um poderoso sistema mágico (não uma Tradição, deve-se notar) que utiliza uma antiga linguagem apresentada ao homem moderno pelo mago John Dee e pelo sensitivo Edward Kelly no século XVI. Utilizando-se de uma coleção de cristais e pedras Kelly comunicou-se com formas de inteligência angélicas, enquanto Dee dirigia os experimentos, cuidava dos procedimentos e anotava os resultados de cada seção. Desta forma a linguagem Enochiana – base deste sistema mágico – foi descoberta (ou talvez, redescoberta). Posteriormente este sistema foi ampliado por Aleister Crowley pela revelação de suas correspondências planetárias e numéricas, o que possibilitou a criação da Gematria Enochiana.

É importante ressaltar que as entidades angéllicas com as quais se lida na Magia Enochiana não correspondem per si nem à concepção popupar de anjos nem à cabalística. Não podemos pensar nos Anjos Enochianos como as figuras contemplativas e sem Vontade que são os anjos cabalísticos. E sob hipótese nenhuma pode-se pensar neles como as criaturas patéticas ditas “anjos” de certos ramos dos movimentos “New Age”. Para todos os meios e fins são consideradas entidades particulares com cuja lida deve ser cuidadosa. Um Anjo Enochiano é uma inteligência antiqüíssima,.estas entidades representam energias poderosas as quais não se devem tratar levianamente.

O Alfabeto Enochiano

Este representa a linguagem angélica que foi transmitida a Dee e Kelly, sendo tão poderosa que teve seus nomes anunciados de trás para diante, de modo a prevenir a conjuração acidental de algumas entidades. Acreditava-se que a simples pronúncia do nome desta entidade seria suficiente para conjurá-la, ou pelo menos algum aspecto seu. Esta linguagem foi denominada “Enochiano” por causa do patriarca bíblioco Enoch, o qual dizia-se ter “caminhado com Deus”. Este também era o nome de um grupo de adeptos que praticavam o ocultismo durante a Idade Média. Segue abaixo uma tabela apresentando este alfabeto:

 

Deve-se perceber que, de conformidade com o trabalho de Crowley conforme já dito, cada letra apresenta sua correspondência planetária, elemental e nos Arcanos Maiores, além de seu valor Gematrico.

Para a utilização deste sistema mágico é imprescindível a correta pronúncia dos nomes e fórmulas. Há uma certa semelhança entre a pronúncia deste idioma e a do Hebraico, sendo quem, por uma facilidade (muitas vezes gráfica) normalmente utilizam-se os caracteres latinos correspondentes. As dez principais regras de pronúncia são:

1. A maioria das consoantes possuem um e ou um eh adicional. Por exemplo, a letra b (B) pronuncia-se beh e a letra k (K) é pronunciada como keh.

2. A maioria das vogais pronuncia-se com um suave h ao final. Exemplos: a (A) é pronunciada ah e e (E) pronuncia-se eh.

3. A palavra enochiana sobha (SOBHA) é pronunciada em três sílabas:

*

 

*

SO (SO)– soh

*

B (B)– beh

*

HA (HA)– hah

Esta é uma regra geral para as palavras.

1. A letra g (G) tanto pode ser pronunciada como um gu (como em “gato” ou “guerra”) ou como um j (como em “gelo” ou “giz”).

2. As letras I e Y possuem o mesmo caractere: i. Desta forma elas podem ser trocadas por terem a mesma pronúncia. O mesmo ocorre com as letras V e U (v). Quando em representação latina, as letras J e W raramente são utilizadas.

3. A letra x (X) pode possuir o som de um s (como em “samekh”) ou de tz (como em “tzaddi”).

4. A letra s (S) tanto pode ser pronunciada como ess quanto como seh.

5. A letra r (R) possui tanto a pronúncia de rah quanto a de reh e de ar.

6. A letra z (Z) é pronunciada como zeh mas pode ser trocada com a letra s (S).

7. A vogal i (I) pronuncía-se í, como no Português.

De uma forma genérica, quando se trata de Enochiano a pronúncia das palavras assume uma forma fluida, passando de sílaba para sílaba sem uma sensação de “quebra”. Há quase que a idéia de uma canção, um ritimo. Raramente uma palavra Enochiana possuirá um som áspero. Quando se tratam de nomes de entidades o ideal é que cada nome flua em um único fôlego.

Algumas palavras possuirão mais de uma pronúncia possível. Isto ocorre por serem proveniente das Tábulas Enochianas, que contém mais de uma letra em cada uma das células. Como uma regra geral, a pronúncia deverá incluir todas as letras. Caso não seja possível fazê-lo, deve-se utilizar a letra de cima.

Alguns nomes não deverão ser apenas pronunciados, mas sim “vibrados” – especialmente durante invocações. Esta “vibração” deve ser efetuada como o som ocupando não apenas a boca do invocador mas todo o seu peito, extendendo-se para os membros e a cabeça. Quando verbalmente “vibrados” os nomes devem também possuir uma projeção mental e espiritual. Para que tal se de, o invocador deve estar em plena concentração.

Procedimentos

Dentro do sistema de magia Enochiano compreende basicamente dois tipo de operações mágickas: a invocação dos espíritos e a viagem astral. Ambos os tipos têm sido utilizados com a mesma eficácia. Deve-se lembrar que este sistema funciona por ser esta a Vontade do magista; ou seja faz-se aqui necessária uma intensa disciplina de forma a que a determinação da Vontade possa ser apartada do capricho.

Estas invocações ou viagens astrais, de uma forma ou de outra, envolvem o deslocamento através dos Planos Cósmicos. O conhecimento destes Planos é um ponto central no estudo de Magia Enochiana, complementar ao da linguagem. Tal como na doutrina cabalística, no sistema Enochiano a divindade expressa-se dos Planos mais altos para os mais baixos, “adensando-se” ao descer. Esta estrutura é apresentada na tabela seguinte, que apresenta as divisões cabalísticas dos Planos e suas correspondentes Enochianas (com os corpos nelas assumidos).

 

 

Um lembrete interessante é que não necessitamos, por quaisquer operações especiais, criar os corpos usados em cada plano, uma vez que já os possuímos todos.

Mais do que as divisões de Planos encontradas nos sistemas mágicos tais como o da Cabalá, que vê estes Planos como esferas concêntricas, o sistema Enochiano divide-as em treze sub-planos ou zonas, denominadas Aethyrs.

O Sistema Enochiano define que em cada um dos planos existe a presença de uma chamada Torre de Vigia. As quatro Torres de Vigia correspondentes aos quatro elementos físicos (terra, água, ar e água) circundam nosso plano, cada uma em um diferente Plano Cósmico. Por sobre estas Torres há uma área chamada de Tableta da União, que ocupa o Plano Espiritual acima do Abismo.

De forma a permitir o estudo das Torres e sua hierarquia, Dee e Kelly criaram um tábulas quadrangulares, representativas de cada uma das Torres e da União. Estas tábulas representam o fio condutor do sistema de magia Enochiana, sendo uma representação do Cosmo, tal como a Árvore da Vida. Todos os nomes de todos os Anjos e suas hierarquias podem ser encontradas nestas tábulas. Os Aethyrs podem ser vistos como quadrados concêntricos circundando as Torres, sendo que cada quadrante possui uma complexa representação interna dos entrelaçamentos dos elementos físicos.

Um estudo completo destas estruturas vai muito além do propósito deste resumo, entretanto deixaremos aqui uma pequena idéia deste todo.

As Tábulas

Deve-se saber que assim como cada uma das tabletas representa um dos elementos físicos, estas quatro podem ser unidas em uma Grande Tábula, através de uma cruz unificadora. Esta cruz, quando rearranjada na forma de um quadrado forma a Tableta de União, representando o Espírito. Devido a esta estrutura interna, forma-se uma hierarquia de entidades relativas a cada elemento. Os graus hierárquicos são: Nomes (ou Nomes Sagrados), Reis (ou Grandes Reis) e Senhores.

Os Nomes Sagrados são obtidos na coluna central, chamada “Linea Spiritus Sancti”. Os nomes dos Grandes Reis são obtidos a partir do centro de cada tableta e formando-se uma espiral. E os nomes dos Senhores são obtidos na linha central e nas duas colunas centrais de cada quadrante, lendo-se de dentro para fora. Por uma questão de precaução estes nomes serão omitidos deste estudo. Há de se saber, entretanto, que não basta o conhecimento dos nomes destas entidades angélicas. Para um efetivo uso da Magia Enochiana é fundamental o conhecimento das características de cada uma destas entidades, obtidas através da Gematria Enochiana e do conhecimento do significado de cada um dos nomes. Tal conhecimento proporciona não apenas a ciênca de qual das entidades deve ser contatada mas quais as imagens mentais deverm ser utilizadas durante a operação mágica.

Através de estudos mais aprofundados das Tábulas, outras hierarquias podem ser encontradas. A estas hierarquias, por uma questão de conveniência foram dados os nomes de: Kerúbicos (Querubins), Arcanjos e Anjos Menores. Foram também encontradas evidências de criaturas às quais denominaram-se Demônios Enochianos.

Rituais de Invocação

Cada grupo de entidades angélicas possui uma forma ritual própria para invocação/banimento, baseadas nos hexagramas elementais. Por exemplo, um ritual de invocação Enochiano para as Entidades Superiores segue a seguinte base:

Preparação

1. Determinação do Rei ou Senhor a ser invocado (tradicionalmente não se invocam Nomes), dependendo do propósito do ritual de Invocação.

2. Determinação, na Tábula correspondente, do elemento e signo planetário relativos à entidade (no caso de Reis, todos os seis signos planetários são utilizados).

3. Memorização da pronúncia de todos os nomes envolvidos (Nome, Rei e, dependendo, Senhor).

4. Verificação do(s) hexagrama(s) a serem utilizados.

5. Posicionamento face à Torre de Vigia adequada (ar = leste, água = oeste, terra = norte, fogo = sul).

Invocação

1. Traçagem no ar dos hexagramas apropriados com a Varinha, começando no vértice correspondente ao planeta daquele Senhor ou no topo se for um Rei fazendo o movimento em sentido horário.

2. Como os hexagramas completos, repetir o Nome e o nome do Rei envolvidos e, conforme o caso, do Senhor. Conçentração nas características daquela entidade

Banimento

1. Trace os mesmo hexagramas do ritual de invocação, mas agora em sentido anti-horário.

Há também formas rituais para invocação de Querubins, Arcanjos e Anjos Menores, que não apresentaremos para não extender por demais este trabalho.

Rituais Astrais – Visão Espiritual

Muitas vezes um magista fica frustrado por não perceber manifestações mais diretas da entidade sendo invocada. Isto deve-se ao fator limitante do Paradigma. Entretanto há uma forma de se eliminar este fator. Para isto deve-se reduzir o âmbito de realidade ao próprio magista. Ou seja, ao invés de se invocar uma entridade não-terrena para nosso plano o magista vai até o plano da entidade. A isto Dee e Kelly chamaram “Visão Espiritual”; ou como dir-se-ia hoje, viagem astral.

Três formas de trabalho podem ser utilizadas, a saber:

1. Visualização: método mais recomendado a iniciantes, lembra a clarividência. Basicamente utiliza simbolismos e meditação para ativar a visão interior, de forma a se obter as visões correspondentes às Tábulas e quadrantes.

2. Viagem astral: utiliza as técnicas de projeção astral para lançar o magista aos Aethyrs.

3. Ascenção: forma mais avançada da técnica anterior, é fortemente recomendada apenas para magistas de grande experiência. Similar à projeção astral mas com uma vivência mais profunda.

Para facilitar o trabalho mágico, Dee e Kelly prepararam também uma série de Chamadas (ou Chaves), a serem utilizadas. São em número de 49, sendo que a primeira (numerada como 0) não possui palavras e é usada com o intento de se limpar a mente para o ritual. A mesma chave é utilizada para todos os Aethyrs, sendo apenas acrescentado o nome do Aethyr que se deseja alcançar. Na Chamada este nome costuma ser deixado em branco para que o magista preenchao-o com o nome adequado às suas necessidades.

Conclusão

O sistema de Magia Enochiana é uma forma poderosa de experiência mágicka. Seu estudo é compensador a todos aqueles que desejam ampliar seus conhecimentos neste campo. Muitas outras correlações podem ser encontradas nos estudos das Tábulas, como aquelas entre Aethyrs e a Árvore da Vida ou as correspondências entre as entidades angélicas e o panteão egípcio.

Não é uma forma de estudo simples mas com certeza é surpreendente a cada descoberta e pode ser uma ferramenta inestimável para o magista.

Fra. Horus Episkopos, O.T.O. – Brasil / Oasis Quetzalcoatl

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/magia-enochiana-um-breve-resumo/

Krampus

a parte no natal que preferimos esquecer

Todo dia 25 de dezembro ele viaja pelo mundo, entrando em todas as casas. Ele sabem quem foi bonzinho e quem foi malvado – ele perde tempo para checar a lista duas vezes – e não liga a mínima para os bonzinhos.

A figura do Papai Noel hoje é talvez uma das mais conhecidas no ocidente, para as crianças é ele que traz os presentes, para os adultos é o garoto propaganda da Coca-Cola ou uma opção de fantasia em uma sex shop, para os Xamãs ele é o Grande Espírito Rena que viaja em transe pelos céus em um trenó, usando um gorro vermelho pontudo, sendo puxado por renas voadoras; independente de sua cultura ele se tornou um fenômeno popular que tem um papel a cumprir. E é um papel estranho.

Pense. Papai Noel passa a ano fabricando presentes e investigando a vida de todos. Ele precisa saber quem foi bom para ser recompensado. Mas e se você não foi bom? E se foi uma pessoa com altos e muitos baixos. Foi desagradável, mesquinho e egoísta?

De fato, parece que uma figura que só recompensa e não pune não tem muito propósito. Claro, as crianças acostumadas a ganhar presentes podem se sentir mal, ficar tristes, dar chilique se não ganham nada, mas isso não é exatamente uma punição certo? Papai Noel não deveria sujar as mãos e de fato punir quem não entrou na lista dos bonzinhos?

Claro que não! Ele não precisa sujar as mãos porque já existe quem faça isso. Uma figura tão horrível e nefasta que assustou a própria Igreja Católica, e fez com que ela tentasse a todo custo sumir com esse “policial mal” do natal.

Imagine a cena: é noite, você está na cama tem 12 anos de idade. Ouve estalos, alguém anda pela casa. Você se levanta – é véspera de natal – e, pé ante pé, vai até a sala, para tentar pegar o bom velhinho com a mão na massa. Quando chega na porta e olha para a árvore vê uma criatura com mais de dois metros de altura, com chifres, andando nua. O som de passos eram de seus cascos raspando a madeira, seu corpo, coberto de pêlos escuros e sujos fede, ele carrega correntes enferrujadas enroladas no corpo e assim que te vê põe a língua pontuda para fora. Em uma das mãos ele carrega uma vara e começa a vir na sua direção. Neste momento você percebe, apesar da tenra idade, que não devia ter cortado os cabelos da Barbie da sua irmã e que você nunca mais vai ver seus pais.

Se sua imaginação é vívida, parabéns, você acabou de conhecer o Krampus.

O nome Krampus, também escrito Grampus as vezes, se deriva da antiga palavra germânica “garra”. Na Austria ele é chamado de Klaubauf, em outros países e áreas rurais da europa o conhecem como Bartl, Bartel, Niglobartl, e Wubartl.

O Krampus é uma figura antiga na europa, as menções mais antigas precatam o cristianismo na Alemanha. Suas características físicas são semelhantes às dos sátiros da mitologia grega. Na noite conhecida como Krampusnacht, celebrada no dia 5 de dezembro, na Áustria, Itália e outras paisagens européias, hordas de demônios corriam pela noite, intoxicados, carregando tochas, terrificando crianças e adultos, era a Krampuslauf.

Com a chegada do Cristianismo a Igreja começou seu combate a essa criatura, proibindo qualquer menção a ela, a Krampusnacht ou a Krampuslauf. E até o início do século XX, o Krampus foi sufocado, quase foi esquecido; mas todos aqueles que vivem ou viveram no inferno aprendem a ser pacientes, e depois de décadas o Krampus começa a aparecer novamente e mais forte do que nunca.

Para muitos tanto o Krampus, quanto São Nicolau ou mesmo o Papai Noel podem ser mitos, ou apenas figuras comerciais que perderam mesmo seu status de arquétipo cultural, mas nem todos pensam assim.

Nos últimos 3 anos, o projeto Morte Súbita Inc. desejou trazer mais do que um mero artigo sobre mais uma mitologia européia para você e, por isso, enviamos o Prof. Alberto Grosheniark, nosso especialista em deontologia européia freelancer, para vários países nos meses de novembro e dezembro para nos trazer essa criatura, ou ao menos um relatório mais atual de sua existência.

“Para entender o que é, e principalmente o que se tornou, o Krampus, é mister compreender esta celebração a que chamamos Natal”, começa explicando o professor, passemos a ele então as rédeas do texto.

O Nascimento do Natal

É patente que nos dias moderno as celebrações natalinas não passam de um marketing capitalista, uma forma de se conseguir mais lucros do que em qualquer outro mês do ano. Mas essa realidade está presente, obviamente, nas grandes capitais, cidades infladas pelo comercio e que vivem do dinheiro gerado. Longe desses centros urbanos e comerciais o Natal volta a assumir suas características mais religiosas e sociais, famílias se reúnem, freqüentam igrejas, etc.

Este é um exemplo claro e muito interessante de um mecanismo de transição cultural de festividades. Por um lado pessoas desesperadas para gastar seus salários em produtos que elas sabem, serão liquidados por valores mais baixos nos dias que se seguem ao natal. Por outro pessoas menos urbanizadas que ainda vivenciam o espírito natalino. Perceber como uma celebração se transmuda em outra nos mostra como o Natal se formou em seus primórdios.

O Natal foi criado, sim, criado, pela Igreja Católica para celebrar o nascimento de Cristo. A própria palavra Natal se deriva de Natalis, do latim, que se origina do verbo nascor – nasceria, nasci, natus sum – que tem o sentido de nascer. É a mesma origem do Natale italiano, do Noel francês, o Nadal catalão e do natal castelhano, que acabou evoluindo para navidad – com o sentido do nome de um dia religioso.

Quando enfatizei a criação da festividade, não desejava implicar que muitos acreditavam que ela existisse desde os primórdios da humanidade e sim que ela foi desenvolvida de forma anacrônica com uma finalidade bem determinada. Natal seria o nascimento de Cristo, mas foi instituído apenas no século IV. A primeira celebração natalina que se tem notícia hoje ocorreu em Roma no ano 336 d.C – apesar de algumas evidências que apontem para a Turquia pelo menos 2 séculos antes. O ponto é que o Natal só passou a ser atribuído a Cristo ao menos 300 anos depois de sua suposta existência.

Não há evidências hoje que Cristo tenha sido mais real do que o Dr. Griffin ou Roderick Usher. Duramente perseguidos por onde quer que passassem, os cristãos começaram a ser tolerados no decurso do século IV e em breve se tornariam a religião oficial do estado. Teodósio, o imperador romano, por esta época, já ajudava a organizar as estruturas territoriais da nova igreja. Por que criar uma festividade que exaltasse um homem que era praticamente um agitador comunista quando a instituição passava a ganhar poder político que bateria de frente com os supostos ensinamentos de Cristo?

Devemos nos atentar que os primeiros concílios religiosos visavam eliminar aquilo que consideravam heresias entre os cristãos; foi formulada a doutrina da trindade, colocou-se a questão da relação entre as naturezas humana e divina de Cristo definindo-se que era “perfeito Deus e perfeito homem” e que Maria era Theotokos – Aquela que portou Deus – e não Christotokos – Aquela que portou Cristo. As maiores discussões teológicas, em contrapartida à de cunho administrativo, tinham a ver com a divindade de Cristo, tentando limpar de sua figura qualquer aspecto humano. Por que perder tempo então festejando algo tão mundano quanto seu nascimento “na carne”? Sua vida teve inúmeros pontos que logicamente teriam mais força popular como o início de seu ministério, seus milagres, sua ressurreição, sua subida aos céus. O nascimento é justamente o aspecto mais humano de sua vida. Por que haveria de se tornar então a festa mais conhecida e celebrada de todas?

A existência de Cristo sempre foi um assunto que, inclusive, poderia complicar a Igreja Cristã. Seus ensinamentos eram anti-autoridade, anti-institucionais. Se não fossem as cartas de Paulo de Tarso, não haveriam sequer bases para a fundação de uma igreja, e nessas cartas Paulo deixa claro que aquilo que escreve são opiniões suas e não inspirações procedentes de Deus. Além disso os primeiros cristãos não celebravam o nascimento do Nazareno pois consideravam a comemoração de aniversário um costume pagão.

Para entender o Natal devemos recuar no tempo e nas culturas humanas.

Dia 25 dezembro

Não há como como discutir celebrações de Dezembro sem nos atentarmos ao solstício. Praticamente todo texto sobre o assunto o reduz a celebrações solares de povos primitivos.

O Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Como todo fenômeno astronômico ele não tem um dia fixo para ocorrer – geralmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul e 22 de Dezembro no hemisfério norte. No dia do solstício, uma derivação latina das palavras sol e sistere – “que não se move” – o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Hoje acredita-se que povos primitivos, ao notarem que o Sol não se movia no céu e que aquele era o dia mais curto do ano, lhe atribuíam grande importância, o associando, de modo geral, simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

Bem, por mais que abusemos de nossa fé em relação aa inocência dos povos antigos, não faz sentido acreditar que culturas capazes de, em uma época sem dispositivos digitais, anotar com tanta precisão as posições de corpos celestes e a duração da claridade do dia, se degenerariam em culturas que simplesmente acreditavam que o solstício era o renascimento e morte de algo e então voltariam a evoluir para atribuir esse nascimento e morte a algum Deus.

A crença que temos hoje é a de que em certas regiões, bem próximas do pólo norte, no solstício de inverno o sol desaparece da linha do horizonte, justamente por causa da sua inclinação aparente para o sul. Para quem vive nessa região, o sol fica dias sem nascer, trazendo, portanto, uma noite longa. Conhecendo, então, o “sumiço” aparente do sol em certas regiões, fica fácil entender como surgiu o culto ao sol. Dai basta ver qual a representação arquetípica do sol em diferentes culturas – o deus greco-romano Apolo, considerado como “Sol invicto” e seus equivalentes entre outros povos, Ra o deus egípcio; Utu dos babilônicos; Surya da Índia; assim como também Baal e Mitra. Todos estes e as Saturnálias, deram origem ao dia 25 de dezembro, como o dia do sol.

O único problema com essa teoria preconceituosa é que nem o solstício nem as Saturnálias ocorriam no dia 25 de dezembro.

Então o que teria de interessante este dia específico do ano?

Bem, para início de conversa, este dia só passou a existir, como o conhecemos hoje em 1582, com a criação e instituição do Calendário Gregoriano, o calendário atribuído ao Papa Gregório XIII que visava corrigir o antigo Calendário Juliano que tinha uma contagem imprecisa dos dias do ano – quando foi instituído o calendário gregoriano, seu antecessor já apresentava uma discrepância de 10 dias que “não existiam”.

Como segundo ponto veja a seguinte lista e veja se nota algo em comum:

  •  Prometeu, aproximadamente no alvorecer da humanidade
  •  Osiris, aproximadamente 3000 anos antes de Cristo;
  •  Hórus, aproximadamente 3000 anos antes de Cristo;
  •  Átis de Frígia, aproximadamente 1400 anos antes de Cristo;
  •  Krishna, aproximadamente 1400 anos antes de Cristo;
  •  Zoroastro, aproximadamente 1000 anos antes de Cristo;
  •  Héracles, aproximadamente 800 anos antes de Cristo;
  •  Mitra, aproximadamente 600 anos antes de Cristo;
  •  Tammuz, aproximadamente 400 anos antes de Cristo;
  •  Hermes, aproximadamente 400 anos antes de Cristo;
  •  Adonis, aproximadamente 200 anos antes de Cristo;
  •  Dionísio, aproximadamente 186 anos antes de Cristo;

Todas essas figuras se mostraram seres excepcionais, tiveram tamanho impacto sobre a cultura onde viveram que se tornaram precursores de cultos. Eram seres de magia e ciência. Avatares. Todos eles nasceram dia 25 de dezembro. Todos eles enfrentaram as trevas e, mais importante, todos são portas.

Prometeu é um titã, filho de Jápeto e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio. Foi um defensor da humanidade, conhecido por sua astuta inteligência, responsável por roubar o fogo de Zeus e dá-lo aos mortais, assegurando a superioridade dos homens sobre os outros animais. Por causa disso foi acorrentado pelos deuses no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias um pássaro dilacerava o seu fígado que, todos os dias, se regenerava. Esse castigo devia durar 30.000 anos.

Osiris era um deus da mitologia egípcia. Oriundo de Busíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política. Osíris governou a terra (o Egito), tendo ensinado aos seres humanos as técnicas necessárias à civilização, como a agricultura e a domesticação de animais. É morto e então esquartejado por seu irmão. Seu corpo é reconstruído e ressuscitado, ele então tem um filho com sua irmã/esposa e passa a governar apenas o mundo dos mortos.

Horus é o filho póstumo de Osiris e Isis. Recebeu a missão de sua mãe de proteger o povo do egito de Set, o Deus do deserto, o assassino de seu pai. Após derrotar Seth se tornou o primeiro Deus nacional do Egito e patrono dos Faraós, conhecido como o filho da Verdade. Era visto como um falcão cujo olho direito era o sol e o esquerdo a lua e nesta forma era conhecido como Kemwer, o Negro.

Átis era o consort humano de Cibele, considerado por muitos um semi-Deus. No dia de seu casamento ele enlouquece e se castra. Depois de morto ressuscita e se torna um Deus da vegetação e fertilidade.

Krishna é retratado em várias perspectivas: como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de Vishnu ou ainda como a forma original e suprema de Deus. Krishna é o oitavo avatar de Vishnu. Teve um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, e a vida como príncipe, amante, guerreiro e mestre espiritual. Ao ser ferido mortalmente por uma flecha diz ao caçador que “tudo isso fazia parte do meu plano”. Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial.

Zoroastro foi um profeta nascido na Pérsia (atual Irã), fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo após receber a visita de um ser indescritível que se identificou como Vohu Mano, a Boa Mente. Foi abduzido por este ser e teve acesso ao conhecimento e à sabedoria.

Hermes era o Deus das fronteiras, transitando entre o mundo dos mortais e dos deuses.

Tamuz um deus da fertilidade e da vegetação, viajou ao submundo em busca de sua amada.

A lista prossegue. Hoje se sabe que o nascimento de muitas dessas figuras não ocorreu em dezembro, mas passaram a ser comemorado neste mês. Por quê?

 

Os Espancadores

Existem inúmeras criaturas correndo pelo planeta que, apesar de não possuírem relação entre si, podem ser agrupadas graças a sua natureza. São criaturas violentas cujo maior prazer parecer residir em assustar, punir ou simplesmente espancar os infelizes que cruzam seu caminho. O Barrete Vermelho que vive na Escócia e Inglaterra, que espanca até a morte suas vítimas. O Nain Rouge francês. Jack Calcanhar de molas na Inglaterra. O saci e o curupira na américa do sul, etc.

Algumas dessas criaturas são conhecidas por sua sazonalidade, algumas delas agindo no período que se encontra entre o início de dezembro e do final de janeiro.

  • O Belsnickel, um ser que se aparece envolto em trapos imundos e batidos, invade casas nas primeiras semanas de Janeiro para espancar crianças.
  • No dia 6 de dezembro, casas são visitadas pelo Knecht Ruprecht, que espanca crianças que não sabem rezar com um saco de cinzas.
  • A Grýla, uma gigante que visita casas na Groenlândia, durante a última semana de dezembro para seqüestrar e então cozinhar crianças.
  • No Japão, durance as últimas semanas de Janeiro o Namahage, armado de facas e palmatórias caminha pela rua em busca de crianças.
  • O Pai Espancador, caminha no dia 6 de dezembro espancando crianças na França e Bélgica.
  • Na Austria é Bertha que visitas as casas na última semana de Dezembro e primeira de Janeiro procurando crianças mal comportadas para lhes abrir o estômago, remover o intestino e o substituir com palha e pedras.

E dentre essas criaturas temos figuras como o Homem do Saco aqui no Brasil, ou o Krampus no Velho Continente. Hoje muitos o consideram apenas mais uma figura do enorme universo de criaturas que compõe a angústia Infantil, criaturas como a Cuca e o Boi da Cara Preta, que são evocados pelos pais para que as crianças se comportem. Apenas um mito que serve para manter os pequenos na linha. Mas isso não é verdade.

A figura do Krampus, como já foi discutida, é a de um ser bestial que vive nas áreas não civilizadas. Antes da chegada do moralismo Cristão o Krampus possuía um papel de iniciador. Em diferentes regiões da Alemanha, jovens eram enviados munidos apenas de um pequeno saco de provisões, para as áreas selvagens e desabitadas. Depois de um período que variava de jovem para jovem, ele retornava para sua vila ou aldeia, vestido como o Krampus, mostrando que havia encorporado este espírito na época em que viveu como um animal selvagem.

Quando a bravura e a resistência eram qualidades fundamentais para uma pessoa enfrentar as adversidade do meio, Krampus era um espírito temido, mas desejado pelas pessoas. Uma tradição não muito diferente dos Berserkes saxões, que matavam, se alimentavam e depois vestiam a pele de um animal – lobo ou urso – para se tornarem o animal e assim se tornarem adultos – os engraçados chapéus da guarda inglesa são um remanescente deste ritual de passagem.

O Krampus então, era uma presença real, uma presença que deixava a humanidade, o aspecto civilizado ou mesmo “domesticado” se preferir, do indivíduo para que se tornasse algo novo, mais selvagem, mais resistente. Claro que muitos não sobreviviam e muitos não conseguiam se tornar o Krampus, a garra, e simplesmente retornavam para a aldeia como meros humanos, em alguns casos em condição de vergonha.

Com o Cristianismo não veio apenas a crença em um único Deus, mas também uma série de rituais de iniciação, como o batismo, a crisma, etc. Os primeiros embates da Igreja com as crenças locais eram reencenações dos primeiros conflitos do Jeovah Judeu: Não haverão outros Deuses! E assim a Igreja Católica se valia de sua magia para liquidar outros Deuses.

Falar em Magia Católica não é exagero também. Ela foi uma das grandes responsáveis pelo surgimento dos protestantes, que não suportavam ver os ensinamentos de Cristo sendo proferido por “magos pagãos vestidos de padre”.

A Igreja passou a combater essas criaturas iniciáticas não apenas catequizando aqueles que as buscavam, mas criando uma magia mais poderosa. Isso chegou ao ponto de que em muitos lugares as pessoas acreditavam que um simples pedaço do pão usado no ritual de comunhão era o suficiente para curar doenças, espantar maus espíritos e curar o gado de qualquer mal que o afligisse.

Assim, a igreja passou a atacar não apenas a iniciação com o Krampus, mas todo e qualquer ato relacionado a ele como a Krampusnacht e a Krampuslauf.

Paralelo a isso a Igreja também buscou colocar seu próprio porteiro na porta que ligava mundos: Jesus Cristo. Mudando a data de seu nascimento para a última semana de Dezembro.

Claro que quando afirmo que o Krampus era uma figura real, uma presença real, não me refiro a um folclore ou a uma crença compartilhada, mas a uma entidade como eu e você. Krampus é algo físico, uma figura que poderia ser hoje descrita em termos de um elementar ou um semi-deus, como sátiros ou tantas outras figuras associadas com as crenças grego-romanas.

Para começar a acabar com essas figuras, a igreja começou primeiro a designar santos para as acompanharem, assim grande parte delas acabou tendo sua época de comunhão compartilhada com os festejos de São Nicolau e em pouco tempo passou a ser o “acompanhante” do santo. As pessoas não buscavam mais ao Krampus ou a outras figuras, e desta forma o “acordo” cultural que existia foi quebrado. O próprio Krampus passa a ser retratado e descrito como uma entidade presa a correntes.

Isso explica a atitude da grande maioria dessas figuras, buscar atacar especialmente crianças. Como o flautista que se viu logrado de seu pagamento, os antigos iniciadores partem em busca da maior riqueza dos povos, suas crianças. Mas esses ataques não seriam também gratuitos: o medo gera respeito, ainda mais se infligido durante a infância. Antes de cair nas garras intelectuais do cristianismo, os iniciadores buscariam comprovar sua existência às pessoas em uma época em que elas soubessem distinguir que as criaturas são reais.

Claro que mesmo assim, não havia como conseguir novamente pessoas buscando a iniciação, e tais entes ganharam um tatus de meros bichos-papões, sendo relegados à categoria de lendas.

 

A Volta do Krampus

Curiosamente justamente aquilo que o prendeu em correntes de lenda foi o que o trouxe de volta. Com o crescimento do Cristianismo, logo surgiram aqueles fiéis contrários à magia da Igreja. Julgavam que todo e qualquer ritual ou costume mágico era uma afronta a Deus e passaram a combater qualquer coisa que não a fé e a leitura da Bíblia. Nascia assim o protestantismo.

Os primeiros protestantes buscaram acabar com a Missa Católica, com o ritual de comunhão, com o Batizado, fizeram questão de mostrar que os padres eram pessoas comuns sem poderes e o Papa um mero enganador de todos. Eles proibiram o ritual de exorcismo, de crisma, de extrema-unção. Proibiam atos como abençoar o vinho e o pão, abençoar objetos, fossem sagrados ou não, a consagração de terrenos, construções ou qualquer coisa. Os feriados e comemorações católicas foram sendo combatidos, acusados de não passarem de costumes pagãos transvestidos de cristianismo. E assim o poder da Igreja começou a ser minado.

Não é surpresa ver que nos dias de hoje as comemorações dedicadas ao Krampus voltaram e não apenas na Europa. O Krampus hoje corre solto novamente, livre das amarras cristãs.

Visitei algumas dessas comemorações na Finlândia e na França e de fato rodas de demônios correm pelas cidades, embriagados por Krampus schnapps – um licor muito forte -, intimidando crianças e adultos. O aspecto iniciático se foi, hoje nossos rituais de maturidade estão mais ligados a possuir cartões de crédito e poder ter uma conta bancária do que provarmos sermos capazes de sobreviver à vida.

A Noite de Krampus tem início com algumas pessoas se vestindo com peles, botas pesadas e máscaras com chifres, armados de chicotes e varas. Eles visitam as casas, especialmente as que tem crianças, invadindo-as e correndo, assustando a todos. Então recebem o convite para beber, e o fazem. No fim da noite essas pessoas estão embriagadas e por vezes o número de feras “fantasiadas” ligeiramente maior, é então que a corrida de Krampus se torna mais violenta e fora de controle.

Seria muita inocência acreditarmos, quando observamos a balbúrdia causada por aquelas criaturas barulhentas, que todas elas são apenas pessoas com fantasias. Da mesma forma que as virgens da antigüidade recebiam os oráculos, ou que os praticantes do vodu haitiano se tornam cavalos para os deuses, muitas daquelas criaturas deixam de ser humanas, se é que já o foram. Mesmo nesta “Era de Razão” a figura do Krampus é temida como um folclore jamais seria. O governo Austríco chegou a proibir a tradição da Krampusnacht, na década de 1950 panfletos entitulados “Krampus é um Homem Mau” circulavam pelas cidades.

Hoje existem as Krampusfest, também chamada Kränchen, atendidas por mais de 300 pessoas, bêbadas, lascivas e fora de controle.

Os Krampuskarten

Apesar das proibições, no século XIX surgiram os cartões Krampus, eram como cartões postais que mostravam a criatura, geralmente acompanhados da mensagem: Gruß vom Krampus! (Saudações do Krampus)

Com o tempo a imagem do Krampus mudou, seu aspecto bestial foi lentamente mudando. As cenas onde ele ameaçava crianças começaram a ser subtituídas por imagens com um apelo mais sensual, onde o Krampus aparecia à volta com mulheres de curvas voluptuosas. Hoje em muitos cartões o Krampus surge como uma figura fofa e amável, como um pequeno cupido.

 

   

 

Com o fim de suas amarras o Krampus se viu livre para “expandir sua empreitada”, não apenas para o norte da Itália e o sul da França. Hoje o Krampus é celebrado na Inglaterra, Escócia, Estados Unidos. No México é conhecido como Pedro Preto. Logo as Krampusfest e a Krampusnatch serão celebradas como a noite de Halloween, e o Krampus voltará a correr não apenas por cidades, mas por todo o mundo.

por Albertus Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/krampus-a-parte-no-natal-que-preferimos-esquecer/

As Egrégoras e o Carvão

Já recebi este conto várias vezes por email, de diversas Ordens diferentes e acredito que se aplica a qualquer tipo de egrégora. começa mais ou menos assim:

“Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.

Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.”

(Autor desconhecido)

#Contos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-egr%C3%A9goras-e-o-carv%C3%A3o

Death Cult Armageddon, Dimmu Borgir

Dimmu Borgir, cujo o nome é uma referencia a “Entrada para o Inferno” segundo a cultura scandinavian poderá ser lembrada como a banda que salvou ou a banda que matou o Black Metal. “Matou” porque são grandemente acusados de mecantilisar o estilo e “Salvou” porque de uma forma ou de outra foram eles que, depois dos casos de violência dos anos 90 que quase levou o estilo a falência, carregaram a tocha do movimento adiante, sendo inclusive uma das poucas bandas norueguesas indicadas ao Grammy. Os membros da banda já disseram que suas letras nada tem haver com o culto ao diabo e que são apenas uma critica a hipocrisia ao status quo cristão. Por outro lado  suas músicas e estética falam por si só. Death Cult Armageddon é o mais novo petardo da banda.

O satanismo está tão presente neste album que o ouvinte quase pode tocá-lo. A começar pela primeira faixa Allegiance, aqueles que já conhecem os trabalhos anteriores do Dimmu Borgir perceberão que há algo diferente. A introdução dela ao invés de ser sinfônico – o que seria comum – foi substituída por efeitos eletrônicos. A impressão ao ouvir essa intro é de que algo está sendo torcido ou prensado por algum instrumento mecânico. Esses e outros tipos de efeitos sonoros; ou melhor, outros mecanismos sonoros, como de zumbido de abelhas, tiros, aviões, soldados marchando, além de narrativas são os elementos extras que o Dimmu Borgir adicionou ao seu som.

Se em “Puritanical Euphoric Misanthropia” Dimmu Borgir conseguiu tocar com instrumentos de música clássica, em Death Cult Armageddon a banda realmente tocou com uma orquestra. A quantidade de instrumentos e instrumentistas é bem maior que a do Puritanical. Agora a banda conta com a ajuda de mais instrumentos de sopro, isso deu uma atmosfera absurdamente sólida e impactante ao álbum. As orquestrações foram tão bem mixadas e compostas de uma forma tão pungente que às vezes chegam até a assustar. Esta ousadia musical afastou alguns metaleiros mais puristas, mas este sacrificio foi amplamente recompensado com a legiao de novos headbanger que surgiram das trevas.

Esse álbum não pode ser ouvido com o voume baixo. Ele tem é que ser apreciado no melhor aparelho que você tiver pra que o som seja o mais fiel e espantoso possível. Embora a orquestra tenha sido utilizada com bastante freqüência, alguns trechos foram feitos por sintetizadores, mas graças ao excelente tecladista Mustis, fica até difícil de distinguir qual parte se trata de uma orquestra real e qual é feita pelos teclados. Agora, saindo da parte clássica e indo para a parte metálica, aqui se deu efetivamente a entrada de Galder na banda. Nota-se claramente suas influências nas composições, que algumas vezes parecem com as do Old Man´s Child. Ele trouxe uma maior variedade de estilos. Ouve-se Thrash, Death, Black, Metal Tradicional e até um pouco de Industrial. Esse é com certeza o mais variado CD do Dimmu Borgir. Pode-se dizer que eles se distanciaram ainda mais do rótulo Black Metal e como disse o guitarrista Silenoz em uma entrevista, o som da banda está mais próximo de um Dark Metal Extremo. Seja como for, Satã esta lotando as casas e  regendo a orquestra.

Unorthodox Manifesto

 

The memories far beyond the reckoning
Have begun to lurk in the distance
Like visual objects dearly known
The grace of devils hands

As they walk with me like a medium
When I choose and require a burn-out
Resting in expanded malicious force
Drained for murderous weapons

Knowing where you stand
In the magnitude of this thought
Looking at the spirit of fire and flames
Enduring on the throne of the black heart

The memories far beyond the reckoning
Have begun to lurk in the distance
Like visual objects dearly known
The grace of devils hands

As they walk with me like a medium
When I choose and require a burn-out
Resting in expanded malicious force
Drained for murderous weapons

Knowing where you stand
In the magnitude of this thought
Looking at the spirit of fire and flames
Enduring on the throne of the black heart

A bringer of evil I am
And therefore also a carrier of light
As I use this focus through the dark
And face the sunshine in the dead end

Limitations do not exist
When you are ahead of the crowd
With the art of confidence
I reign at the throne of my soul

The value of this darkness unwinds
Travelling the other path
A hidden triumph
But obvious to the strong and wise

By understanding this reality
I remain in a twice-coloured cloud
With feet connected solid in the ground
And thus I get peace of mind

A bringer of evil I am
And also a carrier of light
As I use this focus through the dark
And face the sunshine in the dead end

A bringer of evil I am
And also a carrier of light
As I use this focus through the dark
And face the sunshine in the dead end

A bringer of evil I am
And also a carrier of light
As I use this focus through the dark
And face the sunshine in the dead end

Tradução de Unorthodox Manifesto
(Manifesto Não-Ortodoxo)
As recordações muito além do que parece
Começaram a espreitar ao longe
Como objetos visuais carinhosamente conhecidos
A graça de mãos demoníacas

Enquanto eles caminham comigo como um médium
Quando eu escolho e exijo algo perdido
Descansando em força maliciosa expandida
Drenada para armas assassinas

Sabendo onde você está
Na magnitude deste pensamento
Olhando para o espírito de fogo e chamas
Firme no trono do coração negro

Um portador do mal eu sou
E portanto também um mensageiro da luz
Enquanto eu uso este foco pela escuridão
E encaro a luz do sol no beco sem saída

Limitações não existem
Quando você está à frente da multidão
Com a arte da confiança
Eu reino no trono de minha alma

O valor desta escuridão se desata
Viajando pelo outro caminho
Um triunfo escondido
Mas óbvio para o forte e sábio

Pela compreensão desta realidade
Eu permaneço em uma nuvem bicolorida
Com os pés firmes no chão
E assim eu tenho paz de espírito

Um portador do mal eu sou
E também um mensageiro da luz
Enquanto eu uso este foco pela escuridão
E encaro a luz do sol no beco sem saída

 

Nº 14 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/death-cult-armageddon-dimmu-borgir/

A Preparação do Óleo de Antimónio

Rubellus Petrinus

No livro “Le Char Triomphal de l’Antimoine“, Retz, Paris, Basílio Valentim, descreve diversas preparações do antimónio e, entre elas, a do óleo de antimónio com vista à preparação da Pedra de Fogo.

A primeira operação para extrair o óleo de antimónio é pulverizar num pilão metálico de bronze ou de ferro, pelo menos um a dois quilos de estibina de boa qualidade que tenha uma grande percentagem de mineral.

Depois de reduzida a pó fino, passá-la por uma peneira de 60 linhas por cm. Deitar o mineral reduzido a pó fino num recipiente de vidro Pyrex e colocá-lo por cima de um fogão a gás de boca larga em banho de areia para o calcinar. Esta calcinação destina-se a remover o enxofre químico do antimónio e deverá ser feita com muita prudência com um grau de fogo adequado, mexendo frequentemente com uma colher de aço inoxidável com cabo longo como podereis na imagem. Se não mexerdes a matéria frequentemente formar-se-ão aglomerados do mineral com enxofre que tereis de moer novamente e voltar a calcinar.

Depois de bem calcinado o antimónio terá uma cor castanho claro e deixará de emanar o cheiro característico do enxofre químico. É uma operação demorada que requer muita paciência para ficar bem feita. Esta calcinação é a base de todo o trabalho, por isso, não tenhais pressa em executá-la.

Seguidamente, com este antimónio em pó bem calcinado como a Arte demanda procedereis à preparação do vidro de antimónio. Basílio Valentim nos textos antecedentes, indica que se deverá juntar ao pó de antimónio calcinado bórax.

Nós nunca o fizemos por este processo e utilizámos apenas o antimónio sem adição como ele refere no texto seguinte. Vimo-lo fazer na Filiação Solazaref e fizemo-lo nós também por diversas vezes em Portugal.

Deitar num bom cadinho de tamanho médio o antimónio devidamente calcinado até enchê-lo e depois colocar a tampa no cadinho. Colocá-lo num forno a gás por cima de um ladrilho refractário fazendo incidir a chama do maçarico no centro do cadinho.

De vez em quando, com uma tenaz, retirar a tampa do cadinho e verificar se o antimónio está fundindo. Quando estiver completamente fundido, com uma tenaz apropriada retirar a tampa e segurar o cadinho pelo meio retirando-o do forno.

 

Vazar cautelosamente o seu conteúdo por cima de uma chapa de cobre ou de uma pedra mármore. Depois de arrefecer, o vidro soltar-se-á facilmente da chapa de cobre ou da pedra mármore em placas as quais partireis em pequenos pedaços que guardareis num frasco de vidro de boca larga.

A cor do verdadeiro vidro de antimónio canónico feito sem adição de bórax é castanho avermelhado com pequenas manchas escuras como podereis observar na imagem. Colocando uma destas placas em frente de uma fonte de luz intensa como a do Sol é vermelho vivo por transparência.

Para fazer o óleo de antimónio é necessário moer o vidro num pilão de bronze ou de ferro tendo a precaução de colocar na face uma máscara apropriada para evitar respirar o pó fino que emana do pilão. Depois de moído é necessário passá-lo por uma peneira fina de pelo menos 60 linhas por cm.

Vejamos, agora, o que Basílio Valentim, nos diz na pg. 170, Capítulo VII, Da Maneira de Fazer o Óleo de Antimónio:

«Tomai do vidro de antimónio feito sem adição tanto quanto vos aprouvera; pulverizai-o subtilmente extraí-lhe a tintura com vinagre destilado e depois que tenhais tirado o vinagre e dulcificado o seu resíduo que é um extracto da tintura, com bom espírito de vinho e que tenhais extraído pela segunda vez, fechá-lo-eis bem num pelicano e fá-lo-eis circular durante um mês (quer dizer esta última extracção pelo espírito de vinho), depois desse tempo destilareis pura e simplesmente sem qualquer adição. E por esta simples destilação tereis um medicamento doce, agradável e admirável em forma de um belo óleo claro e vermelho com o qual se prepara a Pedra de Fogo. Este óleo é a verdadeira e melhor quintessência de antimónio que se pode obter, assim como eu já declarei no meu tratado anterior onde já fiz menção que havia quatro espécies de preparação ou de instrumentos para preparar a dita essência, e que a quinta preparação competia a Vulcano.»

Este texto descreve em linguagem espagírica própria da época como é preparado o óleo de antimónio a partir do seu vidro.

A primeira operação a executar é dissolver em “vinagre forte” (nós entendemos por vinagre forte o espírito de vinagre destilado do vinagre de vinho a 10º Baumé) o vidro de antimónio finamente moído. Esta operação apesar de parecer simples é necessário conhecer o “toque de mão” para a fazer eficientemente.

Para o efeito, devereis utilizar um circulador feito com um balão cónico ou esférico de 2 litros e outro de 500ml. como podereis ver na imagem em destaque no topo.

Deitar parte do vidro de antimónio finamente moído no balão e, por cima deste, o vinagre. Colocar o circulador num forno eléctrico à temperatura de cerca de 60ºC. Agitar circularmente o balão inferior para o pó de vidro se misturar bem com o espírito de vinagre.

Para facilitar a dissolução do vidro no espírito de vinagre agitar o circulador várias vezes ao dia. Quando a dissolução estiver bem saturada e de cor vermelha, agitar o balão inferior e retirai o superior. Deitar a dissolução num frasco de boca larga por meio de um funil com filtro. O pó de vidro não dissolvido ficará no filtro. Guardar o líquido tingido de vermelho num frasco de vidro escuro.

Retirar do filtro o pó de vidro e secá-lo à temperatura de 60ºC. numa cápsula de porcelana. Voltar a deitar este pó de vidro no circulador e, por cima, mais espírito de vinagre. Voltar a dissolver como antes para retirar toda a tintura do vidro.

Quando o vinagre não se tingir mais de cor vermelho intenso repetir a mesma operação mas não guardar o vinagre como antes se ele não tiver uma cor vermelha intensa. Neste caso retirar por filtragem o pó de vidro que separareis e adicionar-lhe outro pó de vidro recente.

Continuar com a mesma operação até retirar toda a tintura da vossa provisão de vidro de antimónio.

Seguidamente deitar toda a vossa provisão de vinagre tingido num alambique e destilar com fogo adequado à destilação do vinagre. Ter muita cautela quando a destilação se aproxima do fim. Retirar o caput do alambique com uma colher de madeira e secá-lo lentamente numa cápsula de porcelana entre 40-60ºC para lhe retirar toda a acrimónia.

Quando o pó que é um acetato estiver seco, colocá-lo num circulador (pelicano) e deitar por cima espírito de vinho soberanamente destilado a cerca de 98%. Deixar circular pelo menos um mês como o Mestre refere no texto.

Depois da circulação, o Mestre diz-nos: «…depois desse tempo destilareis pura e simplesmente sem qualquer adição. E por esta simples destilação tereis um medicamento doce, agradável e admirável em forma de um belo óleo claro e vermelho com o qual se prepara a Pedra de Fogo.»

Basílio Valentim não é bem explícito nesta parte do texto e dá-nos a entender que depois desta última destilação, já no final, sairá pelo bico do alambique “um medicamento doce e agradável”.

A tintura do antimónio mesmo depois de circulada com o espírito de vinho é tóxica e só perderá esta toxidade se passar pelo bico do alambique.

Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, não pudemos fazer esta última destilação e, por isso, não vos poderemos confirmar o resultado final desta operação. Fá-la-emos quando tenhamos condições de preparar o vidro de antimónio necessário o que implica termos condições para trabalhar na via seca.

No entanto, aqui ficam descritas as principais operações que fizemos bem como o respectivo modus operandi com as imagens para aqueles que tiverem condições laboratoriais para o fazer.

Deitar parte do vidro de antimónio finamente moído no balão e, por cima deste, o vinagre. Colocar o circulador num forno eléctrico à temperatura de cerca de 60ºC. Agitar circularmente o balão inferior para o pó de vidro se misturar bem com o espírito de vinagre.

Para facilitar a dissolução do vidro no espírito de vinagre agitar o circulador várias vezes ao dia. Quando a dissolução estiver bem saturada e de cor vermelha, agitar o balão inferior e retirai o superior. Deitar a dissolução num frasco de boca larga por meio de um funil com filtro. O pó de vidro não dissolvido ficará no filtro. Guardar o líquido tingido de vermelho num frasco de vidro escuro.

Retirar do filtro o pó de vidro e secá-lo à temperatura de 60ºC. numa cápsula de porcelana. Voltar a deitar este pó de vidro no circulador e, por cima, mais espírito de vinagre. Voltar a dissolver como antes para retirar toda a tintura do vidro.

Quando o vinagre não se tingir mais de cor vermelho intenso repetir a mesma operação mas não guardar o vinagre como antes se ele não tiver uma cor vermelha intensa. Neste caso retirar por filtragem o pó de vidro que separareis e adicionar-lhe outro pó de vidro recente.

Continuar com a mesma operação até retirar toda a tintura da vossa provisão de vidro de antimónio.

Seguidamente deitar toda a vossa provisão de vinagre tingido num alambique e destilar com fogo adequado à destilação do vinagre. Ter muita cautela quando a destilação se aproxima do fim. Retirar o caput do alambique com uma colher de madeira e secá-lo lentamente numa cápsula de porcelana entre 40-60ºC para lhe retirar toda a acrimónia.

Quando o pó que é um acetato estiver seco, colocá-lo num circulador (pelicano) e deitar por cima espírito de vinho soberanamente destilado a cerca de 98%. Deixar circular pelo menos um mês como o Mestre refere no texto.

Depois da circulação, o Mestre diz-nos: «…depois desse tempo destilareis pura e simplesmente sem qualquer adição. E por esta simples destilação tereis um medicamento doce, agradável e admirável em forma de um belo óleo claro e vermelho com o qual se prepara a Pedra de Fogo.»

Basílio Valentim não é bem explícito nesta parte do texto e dá-nos a entender que depois desta última destilação, já no final, sairá pelo bico do alambique “um medicamento doce e agradável”.

A tintura do antimónio mesmo depois de circulada com o espírito de vinho é tóxica e só perderá esta toxidade se passar pelo bico do alambique.

Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, não pudemos fazer esta última destilação e, por isso, não vos poderemos confirmar o resultado final desta operação. Fá-la-emos quando tenhamos condições de preparar o vidro de antimónio necessário o que implica termos condições para trabalhar na via seca.

No entanto, aqui ficam descritas as principais operações que fizemos bem como o respectivo modus operandi com as imagens para aqueles que tiverem condições laboratoriais para o fazer.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-preparacao-do-oleo-de-antimonio/

Armas de fogo: Desarmando Estatísticas

Uma informação errada repetida muitas vezes acabará por convencer a muitos de sua correção. Quanto mais autoridade detiver aquele que a repete, mais pessoas irá convencer. É portanto desolador quando um ilustre Ministro da Justiça, sobre cuja honestidade de propósito não pairam quaisquer dúvidas, torna-se arauto de informações equivocadas e, com base nelas, persegue o absurdo objetivo de desarmar o cidadão honesto, retirando-lhe o direito de auto-defesa que o poder público não revela condições de suprir, enquanto criminosos detêm, sem pleitear autorização, arsenais de padrão militar.

Em editorial no jornal O Globo (30.11.2000), recita o Sr. Ministro o batido bordão do movimento pelo desarmamento, segundo o qual “a maioria das armas adquiridas legalmente por pessoas de bem termina nas mãos de marginais”, bem como afirma ser “comprovado” que o cidadão armado não teria coragem ou habilidade para defender-se. Nada é mais distante da realidade e somente a lamentável ausência de estatísticas confiáveis no País torna difícil demonstrar a incorreção das assertivas.

Há anos os advogados do banimento das armas de fogo tentam convencer-nos que o cidadão honesto é ignorante, incapaz e despreparado para defender-se com uma arma de fogo. Apóiam-se nas estatísticas nacionais que se limitam a registrar ocorrências em que as vítimas foram mortas ou feridas ao reagirem a atos de violência. Desconsideram a evidente circunstância de que aqueles numerosos casos em que a reação é bem sucedida e evita a perpetração da violência não geram registros de ocorrência, fonte quase exclusiva das estatísticas policiais. Pesquisas conduzidas nos Estados Unidos indicam que 95% das situações potencialmente violentas envolvendo civis legalmente armados são resolvidas sem que um tiro seja disparado e sem que a violência se consume. Estimativas abalizadas sugerem que isto ocorre centenas de milhares de vezes por ano.

O mundo está repleto de exemplos que demonstram a estreita relação entre o direito de auto?defesa e a redução dos índices de criminalidade. Um estudo do Prof. John R. Lott Jr., concluído em 1998 e publicado pela University of Chicago Press, examinou as estatísticas policiais locais e federais para 3.045 cidades e condados dos Estados Unidos, num período de 18 anos (1977-1994), e as relacionou com a evolução da legislação sobre armas e munições no mesmo período. O pesquisador disponibilizou seus dados a todos os estudiosos que o solicitaram, angariando o respeito até de fervorosos opositores da auto-defesa.

Lott estabeleceu que os fatores predominantes no aumento da incidência de crimes violentos no período foram o número de prisões e a extensão das penas. Em 1991, por exemplo, 44.000 dos 162.000 criminosos em liberdade condicional voltaram a cometer crimes violentos e 20% dos assassinatos de policiais foram cometidos por criminosos em progressão de regime ou por condenados à solta. De 1980 a 1994, os 10 estados americanos com maior aumento da população prisional registraram uma redução de 13% em crimes violentos, enquanto os 10 estados com menores acréscimos no número de presos tiveram um aumento médio de 55% em crimes violentos.

Baseando-se em dados publicados nos FBI Uniform Crime Reports, apurou que a taxa de homicídios nas jurisdições que regulam mais severamente a compra e o porte de armas (California, Illinois, Maryland, New Jersey, New York e Washington) é 23% maior que a taxa do resto do país. A proibição da venda de armas em Washington foi editada em 1977 e em 1990 a taxa de homicídios havia triplicado. Nos anos que se seguiram à proibição a maioria dos homicídios foi cometida com as armas de fogo por ela abrangidas. Em Chicago, a proibição foi imposta em 1982 e a taxa anual de homicídios dobrou. Os exemplos são inúmeros e a conclusão inevitável é de que as restrições afetam apenas os cidadãos honestos, não os criminosos. Para reduzir os crimes é preciso sobretudo responsabilizar os criminosos por suas ações e aplicar com rigor as penas da lei.
Por outro lado, a liberalização do porte de armas revelou-se uma das mais eficientes e econômicas formas de reduzir a incidência de crimes violentos, já que os criminosos não sabem quais das vítimas em potencial estarão armadas e em condições de defender-se. Inevitavelmente, essa dúvida beneficia igualmente os cidadãos que não portam armas. Os estados americanos com maior número de portes de armas emitidos apresentam as maiores reduções nos números de crimes violentos, como informou a Revista Veja quanto aos estados do sul do Brasil. Lott observou que a cada ano adicional de vigência de legislação liberalizando o porte de armas a taxa média de homicídios reduziu-se em 3%, a de estupros e a de roubos em 2% cada.

Finalmente, o trabalho de Lott demonstra que a redução nos crimes violentos acarretada pela liberalização dos portes não é, segundo as estatísticas americanas, acompanhada de aumento na taxa de mortes acidentais ou suicídios com armas de fogo, outro mito não comprovado e repetido à saciedade pelo lobby anti-armas nacional.

O professor de direito e pesquisador americano David Kopel registra que a implementação de legislação liberalizando o porte de armas é sempre acompanhada de alertas quanto às tragédias que inevitavelmente ocorrerão, como tiroteios em discussões de trânsito e brigas domésticas. Trinta e um estados americanos têm hoje leis liberais quanto ao porte de armas, metade da população americana e 60% dos proprietários de armas de fogo residem nesses estados. Vinte e dois desses estados adotaram tais leis na última década, onze nos últimos dois anos, a vista dos excelentes resultados verificados nos estados precursores. Nenhum deles registrou o cumprimento dessas profecias. O Deputado da Florida Michael Friedman prometia “calamidade e carnificina” quando a legislação foi passada, em 1987, naquele estado. O que se verificou foi uma redução de 40% na taxa de homicídios, contra 21% de redução na média nacional. O Departamento de Estado da Florida informa que menos de 0.002% dos portes de armas emitidos foram cancelados por uso indevido.

Na Suíça, a maioria dos cidadãos integra a força de defesa nacional e guarda em casa fuzis automáticos e munição. Os suíços consomem 60 milhões de cartuchos de munição por ano em exercícios de tiro ao alvo. O número de crimes envolvendo armas de fogo na Suíça é ínfimo.

A Itália tem as leis mais rigorosas da Europa quanto a armas de fogo. E ostenta milhares de homicídios por ano praticados com armas de fogo.

O número de homicídios na Inglaterra dobrou desde a proibição de armas de fogo. Em decisão inédita, a polícia do condado de Nottinghamshire acaba de armar seus integrantes quando em patrulha.

Os exemplos são infindáveis, as conclusões evidentes: são falsas as premissas em que se apóia o movimento pelo desarmamento. A mobilização popular é bem intencionada mas o alvo do programa está errado. A solução requer estudos, como os acima citados, que evitem a repetição de erros e coragem para adotar medidas eficazes, conquanto impopulares. A rigorosa e moderna lei nº 9.437/97 é satisfatória para regular o porte responsável e seguro de armas de fogo pelo cidadão honesto. Cumpre estender seus requisitos à compra e posse, estas ainda desprovidas de maiores salvaguardas.

A disseminação de armas de fogo no meio criminoso no Brasil, a impossibilidade de sua imediata eliminação e a incapacidade, ainda que temporária, do poder público de defender com eficácia a vida, a integridade física e o patrimônio dos cidadãos, tornam qualquer medida legal restritiva do direito à auto-defesa temerária e irresponsável, verdadeiro encorajamento à atividade criminosa. Que as boas intenções não nos condenem, sem estudo e sem recurso, à impotência e ao abandono à própria sorte.

Por Kenneth Cattley

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/armas-de-fogo-desarmando-estatisticas/

A Filosofia do Templo da Chama Ascendente

O CAMINHO DO DRAGÃO:

O Caminho Draconiano é baseado na magia auto-iniciativa do Lado Noturno. Ele contém o mistério da transição iniciática da alma de um ser mortal para a forma de Deus encarnada através da morte espiritual e renascimento no Ventre do Dragão e na lareira do Fogo Draconiano. Através do trabalho sucessivo e da comunhão com os Deuses e Espíritos da Corrente, a consciência se expande e a alma desenvolve seu potencial para receber, manter e ancorar esta energia. Cada passo no Caminho revela novos segredos, novas possibilidades, novos mistérios a serem perseguidos. No Caminho do Dragão, o Iniciado é continuamente desafiado e testado. À medida que as chaves para a transmutação da alma são reveladas e os portais para os poderes esquecidos são desbloqueados, a mente é gradualmente sintonizada com as energias da Corrente e a alma é forjada no Fogo Draconiano, para que possa entender e aproveitar esse poder. O Iniciado do Caminho Draconiano é um emissário e uma manifestação viva do Dragão, um mensageiro dos Deuses primordiais.

Este é o trabalho de auto-capacitação e ascensão da alma. Ajuda na compreensão da Gnose de Lúcifer e Suas manifestações no mundo. Ela prepara o corpo, a mente e a alma para a quantidade de poder e conhecimento que serão liberados durante o trabalho com essas forças primordiais. Eleva a alma além de todas as expectativas. O Caminho do Dragão abrirá as portas para os poderes que você deseja alcançar e para muitos mais. Através do trabalho sucessivo, sua alma se integrará totalmente com a Corrente e você se tornará uma manifestação viva do Dragão, o Deus Encarnado. Uma vez abertos, esses portais estarão para sempre conectados à sua alma. Este é um caminho para a origem da Corrente, a fonte de todo poder e todo conhecimento, a descida ao Vazio para enfrentar o Dragão e se tornar uma manifestação da força draconiana primordial.

O Caminho Draconiano é individual e diferente para cada viajante. Você está convidado a entrar em contato conosco e participar de nossos projetos abertos e do Curso Introdutório que preparará seu corpo e mente para o fluxo da Corrente e para a abertura dos portões da alma para a força do Dragão. Nosso Trabalho é abrir as portas da alma para o Fogo transformador do Portador da Luz, as Chamas do Dragão. Quando isso for feito, você será guiado pelo próprio Lúcifer, Lilith, a Rainha da Noite, e pelos Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, se você quiser continuar seu trabalho de auto-iniciação participando de nossos projetos internos, você também receberá assistência do Templo e terá a oportunidade de conversar com Iniciados mais avançados no Caminho, compartilhando e trocando sua experiência em sucessivos níveis de sua ascensão pessoal.

Templo da Chama Ascendente é um templo de Lúcifer. Ele é o símbolo e o patrono da Era do Despertar. Ele permanece como o portão e o guia para o Caminho da Auto-Deificação, iluminação, liberdade do espírito, despertar da alma do sono da ignorância. Ele é a fonte de toda iluminação e um dos deuses draconianos primitivos. Ele é o Iniciador da Chama Ascendente (Desejo Humano de Transcendência que potencializa a ascensão espiritual) e o Deus patrono do Templo que foi fundado para trazer a Corrente do Portador da Luz e a Gnose do Vazio. Esta é a Gnose do Dragão que ao longo dos tempos foi esquecida, perdida, mal interpretada e distorcida, e agora está sendo trazida de volta ao mundo na forma da Corrente Draconiana primordial que está sendo aterrada através de indivíduos capazes de receber e canalizando esse conhecimento.

OS DEUSES DRACONIANOS E O CAMINHO DO LADO NOTURNO:

Deuses e Espíritos Draconianos são nossos aliados e guias no Caminho. Eles revelam e abrem os Portões da Alma e os Caminhos do Lado Noturno através do processo iniciático individual, para que o Homem possa se tornar Deus Encarnado. A Obra iniciática do Templo está, portanto, centrada em abrir a consciência para a natureza de seu poder e preparar a alma para a comunhão com suas energias primordiais.

O Dragão do Vazio é Leviathan, a Serpente Primal enrolada ao redor do Universo, segurando-o em um abraço atemporal. O próprio Vazio é o Ventre do Dragão, vomitando mundos e devorando-os em um ciclo interminável de morte e renascimento. É a força primordial existente fora das estruturas da Criação, sem nome e indefinida, pois não tem forma e todas as formas ao mesmo tempo, sua forma e nome diferem dependendo de uma tradição mágica e sistema iniciático. O Dragão existe fora da Árvore Cósmica, que é o Pilar da Ascensão Espiritual. A Árvore, tanto em seu aspecto brilhante quanto na negatividade do lado escuro, é uma manifestação da consciência humana, projeção da mente consciente e interior, de acordo com o antigo princípio “Como acima é abaixo”: Tudo o que existe Dentro também existe Fora. O homem é Deus em potencial, manifestação do Dragão, parte dessa força eterna e atemporal que permeia toda a Criação e se expande além, no Infinito. O propósito da jornada iniciática através do Pilar da Ascensão é perceber e compreender este potencial e, consequentemente, transformá-lo em Divindade. Vista como a “emanação da Divindade”, a Árvore constitui a percepção humana da consciência deificada. A conclusão do Caminho é o coroamento do processo de Auto-Deificação. A Árvore também é uma manifestação do Dragão, pois a força Draconiana é a fonte de toda a Criação. Mas o Dragão é mais do que a Árvore em si. E para alcançar a própria fonte desse poder primordial, o Homem tem que dar um passo além da Árvore, no Vazio, o Ventre do Dragão. Enquanto trabalhamos com determinados caminhos e zonas da Árvore Cósmica, às vezes temos vislumbres dessa força atemporal, e podemos encontrar portas para o Útero do Dragão no Abismo Cabalístico, mas o verdadeiro Portal para o Vazio existe no reino de Thaumiel, dentro do Trono de Lúcifer, onde o Homem se torna Deus completando a Ascensão através do Pilar da Elevação da Alma. O último passo da humanidade para a Divindade é o passo além da Árvore, na liberação final da ilusão do mundo manifestado.

O Trono de Lúcifer existe em Thaumiel, o último reino antes de entrar no Vazio. Portanto, Ele é o Portão e o Símbolo da Alma Deificada, o Deus patrono do Caminho. Ele é a força solar e iluminadora que tem alimentado a evolução da consciência humana desde o nascimento da humanidade. Ele é Força, Fogo e Fúria. Ele capacita e eleva a alma através de Seu Pilar de Ascensão de fogo. Sua contraparte feminina na magia iniciática draconiana é Lilith. Ela é Paixão, Desejo e Sedução. Ela seduz as almas e as atrai da Luz para o Lado Noturno, o lado avesso da Árvore, desperta a Luxúria e a Fome por conhecimento e poder que só crescem a cada passo no Caminho, e acende a centelha da Divindade que progressivamente se torna a Chama Ascendente de Lúcifer. É o Fogo da Transformação, a própria essência da Divindade. Ambos constituem o Arquétipo do Adversário: O Diabo e o Salvador.

PORTANTO, OS FUNDAMENTOS DA MAGIA DRACONIANA DENTRO DO TEMPLO ESTÃO CENTRADOS NESSES TRÊS ARQUÉTIPOS PODEROSOS: LÚCIFER – O SENHOR DAS CHAMAS, FORÇA DA EVOLUÇÃO E ASCENSÃO; LILITH – O FOGO DRACONIANO DA TRANSFORMAÇÃO, PRINCÍPIO DA PAIXÃO E DESEJO; E LEVIATÃ – O DRAGÃO DO VAZIO, FONTE PRIMORDIAL DE TODA MANIFESTAÇÃO.

A Corrente de Lilith é uma parte do Trabalho iniciado em 2002 pelo grupo ritual draconiano anteriormente conhecido como Loja Magan e continuou ativamente ao longo da década seguinte. O propósito do Trabalho foi o Re-Despertar do Dragão, a força primordial Dentro e Fora, auxiliando nas iniciações e introduzindo potenciais Iniciados na Tradição Draconiana. Em 2012, esta tarefa foi assumida pelo Templo da Chama Ascendente e estendida pela conjugação da Corrente Draconiana de Lilith com a Corrente Adversarial de Lúcifer e Deuses Draconianos das Qliphoth. A Obra central do Templo é introduzir o aspirante a Iniciado no Caminho Draconiano e na magia Qlifótica e auxiliar no processo iniciático no Caminho do Dragão.

OUTROS ARQUÉTIPOS USADOS DENTRO DO TEMPLO:

HÉCATE: A professora de feitiçaria e a guia para o “submundo” pessoal, as profundezas da psique.

ARACHNE: A Deusa Aranha da Atlântida e a rainha dos labirintos Qliphóthicos sob a Árvore Cósmica.

BELIAL: O intermediário entre os espíritos do Lado Noturno e o mago, a porta de entrada para o poder de Goetia.

SET: O Arquétipo do Adversário, o Deus da Tempestade e da Mudança, o princípio da transformação dinâmica.

O OBJETIVO DO TRABALHO:

O objetivo do Trabalho com a Corrente Draconiana é abrir os portões da alma e despertar a consciência, para que o Iniciado possa contemplar o Infinito e viajar ao Coração do Vazio para abrir o Olho de Lúcifer, o Olho do Dragão, e ilumine o Caminho que conduz à Divindade. O Trabalho iniciático do Templo o ajudará a recuperar a consciência primordial e o poder draconiano primordial que detém o potencial de toda criação e toda destruição. Nosso Curso Introdutório irá prepará-lo para a Iniciação na Corrente Draconiana e para o trabalho adicional no Caminho da Auto-Deificação e projetos mais avançados inspirados na Tradição Draconiana e Magia Atlante. Nossos projetos e trabalhos individuais irão ensiná-lo a manifestar sua Vontade no mundo e formar manifestações de seu Desejo a partir de energias primordiais do Vazio.

Para viajar ao Ventre do Dragão e não ser consumido pela imensidão do Vazio, você precisa fortalecer sua alma invocando e se tornando a Chama Ascendente de Lúcifer. Isso prepara sua consciência para o Trabalho com a Corrente. O propósito do Templo é auxiliar o Iniciado neste processo e preparar sua alma para o fluxo do poder transformador do Dragão e a visão do Vazio no processo de transformação iniciática através das energias dos Deuses primordiais.

Isso pode parecer abstrato no início, mas a Iniciação Draconiana é uma experiência íntima e pessoal e é diferente para cada Iniciado. A Mudança sempre se manifesta nas áreas mais pessoais de sua vida. A cerimônia de Iniciação será conduzida por outro Iniciado Draconiano e abrirá os portais internos de sua mente para a Gnose da Corrente. A auto-iniciação também é possível e igualmente válida como uma iniciação presencial e nós o ajudaremos e orientaremos tanto nos preparativos quanto nos procedimentos de iniciação. Então você estará livre para perseguir sua própria Visão e receberá mais orientação dos Deuses e Espíritos do Caminho, que atuarão como iniciadores e aliados em estágios específicos de sua Ascensão. Uma vez que os portais sejam abertos, a Corrente fluirá através de sua consciência, aprimorando suas habilidades mágicas e transformando sua vida.

Há apenas uma Iniciação feita pelo Templo – preparação e iniciação na Corrente Draconiana. Este é o Objetivo Primário do Templo. Assim que você alinhar sua alma com a Corrente, Deuses e Espíritos irão guiá-lo e inspirá-lo. O Caminho Draconiano faz parte da tradição do Caminho da Mão Esquerda, que é em sua essência solitária e pessoal. O núcleo principal da Obra é feito individualmente, como uma comunhão solitária e pessoal com os Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, compartilhar e discutir o Trabalho com outras pessoas também oferece uma oportunidade de aprender e progredir mais rápido e evitar certos erros na prática mágica.

O QUE ACONTECE DEPOIS DA INICIAÇÃO?

Após a Iniciação você tem duas opções:

1) Você é bem-vindo para ficar e trabalhar conosco – para explorar e fortalecer a Corrente de Lúcifer, ou para iniciar o processo de ascensão pessoal no Caminho do Dragão de acordo com nossos projetos internos que o introduzirão na auto-iniciação draconiana magia e ensiná-lo a projetar e desenvolver seus próprios rituais, meditações e todos os aspectos necessários do Trabalho.

2) Você pode seguir caminhos separados e trabalhar com a Corrente como um praticante solitário.

O INICIADO DRACONIANO:

Ser um Mago Draconiano é viver sua vida de acordo com o Caminho. Não é algo que você faz no seu tempo livre, de vez em quando, em eventos sociais ou como meio de recreação. É a vida, vivendo o Caminho e estando ciente de sua Visão e Desejo em cada momento da existência. Trilhar o Caminho é uma escolha para toda a vida. Cabe a você optar por permanecer um diletante, sempre procurando desculpas para pular a prática diária, atrasar ou desistir da busca de sua Visão, deixar de lado o trabalho com a magia do Caminho quando não a encontrar conveniente, ou se você foca sua vida, tempo e energia na verdadeira evolução espiritual. Não é nada fácil. A maioria de nós tem emprego e família, todos nós lutamos com problemas ocasionais de saúde ou problemas financeiros, etc. Mas a chave para ter sucesso no Caminho é encontrar o equilíbrio entre sua vida mundana e espiritual e não deixar que essas coisas atrapalhem. Isso pode significar que você terá que reorganizar toda a sua vida para se adequar ao Caminho, e se você não estiver pronto para tal mudança, provavelmente não terá sucesso além do nível básico de avanço mágico. Esteja ciente disso quando der seus primeiros passos no Caminho do Dragão. Mesmo que essa mudança não seja necessária desde o início, ela se tornará uma necessidade em etapas posteriores de sua evolução pessoal. Como você faz isso, depende exclusivamente de você. Mas uma vez que você esteja no caminho certo, quando você deixar sua alma voar nas asas do Dragão e ascender com a Chama de Lúcifer, todas as coisas começarão a se encaixar, trazendo-lhe mais saúde, prosperidade, amor, emoção e alegria. inspiração do que você já teve em sua vida. Este é um processo difícil, muitas vezes doloroso e traumático, mas também emocionante e recompensador.

Não há restrições para que ninguém tenha sucesso na ascensão espiritual. A maioria dos magos falha em seu Caminho iniciático quando escolhe existência passiva, preguiça e auto-piedade em vez de desafio, paixão e experiência; segurança sobre o risco; o limitado sobre o infinito; o mundano sobre o espiritual; o sono da alma e a ignorância irracional sobre o despertar e a iluminação. Você terá que encontrar novas maneiras de interagir com o mundo, as antigas serão quebradas no processo. Mas, novamente, este é um caminho para poucos, não para muitos.

Você não precisa de experiência prévia ou habilidades mágicas avançadas, mas precisa de potencial e vontade para desenvolver ambos. Você precisa ser dedicado e apaixonado pelo seu trabalho mágico. É importante ter cuidado, mas é ainda mais importante deixar-se conduzir pelo Desejo, manter o coração aberto para novas experiências, novas missões a perseguir, novos mistérios a descobrir. Sem ele, você NÃO terá sucesso no Caminho do Dragão. Ser cuidadoso não deve, no entanto, ser confundido com medo, relutância ou ceticismo em trilhar o Caminho. Você precisa ser capaz de deixar ir, deixar-se consumir pelo Fogo de Lúcifer e inflamar seu Caminho através da Escuridão do Vazio. Abrace a nova experiência e divirta-se. Aproxime-se com antecipação e excitação, não com medo, ceticismo ou nervosismo. O Caminho Draconiano é duro e difícil, mas também é uma bela aventura espiritual. É extático, desafiador e inspirador em todos os níveis possíveis de existência. Deixe sua alma voar através de mundos e dimensões em êxtase extático. Não perca a emoção e o entusiasmo concentrando-se apenas em treinos duros e exigentes, deixe-se fascinar e inspirar por cada mudança no mundo que ocorre por sua Vontade, por cada manifestação de seu Desejo. Não tenha medo de ser autoconfiante em seu trabalho, mas, novamente, não confunda autoconfiança com arrogância e auto-ilusão. É uma armadilha fácil de cair no Caminho da Mão Esquerda, que está em sua essência centrado no desenvolvimento de uma poderosa autoconsciência.

A magia draconiana tem tudo a ver com Trabalho: praticar, treinar, desenvolver, moldar, polir, aperfeiçoar, experimentar, descer às profundezas mais escuras do Inferno e subir até o Sol para derrubar as ilusões do mundo e alcançar poderes que podem parecer imaginários e míticos para o Ignorante, mas para o Iniciado eles podem ser ferramentas reais e tangíveis, se ao menos aprendermos como aproveitá-los e controlá-los. Não existe um mago draconiano teórico ou passivo. A magia draconiana é sobre invocar, canalizar e absorver o poder e manifestá-lo no mundo. Trata-se de reconhecer fraquezas e inibições e transformá-las em veículo de ascensão pessoal. Não há lugar para filosofias vazias que apenas estimulam o ego, mas não são fundamentadas na experiência real.

Além disso, todos os métodos e ferramentas de prática são bons se ajudarem em seu avanço espiritual, se puderem lhe dar acesso ao poder genuíno. Sacrifício, feitiçaria sexual, oferendas de sangue, instrumentos de dor e prazer, intoxicação, etc. fazem parte da Obra, em menor ou maior extensão. Alguns deles serão ensinados pelo Templo e empregados em certos projetos mágicos, outros serão deixados à escolha individual dos praticantes. VOCÊ NUNCA SERÁ FORÇADO A NADA COM O QUAL NÃO SE SINTA CONFORTÁVEL. O que é recomendado, no entanto, é não rejeitar nenhum desses métodos, pois eles podem ser úteis ou até necessários em etapas posteriores do seu Caminho. Você não será forçado a nada no decorrer do Trabalho, mas será constantemente desafiado a questionar seus valores e princípios, superar inibições e transformar seus medos e hesitações em força e ferramentas de poder.

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Fonte:

Philosopy of Temple of Ascending Flame.

http://ascendingflame.com/philosophy.html

Temple of Ascending Flame © 2012-2021

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-filosofia-do-templo-da-chama-ascendente/

Fotogênese, luminosidade humana

A energia produzida pelo homem denominada no universo parapsicológico de Telergia pode, em muitas situações e em determinadas circunstâncias, produzir luminosidade envolvendo o corpo. Esse fenômeno de produção de luzes é conhecido como Fotogênese.

Os paranormais ativos que realizam fenômenos PSI com maior facilidade e com aptidão de acuidade visual, vêem essa luminosidade quase sempre como uma névoa, uma espécie de fumaça esbranquiçada. Considerada a avalanche das mais fantasiosas superstições, divulgadas por todos os meios de comunicação, principalmente pela TV o que, sem dúvida, vem proporcionando riqueza para muitos espertalhões aproveitadores, é lógico que esse fenômeno constitui forte elemento sugestivo impressionando como “luzes do além”.

Sem dúvida, como o desconhecimento dos fenômenos PSI ainda é muito grande, as pessoas são levadas ao engano e, em conseqüência, sugestionadas e dominadas psiquicamente mais pelo medo de um possível “mal-feito”. Tudo é muito triste e, porque não dizer, vergonhoso.

Fotogênese, de fós, fotós, luz e gênesis, produção, sempre inquieta as pessoas por ser tratado com características supersticiosas. Todos os pesquisadores parapsicológicos sempre encontraram muitos truques na “produção de luzes” visto que vários materiais e apetrechos se prestam à trucagem.

Os chamados “fogos de Santelmo”, os “fogos-fátuos”, estes comuns nos pântanos, nos depósitos de lixos, nos cemitérios, locais próprios de materiais em putrefação, já favoreciam as mais estapafúrdias lendas e os mais exóticos conceitos supersticiosos.

Claro que em nada se identificam com a Fotogênese, mas sem dúvida alimentavam e alimentam as mais variadas superstições. Os fenômenos luminosos produzidos pelo homem, Fotogênese, envolvendo o seu corpo é, pois, a exteriorização mais destacada da telergia, a energia do próprio homem, transformada em luminosidade.

Prof. Franceschini

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/fotogenese-luminosidade-humana/

Curso Completo de Tarot

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Completando a primeira parte do meu projeto de Ensino à Distância, está pronto o Curso Completo de Tarot. Com isso, consegui cumprir a meta que estabeleci no começo de 2015, de até o final do ano ter todos os cursos básicos de Hermetismo disponíveis para Ensino à Distância.

Com todas as responsabilidades que tenho junto à Maçonaria, ao Arcanum Arcanorum, à Rosacruz e à Ordem Demolay, está difícil organizar cursos presenciais nos finais de semana e vemos também que muita gente que acompanha o TdC mora longe do eixo SP-RJ.

Pensando nisso, gravamos e organizamos todos os Cursos Básicos na plataforma de Ensino à Distância (EADeptus), para que vocês possam estudar em suas casas, no seu horário e em seu próprio tempo. Os cursos digitais possuem muitas vantagens em relação aos presenciais: contam com mais imagens, vídeos e áudios; você pode pausar para fazer uma pesquisa, anotar alguma coisa ou assistir às aulas quantas vezes quiser; os cursos são apostilados e temos plantão de dúvidas por email, fórum e Facebook. Fora o preço mais em conta e possível de dividir no cartão em até 12x. Se você contabilizar passagens, hospedagem e alimentação quando viaja para SP para fazer um curso, poderá fazer todos os básicos!

Até agora, gravamos todos os cursos básicos de Hermetismo:

– Kabbalah Hermética

– Astrologia Hermética

– Tarot Completo (Os Cursos de Arcanos Maiores e Arcanos Menores podem ser feitos separadamente)

– Geomancia

Agora em 2016, começaremos a gravar os cursos intermediários e avançados: Runas, Qlipoth, Magia Prática, Alquimia, Geometria Sagrada, 72 Nomes de Deus, Goétia e Enochiano. Cursos mais demorados e complexos, que demandam exercícios práticos além da parte teórica. Sucesso é a Única Possibilidade!

Para quem prefere mesmo os cursos presenciais, já comecei a abri as turmas de Carnaval. Dias 6, 7, 8 e 9 de fevereiro teremos os Cursos de Kabbalah, Astrologia, Qlipoth e Magia Prática. Informações e reservas no email marcelo@daemon.com.br

Confira abaixo o conteúdo dos Cursos de tarot:

Aula 01 – História dos Oráculos

1.1 – Introdução ao Curso Online de Tarot – Arcanos Maiores

1.2 – História dos Oráculos – Parte 1 – Geomancia

1.3 – História dos Oráculos – Parte 2 – I-Ching

1.4 – História dos Oráculos – Parte 3 – Dados e Ossos

1.5 – História dos Oráculos – Parte 4 – Alquimia, Rosacruz e Hermetismo

Aula 02 – Arcanos Maiores I

2.1 – A Árvore da Vida

2.2 – O Louco

2.3 – O Mago

2.4 – Sacerdotisa

2.5 – Imperatriz

Aula 03 – Arcanos Maiores II

3.1 – Imperador

3.2 – Hierofante

3.3 – Enamorados

3.4 – Carro

3.5 – Força

Aula 04 – Arcanos Maiores III

4.1 – Eremita

4.2 – Roda da Fortuna

4.3 – Justiça

4.4 – Pendurado

4.5 – Morte

Aula 05 – Arcanos Maiores IV

5.1 – Temperança

5.2 – Diabo

5.3 – Torre

5.4 – Estrela

5.5 – Lua

Aula 06 – Arcanos Maiores V

6.1 – Sol

6.2 – Julgamento

6.3 – Mundo

6.4 – Consagração das Cartas e Tiradas

6.5 – Considerações Finais

ARCANOS MENORES

Aula 01 – Introdução

1.1 – A Origem dos Arcanos Menores

1.2 – O Yin e o Yang

1.3 – Os Quatro Elementos: Terra, Fogo, Ar e Água

1.4 – Estrutura da Árvore da Vida e Nomenclaturas

1.5 – Os Arcanos da Corte

Aula 02 – Árvore do Fogo

2.1 – O Naipe de Bastões

2.2 – Ás, Dois e Três de Bastões

2.3 – Quatro, Cinco e Seis de Bastões

2.4 – Sete, Oito, Nove de Bastões

2.5 – Dez de Bastões

Aula 03 – Árvore da Água

3.1 – O Naipe de Taças

3.2 – Ás, Dois e Três de Taças

3.3 – Quatro, Cinco e Seis de Taças

3.4 – Sete, Oito, Nove de Taças

3.5 – Dez de Taças

Aula 04 – Árvore do Ar

4.1 – O Naipe de Espadas

4.2 – Ás, Dois e Três de Espadas

4.3 – Quatro, Cinco e Seis de Espadas

4.4 – Sete, Oito, Nove de Espadas

4.5 – Dez de Espadas

Aula 05 – Árvore da Terra

5.1 – O Naipe de Moedas

5.2 – Ás, Dois e Três de Moedas

5.3 – Quatro, Cinco e Seis de Moedas

5.4 – Sete, Oito, Nove de Moedas

5.5 -Dez de Moedas

Aula 06 – Os Arcanos da Nobreza

6.1 – Os Arcanos da Nobreza

6.2 – Princesa, Príncipe, Rainha e Rei de Moedas

6.3 – Princesa, Príncipe, Rainha e Rei de Espadas

6.4 – Princesa, Príncipe, Rainha e Rei de Taças

6.5 – Princesa, Príncipe, Rainha e Rei de Bastões

Aula 07 – Utilizando o Tarot

7.1 – Consagrações

7.2 – Uma Carta

7.3 – Três Cartas

7.4 – A Cruz Celta

7.5 – Conclusões Finais

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-completo-de-tarot