A sala maluca do Rei Salomão

Shirlei Massapust

No capítulo 56 de seu tratado sobre Pneumática, o engenheiro mecânico Philo de Bizâncio descreveu uma antiquíssima engenhoca de tecnologia hebreia capaz de girar para frente ou para os lados, para cima e para baixo.

Um copista árabe adicionou notas de pé de página afirmando que o trono do Rei Salomão era na verdade um desses aparelhos disfarçado de cadeira: “Quem conhecia o funcionamento do trono podia sentar e permanecer sentado, mas quem não estava familiarizado com aquilo sentava e caia no chão. Isso era muito engraçado”.[1]

O profeta Mohamed parecia gostar das estórias sobre a sala maluca do Rei Salomão, assim como todos os árabes, já que narrou um conto folclórico sobre o momento em que a Rainha de Sabá entrou no recinto:

A ela foi dito, “Entrai no palácio”. E quando ela o viu, julgou que era uma massa de água, e descobriu as suas pernas. Salomão disse: “É um palácio com um suave pavimento de chapas de vidro”. Ela disse: “Meu Senhor, eu tenho na verdade lesado a minha alma”. (Corão 27:45).[2]

A sala maluca não era a verdadeira sala do trono. Na fábula o rei manda construir uma réplica do recinto com chão todo pavimentado de espelhos só para induzir a rainha a cometer uma gafe se comportando como uma mulher indecente. O problema é que, segundo alguns, a rainha estava sem calcinha e tinha pernas cabeludas! “Isso indicava que ela mesma era uma feiticeira, e chegou a ser identificada com Lilith”.[3]

Ela tinha marcado uma reunião de negócios, mas desejou ter um filho com ele assim que viu o ninho de amor planejado para expor suas partes íntimas. Não teve mandrágora que curasse a dormência do idoso fogoso diante do horripilante matagal. Então ele usou sua sabedoria divina para inventar uma solução depilatória e melhorar o aspecto da mulher. O livro de comédia Alphabetum Siracidis (séc. 8) narra o episódio:

Quando ela veio trazer presentes ao Salomão para confirmar sua reputação de sábio, ele achou-a muito atraente e desejou dormir com ela. Mas Salomão descobriu que ela tinha muito cabelo. Ele apanhou limo e arsênico, misturou com água e produziu uma solução depilatória de limo. Então ele besuntou-a com a solução, banhou-a e o cabelo caiu. Ele coabitou com ela logo a seguir. Então ela disse a Salomão: “Eu não acreditava nestas coisas até vê-las com meus próprios olhos”. (Alfabeto de Ben Sira I).[4]

Após consultar fragmentos dos textos intitulados Grandes e Pequenos Palácios, o Alfabeto do Rabino Akiva e quatro versões do Midrash dos Dez Mandamentos, o folclorista Gershom Schoelem descobriu que Deus também tem salas malucas! O Talmude (Haguigá 14b) e a Tossefta citam um fragmento dos Pequenos Palácios:

Quatro entraram no “Paraíso”: ben-Azai, ben-Zoma, Aher e Rabi G Akiva. Rabi Akiva lhes disse: “Quando chegardes ao lugar das placas de mármore brilhantes, não digais: Água, água! Pois está escrito: Aquele que fala mentiras não permanecerá na minha presença”.[5]

Segundo Gershom Schoelem, os místicos da mercabá demonstraram uma compreensão perfeitamente correta do significado desta passagem, e sua interpretação fornece uma prova decisiva de que a tradição continuava viva entre eles. No manuscrito de Munique dos textos das Hehalot (ms. Munique 22, f. 162b) lemos com respeito aos perigos da ascensão:

Quando alguém era indigno de contemplar o Rei em sua beleza, os anjos nos portais perturbavam seus sentidos e o confundiam. E quando eles lhe diziam: “Entra”, ele entrava, e instantaneamente eles o agarravam e o atiravam na corrente chamejante de lava. E no portão do sexto palácio era como se centenas de milhares e milhões de ondas de água se levantassem contra ele, e não havia uma única gota de água, só o brilho etéreo das placas de mármore com que o palácio era revestido. Mas, se ele estava em pé em frente aos anjos e perguntava: “Qual é o significado destas águas”, começavam a apedrejá-lo e diziam: “Infeliz, não vês com teus próprios olhos? És talvez da semente dos que beijaram o Bezerro de Ouro e indigno de contemplar o Rei em sua beleza?”… E ele não pode sair até que eles lhe golpeiem a cabeça com barras de ferro e o firam. E isto será um sinal para todos os tempos de que ninguém poderá errar às portas do sexto palácio e ver o brilho etéreo das placas e perguntar por elas e tomá-las por água, para que não se ponha em perigo.[6]

Novamente o ato de confundir espelhos ou ladrilhos azuis com água se revelou um erro fatal. A jornada de ascensão aos palácios e mundos paralelos oferecia grande perigo àqueles que atuavam sem a devida preparação. Noutro fragmento citado pelo manuscrito de Oxford n. 1531, f. 41a, um místico encontra o arconte guardião das portas do primeiro céu e sofre combustão espontânea: “Enquanto eu o contemplava, queimaram-se minhas mãos e fiquei parado sem mãos e sem pés”.

A sublimação podia matar ou transformar o humano em anjo, assim como Enoch foi transformado em Metatron! Em ambos os casos o humano é consumido por um fogo que brota de seu próprio corpo (Hehalot Rabati 3:4). A permanência na posição vertical sem os pés é igualmente mencionada noutras fontes como uma vivência característica do misticismo da mercabá.

Um bloco de vidro colossal

O corpo do rabino Yehudah haNasi (135-217), redator e editor chefe da Mishna (primeira camada do Talmude), foi enterrado e ainda jaz no cemitério Beit She’arim, na Galiléia. Os judeus não levam flores para homenagear os mortos. Eles levam pedras, pois as rochas duram para sempre. Por volta do fim do séc. IV alguém decidiu deixar algo no mínimo interessante naquele lugar. Em 1956 arqueólogos desenterraram um bloco de vidro medindo cerca de 3,35m por 1,98m de espessura e 5,49m de comprimento, encontrado dentro de uma cisterna desativada em Beth She’arim.

Esta é a prova de que era humanamente possível criar blocos de vidros tão grandes que poderiam cobrir uma sala pequena quando judeus inventaram estórias de palácios com chão ou paredes de líquido sólido diferente de H2O. Mas isto era ao mesmo tempo possível e inacreditável. Veja a reação de um perito do século XX, especialista em artefatos de vidros antigos:

Em 1963, membros de uma expedição conjunta do Corning Museum of Glass e da University of Missouri estavam interrogando na região por possíveis peças remanescentes de antigas fábricas de vidro. Alguém sugeriu que a laje de Beth She’arim poderia ser feita de vidro. A sugestão foi recepcionada com ceticismo; na verdade, um membro da equipe de voluntários falou que comeria a laje se ela fosse feita de vidro. Contudo uma análise química confirmou que aquilo é, de fato, feito de vidro.[7]

 

Isto é vidro artificial, perfeitamente normal e comum, porém de existência inverossímil ainda que verdadeira por causa da imensidão do bloco (terceira maior peça de vidro conhecida). Arqueólogos acreditam que o bloco de vidro de Beit She’arim foi feito de areia poluída acidentalmente por cinzas vegetais e descartado como lixo industrial. Guias de turismo e outros visionários preferem sugerir que o bloco de vidro foi disfarçado de pedra pela adição de pigmentos para se confundir com o cenário e não ser roubado. Nesta hipótese os judeus do séc. IV teriam acreditado na importância de demonstrar a viabilidade de um método que os vidraceiros de tempos bíblicos poderiam ter usado para produzir grandes janelas de vidro ( חלוני שקפים אטמים )[8] em Israel.

Notas:

[1] BELLMER, Hans. The Doll. Trad. Malcolm Green. London, Atlas Press, 2005, p 62.

[2] O SAGRADO AL-CORÃO. Grã Bretanha, Islam International Publications, 1988, p 372.

[3] UNTERMAN, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Trad. Paulo Geiger. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1992, p 223-224.

[4] STERN, David & MIRSKY, Mark J. (org). Rabbinic Fantasies: Imaginative Narratives from Classical Hebrew Literature. London, Yale University, 1990, p 180.

[5] SCHOELEM, Gershom. As Grandes Correntes da Mística Judaica. Trad. J. Guinsburg e outros. São Paulo, Perspectiva, 1995, 57.

[6] SCHOELEM, Gershom. As Grandes Correntes da Mística Judaica. Trad. J. Guinsburg e outros. São Paulo, Perspectiva, 1995, 58.

[7] THE MYSTERY SLAB OF BETH SHE’ARIM. Em: Corning Museum of Glass. Published in December 8, 2011. URL: <http://www.cmog.org/article/mystery-slab-beth-shearim>

[8] Os termos škufim (שקפים) e atumim (אטמים), usados em I Reis 6:4, dizem respeito a objetos “transparentes” e “inteiriços” que preenchem janelas num edifício bayith (בית).

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-sala-maluca-do-rei-salomao/

A Bruxaria Italiana e o Catolicismo

Por Raven Grimassi

“É a coisa mais natural do mundo que haja certas misturas, compromissos e pontos de afinidade entre a Stregheria – bruxaria, ou “religião antiga”, fundada na mitologia e ritos Etruscos ou Romanos – e a Católica Romana: ambos eram baseados em magia, ambos usavam fetiches, amuletos, encantamentos e recorreram a espíritos. Em alguns casos, esses espíritos ou santos Cristãos correspondiam e eram realmente derivados da mesma fonte dos pagãos. Os feiticeiros entre os camponeses Toscanos não demoraram a perceber isso.”

– Citação do livro Etruscan Roman Remains (Restos Romanos Etruscos, 1892), por Charles Leland.

Na Itália, há muito tempo é costume, desde a Idade Média, que as bruxas Italianas cubram sua identidade com um verniz de Catolicismo para não levantar suspeitas. Isso inclui assistir à Missa e participar dos Ritos de Passagem esperados de alguém na comunidade Católica. Charles Leland, em seu livro Etruscan Magic & Occult Remedies (Magia Etrusca e Remédios Ocultos), registra a antiga conexão entre Bruxas e Catolicismo, sobre a qual escreve:

“Quanto às famílias em que se conserva a stregeria, ou o conhecimento dos encantos, das velhas tradições e dos cantos, nem sequer se pretendem Cristãs entre si. Quer dizer, eles mantêm observâncias externas, e criam os filhos como Católicos, e “mantêm-se” com o padre, mas à medida que os filhos crescem, se alguma aptidão é observada neles para a feitiçaria, alguma velha avó ou tia toma as mãos e as inicia na antiga fé”.

Grande parte de sua magia aparece misturada com ritos e santos Católicos, cujas origens remontam aos tempos antigos. Certos santos como Antônio, Simão e Eliseu são vistos como semideuses e seus ritos mágicos de evocação são realizados nas adegas. Leland menciona na introdução do livro Etruscan Roman Remains, uma conversa que teve com uma mulher Strega, ela diz:

“Eu me chamo de Católica – ah sim – e uso uma medalha para provar isso” – aqui ela, empolgada, tirou do peito uma medalha de santo – “mas não acredito em nada disso. Você sabe no que acredito.” (Leland responde) “Si, la vecchia religione (a velha fé), respondi, com que fé eu queria dizer aquela estranha e diluída feitiçaria Etrusco-Romana que é apresentada neste livro. A magia era sua verdadeira religião.”

Uma distinção precisa ser feita entre as duas formas de Stregoneria e a de Stregheria. A stregoneria comum popular é uma tradição de magia popular que abraça elementos Cristãos e trabalha dentro dessa teologia. Em outras palavras, é uma prática de magia dentro de um sistema formatado Cristão. É o que os italianos nativos estão familiarizados e, portanto, é o sistema conhecido pela pessoa média que cresce na Itália. Elementos desse sistema geralmente aparecem como coisas feitas dentro das famílias cotidianas na cultura italiana. Ela difere substancialmente da tradição pré-Cristã de stregoneria que é conhecida apenas por seus iniciados que possuem a conexão de linhagem. Esta antiga forma pré-Cristã de stregoneria é, portanto, escondida da população em geral.

A forma iniciada de stregoneria já foi a tradição mágica dentro de Stregheria (em oposição aos ritos religiosos de veneração). Em algum momento, foi levado e praticado por Bruxas não religiosas e acabou se tornando sua própria tradição. Partes dela eventualmente vazaram para a cultura dominante e, como sempre é o destino do esotérico, tornou-se distorcida e mal interpretada pela comunidade exotérica. A última forma é o único sistema conhecido pelo “homem-da-rua” italiano nativo médio e é mal interpretado como sendo a Bruxaria Italiana.

Em contraste com a stregoneria comum (o sistema de magia popular dos não iniciados), a Stregheria é não-Cristã em sua essência e seus praticantes entendem que a prática da magia santa, e na inclusão de itens religiosos Católicos, são apenas para exibição. Mesmo que ambas as palavras (stregoneria e stregheria) sejam traduzidas para o Inglês como Witchcraft (Bruxaria), isso é falso em termos do que cada sistema realmente representa. Stregheria é Bruxaria, uma tradição pré-Cristã. Stregoneria comum é uma forma de feitiçaria usada em tradições de magia folclórica e popular de raiz Católica.

TRECHO DE WAYS OF THE STREGA (CAMINHOS DA STREGA) de Raven Grimassi:

Muitas Strega modernas simplesmente consideram os Católicos como Pagãos que aceitaram a divindade de Jesus. Existem alguns conceitos interessantes no Antigo e no Novo Testamento que se assemelham às crenças Strega e podem muito bem ser a base de tal conceito. De acordo com o Novo Testamento, os Magos foram os primeiros a procurar Jesus depois de “ver” sua estrela. A lenda afirma que eles eram astrólogos e os associa às terras da Caldéia, Egito e Pérsia. Estes são todos os lugares que têm uma história oculta que remonta à antiguidade.

A história dos magos registrada no livro de Mateus parece indicar que esses místicos Pagãos estavam entre os primeiros a prestar homenagem a Jesus. No livro dos Provérbios (capítulo 8, versículo 2) encontramos um personagem chamado “sabedoria” concebido na forma de uma divindade feminina que “está na encruzilhada” (uma frase usada nos tempos antigos em relação à deusa das bruxas). A sabedoria fala de estar presente antes e durante o processo da Criação. No versículo 30 (A Bíblia de Jerusalém) ela afirma ter sido assistente de Deus durante o processo da Criação: “Eu estava ao seu lado, um mestre Artesão, encantando-o dia após dia, sempre brincando em sua presença, brincando em qualquer lugar do mundo, deleitando por estar com os filhos dos homens.”

No livro da Sabedoria (encontrado apenas na versão Católica), a “sabedoria” é louvada com estas palavras (capítulo 7: 22-27): “Pois dentro dela há um espírito inteligente, santo… penetrando todos os espíritos inteligentes, puros e mais sutis; pois a Sabedoria se move mais rapidamente do que qualquer movimento; ela é tão pura, ela permeia e preenche todas as coisas… Ela é um reflexo da luz eterna, espelho imaculado do poder ativo de Deus… pode fazer tudo; ela mesma imutável, ela faz todas as coisas novas…”

Conectada a este conceito do aspecto feminino da Divindade está a palavra “ruach (espírito)”. Em Hebraico, esta palavra é de gênero feminino e seria propriamente definida no sentido de divindade feminina. Quando lemos no relato da Criação (Livro de Gênesis) que o “espírito de Deus movia-se sobre a face das águas”, a palavra hebraica usada aqui para espírito era “ruach”. No Novo Testamento isso foi traduzido como “Espírito Santo” como no conceito da Trindade de “Pai, Filho e Espírito Santo”.

Os místicos hebreus da Cabala consideravam que “ruach” estava associado ao elemento ar e, portanto, também ao espírito. Entre os primeiros Cabalistas, o som de uma palavra denotava sua associação elementar; sons suaves eram associados ao ar, sons fortes à terra, sons sibilantes ao fogo e sons abafados à água. Não é necessário, no entanto, olhar para o Catolicismo para encontrar resquícios do culto pagão anterior. Aspectos da Stregheria ainda sobrevivem hoje na Itália e na América, mesmo entre aqueles que não se identificam prontamente como membros da La Vecchia Religione. Eles empregam várias orações para uma série de santos, acendendo velas e colocando objetos variados conforme exigido pela tradição. Santos como Santo Antônio, São Judas, Santa Ana e São Simão substituíram os antigos deuses pagãos a quem antes eram feitas orações e oferendas semelhantes.

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Fonte: Catholicism and Italian Witchcraft, by Raven Grimassi.

©1995 – 2005 by Raven Grimassi and Clan Umbrea, all rights reserved.

Texto adaptado, revisado, resgatado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-bruxaria-italiana-e-o-catolicismo/

A ponte em reforma

» Parte final da série “Para ser um médium” ver a introdução | ver parte 1 | ver parte 2 | ver parte 3 | ver parte 4

Segundo a falsa ideia de que não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa-vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados. É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a raiva, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, culpa seu organismo, acusando a Deus por suas próprias faltas. (Hahnemann em O evangelho segundo o espiritismo) [1]

Para ser um médium é preciso abandonar o que fomos, e nos preparar, sem medos ou falsas expectativas, para o que viremos a ser – novos homens e mulheres forjados no único fogo que queima sem se ver, e arde pela eternidade.

Para ser um médium é preciso reconhecer nossa própria alma, tomar posse, mergulhar profundo dentro de nós mesmos, pois que só assim nos conheceremos em verdade. Manuais de natação e mergulho podem ser importantes, mas há algo que são incapazes de nos ensinar – somente mergulhando, sem medos ou dúvidas improdutivas, é que saberemos. O grande poeta português já nos alertou:

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. [2]

E, se a alma não for pequena, se o amor não for brisa passageira, se a vontade não for chama inconstante que se apaga com os ventos contrários, valerá a pena… Em nosso inconsciente profundo encontraremos, decerto, muitos monstros e demônios, mas caberá a nós, somente a nós, educá-los, persuadi-los, mostrar que só existe um caminho para uma vida plena de liberdade e sentido, e que todos os outros são apenas falsos atalhos e estradas sem saída, que nos fazem girar em torno de nosso próprio ego, sem realmente sairmos do lugar.

Os maiores perigos no início do caminho espiritual são as idealizações, as ilusões encantadas. Já falamos do “complexo de santidade” anteriormente, mas uma outra ilusão tão ou mais comum é a ilusão do céu de ócio eterno, alcançado mediante barganhas com alguma espécie de deus estranho… O que Deus precisa de nós? Apenas que aprendamos a posicionar nossa alma tal qual espelho a refletir a luz solar. Apenas que consideremos que todo pequeno ser, e todo grande ser, são como crianças a tatear um berçário cósmico, descobrindo aos poucos o que significa, afinal, amor infinito.

Um dos espíritos que respondeu a Kardec no Livro dos Espíritos talvez tenha vislumbrado tal amor de forma um pouco mais abrangente do que temos conseguido: “O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica… Não esqueçam que um espírito, qualquer que seja seu grau de adiantamento no plano cósmico, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para o qual é pedido que cumpra esses mesmos deveres, em troca” [3]. Portanto, se não nos perguntamos por que a gravidade nunca deixa de atuar, constante e harmoniosa, por incontáveis eras, da mesma forma não devemos nos perguntar se Deus precisa de alguma coisa de nós – não é Deus quem precisa, são nossos irmãos. Devemos tão somente aumentar o centro de massa de nosso próprio amor, para que cada vez mais seres gravitem em torno dele.

Para ser um médium é preciso reconhecer todas as nuances do amor, é preciso ter um plano para conquistá-lo e estudá-lo, refleti-lo e irradia-lo, conforme tem sido feito pelos seres de cima, em nosso benefício, há tantas eras.

Mas para amar o próximo é preciso antes ter amor dentro de si, e para si. É preciso investigar o sótão da alma e reconhecer que lá há sujeira, e eventualmente arregaçar as mangas e fazer uma pequena faxina, e depois uma grande faxina, até que todos os monstros e demônios não tenham mais onde se ocultar… Será preciso encará-los frente a frente, e aceitá-los como são: apenas partes de nossa animalidade, fruto de nossa longa teia de vidas e espécies vividas. Não será o caso de decapitar tais monstros com uma espada reluzente e afiada… Guarde a espada. Os monstros passarão a ser seus amigos, lembranças de tempos em que você era ignorante do amor, e que agora não têm mais necessidade de serem antagonistas de sua saga. E, se não há exatamente um final feliz neste grandioso conto de fadas, há ao menos uma imensa ilusão em desencanto. Não há guerra: há apenas a ignorância a se desvanecer como a neblina da manhã ante os primeiros raios de sol…

Para ser um médium é preciso compreender que existe, afinal, uma terra de vida e uma terra de morte. E se entre tais territórios há hoje apenas uma tênue ponte de madeira quebradiça e cordas prestes a arrebentar, façamos a reforma!

Pois é esta ponte, somente ela, o que separa nossa alma da vida eterna. E é somente amando que conseguiremos progredir em sua reforma… Um remendo de corda, uma nova placa de madeira de lei, um pequeno gesto de amor, dia após dia. Passos na travessia, passos cuidadosos, rumo ao outro lado, onde há música…

Há esta ponte entre nós e o Absoluto: atravessá-la, através do amor, é o único sentido, o único significado, a única razão para ser, afinal, um médium.

Todos pensam em mudar o mundo. Quão poucos pensam em mudar a si mesmos. (Tolstói)

para Maria Luiza.

» Esta série termina aqui, mas você ainda pode ler o Epílogo que escrevi para ela em meu blog.

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[1] Cap. IX, item 10. Com ligeiras adaptações.

[2] Trecho final do poema Mar português, de Fernando Pessoa.

[3] São Vicente de Paulo, 888a. Com ligeiras adaptações.

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Crédito das imagens: [topo] moodboard/Corbis; [ao longo] Martin Puddy/Corbis (ponte em Angkor Wat, Cambodja)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-ponte-em-reforma

A Infância de Cristo segundo Bartolomeu

Depois que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou de entre os mortos, acercou-se dele Bartolomeu e abordou-o desta maneira:

– Desvela-nos, Senhor, os mistérios dos céus.

Jesus respondeu-lhe:

– Se não me despojar deste corpo carnal não os poderei desvelar.

Bartolomeu, pois, acercando-se do Senhor, disse-lhe:

-Tenho algo a dizer-lhe, Senhor.

Jesus, por sua vez, respondeu:

– Já sei o que me vais dizer. Dize-me, pois, o que quiseres. Pergunta e eu te darei a razão.

Bartolomeu, então, falou:

– Quando ias no caminho da cruz, eu te segui de longe. E te vi a ti, dependurado no lenho, e os anjos que, descendo dos céus, te adoraram. Ao sobrevirem às trevas e eu estava a tudo contemplando. Eu vi como desapareceste da cruz e só pude ouvir os lamentos e o ranger de dentes que se produziram subitamente das entranhas da terra. Dize-me, Senhor, onde foste depois da cruz.

Jesus, então, respondeu desta forma:

– Feliz de ti, Bartolomeu, meu amado, porque te foi dado contemplar este mistério. Agora podes perguntar-me qualquer coisa que a ti ocorra, porque tudo dar-te-ei eu a conhecer. Quando desapareci da cruz, desci aos Infernos para dali tirar Adão e a todos que com ele se encontravam, cedendo às suplicas do arcanjo Gabriel.

Então disse Bartolomeu:

– E o que significa aquela voz que se ouviu?

Responde-lhe Jesus:

– Era a voz do Tártaro que dizia a Belial: a meu modo de ver, Deus se fez presente aqui. Quando desci, pois, com meus anjos ao Inferno para romper os ferrolhos e as portas de bronze, dizia ele ao Diabo: parece-me que é como se Deus tivesse vindo a terra. E os anjos dirigiram seus clamores às potestades, dizendo: levantai, ó príncipes, as portas e fazei correr as cortinas eternas, porque o Reino da Glória vai descer a terra. E o Inferno disse: quem é esse Rei da Glória que vem do céu a nós? Mas quando já havia descido quinhentos passos, o Inferno encheu-se de turbação e disse: parece-me que é Deus que baixa a terra, pois ouço a voz do Altíssimo e não o posso agüentar. E o Diabo respondeu: não percas o ânimo, Inferno; recobra teu vigor, que Deus não desce a terra. Quando voltei a baixar outros quinhentos passos, os anjos e potestades exclamaram: alçai as portas ao vosso Reino e elevai as cortinas eternas, pois es que está para entrar o Rei da Glória. Disse de novo o Inferno: ai de mim! Já sinto o sopro de Deus. E disse o Diabo ao Inferno: para que me assustas, Inferno? Se somente é um profeta que tem algo semelhante com Deus … Apanhemo-lo e levemo-lo à presença desses que crêem que está subindo ao céu. Mas replicou o Inferno: e quem é entre os profetas? Informa-me. É, por acaso, Enoch, o escritor mui verdadeiro? Mas Deus não lhe permite baixar a terra antes de seis mil anos. Acaso te referes a Elias, o vingador? Mas este não poderá descer até o final do mundo. Que farei? Para nossa perdição, é chegado o fim de tudo, pois aqui tenho escrito em minha mão o número dos anos. Belial disse ao Tártaro: não te perturbes. Assegura bem teus poderes e reforça os ferrolhos. Acredita-me, Deus não baixa a terra. Responde o Inferno: não posso ouvir tuas belas palavras. Sinto que se me arrebenta o ventre e minhas entranhas enchem-se de aflição. Outra coisa não pode ser: Deus apresentou-se aqui. Ai de mim! Aonde irei esconder-me de seu rosto, da sua força do grande Rei? Deixa-me que me esconda em tuas entranhas, pois fui criado antes de ti. Naquele preciso momento, entrei. Eu o flagelei e o atei com correntes que não se rompem. Depois fiz sair a todos os Patriarcas e voltei novamente para a cruz.

– Dize-me, Senhor – disse-lhe Bartolomeu. – Quem era aquele homem de talhe gigantesco a quem os anjos levavam em suas mãos?

Jesus respondeu:

– Aquele era Adão, o primeiro homem que foi criado, a quem fiz descer do céu à terra. E eu lhe disse: por ti e por teus descendentes fui pregado na cruz. Ele, ao ouvir isso, deu um suspiro e disse: assim, rendo-me a ti, Senhor.

De novo disse Bartolomeu:

– Vi também os anjos que subiam diante de Adão e que entoavam hinos, mas um destes, o mais esbelto de todos, não queria subir. Tinha em suas mãos uma espada de fogo e fazia sinais somente a ti. Os demais rogavam que ele subisse ao céu, mas ele não queria. Quando, porém, tu o mandaste subir, vi uma chama que saia de suas mãos e que chegava à cidade de Jerusalém.

Disse Jesus:

– Era um dos anjos encarregados de vingar o trono de Deus. E estava suplicando a mim. A chama que viste sair de suas mãos feriu o edifício da sinagoga dos judeus para dar testemunho de mim, por terem eles me sacrificado.

Quando falou isso, disse aos apóstolos:

– Esperai-me neste lugar, porque hoje se oferece um sacrifício no paraíso e ali hei de estar para recebê-los.

Falou Bartolomeu:

– Qual é o sacrifício que se oferece hoje no paraíso?

Jesus respondeu:

– As almas dos justos, que saíram do corpo, vão entrar hoje no Éden e, se eu não estiver lá presente, não poderão entrar.

Bartolomeu continuou:

– Quantas almas saem diariamente deste mundo?

Disse-lhe Jesus:

– Trinta mil.-

Insistiu Bartolomeu:

– Senhor, quando te encontravas entre nós ensinando-nos tua palavra, recebia sacrifícios no paraíso?

Respondeu-lhe Jesus:

– Em verdade te digo eu, meu amado, que, quando me encontrava entre vós ensinando-vos a palavra, estava simultaneamente sentado junto de meu Pai.

Disse-lhe Bartolomeu:

– Quantas almas nascem diariamente no mundo?

Responde-lhe Jesus:

– Uma só a mais do que as que saem do mundo.

Dizendo isto, deu-lhes a paz e desapareceu no meio deles.

Excerto do apócrifo de São Bartolomeu

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/a-infancia-de-cristo-segundo-bartolomeu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/a-infancia-de-cristo-segundo-bartolomeu/

As Torres de Vigia do Sistema Enoquiano

No sistema enoquiano, as Torres de Vigia são as quatro principais regiões do mundo invisível que permeia e transcende nosso mundo físico. Nós não podemos ver estes mundos com nosso olhos físicos. Nossos ouvidos não podem ouvir seus sons, nem nosso olfato sentir seus aromas. mas pelo uso da técnica do Corpo de Luz podemos viajar por estes territórios e experimentá-los em toda sua glória, ver suas belezas, ouvir sua música e sentir suas fragrâncias Para não nos perdermos nestas viagens precisamos de um mapa acurado de onde estamos indo e do que vamos encontrar por lá quando chegarmos. O sistema enoquiano fornece exatamente isso por meio das suas tábuas.

Cada Torre de Vigia pode ser dividida em  quadrantes e em uma Grande Cruz de 36 quadrados e quatro subquadrantes de 30 quadrados cada. Cada subquadrante por sua vez pode ser dividido em uma cruz de 10 quadrados, 4 quadrados grandes e 16 quadrados menores.  Cada Grande Cruz contem os quadrados mais elevados espiritualmente enquanto que os quadrados  abaixo dos braços da Grande Cruz são os mais densos (materiais) dos subplanos. As quatro Torres de Vigia formam um retrato do universo invisível e são unidas por meio de uma cruz negra de 51 quadrados. Importantíssimo ressaltar que eliminando a repetição de letras a cruz negra pode ser reduzida a Tabua da União de 20 quadrados.  Todas estas proporções são importantíssima guarda alguns dos mais importantes segredos deste sistema magico.

Antes de partirmos para a apresentação de cada uma das torres de vigia, quero lembrar o leitor que não devemos confundir o Fogo, Terra, Água e Ar com os elementos materiais que estamos acostumados. Para eliminar qualquer tipo de dúvida neste sentido recomendo a leitura de um outro artigo meu já publicado aqui no portal da iniciativa Morte Súbita inc. sob o nome Mundos Enoquianos.

Torre de Vigia da Terra

 

 

O Grande Quadrante da Terra é onde encontramos a primeira das torres de vigia, responsável por criar e manter nosso mundo físico. É uma região de poderosas forças criativas que sustenta todas as coisas físicas. A Torre de Vigia da Terra não deve ser confundida com o planeta Terra em que vivemos com nosso corpo físico. Para deixarmos claros esta diferença podemos dizer que a torre de vigia da terra compenetra o planeta mas se estende por sua superfície e atmosfera até aproximadamente a órbita da Lua.

Torre de Vigia da Água

 

 

O Grande Quadrante Ocidental da Água  é a Torre de Vigia que reflete as imagens de nosso mundo físico nos mundos superiores. É a região de forças vitais e criadoras da vida. Um fato curioso sobre este plano é que aqui as coisas do nosso mundo podem ser vistas segundo sua forma espiritual. Um cobertor feito com carinho por uma mãe para seu filho resplandecerá a beleza deste amor, por mais feio e mal feito que seja no mundo material. Uma pessoa falsa terá a feiúra de sua falsidade, etc… A Torre de Vigia permeia nosso planeta e toda região da Torre de Vigia da Terra e se estende para além delas até aproximadamente a órbita de Vênus.

Torre de Vigia do Ar

 

 

O Grande Quadrante Oriental é a localização da Torre de Vigia do Ar de onde jorram todas as ideais que mais tarde se materializam nos outros planos. Não deve ser confundida com o céu e as nuvens, pois cada quadrado desta região é um vasta e sutil região que envolve nosso mundo. É a região da Inteligência que conduz a lógica e a razão de todos os seres vivos. Mais importante do que isso é o fato de que esta é a região onde literalmente podemos encontras as respostas para toda e qualquer pergunta que possa ser formulada. Este quadrante permeia todo nosso planeta e demais regiões e se estende até a órbita de Mércurio.

Torre de Vigia do Fogo

O Grande Quadrante Sul do Fogo é onde se encontra a Torre de Vigia responsável pelas incessantes mudanças de nosso mundo físico. É a região das primeiras forças motivadoras que por meio de sua força causam um efeito cascata nas demais regiões até causarem transformações em nosso mundo material. É a região do verbo criador e destruidor. Virtualmente qualquer mudança pode ser realizada se conseguirmos fazer com que nasça em algum dos quadrados desta Torre de Vigia. Esta região permeia todas as anteriores, mas avança para além delas até a superfície do Sol.

A  Tábua da União

 

A Tábua da União é a origem última de todas as coisas que existem. É a região das forças causais da onde nascem todas as coisas do universo. É a região do logos de onde nasce a Vontade que dá origem as forças motivadoras acima citadas. É uma região composta inteiramente por espírito que não pode ser encontrado em nossa realidade física. Cada quadrado da tabua da união é uma região infinitamente grande que supera em muito qualquer realidade que possamos conceber. É dito que esta região se estende para os planos mais altos do nosso sistema solar

Por Angellita Obelieniute PhD

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/as-torres-de-vigia-do-sistema-enoquiano/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/as-torres-de-vigia-do-sistema-enoquiano/

Simbolismo Animal II

É importante ademais destacar que quase todas as divindades zodiacais, não importa de que tradição, estão representadas com formas de animais, e recordaremos novamente que a palavra Zodíaco não quer dizer senão “roda dos animais”, ou “roda da vida”, o que está obviamente unido à idéia de movimento e de geração surgida do Ser universal, ou melhor, de sua energia criadora, que permanentemente se recria a si mesma, neste caso através das indefinidas formas animais. Isto concorda perfeitamente com a idéia, muito difundida entre as civilizações pré-colombianas de que o Cosmo, isto é a Vida universal, é um animal gigantesco, do qual todos fazemos parte integrante (tal é o caso também da serpente alquímica Ouroboros), e isso explicaria o porquê entre ditas culturas a Deidade criadora estar em bastantes ocasiões representada como um animal (como ocorre na tradição indiana, com o deus com forma de elefante Ganesha), ou bem caracterizada com as partes mais significativas de um animal, geralmente a cabeça, como é o caso, por exemplo, dos deuses assírio-babilônicos e do antigo Egito. Nas tradições Centro-americanas o deus Quetzalcoátl quer dizer “pássaro-serpente”, ou “serpente emplumada”, conjugando em sua natureza as energias aéreas que tendem para o céu (o vertical), e aquelas que reptan e se movem pela terra (o horizontal). A águia e a serpente são, efetivamente, os dois animais que melhor representam esse antagonismo e complementaridade entre o celeste urânico e o terrestre ctónico e telúrico.

Por outro lado, junto com o cordeiro, o pelicano e o peixe, a águia e a serpente são os animais-símbolos mais representativos de Cristo, conquanto isto teria que se estender a quase todos eles (inclusive os fabulosos), como o demonstra o riquíssimo bestiário de Cristo (dentro do qual se inclui o Tetramorfos), tão amplamente desenvolvido na arte da Idade Média. Dito bestiário compreende praticamente todas as espécies repartidas em quatro grandes grupos, em correspondência com os quatro elementos: os répteis à terra, os peixes e anfíbios à água, as aves ao ar, e os mamíferos ao fogo, sendo o mesmo Cristo (o Filho do Homem) o elemento central, ou “quintessência”, pois dele emanam, enquanto expressões dos atributos de seu Verbo ou Logos criador.

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/simbolismo-animal-ii

Como descobrir o fetiche de um homem e usar isso contra ele

Se você conseguir descobrir o fetiche de um homem poderá enfeitiça-lo. Todo mundo tem um tipo de fetiche sexual, mesmo que não seja conhecido pela própria pessoa. Infelizmente, muitas pessoas supõem que um fetiche deve ser um recurso sexual público. Dificilmente esse é o caso, já que muitos fetiches compulsivos são frequentemente os meios ou situações nas quais as médias das pessoas nunca consideraria estar relacionada de qualquer forma com atividade sexual.

Todos temos familiares, hoje em dia, com tipos comuns de fetiches, como: cabelos compridos, saltos altos, ligas, servidão, chicotes, espancamento, espartilho, etc. Uma bruxa competente não deve nem mesmo considerar tais recursos e atos como fetiches. Entretanto, eles representam os esqueletos em muitíssimas pessoas mentalmente fechadas a serem consideradas “anormais” O Sombra costuma proclamar que ele sabia “qual o mal que espreita no coração dos homens”, e você deve estar consciente do seu conhecimento se você quer se tornar uma bruxa.

Alguns tão chamados fetiches são tão universais que parece injusto considerá-los outra coisa além de manifestações humanas de comportamento que tem seus paralelos em todas as áreas do reino animal. Fora o fator mais comum de atração – domínio de uma pessoa passiva e receptividade à pessoa dominante a marca mais certa para o sucesso de fetiche é a reação dele a certas frases displicentemente colocadas numa conversa.

Se você conhece um homem temo o bastante para te ruma conversa , frases-chaves podem ser inseridas que farão os olhos dele acenderem e pedirem para ouvir mais sobre isso ou hesitar um pouco trazendo o tópico de volta a conversa mais tarde. Frases-chaves que falam o óbvio são desnecessárias, como no caso de um comentário sobre uma peça de roupa que você esta usando num momento que pode ser considerado fetiche. Certas coisas chamadas fetiches deviam ser empregadas todo o tempo que uma bruxa estivesse trabalhando, ou ela não pode afirmar que é uma bruxa no mais verdadeiro sentido. Esses fetiches óbvios serão discutidos em capítulos posteriores.

Aqui está uma lista de descobridores de fetiches dos quais você pode tirar dicas. Lembre-se: UMA VEZ QUE VOCÊ CONHECE O FETICHE DELE, LEVE-O PARA CASA COM REFERÊNCIAS SUTIS E COMENTÁRIOS DISPLICENTES. Se você for esperta, uma abertura na conversa sempre pode ser criada para inserir-se esses descobridores de fetiches, colocados com suas próprias palavras. Refira-se a:

  • Como vocẽ não leva desaforo e homem (chefe, marido, outro pretendente.)
  • Como você deu uma bronca em alguém.
  • Foi espancada quando criança.
  • Merecer uma boa surra (tanto você ou ele)
  • Briga de puxar o cabelo com outra mulher.
  • Um cachorro sacana que você conhece que é cheio de liberdades com seu focinho.
  • Como algumas pessoas estúpidas pensam que você é lésbica.
  • Seus pés estarem quentes e suados.
  • Não ter conseguido tomar banho em vários dias
  • Como alguns homens podres que vocẽ conhece sentem-se todos excitados com você.
  • Como deve ser divertido ser homem.
  • Como ele seria uma garota bonita.
  • Como você ficou chocada e embaraçada ao ver um homem se expondo.
  • Expondo-se acidentalmente.
  • Acidentalmente molhar suas calças.
  • Cortar o seu cabelo, se for comprido demais ou deixá-lo crescer se for curto.

Pelo menos um desses tópicos é garantido para tirar uma resposta óbvia quando sutilmente colocada na conversa. Aqueles que não tiverem significado para sua presa serão negligenciados – entrarão por um ouvido e sairão por outro – ou rejeitados por  um encolher de ombros ou comentários vazios. E quando você ver e os olhos dizem tudo e a presa pegar a dica e devolvê-la com um sorriso ou interesse nervoso você saberá que acertou o alvo.

Uma vez descoberto que você acertou precisamente o alvo, você tem uma arma mágica à sua disposição que lhe servirá  se tudo o mais falhar. Você pode até mesmo acabar tendo de pôr em prática tais fetiches  se enfeitiçar a vítima é importante o bastante para você.  é a velha pergunta:  o quanto é importante conseguir o que você quer? Vocẽ pode ter todos os atributos físicos errados para o gosto dele, mas se ele ficar excitado por uma garota que se vestiria de babá dando umas palmadas nas nádegas dele, enquanto ele está vestido de menininha  e você agir como se estivesse adorando fazer exatamente isso, você se sobressairá em qualquer competição com outras garotas que têm apenas suas aprências e posição apropriada como parceiras do Demônio.

Se você for muito tímida para empregar os descobridores de fetiche acima mencionados com relação a você pode sempre inserí-lo na conversa usando uma terceira pessoa. A maneira como os olhos dele acenderem quando você falar sobre o que aconteceu com sua amiga, ou com outra mulher do escritório, dirá se você está no caminho certo. Só ha uma coisa errada com relação a usar o relato de uma terceira pessoa quando se esta tentando descobrir o fetiche, e eu vi esse problema ocorrer muitas e repetidas vezes. Você deve se lembrar que está lidando com compulsões quando está explorando fetiches, e fetiche é exatamente aquilo que o home implica: um meio ou situação que se sobrepõe completamente a qualquer outro estímulo sexual mais seletivo. Se você disser á sua presa que sua melhor amiga é uma garota linda, mas quando ela tira os sapatos enquanto esta digitando no escritório você tem que abrir a janela, ele pode ficar tão excitado que tudo o que ele conseguirá pensar é como encontrar a sua amiga que tem chulé.

Já vi mulheres que pareciam não “ter nada a oferecer”, mas que enfetiçaram um homem para longe da esposa perplexa, que não consegue entender que tipo de poder a “outra mulher” tem sobre seu marido. Quase sempre essas mulheres usam compulsão fetichista. uma bruxa sábia deve saber se o fetiche que ela está usando de instrumento não será prontamente revelado a outros pelo homem; ela tem pouco medo de competição das outras. As prostitutas profissionais são muito cuidadosas ao revelar os “pedidos especiais” de bons clientes a outras garotas  se as recompensas financeiras para tais serviços forem substanciais. E em geral são substanciais pois a atividade de fetiche comanda (e consegue) os melhores preços na profissão. TODO HOMEM É UM FETICHISTA. VOCÊ SÓ PRECISA DESCOBRIR QUAL O FETICHE DELE.

 

Lista de Fetiches Comuns

Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.

Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.

Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.

Exibicionismo: fetiche por exibir a própria nudez.

Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.

Podolatria: fetiche por pés.

Quirofilia: excitação sexual por mãos.

Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.

Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes

Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.

Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.

Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.

Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).

Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.

Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.

Odaxelagnia: fetiche por mordidas.

 

Lista de Fetiches não tão comuns

 

Agorafilia: atração por atividades sexuais em locais públicos;

Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos pontudos e cortantes.

Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la

Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro nos genitais ou em outra zona erógena.

Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.

Asfixiofilia: prazer pela redução de oxigênio.

ATM: prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.

BBW: atração por mulheres obesas

Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que “recebe” no rosto a ejaculação de diversos homens.

Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.

Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.

Coreofilia: excitação sexual pela dança.

Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.

Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.

Dendrofilia: atração por plantas.

Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.

Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.

Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina ou no ânus.

Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.

Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.

Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.

Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios

Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.

Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.

Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.

Pregnofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.

Timofilia: excitação pelo contato com joias e metais preciosos.

Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.

Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.

Anton Szandor Lavey, trecho de a Bruxa Satânica.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-descobrir-o-fetiche-de-um-homem-e-usar-isso-contra-ele/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/como-descobrir-o-fetiche-de-um-homem-e-usar-isso-contra-ele/

A Grande Fraternidade Branca

Em termos de Sociedade Secreta não há registro de nada mais antigo nem mais secreto-secretíssimo do que a Grande Fraternidade Branca ─ ou Grande Loja Branca: seus integrantes, afinal, são invisíveis e atemporais. Dela se diz que sua regência sobre a evolução das criaturas humanas terrenas remonta à Terceira Raça Raiz ─ ou seja, a Fraternidade Branca atua neste globo desde as extintas civilizações Lemuriana [a Terceira] passando pela civilização Atlante e chegando à atual, a civilização do auto-denominado homo sapiens, Quinta Raça Raça Humana, ponto extremo inferior da curva evolutiva.

18 milhões de anos! Considerando tal longevidade e analisando a cronologia dos Brâmanes [veja box abaixo] conforme da Doutrina Secreta, essa Grande Fraternidade Branca deve estar atuando nos destinos humanos há pelo menos 18 milhões de anos! quando, segundo os teósofos,  a Humanidade atual, a Quinta Raça Humana, começou a se manifestar.

Cronologia dos Brâmanes

Idade deste Sistema Planetário-Solar [em 2009]
Idade do Surgimento da Primeira Raça Humana [etérea]
Idade da Humanidade Atual ─ Quinta Raça Humana
Duração do Kali-Yuga, Era atual
Tempo de KaliYuga já transcorrido [em 2009]

1 bilhão 995 milhões 884 mil 809 anos
1 bilhão 644 milhões 501 mil 109 anos
18 milhões 618 mil 728 anos
432 mil anos
5 mil 111 anos

Fonte: BLAVATSKY, 2001

Para muitas Sociedades Secretas, a Grande Fraternidade Branca é uma espécie de modelo hierárquico, doutrinário e ideológico invisível. Muitas dessas sociedades, mais ou menos antigas, reivindicam o posto de representantes fiéis dos Mestres Espirituais neste mundo material:

Segundo abalizados autores, a Loja Branca é uma poderosa Fraternidade ou Hierarquia de Adeptos cujas colunas mestras são o Amor e a Sabedoria [estrutura da qual] uma Loja maçônica é uma miniatura simbólica. …Essa Fraternidade vela pela humanidade e através dos séculos vem guiando sua evolução e governando internamente [secretamente] os negócios do nosso globo. [FIGUEIREDO, 1899 ─ p 225]

Durante os séculos XVIII, XIX, XX e mesmo hoje, no século XXI, quando o interesse nas tradições ocultistas era [e ainda é] tão intenso quanto o entusiasmo pela ciência objetiva, Teósofos e outros esotéricos revelaram a Grande Loja Branca como um Colégio, um Conselho de Mestres responsáveis pela preservação da Sabedoria e pela orientação da evolução da Humanidade deste planeta. De acordo com essa revelação, os Mestres da Grande Loja Branca são os verdadeiros governantes deste mundo; são guias dos Homens ao longo do processo de desenvolvimento espiritual.

Estudos e ensaios teosóficos descrevem com detalhes a organização interna dessa Fraternidade transcendental. Seu líder e considerado o Senhor do Mundochama-se Sanat Kumara. Na hierarquia da Fraternidade, o segundo mestre é Gautama [príncipe Sidarta Gautama, o Buddha Sakyamuni ─  [vida terrena situada entre 563-483 a.C.] ─ o Buda da Raça Humana atual, [a Quinta]. A estes Mestres seguem-se muitos outros, menos graduados, entre manus, bodhisatvas [corpos de Sabedoria], Cohans, Maha-cohans, mestres de Raios!  e toda uma corte de seres supra-humanos, metafísicos e sobretudo, ocultos, inacessíveis aos sentidos e meios físicos, misteriosos.

Quanto à fonte de Todo esse conhecimento, sobre esta suposta Irmandade que interage com o mundo humano-terreno a partir de uma outra dimensão existencial, essas informações foram obtidas, segundo os ocultistas informantes, por meio da paranormal faculdade da clarividência [portanto é um conhecimento que pertence á categoria Acredite se quiser] ─ [GREER, 2003 ─ p 209]. Todavia, não é bem assim; o fato é que a Grande Fraternidade Branca é uma idéia que tem um precursor histórico.

Origem da Idéia

A idéia de uma organização secreta de místicos iluminados, guias do desenvolvimento espiritual da raça humana, foi apresentada pela primeira vez no século XVIII [anos 1700] por Karl von Ekartshausen [1752-1803], escritor, filósofo, místico alemão, no livro The Cloud Upon the Sanctuary [A Nuvem Sobre o Santuário] publicado depois da morte do autor, em 1802.

Na concepção de Ekartshausen estes místicos, que formam um Conselho da Luz, eram [ou são] Espíritos que permanecem ativos em relação à Terra mesmo depois depois da morte física neste planeta. O autor propõe, então, que se promova uma comunhão entre vivos e mortos, unindo a idéia cristã da Comunhão dos Santos com as Sociedades Secretas Ocultistas, místicas ou mágicas, como os Rosa-cruzes e os Illuminatti.

Durante o século XIX ocultistas de diferentes linhas de pensamento se encarregaram de enriquecer, alimentar e difundir a crença nessa Irmandade. Entre esses difusores, destacam-se: os Teósofos, como Alfred Percy Sinnet [1840-1921, autor de Mahatma Letters, ou cartas de Mahatmas, mestres espirituais], Helena Petrovna Blavatsky [1831-1891], C. W. Leadbeater [1854-1934], Alice Bailey [1880-1949], Helena Roerich [1879-1955]; Guy Balard, [1878-1939], pseudônimo de Godfré Ray King, fundador do movimento Eu Sou, transmissor na Terra dos ensinamentos transcendentais do Conde de Saint-Germain, personagem misterioso do ocultismo ocidental, um dos Iluminados da Fraternidade Branca ou, como também são chamados esses mestres invisíveis, um mestre ascencionado [CABUS, 2008].

Os teósofos foram um dos primeiros a atribuir sua doutrina, seus ensinamentos a esse Colegiado de Adeptos. Em Isis Unveiled [Isis Sem Véu] H.P. Blavatsky refere-se a estes Guias como Mestres da Irmandade Oculta ou Mahâtmas [Grande Espírito] e afirma que não somente encontrou pessoalmente esses Adeptos com também, durante toda a sua vida, manteve com eles comunicações regulares através de poderes telepáticos, incorporações, como os mediuns espíritas fazem com espíritos desencarnados ou, ainda, por deslocamentos do corpo astral.

A expressão Grande Irmandade Branca [white brotherhood] começou a ser usada depois da publicação de The Masters and The Path [Os Mestres e O Caminho] de C. W. Leadbeater, 1925. Desde então o título Grande Irmandade Branca tornou-se o preferido nas referências a essa comunidade de Adeptos Iluminados.

Os ocultistas ocidentais também costumem se referir à Irmandade com Grande Loja Branca, denominação que parece indicar que esses ocultistas idealizam esse Colégio de Sábios, como uma sociedade hierárquica, com estrutura semelhante às sociedades secretas iniciáticas terrenas.

Inúmeras Sociedades ocultistas reclamam para si a condição de verdadeiras representantes da Grande e invisível Irmandade Branca. Até Aleister Crowley [1875-1947], com sua fama auto-proclamada de perversa besta, chegou a insinuar que sua Astrum Argentum era diretamente ligada aos bondosos Mestres Ascensos.

Mestres Ascensos e Doutrina do EU SOU

Em 1934, Guy Ballard [1878-1939], um engenheiro norte-americano, que alegava ter tido uma revelação em 1930, no Mt. Shasta ─ Califórnia, publicou Unveiled Mysteries onde refere-se à Irmandade Branca como um Conselho ou Colegiado de Mestres Ascensos.

Ballard afirma que esteve frente a frente com o lendário Conde de Saint-Germain. O Conde seria um desses Mestres Ascensos que encarnou voluntariamente na Terra em diferentes períodos da História sempre usando, ostensivamente, a mesma identidade, de Conde de Saint-Germain, intrigando gerações que envelheceram enquanto o misterioso personagem permanecia jovem.

Mestre Saint-Germain transmitiu a Ballard os ensinamentos da Doutrina EU SOU, muito difundida através de um livrinho precioso chamado O Livro de Ouro de Saint-Germain. Precioso porque, com certeza, a pequena obra é origem e fundamento de praticamente todas as técnicas de auto-ajuda, em cujo cerne repousa a velha e boa reprogramação comportamental com base na neuro-lingüística, tão em moda nas últimas cinco décadas [desde os anos de 1960, no mínimo ─ CABUS, 2008].

Sincretismo & Mestres Ascensos

Depois de tantas revelações e tantos reveladores, a Grande Fraternidade Branca chegou à segunda metade do século XX [a partir dos anos de 1950] envolta em doutrinas sincréticas, que misturavam ensinamentos de várias vertentes místico-religiosas: cristianismo esotérico, gnose, teosofia, budismo e doutrinas outras entre exóticas e fantasiosas. Essas Irmandades terrenas que se dizem representantes da verdadeira White Brotherhood proliferam em todo o mundo adotando diferentes denominações.

O conceito do Colegiado de Mestres Ascensos enfatizado por Guy Ballard obteve enorme aceitação entre esotéricos da Nova Era [New Age] resultando na formação de numerosas irmandades, fraternidades, sociedades, muitas delas fazendo absoluta questão de serem legítimos rosa-cruzes, outras, proclamando-se profetas contemporâneos guiados pelos Ascencionados.

O elenco ou lista desses Ascencionados, não é um consenso e cada organização tem lá suas preferências embora alguns personagens de elite, conhecidos do grande público, sejam comuns a todas elas: Jesus, Maria mãe de Jesus, Buda Sakyamuni, qchamam familiarmente Gautama quando o próprio Buda Sakyamuni renunciou ao seu nome de família nobre e, mais recentemente, até o desencarnado papa João Paulo II foi admitido na equipe dos Mestres Ascencionados!

Oh! Raios!

Outros destacados Mestres Ascensos, mais ou menos famosos, fazem são nomeados e até suas imagens, desenhadas, aparecem em suas fichas. São alguns deles:  El Morya, Hilarion, classificados como cohans ou seja, Mestres do Raio: Kuthumi [que foi popularizado pela Teosofia], Mestra Nada [que tem sido identificada com Maria de Nazaré], Maytreya, Palas Atena [aquela mesma, da mitologia grega] entre outros menos famosos.

O Raio, na verdade, ao menos sete deles, são emanações energéticas diferentes, cada uma sob o domínio de um Mestre do Raio. Esses raios têm uma cor terapêutica própria e comunicam aos que os recebem ou invocam diferentes virtudes. Esses mestres atuam sob a liderança de um superior, o Maha-Cohan.

O cargo não é eterno e, no momento, segundo os teóricos da Summit Lighthouse, [Cúpula da Casa da Luz], uma das incontáveis organizações que se apresentam como verdadeiros representantes da White Brotherhood, o lugar é ocupado por um conhecido personagem histórico: Aquele que atualmente ocupa o cargo de Maha-Chohan esteve encarnado como o poeta cego Homero! ─ cujos poemas épicos, a Ilíada e a Odisséia, incluem sua chama gêmea, Palas Atena!, como personagem central. A Summit Lighthouse define a Irmandade:

A Grande Fraternidade Branca é uma ordem espiritual de santos do Ocidente e de adeptos do Oriente, que se reuniram ao Espírito do Deus vivente, e da qual fazem parte as hostes celestiais. Eles transcenderam os ciclos de carma e renascimento e ascenderam para essa realidade superior, que é a eterna morada da alma… A palavra “branca” não se refere à raça, mas à aura de luz branca que circunda esses seres. [SUMMIT LIGHT HOUSE]

Endereço! ─ Onde Fica a Sede da Grande Fraternidade Branca

Para chegar à sede da Grande Fraternidade Branca é necessário: 1. ou morrer em santidade; 2. ou aprender a sair do corpo e visitar pessoalmente os Mestres, se os Mestres quiserem receber você. Isso porque, como já foi esclarecido, a Grande Fraternidade Branca é invisível e sua sede está situada em um não-lugar terreno; em um plano outro de existência [outro plano ontológico, de Ser], em outra dimensão, em alguma dobra das curvas do Universo.

Todavia, essa mansão sem endereço topográfico tem sua localização etérica que, eventualmente, tem seus pontos de referência geográficos. Mas não há consenso entre os ocultistas: para alguns, a morada dos Mestres fica em uma dimensão transcendental situada no Deserto de Gobi.

O Deserto de Gobi, que ocupa territórios da Mongólia e da China, em tempos arcaicos, teria sido um mar e a cidade dos Ascensos ficava às margens deste mar. O mar foi engolido pelas convulsões geológicas do planeta porém, no mesmo lugar, existiria, ainda, a ilha sagrada dos Mestres, que os sentidos meramente físicos dos humanos não podem perceber. Diz a lenda que o local permanece oculto graças aos poderes sobrenaturais de seus habitantes; e protegido pela vigilância de seres encantados.

Outra possível localização dessa Morada dos Mestres seriam os subterrâneos da cordilheira dos Himalaias, entre o Tibete e o Nepal. Nesse caso, não é uma cidade invisível; antes, é uma sede oculta. Uma terceira hipótese, supõe que os Iluminados estão onde sempre estiveram desde o início dos tempos: no único ponto imutável do planeta [segundo os teósofos], o Pólo Norte, na região diretamente alinhada com a estrela chamada Ursa Polar. Ali habitariam seres remanescentes da Primeira Raça Humana, os Sombras, os Arûpa, os Sem-Corpos [materiais densos]; e também os sábios de todas as outras quatros Raças que vieram depois. Entre estes, destacam-se os magos brancos da Atlântida.

Finalmente, existe a versão dos Mestres Invisíveis que vivem não nos subterrâneos mais superficiais, mas nas entranhas do mundo, em uma cidade mítica sobre a qual há controvérsias. A idéia mais aceita implica na admissão não de um, mas de dois Colegiados de seres superiores e rivais. Os mestres da mão direita, magos brancos, teriam se instalado no reino de Agharta, ao norte, no interior deste planeta. Estes trabalham pela evolução da Humanidade.

Os mestres da mão esquerda, magos negros, seriam os fundadores moradores de Shambala, que ou são indiferentes ao destino dos Homens ou não se importam em, eventualmente, promover a desgraça desta Quinta Raça Humana. Nesta hipótese, tanto os Magos brancos quanto negros seriam os últimos descendentes/sobreviventes da civilização Atlante e, somente escaparam das enchentes e terremotos porque souberam previamente da iminência da tragédia graças aos seus poderes de clarividência.

Fraternidade Branca: O que Dizem os Místicos

Muitos ocultistas escreveram sobre essas Entidades, Seres, Mestres que governam o mundo por meios insidiosos e agentes secretos, pelo bem ou pelo mal da Humanidade. Eis alguns comentários e revelações sobre aquela que deve ser a mais antiga das Sociedades Secretas da História desta e de todas as Humanidades que já existiram na Terra:

H. P. Blavatsky [1831-1891] ─  Quando a Quinta Raça [atual] estava ainda em sua infância, o Dilúvio alcançou a Quarta Raça, Atlante [que eram gigantes comparados ao homo sapiens]… Somente [um] punhado de eleitos, cujos instrutores divinos tinham ido habitar a Ilha Sagrada [no deserto de Gobi] – de onde virá o último Salvador – impediu que metade da Humanidade se convertesse em exterminadora da outra metade. …Os Adeptos e Sábios moram em habitações subterrâneas, geralmente sob construções piramidais existentes nos quatro cantos do mundo. …Os Senhores da Sabedoria trouxeram frutas, grãos de outras esferas, para benefício da Raça que eles governavam. O primeiro uso do fogo, a domesticação de animais, o plantio dos cereais e das ervas foram conhecimentos transmitidos pela Hoste Santa. [BLAVATSKY, 1899]

O Colégio dos Sábios Segundo Gurdjieff [1860/1872?-1949] ─ Setenta gerações antes do último dilúvio [e cada geração valia por cem anos]… no tempo em que o mar estava onde hoje está a terra e a terra, onde hoje está o mar – existia uma grande civilização, cujo centro era a ilha Hannin. Os únicos sobreviventes desse dilúvio [o dilúvio ao qual o autor se refere é o que aparece no relato sumério-mesopotâmica de Gilgamesh] tinham sido alguns membros de uma confraria [irmandade] denominada Imastun que representava, por si só, toda uma casta.

Esses Irmãos Imastun estavam, antigamente, espalhados por toda a Terra, mas o centro de sua confraria permanecia nessa ilha. Esses homens eram sábios. Estudavam, entre outras coisas, a astrologia e foi para poder observar os fenômenos celestes sob ângulos diferentes que, pouco antes do dilúvio tinham se dispersado por todo o globo. Mas qualquer que fosse a distância, às vezes considerável, que os separasse, permaneciam em comunicação entre si, bem como com o centro de sua comunidade, que mantinham ao corrente de suas pesquisas por meios telepáticos. [GURDJIEFF, 2003- ─ p 44]

Peter Deunov ─  [1864-1944] Gnóstico búlgaro, mestre espiritual fundador da School of Esoteric Christianism, [chamado por seus discípulos de Master Beinsa Douno] refere-se a essa organização como Universal Brotherhood [Irmandade Universal]. Ao ser excomungado em julho de 1922, defendeu a Irmandade: Existe apenas uma Igreja no mundo mas a Universal Brotherhood está além das Igrejas, é mais que Igrejas. Mais elevado que a Universal Brotherhood, somente o reino do Céus [o Paraíso].

C. W. Leadbeater [1854-1934, teósofo] ─ Desde sempre existe uma Irmandade de Adeptos [Brotherhood of Adepts], The Great White Brotherhood [Grande Irmandade Branca]; desde sempre existiram Aqueles que sabiam, Aqueles que possuíam [essa] sabedoria secreta, e nossos Mestres estão entre os atuais representantes dessa poderosa linhagem de Profetas e Sábios. Durante incontáveis Eons Eles têm preservado O Conhecimento.

Atualmente, parte desse Conhecimento está ao alcance de qualquer um, aqui, no plano físico, [no corpo da chamada Doutrina Secreta revelada pela Teosofia]. O próprio Mestre Kuthumi disse uma vez, sorrindo, que quando alguém fala da grande mudança que o conhecimento teosófico trouxe à sua vida, Ele reflete: Sim, mas nós somente levantamos uma pequena ponta do véu [LEADBEATER, 1925].

A Grande Fraternidade Branca é uma organização diferente de qualquer outra no mundo. Alguns a descrevem, ou imaginam, como uma irmandade Himalaica ou tibetana que reúne ascéticos indianos em algum tipo de monastério situado em algum ponto inacessível de uma montanha. [Mas não é assim, os Irmãos pertencem, muitas vezes, a outras esferas, outros globos; outros são desencarnados terrenos e não habitam, necessariamente, um lugar físico]. Esse Grandes Espíritos pertencem a duas categorias: aqueles que mantêm um corpo físico e os que não mantêm. Esses últimos são chamados Nirmanakayas. Os Nirmanakayas mantêm a si mesmos em um estado de ser intermediário entre o mundo-terreno e o Nirvana. Dedicam todo o seu tempo e energia para a geração de força espiritual benéfica para Humanidade [LEADBEATER, 1996]

Koot’ Hoomi Lal Sing [1880, mestre ascenso] ─ A verdade sobre nossas Lojas e sobre nós mesmos… os Irmãos, sobre os quais todos ouvem falar e poucos vêem, são entidades reais, e não ficções criadas como alucinações por um cérebro em desordem. [Apud SINNETT, 1926]

Trevor Barker [teósofo] ─ Entre os estudiosos da Teosofia e Ocultismo é bem conhecido o fato de que a doutrina e a ética apresentadas ao mundo pela Sociedade Teosófica, durante os 16 anos depois de de sua fundação, em 1875, são conhecimentos ministrados por Mestres do Oriente pertencentes a uma Irmandade Oculta que vive no Trans-Himalaia Tibetano. Blavatsky, que tinha esses sábios como mestres, afirmava não somente a existência da Irmandade, mas dizia que, durante sua estada no Tibete, tinha recebido pessoalmente, destes mestres, treinamento, ensinamentos e instruções [BARKER, 1926]

Wouter J. Hanegraaff[Grande Fraternidade Branca & Jesus] ─ Segundo o clarividente Edgar Cayce [1877-1945], os Essênios foram representantes da Grande Fraternidade Branca, ativos na Palestina no tempo de Jesus. Seu principal centro não era em Quram, mas no Monte Carmelo, lugar associado ao profeta Elias, outro iniciado, membro da Fraternidade. …Antes do nascimento de Jesus, os essênios souberam e prepararam seu advento. Chamavam-no o Velho Irmão. Acreditava-se que Ele foi o primeiro ser humano a completar o desenvolvimento espiritual. Aquele mesmo Jesus que viria como Messias tinha vivido muitas vidas neste planeta: Adão, Enoch, Melchizedek, José do Egito.

Preparando a chegada ou encarnação do mestre, os essênios selecionaram várias jovens; uma delas seria a mãe do Messias. Essas candidatas a Mãe do Salvador eram educadas no Monte Carmelo. Maria foi escolhida por um anjo. No episódio da Fuga Para o Egitoos essênios providenciaram que a Sagrada Família chegasse ao seu destino em segurança. Ao longo de toda sua vida até o momento em que começou seu ministério público, Jesus foi treinado por mestres da Grande Fraternidade Branca. Depois dos sete anos passados no Egito, o menino foi levado à Índia, onde ficou por três anos; depois, Pérsia voltando à Judéia na ocasião da morte de seu tutor terreno, José. [HANEGRAAFF, 1996]

George D. Chryssides─ A Grande Fraternidade Branca é um grupo de seres espirituais que vivem, existem em um espaço paralelo ao mundo físico humano. Essa Fraternidade é liderada por um Senhor do Mundo que preside uma hierarquia de mestres que inclui o Buda Sakyamuni, o mestre Maiterya, o mestre Morya e Mestre Koot Hoomi. Alguns desses mestres são pessoas desencarnadas, outros, pertencem a uma mitologia religiosa e alguns não se encaixam em nenhuma dessas categorias.

A Fraternidade abriga, ainda, históricas personalidades religiosas, ocultistas e filosóficas:

  • o patriarca Abraão
  • o rei Salomão
  • Confúcio [551-479 a.C.]
  • Lao Tzu [filósofo e alquimista chinês,autor do Tao Te Ching]
  • Platão [428-347 a.C., grego], Jacob Boehme [1575-1624, filósofo e místico alemão]
  • Roger Bacon [1214-1294, inglês]
  • Francis Bacon []1561-1626, inglês]
  • Cagliostro [1743-1795 Alexandro, conde de Cagliostro, ocultista, alquimista, maçom]
  • e até Franz Anton Mesmer [1734-1815, alemão], o famoso médico e hipnotizador. [CHRYSSIDES, 2001]

Glossário Mínimo da Grande Fraternidade Branca

Fonte: BLAVATSKY, H. P.. Glossário Teosófico. [Trad. Silvia Branco Sarzana] ─ São Paulo: Pensamento, 1995.

Adepto  ─ latim. Adeptus  ─  aquele que obteve. Em Ocultismo, aquele que pelo desenvolvimento espiritual alcançou o grau de Iniciação ou seja, alcançou conhecimentos e poderes transcendentais e chegou à condição de Mestre esotérico [dos segredos] [BLAVASTKY, 1995].

Cohan ─ Na Doutrina Secreta a tradução é Senhor. Na literatura teosófica atual é o mesmo que Dhyân-Cohan ou seja, Luzes Celestiais, Arcanjos.[BLAVASTKY, 2001]

Dhyânis ─ sânscrito. Anjos ou espíritos angélicos. Nome genérico aplicado a alguns Seres espirituais ordenados [hierarquizados] ─  [HOUDT Apud BLAVASTKY, 1995]

Doutrina Secreta ─ [Gupta Vidyâ ─ ciência oculta ou esotérica] denominação usada para designar os ensinamentos secretos da Antiguidade. [BLAVASTKY, 1995]

Gnôsis [do grego] ─  Gnose. Conhecimento. Termo empregado pelas escolas de filosofia religiosa, antes e durante os primeiros séculos do Cristianismo a Gupta Vidyâ [veja acima], o conhecimento supremo ou divino através do  estudo e prática das ciências ocultas ou esotéricas a fim de alcançar a posição de Iniciado nos Mistérios Espirituais [realidade metafísica, BLAVASTKY, 1995]

Gnósticos ─ Filósofos que formularam e ensinaram a Gnôsis. Viveram nos três primeiros séculos da Era Cristã. entre estes precursore, destacam-se: Valentino, Basilides, Marcion, Simão, o Mago ─ entre outros.

Loja ─ etimologicamente, do sânscrito loka, mundo, lugar próprio, podendo se referir a um templo, um prédio, uma casa, este mundo, outros mundos ou o Universo. [BLAVASTKY, 1995]

Maha-Cohan ─ sânscrito. Chefe de uma hierarquia espiritual ou de uma escola de ocultismo; o chefe dos místicos da região situada além do Himalaia. [BLAVASTKY, 1995]

Mahâtma ou Mahâtman ─ sânscrito. Em pali, Arhats ou Rahats. Adepto de ordem mais elevada. Sres que, tendo obtido o domínio de seus princípios inferiores [físicos orgânicos-astrais] vivem livres das limitações do homem carnal. Possuem conhecimento e poderes [faculdades, habilidades, sentidos, percepção] que o homem comum considera sobrenaturais mas que decorrem de evolução espiritual.

Também são chamados Sidhas, na condição de seres perfeitos que, por sua poderosa inteligência e santidade chegaram a uma condição semi-divina; ou, ainda, Jivan-muktas, almas libertadas; mas concedem em se ligar a corpos mais ou menos físicos sempre que necessário em sua missão de auxílio ao progresso da Humanidade.Como primeiros espíritos que um dia encarnaram em Humanidades arcanas, ao longo de Eons! alcançaram a consciência atmica [de Atman, o Todo incognoscível, consciência divina] ou nirvânica; completaram o ciclo de evolução como humanos. [BLAVASTKY, 1995]

Páli ─ Língua arcaica que precedeu o sânscrito mais refinado. As escrituras budistas mais antigas são todas escritas nessa língua. [BLAVASTKY, 1995]

texto, organização & pesquisa: Ligia Cabus

O Ser Humano tem uma necessidade enorme de complicar as coisas e uma imaginação que não cabe no planeta.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-grande-fraternidade-branca/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-grande-fraternidade-branca/

A Maldição do Rock – o clube dos 27

O clube dos 27. Com certeza você já ouviu falar dele, afinal é uma pessoa antenada, curte ocultismo e coisas sinistras. Agora, caso você seja uma pessoa normal e não tenha idéia do que seja o clube dos 27, com certeza conhece as pessoas que fazem parte dele, só para citar algumas temos Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Amy Whinehouse.

Todas elas se tornaram famosas não apenas por serem vozes icônicas que representaram suas gerações e sua cultura, mas também por terem chutando o balde das formas mais rock and roll possíveis. Ah sim, eles também morreram, todos, com a exata mesma idade, 27 anos.

Hendrix se afogou no próprio vômito, Joplin teve overdose de heroina, Morrison muito provavelmente seguiu o mesmo caminho, Amy por intoxicação alcoólica.

Claro que podemos argumentar que existem muitos músicos, e com certeza vários morrem de causas não naturais e eventualmente haverão aqueles que baterão as botas com 27 anos de idade, o que isso tem demais?

Aparentemente muita coisa. De acordo com Charles R. Cross, biógrafo de Hendrix e Kurt Cobain (morreu com 27 anos, alergia a ser baleado na cabeça), afirmou que “o número de músicos que morrem aos 27 é considerável. Embora os humanos morram regularmente em todas as faixas etárias, há um pico estatístico de músicos que morrem aos 27.

O membro mais antigo de que temos notícia, o compositor, pianista e maestro  Alexandre Levy, morreu em 1892. Ele foi seguido por Louis Chauvin, um músico de ragtime, em 1908 diagnosticado com esclerose neurosifilítica – o que nos mostra que mesmo nos bons e velhos tempos os músicos já faziam sexo desprotegido com basicamente qualquer coisa que não conseguisse fugir deles. Em 1938 Robert Johnson, o cara que praticamente inventou o Blues, morre envenenado. O membro mais recente do clube foi o rapper português Johnny Ganza, que morreu de diabetes em março de 2011.

segue aqui uma breve lista não completa de alguns dos membros conhecidos:

Alexandre Levy, 17 de janeiro de 1892 – Compositor, pianista e maestro
Causa da morte: Desconhecida

Louis Chauvin, 26 de março de 1908 – Músico de ragtime
Causa da morte: Esclerose neurosifilítica

Robert Johnson,16 de agost de 1938 – Músico de blues
Causa da morte: Supõe-se envenenamento

Nat Jaffe, 5 de agosto de 1945 – Músico de blues
Causa da morte: Complicações decorrentes de pressão alta

Jesse Belvin, 6 de fevereiro de 1960 – Cantor e compositor de R&B
Causa da morte: Acidente automobilístico

Rudy Lewis, 20 de maio de 1964 – Vocalista do The Drifters
Causa da morte: Overdose

Malcolm Hale, 31 de outubro de 1968 – Integrante do Spanky and Our Gang
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Dickie Pride, 26 de março de 1969 – Cantor de rock britânico
Causa da morte: Overdose de pílulas para dormir

Alan “Blind Owl” Wilson, 3 de setembro de 1970 – Líder, vocalista e compositor do Canned Heat
Causa da morte: Overdose de barbitúricos, provável suicídio

Arlester “Dyke” Christian, 13 de março de 1971 – Vocalista do [Dyke & the Blazers]]
Causa da morte: Baleado

Linda Jones, 14 de março de 1972 – Cantora de R&B
Causa da morte: Coma diabético

Les Harvey, 3 de maio de 1972 – Guitarrista do Stone the Crows
Causa da morte: Eletrocutado ao tocar em um microfone com os pés molhados

Ron “Pigpen” McKernan, 8 de março de 1973 – Tecladista e vocalista do Grateful Dead
Causa da morte: Hemorragia gastrointestinal em decorrência de alcoolismo

Roger Lee Durham: 27 de julho de 1973 – Cantor e percurssionista do Bloodstone
Causa da morte: Ferimentos em decorrência de uma queda de um cavalo

Wallace Yohn, 12 de agosto de 1974 – Organista do Chase
Causa da morte: Acidente aéreo

Dave Alexander, 10 de fevereiro de 1975 – Baixista do Stooges
Causa da morte: Edema pulmonar

Pete Ham, 24 de abril de 1975 – Tecladista e guitarrista do Badfinger
Causa da morte: Suicídio por enforcamento

Gary Thain, 8 de dezembro de 1975 – Ex-baixista do Uriah Heep e da banda de Keef Hartley
Causa da morte: Overdose de drogas

Cecilia, 2 de agosto de 1976 – Cantora espanhola
Causa da morte: Acidente automobilístico

Helmut Köllen, 3 de maio de 1977 – Baixista do Triumvirat
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Chris Bell, 27 de dezembro de 1978 – Cantor e compositor do Big Star
Causa da morte: Acidente automobilístico

Jacob Miller, 23 de março de 1980 – Vocalista do Inner Circle
Causa da morte: Acidente automobilístico

D. Boon, 22 de dezembro de 1985 – Guitarrista e vocalista do Minutemen
Causa da morte: Acidente automobilístico

Alexander Bashlachev, 17 de fevereiro de 1988 – Músico, compositor e poeta russo
Causa da morte: Suicídio

Jean-Michel Basquiat, 12 de agosto de 1988 – Integrante da banda Gray
Causa da morte: Ovedose de speedball

Pete de Freitas, 14 de junho de 1989 – Baterista do Echo & the Bunnymen
Causa da morte: Acidente de motocicleta

Mia Zapata, 7 de julho de 1993 – Vocalista do The Gits
Causa da morte: Assassinada

Kristen Pfaff, 16 de junho de 1994 – Baixista do Hole
Causa da morte: Overdose acidental de heroína

Richey James Edwards, c. 1 de fevereiro de 1995 – Guitarrista e compositor do Manic Street Preachers
Causa da morte: Desaparecido; declarado morto em 23 de novembro de 2008

Stretch, 30 de novembro de 1995 – Rapper
Causa da morte: Baleado

Fat Pat, 3 de fevereiro de 1998 – Rapper e integrante do Screwed Up Click
Causa da morte: Baleado

Freaky Tah, 28 de março de 1999 – Rapper e integrante do Lost Boyz
Causa da morte: Baleado

Sean Patrick McCabe, 28 de agosto de 2000 – Vocalista do Ink & Dagger
Causa da morte: Asfixiado com o próprio vômito após consumo excessivo de álcool

Rodrigo Bueno, 24 de junho de 2000 – Cantor argentino
Causa da morte: Acidente automobilístico

Maria Serrano Serrano, 24 de novembro de 2000 – Backing vocal do Passion Fruit
Causa da morte: Acidente aéreo

Bryan Ottoson, 19 de abril de 2005 – Guitarrista do American Head Charge
Causa da morte: Overdose de medicamentos

Valentín Elizalde, 25 de novembro de 2006 – Cantor mexicano
Causa da morte: Assassinado

Orish Grinstead, c. 20 de abril de 2008 – Integrante do grupo de R&B 702
Causa da morte: Falência renal

Lily Tembo, 14 de setembro de 2009 – Musicista zambiana
Causa da morte: Gastrite

Johnny Ganza, 10 de março de 2011 – Rapper Português integrante dos YK
Causa da morte: Ataque de Diabetes

Não existe uma explicação lógica que justifique essa anomalia estatística, por isso caso sua aposta no futuro seja abraçar a música, espere passar dos 27 para investir na carreira.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/

Moisés

O nome de Moisés evoca imediatamente a idéia do povo judeu, que ele encarna e ao mesmo tempo gera. Efetivamente, tendo nascido no Egito, é considerado como da família do Faraó, pois aparece como filho da irmã deste e, como tal se diz, é iniciado pelos sumos sacerdotes nos mistérios mais profundos de Isis e Osíris, onde se sobressai por seus conhecimentos. Desde jovem, sente um chamado cada vez mais claro para algo que ainda não se define, mas que não está relacionado nem com Egito, nem com a posição invejável que ostenta, que, por outra parte, cada vez se lhe faz mais difícil, pelos ciúmes, inveja e desconfiança de seu tio Ramsés II, e de seu primo, que lhe sucederá no trono. A “casualidade” faz com que Moisés, ao defender um escravo judeu injustamente tratado, mate o agressor e tenha que fugir pois, para casos como o seu (Moisés era ministro do culto de Osíris), a justiça do Faraó aplica as penas máximas. Refugia-se onde encontra outro personagem chave: Jetro, rei de Salém, grande sacerdote e iniciado e pai espiritual de numerosos povos nômades que povoavam os desertos e terras entre as civilizações do Egito, Caldéia, Babilônia, etc., compostos por semitas, árabes, etíopes, etc.

Estes foram os judeus, aqueles que saindo de seu cativeiro em terras estrangeiras do Egito, levantam-se um dia e empreendem uma gigantesca emigração pelo deserto, sob a orientação de um chefe que os sintetiza e encarna, e sob cuja condução, como intérprete direto de seu deus Jahvé, têm de se constituir definitivamente como povo eleito, e chegar a um destino que se dá no próprio Moisés, nome cuja tradução é “O Salvo”, e que ele imprime em seu meio, no povo ao que se lhe deu a missão de constituir e dirigir. Moisés é, pois, conjuntamente, um personagem histórico e um símbolo, como todos os protagonistas da História Sagrada. É também um ser humano, e ao mesmo tempo o receptor das energias e das mensagens de uma entidade sobre-humana, Jahvé, ao qual adora e faz adorar, quando não é o próprio deus o que atua diretamente. Como ser humano, padece por quarenta anos toda sorte de infortúnios e necessidades, a maior parte delas provocadas pela ignorância e a bestialidade dos seus. Como agente divino, aviva e fixa o monoteísmo e implanta a fogo sua lei, que sela com mandamentos. Termina sua peregrinação, e em vista da terra prometida deixa como herança A Bíblia, da qual escreve os cinco primeiros livros, síntese magistral que fundamenta a vida de um povo e de uma religião, o que posteriormente engendrará o cristianismo e o islamismo. A energia assombrosa de Moisés, seu diálogo constante com a deidade, a força de seus poderes, transferidos e compartilhados com setenta discípulos que conformam o núcleo interno de sacerdotes e sábios, iniciados e iniciadores, aos que entrega a Cabala, fazem possível sua sucessão até o final deste ciclo. Cumpre-se, pois, o Destino que Moisés inicia e que terminará com a gloriosa vinda do Messias, esperada também pelos cristãos e islâmicos, e anunciada em todos os textos e tradições orais das culturas unânimes

#hermetismo

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