Ayn Rand e o Ocultismo: A Importância do Objetivismo na Magia

Alguns de vocês podem reconhecer o Objetivismo como a filosofia desenvolvida pela autora Ayn Rand em livros como A Nascente e A Revolta de Atlas. E se vocês sabem algo sobre a Sra. Rand e seus escritos, também sabem que o Objetivismo é praticamente o oposto de qualquer filosofia espiritual ou ocultista. Deixe-me dar-lhe uma breve citação da entrada da Wikipédia como ilustração:

“Os princípios centrais do Objetivismo são que a realidade existe independentemente da consciência, que os seres humanos têm contato direto com a realidade através da percepção dos sentidos, que se pode alcançar o conhecimento objetivo a partir da percepção através do processo de formação do conceito e da lógica indutiva…”

Na verdade, só piora a partir daí. (Em breve falaremos sobre a triste posição de Rand sobre a moralidade humana.) Entretanto, o acima mencionado é suficiente para que qualquer ocultista abane a cabeça e procure sabedoria em outro lugar. Possa que a consciência nada tem a ver com a realidade, e que podemos sempre confiar em nossos sentidos para nos dizer a verdade sobre o mundo ao nosso redor. Como ocultistas, nós sabemos melhor, não é mesmo?

E quanto à postura Objetivista sobre a moralidade? Bem, a Sra. Rand nasceu na Rússia durante um período particularmente difícil de sua história (isto foi durante a queda do Império Russo e a ascensão dos bolcheviques), e sem dúvida ela sofreu alguns traumas profundos durante sua infância. Como adulta, ela pregou uma filosofia de puro interesse próprio. Os pobres deveriam poder passar fome e morrer. Os ricos deveriam ser apoiados e governar sobre o resto de nós. Obtenha o que é seu enquanto a obtenção é boa, e não dê nada aos fracos. Aqui está outro trecho do artigo da Wikipédia:

“…o propósito moral próprio da própria vida é a busca da própria felicidade (interesse próprio racional), que o único sistema social consistente com esta moralidade é aquele que demonstra pleno respeito pelos direitos individuais encarnados no capitalismo do laissez-faire…”.

Alguns de vocês podem reconhecer isto como fundamental para visões de mundo como o conservadorismo político americano, bem como a Igreja de Satã de Anton LaVey. (Estes últimos, a propósito, são ateus rigorosos.) Certamente este é o tipo de filosofia que deve ser evitada por qualquer pessoa com uma visão de mundo espiritual! Ou qualquer pessoa com um pouquinho de compaixão ou caridade no coração. Obviamente, tenho alguns protestos contra o Objetivismo e Ayn Rand (que, a propósito, viveu seus anos mais tardios com a ajuda pública que negaria aos outros).

Então, por que me identifico constantemente com personagens fictícios que encarnam a filosofia Objetivista?

Deixe-me dar-lhe um grande exemplo: Se você tem uma gota de sangue nerd em suas veias (tenho várias canecas), você certamente já viu o filme The Watchmen. É um filme sobre um grupo de super-heróis que devem sair da aposentadoria para resolver um assassinato de um de seus próprios. Um dos principais protagonistas desta história é um anti-herói chamado Rorschach. Ele é o representante da história do Objetivismo, e é meu personagem favorito.

Por que ele é o personagem favorito? Porque ele se recusa a aturar as besteiras filosóficas dos que o rodeiam. Quando coisas ruins acontecem, outros tentam encontrar algum “significado” por trás de tudo isso, para explicá-lo com chavões existenciais que, no final, não significam nada. Para Rorschach, o mundo é um lugar real com problemas reais (e sofrimento real!) que precisam ser abordados com ações reais. Ele não vê nenhum valor em sentar a sua bunda e se tornar poético quando ele poderia simplesmente sair e quebrar algumas rótulas para fazer do mundo um lugar melhor.

Agora não me interprete mal aqui. Na vida real, eu nunca poderia apoiar Rorschach ou mesmo ser amigável com ele. Para aplicar alguma realidade Objetivista ao seu caráter: ele é um fascista, plano e simples. Ele acredita que isso pode dar certo, que ele tem o direito de definir se você é “bom” ou “ruim”, e se ele o considera “ruim”, ele tem o direito de quebrá-lo. (Sejamos francos, a maioria dos heróis cômicos possui essa falha).

Entretanto, não é isso que me atrai a Rorschach e personagens similares. Por muitos anos eu não pude entender com o que se tratava deles que eu me identificava tão fortemente. Certamente nunca conheci um Objetivista em carne e osso que eu gostasse. No entanto, às vezes me encontro acenando com minha cabeça quando leio sobre a filosofia. Como posso concordar simultaneamente com o Objetivismo e opor-me veementemente a ele?

Há pouco tempo, a resposta finalmente me veio à cabeça. A razão da minha dupla mente sobre este assunto é porque o Objetivismo tem dois ramos principais. Na verdade, eu já os destaquei neste texto. Uma é a visão de que a realidade é a realidade e não devemos colar patranhas sobre ela. O outro é o material moral. Você provavelmente não precisa adivinhar que é o absurdo moral que eu acho repreensível.

Mas a postura Objetivista sobre a realidade… agora há algo que me impressiona profundamente. É claro, certamente não concordo que a consciência não tem parte em nossa percepção da realidade, nem acredito por um segundo que meus cinco sentidos básicos sejam a palavra final sobre o que percebo. Entretanto, também sinto que os ocultistas muitas vezes vão muito longe na direção oposta: eles insistem que não há realidade alguma, que somente a consciência e a percepção importam. Eles acreditam que a magia está tudo em sua cabeça, que você pode simplesmente inventar à medida que avança e que a “realidade” simplesmente se moldará a suas intenções.

E em nenhum lugar tais ocultistas são mais culpados por esta falha do que quando interpretam os “resultados” de sua magia. Estes são os tipos que levam crédito cada vez que uma lâmpada de rua próxima se apaga (ou se acende de repente), por cada semáforo que fica verde quando eles se aproximam dele, e por cada coincidência aleatória em suas vidas para provar aos outros (e a si mesmos) que eles são os poderosos manejadores de forças mágicas. E quando chegar a hora de lançar um feitiço de propósito, não importa que resultados obtenham – nem mesmo nenhum resultado – porque eles irão filosofar os eventos da maneira que for necessária para fazer parecer que alcançaram seu objetivo.

(Exemplo que acabei de inventar totalmente: Eu fiz um feitiço para obter um carro que eu preciso. Não consegui o carro, mas o açougueiro do primo do meu amigo me deu um de graça de repente! Então meu feitiço funcionou, e eu fui responsável por alguém conseguir um carro que previamente – precisava de mais um do que eu. Viva eu!)

E é aí, meus amigos, que eu mais me identifico pessoalmente com o Objetivismo. Na verdade, eu devo meu sucesso como ocultista a ele. Desde o início do meu caminho, tenho me recusado firmemente a “justificar” ou “reinterpretar” minhas falhas mágicas apenas para evitar ferir meus próprios sentimentos. (Em círculos ocultos, fazer isso é frequentemente chamado de “masturbação mental”). Se eu realizei um feitiço, ou alcancei meu objetivo ou contei o trabalho como um fracasso e descobri o que fiz de errado. E continuei fazendo isso até que eu acertei!

Até hoje, eu nunca tentei me convencer de que uma operação funcionava quando, claramente, não funcionava. Nesse sentido, a realidade é realmente a realidade. Você conseguiu ou não o carro? Simples e simples. Posso acreditar que minha consciência pode realmente ajudar um carro a se manifestar em minha realidade. Mas se não o fizer, então simplesmente não o faz, e toda a racionalização no mundo não mudará isso.

O que vai mudar é aceitar a derrota e fazer melhor na próxima vez. Continue trabalhando através de tentativas e erros e acabará descobrindo o que obtém resultados reais e o que é um desperdício de seu tempo. Se você não aceitar nada além de resultados objetivos de sua magia e estiver disposto a trabalhar por décadas para alcançá-los, então você encontrará o sucesso que não precisa ser explicado para existir.

Aceite nada menos de sua magia, seu espírito e seu Eu do que resultados concretos!

Quanto a Ayn Rand e seus amigos Objetivistas: mesmo um relógio parado tem que estar certo duas vezes ao dia…

Por Aaron Leitch, autor de vários livros, incluindo Secrets of the Magickal Grimoires (Segredos dos Grimórios Mágicos), The Angelical Language Volume I and Volume II (A Linguagem Angélica Volume I e Volume II), e o Essential Enochian Grimoire (Grimório Enoquiano Essencial).

Fonte: https://www.llewellyn.com/blog/2014/5/ayn-rand-and-the-occult-the-importance-of-objectivism-in-magick/

COPYRIGHT (2014) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/ayn-rand-e-o-ocultismo-a-importancia-do-objetivismo-na-magia/

A preparação do Tártaro

Rubellus Petrinus

Enquanto o vinho fermenta lentamente nos tonéis, à proporção que o açúcar contido no suco das uvas se transforma em álcool, deposita-se nas paredes daquelas vasilhas uma crosta salina, mais ou menos espessa, mais ou menos corada, conforme a natureza e a cor das uvas de que o vinho é feito.

Também nos tonéis onde o vinho é envasilhado e guardado se deposita o tártaro, nas paredes e, principalmente no fundo, em forma de cristais. Este último, é o melhor e mais fácil tratar.

Dá-se a esta matéria, vulgarmente, o nome de sarro das pipas ou dos tonéis e, numa linguagem mais científica, o de tártaro ou bitartrato de potássio.

Os alquimistas davam-lhe e ainda lhe dão muita importância, por ser usado como fundente na via seca.

Este sal é um tartrato ácido de potássio contendo um ácido particular, a que se dá o nome de ácido tartárico.

Adquiri, pelo menos 20kg de tártaro, proveniente de vinho branco e que contenha cristais grandes e claros, isto é, que não seja só borra.

Num pilão de metal, reduzi a pó 5kg de tártaro. Vertei 20 lts de água da torneira numa panela ou terrina de aço inox, de 25 litros, e colocai-a num fogão a gás.

Quando a água estiver a ferver, deitai-lhe, por fracções sucessivas, 1kg de tártaro em pó e mexei bem, com uma colher de madeira, até o sal se dissolver todo. Este sal é pouco solúvel, pois uma parte de sal dissolve-se em 18 partes de água fervente.

Quando virdes que o sal está todo dissolvido na água e ainda, muito quente, deitai-o com uma caneca, para outro vaso igual, através de um pano de algodão bem limpo, para o filtrar das impurezas.

Deixai repousar durante uma noite. No dia seguinte, despejai a água por decantação. Encontrareis no fundo do recipiente um sal de tártaro cristalizado, ainda muito impuro e escuro. Guardai-o.

Voltai a repetir a mesma operação com os restantes 4 kg e juntai todo o sal da primeira cristalização.

Agora, com este sal, repeti a mesma operação, pelo menos, mais duas vezes, até obterdes um sal bastante claro e bem cristalizado.

Este é o verdadeiro tártaro dos alquimistas, o qual vos servirá, juntamente com o seu acólito nitro, como fundente, na primeira obra da via seca para obter o régulo marcial.

Se quiserdes extrair o seu sal ou sal de tártaro, calcinai o tártaro bruto tal como foi extraído dos tonéis, numa grande sertã de ferro, num fogão a gás, com fogo muito forte. Exalará um cheiro muito intenso a caramelo e emitirá muito fumo e, por isso, esta calcinação só deverá ser efectuada no exterior.

Depois de muito bem calcinado e não emitir mais fumo, deitai as cinzas num prato grande de porcelana ou de vidro, e colocai-o inclinado, por cima de um recipiente de vidro, num lugar fresco, ao abrigo da luz, durante uma noite.

No dia seguinte, encontrareis as cinzas todas molhadas por terem absorvido a humidade do ar e terá escorrido para o recipiente um líquido oleoso, a que os antigos alquimistas e espagiristas chamavam óleo de tártaro por delíquio, o qual, se for necessário, filtrareis.

Se quiserdes extrair o sal, lixiviai as cinzas calcinadas e vertei a água da lixiviação num funil de vidro com um tampão de algodão, para um frasco de vidro de boca larga. Coagulai-o, numa cápsula de porcelana grande, como manda a Arte, até que fique branco como a neve.

Guardai-o num frasco de vidro de boca larga, bem fechado, porque, se for bem coagulado, é muito deliquescente.

Este sal de tártaro canónico servir-vos-á para diversas operações espagíricas.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-preparacao-do-tartaro/

A Mente das Plantas

O indiano Sri Jagadis Chandra Bose, bacharel em ciências pela Universidade de Londres, físico, químico e gênio, foi contemporâneo e fez trabalhos famosos com Pauli e Einstein. Pertencia ao grupo de sábios internacionais que compunham a “Real Sociedade de Londres”, e em 1899 Bose descobriu a “fadiga” dos metais e a sua recuperação por um processo semelhante ao que acontece com os seres humanos e animais. Percebeu nos gráficos que as curvas apresentadas pelo óxido de ferro magnético levemente aquecido eram muito semelhantes às dos músculos. A fadiga podia ser rechaçada e a recuperação adquirida, fazendo-se o uso de massagens leves ou imersão em um banho quente. Outros componentes metálicos procederam de forma semelhante. Bose também providenciou uma experiência de “envenenamento” dos seus metais. Perplexo, descobriu que a reação era análoga às reações dos tecidos musculares aos venenos.

Escreveu Chandra: “Lidando com tais fenômenos, como traçarmos uma linha de demarcação e dizer aqui termina o físico e além começa o fisiológico? Não, não existem as barreiras absolutas. Foi quando me deparei com o mudo testemunho desses registros autônomos e neles percebi uma fase da unidade abrangente que sustenta em seu âmago todas as coisas – as partículas que dançam sob um raio de luz, a vida fecunda que reveste o planeta, os sóis radiantes que brilham sobre nós – foi então que pela primeira vez compreendi um pouco da mensagem proclamada por meus antepassados às margens do Ganges há 30 séculos: Àqueles que na mutação incessante do universo vêem apenas uma coisa, e só a eles, só a eles, pertence a Verdade Eterna.”

A partir dos metais, Chandra Bose chegou às plantas. Em uma série de experiências, Bose mostrou como elas reagem a estímulos tais como toque, música, veneno, calor e choques elétricos da mesma maneira que animais. Cansam-se quando são superestimuladas. Também mediu reações ao álcool que chegaram perto da embriaguez.

Examinando a “planta-telégrafo” (Desmodium Gyrans) cujas folhas simulam os movimentos dos braços da sinalização semafórica, Bose descobriu que o veneno que interrompe esta movimentação também faz parar o coração de um animal. O seu antídoto, em um e outro caso, restaura a vida de todos estes organismos.

Bose encontrou respostas conclusivas de que as plantas se embebedam também com o gim, uísque e outros tipos de bebidas alcoólicas, e de que sob o efeito do álcool cambaleiam como cambaleiam os seres humanos e os animais e aves sob o mesmo estímulo. Também sofrem “ressaca” posterior e necessitam ser ajudadas a se recomporem.

O cientista anestesiou plantas com clorofórmio e suas reações à anestesia e a recuperação delas quando levadas ao ar fresco eram idênticas às dos animais. Bose usou clorofórmio para anestesiar um pinheiro e replantá-lo, evitando qualquer dano à planta.

Nos anos 60, outro cientista pioneiro, o Dr. Clive Backster, conseguiu assombrosos resultados de suas experiências com o auxílio de detectores de mentira, certificou-se de que as plantas reagiam a ameaças concretas e potenciais, mutilações, esmigalhamentos, cortes ou aos perigos potenciais representados por cachorros e pessoas que as machucam.

Um galvanômetro é a parte de um detector de mentiras que, quando ligado a um ser humano por fios que conduzem uma baixa corrente elétrica, faz com que uma agulha se mova – e sua ponta trace um gráfico num papel móvel – em resposta às mais sutis oscilações emocionais. A maneira mais eficaz de provocar num ser humano uma reação tão forte a ponto de causar um salto no galvanômetro é ameaçá-lo em seu bem estar. E foi justamente isso que Backster resolveu fazer com uma Dracena. Ele colocou uma folha da Dracena na xícara de café quente que tomava. Nenhuma reação notável foi registrada pelo medidor. Backster considerou a situação por alguns minutos e concebeu então uma ameaça maior: queimar a folha à qual os eletrodos haviam sido ligados. No instante em que lhe veio à mente a idéia do fogo, antes que ele pudesse se locomover para apanhar um fósforo, ocorreu no gráfico uma mudança dramática, sob forma de uma prolongada ascensão da ponta que realizava o traçado. Poderia a Dracena ter lido a sua mente? Saindo finalmente da sala e voltando com uma caixa de fósforos, ele notou que outra súbita alteração se registrara no gráfico, evidentemente causada pela sua determinação em levar a cabo a ameaça. Mais tarde, enquanto ele assumia atitudes fingidas, como se realmente fosse colocar fogo na planta, já nenhuma reação se notava.

Evidenciava-se que a planta era capaz de distinguir entre a intenção real e a simulada.

Em 1969, na universidade de Yale, e diante de um grande número de universitários, Backster realizou o “experimento da aranha”. As plantas reagiram à entrada de uma aranha no recinto, mesmo antes do fato de que a aranha começasse a correr de alguém que combatia veementemente os seus movimentos. “A impressão que se tinha é de que cada decisão da aranha para escapulir era apreendida pela planta, causando assim uma reação na folha”, disse Backster, que viria a afirmar: “talvez as plantas sem olhos consigam enxergar melhor do que nós”.

Outra descoberta feita: a de que as plantas talvez se afinem umas com as outras e que, diante da vida animal, parecem dar menos atenção às suas companheiras. “A última coisa que uma planta espera é que outra lhe crie problemas”, disse Backster. O “controle” que as plantas exercem ao seu redor diz respeito aos bichos e seres humanos porque eles “se movem”, merecendo, portanto, um controle atento da sua parte.

Backster observou também que, ameaçada por um perigo eminente ou um dano grave, uma planta “apaga” ou “desmaia” por autodefesa, semelhante ao procedimento de alguns animais que fingem-se de mortos, como o Gambá. Um caso assim se deu quando Backster recebeu em seu laboratório a visita de um fisiologista canadense, que veio presenciar a reação das plantas. As cinco primeiras plantas testadas não deram sinal algum. Backster esmerou-se na verificação da aparelhagem e em outros expedientes, em vão. A sexta planta, testada após toda esta trabalheira, corajosamente demonstrou as suas habilidades, ainda que de forma fraca. Interessado em saber o que poderia ter influenciado as outras plantas, Backster perguntou ao visitante:
– Por acaso seu trabalho o força a fazer mal às plantas?
– Sim, eu as torro no forno para obter o seu peso seco para minha análise.

Quarenta e cinco minutos após a saída do fisiologista rumo ao aeroporto, todas as plantas responderam aos testes de Clive Backster.

Observando os fatos acima, Backster chegou à conclusão de que as plantas podem ser levadas ao “desmaio” ou “mesmerizadas” pelos seres humanos, assim como acontece no ritual dos carrascos antes de um animal ser abatido de forma correta (por exemplo, na alimentação Kosher, de origem judaica, procura-se proporcionar ao animal o menor sofrimento possível no abate, para que ele não tenha tido tempo, como defesa, de expelir resíduos químicos nocivos ao paladar e à saúde de quem irá ingerir a sua carne). Este pensamento levou Backster a raciocinar que as plantas e frutos que consumimos “queiram” de fato ser consumidos, mas só numa espécie de ritual amoroso, como uma comunicação real entre o que come e o que é comido – numa “comunhão” do tipo religiosa – e não com a costumeira matança desapiedada. Diz Backster: “Pode ser que um vegetal prefira passar a fazer parte de outra forma de vida a apodrecer no chão, assim como, à sua morte, uma pessoa pode experimentar alívio por encontrar-se num plano de existência mais alto.”

Outra descoberta interessante foi a de que as plantas não toleram mentiras e falsidades, apontando o falsário através das reações às suas mentiras. O Objetivo do teste era o de provar que “tanto as plantas quanto as células individualizadas captavam sinais através de algum meio de comunicação inexplicado pela ciência”. Na experiência foram utilizados um jornalista e um Philodendron (Imbé). A partir da segunda pergunta, após ter revelado a data do seu nascimento de forma correta, o jornalista devia dizer sempre não às perguntas formuladas sobre a sua vida entre os anos de 1925 a 1931. A planta reagiu, de forma veemente, a todas as falsidades ouvidas.
O psiquiatra Aristides H. Esser, diretor do centro de pesquisas do Hospital Estadual Orangeburg-Rockland, não acreditando nas conclusões de Backster, resolveu repetir o mesmo teste. Com o auxílio um químico, Douglas Dean, da Escola de Engenharia de Newark, realizou a pesquisa com um criador de Philodendros. O Imbé reagiu a todas as respostas falsas, através do galvanômetro, fazendo com que o Dr. Esser se rendesse aos fatos.

Backter demonstrou também que existe um forte vínculo entre as plantas e quem cuida delas, independente das distâncias ou da proximidade da pessoa com a planta. Retornando de uma viagem a Nova York, constatou que as suas plantas manifestaram alegria pela sua volta no exato momento em que, inesperadamente, decidira (ainda lá) a voltar para casa. Sempre que Backster viajava para um ciclo de palestras e falava de suas observações, mostrando um slide da sua “deusa” iniciadora – a Dracena com o qual iniciou seus trabalhos – no mesmo momento ela reagia de forma exuberante, em seu laboratório.

Na véspera do Ano Novo em Nova York, Backster adentrou-se no barulho da Times Square, munido de um caderno e um cronômetro. À medida que se movia entre a massa, anotou suas varias ações, os passos que deu, a pressa que o invadiu ao descer as escadas do metrô, a iminência de ser pisoteado, a ligeira alteração que teve com o vendedor de jornais. Quando voltou ao laboratório, verificou que três de suas plantas, controladas separadamente, tinham mostrado reações similares às suas corriqueiras “aventuras emocionais” na Times Square.

Em um teste efetuado com seis alunos, cada um deles, de olhos vendados, tirou de um recipiente um papelzinho dobrado. Um dos papéis continha a ordem de torturar e depois destruir completamente uma das duas plantas que estavam na sala. O “criminoso” deveria agir em segredo e nem Backster ou qualquer um dos seus colegas saberia a sua verdadeira identidade. Depois de tudo feito, com o polígrafo ligado na planta sobrevivente, esta planta, através de uma manifestação feroz, indicou o “assassino”. Backster excluiu do resultado desta experiência a possibilidade de que a planta houvesse captado a culpa do assassino, uma vez que ele assumira, sem culpas, o seu trabalho em prol da ciência.

Um dia, ao cortar acidentalmente um dedo e se tratar com Iodo, Backster notou que a planta então submetida ao polígrafo reagiu de imediato, aparentemente afetada por esse fato: a morte de algumas células digitais; sendo que um mesmo padrão se repetia no gráfico sempre que uma planta testemunhava a morte de tecidos vivos.

Poderia a planta, a um nível tão minimizado, ser sensível a todo processo de morte celular que ocorria em seu meio ambiente?

O padrão típico reapareceu, noutra ocasião, quando Backster se preparava para tomar uma porção de iogurte. Ele acabou se dando conta de que o que misturara ao iogurte continha um preservativo químico que exterminava os bacilos vivos presentes no ultimo. Outro padrão inexplicável no gráfico foi finalmente esclarecido ao evidenciar-se que as plantas reagiam também à água quente que escorria pelo esgoto e dava morte às bactérias do esgoto.

Nem Backster e nem ninguém, até hoje, sabe ao certo o tipo de onda energética que leva às plantas os sentimentos e idéias de um ser humano ou mesmo de uma célula. O citologista Dr Howard Miller concluiu que uma espécie de “consciência celular” deveria ser comum a toda a vida. Baseado nesta opinião abalizada, Backster pesquisou uma forma de conectar eletrodos a diferentes tipos de células: amebas, paramécios, levedo, culturas de mofo, raspas da boca humana e esperma. A inteligência e sagacidade maior foram demonstradas pelas células do esperma, que foram capazes até de identificar os seus doadores, ignorando a presença de outros. “O resultado obtido leva à hipótese de que uma espécie de memória total possa integrar a simples célula. Sendo assim, talvez, o cérebro seja apenas um mecanismo comutador – e não necessariamente um órgão de armazenamento de lembranças”.

“A senciência” não parece interromper-se ao nível celular. É provável que desça ao molecular, ao atômico, e mesmo ao subatômico. Todas as coisas já convencionalmente tomadas por inanimadas podem nos impor agora a sua reavaliação”. Posteriormente, hipótese parecida recebeu os avais do inventor, engenheiro e bioquímico Itzhak Bentov e do físico teórico Amit Goswami.

Pushkin, um professor moscovita, admitiu que as células vegetais da flor reagem a processos ocorridos no sistema nervoso de seres humanos, ou o que vagamente se define como seus “estados emocionais”. No encalço de um significado para a reação da flor, ele escreveu: “Talvez entre esses dois sistemas de informações, as células vegetais e o sistema nervoso, exista um vínculo específico. A linguagem da célula vegetal pode estar relacionada à célula nervosa. Embora totalmente diversas, essas células vivas parecem capazes de se compreender mutuamente”. Estaria aí o segredo das essências florais?

O TESTE DOS CAMARÕES

Ciente de que só poderia despertar o interesse da ciência para as suas descobertas se as publicasse numa publicação especializada, expondo-as às críticas e ao conhecimento dos cientistas, Clive Backster colocou as mãos na massa. Financiado pela Fundação Parapsicológica da paranormal e célebre Eileen Garret, e com a colaboração de diversos cientistas de diversas áreas, foi concebido um elaborado sistema de controles experimentais que consistia em “Matar células vivas com um mecanismo automático, num momento casual em que ninguém se encontrasse no escritório ou adjacências, e ver como as plantas reagiam”.

Foram escolhidos para as pesquisa camarões de água salgada em estado ótimo de vitalidade, já que havia evidências que o tecido doente ou moribundo não responde aos estímulos remotos e não transmite mensagens. Os camarões seriam colocados em uma tigelinha e esta os despejaria, automaticamente, numa panela de água fervendo. Um programador mecânico acionaria um dispositivo num momento selecionado ao acaso e isto impediria que Backster e seus comandados soubessem a hora exata da ocorrência. Seriam despejadas aleatoriamente outras tigelas de água sem camarões, para servir de controle.

As plantas selecionadas (Philodendrum Cordatum) foram ligadas ao galvanômetro, três delas em salas separadas. Um quarto galvanômetro foi plugado a uma resistência de valor fixo, para indicar as possíveis variações causadas por intermitências no fornecimento de energia ou por perturbações eletromagnéticas ocorridas perto ou dentro da área da experiência.

A Hipótese de Backster era de que “existe uma percepção primária ainda não definida na vida das plantas, que o extermínio da vida animal pode servir de estímulo localizado para demonstrar essa capacidade perceptiva, e que é possível comprovar que a percepção das plantas funciona independentemente do envolvimento humano”.

O resultado é que as plantas se comportaram como de costume, reagindo sincronizadamente ao afogamento dos camarõezinhos na água fervente. Cientistas examinaram o sistema automatizado, que lhes revelou que essa reação das plantas se processou de forma consistente – na proporção de cinco para um – contra a possibilidade do “acaso”. Foi então publicado um ensaio científico em 1968, no volume X do The International Journal of Parapsycology, so o título: “Evidência sobre a percepção primária na vida vegetal”.

Estava dada a partida para que outros cientistas testassem o efeito Backster e repetissem os mesmos resultados. Sete mil cientistas e alunos de 20 universidades reproduziram o experimento, e algumas fundações se ofereceram para propiciar o financiamento das pesquisas. A reação pública se iniciou com um artigo pioneiro publicado pela National Wildlife – em fevereiro de 1969 – apelidando a planta Dracena massangeana de “pop star”, pois ela rompera a barreira que nos separava da vida secreta das plantas.

Backster prosseguiu e aprimorou o seu equipamento, com a aquisição de eletrocardiógrafos e eletroencefalógrafos que produziam leituras muito mais aperfeiçoadas do que as obtidas através do polígrafo e 10 vezes mais fiéis.

Aberto o primeiro véu que nos separa do incogniscível, veio a segunda etapa. O “acaso”, mais uma vez, propiciou a Clive Backster uma nova fonte de pesquisas. Tratando do seu cachorrinho, Backster estava no ato de quebrar a casca de um ovo cru, quando uma das suas plantas (que estava “ligada” aos aparelhos), reagiu de forma vigorosa. Backster repetiu a dose no dia seguinte e obteve o mesmo resultado. Nove horas se passaram com ele elaborando gráficos pormenorizados, desta vez tendo os eletrodos ligados ao ovo. Obteve-se a freqüência situada entre 160 e 170 batidas por minuto: correspondente à batida do ritmo cardíaco de um embrião de galinha com três ou quatro dias de incubação. O interessante é que o ovo não estava fertilizado. Dissecando o ovo, Backster verificou que ele não possuía estrutura física circulatória alguma que correspondesse àquela estranha pulsação. “O ovo parecia ter um campo de força situado além donosso conhecimento científico”, escreveu.

Itzahk Bentov, engenheiro, cientista, inventor e místico, fez algumas medições num ovo, e constatou: “Se tomarmos um ovo de galinha e abrirmos nele duas janelas, uma na parte superior e outra na inferior – com cuidado para não danificarmos a sua membrana – e então utilizarmos um voltímetro muito sensível, equipado com dois eletrodos de prata, para tocarmos as regiões expostas da membrana, registraremos, em cima, carga positiva e, embaixo, negativa. No ovo não fertilizado essa voltagem terá um valor constante de 2,40 milivolts. Bentov aconselha mais duas janelas na lateral do ovo, uma oposta a outra, e constataremos que não existe nenhuma diferença de potencial semelhante a dos pólos longitudionais. O que isto indica? A existência de um campo elétrico “disposto ao longo do eixo maior do ovo e que, pelos lados leste, se volta sobre si mesmo”. É ao longo da linha que a espinha do pintinho irá se desenvolver.

Há estudos do professor Harold Saxton Burr, professor de anatomia em Yale, sobre organismos vivos, a respeito desta área (Blue Print for Immortality). Burr criou o nome “campos organizadores” da vida, sustentando que eles vêm em primeiro lugar dispondo os átomos e as moléculas do organismo em crescimento para que se modelem na forma adequada. Bentov chama a este processo de “holograma eletromagnético” e após considerações conclui: “Confirmando a idéia de que a nossa matéria (nossos corpos vivos) é mantida junta, coesa, por meio de um padrão de interferência quadridimensional”.

TSUNAMI

As ondas que devastaram o sudeste asiático em dezembro de 2004 invadiram cerca de 3,5 Km do Parque Nacional Yala, a maior reserva de vida selvagem do Sri Lanka e lar de centenas de elefantes, leopardos e outros animais. Entretanto, segundo o diretor do Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, H.D. Ratnayake, nenhum animal selvagem foi morto. Não foi possível encontrar nem mesmo uma lebre morta no parque por conta da enchente repentina. Segundo especialistas em comportamento animal do Zoologico de Johannesburg, na África do Sul, apesar da falta de comprovação científica, os animais parecem ter um “sexto sentido” capaz de “sentir” e prever terremotos e erupções vulcânicas, procurando instintivamente um local seguro.

Ou teria sido as plantas a soar o alarme psíquico, captado pelos animais?

#espiritualismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-mente-das-plantas

A História da Magia no Ocidente

Começa hoje o Financiamento Coletivo dos Livro da história da magia no Ocidente

https://www.catarse.me/historiadamagia

Reunimos neste projeto livros essenciais em várias áreas do Hermetismo, Thelema e Filosofia para definir a Magia no século XX e XXI. Este nosso vigésimo quinto projeto traz os livros que editaremos no segundo semestre de 2022, com previsão de entrega para Novembro. A grande vantagem de participar de um Financiamento Coletivo é que pretendemos publicar grimórios extras que serão entregues como presentes para os apoiadores conforme as metas estipuladas forem sendo batidas, como fizemos nos últimos dez projetos.

A HISTÓRIA DA MAGIA

A compreensão histórica da Tradição Esotérica Ocidental é o ponto de partida fundamental para todos aqueles que pretendem estudá-la e praticá-la, bem como a rota que deve nortear a nossa caminhada no seio da Tradição. Se não sabemos de onde viemos e onde se encontra cada um dos pensadores e movimentos que constituem o arcabouço do Esoterismo Ocidental, iremos correr o risco de, à moda New Age, colocar todos esses pensadores e movimentos em um único plano e compará-los como que se fizessem parte de um mesmo momento e, deste modo, incorrendo em erros primários. Um destes erros é olhar o passado como se ele fosse glorioso e o presente como um estado decadente; no outro extremo, faltar alinhamento, consonância ou correspondência com o momento histórico que iremos nos debruçar também é problemático. Compreendendo as raízes do movimento no qual decidimos trilhar a Senda da Iniciação, podemos segui-lo com mais segurança, consciência e mesmo como continuadores e perpetuadores da Tradição, nos tornarmos células vivas dela, acrescentando os nossos passos. Com tal objetivo, a obra História do Esoterismo Ocidental foi construída como uma introdução e roteiro a esse assunto tão importante ao Esoterismo Ocidental, mas, infelizmente, negligenciado. Originalmente concebida para ser um curso para os postulantes à Iniciação no seio da Irmandade dos Filósofos Desconhecidos, essa obra tomou proporções maiores e entendeu-se que ela precisaria ser disponibilizada para o benefício de todos os buscadores.

TREINAMENTO MÁGICO

Ao contrário do pensamento cada vez mais difundo na contemporaneidade, temos insistido de maneira muito categórica em que a Ordem Martinista, uma expressão da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental, é completa em si mesma. Com isso, queremos dizer que um buscador realmente implicado em sua busca encontrará tudo o que é necessário para seu crescimento espiritual dentro da Ordem Martinista. A respeito da obra que o leitor tem em mãos, ela nasceu no transcurso da pandemia de 2020. Nesse período, os conventículos martinistas das diferentes Heptadas espalhadas pelo Brasil foram suspensos e, ao contrário do que se poderia imaginar, tal situação proporcionou uma grande aproximação entre todos membros desses diversos corpos martinistas. Sob essa particular circunstância, atravessada pelo isolamento social e pela sensação de vulnerabilidade que proporcionaram uma busca mais intensa e urgente pelo aprofundamento no conhecimento e no desenvolvimento espiritual, o Treinamento Mágico que ora publicamos foi aplicado em âmbito nacional, entre estudantes de diferentes vocações e estágios no treinamento tradicional. Evidentemente, um treinamento como o que é aqui proposto exige do praticante disciplina e constância. Dentre os disciplinados que mantiveram a constância no Treinamento, destacou-se a compreensão de que um dos grandes méritos dele foi o de propor algo realmente possível de ser introduzido e realizado no cotidiano independentemente da agenda de cada qual, pois implica no máximo 15 minutos diários. Estamos enormemente satisfeitos por saber que, por meio desta publicação, muitos buscadores terão acesso ao nosso Treinamento Mágico e que poderão comprovar, por eles mesmos, a eficácia e a grandeza do que aqui é proposto. Por fim, frisamos que o nosso Treinamento Mágico não traz práticas restritas a iniciados martinistas, nem tampouco se limita ao “espírito” da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental.

THEOSOPHIA PERENNIS

Nestes artigos, ensaios e exposições, o autor Daniel Placido guiará o leitor por um passeio através de assuntos como mito, imaginário, Santo Graal, sufismo, gnosticismo, neoplatonismo, teosofia, prisca theologia, Vedanta, filosofia da natureza, esoterologia, antroposofia, Nova Era, acompanhados por expoentes ocidentais e orientais clássicos da sabedoria perene como Fílon, Plotino, Shankara, Sohravardî, Ibn ‘Arabî, Marsílio Ficino, Jacob Boehme, Emanuel Swedenborg, William Blake, Ramana Maharshi, sem falar de pensadores mais contemporâneos como N. Berdiaev, Henry Corbin, M. Eliade, F. G. Bazán, entre outros.

Subjacente à diversidade de temas e autores, existe a concepção de Theosophia Perennis (Teosofia Perene): uma sabedoria divina pertinente às diferentes tradições filosófico-esotéricas do Ocidente e do Oriente, sem negar a pluralidade e dissonância dentro dela, como uma árvore cheia de galhos e ramificações.

GNOSTICISMO THELÊMICO

Poucas palavras foram tão combatidas e incompreendidas através dos séculos do que Gnose e Gnosticismo. Sua história é longa e remonta aos primeiros anos da Era Comum, ou da Era Cristã, quando as mensagens ainda eram transmitidas majoritariamente de forma oral, através dos viajantes e comerciantes que circulavam pelo Império Romano, em uma época em que sequer o Cristianismo, como nós o conhecemos hoje existia, ele ainda engatinhava para tomar forma nos séculos seguintes, através de tratados e concílios.

No século XX o gnosticismo (ou neo gnosticismo) se aproximou de Thelema, uma lei ou filosofia que ganhava as luzes do mundo graças ao trabalho daquele que seria considerado o “O homem mais ímpio do mundo”, Aleister Crowley. A espiritualidade, porém, não para, e tanto o Gnosticismo quanto Thelema continuaram a caminhar e a se desenvolver, dentro daquilo que hoje, no século XXI, reconhecimentos como Gnosticismo Thelemico.

AUTO-INICIAÇÃO NA MAGIA ENOCHIANA

A magia enochiana é, sem duvida, um dos sistemas mágicos mais cobiçados pelos praticantes de magia cerimonial desde a Ordem Hermetica da Aurora Dourada, sendo considerada por muitos como um dos sistemas mágicos mais poderosos do mundo, rivalizando com os mais populares sistemas de magia Salomônica.

APROXIMANDO-SE DE BABALON

Aproximando-se de Babalon apresenta uma série de ensaios explorando a Deusa Babalon, o Divino Feminino, a Madona Negra e o circuito sempre revolvente do Sexo e da Morte, que se encontra no centro dos Mistérios.

Uma visão geral e uma introdução à Deusa Babalon que toma um caminho diferente daquele de Crowley e seus seguidores, Aproximando-se da Babalon se baseia nos insights de Thelema, Magia Cerimonial, Teoria Crítica, Teologia da Libertação e dos Decadentes para tecer sua poética magico-teológica.

Centralizando o corpo e a experiência corporal, a autora rejeita os misticismos patriarcais que buscam fugir do corpo e do mundo e se deslizar na pura luz branca do tédio racionalista celestial. Inspirador, erótico e profundamente poético, o texto atinge dimensões extasiantes ao oferecer uma visão caleidoscópica de magia, sexualidade, espiritualidade, ritual e do corpo no tempo do apocalipse.

A FADA DO DENTE

Dente é uma palavra que, entre outras coisas, é tradução para o português da letra hebraica שׂ (Shin). Nos tarôs tradicionais, essa letra é relacionada ao Arcano do Louco, mas no Tarô de Thoth é ligada ao arcano do Aeon, uma das mais belas lâminas pintadas por Lady Frieda Harris e um dos maiores rompimentos deste para com as cartas de tarô criadas anteriormente. E aqui temos uma chave interessante, porque o Louco e o Aeon seriam uma forma apropriada para o tarô descrever o livro que você está prestes a ler.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-da-magia-no-ocidente

Devatas e Asuras – Quais São As Diferenças Entre Eles?

Por Srila Prabhupada

A diferença básica entre eles é sua atitude, não suas externalidades.

papam evasrayed asman
hatvaitan atatayinah
tasman narha vayam hantum
dhartarastran sa-bandhavan
sva-janam hi katham hatva
sukhinah syama madhava

(Bhagavad-gita 1.36)

“O pecado nos vencerá se matarmos tais agressores. Portanto, não é correto matarmos os filhos de Dhrtarastra e nossos amigos. O que devemos ganhar, Ó Krishna , marido da deusa da sorte, e como poderíamos ser felizes matando nossos próprios parentes?”

Definições: Piedade e Pecado:

Papam é uma atividade pecaminosa, e punyam é uma atividade piedosa. Antes de fazer qualquer atividade, devemos considerar: “Isto é papam ou punyam, pecaminoso ou piedoso”? Mas os asuras, ou demônios, não se importam com tais coisas. Pravrttim ca nivrttim ca na vidur asura janah (Gita 16.7). Eles pensam: “Eu gosto; eu devo fazer”. Eles não se referem a nenhuma autoridade.

Atividades impiedosas nos degradam. Jaghanya-guna-vrtti-sthah adho gacchanti tamasah (Gita 14.18). Mas as pessoas não sabem. Matar é uma atividade impiedosa e pecaminosa, mas em nome da religião, matar também é uma atividade que continua. Mesmo os chamados padres religiosos ou apoiam o assassinato ou o toleram.

Visnu-bhaktah smrto daiva asuras tad-viparyayah. Há dois tipos de homens: devata, ou semideus, e asura, ou demônio. Um Vaisnava é um devata. Arjuna é um devata porque ele é visnubhakta. Os devotos do Senhor Visnu são chamados devatas. Semideuses como Indra, Candra, Surya, e todos os trinta e três semideuses crores do sistema planetário superior são todos visnu-bhakta são devatas. Eles obedecerão às ordens de Visnu e Vaisnava.

Um exemplo de tal obediência é visto na história da Indra. Houve uma luta entre Hiranyakasipu e os semideuses encabeçados pela Indra. Quando Hiranyakasipu foi derrotado, os devatas prenderam Kayadhu grávida, a esposa de Hiranyakasipu, e a estavam arrastando. Quando Narada Muni viu isto, ele disse: “O que você está fazendo?”.

Indra disse: “No ventre desta mulher, a esposa do demônio Hiranyakasipu, está a semente daquele grande demônio. Portanto, deixe-a permanecer sob nossa custódia até que seu filho seja entregue, e então nós a libertaremos”.

Narada disse: “A criança dentro do ventre desta mulher é irrepreensível e sem pecado”. Na verdade, ele é um grande devoto, um poderoso servo da Suprema Personalidade da Divindade. Portanto, não será capaz de matá-lo”.

Assim que Indra ouviu estas palavras de Narada Muni, ele circum-ambulou Kayadhu, ofereceu suas reverências a ela e à criança dentro dela, e a libertou. Este é o comportamento de Vaisnava – eles completaram confiando nas palavras de Narada Muni e seguiram sua ordem.

Os Demônios Sempre Desafiam a Autoridade:

Mas os asuras não fariam isso – essa é a diferença entre devata e asura. No capítulo dezesseis do Bhagavadgita, você encontrará uma descrição da asura: pravrttim ca nivrttim ca na vidur asura janah (Gita 16.7). Pravrtti significa o que fazer, e nivrtti significa o que não fazer. Os asuras não se importam em saber isto, por isso fazem qualquer coisa para sua gratificação sensorial. Portanto, elas se enredam. As pessoas tolas pensam que são livres para agir como quiserem, mas isso não é possível.

prakrteh kriyamanani
gunaih karmani sarvasah
ahankara-vimudhatma
kartaham iti manyate

A alma espiritual perplexa com a influência do falso ego se acha o executor de atividades que são na realidade realizadas pelos três modos de natureza material.

Papam eva asrayed asman hatva etan atatayinah. atatayinah significa agressor. De acordo com as injunções védicas, existem seis tipos de agressores: (1) um administrador de veneno, (2) um que ateia fogo à casa, (3) um que ataca com armas mortais, (4) um que saqueia riquezas, (5) um que ocupa a terra do outro, e (6) um que sequestra uma esposa. Tais agressores devem ser mortos imediatamente, e nenhum pecado é cometido ao matar tais agressores. Mas aqui, embora o outro partido seja um agressor, Arjuna ainda está considerando se eles devem ser mortos ou não. Este é o sinal de um devasso. Arjuna está pensando: “Estes agressores são meus parentes, meus homens de família”. É correto matá-los”?

Isto é senso comum. Suponha que seu filho tenha feito algo malicioso, digamos que o atacou ou ateou fogo em sua casa. Enquanto pensa como punir, você vai considerar: “Devo matá-lo ou não?” Isso é natural. Arjuna sente: “Se eu matar estes agressores, terei que sofrer o resultado de atividades pecaminosas”.

Os filhos de Dhrtarastra haviam insultado Draupadi durante o jogo de azar. Mas Krishna a salvou ao fornecer seu sari, um após o outro, um após o outro, montões de sari. Finalmente eles desistiram. Eles estavam realmente atatayinah e mereciam ser mortos.

Um Agressor Sempre Deve Ser Morto:

Vemos uma história semelhante no Ramayana. Quando Ravana raptou Sita, Lord Ramacandra poderia ter criado centenas e milhares de Sitas e se casado com eles – Ele é a Personalidade Suprema da Divindade. Radharani de Krishna ou Sitadevi do Senhor Ramacandra, Laksmidevi de Narayana, eles são a potência do prazer da Personalidade Suprema da Divindade. Mas para dar o exemplo certo, Lorde Ramacandra matou não apenas Ravana, mas toda a dinastia – apenas para o bem de uma mulher. Ele fez isso para ensinar às pessoas que qualquer um, se ele for um agressor, deve ser morto.

Mas Arjuna, mostrando verdadeiros sintomas de um devasso, está considerando se deve ou não matar estes agressores, porque não quer se degradar. A vida humana deve ser especialmente destinada à elevação, não à degradação. Você chegou a esta forma de vida humana a partir do estado inferior da vida. Jalaja nava-laksani algoavara laksa-vimsati krmayo rudra-sankhyakah. Passamos por tantos status de vida: os aquáticos, as árvores, as plantas, os insetos, os répteis, os pássaros, os animais. Recebemos esta forma de vida humana após muitos, muitos nascimentos. As pessoas não sabem disso; é muito raro. Portanto, Narottama dasa thakura canta, hari hari viphale janama goinu, manusya janama paiya, radha-Krishna na bhajiya, janiya suniya visa khainu. Ele está lamentando,

“Meu querido Krishna, sou tão infeliz. Eu tenho esta forma humana de vida. Ela foi feita para desenvolver a consciência de Krishna. Mas eu perdi meu tempo de outra forma. Como é isso? Janiya suniya visa khainu: “Sabendo que tomei veneno”. Labdhva sudurlabham idam bahusambhavante, manusyam arthadam (Bhagavatam 11.9.29).

Porque as pessoas são asuras, elas não sabem o que fazer nesta forma de vida humana e o que não fazer. Eles estão matando animais sem qualquer hesitação. E ainda assim, são líderes espirituais. Imaginem como é horrível a condição neste Kali-yuga. Sem qualquer restrição ou consideração, eles estão cometendo uma vida pecaminosa. Eles não fazem isso em sua próxima vida, toda essa arrogância e orgulho estarão acabados. Ele terá que aceitar outro corpo, que será oferecido pela natureza material. Não se pode dizer: “Eu não aceitarei este corpo; eu quero este corpo”. Não. A natureza não está sob seu ditame. Você tem que obedecer aos ditames da natureza.

daivi hy esa guna-mayi
mama maya duratyaya
mam eva ye prapadyante
mayam etam taranti te

(Bhagavad-gita 7.14)

Por cada pequena ação, você é responsável. Está sendo notada pela natureza material. Portanto, Arjuna está considerando se é bom matar os membros de sua família. “Meu caro Krishna , você acha que matando meus familiares, meus parentes, eu ficarei feliz? Você é Madhava. Você está sempre feliz porque é o marido da deusa da fortuna. Mas você acha que eu serei feliz desta maneira?” Isto é uma consulta.

Um Devoto Tem Todas As Boas Qualidades:

Um devoto é sempre um devoto, um semideus. Todas as boas qualidades se desenvolvem em uma pessoa assim. Sarvair gunais tatra samasate samasate surah (Bhagavatam 5.18.12). Sura significa devata. Um devoto de Krishna nunca aceitará que matar é muito bom. Ele segue ahimsa, a não-violência. Aquele que se torna um devoto de Krishna, ou Krishna consciente, todas estas boas qualidades se desenvolverão nele. As pessoas estão tentando elevar o status da sociedade por tantas coisas. Mas elas não conhecem o segredo. O segredo é que se alguém for treinado para se tornar um devoto de Krishna, todas as boas qualidades serão automaticamente visíveis em sua pessoa. Não há necessidade de esforço separado, como fazer um homem honesto, como fazer um homem religioso, como fazer um homem pensar alto, viver simples. samo damas, titiksa arjavam jnanam vijnanam astikyam (Gita 18.42). Todas estas qualidades se desenvolvem imediatamente, porque uma entidade viva, a alma espiritual, é parte e parcela de Krishna. Aham bija-pradah pita (Gita 14.4): “Eu sou o pai que dá a semente”. Assim como um pai injeta a entidade viva no ventre da mãe, e a mãe, pelo seu sangue, desenvolve o corpo da criança, assim todas estas entidades vivas, 8.400.000 espécies, nascem do corpo de natureza material. Não devemos considerar os animais ou as árvores ou as aves e os animais como sendo diferentes de nós mesmos. Eles são nossos irmãos, porque o pai que dá as sementes é Krishna, e a mãe é a natureza material. Nós temos o mesmo pai e a mesma mãe. Portanto, somos todos irmãos e irmãs.

Então, a menos que alguém esteja avançado na consciência espiritual, como ele pode pensar na fraternidade universal? Não há possibilidade. A verdadeira fraternidade universal é possível quando se está consciente de Krishna, quando se sabe que Krishna é o pai comum de todos. Suponha que um pai tenha dez filhos. Deles, um ou dois filhos são inúteis. Então os outros oito filhos vêm e reclamam ao pai: “Meu querido pai, estes dois filhos seus são inúteis”. Vamos cortar-lhes a garganta e comer”. Mas o pai nunca vai concordar. Ele dirá: “Deixe-os ser inúteis, mas deixe-os viver às minhas custas”. Por quê? Você não tem o direito de infringir os direitos deles”. Isto é senso comum. Mas os tolos pensam que os animais devem ser mortos para a satisfação da língua do ser humano. Não faz sentido. E ainda assim eles estão passando como cabeças religiosas.

Tal tipo de religião trapaceira é completamente expulsa desta religião Bhagavata. Dharmah projjhita-kaitavo atra paramo nirmatsaranam (Bhagavatam 1.1.2). O movimento de consciência Krishna é destinado aos paramo nirmatsaranam, aqueles que não têm inveja. Quem compreendeu o que é esta criação, quem é o criador, o que são estas entidades vivas, é chamado paramahamsa. Como um paramahamsa pode ter inveja dos outros? Portanto, diz-se paramahamsa. Matsarata significa inveja. Sem se tornar um Vaisnava, sem se tornar um devoto de Krishna , não pense que ninguém é um ser humano. Ele é simplesmente um animal.

Muito obrigado. Hare Krishna.

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PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Devatas and Asuras. Srila Prabhupada’s Lectures, Volume-12 Number-12 (Indian). Back to Godhead, Dec. 2, 2015. Disponível em: <https://www.backtogodhead.in/devatas-and-asuras-by-his-divine-grace-a-c-bhaktivedanta-swami-prabhupada/>. Acesso em: 6 de março de 2022.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/devatas-e-asuras-quais-sao-as-diferencas-entre-eles/

Como se tornar um Lobisomem

Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para mágicos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem, mas os Lobisomens retiram suas vozes e vislumbre humanos fazendo com que não fosse possível distingui-los de um animal comum. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas.

De acordo com as lendas mais populares no folclore, existem quatro formas de alguém se tornar um Lobisomem. Elas vêm a seguir:

1: Pela própria maldição, resulta em o que é chamado de Lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro Lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática e uma completa surpresa.

2: Transmissão hereditária devido ao fato da criança do Lobisomem obter a mesma maldição de seu pai ou mãe. É exatamente o mesmo resultado de ser mordido por um Lobisomem. Se um Lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda. Mas normalmente, o Lobisomem irá considerar muito cruel amaldiçoar alguém dessa forma, então escolherá matar e devorar a vítima.

3: Sobreviver à um ataque: Se alguém for mordido e sobreviver, ele vai dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga por seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir seu novo e maléfico potencial e um incontrolável desejo de sangue (não limitado à humanos).

4: Um método discutível de se tornar um Lobisomem é ser mordido por um Lobo que decide amaldiçoar um homem, por qualquer rasão. O princípio continua então como a maldição por mágica, não significando doença, mas metamorfose na primeira noite de lua cheia.

5: Outro modo contado para virar Lobisomem, é pela auto-indução. Neste caso, em busca de poderes sobrehumanos, o homem se dedica a alguma espécie de ritual ou cerimônia ocultista para propositalmente tornar-se um lobisomem. Os casos clássicos incluem um banho de banha de porco sob a lua cheia ou espojar numa encruzilhada onde os animais façam espojadura.

Quando a pessoa é branca, vira um cachorrão preto e quando é negro vira um cachorrão branco. Algumas versões dizem que ele sai às noites de quinta para sexta, em busca de cocô de galinha para comer, e por isso invade os galinheiros. Depois disso ele vai em busca de crianças de colo para lamber suas fraldas sujas de cocô.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/como-se-tornar-um-lobisomem/

Dragões do Apocalipse

Há evidências mais do que suficientes que indicam que uma forma de vida réptil altamente evoluída está interagindo com seres humanos. A sua presença tem sido testemunhada em cada canto da Terra pelas mais diferentes pessoas. Agora que nós estabelecemos o fato de que eles estão aqui, a próxima pergunta que devemos fazer é: de onde eles estão vindo?

As teorias sobre a origem das formas de vida “alien” reptiliana parecem considerar três aspectos. Das evidências acumuladas, foi determinado que eles são ou:

a) Extraterrestres. (ET’s) Seres de outro planeta ou sistema estelar; ou

b) Intraterrestres (IT’s) Seres que são formas de vida terrestres (Terra) que evloluíram naturalmente e que residem em Cavernas intraterrenas, cidades subterrâneas, e bases subaquáticas; ou

c) Intradimensionais. (ID’s) outras entidades aliens existindo em níveis vibracionais (viajantes de tempo/espaço etc.).

Embora exista uma grande quantidade de dados apoiando cada teoria, este relatório só considerará os fatos básicos de cada uma. É importante compreender que, embora cada teoria pareça ser distinta, todas as três teorias poderiam ser, e provavelmente são, corretas.

REPTILIANOS – E.T.’s

Fontes seguras têm informado que alguns seres reptilianos extraterrestres poderiam ser considerados uma raça de invasores intergalácticos. Intrusos indesejados que vêm de uma região do espaço conhecida como Alfa Draconis. Os seus objetivos aparentes são: procurar novas formas de vida ao longo do universo; Conquistá-las por quaisquer meios necessários, e usar os espólios das invasões como recursos naturais para abastecer os seus objetivos continuamente.

Eles atravessam o universo até o destino planejado em uma nave-mãe que é um Planetóide/Asteróide dirigido. (Nota: Algumas pessoas teorizam que a nave-mãe reptiliana localiza e segue bem atrás de cometas que estão indo na mesma direção que ela, usando o campo gravitacional para puxar o planetóide pelo espaço. O corpo do cometa também age como uma proteção contra impactos de escombros estelares e previne que qualquer civilização observe o avanço da nave-mãe deles.)

Durante as suas longas viagens, a maioria da população ET reptiliana na nave-mãe vive em um estado de hibernação. Um grupo de reptilianos administra as operações diárias da espaçonave e mantém as câmaras de hibernação. Além disso, eles enviam naves de reconhecimento contendo soldados e cientistas ao sistema planetário que eles estão se aproximando, e estabelecem postos subterrâneos no planeta de interesse, como a…TERRA.

O exército ET reptiliano assegura a continuação do segredo da presença deles, faz abduções de várias formas de vida na superfície do planeta, e investiga os avanços tecnológicos dos habitantes da superfície. Os ET’s cientistas estudam as formas de vida do planeta, introduzem o seu código genético reptiliano em quaisquer das espécies que exibem características que eles querem manipular, e iniciam um programa de cruzamento genético.

Das bases subterrâneas, os ET’s do exército reptiliano preparam o palco para a invasão da nave-mãe, estabelecendo uma rede de híbridos humanos-reptilianos infiltrados dentro de vários níveis da cultura de superfície: complexos industriais militares, corpos de governo, grupos de UFO/paranormal, religiões, etc. Estes híbridos, alguns sem conhecimento das instruções de “Controle da mente” de sua genética reptiliana, representam os seus papéis subversivos como “agentes reptilianos”, preparando o cenário para uma invasão.

Apenas antes da aproximação planetária, a grande população reptiliana a bordo do planetóide desperta da sua hibernação e prepara-se para a batalha. Quando a invasão acontece, ela vem de cima e debaixo da superfície dos planetas.

Estranhas naves, pilotadas pelos reptilianos, pelos Grays e pelos agentes humano-reptilianos, descem das nuvens enquanto outras ascendem para os céus do mundo subterrâneo de cavernas e sub-cidades, subjugando as culturas da superfície de uma maneira completamente inesperada.

Depois que os habitantes da superfície descobrem a futilidade de lutar contra os seus invasores com armamento tecnologicamente inferior, uma rendição é negociada. Uma vez que a invasão está completa e os habitantes da superfície se rendem às exigências dos seus novos governantes, a nave-mãe reptiliana tira do planeta os seus recursos como água e informação genética (DNA), então, após transformar o planeta em uma nova “Base de Operações”, os ET’s reptilianos partem para a próxima “pérola” do espaço.

Como se não fosse assustador o bastante imaginar tais seres viajando pelo espaço, planejando invadir a Terra, existe outra possibilidade que apresenta os “extraterrestres” reptilianos, não como invasores, mas como nossos vizinhos.

REPTILIANOS – I.T.’s

Há outra percepção sobre a origem dos seres reptilianos, e ela é a de que eles são verdadeiros “Terráqueos”. Tendo evoluído dos dinossauros que escaparam dos desastres climáticos na superfície do planeta (provocado pelo impacto de um asteróide na Terra uns 65 milhões de anos atrás) entrando no mundo subterrâneo de cavernas. Depois de ter milhões de anos para se adaptar ao seu novo ambiente subterrâneo e evoluir para uma espécie altamente inteligente, é dito que eles se tornaram uma espécie tecnologicamente avançada que controla e manipula os humanos da superfície.

Durante os últimos cem anos, instituições científicas têm nos dito que todos os dinossauros foram extintos e que falar da sobrevivência deles era bobagem. Porém, a paleontologia moderna virou o jogo dos seus antecessores e agora abertamente declara que por causa de vários avanços em métodos de localização hereditários, eles acreditam que alguns dinossauros podem, de fato, ter sobrevivido ao impacto do asteróide 65 milhões de anos atrás e continuarem vivendo até hoje.

Depois de descobrir “fósseis vivos” (como pássaros, por exemplo) os paleontólogos estão reconsiderando a sua tão proclamada teoria de “extinção”. Que outros tipos de animais existem no planeta que escaparam do exame para herança sauriana? Da mesma maneira que os dinossauros podem ter evoluído para os pássaros, também poderiam haver outros dinossauros que sobreviveram e evoluíram? E, nesse caso, onde e como eles poderiam ter sobrevivido? A pergunta mais importante é: que curso levou a evolução física deles e o quanto inteligentes eles poderiam ter se tornado durante os 65 milhões de anos em que eles tiveram que se adaptar aos novos ambientes? Há muitas respostas a estas importantes perguntas as quais nós não nos dirigiremos neste relatório (mas que são completamente investigadas no livro). Nós vamos, porém, comentar brevemente sobre uma visão particular que a comunidade científica providenciou para a NASA durante a procura dessa agência espacial por vida extraterrestre.

(A nosso conhecimento, é o único relatório científico do tipo que existe.) Dale Russell, paleontólogo sênior da Universidade da Carolina Do norte, foi contratado pela NASA para extrapolar uma imagem de como a vida extraterrestre poderia se assemelhar. No relatório dele (Evolução Exponencial: Implicações para a Vida Extraterrestre Inteligente, Adv. Pesquisa espacial 1983), ele “evoluiu” o dinossauro Troodon de acordo com a evolução natural de seu próprio tipo de corpo e criou um modelo de um ser que ele chamou “Dino-sauroid”. Este modelo reptiliano de “Dino-sauroid” (que tinha uma semelhança bastante notável a um reptiliano-humano) foi apresentado então no relatório dele à NASA como um exemplo do que a vida ET poderia se parecer. Notavelmente, esta imagem é quase idêntica àquelas que são descritas por testemunhas.

Poderia a vida “extraterrestre” (como nós a percebemos) de fato ser os evoluídos e altamente inteligentes descendentes dos dinossauros? Esta hipótese de “ET’s” Reptilianos nascidos na Terra seguramente responderia ao longo argumento contra os discos voadores que diz que “Até mesmo à velocidade da luz, levaria milhões de anos para que uma espécie de ET’s voasse pelo espaço para chegar aqui!”. Desde que dinossauros evoluídos estariam morando no natural mundo subterrâneo da Terra, só levaria breves segundos para tal contato ser feito com os humanos da superfície. Se esse é o caso, então um dos principais argumentos dos céticos fica inválido! Desanimador o bastante como é considerar a possibilidade de que reptilianos estão vivendo aqui e agora na Terra conosco, uma terceira e até mesmo mais perturbadora teoria existe. Uma teoria que a humanidade tem considerado desde o seu amanhecer: os “Aliens” reptilianos ou deuses-serpentes podem ser moradores invisíveis da Terra. Seres que têm sido rotulados há muito tempo de anjos e demônios.

REPTILIANOS – I.D.’s

Como seres Intra ou Ultradimensionais, supõe-se que os reptilianos se originaram de uma dimensão de freqüência vizinha que nós conhecemos como o Reino dos Mortos (o local para o qual nossa matriz de alma vai quando “morre”), também chamado Devechan (a região Hindu do entre-mundo ou vida após a morte.)

Os átomos que formam os corpos físicos dos seres reptilianos intradimensionais estão girando a uma taxa diferente da nossa e a freqüência do giro está fora da percepção visual humana normal. Da mesma maneira que a matriz de freqüência de uma alma humana pode permanecer em nossa dimensão e ser percebida como um fantasma, os seres reptilianos habitam a mesma região de freqüência que os espíritos ou fantasmas, mas são capazes de materializar as suas formas na terceira “densa” dimensão para interagir fisicamente com humanos “vivos”.

Esta transferência da quarta para terceira dimensão e de volta, durante um tempo, não era fácil de ser feita por eles. (Algumas pessoas acreditam que os relatórios de “chuvas” de rãs, pedras, peixe etc. que foram registrados na segunda metade do século dezoito [Último escrito sobre isso pelo autor Charles Forte] eram as primeiras tentativas dos cientistas reptilianos para enviar formas de vida inanimadas e animadas pela barreira dimensional que dividiu os dois reinos de freqüência.)

Depois que o primeiro teste atmosférico atômico foi conduzido sobre o chão do deserto do Novo México no começo dos anos 40, o Pulso Eletromagnético resultante (EMP) abriu permanentemente a barreira dimensional naquela área. E, através desse recentemente formado portal dimensional, o complexo industrial militar-científico da raça dos reptilianos enviou as suas naves e começou a ocupar a terceira dimensão. (Toda detonação nuclear atmosférica sucessiva que aconteceu desde então pode ter criado outros “Portais de Entrada”) (Nota: também é atribuído a ordens Fraternais de mágicos praticantes ou padres [não simples ilusionistas] a iniciação de contato com seres reptilianos inanimados vivendo no seu natural estado “astral”, abrindo portais dimensionais com energia focalizada em forma de pensamento.)

Alguns seres Ultradimensionais são ditos serem capazes de residir nos níveis mais profundos do mundo subterrâneo por período indefinido porque a proteção de pedra profunda e a proximidade do centro da Terra requerem matéria densificada ao redor da concha de freqüência de um ser consciente. Esses reptilianos Intraterrenos não-físicos também são considerados Inteligências Astrais, Anjos Caídos ou Demônios do Submundo (Inferno).

Uma pergunta surge freqüentemente: os reptilianos Intradimensionais sempre foram desse “outro lado” ou não? Certamente é possível que eles tenham vivido em nossa terceira dimensão como seres de matéria física e que durante um conflito global (provavelmente com a raça Ancião ou Elohim) eles foram “mortos” na batalha e deslocados para a quarta dimensão, e estão tentando, desde então, voltar ao seu terceiro reino dimensional.

Também foi sugerido que desse estado astral, eles têm conseguido manipular os humanos em guerra e em situações de tensão e medo para extrair várias freqüências áuricas (emocionais) para os seus próprios propósitos. Através da altamente sugestiva consciência humana, esses negativamente carregados “sanguessugas” ou “vampiros psíquicos” reptilianos, orquestram e festejam situações de genocídio, conflito global, uso de droga (anfetaminas, cocaína, “remédios”, etc.), perversões sexuais e a matança por atacado da vida animal (gado, aves, suínos etc.) Este aspecto particular da não-fisicalidade reptiliana é bastante extenso e não será abordado completamente neste relatório. Outros assuntos relacionados (que são discutidos no livro) são: Psicologia da mente interna (arquétipos), evolução humana, vibrações de freqüência, percepções humanas, formas de pensamento e experiências de testemunhas (e muito mais).

CONCLUSÃO

Estas breves descrições de cada teoria sobre a origem dos “extraterrestres” reptilianos refletem as percepções atuais dentro da comunidade OVNI. Muitos investigadores têm observado evidências que apóiam cada uma dessas teorias, sugerindo que todas as três podem estar de fato corretas. Alguns reptilianos vêm de sistemas solares muito distantes, outros evoluíram aqui na Terra e têm permanecido escondidos no seu império subterrâneo, enquanto outros penetram pela barreira dimensional que separa a humanidade dos reinos astrais dos “mortos”. Se somente uma destas teorias for verdade, então a humanidade está na direção de uma revelação que só as imaginações mais selvagens poderiam conceber. Nós temos sido advertidos pelos Hebreus, Índios Americanos, Astecas e profetas Hindus que, no “Fim dos Dias”, nós encontraremos Dragões, Leviatãs e Deuses-Serpentes. Eles devem, nos somos ditos, chegar como os precursores do terror, morte, redenção e salvação. De onde eles virão é uma pergunta que tem iludido a melhor das mentes escolares que estudam as profecias. Porém, uma coisa nós sabemos com certeza:

Eles estão aqui.

por John Rhodes

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/dragoes-do-apocalipse/

A Importância do Sacrifício de Cristo para a Humanidade

Por Sérvio Túlio

Houve uma época onde somente os seres humanos que tivessem sua reprodução programada por altos-sacerdotes através de complicados rituais, astrologia e genealogia perfeita poderiam ter um completo contato com o Divino. Seus corpos eram perfeitos em comparação com o resto da população. E por isso, eram de modo errôneo chamados de “Raça Superior”. Eles, ao longo da história tiveram muitos nomes. Brâmanes, Faraós, Levitas, e tantos outros que nem sequer são listados.

Em todos os antigos livros sagrados foi dada a ordem por um ser superior que não houvesse cruzamento de “sangue puro com o sangue impuro das raças inferiores”. A proibição do adultério, casamento entre familiares, poligamia, poliandria, e muitas outras formas de dogmatismos impostos à população em geral eram pouco para os “escolhidos”.

Há no veículo humano, partes. Estas partes são chamadas na anatomia oculta de “corpos do homem”. São três corpos, a mente e os três espíritos superiores. Todos são vestes para a ação do Ego nos mundos inferiores ao seu plano natal.

Os tais escolhidos tinham sua reprodução controlada, como foi dito anteriormente afim de que a Sabedoria fosse passada sem perda alguma. E esta sabedoria não era acessível a todos. Dentre estes corpos, dois, o Corpo de Desejos (Corpo Astral) e o Corpo Vital (Corpo Energético ou Matriz Vital) da grande maioria eram muito “rígidos” e pouco preparados para uma experiência extracorpórea tão necessária para trabalhos exteriores nos mundos mais sutis onde estes corpos são necessários. A separação completa do Corpo Vital provoca a morte imediata. Este é necessário atrelado ao Corpo Denso, pois sem ele, nosso corpo é apenas uma massa inerte de carne, pele e ossos. O Corpo vital é dividido em quatro éteres. Dois deles servem para manutenção do Corpo Denso e outros dois para o trabalho exterior. Um deles, a memória. Nas pessoas comuns, da época, os éteres eram todos unidos, impossibilitando a separação de parte do Corpo Vital. Apenas os “escolhidos da raça” que possuíam corpos mais evoluídos, preparados para uma separação e para o trabalho externo.

Por muito tempo eles foram tratados como guias de seu povo e auxiliares. Alguns foram elevados até o nível de Legisladores Divinos. Mas como sempre, o poder corrompe. Estes escolhidos, com o tempo foram tornando-se arrogantes, e tomaram para si o direito de interceder entre o povo e Deus. Com o tempo, foi o povo e estes sacerdotes se tornando separados de sua missão sagrada. O mundo foi se tornando vazio. E antigos valores foram perdidos.

Nesta época de grande depressão, a Divina Providência enviou o Grandioso Espírito Solar chamado Cristo. Mas ele passou por uma evolução diferente da nossa. Em seu mundo, não foi necessário um aprendizado em estágio tão grosseiro da matéria. E por este fato, ele não sabia construir um corpo físico para si. Tampouco um Corpo Vital. Foi necessário que para isso ele entrasse em contado com os mais elevados seres, espiritualmente falando, do planeta na época. Por diversas gerações, através dos tempos, e de todo o planeta, um espírito foi reencarnando sob a direção da Divina Providência. Depois de várias experiências de nível elevado, este realizou o maior e mais honrado sacrifício. Com a alcunha de Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José), este elevado ser, sacrificou os seus outros corpos para unir o seu Ego com o de Cristo, e fornecendo seus corpos, vital e denso como veículos para o Salvador vir à Terra.

Jesus foi iniciado em diversas escolas onde sempre demonstrava humildade. Suas palavras sempre eram “me ensine do início”. Entre estas escolas, a que mais fez parte de sua jornada foi a dos Essênios, da qual fazia parte. Muitas das vezes foi necessário que O Cristo fosse ao encontro destes mestres para poder recuperar seus corpos Denso e Vital. Já que a imensa vibração do Espírito de Cristo fazia estragos neles. Por isso que dizia que o Mestre às vezes se recolhia para descansar.

Jesus Cristo escolheu entre seus discípulos, homens de variados níveis cultural e econômico. Mas mesmo assim, o critério mais importante para aescolha de seus doze apóstolos (equivalente ao número dos signos e casas astrológicas) eram o seu valor espiritual, a enorme força de vontade, o desapego e a vontade de curar. A maior tarefa de Cristo era restituir a morada ao povo de Israel. Israel como símbolo. O coração.

Ele espalhou seus ensinamentos e a beleza de sua bondade por um período de três anos. Neste tempo, supõe-se que Ele fez milagres. (Ora, milagres seria forçar demais. Até porque, se Deus criou o Universo com todas as regras que possui, por que quebraria as próprias regras depois? Bom, se ele fez algo extraordinário, ele o fez segundo a Lei.) Mas o mais importante milagre que Cristo fez, foi o de rasgar o Véu do Templo. De uma vez por todas e para sempre. Pena que até hoje, as pessoas em geral não conseguem entender o valor disto, e perdem-se em suas vidas mundanas e sem valor.

A vinda de Cristo neste planeta foi necessária, pois, com seu sacrifício no Gólgota (o Monte da Caveira) a vibração dos seus corpos, ao seu cordão deprata se romper, foi tamanha, que segundo as escrituras, o povo chegou a ficar cego por alguns instantes. O planeta recebeu um impulso vibratório imenso, já que o Salvador fundiu os seus outros corpos ao do Espírito Planetário da Terra, fazendo assim com que o nível vibratório aumentasse exponencialmente e até os éteres do corpo vital do homem comum em todo o mundo agora tivessem a mesma capacidade dos “escolhidos de raça”.

Porém, o sacrifício de Cristo não acaba aí. Até hoje ele agoniza, e sofre as dores do parto de uma nova humanidade. Até que todos no planeta se conscientizem de que vivemos em uma Fraternidade Universal, evoluamos segundo a doutrina do “conhece-te a ti mesmo” e tenhamos a capacidade de nós mesmos nos elevarmos acima dos infortúnios da roda das encarnações, Ele estará atrelado às lentíssimas e dolorosas vibrações rudimentares do nosso mundo.

Bom, e quanto a Jesus, isso é uma outra história.

#Cristo #Evolução

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-import%C3%A2ncia-do-sacrif%C3%ADcio-de-cristo-para-a-humanidade

A função do inimigo

Lord Ahriman

“Você já dançou com um demônio à luz do luar?
– Coringa (Batman, 1989)

A seletividade é uma lei da natureza. A natureza não é um mero paraíso, ela se sustenta através de uma imensa cadeia alimentar. Os seres vivos são naturalmente inimigos uns dos outros (e amigos também!). Se não houvesse essa cadeia alimentar, não haveria sobrevivência alguma. Assim, a idéia de um “éden perfeito” trata-se de uma utopia parasitária.

A sociedade humana é predadora por excelência, pior do que a própria selva. Não existe NENHUM setor da vida social em que um ser não esteja predando e parasitando alguma vítima. Aí surge a religião com a ideia de “amar ao próximo como a si mesmo”. Percebeu o jogo nefasto? O inimigo é muito importante. Eis algumas razões:

• É importante porque a pessoa aprende o valor da seletividade – amor para quem merece, não amor pelos ingratos, já dizia LaVey.

• É importante porque a pessoa descobre seus próprios pontos fracos – justamente os que o seu inimigo vai usar sem dó nem piedade.

• É importante porque a pessoa busca dar o melhor de si, para combatê-lo pelos meios adequados – tira energia de onde normalmente não tiraria, então surge a auto-superação.

• É importante, por fim, porque a pessoa passa a ter real noção da existência, a realidade nua e crua, sem as fraudes santificadas.

Em menção à condescendência, quem é amigo do seu inimigo, gosta de virar a outra face, não é amigo de si mesmo, perdeu toda a noção de
valor. Em outras palavras, essa infeliz vítima atenta contra a própria auto-estima e possui uma atitude desmoralizante e aviltante para o
próprio ser. Em linhas simples, é totalmente antinatural.

O fato real e comprovado é que o inimigo nunca vai ter pena do seu desafeto. Se a pessoa acha que, por ser boazinha com o inimigo, ele vai dispensar o mesmo tratamento, está incorrendo num erro gravíssimo, cujo dano será irreparável. Por outro lado, a criação artificial de inimigos também é uma estupidez. A maioria dos litígios são idiotas e podem ser perfeitamente evitados. Diluindo-se os pequenos problemas, normalmente os grandes problemas também se tornam diluídos, mas não necessariamente.

Finalmente, um inimigo deve ser honrado como tal. Trata-se de uma simples questão de merecimento. Se você possui um inimigo, combata-o veementemente, pois ele não terá a menor consideração por você. Agora, depende exclusivamente de cada um tirar o melhor proveito possível de uma lição a ser aprendida.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-funcao-do-inimigo/

Fundação da Civilização do Tempo

O segredo do tempo foi queimado em 12 de julho de 1562 na Cidade do México.

Diego de Landa, monge franciscano encarregado de reprimir a heresia nas provincias de Yucatan e da Guatemala, recentemente conquistadas por Sua Muito Católica Majestade de Espanha, condenou a destruição na fogueira a parte essencial dos manuscritos maias que continham os segredos do tempo.

As testemunhas narram que no inicio o fogo se recusou a pegar. Acreditou-se por uminstante que a multidão de indigenas reunidos ao redor do auto-de-fé iria intervir. Os soldados ameaçaram atirar , os indios recuaram e o fogo pegou. Desde então , alguns traços da civilização maia foram redescobertos pelas pesquisas modernas, especialmente as pesquisas soviéticas puderam lançar alguma luza sobre ela. Mas o principal segredo do tempo desapareceu.

Sabemos tão-somente que os maias não consideravam o tempo homogeneo. Certas partes do tempo possuiam certas propriedades, outras não. Um pouco como a superstição popular, que considera determinados dias nefastos, como a sexta-feira 13 , e outros não.

Para os maias, o tempo não possuía dois vetores , o passado e o futuro, porém seis. Vemos surgir aqui , de novo , as “ramificações” do tempo notadas pelo I Ching e que nos servirão para eliminar os paradoxos temporais das viagens no tempo.

Não nos restam muitas fontes para reconstituir os segredos mais. Apenas tres manuscritos.

O primeiro , que parece mais com um inventário que a um de nossos livros, e que tem sessenta e quatro páginas , se encontra em Dresde. O segundo está em Madri; possui cento e doze páginas, mas faltam visivelmente o príncipio e o fim. Enfim, vinte e quatro páginas em mau estado redescobertas por Léon de Rony nos arquivos da Biblioteca Nacional em Paris.

Um jovem russo talentoso, Yuri Knorozov, deu os primeiros passos em direção a decifração .
Isso lhe assegurou a oposição feroz dos especialistas oficiais, para os quais os maias constituiam exclusividade, em especial Eric Thompson. Entretanto, o cientista soviético reuniu indicações concludentes, as quais mostravam que a escrita maia se compõe de hieróglifos, isto é, que ela não é inteiramente alfabética, como a escrita egipcia. Foi com muita reserva que apresentou o resultado de suas pesquisas em 1950 diante duma comissão universitária para o certificado que corresponde entre nós ao mestrado. A comissão era claramente superior ao nivel requeridode mestrado, e lhe concedeu sem qualquer hesitação o titulo de doutor em ciencias e ciencias humanas.

O talento foi reconhecido em vida, o que é raro. É verdade que nesse ponto os academicos soviéticos tem o espirito claramente mais aberto que seus colegas ocidentais. Os poucos elementos que podemos tirar das decifrações soviéticas , e , por outro lado , a leitura dum certo número de estrelas que não trazem senão notações numéricas, embora bem interessantes, permitem representar uma civilização que procurava subjugar o tempo mais que o espaço.

À origem dos tempos, observa-se uma data zero, data em que o homem aparece na Terra. Segundo uma inscrição de 3113 A.C. , essa data se estabelece no ano 5041738 , número que corresponde de muito perto àquele dado pelas mais avançadas pesquisas de antropologia.

Durante muito tempo acreditou-se que os maias dispunham as datas ao acaso, mas mesmo os cientistas oficiais começam a admitir que os maias detinham o dominio do tempo. Assim, utilizando-se dos trabalhos soviéticos, o Professor Charles H. Smiley, da Universidade Brown , publicou no Journal of the Royal Astronomical Society of Canadá a decifração duma parte do manuscrito de Dresde. Essa parte encerra primeiramente a relação dos oitentas eclipses solares observáveis no mundo inteiro durante o primeiro milênio antes da nossa era. Em seguida, previsões de eclipses que deveriam suceder nos anos 42 e 886 de nossa era . Tais previsões são exatas e foram confirmadas pelos fatos. Isso implica ou que os maias empregavam telescópios – e que eles não os possuiam – e lidavam com ciências matemáticas avançadas – o que não parece ser o caso – , ou que detinham o domínio do tempo para exploração e observações diretas, o que parece próprio de sua civilização.

É o mesmo domínio do tempo que encontramos no livro sagrado de Chilam Balam , que prediz com dez séculos de antecipação e minunciosamente a chegada dos espanhóis ao continente americano. Diego de Landa tinha trinta e oito anos quando cometeu seus crimes . Sua crueldade atemorizou até mesmo os espanhóis e ele foi intimado a comparecer a um tribunal da ordem dos franciscanos na Espanha. Contudo, sua defesa foi tão hábil que foi absolvido e voltou ao México como bispo.

Deixou suas memórias escritas em 1616 e redescobertas em 1863 . Seu manuscrito contém um alfabeto maia. Diego de Landa afirma que a escrita maia era alfabética e fornece transcrições de letras. Foi esse erro e essa falsa transcrição que retardaram as pesquisas durante muitos séculos. Mais tarde, o célebre lingüista Benjamin Lee Wort tentou mostrar que a escrita maia se compunha de hieróglifos , mas Eric Thompson o votou ao silêncio. Foi necessário Knorozov para demosntrar que a escrita maia era hieroglífica. Felizmente , o poder de Eric Thompson não se estendia até a União Soviética.

Quem foram os maias?

Vieram do norte , não se sabe quando. Na lingüa deles a mesma palavra designa o “norte” e o “passado” . De acordo com as últimas pesquisas , eram anteriores aos Olmeques e estão situados cronológicamente ao menos, dez mil anos da nossa era. Talvez mais.

Por volta do ano 1.000 de nossa era , abandonaram suas cidades , não se sabe por que. Algumas de suas cidades foram
descobertas na selva, outras esperam ainda que alguem as descubra . A fotografia aérea e a fotografia por satélite revelaram no Yucatan e na Guatemala dezenas de milhares de pirâmides ainda inexploradas. As cidades descobertas e parcialmente exploradas colocam estranhos problemas. Palenque por exemplo.

Encontramos lá um calendário lunar, que atribui ao mês lunar uma duração de 29, 53059 dias . Precisão fantástica . Os números mais modernos, obtidos graças a um relógio atômico , apresentam com esse número um erro de 0,00027 por dia. E esse resultado foi obtido por um povo que não possuia nem telescópio e nem computador. Depois disso, hesita-se afirmar que as datas obtidas com tal sistema numérico sejam imaginárias , ou hipotéticas.

No alto de uma piramide imensa , em Palenque, encontra-se o Templo das Inscrições . Uma dessas inscrições evoca
singularmente um painel. Com mostradores e botões de acionamento , certamente. Quis-se a todo custo nesse “painel” a
reprodução dum painel de astronave. Tal hipótese criou celebridade e fortuna para Erich von Daniken.

Num certo número de inscrições desse mesmo tempo trata-se de nove mundos subterraneos. Num deles reina o deus Hun Ahav , o qual segundo uma inscrição reina também no planeta Venus. Compreenda quem puder. . .

Parece que deciframos de maneira satisfatória o sistema de numeração maia. Os maias empregavam o zero , representando em seus calculos por um signo em forma de astronave munida de vigias. Derivavam seu calendário de um sistema de numeração de base vintem. Nesse calendário, a mesma data não podia se repetir a não ser de cinquenta e dois em cinquenta e dois anos. O ano começava a 23 de dezembro , no solstício do inverno e continha os seguintes meses: sol novo , poço, semeaduras, branco , cervo, extensão do fogo, sol amarelo, tambor, grande chuva, barulho da tempestade, deus desconhecido , rãs , deus da caça , morcego, deus desconhecido, mês final.

Fundando-se numa extensão média do dia , os maias podiam perscrutar longuíssimos periodos de tempo, até sessenta e quatro mil anos atrás. Entretanto, se o texto precisa que não se pode remontar a mais de 5.041.738, é sem dúvida porque não se pode explorar o tempo antes do aparecimento dos homens. O tempo é marcado por sua cor, a qual não é a mesma a cada mês. Uma data retornando cinquenta e dois anos depois não tem forçosamente a mesma cor. Certas cores do tempo são boas, outras más.

E quando nos colocamos no fluxo do tempo para considerá-lo, percebemos não somente o passado e o futuro , mas também quatro outras direções. Os heróis lendários dos maias , especialmente Quetzalcoatl , que é branco e possui um nariz semita , vêm não se sabe de onde.

O simbolo de Quetzalcoatl é a serpente emplumada que invadiu o império maia em 1208 de nossa era. Sua chegada é prevista, tanto quanto suas vitórias. Ainda se fala disso nas tradições maias, pois a lingua maia , contrariamente , por exemplo, ao sumeriano ou o hitita , é ainda falada nos nossos dias. Procura-se ademais agora comparar a tradição maia com o pouco que conservamos de texto escritos. Trascrições em espanhol dessa tradição são constantemente descobertas. Assim, em 1942 , encontrou-se em Marida um fragmento perfeitamente desconhecido do livro de Chilam Balam. Porém , mesmo nos nossos dias , a gramática maia permanece extremamente difícil. Por exemplo , os verbos indicam simultaneamente o objeto e o sujeito de uma ação , e a tradução exata é totalmente impossivel. Yuri Knorosov traduziu para o russo um dos livros de Chilam Balam, diretamente do maia. Ele afirma que é mais fácil traduzir para o russo que para a lingua ocidental, mas que entretanto essa tradução não é senão aproximativa. O livro de Chilam Balam descoberto em 1942 , o último em data , contém profecias e narrativas históricas em forma épica. Defini-lo como uma combinação de Ilíada e da Biblia não é deformar muito a verdade. Os maias ainda são vivos ; até mesmo sua população aumenta. Eles tiveram a sorte de sobreviver porque entre 1519 e 1605 os espanhóis massacraram mais de vinte e três milhões de maias. Os sobreviventes conhecem muitos segredos, escondidos por medo da repressão espanhola .
Lentamente, os documentos saem dos seus esconderijos. Locais de cidades são pouco a pouco revelados. Um dia todo o segredo ser-nos-á apresentado.

A cidade mais rica das que foram descobertas até o presente é Bonampak. Possui um templo suntuoso, com três peças imensas cobertas de afrescos que já nos ensinaram muito e muito nos têm ainda para ensinar.

Bonampak significa em maia : “paredes recobertas de quadros”. A cidade é relativamente recente , do ano 800 de nossa era . É inacabada. As mesmas razões que levaram os maias a abandonar as outras cidades interromperam sua construção. Os afrescos de Bonampak mostram-nos as multidões maias , a guerra que reina nessa época e símbolos do tempo.

A cidade foi descoberta, por acaso , em 1946. De seus afrescos imensos acha-se geralmente que constituem uma obra coletiva , realizada sob a direção dum homem de gênio. Um tanto à mesma maneira que funcionavam os ateliês da Renascença. Esse gênio desconhecido parece ter traçado ele próprio o desenho dos afrescos com tinta negra , deixando aos seus colaboradores em seguida o cuidado de colori-los.

Parece que Bonampak foi iniciada durante o período desatroso em que as outras cidades eram abandonadas, depois continuada durante a invasão de Quetzalcoatl , procedendo do norte e destruindo em nome da serpente emplumada a primeira civilização maia a fim de edificar a segunda . E que esses dois fenomenos foram previstos. Por que então começar a construir uma cidade quando se sabia não poder termina-la? Mais uma vez se coloca a questão da fatalidade, e do sentido das previsões .

Notemos que em Bonampak, como em outras cidades , afrescos foram destruidos , estátuas quebradas , estrelas derrubadas , a ponta profundamente enterrada no solo. Aparentemente, não se desejava que os invasores que penetrassem a cidade após seu abandono aprendessem demasiado!

Os livros de Chilam Balam insistem no fato dos sacerdotes maias preverem não somente as invasões, mas também as catastrofes naturais, particularmente os ciclones e as correntes violentas das marés. Essas previsões eram consideradas marcadas pelo selo da fatalidade e não podiam em caso algum mudar um destino inelutável.

É necessário observar que os livros de Chilam Balam foram redigidos por homens perseguidos que não conheciam a escrita maia e registravam sofrivelmente em espanhol tradições orais . São os livros maias que seria necessário que encontrassemos e decifrassemos . Talvez ainda existam, enterrados numa dessas inumeráveis cidades que conhecemos somente através de fotos de satélites.

Em que consistia exatamente a técnica usada pelos sacerdotes maias para explorar o tempo?

Arriscarei uma hipóteses.

Por volta de 1965 descobriu-se em Nova York dois gêmeos de vinte anos, mentalmente muito equilibrados – seus quocientes de inteligencia eram inferiores a 50 – mas possuíam um do extraordinário : domínio total do tempo aritmético.

Quando se perguntava a um deles : que dia foi 4 de fevereiro de 1648 ? o outro respondia imediatamente : sexta-feira . E quando se perguntava ao outro que dia seria 11 de fevereiro de 2003 , o primeiro respondia : quarta-feira.

Verificações demonstraram que não se enganavam jamais. Várias pesquisas científicas foram efetuadas então e em vão , e um médico eminente acabou por admitir num artigo do jornal Le Monde :

“A ciencia não dispõe de resposta para esse problema . Mas isso não é razão para apelar para ‘O Despertar dos Mágicos’.”

Com o risco de contrariar os cientistas oficiais , apelarei para o método de ‘O Despertar dos Mágicos’
, isto é , para hipóeteses intuitivas baseadas em fatos verdadeiros, o que chamo de realismo fantástico.
não atribuimos importancia demais ao fato de que quando se interrogava um dos gêmeos era o outro que respondia. Pode haver explicações para essa telepatia de pouco alcance , e nem todas telepáticas, aliás.

Os gêmeos possuiam o dominio do tempo aritmético. Certos observadores notaram neles um domínio de um tempo bastante curto. Assim, os gêmeos pareciam jamais ter ouvido falar de exploração do espaço. Mas quando lhes foi perguntado : “E quanto ao Sputnik ?” não apenas responderam com a data de 4 de outubro de 1957 como também, recitaram de cor os vários artigos de jornais do Sputinik. Tudo como se pudessem voltar no tempo para se informarem.

Essa faculdade particular deve ser devida a uma anomalia do cérebro dos gemeos.

Sabemos que os sacerdotes maias operavam os cérebros de outros sacerdotes . Instrumentos de trepanação e cranios trepanados foram descobertos. Daí me parece possivel imaginar que os sacerdotes maias conhecessem uma operação da cirurgia cervical suscetivel de conceder o domínio do tempo.

No caso dos dois gêmeos nova-iorquinos , o fenômeno foi provavelmente devido a uma mutação no nascimento. Estou convencido que os sacerdotes maias sabiam provocar tais mutações e que os individuos particularmente bem sucedidos podiam fornecer ensinamentos sobre o passado e o futuro , percebiam o tempo em sua realidade múltipla e não abstratamente e segundo duas dimensões , como nós o fazemos.

Talvez certos sacerdotes em que a operação tivesse obtido total exito pudessem até mesmo se deslocar no tempo. O material escrito é realmente demasiado vago e raro para que possamos ter certeza disso. Esse domínio do tempo proporcionava portanto não unicamente o conhecimento do passado e do porvir como também o conhecimento individual da estrutura do tempo. Parece que esse fenomeno é único na história da humanidade.

Do mesmo modo que um homem no deserto ou no mar pode ao despertar circunvagar o horizonte e atentar segundo os quatros pontos cardeais , norte, sul, leste e oeste, para tentar vislumbrar uma caravana ou uma vela , um sacerdote maia podia cincunvagar seis direções do tempo , ver sua cor nesse momento, concluir se era boa ou má e entrever eventos situados à perpindicular do eixo do tempo.

Aí estava o grande segredo que destruiu o monge Diego de Landa.

E aqules que o conhecem ainda guardam-no ciosamente. Por volta do inicio do século XX , descobriu-se no Yucatan dentro dum jarro um outro manuscrito maia, o quarto, até então desconhecido. Contudo , antes que pudesse ser copiado ou fotografado foi incinerado por desconhecidos.

Parece que no momento das invasões os sacerdotes maias davam instruções precisas e tais instruções são ainda respeitadas . Os espanhóis , certamente destruiram muita coisa . E a epidemia de varíola que se seguiu à invasão espanhola matou ainda mais maias que os espanhóis ( Foi esta epidemia que deu a Wells a idéia da destruição dos marcianos por meio de micróbios em “A Guerra dos Mundos”). Mas nem tudo foi destruído.

Já a chegada dos espanhóis – prevista há muito – precauções tinham sido tomadas. Assim, o templo localizado no alto da pirâmide de Uxmal não oferecia acesso senão por meio duma escada cujos degraus eram da altura de um homem. Para subir por tal escada era necessário um treinamento especial que só os sacerdotes dispensavam.

Recentemente o cientista russo Vladimir Alexandrovitch Kuzmitzeff conseguiu subir ao alto da pirâmide de Uxmal . Narrou o seguinte:

“Sob o efeito da claridade implacável do sol tropical , minha visão foi subitamente turvada . Meu coração batia
descompassadamente , uma fadiga como jamais experimentara na vida tomava conta de mim . Parecia-me que a escada não tinha
fim. Compreendi porque acreditava-se que ela conduzia ao céu.”

Bem no alto da escada encontrava-se uma figura de pedra não-humana que observava com olhar feroz os visitantes. Ao lado , vasos enormes deviam em princípio receber o fogo do sacrificio. Todos os documentos dos templos no alto de pirâmides descobertos por Diego de Landa foram queimados por ele. Entretanto ainda restam as piramides e mesmo cidades inteiras desconhecidas . E existem documentos ocultos em galerias subterrâneas.

O governo mexicano preocupa-se com essa questão e tenta deter ao máximo o contrabando de antiguidades maias. Nada nos impede de pensar que um dia encontraremos um documento que nos permitará conhecer a operação que faculta o dominio do tempo.

Caso adimitamos a hipótese da existencia de tal intervenção cirúrgica , uma questão então se coloca: como os sacerdotes maias eram capazes de executar uma operação que somos absolutamente incapazes de executar?

Mesmo com nossos métodos de anatomia para estudo do cérebro através de radioisótopos , mesmo com nossos
eletroencefalogramas seriamos incapazes de proceder a tal operação. Como os maias , que acabavam de emergir do neolítico , a descobriram?

A unica hipoteses possível é a que sustenta que eles não a descobriram , mas sim a aprenderam.

De quem? Dos Mestres Secretos do Tempo que ali viajavam e ali faziam suas experiencias. Trata-se duma hipoteses tão plausivel quanto a dos extraterrestres, a qual aliás não é excluida por ela.

E manterei tal hipotese até me mostrarem um eletroencefalograma descoberto numa tumba maia.

Nota :

O que eu ( J. Bergier ) disse neste capitulo a respeito da trepanação dos maias poderá parecer extraordinário ao leitor . Acrescentarei aqui um extrato de um excelente estudo realizado pelo Professor Marcel Homet e aparecido no nº 4 da revista Khadat , consagrada às civilizações desaparecidas. Os Chimus constituiam um império na costa do Peru , muito estreitamente ligado ao dos maias. Alguns acham que os Chimus constituiram a base do império maia, outros que eles formaram uma colonia deste; seja como for, as técnicas médicas deviam ser as mesmas .

Eis o que escreveu o Professor Homet:

“Numa cerâmica, um homem se debruça sobre um individuo de crânio raspado e que com uma grande quantidade de folhas na boca parece adormecido. O homem de pé tem à mão uma faca em forma de T ligeiramente curvo . Pode-se pensar que ele está na iminencia de operar aquele que, deitado , foi insensibilizado por aquele maço de folhas de coca que mascou. Então o cirurgião abre um orificio na caixa craniana ; delicadamente ele retira o tumor que sabe ali existir , fecha o orifício e cauteriza. Tal coisa pode parecer extraordinária pois para isso é necessário conhecer perfeitamente a anatomia do cérebro. E deste modo os médicos atuais estudaram os cranios trepanados de Cuzco , estão de acordo acerca do seguinte ponto: muitos pacientes dos cirurgiões chimus foram trepanados diversas vezes e todos eles sobreviveram.”

Extraido do livro Os Mestres Secretos do Tempo de J. Bergier – Hemus – 1974

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/fundacao-da-civilizacao-do-tempo/