Como Identificar Picaretas e Charlatões

Texto original de Yuri Motta

O TDC sempre foi um Blog voltado para fornecer material de confiança para os iniciados, buscadores, estudantes e estudiosos. Nos últimos anos, acabamos, por força da confiança depositada em nós, nos tornando um farol para denunciar picaretas, esquisotéricos e charlatões que infestam o meio.

Aos poucos, acabamos percebemos que é um trabalho inútil. Denunciávamos um pacto picareta, no mesmo dia alguém mandava um email perguntando “Parabéns pelo post. Agora que vc falou do pacto picaretum, pode indicar um pacto sério com Lúcifer?” e por ai vai… ou seja, nas palavras de P.T. Barnum, “nasce um otário a cada minuto” e esses idiotas às vezes precisam passar pela experiência kármica de serem dilapidados por uma amarração caríssima, uma cabala ginecológica, um falso rabino ou um tratamento de mesa positrônica quântica para que possa aprender pela dor da perda monetária ou humilhação de se tornar uma “noiva do rabino”.

A partir de 2015 estaremos retornando para nossas origens e postaremos mais textos sobre hermetismo, espiritualidade, investigação cética do ocultismo e textos clássicos. Deixarei então, este post sobre o assunto para que vocês coloquem nos favoritos e quando alguém pedir recomendações sobre algum “mestre”, “rav”, “professor” ou “bruxo” qualquer coisa vocês mandem a pessoa olhar aqui.

COMO IDENTIFICAR UM CHARLATÃO

Google

A indicação mais simples de todas. Entre com o nome do sujeito no Google. Normalmente você já cairá em sites de pessoas que foram enganadas ou alguma postagem antiga daqui. Esse procedimento simples já ajuda a resolver 80% dos casos. Contudo, muitos picaretas trocam de sobrenome ou reformulam seus sites de tempos em tempos, justamente para tentar escapar deste procedimento.

Títulos Mirabolantes

O picareta na maior parte das vezes vai ter um título na frente do nome, embora usar um título na frente do nome não seja razão para você chamar alguém de picareta, é quase sempre certeza que o picareta vai ter algo na frente do nome para dar certeza de que ele é alguma coisa (que quase sempre não é).

“Rav”, “Mago”, “Bruxo”, “professor”, “Babalorixá”, “Pai”, “Mãe” e outros, são títulos que eles pegam de religiões ou práticas espirituais para usar a favor deles próprios, as vezes desvirtuando religiões que eles próprios não conhecem, como exemplo a Umbanda e o Candomblé e especialmente a Quimbanda, muitos se dizem pai ou mãe de santo, mas não dirigem nenhum terreiro, o que é, para quem entende do assunto uma grande piada (de mal gosto). Ou seja, se a pessoa se intitula “pai-de-santo” mas não dirige nenhum terreiro, é certeza de ser furada…

Entidades “do bem”

Todo picareta da espiritualidade que se preze vai se gabar por ter um monte de entidades (do bem ou do mal, vai por conta do freguês) à sua disposição para qualquer feitiço, amarração “do amor” ou pacto “da prosperidade” de lúcifer/goécia que queira, e essas entidades vão “falar no ouvido dele” o que deve ser feito e até QUANTO DEVE SER COBRADO. Amigos, entidades sérias tem coisas muito mais importantes para fazer no mundo espiritual do que auxiliar o picareta a trazer um marido de volta ou uma coisa insignificante do tipo. Qualquer um que prometer “trazer a pessoa amada” É PICARETA. Ponto final. Não há “prazo”, “mais caro”, “amarração do bem”, “alguém fez trabalho contra”, “demanda” ou o caraio de judas… existe apenas um patife querendo abusar da sua fragilidade emocional.

História Espetacular

Todo charlatão tem um passado espetacular, as histórias deles são quase sempre iguais, eles são pessoas que tinham dons latentes desde pequenos e faziam coisas que pessoas normais não faziam.

Alguns inventam viagens mirabolantes para Israel, Curas milagrosas de câncer, avós milionárias que o sustentam, etc… Para resumir, de uma forma ou de outras eles são incríveis e melhores que eu, você ou qualquer um no mundo, mas perdem seu tempo fazendo “caridade” em lhe trazer a mulher amada (em troca de algum dinheiro, claro!).

Nos sites do charlatão sempre diz que ele tem “reconhecimento e fama sem limites”, mas ele nunca fala DE ONDE, nem QUANDO, nem QUEM o reconhece, pois quase ninguém o conhece realmente e não há nada sobre ele em nenhum lugar que não seja o próprio site.

Ordens Falsas

Geralmente as ordens falsas são sempre semelhantes: os líderes delas não são líderes por trabalharem duro e subirem os degraus, são líderes porque INVENTARAM as tais ordens com nomes cada vez mais mirabolantes e que nunca ninguém ouviu falar.

Quase sempre vão se manter às custas do dinheiro dos que são afiliados delas; como são poucos a mensalidade tende a ser alta, nem sempre é mensalidade, a criatividade não tem limites, pode ser cursos, livros, materiais, taxas para iniciação, etc.

Geralmente o objetivo central é o dono da tal “ordem” viver do dinheiro dela, assim como algumas igrejas, mas quase nenhum consegue.

Nunca um charlatão vai falar que é da Maçonaria, AMORC, TOM, FRA, CALEN, Astrum Argentum, Arcanum Arcanorum ou Círculo Iniciático de Hermes, por exemplo, pois nas Ordens sérias os membros são identificados facilmente pelos outros membros, às vezes com um simples telefonema para confirmar a veracidade da informação.

MUITO CUIDADO com “Maçonarias” que fazem SPAM, anunciam no Google, Facebook ou Orkut… NENHUMA ordem séria faz recrutamento por Spam. Não importa o quão lindo e maravilhoso seja o site ou o quanto falem que é “regular”…

Preços

Preços altos são um grande indício, por quê?

Porque se ele conseguir tirar 1.000 reais ou mais de você, não tem problema você sumir depois, afinal você já pagou quase um salário mínimo então se pagar mais para o farsante já é lucro para ele.

E por mais engraçado que pareça se a coisa for cara as pessoas automaticamente botam mais fé que pode dar certo.

ESTE TÓPICO É ESPECIALMENTE IMPORTANTE EM RELAÇÃO A ORDENS “MAÇÔNICAS” de internets… se tem “regular” no nome, pode ter certeza que NÃO é… as “iniciações” podem chegar a R$ 5.000,00 nesses verdadeiros caça-níqueis de curiosos.

Os Produtos e Serviços

Os produtos são diversos, não importa se for alguma coisa material, ou algum ritual, todo produto e serviço nada mais é que uma Promessa, geralmente em cima do seu desespero… seja de trazer amor ou riqueza, não importa o que seja, o que o charlatão vende é sempre algum “resultado”.

Estranhamente eles sempre vão vender promessas de coisas que eles não possuem: quase sempre os que vendem riqueza são golpistas pobres e desesperados, geralmente os que prometem amor de volta são solteironas ou solteirões largadas, o que promete “alma gêmea” é casado e trai a mulher sistematicamente, e os que prometem “dar mediunidade”, capacidades especiais, poderes mágicos geralmente são os que não possuem nada disso, por isso sabem enrolar bem que tem as mesmas necessidades que eles.

Pactos, Almas Gêmeas e outras coisas sem Sentido

Como a pessoa vende um pacto para te deixar rico ou ter prosperidade se ela mesma que vende o pacto não consegue isso e precisa vender pactos para ganhar dinheiro?

Se fosse real, a própria pessoa estaria morando em uma ilha particular ou casado com alguém especial.

Quando acusados, eles sempre se fazem de vítimas

Se tem uma verdade sobre o picareta, é que ele nunca está errado, quando sua amarração não funcionar, vai ser culpa sua, pois não teve fé, ou até pode ser que existia uma energia negativa impedindo o trabalho e ele vai precisar de mais dinheiro.

Se alguma aluna assediada o encurralar ou uma classe inteira descobrir que o “professor” não mora em Copacabana, mas na Vila Penha, ele diz que ela é louca e que ele é um pobre coitado vítima da inveja dos outros. Mas não consegue desmentir… e no final do dia, retorna para a favela de onde nunca vai sair…

Se alguém acusar o charlatão, muito raramente ele vai ameaçar a pessoa com magia, a não ser que tenha certeza que a pessoa acredita nos poderes dele. Nessas horas as diversas “entidades” que são empregadas dele não poderão fazer nada, o charlatão vai te ameaçar com outras coisas, como processo por exemplo ou vai sair chorando aos quatros cantos que é uma pessoa injustiçada e seus acusadores são pessoas invejosas.

No mais, na maior parte das vezes, quando o charlatão estiver com seu dinheiro, ele vai sumir.”

REPASSEM ESTE POST. Publiquem em listas pequenas de Facebook ou grupos, pois os charlatões gostam de lugares ermos, onde as pessoas sejam crédulas ou não possuam acesso à informação. VERIFIQUEM A PROCEDÊNCIA DE QUALQUER PROFESSOR DE QUALQUER COISA ESOTÉRICA.

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-identificar-picaretas-e-charlat%C3%B5es

Da Guerra de von Klauzewitz

Karl von Klauzewitz

As pessoas interessadas em estratégia acabam sempre estudando a Arte da Guerra e inevitavelmente acabam lendo Sun Tzu e outros mestres orientais. Entretanto ironicamente dificilmente prestam atenção a Karl von Klauzewitz, grande teórico bélico ocidental. Para aguçar a curiosidade foram selecionadas algumas anotações da leitura da obra prima deste autor: “Da Guerra” (Vom Kriege):

A guerra é a mãe de todas as coisas.

A guerra não é uma questão sobrenatural, mas antes um acontecimento submetido a leis definidas.

Os progressos da técnica moderna aumentaram as possibilidades de estabelecer planos para a guerra.

Todavia, uma elaboração de planos completos e estáveis é difícil porque a certeza na guerra é de facto muito limitada e momentânea.

A guerra é um todo indivisível, cujas partes (os resultados subordinados) não têm qualquer valor, excepto na sua relação com o todo.

Na guerra nada se obtém senão pelo cálculo.

Na guerra querem-se ideias simples e precisas.

Toda a guerra deve ser metódica, porquanto toda a guerra deve ser conduzida consoante os princípios e as regras da arte e com uma finalidade; ela deve ser feita com forças proporcionais aos obstáculos que se prevêem.

A decisão pelas armas, em todas as operações, grandes ou pequenas, de uma guerra, é como o pagamento em dinheiro em transacções comerciais.

As nossas guerras serão de facto travadas antes mesmo de se travarem as operações militares.

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate. Estratégia é a teoria da utilização dos combates para alcançar o objectivo da guerra.

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

Os elementos da arte da guerra são, primeiro, a noção de espaço, segundo, a apreciação das quantidades; terceiro, os cálculos; quarto, as comparações, e, quinto as possibilidades de vitória.

Há cinco pontos conducentes a operações militares: primeiro, a busca da fama; segundo, a luta por vantagens; terceiro, a acumulação de animosidades; quarto, a desordem interna; quinto, a fome.

Para abater um inimigo, é necessário quebrar o seu equilíbrio, introduzindo no campo das operações um factor psicológico ou económico que o coloque em posição de inferioridade, antes de poder ser lançado contra ele um ataque com hipóteses de sucesso definitivo.

Não poderia haver terror sem uma encenação da tragédia, sem romantismo da morte.

Não realizamos nenhuma acção que não seja com a certeza e a decisão de alcançar o êxito previsto.

A guerra é um jogo, tanto objectiva, como subjectivamente.

O absoluto, o matemático, como é chamado, em nenhum lugar encontra uma base segura nos cálculos da arte da guerra.

A política, pois, está entrelaçada em toda a acção da guerra, e deve sobre ela exercer uma influência contínua, na medida em que a natureza das forças por ela libertada o permita.

A guerra é uma mera continuação, por outros meios, da política.

A guerra são os meios.

A eficácia superior não pertence aos meios, mas ao fim, e estamos apenas a comparar o efeito de um propósito realizado com o outro.

É um conflito de grandes interesses que é resolvido com derramamento de sangue e só nisso é diferente dos outros. Em vez de a comparar com qualquer arte, seria melhor assemelhá-la a uma competição de negócios, o que também é um conflito de interesse e actividades humanas; e é ainda mais parecido com a política do Estado que também, por seu lado, pode ser considerada como uma espécie de competição de negócios em grande escala. Além disso, a política do Estado é o ventre onde a guerra se desenvolve, onde o seu contorno jaz encoberto num estado rudimentar, tal como as qualidades das criaturas vivas nos seus germes.

Qualquer meio que uma vez prove ser eficaz na guerra, logo é repetido.

Todo o método de conduzir a guerra está dependente dos instrumentos utilizados;

Estratégia é a utilização da batalha para ganhar o fim da guerra;

A estratégia forma o plano da guerra;

Os possíveis combates, por causa dos seus resultados devem ser considerados como reais. A mera possibilidade de uma batalha produzir resultados deve, pois, ser classificada entre os acontecimentos efectivos.

 

As forças morais estão entre os mais importantes sujeitos na guerra.

Desistir do homem e passar para o papel que lhe designaram para desempenhar na guerra, isso é a capacidade militar no indivíduo.

Uma nação só pode esperar ter uma posição forte no mundo político se o seu carácter e prática em guerra efectiva mutuamente se ocuparem em constante acção recíproca.

Qualquer guerra pressupõe a fraqueza humana e é contra ela que é dirigida.

A guerra e a paz são ideias que, no seu fundamento, não podem ter gradações; (…).

As actuais alterações da arte da guerra são a consequência de alterações na política.

A luta de dois conceitos imateriais não pode cessar senão quando os defensores de um dos dois não tiverem mais capacidade de resistência.

Se uma coisa é boa para um adversário, será inevitavelmente má para outro.

Existirá sempre uma acção concreta – material ou verbal – que provoca a sequência de paradas e respostas.

Tipicamente a causa imediata de uma crise é a tentativa de um actor coagir outro pela ameaça, explícita ou implícita da força.

Normalmente, as forças militares são apenas o pano de fundo com que se ameaça à situação de guerra, e as movimentações militares efectuadas procuram aumentar a credibilidade da ameaça e a iminência da sua concretização.

Em teoria, desde que seja necessário para atingir o fim, é legítimo o uso ilimitado da força

A guerra é a luta de classes levada a efeito com meios físicos violentos e organizados.

Todas as guerras são inseparáveis dos sistemas políticos que engendram

A guerra é a forma suprema de luta entre nações e Estados, entre classes ou grupos políticos.

Força desmedida ou aparência de força desmedida é a unica forma de usar a força na Guerra.

Também a guerra em acto é “paixão”, a mais intensa e febril, é um momento da vida política, é a continuação, sob outras formas, de uma determinada política.

Assim a guerra envolve o todo social, quando eclode é um estado específico de toda a sociedade e não apenas daqueles que praticam a luta armada.

A paz não é mais do que a continuação da guerra por outros meios.

A guerra pode ser feita: obedecendo a certos constrangimentos ou regras; sem obediência a constrangimentos ou regras.

A guerra é um processo inventado pelo homem que lhe permite resolver conflitos para os quais ainda não encontrou outro processo de solução.

Numa guerra actuam homens, grupos, nações; obedecendo ou não a certas limitações.

A guerra irracional é aquela a que uma política racional, mas teórica, normalmente conduz.

(…) As guerras da era contemporânea são guerras integrais no sentido de modificação.

Nenhum Estado pode estar certo de que é a racionalidade para o outro.

Despreza, pois, as teorias pacifistas e internacionalistas. O pa-triotismo e o amor à guerra nada têm a ver com a ideologia: são princípios de higiene, sem os quais só há decadência e morte.

Consideramos ultrapassada e ultrapassável a hipótese de fusão amigável dos povos, e só admitimos para o mundo uma única higiene: a guerra.

Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas Ideias que matam, e o desprezo pela mulher.

A guerra não é apenas um confronto de populações ou de homens, é um assalto de tecnologias.

É necessário visar para matar. Aquilo que mata é o olhar, a designação.

A guerra é uma questão de opinião.

Depois de uma batalha perdida, a diferença entre o vencido e o vencedor é pequena.

Não é um incidente quem deve governar a política, mas sim a política que deve governar os incidentes.

A arte da guerra consiste em ganhar tempo quando se tem forças inferiores.

A reputação das armas na guerra é tudo e equivale às forças reais.

Um dos primeiros princípios da guerra é exagerar as suas forças e não diminuí-las.

Negai-vos a parlamentar, são meios de que os nossos inimigos sempre se serviram contra nós.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Como leis de condução da guerra a estratégia e a táctica constituem a arte de nadar no oceano da guerra.

Numa palavra, a guerra não deve, nem por por um só momento, ser separada da política.

Pode portanto dizer-se que a política é guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, política sangrenta.

A guerra é uma competição de forças que, no próprio decorrer da guerra, se vão modificando com relação ao que eram no início.

Antes do estalar a guerra, toda a organização e toda a luta têm o fim de preparar a guerra.

A guerra só pode abolir-se com a guerra.

O que é a estratégia? A palavra designa originalmente a arte de fazer evoluir um exército sobre um teatro de operações até ao momento em que ele entra em contacto com o inimigo.

A eficácia militar está dependente da determinação política.

A táctica situando-se no contacto visual do inimigo, a estratégia sendo de dimensões mais vastas e situando-se para além dos olhares e dos golpes.

A táctica e a estratégia correspondem a duas atitudes de espírito distintas, a duas essências de pensamento e de acção guerreiras.

A estratégia e a táctica formam um todo indissociável da arte da guerra.

O pensamento estratégico de uma dada época é a expressão do estado das técnicas.

A nossa estratégia é um contra dez enquanto que a nossa táctica é dez contra um.

A estratégia permanece implicada pela evolução científica e técnica, a tecnologia é um teatro de operações, um verdadeiro campo de batalha.

Doravante, já não existe estratégia; apenas crises a gerir.

Um estado de vigilância permanente e global, para adquirir sempre mais informações, e não atacar senão pela certa, com o melhor rendimento político possível.


Clareza de Objetivos

Podemos considerar a destruição completa ou parcial do inimigo como o único objectivo de todos os combates.

A destruição da força militar do inimigo é o princípio básico da guerra e o caminho directo para o objectivo em todo o campo da acção positiva.

A guerra é uma luta de vontades. o objectivo da guerra e na guerra (…) é dominar a vontade do adversário.

O essencial é que o inimigo tenha baixas e prejuízos materiais e morais que o enfraqueçam.

Por isso, a guerra é um acto de violência com que se pretende obrigar o nosso oponente a obedecer à nossa vontade.

A guerra de uma comunidade sempre começa a partir de uma condição política e vai em frente por um motivo político.

A destruição do poder de luta do inimigo é sempre o meio de alcançar o objectivo do combate.

A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

A guerra nada mais é que um processo mútuo de destruição

O objectivo da guerra moderna é o de procurar o exército do inimigo, centro da sua força e aniquilá-lo numa batalha.

O objectivo da guerra é destruir as forças militares

Os beligerantes formulam os objectivos da guerra. a natureza destes objectivos políticos tem um impacto decisivo no conteúdo e na conduta da guerra.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Não fazemos grande coisa enquanto não soubermos concentrar-nos inteiramente num objecto e caminhar através dos contratempos para atingir um mesmo fim.

É necessário classificar os objectivos a atingir segundo a sua importância e ter a esse respeito uma ideia bem clara.

O Princípio Fundamental da guerra consiste em conservar as próprias forças e aniquilar as do inimigo.

Quando os obstáculos são removidos e o objectivo político atingido, a guerra termina.

O objectivo de alguém que quer fazer a guerra é o de ser capaz de batalhar com qualquer inimigo no campo e de ser capaz de ganhar o dia.

Sobre a Liderança

 

Quem comanda as forças armadas comanda o pais.

Um exército não é nada, senão pela cabeça.

Na guerra, o primeiro princípio do general-em-chefe é esconder o que faz.

Porque esse general considera os seus homens como crianças e eles marcharão a seu par até aos mais profundos vales. Trata-os como filhos amados e eles morrerão a seu lado.

É obrigação do general manter-se sereno e inescrutável, imparcial e com autodomínio.

Deve manter os oficiais e homens no desconhecimento dos seus planos.

Muda os seus métodos e altera os seus planos para que ninguém saiba o que está fazendo.

Encarrega as tropas das respectivas tarefas sem lhes revelar os seus objectivos. Fá-las ganhar vantagens sem lhes apontar os perigos.

A imprensa é a arma mais poderosa do arsenal do chefe de guerra moderno.

A guerra tem princípios invariáveis que têm por fim, principalmente, garantir os exércitos contra o erro dos chefes sobre a força do inimigo; erro que, do maior ao menor, tem sempre lugar.

O sucesso da guerra depende da prudência, da boa condição e da experiência do general.

Fazei poucas proclamações e evitai mandar pôr nos jornais os vossos actos que sejam de pura administração.

A sorte de uma batalha é o resultado de um instante, de um pensamento.

Fazer apreciações erradas ou ser apanhado de surpresa pode significar a perda da superioridade e da iniciativa.

Os homens que desejam levar a cabo uma tarefa devem primeiro preparar-se com cuidado para que quando a oportunidade surja sejam capazes de concretizar aquilo a que se propuseram.

Não deve jamais, portanto, levantar o pensamento deste exercício da guerra, e deve na paz exercitar-se mais do que na guerra; o que pode fazer de dois modos: um com as obras, outro com a mente.

No que se refere ao exercício mental, deve o cabeça do exército ler as histórias, e nelas considerar as acções dos homens excelentes, ver como se portaram na guerra, examinar os motivos das suas vitórias e derrotas, a fim de poder fugir a estas e imitar aquelas.

 

Sobre a ação e o momento decisivo da batalha:

 

Mas sabemos que o curso da acção na guerra raramente, ou nunca, tem esta continuidade sem quebra, e que houve muitas guerras em que a acção ocupou, por longe, a mais pequena parte do tempo utilizado, sendo o resto consumido em inacção.

 

(Há) uma ampla diferença entre a guerra na realidade e a sua concepção original.

 

O perigo na guerra pertence à sua fricção.

 

A fricção é a única concepção que, de um modo geral, corresponde àquilo que distingue uma guerra real de uma guerra no papel.

 

O combate é a verdadeira actividade guerreira, tudo o mais é só auxiliar (…).

 

(…) Tudo está sujeito a uma lei suprema: que é a decisão pelas armas.

 

Na arte da guerra, como na mecânica, o tempo é o grande elemento entre a força e a potência.

 

Quando próximo, simule-se o afastamento; quando afastado, aparente-se a proximidade.

 

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

 

A invencibilidade está na defesa: a possibilidade de vitória está no ataque.

 

O cúmulo da perfeição na disposição de tropas está em fazê-lo de modo que não seja compreensível. Nem os melhores espiões a entenderão, nem os sabedores poderão elaborar planos contra ti.

 

Em campanha sê veloz como o vento (…).

 

O ponto mais alto das operações militares consiste em simular-se a aceitação dos desígnios do adversário.

 

(…) E porque a nossa resposta tem sido e será: olho por olho, dente por dente.

 

Contra a surpresa o inimigo nada pode opor e, desta maneira, fica perplexo e aniquilado.

 

(…) Sermos nós que escolhemos o lugar e a hora do ataque, quem fixa a sua duração e quem estabelece os objectivos. O inimigo está na ignorância de tudo.

 

A emboscada causa desgaste ao inimigo e provoca-lhe nervosismo, insegurança e medo.

 

(…) Sempre está implicado no conceito de guerra que todos os efeitos manifestados têm a sua raiz no combate.

 

(…) A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

 

(…) O actuante na guerra continuamente encontra as coisas diferentes das suas expectativas.

 

A actividade na guerra é movimento em meio antagónico.

 

A guerra no seu sentido literal é lutar.

 

Portanto, a arte da guerra, no seu sentido próprio é a arte de utilizar os meios dados (…).

 

Portanto, a condução da guerra é a formação e condução da luta.

 

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate.

 

A guerra é o choque de duas forças opostas em colisão uma com a outra (…).

 

(…) Todas as forças disponíveis e destinadas a um objectivo estratégico deveriam ser-lhe aplicadas em simultâneo (…).

 

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

 

(…) Qualquer acto estratégico pode ser identificado com a ideia de um combate porque é a utilização da força militar e, na raiz desta, sempre está a ideia de luta.

 

Não pode travar-se nenhuma batalha que não seja por consentimento mútuo (…).

 

Que é uma batalha? (…): é um conflito em que pesam todas as nossas forças, para que se alcance uma vitória decisiva.

 

A batalha pode pois ser considerada como a guerra concentrada.

 

A batalha é a mais sangrenta via de solução. É verdade que não é apenas uma mortandade recíproca, (…) mas o sangue sempre será o preço, e o morticínio o seu carácter e o seu nome (…).

 

A vitória não se pode obter senão com o preço do sangue.

 

(…) Aquilo que importa é dispôr da superioridade no ponto crítico e no momento do ataque.

 

A desordem máxima era precisamente o nosso equilíbrio.

 

O nosso objectivo era tornar a acção numa série de combates singulares.

 

É necessário atacar lá onde o inimigo não se encontra.

 

(…) A réplica aos ataques de surpresa, (…), é ser mais móvel que o atacante.

 

É bom sinal quando o inimigo nos ataca.

 

A guerra significa a passagem das partes a um diverso tipo de interacção.

 

A arte da guerra é dispôr as tropas de maneira que elas estejam por toda a parte ao mesmo tempo.

 

A simplicidade é a primeira condição de toda todas as boas manobras.

 

Toda a arte da guerra consiste numa defensiva bem ponderada, extremamente circunspecta e numa ofensiva audaciosa e rápida.

 

A passagem da ordem defensiva à ordem ofensiva é uma das operações mais delicadas da guerra.

 

A primeira condição de um campo de batalha é não ter desfiladeiros à sua rectaguarda.

 

Defendei com afinco e nunca abandoneis de ânimo leve a vossa linha de operação.

 

Tanto nos batemos a tiro de canhão como a soco.

 

Quando estamos em posição de acertar o alvo, é preciso não nos deixarmos desviar por manobras contrárias.

 

Não é dispersando as tropas e separando-as que se chega a um resultado

 

A arte é hoje atacar tudo o que se nos depara, a fim de bater o inimigo em particular e enquanto ele se organiza.

 

Na guerra de guerrilhas, a necessidade de conseguir uma decisão rápida é muito grande (…).

 

“Concentrar uma grande força para golpear uma pequena força do inimigo” continua a ser um dos princípios da acção militar (…).

 

Qualquer exército que, perdendo a iniciativa, se vê forçado a manter-se numa posição passiva, deixa de ser livre e corre o perigo de exterminação ou derrota.

 

(…) A iniciativa não é qualquer coisa já feita, mas sim algo cuja obtenção requer um esforço consciente.

 

Dispersão, concentração e deslocação são os três caminhos para uma utilização flexível das forças (…).

 

Devem usar-se constantemente estratagemas para enganar, engodar e confundir o inimigo (…).

 

A ofensiva é o único meio de destruir o inimigo e o principal meio de conservar as próprias forças (…).

 

O ataque tem como objectivo imediato a destruição do inimigo (…). A defesa tem como objectivo imediato a conservação das próprias forças (…).

 

A guerra tomará forma de guerra de movimento já que o seu conteúuma ofensiva de decisão rápida (…).

 

É preciso pois que o inimigo avance, razão por que não devemos lamentar a perda temporária e parcial do nosso território.

 

Dum modo geral, a guerra de movimento realiza a tarefa de aniquilamento, a guerra de posições cumpre a tarefa de desgaste e a guerra de guerrilha cumpre as duas simultaneamente.

 

Dispersar as tropas para levantar as massas, concentrar as tropas para bater o inimigo.

 

O inimigo avança, nós recuamos, o inimigo imobiliza-se, nós hostilizamo-lo, o inimigo esgota-se, nós golpeamos, o inimigo retira, nós perseguimos.

 

A táctica é a arte de utilizar o melhor possível os meios militares, ela diz respeito ao domínio do combate.

 

Já não é necessário dispôr de uma potência excessiva para atenuar a imprecisão do tiro.

Leia aqui o documento original na íntegra

 

Karl von Klauzewitz

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/

A Virga Aurea – A vara dourada

Robson Bélli

Em 2018, enquanto pesquisava o Calendário Mágico, descobri uma outra grande gravura que tinha uma certa semelhança superficial com a placa de Bry, Esta era a Virga Aurea de James Bonaventure Hepburn[i] publicada em Roma em 1616 (período muito interessante para a tradição grimorial). A Virga Aurea, ou para dar o título completo, “A Vara Dourada Celestial da Bem-Aventurada Virgem Maria em Setenta e Dois Louvores” consiste em uma lista de setenta e dois alfabetos (na verdade setenta, mais o latim e o hebraico, que são as duas línguas do texto da placa). Alguns desses alfabetos são os de línguas antigas conhecidas, por exemplo, grego, hiberno, germânico, fenício, etc., enquanto outros são alfabetos mágicos, angélicos, celestiais, seráficos, salomônicos, etc.

James Bonaventure Hepburn (1573 – 1620) foi um escocês nascido em East Lothian, perto de Edimburgo. Tornou-se um estudioso capaz e respeitado, e sendo católico e membro da austera ordem de São Francisco de Paulo, ascendeu à alta posição de Guardião dos Livros e Manuscritos Orientais no Vaticano. Ele tinha um grande conhecimento de línguas orientais e, em particular, hebraico. Em 1591 ele publicou sua Gramática Árabe, e mais tarde ele traduziria um livro cabalístico do hebraico para o latim, o “Keter Malkhut[ii] – A coroa do rei”, do Rabino Salomão Ibne Gabirol.

A Virga Aurea primeiramente foi publicada como uma grande gravura (aproximadamente 50×80 cm) em Roma em 1616, embora pareça a partir de evidências internas que Hepburn originalmente produziu um manuscrito iluminado com o essencial do trabalho feito em várias cores e possivelmente usando ouro. A gravura consiste em uma listagem em quatro colunas dos setenta alfabetos, cada letra dos quais é mostrada transliterada em escrita latina, juntamente com um pequeno emblema e um pequeno texto da Bíblia.

A obra é uma obra que foi dedicada ao Papa Paulo V (Papa de 1605-21), que se interessou particularmente por livros, ampliando grandemente a Biblioteca do Vaticano durante seu pontificado e iniciando uma coleção de antiguidades. Ele, é claro, seria inteiramente simpático e provavelmente encorajaria as atividades acadêmicas de Hepburn. Sua abordagem mais aberta à erudição permitiu a Hepburn a liberdade até mesmo de considerar a publicação de sua tradução da peça cabalística, embora uma década antes, Giordano Bruno[iii] tenha sido queimado na fogueira em Roma como herege por perseguir interesses semelhantes.

Este documento é uma coleção inestimável de alfabetos que fornece uma ampla pesquisa de muitos símbolos de alfabeto diferentes, tanto de alfabetos mágicos inventados quanto de idiomas existentes. Um trocadilho complexo está consagrado na palavra ‘Virga’ do título em latim – Virga, ‘uma vara’ sendo em um sentido usado para os símbolos alfabéticos, que às vezes são descritos como as ‘varas’ de uma língua, o outro sentido de a palavra ‘vara’ é mencionada no texto como a Vara de Moisés e a Vara Papal ou Cajado do poder; e finalmente ‘Virga’, a Virgem.

A fim de reunir todo este material material, Hepburn deve ter tido uma ampla gama de material de origem para estudar, e parece mais provável que esse material estivesse disponível na própria Biblioteca do Vaticano. Quanto aos motivos de Hepburn para publicar tal coleção de alfabetos, só podemos especular. Ele certamente os produziu de uma forma que lhe deu respeitabilidade acadêmica e também, encabeçando-o com a figura da Virgem Maria, usando o trocadilho ‘Virga’ Rod-Virgin, deu-lhe credibilidade em termos da Igreja. O momento da publicação, 1616, bem no centro do período de publicação rosacruz/hermética, sugere que Hepburn, à sua maneira, pode estar respondendo a esse impulso. Sob o disfarce da Virgem Maria encabeçando a obra, Hepburn foi capaz de revelar publicamente o simbolismo de muitos alfabetos e, em particular, alfabetos mágicos. Se levarmos em conta o interesse de Hepburn pela Cabala, e sua tradução e publicação de um texto ocultista “salomônico”, acho que estamos justificados em supor que Hepburn pode ter, de alguma forma, contribuído para a revelação pública na época do sabedoria esotérica do passado. No mínimo, pode-se sugerir que ele foi inspirado por esse movimento para produzir a Virga Aurea. Como bibliotecário do Vaticano, ele certamente teria recebido os primeiros exemplares das publicações Rosacruzes.

Texto que esta escrito abaixo da figura da Virgem pode ser traduzido como

Ao Nosso Abençoado Padre e Senhor, Papa Paulo Quinto, Na Eterna Felicidade que desvia dos enganos e mentiras do Espírito Maligno, a antiguidade manteve sua paz de ajudar os buscadores do Ramo de Louro; a escuridão do erro foi dissipada dos gentios pelo nascer do Sol da Justiça, que agora seja permitido aos buscadores preferir a salvação, a segurança e a Vara de Jessé, nosso ramo de ouro, ou seja, a Virgem Maria. Assim, ó Bendito dos Príncipes, esboçado por meu lápis da página sagrada, nas cores que estavam à mão, arranjado em uma guirlanda de setenta e dois louvores, cercado de flores e vários símbolos numéricos agradáveis, ou adornado com fitas, eu mais humildemente coloco a prenda este quadro votivo aos pés da Santíssima Virgem. Depois de muito esforço da escuridão, que eu possa comprometer minha alma, ansiando e lutando por longos anos pela Virgem Santíssima, para o sucesso da Regra em que somos abençoados e para sua longa e eterna fecundidade, para que possa agradar a Deus Onipotente, para ser gentil com Sua Igreja, que você lidera com todo o mérito e governa com muita sabedoria. E a quem não posso obrigar, armado com a Bendita Vara? Aquilo que Deus fez como o Cajado de Moisés, famoso e venerável em poder, Moisés foi por isso o maior e mais celestial, pois ele era o governante de uma parte, o ramo cortado, e pode, pela Boa Vara, ser o governante do mundo inteiro. Com a ajuda da Bendita Vara, mas também por sacrifício sangrento, ele (ou seja, Moisés) era o Chefe da Sinagoga, e o outro (ou seja, o Papa), pela bênção da Vara sem sangue é o Grande Pontífice da Igreja Católica. Aquele que conheceu a aparência da verdade, pela bênção da Vara, e foi o predecessor de Cristo; o outro, pela bênção da Vara, é seu sucessor, dotado da Vara gêmea, ou extensa, real e sacerdotal. Pois Moisés subjugou as serpentes com sua vara, abriu o mar e tirou água da rocha. Por seu bendito cajado, o Papa faz da Rocha (ou Corpo de Cristo) o pão, e Seu Precioso Sangue do Vinho, atravessa o Inferno, e tranca ou abre o Céu; ele mata a antiga serpente e as serpentes heréticas recentes.

Um tipo de Bastão Abençoado é o de Moisés, famoso pelos sinais e verdadeiros milagres, o outro, mais expressivo da Virgem Santíssima, é do caráter do Bastão de Jessé.

Digna-te, portanto, ó Abençoado dos Príncipes, aceitar este pequeno presente de devoção à Santíssima Virgem, e olhar com bondade para minha teoria da Santa Vara, e me abraçar e cuidar com bondade, como você está acostumado a fazer. com todos os filhos menores da Igreja.

Padre James Bonaventure Hepburn, escocês.

Ordem de São Francisco de Paulo.

Os 72 alfabetos, ou “os setenta e dois louvores”, conectam-se com o nome de Deus de 72 letras na tradição hebraica, o Shemhamphorash. Isso estava contido nos três versículos de Êxodo 14: 19-21, cada um contendo 72 letras em hebraico, que quando escritas usando o sistema cabalístico de boustrophedon[iv], dão 72 nomes de Deus. Curiosamente, o texto de Êxodo 14:21 descreve Moisés estendendo a mão sobre o Mar Vermelho e separando as águas, o que é referido no texto da Virga Aurea, talvez este texto tenha sido feito em referencia também as varas dos patriarcas e as varas e cajados dos magos salomonicos.

Referências:

[i] https://en.wikipedia.org/wiki/Bonaventure_Hepburn

[ii] https://www.sefaria.org/Keter_Malkhut

[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno

[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Bustrof%C3%A9don


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-virga-aurea-a-vara-dourada/

Maçonaria para não-Maçons – Parte 2

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Vamos lá então…

Um Passo De Cada Vez

Cada Ordem Iniciática tem sua forma de transmitir o seu conhecimento, algumas mais diretas e outras mais indiretas.

Por exemplo, a Rosacruz da “Antiga e Mística Ordem RosaCruz” (AMORC) é uma das que tem a forma mais direta. Ela o faz por meio de pequenas “monografias” que são entregues aos seus membros a cada novo Grau que ele percorre. Com isso é possível que o membro tenha uma visão macro do universo que ele está envolvido.

Nesse caso, mesmo esse material, não tem tudo que o membro poderia saber sobre a Rosacruz, MAS, tem tudo que ele precisa saber para estar ali. Se ele quiser compreender todo o conhecimento da Ordem, em sua plenitude, irá precisar de uma série de centenas de livros para isso.

Outras Ordens apresentarão livros ou apostilas, ao invés de monografias. Ou seja, no geral, a maioria das Ordens tem uma forma um pouco “acadêmica” de transmitir seu conhecimento. No entanto, esse não é o caso da Maçonaria.

Na Maçonaria não há um Material Acadêmico INSTITUCIONALIZADO, para os Graus.

Existem muitos livros sobre o “universo” que envolve a Maçonaria, que foram escritos durante os últimos 3 séculos, por vários maçons de renome e que acompanharam o desenvolvimento da Maçonaria Moderna.

Acontece que, essa “Literatura Maçonica”, não é obrigatória e nem se faz necessária para que o membro se desenvolva através dos graus.

É claro que muitos Maçons podem argumentar que as “lições de virtude”, aprendidas na Ordem, são o que realmente importa, mas quero lembrar que, isso não muda o fato de que existe uma riqueza imensurável no Simbolismo de nossos Rituais.

Nessa Literatura pode ser encontrada todas as vertentes que o caminho Maçonico pode te levar. Da compreensão das Virtudes ao estudo das Antigas Escolas de Mistério.

Mas, se o conhecimento dessas obras não é obrigatório, o que tem nos Graus?

Os Rituais e a Literatura Maçônica

Os Rituais, na Ordem Maçônica, são a base de cada Grau. Cada Ritual apresenta uma “história” diferente. Dele é tirado todo o Simbolismo e a Filosofia daquele Grau.

Em contrapartida, temos uma vasta Literatura Maçonica que, além da história da Ordem, trata de todo o Simbolismo que pode ser encontrado nesses Rituais.

Essa Literatura pode ser encontrada em quaisquer Livrarias (salve raros materiais que estão em algumas bibliotecas maçônicas). Todos podem ter acesso – basta ir lá e comprar.

Muito misterioso, não acha?

Mas se é tão simples assim, todos podem estudar e entender a Maçonaria de forma plena, certo?

Bem, não é tão simples assim.

A Literatura Maçonica trata do conhecimento que estão nos Graus, mas não explica abertamente os Rituais. Isso faz com que não seja possível que um “não-maçon” tenha compreensão plena de como isso funciona.

Esse material pode tratar de Qabalah, Hermetismo, Teosofia, Mistérios do Antigo Egito e etc. Mas, aquele que não é membro, não será capaz de fazer a relação necessária desse conhecimento com a Ordem.

Em outras palavras, ele pode sim, através desse material, aprender as Leis Espirituais do Hermetismo, mas não será capaz de entender qual é a relação desse conteúdo com a Ordem, pois não teve acesso aos Rituais.

Infelizmente, o contrário também acontece.

Quando um Maçon tem contato com o Ritual de um determinado Grau, tem contato com uma nova história e seus ensinamentos de virtude, mas, não é capaz de compreender, em plenitude, tudo o que aquele Simbolismo é capaz de transmitir.

Ou seja, para fins “didáticos”, é possível dizer que a Literatura Maçonica representa 50% da compreensão dos ensinamentos, enquanto os Rituais representam os outros 50% restantes. Para conseguir uma compreensão plena, não bastará conhecer apenas um ou outro. Mas é o que mais acontece e isso gera a questão que tratei no Post anterior.

Quando se encontra um Maçon que conhece MUITO sobre a Ordem e outro que não conhece quase nada, fica a impressão de que existem duas Ordens.

Claro que, no caso do Post anterior, ele foi escrito por religiosos protestantes que acreditam que o Conhecimento Maçonico REAL tem relação com “adoração ao Demônio”, já que, para muitos religiosos fervorosos, tudo que não faz parte da própria religião é demoníaco.

Em virtude disso, no próximo Post, sobre Maçonaria, falarei sobre “Lúcifer na Maçonaria”.

Aguardem…

#Maçonaria #satanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-para-n%C3%A3o-ma%C3%A7ons-parte-2

Altar DeMolay – Setenário e Geometria

Altar é um local cujo objetivo é dedicado a conexão com o Divino, um lugar onde são realizadas as práticas espirituais, onde são colocados os materiais necessários para realização de um Ritual e a conexão com uma egrégora. É um utensílio religioso, mas não exclusivo de Religiões. No Templo – que significa “local sagrado”, do latim templum – DeMolay, chamado de Sala Capitular, o Altar tem esse objetivo e é utilizado dessa maneira.

Arquitetonicamente falando, o Altar é a base de todo Templo, é a Pedra Fundamental da qual toda sua estrutura será construída. Ocupa uma posição intermediária no Templo de maneira que se torne uma conexão simbólica entre o mundo espiritual e o mundo terreno, o local de união entre o Macro e o Microcosmo.

No campo simbólico o Altar é um local dentro de nós em que entramos em comunhão com nosso lado divino, é um estado de consciência que nos liga com o que está no Alto. Dessa ideia que vem um mito conhecido como “Montanhas Sagradas”, como temos no mito de Moisés que subiu ao alto do Monte Sinai para falar com Deus e desceu com seus mandamentos. Essa história não passa de um símbolo cabalístico em que “Monte Sinai” representa um estado elevado de consciência que Moisés alcançou através de 49 dias de meditação dentro de si. É um local simbólico, e não físico.

Na construção física do Altar, ele se torna o nó do Templo onde se cruzam as energias psíquicas. É o local utilizado para se realizar uma ruptura entre os planos, é nele que realizamos as invocações, evocações e damos determinações à egrégora. É onde pedimos permissão para começar ou terminar uma reunião, apresentamos os membros aos seus novos cargos, e onde são admitidos novos membros dentro da egrégora.

O SETENÁRIO

Dentro dos símbolos e dos rituais percebemos que uma certa importância é dada a certos números dentro da Ordem DeMolay, e o número sete ocupa um local especial desse mistério: ocupa nosso Altar.

“Por que sete, e por que não oito ou nove virtudes e velas?” é uma pergunta básica a qualquer interessado em nossa ritualística. Sete é um número sagrado e misterioso a todas as culturas, é o número da criação, são a quantidade das notas musicais, são os astros móveis visíveis no céu, são o número de Leis Herméticas, dos chakras, são o número das Sephirot Emocionais na Árvore da Vida, e assim por diante. Essa tradição numérica e geométrica também estão presentes em nossa Ordem.

O sete é expresso através de uma Geometria Sagrada que a muito tempo atrás foi utilizada na Ordem DeMolay, mas essa tradição foi perdida e pouquíssimos Capítulos usam desse artifício. Alguns dispõe suas sete velas em lua crescente, outros em ferradura, outros em triângulo, e outros ainda sem um símbolo identificável, deixando as velas no altar da maneira ao acaso. É uma triste realidade, visto que em textos anteriores estudamos a importância do símbolo e da egrégora.

Três é tido como o número do espírito, está relacionado com os três aspectos de Deus e com o equilíbrio entre os opostos que existe em toda criação, e seu desenho geométrico é o triângulo. O quatro é a representação da matéria, de tudo que é concreto, e sua figura geométrica é o quadrado. A soma de três e quatro é sete, que representa a criação material regida pelo poder espiritual, portanto é tido como o número da perfeição.

GEOMETRIA DO ALTAR

Os rituais do DeMolay sempre tocam, relembram, exemplificam e conduz sua ritualística no assunto do nascimento e morte. Sobre o nascimento somos ensinados que devemos erguer nossas vidas através das sete virtudes e os três baluartes, e sobre a morte somos ensinados que ela não passa de uma passagem ao dia eterno, uma outra etapa. Essas referências dizem respeito ao espirito sobre a matéria, que é um ensinamento central dentro das nossas virtudes, e isso também representa o altar através do número sete.

Num campo simbólico o triângulo está relacionado com o elemento fogo, que representa a Luz e o próprio espírito. O quadrado está relacionado com a geometria plana, com o simbolismo do número quatro, que é o elemento terra, o material. A matéria sozinha é inerte, mas quando aplica-se a ela o fogo, surge a vida, como nos ensina o hermetismo.

Quadrado sob Triângulo é o ensinamento do material sob espiritual. E a mesa do Altar é posta entre ambas as figuras. Eis a Geometria Sagrada do Altar, que aponta ao Oriente, de onde vêm a luz que se espalhará a todos seus membros, à egrégora e a todos que forem direcionados as intenções durante as orações.

Ainda por “coincidência” temos no Setenário Místico virtudes aplicadas a vida material e a vida espiritual. As virtudes materiais que formam o quadrado temos: Amor Filial, Cortesia, Fidelidade e Patriotismo; as espirituais: Reverências pelas coisas Sagradas, Companheirismo e Pureza.

Esses símbolos são de fundamental importância na eficácia da prática ritualística. Quando formos estudar Cabala veremos que nosso Altar se situa na sephirot Tipheret, responsável por trazer a Luz de Deus a nós, que é também a representação do Sol. Veremos também em breve os tattwas orientais e veremos sua relação com essa geometria, assim como estudaremos as velas vermelhas, a linha imaginária, entre outros elementos que não podem ser desprezados.

Coincidência ou não nosso Setenário Mistico está ai.

#Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/altar-demolay-seten%C3%A1rio-e-geometria-1

A Ordem DeMolay

Ao longo do tempo a Maçonaria inspirou ou criou várias organizações para educação e formação de jovens. Em função do enorme contingente de maçons existentes nos Estados Unidos e da ampla disseminação dos ideais maçônicos, este país foi o berço de várias destas organizações, as quais posteriormente se internacionalizaram. São exemplos as seguintes Ordens: DeMolay Internacional, Filhas de Jó, Garotas do Arco-Íris, Boy Builders, Girls of the Golden Court, Organization of Triangles, Constellation of Junior Stars. Destas, seguramente, a Ordem DeMolay é a maior e mais difundida.

 

O que é DeMolay?

DeMolay é uma organização iniciática dedicada a preparar jovens, entre 12 e 21 anos e do sexo masculino, para terem uma vida produtiva, feliz e bem sucedida. Contrariamente ao que muitos supõem, a Ordem não é uma Maçonaria juvenil, embora muitos princípios comuns permeiem as duas. Muitos dos membros são filhos de maçons, mas não exclusivamente, estando as portas da organização abertas a todos.

Baseando sua abordagem em princípios eternos e práticos e na participação ativa, a Ordem procura desenvolver nos jovens a consciência cívica, a responsabilidade pessoal e a habilidade de liderança, tão primordialmente necessárias na sociedade atual. Neste intento, são enfatizadas Sete Virtudes Cardeais. São elas: amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo.

Crenças religiosas não são ensinadas no âmbito da Ordem. Não há a pretensão de propagar ensinamentos de caráter religioso, mas a reverência ao sagrado é firmemente encorajada, seja qual for a religião de devoção do membro.

A organização combina sua séria missão com uma abordagem agradável que conduz à formação de laços de amizade entre os membros filiados aos mais de 1000 Capítulos existentes em todo o mundo. Os Capítulos são a “unidade operacional” da Ordem e se caracterizam por serem grupos distintos em constituição e localização geográfica, mas sempre subordinados a um Supremo Conselho. Cada Capítulo é patrocinado por um grupo e Maçons e assistido por um Conselho Consultivo.

Capítulos

No Brasil a Ordem DeMolay é relativamente recente, sua fundação ocorreu em 16 de agosto de 1980. Apesar disto, já existem muitos Capítulos. A maioria das cidades de médio porte possui um ou mais.

DeMolays Famosos

Tendo em vista sua recente fundação, a Ordem ainda não produziu expoentes no Brasil, mas em outros países há muitas pessoas de enorme destaque que foram “alumni” DeMolay. Três são muito famosos: Walt Disney, criador da Disney; John Wayne, ator de muito destaque; e Bill Clinton, ex-presidente americano.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-demolay/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-demolay/

Biologia Miskatônica: As Tripas de Nyarlathotep

Se você já tentou trabalhar com o Panteão Cthulhiano sabe que pé no saco isso pode ser. Todo Cabalista Lovecraftiano já se cansou de tropeçar nas armadilhas que um sistema ctônico traz de brinde no fundo da embalagem.

Azathoth é o equivalente a Kether, Cthulhu um elemental da Água, Shub-Niggurath é a representação primordial do Bode de Mendes… se essas afirmações fossem jogadas em um balde d’água boiariam como um belo pedaço de merda. Cada uma das entidades do Mito de Cthulhu tem características próprias complexas e só podem ser classificadas assim com uma dose de limitação e outra maior de ingenuidade. Como é que Cthulhu poderia ser comparado com um elemental da água, se é justamente o oceano sua prisão?

O ocultismo do final do século XX se tornou desleixado, e é nosso trabalho limpar a cagada de nossos predecessores para um novo ocultismo do século XXI – imaginem enviar Shub-Niggurath para o deserto para purgar nossos pecados, são todos animais!

O primeiro passo a se dar quando se deseja mergulhar no oceano turvo e sombrio que Lovecraft nos mostrou é deixar qualquer lógica humana de fora e lidar com os fatos por mais desconcertantes que sejam.

O núcleo primordial do universo lovecraftiano é o Caos, puro, simples e impessoal. Não existem demônios malignos, criaturas perversas, seres maliciosos, apenas a indiferença e a fome. A maior ameaça que alguém tem pairando sobre sua cabeça, tal qual a espada de Dâmocles, não é a morte e sim a loucura. Uma loucura contagiosa e pestilenta que tem vida própria. A idéia é que um mero vislumbre da realidade como um todo esfarela a mente, e não importa que você não deseje mais saber o que existe lá fora, a loucura cresce em seu cérebro, em seu corpo, em sua mente, como um cancêr até não restar nada além de caos, cacofonia e desespero.

No centro deste Caos, a primeira coisa que podemos reconhecer vagamente – ao menos vagamente bem para podermos dar um nome – é Azathoth.  Os antigos cabalistas afirmavam que o anjo da morte era tão belo, que um mero vislumbre dele fazia com que sua alma fosse arrancada de seu corpo através dos olhos. Com Azathoth não seria diferente, uma imagem tão além de qualquer descrição ou compreensão que um mero vislumbre cremaria sua sanidade com as chamas da agonia e então arrancaria alma, enlouquecida, para que ela se juntasse com outros farrapos ao redor de seu corpo, como escamas ensandecidas desgastadas pelo desespero.

Nyarlathotep

 

Sendo assim, podemos imaginar que qualquer contato direto entre o Caos Primordial, esse Deus Cego e Idiota, e o resto da criação é muito difícil. Seria como tentar passar um boi por um buraco de rato (tente adivinhar se você é o boi ou o buraco do rato), o maior GangBang Mindfuck de todos. Mas isso não significa que estamos a salvo do Sultão Caótico, pois ele tem arautos, mediadores entre o insuspeitável e o insuportável e nossa vidinha cotidiana.

Lovecraft falou de um desses arautos em uma carta que escreveu em 1921 para Reinhardt Kleiner. Ele descreveu este encontro como “o mais real e horrível [pesadelo] que tive desde a idade dos 10 anos”. Este encontro serviu como inspiração para seu poema em prosa: Nyarlathotep.

Nyarlathotep é mais humanoide dentre os seres que invadiram a mente de Lovecraft. Neste “pesadelo” descrito na carta, Lovecraft recebia uma carta de seu amigo Samuel Loveman que dizia:

“Não deixe de ver Nyarlathotep caso ele venha a Providence. Ele é horrível – horrível além de qualquer coisa que você possa imaginar – mas maravilhoso. Ele nos assombra por horas depois do encontro. Eu ainda estou tremendo com o que ele me mostrou.”

 

Após o sonho, Lovecraft comentou que nunca tinha ouvido o nome NYARLATHOTEP, mas conseguia imaginar do que se tratava.

“Nyarlathotep era uma espécie de showman itinerante, ou conferencista, que se apresentava em teatros públicos e despertava medo generalizado e discussões com suas exibições. Estas exibições consistiam de duas partes – a primeira, uma horrível – possivelmente profética – mostra cinematográfica, e depois de algumas experiências extraordinárias com aparelhos científicos e elétricos. No momento em que recebi a carta, parecia-me lembrar que Nyarlathotep já estava em Providência …. Parecia-me lembrar que pessoas haviam me contado em sussurros cheios de admiração e terror sobre seus horrores, me avisando para não chegar perto dele. Mas a carta onírica de Loveman já havia me convencido… quando saí de casa, vislumbrei uma multidão de homens se arrastando pela noite, todos sussurrando cheios de terror, se movendo em uma direção. Eu me rendi e me uni a eles, amedrontado mas ansioso para ver e ouvir o grande, o obscuro e o inominável Nyarlathotep.”

 

Esta primeira descrição do Arauto do Caos fez com que muitas pessoas, como Will Murray, chegassem a especular que este sonho foi inspirado por Nikola Tesla, cujas demonstrações públicas eram experiências extraordinárias, realizadas com aparelhos elétricos, que acabaram dando a Tesla uma fama, de certa forma, sinistra. Macacos, com ou sem rabo, peludos ou carecas, sempre buscarão a explicação menos assustadora para as luzes que surgem no céu, rugindo como um leão.

O mundo de Lovecraft, e estou sendo literal aqui, ou seja, o lugar onde ele existia, não era exatamente o nosso. Ele existia neste mundo em que habitamos, mas também existia em seus sonhos. Seus contos “criativos”, não eram meras alegorias racionais, mas transcrições, muitas vezes extremamente fiéis, das imagens que via quando sua mente racional era desligada. Nyarlathotep não era uma versão macabra de Tesla, Nyarlathotep era, e é, uma manifestação real do mundo que Lovecraft acessava via seus sonhos. E assim que começou a escrever sobre aquele que chamou de “O Caos Rastejante”, Lovecraft começou a infectar todos aqueles que liam seus contos.

Nyarlathotep aparece em apenas quatro contos e dois sonetos de Lovecraft – nenhuma outra criatura do Mito recebeu tanta atenção – mas com o tempo começou a surgir em inúmeros outros trabalhos de diferentes escritores.

O Homem Negro difere dos outros seres do Mito de inúmeras maneiras. A maioria deles foram exilados para as estrelas, como Hastur, ou se encontram aprisionados, como Cthulhu; Nyarlathotep, no entanto, está na ativa e freqüentemente anda pela Terra na forma de um ser humano, geralmente um homem magro e alto. Se no momento vivemos em um hiato onde os Antigos e os Deuses Mais Antigos estão em “stand-by” esse hiato parece não afetar o Arauto do Caos. Nyarlathotep tem “milhares” de outras formas, a maioria delas tem a reputação de ser enlouquecedoramente horríveis.

Grande parte dos Deuses Exteriores possuem seguidores e cultos que os servem; Nyarlathotep não, ele age como intermediário entre esses cultos e algo além. Eu arrisco dizer que ele é o link, o cabo de rede que liga de cada um dos diferentes cultos ao servidor primordial cego e idiota, de onde tiram o seu poder.

Nyarlathotep não apenas decreta a Vontade dos Deuses Exteriores, ele personifica esta Vontade. É seu mensageiro, coração e alma. Desta forma lidar com ele se torna um exercício não apenas de abraçar a loucura, a ruptura dessa coisa frágil que chamamos sanidade, mas de se tornar um tentáculo desta loucura. Não é à toa que alguns sugerem que será ele o responsável pelo fim da raça humana e deste planeta.

Nyarlathotep, Poderoso Mensageiro… desça do mundo dos Sete Sóis para zombar… Grande Mensageiro, o que trouxe a estranha alegria a Yuggoth através do vazio, Pai dos Milhões de favorecidos… Como explorar os aspectos místicos deste avatar, sem nos atirarmos dos mais altos edifícios? Como calcular a Gematria Cancerígena de seu nome?

NIRLAThTP = 780

MChQRI RZI MTH VMOLH {os mistérios mais profundos abaixo e acima}

ShPTh {lábio, linguagem; costa, fronteira}

Ophis {serpente, cobra}

 

NIRLAThVTP = 786

ShMSh OVLM {Sol do Mundo; Sol Eterno}

PShVTh {suave}

asteios {agradável, belo}

 

Niarlathotep = 656

Messias {O Ungido}

OQLThVN {O Tortuoso}

ShShVN {alegria, satisfação}

Assim que sonhou com Nyarlathotep, Lovecraft – Amor à Arte – o identifica com o Caos Rastejante e descreve como “o fascínio e aliciamento de suas revelações” por fim o levou a algum “cemitério revoltante do universo”, que é assombrado pela “aguda lamentação monótona de flautas blasfemas de inconcebíveis câmaras obscuras de além do tempo. ”

Nyarlathotep = 1046

aei polon {moto perpétuo, um dos títulos de Pan}

Eli eli leina sabachthani {Meu Deus, Meus Deus, por que me abandonaste?}

“Em minha solidão vem –
O som de uma flauta em bosques escuros que assombram as colinas longínquas.
Mesmo a partir do rio bravo chegarem até a borda
do deserto. E eu contemplo Pan ”

– Liber VII, Prólogo do não Nascido, 1-4, Crowley.

Nyarlathotep = 1776

Apokalypsis alethejas {Revelação da Verdade}

O Messias ek nekron {O Messias dos Mortos}

To alethinon Inysterion {O Mistério Verdadeiro}

Atributos que enfatizam o aspecto mensageiro de Nyarlathotep, ele que é o Messias do Caos, o Primeiro Emissário dos Grandes Antigos, o Mestre Negro do Necronomicon ~ Lovecraft apenas sonhou com o livro após ter sido apresentado a Nyarlathotep.

Mil máscaras escondem sua forma, privam o universo do horror de sua fisionomia. Há séculos caminhando pela Terra, chamado por mil nomes, adorado pelos insanos, os marginais, as filhas da histeria, os loucos solitários, os grupos de escolhidos.

No Congo surge como Ahtu, uma massa gelatinosa de onde saem tentáculos dourados. É adorado por humanos sem esperança, aqueles que habitam na própria loucura. Trazem em seu corpo os sinais de sua adoração – auto-mutilação. Amputados, cobertos de cicatrizes causadas por espancamentos e açoites que quase os levaram à morte. O culto moderno se mescla com o Vodu, seus sacerdotes o evocam com o uso de braceletes dourados.

Na Inglaterra é chamado de Black Man – o Homem Negro. Surge como um homem calvo, mais escuro do que a noite sem lua, apesar de suas feições caucasianas. Possui cascos e é adorado por covens de feiticeiras.

No Egito é conhecido como o Faraó Negro, e tem a aparência de um. Adorado pela Irmandade do Faraó Negro.

No Quênia é temido como o Vento Escuro, uma tempestade que varre a existência da face da Terra.

A Mulher Inchada Chinesa. A caricatura de um ser humano morbidamente obeso, coberto de tentáculos, que utiliza um leque para criar a ilusão de uma delicada donzela. Seu culto conta com emissários em Estocolmo.

Aqueles que alcançam a Terra dos Sonhos percebem sua presença como a pútrida neblina rastejante.

Os estudiosos das Artes Negras às vezes entram em contato com um demônio negro, que promete riquezas e poder, se dispondo a revelar uma sabedoria esquecida pelos primeiros seres criados no universo. Infelizmente para todos que compactuam com a criatura, ela cumpre sua parte do trato.

Na Califórnia, no Tennessee e na Louisiana já foi chamado de O Escuro. Um homem negro como o óleo que jorra do chão, sem a face. Com altura que ultrapassa os 2,40m é incapaz de ser detido por barreiras físicas.

O Que Vive nas Trevas. A criatura dos mil apêndices que habita a Floresta de N’gai.

No Antigo Egito enviava a mente de seus seguidores a eras remotas do tempo. Era adorado e temido como o Deus Sem Face, na forma de uma Esfinge Negra e sem rosto.

No Haiti o chamam de O Horror que Flutua, uma forma gelatinosa azulada, coberta de veias vermelhas, que surge no mar.

Austrália, Providência – Ilha de Rodes – e Yuggoth… nesses locais uma criatura semelhante a um morcego inchado. Ele evita a luz, como se ela o ferisse fisicamente. Adorado nesta forma pelo Culto da Sabedoria Estrelar, na América, que o evoca através do Trapezohedro brilhante. No continente australiano, aborígenes desajustados também lhe dão o título de Devorador de Faces, Asa Negra, Morcego da Areia, Pai dos Morcegos.

O Que Uiva na Escuridão. Na região norte dos Estados Unidos existem relatos de um gigante que possui um único tentáculo no lugar do rosto, que uiva pelas florestas. Relatos da Floresta de N’gai descrevem a mesma criatura.

L’rog’g! É Assim que os seres cubóides de L’gy’hx chamam o enorme morcego de duas cabeças.

Em São Paulo, Natal, Brasília, Mato-Grosso e na Califórnia, perguntando às pessoas certas, certificando-se de que não temam se passar por tolas, você pode ter a sorte de ouvir os relatos sobre o Sete Peles.

Os semitas antigos o chamaram de Samael, e hoje ainda é adorado em Israel pelo Culto de Malkira. Alguns gnósticos chegaram a afirmar que ele é o Demiurgo, que se fez passar como o criador para Moisés e lhe ditou os livros do Antigo Testamento.

Na Malásia aqueles que conhecem as velhas histórias temem Shugoran, aquele que se disfarsa como um homem negro, tocando um chifre enorme antes de grandes desgraças se abaterem sobre aqueles que escutam o som.

Em hospícios ao redor do mundo, é possível ouvir sobre o Homem Sussurrante, que atormenta os sonhos dos já insanos, lhes mostrando futuros desastres e guerras e sabendo que jamais acreditarão em seus profetas.

A Coisa Com a Máscara Amarela. Alguns afirmam que ele é o único ocupante do monastério sem nome construído no Platô de Leng, e o chamam de o Sumo Sacerdote que Não Deve Ser Descrito.

Esse é o caminho mais apropriado para quem quiser abraçar o universo de Lovecraft. Em vez de desesperadamente tentar encaixar os Deuses Antigos neste ou naquele sistema anterior veja as coisas como elas foram transmitidas. Somente assim algo novo pode explodir. Não tente categorizar nada, mas sim deixe que o nada categorizar você.

por LöN Plo

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/biologia-miskatonica-as-tripas-de-nyarlathotep/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/biologia-miskatonica-as-tripas-de-nyarlathotep/

A República de Platão, (Fragmentos 588A-589B) – Nag Hammadi

“Já que chegamos a este ponto em uma discussão, vamos retomar as primeiras coisas que nos foram ditas. E descobriremos que ele diz: ‘Bom é aquele que foi completamente injustiçado’. Ele é glorificado justamente”. Não foi assim que ele foi censurado?”.

“Esta é certamente a maneira adequada”.

E eu disse: “Agora, então, falamos porque ele disse que aquele que faz injustiça e aquele que faz justiça, cada um tem uma força”.

“Como então?”

“Ele disse: ‘Uma imagem que não tem semelhança é a racionalidade da alma’, para que aquele que disse estas coisas entenda. Ele […] ou não? Nós […] somos para mim. Mas todos […] que lhes disseram […] governante, estes agora se tornaram criaturas naturais – até mesmo a Quimera e o Cérbero e todos os demais que foram mencionados. Todos eles desceram e descartaram formas e imagens. E todos eles se tornaram uma única imagem. Foi dito: ‘Trabalhem agora! Certamente é uma imagem única que se tornou a imagem de uma besta complexa com muitas cabeças. Alguns dias, de fato, é como a imagem de uma fera selvagem. Então ela é capaz de lançar fora a primeira imagem. E todas estas formas duras e difíceis emanam dela com esforço, uma vez que estas são formadas agora com arrogância. E também todas as outras que são como elas são formadas agora através da palavra. Por enquanto, é uma imagem única. Pois a imagem do leão é uma coisa e a imagem do homem é outra. […] única […] é a […] de […] aderir. E isso […] é muito mais complexo que o primeiro. E o segundo é pequeno”.

“Ele foi formado”.

“Agora então, junte-os uns aos outros e faça deles um só – pois eles são três – para que cresçam juntos, e todos estejam em uma única imagem fora da imagem do homem como ele, que não consegue ver as coisas dentro dele. Mas o que está fora apenas é o que ele vê. E é aparente em que criatura está sua imagem e que ele foi formado em uma imagem humana.

“E falei com ele que disse que há lucro em fazer injustiça para o homem”. Aquele que faz injustiça realmente não lucra nem se beneficia. Mas o que é lucrativo para ele é o seguinte: que ele jogue abaixo toda imagem da besta má e a espezinhe junto com as imagens do leão. Mas o homem está em fraqueza a este respeito. E todas as coisas que ele faz são fracas. Como resultado, ele é atraído para o lugar onde passa tempo com elas. […]. E ele […] para ele em[…]. Mas ele provoca […] inimizade […]. E, com a luta, eles se devoram uns aos outros entre si. Sim, todas essas coisas ele disse a todos que elogiam a prática da injustiça”.

“Então não é lucrativo para aquele que fala com justiça?”

“E se ele faz estas coisas e fala nelas, dentro do homem elas se apoderam firmemente”. Portanto, ele se esforça especialmente para cuidar delas e as nutre como o fazendeiro alimenta seus produtos diariamente. E os animais selvagens impedem o seu crescimento.

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Fonte:

<http://gnosis.org/naghamm/plato.html>.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/a-republica-de-platao-fragmentos-588a-589b-nag-hammadi/

A Maçonaria e a Igreja Católica

Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.

Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.

Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.

É dificil encontrar um tema – explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) – sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.

Quase desde a sua aparição, a maçonaria gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.

O delito – segundo Federico R. Aznar Gil – consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.

Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho – no caso das mulheres – de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.

A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.

Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.

As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?

O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A maçonaria – diziam os bispos alemães – não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;

Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).

Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Brasil

Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a Maçonaria era bom. Naquela época, a Maçonaria operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.

No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.

“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.

Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a Maçonaria explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.

O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.

Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a maçonaria agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.

Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a Maçonaria entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.

Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.

Mas também existem documentos anteriores ao Regius.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.

Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.

Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.

Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:

“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”

Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.

Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”

Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

Bibliografia:

http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm

Elias Mansur Neto – O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.

Assis carvalho – O Aprebdiz Maçom – Editora Trolha.

Blog do Editor – MADRAS.A

#Maçonaria #Religião

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-ma%C3%A7onaria-e-a-igreja-cat%C3%B3lica

A História da Alquimia Ano a Ano

250000 aC – Possível origem da humanidade (homo sapiens) de acordo com pesquisas genéticas recentes
30000 aC – Idade de ouro do ciclo equinocial anterior. Data das lendas de Lemúria e Atlântida
15000 aC – Idade de ouro e início da descida na escuridão do atual ciclo equinocial.
12000 aC – País indiano de Rama, resquicios da civilização védica
8000 aC – Esfinge foi construída, acredita-se que os atlantes tenham levado seu conhecimento para o continente africano
5000 aC – 2000 aC – A Suméria se torna o berço da civilização no Ocidente
3000 aC – Unificação do Alto e Baixo Egito pelo Rei Menes, Capital está em Memphis
2900 aC – 2500 aC – Antigo Reino do Egito: Dinastias 3-6
2900 aC – Minas de ouro núbias em operação.
2100 aC – Epopeia de Gilgamesh fala sobre uma planta da Imortalidade
2160 aC – 1.800 aC –  Império Médio: Dinastias 11-12
2000 aC – 1.600 aC – Proto-alquimia é praticada na Caldéia
1800 aC – 500 dC – Os mistérios de Elêusis surgiram em Elêusis
1500 aC – 1.100 aC – Novo Reino, ou Império: Dinastias 18-20
1300 aC – Zaratustra funda o zoroastrismo
1150 aC – Provavel origem do  I-Ching
624 a.C – Tales de Mileto inicia a filosofia naturalista pré-socrática
600 aC – 492 aC – A Escola Pitagórica é fundada em Crotona, Itália
525 aC – 430 aC – Empédocles: Doutrina dos quatro elementos
300 aC – Teofrasto: Filósofo e naturalista
300 aC – Lao Tzu, fundador do taoísmo filosófico
249 aC – 210 aC – Shih Huang Ti, imperador, lendário fundador da alquimia na China
240 aC  – Papiro de Ani (versão do livro egípcio dos mortos)
200 aC – Bhagavad Gita
200 aC – Bolus de Mende: ‘Virtudes’ de animais, plantas e pedras
200 aC – 100 dC – Os essênios
200 aC – 500 dC – Mithraic Mysteries – Uma escola de mistérios iniciática na qual os alunos foram gradualmente introduzidos às verdades astronômicas através de símbolos, e como o conhecimento delas poderia levar o buscador à união com o poder por trás de toda a existência. Esta combinação de estudo científico, iniciação simbólica e união cósmica é uma característica do trabalho Rosacruz.
156 aC – 87 aC – Wu Ti, imperador chinês, patrono da alquimia e artes aliadas.
145 aC – 87 aC – Ssu-ma Ch’ien, historiador, mencionando pela primeira vez a alquimia na literatura cinesa
100 aC – 150 dC – Wei Po-yang, chamado de “Pai da Alquimia”, autor do primeiro tratado dedicado inteiramente à alquimia
4 aC – 33 dC – Jesus funda o cristianismo
1 aC – presente tradição hermética
23-79 —  Plínio, o Velho: História Natural
46 – São Marcos encontra Ormus, o sábio egípcio. Juntos, eles fundaram a Igreja Copta e os primórdios da Irmandade da Rosa Cruz (de acordo com a lenda maçônica)
100 – Demócrito: Receitas para colorir ou ligar metais básicos
100 – Maria, A Judia:  Líder Alquimista Operativa
100 – 200 – Cleópatra: Alquimista Operativa
100 – 300 –  Composição do Corpus Hermeticum, uma coleção de vários textos gregos dos séculos II e III, sobreviventes de uma literatura mais extensa, conhecida como Hermetica.
276 – Mani, sumo sacerdote persa de Zoroastro crucificado (Manichaesim)
281 – 361  – Jin Ge Hong, o principal alquimista chinês
296 – Diocleciano: Suposta proibição da alquimia
300 – Zósimo de Panópolis (alquimista helenístico) escritor de um dos mais antigos tratados alquímicos sobreviventes
500 – Conquista árabe do Egito. Árabes redescobrem a Alquimia e a Hermética
600 – O Sefer Yetzirah, um importante texto cabalístico, é editado. É o primeiro livro existente sobre esoterismo judaico.
610 a 632 – Muhammad recebe o Alcorão.
650 – Khalid ibn Yazid, alquimista árabe
700 – Século VIII. Cópia de um Ms alexandrino dá a primeira menção registrada da palavra Vitriol. A mesma senhora dá a primeira menção ao cinábrio (sulfeto de mercúrio)
721 – Jabir ibne Haiane
776 – Geber, o alquimista árabe cujo nome verdadeiro foi afirmado como Jabir Ben Haiyan ou Abou Moussah Djafar al Sofi, está ativo. De acordo com o Kitab-al-Fihrist do século X, Geber nasceu em Tarso e viveu em Damasco e Kufa.
796 – Lü Dongbin escreve o Segredo da Flor de Ouro
854 – Abu Bakr al’Rāzī
900 – Muḥammad ibn Umayl al-Tamīmī, alquimista árabe
920 – Rhazes, um médico árabe
940 – Ibn Wahshiyh, Abu Baker, alquimista árabe e botânico
950 – A- Majrett’ti Abu-alQasim, alquimista e astrólogo árabe
954 – Alfarabi, um alquimista árabe
1000 – Codex Marciano 299: Primeiro MS alquímico grego sobrevivente
1030 – Avicena, um médico árabe
1054 – Roma se separa da igreja ortodoxa, forma a igreja católica
1063 – Al Tughrai, poeta e alquimista 
1099 – Godfri de Bouillion toma Jerusalém
1100 – Fundação da Ordem de Sion por Godfri de Bouillion. Sua sede foi estabelecida no Monte Sião, fora da cidade de Jerusalém
1100 – Al-Tuhra-ee, Al-Husain Ibn Ali, alquimista árabe
1110 – EC Kalid, um rei no Egito
1128 –  Cavaleiros Templários obtêm Carta Papal e se tornam Ordem Monástica.
1141  – Robertus Ketenensis, tradutor latino da alquimia árabe
1144 – Primeiro tratado alquímico ocidental datado – Robert de Chester Depositione alchemiae
1150 – Turba philosophorum traduzido do árabe
1160 – Artephius (alquimista) afirma em seu ‘Livro Secreto’ que ele viveu por 1000 anos antes desta data devido ao uso do Elixir da Vida.
1188 –  Cavaleiros Templários se separam da Ordem de Sion no corte do Elm. Ordre de Sion muda seu nome para L’Ordre de la Rose Croix Veritas e adota o segundo título de “Ormus”.
1199 – Data aproximada Romances do Graal apareceram na Europa Ocidental
1200 – O Picatrix (O Objetivo do Sábio) é um grimório de origens incertas com orientações talismânicas e astrológicas, o texto vem claramente de um ethos não europeu. Foi atribuído a al-Majriti (um matemático andaluz), mas essa atribuição é duvidosa, e o autor às vezes é listado como Pseudo-Majriti.
1214 – Roger Bacon, alquimista, ocultista e frade franciscano, nasce. Bacon, também conhecido como Doutor Mirabilis (latim: “professor maravilhoso”), eventualmente coloca uma ênfase considerável no empirismo e se torna um dos primeiros defensores europeus do método científico moderno.
1231 – Primeira menção de alquimia na literatura francesa – Roman de la Rose. William de Loris escreve Le Roman de Rose, auxiliado por Jean de Meung, que também escreveu The Remonstrance of Nature to the Wandering Alchemist e The Reply of the Alchemist to Nature
1232 – Abraham Abulafia, cabalista siciliano, fundador da cabala extática, nasce em Saragosa.
1232 – Raymond Lull, um alquimista que se acredita possuir uma energia física e mental titânica, que se jogou de corpo e alma em tudo o que fez, nasce. Os escritos atribuídos a Lull incluem vários trabalhos sobre alquimia, mais notavelmente Alchimia Magic Naturalis, De Aquis Super Accurtationes, De Secretis Medicina Magna e De Conservatione Vitoe.
1234 – Albertus Magnus – alquimista, estudioso, filósofo e cientista nasce. Nada menos que 21 volumes de fólio alquímicos são atribuídos a ele
1235 – Robert Grosseteste, Bispo de Lincoln, discute a transmutação de metais em De artibus liberalibus e De generatione stellarum.
1256- O rei Alfonso, o Sábio de Castela, ordena a tradução de textos alquímicos do árabe. Supõe-se que ele tenha escrito Tesoro um tratado sobre a pedra filosofal
1270 – Roger Bacon, populariza o uso da pólvora
1270 – Tomás de Aquino é simpático à ideia de transmutação alquímica em sua Summa theologia. Em seu Thesaurus Alchimae, Aquinus fala abertamente dos sucessos de Albertus e de si mesmo na arte da transmutação.
1272  – Capítulo Provincial em Narbonne proíbe os franciscanos de praticar a alquimia.
1275 – Ce Ramon Lull Ars Magna.
1280 – Sefer Ha-Zohar, um texto cabalístico essencial, faz sua primeira aparição escrita, escrita por Moses de León, mas atribuída a Simon ben Yohai.
1280 – 1368 – Dinastia Yuan (Mongol) , trazendo a China e a Europa em contato direto por quase um século,
1289 – Albertus Magnus, Bispo de Ratisbona
1298 – Alain de Lisle. Há também relatos anteriores de Alanus de Insulis, nascido em Rijssel em 1114 EC na Holanda, mais tarde abade de Clairvaux e bispo de Auxerne
1300 – Sefer Raziel HaMalakh “Livro de Raziel, o Anjo”
1300 – Pedro de Abano ou Apone
1300 – Arnald de Villanova escreve uma série de tratados importantes sobre alquimia Quaestiones tam esseentiales quam acidentales, Epistola supe alchemia ad regem Neapolitanum, De secretis naturae, Exempla de arte philosophorum
1307 – Templários se estabelecem ou buscam refúgio na Escócia
1310 – Al-Jildaki, Muhammad Ibn Aidamer, alquimista árabe que compartilhou conhecimento com certos Templários
1310 –  Jean de Roquetaillade
1312 –  Os Cavaleiros Templários são extintos, exceto alguns, quando a ordem é dissolvida pelo Conselho de Vienne. Toda a propriedade dos Templários é transferida para os Cavaleiros de São João (Os Hospitalários)
1314 – Raymond Lully, um prelado espanhol
1314 – Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, é queimado na fogueira
1315 – Raimundo Lulio
1317 – A primeira ordem Rosacruz é formada: a francesa Ordre Souverain des. Frères Aînés de la Rose Croix
1317 – A Bula Papal do Papa João XXII, Spondet quas non exhibent, é emitida contra aqueles que praticam a alquimia. Os cistercienses proíbem a alquimia.
1317 – Fundada a Frères Aînés de la Rose + Croix
1323 – Os dominicanos na França proíbem o ensino de alquimia na Universidade de Paris e exigem a queima de escritos alquímicos
1329 – Rei Edward III pede a Thomas Cary para encontrar dois alquimistas que escaparam, e para encontrar o segredo de sua arte
1330 d.C. – Nasce Nicolas Flamel. Flamel torna-se um escritor de sucesso, vendedor de manuscritos e alquimista. Flamel é atribuído como o autor do Livre des Figures Hiéroglypiques, um livro alquímico publicado em Paris em 1612 e depois em Londres em 1624 como “Exposição das Figuras Hieroglíficas”. fizeram a Pedra Filosofal que transforma chumbo em ouro, e alcançaram a imortalidade em uma única encarnação, juntamente com sua esposa Perenelle. O Papa João XXII dá fundos ao seu médico para montar um laboratório para um ‘certo trabalho secreto’.
1338 – Hospitalários adquirem Templar Holdings na Escócia
1340 – Jean de Meung, autor of o Romance da Rosa
1356 – Papa Inocêncio VI aprisiona o alquimista catalão João de Rupescissa, que insiste que o único propósito real da alquimia é beneficiar a humanidade. As obras de Rupescissa estão repletas de preparações medicinais derivadas de metais e minerais e ele enfatiza os processos de destilação que aparentemente separam as quintessências puras da matéria bruta das substâncias naturais.
1357 – Comentário de Hortulanus sobre a Tábua de Esmeralda de Hermes
1376 – O Directorium inquisitorum dominicano, o livro-texto para inquisidores, coloca alquimistas entre magos e magos.
1380 – EC Rei Carlos V, o Sábio, emite um decreto proibindo experimentos alquímicos
1380 – Bernardo de Trevisa
1388 – Geoffrey Chaucer Canterbury Tales discutiu a alquimia no Canon’s Yeoman’s Tale
1394  – Christian Rosenkreuz começa sua peregrinação aos dezesseis anos. Isso o leva à Arábia, Egito e Marrocos, onde entra em contato com sábios do Oriente, que lhe revelam a “ciência harmônica universal”
1396 – Ordem do Dragão é confirmada para existir neste momento, embora a data de fundação não seja clara
1398 – Suposta data em que Christian Rosencruez funda a Ordem Rosacruz
1403 – Rei Henry IV da Inglaterra emite uma proibição de alquimia e para parar dinheiro falsificado
1415 – Nicholas Flamel, um benfeitor dos pobres de Paris
1450 – Basílio Valentim, prior de um mosteiro beneditino
1452 – Leonardo da Vinci
1453 – Joost Balbian, alquimista holandês nascido em Aalst
1456 – 12 homens pedem a Henrique VI da Inglaterra uma licença para praticar alquimia
1470 – Der Antichrist und die funfzehn Zeichnen (o livro do anticristo) associa alquimistas com demônios e Satanás
1471 – George Ripley Composto de alquimia. A tradução de Ficino do Corpus Hermeticum
1476 – George Ripley escreve Medula alchemiae.
1484 – Christian Rosenkreutz, Frater C.R.C., o fundador da tradição Rosacruz, passa de acordo com a Confessio Fraternitatis. Avicena escreve De anima.
1484 – De anima de Avicena. Hieronymous Bosch Jardim das delícias terrenas
1485 – Summa perfectis, atribuída a Geber, é publicada. Neste importante texto alquímico, a teoria enxofre-mercúrio forma a base teórica para a compreensão dos metais, e o alquimista é informado de que deve dispor essas substâncias em proporções perfeitas para a consumação da Grande Obra. Geber descreve em detalhes consideráveis ​​os processos de laboratório e equipamentos do alquimista
1493 – Nasce Phillip von Hohenheim, ele mais tarde assume o nome de Philippus Theophrastus Aureolus Bombastus von Hohenheim, e mais tarde recebe o título de Paracelsus, que significa “igual ou maior que Celsus”.
1505 – Levinus nascido em Zierikzee, Holanda
1516 – Trithemius de Spanheim
1519 – Braunschweig’s Das Buch zu destillieren
1527 – John Dee, notável matemático galês, astrônomo, astrólogo, geógrafo, ocultista e consultor da rainha Elizabeth I, nasce em Londres.
1530 – Georgius Agricola Bermannus, livro sobre mineração e extração de minérios
1532 – A versão mais antiga do Splendor Solis, um dos mais belos manuscritos alquímicos iluminados. A obra consiste em uma sequência de 22 imagens elaboradas, dispostas em bordas e nichos ornamentais. O processo simbólico mostra a clássica morte e renascimento alquímico do rei e incorpora uma série de sete frascos, cada um associado a um dos planetas. Dentro dos frascos é mostrado um processo envolvendo a transformação de símbolos de pássaros e animais na Rainha e Rei, na tintura branca e vermelha.
1533 – Cornélio Agripa publica dos Três Livros de Filosofia Oculta
1541 – In hoc volumine alchemia primeiro compêndio alquímico
1550 – O Rosarium philosophorum, atribuído a Atribuído a Arnoldo di Villanova (1235-1315), é publicado pela primeira vez, embora tenha circulado em forma de manuscrito por séculos.
1552 – Nasce o imperador Rudolph II. A astronomia e a alquimia tornaram-se a ciência dominante na Praga renascentista e Rudolf era um devoto firme de ambas. Sua busca ao longo da vida é encontrar a Pedra Filosofal e Rudolf não poupa gastos para trazer os melhores alquimistas da Europa à corte, como Edward Kelley e John Dee. Rudolf até realiza seus próprios experimentos em um laboratório alquímico privado.
1555 – Agrícola
1560 – Denis Zachaire
1560 – Heinrich Khunrath nasce em Leipzig. É evidente que o primeiro manifesto rosacruz, o Fama Fraternitatis, é influenciado pela obra deste respeitado filósofo hermético e autor de “Amphitheatrum Sapientiae Aeternae” (1609), uma obra sobre os aspectos místicos da alquimia, que contém o gravura intitulada ‘A Primeira Etapa da Grande Obra’, mais conhecida como o ‘Laboratório do Alquimista’.
1561 – Jacopo Peri cria a Opera
1566 – Michael Maier, alquimista rosacruz e filósofo, médico do imperador Rudolph II, nasce Meier torna-se um dos mais destacados defensores dos Rosacruzes, transmitindo com clareza detalhes sobre os “Irmãos da Rosa Cruz” em seus escritos.
1571 – Johannes Pontanus, nascido em Hardewijk, Holanda, estudou o caminho de Artepius junto com Tycho Brahe. Morreu em 1640
1589 – Edward Kelley embarca em suas transmutações alquímicas públicas em Praga
1599 – A primeira aparição de uma obra de Basílio Valentim, o adepto alemão e monge beneditino, na filosofia alquímica é comumente suposta ter nascido em Mayence no final do século XIV. Suas obras eventualmente incluirão o Triumphant Chariot of Antimony, Apocalypsis Chymica, De Microcosmo degue Magno Mundi Mysterio et Medecina Hominis e Practica un cum duodecim Clavibus et Appendice.
1608 – Seton o cosmopolita, Isaac Hollandus
1608 – John Dee
1609 -André Libavius
1612 – Flamel figuras hierogliphiques (primeira publicação). Ruland’s Lexicon alchemiae.
1614 -A Fama Fraternitas, o primeiro manifesto Rosacruz é publicado. 1615 – Publicado o Confessio Fraternitatis
1616 – Publicado o Bodas Químicas de Christian Rosenkreutz
1617-  Oswald Croll
1620 – Jean d’Espagnet, autor do Arcano Hermético
1626 – Goosen van Vreeswyk, o mestre da montanha holandês. Morreu em 1690
1628 – Theodor Kerkring, bron em Amsterdã,
1629 – George Starkey (Irineu Filaleto)
1636 – -Michael Sendivogius
1638 – Robert Fludd, teólogo e místico
1640 – Albaro Alonso Barba Arte dos metais
1643 – Johannes van Helmont
1643 – Isaac Newton
1646 – George Starkey
1648 – Elias Ashmole, o antiquário
1650 – Rudolf Glauber, médico
1652 – Georg von Welling, um escritor alquímico e teosófico bávaro, nasce. Von Welling é conhecido por seu trabalho de 1719 Opus Mago-Cabalisticum et Theosophicum.
1666 – EC Relato de Helvécio sobre a transmutação em Haia. Crassellame Lux obnubilata
1668 – Rober Boyle, químico
1667 – Johan de Monte Snijder realizou uma transmutação em 1667 para Guillaume em Aken, Holanda
1667 – Eirenaeus Philalethes Uma entrada aberta para o palácio fechado do Rei
1675 – EC Olaus Borrichius
1677 – EC Mutus Liber
1690 – Publicação da tradução inglesa do Casamento Químico de Christian Rosenkreutz
1691 – Nascimento de Saint Germain
1710 – Samuel Richter começa a formar a Ordem da Cruz Dourada e Rosada Lascaris, um adepto/monge grego que viveu na Holanda por um tempo, e depois foi para Berlim, onde deu a J.F. Böttger a pedra
1717 – Grande Loja da Maçonaria Inglesa fundada
1719 – Georg von Welling “Opus Mago-Cabalisticum et Theosophicum” é publicado. Esta é uma obra esotérica importante e influente, que influencia vários autores subsequentes, incluindo Goethe, que a examinou durante seus estudos alquímicos.
1723 – Auera Catena Homeri , escrita ou editada por Anton Josef Kirchweger, é emitida pela primeira vez em Frankfurt e Leipzig em quatro edições alemãs em 1723, 1728, 1738 e 1757. Uma versão latina é emitida em Frankfurt em 1762 e outras edições alemãs Segue. Este trabalho tem uma enorme influência na alquimia Rosacruz e na Ordem Dourada e Rosacruz. No final do século XVIII
1735 – Abraham Eleazar Uraltes chymisches Werck
1737 – Jean Christophe Kunst, um professor alemão
1739 – Matthieu Dammy, um dos últimos famosos alquimistas parisienses, publicou suas obras em Amsterdã
1743 – Alessandro Cagliostro
1750 – Nasce o Dr. Sigismond Bacstrom, médico que também era alquimista e Rosacruz. Acredita-se que seja de origem escandinava, passou algum tempo como cirurgião de navio.
1751 – Tarot de Marselha
1776 – Adam Weishaupt forma a Ordem dos Illuminati da Baviera
1780 – A ordem dos Irmãos Asiáticos (Fratres Lucis) é fundada por Hans Heinrich von Ecker und Eckhoffen como uma ordem cismática da Cruz Dourada e Rosada. Os Irmãos Asiáticos admitem judeus e as doutrinas teosóficas e regulamentos cerimoniais da Ordem são baseados na Cabala
1785 – Geheime Figuren Os Símbolos Secretos dos Rosacruzes
1791 – Dr. Sigismund Bacstrom é iniciado em uma sociedade Rosacruz pelo Conde de Chazal na Ilha de Maurício. O conde, então um venerável ancião de cerca de 96 anos, parece ter visto em Bacstrom sua grandeza de estudante hermético e se ofereceu para aceitá-lo como aluno e ensinar-lhe a grande obra. Durante este período, Bacstrom foi autorizado a realizar uma transmutação sob a orientação de Chazal e usando suas substâncias. O conde de Chazal estava ligado à corrente francesa do rosacrucianismo, provavelmente ligada ao conde de St Germain.
1798 – Ethan Hitchcock
1813 – Operas de Richard Wagner
1817 – Mary Anne Atwood
1858 – Pascal B. Randolph funda a Irmandade Hermética de Luxor
1875 – Carl Gustav Jung
1877 – Fulcanelli
1887 – Fundação da Hermetic Order of the Golden Dawn
1889 – Lilly Kolisko
1891 – Fundação da Ordem Martinista
1898 – Rubellus Petrinus, alquimista português
1908 – Publicação do Kybalion
1909- Max Heindel funda a Fraternidade Rosacruz
1911 – Frater Albertus
1914 – Herbert Silberner publica Problems of Mysticism and its Symbolism.
1915 – Harvey Spencer Lewis funda a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis
1915 – Marie-Louise von Franz
1919 –  Jean Dubuis
1920 – Timoth Leary
1921 – Pansophia Lodge é fundado por Heinrich Traenker
1929 – Manfred M. Junius
1931 – Stanislav Grof
1932 – Robert Anton Wilson
1959 – Paracelsus Research Society é fundada
1960 – Inicio da publicação do anuário Alchemical Laboratory Bulletins
1970 – Roger Caro revela a existência do Frères Aînés de la Rose-Croix
1979 – Les Philosophes de la Nature (LPN) é fundada
1980 – A Sociedade de Pesquisa Paracelsus é renomeada para Paracelsus College
1984 – A Biblioteca Ritman (Bibliotheca Philosophica Hermetica) é criada.
1990 – O grupo Gallaecia Arcana Philosophorum é fundado
1995 – Publicado o The Alchemical Tarot de Robert Place
2003 – The Alchemy Guild é estabelecida
2007 a 2009 – Primeira, Segunda e Terceira Conferência Internacional de Alquimia
2010 – Inner Garden Foundation é fundada
2011 – Quarta Conferência Internacional de Alquimia
2018 – Quinta Conferência Internacional de Alquimia

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-historia-da-alquimia-ano-a-ano/