Como identificar uma Canalização Esquisotérica

Nestes tempos de Facebook onde qualquer um se diz canalizador de anjos, mestres ascencionados, exus quânticos, reikis positrônicos de Osíris e o que mais a charlatanice humana inventar, damos abaixo algumas regras simples para detectar uma mensagem séria de um texto esquisotérico da Nova Era:

Mensagens que sejam canalizadas por um espírito de LUZ:

• Apresentam informações para todos e não apenas para um grupo seleto.

• Nunca em nenhuma circunstância vão anunciar uma catástrofe.

• Nunca vão pedir para abrir mão de vosso “tão restrito” livre arbítrio.

• Nunca vão interferir nos assuntos humanos obrigando pelo medo a fazer alguma coisa.

• Nunca serão estabelecidas datas ou conjunções numerológicas, para a abertura de “portais” ou qualquer outro evento, pois vosso tempo e relativo à matrix da Terra e se encontra fora da vibração do resto do sistema.

• Jamais os Grupos ligados as Grandes Fraternidades vão pedir pra desviar a atenção na construção de coisas físicas, como templos, etc, pois seriam alvos fáceis de ataques energéticos das energias trévicas que dominam vosso mundo.

• Nunca é feita alguma tentativa de conversão à filosofia, seita ou religião, apenas ensinamentos.

• Jamais será colocado apenas um discípulo como sendo o único a canalizar as informações.

Simples assim.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-identificar-uma-canaliza%C3%A7%C3%A3o-esquisot%C3%A9rica

Sobre o Sutra do Coração

Texto muito interessante do Zen-Budismo, escrito por Han-shan Te-ch’ing (1576-1623)

O mundo de destinos miseráveis é comparável a um grande oceano, e os sentimentos e pensamentos dos seres vivos à ausência de margem. Eles são ignorantes e não sabem que as ondas crescentes de inconsciência são as causas da ilusão e das ações kármicas que resultam no ciclo infinito de nascimentos-e-mortes. Seus sofrimentos são inexauríveis e eles são incapazes de se atravessar o oceano amargo da mortalidade. Portanto, isto é chamado de a margem.

Buddha usou o brilho de sua grande sabedoria para iluminar e quebrar as paixões, e para por um fim a todos os sofrimentos para sempre. Isto conduz à eliminação completa dos dois tipos de morte [natural e violenta] e a saltar do oceano de misérias para a realização do nirvana. Portanto, é chamada de a outra margem.

O coração [mente] mencionado é o coração da grande sabedoria que alcança a outra margem. Não é o coração humano que os homens mundanos usam para pensar erroneamente. O homem ignorante não sabe que fundamentalmente possui o coração da luz brilhante da sabedoria. Ele considera como real o inchaço de músculos ligados à carne e ao sangue, e reconhece apenas as sombras resultantes do pensamento errôneo e do apego, estimulados pelas circunstâncias. Assim os pensamentos se sucedem um ao outro em sua cadeia incessante, sem um único deles voltar a luz para si mesmo, para o auto-reconhecimento. Apenas o Buddha estava consciente da verdadeira sabedoria fundamental que pode iluminar e quebrar o corpo e o coração dos cinco agregados, que são não-existentes e cuja substância é inteiramente vazia. Portanto, ele saltou da aparência e alcançou a outra margem instantaneamente, cruzando assim o oceano amargo. Como teve pena dos homens deludidos, ele usou esta porta para a iluminação — que experimentou pessoalmente — para abri-la e para guiá-los, de modo que cada homem possa estar consciente de que a sua sabedoria é fundamentalmente auto-possuída, de que seus pensamentos errôneos são basicamente falsos e de que seu corpo e coração são inteiramente não-existentes. Então ele poderá se erguer do oceano dos sofrimentos e atingir o êxtase do nirvana. É por isto que ele expôs este sutra.

Avalokiteshvara, o bodhisattva da verdadeira liberdade, compreende através da profunda prática da grande sabedoria que o corpo e os cinco agregados são apenas o vazio, e através desta compreensão ele traz ajuda a todos os que sofrem.

Ao ouvir do Buddha sobre esta profunda sabedoria, este bodhisattva pensou sobre ela e a praticou usando sua sabedoria para fazer uma introspecção nos cinco agregados, que são vazios tanto interna quanto externamente, resultando na realização de que o corpo, o coração e o universo não existem realmente, em um salto súbito tanto sobre o mundano quanto sobre o supramundano, na destruição completa de todos os sofrimentos e na aquisição de uma independência absoluta. Já que o bodhisattva pode se liberar por meio disto, cada homem pode confiar e praticar nela.

Por esta razão, o Honrado-pelo-mundo [Buddha Shakyamuni] falou para Shariputra apontar a maravilhosa atuação de Avalokiteshvara, a qual ele queria que todos os outros conhecessem. Se fizermos a mesma contemplação, realizaremos em um instante que nossos corações basicamente possuem o brilho da sabedoria, tão vasto, extensivo e permeador que ela brilha através dos cinco agregados que são fundamentalmente vazios.

Após esta realização, onde os sofrimentos não poderiam ser aniquilados? Onde os grilhões do karma seriam algemados? Onde estaria o argumento obstinado sobre o ego e a personalidade, sobre o certo e errado? Onde estaria a discriminação entre falha e sucesso, entre ganho e perda? E onde estariam os embaraços em coisas como riqueza e honra, pobreza e desonra?

Shariputra!

Este era o nome de um discípulo do Buddha. Shari é o nome de um pássaro com olhos muito brilhantes e penetrantes. A mãe dele tinha os mesmos olhos brilhantes e penetrantes, e foi chamada com o nome do pássaro. Então o próprio nome dele era o filho [putra] de uma mulher que tinha olhos de shari. Entre os discípulos do Buddha, ele era o mais sábio. Portanto Shariputra foi chamado propositadamente para realçar o fato de que este ensinamento poderia ser dado apenas a um ouvinte sábio.

A forma não difere do vazio, nem o vazio da forma. A forma é idêntica ao vazio e o vazio é idêntico à forma. Assim também são os cinco agregados em relação ao vazio.

Isto foi dito a Shariputra para explicar o significado da vacuidade dos cinco agregados. A forma foi apontada primeiro. Esta forma é a aparência do corpo que os homens consideram como sua posse. É produzida pela cristalização de seu firme e sofrível pensamento errôneo. É causada por manter o conceito de um ego, conceito este que é o mais difícil de se quebrar.

Agora, no começo da meditação, a atenção deve ser dada a este corpo físico que é uma combinação fictícia de quatro elementos e que é fundamentalmente não-existente. Já que a sua substância é inteiramente vazia tanto por dentro quanto por fora, estamos ainda mais confinados dentro deste corpo e portanto ele não tem impedimento quanto ao nascimento-e-morte, assim como ao ir-e-vir. Este é o método para quebrar a forma. Se a forma é quebrada, os outros quatro agregados podem, da mesma maneira, estar sujeitos à introspecção profunda.

O ensinamento sobre a forma que não difere do vazio tinha o objetivo de quebrar a visão do homem mundano de que a personalidade é permanente [eternalismo]. Já que os homens mundanos acham que o corpo físico é real e permanente, eles fazem planos para um século sem realizar que o corpo é irreal e não-existente, que está sujeito às quatro mudanças [nascimento, velhice, doença e morte] de momento a momento, sem interrupção, até a velhice-e-morte, com o resultado último de que ele é impermanente e de que finalmente retornará ao vazio. Este é ainda o vazio relativo, em relação ao corpo e à morte, e não alcança ainda o limite da lei fundamental [o vazio absoluto]. Como a forma ilusória, feita de quatro elementos, basicamente não difere do vazio absoluto, o Buddha disse, “a forma não difere do vazio”, o significado de que o corpo físico fundamentalmente não difere do vazio absoluto.

Quando o Buddha disse, “o vazio não difere da forma”, sua intenção era a de quebrar o conceito de aniquilação [niilismo]. Significa que o vazio absoluto não é fundamentalmente diferente da forma ilusória, mas não é um vazio relativo e aniquilador em oposição à forma. Isto significa que a grande sabedoria é o vazio absoluto da realidade. Por quê? Porque o vazio absoluto é comparável a um grande espelho, e todos os tipos de forma à aparência refletida nesse espelho. Se realizarmos que estes reflexos não estão separados do espelho, prontamente entenderemos que “o vazio não difere da forma”.

Como o Buddha estava preocupado que os homens mundanos pudessem confundir estas duas palavras — forma e vazio — como sendo duas coisas diferentes, e de que na visão de sua igualdade eles pudessem não ter uma mente imparcial em sua contemplação, ele identificou a forma e a vacuidade uma com a outra na frase “a forma é idêntica ao vazio e o vazio é idêntico à forma”.

Com a contemplação correta feita adequadamente e com a realização resultante de que a forma não difere do vazio, não haverá avidez por som, forma, riqueza e ganho, e nenhum apego às paixões do cinco desejos surgidos dos objetos dos cinco sentidos — às coisas vistas, ouvidas, cheiradas, degustadas ou tocadas. Isto é o salto do estágio do bodhisattva para a ascensão instantânea ao estágio de buddha. Esta é a outra margem.

Shariputra, toda a existência é vazia, não há nem início nem fim, nem pureza nem mácula, nem crescimento ou declínio. Portanto, com o vazio, não há forma, não há agregados; não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo e mente; não há forma, som, odor, sabor, toque e objeto do pensamento; não há conhecimento, ignorância, ilusão e fim da ilusão; não há sofrimento, declínio, morte, fim de sofrimento e morte; não há conhecimento, ganho e não-ganho.

Esta é uma explicação exaustiva da grande sabedoria para descartar todos os erros. O vazio real pode limpar todos os erros porque é puro e claro e não contém uma única coisa, pois dentro dele não há rastros dos cinco agregados e assim por diante.

Como o reino do Buddha é como o vazio e nada tem a se confiar, se a busca do estado búddhico confiar sobre uma mente que procura o ganho, o resultado não será verdadeiro porque, dentro da substância do vazio absoluto, fundamentalmente não há coisas como sabedoria [conhecimento] e ganho, pois o não-ganho realmente é o ganho real e último.

Como não há ganho, os bodhisattvas que confiam nesta sabedoria que vai além, não têm mácula em suas mentes, e já que não têm mácula, eles não têm medo, são livres das idéias contrárias e delusivas, e atingem o nirvana final.

Já que todas as coisas estão fundamentalmente na condição de nirvana, se a meditação for feita enquanto confiarmos no sentimento discriminativo e no pensamento, a mente e os objetos se amarrarão um ao outro e nunca poderão ser desemaranhadas dos ávidos apegos resultantes, que são todas as máculas. Se a meditação for feita por meio da grande sabedoria, e a mente e os objetos como sendo não-existentes, todos os seus contatos resultarão apenas em liberação. Como a mente não tem mácula, não pode haver medo do nascimento-e-morte. Já que não há medo do nascimento-e-morte, tanto o medo do nascimento-e-morte e a busca do nirvana são idéias contrárias e delusivas.

Nirvana significa calma perfeita; em outras palavras, a eliminação perfeita das cinco condições fundamentais de paixão e delusão, e de alegria eterna na calma e extinção da miséria. Isto significa que apenas descartando todos os sentimentos de “santos” e “pecadores” é que poderemos experienciar uma entrada para o nirvana. A auto-cultivação de bodhisattva feita por qualquer outro método não seria correta.

Todos os buddhas do passado, do presente e do futuro obtém a visão completa e a iluminação perfeita confiando na grande sabedoria. Então sabemos que a grande sabedoria é o grande mantra sobrenatural, o grande mantra brilhante, insuperável e inigualável, que pode limpar verdadeiramente e sem falha todos os sofrimentos.

Não apenas os bodhisattvas praticaram, mas também todos os buddhas dos três tempos se exercitaram para obter o fruto da iluminação completamente correta e perfeita. Tudo isto mostra que a grande sabedoria pode expulsar o demônio da aflição mundo — por isso é o grande mantra sobrenatural. Como pode quebrar a escuridão da ignorância, a causa do nascimento-e-morte, é chamado de o grande mantra brilhante. Já que nada há nos mundos mundano e supramundano que possam superá-la, é chamado de o mantra insuperável. Como permite que os buddhas-mãe produzam méritos ilimitados, e já que nenhuma coisa mundana e supramundana pode ser igual a ele — apesar de ser igual a todos estes — é chamado de o mantra inigualável.

Por que [a grande sabedoria] é chamada de mantra? É apenas para mostrar a velocidade de sua eficiência sobrenatural, como uma ordem secreta no exército que pode assegurar a vitória se for executada silenciosamente. O mantra pode quebrar o exército de demônios no mundo, comparável ao néctar que permite ao bebedor obter a imortalidade. Aqueles que o degustam podem dissipar o maior dos desastres, causado pelo nascimento-e-morte. Portanto o Buddha disse, “ele pode eliminar todos os sofrimentos”. Quando disse que é verdadeiro e sem erro, ele queria dizer que as palavras do Buddha não são enganadoras e que os homens mundanos não devem cultivar suspeita sobre elas, mas sim decidir praticá-las adequadamente.

Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha.

Antes de o mantra ser ensinado, a grande sabedoria foi ensinada exotericamente, e agora foi exposta esotericamente. Aqui não há espaço para pensar e interpretar, mas a repetição silenciosa do mantra assegura a eficácia rápida; isso se faz possível pelo poder inconcebível através do descarte de todo sentimento e da eliminação de toda interpretação. Os seres vivos que estão deludidos sobre ela usam-na para criar problemas por causa de seu pensamento errôneo. Apesar de a usarem diariamente, não estão conscientes dela. Assim, ignorantes de sua própria realidade fundamental, eles continuam passando inutilmente por todos os tipos de sofrimento. Não é uma pena? Se eles puderem ser instantaneamente despertos para si mesmos, poderão voltar imediatamente a luz para dentro de si mesmos. No pensamento de um momento, todas as barreiras de sentimento no mundo se quebrarão, como a luz de uma lamparina que ilumina uma sala onde a escuridão existiu por mil anos. Portanto, não há necessidade de recorrer a qualquer outro método.

Os homens mundanos estão andando por um caminho perigoso e boiando em um oceano amargo, mas ainda não estão querendo olhar para a grande sabedoria. Realmente, suas intenções não podem ser adivinhadas! A grande sabedoria é como uma espada afiada, que corta todas as coisas que a tocam tão afiadamente que elas não sabem que são cortadas. Quem, além dos sábios e santos, podem fazer uso dela? Certamente, não os ignorantes.

#Budismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sobre-o-sutra-do-cora%C3%A7%C3%A3o

Mapa Astral de Oscar Wilde

Eu não gosto muito de postar vários mapas seguidos, porque o blog não é sobre Astrologia, mas agora em Outubro/Novembro teremos aniversário de vários ocultistas e escritores, e eu não poderia deixar de abrir uma exceção para um dos meus escritores favoritos.

Oscar Wilde nascia em 16 de Outubro de 1854 em Dublin.

Oscar Wilde, junto com Charles Kains Jackson, Samuel Elsworth Cottam, Montague Summers, Laurence Housman e John Gambril Nicholson, fez parte de uma Ordem Secreta denominada Ordem de Queroneia, dedicada aos estudos da homossexualidade.

Até acho interessante colocar os dois mapas juntos, pois para o que os leigos, céticos e esquisotéricos pensam sobre a Astrologia, Oscar Wilde e Nietzche são apenas “librianos” e deveriam ter praticamente as mesmas características, já que nasceram com apenas um dia de diferença… mas, para a Astrologia Hermética, percebe-se que há um abismo enorme de diferença entre os dois Mapas…

Oscar Wilde possuía Sol em Libra, Mercúrio em Escorpião, com 4 Aspectações fortes.

Vênus em Libra indica gosto por harmonia e equilíbrio; quando combinado com Lua em Leão (charme, dignidade e normalmente o centro das atenções onde quer que esteja, intensificado por estar na Casa 11) é o próprio estilo Dandi de ser. Mas por debaixo desta aparência delicada, harmônica e leve esconde-se uma casca grossa, composta por Mercúrio em Escorpião (um dos Mercúrios mais profundos do Zodíaco, encontrado em pessoas que gostam de entrar de cabeça nos mistérios e na psique humana), Marte em Sagitário-Escorpião (Rei de Bastões, uma das melhores combinações para o ocultismo, somatória da profundidade de Escorpião e da capacidade de aprendizado de Sagitário) e Júpiter em Capricórnio (facilidade para a disciplina).

Plutão em Touro em quincúncio quase cravado (0,54 graus) com Marte em Sagitário-escorpião indica uma necessidade profunda de experimentar prazeres e experiências físicas. Segundo Adrian Duncan, “O homem com este aspecto insiste com freqüência em fazer sexo várias vezes ao dia. Estranhamente, isso se deve mais à necessidade de provar alguma coisa a si mesmo do que a desejo verdadeiro. Existe nele uma espécie de perfeição mecânica no ato sexual e uma profunda obsessão a respeito do desejo sexual e dos tabus.”

E novamente encontramos a Oposição Peixes-Virgem, neste caso representadas por Netuno em Peixes (uma das combinações de energias mais voltadas para o espiritual) e o Ascendente em Virgem (Organização e praticidade). Ainda segundo Adrian Duncan: “Se você conseguir canalizar essa influência para sua vida pessoal, ela poderá ser expressada através de uma profunda necessidade de transcender os assuntos mundanos e de definir sua vida através de valores espirituais, sociais ou criativos. Pode haver algum sacrifício especial em sua vida, ou alguma infelicidade particular que purificará sua natureza espiritual.”

O Mapa reflete bem a maneira como Wilde viveu sua Verdadeira Vontade, e também o legado que deixou para a poesia e a dramaturgia.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-oscar-wilde

As Sete Manifestações de Deus

As Sete Vibrações Divinas são um fluxo de ondas emitidas por Nosso Divino Criador que as subdivide através de suas Divindades, “Os Tronos de Deus”, a partir da Coroa Divina. Nossos amados e amorosos Orixás ocupam, portanto, a partir da Coroa Divina, sua função de regentes da natureza, e chegam até nós através de suas vibrações durante todo o tempo.

Vibrações estas que assumem um sentido especial que tanto sustenta como energiza permanentemente tudo o Que Deus emana. (os seres, as criaturas e as espécies). As Sete vibrações aqui enfocadas formam o setenario vibratório e cada uma delas flui em uma faixa ampla, infinita mesmo, alcançando tudo e todos. Cada uma dessas ondas forma a sua tela vibratória e emite ou emana seu fator.

Cabe-nos, portanto Clamar ao Nosso Divino Criador que:

Na Fé , envolva-nos em suas vibrações oriundas do Trono Cristalino do Orixá Oxalá. Permita que sejamos receptivos a esta sua manifestação Divina sem a qual nada iremos realizar, pois nosso destino esta ligado a ela.

No Amor, maior de todos os sentimentos, que nos chega através do Trono Mineral regido por nossa Mãe Oxum das Cachoeiras, que nos une, que sustenta a concepção, a união a caridade, a bondade e a prosperidade em todos os sentidos, pois devemos crescer em comunhão com Deus e dessa forma em acordo com nossa missão.

No Conhecimento, com a emanação do Trono Vegetal sustentado por nosso amado Pai Oxóssi das Matas, que nos impulsiona a busca do aprendizado, da criatividade, da versatilidade. Que nos chega através das matas, das florestas da energia dos vegetais, dos florais.

Na emanação da Justiça Divina do Trono Ígneo do nosso amado Pai Xangô das Pedreiras. Que nos remete à imparcialidade, a reflexão, a moralidade e ao equilíbrio. Que sua presença se faça constante entre nós, em nossas vidas, em nossas atitudes para com os nossos semelhantes.

Que sejamos sempre obedientes e regidos pela Lei Maior, sob a qual deveremos manifestar todas as nossas ações ordenadoras em comunhão com o Trono Eólico regido pelo Orixá Ogum. Manifestador dessa vibração Divina, que nos emana a lealdade, a retidão, o caráter, a tenacidade, ao rigor, a combatividade, a direção.

Que possamos seguir nossa caminhada terrena em harmonia com a Evolução, regida por nosso amado Orixá Obaluayiê, Senhor do Trono Telúrico, a quem suplicamos, nos envolva em sua vibração Divina do racionalismo, da flexibilidade, da persistência. Que tenhamos saúde mental e física, que nossas feridas visíveis e invisíveis sejam consumidas através do seu amor dedicado a todos nós.

Através do Trono da Geração, cultivemos no oceano de nossa renovação, a essência da criação Divina, e que em nossas andanças no plano material, sejamos colhidos nos braços de nossa amada mãe Yemanjá, regente dessa divina vibração Aquática.

Que pratiquemos a geração em todos os sentidos da vida, vibrando em nosso intimo, a criatividade, a multiplicação, a fartura, e a maternidade e, portanto o amor do nosso Divino Criador.  Amém!!!

Texto de Sergio Benedito da Silva, retirado do Blog Umbanda.

#Deus #orixas #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-sete-manifesta%C3%A7%C3%B5es-de-deus

Os Livros Sagrados de Thelema

93!

Mais boas notícias!

Contagem regressiva para começar o Financiamento Coletivo dos Livros Sagrados de Thelema. Dia 5/Fevereiro começará no Catarse o Projeto para trazer ao Brasil os livros mais importantes da Thelema, escritos por Aleister Crowley.

Quem apoiar com apoio “Minerval” (os 3 livros + nome nos agradecimentos) ou maior (“Templario”, “Tarot”, “Biblioteca do Alquimista” ou “Loja Patrocinadora”), nas primeiras 48h receberá uma réplica em mdf da “Stele of Ankh-ef-en-Khonsu” (Stella of Revealing).

Livros Sagrados de Thelema

Do what thou wilt shall be the whole of the law

É com muita honra e felicidade que anunciamos que a Daemon foi escolhida pela Ordo Saturni no Brasil para ser a editora que vai publicar a sua tradução dos LIVROS SAGRADOS DE THELEMA e do LIBER 333 (BOOK OF LIES) no Brasil. Eles ficaram impressionados com a qualidade, dedicação e carinho com que o livro KABBALAH HERMÉTICA foi produzido e queriam o mesmo tipo de tratamento para estes que são considerados obras primas da magia mundial.

Os Livros Sagrados de Thelema são os 15 principais e mais importantes livros de Magia escritos por Aleister Crowley, considerados como publicações classe A (textos sagrados) na Thelema, publicados originalmente entre 1907 e 1911.

São eles:

– Liber Causae (Narra a história da AA).

– Liber Tzaddi

– Liber Porta Lucis

– Liber LXV Liber Cordis Cincti Serpente

– Liber VII Liber Liberi vel Lapidis Lazuli

– Liber XXVII vel Trigammatron

– Liber DCCCXIII vel Ararita

– Liber CCCLXX – A’ash vel Capricorni Pneumatici

– Liber CLVI – Cheth vel Vallum Abiegni

– Liber B vel Magi

– Liber LXVI vel Stelae Rubrae

– Liber CCXXXI vel Arcanorum

– Liber CD vel Liber Tau vel Kabbalae

– Liber CCXX (AL vel Legis)

– Liber XXXI (Liber Legis)

Para a edição brasileira, todos os 15 Libri foram reunidos e organizados em um único volume de 336 páginas, capa dura e edição caprichada, contendo os textos originais de 1907-1911 e a tradução em paralelo.

O LIBER 333, nas palavras do próprio Crowley: “Esse livro lida com muitos assuntos em todos os planos da mais alta importância. Ele é uma publicação oficial para Bebês do Abismo, mas recomendado até mesmo para iniciantes como altamente sugestivo”

A pedidos, faremos o LIVRO DA LEI e o LIBER 333 no formato 14×21 capa dura (formato “octavo”, que vocês ja estão acostumados pois os melhores livros de ocultismo tem sido trazidos para o Brasil neste formato).

Ja temos algumas metas mas adianto que uma delas é o Liber 1, “das Buch der Null Stunde”, da Ordo Saturni.

Dê o seu 93 se você for fã do Crowley e avise seus amigos nos comentários.Tem muita meta sensacional ainda por vir!

Dia 5/fev, apoie nas primeiras 48hs!

Livros Sagrados de Thelema

93, 93/93

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-livros-sagrados-de-thelema

Maçonaria responde às críticas

Desconsiderando as críticas absurdas, aquelas baseadas em crenças idiotas, frutos da ignorância e do fanatismo, ofensivas a qualquer indivíduo de inteligência mediana e um pouco de bom senso, dediquemos um pouco de nosso tempo a responder as demais críticas, relativas ao caráter político, econômico e social da Maçonaria:

1 – A Maçonaria é direitista.

R – A Maçonaria, pelo seu caráter universalista, não assume posição política e proíbe discussões político-partidárias em suas reuniões, mas sempre incentivando seus membros a terem e defenderem suas convicções políticas, em defesa da democracia e da soberania da pátria, atributos ligados à Liberdade, a qual faz parte da tríplice divisa maçônica. Por esse motivo, encontra-se nas fileiras maçônicas filiados e líderes em vários níveis de todas as vertentes políticas.

A Maçonaria, refletindo a sociedade em que está inserida, pode possuir maioria dos membros socialista em Cuba e capitalista nos EUA. E nem por isso a Grande Loja de Cuba ou qualquer Grande Loja Estadual dos EUA tem oficialmente uma ou outra posição, pois abrigam também membros de diferentes convicções políticas, econômicas e sociais.

2 – A Maçonaria é conservadora, tendo resistência em acompanhar os avanços da sociedade.

R – A Ordem Maçônica é instituição não-dogmática, e seu funcionamento é em “regime aberto”. Isso significa que a Maçonaria não possui dogmas que restringem seus membros em quaisquer questões, podendo eles militarem contra ou a favor qualquer questão que não restrinja a liberdade de si mesmo e do próximo. Os maçons não são monges e não vivem trancafiados nas Lojas Maçônicas. Eles vivem na sociedade e apenas frequentam as reuniões maçônicas durante algumas horas por semana ou quinzenalmente. Como instituição filosófica, espiritualista e humanista, a Maçonaria defende a livre e irrestrita busca da verdade. Há maçons conservadores e liberais, e aqueles que se submetem a qualquer dogma o fazem por suas convicções pessoais, e não pela Maçonaria. Novamente, refletindo a sociedade, numa comunidade mais conservadora pode haver mais maçons conservadores, assim como o contrário.

3 – A Maçonaria é machista.

R – Essa ideia de que a Maçonaria é machista é baseada no fato de que a Maçonaria Regular só aceita homens como membros. Para entender melhor essa questão, leia o artigo sobre as mulheres na Maçonaria.

4 – A Maçonaria é inimiga declarada da Igreja Católica.

R – Apesar de uma Ordem presente no mundo inteiro, a Maçonaria não possui um poder central internacional, pois cada Grande Loja no mundo, seja composta de 03 ou de 3.000 Lojas, é independente e soberana. Não existe um “Grão-Mestre Internacional”, nem mesmo um Conselho que possa falar em nome de toda a instituição. Por esse motivo, afirmar que a Maçonaria é a favor ou contra qualquer instituição religiosa é, no mínimo, calúnia. Por outro lado, a Igreja Católica já emitiu algumas bulas papais contrárias à Maçonaria, ameaçando penalidades aos católicos que ingressassem na Ordem. O que também não impediu que vários padres buscassem a Maçonaria e se tornassem maçons ao longo da história. Algo que acontece até os dias de hoje.

5 – A Maçonaria é uma espécie de pirâmide, que favorece financeiramente seus membros.

R – Então, por que diabos eu ainda sou pobre???

Ninguém ganha dinheiro com Maçonaria, mas posso garantir que se gasta muito com livros e taxas de manutenção de nossos templos, estruturas administrativas e projetos sociais.

6 – O maçom é obrigado a favorecer o outro em nome da fraternidade.

R – Sério? Então está na hora de eu cobrar alguns favores!!!

Sendo o maçom um homem que assumiu solenemente compromisso de busca e promoção da justiça em todos os momentos de sua vida, ele está moralmente impedido de favorecer quem quer que seja, independente se irmão maçom ou irmão de sangue. Se um maçom, num momento de fraqueza ou desencaminho, solicitar a outro algum tipo de favorecimento, este último tem a obrigação fraterna de recordar o primeiro dos preceitos maçônicos. O auxílio maçônico refere-se a situações de socorro em momentos de risco ou necessidade, e abrange não somente o maçom como sua família.

7 – A Maçonaria faz pouco pela sociedade.

R – Ao contrário do que alguém possa pensar, a Maçonaria não é uma OnG de ação social, um clube de serviço ou uma sociedade com fins filantrópicos. A Ordem Maçônica é uma espécie de escola, cujo objetivo é o desenvolvimento moral, intelectual e espiritual de seus membros. É através de seus membros vivendo e agindo segundo os princípios maçônicos e em defesa de seus ideais que a Maçonaria espera colaborar para uma humanidade mais feliz. Por esse motivo, a filantropia não é seu fim, mas apenas um de seus meios. Porém, o interessante a se observar é que, mesmo não sendo a sua natureza, a Maçonaria tem desenvolvido excelentes projetos sociais em todo o mundo. A diferença é que a Maçonaria costuma ser discreta, não fazendo publicidade de seus atos em prol do próximo.

8 – A Maçonaria faz parte da Nova Ordem Mundial, movimento que tem a intenção de governar o mundo, influenciando os governos a agir conforme seus interesses.

R – Se a Maçonaria, como explicado anteriormente, não possui uma representatividade internacional, como poderia participar de um “complô mundial”? Além disso, as únicas menções sobre essa tal “Nova Ordem Mundial” só são encontradas em sites de fanatismo religioso e em teorias conspiratórias sem qualquer indício aceitável.

Conclusão

Essas são apenas algumas das várias críticas sobre a sublime instituição, muitas delas heranças de campanhas difamatórias que a Ordem sofreu em outras épocas. A única culpa que a Maçonaria carrega é a de se basear no sigilo, enquanto é da natureza do ser humano recear o desconhecido, e divagar sobre ele.

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-responde-%C3%A0s-cr%C3%ADticas

Maçons que mudaram a Maçonaria: Thomas Webb

Por Kennyo Ismail

Thomas Smith Webb (30 de outubro de 1771 – 06 de julho de 1819) foi o autor do Monitor do Maçom, um livro que teve um impacto significativo sobre o desenvolvimento da maçonaria americana, e especialmente do Rito de York. Por isso, Webb tem sido chamado de “pai do Rito de York ou Rito Americano” por seus esforços para promover os corpos maçônicos desse Rito.
Em 14 de Setembro de 1797, ele publicou o Monitor do Maçom, atualmente mais conhecido como “Monitor de Webb” e adotado por todas as Grandes Lojas dos EUA para os Graus Simbólicos. Este pequeno volume, que agora é extremamente raro, consistia em duas partes, a primeira tratava dos 03 graus simbólicos, chamados de “Azuis”. A segunda parte continha um relato dos “Graus Inefáveis da Maçonaria”, juntamente com algumas músicas maçônicas. A publicação deste trabalho foi seguida por edições ampliadas e melhoradas por Thomas Webb sucessivamente em 1802, 1805, 1808, 1816, 1818.

Thomas Smith Webb presidiu uma convenção das comissões em Boston em outubro de 1797, para a formação de um Grande Capítulo Geral de Maçons do Real Arco, e em uma reunião em Providence, em janeiro de 1799, ele apresentou, como presidente de uma comissão, uma Constituição que foi aprovada. A formação da Grande Comandaria de Cavaleiros Templários dos Estados Unidos também foi resultado de seu trabalho maçônico.

Ele também serviu como o primeiro Grande Comendador do que é hoje a Grande Comandaria dos Cavaleiros Templários, além de ter sido Grão-Mestre da Grande Loja de Rhode Island, entre 1813 e 1814.

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7ons-que-mudaram-a-ma%C3%A7onaria-thomas-webb

Iniciação no Novo Aeon: O Verdadeiro Eu contém Bem e Mal, O Certo e Avesso

Faça o que tu queres há de ser Tudo da Lei

Nota: originalmente escrito em 14 de abril de 2009

2) O verdadeiro eu contém o bem e o Mau, certo e Avesso

“Meus adeptos ficam de pé ; suas cabeças acima dos céus, seus pés abaixo dos infernos”.

– “Liber Tzaddi”, linha 40

A iniciação no Novo Aeon é “a Criança Crescendo até a Maturidade” pelo assassinato do eu-ego (eu-egóico) cuja “morte é vida por vir” para o Verdadeiro Eu. Mas qual é a natureza desse Verdadeiro Eu? Essencialmente, o Verdadeiro Eu transcende as dualidades. Especificamente, o Verdadeiro Eu transcende a dualidade moral do Bem e do Mau.

As pessoas têm uma tendência comum de imaginar seu objetivo como seu “Eu Superior”, que eles imaginam como Bem Absoluto, cuidadoso, benevolente, etc. Em suma, muitas pessoas constroem um ideal ou uma abstração de seus ideais e crenças mais elevados e acreditam ser essa a sua meta. Crowley afirma em “Magick Without Tears”: “Ele não é, deixe-me enfatizar, uma mera abstração de você mesmo; e é por isso que eu tenho insistido bastante que o termo ‘Eu Superior’ implica uma ‘Maldita heresia e uma perigosa ilusão’”. O termo “Eu Superior” é uma ilusão porque o objetivo da Iniciação no Novo Aeon é fazer com que o indivíduo identifique-se com o “Eu Total” ou “Todo-Eu”, não o “Eu Superior” (ou “Eu Inferior”). Devemos explorar e conquistar os lados “bons” e “maus” de nós mesmos: em termos da psicologia [Junguiana] moderna, não podemos negligenciar nossa própria Sombra. Como Crowley aconselha: “todo mago deve estender firmemente seu império até a profundidade do inferno” (“MIT&P”, capítulo 21). [E] como diz Nietzsche: “As grandes épocas da nossa vida são as ocasiões em que ganhamos a coragem de rebatizar nossas qualidades Malignas como nossas melhores qualidades” (Beyond Good & Evil, Aphorism 116).

Muito do imaginário de Thelema pode ser visto como “sinistro”. Exemplos incluem a “Besta” e “Babalon” do Livro das Revelações (onde eles não aparecem numa ótica favorável); a experiência da divindade como “beijos do Mau [corrompendo] o sangue (…) como um ácido come em aço, como um câncer que corrompe completamente o corpo” (“Liber LXV” I: 13, 16) e “veneno” (“Liber LXV” III: 39 IV: 24-25 V: 52-53, 55-56); o “oculto” dentro de si mesmo em que “todas as coisas são teu próprio Eu” (Liber Aleph, “De Libidine Secreta”) é chamado Inferno ou Satanás (que é identificado com o Sol em Liber Samekh”); etc. Estes [exemplos] poderiam todos ser considerados como tentativas de trazer a psique do indivíduo à aceitação de ambos os aspectos retos e avessos da existência. Poder-se-ia até dizer que é o lado “mais sombrio” do eu que surge por causa de sua negligência nos sistemas do Velho Aeon que se concentram no Bem, Virtude, Graça, etc. e excluem seus opostos. No Novo Aeon afirmamos que o Verdadeiro Eu contém (e portanto transcende) tanto o Bem como o Mau. “Menos que Tudo não pode satisfazer o Homem” (William Blake, “não há nenhuma religião natural”).

Esta idéia do Verdadeiro Eu como contendo tanto o Céu como o Inferno, o Bem e o Mau, certo e Avesso, é capturada sucintamente em “Liber Tzaddi”, linhas 33-42:

“Eu vos revelo um grande mistério. Vocês estão entre o abismo da altura e o abismo da profundidade. Em qualquer um deles vos espera um companheiro; e esse companheiro é Você Mesmo. Você não pode ter outro Companheiro. Muitos se levantaram, sendo sábios. Eles disseram: ‘Buscai a imagem brilhante no lugar sempre dourado e uni-vos a Ela’. Muitos se levantaram, sendo tolos. Eles disseram: ‘Abaixem-se ao mundo sombriamente esplêndido, e se casem com aquela Criatura Cega do Limo’. Eu, que estou além da Sabedoria e da Tolice, me levanto e vos digo: alcançai ambos os casamentos! Unam-se com ambos! Cuidado, cuidado, eu te digo, para que não busques o um e perdeis o outro! Meus adeptos ficam de pé; sua cabeça acima dos céus, seus pés abaixo dos infernos (…) Assim o equilíbrio se torna perfeito”.

Como mencionado na última seção, o Verdadeiro Eu transcende a dualidade da Vida e da Morte. Nesta seção vemos que o Verdadeiro Eu transcende a dualidade de Certo e Avesso, Bem e Mau. O Verdadeiro Eu está mesmo “além da Sabedoria e da Tolice”. Devemos [nos] unir com ambos o Certo, “a imagem cintilante no lugar sempre dourado”, e com o Avesso, “aquela Criatura Cega do Limo.” Somente assim o homem pode vir a conhecer seu verdadeiro Eu: caso contrário, o indivíduo terá uma perspectiva unilateral do eu. Deve-se lembrar que é apenas por causa de suas raízes profundas no chão escuro que uma árvore é capaz de produzir frutos. Como observou o psicólogo Abraham Maslow: “A natureza superior do homem repousa sobre a natureza inferior do homem, precisando dela como fundação e desmoronando sem essa fundação” (Toward a Psychology of Being, 1968).

O método de Iniciação no Novo Aeon é, portanto, um de União de Opostos e Equilíbrio. O equilíbrio não é o da moderação, o Caminho do Meio do Buda (ou a Doutrina da Média de Aristóteles), onde procuramos evitar os extremos e permanecer no centro. O equilíbrio da Iniciação do Novo Aeon é entendido como o equilíbrio alcançado pelo exagero de ambos os extremos de qualquer dualidade. “Vá-te aos lugares mais remotos e subjuga todas as coisas” (“Liber LXV” I: 45). Não tomamos a Certo (“luz branca”) ou avesso (“satânico”) da dualidade Certo/Avesso e miramos apenas para isso; miramos tanto os céus como os infernos. Pode-se dizer, simbolicamente, que o Velho Aeon é como um poste ou uma árvore, onde a seção Certo é reta e estreita, evitando extremos. O Novo Aeon é, então, como um grande edifício ou uma pirâmide onde a base é expandida horizontalmente. Isto mostra simbolicamente que, exagerando os extremos (expandindo a base horizontalmente nessa metáfora), ampliamos nossas fundações, o que nos permite assim suportar melhor os “ventos” da experiência. Como está no Livro da Lei: “A Sabedoria diz: sede forte! Então poderás ter mais alegria. Não seja animal; refina o teu arrebatamento! (…) Mas exceda! Exceda! Esforce-se cada vez mais! “(II: 70-72). William Blake também declarou enigmaticamente: “O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria.”

Novamente, podemos olhar para Hórus (com o Núcleo Infinitamente Contraído em Chama como Seu Coração e o Espaço Infinitamente Expansível como Seu Corpo) como um símbolo Daquilo que transcende as dualidades do Bem e do Mau, do Certo e do Avesso. Ao nos unir tanto com a “imagem cintilante” como com a “Criatura Cega do Limo”, podemos nos conhecer como o Todo que contém, mas transcende ambos: “Posto que duas coisas são feitas e uma terceira coisa é iniciada (…) Hórus pula três vezes armado do ventre de sua mãe” (“Liber A’ash”, linha 8). Como diz Hórus em Visão e a voz: “Eu sou a luz, e eu sou a noite, e eu sou aquilo que está além deles. Eu sou o discurso, e eu sou o silêncio, e eu sou aquilo que está além deles. Eu sou a vida, e eu sou a morte, e eu sou aquilo que está além deles”. Poderíamos acrescentar: “Eu sou bom, e eu sou o Mau, e eu sou aquilo que está além deles”. Hórus, o Sol, é um símbolo Daquilo que contém e transcende as dualidades, uma imagem dos nossos Verdadeiros Eus, idênticos em essência, porém diversos em expressão para cada indivíduo; outros símbolos cognatos incluem o ponto no círculo (o glifo Solar); a Rosa-Cruz; sêmen e fluido menstrual combinados (dois fluidos vivos e generativos combinados em um terceiro que “é uma substância e não duas, não viva e não morta, nem líquida nem sólida, nem quente nem fria, nem macho nem fêmea”- MIT&P, capítulo 20); o Coração circulado pela Serpente “Este meu coração está circundado com a serpente que devora suas próprias espirais” (ver Liber LXV); a cruz no círculo; o círculo ao quadrado (Liber AL II: 47); o Sol e a Lua unidos (chamados “a Marca da Besta” em “Liber Reguli” e “o sigilo secreto da Besta” no 1º Aethyr de Visão e a Voz); o Leão e a Águia; a palavra ABRAHADABRA; e infinitos outros. Em um determinado ritual onde o indivíduo se identifica com Hórus (“Liber XLIV: A Missa da Fênix”), proclamamos nossa transcendência da dualidade moral: “Não há graça: não há culpa:/Esta é a Lei: FAÇA O QUE TU QUERES!”

“Pois a Perfeição não reside nos Pináculos, nem nos Fundamentos, mas na Harmonia ordenada de um com todos”.

– “Liber Causae”, linha 32

Amor é a lei, amor sob vontade.

Link Original: https://iao131.com/2010/08/09/new-aeon-initiation-the-true-self-contains-good-and-evil-upright-and-averse/

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/inicia%C3%A7%C3%A3o-no-novo-aeon-o-verdadeiro-eu-cont%C3%A9m-bem-e-mal-o-certo-e-avesso

Assim Florescerão tuas Rosas

Texto do Mestre Huiracocha

Busca o Essencial.

Sabes tu, o que é o Essencial, Irmão querido?

Escuta: Todos os seres da Natureza, tudo quanto vês e não vês, todas as formas cristalizadas e mesmo aquelas que tua pobre retina não consegue espelhar, têm um ponto essencial, uma substância íntima, um espírito alado, inconsúteis pelos quais vivem e se desenvolvem.

Tudo o mais é secundário, acessório, mas não inútil.

A inutilidade não existe dentro da grande Obra do Universo.

Esses acessórios são meios, veículos, portadores, se assim se pode dizer, do Essencial.

O médio é mortal. Pertence à terra. O Essencial é eterno: pertence ao céu de nosso espírito.

Busca, pois, em tudo o Essencial.

Então, para buscá-lo, aprende estas sete regras e práticas. Tua Cruz far-se-á mais leve e tua Rosa emprestar-lhe-á seu sagrado perfume. Ouve:

1º – Põe em todos os teus atos uma finalidade e um alvo em todas as tuas coisas. Que elas sejam o desejo de descobrir o Essencial. Põe nisso toda a tua atenção e toma por armas o útil, e nobre, o bem e o belo. Desdenha todos os obstáculos que se interponham entre ti e tua busca.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

2º – Sê alegre. Que a satisfação e a alegria brotem sempre de tua alma, até mesmo pelas menores impressões recebidas. Que as coisas mais insignificantes te encham de íntimo prazer. Tua essência é divina, pois Deus está em tudo que existe. É preciso, pois, perceber o Essencial mesmo no mais diminuto organismo.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

3º – Aprende a respeitar a opinião sincera dos outros. Se os sente em erro, faze-lhes ver com doçura, sensatez e respeito a tua opinião autorizada, sem os magoar. O Essencial, o Divino fala também pelos demais homens, e, em breve, evoluindo, chegar-se-á à Verdade.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

4º – Sai diariamente ao ar livre e admira a Natureza. Alegra-te e regozija-te com o Sol, o Céu, o Ambiente , as Flores, como humílimo verme que se arrasta pela terra. Observa que a Divindade existe em tudo e que a tudo dá o alento, o Essencial.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

5º – Sê fiel aos teus amigos e assim terás amizades fiéis por isso, que no meio deles tu estarás. Embora sejas uma Entidade separada e isolada, sente sempre que não és mais que uma extensão do Divino. Medita nesse fato, compreende-o, ajusta teu comportamento a essa idéia e busca nela o Essencial.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

6º – Relaciona-te com todos. Deves dar preferência, porém, àqueles que saibam mais que ti, para aproveitares a substância do que aprenderam. Assim, conhecê-los-ás e ama-los-ás. Tua observação te fará ver que são tal qual és. O Essencial, o Divino é o que sabem e é isso que deves buscar neles porque ainda não o tens.

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

7º – Concentra-te todos os dias. Verifica se detiveste a tua atenção em coisas acessórias, secundárias. Faze sempre um exame de consciência e responde à tua própria indagação. Se não te foi possível estares atento ao Essencial, trata de corrigir-te e busca, diariamente, essa essência divina que palpita em tudo o que existe. Assim progredirás, serás feliz e…

Assim florescerão as Rosas sobre a tua Cruz.

(Agradecimento ao Ir. Basílides, por ter digitado este texto).

#Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/assim-florescer%C3%A3o-tuas-rosas

Magia Sexual – Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo

Bate-Papo Mayhem #025 – Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual.

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/z2ZTahJFCiM

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-sexual-com-virginia-gaia-e-pedro-pietroluongo