Mapa Astral de Gustav Klimt

O Mapa de Klimt possui Sol e Mercúrio em Câncer; Lua em Peixes-Aquário (Rei de Taças); Vênus e Urano em Gêmeos; Marte e Netuno em Áries; Júpiter e Saturno em conjunção em Virgem. Não temos o Ascendente por não conseguir localizar seu horário de nascimento.

O Mapa indica alguém que trabalha com facilidade com o emocional, ao mesmo tempo extremamente metódico e regrado (júpiter e saturno em conjunção no signo de Virgem). Os aspectos de originalidade e muito de sua maneira de pensar refletem as características de Rei de Taças.

“Em 1883, com a inauguração do novo edifício da Universidade de Viena, encomendou-se a Gustav Klimt uma série de painéis que descrevessem o triunfo da luz sobre as trevas. Os afrescos deveriam ser alusivos às quatro faculdades: Teologia, Filosofia, Medicina e Jurisprudência. O primeiro painel, representando a Filosofia, foi de certa forma um choque. Em vez da descrição da Escola de Atenas, Platão ou Aristóteles, Klimt, influenciado por Schopenhauer, representa o mundo como Vontade, em que os seres vagueiam“.

Outros exemplos de sua metodologia que ao mesmo tempo em que era composta de traços precisos e extrema beleza e elegância, causavam problemas por chocarem conceitos estabelecidos.
“A arte de Klimt não pretendia representar o papel racional e otimista da ciência universitária. Membros da faculdade colocaram-se contra os seus esquissos. A princípio, o ministro von Hartel ignorou a reação – protestos dos professores e ataques da imprensa conservadora – porém, a apresentação do projeto de Klimt para o segundo quadro (A Medicina) na “10ª Exposição da Secessão” (1901) reavivou a discussão. A ciência médica não estava ali representada segundo a corporação dos médicos. Nesta fase, Klimt revela a relação existente entre a cultura patriarcal e o elemento feminino, expõe a sua concepção do mundo como “…um protesto, uma contradição do passado, mas também como um projecto do futuro, de uma nova cultura feminina.”. Juntamente com a corporação dos médicos, os meios estéticos dirigiam aos quadros de Klimt maldosas críticas contra a representação do nu, chegando a provocar o confisco de um número do Ver Sacrum, onde um projeto de A Medicina tinha sido publicado. O Ministério Público não viu razão para perseguir judicialmente a representação do nu, mas a reação pública com a exposição de A Medicina incomodou o “conselho imperial”, que pretendia utilizar a arte como estratégia política”.

#Astrologia #Biografias

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As Ervas na Umbanda – Adriano Camargo Erveiro

Bate-Papo Mayhem 176 – gravado dia 20/05/2021 (Quinta) Com Adriano Camargo Erveiro – As Ervas na Umbanda

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Umbanda #UmbandaSagrada

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A Meditação do Cigarro

Um homem veio a mim. Ele sofria do vício de fumar há trinta anos; ele estava doente e os médicos disseram: “Você nunca ficará bom se não parar de fumar.” Ele era um fumante crônico e não conseguia parar. Mas ele tentou, tentou arduamente e sofreu muito tentando. Conseguia por um ou dois dias, mas então a necessidade de fumar vinha tão forte que simplesmente o vencia. Novamente ele caía no mesmo esquema.

Por causa disso, ele perdeu toda a autoconfiança; sabia que não podia fazer nem essa pequena coisa: parar de fumar. Ele se desvalorizou diante de si mesmo; considerava-se a pessoa mais sem valor do mundo. Não tinha mais respeito por si mesmo. E assim, ele veio a mim.

Ele disse: “O que posso fazer? Como posso parar de fumar?” Eu lhe disse: “Você tem que entender. Agora, fumar não é apenas uma questão de decisão. É algo que já entrou no seu mundo de hábitos; já se enraizou. Trinta anos é um longo tempo. Esse hábito tem raízes no seu corpo, na sua química, espalhou-se em você. Não é mais apenas uma questão de decidir com a cabeça; sua cabeça não pode fazer nada. Ela é impotente; pode começar coisas, mas não pode pará-las facilmente. Uma vez que você começou e praticou por tanto tempo, você é um grande iogue – trinta anos de prática em fumar! Já se tornou automático; você tem que desautomatizar isso.” Ele perguntou: “O que você quer dizer por desautomatizar?”

É nisto que consiste toda a meditação: na desautomatização.

Eu lhe disse: “Faça uma coisa: esqueça tudo sobre parar de fumar. Não há necessidade. Por trinta anos você fumou e viveu; é claro que foi um sofrimento, mas você se acostumou a ele também. E o que importa se você morrer algumas horas antes do que morreria sem fumar? O que você vai fazer aqui? O que você fez? Então, qual a importância em morrer na segunda, na terça ou no domingo, neste ou naquele ano – que importa?”

Ele disse: “Sim, isso é verdade; não importa”.

Então eu disse: “Esqueça tudo sobre parar de fumar; não vamos parar absolutamente. Ou melhor, vamos compreender isso. Assim, da próxima vez, faça do fumar uma meditação”.

Ele disse: “Do fumar uma meditação?” Eu disse: “Sim. Se as pessoas zen podem fazer do beber chá uma meditação, uma cerimônia, por que não com o cigarro? Fumar também pode ser uma bela meditação”.

Ele ficou impressionado e disse: “O que você está dizendo? Meditação? Conte-me – nem posso esperar!”

Então dei a meditação para ele: “Faça uma coisa. Quando pegar o maço de cigarros do seu bolso, pegue-o bem lentamente. Curta, não há pressa. Fique consciente, alerta, atento; pegue lentamente com atenção total. Então, tire um cigarro do maço com toda a atenção, lentamente, não da velha maneira apressada, inconsciente, mecânica. Depois, comece a bater o cigarro no maço, atentamente. Escute o som, como fazem as pessoas zen quando o samovar começa a cantar e o chá começa a ferver… e o aroma… Então cheire o cigarro e sinta sua beleza…”

O homem disse: “O que você está dizendo? A beleza?”

“Sim, ele é belo. O tabaco é tão divino quanto qualquer outra coisa. Cheire-o; é o cheiro de Deus”.

O homem ficou um pouco surpreso: “O que! Você está brincando?”

“Não, não estou brincando. Mesmo quando brinco, não brinco. Sou muito sério.”

Então, ponha o cigarro na boca, com toda a atenção, e acenda-o. Curta cada ato, cada pequeno ato e divida-o em muitos pequenos atos para que você possa tornar-se o mais alerta possível.

Dê a primeira tragada: Deus em forma de fumaça. Os hindus dizem, “Annam Brahm” – “Comida é Deus”. Por que não a fumaça? Tudo é Deus. Encha profundamente seus pulmões – isto é pranayam. Estou lhe dando uma nova ioga para um novo tempo! Depois, solte a fumaça, relaxe; dê outra tragada – e faça tudo bem devagar…

Se você puder fazer isso. ficará surpreso; logo verá toda a estupidez disso. Não porque os outros estão lhe dizendo que é estúpido, que é ruim. Você o verá; e não apenas intelectualmente, mas a partir de seu ser total; será uma visão da sua totalidade. E então, um dia, se o vício desaparecer, desapareceu; se continuar, continuou. Você não tem que se preocupar com isso.”

Depois de três meses, o homem voltou e disse: “Ele desapareceu!”

“Agora, eu disse, tente isso com outras coisas também”.

Este é o segredo, o segredo: desautomatizar. Andando, ande devagar, atentamente. Olhando, olhe cuidadosamente e você verá que as árvores estão mais verdes do que nunca e as rosas estão mais rosas do que nunca. Escute! Alguém está falando, sussurrando: ouça atentamente. Quando você falar, fale atentamente. Deixe que toda a sua atividade de despertar torne-se desautomatizada.

Por Osho, que apesar de ter umas sacadas geniais, era um sujeito pra lá de problemático.

Aconselho assistir ao documentário Wild Wild Country na Netflix para saber mais dos perigos de se misturar religião com política, seja qual for a religião.

#meditação #Osho

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A Ordem Astrum Argentum – Com Alan Willms

Bate-Papo Mayhem 193 – Com Alan Willms – A Ordem Astrum Argentum

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/DXN_41s28Z8

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

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A Carbonária Portuguesa

A partir de 1890, com o Ultimatum, a revolta alia os portugueses sedentos de mudança. Segundo Luz de Almeida, fundador da Carbonária Portuguesa, “Estavam ainda longe as sociedades secretas, e os estudantes, nessa altura, não pensavam em tal assunto”. Esta frase define uma situação do conhecimento que exige ser corrigida, não só por ter havido estudantes maçons desde pelo menos os últimos trinta anos do século XVIII, na Universidade Reformada, como por a nossa investigação sobre a obra e percurso de alguns desses estudantes, os naturalistas, ter detectado a presença de sinais de reconhecimento nos seus textos que pertencem a organizações da Maçonaria Florestal.

Ainda estudante, Luz de Almeida ligou-se em 1896 aos grupos de jovens que militavam em favor da República, conhecidos pelo nome profano de Junta Revolucionária Académica. Esta Junta era a Maçonaria Académica, que ele refere como “Maç’.’ Académica”: os três pontos em forma de V, ao contrário dos da Maçonaria da Pedra.’., identificavam os carbonários. Compunham a Maçonaria Académica alunos da Escola Politécnica e dos liceus. Estes jovens agitavam o meio lisboeta em favor da República e estavam ligados a associações secretas de populares, intelectuais e militares. Contando com largo apoio popular, as choças e barracas proliferavam pelo país, mostrando nos nomes a orientação revolucionária que as dinamizava: República, Termidor, Marselhesa, Mocidade Operária, Companheiros da Independência, etc..

Da Maçonaria Académica irrompe a Carbonária Portuguesa, cujas principais figuras, ligadas à implantação da República, foram Luz de Almeida, Grão-Mestre, António Maria da Silva, representante da Venda Jovem Portugal (corpo legislativo) e Machado Santos, representante da Alta Venda (poder executivo).

Adstritas à Carbonária Portuguesa havia outras, entre elas a Loja Obreiros do Futuro, liderada por Heliodoro Salgado. Numerosos activistas encorajavam os grupos clandestinos de iniciação que forçaram o surgimento do movimento revolucionário, anti-clerical e não apenas anti-monárquico.

Desde a criação até ao fim, a Carbonária Portuguesa teve oito altas vendas, sempre com Luz de Almeida como Grão-Mestre. De todas a mais importante foi a Sexta, pois foram os seus elementos que participaram decisivamente no 5 de Outubro de 1910, na ausência de Luz de Almeida, então exilado em França.

Fonte: Venda das Raparigas

#Carbonária

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Mapa Astral de Claude Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês. A música inovadora de Debussy agiu como um fenômeno catalisador de diversos movimentos musicais em outros países. Na França, só se aponta Ravel como influenciado, mas só na juventude, não sendo propriamente discípulo. Influenciados foram também Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros. Do Prélude à l’après-midi d’un Faune (“Prelúdio ao entardecer de um Fauno”), com que, para Pierre Boulez, começou a Música moderna, até Jeux (“Jogos”), toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo.

Mapa Astral

O Mapa de Debussy possui Sol, Mercúrio e Ascendente em Leão-Virgem (Rei de Ouros); Lua em Câncer; Vênus em Câncer-Leão (Cavaleiro de Bastões); Marte em Áries; Júpiter em Virgem-Libra (Rainha de Espadas) e Saturno em Virgem. Seu Planeta mais forte é o Sol.

Muito de sua obra Impressionista reflete a influência forte do contraste de sua Lua canceriana com Saturno virginiano (sextil de 1,22 graus), chegando a um equilíbrio entre o emocional e o ritmo metódico. Este contraste harmônico ainda é ampliado pela relação entre Vênus em Câncer-Leão e Júpiter em Virgem-Libra, formando um sextil fortíssimo de 1,13 graus.

A Enciclopédia de Colúmbia descreve o impressionismo como: “Origina-se na França, caracterizada por sugestão e atmosfera, abstêm-se dos excessos emocionais da era Romântica. Compositores impressionistas preferiam composições com formas curtas como o nocturne, arabesque, e o prelúdio. Talvez a inovação mais notável usada pelos compositores impressionistas foram: o uso da escala de acordes de 7ª maior e a extensão de estruturas nos acordes com intervalos de 3ª à harmonias de cinco e seis partes. Um estilo musical, distinto e marcante, do período da música impressionista foi o efeito de planar sobre uma frase melódica. Claude Debussy, especialmente, foi mestre deste efeito”.

#Astrologia #Biografias

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Z-Nation e a Kabbalah

z-nation-kabbalah

Um dos melhores seriados de Zumbis na atualidade, Z-Nation segue passo a passo a cartilha da Jornada do Herói. Tentarei ser bastante sucinto para não dar nenhum spoiler e vocês mesmos poderão fazer as comparações dos Personagens com as Sephiroth conforme forem avançando nos episódios.

MALKUTH é o mundo ordinário, que, no caso, é o Apocalipse Zumbi. As pessoas vivem suas vidas tentando sobreviver ao dia seguinte. Nesse ambiente inóspito e problemático, surge Alvin Murphy como TIFERET, o herói e provável salvador da humanidade (não explicarei por quê). Assim como Neo, em Matrix, é conduzido por Morpheus, The Murphy, o “Salvador da Humanidade” é conduzido e guiado em sua jornada por YESOD, na figura de Roberta Warren, que traz consigo as características de “mãe” da turma e ao mesmo tempo das deusas caçadoras como Ártemis e Diana (ela é uma das militares do grupo). 10K é o “aprendiz”, em HOD, o mais jovem, ágil e mais preocupado com a matemática (especialmente a contagem dos mortos) e assuntos de engenharia e balística do grupo; seu principal amigo e tutor é o Doc, que além de ser o mais velho e o psicólogo da turma, também atua como o pajé e curador do grupo, representando a Esfera de CHESED. O guerreiro “porrada” que representa GEBURAH é o agente do DEA Javier Vasquez, que forma um par não-declarado com Roberta. A “Musa” representando a beleza de NETZACH na equipe é Addy, que mesmo gata, é extremamente perigosa.

A “Jornada” dos heróis começa em Nova York e (até agora) tenta chegar na Califórnia, passando por diversos obstáculos, inimigos e situações. Seu Anjo Guardião, que ao mesmo tempo em que possui todas as informações (HOCHMA), também é o restritor (BINAH) pois o time segue suas orientações e ele limita o caminho a ser percorrido é o Cidadão Z, que, por estar fisicamente afastado, atua atrás do Abismo.

O Objetivo? Salvação da humanidade… Z-Nation acaba de confirmar a terceira temporada, então ainda há muito o que acontecer… aguardemos os próximos capítulos.

Se você gostou do post mas não entendeu o que é a Jornada do herói ou a Kabbalah, recomendamos fazer o Curso em EAD de Kabbalah Hermética.

#Arte #Kabbalah

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A Vida exige Leveza

“De quanto menos eu preciso mais livre sou. A liberdade traz consigo a leveza do espírito”, me disse um velho e sábio xamã do Povo Nativo do Caminho Vermelho sentado ao redor de uma fogueira em uma noite às vésperas do Pothlach. Canção Estrelada, como passou a ser conhecido depois que descobriu seu dom de iluminar o caminho das pessoas do seu clã através da palavra, cantada ou não, como uma lanterna de proa que mostra as ondas que estão por vir, explicava com paciência, para mim, a cerimônia do dia seguinte, onde cada um doaria objeto que lhe fosse precioso.

O despego a bens materiais é um bom exercício para ajudar na renovação de ideias e conceitos que, às vezes, por estarem obsoletos, nos atrapalham na jornada. O simbolismo do ritual consiste em que cada um veja e entenda a necessidade de se renovar emocional, intelectual e espiritualmente. Ao abrir mão de algo de que somos apegados, aprendemos a transformar sentimentos e pensamentos que, por guardarmos inutilmente, se tornam pesados e atrapalham a caminhada. Entendemos que tudo pode ser diferente. A vida exige leveza.

Para seguir adiante na infinita e fantástica estrada da vida temos que entender o seu fluxo para nunca o interromper. Ou nos tornaremos amargos ao perceber os demais seguindo viagem enquanto nos aprisionamos no emaranhado de importantes desnecessidades.

“Oferecer um objeto que não seja de fato valioso é manchar a própria dignidade, fraudar o ritual e a vida. É como fingir um sentimento. Pode-se enganar a um irmão, mas jamais enganamos o Universo, que em resposta nos nega permissão para prosseguir adiante até que o erro seja desfeito. Viver é aprender, transformar, compartilhar e seguir. Dividir o que se tem de melhor é a única forma de se preparar para as novas riquezas que a vida tem a te ofertar”.

Provocar a si próprio para se desfazer de um objeto que lhe seja caro é preparar a transformação do olhar. Alinhar os desejos primários do ego com as necessidades sutis da alma exigem desapego e coragem; sabedoria e amor. É pura luz.

“Nosso verdadeiro tesouro é apenas aquilo que dividimos. Não se pode dar o que não se tem e o anseio em acumular demostra apenas o medo em relação a eterna generosidade e capacidade de amor incondicional do Grande Mistério. Fazemos o nosso melhor e entregamos o amanhã em Suas mãos, assim como não nos preocupamos se o sol vai raiar no dia seguinte”, explicou o sábio ancião enquanto tragava o bom cachimbo com fornilho de pedra.

Talvez por perceber meu olhar perdido nas labaredas do fogo que crepitava e aquecia a noite, Canção Estrelada continuou com sua fala mansa a explicar que o Pothlatch também traz a lição de que a única coisa que nós verdadeiramente possuímos é o amor. “É fundamental para encerrar a lição da cerimônia que o objeto seja oferecido com generosidade. Você dá amor ou não estará oferecendo nada que de fato seja seu. Todos os bens materiais apenas estão emprestados pelo Grande Espírito para serem usados como ferramentas de evolução de todos os povos. Já estavam aqui e ficarão aqui, ao cuidado de outros irmãos, quando partirmos com o vento para cavalgar com nossos ancestrais. Apenas o amor que você compartilha poderá ser levado em sua sacola sagrada. Todo o resto é secundário”.

Sacola sagrada? Nunca tinha ouvido a expressão. “A sacola sagrada que carrega no peito e rufa como um tambor”, explicou Canção Estrelada e após uma pequena pausa, concluiu. “É o seu coração”.

“Não que a ajuda material seja irrelevante, ao contrário, ela é importante”, continuou o ancião, “pois quem tem frio anseia por um cobertor. Mas qualquer irmão da Terra que esteja acossado pelo vento gelado do abandono carece, ainda mais, ser agasalhado pelo divino manto do abraço amoroso de outro irmão. A compaixão espiritual é infinitamente mais profunda e valiosa do que a material”.

“Só assim conseguiremos Caminhar em Beleza”, encerrou o velho sábio enquanto observávamos a noite lentamente virar dia.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/19/a-vida-exige-leveza/

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Crônicas de Carneiros e Ratos

Magia+do+Caos

Aqui está o PDF e aqui está a versão impressa!

O nome de cada povo no livro corresponde aos 12 signos da astrologia chinesa. Porém, este é apenas um pano de fundo da história. Eu me aprofundo mais em debates a respeito do papel do destino e do livre-arbítrio, assim como dilemas éticos.

Aqui vai a sinopse:

“O povo dos carneiros e dos ratos estão em guerra. Os ratos acreditam ser os escolhidos para matar em nome de Deus e causar o fim do mundo. Os carneiros desejam evitar que isso aconteça. A religião de cada povo possui uma profecia a respeito de como será o fim dos tempos. O Guardião da Ratoeira será aquele que morrerá pela salvação do mundo.

Wara vive numa pequena cidade do interior sem nome, conhecida por ‘Esquecida’. Os sacerdotes declaram, através da interpretação de seu mapa astral, que ele poderá ser um dos últimos sobreviventes no fim do mundo, conforme a profecia. O exército é enviado para retirar os habitantes da cidade, e talvez eliminar alguns deles. Kalaros, o melhor amigo de Wara, se recusa a sair e é capturado. Nas décadas seguintes, enquanto estuda numa universidade de magia, Wara se pergunta onde estará seu amigo Kalaros. Ele acredita que ele pode ter sobrevivido”.

Embora o livro seja grande (500 páginas) convido-os a ler ao menos o primeiro capítulo para sentir a atmosfera. Minha intenção foi realizar diversos debates sobre magia, religião e filosofia de forma divertida. Espero que gostem!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cr%C3%B4nicas-de-carneiros-e-ratos