A cultura Draco-Luciferiana

Na busca pelo autoaperfeiçoamento, pelo autoconhecimento e pela liberdade psicomental, o iniciado em si mesmo educa sua vontade, exercita o livre-pensar, a psiconáutica e desenvolve a criação visionária. Dentro do contexto filosófico oculto, do gnosticismo ofita esquerdo e do draconismo, o indivíduo procura englobar em sua bagagem cultural as ciências arcanas e “malditas” e os quatro grandes pilares do conhecimento humano, a saber: ciência, religião, filosofia e arte em seus aspectos mais ocultos, criativos e práticos para a experiência da consciência individual.

Mas todo esse conhecimento adquirido deve ser profundamente compreendido e internalizado para que se torne sabedoria. É importante “filtrar” com discernimento a cultura, o conhecimento, as informações que se adquire, pois todo e qualquer conhecimento internalizado pode se converter em néctar ou veneno. O néctar proporciona clareza de pensamento, organização intelectual e consciência iluminada (ou luciférica); o veneno se espalha na constituição humana, dispersando e confundindo todo o conhecimento não compreendido e não assimilado, distorcendo a realidade, distorcendo o entendimento e podendo causar algum nível de distúrbio psicomental.

Assim, a cultura pessoal de cada indivíduo autoconsciente, de cada filósofo livre, de cada luciferiano e de cada draconiano, deveria ser relativamente ampla e abrangente, dentro do possível. Porém, não é o que ocorre com relação à grande maioria das pessoas, geralmente (muito) comuns e correntes. Há pessoas, ou grupos, com matéria mental ainda muito crua e rudimentar, mesmo na atualidade com tantas tecnologias e informações acessíveis a muitos. Por outro lado, há também aqueles de inteligência mediana muito específica, condicionada, um tipo bastante comum de “inteligência de ofício”, útil somente para a atividade profissional estritamente mundana e corriqueira, o que é diferente da inteligência (de “ofídio”) mais expandida daqueles que se interessam por conhecimentos além do comum e corrente, além da prosaica vida mundana cotidiana, limitada, insossa e sem maiores expansões psicomentais.

A inteligência expandida encontra o meio de se manifestar somente no influxo psicomental de indivíduos abertos, receptivos, conectados aos planos “invisíveis” (pode-se ver a mente?) de luz e trevas (a essência de toda manifestação), demonstrando uma avançada compreensão interior devido ao seu próprio grau evolutivo individual. Pessoas tais possuem inquietudes e vontade pelo saber, capacidade de descobrir as coisas por si mesmas e sede de conhecimentos. Essa arte de descobrir, de adquirir conhecimento e experiência, de solucionar problemas por meio da inteligência, etc., é o que se chama de heurística, seja na ciência, na religião, na filosofia ou na arte, os quatro grandes pilares do conhecimento que devem formar um todo na mente e na vida do indivíduo consciente, do gnóstico ofita (ou draco-luciferiano).

Heuristicamente, o pilar da ciência, ou gnosis (conhecimento), representa o fundamento intelectual com a experiência direta das causas e efeitos das coisas, vivenciando as próprias verdades. O método científico é aplicado pelo inciado draconiano em suas próprias experiências, observando, analisando, experimentando e comprovando suas próprias teorias e hipóteses sobre questões ocultistas, expansão da mente, psiconáutica, etc. Isso o leva ao autoconhecimento, à verdadeira gnose pessoal, para além do mero cientificismo “desumano”, mecanoide e meramente materialista. A ciência é a mente elevada autoconsciente (a “com-ciência”), o pensamento livre e esclarecido e o discernimento racional para a aquisição experiência gratificante da mente, das emoções e do corpo, para aquisição de cultura superior e de conhecimento científico útil e prático para o próprio desenvolvimento do indivíduo.

O pilar da religião, ou melhor da autodeificação, representa a experiência direta da emoção superior consciente, algo apenas vivenciado no interior de cada um. É a união da Individualidade (Lúcifer, Logos Luciférico, Daimon) com as forças da natureza e do universo. A religião do verdadeiro agape é o verdadeiro amor devocional por si mesmo enquanto entidade evolutiva autoconsciente, e não tem nada a ver com as inúmeras religiões venenosas, dogmáticas e coercivas instituídas pelo mundo afora. Trata-se de uma experiência supranormal e extremamente marcante vivida e provada para si próprio e para mais ninguém. A religião do verdadeiro agape certamente não é a religião do fanatismo das massas; não é a religião fundamentalista que cultua as guerras, a dor, o sofrimento, a tristeza e dissemina a confusão mental; não é a religião da enfermidade psicomental, da estagnação e da acídia, ou seja, da preguiça e desolação do espírito (supra) humano e da inteligência. A religião do agape é a viagem do indivíduo em seu próprio interior, um mergulho em suas próprias emoções primitivas (e psicomentais) que jazem no próprio abismo (Daath, “Conhecimento”) microcósmico, seja por meio da ritualística ou por meio da psiconáutica neuroquímica controlada, ou seja lá o que for.

O pilar da filosofia, ou sophia (sabedoria), é a busca da verdade individual que só tem fundamento e valor para o próprio buscador; é a busca pela realização do ideal fundamental latente no indivíduo. Ao contrário de muitos filósofos que parecem estéreis, aprisionados em seus labirintos intelectuais, o filósofo oculto pragmático emprega meios tais como sistemas metafísicos, ritualística, meditação, projeção da consciência, psiconáutica, entre outros, para a experiência da Individualidade, para a aquisição de sabedoria acerca de si e do universo, na medida em que isso seja possível. Teoricamente, a filosofia é o sistema que estuda a natureza de todas as coisas e suas relações. Na filosofia oculta e no gnosticismo ofita, sophia conduz à paz ataráxica, impertubável, do espírito, ao bem-estar, à alegria, à satisfação e ao prazer.

O pilar da arte, ou thelema (vontade) é o fundamento das ideias intuitivas, da vontade criadora e realizadora. A arte só pode expressar a criatividade se houver verdadeira vontade, impulso e ousadia, livre de limitações impostas e oriundas das repressões sociorreligiosas. Arte é a capacidade de realizar a obra sobre si mesmo, de aperfeiçoá-la com vontade forte. Na filosofia oculta e no draconismo, arte é o conjunto de conhecimentos, capacidades e talento para concretizar ideias, sentimentos e visões de maneira estética e “viva” por meio de imagens (pintura, escultura), sons (música) e palavras (literatura). A verdadeira arte realizada através de thelema (vontade) está muito longe da pseudoarte grosseira, antiestética, de mau gosto e desonesta que “artistas” estereotipados e pedantes produzem sem nenhuma inspiração autêntica. A verdadeira arte se realiza sob vontade para manifestar porções do próprio Ser (a Individualidade luciférica).

Assim, no draconismo (ou gnosticismo ofita, ou luciferianismo, como se queira definir) os quatro pilares do conhecimento, como demonstrados aqui, sustentam o indivíduo e o conduzem ao autoaprimoramento, ao autoconhecimento e à evolução contínua…
Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo, Mão Esquerda e é estudioso de simbologia e mitologia comparadas. Possui diversos livros publicados e escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o Jornal Madras, para o site Morte Súbita, para o Zine Lucifer Luciferax e para blogs pertinentes. Contatos com autor pelo site: http://adrianocamargomonteiro.blogspot.com

Fr.’. Adriano Camargo Monteiro

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-cultura-draco-luciferiana/

Ars Paulina: O ritual do Sagrado Anjo Guardião

Por Robson Bélli (lemegeton.com.br)

“Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?”
Hebreus 1:14

Cansado da ideia de ter de fazer um ritual de mais de seis meses, praticamente impossível de realizar (a menos que veja seja um milionário), só para falar com um anjo que está todo tempo ao seu lado, onde esse mesmo anjo quer ter contato com você? Abandonando a ideia do dificílimo ritual de Abramelin e buscando meios mais sensatos para o contato e comunicação com nosso sagrado anjo guardião, chegamos aos seguintes questionamentos:

1. Se posso falar com anjos de qualquer lugar do universo aprendendo um sistema qualquer de magia angélica, o que me impede de falar com um anjo que está ao meu lado a todo momento?

2. Quantos sistemas mágicos conhecidos oferecem este beneficio? O Abramelin e o igualmente antigo Ars Paulina, fora claro a “ciência cabalística” de. Lazare Lenain (sistema dos 72 nomes de Deus) e a oração da igreja romana.

Visto isso vamos explicar então o “complexo” sistema do ars paulina.

I. Preparação

1. Você faz uma medalha segundo é indicado para o seu signo, conforme é indicado no livro.

2. Faz a mesa de pratica que pode ser impressa em um papel A3 a partir do seguinte desenho:

3. Obtem uma bola de cristal (sim pode ser de vidro ou resina, pois o importante não é o material em si e sim que seja um objeto reflexivo), purificando com agua e sal, consagrando através da fumaça de um incenso.

4. Verifique na tabela abaixo o nome do seu anjo segundo o grau do sol no dia do seu aniversario (Exemplo: você é de libra com o sol no 2 grau no dia e hora do seu nascimento, portanto na tabela você olhará o nome do anjo no 2 grau de libra, isso mesmo, é fácil assim!).

3. No dia do seu aniversario você colocara a sua “mesa de pratica” sobre a mesa no centro de seu circulo magico, e a bola de cristal sob o centro da mesa, com uma vela de cada lado da mesa você fará a evocação (algumas vezes) do seu sagrado anjo guardião.

II. A Invocação do Sagrado Anjo Guardião

A primeira vez precisa que seja no dia do seu aniversario, na primeira hora de sol deste dia. nos demais rituais, pode ser qualquer dia e qualquer hora.

Conjuração

“Ỏ tu, grande e abençoado N(ome), meu Anjo Guardião, peço a ti que desças de tua Divina mansão que é Celestial, com tua santa influência & apresente-se dentro desta Pedra de Cristal, que eu possa ver tua glória & apreciar tua companhia, Ajuda & Assistência, seja agora & daqui em diante, Ó tu que és superior ao Quarto Céu & O conheces os segredos de Elanel, tu que corres sobre as asas do vento & és poderoso & potente em teu Celestial & super-sublunar movimento, desça & mostra-te, eu te peço, eu humildemente desejo & rogo a ti, se eu tiver o merecimento de tua companhia ou se qualquer uma de minhas ações ou inteções forem reais & puras & santificadas diante de ti, trás tua presenção externa mais próxima de mim & conversai comigo, um dos teus humildes pupilos, no nome & pelo nome do grande Deus Jehovah, para quem todo o coro do céu canta continuamente O Alappa-la-man Hallelujah, Amen.”

E se você for proeficiente o suficiente na habilidade de Scrying você será capaz de se comunicar com ele através da bola reflexiva, um detalhe corrente é que uma taça de agua pode substituir uma bola reflexiva.

III. A Manifestação do Anjo

Ao sentir que o anjo se manifestou, sendo os sinais mais comuns de manifestação correntes de ar geladas, mudança súbita na temperatura do local, sensação de uma espiral de energia ao redor de seu corpo, clarões e feixes de luz na sua tela mental, dentre outros. siga os seguintes passos;

1. Agradeça e dê as boas vindas, dizendo;

“Ó, Senhor! Sou profundamente grato por ouvir minha oração e obrigado por permitir que seu anjo se manifeste aqui para mim. Amém.”

“Ó nobre anjo (Diga o nome do anjo) , Eu vos saúdo, por todos os nomes de Deus e pela mesma potência que eu humildemente vos chamei eu vos convido a colocar-se amavelmente neste ambiente que foi cuidadosamente preparado para recebê-lo”

2. Após as boas vindas, estabeleça a comunicação ou faça seu pedido;

Ajoelhe-se e declare aquilo que deseja de forma tranquila importante você entender que agora tudo que você declara se realizará. Agora “o poder” está em “suas mãos” você declara-ra com convicção aquilo que queres que aconteça e não use a palavra “por favor”.

Seja o mais específico possível em seus pedidos e sempre forneça o nome completo de batismo de todos os envolvidos e a data de nascimento dos mesmos, pois isso facilita com que os anjos encontrem as pessoas. Caso não possua alguma destas informações, utilize uma foto atual da pessoa.

Recomendo que anote seu pedido em um papel e coloque-o dentro da tábua da arte. Após o fim do ritual, cuidadosamente guarde seu pedido.

IV. Finalizando  Ritual

Agradecimento:

Ó grande e poderoso anjo (diga o nome do anjo) agradeço a tua presença. Você veio como eu o chamei, e me ajudou como eu o pedi. Assim como você veio em paz, em nome do eterno, abençoado e justo Adonai, assim também neste mesmo nome você pode partir, e voltar a mim quando eu lhe chamar em seu nome, a quem cada joelho se curva. Adeus. Que a paz esteja entre nós, aqui e em todo lugar, agora e sempre, pelo Eterno e Todo Poderoso. Amém.

Encerramento:

Por Adonai, o espírito eterno, a fonte de luz, o criador de toda a criação, e o sustentador de toda a vida. Toda honra e toda glória, pelos séculos dos séculos, Amém.

V. O Sigilo do Anjo

Você deve estar se perguntando, e o sigilo do meu SAG? Bem, caso você queira mesmo confeccionar um use a rosacruz hermética para tal, segue um exemplo:

RosaCruz Hermetica

Método de obtenção do sigilo:


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/ritual-do-ars-paulina-o-ritual-do-sagrado-anjo-guardiao/

Guia de pronuncia Enochiana, para lusófonos

Por Robson Bélli

Para Mentoria de enochiano/Projeto Mayhem/mortesubita.net

Segue abaixo a tabela de transcrição da pronuncia lusófona para a linguagem enochiana usada por nós da enochiano.com.br.

Apenas a nível de conhecimento, nós nos utilizamos da ideia do hebraico conhecida como vogal natural, com base na ideia de que se uma palavra continha apenas consoantes, como é o caso do hebraico e não se sabe a pronuncia correta, então se pronuncia com a vogal natural daquela letra em hebraico (a segunda casa apenas da pronuncia do nome da letra hebraica), pois independentemente da vogal estar certa ou não, ela não possuiria peso gematrico, não alterando assim o valor (gematrico) da palavra e portanto continuaria a manter o seu valor, sendo agora pronunciável.

Um exemplo Miguel em hebraico seria MYKAL (MEM, YOD, KAF, ALEPH, LAMED), portanto ficaria MeYKaELa, lembrando que o Y do Yod é também o “j” ou o “i”, sendo o i é uma vogal não sendo necessário o “o” e o caso da penúltima letra o A (Aleph) é uma vogal que pode ser pronunciada tanto como “a” como “e”, também não sendo necessário adição da segunda letra, o Aleph por regra nunca é acompanhado da segunda letra enquanto que o Yod pode ou não ser acompanhado pela segunda letra, conforme a conveniência, pois como vimos anteriormente não altera seu valor.

A seguir temos a tabela de conversão da pronuncia e os casos especiais, seguido de um exemplo de uma oração de consagração do templo ou espaço ritualístico e da segunda chamada enochiana.

 

N# LETRA Pronuncia lusófona
1 A A
2 B BE
3 C,K KA
4 D DA
5 E E
6 F FE
7 G GI
8 H RRE
9 I, J, Y. I
10 L LA
11 M ME
12 N NU
13 O O
14 P PE
15 Q KO
16 R
17 S SA
18 T TA
19 U,V,W. U
20 X SHI
21 Z ZED

C, K – Como ambas tem um som muito similar.

G – GI de “Guimel”.

H – HE com som de dois RR.

F – Com som de F da época que Ph era F.

I, J, Y – Todos estes três em nosso sistema de pronuncia se fala como I.

U, V, W – nós pronunciamos U.

Z – pode ser pronunciado Zod ou Zed como foi entregue ao John Dee

ds – Se pronuncia como Di-Es.

Oração para consagração do espaço

 A lava zuraahus, iad: Nah ieh maah, prdzar ton doalim od drix aqlo rit emna sem. Noasmi oi siaion poamal k’ylsi, od ozazma plapli de aqlo mad mozod, qrasahi, od nah: noib, l de pibliar. Or od ef, iad de rit, od dlugar sem gah tia od caosgon od k’ saga mano.

Pronuncia da oração

A lava zura-arrusa, iada: narre ierre ma-arre, perédazodaré tonu doalime oda darishi akalo rita emena seme. Noasami oi siaionu poamala ka’ ylasi, oda ozazod-ma pelapeli de akalo mada mozoda, karasarri, oda narre: noibe, la de pibeliaré. Oré oda efe, iada de rita, oda dalugaré seme garre tia oda caosagonu oda ka’ saga mano.


Segunda chamada enochiana

Adgt upaah zong om faaip sald, viu l? Soban lalprg izazaz piadph; casarma abramg
ta talho paracleda q-ta lorslq turbs oogo baltoh givi chis lusd orri od micalp chis bia
ozongon; lap noan trof cors ta ge oq manin laidon. Torzu gohe-l! Zacar, ca c-noqod!
Zamran micalzo, od ozazm urelp, lap zir loiad.

Pronuncia da chamada

– Adagita upaarre zonugi ome faaipe salada, viu la? Sobanu lalaperégi  Izazazed piadaperre; casaréma aberamegi ta talarro paracaleda ka-ta lorésalako turébesa oogo balatorre givi karrisa lusada oréri oda micalape karrisa bia ozonugonu; lape noanu tarofe corésa t age oko maninu laidonu. Torézu gorre-la! Zacaré, ca, ca-nokoda!


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-de-pronuncia-enochiana-para-lusofonos/

Entrevistas e Palestras de Junho/2020

Bate-Papo Mayhem #025 – Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual.
https://youtu.be/z2ZTahJFCiM

Bate-Papo Mayhem #026 – Com Carlos Raposo – Aleister Crowley, Thelema e a História da O.T.O.
https://youtu.be/gjn8MdagesU

Bate-Papo Mayhem #027 – Com Aton Gondim – Uso Terapeutico e Magístico do Tarot.
https://youtu.be/EsRNQjCCY04

Bate-Papo Mayhem #028 – Com Lorde A – O Vampiro na literatura, filmes e na cultura pop.
https://youtu.be/L9I4MHt4j7E

Bate-Papo Mayhem #029 – Com Ulisses P. S. Massad – Enochiano e Magia Enochiana.
https://youtu.be/uksP6eoZ96I

Bate-Papo Mayhem #030 – Com Thiago Thamosauskas – Principia Alchimica, o Manual do Alquimista Moderno
https://youtu.be/nCH4k9PR02k

Bate-Papo Mayhem #031 – Com Obito (Morte Súbita) – O Diabo não é tão feio quanto se pinta: a História do Satanismo.
https://youtu.be/rqseOAktVmk

Bate-Papo Mayhem #032 – Com Carlos Brasilio Conte – Pitágoras e a Escola Pitagórica
https://youtu.be/FFwmiuq5fkY

Bate-Papo Mayhem #033 – Com Oghan N´Thanda – A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana.
https://youtu.be/v_N4kwTCXwc

Bate-Papo Mayhem #034 – Com Marcelo Del Debbio – Qlipoth, a Árvore da Morte
https://youtu.be/4a7WJ29G0To

Bate-Papo Mayhem #035 – Com Marco Antônio Seschi – A História das Artes Marciais na China
https://youtu.be/vWx4sDm8Lvk

Bate-Papo Mayhem #036 – Com Caio Ribeiro Chagas – Magia e Video-Games. Quando a Alquimia encontra a jogabilidade.
https://youtu.be/Eh3xbqJEaF0

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entrevistas-e-palestras-de-junho-2020

Guia de expressões básicas em enochiano para uso cotidiano

Por Robson Bélli

  1. Olá – Balit
  2. Como esta você? – Darsar g gnay?
  3. Bem, e você? – Balit, od g?
  4. Bom dia! – Balit basgm!
  5. Boa noite – Balit dosig!
  6. Obrigado – Allar!
  7. Com licença – Iehusoz, el oanio! (perdão, um momento)
  8. Desculpe – Iehusoz!
  9. Até logo! – Uran g!
  10. Amém/concordo – Zurah (fervorosamente, com humildade)
  11. Abençoado seja tu! – Urebs noan g!
  12. Maldito seja tu! – Amma noan g!
  13. Discordo! – Osf

Números

  1. Ag
  2. El
  3. Pala
  4. D
  5. S
  6. O
  7. Norz
  8. Qew
  9. P
  10. M
  11. Ex

Pronomes

  1. Eu (meu, minha) – Ol
  2. Você (teu, seu, sua) – G
  3. Ele – tia
  4. Ela – pi
  5. Isto – t
  6. Nós – Ge
  7. Eles (elas) – Par

Ser

  1. Foi – As
  2. Onde – Zirom
  3. Foi – As
  4. Foi – As
  5. Foi – As
  6. Onde – Zirom
  7. Onde – Zirom

Fazer/faz

  1. Fez – Uls
  2. Fez – Uls
  3. Fez – Uls
  4. Fez – Uls
  5. Fez – Uls
  6. Fez – Uls
  7. Fez – Uls

Ter

  1. Tem – Blans
  2. Tem – Blans
  3. Tem – Blans
  4. Tem – Blans
  5. Tem – Blans
  6. Tem – Blans
  7. Tem – Blans

Verbos comuns

  1. Abrir – Odo
  2. Fechar – Emetgis
  3. Este – Da
  4. Aquele – Ar el
  5. Pegue – Arp t
  6. Solte – Dobix
  7. Adicione, junte – Uml
  8. Divida, separe – Poilp

Lugares / posições

  1. Aqui – Kures
  2. Ali – Uml
  3. Lá – Da
  4. Atrás – Zacam
  5. Na frente – Adoian
  6. Do lado – Unalab
  7. Esquerdo – Symp unalab (do outro borda)
  8. Direito – Vaoan

Seres

  1. Deus – Iaida
  2. Espirito santo – Congamphlgh
  3. Anjos – Sach
  4. Pessoas – Olora
  5. Demônios – Urch (anjos de confusão)
  6. Dragão – Vovim
  7. Espíritos – Gah

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-de-expressoes-basicas-em-enochiano-para-uso-cotidiano/

Arthur Schopenhauer


Por Ágatha Carcass (PandoraC – Morte Súbita Inc.)

Filho de Heinrich Floris Schopenhauer e Johanna Schopenhauer, na exata data de 22 de fevereiro de 1788, em Danzig, nasce um dos filósofos que posteriormente seria considerado, dentre todos os outros de sua época, o mais pessimista. E é fato inegável que, ainda hoje, quase 150 anos depois de sua morte, prevalece esse título.

 

Filosofia Schopenhauriana

 

Basicamente, em suma, uma filosofia romântica e irracionalista. Sem receio, podemos afirmar que a filosofia schopenhaueriana foi um grande progresso na disseminação do pensamento filosófico irracionalista no século XIX, se delongando em apogeu também no século XX. Essa afirmação é, certamente, indiscutível, pois sabemos que não há outro filósofo que tenha se destacado mais que Arthur Schopenhauer no irracionalismo até os dias contemporâneos.

Ateu que era, é bastante citado nas comunidades relacionadas ao ateísmo. Essa ligação schopenhaueriana perdura na atualidade, como se pode testemunhar, por exemplo, no site Ateus.Net.

Não é minha pretensão, como já ficou claro, mastigar aqui todo desenvolvimento ideológico do schopenhauerismo. Contudo, ressalvo que a leitura de O Mundo Como Vontade e Representação é altamente satisfatória e deve ser efetuada por qualquer indivíduo interessado por uma filosofia séria.

Vampirismo Filosófico

Entretanto, o que seria uma filosofia séria? Eis, pois, um bom contexto para se utilizar fielmente da concepção schopenhaueriana; O estudo de Parerga e Paralipomena nos fornece, então, uma noção para responder esse questionamento. Usaremos o termo genérico de vampirismo filosófico.

Certa busca vampiresca é enfatizada pelo autor com o seguinte ditame: Ler apenas os autores que dão seu próprio sangue por seus livros; Aqueles que escrevem com toda a sua dedicação. E Arthur Schopenhauer é, sem dúvida, um dos nomes mais indicados para a resolução desse verdadeiro vampirismo filosófico.

Faz-se válido de nota o fato de que o próprio Nietzsche, veio, mais tarde, a incorporar essa idéia claramente schopenhaueriana. E isso é, inclusive, citado por Morbitvs Vividvs em biografia nietzschiana disponibilizada aqui, no MorteSubita.Org.

 

Estrutura Literária

O Mundo Como Vontade e RepresentaçãoSua Opus Magna é O Mundo Como Vontade e Representação, de 1819 (Originalmente, Die Welt als Wille und Vorstelling); O pilar de todo o legado filosófico que o schopenhauerismo possui; Muito embora, seu livro Parerga e Paralipomena (Parerga und Paralipomena), de 1851, seja o mais popular. Juntamente com essas duas obras já citadas, outras três são consideradas principais e merecem constar como indicadas: Sobre a Raiz Quádrupla do Princípio da Razão Suficiente (1813), Sobre a Vontade da Natureza (1836) e Os Dois Problemas Fundamentais da Ética (1841).

Destinada a obra-prima mencionada, o site LivrariaCultura.com.br apresenta a seguinte sinopse para a mais recente edição nacional encontrada no mercado (Unesp): “A mais completa edição em língua portuguesa do grande clássico da filosofia alemã, ‘O mundo como vontade e como representação’, traduzido por Jair Barboza. É imprescindível para o vislumbre do horizonte em que se movem as chamadas filosofias do impulso com sua reflexão sobre o irracional e o inconsciente, bem como uma crítica a esse irracional que também passa por uma crítica da razão. A obra se subdivide em quatro livros. Dois elegem o tema da Representação e dois, o tema da Vontade, e cada livro assume um ponto de vista diferente da consideração”.

Do parágrafo acima, já se pode deduzir que é um estudo amplo e que depende de um perspectivismo versátil para sua resolução.

É digno de ser lembrado o tratado inicialmente intitulado Erística. Não foi concluído pelo autor, e, no entanto, a priori, pode ser visto como um recomendável suplemento aos estudantes schopenhauerianos, ou uma visão diferente para os aristotélicos, já que as dialéticas erísticas de Schopenhauer e de Aristóteles (384 a. C. – 322 a. C.) são o foco. De qualquer forma, não pode ser considerada obra estrutural, mesmo porque está inconclusa.

Influências Filosoficas

Uma grande marca que ficou no campo da filosofia alemã depois das contribuições de Schopenhauer, foi uma inédita visão aderente ao budismo e ao hinduísmo na metafísica. Não vou me estender expondo esses determinados tópicos nessa resumida biografia, cuja qual o leitor está tendo acesso, porém, no entanto, recomendar que eles sejam devidamente estudados é um acréscimo importante.

Platão (428/27 a. C. – 347 a. C.), Hobbes (1588 – 1679) e Goethe (1749 – 1832) influenciaram as idéias de Arthur Schopenhauer; Não obstante, nenhuma dessas influências se compara com a desempenhada por Kant (1724 – 1804), a qual se mostra visceral.

Houveram muitos influenciados pelo schopenhauerismo, mais tarde. Homens tais como Nietzsche (1844 – 1800) e Freud (1856 – 1839), atualmente, muito conhecidos.

Ora, se pudermos designar um antônimo relativo para “Schopenhauer”, esse antônimo é, sem sombra de dúvida, “Hegel (1770 – 1831)”. Como já trouxe à baila o humor ácido e perspicaz de meu amigo Thiago (Atonalismo.BlogSpot.Com), a idéia hegeliana se assemelha mais com a de um poeta dadaísta. Aliás, essa perspectiva é estreitamente schopenhaueriana.

Vida de Schopenhauer

Túmulo de SchopenhauerEnquanto vivo, Arthur foi, além de filósofo, professor universitário da Universidade de Berlim; Função na qual não obteve muito sucesso, visto que precisamente nesse período, o pensamento hegeliano estava em ascensão na cadeia filosófica da Alemanha.

Em 21 de setembro dos confins de 1860, aos 72 anos, vítima de pneumonia, morre um dos maiores filósofos germânicos. No entanto, sua existência foi eternizada pelo respectivo e rico espólio filosófico dele herdado por nós.

Emblema Arquétipo

Por uma assídua schopenhaueriana…

Sim, é verdade que existiu tal grande homem: Paradoxalmente, aquele que soube aceitar, sem ludibriar a si próprio, sua pequenez; A pequenez da humanidade que se julga transcender, estruturada em suas mentiras;

Sim, é verdade que existiu tal homem que abriu os olhos para uma realidade nua e crua, inflamada nas profundezas do saber humano. Bem como mencionava acertadamente Lord Byron (1788 – 1824), a árvore do conhecimento não é a mesma árvore que a da vida. Poucos são os que encaram os ramos dessa sentença;

Sim, é verdade que existiu tal exemplo e modelo personificado do Saber que subordina o estéril Crer;

Ele é chamado Arthur Schopenhauer.

t

 

1788 – 1860

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/arthur-schopenhauer/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/arthur-schopenhauer/

Internet de Fachada versus Internet Verdadeira

Antes de começar, façamos um teste simples. Entre no google e procure por sexo, e então clique em imagens. Faça a mesma coisa buscando por “fuck”, “face fuck”, etc. Apesar de algumas imagens surgirem a grande maioria não será tão explícita quanto você imagine. Caso esteja se sentindo particularmente de saco cheio procure por suicídio ou qualquer outro termo do gênero, com certeza algumas imagens de gente morta, mas a maioria absoluta simplesmente são imagens poéticas, piadas, etc.

Pois bem… o que aconteceu com a pornografia suja, a escatologia, as coisas nojentas da internet? A resposta é: elas fugiram de você!

Há algo de errado com a Internet

Antes de entrar na internet verdadeira, vamos conhecer um pouco sobre a Internet de Fachada. Assim como tudo no mundo, a internet existe de uma maneira para as massas e de uma maneira para aqueles poucos indivíduos que se esforçam um pouco mais. Considere, para início de conversa que 80% de todo tráfico de dados acontece em apenas 20% dos sites espalhados pela grande rede. Que liberdade de informação é essa em que todo mundo acessa a mesma coisa o tempo todo? A Internet de Fachada enfrenta, além do comodismo de seus usuários três sérias ameaças: o “Fim da Privacidade”, a Influência das Corporações” e a “Bolha de Informação”.

O Fim da Privacidade

Quando você procura no Google sobre “sexo anal” e clica em qualquer link que ele oferece, a sua busca é registrada pelo mecanismo de busca junto com dados pessoais como horário, navegador, resolução de tela, sistema operacional, IP, localização geográfica e outros dados do seu computador. Estes dados em conjunto formam uma marcação capaz de identificar você de forma única e inconfundível. Isso por si só já é perturbador, mas o ponto crucial é que o Google possui parceiros comerciais. Estes parceiros utilizam os dados oferecidos pelo google para criar um perfil seu e cruzando com dados de pesquisas mercadológicas eles sabem sua idade, sua cidade e que você curte sexo anal. Dai todos aqueles anúncios e banners estranhos que parecem te perseguir. Além disso este perfil pode, e geralmente é, vendido para outras empresas e organizações. Como seguradoras, ongs, bancos e agências de crédito.

Além disso toda pesquisa feita no Google (assim como no Yahoo e qualquer outro mecanismo de busca) é salva e três coisas podem acabar acontecendo com você:

  1. Os dados podem ser tornados públicos pelo governo ou por uma intimação legal: http://www.readwriteweb.com/archives/googles_second_transparency_report_us_info_request.php
  2. Um funcionário mal intencionado pode usar estas informações para algum fim pouco nobre: http://gawker.com/5637234/
  3. O sistema pode ser hackeado: http://www.wired.com/threatlevel/2010/01/operation-aurora/

 

A Influência das Corporações

Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, o Acta por exemplo pleiteia criar um novo órgão internacional para a regulamentação do fluxo de dados. Na prático isso vai dar poder as Multinacionais para policiarem tudo que fazemos online e inclusive impor penalidades com multas ou prisões ás infrações daquilo que for julgado ilegal.  A recente onda de sites dedicados ao compartilhamento de arquivos é testemunha o suficiente desta fragilidade.

Não se trata apenas de censurar a informação que você consome, mas até mesmo aquilo que você cria e produz. Policiar comentários e posts antes que eles sejam publicados faz parte da política interna de funcionamento do Facebook. Entretanto o sistema não é declarado ao usuário final senão por letras miudas. Dependendo do que voce postar pode se deparar com mensagens desagradáveis como esta ao lado. O mesmo algoritmo usado para filtrar seus emails e criar seu filtro Anti-Spam também é usado para ler e catalogar tudo o que você escreve no seu webmail ou nas redes sociais. E algumas coisas já começaram a ser apagadas.

Logo virá um tempo em que você para baixar uma música o vídeo ou quem sabe até um texto ou imagem você precisará da permissão destas corporações.A dez anos atrás você entrava em um site, baixava um programa e instalava o que queria. Hoje, temos a ‘Apple Store’ ou o ‘Google Store’, com todos os programas previamente aceitos e selecionados para você. A campanha “Copyright é Racismo. Diga NãO” promovida pelo do Morte Súbita inc  e parceiros é uma tentativa de expor estes fatos para os usuários em geral, então não vamos dedicar muito espaço para a questão aqui.

A Bolha de informação

De uns anos para cá especialistas vem trabalhando com o termo “filter bubble” – a bolha do filtro. Resumidamente a coisa funciona assim, o que é a internet para você? Provavelmente você responderá que ela é um lugar cheios de sites pelos quais você navega, esses sites podem ser redes sociais como o orkut ou o facebook, podem ser portais superfodas da informação proibida ao alcance de todos como a Morte Súbita Inc. ou podem ser blogs, sites de compra ou sites menores como a página que você montou para sua tia onde ela posta receitas de bolo. Você não errou, basicamente a internet é isso, mas como você faz para chegar nesses sites? Decora todos os endereços dos quais te falam? Anota em papeis os www da vida? Entra no google e procura “Bolos da Tia Suzana”?

Os mecanismos de busca tomaram um tamanho hoje que é praticamente impossível se navegar na internet sem eles. Isso todos sabemos. Agora esses mesmos mecanismos de busca filtram tudo o que você está tendo como resultado de uma busca sem você saber. Baseado no histórico das suas navegações, sites que costuma buscar, coisas que compra, nos “like” e “+” que você digita os mecanismos de busca mostram páginas específicas para você. Faça um novo teste, procure por “Obama” no google usando máquinas diferentes e veja quais as primeiras respostas que o Google te oferece.

Como vimos toda busca que você faz é salva e será usada para “refinar” a informação para você. Se você costuma entrar em sites comunistas e socialistas receberá uma respostas diferente de alguém que costuma entrar em sites de Direita, mesmo se ambos procurarem por “Verdade sobre a morte de Che Ghevara”, por exemplo. Ficou curioso? Dê uma olhada no seu histórico: https://www.google.com/history/

Além dos termos de buscas, também são salvos todos os cliques que você dá. A idéia por trás disso é que você clica em coisas que concorda e gosta. Mas o problema é que assim você vai, cada vez mais, receber o mesmo tipo de informação. Sempre mais do mesmo. Sempre mais daquilo que você já conhece e concorda. Paulo e Mari procuram por “Lula”, mas o primeiro lê notícias sobre escândalos e a segunda sobre o bom desempenho de sue governo.

Isso pode ser bom para confirmar tudo aquilo que você acredita, mas qualquer pessoa inteligente ao saber disso se questiona: O que será que não está sendo mostrado para mim? Tente procurar por aborto, casamento gay ou desarmamento. O que estas buscas realmente nos dizem é que foi construída uma bolha de informação, que promove aquilo que ela “acha” que você vai gostar e exclui todo o resto, filtrando assim a sua exposição a informação.

Isso tem dois efeitos divertidos. Primeiro a internet é que decide o que vai te mostrar. Segundo existe um porrilhão de informações por ai que estão anos luz do seu alcance, não porque sejam ruins ou falsas, mas simplesmente porque a internet acha que não valem nada para você. Quando o Google diz 3.000.000.000 de resultados encontrados, o quão fundo você mergulha no mar de “OOOOO” procurando sites lá do fim da lista?

Essa bolha de filtros é um dos responsáveis por você não achar mais aquela sujeira que gostava tanto na internet, mas ela não está sozinha. Imagine que você consiga se livrar dessa bolha usando mecanismos de busca que não filtram como o http://duckduckgo.com. Procure algo que você ache que te deixaria sem dormir (e não falo apenas de fotos de pessoas que sofrem de fungos ou de calcanhar de maracujá). Pense em crimes, em racismo, em sexo do mais bizarro, em informações secretas e cultos que de fato desejam permanecer em segredo.

Existem pessoas que desejam manter um contato, como um fórum, mas de fato não querem que ninguém saiba que existem – alguém mais pensou em necrofilia? Existem órgãos do governo que disponibilizam material para pessoas que precisam, mas você não é uma delas. E acredite isso tudo está na internet, mas você não consegue ver.

Então, se você procura um pouco de privacidade e dados reais, uma boa alternativa é buscar mecanismos de busca que se comprometem em não guardar nem filtrar a informação para você, como o https://duckduckgo.com por exemplo. Mas deixar a bolha de filtro para trás apenas vai colocar à sua disposição sites que estão na internet disponíveis para todos mas que não eram mostrados para você. Mas existem sites que não querem que ninguém os encontre e nenhum mecanismo de buscas sabe que eles existem.

O lado negro da internet possuiu muitos mais sites e muito mais material – fotos, vídeos, arquivos para download, textos e imformação do que a internet que você usa. Não é de se admirar que ele tenha uma reputação extremamente negativa, aqueles que o conhecem dizem que é um local perigoso  onde hackers, pedófilos, sociedades satânicas – nada de errado com isso – e os mais variados tipos de pessoas mal intencionadas e bizarras se reúnem para trocar informações entre si. Esse lado negro, como tudo na vida, tem inclusive um nome.

Você já ouviu falar da Deep Web?

Também conhecida como Deepnet, Darknet, Undernet, Invisible Web ou Hidden web, a Deep Web nada mais é do que todos os sites que existem por ai que não podem ser encontrados por mecanismos de buscas (Google, Yahoo, Bing, etc). Isso significa que para acessar um site da Deep Web, você precisa saber seu endereço, pois nunca irá chegar até ele através do resultado de uma busca no Google. Os motivos para esses sites não estarem indexados nos mecanismos de busca variam, podem ser punição por violação dos termos de indexação, ou mera opção do donos de sites; qualquer dono de site pode retirar seu sites dos buscadores e se tornar um Deep Web, isso é extremamente fácil de se fazer, o que é complicado é o que leva alguém a querer essa privacidade. Se por um lado, grupos de amigos, acadêmicos, empresas, escolas, universidades, e etc, podem optar por não serem incomodados por “curiosos”, tentando manter o o acesso a seus sites restrito a seu público limitado, por outro lado, existem aqueles que precisam da privacidade como escudo para proteger suas práticas ilegais, condenáveis e bizarras.

Mas de fato a reputação que conseguiu para si não é injusta. A Deep Web está repleta de hackers, cientistas, traficantes de drogas, astrônomos, assassinos, físicos, revolucionários, os funcionários do Governo, Polícia, Feds, terroristas, pervertidos, os mineiros de dados, seqüestradores, sociólogos, etc. Aparentemente todo mundo que achamos que são maus demais, loucos demais, ou irreais demais para usarem a internet.

Por isso nem é preciso dizer que é extremamente importante que você tenha muita, muita, MUITA cautela ao navegar pelas águas profundas do mundo www. Os riscos de se pegar um vírus, malware ou de acabar vendo coisas “desagradáveis” é incalculavelmente maior do que o de se navegar na internet comum. Arquivos .exe são praticamente um tabu, existem aos milhares mas não seria sábio brincar com eles. Você já ouviu falar do eschelon? Pois é. Brincadeira de criança perto do que acontece no lado escuro. Quando falamos sobre assassinos, sequestradores, pedfilos, etc., não estávamos brincando. Imagine o tipo de investigação constante nesta área da web por parte das equipes realmente sérias do governo. Navegar na DW pode ser uma maneira de se conseguir chamar a atenção de gente muito séria para você.

Para se ter idéia do tamanho daquilo que você não é capaz de enxergar:

  • A informação pública na Deep Web chega a ser 500 vezes maior do que a da internet visível.
  • A Deep Web contém cerca de 550 bilhões de documentos individuais em comparação com o 1.000.000.000 da Web comum.
  • Existem mais de 200.000 sites na Deep Web, se nos concentrarmos apenas nos 60 maiores, juntos possuem cerca de 40 vezes mais informaçnao do que toda a internet visível.
  • Sites Deep Web tendem a ser mais diretos, com conteúdo mais profundo do que sites da Web convencionais, fazendo o conteúdo de qualidade total ser de 1.000 a 2.000 vezes maior que a da Web que voce usa.
  • Um total 95% da Deep Web é informação acessível ao público – não sujeitos a taxas ou assinaturas.
  • O risco de baixar um arquivo contaminado é 5 vezes maior que na Internet comum.
  • Enquanto a internet que você navega tem 20.000.000.000 de páginas web, a Deep Web tem 600.000.000.000.

Sentiu a curiosidade cutucando atrás da sua orelha? Ótimo. Caso a Morte Súbita Inc. fosse apenas mais um desses sites de curiosidades, com certeza nosso artigo terminaria aqui, seria bem mais curto e você poderia dizer “UAU!”. Mas infelizmente a vida não é tão fácil, e nós não prestamos nem um pouco, por isso não vamos apenas falar da Deep Web, nós vamos ensinar você a acessar ela. Preparados para aprender a enxergar no escuro?

Mergulhando nas Trevas

Antes de mais nada não é preciso dizer que o seu browser não foi feito para mergulhar nas profundezas da internet. Para conseguir enxergar o invisível você vai precisar de novos olhos. Navegadores como o Chrome, Firefox, IE e etc, não são capazes de acessar a maioria dos sites da Deep Web, sem contar que eles não foram criados para preservar o seu anonimato. É então preciso baixar o navegador TOR (https://www.torproject.org). A maioria absoluta dos sites profundos são criptografados e somente o TOR é capaz de quebrar a criptografia, além de manter o usuário no anonimato – ao menos em muitos dos casos, mas não conte em ter se tornado invisível.

Com o seu navegador TOR instalado e ciente dos riscos que existem na zona do baixo meretrício virtual você está pronto para dar as suas primeiras braçadas onde a luz não existe mais. Uma das maiores dificuldades para os iniciantes na Deep Web é encontrar os sites que existem lá, por isso você precisa aprender a procurar pelas coisas da maneira correta.

O site de buscas mais popular no lado negro é o Hidden Wiki. Para acessá-lo basta digitar no seu TOR o endereço http://kpvz7ki2v5agwt35.onion/wiki/index.php/Main_Page e iniciar suas buscas. Ele indica links de acordo com os assuntos buscados e com certeza é nele que você vai encontrar as coias mais escrotas que existem na internet. Recentemente, para se ter idéia, sofreram ataques do Anonymous por compartilharem links de sites de pedofilia, mas também é possível se encontrar muitos sites de cunho cultural.

Caso você se interesse por enciclopédias, almanaques, mapas, biografias e material técnico do gênero, busque o Infoplease digitando o endereço http://www.infoplease.com/index.html no Tor.

Para aqueles familiarizados com a busca de imagens do Google, tente o http://www.incywincy.com/. Lembre-se, você está no mundo da escrotidão bizarra.

O DeepWebTech é composto por 5 mecanismos de buscas, cada um voltado para um tema específico da medicina, negócios e ciências http://www.deepwebtech.com/

Quer saber o que os gênios loucos andam fazendo hoje em dia? Como planejam dominar o mundo? O Scirus é voltado totalmente para o mundo científico. Encontre jornais, homepages dos cientistas,  material didático, pré-impressão de material de servidor, patentes e intranets institucionais. http://www.scirus.com/srsapp/

Se o que te dá tesão são números, vá atrás do TechXtra, um buscador voltado para Matemática, engenharia e computação, com  muitos dados e relatórios técnicos,  http://www.techxtra.ac.uk/index.html

E já que está navegando por ai mesmo, não deixe de procurar pela The WWW Virtual Library. Ela é mais antigo catálogo WEB e foi desenvolvida por alunos de Tim Berners-Lee, o cara que inventou a WEB. Para usar pode se inserir o termo na caixa de pesquisa ou simplesmente clicar no menu vertical. Endereço: http://vlib.org/

Agora lembre-se, se na internet comum já é possível se perder entre os milhões de toneladas de lixo virtual, imagine como será no lugar que é centenas de vezes maior do que o mundo que você conhece.

por Fnord Boy

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/internet-de-fachada-versus-internet-verdadeira/

Arquivo de Fontes Morte Súbita Inc.

Para fazer o download clique aqui (.zip)

Símbolos sempre fizeram parte do ocultismo, desde os primeiros alquimistas aos viciados em criptologia medieval. Línguas antigas ou estrangeiras, línguas criadas ou recebidas por ocultistas vitorianos, línguas mortas, línguas fictícias; aparentemente a cada geração alguém criava uma forma de complicar tudo.

Por anos esses símbolos e letras características eram exclusividade de livros, para ter acesso a elas era preciso gastar algum tempo estudando-as e aprendendo a desenhá-las, isso quando se tinha acesso a elas, já que livros eram objetos caros e as livrarias não possuíam uma diversidade deles. Com a internet isso mudou, o acesso a cópias deste material ficou mais fácil, mas a reprodução dele não, os símbolos ainda estavam na forma de páginas escaneadas muitas vezes com uma resolução baixa que deixava muito a desejar; até que algumas pessoas começaram a reproduzir tudo isto na forma de fontes, uma forma muito mais fácil de usar esses símbolos, inclusive para publicar materiais, criar amuletos, lamens e armas mágicas. Não era mais necessário gastar horas desenhando letras enoquianas ou gregas em um sigilo, tentando manter a fidelidade, agora bastava digitar, mesmo assim ainda era, e é, difícil, encontrar fontes específicas em um único lugar, e não é raro mais da metade dos sites onde elas estavam hospedadas estarem já fora do ar, a internet acaba se tornando um mar de links quebrados.

É por isso que a Morte Súbita Inc. reuniu em um arquivo mais de 25 tipos diferentes de fontes, e cada uma com algumas variantes. Agora basta fazer o download do arquivo e instalar as fontes que queira na máquina para conseguir incrementar textos e tratados, criar sigilos ou o que precisar. Além disso elas são muito úteis para pessoas que simplesmente gostem de fontes e simbolos diferentes assim como para jogadores de RPG que desejem criar um material com aparência mais real, antiga e maldita para suas sessões.

Mas nós não simplesmente juntamos fontes e largamos aqui para que você pegue e intale em sua máquina, vamos deixar um breve histórico sobre cada uma delas para servir como guia ou base de estudos também.

O Alfabeto Magi

Foi criado por Theophrastus Bombastus von Hohenheim – também conhecido como Paracelso – no século XVI. Ele usava estes caracteres para gravar o nome dos anjos em talismãs que eram usados para tratar doenças e trazer proteção para aquele que o usasse.

Ele provavelmente foi influenciado em sua criação pelos vários outros alfabetos mágicos que existiam na época e eram utilizados por outros pesquisadores e praticantes do ocultismo. Uma influência óbvia também é o alfabeto hebraico, já que muitos textos mágicos e grimórios, influenciados pelos cabalistas, traziam estudos e sigilos desenvolvidos com o alfabeto dos hebreus.

Símbolos Alquímicos

Há muito pouca coisa que se possa dizer sobre a alquimia que já não se tenha sido dito em algum lugar. Sua origem já foi associada com o Egito, com a China, com Atlântida e mesmo com extra-terrestres, mas como todo estudioso sabe a sua origem é apenas um fato alegórico, já que ela é uma arte prática e não simplesmente especulativa. Desde tratados como O Segredo da Flor de Ouro a compêndios medievais atribuídos a magos que haviam alcançado a imortalidade vemos a busca de homens não por riquezas ou poder, mas evolução pessoal – tanto mental quanto espiritual. A busca pela sabedoria que a natureza escondia em cada elemento que a constitui e dos processos de descobrir essas segredos ocultos, como transmutar elementos, como criar novos e mais importante como tudo se relaciona. É por isso que diferente de outras práticas mágicas a alquimia recebe o título de “proto ciência” já que não parava apenas no aspecto especulativo da vida e não se focava apenas na mente das pessoas mas combinava elementos da química, física, astrologia, arte, filosofia, metalurgia, medicina, ocultismo e religião.

Com o tempo aqueles atraídos por esta prática chegaram a uma espécie de consenso em como registrar seus trabalhos não apenas criando símbolos que agilizassem sua leitura – imagine escrever enxofre a cada vez que usasse este elemento, depois distinguindo os três, quatro tipos que surgissem e compare isso a simplesmente desenhar o símbolo deste elemento ou de uma de suas derivações – como também a esconde-se dos olhos profanos – lembre-se que eles não apenas buscavam um modo de tranformar metais inferiores em ouro, mas lidavam com ácidos, explosivos, materiais tóxicos… era uma forma de evitar que alguém resolvesse brincar com pólvora porque leu por acaso que isso era parte do processo de ficar imortal ou podre de rico.

A simbologia Alquímica se tornou tão rica que seria praticamente impossível se reproduzir cada símbolo já usado, mas aqui apresentamos uma compilação de alguns dos mais populares e usados e não apenas símbolos de elementos, mas processos alquímicos, aparatos e elementos.

Escrita Angelical

Foi criada por Heinrich Cornelius Agrippa, também durante o século XVI, também conhecido como alfabeto Celestial este foi dos dos vários alfabetos criados por este que foi um dos ocultistas mais conhecidos em sua época e até hoje influencia muitos dos praticantes da Arte.

Os alfabetos que Agrippa criou possuiam similaridades entre si em termos de formas e estilo, todos traziam serifas pouco comuns na forma de círculos e eram muito semelhantes aos caracteres gregos e hebraicos, mas apesar das semelhanças temos que nos contentar apenas com uma análise superficial entre os alfabetos de Agrippa e os já existentes já que não existe um material que descreva o processo usado para se criá-los.

Este alfabeto era usado para se comunicar com anjos.

Aramaico

Aramaico é a designação que recebem os diferentes dialetos de um idioma com alfabeto próprio e com uma história de mais de três mil anos, utilizado por povos que habitavam o Oriente Médio. Foi a língua administrativa e religiosa de diversos impérios da Antiguidade, além de ser o idioma original de muitas partes dos livros bíblicos de Daniel e Esdras, assim como do Talmude.

Pertencendo à família de línguas afro-asiáticas, é classificada no subgrupo das línguas semíticas, à qual também pertencem o árabe e o hebraico.

Muitos acreditam que o Aramaico foi a língua falada por Jesus e até os dias de hoje é falada por algumas comunidades no Oriente Médio principalmente no interior da Síria. Sua longevidade se deve ao fato de ser escrito e falado pelos aldeões que durante milênios habitavam as cidades ao norte de Damasco, capital da Síria, entre elas reconhecidamente os vilarejos de Maalula e Yabrud,  além dessas outras aldeias da Mesopotâmia como Tur’Abdin ao sul da Turquia.

No início do século passado, devido a perseguições políticas e religiosas, milhares de pessoas que tinham o Aramaico como língua nativa fugiram para o ocidente onde ainda hoje restam poucas centenas, vivendo nos Estados Unidos da América, na Europa e na América do Sul e que curiosamente falam e escrevem fluentemente o idioma.

A história do aramaico pode ser dividida em três períodos:

– Arcaico 1100 a.C.–200 D.C.), incluindo:
O aramaico bíblico, do hebraico.
O aramaico de Jesus.
O aramaico dos Targum.

– Aramaico Médio (200–1200), incluindo:
Língua siríaca literária.
O aramaico do Talmude e dos Midrashim.

– Aramaico moderno (1200–presente)

Símbolos Astrológicos

Hoje a astrologia é vista por muitos simplesmente como uma superstição ou a crença de que planetas podem reger a personalidade das pessoas ou prever o futuro mas isso está muito longe da verdade. A astrologia foi a primeira ciência a estudar os corpos celestes.

Os documentos mais antigos encontrados hoje sugerem que o estudo dos astros já acontecia três milênios antes da nossa era e já naquela época, mesmo sem a tecnologia que temos hoje, haviam mapas celestes surpreendentes, que registravam posições de planetas, mapeamento de estrelas e constelações, relações de fenômenos físicos como a ligação entre a maré e os ânimos das pessoas com os astros e o registro de cometas, o surgimento de super novas, etc.

A parte deste estudo que se popularizou foi o uso dele para tentar prever o futuro, o que não chega a ser algo absurdo, se levarmos em conta que cada planeta e estrela possuiu sua órbita, seus atributos como gravidade, luminosidade e todos estão relacionados, como uma grande engrenagem cósmica, tornando possível relacionar a posição da lua e de estrelas como Sírius como grandes secas ou cheias de rios, o avanço das marés, as estações do ano e as coisas relacionadas a elas como migração de animais, resultado de colheitas e não apenas da terra mas de outros astros como as estações do sol – relacionadas com as quandidades de manchas solares, a ligação com tempestades e muitas outras coisas. Relegar a astrologia à simples superstição é o mesmo que associar as ollimpíadas a uma simples entrega de medalhas para que os países celebrem quem tem o melhor saltador de vara. Para se ter uma idéia da influência desses estudos, fora do brasil muitos paises de lingua saxônica e espanhola ainda tem os dias da semana nomeados graças ao astro que estava relacionado a eles:

Segunda-Feira

em inglês: Monday
em espanhol: Lunes
em catalão: Dilluns
em norueguês: Mandag
em francês: Lundi
em Italiano: Lunedi
em japonês: 月曜日 (Getsuyôbi)
em alemão: Montag

todos esses querem dizer: dia da Lua, assim ocorrem com os outros dias, associados a planetas, estrelas ou deuses que tinham sua contraparte celeste.

Os símbolos astrológicos, assim como os alquímicos, serviam para que se pudesse ter acesso rápido a informações, ao invés de tabelas e mais tabelas com nomes encontramos símbolos que representam os planetas e o sol, as estações, os elementos, já que o Sol por exemplo não era apenas uma estrela, mas estava relacionado com estações do ano, com Deuses, com obrigações, com a hora do dia, etc. o símbolo trazia não apenas uma forma rápida de se registrar a informação, mas também uma forma de se condensá-la.

Temos aqui não apenas os símbolos astrológicos, mas também os símbolos associados ao zodíaco.

Cuneiforme Persa

Escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios e é a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. É, juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo conhecido de escrita, tendo sido criado pelos sumérios por volta de 3500 a.C. Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.

Os primeiros pictogramas eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita, e com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Então duas novidades tornaram o processo mais rápido e mais fácil: as pessoas começaram a escrever em sequências horizontais (rotacionando os pictogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escritor poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos.

A escrita cuneiforme foi adotada subsequentemente pelos acadianos, babilônicos, elamitas, hititas e assírios e adaptada para escrever em seus próprios idiomas; foi extensamente usada na Mesopotâmia durante aproximadamente 3 mil anos.

Nós escolhemos liberar a versão persa do alfabeto cuneiforme porque o primeiro registro escrito sobre os persas se encontra numa inscrição assíria de 834 a.C., que menciona tanto Parsua (“persas”) quanto Muddai (“medos”), este termo utilizado pelos assírios, Parsua, era uma designação especial utilizada para se referir às tribos iranianas do sudoeste (que referiam-se a si próprios como ‘arianos’), e vinha do persa antigo Pârsâ. Os gregos (que até então utilizavam nomes relacionados a Média e aos medos) começou, a partir do século V a.C., a utilizar adjetivos como Perses, Persica ou Persis para se referir ao império de Ciro, o Grande.

Enoquiano

O enoquiano foi uma línguagem divulgada pelo astrólogo e mago da corte victoriana Dr. John Dee, que junto com seu assistente Edward Kelley, a recebeu dos anjos no século XVI.

O Alfabeto é usado na prática da Magia Enoquiana e comunicação com os anjos.

Para se aprofundar na magia Enoquiana você pode visitar a nossa sessão dedicada ao assunto, clicando aqui. Este link contem uma sessão de downloads onde é possível conseguir o programa visual enochian, para PC’s, que permite trabalhar com as tabelas e chamadas enoquianas com caracteres enoquianos e latinos.

As versões do alfabeto enoquiano aqui trazem os mesmo caracteres com apenas algumas mudanças no estilo. Temos também duas versões deles que trazem os caracteres simples e a versão acentada dele que apaerecem no Loagaeth.

Etrusco

Os Etruscos eram um aglomerado de povos que viveram na península Itálica na região a sul do rio Arno e a norte do Tibre, então denominada Etrúria e mais ou menos equivalente à atual Toscana, com partes no Lácio e a Úmbria. Eram chamados Τυρσηνοί, tyrsenoi, ou Τυρρηνοί, tyrrhenoi, pelos gregos e tusci, ou depois etrusci, pelos romanos; eles auto-denominavam-se rasena ou rašna.

Até hoje a história dos Etruscos permanece uma colcha de especulações, não se sabe ao certo quando eles se instalaram na região, mas foi provavelmente entre os anos 1200 e 700 a.C.. Nos tempos antigos, o historiador Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores posteriores consideram-nos italianos.

A Etrúria era composta por cerca de uma dúzia de cidades-estados (Volterra, Fiesole, Arezzo, Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veio, Tarquinia, Fescênia, etc.), cidades muito civilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. A Fescênia, próxima a Roma, ficou conhecida como um local de devassidão. Versos populares licenciosos, na época muito cultivados entre os romanos, ficaram conhecidos como versos fesceninos (obscenos). Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos.

A sua língua, que utilizava um alfabeto semelhante ao grego, era diferente de todas as outras e ainda não foi decifrada, aparentemente não era aparentada com as línguas indo-européias. Sua fonética é completamente diferente da do grego ou do latim. O etrusco utilizava a variante calcídica do alfabeto grego, pelo qual pode ser lido sem dificuldade, embora não compreendido. Deste alfabeto grego básico, algumas das letras não eram utilizadas em etrusco e ademais acrescentavam um grafema para /f/ e a digamma grega utilizava-se para o fonema /v/ inexistente em grego.

As principais evidências da língua etrusca são epigráficas, que vão desde o século VII a.C. (diz-se que os etruscos começaram a escrever no século VII a.C., mas a sua gramática e seu vocabulário diferem de qualquer outro conhecido do mundo antigo) até princípios da era cristã. São conhecidas cerca de 10.000 destas inscrições, que são sobretudo breves e repetitivos epitáfios ou fórmulas votivas ou que assinalam o nome do proprietário de certos objetos. Além deste material, existem alguns outros testemunhos mais valiosos:

1. O Liber Linteus ou texto de Agram é o texto etrusco mais extenso com 281 linhas e mais de 1.300 palavras. Escrito num rolo de linho, posteriormente foi cortado a tiras e utilizado no Egito para envolver o cadáver mumificado de uma mulher nova; conserva-se atualmente no museu de Zagrebe (provavelmente quando isto sucedeu considerava-se que tinha mais valor o rolo de linho que o próprio texto, que paradoxalmente hoje é nosso melhor testemunho da língua; talvez se não tivesse sido conservado como envoltura nem sequer teria chegado até nós).

2. Alguns textos sobre materiais não perecíveis como uma tabela de argila encontrada perto de Cápua de cerca de 250 palavras, o cipo de Perugia (ver foto) escrito por duas caras e com 46 linhas e cerca de 125 palavras, um modelo de bronze de um fígado encontrado em Piacenza (cerca de 45 palavras).

3. Além destes testemunhos temos duas mais inscrições interessantíssimas: a primeira delas é a inscrição de Pyrgi, encontrada em 1964, sobre lâminas de ouro que apresenta a peculiaridade de ser um texto bilíngüe em etrusco e púnico-fenício e que ampliou consideravelmente nosso conhecimento da língua. A segunda das inscrições resulta algo intrigante, já que foi encontrada na ilha de Lenos (N. do mar Egeu, Grécia). Composta de 34 palavras, parece escrita num dialeto diferente dos encontrados na Itália, quer seja sintomático da presença de colônias etruscas em outros pontos do mediterrâneo, quer de uma língua irmã do etrusco, o lénio, embora se acredite que a presença de uma só inscrição não aclara grande coisa.

Seguramente a inscrição de Pyrgi é a única inscrição etrusca razoavelmente longa que podemos traduzir ou interpretar convenientemente graças a que o texto púnico, que parece ser uma tradução quase exata do texto etrusco, é perfeitamente traduzível. Quanto ao acesso às inscrições: a maioria de inscrições etruscas conhecidas e publicadas encontram-se recolhidas no corpus inscriptionum etruscarum (CIE).

Fenício

A Língua fenícia era falada originalmente na região do litoral do Mediterrâneo oriental conhecida como Fenícia pelos gregos e latinos, como Pūt pelos Egípcios antigos, como Canaan no próprio Fenício, em hebreu e em aramaico; é uma das Línguas semíticas Ocidentais, Centrais, do Noroeste, do subgrupo das Canaanitas; o Hebreu é, dentra as línguas vivas, a mais próxima ao fenício. A região onde se falava o fenício é aquela onde ficam hoje o Líbano, o litoral da Síria, o norte de Israel, Malta.

A Língua Fenícia foi sendo conhecida por inscrições encontradas no sarcófago de Ahiram (rei de Biblos), nos túmulos de Kilamuwa e de Yehawmilk em Biblos, também em notas ocasionais em obras escritas em outras línguas. Autores romanos como Salústio citam certos livros escritos em Púnico, mas nenhum dessas obras sobreviveu, exceto algumas poucas traduções (Ex, um tratado de Mago) ou em pequenos trechos (Ex. nas peças de Plauto). Na Estela Funerária dita de Melqart descoberta em 1694 havia inscrições em grego antigo e em Cartaginês (Púnica) e isso permitiu ao estudioso francês decifrar e reconstruir o alfabeto Cartaginês e as mais antigas inscrições conhecidas em Fenício vieram de Biblos e datam cerca de 1000 AC. Inscrições Púnicas e Fenícias foram encontradas no Líbano, Síria, Israel, Chipre, Sardenha, Tunísia, Marrocos, Argélia e até na Península Ibérica, até os primeiros séculos da Era Cristã.

Uma curiosidade para os Brasileiros que se relaciona com os fenícios é a Pedra da Gavea, no Rio de Janeiro. Entre os bairros da Barra da Tijuca e São Conrado, no Rio de Janeiro, e a 842 metros acima do nível do mar existe uma montanha com a face de um gigante desconhecido. Seu nome Gávea, remonta à época do descobrimento, quando os portugueses que aqui chegaram notaram que ela era um observatório perfeito das caravelas que chegavam. A face que vemos quando olhamos para ela parece uma figura esculpida e existem inscrições antigas em um de seus lados.

No século XIX algumas “marcas” na rocha chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I, apesar de seu pai, D. João VI, rei de Portugal, já ter recebido um relatório de um padre falando sobre as marcas estranhas, as quais foram datadas de antes de 1500. Até 1839, pesquisas oficiais foram conduzidas e no dia 23 de março, em sua oitava seção extraordinária, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil decidiu que a Pedra da Gávea deveria ser extensamente analisada, ordenando então o estudo do local e suas inscrições. Uma pequena comissão foi formada para estudar a rocha. 130 anos mais tarde o jornal O Globo questionou tal comissão, querendo saber se eles realmente escalaram a rocha, ou se simplesmente estudaram-na usando binóculos. O relatório fornecido pelo grupo de pesquisa diz que eles “viram as inscrições e também algumas depressões feitas pela natureza.” No entanto, qualquer um que veja estas marcas de perto irá concordar que nenhum fenômeno natural poderia ser responsável por elas.

Após o primeiro relatório, ninguém voltou a falar oficialmente sobre a Pedra até 1931, quando um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar a tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Algumas escavações amadoras foram feitas sem sucesso. Dois anos depois, em 1933, um grupo de escaladas do Rio de Janeiro organizou uma expedição gigantesca com 85 membros, o qual teve a participação do professor Alfredo dos Anjos, um historiador que deu uma palestra “in loco” sobre a “Cabeça do Imperador” e suas origens.

Em 20 de janeiro de 1937, este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número ainda maior de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.

Segundo um artigo escrito em 1956, em 1946 o Centro de Excursionismo Brasileiro conquistou a orelha direita da cabeça, a qual está localizada a uma inclinação de 80 graus do chão e em lugar muito difícil de chegar. Qualquer erro e seria uma queda fatal de 20 metros de altura para todos os exploradores. Esta primeira escalada no lado oeste, apesar de quase vertical, foi feita virtualmente a “unha”. Ali, na orelha, há a entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra.

Em 1972, escaladores da Equipe Neblina escalaram o “Paredão do Escaravelho” – a parede do lado leste da cabeça – e cruzaram com as inscrições que estão a 30 metros abaixo do topo, em lugar de acesso muito difícil. Apesar do Rio ter uma taxa anual de chuvas muito alta, as inscrições ainda conservavam-se quase intactas.

Em 1963 um arqueólogo e professor de habilidade científica chamado Bernardo A. Silva Ramos traduziu-as como:

LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT

Que lidas ao contrário:

TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL

Ou:

TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL

Além disso existem alguns outros fatos interessantes relacionados com a pedra:

– A grande cabeça com dois olhos (não muito profundos e sem ligação entre eles) e as orelhas;

– As enormes pedras no topo da cabeça a qual lembra um tipo de coroa ou adorno;

– Uma enorme cavidade na forma de um portal na parte nordeste da cabeça que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;

– Um observatório na parte sudeste como um dolmen, contendo algumas marcas;

– Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;

– As famosas e controversas inscrições no lado da rocha;

– Algumas outras inscrições lembrando cobras, raios-solares, etc, espalhados pelo topo da montanha;

– O local de um suposto nariz, que teria caído há muito tempo atrás

Roldão Pires Brandão, o presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio afirmou: “É uma esfinge gravada em granito pelos fenícios, a qual tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca”. (O GLOBO)

Hoje já se sabe que em 856 a.C., Badezir tomou o lugar de seu pai no trono real de Tiro, isso fez com que muitos acreditassem que a Pedra da Gávea poderia ser o túmulo deste rei.

Segundo consta, outros túmulos fenícios que foram encontrados em Niterói, Campos e Tijuca sugerem que esse povo realmente esteve aqui. Em uma ilha na costa do Estado da Paraíba, pedras ciclope e ruínas de um castelo antigo com quartos enormes e diversos corredores e passagens foi encontrado. De acordo com alguns especialistas, o castelo seria uma relíquia deixada pelos fenícios, apesar de haver pessoas que contextem essa teoria.

Alfabeto dos Gênios

Também conhecido como Alfabeto da Linguagem Celestial, Alfabeto dos Anjos ou Escrita Celestial.

Cada símbolo deste alfabeto está relacionado com um gênio específico. Os valores fonéticos de cada um deles é derivado do nome do gênio específico. Além disso cada um dos símbolos possui associação com os sinais utilizados na geomancia como vemos no gráfico abaixo:

os nomes dos símbolos são:

Agiel – Belah – Chemor – Din – Elim – Fabas – Graphiel – Hecadoth – Iah – Kne – Labed – Mehod – Nebak – Odonel – Paimel – Quedbaschemod – Relah – Schethalim – Tiriel – Vabam – Wasboga – Xoblah – Yshiel – Zelah

Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe jinn, mas não é a forma aportuguesada da palavra árabe, como geralmente se pensa. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada. O termo parece ter entrado em uso no português através das traduções francesas d’As Mil e Uma Noites, que usavam a palavra génie como tradução de jinni, visto que era similar ao termo árabe em som e significado, uso que acabou se estendendo também para o português.

Entre os arqueólogos lidando com antigas culturas do Oriente Médio, qualquer espírito mitológico inferior a um deus é freqüentemente referenciado como um “gênio”, especialmente quando descrevem relevos em pedra e outras formas de arte. Esta prática se inspira no sentido original do termo “gênio” como sendo simplesmente um espírito de algum tipo.

Fonte Grega

O alfabeto utilizado para escrever a língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C. e é usado até os nossos dias. Anteriormente, o alfabeto grego foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialectos Arcado-cipriota e Jónico-ático e é conhecido habitualmente como Micénico.

Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semítico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.

Por ter sido considerado durante séculos como uma língua culta muitos estudos filosóficos e mágicos foram feitos e registrados nesta língua, inclusive em séculos recentes como podemos ver em livros de Eliphas Levi, Francis Barret e outros.

Dentro da pasta de fontes gregas estamos disponibilizando também a fonte Apollonian, uma fonte baseada no grego que surgiu no período da baixa Idade Média e era tida pelos ocultistas como um alfabeto secreto criado por Apolônio de Tiana.

Fonte Hebraica

Enquanto o termo “hebreu”, refere-se a uma nacionalidade, ou seja especificamente aos antigos israelitas, a língua hebraica clássica, uma das mais antigas do mundo, pode ser considerada como abrangendo também os idiomas falados por povos vizinhos, como os fenícios e os cananeus. De facto, o hebraico e o moabita são considerados por muitos, dialectos da mesma língua.

O hebraico assemelha-se fortemente ao aramaico e, embora menos, ao árabe e seus diversos dialetos, partilhando muitas características linguísticas com eles.

O hebraico também mudou. A diferença entre o hebraico de hoje e o de três mil anos atrás é que o antigo era um abjad ou seja, não possuía vogais para formar sílabas. As vogais foram os sinais diacríticos inventados pelos rabinos para facilitar na pronúncia de textos muito antigos e posteriormente desativados, nos meios de comunicação atuais.

Não existe um estudioso ou praticante sério de magia que nunca tenha cruzado com o hebraico. Durante a idade média o estudo da cabala e o desenvolvimento mágico da cultura dos judeus influenciou praticamente todos os grandes magos dos quais já ouvimos falar. De livros que exaltam a grandiosidade de Deus a tratados que ensina a chamar demônios de forma que se manifestem e obedeçam ao operador o hebraico se tornou a base para a confecção de sêlos e sigilos mágicos, círculos de evocação, amuletos de proteção e muito mais.

É uma língua que se torna indispensável para o estudioso da magia medieval, da cabala e da demonologia. E com esta fonte se torna muito mais fácil se criar novos amuletos e sigilos sem a necessidade de um domínio completo da grafia original das letras.


Hieróglifos Egípcios

Hieróglifo ou Hieroglifo é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações, tais como os egípcios, os hititas, e os maias. Também se aplica, depreciativamente, a qualquer escrita de difícil interpretação, ou que seja enigmática. Originário duas palavras gregas: ἱερός (hierós) “sagrado”, e γλύφειν (glýphein) “escrita”. Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais “sagrados”.

A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro e, ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.

Os hieróglifos foram usados durante um período de 3500 anos para escrever a antiga língua do povo egípcio. Existem inscrições desde antes de 3000 a.C. até 24 de Agosto de 394, data aparente da última inscrição hieroglífica, numa parede no templo de Ilha de Filae. Constituíam uma escrita monumental e religiosa, já que eram usados nas paredes dos templos, túmulos, etc. havendo poucas evidências de outras utilizações. Durante os mais de três milênios em que foram usados, os egípcios inventaram cerca de 6900 sinais. Um texto escrito nas épocas dinásticas não continha mais do que 700 sinais, mas no final desta civilização já eram usados milhares de hieróglifos, o que complicava muito a leitura, sendo isso mais um dos fatores que tornavam impraticável o seu uso e levaram ao seu desaparecimento.

O arquivo que estamos disponibilizando traz os hieróglifos do chamado “alfabeto” egípcio. São estes os sinais hieroglíficos que mantiveram o seu valor fonético praticamente inalterado durante mais de 3000 anos, desde os tempos pré-dinásticos até ao século 5 d.C.

Alfabeto Kemético

Kemet era o nome do antigo egito, (kṃt), ou “terra negra” (de kem, “negro”). Como vimos, as formas mais antigas de hieróglifos era pictogramas mas com o tempo eles evoluiram para um sistema escrito muito similar ao chines, onde cada caracter representava tanto sílabas quanto palavras.

E assim se desenvolveu um alfabeto que apesar de se manter sofisticado como os pictogramas anteriores – por exemplo a letra que significava boca podia ser seguida por um determinativo (um tipo especial de caracter que servia para indicar o sentido de letras individuais) que determinasse se a boca estava relacionada com o ato de comer ou de conversar.

Com o passar do tempo este alfabeto evoluiu ainda mais, onde cada simbolo se
torna uma letra que indicava o primeiro som da palavra e se cria um sistema que indicava se o símbolo deveria ser interpretado como uma palavra completa ou apenas como uma letra.

As fontes apresentadas aqui não são simples transcrições do alfabeto latino, algumas letras não possuiam relações com as nossas modernas algumas faltavam, outras eram adições, e o sistema numérico está mais próximo do romano do que do árabe. Aqui temos duas versões desta fonta a cursiva e uma com ângulos que era a forma como ela era gravada em pedra, metais ou madeira.

Malachim

Outra das escritas criadas por Agrippa. Ela foi derivada também dos alfabetos grego e hebraico e até hoje é usada, em certo grau, por maçons modernos. Esta versão foi feita em cima da que aparece no Biblioteca Magna Rabbinica de Bartolozzi editado em 1675.

Travessia do Rio

Mais uma fonte de Agripa, também conhecida como Passage de Fleuve. Este alfabeto foi derivado do alfabeto hebraico. Este alfabeto era usado para se escrever de forma que aquilo registrado não pudesse ser compreendido e também em sigios e selos mágicos.

Runas

As runas são um conjunto de alfabetos relacionados que usam letras características (também chamadas de runas) e eram usadas para escrever as línguas germânicas, principalmente na Escandinávia e nas ilhas Britânicas.

Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte.

As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI na Escandinávia.

Elas também eram usadas como oráculos, ou Runemal como era chamada a esta arte pelos iniciados.

Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, cantam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes:

“Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido por minha própria lâmina, sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo:
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.

Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber.

Meus olhos se voltaram para as mais entranháveis profundezas,
Até que vi as Runas.

Com um grito ensurdecedor peguei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.

Ganhei bem-estar
E sabedoria também.

Uma palavra, e depois a seguinte,
conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito.”

Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressucitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuiam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Graças a estas crenças as runas sempre tiveram um significado que ia além da simples função de uma letra ou um simples alfabeto. E aqui disponibilizamos alguns tipos diferentes de runas:

Runas Futhark

A forma rúnica mais antiga usada pelas tribos germânicas, ela aparece em inscrições em artefatos como jóias, amuletos, ferramentas, armas e pedras. Mais tarde foi simplificada na Escandinávia e depois alterada pelos anglo-saxões e Frisões, mas diferente dessas novas versões que permanece em uso até os dias de hoje, a sabedoria do Futhark antigo foi perdida e apenas em 1865 pode ser novamente decifrada pelo estudioso noruegues Sophus Bugge.

Runas Germânicas

Uma outra versão das Runas Futhark

Runas Inglesas

Conhecidas como Futhorc, a versão desenvolvida pelos anglo saxões das 24 runas Futhark originais, que continha entre 26 e 33 caracteres. Teve seu uso iniciado no século V.

Runas de Cthulhu

Contém três tipos diferentes de caracteres, os hieroglifosde Cthulhu, pictogramas que trazem símbolos que fazem parte do universo lovecraftiano. As Runas de Cthulhu, caracteres desenvolvidos com o mesmo princípio das runas. O afabeto de Nug-Soth, como mostrado no necronomicon.

Apesar de apenas o alfabeto de Nug-Soth ter um valor “histórico” por aparecer em uma das primeiras versões do Necronomicon, os outros dois alfabetos se tornaram populares entre alguns praticantes de magia negra e magia do caos e são muito utilizados em trabalhos que envolvam o Mito Lovecraftiano ou belíssimas reproduções de novas versões (ou versões antigas, como preferir) do tomo escrito por Abdul Al-Hazred.

Sânscrito

A língua sânscrita, ou simplesmente sânscrito, (संस्कृत; em devanāgarī, pronuncia-se saṃskṛta) é uma língua da Índia, com uso litúrgico no Hinduísmo, Budismo, Jainismo. O sânscrito faz parte do conjunto das 23 línguas oficiais da Índia.

Com relação à sua origem, a língua sânscrita é uma das línguas indo-européias, pertencendo, portanto, ao mesmo tronco lingüístico de grande parte dos idiomas falados na Europa. Um dos sistemas de escrita tradicionais do sânscrito é o devanāgarī, uma escrita silábica cujo nome é um composto nominal formado pelas palavras deva (“deus”, “sacerdote”) e nāgarī (“urbano(a)”), que significa “[escrita] urbana dos deuses”. O sânscrito foi registrado ao longo de sua história sob diversas escritas, visto que cada região da Índia possui uma escrita e uma tradição cultural particularmente diferenciada. A escrita devanágari (seu nome, em português, é acentuado como proparoxítona) acabou-se tornando a mais conhecida devido a ser a mais utilizada em edições impressas de textos originais.

É uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia. Sua posição nas culturas do sul e sudeste asiático é comparável ao latim e o grego na Europa e foi uma proto-língua, pois influenciou diversas outras línguas modernas. Ela aparece em forma pré-clássica como o sânscrito védico, sendo o idioma do Rigveda o seu estado mais antigo preservado, desenvolvido em torno de 1500 a.C.[1]; de fato, o sânscrito rigvédico é uma das mais antigas línguas indo-iranianas registradas, e um dos membros mais antigos registrados da família de línguas indo-européias[2]. O sânscrito é também o ancestral das linguagens praticadas da Índia, como o Pali e a Ardhamgadhi. Pesquisadores descobriram e preservam mais documentos em sânscrito do que documentos em latim e grego. Os textos védicos foram escritos em uma forma de sânscrito.

Alfabeto Tebano

As origens do alfabeto Tebano se perderam há muito tempo, ele é conhecido como as Runas de Honório – já que muitos atribuem sua criação a Honório de Thebas, mas durante a idade média ficou conhecido também como o alfabeto das bruxas.

Este alfabeto é notável por não possuir nenhuma correspondência com o alfabeto latino, à excessão das letras j e u (ou I e V). Ele surgiu a primeira vez na publicação Polygraphia de Johannes Trithemius, de 1518. Enquanto Trithemius o atribuia a Honório, seu estudante mais conhecido, Agrippa, o atribuiu a Pietro d’Abano.

Hoje em dia este alfabeto é muito usado por praticantes de Wicca e outras formas mais antigas de paganismo. Alguns o chamam também de Escrita Angélica(l) e é usada também como forma de comunicação com anjos já que muitos crêem que caso se queira pedir algo para um anjo a chance de ser agraciado com um resultado positivo é muito maior caso se use esta escrita.

Alfabeto das Adagas

Este alfabeto é uma cifra baseada no alfabeto latino e é usado para propósitos mágicos, como desenvolver imagens, selos ou mesmo textos inteiros. Existem inclusive cartas como as de taro e peças como as de dominó que usam esses símbolos como formas divinatórias, ele aparece a primeira vez no livro A Visão e A Voz de Aleister Crowley.


BÔNUS

Além das fontes de símbolos, nós coletamos algumas fontes desenvolvidas pela Howard Philips Lovecraft Historical Society para fins mais lúdicos. Inspirada pelos contos do autor essas fontes reproduzem os meios de comunicação de época de forma extremamente fiel. Estas fontes podem ser usadas por pessoas que desejem dar uma aparência antiga e real para documentos, tratados e mesmo panfletos e livros.

HPLHS-OldStyle1, PLHS-OldStyle Italic, HPLHS-OldStyle Small Caps,  são fontes digitalizadas diretamente do catálogo Linotype da década de 1930.

HPLHS-Blackletter é uma fonte texturizada e irregular que simula uma letra escrita à mão inspirada no engravador frances Charles Demengeot. É o tipo de letra usada para se escrever tomos de ocultismo que parecem ter sido escritos por monges loucos.

HPLHS-WW2Blackletter foi baseada em documentos alemães reais da década de 1930. Existe em duas versões: uma com ornamentos e outra sem.

HPLHS-Telegram é uma réplica detalhada das fontes usadas em telegramas reais da Western Union nas décadas de 1920 e 1930.

HPLHS-Headline One é uma réplica das letras usadas em cabeçalhos de jornais da época.

HPLHS-Headline Two é uma adaptação mais rústica da fonte Erbar, usada nas máquinas de linotipo usadas para o corpo das notícias em jornais das décadas de 1920 e 1930.

HPLHS-SlabSerif é um alfabeto condensado baseado nas letras esculpidas em madeira, era muito usado em subtítulos em notícias de jornais, posteres de procurados e outras coisas do tipo.

NOTA

É importante notar que todas as fontes aqui apresentadas tem como o objetivo complementar trabalhos mágicos. Muitas delas faziam partes de sistemas que possuem uma gramática própria enquanto outras eram apenas transliterações. Caso você não tenha conhecimento dos sistemas em que elas são utilizadas elas ainda servem como curiosidade. Mas as fontes e caracteres por sí próprios não possuem muito valor, é necessario um estudo para saber como utilizá-los da maneira correta.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/arquivo-de-fontes-morte-subita-inc/

As Rainhas Dragão

Lord A .’. (RedeVamp)
Excerto do livro Mistérios Vampyricos

Existe um relato intitulado “As Rainhas Dragão” que fala sobre os mitos de origem da Transilvânia, o qual descobri ainda na década passada, escrito pelo pesquisador David Wilson – mais conhecido como Awo Falokun Fatunmbi, um oraculista especializado no “Ifa” dos africanos. O artigo foi escrito como uma revelação recebida da parte de seus parentes, originários de Arad na Transilvânia, e que tinham o sobrenome Fenyes, cujo significado é “portador da luz”, mais ou menos como o “cohen” hebreu – tal sobrenome pode indicar uma função ritual nas respectivas culturas citadas. Logo no começo do artigo, somos apresentados ao avô Carlos Fenyes, advogado da família Habsburg, e seu filho Adelbert (Adelburt), que era médico da mesma família nos tempos que antecederam a Primeira Guerra Mundial – este também foi embaixador austríaco no Egito. Para quem não conhece os Hapsburg, eles foram a última família que ocupou o trono do Sacro Império Romano-Germanico; alegavam descendência de Cristo, bem como lhes era atribuída a posse da lança de Longinus, a qual inclusive teria perfurado o peito do Messias crucificado e tornava invencível quem a detivesse, tanto que na Segunda Guerra o próprio Hitler não sossegou até consegui-la. A lança também pertence aos mistérios do Graal e tem muita história – sua aparição mais recente foi na trama do filme Constantine, com Keanu Reeves.

Segundo consta, o título de Sagrado Imperador doado à tal família Hapsburg pela Igreja Católica comprou o silêncio deles em sua peculiar história familiar. Particularmente, dado o tom germânico, eu pensaria em Balder como ancestral totêmico e deus sacrificado, mas isso não importa. Segundo o próprio autor, ele detém provas externas acumuladas ao longo de quatro décadas de pesquisa e acredita que a história como nos é ensinada nas escolas, condicionada por interesses de controle político e filtrada pelo academismo e o pensar moderno, e bastante diferente daquilo que realmente aconteceu – e isso tem a ver com a posse de uma tecnologia espiritual que deveria ser um presente para todos e jamais monopolizada em benefício de poucos. E tudo isso pode ser encontrado na história da própria Transilvânia.

Historiadores dizem que a linguagem escrita começou na Europa há quase 5 mil anos; na Transilvânia, há amostras encontradas em sítios arqueológicos que datam de 10 mil anos atrás – estranho intervalo que parece ser ignorado pelos acadêmicos por romper a conformidade de suas ideias. Na mesma região, também foi encontrado um mapa de porcelana com características topográficas exatas. O mapa é impossível de ser datado, mas itens que estavam enterrados juntamente ao mapa foram datados como tendo 20 mil anos de idade. Então, no tempo em que os europeus supostamente estariam fabricando ferramentas toscas de pedra, também estariam forjando mapas em ajuste exato de escala. Alguma coisa está faltando aí, pois o mito da Criação da Transilvânia diz que um caçador seguia um antílope do norte da África até a região das montanhas do que agora é a Roménia.

Segundo David Wilson, existem evidências de que essa região era uma colônia de mineração do antigo Egito. Os egípcios sabiam, compreendiam e usavam os segredos da alquimia como base para o processamento do metal e a transformação do espírito humano. A história acadêmica tende a dispensar a noção da alquimia como uma ciência real, e a matéria recebe pouco estudo sério nos tempos de hoje. Alquimia, da palavra alkemit ou Ala kemit, significa “luz da terra de kemit” ou “luz da terra negra”. A terra do Egito ao longo do Rio de Nilo é rica em platina. Por um processo de fundição, os egípcios conseguiam extrair irídio da platina e, para Wilson, tal elemento assumia importante caráter sagrado nos ritos iniciáticos – permitindo que os adeptos pudessem ver Deus em um arbusto ardente, ou seja, ver através dos véus e realizar jornadas em duplo etéreo.

Na Transilvânia, os segredos da alquimia e desses mistérios eram guardados pelas misteriosas “Rainhas Dragão”, assim como no Egito – um curioso sacerdócio que se mistura com os dragonistas (escrevia assim há quase 20 anos, mas hoje prefiro draconiano) nesse estranho artigo. Suas origens jazem no imaginário atribuído aos “vigias” e “anjos caídos”, para os místicos, e nas estrelas cadentes e meteoritos, para os míticos.

Aparentemente, houve um dilúvio universal que teria exterminado tais sacerdotisas ou quem sabe uma raça com sangue de dragão. Mas aquelas que moravam na Transilvânia conseguiram escapar para as regiões que atualmente pertencem ao Iraque e ao Egito, conforme é narrado no próprio mito da criação da Transilvânia.

Todo mito de criação tende a ser etnocêntrico e especulativo. Em todo caso, a tradição das Rainhas Dragão existia nas regiões montanhosas da Romênia, na antiga cultura acadiana da Suméria e no começo das dinastias egípcias.

Bárbara von Cilli

David também aponta que o escopo de influência dessas mulheres abrangeu o sul da Europa, o norte da África e porções do Oriente Médio, que possuíam uma cultura única, composta de uma confederação solta de Cidades-Estados. Essa cultura recebeu nomes diferentes por historiadores pronomes que refletem a influência do deslocamento de poder entre Cidades-Estados mas falham na precisão da apreciação espiritual comum, ligações científicas e culturais que sustentaram o desenvolvimento desta região. As Rainhas Dragão eram responsáveis pela consagração ritual de reis na Bacia Mediterrânea. Elas possuíam templos no atual Iêmen, no oeste da Nigéria e no sul da França.

Antigamente um rei não podia reinar a menos que fosse ungido pelas Rainhas Dragão, o processo de unção era feito com uma mistura de gordura de crocodilo e sangue menstrual. As Rainhas Dragão tinham abundância de certos hormônios, que podiam ser usados para abrir o terceiro olho, dando ao rei ungido o dom da clarividência. A habilidade de se produzirem os hormônios necessários era considerada genética, então para ser uma Rainha Dragão era necessário também ser filha de uma Rainha Dragão.

Essas mulheres tinham poder de veto efetivo sobre aquele que iria reinar e, como consequência, a tradição desenvolvida fez com que as Rainhas Dragão se tornassem a primeira esposa do rei e, para proteger sua herança genética, elas se casariam com seus irmãos. Esta é a origem do termo sangue azul. Para manter o terceiro olho aberto, os reis ungidos precisavam ingerir regularmente um ritual preparado de sangue menstrual das Rainhas Dragão, assim eles fariam parte do tribunal real.

No Oriente Médio, as Rainhas Dragão viviam em comunidades chamadas Haréns, mas não eram as rameiras descritas na literatura ocidental. A tradição de beber sangue menstrual era chamada “fogo da estrela”, e tal cerimônia foi denegrida pela Igreja Católica pelas histórias de vampiros.

As Rainhas Dragão não eram mordidas por regentes demoníacos; elas preparavam suas poções com carinho e gostavam de beneficiar a comunidade. Acreditava-se que se o rei estivesse alinhado com seu mais alto self como resultado de contato com outras dimensões, ele reinaria em benefício do povo para manter-se alinhado com o plano original da Criação. Em outras palavras, a vida era feita para o benefício de todos. As Rainhas Dragão também eram as guardiãs do mistério da alquimia. A arte ancestral da alquimia foi tanto usada para transformar o metal quanto como medicina para iniciação. A alquimia é essencialmente o aquecimento da platina para fazer irídio.

Na Bíblia o “irídio” é chamado “maná”, que significa “o que é?”. O irídio ou mana era ingerido como parte de um processo ritual. O iniciado jejuava por 30 dias e ingeria mana por dez dias. No fim do processo, o iniciado era descrito como aquele que podia ver Deus em um arbusto em chamas. Essa iniciação é descrita no Livro do Gênesis, quando Moisés recebe os Dez Mandamentos. O processamento do “maná” exige fornos que geram grande calor, e as Rainhas Dragão podiam abrir portais interdimensionais para criar uma chama azul usada para fazer o “mana”. Essa chama tinha um tremendo calor, mas não queimava a carne humana, era chamada de “a chama eterna” e, uma vez acesa, não se apagava. O processo para fazer tal chama é descrito na literatura alquímica como a linguagem dos pássaros. Quando um portal interdimensional é criado vem a relampejar como um flash de câmera, e este lampejo é simbolicamente descrito como um espírito de pássaro. As Rainhas Dragão tiveram vários nomes que dependiam da cultura e região em que elas atuavam.

Esses nomes incluíam Isis, Hator, Maria e Sheba (como a Rainha de Sabá). Acredito que tenha existido um Jesus histórico, mas sua vida não possui uma precisão refletida na Bíblia. “Messias” quer dizer o “Ungido”, e esta é a palavra hebraica usada para descrever as iniciações das Rainhas Dragão.

Na cultura judaica, as Rainhas Dragão eram chamadas de “Maria”. Então, Jesus foi iniciado por Maria, sua mãe, e por Maria Madalena, sua irmã e esposa. Se olharmos para as tumbas dos faraós egípcios, notaremos que seus órgãos internos eram colocados em jarros separados. As Rainhas Dragão usavam esses órgãos como parte do processo de unção. A alquimia do “mana” é tal que, se você ingerir um órgão interno de alguém que faleceu, absorverá suas memórias e experiências de vida. Esta era a base para a crença de que os reis eram divinos. Eles literalmente recebiam a experiência coletiva de todos os seus predecessores. Por essa razão, o corpo de um rei ungido era importante para a instalação do próximo rei.

Alguns filmes e romances vampirescos até hoje trazem releituras dessa curiosa ideia ligada à antropofagia ritualística de certas culturas – incluindo algumas previamente mencionadas em outras páginas, tais como Schytes (Cítas) e os Getae.

Conforme anunciei é, sem dúvida alguma, um artigo que explora a mitologia e a história de forma audaciosa, embora duvido de que haja acadêmicos dispostos a fundamentá-lo ou oferecer algum detalhamento sobre os muitos tópicos lá presentes.

Reproduzi apenas a parte mais convergente para nosso estudo e com o tema deste livro. Mas aqueles que encontrarem o artigo na íntegra observarão apontamentos do autor que demonstram como o Império Romano decidiu criar imperadores sem a dependência das Rainhas Dragão o que os levou às suas políticas de extermínio ao longo do Crescente Fértil e da região da Galileia, para assegurar que nenhum novo rei ungido surgisse naquela região.

O autor também acredita que o corpo de Jesus foi removido da região e levado para o sul da França, para evitar que este caísse nas mãos romanas, o segredo da atual posse do corpo inclusive é guardado pela família do autor, no caso o David Wilson. Ele também explica que a história europeia é pautada no conflito entre os que regiam por iniciação obtida com as Rainhas Dragão e aqueles que regiam sob as bênçãos do papa que comandava a nova regra divina – sua aceitação levou um milênio e meio de confrontos e programas de extermínio em massa daqueles que estiveram reunidos com as “Rainhas Dragão”. Todas as cruzadas e mesmo a caça inquisitorial às bruxas teriam sido os tentáculos desse plano para assegurar o extermínio de todas as Rainhas Dragão e suas descendências.

Mas elas sobreviveram, mesmo que poucas, e seu alcance era longo, Wilson acredita que os Templários e algumas Ordens Monásticas ou de Cavalaria tenham sido criações veladas delas para preservar descendentes e recuperar artigos importantes do seu culto.

Eleanor de Aquitania

Gosto de pensar que talvez algumas rainhas, como Eleanor de Aquitânia (velada criadora do romance de cavalaria e por extensão do tantra ocidental incluso nessas obras) tivesse sido uma delas. Bem como muitas outras damas que vestiram o manto azul de Nossa Senhora e foram patronas de muitas dessas ordens; sincretismo é sempre uma ferramenta curiosa ao lançarmos nossos olhares rumo ao passado. Sábias dragonistas, hábeis em sua invisível arte, jamais se deixariam pegar fácil e certamente estariam por detrás dos meandros do poder. O que não me deixa esquecer de Bárbara von Cilli e até mesmo Elizabeth e Zsofia, da Famila Bathory, ao menos próximo do contexto vampírico que exploramos neste livro.

Como atribuir elementos míticos e místicos às chamadas Catedrais Góticas é tema recorrente no ocultismo, e próprio David Wilson aponta que elas foram construídas para guardar os segredos dessa alquimia das Rainhas Dragão e que sua grande Deusa era Ísis, velada nos subsolos como uma Madona Negra, onde povos nômades da Transilvânia secretamente iam rezar em suas rotas de peregrinação pelo mundo.

A beleza e a importância do culto das Madonas Negras bem como sua expressão da força maior são exploradas no blog Cosmovisão Vampyrica, em, www.redevamp.com.

Infelizmente, os Templários foram destruídos, como bem sabemos, e seu legado e sabedoria tomados pelos membros ávidos de poder do clero e da monarquia não iniciada nos mistérios das “Rainhas Dragão” e acabaram sendo desvirtuados em muitos lugares. O sacrifício de garotas virgens (e que ainda não houvessem menstruado) atos de pedofilia acabaram sendo algumas das práticas erróneas e criminosas mais comuns associadas com esse contexto.

As acusações de nobres beberem o sangue de terceiros – comum da parte dos protestantes para com algumas famílias no Leste Europeu – podiam ser verdadeiras, talvez fossem apenas propaganda política para intimidar adversários ou, ainda, quem sabe, tentativas posteriores dos descendentes do “Sangue do Dragão” tentando recuperar fundamentos que apenas sentiam o potencial para obter, mas que agora estavam fragmentados ou não acessíveis.

Em todo caso, o artigo de David Wilson se encerra com o autor em tom pesaroso pelo descaso dos administradores do museu criado por seu avô na velha mansão Fenyen em Pasadena, Califórnia, para com a rica história de sua família, que tem no brasão a imagem do Dragão Alado, das antigas Rainhas Dragão.

Um fato relevante é que no transcorrer dos séculos tanto a Igreja Católica romana, como a Reforma e o Protestantismo, e mais recentemente o partido comunista fizeram o possível para denegrir e destruir a herança pré-cristã da Transilvânia. Há uma perene influência ou sincronicidade com a cultura dos dragões da Suméria através dos Cárpatos.

O próprio David Wilson aponta em uma das postagens do seu blog que atualmente existem mais de 26 famílias que carregam o dragão vivendo na região. Vale observar que dragões e povos serpentes intervindo e interagindo com humanos existem em diversas eras e culturas – mais recentemente esses mitos são explicados como os anunnaki e outros alienígenas reptilianos na linguagem moderna – será que eles passaram por Marte antes de chegarem aqui?

Particularmente prefiro o tom conotativo dos mitos e ritos mais antigos.

Um epílogo ao Morte Súbita

Lord A:. em 31.05.2022

Meu livro Mistérios Vampyricos foi pesquisado e redigido entre os anos de 2003-2012 e publicado em agosto de 2014 como sabem. Ainda hoje o lançamento dele no stand da Madras Editora na Bienal do livro, em São Paulo, foi uma marca indelével – lembramos até o sabor do vinho chileno da festa. A obra foi bem sucedida. Reencontrar este trecho do livro em 2022 (quase uma década depois da minha última revisão) é como achar uma garrafa selada com uma mensagem dentro a beira mar. Agradeço ao Thiago Tamosauskas por reviver este trecho aqui no Morte Súbita.

Dragões, anjos caídos ou simplesmente estrelas cadentes e meteoritos? Todos são fascinantes per se! Eles encarnam aqueles relatos atribuídos a “Memória” ou a “Ancestralidade” que é escrita na pedra e no sangue; diametralmente oposta à história escrita em papel ou pergaminho.Que sempre serviu na maior parte das vezes para justificar alguns babacas possuírem as chaves do arsenal, da biblioteca, da prisão e do palácio – e quase sempre essa última chave sempre foi a mais importante para eles. Sem tudo isso esses caras são e sempre serão o que foram um bando de estúpidos. Essa abstração chamada humanidade sempre e em sua maioria foi composta por eles. Desde o neolítico e estes serviam para morrerem como água. E para alguns dos “nossos” transmitirem e ressurgirem através de nós em tempos melhores. Dizem que todas obras ocultistas da modernidade oscilam entre dois pólos – Phil Hine e Michael W Ford para iniciantes versus Kenneth Grant e Michael Bertiaux para quem manja. É o que dizem. No entanto, se ouvidam de uma Maria de Naglowska da vida e outras mulheres muito mais interessantes.

Ainda hoje uma taça de vinho a beira de uma fogueira na floresta em noite de lua negra oferece algo; que jurisprudentes e sacerdotes (abraâmicos) da história escrita pelos povos do livro jamais conseguirão apagar.Sejam generosos com o que lhes direi: ainda assim prefiro interpretar tais assuntos por viés do conotativo, do subjetivo, da alegoria, do simbólico e metafórico tão caro e precioso a alquimia. Então, ao concluírem a apreciação dos meus livros ou este texto não saiam por aí buscando no Mercado Livre por irídio, banha de crocodilo ou fazendo propostas pouco usuais para vossas mulheres. Sejam, digamos, mais razoáveis. Saber o mito não implica ter a receita do rito e do seu preparo ou condução. A vida adulta implica saber disso. E saboreiem mais noites de vinho e a luz de uma fogueira, com limões vermelhos jogados dentro dela antes de acender as chamas.

No livro falei e pontuei bastante o relato do grande David Wilson, ele usava seu nome civil nas redes sociais, na época que escrevi Mistérios Vampyricos; mas hoje é mais conhecido por seu nome religioso como Awo Falokun Fatunmbi e tem um trabalho extraordinário promovendo o Ifá e sendo babalawo na América do Norte. Para investigar e entender as origens de sua família húngara, seguiu curiosas visões de seus ancestrais que o levaram inesperadamente à África. Dentre muitos de seus livros Ancestral Memories, aprofunda seu relato sobre as Rainhas Dragões. Todas as suas obras publicadas falam por si e se encontram disponíveis, lá na Amazon e podem ser conhecidas neste link.

As tais Rainhas Dragões foram aquelas que nos primórdios eram avatares de grandes deusas em tribos notáveis e impérios destacáveis.Sua descendência, sua criação e suas dinastias eram de outra estirpe. O que nos leva a um “Sangue” ou ainda o papo de “Sangue-Bruxo” caro aos tradicionalistas bruxos ingleses. Também falamos de uma raça humana em aparência que figura em histórias de Lovecraft, Yeats, Machen e antes deles nas fábulas onde há seres feéricos. E que depois da idade média foram sintetizadas meramente como bruxas ou vampiras. É uma história talhada na pedra e no “Sangue”, não em pergaminhos delicados ou feitos para evitarem diálogos com o velho norte. O que mais posso lhes dizer sobre tais diálogos é o seguinte – quando o resultado dele parecer biografia e cronologia da editora Marvel, você já perdeu o fio da meada. É sobre lampejos e conexões.

Vocês podem chamar as Rainhas Dragões por outros nomes também, elas estarão lá como sempre estiveram. Estão aqui desde o início, como me confessaram incontáveis vezes.

Contos de fadas antigos e o folclore podem falar melhor disso do que textos acadêmicos – ou tabelas de ocultistas protestantes que juram saber até o cep de Lúcifer na Vila Madalena em São Paulo. Parem com isso! Falamos do que vem desde (pelo menos) o neolítico e jaz nos estratos e camadas cerebrais igualmente primitivas que habitam a camada dos imperativos do nosso cérebro, desvelando como somos mais irracionais e movidos por desejos realizados (ou não realizados) do que gostamos de pontuar e assumir nas redes sociais. Curtam o calor e a luz da fogueira, em uma floresta nas noites sem luar – saboreiem o vinho! Quem sabe no céu escuro anjos caídos, dragões ou estrelas cadentes e meteoritos não lhe contem tudo que estiver preparado para receber?


Lord A.’. é autor de diversos livros entre eles, Mistérios Vampyricos, Deus é um Dragão e a série Codex Strigoi. Desenvolve ainda uma série de iniciativas e eventos culturais para a divulgação da Cosmovisão Vampyrica e da comunidade vamp no Brasil bem como as transmissões da RedeVamp, o site redevampyrica.com, o podcast Vox Vampyrica, e a comunidade Campus Strigoi

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-rainhas-dragao/

Estrutura de um Ritual Enochiano

Por Yohan Flaminio e Robson Bélli 

Aleister Crowley disse: “A Magia é a Ciência e a Arte de causar mudanças de acordo com a Vontade”, mas, como exatamente manifestar essa vontade, de maneira correta, para realizar a mudança que se deseja? Quando se fala em magia, somos remetidos às formulas estranhas em velhos livros empoeirados ou receitas prontas de “feitiços e simpatias” de pseudo-magistas de internet. Mas o que de fato é real e como realmente é realizado um ritual?

Na magia cerimonial, o pretenso magista manifesta sua vontade por meio de foco material criado por si ou de artesãos competentes, instrumentos estes que focam a atenção e colocam o operador “no clima”, literalmente o sintonizando naquela energia e frequencia, mas, sem o conhecimento de como usar esses instrumentos de maneira correta, de como magnetiza-los, estes não passarão de artigos estranhos na estante de um excêntrico acumulador.

E é exatamente onde entramos com a: ESTRUTURA RITUAL.

Todo ritual é construído seguindo certos preceitos ou fórmulas previamente construídas pelo magista, com base em seu conhecimento das chaves de expressão da realidade, estas que inicialmente podem ser expressas pelo incenso utilizado, cores das velas, a lua certa, o dia certo e etc.

A maioria das vertentes de magia cerimonial segue uma estrutura mais ou menos rígida, que visa o sucesso da operação. O exemplo mais clássico é a estrutura seguida durante a evocação de um daemon, na Goetia Salomônica. O passo a passo neste exemplo tem o objetivo de permitir uma evocação segura e eficiente e trata-se de uma estrutura já muito utilizada, bastante eficiente.

Mas qual é o passo a passo já bem fundamentado, na magia enochiana? Lamento, jovem gafanhoto, ele não existia, até agora.

O próprio John Dee nunca fez uso do sistema e isso, por si só, já nos faz imaginar: “se ele não usou, quem sou eu pra meter mão nisso aí?” A resposta é: Somos estrelas, cara! Desde o ressurgimento da Magia Enochiana com a Golden Dawn, há incontáveis formas de se trabalhar com as entidades enochianas e, cada dia que passa, uma nova forma é descoberta.

O que será explicado abaixo trata-se de uma forma simples e eficaz de um Ritual de Evocação, utilizado por este que vos escreve. Foi utilizado no início das práticas quando ter instrumentos enochianos era um sonho distante.

Enfim, chega de teoria e vamos botar a mão na massa, pois a teoria e o conhecimento místico é muito importante, mas, magia é acima de tudo, pratica.

RESUMO LITÚRGICO

1. Definição do objetivo da ritualística
2. Escreva o roteiro ritual
3. Preparação do templo
4. Preparação do magista
5. O banimento inicial (RMP)
6. Pilar do meio
7. Recitar a obediência fundamental
8. Recite a 1º. Ou a 2º. Chamada
9. Chamada  à Torre de Vigia
10. Conjuração do espirito
11. Encargo ao Espírito
12. Fechamento do templo

O RITUAL

PASSO UM:

Defina o objetivo do ritual.

O que você deseja alterar? Qual a situação que deseja resolver? Defina-o de maneira objetiva, de forma com que se venha a acontecer, você possa ter certeza de que foi você e sua magia que o fizeram.

PASSO DOIS:

Escreva o roteiro do ritual

Escreva seu objetivo no topo do que vamos chamar de Roteiro do Ritual. Este roteiro será o seu passo a passo, que deverá ser seguido no ato do ritual, após a pratica ele deve ficar em anexo a folha do dia do seu diário magico para possíveis consultas posteriores.

PASSO TRÊS:

Preparação do templo.

Esse é o passo que normalmente limita o praticante. “Ah não tenho bola de cristal, ou mesa santa ou o sigilo feito de cera de abelha…” Esqueça a parafernália! Tudo o que será necessário aqui é uma impressão do Sigillum Dei Aemeth, em papel A4 e uma superfície reflexiva, que pode ser um espelho, um cristal simples ou até mesmo aquela sua taça de vinho preferida, com água. Além disso, de forma opcional, coloque duas velas brancas de cada lado do objeto usado pra vidência (o cristal, espelho ou copo com água). Isso vai ajudar sua mente a “se soltar”.

PASSO QUATRO:

Preparação do magista.

Nesse passo vamos saber o que o operador deve realizar para auxiliar a “entrar no clima”. Primeiro sua mente deve estar relaxada. Isso é conseguido com uma meditação antes da prática em que o magista limpa a mente e foca-a no que está sendo realizado ali. O tempo de meditação varia de cada pessoa mas normalmente ocorre entre 10 a 20 minutos de meditação, às vezes menos, um banho de purificação também pode ser adequado, para os menos familiarizados com banhos de purificação um belo banho de sal grosso pode ser o suficiente.

PASSO CINCO:

O Banimento

Neste passo o magista realiza o ritual de banimento escolhido (os quais existem para todos os gostos) que terá o efeito de limpeza das energias do magista, influências negativas e a limpeza do ambiente.

Sugestão:

Ritual Menor do Pentagrama

Parte 1 – A Cruz Cabalística (ou Rosa Cruz)

De pé com corpo ereto e postura altiva, com as pernas abertas a largura dos ombros, de punhos cerrados, espalme a mão direita, erga lentamente a mão direita espalmada esticando seus braço a frente e para cima enquanto acompanha o movimento da sua mão com os olhos, quando o braço estiver apontado para cima, feche os olhos e em sua tela mental imagine que um enorme tubo de luz branca desce sobre vós enquanto você desce a desce a mão e toca sua testa

  • – Toque a testa e diga/vibre ATEH

toque seu peito e então:

  • – Toque o sexo e diga MALKUTH

E visualize esta luz mudar de cor para amarelo, verde, vermelho e então se apagar ficando tudo escuro, leve a mão esquerda para seu ombro direito, e veja um raio de luz vermelho que vem de seu lado direito:

  • – Toque o ombro direito e diga VE – GEBURAH

Este raio então ultrapassa a linha central e muda de cor (para azul) enquanto você move sua mão direita em direção ao ombro esquerdo assumindo a postura de Osíris ressuscitado.

  • – Toque o ombro esquerdo e diga VE – GEDULAH

Abra as duas mãos na postura de Osíris morto e então:

  • – Junte as mãos no peito e diga LE – OLAHM AMEN Parte 2 –

Parte 2: Os Pentagramas

  • – De frente para o Leste, desenhe (usando a ponta dos dedos indicador e médio) um pentagrama visualizando-o, no centro visualize o primeiro nome, IHVH e inspirando-o, sentindo passar pelo peito até os pés e sentindo a sua volta, fazendo o sinal do entrante, varando o pentagrama, vibre o nome (“Iod Rê Vô Rê”, por exemplo) com
  • – De frente para o Sul, repita o processo anterior trocando o nome por ADONAI.
  • – De frente para o Oeste, repita o processo anterior trocando o nome por EHEIEH. 9 – De frente para o Norte, repita o processo anterior trocando o nome por AGLA. Caso o estudante não tenha percebido, ele está girando no sentido horário.

Parte 3 – Invocação dos Arcanjos

 – Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante repetirá: “A minha frente RAPHAEL

  • – “Atrás de mim GABRIEL” 12 – “A minha direita MICHAEL
  • – “A minha esquerda AURIEL” –
  • – “Pois ao meu redor flamejam os Pentagramas”

Sempre imaginando os Arcanjos nas suas respectivas posições e os pentagramas em chamas. Cada um está relacionado a um elemento: Ar, Fogo, Água e Terra, na sequencia. Como os elementos são 4, o magista, ao centro, será a 5ª parte do pentagrama, o espírito.

  • – “E na coluna do meio, brilha a estrela de seis raios”.

Que o estudante visualize dois Hexagramas, um em cima e o outro projetado embaixo, com uma faixa de luz estendendo-se infinitamente na vertical, envolvendo-o.

  • – Repita a Parte 1 e o ritual estará

PASSO SEIS (OPCIONAL)

Realize o Ritual do Pilar do Meio.

Este exercício simples potencializa a energia do magista aumentando a probabilidade de sucesso do ritual de forma expressiva.

Preparação.

Ritual do Pilar do Meio

Imagine-se em um templo. Visualize o Pilar Negro da Severidade à esquerda, o Pilar Branco da Misericórdia à direita e você ao centro no Pilar do Equilíbrio.

Pilar do Meio.

Eleve sua atenção até Kether. Imagine uma esfera de luz que brilha intensamente acima de sua cabeça sem tocá-la.

Contemple esta luz por alguns instantes. Sinta a energia que emana desta esfera enquanto vibra:

–  Eheieh.

Desta esfera a luz se projeta para baixo até formar uma segunda esfera de luz na região da nuca. A luz de Kether flui para Daath. Sinta sua energia enquanto vibra:

–  IHVH Elohim.

A luz se projeta desta esfera para formar uma terceira esfera de luz na região do coração. A luz de Daath flui para Tiphereth.

Sinta sua energia enquanto vibra:

–  IHVH Eloah Ve Daat.

A luz projeta-se desta esfera para formar a próxima esfera de luz na região dos órgãos sexuais. A luz de Tiphereth flui para Iesod. Sinta a energia desta esfera enquanto vibra:

–  Shadai El Chai.

A luz projeta-se desta esfera para formar uma nova esfera de luz nos pés. A luz de Iesod flui para Malchut. Visualize esta esfera de luz e sinta sua energia enquanto vibra:

–  Adonai Ha Aretz.

Visualize o Pilar do Meio formado por suas esferas de luz alinhadas ao longo de seu corpo. Circulação do Corpo de Luz.

Volte sua atenção para Kether, a esfera acima da cabeça, e visualize-a absorvendo energia do Ain Soph Aur, da Luz Ilimitada, e transmitindo esta energia para as outras esferas. A cada expiração sinta a energia descer da esfera do topo da cabeça até a esfera dos pés pelo lado esquerdo do corpo. Ao inspirar sinta a energia subir da esfera dos pés até a esfera do topo da cabeça passando pelo lado direito do corpo. Repita este exercício por várias vezes. Visualize, então, a energia descer pela frente do corpo enquanto o ar é exalado e subir pelas costas enquanto o ar é inspirado. Repita exte exercício por várias vezes. Visualize este processo e sinta este processo de forma profunda e real.

Visualize as esferas de luz em seu corpo que formam o Pilar do Meio. Leve sua atenção à esfera dos pés e, ao inspirar, sinta e visualize a energia desta esfera subir pelo corpo como uma corrente de energia espiralada até o topo da cabeça. Ao exalar sinta e visualize esta energia sendo derramada por todo o seu corpo retornando à esfera de luz situada nos pés. Repita este exercício várias vezes.

PASSO SETE:

Recite a Obediência Fundamental de John Dee

Trata-se de uma invocação preliminar à Deus que Dee chamou “Obediência Fundamental”. Ela invoca os doze nomes de Deus que governam os quatro quadrantes da Grande Tábua. De acordo com a Tabula Recensa, estão dispostos assim:

Leste — ORO IBAH AOZPI
Sul — MPH ARSL GAIOL
Oeste — OIP TEAA PDOCE
Norte — MOR DIAL HCTGA

Na Obediência Fundamental, há um alinhamento com a divindade por meio desses nomes de poder que representam as partes do universo.

Ó YHVH TzABAOTh, nós invocamos e imploramos mais fervorosamente seu Divino Poder, Sabedoria e Bondade, e mais humilde e fielmente pedimos que nos favoreça e auxilie em todas as nossas obras, palavras e cogitações concernentes, promovendo ou obtendo seu louvor, honra e Glória.

E por estes seus doze nomes místicos. ORO, IBAH, AOZPI, MPH, ARSL, GAIOL, OIP, TEAA, PDOCE, MOR, DIAL, HGTGA, mais ardentemente rogamos e imploramos sua Divina e Onipotente Majestade: que todos os seus fiéis Espíritos Angelicais cujos nomes místicos são expressos neste livro e cujos ofícios são brevemente observados em qualquer parte do mundo em que estejam e, em qualquer época de nossas vidas, eles são convocados por nós por meio de seus poderes peculiares ou autoridade de seus Santos Nomes (também contidos neste livro), que mais rapidamente eles venham a nós visíveis, afáveis, e nos apareçam pacificamente e permaneçam conosco visivelmente de acordo com nossos desejos, e que eles desapareçam a nosso pedido de nós e de nossa vista.

E através de ti e daquela reverência e obediência que eles devem a ti nesses doze nomes místicos acima mencionados, que eles deem satisfação amigavelmente também a nós, a cada momento de nossas vidas, e em cada ação ou pedido a todos, alguns ou um deles, e façam isso rapidamente, bem, completamente e perfeitamente para executar, aperfeiçoar e completar tudo isso de acordo com suas virtudes e poder geral e individual e através das injunções dadas por ti (Ó Deus) e seus ofícios, encargos e sacerdócio.

Amém.

PASSO OITO:

Recite a 1º ou 2º Chamada Enochiana

A 1º Chamada é usada para manifestações espirituais. Ex: conexão com a energia pura da Tábua da União.

A 2º Chamada é usada para manifestações físicas. Ex: Evocar os anjos do Ar (responsáveis por curas), de um quadrante específico para tratar um problema de saúde.

Pronúncia da 1º Chamada

– Ole sonefe vorese-ge goro lade balete, laneserre calezod voneperru; sobera zole rore i ta nazodpesade, ode geraa ta maleperege, di-es holeque quaa noterroa zodimezod ode comemarre ta nobelorre ziene; soba terrile genonepe perege aledi, di-es urebese obolerre ge-resame; casareme ohorela taba pire, di-es zodonerenesege cabe ereme jadenarre. Pilarre farezodme zodnera adena gono ladepile di-es rrome torre soba [iaode] ipame lu ipamise; di-es lorrolo vepe zodomede poamale, ode bogepa aai ta piape piamose ode vaoame. Ca zodacare ode zodamerame! Odo cicele quaa zodorege lape ziredo noco made, rroaterre zaida.

Tradução da primeira chamada

– Eu reino sobre vós, diz o Deus da Justiça poderosamente exaltado acima dos firmamentos da ira; em cujas mãos o Sol é uma espada e a Lua como um fogo penetrante: que mede as vossas túnicas, no seio de minhas próprias vestes e vos amarrei juntos com as palmas de minhas mãos; vossos assentos sendo decorados com o fogo da união, embelezando vossas vestimentas com admiração; para quem fiz a Lei para governar os santos e entreguei uma vara com a arca do conhecimento. Além disso, vós então erguestes vossas vozes e jurastes obediência e fé a Ele, que vive e triunfa, que não tem início, nem fim, que brilha como uma chama no meio de vosso palácio, e reina entre vós como a balança da retidão e verdade. Portanto, movei-vos e mostrai-vos! Abri os mistérios de vossa criação! Sede amistosos comigo, porque eu sou servo do vosso mesmo Deus, o verdadeiro adorador do Altíssimo.

Pronúncia da 2º Chamada

– Adegete upaarre zodonege ome faaipe salede, viu le? Sobane laleperege izodazodazod piadeperre; casarema aberamege ta talerro paraceleda que-ta loreseleque turebese oogo baletorre    givi    cerrise    lusede     oreri     ode     micalepe     cerrise     bia ozonegone; lape noane terofe corese ta ge oque manine laidone. Torezodu gorre-le! Zodacare, ca ce-noqueode! Zamerane micalezodo, ode ozodazodme urelepe, lape zire loiade.

Tradução da segunda chamada

– Podem as asas do vento entender vossas vozes de admiração, Oh, vós todos, os segundos dos primeiros? Que as chamas ardentes conceberam nas pofundidades de minhas mandíbulas; que preparei como taças para um casamento, ou como flores em sua beleza para a câmara da retidão. Mais fortes são os vossos pés, que a pedra estéril, e mais poderosa são vossas vozes que os ventos múltiplos, pois se haveis tornado uma edificação como não existe outra, exceto em minha mente de Todo-Poderoso. Aparecei disse o Primeiro: Movei-vos, portanto, até os vossos servos! Mostrai vossos poderes e fazei de mim um Grande Vidente, pois eu sou daquele que vive para sempre.

PASSO NOVE:

Chamada à Torre de Vigia

Recite a Chamada correspondente à Torre de Vigia com o elemento correspondente:

PASSO DEZ:

A Conjuração do Espírito.

Neste passo, recite uma conjuração ao espírito.

Esta pode ser em português ou em enochiano

  • Exemplo de conjuração em português:

Conjuração aos anjos do Ar (cura)

Ó tu, Anjo de Luz [Nome do Anjo], habitando na parte [Direção] do universo, poderoso na administração do forte e saudável remédio de Deus e na dispensação de curas: Em nome do Deus onipotente, vivo e verdadeiro, Eu, [Seu Nome Mágico], pela graça do Deus Todo-Poderoso dos Reinos Celestiais, e através da reverência e obediência que tu deves ao mesmo, nosso Deus, e através destes, Seus nomes divinos e místicos, [Nome vertical da cruz sephirótica] e [Nome horizontal da cruz sephirótica], eu veementemente e fielmente peço de ti, que tu apareças dentro desta Mesa da Arte e Sigilo de Deus, e depois disso, atenda a minha solicitação.

Eu o convoco pelos Nomes de Deus, [Nome vertical da cruz sephirótica] e [Nome horizontal da cruz sephirótica], para realizar e completar todos e quaisquer pedidos, abundantemente, excelentemente, completamente, agradavelmente e perfeitamente, por meio de todos os remédios possíveis e por meio da força, poder e peculiaridades de seu ofício e ministério.

Através dos Nomes Sagrados de Deus [Nome vertical da cruz sephirótica] e [Nome horizontal da cruz sephirótica],

Amém.

  • Exemplo de conjuração em enochiano usando as Hierarquias:

Ol vinu od zacam, Ils gah (nome do anjo-alvo).

Od lansh vors gi Iad, gohus pugo ils niiso od darbs! Dooiap (nome supremo da Tábua da União),

od dooiap (os Três Grandes Nomes Secretos de Deus), od dooiap (o nome do rei),

od dooiap (os nomes dos seis Sêniores), od dooiap …,

od dooiap …,

od dooiap … (quantos nomes na hierarquia forem necessários), Ol vinu od zacam, Ils gah (nome do anjo-alvo).

Tradução:

Eu invoco e movo-te, ó ti, Espírito (nome do anjo alvo).

E sendo exaltado acima de você no poder do Altíssimo, eu digo a você que venha e obedeça!

Em nome de (Nome Supremo da Tábua da União; por exemplo, Exarp, Hcoma, Nanta ou Bitom);

e em nome de (os Três Grandes Nomes Secretos de Deus da Tábua Elemental),

e em nome de (o nome do rei da Tábua Elemental), e em nome de (os nomes dos seis Sêniores da Tábua Elemental),

e em nome de …,

e em nome de …,

e em nome de … (tantos nomes na hierarquia quantos forem necessários), Eu invoco e movo-te, ó Espírito (nome do anjo alvo).

PASSO ONZE:

O Encargo ao Espírito.

Neste passo, o pedido do magista é entregue ao espírito. Uma dica importante aqui é escrever o pedido antes do ritual e recitá-lo ao anjo.

PASSO DOZE:

Fechando o Templo.

Neste passo dá-se ao espírito, a Licença para Partir, como se segue:

Tu, Anjo de Luz, eu, [Seu Nome Mágico], pelo poder do Deus Verdadeiro, Todo-Poderoso e Vivo, por meio deste, convido-o a partir e cumprir suas tarefas designadas, a serviço de minha Verdadeira Vontade e para a Glória e Honra ao nosso Deus Verdadeiro acima mencionado, a quem tu deves lealdade e obediência.

Eu, [Seu Nome Mágico], por meio deste libero as forças restringidas, focalizadas e dirigidas durante esta operação, para que elas possam ir adiante e trabalhar seus vários poderes sobre o universo manifesto, pois assim nasceu todo o Poder da Verdadeira Magia e da perfeição.

Pelo poder de minha Verdadeira Vontade aqui incorporada pelo Nome Mágico [Seu Nome Mágico],

Amém.

O Ritual está completo

Considerações finais

Yohan: Venho usando este ritual nos últimos meses com ótima taxa de sucesso na evocação das diversas classes de entidades enochianas. Como um conselho final, não espere ter todos os aparatos descritos nos grimórios, comece a praticar imediatamente pois, o sistema enochiano não depende de condições de tempo ou a lua, para ser efetivo e tudo o que você precisa está ao alcance de sua mão.

Como cita Donald Michael Kraig em seu maravilhoso Modern Magick: Pratique, Pratique e Pratique!!

Robson: pode parecer um esforço muito grande no início desempenhar um ritual “tão longo”, porém, recomendo fortemente que o faça de maneira tranquila (sem pressa), pois o importante não é o final e sim a jornada, curta a experiência, e acima de qualquer coisa esteja presente (em plena atenção) no aqui e o agora, com a pratica você perceberá que se torna cada vez mais rápido e pratico a realização do ritual, não se esqueça de anotar tudo em seu diário magico.

Pode ser frustrante no início, você não ver ou sentir qualquer coisa, mas, isso representa apenas uma coisa, a sua falta de preparo no que é básico a um magista, não significa que nada aconteceu ou mesmo que o anjo não veio, significa apenas que sua capacidade de percepção não pode ainda vivenciar por completo a experiência e lhe falta ainda algum preparo, do qual a pratica constante e determinada pode vir a suprir tal falta.

Esteja bem!


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/estrutura-de-um-ritual-enochiano/