A Quimbanda Brasileira

por T.Q.M.B.E.P.N.

Para compreender as raízes e os fatos históricos que fazem parte do nascimento da Quimbanda Brasileira, é necessário primeiramente destacar alguns fatos, para que fique bastante clara a diferença entre a nossa corrente e outras manifestações religiosas que se utilizam do nome Quimbanda para se autodenominarem.

​Nos diferimos por sermos uma força de embate contra a inércia e contra a estagnação escravizadora, o nosso culto foi forjado no calor de inúmeras batalhas pela conquista e manutenção da liberdade de nossos ancestrais, liberdade essa que muitas vezes ao longo do tempo sofreu diversas investidas por parte de nações e crenças opressoras. A maior parte do que foi escrito a respeito de Quimbanda está sob a influência e se confunde com a formação de outras vertentes religiosas, sobretudo da Umbanda, religião com a qual a Quimbanda Brasileira não possui qualquer tipo de conexão. A Quimbanda não é um culto da Umbanda, como muitos autores afirmam, justamente porque não se trata de mais um culto ao Falso Deus; Os inúmeros espíritos que hoje integram as fileiras de Vossa Santidade Maioral, no início da formação do culto, quando em vida, mantiveram a fidelidade às suas crenças e espiritualidade, defendendo-as de forma feroz e corajosa, muitas vezes tendo enfrentado a brutalidade da intolerância e tendo suas próprias vidas ceifadas; pois a Liberdade não é um bem negociável, sob nenhum pretexto! A célebre frase “É melhor morrer de pé do que viver ajoelhado” se encaixa perfeitamente na motivação que inflamava a chama no coração dos povos formadores da história da Quimbanda Brasileira, que não se esconderam por detrás de sincretismos ou mentiras.

O continente Africano foi um dos palcos de inúmeros eventos importantes dentro do enredo histórico que estamos abordando. Embora este sendo objeto da cobiça de muitos povos, desde tempos imemoriais, aqui focaremos no período do tráfico de escravos durante os séculos XV e XVI. Na busca da conquista de novos territórios e riquezas naturais, exploradores e colonizadores de várias nações Europeias pilharam e se apropriaram, principalmente por meio do poderio militar, de diversos territórios da África, e nesse período Portugal dominava uma larga extensão da costa africana.

O processo de colonização territorial deu ensejo a uma “colonização ideológica” através de muitas tentativas de imposição da crença e fé cristista, bastante diferentes dos cultos ancestrais e da espiritualidade das nações negras nativas, quase sempre com o uso de métodos violentos, já que os povos aborígenes não cederam a outros métodos de convencimento e se engajaram em batalhas sangrentas para defender sua terra e todo o seu arcabouço cultural, religioso e ancestral.

Desprovidos de qualquer capacidade de compreender as características naturais e espirituais do território desconhecido no qual estavam adentrando, os exploradores Europeus se escandalizaram com costumes totalmente diversos dos povos nativos que viviam em meio à uma paisagem inóspita, já que entravam em choque com a formação moral e religiosa cristã dos colonizadores.

Por despreparo e ignorância, os conquistadores e seus missionários classificavam como conduta herética (segundo seus dogmas religiosos) a ausência do conceito de pecado, o uso ritual de sacrifícios de sangue, o nudismo dos negros nativos e ainda o culto a uma deidade que era retratada com o falo ereto e chamada Èsú (conhecida pelos povos Fons de Elegbara). É importante salientar que as formas fálicas desde tempos imemoriais retratam a virilidade e a força, representando a energia dinâmica e ativa e, também, associações com atividades sexuais.

Fica claro então que o pecado residia somente na intolerância e nos dogmas crististas.  Não tardou para que a figura de Èsú fosse incluída no rol das associações demoníacas do cristianismo, considerada como mais uma das formas de Satanás. Foi justamente nesse período que chegaram às terras da África as palavras “Diabo”, “Demônio”, “Satanás”, “Beelzebuth” e “Lúcifer”.

O tráfico negreiro para as terras brasileiras fez com milhares de nativos africanos de diversas etnias atravessassem o oceano em condições enormemente precárias, onde a sobrevivência em si dentro das naus abarrotadas de mercadoria humana eram dificílima em meio as doenças, intempéries e maus tratos. Estavam definitivamente distantes de sua terra natal, despojados de suas famílias e de tudo o que amavam e consideravam sagrado, principalmente sua Liberdade. Muitos dos escravos capturados na África eram prisioneiros de guerra, adúlteros, feiticeiros, assassinos ou indivíduos trocados por chefes tribais ou penhorados por dívidas. É importante ressaltar que a prática da escravidão já era existente entre algumas tribos africanas que atuavam à guisa de fornecedoras nesse obscuro comércio.
Juntamente com os demais negros escravizados, aportaram em terras brasileiras os Kimbandas. A palavra Kimbanda, originada da língua Kimbundo (Bantu) significa: Sacerdote da arte de curar. De fato o Kimbanda era o Alto Sacerdote curandeiro e conselheiro que evocava e invocava os espíritos para sanar os problemas carnais e espirituais dos membros de suas tribos. Outros tipos de sacerdotes africanos também foram trazidos, dentre eles os temidos Mulôjis e os Ndokis, que diferentemente dos Kimbandas, eram feiticeiros necromantes, agindo em algumas ocasiões como mercenários, eram conhecedores de artes temidas que tiveram origem em uma época que não pode ser datada. A palavra Kimbanda também se confunde com a própria religião Bantu praticada em partes de Angola e no Brasil. Embora sendo homófonas e possuírem a mesma raiz, as palavras Kimbanda e Quimbanda assumiram caminhos e identidades próprias no decurso da história.
Antes mesmo da chegada dos primeiros homens e mulheres africanos no Brasil, os indígenas brasileiros também enfrentavam as perseguições dos colonizadores europeus, buscando defender suas tribos, seus territórios, sua cultura, bem como, suas práticas e cultos ancestrais baseados na natureza. Sendo os primeiros a terem um contato mais próximo com os indígenas, os Padres Jesuítas atuavam como “controladores de almas”, combatendo as práticas nativas e instituindo a cultura do pecado. Como uma estratégia de propagação do cristianismo nas tribos, os Caciques foram escolhidos para aprender a escrita e a leitura e serem doutrinados pelos ditames religiosos, o que facilitava o processo de conversão. Muitos índios na fase da infância foram enviados à metrópole portuguesa para serem educados e retornarem ao Brasil como “espelhos” para os demais. Toda essa aculturação de poucos séculos contribuiu para dizimar milhares de anos de tradições enraizadas. A ação da catequese diminuía a ferocidade dos nativos e facilitava a ação do Estado (Portugal) no processo de colonização. No entanto, parte do povo indígena impôs restrições à esta invasão através de batalhas sangrentas. Como as guerras intertribais eram constantes, diferentes nações europeias que disputavam as terras recém descobertas aproveitaram para estabelecer relações proveitosas com os nativos, onde tribos rivais se enfrentavam em nome dos reis da Europa e os índios terminavam sendo dizimados aos milhares.

Diferentes fontes históricas têm opiniões divergentes no tocante aos motivos pelos quais a mão de obra escrava indígena foi substituída pela mão de obra escrava dos nativos trazidos do continente africano. Já se alegou que os índios eram indolentes e preguiçosos, ou mesmo que de tão selvagens preferiam morrer do que trabalhar. Uma vez tendo se tornado escravos das lavouras, índios ou africanos, não estavam em posição de escolher qual tipo de trabalho realizariam, mas certo é que não foi por falta de resistência contra a escravidão.
Sem dúvida, o contato entre os negros e índios foi bastante intenso, fomentando grande intercâmbio cultural que resultou na fusão de Deidades e no nascimento de novas religiões ou de novas formas de culto às antigas religiões. A Quimbanda Brasileira acredita que índios e africanos se associaram para promover as fugas das senzalas, uma vez que os índios eram profundos conhecedores das matas. Alguns vilarejos rebeldes fundados pelos fugitivos abrigavam não só negros e índios, mas também brancos fugitivos e mestiços. Nesses locais a religião outrora podada pelos Jesuítas volta a existir, mas com algumas novas características herdadas do sincretismo resultante da intensa fusão cultural.

Não podemos esquecer de mencionar a figura dos Pajés, como um elo de conexão entre os mundos visível e invisível, que através de transe entravam em contato com os espíritos. Eram feiticeiros que tinham poder sobre os animais e espíritos da floresta, sendo também médicos através das forças fitoterápicas e suas palavras eram respeitadas como Leis dentro das tribos. Um Pajé exercia a mesma atividade que um Kimbanda.

Nesse contexto histórico que é o berço da Quimbanda Brasileira, a miscigenação racial naturalmente propiciou a miscigenação religiosa através dos inúmeros sincretismos e, houve em diversos aspectos, a popularização da espiritualidade. Índios e negros acabaram recebendo influências das culturas pagãs e judaicas através do contato com homens e mulheres degredados da Europa por terem sido condenados pelos tribunais do Santo Ofício pela prática de bruxaria e/ou feitiçaria. Muitos desses exilados estavam ligados às tradições de magia e feitiçaria medievais e tantos outros eram neo-convertidos do Judaísmo, que secretamente realizavam suas práticas Judaicas. O grande contato entre as feiticeiras europeias, os índios e os escravos resultou em uma mescla de conhecimento e a partir desse momento Exu passou a ter o status de Diabo com força renovada. O endurecimento da perseguição dos dominantes aumentou com o decorrer do tempo. Feiticeiros e feiticeiras se tornaram alvos da Lei, além da perseguição religiosa, surgindo daí a necessidade de agirem sem segredo, jamais abandonando suas verdadeiras essências.

A Quimbanda se diferencia do culto aos Orixás pelo fato de não usar as forças da natureza para alcançar suas metas e desejos, mas sim a força ancestral do mundo dos mortos. Geralmente os espíritos que trabalham na corrente da Quimbanda são antigos Xamãs, Mestres Caboclos, Bruxos, Alquimistas, Feiticeiros, Guerreiros, Assassinos, dentre outros que se encaixam na vibração energética do culto exercendo suas forças nas linhas de Exu e Pombagira (consorte feminino).

Fonte: https://quimbandabrasileira.wixsite.com/ltj49/quimbanda-brasileira

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-quimbanda-brasileira/

O Que significa o “G” na Maçonaria?

simbolos-maconicos

Qual o significado da letra “G” comumente presente no centro do Esquadro & Compasso?

Vários autores apontam vários significados, muitos dos quais absurdos: God, GADU, Grande Geômetra, Ghimel, Gama, Geração, Gênio, Gnose, Gomel, Glória, Gibur, Gibaltrar, etc.

Há ainda aqueles autores que, sem conseguirem se aprofundar na pesquisa sobre o tema, preferem afirmar que o verdadeiro significado do “G” é um grande mistério maçônico, talvez nunca revelado. Uma desculpa um tanto quanto poética.

A letra G é um daqueles tantos símbolos que sobrevivem aos séculos mas, infelizmente, perdem seu significado original, ganhando vários outros significados ao longo do tempo. E vez ou outra, um desses significados novos prevalece, sepultando de uma vez por todas o original.

Séculos atrás, conhecimento era algo raro, reservado a pequena parcela da população, restrito aos poucos com berço ou condições financeiras para tanto. Naqueles tempos, a Geometria era tida quase como uma ciência sagrada, mãe da arquitetura e da construção, sem a qual as Catedrais não podiam ser planejadas e concluídas. As crianças não aprendiam Geometria nas escolas, como ocorre atualmente. Apenas aqueles que trabalhavam com construções aprendiam tais lições. Em resumo, a Geometria era a ciência do maçom operativo, uma ciência que os distinguia dos demais, que tornava possível a execução da Arte Real, que levanta templos às virtudes.

A presença do “G” no Templo é representativo da Geometria como a ciência maçônica; como foco do estudo, conhecimento e prática do trabalho maçônico; e principalmente como origem da Arte Real, base para o uso de todas as ferramentas do maçom. Esse significado pode ser comprovado em todos os antigos Catecismos Maçônicos que se tem conhecimento.

A letra “G” definitivamente não é “God” ou qualquer outro nome relacionado ao Grande Arquiteto do Universo. Apenas nas línguas anglo-saxãs, a palavra referente a Deus começa com “G”, enquanto que o uso do “G” também sempre constou nos países de línguas latinas. Se “G” fosse God (inglês e holandês) ou Gott (alemão), então nos países como França, Espanha, Itália e Portugal utilizariam um “D”: Dieu (francês), Dios (espanhol), Dio (italiano) e Deus (português). E isso não aconteceu e não acontece, nem nesses países e nem nos que adotam as línguas latinas. Já a palavra “Geometria” mantém sua letra inicial tanto nas línguas anglo-saxãs como nas latinas: Geometry (inglês), Geometrie (holandês e alemão), Géométrie (francês), Geometría (espanhol), Geometria (italiano e português).

O surgimento de novos significados para o “G” foi surgindo entre o século XVIII e XIX, quando os intelectuais-maçons da época, achando a simbologia maçônica de certa forma simplista, começam a inventar significados considerados por eles mais profundos e adequados para os símbolos maçônicos e pegar emprestado símbolos de outras fontes (astrologia, alquimia, cabala, templários, etc), criando novos rituais e ritos.

Ao indicar num mesmo ritual que uma única letra tem 07 diferentes significados, não relacionados entre si, os “sábios da maçonaria” daquela época, assim como os de hoje, revelam uma informação importantíssima a todo maçom estudioso: na tentativa de “florear” nossa simbologia, se mostram grandes incoerentes.

Sim, “G” é apenas “Geometria”. Pode não parecer muita coisa hoje, mas na época era.

Espero que o próximo maçom a se aventurar em escrever sobre o “G” na Maçonaria não subestime a inteligência de seus irmãos. Não basta apenas pegar o dicionário, abrir no “G”, selecionar algumas palavras legais e depois filosofar um pouquinho sobre elas. É exatamente assim que perdemos a nossa história.

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-significa-o-g-na-ma%C3%A7onaria

As Linhas de Vampirismo no Mundo Moderno

Este Texto tem o propósito de desmitificar e deixar claro as linhas de pensamento, de varias ordens vampíricas atuais.Não aludindo ou subjugando qualquer uma porém classificando-as de acordo com suas próprias crenças, de um ponto de vista cético.
Apesar de ser Thelemita, procuro manter uma visão imparcial das ordens supracitadas, levando em conta que, algumas são mais fáceis de engolir que outras.

 

Tudo se iniciou com Aleister Crowley afiando seus dentes e mordendo pulsos de bailarinas, com teu infame Beijo da Serpente. Dali em diante um novo movimento iria surgir, e restituir o Vampirismo. Após obras claras de alusão ao Vampirismo, como o De Arte Magica e o Liber Stellae Rubrae, aonde Crowley afirma no ritual;

 “48. Eu sou Apep, Ó tu Sacrificado. Tu te sacrificarás sobre o meu altar: Eu beberei teu sangue. 

   49. Pois Eu sou um poderoso vampiro, e minhas crianças sorverão o vinho da terra, que é sangue. 

   50. Tu reabastecerás tuas veias pelo cálice do céu”

O Nono Grau da OTO aludia ainda que discretamente a pratica de vampirismo, como um método para substituir o ‘Entusiasmo Energizado’ do Crowley.

Isso tudo, alguns boas décadas atrás.Michael Aquino sai da Church Of Satan e resolve fundar seu Templo. O Templo de Set, nos EUA, foi a primeira organização vampírica vindo a publico no fim dos anos 60.No inicio dos anos 70, surge a House Sahjaza que traz o vampirismo de volta, com direito a ankhs, fangs e rituais pagãos. Dela em diante surgiu uma série de ‘Houses’ vampíricas nos EUA, cada uma incorporando a pratica do vampirismo a sua forma, até que uma, em especifico, resolveu vir a público nos anos 90;

A Temple of The Vampire, como é conhecida em publico, ou a Hekal Tiamat, alegava ser tão velha quanto o tempo, e permanecer escondida nos véus dele. Ela veio a publico nos anos 90, junto com a Michelle Bellanger e sua House Kheperu, que trazia agora um novo conceito, os otherkins. A ToV como ficou conhecida veio aparecer com a Bíblia do Vampiro, e dentre sua coleção de textos num livro particularmente pequeno, ela trazia uma nova forma de ver o vampirismo. Ele era muito mais que drenar e ‘des-drenar’, ou brincar com esferas de energia. Haviam espíritos, Deuses Vampiros, que haviam atingido a imortalidade através dessa pratica; eles buscavam maestria dentro da projeção astral e domínio sobre o que chamavam de 9 leis da Magia.

As 9 Leis da Magia, segundo a TOV, era uma forma de trabalhar encima da realidade. Eles vinham com um conceito inovador na época, que hoje em dia está sendo discutido pela física quântica – o conceito de que, a Realidade Física, é um Sonho. As 9 leis da Magia era uma forma de alterar a realidade diretamente; os vampiros da TOV, não buscavam apenas magia para amor, dinheiro ou destruição; não havias rituais exceto a comunhão, não acendiam velas, nem usavam psicodrama;

-Eles tratavam objetos físicos como pessoas, e esses objetos respondiam suas ordens,

-Eles tratavam situações e coisas intangíveis como gente, e o ‘transito’, a ‘chuva’, o ‘sinal de internet’ respondia suas ordens

-Eles acreditavam que não existia espaço nem tempo para a mente deles, e por isso, poderiam falar com uma pessoa a distancia; dar ordens ao subconsciente dela para responder, ou enviar pensamentos e sentimentos

-Eles percebiam que tudo que existe, é feito de força vital, de Sangue. E que se eles reunissem no seu corpo muito sangue, eles poderiam canalizar aquilo para um desejo. Pouco importaria a natureza daquele desejo, visto que a força vital é manipulada a bel prazer. Ela é leite e veneno.

-Eles usavam o subconsciente das pessoas ao seu redor para realizar desejos; eles implantavam suas vontades na cabeça das pessoas, para que as pessoas criassem uma egregora sobre aquilo que desejavam.

-E acima de tudo, eles tratavam a realidade física como se fosse um sonho. E segundo eles, ela respondia da mesma forma.

A força da TOV logo se alastrou pelo mundo, suas 5 bíblias ficaram conhecidas e podem ser pegas em qualquer lugar da internet. Elas são Segredos Abertos, como diz a linhagem. Abertos porque quase ninguém as entenderá, ou irá praticar. Elas permanecerão indignas de crença e logo, de uso pela maioria. Isso era tudo que a ordem precisava; de uma maioria para servir de alimento a uma minoria. Era isso que ensinava a tradição da Hekal Tiamat. Alimentar-se do Contingente Humano.

Junto com a TOV, a Michelle Bellanger veio a publico com a House Kheperu – uma ordem com forte influencia egípcia, que crê, na existência de pessoas que são ‘Otherkins’. O conceito Otherkin logo se espalhou e vários outros tipos de otherkin vieram a publico. Mas o que é Otherkin ? Otherkin seriam pessoas que nascem com almas não humanas. Eles creem que são vampiros, fadas, dragões, anjos, anjos caídos, demônios… em corpos humanos. E que num dado momento de sua vida, eles ‘despertam’.  Pode ser um conceito até bizarro, mas tem gente que crê nisso. E a Bellanger acreditava que era do tipo, vampiro, ‘vampiro psíquico’, e que num dado momento em sua vida, ela ‘acordou’ para a sua ‘verdadeira essência’. Um grupo vampírico aqui no Brasil, chamado Comunidade Awake, acredita nisso, e na existência de Otherkins.

Os Otherkins logo começaram a falar sobre quem é ‘vampiro de verdade’ e ‘vampiro de mentira’. Quem tinha a essência e quem não tinha. Uma discussão bizarra que, por vezes ainda se propaga em algumas comunidades vampíricas, junto com pessoas que se denominam ‘sanguíneas’. Sim, eles não sugam energia vital. Eles bebem sangue mesmo. É incrível ver como a imaginação humana consegue chegar a pontos bizarros, de dizer que precisa de pelo menos uma colher de sangue humano por semana, do contrario não conseguiria viver. Esses Otherkins Vampiros Sanguíneos, mantinham sua dieta de ‘doadores’, pessoas que gentilmente ofereciam seu sangue á esses otherkins.

Em Portugal, logo após a TOV, sai uma nova ‘bíblia’ e uma nova ordem. A Aset Ka; seguindo a mesma linha de pensamento da Kheperu com o Kemetismo, a Hopuse of Aset Ka, segue a linha otherkin, ainda que mesclando com o livro dos mortos egípcio e algumas passagens do livro da lei. Eles acreditavam fielmente em reencarnação, trabalhando com o paganismo egípcio com vampirismo, seu chefe e escritor da sua Bíblia era Louis Marques.

Junto com esse conceito se espalhou a manipulação energética, as psyballs, escudos e tudo mais que a manipulação de energia trazia consigo. A Kheperu, trazia uma perspectiva nova sobre a força psíquica do ser humano.A Michelle Bellanger, por fora de suas crenças pessoais, desenvolvia um trabalho maravilhoso com o desenvolvimento do poder psíquico humano.

Unindo Lovecraft, ToV e rituais com Deuses Negros, nasceu a Tempel of Azagthot. Uma ordem que seguia a mesma linha de raciocínio da TOV, crendo na evolução do ser humano como algo principal. O Ser humano tinha um potencial de se Tornar Vampiro. A ToA, desenvolveu uma série de rituais, pelo seu líder, o Emperor Norduk, e foi uma das primeiras ordens ‘satânico-vampíricas’, ao qual a Black Order Of Dragon, do Michael W. Ford viria satisfazer o publico então. Essas ordens, descendendo da TOV e dos ensinamentos dela, claramente plagiaram. Mas tudo pelo seu dinheiro, bom leitor. Tudo pelo dinheiro.

Até que vem adiante, a Ordo Strigoi Vii, feita pelo Father Sebaastian. Sim, Father, não Frater. Seb, como ele é gentilmente chamado incorporou tudo dentro da sua nova ordem; misturou a vontade de se fantasiar em vampiro, com bruxaria, com os ensinamentos da TOV, e criou um novo mundo, com novas nomenclaturas; era um muno dele, aonde ele ganharia o planeta, divulgando esse mundo. Através de festas promovidas por ele, seu carisma incomparável, ele acabou conquistando adeptos pelo mundo, pessoas que tinham duas vertentes; os fashionistas, pessoas que gostavam de viver no estilo ‘vampírico’ e os vampiros reais, pessoas que realmente se afundavam nos mistérios do vampirismo da OSV. O Seb não discriminava nada nem ninguém. Todos eram bem vindos e aceitos, sejam vampiros ou não, ele criou seu mundo, um mundo de festas imensas com a temática vampírica.

Algumas ordens começaram a usar o termo ‘vampyro’ para diferenciar entre um praticante e a lenda do vampiro. É uma forma de diferenciar, particularmente das houses americanas e da Ordo Strigoi Vii. Alguns indo mais adiante, começaram a usar o termo ‘Wamphyro’ para mostrar seus magos negros. Cada um com sua forma de diferenciar, ganhar uma personalidade, uma busca por identidade própria que poderia ser resolvida com a nomenclatura.

Hoje em dia, estão a dispor, ainda que sem muito conteúdo para oferecer, um cardapio variado de Houses Vampiricas. Grande parte, além, de plagiar descaradamente as maiores, fantasiam demais o tema, fazendo assim, o buscador ‘perder o tesão’ devido a tanta fantasia envolvido no tema. Lembrando que, a maior parte das pessoas envolvidas com vampirismo, estão ligadas ao fashionismo, a arte, do que a pratica em si. Apenas gostam da literatura, musica e todo tipo de arte relacionado ao lado vampiresco.

Longe da propaganda, mas ainda sim realizando-a, deixo claro que para aqueles que buscam vampirismo real, sem todas aquelas fantasias da maior parte das ordens, recomendo que seja lido material de ordens como Temple of The Vampire (a principal e mais ‘pé no chão’), da Tempel of Azagthot, Black Order of Dragon e Strigoi Vii (a mais ‘artística’). Deixando claro que quando ler, verá que todas essas ordens derivaram do material da TOV, e criaram suas próprias linhas.

Para aqueles que seu pecado for a Thelema, ordens do Kenneth Grant, desenvolveram esse trabalho do Crowley com Vampirismo. Deixo claro que o tema, ‘Qliphot’ será absurdamente enquadrado nessa linha de raciocínio.

Já os que acreditam que não pertencem a raça humana, e que nasceram vampiros, ordens como a House of Kheperu, House of Quinotaur, Sanguinarium,  Comunidade Awake, irão agradar seu paladar.

 

Eu particularmente ligado a Thelema, finalizo esse texto com uma máxima do Liber Al, “Todo número é infinito; não há diferença”, alertando que, cada um deve retirar da senda, aquilo que mais agrada, descartando tudo aquilo que não for bom aos olhos; todas elas, por mais psicodélicas que possam ser suas crenças, podem acrescentar e tem um potencial imenso em si. O maior tesouro, é o buscador, não a ordem. É o buscador que tem o poder infinito, não há ordem. A ordem é um instrumento pra evolução pessoal, não um fim em si. Alguns praticantes mesclam suas próprias crenças pessoais em uma crença coletiva, de alguma ordem. Outros remodelam a seu bel prazer. Já mais avançados fundem crenças totalmente discordantes, num termo só.

O Mundo é regido pelo CHAOS, o nosso pai, criador da Vida. Não tente adulterar o casamento dele com a Nossa Senhora Babilônia, criando regras e restrições. É somente quando eles se unem por Vontade e Amor, que seu coito gera todas as Abominações da Terra.

 

Desconexus

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-linhas-de-vampirismo-no-mundo-moderno/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/as-linhas-de-vampirismo-no-mundo-moderno/

CreepyPasta

CreepyPasta é o nome que os contos de horror ganharam na geração internet. Surgiram como correntes de email com casos de terror e morte acompanhados de uma ameaça no final que você sofrerá se não repassar e encaminhar. Aqui é o repositório final de todas estas histórias. “Quando uma única pessoa alega ter visto um espírito, é possível que esteja sofrendo de alucinações. Quando o mesmo espírito é visto por várias testemunhas, essa possibilidade fica bem reduzida. Quando as testemunhas são contadas às dezenas, não se pode mais falar de alucinação…”

A Bofetada

Teria eu uns 12 anos, numa ocasião em que fui de visita a uns tios que viviam no Barreiro,
numa quinta chamada Quinta Das Palmeiras, ficava perto do Lavradio. Naquele tempo havia perto dessa quinta algumas salinas, onde eu fui muita vez “gamar” sal para o gasto caseiro, não era muito rsrsrsr

Eu também tinha morado nessa quinta uns anos antes, foi até para a casa que fora dos meus pais, que os meus tios foram viver.

Ia muitas vezes passar alguns dias a casa desses tios, gostava e ainda hoje gosto bastante do Barreiro.

O meu tio Abílio assim se chama, trabalhava na CUF, e havia dias em que fazia serão. Nesses dias a minha tia ia levar-lhe o jantar, ao refeitório que ficava perto do quartel da GNR.

O caminho era pouco ou nada iluminado, na direcção Barreiro Lavradio, naquele tempo tinha á direita o cemitério, á esquerda o posto da GNR, e depois um considerável troço de estrada desabitada, á esquerda as salinas e a quinta ficava do lado direito.

Nessa noite, eu fui com a minha tia levar o jantar, na volta para casa, estava muito escuro
E a minha tia que era e é muito medrosa, ia sempre a olhar para trás. A minha avozinha sempre me ensinou que não se deve fazer isso, porquê? Não sei! Coisas da minha avó. O certo é que ainda hoje, eu nunca olho para trás se vou na rua seja a que horas forem, mas também não sou medrosa.

A minha tia, a cada passo olhava para trás, não se via um palmo á frente do nariz, a noite era escura como breu. E lá ia eu a dizer: – tia não olhes para trás, não é bom fazer isso, mas ela não me dava ouvidos.

Subitamente oiço-a dar um grito. Assustada perguntei o que tinha sido, ao que ela me respondeu que lhe tinham dado uma bofetada na cara. Quem foi? Nunca soubemos, o que sei é que ao chegar a casa, a minha tia, tinha marcados no rosto, os dedos de quem lhe bateu.
Hoje eu pergunto ainda, se estava escuro, nós não víamos ninguém, também não era possível alguém nos ver. Não ouvimos passos, ou qualquer ruído, e com o medo com que a minha tia vinha, ouvir-se ia o som duma formiga a anda no chão rsrsrsr quem poderia ter a mão tão certeira para dar a bofetada á minha tia?

Nunca irei saber

por Lylybety, Portugal

 

Dama de Branco

Há alguns anos atrás eu estive hospedado em casa de amigos e uma das amigas tinha uma linda menina de 8 anos…

Em certa noite estava D. Catarina com uma grande enxaqueca, uma daquelas de doer até os dentes sem cáries ou de doer até os ossos da mandíbula… e nessa noite ela tentava dormir lá pela meia noite e com muita dor, resolveu encontrar forças, se sentar na beirada da cama e orar na sua fé e assim fez…

Alguns minutos depois saiu do quarto e foi até a cozinha mas não havia visto que sua filha havia acordado com seu choro discreto e acompanhou os passos da mãe…que ao chegar na cozinha, foi ao filtro e pegou água para beber, tragando o liquido precioso com vontade de melhoria…Todos foram dormir…

Na manhã seguinte no café da manhã estava D. Catarina com sua filha à mesa e outros amigos dialogando com emoção, ao que a filha lhe fitando os olhos, disse: – Mamãe, ontem na noite vc tava chorando e eu vi quando voce foi até a cozinha beber água mas quem era aquela mulher linda de roupa branca que tava com a mão em cima do seu copo e a sorrir para você???  todo mundo silenciou e D. Catarina encheu os olhos pela emoção da lágrima…

(Ela havia dormido logo em seguida sem perceber a filha que caminhava de meias sem barulho…e como ela estava só na cozinha, houve ai um detalhe de sensibilidade pela visão, em que a filha percebeu a presença espiritual, sempre presente, aos nossos lados)

por Mr. Constantyne

 

Telefonema do além

Outro dia ouvi uma palestra científica a respeito de um caso real acontecido com um famoso poeta brasileiro chamado Coelho Neto, de décadas atrás…

E se comentando sobre morte e vida…fenômenos e dramas familiares, resolvemos postar um resumo dessa história real para que os colegas internautas meditem em comparação aos dias atuais, em que os equipamentos são bem superiores e globalizados.

Ele tinha uma filha que era casada há poucos anos e essa filha tinha uma filha, neta do poeta e era uma família próspera, cética e materialista… mas em certa data, a mulher se deparou com um grande drama em sua vida e não conseguia admitir que seu marido estava nos últimos dias na Terra, portanto, morreu subitamente, deixando a esposa e filha sozinhas na vida e entrou em pane, tendo apoio do pai na medida do possível, diante de sua poesia e letras nobres…

Ela chorava muito a perda do marido e a solidão da pequena Esther, filha do casal…

Mas a vida tem seus choques e suas artimanhas e em menos de um ano de viuvez, perde a filha Esther de forma muito dolorida, entrando em panico, quase a enlouquecer e o pai que era poeta famoso, lamentando tantas dores, gritou ao alto, brigando com Deus suas lágrimas, juntamente com a filha…

Os dias se passaram e uma data de muita reflexão e profunda emoção naquela noite, o telefone do segundo andar toca disparado…a mulher viúva atende quase em tom surdo e para sua surpresa, era a voz da filha que dizia: – Sou eu, não chore tanto mamãe…!!!

Ela dá um grito e naquela demência de horror e de alegria fica feliz em ter a certeza de estar ouvindo a voz da pequena morta, faziam poucos meses…

E assim a filha passou a se comunicar com a mãe, dizendo: – Eu estou bem, me encontrei aqui com minha avó e ela disse que meu pai tá trabalhando em outro lugar e vem me visitar de vez em quando e não morri, apenas to em outra dimensão…em outra fase da vida – a verdadeira vida…

A mãe já acostumada com o fato e feliz evitando tomar mais remédios descontroladamente, comentou com o pai poeta, ao que ele passou mal naquele dia, imaginando a filha estar com problemas psiquicos e um dia o telefone toca em certa hora da noite e ele com muito cuidado pega a extensão do andar térreo e para sua surpresa ouve em bom tom e lágrima nos olhos, a voz da neta e da filha que se emocionava a cada minuto de diálogo…

O poeta Coelho Neto sentiu a emoção da vida em outro angulo, em outra dimensão e isso abalou seu materialismo, abalou seu modus vivendi…

A história se tornou pública e um repórter um dia perguntou se ele havia se tornado mais espiritualista ou se tornado Espírita ou estudioso das filosofias orientais…ao que ele respondeu: ”

– Ápós esses fatos, nunca mais fui a mesma pessoa, porque isso abalou meu materialismo e digo com a certeza de um calculista e pesquisador frio de que a vida continua no além túmulo…”

 

No Escritório

 

Sou funcionário de um banco que presta serviços a algumas empresas de grande porte (seus correntistas). Em uma dessas empresas,eu ficava em uma salinha no térreo, enquanto os funcionários ficavam nos andares acima. Quase todo dia, quando estava sozinho na sala, tinha a sensação de que havia chegado alguém. No começo, quando olhava não via ninguém. Após algum tempo, podia até ver a pessoa. Um homem branco, alto, de traços nobres e sempre com roupa social.

Nunca tive medo dessas coisas, e ficava na minha. Até que um dia, uma funcionária dessa empresa veio falar comigo acompanhada do tal fantasma! Ela parecia não ver o espectro. Demorei alguns segundos para reconhece-lo. Nem pensei em falar com a moça sobre o fantasma, que se demorou um pouco no ambiente, deu meia volta e sumiu da sala andando.

Contudo, não pude disfarçar o meu espanto ao ver “alguém” ao lado da garota. Minha expressão nervosa foi inevitável e a funcionária notou. Ela perguntou o que eu tinha visto. Nunca fui de mentir e falei tudo. Expliquei ainda que tinha a impressão que o homem vinha da sala ao lado, que era como um laboratório cheio de equipamentos.

E quando comentei sobre as características e a fisionomia do fantasma, a moça começou a chorar. Falou que podia ser um funcionário que se suicidou na empresa, jogando-se pela janela do quinto ou sexto andar. Antes de morrer, ele teria ficado por um bom tempo nessa sala ao lado da minha, como se estivesse elaborando o suicídio. Que era colega de trabalho dela; trabalharam juntos…

Não quero dar mais dados para não perturbar os parentes do tal senhor, nem “tumultuar” a cabeça dos descrentes…

Depoimento de P.C. Araújo

 

Homem na Cozinha

Eu durante boa parte da minha vida não acreditei em espíritos, fantasmas ou coisa parecida. Só fui mesmo acreditar por volta de 2001 – 2002 por causa de umas paradas que presenciei.

A minha ex-namorada sempre teve uma mediunidade forte, dizia ver e sentir a presença de espíritos, mas como eu era muito cético na época eu não dava muita bola.

Um dia estávamos no quintal da casa dela conversando à  noite e de repente ela parou, olhou em direção à  porta da cozinha (que estava mais ou menos a uns 5 metros) e disse que tinha um homem parado lá. Eu olhei e obviamente não vi nada e disse pra ela que ela devia ter imaginado e talz, aí ela virou pra mim e disse “Ah é? Entà o olha só para as cachorras.” Ela tinha 3 beagles e quando eu olhei pra elas que foi foda, as 3 cachorras que até momentos antes estavam correndo e brincando, agora estavam paradas como estátuas olhando fixamente para a porta da cozinha. E ficaram assim por uns 2 minutos, depois que minha ex disse que ele tinha ido embora as cachorras também pararam de olhar.

Outra vez foi com ela também mas foi algo mais “light”, estávamos passeando no Jardim Botânico e do nada ela parou e disse que tinha um homem sentado ao lado de uma árvore. Dessa vez não deu pra notar nada, até pq não tinham animais por perto para denunciar, mas como isso já foi após o primeiro acontecido eu nem duvidei e pedi pra gente continuar andando. :angry:

Agora a vez em que eu fiquei com mais cagaço foi sozinho lá em casa. Eu tinha acabado de ir dormir, isso lá por volta das 03:00 da manhã e ouvi alguém entrando no meu quarto. Como nessa época minha mãe tinha insônia e as vezes ia lá pra usar a internet eu logo pensei “Pqp… nem posso dormir direito, já vem minha mãe usar o micro.” Aí já fui levantando meio puto falando que queria dormir só que quando fui ver não tinha ninguém no quarto.

Lá em casa é meio foda, já me falaram que ali tem umas paradas meio pesadas.

Por Ignarius

 

A Casa da minha avó

Meu tio quando tava desempregado morava aqui em casa e dormia no sofa da sala. Ele falava direto que de noite ouvia um barulho na cozinha, como se alguem pegasse um moeda e ficasse tacando no chão, fazendo isso varias e varias vezes. Na hora que ele ia ver o que era, o barulho parava. Outro dia minha prima veio aqui também e ouviu a mesma coisa. Só que ela correu assustada la pra cima chorando.

Uma vez quando minha mãe estava dormindo, ela sentiu como se o teto do quarto tivesse caindo em cima dela e acordou assustada. Até ai tudo bem, podia ser sonho, só que meu pai sentiu a mesma coisa na mesma hora!!! O pior é que ja aconteceu muita coisa estranha aqui (ja mandaram até padre benzer a casa), mas eu mesmo nunca vi nada.

Teve outra também com a minha avó, antes dela se mudar pra minha casa. Ela tava no quintal pendurando roupa, derrepente ouviu um barulho de louça caindo do escorredor (aqueles que eram pendurados na parede). Só que parecia como se alguem tivesse batendo nele, e o barulho não parava. Quando ela entrou pra ver, o barulho parou e não tinha uma única peça caida no chão 😛 No mesmo dia, um parente dela tinha morrido.

 

Lembranças da República

 

Minhas aulas da faculdade tinham de 4 a 5 horas de duração, para ficar mais aceitável passar esse tempo todo na aula alguns professores davam um intervalo. Nesse momento em uma roda de amigos da faculdade começou, não lembro como, esse assunto de assombração. Três das 5 pessoas que estavam la moravam juntos, e contaram que a casa tinha um fantasma no salão de festa que fica no segundo andar da casa. No inicio eu não acreditei, ate porque sempre pressuponho que tudo que me falam de alguma forma não é a verdade.

O que estava acontecendo, segundo eles, era alguns barulhos na casa. Em especial no segundo andar, que sempre fica vazio. Na casa toda havia alguma história de ação paranormal, exceto, por sorte deles, no quarto em que cada um dormia e estudava. Para tentar pegar eles na mentira comecei a perguntar, queria saber o que exatamente estava acontecendo. Um deles, que era o mais sério e responsável de todos, falou que certa vez, enquanto estava sozinho em casa, dormiu enquanto assistia televisão. Para a surpresa dele a geladeira pareceu se abrir e alguem passou pelo sofa onde estava deitado, como estava em estado de semi consciencia achou que era outra pessoa da casa, mas, segundo ele, segundos ou minutos depois ele acordou sozinho no momento que um deles abria o portão da republica.

Tinha outros relatos de sons e afins no primeiro andar, mas não acho necessário contar todos. Mas tem um mais impressionante que merece mais atenção. O segundo andar, era apenas um grande espaço cheio de janelas e uma porta que dava para uma escada que levava ao primeiro andar. Aconteciam festas nesse local algumas vezes, festas que não posso entrar em detalhes no forum. Quando não havia festa na casa o segundo andar ficava praticamente vazio. Entretanto, a tal porta do segundo andar era notadamente barulhenta, mesmo quando fechada. Se estivesse apenas os 4 moradores na casa, dissem eles, a porta não parava de bater. Eu, cético, conclui que a porta fica aberta e batendo, pois tem várias janelas no local. Mas diziam que as janelas dificilmente eram abertas.

Um deles contou que durante o CQC dois deles estavam em casa assintindo televisão, esse era um programa constante nosso: ir la juntos ver CQC e comer pizza. Nesse dia a porta começou a bater. Não parecia batida de vento, segundo ele, pois ela abria devagar e derrepente, como se uma mão empurrasse com força e certa raiva, ela batia forte e seco. Ele foi subindo as escadas para fechar a porta, ele descreveu o momento como se fosse cena de filme de terror, quando o personagem vai checar um barulho sozinho, andando devagar, no escuro e com medo. A porta estava aberta, o que dava uma conclusão obvia: de alguma forma era o vento. Fechou a porta e voltou, minutos depois a porta começa a bater novamente, pelo que foi dito os dois que estavam la ficaram com muito medo. Ele voltou rapidamente no segundo andar para ver se a porta estava aberta, pois ele fechou rápido. Mas estava fechada.

Obvio que não acreditei, eis que chega na faculdade o quarto morador da republica. Ele chega e fala direto: não aquento ficar naquela casa, aquela porta não para. Ou combinaram muito bem ou realmente estavam vendo algo estanho acontecendo, ou acreditavam ver. Tempos depois, conversando com um deles, fiquei sabendo que esses acontecimentos continuavam, mas com menos intensidade. E ficaram sabendo com um vizinho antigo que a cerca de dez anos um avião monomotor caiu naquela casa destruindo o telhado e uma das paredes que existia no segundo andar, no acidente o piloto morreu.

O que escrevi agora é verdade. Mesmo assim não tenho certeza se acredito no que me contaram, mas aprendi a não tomar nenhuma conclusão sem existir provas.

por Estudante

 

Mascarados

 

Eu estava na casa (que na verdade é uma mansão) do meu tio avô com meus primos. Era eu, meu irmão, um primo e uma prima. Na casa, era proibido crianças subirem para o segundo andar porque tinham medo que fizessemos alguma bagunça por lá. Solução? Íamos escondidos. Dessa vez, resolvemos explorar os vários quartos, banheiros e escritórios que haviam lá. É meio dificil de eu contar isso porque aconteceu ha muito tempo, mas eu lembro especificamente da cena… entramos no quarto ENORME do meu tio avô e da minha falecida tia avó para ver como era e tal. Era um quarto rústico, bonito e bem velho, com decorações que poderiam ser comparadas ao Barroco. Foi quando pensamos em ter ouvido alguem subir as escadas. Resolvemos logo nos esconder. Nesse quarto, havia duas portas que levavam para dois closets. Pensamos logo em nos esconder ali. Meu irmão e meu primo correram pra um e eu e minha prima corremos para o outro. Ficamos lá em silencio até sentir que a barra está “limpa”. Mas foi quando eu vi, ou então acho que vi, dois rostos similares a mascaras olhando fixamente para mim. E minha prima jurou ter visto também, foi um coro de gritos que não precisamos expressar em palavras nada na hora. Logo senti que ela tinha visto a mesma coisa que eu. Meu primo e meu irmão sairam correndo também, todos nós fomos para baixo com pavor. Até hoje eu realmente não sei o que foi aquilo. Por mais que tivesse explicado, achavam que era coisa de criança e tal. Mas até hoje tenho a imagem meramente na minha cabeça do ocorrido. Meu irmão e meus primos estavam ouvindo estalos na madeira e sentiram medo também. Pode parecer ridículo, talvez tenha sido algo da minha cabeça, mas o que mais me intriga é que minha prima TAMBÉM viu. Voltamos lá com meu pai e minha tia, mas não havia máscaras e nem nada que pudesser dar a forma da mesma. O que será que foi? Acho que, ou eu e minha prima não batemos bem da cabeça, ou então… eu prefiro não pensar na outra hipótese. Mas eu fico até hoje intrigada com isso. Realmente não sei o que foi aquilo. Loucura? Não sei.

por TaneeShion

Amigo da infância

Todo dia de manha minha mae e minha tia contavam pra minha avó do ” moço legal” q conversava com elas a noite. Cada dia era uma coisa, um dia ele contava historinhas, no outro brincava…
Minha avó foi ficando p da vida achando q essa brincadeira estava indo longe demais e mandou elas pararem, mas o tal moço sempre voltava e no dia seguinte tinha mais historia.

Ate q um dia minha avó deu u msenhor esporro nas nas duas e mandou elas pararaem ,q nao tinha comom ninguem entrar na casa, q isso era coisa da cabeça delas,( até chegou a se preocupar achando q seria um ladrao ou sei la..) mas elas mesmo assim nao paravam.

Até q um belo dia minha tia entra no quarto da minha avó segurando o nada como se estivesse de maos dadas com alguem : Olha aqui mamae, você nao disse q ele nao exisitia? Olha ele aqui!

Minha avó ficou bolada e na hora pegou um album de familia e sentou com minha tia pedindo pra elam ostrar o tal amigo caso ele aparecesse nas fotos. Minha tia apontou pro primo da minha avó q havia falecido ha alguns meses.
Na hora minha avó chamou minha tia pra rezar falando q elep oderia precisar de ajuda e nao podia mais ficar aqui. Explicou q ele havia morrido e tal mas sem meter medo na minha tia dizendo q ele era legal e nao ia fazer mal a elas.

Agora, se ele voltou depois disso ou nao, nao sei.. vou perguntar pra minha mae.

por sweet julie

 

Visita do meu pai

Esta história aconteceu com meu amigo/irmao lammeth. Eu o conheci poucos meses apos a morte do meu pai e eu havia tirado todas as fotos q tinha dele do meu quarto pq nao conseguia olhar pra elas sem chorar. Ou seja, ele sequer chegou a ver uma foto do meu pai.

Uma noite ele foi la em casa consertar algo no meu pc, eu acho, e a luz do quarto ligada refletia pela janela a imagem do meu quarto com os apartamentos vizinhos.

Do nada ele vira e me pergunta: Seu pai era ruivo? Estatura mais ou menos como a minha, meio calvo, cheios de pintas pelo corpo…

Na hora pensei: pqp,sera q esqueci alguma foto em lugar visivel?

Respondi: Sim, pq?

Lammeth( como se fosse a coisa mais normal do mundo): Ah, ta! É q eu acabo de ve-lo aqui!
Na hora gelei e perguntei como e ele disse q o viu pelo reflexo na janela, ele encostado na porta me olhando e quando o meu irmao foi olhar pro lugar mesmo a imagem havia sumido.
Nao fiquei com medo pois sei q meu pai jamais me faria mal, mas na hora deu um arrepio!
Frizando que: ele nunca havia visto uma foto do meu pai!! e ele tb ve coisas vez ou outra!

Caixinha de música

Relato 1

Mina bisavó tinha uma caixinha de musica gigante e quando vc abria tinha uma gueixinha q dançava quando am usica tocava. Quando ela faleceu, minha avó pegou a caixinha e levou pra casa de Petrópolis pra deixar no quarto dela de recordação.

Estávamso todos la e minha irma estava doente, sendo assim ,minha avó a proibiu de ir na piscina ( muita sacanagem, diga-se de passagem)

Sendo assim ,ela fico uem casa sozinha vendo tv enquanto todos estavam pegando sol e lá tem uns coimerciais q nao pegam devidso ao satélite. Dai fica aquele silencio com tela preta. Nesse sailencio ela escutou a caixinha dem usica tocando, pensou q minha avó tivesse subido e foi falar algo com ela… Quando ela chega no quarto a musica simplesmente parou e nao havia ninguem la.

Relato 2

Minha irma ganhou da minha tia um santinho ( só nao me lembro qual) e minha irma inclusive levou na igreja pra benzer com agua benta e preferiu bota-lo numa mesinha q ficava em frente a porta do quarto dela, do lado de fora mas virado pra dentro do quarto.

Toda vez q minha irma saia ou entrava no quarto, olhava pro santo pra ver se ele estava virado na posição q ela botou.

Um dia, ela estava sozinha em casa e tinha ido fazer um lanche na cozinha e voltou pro quarto. Olhou pro santinho e lá estava ele, bonitinho na mesma posicao ,até q ela fechou a porta e foi comer vendo tv e acabou tirando um cochilo.
Nisso ela teve um pesadelo com uma criatura esquisita q tentava fazer mal a ela e o santinho ficava de fora olhando.

Ela virou no sonho pro santo e perguntou: vc nao vai fazer nada? nao vai me ajudar?

E o santo: Nao, pra vc eu viro de costas!
E virou mesmo!

Ela acordou apavorada edepois de alguns minutos resolveu ir la ver o santo q pra surpresa dela tava realmente de costas !!!!

o santo virou sem ela mexer e nessa epoca, nem animal a gente tinha pra alguem dizer q poderia ter sido o bicihinho q pulou na mesa e acabou modificando a posição.

Ela desceu pra portaria com o celular e ligou pro namorado dela na epoca dizendo q nao queria ficar sozinha em casa.
Ela acabou jogando o santo fora.

 

Minha primeira vez

Tinha apenas 3 anos e lembro-me como se fosse hoje…

Todos os dias ao acordar de manhã saltava da minha cama para ir correndo para a cama do meu bisavô Vilas que dormia no quarto ao lado e contava histórias fantásticas. Este pequeno ato era o quanto bastava para eu ficar feliz da vida e o meu bisavô Vilas ficava todo contente.

Não me lembro de ele morrer, segundo a minha mãe eu fui uma semana para a casa dos meus tios para não passar pelo choque de o ter perdido. Penso que como era bastante nova devem ter pensado que o iria esquecer facilmente e nem iria reparar na sua ausência.

Voltei para casa e não sei se no mesmo dia ou no seguinte, quando acordei voltei a procurar o meu bisavô Vilas no quarto dele para mais histórias, mas quando lá cheguei a cama estava vazia, mas não fiquei triste porque o meu bisavô estava lá só não estava na cama estava flutuando como eu dizia, encostado no teto num canto do quarto.

Lembro-me que durante dias metia-me no quarto para falar com ele, ainda me lembro de algumas coisas que disse, mas vagamente.

Um dia a minha mãe reparou que eu estava sempre enfiada no quarto e entrou e deu comigo literalmente conversando com o teto e me perguntou com quem eu falava e eu respondi com o bisavô Vilas.

Segundo ela, apanhou-me mais do que uma vez mas eu só me lembro de uma.

Depois disto não me lembro de mais nada penso que ele a certa altura simplesmente partiu.

Pequena Aranha

 

No hospital infantil

 

Meu nome é Luciana do Rocio , resido em Curitiba , minha profissão na vida real é vendedora , mas nas horas vagas eu gosto de escrever .

Na minha vida , já passei por situações curiosas e um tanto sobrenaturais .

Porém , a situação mais interessante pela qual passei , ocorreu em 1979 , quando eu tinha 5 anos e peguei algumas doenças de uma maneira estranha . Primeiro , eu peguei encefalite , depois vieram se juntar a ela , outras doenças , como : a hepatite e a cachumba .

O Começo

Em casa , numa madrugada , eu passei mal e comecei a vomitar um líqüido verde . Meu pai não estava em casa , pois estava trabalhando . Então , minha mãe pediu ajuda ao vizinho para me levar ao hospital .

Assim , ele nos ajudou e fomos parar num hospital infantil , no bairro Batel , aqui em Curitiba . Deste jeito , fiquei internada lá .Meu quarto era simples , tinha uma cama , uma janela e um sofá para visitas .

Hoje , não me lembro se sentia dor . Só sei que eu tinha uma tremenda vontade de sair daquela cama para brincar .

Todas as enfermeiras me tratavam bem . Até que um dia , uma delas entrou no meu quarto sorridente , arrumou o meu soro e falou :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Assim , ela disse :

Meu nome é Cida !
E o seu ?

Deste jeito , eu respondi :

Luciana .

Então , ela indagou :

Qual é o seu maior sonho ?

Desta forma , eu respondi :

Sair daqui e poder brincar .

Assim , ela falou :

Isto você não pode fazer agora .
Mas , há outras maneiras de você sair daqui sem deixar este quarto .

Deste jeito , eu indaguei :

Como assim ?

Então , ela disse :

Através da imaginação , de uma boa história …

Assim , eu falei :

Eu escutei pessoas falando que eu tenho que escutar muitos contos infantis mesmo , pois eu vou para o céu logo … Dizem que eu vou morrer , mas eu nem sei o que é morrer …
Morrer é ir para o céu ?
Morrer é virar anjo ?

Desta maneira , Cida disse :

Eu poderei explicar isto , através de uma história que aconteceu neste hospital .

Então , eu exclamei :

Conta !

Assim , ela contou :

” -Era uma vez , uma menina chamada Sara , ela tinha uma doença incurável e estava internada neste hospital . Todos diziam que esta menina iria morrer .

Um belo dia , Sara estava sozinha em seu quarto neste hospital , quando ela acordou , olhou para o lado e viu uma linda princesa chorando .

Esta princesa era muito bela , pois tinha : cabelos dourados feitos com os raios do Sol do meio – dia ; olhos azuis feitos com o azul do céu da primavera ; pele rosada feita com pétalas de rosas orvalhadas ; asas brancas feitas com penas de cisnes e corpo em formato de violoncelo coberto com uma roupa medieval verde – clara . Em sua cabeça ela carregava uma coroa de diamantes e em seus braços ela carregava uma lira .

Então , Sara ao ver esta maravilhosa princesa chorando , perguntou :

Quem é você ?
Por que está chorando ?
Você é tão bonita !

Assim , a princesa respondeu :

Eu me chamo Morte !
Eu estou chorando porque as pessoas têm uma visão errada de mim . Eles acham que eu sou uma bruxa que veste : capa preta e que carrega uma foice . Mas no fundo eu sou uma princesa !
Eu liberto as pessoas do sofrimento .

Desta maneira , a menina disse :

Eu sinto que você é uma criatura boa !

Deste jeito , a Morte comentou :

Só as crianças e os idosos me entendem !

Então , Sara falou :

Por favor , não chore !
Eu queria tanto sair deste hospital …

Assim , a princesa indagou :

Você quer pegar a minha mão ?
Você quer vir comigo ?

Após isto , a criança exclamou :

Quero !

Então , as duas se deram as mãos e um túnel dourado se abriu no meio do ar .Assim , estas duas almas sumiram no meio deste túnel encantado . ”

Após ouvir esta história de Cida , fiquei encantada . Então comentei :

Que história legal !

Desta maneira , Cida agradeceu e disse :

Obrigada !
Agora , vou aos outros quartos contar mais histórias , mas eu voltarei outro dia .

Depois dela se despedir , fechei os olhos e dormi .

Após três dias , eu estava sozinha no meu quarto , e Cida entrou novamente falando :

Bom – dia !

Então , eu respondi :

Bom – dia !

Deste jeito , ela exclamou :

Tenho mais histórias hoje !

Assim , eu disse :

Hoje eu gostaria de escutar uma história de amor . Mas , não um romance que eu já sei . Pois , eu já conheço : Cinderella , Branca de Neve , A Bela Adormecida , Romeu e Julieta …

Desta forma , a enfermeira falou :

Tudo bem !
Eu contarei uma história sobre o amor de duas estátuas …
E este fato se passou em Curitiba .

Então , eu exclamei :

– Pode contar !

Assim , ela indagou :

Você conhece a estátua do casal desnudo da praça Zacarias ?

Deste jeito , eu respondi :

Sim !

Então , a enfermeira contou :

” – No dia em que colocaram a estátua do casal desnudo na praça Zacarias , no centro da cidade , várias beatas ficaram espantadas com a estátua da mulher , então elas pediram ao prefeito para retirar esta estátua feminina da praça .

Assim , ele colocou a estátua da mulher atrás da prefeitura , que ficava no bairro : Centro Cívico , um tanto distante da praça Zacarias .

Então , muita gente disse que a estátua do homem ficou com saudades da estátua da mulher e que por isto o espírito desta estátua masculina saia de madrugada para visitar a estátua feminina , que estava no Centro Cívico . Minha avô que morava num edifício em frente a Praça Zacarias , disse que numa madrugada , ela estava na janela , quando de repente viu uma neblina branca saindo da estátua do homem , e , que esta neblina saiu em direção ao Centro Cívico . ”

Então , após escutar esta história , eu exclamei :

Que lindo !
As estátuas têm alma ?

Assim , a enfermeira respondeu :

De uma certa forma : sim . Pois , toda a obra de arte tem as vibrações do artista e do material com que ela foi feita .

Após falar , isto , Cida disse :

Agora , irei cuidar de outros pacientes .
Até logo .

Numa outra semana , eu estava sozinha em meu quarto , quando Cida reapareceu novamente e disse :

Bom – dia !

Então , eu falei :

Bom – dia !
Hoje , eu quero escutar uma história que tenha animais !

Assim , ela falou :

Que sorte !
Eu conheço uma história com um cachorro , que aconteceu dentro deste hospital . A história é a seguinte :

” Era uma vez , um menino chamado Rodrigo , ele tinha um cachorro muito inteligente chamado : Rex . Um dia , o garoto ficou doente e foi internado neste hospital . Na sua casa , o cachorro vivia uivando e prestando atenção no movimento dos outros donos . Então , um dia , o pai de Rodrigo , saiu com o carro em direção ao hospital e o cachorro resolveu segui – lo . No meio do caminho o cão se perdeu , mas ele resolveu seguir a sua intuição e veio parar neste hospital infantil . Ele entrou no corredor do estabelecimento , fuçou tudo e empurrou a porta de um quarto . Mas , nele , não se encontrava o seu dono e sim , uma menina , que estava em pleno ataque epilético . Então , o animal latiu , com a intenção de chamar a atenção dos enfermeiros e conseguiu com que a garota fosse socorrida . Assim , ele aproveitou para verificar os outros quartos e finalmente achou o seu enfermo dono , que se derreteu em total alegria . ”

Após , escutar este conto , eu exclamei :

Que boa história !

Então , Cida se despediu e foi atender as outras crianças .

Naquele dia , recebi a visita de um padre , que me cobriu com um manto roxo , me benzeu e rezou uma oração em latim .

Depois , uma outra enfermeira falou que aquilo era uma tal de extrema unção .

Uns dias após isto , uma pomba entrou no meu quarto e ficou me olhando uns segundos e depois voou em direção a janela .

Um dia depois , sai do hospital , entrei no carro do meu padrinho Argeu e em frente a este hospital , vi a imagem de Cida acenando para mim , mas esta imagem , foi desaparecendo aos poucos , como se fosse um fantasma se desintegrando .

Depois , fui direto para a casa deste meu padrinho. Lá eles me colocaram num quarto quentinho e com cobertas felpudas , mas neste quarto havia um quadro de um gaúcho tocando alaúde . Olhei para esta obra e o gaúcho saiu do quadro para tocar para mim . Naquele dia , eu estava com um pouco de febre , não sei se foi a febre que me transmitiu aquela imagem , ou , se havia algo de sobrenatural nela , mesmo .

Depois , voltei para casa e retornei para a minha vida normal , quero dizer , nem tão normal porque tive seqüelas na coordenação motora e em algumas glândulas , mas nada que me prejudicasse muito .

Bem , esta é uma das minhas histórias sobrenaturais que aconteceram na minha vida real .

por Luciana do Rocio, Curitiba

O fantasma do Gari

 

Essa história me foi contada há alguns anos por um tio meu, quando ele trabalhava numa antiga empresa chamada MOORE.

Ele me disse que, certa vez, houve uma festa na empresa (não me lembro o motivo) e todos que trabalhavam na empresa estavam lá. Muita comida e bebida a vontade. Fim de festa. Havia muita sujeira e copos por todo o chão. Então, meu tio estava indo embora e encontrou com um senhor, vestido de gari, com uma sacola de lixo na mão, e um ferro com uma ponta afida pra catar os copos e papéis do chão.

– Boa noite, senhor. – disse meu tio.

– Noite. – respondeu o humilde senhor.

– O senhor vai ter muito trabalho esta noite, né?

– Ahh.. meu filho, ja estou acostumado, nem sinto mais.

– Esta bem, como o senhor se chama?

– Por Favor, me chama de José.

Me tio se despediu do José e foi embora. No dia seguinte, meu tio vai até o segurança da portaria, e pergunta, sobre aquele senhor da limpeza chamado José. O segurança fica com um ar de assustado, e responde:

– Como? Que estranho!! Esse senhor morreu há uma semana atropelado aqui em frente.

 

Lembranças do meu pai

Hoje meu pai esta com 94 anos, e me contou varias histórias que aconteceram na mocidade dele. Aqui vou escrever algumas: um compadre do meu pai chamado GALDINO sempre que ele voltava do trabalho, ele via uma mulher varrendo a frente de uma casa, isso era todos os dias. Um certo dia ele resolveu parar pra conversa com essa mulher, ela sempre de cabeça baixa varrendo, ele desconfiou: por que ela não olha pra mim. Pensou. De repente a mulher levanta a cabeça, e ele pôde ver a face cadavérica da mulher.

NA CIDADE DE LENÇOIS BH, um homem chegou de viagem e não tinha lugar pra ficar, então bateu na porta de uma casa e o dono veio atender, o homem perguntou: posso ficar aqui por alguns dias? Eu cheguei de viagem e não tenho onde ficar. O dono da casa concordou e mandou ele entrar. De repente o dono da casa sumiu. Quando o rapaz estava tomando banho, só ouviu a voz do dono da casa gritando: eu jogo!…Eu jogo!…,Quando o rapaz respondeu: pode jogar. Ele ouviu os barulhos das tabuas caindo, quando ele saiu do banho correndo ele viu um caixão com um corpo seco dentro. Esse rapaz saiu correndo pra rua. E foi informado que naquela casa não morava ninguém e que o dono tinha morrido há 22 anos.

Uma senhora costureira costumava trabalhar até tarde da noite. Um dia ela estava costurando, e chegou um homem pedindo que ela comprasse dele uma cabeça de repolho e insistiu muito. A costureira com dó dele comprou, deu-lhe o dinheiro e pegou o repolho, foi até a cozinha e colocou o repolho dentro da pia. No outro dia quando ela foi ver, o repolho era um crânio.

EM SALVADOR-BH, NO BAIRRO VERMELHO por volta da meia noite as pessoas não saiam de casa, pra não ver o bonde fantasma. Esse fenômeno sobrenatural acontecia sempre no mesmo horário. Era um bonde cheio de fogo, as pessoas que viam do trabalho tarde da noite, corriam pra não o bonde passar. Uma vez aconteceu que um passageiro parou esse bonde, pensando que era comum. Ele subiu e quando foi pagar o cobrador era uma caveira, esse homem saiu gritando pela estrada. Esse fato se passou nos anos 40, o fato é que um bonde incendiou no bairro vermelho, não sobrou um passageiro. Então passou a acontecer essa aparição fantasmagórica.

Essa história é verdadeira, e foram contadas pelo meu pai, que hoje está com 94 anos de idade e conheceu essas pessoas.

 

Brincadeira do Copo

 

Esta é uma história que aconteceu em 1996, com um conhecido de minhas amigas. Trata-se daquela brincadeira do “espírito no copo”, que com certeza todos já ouviram falar, e até se aventuraram a jogar. Essas minhas amigas estavam na casa de um amigo e outras pessoas em comum, e num clima de bagunça, resolveram jogar. Então, segundo a lenda original, como não tinham nenhum copo virgem, o “purificaram” com água corrente e sal grosso, e deixaram secar ao vento. Fizeram o tabuleiro redondo com letras, números, e inscrições sim e não.

Sentaram-se em volta, colocaram o copo virado no centro do tabuleiro, deram-se as mãos, rezaram três “Pai Nosso”, e concentrados fizeram a invocação: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora!”. Num silêncio mórbido e tenso, eles esperaram… Nada aconteceu. Invocaram novamente: “Se há algum espírito neste recinto, que manifeste-se agora.” – e desta vez continuaram – “Ó alma vagante, nos dê a chance de nos comunicar”.

De novo, nada aconteceu. Neste momento, um garoto de uns 14 anos, não se conteve e começou a rir. O que foi motivo de risada geral. Então, inusitadamente, o copo se mexeu. Todos calaram-se. O dono da casa, assustado, perguntou: “Quem está ai?”. O copo seguiu até as letras formando “assassino”. Congelado de medo, continuou e perguntou:”Quem você matou?”, e o espírito respondeu que “ninguém”. Sem entender muito bem, perguntou novamente: “Então o que quis dizer com assassino?”. E não teve nada como resposta. O tal menino de 14 anos, achando que tudo era uma piada, uma armação do anfitrião, perguntou debochando: “Ai, Seu Assassino, quando é que eu vou morrer? Será que dava pra você ver no calendário ai do além?”. Para surpresa dele e de todos, o copo se mexeu até o “H”, depois “O”, “J”, “E”.

O menino, achando graça, gargalhou e perguntou: “É mesmo? E como que eu vou morrer, hein?”. O copo respondeu: “S-U-I-C-Í-D-I-O”. Ele então começou a ficar irritado, quando gritou: “Vai a merda sua porra de espírito, não vou morrer nem à caralho”, e num acesso de raiva, pegou o copo e o jogou com força pela janela. O apartamento ficava no 10º andar, e a janela dava para uma área vazia do prédio, um extensão do térreo. Então notaram que não houve nenhum barulho de vidro sendo quebrado ao cair.

Todos assustadíssimos foram olhar pela janela, e perceberam que realmente o copo estava intacto. O tal garoto parecia estar enlouquecido com o fato, debruçou-se na janela dizendo que aquele copo tinha que quebrar, que ele vai quebrar….Repetindo enlouquecidamente.

Foi quando seu olhar paralisou-se no copo, ele gritou e jogou-se. Caiu em cima do copo, que desta vez quebrou-se e seus cacos atravessaram seu corpo. Hoje, minhas amigas podem falar abertamente deste caso, mas foi algo que demorou muito para elas se recuperarem. A cena foi realmente muito chocante. Não se sabe o que realmente aconteceu para o copo não quebrar, nem mesmo é claro o que fez o garoto ficar com aquele olhar desesperado segundos antes de se jogar, nem o motivo. É mais um mistério inexplicável. O velório foi feito com o caixão fechado, pois o corpo inexplicavelmente se decompôs muito rapidamente e sua face e peito ficaram totalmente desconfigurados em função dos cacos.

O enterro foi abafado e privado de visitantes. Após o fato, espalhou-se um boato de que o espírito denominado “assassino” era o culpado de um homicídio que ocorrera há muitos anos com um antepassado do menino. A família não se pronunciou. Até hoje poucas pessoas da redondeza tem coragem de jogar a tal brincadeira do copo por temerem o tal “espírito do assassino”.

por Rodrigo Rossi, São Paulo

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/creepypasta/

Resultados da Hospitalaria – Abril 2009

doacoes-04-09

Confira abaixo as Entidades auxiliadas:

– Cantinho Mei Mei
http://www.cantinhomeimei.com.br/

– Lar Nice

– Lar Escola Santa Verônica – (12) 3621-2631

Av. Mal Deodoro , 101 – Jardim Santa Clara – Taubaté-SP

Creche com medidas sócio-educativas. Existe há 88 anos e atende 140 crianças de 18 meses a 6 anos, jovens de 7 a 12 anos e 56 menores infratores de 12 a 21 anos

– Federação de Cultura Afro-Brasileira (FECAB)

– Hospitalaria da 5a regional GOSP
http://www.redecolmeia.com.br/mason/beneficencia.htm

– Associação de Amigos dos Portadores de Cancer – Situa-se no Hospital da FAP Fundação de Assistencial da Paraiba, Hospital Universitário, tel. (83) 3333-1314.

– Programa de caridade da Loja Rosacruz AMORC – Tatuapé

– Programa de Doações do GOB-SP

Também tivemos doações em Funchal, Portugal!

– Associação Portuguesa de Apoio aos Desprotegidos de Portugal
http://apad.com.sapo.pt

As doações em dinheiro dos leitores foram usadas para comprar material escolar, remédios, material de limpeza, material de fisioterapia e brinquedos em algumas das instituições acima.

Anunciamos que a campanha vai continuar enquanto tivermos gente disposta a ajudar, e quem quiser ainda pode ter o seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-abril-2009

Arte & Maçonaria

Visto por muitos como a melhor representação do espanhol da Idade do Ouro, esse quadro tem sido alvo da atenção dos historiadores da arte ao longo dos séculos. O interesse pela pintura não se deveu apenas pela sua relevância histórica, mas principalmente pelos mistérios que a circundam: a identidade do homem e o significado do seu gesto.

Apesar das suspeitas de que se trata de Juan de Silva ou mesmo de Miguel de Cervantes, não há como confirmar tais teorias. Por tal motivo, oficialmente é um retrato de um “nobre espanhol não identificado”. Mas o mistério que mais curiosidades, estudos, pesquisas e teorias gerou é do sinal que o homem faz: com sua mão direita sobre o peito, como em sinal de respeito ou juramento, mas com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados.

Apesar de teorias como a de que o retratado possuía uma deficiência que mantinha os dedos grudados, ou que o pintor retratou o gesto dessa forma exatamente para alimentar a curiosidade da sociedade, a teoria mais comum entre os historiadores é de ser um “sinal de ritual, apenas inteligível aos iniciados”.?

?Como mineiro e maçom, é com orgulho que afirmo que essa teoria de que o gesto do cavaleiro é um sinal ritualístico, mais precisamente um sinal maçônico, pode ser reforçada por outro artista, também mineiro e também maçom: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Estudos e pesquisas sobre a vida e a obra de Aleijadinho já mostraram que nosso artista incluiu, de forma discreta, sinais maçônicos em muitas de suas obras, entre elas as esculturas dos profetas, concluídas em 1805 e localizadas em Congonhas. Uma dessas esculturas, a de Jeremias, apresenta a mão direita com os dedos médio e anelar unidos e os demais afastados, assim como na pintura de El Greco.

Há indícios de que esse gesto, formando um “M” com os dedos, era um sinal comum na Maçonaria “latina” (Itália, Espanha, França, Portugal e as originadas dessas), usado para identificação em lugares públicos, já que outros sinais eram restritos ao uso em locais “livres dos olhos profanos”. Com o tempo, teria entrado em desuso, assim como outros sinais similares.

Talvez nunca descubram quem é o cavaleiro retratado naquela pintura, mas uma coisa parece ser certa: ele tinha orgulho de ser maçom e queria que os outros maçons soubessem disso.

#Maçonaria #NoEsquadro

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A Ordem Illuminati

A Ordem Illuminati é uma associação animada por dois princípios: igualdade e justiça. Toda manifestação é baseada nestas duas premissas que são geradoras de luz para a humanidade.

A Ordem se propõe a levar o mundo a uma Nova Ordem Mundial e para isso conta com as forças motrizes da sociedade como um todo, independente de ideologias e religiões. Nossa união é baseada nos mais puros princípios morais, sem esquecer os ensinamentos dos grandes mestres de todos os tempos. Todo iluminado é formado de modo a oferecer o máximo de si, para todos. Sua única vinculação é com a verdade inscrita no templo chamado Natureza.

O mundo em sua atual conjuntura está moralmente falido e socialmente desajustado. Nestas condições somente pode haver guerra, terrorismo e fome, pois os valores fundamentais foram esquecidos. O mundo antes de tudo precisa de ajuda. Não é aceitável que seres humanos assemelhen-se a animais. Os fatores obsoletos desse mundo antigo e decadente devem ser destruídos. Os iluminados podem ajudar e o querem. A felicidade de todos é sua meta, independente de raças ou religiões.

A política, a religião e o estado devem estar a serviço do homem. Não é o homem servo do estado ou da religião; é a religião e o estado servos do homem. A máquina pública deve estar a serviço da igualdade. Justiça e governo devem se equilibrar para gerar a sociedade perfeita. O poder deve ser gerido com responsabilidade, ele é recebido do povo. Numa sociedade igualitária poder a autoridade são sinonimos de pessoas que servem.

A prosperidade deve ser estendida a todos, e todos devem ter acesso aos avanços sociais e tecnológicos. É necesário agir nesta justa distribuição. As palavras nada valem quando não acompanhadas da ação. A ação deve se ajustar as leis universais, ser sua colaboradora. Equilíbrio e igualdade são leis.

Unindo-nos, realizaremos mais. Os grupos que trabalham pela mudança são realmente iluministas num lato sentido de palavra. São focos de luz; geram a luz e trabalham na luz. Nada no tempo e no espaço é inútil. Avançar é preciso. Todos trabalhando, juntos ou individulamente, podemos muito. Todo trabalho é importante, seja a nível científico, nas lutas sociais, políticas ou economicas.

Confiamos na Humanidade e nos seus valores tradicionais, como família, caráter e honra. Seguiremos amparados pelos fatores elevados da luz, e pela nossa crença na vitória do bem. Levaremos adiante nosso projeto de sociedade perfeita. O mundo segue a ação e despreza a inércia. Atingiremos por essa ação e pesquisas um alto grau desenvolvimento espiritual e material. O novo mundo nasce. A Nova Ordem é estabelecida.

História

A Ordem Illuminati foi fundada por Gabriel López de Rojas em Barcelona (Espanha), na primavera de 1995, após contatar em 1994 com dois membros dos Illuminati dos Estados Unidos.

A Grande Loja de Barcelona ergueu colunas em outubro do mesmo ano, após uma viagem ao País Cátaro do fundador e de Rosa Hernández (Soror África). Na viagem, foram comprados objetos e vestimentas ritualísticas para o trabalho na Grande Loja de Baphomet.

Os primeiros anos de existência da Ordem Illuminati (1995-1999) serviram para que seu fundador elaborasse o Rito Operativo dos Iluminados de Baviera e tendo em vista melhorar a infraestrutura da organização. Em julho de 1999, a Ordem Illuminati tinha alguns poucos afiliados na Espanha, em Barcelona, Madrid, Valladolid e Santa Cruz de Tenerife.

Em junho de 1999, a Ordem Illuminati e a OTO se viram envoltas em uma montagem do Poder conservador espanhol repleto de mentiras, recorrendo aos meios de comunicação.

Ainda que, a principio, tudo parecia indicar que os conservadores podiam conseguir o objetivo de causar danos à Ordem Illuminati e à outra ordem, a publicidade que os meios de comunicação deram à montagem e a prisão do fundador da Ordem Illuminati provocaram que ocorresse tudo o contrário e que a Ordem Illuminati se estendesse e incrementasse espetacularmente seu número de afiliados na Europa, América e África, durante os anos seguintes.

Entre os anos 2000 e 2004, a Ordem Illuminati iniciou um crescimento rápido a nível internacional, chegando aos seguintes países: Portugal (março de 2001), Equador (maio de 2001), Bolívia (maio de 2001), Brasil (maio de 2001), Porto Rico (maio de 2001), Honduras (junho de 2001), Estados Unidos (junho de 2001), México (julho de 2001), Colômbia (dezembro de 2001), Chile (fevereiro de 2002), Cuba (maio de 2002), Uruguai (maio de 2002), Panamá (maio de 2002), Venezuela (junho de 2002), Guatemala (julho de 2002), Perú (agosto de 2002), Argentina (outubro de 2002), Alemanha (Novembro de 2002), Itália (março de 2003), Inglaterra (março de 2003), Costa de Marfil (novembro de 2003).

Hoje, a Ordem Illuminati tem mais de 250 membros em todo o mundo, uma central internacional em Barcelona (Espanha), assim como diversos capítulos (lojas) em vários continentes. Ademais, possui uma editora de livros (Ediciones G), uma revista especializada (Baphomet) e o reconhecimento de outras muitas instituições e organizações internacionais.

O Rito

A Ordem Illuminati é uma ordem paramaçônica, herdeira dos Illuminati de Baviera de Adam Weishaupt, fundada em 1º de maio de 1776. Denomina-se paramaçônica, porque não assume os Landmarks (normas) conservadoras da Maçonaria atual, porém tem uma tradição maçônica.

Os Landmarks da Ordem Illuminati são seus Mandamentos e o Liber Zion, revelado por Baphomet a Gabriel López de Rojas nos anos 1999-2000.

A Ordem Illuminati transmite seus ensinamentos e iniciações por meio do Rito Operativo dos Iluminados de Baviera de treze graus, elaborado por Gabriel López de Rojas no período 1995-2000. O Rito ou Sistema de treze graus da Ordem Illuminati se nutriu dos graus do Rito dos Iluminados de Baviera, elaborado por Adam Weishaupt e Adolf von Knigge no século XVIII; do Rito Escocês Antigo e Aceito de 33 graus; e da experiência iniciática de López de Rojas em várias vias tradicionais de iniciação como a Cabala.

Os treze graus do Rito Operativo dos Iluminados de Baviera são:

– Noviciado (Iº);

– Iluminado Minerval (IIº);

– Iluminado Menor e Iluminado Maior (IIIº);

– Cavaleiro Maçom (Aprendiz IVº, Companheiro Vº e Mestre VIº);

– Iluminado Dirigente (Soberano Príncipe da Rosacruz VIIº, Cavaleiro Kadosh VIIIº e Soberano Grande Inspetor Geral IXº);

– Sacerdote Iluminado (Xº)

– Príncipe Iluminado (XIº);

– Mago Filósofo (XIIº)

– Homem Rei (XIIIº).

O Rito Operativo dos Iluminados de Baviera dá importância aos pilares fundamentais da iniciação (vontade, coerência, ordem, despertar da consciência e o Deus Interior); às vias tradicionais de iniciação (Yoga, Tantra, Cabala, Simbolismo, Alquimia), com as quais se culmina a mesma; e à capacidade dos iniciados, nos altos graus, de transformar a si mesmos na própria divindade, no andrógino divino e alquímico, para assim poder transformar toda a realidade que os envolve, sempre buscando um mundo mais justo e livre.

Em dito Rito ou Sistema, ademais, é importante a figura do Deus da Luz, Baphomet. Sobre ele, devemos ter uma idéia básica: somente com Baphomet a iniciação é completa. Com os deuses escravisadores e seus “grilhões”, o trabalho iniciático está “castrado” e a iniciação completa não é possível.

Essa ordem existe hoje? Por o que mais vemos são divulgação de Iluminattis no facebook e se existe qual a séria e como fazer contato com ela? Ela prioriza os ricos?

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-illuminati/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-illuminati/

A origem de Zé Pelintra

Mas afinal, qual a origem de nosso personagem? seu zé torna-se famoso primeiramente no nordeste seja como frequentador dos catimbós ou já como entidade dessa religião. O catimbó está inserido no quadro das religiões populares do norte e nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na bahia.

Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer male, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Já no nordeste a figura de zé pelintra é identificada também pela sua preocupação com a elegância. no catimbó, usa chapéu de palha e um lenço vermelho no pescoço.

Fuma cachimbo, ao invés do charuto ou cigarro, como viria a ser na umbanda, e gosta de trabalhar com os pés descalços no chão. de acordo com ligiéro (2004), seu zé migra para o rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século xx um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da lapa, estácio, gamboa e zona portuária. segundo relatos históricos seu zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio. quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso.

Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível. para zé pelintra a morte representou um momento de transição e de continuidade”, afirma ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à umbanda e ao catimbó como entidade “baixando” em médiuns em cidades e países diversos que nem mesmo teriam sido visitadas pelo malandro em vida como porto alegre ou nova york, japão ou portugal, por exemplo. todo esse relato em última instância não tem comprovação histórica garantida e o importante para nós nesse momento é o mito contado a respeito dessa figura.

Seu zé é a única entidade da umbanda que é aceita em dois rituais diferentes e opostos: a “linha das almas” (caboclos e pretos-velhos) e o ritual do “povo de rua” (exus e pombas-giras). A umbanda de zé pelintra é voltada para a prática da caridade – fora da caridade não há salvação -, tanto espiritual quanto material – ajuda entre irmãos – , propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.

Zé pelintra também prega a tolerância religiosa, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras. Para zé pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são deus e as obras espirituais. Na humildade que lhe é peculiar, zé pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber.

Zé pelintra, espírito da umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé pelintra faz da umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram. Ajudando e auxiliando os demais espíritos.

Zé pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de santo antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente bares, lanchonetes, restaurantes e boates, e sempre recorre a jesus, fonte inesgotável de amor e vida. Na gira em que zé pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus. A gira de zé pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta.

Sempre zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral. Zé pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu zé pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a lapa do rio de janeiro até o nordeste.

Todavia, a principal história que seu zé pelintra quer escrever, é a da caridade, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de amor ao próximo.

Zé pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que deus também sorria e que o amor fraterno triunfe sobre o egoísmo.

Zé pelintra pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilo e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a fé sem as obras boas é morta.

Zé pelintra nasceu no nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no recife ou em pernambuco e veio para o rio de janeiro, onde se malandreou na lapa e um certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar. Assim, zé pelintra formou uma bela falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, digam que estão incorporados com seu zé ou qualquer outro malandro e que eles fumam maconha ou tóxicos; entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.

Podemos citar além de seu zé pelintra, seu chico pelintra, cibamba, zé da virada, seu zé malandrinho, seu malandro, malandro das almas, zé da brilhantina, joão malandro, malandro da madrugada, zé malandro, zé pretinho, zé da navalha, zé do morro, maria navalhada, etc.

Os malandros vêm na linha de exú, mas malandros não são exús! ao contrário dos exús que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.

salve seu zé pelintra!

salve os malandros!

salve a malandragem!

Fonte: https://guardiaooxossi.com.br/orixas/categoria/ze-pilintra/181/a-origem-de-ze-pelintra

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/a-origem-de-ze-pelintra/

Arte, Literatura e Psicologia: O Tarot Interminável – Com Joao Caldeira

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/mpQG-tYYFtM

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arte-literatura-e-psicologia-o-tarot-intermin%C3%A1vel-com-joao-caldeira-1

Pobres Cavaleiros de Cristo

No início de 1100, Hugo de Paynes e mais oito cavaleiros franceses, movidos pelo espírito de aventura tão comum aos nobres que buscavam nas Cruzadas, nos combates aos “infiéis” muçulmanos a glória dos atos de bravura e consagração, viajaram à Palestina. Eram os Soldados do Cristianismo, disputando a golpes de espada as relíquias sagradas que os fanáticos retinham e profanavam. Balduíno II reinava em Jerusalém, os acolheu, e lhes destinou um velho palácio junto ao planalto do Monte Moriah, onde as ruínas compostas de blocos de mármore e de granito, indicavam as ruínas de um Grande Templo.

Seriam as ruínas do GRANDE TEMPLO DE SALOMÃO, o mais famoso santuário do XI século antes de Cristo em que o gênio artístico dos fenícios se revelava. Destruído pelos caldeus, reconstruído por Zorobabel e ampliado por Herodes em 18 antes de Cristo. Arrasado novamente pelas legiões romanas chefiadas por Tito, na tomada de Jerusalém. Foi neste Templo que se originou a tragédia de Hiran?, cuja lenda a Maçonaria incorporou. Exteriormente, antes da destruição pelos romanos no ano 70 de nossa era, o Templo era circundado por dois extensos corredores excêntricos, ocupando um gigantesco quadrilátero em direção ao Nascente, a esquerda ficava o átrio dos Gentios e à direita o dos Israelitas, além das estâncias reservadas às mulheres, e aos magos sacerdotes, a que se seguia o Santuário propriamente dito, tendo ao centro o Altar dos Holocaustos.

Os “Pobres Cavaleiros de Cristo” atraídos pela inspiração divina e sensação do mistério que pairava sobre estas ruínas, passaram a explora-las, não tardou para que descobrissem a entrada secreta que conduzia ao labirinto subterrâneo só conhecido pelos iniciados nos mistérios da Cabala. Entraram numa extensa galeria que os conduziu até junto de uma porta chapeada de ouro por detrás da qual poderia estar o que durante dois milênios se constituíra no maior Segredo da Humanidade. Uma inscrição em caracteres hebraicos prevenia os profanos contra os impulsos da ousadia: SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA; SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS.

Os “infiéis do Crescente” eram seres vivos e contra eles, Os Templários, com a cruz e a espada realizavam prodígios de valentia. Ali dentro, porém, não era a vida que palpitava, e sim os aspectos da Morte, talvez deuses sanguinários ou potestades desconhecidos contra as quais a força humana era impotente, isto os fez estremecer. Hugo de Paynes, afoito, bateu com o punho da espada na porta e bradou em alta voz: – EM NOME DE CRISTO, ABRI!! E o eco das suas palavras se fez ouvir: EM NOME DE CRISTO…enquanto a enorme porta começou abrir, ninguém a estava abrindo, era como se um ser invisível a estivesse movendo e se escancarou aos olhos vidrados dos cavaleiros um gigantesco recinto ornado de estranhas figuras, umas delicadas e outras, aos seus olhos monstruosas, tendo ao Nascente um grande trono recamado de sedas e por cima um triângulo equilátero em cujo centro em letras hebraicas marcadas a fogo se lia o TETRAGRAMA YOD.

Junto aos degraus do trono e sobre um altar de alabastro, estava a “LEI” cuja cópia, séculos mais tarde, um Cavaleiro Templário em Portugal, devia revelar à hora da morte, no momento preciso em que na Borgonha e na Toscana se descobriam os cofres contendo os documentos secretos que “comprovavam” a heresia dos Templários. A “Lei Sagrada” era a verdade de Jahveh transmitida ao patriarca Abraão. A par da Verdade divina vinha depois a revelação Teosófica e Teogâmica a KABBALAH.

Extasiados diante da majestade severa dos símbolos, os nove cavaleiros, futuros Templários, ajoelharam e elevaram os olhos ao alto. Na sua frente, o grande Triângulo, tendo ao centro a inicial do princípio gerador, espírito animador de todas as coisas e símbolo da regeneração humana, parece convidá-los à reflexão sobre o significado profundo que irradia dos seus ângulos. Ele é o emblema da Força Criadora e da Matéria Cósmica. É a Tríade que representa a Alma Solar, a Alma do Mundo e a Vida. é a Unidade Perfeita. Um raio de Luz intensa ilumina então àqueles espíritos obscecados pela idéia da luta, devotados à supressão da vida de seres humanos que não comungassem com os mesmos princípios religiosos que os levou à Terra Santa. Ali estão representadas as Trinta e Duas Vidas da Sabedoria que a Kabbalah exprime em fórmulas herméticas, e que a Sepher Jetzira propõe ao entendimento humano. Simbolizando o Absoluto, o Triângulo representa o Infinito, Corpo, Alma, e Espírito. Fogo Luz e Vida. Uma nova concepção que pouco a pouco dilui e destrói a teoria exclusivista da discriminação das divindades se apossa daqueles espíritos até então mergulhados em ódios e rancores religiosos e os conclama à Tolerância, ao Amor e a Fratenidade entre todos os seres humanos.

A Teosofia da Kabbalah exposta sobre o Altar de alabastro onde os iniciados prestavam juramento dá aos Pobres Cavaleiros de Cristo a chave interpretativa das figuras que adornam as paredes do Templo. Na mudez estática daqueles símbolos há uma alma que palpita e convida ao recolhimento. Abalados na sua crença de um Deus feroz e sanguinário, os futuros Templários entreolham-se e perguntam-se: SE TODOS OS SERES HUMANOS PROVÊM DE DEUS QUE OS FEZ À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, COMO COMPREENDER QUE OS HOMENS SE MATEM MUTUAMENTE EM NOME DE VÁRIOS DEUSES? COM QUEM ESTÁ A VERDADE? Entre as figuras, uma em especial chamara a atenção de Hugo de Paynes e de seus oito companheiros. Na testa ampla, um facho luminoso parecia irradiar inteligência; e no peito uma cruz sangrando acariciava no cruzamento dos braços uma Rosa. A cruz era o símbolo da imortalidade; a rosa o símbolo do princípio feminino. A reunião dos dois símbolos era a idéia da Criação. E foi essa figura monstruosa, e atraente que os nove cavaleiros elegeram para emblema de suas futuras cruzadas. Quando em 1128 se apresentou ante o Concílio de Troyes, Hugo de Paynes, primeiro Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo, já a concepção dos Templários acerca da idéia de Deus não era muito católica.

A divisa inscrita no estandarte negro da Ordem “Non nobis, Domine, sed nomini tuo ad Gloria” não era uma sujeição à Igreja mas uma referência a inicial que no centro do Triângulo simbolizava a unidade perfeita: YOD. Cavaleiros francos, normandos, germânicos, portugueses e italianos acudiram a engrossar as fileiras da Ordem que dentro em pouco se convertia na mais poderosa Ordem do século XII. Mas a Ordem tornara-se tão opulenta de riquezas, tão influente nos domínios da cristandade que o Rei de França Felipe o Belo decretou ao Papa para expedir uma Bula confiscando todas suas riquezas e enviar seus Cavaleiros para as “Santas” fogueiras da Inquisição. Felipe estava atento. E não o preocupava as interpretações heréticas, o gnosticismo. Não foram portanto, a mistagogia que geraram a cólera do Rei de França e deram causa ao monstruoso processo contra os Templários.

Foi a rapacidade de um monarca falido para quem a religião era um meio e a riqueza um fim. Malograda a posse da Palestina pelos Cruzados, pelo retraimento da Europa Cristã e pela supremacia dos turcos muçulmanos, os Templários regressam ao Ocidente aureolados pela glória obtidas nas batalhas de Ascalão, Tiberíade e Mansorah. Essas batalhas, se não consolidaram o domínio dos Cristãos na Terra Santa, provocaram, contudo, a admiração das aguerridas hostes do Islam (muçulmanos), influindo sobre a moral dos Mouros que ocupavam parte da Espanha. Iniciam entre os Templários o culto de um gnosticismo eclético que admite e harmoniza os princípios de várias religiões, conciliando o politeísmo em sua essência com os mistérios mais profundos do cristianismo. São instituídas regras iniciáticas que se estendem por sete graus, que vieram a ser adotados pela Franco Maçonaria Universal (três elementares, três filosóficos e um cabalístico), denominados “Adepto”, “Companheiro”, “Mestre Perfeito”, “Cavaleiro da Cruz”, “Intendente da Caverna Sagrada”, “Cavaleiro do Oriente”e “Grande Pontífice da Montanha Sagrada”.

A Caverna Sagrada era o lugar Santo onde se reuniam os cavaleiros iniciados. Tinha a forma de um quadrilátero (quadrado) perfeito. O ORIENTE representava a Primavera, o Ar, Infância e a Madrugada.O MEIO DIA (Sul), o Estio, o Fogo e a Idade adulta. O OCIDENTE, o Outono, a Água, o Anoitecer. O NORTE, a Terra, o Inverno, a Noite. Eram as quatro fases da existência. O Fogo no MEIO DIA simbolizava a verdadeira iniciação, a regeneração, a renovação, a chama que consumia todas as misérias humanas e das cinzas, purificadas, retirava uma nova matéria isenta de impurezas e imperfeições. No ORIENTE, o Ar da Madrugada vivificando a nova matéria, dava-lhe o clima da Primavera em que a Natureza desabrochava em florações luxuriantes, magníficas acariciando a Infância. Vinha depois o OUTONO, o Anoitecer, o amortecer da vida, a que a Água no OCIDENTE alimentava os últimos vestígios desta existência. O NORTE, marca o ocaso da Vida. A Terra varrida pelas tempestades e cobertas pela neve que desolam e que matam, é o Inverno que imobiliza, que entorpece e que conduz à Noite caliginosa e fria a que não resiste a debilidade física, a que sucumbe a fragilidade humana.

E é no contraste entre o Norte e o Meio Dia que os Templários baseiam o seu esoterismo, alertando os iniciados da existência de uma segunda vida. Nada se perde: Tudo se Transforma. …Vai ser iniciado um “Cavaleiro da Cruz”. O Grande Pontífice da Montanha Sagrada empunha a Espada da Sabedoria, e toma lugar no Oriente. Ao centro do Templo, um pedestal que se eleva por três degraus, está a grande estátua de Baphomet, símbolo da reunião de todas as forças e de todos os princípios (Masculino e Feminino, A Luz e as Trevas, etc…) como no Livro da Criação, a Sepher-Jetzira Livro mor da Cabala. No peito amplo da estranha e colossal figura, a Cruz, sangrando,imprime à Rosa Branca um róseo alaranjado que pouco a poco toma a cor de sangue. É a vida que brota da união dos princípios opostos.

Por cima da Cruz, a letra “G”. O iniciado, Mestre Perfeito, já conhece muito bem o significado dessa letra que na mudez relativa desafia a que a interpretação na sua nova posição, junto ao Tríplice Falus, na sua junção com a Rosa-Cruz mística. “A Catequese Cristã é apenas, como o leite materno, uma primeira alimentação da Alma; o sólido banquete é a Contemplação dos Iniciados, carne e sangue do Verbo, a compreensão do Poder e da Quintessência divina.” “O Gnóstico é a Verdadeira Iniciação; e a Gnose é a firme compreensão da Verdade Universal que, por meio de razões invariáveis nos leva ao conecimento da Causa…” “Não é a Fé, mas sim a Fé unida as Ciências, a que sabe discernir a verdadeira da falsa doutrina. Fiéis são os que apenas literalmente crêem nas escrituras. Gnósticos, são os que, profundando-les o sentido interior, conhecem a verdade inteira.” “Só o Gnóstico é por essência, piedoso.” “O homem não adquire a verdadeira sabedoria senão quando escuta os conselhos duma voz profética que lhe revela a maneira porqur foi, é, e será tudo quanto existe.” O Gnosticismo dos Templários é uma nova mística que ilumina os Evangelhos e os interpreta à Luz da Razão Humana.

* * * …O Mestre Perfeito entra de olhos vendados, até chegar ao pedestal de Baphomet. Ajoelha e faz sua prece: “Grande Arquiteto do Universo Infinito, que lês em nossos corações, que conheces os nossos pensamentos mais íntimos, que nos dá o livre arbítrio para que escolhamos entre a estrada da Luz e das Trevas.” “Recebe a minha prece e ilumina a minha alma para que não caia no erro, para que não desagrade à vossa soberana vontade” “Guiai-me pelo caminho da Virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade”. Acabada a prece, o candidato levanta-se e aguarda as provas rituais que hão de conduzí-lo a meta da Verdade. …O GRANDE PONTÍFICE TEMPLÁRIO interroga o candidato a “Cavaleiro da Cruz”em tom afetivo e paternal: “Meu Irmão, a nossa Ordem nasceu e cresceu para corrigir toda espécie de imperfeição humana”. “A nossa consciência é que é o juiz das nossas ações. A ignorância é o verdadeiro pecado. O inferno é uma hipótese, o céu uma esperança”. “Chegou o momento de trocarmos as arma homicidas pelos instrumentos da Paz entre os Homens.

A missão do Cavaleiro da Cruz é amar ao próximo como a si mesmo. As guerras de religião são monstruosidades causadas pela ignorância, geradas pelo fanatismo. As energias ativas devemos orientá-las no sentido do Amor e da Beleza; mas não se edifica uma obra de linhas esbeltas sem um sentimento estético apolíneo que só se adquire pelo estudo que conduz ao aperfeiçoamento moral e espiritual”. “O homem precisa Crer em algo. Os primitivos cultuavam os Manes. Os Manes eram as almas humanas desprendidas pela morte da matéria e que continuavam em uma nova vida”. “Onde iriam os primitivos beber a idéia da alma? Repondei-me, se sois um Mestre Perfeito Templário”. “- Nos fenômenos psíquicos que propiciam aparições, nas ilações tiradas dos sonhos, e na percepção”. “-Acreditais que os mortos se podem manifestar aos vivos?” “- Sim. Acredito que a Alma liberta do invólucro físico sobe a um plano superior, se sublima, e volve ao mundo para rever os que lhe são simpáticos, segundo a lei das afinidades”. “- Acreditais na ressurreição física de Cristo?” “- Não.” “- Acreditais na Metempsicose (Lei de Transmigração das Almas)?” “- Sim. A semelhança das ações, dos sentimentos, dos gestos e das atitudes que podemos observar em determinados seres não resultam apenas da educação mas da transmigração das almas. Essa transmigração não se opera em razão hereditária”. “- Acreditai que a morte legal absolve o assassino? Que o Soldado não é responsável pelo sangue que derrama”? “- Não acredito”. ” – Atentai agora nas palavras do Cavaleiro do Ocidente que vos dirá os sentidos que imprimimos no ao Grau de Cavaleiro da Cruz”. “A Ordem do Templo criou uma doutrina e adquiriu uma noção da moral humana que nem sempre se harmoniza com as concepções teológicas cristãs apresentadas como verdades indiscutíveis.

Por isso nos encontramos aqui, em caráter secreto, para nos concentrarmos nos estudos transcendentes por meio do qual chegaremos à Verdadeira Harmonia.” “As boas obras dependem das boas inclinações da vontade que nos pode conduzir à realização das boas ações. A intuição é que leva os homens a empreender as boas ações. Quando o Grande Pontífice vos falou do culto dos primitivos, ele definiu a existência de uma intuição comum a todos os seres humanos.” “Assim como por detrás das crenças dos Atlantes havia a intuição que indicava a existência de um Ser Supremo, o Grande Arquiteto responsável pela construção do Universo, também existia nesses povos um sentimento inato do Bem e do Belo, e um instinto de justiça que era a base de sua Moral.” “A Ciência nos deu meios de podermos aperfeiçoar a Moral dos antigos, mas a inteligência nos diz que além da Ciência existe a Harmonia Divina”. “Das ações humanas, segundo Platão, deverá o homem passar à Sabedoria para lhe contemplar a Beleza; e, lançado nesse oceano,procriará com uma inesgotável fecundidade as melhores idéias filosóficas, até que forte e firme seu espírito, por esta sublime contemplação, não percebe mais do que uma ciência: a do Belo”. Estavam findas as provas de iniciação.

O iniciado dirigia-se então para o Altar dos Holocaustos, onde o Sacrificador lhe imprime a Fogo, sobre o coração, o emblema dos Cavaleiro do Templo. …Foi nessa intervenção indébita de Roma que influiu poderosamente para que a “Divina Comédia” de Dante Alighieri fosse o que realmente é – uma alegoria metafísico-esotérica onde se retratam as provas iniciáticas dos Templários em relação à imortalidade. Na DIVINA COMÉDIA cada Céu representa um Grau de iniciação Templário. Em contraste com o Inferno, que significa o mundo profano, o verdadeiro Purgatório onde devem lapidar-se as imperfeições humanas, vem o Último Céu a que só ascendem os espíritos não maculados pela maldade, isentos de paixões mesquinhas, dedicados à obra do Amor, da Beleza e da Bondade. É lá o zênite da Inteligência e do Amor. A doutrína Iniciática da Ordem do Templo compreende a síntese de todas as tradições iniciáticas, gnósticas, pitagóricas, árabes, hindus, cabires, onde perpassam, numa visão Cosmorâmica todos os símbolos dos Grandes e Pequenos mistérios e das Ciências Herméticas: A Cruz e a Rosa, o Ovo e a Águia, as Artes e as Ciências, sobretudo a Cruz, que para os Templários, assim como para os Maçons seus verdadeiros sucessores, era o símbolo da redenção humana. Dante Alighieri e sua Grande Obra: A Divina Comédia, foi o cronista literário da Ordem dos Cavaleiros do Templo. Os Templários receberam da Ordem do Santo Graal o esquema iniciático e a base esotérica que serviu de base para seu sistema gnóstico.

Pois o que era a Cavalaria Oculta de Santo Graal senão um sistema legitimamente Maçônico ainda mal definido, mas já adaptado aos princípios da Universalização da Fraternidade Humana? O Santo Graal significava a taça de que serviu Jesus Cristo na ceia com os discípulos, e na qual José de Arimathéa teria aparado o sangue que jorrava da ferida de Cristo produzida pela lança do centurião romano. Era a Taça Sagrada que figurava em todas as cerimônias iniciáticas das antigas Ordens de Cavaleiros que possuiam graus e símbolos misteriosos, e que a Maçonaria moderna incorporou em seus ritos, por ser fatal aos perjuros.

Os Templários adotavam-na na iniciação dos Adeptos e dos Cavaleiros do Oriente, mas ela já aparece nas lendas do Rei Arthur, nos romances dos Cavaleiros da Távola Redonda, que eram de origem céltica, e que a própria Igreja Católica a introduziu no ritual do cálice que serve no sacrifício da missa. No Grau de Cavaleiro do Oriente,os Templários figuram um herói: Titurel, Cavaleiro da Távola Redonda, que desejando construir um Templo onde depositar o Cálice Sagrado, engcarregara da construção o profeta Merlin, que idealizou um labirintocomposto de doze salas ligadas por um sistema de corredores que se cruzavam e recruzavam, como no labirinto de Creta onde o Rei Minos escondia o Minotauro(Mit.Grega).

O Postulante Templário tinha de entrar em todas as salas, uma só vez, para receber a palavra de passe, e só no fim dessa viagem podia ascender ao grau que buscava. Mas se em Creta, Theseu tivera o fio de ouro de Ariadne, para chegar ao Minotauro, no Templo dos Cavaleiros do Oriente, o candidato apenas podia se orientar por uma chave criptográfica composta de oitenta e uma combinações (9×9) o que demandava muito esforço de raciocínio e profundos conhecimentos em matemática. A Ciência dos Números tinha para os Templários um significado profundo.

Os Grandes Iniciados, comos os Filósofos do Oriente, descobriram os mais íntimos segredos da natureza por meio dos números, que consideravam agradáveis aos Deuses. Mas tinha grande aversão aos números pares. O Grande Alquimista Paracelso dizia que os números continham a razão de todas as coisas. Eles estavam na voz, na Alma, na razão, nas proporções e nas coisas divinas. A Ordem dos Cavaleiros do Templo, cultuava a Ciência dos Números no Grau de Cavaleiro do Oriente, ensinando que a Filosofia Hermética contava com TRÊS mundos: o elementar, o celeste e o intelectual. Que no Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do tempo era o passado, o presente e o futuro; e que a natureza dispunha de três reinos: animal, vegetal e mineral; que o homem dispunha de três poderes harmônicos: o gênio, a memória e a vontade. Que o Universo operava sobre a eternidade e a imensidade movida pela onipotência. A sua concepção em relação à Deus, o Grande Arquiteto do Universo, era Sabedoria, Força e Beleza.

A Maçonaria criou uma expressão própria para os Altos Graus: Sabedoria, Estabilidade e Poder. Tudo isto provinha do Santo Graal, a que os Templários juntavam que, em política, a grandeza e a duração e a prosperidade das nações se baseavam em três pontos primordiais: Justiça dos Governos, Sabedoria das Leis e Pureza dos Costumes. Era nisso que consistia a arte de governar os povos. As oitenta e uma combinações que levavam o candidato ao Templo de Cavaleiro do Oriente tinha por base o sagrado numero Três, sagrado em todas as corporações de caráter iniciático.

O Triângulo encontrado no Templo de Salomão era uma figura geométrica constituída pela junção de Três linhas e a letra YOD no centro significava a sua origem divina. Todas as grandes religiões também têm como número sagrado o Três. A Católica, exprimindo-o nas pessoas da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) nos dias que Cristo passou no sepulcro, nos Reis Magos, e nas vezes que São Pedro negou o mestre. Nos Grandes Mistérios Egípcios, temos a Grande Trindade formada por Ísis, Osíris e Hórus. Entre os Hindus temos a Trimurti, constituída de Brahama, Shiva e Vishnu personificando a Criação, a Conservação e a Destruição. Em todas elas, como no racionalismo, nós encontramos como elementos vitais a Terra, a Água e o Sol.

Foi, portanto, baseada nas grandes Religiões e no Gnosticismo dos Templários, que por sua vez se inspirou no da Cavalaria Oculta do Santo Graal, que a Maçonaria adotou como símbolo numerológico de vários graus o número três, que se vai se multiplicando na vida maçônica dos iniciados até a conquista da Sabedoria, da Força e da Beleza. …Os Graus na Ordem do Templo eram Sete, como o é na Maçonaria Moderna Universal. Este número era também, junto com o Três, estremamente sagrado para os antigos. Era considerado o Número dos Números. Ele representava os Sete Gênios que assistiam o Grande Mitra, Deus dos Persas, e figurava igualmente os Sete pilotos de Osíris. Os Egípcios o consideravam o símbolo da Vida. Haviam Sete Planetas e são Sete as fases da Lua. Sete foram os casais encerrados na arca de Noé, que parou sete meses depois do dilúvio, e a pomba enviada por Noé só recolheu depois de sete dias de ausência. Foram sete as pragas que assolaram o Egito e o povo hebraico chorou sete sias a morte de Jacob, a quem Esaú saudara por sete vezes. A Igrja Católica reconhece Sete pecados capitais e instituiu os sete sacramentos. Para os muçulmanos existem sete céus. Deus descansou ao sétimo dia da criação. Sete eram as Ciências que os Templários transmitiam nos sete graus iniciáticos: A Gramática, a Retórica, a Lógica, a Aritmética, a Geometria , a Música e a Astronomia. Sete eram também os Sabios da Grécia. Apollo nasceu no dia sete do mes sete e sete era seu número sagrado. … Harmonizando todas as Doutrinas, os Templários fugiam ao sentido fúnebre e superficial do catolicismo para se refugiarem em outros mistérios que entoavam Hinos à Vida.

O argumento para a iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada foram buscá-lo à velha Frígia , Grécia, aos Mistérios dos Sabázios. Para os Gregos, Demeter (ou Ceres para os romanos) deu à luz a Perséfone, a quem Zeus (ou Júpiter) viola, e para isso se transforma em serpente. O Deus, atravessando o seio é a fórmula usada nos mistérios dos Sabázios: assim se chama a serpente que escorrega entre os vestígios dos iniciádos como para lembrar a impudicícia de Zeus. Perséfone dá a Luz a um filho com face de touro. O culto dos Sabázios que servia de tema às iniciações Templárias de Quinto Grau, impressionara o gênio grego mas era um intruso em sua religião, e contra ele se levantaram Aristóphanes e Plutarco. Era um Culto Orgíaco, mas não era disso que se queixavam os gregos, que também tinham o culto de Cybele e arvoravam em divindades as suas formosas hetairas (prostitutas sagradas do Templo) como o demonstra no túmulo da hetaira Tryphera: “Aqui jaz o corpo delicado de Tryphera, pequena borboleta, flor das voluptuosas hetairas, que brilhava no santuário de Cybele, e nas suas festas ruidosas, suas falas e gestos eram cheios de encantos” A iniciação dos Intendentes da Caverna Sagrada realizava-se no mês de Maio, o mês das flores, com o Templo dedicado à natureza, porque o Quinto Grau de Iniciação Templária era um hino à renovação periódica da vida, dentro do Princípio Alquímico que admitia a Transmutação das substâncias e a renovação das células por um sistema circular periódico, vivificante, em que tudo volta ao ponto de partida, OUROBOROS.

O Grande Pontífice da Montanha Sagrada encarnava o papel do Sabázio, o Deus Frígio que figurava as forças da natureza e as movia no sentido da renovação e da regeneração humana. A seus pés, de aspecto ameaçador estava a Serpente Sagrada, símbolo da regeneração e renovação pela mudança periódica de pele. À esquerda, coroada de flores e folhas verdes, cabelos soltos saindo de um emblema de estrelas, tendo ao peito nu, uma trança de papoulas, símbolo da fecundidade, nas orelhas brincos de três rubis e no braço esquerdo arqueado, o crivo místico das festividades de Elêusis, que três serpentes aladas acariciavam, a Grande Estátua de Deméter, personificação da Terra, e das forças produtoras da natureza. À direita, envergando uma cumprida túnica, severa e majestosa, Hera(ou Juno) a imponente Deusa do Olimpo, Esposa de Zeus, estende aos postulantes a taça do vinho celeste que contém em si o espírito da força indomável do sado com a reflexão e com a temperança. As provas, neste Grau, dirigiam-se no sentido da imortalidade da alma, e também no rejuvenescimento físico. Deméter estendia a sua graça sobre o gênero humano para que os iniciados compreendessem que as forças da natureza reuniam a própria essência da Divindade.

Eram elas que impulsionavam a vida, que renovavam as substâncias nos ciclos mais críticos e que podiam levar o homem à Imortalidade. Hera velava do Olimpo e Sabázio conduzia o fogo sagrado. Apenas os profundamente convictos, isentos de dúvidas e fortes em sua crença de que acima da natureza só existia a própria natureza evoluída é que recebiam a consagração da investidura do Grau. “A natureza mortal procura o quanto pode para se tornar imortal. Não há, porém, outro processo senão o do renascimento que substitui um novo indivíduo a um indivíduo acabado.” “Com efeito, apesar de dizer do homem que vive do nascimento até a morte, e que é o mesmo durante a vida , a verdade é que não o é, nem se conserva no mesmo estado, nem o compõe a mesma matéria.” “Morre e nasce sem cessar, nos cabelos, na carne, nos ossos, no sangue, numa palavra: em todo seu corpo e ainda em sua alma.” “Hábitos, opiniões, costumes, desejos, prazeres, jamais se conservam os mesmos. Nascem e morrem continuamente.” “Assim se conservam os seres mortais. Não são constantemente os mesmos, comos os seres divinos e imortais. E aquele que acaba, deixa em seu lugar um outro semelhante.” “Todos os mortais participam da imortalidade, no corpo e em tudo o mais.

Por Paulo Benelli

#Maçonaria #Templários

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