Mapa Astral de Sigmund Freud

Com alguns dias de atraso, segue o Mapa do Freud, para comparações. Jung ficaria orgulhoso de como Freud seguiu sua Verdadeira Vontade…

Sigmund Freud, foi um médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise.

Freud iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em pacientes com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente.

Suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas ideias são frequentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

Mapa Astral

Sol em Touro, Ascendente em Escorpião, Lua em Gêmeos e Caput Draconis em Áries. Seu Planeta mais forte é Vênus em Áries-Touro (Cavaleiro de Moedas). Com Sol, Mercúrio, Plutão e Urano em Touro, é esperado uma pessoa com pensamentos e ações extremamente práticas e voltadas para o materialismo. Júpiter e Netuno em Peixes, por outro lado, o puxam para o lado espiritual/filosófico. Uma combinação bem sucedida destas energias faz com que a pessoa consiga um aspecto prático do estudo do espírito humano (como no caso das interpretações dos sonhos e do método de conversa doutor-paciente).

A combinação de Touro e Escorpião molda pessoas capazes de administrar bens, sejam eles materiais (como um comerciante) ou mentais (como um filósofo ou psicólogo). Tendo Mercúrio em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas) e Marte em Libra (comum em advogados, juízes, comerciantes e outras pessoas que gastem seu tempo e energia em busca do equilíbrio ao seu redor), a profissão de médico psiquiatra lhe serviu muito bem.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-sigmund-freud

Para ser feliz (parte 3)

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Quando um rio é muito jovem, de modo que ainda corre por rochas sólidas, pouco desgastadas por sua passagem, em seu rumo ao mar há muitos trechos que, antes córregos pacatos, logo viram excitantes corredeiras, de água turbulenta, ideais para serem descidas por aventureiros em seus botes!

Imagine que você é um deles, em seu bote magnífico, quicando pela superfície enquanto mal há tempo de desviar dos pedregulhos maiores com seu remo. Enquanto tudo vai bem, o caminho é deveras divertido e cheio de adrenalina, e decerto não há muito tempo para se pensar e refletir sobre outra coisa que não aquela corredeira serpenteando morro abaixo. Mas, e se o seu bote é finalmente vencido pelas pedras pontiagudas no leito do rio? E se ele simplesmente fura, e você é obrigado a encostar na margem?

Há muitos que, nos dias atuais, correm para fazer pequenos remendos nos furos que, exatamente por terem sido feitos as pressas, logo logo estouram de novo, de modo que a tão sonhada descida até o mar, que era para ser uma grande brincadeira, logo se torna algo cruel e dolorido, e as pedras pontiagudas do rio passam a furar não somente o bote, como o próprio navegante desavisado.

Para prosseguir nessa corredeira que serpenteia pela vida, é preciso conhecer a arte de se remendar botes. Ou, como bem explicou meu amigo Caciano Camilo Compostela, um monge rosacruz:

Cuidado, a tristeza é uma esfinge estranha… Se você lhe decifra os enigmas ela te abençoa, caso não, lhe arranca a cabeça! Não tema, seu objetivo é lhe apontar o vazio, conduzir a reflexão e ao aprofundamento. Se no lugar do questionamento, meditação e reencontro, optar por tapar o buraco em romances imaginários, compras desnecessárias, diversões frívolas ou vícios alucinantes em vã tentativa de fugir de si mesmo, cuidado, pois ela lhe penetra mais fundo, se alastra, domina e consome.

Desnecessário dizer que a arte de se remendar botes também tem muito do estoicismo do qual vínhamos falando: ora, aqueles que não consertam seus botes são ainda mais afetados pelas corredeiras, de modo que, além de não conseguirem se guiar da melhor forma pelas águas turbulentas, geralmente são dilacerados por muitas das pedras pontiagudas no caminho.

Já aqueles que passam, quem sabe, a noitinha remendando seus botes, têm a divina oportunidade de contemplar as estrelas, e ver a neblina passar, e ouvir os primeiros pássaros a cantarolar para a manhã, e assim, observando ao mundo a sua volta, e percebendo a si mesmos como parte dele, acabam por reconhecer esta verdade: que o mundo inteiro, assim como os botes e seus navegantes, corre morro abaixo, rumo ao mar.

E assim, aquele que compreende e aceita tamanho fluxo incomensurável de vidas e seres, aceita também que há diversas formas de descer o rio, e diversos formatos de botes e remos, e inúmeras técnicas de remendo, e é impossível saber ao certo qual caminho é o mais rápido, em qual nos machucaremos menos, em qual seremos mais felizes…

Dizem os ocultistas que é nosso dever encontrar nossa verdadeira vontade, e alcançar a grande realização da vida. Mas para ser feliz não faz sentido pensar nesta vontade como algo extremamente oculto, precioso e único, que uma vez desvelado, nos conduzirá a alguma espécie de “iluminação instantânea”.

Não, meus irmãos, para ser feliz é preciso reconhecer que a verdadeira vontade é mais como esta corredeira que temos descido há tanto custo. Pode ser que as águas tenham sido turbulentas no início da queda, mas é certo que em algum momento mesmo este rio raivoso irá encontrar as grandes vias que rumam para o oceano há milênios, onde os pedregulhos já se verteram em areia, e onde o curso segue mais como uma procissão sagrada do que uma aventura esportiva.

Assim, é bem provável que nós todos já estejamos a navegar por tal vontade, embora muitos a contra gosto, seja porque não se dedicaram a arte de se remendar botes, seja porque um dia acreditaram piamente que o rio poderia ser parado, represado com dogmas e ideias fossilizadas, para que então pudessem subir no alto de alguma pedra e bradar:

É aqui, chegamos ao Paraíso, podem abandonar seus botes!

Mas a ânsia da vida por si mesma é como a corredeira que vence qualquer represa. Quando pensamos que enfim havíamos descoberto um paraíso, quando optamos por encostar nas margens e simplesmente descansar, logo ficou claro que aquele charco não era o mar, não era o oceano, mas tão somente um pântano de vontades que se dissociaram da verdade.

É por isso que os grandes profetas não são como viajantes cansados que já desistiram de brincar em seus botes, mas antes como aqueles que caminham sobre as águas, rompem todas as represas, fendem os maiores pedregulhos, e sorridentes, ainda nos dizem:

Dia virá em que farão tudo o que tenho feito, e ainda muito mais, pois sois navegantes divinos!

No fim, só há uma vontade, e todas as demais se tornam verdadeiras na medida em que a espelham, a refratam e refletem adiante: há esta corredeira morro abaixo, e há o mar para onde tudo corre – um está a buscar o outro, e não há nada que possa realmente ficar por muito tempo em seu caminho.

» Em seguida encerramos com quatro poetas convidados…

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Crédito da imagem: ki-rafting.com

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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#Felicidade #Ocultismo #VerdadeiraVontade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/para-ser-feliz-parte-3

Devoção e a Grande Obra

Traduzido por AShTarot Cognatus
“Faça o que tu queres, há de ser tudo da Lei.”
 
Saudações a todos os irmãos e irmãs da nossa Nova Ordem de Thelema, para todos vocês que participam do sol nascente da nova Aurora Dourada! É essencial agora para o progresso da Nova Ordem que nós comuniquemos a você a respeito de um dos mais essenciais poderes da grande obra, que cada magista deve cultivar e integrar na sua própria personalidade mágicka se ele for realizar sua Verdadeira Vontade. É o poder mágicko de devoção, que é a determinação para executar e realizar sua Verdadeira Vontade, e sem ânsia de resultado. Devoção é uma recompensa por si só. Aqueles entre nós que são devotos da Grande Obra praticam devoção, não como uma maneira de obter resultados, mas como uma disciplina a ser praticada por si só. Os frutos de tal disciplina são naturais a ela, nós não precisamos desejar esses frutos para compartilhar deles.
Devoção a grande obra é uma inspiração do além; é o sopro celestial dos deuses descendendo sobre nossas almas e nutrindo nossas Vontades com a essência criativa da vida. É o amor do amante, e a aspiração pura para unir com o objeto do seu amor. Devoção e amor são um e o mesmo; são duas palavras que indicam um único princípio. No leste há uma forma de yoga chamada bhakti. Bhakti é definida como a yoga da devoção ou a yoga do amor. É nosso amor e devoção para a grande obra que assegura seu sucesso. Sem a aplicação do poder mágicko da devoção, sob vontade, a grande obra é um caminho sem sentido, uma obra sem substancia ou significância.
Considere estas palavras profundamente em seu coração e você irá entender quão essencial é desenvolver em si mesmo o poder mágicko da devoção. Nenhuma magia(k) real é realizada sem ela; todas as obras de criatividade são mera poeira sem ela. Pois é o espírito da criatividade em si, a vida do divino que é a inspiração do magista e a vitória da sua alma. Sem praticar o poder mágicko da devoção, será impossível para você completar qualquer obra criativa que é valida  de ser completada. Devoção é nossa conexão mística com a ordem celestial; é o que perpetua em nós a vontade divina para criar e desenvolver-se, e para manter nossa relação adequada com o universo, afirmando nossa essência estelar e a soberania mágicka de nossas almas.
Todo ritual mágicko é um ato de devoção. É a Vontade para unir uma força particular ou objeto da grande obra. É o amor do magista por tal força ou objeto e a determinação para integrar-se com ela. Magia(k) não é somente a arte da vontade, mas a arte do amor. Sem amor, toda magia(k) é feita em vão; é mera perda de energia, que requer a essência do amor para ser propriamente concentrada sobre a força ou objeto do ritual mágicko de alguém para assegurar o sucesso. Sem amor, não há invocação mágicka. Invocar apropriadamente um Deus ou Deusa requer a prática mágicka do Amor sob Vontade; exige a devoção total da energia mágicka de alguém. Devoção é a chave do sucesso em qualquer operação mágicka que é dedicada a grande obra; é nossa ligação invisível para o palácio da perfeição.
No sistema real da Aurora Dourada Thelemica, nós instruímos nossos membros em uma forma de disciplina que nós chamamos “Bhakti Magick”, e nós distribuimos aos nossos membros o livro sagrado chamado “O livro de Bhakti Magick”. Neste livro sagrado está contida a chave central para a compreensão essencial desta disciplina sagrada de nossa arte real. Está escrito no livro sagrado:
 “Somente por realizar esta secreta arte primal dos Deuses tu podes aproximar o portal escondido da ordem secreta de todos. Você deve fazer isto; pois certamente todos são chamados”. Mais adiante está escrito: ” E somente consumindo na tua alma o secreto Soma imortal desta santíssima ciência sagrada dos Deuses tu podes atingir o inatingível. Você deve fazer isto; pois certamente todos são chamados.” Estas palavras inspiradas demonstram a necessidade absoluta para a aplicação criativa do poder mágicko da devoção; eles revelam o significado supremo de bhakti magick na operação sacramental da realização a grande obra.
Bhakti Magick é a mais significativa de todas as disciplinas para um adepto magista da tríade dos amantes da ordem interna, participar dos grandes mistérios do universo que estão concentrados no santuário secreto da natureza. É a arte criativa de “Amor sob Vontade”, e é esta sagrada ciência dos adepti de luz. Na sua forma mais esotérica, é o mesmo a qual nós chamamos de magia(k) real do leão branco. A respeito dessa nova magia(k), está escrito no nosso livro sagrado: “É a ciência absoluta da Vontade e do verdadeiro método da religião.” Adiante está escrito, certamente para nosso progresso e alegria: “Amor é a Lei! e cada ato de vontade está de acordo com esta Lei, Portanto deves amar sob vontade, como está escrito no Liber Legis. E tu deves cumprir essa Lei única por observa em seu coração e vida a expressão poderosa da suprema formula mágicka do novo aeon: Faça o que tu queres, há de ser tudo da Lei.”
E além disto, está escrito: “Esta é tua magia(k); e é teu código perfeito de conduta, de acordo com o qual devemos adorar o sol, o senhor deste ilustre e magnífico novo aeon. Um verdadeiro bhakta mágico, ou Magus do amor, se torna o sol, e transmuta todas as outras coisas na pura realidade do seu esplendor infinito de Luz, Vida, Amor e Liberdade”. Este é o poder do amor sob vontade; é a chave central para a realização da grande obra deste novo aeon de Hórus, a grande obra única de união pela qual nós podemos produzir a pedra filosofal e a medicina universal; e é a ligação suprema para a luz eterna da Aurora Dourada, aquela grande luz única de infinidade, que é objetivo de toda humanidade. Portanto, eu proclamo, ouça a voz do Amor!
“Amor é a Lei, Amor sob Vontade.”


Em 31 de março de 2004 e.v., David Cherubin (Frater A.·.A.·.), por sua própria vontade, oficialmente resignou como um membro e representante da T.·.G.·.D.·. (e R.·.C.·.), ele é agora somente um iniciado “particular” da A.·.A.·. (Terceira Ordem), retirado de todas as atividades da Ordem interna e externa, e ele é conhecido agora por nós somente como o fundador da Ordem. David Cherubim não mantêm mais, nem é responsável pela Ordem Thelemica da Aurora Dourada [Thelemic Order of the Golden Dawn (Ordem da T.·.G.·.D.·.)], ele não conduz mais ou participa em quaisquer atividades da T.·.G.·.D.·., e ele não pode ser mais contatado através da T.·.G.·.D.·.. Entretanto, todos os documentos (cerimônias, rituais, lições, informativo, etc.) que ele escreveu e publicou para a T.·.G.·.D.·. permanece como o principal fonte de conhecimento, inspiração e iniciação para a Ordem da T.·.G.·.D.·.. A Ordem Thelemica da Aurora Dourada [Thelemic Order of the Golden Dawn (Ordem da T.·.G.·.D.·.)] foi fundada no equinócio da primavera de 1990 e.v. por David Cherubim (Frater A.·.A.·.) e antigos associados em Los Angeles, CA, EUA, e ele devotou catorze anos de serviço espiritual para a Ordem (durante o qual ele conduziu centenas de iniciações e aulas, escreveu inumeráveis documentos relacionados a Ordem, e ativamente manteve e representou a Ordem).

Fonte: PanDaemonAeon

Por David Cherubim (Frater Aurora Aureae) Copyright © 1991 e.v. The Order of the Thelemic Golden Dawn.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/devocao-e-a-grande-obra/

Fatos e Mitos sobre a Verdadeira Vontade

Por IAO131, traduzido por Psilax

O conceito de “Verdadeira Vontade”, ou simplesmente “Vontade”, é fundamental para a Lei de Thelema desde que nosso princípio central é “Faça o que tu queres será o todo da Lei” (AL I:40), juntamente com “Tu não tens direitos senão fazer a tua Vontade” (AL I:42) e “Não há lei além de faze o que tu queres” (AL III:60). Thelema, apesar de tudo, significa “Vontade”.

Por ser Vontade um conceito central em Thelema há muitos equívocos sobre isso que limitam nosso entendimento assim como limitam nosso potencial para realizar e manifestar as nossas Vontades. Muitos desses mitos e equívocos estão altamente correlacionados, mas eles também são diferentes em sua ênfase e abordagem. A lista não pretende ser exaustiva ou completa, mas espero que possa levar a uma reflexão e clareza sobre a noção de Vontade. Mais fundamentalmente essa é uma lista curta destinada a desafiar alguns equívocos comuns sobre a Vontade, a fim de que possamos conhecer e realizar nossas Vontades mais livremente e com alegria.

1) A Verdadeira Vontade é encontrada num determinado momento.

O primeiro mito é que a Verdadeira Vontade é descoberta durante um evento distinto, num certo ponto da história. Isso significa que você não sabe qual é a sua Vontade, mas que num futuro você saberá, ao ter algum insight ou experiência, você de repente conhecerá sua Vontade. Em contraste, Crowley nos informou que “A Vontade é apenas o aspecto dinâmico do Eu…” (Liber II). Neste sentido, a Vontade é apenas a expressão de nossa Natureza. Entretanto de uma maneira pobre e incompleta nossa Natureza não pode deixar de se expressar de alguma maneira, o que quer dizer que: nós estamos sempre fazendo nossas Vontades até certo ponto, mas poderíamos fazer sempre um pouco “melhor”, no sentido de fazê-la mais completamente e com mais consciência. Mesmo se temos uma visão súbita ou que muda completamente a Natureza de nossas Vontades, isso não significa que esse entendimento não precisará mudar ou ser revisado no futuro.

2) A Verdadeira Vontade é algo para ser encontrado num futuro distante.

Relacionada ao primeiro mito é a noção de que Verdadeira Vontade não pode ser encontrada no presente, mas em algum ponto do futuro. Ou seja, se pensa “Eu não sei qual minha Vontade agora, mas espero que eu saiba no futuro”. Agora, é perfeitamente razoável acreditar que o conhecimento e entendimento da Vontade podem aumentar no futuro, mas, novamente, nós estamos sempre fazendo nossas Vontades até certo ponto. Isto é, a Vontade não é “encontrada”, mas nossa consciência e entendimento dela podem melhorar. Visualizando a Vontade como algo que se encontra no futuro, exclui o nosso potencial para fazermos nosso melhor para fazer nossa Vontade no momento presente. Podemos lamentar as nossas circunstâncias, acreditando que tudo ficaria bem se “conhecêssemos nossas Vontades”, ao invés de trabalhar em nós mesmos no momento presente para nos tornar mais conscientes e alegres com o que já está acontecendo. Isto é, nossos próprios conceitos sobre o que é Vontade nos impedem de ver o que já está aqui: todos nós somos estrelas (AL I:3) e Hadit, a chama de nossas Vontades, está sempre no centro de nosso Ser (AL II:6). É nosso trabalho ou dever descobrir como trabalhar com nós mesmos e nosso ambiente a fim de tornar a Verdade dentro de nós mais manifesta do que inerente.

3) Você está fazendo sua Vontade ou você não está fazendo.

A linguagem usada ao redor da Vontade é frequentemente “digital” no senso em que falamos sobre isso em “on ou off” (ligar ou desligar). Eu acredito que é mais efetivo e adequado pensar em Vontade em termos “análogos”, ou seja, que estamos fazendo nossa Vontade até certo ponto. A linguagem de “Verdadeira Vontade” implica esse tipo de dicotomia digital de verdadeiro ou falso. Por outro lado, a ideia de “Vontade Pura” é uma questão de graus. A totalidade “pura” da Vontade é 100% Vontade com nenhuma mistura ou contaminantes, assim como um suco puro é 100% suco – não há qualquer conotação moral. Podemos (por questão de explicação) dizer que podemos não estar fazendo 100% de nossa Vontade, mas podemos estar fazendo 30% ou 80% de nosso potencial até o momento. Isso coloca a responsabilidade em nós mesmos para tentar aprovar nossa Vontade ao máximo, na forma mais “pura” possível. Isso significa também que nós não precisamos pensar nos outros em termos deles estarem ou não fazendo suas Vontades; ao contrário, todos estão fazendo suas Vontade até certo ponto ou outro, e tudo o que temos de fazer é tentar nos esforçar intencionalmente para chegarmos ao ideal de Vontade 100%.

4) Verdadeira Vontade é uma coisa única e imutável.

A linguagem usada ao redor de Vontade implica que Vontade é algo único, por exemplo, “é minha Vontade ser um médico”. Na verdade, a ideia de Vontade ser certa carreira em particular é um dos mais comuns exemplos de equívocos. Um exemplo é Crowley falando neste sentido quando ele escreve: “virá o conhecimento de sua vontade finita, através da qual um é poeta, outro profeta, outro ferreiro, outro escultor.” (De Lege Libellum). O erro está em pegar a ideia de “Vontade = a carreira certa” literalmente do que metaforicamente. Ou seja, uma carreira é uma metáfora para o que você faz com a sua vida, acreditando ser adequado para as suas tendências, talentos e aspirações. Obviamente a Vontade não está confinada a uma simples carreira – especialmente nos dias de hoje em que a maioria das pessoas tem várias carreiras ao longo da vida – como aparentou ser a vida do próprio Crowley. Não seria correto dizer que era a Vontade de Crowley ser poeta porque iria negligenciar que ele era um mago, não seria correto dizer que foi a Vontade de Crowley ser um alpinista porque iria negligenciar que ele era um jogador de xadrez, etc. Na verdade, a Vontade é – como já mencionado – “o aspecto dinâmico do Self…” (Liber II). E dinâmico, ou seja, em constante movimento. Crowley reforça isso quando ele escreve que a Verdadeira natureza do Eu é mover-se continuamente, deve ser entendido não como algo estático, mas como dinâmico, e não como um substantivo, mas como um verbo” (Dever). Esta natureza dinâmica da Vontade é ainda implícita na linguagem que a descreve como “Movimento” como quando Crowley escreve que a Vontade é “o verdadeiro Movimento do teu ser mais íntimo” (Liber Aleph, capítulo 9).

5) Verdadeira Vontade pode ser encapsulada completamente em uma frase.

Conectada com os equívocos anteriores é a noção que Vontade pode ser completamente encapsulada numa frase. Uma vez que a Vontade é dinâmica, a sua natureza é de “Ir”, nenhuma frase pode sempre encapsulá-la completamente. Existem, certamente, benefícios por se encapsular a vontade numa frase como tendo um padrão conscientemente articulado pelo qual se pode julgar se um determinado curso de ação é expressivo ou impeditivo da Vontade. Por exemplo, pode-se formular a Vontade como “É minha Vontade que meu corpo seja saudável”, que pode atuar como um padrão pelo qual você vai determinar que comer junk food (comida que não é saudável) não faz parte da sua vontade (para todos os efeitos práticos). Dito isto, deve haver um entendimento de que a Vontade está, em ultima instancia, além da articulação verbal. Como se diz: “Também razão é uma mentira, pois há um fator infinito e desconhecido; & todas as suas palavras são meandros” (AL II:32). A Vontade é suprarracional na medida em que não pode ser descrita com precisão ou completamente descrita pela faculdade da razão e do pensamento. Como Crowley disse: “[A mente] deve ser uma máquina perfeita, um aparelho para representar o universo de forma precisa e imparcial ao seu mestre. O Eu, a sua Vontade, e sua apreensão, deve estar totalmente além dela.” (Novo Comentário para AL II:28). A mente com seus pensamentos e razão é simplesmente uma parte do seu ser, a vontade é o Verbo de todo o nosso ser, então, naturalmente, uma pequena parte não pode inteiramente compreender e abranger o Todo.

6) Verdadeira Vontade requer uma experiência mística.

Em conexão com o Mito #2, existe a tendência em acreditar que o conhecimento da Vontade virá apenas com algum tipo de experiência mística, se o acredita (ou concebe) como o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, iluminação, a travessia do Abismo, ou qualquer outra coisa. Embora possamos dizer que o Conhecimento e Conversação (ou outras experiências místicas) podem ajudar a esclarecer a Vontade ou se livrar de seus obstáculos, tais como o egoísmo excessivo, a Vontade pode ser tanto sempre presente ou trabalhada até certo ponto. A noção de que só pode se conhecer a Vontade através de experiências místicas negligencia o fato de que há muito modos simples, diretos e até mesmo “mundanos” nos quais podemos trabalhar em nós mesmos para fazer melhor e mais completamente a nossa Vontade. Por exemplo, alguém pode perceber que certo relacionamento não está mais funcionando, então ele se agita, sofre, se amargura e ressente. Pode-se então perceber que a fim de realizar a Vontade mais plenamente, é preciso terminar o relacionamento. “Oh amante, se tu queres, partes!” (AL I:41). Há muitas coisas em nossas vidas que sabemos, em algum nível, que podem ser alterados para decretar mais plenamente nossas Vontades, como se livrar de certos hábitos que já são conhecidos por serem problemáticos. Se isto é tão simples como “assistir menos televisão”, ou concreto como “largar os opiáceos”, ou mais sutil como “ser menos ligado às expectativas”, ou mais geral como “tornar-se mais consciente e menos reativo emocionalmente”, existem muitas maneiras de trabalhar em nós mesmos que estão disponíveis para todos, sem a menor experiência ou inclinação para experiências místicas. Ainda mais preocupante é “acreditar que apenas alguma experiência mística no futuro” pode ser usada como uma desculpa ou um “desvio espiritual” para evitar lidar com estas questões mais “mundanas”, como as emoções não processadas ou hábitos indesejáveis.

7) Todos devem alcançar a Vontade.

A crença geral difundida entre Thelemitas é que há certo tipo de “verdadeiro Thelemita” ou “Thelemita ideal”. Outro ensaio explica mais detalhadamente por que isso é um equívoco, mas, em suma ele depende de ter preconceitos sobre o que é “certo” e “errado” para a Vontade dos outros, quando toda a fundação de Thelema repousa sobre a noção de que cada indivíduo é único. Uma manifestação desse preconceito sobre o que é “certo” é a noção de que todos devem estar se esforçando para “atingir”, significando alcançar algum tipo de gnose mística ou iluminação. Na verdade, o Livro da Lei diz na mesma linha que seu lema central: “Quem nos chama Thelemitas não cometerá erro, se ele apenas observar bem de perto a palavra. Pois dentro dela existem Três Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei” (AL I:40). Isto é explicado em A Visão e A Voz quando se diz: “O homem da terra é o devoto. O amante dá a sua vida para trabalhar entre os homens. O eremita caminha solitário dando aos homens apenas a sua luz.”. Não é inerentemente a Vontade de todos se tornarem um eremita e alcançar as alturas da iluminação espiritual. – Pode muito bem ser a vontade de alguém viver a sua vida sem se preocupar com essas coisas. Mais claramente o Livro da Lei diz que “a lei é para todos” (AL I:34). Essa insistência de que todos têm que “atingir” pode facilmente se transformar em forma de auto-superioridade espiritual que é contrário ao espírito da liberdade que permeia a lei.

8) Sua Vontade não tem nada a ver com as outras pessoas.

É típico conceber a Vontade como algo inerente ao individuo e que não tem nada a ver com as outras pessoas e suas circunstâncias. Eu acredito que isto é simplesmente uma falha de linguagem usada para descrever Vontade do que uma realidade. Nós todos somos incorporados em uma interconexão complexa de forças – somos todos estrelas na teia do Espaço Infinito – e ambos afetam e são afetados por tudo que nos rodeia: “Suas ações afetam não apenas o que ele chamou a si mesmo, mas também todo o universo.” (Liber Librae). Vendo como a Vontade é o aspecto dinâmico da nossa natureza, deve inerentemente se adaptar à situação ou circunstância em que se encontra. Crowley fala isso quando ele escreve que a vontade é “a nossa verdadeira órbita, como demarcada pela natureza de nossa posição, a lei do nosso crescimento, o impulso de nossas experiências passadas.” (Introdução ao Liber AL). A nossa “posição” muda constantemente e a Vontade é “marcada” em parte pela natureza de nossa posição. A nossa “posição” envolve o meio ambiente e as pessoas ao nosso redor. Praticamente qualquer tipo de articulação da Vontade – por mais que provisória ou experimental – deve incluir o meio ambiente ou outras pessoas de alguma forma. Para dizer “é minha vontade comer menos” envolve a comida em seu ambiente, dizendo “é minha vontade ser gentil” envolve a sua bondade para com outras pessoas, dizer “é minha vontade promulgar a Lei de Thelema” envolve aqueles a quem você irá promulgar etc. Mesmo dizer “é minha Vontade alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião” necessariamente requer que você crie adequadamente o ambiente propício para atingir esse objetivo. Na verdade algumas das melhores lições vêm de estar em sintonia com o seu ambiente e aqueles ao seu redor ao invés de ignorar a sua importância ou impacto. Se você estiver recebendo mensagens constantes na forma de dificuldades desnecessárias de quaisquer naturezas, talvez seja uma lição para alterar a forma como você está se adaptando ao seu ambiente, em vez de insistir mais fortemente no curso de seu caminho e apenas intimidando aos outros.

9) Verdadeira Vontade significa que você estará livre do sofrimento.

A ideia de Verdadeira Vontade, muitas vezes leva a noções utópicas e irrealistas quanto ao que Vontade vai realmente parecer. A ideia de que fazer a Vontade liberta do sofrimento é irrealista em vários níveis. Em primeiro lugar, o sofrimento é inerente à existência de alguma forma ou de outra, na medida em que todos nós ficamos doentes, sofremos perdas, envelhecemos, sofremos prejuízos e morremos. Nós sempre vamos encontrar algum tipo de resistência ou dificuldade em nossas vidas. Isso não deve ser visto como uma espécie de marca de fracasso em sua tentativa de fazer a tua Vontade, mas sim, essas ocorrências inevitáveis de sofrimento, resistência e dificuldade são os meios pelos quais nós aprendemos e crescemos. Como se diz, “Tu então que tens provas e problemas, regozija-te por causa deles, pois neles está a Força e por meio deles é aberta uma trilha àquela Luz… pois quando maior for tua prova, maior o teu triunfo” (Liber Librae). Essa ideia de que “fazer a sua Vontade = sem sofrimento” também depende da noção de que a Vontade seja “on” ou “off”, como mencionado no Mito n°3: mesmo que estejamos no modo de “Vontade 100%” por um tempo, todos nós, inevitavelmente, erramos, encontramos dificuldades imprevistas, ou simplesmente “escorregamos” e não fazemos o melhor que podemos. Além disso, o próprio desejo de ser livre do sofrimento é, em certo sentido, uma ideia do Antigo Aeon: Thelemitas não procuram transcender o mundo material, se isentar do Samsara, ou até mesmo evitar o sofrimento. Reconhecemos a realidade como ela é, sem insistir em estar de acordo com os nossos ideais a priori assim como ao “como o mundo deveria ser”. Nós aceitamos o sofrimento e as dificuldades da vida como “molho picante ao prato do Prazer” (Liber Aleph, capítulo 59). Eu acredito que é mais correto dizer que fazer a própria Vontade significa que você vai estar livre de uma grande dose de sofrimento desnecessário. Uma grande parte do nosso sofrimento não é de fato inerente ou necessária, mas nós, através dos nossos vários hábitos e pobres equívocos, nos sujeitamos à dificuldade que pode ser evitada em grande parte ou totalmente, se nos tornarmos mais conscientes e em sintonia com as nossas Vontades.

10) Verdadeira Vontade significa estar livre de conflito.

Conectada ao mito anterior é a noção de que fazer a própria Verdadeira Vontade significa que estará livre de todos os conflitos. Isso geralmente é baseado ao fato de que o Livro da Lei diz: “tu não tens direito senão fazer a tua Vontade. Faça isso e nenhum outro dirá não” (AL I:42 – 43) e Crowley escreveu que “[a lei] parece implicar uma teoria que, se cada homem e cada mulher fizesse a sua Vontade – a Verdadeira Vontade – não haveria conflito” (Liber II). Realisticamente, sempre haverá pessoas que “dizem não”, independentemente do grau em que você está fazendo a sua Vontade, e sempre será “conflitante”. A questão real vem de uma compreensão do “confronto”. Se confronto significa conflito interpessoal na forma de desacordo ou argumento, nunca haverá um fim a este a menos que todos nós nos tornamos autômatos, irrefletidos – o qual certamente não é o objetivo da Lei da Liberdade. Semelhante ao mito anterior, eu acredito que é mais correto dizer que fazer a própria vontade significa que você estará livre de uma grande quantidade de conflitos desnecessários. Grande parte do nosso conflito com os outros dependem da nossa insistência em saber o que é “certo” para os outros, as nossas próprias expectativas e normas impostas aos outros, insistindo em manter uma posição baseada numa autoestima do ego e identidade que está amarrada com a nossa posição e muitos outros erros que se afastam naturalmente na medida em que nos concentramos em nossa Vontade ao invés de discutir. Talvez essa seja a razão para sermos ensinados a “não discutir, não converter; não falar em demasia” (AL III:42).

Novamente é um tipo de fantasia do Velho Aeon o mundo ou a vida de alguém ser livre de conflitos. Eu acredito que a aceitação e o envolvimento com o conflito é uma marca distintiva de uma pessoa que tem uma mentalidade do Novo Aeon, ao invés do Velho Aeon. Como Crowley escreveu, “O combate estimula a energia viril ou criativa” (Dever). Mesmo as formas mais triviais e mundanas de conflito, como equipes rivais em esportes ou pontos de vistas opostos em um debate, permitem que a diversão do jogo esteja em primeiro lugar. Ao invés de procurar ser livre de conflitos, podemos fazer melhor examinando os conflitos em nossas vidas e determinando até que ponto eles são o resultado da nossa incapacidade de concretizar plenamente a nossa Vontade, a fim de viver mais plenamente e com alegria.

O que todos esses 10 mitos implicam é uma visão da Vontade como algo sempre presente até certo ponto, sempre dinâmico e mutável, sempre capaz de ser trabalhado, e, trabalhado independentemente de ter experiências místicas ou não, embutido dentro do contexto do nosso ambiente e outros indivíduos, e aceitar o sofrimento e o conflito como coisas inerentes a existência, coisas mais para serem trabalhadas do que evitadas. Esta lista não é exaustiva de qualquer maneira, e há, obviamente, muitas nuances para a ideia de Vontade e muitas outras maneiras de compreendê-la. No entanto, espero que desafiar algumas dessas ideias como mitos ou equívocos possa libertar o nosso pensamento a fim de tornar-se consciente do grande potencial em cada momento de decretar e regozijar em nossas Vontades.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/fatos-e-mitos-sobre-a-verdadeira-vontade

Mapa Astral de Edward Kelley

Edward Kelley (1 de Agosto, 1555 – 1 de Novembro, 1597) foi um ajudante de John Dee, considerado por Dee uma pessoa sensivelmente capaz de receber mensagens espirituais ao ver alguns cristais ou pedras refletidas no Sol, essa arte é chamada de cristalomancia.

Muitos relatos pseudo-céticos o consideram “charlatão”, mas a acusação de charlatonice ocorreu após o confisco de seus materiais antes de ir para Londres, onde constavam fórmulas para “transformar chumbo em ouro” que, na incapacidade de reproduzir as alegações fisicamente, Kelley foi condenado em Lancaster sob as acusações de falsário e, posteriormente, de charlatão.

No entanto, o sistema Enochiano em si demonstra que Kelley não foi um charlatão.

Kelley aproximou-se de John Dee em 1582, inicialmente sob o nome Edward Talbot. Dee já tentava contactar os anjos com a ajuda de um vidente, mas não obteve sucesso. Kelley disse possuir tal habilidade, e até mesmo impressionou Dee com sua primeira tentativa. Kelley tornou-se o vidente regular de Dee. Dee e Kelley devotaram muito tempo e energia nessas “conferências espirituais”. De 1582 a 1589, a vida de Kelley estava estritamente ligada a de Dee.

Mapa Astral

Com Sol e Mercúrio em Leão na Casa 6 (trabalhos grandiosos voltados para servir aos outros, mas de uma maneira brilhante e expressiva), Lua em Virgem na Casa 6/7 (extremamente organizado, indica trabalho voltado para a parceria), Ascendente e Plutão em Peixes (espiritualidade e indicativo de uma quebra de paradigmas dentro da espiritualidade) e Caput Draconis em Gêmeos na Casa 3 (comunicação); Júpiter, Urano e Marte em Libra na Casa 7 (parcerias).

O Mapa de Kelley reflete bem sua função para a humanidade; junto com John Dee, foi um dos canalizadores da linguagem enochiana, que permitiu aos homens conversarem com anjos. Pelo mapa, sua missão seria grande, voltada para a espiritualidade e para a comunicação; pode-se dizer que ele realizou sua Verdadeira Vontade.

Aproveito o mapa de Kelley para falar um pouco mais sobre o Caput Draconis. Muita gente pergunta a respeito dele e qual sua função no mapa e por quê geralmente ele não tem muito a ver com a personalidade da pessoa que faz a pergunta.

Eu respondo: o Caput Draconis é a Cabeça do Dragão; ele se manifesta APÓS a pessoa ter conseguido estabelecer sua Verdadeira Vontade, como um epílogo e resultado natural da realização da verdadeira Vontade. Normalmente as pessoas só chegam até este patamar de desenvolvimento das energias do mapa DEPOIS que já estão trilhando a Verdadeira Vontade (e quando fazem isso, percebem que é apenas um desdobramento natural do que vieram fazer aqui). É muito comum que os iniciados cheguem a entendê-lo somente após os 35-45 anos e a “Grande Obra” de sua vida seria um resumo de Ascendente + Lua + Sol + Caput Draconis (Malkuth-Yesod-Tiferet-Kether) ao passo que a imensa maioria das pessoas mal começou a arranhar essa jornada, ficando ligado apenas ao ego (signo solar, o que explica os horóscopos de jornal serem tão populares entre o povão).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-edward-kelley

Aleister Crowley: a genial biografia da Besta

Tamosauskas

Imagine ser um cristão e não saber como Cristo morreu, um muçulmano que não conhece a vida de Maomé ou um judeu que nunca ouviu falar da infância de Moisés. Parece um absurdo, mas imagine então ser um ocultista no século XXI que não sabe nada sobre a vida de Aleister Crowley. Assim como os personagens citados antes, ele foi o profeta e comentador de uma revelação religiosa, teve uma passagem pela Terra igualmente interessante e transformou para sempre o cenário magístico do planeta, seja você thelemita ou não. Esta é a importância do livro “Aleister Crowley: a biografia de um mago” de Johann Heyss, o primeiro tomo da trilogia thelema da editora Presságio. Sem Crowley não haveria wicca, magia de maat, satanismo moderno, luciferianismo,  magia do caos ou igreja elétrica. E estes são apenas alguns dos nomes dos seus muitos filhos.

Johann é por si só figurinha carimbada no meio thelemita. O autor já escreveu outros dois livros sobre o Tarô de Thoth, vários sobre numerologia além de diversas obras de ficção e poesia. Mais recentemente encabeçou a tradução do Livro da Lei comentado por Aleister Crowley também pela Presságio Editora. Além de escritor e tradutor é ainda é músico, carreira na qual igualmente deixa transparecer suas influências ocultistas.

Nesta biografia, que é única escrita originalmente em português, Johann conta toda a trajetória  do mago inglês, desde seus primeiros anos como o pequeno Edward Alexander Crowley, filho de um casal evangélico até seu leito de morte como A Grande Besta regado de trovões e ventania. O livro passa ainda por sua movimentada vida como bissexual, inseparável de sua vasta obra mágika e literária e diversos rumores de zoofilia, sadomasoquismo, diabolismo, canibalismo, coprofagia, de ser espião de guerra e pai de Barbara Bush, futura primeira dama dos Estados Unidos. Algumas dessas lendas -e várias outras – são reais, mais você terá que ler o livro para saber. O livro conta ainda com apêndices contendo citações importantes sobre Crowley, seu mapa astral e uma lista com toda a sua bibliografia produzida.

Entre o não tão inocente Alexander e o nada inocente To Mega Therion, uma vida de descoberta, aceitação (não sem certa hesitação) e desenvolvimento da Thelema, uma nova religião trazendo uma nova lei para a humanidade baseada nos preceitos de “Faze o que tu queres  de ser tudo da Lei” e “Todo homem e toda mulher é uma estrela”. Esta nova religião talvez nunca chegue a ser uma religião das massas, mas sem dúvida nenhuma as massas já são influenciadas por ela.”Que meus servidores sejam poucos & secretos: eles deverão reger os muitos & os conhecidos. ” No meio ocultista sei impacto é crescente e na literatura inspirou nomes como Fernando Pessoa,  Jorge Luis Borges e Alan Moore. Na música nomes que vão de Beatles a Jay-Z (passando por Ozzy, David Bowie, Raul Seixas e Klaxons), levaram seus preceitos para as multidões.

O livro de Johann conta com detalhes toda a história e contexto no qual o Livro da Lei foi escrito e todo o esforço que Crowley fez para levar esta mensagem ao mundo, mas conta também todo desenvolvimento biográfico anterior e posterior a este ponto culminante.  A obra é dividida em cinco partes. Na primeira vemos sua infância infernal e sua a rápida rejeição a religiosidade da época vitoriana até o inicio de seu interesse pelo esoterismo.  Na segunda parte testemunhamos sua conturbada passagem pela Golden Dawn. Na terceira está descrito o início do Novo Éon com o recebimento do Livro da Lei e demais livros sagrados de Thelema e sua ascenção ao status de celebridade magicka.

Mas nem tudo são flores para a Besta. Como se  “o pior homem do mundo” demonstrasse na própria carne o que afirmou a dizer que “Os ‘senhores da terra’ são aqueles que estão realizando sua vontade. Não quer dizer necessariamente que sejam indivíduos com diademas e automóveis: muitos deles são os mais pesarosos escravos do mundo.” Assim no quarto e quinto capítulo sentimos o cheiro de pólvora e o coice da arma que disparou o éon de hórus passar por dificuldades financeiras, judiciais, de relacionamento, depressão e problemas com vício em heroína. Contudo nesses mesmos capítulos temos o desenvolvimento de alguns de seus principais livros, seu aprimoramento na magia sexual, sua entrada e reformulação da Ordo Templi Orientis, seu encontro com Leah Hirsig, “a mulher escarlate definitiva”, fundação da  Abadia de Thelema – primeira das Sociedades Alternativas – e a criação de seu famoso tarô com Frieda Harris. Prenúncios de que a nova era não seria fácil, mas seria muito criativa.

Aleister Crowley: a biografia de um mago” nem por um segundo tenta esconder os defeitos de Frater Perdurabo. Pelo contrário, demonstra que ele tinha defeitos comuns aos homens de seu tempo e também defeitos muito particulares. O autor faz uma leitura crítica de sua vida e convida o leitor a fazer o mesmo sem com isso desmerecer o impacto de sua mensagem para o mundo. Citando Johann Heyss: “Aleister Crowley é como um cartão em branco, no qual você ode escrever sua própria definição, a qual será, ao menos em parte, verdadeira. Partindo da perspectiva do processo iniciático, é possível perceber o fio de coerência que permeia os disparates deste personagem hoje lendário, à parte qualquer aprovação ou desaprovação.”

Durante sua vida Crowley foi descrito como a Grande Besta do Apocalipse, “o escolhido sacerdote  & apóstolo do espaço infinito” cuja revelação rasgou os véus do templo vitoriano, mas também como um belo filho da puta ou ainda como um ser humano capaz de errar e de sofrer. Alguém em busca do império da verdadeira Vontade, mas também levado pela vida a pagar contas e chorar a morte dos filhos. Em muitos sentidos uma pessoa além do seu tempo e em muito outros um homem de sua época. A biografia feita por Johann Heyss é sem dúvida a mais completa que temos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/aleister-crowley-biografia/

A visão de um mago sobre o primeiro paragrafo do Sepher Yetzirá

por Robson Bélli

Nos trinta e dois maravilhosos caminhos místicos da Sabedoria gravou JAH, Adonai Tzevaoth: Deus dos exércitos de Israel, Deus vivente e rei do universo, El Shaddai, que é grande em misericórdia e benevolência. Criou o universo pelas três formas de expressão:

1. Pelas letras
2. Pelos números
3. Pelo som

Temos aqui então a formula clássica de magia tradicional dos grimórios que descende da Kabbalah, letras hebraicas ou símbolos que as representem, números que ainda remete a ideia de símbolos e por fim o som ou a vibração do mesmo. Por isso vemos em todos os grimórios e tratados a presença quase que onipresente dessas questões.

A gramatica é uma disciplina fundamental e a palavra grimório tem sua raiz em gramatica, é fundamental a todos aqueles que desejam criar qualquer coisa que seja, seja através de meios magísticos ou através de sua atitude proativa, que coloquem essas ideias ou projetos em escrita e representada em uma grafia compreensível e lógica, e para escrever entendemos que a pessoa pensará em como quer realizar aquilo que deseja, por quais meios aquilo pode se manifestar em sua realidade, e independentemente se é por meios mágicos ou não, aquele que fizer isso, ganhará muito, seja através do exercício reflexivo, seja pela capacidade de ordenação e logica, pelo exercício de sua capacidade de expressar suas ideias, e só isso já traria ao praticante de tal formula inúmeros benefícios que poderíamos dizer, são mágicos.

Os números têm um papel muito importante na psique humana, falar de números é muitas vezes falar de cálculo, e cálculo nada mais é do que novamente ativar a capacidade humana de analise, raciocínio, logica, comparação, valor, e se ao escrever pudéssemos ver o valor de nossas palavras, poderíamos então medir e comparar, se as nossas palavras têm ou não valor igual ao de nosso desejo ou objetivo, e neste ponto cabe a você entender que palavras magicas tem um valor, frases e conjurações inteiras tem um valor, a pergunta que eu lhe faço é: -seus desejos estão alinhados com o seu objetivo? Suas práticas e palavras estão alinhados tem o mesmo valor?

O som da fala, som é vibração, som tem uma frequência que pode ser medida em números, e se para além do valor de significado e numérico de nossas palavras pudéssemos (e podemos) fazer nossa voz vibrar na frequência daquilo que desejamos obter, entenda que o mistério aqui descrito no primeiro paragrafo é sobre como o todo poderoso criou todas as coisas, e o desafio implícito nesse livro é ensinar através da Kabbalah como se utilizar dos mesmos meios, sendo imitadores do altíssimo todo poderoso, a criar uma vida em conformidade com a sua verdadeira vontade.

É mencionado o fato de que o todo poderoso gravou em trinta e dois maravilhosos caminhos místicos de sabedoria o como ele criou o nosso universo, e mesmo que você ainda não entenda as letras hebraicas os números e nem mesmo saiba como fazer sua voz vibrar adequadamente, agora pelo menos nessa misera introdução você adquiriu a chave dos mistérios e o segredo de praticamente toda a magia ocidental, e apenas o que te falta é estudar estas letras, números e sons.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-visao-de-um-mago-sobre-o-primeiro-paragrafo-do-sepher-yetzira/

Augoeides

A mais importante invocação do mago é a de seu Gênio, Demônio, Vontade Verdadeira ou Augoeides. Esta operação é tradicionalmente conhecida como a obtenção do conhecimento e diálogo com o Sagrado Anjo Guardião. É as vezes, conhecida como o Magnum Opus ou Grande Obra.

O Augoeides pode ser definidos como o mais perfeito veículo do Kia no plano da dualidade. Como um avatar de Kia na Terra, os Augoides representam a verdadeira vontade, a razão de seu ser, do mago, seu propósito de existência. A descoberta de uma verdadeira vontade ou natureza real pode ser difícil e repleta de perigo uma vez que uma falsa identificação leva à obsessão e à loucura.

A operação de obtenção do conhecimento e diálogo são normalmente longos. O mago estará empreendendo uma progressiva metamorfose, um completo exame de toda sua existência. A vida é menos que um acidente sem sentido, ela aparece. Kia tem encarnado nestas particulares condições de dualidade para alguns propósitos. A inércia de existências prévias leva Kia para dentro de novas formas de manifestação. Cada encarnação representa uma tarefa ou um problema a ser resolvido no caminho para alguma grande forma de complementação.

A chave deste quebra-cabeças está nos fenômenos do plano da dualidade no qual nos encontramos. Nós estamos conforme fomos apanhados em um labirinto. A única coisa à fazer é mover e manter uma atenção próxima do caminho das paredes à volta. Em um , universo completamente caótico como este, não existem acidentes. Cada coisa é individualmente importante, mesmo um grão de areia que é movido numa praia distante poderá estar alterando a história. Uma pessoa fazendo sua verdadeira vontade é assistida por um momento no universo, e parece possuída de espantosa sorte. Ao começar a grande obra de obter o conhecimento e o diálogo , o mago consagra “interpretar cada manifestação da existência como uma direta mensagem do Caos infinito para sua própria personalidade”. Fazer isto é entrar, no ponto de vista mágico do mundo em sua totalidade. Ele toma completa responsabilidade por sua presente encarnação e deve-se considerar cada experiência, coisa ou pedaço de informação que assalta-o de qualquer fonte como um reflexo de caminho que ele está conduzindo sua existência. A idéia de coisas acontecerem para alguém, pode ou não estarem relacionadas com o modo destas em agirem em relação à ilusão criada por nossa consciência comum. Mantendo um olho próximo às paredes do labirinto, as condições de sua existência, o mago, então pode, começar sua invocação. O gênio não é somado em si mesmo, mas sim em um despojamento de sucesso para manifestar seu deus interior.

Diretamente no despertar, preferivelmente, no amanhecer, o iniciado vai para o lugar de invocação . Figurando para ele mesmo seu nascimento a cada dia, trazendo com isto a mudança do grande renascimento, primeiro ele bane o templo de sua mente pelo ritual ou por algum transe mágico. Então, ele descobre algum sinal ou símbolo ou sigilo que representa par ele seu Sagrado Anjo Guardião. Este símbolo o mago terá que mudar durante o grande trabalho, quando a inspiração começar a movê-lo. A seguir, ele invoca uma imagem do Anjo no seu olho mental. este pode ser considerado como uma duplicata luminosa de sua própria forma em pé de frente ou atrás dele ou, simplesmente, como uma bola de luz brilhante, acima de sua cabeça. Então, ele formula suas aspirações na maneira que mais desejar, mortificando a si mesmo numa prece ou auto-exaltação em alta proclamação como necessário. A melhor forma desta invocação é falar espontaneamente do coração, e se duvidando, primeiramente, confirmará a si mesmo com o tempo. Ele é dirigido a estabelecer um grupo de idéias e imagens que correspondem a natureza de seu gênio e, ao mesmo tempo, revela, inspiração desta fonte. Quando o mago começa a manifestar mais de sua verdadeira vontade, o Augoeides revelará imagens, nomes e princípios espirituais pelo qual ele po ser desenhado em grande manifestação.

Tendo se comunicado com a forma invocada , o mago deveria desenhar ela dentro de si e ir adiante para o nível desejado. O ritual pode ser concluído com uma aspiração para a sabedoria do silêncio por uma breve concentração no sigilo do Augoeides, mas nunca pelo banimento. Periodicamente, formas mais elaboradas de rituais , usando mais poderosas formas de gnose podem ser empregadas. No final de cada dia, deveria existir uma contabilidade e nova resolução feita. Embora cada dia seja um catálogo de falha, não deveria haver nenhum senso de pecado ou culpa. Magia á a ascensão do lado espiritual em um balanço perfeito do poder do Infinito e tais sentimentos são sintomáticos de não balanceamento.

Se qualquer fragmento não necessário ou não balanceado do ego torna-se com o gênio por engano, então, por infortúnio a guarda. A força de vida que flui diretamente de dentro desses complexos e incham os monstros grotescos, é conhecido como o demônio Choronzon. Alguns magos, tentando ir demasiadamente rápido com esta invocação têm falhado em banir este demônio, tornando-se espetacularmente insanos como resultado.

Por Peter Carrol, Tradução por Lucifer 149

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Jesus, o Ateu e o Bombeiro

Observando a série de imagens belíssimas feitas pelo artista Stephen Sawyer e o mimimi geral dos ateuzinhos e crentes mais ortodoxos no twitter, cheguei à conclusão de que realmente é necessário um “algo mais” para que uma pessoa possa se considerar um ocultista ou alquimista.

A reclamação dos crentes católicos era que “é um absurdo que retratem Jesus fora da Cruz ou em uma situação onde ele não esteja sofrendo, porque isso seria ignorar que ele morreu pelos nossos pecados”. O mimimi dos ateus era “olha que absurdo colocarem um fantasma de Jesus guiando o bombeiro, essas coisas não existem! é um amigo imaginário do bombeiro”. Os evangélicos gostaram da imagem, mas certamente acham que ela deve ser algo literal.

Nenhum deles teve a capacidade de se aprofundar além do óbvio. Ou acreditavam naquilo literalmente ou achavam que era algo absurdo e sem sentido. Será que só um alquimista têm capacidade para se aprofundar e enxergar a beleza simbólica da imagem?

Uma das coisas que debatemos no Podcast do Descontrole (não acredito que você ainda não escutou!) foi a origem dos símbolos como forma de expressão do inefável, ou daquilo que não possui descrição. Estados emocionais ou sentimentais que estão em um patamar mais avançado de entendimento do que a língua ou símbolos.

Quando observo esta imagem, vejo um Bombeiro realizando sua Verdadeira Vontade e, como ele faz aquilo que ama, ele entra em comunhão com o Universo e se torna não um corpo, mas um veículo da realização de algo maior e mais importante, tal qual o Mago, nos Arcanos do Tarot, independente da sua religião ou falta de.

Estando diante de sua Verdadeira Vontade, o bombeiro se aproxima de Tiferet, a Beleza, e torna-se algo maior que ele, o Xristos. Esta sensação de estar completo e realizado não pode ser descrita em palavras; só alguém que ama aquilo que faz é capaz de entender isso.

É realmente uma pena que os pastores vão se utilizar de uma imagem tão bela para alimentar sua máquina de dízimos, deturpações e controle da mente das pessoas. E os ateus fundamentalistas vão se privar de uma bela inspiração artística. Resta aos ocultistas observar através do óbvio.

PS: a inclusão da Árvore da Vida na imagem foi idéia minha.

#Jesus

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Mapa Astral de James Randi

Randall James Hamilton Zwinge (Toronto, Canadá, 7 de Agosto de 1928), mais conhecido como James Randi ou, posteriormente, The Amazing Randi (O Incrível Randi), é um mágico ilusionista e cético (ou pseudo-cético, dependendo de para quem você pergunta), conhecido por ser um combatente pessoal de charlatões e paranormais.

Ele é talvez mais conhecido pelo One Million Dollar Paranormal Challenge (Desafio Paranormal de Um Milhão de Dólares), no qual a James Randi Educational Foundation pagará um milhão de dólares a qualquer um que demonstrar evidência de evento paranormal, sobrenatural ou de poderes ocultos, as condições para os testes precisam ser aceitas por ambas as partes. Ele também participa ocasionalmente do programa de televisão Bullshit!, apresentado pelos também mágicos e céticos Penn & Teller. Seu interesse em desbancar o paranormal vêm de sua época de adolescente.

Supondo que a data é mesmo a de seu nascimento, o Mapa Astral de Randi indica uma energia predominante de Leão. Com Sol, Mercúrio, Vênus e Netuno em Leão (sendo Vênus e Netuno em Leão-Virgem, o Rei de Ouros), Lua briguenta em Áries e Ascendente e Caput Draconis em Gêmeos (comunicação). Complementando este mapa interessantíssimo, temos Júpiter e Marte em Touro (facilidade em ter contato com o físico, muito arraigado ao Plano material, ao que pode ver, tocar, cheirar, provar) e finalmente Saturno em Sagitário, o “saturno dos professores”, encontrado em boa parte dos que seguem uma carreira acadêmica e metódica.

Quando me passaram este mapa pela primeira vez, foi em um desafio no orkut (eram 3 mapas em teste cego) e coloquei que as características básicas e mais importantes deste mapa indicavam um ator ou artista, alguém que certamente não teria o menor problema em se expor ao público. De fato, Randi é conhecido como “the Amazing Randi” e praticamente fez de sua Verdadeira Vontade aparecer e fazer aparecer o que considera ser a verdade. A combinação destas características com as energias explícitamente materiais de Touro (Touro é o signo em Terra-Fixa, a mais apegada e materialista de todas as energias) e o Ascendente e caput Draconis em gêmeos direcionam esta pessoa para a comunicação (daí minha interpretação do mapa como pertencente a um ator/artista).

Seu Planeta mais forte é Netuno em Leão. O astrólogo Adrian Ross Duncan define esta combinação como “Algo em sua natureza pode estimular os sonhos dos outros a nível coletivo. Uma antiga tendência para venerar astros da TV e de outros espetáculos como se fossem heróis poderá ser invertida e trocada por uma total falta de ilusões, em um estágio mais adiantado da sua vida”. EPIC WIN.

Mas james é mais do que apenas um ator sem ilusões… Combinando com a Lua em Áries (“que não leva desaforo para casa”) e o saturno extremamente acadêmico, pode-se dizer que, se este mapa for mesmo o de Randi, você não precisa acreditar em Astrologia para que ela lhe mostre sua Verdadeira Vontade!

#Astrologia #Biografias

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