Ofensas e Ressonâncias

Tudo no universo opera por vibração, e conseqüente ressonância. Quando uma pessoa ataca, a outra só reage se aquilo encontrou ressonância (pode ser a nível físico, se for uma agressão física, ou moral, se for uma agressão verbal). Ao tocar uma nota Dó no violão, pode notar que a outra corda Dó vai ressoar, porque ambas estão afinadas (daí vem a palavra “afinidade”). Se uma agressão o perturbar, é porque ela ressoou em você, e você, entendendo o mecanismo, procure localizar ONDE ressoou e o PORQUÊ, e então procure eliminar esses traços em você (assim como um psicólogo faz com seu paciente). Uma vez que isso acontece, não há necessidade de dar uma resposta, pois onde não há ofensa não há necessidade de contra-ofensa ou mesmo perdão (algo que Gandhi já falava, com o seu Ahimsa). Aliás, Gandhi e Jesus foram exemplos extremos de que mesmo agressões físicas não podiam perturbar suas almas. Pode-se destroçar o corpo, matá-lo, mas só é possível fazer o mesmo com sua alma se você o permitir.

No fundo do seu ser repousa uma mente tranquila e serena como um lago.

#Budismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ofensas-e-resson%C3%A2ncias

Os Oito Trigramas

“O Ilimitado gera o limitado, isto é o absoluto (Taiji). O Taiji gera as duas aparências, o yin e o yang. As duas aparências geram as quatro imagens, pequeno yin, grande yin, pequeno yang, grande yang. As quatro imagens agem sobre os oito trigramas, e oito vezes oito resulta em sessenta e quatro hexagramas”.

Esta é a tradução de um pequeno poema composto por Fu Hsi, tido como o criador do I Ching, para explicar as suas relações.

Os oito trigramas são refinamentos do Taiji, o yin e o yang, e por isso também se encontram em constante movimento. Combinados, eles formam os sessenta e quatro hexagramas que pautam a consulta oracular. Por isso, é importante estudar o seu significado, seu simbolismo e suas relações, pois é através da interação entre os dois trigramas e de suas linhas (que podem ser móveis ou fixas) que obtemos a interpretação do hexagrama.

Para hoje, reservo apenas a análise dos trigramas.

 Céu (Ch’ien), o Criativo – Três linhas yang representam o Céu. Este trigrama significa o Pai, o Criador, o Céu, o começo da criação, a força, a elevação espiritual. É o trigrama que contém o máximo de energia yang. Está associado ao movimento Metal (agora que vocês já sabem que os cinco elementos chineses não são elementos, mas movimentos, passarei a usar esse termo), pois o Metal, para os chineses, está associado também às pedras preciosas que são geradas no seio da terra, como o cristal que, se polido, é claro e transparente, e que representa o processo de transmutação.

 Lago (Tui), a Suavidade – Uma linha yin sobre duas linhas yang representam o Lago. Este trigrama significa a Filha mais Nova, a Alegria e a Suavidade. Está associado ao movimento Metal, pois a sua imagem representa um espelho: a linha yin no topo é a água que reflete o céu, representado pelas duas linhas yang abaixo. Da mesma forma que um espelho apenas reflete o que existe, seja bom ou ruim, o Lago também associa-se ao pântano.

 Fogo (Li), a Luminosidade – Uma linha yin cercada por duas linhas yang representam o Fogo. Este trigrama significa a Filha do Meio, o Sol, a Luz que a todos ilumina. Está associado ao movimento Fogo, e sua imagem representa o Sol que brilha no meio do Céu.

 Trovão (Chen), o Incitar – Uma linha yang debaixo de duas linhas yin representam o Trovão. Este trigrama significa o Filho mais Velho, o Incitar, o movimento ascendente. Está associado ao movimento Madeira, pois a sua imagem é a de uma semente que germina debaixo da terra, representada pelas duas linhas yin no topo do trigrama.

 Vento (Sun), a Serenidade – Uma linha yin debaixo de duas linhas yang representam o Vento. Este trigrama significa a Filha mais Velha, a Serenidade, o Vento que Penetra em todas as frestas e alcança a todos. Está associado ao movimento Madeira, pois o vento só é perceptível quando dobra suavemente os galhos das árvores.

(A Madeira é o que une o Céu com a Terra, e tanto o Trovão quanto o Vento fazem essa ligação: o Trovão é a energia yin da semente que sobe, o Vento é a energia yang do Céu que desce).

 Água (Kan), o Abismo – Uma linha yang cercada por duas linhas yin representam a Água. Este trigrama significa o Filho do Meio, a Lua, a água em movimento, o Abismo, o Perigo. Está associado ao movimento Água, e sua imagem representa a água que corre pela Terra, pelas rochas e pelos desfiladeiros, daí conotando perigo.

 Montanha (Ken), a Quietude – Uma linha yang no topo de duas linhas yin representam a Montanha. Este trigrama significa o Filho mais Novo, a Quietude, a Parada, o Repouso. Está associado ao movimento Terra, e sua imagem representa a Terra elevando-se aos Céus.

 Terra (Kun), o Receptivo – Três linhas yin representam a Terra. Este trigrama significa a Mãe, a Vida, o Receptivo, a Terra que recebe a energia Criativa para dar frutos. Está associado ao movimento Terra e contém o máximo de energia yin.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/os-oito-trigramas/

[space failure][abort system]

…dou uns passos na rua e me apercebo que conectividade ocorre por toda a parte.  Diante das turmas – que outrora soavam como fenômeno primário e portanto exclusivamente adolescente – adquiro conhecimento que qualquer indivíduo de fato se aglomera em volta de suas suspeitas e conjecturas. Os grupos advindos desse efeito social movem-se ameboicamente esticando-se e contraindo à medida que os encontros se revelam no dia. Assim quando qualquer não-parte do conjunto se aprochega os sistemas ‘resistivos’ entram em cena, revelando muitas vezes que hoje comungamos espaços elétricos na malha da rede por que almejamos os páreas que revelarão nossos próprios anseios.

Estes páreas nem sempre de sangue regurgitam ocasionalmente aquilo que nos inspira e revela nuances particulares e somem por estarem muitas vezes numa outra extremidade conectiva regida por outros ventos e olhares. Um espelho exímio nem sempre visto deste modo, e muitas vezes esquecido ao passar a vista em qualquer outra coisa. Somos estranhos conhecidos por segundo, às vezes menos, atingindo-nos à medida da permissão do botão, que desliga.

Bem pudera existir esse botão na nossa pele.  Que com gesto tão simples, simplificasse a labuta diária e nos trouxesse paz. Pois o irmão ou amigo não se contenta com deslizes e apregoa-nos amargos. Assim não há pergunta sem resposta, ou intimidação sem o aparo da mão. É quando vemos que o Orkut idiotizou não nosso tempo, mas nossas ambições, adocicando o organismo do atrito das peles, do cuidado faminto de quem empurra, de quem abraça. Precisamos da dor pra retrair o braço ao perigo iminente e não conduzir o dedo ao botão que gela.

Perderemos contudo não nossa dinâmica de grupo, mas reconhecendo estes páreas seremos seduzidos pelo mundo ideal que nos afogará em mesmices de importância. Nos afogará em redundâncias agora mais amenas. Seremos inteligentes de nós mesmos e isso sim nos transformará em escravos da resposta de fibra-ótica que vai… e vai embora. Passa!;  ou seria pisca? Sumindo no tic-bin tac-nário.

Foi quando visualizei a rua entremanhada de linhas luminosas. Cada qual na sua porta, no seu provedor de acesso, seguindo seguro em sua criptografada expectativa se comunicando na medida dos bites. Zipa! Zipa! É mais seguro. E nos vestimos para o acaso emperdenido, amordaçado. Seria o efeito das telas de tubo a darem a sensação de irreal? Condizendo com o ‘ledi’ que alucina à sensação de que só abrimos uma janela de fato, …será que toca se eu apontar o dedo? E será se ele sente o dedo incidindo na pele. É bem provável que no futuro onde não precisemos de mais utilidades/inovações ao tocar a tela a tela sente por você tocando-nos, nos idiotizados. Curtindo as carícias reproduzidas justificaremos o hábito reafirmando aforismas quânticos implicados de espaço e tempo, e estado. Chega! Chega mais pro lado que minha tela está gangrenada, tenho de trocar de monitor.

Ridículo não é nem mesmo averiguar tamanha ezquisiotice, é advir do mundo diário que averigua: somos todos culpados, reclusos do medo de abraçar o outro ao lado e esmiuçar um sorriso envergonhado e desculpado. Vivemos emparedados pela “realidade aumentada” de nossos passos. Que caminha estranhamente pro mundo feito de plástico. “Não precisamos mesmo desta rinha triste que esfria”. Veremos ainda extinto o abraço, acreditaremos no smile apaixonado. E seremos felizes ou pelo menos teremos o status, opa… ‘estatos’ confirmando o retrato.

Mas temer não é meu forte. O curso destas anomalias reflexivas não passam de uma esquálida miragem. Já que não se vive o futuro, soframos loucamente antecipado para nos acordar deste possível estado… já que sempre dói mais quando se está no fato e não queremos esse contrato, não queremos tal herança, mesmo não sendo nós os que serão cobrados.

Tentemos assim não aceitar tamanha corrupção sistematizada, chamada à rede social idealizada, não aceitemos ser mecanizados somente, já que se tromba menos quando planejamos levemente. Não nos aceitemos somente, há um tanto de coisas boas nos estragos residuais destes atritos humanos e suados. A pele só pega bronze sob o sol… só no futuro seremos morenos pelos raios solares photoshopados que nos incidem homeopáticos… mostrando a mensagem: “Tenha um bom dia, seu tratamento começou, fique à vontade para navegar e interagir com seus ‘CONT -r- ATOS’, sempre sabendo que nossos sistemas geram amigos personalizados… o vizinho ideal. O quase-solar método de tratamento atualizado frequentemente promete os mais leves tons ao mais detalhado espectro de tez, tornando-o durante o tempo que desejar único e especial. Aproveite seu momento gold grátis e sinta o prazer de se ver mudando em instantes tão rápidos como esse advertising” E uma outra imagem nos avisa das implicações deste método revolucionário nos mostrando nas ad-senses um novo casaco magnético – agora você pode andar respondendo seu tuites sem medo de trombar em ninguém! “Deixe seu magnético casaco repelir transeuntes desavisados de seus olhares conectados”.  E por você possuir GOLD receberá por um mês a função atração recíproca, feita com a mais alta tecnologia de avaliação social – fakebook iogurte e tuíste – que lhe jogará nos braços da pessoa, já, amada! Adquira já@x.LOL;comassim?

Desliga! Desliga! Vai no mercado… no regaço, no recado e revoga o contrato. Precisamos de espaço, mas deste que significa ocupado… não digitalizado. E balança entre lá e cá… acreditemos que seremos sim inteligentes. Com aptidão suficiente pra perceber que acabou a energia, mas ainda enxergamos no escuro. No fundo no fundo sabemos que isso é pouco provável, não seremos tão otários… um simples arquivo no banco de dados.
[space failure][abort system]

Djaysel Pessôa

S.O.Q.C.

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leia também:

Zzurto

Curtam o Zzurto no face!

Zzurto no G+

—-

todas as incursões verborrágicas e ‘neológismicas’ foram advindas de uma intensão proposital e conspícua.

Seja livre para não entender.

*Imagem cedida pela eficácia casual de busca, de algum algoritmo alienígena do Google.

#hermetismo

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Como você pode começar a ler os Arcanos Menores do Tarot em menos de dez minutos

Ok, um minuto você já gastou lendo esse titulo enorme, vamos agilizar as coisas.Eu sempre achei os arcanos maiores auto-explicativos, mas você sabe, parece que os iniciantes sempre precisamos de uma colinha para ler os arcanos menores. Não mais.

Veja aqui um sistema rápido de entender seu simbolismo básico.

Primeiro o mais fáicil, os naipes:

  • Espadas = ar, pensamento, intelecto, comunicação, poder
  • Ouros = terra, saúde, dinheiro, familia, carreira
  • Copas = água, emoção, sentimentos, amizade, vida afetiva, relacionamentos
  • Paus = fogo, ação, vontade, convicção, vida espiritual

Você provavelmente já sabia disso, mas pode ser novo para outra pessoa. Continue lendo. Os números são baseados em associações tradicionais de numerologia:

A = O indivíduo, a potência inicial
2 = Dualidade, “o outro”
3 = Síntese, resultado
4 = Estabilidade da construção
5 = Diferenças, desequilíbrio
6 = Direção, reconciliação
7 = Mistério, sabedoria
8 = Confronto, julgamento
9 = Manutenção, sustentação
10 = Totalidade, consequência final

Pajen  = Criança
Cavaleiro = Adolescente
Rei = Homem Adulto (Competência Exterior)
Rainha = Mulher Adulto (Competência Interior)

Então, como isso funciona?

Use as palavras-chave numéricas com o domínio do naipe. Digamos que você tenha o temido 8 de espadas (heh heh)

Bem… espadas são comunicação
8 significa confronto.
Em conjunto, significa que a pessoa pode precisar falar sobre algo. Ou talvez eles tenham medo de se expressar ou algo assim.

Veja como o atalho funciona para os cartões de “pessoas”:

Pajen de copas… pense em como as crianças lidam com a emoção
Cavaleiro de copas… pense na resposta emocional de um adolescente
Rei de copas… a abordagem estereotipada de um cara
Rainha de copas… a abordagem estereotipada de uma mulher

Se o naipe é de paus… como essas pessoas agem?
Se o naipe é de espadas… como essas pessoas se comunicam?
Se o naipe é de ouro … como essas pessoas lidar com os mundos prático e sensual?

Bem, lá vai!
Espero que isso ajude alguém.

– 3 jane

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/como-voce-pode-comecar-a-ler-os-arcanos-menores-do-tarot-em-menos-de-dez-minutos/

Tantra, Magia Sexual e Hermetismo – Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo

Bate-Papo Mayhem #025 – Marcelo Del Debbio bate papo com Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#magiasexual #Tantra

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/tantra-magia-sexual-e-hermetismo-virginia-gaia-e-pedro-pietroluongo

First and Last and Always, Sisters of Mercy

A década de 80 sob muitos aspectos foi uma das mais tensas, ainda mais no Brasil. A incerteza do que de fato era uma guerra fria, o medo real de aniquiliação global. A economia era uma bomba inflacionária digna de países do terceiro mundo.Foi nesta época que surgiram bandas com uma visão de mundo diferente, o Sisters of Mercy foi uma delas e se tornou portadora da bandeira que guiou os jovens perdidos desta década perdida, com uma mensagem sinistramente acolhedora, que dizia que eles não eram os únicos a estar sozinhos e perdidos, mas que não havia problemas nisso.

First and Last an Always é daqueles discos que mostram que satanistas não são somente aqueles que louvam o Deus cornudo em suas mais diversas formas. Imagine-se tendo em mãos um disco que você pode ouvir de cabo a rabo sem ao menos pestanejar a necessidade de pular algumas das faixas ? Um disco perfeito ? Sim, um disco perfeito e um dos melhores se não o melhor da sua década. Não houve um único satanista urbano de verdade que viveu a década de oitenta sem deixar embalar por The Sisters od Mercy em orgias em cemitérios e festinhas pós-ritualisticas em clubinhos sujos das cidades se entregando à sua atmosfera sombria densa e melódica

 

Walk Away,Sisters of Mercy ( First and Last and Alaways )

 

And in the summer when the clouds show through

I might go the same way too if

You and I could talk together

Well what am I supposed to do with

You and I would walk together

Then with always close around and

Now you gaze toward the doorway

When the weather comes falling down

And when the rain comes down

Would you choose to walk or stay

Would you choose to walk

Would you choose to stay

Would you walk walk walk walk walk away

(away) (away) away away (away)

away away away walk away

Would you choose to walk away

And when the rain comes down

Would you choose to walk or stay

Would you choose to walk

Would you choose to stay

Would you walk walk

walk walk walk away

Though when the day is nearly

Through I might see the same way too if

You would name the things

That bring you down on me so

I could say it’s

Not quite true if you don’t really

Know or understand the circumstance

Behind then I might clear your

Mind and you won’t have to go so

So when the rain comes down

Would you choose to walk or stay

Would you choose to walk

Would you choose to stay

Would you walk walk

walk walk walk away (away)

(away) away away (away)

away away away walk away

Would you choose to walk away

Tradução de Walk Away
(Ir Embora)

E no verão quando as nuvens se passam

eu devo ir no mesmo caminho também se

você e eu pudéssemos falar juntos

bem o que eu deveria fazer com

você e eu poderíamos andar juntos

então como sempre por perto e

agora você olha fixo para a porta de saída

quando o clima vem caindo

e quando a chuva cai

você escolheria entre ir embora ou ficar

você escolheria ir embora

você escolheria ficar

você escolheria

andar, andar, andar, andar, andar

você escolheria ir embora

e quando a chuva cai

você escolheria ir embora ou ficar

você escolheria ir embora

você escolheria ficar

você escolheria

andar, andar, andar, andar, ir embora

pensei, quando o dia está perto

dessa forma eu devo ver da mesma maneira se

você nomeia as coisas

que te trazem para baixo em mim

então eu poderia dizer que

não é bem verdade se você realmente

não sabe ou entende a circunstância

atrás dela eu devo limpar sua

mente e você deverá ir então

 

Nº 69 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/first-and-last-and-always-sisters-of-mercy/

Alkahest do Reino Vegetal

Curso de John Reid sobre Alquimia Prática – II. Capítulo 5.

Na espagíria existe um mênstruo especial chamado alkahest. Este produto é capaz de extrair o enxofre espagírico de plantas e minerais em um tempo muito curto, economizando muito tempo e trabalho do alquimista. Este mênstruo é realmente muito fácil de preparar. Requer apenas paciência e diligência no trabalho.

Pegue um galão de vinho tinto e retifique-o sete vezes, conforme descrito anteriormente. Quando terminar, guarde o álcool em um frasco de conserva rotulado como tal. Certifique-se também de salvar o catarro que sobrou das retificações. A tintura de cor escura que permanece após a retificação deve ser fervida suavemente. No fundo do recipiente, você verá um tom de mel. Seque isso por evaporação até formar uma goma ou substância endurecida semelhante ao alcatrão.

Pegue três recipientes de plástico de um galão de vinagre de vinho tinto e coloque-os no freezer sem as tampas. Deixe o vinagre congelar durante a noite. Retire os recipientes do congelador e inverta-os para permitir que o vinagre escorra dos recipientes para outro. Depois de algumas horas, você verá que uma água colorida com cheiro forte encheu o segundo recipiente. No primeiro fica um tampão de água congelada. Repita este procedimento pelo menos sete vezes e sua água ficará afiada e muito penetrante. Certifique-se de guardar a água dos tampões de gelo. Pegue o vinagre concentrado  após suas sete retificações e coloque-o em um frasco de destilação. Monte um trem de destilação e aplique calor. Destile lentamente e você obterá uma fração que chega a 100 graus C (água) e outra que chega a 103 graus C e atinge o pico de 105 graus C (vinagre concentrado). Você deve trocar os receptores entre o momento em que toda a água foi destilada e o espírito corrosivo começa a chegar. Certifique-se, porém, de não queimar a tintura colorida, incitando o fogo a precipitar-se. Para a tintura no receptor em um frasco de conserva marcado “tintura de vinagre”. Este procedimento deve ser repetido mais três vezes. Mas apenas destilar a água e não fazer o espírito voar.

Separe a água que sobrou dos tampões de gelo na tintura colorida deixada após a destilação. Seque este líquido em uma goma ou alcatrão endurecido como você fez com o corpo de sua contraparte.

Moa ambas as gomas para um pó. Coloque-os colher por colher em um cadinho e calcine-os até a brancura. No início, você verá as impurezas queimarem de seus corpos e subirem como fumaça (use um capuz ou faça-o do lado de fora). Quando eles se purificarem para uma brancura de neve, eles estão prontos. Use a fleuma clara salva da retificação do álcool para extrair o verdadeiro corpo de nossos espíritos da matéria calcinada. O corpo dos espíritos é a base do nosso funcionamento. Eles devem ser extremamente puros. Para testar sua espiritualidade, leve-os para fora em um dia claro de primavera. Se verdadeiramente puros, eles se transformarão em líquidos e não deixarão vestígios de sólidos. Quando aquecidos suavemente para remover a umidade da atmosfera, eles se tornarão sólidos novamente.

Pegue o álcool retificado e coobate-o com seu corpo duplo. Expire suavemente (ou seja, destilação de vapor). Deixe o aparelho esfriar e então coobe o espírito no corpo mais uma vez. Destilar novamente e cohobar sete ou mais vezes, quanto mais vezes melhor.

Adicione apenas o suficiente da fleuma da retificação do álcool para dissolver os corpos. Adicione apenas o suficiente do vinagre para que a natureza encontre seu equilíbrio. Evapore todos os líquidos. Monte o trem de destilação. No receptor tem um pouco do álcool retificado. A extremidade do tubo de condensação deve estar abaixo do nível do álcool ou você perderá o ânimo quando ele chegar. Na retorta coloque o corpo. Aqueça o frasco de destilação em um banho de areia quente e você verá no espaço de uma hora ou mais o corpo se levantar e se unir ao espírito do vinho. Deixe o aparelho esfriar. Remova os espíritos no receptor e coloque-os em um frasco bem fechado. Certifique-se de colocar álcool suficiente para submergir a extremidade do tubo de decolagem.

Calcine a matéria deixada na retorta. Adicione fleuma ou água destilada suficiente para dissolver o que está na retorta. Adicione o vinagre retificado como fez antes e destile como fez antes. Continue esta operação até que todo ou a maior parte do corpo tenha se unido ao espírito do vinho.

Pegue o frasco que contém o espírito e o corpo e circule no ritmo do sol e da lua por quatorze dias. Depois que a circulação estiver concluída, deixe o frasco esfriar. O corpo agora espiritualizado sempre virá junto com o espírito unido. Mantenha este mênstruo, este magistério, em uma garrafa bem fechada. Ele separará o enxofre espagírico de uma erva em muito pouco tempo. Também funcionará em cristais, quando preparados de acordo com nossa arte.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/alkahest-do-reino-vegetal/

Uma dieta musical

Seguem-se algumas notas gerais sobre a música e os estados alterados de consciência:

1. Ser sempre seletivo com a música que escutamos

Não devemos simplesmente aceitar o que é gerado pela televisão, pelo rádio ou pelos sistemas de som instalados em nossa casa, trabalho ou local de encontro social. Esse tipo de escolha torna-se cada vez mais difícil na sociedade moderna, mas não devemos temer ser inconvenientes caso seja preciso: se a música num restaurante ou numa loja estiver alta demais, é justo pedir aos funcionários que a abaixem. A maioria das pessoas simplesmente aceita a poluição musical, sem jamais pensar em controlá-la. É essencial não sucumbirmos a essa atitude.

2. A consciência musical começa em casa

Não devemos ligar o rádio ou a televisão para “fazer companhia”. Um verdadeiro contato com a música só é estabelecido quando dedicamos a ela toda a nossa atenção – do contrário é melhor não ouvir nada. Quase tudo que sai dos meios de comunicação de massa age sobre nossa consciência porque não sabemos escutar verdadeiramente. Um período sem música deve ser considerado da mesma forma que uma mudança de dieta ou um jejum salutar: seu objetivo é eliminar os venenos do sistema. E quando conseguimos realizá-lo, sentimo-nos mais aptos, mais atentos e mais radiantes.

3. Evitar a música muito alta

Particularmente em concertos de rock e de música popular ou em discotecas. Essa regra deve ser aplicada também às músicas tocadas em casa ou em reuniões sociais. Se a música estiver alta demais e não houver como controlá-la, sempre podemos nos retirar para algum lugar onde ela seja menos ouvida. O volume do som em si funciona como uma droga, ativando nossos centros de energia de maneira deturpada e malsã (mesmo a medicina já mostrou que certas combinações de ritmo, luzes e baixas frequências produzem desequilíbrio mental, doenças físicas e, em casos extremos, convulsões). Após um período de”jejum musical”, ficaremos perplexos com o poder e o vigor da música orquestral, ao mesmo tempo em que nos nausearemos numa boate agitada. Não é uma questão de esnobismo ou de elitismo, mas de mecânica, biologia e psicologia. Com toda a justiça, vale acrescentar que certas formas musicais clássicas e de vanguarda também podem ser extremamente deprimentes e doentias.

4. Adquirir gosto pela música primordial

De início, isso pode ser difícil, particularmente se estivermos condicionados à música comercial ou estritamente à música clássica. Ressaltamamos que a música primordial ativa certas regiões primordiais de nossa consciência, e que não podemos esperar apreciar verdadeiramente a magia da música se não estivermos em contato com essas áreas vitais em nós mesmos.

5. Cantar e entoar para si

Há não muito tempo atrás, as pessoas tinham o costume de cantar. Hoje nós praticamente não cantamos mais, a menos que para copiar alguma canção das paradas de sucesso. Não devemos nos deixar desanimar por qualquer temor subjetivo de que nosso canto não seja “bom”. É o ato de fazer sons musicais com a voz que é importante, não um concerto público. Cantar e entoar podem ser associados à meditação ou podem fazer parte somente do esforço diário de usar musicalmente a voz. Ambas as possibilidades são igualmente importantes para nossa saúde musical.

6. Usar a própria voz; não devemos imitar as idiossincrasias alheias

Um hábito muito difundido hoje é imitar o estilo das músicas comerciais. Para evitar isso, devemos nos preparar e nos dispor a usar nossa voz natural, pois esse é o nosso melhor som. Em alguns de nós o hábito de cantar em entonações bizarras está profundamente arraigado, e o uso de um gravador pode ser um corretivo bastante útil.

7. Tentar aprender a tocar um instrumento musical

Novamente aqui, a profissionalização é irrelevante, pois é o ato de fazer música que possui significação mágica ou espiritual, e não as opiniões ou padrões correntes da música. Em vez de meramente efetuar os exercícios ou interpretar peças simples, podemos ficar tocando e repetindo várias vezes uma única nota, ouvindo o instrumento com total atenção para descortinar cada som individualizado que ele produz. De acordo com as tradições metafísicas, cada vez que fazemos uma nota soar estamos espelhando a criação do universo.

8. Dedicar um período do dia ao silêncio absoluto

Este é um tipo importantíssimo de meditação, e não precisa levar mais do que dez ou quinze minutos. O hábito regular de dedicar um período ao silêncio todos os dias tem a capacidade de transformar o modo como reagimos a todos os tipos de música num espaço de tempo relativamente curto (cerca de um mês).

9. Escutar música em circunstâncias de meditação

Numa sala em que não sejamos perturbados, sentamo-nos com os olhos fechados e colocamos uma música para tocar. Veremos que alguns tipos de música têm um poderoso efeito interno sobre nós, enquanto outros, que parecem superficialmente atraentes nas festas ou encontros sociais compulsivos, surtem pouco ou nenhum efeito, e podem ser até antagônicos à mente e ao corpo tranquilos.

Fonte:

R.J. STEWART, Música e Psique. Editora Cultrix: 1987. pg. 133.

#Música

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Chorozon: O Demônio do “Eu”

Este texto é uma tradução de P. J. Carroll, Magickal Perspectives.

Um erro curioso ocorreu em muitos sistemas de pensamento oculto. É a noção de algum ser superior ou verdadeira vontade que têm sido mal apropriada de algumas religiões monoteístas. Exitem muitos que gostam de pensar que possuem algum ser interior ou superior, que seja de alguma forma mais real ou espiritual que seu ser ordinário ou inferior. Os fatos não mostram isso. Não há uma parte da crença de alguém sobre si mesmo que não possa ser modificada por técnicas psicológicas suficientemente fortes. Não há nada de si mesmo que não possa ter retirado ou modificado. O estímulo próprio pode, se corretamente aplicado, mudar comunistas em facistas, santos em demônios, mansos em heróis e vice-versa. Não há santuário soberano dentro de nós mesmos que represente nossa natureza real. Não há ninguém presente na fortaleza interior. Tudo que recordamos como ego, tudo em que acreditamos, é justamente o que nós temos renderizado do fato do nosso nascimento até hoje. Com química, lavagem cerebral ou outras técnicas de extrema persuasão, é possível fazer rapidamente um homem devoto de uma ideologia diferente, um patriota de outro país, ou um seguidor de uma diferente religião. Nossa mente é uma extensão do corpo e não há nenhuma parte dela que não possa ser retirada ou modificada.

A única parte de nós mesmos que existe acima da estrutura psicológica mutável e temporária que nós chamamos o ego é o KIA. KIA é o termo deliberadamente insignificante dado à centelha de vida ou força de vida dentro de nós. O Kia é sem forma. Não é nem isso ou aquilo. Quase nada podemos dizer dele, exceto é que o centro vazio da consciência, e “é” aquilo que ele toca. Ele não tem nenhuma qualidade como divino, compaixão ou espiritualidade, assim como nenhum dos opostos. Ele dá, contudo, um sentido de significado ou consciência quando nós experimentamos ou desejamos qualquer coisa, tornando-se mais aparente para nós quando experimentamos algo fortemente. O riso e o êxtase dão uma dica do Kia.

O centro da consciência é sem forma e sem qualidades das quais a mente possa formar imagens. Não há ninguém em casa. Kia é anônimo. Nós somos uma imcompreensível campo de força biomístico, do hiper-espaço, se você preferir, com mente e corpo anexados. O erro de tantos sistemas ocultos é imaginar que o Kia tem alguma natureza pré-ordenada ou qualidade intríseca. Isto é apenas um desejoso pensamento, tentando dar significado cósmico para o ego.

Nosso ego é o que nossa mente pensa que somos. É uma imagem de nós mesmos que crece das nossas experiências de vida, nosso corpo, sexo, raça, religião, cultura, educação, socialização, medos e desejos.

Existe uma grande pressão em nós para desenvolver um ego afirmado e integrado.

Nós devemos supostamente saber exatamente quem somos, no que acreditamos e supostamente ser hábeis para defender essa identidade. Quanto mais forte nos identificamos com algo, mas fortemente nós rejeitaremos seu oposto. Disto, os egos mais fortes e obssessivos pertencerem aos seres menos complexos. Para estes tipos existe o problema adicional, que exaltar qualquer princípio irá eventualmente atrair seu oposto. Aqueles que exaltam a força irão descer a uma posição de fraqueza. Aqueles que buscam por bem verão-se enveredados pelo mal.

Desenvolver um ego é como criar um castelo contra a realidade. Provê alguma defesa e senso de propósito, mas quão largo for, mais ataques ele convidará, e, derradeiramente, cairá em pedaços. Existe mais um problema. Todas fortalezas também são prisões. Por que nossas crenças implicam na rejeição dos seus opostos elas severamente restringem nossa liberdade. Muitos místicos e magistas religiosamente orientados descrevem suas esperiências místicas em termos de transcendência. Eles descrevem a si mesmos como tendo sido arrematados para dentro de algo imensamente maior, como uma folha em um furacão, ou como uma gota entrando em um oceano. Eles clamam que seus próprios egos foram obliterados (apagados) e combinados em união com a cabeça de deus. Nada desta natureza ocorreu.

Eles meramente tem empregado alguma forma de exaltação gnóstica para inflar os próprio ego em uma imensa versão de deus que eles estiveram cuidadosamente cultivando. O processo não difere nem um pouco daquele empregado pelo mago negro, que também infla seu ego para dimensões cósmicas, sendo que os tipos religiosos precisam de um deus para em nome do qual avançar em seus próprios interesses. Eles podem também fazer um show de humildade ao esconder deles mesmos a enormidade de suas megalomanias.

Exatamente a mesma coisa acontece quando um magista tenta invocar seu Sagrado Anjo Guardiao. A fonte de consciência existe como poderes de vontade e percepção. Quaisquer nomes, imagens, símbolos e diretivas que o magista recebe serão somente artefatos exagerados de sua propria mente e ego e possivelmente fragmentos telepáticos de outras pessoas. Por ele obter estas comunicações em estados gnósticos, ele tende a aceitá-los sem crítica. Gnose também libera criatividade subconsciente e as mensagens parecem ser mais persuasivas se elas vierem junto com uma inesperada clareza de idéias.

Nós, cada um de nós, tem um real Sagrado Anjo Guardião, ou Kia, que é nosso poder de consciência, magia e gênio. Nós também temos uma lastimável capacidade de ficar obsediados com os meros produtos de nossos gênios, confundindo-os com o próprio Gênio. Esses efeitos colaterais obsessivos tem um nome genético, Choronzon, ou os demônios Choronzon, uma vez que seu nome é múltiplo. Adorar essas criações é aprisionar-se em loucura e invocar um desastre eventual.

Crença em um deus ou em um ego são a mesma coisa. Todo homem já é sua própria visão doente de Deus. Ambos o magista negro e o maníaco religioso adquirem um certo carisma e missão de suas respectivas obsessões, mas definitivamente suas buscas são fúteis, pois eles não podem ir além dos seus próprios medos e desejos inflados, para a coisa real – a anônima e sem forma, contudo fantástica, fonte de poder dentro deles mesmos. Que nós somos consciências, mágicas e criativas, é a coisa mais misteriosa e inacreditável do universo. Qualquer deus ou ser superior que possamos imaginar é necessariamente menos espantoso do que o que nós mesmos atualmente somos, pois é meramente uma criação nossa. Eu mesmo estou não desejando dar qualquer nome sensível, atributo ou glifo para o infinito mistério dentro do núcleo da minha consciência e atrás da ilusão do universo. É sabiamente dito que o Absoluto ou é Inefável ou é menos que nós mesmos. Invocar o real Sagrado Anjo Guardião (ou Kia) é uma tarefa parodoxalmente difícil. Como isto não tem forma, não há como prender a atenção imaginativamente nele. Isto não pode ser percebido ou quisto, pois isto é por si mesmo, a raiz da percepção e vontade.

Se alguém invoca o Sagrado Anjo Guardião com a espectativa geral de vários sinais e manifestações, então usualmente o gênio e capacidades mágicas desse alguém proverão isto, se for empregada suficiente gnose.

Alternativamente, se alguém entra em um estado exaltado de uma forma não planejada, então a crença livre gerada irá usualmente anexar-se a qualquer ideia mística insipiente que ele tiver. Em ambos os casos a pessoa perdeu o barco. Permita-me repetir minha supreendentemente simples mensagem. O real Sagrado Anjo Guardião é somente a força de consciência, magia e gênio em si mesma, nada mais. Isto não pode manifestar-se no vácuo; é sempre expressada de alguma forma, mas as expressões não são a coisa em si mesmo.

Existem talvez só duas coisas que podem invocar o real Sagrado Anjo Guardião ou Kia. Primeiramente, o ego pode ser colocado em seu lugar pela deliberada busca de união com algo que se tem rejeitado. Secundariamente, a oculta força Kia pode ser sentida como a raiz de todos atos de consciência, magia e gênio perfazendo tão diversa e extensiva série destes atos quanto possível.

Invoque sempre, como diz o oráculo. E bana Choronzon sempre que se manifestar.

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/chorozon-o-demonio-do-eu/

Thanatos – I see dead people

Publicado no S&H dia 11/jun/2008,

Durante nossa última matéria, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a utilizar nesta coluna.
Hoje falaremos sobre fantasmas, espíritos, vampiros e outros habitantes do Plano Astral. Assim que completarmos estas explicações, voltamos para a desmistificação dos Demônios, Encostos e afins. Logo em seguida, começamos a série “Queima ele Jesus!” sobre as cruzadas e os Cavaleiros Templários.

Os Ancestrais e os Planos vibratórios
Em todas as mitologias de todos os povos do planeta, sem exceção, existem contos e textos descrevendo o encontro de seres do Plano Material com seres do Plano Astral. Chamados pelos profanos de Fantasmas, Assombrações, Espíritos, Encostos, Poltergeists, Kamis, Veneráveis, Ancestrais e outros infindáveis nomes, estes seres são basicamente pessoas EXATAMENTE como nós; apenas estão em outra faixa de vibração, indetectável para a maioria das pessoas. Entendendo este princípio simples, fica muito fácil de explicar todos os fenômenos ditos “paranormais” ou “sobrenaturais”…

Para entender como todo este processo de Diferentes Vibrações funciona, vamos fazer uma analogia simples, Analisando nossos cinco sentidos: Em nossa visão, detectamos uma faixa de vibrações do espectro que vai do vermelho ao violeta. Abaixo desta faixa, temos o chamado Infravermelho e acima o Ultravioleta, cores que existem, mas somos incapazes de detectar. O primeiro aparelho capaz de detectar infravermelho foi construído a menos de dois séculos, mas graças às telecomunicações, esta é uma das áreas da ciência ortodoxa que mais avançamos nos últimas décadas.

Nos sons, temos uma faixa audível para o ser humano entre 20Hz e 20kHz. Abaixo deste valor temos os chamados Infrasons e acima disto os chamados Ultrassons, que os seres humanos não são capazes de detectar.
Nos gostos, além dos 4 sabores tradicionais (salgado, doce, azedo e amargo), os cientistas descobriram um quinto sabor, já conhecido há muito tempo pelos orientais com o nome de Umami e recentemente cientistas descobriram que alguns ratos são capazes de sentir um sexto tipo de sabor. Ainda há muito debate sobre isso e os cientistas não chegaram a nenhum acordo a respeito disso, mas sabe-se que existem sabores que não são detectados pelo paladar humano, apenas por alguns animais.
Nos cheiros, existem odores que o ser humano consegue captar e outros que não consegue detectar (chamados ferormônios). O estudo nesta área ainda está engatinhando e mal se projetam aparelhos capazes de detectar odores para uso prático, como detectar explosivos, drogas e outros aparelhos. Nos dias de HOJE, o melhor aparelho para se detectar explosivos continua sendo um cachorro. Ou seja, a ciência ortodoxa não é capaz de detectar com precisão nem ao menos odores ou gostos, quanto mais matéria sutil como a Luz Astral e o Pensamento.
Finalmente chegamos ao tato. Sabemos através de Eisntein que a matéria é energia, coisa que os antigos ocultistas conheciam há milênios (apenas usavam palavras diferentes para expressar a mesma idéia). Todos os objetos considerados “sólidos” são, na verdade, grandes vazios eletromagnéticos compostos de cargas positivas e negativas, que por estarem no mesmo plano de vibração, seus campos eletromagnéticos as repelem, causando a sensação de “físico” que possuímos ao tocar em um objeto “sólido”. Mesmo assim, existem partículas que são tão pequenas que nossos instrumentos não são capazes de pesar, como os Neutrinos (e somos bombardeados o tempo todo por milhões deles por segundo, vindos do Sol).

Os Sete Corpos
Para os ocultistas, os seres humanos possuem sete corpos. A saber: O Corpo Físico (este de carne e osso), o Duplo Etérico (que possui uma infinidade de nomes, de acordo com a tradição estudada: perispírito, campo etérico, corpo vital, biossoma, corpo ódico, corpo bioplasmático, prânamâyakosha, Veículo de Prana, etc). O Duplo etérico faz a ligação entre nossos corpos mais sutis e o nosso corpo físico, adotando a mesma forma que nosso corpo físico. Estudar o duplo-etérico é extremamente importante para compreendermos a maioria das lendas a respeito de fantasmas e assombrações.
Depois dele vem o Corpo Astral propriamente dito. Aquele que se desdobra nas projeções astrais e que permanece ligado ao físico pelo chamado cordão de prata. Os espíritas chamam este corpo de “alma”, os gregos chamavam de Psique.
O Quarto corpo é chamado Corpo Mental. Aqueles que supõe que a mente é o cérebro estão totalmente equivocados. A mente é energética, pode permanecer independente da matéria densa, pois é um corpo à parte, constituído de matéria mental. A mente elabora os pensamentos que se expressam por meio de cérebro. Pensamentos, mente e cérebro são três coisas totalmente distintas. Como o Kentaro demonstrou em uma coluna antiga, entre o ato de se desejar um movimento e o corpo físico efetivamente se movimentar, há um pequeno intervalo de tempo, necessário para se passar a informação da mente para o corpo astral, para o duplo etérico e finalmente para o corpo físico. O cientista Benjamin Libet chamou isso de “potencial pré-motor”.

Desta maneira, a razão converte a mente em um campo de batalha. O processo de racionalização extremada acaba rompendo as delicadas membranas do corpo mental, aprisionando-os no corpo físico (ver texto sobre Hod). Segundo a filosofia oriental e gnóstica, o pensamento deve fluir silencioso sereno e integralmente, sem o batalhar das antíteses (ver Netzach).
O corpo mental pode viajar através do tempo e do espaço, independentemente do cérebro físico. Em um determinado processo do estudo esotérico, o discípulo aprende a se desdobrar em corpo astral. Já em corpo astral, aprende a abandonar este corpo e a ficar no corpo mental. De acordo com a Teosofia, o corpo mental da raça humana encontra-se no início de sua evolução, estando quase que completamente desorganizado (chamado corpo mental lunar).
O Corpo Causal (ou da Vontade) é o chamado quinto corpo e vem a ser o veículo da alma humana. No ser humano comum, este corpo ainda não está formado, tendo encarnado dentro de si mesmo apenas uma fração da alma humana. Tal fração é denominada “essência” e no zen budismo japonês “Budhata”. É a Lua dos Alquimistas, a princesa dos contos de fadas, que precisa ser libertada dos castelos do Mundo Material.
Podemos e devemos estabelecer diferença entre o seu corpo da vontade de seres humanos comuns e correntes, do tipo lunar e o corpo da vontade consciente de um Mestre. O legítimo corpo da vontade permite ao adepto realizar ações nascidas da vontade consciente e determinar circunstâncias. O Corpo Causal é a tal “força de vontade” que os leigos tanto apregoaram em filmes como “o Segredo”. É através deste corpo que materializamos nossas “telas mentais” para a realização de desejos.
O sexto corpo é chamado de ” Budhi ” ou Alma Divina. É um corpo totalmente radiante que todo ser humano possui, porém, ao qual ainda não está intimamente ligado. É Tiferet na Kabbalah, o “Espírito Crístico” de Jesus, o deus-solar dos Antigos e o Sol do Casamento alquímico dos hermetistas. É o cavaleiro de Armadura Brilhante dos contos de fadas. Quando desenvolvido plenamente, faz com que nos tornemos verdadeiramente iluminados.
O sétimo corpo é chamado Átmico, Atman ou Atmã. Chamado também de o Deus interno, o real ser, o íntimo de cada um, o EU SOU.
Atman, em si mesmo é o ser inefável, o que está além do tempo e da eternidade. Não morre e nem se reencarna, é absolutamente perfeito. Atman se desdobra na alma espiritual, esta se desdobrando na alma humana, a alma humana se desdobra na essência e essa essência se encarna em seus quatro veículos (corpo físico, etérico, astral e mental), se veste com eles.

Isto colocado, podemos entender o primeiro deus Psycopompo: Thanatos, o Deus dos Mortos. O Plano Astral é a morada daqueles que ainda não encarnaram ou que estão em fase intermediária entre duas encarnações.
Quando uma pessoa morre (ou “desencarna”, ou “passa para o oriente eterno”, como preferirem), ela abandona seu corpo material e permanece no Astral com seus seis corpos sutis, na forma que seu duplo-etérico (perispírito) possuía quando faleceu. Neste ponto de nossa trama, existem MUITAS histórias e possibilidades. Estas pessoas são chamadas de “Espíritos” pelos kardecistas e são eles que se comunicam na maioria das vezes em sessões mediúnicas. Eles também formam os “encostos”, “assombrações”, “fantasmas” e outros.
Após algum tempo no Astral, os mortos abandonam seu duplo etérico, que se dissolve, e permanecem apenas com seu Corpo Astral, que vai para Planos de Consciência mais sutis, onde recebe outro duplo-etérico na ocasião de um novo nascimento. Quanto mais evoluído é o espírito, menos tempo ele passa na forma de seu Perispírito.

Cascões Astrais
quando o duplo-etérico é abandonado, ele pode resultar nos chamados cascões astrais, que são formas vazias possuidoras da imagem de alguém que faleceu recentemente. Muitas vezes estes cascões astrais podem ser habitados temporariamente por elementais (muitas vezes as imagens projetadas em centros espíritas não são na realidade a pessoa falecida, mas apenas o cascão astral dela, animado por um elemental). Os ocultistas chamam estes seres de Doppelgangers.

“Eles se movem por ai, como pessoas normais. Vêem o que querem ver, e não enxergam uns aos outros”
No Plano Astral, o duplo etérico funciona EXATAMENTE como nosso corpo físico, limitado apenas pelo nosso subconsciente. Se uma pessoa acredita que a parede é sólida, então ela se torna sólida para ele. Se é um iniciado e sabe que pode atravessar uma parede, então ele assim o fará (mas como veremos a seguir, a imensa maioria dos habitantes do astral é tão ignorante quanto suas contrapartes do Plano Físico). A Vontade (Thelema) é o que realmente comanda dentro dos Planos sutis. As pessoas que sabem como Yesod funciona rapidamente se tornam “chefes” das massas ignorantes de espíritos.

I see dead people
No Astral, as pessoas enxergarão aquilo que estiver na mesma freqüência de vibração que elas; muitas vezes não saberão sequer que estão mortos. Já tive experiências de resgate em que as pessoas simplesmente não acreditavam que haviam morrido. A senhora havia falecido durante o sono e achava que seus netos e filhos apenas não prestavam mais atenção a ela…
Alguns animais (gatos especialmente) são capazes de sentir estas vibrações. Crianças e sensitivos também enxergam dentro de algumas faixas do Astral. O nome que se dá para as pessoas que possuem estas faculdades é Clarividente (antigamente chamados de médiuns-videntes) embora existam também Clariaudientes (que escutam), olfativos (que sentem cheiros) e táteis (que sentem impressões). Hoje em dia termos como “videntes” não são muito utilizados, pois acabaram se tornando associados a charlatões e vigaristas.
Importante ressaltar que estas faculdades não estão necessariamente conectadas entre si: Um médium pode incorporar (usando a psicografia, psicofonia e etc) e não ter clarevidência nenhuma, por exemplo.
Problemas de esquizofrenia são frequente em médiuns ostensivos, que possuem a capacidade física da mediunidade. A glândula pineal manda toda essa carga de informações para o hipotálamo e afins, assim surgindo vários problemas. O médium treinado recebe essas informações pelo lobo-pré frontal, o a parte cerebral que lida com a ética humana (Dr. Sérgio Felipe de Oliveira).

Enxergar o Astral, exige um misto de habilidade nata e treino. Há pessoas que nascem com este dom (assim como pessoas nascem daltônicas, ou seja, enxergam menos cores no espectro, outras nascem clarividentes e enxergam uma gama maior de frequencias vibratórias) enquanto outras precisam treinar por anos a fio para desenvolver estas faculdades.
Existem alguns facilitadores para despertar estes processos. Um deles é o vegetarianismo. Limpar o corpo das impurezas energéticas contidas na carne facilita o despertar destes sentidos; não beber, não fumar e manter o corpo sem relações sexuais por alguns dias também vai facilitar o processo (não apenas disso, mas de projeções astrais também).

Fantasmas, Vampiros e Aparições
Antigamente, as pessoas se alimentavam com comidas mais limpas, sem toxinas, agrotóxicos, venenos, sabores artificiais e conservantes químicos, e possuíam mais propensão ao contato mediúnico. A explicação ridícula que se ouve por ai é que as pessoas de antigamente eram mais burras ou supersticiosas, ou esquizofrênicas, por isto acreditavam em fantasmas. Como já foi demonstrado e provado inúmeras vezes, a maioria dos casos de “loucura” nada mais é do que mediunidade exacerbada somada a ignorância cética. Os astrólogos de antigamente chamavam a casa 12 no Mapa Astral de “Casa dos Loucos” porque constatavam que a grande maioria dos internos dos institutos de psiquiatria possuíam muitos planetas no signo de Peixes nesta casa.
No campo, onde a alimentação e o ar eram mais saudáveis, estes efeitos de contato entre o Material e o Astral eram mais freqüêntes e algumas pessoas conseguiam enxergar os espíritos obsessores agindo. Destes contatos surgiram as lendas dos vampiros, lobisomens e bruxas voadoras.
Vamos explicar algumas das características dos vampiros de maneira científica:
1) Obsessores são entidades astrais que se conectam à pessoas vivas com o objetivo de sugarem fluidos sutis. Um corpo astral não é capaz de fumar, nem de obter prazer a partir da ingestão de nicotina, mas pode se “encostar” em uma pessoa e, através do chakra Umeral (um chakra que fica na parte de trás da nuca), absorver as sensações de prazer que o fumante possui quando traga um cigarro. Este processo de fluidificação é o mesmo usado pelos kimbas (espíritos trevosos) para absorver o sangue de um sacrifício ou a comida de um despacho de macumba (explicarei sobre isso mais para a frente). Obsessores também se “alimentam” de sensações: alegria, tristeza, dor, saudade, raiva… boa parte dos casos de DEPRESSÃO nada mais são do que obsessores que incitam estas sensações na pessoa para depois se alimentarem delas.
Por precisarem estar literalmente acoplados energeticamente em suas vítimas, os kardecistas os chamaram de “espíritos obsessores”, os espiritualistas chamam de “espíritos encostados” e os toscos dos evangélicos adaptaram a expressão para “encostos”. Da posição de “sugar o pescoço” surgiu a lenda que vampiros mordem o pescoço de suas vítimas.
2) Estas entidades existem apenas no Plano Astral. Quando um vidente as enxergava diante do espelho, via apenas a criatura, mas não seu reflexo (pois o espelho reflete apenas o Plano Material). Disto vem a lenda de que os Vampiros não possuem reflexo em espelhos.
3) as entidades mais baixas são constuídas de miasmas astrais (restos energéticos que compõem os cascões usados por estes seres para se manifestar no Astral, de maneira semelhante ao duplo-etérico) e a luz solar dissolve estes miasmas. Disto surgiu a lenda que vampiros queimam no sol, pois seus cascões astrais são literalmente DISSOLVIDOS pela luz solar (você nunca reparou que pessoas depressivas evitam ao máximo a luz solar?).
4) Água Lustral também é outro material que afeta o Plano Astral. Água Lustral é feita a partir de sal marinho e água (água do mar também serve). É o motivo pelo qual os Orixás recomendam tanto banhos de mar para ajudar em problemas espirituais, além de ser um dos locais mais fortes para despachos. Surfistas, nadadores, mergulhadores e pessoas que trabalham com o mar também concordam com a sensação de limpeza que o mar traz quando se lida com ele. A Igreja Católica, que tudo copia, também apoderou-se da água lustral, só que a chama de “Água Benta”. Ao utilizarmos água lustral em nossos rituais, dissolvemos as miasmas astrais. Disto resultou na lenda de que vampiros são afetados por água benta. Ela literalmente corrói a “pele” dos obsessores e cascões astrais. Também explica a lenda de que os vampiros não podem cruzar água corrente.
5) símbolos religiosos, assim como a baqueta ou “varinha mágica”, são canalizadores da Vontade (Thelema) do ocultista. Através dele, podemos forçar nossa vontade a dissolver o miasma dos cascões astrais e forçar a entidade para fora do cascão que está acoplado na pessoa (esta é uma das bases do Exorcismo, que explicarei em posts mais adiante). Já sabendo disso, estas entidades se afastam da presença do mago. Por isto que se diz nas lendas que “a cruz só funciona com quem acredita nela”. A Baqueta, quando atravessada no cascão astral, também dissolve completamente o miasma. Por isso dizem que vampiros tem medo do crucifixo. A baqueta de madeira atravessando o corpo do obsessor também é a origem da “estaca” matando vampiros.
6) Igrejas e Templos (rosacruzes, maçônicos, thelemitas…) normalmente possuem egrégoras e rituais especiais que impedem a presença deste tipo de criatura. Dizemos que o templo “está coberto” contra a presença destas entidades. Por esta razão, as lendas dizem que demônios, assombrações e vampiros não podem pisar “solo sagrado”.
7) Obsessores e obsediados mantém uma relação de harmonia vibratória entre eles. Um espírito obsessor só consegue permanecer em um local onde haja uma afinidade emocional ou vibracional, caso contrário eles não serão capazes de acoplar ou serão mantidos afastados. Disto surgiu a lenda de que vampiros só podem entrar em um local se forem convidados.

Uma das coisas mais interessantes sobre as lendas dos vampiros é que Bram Stoker, o escritor que imortalizou o Drácula, era membro da Golden Dawn, uma ordem iniciática muito conhecida no começo do século XIX. Quando ele colocou estas características em seu romance, ele sabia muito bem sobre o que estava escrevendo.

Ainda existem MUITAS coisas para serem ditas a respeito do Plano Astral. Na próxima coluna, falarei sobre comunicação entre médiuns e espíritos, mas gostaria de um favor: como o assunto é por demais extenso, gostaria que desta vez vocês fizessem perguntas apenas sobre Espíritos e o Plano Espiritual/Astral. Ignorarei todas as perguntas que não forem pertinentes ao tema e responderei as pertinentes no próprio corpo do comentário, para formar uma espécie de FAQ sobre o assunto.

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thanatos-i-see-dead-people