Lon Milo DuQuette fala sobre Goétia

Lon Milo DuQuette, célebre ocultista, emérito escritor é um dos principais membros da Ordo Templi Orientis e da Igreja Gnóstica Católica nos Estados Unidos. Recentemente teve uma de suas obras publicada em português pela Editora Madras, trata-se do “A Magia de Aleister Crowley, Um Manual dos Rituais de Thelema”. Lon escreveu muitos livros importantes e reconhecidos, entre eles estão: “Angels, Demons & Gods of the New Millennium”, “Enochian Vision Magick” e “The Key to Solomon’s Key: Secrets of Magic and Masonry”. Junto com Christopher Hyatt publicou os excelentes “Aleister Crowley’s Illustrated Goetia: Sexual Evocation” e “Enochian World of Aleister Crowley: Enochian Sex Magick”.

Aos sessenta anos de idade, Lon está em plena atividade: além de suas inclinações literárias, DuQuette dá palestras, cursos, seminários e workshops por todo o mundo e produz séries de DVD’s como o box “The Great Work – Iniciation Into the Mysteries”.

Mesmo com uma agenda bastante atarefada e com mais de mil e-mails para responder, Lon nos concedeu uma breve entrevista para falar sobre Goetia. Com a Palavra, Lon Milo DuQuette…

1. Cada Magista possui motivações próprias para praticar a Goetia. Em sua opinião, em quais ocasiões o Magista deveria utilizar a Goetia?

DuQuette – Em minha opinião, a natureza do trabalho Goético é tal que o Magista deve ter uma estaca emocional muito forte no sucesso da evocação.

Para mim, a evocação Goética funciona melhor quando já exauri todos os outros meios para resolver um problema, ou seja, quando não tenho outra escolha.

O problema deve ser de caráter pessoal. Eu aprendi que é desastroso tentar fazer uma evocação Goética para outra pessoa ou junto com outra pessoa.

2. É possível estabelecer uma relação entre a Goetia e o conceito de Sombra de Jung? Como?

DuQuette – Eu não conheço muito sobre Jung, então prefiro não dizer.

3. Goetia é significado de baixa magia para você? Porque há tantos escritores e ocultistas que a condenam?

DuQuette – Quando você evoca um Espírito Goético, você evoca uma espécie de aventura, uma experiência incomum. Essas “aventuras” raramente são agradáveis, na maioria das vezes a experiência é completamente desagradável.

Em todo caso, a evocação terá idealmente o caráter de construir a experiência que o fortalecerá e o transformará no tipo de pessoa que fará com que a sua vontade aconteça. Frequentemente essas experiências podem ser consideradas “baixas e sujas”.

Algumas pessoas consideram Goetia como baixa magia porque na maioria das vezes esse caminho é muito áspero, árduo.

Em minha mente isso poderia ser considerado “baixo” somente porque você está lidando com forças cegas sobre as quais você jamais teve controle antes da evocação.

Isso pode parecer “baixa magia” para pessoas que pensam que Magick é só com anjinhos fofinhos.

4. Em sua opinião, qual é a importância da Goetia para a espiritualidade do Magista?

DuQuette – Pode ser vitalmente importante. Isso depende somente do Magista. Ignorar “o que está abaixo” não é uma boa idéia.

5. O que podemos aprender com essas práticas?

DuQuette – Você pode aprender muito sobre você mesmo nas operações Goéticas.

As pessoas costumam dizer que a Goetia traz o pior daquilo que está no Mago.

Eu lhes falo: Sim! É exatamente isso que deve acontecer!

Trazer o pior de você para que você possa se confrontar com isso… Conquistar isso…

Redirecionar esse poder aterrador para que ele trabalhe por você e não contra você.

6. Qual é a origem dos Espíritos da Goetia? Astaroth, por exemplo, ele possui alguma relação com a Deusa Astarte dos fenícios ou o espírito da Goetia chamado Astaroth é um ser absolutamente independente? Poderia explicar?

DuQuette – É óbvio que muitos dos 72 Espíritos listados na Goetia são corrupções de deidades pagãs. Mas de fato eu não vejo estes como sendo muito mais do que nomes ligados a arquétipos mais genéricos.

7. Conheço praticantes que não executam banimentos após as operações de Goetia. Essa prática é nociva? Os banimentos são recomendados?

DuQuette – Eu faço banimentos antes e após evocações Goéticas. Isso faz parte de minha rotina operacional. Outros Magistas podem se sentir mais confortáveis sem os banimentos. É uma questão que deve ser resolvida por eles.

8. Um espírito da Goetia pode se manifestar através da voz de um ser humano numa operação mágicka? Algo semelhante a uma “possessão” ou estado de transe? Em quais circunstâncias isso seria possível?

DuQuette – Eu acredito que sim, é claro. Eu não me preocupo como isso pode ser possível. Acima de tudo, isso é Magick…

9. Muito se fala sobre os modos de operação da goetia. Quais técnicas poderiam ser recomendadas?

DuQuette – Eu só posso falar sobre o melhor método para mim. Minha técnica é “bem baixa”. Uso uma corda fina de seda negra para fazer o círculo e um triângulo. Não uso as conjurações clássicas, prefiro fazer minhas próprias invocações e conjurações.

10. Tendo evocado o espírito o que garante que ele irá cumprir a vontade do Magista?

DuQuette – O Espírito faz aquilo que é falado ou não faz. Se ele não faz então deve-se evoca-lo novamente e ter uma conversa mais forte com ele. Se após várias tentativas o espírito não resolver cooperar, deve-se considerar a hipótese de conjurá-lo novamente para sua total aniquilação. Eu só tive que fazer isso uma vez.

11. Quais conselhos você daria aos estudantes e Magistas sobre Goetia?

DuQuette – Não mudem de idéia sobre aquilo que querem no meio de uma conjuração.

A tentação para que isso ocorra vem do Espírito que está sendo evocado. Isso foi feito contra você sua vida inteira.

fonte: http://www.mortesubita.org

#Goécia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/lon-milo-duquette-fala-sobre-go%C3%A9tia

O Livro Enochiano dos Amuletos e Talismãs

Pesquisa, tradução e adaptação feita
POR ROBSON BÉLLI
abril de 2022

Sumario

Origem deste material
Teoria dos Amuletos e Talismãs
Correspondências.
Geometria Talismanica da Golden Dawn.
Gematria Enochiana.
Magnetizando um Talismã.
Teoria dos quadrados mágicos.
Usos dos quadrados mágicos.
Ritual para magnetizar os talismãs.
O que fazer?
Perguntas para este material
Bibliografia.

Origem deste material

Este material tem origem no livro “The Enochian workbook” e no livro “Advanced Enochian Magic” dos autores Gerald & Betty schueller, obra recomendadíssima para aqueles que desejam entender mais sobre o assunto aqui apresentado, foram usadas inúmeras outras referencias tanto pelos autores quanto por mim (Robson Bélli) para a composição deste material.

Este material se refere a pratica da magia neo-enochiana, não sendo usado em outras vertentes, quaisquer outras duvidas pergunte no grupo, estamos sempre prontos em melhor aconselhar o grupo em suas praticas.
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Teoria dos Amuletos e Talismãs

Talismãs e amuletos são dispositivos bem conhecidos que são usados ​​por praticantes de magia há milhares de anos. Amuletos e talismãs geralmente têm o mesmo design; a principal diferença entre os dois dispositivos é como eles devem ser usados.

Amuletos são geralmente usados ​​no corpo como uma forma de proteção mágica – para afastar forças indesejadas ou entidades hostis. Eles podem ser feitos e usados ​​no corpo sem ser previamente magnetizados. O material de que são feitos influencia você diretamente. Um amuleto deve durar muito tempo, um cristal, um orgonite.

Os talismãs geralmente não são usados ​​no corpo e são construídos e carregados com força mágica para um propósito específico. Um talismã pode ser usado uma vez – então geralmente é cuidadosamente destruído ou recarregado (assim como uma bateria deve ser recarregada periodicamente).

Na Magia Enochiana, amuletos e talismãs são usados ​​como uma expressão física de sua Vontade Mágica. Eles são usados ​​para lembrá-lo do poder de sua Vontade Mágica. Além disso, outros que o virem também serão movidos consciente ou inconscientemente para realizar a sua vontade ou intento.

Correspondências

A construção de um amuleto ou talismã depende de sua função e como será usado. Seu propósito geralmente determina o material do qual é feito, as inscrições que são colocadas nele e o tipo de força ou poder que é invocado nele. Vários metais, cores, pedras preciosas e os dias da semana têm correspondências mágicas com os corpos sutis e planetas. Essas correspondências, mostradas na Tabela a seguir, devem ser consideradas ao projetar/desenhar um amuleto ou talismã.

Correspondências do Talismã

Corpo Planeta Metal Cor Dia Pedra
1 Físico Sol Ouro Amarelo Domingo Topázio, Jade amarelo
2 Etéreo Marte Ferro Vermelho terça-feira Rubi, Hematita
3 Astral Lua Prata Violeta segunda-feira Quartzo, pedra da lua
4 Mental Saturno Chumbo Preto Sábado Onix, Turmalina
5 Causal Vênus Cobre Verde sexta-feira Jade, esmeralda
6 Espiritual Mercúrio (não usar) Laranja quarta-feira Cornalina, Berilo
7 Divino Júpiter Estanho Azul quinta-feira Ametista, Lapis-Lazuli

Outras correspondências

Símbolo Incenso Animal
1 Cruz, candelabro, mandala Olibano, arruda, louro Leão, águia. Ecaravelho, veado
2 Espada, lança, açoite, escudo Café, alho, lavanda, cravo Lobo, Javali, Carneiro
3 Arco e flecha, taça, meia lua Jasmin, Canfora, Acacia Serpente, sapo, peixe
4 Foice, Cranio, Cruz Tau Mirra, Almiscar, Salsa Morcego, Coruja, Corvo
5 Rosa, Pomba, cruz ansata Rosa, Sandalo, Baunilha Pomba, Pavão, Borboleta
6 Caduceu, Livro, Pluma Benjoin, Estoraque, Alecrim Íbis, Macaco, Cão
7 Sino, Flor de liz, Quadrado Hortelã, Olibano, Eucalipto Bufalo, Alce, Elefante

Todas as correspondências aqui descritas foram conferidas no 777 e no livro Kabbalah Hermetica do Marcelo Del Debbio

Geometria Talismanica da Golden Dawn

Na Golden Dawn temos formas geométricas especificas para cada talismã e isso pode ser encontrado no livro “Self Initiation in the Golden Dawn Tradition” do Chic Cicero e Sandra Tabatha Cicero, na realidade a Golden Dawn oferece modelos de talismãs prontos para cada planeta especifico, a seguir algumas informações que podem ajudar você a compor seus proprios talismãs:

Planeta Arestas Nome da forma geométrica
Sol 6 Hexágono
Lua 9 Eneogono
Marte 5 Pentágono
Mercúrio 8 Octogono
Júpiter 4 Quadrado
Venus 7 Heptagono
Saturno 3 Triangulo

Gematria Enochiana

Os dados de origem a partir dos quais as tabelas de gematria foram calculadas são tão preciso quanto várias revisões rápidas poderiam fornecer, mas é não é garantido que seja preciso além da expectativa razoável, e sem dúvida contém pelo menos um erro. Alerta Mago!

VALORES DE GEMATRIA DOS CARACTERES ENOQUIANOS

GOLDEN DAWN CROWLEY ULISSES MASSAD
A 1 6 1
B 2 5 2
C 20 300 10
D 4 4 4
E 5 7 8
F 6 300 9
G 3 9 3
H 8 1 5
I 10 60 10
J 0 0 10
K 0 0 10
L 30 40 11
M 40 90 12
N 50 50 13
O 70 30 15
P 80 8 16
Q 90 40 17
R 100 100 20
S 200 10 14
T 300 400 22
U 0 0 6
V 400 70 6
W 0 0 6
X 60 400 21
Y 0 0 10
Z 7 1 7

Para maiores relações entre cabala, arvore da vida e magia enochiana, recomendo a leitura atenta ao Liber Arphe de Ulisses Massad, As demais gematrias podem ser encontradas através de estudos no Liber 777 e The Golden Dawn de Israel Regardie.

Magnetizando um Talismã

Os talismãs devem ser recarregados periodicamente. Os passos necessários para construir e carregar um talismã enoquiano são os seguintes:

1. No dia indicado na Tabela de correspondencias, faça um talismã em forma de pantáculo de preferencia com o metal mostrado na mesma tabela. Se os metais não estiverem disponíveis, use um substituto, como madeira ou papel pintado na cor apropriada, conforme indicado na Tabela. Esta cor serve como a cor de fundo do talismã e não da tinta.

2. No mesmo dia, inscreva o talismã com os números e símbolos apropriados. Por exemplo, se invocar uma divindade, use o número de gematria do nome do deus e sigilo, se conhecido.

3. No dia apropriado (veja a Tabela de correspondencias), realize um ritual de invocação para carregar o talismã (um ritual típico para este propósito é dado mais adiante).

4. Após carregar o talismã com a força adequada, enrole-o em linho branco ou seda e guarde-o cuidadosamente em sua própria caixa para ajudar a manter a carga até que seja usado.

5. Use o talismã quando e onde for necessário para obter o resultado desejado.

Geralmente isso feito é durante um ritual apropriado onde o talismã é usado para enfatizar o propósito desejado e garantir um resultado favorável.

Exemplo:

Vejamos um exemplo, mas lembre-se de que não existem regras rígidas e rápidas. Use os símbolos/sinais disponíveis neste e em outros livros e coloque-os juntos de uma maneira que seja do seu agrado. Uma regra da Golden Dawn era “Na construção de um talismã, o simbolismo deve ser exato e em harmonia com as forças universais”.

Exemplo:

A Figura acima mostra um talismã que pode ser usado para obter riqueza, fertilidade, abundância e prosperidade geral. Ele emprega o poder mágico de ALHKTGA, o quarto Sênior da Terra. Este talismã é projetado com um heptágono de sete lados que tem uma letra do nome do Sênior em cada espaço. Deve ser feito de cobre e pintado de verde (o metal e a cor de Vênus porque este Sênior está associado a Vênus.

O centro do talismã contém um pentagrama verde com o número 338 no centro. O verde esmeralda é a cor especial do ALHKTGA. O pentagrama simboliza o número 5. (O valor da gematria do nome deste Sênior é 338 que se reduz a 5 por adição teosófica. Ou seja, você adiciona os três números que compõem o valor da gematria, 338, (3+3+8=14) e, em seguida, some os números que compõem o resultado, 14, (1+4=5), para obter um valor de 5.

Os principais símbolos deste Sênior também estão incluídos: uma rosa vermelha e um amuleto vermelho de cinco faces. O vermelho é usado porque é o complemento do verde, a cor de ALHKTGA. Ao lado da parte superior da estrela está o signo mágico do elemento Terra (elemento deste Sênior); e abaixo do pentagrama temos o símbolo de vênus.

Teoria dos quadrados mágicos

 

Um antigo texto egípcio diz: “A vida de uma pessoa é investida em seu nome”. Esse antigo ensinamento expressa a ideia de que os nomes têm poder no sentido de que, se você souber o verdadeiro nome de algo, terá um grau de controle sobre ele. Nomes e palavras sempre foram considerados importantes na magia.

A Magia Enoquiana usa nomes e palavras enoquianas. Algumas palavras podem ser colocadas juntas de uma maneira especial para formar um quadrado. Estes são chamados de Quadrados Mágicos.

As tabelas abaixo mostram dois típicos Quadrados Mágicos Enochianos.

 

N E M O
E M O A
M O A D
O A D O

NEMO. Este quadrado soma 516, o número para MIKA-SOESA que significa “o poderoso salvador interior”.

Também 516 = 129×4 onde 129 é o número para MOZ que significa “alegria”. Além disso, 516 = 12×43 onde 43 é o número para BALT-ZA que significa “na justiça”. AIK BKR reduz 516 e 129 para 12 que reduz a 3, “o filho ou soma de um” (o pai supremo) e “dois” (a mãe suprema). Esta é a praça de NEMO, o Magister Templi ou Mestre do Templo.

 

B A B A L O N
A D A N O D O
B A H A N O Q
A N A N A E L
L O N A S M I
O D O R M N A
N O Q L I A D

BABALON. Este quadrado soma um total de 1183, o número de KA-KAKOM-ZORGE que significa “fazer o amor florescer”. Também 1183=169×7, onde 169 é o número para RIT que significa “misericórdia” e PIR, “brilhante”. AIQ BKR reduz 1183 para 4, o número para definição através da memória.

BABALON é a corrente feminina encontrada nos Aethyrs, ADNA-ODO implica abrir-se ao conceito de obediência; BAHA [L]-NOQ [01 é “o clamor de um servo fiel”; ANANAEL significa “a sabedoria secreta”; LONSA-MI sugere o poder ou energia que está latente em todos; ODO-EMNA pode significar “abrir-se a partir de agora” e NOQ[01-L-IAlD pode significar “o servo supremo (ou ministro) de Deus”.

Uma interpretação deste Quadrado Mágico é:

Ó BABALON

Reverências a você.

Receba-me,

Seu servo fiel

Quem proclama sua Sabedoria Secreta.

Você é o poder que reside em todos.

Receba-me,

Por agora e para sempre.

Usos dos quadrados mágicos

O uso de tais quadrados é variável. Por exemplo, muitos, se não todos, os Quadrados Mágicos podem ser transformados em talismãs, devidamente carregados, e então usados ​​em rituais mágicos. De acordo com o livro da  magia de Abramelin, simplesmente ter tal quadrado em sua pessoa e tocá-lo, enquanto faz um desejo correspondente, ajudará a tornar esse desejo realidade.

Muitos magos, especialmente aqueles que praticam Magia Enochiana, os usam para meditação. Cada letra representa uma ideia mágica especial, conforme mostrado na Tabela abaixo.

Letra ZODIACO/ELEMENTO Tarô
A Touro Hierofante
B Aries Estrela
C, K Fogo Julgamento
D Espirito Emperatris
E Virgem Eremita
F Cauda Mago
G Cancer Carruagem
H Ar Louco
I, J, Y Sagitario Temperança
L Cancer Carroagem
M Aquario Imperador
N Escorpiao Morte
O Libra Justiça
P Leão Força
Q Agua Pendurado
R Peixes Lua
S Gêmeos Amantes
T Leão Força
Caput Draconis Alta sacerdotiza
U, V, W Capricornio Diabo
X Terra Universo
Z Leão Força
Caput draconis Alta sacerdotiza

Quadrados de letras podem fornecer a base para meditações poderosas simplesmente concentrando-se nos significados das letras e sua disposição dentro dos quadrados.

Os três exemplos a seguir são fornecidos.

Exemplos

Exemplo 1. O quadrado LAMA.

L A M A
A A I T
M I A O
A T O L

Este quadrado contém as palavras enoquianas, LAMA-AAI-T-MI-AOA-TOL, que podem ser traduzidas como “o caminho que está dentro de você leva ao poder que está dentro de todos”, ou “o caminho em você é o poder em todo.” Este quadrado contém a ideia de que todos nós temos uma fonte interna de poder que podemos usar para superar quase todos os problemas que podem surgir se soubéssemos como. O valor da gematria de todas as 16 letras é 430 e isso se reduz a 7 (4+3+0=7), o número para integridade e completude. Este quadrado deve ser usado sempre que nos sentimos indignos ou mal sucedidos para aumentar nossa auto-estima e otimismo.

Exemplo 2. O quadrado PAHS.

P A S H S
A B R A M
S R O R N
H A R G A
S M N A D

Este quadrado contém as palavras enoquianas, PASHS-ABRAM-S-ROR-NHARG-A-SMNAD, que significam “As crianças são providas pelo Sol. Posso conceber uma assim”, ou “As crianças são preparadas pelo Sol. Que eu semear outro.” Este quadrado contém a ideia de que as crianças são um presente da divindade criativa porque o Sol foi ensinado pelos antigos a ser a mais alta divindade criativa em nosso sistema solar. O valor da gematria de todas as 25 letras é 802 que a adição teosófica reduz a 1 (8+0+2=10, 1+0=1). O número 1 é o número para a mônada, unidade e para masculino e feminino conjugados. Tomado em conjunto, este quadrado deve ser usado para garantir a fertilidade ao tentar produzir um filho.

Exemplo 3. O quadrado ZORGE.

Z O R G E
O I L
R I T Z
G A
E L Z A P

Este quadrado representa um tipo popular de quadrado, um quadrado incompleto, pois nem todas as posições contêm letras. O quadrado contém três palavras enoquianas: ZORGE, que significa amor; RIT, significando misericórdia; e ELZAP, significando o caminho. Sugere que a maneira correta de viver é com misericórdia e amor. As 19 letras enoquianas têm um valor total de gematria de 489 que reduz para 3 (4+8+9=21 e 2+1=3), o número de palavras usadas. O número 3 indica inteligência e manifestação. Sugere que a maneira inteligente de viver neste mundo é expressar amor e misericórdia. Este quadrado deve ser usado por qualquer pessoa que queira ver mais amor e misericórdia em suas vidas.

Ritual para magnetizar os talismãs

Talismãs

Ritual para Carregar o Talismã

PASSO 1.

Faça um círculo mágico. Coloque uma mesa ou altar no centro. Coloque o Talismã de no altar. Entre no círculo.

PASSO 2.

Conduza o Ritual de Invocação do Pentagrama e depois o Ritual de Invocação do Hexagrama para invocar as forças necessárias da Torre de Vigia.

PASSO 3.

Vire a face para a respectiva Torre de Vigia (direção).

PASSO 4.

Entre no seu Corpo de Luz (conforme ensinado no Livro do Mochileiro dos éteres).

PASSO 5.

Trace o Hexagrama de Invocação de (do planeta da entidade).

PASSO 6.

Vibre os nomes:

(nome divino de 12 letras da torre adequada)

(nome do rei da torre adequada)

(nome do sênior da torre adequada)

PASSO 7.

Assuma o caráter e a forma divina da entidade enochiana que vai atuar no talismã. Deixe seu Corpo de Luz assumir a aparência deste anjo.

PASSO 8.

Recite uma invocação:

Ó (nome do anjo), (titulo) da atalia do (elemento), Venha a mim e me ajude.

Ajude-me a eliminar tudo o que se opõe ao meu progresso.

Conceda-me sua grande dádiva de (campo de atuação da entidade).

Ajude-me em minha Vontade Mágica E dilacere meus inimigos.

PASSO 9.

Assuma o caráter do anjo (veja-se como se fosse o mesmo).

PASSO 10.

Agindo como se fosse o anjo, estenda sua mão direita sobre o Talismã e veja uma névoa das cores do sigilo da atalaia correspondente. Deixe sua mão e entre no Talismã carregando-o com seus poderes e habilidades.

PASSO 11.

Retorne a sua própria forma. Retorne ao seu corpo físico.

PASSO 12.

Trace o Hexagrama de Banimento de (do planeta da entidade).

PASSO 13.

Conduza o Ritual de Banimento do Pentagrama e depois o Ritual de Banimento do Hexagrama para banir as forças da Torre de Vigia.

O que fazer?

  1. Faça seu próprio Talismã de um anjo a sua escolha e necessidade de acordo com as regras dadas na Lição.
  2. Faça um talismã do quadrado LAMA ou de qualquer outro a sua escolha e necessidade.

Perguntas para este material

  1. Qual é a diferença entre um talismã e um amuleto?
  2. Verdadeiro ou Falso: Quadrados Mágicos podem ser usados ​​como talismãs mágicos.
  3. Verdadeiro ou Falso: A construção de um amuleto ou talismã depende do seu uso.
  4. Verdadeiro ou Falso: Quadrados Mágicos podem ser usados ​​para meditação.

 

Bibliografia

Self Initiation of the Golden Dawn Tradition. By Chic Cicero and Sandra Tabatha Cicero, Llewellyn.

Kabbalah Hermetica. By Marcelo Del Debbio, Daemon editor.

Liber Arphe, By Ulisses Massad, V0.15 2015

Liber 777, Aleister Crowley, Weiser Books

The Golden Dawn. Ed by Israel Regardie, Llewellyn.

The Sacred Magic of Abramelin the Mage. Trans, by S.L. Macgregor Mathers, Dover.

The Magus. Francis Barrett, Citadel.

The Book of the Goetia of Solomon the King. Ed. by Aleister Crowley, Magical Childe.

Amulets and Superstitions. E.A. Wallis Budge, Dover.

Egyptian Magic, E.A. Wallis Budge, Citadel.

The Complete Book of Spells, Ceremonies & Magic. Migene Gonzalez-Wippler, Llewellyn.

The Secret Lore of Magic. Idries Shah, Citadel.

The Book of Ceremonial Magic, a Complete Grimoire. A.E. Waite, Citadel.

The Legend ofAleister Crowley. RR. Stephensen and Israel Regardie, Llewellyn.

The Eye in the Triangle. Israel Regardie, Llewellyn.

A Pictorial History ofMagic and the Supernatural. Maurice Bessy, Spring Books.

The Complete Book ofAmulets & Talismans. Migene Gonzalez-Wippler, Llewellyn.

The Book of Ceremonial Magic: A Complete Grimoire. A. E. Waite. Citadel.

Techniques of High Magic; A Manual of Self-Initiation. Francis King and Stephen Skinner, Doubleday.

Applied Magic. Dion Fortune, Weiser.

The Swordand the Serpent. Denning & Phillips, Llewellyn.

The New Magus. Donald Tyson, Llewellyn.

The Golden Dawn. Ed. by Israel Regardie, Llewellyn.

The Key ofSolomon the King. S. Liddell MacGregor Mathers, Weiser.

The Secret Rituals ofthe O.T.O. Ed. by Francis King, Weiser.

The Book of the Goetia of Solmon the King. Trans, by Aleister Crowley, Magickal Childe.

Buckland’s Complete Book of Witchcraft. Raymond Buckland, Llewellyn.

A Witches Bible Compleat. Janet and Stewart Farrar, Magical Childe.

Planetary Magick. Denning and Phillips, Llewellyn.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-livro-enochiano-dos-amuletos-e-talismas/

Batuque

Batuque é uma religião afro-brasileira de culto aos orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, de onde se estendeu para países vizinhos como Uruguai e Argentina. É fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, como as nações Jeje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.

A estruturação do batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859 (Correa, 1988 a:69). Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio, Pelotas). Já em Porto Alegre, as notícias relativas ao batuque datam da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para a capital. Lembrando sempre que a língua usada é a iorubá. Cabe enfatizar e esclarecer que o batuque não é um segmento do candomblé baiano, muito ao contrário, tendo liturgia e fundamentos próprios, nada semelhantes ao candomblé.
Os rituais do batuque seguem fundamentos, principalmente, das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria e dá lastro a outras nações como os jejes do Daomé, hoje Benim, Cabinda (enclave Angolano), Oyó e Nagô, da região da Nigéria.
O batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil. Tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como batuque. Os nomes mais expressivos da antiguidade e de tempos atuais que, de uma maneira ou de outra, contribuíram para a continuidade dos rituais, foram:

Cantando para os Orixás
• Nagô — Imbrain de Oyá (SERGS), Volni de Ogun, Enio Gonçalves de Ogun, Leda Feijó de Oxum, Norma Feijó de Xangô, João Pinho de Xangô, João Cunha de Xangô, Veleda de Bará Adague, Arminda de Xapanã, Vó Lúcia , Zé Coelho de Odé, Professor Lino Soares de Odé, Albertina de Bará, Vó Diva de Odé, Vô Lourenço de Odé, Gersom de Oxalá, Eurico de Olufonjàyé (I.A.N.O), entre outros.
• Ijexá — Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã), Jovita de Xangô; Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum, Estela de Yemanjá, Ondina de Xapanã, Ormira de Xangô, Pedro de Yemanjá,Pai Tuia de Bará,Pai Tita de Xangô; Menicio Lemos da Yemanjá Zeca Pinheiro de Xapanã, Mãe Rita de Xangô Aganju,entre outros.
• Oyó — Mãe Emília de Oyá Lajá, princesa Africana , Pai Donga da Yemanjá, Mãe Gratulina de xapanã, Mãe “Pequena” de Obá, Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Nicola de Xangô, Mãe Moça de Oxum, Miguela de Xangô, Acimar de Xangô, Toninho de Xangô e Tim de Ogum, entre outros.
• Jeje — Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho do Exú By) responsável pela expansão do Batuque no Uruguai e Argentina, Pai Betinho de Xapanã, Zé da Saia do Sobô, Loreno do Ogum, Nica do Bará, Alzira de Xangô, Pai Pirica de Xangô;Mãe Dada de Xangô; Leda de Xangô; Pai Tião de Bará; Pai Nelson de Xangô, Pai Vinícius de Oxalá entre outros.
• Cabinda — Waldemar Antônio dos Santos de Xangô Kamuká(considerado Rei da nação de Cabinda); Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá,Pai Didi de Xango Omi,Pai Enio da Oxum Miua,Pai Gabriel da Oxum,Mãe Marlene de Oxum, Pai Cleon de Oxalá, Paulo Tadeu do Xângo Toqui,Pai Jango de Xapanã, Pai Mário da Oxum, Pai Nazário do Bara,Mãe Magda de oxum, Pai Alberto de Xango,Pai Adão de Bará, Pai Vilmar de Oxalá, Pai Luiz Carlos de Oxum, Pai Nilton de Oxum, Pai Carlos de Aganjú, Pai Enrique de Oxala (Uruguay) entre outros.

Nações

• Nação Oyo — se caracterizava principalmente pela ordem das rezas: primeiro, tocava-se para todos os orixás masculinos, depois para os femininos e finalizava-se com Oyá, Xangô e Oxalá (Oyá e Xangô no final, representando o rei e a rainha de Oyó) e dizem também que, ao final da cerimônia, os orixás carregavam a cabeça dos animais a eles sacrificados, já em estado de decomposição, na boca.
• Cabinda— Embora por muitos anos consideraram haver uma ligação com a cultura banto, ela não cultua nkisis (divindades banto), mas sim Orixás Yorùbá, os mesmos de todas as três raízes do Batuque Afrosul, com acréscimo de algumas divindades como o Bará (Bará Legba), Zina e a Oyá (Oyá Dirã, Oyá Timboá). O culto da Cabinda está ligada ao ritual do culto ao grande Aláàfìn Òyó, que por sua vez está ligada diretamente ao culto dos Eguns, sabendo que o ritual de Egun teve inicio em Oyo. É comum encontrar do lado de fora da maioria dos templos da raiz Cabinda o assentamento do Baru Aláàfìn, conhecido por Kamuká, que está ligado diretamente ao Igbalé (casa dos mortos). Desta forma é a única vertente do Batuque Afrosul que conseguem manter os rituais de Ìbòrì e feitura quando ocorre o procedimento de um Arissum (ritual fúnebre), ou, quando é necessário dar procedência à preparação de um Lailẹ̀mí (morto), criando assim uma forte ligação com os antepassados e os rituais à Oríxá, sem que misturem os dois, pois esta é uma religião voltada exclusivamente à Orixá.
A Cabinda é considerada uma Raíz da Nação Batuque Afrosul, pois contém fatores que determinam uma ramificação, porem faltam elementos que caracterize uma nova nação dentro da própria nação Afrosul.

• Nação Jeje — assim como a Cabinda, adotou o panteão iorubá dos orixás, que são os mesmos de Ijexá, sendo muito comum as casas de Jeje-Ijexá. Muitos sacerdotes da Nação Jeje do batuque desconhecem a palavra Vodun, embora se tenham relatos de culto a algumas destas divindades antigamente. Os descendentes de Pai Joãozinho do Bará (Esú By) são os que mantém firme as tradições desta nação, como o uso de agdavís em seus rituais (chamado “Jeje de pauzinhos”), o assentamento de Ogum semelhante ao do Vodun Gun no Daomé, e existência de pessoas iniciadas para Dan e Sogbo. As cerimônias se iniciam com a parte Jeje (com cânticos no dialeto fongbe) e a dança em pares (simbolizando o par da criação Mawu-Lisa) e o toque com as “varinhas” e, depois, a parte iorubá, com as rezas tradicionais do batuque.
• Nação Nagô — tem uma certa semelhança com o candomblé tanto nas cerimônias como nas características dos Orixás. Seu panteão é mais numeroso, em algumas casas este chega ao número de 19 Divindades e sua liturgia e dogmas se diferencia das demais nações, a exemplo seu sistema de enterramento/funeral, seu culto a Ancestralidade, seus ritos iniciativos, culinárias dentre outros. Seus adeptos costumam se vestir de branco e colocar pano de cabeça nas obrigações. Outra questão que a diferencia é no trato aos ritos iniciáticos. Este só acontece perante a manifestação sutil da divindade. Por fim nesta nação não existe nenhum tipo de Tabu que proiba ao iniciado saber da presença de sua divindade o que fez do nago uma nação dentro do batuque que utiliza-se de cargos, os mais corriqueiros (Ogan, Ekedi, Axogun, Pejigan, Yabasse, Yamoro, Babakekere, Yakekere). A fundamentação de Exu-Bará é realizada 3 dias antes da iniciação e dificilmente se assenta orixá adjunto. Na cidade de Pelotas o fundador da primeira Casa de Nagô denominada Sociedade Espiritualista Rio Grande do Sul, foi fundada por Ibrain Atalla Chefe (Ibrain de Oyá Mesan) em 29 de julho de 1950 em conjunto com o Instituto de Pesquisas e Praticas Espiritualistas de Paulo de Castro e Silva (localizado na rua Felix da Cunha nº 820). A SERGS atende até os dias de hoje, localizada no mesmo endereço de sua fundação Rua Lobo da Costa, 1535. O Instituto de Pesquisas e Práticas Espiritualistas segue hoje com o nome de Centro de Pesquisas e Práticas Espiritualstas (Ilê do Kilombo fundada em 12 de Abril de 1976.) tendo dirigente Kajaidé Sérgio de Yemojá Oguntê. Outra casa de tradição localizada nesta mesma cidade é a Casa de Nagô Oluorogbo dirigida pelo Kejàyé Eurico de Bàbá Olufon. Em Pelotas em registro pelas federações locais, existem 6 casas em atividade na liturgia nagô-yorubá, todas descendem da SERGS. A liturgia Nagô segue preceitos parecidos com da nação oyó que historicamente nesta cidade contou com apoio de Vó Lúcia de Xangô, escrava, negra, vinda de Oyó (nigéria). Sua descendencia ainda presente nesta cidade na figura de sua neta Lu Bojjis.
Crenças

Filhos de santo
O batuque é uma religião baseada no culto às divindades Africanas, principalmente as Yorùbá, chamados de Orixá em sua maioria ligadas a natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc. Seus rituais que envolvem paramentos que estão em parte dentro dos terreiros, onde permanecem seus assentamentos [Igbá], onde são invocadas as vibrações de nossos orixás.
Todo ser humano nasce sob a influência de um orixá e, em sua vida, terá as vibrações e a proteção desse orixá ao qual está naturalmente vinculado e que rege seu destino. O orixá exige a dedicação de seu influenciado, sendo que este poderá ser um simples colaborador nos cultos, ou até mesmo se tornar um babalorixá ou ialorixá.
Há uma questão de ordem etimológica no termo “Pará”: afirma-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o batuque. Sabe-se que todo frequentador de terreiros chama, na verdade, o peji ou quarto-de-santo de “Pará” e não o ritual sagrado dos orixás, este sim o batuque. Essa questão já está dimensionada desde os anos 1950, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a religião africana no Rio Grande do Sul. São consideradas Religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos.
As religiões afro-brasileiras são relacionadas com a religião iorubá e outras religiões africanas e diferentes das religiões afro-caribenhas como a santeria e o vodu.
Orixás

Roupas da cor dos orixás e fios de contas
O culto, no batuque, é feito exclusivamente aos orixás, sendo Bará (Exu) o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro, encontrando-se seu assentamento em todos os terreiros.
Os principais orixás cultuados no batuque são: Bará, Ogum, Oiá-Iansã, Xangô, Ibeji, Odé, Otim, Oba, Osanha, Xapanã, Oxum, Iemanjá, Oxalá e Orunmilá (ligado ao culto de Oxalá). O panteão de Orixás varia de acordo com a nação.

No batuque, os espíritos de sacerdotes são chamados de egungun e constituem uma categoria à parte, pois são espíritos de seres humanos e, portanto, estão ligados à estrutura da sociedade.

Festa batuque
No batuque, os templos terreiros são quase que em sua totalidade vinculados as casas de moradia. É destinado um cômodo, geralmente na parte da frente da construção onde são colocados os assentamentos dos orixás. Neste local, são feitos todos os fundamentos de imolações e trabalhos determinados e oferendas para os Orixás. O local é considerado sagrado, pessoas se vestem de preto, mulheres em dias de menstruação não entram. Junto a esta parte da casa, chamada de peji, há também o salão onde são realizadas as festas para os orixás.
O estado do Rio Grande do Sul foi o maior responsável pela exportação dos rituais africanos para outros países da América do Sul, entre eles Uruguai e Argentina, que também procuram seguir a maneira de cultuar os orixás. A construção dos templos segue a orientação de seus sacerdotes.

Todos os orixás são montados com ferramentas, Otás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção dos Orixás de Rua, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais.

Em caso de falecimento do babalorixá ou ialorixá, o dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo. Geralmente, não havendo um familiar que possa suceder o morto, o templo é fechado. Na maioria dos casos, na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual específico chamado Sirrun, semelhante ao axexê do candomblé. Por este motivo, é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos. São muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés a um sucessor para dar prosseguimento à raiz.

Rituais

Oferendas para os Orixás

Os rituais são próprios e originais e, embora tenham alguma semelhança com o “Xangô de Pernambuco”, são muito diferentes dos do candomblé da Bahia.
Os rituais de jeje têm suas rezas próprias (fon). Ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre. As danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há, também, muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó, que se aproxima muito do ijexá, já que estas duas provém de regiões próximas na Nigéria.
A principal característica do ritual do batuque é o fato de o iniciado não poder saber, em hipótese alguma, que foi possuído pelo seu orixá, sob pena de ficar louco. Na realidade o questionamento não está no problema da loucura, como consequencia e sim no fato de que ao saber que se ocupa ( o Orixá incorpora no filho de santo )a pessoa pode ceder a vaidade extrema e desta forma banalizar um princípio básico dos Orixás, que está na humildade e desapego material.
Cada babalorixá ou ialorixá tem autonomia na prática de seus rituais. Não existem nomenclaturas de cargos como há no candomblé. Os babalorixás exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.
No mínimo uma vez por ano, são feitas homenagens com toques para os orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos orixás: cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhas e pombos.
Esta obrigação serve para homenagear o orixá “dono da casa” e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é, geralmente, a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu Orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que, antigamente, duravam 32 dias de obrigações. Hoje, diante das dificuldades, duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida, são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os Orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos os orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa, o salão é enfeitado com as cores dos orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada invocação aos orixás, feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos os orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.
No final das cerimônias, são distribuídos os mercados (bandejas contendo todo tipo de culinária dos orixás, como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.). Alguns comem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana, são feitos outros rituais de fundamentos para os orixás, inclusive a matança de peixe, que, para os batuqueiros, significa fartura e prosperidade. Os peixes oferecidos são da qualidade jundiá e pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte, é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque novamente em homenagem aos orixás. Neste dia, são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio, todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.

Egun
No batuque, também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos Eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.
A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Igbalé.
Aos Eguns, também são oferecidos sacrifícios de animais e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.
Os Eguns, assim como os Orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).
Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.

Sacerdócio

O babalorixá ou Iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.
O sacerdote chefe deve passar aos futuros pais ou mães de santo, todos os segredos referente aos rituais, tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.
Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.
O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de orixás com menos de sete anos de feitura. Os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem. Os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais. A melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.
A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.
Lembrando que, dentro da religião afro-brasileira, existem vários segmentos.

Lendas

Òrìsànlá ou Obàtálá, “O Grande Orixá” ou “O Rei do Pano Branco”. Foi o primeiro a ser criado por Olodumaré, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.

Oxalá foi encarregado por Olodumaré de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olodumaré entregou-lhe o “saco da criação”. O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Bará, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.

Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exu-Bará, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exu-Bará descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Olófin-Odùduà, criado por Olodumaré depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o “saco da criação”, dirigiu-se à presença de Olodumaré para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olodumaré exclamou: “Se ele está neste estado, vá você, Odùduà! Vá criar o mundo!” Odùduà saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água. Deixou cair a substância marrom contida no “saco da criação”. Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas. Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odùduà aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra.

Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o “saco da criação”. Despeitado, voltou a Olodumaré. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou “orixás brancos”, beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olodumaré, insuflaria a vida.

Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alámòrere, o “proprietário da boa argila”. Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformadas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Orixalá.

Mais tarde, quando Orixalá e Odùduà reencontraram-se, eles discutiram e se bateram com furor. A lembrança dessas discórdias é conservadas nas histórias de Ifá. As relações tempestuosas entre divindades podem ser consideradas como transposição ao domínio religioso de fatos históricos antigos. A rivalidade entre os deuses dessas lendas seria fabulação de fatos mais ou menos reais, concernentes à fundação da cidade de Ifé, tida como o “berço da civilização iorubá e do resto do mundo”.

Dona dos mares, do pensamento. Protetora dos pescadores e marinheiros. Seus filhos são fortes, rigorosos, mediúnicos e portadores de sensibilidade e intuição aguçados.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/batuque/

Ordem Hermética dos Martinistas (HOM)

O Martinismo é uma forma de cristianismo iniciático esotérico ou místico que diz respeito a Jesus Cristo como o Reparador e visa à reintegração do homem para atingir um estado idealizado.

O Martinismo reflete a filosofia e a mística cristã esotérica do filósofo francês Louis Claude de Saint-Martin (1743 – 1803), que era um discípulo do maçom do século 18 e teurgo, Martinez de Pasqually (1727-1774). Escritos de Saint-Martin espiritual foram publicados sob o pseudônimo de Le philosophe Inconnu, ou o Filósofo Desconhecido.

A Ordem Hermética dos Martinistas (HOM) é uma Ordem Martinista que só está aberta a Mestres Maçons de uma Loja sob a autoridade da Grande Loja Unida da Inglaterra ou de uma Grande Loja reconhecida por eles, que são membros pelo menos o primeiro Grade (Zelator) da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA).

Por um processo de iniciação, meditação, estudo, discussão esotérica e contemplação, os membros da Ordem objetivo de descobrir e entender a presença de Jesus Cristo dentro de si.

ORGANIZAÇÃO

A Ordem é governada por um Grão-Mestre e a administração diária é feita pelo gravador Grande. A Ordem é organizada em um sistema de Loja semelhante à maçonaria. A Heptada é composta por um mínimo de sete membros e uma Loja tem um mínimo de 21 membros. Um círculo tem menos de sete membros. As reuniões são conhecidas como conventículos.

Existem três classes ou graus no sistema da Ordem Hermética de Martinistas:

Primeiro Grau: Livre Iniciado.

Segundo Grau: Associado.

Terceiro Grau: Supérieur Inconnu, SI ou Superior Desconhecido.

Para se tornar um Irmão Mestre de sua Loja, ele recebe a cerimônia de PI (Philosophe Inconnu). Isso só pode ser dada por um Filósofo Desconhecido, como o Grão-Mestre, o Inspetor Geral ou do Inspetor Principal, bem como alguns inspetores Past Grão.

A regalia consiste de um manto negro com capuz e um frade franciscano. O frade franciscano é composto de cabo preto para um membro, corda vermelha de PI, dois cabos vermelham e branco para um Filósofo Desconhecido e vermelho e duas cordas brancas para o Grande Mestre.

O ponto culminante é a celebração do membro a ser avançado para o grau de SI. Durante esta cerimônia, o membro é agraciado com um belo colar branco com bordados de ouro.

História

O Martinismo moderno surgiu no final do século 19 na França e foi fundado como L’Ordre Martinista pelo médico espanhol nascido francês, hipnotizador e espiritualista Papus (Dr. Gérard Encausse). Ele também foi membro do Rito Esotérico de Memphis-Misraïm, que é uma forma egípcia da Maçonaria desenvolvidos pelo conde Alessandro di Cagliostro.

Sob a liderança de Papus, a Ordem cresceu rapidamente. No entanto, Papus morreu em 1916 e foi sucedido por Carlos Detre (Teder), que cultivava uma Ordem (conhecido como L’Ordre Martinista-Martinéziste de Lyon), que tornou-se mais na sua filosofia maçônica.

O Patriarca da Igreja Gnóstica Universal, Jean Bricaud, conseguiu convencer Teder a ser Grão-Mestre e mudou a sede da Ordem para Lyon, onde se tornou conhecido como L’Ordre Martinista de Lyon. Bricaud desenvolveu a conexão Maçônica, garantindo que a filiação maçônica era um requisito para ser membro da Ordem.

Em 1921, com Victor Blanchard (Sar Yesir) como Grão-Mestre, um grupo de Martinistas fundou uma ordem separada, L’Ordre et Martinista Synarchique (OMS), que não esta ligada a uma sociedade maçônica.

Durante a tirania da II Guerra Mundial, a luz do Martinismo foi quase extinta na Europa, mas as tradições iniciáticas foram mantidas em segredo, na Suíça, que se manteve neutro durante estes anos. Blanchard permaneceu Grão-Mestre da OMS até sua morte em 1953 e foi sucedido pelo Dr. Edouard Bertholet (Sar Alkmaion) da Suíça.

Posteriormente, em 1958, Louis Bentin (Sar Gulion) recebeu uma carta de Bertholet para formar um ramo da OMS na Inglaterra e tornou-se Grão-Mestre da Grande Loja Britânica da OMS.

A Ordem Hermética da Martinistas (HOM) foi re-inaugurada por um grupo de Martinistas britânicos em 14 de Março de 1978, com o britânico maçom e ocultista, Bourke Desmond (Sar Olibius) como o primeiro Grão-Mestre.

Bourke era um importante membro da Societas Rosicruciana em Anglia e membro da OMS. Através de sua forte amizade com Bentin, Bourke foi concedida uma carta para o restrito HOM pelo SAR Gulion. Os ensinamentos do HOM acompanham de perto os da OMS.

Nossos Grão-Mestres são os seguintes:

Sar Olibius (1978 – 1984)

Sar Tutela (1984 – 1993)

Sar Benevolentia (1993 – 2005)

Sar Fidentia (2005 – 2007)

Sar Perseverando (2007 -)

@MDD – É SAR mesmo, é um título Martinista que significa “príncipe” em hebraico.

PS.: Existem outras inúmeras Ordens Martinistas, tais como:

– TOM – Tradicional Ordem Martinista (Ligada a Ordem Rosa Cruz)

– Ordem Martinista dos Filósofos Desconhecidos

– Ordem Martinista de Ellus Cohens

– Ordem Martinista Sinarquica

– Ordem Martinista Martenezista

Marco A. Queixada – VM.’.

ARLS Sublime Imprensa Maçônica, 3999

#Martinismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ordem-herm%C3%A9tica-dos-martinistas-hom

Mapinguari

Mapinguari é uma lenda derivada dos Índios da Região Amazônica.

Os caboclos contam que dentro da floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pelos, porém usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré.

Segundo esta Lenda, alguns índios ao atingirem uma idade mais avançada evoluiriam e transformariam-se em Mapinguari e passariam a habitar o interior das florestas passando a viver apenas no seu interior e sozinhos. Há também quem diga que seus pés têm o formato de uma mão de pilão.

O Mapinguari emite um gritos semelhantes ao grito dado pelos caçadores. Se alguém responder, ele logo vai ao encontro do desavisado, que acaba perdendo a vida. A criatura é selvagem e não teme nem caçador, porque é capaz de dilatar o aço quando sopra no cano da espingarda. Os ribeirinhos amazônicos contam muitas histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores. O Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores que conseguem sobreviver, muitas vezes ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Quando anda pela mata, vai gritando, quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição. Outros contam que ele só aparece nos dias santos ou feriados. Dizem que ele só foge quando vê um bicho-preguiça.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/mapinguari/

Mapa Astral do Marquês de Sade

Mapa Astral

O Mapa de Donatien possui Sol e Júpiter em Gêmeos; Lua em Virgem (seu Planeta mais forte, com 7 aspectações fortes); Vênus, Saturno, Netuno e Caput Draconis em Câncer (Casas 8 e 9); Ascendente e Plutão em Escorpião. Em um resumo, uma pessoa muito comunicativa e com facilidade para trabalhar com palavras e emoções, que ao longo da vida vai aprofundando-as cada vez mais para, ao final do processo, tomar conta da emoção dos que estão ao seu redor. Win?

As Oitavas altas e baixas de Câncer

Câncer é um signo que geralmente os leigos consideram o “signo da mãe”, por conta das baixas manifestações emocionais da humanidade como um todo. Câncer, ou água Cardinal (as emoçoes voltadas para o espírito) representa energias que entendemos como tomar conta das emoções dos outros… mas isto se aplica desde as enfermeiras de uma unidade de UTI pré-natal, babás, médicos pediatras, maestros, poetas, fabulistas e mães/pais corujas até serial killers pedófilos… para um leigo, podem parecer coisas completamente díspares, mas se entendermos a Astrologia como matemática da psique, a única diferença é o sinal positivo ou negativo destas atitudes: todos os casos acima “conduzem o emocional do outro à sua vontade”. Tanto o bebê ou enfermo quanto a vítima do serial killer estão com suas vidas nas mãos do protagonista… o maestro conduz as emoções da pessoa através da música, para a alegria ou para a tristeza.

Com Mercúrio em Touro e Lua em Virgem (na casa 10, da disciplina), não é de se espantar em nada que Sade tenha sido um ateu materialista dogmático, lutando com cada fagulha de seu ser contra a Igreja. Some-se a isso uma facilidade enorme de lidar com as palavras e emoções e o sarcasmo do conjunto sendo influenciado por Escorpião. Sua aspectação mais forte, Urano em Capricórnio e Caput Draconis em Câncer, foi pervertida do “abraça e protege” para “amarra e bate”… matematicamente, não estão tão distantes assim: Vemos todos os dias nos jornais pessoas desequilibradas “matando por amor” ou “batendo para ensinar” (se quiser dar um passo maior pro Abismo, tem também os “estupros corretivos em lésbicas” ou “surras corretivas em gays” pregadas pelos doentes evangélicos, que são oitavas fundo-do-poço das energias completamente desfiguradas da oposição Câncer/Capricórnio (cuidar/proteger).

Com Marte em Áries, se Donatien fosse um sujeito religioso, daria um belo Inquisidor, mas estava do outro lado da balança e usou sua facilidade em escrever/trabalhar as palavras para chocar. Em suas obras, Sade usava-se do grotesco para tecer suas críticas morais à sociedade urbana. Evidenciava, ao contrário de várias obras acerca da moralidade – como por exemplo o “Princípios da Moral e Legislação” de Jeremy Bentham- uma moralidade baseada em princípios contrários ao que os “bons costumes” da época aceitavam; moralidade essa que mostrava homens que sentiam prazer na dor dos demais e outras cenas, por vezes bizarras, que não estavam distantes da realidade. Em seu romance “120 Dias de Sodoma”, por exemplo, nobres devassos abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos – verdadeiro mergulho nos infernos.

#Astrologia #Biografias

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As Mulheres Místicas de Safed

Por Yael Levine Katz

Além dos grandes estudiosos e místicos associados a cidade de Safed, fontes testemunham algumas personalidades femininas extraordinárias que viveram lá. Aqui está um breve esboço de três deles.

Francesa Sarah

O caso de Francesa Sarah é único nos anais da história judaica. A revelação de maggidim – espíritos angélicos – é conhecida por ter sido concedida apenas a alguns poucos selecionados. Por exemplo, tais poderes foram atribuídos ao rabino Yosef Caro, cabalista e autor de O Código da Lei Judaica. Francesa Sarah, que também viveu em Safed no século 16, é a única mulher conhecida por possuir um maguid para prever o futuro.

Ela é mencionada no Livro das Visões pelo rabino Chaim Vital, (título hebraico, HaChezyonot, Jerusalém 1954, pp. 10-11) o principal discípulo do Ari, bem como em uma crônica hebraica do século XVII publicada recentemente, que lança mais luz sobre sua personalidade e atividades. [O segundo título é Sefer Divrei Yosef, de Yosef Sambari, editado por Shimon Shtober, Jerusalém 1994, pp. 364-366.] Em ambos os livros, ela é retratada como uma mulher extremamente sábia e justa.

Em um exemplo, ela mandou chamar os sábios, advertindo-os de que, a menos que declarassem um dia de jejum, orassem e fizessem caridade, pereceriam em uma praga. Os rabinos a atenderam e imediatamente decretaram um jejum. Quando todos estavam reunidos no dia de jejum e um dos rabinos se levantou para falar, ela recebeu a revelação de que ele morreria em oito dias como expiação pelos pecados da congregação. Exatamente oito dias depois, ele faleceu.

Um estudioso de Safed, embora cético em relação aos poderes dela, a consultou para saber se ele teria sucesso em um determinado empreendimento. Ao reconhecer a veracidade de sua visão, “ele se curvou em homenagem a D’us, que transmitiu Sua sabedoria a tal mulher de valor”.

O Rabino Vital observa, no entanto, que enquanto a maioria de suas visões se tornou realidade, sua revelação de que o Mashiach viria não se materializou.

Fioretta de Modena

No passado, a maioria dos judeus idosos que imigraram para a Terra de Israel optou por se estabelecer em Jerusalém, mas uma mulher que optou por Safed foi a italiana Fioretta de Modena, ancestral de um estudioso exemplar. Seu neto, o estudioso, cabalista e autor Rabi Aaron Berechiah de Modena (d.1639), prestou homenagem a ela nas introduções de dois de seus livros (Seder Ashmoret HaBoker Mechavurat Me’eirei Shachar, Mantua 1624 e Ma’avar Yabbok , Veneza 1626.) “Que meu bom nome seja lembrado diante de D’us”, escreveu ele, “juntamente com o mérito da mãe de minha mãe, a virtuosa mulher Fioretta… viúva do rabino Solomon de Modena”.

Fioretta absorveu-se no estudo do Tanach (Bíblia), Lei Oral e trabalhos haláchicos, em particular Maimônides, bem como o Zohar. Ela aderiu a um curso semanal de estudo sobre cada um desses assuntos que ela mesma havia traçado.

Fioretta criou o neto e foi responsável por sua educação, viajando de cidade em cidade em busca dos melhores professores. O rabino Aaron afirmou que era, portanto, incumbência dele dar-lhe o respeito devido a um pai e rabino.

Donzela de Ludomir

Outra mulher fascinante com uma conexão Safed é a lendária “Donzela de Ludomir”. Channah Rochel Werbemacher nasceu em Ludomir, Polônia, em 1815, de pais que não tinham filhos há mais de dez anos. Seu pai era um seguidor do mestre chassídico, Reb Mottele de Chernobyl. Em tenra idade, ela demonstrou uma sede insaciável de aprendizado e adquiriu um amplo conhecimento de Tanach, Aggada e literatura ética.

Quando ela tinha apenas nove anos, sua mãe morreu. Certa vez, enquanto visitava o túmulo de sua mãe, ela foi atingida por uma doença grave. Quando ela finalmente se recuperou, ela era uma pessoa transformada. Ela começou a cumprir também os mandamentos que são obrigatórios apenas para os homens, como talit e tefilin, e passou seu tempo em meditação, aprendizado e oração. Com o dinheiro da herança que recebeu com a morte de seu pai, ela construiu uma bela sinagoga.

Multidões acorreram a ela, buscando seus conselhos e bênçãos. Por modéstia, ela falou com eles por trás de uma porta ou divisória. Como um mestre chassídico, ela conduzia um tish (mesa aberta) nas tardes de Shabat, onde expunha a Torá.

Mais tarde, ela imigrou para a Terra de Israel, estabelecendo-se no bairro Me’ah She’arim de Jerusalém. Ela caminhava todas as manhãs até o Muro das Lamentações para rezar, acompanhada por muitos que desejavam receber suas bênçãos. Na véspera de Simchat Torá, muitos peregrinos de Hebron, Safed e Tiberíades frequentavam sua casa. Channah Rochel teve um interesse constante na vida judaica em Safed, e até deixou Jerusalém em seu favor por vários anos. Ela faleceu em Jerusalém em 1892. Um romance baseado em sua vida foi publicado recentemente. (Chamaram-na Rebe, Gershon Winkler, Nova York; Judaica Press, 1991)

Fonte: Mystical Safed Women

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/as-mulheres-misticas-de-safed/

Alquimia no Ritual de Iniciação Demolay

Texto do meu irmão Hamal,

O Ritual de Iniciação é de fato um dos momentos mais marcantes em toda Ordem DeMolay. É como se algo fosse implantado, ou despertado, dentro de nós.

A Sala Capitular contêm em si um simbolismo em tudo que há lá, esse simbolismo é herança do que Frank Marshall chamou de “nossos antepassados”. Não há nada que não exista uma ligação ou um motivo de estarem inseridos nos Rituais da Ordem DeMolay. Isso fica bem claro a todo estudante do simbolismo ritualístico, e foi exatamente o que Frank S. Land disse aos primeiros DeMolays antes de suas Iniciações.

A Iniciação tem por objetivo apresentar uma nova realidade ao Neófito. É uma experiência que propõe uma mudança em sua personalidade, para que este tome um novo rumo em sua vida diária com o juramento que lhe é proposto e as virtudes que lhes são apresentadas.

Nossos antepassados são os Hermetistas, são aqueles que criaram a ciência iniciática mais antiga na terra: a Alquimia. Vamos recorrer a seus legados para decifrar esse mistério dentro da Iniciação.

Será mesmo que existe isso na Ordem DeMolay? Vejamos…

ALQUIMIA

Já fizemos uma pequena descrição sobre a Iniciação e a Alquimia no texto Iniciação – Hermetismo e Alquimia, e recomendamos fortemente a releitura desse importante texto para a ideal compreensão do que é Alquimia e qual sua relação com as Ordens. Esse é talvez o assunto de maior importância do blog.

Ao procurarmos sobre “Alquimia” na internet nos deparamos com informações de quais seriam seus objetivos, sua história, alquimistas famosos, etc. Vamos tentar ser claros e rápidos, pois teremos textos específicos sobre o assunto.

Alquimia tem duas possibilidades de origens históricas, o antigo Egito dos Faraós e as primeiras eras da China, apesar de sabemos que foi praticada por todo o globo de maneira semelhante. O objetivo dos alquimistas eram diversos e se destacavam na construção da Pedra Filosofal, que daria sabedoria, saúde e vida eterna ao alquimista, e na transmutação dos metais em ouro.

Os alquimistas foram os primeiros cientistas. Estudavam e analisavam em seus laboratórios como o mundo funcionava, penetravam por trás das aparências procurando as Leis que regem a Terra e os Céus, procurando o porquê disso tudo existir da maneira que existe. E atribuíam um símbolo sagrado por trás de cada descoberta.

Da Alquimia surgiu a medicina como ciência de curar os enfermos com a manipulação dos produtos da natureza, a Astrologia como ciência de prever as mudanças na natureza pelos astros, a Geometria como ciência dos estudos matemático da Terra e seus componentes, o Hermetismo como síntese simbólica e linguagem da Alquimia, a Química como estudo dos elementos e suas interações, a Engenharia e Arquitetura como arte de construir com as mesmas proporções da natureza, entre outras.

Mas isso tudo era antigamente. Hoje, num mundo completamente diferente, devemos nos perguntar “qual o valor que teria a alquimia em nossas vidas além de um conhecimento histórico”?

O grande Carl Gustav Jung desvendou esse véu e percebeu que a Alquimia é fonte de estudo para a psique humana, mostrando que dentro das ciências Herméticas encontram-se as chaves para decifrar o Inconsciente. Destaquemos aqui suas próprias palavras do livro “Psicologia e Alquimia”:

“A alquimia movia-se de fato sempre no limite da heresia e era proibida pela Igreja. Ela desfrutou entretanto da proteção eficaz da obscuridade de seu simbolismo, que a qualquer momento podia ser explicado por uma alegoria inofensiva. Para muitos alquimistas, o aspecto alegórico se achava de tal modo em primeiro plano, que estavam totalmente convencidos de tratar-se apenas de corpos químicos. Outros, entretanto, consideravam o trabalho de laboratório relacionado com o símbolo e seu efeito psíquico. Tal como demonstram os textos, esses alquimistas tinham a consciência do efeito psíquico, a ponto de condenarem os ingênuos fazedores de ouro como mentirosos, trapaceiros ou extraviados. Proclamavam seu ponto de vista através de frases como esta: “aurum nostrum non est aurum vulgi” (nosso o ouro não é o ouro vulgar).

Seu trabalho com a matéria constituía um sério esforço de penetrar na natureza das transformações químicas. No entanto, ao mesmo tempo era – e às vezes de modo predominante – a reprodução de um processo psíquico paralelo; este podia ser mais facilmente projetado na química desconhecida da matéria, uma vez que ele constituía um fenômeno inconsciente da natureza, tal como a transformação misteriosa da matéria. A problemática acima referida do processo do desenvolvimento da personalidade, isto é, do processo de individuação, é expressa no simbolismo alquímico.”

O estudo de Jung sobre Alquimia destaca uma coisa importantíssima que deve ser atentada a todo estudante de Hermetismo. Demonstra a validade das ciências ocultas para com o entendimento do ser humano e sua evolução para o que Jung chamou de Individuação, que é a pessoa tornar-se Si Mesma, alguém inteiro e completo. Para Jung, “processo do desenvolvimento da personalidade, isto é, do processo de Individuação, é expressa no simbolismo alquímico”. Isso é a transmutação do Chumbo em Ouro dos alquimistas, é o processo psicológico de Individuação, é a maturação que devemos ser em vida.

Nossos antepassados bem sabiam o que faziam e estudavam, e temos em nossas mãos seus legados.

As etapas da Alquimia, sua relação com a psique, a transmutação dos metais, Pedra Filosofal, e toda essa “obscuridade do simbolismo” como referido por Jung, voltaremos a estudar e entender melhor, já que os Templários também são alvo de nosso estudo e estes refugiaram e patrocinaram muitas Guildas de Pedreiros-Alquimistas na Idade Média.

Vamos entender agora a relação da Alquimia com o processo da Iniciação DeMolay.

PRINCÍPIO DO GÊNERO

O Sétimo Princípio descrito no Caibalion é este: “O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e seu princípio feminino o gênero se manifesta em todos os planos”.

Esse ensinamento se baseia na seguinte observação do Universo: tudo existem a partir de dois gêneros, para todo positivo existe seu negativo, em todos os planos de existência há sua contra parte, no físico, emocional, racional, energético, etc. Temos o dia e a noite, o veneno e o antídoto, o bem o mal, o macho e a fêmea, o macro e microcosmo, o quente e o frio, o animo e anima na psique, a vida e a morte, até mesmo a gravidade tem sua oposição na energia escura e os átomos tem suas cargas opostas para poderem existir.

Segundo a Tradição é dito que Deus criou tudo em dualidade para que pudesse existir e evoluir, e isso só é possível através do Princípio do Gênero que tem como meta a união dos opostos para haver a criação. Sem oposição não há criação nem evolução!

O Sol e a Lua foram tomados pelos Alquimistas como símbolos opostos que representam o “Grande Pai” e a “Grande Mãe” criadores de tudo. Enfatizemos que isso são símbolos e não uma crença cega. Quando os antigos adoravam o Sol estes estavam adorando a energia da Criação em seu princípio Masculino, e a Lua como princípio feminino. E para quem acha que esses cultos Solares e Lunares acabaram, revejam a origem de festas como Natal, Páscoa, Festa Junina e da Missa. São as mesmas energias que invocamos em nossa Ritualística.

Esses dois astros são opostos em suas energias e finalidades, mas a atuação de ambos é o que mantêm a vida na terra possível de existir e evoluir (isso é estudar Astrologia!). Reveja seus simbolismos nos textos: O Símbolo do Sol e O Símbolo da Lua.

A união do Sol com a Lua, na Alquimia, recebe uma denominação especial: Casamento Alquímico. Assim é denominado a união entre macho e a fêmea de maneira sagrada. E a Iniciação é uma nova vida sendo criada: a vida como Iniciados. A Iniciação da Ordem DeMolay, em especial, explora muito esse simbolismo alquímico.

Vejamos como…

Sabemos que o Altar é o ponto simbólico onde o plano espiritual é invocado e se espalha por toda Sala Capitular, é onde colocamos os utensílios para a Invocação. O Altar é a representação do Sol na arquitetura sagrada. É no Altar onde o Iniciado recebe a Luz. Durante a Iniciação os 23 Oficiais formam um certo símbolo ao redor do altar, e esse símbolo contem em seu centro a Lua.

No momento em que somos consagrados como DeMolays há o Casamento Alquímico entre o Sol e Lua e uma nova vida é criada, recebemos a Luz como DeMolays. E há muito mais. Que essa pequena revelação possa servir de inspiração aos irmão a buscarem ainda mais do que não pode aqui ser dito.

Revejam a imagem do inicio da postagem. Esta imagem simboliza o exato momento da nova vida sendo criada, a união alquímica entre o Sol e a Lua e o Pombo, símbolo do Espirito Santo, descendo para implantar a vida ao produto dessa união. É o próprio momento da Iniciação. Lembrem-se do Oficial que conduz os Iniciados em suas 9 voltas que representam a Vida e o Dia de Trabalho…

Nossos antepassados bem sabiam. Isso é Magia Cerimonial da Ordem DeMolay, e isso é Alquimia.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alquimia-no-ritual-de-inicia%C3%A7%C3%A3o-demolay

Dion Fortune

Batizada com o nome de Violet Mary Firth Evans, Dion Fortune nasceu em Wales no dia 6 de dezembro de 1890, na cidade de Bryn-y-Biam Liandudno em North Wales. Desde cedo Violet já demonstrava habilidades foras do comum; relatando visões de Atlântida com a idade de quatro anos, se lembrando de vidas passadas. Quando contava com 12 anos sua familia se muda para Somerset e dois anos depois sua família se converte para a Ciência Cristã. Esta conversão fez com que a família entrasse em uma período de muitas mudanças, indo viver em diferentes partes de Londres onde Sarah Jane, mãe de Violet, exercia a prática de curandeira. Ainda criança Violet se mostrava possuidora de uma imaginação muito criativa e dona de talentos literários, seu primeiro livro, ‘Violets’, foi publicado em 1904, quanto contava com 13 anos, e teve um poema publicado em 1906 em uma revista de circulação nacional, a ‘The Girl’s Realm’.

Cedo em sua vida se viu envolvida por estranhos acontecimentos. Um evento chave ocorreu quando ela tinha 20 anos que definiria o rumo que daria a sua vida. No verão de 1911 os pais de Violet decidiram enviá-la a uma faculdade, e escolheram o Studley Horticultural College. A diretora da Universidade era a Dra. Lillias Hamilton que por si só tinha um currículo interessante: graduada como doutora em 1890 (um grande feito para uma mulher naquela época), ela viajou para a Índia, onde foi trabalhar em Calcutá. Em 1984 foi apontada como médica da corte do Amir do Afeganistão, aquele era um período conturbado na região e por causa de insurreições de tribos afegãs a Dra. Hamilton teve que abandonar o pais e retornar à Inglaterra, viajando depois para a Africa do sul, onde criou e administrou uma fazenda, retornando a Londres posteriormente enquanto seu irmão dirigia a fazenda. Violet estudou por dois anos na universidade, sem maiores complicações, inclusive escrevendo peças para serem encenadas. Isso durou até que ela percebeu que algumas de suas colegas sofriam de alguns males físicos aparentemente sem causas naturais. Após algumas investigações ela descobriu que a Dra. Hamilton, a diretora, poderia ser a responsável, e decidiu deixar a universidade. Quando foi falar com a diretora para anunciar seu afastamento, a Dra. Hamilton, apesar de seriamente incomodada com a situação deixou que Violet abandonasse o curso dizendo: “Muito bem, deixe a faculdade se tiver que ser assim, mas primeiro você deve admitir que é uma incompetente”. Ela então começou a encarar a garota dizendo repetidamente que Violet não possuia qualquer auto-confiança e era incompetente. Isto se prolongou por horas, sempre repetindo a mesma frase: “Você é incompetente e sabe disso. Você não tem nenhuma auto-confiança e tem que admitir”. Com o passar dos minutos Violet foi sendo minada e finalmente admitiu as coisas que a Dra. falava, apenas para se livrar daquela situação anormal. Esse ocorrido resultou em um colapso nervoso que devastou tanto a mente quanto a saúde da garota por mais de três anos.

Ela conseguiu abandonar a instituição logo após este episódio e durante os meses que se seguiram começou a estudar psicologia como forma de reconquistar o controle pleno de sua mente e sua vida, assim ela começou a frequentar os cursos de Psicologia da Universidade de
Londres (não existia ainda uma faculdade própria para o assunto) e, em 1912. Talvez pelos dotes do cozinheiro, talvez pelo ambiente, nesta época, ao invés de frequentar o refeitório da universidade, Violet almoçava em uma cantina no centro da cidade, cantina esta administrada pela Sociedade Teosófica. Foi então que teve uma segunda experiência fora do comum. Certo dia, levada pela curiosidade, atendeu a uma das palestras da Sociedade Teosófica, o assunto era telepatia mental. Para seu completo assombro, durante a palestra foram propostos alguns exercícios simples e ela descobriu que era capaz de ler imagens que estavam sendo projetadas pela mente do palestrante. Após anos de estudo sobre os trabalhos e obras desenvolvidas por Freud e Jung, ela concluiu que nenhum dos dois havia se aprofundado adequadamente nos mistérios da mente humana, apesar de seus esforços e avanços, muitos dos nuances daquilo que chamamos consciência permaneciam inescrutáveis pelas técnicas psicológicas e psiquiátricas da época.

Violet se graduou e tornou-se terapeuta na East London Clinic e na Medico-Psychological Clinica em Brunswick Square. Durante este período começou a se ver envolvida com fenômenos que não podiam ser inteiramente explicados pela ciência, um estudante de um de seus pacientes estava sendo alvo de fenômenos físicos anormais: na sua presença portas se escancaravam sozinhas e cachorros entravam em frenesi, latindo e uivando. Colocando todo seu conhecimento em prática, ela se viu incapaz de prestar qualquer auxílio ao rapaz e acabou pedindo ajuda a um irlandês misterioso e cheio de carisma que acabava de retornar à Inglaterra de uma estadia na África do Sul. Seu nome era Theodore Moriarty. Juntos foram visitar o estudante e viram, no local onde ele morava, todos os fenômenos ocorrendo, Moriarty, um ocultista e maçom experiente, percebeu uma entidade presente no cômodo e depois de uma perseguição pela casa conseguiu prendê-la no banheiro e então destruí-la, o confronto foi tão violento que Moriarty terminou caído inconsciente no chão.

O episódio com Moriarty, que se tornou seu primeiro mentor, assim como suas experiências passadas, fez com que Violet mergulhasse de cabeça no ocultismo, estudando e desenvolvendo suas próprias habilidades psíquicas. A ela interessava especialmente como certos rituais místicos e orientais podiam provocar certos estados psicossomáticos, e foi nesta época que se tornou visitante constante da Sociedade Teosófica e durante seus estudos esotéricos, tomou conhecimento da Grande Loja Da Fraternidade Branca, e dos grandes mestres secretos que não possuem mais um corpo físico mas que auxiliavam a humanidade a evoluir. Entrar em contato com os Mestres Secretos se tornou sua obsessão. Foi essa busca que fez com que fosse iniciada, em 1919, no Templo Alpha et Omega, sendo depois transferida para a Ordem Stella Matutina, a ordem que mais tarde se tornaria a Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn). É neste ponto que Violet Mary Firth adota o nome de Dion Fortune, inspirado pelo lema de sua familia “Deo, non fortuna”, frase em latim que significava “por Deus, não pelo destino”.

O desenvolvimento esotérico e oculto de Dion Fortune amadurecia a cada dia que se passava. Ela começa a escrever uma série de novelas e histórias que abordavam vários aspectos da magia e do esoterismo, alguns deles de cunho auto biográfico como The Secrets of Dr. Taverner, uma coleção de histórias curtas baseadas em experiências que teve com Moriarty, na qual podemos ler alguns estudos de casos fictícios nos quais processos mágicos e psicológicos estavam mesclados. Talvez por nunca ter buscado a fama ela não fosse muito conhecida no meio mágico em sua época, mas sua influência era inegável, duas de suas obras, por exemplo, The Sea Priestess e Moon Magic, tiveram uma influência enorme no desenvolvimento da religião Wicca, que estava se formando na época, até hoje a dívida do paganismo com Dion é enorme, seja em seus ritos e costumes, seja no desenvolvimento da sua mitologia[1].

E veio então a década de 1920. Quando o mundo viu a Grande Guerra se encerrar, Dion encontrou seu próprio campo de batalha. Por causa de alguns de seus escritos, como o The Secret of Dr. Taverner e uma série de artigos para o periódico The Occult Review, Dion ganhou a inimizade de Moina Mathers, esposa de MacGregor-Mathers, o fundador da Golden Dawn, e por causa disso se tornou alvo de uma série de brutais ataques. Moina acreditava que os segredos da Ordem deveriam permanecer dentro da Ordem, e Dion simplesmente publicava material fechado par amembros para quem quisesse ler, e assim Dion foi expulsa da Ordem sob a alegação de que os símbolos de um real iniciado não estarem presentes em sua aura, na mesma época ela começou a se sentir inundada por um grande “sentimento geral de um vago mal-estar” que “gradualmente amadureceu em um nítido sentimento de ameaça e antagonismo”, neste mesmo período começou a ter visões de rostos demoníacos. Foi então que fenômenos físicos começaram a se manifestar, sua vizinhança foi invadida por gatos negros em tal quantidade que o caseiro do vizinho “retirava montes de gatos da soleira da porta e do parapeito da janela com uma vassoura, e declarou que nunca na vida vira tantos gatos juntos”. Quando Fortune se deparou com um “gigantesco gato listado, duas vezes maior que um tigre” na escada de sua própria casa, decidiu reagir e assim teve início um duelo mágico entre as duas mulheres. Dion, pedindo a ajuda dos Mestres Secretos, obteve sua vitória, mas como lembrança da batalha suas costas ficaram “marcadas por arranhões como se houvessem sido unhadas por um gato gigantesco”.

Seu amigo e mentor Theodore Moriarty morre em 1923, e nesta época ela se une ao Christian Mystic Lodge (Místico Templo Cristão) da Sociedade Teosófica, por causa de uma visão poderosa que teve que mostrava a necessidade que ela tinha de começar abraçar o cristianismo em seus estudos, se tornando Presidente da ordem em pouco tempo. Mesmo assim ela não estava satisfeita com o rumo que a Sociedade Teosófica estava tomando e no Solstício de Inverno de 1928 ela criou os “Mistérios Menores da Luz Interior, uma fraternidade que não demorou a se tornar uma poderosa escola iniciática, tendo como alguns de seus membros célebres, Coronel C.R.F. Seymour e Christine Hartley. Nesta época conheceu o médico Thomas Perry Evans, que também possuía interesses no ocultismo e acabou se tornando seu marido em 1927. Juntos eles trabalharam como Sacerdote e Sacerdotiza da ordem. Doze anos depois os dois se divorciam e Dion aluga uma propriedade em Londres e a dedica aos Mistérios de Isis.

Enquanto isso o mundo via com apreensão sombras negras se formarem no cenário político da Europa, e aquilo que se tornaria a Segunda Guerra Mundial começava a tomar forma. Dion Fortune então se engajou em uma segunda guerra pessoal: a Batalha Mágica da Grã Bretanha. Esta foi uma guerra travada por ocultistas que desejavam terminar com a Segunda Guerra Mundial, oferecendo auxílio mágico para os exércitos ingleses e ataques mágicos contra os Nazistas. Esta batalha ficou registrada pelas cartas que ela enviava a estudantes e posteriormente reunidas no livro Magical Battle of Britain.

Durante sua vida Dion Fortune começou a escrever obras não mais dedicadas à ficção, mas a registros de tudo o que viveu e descobriu. Apesar de seus contos e novelas terem um grande embasamento ocultista, já que ela acreditava que as histórias eram a melhor forma de mostrar como colocar em prática a sabedoria adquirida com seus estudos, ela se decidiu que muito do conhecimento da época seria perdido ou corrompido caso não fosse registrado de maneira mais adequada, e assim escreveu obras que se tornaram marcos até os dias de hoje para qualquer estudante de magia e ocultismo e mesmo para praticantes experientes. Livros como A Cabala Mística e Auto-Defesa Psíquica se tornaram obrigatórios nas bibliotecas de muitos estudiosos, outras obras, embora menos conhecidas, como Through the Gates of Death e vários de seus livretos também trazem o reflexo de alguém que passou a vida se dedicando ao conhecimento da mente e da alma humana.

Em janeiro de 1946, Dion Fortune se viu envolta em uma onda de cansaço e mal-estar, e foi internada no Hospital Middlesex de Londres, onde foi diagnosticada com Leucemia, morrendo alguns dias depois. Muitos afirmam que a doença se desenvolveu por causa das batalhas travadas durante o período da Batalha Mágica, que acabaram exigindo muito esforço e foi a causa de muitas baixas no mundo ocultista.

A Sociedade da Luz Interior está em atividades até os dias de hoje em Londres e de lá já surgiram alguns ocultistas de renome como Walter Ernest Butler  e Gareth Knight, ambos com a sorte de serem discipulos de Dion Fortune

Obras de Dion Fortune

– Aspectos do Ocultismo
– Através dos Portais da Morte
– Autodefesa Psíquica
– A Cabala Mística
– A Doutrina Cósmica
–  A Filosofia Oculta do Amor e do Matrimônio
– Glastonbury
– Magia Aplicada
– Magia Ritual
– Ocultismo Prático na Vida Diária
– As Ordens Esotéricas e Seu Trabalho
– Paixão Diabólica
– Preparação e Trabalho do Iniciado
– Sacerdotisa da Lua
– Sacerdotisa do Mar
– Os Segredos do Dr. Taverner
– Ocultismo São
– O Deus com Pés de Bode

[1] Para se ter uma idéia, os aspectos místicos da série Brumas de Avalon foram tirados das obras de Dion Fortune.

1890-1946

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/dion-fortune/

Como fazer o Pacto com Lúcifer

“Nasce um otário a cada minuto”

– P.T. Barnum, 1890; Lúcifer, 2012.

Toda semana eu recebo pelo menos uns dois emails de completos idiotas que pagaram uma grana preta por um “pacto pactorum da felicidade e prosperidade” ou fizeram pactos com lucifer, diabo, lucifugo rocambole, maioral, belial, astaroth, sergulath, ONA, marmaduke, Hecate Regina, bafomet, andy panda, OFS, sacerdote edison, halelucifer, dissipulo eder, ze pilintra e o que mais a imaginação dos charlatões inventar. Em matéria de arrancar dinheiro de trouxas, só perdem para os pastores evangélicos. De R$30,00 a R$3.200,00… o inferno é o limite! e cada um se diz o “único e verdadeiro escolhido” e avisam para tomar cuidado com os outros “falsos sacerdotes”. Em quem confiar a sua alma? quem poderá nos defender?

Eu já havia comentado sobre Pactos com Lucifer e sobre Pactos com o Diabo, Perfumes mágicos de Templo, mas o povo das internets é muito retardado. Então explicarei mais uma vez como funciona o Pacto com Lúcifer.

Na menos pior da hipóteses, será apenas um charlatão roubando seu dinheiro sem dar nada em troca, como o “pai Bruno”, que prometia a pessoa amada em 3 horas e, depois que o idiota pagava, dizia que o novo namorado/namorada da fulana havia feito uma amarração poderosa e que seria necessário mais grana pra resolver e, quando a vítima pagava, ele dizia que o novo namorado lá havia se irritado e feito um trabalho de destruição contra o mané, e dá-lhe dinheiro…

Em uma hipótese mais pior, o charlatão faz parte de algum grupo de kiumbanda ou satanismo que serve de x-burguer de algum egun fora-da-lei, que precisa de energia para se manter invisível das forças dos Exús e com algum poder na egrégora. Estes oferecem algum tipo de “poder” para seus “sacerdotes” em troca de sacrifícios, sangue, novos adeptos na pirâmide, etc, em uma espécie de Amway ou Herbalife do Capiroto.

E, obviamente, o otário que está fazendo o pacto é a base da pirâmide e não vai receber nada em troca do seu dinheiro… que vai para a sacerdotisa/sacerdote como pagamento; este sim merecido, por ter trazido mais um x-burguer para o egun. E, uma vez que o zé ruela entra nessa roubada, dando sangue, nome, data de nascimento, etc, já era…

Vejam o email que recebi:
Vou ser direta ,fui para XXXXXX paguei r$3.000 fiz o pacto com XXXXXXXX XXXXXXXX com direito a dedo espetado. baqueta e invocacao com umas 9 pessoas em janeiro o pacto dura vinte anos e todo ano preciso dar 9.000 ou levar tres pessoas que equivalem a esse valor.Nao posso fazer nehum outro ritual de prosperidade porque quebro o pacto nao posso falar para ninguem porque quebro o pacto. Nao posso ir contra meus (mestres)porque quebro o pacto. quer dizer me ferrei?desde janeiro minha vida financeira virou uma bagunca ate protestada eu ja fui, meu negocio esta quase falindo.

Ai você que está lendo isso e que já fez um pacto, me pergunta “e ai? como eu saio dessa?” e faremos a seguinte analogia: Suponha que você tenha pego R$20.000,00 com um agiota e, depois que pegou o dinheiro, é assaltado por pessoas que você poderia jurar que trabalham para ele e fica sem nada, ou seja, não usufrui do que pegou emprestado. E ainda tem a dívida com o agiota. Vai reclamar com ele e ele diz que você é que não se protegeu direito, que ele não tem nada com isso e quer ser pago… Como é que você sai dessa?

A resposta é: se fudeu. Não adianta me mandar email que eu não vou te ajudar com a SUA dívida. E não adianta ficar bravinho comigo porque eu não vou ajudar… fique bravo com o 171 que levou seu dinheiro. Se o Pica-Pau tivesse ido à polícia, nada disso teria acontecido.

Ir a outro charlatão só vai deixar as coisas “mais pior ainda” (como diria o Pai Jacob). A solução é: procure um terreiro decente ou casa kardecista (em último caso) e passe a frequentar, cortando todo tipo de laço com os agiotas. A imensa maioria dos eguns que trabalham com os picaretas são espíritos fora-a-lei e os Exús dos terreiros acabarão dando cabo deles, se você tiver merecimento. NEM PENSE em ir a uma Igreja Evangélica da vida… é trocar um bandido pelo outro, e ainda ter de pagar dízimo em cima. Ai você terá de me perdoar pela sinceridade, mas você merece ser feito de trouxa.

Você pode aprender também o seguinte e repassar para seus amigos satanistas criados pela avó, vindo de alguém que já deu bastante porrada em maiorais, demônios, eguns e shaitanins de todos os tipos:

1) Demônios não tem discipulos, eles têm ESCRAVOS;

2) Demônios não precisam da sua alma, a não ser como x-burguer, e não vão te dar nenhum poder em troca de nada.

3) Qualquer tipo de Evocação Goetica ou Qlipothica é um duelo de VONTADES e ganha quem tiver mais. E se você não é um mago treinado em LVX, as chances são que você será a putinha do demônio e não vice-versa.

#Fraudes #LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-fazer-o-pacto-com-l%C3%BAcifer