Einstein e a Música

“Se não fosse físico, acho que seria músico. Eu penso em termos de músicas. Vejo minha vida em termos de música.” (Einstein)

Einstein começou a estudar violino aos 6 anos de idade, aos 23, ele e seus amigos fundaram a Akademie Olympia, grupo que inicialmente tocava em cafés, cervejarias e recitais que aconteciam na cidade de Berna. Mais tarde, tornou-se um costume, após longos debates sobre Física, Matemática e Filosofia, Einstein tocar seu violino no terceto que formara com o físico alemão Max Karl Ernest Planck e com Erwin, filho caçula de Planck.

Sua mentalidade assemelhava-se a dos antigos magos, alquimistas e iogues. Não raramente se trancava no quarto e dava ordem a esposa para que não o chamasse para nada, recomendando apenas que colocasse uma bandeja de sanduíches diante de sua porta trancada. Assim passava dias inteiros, em total solidão, como um iogue em samadhi ou um alquimista em seu laboratório.

Nestes períodos, tocar violino o ajudava a entrar em contato com o seu Atman, Espírito Santo, Eu Superior, SAG, sintonizando-se, diria Spinoza, com a “Alma do Universo”, percorrendo as infinitas linhas da partitura cósmica a fim de compreender seus mistérios, ao final, a física tornaria-se mais uma ferramenta para decodificar suas viagens.

Einstein tinha pela música um amor profundo, que raiava o espiritual, talvez porque ela funcionava como um elo entre a concentração mental e a intuição cósmica. Matemática, Metafísica e Mística são, no fundo, a mesma coisa, mas parece que estes 3Ms necessitam do quarto M da Música.

“A música e a pesquisa em física originam-se de fontes diferentes, mas são intimamente relacionadas e ligadas por um fio comum, que é o desejo de exprimir o desconhecido. As reações divergem, mas os resultados são complementares.” (Einstein)

A paixão de Einstein pelo violino, o fez tocar em diversas situações. Quartetos de Mozart, quando visitou seu amigo Charlie Chaplin ; em visita ao casal real belga, o Rei Alberto I e a Rainha Elisabeth, Einstein passou a tarde tocando Mozart, tomando chá e tentando lhe explicar a relatividade. Aliás, a tentativa de explicar a relatividade com música já fora usada por Einstein, com o famoso violinista russo Toscha Seidel, quando este lhe deu alguns conselhos musicais.

Não media esforços para tocar em prol de uma boa causa, em 1934, apresentou o Concerto para dois violinos em ré menor de Bach, em apoio aos refugiados judeus, em 1941, em Princeton, foi a vez do Quarteto em sol maior de Mozart, no intuito de arrecadar fundos para crianças carentes.

Hans Byland recorda ter tocado as sonatas de Mozart com o jovem Einstein, então com 17 anos:

“Quando ele começou a tocar violino, a sala pareceu amplificar-se. Eu estava a ouvir o verdadeiro Mozart pela primeira vez em toda a beleza grega da limpidez das suas linhas, ora graciosas ora magnificamente poderosas. Que alma na forma como tocava! Eu não o reconhecia.”

Sua preferência pelas obras de Mozart é nítida, certa vez, confessou que só começou a compreender e a apreciar a música, depois de conhecer as sonatas de Mozart, conforme dizia: “a música de Mozart é tão pura que parece estar presente no universo desde sempre.”

Físico, filósofo, gênio, músico, humano, simples… dinheiro e valores materiais eram para ele coisas banais; vivas e vaias, sucessos ou fracassos, tudo isto era a mesma coisa. Para os teólogos, devia Einstein ser um ateu, porque não admitia um Deus pessoal, mas para nós espiritualistas, era ele um místico, um homem altamente espiritual, que nitidamente sentia a presença de um “poder supremo impessoal” que rege os destinos do Universo.

O blog Sinfonia Cósmica vai um pouco além da música e fala também de espiritualidade, filosofia, cosmologia, dentre outras divagações. Acompanhe nossas atualizações curtindo nossa página no Facebook ou nos seguindo via Twitter.

#Ciência #Einstein #Música

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Caso Cash-Landrun

Betty Cash, uma das três pessoas que ficaram doentes após o encontro com um OVNI, próximo à Huffman, Texas, EUA, no dia 29 de dezembro de 1980, morreu no 18º aniversário do evento, em Birmingham, Alabama.

Ela teve a saúde muito abalada após o avistamento. Ela, juntamente com Vickie Landrum e seu neto Colby Landrum, encontraram um enorme OVNI sendo acompanhado por helicópteros militares numa rodovia escura em Piney Woods, Texas (caso conhecido como “Incidente Cash-Landrum”).

Eles foram expostos à radiação do objeto, que causou terríveis problemas de saúde, como queimaduras, dor nos olhos, perda de cabelo, diarréia e vômitos. Embora tenham visto vários helicópteros militares com o OVNI, o governo americano negou qualquer conhecimento sobre o ocorrido ou deu qualquer ajuda à eles.

Na época do incidente, Betty Cash tinha seu próprio negócio em Dayton, Texas. Após o encontro, ela foi hospitalizada e tratada das queimaduras e outros males. A intensidade dos seus problemas de saúde era tão forte que ela foi forçada a fechar o seu negócio e nunca mais trabalhou. A sua vida tornou-se uma série de internações em hospitais, muitas delas para cuidados intensivos. Ela desenvolveu um câncer que foi tratado com sucesso, mas em novembro de 1998, teve uma recaída e no dia 29 de dezembro faleceu.

Betty Cash foi uma heroína na luta contra o acobertamento do governo e trouxe esperança para outras vítimas de incidentes com OVNIs.

 

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LiF: Runologia | 001 – Hávamál – parte 1

Dado o pedido de várias pessoas, Cussa Mitre volta a compartilhar um pouco do conhecimento sobre as Runas, Mitologia e Cultura Nórdica!

E para começar, ele resolveu falar sobre o que é o Hávamál, o livro tão citado mas que ainda deixa muitas dúvidas na cabeça do iniciante. Quer entender mais sobre isso? Então acesse o vídeo e embarque nesse mar de novas descobertas!

Para você que se interessa por assuntos nórdicos, acesse: https://bit.ly/Runologia

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#Hávamál #Nórdica #Runas

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A Partícula IT

Prolegômenos a uma Sintaxe Liberlégica

A Partícula IT aparece no Texto da Lei em três situações básicas:

1. Como SUFIXO, aposta aos nomes de Had, Nu e Ra-Hoor-Khu ;
2. INTEGRADA ao seio de uma palavra [Ex.: “Thelemites” (AL I,40)] ;
3. De forma ISOLADA [Ex.: AL III,5].

Esta Partícula constitui-se basicamente da associação de dois elementos que podem ser simbólica e guematricamente referidos aos seus respectivos equivalentes nos alfabetos grego e hebraico. Desta forma temos que:

1. A letra latina I corresponde ao Iod (hebraico) e ao Iota (grego) ;
2. A letra latina T corresponde ao Teth (hebraico) e ao Teta (grego).

A Soma simples destes dois componentes tem por resultado o número 19 [Iod/Iota=10 & Teth/Teta=9] que pode ser interpretado como sendo o número da manifestação propriamente dita . No entanto, se considerarmos os elementos acima tal como são referidos no simbolismo do Livro da Lei, teremos:

1. Iod é o Ponto, ou seja, HAD, em sua representação mais subtil ;
2. Teth, por sua vez, corresponde ao Arcano Maior XI que é uma representação de BABALON.

A Soma Had+Babalon [13+156] tem como resultado o número 169, que apresenta as seguintes propriedades:

1. Trata-se, em primeiro lugar, do “quadrado” do número treze. O “quadrado” de um número corresponde, simbolicamente, à manifestação plena daquele número enquanto ente sensível & quantificável. Treze é o valor da palavra hebraica AChD [da qual HAD é uma transliteração bastante exata] que quer dizer “Unidade”. A propriedade da Unidade que nos interessa mais de perto neste momento é a sua invariabilidade frente à operação de potencialização [169 = 132 = 12 = 1]. O número 169 pode ser, portanto, equiparado tanto ao número treze quanto à própria unidade, correspondendo, cada qual, a uma etapa específica no processo da individualização progressiva que transcorre nos Três Mundos [de Criação, de Emanação & de Formação]. É interessante reparar que a soma 169+13+1 tem por resultado 183, que é igual a 3 x 61, sendo este último o valor por extenso da letra hebraica AIN [1+10+50 = 61]. Isto remete diretamente ao conceito cabalístico do triplo véu de existência negativa [AIN, AIN SOPH & AIN SOPH AVR] que precede e também cerca o hieróglifo da Árvore da Vida.

2. A seqüência numérica que o constitui representa um glifo das Sephiroth que integram o Pilar do Meio [Kether = 1, Tiphaereth = 6, & Yesod = 9]. Este Pilar representa o meio invariável que integra & equilibra em sua própria estrutura as influências vinculadas, respectivamente, aos Pilares do Rigor [Righteousness] & da Misericórdia [Mercy]. Isto se pode verificar no exame atento do número 169 onde o Pilar do Meio é representado pelo número um, o Pilar do Misericórdia pelo 6 intermédio & o Pilar do Rigor pelo 9 final. Os números 6 & 9 representam, portanto, os movimentos respectivamente descendente & ascendente, centrífugo & centrípeto, associados aos Pilares Laterais supra aludidos.

3. Para encerrar os comentários a respeito do número 169, devemos por fim fazer notar que se trata aqui de uma modificação do número 19, gerada pela inclusão do número 6 entre o 1 & o 9. Dentro desta abordagem interpretativa, estes elementos numéricos podem ser relacionados à Semente [1] que, uma vez depositada no Útero [9], germina para dar origem ao Filho [6].

Não poderíamos finalizar estas considerações sem mencionar que o número 19 poderá sofrer as seguintes permutações [Temurah]:

1. Reversão simples: como na Palavra MAN = 40+1+50 = 91 ;
2. Interpolação do Zero: como na Palavra WOMAN = 6+6+6+40+1+50 = 109 ;
3. Reversão associada à Interpolação do Zero: como em STAR = 300+ +400+1+200 = 901.

Embora uma discussão em profundidade destas variantes esteja fora dos objetivos do presente trabalho, não podemos nos furtar a registra-lhes aqui, ainda que de forma quase taquigráfica. Será, talvez, oportuno retornar a estas considerações em uma outra ocasião conferindo-lhes, então, a atenção merecida. Notemos apenas, a guisa de encerramento deste opúsculo, que a palavra MAN corresponde ao somatório de todos os números naturais de 1 a 13, realizando em si, portanto, todo aquele processo, já aludido, de transição desde a unidade simples e original até a sua emersão enquanto unidade complexa.

por Frater Sinn

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Dia de Hathor

Dia 26 de Outubro é a data da Antiga celebração egípcia das sete divindades Kine, descritas como precursoras de Hathor, originárias das deusas assírias com cabeças de vaca. Essas deusas eram representadas ou com um disco solar entre os chifres ou com cabeça de vaca e corpo de mulher. Por terem criado o universo, elas detinham o poder de vida e de morte, determinando os destinos dos homens e protegendo, principalmente, as mulheres e as crianças.

Hathor possuía vários títulos, entre eles o de Vaca Celestial, Rainha do Céu e da Terra, Mãe da Luz e Guardiã dos Cemitérios. Hathor era a mãe do deus solar Ra, assim como de outras diversas divindades. Nas celebrações, suas estátuas eram expostas aos raios solares enquanto as pessoas, adornadas de flores, cantavam e dançavam o dia todo, celebrando os prazeres e as alegrias da vida.

Na Escandinávia, celebrava-se Nat, a noite, deusa da Lua, da noite, dos metais, das estrelas e dos planetas. Nat era representada atravessando o céu em sua carruagem feita de todos os metais e adornada com pedras preciosas. Ela conferia a inspiração e a criatividade e, quando invocada, removia as preocupações e a tristeza.

Comemoração da deusa irlandesa Macha, a tríplice manifestação da Grande Mãe como atleta, guerreira e rainha. Segundo alguns historiadores, Macha era uma faceta de Morrigan ou Badb, ambas deusas da guerra, cujos animais sagrados também eram os corvos. Macha regia os pilares nos quais eram empaladas as cabeças dos guerreiros mortos em combate, originando assim, o culto celta da cabeça.

#Festividade #Mitologia

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A Origem da Rosacruz Lobulada

por Macarlo, OM (*)

Muitos estudantes Rosacruzes, principalmente de AMORC, que usa este símbolo em seu emblema oficial, desejam saber qual a origem da Rosacruz Lobulada. Entende-se por Rosacruz Lobulada a Cruz Lobulada, ou Cruz Oficial de São Lázaro, com uma Rosa Mística, natural ou estilizada, em seu centro. Para os Rosacruzes, esta Rosa representa a personalidade do ser animado desabrochada no Plano da Manifestação – que tanto pode ser o Material ou em nível acima. É interessante notar que a Fraternidade Rosacruz (Max Heindel) não tem um emblema com uma única Rosa no centro da Cruz, mas seus membros expressam o mesmo pensamento, dizendo em sua saudação: “Que as Rosas floreçam sobre a tua Cruz”. Se analisarmos esta saudação veremos que esses Rosacruzes propõem que além do próprio desenvolvimento espiritual de cada um de seus membros se faça o do próximo por extensão. A Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) igualmente tem em seu emblema várias Rosas sobre a Cruz e não apenas uma. A Rosacruz Lobulada original , produzida pelo misticismo cristão, tem apenas uma única Rosa em seu centro.

A origem da Rosacruz Lobulada sempre representou um desafio para a maioria dos Rosacruzes, inclusive com o advento da globalização da mídia. Mesmo depois que a Internet facilitou a comunicação entre os Rosacruzes e viabilizou o acesso instantâneo a bancos de dados contendo registros até então restritos aos guardiães de alfarrábios, nada de concreto parece ter sido encontrado com relação ao esclarecimento daquela indagação.

Entretanto, uma data pode ser fixada com precisão para o advento público deste símbolo, a Rosacruz Lobulada: o ano de 1432, que antecede em quase dois séculos o surgimento dos primeiros Manifestos Oficiais Rosacruzes, como a Fama Fraternitatis. Foi naquele ano de 1432 que um renomado (e misterioso) artista plástico, Jean van Eyck o pintou repetidas vezes – oito delas visíveis, sendo sete perfeitamente – na Estola Sagrada do “Anônimo sobre o Trono” (ou seja, nada mais nada menos que o próprio Dominus Deus Sabaoth, o Padre Eterno – Padre no duplo sentido de Pai e Sacerdote, promanador do Cristo Cósmico, Rei e Sacerdote). Na foto à esquerda, detalhe da Estola, vê-se uma das Rosacruzes Lobuladas.

O painel do “Anônimo sobre o Trono” é a peça central, ao alto, do famoso “Polyptyque de l’Agneau” (Poliptico do Cordeiro), que aparece nesta foto. Poliptico, para quem não sabe, é um quadro – sobre tela ou sobre madeira – composto por diversas partes, as quais tanto se somam visualmente, produzindo uma ampla e total cena pictórica, como funcionam separademente. esta importantíssima obra de arte gerada pela Igreja de Roma é, na verdade, uma refinada alegoria mística de transcendental significado, mas capaz de ser corretamente digerida e absorvida por iniciados que tenham grau. Mostra ela o Poder e Glória, o Sacrifício e a Guerra, a Arte e a Comunicação, a Inocência e a Renúncia, a Profecia e o Emblema, a Mãe Coroada de 12 Estrelas e o Padre Eterno com o Símbolo da Evolução dissipando as trevas, justamente a Rosacruz Lobulada.

Contudo, a peça de sustentação (1) dessa iconografia pictórico-iniciática como um todo, o Poliptico, é “A Adoração ao Cordeiro” (Apocalipse 7, 2-12), vista na foto ao lado. A atmosfera deste painel é litúrgica e se desenvolve sobre um jardim de plantas sagradas, feéricamente iluminado por uma irradiação mística sobre o Cordeiro, vinda das esferas superiores. É um Reino do Silêncio perfeito, encastelado no momento que precede o Tantum Ergo. Os partícipes da cena mostram-se transfigurados ante o Cristo Cósmico que jorra sangue no Graal.

A própria origem do Poliptico é misteriosa, apesar da atribuição oficial de autoria a Jean van Eyck, pois na verdade não se sabe com precisão se foi pintado por ele, por seu irmão (?) Hubert van Eyck ou pelos dois, a quatro mãos ou por ideação de um e execução de outro. Os doadores (mecenas) do Poliptico, que se fizeram representar em painéis complementares, como era de uso, foram Josse Vijot e sua mulher Isabelle Borluut, que aparecem em atitude de oração (foto à direita).

Discorrer sobre o Poliptico e seus segredos místicos encheria páginas. Para os Rosacruzes, o importante é saber que o símbolo da Rosacruz Lobulada aparece como emblema sacerdotal do Deus Único e Impessoal, Onisciente e Onipresente: Dominus Deus Sabaoth (Deus Forte, Senhor das Armas).

Cabe aqui lembrar a referência que é feita no dístico sob a Cruz dos Cavaleiros de Cristo:

D FORTIS ADONAI SABAOT V EM IHC XP AGLA (2)

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As Religiões UFO – Leonardo Martins

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Barbara Nox, Jesse Puga, Tales Azevedo e Robson Belli) conversam com Leonardo Martins sobre as religiões e fenômenos ufológicos brasileiros.

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Morte Súbita inc.

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Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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A Cabala de Satan

Plantaste no coração da terra tua espada fulgurante, ó Querube ! No coração da infiel amante que dos beijos de um deus não conservou consigo senão os germes da mentira e da decepção. Plantaste-a no coração da terra, ó Querube ! E a guarda expande-se em cruz de claridade – como flor.

 

Teu gládio viril fecunda, ó Querube , os ferimentos que fizeste, quando fecham, as cicatrizes são matrizes de luz , os seis que feriste tornaram-se maternais, os seres que abençoaste com tua rigidez deram à luz a claridade e a vida ! Mas, em vão, teu gládio atravessou o seio da prostituta do nadam, teu seio não estremeceu, continuou estéril; e os seios não cresceram com o leite da imortalidade … Esposa do velho Cronos, não conservou da virgem senão os mais tristes apanágios, dois privilégios de morte – o frio e a infecundidade.

Ó terra, o beijo do teu esposo não te encontrou fecuda, teu esposo maldisse teus flancos sempre frios para ele, e seus ardores em vão renovados não reinaram teu mármore, ele noa aquece senão no adultério , às investidas do adversário e sob o abraço do mal … Tua constante infidelidade concebe infatigavelmente , dá a luz decepcionante ilusão. Só deste à luz espectros e larvas infernais, frutos de tuas entranhas criminosas

Mas o adversário não existe, tuas más noites são um sonho culpado, teus inúmeros filhos são enganos que iludem sua esterilidade.

Panteu

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Thelema, Devoção e Gnosticismo – Com Tau Nahash

Bate-Papo Mayhem 244 – 19/10/2021 (Terça) 21h30 – Com Tau Nahash – Thelema, Devoção e Gnosticismo

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Thelema

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Canibalismo nu, cru, cozido e ensopado

O texto que segue trata-se de um verdadeiro “manifesto canibal” e é parte de um material recebido pela Morte Súbita Inc. no início de outubro de 1999, além da carta outros documentos traziam relatos de pessoas que supostamente eram adeptas do consumo de carne humana.

Assim como o clube dos Apreciadores do Assassinato descrito por Quincey e a Murders Inc. americana, este grupo parece se reunir ou ao menos possuir uma rede de comunicação onde trocam impressões sobre o que é citado como “o ritual”. A diferença entre esse grupo em especial e os supracitados é que este é um grupo brasileiro. Vale ressaltar que pesquisas da nossa equipe não encontraram quaisquer fatos que comprovem a real existência deste grupo.

Do Canibalismo digno enquanto Ritual

E assim, tudo ficou claro novamente. É sempre dessa forma que acontece. A convivência demasiada com seres humanos e suas mesquinharias acaba deixando o mundo ao meu redor cada dia mais insuportavelmente obscuro. Engana-se quem pensa que refiro-me à minha sina, quem espera que eu descreva como suporto bravamente o insuportável dia após dia.  Não, meus senhores. Este texto trata exatamente do oposto. Nele, falo do meu prazer, do meu ritual. Trato desse assunto como poucos, com a importância e o respeito que merece. Que eu mereço. E eu mereço uma boa refeição.

Sobre a indignidade da alimentação exofágica

Observo as pessoas em sua grande maioria. Sim, preciso falar dessas pessoas, peço licença aos senhores para discorrer brevemente sobre elas antes de entrar no meu precioso assunto. Como é bom assistir esses tolos intoxicando-se. A hora do almoço e a hora do jantar. Seus pequenos lanches fúteis. É tempo de descanso, são pausas dignas do trabalhador antes de voltar à lida e depois de um árduo dia de trabalho. E o que essa raça faz com esse tempo?

Engole vorazmente as piores espécies de tranqueiras enquanto conversam com pessoas que não suportam, assuntos que desprezam. Olho para aquele talher infectado entrando e saindo daquela boca que não espera o conteúdo ser completamente mastigado e engolido para voltar a movimentar sua língua opaca de consistência e cheiro repugnantes  a fim de que sua voz torne-se novamente ouvida por seus companheiros de mesa que repetem exatamente a mesma atitude ao mesmo tempo. Uma interrompe a outra e ouve-se  o tempo todo mais de uma voz, uma em cima da outra e todas derramando o conteúdo da cavidade que forma a primeira parte do aparelho digestivo.  Reparo também na louça. Louça digna de porcos. Reaproveitada infinitas vezes por todos os tipos de pessoas. E muitos se sujeitam ainda ao aparelho de jantar que consiste em uma embalagem de papelão e um guardanapo cuja serventia é abrigar aquele conteúdo infecto, até que este se esgote.

Já pensaram a que se deve tamanha falta de respeito com os próprios corpo e alma?

Envenenam-se com carnes  inferiores, legumes nocivos, substâncias químicas fétidas e tudo regado a diálogos com teor invejoso, perverso ou no mínimo, assuntos completamente irrelevantes. Muitos fazem questão de gastar e investir na aparência externa, sustentam um status de sucesso. A cada dia apenas confirmam minhas suspeitas de que o fazem por se envergonhar de seu interior.

Não se importam  com o que lhes toca a língua, gasta os dentes, é empurrado garganta abaixo, digerido, excretado. Desrespeitam total e completamente o aparelho digestor, todos os dias, mais de uma vez, colocam-no totalmente à disposição de um conteúdo que me recuso a chamar de alimento. Buscam apenas encher o estômago para que a sensação de fome deixe de ser um incômodo. Não saciam aquilo que desperta nossos sentidos, apenas se entorpecem para que deixem de se sentir incomodados.  E disso é composta a mesquinharia que me sufoca. A massa humana que não se dá o devido valor. Não valoriza o organismo perfeito que generosamente lhe fora dado.  Essas pessoas estão involuindo.  Tornam-se a cada dia, mais similares aos animais que insistem em fazer de combustível que os mantém vivos. Fico feliz que queiram se mater vivos.  Esquecem-se de suas origens, deturpam seus costumes. Sim, estou com o pensamento egoísta que quer carne fresca transitando por ai tempo à perder de vista. Tempo que com a ajuda da procriação descontrolada a torna infinita. Carne fresca infinita para aqueles que sabem apreciar.

O que me preocupa é a qualidade. Acredito que os reflexos desta alimentação infame sejam sentidos não apenas nas mentes, mas a longo prazo, na qualidade genética e na própria carne humana.

Sobre a sistemática conspiração contra a Antropofagia

Retomo assim meu tema, meu ritual, meu conforto, meu retorno ao sagrado, o momento em que tudo volta a possuir clareza.

A qualidade da carne humana me preocupa. A qualidade do meu alimento me preocupa, não me alimento todos os dias. Lamento muito que as coisas tenham tomado esse rumo. Não acredito que todos mereçam o ritual, mas gostaria que fosse diferente. Não escondo que me divirto com esses seres infelizes, alienados, guiados pela ignorância, mas gostaria sim, que essa raça se elevasse e a sociedade finalmente encontrasse seu equilíbrio.

A iluminação de todos está justamente naquilo que desprezam. Desprezam, pois não atingiram a iluminação. O círculo vicioso, a mediocridade viciosa.

Estão presos. Foram fisgados pelos nobres parasitas. Poucos conseguem transcender essa moral imposta sem ajuda externa. Os interesses da minoria foram tão bem protegidos, que o preconceito ao canibalismo  impregnou-se no DNA humano. É preciso libertar-se.

O parasita alimenta-se do seu hospedeiro, mas é necessário cautela. Suga o suficiente para manter-se vivo, sem lhe retirar totalmente o alimento. Se isso acontecer, mata sua fonte, consequentemente, bebe do cálice amargo da morte. É assim que a maioria dos seres humanos vêm sendo manipulada há séculos.

Fizeram leis. o ritual é considerado crime de mutilação e profanação de cadáver. Tornaram-no imoral aos olhos da sociedade, implantaram a idéia de ser um um ato repugnante e de desrespeito ao ser humano.

Sobre a qualidade da carne humana

Porém,  meus senhores, os homens que estão na posição de comando, aqueles que de fato tem poder, alimentam-se todos os dias.  Diferente da maioria das pessoas, são muito bem nutridos de alimento da maior qualidade. Refiro-me a senhoras e senhores que apreciam a arte de se alimentar. Fazem questão dos melhores cortes, da carne mais apropriada, da bebida perfeita e obviamente, da louça mais sofisticada.

Faço questão como eles, porém, não posso me dar ao luxo de fazê-lo todos os dias. Não possuo troupeau1 como eles supostamente possuem. São apenas rumores, não tenho conhecimento de provas da existência de tal acordo, porém, adoro pensar nisso. Reflito em êxtase sobre cada detalhe. Cada indivíduo ansioso com a certeza do dia que estará lá; bela; fatiada. O corpo decorado com as mais requintadas iguarias, na melhor porcelana. Espetada pelo talher reluzente segurado pelas mãos generosas do seu senhor. Entrando boca a dentro, tendo sua carne triturada pelos dentes saudáveis, tocando a língua de cor forte, treinada a lidar com o alimento de primeira, descendo garganta abaixo, suavemente. Cumprindo seu propósito no ato íntimo, puro. Passando a viver eternamente a partir daquele ser vivo que tanto adora. É o ápice de suas vidas.

Nada pode ser menor. Têm que garantir a satisfação plena para seus senhores. Passam a vida alimentando-se de nutrientes energéticos e água, além dos chás preparados com ervas especiais que previnem de doenças e melhora o funcionamento do organismo. É obrigatório também a ingestão de uma certa quantidade de canela por semana. A canela altera o gosto do sangue e dos tecidos.  Quem não possui paladar sofisticado provavelmente não nota a diferença, mas para os apreciadores desta arte, a canela faz a diferença. Não fazem exercícios físicos em demasia, pois os músculos definidos e desprovidos de gordura não possuem consistência nem sabor agradáveis. O exercício porém é indispensável para manter o corpo sadio e o cérebro funcionando na melhor forma. Gourmets especialistas em cérebros humanos defendem a tese de que o sedentarismo prejudica a consistência e o sabor do cérebro.

Do canibalismo historicamente intrínseco da humanidade

O canibalismo corre em nossas veias. Nossos ancestrais eram canibais. Eram sábios. Tinham também, a alimentação como ritual.

Uma fogueira, um caldeirão, pedaços grosseiros de carne humana  jogados na água fervente, música e dança.  Era assim que o realizavam. Essa imagem se instala na cabeça das pessoas como negativa e as fazem ter asco do único alimento perfeito. O ritual evoluiu. Os cortes e modos de preparo ficaram sofisticados, a estética não mais assusta. É como todos os costumes da humanidade.  Porém, somado a essa estética antiga que causa repulsa, os homens do controle usam inúmeras inverdades para manter o ritual longe das massas. Inverdades que não esquecem de reafirmar o tempo todo, de todas as formas. Desde canibais serem necessariamente assassinos ( qurem uma vulgarização mais grosseira do que o canibal que ficou famoso nos cinemas, protagonizado por Anthony Hopkins? ), a ligar diversas doenças ao ato e até mesmo negar a o fato dos australopitecos serem ancestrais da raça humana.  No nosso mundo, os valores estão ivertidos. Não só nesse, como em muitos outros campos. O valor da morte por exemplo. A morte passou a ser demérito.  Campbell em ” O poder do mito” cita uma espécie de jogo maia, onde o capitão da equipe vencedora tinha a cabeça decepada pelo da equipe perdedora.  “Nesse ritual maia, o jogo consiste em tornar-se merecedor de ser sacrificado com um deus.” Os ganhadores de hoje, são os sobreviventes. São aqueles que ganham a maldição de vagar mais tempo no vazio de suas existências.

A evolução da humanidade, assim como os verdadeiros valores,  passou a ser exclusiva para os poderosos, assim, esses a manipulam com menos dificuldade . Enterrar os mortos é mais um exemplo do que digo. É a perda da praticidade. Há cerca de 40.000 anos, a tendência religiosa trouxe consigo a necessidade do culto. As comunidades primitivas , peninsulares e agropastoris, cultuavam a fertilidade e a agricultura. Passaram então a alimentar o solo com a carne de seus iguais, pois acreditavam que a carne superior traria fertilidade à terra, tornaria seus alimentos superiores. Sutilmente, o telefone-sem-fio de nossa história, ignora o culto ao solo, ao auto desenvolvimento, e adota o culto aos mortos como origem do costume de enterrar parentes e amigos mortos.  A superioridade da carne dos entes queridos é substituída pelos espíritos  destes. Como podemos chamar de homenagem aos mortos, deixá-los apodrecendo, servindo de comida para vermes? Os senhores conseguem ver algum sentido nas terras devastadas para tornarem-se abrigo de defuntos? Nos esquecemos daquilo que poucos parecem se lembrar hoje. Os nativos americanos ainda se lembram das histórias antigas onde jovens ornados de plumas verdes eram enterrados para que surgisse alimento para a tribo, ou as lendas polinésias onde o homem emplumado surge para uma garota e lhe diz como deverá ser morto, decaptado e ter sua cabeça enterrada para então surgir árvores com frutos para todos. O milho e o coco, na América e na Polinésia, respectivamente, eram enriquecidos com a carne daqueles que se sobressaíam dentre os irmãos e irmãs tribais, os alimentos que fizeram o homem deixar de se comportar como um animal para se organizar em sociedades.

Sobre a dignidade dos falecidos entes queridos

Não entendo por que deixam de homenagear os queridos parentes e amigos revivendo-os dentro de si, alimentando-se deles, dando-os a última honra de nutrirem àqueles a quem amaram ao invés de vermes. E as flores? Que raio de gente coloca flores em cima de uma moradia eterna? As flores murcham rápido. As flores morrem junto com o morto.  Apodrecem como o corpo na terra. Acredito que os senhores concordam comigo. Acredito no bom senso. A não ser que sejam comerciantes da morte. Sim, caso meus caros senhores estejam ligados a esse comércio, certamente julgam-me desprovida de senso. O comércio da morte alimenta hospitais, funerárias, cemitérios, floriculturas. Todos que estão ligados beneficiam-se da dor da perda. Acabar com esse comércio significaria uma grande crise na economia mundial.  É imoral, mas, defendo. Não são meus queridos mesmo.

Meus queridos eu trato de forma diferente. Jamais conseguiria conviver com a idéia da carne que eu amo apodrecendo. Foi com muitas lágrimas que devorei quem eu mais amei e assim será com os próximos. Lágrimas de saudade, de respeito, de culto. Minha ultima homenagem aos meus queridos. Mesmo os que não amei vivos, os que não conhecia, quando compõem, junto ao melhor vinho e a melhor louça, meu banquete divino, são amados. Profundamente amados, desde o corte até a excreção. É com amor que sinto o gosto sublime e ímpar que cada um possui. É com amor que sinto a consistência perfeita, que sinto a carne partindo-se nos meus dentes, acariciando minha língua, descendo suave pela minha garganta; os recebo com muito amor em meu sistema digestivo perfeito. E assim, tudo fica claro novamente. É a clareza de minhas vistas e de meu espírito. É a paz. O momento único que torna-se eterno em segundos.

Da diferença entre crime e ritual

Não se confunda canibalismo com homicídio. Não podemos sujár o ritual com coisas pequenas. Não pode ser vício nem costume. Nunca entreguei-me a nada disso. Entregar-se a essas coisas, diminue o ritual e muda o foco. Já vi pessoas grandes e nutridas caírem por causa de tais domínios. O foco deixou de ser o ritual para tornar-se o assassinato. Adquirir o alimento tornou-se mais importante que alimentar-se. O assassinato é coisa de animais. Ai está a ironia. O consumo de animais nos torna como animais. Nos torna assassinos. O consumo leviano de carne humana nos leva ao assassinato tal e qual. Não existe lugar dentre os puros para desajustados, são como cães que sobem à cata de restos de carne na mesa de seus senhores, e como tais devem ser tratados e punidos. Nós, seres evoluídos, temos uma responsabilidade muito grande. Não somos compreendidos, temos todas as desculpas, mas não podemos fraquejar, não somos como nossos rebanhos. A continuidade da raça sublime depende de nós. Nosso alimento nos garente a sobriedade e a clareza. Assim, seguiremos nessa sociedade em minoria. Menos predadores do que presas. Presas que cada dia tornam-se mais inferiores. Até quando serão o alimento perfeito? Os senhores sabem o quanto essa questão me preocupa: quanto tempo até que a degradação de nosso alimento nos leve a olhar uns para os outros quando necessitarmos de bálsamo para a alma. Até quando essa raça involuída viverá seus cotidianos medíocres, usando falsos valores e pequenas esmolas que chamam de luxo para encobrir o vazio de suas almas, a ausência de sentido em suas vidas e a podridão que habita seus organismos? Até quando, não sei. Provavelmente sempre. Provavelmente até o dia de virar alimento. De vermes ou de homens.

Senhores, está tudo claro. Estou no meu momento. A lucidez de meu ritual  fez com que eu consguisse discorrer sobre meu assunto. Não os julgo dignos dele. Não os julgo dignos de compartilhar meus momentos, minha grandeza ou minha sabedoria. Não estou tornando isso público por piedade, ou para sentir-me caridosa. Torno meu texto público, por julgá-los incapazes de compreendê-lo.  Liberto assim, a minha paz interna.

Marrie Della’rubra

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