A Geometria Sagrada

Peter J. Carroll

A medida que a fé dava lugar a razão durante o Iluminismo os humanos começaram a deduzir as relações entre certos padrões matemáticos e a natureza. É claro que um certo gosto estético por simetria e proporção já existisse a milênios como testemunha a extraordinária precisão das Pirâmides, do Stonehenge e de toda a Arquitetura Clássica por exemplo. A escola platônica de filosofia teve uma forte compreensão intuitiva da ideia de que a geometria permeia a estrutura da natureza, embora confiasse muito na sua teoria e não o suficiente nas medições propriamente ditas.

Os sábios e arautos do Iluminismo escolheram seus símbolos com sutileza. Não fosse assim os conceitos do Arianismo (que via Cristo como não-divino, mas apenas como um ser humano iluminado) ou simplesmente Ateismo, teria tido muito mais problemas do que teve. Assim, eles adotaram uma posição que substituiu o louco e caprichoso Deus bíblico pelo Arquiteto do Universo, uma espécie bem mais razoável de criatura cujos trabalhos eram mais favoráveis a compreensão racional. Desta idéia se desenvolveu a Maçonaria para promover os ideais iluministas sob vários graus de sigilo e ofuscamento dependendo das circunstâncias. Originalmente havia nela fortes correntes anti-monárquicas e anti-clericais (particularmente Anti-católicas) , mas esta tendência mudou com o tempo. Tornou-se um tanto supérflua a partir da ascensão da Ciência no mundo ocidentalizado, desde então tornou-se um mero clube social, as vezes um um pouco corrupto.

Curiosamente, assim que o Iluminismo começou a Geometria foi substituída pela Álgebra. Mas Álgebra pode ser entendida como Geometria sem os diagramas o que lhe dá liberdade de fazer geometria para quantas dimensões você quiser. Os antigos Egípcios parecem terem conhecido o teorema de Pitágoras na medida em que eles podiam construir um ângulo reto estendendo uma corda com nós para fazer um triângulo na proporção de 5x4x3. No entanto foram necessários os Gregos para descobrir que o quadrado da hipotenusa é igual ao quadrado dos outros dois lados de qualquer triângulo retângulo. Surpreendentemente Issac Newton, uma das maiores figuras do iluminismo descobriu que o movimento planetário funciona completamente segundo a geometria, usando medidas cuidadosamente recolhidas e estudando seus terrivelmente complicados diagramas ele destilou todas estas informações e uma elegante forma algébrica F = Gm1m2/r^2. Apesar da notação algébrica esta continua a ser, como todas as equações algébricas, uma relação essencialmente geométrica.

Hoje quando a mente moderna olha paras as maravilhas da arquitetura e dos simbolos do mundo antigo, ela discerne dentro de pelo menos alguns deles uma codificação geométrica para muitos dos fenômenos do mundo natural. Alguns possuem alinhamentos precisos com eventos celestes, outros porporções curiosas como a Medida Áurea que reflete as relações geométricas que ocorrem naturalmente nas formas biológicas e em símbolos como o pentagrama e a espiral.

Talvez nós não devessemos ficar muito animados com estas relações sagradas ou secretas e deixar a nossa apofenia correr solta. Afinal, parece que, assim como somos macacos fazedores de ferramentas e macacos sociais que falam, nós também temos uma carreira evolutiva como macacos reconhecedores de padrões.

Entretanto vamos continuar com nossos conceitos de geometria sagrada por enquanto para ver até onde chegamos, pois tantas vezes no passado o ocultismo abriu as portas por onde a ciência passou.

Uma geometria realmente sagrada deveria nos mostrar as proporções e relações inerentes a todo macrocosmo e microcosmo, a verdadeira substancia do universo.

Pode tal coisa existir?

Eu suspeito fortemente que sim, e nós já temos uma boa parte dela pronta, embora não a reconheçamos como tal. Boa parte dela aparece hoje como álgebra em vez de geometria; entretanto a álgebra reflete basicamente a estrutura geométrica da realidade.

Tentativas anteriores de extrair do microcosmo e do macrocosmo uma geometria sagrada, tal como foi a Árvore da Vida cabalistica ou o pensamento de Ramon Lull (autor do Liber Chaos original!) sofrem pela falta de bons dados de observacionais e de contaminação com panacéias teológicas.

Dados macrocosmicos começam com Newton e se expandem magnificamente com Einstein.

Einstein desenvolveu as bases das relações geométricas entre tempo e espaço, e entre massa e energia, e apresentado como a resultado o que ele chamou de Teoria Especial da Relatividade. Estes fundamentos existem basicamente como relações geométricas entre um fenômeno e outro.

Em seguida, ele foi além e desenvolveu a relatividade geral para incluir os efeitos da aceleração e da gravidade. A Relatividade Geral descreve o macrocosmo em termos exclusivamente geométricos:

Espaço / Curvatura do tempo = Massa / densidade da energia

Assim o que percebemos como matéria na verdade consiste em uma curvatura do tempo e do espaço e o que percebemos como gravidade na verdade consiste em um efeito da curvatura da matéria.

Embora se possa extrair os diagramas para representar a álgebra da Relatividade Especial como geometria no papel, nós precisaríamos de papel multidimensional para fazer isso com a Relatividade Geral, de modo que geralmente temos que deixá-la como álgebra.

Agora, em contraste com muitos outros físicos rebeldes de hoje eu não acho que Einstein tenha errado, ele acertou em cheio. Entretanto eu acho que muito mais vai surgir para expandir seus insights, em particular eu suspeito que:

6D Espaço/Curvatura dos tempo = 6D Carga/Densidade dos Spins

Quando Einstein intuiu e calculou a geometria do espaço/tempo e da gravitação nós tinhamos apenas um entendimento embrionário da física de particulas, o microcosmo, e ele não pode incluir seu pensamento em uma grande teoria unificada, embora tenha tentado fortemente fazer isso.

A teoria da física de partículas do microcosmo decolou desde então em direções completamente diferentes do modelo geométrico do macrocosmo. Ela depende da idéia do “Quanta” (bits de tamanho mínimo e indivisível realidade). Na física quântica blocos fundamentais de construção da realidade ocorrem como pontos sem dimensões com distribuição probabilística ondulatória no espaço/tempo, assim não podem ter uma descrição geométrica apropriada. Embora a teoria quântica forneça previsões que batem com os dados observados, Einstein considerava que ela continha uma profunda falha metafísica.

Eu suspeito que um modelo geométrico da física quântica requer 6 dimensões, três de espaço e três de tempo, ao invés do modelo de três dimensões espaciais e uma dimensão temporal com as quais tanto a relatividade quando a física quântica atualmente trabalham.

No momento em que escrevo, a Relatividade Geral ainda provê nosso melhor entendimento sobre a gravidade, o que define a estrutura em larga escala do universo, mas a Física Quântica fornece a descrição oficial das outras 3 forças elementares da natureza: a eletromagnética, a força nuclear fraca e a força nuclear forte. No entanto a descrição quântica parece sugerir idéias muito estranhas e idéias metafísicas paradoxais enquanto que o Modelo Padrão da física de partículas permanece fenomenológica e falha em prover uma descrição mecanicista que contêm ainda muitas constantes aparentemente arbitrárias. A descrição da força nuclear forte continua particularmente enevoada. O modelo padrão claramente não consegue explicar a existência de 3 gerações de partículas de férmion, quarks, elétrons e neutrinos.

Após ter descrito três das quatro forças fundamentais, ainda que de modo imperfeito, com a física quântica, os físicos tem tentado trazer a gravidade para o mesmo terreno para criar uma Grande Teoria Unificada de todas as quatro, e a busca por uma teoria quântica da gravidade tem dominado a agenda de toda uma geração de físicos.

Uma teoria quântica da gravidade implicaria que Einsteins estava errado ao descrever a gravidade como uma curvatura do espaço/tempo e descreveria os campos gravitacionais como sendo mediados pela troca de particulas de gravidade. Ondas gravitacionais surgiriam da troca entre estas particulas virtuais. Ninguém até hoje conseguiu capturar uma destas particulas virtuais, teóricos meramente lançam a hipótese da sua existência para explicar os efeitos de campo.

A busca por uma teoria quantica da gravidade tem falhado em dar frutos, e todas as partículas necessárias para as suas várias versões, os gravitons, as particulas supersimétricas e os Bósons de Higgs tem falhado em aparecer nos experimentos.

No lugar de tentar tornar a gravidade quântica eu sugiro que devamos geometrisar o quanta. Em uma Geometria Quântica, particulas virtuais não existiriam, todos os campos surgiriam de várias curvaturas do espaço tempo. Vários artigos meus recentes são uma tentativa de mostrar que uma geometria quantica pode existir em um espaço de seus dimensões, três espaciais e três temporais. Eu suspeito que precisamos investigar a geometria do tempo mais profundamente para alcançarmos uma grande teoria unificada do todo.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-geometria-sagrada/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-geometria-sagrada/

Lançamento: A roda dos deuses

As Edições Textos para Reflexão trazem mais um presente a todos os fiéis leitores do nosso blog, assim como a todos que um dia também virão refletir conosco. Afinal, a luz foi criada para ser refletida!

“Textos para Reflexão é um blog que fala sobre filosofia, ciência e espiritualidade. Este é o segundo volume da série O Livro da Reflexão, que pretende ser uma coletânea dos melhores textos do blog. Nesta edição pretendo abordar a mitologia, a espiritualidade e a magia, todas elas temas recorrentes em minhas reflexões.”

Um livro digital disponível para download gratuito em diversos formatos (exceto na Amazon, onde custa o valor mínimo permitido pela loja):

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#RafaelArrais #Espiritualidade #Mitologia #Magia #eBooks

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/lan%C3%A7amento-a-roda-dos-deuses

Editora Peirópolis lança quadrinho biográfico de Blavatsky

A história da vida da Blavatsky virou tema de dois volumes em quadrinhos de Piero Bagnariol.

Sendo uma das personalidades mais importantes do ocultismo do século XIX, Helena Petrovna  Blavatsky foi fundamental na formação do movimento teosófico e na fundação da Sociedade Teosófica. Aqui no Morte Súbita sua obra ficou muito bem posicionada no nosso estudo dos 23 Livros Essenciais sobre Magia.

Os quadrinhos são fruto do trabalho do italiano naturalizado brasileiro Piero Bagnariol a partir de diversas biografias tanto favoráveis quanto críticas a Madame Blavatsky.  Os dois volumes já se encontram em pré-venda. (formato digital, 54 páginas, R$ 28 cada)

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/editora-peiropolis-lanca-quadrinho-biografico-de-blavatsky/

Sagrado mesmo…

Não há como negar que há uma crise por todos os lugares. E são os lugares que estão sendo repensados. A ética está sendo colocada em xeque. A moral a muito já desencarnou dos lugares aonde estamos. A crise financeira vista como a razão de todos os nossos problemas atuais é de longe o real motivo disso tudo.  O grande problema mesmo é acreditar.

Os seres humanos parecem necessitar de algo além de si mesmos para permanecerem de pé. Parece que todos precisam continuamente relembra-se de que há algo, por mais improvável que seja, além deles mesmos. Uns se prendem à moral, outros à ética, outros à sua fé.  Claro que não só isso é parte da função, mas são fatores essenciais do contexto de ser.

Independente dessas análises a crise continuará adiante. Ela é paradigmática. Não mudará facilmente enquanto não mudarmos todos ao mesmo tempo. Saber como isso ocorrerá é uma problemática maior do que podemos abarcar. Contudo o sopro apocalíptico é uma realidade, queiramos ou não. Não aquele hollywoodiano com o qual o resultado é a morte da vida na terra e do universo, não! Este é um sonho louco das pessoas sem esperança. O fator apocalíptico é bem diferente. Os quatro cavaleiros estão mais do que já materializados desde que fora “permitido” a todos envergonhar-se, matar, para obter lucros. Essa vergonha é mais velha que o cristo. Acredito que a verdadeira fala de Jesus na cruz fora esta: Pai, perdoai-os! Eles até sabem o que fazem. Mas o brilho do ouro lhes tirará suas parcas visões.

O fim já começou com um novo e longo começo. Este fim é a 17ª carta e é feita de ilusões. Enquanto for permitido enganar para crescer, usurpar para poder obter, decidir entre vida e morte para controlar nada será diferente. Esse paradigma é quase que um destino imutável. Foi aninhado na mente e alma de todos os seres humanos desde que ele se permitiu acreditar em si mesmo por intermédio do medo. A religião algum dia pode ter sido ética e verdadeira. Hoje isso não passa de um mero mito. A religião está com as pernas fracas. Ela cairá de joelhos pedindo perdão, mas será exterminada com a mesma voracidade que ela ensinou a todos ter. Ela será massacrada por seus fieis esfomeados. E a guerra, encarnação do demônio, que ela mesma gerou, publicará nos autos milhares de baixas.

Já não somos inocentes. O mudo já conhece o cheiro pútrido dos campos de batalha. Esse é o bafo do demônio que tanto a religião invocou. Deus nunca teve razão para ter inimigos, mesmo assim ela fez todos acreditarem nisso. Acreditarem que a única maneira de controlar é emburrecer seus fieis e amedronta-los diariamente com a promessa do inferno. Chegamos a um ponto de afirmar desejar mais o inferno do que o céu plácido feito de mentira. A religião há muito perdeu a chance de limpar suas mãos… O que escolheu todos sabem.

E não é por acaso que me prendo à religião para desenvolver este texto. Bem sei que ética e moral, como a própria religião, em si mesmas não são as devidas culpadas. A culpa é somente do ato de crer. Crer sem comprovação: fé. A fé deveria ser extinta. Ela institucionalizou a estupidez e a fraqueza. No momento que implico que para acreditar em Deus é preciso fé (crer sem comprovação) eu cometo dois enganos: primeiro que esse Deus de fato não existe e que tudo dito em seu nome não o fora. Se existisse, para que temer comprová-lo? Esse Deus ai é bem diferente da realidade. A realidade é que Deus não precisa ser provado por que este já se prova por suas criaturas. E esse livro que empunham dizendo ser d’Ele, nada mais é do que um manual da Grande Besta; segundo em acreditar no comércio das almas feitas pelas grandes multinacionais chamadas igrejas!

Isso em si é muito simples e com pouco esforço pode ser compreendido, mas então por que não ocorre? Por isso me prendi à religião. O ser humano teme, achando que Deus se importa com o que pensamos. Nós fomos feitos para isso mesmo, para errar e acertar e Deus em momento algum perde seu tempo medindo nossos passos. Pois se assim o fosse não teríamos pernas nem braços, seríamos ainda puras e simples amebas se engolindo e se regurgitando diariamente.

E os videntes compreenderam isso antes do tempo. Avisaram os líderes das nações e das religiões. Mas estes só pensaram no brilho do outro, do ouro da coroa do demônio que eles mesmos pariram. A religião, até tirar a beleza do parto e do sangue que escorre na dor deste ato das mulheres, ela assim o fez. Transformou todos os homens em frouxos e as mulheres em pessoas envergonhadas de sua natureza quando criaram uma Maria que gera filhos sem sexo, um filho sem sangue. Um filho que quando diz que todos nós somos filhos de Deus, não conseguimos chama-lo de irmão. Visto que nossas mães choraram e sangraram e se felicitaram no coito.

Ela, a religião, criou um panteão de aliens! Ela gerou uma nação de sem pais. Ela criou mulheres sem ventre e homens sem espírito. Ela corroeu nossa santidade ao dizer para nós: não se preocupe! Nós intervimos por você, vá dormir tranquilo; e já não mais acordamos cedo e nem mais Deus nos ajuda. E assim vemos lideres religiosos brigando por posições na política em lugares, cadeiras que estes nem de longe pertencem. O peso desse ato é muito maior do que uma revolta na internet. Esse ato pesa na consciência de toda a humanidade. As cadeiras foram feitas para serem usadas por pessoas dignas de sua magnitude. E quando quem as usa não possui alma, as pernas não tardarão em partirem-se, categoricamente, uma a uma. E assim veremos que quando os falsos profetas chegarem ao poder, a única forma de salvar a plantação será envenenando a todos.

Quando vejo que o preconceito é quem coordena um cargo que é feito para curar essa nossa mazela, vejo que não tardará para que de fato esse mundo que conhecemos seja encarado como morto. E cairão as paredes da estupidez. E quem as destruirá serão os demônios filhos desses partos alienígenas do qual todos nós fomos forçados a presenciar.

Sagrado mesmo é a vida humana. Que não precisa provar nada a ninguém.

Djaysel Pessôa

#fé #Religião

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/sagrado-mesmo

A submissão de Indra, o rei dos semideuses hindus

(Texto extraído em espanhol do livro Mitos de la luz: Metáforas orientales de lo eterno, de Joseph Campbell, o qual extraiu o texto de uma passagem do Brahmavaivarta Purana).

Permita-me contar uma história hindu.

Uma vez, um monstro chamado Vrtra tentou reter (seu nome significa “abrangendo”) todas as águas do universo para que houvesse uma enorme seca que durasse mil anos. Bem, Indra, o Zeus do panteão hindu, finalmente teve uma ideia. Por que não atirar um raio nesse cara e transformá-lo em pó? Então Indra pegou um raio, disparou em direção ao centro de Vrtra, e bang! Vrtra explode, as águas fluem e a Terra e o universo esfriam.

Bem, então Indra pensa: “Como sou grandioso”, então ele sobe a montanha cósmica, o Monte Meru, que é o Olimpo dos deuses hindus, e percebe que todos os palácios têm sinais de decadência. “Bem, agora vou construir uma cidade totalmente nova aqui, que faz jus à minha dignidade”, diz ele. Ele convoca Visvakarman, o artesão dos deuses, e conta a ele sobre seus planos.

Ele diz: “Olha, vamos trabalhar aqui e construir esta cidade. Acho que poderíamos ter palácios aqui e torres ali, plantas de lótus neste setor, etc.”

Então Visvakarman vai trabalhar, mas, toda vez que Indra volta, ele vem com ideias maiores e melhores sobre o palácio, de modo que Visvakarman começa a pensar: “Meu Deus, nós dois somos imortais, então o que posso fazer?”

Visvakarman decide ir reclamar perante Brahma, ou o assim chamado criador do mundo dos fenômenos. Brahma senta-se em um lótus (assim é seu trono), e Brahma e o lótus crescem do umbigo de Vishnu. Por sua vez, Vishnu está pairando sobre o oceano cósmico, reclinado sobre uma grande serpente cujo nome é Ananta (que significa “sem fim”).

Aqui está a cena. Nas águas, Vishnu dorme e Brahma está sentado no lótus. Visvakarman aparece e depois de muitas reverências diz: “Estou com problemas”. Ele então conta a história para Brahma, que responde: “Tudo bem. Vou consertar tudo”.

Na manhã seguinte, o porteiro da entrada de um dos palácios de Indra que estava em construção nota a presença de um jovem brâmane de pele azul e negra, cuja beleza surpreende muitas crianças. O porteiro procura Indra e diz: “Acho que seria auspicioso convidar este belo jovem brâmane para o palácio e dar-lhe hospitalidade.” Indra concorda que isso certamente será auspicioso, então o menino é convidado. Indra está sentado em seu trono e, após as cerimônias de hospitalidade, ele diz: “Bem, jovem, o que o traz ao palácio?”

Com uma voz como um trovão no horizonte, o menino diz: “Ouvi dizer que você está construindo o maior palácio que qualquer Indra já construiu, e agora que o verifiquei, posso lhe dizer que nenhum Indra jamais construiu tal palácio antes.”

Aturdido, Indra exclama: “Indras diante de mim? Do que você está falando?”

“Sim, Indras antes de você”, responde o menino. “Apenas pense, o lótus cresce do umbigo de Vishnu, o lótus se abre, e Brahma se senta nele. Brahma abre os olhos e o universo se manifesta, governado por um Indra. Fecha os seus olhos. Abre os seus olhos: outro universo. Fecha os seus olhos. .. e por trezentos e sessenta anos de Brahma, é isso que ele faz. Depois o lótus é removido, e após um tempo insondável outro lótus se abre, Brahma aparece, abre seus olhos, fecha seus olhos… Indras, Indras, Indras.”

“Considera agora todas as galáxias no espaço e no espaço exterior, cada um com um lótus, cada lótus com seu Brahma. Podem haver sábios em sua corte que se voluntariam para contar as gotas do oceano e os grãos de areia nas praias do mundo, mas quem contaria aqueles Brahmas, sem falar sequer dos Indras?

Enquanto ele fala, um desfile de formigas em fileiras perfeitas aparece no chão do palácio, e o menino olha para elas e ri. A barba de Indra se eriça, seus bigodes ficam tensos; ele pergunta: “E agora? Do que você está rindo?”

O menino responde: “Não me pergunte a menos que esteja preparado para ser ferido”.

Indra diz: “Eu pergunto”.

O menino aponta a sua mão para as filas de formigas e diz: “Aqui estão todos os Indras anteriores. Passarão por inúmeras encarnações e se elevam ao nível dos céus, chegam ao alto trono de Indra e matam o dragão Vrtra. Todos eles proclamam: ‘Como sou grandioso’, e então caem.

A esta altura, aparece um iogue velho e excêntrico vestido somente com um cinto, e que carrega sobre a sua cabeça um guarda-sol feito
com folhas de bananeira. Sobre seu peito tem um pequeno círculo de
cabelos, e o jovem olha para ele e faz as perguntas que fervilham na mente de Indra. ” Quem é? Qual é o seu nome? Onde vive? Onde é sua casa?

“Não tenho família, não tenho casa. A vida é curta. Este guarda-sol é suficiente para mim. Apenas adoro Vishnu. Quanto a esses pêlos, é uma coisa curiosa; cada vez que um Indra morre, um fio de cabelo cai. Metade deles já foi embora. Muito em breve todos eles irão embora. Por que construir uma casa?”

Bem, esses dois personagens eram na verdade Vishnu e Shiva. Tinham vindo para dar uma lição a Indra, e uma vez que ele os escutou, partiram. Agora Indra está destroçado, e quando entra Brhaspati, o sacerdote dos deuses, Indra diz: “Eu sairei para me tornar um iogue. Eu adorarei os pés de Vishnu.”

Então ele vai ao encontro de sua esposa, a grande rainha Indrani, e diz a ela: “Minha querida, vou deixá-la. Eu irei para a floresta para me tornar um iogue. Vou jogar fora toda essa bobagem sobre governar o mundo e vou adorar os pés de Vishnu.”

Bem, ela olha para ele por um tempo, então ela procura por Brhaspati e
conta a ele o que aconteceu. “Ele colocou essa ideia na cabeça e vai
partir para se tornar um iogue.”

Então o sacerdote a pega pela mão e eles vão se sentar juntos, diante do trono de Indra, a quem ele diz: “Você está no trono do universo. Você representa virtude e dever -dharma- e incorpora o espírito divino neste papel terreno. Já escrevi um ótimo livro para você sobre sobre a arte da política, como manter o Estado, vencer guerras, e assim por diante. Agora vou escrever para você um livro sobre a arte de amar, para que o outro aspecto de sua vida, que você compartilha com Indrani, também
também tornar-se uma revelação do espírito divino que habita em todos nós. Qualquer um pode se tornar um iogue, mas, quem pode representar na vida do mundo a imanência desse mistério da eternidade?”

Assim Indra foi salvo do problema de abandonar tudo e tornar-se um iogue. Agora ele tinha tudo dentro dele, assim como todos nós. Tudo que você tem a fazer é acordar para o fato
que você é uma manifestação do eterno.

Este conto, conhecido como “Submissão de Indra”, aparece no Brahmavaivarta Purana. Os Puranas são textos sagrados do Índia, por volta do ano 400 desta era.

O surpreendente sobre a mitologia hindu é que ela abrange o universo em que estamos falando, com os grandes ciclos de vidas estelares, as galáxias, as galáxias além das galáxias, e o aparecimento e desaparecimento da universos. Isso dilui a força do momento presente.

Quanto a todos os nossos medos sobre bombas atômicas que pulverizam o universo, o que há com isso? Antes já houveram universos
e mais universos, cada um deles explodido por uma bomba atômica. Então identifique-se agora com o eterno que está dentro de você
e dentro de todas as coisas. Isso não significa que você quer ver cair
uma bomba atômica, e sim que você não deve parar de perder seu tempo se preocupando com ela.

Uma das grandes tentações do Buda foi a tentação de luxúria. A outra tentação era o medo da morte. Este é um tema interessante para meditar, o medo da morte. A vida nos joga essas tentações, essas distrações, e o problema é encontrar dentro de nós o centro inabalável. Então você pode sobreviver a qualquer coisa. O mito irá ajudá-lo a fazê-lo. Isso não significa que você não deve sair e protestar contra as pesquisas atômicas. Faça-o, mas faça-o brincando. Lembre-se que o universo é o jogo de Deus.

***

Tradução e adaptação do espanhol para o português por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/a-submissao-de-indra-o-rei-dos-semideuses-hindus/

A personalidade mágica e a prática.

Você dorme mal, acorda cedo, trabalha muito, se desgasta, come porcarias com pressa, navega na internet sem rumo, sem foco e sem atenção, chega em casa acabado e o Frater Prophecy quer que você acorde as 4 horas da manhã para rezar ? E o Marcelo Del Debbio quer que você fique fazendo exercícios de visualização ?

Como superar a inércia ? Como travar esse combate com a preguiça física, mental e espiritual ?

Existem várias formas, mas poucas tão eficazes e eficientes como uma personalidade mágica.

Uma personalidade mágica basicamente é um personagem criado por você para realizar as tarefas que o seu Eu comum seria incapaz de realizar.

O mundo como se encontra hoje parece ser desenhado para dificultar seu trabalho espiritual e mágico impedindo o desenvolvimento das nossas práticas, seja antes (preparação), durante (realização) e depois (estudo).

Na prática funciona assim:

João chega em casa cansado e quer ver TV, mas comprometeu-se a realizar uma meditação de 10 minutos e anotar os resultados, para fazer isso ele precisa pelo menos tomar uma banho simples de limpeza e se alimentar de algo leve e saudável.

9 em cada 10 vezes João vai para a internet, e de lá para a cama.

Porque João faz isso ? Em uma próxima coluna abordaremos o conceito dos muitos “Eus” morando em cada um de nós, por ora basta dizer que João não conseguirá realizar seus rituais, porque João quer descansar do trabalho, fica pensando na conta que vai vencer, nos problemas na família e em todo tipo de poluição mental e emocional que o impede de dedicar 10 minutos para si mesmo.

João então pensa como seria bom se ele já fosse um mago sábio, diligente e poderoso. Então ele decide criar uma personalidade mágica, reúne qualidades que ele tem dentro de si mas que raramente usa, em conjunto ou separadamente, transcreve tudo isso e pensa num nome que lhe traga essa sensação de tudo que ele quer ser. Frater Hierofante.

No dia seguinte João chega cansando do trabalho e tem certeza que não vai conseguir realizar o ritual, então ele decide “invocar” o Frater Hierofante. Ele se sente meio esquisito e meio ridículo no começo, mas decide se esforçar para manter o padrão de pensamentos do Frater Hierofante, se ele era incapaz de tomar um bom banho antes, o Frater Hierofante agora toma um banho cheio de significados, imaginando que a água o limpa em vários níveis, físico, emocional e espiritual. Ele ingere uma fruta mas antes se concentra em dar alguma energia específica para a fruta. Como hoje será um trabalho de concentração ele vai comer um morango devidamente carregado de disciplina. Coloca suas roupas de Frater Hierofante e medita durante os 10 minutos, anotando todos os resultados em seu diário mágico.

Frater Hierofante deixa suas roupas e seu quarto e João pode surfar a vontade na internet com a sensação de trabalho bem feito.

Na magia do CAOS existe o conceito de “fake it, until you make it”, a ideia aqui é dissociar por alguns momentos a sua persona comum da sua persona mágica permitindo que você realize um trabalho bem feito, sem se preocupar com as frivolidades da sua vida profana.

É importante ter a consciência de que não basta escrever meia dúzia de palavras num papel, pensar num nome pomposo e achar que vai fazer as chamadas enochianas ainda hoje. A personalidade mágica é algo que precisa ser desenvolvido e cultivado com carinho e responsabilidade.

É como um Você melhorado, despido das justificativas do ego, tudo o que você tem de melhor, uma amalgama de todas as suas qualidade que despontam quando você fez aquele ritual com o coração, quando você teve aquela intuição, quando você superou um limite.

Praticamente uma incorporação de EU superior, e como incorporação deve ser treinada e levada a sério, não ao ponto de virar uma neurose de dupla personalidade mas um comprometimento consigo mesmo de não estragar essa coisa especial que você criou para si.

Comece com pequenos passos, não realize um ritual logo de primeira se você ainda não esta confiante, um banho ou uma refeição por exemplo, ainda que seja só uma ducha ou uma fruta.

Você pode assumi-la momentaneamente numa fila de banco para realizar um alinhamento de chakras ou uma respiração consciente, treinando-a e treinando você pouco a pouco para tirar melhor proveito dela.

Os desdobramentos da técnica são muitos mas todos com esses propósito: Realizar, Concretizar, Manifestar.

Eu espero que você faça bom proveito dessa técnica e caso tenha alguma dúvida ou queira compartilhar com os irmão suas experiências, é mais que bem vindo para utilizar o espaço dos comentários.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-personalidade-m%C3%A1gica-e-a-pr%C3%A1tica

A Primeira Ordem Vampírica do Ocidente

Este breve dossiê trará alguma informações sobre a primeira ordem vampírica do ocidente. Trata-se de considerações iniciais sobre as aparições de Otto von Graff e Helena Karponoava ao escapar dos tribuais da Satnat Veheme e o abrigo de Frenc Nadasdy em Bratislava em 1579.

PARTE I:

Uma Introdução Histórica a Bathory: A Lolita Medieval

 

  • (Agosto de 1560) Erzsébet Bathory nasce em Nyirbátor, Hungria. Filha de George e Anna Bathory. Passa toda sua infância no castelo de Ecsed, umas das muitas propriedades de sua família; das mais importantes e influentes nos séculos doze, treze e quatorze. Desde os quatro anos de idade, Erzsébet sofre com terríveis dores de cabeça que fazem-na despertar durante a noite aos gritos, tornando-a uma criança agressiva e reclusa.
  • (Julho de 1572) Bathory é prometida em casamento ao Conde Ferenc Nadasdy. Ela recebe uma educação invejável: aprende o francês, alemão, italiano e o russo, além da língua-materna. Interessa-se por assuntos como Biologia, Matemática e Astronomia, algo incomum para as mulheres da época.
  • (Novembro de 1574) Bathory muda-se com o noivo para o castelo de Sárvár, propriedade da família Nadasdy. Dois meses após sua chegada ao castelo, ela se envolve com um camponês de quem terá um filho ilegítimo. Recusa-se a fazer um aborto e deixa a criança com uma família lituana e uma pensão de 350 florins anuais. Nadasdy forja a notícia de que a criança já nasceu morta. A esta altura, ela já têm a exata noção de seu poder de dominação sobre os homens e os manipula com grande habilidade. Tal qual a Lolita do livro de Vladimir Nabokov. Uma criada da família diz que Bathory é possuidora de uma beleza e encantos que fazem o mais santo dos homens na Terra cair em tentação.
  • (Agosto de 1575) Bathory casa-se com Ferenc Nadasdy em Varannó. O presente de casamento de Ferenc à esposa é um castelo em Csejte, tendo a sua volta os tenebrosos montes cárpatos. O castelo fica numa localidade cercada de pequenos vilarejos que somam juntos, uma população de três mil habitantes.
  • (Novembro de 1578) Nadasdy é nomeado comandante-chefe das tropas húngaras contra os turcos otomanos. Com apenas dezoito anos, Bathory assume quase todos os negócios do casal.
  • (Janeiro de 1579) Bathory é apresentada a Helena Karpanova. Esta ucraniana misteriosa introduzirá Bathory na magia negra e nos cultos e rituais vampíricos.
  • (Maio de 1581) Bathory dá início a uma relação amorosa com um jovem alemão chamado Otto von Graff – apresentado a ela por Helena Karpanova, juntos os três formaram um dos clãs vampíricos mais sangrentos de todos os tempos.
  • (Dezembro de 1583) Bathory faz as suas primeiras vítimas em rituais vampíricos: um casal de gêmeas ainda na pré-adolescência. O ritual contou com a supervisão de von Graff e Karponova. Foi a primeira vez em que Bathory bebeu o sangue de suas vítimas.
  • (Primavera de 1584) O castelo de Csejte torna-se um ponto de encontro para as madames da alta burguesia húngara. Em pouco tempo, Bathory e Karponova fazem do lugar um antro de feitiçaria e despudor sexual. Bathory desenvolve o gosto pelo vouyerismo, principalmente para casos de estupro.
  • (Outono de 1590) Surgem pela primeira vez, denúncias contra o estranho comportamento de Bathory e seu casal de hóspedes. Meses depois ela opta por uma reclusão na propriedade da família em Viena para melhor dedicar-se as estudos da magia negra.
  • (Fevereiro de 1592) Bathory retorna ao castelo de Csejte.
  • (Inverno de 1593) Karponova e Bathory sequestram e mantém como prisioneiras quase uma dezenas de jovens. As virgens são mantidas reclusas para o uso em rituais de magia negra e vampirismo – as outras são entregues a Otto von Graff que estupra e mata uma por uma segundo depoimento de Dorotthya Szentes ao tribunal que julgou Bathory. O castelão de Csejte suspeita do cheiro de cadáveres em decomposição e questiona Bathory sobre o caso. Karponova aconselha-a matar o pobre camponês.
  •  (Verão de 1594/Primavera de 1604) No período que corresponde exatamente uma década, Bathory e seus companheiros passam a ser mais cuidadosos no trato com os rituais e com o comportamento ante aos olhos de possíveis curiosos. É neste período também que ela torna-se mais agressiva com suas vítimas. Bathory passa a divir o seu tempo entre Viena, Csejte e Bratislava, onde fica sabendo da morte do marido. Bathory sequer retorna para os funerais, limitando a redigir uma carta onde exalta a coragem e a bravura de Ferenc Nadasdy, morto no campo de batalha contra os turcos. Ao contrário do que se verifica nos relatos sobre Erzsébet e Ferenc, ele jamais participou dos rituais da esposa. Embora o diário de Helena Karponova nos mostre que ele tinha conhecimento de quase tudo o que se passava. Num relato assombroso de uma carta de Helena para uma tal Sarah Taddwell ( possivelmente uma nobre galesa da época ) -, ela demostra preocupação quanto ao comportamento de Bathory em relação a ela e a Otto von Graff. Chega a imaginar que Bathory – enciumada – planeje a morte de ambos, ou pelo menos a dela. Embora Bathory já despertasse certa desconfiança, cada vez que ela retornava a Csejte, retornavam também as damas ( inclusive membros da corte ) para sua companhia. É certo que a decisão de não incluir os diários de Karponova e Darvulia no julgamento, tinha como objetivo omitir a participação de tantas outras mulheres em festas orgiásticas no castelo.

 

 Csejte, 22 de Maio de 1597

“Foram duas noites de terror. Sei que ela planeja a minha morte e talvez a de Otto. Bathory torna-se cada vez mais violenta e possessiva. O retorno de Karel ( filho dela com o camponês ) parece ter deixado-a um pouco mais calma, mas tenciono não mais retornar ao convívio dela (…) Estou certa de que Bathory e Karel mantém uma relação incestuosa, encontrei ambos nus em sua cama poucos dias após seu retorno ao castelo. As carícias entre ambos estavam longe daquelas verificadas entre mãe e filho (…) ela assume as práticas vampíricas ao extremo.”

Os trechos da carta encontrada no castelo por Gyorgy Thurzo, Palatino da Hungria e responsável pelo julgamento de Erzsébet, mostra que até mesmo aqueles que introduziram Bathory na magia negra já temiam pelo seu comportamento cada vez mais violento. O estranho neste fato e que mais tarde discutiremos, é o fato de os diários e escritos de Anna Darvulia e Helena Karponova não serem aceitos no julgamento de Bathory. Darvulia foi o braço direito de Bathory para assuntos particulares entre 1596 e 1601, quando esta veio a falecer.

  • (Novembro de 1604) O Pastor luterano Istvám Magyari pressiona as autoridades locais a respeito das notícias que vem de Vienna e Bratislava, locais onde Bathory têm propriedades. Após muita relutância, Thurzo convoca alguns notários para acompanhá-lo até o castelo de Bathory  e intimá-la a comparecer no julgamento em que será acusada por homicídio, estupro e ocultação de cadáveres. A discussão dos termos do julgamento ganha novo rumo quando os homens de Thurzo descobrem que existe participação de membros da corte e muitas mulheres de nobres nas festas orgiásticas que Bathory promovia no castelo. Fica acordado que Bathory não estará presente ao seu julgamento e que apenas poucas testemunhas e acusadores serão levados em consideração pelo júri.
  • (Fevereiro de 1605) O rei Matthias, que havia contraído um empréstimo vultuoso junto a Ferenc Nadasdy, enxerga no aprisionamento e execução de Bathory uma maneira de se ver livre dos débitos, já que sua corte encontra-se semi-falida no início do século dezessete. Além disso, Matthias planeja apossar-se das muitas propriedades de Bathory, inclusive as propriedades em Bratislava, Vienna e Sárvár.
  • (Inverno de 1609) A região registra o desaparecimento de quase quarenta meninas entre 11 e 14 anos de idade. Uma testemunha afirma junto aos juízes que viu dois homens em uma carroça carregada de corpos. Ao seguí-los noite adentro, pode vê-los amontoando os cadáveres e ateando fogo em todos eles. Foi a gota d’agua para que o Rei aumentasse a pressão sobre as autoridades locais, inclusive ameaçando-os com o cárcere caso não capturassem Bathory.
  • (Maio de 1610) Paul, filho mais novo de Bathory recebe Thurzo para acertar os últimos detalhes sobre o julgamento da mãe. Ao saber das ameaças de Bathory sobre os segredos de tantos nobres locais e suas relações comerciais ( proibidas na época ) com os Otomanos, Thurzo arquiteta junto a Helena Karponova e Paul Bathory a fuga de Bathory para Florença na Itália.
  • (Julho de 1610) Uma testemunha relata para os juízes a constituição física de Erzsébet Bathory, da qual a maioria dos cidadãos da região não viam há muitos anos: “Alta e esguia, cabelos longos castanho-avermelhados e bastante volumosos. Olhos negros como azeviche, pele branca como a mais branca das neves. Seios relativamente fartos e uma pele sem nenhuma marca de expressão, rugas ou manchas provenientes de alguma enfermidade, algo bastante incomum para uma mulher de quarenta anos de idade naquela época. E o mais assustador de tudo: Bathory não aparentava mais do que 20, no máximo 25 anos de idade. Sua jovialidade impressionava aqueles poucos que com ela conviveram.

 As acusações contra Erzsébet Bathory no tribunal:

1. Expôr as vítimas a temperaturas muito baixas ao ponto do congelamento por hipotermia.
2. Morte por inanição.
3. Espancamento por longos períodos de tempo até a morte devido a complicação dos ferimentos.
4. Queima ou mutilação de órgãos como mãos e braços e as vezes a genitália.
5. Ferimentos nas vítimas por mordidas na face, braços, pernas e genitália.

Todas as acusações eram feitas e aceitas pelo modo: ouvi dizer que alguém sabe ou viu ou ouviu; ou seja, a maioria dos que a acusavam jamais viu ou ouviu alguma coisa da própria acusada. Mesmo assim todas as acusações foram aceitas. O tal diário que continha as atrocidades de Bathory relatadas de próprio punho jamais foi encontrado se é que realmente existiu. Os supostos ajudantes de Bathory nos crimes: Dorottya Szentes, Ilona Jó, Katalin Benická e János Újváry tiveram as suas sentenças decretadas na tarde do dia 11 de Janeiro de 1611.

Szentes, Ilona e Újváry foram considerados culpados. Os três tiveram as mãos decepadas e foram mantidos em cativeiro por dez dias para então, serem queimados em fogueiras assim como haviam procedido sob as ordens de Bathory. Benická não pôde ser acusada como culpada ( também era amante de um dos jurados do tribunal ). Decidiu-se que ela fora totalmente dominada por Bathory e que tinha apenas 12 anos quando começou a prestar seus serviços no castelo de Sárvár como criada da condessa.

Severamente ameaçados por Paul Bathory, houve o recuo da acusação e uma proposta de acordo: Bathory deixaria o país e cederia grande parte de suas terras para Matthias e seus aliados. Além de perdoar a dívida contraída pelo rei junto ao falecido esposo. A farsa toda foi montada por Gyorgy Thurzó. Primeiramente ele assegurou-se de que não havia o menor risco de os escritos de Helena Karponova e Anna Darvulia caírem em mãos erradas – isso comprometeria gente do mais alto escalão burguês do império Austro-Húngaro, e que se caso isso ocorresse, se vingaria sobre os três filhos e os dois afilhados de Bathory.

Para desespero de Matthias, isso seria o máximo que conseguiria pois as terras confiscadas serviriam apenas no abatimento da dívida do Império com exércitos mercenários e outras provisões necessárias. Na madrugada de 30 de Julho de 1611, Bathory deixa o castelo rumo ao porto de Varna, de onde embarcaria numa viagem para Florença e mais tarde Veneza. Uma camponesa é amarrada e atirada para dentro da cela que Bathory deveria ocupar em Csejte. Daí em diante, as autoridades fizeram e ainda fazem o possível e o impossível para manter longe da história da Hungria e da Eslováquia o nome e o legado de Erzsébet Báthory. Padres e estudiosos que coletaram material sobre a vida e o comportamento da Condessa até a sua fuga para a Itália desapareceram misteriosamente, até que tudo passasse a cheirar a lenda. A versão de sua prisão no castelo seguida de sua morte três anos depois acabou se tornando a versão oficial dos fatos.

Helena Karponova e Otto von Graff também desapareceram e chega-se a especular se estes realmente eram os seus nomes. Ao longo do século 17, a família Bathory perde prestígio e poder. Pouca informação temos sobre o destino dos filhos e netos de Bathory. Especula-se que Karel, seu primeiro filho, tenha partido com a mãe para a Itália. Otto von Graff, assim como misteriosamente chegou, misteriosamente se foi. Mas há um interessante relato sobre este homem no díario de Karponova em 7 de Agosto de 1580, vigésimo aniversário da condessa:

“Graff presenteou Bathory com esmeraldas quase tão lindas quanto os seus próprios olhos. A primeira vista, é muito difícil dizer se Otto é mesmo um homem ou alguma coisa de sexualidade confundível. Seus traços são tão delicadas quanto os de uma jovem da idade de Bathory. Seus lábios grossos e severamente avermelhados e sua incapacidade de sorrir sem ter de flertar com alguém. Isso enfurece Bathory, disse-me que ele é o único homem a quem ela poderia amar. A masculinidade agressiva e repleta de músculos e coragem não a atraem em nada. Bathory é amante de mulheres e homens com certeza. Mas lembro agora da longa e macia cabeleira de nosso belo Otto. Se eu acreditasse nos anjos, certamente acreditaria que este homem é um deles. Termino meus pensamentos de hoje e provavelmente o único desta semana a relembrar o sabor daquela tez branca e saudável. Feliz da fêmea que repousa em tua cama meu querido, e que Bathory não nos ouça.”

Já no século dezoito, pouca informação é tida como concreta a respeito de Erzsbet Báthory. Diversos biógrafos tentam repaginar a história apenas misturando lendas e tentando associar Báthory à história de Vlad Tepes. Embora sejam originários do mesmo local, jamais travaram qualquer tipo de contato. Possivelmente nem mesmo suas famílias tiveram relações mais estreitas.

Lendas & Fatos

… certo dia a condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a menina puxou seus cabelos acidentalmente. Elizabeth virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão de Elizabeth. Ao esfregar o sangue nas mãos, estas pareciam tomar as formas joviais da moça. Foi a partir desse incidente que Elizabeth desenvolveu sua reputação de desejar sangue de jovens virgens…

Isso não é verdade. A condessa ( bissexual assumida ), numa relação com um outra jovem, exerce o seu já conhecido sadismo: mordendo, chicoteando e coisas mais – típicas dos sadomasoquistas. A menina em questão também mantinha relações sexuais com Karponova. Com esta sim, a relação envolvia agressão e prazeres mútuos. Báthory não aceitava ser agredida. Quando a menina a golpeou no rosto durante o coito, Báthory enfurecida, partiu para cima da garota espancando a violentamente. Este incidente é relatado no diário de Karponova no dia 14 de Novembro de 1686 – portanto – Báthory contava apenas 26 anos de idade na época e nenhum sinal de envelhecimento era notado em suas expressões; como aliás jamais pôde ser notado devido ao seu envolvimento com o vampirismo.

…Elizabeth após a morte do marido, se dizia que ela envolvia-se com homens mais jovens. Numa ocasião, quando estava em companhia de um desses homens, viu uma mulher de idade e perguntou a ele: “O que você faria se tivesse de beijar aquela bruxa velha?”. O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Elizabeth de excessiva vaidade e acrescentou que tal aparência era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm ligado a morte do marido de Elizabeth e essa história à sua preocupação com o envelhecimento, daí o fato de ela se banhar em sangue…

Fato real. O jovem em questão era Otto von Graff e a velha era uma das cozinheiras do castelo de Csejte. Na ocasião Báthory contava 37 anos de idade. Em 1607, Karponova, Graff e a condessa já haviam assassinado quase 400 meninas em Bratislava, Vienna e Csejte; segundo o próprio diário ignorado da primeira professora de Erzsébet Báthory.

Embora a Igreja Ortodoxa mantenha essas informações e as estude com certa frequencia, a posição oficial é de que os documentos são fraudulentos, incluindo os de propriedade de Willi Schrodter, autor de AS ARTES SECRETAS DOS ROSA-CRUZES. Willi foi o responsável por coletar e  documentar os escritos de Otto von Graff e Helena Karponova sobre a primeira ordem vampírica do ocidente, inclusive descobrindo seus nomes e locais de nascimento.

Parte II

Consideraçõe Iniciais por Otto Von Graff e Helena Karponova

Nenhum ser humano sobre a Terra deve renegar o seu direito a imortalidade. Sim, um direito inalienável. Pode-se exercê-lo u entregá-lo nas mãos dos espíritos elementares. Reencarnes são etapas da existência que o homem desconhece e prefere cedê-los aos destronadores. Roubam do homem o trono oferecido a nós pela Grande-Mãe, que nos arrebatou do julgo do criador.

A Grande-Mãe, que ao contrário de Eva, recusou-se a se submeter e fez de cada ser, de cada alma, um princípio de poder, força e energia; vivenciados com gozo e liberdade. Grilhões rompidos, física e espiritualmente, honraremos a Grande-Mãe. De cada culto a ela surgirá uma Ordem Fraterna. Irmãos e irmãs, seus filhos-amantes que honraram com carne, sangue e espírito sua luta por liberdade e poder.

O vampirismo é a condição natural do homem, que acumula poder, força e inteligência através de séculos.

Ordens e Cultos Vapíricos

Otto von Graff e helena Karponova, alto sacerdote e alto sacerdotisa respectivamente da primeira Ordem Vampírica do Ocidente ( têm-se registros de cultos vampíricos no antigo Egito em adoração a Ísis, embora o termo vampiro ainda não existisse ) foram expulsos de um templo paramaçônico de Bremen, norte da Alemanha em 1576, e condenados a morte por um tribunal da Santa Vehme.

Em fuga, Graff e Karponova trocaram diversas vezes de identidade, até encontrarem refúgio na propriedade da família Nadasdy em Bratislava. Ferenc Nadasdy era então, noivo de Erzsébet Báthory, da qual Graff e Karponova se tornariam bastante íntimos.

O folclore dos balcãs possui diversas versões para a origem e desenvolvimento dos cultos vampíricos e fica difícil decidir-se sobre qual deve ser levado em consideração. O fato dis tribunais terem caçado sem sucesso a intrépida dupla, por converter rituais dos rosacruzes em rituais vampíricos, nos faz admirar e respeitar a coragem destes precursores do vampirismo como arte negra.

O Despertar do Sono

A primeira ordem fundada por Graff e Karponova tinha um interessante método de recrutamento: parodiando a Vehme, um pilar afixava com uma adaga, um pergaminho na porta do recrutado, com a inscrição Vade et Vine; numa analogia aos sucessivos despertares do vampiro. Se o recrutado u201cdespertasse do sonou201d, ele escreveria as iniciais de seu nome com o próprio sangue no pergaminho, e cravaria-o com a adaga de volta a porta na primeira noite de lua nova. O pilar então recolheria o pergaminho e conduziria o profano até o local de culto.

Os “degraus” da ordem dos vampiros

Alto Sacerdote/Sacerdotisa
Pilares
Neófitos
Profanos

A Formação do Culto

A formação de um culto vampírico é relativamente simples. Não há necessidade de altares, templos ou cerimônias complicadas. Tendo sido originada de uma dissidência de membros rosa-cruzes, seus codificadores optaram por simplificar ao máximo a doutrina, se é que assim pode ser chamada. Seus membros munem-se exclusivamente de velas negras ou vermelhas, amuletos de prata em formato de lua ou cruzes egípcias, e objetos pessoais das pessoas de quem se deseja sugar energia. O Consumo de sangue só é indicado em casos em que se deseja o extermínio definitivo da vítima ou pactos de amor.

Culto Transformado em Ordem

Quando um culto atinge um número igual ou superior a doze integrantes, ele é automaticamente transformado em ordem. Realiza-se então um sufrágio onde serão escolhidos o Alto-Sacerdote ou Alto-Sacerdotisa. Também serão escolhidos os dois pilares, um homem e outro mulher. Pilares são os responsáveis pelo recrutamento de novos membros e adoção de profanos.

A Escolha por meio do Sufrágio

A eleição do líder da ordem têm por objetivo, testar a reciprocidade e respeito a autoridade pelos integrantes do culto que será transformado em ordem. Enquanto simples culto, todos são iguais; após a formação da ordem, todos devem obediência e liderança cega ao Alto Sacerdote/Sacerdotisa.

Paulie Hollefeld

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-primeira-ordem-vampirica-do-ocidente/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-primeira-ordem-vampirica-do-ocidente/

A História do Satanismo no Brasil – Beto Pataca

Bate-Papo Mayhem 122 – gravado dia 17/12/2020 (Quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Beto Pataca – A História do Satanismo no Brasil

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-hist%C3%B3ria-do-satanismo-no-brasil-beto-pataca

Além das Abduções de OVNIs

Por Preston Dennett.

O fenômeno OVNI é extraordinariamente complexo, porém o foco principal é inegavelmente os encontros face a face ou a experiência OVNI a bordo. Ainda assim, quando as pessoas pensam nesses tipos de encontros íntimos, elas frequentemente assumem que a experiência é um evento aterrorizante durante o qual a vítima relutante é colocada sobre uma mesa e examinada por ETs do tipo grey (cinzento) sem emoção. Embora eu acredite que estes tipos de encontros acontecem, esta é apenas uma pequena parte da experiência com OVNIs. Na realidade, as pessoas experimentam uma variedade muito maior de encontros. Ao contrário da opinião popular, as experiências de OVNIs a bordo nem sempre são involuntárias e aterrorizantes. Muitas pessoas experimentam encontros durante os quais elas são realmente ajudadas ou curadas. Parece haver múltiplas razões pelas quais as pessoas são contatadas por alienígenas.

Meu livro, Extraterrestrial Visitations: True Accounts of Contact (Visitas Extraterrestres: Relatos Verdadeiros de Contato) (Llewellyn, 2002) enfoca apenas aqueles tipos de encontros que envolvem interação considerável entre as testemunhas e o OVNI. Cada caso envolve ou um encontro presencial, tempo perdido ou uma experiência a bordo. Embora estes casos estejam entre os mais extensos que já investiguei, pelo menos metade deles não são típicos e vão além do cenário padrão de abdução.

RESGATADOS POR ALIENÍGENAS:

O caso a seguir é um exemplo perfeito. Sherry Jamison (pseudônimo) trabalhou primeiro como agente imobiliário, depois voltou à escola, obteve um diploma e tornou-se terapeuta licenciada. Ela é casada há muitos anos e tem um filho adulto. Ela é ao mesmo tempo humilde e digna, com uma rápida inteligência e uma visão positiva da vida. Olhando para ela, você nunca adivinharia que ela teve muitas experiências bizarras com extraterrestres.

A primeira experiência de Sherry ocorreu quando ela tinha apenas oito anos. Ela viveu com seus pais na zona rural de New Jersey. Uma noite, no início dos anos 50, Sherry acordou para se encontrar fora de sua casa, de pé num campo próximo. Ela não tinha ideia de como chegou lá, mas olhando para cima, viu uma pequena nave, metálica, em forma de pires, pairando sobre ela. Ele imediatamente desceu e enviou um feixe de luz diretamente sobre ela. Diz Sherry: “A nave estava em uma nave muito grande… mas o que aconteceu foi que ela colocou sua luz sobre mim. Eu me lembro de correr ao longo da cerca, tentando fugir dela…. Eu me lembro de correr ao longo da cerca, e esta nave estava me perseguindo. Eu estava tentando me abaixar e este ofício estava me perseguindo….I estava correndo e caindo, correndo e caindo”.

A próxima coisa que Sherry percebeu foi que a nave a tinha atingido com um feixe de luz e ela foi levantada a bordo. “Era como uma lanterna. Era um feixe muito forte porque eu subi logo para dentro da nave. Minha sensação de medo me deixou. Tive tanto medo quando ela estava me perseguindo”.

Naquele momento, Sherry não se lembrava de mais nada além de acordar na manhã seguinte. No início ela pensou que tinha sido um sonho estranho, mas percebeu que tinha uma roupa diferente quando foi para a cama, e suas roupas estavam inexplicavelmente sujas. O que quer que tivesse acontecido, não era um sonho.

Enquanto crescia, Sherry começou a ter experiências noturnas bizarras, sonhos meio lembrados e lembranças de alienígenas greys (cinzentos) em pé ao redor de sua cama. Ela começou a despertar com marcas e cicatrizes incomuns em seu corpo. Durante um período de anos, ela lentamente começou a conectar suas experiências e se perguntou se ela era uma daquelas pessoas rotuladas como contatos de OVNIs.

É claro que não foi uma revelação repentina. Ela sabia que algo estranho estava acontecendo, mas extraterrestres… Parecia muito estranho para sequer considerar.

Então, nos anos 60, Sherry viveu um evento que não deixou dúvidas de que ela estava em contato com extraterrestres. Este continua sendo um dos encontros mais estranhos que eu já investiguei.

Sherry estava dirigindo sozinha no meio da noite pelas montanhas Watchung de Nova Jersey quando perdeu o controle de sua motocicleta e caiu. Como era tão tarde da noite e a estrada estava totalmente isolada, não havia nenhum trânsito. Sherry estava totalmente sozinha.

Ou assim pensava ela.

Momentos após o acidente, Sherry se assustou ao ver três figuras estranhas. Ela as reconheceu imediatamente como as figuras que havia visto antes, em seu quarto à noite. Sherry diz: “Quando eu estava dirigindo em uma motocicleta uma vez nas montanhas, eu tive uma experiência – essas mesmas pessoas me apareceram. Eram como greys (cinzentos), mais detalhadas, mais brancas, não muito humanas”. Eu diria como um terno corporal sobre uma figura humana, um terno corporal branco, não grey (cinzento), mas talvez um branco ou um bege-grey (bege-cinzento).

“Eu estava andando de bicicleta e deslizei minha bicicleta. Eu tinha dobrado o suporte quando o fiz. Eu não me machuquei, mas tinha dobrado o chicote, e não conseguia me mexer [para começar a pedalar]. Estava muito escuro. Eu não vi um navio-mãe nem nada. Mas novamente, só agora os chamo de alienígenas. Eu sempre não sabia o que chamá-los. Eles eram apenas meus amigos. Havia dois deles. Eles olharam para mim e silenciosamente pegaram minha motocicleta, pegaram a barra e endireitaram-na novamente. Eu acenei com a cabeça e chutei. Foi como se fosse, tudo bem. Eu chutei; não tínhamos arrancadores elétricos naquela época. Eu chutei a motocicleta e fui embora”.

Sherry ficou surpresa com o evento. Ela já estava abalada com o acidente, mas a aparência das figuras a pegou totalmente de surpresa. Sherry disse: “Eles estavam ambos bem ali. Eles estavam a cerca de um pé e meio de distância. Um olhou para mim. Os dois olharam para aquele que estava fazendo isso. Ambos pareciam “greys (cinzentos)”, sem roupas. Eles não tinham nenhuma roupa vestida ou nada vestido. Pareciam greys (cinzentos), exceto que eram mais proporcionados pelo homem. Exceto que eles tinham os olhos escuros, mas não tão em forma de amêndoa. Era o único pensamento escuro que aparecia neles.

“E eu gostaria agora de não ter ficado tão preocupado e perturbado, ou que pudesse ter prestado mais atenção”. Mas eles não eram ameaçadores. Eles apenas acenaram com a cabeça e seguiram seu caminho…. eles pareciam quase luminosos. Portanto, foi meio estranho. Foi muito estranho”.

Embora esse tenha sido o encontro cara-a-cara mais intenso de Sherry, ela continuou a ter uma série de outros avistamentos de perto de artesanato metálico.

O caso de Sherry é difícil de classificar. Embora ela tenha tido uma aparente abdução, ela também teve um encontro indiscutivelmente positivo. Ela não tem desejo de ser hipnotizada, e se contenta em chamar os alienígenas de seus “amigos”.

Sherry levou muito tempo para concluir que ela estava tendo encontros com alienígenas porque os números pareciam quase humanos, a única diferença real é que seus olhos eram maiores e mais escuros que os humanos. Sherry é apenas uma pessoa entre muitas que foram além de abduções.

CONVIDADA A BORDO E CURADA:

Em 1995, o casal aposentado William e Rose Shelhart teve um encontro de tempo perdido com um OVNI fora de Sedona, Arizona. Enquanto dirigiam por uma estrada isolada, eles viram uma luz que os seguia. Ela apareceu primeiro à frente deles, como se estivesse jogando um jogo de esconde-esconde. De repente, a luz fez um zoom para baixo do céu e pousou em um campo ao lado de seu carro. O casal perdeu rapidamente a consciência. Sua próxima lembrança foi de tropeçar em um hotel horas depois.

Percebendo que haviam passado por um tempo perdido, sofreram hipnose durante a qual se lembraram de que não haviam sido abduzidos, mas foram convidados a bordo. Rose diz: “Não fomos sequestrados ou abduzidos. Nós embarcamos voluntariamente e fomos bem-vindos. Nós os procuramos e subimos a bordo, não sendo abduzidos como “à força”.

Rose ficou surpresa com o aparecimento dos ETs. Como ela diz: “Eles se pareciam muito mais com as pessoas do que alguns desses esboços”. Muito mais”. Seus olhos eram um pouco maiores do que os olhos grandes de qualquer pessoa branca, mas eles não eram enormes. Pareciam poder passar por nós, se quisessem. E brilhavam com uma aura azul que me fazia sentir mais tranquilo, mais ou menos no plano mental, que eles eram pacíficos”.

Rose também ficou surpresa com a roupa deles. “Algo como uma roupa militar, mas nada que eu já tenha visto, e eu já estive na Europa e aqui e assim por diante. Mas se assemelharia a isso porque eram todos parecidos, mas mais soltos, mas com cinto. Uniformes, mas com uma estrutura mais parecida com, “quero dizer negócios”.

Outra surpresa foi a falta de equipamento tecnológico a bordo. “Oh, havia todos os tipos de luzes, mas muito poucos aparelhos como os que temos em qualquer aeronave aqui”. [Era] como se eles não precisassem delas. Não parecia que eles precisassem de muitas coisas. É como se eles quase tivessem controle da mente para pôr a coisa a funcionar. Mas havia poucas luzes, acho que para monitores e coisas”.

Rose lembrou outros detalhes sobre o local de origem dos ETs e suas intenções sobre a Terra. William, entretanto, não era um bom sujeito hipnótico e não conseguia se lembrar de nada além da aterrissagem da nave e de terem sido convidados a bordo.

William havia vivido um episódio anterior aterrorizante com o tempo perdido, então ele ficou um pouco aliviado que o encontro deles tenha se revelado benevolente.

Mais tarde, William e Rose tiveram outro encontro em sua casa isolada no Havaí, o que confirmou para eles que os ETs estavam interessados em seu bem-estar. Sua primeira pista ocorreu ao acordar uma manhã e encontrar uma marca estranha em seu corpo. William diz: “Acordei uma manhã e senti uma coceira no meu pé direito e descobri três feridas perfurantes em um triângulo perfeito. Eles estavam no processo de crostas. Eu durmo em uma cama de água, então nada poderia tê-la arranhado. Minha esposa foi a única testemunha. Eu senti algo comichoso no tornozelo direito, e foi quando olhei. Porque não há como fazer isso na noite, e foi quando aconteceu”.

William estava preocupado com as marcas porque era óbvio que elas não eram naturais. Mas o que poderiam ser?

A resposta veio cerca de duas semanas depois quando o mesmo incidente ocorreu novamente, só que desta vez William foi despertado por um feixe de luz brilhante inexplicável entrando em seu quarto. William diz: “Acordei no meio da noite com uma luz brilhante entrando pela janela dos fundos”. Ela durou cerca de trinta a sessenta segundos. Eu congelei e não consegui sair da cama para olhar para fora. Meu quintal é uma selva de coqueiros e plantas. Como vivo no campo, nenhum carro conseguia chegar lá naquele tempo. Quando a luz entrou pela janela das traseiras, era o mais brilhante que podia ser. Eu não podia acreditar, e não havia nada lá atrás. Não há como um carro ter entrado ali. Era o que parecia – o farol de alguém brilhando diretamente na janela. Eu me lembro de acordar e ver isso. Isto foi uma coisa chocante”.

O primeiro instinto de William foi levantar-se e investigar. Estranhamente, porém, ele se viu paralisado. Segundos depois, ele se sentiu sendo colocado para dormir. Quando chegou a manhã e ele acordou, lembrou-se imediatamente do incidente que havia ocorrido no meio da noite. Ele só conseguia abanar a cabeça em meio ao espanto. Então ele olhou para seu braço direito e recebeu um choque incrível. Diz William: “Meu pulso direito estava comichoso. A mesma coisa aconteceu – três feridas de perfuração em um triângulo perfeito… Acordei e encontrei aqueles pinos triangulares na minha mão direita”. E esta era a mão que eu usava quando carregava correio. Isto estava em uso constante. E eles eram muito frescos, porque ainda se podia ver, eles tinham quase uma crosta. Eu os mostrei imediatamente à minha esposa. Eu disse: “Meu Deus! Olhem só para isto. É perfeito. É um triângulo perfeito”.

William tinha trabalhado durante anos como funcionário dos correios e tinha desenvolvido grave síndrome do túnel de carpelo no pulso direito, bem como danos permanentes em seu tornozelo esquerdo. Entretanto, imediatamente após os dois incidentes acima, ele notou uma melhora dramática em sua saúde. “Fui comprar uma banheira de hidromassagem. Fiz tudo o que pude para tirar um pouco dessa dor”. E só depois do meu incidente é que as coisas começaram a melhorar”. Só sei que progredi e comecei a melhorar”. Desde que fiquei magro, estou curado a 90%…. Tenho quase sessenta e sete anos de idade e posso pendurar numa escada de vinte pés colocando o peso no meu pé direito e pintar com minha mão direita, dia após dia. Eu realmente não me importo se as pessoas duvidam de minha explicação. Eu sei o que eu sinto”.

William e Rose são o exemplo perfeito de pessoas que foram além do típico cenário de abdução. Não apenas foram curados, mas agora eles mesmos se tornaram curandeiros. Este padrão apareceu em outros casos. Rose diz: “Nós dois nos tornamos cada vez mais interessados em ajudar as pessoas em formas alternativas de cura. Mesmo William, ele tem esta energia em suas mãos que não tinha antes de ….. É como se eu sentisse este calor saindo que é realmente bom. E as pessoas dizem que também o sentem fora de mim. E eu digo: ‘Oh, de onde eu tirei isso’. Eu tenho muitas histórias de bons resultados da vizinhança. Mas estou grato, porque acho que [a conexão OVNI] tem muito a ver com isso”.

SEIS HORAS A BORDO DE UM OVNI:

Em 1972, quando tinha 12 anos de idade, Jack Stephens foi abduzido de seu veículo em plena vista de sua mãe e de seu irmão. Ele foi levantado dentro de um feixe de luz e levado para dentro de uma enorme nave do tamanho de um pequeno prédio. Ele experimentou um encontro de seis horas a bordo do OVNI antes de ser depositado de volta no carro.

A família atônita voltou para casa, com a maior parte do evento envolto em amnésia. Eles se lembraram apenas de uma luz poderosa batendo no carro, o motor desligando e uma leve sensação de flutuação. Sua próxima lembrança foi a luz desligando, o motor do carro ligando e seis horas haviam passado. Era um típico encontro de tempo perdido.

Anos mais tarde, quando adulto, Jack mordeu em um dente do siso impactado. Isto causou uma enxurrada de lembranças. Jack de repente lembrou-se de tudo o que aconteceu.

Na maioria dos aspectos, Jack experimentou o típico cenário de abdução. Ele se lembrou de ter sido levado a bordo da nave. Ele foi colocado sobre uma mesa e examinado. Eles espetaram os pés dele, sondaram dentro de sua boca. Jack não consegue se lembrar da aparência dos seres, apenas que eles eram curtos e de aparência incrivelmente assustadora.

É o que aconteceu em seguida, no entanto, que torna o relato de Jack único na literatura de OVNIs.

Os investigadores há muito notaram que os OVNIs muitas vezes pairam sobre linhas de energia elétrica, como se estivessem puxando eletricidade para dentro de sua nave. Jack é o primeiro abduzido a testemunhar este procedimento exato da perspectiva de dentro da nave ET.

Após o exame, Jack foi levado para fora da mesa e para outra sala. Os seres então o colocaram em um estranho dispositivo que lhe permitiu ver o procedimento. Jack disse: “Fomos direto para cima do nevoeiro. Eu podia olhar para fora. A próxima coisa, eu estava lá embaixo nesta coisa”. Era como uma coisinha de diamante transparente no fundo [do ofício]. Estou nesta coisa e há como cordas de bungee em mim. Sentei-me nesta coisa transparente em forma de diamante – suspenso, quase parecia como cordas de bungee, mas eu podia ver tudo ao meu redor. Tive uma visão de 360 graus. Eu podia olhar para todos os lugares. Voltamos a descer e estamos perto da minha fazenda. Estamos literalmente no pasto, acima desta vala. E há algumas grandes linhas de alta tensão, linhas de força de alta tensão por ali. Você pode simplesmente sentir a eletricidade saindo.

“Bem, à medida que descemos para esta coisa, qualquer que fosse a coisa clara em que eu estava, no fundo, meio que ficou menor. Era como se fosse um espaço mais confinado. Parecia-me muito aberto antes, e mesmo assim eu estava fechado, em uma espécie de plástico ou vidro”.

Jack estava em pavor. Parecia que ele estava pendurado abaixo da nave com uma visão perfeita de tudo ao redor. A sala em que ele estava parecia ser projetada especificamente para observação. Na verdade, toda a sala girava em direção a qualquer direção que ele olhasse. “Em lugares onde não se movia de forma alguma, como se eu quisesse apenas olhar para um lado, ele simplesmente ficava ali. Mas se eu me virasse, ele se moveria por toda parte. Mas se eu parasse e olhasse apenas para um lado, ele pararia e olharia para um lado”.

Neste ponto, o procedimento começou. “[Eles] estavam me explicando o que estavam fazendo. Eu não sei o que era, mas fomos até as linhas de energia. E depois que descemos de novo, aquela coisinha em que eu estava parecia encolher por dentro. [Havia quatro coisas girando de cada lado dessa coisa – o diamante ou triângulo ou o que quer que fosse – havia quatro luzes que começaram a girar. E eu podia vê-las de onde eu estava… E vi todos aqueles feixes sugarem todos juntos, entrarem em um grande feixe e baterem no poste de energia, sugando a eletricidade para fora dele. E estes eram como, quero dizer, LUZES! Todos eles se concentraram em um só e começaram a sugar a eletricidade dos postes de energia. Não consigo descrever, mas pude literalmente senti-lo passando pelo meu corpo.

“Eu me lembro de ter frio. Foi quando eles sugaram a eletricidade. Essa é a parte mais viva de tudo isso. Estávamos acima dele, um poste telefônico, talvez dois comprimentos de postes telefônicos acima dele. E todas aquelas luzes focalizadas em uma luz superbrilhante – apenas ufa! Só de ver literalmente a eletricidade saindo dali, e senti-la. Era como se tivesse drenado tudo, apenas pegado tudo.

“Outra coisa, quando eu estava lá em cima naquela coisa, estávamos acima da névoa, apenas flutuando acima desta névoa. E quando eles foram sugar a eletricidade das linhas de energia, aquela neblina simplesmente saiu do caminho. Ela apenas se abriu bem, só saiu do caminho, e eu pude ver com clareza cristalina.

“Outra coisa, eu me lembro de meus dentes doerem quando estava sugando aquela coisa. Como quando se mastigava papel de alumínio. Lembro-me de sentir como: ‘Despache-se, acabe com isso’”.

Enquanto Jack se lembra de vários outros eventos, foi o incidente acima que continua sendo o mais memorável. Como pode ser visto, os alienígenas parecem ter intenções além de um simples abdução e exame físico.

LEVADOS PARA UMA BASE SUBTERRÂNEA:

O cenário padrão de abdução geralmente envolve uma pessoa sendo levada dentro de um OVNI e examinada por extraterrestres do tipo grey (cinzento). Mas novamente, este cenário não é tão comum quanto muitos poderiam acreditar. Considere o seguinte caso, no qual um jovem foi abduzido, não por ETs do tipo grey (cinzento), mas por ETs do tipo louva-a-deus. Ele também não foi levado dentro de um OVNI. Na verdade, ele se lembrou de ter sido levado para uma base aparentemente subterrânea!

Em 1967, Paul Nelson (pseudônimo), de doze anos, estava visitando a ilha de Catalina com seus pais. Também estava o melhor amigo de Paul, Michael (pseudônimo.) Os dois rapazes decidiram entrar em seu barco e ler alguns novos gibis. De repente, porém, ambos experimentaram um episódio de tempo perdido. A próxima lembrança deles foi de acordar na manhã seguinte. Enquanto Paul não conseguia convencer seus pais de que algo incomum havia acontecido, tanto Paul como seu amigo sabiam que o evento era estranho.

Duas semanas depois, Paul estava sozinho em sua casa em Reseda, Califórnia, quando teve outra estranha experiência. Ele estava sozinho em seu quarto quando a porta começou a chocalhar. Ele pulou e a jogou aberta. Ao seu choque, ele viu a sombra de uma pequena figura correndo pelo corredor. Ele correu atrás dela, mas não encontrou nada.

Paul não sabia como explicar estas experiências e não o ligava ao fenômeno dos OVNIs. Entretanto, depois ele desenvolveu um interesse em OVNIs e começou a ler sobre o assunto.

Muitos anos mais tarde, ele cresceu, casou-se, tornou-se médico e teve dois filhos. Então ele teve um avistamento de OVNIs de um objeto distante no céu durante o dia. Isto renovou seu interesse em OVNIs. Ele começou a ler sobre o aspecto do tempo perdido nos encontros com OVNIs quando percebeu que havia experimentado o tempo perdido.

Intrigado, ele eventualmente passou por hipnose para recuperar suas memórias perdidas. Tendo lido sobre OVNIs, ele esperava descobrir que tinha um encontro assustador, durante o qual ele seria examinado por ETs do tipo grey (cinzento), a bordo de um OVNI usando equipamento altamente tecnológico. Ao invés disso, não foi nada parecido com isto.

Como Paul sofreu a regressão, sua primeira surpresa foi que ele não estava a bordo de um OVNI, mas parecia estar a bordo de uma base subterrânea. Diz Paul: “Fui levado para uma sala com paredes redondas. Parecia-me mais subterrâneo do que a bordo de um navio”. As paredes tinham uma espécie de faceta rochosa para eles”. E eu estava sobre uma mesa… Sim, paredes tipo rocha em vez de paredes do tipo artesanato metálico”. Deu a impressão de que eu estava em uma caverna [em vez de] em um navio… Era mais uma sensação de subterrâneo que é verdade. Isso é um pouco anômalo”.

Sob hipnose, Paul lembrou seu amigo Michael, próximo, também sendo examinado. Sua próxima surpresa foi que os seres eram o que ele esperava. Diz Paul: “Os seres não eram os greys (cinzentos) típicos, eles eram mais do tipo ‘louva-a-deus’, como eu entendi mais tarde. Os olhos eram ligeiramente maiores do que o que se vê no grey (cinzento) pequeno típico, e um pouco mais insetoides… Eles usavam uniformes apertados, creio eu. Havia até uma cor para eles, mas não me lembro qual era a cor…fato de salto apertado como as coisas. Acho que havia um naquele bando que tinha uma coisa do tipo túnica, mais solta por cima. Eu não conseguia dizer qual era a altura deles porque eles estavam sobre mim e eu estava de costas. Por isso, não podia lhe dar a altura exata. Mas eles não pareciam particularmente altos”.

Outra surpresa foi o tipo de maquinaria na sala. Tendo lido um bom negócio sobre OVNIs, Paul esperava novamente ver equipamentos complexos. Ao invés disso, tudo parecia surpreendentemente primitivo. Diz Paul: “As máquinas pareciam consoles típicos de computador do tipo militar, em vez de máquinas com aparência alienígena. Havia luzes e botões. Bem, eu não sei se eram botões, mas áreas que pareciam ser para empurrar. Luzes coloridas – não consigo lembrar qual era a cor da parte de cima da minha cabeça”.

Paul se lembrou de um exame muito curto, mas caso contrário, nada assustador aconteceu. Ele nunca sentiu nenhum medo. “Não me lembro de ter ficado particularmente assustado com tudo isso”. Na verdade, eu estava um pouco intrigado com isso. Não me lembro de nada doloroso ter acontecido”.

CONCLUSÕES:

Como os casos acima nos mostram, pode ser extremamente difícil categorizar uma experiência de OVNI. Embora existam padrões definidos, os encontros são tão individuais quanto as pessoas que os têm. As testemunhas, como regra, experimentam uma grande variedade de eventos além do abdução e do exame. Atualmente estou trabalhando com várias pessoas cujas experiências com ETs são tipicamente atípicas. Um caso envolve uma mulher do sul da Califórnia que teve múltiplos encontros com ETs do tipo grey (cinzento). Ela tem várias testemunhas e provas físicas para apoiar a veracidade de seus encontros, que foram além do padrão de abduções e exames que faltam e evoluíram para encontros totalmente conscientes durante os quais ela foi curada de vários males, foi ensinada a curar e recebeu outras informações espirituais. Ela relata que os greys (cinzentos) são muito amorosos e emocionais. Outro caso envolve uma senhora que já teve múltiplos encontros com alienígenas do tipo louva-a-deus. Seus encontros não têm sido benevolentes; sua saúde tem sofrido com isso. Entretanto, em algumas ocasiões, os alienígenas lhe disseram informações extremamente pessoais que lhe demonstraram conclusivamente que estavam muito preocupados com sua vida. Eles não só mostraram que a haviam observado durante toda a infância, mas também lhe deram uma série de previsões, várias das quais já se tornaram realidade. Algumas das informações eram tão pessoais, que a testemunha se recusou até mesmo a discuti-las.

Embora as abduções e exames pareçam ser o fator mais comum, há um vasto número de experiências além disso. Mais uma vez, a conclusão é inescapável de que os extraterrestres têm um profundo na humanidade. Por que outro motivo, eles levariam algum tempo para consertar a motocicleta de alguém, curar alguém com síndrome do túnel do carpelo ou pendurar alguém abaixo de sua nave e mostrar como eles sugam a eletricidade das linhas de energia?

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Fonte:

Beyond UFO Abductions, by Preston Dennett.

https://www.llewellyn.com/journal/article/530

COPYRIGHT (2003) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/alem-das-abducoes-de-ovnis/

A Originalidade na Magia do Caos

Por Wanju Duli

“Assim como é em cima, é embaixo, e também no meio”

– P.J. Carroll, “The Octavo”

Quando falamos em Magia do Caos, logo vêm à nossa mente nomes como Austin Osman Spare e Peter J. Carroll; o primeiro, idealizador dos sigilos e do Alfabeto do Desejo, enquanto o segundo ocupou-se de elaborar a IOT, uma Ordem particularmente exótica e ousada, tendo como base sua obra “Liber Null”.

Em Liber Null podemos encontrar excertos como Liber MMM e Liber LUX, que constituem as primeiras propostas desse sistema, com uma série de exercícios. Somos apresentados à Caosfera, o Sigilo do Caos, que seria um espelho de escuridão para comunicação entre os adeptos, segundo as palavras do autor. O termo “Caos” é escolhido, pois vocábulos como “Deus” ou “Tao” estariam condicionados às impressões mentais previamente atribuídas a tais expressões.

Nessa mesma obra, Carroll afirma que os Iluminados de Thanateros são os herdeiros mágicos do Zos Kia Cultus de Spare e da A.’.A.’. de Crowley. Ele inclusive cria um diagrama maluco para provar isso, demonstrando em que medida diferentes tradições mágicas se conectam a IOT.

Contudo, a ideia não era apenas desenvolver uma nova tradição mágica com a junção de diferentes elementos previamente existentes, como podemos ver nos seguintes trechos do autor:

“O intelecto é uma espada, e seu uso é para evitar a identificação com qualquer fenômeno particular encontrado. As mentes mais poderosas agarram-se ao menor número de princípios fixos. A única visão clara é do alto da montanha dos seus egos mortos “.

“É um erro considerar qualquer crença mais libertadora que outra. É a possibilidade de mudar que é importante. Cada nova forma de libertação está destinada a eventualmente se tornar outra forma de escravidão para a maioria de seus adeptos. Não há liberdade da dualidade neste plano de existência, mas podemos ao menos aspirar à escolha da dualidade”.

“A energia é liberada quando um indivíduo quebra as regras de condicionamento com algum ato glorioso de desobediência ou blasfêmia. Essa energia fortalece o espírito e dá coragem para atos de insurreição”.

A intenção mais profunda de Carroll era desenvolver uma magia que permitisse a mobilidade de sistemas de crenças, utilizando a crença escolhida somente como uma ferramenta para atingir determinado objetivo, dando mais ênfase ao resultado do que ao processo em si. Isso incluiria até uma possibilidade de inversão ou alteração em princípios éticos clássicos, pois, conforme o próprio autor diz, logo você descobrirá que ideias que nos parecem bizarras, loucas, extremas, arbitrárias e sem sentido são tão malucas quanto aquelas que antes julgávamos como razoáveis, sensíveis e humanitárias.

Com o texto “Truque da Mente em Demonologia”, apresentado em Liber Kaos, podemos sentir essa ideia:

“Liber Boomerang

Um deus ignorado é um demônio nascido.

Pensa você na hipertrofia de alguns egos à custa de outros?

O que é negado ganha poder, e busca formas estranhas e inesperadas de manifestação.

Negue a morte e outras formas de suicídio irão surgir.

Negue o sexo e formas bizarras de sua expressão irá atormentá-lo.

Negue o amor e sentimentalismos absurdos irão incapacitá-lo.

Negue a agressão, apenas para eventualmente fitar a faca ensanguentada em sua mão trêmula.

Negue medos e desejos honestos apenas para criar neuroses e avareza sem sentido.

Negue o riso e o mundo rirá de você.

Negue a magia apenas para se tornar um robô confuso, inexplicável até para si mesmo”.

No entanto, isso não significa que os caoístas destroem completamente a noção de moralidade, como nos relembra Phil Hine, em “Condensed Chaos”:

“Assim, apesar do glamour, os magos do Caos raramente são completamente amorais. Um dos axiomas básicos da filosofia mágica é que a moralidade cresce de dentro, uma vez que se começa a conhecer a diferença entre o que você aprendeu a acreditar e o que você quer acreditar”.

A ideia é quebrar noções pré-estabelecidas para começar a construir seus próprios castelos de areia nesse terreno fértil; estabelecer os fundamentos de suas ideias acerca da realidade; ou perceber que simplesmente não necessita de algo assim.

Isso nos recorda um pouco das três metamorfoses do espírito de Nietzsche:

“Qual é este grande dragão a que o espírito já não quer chamar nem senhor, nem Deus? O nome do grande dragão é ‘Tu deves’. Mas o espírito do leão diz: ‘Eu quero.’”

Inicialmente somos um camelo, que carrega o peso dos valores. Devemos nos converter em leão para destruí-los. E, finalmente, nos tornarmos crianças para criar.

“Na verdade, irmãos, para jogar o jogo dos criadores é preciso ser uma santa afirmação; o espírito quer agora a sua própria vontade; tendo perdido o mundo, conquista o seu próprio mundo”.

Estamos esquentando? Pois bem. Que pegue fogo! Para começarmos a tentar compreender que é a Magia do Caos, sugiro algumas palavras de meu escritor favorito sobre o tema, o cavalheiro chamado Ramsey Dukes, Lionel Snell, o Rato que Gira, ou seja lá qual foi o codinome que esse senhor resolveu adotar dessa vez. Comecemos com SSOTBME (“Sex Secrets of the Black Magicians Exposed”):

“Magia do Caos é, com efeito, o mais seguro sistema mágico que existe. Paradoxalmente, no entanto, ganhou uma reputação vermelha e quente por ser a mais perigosa, sinistra e insana forma da loucura mágica remanescente”.

Quando assumimos a premissa de que “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido”, pode ser realmente assustador. Você precisa lidar com sua imaginação e principalmente com um verdadeiro terror: sua liberdade.

“Um magista prático não tem interesse nos problemas filosóficos que atormentam o cientista que pergunta: ‘Tem certeza que foi a sua magia que a curou? Como você sabe que não foi apenas uma coincidência?’ Tal especulação é irrelevante para o Mago. Ele fez o feitiço, ela foi curada. Se fosse uma coincidência, não importa contanto que ele possa trazer tais coincidências “.

Um caoísta está mais preocupado com o resultado prático, as emoções geradas, o chacoalhar de paradigmas, do que em vestir robes, carregar espadas ou enredar-se em paradoxos ontológicos. Para isso, ele realiza uma profunda investigação acerca dos processos mágicos, com a intenção de desvendar os caminhos que o levam a ativar as engrenagens da magia.

Enquanto a magia tradicional possui força pelo peso de seu caráter inveterado, riqueza cerimonial e alto teor filosófico, o poder da Magia do Caos reside em adaptar sistemas conforme o gosto, para que a paixão do magista e sua metamorfose paradigmática inflamem sua vontade e gerem essa carga empírica de transformação.

“Assim, é inútil perguntar a um magista se Deus, anjos ou demônios ‘realmente existem’. Simplesmente ao dizer as palavras você os fez existir! Pergunte novamente se essas entidades abstratas podem produzir qualquer efeito no mundo físico, e eles já produziram – eles fizeram você fazer perguntas “.

Agora, veremos o que Dukes tem a nos dizer em sua obra “BLAST Your Way To Megabuck$ with my SECRET Sex-Power Formula”:

“Nós não podemos acreditar agora na dualidade antiga dos que estão trabalhando para o bem e dos que estão trabalhando para o mal, porque fazer qualquer mudança é invocar a incerteza. A nova dualidade é entre aqueles que desejam manter as coisas como estão, e aqueles que desejam mudá-las”.

“Eu quero ser rico, feliz, sexy, poderoso ….

Ei! Eu descobri essa coisa chamada ‘magia’ que pode torná-lo rico, feliz, sexy, poderoso …

Uau! Estive lendo sobre magia e descobri que é realmente muito simples se tornar rico, feliz, sexy, poderoso … contanto que você faça uma coisa – você deve se tornar perfeito primeiro.

Então, como você sabe quando se tornou perfeito?

Oh merda. Você sabe que é perfeito quando você já não QUER ser rico, feliz, sexy, poderoso …”

E, para finalizar, uma frase de Hugo C. St. J. l’Estrange:

“Quando a humanidade irá crescer fora de seu flerte com a ética cristã, e encarar o fato de que o Grande Princípio Cósmico não é fazer o que é certo e honrado, mas fazer o que é errado com ESTILO”.

Espere, eu disse “finalizar”? Esse é só o começo. Magia do Caos é muito mais do que brincar de utilizar vários estilos de magia previamente existentes e misturar tudo para se revoltar contra a autoridade. Quando você quebra seus conceitos não irá simplesmente preencher o espaço coletando vários pedaços de conceitos aqui e ali, como se estivesse num buffet em self-service, selecionando os pratos que lhe parecem mais saborosos para montar o seu.

Você pode até experimentar os diferentes pratos no começo, para aprender os sabores. Mas em algum momento o caoísta DEVE tornar-se um cozinheiro. Esse é o coração da Magia dos Caos: ser um verdadeiro chef de sistemas do ocultismo. Pois a Magia do Caos não é somente um novo sistema, um destruidor de sistemas ou um agregador deles. Antes, é um “sistema criador de novos sistemas”.

E aqui iremos resgatar alguns excertos do brilhante artigo de Frater Xon, membro da IOT North America, chamado “O Magista Eclético vs. O Magista do Caos”:

“Qualquer um pode ler um livro de magia e cuspir de volta o que está contido nele. Memorize gematria e livros de Crowley, e de repente você é um mago Hermético. Leia um livro de xamanismo, compre um tambor, e de repente você é um místico tribal. Dê algum dinheiro para as pessoas certas, memorize alguns cânticos e orações, e de repente você é um Santero. Maldição, vá em frente e leia Spare, desenhe alguns sigilos e puf! Instantaneamente ‘Magista do Caos’!”

“Estes são todos truques e ilusões mentais inexpressivos. Mesmo um papagaio pode repetir os sons que ouve sem compreendê-los “.

“O verdadeiro caoísta tem a capacidade de dar à luz coisas novas e incomuns. Eles podem criar novos sistemas, novos métodos e novos rituais fora do que já foi criado. O verdadeiro caoísta é essencialmente um artista “.

“Se você não pode criar algo novo para mim, então eu não estou particularmente interessado em você. Eu não me importo se você memorizou todos os livros de magia do planeta. Eu não me importo se você está sentado em seu templo realizando rituais pré-fabricadas doze horas por dia. Se você não consegue pensar numa única coisa nova para me oferecer, o que há de bom em você? Você é apenas um computador dizendo as mesmas coisas antigas que outras pessoas já disseram antes”.

“Mas, se você pode criar uma única coisa simples de pura criatividade que funciona, mesmo se não é a coisa mais incrível do mundo, isso ainda me impressiona muito mais do que todas as bibliotecas de magia do mundo.”

E aqui finalmente concluímos nossa introdução sobre a Magia do Caos, com muitas citações, refrescos e poderosas frases de efeito, para tentar agradar tanto aos mais tradicionais quanto àqueles que estão cansados do velho cadáver mágico, já tão desgastado e apodrecido. A Magia do Caos é uma vertente incrível e muito viva, que está em polvorosa na atualidade, tanto no cenário nacional quanto internacional, com propostas criativas, inovadoras e extraordinárias.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-originalidade-na-magia-do-caos