A medida de todas as coisas

Desde que a pitonisa do templo de Apolo afirmou que Sócrates era o homem mais sábio da Grécia, ele se dedicou a procurar saber quem era realmente sábio, e quem se julgava sábio, mas não era. A suspeita de Sócrates era simples: ele mesmo não se julgava sábio, portanto se os deuses afirmavam que o era, a única explicação era a de que a sua parca sabedoria advinha do fato de reconhecer a própria ignorância. O mundo era muito vasto, e o grande sábio da Grécia era sábio exatamente por perceber que ainda havia muito por ser descoberto – não era possível julgar-se coisa alguma no ramo da sabedoria, ou pelo menos não no sentido de estarmos numa posição superior aos demais.

Era uma época privilegiada da civilização Grega, por todo o lado surgiam grandes pensadores e, como não poderia deixar de ser, diversas teorias diferentes que tentavam explicar o mundo. Talvez o pensamento mais revolucionário da época – para o bem ou para o mal – tenha sido o sofismo. Até o surgimento dos sofistas, a educação grega (paideia) não fazia distinções entre religião e cultura – estava profundamente enraizada na religiosidade. Mas eis que surge o sofismo, e com ela uma nova forma de se pensar a educação: não mais um conceito de formação moral, enraizado nos valores absolutos transmitidos pelos deuses, mas um método de conhecimento do mundo, de organização dos diversos “saberes”, relativo em seus valores morais, assim como cada grupo de homens e, em última instância, cada indivíduo, traz consigo a sua própria visão de mundo – sua própria moral, independente dos deuses.

Sócrates se dedicou a demolir os argumentos de cada sofista que passou por seu caminho em Atenas. Perante sua sabedoria enraizada em campos elevados, seus argumentos eram como bodes mancos incapazes de subir as encostas de uma colina… Ante a máxima de Protágoras, um dos grandes dentre a escola sofística – o homem é a medida de todas as coisas –, Sócrates sai-se com uma outra máxima, que segundo muitos lhe é amplamente superior – a medida de todas as coisas é Deus.

É muito fácil, hoje em dia, interpretar tais afirmações de forma superficial, e fora de seu contexto. Pode-se, dessa forma, até mesmo imaginar que Protágoras e os sofistas eram prepotentes e ateístas, enquanto que Sócrates era o grande sábio temente a Deus… Porém, ambos, tanto Sócrates quanto Protágoras, foram acusados de ateísmo. A diferença é que Protágoras fugiu para a Sicília, impondo-se um auto-exílio, enquanto que Sócrates preferiu aceitar a punição máxima da morte por ingestão de veneno, embora tenha lhe sido ofertada a opção do exílio…

Não se discute que Sócrates foi um homem muito mais sábio, nobre, e relevante para a história da cultura ocidental, do que Protágoras – ele obviamente o foi. Porém, não se deve julgar todos os sofistas apenas por aquilo que se mostra deles nos livros de Platão. Em realidade, aqueles não eram sofistas na real acepção de seu lema (humanistas em essência), do contrário seriam grandes amigos de Sócrates, e não aqueles que ele caça em meio às ruas de Atenas, ansioso por demonstrar-lhes os equívocos de suas “suposições do grande saber”.

Com o sofismo surgiram os primeiros pedagogos e os primeiros advogados de que se tem notícia na história. Tratavam-se de homens que dedicavam a vida a estudar o conjunto dos conhecimentos e saberes, e então vendiam seus ensinamentos aos homens abastados, particularmente aqueles que se interessavam pela oratória ou pela política. Ora, Sócrates não cobrava por seus ensinamentos, mais consta que sobrevivia do auxílio de seus discípulos. Pode-se então imaginar Sócrates como um “mendigo sábio”, e os sofistas como enganadores e quem sabe até ladrões… Mas em realidade todos tiveram seu devido papel na história.

É sabido que Sócrates não confiava muito na “sabedoria escrita”. Acreditava que os discursos escritos não tinham como defender a si próprios da argumentação alheia, eram demasiadamente estáticos e, portanto, impróprios para uma reflexão aprofundada do Cosmos. Ora, é claro que Sócrates tinha razão, mas o problema é que o mundo vinha já crescendo, e os conhecimentos humanos com ele; Também se fazia necessária à devida “catalogação” dos saberes, a organização dos processos de ensino, enfim, o surgimento da pedagogia.

Se hoje existem mestrados, doutorados e áreas de especialização nas mais diversas disciplinas, não se enganem: também devemos isso aos sofistas, e bem mais do que a Sócrates. Entretanto, a questão parece estar em não abandonar a sabedoria, em não esquecer da espiritualidade, nos afogando em meio à pura racionalidade dos sistemas de conhecimento humanos. No fundo, Sócrates também tinha razão numa coisa: existem coisas que os livros jamais poderão nos ensinar.

Sim, o homem pode mesmo ser a medida de todas as coisas, mas tão somente no sentido de que é o homem quem interpreta todas as coisas, e é através dele que elas são efetivamente medidas. Mas sabemos que no mundo existem muitas e muitas coisas que estão além da medida, que não se equacionam, e que tampouco puderam nalgum dia serem medidas. Coisas como o amor, a ética e a poesia parecem pertencer a um outro reino, muito no alto das montanhas, além de nossa capacidade de catalogação – eis as coisas que residem no mundo das idéias, na terra da essência e não da transitoriedade. As coisas medidas por Deus.

O homem, porém, está no mundo, vive no mundo, lida com o mundo. Se ele consegue perceber a essência divina das coisas, da mesma forma parece conseguir organizar o próprio conhecimento dessa percepção, e medir o infinito por sua própria medida – humana!

Existem, portanto, essas duas lentes para se enxergar o Cosmos: uma lente que enxerga os sentidos e essências e outra lente capaz de observar os mecanismos e conhecimentos. Para muitos seres a vida sem a primeira lente pode ser insuportável e cinzenta; Mas há ainda outros que parecem ignorar a falta desta primeira lente por completo, e se dedicar apenas a uma imensa “catalogação” das cores do Cosmos. Seja como for, embora a segunda lente se faça até mesmo mais necessária quando consideramos uma vida em sociedades de conhecimento, o ideal me parece ser podermos contar com ambas. Contar com o humanismo dos sofistas e a espiritualidade dos sábios – ver tudo o que há para ver na imensidão infinita. E medir…

#Educação #Filosofia #Platão #Sócrates

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-medida-de-todas-as-coisas

A bolha da Consciência no mar da Imaginação

Triumphant George

O que você realmente é uma bolha de consciência em um mar de possibilidades. Dissolvidos neste mar estão implicitamente todas as experiências e padrões que existem, embora apenas alguns estejam apenas sutilmente presentes e pouco ativados. Sua sensação de fundo é a orientação global e o sentido somado de todos os padrões ao redor da sua bolha e aos quais você está se apegando (os fatos-do-mundo). Toda experiência sensorial é o surgimento espontâneo e sem esforço de padrões em alinhamento com esta sensação. A mudança da sensação é como realmente selecionamos a experiência.

O conteúdo dos seus sentidos e da sua história aparente não têm impacto necessário sobre o que acontece a seguir, se você se separar delas. Tudo o que importa são os padrões aos quais você está se apegando agora.

Se você acionar um padrão, ele surgirá posteriormente em sua experiência (pensamentos e sentidos). Recordar ou experimentar parte de um padrão de alguma forma aciona todo o padrão (e, em menor grau, todos os padrões associados) por meio do preenchimento automático.

Toda imaginação em primeira pessoa é um padrão na consciência e todas trazem uma experiência. Se você se imagina fazendo algo de uma perspectiva de 1ª pessoa, você está imaginando “eu fazendo isso” e mais tarde você se experimentará fazendo isso ou algo parecido.

Se você se imagina fazendo algo a partir de uma perspectiva de 3ª pessoa, você está imaginando “ver alguém fazendo isso” e mais tarde você experimentará alguém fazendo isso ou algo parecido. Se você imaginar uma coruja na sua frente, o que você está fazendo é imaginar “ver uma coruja”. Você verá posteriormente corujas. As pessoas comuns chamam isso de “sincronicidade”.

O padrão irá se sobrepor a outros padrões que você está segurando. É por isso que ela não se torna imediatamente sua experiência. É imediatamente verdade, mas seus outros padrões se encaixam em uma estrutura de tempo.

Quanto mais desapegado você estiver da experiência sensorial e das sensações, mais rápida e completamente o padrão se tornará experiência. Se você não tivesse nenhum padrão de tempo, seria imediato.

Observe que uma emoção é um aspecto sensorial. Agarrar-se a uma emoção é desencadear ou reter todos os padrões que têm essa emoção como parte deles.

A Prática

Defina e afirme-se como o espaço aberto da consciência em que as experiências sensoriais aparecem.

Lembrando que toda imaginação está na 1ª pessoa e é o desencadeamento de um padrão de memória que virá à experiência – você deve sempre imaginar a partir de sua própria perspectiva.

Padrões se manifestam imediatamente da perspectiva do tempo. “É verdade agora que isso acontece então.”

Em última análise, você deve procurar se desapegar completamente da experiência sensorial ao seu redor (o que parece estar acontecendo) e da sensação (que é um resumo dos fatos do mundo que você acumulou).

Quanto mais desapegado você for, mais você pode simplesmente “decidir” sobre algo (a imaginação parcial que é a “decisão” acionará todo o padrão via preenchimento automático).

Na ausência de desapego completo, permitir que o padrão de decisão (que normalmente será apenas o sentimento da decisão) ou uma situação imaginada (uma visualização sensorial da experiência desejada) se intensifique antes de abandoná-lo irá priorizá-lo sobre outros padrões.

Não há problema em re-decidir ou re-imaginar um padrão, desde que sua decisão não contenha detalhes específicos, do caminho de manifestação, mesmo que apenas implícito. Caso contrário, estará essencialmente recriando seu padrão futuro novamente.

O Espaço do Sonho Experiencial

Se é verdade que a realidade é como um sonho, então deve ser verdade agora. Na sala em que você está aparentemente, neste exato momento. Então olhe ao redor. Além disso, seu próprio corpo e pensamentos devem ser sonhados, juntamente com todas as outras experiências que você está tendo. Tudo isso deve estar surgindo dentro de um “espaço de sonho”, uma bolha feita de consciência. Toda essa experiência é “você”! Geralmente não se sente assim, não é? Por que não?

Mesmo que compreendamos intelectualmente que tudo é consciência e que o mundo é indiviso, geralmente ainda sentimos que há um interior e um exterior para experimentar, que estamos “localizados” e separados, exceto durante certas experiências de pico. Qual é a natureza desse sentimento? Podemos abordá-lo diretamente? Eu digo que podemos.

Pensamentos presos, movimentos incompletos

Sugiro que essa desconexão surja porque, com o tempo, acumulamos formas de “detritos experienciais” em nossas bolhas. As ideias que aceitamos, os pensamentos que temos, os outros encontros no mundo, sejam passivos ou ativos – tudo deixa rastros que, quando repetidos e reativados, gradualmente se solidificam. Há muitas implicações disso, mas as mais importantes no momento são:

Pensamentos Presos. Estas são basicamente estruturas de pensamento que se solidificaram em seu espaço, em vez de se dissolverem naturalmente. Estes podem estar localizados na área do seu corpo ou além. Esse senso de divisão entre corpo e mundo é um desses pensamentos.

Movimentos Incompletos. Estas são intenções que foram resistidas ou abortadas antes de serem concluídas. Isso pode ser uma resposta de sobressalto reprimida, uma decisão de fazer algo que você interrompeu por tensão ou uma intenção inversa, e assim por diante.

Nenhum destes surgiria ou seria um problema se vivêssemos em não-resistência aberta. No entanto, a maioria de nós está se apegando a – identificando-se com – certos padrões de consciência, e isso impede a passagem e dissolução natural dessas estruturas. Isso leva a uma sensação de confusão e restrição (pensamentos presos) e tensão (movimentos incompletos).

Identidade sutil, limite sutil

Embora todas as estruturas mantidas interfiram em nossa apreciação direta da experiência onírica, existem duas em particular que, sendo sutis, são frequentemente negligenciadas:

A primeira é a Identidade Sutil. Esta é uma sensação de localização, geralmente em algum lugar ao longo da linha central do corpo. É um “pensamento preso” que consiste apenas em um sentido sentido. É onde você sente que “eu” está, mesmo quando você obviamente o experimenta de fora – ou seja, “eu” está experimentando “isso”.

O segundo é o Limite Sutil. Isso muitas vezes corresponde ao que é percebido como o “espaço pessoal”. Tal como acontece com a identidade, é uma sensação sutil, uma estrutura tridimensional sentida como uma “parede” sutil entre uma área do espaço do sonho e o resto. Mais uma vez, consiste apenas em um sentimento localizado.

A chave para experimentar diretamente a natureza indivisa de seu mundo é pelo menos reconhecer e, idealmente, dissolver essas duas estruturas.

Liberando Estruturas Retidas

Existem três abordagens gerais para liberar essas estruturas, variando de passiva a totalmente ativa:

Passiva. Simplesmente deite-se no chão todos os dias por cerca de 10 minutos. Solte completamente a gravidade e permita que seu corpo e seus pensamentos se movam como quiserem. Se você perceber que sua atenção está restrita a algum aspecto da experiência, simplesmente deixe de prender sua atenção. Deixe-o vagar como quiser. Gradualmente, por um longo período, seus padrões retidos vão se desfazendo naturalmente. No entanto, você sentirá os benefícios de maior clareza quase imediatamente, pois as estruturas mais rasas evaporam rapidamente.

Investigativo. Nesta abordagem, você detecta ativamente as áreas difíceis e as libera. Às vezes, sabemos que há um problema específico que precisa ser resolvido, outras vezes podemos escanear nossos corpos ou um espaço maior e procurá-los. De qualquer forma, abordamos essa tarefa com uma atenção aberta e relaxada. Tendo identificado uma área emperrada em particular, nós “nos sentamos com ela” e deixamos que ela se intensifique e solte no fundo por conta própria.

Ativo-Assertivo. A versão mais extrema é ir direto para o resultado desejado. Estruturas residuais são acumuladas ao longo do tempo, uma deformação da natureza aberta, experiência vazia com a qual começamos. Em vez de difundir gradualmente essas estruturas, podemos afirmar voluntariamente o espaço aberto como nossa experiência.

Para fazer isso ou seja, permitimos que nossa atenção se abra e seja ilimitada: expanda para todo o espaço do corpo, a sala e além. Tomamos nossa posição como o espaço de fundo no qual os padrões aparecem. Nós então simplesmente afirmamos – declaramos a nós mesmos como um fato, invocamos a sensação de que é verdade – que estamos experimentando um espaço completamente aberto e sem estrutura.

Você sentirá imediatamente o contrário disso: ainda não é verdade e, portanto, você estará muito consciente dos elementos da experiência que não estão abertos e vazios. A realidade oferecerá sua contra-afirmação! Independentemente disso, você simplesmente permanece com essa postura de afirmação e se senta com ela. Gradualmente, a resistência diminuirá. Com a prática regular, você se aproximará rapidamente de uma experiência mais clara e aberta – a identidade e o limite sutis se tornarão particularmente óbvios para você e se suavizarão posteriormente. No entanto, uma sensação de espaço expandido e divisão mais frouxa será quase imediata.

Importante: você está afirmando o sentimento de verdade disso diretamente no espaço do sonho aqui, em vez de meramente pensar sobre isso.

Observe que, com a abordagem final, você está efetivamente se substituindo por espaço vazio. Como tal, é natural que você encontre uma resistência bastante forte e até uma sensação de medo existencial. Por essa razão, provavelmente é melhor começar com um dos outros métodos, avançar para isso e começar apenas com “afirmação leve” até que você se acostume com a experiência.

Há boas áreas para explorar, vamos ver duas delas, a Imaginação Líquida e a Sala da imaginação.

Imaginação Líquida

QUANDO falamos de imaginação e de imaginar algo, tendemos a pensar em uma experiência visual ou sensorial delimitada. Estamos imaginando um carro vermelho, estamos imaginando uma árvore na floresta.

No entanto, a imaginação não é tão direta assim, e concebê-la incorretamente é apresentar uma barreira ao sucesso – e ao entendimento de que imaginar e imaginar é tudo o que existe.

Na verdade, não imaginamos no sentido de manter um objeto sólido, mas como um caldo no qual este sólido faz parte. Imaginamos que há um carro vermelho e estamos olhando para ele mas lá também estão as estradas, a paisagem, as leis de trânsito; imaginamos que há uma árvore na floresta e podemos vê-la com toda sua fauna e flora, Em outras palavras, primeiro imaginamos ou “afirmamos” que algo é verdadeiro – e a experiência sensorial correspondente segue em nossa mente.

É nesse sentido que imaginamos ser uma pessoa em um mundo. Você está atualmente imaginando que é um humano, em uma cadeira, em uma sala, em um planeta, lendo algum texto. Imaginamos fatos e a experiência correspondente segue, mesmo que o fato em si não seja percebido diretamente. Tendo imaginado que há uma lua, as marés ainda parecem afetar a costa, mesmo que seja um céu nublado.

E tendo imaginado um fato que é um fato eterno, sua experiência sensorial contínua permanecerá consistente com ele para sempre. Até você decidir que não é eterno, afinal.

Exercício: Ao tentar visualizar algo, em vez de tentar tornar as cores e texturas vívidas, tente aceitar plenamente o fato de sua existência e deixe a experiência sensorial seguir espontaneamente.

Sala da Imaginação

Há uma vasta sala. O chão é transparente e através dele brilha uma luz infinitamente brilhante, enchendo completamente a sala com uma luz branca imutável e ilimitada.

De repente, padrões começam a aparecer no chão. Esses padrões filtram a luz. Os padrões se acumulam, camada sobre camada entrelaçados, até que, em vez de uma luz homogênea preenchendo a sala, a luz parece ser holograficamente redirecionada pelos padrões para a forma de experiências, dispostas no espaço, desdobrando-se ao longo do tempo. Experiências que consistem em sensações, percepções e pensamentos.

No centro da sala há sensações corporais, que você reconhece como… você, seu corpo. Você decide se centrar na parte superior dessa região, como se estivesse “olhando” de lá, “sendo” aquela experiência corporal.

No momento você está simplesmente experimentando, sem fazer nada. No entanto, você percebe que cada experiência que surge aprofunda ligeiramente o padrão correspondente a ela, tornando-o mais estável e mais provável de aparecer novamente à medida que a luz é canalizada para essa forma.

Agora, você percebe outra coisa. Se você criar um pensamento, a imagem aparecerá flutuando na sala – como uma experiência. Novamente, o padrão correspondente é aprofundado. Só que desta vez, você está criando a experiência e, na verdade, criando um novo hábito em seu mundo!

Até mesmo dizer uma palavra ou frase que desencadeia as associações correspondentes, portanto, não é apenas o simples pensamento que deixa um padrão mais profundo, mas todo o contexto desse pensamento, sua história e relacionamentos.

Agora, enquanto você caminha hoje, você sentirá o chão sob seus pés – mas você saberá que sob o que parece ser o chão é na verdade o chão da sala, através do qual a luz está brilhando, sendo moldada na experiência ao redor vocês. Apesar de parecer se mover você sempre está no centro. Não é a sala que se move é o mundo projetado por você dentro da sala. E cada pensamento ou experiência que você tem está mudando o padrão…

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-bolha-da-consciencia-no-mar-da-imaginacao/

Waking Life: A Eterna Pergunta

-Deixe eu lhe contar um sonho que tive. Li um ensaio de Philip K. Dick…

– No seu sonho?

– Não, eu o li antes do sonho. Esse é o preâmbulo. Era sobre aquele livro, Flow My Tears, the Policeman Said, você o conhece?

– Ele ganhou um prêmio por esse livro.

– É um que ele escreveu muito rápido. Simplesmente fluiu. Ele sentiu como se o estivesse psicografando, ou algo. Quatro anos antes de vir a ser publicado o livro, ele estava em uma festa, e conheceu uma mulher com o mesmo nome que a mulher do livro. E o namorado dela tinha o mesmo nome que o namorado da mulher do livro. E ela estava tendo um caso com um delegado de polícia, que tinha o mesmo nome que o delegado de seu livro. Tudo o que ela dizia sobre a vida dela parecia ter saído de seu livro.

Isso tudo o deixou muito assustado, mas o que ele podia fazer?

Anos depois, ele foi pôr uma carta no correio e viu um sujeito meio estranho em pé, ao lado de seu carro. Mas, ao invés de evitá-lo, como normalmente teria feito, ele disse: “Posso ajudá-lo?” E o sujeito disse: “Sim, eu fiquei sem gasolina”. Ele lhe deu algum dinheiro, coisa que jamais teria feito.

Ele chega em casa e pensa “Ele não conseguirá chegar ao posto. Ele está sem gasolina!”

Então, ele volta, acha o sujeito e o leva ao posto de gasolina. Enquanto estaciona, ele pensa: “Isto também está no meu livro! Este mesmo posto. Este mesmo sujeito. Tudo!”

Bem, este ocorrido é um tanto assustador, certo? Então ele resolve contar a um padre que ele escreveu um livro e que, quatro anos depois, tudo isso aconteceu.

E o padre diz: “Este é o Livro de Atos dos Apóstolos”. Ele responde: “Mas eu nunca o li!” . Então ele lê o Livro de Atos e lhe é estranhamente familiar. Até os nomes dos personagens são iguais aos da Bíblia!

O Livro dos Atos se passa em 50 d.C. Então, Dick criou uma teoria segundo a qual o tempo é uma ilusão e estaríamos todos em 50 d.C. E que a razão pra ele ter escrito esse livro era que ele, de algum modo atravessou essa ilusão, esse véu do tempo, e o que ele viu ali foi o que acontecera no Livro dos Atos.

Ele se interessava pelo gnosticismo e pela idéia de que um Demiurgo, ou demônio, teria criado essa ilusão do tempo para nos fazer esquecer que Cristo retornaria e que o Reino dos Céus estava pra chegar. E que estamos todos em 50 d.C e há alguém tentando nos fazer esquecer que Deus é iminente. Isso define o tempo e a História. É só um tipo de devaneio ou distração contínuos.

Então eu li isso e pensei: “Que estranho”. E, naquela noite, eu tive um sonho. E nele havia um homem que, supostamente, era um paranormal. Mas eu pensava: “Ele não é realmente um vidente”. Então, de repente, começo a flutuar, levitando até atingir o teto. Eu estava quase atravessando o telhado, quando digo: “Ok, Sr. paranormal, tudo bem, eu acredito em você”. E flutuo de volta. Quando meus pés tocam o chão o vidente vira uma mulher usando um vestido verde, e esta mulher é Lady Gregory. Ela era a patrona de Yeats, uma irlandesa. Mesmo nunca tendo visto a sua imagem eu tinha certeza de que esse era o rosto de Lady Gregory.

Então, enquanto andávamos, Lady Gregory vira-se para mim e diz “Deixe-me explicar-lhe a natureza do universo. Philip Dick está certo quanto ao tempo, mas errado quanto a ser 50 d.C. Na verdade, só existe um instante, que é agora. E é a eternidade. É um instante no qual Deus está apresentando um pergunta, que é basicamente: “Você quer fundir-se com a eternidade? Você quer estar no céu?” E estamos todos dizendo: “Nããão, obrigado. Ainda não”. Logo, o tempo é apenas o constante “não” que dizemos ao convite de Deus. Isso é o tempo. Não estamos em 50 d.C., como não estamos em 2001. Só existe um instante. E é nele que estamos sempre”.

Então ela me disse que esta é a narrativa da vida de todo mundo. Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história, a de se ir do “não” ao “sim”.

Toda a vida é: “Não, obrigado. Não, obrigado”. E, em última instância é: “Sim, eu me rendo. Sim, eu aceito. Sim, eu compreendo”. Essa é a jornada. Todos chegam ao “sim” no final, certo?

Então, continuamos a andar e meu cachorro corre em minha direção. Fico tão feliz. Ele morreu anos atrás. Estou fazendo carinho nele e percebo um troço nojento saindo de seu estômago. Olho para Lady Gregory e ela tosse, se desculpando. E há vômito escorrendo por seu queixo, e o cheiro é horrível. E eu penso: “Peraí, isto não é só cheiro de vômito. É cheiro de vômito de gente morta!”. Isso é duplamente horripilante. Então percebo que estou no Mundo dos Mortos. Todos à minha volta estão mortos. Meu cachorro morrera há 10 anos, Lady Gregory há muito mais tempo.

Quando acordei, pensei: “Aquilo não foi um sonho. Foi uma visita a um lugar real, o Mundo dos Mortos!”.

– O que aconteceu? Como você conseguiu sair de lá?

– Cara, isso foi uma daquelas experiências que transformam a vida. Eu nunca mais voltei a ver o mundo do mesmo jeito.

– Mas como é que você finalmente saiu do sonho? Esse é o meu problema. Eu estou aprisionado! Fico achando que estou acordando, mas ainda estou num sonho. Quero acordar de verdade. Como se acorda de verdade?

– Eu não sei… Não sou mais tão bom nisso. Mas, se é o que está pensando, você deve fazê-lo, se puder. Porque, um dia, não será mais capaz… então – é fácil – simplesmente acorde.

(Diálogo final do filme Waking Life, de Richard Linklater)

#espiritualismo #Filmes #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/waking-life-a-eterna-pergunta

A Bruxaria Italiana e o Catolicismo

Por Raven Grimassi

“É a coisa mais natural do mundo que haja certas misturas, compromissos e pontos de afinidade entre a Stregheria – bruxaria, ou “religião antiga”, fundada na mitologia e ritos Etruscos ou Romanos – e a Católica Romana: ambos eram baseados em magia, ambos usavam fetiches, amuletos, encantamentos e recorreram a espíritos. Em alguns casos, esses espíritos ou santos Cristãos correspondiam e eram realmente derivados da mesma fonte dos pagãos. Os feiticeiros entre os camponeses Toscanos não demoraram a perceber isso.”

– Citação do livro Etruscan Roman Remains (Restos Romanos Etruscos, 1892), por Charles Leland.

Na Itália, há muito tempo é costume, desde a Idade Média, que as bruxas Italianas cubram sua identidade com um verniz de Catolicismo para não levantar suspeitas. Isso inclui assistir à Missa e participar dos Ritos de Passagem esperados de alguém na comunidade Católica. Charles Leland, em seu livro Etruscan Magic & Occult Remedies (Magia Etrusca e Remédios Ocultos), registra a antiga conexão entre Bruxas e Catolicismo, sobre a qual escreve:

“Quanto às famílias em que se conserva a stregeria, ou o conhecimento dos encantos, das velhas tradições e dos cantos, nem sequer se pretendem Cristãs entre si. Quer dizer, eles mantêm observâncias externas, e criam os filhos como Católicos, e “mantêm-se” com o padre, mas à medida que os filhos crescem, se alguma aptidão é observada neles para a feitiçaria, alguma velha avó ou tia toma as mãos e as inicia na antiga fé”.

Grande parte de sua magia aparece misturada com ritos e santos Católicos, cujas origens remontam aos tempos antigos. Certos santos como Antônio, Simão e Eliseu são vistos como semideuses e seus ritos mágicos de evocação são realizados nas adegas. Leland menciona na introdução do livro Etruscan Roman Remains, uma conversa que teve com uma mulher Strega, ela diz:

“Eu me chamo de Católica – ah sim – e uso uma medalha para provar isso” – aqui ela, empolgada, tirou do peito uma medalha de santo – “mas não acredito em nada disso. Você sabe no que acredito.” (Leland responde) “Si, la vecchia religione (a velha fé), respondi, com que fé eu queria dizer aquela estranha e diluída feitiçaria Etrusco-Romana que é apresentada neste livro. A magia era sua verdadeira religião.”

Uma distinção precisa ser feita entre as duas formas de Stregoneria e a de Stregheria. A stregoneria comum popular é uma tradição de magia popular que abraça elementos Cristãos e trabalha dentro dessa teologia. Em outras palavras, é uma prática de magia dentro de um sistema formatado Cristão. É o que os italianos nativos estão familiarizados e, portanto, é o sistema conhecido pela pessoa média que cresce na Itália. Elementos desse sistema geralmente aparecem como coisas feitas dentro das famílias cotidianas na cultura italiana. Ela difere substancialmente da tradição pré-Cristã de stregoneria que é conhecida apenas por seus iniciados que possuem a conexão de linhagem. Esta antiga forma pré-Cristã de stregoneria é, portanto, escondida da população em geral.

A forma iniciada de stregoneria já foi a tradição mágica dentro de Stregheria (em oposição aos ritos religiosos de veneração). Em algum momento, foi levado e praticado por Bruxas não religiosas e acabou se tornando sua própria tradição. Partes dela eventualmente vazaram para a cultura dominante e, como sempre é o destino do esotérico, tornou-se distorcida e mal interpretada pela comunidade exotérica. A última forma é o único sistema conhecido pelo “homem-da-rua” italiano nativo médio e é mal interpretado como sendo a Bruxaria Italiana.

Em contraste com a stregoneria comum (o sistema de magia popular dos não iniciados), a Stregheria é não-Cristã em sua essência e seus praticantes entendem que a prática da magia santa, e na inclusão de itens religiosos Católicos, são apenas para exibição. Mesmo que ambas as palavras (stregoneria e stregheria) sejam traduzidas para o Inglês como Witchcraft (Bruxaria), isso é falso em termos do que cada sistema realmente representa. Stregheria é Bruxaria, uma tradição pré-Cristã. Stregoneria comum é uma forma de feitiçaria usada em tradições de magia folclórica e popular de raiz Católica.

TRECHO DE WAYS OF THE STREGA (CAMINHOS DA STREGA) de Raven Grimassi:

Muitas Strega modernas simplesmente consideram os Católicos como Pagãos que aceitaram a divindade de Jesus. Existem alguns conceitos interessantes no Antigo e no Novo Testamento que se assemelham às crenças Strega e podem muito bem ser a base de tal conceito. De acordo com o Novo Testamento, os Magos foram os primeiros a procurar Jesus depois de “ver” sua estrela. A lenda afirma que eles eram astrólogos e os associa às terras da Caldéia, Egito e Pérsia. Estes são todos os lugares que têm uma história oculta que remonta à antiguidade.

A história dos magos registrada no livro de Mateus parece indicar que esses místicos Pagãos estavam entre os primeiros a prestar homenagem a Jesus. No livro dos Provérbios (capítulo 8, versículo 2) encontramos um personagem chamado “sabedoria” concebido na forma de uma divindade feminina que “está na encruzilhada” (uma frase usada nos tempos antigos em relação à deusa das bruxas). A sabedoria fala de estar presente antes e durante o processo da Criação. No versículo 30 (A Bíblia de Jerusalém) ela afirma ter sido assistente de Deus durante o processo da Criação: “Eu estava ao seu lado, um mestre Artesão, encantando-o dia após dia, sempre brincando em sua presença, brincando em qualquer lugar do mundo, deleitando por estar com os filhos dos homens.”

No livro da Sabedoria (encontrado apenas na versão Católica), a “sabedoria” é louvada com estas palavras (capítulo 7: 22-27): “Pois dentro dela há um espírito inteligente, santo… penetrando todos os espíritos inteligentes, puros e mais sutis; pois a Sabedoria se move mais rapidamente do que qualquer movimento; ela é tão pura, ela permeia e preenche todas as coisas… Ela é um reflexo da luz eterna, espelho imaculado do poder ativo de Deus… pode fazer tudo; ela mesma imutável, ela faz todas as coisas novas…”

Conectada a este conceito do aspecto feminino da Divindade está a palavra “ruach (espírito)”. Em Hebraico, esta palavra é de gênero feminino e seria propriamente definida no sentido de divindade feminina. Quando lemos no relato da Criação (Livro de Gênesis) que o “espírito de Deus movia-se sobre a face das águas”, a palavra hebraica usada aqui para espírito era “ruach”. No Novo Testamento isso foi traduzido como “Espírito Santo” como no conceito da Trindade de “Pai, Filho e Espírito Santo”.

Os místicos hebreus da Cabala consideravam que “ruach” estava associado ao elemento ar e, portanto, também ao espírito. Entre os primeiros Cabalistas, o som de uma palavra denotava sua associação elementar; sons suaves eram associados ao ar, sons fortes à terra, sons sibilantes ao fogo e sons abafados à água. Não é necessário, no entanto, olhar para o Catolicismo para encontrar resquícios do culto pagão anterior. Aspectos da Stregheria ainda sobrevivem hoje na Itália e na América, mesmo entre aqueles que não se identificam prontamente como membros da La Vecchia Religione. Eles empregam várias orações para uma série de santos, acendendo velas e colocando objetos variados conforme exigido pela tradição. Santos como Santo Antônio, São Judas, Santa Ana e São Simão substituíram os antigos deuses pagãos a quem antes eram feitas orações e oferendas semelhantes.

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Fonte: Catholicism and Italian Witchcraft, by Raven Grimassi.

©1995 – 2005 by Raven Grimassi and Clan Umbrea, all rights reserved.

Texto adaptado, revisado, resgatado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-bruxaria-italiana-e-o-catolicismo/

A ponte em reforma

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Segundo a falsa ideia de que não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa-vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados. É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a raiva, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, culpa seu organismo, acusando a Deus por suas próprias faltas. (Hahnemann em O evangelho segundo o espiritismo) [1]

Para ser um médium é preciso abandonar o que fomos, e nos preparar, sem medos ou falsas expectativas, para o que viremos a ser – novos homens e mulheres forjados no único fogo que queima sem se ver, e arde pela eternidade.

Para ser um médium é preciso reconhecer nossa própria alma, tomar posse, mergulhar profundo dentro de nós mesmos, pois que só assim nos conheceremos em verdade. Manuais de natação e mergulho podem ser importantes, mas há algo que são incapazes de nos ensinar – somente mergulhando, sem medos ou dúvidas improdutivas, é que saberemos. O grande poeta português já nos alertou:

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. [2]

E, se a alma não for pequena, se o amor não for brisa passageira, se a vontade não for chama inconstante que se apaga com os ventos contrários, valerá a pena… Em nosso inconsciente profundo encontraremos, decerto, muitos monstros e demônios, mas caberá a nós, somente a nós, educá-los, persuadi-los, mostrar que só existe um caminho para uma vida plena de liberdade e sentido, e que todos os outros são apenas falsos atalhos e estradas sem saída, que nos fazem girar em torno de nosso próprio ego, sem realmente sairmos do lugar.

Os maiores perigos no início do caminho espiritual são as idealizações, as ilusões encantadas. Já falamos do “complexo de santidade” anteriormente, mas uma outra ilusão tão ou mais comum é a ilusão do céu de ócio eterno, alcançado mediante barganhas com alguma espécie de deus estranho… O que Deus precisa de nós? Apenas que aprendamos a posicionar nossa alma tal qual espelho a refletir a luz solar. Apenas que consideremos que todo pequeno ser, e todo grande ser, são como crianças a tatear um berçário cósmico, descobrindo aos poucos o que significa, afinal, amor infinito.

Um dos espíritos que respondeu a Kardec no Livro dos Espíritos talvez tenha vislumbrado tal amor de forma um pouco mais abrangente do que temos conseguido: “O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica… Não esqueçam que um espírito, qualquer que seja seu grau de adiantamento no plano cósmico, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para o qual é pedido que cumpra esses mesmos deveres, em troca” [3]. Portanto, se não nos perguntamos por que a gravidade nunca deixa de atuar, constante e harmoniosa, por incontáveis eras, da mesma forma não devemos nos perguntar se Deus precisa de alguma coisa de nós – não é Deus quem precisa, são nossos irmãos. Devemos tão somente aumentar o centro de massa de nosso próprio amor, para que cada vez mais seres gravitem em torno dele.

Para ser um médium é preciso reconhecer todas as nuances do amor, é preciso ter um plano para conquistá-lo e estudá-lo, refleti-lo e irradia-lo, conforme tem sido feito pelos seres de cima, em nosso benefício, há tantas eras.

Mas para amar o próximo é preciso antes ter amor dentro de si, e para si. É preciso investigar o sótão da alma e reconhecer que lá há sujeira, e eventualmente arregaçar as mangas e fazer uma pequena faxina, e depois uma grande faxina, até que todos os monstros e demônios não tenham mais onde se ocultar… Será preciso encará-los frente a frente, e aceitá-los como são: apenas partes de nossa animalidade, fruto de nossa longa teia de vidas e espécies vividas. Não será o caso de decapitar tais monstros com uma espada reluzente e afiada… Guarde a espada. Os monstros passarão a ser seus amigos, lembranças de tempos em que você era ignorante do amor, e que agora não têm mais necessidade de serem antagonistas de sua saga. E, se não há exatamente um final feliz neste grandioso conto de fadas, há ao menos uma imensa ilusão em desencanto. Não há guerra: há apenas a ignorância a se desvanecer como a neblina da manhã ante os primeiros raios de sol…

Para ser um médium é preciso compreender que existe, afinal, uma terra de vida e uma terra de morte. E se entre tais territórios há hoje apenas uma tênue ponte de madeira quebradiça e cordas prestes a arrebentar, façamos a reforma!

Pois é esta ponte, somente ela, o que separa nossa alma da vida eterna. E é somente amando que conseguiremos progredir em sua reforma… Um remendo de corda, uma nova placa de madeira de lei, um pequeno gesto de amor, dia após dia. Passos na travessia, passos cuidadosos, rumo ao outro lado, onde há música…

Há esta ponte entre nós e o Absoluto: atravessá-la, através do amor, é o único sentido, o único significado, a única razão para ser, afinal, um médium.

Todos pensam em mudar o mundo. Quão poucos pensam em mudar a si mesmos. (Tolstói)

para Maria Luiza.

» Esta série termina aqui, mas você ainda pode ler o Epílogo que escrevi para ela em meu blog.

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[1] Cap. IX, item 10. Com ligeiras adaptações.

[2] Trecho final do poema Mar português, de Fernando Pessoa.

[3] São Vicente de Paulo, 888a. Com ligeiras adaptações.

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Crédito das imagens: [topo] moodboard/Corbis; [ao longo] Martin Puddy/Corbis (ponte em Angkor Wat, Cambodja)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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Inquisição – dos Dias de Amanhã até os Dias de Ontem

A verdade é que o amanhã é uma grande entropia.

Um dos grandes mistérios da neurociência é a nossa consciência. Não se sabe ao certo como ela ocorre e tudo que temos é pressupostos antigos baseados em experiências nazistas da segunda guerra. Essa brecha permite que nós consigamos acreditar no espiritual. Mas acreditar no espiritual nunca foi algo tão difícil para o ser humano, até porque aquilo que mais nos uniu para matar o próximo, foi ele. Ops, desculpe escrevi errado. Quis dizer “amar”.

Mas vamos para a Ásia. Depois voltamos a consciência. E pulamos para a inquisição.

Mas mundo moderno não seria o mesmo sem os árabes. Se hoje você abomina o ISIS, EL e afins, lembrem-se que muito antes de destruírem cidades antigas ou resolverem decepar cabeças,  o café que tomamos, a medicina, matemática, a química (até então chamada de alquimia), várias coisas do nosso dia a dia carregam em sua história, o DNA de um povo tão interessante.  Abu Saʿd al-ʿAlaʾ ibn Sahl (c. 940–1000) foi um deles. Ele não foi somente um matemático, físico e engenheiro óptico da Era dourada Islâmica,  Ibn Sahl foi quem descobriu a Lei da Refracção, ao qual em seu tratado On Burning Mirrors and Lenses, utilizado por outro árabe, Abū ʿAlī al-Ḥasan ibn al-Ḥasan ibn al-Haytham (965 – c. 1040), ou mais conhecido como Al-Haytham, foi o primeiro a perceber que os nossos olhos recebem a luz e então a traduzem, ao contrario do que os gregos pensavam até então, que nós emitíamos a luz.

Do mesmo modo que a consciência foi um mistério para os filósofos gregos, a principal “função” da consciência foi um mistério – a luz e a tradução da mesma. A neurologia evoluiu graças a experimentos bizarros da medicina, isso inclui abrir crânios com a pessoa viva, passando por espetar o cérebro dela enquanto observa as reações dos sortudos que caíram nessas experiências. Mas tudo isso não passava de uma única busca.

A nossa consciência.

O século X foi recheado de descobertas para os árabes e aprimoramentos de descobertas de outros povos, como o espelho, ao qual nosso amigo Ibn Sahl foi o criador do espelho parabólico. Os espelhos acompanham a humanidade desde 3000 A.C., os primeiros até então, eram apenas pedras e/ou metais polidos, porém  a criação de um espelho feito já com um revestimento de prata é atribuída ao químico alemão Justus von Liebig, quando decorria o ano de 1835. Mas durante toda história os espelhos foram recheados de mistérios. Os judeus antigos temiam que as mulheres olhassem para eles, com medo de que Lilith ou Zahriel, as demônias que viviam neles, pudessem despertar vaidade nelas. O maior problema de um espelho é que ele nos dá consciência de nós mesmos. A pessoa consciente então, iria se perguntar sobre sua origem e a questão novamente iria para o âmbito metafísico. É uma merda. Nunca fugimos disso.

Então vamos fazer o que a igreja sempre fez. Vamos queimar toda essa bruxaria.

Na França, no pequeno vilarejo de Treves, o arcebispo local condena 120 homens e mulheres à morte sob a acusação de que eles interferiam nos elementos da natureza, devido ao inverno duríssimo que enfrentavam. Todos foram queimados.

A confissão havia sido conseguida através de métodos violentos de tortura.

Uma histeria coletiva surgiu após a publicação do livro “O Martelo das Bruxas” (1486), pelos monges alemães Heinrich Kramer e Jakob Sprenger, por quase 300 anos, o continente europeu viveu sob as ferozes regras de queimar e caçar as pessoas acusadas de bruxaria.

Literalmente, era um manual de processo contra os acusados de bruxaria, que delineava os métodos mais eficazes de se descobrirem as bruxas.

Parece que a consciência da existência das bruxas tornavam elas reais.  “O TODO É MENTE” era o que diziam os antigos herméticos. Talvez seja por isso que, conforme a caça prosseguiu, mais e mais bruxas e pessoas ordinárias eram queimadas. Supostamente foram várias pessoas inocentes, livres da abominação da bruxaria. Mas nós sabemos que no fundo mesmo, tudo que queria era amar o próximo.

Ops, quis dizer matar o próximo.

A palavra consciência por si só carrega um axioma científico. Mas para um texto supostamente metafísico, vou utilizar a palavra espírito. Espírito, vem do latim, spiritus, que significa “ar, sopro”. O mesmo conceito se encontra na cabala em Ruach, o sopro da vida. Os egípcios acreditavam que o espírito entra no corpo do recém nascido a partir da primeira inspiração. E que saia na última. Esse mesmo espírito era sustentado pelo prana, a energia vital que aparece em diversas culturas sob nome de Chi, Ki, Mana… O espirito se mantém vivo se alimentando de prana. Em outras palavras sua consciência se mantém lúcida por causa da respiração. As coisas ganham uma clareza espetacular quando usamos um linguajar menos místico.

Coincidência ou não, exercícios respiratórios aumentam sua capacidade de lembrar seus sonhos. Os mais místicos vão dizer que é por causa do fluxo de prana, que fortalece seu espírito dando a ele uma melhor capacidade de relembrar. Os mais céticos vão dizer que seu cérebro apenas ganha mais lucidez por causa da hiperoxigenação dentro desses exercícios.

Consciência é uma coisa tão interessante, que o fato de ter consciência de algumas informações, já te torna perigoso. Apenas por estar vivo. Vamos relembrar alguns casos de ontem.

Uma das bruxas de São Paulo foi Maria da Conceição,  queimada em uma fogueira perto do Convento São Bento, morta em 1798, no centro antigo de São Paulo.  Por motivos incertos, ela arrumou problemas com um padre conhecido somente como padre Luis. Ao que parece, ele era radicalmente contra o que ela fazia e conseguiu levá-la a julgamento por bruxaria.

Maria era uma conhecida mulher da localidade, que preparava alguns remédios para curar doentes, algumas poções para atrair homens e gozava de uma certa reputação.

Consciência nos leva novamente ao espírito. E espírito nos leva a magia. Bruxas.

Uma bruxa consegue ser infinitamente pior que uma caça as bruxas. Alguém que consegue usar o próprio espírito para influenciar o espíritos dos outros é uma ideia no mínimo assustadora. Quantas outras poções são feitas e empurradas pela goela baixo dos homens que se perdem em suas núpcias com outras mulheres, que secretamente venderam a alma pro diabo? Alma, vem de anima, em latim, aquilo que anima. Ou seja, o espírito. Consciência. Então elas se venderam para o diabo. Mas a histeria coletiva não foi somente séculos atrás. Pelo contrario. Vamos relembrar um outro caso em que a consciência da população sobre uma bruxa levou a histeria.

Fabiane Maria de Jesus (1980-2014) uma falsa notícia publicada na web, utilizando um retrato falado de um caso criminal ocorrido no Rio de Janeiro, acusando a mulher retratada como sendo sequestradora de crianças para a prática da bruxaria e rituais de magia negra no litoral de São Paulo. Uma página da rede social Facebook divulgou essa imagem, que foi associado por populares à Fabiane Maria de Jesus. Ela foi cercada por uma multidão, espancada e torturada. Morreu horas depois. Sua inocência foi provada posteriormente.

Mas uma noticia de ontem. Precisamos de algo de amanhã, alguma noticia sobre amanhã.

Exercito evangélico destrói terreiros. Invade festivais wiccanos e uma briga generalizada. Evangélicos ganham cargos importantes no senado. Um presidente evangélico. Brasil para Cristo. Marginalização de praticas religiosas.

E a melhor parte de todas: eles estão certos. Existe uma teoria no mundo que quando uma pessoa acredita profundamente em algo, aquilo se torna real. Vocês todos já devem ter escutado sobre isso. É repetido dia após dia, entre exemplos místicos e mundanos – o poder da crença. Curas milagrosas feitas pela fé. Pedidos atendidos. Se até hoje a fé não moveu uma montanha sequer, ao menos gerou uma montanha de dinheiro para o Vaticano e posteriormente para o movimento milionário do evangelho.

Eu digo que eles estão certos porque eles acreditam que estão certos e que estão numa guerra contra o mal.

Quando você olhar num espelho, vai ver que o espelho serve de uma auto afirmação sobre quem você pensa que é e seu papel na terra. Isso vale para todas as vezes que você olhar em um espelho e lembrar que ele foi inicialmente feito por um árabe que não era do ISIS. E lembrar que o instinto bélico da Ásia sempre foi bem a flor da pele e que cortar cabeças, sodomizar inimigos ou queima-los era uma pratica na guerra. O que hoje o ISIS faz, foi feito ontem por outros povos que viviam ali mesmo.  Talvez logo tenha isso no Brasil novamente também, levando em conta que o amanhã está sendo consumido pelas ideias da entropia evangélica que comungando com zumbis, criaram um exercito que amanhã você vai ficar sabendo que é maior do que o pensamos hoje. E eles estão certos. A certeza fortalece o espírito e o espírito fortalece a carne. É a fé que mais uma vez não foi explicada tem um poder sobrenatural sobre a nossa consciência. As crenças refletem na consciência e na forma de agir.

No fim das contas, nossa atitude é uma prostituta a serviço de nossa crença.

LöN Plo

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/inquisicao-dos-dias-de-amanha-ate-os-dias-de-ontem/

Esoterismo e Maçonaria no México – Samuel Aguilare Ibarra

Bate-Papo Mayhem #057 – gravado dia 13/08/2020 (Quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Samuel Aguilare Ibarra – Serenissimo Gran Maestro de Grande Oriente de Mexico – Esoterismo e Maçonaria no México

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Batepapo #Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/esoterismo-e-ma%C3%A7onaria-no-m%C3%A9xico-samuel-aguilare-ibarra

A Transmutação Sexual de Napoleon Hill

No clássico livro de Napoleon Hill, Pense e Enriqueça, o décimo passo para a riqueza é chamado de “O Mistério da Transmutação Sexual”. Algo bastante peculiar de se encontrar em livro destinado ao mundo corporativo e às pessoas desejando o sucesso empresarial.

Vamos começar definindo a palavra “transmutar”, que é “a mudança ou transferência de um elemento, ou forma de energia, para outro”. Então, o que exatamente estamos mudando ou transferindo nesse contexto?

É a energia do desejo.

Goste ou não, este mundo tem tudo a ver com desejo. Desejo de riqueza e abundância. Desejo de paz. Desejo de saúde. Desejo pelo companheiro perfeito. E, sim, o desejo por sexo, que é nosso desejo mais poderoso.

Napoleon Hill colocou sua ideia da seguinte maneira:

“Quando impulsionados por esse desejo, os homens desenvolvem agudeza de imaginação, coragem, força de vontade, persistência e capacidade criativa desconhecidas por eles em outros momentos.

O desejo ou desejo de expressão sexual é natural e inato e não deve ser suprimido ou eliminado. Em vez disso, deve ser dada uma saída benéfica adicional. A transmutação sexual é simplesmente redirecionar a mente dos pensamentos de expressão física para os pensamentos de outros esforços criativos. De acordo com Hill, fazer isso tem o potencial de…

Transforme a mediocridade em gênio

E é isso que a energia ou desejo sexual tem a ver o sucesso nos negócios. O pensamento de sexo é um poderoso estimulante para nossa mente. Ela estimula nosso entusiasmo, imaginação criativa e cria um desejo intenso.

Você sabe o que mais estimula a mente quase no mesmo grau?

Um desejo ardente por algo, como fama, poder ou realização.

“Quando aproveitada e redirecionada em outras linhas, essa força motivadora [sexo] mantém todos os seus atributos de agudeza de imaginação, coragem, etc., que podem ser usados ​​como poderosas forças criativas na literatura, arte ou em qualquer outra profissão ou vocação, incluindo, é claro, no acúmulo de riquezas”. 

Se você conseguir entrar no estado elevado de intensidade emocional que Hill descreve, você será:

  • Mais palpites conscientes
  • Mais “Ativado” por qualquer coisa em que você esteja trabalhando ou pensando
  • Mais sensível a estímulos
  • Mais exuberante e expressivo
  • Mais energizado e inspirado
  • Mais motivado para agir

E essas são todas as qualidades nas quais você pode recorrer para se tornar uma mente excepcional e criar a vida que deseja.

Para acessar o estado de espírito dos gênios, você deve estimular sua mente para que ela atinja uma vibração elevada. Você deve ter um desejo intenso e ser entusiasmado, da mesma forma que quando é motivado pelo sexo.

Isso levará sua mente ao estado de consciência descrito acima. Nesse estado expandido de consciência, você tem acesso a fontes de conhecimento que de outra forma não teria quando está envolvido no pensamento da realidade cotidiana (preocupação, obsessão, atividades triviais etc.).

Quando toda a sua paixão e energia sexual estão focadas na busca de alguém e na tentativa de ganhar sua afeição, sua mente é turbinada por aquilo. O mesmo acontece quando você transmuta essa paixão e energia em seu trabalho, em uma ideia de negócio ou em ganhar dinheiro.

Aqui estão alguns exemplos de como você pode usar a transmutação sexual para acessar esse estado de espírito genial:

Estimule sua mente pensando em um amor genuíno atual ou passado e sexo apaixonado. Banhe sua mente com esses pensamentos. Isso aumentará sua consciência e tirará sua mente de seus problemas ou desafios atuais.

Com sua mente afastada de qualquer realidade desagradável da vida, ela pode vagar pelo mundo da fantasia. Uma vez lá, pode gerar idéias, metas ou planos empolgantes que podem mudar todo o status financeiro ou espiritual de sua vida.

Ou… digamos que você está trabalhando em algo, mas está travado. Quando estiver nesse estado de espírito mais elevado, pense no que deseja alcançar. Então, concentre sua mente em todas as informações que você coletou e em todas as ações que você realizou até agora. Em seguida, permita que surja uma imagem mental perfeita do que permanece inacabado.

Mantenha essa visão e deixe-a saturar sua mente. Então deixa pra lá. Limpe sua mente de todos os pensamentos. E espere que os próximos passos “pisquem” em sua mente.

A chave é cultivar e usar conscientemente e deliberadamente sua imaginação e intuição enquanto estiver nesse estado elevado. Sua imaginação e intuição são ligações diretas entre sua mente finita e a Inteligência Infinita.

Todos nós temos desejos. A fome é um desejo. A autopreservação é uma necessidade. Ser social ou gregário é um desejo.

Os impulsos se desenrolam em nossas vidas como normais, subnormais ou acima do normal. Por exemplo, se você tem um desejo subnormal de autopreservação, pode ser um temerário. Ou se você tem uma fome acima do normal, pode estar acima do peso.

Bem, o sexo é um desejo. É o impulso criativo. Como tal, a transmutação sexual é o grande segredo de todo grande inventor, artista e pessoa de grande sucesso.

No que diz respeito ao desejo sexual, o truque de uma vida eficaz é manter um equilíbrio entre o sexo físico e o trabalho criativo. Se você fizer uma escolha consciente e deliberada de fazer isso, poderá experimentar o melhor dos dois mundos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/a-transmutacao-sexual-de-napoleon-hill/

Magia do Caos, Psicologia, Sigilos, Servidores, Egrégoras, Projeto Kaos

Bate-Papo Mayhem #005 – 14/04/2020 (terça)
Com Luis Z Siqueira – Magia do Caos, Psicologia, Sigilos, Servidores, Egrégoras, Projeto Kaos.

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/IeHUej53eE0

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral uma vez por semana, às segundas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados a cada 15 dias.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-do-caos-psicologia-sigilos-servidores-egr%C3%A9goras-projeto-kaos

Alguns Conteúdos do Necronomicon

Enciclopédia Cthulhiana – Apêndice C

O famoso verso:

Não está morto aquele que pode eternamente jazer,
E em épocas estranhas até a morte pode vir a morrer.

Uma tradução literal do texto árabe seria:

Aquela coisa não está morta pois possui a capacidade de continuar existindo eternamente,
E se os ( tempos, coisas) anormais (bizarros, estranhos) chegarem, então a morte pode deixar de ser.

(“Notes on a Fragment of the Necronomicon”, Hamblin; “The Nameless City”, Lovecraft)

Uma fórmula para chamar Yog-Sothoth pode ser encontrada na página 751.
(“The Dunwich Horror”, Lovecraft)

Na página 224 está o Cântico Hoy-Dhin, que é necessário para chamar o Negro. Infelizmente o restante deste procedimento está no Cthaat Aquadingen.
(“The Horror at Oakdeene”, Lumley)

Uma cópia do símbolo dos Deuses Mais Antigos.
(“Castle Dark”, Herber (C))

O encantamento Vach-Viraj, que é usado contra Nyogtha.
(“The Salem Horror”, Kuttner)

Uma fórmula para evocar o próprio Nyogtha.
(“The Salem Horror”, Kuttner)

Um conto sobre a morte de Yakthoob, o antigo professor de Alhazred.
(“The Doom of Yathoob”, Carter)

A estória de como Kish e seus seguidores escaparam de Sarnath antes da destruição da cidade.
(“Zoth-Ommog”, Carter)

Um exorcismo no qual uma centena de demônios e espíritos do mal são nomeados (esta fórmula não aparece na versão em Latim de Wormius).
(“The Return pf the Sorcerer”, Smith)

Um feitiço que permite que o operador troque de mente com a vítima.
(“The Thing in the Doorstep”, Lovecraft)

Uma maneira de se criar um Portal no local da Esfinge, sob a pirâmide de Giza, que enviará uma pessoa diretamente a Nyarlathotep.
(“Cairo”, DiTillio e Willis (C))

O Sinal Voorish.
(“The Dunwich Horror”, Lovecraft)

O Ritual Mao.
(“The Plain of Sound”, Campbell)

O Ritual Zoan, que protege o operador contra Mnomquah.
(“Something in the Moonlight”, Carter)

Um gráfico mostrando a posição de vários corpos celestes, que está incompleto e obsoleto.
(“The Horror from de Bridge”, Campbell)

Um feitiço que pode ser usado para banir Bugg-Shash quando ele vem a esta dimensão.
(“The Kiss of Bugg-Shash”, Lumley)

E possivelmente a chave para a telepatia.
(“I Know What You Need”, King)

Daniel Harms

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