Andras

O 63º espírito é Andras. É um Marques que aparece na forma de um anjo com a cabeça de um mocho extremamente negro, montando em cima de um lobo preto, e tem uma espada afiada e brilhante sobre os ombros. Sua função é semear discórdias. Caso o Magista não tenha cautela será imolado junto com seus companheiros ou assistentes. Comanda 30 legiões.

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Amy

O 58º espírito é Amy, ou Avnas. É um presidente, e aparece primeiramente na forma de uma chama flamejante e posteriormente assumindo forma humana, ensina astrologia e todas as ciências liberais; concede bons espíritos familiares e descobre tesouros. Governa 36 legiões.

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Amon

O sétimo espírito é Amon. É um Marques de grande potência. Aparece como de um lobo com a cauda de uma serpente, vomitando flamas de fogo; mas no comando do mágico toma na forma de um homem com traços caninos e cabeça de um corvo; e também como um homem com uma cabeça de corvo ou coruja. Ele mostrará todas as coisas passadas e futuras. Ele reconcilia amizades entre amigos. Ele governa 40 legiões de espíritos. Seu selo é este que deve ser preparado como acima dito.

[…] Amon […]

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Amigos de Hekate

Tonye Newton enquanto escrevia seu livro – A Demonic Connection – conseguiu o que parecia impossível; arrancar algumas declarações de ex-líderes do movimento Friends of Hekate, (Amigos de Hekate, em português ) e o que estes pensam dos novos agregados da Hekate século XXI como está sendo chamada, ou The Mauve Zone como eles mesmos preferem

Friends of Hekate (FOH) operaram por toda a Inglaterra entre os anos de 1960 e 1980. Considerado extinto por muitos, o grupo continua a operar sob nomes diferentes, como The Mauve Zone e Hekate Disciples em locais como o Norte da Europa, México e até mesmo em recantos escondidos da América do Sul como Colômbia e Brasil, mas neste lugares, o pecado dos Hekates está mais associado com o tráfico de drogas e movimentos pretensamente sociais do que com o ocultismo em si.

Logo que surgiu, em Aston, na cidade britânica de Birmingham, o grupo sempre têm sido associado a uma série de desaparecimentos e mortes que ocorreram em Sussex, também na Inglaterra durante os anos de 1970 e 80. No total, as mortes de cinco pessoas foram conectadas as oferendas ritualísticas oferecidas por eles em rituais de magia negra: um policial, um vigário, um aposentado e duas mulheres desapareceram sob circunstâncias misteriosas durante esse espaço de tempo.

Os desaparecimentos ocorreram sempre nas datas de 31 de outubro – o fato estranho era que os corpos das vítimas eram encontrados em locais onde havia estrita vigilância policial, como se tratasse de uma provocação à Scotland Yard, responsável por monitorar o caso.

O vigário usado no ritual era reitor de duas vilas em Sussex; onde uma série de demonolátras costumavam se reunir para praticar rituais no final dos anos 60. Tonye Newton, examina rigorosamente as atividades dos Amigos de Hekate e faz uma ligação estreita da espécie de satanismo praticado por eles e uma conspiração internacional Satânica, cujas idéias estavam claramente embebidas de Marxismo, Stalinismo e idéias comunistas que vingavam facilmente numa Inglaterra que vivia uma cruel recessão e altos índices de desemprego e violência ao final dos anos 60 até meados da década de 80.

Curiosamente, foi nessa época que os Hekate perderam força nas terras da rainha, para só retomarem suas atividades no século XXI. Outros indícios e acusações de sacrifício humano praticados pelos Hekate, vem de uma carta dirigida a Tonye, então redator da Revista Unexplained.  Nesta carta, o escritor anônimo praticamente confirma que o Reverendo foi ritualmente sacrificado pela Friends of Hekate:

“Há alguns anos atrás um amigo meu se juntou a eles (…) são chamados de amigos de Hekate, se reúnem em vários lugares: bosques, matas, celeiros e até mesmo na igreja e fazem rituais que envolvem sacrifícios humanos ou animais em honra a Orion e ao arqueiro. (sic)”

O escritor anônimo prolonga-se para dizer que o seu amigo:

“… Ficou muito assustado quando a polícia efetuou as primeiras buscas para encontrar o vigário (Rev. Harry Neil Snelling) e quando eu disse que ia ajudar nas buscas ele disse ele não precisava mais, já tinham encontrado-o.”

Embora todos os indícios apontem para os típicos sacrifícios ritualizados pela FOH, pouco se conhecia de seus ritos embora acreditava-se centrar especificamente sobre o culto da antiga deusa grega Hekate.

Se as informações relativas a respeito dos Amigos de Hekate envolvendo sacrifícios humanos e animais sejam tão escassos e hipotéticos, eles jamais foram desacreditados quando sua área de influência se expandiu para além da terra da rainha.

Amigos de Hekate no México

Depois da grande caçada protagonizada pela Scotland Yard contra os líderes da FoH, sabe-se que eles migraram para o Canadá, então movendo-se para os E.U.A até atingirem o norte do México onde se estabeleceram, e lá criaram a primeira cidade verdadeiramente satânica ( nos termos deles ) do Ocidente.

Em Ciudad Juárez, norte do México que faz fronteira com o Texas, mais de 300 mulheres foram assassinadas com um mesmo ritual macabro: seqüestro, tortura, sevícias sexuais, mutilações e estrangulamento. Rituais satânicos? Orgias perversas de narcotraficantes? De sacrifícios humanos ? Uma rápida olhada na história dos amigos de Hekate pode nos dar todas as respostas que procuramos.

Estado de Chihuahua, fronteira com os Estados Unidos. Sua população de 1,3 milhão de habitantes é refém de assassinos sem rosto. Desde 1993, (logo após o desbaratamento da FoH na Inglaterra ) mais de 300 mulheres foram seqüestradas, violentadas e assassinadas.

A maioria não pôde ser identificada: todas foram vítimas de violências sexuais, e, sem exceção, foram todas estranguladas e supostamente usadas em rituais de magia negra levados a cabo pela Amigos de Hekate.

O modus operandi dos assassinos é idêntico ao dos matadores em série. Os assassinatos repetem-se, assemelham-se, as sevícias são as mesmas, e atingem não só mulheres adultas, mas também adolescentes e até meninas de apenas 10 ou 12 anos.

Por que razão os cadáveres são desfigurados e mutilados? Por que razão uma tal brutalidade contra as vítimas, um tal sadismo bárbaro? Será que se trata de rituais satânicos? De orgias perversas de narcotraficantes?

Diversos depoimentos indicam que os assassinos teriam sido protegidos, num primeiro momento, pelos policiais de Chihuahua. Depois, teriam se beneficiado do apoio dos meios do poder ligados ao tráfico de drogas.

Como é sabido, membros da Hekate são ligados ao tráfico de drogas há muito tempo, especialmente em países como Bélgica e Holanda, além de manterem estreitas relações com membros das Farc Colombianas.

Mas conheça um pouco mais sobre eles em suas próprias palavras:

“Bem-vindo ao Amigos de Hekate: Prestem atenção e aprenda. O FoH é a única grande ordem magicka satanista em Birmingham, Inglaterra. Nós somos o OCULTO aqui!

Formados, ou re-formados, em meados dos anos 90; o FoH começou como um núcleo de adesão de não mais de cinco pessoas iniciadas nas artes satânicas, representando um número que cada grupo afiliado não pode ser ultrapassar em membros. Gostaríamos muito de lhes oferecer nossos rituais praticados em Wichbury Hill, os pseudo-satanistas ainda estão tentando ser tão bons como nós somos em magia negra.

O nosso “magcikprop”, o ato de executar rituais aos olhos de quem quiser é uma lenda entre os que recordam de nossos gloriosos dias. Lúcifer em carne, osso e sangue no museu de Birmingham, poucos vão esquecer!

Mas agora o FoH está de volta, mais fortes do que antes, temos enclaves em Manchester e Londres. Estamos crescendo. Isso sem contar nossos poderosos contatos no exterior. Eles nos deixam orgulhosos.

Conheçam a Colheita Maldita – um momento em que o mundo será mudado por quem tiver a vontade Magicka de fazer essa mudança. O FoH têm a Magicka e a Vontade.

Bem-vindo ao verdadeiro Novo Aeon. Estamos tendo sinais do nosso Apocalipse e cada um de vocês é bem-vindo. Lembrem-se daqueles que já conhecem a nossa verdade: 2012 se aproxima mais rápido do que nunca pude imaginar.

 

Manifesto dos amigos de Hekate

Todo homem e mulher é uma estrela, mas algumas estrelas são mais brilhantes do que outras.

Magicka é a Arte e a Ciência de causar mudanças de acordo com a Vontade.

As únicas regras são aquelas que se aplicam a nós.

Apenas aqueles que sentem que precisam ser governados deveriam tomar nota do que o governo lhes diz para fazer.

Faça o que for divertido para você, e esse será o todo da lei.

Este é o nosso credo (sujeito a mudanças a qualquer momento)

Nós somos parte da IOT, mas ela não pode conter tudo aquilo que verdadeiramente somos agora e aquilo que devemos nos tornar até 2012. Procuramos não membros, apenas aliados.

Durante muito tempo, temos sido tratados como loucos por aqueles que por sorte, fortuna, ou atos criminosos adquiriram poder sobre nós. Esta é a hora de voltar a lutar, a pegar em armas da nossa escolha, para derrubar todos os governantes do Mundo.

Nossas armas podem ser, música, cinema, arte, mas principalmente magicka. Essa nossa arma é o poderoso ESOTERRORISMO. Esta é a forma de ruptura através de ações concretas e rituais mágicos.

Os membros da nossa “igreja” podem parecer parte do sistema, mas em nossas mentes, procuramos formas de consumo de droga; injetando Caos e perturbações no sistema que tenta governar nossas vidas.

Nós escrevemos cartas a imprensa, nós criamos distúrbios que causam preocupação para as massas acomodadas, forçando os poderes constituídos a entrarem em ação.

Nós roubamos terras de grandes proprietários de terras, através de nossos direitos. Nós sabotamos grandes empresas, forçando-os a nos pagar grandes quantias de dinheiro para não precisarem se opor a nós. Mas também podemos ser o mendigo na esquina, que vai dormir com a esposa do patrão, o nosso nome é Legião será sempre assim.

O nosso templo é o Mauve Zone. Nossa Magicka está por todo lugar.

Somos a favor de usar a tecnologias para construir nossa utopia, mas não somos dominados por ela. Apoiamos a engenharia genética para a substituição de órgãos. Embora apoiemos os chamados partidos Verdes, Liberais e afins, fazemos-lo apenas porque ele nos dá oportunidades para injetar o vírus do Caos nos sistemas políticos.

Entrevista com Tonye Newton a rádio BBC 6 de Londres

BBC: O que é ou o que foi os Amigos de Hekate ?

Newton: Nos anos 60, 70 e 80 foram um temido grupo de satanistas extremistas com idéias comunistas. Hoje são um bando de garotos pervertidos que utilizam o nome deles para se promoverem.

BBC: O que há de verdade sobre sua conexão mexicana ?

Newton: Que temos membros deles em Ciudad Juarez é inegável, mas atribuir todos os assassinatos de mulheres que lá acontecem a eles é pura bobagem. A questão é que terras de ninguém, terras sem leis como Juarez oferecem a esse tipo de gente, local e ambiente adequado para esse tipo de crime, eles são muito mais esquerdóides machistas do que satanistas. Não vejo muito de satanismo no que estes caras fazem hoje.

BBC: O que os antigos membros, os originais dizem sobre o assunto ?

Newton: Hekate virou uma lenda macabra que ainda apavora muitas mentes no Reino Unido, mas aquele pessoal envelheceu, casou teve filhos e hoje faz parte da classe média acomodada. Tudo aquilo que eles combatiam em seu início.

BBC: Como conheceu membros deles ?

Quando trabalhava na Unexplained, alguns caras frequentavam seus cultos; todos mascarados, ninguém conhecia e jamais conheceu a verdadeira identidade dos líderes. Eram grupos de 5 membros por templo. Todos agregados mas com liberdades para fazerem o que bem entendessem.

BBC: Você os leva a sério hoje ?

Newton: Não aqueles que atuam na Inglaterra, mas os que estão fora do país fazem uso do nome Hekate para ter um certo status, seja no México ou com as Farc. Na verdade os traficantes pouco ligam se eles se dizem satanistas ou zapatistas, o que interessa é que são campo fértil para o crime organizado.

BBC: Mas o próprio site deles:http://www.paganassociationisevil.org.uk/ indica que fazem parte de um grupo de criminosos não ? O tal Satanismo esquerdóide.

Newton: Eles simplesmente repercutem aquilo que ouvem do que vem de fora. Repito, não levo esses moleques idiotas a sério, mas teria o maior prazer em entrevistar os membros da Hekate na América Latina.

BBC: Seria uma aventura perigosa.

Newton: Seria a chance de esclarecer de uma vez por todas o que é lenda e o que é fato sobre eles. Mas se a Scotland Yard não os pegou, quais são as minhas chances ? Até lá,

Ciudad Juárez continuará sendo um local seguro para membros da Hekate, e para os velhos satanistas sanguinolentos da Idade Média.

Paulie Hollefeld

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Amduscias

O 67º espírito é Amduscias, Amdusias, ou Amdukias. É um duque Grande e forte, aparecendo no início como um Unicórnio, mas ao pedido do Magista ele muda na forma humana, soando trombetas, e toda a maneira dos instrumentos musicais logo começam a ser ouvidos. Também pode inclinar e curvar arvores de acordo com o desejo do Magista. Fornece ótimos familiares e governa 29 legiões.

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Amantes de Demônios, Espada de Poder: Os Outros Filhos de Adão

Por Rabbi Geoffrey W. Dennis.

Um conto esotérico judaico frequentemente repetido sobre o primeiro homem, Adão, é que ele se separou de Eva após a morte de Abel e o exílio de Caim [os processos de separação não são uma invenção moderna – também aconteceram com Abraão e Sara – ver Gênesis, capítulos 22-23]. Foi durante este tempo que as súcubos vieram até ele, seduziram-no durante o sono e, através dele, o fizeram pai de demônios e de filhos “changelings”, isto é, filhos híbridos nascidos de humanos com íncubos ou súcubos, que têm a aparência de demônios.

Aqui está um relato especial (há muitas versões desta tradição popular) do Midrash Akbir que se lê como uma versão infernal na lista de gerações encontrada no capítulo 5 do Gênesis. e depois continua para contar sobre a ascensão e queda dos filhos demoníacos de Adão:

“Quando o Primeiro Homem (Adão) viu que a morte havia chegado até ele pela mão de Caim…ele se separou da Mulher (Eva) e dormiu sozinho, de modo que uma lilit que se chamava Piznai o encontrou e despertou sua luxúria com sua beleza…. e ela gerou dele djinns[1] e lilin [2]. Ela gerou dele 92 mil multidões de djinns e lilins, e o primogênito [changeling ou criança demonóide] do Primeiro Homem recebeu o nome de Agrimas. Então Agrimas foi e levou a lilit Amarit [3]; ela gerou para ele 92 mil multidões de djinns e lilins, e o primogênito de Agrimas recebeu o nome de Avalmas. Ele foi e levou a lilit Gofrit, e ela gerou para ele 88 mil multidões de djinns e lilins. O primogênito de Avalmas, seu nome era Akrimas. Ele foi e levou Afizana filha de Piznai (uma mulher mais velha?) e…[eventualmente] o Santo Abençoado (Deus) entregou os Ímpios a Matusalém o justo, que escreveu o nome explícito de Deus (YHWH) em sua espada e matou 900.000 deles num único momento, até que Agrimas, o primogênito do Primeiro Homem, chegou até ele. Então ele se apresentou diante de Matusalém e apelou para que ele o recebesse [4]. E ele (Agrimas) escreveu e deu-lhe os nomes dos djinns e lilins [5] e [por sua vez] eles (os sheidim) deram aos (humanos) ferro para conter [os espíritos] e eles deram suas letras em proteção [6], então os remanescentes (os espíritos sobreviventes) esconderam-se nas montanhas mais remotas e nas profundezas do oceano (Margoliot, Malachei Elyon 204, a tradução é minha).

Soa como a inspiração para a história do enredo do Hellboy II, não é mesmo? Espadas maravilhosas apareceram em contos judeus desde o momento em que os Querubins receberam a sua primeira espada flamejante no capítulo 3 do Gênesis. Quanto ao motivo pelo qual o antediluviano Matusalém poderia poupar um clã de demônios, eu sugeriria o seguinte. Primeiro, parece haver a implicação de que pelo menos algumas dessas criaturas eram quase humanas (e parentes, para começar). E a segunda pode ser que o autor pense em sheidim mais na veia dos djinn do que como demônios; espíritos elementais malignos mais do que encarnações malignas do mal radical. Muitas fontes judaicas sobre os sheidim os descrevem de uma forma análoga aos relatos árabes dos djinn: Os Sheidim reconhecem a autoridade de Deus, eles estudam a Torá, e até mesmo observam a lei judaica. Muitas vezes trazem o infortúnio, mas aqueles sábios em seus caminhos também podem levá-los a servir a bons fins.

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Notas:

[1] Eu traduzo a palavra hebraica sheid como “djinn”, ao invés do mais convencional “demônio”. Veja a discussão final acima. Veja também o artigo útil, “Gênio”, na Wikipédia.

[2] Aqui lilit e lilin [plural] tem a conotação de uma súcuba, um espírito feminino que molesta sexualmente os homens durante o sono (os djinns femininos, conhecidos como jinniyah, também são notórios por serem intrusos sexuais). Em outras fontes, o mesmo termo lilit refere-se aos espíritos maliciosos de ambos os sexos que causam doenças e infortúnios.

[3] Fico impressionado com o fato de que os nomes dos espíritos malignos femininos para estas duas gerações terminam todos na estrutura “-rit”. Isto me faz pensar imediatamente naqueles djinns conhecidos em árabe como “If-rit”. O porquê dos nomes dos machos terminarem todos em “-mas” não tem nenhuma associação ou significado óbvio para mim.

[4] Presumo que seu apelo foi baseado ou em seu status de filho de Adão, e/ou em alguma noção de parentesco com Matusalém. Ele tem a sensação de uma reivindicação de lealdade ao clã do Oriente Médio, caso contrário não vejo a motivação de Matusalém para poupá-lo e ao resto de sua família espiritual. Em qualquer caso, o que se segue são os termos de capitulação à humanidade que permitem que a descendência impetuosa de Adão escape com suas vidas.

[5] Os nomes são importantes porque conhecer os nomes dos espíritos dá uma autoridade sobre eles. Com a lista, as pessoas podem agora controlar os espíritos e refrear suas atividades nocivas [Ver. O Testamento de Salomão].

[6] O ferro tem propriedades antidemoníacas, por isso acho que isto se destina a fornecer uma explicação para como a humanidade adquiriu primeiro o conhecimento da fundição de ferro (presumivelmente a espada de Matusalém era de bronze). Em Enoque, afirma-se que os anjos caídos ensinaram tudo à humanidade, desde a feitiçaria até a fabricação de ferro e a perfumaria. Letras e palavras também têm poder construtivo, revelando assim seu alfabeto ou – mais provavelmente – seus símbolos mágicos/angélicos [que se tornaram um item básico dos amuletos medievais], agora dá à humanidade uma contramedida adicional contra as djinni e as súcubos.

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Sobre o autor:

Geoffrey W. Dennis é rabino da Congregação Kol Ami e ensina Cabala e Literatura Rabínica no Programa de Estudos Judaicos da Universidade do Norte do Texas. Ele é o autor de The Encyclopedia of Jewish Myth, Magic, and Mysticism, finalista do National Book Award de 2007 e ganhador de uma Menção Honrosa pelo Jewish Library Council Book Award de 2007. Ele escreveu inúmeros artigos. O mais recente, “Purity and Transformation: The Mimetic Performance of Scriptural Texts in the Ritual of Taharah”, está no Journal of Ritual Studies 26 (1), 2012.

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Fonte:

DENNIS, Geoffrey W. Demon Lovers, Sword of Power: The Other Children of Adam. Jewish Myth, Magic, and Mysticism, 2008. Disponível em: <https://ejmmm2007.blogspot.com>. Acesso em 4 de março de 2022.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

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Ama Ushumgal Anna

No inicio a escuridão reinava, o Caos era tudo.

Tiamat, Mãe do Caos, junto com Absu, Pai das Profundidades, governavam a eterna escuridão e o perfeito silêncio.

Tiamat e Absu juntos formavam o caótico primordial oceano.

A água doce de Absu se misturava com a água salgada de Tiamat quando juntos sonhavam seus escuros sonhos.

Mas foram de dois antigos sonhos que energias que eram impuras e que não estavam em harmonia com o Caos começaram a tomar forma na escuridão.

As energias impuras cresceram fortes.

Sem a Mãe do Caos ou o Pai do Abismo, despertando-os de seu profundo e escuro sono.

E a partir das energias impuras que tomaram forma na escuridão, os deuses rebeldes e imundos começaram a surgir.

A partir das energias não-caóticas que tinham tomado forma, os deuses bastardos e indignos de falsa luz começaram a se manifestar.

Entre estes novos deuses, existia um com o nome de Enki, o mais forte.

Enki se tornou governante dos deuses bastardos.

Enki tornou-se o rei dos deuses indignos.

E o silêncio perfeito já não era mais perfeito, pois a noite eterna foi interrompida pelo múrmuro dos deuses bastardos.

Absu, Pai da profundidade, acordou de seu sono e se enfureceu.

Tiamat, Mãe do Caos, acordou de seu sono e estava cheia de ódio.

Desgosto! Eles olhavam com desprezo para os novos deuses.

Com os olhos de ódio eles observaram os deuses bastardos que procriaram.

A Mãe Tiamat estava abatida.

Isso encheu o Pai Absu com desejo de vingança.

Nem mesmo Egura, a água negra do abismo poderia silenciar o riso alegre dos deuses bastardos.

Nem mesmo as brumas das profundezas pôde esconder a presença dos novos deuses.

O comportamento dos deuses indignos tornou-se abominável para o Pai das profundidades.

Absu explodia cheio de ódio para as ações indevidas dos novos deuses.

Em sua ira, Absu virou-se para o Dragão do Caos, Tiamat, e disse:

“Os atos dos deuses bastardos são repugnantes para mim, pois já não consigo encontrar qualquer descanso, nem dormir na escuridão.
Eu vou destruir, vou aniquilar, vou arruinar seus atos, de modo que a pureza do Caos possa ser reintegrada, para que mais uma vez possamos sonhar o mais escuro dos sonhos.”

Quando Tiamat ouviu estas palavras, ela se encheu de alegria e gritou para o seu marido:

“Destrua aqueles seres criados a partir de meus sonhos, pois suas ações são repugnantes para mim.
Extermine esses deuses rebeldes, meu esposo, e tu outra vez, em meu abraço, sonharás os sonhos escuros de poder.”

Quando Absu ouviu isso, seu rosto irradiava o mal que ele tinha em mente para os deuses bastardos, deuses que eram sua própria prole nojenta.

Quando os novos deuses viram a Aura de ódio que cercava seu pai, Absu, todos ficaram cheios de medo.

Os deuses bastardos fugiram para Enki, que era seu rei, e explicou-lhe:

“O Abismo está pronto para a guerra, e a toda-poderosa Dragão do Caos está recitando maldições de vingança.”

Enki ao ouvir isso se encheu de medo, mas aquele que foi o mais covarde e sub-reptício de todos os deuses bastardos, disse aos seus servos:

“Vamos envenenar as águas das profundezas, e se a força do Abismo encontra-se na escuridão, vamos então trazer a nossa luz para a escuridão, de modo que possamos cegar o nosso pai, Absu.
Vamos através de nossos esforços coletivos destrui-lo, pois Absu é orgulhoso e não espera covardia.
Vamos emboscá-lo e, com a nossa magia, derrubar Absu nas águas da morte, para que ele possa eternamente sonhar os sonhos de morte.”

Absu, o Pai das profundidades, levantou-se do abismo e preparou-se para a batalha, mas os deuses covardes cegaram-no com a falsa luz e envenenaram sua água.

Eles atacaram Absu e, com a sua magia, eles o colocaram no sono da morte.

Os deuses bastardos revoltantes estavam cheios de alegria, e em puro êxtase, eles copulavam, a fim de criarem uma nova vida.

Desta forma os deuses da luz comemoraram sua vitória enganosa, e o rei dos deuses bastardos, o Enki covarde, disse aos seus servos:

“Vamos construir um templo e profanar o nosso pai morto, de nome Absu.
Vamos neste templo criar mais vidas que irão neutralizar o Caos.”

Quando os outros deuses ouviram isso, eles estavam cheios da repugnante alegria.

E na terra onde eles haviam derrotado Absu com seu covarde ataque, eles construíram um templo.

Para profanar o Caos, o Templo foi batizado como Absu.

Dentro do templo Absu, Enki copulava com sua imunda prostituta, Damkina.

Dentro do templo Absu, Marduk foi gerado.

Dentro do templo imundo foi gerado Marduk, filho de Enki, filho de Damkina.

Do ventre da prostituta Damkina, Marduk nasceu, e todos os deuses da luz concediam presentes a Marduk.

Todos os deuses bastardos da luz deram de seus próprios poderes a Marduk.

Marduk tornou-se o mais poderoso de todos os deuses bastardos, tão covarde e inteligente quanto seu pai enganoso, Enki.

A poderosa Tiamat, Mãe do Caos, Mãe Tiamat, o Dragão do Caos, cheia de raiva e repleta de ódio, surgiu a partir da escuridão, e seus gritos foram ouvidos assombrando nas profundezas, ouvidos na escuridão.

Os gritos de Tiamat foram ouvidos em Nar Mattaru, e seus gritos eram como uma tempestade, chicoteando todas as almas, exceto seus inimigos jurados, que permaneciam em Da-Ra-Es Ku-Kuga Bar Sheg.

Fora das cavernas escuras de Da-Ra-Es Ku-Kuga Bar Sheg, o Espírito da Vingança aproximou-se de Tiamat.

O espirito da vingança disse a Tiamat:

“Teu esposo foi morto pelos deuses bastardos covardes, Absu foi morto pelos deuses bastardos abomináveis.
Das suas formas enganosas mataram nosso pai, e profanaram a escuridão do Caos com a sua imundice.
Vamos vingar o nosso amado Absu, ó Mãe do Caos! Vamos vingar sua morte, ó toda-poderosa dragão!”

Quando Tiamat ouviu este discurso, ela se agradou, e ela gritou na escuridão:

“O tempo da vingança está à mão! Os ventos de ódio devem atacar e o fogo da destruição queimará toda a vida!
O Espírito de Vingança me despertou do sono da tristeza, e agora iremos vingar a morte de Absu!”

Com sua magia, Tiamat convocou seres da sua escuridão à vida.

Demônios malignos e os deuses do Caos ela invocava, e todos eles se reuniram sob o trono do dragão.

Na raiva, conspiraram sem interrupção, aguardando a batalha.

Na raiva e ira, eles realizaram um conselho para planejar a próxima guerra.

A Mãe Tiamat, cheia de ódio, recitou as conjurações antigas e com a sua magia ela suscitou Hubur, sua Alta Sacerdotisa. Hubur, a Criadora de Demônios. Hubur, A Colérica Sombra de Tiamat.

Tiamat falou para Hubur:

“Crie uma legião de vingança, crie demônios de desordem, crie deuses da destruição, porque eu, Tiamat, a mais antiga e poderosa dos deuses do Caos, exijo o sangue dos novos deuses como sacrifício!
Crie exércitos de guerreiros do Caos, exércitos que deverão vingar a morte de Absu.
Crie vingadores do Caos, minha fiel Hubur, e vingue o sofrimento do dragão!”

Hubur curvou-se perante o trono do dragão, e com sua magia negra, chamou por diante dragões monstruosos com presas afiadas e impiedosas.

Em vez de sangue encheu suas veias com veneno, dragões gigantes de ira foram revestidos de poder e medo.

Ela deixou-lhes carregados com aura de terror e fez deles deuses, para que aqueles que tivessem intenção de prejudicá-los fossem destruídos.

Hubur aliou-se a Hydra; o dragão feroz; Lahamu; o grande leão, ao cão raivoso e ao homem escorpião.

Grandes demônios da tempestade, o homem peixe e os dragões, todos portando armas sem piedade e sem medo de batalha.

Onze Coléricos Deuses caóticos que dessa forma ela deu à luz.

E quando tudo estava preparado, Hubur ajoelhou-se diante do grande dragão, Tiamat. Tiamat, a personificação do Caos primordial, gritou para Hubur com uma voz odiosa:

“Hubur, minha própria sombra e sacerdotisa fiel, estou satisfeita com o que tu criaste, mas quem irá liderar o Onze para a suprema vitória, e trazer-me as almas arrancadas dos deuses bastardos como um sacrifício?”

Quando Hubur ouviu a pergunta do Dragão do Caos, ela chamou à luz o seu cônjuge com sua magia negra, ela chamou por diante o grande príncipe do Caos, o Senhor da Guerra, Kingu.

Em frente ao trono de Tiamat exaltou Kingu. E, em nome de Tiamat, Hubur escolheu Kingu para liderar o exército.

Ela escolheu Kingu para liderar esta congregação sinistra, para levantar as armas, e estar no comando da batalha próxima. Hubur deixou Kingu tomar o seu lugar no conselho escuro.

E diante do trono de Tiamat, Hubur disse a seu esposo, o poderoso Kingu:

“Eu tenho que recitar uma fórmula de poder para ti. Eu te fiz grande entre os deuses, eu enchi tua mão com o poder e domínio sobre todos os deuses, tu agora estás mais poderoso do que nunca, ó meu esposo.
Deixe aqueles deuses bastardos imundos serem esmagados debaixo dos teus pés!”

Hubur deu ao poderoso Kingu as Tábuas do Destino, e amarrou-as no seu peito. Então, Tiamat gritou:

“Kingu agora está pronto para a guerra! Kingu que irá vingar a morte de Absu!”

As legiões do Caos estavam armadas para a batalha contra os deuses rebeldes; a própria semente indesejada e detestável de Tiamat.

Os deuses rebeldes imundos, mais uma vez tornaram-se cheios de horror, e o deus deles, Enki, estava tremendo de raiva e medo.

Enki foi silenciado pelo medo e chorou sangue em seu trono, pois sabia que ninguém poderia sobreviver a ira da poderosa Tiamat.

O covarde Enki, o deus enganador, reuniu seus servos e disse-lhes sobre os feitiços que a poderosa dragão tinha destinado a eles.

Enki disse-lhes sobre os onze, criados pela vontade de Tiamat e a magia de Hubur.

Ele disse-lhes sobre as Legiões da Vingança, que sob a liderança de Kingu agora estavam preparadas para a guerra.

E quando todos os deuses de falsa luz ouviram isso, eles choraram sangue.

Eles sabiam que nenhum deles se atreveria a responder às legiões de sua ira, que, sob a liderança de Kingu, iriam vingar Absu.

Os deuses covardes foram silenciados e a sombra de Uggu caiu sobre eles.

Mas Anshar, que era o mais velho entre os deuses bastardos, surgiu com uma solução. Anshar chamou Enki e sugeriu:

“Aquele cuja força é enorme deve ser defensor de seu pai.
O único que deve lutar contra o Caos é Marduk, o herói”

Quando Enki ouviu isso, ele chamou seu filho, Marduk, e disse-lhe:

“Ó Marduk, meu filho fiel, ouça agora o teu pai, pois a sombra da morte caiu sobre todos nós, a Mãe Tiamat, o dragão do mal, declarou uma guerra contra nós que têm vindo sucessivamente a partir de teus sonhos, ela reuniu as legiões do Caos e colérica escuridão, que agora estão prontos para derramar o nosso sangue.
Tu és a nossa única esperança, Marduk, pois nenhum outro em meio de nós se atreve a lutar contra os guerreiros de Tiamat, que estão liderados por Kingu.
Eu, Enki, quero tu, Marduk, que é o mais fortes de todos os deuses, para nos defender contra a ira do Dragão. Eu quero tu, meu filho, para derrotar Tiamat.”

Marduk, que estava cheio de ódio contra as forças do Caos, jurou diante do trono de seu pai que faria guerra contra a Mãe Tiamat e usaria a força que todos os deuses tinham lhe concedido.

Quando os deuses ouviram isso, eles encheram-se de alegria, mas Marduk, que era o mais astuto entre os deuses bastardos, reuniu todos eles, e colocou por diante as suas exigências antes da batalha que estava próxima, batalha contra as forças do Caos.

Para o seu pai e os outros deuses, ele proclamou:

“Se eu, Marduk, filho de Enki, devo travar uma guerra contra Tiamat, preciso das bênçãos e poderes de todos os deuses.
Eu, Marduk, serei exaltado acima de tudo. Pois governar o trono mais alto é o meu pedido, pois, se vós não me exaltardes como o mais alto deus, minha força não será suficiente para derrotar o Caos, e a morte certamente levará todos nós.”

Os deuses, cheios de medo da guerra que se aproximava.

Concordaram com as demandas de Marduk.

Eles construíram poderosos templos em honra a Marduk, e elogiaram o seu nome.

Eles declararam Marduk como o rei dos deuses, e deu-lhe o topo, o trono e o domínio.

Os deuses bastardos armaram Marduk com armas poderosas.

Eles armaram Marduk com arco e flecha.

O Marduk foi armado com machado e espada.

O Marduk foi armado com relâmpagos e fogo.

Com seus poderes recém-adquiridos, o covarde Marduk criou uma rede de luz ilusória para capturar seus inimigos dentro.

Marduk convocou os quatro ventos cósmicos, e ele criou o redemoinho e o furacão, para protegê-lo contra a ira do Caos.

Ele enviou estes ventos para o Dragão, para confundir seus sentidos.

Marduk, agora que estava pronto para a batalha, chamou uma tempestade de vento forte. Em seguida, cercou-se com um redemoinho que o protegeria sobrevoando os exércitos das trevas.

Marduk voou até o trono do Dragão.

Para as profundezas do Caos, Marduk percorreu, diante do trono do Caos, diante da Mãe Tiamat, mais uma vez ele desceu em direção à profundidade.

Cara a cara com o Dragão, Marduk declarou guerra. Sem se ajoelhar, o Marduk imundo se atreveu a ficar na frente do trono de Tiamat.

Ummu Ushumgal Sumun Tiamat, Mãe do Caos, cheia de ira, cheia de ódio, olhou para o Marduk rebelde.

Com os olhos da morte, e com o frio olhar de ódio, ela olhou para o filho indigno de Enki.

Tiamat recitou as canções de morte, ela gritou por diante uma conjuração.

Tiamat atacou Marduk com sua antiga fórmula, e com sua magia negra ela o esfaqueou.

Como filho dos deuses, o Marduk astuto, estava cheio de medo.

Dos olhos de Marduk, o sangue jorrou.

Da boca de Marduk, a água vermelha da vida fluiu.

Dos ouvidos de Marduk, o sangue divino correu.

Marduk gritou de dor e lentamente começou a se afogar em seu próprio sangue.

Sessenta demônios dilaceraram o corpo de Marduk.

Sete demônios beberam seu sangue.

O grande Dragão, a Imperatriz do Caos, sentada em seu trono, riu da miséria e do sofrimento de Marduk.

As legiões do Caos, lideradas por Kingu, rodeavam Marduk. Os Filhos e Filhas do Ódio cercavam Marduk.

Marduk, cheio de medo, viu a sombra da morte fechando-se sobre ele.

Desesperado e oprimido pelo mal que o cercava, ele convocou seus ventos cósmicos.

Marduk convocou seus ventos de tempestade e lançou-os sobre os demônios.

Ele jogou sua rede de luz sobre Tiamat.

O Dragão do Caos, cheio de ódio, gritou as maldições antigas.

Marduk agora combatia com todos os seus poderes, e desencadeava os quatro ventos contra o rosto de Tiamat.

Quando Tiamat abriu a boca para gritar de raiva, Marduk deixou os ventos cósmicos correrem para dentro dela, para que ela não pudesse fechar suas mandíbulas ensanguentadas.

A Mãe Tiamat, a maior de todos eles, gritou para Marduk:

“Como tu podes esperar matar algo que nunca viveu?
Como tu podes derrotar aquilo que nunca nasceu?
Eu, Tiamat, era tudo quando tudo era nada! Eu governei antes da morte existir.
Eu sou o vazio e a escuridão eterna.
Eu sou o Caos, a destruidora de toda a ordem e a mãe de todos e do nada!
Como tu pudeste, Marduk, tu que és apenas uma prole de um dos meus sonhos natimortos, sempre esperar por uma ordem eterna?
Antes do Cosmos, era Caos, e quando o Cosmos cair, o Caos será tudo novamente!
Então aproveite a tua curta vitória, deus bastardo, porque eu, Tiamat, que fui a primeira a ver as Tábuas do Destino, sei como esta guerra vai acabar.
Aproveite a tua curta vitória, Marduk, pois quando a luz dos novos deuses for extinta, Eu novamente governarei!”

Marduk, que estava cheio de medo quando ouviu o discurso de desprezo de Tiamat, deixou os ventos cósmicos preencherem seu abdômen rasgando ela em pedaços por dentro.

Mas a poderosa Dragão do Caos, Tiamat, não gritou de dor. Em vez disso, ela respondeu com uma risada desdenhosa.

Marduk, o rei dos novos deuses, disparou suas flechas de luz e rasgou os intestinos do Dragão.

As flechas de Marduk dilaceraram os intestinos do Dragão e dividiram seu interior.

Rindo, a poderosa Tiamat caiu.

Rindo, a Mãe do Caos caiu no sono dos mortos-vivos.

Quando as tropas de Kingu testemunharam a queda do dragão, eles se dispersaram, mas a alta sacerdotisa do Caos, Hubur, a bruxa demoníaca que testemunhou a batalha, transformou-se em um vulto escuro.

Antes que o sangue derramado de Tiamat pudesse cair no chão, antes que o sangue do Dragão do Caos pudesse ser profanado pelo Marduk imundo, Hubur recolheu o sangue do poderoso dragão, Tiamat, e levou-o para lugares desconhecidos dos deuses de falsa luz.

A fiel Hubur, a Mãe da Magia Negra, a bruxa malvada Hubur, trouxe o sangue para os divinos e mais escuros lugares e derramou o sangue do dragão para o vazio infinito à fora.

A partir do sangue do dragão surgiu o Império do Caos Colérico.

A partir do antigo sangue do Caos, os vingadores da Escuridão surgiram, eles que deverão vingar a queda do Trono do Dragão.

O sangue da mãe Dragão fluiu e se espalhou, para que o Caos viesse cercar o que fosse evoluir do Cosmos.

Na escuridão do Caos Colérico estavam os demônios aguardando famintos.

O covarde Marduk ignorou as ações de Hubur. O novo Império da Fúria (Império de deuses indignos) estava junto ao corpo “morto” do Dragão e eles reuniram suas armas.

Pois já que tinham “matado” Tiamat, agora deveriam derrotar Kingu.

Kingu, o último que restava da antiga raça.

Kingu, o vingador do Dragão, queimava com ódio, e estava pronto para a guerra!

Mas antes que o senhor da guerra Kingu pudesse lutar contra o indigno Marduk, mas antes que ele pudesse afundar Marduk nas águas da morte, ele foi preso pelos exércitos dos deuses bastardos.

Kingu foi dominado pelas legiões dos deuses covardes, que agora se atreveram a aparecer.

Pois quando o Dragão foi ‘morto’ e Os Onze que foram criados pela magia de Hubur tinham se disperso em direção à essência do sangue do Caos Externo, os deuses bastardos estavam cheios de falsa coragem.

Eles algemaram o poderoso Kingu com correntes flamejantes, e Marduk roubou as Tábuas do Destino de Kingu, e incorporou-as ao seu próprio peito.

E então o demoníaco Senhor do Caos riu para Marduk e disse:

“Ó cão covarde, sua covardia deve ter te salvado agora, mas eu, Guerreiro do Caos, contemplei as Tábuas do Destino e eu vi como a guerra entre o Caos e o Cosmos irá acabar.
Eu olhei dentro das tábuas negras e vi tua própria criação se voltando contra ti.
Eu vi aqueles que servem a Ira da espada cega abrirem os portões para os Deuses famintos que esperam o dia da vingança.
Eu, Kingu, vi como aqueles que, guiados pelo meu sangue, irão vingar o Caos Primordial, que tu profanaste.
O Dragão se levantará, e eu, Kingu, receberei minha vingança!
Então, aproveite tua curta vitória, pois a vitória do Caos será eterna!
Minha vingança está dentro da herança do meu sangue, e o ódio em meu sangue é sem fim.
Então, aproveite tua vitória Marduk, porque quando o Dia da Ira amanhecer, teu sangue será derramado em minha honra, por aqueles que o meu sangue dentro circula!”

Quando Marduk ouviu isso, ele disse aos seus guerreiros para aprisionar Kingu.

Na caverna mais escura de Uggu, ele deixou seus exércitos acorrentarem Kingu.

Toda a congregação dos novos deuses se reuniu em torno de Marduk, e o saudaram.

Então, Marduk, o bastardo indigno, partiu a cabeça do Dragão com sua espada.

Então Marduk cortou suas veias, e quando o seu pai viu isso, ele se encheu de alegria e felicidade.

Marduk, olhando para o corpo do Dragão, decidiu criar o universo com o corpo da Mãe Dragão.

Ele cortou seu corpo ao meio, e com uma metade ele criou o céu.

Com a outra metade, ele criou a terra.

Marduk colocou guardiões para impedir “aqueles que ficam do lado de fora” de invadir sua criação, pois ele sentiu o ódio daqueles que haviam ascendido da essência do sangue do Dragão.

Ele criou barreiras para proteger sua criação dos Deuses Coléricos do Caos. Ele criou portões fechados para evitar os Oceanos do Caos de inundar o universo.

Ele criou estações para que os deuses se correspondessem com as estrelas das constelações.

Marduk criou anos e dias, e deu domínio sobre todos os planetas aos deuses. O filho de Enki criou o sol para clarear o dia, e a lua para clarear a noite.

Todos os deuses saudaram Marduk, e deram a ele o título de Senhor Criador.

Marduk que gostava de ser aclamado decidiu criar o Homem, para que eles também o saudassem e o adorassem. Marduk disse ao seu pai Enki:

“Com sangue eu unirei e atarei um esqueleto.
Eu criarei o Homem, cuja finalidade será adorar-nos para sempre e servi-nos como escravos.”

Quando Enki ouviu isso ele estava orgulhoso de seu filho, e chamou todos os deuses, para que Marduk pudesse confessar seus planos para a criação do Homem.

Quando os deuses ouviram o plano de Marduk, eles deram a sua aprovação ao deus criador.

O astuto Marduk estava satisfeito, e perguntou aos deuses:

“Quem dentre vós estais, então, pronto para ser sacrificado a fim de criar o Homem como nosso fiel escravo?
Quem dentre vós estais pronto para ter o teu sangue derramado, a fim de criarmos nossos escravos de sangue e barro?
Para a fim de criar o Homem, eu preciso do sangue de um deus, para fazer o homem emergir do barro, a vida de um deus deve ser sacrificada.
Quem dentre vós estais preparado para morrer a fim de cumprir os desejos exaltados pela assembleia divina?”

Os deuses covardes ouviram as palavras do demiurgo (Marduk) e estavam cheios de medo, pois nenhum deles estavam preparados para sacrificar sua própria vida, a fim de cumprir os desejos de Marduk.

Mas os deuses Igigi, que estavam entre os mais inteligentes dos deuses, pensaram em uma solução, eles disseram a Marduk:

“Vamos sacrificar o único que declarou guerra contra nós, vamos matar quem nos ridicularizou.
Vamos derramar o sangue de quem professou a nossa morte.
O Guerreiro do Caos, quem nós temos aprisionado, pode morrer para que possamos receber nossos fiéis servos.
Nós podemos matar Kingu, para que o Homem, nosso fiel escravo, possa ser criado!”

Quando Marduk ouviu isso, ele se animou e ordenou para que Kingu fosse levado perante a assembleia dos deuses.

Os deuses rebeldes imundos trouxeram Kingu da caverna de Uggu.

Orgulhoso, o poderoso Kingu ficou diante os deuses indignos.

O covarde Marduk, disse a Kingu:

“Tu, quem professastes nossa morte, é agora tu quem deverás morrer.
Talvez a força e os poderes do Caos não sejam tão grandes como eu havia previsto.
O poderoso Kingu talvez esteja cego, que não pôde ver a sua terrível morte nas Tábuas do Destino.”

Quando Kingu ouviu isso, ele riu com sua risada desdenhosa novamente e disse:

“Eu, Kingu, vi minha própria morte nas Tábuas do Destino, mas também vi minha própria ressurreição.
Pois o que mais é a morte para nós que somos do Caos do que um pequeno descanso?
Nós somos os primeiros, e devemos ser os últimos.
Nós, que nunca vivemos, não podemos morrer!
Derrame meu sangue, ó covarde Marduk, pois todo o sangue que corre em minhas veias, um dia derrotará a ti, pois o meu ódio é eterno, assim como meu desejo por vingança!
Aproveite, ó deus bastardo e imundo, pois a punição para os teus crimes é horrível e eterna!”

Quando os deuses que estavam presentes ouviram aquilo, eles ficaram cheios de raiva, e com suas espadas eles cortaram o corpo do poderoso Kingu em pedaços.

O covarde Marduk cortou as veias de Kingu, e misturou o sangue de Kingu com a argila para modelar o corpo humano.

Então Marduk soprou sua própria respiração fétida dentro do corpo humano, de modo que seria preenchido com força vital e começassem a viver.

O Homem foi criado e todos os deuses saudaram Marduk.

Os deuses indignos concederam a Marduk seus cinquenta títulos, e o exaltaram para governar como rei de todos os deuses cósmicos, onde o Caos havia governado supremo, o Cosmos agora reinava.

No entanto de fora das barreiras do Cosmos, os deuses do Caos Colérico, que emergiram a partir da essência do sangue do Dragão do Caos, estão olhando para a criação de falsa luz e esperando o dia da vingança.

Eles aguardam a ordem dos Onze do Caos, para invadir o império do demiurgo, para espalhar as chamas na Luz Externa, e para sempre extinguir a centelha da vida dos deuses criadores.

Mas os famintos, que aguardam a guerra do lado de fora, não são os únicos agentes do Caos Colérico.

Também está escrito que a criação de Marduk, impulsionada pelo sangue de Kingu, deve abrir os portões internos para o Outro Lado.

Porque fora dito que o homem, criado pelo sangue do Diabo deve-se voltar contra o seu próprio criador, o impotente Marduk cometera um erro fatal quando criou os humanos com o sangue de Kingu; o Guerreiro do Caos Colérico.

Através do sangue de Kingu, o Homem carrega nas profundezas de sua alma a Chama Negra do Caos.

Dentro das profundezas de sua alma, o Homem carrega a semente do ódio anticósmico.

Pois o sangue-espírito do Homem é da essência do vingador, e o ódio da humanidade é o ódio de Kingu.

Entre os eleitos, que são guiados pelo Espírito do Sangue Caótico, há aqueles que são abençoados com os poderes dos antigos Deuses do Caos.

Estes eleitos, que servem a ira dos deuses „mortos‟ são os únicos que deverão abrir as portas trancadas por dentro e deixar entrar aqueles que esperam do lado de fora da barreira cósmica.

A criação de Marduk/Demiurgo nada mais é, que uma ilha afundando, cercada por um oceano de Caos eterno.

O oceano do Caos que é o sangue do Dragão ‘morto’.

Do lado de fora dos muros da criação os Onze Vingadores do Caos, aguardam.

Os Onze e suas legiões esperam para os portões serem abertos, para que eles possam restabelecer o Caos que uma vez governou.

Quando os Deuses da Vingança, os Coléricos Guerreiros do Caos, já tiverem dilacerado os deuses bastardos, quando a Ira do Dragão do Caos tiver destruído os deuses rebeldes e sua criação imunda, Ama-Ushumgal-SumunTiamat deverá despertar do sono da morte.

A Escuridão primordial e o silêncio descerão e dissolverão o Cosmos.

O triunfo do Caos sobre o Cosmos irá durar para toda a eternidade, e mais uma vez as forças do Caos deverão reinar supremas.

Silim-Madu Ama-Ushumgal-Hubur!

Silim-Madu Sumun Mummu Tiamat!

Fonte: Liber Azerate: O Livro do Caos Colérico.

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Tradução e Adaptação: Zeis Araújo (Inmost Nigredo) Revisão: Gabriela Paiva 2014.

Texto enviado por Ícaro Aron Soares.

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Alloces

O 52º espírito é Alloces, Allocer, Allocen, Aloces, ou Alloien. Ele um duque, grande, poderoso, e forte, aparecendo montado sobre um grande cavalo, qual um cavaleiro. Tem a aparência de um leão vermelho com olhos flamejantes. Seu discurso é rouco e muito extenso. Ensina astronomia e ciências liberais. Ele concede bons familiares; governa 36 legiões.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/alloces/

Aim

O vigésimo terceiro espírito é Aym, Ain, ou Aini. É um duque de grande poder. Ele aparece na forma de um homem de porte notável, mas com três cabeças; a primeira de uma serpente, a segunda como de um homem que tem duas estrelas em sua testa, e a terceira como uma vitela. Ele viaja em uma víbora, carregando um ferrete em sua mão. Ele faz o homem espirituoso de todas as maneiras, e dá respostas verdadeiras sobre assuntos confidenciais. Comanda 26 legiões de espíritos, e seu selo é este, que deve ser feito e preparado como acima dito, etc.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/aim/

Ahriman e Angra Mainya – As Origens do Mal

Ahriman, o princípio do mal na religião da Pérsia, atual Irã, foi personificado como Angra Mainya, “o espírito destrutivo”, que introduziu a morte no mundo.

Ele liderou as forças do mal contra o exército de Spenta Mainya, “o espírito santo”, que ajudou Ahura Mazdah, “o sábio senhor” e o vencedor final na guerra cósmica. “No princípio”, disse o profeta Zoroastro, “os espíritos gêmeos eram conhecidos como um gêmeo bom e o outro gêmeo mau, em pensamento, palavra e ação. Entre eles, os sábios escolheram sabiamente, não os tolos”.

E quando esses espíritos se encontraram eles estabeleceram a vida e a morte para que no final os seguidores do engano encontrassem a pior existência, mas os seguidores da verdade com o senhor sábio.”

Ahura Mazdah disse a Zoroastro que Angra Mainya havia atrapalhado seus planos de transformar a Pérsia em um paraíso terrestre. Todas as criaturas do “sábio senhor” foram criadas com livre arbítrio: tanto seres espirituais quanto humanos.

Angra Mainya, o irmão gêmeo do “espírito santo”, simplesmente tinha prazer em “escolher as piores coisas”. A fim de frustrar Ahura Mazdah, ele introduziu geada no inverno, calor no verão, todos os tipos de desastres e outros males que a humanidade tem que suportar. Ele também criou o dragão Azhi Dahaka, que trouxe ruína à terra.

Quando Ahura Mazdah criou as estrelas no céu, ele “saltou para o céu como uma serpente” e em oposição a essas luminárias celestiais ele formou os planetas, cuja influência funesta então caiu sobre o mundo. Ao longo da criação houve uma clivagem e antagonismo tão profundos que sob o governo dos sassânidas (226-632) surgiu um mito para suavizar o dualismo.

Os espíritos gêmeos tornaram-se descendentes de um ser primordial pré-existente, Zurvan Akarana, o “tempo infinito”. Porque Zurvan jurou que o primogênito deveria governar como rei e Ahriman “rasgou o ventre” para reivindicar o título, o maligno recebeu o reino do mundo por um período limitado.

“Depois de nove mil anos”, insistiu Zurvan, “Ohrmazd reinará e fará tudo de acordo com sua boa vontade”.

A principal arma de Ahriman era “az”, a concupiscência, presente de Zurvan. “Por meio desse poder”, observou o doador, “tudo o que é seu será devorado, até mesmo sua própria criação”. Ahriman aceitou porque era “como sua própria essência”.

A demoníaca Az, um princípio feminino, incluía mais do que desejo sexual: igualmente era dúvida, um enfraquecimento do intelecto.

Possivelmente a ideia representa um empréstimo do budismo, que via em avidya, “ignorância”, e sua manifestação, o desejo, a razão para o ciclo interminável do ser condicionado. Az também estava ligado ao demônio maniqueísta de mesmo nome, “a mãe de todos os espíritos malignos”. No zoroastrismo, no entanto, o papel da mulher definitivamente não é claro.

O homem era quase santo, uma criação destinada a desempenhar o papel principal na destruição do mal. Quando Ahriman viu o homem justo, ele desmaiou. Por três mil anos ele ficou desmaiado… até que a prostituta acusada, Jeh, o despertou.

Jeh, a prostituta, cobiçou o homem e “contaminou-se” com o “espírito destrutivo” para obter seu desejo. Mas esse conceito apareceu apenas em textos posteriores; originalmente o papel da mulher parecia ser para a propagação da espécie.

Os Gathas, que são os hinos ou canções que se considera terem sido escritos pelo próprio Zoroastro, dizem que no início Ahriman (Angra Mainya), o Espírito Maligno, estava amplamente separado do Bom. No entanto, Ahriman é tomado de curiosidade e inveja e tenta invadir o território do bem, que é luminoso e puro.

Ele é repelido e a vitória é atribuída ao efeito infalível da oração (o Ahuna Vairya) proferida por Ohrmazd, que entretanto decide permitir a Ahriman um período de semi-vitória, para melhor conquistá-lo de uma vez por todas no final.

Este último tema pode soar familiar, pois é proeminente no cristianismo: o diabo reinará na terra antes do fim do mundo e depois será lançado de volta ao inferno para sempre. Ahriman, que se diz ter vivido em um lugar escuro sob a terra, é considerado por alguns como o antecessor do diabo, ou Satanás.

De acordo com outra lenda, um pouco embutida na doutrina oficial do Mazdaísmo (outro nome do Zoroastrismo), a origem de Ahriman, embora incerta, decorre das dúvidas de Zurvan (o Tempo Infinito), que também gerou Ohrmazd. Zurvan, gerado do deus supremo, ofereceu sacrifícios por mil anos para ter um filho e, no final, duvidou da eficácia de seus próprios atos.

Ahriman foi o resultado da dúvida de Zurvan, enquanto Ohrmazd foi gerado a partir dos méritos dos sacrifícios de Zurvan.

A mitologia em torno dos gêmeos, os irmãos espirituais, Ahriman e Ohrmazd, gerados por Zurvan, foi incorporada nas religiões do Zoroastrismo, Maniqueísmo e Budismo. A mitologia tornou-se teologia, ou em alguns casos vice-versa.

No entanto, o tema, ou crença, existe atualmente: o bem contra o mal, e no final o bem inevitavelmente vencerá o mal.

Talvez esse mito seja mais fato do que parece, os gêmeos do bem e do mal eram filhos do próprio Tempo já que o conceito de uma guerra entre o bem e o mal parece ter obcecado o pensamento da humanidade desde tempos imortais. A.G.H.

Referências:

Cotterell, Arthur, A Dictionary of World Mythology, New York, G. P. Putman’s Sons, 1980, p. 63

Grimal, Pierre, Larousse World Mythology, Secaucus, New Jersey, Chartwell Books, 1965, pp. 194-195

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Fonte:

https://www.themystica.com/ahriman/

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/ahriman-e-angra-mainya-as-origens-do-mal/