Cursos de Kabbalah, Astrologia e Qlipoth – Abril 2017

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Cursos no feriado de 1 de Maio.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Astrologia Hermética e o Curso de Qlipoth em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

29/04 – Kabbalah

30/04 – Astrologia Hermética

01/05 – Qlipoth, a Árvore da Morte

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Abril/Maio

Faça já sua inscrição!

Reservas e Valores: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

QLIPOTH – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah e Astrologia I

O Curso de Qlipoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

#Astrologia #Cursos #Kabbalah #Qlipoth

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-astrologia-e-qlipoth-abril-2017

Como Nefer-Ka-Ptah Encontrou o Livro de Toth

Encontrei essa história ingênua, mas autêntica, no The wisdom of the Egyptians, de Brian Brown (New York, 1928), citado por Lin Carter numa antologia.

O papiro egípcio de onde esta história foi extraída data mais ou menos de trinta e dois séculos.

Nefer-Ka-Ptah encontrou o vestígio do Livro de Toth graças a um sacerdote antigo. O livro era guardado por serpentes e escorpiões, e principalmente por uma serpente imortal. Estava fechado numa sucessão de recipientes encaixados, os quais estavam no fundo de um rio. Auxiliado por um mágico, sacerdote de Ísis, Nefer-Ka-Ptah apoderou-se da caixa graças a um engenho de soerguimento mágico. Cortou então a serpente imortal em duas, enterrou as duas metades na areia, longe bastante uma da outra para que elas não se pudessem juntar. Leu, então, a primeira página do livro e compreendeu o céu, a Terra, o abismo, as montanhas e o mar, a linguagem dos pássaros, dos peixes e dos animais. Leu a segunda página e viu o Sol brilhar no céu noturno e em volta do Sol grandes formas dos deuses.

Entrou em sua casa, procurou um papiro novo e uma garrafa de cerveja, escreveu as fórmulas secretas do Livro de Toth no papiro, lavou-as com cerveja e bebeu essa cerveja. Assim, todo o saber do grande mágico ficou nele.

Mas Toth voltou do país dos mortos e vingou-se terrivelmente. O filho de Nefer-Ka-Ptah, e depois o próprio Nefer-Ka-Ptah e sua mulher morreram. Foi enterrado com todas as honras devidas a um filho de rei e o livro secreto de Toth foi enterrado com ele.

Aparentemente não para sempre. Pois o Livro de Toth reapareceu através dos séculos. Uma lenda posterior diz que a múmia de Nefer-Ka-Ptah, com suaas mãos cerradas em torno do Livro de Toth, foi encontrada por Apolônio de Tiana.

por Jacques Bergier

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/como-nefer-ka-ptah-encontrou-o-livro-de-toth/

Guia das Raças Alienígenas já observadas

Uma cópia deste guia foi encontrada  na Sibéria, em 1981 em Buryatia. Sua primeira versão vem da época de Stalin e foi sendo melhorado ao longo dos anos com estatísticas e fotos de pessoas abduzidas.

Raça Maitre: constelação Megopei visita a terra desde a pré-história, raptando humanos e com intenções de colonizar a terra, foram impedidos por outras raças alienígenas, hermafroditas com 120 anos de vida em média.

Raça Dries, 2 metros e meio de altura em média, crânio complexo visitou a terra 20 vezes. Raptam humanos para escravizar, fizeram 520 desparecimentos de pessoas. Oriundos da terceira estrela da constelação de Cetus(baleia). Tem 40 planetas colonizados com ajuda de seus escravos, 10 foram pegos a força, mas trabalham em conjunto com 8 outras raças. Alimentação carnívora. Planeta de origem similar à Terra, mas incapazes de interagir com outras raças positivamente. Pretendem se revelar aos humanos em 2022.

Raça Lang. Pequenas criaturas ,de aproximadamente 70 centímetros de altura, oriundos da sexta estrela da constelação Coma Berenices., com 3 planetas de origem, colonizaram outros 10, um dos visitantes mais antigos, fonte das lendas sobre gnomos e elfos.Ultima visita ocorreu em 2006, já abduziram mais de 10.000.000 de pessoas.

Raça Smad, planeta Svok da constelação Batteray.(não consta)Naves cônicas, idênticos aos humanos, possuem apenas 6 naves em funcionamento ,já colonizaram 18 planetas, tem grande interesse pela religião humana em seus estudos. Uma raça moribunda.

Raça Tengri Tengri, oriundos de um planeta do mesmo nome do setor galáctico 56 (?), vida subterrânea/intraterrestre, população 10.000.000 de indivíduos, visitam a Terra há 10000 anos. Não precisam de água nem oxigênio, vivendo em naves gigantescas que podem levar 5 milhões de indivíduos.Em constante contato com governos da Terra.

Raça Graysli. Da altura de um humano, com fino cabelo sedoso, oriundos da constelação de Virgem.Primeira visita na época dos faraós. Acompanham a historia da humanidade, passaram 10 anos entre os egípcios antigos. Naves acomodam 6 indivíduos de cada vez.

Raça Dorsay. Pequenos, aproximadamente meio metro de altura. Visitam a terra com frequência. Oriundos do sistema Cassiopeia, 2 planetas de origem. Carnívoros, comem outros extraterrestres e humanos. Estão em guerra há 2 bilhões de anos contra outra espécie alienígena. Ultima visita nos alpes suíços em 2001.

Raça Strom. Oriundos da Ursa menor, invertebrados e celenterados(semelhantes a medusas e águas-vivas), 2 metros de altura, estudam a flora da Terra, muito cautelosos, visitam e Terra desde a era do gelo, possuem 20 planetas colonizados. Naves octogonais.

Raça Afim Spiantsy. Oriundos da constelação de Lira. Pequenos, com pele azul com pintinhas. Planeta Crime Ai Petri. Avançadíssimos, chegam aqui em 20 minutos. Atmosfera rica em hidrogênio. Não violentos, tem 40 planetas colonizados. Ficam invisíveis quando próximos a humanos a não ser que desejem o contrario, porém sua presença causa nos humanos uma ansiedade, mesmo quando invisíveis. Naves esféricas. Estudam o “desvio da raça humana”, como chamam. Sua ação é importante em determinar o futuro da raça humana e seu desenvolvimento.

Raça Solipsi Rai.Lider Ymartin, raça harmoniosa, tem 2 bilhões de anos de civilização. Não possui colônias. Estudam o desenvolvimento de outros planetas. Oriundos da constelação de Cygnus. Possuem armas poderosas para se defender apenas.Eles dizem que a raça humana ainda tem 645 opções de futuro.São o que chamamos de greys.

Annunakis de Nibiru, passam aqui a cada 4000 anos, não 3500 como se pensa, e são idênticos aos humanos so que mais altos.Para ficar na Terra, os annunakis derrotaram outra raça poderosa que já vivia aqui. O rei Samael e sua esposa Lilith dos annunaki desconheciam a presença reptiliana aqui e vieram coletar humanos para escraviza-los. Eles só cooperam com oz zeta reticulianos, que não são os greys. Os descendentes dos zeta foram os faraós do Egito.

Raça Kalenia.Originarios da estrela Tarazed da constelação de Aquila (Aguia),3 planetas colônia tempo de vida aproximado de 150 anos. Frequentemente avistados na África saariana.tem visitado a terra por 2300 anos.Seu interesse se restringe aos minerais terrestres.

Raça Mithillae, primos distantes dos reptilianos. Vem da estrela Alya na constelação da serpente,mas não podem ser considerados com verdadeiros reptilianos. Visitam a terra desde 1965 e tem aparência assustadora, circulam muito pelo polos da Terra.

Reptilianos. Na verdade uma de 3 espécies, tem estado na terra por 15000 anos, oriundos da constelação de Draco, tem 500 planetas colonizados mediante infiltração nos governos de cada planeta. Gostam de trabalhar por trás da cena, muito avançados tecnologicamente. Vários poderes paranormais, entre eles a invisibilidade, interdimensionalidade, habilidade em tomar formas. Têm bases no triangulo das Bermudas, na costa da Dinamarca e da Nova Zelândia. Jamais partirão!

Raça Alcohbata. Tem 5000 naves, tem 100 planetas colonizados. Espécie parasitaria, abduzem humanos para fins desconhecidos, não interagem com outras espécies alienígenas. Agressivos, constelação de origem: Perseu. Derrubam aviões.Vistos pela ultima vez em 2001 no Canadá.

Raça Negumak, ou Gnomopo, chegam pela primeira vez em 1989.Exercem controle mental sobre humanos abduzidos após serem liberados. O objetivo disto é desconhecido. Lembram as criaturas insetóides que inspiraram o filme Independence Day. Antiquissimos, temidos pelos governos terrestres.

Zeta reticulianos ou Shamtbhala. Parecem-se com os Maitre e os Solipsi Rai, os famosos greys,oriunods da constelação de Nets (não consta).Representantes do annunaki na Terra. Subespécie artificial derivada dos Zetas, porém mais semelhante ao humano. Akhenaton era um exemplo típico, removido do poder pelos reptilianos. Existem há 4000 anos ,sendo o tipo mais antigo de hibrido. Podem ter forma humana normal porem com deformidades ou crânio alongado.

Raça Ramay. Pacificos, responsáveis pelo desenvolvimento dos maias, trazendo humanos de varias partes do planeta e juntando-os na América do Sul. Muito voltados para a ciência. Ensinaram tudo aos maias ,astronomia, etc, mas ao deixa-los os maias resolveram honrá-los com sacrifícios humanos. Oriundos de Capela na constelação do Cocheiro. Vistos pela ultima vez em 2001 em Bora Bora. Os homens vivem 130 anos ,as mulheres apenas 26!

Raça Moovianthan-Kaiphik. “Os que brilham”,oriundos da constelação Vulpecula (raposa)tiveram encontros com presidentes americanos, e lideres russos. Trocam tecnologia pelo direito a abduzir. Influenciaram muito a cultura tibetana com bases no norte desta região. Colonizaram 40 planetas .

Raça Rak. Visitaram a Terra menos vezes que as demais, apenas 5 vezes, sendo a ultima no ano 71 DC, gerando a crença nos gênios no Islamismo e no oriente médio ,mas deixaram de visitar este planeta por ser incompatível como sistema imunológico deles.

Raça Hav-Hannuae-Kondras. Vem da galáxia anã do Sextante. Aparecem na Terra desde o ano 941 DC pela primeira vez na Romênia e são famosos por abduzir e matar humanos, bebendo seu sangue, dando origem às lendas dos vampiros. São tolerados pelos governos humanos. Vistos pela ultima vez na Escócia em 1996.

Raça Allmahuluk Strat 163. Perderam uma guerra contra os reptilianos na Índia no passado distante. Extremamente avançados, foram forçados a partir mas voltaram por volta de 200 anos atrás porém não mais após 1948. Trafegam em invisibilidade. Oriundos de Júpiter.

Raça Ainanna, os marcianos, oriundos da constelação de gêmeos. Habitam bases em marte por milênios para mineral um metal semelhante ao ouro. Chegaram pela primeira vez na Terra há 3000 anos atrás no Japão. Vistos em Madagascar em 2003.

Raça Indugutk, os “altos brancos”. Têm bases na lua, onde mineram com uso de escravos. Alegam cuidar muito bem de seus escravos. Mantêm contato com o governo americano ,russo e chinês, procurando manter o segredo de sua existência na lua. Podem tomar a forma humana se assim o desejarem, tomando a forma dos men in black.”

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/guia-das-racas-alienigenas-ja-observadas/

Milho, uma planta de outro mundo

Faber – Kaiser

Se observamos o milho com mente analítica, planta da família das gramíneas, veremos que esta planta não é natural e sim um produto de laboratório, pois não se pode reproduzir sem a intervenção da mão humana. Qualquer produto vegetal natural se reproduz pelo pólen, transportado pelo vento, ou semente que cai ao chão, saindo do interior do seu fruto e transportado pela chuva, vento, insetos e até pássaros, germinando noutras áreas num ciclo de reprodução natural, não precisando que a mão de homem intervenha para que esta planta continue se reproduzindo. O milho é um produto que, sem a intervenção do homem não se reproduz.. Imaginando que um cataclismo acabe com o ser humano neste planeta (coisa bastante provável) a maioria das plantas continuaria seu ciclo natural de crescimento e reprodução. Continuariam a nascer novos pés de laranja, maçãs, figos, arroz, soja, etc. ,mas o milho estaria condenado a desaparecer juntamente com o homem.

Nos informa o Suplemento Cultural do jornal “O Estado de S.Paulo” de 04-12-77,conforme trabalho de Ernesto Paterniani, intitulado “O Mistério da Origem do Milho” , que este não pode sobreviver por si só na natureza. Enquanto outras plantas cultivadas pelo homem, se forem abandonadas à própria sorte conseguiriam se salvar, o milho somente poderia sobreviver quando cultivado pelo homem.

Alguém precisa arrancar as folhas de palha flexíveis, mas de consistência compacta, que envolvem o milho com o um manto protetor. Um penacho de fios avermelhados, que acabam na parte superior, se encarregam de fazer o papel de espantalho, afugentando insetos e pássaros. Estes cabelos são como o elemento de união ou argamassa entre as folhas de palha protetora e os grãos. Após arrancarmos a capa protetora e tirarmos os fios de cabelo entre estas e os grãos, encontraremos estes fortemente aderidos a uma armação central que chamamos de sabugo. Estes grãos de milho, agora já separados de seus cubículos naturais (o que não é nada fácil) poderão ser plantados para prosseguir o ciclo de novas reproduções. Sem esta operação, o milho não pode se reproduzir pois ao ficar maduro ou seco, cai no chão e apodrece totalmente, antes de poderem, seus grãos, descolarem-se do sabugo e fugir da capa protetora, o que impede assim sua germinação, já que dentro do seu invólucro natural não toma contato com a terra. Sua capa protetora e a armação central que aprisiona fortemente os grãos, impedem que estes sejam arrastados pelas águas ou pelo vento para se acolchoarem em terras distantes e se reproduzirem como fazem as outras plantas.

Se um pássaro atrevido e destemido do espantalho que se move pelo vento, conseguir furar com seu bico a capa de palhas entrelaçadas, chegará até o grão por sua parte da polpa, comendo-o, antes de arrancá-lo inteiro de sua armação central (o grão germina pelo bico encrustado no sabugo).

Já se fizeram testes em plantações experimentais imitando todas as possibilidades da natureza (insetos, pássaros, animais, etc.) mas sem a intervenção do homem inteligente o milho não consegue se reproduzir. Isto tudo nos leva a certas conclusões ; se o milho não se reproduz sem a intervenção do homem, possivelmente seja ele um produto de laboratório “inventado” por alguém, pois antes de existir o homem neste planeta não poderia existir o milho.

Sendo assim: quem inventou o milho ?

Se nossos índios da antigüidade, de quem herdamos o milho, não possuíam condições tecnológicas, nem laboratórios para fazer isto, e não estamos nos referindo a Maias, Incas e Astecas, e sim a outros muito antes deles, pois nem agora com nossos laboratórios genéticos conseguimos alguma coisa semelhante (ainda que não duvidamos que logo se conseguirão coisas fantásticas pela ciência biogenética ), podemos facilmente chegar à conclusões que perturbam nossa mente. Se não fomos nós terrestres os “inventores” do milho, alguém trouxe este produto de fora. Ou não ?. Alguém ensinou a um grupo de raças nas Américas da pré-história, a mecânica da reprodução do milho, seu grande teor alimentar e suas aplicações. É bom lembrar de passagem que, numa das pedras gravadas de ICA (Perú) está gravado um pássaro portando no seu bico uma espiga de milho. E segundo estudos, esta pedra teria sido gravada há perto de cem milhões de anos. Que raça superior, com altos conhecimentos científicos, poderia ter oferecido este presente alimentício a nossos antepassados ?”

Antes da chegada dos espanhóis ao continente americano, o milho era desconhecido no Velho Mundo (como também não se conhecia a batata e outros produtos vegetais tipicamente Incas, Astecas ou Maias. Infelizmente também nos chegou das Américas o tabaco ou fumo. A primeira vez que o homem civilizado (“civilizado”?) teve contato com o milho foi no dia 5 de Novembro de 1492.

Entre os cereais é o que consegue produzir a maior quantidade de alimentos por área, sendo, por isto, que o milho representa a maior dádiva que o homem recebeu das antigas civilizações das Américas, representando hoje uma das maiores fontes de alimento para a humanidade. Os antigos Maias disseram (e continuam dizendo) que o milho tinha sido trazido pelos DEUSES QUE VIERAM DAS ESTRELAS, ensinando-lhes como se plantava e como se colhia. Claro que os espanhóis, como era de esperar, entre bravos conquistadores e “sábios” sacerdotes que os acompanhavam na conquista, não entendiam muito bem isto de que o milho “TINHA SIDO TRAZIDO PELOS DEUSES QUE VIERAM DAS ESTRELAS”, considerando-o mais uma superstição dos “índios”.

O nome científico do milho é “Zea-Mays”, ou simplesmente como denominado pelos espanhóis,os primeiros europeus a conhecer esta planta, com o nome de Maiz e isto, conforme Paterniani, porque os índios chamavam esse grão com um nome que soava como “mais”, ainda que outros autores defendam que o nome maia do milho era “Ixim”.

Os Maias consideravam o milho como uma planta já desenvolvida, segundo Victor W. Von Hagen no seu livro “Los Mayas”, onde continua dizendo que “na crença dos Maias sempre existiu algo sagrado no cultivo desta gramíneas, representado por um jovem e belo Deus denominado Yum Kaax. “O milho era o epicentro do mundo aia e, se observamos com cuidado, notaremos que tudo o que fazem e falam estes índios se relaciona com o milho”(documento do século XVI)

Nos diz o Prof. António Porro, (nosso colega de trabalho e particular amigo)especialista em cultura Maia, que” durante milhares de anos o “laboratório” do camponês foi a horta. Portanto não é necessário recorrer ao espaço externo para explicar aquilo que qualquer índio ou camponês sabe fazer ” Sentimos discordar frontalmente deste nosso particular amigo mas, até agora, não sabemos ( e desculpe nossa ignorância) de algum camponês, seja índio ou não, que tenha “inventado”, pela domesticação ou coisa que o valha, alguma coisa parecida com o milho. Até seria interessante encontrá-lo para encomendar-lhe alguma planta semelhante ao milho para acalmar a fome que se aproxima em nosso planeta. O Prêmio Nobel o está esperando !!

Assim mesmo tudo nos leva a crer que o milho seja uma planta oferecida pelos extraterrestres (encarregados de alimentar as cobaias de suas experiências no setor das Américas que nada tinham a ver com outros extraterrestres, de outros setores, em outras partes do planeta). Nossos ilustres cientistas, como sempre, quando se trata de propostas com pano de fundo extraterrestre, ou se fazem de surdos e cegos, ou ainda combatem estes estudos como sendo produto da “ignorância” dos que encontram em tudo a mão dos viajantes cósmicos na pré-história.

Nos parece que aos dignos representantes da ciência oficial falta-lhes bastante imaginação. Isto me faz lembrar aquelas palavras de Sax Rohmer quando disse: -“se puséssemos todos os arqueólogos da Ciência Oficial a ferver e se fosse destilado o líquido assim obtido, não se extrairia nem um micrograma de imaginação ”

” Ainda que o milho tenha sido objeto de intensos estudos por parte de muitos cientistas, pois é altamente atrativo e desafiador o seu estudo, sempre nossos “esclarecidos cientistas” ou não encontram solução digerível para sua origem ou o máximo que nos disseram foi que: “não está totalmente esclarecido” Parece-me que ao milho lhe acontece o mesmo que ao homem: “Sua origem não está totalmente esclarecida”, e com estas sábias palavras fica tudo “esclarecido”. Se o homem não é descendente de um simpático casal de nudistas chamados Adão e Eva , conforme nos conta a desprestigiada lenda bíblica, nem seus ancestrais foram uns brutos e peludos macacos, conforme a “prova” anti-científica da teoria de Darwin, ficamos na estaca zero sem saber a nossa origem. E cuidado com apresentação de soluções extraterrestres porque nossos bitolados cientístas gritarão a coro que isto não é verdade, sem porém nos dar outra qualquer solução.. Assim chegamos à conclusão que o homem deste planeta é órfão de pai e mãe.

Ao milho lhe acontece a mesma coisa: É órfão de pai e mãe. E não é por falta de estudos e pesquisas. Nos diz Paterniani que “inúmeros estudos tem sido conduzidos procurando desvendar o mistério da origem do milho. Assim ,por exemplo, comparações taxonómicas , citológicas e genéticas tem sido feitas entre os representantes dos “Maydeae” que são os tipos mais afins do milho, com as quais, após muitas dificuldades e técnicas

não se conseguiu resultados satisfatórios. Estudos arqueológicos tem revelado a antigüidade do milho em 8.500 anos.

Umas amostras encontradas em escavações na cidade de México, formada por grãos de pólen idênticos aos do milho, demonstram sua antigüidade estimada em 60.000 anos. Examinados todos os fatos e evidências disponíveis, foram elaboradas várias hipótese sobre a origem do milho, destacando-se duas dentre elas: a origem comum e a descendência do teosinte. No que se refere à primeira, denominada também como “evolução divergente”, indica apenas que o milho, ol teosinte e o trisacum se desenvolveram a partir de um ancestral comum, através de um processo

de “evolução divergente”. Este ancestral comum seria uma gramínea hoje extinta ( O elo perdido), A segunda hipótese

denominada “descendência da teosinte”,se baseia na semelhança genética e citológica entre o milho e o teosinte, principalmente porque as sementes do teosinte estouram como pipocas. Segundo os cientístas esses processos de cruzamento de onde nasceu o milho devem ter ocorrido há entre 8 mil e 10 mil anos. Existem controvérsias e muitos pontos obscuros que ainda precisam ser elucidados. ”

Observem como é semelhante a solução científica sobre o estudo da origem do milho e a mesma solução para a origem do homem. Lemos acima que existem duas hipóteses sobre a origem do milho, a origem comum e a descendência do teosinte, que poderiamos parodiar para o caso do homem, como a origem bíblica (comum) e a descendência do macaco (teosinte). . Na primeira hipótese,para o milho, (origem comum ou evolução divergente) a responsabilidade seria de uma gramínea hoje desaparecida. É o”elo”perdido para o caso do homem ?

Quando não se consegue encontrar um ponto de união ou ponte, os cientístas nos vem com a eterna canção do “elo” perdido. Tudo menos reconhecer a intervenção extraterrestre. Para a segunda hipótese denominada “descendência do visitante”, que se baseia principalmente no fato do teosinte estourar como a pipoca não pode ser menos consistente. Grande descoberta ! Só porque ambas estouram pipocando pretende-se que o milho seja descendente do teosinte. Igualzinho aos homens: Só porque o macaco possui algumas características que remotamente (remotamente mesmo )se assemelham ao homem, nos fizeram seus descendentes, sem se importar, entre outras coisas, com a grande diferença nos seus cromossomos. Em verdade, para nossa ciência, tanto o milho como o homem são os grandes órfãos da história (ainda que la cima tenha alguém reclamando sua paternidade).

Claro que meus opositores poderiam apresentar inúmeros livros e textos de estudiosos no assunto, os quais, nem de longe, aceitariam uma remota possibilidade ou hipótese extraterrestre para o milho (nem para o milho nem para nada). Autores, todos devidamente bitolados pela ciência oficial e que por isto não merecem nenhum crédito de minha parte, pois alguém que recebe um salário para pesquisar ou ensinar o sistema da estrutura oficial e o que ela determina que se ensine e divulgue, está PROSTITUIDO a quem paga seu salário a cada mês. E, não sendo ainda suficientemente ousado para rasgar suas vestiduras como se fazia antigamente, renunciando a seu cargo para pregar a verdade, ainda que por isto seja crucificado, não merece crédito, pois como um papagaio, repete o que se vem repetindo por centenas de anos. Finalizando, não consigo reter a tentação de transcrever o pensamento de Paul- Emile Victor:- “Os verdadeiros cientistas são poetas e imaginativos, sem eles não existiria a ciência. Os demais são contadores e tendeiros: não descobrem nada”

 

Separata das páginas 161 a 164 do livro do mesmo autor

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/milho-uma-planta-de-outro-mundo/

Último dia para apoiar o Financiamento Coletivo da História da Magia Ocidental !

O projeto

Dos mesmos editores de Kabbalah Hermética, da Enciclopédia de Mitologia, dos Livros Sagrados de Thelema, do Tarot Hermético, do Equinox e dos Livros Essenciais da Cabalá.

Apoie Já! https://www.catarse.me/historiadamagia

Reunimos neste projeto livros essenciais em várias áreas do Hermetismo, Thelema e Filosofia para definir a Magia no século XX e XXI. Este nosso vigésimo quinto projeto traz os livros que editaremos no segundo semestre de 2022, com previsão de entrega para Novembro. A grande vantagem de participar de um Financiamento Coletivo é que pretendemos publicar grimórios extras que serão entregues como presentes para os apoiadores conforme as metas estipuladas forem sendo batidas, como fizemos nos últimos dez projetos.

A HISTÓRIA DA MAGIA
A compreensão histórica da Tradição Esotérica Ocidental é o ponto de partida fundamental para todos aqueles que pretendem estudá-la e praticá-la, bem como a rota que deve nortear a nossa caminhada no seio da Tradição. Se não sabemos de onde viemos e onde se encontra cada um dos pensadores e movimentos que constituem o arcabouço do Esoterismo Ocidental, iremos correr o risco de, à moda New Age, colocar todos esses pensadores e movimentos em um único plano e compará-los como que se fizessem parte de um mesmo momento e, deste modo, incorrendo em erros primários. Um destes erros é olhar o passado como se ele fosse glorioso e o presente como um estado decadente; no outro extremo, faltar alinhamento, consonância ou correspondência com o momento histórico que iremos nos debruçar também é problemático. Compreendendo as raízes do movimento no qual decidimos trilhar a Senda da Iniciação, podemos segui-lo com mais segurança, consciência e mesmo como continuadores e perpetuadores da Tradição, nos tornarmos células vivas dela, acrescentando os nossos passos. Com tal objetivo, a obra História do Esoterismo Ocidental foi construída como uma introdução e roteiro a esse assunto tão importante ao Esoterismo Ocidental, mas, infelizmente, negligenciado. Originalmente concebida para ser um curso para os postulantes à Iniciação no seio da Irmandade dos Filósofos Desconhecidos, essa obra tomou proporções maiores e entendeu-se que ela precisaria ser disponibilizada para o benefício de todos os buscadores.

TREINAMENTO MÁGICO
Ao contrário do pensamento cada vez mais difundo na contemporaneidade, temos insistido de maneira muito categórica em que a Ordem Martinista, uma expressão da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental, é completa em si mesma. Com isso, queremos dizer que um buscador realmente implicado em sua busca encontrará tudo o que é necessário para seu crescimento espiritual dentro da Ordem Martinista. A respeito da obra que o leitor tem em mãos, ela nasceu no transcurso da pandemia de 2020. Nesse período, os conventículos martinistas das diferentes Heptadas espalhadas pelo Brasil foram suspensos e, ao contrário do que se poderia imaginar, tal situação proporcionou uma grande aproximação entre todos membros desses diversos corpos martinistas. Sob essa particular circunstância, atravessada pelo isolamento social e pela sensação de vulnerabilidade que proporcionaram uma busca mais intensa e urgente pelo aprofundamento no conhecimento e no desenvolvimento espiritual, o Treinamento Mágico que ora publicamos foi aplicado em âmbito nacional, entre estudantes de diferentes vocações e estágios no treinamento tradicional. Evidentemente, um treinamento como o que é aqui proposto exige do praticante disciplina e constância. Dentre os disciplinados que mantiveram a constância no Treinamento, destacou-se a compreensão de que um dos grandes méritos dele foi o de propor algo realmente possível de ser introduzido e realizado no cotidiano independentemente da agenda de cada qual, pois implica no máximo 15 minutos diários. Estamos enormemente satisfeitos por saber que, por meio desta publicação, muitos buscadores terão acesso ao nosso Treinamento Mágico e que poderão comprovar, por eles mesmos, a eficácia e a grandeza do que aqui é proposto. Por fim, frisamos que o nosso Treinamento Mágico não traz práticas restritas a iniciados martinistas, nem tampouco se limita ao “espírito” da Escola Francesa da Tradição Esotérica Ocidental.

THEOSOPHIA PERENNIS
Nestes artigos, ensaios e exposições, o autor Daniel Placido guiará o leitor por um passeio através de assuntos como mito, imaginário, Santo Graal, sufismo, gnosticismo, neoplatonismo, teosofia, prisca theologia, Vedanta, filosofia da natureza, esoterologia, antroposofia, Nova Era, acompanhados por expoentes ocidentais e orientais clássicos da sabedoria perene como Fílon, Plotino, Shankara, Sohravardî, Ibn ‘Arabî, Marsílio Ficino, Jacob Boehme, Emanuel Swedenborg, William Blake, Ramana Maharshi, sem falar de pensadores mais contemporâneos como N. Berdiaev, Henry Corbin, M. Eliade, F. G. Bazán, entre outros.

Subjacente à diversidade de temas e autores, existe a concepção de Theosophia Perennis (Teosofia Perene): uma sabedoria divina pertinente às diferentes tradições filosófico-esotéricas do Ocidente e do Oriente, sem negar a pluralidade e dissonância dentro dela, como uma árvore cheia de galhos e ramificações.

GNOSTICISMO THELÊMICO
Poucas palavras foram tão combatidas e incompreendidas através dos séculos do que Gnose e Gnosticismo. Sua história é longa e remonta aos primeiros anos da Era Comum, ou da Era Cristã, quando as mensagens ainda eram transmitidas majoritariamente de forma oral, através dos viajantes e comerciantes que circulavam pelo Império Romano, em uma época em que sequer o Cristianismo, como nós o conhecemos hoje existia, ele ainda engatinhava para tomar forma nos séculos seguintes, através de tratados e concílios.

No século XX o gnosticismo (ou neo gnosticismo) se aproximou de Thelema, uma lei ou filosofia que ganhava as luzes do mundo graças ao trabalho daquele que seria considerado o “O homem mais ímpio do mundo”, Aleister Crowley. A espiritualidade, porém, não para, e tanto o Gnosticismo quanto Thelema continuaram a caminhar e a se desenvolver, dentro daquilo que hoje, no século XXI, reconhecimentos como Gnosticismo Thelemico.

AUTO-INICIAÇÃO NA MAGIA ENOCHIANA
A magia enochiana é, sem duvida, um dos sistemas mágicos mais cobiçados pelos praticantes de magia cerimonial desde a Ordem Hermetica da Aurora Dourada, sendo considerada por muitos como um dos sistemas mágicos mais poderosos do mundo, rivalizando com os mais populares sistemas de magia Salomônica.

APROXIMANDO-SE DE BABALON
Aproximando-se de Babalon apresenta uma série de ensaios explorando a Deusa Babalon, o Divino Feminino, a Madona Negra e o circuito sempre revolvente do Sexo e da Morte, que se encontra no centro dos Mistérios.
Uma visão geral e uma introdução à Deusa Babalon que toma um caminho diferente daquele de Crowley e seus seguidores, Aproximando-se da Babalon se baseia nos insights de Thelema, Magia Cerimonial, Teoria Crítica, Teologia da Libertação e dos Decadentes para tecer sua poética magico-teológica.

Centralizando o corpo e a experiência corporal, a autora rejeita os misticismos patriarcais que buscam fugir do corpo e do mundo e se deslizar na pura luz branca do tédio racionalista celestial. Inspirador, erótico e profundamente poético, o texto atinge dimensões extasiantes ao oferecer uma visão caleidoscópica de magia, sexualidade, espiritualidade, ritual e do corpo no tempo do apocalipse.

A FADA DO DENTE
Dente é uma palavra que, entre outras coisas, é tradução para o português da letra hebraica שׂ (Shin). Nos tarôs tradicionais, essa letra é relacionada ao Arcano do Louco, mas no Tarô de Thoth é ligada ao arcano do Aeon, uma das mais belas lâminas pintadas por Lady Frieda Harris e um dos maiores rompimentos deste para com as cartas de tarô criadas anteriormente. E aqui temos uma chave interessante, porque o Louco e o Aeon seriam uma forma apropriada para o tarô descrever o livro que você está prestes a ler.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/%C3%BAltimo-dia-para-apoiar-o-financiamento-coletivo-da-hist%C3%B3ria-da-magia-ocidental

O Problema com a Gnose Pessoal

Por Aaron Leitch

Nunca falha! Se você fizer uma pergunta sobre uma instrução ritual para um grupo de ocultistas – esperando que a academia tenha descoberto a provável origem e/ou intenção de tal instrução – você sempre obterá várias respostas de: “Por que você não apenas conjura os espíritos e pergunta a eles?” Deixe-me dar um breve exemplo: basta entrar em qualquer grupo ocultista e perguntar a eles o que deveria ser a “tinta de sangue de borboleta”. Esta tinta é exigida no Sexto e Sétimo Livros de Moisés , onde é necessário inscrever os Selos dos espíritos. Muitas pessoas dirão que é provável que seja tinta feita de açafrão, mas ninguém saberá por que “sangue de borboleta” seria açafrão, ou mesmo se essa era a intenção do autor original do grimório . Então, sem perder o ritmo, virá : “Por que você não pergunta aos espíritos?”

Ah, gnose pessoal … a prática de aprender coisas diretamente de seres espirituais. Que assunto delicado! Por um lado, você tem caras como eu que insistem que você deve aprender sua magia diretamente de seus espíritos. Os feitiços que você encontra nos livros podem ser úteis, mas não são feitiços adaptados por seus próprios espíritos familiares ou Patronos para suas necessidades específicas. Os feitiços do livro podem falhar, mas os feitiços revelados por seus espíritos nunca, jamais, falharão quando feitos corretamente .

No entanto… não quero que tudo isso dê a impressão de que os livros devem ser evitados! Eu ouvi de um número perturbador de indivíduos que insistem que todos os livros são inúteis, ou que nenhum mago “real” recorreria a eles. Infelizmente, quando você conhece esse tipo, eles estão por toda parte, sem qualquer tipo de base, e certamente não têm conhecimento do básico de como trabalhar com espíritos em primeiro lugar. Se eles estão em contato com qualquer coisa (além de seus próprios egos), os espíritos estão fazendo pouco mais do que conduzi-los em uma alegre perseguição. Na maioria das vezes, suspeito que eles estão apenas inventando coisas à medida que avançam e recorrendo à “gnose pessoal” porque ninguém pode contradizê-la.

Com certeza, há um tempo e um lugar para a gnose pessoal. Quando os alunos começam a me perguntar se eu acho que seus espíritos vão gostar disso, ou se sentirão ofendidos por isso, eu digo a eles que perguntem a seus espíritos. Se alguém foi inspirado a escrever um ritual e quer que eu o critique, digo-lhe para deixar que seus próprios espíritos o critiquem. Quando se trata de como você interage com seus espíritos, é inteiramente entre eles e você. Minha opinião significa muito pouco a esse respeito.

Mas há um problema com a gnose pessoal quando ela entra em conflito com a pesquisa acadêmica. Há, de fato, uma boa razão pela qual precisamos dos livros, afinal. O problema de perguntar diretamente aos espíritos é que você pode não ter o conhecimento necessário que eles precisariam para transmitir as ideias a você. Os espíritos não se comunicam usando cordas vocais para vibrar o ar que salta de seus tímpanos. Eles usam o que hoje chamaríamos de “ telepatia ”: eles se comunicam diretamente com sua mente. ( Agripa descreve-o como sendo semelhante ao modo como a luz se imprime diretamente em seu olho sem um meio óbvio de comunicação.) Isso se torna um problema ao tentar transmitir ideias a uma mente que não possui as palavras ou símbolos para representá-las.

Por exemplo, imagine tentar explicar os detalhes da mecânica quântica para uma criança de três anos. Por mais que tente, essa criança simplesmente não tem ferramentas mentais para entender o que você está dizendo. No final, tudo o que você pode fazer é “emburrecer” e usar parábolas para transmitir apenas a menor sombra do conceito para a criança. (Geralmente apenas um primeiro passo que você espera que a criança construa no futuro.) Eu disse a muitos alunos que é assim que é para um anjo ou divindade tentar se comunicar conosco primatas sabe-tudo. Podem levar anos para nos levar lentamente a ideias que, em retrospecto, parecem simples e óbvias. Mas só era simples e óbvio depois de acumularmos o conhecimento e a experiência para fazê-lo funcionar.

Isso se aplica até mesmo a coisas que poderíamos pensar que deveriam ser bastante diretas, como pedir a um espírito que explique uma instrução obscura encontrada em um grimório. (Como o que nas profundezas do Hades deveria ser “sangue de borboleta”?) Se você não tem o contexto e o histórico que faz uma prática fazer sentido, eles simplesmente não têm como colocar as palavras ou imagens certas em sua mente.

Vamos olhar novamente para o Sexto e Sétimo Livros de Moisés . O livro diz que você deve se preparar por treze dias antes do ritual, e então você deve participar do “sacramento dos Três Reis” antes de entrar no círculo . Durante anos as pessoas pensaram que isso significava que você tinha que “trazer um presente” (uma oferta) para o círculo, porque os três Reis haviam trazido presentes para Jesus. A ideia se tornou tão difundida que agora você pode chamá-la de tradicional, e ainda existem Hoodoo conjuradores lá fora que aderem a ele. Nenhuma vez, em todas as décadas que as pessoas têm usado o ritual, nenhum espírito contradisse essa interpretação das instruções. As chances são de que algum conjurador tenha recebido essa informação de um espírito com quem estava trabalhando em primeiro lugar.

Mas então vem Joseph H. Peterson com sua edição, e ele descobriu que as instruções realmente significam que devemos nos preparar para os treze dias da véspera de Natal até a véspera da Epifania (ou seja, os famosos Doze Dias do Natal), e então você deve participar da Epifania Missa (o verdadeiro sacramento dos Três Reis) antes de entrar no Círculo. Você também precisa ter certos itens consagrados durante a Missa da Epifania e usar Água da Epifania durante o ritual. Então, por que nenhum espírito nunca disse isso antes? Por que eles permitiram que os conjuradores “trazessem um presente” e deixassem por isso mesmo, quando poderiam ter revelado que a Epifania era o foco o tempo todo?

Porque eles não podiam. Os mágicos em questão não tinham o conhecimento necessário, nem o contexto cultural, para dar sentido a isso. E assim os espíritos não tinham nada com que transmitir a informação. Enquanto isso, Joe Peterson estudou a história, os manuscritos, a cultura que os produziu, e foi facilmente levado pelos espíritos à resposta certa. Ele tinha o conhecimento e o contexto.

Ao estudar magia, você primeiro precisa esgotar todas as fontes humanas de conhecimento disponíveis. Você não quer conjurar um espírito e fazer uma pergunta que poderia ter sido respondida com o Google ou uma olhada em um livro que você poderia facilmente obter. Isso tende a irritá-los.

 

 

Fonte: The Problem with Personal Gnosis

COPYRIGHT (2018) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/o-problema-com-a-gnose-pessoal/

Ritos Maçônicos no Brasil

Rito de origem francesa, foi substituído na França pelo Rito Moderno EM 1785, mas continuou sendo praticado no Brasil, onde foi o primeiro Rito a ser adotado.

O Rito Adonhiramita é considerado irregular por boa parte da comunidade maçônica internacional pelo fato de modificar a Lenda do Grau 03, o que fere um dos principais Landmarks maçônicos (3º Landmark de Mackey, por exemplo) que considera a lenda do Grau 03 imutável.

Se não fosse pelo fato do Rito ter sido descontinuado na França, quando da adoção do Rito Moderno, o Adonhiramita seria o mais antigo ainda em prática no mundo. Porém, ele se viu encerrado em 1.773, e só foi reativado, já no Brasil, em 16/01/1838, sofrendo então grande influência do Rito Moderno, e trabalhando apenas nos Graus Simbólicos. Os Graus Superiores desse Rito só entraram oficialmente em atividade em 02/06/1973, quando da fundação de seu Supremo Conselho, aqui no Brasil, único no mundo.

O Rito Adonhiramita somente é praticado no Brasil e, mais recentemente, por algumas poucas Lojas em Portugal.
RITO BRASILEIRO

Sonho antigo do Grande Oriente do Brasil, o Rito Brasileiro somente tornou-se realidade em 1914, pelas mãos do então Grão-Mestre do GOB, Lauro Sodré. Sobreviveu até meados de 1940, quando entrou em desuso. Somente em 13/03/1968, no auge da Ditadura Militar e de sua propaganda nacionalista, o Rito foi reativado e permanece ativo até hoje.

Considerado uma cópia abrasileirada do Rito Escocês, ele também trabalha com sistema de 33 graus, sendo os 03 simbólicos e 30 graus superiores, além de também adotar a cor púrpura do REAA.

O Rito Brasileiro só é praticado no Brasil.

RITUAL DE EMULAÇÃO & SISTEMA INGLÊS MODERNO

O Ritual de Emulação só trabalha nos 03 graus simbólicos. O Emulação é um dos vários rituais praticados por Lojas da GLUI, sendo o mais popular deles. Há outros como: Bristol, Stability, Oxford, Taylor’s, Humber, Logic, West End. Todos são similares entre si, visto que a GLUI apenas determina que se observem os antigos costumes por ela adotados.

 O GOB adotou o Emulação para reforçar seu tratado de amizade e mútuo reconhecimento com a GLUI. Porém, quando da tradução para o português, o Ritual ficou erroneamente conhecido como “de York”.

Podemos chamar de “Sistema Inglês Moderno” os corpos ingleses de aperfeiçoamento, que possuem origens diferentes e trabalham de forma totalmente independente dos Rituais Simbólicos lá praticados. Entre eles, podemos citar: Mestre de Marca e Santo Arco Real, Nauta, Templários e Malta.

RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

O Rito Escocês Antigo e Aceito é o mais praticado no Brasil e na maioria dos países da América Latina nos graus simbólicos, e é o Rito mais praticado no mundo nos Graus Superiores. Apesar de muitos autores e Irmãos declararem que o Rito teve origem na França, isso é algo discutível. O Rito foi realmente consolidado na França, mas sua origem pode se dizer escocesa, visto que teve origem quando Carlos I, rei da Inglaterra e de origem escocesa, exilou-se com sua família e famílias nobres mais próximas (também de origem escocesa) na França. Desse nicho originou-se na França o Rito de Heredom, composto de 25 graus. Mas apenas nos EUA o Rito passou a ter 33 graus e a ser chamado de Rito Escocês Antigo e Aceito.

Digamos então que é um rito criado nos EUA sobre uma base francesa com raízes escocesas.

Os 33 graus do Rito Escocês são concedidos em Loja Simbólica, Loja de Perfeição, Capítulo Rosa Cruz, Conselho Kadosh e Consistório.

A data-marca do REAA é 31/05/1801: fundação do 1º Supremo.

RITO FRANCÊS OU MODERNO

Apesar de declarar ter sido criado em 09/03/1773, o que o tornaria o Rito mais antigo ainda praticado no mundo, o Rito Moderno foi totalmente reformulado e reescrito, e somente tomou a forma com que é praticado atualmente quando da chamada “Reformulação”, ocorrida em 1877, quando se suprimiu a crença em um Grande Arquiteto do Universo e na Imortalidade da Alma de toda simbologia, filosofia e frases do Rito. O nome foi mantido, mas a Reformulação praticamente criou um novo Rito, diferente do seu original. Essa atitude em relação ao GADU, ao Livro da Lei e à Imortalidade da Alma promovida na ritualística e leis do Grande Oriente de França foi interpretada pela GLUI como um desrespeito aos antigos Landmarks, ocasionando no rompimento das relações entre a GLUI e o GOdF, rompimento este que dura até os dias de hoje.
RITO SCHRODER

O Rito Schroder é um rito de origem alemã e surgiu no Brasil através da colonização alemã no sul do país. O Rito surgiu na Alemanha para substituir o Rito da “Estrita Observância” que possuía forte influência da cavalaria templária, distanciando-se assim do simbolismo da maçonaria operativa, o que, com o tempo, gerou grande descontentamento dos líderes e estudiosos maçônicos.

Foi então que o Irmão Schroder começou a escrever o Rito que acabou ficando conhecido pelo seu nome. O novo Rito foi aprovado por unanimidade na assembléia dos Veneráveis Mestres de Hamburgo no dia 29/06/1801, sendo, portanto, apenas poucos dias mais velho do que o REAA.

O Rito trabalha apenas nos três graus simbólicos, e busca se desvencilhar de influências de outras doutrinas, filosofias, ordens e símbolos que não sejam oriundos da Maçonaria Operativa.

RITO DE YORK

O Rito de York é algumas vezes chamado de Rito Americano, ou mesmo de Rito Inglês Antigo. Além dos 03 graus simbólicos, ele possui mais 10 Graus, divididos nos organismos: Capítulo do Real Arco (Mestre de Marca, Past Master, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco); Conselho Críptico (Mestre Real, Mestre Escolhido e Super Excelente Mestre); Comandaria Templária (Ordem da Cruz Vermelha, Ordem da Cruz de Malta, Ordem dos Cavaleiros Templários).

O Rito de York é o rito mais antigo praticado no mundo, tendo como data-marca 24/10/1797.Também é o Rito com mais membros praticantes no mundo: mais de 60% dos maçons no mundo adotam o “Monitor de Webb”, como são conhecidos os graus simbólicos do Rito de York, em homenagem ao seu autor. Já suas Comandarias Templárias são tidas como os únicos Corpos Maçônicos fardados da atualidade.

Alguns irmãos brasileiros confundem o Rito de York com o Sistema Inglês Moderno, o qual possui alguns graus similares. Porém, o Sistema Inglês é bastante diferente, não possuindo um formato de escada como ocorre no Rito de York, Escocês e vários outros ritos.

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ritos-ma%C3%A7%C3%B4nicos-no-brasil

Aspectos Místicos da Feminilidade

A Cabalá ensina que existem aspectos espirituais superiores e inferiores da feminilidade.

Dos ensinamentos do rabino Yitzchak Luria; adaptado por Moshe-Yaakov Wisnefsky

O Arizal observa que existem dois aspectos da feminilidade. Estes são representados pelas duas letras hei do nome de D’us Havayah, soletrado yud-hei-vav-hei. (O yud e o vav representam os dois aspectos da masculinidade.)

É ensinado na Cabalá que o alfabeto hebraico é o meio pelo qual D’us criou o mundo. A forma, o nome e o valor numérico de cada letra incorporam as diferentes energias; misturando essas energias em palavras, D’us criou o mundo. Especificamente, somos ensinados que D’us criou o mundo usando o nome divino Havayah, o que significa que o processo criativo é refletido na ordem e “personalidade” das quatro letras que o compõem. Temos, assim, aqui uma clara indicação de que a dinâmica masculino-feminino é a base existencial de toda a realidade. O mundo foi criado através do nome Havayah, assim, toda realidade reflete a estrutura e dinâmica deste nome; e este próprio nome reflete dois níveis de união entre macho e fêmea, yud-hei e vav-hei.

As quatro letras do nome Havayah estão associadas às dez sefirot ou canais da divindade através dos quais D’us criou o mundo. Essas dez sefirot são manifestas em todos os aspectos da Criação. Especificamente, a primeira sefirá, chochma, está associada à primeira letra do Nome, yud; a segunda sefira, bina com a segunda letra, o hei superior; as seis sefirot das emoções com a terceira letra, vav; e a décima sefira, malchut com a última letra, o hei inferior. A décima sefirá, daat, não está especificamente associada a nenhuma letra do nome Havayah, mas geralmente é vista como vindo depois de bina e, portanto, pode ser considerada uma extensão do primeiro hei.

yud – chochma – sabedoria

hei – bina, daat – compreensão, conhecimento

vav – midot – emoções

hei – malchut – reino

A partir disso, vemos que o primeiro aspecto da feminilidade é bina, geralmente traduzida como “compreensão”. É na bina que o insight objetivo que é chochma se subjetiva e começa a se tornar “real” para a pessoa. O segundo aspecto da feminilidade, o segundo hei, é malchut, ou “reino”. Malchut é como uma pessoa se torna rei sobre a realidade, expressando suas ideias e emoções e através delas mudando, retificando e elevando o mundo de seu estado inicial, puramente físico, para um estado espiritualizado. Bina é, portanto, a atualização de chochma, e malchut é a atualização das emoções. Em ambos os casos, o princípio masculino é a ideia abstrata e o princípio feminino é sua concretização. Malchut pode ser considerada uma forma inferior de bina, já que a expressão é simplesmente uma maneira de fazer outras pessoas entenderem as emoções que se sente.

Os dois arquétipos bíblicos para essas duas facetas da feminilidade são as duas esposas de Jacó, Leah e Raquel. Leah é representada pelo primeiro hei do Nome Divino, e Raquel pelo segundo hei. Uma vez que as quatro letras representam um processo sequencial e descendente no ato da criação, isso significa que Leah (o hei “superior”) representa um nível mais alto de espiritualidade do que Raquel (o hei “inferior”). Leah personificava Bina; Raquel personificava Malchut.

O valor numérico da letra hei é cinco, o que significa que há um “cinco” inato na feminilidade; cada um desses aspectos da feminilidade compreende cinco dimensões. As dez sefirot são refletidas em cada uma das cinco dimensões desses dois aspectos da feminilidade. Isso nos dá cinquenta (5 x 10) sub-aspectos para Leah, o hei superior, e cinquenta para Raquel, o hei inferior.

Isso lembra claramente dois ensinamentos de nossos sábios registrados no Talmude. A primeira é que existem cinquenta “portões” de entendimento (Rosh Hashaná 21b), ou seja, cinquenta níveis subjetivos através dos quais se pode conceituar ou se relacionar com D’us. A segunda é que uma medida adicional de compreensão foi dada à mulher além daquela dada ao homem (Nidda 45b). Assim, vemos que a compreensão é uma qualidade intrinsecamente feminina, que está associada à letra feminina hei e que compreende cinquenta “portões”, correspondendo às dez sefirot manifestadas em cada uma das cinco dimensões de (ambos os aspectos) da feminilidade.

Agora, uma vez que cada um dos dois aspectos da feminilidade, os hei superior e inferior do Nome de D’us, compreende cinquenta subaspectos, cada um deles pode ser representado pela letra do alfabeto hebraico cujo valor numérico é de fato 50. Esta é a letra nun. E aqui encontramos um fenômeno interessante: a letra nun é das letras do alfabeto hebraico que tem duas formas, uma usada quando a letra ocorre no final de uma palavra e outra em todos os outros casos. Na forma usual, a parte inferior é dobrada em ângulo reto com a “espinha” da carta. Na forma usada no final de uma palavra, esse segmento dobrado é dobrado para baixo e é na verdade uma continuação da “espinha” que se estende abaixo da linha normal das letras.

A ideia de se estender “abaixo da linha” na Cabalá representa a ideia de penetrar nos aspectos inferiores da realidade. Como dissemos, o aspecto feminino da Criação é aquele que atrai a energia divina para a tarefa de retificar e elevar o mundo criado. Isso acarreta um certo perigo, pois, através do contato prolongado com aspectos da realidade que não são conscientes da santidade, sua perspectiva de vida pode “esvaziar”, e é possível perder de vista o objetivo do trabalho que está sendo feito. Por esta razão, sempre que malchut desce aos reinos inferiores, ela deve tomar as precauções adequadas para não deixar que as forças negativas se prendam a ela e a arrastem para o nível deles.

Assim, a forma final de nun, que se estende abaixo da linha, representa bina, o hei superior, Leah. Já que bina está em um nível de espiritualidade mais alto do que malchut, sua consciência mais elevada de espiritualidade permite que ela desça aos reinos da impureza sem medo de ataque. A forma regular de nun, em contraste, é curvada para cima, significando a necessidade de malchut de se abster de se envolver demais com sua tarefa de refinar a realidade. O que isso significa é que em um nível intelectual pode-se contemplar livremente e discutir estratégias de como corrigir até mesmo os reinos mais baixos, os aspectos da Criação que são inimigos da consciência divina. Mas quando se trata de realmente engajar-se na luta com esses elementos, é necessário evitar se aventurar em níveis onde se possa estar exposto a ataques.

Entre esses dois nuns (ou dois hei’s) está a letra vav, que significa as emoções (ou “midot”, as seis sefirot intermediárias), como dissemos. As emoções oscilam entre bina e malchut, entre renovar-se nas ideias intelectuais que as originaram e os meios para sua expressão. O arquétipo bíblico para as emoções é, portanto, Jacó, que se casou com Leah e Raquel. Quando a letra nun é soletrada como uma palavra, é soletrada nun-vav-nun; o vav está encravado entre o nun regular e o último.

A propensão da força feminina da Criação é se envolver e agir de tal forma com o desafio de infundir a divindade na realidade que corre o risco de se expor aos ataques dos elementos não retificados. Em seu entusiasmo para trazer inspiração divina a todos os cantos do universo, pode se concentrar demais na tarefa e cruzar a linha sutil entre influenciar e ser sugado ou sugado. Ao se concentrar demais nas exigências do trabalho, pode perder a noção de seu objetivo final. Infelizmente, a síndrome é muito conhecida: um jovem casal inspirado dedica suas vidas a criar uma família judia. Mas, para proporcionar um lar adequado e uma educação adequada, os pais devem trabalhar e despender grande esforço e concentração no sucesso nos negócios e na construção do lar. Antes que percebam, seu foco mudou e eles mergulharam na busca do materialismo e na busca de maneiras maiores e melhores de fornecer o ambiente e o lar adequados para a vida espiritual que eles parecem nunca conseguir viver. Esse cenário se desenrola de mil maneiras em diferentes cenários em todo o mundo.

Portanto, D’us nos chama a doar alguns dos frutos de nossos trabalhos para o Templo Sagrado (e outras atividades sagradas). Ao doar, ao ceder gratuitamente alguns dos bens preciosos que trabalhamos tão exaustivamente para adquirir, estamos reorientando-os de volta ao objetivo de nosso envolvimento com eles: a reunificação final da realidade com sua fonte divina. A palavra hebraica para “doação”, “teruma”, significa literalmente “elevação”. Este é o aspecto feminino da realidade, que precisa ser “doado” ou elevado, pois é especificamente nossa cativação com a ideia romântica de infundir a realidade com a divindade que está em perigo perpétuo de nos desviar para a areia movediça do materialismo.

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Fonte: Mystical Aspects of Femininity.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/aspectos-misticos-da-feminilidade/

O Santo Graal e a Linhagem Sagrada

Publicado no S&H em 04/03/09

Na Semana anterior começamos finalmente uma das séries mais empolgantes aqui no Teoria da Conspiração: Os Mitos do Rei Arthur e suas relações com a Mitologia, o Ocultismo, a Alquimia e com os Cavaleiros Templários.
Semana passada falamos sobre Excalibur e o simbolismo da Espada dentro da Alquimia e ocultismo, bem como das origens de uma das mais famosas armas mágicas de todos os tempos. Esta semana, nos aventuraremos na origem e significado do Cálice Sagrado.

A Cornucópia
Um dos amuletos mais comuns e conhecidos no mundo são os pedaços de chifres e cornos (ou metais e corais moldados à forma de um chifre). Este amuleto é também chamado de Cornucópia de Amaltea e sua origem data das celebrações gregas.
E quem era Amaltea?
Amaltea era uma cabra descendente do Sol que vivia numa gruta no monte Ida, em Creta. Ou segundo outras fontes, era uma ninfa, filha de Meliseo, que alimentou Zeus com o leite de uma cabra.
Segundo as lendas, quando Zeus era pequeno e estava escondido de seu pai, Saturno (Chronos) e era tratado por Amaltea, num ataque de ira, o deus menino agarrou com força o corno da cabra, puxou-o e arrancou-o, produzindo uma enorme dor à sua cuidadora. Quando Zeus ficou adulto, ele concedeu ao chifre arrancado o dom da abundância; a partir desse momento o chifre estaria sempre cheio de alimentos e bens que o seu dono possa desejar.
Quando Amaltea morreu, foi levada a Zeus, que a transformou na constelação de Capricórnio. O chifre ficou conhecido como “a cornucópia” ou “o corno da abundância”. Desta maneira, ao mesmo tempo, este símbolo representava o poder fálico dos deuses criadores e o ventre gerador da vida feminino. Traçando um paralelo com a Kabbalah hermética, temos o Caminho de Daleth, entre Hochma e Binah.

Cornu Copiae
Já na mitologia romana, a cornucópia deriva do latim “Cornu copiae”. A cornucópia ou corno da abundância é um dos cornos do deus-rio Aqueloo, metamorfoseado em touro, que lhe foi arrancado por Hércules, quando lutava contra ele.
Segundo outros textos romanos, a lenda segue a original grega: é um chifre da cabra com cujo leite, a ninfa Amaltea, amamentou Júpiter na sua infância, quando se escondeu de seu pai, Saturno, para que este não o devorasse. Diz-se que Júpiter arrancou o corno à cabra enquanto brincava, e ofereceu-o a Amaltea, asseguran-do-lhe que o corno se encheria de frutos cada vez que ela o desejasse. A cornucópia é um atributo muito mostrado nas moedas romanas, nas mãos de divindades benéficas, como Ceres e Cibeles, ou de alegorias como a Abundância e a Fortuna.
Como curiosidade, a cornucópia é usada atualmente como símbolo do Mestre de Banquetes em algumas ordens cavaleirescas e na maçonaria.

O Chifre de Epona e o Unicórnio
Entre os povos gauleses, a principal divindade relacionada com os equídeos é a deusa gaulesa, ou melhor, galo-romana, chamada Epona (ou Epona Regina), cujo nome deriva do gaulês epo, que significa cavalo. O seu culto difundiu-se até à Bretanha e ao leste da Europa, especialmente na região de Borgonha. Na Península Ibérica foram documenta dos alguns vestígios epigráficos que testemunham o seu culto.
Epona possui diversas referências e numerosas imagens da deusa, geralmente montada sobre um cavalo. A deusa era representada muitas vezes com uma série de atributos, como a cornucópia ou a patera (espécie de bacia de cerâmica onde eram feitas as oferendas, semelhante a um caldeirão raso), que a relacionam com a abundância e a prosperidade. Também estava vinculada com as fontes e ao mundo espiritual.
Da fusão destas duas características da mesma deusa surgem os primeiros relatos medievais de uma criatura encantada que vocês já devem estar imaginando quem seja: o Unicórnio. O Cavalo Branco, símbolo sagrado para a Deusa Epona, associado ao chifre mágico que tudo produz. Claro que esta criatura não existe no Plano Físico, embora muitos picaretas ao longo dos milênios tenham tentado forjar unicórnios com esqueletos de cavalos e narvais, além de rinocerontes e de uma criatura particular chamada Orix.
Até então, o Unicórnio estava associado a um BOI de um único chifre, não a um cavalo. Na Bíblia, em Números 23:22 e no Deuteronômio 33:17, é citado o unicórnio como um animal de força extraordinária. Nos ritos antigos, era costume cortar um dos chifres do maior e mais viril touro do rebanho para ser usado como taça cerimonial para beber o vinho sagrado ao final dos rituais egípcios, junto com o Pão (e qualquer semelhança com a Santa Ceia e o Cálice Sagrado NÃO é mera coincidência!).
O Touro, agora considerado sagrado, era chamado de Uni-corno. Somente com os gauleses e com Epona esta associação passou a ser feita com cavalos. Uma curiosidade é que durante todo este tempo, na história grega, o unicórnio não aparecia em textos de Mitologia, mas sim em textos de biologia, pois os gregos estavam convencidos de que era uma criatura real.
E desta relação surgem as lendas a respeito da pureza necessária para se tocar o chifre de um unicórnio. Embora o primeiro escritor a descrever que “somente uma virgem poderia cavalgar um unicórnio” foi o Grão Mestre Leonardo DaVinci, em suas anotações datadas de 1470, para o quadro “Jovem sentada com unicórnio”.

Mimisbrunnr
Um dos chifres que também é famoso na mitologia é o Gjallarhorn, narrado nas Prosas Eddas do século XIII, que originalmente é o chifre usado por Odin para beber a água da sabedoria da fonte que fica debaixo de Yggdrasil, a Árvore da Vida. De acordo com a história, qualquer um que seja capaz de beber deste chifre terá vida eterna e abundância material. Para vocês terem uma idéia de como este conhecimento é valioso, de acordo com a lenda, Odin sacrificou um de seus olhos em troca da oportunidade de beber destas águas (a razão pela qual Odin sempre é retratado com um tapa-olhos nas imagens nórdicas).
Este chifre acaba se tornando a posse de maior valor de Heimdall, o guardião da Ponte do Arco-Íris que liga Aasgard à Terra (que simbolicamente representa o caminho de Tav na Kabbalah, unindo Yesod a Malkuth, com todas as simbologias associadas a este caminho). O Gjallahorn é a trombeta que será tocada no dia do Juízo Final para anunciar o Ragnarok.

O Caldeirão de Dagda
O deus supremo do panteão celta é chamado de Dagda (esposo da deusa da natureza e prosperidade, Danu). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus “básico” do qual outros deuses masculinos podem ser considerados variantes. Também associado com Cernunnos e outros deuses “chifrudos” tanto do panteão celta quanto do panteão grego. Os Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).
E adivinhem o que este caldeirão fazia?
O Caldeirão de Dagda estava sempre cheio de sopa, vegetais e frutas, providenciando abundância e alimentos para todos a seu redor, sem nunca se esgotar. Poderia servir a toda uma tribo durante um banquete e nunca estaria vazio. O Caldeirão de Dagda é considerado um dos quatro tesouros da Irlanda (os outros são a Espada de Nuada, a Lança de Lugh e a Pedra de Fal). Note que, mais uma vez, fazem-se referências aos quatro elementos da Alquimia e aos quatro naipes do Tarot, quase seiscentos anos antes do tarot aparecer “oficialmente” na forma de cartas. Mas falarei sobre isso depois que acabar esta série sobre o Rei Arthur.

O Mabinogion
Nas lendas posteriores, o Caldeirão de Cerridwen passa a ter sua localização nos Reinos Subterrâneos, mas mantém suas propriedades de sabedoria, vidência e prosperidade, culminando no famoso poema “The Spoils of Annwn”, onde o conhecemos como o “Caldeirão do rei Odgar”. Este caldeirão mágico é roubado do rei Odgar pelo Rei Arthur e seus homens, no poema “Culhwch and Owen” (onde estavam os celtas quando distribuíram as vogais?).
Neste poema, temos o primeiro contato com uma “jornada aos reinos Subterrâneos” em busca de um “Caldeirão Mágico”. O caldeirão é, então, levado por Arthur para a casa de Llwydeu, filho da deusa Rhiannon. Até ai tudo bem, mas Rhiannon é outro nome para Epona, “A Grande e Divina Rainha”, que se torna, então, proprietária do tal caldeirão mágico (que em algumas pinturas é retratado como uma espécie de vasilha rasa usada para oferecer comida aos deuses, a já mencionada patera). A mesma deusa Epona dos chifres mágicos, etc, etc etc.
Estas histórias acabam entrando em uma coletânea de livros galeses, que se tornaram famosas a partir do século XIII e traçam as bases das lendas mais conhecidas do rei Arthur.
A Jornada ao Reino Subterrâneo eu já descrevi em colunas anteriores, quando falei sobre Yesod e o Reino dos Mortos simbólico.

O Caldeirão e o Sangreal
A partir das cruzadas e dos Templários agindo mais abertamente, algumas destas lendas acabaram sendo recontadas sob o ponto de vista dos cavaleiros e dos cátaros, os protetores da linhagem Sagrada, que aproximaram as narrativas a respeito do Graal.
Para entender a próxima etapa, recomendo a leitura dos seguintes textos, na seguinte ordem:
– Perceval, de Chrétien de Troyes
– Lancelot ou le chevalier de la charrette, versos de Chrétien de Troyes
– Yvain ou le chevalier au lion, versos de Chrétien de Troyes
– Perceval ou le Conte du Graal, versos de Chrétien de Troyes
– Parzival, de Wolfram von Eschenbach
– Joseph d’Arimathie de Robert de Boron
– La Mort D´Arthur, de Thomas Malory

Eles foram publicados em um espaço de tempo relativamente curto e formataram a lenda do Rei Arthur e da Távola Redonda tal qual a conhecemos hoje. Sei que, como os 4 elementos da narrativa fluem juntos (o Graal, Excalibur, o Cajado de Merlin/Lança do rei Pecador e a Távola Redonda/Cavaleiros), talvez algumas partes deste texto ainda vão gerar dúvidas. Eu recomendo a vocês relerem cada matéria novamente antes de avançar para as próximas, e tudo vai fazer mais e mais sentido a cada novo elemento, ok?

Perceval ou Lê Conte du Graal
Nesta série de poemas, estamos finalmente dando uma forma para o Graal, da maneira como ele é mais conhecido pelo público leigo: A forma de um cálice ou, mais precisamente, o Cálice usado na Santa Ceia.
Perceval ou le Conte du Graal (Perceval, o Conto do Graal) é um romance inacabado de Chrétien de Troyes escrito provavelmente entre 1181 e 1191, dedicado ao patrono do escritor, Filipe da Alsácia, conde de Flandres e cavaleiro Templário. Chrétien havia trabalhado na obra a partir de escrituras iniciáticas fornecidas por Filipe e relata as aventuras do jovem cavaleiro Perceval.
O poema é iniciado com o jovem Perceval encontrando cavaleiros e percebendo que também gostaria de ser um. Sua mãe o havia criado fora dos domínios da civilização, nas florestas do País de Gales, desde a morte de seu pai. A contragosto de sua mãe, o garoto parte para a corte do Rei Artur, onde uma garota prevê grandes conquistas na vida dele. Ele é caçoado por Kay, mas torna-se cavaleiro e parte para aventuras. Perceval salva e apaixona-se pela jovem princesa Brancaflor, e treina com o experiente Gornemant.
Em um momento de sua vida conhece o Rei Pescador, que convida Perceval a permanecer em seu castelo. Enquanto estava lá, o cavaleiro presenciou uma procissão em que jovens carregam objetos magníficos entre cômodos, passando por ele em cada fase do evento. Primeiro aparece um jovem carregando uma lança coberta por sangue, e depois dois jovens carregando candelabros. Por fim, uma jovem aparece trazendo consigo um decorado cálice (o Graal). O objeto contém uma alimento que miraculosamente sustém o pai ferido do Rei Pescador.
Tendo sido aconselhado para tal, o jovem cavaleiro permanece em silêncio durante todo a cerimônia, apesar de não entender seu significado. No dia seguinte, ele volta para a corte do Rei Artur.
Antes de se manifestar no local, uma dama furiosa com trejeitos celtas entra na corte e clama a falha de Perceval em perguntar sobre o Graal, já que a pergunta apropriada curaria o Rei Ferido. Ela então anuncia que os Cavaleiros da Távola Redonda já haviam se prontificado a buscar o Cálice.
E o poema termina ai, sem um final…

O Rei Pescador aparece originalmente neste poema. Nem sua ferida nem a ferida de seu pai são explicadas, mas Perceval descobre posteriormente que os reis seriam curados se ele perguntasse sobre o Graal. Percival descobre que ele próprio é da linhagem dos Reis do Graal através de sua mãe, que é filha do rei ferido. Entetanto, o poema é terminado antes que Perceval retornasse ao castelo do Graal.
A associação entre “Pescador” e “Pecador” (no original Pêcheur e Pécheur respectivamente) é proposital, pois faz diversas associações entre o símbolo do Pescador, da linhagem de Yeshua e sua associação com a multiplicação dos peixes e com os apóstolos “pescadores” em diversas passagens do Novo Testamento.

Chrétien não chegou a usar o adjetivo “sagrado” para o Graal, assumindo que sua audiência (templária) já estaria familiarizada como o termo. Neste poema, Chrétien deixava implícito que havia uma dinastia descendente direta de Jesus, isso mais de 700 anos antes do Dan Brown!

Associação direta do Graal ao Sangue de Jesus
O próximo trabalho sobre o tema “Linhagem Sagrada” foi apresentado no poema Joseph d’Arimathie de Robert de Boron, o primeiro a associar diretamente o Graal à Jesus Cristo. Nesta obra, o “Pescador Rico” chama-se Bron, e ele é dito ser cunhado de José de Arimatéia, que havia usado o Graal para armazenar o sangue de Cristo antes de o deitar na tumba. José então encontra uma comunidade religiosa que viaja para a Bretanha, confiando o Graal à Bron (falarei sobre a relação entre José de Arimatéia, ou Yossef Rama-Teo e Merlin na próxima coluna).

Segundo a lenda, José de Arimatéia teria recolhido no Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação. Boron conta ainda que, certa noite, José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças, símbolos do fogo, tanto nas histórias de Jesus como de Arthur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade (este fato mais tarde dará origem ao desenvolvimento literário do affair entre Lancelot e Guinevere, que precisa ainda ser mais detalhado).

Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal (ou SanGreal). Em um inciso, ele deduz que o artefato já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: “eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (…) as coisas ditas e feitas pelos grandes sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome”.
Em outra versão do poema, teria sido a própria Maria Madalena, segundo a Bíblia a única mulher além de Maria (a mãe de Jesus) presente na crucificação de Jesus, que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida, dando origem à já conhecida “linhagem Sagrada”.

O cavaleiro e escritor Wolfram von Eschenbach baseia-se na história de Chrétien e a expande em seu épico Parzival. Ele re-interpreta a natureza do Graal e a comunidade que o cerca, nomeando os personagens, algo que Chrétien não havia feito; o rei pai é chamado de “Titurel” e o rei filho de “Anfortas”.

Sarras e São Corentin
Outro aspecto muito importante a respeito do Santo Graal é Sarras, a cidade mítica para onde o Graal é levado ao término do poema. A Cidade mítica de Sarras. Sarras é a “Cidade nos confins do Egito, onde está armazenada toda a sabedoria antiga”, que está associada às terras bíblicas de Seir. Porém, ao analisarmos o nome do rei de Sarras, Sir (Es)corant, chegamos a um personagem muito importante do século VI, chamado São Corentin.
Corentin, ou Corenti em alguns textos, foi um monge da Cornualha cujo monastério ficava justamente na península de Sarzeu Uma das lendas a respeito de Corentin é a de que ele teria vivido durante um período na floresta sendo alimentado apenas por um peixe. Ele comia um pedaço do peixe e, no dia seguinte, o peixe estava vivo e inteiro novamente. É muito simples perceber a associação entre Sarras/Sarzeu, Es-Corant/St Corentin e o rei pescador/monge pescador neste poema.

O Graal-pedra
Em “Parzifal”, o cavaleiro alemão Wolfram Von Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: o poema fala sobre uma gema verde esmeralda.

Ela trazia o desejo do Paraíso: era objeto que se chamava o Graal!
(Parzifal)

Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as força cósmicas. A pedra é chamada Exillis ou Lapis exillis, Lapis ex coelis, que significa “pedra caída do céu”.

É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer, que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se pois sua visão passou a ser prejudicada. Uma dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada, que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço.

Façamos agora uma comparação entre o Graal-pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal, que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos; matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão têm como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários (de novo!).

Seria Wolfran von Eschenbach um Templário? Certamente que sim. Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio fato de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria. Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinônimo de vitalidade e esperança. Malcom Godwin, escritor rosacruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: “Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas”.
Nesta obra, que é um retrato da Idade Média – feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando – reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmunda, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 cavaleiros segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda (mais para a frente, voltarei a este assunto quando for falar de Joana D´Arc).

Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do rei-pescador (que, assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos:

“Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (…). “Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema, e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre’”.

As histórias que fazem parte do chamado “ciclo do Graal” foram redigidas de 1180 até 1230, o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta da heresia cátara (mas terei de fazer um post paralelo só sobre a Cruzada contra os Cátaros para explicar como tudo isto está intimamente relacionado).

Conta-se que durante o assalto das tropas do rei Filipe II de França à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A “Mesa de Esmeralda” evocada pelas histórias de fundo cátaro relacionam-se de maneira óbvia com outra “mesa”: a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trimegistos. A partir daí o Graal-pedra cede lugar ao Graal-livro.

O Graal-livro
O Graal-taça é tido como um episódio místico e o Graal-pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em “José de Arimatéia”, Robert de Boron diz que “Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal”. De fato, em “Le Grand Graal”, continuação da obra de Boron por um autor anônimo, o Graal é associado – ou realmente é – um livro escrito de próprio punho por Jesus, o qual a leitura só pode entender – ou iluminar – quem está nas graças de Deus. E por conta disso temos uma noção de que “segredos Templários” o Vaticano estaria atrás todo este tempo.

“As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor”.

Semana que vêm, Merlin, Cajados, Lanças, José de Arimatéia e os Reis Pescadores.
Qualquer dúvida, mandem nos comentários que eu tento responder.

PS: o Sedentário está com a CSS zoada, então não aparece nem negrito e nem itálico nos textos.

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– O Tarot, a Kabbalah e a Alquimia
– Os Illuminati
– A História de Gilgamesh
– Belém institui o “Dia do Dizimista”
– História da Umbanda
– O Círculo Mágico
– Raul Seixas, Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa
– Arcano 13 – a Morte
– Pai Nosso em Aramaico
– o Bode na Maçonaria

#ReiArthur

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A Convivência de dois Mundos: Islamismo e a Umbanda Omoloko – Com Mario Filho

Bate-Papo Mayhem 056 – Com Mario Filho – A Convivência de dois Mundos: Islamismo e a Umbanda Omoloko

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/kNHYJ44NtJ4

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