A Caixa de Cthulhu

Ao explorar as entidades potentissimas que mantiveram contacto com H. Lovecraft, através de um sonho subsequente á Invocação do Grande Cthulhu, que obtive as intruções para a confecção da “Caixa de Cthulhu“. Um artefacto similar em efeitos ao que se conhece por Caixa de Pandora. Foi testada, os resultados da sua aplicação são inaceitáveis para o ser humano comum.

De posse de seis espelhos na medida 13 x 13 cms, largura e altura e tendo o Necronomicon como referêncoa inscrever em cada um dos espelhos interiores os sigilo conforme segue-se:

Sigilo de Cthulhu

Recitar a invocação á Cthulhu:

“Em sua casa em R’lyeh, Cthulhu aguarda a dormir, até que novamente se erga e o seu reino cubra a Terra!”

Sigilo de Shub-Niggurath

 

Recitar a invocação á Shub-Niggurath:

“Iah Shub-Niggurath! Vem adiante Grande Cabra Negra dos Bosques! Responde ao chamado deste teu Servo que conhece as palavras de Poder! Levanta-te e vem adiante com os teus mil! Venha a mim, que faço os sinais, a mim que recito as palavras que abrem as portas! Vem adiante! A mim que rodo a chave! E agora, caminha sobre a Terra uma vez mais!”

Sigilo de Nyarlathotep

Recitar a invocação á Nyarlathotep:

Abyssus-D’AcoNrsus, ZEXOWE-AZATHOTH! NRRGO, IAA! NYAR-LATHOTEP!”

Sigilo de Yog-Sothoth

Recitar a invocação á Yog-Sothoth:

ZENOXESE, PIOTH, OXAS ZAEGOS, MAVOC NIGORSUS, BAYAR! HEECHO! YOG-SOTHOTH! YOG-SOTHOTH! YOG-SOTHOTH!”

 

Sigilo dos Antigos

(no espelho que forma o topo da caixa)

E inserir o sigilo da Transformação no espelho que forma a base da caixa:

A seguir, colar os espelhos de forma a ficarem com a forma de uma caixa quadrada, tendo-se em atenção que deve ter uma entrada, abertura, a qual será imperativamente o espelho que contem o sigilo dos Antigos.

Forrar o exterior com veludo verde

De preferência, desenhar os sigilos com tinta verde, ou na falta desta, em tinta preta, que representa o vácuo do abismo.

 

Eis a caixa completa e aberta:

Como activar os poderes da caixa:

Uma vez pronta, a caixa servirá para cumprir os desejos do operador, tanto para ajuda quanto para destruição. A caixa tem por objectivo envolver o desejo do operador em todos os aspectos dos Antigos, bem como em seu poder na totalidade, amplificando o desejo do operador através dos poderes arcanos. Esta caixa tem como função principal um portal de abertura entre a nossa dimensão e a dimensão paralela dos Antigos, e mesmo outras, e também é um envoltório de poder puro e simples, servindo como amplificador através do poder dos Deuses.

Os simbolos e sigilos que estao gravados no exterior da Caixa, servem para impedir que algo venha a sair de la. E ja agora, uma imagem colocada no interior da caixa irá reflectir-se infinitas vezes, atingindo com isto uma miriade de dimensoes e mundos paralelos ao nosso ou mesmo os mais distantes. Com certeza atinge as esferas de Cthulhu, bem como pode atingir o coração do Inferno, levando a nossa mensagem até Eles.

Caixa de Cthulhu para Realizações

Imaginemos que o operador deseja a consolidação de um desejo vital para si próprio: Ao operador basta acender uma vela negra com o desejo nela inscrito, imaginemos que seja sucesso na vida profissional: O operador devera escrever na vela DO PAVIO PARA A BASE as palavras SUCESSO PROFISSIONAL, PROMOÇÃO NA CARREIRA, AUMENTO DE SALARIO, etc. ad infinitum! Deverá também meditar sobre a condição que deseja alcançar, visualizando-a como JÁ TENDO SIDO ATINGIDA e transcrevendo-a para papel pergaminho virgem e colocando a seguir este pedido no interior da caixa, não importando se este encontra-se dobrado, bastando apenas a colocação deste no interior da caixa e deixando-o permanecer no interior desta ate a vela ter ardido completamente. A seguir retira-se o pedido, antes da vela ter se derretido e queima-se o pedido na chama da vela, deixando arder o pedido por completo ate tornar-se em cinzas. A seguir, atirar as cinzas para o ar e dizer: SALVÉ HASTUR!

Caixa de Cthulhu para Maldições

Imaginemos agora que o operador deseja destruir um adversário: Devera escrever na vela negra DA BASE PARA O PAVIO o nome do adversário, estando assim este nome de cabeça para baixo. Escrever um pedido da forma descrita acima com a subsequente visualização do adversário destruído da forma mais vívida possível colocando a seguir o pedido no interior da caixa de igual modo. Deixar a vela arder e antes de estar consumida, o pedido deverá ser queimado. As cinzas deverão ser guardadas, bem como os remanescentes da vela, e inseridas numa casca de ovo, sem clara nem gema e apenas a casca, e este conjunto deverá ser atirado de preferência contra a casa do adversário ou por um de seus locais de passagem. A destruição deste oponente se consumará brevemente.

Para maior reforço da destruição de alguém indesejado e de modo a aumentar exponencialmente a sua devastação psicológica, uma fotografia ou um item pertencente á vitima deve ser adicionado á caixa e lá deixado para que permaneça pelo tempo que se julgar necessário. Isto fará com que o medo seja aumentado intensamente na vitima, medo este que será alimento para as irmãs Terror e Desespero, abrindo assim caminho para que o tipo de demónio que se alimenta do medo se manifeste, levando assim a vitima á morte pelo suicídio ou, na melhor das hipóteses, á mais insana loucura, mediante a manifestação que este tipo de demónio usará para atingir os seus objectivos a cada vez que muda de máscara para seus intentos, de modo a descortinar algo que seja horrível para a vitima suportar, provocando assim a insanidade.

Caixa de Cthulhu para Luxúria

Tambem se pode utilizar os poderes da caixa dos Antigos para atingir o sucesso junto do sexo oposto. Para tal basta inscrever na vela negra o nome do(a) desejado(a) do PAVIO PARA A BASE, escrevendo por cima deste, de igual modo, o nome do operador, bastando acender a vela e deixando-a arder. Como ritual para estimular o desejo sexual do(a) visado(a), pode de igual modo o operador acrescentar outro ritual á este descrito bastando para isto o acto masturbatório sem atingir-se o clímax, restringindo-o, e oferecendo-o ás potencias da noite e do vácuo, como forma de gerar no(a) desejado(a) um sentimento de insatisfação quando não se encontrar na presença física do operador, sentimento este que so estará satisfeito na plenitude aquando na companhia deste.

Para melhor resultado, acresentar-se uma fotografia do(a) desejado(a) na caixa, bastando para tal esta foto ter nela traçado a forma de um coração e este deve ser atravessado por um alfinete que o vare de um lado a outro e assim deve ser deixado no interior da caixa pelo tempo que se desejar até que se consumem os desejos do operador. Caso este deseje avançar na “relação” com a parte visada, deverá, após o acto sexual cujas intenções não devem jamais ser reveladas á parte visada, o operador deverá limpar a si mesmo e ao desejado com um pano branco retendo assim os fluidos corporais no tecido. A seguir, devera o operador enterrar este pedaço de pano num vaso com terra junto á raiz de uma planta que cresça de modo rápido e cuja raiz perdure, bastando para tal riscar junto ao caule ou raiz o sigilo de Cthulhu e dizendo: “Fulano(a), assim como cresce esta planta, cresce o teu amor por mim!”, regando-se a planta a seguir e cuidando para que esta viva tomando-se para tal as providencias necessárias para que mais ninguém alem do operador venha jamais a saber o que foi realizado, mantendo-se segredo absoluto acerca deste tipo de operações magicas e explicitamente coercivas.”

Por: Khaleb

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-caixa-de-cthulhu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-caixa-de-cthulhu/

‘Goétia – A Clavícula de Salomão

Tradução: Iaida6667, AShTarot Cognatus e Morbitvs Vividvs

Magia goética é um complexo e antigo sistema mágico que trata da evocação de 72 antigas entidades que podem ser entendidas como deuses, demônios, espíritos ou arquétipos.

O sistema teria sido supostamente aprendido e utilizado por Salomão, rei de Israel e registrado nos textos da sua Chave Menor que se encontra na íntegra nos capítulos a seguir.

INDEX

I – Prefácio da tradução

II – Introdução a Chave Menor de Salomão

III – Os 72 Espíritos

IV – Dias e horários para a prática da goétia

V – Os Materiais

 

VI – Orações e Conjuros Goéticos – Goetia

VII – Ritual do Pentagrama

Muito bom o material disponibilizado! parabens!!

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/goetia-a-chave-menor-de-salomao/

Lúcifer, Satanás e os Demônios na Bíblia

Satanás é uma figura muito controvertida na Bíblia. A palavra “Satã” significa em hebraico “acusador”, “opositor”. Aparece, pela primeira vez no livro de Jó, sendo como um promotor celestial. A sua intimidade com Deus e o direito de entrar no “Céu”, de ir e vir livremente e dialogar com Ele, torna-o uma figura de muito destaque. Veja o livro de Jó 1:6 “Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles”.

O livro de Jó foi escrito depois do Exílio Babilônico. Sabemos que o povo judeu, tendo retornado a Israel com a permissão de Ciro, rei persa, no ano 538 a.C, assimilou muitos costumes dos persas. Isto ocorreu devido à simpatia e apoio que receberam do rei, que inclusive permitiu a construção do Segundo Templo judaico e ainda devolveu muitos de seus tesouros, que haviam sido roubados. A religião dos persas, o Zoroastrismo, influenciou sobremaneira o judaísmo. No Zoroastrismo, existe o Deus supremo Ahura-Mazda, que sofre a oposição de uma outra força poderosa, conhecida como Angra Mainyu, ou Ahriman, “o espírito mau”. Desde o começo da existência, esses dois espíritos antagônicos têm-se combatido mutuamente.

O Zoroastrismo foi uma das mais antigas religiões a ensinar o triunfo final do bem sobre o mal. No fim, haverá punição para os maus, e recompensa para os bons. E foi do Zoroastrismo que os judeus aprenderam a crença em um Ahriman, um diabo pessoal, que, em hebraico, eles chamaram de SATAN – Por isso, o seu aparecimento na Bíblia só ocorre no livro de Jó e nos outros livros escritos após o exílio Babilônico, do ano 538 a.C. para cá. Nestes livros já aparece a influência do Zoroastrismo persa. Observe ainda que a tentação de Adão e Eva é feita pela serpente e não por Satanás, demonstrando assim que o escritor do Gênesis não conhecia Satanás. Os sábios judaicos, interpretando o Eclesisastes 10:11, afirmam (Pirkei de Rabi Eliezer 13) que, na verdade, a cobra que seduziu Adão e Eva era o Anjo Samael, que apareceu na terra sob a forma de serpente. Ele, que é conhecido como o “dono da língua”, usou sua língua para seduzir Adão e Eva ao pecado. O poder do mal está em sua língua, e este poder pode ser usado somente para dominar o sábio. Ele não pode prevalecer sobre um ignorante.

Uma outra observação interessante é que o livro de Samuel foi escrito antes da influência persa no ano de 622 a.C. e, no II livro de Samuel em seu capítulo 24:1, você lê com relação ao recenseamento de Israel o seguinte: “A cólera de IAHVÉH se inflamou novamente contra Israel e excitou David contra eles, dizendo-lhe: Vai recensear Israel e Judá”.

Agora veja esta mesma passagem no I livro das Crônicas, que foi escrito no começo do ano 300 a.C, portanto, já sob a influência do Zoroastrismo persa, com o já conhecimento de Ahriman/Satanás. No capítulo 21:1 desse livro está escrito: “e levantou-se Satã contra Israel, e excitou David a fazer o recenseamento de Israel”. Portanto, o que era IAHVÉH no livro de Samuel aparece agora no livro das Crônicas como SATANÁS (Confira em sua Bíblia).

Assim, está evidenciado que Satanás não é um conceito original da Bíblia, e sim, introduzido nela, a partir do Zoroastrismo Persa.

Passa a existir a partir daí, “uma lenda” entre o povo judeu de que Satanás é considerado como o rei dos demônios, que se rebelara contra Deus sendo expulso do céu. Ao exilar-se do céu, levou consigo uma hoste de anjos caídos, e tornou-se seu líder. A rebelião começou quando ele, Satanás, o maior dos anjos, com o dobro de asas, recusou prestar homenagem a Adão. Afirmam ainda que esteve por trás do pecado de Adão e Eva, no Jardim do Éden, mantendo relação sexual com Eva, sendo portanto, pai de Caim. Ajudou Noé a embriagar-se com vinho e tentou persuadir Abraão a não obedecer a Deus no episódio do sacrifício do seu filho Isaac.

Muitas pessoas acreditam muito no poder de Satanás e até o enaltecem em suas igrejas, razão pela qual achamos que seriam fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás.

Para seu maior esclarecimento, Kardec faz uma observação sobre Satanás que descrevemos a seguir: “com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus designos. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando suas qualidade e seus defeitos”. E conclui: “Modernamente, os anjos ou Espíritos puros são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.

Precisamos compreender e acreditar na misericórdia divina e no amor de Deus por nós. Um Deus onisciente, onipresente, infinitamente justo e bom e sobretudo AMOR que jamais colocaria entre nós, suas criaturas, alguém com os atributos que o homem colocou em Satanás.

DEMÔNIOS

Para nós, Espíritas, a lógica e os espíritos superiores esclarecem que o demônio não existe. Como exemplo esclarecedor temos a questão 131 do livro dos Espíritos: “Se houvesse demônios, eles seriam criação de Deus, e Deus seria justo e bom se tivesse criado seres devotados eternamente ao mal e infelizes? Se há demônios, eles habitam em teu mundo inferior e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo, um Deus mau e vingativo e crêem lhe serem agradáveis pelas abominações que cometem em seu nome”.

A palavra demônio não implica na idéia de Espírito mau senão na sua significação moderna, porque a palavra grega Daimon, da qual se origina, significa, “Deus”, “poder divino”, “gênio”, “inteligência”, e se emprega para designar os seres incorpóreos, bons ou maus, sem distinção.

Segundo a significação vulgar, a palavra “demônios” significa seres essencialmente malfazejos e seriam, como todas as coisas, criação de Deus. Ora, Deus que é soberanamente justo e bom não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua natureza e condenados por toda a eternidade. Se não são obras de Deus, seriam, pois, como Ele, de toda a eternidade, ou então haveria várias potências soberanas.

Ainda segundo Kardec, a primeira condição de toda doutrina é de ser lógica. Ora, a dos demônios, em seu sentido absoluto, peca por essa base essencial.

Compreende-se que, na crença dos povos atrasados, que não conheciam os atributos de Deus, fossem admitidas as divindades malfazejas, como também os demônios, mas, é ilógico e contraditório, para aqueles que fazem da bondade de Deus um atributo por excelência, suporem que Ele possa ter criado seres devotados ao mal e destinados a praticá-lo perpetuamente. Isso seria negação da bondade divina. Os partidários da doutrina dos demônios se apóiam nas palavras do Cristo. Mas estarão bem certos do sentido que Ele dava à palavra demônio? Não sabemos que a forma alegórica era um dos caracteres distintivos da Sua linguagem? Tudo que o Evangelho contém deve ser tomado ao pé da letra? Não seremos nós quem contesta a autoridade dos Seus ensinamentos, pois desejamos vê-los mais no coração do que na boca dos homens. Não precisamos de outra prova além desta passagem:

Logo após esses dias de aflição, o Sol obscurecerá e a lua não derramará mais sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas (…) Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que todas estas coisas se tenham cumprido
(Mateus 24:29 e 35)
Não temos visto a forma do texto bíblico ser contraditada pela Ciência no que se refere à Criação e ao movimento da Terra? Não pode ocorrer o mesmo com certas figuras empregadas pelo Cristo, que devia falar de acordo com os tempos e os lugares? O Cristo não poderia dizer, conscientemente, uma coisa falsa. Assim, pois, se em suas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é porque não as compreendemos ou as interpretamos mal.

Os homens acreditaram ser os anjos entes perfeitos por toda eternidade e tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. No entanto, pela palavra demônio, devemos entender como sendo os Espíritos impuros que, freqüentemente, não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, e com a diferença de que seu estado é transitório. São, portanto, os Espíritos imperfeitos que murmuram contra as provas que devem suportar e que, por isso, suportam-nas por mais tempo: chegando, porém, por seu turno, a saírem desse estado, quando o quiserem. Poder-se-ia aceitar então a palavra “demônio” com esta restrição. Nesse sentido exclusivo, poderia induzir ao erro, fazendo crer na existência de seres criados para o mal.

LÚCIFER

Do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso.

O Versículo 12 do capítulo 14 de Isaías deu origem à palavra Lúcifer quando da tradução da Vulgata. Alguns teólogos citam ainda Ezequiel 37:2-11 como referentes a ele. No entanto, nos textos da Bíblia hebraica e grega, esta palavra (Lúcifer) não aparece. Vejamos uma tradução apurada do original hebraico:

“Como caíste dos céus, estrela filha da manhã. Foste atirada na terra como vencedora das nações”
O texto grego, em Isaías 14:12, que originou as palavra no latim foi “ró eosfóros” (a luz matutina, astro brilhante) e “ró proi anatelon” (nascida da manhã). Veja agora o versículo no latim, onde São Jerônimo coloca a palavra Lúcifer: “quomodo cecidisti de caelo LUCIFER (astro brilhante, ou luz matutina) qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes”. Que significa “Como caíste do céu, ó estrela d’alva, filha da aurora! Como foste atirada à terra, vencedora das nações”.

Assim, fica constatado que o termo é latino, e lançado por São Jerônimo, quando da tradução da Vulgata, no século III da era Cristã. Alguns tentam ligar esta passagem ao Apocalipse 8,10 como sendo aí a queda de Lúcifer, mas a história de que seria o chefe dos anjos caídos, citados na II epístola de Pedro 2:4 e Judas 6, não tem fundamento comprovado no Antigo Testamento, como podemos observar.

O capítulo 14 de Isaías do versículo 3 ao 22 refere-se a queda e destruição do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foram os padres e teólogos da igreja católica que lançaram o versículo 14:12 como sendo referente a queda do príncipe dos demônios Lúcifer. Uma vez mais nos deparamos com a questão das traduções, dos folclores e das crenças pessoais!

#Bíblia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/l%C3%BAcifer-satan%C3%A1s-e-os-dem%C3%B4nios-na-b%C3%ADblia

A Heptarquia Mística: o livro da magia enochiana planetária

Por Robson Bélli, 21 de março de 2022

Este trabalho é o resultado das investigações e experimentações realizadas por John Dee no ano de 1582 no campo da magia, ao qual foi apresentado por Edward Kelley. Foi escrito em forma de diário e sobrevive até hoje em um Manuscrito (Sloane MS 3191) na Biblioteca Britânica em Londres. Ao longo da história foi impresso em poucas ocasiões e geralmente em edições muito pequenas ou privadas, por grupos ou seitas que seguem o Mago Elizabetano. Para muitos dos seguidores do trabalho de Dee, a Heptarquia é mais do que uma obra literária, é o Grimório pessoal de Dee, que ele possivelmente usou na invocação das Entidades Espirituais Governantes dos Sete Dias da Semana. Não há dúvida de que a Heptarquia é em si um grimório para uso prático, que o leitor pode usar em sua própria experimentação.
Parte Integrante do sistema da magia enochiana, muitos a consideram um sistema diferente contudo nesta obra o leitor perceberá que os anjos e a revelação é a mesma.

Sabemos que as versões online nem sempre são as melhores para uso ritualístico, assim convidamos o leitor a adquirir a obra Heptarquia Mística, aproveitando assim para prestigiar o autor que nos trouxe tamanho conteúdo relevante.

Aproveite também para se aprofundar na Magia Enochiana pelo site Enoquiano.com.br e pelos canais do Instagram , Telegram.

Sumário

MODELO OU EXEMPLODE LITURGIA RITUAL DA HEPTARQUIA MISTICA

  1. Preparação
    Configure o templo Enochiano da melhor maneira possível, moveis, altar disposições gerais dos objetos. Use o anel, a túnica e o Lamen Enochiano. Fique a oeste da Mesa Santa, voltado para o leste.
  2. Abrindo o Templo – Cerimonial (METODO NEO ENOCHIANO)
    a) Realize o ritual de banimento do pentagrama AOEVEAE.

Alternativamente, você pode abrir o templo com o Ritual Menor de Banimento do Pentagrama da Golden Dawn ou o Rubi Estelar de Aleister Crowley.
b) Se você pretende que seu ritual tenha um efeito macrocósmico que se estenda além do Reino psicológico, execute o ritual do hexagrama de invocação MADRIAX. Alternativamente, se você abriu com o LBRP, você deve executar o Ritual Menor de Invocação do Hexagrama, ou se você abriu com o Rubi Estrela, você deve executar o Safira Estrela. A combinação de um ritual de banimento de pentagrama e um ritual de invocação de hexagrama forma um campo adequado para as operações.

  1. Abrindo o Templo – Devocional (METODO PURISTA)
    Faça a Oração de Enoch. Esta oração pode ser realizada sozinha para abrir o templo, ou pode seguir a abertura cerimonial realizada como passo 2.
  2. A Invocação Preliminar
    a) Realize a Oração de John Dee a Deus original ou revisada.
  3. b) Para uma invocação, entoe a Segunda Chave em Enochiano seguida pela tradução.
    c) Para um ritual incluindo elementos evocatórios e invocatórios, execute a Primeira Chave seguida pela Segunda Chave. Se você estiver trabalhando com outra pessoa como Dee e Kelley fizeram, com uma pessoa atuando como mago e a outra como vidente, o mago deve ler a Primeira Chave seguido pelo vidente lendo a Segunda Chave.
  4. Timming
    a) Seu ritual deve ser programado para que seja realizado no dia apropriado e durante a hora planetária apropriada, conforme explicado na tabela dos dias e horas.
  5. A Conjuração
    Coloque o talismã apropriado para o Rei ou Príncipe no chão e fique em cima dele. Em seguida, entoe a conjuração apropriada com base na tabela a seguir.

 

Dias da semana Rei Conjuração Principe Conjuração
(qualquer) CARMARA Pag. 16 HAGONEL Pag. 20
Domingo BOBOGEL Pag. 16 BORNOGO Pag. 20
Segunda-feira BLUMAZA Pag. 17 BRALGES Pag. 21
Terça-feira BABALEL Pag. 17 BEFAFES Pag. 21
Quarta-feira BNASPOL Pag. 18 BLISDON Pag. 22
Quinta-feira BYNEPOR Pag. 18 BUTMONO Pag. 22
Sexta-feira BALIGON Pag. 19 BAGENOL Pag. 23
Sábado BNAPSEN Pag. 19 BROGES Pag. 23
  1. O Encargo do Espírito
    Entregue o Encargo que você compôs pessoalmente ao espírito ou espíritos.
  2. Fechando o Templo
    a) Execute a Licença para Partir.
  3. b) Para rituais abertos usando o método cerimonial (NEO-ENOCHIANO), conclua o MADRIAX e AOEVEAE.
    Alternativamente, se o ritual foi aberto com os Rituais Menores da Golden Dawn do Pentagrama e Hexagrama, execute o Ritual de Banimento Menor do Pentagrama para um ritual que tem apenas um alvo externo ou a Cruz Cabalística por si mesmo para um ritual que se destina a afetar o mago exclusivamente ou tanto o mago quanto um alvo externo. Para o Rubi Estrela / Safira Estrela as mesmas regras se aplicam – feche com o Rubi Estrela ou a forma do ritual da Cruz Cabalística, dependendo do alvo do ritual.
    c) Declare o templo fechado. O ritual agora está completo.

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RITUAL DE BANIMENTO AOEVEAE

Para substituir o Ritual Menor do Pentagrama da Golden Dawn, foi desenvolvido por Scott Michael Stenwick um ritual de pentagrama Enochiano que o mesmo chamava de  AOEVEAE (“estrelas” em enochiano). Vários escritores criaram rituais de pentagrama Enochianos desse tipo e todos eles compartilham certas semelhanças. É bastante claro que os nomes mais lógicos para usar ao traçar os pentagramas são os nomes triplos de Deus de Dee/Kelly e da Grande Tábela (ORO IBAH AOZPI, MPH ARSL GAIOL, OIP TEAA PDOCE e MOR DIAL HCTGA) e os equivalentes mais lógicos aos Arcanjos são os Reis das quatro direções (BATAIVAH, RAAGIOSL, EDLPRNAA e ICZHIHAL).

1. Com o dedo ou arma mágica, trace do quadril esquerdo até o ombro direito enquanto vibra NANTA (NANETA – Terra), de seu ombro direito para o ombro esquerdo enquanto vibra HCOMA (RRECOMA – Água), do ombro esquerdo ao quadril direito enquanto vibra EXARP (EXAREPE – Ar), do quadril direito à testa enquanto vibra BITOM (BITOME – Fogo), e, finalmente, da testa de volta ao quadril esquerdo enquanto vibra

EHNB (ERREMEBE – Espírito).

Em seguida, coloque as mãos sobre o coração e vibre JAIDA (JAIDA – “O Mais Alto”).

Visualize o pentagrama traçado sobre seu corpo em um tom lilás elétrico brilhante.

2. No leste, trace o Pentagrama de Banimento da Terra enquanto vibra ORO IBAH AOZPI.

Os pentagramas devem ser visualizados como formados de chamas ardentes e tão vividamente quanto possível.

3. Vire (ou vá) para o norte. No norte trace o Pentagrama de Banimento da Terra enquanto vibra MOR DIAL HCTGA.

4. Vire (ou vá) para o oeste. No oeste trace o Pentagrama de Banimento da Terra enquanto vibra OIP TEAA PDOCE .

5. Vire para o sul. No sul, trace o Pentagrama de Banimento da Terra enquanto vibra

MPH ARSL GAIOL.

6. Volte para enfrentar o leste. Estenda os braços para formar uma cruz e vibrar:

RAAS I BATAIVAH

(“No Oriente está BATAIVAH”,

SOBOLN I EDLPRNAA

(“No Ocidente está EDLPRNAA”),

BABAGE I RAAGIOSL

(“No Sul está RAAGIOSL”),

LUCAL I ICZHIHAL

(“No Norte está ICZHIHAL”).

7. Faça uma rotação completa no sentido anti-horário enquanto vibra:

MICMA AO COMSELH AOEVEAE

(“Eis o Círculo de Estrelas”)

Em seguida, coloque as mãos sobre o coração enquanto vibra:

OD OL, MALPRG, NOTHOA

(“E eu, um fogo que empurra através do meio”).

Se você estiver usando este ritual em conjunto com o ritual do hexagrama MADRIAX que se segue, ele deve ser inserido neste momento.

8. repita o passo 1

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RITUAL MANDRIAX

1. Com o dedo ou uma ferramenta como uma varinha, trace o Hexagrama Unicursal de Invocação da Terra sobre você enquanto vibra:

BOBOGEL

2. No leste, trace o hexagrama de invocação unicursal do Fogo em vermelho enquanto vibra:
BABALEL

3. No sul, trace o hexagrama unicursal de invocação do Ar em branco enquanto você vibra:

BNASPOL

4. No oeste, trace o hexagrama unicursal da Água em verde enquanto você vibra:
BYNEPOR

5. No norte, trace o hexagrama unicursal da Terra em preto enquanto você vibra:

BALIGON

6. Acima de você, trace o hexagrama invocador de Saturno em lilás brilhante enquanto você vibra:
BNAPSEN

7. Abaixo de você, trace o hexagrama de invocação da Lua em violeta profundo enquanto você vibra:
BLUMAZA

8. Estenda os braços e faça uma rotação completa no sentido horário (ou circunvolução do templo, se estiver usando a Mesa Santa) enquanto vibra:
TA CALZ I OROCHA
(“como acima do firmamento, então abaixo de você”)
(provavelmente a melhor tradução Enochiana de “como acima, é abaixo”.) Em seguida, coloque as mãos sobre o coração por um momento e mantenha a visualização completa do rito em sua mente.

9. Para a forma de invocação deste ritual, mantenha suas mãos na frente de você com as palmas voltadas para fora e, em seguida, separe-as como se abrisse uma cortina pesada enquanto você vibra:
MADRIAX CARMARA, YOLCAM LONSHI
(“ó céus de Carmara, trazei o poder”.)
Carmara é o oitavo Rei Heptarchial que governa os outros sete.

10. O trabalho ritual para o qual você abriu o campo entra aqui.

11. Na conclusão do trabalho ritual, coloque as mãos na sua frente e para os lados com as palmas voltadas para dentro e, em seguida, junte-as como se fechasse uma cortina pesada enquanto vibra:
MADRIAX CARMARA, ADRPAN LONSHI
(“ó céus de Carmara, encerre o poder”.)

Esta é a forma de invocação do ritual. Para a forma de banimento, você deve virar para cada direção indo no sentido antihorário (Leste -> Norte -> Oeste -> Sul -> Leste), seguir os hexagramas de banimento (além do hexagrama de abertura da Terra que deve ser sempre a invocação forma) e faça a rotação / circunvolução final no sentido anti-horário.

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ORAÇÃO DE ENOCH

Senhor Deus, a Fonte da verdadeira sabedoria, tu que abres os segredos de ti mesmo ao homem, tu conheces a minha imperfeição e minha escuridão interior: Como posso (portanto) falar àqueles que não falam segundo a voz do homem; ou dignamente invocar teu nome, considerando que minha imaginação é variável e frutífera, e desconhecida para mim? Será que as Areias parecem convidar as Montanhas: ou
podem os pequenos Rios entreter as ondas maravilhosas e desconhecidas? Pode o receptáculo do medo, da fragilidade, ou de determinada proporção, erguer-se, erguer as mãos ou recolher o Sol em seu seio?

Senhor não pode ser: Senhor minha imperfeição é grande: Senhor eu sou menor que areia: Senhor, teus bons Anjos e Criaturas me superam em muito: nossa proporção não é igual; nosso sentido não concorda: Apesar de tudo, estou consolado; Para que todos nós tenhamos um Deus, todos começando de ti, para que te respeitemos como Criador: Portanto, invocarei o teu nome, e em ti me tornarei poderoso.

Tu me iluminarás e eu me tornarei um vidente; eu verei tuas Criaturas e te magnificarei entre elas. Aqueles que vêm a ti têm a mesma porta e, através da mesma porta, descem, como tu enviaste. Eis que ofereço minha casa, meu trabalho, meu coração e alma, se for do agrado dos teus anjos morarem comigo e eu com eles; alegrar-me comigo, para que eu possa alegrar-me com eles; para me servir, para que eu engrandeça o teu nome. Então, eis que as Tábuas (que eu providenciei e de acordo com tua vontade, preparadas) eu ofereço a ti e a teus santos Anjos, desejando-as, em e por meio de teus santos nomes; que assim como tu és a luz deles e os confortas, assim eles estarão em ti a minha luz e conforto.

Senhor, eles não te prescrevem leis; portanto, não é adequado que lhes prescrevam leis; O que te agrada oferecer, eles recebem; Portanto, o que lhes agrada oferecerem, eu também receberei. Eis que eu digo (ó Senhor) se eu os invocar em teu nome, seja-me feito com misericórdia como ao servo do Altíssimo. Que eles também se manifestem a mim: Como, por quais palavras e em que horas os chamarei. Ó Senhor, há alguém que meça os céus, que seja mortal? Como, portanto, os céus podem entrar na imaginação do homem? Tuas criaturas são a glória de teu semblante; nisto tu glorificas todas as coisas, cuja glória excede e (ó Senhor) está muito acima do meu entendimento.

É grande sabedoria dizer e falar segundo o entendimento com os Reis; mas ordenar a Reis por um mandamento sujeito não é sabedoria, a menos que venha de ti. Eis, Senhor, como hei de subir aos céus? O ar não me carrega, mas resiste à minha loucura, eu caio, pois sou da terra. Portanto, ó tu, grande Luz e verdadeiro Conforto, que podes, e comandas os céus; eis que ofereço estas Tábuas a ti, ordena-as como te agrada; e ó vós, ministros, e verdadeiras luzes do entendimento, governando esta estrutura terrestre e na qual vivemos, fazei por mim como pelo servo do Senhor; e a quem aprouve ao Senhor falar de vocês.

Eis, Senhor, tu me designaste 50 vezes; Três vezes 50 vezes levantarei minhas mãos para ti. Seja feito para mim o que quiser, a ti e a teus santos ministros. Nada exijo senão de ti e por teu intermédio e para tua honra e glória; espero, porém, ficar satisfeito e não morrer (como prometeste) até que ajuntem as nuvens e julguem todas as coisas; quando em um momento serei transformado e habitarei contigo para sempre.
Amém.

ORAÇÃO DE JOHN DEE

Ó Todo-Poderoso, eterno, o Deus verdadeiro e vivo; Ó Rei da Glória, Ó Senhor dos Exércitos, Ó Tu, o Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas, visíveis e invisíveis; Agora, (mesmo agora, finalmente), entre outras Tuas múltiplas misericórdias usadas e para serem usadas para comigo, Teu servo simples, [John Dee] , eu humildemente imploro a Ti, nesta minha petição presente para ter misericórdia de mim, ter pena de mim, ter compaixão de mim. Eu, fiel e sinceramente, por muito tempo, tenho procurado entre os homens, na Terra, e também por meio da oração (muitas vezes e lamentavelmente) fiz o favor de Tua Divina Majestade para a obtenção de alguma porção conveniente do Verdadeiro Conhecimento e Entendimento de Tuas leis e ordenanças, estabelecidas nas naturezas e propriedades de Tuas criaturas; pelo qual Conhecimento, Tua Divina Sabedoria, Poder e Bondade, (em Tuas criaturas concedidas e a elas transmitidas), sendo feito para mim e me seduzindo, (pelo mesmo) incessantemente para pronunciar Teus louvores, para render a Ti, os mais sinceros agradecimentos , para promover Tua verdadeira honra, e ganhar por Teu Nome, um pouco de Tua devida Glória Majestosa, entre todas as pessoas, e para sempre. E, considerando que te agradou (ó Deus) de Tua Bondade Infinita, por Teus fiéis e santos Mensageiros Espirituais, entregar-me, há muito tempo (pelos olhos e ouvidos de EK)  uma forma ordenada de exercício Heptarchial ; Como, (para Tua Honra e Glória, e Conforto de minha própria pobre alma, e de outros, Teus servos fiéis), posso, em todos os momentos, usar muitos de Teus bons Anjos, seus conselhos e ajudas; de acordo com as propriedades de tais funções, e ofícios, como para eles, por Teu Divino Poder, Sabedoria e Bondade, é atribuído e limitado; (Em que forma ordenada e modo de exercício, até agora, nunca encontrei oportunidade e extrema necessidade para me aplicar.) Portanto, eu, teu pobre e simples servo, o mais humilde, de coração, fielmente rogo a Tua Divina Majestade, com muito amor e paternidade ao favor; e por Teu Divino Sinal para promover este meu presente intento e me esforçar para me exercitar, de acordo com a forma e maneira ordeira mencionadas; E, agora, (por fim, mas não tarde demais), por amor de Teu amado Filho Jesus Cristo (ó Pai Celestial), conceda-me também esta bênção e porção de Tuas Graças celestiais; que Tu queiras imediatamente, capacita-me, torna-me apto e aceitável, (em corpo, alma e espírito) para desfrutar sempre da conversa santa e amigável, com a ajuda sensível, simples, plena e perfeita, em palavras e ações, de Teus poderosos, sábios e bons mensageiros espirituais e ministros em geral; e, a saber, do Bem-aventurado Michael, do Bem aventurado Gabriel, do Bem-aventurado Rafael e do Bem aventurado Uriel; e também especialmente, de todos aqueles que pertencem ao Mistério Heptarchial, teurgicamente (por enquanto) e muito brevemente para mim declarado; sob o método dos Sete Reis Poderosos, e seus Sete Ministros Fiéis e Príncipes, com seus súditos e servos, a eles pertencentes. E nesta Tua Grande Misericórdia e Graça, concedida a mim, e confirmada a mim, (Ó Deus Todo-Poderoso) Tu deverás, (para o grande conforto de Teus servos fiéis), aprovar, para Teus próprios inimigos, e meus, a verdade e certeza de Tuas múltiplas e misericordiosas promessas, até agora, feitas a mim: E que Tu és o Deus Verdadeiro e TodoPoderoso, Criador do Céu e da Terra, (a quem invoco e em quem coloco toda a minha confiança) e Teu Ministros, para serem os verdadeiros e fiéis Anjos de Luz; que, até agora, principalmente, e de acordo com Tua Divina providência tratou conosco; E, também, eu, teu servo pobre e simples, então, em Ti e por Ti, serei melhor capaz de Te servir, de acordo com Tua bem agrado; para Tua Honra e Glória; Sim, mesmo nestes dias mais miseráveis e lamentáveis. Conceda, oh, conceda, ó nosso pai celestial, conceda isto, (eu oro a Ti), por Teu unigênito Filho Jesus Cristo por amor a Ele: Amém, amém, amém.

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TABELAS DOS DIAS E HORAS PLANETARIAS

É importante mencionar que os dias e horas planetários não tem exatamente uma hora, variando conforme a estação do ano, portanto saiba o horário do nascer do sol e o do por do sol e divida por doze e você descobrira quanto tem sua hora planetária naquele dia.

HORAS DO DIA – A PARTIR DO NASCER DO SOL

SOL LUA MARTE MERCURIO JUPITER VENUS SATURNO
DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
1 Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno
2 Vênus Saturno Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter
3 Mercúrio Jupiter Vênus Saturno Sol Lua Marte
4 Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno Sol
5 Saturno Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus
6 Jupiter Vênus Saturno Sol Lua Marte Mercúrio
7 Marte Mercurio Jupiter Vênus Saturno Sol Lua
8 Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno
9 Vênus Saturno Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter
10 Mercúrio Jupiter Vênus Saturno Sol Lua Marte
11 Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno Sol
12 Saturno Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus

 

HORAS DA NOITE – A PARTIR DO POR DO SOL

SOL LUA MARTE MERCURIO JUPITER VENUS SATURNO
DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
1 Jupiter Vênus Saturno Sol Lua Marte Mercúrio
2 Marte Vênus Jupiter Vênus Saturno Sol Lua
3 Sol Mercúrio Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno
4 Vênus Lua Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter
5 Mercúrio Saturno Vênus Saturno Sol Lua Marte
6 Lua Jupiter Mercúrio Jupiter Vênus Saturno Sol
7 Saturno Marte Lua Marte Mercúrio Jupiter Vênus
8 Jupiter Sol Saturno Sol Lua Marte Mercúrio
9 Marte Vênus Jupiter Vênus Saturno Sol Lua
10 Sol Mercúrio Marte Mercúrio Jupiter Vênus Saturno
11 Vênus Lua Sol Lua Marte Mercúrio Jupiter
12 Mercúrio Saturno Vênus Saturno Sol Lua Marte

INCENSOS

Domingo: Olíbano, Canela, todos os odores gloriosos.
Segunda-feira: Jasmim, Cânfora, Aloe, todos os odores virginais doces.
Terça-feira: Tabaco, Pimenta, Sangue de Dragão, todos os odores quentes e pungentes.
Quarta-feira: Mástique, Sândalo Branco, Noz-moscada, Moscadeira, Estoraque, todos os odores fugitivos.
Quinta-feira: cedro, açafrão, todos os odores generosos.
Sexta-feira: Benjoim, Rosa, Sândalo Vermelho, Sândalo, Murta, todos os odores voluptuosos suaves.
Sábado: Mirra, Civeta, Assa-fétida, Escamonéia, Índigo, Enxofre, todos os odores ruins.

VELAS

Domingo: amarelo
Segunda-feira: roxo
Terça-feira: vermelho
Quarta-feira: laranja
Quinta-feira: azul
Sexta-feira: verde
Sábado: preto

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ATRIBUIÇÕES E CONJURAÇÕES

Tabela das atribuições dos reis

Rei Poderes de Conjuração Poderes Tradicionais
Carmara Distribui e governa a doutrina heptárchica Visão da Maquinaria do Universo
Bobogel Distribui, dá e confere sabedoria e ciência Visão da Harmonia das Coisas, Mistérios
da Crucificação, Visão Beatífica
Blumaza Distribui e governa a doutrina heptárchica Visão da Maquinaria do Universo
Babalel Que é o Rei das Águas, Poderoso e Maravilhoso nas Águas Visão do Poder
Bnaspol Para Quem a Terra com suas
entranhas e segredos são entregues
Visão do Esplendor, como visto no Livro
de Ezequiel
Bynepor Cujo Poder exaltado, especial e glorificado, repousa apenas e depende da condição geral de todas as coisas Visão do Amor
Baligon Quem veio distribuir e doar com prazer, tudo e o que quer que seja, pode ser realizado em ações aéreas Visão da Beleza Triunfante
Bnaspen Expulsa os poderes de todos os espíritos iníquos, conhecendo os atos e práticas dos homens maus Visão do Pesar / Visão da Maravilha

 

Tabela das atribuições dos príncipes

Príncipe Poderes de Conjuração Poderes Tradicionais
Hagonel A quem o poder sobre o funcionamento da Terra está sujeito A Tintura Branca, Clarividência,
Divinação e Sonhos
Bornogo Alteração da Corrupção da Natureza em perfeição, Conhecimento de Metais Poder de Adquirir Riqueza
Bralges Que disse: As criaturas que vivem
em sua dominação estão sujeitas ao seu próprio poder
A Tintura Branca, Clarividência,
Divinação e Sonhos
Befafes Que é o Príncipe dos Mares. Teu
poder está sobre as águas
Trabalhos de Fúria e Vingança
Blisdon Que é a Vida e a Respiração nas
Criaturas Vivas
Milagres de Cura, Dom das Línguas e Conhecimento das
Ciências
Butmono Para quem as Chaves dos Mistérios da Terra são entregues Poder de Aquisição de Ascendência Política e
Outras
Bagenol A quem o poder sobre operações da Terra está sujeito Filtros do Amor
Brorges Que governa os “portões da morte” Trabalhos de
Maldição e Morte

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CONJURAÇÃO DE CARMARA (QUALQUER DIA DA SEMANA)

Ó pujante e correto Nobre Rei CARMARA e por qual nome você é chamado, ou pode ser verdadeira e devidamente chamado:

Quem na Doutrina Heptarquica, no Abençoado Uriel, sua mão, recebeu a vara de ouro do governo e medição, e a corrente de Dignidade e Doutrina: E não apareceu primeiro para nós, adornado com um Triplo Diadema em um longo manto roxo. Quem me disse em Mortlake: Eu ministro a força de Deus a ti. Da mesma forma, tu disseste: Estes Mistérios tem Deus por último, e de suas grandes Misericórdias, concedido a ti. Você se saciará, sim se fartará: sim, você se intensificará e se inflará, com o perfeito Conhecimento dos Mistérios de Deus, em Suas misericórdias. E disse: Esta Arte, é para a compreensão posterior de todas as Ciências, que são passadas, presentes ou ainda por vir. E imediatamente, disse-me: Reis existem na Natureza, com a Natureza e acima da Natureza. Tu és digno. E disse, a respeito do uso dessas Tábuas, Este é apenas o primeiro passo: Nem tu as praticarás em vão: E disse, assim geralmente das misericórdias e Graças de Deus sobre mim decretadas e concedidas. Tudo o que você falar, fazer ou trabalhar será lucrativo e aceitável. E o fim será bom.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei CARMARA, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei CARMARA, eu digo, Venha, Amém.

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amém.

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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CONJURAÇÃO DE BOBOGEL (DOMINGOS)

Ó pujante e correto Nobre Rei BOBOGEL e por qual nome você é chamado, ou pode ser verdadeira e devidamente chamado:

A cujo governo peculiar, cargo, disposição e ofício real pertence a distribuição e doação de Sabedoria e Ciência. O Ensino da Verdadeira Filosofia, a verdadeira compreensão de todo o Aprendizado, baseado na sabedoria: Verdade e Excelências na Natureza: e de muitos outros grandes Mistérios, maravilhosamente disponíveis e necessários para o avanço da Glória de nosso Deus e Criador. E quem diz a mim (com respeito a esses Mistérios atingir) Dee, Dee, Dee, finalmente, mas não tarde demais.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BOBOGEL, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei. BOBOGEL Eu digo, Venha, Amém.

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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BLUMAZA (SEGUNDAS FEIRA)

 

Ó pujante e justo Nobre Rei BLUMAZA e por que nome és tu, chamado, ou podes verdadeira e devidamente ser chamado: Quem na Doutrina Heptarquica, no Abençoado Uriel sua mão, recebeu a vara de ouro do governo e medição, e a corrente de Dignidade e Doutrina: E não apareceu primeiro para nós, adornado com um Triplo Diadema em um longo manto roxo. Quem me disse em Mortlake: Eu ministro a força de Deus a ti. Da mesma forma, tu disseste: Estes Mistérios tem Deus por último, e de suas grandes Misericórdias, concedido a ti. Você se saciará, sim se fartará: sim, você se intensificará e se inflará, com o perfeito Conhecimento dos Mistérios de Deus, em Suas misericórdias. E disse: Esta Arte, é para a compreensão posterior de todas as Ciências, que são passadas, presentes ou ainda por vir. E imediatamente, disse-me: Reis existem na Natureza, com a Natureza e acima da Natureza.

Tu és digno. E disse, a respeito do uso dessas Tábuas, Este é apenas o primeiro passo: Nem tu as praticarás em vão: E disse, assim geralmente das misericórdias e Graças de Deus sobre mim decretadas e concedidas. Tudo o que você falar, fazer ou trabalhar será lucrativo e aceitável. E o fim será bom.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BLUMAZA, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei BLUMAZA, eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

 

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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BABALEL (TERÇAS FEIRAS)

 

Ó pujante e correto Nobre Rei BABALEL e por qual nome você é chamado, ou pode ser verdadeira e devidamente chamado: Quem é o Rei das Águas: Poderoso e Maravilhoso nas Águas, cujo poder está nas entranhas das Águas. Cuja pessoa real com teu Nobre Príncipe BEFAFES e seus 42 Ministros, o Rei da Tríplice Coroa CARMARA me pediu que eu usasse para glória, louvor e honra dele, o que criou todos vocês para o louvor e glorificação de sua majestade.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BABALEL, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, possa eu ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei BABALEL Eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et sempre, et in saecula saeculorum. Amém.

 

Thelêmico:

Gloria Patri e Matri e Filio e Filiae and Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in Saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amém.

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BNASPOL (QUARTAS FEIRAS)

 

Ó pujante e justo Nobre Rei BNASPOL e por que nome és tu chamado, ou podes verdadeira e devidamente ser chamado: A quem a Terra com suas entranhas, e segredos de qualquer natureza são entregues: e tu me disseste: aqui para frente O que tu é. Lá eu posso saber. Tu és grande, mas (como Tu, verdadeiramente confessaste). Aquele em quem estás é maior do que tu.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BNASPOL, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei BNASPOL, eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

 

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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BYNEPOR (QUINTAS FEIRAS)

 

Ó pujante e justo Nobre Rei BYNEPOR e por que nome és tu és chamado, ou podes verdadeira e devidamente ser chamado: A cujo governo peculiar, cargo, disposição e ofício real pertence a ti sobre a distribuição e participação de cujo exaltado, especial e O poder glorificado repousa apenas e depende da condição geral de todas as coisas. Cuja santificação, glória e renome, embora tivesse princípio, não pode nem terá fim. Aquele que mede disse, e tu és o fim de sua obra. Tu és como ele e dele: ainda não como participante ou aderente, mas diferente em um grau. De quem ele veio, tu foste magnificado por sua vinda e és Santificado, Mundo sem Fim.

Vita Suprema.

Vita Superior.

Vita Infina tuis sunt mensurata mambus.

No entanto, tu não és de ti mesmo: nem é teu próprio o teu poder: Magnificado seja o seu nome, tu estás em tudo: E tudo tem algum ser por ti: No entanto, o teu poder é nada, em relação ao poder que te enviou. Tu começasses novos mundos, novas pessoas, novos reis e novo conhecimento de um novo governo. E tu me disseste: Tu deverás trabalhar maravilhosamente, maravilhosamente por minha obra no Altíssimo.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó certo Nobre Rei BYNEPOR, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei. BYNEPOR Eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

 

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen

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BALIGON (SEXTA FEIRA)

 

Ó pujante e correto Nobre Rei BALIGON e por que nome tu és chamado, ou pode ser verdadeira e devidamente chamado: Quem pode distribuir e doar com prazer, tudo e tudo o que pode ser executado em ações aéreas. Quem tem o governo de si mesmo perfeitamente, como um mistério conhecido apenas por você mesmo. Quem me fez anunciar esta pedra, e Santo Receptáculo: ambos necessários para serem tidos: e também me indicou que a levasse: sendo presentemente e em poucos minutos, trazido à minha vista (do Segredo das Profundezas onde estava escondida, na parte mais remota da possessão romana) Pedra essa que, Tu, me avisaste que nenhuma mão mortal senão a minha tocará; e disse-me: Tu prevalecerás com ela, com os reis, e com todas as criaturas do mundo. Cuja Beleza (em virtude) valerá mais, que os Reinos da Terra. Para os propósitos aqui ensaiados: e outros: em parte, agora para serem exercitados e desfrutados: e em parte a seguir mais abundantemente (como o Senhor Deus dos Exércitos deve dispor), E também porque tu mesmo és o governador dos 42 Ministros, teus poderosos fiéis e obedientes.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BALIGON, Venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido escritório real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei BALIGON, eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

 

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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BNAPSEN (SABADO)

 

Ó pujante e justo Nobre Rei BNAPSEN e por que nome és tu chamado, ou podes verdadeira e devidamente ser chamado: Quem me disseste que por ti expulsarei o poder de todos os espíritos iníquos: E que por ti o farei ou poderei saber as ações e práticas dos homens maus, e muito mais que pode ser falado ou dito ao homem.

Em Nome do Rei dos Reis, o Senhor dos Exércitos, o Deus Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis: Ó Nobre Rei BNAPSEN, venha agora e apareça, com teu Príncipe e seus Ministros, e súditos, ao meu olho perfeito e sensível de Julgamento: de uma maneira bondosa e amigável, para meu conforto e ajuda, para o avanço da Honra e Glória de nosso Deus Todo-Poderoso pelo meu serviço. Tanto quanto por tua Sabedoria e Poder, em teu devido ofício real e Governo, posso ser sustentado e inflamado: Amém.

Venha, ó Nobre Rei BNAPSEN, eu digo, Venha, Amém.

 

Cristão:

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen

 

Thelêmico:

Gloria Patri et Matri et Filio et Filiae et Spiritui Sancto externo et Spiritui Sancto interno ut erat est erit in saecula Saeculorum sex in uno per nomen Septem in uno Ararita. Amen.

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HAGONEL (QUALQUER DIA DA SEMANA)

 

Ó nobre Príncipe HAGONEL e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente e devidamente ser chamado: A cujo mandamento os filhos dos homens e seus filhos estão sujeitos: e são teus servos a cujo Poder a Operação da Terra está sujeita . Quem és o Primeiro dos Doze: e cujo selo é chamado Barces e este é: Sob cujo comando estão os Reis, Homens Nobres e Príncipes da Natureza. Quem é o Primus et Quartus Hagonel.

Quem pelos Sete dos 7 (que são os Filhos dos Sempiternos) faz maravilhas entre os povos da Terra: e me disse que também eu, também teu Servo, deveria fazer maravilhas. Ó Nobre Hagonel, que é Ministro do Rei Tríplice Coroado – CARMARA: E não obstante, que é Príncipe sobre 42 Anjos, cujos Nomes e caracteres estão aqui apresentados.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, e possa sua honra e Glória ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe HAGONEL, que venha imediatamente e se mostre ao meu olho perfeito e sensível do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, ó Nobre Príncipe HAGONEL, digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BORNOGO (DOMINGOS – VENUS[1])

[1] Sim eu sei que domingo é o dia do sol, contudo este principe deve ser chamado no dia do sol na hora de vênus, isso se repetira constantemente com os outros príncipes, a fonte para isso esta no livro Mastering  Mystical Heptarchy de Scott Michael Stenwick.

Ó nobre Príncipe BORNOGO e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente, e devidamente ser chamado: A cujo governo peculiar, encargo e disposição, ofício e dignidade principesca pertence a alteração da corrupção da natureza em perfeição: o Conhecimento dos Metais. E, geralmente, o Príncipe Ministrando ao Nobre e Poderoso Rei BOBOGEL correto, em seu governo: Distribui, dá e concede Sabedoria, Ciência, Verdadeira Filosofia e verdadeira compreensão de todo o aprendizado baseado na sabedoria e de muitas outras propriedades reais peculiares. E quem me diz: O que tu desejas em mim será cumprido.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para que sua honra e Glória possa ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BORNOGO, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, ó Nobre Príncipe BORNOGO Eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BRALGES (SEGUNDA FEIRA – SATURNO)

 

Ó nobre Príncipe BRALGES e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente, e devidamente ser chamado: Quem disse: As Criaturas que vivem em seu Domínio estão sujeitas ao seu próprio poder. Cujos assuntos são invisíveis: E que (para meu Vidente) pareciam pequenas fumaças sem forma.

Cujo selo do governo é este: Quem disse: Eis que vim, ensinarei o Nome sem números. As Criaturas Sujeitas a mim serão conhecidas por você.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para que sua honra e Glória possa ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BRALGES, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, ó Nobre Príncipe BRALGES, digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BEFAFES (TERÇA FEIRA – XXX)

 

Ó nobre Príncipe BEFAFES e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa ser verdadeiramente, e devidamente chamado: Quem é o Príncipe dos Mares. Teu poder está sobre as águas. Você afogou o Faraó e destruiu os ímpios. Teu nome era conhecido por Moisés. Tu habitaste em Israel; o qual mediste as águas, aquele que estava com o rei Salomão, e também muito depois com Scotus; mas não o conheceste pelo teu verdadeiro nome; porque te chamou Maris. E desde então, tu não estavas com ninguém: Exceto, quando tu me preservaste (embora a misericórdia de Deus), do poder dos ímpios: e estava comigo na extremidade. Estavas comigo por completo.35 Quem, dos egípcios, foi chamado OBELISON por causa da tua agradável libertação. E por esse nome a mim conhecido: e de mim anotado em registro, para ser nobre e cortês OBELISON. Cujos nobres 42 Ministros são de grande poder, dignidade e autoridade. Como alguns na medição dos movimentos das águas e salinidade dos mares, em dar bom sucesso em batalhas reduzindo navios e todos os tipos de embarcações que flutuam sobre os mares. Para alguns, todos os peixes e Monstros dos Mares, sim, tudo o que neles vive é bem conhecido: E geralmente são os Distribuidores dos Julgamentos de Deus sobre as Águas que cobrem a Terra. Outros embelezam a natureza em sua composição. O resto são doadores e Distribuidores das substâncias desconhecidas dos Mares. Tu, ó Nobre Príncipe BEFAFES, me usaste em Nome de Deus.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para sua honra e Glória ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BEFAFES, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Escritório: Venha, ó Nobre Príncipe BEFAFES Eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amém.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BLISDON (QUARTA FEIRA – JUPITER)

 

Ó nobre Príncipe BLISDON e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa ser verdadeiramente, e devidamente chamado: Que é Vida e Respiração nas Criaturas Vivas. Todas as coisas vivem por ti: a imagem de um exceto. Todos os tipos de bestas da Terra tu imbuíste de vida. O teu selo é a glória de Deus; tu és santificado; e tu te regozija. A vida, o fim e o começo de todos os animais, tu sabes e por meio do sofrimento os livras até que o teu tempo se esgote.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para que sua honra e Glória possa ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BLISDON, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, ó Nobre Príncipe BLISDON, eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Um homem.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BUTMONO (QUINTA FEIRA – MARTE)

 

Ó nobre Príncipe BUTMONO e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente e devidamente ser chamado: Para quem, as Chaves dos Mistérios da Terra são entregues. Cujos 42 ministros são Anjos, que governam sob ti.

Tudo o que teu Poderoso Rei BYNEPOR me ordenou que usasse e afirmou que eles são e estarão sob minhas ordens.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para que sua honra e Glória possa ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BLISDON, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, ó Nobre Príncipe BLISDON, eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Um homem.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salva-me do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

 

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BAGENOL (SEXTA FEIRA – LUA)

 

Ó nobre Príncipe BAGENOL e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente, e devidamente ser chamado: A cujo mandamento os filhos dos homens e seus filhos estão sujeitos: e são teus servos A cujo Poder a Operação da Terra está sujeita . Quem és o Primeiro dos Doze: e cujo selo é chamado Barces e este é: Sob cujo comando estão os Reis, Homens Nobres e Príncipes da Natureza. Quem é o Primus et Quartus Hagonel.

Quem pelos Sete dos 7 (que são os Filhos dos Sempiternos) faz maravilhas entre os povos da Terra: e me disse que também eu, pelo mesmo teu Servo, deveria fazer maravilhas. Ó Nobre BAGENOL, que é Ministro do Rei Tríplice Coroado – BALIGON: E não obstante, é Príncipe destes 42 Anjos, cujos Nomes e caracteres são aqui apresentados.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para que sua honra e Glória possa ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BAGENOL, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de teu Nobre Ofício: Venha, O Nobre Príncipe BAGENOL Eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Um homem.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salvame do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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BRORGES (SABADO – MERCURIO)

 

Ó nobre Príncipe BRORGES e por qualquer outro Nome que você seja chamado, ou possa verdadeiramente, e devidamente chamado: Quem, sendo o Príncipe: ministro-chefe e governador sob o direito Poderoso Rei BNAPSEN apareceu (para meu Vidente) de uma forma terrível com riachos de fogo flamejante, e disse: Noui Ianaum Mortis. Et per cussit Gloria Dei, Impiorum parietes.

Em Nome do Deus Todo-Poderoso, o Rei dos Reis, E para sua honra e Glória ser promovida por meu serviço fiel. Eu exijo a ti, ó Nobre Príncipe BRORGES, que venha presentemente e se mostre ao meu olho perfeito e sensato do Julgamento, com teus ministros, servos e súditos, para meu conforto e ajuda, em sabedoria e poder de acordo com a propriedade de ti Escritório Nobre: Venha, ó Nobre Príncipe BRORGES, eu digo Venha, Amém.

 

Cristão:

Pater noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum. Fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Um homem.

 

Thelêmico:

Agora eu começo a orar, filho, santo e imaculado seja teu nome. Teu reinado é chegado, tua vontade é feita, aqui está o pão, aqui está o sangue, leve-me até o sol durante a meia-noite. Salva-me do mal e do bem, para que tua única coroa de todas as dez, agora e aqui seja minha. Amém.

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COMO FAZER O ENCARGO (PEDIDO)

Um encargo consiste em duas partes, uma série de injunções e uma série de limitações. O primeiro explica o que você quer que o espírito faça e o segundo explica o que você não quer que o espírito faça. Como um exemplo simples, digamos que você precise de dinheiro e invoque um espírito para lhe trazer cinco mil dólares.

Existem várias maneiras pelas quais essa demanda pode se manifestar, e algumas delas são coisas que você geralmente não deseja. Uma morte na família pode resultar em herança. Você ou um de seus filhos podem se ferir em um acidente de trânsito e receber um pagamento que cobre pouco mais do que suas contas médicas. Você pode ter um incêndio em uma casa que resulte em um acordo do seguro do seu proprietário no valor solicitado.

PORTANTO PEÇA COM CUIDADO E PENSE EM TUDO O QUE PODERIA DAR DE ERRADO E DIGA AO ESPIRITO DE FORMA CLARA E OBJETIVA O QUE VOCE QUER E O QUE VOCE NÃO QUER QUE ACONTEÇA!

Para obter os melhores resultados possíveis, você não deve especificar os meios pelos quais seu objetivo deve ser alcançado e confiar apenas nas limitações contidas como a segunda parte de seu Comando para excluir resultados indesejáveis específicos. Isso
ocorre porque você deseja ter certeza de que o objetivo do feitiço não seja alcançado de alguma forma que prejudique o resultado, mas ao mesmo tempo você deseja manter tantos caminhos abertos quanto possível para o efeito se manifestar. Frequentemente, a melhor maneira de algo se manifestar em sua vida não é óbvia, então é melhor se concentrar no resultado final ao construir sua intenção mágica.

Como na maioria dos grimórios medievais, os anjos da Heptarchia Mystica seguem uma hierarquia espiritual particular.
O Rei Carmara governa todos os Reis.
O Rei Carmara governa o Príncipe Hagonel.
O Príncipe Hagonel governa todos os Príncipes.
Cada Rei governa o Príncipe do dia correspondente.

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LICENÇA PARA PARTIR

Tu, Anjo de Luz, eu, [Seu Nome Mágico], pelo poder do Deus Verdadeiro, Onipotente e Vivo, por meio desta, convidoo a partir e cumprir suas tarefas designadas, a serviço de minha Verdadeira Vontade e para a Glória e Honra ao nosso Deus Verdadeiro acima mencionado, a quem tu deve lealdade e obediência. Eu, [Seu Nome Mágico], por meio deste libero as forças restringidas, focalizadas e dirigidas durante esta operação, para que elas possam ir adiante e trabalhar seus vários poderes sobre o universo manifesto, pois assim nasceu toda a Verdadeira Magia e o Poder Perfeito. Pelo poder de minha Verdadeira Vontade aqui incorporada pelo Nome Mágico [Seu Nome Mágico],

AMÉM.

Assim seja.

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Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/a-heptarquia-mistica-o-livro-da-magia-enochiana-planetaria/

Melkisedek ou Preste João

Texto fantástico de Vitor Manuel Adrião.

O nome Melkitsedek, ou antes, Melki-Tsedek, como é designado na tradição judaico-cristã, refere-se à função de “Rei do Mundo” na cúspide dirigente de toda a Evolução Planetária, sendo Aquele que está mais próximo de Deus – o Logos Planetário – de cuja natureza participa a ponto de se confundir com Ele, mesmo estando “como a personalidade humana está para a sua individualidade espiritual”, na mais pálida definição.

Na Bíblia, tem-se aparece a primeira referência a Melki-Tsedek no Genesis (XIV, 19-20): “E Melki-Tsedek, Rei de Salém, mandou que lhe trouxessem pão e vinho e ofereceu-os ao Deus Altíssimo. E bendisse Abraão (…) e Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”, instituindo-se a Ordem de que fala o Salmo 110, 4: “Tu és um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melkitsedek”. Este é assim definido por S. Paulo na sua Epístola aos Hebreus (VII, 1-3): “Melki-Tsedek, Rei de Salém, Sacerdote do Deus Altíssimo que saiu ao encontro de Abraão (…) que o abençoou e a quem Abraão deu o dízimo de tudo, é em primeiro lugar e, de acordo com o significado do seu nome, Rei da Justiça, e em seguida, Rei de Salém, isto é Rei da Paz; existe sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tem princípio nem fim a sua vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece Sacerdote para todo o sempre”.

É assim que o sacerdócio da Igreja cristã chega a identificá-lo à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, mantenedor da Tradição Apostólica que vem do Apóstolo Pedro até ao Presente. De maneira que o Sacrifício de Melki-Tsedek (o pão e o vinho) é encarado habitualmente como uma «pré-figuração» da Eucaristia, pois que o próprio sacerdócio cristão se identifica, em princípio, ao Sacerdócio de Melki-Tsedek, segundo a aplicação feita a Cristo das mesmas palavras do Salmo 110, e que no Apocalipse vem a ser a “Pedra Cúbica” do Trono de Deus em que assenta a Assembleia ou Igreja Universal da Corte dos Príncipes ou Principais do mesmo Rei do Mundo.

O livro do Génesis e a epístola de S. Paulo aos Hebreus referindo-se a esse misterioso Soberano, levou a tradição judaico-cristã a distinguir dois sacerdócios: um, “segundo a Ordem de Aarão”; outro, “segundo a Ordem de Melkitsedek”. Este superior àquele, pois se liga do Presente aos Tempos do Advento do Messias, expressando os Apóstolos, os Bispos e a Igreja do Ocidente. E aquele vincula o Passado ao Presente, expressando os Profetas, os Patriarcas e a Igreja do Oriente.

Melki-Tsedek é, pois, ao mesmo tempo, Rei e Sacerdote. O seu nome significa “Rei da Justiça”, e também é o Rei de Salém, isto é, “Rei da Paz”. “Justiça” e “Paz” são precisamente os dois atributos fundamentais do “Rei do Mundo”, assim como do Arcanjo Mikael portador da espada e da balança, atributos iconográficos psicopompos designativos do Metraton, nisto como intermediário entre o Céu e a Terra, Deus e o Homem, presença indispensável do Paraninfo mercuriano ou AKBEL que é quem carrega o ANEL ou ARO prova da ALIANÇA ETERNA DO CRIADOR COM A CRIAÇÃO, e que na Natureza tem a sua expressão lídima nas sete cores do espectro do ARCO-ÍRIS, de maneira que sempre que a Humanidade declina em sua Evolução o ETERNO envia a ela o seu “Filho Primogénito” para restabelecer a Boa Lei, anular a anarquia e a injustiça e restaurar a Ordem e a Justiça, ou seja, ciclicamente descem do Céu à Terra os Avataras ou Messias. O termo Salém designa a “Cidade da Paz”, arquétipo sobre que se construiu Jerusalém, e veio a ser o nome da Morada oculta do “Rei do Mundo”, chamada nas tradições transhimalaias de Agharta e Shamballah, correspondendo ao Paraíso Terrestre, ao Éden Primordial que a Mítica Lusitana insiste em identificar ao vindouro Quinto Império do Mundo que trará um Reinado de Felicidade e Concórdia com o Imperador Universal, Melki-Tsedek, a dirigi-lo.

Melki-Tsedek tinha o seu equivalente no Antigo Egipto na função de Ptah-Ptahmer; na Índia, é chamado Chakravarti e Dharma-Raja; os antigos Rosacruzes reconheciam-no como Imperator Mundi e Pater Rotan, e foi assim que a Maçonaria o reconheceu no século XVIII, consignando-o Maximus Superius Incognitus, para todos os efeitos, o Imperador Universal.

No século XII, na época do rei S. Luís de França, os relatos das viagens de Carpin e Rubruquis invés de referirem os nomes de Melki-Tsedek substituíram-no pelo do Preste João que morava num país misterioso no Norte da Ásia distante. Preste significa tanto “Pai” como “Presbítero”, e João é referência tanto ao Anunciador do Messias, João Baptista, quanto ao Apóstolo João Evangelista que escreveu o Apocalipse, sendo referência óbvia ao Sacerdócio do Rei do Mundo, insistindo as três religiões do Livro (judaica, cristã e islâmica) que será por Ele que haverá um Reinado de Concórdia Universal sobre a Terra.

As primeiras notícias do Presbítero chegaram à Europa em 1145, quando Hugo de Gebel, bispo da colónia cristã do Líbano, informou o Papa da existência de um reino cristão situado “para lá da Pérsia e da Arménia”, governando por um Rei-Sacerdote chamado Iohannes Presbyter (João, o Presbítero, isto é, Sacerdote, Ancião) e que seria descendente de um dos Reis Magos que visitaram o Menino em Belém.

Mas o primeiro documento conhecido sobre esta misteriosa personagem, é a famosa Carta do Preste João endereçada em 1165 a Manuel Comneno, imperador bizantino de Constantinopla, assim como a Barba-Ruiva, imperador da Alemanha, e ao Papa Alexandre III, parecendo que o documento tem a sua origem em Portugal. Isto porque a versão mais antiga do texto original data dos finais do século XIV e encontra-se no Cartório do Mosteiro de Alcobaça, mas que foi impressa pela primeira vez em língua italiana, em Veneza, no ano 1478, onde se inspiraram outras obras, também na mesma língua, como a versão rimada do Tratacto del maximo Prete Janni (Veneza?, 1494), de Giuliano Dati, tudo próximo da época em que o viajante Marco Pólo regressou Oriente a Veneza falando da existência do Preste João, como soberano da Igreja etíope. Por outra parte, ao longo dos séculos XV e XVI aparece uma série de cartas enviadas pelo Preste João da Índia aos soberanos portugueses (D. João II, D. Manuel I e até D. Sebastião que, diz-se, recebeu uma embaixada no Preste João nos seus paços em Lisboa), que por sua vez enviam embaixadas à corte daquele, como foi o caso notável de Pêro da Covilhã, enviado de D. Afonso V.

O mito do Preste João foi amplamente divulgado pelos Templários e veio a servir de principal impulsor do processo das Descobertas Marítimas pelos Portugueses, aparentemente com a intenção de incentivar à conquista cristã de novas terras e obter riquezas fartas, mas realmente estabelecer a ligação de Portugal com o Centro Primordial do Mundo, chamado indistintamente Salém e Shamballah.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/melkisedek-ou-preste-jo%C3%A3o

‘Sepher HaBahir

O Sepher haBahir também chamado de Midrash do Rabi Nehuniah ben Hakana é, juntamente com o Sepher Yetzirah que o precedeu e o Sepher haZohar que o suscedeu, um dos trabalhos clássicos da Cabala.

Seu nome vem do primeiro versículo citado no seu próprio texto: (Jó, 37-21) “E agora não se vê luz, o céu é luminoso (bahir)”.

Citado no comentário de Raavad a respeito do Sepher Yetzirah e pelo Ranban (Rabi Moshe Nachman) em seu comentário sobre a Torah, é também, por diversas vêzes, parafraseado no Zohar, conforme Aryeh Kaplan em sua introdução à tradução e comentário do Bahir.

Dizia Moshe Cordovero (1522-1570): “As palavras deste texto são lumionosas (Bahir) e cintilantes, mas o seu brilho pode cegar…”.

Acredita-se que o Bahir foi composto em meados do século XII (1175), na escola cabalística de Provance (França), e circulou por quase cinco séculos em forma de manuscrito, restrito a um círculo restrito de cabalistas judeus, antes que fosse impresso em Amsterdã no ano de 1651.

Sua primeira edição em outra língua deu-se em 1923 para o alemão e após em 1980 para o inglês. Assim, o Bahir é, como o Zohar um trabalho não muito popular, seu texto é porém muito menor que o do Zohar, em torno de 12.000 palavras, e maior que o Sepher Yetzirah.

Embora o Bahir seja considerado como produto dos ensinamentos do Rabi Nehuniah, partes consideráveis do trabalho são atribuidos a outros autores de sua escola ou descendência. Dentre estes, são citados o Rabino Akiba, o Rabino Eliezer o Grande, Rabino Berachia, Rabino Yochanan ben Dahabai, Rabino Levitas ben Tavros e Rabino Rahumai o mais citado dentre todos, suscessor do Rabi Nehuniah como líder da escola, que também conheceu o Rabi Pinhas ben Yair, sogro do Rabi Shimon bar Yochai, autor do Zohar. Diz a lenda que Rabi Rahumai estava junto com o Rabi Pinhas, quando Rabi Shimon saiu de sua caverna no Kineret, onde o Zohar lhe foi revelado…

Conta-nos Aryeh Kaplan, que com o encerramento do período Talmúdico, o círculo de cabalistas diminuiu e, em certas épocas, pode não ter ultrapassado uma parca dúzia de indivíduos. Porém este grupo era tão unido que, muitas vêzes, pessoas estranhas nem suspeitavam de sua existência. Embora fosse importante manter a tradição da Cabala, também era importante evitar que caísse em mãos erradas…Dentre os cabalistas “pré-Bahir”, podemos citar Natronai Gaon (794-861), Sherira Gaon(906-1006), Hai Gaon (939-1038).

Por outro lado, sábios como Maimônides (1135-1204) que escreveu a Mishné Torah e o Rabi Yehudá ben Barzilai (1035-1105) autor de um dos mais extensos comentários sobre o Sepher Yetzirah, nunca viram ou comentaram nada sobre o Bahir.

Ainda dentre os conhecedores da Tradição encontram-se Ravaad o Rabino Avraham ben David de Posquieres (1120-1198), filho de Avraham ben Itzrak e pai de Isaac o Cego, que embora fosse cego possuia a reputação de poder ver a alma de uma pessoa e de ser capaz de ler os seus pensamentos. Isaac o Cego, que foi chamado de “Pai da Cabala” pelo Rabi Bachya Asher (1276-1340) em seu comentário sobre a Torah, transmitiu a tradição a seus discípulos Ezra e Ariel, e estes ao Rabino Moshe ben Nachman (Nachmanides), conhecido como Ranban (1194-1270) que citou frequentemente o Bahir em seus comentários sobre a Torah.

O Bahir foi o texto mais importante da Cabala Clássica, até a publicação do Zohar em 1295. E este último extende-se em muitas oportunidades sobre comentários e conceitos encontrados inicialmente no Bahir. De fato um estudo cuidadoso revela uma considerável semelhança entre os dois trabalhos, o que pode ser explicado pelo fato de que o Rabino Shimeon bar Yochai, autor do Zohar, conhecia os ensinamentos de Rabi Nehuniah, mesmo antes da revelação mística especial da caverna o Rabi Shimeon já devia ter sido iniciado na Tradição dos “Mistérios da Carruagem” conforme o Bahir chama a Cabala, e a ligação deve ter sido o Rabi Pinhas ben Yair, sogro de Shimeon e amigo do Rev Rahumai, conforme citado. De especial interesse é também o fato de que ambos os trabalhos Zohar e Bahir referem-se à Luz e a Brilho…

Ainda conforme Kaplan, resumimos a seguir a estrutura do Bahir e seus ensinamentos:

1 – Primeiros versículos da criação (1-16)

2 – O alfabeto (27-44)

3 – As Sete Vozes e Sephiroth (45-123)

4 – As dez Sephiroth (123-193)

5 – Mistérios da Alma (194-200)

O Texto inicia-se por uma declaração do Rabino Nehuniah:

Disse o Rabi Nehuniah ben Hakanah – como está escrito:

“E agora não se vê a luz, o céu é luminoso (bahir)”.

“Ele fez das trevas o Seu esconderijo”.

“Nuvens e trevas O envolvem”.

“Mesmo a treva não é para Tí”.

“A noite reluz qual dia – luz e treva são o mesmo”.

…prossegue com o Rabi Berachiah, está escrito:

“A terra era Caos (Tohu) e Desolação (Bohu)”.

Rabi Rahumai e Amorai entram no debate, sobre o conceito de “o que preenche” (maley) – (Isaias 6:3) “Sua glória preenche toda a terra”.

A letra beith, que inicia a Torah recebe considerável atenção.

A segunda parte trata das oito primeiras letras do aleph-beth, de Aleph à Cheth. No final desta parte (40-44) trata-se das vogais e de alguns dos sinais massoréticos, Kaplan, em seu comentário sobre o Bahir curiosamente vincula-os ao Sephiroth.

A terceira parte inicia-se pelo exame das sete vozes escutadas no Sinai, e ao indagar a relação entre estas e os Dez Mandamentos, inicia um exame do Sephiroth.

Subseções importantes nesta parte incluem explicações sobre Isaías (51-56) e do terceiro capítulo de Habacuc (68-81). Numerosos conceitos do Sepher Yetzirah são introduzidos e comentados (63-106) o que conduz a um exame dos diversos nomes místicos de Deus (106-112). Importância especial é dada ao número 32, que corresponde aos Caminhos da Sabedoria ao valor numérico de Lev (coração) e ao número de fios do Tzittzit:

63. O que é o seu coração ?

… O coração (Lev) é trinta e dois. Esses são secretos, e com eles o mundo foi criado (alusão ao Sepher Yetzirah).

Que são esses trinta e dois ?

Disse ele: São os 32 Caminhos.

É qual um rei que estivesse na mais recôndita de várias câmaras. Deveria o rei, então, trazer todos para sua câmara através destes caminhos ? Concordareis que ele não deveria. Deveria ele revelar suas jóias, suas tapeçarias, seus segredos ocultos e escondidos ? Concordareis mais uma vez que ele não deveria. O que faz o rei ? Ele toca a Filha e inclui todos os caminhos nela e em suas vestimentas.

Aquele que desejar entrar, deve alí fitar.

Ele a casou com um rei e, também lhe deu ela como presente.

Por causa do seu amor por ela, ele, às vezes, a chama de “minha irmã”, pois são ambos do mesmo lugar. Às vezes, a chama de minha filha, pois ela é de fato sua filha. E, às vezes a chama de “minha mãe”.

Em seu comentário, Kaplan esclarece várias passagens, sendo interessante que o Coração (Lamed Beth) representa a Torah em sua totalidade pois esta inicia-se com a letra Beth e termina com a letra Lamed).

Kaplan continua, com a complexa explicação do parágrafo final:

…Embora a origem da revelação seja Netzach (Vitória) e Hod (Esplendor), em sua última instância, toda revelação vem através do Reino (Malchuth), que é Fêmea. É também, a Presença Divina – Schinah. Por isso os Trinta e Dois Caminhos são revelados principalmente por intermédio da Filha.

…Entretanto o conceito de Fêmea está dividido em dois conceitos, os quais nos ensinamentos cabalísticos, são representados pelas duas esposas de Jacó: Lia e Raquel. Raquel é o coneito de Fêmea que se origina de Malchuth própriamente dito. Lia, por outro lado, é de fato o Malchuth (Reino) de Imma (Mãe) de Binah (Compreensão), e, como tal, representa o nível mais inferior de Imma (Mãe), que está no lugar de Malchuth (Reino). Normalmente, considera-se Lia em posição superior à Raquel.

Originando-se ambos, Zeir Anpin e Raquel, do útero de Imma (Mãe), são representados como irmão e irmã. São também, marido e mulher, sendo este significado de “minha irmã, minha noiva” (Cantico dos Canticos 4:9, 5:1). A Fêmea ;e, também a filha de Zeir Anpin, do mesmo modo que Eva, derivou-se da costela de seu companheiro. Além disso, sendo Lia um aspecto da Fêmea, que, de fato, é o nível mais inferior de Imma (Mãe), em parte, ela também é, realmente, mãe do Zeir Anpin.

Está portanto escrito: “Diga à Sabedoria, és minha irmã, e chama à Compreensão de mãe”. (Provérbios 7:4)….

Na quarta parte do Bahir encontra-se o primeiro exame do Sephiroth, introduzido por uma explicação sobre a benção sacerdotal, onde diz-se que os dez dedos correspondem às dez Sephiroth, conceito também encontrado so Sepher Yetzirah. A palavra Sephirah, é definida como sendo aquilo que expressa (saper) o poder e a glória de Deus (125). Existem nesta parte subseções relativas a permanência dos israelitas em Elim (161-167) e sobre o mandamento a respeito do Lulav (172-178). A seção termina com uma análise entre o relacionamento do Sephiroth e as esferas (179ss), e uma breve introdução à reencarnação (183), igualmente em relação ao Sephiroth.

A parte final, de número cinco, trata da alma, iniciando-se com um discurso sobre a reencarnação e seu relacionamento com a justiça Divina (194). O conceito da alma é relatado por Raba e Rav Zeira, dentro do contexto da criação da vida através das artes místicas (196).

No final, o Bahir trata dos conceitos de alma feminina e masculina, com uma análise do Tamar (197) e uma explicação de porque Eva foi a pessoa a ser tentada…O Bahir, não emprega o termo Cabala (Kabbalah), que conforme a lenda foi utilizado por Isaac o Cego, posteriormente, mas sim Maaseh Mercavah ou “Mistérios da Carruagem” numa referência à visão de Ezequiel, e diz que: sondar estes mistérios é tão aceitável quanto a oração (68), mas, adverte ser impossível fazê-lo sem errar (150).

Conforme o Talmud, a Kabbalah deve ser ensinada apenas através de sugestões e alusões, diretriz que é seguida ao pé da letra pelo autor ou autores do Bahir. Quem ler este trabalho como um livro qualquer, encontrará longas passagens que aparentemente não fazem nenhum sentido. Nào é pois um trabalho para leitura casual, mas para estudo sério e concentrado, o que era aceito pelos cabalistas, para os quais os principais textos foram escritos para serem compreendidos apenas quando analisados de modo integrado. Somos advertidos de que quem lê sobre a Cabala de maneira literal e superficial, decerto não a compreenderá… conclui Kaplan.

Dentre os conceitos mais explorados no Bahir está o Sephiroth e, com exceção de tres, seus nomes são também introduzidos. A ordem do Sephiroth é tal que as sete últimas correspondem aos sete dias da semana e derivam do versículo – Teus são, Ó Deus, a Grandeza, a Força, A Beleza, a Vitória e o Esplendor, tudo (Fundação) que se encontra entre o céu e a terra, Teu, Ó Deus, é o Reino (1 Crônicas 29:11). Embora esta seja a ordem adotada na grande maioria dos textos cabalistas, no Bahir, as últimas quatro são invertidas: Reino (Aravot, 7), Fundação (8), Vitória (9) e Esplendor (10).

Outro importante conceito encontrado no Bahir é o da transmigração das almas (Gilgul) ou reencanações, conceito introduzido em nome do Rabi Akiba (121, 155). Este conceito é melhor desenvolvido no Zohar, e em maiores detalhes no Sepher Gilgulim e nos diversos trabalhos da escola do Ari.

O Bahir trata das letras do alfabeto hebraico, das quais quinze são mencionadas e de alguns mandamentos como Tefilim, Tzitzit, Lulzv e Etrog.

Dois termos incomuns são encontrados, e ambos referem-se aos anjos ou forças angélicas: Tzurá – que significa forma, e Komah, que pode ser traduzido como estrutura (8, 166). Na cultura cabalística são mais conhecidos em sua forma aramaica, sendo a primeira Diukna e o último Parzuf. Outros termos para designar os anjos são Manhiguim (Diretores) e Pedikim (Funcionários).

Outra revelação importante são os nomes de Deus. O Nome contendo 12 letras é examinado (107, 111), como é igualmente o Nome de 72 combinações.

112 – São esses os Sagrados Exaltados Nomes Explícitos. Existem doze Nomes, uma para cada uma das doze tribos de Israel:

AH-TzYTzaH-RON

ACLYTha-RON

ShMaKTha-RON

DMUShaH-RON

Ve-TzaPhTzaPhYth-RON

HURMY-RON

BRaChYaH-RON

EReSh GaDRa-AON

BaSAVaH MoNA-HON

ChaZHaVaYaH

HaVaHaYRY HAH

Ve-HaRAYTh-HON

 

Todos eles estão incluídos no Coração do céu. Incluem macho e fêmea. São cedidos ao Eixo, à Esfera e ao Coração, e são os poços da Sabedoria…

 

 

Em seu comentário, Kaplan diz que o total de letras destes nomes, quando escritos corretamente e sem computarem-se sufixos, é setenta e dois. Esses nomes não são encontrados em nenhum outro texto cabalístico, nem existem quaisquer instruções a respeito de sua utilização. O sufixo on ou ron é também encontrado nos nomes de alguns anjos, como por exemplo Mitatron e Sandalphon…

TZIMTZUM

 

A auto-constrição da Luz Divina ou TzimTzum é um dos conceitos filosóficos mais importantes da Cabala, e é introduzido pelo Bahir.

Kaplan afirma que a explicação mais clara para o TzimTzum pode ser encontrada nos escritos do Ari – Rabi Itzrak Luria (1534-1572).

Conforme descrito em Etz Hahaiim (Árvore da Vida), o processo era o seguinte:

Antes de todas as coisas serem criadas… a Luz Divina era simples e enchia toda a existência. Não havia espaço vazio…

Quando a Sua simples Vontade decidiu criar todos os universos… Ele comprimiu os lados da Luz, deixando um espaço vazio… Este espaço era perfeitamente redondo…

Após essa compressão ter ocorrido… passou a existir um lugar onde todas as coisas poderiam ser criadas… Ele, então, traçou uma única linha reta da Luz infinita… e a trouxe até aquele espaço vazio… A Luz infinita foi trazida para baixo por intermédio desta linha…

 

 

O espaço vazio e redondo do Tzimtzum, mostrando-se a fina Linha de Luz da Criação

Dizem os cabalistas modernos, que não se deve considerar o conceito de Tzimtzum literalmente, pois é impossível aplicar-se qualquer conceito espacial à Deus. A referencia ao Tzimtzum é meramente conceitual, pois se Deus preenchesse cada perfeição, não haveria motivo para a existência do homem. Deus portanto, comprimiu a sua perfeição infinita, permitindo a exitência de “um lugar” para o livre arbítrio e consequente realização do homem.

No Zohar, podemos encontrar uma referência ao Tzimtzum:

Na cabeça da autoridade do Rei

Ele talhou da luminescência divina,

uma Lâmpada de Trevas

E alí emergiu do Oculto dos Ocultos

o Mistério do Infinito

uma linha sem forma, embutida em um anel…

medida por uma linha…

A razão do Tzimtzum é a solução de um aparente paradoxo, detectado pelos cabalistas: Deus deve estar no mundo, contudo, se Ele não Se restringir, toda a criação seria completamente dominada por Sua Essência. O Bahir alude tanto ao paradoxo, como à sua solução (54).

O Tzimtzum trás também um paradoxo mais difícil: a Sua Essência deveria estar então ausente do espaço vazio, pois Deus removeu dalí a Sua Luz… Todavia Deus deve também preencher este espaço, pois “não existe lugar onde Ele não esteja”…

Este paradoxo relaciona-se com a dicotomia da imanência e transcendência de Deus.

A Lâmpada das Trevas citada no Zohar, assim como a própria abertura do Bahir, mostrada no início, escolhida pelo Rabi Nehuniah, tratam deste tema da Cabala teórica: Como Deus absolutamente transcendental pode interagir com a sua criação ?

A estrutura do Sephiroth, e os conceitos a eles ligados, é que formam a ponte ente Deus e o Universo segundo a Cabala.

Para não se pensar que isso inclui qualquer transformação no próprio Deus, é que o Rabi Nehuniah afirma claramente que as trevas do espaço vazio são, de fato, luz, no que diz respeito à Deus. A criação do espaço vazio e todas as posteriores transformações e mudanças de fase (conforme o Zohar), pois não transformam ou diminuem a luz de Deus…

Semelhante afirmação faz o Rabi Shimon no princípio da Idra Raba, uma das partes mais misteriosas do Zohar, ao citar: “Amaldiçoado é o homem que faz qualquer imagem… e a coloca em lugar escondido.” (Deuteronômio 26:15).

Rabi Nehuniah também faz uma advertência semelhante: “Não pense que as Sephiroth sejam luzes destinadas a preencher qualquer escuridão referente à Deus, pois, para Ele, tudo é Luz…”.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/sepher-habahir/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/sepher-habahir/

Festival de Ishtar

Hoje, dia 22 de Abril, comemora-se o Festival de Ishtar, na Babilônia, deusa que representava a força da vida e da luz, sendo reverenciada como a deusa da sexualidade e da fecundidade.

Ishtar para os semitas orientais, o nome de Astarte (ou Afrodite) foi também dado pelos Gregos a esta divindade. Era equivalente à deusa do Céu Inanna da Suméria, filha de Nanna e Ningal e irmã de Utu (Ereshkigal).

Tinha uma infinidade de nomes que dependiam dos povos que a veneravam como Ashratum na Babilónia, Ishhara, Irnini, e Astarteia e Astoreth na mitologia da Mesopotâmia. Asherah, Ashtaroth ou Ashtoreth é a deusa do amor, das plantas e da fertilidade de Canaã, sendo associada aos oceanos e à Lua. Não tem companheiro pois ama a sua liberdade e é belíssima. Por estas razões era considerada protetora da prostituição sagrada que se praticava nos templos que lhe eram dedicados.

Posteriormente, seu culto foi proibido pelos hebreus e sua figura denegrida pelas Escrituras, passando a ser considerada como “A Mãe das Prostitutas” ou “A Grande Prostituta da Babilônia” de uma forma pejorativa e de maneira a diminuir o poder feminino.

Era a Grande Deusa Mãe semita, representada nua segurando serpentes ou flores de loto, ou com as mãos nos seios. Também podia aparecer a amamentar uma criança.

Tomou o lugar do deus Athar, sendo a deusa da Estrela da Tarde ou Vénus. Aparece com símbolos como um quarto crescente de lua que usa no cabelo, uma ovelha ou uma pomba. Com o nome de Astarte aparece também a deusa da Guerra, filha de Rá, na mitologia do Antigo Egito e com o de Ashirat a deusa da Fecundidade da Fenícia, cujo culto orgiástico era condenado pelos patriarcas israelitas, tendo o profeta Samuel mandado derrubar a sua estátua aos Judeus.

Adquiriu da deusa virgem Anat uma característica guerreira, sendo representada com barba, armas, e nua com um pé sobre um leão. Mas cerca de dois mil anos a. C. ainda estava associada somente ao culto de Baal.

O nome primitivo desta divindade na Fenícia, procedente de Sídon, era Astaroth. A sua forma começou por ser cónica, passando para a de uma vaca e finalmente a de uma mulher.

Com o nome de Astaroth havia também um ser demoníaco e repelente casado com a diaba Astarte.

Como Ishtar ou Lilith, adorada pelos assírios, era irmã de Shamash (deus do Sol) e a segunda mulher de Anu, sendo filha de Ningal e de Sin, deus da Lua (aparece também como filha de Anu, deus do Ar e de Antum). Foi amante de Tammuz, deus agricultor, e tentou trazê-lo do inferno quando morreu. Ofereceu a Gilgamesh honras e riquezas se se tornasse seu amante e marido, coisa que ele recusou por ela ter morto ou ferido os seus anteriores amantes. Ela pede então a Anu para mandar o Touro do Céu matar Gilgamesh. Mas Gilgamesh e Enkidu matam-no e levam-lhe o corpo, insultando-a. Ela manda como vingança uma doença que mata Enkidu.

Era representada normalmente com um arco e um porta-flechas. Tinha como símbolo uma estrela de seis ou oito pontas, sendo-lhe atribuídos a estrela Sirius e o planeta Vénus.

#Festividade #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/festival-de-ishtar

Abramelin

Abraao o judeu

1362 – 1460

Tudo o que se sabe sobre Abrão, o mago, alquimista, teólogo e filósofo do século XIV é diretamente derivado do manuscritos de posse da Bibliotheque de l’Arsenal em Paris, um arquivo, deve-se dizer, rico em fontes originais do ocultismo medieval.  O título completo da obra é em português “O Livro da Sagrada Magia de Abramelim, conforme passado por Abrão, o Judeu para seu filho Lamech.” Inteiramente escrito em francês, este documento alega ser a tradução de um manuscrito ainda mais antigo em hebraico, e o estilo da caligrafia sugere um escriba que viveu no século dezoito ou no final do século dezessete. A grafia e gramática do texto sugerem que o autor era ou semiletrado ou pouco cuidadoso, possivelmente não tendo o francês como lingua nativa.

Abraão, (doravente chamado de Abraham para maior acuidade histórica) foi ao que tudo indica nativo de Mayence, nascido em cerca de 1362. Seu pai, Simon, também foi adepto das investigações ocultistas e da prática mágica e desde cedo guioi seu filho nos estudos. Numa certa fase da vida, a tutotia do pai da lugar a um outro professor indetificado com o nome Moses. Abraham no entando ao crescer, rapidamente supera seu segundo mestre ao ponto de o descrever por fim como “um bom homem, mas inteiramente ignorante do Verdadeiro Mistério e da Verdadeira Magia.”

Sem um guia a sua altura, a fase sgeuinte da sua vida é dedicada a numerosas viagens educacionais ao redor do mundo conhecido. Com seu amigo Samuel, boemio por natureza, ele visita a Austria, a Hungria, a Grécia até chegar a Constantinopla (atual Istambul) onde fixou-se por aproximadamente dois anos. Após isso Abraham viajou para a Arabia, em sua época talvez o maior centro de aprendizagem mística do mundo onde dedicou mais alguns anos de vivência. Em seguida dirigiu-se para a Palestina e então para o Egito onde aprendeu uma grande quantidade de segredos ocultos.

Foi nas terras do Egito que Abraham conheceu Abra-Melin, célebre filósofo da região, a esta altura já com idade avançada em uma pequena cidade chamada Arach próxima ao Rio Nilo.  Lá ele vivia em uma casa modesta no topo de um pequeno monte coberto de árvores. Um homem gentil e educado, levando uma vida simples e regrada, apóstolo do Temor a Deus e evitando qualquer acúmulo de riquezas. Ele concordou em ensinar sua sagrada arte a Abraham com a promessa de que ele abandonaria seus falsos fogmas e passaria a viver no caminho e sob a lei de Deus.

Pelo presso de dez florins de ouro, que foram distribuidos aos pobres da cidade, Abra-Melin confiou a Abraham certos documentos contendo uma grande variedade de operações e segredos acumulados durante sua vida. Este conhecimento parece emergir de um cenário ocultista especificamente, mas não exclusivamente judaico. Um exemplo claro disso são as receitas que ele lega para a confecção do óleo e o incenso, que podem ser encontradas de forma idêntica no Pentateuco. Em Êxodo 30:23-25, temos a receita para o Óleo de Abramelim: “Também toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos, de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um him.” Pouco adiante em Êxodo 30:34-36, temos a receita para o Incenso de Abramelim: “Toma especiarias aromáticas: estoraque, e ônica, e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas tomarás peso igual; e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssimá vos será.”

Após isso Abraham deixa o Egito e segue para a Europa onde eventualmente fixa morada em Würzburg, na Alemanha, tornando-se profundamente envolvido com o estudo da Alquimia. Nesta época ele se casa com uma mulher, provavelmente sua própria prima, que lhe dá três filhas e dois filhos. O filho mais velho foi chamado Joseph e o mais novo recebeu o nome de Lamech.

Assim como seu pai, e provavelmente o pai de seu pai antes dele, Abraham instruiu seus filhos homens nos assuntos ocultos, enquanto que para suas filhas deixou dotes de 100,000 florins de ouro. Esta considerada soma de riqueza, assim como suas muitas viagens demonstram que Abraham foi um homem de posses, a quem nunca faltou sustento e recursos. Tesouro estes que o próprio mago atribuiu aos seus talentos como magista.

Ele também tornou-se célebre ao final da vida ao produzir impressionantes atos de magia na presença de pessoas famosas e importantes de sua época como o próprio Imperador Sigismund da Alemanha, o bisco de Würzburg, Henrioque VI da Inglaterra, o duque da Bavária e o papa João XXII. Aqui a narrativa se encerra e não existe detalhes sobre o final da vida de Abraham, sendo que a data e circustancias de sua morte são incertas, embora seja estimada como ocorrida em meados de 1460.

A Sagrada Magia de Abra-Melin

 

O documento mencionado, que é a origem destas informações biográficas foi traduzido em 1896 por Samuel Liddell MacGregor Mathers, um dos fundadores da Hermetic Order of the Golden Dawn e tornou-se um dos tomos mais importantes da magia cerimonial. As  traduções mais recentes para o inglês feita por Georg Dehn e Steven Guth atribuem a autoria e e identidade histórica de Abraham com a de Rabbi Yaakov Moelin יעקב בן משה מולין. Diversos fatores nos levam a crer que Abraham, o Judeu é o pseudônimo ou o nome iniciático deste Rabbi, pois muitos dados biográficos deles se encaixam como uma luva na narrativa acima passada.

A primeira parte desta obra conta a própria história de vida de Abraham, tal como aqui mencionada. A segunda parte é baseada nos documentos entregues por Abra-Melin durante sua viagem ao Egito. Nesta seção do manuscrito são expostos os princípios gerais da magia, incluindo o capítulos como “Quais são e quais são as classes da Verdadeira Magia”? “O que deve ser levado em consideração para uma operação mágica”, “Como convocar os Espíritos” e “De que maneira devem ser feitas as operações”

A terceira parte do documento é bem menos teórica e o autor supões que seu leitor sabe a base do que está sendo exposto. Aqui são tratadas a parte prática da operação mágica. São técnicas com vários propósitos como: provocar visões, reter espíritos familiares, dominar tempestades, transformar coisas e pessoas em diferentes formas e figuras, voar através dos ares, destruir edifícios, curar doenças, descobrir objetos roubados e caminhar debaixo d`agua. O autor ainda trata da cura taumaturgica de males como a lepra, a paralisia, a febre e o mal estar geral. Ele também oferece conselhos sobre como fazer-se amado por uma mulher e como conseguir o favor de papas, imperadores e pessoas influêntes. Muitas dessas façanhas são realizadas pelo emprego adequado de quadrados e signos cabalísticos. Com eles o autor ensina como causar visões específicas como a de homens armados, ou mesmo como evocar “Comédias, Operas e todo tipo de Música e Dança”. Diferentes símbolos representam diferentes resultados nas operações.

O temperamento e personalidade de Abraham é revelado nas entrelinhas da obra. Nela há um evidênte pouco caso de quase todos os magistas de sua época e um quase desprezo de todas as obras ocultas que não as dele mesmo ou de seu mestre Abra-Melin. Abraham critica abertamente todos aqueles que se contentam com os dogmas das religiões em que nasceram e aponta que ninguém culpado desta falha jamais atingirá qualquer sucesso nas práticas da magia. A doutrina fundamental do livro é que o cosmos é povoado por hostes de anjos e demônios. Os demônios trabalham em última instância, sob a direção dos anjos O homem situa-se entre as forás angélicas e demoniacas. E a cada homem é designado um anjo protetor e um demônio tentador. O objetivo dos grandes iniciados é controlar seu demônio e atingir o contato e conversação com seu sagrado anjo guardião. Uma vez que tenha atigido este grau elevado o magista tem ao seu controle todos os espíritos infernais, e portanto grande poder sobre a criação. Apesar dos claros benefícios materiais e pessoas óbvios, em seus escritos existe uma fé bastante forte de que isso pode e deve ser feito não apenas para o benefício imediato do mago, mas sim como uma conquista que afeta imediatamente a posição da humanidade no cosmos.

 

O impacto no ocultismo posterior

 

Após a tradução de MacGregor Mathers, este sistema ganhou um lugar de destaque no ocultismo ocidental igualavel ao sistema enoquiano e as chaves de Salomão. Sua herança direta pode ser encontrada no Hermetismo, no Rosicrucianismo, na Thelema e mesmo  no Neopaganismo. Sem muita procura pode ser visto nas obras ocultistas posteriores encabeçadas pelo próprio Mathers, assim como nos trabalhos de Aleister Crowley e Dion Fortune. O primeiro obstáculo desta nova geraçao foi tentar sobreviver diante do forte monoteísmo abraamico que permeia todo o sistema de Abra-melin. O temor a Deus é o primeiro e  mais necessário requisito da obra e a todo tempo lembrada. Orações incessantes e leitura constante dos textos bíblicos fazem parte do processo que leva ao contato do Sagrado anjo Guardião. De fato, todos os outros tipos de operações mágicas são tidas por Abraham como falsas e inúteis, verdadeiras armadilhas dos demônios para afastar os adeptos do caminho da Grande Obra. Foi necessária uma releitura histórica de todo o manuscrito para que ele pudesse ser usado em uma época tão mais laica como os século XIX e XX.

O grimório de Abramelim passou a ser visto então como uma coletânea de conhecimentos mágicos muito mais antigos, na mesma medida em que Plotino e Agostinho de Hipona fizeram os ensinamentos de Platão atravessarem a Idade Média, Abramelim foi o responsável por apresentar os mistérios Egípcios e Babilônicos numa roupagem monoteísta. Na perspectiva do ocultismo renascente do período de Crowley e compania, o judeu Abraham aproveitou o trabalho de magistas mais antigos e dos sacerdotes da antiguidade e encharcou com toda a submissão e servidáo própria de sua religião.

Na mão dos autores modernos, o Anjo Guardião de Abraham desdobrou-se em equivalentes como o Gênio da Golden Dawn, ao Augoeideis de Iamblichus, ao Atman do Hinduismo e ao Daemon dos gnósticos. É Cristo em Jesus e Budha em Sidarta. A roupagem judaica foi portanto eliminada em prol de uma imersão com a egrégora mais antiga, mais primal e atávica.

Na magia cerimonial o objetivo é portanto conseguir uma conexão com esta realidade intima superior. Em Magick Without Tears, Crowley é enfático ao dizer: “Nunca se deve esquecer nem por um momento que o trabalho central e essencial do magista é atingir o Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Uma vez que seja atingido ele deve é claro se inteiramente deixado nas mais deste Anjo, que pode ser invariavelmente e inevitavelmente levá-lo ao grande passo seguinte – atravessar o Abismo e obter o grau de Mestre do Templo.”

Depos da edição de Mathers uma nova edição foi publicada em 1970 reapresentando a história de Abraham e o sistema de Abra-Melin a uma nova geração de magistas, muit mais acostumados com a experimentação e muito menos dada a dogmatismos de qualquer tipo. Apesar do respeito histórico pelo autor, existe uma tendência na maioria dos magistas contemporâneos em afirmam que em realidade o “Anjo da Guarda” de Abraham é o arquétipo profundo do Eu Superior, o Kia de Austin Spare ou do Self, para usar termos psicológicos atualizados. Ao atingir este estado de integração o adepto se torna consciênte de sua Verdadeira Vontade. Sua vida então é esclarecida com seu propósito. Com isso em mente, a operação de Abra-Melin se torna uma exploração do Eu Interior em direção a natureza divina que existe em potencial dentro de cada um. No Brasil, a editora Madras publicou uma edição sob o título “Santo Anjo Guardião – A Magia Sagrada de AbraMelin, o Mago Atribuída a Abraão, o Judeu”.

 

Sources:

The Book of the Sacred Magic of Abra-Melin the Sage. Translated by S. L. MacGregor-Mathers. Chicago: De Laurence, 1932. Reprint, New York: Causeway Books, 1974.
The Book of Abramelin: A New Translation
, Georg Dehn, transl. by Steven Guth, Ibis Publishing, 2006)
Santo Anjo Guardião – A Magia Sagrada de AbraMelin, o Mago Atribuída a Abraão, o Judeu, Editora Madras

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/abrao-o-judeu-e-abramelin/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/abrao-o-judeu-e-abramelin/

A lenda de yōtō, as lâminas vampiras

Shirlei Massapust

Num belo dia de azar o xogum Tokugawa Ieyasu (1543-1616) conheceu um ferreiro lendário, chamado Sengo Muramasa, cuja oficina estava situada em Kuwana, na província de Ise, Japão. As pessoas falavam coisas estranhas sobre ele, que nasceu em 1341 e que foi aluno do grande Masamune[1], embora o homem estivesse ali vivo e atuante uns bons duzentos anos depois e, mais tarde, haja sumido sem registro de óbito.

O xogum ficou encantado pela qualidade das lâminas de Muramasa e comprou dele um daishō; conjunto geralmente composto por uma espada curta wakizashi e uma espada longa kataná. O ato de vestir o daishō foi um símbolo do poder da classe samurai de 1588 a 1876, quando o Ato de Abolição da Espada foi instaurado pelo regime Meiji. Mas esse ficou exposto no castelo e participou de todos os piores infortúnios recaídos sobre o clã Tokugawa. Em 29 de dezembro de 1535 um funcionário do castelo, Abe Masatoyo, usou a kataná para matar por engano Matsudaira Kiyoyasu, avô de Ieyasu.

Em 1548 um aliado e amigo da família, Iwamatsu Hachiya, totalmente bêbado, perfurou Matsudaira Hirotada, pai de Ieyasu, que sobreviveu ao atentado. Em 5 de outubro de 1579 outro aliado, Amagata Michitsuna, em sã consciência, por uma questão de tradição e respeito, usou a kataná para decapitar Matsudaira Nobuyasu, o filho primogênito de Ieyasu, na ocasião em que este foi forçado a cometer seppuku.

Arai Hakuseki, historiador oficial do xogunato, não pôde deixar de mencionar em documentos oficiais que “Muramasa está associado a muitos eventos aterrorizantes”.[2]  O próprio Ieyasu tinha dificuldade de manejar aquelas lâminas e feriu a si mesmo, acidentalmente, duas vezes. Então sua admiração se transformou em medo. Na Batalha de Sekigahara, Nagatake cortou a crista do elmo de Toda Shigemasa, e Ieyasu pediu para ver a arma que ele havia usado. Ao examinar a inscrição do nome do ferreiro na espiga oculta constatou que também aquela era um produto da oficina de Muramasa.

Mesmo sabendo que lâminas perfeitamente afiadas podem cortar seus usuários em momentos de descuido, imprudência ou imperícia, em 1787 o autor do romance histórico Kashiwazaki Monogatari (  物語) relatou uma lenda onde Ieyasu teria descoberto que, na verdade, Muramasa iniciou uma linha de produção de yōtō (妖刀); termo originário do idioma nihongo composto por kanjis que indicam uma kataná (刀) imbuída de energia yōkai (妖). Ou seja, a yōtō seria de certo modo um objeto senciente, funesto, imbuído de poderes sobrenaturais… Portanto Ieyasu finalmente teria proibido seu uso para a parcela restante de sua família.[3] Segundo Markus Sesko[4], alguns estudos históricos locais da antiga província de Ise narram outra lenda onde Masamune teria visitado o Santuário de Ise e aceito o jovem Muramasa (村正), como seu aluno.

A propósito, a lenda frequentemente citada sobre Masamune e seu suposto aluno Muramasa tendo uma competição sobre a potência de corte de suas espadas não deve passar despercebida aqui. A competição era para que cada um suspendesse suas lâminas em um pequeno riacho com a ponta virada para a corrente. A espada de Muramasa cortava tudo que passava; peixes, folhas flutuando rio abaixo. Muito impressionado com o trabalho de seu pupilo, Masamune baixou sua espada na corrente e esperou pacientemente. Nem uma folha foi cortada, o peixe nadou até ela, e o ar assobiou enquanto soprava suavemente pela lâmina. Depois de um tempo, Muramasa começou a zombar do mestre por sua aparente falta de habilidade na fabricação daquela espada. Sorrindo para si mesmo, Masamune puxou sua espada, secou-a e embainhou-a. O tempo todo, Muramasa o estava importunando pela incapacidade da lâmina de cortar qualquer coisa. Um monge, que estava assistindo a toda a provação, aproximou-se e curvou-se para os dois mestres de forja. Ele então começou a explicar o que tinha visto. “A primeira das espadas, por opinião unânime, é uma espada fina, no entanto, é sedenta de sangue, lâmina maligna (yōtō, 妖刀), pois não discrimina entre quem ou o que cortará. Pode tanto estar cortando borboletas quanto decepando cabeças. A segunda espada foi de longe a mais fina dos duas, pois não corta desnecessariamente o que é inocente e não merecedor”. Ao cortar tudo o que a tocava, a espada de Muramasa mostrava sua natureza sanguinária e maligna. Como tal, isso levou a uma tradição de que uma lâmina de Muramasa deve provar sangue antes de ser embainhada.[5]

Era esperado das armas e armaduras samurai que não fossem meros objetos inanimados, mas sim artefatos moralmente dignos. Essa atitude em relação às lâminas estava impregnada de religiosidade popular. Segundo Gilbertson, “havia as nefastas; outras que traziam felicidade e longevidade, e hinken, espadas que davam riqueza e poder”.[6] Sempre que a jovem Gō caia enferma duma febre misteriosa o seu pai, xogum Toyotomi Hideyoshi, pedia emprestada a espada mágica Ōtenta-Mitsuyo que era posta próxima à cama da moça adoentada para cortar energias negativas.[7]

Um menuki[8] japonês desmontado, em formato de morcego, animal que traz sorte.[9]

Quanto aos produtos da forja de Muramasa, todas as lâminas acabaram sendo julgadas indignas por especialistas oficiais, como Honami Kotobu, e foram removidas dos registros da guilda especializada.[10] Segundo George Cameron Stone, embora o trabalho de Muramasa seja da mais alta qualidade, seu nome é frequentemente deixado de fora das listas de fabricantes célebres por causa da reputação de produtos aziagos que desgraçam seus portadores – especialmente quando empunhadas por membros da família Tokugawa, ao ponto de seu uso ser uma vez proibido na corte do xogum. – “Há uma superstição de que suas lâminas tinham sede de sangue e não davam descanso aos seus donos, impelindo-os a matar outrem ou a cometer suicídio”.[11]

Até hoje, embora a escola Muramasa seja muito conhecida na cultura popular, nenhuma de suas espadas foi tombada ou designada como Tesouro Nacional. Porém, há quem as deseje justamente pela força da lenda. No período Bakumatsu (1853-1868), tais armas foram buscadas pela oposição política, os ativistas anti-Tokugawa, devido ao temor reverencial que inspiravam a toda a gente em favor da causa shishi.

Lâmina de espada Myōhō Muramasa (勢州桑名住村正) exposta no Museu Nacional de Tóquio.

Embora lâminas da escola Muramasa não fossem ostentadas pela família imperial em tempos de paz, uma daquelas espadas terríveis foi empunhada pelo príncipe Arisugawa Putito, comandante-chefe do Exército Imperial contra o Xogunato Tokugawa durante a Guerra Boshin (1868-1869). Para atender à demanda perene e crescente, as falsificações se tornaram comuns durante esse período histórico.[12] Ao menos, é claro, que o lendário ferreiro imortal continuasse assinando profusamente sua inigualável arte bélica aos quinhentos e vinte e sete anos de idade.

A arte imita a vida

O heroísmo samurai vem impulsionando as peças do teatro kabuki desde que essa forma teatral surgiu no século XVII como entretenimento para as classes plebeias. Contudo a própria classe militar era proibida de assistir kabuki, por questões de honra. Eles assistiam somente aos espetáculos privados do teatro . Isso criou um espaço ideal para veiculação ideológica da oposição política nos roteiros sensacionalistas do kabuki. Afinal, como diz um velho bordão, quando o gato sai os ratos fazem a festa.

Histórias estranhas e extraordinárias comumente viravam folhetos ilustrados e peças do teatro popular; cujas arquibancadas eram vistas muito mais cheias antes da invenção da televisão. Suiken Fukunaga localizou representações de lâminas yōtō saídas da forja de Muramasa em vários dramas dos séculos XVIII e XIX, especialmente Katakiuchi Tenga Jaya Mura ( 天下 茶屋 ) (1781), Hachiman Matsuri Yomiyano Nigiwai (八幡祭小望月賑) (1860), Konoma no Hoshi Hakone no Shikabue (木間星箱根鹿笛) (1880) e Kago-tsurube Sato-no-Eizame (籠釣瓶花街酔醒) (1888).[13]

A peça Hachiman Matsuri Yomiyano Nigiwai, escrita por Kawatake Mokuami, foi representada pela primeira vez no teatro Ichimura, em agosto de 1860, em Edo. Originalmente foi dividida em seis atos com temas baseados na queda duma ponte durante um festival xintoísta em 1807, no incidente do assassinato de uma gueixa em 1820, e também no episódio fictício onde o cotidiano do protagonista Kirare Yosa acaba permeado por problemas familiares causado por uma yōtōmuramasa (妖刀村正).[14]

Atores Ôtani Tomoemon IV, Arashi Rikan III, e Ichikawa Kodanii IV interpretando os papéis de Adachi Motoemon, Hayase Iori e Tôma Saburôemon no terceiro ato do drama Katakiuchi Tenga Jaya Mura (敵 討 天下 茶屋 聚), que foi encenado no 5º mês lunar de 1854 no Kawarasakiza (gravura impressa por Utagawa Kuniyoshi).

Quando, na vida real, Sano Jirōzaemon foi à zona de prostituição e matou sua amasia Yatsuhashi, as pessoas disseram que ele também portava uma yōtō. Este caso foi biografado com viés sensacionalista no drama kabuki Kago-tsurube Sato-no-Eizame, escrito por Kawatake Shinshichi III, que identificou a espada como uma das lendárias lâminas forjadas por Muramasa. No fim da peça Sano Jirōzaemon, interpretado por Ichikawa Sadanji I, surge curado duma doença de pele, usa a mulher para testar o fio de corte da sua nova arma e afirma satisfeito: “A kago-tsurube (籠釣瓶) é muito afiada”.[16]

Na vida real, quando Matsudaira Geki foi levado à loucura pelo assédio moral de seus superiores e os matou no Castelo de Edo no 6º ano de Bunsei (1823), os habitantes da localidade espalharam o boato de que o homicida usou uma espada de Muramasa, embora a perícia não haja localizado nenhuma assinatura oculta na espiga daquela lâmina em particular. Segundo Suiken Fukunaga, este incidente mostra quão grande foi a influência dos dramas kabuki sobre as pessoas comuns. [17]

Ilustração pintada por Chikashige Morikawa (守川周重), retratando uma cena de Konoma no Hoshi Hakone no Shikabue (木間星箱根鹿笛) (1880), publicada por Fukuda Kumajiro, em 1880.

Como forjar uma yōtō?

O colecionador britânico Edward Gilbertson (1813-1904) consultou documentos de fabricação de espadas japonesas que apresentavam Muramasa como “um ferreiro muito habilidoso, mas uma mente violenta e desequilibrada à beira da loucura, que supostamente havia passado para às suas lâminas”.[18] Daí a sede de sangue.

A manufatura começava com a composição de um lingote de aço de damasco chamado kawagane (皮鉄), o “coração de aço”, preparado em uma fornalha aberta chamada tatara (鑪). Depois o lingote era enrolado em torno do segundo aço, mais leve, chamado shingane (心鉄), a “pele de aço”, e ambos eram malhados juntos até adquirir o formato da kataná. Finalmente, a lâmina era aquecida ao rubro e recebia têmpera em água, para endurecer. Numa variante da lenda – provavelmente um posicionamento minoritário – este é o momento em que a forja duma yōtō difere da criação regular.

Louis Wertheimber, no romance histórico A Muramasa Blade: A Story of Feudalism in Old Japan (1887), descreveu os arredores do lar do ferreiro repleto de cadáveres dessangrados. O falatório na vizinhança teria levantado a suspeita de que Muramasa realizava a tempera do aço numa solução de sangue humano recém-derramado. “A época era supersticiosa o suficiente para acreditar que tal procedimento realizado corretamente traria resultados maravilhosos; e a maravilhosa excelência das produções de Muramasa favoreceu esse raciocínio”.[19]

Falando sobre a vida real e o quotidiano de todos os ferreiros laminadores do tempo dos samurais, Aline Ribeiro nos instrui: “A lâmina é o mais importante e, antigamente, o teste de qualidade chegava a ser feito em corpos de criminosos mortos e, eventualmente, vivos. Para checar se a lâmina era mesmo confiável, samurais costumavam emboscar cidadãos comuns nas vielas”.[20] Sendo assim se justifica o argumento de Louis Wertheimber, segundo quem “A vida humana era considerada barata o suficiente, enquanto boas espadas eram raras; e se fosse necessário sangue humano para fazer uma, alguns mercadores e vagabundos poderiam ser supridos”.[21]

O próprio Muramasa estaria, sem dúvida, ciente da lenda urbana criada em torno de sua pessoa e nunca a contradisse, seja por palavra ou sinal. Ele provavelmente tinha sabedoria mundana suficiente para supor que a atmosfera de mistério em que, por relato comum, ele vivia, gerava um marketing que aumentava o valor de seus produtos.

Em seu romance histórico Louis Wertheimber fantasia o encontro do famoso ferreiro com um jovem samurai avido pela obtenção duma boa espada. Muramasa fala:

“Os deuses foram gentis comigo e me recompensaram por minhas orações, concedendo-me técnica e habilidade; responderam ao meu jejum e minha devoção, meus dias e noites de labuta incansável, permitindo-me descobrir muitos segredos que são desconhecidos para os outros. Oh, os tolos, os tolos! pensam que o aço está morto porque é frio e imóvel e sem vida aparente! Três vezes dito tolos e idiotas! Eles matam a vida que existe no ferro como vem da natureza, e não dão outra em troca; e ainda assim eles sabem por seus antepassados, e aprenderam a tagarelar, que a espada é a alma viva do samurai.

“Há vida nesta lâmina que lhe dou hoje, meu rapaz, – vida melhor, mais fina e mais rica do que na maioria dos rudes que tentam fabricar uma espada. Mas lembre-se que, a menos que você a use com sabedoria e cuidado, esta espada é um presente perigoso. Nunca a desembainhe ao menos que você precise de sua ajuda; nunca a devolva à bainha sem usá-la; e nunca a deixe embainhada por mais do que um ciclo de doze anos. Se você por alguma fatalidade imprevista a tiver puxado e exposto à luz do sol, da lua ou das estrelas sem poder usá-la no inimigo que o provocou, antes de devolvê-la à sua bainha, use-a em algum animal inferior; mas nunca pense em embainhar sem que a lâmina tenha entrado em contato com o sangue de algo ainda vivo. Se você agir assim, achará nesta lâmina uma amiga devotada; ela obedecerá e até mesmo antecipará seus pensamentos e desejos; com a menor orientação, atingirá seus inimigos e oponentes em seus pontos mais fracos até a morte, independentemente da quantidade e da corarem destes, apesar da armadura e do elmo. Mas se você falhar em obedecer às instruções que lhe dei, a lâmina se voltará contra ti e o vitimará com igual certeza; e mesmo que você a enterre no oceano profundo ela não deixará de se vingar de ti.”[22]

Acreditava-se que a personalidade, muitas vezes impressionante, do ferreiro individual era refletida ou incorporada de forma animista nas lâminas que ele forjava.  Porém, noutras mídias, as espadas não precisavam ser batizadas em sangue para se tornarem yōtō. Aliás, em Dororo (どろろ; 1969) nós vemos a cena da forja de yōtōnihiru em água pura. O narrador do episódio explica a lenda corrente no modo como a tradição oral se adaptou, revelando que qualquer uso abusivo, excessivo e imoral por parte de qualquer um dos portadores de armas brancas encarnava uma sombra viva.[23]

Persistência da lenda na cultura popular japonesa do pós-guerra

Osamu Tezuka, no capítulo Yōtō no Maki (妖刀の巻) do romance gráfico Dororo (どろろ), publicado em 1967, apresentou o personagem Tanosuke (田之介), um samurai que recebeu de seu perverso daimyō a ordem de matar todos os construtores dum prédio fortificado, por medida preventiva, a fim de que nenhum deles revelasse métodos secretos de burlar a segurança daquele prédio aos inimigos do feudo.

Tanosuke titubeou, argumentando que é moralmente incorreto executar gente sem culpa, apenas por eles saberem demais. Então o daimyō lhe entregou uma kataná e insistiu que assassinasse uma dezena de inocentes. Uma vez cumprida a ordem, Tanosuke enlouqueceu, desgarrou-se e começou a vagar pelo Japão matando qualquer um que cruzasse seu caminho. Essa incessante busca por sangue tinha por objetivo alimentar o objeto. Sua espada foi chamada yōtōnihiru (妖刀似蛭) porque tal kataná era ou tornou-se o corpo verdadeiro do yōkai chamado Nihiru (似 蛭), cujo nome é composto por kanjis que o descrevem como semelhante (似, ni) à sanguessuga (蛭, hiru).

Uma yōtō influencia o usuário humano ao ponto de supressão da consciência. Por isso, no importante momento em que se apresenta para lutar contra Hyakkimaru, ele diz: “Não sou tão importante a ponto de ser nomeado. Esta espada se chama Nihiru. É uma espada que até hoje já fez jorrar o sangue de dezenas de inimigos. A guerra acabou, mas ela se acostumou com o gosto do sangue e não consegue se segurar”.[24]

Na versão televisiva, veiculada em 1969, à época em que Osamu Tezuka era vivo, Tanosuke lamenta: “Eu me tornei um escravo da espada”.[25] Guts, blogueiro geek, traduziu a cena à sua perspectiva onde Hyakkimaru enfrenta o objeto e seu usuário possesso: “Tanosuke era um bom soldado que foi corrompido pela lâmina e se transformou em uma casca sedenta de sangue de seu antigo eu. Ele é compelido pela espada a matar pessoas inocentes, algo impensável para o verdadeiro Tanosuke”.[26]

O antagonista fala aos escolhidos: “Embora eu não queira me precipitar nesta batalha, ele (Nihiru) não me dá ouvidos. Depois de sentir seu cheiro esta espada está sedenta para beber seu sangue. Sinto muito, mas estejam preparados para morrer”.

Quando Dororo furta a yōtōnihiru ele passa a ouvir uma hipnótica voz masculina repetindo: “Eu quero sangue”. Afetado, mas não totalmente fora de si, ele mata cães de rua. A voz então especifica que anseia por derramamento de sangue humano. Alguma ação acontece até que a lâmina volte às mãos de Tanosuke.[27] Este não consegue sangrar Hyakkimaru por mais que tente, pois ele não é apenas um espadachim excepcional; Hyakkimaru é praticamente um boneco com quase nada de humano. Num ato final, Tanosuke fala à yōtōnihiru: “Experimente o meu sangue! Aproveite… Esta é a sua última refeição!” Então crava a lâmina em seu próprio pescoço.[28]

Ilustração pintada por Chikashige Morikawa (守川周重), retratando uma cena de Koizumo Yawaragi Soga (1880), publicada por Fukuda Kumajiro, em 1882.

Cenas de rejuvenescimento

Na peça Kago-tsurube Sato-no-Eizame (1888) a pose da espada kago-tsurube fez com que um portador de boa índole e má aparência se transformasse num homicida de boa aparência, curado da doença de pele hereditária que o desfigurou ainda no útero. No romance gráfico Dororo (1967) e na série animada homônima (1969) a posse da espada yōtōnihiru fez com que o antagonista calvo voltasse a ter cabelo em abundância; algo que só o fez parecer ainda mais louco por perambular despenteado e esfarrapado.

Na versão de 2019 do seriado há uma inovação: a espada aparece com pontos de ferrugem quando entregue a Tanosuke e assume aparência de lâmina nova após ser molhada em sangue humano. Quando destruída, retorna à aparência de lâmina velha e enferrujada. Assim se comporta como um vampiro que rejuvenesce ao beber sangue.

Certa vez, conversando com a socióloga Daniele Aguiar a respeito do processo de envelhecimento duma espada japonesa, ela opinou que o enferrujamento de lâminas aumenta o risco de causar tétano[29] àqueles que forem feridos por elas. Antes que a erosão por ferrugem se agrave ao ponto de destruir o metal, haveria um lapso de tempo onde a presença de bacilos tetânicos potencializaria a letalidade da arma branca. Sendo assim, pode haver fundamento na lenda onde armas antigas adquirem uma capacidade de ferir para além do normal, observável por meio da relação de causa e efeito.

Espadas vivas e cura de sangue em Castlevania

Sessenta e nove espadas diferentes podem ser equipadas pelo vampiro Alucard no jogo Akumajō Dracula X: Gekka no Yasōkyoku (悪魔城ドラキュラX 月下の夜想), e em sua versão estadunidense Castlevania: Symphony of the Night, ambos produzidos pela Konami, em 1997. Quem teve a ideia de eliminar o sistema de fases presente nos treze jogos anteriores da franquia e introduzir um amplo arsenal, itens de vestuário, etc., foi o diretor Kōji Igarashi, que, por meio deste trabalho, se tornou o fundador informal dum subgênero dos jogos de ação chamado metroidvania.

A maioria das espadas imaginadas por Kōji Igarashi são relativamente comuns, porém algumas tem vida própria e sede de sangue. Após localizar e ativar a relíquia kenma no moto (剣魔の素) nosso avatar, o vampiro Alucard, começa a ser seguido por tsukaimanoken (つかい魔の剣)[30], uma espada mágica voadora que toma iniciativas para protege-lo. Inicialmente a tsukaimanoken golpeia o entorno de modo circular. O item sobe de nível conforme o número de oponentes vencidos.  Quando seu nível ultrapassa os cinquenta pontos a tsukaimanoken se torna equipável[31], com poder de ataque igual ao nível atingido, sendo uma das armas brancas mais fortes do jogo.[32] Foi essa espada que libertou Alucard das amarras da traiçoeira dupla Taka e Sumi no oitavo episódio da terceira temporada de Castlevania, o qual estreou na Netflix em 05/03/2020.

No jogo desenvolvido para o console PlayStation, o diretor Kōji Igarashi também introduziu a poderosa Crissaegrim (クリセグリム), derrubada por Schmoo[33] no mesmo mapa onde empalados utilizados como espantalhos deixam cair yōtōmuramasa (ようとうむらまさ).[34] Basta seu avatar equipar uma Crissaegrim que o jogo acaba para ele, pois tudo é destruído com facilidade e nada mais pode vencê-lo. Os cenários são atravessados com pressa, antes mesmo da conclusão de sua aclamada trilha sonora. Ao toque de um botão de ataque até os chefes de fase estouram indefesos como bolhas de sabão, sem oportunidade de exibir movimentos ou golpes especiais.

Por tudo isso houve quem se queixasse de prejuízo à jogabilidade. Ninguém vence uma guerra com honra jogando duas bombas atômicas sobre a população civil. Ninguém aprecia a sinfonia da noite correndo em enxurrada como as águas bravias dum rio durante a tempestade. Transformar a pior dentre as espadas do inventário no melhor equipamento possível foi o objetivo da parcela minoritária de jogadores que desejava tirar o máximo de proveito do jogo, passando muitas horas entretidos pela emoção da dificuldade, evoluindo Alucard por mérito, fazendo malabarismo no console para ativar seus golpes especiais e vendo tudo que os oponentes são capazes de fazer.

No início a yōtōmuramasa é uma espada de duas mãos de baixo dano, que reduz cinco pontos de ataque e quatro de defesa quando equipada. Ela rejeita um portador fraco, travando durante a luta se o ataque de Alucard for inferior a onze pontes. Ela temporariamente amaldiçoa o vampiro e foge de suas mãos até que ele encontre e ative o poder da relíquia shinzō (心臓), o coração de Vlad Ţepeş.

O jogador inexperiente prontamente rechaçará uma kataná que o atrapalha mais do que ajuda. Porém, não sem motivo, a maioria dos monstros que dropam tal item habitam o cenário da biblioteca do castelo. O jogador instruído intuirá que uma espada que leva o nome do ferreiro Muramasa não pode ser verdadeiramente fraca, por pior que pareça à primeira vista. Acontece que yōtōmuramasa possui uma habilidade oculta, que ativa o efeito estético de resplandescência duma aura vermelho-sangue em seu portador. (Assim o jogador desinformado percebe que algo de diferente aconteceu).

A espada é fortalecida sempre que Alucard, estando ferido, usa-a para sangrar um oponente e os respingos de sangue alheio caem sobre ele, curando-o. Curiosamente tal propriedade vampírica dobra quando o porte da yōtōmuramasa é combinado com uso do pingente buraddosutōn (ブラッドストーン), a “pedra de sangue”.[35]

Com o contínuo progresso do personagem sua velocidade de manejo da espada é otimizada e o tempo do efeito da maldição diminuído. Após atingir trezentos e quinze pontos seu ataque passa a subir de dois em dois pontos, ao invés de um em um. Neste jogo a yōtōmuramasa potencialmente pode evoluir até o limite de novecentos e noventa e nove pontos de ataque caso alguém tenha a infinita paciência de usá-la até Alucard receber mais de um milhão de curas de sangue.[36] Deve haver algum comando oculto de ativação da potência máxima da yōtōmuramasa, pois embora tamanho trabalho seja humanamente impraticável, na internet tem gente matando a cobra e mostrando pau.[37]

 Tanosuke portando a espada yōtōnihiru numa cena do sétimo episódio de Dororo (どろろ; 1969) e yōtōmuramasa no jogo Akumajō Dracula: Yami no Juin (悪魔城ドラキュラ 闇の呪印; 2005).

Na ocasião de lançamentos de novos jogos da franquia alguns poderiam lastimar o desperdício do trabalho após uma canseira hercúlea. Então os projetistas da Konami deram um subterfúgio aos jogadores. Na versão original de Castlevania: Symphony of the Night para PlayStation, apertar todos os quatro botões do joystick mais SELECT e START faz com que o console retenha o nível atual da yōtōmuramasa em sua memória RAM. Depois, se for carregado outro arquivo de jogo no qual o avatar do jogador também tenha uma yōtōmuramasa, o nível será passado para o item daquele jogo. Salvar o jogo definirá permanentemente o novo valor de ataque para a espada.[38]

Para não se prender somente ao folclore nipônico ao dirigir a produção de um importante item de exportação, Kōji Igarashi introduziu mais duas espadas que ativam a cura de sangue em avatares vampiros nos jogos da saga. São a nórdica Dáinsleif (ダインスレイフ)[39] e a genérica Mōnburēdo (モーンブレード), a lâmina do gemido, uma “devoradora de almas”. Porém ambas são notoriamente inferiores à yōtōmuramasa.

Espada Muramasa em Ragnarök Online

Seu avatar é atacado por hordas de mortos vivos e demônios funestos ao entrar em determinados mapas do MMORPG Ragnarök Online (라그나로크 온라인)[40], o qual é desenvolvido pela empresa sul-coreana Gravity Corp. À época do lançamento, em 2002, os melhores locais para encontra-los eram a caverna de Payon, o Navio Fantasma e as ruínas de Glast Heim. Num desses cenários (gl_cas02) brota um looping infinito de monstros “andarilhos” de modo que o mapa está sempre repleto de quarenta e um deles, não importa quantos você derrote. São mortos-vivos semidecompostos vestidos com roupas típicas nipônicas e portando espada kataná. Parecem corpos de samurais ronin.

Existe 0,10% de chance de cada andarilho derrotado deixar cair a espada de duas mãos Muramasa, equipável por avatares da classe espadachins e evoluções a partir do nível 48 da evolução do avatar. A Muramasa é uma arma de nível quatro[41] que aumenta o ataque crítico em trinta pontos e a velocidade de ataque em 8%. Sem dúvida um excelente item de jogo. Sua descrição informa ser uma “espada oriental, batizada com o nome do famoso artesão do antigo Japão”.

Segundo a descrição, ao realizar ataques físicos com a Muramasa deveria haver uma “pequena chance de infligir maldição[42] no usuário”; porém essa pequena chance é eufemista para o tempo inteiro. O que ocorre de fato? Você mira em qualquer coisa e seu avatar fica vermelho, andando lentamente na companhia da Morte, com manto e foice. Os jogadores ficam maravilhados pela estética do efeito. É impossível enjoar. Antes de causar aborrecimento ou atrapalhar a jogabilidade, a maldição da Muramasa é diversão garantida. O único problema é ter de andar com estoque de água benta produzida por noviços e evoluções para destravar a corrida em caso de urgência.

Um personagem do jogo, antigo membro da guilda dos espadachins, evoluído para a classe dos cavaleiros, um destacado guerreiro de nome Seyren Windsor, foi tão afetado pela maldição do equipamento coletado em Glast Heim que ele efetivamente se tornou um possesso chefe de mapa. Ao derrotar uma das versões de Seyren há 0,05% de dropar a Muramasa que ele presumivelmente espoliou do ronin andarilho.

Em 09/11/2005 o jogo Ragnarök Online recebeu a importante atualização que adicionou os mapas Amatsu e Kunlun, com novas missões, monstros e equipamentos. Em Amatsu o chefe de mapa Samurai Encarnado é uma criança controlada pelo espírito dum samurai adulto que, pelas vestes, parece o cadáver de um daimyō ou pelo menos alguém bem mais rico que o andarilho. Este monstro deixa cair, a 0,03% de chance, a espada de duas mãos Masamune descrita como “a grande obra-prima do maior artesão japonês”. Equipável por espadachins transclasse e evoluções a partir do nível 48, essa arma de nível quatro reduz cinco pontos de força, reduz 75% da defesa, aumenta a esquiva em trinta pontos e a velocidade de ataque em dois.

A carta do monstro Samurai Encarnado é considerada muito boa. Ela é gerada no inventário do MVP (most valuable player) a 0.01% de chance. Equipa em slot de arma. Ignora toda a defesa dos personagens e monstros, com exceção dos chefes de mapa. Impede a regeneração natural de HP. Drena 666 de HP do usuário a cada 10 segundos. Drena 999 de HP ao desequipar. Seu prefixo é Bloodlust. Isso significa que se equipada numa rara Muramasa [2] a arma se transforma em Bloodlust Muramasa.

Referências:

DORORO どろろ: Yōtō Nihiru No Maki Sono ichi (妖刀似蛭の巻 ・その一). Sétimo episódio da série produzida pelo estúdio Mushi Production (虫プロダクション), exibido pela TV Fuji (フジテレビ) em 18/05/1969. (Cópia e legenda de fansub).

DORORO どろろ: Yōtō Nihiru No Maki Sono ni (妖刀似蛭の巻 ・その二). Oitavo episódio da série produzida pelo estúdio Mushi Production (虫プロダクション), exibido pela TV Fuji (フジテレビ) em 25/05/1969. (Cópia e legenda de fansub).

FUKUNAGA, Suiken. Nihontō Daihyakka Jiten (日本刀大百科事典). Japão, Yūzankaku, 1993. ISBN 4-639-01202-0.

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RIBEIRO, Aline. Guia Conhecer Fantástico Extra: Samurai & Ninja. São Paulo, OnLine, 2015. 98p. ISBN 978-85-432-0997-5.

SESKO, Markus. Legends and Stories Around the Japanese Sword. Alemanha, Books on Demand, 2011. 184p.

SESKO, Markus. Masamune – His Work, His Fame and His Legacy. Morrisville, Lulu Press, 2015. 182p. ISBN:9781329004139, 1329004132

SIMAN, Leandro Gusmão; SOUZA, Fabio Santana de; LIVRAMENTO, Gilson P.; PAULA, Donizete de; LETONAI, Homero & ARAKI, Eric. Castlevania: Symphony of the Night: Estratégia completa, mapas inteiros para o castelo normal e invertido e lista de itens. Em: ALMANAQUE WORLD GAMES. Ano I, nº 1. São Paulo, Editora Canaã, p 45-82.

STONE, George Cameron. A Glossary of the Construction, Decoration, and Use of Arms and Armor in All Countries and in All Times. New York, Dover Publications, 1999. 460p. ISBN 978-0-486-40726-5.

TEZUKA, Osamu. 妖刀の巻 Espada Demoniaca. Em: TEZUKA, Osamu. Dororo: Volume 2. São Paulo, New Pop, 2011, p 55-114.

WERTHEIMBER, Louis. A Muramasa Blade: A Story of Feudalism in Old Japan. Boston, Ticknor, 1887. 188p. Digitalizado e disponibilizado para download gratuito em: <https://www.google.com.br/books/edition/A_Muramasa_Blade/iz4WAAAAYAAJ?hl=pt-BR&gbpv=0>.

[1] RATTI, Oscar & WESTBROOK, Adele. Secretos de los Samurai: Estudio de las artes marciales del Japón feudal. Traducción: Josep Padró Umbert. Espanha, Paidotribo, 2006, p 323.

[2] DECHI, Bird. Review Muramasa. Em: DECHI, Bird. Hanya Seorang Penggemar Nasuverse. Indonésia, 03/01/2021. URL: <https://sehai-kun.blogspot.com/2021/01/review-muramasa.html>.

[3] Em 1849 oTokugawa Jikki (徳 川 實 記), um livro de História, endossou a obra anterior.

[4] O tradutor profissional de nihongo Markus Sesko é um colecionador de espadas japonesas, membro da Associação para a Pesquisa e Preservação dos Elmos e Armaduras Japonesas.

[5] SESKO, Markus. Masamune – His Work, His Fame and His Legacy. Morrisville, Lulu Press, 2015, p 73-74.

[6] RATTI, Oscar & WESTBROOK, Adele. Secretos de los Samurai: Estudio de las artes marciales del Japón feudal. Traducción: Josep Padró Umbert. Espanha, Paidotribo, 2006, p 323.

[7] SESKO, Markus. Legends and Stories Around the Japanese Sword. Alemanha, Books on Demand, 2011, p 34-35.

[8] Menuki (目貫) é um ornamento que fica localizado em ambos os lados da empunhadura da espada (tsuka) parcialmente coberto pela corda (ito). Originalmente o menuki foi adicionado com o propósito de esconder o mekugi (pino de bambu), mas que posteriormente foi mudado de posição para facilitar a montagem de desmontagem da espada.

[9] ALAMEDDINE, Rabih. Japanese Menuki (目貫) (sword mountings) in the shape of bats. Postado no Twitter em 13/09/2020. URL: <https://twitter.com/rabihalameddine/status/1305292304551350273?lang=cs>.

[10] RATTI, Oscar & WESTBROOK, Adele. Secretos de los Samurai: Estudio de las artes marciales del Japón feudal. Traducción: Josep Padró Umbert. Espanha, Paidotribo, 2006, p 323.

[11] STONE, George Cameron. A Glossary of the Construction, Decoration, and Use of Arms and Armor in All Countries and in All Times. New York, Dover Publications, 1999, p 460.

[12] DECHI, Bird. Review Muramasa. Em: DECHI, Bird. Hanya Seorang Penggemar Nasuverse. Indonésia, 03/01/2021. URL: <https://sehai-kun.blogspot.com/2021/01/review-muramasa.html>.

[13] FUKUNAGA, Suiken. Nihontō Daihyakka Jiten (日本刀大百科事典). Japão, Yūzankaku, 1993. Citado no verbete MURAMASSA, na WIKIPEDIA. <https://en.wikipedia.org/wiki/Muramasa>. Acessado em 23/03/2022 17h02.

[14] HACHIMAN MATSURI YOMIYANO NIGIWAI (A KABUKI PLAY) (八幡祭小望月賑). Em: JAPANESE WIKI CORPUS. URL: <https://www.japanese-wiki-corpus.org/person/Mokuami%20KAWATAKE.html>.  Acessado em 23/03/2022 20h38.

[15] TENGAJAYA. Ultima atualização em 31/10/2018. URL: <https://www.kabuki21.com/tengajaya.php>.

[16] THE HAUTED SWORD. Em: KABUKI PLAY GUIDE. Acessado em 25/03/2022 09h28. URL: < http://enmokudb.kabuki.ne.jp/repertoire_en/%E7%B1%A0%E9%87%A3%E7%93%B6%E8%8A%B1%E8%A1%97%E9%85%94%E9%86%92%EF%BC%88the-haunted-sword%EF%BC%89 >.

[17] MURAMASSA. EM: WIKIPEDIA. <https://en.wikipedia.org/wiki/Muramasa>. Acessado em 23/03/2022 17h02.

[18] RATTI, Oscar & WESTBROOK, Adele. Secretos de los Samurai: Estudio de las artes marciales del Japón feudal. Traducción: Josep Padró Umbert. Espanha, Paidotribo, 2006, p 323.

[19] WERTHEIMBER, Louis. A Muramasa Blade: A Story of Feudalism in Old Japan. Boston, Ticknor, 1887, p 53-54.

[20] RIBEIRO, Aline. Guia Conhecer Fantástico Extra: Samurai & Ninja. São Paulo, OnLine, 2015, p 44.

[21] WERTHEIMBER, Louis. A Muramasa Blade: A Story of Feudalism in Old Japan. Boston, Ticknor, 1887, p 55.

[22] WERTHEIMBER, Louis. A Muramasa Blade: A Story of Feudalism in Old Japan. Boston, Ticknor, 1887, p 85-86.

[23] O narrador fala na abertura de DORORO どろろ: Yōtō Nihiru No Maki Sono ni (妖刀似蛭の巻 ・その二): “A espada não é algo para matar as pessoas, mas sim para autodefesa. Mas quando essa convicção desaparece, e também os donos das espadas, elas se tornam obcecadas como animais. Algumas espadas são espontaneamente retiradas de suas bainhas por homens com sede de sangue. Outras espadas, com desejo pela morte, matam pessoas. Outras, embora não sejam manchadas com o sangue de centenas de pessoas, brilham no campo de batalha, liderando outros. A obsessão dessas espadas só traz tristeza ao seu portador. As pessoas chamam-lhes de yōtō”.

[24] TEZUKA, Osamu. 妖刀の巻 Espada Demoníaca. Em: TEZUKA, Osamu. Dororo: Volume 2. SP, New Pop, 2011, p 57.

[25] DORORO (どろろ): Yōtō Nihiru No Maki Sono ni (妖刀似蛭の巻 ・その二). Oitavo episódio da série produzida pelo estúdio Mushi Production (虫プロダクション), exibido pela TV Fuji (フジテレビ) em 25/05/1969. (Tradução de fansub).

[26] GUTS. 10 Objetos em anime que corromperam seus usuários. Publicado em GEEKS IN ACTION, 06/08/2021. URL: <https://geeksinaction.com.br/index.php/2021/08/06/10-objetos-em-animea-que-corromperam-seus-usuarios/>.

[27] DORORO (どろろ): Yōtō Nihiru No Maki Sono ichi (妖刀似蛭の巻 ・その一). Sétimo episódio da série produzida pelo estúdio Mushi Production (虫プロダクション), exibido pela TV Fuji (フジテレビ) em 18/05/1969. (Tradução de fansub).

[28] DORORO (どろろ): Yōtō Nihiru No Maki Sono ni (妖刀似蛭の巻 ・その二). Oitavo episódio da série produzida pelo estúdio Mushi Production (虫プロダクション), exibido pela TV Fuji (フジテレビ) em 25/05/1969. (Tradução de fansub).

[29] O tétano é uma infecção aguda e grave, causada pela toxina do bacilo tetânico (Clostridium tetani), que entra no organismo através de ferimentos ou lesões de pele.

[30] DRACULA X: NOCTURNE IN THE MOONLIGHT: INVENTORY TRANSLATION GUIDE. Em: GAME FAQs, 27/10/2002: <https://gamefaqs.gamespot.com/saturn/197146-akumajou-dracula-x-gekka-no-yasoukyoku/faqs/18248>.

[31] SIMAN, Leandro Gusmão; SOUZA, Fabio Santana de; LIVRAMENTO, Gilson P.; PAULA, Donizete de; LETONAI, Homero & ARAKI, Eric. Castlevania: Symphony of the Night: Estratégia completa, mapas inteiros para o castelo normal e invertido e lista de itens. Em: ALMANAQUE WORLD GAMES. Ano I, nº 1. São Paulo, Editora Canaã, p 56.

[32] BORTOLAÇO, Denis & MARQUES, Rafael. Castlevania: Warpzone Clássicos n

 º 9. São paulo, 2017, p 66.

[33] Shmoo é um personagem criado por Al Capp para as tiras de jornal de Ferdinando Buscapé. Sua primeira aparição ocorreu em 31/08/1948. Era um animal exótico, extremamente amoroso e ingênuo. Sua espécie era muito nutritiva e foi exterminada pelos capitalistas americanos a fim de evitar a falência do negócio agropecuário. Em 1979, os estúdios Hanna-Barbera relançaram o personagem em forma de desenho animado. Nesta revisão Shmoo era apenas um bichinho branco, parecido com um fantasma com aspecto de foca, porém muito carinhoso com todos seus amigos. Serviu de inspiração também para outros dois personagens do estúdio: Gloop e Gleep de Os Herculóides. Podia se transformar em qualquer coisa para ajudar seu dono e amigos, livrando-os dos perigos e facilitando trabalhos dos mesmos. Mas Hanna-Barbera abandonou a ideia dele ser nutritivo e atrair o apetite humano.

[34] As descrições da yōtōmuramasa nos jogos da franquia Castlevania informam ser “uma lâmina com vida própria, criada por um lendário espadachim ferreiro” (Order of Shadows). É também “uma espada sedenta de sangue” (Symphony of the Night), “embebida no sangue de inimigos caídos” (Encore of the Night:), “com reputação macabra” (Dawn of Sorrow). “Uma lâmina oriental mortalmente afiada; requer clareza de vontade para mantê-la sob controle” (Curse of Darkness).

[35] Sozinha a cura de sangue da yōtōmuramasa soma oito pontos à barra de vida de Alucard, mas se ele também usar buraddosutōn a cura de sangue somará dezesseis pontos todas as vezes. Este é o mesmo poder temporariamente ativado pelo feitiço do pergaminho Dark Metamorphose (ダークメタモルフォーゼ) cujo nome foi transliterado do inglês.

[36] Chegar aos 999 pontos de ataque por mérito próprio não é humanamente possível, mas jogadores dão dicas sobre como bugar um controle turbo e deixar Alucard lutando sozinho a noite inteira. A kataná Muramasa ganha um ponto de ataque conforme a equação [(ataque atual × 2) +11] curas de sangue. Por exemplo, para aumentar o atributo inicial -5 para -4 basta uma cura de sangue. Para aumentar -4 para -3 requer três curas de sangue e assim por diante.

[37] 月下の夜想曲」 999まで強化した妖刀村正で全ボス倒したい 「ゆっくり実況」. Publicado no canal T先輩, no Youtube em 03/03/2020. URL: <https://www.youtube.com/watch?v=Tk9F3Fudd9M>.

[38] CASTLEVANIA WIKI. Acessado em 30/03/2022. URL: <https://castlevania.fandom.com/wiki/Muramasa>.

[39] Na mitologia nórdica a espada Dáinsleif pertencia ao rei Hǫgni. Forjada por um anão, ela produzia feridas que nunca cicatrizavam e matava um homem sempre que desembainhada. Sua lenda é semelhante à da espada Tyrfing.

[40] Ragnarök Online foi o primeiro jogo online coreano a ser exportado com sucesso a outros países. No Brasil, foi o primeiro MMORPG traduzido oficialmente para a língua portuguesa, rodado em servidores nacionais, de 2004 a 2021.

[41] O quarto nível é o mais alto e o mais difícil dos ferreiros aprimorarem com minério oridecon para aumentar o ataque.

[42] Maldição é um efeito negativo que passa em poucos segundos. Maldição reduz o ataque do avatar em 25%, zera os pontos de sorte e reduz sua velocidade de movimento. Porém a impossibilidade de correr não atrapalha a quem não quer fugir da luta, a construção de espadachins não exige nenhum gasto de ponto em sorte e o aumento significativo na velocidade de ataque proporcionado pela espada compensa a redução do dano.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/a-lenda-de-yoto-as-laminas-vampiras/

‘Glossário Básico de Ufologia

Abdução – Do inglês, abduction. Esse termo tornou-se comum a partir dos anos 80. Define o relato de uma pessoa levada contra a vontade para o interior de um disco voador, onde é submetida a exames clínicos e/ou experiências. Normalmente a testemunha não se lembra conscientemente do processo e dos exames, mas apresenta sinais físicos como perfurações, marcas de retirada de sangue e até supostos implantes. Um estudo desenvolvido pelo norteamericano Budd Hopkins, especialista em casos de abduções e autor do livro “Intruders” (Intrusos), afirma que esse tipo de contato já pode ter atingido 2% da população do mundo.

Área 51 – Área de acesso restrito localizada no Estado de Nevada, nos Estados Unidos, na região do deserto e à margem de um lago seco, o Groom Lake. Os ufólogos norte-americanos, baseados no depoimento de Robert Lazar, um cientista que afirma ter trabalhado numa base secreta ali instalada, supõem que para a Área 51 foram enviados os quatro alienígenas que teriam sido capturados em Roswell, em 1947, depois de um acidente envolvendo um UFO. O governo norte-americano não reconhece a existência da área, mas as placas indicativas de acesso proibido a pessoas não-autorizadas são taxativas: “NO TRESPASSING” (não ultrapasse) e “WARNING – MILITARY INSTALATION” (Perigo – Instalação Militar).

Asket – Uma entidade feminina extraterrestre de Plêiades, supostamente envolvida na história de Eduard Meir. Asket vive em um universo paralelo ao nosso. Suas mensagens encorajaram Meier a explorar o mundo. Ela disse que ele foi escolhido para divulgar a verdade ao mundo e se tornar o mais inteligente do seu tempo.

Autocinese – Ilusão causada quando se observa uma luz contra um céu escuro. Exemplo: Vênus. O observador pode pensar que a luz está em movimento, mas se observada por um período maior de tempo, verificar-se-a ser mesmo uma estrela ou algum outro tipo de luz (terrestre mesmo) .


Bob Lazar
– é um engenheiro que diz ter trabalhado na engenharia reversa de aeronaves extraterrestres na base militar “secreta” da Area 51, em Nevada, EUA. Ele diz ter testemunhado testes, entrado e observado os painéis dos OVNIs e ainda ter trabalhado neles.

Casuística Ufológica – O conjunto de ocorrências relacionadas ao Fenômeno UFO. O Grupo de “casos ufológicos” ao longo do tempo.

Charuto – Ver Naves Mãe.

Chupacabras – O nome é originário do México e Caribe, regiões onde têm sido observadas com freqüência. São criaturas normalmente associadas ao fenômeno de mutilação de animais, além de, segundo diversos relatos, serem vistas sempre em regiões com intensa observação de UFOs.Ganharam esse nome por que uma das características dos animais supostamente mutilados por elas é que são encontrados sem sangue e sem qualquer marca que mostre para onde foi esse sangue. Há relatos de diversos tipos físicos dessas criaturas, mas a maioria aponta pelo menos duas características coincidentes: patas com três ‘dedos’ e garras grandes, e olhos grandes e muito vermelhos. Os ufólogos especulam serem EBEs sem um comportamento inteligente.

Contato Imediato – Como são classificados os “encontros” com artefatos de origem não terrestre ou criaturas possivelmente alienígenas. Os contatos imediatos (CI) são classificados, na Ufologia, de acordo com a complexidade e nível de aproximação, subdividindo-se em graus:

CI de primeiro grau: quando a testemunha diz ter observado objeto não identificado a grande distância.

CI de segundo grau: quando o UFO interage com o meio deixando provas físicas de sua passagem, como marcas de pouso no solo, minerais vitrificados devido a alta temperatura, efeitos colaterais nas testemunhas, como queimaduras o queda de cabelos (causados por radioatividade ou calor), interferências eletromagnéticas em aparelhos eletrônicos etc.

CI de terceiro grau: quando a testemunha diz ter estabelecido qualquer nível de comunicação com os ocupantes de um UFO.

EBE – Entidade Biológica Extraterrestre. Classificação primária de todo tipo de criatura potencialmente não terrestre e diretamente relacionada ao Fenômeno UFO.

Grays (ou Cinzentos) – Como são chamadas as EBEs com as quais os relatos de Contato Imediato são mais mais freqüêntes. Não raro surgem como responsáveis pelos casos de suposta abducção. Pela morfologia, estão divididos em outras três subcategorias, denominadas A (mais freqüente, com cerca de 1 m a 1,4 m de altura), B (com 2,1m a 2,4m de altura) e C (com cerca de 1m de altura). Todos têm características semelhantes: olhos negros e grandes, mãos com três ou quatro dedos, cabeça grande e desproporcional ao corpo, cujo aspecto aproxima-se do esquelético. Estudo comparativo baseado nos relatos de supostos contactados indicam que os Grays tipo A e C apresentam comportamento mais hostil, indiferente ao sofrimento das vítimas de abdução. Ao contrário dos Chupacabras, supõe-se que sejam seres racionais.

HAARP – High Frequency Active Aural Research Program. Projeto que pesquisa, através de sinais poderosos de rádio, uma ampla variedade de efeitos e fenômenos na ionosfera.


Hipnose
– Processo de alteração do nível de consciência que permite à pessoa a ele submetida recordar-se de informações armazenadas no subconsciente e que ela acredita ter vivido e serem verdadeiras. Trata-se de um tratamento alternativo à amnésia apresentada por supostas vítimas de abduções. Em geral só é aplicada por profissionais da área médica e requer cautela para evitar que o hipnólogo sugestione o hipnotizado, caso em que este poderia “criar” novos fatos e relatá-los como sendo verídicos.

Implante – Quando os primeiros casos de abducções começaram a surgir, os ufólogos verificaram que normalmente os supostos contactados relatavam um procedimento comum a quase todos os contatos: a introdução, pelos raptores, de um objeto minúsculo em alguma parte do corpo desses contactados. Por via cirúrgica, através da narina; ou subcutânea, na região da nuca ou do abdomem. A literatura ufológica relata centenas de casos onde o implante foi observado, através de raios X ou exames mais sofisticados, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Esta mesma literatura, no entanto, não é definitivamente esclarecedora quanto à origem desses objetos, se efetivamente têm alguma função e, principalmente, não expõe laudos técnicos de profissionais da área médica sobre esse tipo de ocorrência. Nos últimos anos, a freqüência com que os pesquisadores afirmam encontrar implantes nas vítimas de abducção tem aumentado. Assim como também foi registrada uma “evolução tecnológica” do artefato: no princípio, os implantes supostamente encontrados eram constituídos de ligas metálicas. Hoje, a maioria não pode ser detectada por exames de raios X por serem, aparentemente, constituídos de material orgânico.

Lapso de tempo – Período de tempo do qual um contactado diz não lembrar. Está presente em 9 entre 10 relatos de abdução.


MIBs
– Abreviação do inglês Men In Black, ou, Homens de Negro. Figuras que remontam os primórdios da Ufologia. Inicialmente eram relacionadas à ação das agências de inteligência norte-americanas. Os relatos informam que os homens de negro visitavam testemunhas de UFOs e as ameaçavam para que não contassem suas histórias. Aparentemente sua atividade caiu muito, mas ficou mais requintada: agora fala-se em “Helicópteros Negros”, que apareceriam em locais onde ocorreram avistamentos de UFOs. Uma variante dessa interpretação diz que os próprios MIBs são extratarrestres.

Naves-Mãe – UFOs de grandes dimensões que serviriam de ponto de partida para
naves menores. Normalmente as Naves Mãe têm formato de charuto.

Naves Sonda – A Ufologia classifica como naves sonda objetos voadores de origem desconhecida, de variados formatos e tamanhos, mas normalmente com menos de 1 metro de diâmetro e luz própria. Geralmente são esféricos e apenas acompanham pessoas, carros ou aeronaves terrestres, sem interferir diretamente no meio. Acredita-se serem artefatos com objetivo de observação, remotamente controlados. No Folclore Brasileiro, assemelham-se às descrições da “Mãe D’Ouro”, que os povos indígenas do norte do País acreditavam zelar pela mata.

Nuvem Lenticular – Nuvem que se forma sob determinadas condições meteorológicas e que, pelo seu formato lenticular (ou discoidal), é freqüentemente confundida com um UFO.

OANI – Objeto Aéreo Não Identificado. Sinônimo para OVNI.

Operação Prato – Operação desenvolvida pela Força Aérea Brasileira (FAB) para investigar secretamente Objetos Voadores Não Identificados no Pará em 1977 e 1978.

Ortotenia – Corredor imaginário que constituiria a rota mais provável dos UFOs. As “linhas ortotênicas”, como são chamadas, foram apontadas pela primeira vez pelo ufólogo francês Aimeé Michel, na década de 50. Num mapa, ele ligou os pontos de avistamentos e descobriu que onde as linhas se cruzavam normalmente ocorriam relatos de observação de naves-mãe, com formato de charuto. E da ligação entre esses pontos de cruzamento surgia o que pareciam ser rotas utilizadas pelas aeronaves desconhecidas.Uma das rotas mais conhecidas é a BAVIC, assim chamada porque sua descoberta veio da ligação entre as cidades Bayonne e Vicchi, na França.

OSNI – Objeto Submarino Não Identificado. Como são chamados os UFOs quando vistos sob a água.
Raios bola – Fenômeno meteorológico normalmente confundido com UFOs pelo seu formato esférico e movimento veloz. Forma-se sob cicunstâncias ainda hoje não explicadas, mas sabe-se que é produzido por meio de um acúmulo anormal de energia elétrica num espaço limitado.

UFO (ou OVNI) – Unidentified Flying Object ou Objeto Voador Não Identificado. Disco Voador.
Ufologia Científica – Ramo da pesquisa Ufológica que mais se aproxima da metodologia científica para apuração dos relatos. Pesquisa a partir do pressuposto de que os UFOs são um fenômeno mensurável e, portanto, com existência física objetiva.

Ufologia esotérica – Ramo da pesquisa Ufológica que admite uma existência não física para o fenômeno UFO. Reúne conceitos científicos e espirituais.

fonte: revista Vigília

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/glossario-de-ufologia/ […]

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