Cultura do Horror: um guia para o seu clube do terror

O medo nos une. Enquanto é cada vez mais difícil encontrar pessoas com os mesmos valores culturais, políticos e religiosos, o horror ainda oferece uma forma de união sem igual que permanece constante desde as primeiras reuniões noturnas em volta da fogueira. Quando a espinha gela não há diferença entre nós. O horror desafia a lógica como a fantasia, questiona a moralidade como a comédia e aproxima as pessoas como o romance. Quando a motossera aparece esquecemos temporariamente nossas disputas e nos reencontramos na base da pirâmide de maslow. A religião sabe disso, a política sabe disso. Porque então não usar estes mesmos gatilhos de um modo controlado e divertido começando o seu próprio clube do terror?

Nada mais simples do que convidar alguns amigos para apreciar algumas obras da cultura macabra. Mas há vantagens também em apreciar sozinho – de preferência a noite – os calafrios das obras primas do terror.  Diversos estudos mostram que um pouco de pavor controlado pode nos deixar mais saudáveis, resilientes, integrados, equilibrados e (quem diria) menos ansiosos na vida real. Quando o cérebro reptiliano assume não existem angustias existenciais.

Não sabe por onde começar? Como diria Jack, o estripador, vamos por partes. Nas listas abaixo você encontrará os nomes das obras mais assustadoras já criadas, separadas por ano e tipo de mídia. Cada uma a sua maneira colaborou na formação da atual e crescente cultura do horror.

🎃 para facilitar sua vida os nome imperdíveis estarão marcados

O Grotesco nas Artes Plásticas

Para esquentar, as primeiras expressões da cultura de horror veio pelas artes plásticas, primeiro pela pintura e em seguida pela fotografia e artes digitais. Inicialmente eram reproduções de medos e crenças populares da arte gótica, mas hoje a estética grotesca e macabra existe por si mesma. Estes são as principais artistas de cada período por data aproximada de atuação, todos com um grande acervo para decorar seus pesadelos.

1486 – Hans Memling
1494 – Hieronymus Bosch 🎃
1581 – Frans Francken II
1610 – Peter Paul Rubens
1738 – Benjamin West
1782 – Henry Fuseli 🎃
1797 – Utagawa Kuniyoshi
1805 – William Blake
1810 – Théodore Géricault,
1823 – Francisco de Goya🎃
1887 – Odilon Redon
1890 – Franz Stuck
1893  – Edvard Munch
1953 – Francis Bacon
1969 – John Bellany
1977 – H.R. Giger 🎃
1981 – Ray Donley
1984 – Zdzisław Beksiński 🎃
1987 – Joel Peter Witkin
2010 – Trevor Henderson
2015 – Peter Polach
2016 – Laura Makabresku
2017 – Joshua Hoffine🎃
2018 – Stefan Koid
2019 – Scott Kirschners
2020 – Anton Semenov

A Literatura de Horror

O macabro é parte da natureza humana e está presente desde o início da literatura seja nos textos sagrados ou nos contos de fadas.  Mas embora épicos como “A Divina Comédia” e “Macbeth” tenham seu lugar na história do pavor, foi apenas no século XVIII que o romance de horror ganhou a forma que conhecemos hoje.

Literatura Estrangeira de Horror

Confira a seguir a evolução deste gênero literário através do ano de nascimento de seus principais autores e monte sua biblioteca especializada. A literatura estrangeira exige tradutores tão bons quanto seus autores e isso foi levado em consideração na seleção das obras. Comece pelos contos curtos dos autores marcados e então siga seus instintos.

1764 – Horace Walpole (O Castelo de Otranto)
1764 – Ann Radcliffe (O Romance da Floresta)
1775 – Matthew Lewis (O Monge)
1776  – E.T.A. Hoffmann (O Homem de Areia)
1797 – Mary Shelley (Frankenstein)
1809 – Edgar Allan Poe🎃 (Histórias Extraordinárias)
1814 – Sheridan Le Fanu (Carmilla)
1831 – Amelia B Edwards (O Cocheiro Fantasma)
1847 – Bram Stoker (Drácula)
1842 – Ambrose Bierce (A Janela Velada)
1847 – Irmãs Brontë (Morro dos Ventos Uivantes)
1850 – Robert Louis Stevenson (O Médico e o Monstro)
1852 – M. R. James (Histórias de Fantasmas)
1854 – Oscar Wild (O retrato de Dorian Gray)
1863 – Arthur Machen (O Grande Deus Pã)
1865 – Robert W. Chambers (O Rei de Amarelo)
1869 – Algernon Blackwood (A Casa Vazia)
1878 – Horacio Quiroga (Contos de amor, loucura e morte)
1877 – William Hope Hodgson (Carnacki, O Caçador De Fantasmas)
1884 – Sir Andrew Caldecott (Not Exactly Ghosts)
1897 – Christine Campbell Thomson (Not at Night)
1890 – Howard Phillips Lovecraft🎃(A maldição de Sarnath)
1893 – Clark Ashton Smith (Além da Imaginação e do Tempo)
1903 – Wade Manley Wellman (Who Fears the Devil?)
1906 – Robert E. Howard (O Mundo Sombrio)
1907 – Daphne Du Maurier (Pássaros e outros contos macabros)
1916 Shirley Jackson 🎃(A assombração da Casa da Colina)
1917 – Robert Bloch (O Psicopata)
1920 – Ray Bradbury (Algo sinistro vem por aí)
1921 – James Blish (Páscoa Negra)
1924 – Ray Rusel (The Case Against Satan)
1926 – Richard Matheson 🎃 (Eu sou a Lenda)
1928 – William Peter Blatty (O Exorcista)
1940 – Thomas Harris (Dragão Vermelho)
1942 – Peter Straub 🎃 (Ghost Story)
1943 – James Herbert (Sepulcher)
1945 – Dean Koontz (O Estranho Thomas)
1946 – Ramsey Campbell (Alone with the Horrors)
1947 – Stephen King🎃(Sombras da Noite)
1948 – Dan Simmons (O Terror)
1949 – Tanith Lee (Red as Blood)
1950 – Mercedes Lackey (Burning Water)
1952 – Clive Barker🎃 (Livros de Sangue)
1953 – Thomas Ligotti (Songs of a Dead Dreamer)
1954 – Lisa Goldstein (O Mago vermelho)
1957 – Koji Suzuki (Ring)
1959 – Shaun Hutson (Slugs)
1965 – Scott Smith – (As Ruínas)
1966 – Tananarive Due (The Good House)
1967 – Mark Z. Danielewski (House of Leaves)
1969 – Gary McMahona (Pretty Little Dead Things)
1969 – Adam Nevill (O Ritual)🎃
1970 – David Moody (Autumn)
1971 – Paul G. Tremblay (Na escuridão da mente)
1972 – Victor LaValle (A Balada do Black Tom)
1973 – Mariana Enriquez (As coisas que perdemos no fogo)
1975 – Lauren Beukes (The Shining Girls)
1976 – Kealan Patric Burke (Kim)
1977 – Marisha Pessl (Filme noturno)
1978 – Samanta Schweblin (Pássaros na Boca)
1979 – Will Elliott 🎃 (The Pilo Family Circus)
1980 – Jac Jemc  (The Grip of It)
1981 – Ania Ahlborn (Brother)
1983 – Thomas Olde Heuvelt🎃 (Hex)

A Literatura de Horror Nacional

Os fãs de Poe e Lovecraft podem ficar orgulhosos também da safra nacional de escritores de horror, em especial ao subgênero contista. Confira algumas obras tupiniquins que merecem atenção dos amantes do medo por data de publicação.

1855 – Alvarez de Azevedo 🎃  (Noite na Taverna)
1870 – Machado de Assis  (A Vida Eterna e outros contos)
1872 – Bernardo Guimarães (Lendas e Romances)
1893 – Cruz e Souza (Missal)
1893 – Aluísio de Azevedo (Demônios)
1903 – Júlia Lopes de Almeida (Ânsia eterna)
1910 – João do Rio (A peste)
1922 – M. Deabreu (Rag)

1939 – Monteiro Lobato  🎃 (Boca torta e outros contos)
1947 – Graciliano Ramos (Paulo)
1951 – Carlos Drummond de Andrade (Contos de aprendiz)
1965 – Walter Martins (Tuj)
1975 – Rubens Francisco Lucchetti (As Mascaras do Pavor)
1988 – Lygia Fagundes Telles 🎃 (Venha ver o por do sol)
1999 – André Vianco (Os Sete)
2007 – Gustavo Faraon (Os internos)
2012 – Tailor Diniz (A superfície da sombra)
2014 – Rô Mierlings (Diário de uma escrava)
2016 – Karen Alvares (Horror em gotas)
2019 – Larissa Prado (O rastro da serpente)
2021 – Thiago Tamosauskas 🎃 (Rei das Dores)

Filmes de Terror

Com a invenção do cinema o mundo conheceu uma nova forma de expressão do horror. Os filmes mudos que assombraram o público não acostumado com imagens em movimento são hoje vistos como truques de crianças, mas isso apenas mostra como o gênero evoluiu até tornar-se um dos mais lucrativos nichos cinematográficos. Não sabe por onde começar? Assista os marcados de cada década e depois explore sua época favorita. Continuações e reboots, mesmo quando mais celebrados foram omitidos desta lista.

1896 – Le Manoir du diable🎃
1897 – Le château hanté
1898 – La damnation de Faust
1899 – Le diable au couvent
1900 – The Prince of Darkness
1901 – Le diable géant ou Le miracle de la madonne
1902 – Les trésors de satan
1903 – Le chaudron infernal
1904 – Sorcellerie culinaire
1905 – O Diabo Negro
1906 – Les quatre cents farces du diable
1907 – La maison ensorcelée
1908 – La légende du fantôme
1909 – The Sealed Room
1910 – Dorian Grays Portræt
1911 – The Mummy
1912 – Dr. Jekyll and Mr. Hyde
1913 – O Estudante de Praga🎃
1914 – The Avenging Conscience
1915 – Les Vampires
1916 – Homunculus
1917  – Rapsodia satanica
1918 – Os Olhos da Múmia
1919 – Der Golem
1920 – O Gabinete do Dr. Caligari
1921 – A Carruagem Fantasma
1922 – Nosferatu🎃
1923 – O Corcunda de Notre Dame
1924 – As Mãos de Orlac
1925 – O Fantasma da Ópera
1926 – Uma Página de Loucura
1927 – Vampiros da Meia Noite
1928 – O Homem que Ri
1929 – Häxan: A Feitiçaria Através dos Tempos
1930 –  Meia Noite em Ponto
1931 – Frankenstein🎃, Drácula
1932 – Freaks, O Médico e o Monstro
1933 – King Kong, A Mumia
1934 – O Gato Preto, Os Crimes do Museu
1935 – A Noiva de Frankenstein
1936 – O Morto Ambulante
1937 – Canção da Noite
1938 – Sexton Blake and the Hooded Terror
1939 – O Cão dos Baskervilles
1940 – Sexta-Feira 13
1941 – O Lobisomem
1942 – Sangue de Pantera🎃
1943 – A Morta-Viva, A Sétima Vítima
1944 – O Solar das Almas Perdidas
1945 – Na Solidão da Noite
1946 – A Casa dos Horrores
1947 – A Cativa do Castelo
1948 – A Filha das Trevas
1949 – A Dama de Espadas
1950 – The Fall of the House of Usher
1951 – O Monstro do Ártico
1952 – Valkoinen Peura
1953 – El Vampiro Negro, House of Wax
1954 – Godzilla, Invasores de Marte
1955 – Les Diaboliques 🎃, Tarântula
1956 – Vampiros de Almas
1957 – O Abominável Homem das Neves, A Noite do Demônio
1958 – A Bolha Assassina, A Mosca da Cabeça Branca
1959 – Eyes Without a Face, O Vampiro da Noite
1960 – Psicose🎃, A Maldição do Demônio
1961 – O Poço e o Pêndulo
1962 – Tales of Terror, O Corvo
1963 – Os Pássaros, Desafio do Além
1964 – Kaidan, A Meia Noite Levarei sua alma
1965  – A Orgia da Morte
1966 – Drácula: O Príncipe das Trevas
1967 – Vij
1968 – A Noite dos Mortos-Vivos
1969 – Bebê de Rosemary
1970 – An Evening with Edgar Allan Poe
1971 – O Abominável Dr. Phibes
1972 – Contos do Além, O Homem de Palha
1973 – O Exorcista🎃
1974 – O Massacre da Serra Elétrica
1975 – Tubarão, Prelúdio Para Matar
1976 – A Profecia, Carrie
1977 – Suspiria
1978 – Halloween, Terror em Amityville
1979 – Alien: o 8.º Passageiro, Phantasm
1980 – O Iluminado, Sexta-feira 13
1981 – Evil Dead, Poltergeist
1982 – Enigma de Outro Mundo
1983 – Colheita Maldita, Videodrome, Elevador Assassino
1984 – A Hora do Pesadelo🎃, The Stuff
1985 – A Hora do Espanto, Re-Animator
1986 – A Casa do Espanto, Do Além
1987 – Hellraiser, Near Dark
1988 – Brinquedo Assassino, Eles vivem
1989 – O Mestre dos Brinquedos, Cemitério Maldito 
1990 – It: obra prima do medo, Louca Obsessão
1991 – Begotten, Silêncio dos Inocentes
1992 – Drácula de Bram Stoker, Candyman
1993 – Cronos, Sonâmbulos
1994 – A Beira da Loucura
1995 – A Cidade dos Amaldiçoados
1996 – Pânico, Event horizon
1997 – Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Wishmaster, Mutação
1998 – Ringu (O Chamado)🎃
1999 – A Bruxa de Blair
2000 – Premonição, A Tempestade do Século
2001 – El Espinazo del Diablo, Os Outros
2002 – Juon (O Grito), The Eye
2003 – Pânico na Floresta, A Tale of Two Sisters, Bhoot
2004 – Jogos Mortais🎃, O Albergue, Espiritos – A morte está ao seu lado
2005 – Noroi (A Maldição), Abismo do Medo
2006 – O Labirinto do Fauno, O Hospedeiro, 13 Desafios
2007 – Atividade Paranormal, O Orfanato, REC
2008 – Mártires, Cloverfield, Kandisha, Deixe ela entrar
2009 – Arraste-me para o Inferno, Anticristo
2010 – Insidious, Contatos de 4.º Grau
2011 – O Segredo da Cabana, Casa dos Sonhos
2012 – Sinister, All Hallows’ Eve, Ilha do Medo
2013 – Invocação do Mal🎃, Somos o que somos, Uma noite de Crime
2014 – Babadook, Corrente do Mal
2015 – A Bruxa, O Lamento
2016 – Vozes da Escuridão, A Dama do Espelho, Rua Cloverfield 10
2017 – Get Out, Gerald’s Game, Mother!
2018 – Hereditário, Um Lugar Silencioso
2019 – Nós, Midsommar,
2020 – O que ficou para trás, La Llorona
2021 – Candyman, Maligno, Last night in Soho
2022 – The Celler

Quadrinhos de horror

Quando os primeiros leitores de histórias em quadrinhos chegaram a idade adulta, o horror ganhou também sua versão ilustrada. Conheça abaixo os principais nomes dos quadrinhos de horror até os dias de hoje.

1947 – Eerie Comics
1948 – Adventures into the Unknown
1950 – Tales from the Crypt🎃
1951 – The Haunt of Fear
1952 – The Vault of Horror
1954 – Beware: Chilling Tales of Horror
1964 – Creepy
1967 – Cat Eyed Boy
1968 – Ghost Manor
1970 – Tomb of Dracula
1971 – Monstro do Pântano
1972 – The Drifting Classroom
1980 – Twisted Tales
1982 – Creepshow
1983 – Yummy Fur
1984 – Fly in My Eye
1985 – Taboo (Spiderbaby Grafix)
1986 – Dylan Dog🎃
1987 – Tomie
1988 – Sandman
1989 – Hellblazer, From Hell
1990 – Clive Barker’s Hellraiser
1991 – Flinch
1992 – Spawn
1993 – Hellboy
1994 – Shadows Fall🎃
1995 – Black Hole, Ankoku Jiten
2000 – Uzumaki🎃
2001 – Gyo
2002 – 30 Days of Night
2003 – The Walking Dead🎃
2005 – Museum of Horror
2008 – Locke and Key
2010 – Neonomicon, PTSD Radio
2011 – Hideout, Colder
2012 – Fatale, Severed
2013 – Afterlife with Archie, Fuan No Tane
2014 – Wytches, Outcast
2015 – Mostri, Harrow County
2016 – Dora, Ibitsu
2017 – Melvina’s Therapy
2018 -1000 Nightmares
2019 – Something is Killing the Children
2020 – Tales of the Unusual, Sweet Heart
2021 – I Breathed a Body

Séries de Horror

Assim que a televisão se popularizou as histórias de terror entraram também para a sala de estar. Confira a lista abaixo o melhor da cultura do horror, ano a ano,  dos contos de Hitchcock até o terror por streamming da atualidade.

1955 – Alfred Hitchcock Presents
1959 – Além da Imaginação
1963 – The Outer Limits
1966 – Dark Shadows
1969 – Night Gallery
1979 – Tales of the unexpected
1974 – Kolchack, Demônios da noite
1983 – Tales of the Darkside
1987 –  Sexta-Feira 13: O Legado
1988  – Monsters, Freddy’s Nightmares
1989 – Tales from the Crypt🎃
1994 – Arquivo-X
1990 – Twin Peaks
2001 – Night Visions
2002 – Most Haunted
2004 – Ghost Hunters
2005 – Masters of Horror, Supernatural
2006 – A Haunting
2007 – Ghost Hunt
2008 – Fear Itself
2009 – Ghost Adventures
2010 – Walking Dead, Shiki
2011 – American Horror Story🎃, Grimm – Contos de Terror
2013 – Bates Hotel, Hemlock Grove
2014 – Penny Dreadful
2015 – Scream, Ash vs. Evil Dead
2016 – Channel Zero, Slasher
2017 – Eu vi, Into the Dark
2018 – The Hauting, The Terror, Castle Rock
2019 – Creepshow,  Two Sentence Horror Stories
2020 – Lovecraft Country, Ratched
2021 – Them, Midnight Mass

Músicas de Horror

Embora Paganini e Robert Johnson sejam sombrios à sua maneira e tenham a fama de ter vendido a alma ao diabo foi  Black Sabbath que nos anos sessenta escureceu as nuvens que pairavam sobre o movimento hippie e com temas ocultos e sonoridade sombria criou o que podemos chamar de “música de terror”. Desde então o metal seguiu seu próprio caminho e surgiram subgêneros como o Black Metal, Death Metal e Doom Metal, mais mesmo assim de tempos em tempos surgem mesmo em outros gêneros músicos para nos lembrar que a música de horror sempre voltará dos mortos.

1968 – Black Sabbath🎃
1969 – Coven
1970 – Alice Cooper
1071 – John Carpenter
1972 – Claudio Simonetti’s Goblin🎃
1973 – Blue Oyster Cult
1974 – Fabio Frizzi
1975 – Iron Maiden
1976 – The Cramps
1977 – The Misfits🎃
1978 – The Dickies
1979 – Venom, 45 Grave
1980 – Ozzy, The Meteors
1981 – Mercyful Fate
1982 – Demented Are Go
1983 – Gwar
1984 – Mayhem🎃
1985 – Richard Band
1986 – Darkthrone,
1987 – Danzig
1989 – Nekromantix
1989 – Insane Clown Posse🎃
1990 – Marilyn Manson
1991 – Cradle of Filth
1992 – Gorgoroth
1993 – Dimmu Borgir
1994 – Wednesday 13
1995 – Slipknot, Dahmer
1996 – Twiztid
1997 – Midnight Syndicate
1998 – Rob Zombie🎃
1999 – Schoolyard Heroes
2000 – Coph Nia
2001 – The Young Werewolves
2002 – Lordi, Murderdolls
2003 – Calabrese
2004 – Dr. Chud’s X-Ward
2005 – Nox Arcana🎃
2006 – Dead Vampires
2007 – Acid Witch
2008 – Ghost
2010 – Silent Horror
2012 – Antoni Maiovvi
2013 – Zeal & Ardor
2014 – Dance With The Dead 🎃
2015 – Terrible Tom & the Dingbatz
2016 – Carpenter Brut
2017 – Daniel Deluxe

Animes de Horror

O sucesso do terror japonês no final dos anos 90, com filmes como o Chamado, e o Grito, abriram espaço no mercado para animes de horror. Ao contrário do bônus no final deste artigo estas animações não são para crianças.

1987 – Wicked City
1997 – Perfect Blue🎃
1999 – Gakkou no Kaidan
2000 – Vampire Hunter D: Bloodlust
2001 – Hellsing
2004 – Monster, Elfen Lied
2005 – Jigoku Shojo
2006 – Ayakashi – Samurai Horror Tales
2007 – Fears of the Dark, Mononoke
2008 – Ghost Hound
2009 – When They Cry
2010 – Berserk: The Golden Age Arc
2011 – Shiki
2012 – Corpse Party Tortured Souls, Another
2013 – Yamishibai: Japanese Ghost Stories🎃
2014 – Pupa, Parasyte
2015 – Kagewani
2016 – Seoul Station
2018 – Junji Ito Collection🎃

Jogos de Horror

Nos anos noventa a primeira geração de gamers chegava a adolescência e com isso temas mais sombrios passaram a ser abordados. A crescente qualidade técnica de roteiro, música e artes gráficas, assim como a possibilidade de uma verdadeira imersão nos mundos criados fez desta uma opção difícil de superar para aqueles que amam a arte do assombro.

1990 – Elvira: Mistress of the Dark
1992 – Alone in the Dark
1993 – The 7th Guest
1994 – Phantasmagoria🎃
1995 – Clock Tower
1996 – Resident Evil🎃
1998 – Hellnight
1999 – Silent Hill🎃
2001 – White Day: A Labyrinth Named School
2002 – The Thing
2003 – Eternal Darkness
2004 – The Suffering
2005 – Condemned
2006 – Haunting Ground
2007 – Manhunt
2008 – Dead Space
2009 – F.E.A.R
2010 – Amnesia🎃
2011 – Dead Space 2
2012 – Slender: The Eight Pages
2013 – Outlast
2014 – Kraven Manor, Murdered: Soul Suspect
2015 – Until Dawn, SOMA
2016 – NightCry
2017 – Darkwood
2018 – Remothered
2019 – Call Of Cthulhu, Pacify
2020 – Phasmophobia🎃
2021 – Dagon

Jogos de Mesa de Horror

Desde a invenção da tábua Ouija o medo tem unido as pessoas de forma lúdica. A partir dos anos 80 apenas as mães mais bem treinadas sabiam diferenciar um jogo de RPG de um ritual satânico. Desde então as mecânicas e temáticas de jogos de horror evoluíram e nenhum Clube do Terror está completo sem pelo menos um dos nomes abaixo:

1981 – Chamado de Cthulhu (RPG)🎃
1983 – A Mansão do Inferno de Steve Jackson (Gamebook)
1984  -Chill (RPG)
1986 – Mafia/Werewolf (Party game)
1987 – GURPS Horror (RPG)
1989 – D&D Ravenloft (RPG)
1990 – Nightmare/Atmosfear (Boardgame)
1991 – Vampiro: a Máscara (RPG)
1992 – Kult: Divinity Lost (RPG)
1993 – Grave Danger (Boardgame)
1995 – Arkanun/Daemon (RPG)🎃
1996 – Barbecue With The Vampire (Boardgame)
1997 – In Nomine (RPG)
1998 – Murder Mystery Party (Party game)
1999 – Witchcraft (RPG)
2000 – All Flesh Must Be Eaten (RPG)
2001 – Kill Puppies for Satan (RPG)
2002 – Zombies!!! (Boardgame)
2003 – My Life With Master (RPG)
2004 – Historias Sinistras (Party game)🎃
2005 – Betrayal at House (Boardgame)
2006 – Dread (RPG)
2007 – Don’t Rest Your Head (RPG)
2008 – Shadow Hunters (Boardgame)
2009 – Fiasco (Cardgame)
2010 – Mansions of Madness (Boardgame)
2011 – Cave Evil (Boardgame)
2012 – Blood of Zombies (Gamebook)
2013 – Eldritch Horror (Boardgame)🎃
2014 – Psycho Raiders (Boardgame)
2015 – Mysterium (Boardgame)
2016 – Monster Of The Week (RPG)
2017 – Ten candles (RPG), Choose Cthulhu (Gamebook)
2018 – Escape the Dark Castle (Boardgame)
2019 – Zombie world (RPG)
2020 – Mythos Tales (Party game)
2021 – Edgar Allan Poe: The Horror (Gamebook)

Horror infarto-juvenil

Nos anos 60 a cultura do horror  já era tão estabelecida e rica em ícones culturais que iniciou-se a criação de produtos culturais voltados para o público infanto-juvenil permitindo as crianças darem seus primeiros goles no macabro. Preste atenção à faixa etária de classificação e confira a abaixo quais foram os principais nomes do modalidade açucarada do grotesco para curtir com as crianças.

1964 – Os Monstros e Família Addams🎃
1967 – A Dança dos Vampiros
1969 – Scooby-Doo
1974 – O Jovem Frankenstein
1975 – The Rocky Horror Picture Show
1981 – Um Lobisomem Americano em Londres
1982 – Vicent
1983 – No Templo das Tentações
1984 – Gremlins, Caça-Fantasmas
1986 – A Pequena Loja dos Horrores, O Labirinto
1987 – Os Garotos Perdidos, Deu a Louca nos Monstros
1988 – Os Fantasmas se Divertem
1989 – Palhaços Assassinos do Espaço Sideral
1990 – Clube do Terror, Convenção das Bruxas
1992 – Hocus Pocus
1993 – O Estranho Mundo de Jack
1994 – Goosebumps🎃
1995 – Gasparzinho
1996 – Coragem, o Cão Covarde
1997 – Buffy, a Caça-Vampiros
2006 – Casa Monstro
2007 – Noiva Cadáver
2009 – Coraline e o Mundo Secreto
2010 – R.L. Stine’s The Haunting Hour
2011 – Deadtime Stories
2012 – Frankenweenie
2013 – Hotel Transilvânia🎃
2016 – Strange Things
2017 – Castlevania, Creeped Out
2018 – O Mundo Sombrio de Sabrina
2019 – The Order
2020 – Locke & Key
2021 – Nightbooks🎃

2022 – Monster High

Dicas finais de um bom Clube do Terror

Assim como qualquer outro gênero de ficção, o horror oferece diferentes estilos para diferentes gostos. Experimentem vários e troquem informações e interpretações depois de cada sessão.  Se estiverem perdidos por onde começar consumam obras de épocas específicas para descobrirem qual mais agrada o grupo e então explorem a partir dai. Além disso, deixe espaço aberto para que todos possam sugerir o que ler, jogar ou assistir juntos.

Mais importante ainda, respeite as os limites dos participantes. Algumas pessoas simplesmente não suportam carnificina, outras são sensíveis a temas obscuros demais. Respeite isso. Não há problema nenhum em fechar os olhos, virar o rosto ou preferir assistir de luz acessa.

Por fim, especialmente se for um consumidor solitário ou adepto de mataratonas, cuidado com comportamentos obsessivos. A chave aqui é monitorar quanto você tem consumido e como isso afeta seu próprio comportamento. Observe como se sente no dia seguinte e se seus sonhos não estão sendo afetados a noite. Tudo em excesso pode ser prejudicial.

Bônus: Podcasts de Horror

Para encerrar esse catálogo e manter você constantemente informado sobre a cultura do medo, selecionamos sete podcasts com causos e histórias reais bem como resenhas, análises e bate-papos sobre a ficção de terror, em particular de filmes e séries.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/cultura-do-horror-guia-historia-macabro/

Escravos Contemporâneos

Um dia você cansa de si mesmo. Da paisagem desbotada do seu quarto escuro, de ser o seu próprio carcereiro. Sim, as prisões mais cruéis tecem suas grades na engenharia de ideias enlatadas, preconceitos ou covardias impostas por medos alheios e ancestrais. Ou por alguém. Chegada a hora de experimentar as asas que sempre foram suas e nunca usadas. Então, você se lança em um voo absurdo nas profundezas coloridas e alturas iluminadas de um universo desconhecido e fantástico que se descortina na medida da sua leveza, coragem e ousadia. É assim que acontece quando se assume o protagonismo da própria vida. O poder, a magia e o encantamento são seus, pegue-os de volta!

Por vezes estamos aprisionados por conceitos que nos foram impostos e simplesmente aceitamos por medo ou comodidade, noutras subjugados por pessoas que, por algum motivo, não conseguimos nos insurgir contra a dominação permitida. As pessoas só têm sobre você o poder que você concede a elas. Entender este simples conceito é se olhar forte diante do espelho da vida.

A decisão de ser emocionalmente independente, de se manifestar de acordo com a sua verdade, é essencial na maravilhosa estrada da liberdade. Abdicar da plena consciência é transferir ao outro o eixo central da vida. Quando abrimos mão de vivenciar o nosso melhor, negamos ao mundo algo ímpar, pois não há dois seres iguais. Você é único e nisto reside toda a sua beleza.

Aceitar que algumas pessoas tenham poder sobre outras como sendo um comportamento normal é crer que algumas pessoas nasceram apenas para satisfazer e servir a outras. Conceitos medievais que a História tratou de deixar para trás por absoluto absurdo. No entanto, o desejo de dominação ainda se manifesta por atavismo, ignorância ou má-fé, fazendo que muitos se curvem a existência tácita em uma espécie de escravidão contemporânea, seja na esfera afetiva ou social.

O medo está na raiz desse comportamento castrador que leva uma pessoa a se anular diante outra ou mesmo diante todos. O medo silencioso de que se eu colocar a minha verdade vou encerrar o meu casamento ou namoro, ser demitido ou discriminado no trabalho, perder o amigo ou ser afastado de determinado grupo encerra com qualquer possibilidade de ser pleno. É como tentar ser feliz sendo apenas metade do que somos.

Todos querem ser aceitos, amados e admirados. No entanto, esquecem que no fundo ninguém reverencia o fraco. Na melhor das hipóteses desperta sentimentos de misericórdia e compaixão. Na pior, desprezo e ironia. Ninguém lembra o nome do figurante do filme. A História não fala dos covardes.

Ameaças mudas de rejeição, demissão ou dívidas morais sorrateiramente criadas, e que jamais se consegue quitação, são alguns truques dos escravocratas modernos. Suas eficientes e surdas chibatas. Conhece alguém assim? Se em tempos idos a força da lei obrigava tal submissão, hoje temos os escravos que não conseguem arrebentar os grilhões emocionais que os prendem aos absurdos desejos alheios. E, claro, são infelizes. Todos, vítimas e feitores, sem exceção. Ditadores, em qualquer escala ou tamanho, são sujeitos atormentados.

No entanto, liberdade não é concessão, é conquista. Não se pede, se impõe. Só você pode assinar a própria alforria.

Se falar e agir dentro da sua verdade vai levar o outro a pedir o divórcio, te demitir, nunca mais andar contigo, gritar, espernear ou fazer cara feia, melhor. Sinal que essa relação estava baseada na dominação, na mentira, no abuso e na dor. Com certeza o que você está deixando para trás não te fará falta, pois tempos e companhias melhores se apresentarão. Nada de bom pode se sustentar na servidão da vontade. Abra mão do que não te serve mais. Só assim o novo poderá surgir e brilhar.

Se conseguir estabelecer um novo conceito de relacionamento baseado no respeito e na dignidade, será perfeito. Se acabar porque você se insurgiu contra o domínio, significa que aquela relação estava estragada e o fim chegou em boa hora.

Ninguém pertence a ninguém. Sua vida é pessoal e intransferível. Não a entregue a ninguém, mas não esqueça de compartilhar as suas alegrias e conquistas com o mundo.

Pergunte a si se o outro tem o direito em se arvorar dono da sua vontade e verdade. Não tenha medo de fazer suas escolhas, elas são ferramentas poderosas para a sua navegação vida afora. É através das suas escolhas que você traça o seu caminho no mundo, desenha a sua história e exerce a sua espiritualidade. Logo, suas escolhas são sagradas. Honre-as como a uma divindade!

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/05/escravos-contemporaneos/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/escravos-contempor%C3%A2neos

A História da Golden Dawn

A Golden Dawn (ou Aurora Dourada), foi a segunda sociedade ocultista mais importante do século passado (a primeira foi a Sociedade Teosófica de H.P. Blavatsky). Foi criada em 1880 por quatro membros da S.R.I.A. (Societas Rosecruciana in Anglia) chamados:

  • A.F.A. Woodford, membro do Clero Anglicano e Maçon;
  • William Wynn Westcott, médico legista;
  • W.R. Woodman, médico;
  • Samuel Liddell Mac Gregor Mathers, estudioso de ocultismo.

A principal proposta da Ordem Hermética da Aurora Dourada, era colocar em prática os Rituais e Ensinamentos da Magia, fortemente influenciados pelos textos de John Dee, Eliphas Levi e Francis Barret, entre outros.

Sua reivindicação era a de ser a verdadeira herdeira dos primórdios do rosacrucianismo e dos princípios de Cristian Rosenkreutz (misterioso pai do rosacrucianismo), baseando-se num misterioso conjunto de manuscritos cifrados, oriundos de Westcott. De posse desses documentos cifrados, encontraram em meio a estes, uma carta com o endereço da Fraülein Ana Sprengel (Sapiens Dominabitur Astris = O Sábio Será Governado pelas Estrelas) originária de Nuremberg. Mais tarde descobriu-se que esses documentos foram na verdade, criados por eles.

Esses manuscritos estavam em inglês arcaico, transcritos num código “secreto” inventado no séc. XVI pelo Abade Trithemius. Nesses manuscritos encontram-se os rituais e a estrutura hierárquica básica da organização.

Através de um grande volume de cartas remetidas pelos dois lados, o quarteto de magos foi instruído de forma a preencher os rituais esboçados nos manuscritos cifrados. Em 1887 Ana Sprengel deu ao grupo, que até então estava subordinado à ela, autoridade suficiente para poderem abrir a primeira Loja (ou Templo) da Aurora Dourada, o Templo de Ísis-Urânia. Logo após a fundação do Templo foi anunciada a morte de Ana Sprengel.

A Aurora Dourada era fundamenta em Graus de aprimoramento, onde o estudante evoluía de acordo com suas aptidões. O recrutamento de novos membros era feito na maioria das vezes por cooptação, através de um padrinho, que iria cuidar de sua evolução dentro da organização e de sua diligência nos estudos.

A divisão dos Graus era baseada na Árvore da Vida, proveniente da Qabalah. São onze Graus divididos em três classes cada. A partir do Sexto Grau, ao que nos parece, reúne não seres humanos, mas entidades ou seres superiores.

A Grade de Estudos era bastante exigente em relação ao estudante, que, para passar de um Grau a outro necessitava provar seu domínio do Grau ao qual estava preste a abandonar.  Partindo de rituais do Pentagrama, Armas Mágicas, Talismãs, conversas com Anjos e Artes Divinatórias, pretendiam dar ao estudante o domínio do mundo em que este vivia.

A partir de 1892, Mathers começou a chefiar a Aurora Dourada praticamente sozinho, alegando que era iluminado por Mestres Secretos, os quais lhe davam plenos poderes para tanto. Criou-se então a Ordem Interna (Rubrae Rosae et Aurae Crucis = R.R.A.C.).

Os rituais da Ordem eram bem construídos pelo profundo conhecimento que Mathers tinha do ocultismo e eram plenos de poesia e filosofia. Seus efeitos sobre o espírito humano eram inegáveis assim como seus resultados.

Em 1898, Aleister Crowley ingressa na Aurora Dourada, tornando-se discípulo de Alan Bennett. Por seu talento com as artes esotéricas e pela sua perspicácia, adquiriu o respeito de Mathers. Por esse mesmo motivo além de sua independência nos estudos, surgiram atritos com outros membros da ordem. Em 1899, os membros de Londres recusaram-se a dar a Crowley o ingresso na Ordem Interna. Essa atitude contribuiu para a desagragação da Ordem conforme veremos a seguir.

Mathers havia se mudado para Paris com sua esposa Moina, para fundar um ramo continental da organização e lá conferiu a Crowley o grau de Adeptus Minor. Isso causou furor nos membros de Londres que votaram a expulsão de Mathers da Chefia da Organização.

A partir de 1900, a história da Aurora Dourada parecia estar chegando ao fim. Mathers troca insultos com vários membros da Ordem. Expulsou Florence Farr de seu posto de segunda no comando da organização. Mathers então manda Aleister Crowley a Londres para reprimir os rebeldes.

Após vários episódios bastante dramáticos e alguns até tragicômicos, Mathers foi afastado da Ordem. Depois do ano de 1900, a Ordem Hermética da Aurora Dourada deixou de existir na sua forma original, sendo dividida em diversos seguimentos, a saber: A Ordem de São Rafael, A Stella Matutina, Alpha-Omega, A Luz Interior, Builders of the Adytum.

A organização tentou reerguer-se através das mãos de outros grandes nomes do ocultismo, como Yeats, e A.E. Waite, mas seus esforços não conseguiram manter nem uma pálida lembrança dos dias de glória daquela que seria conhecida mais tarde como a maior Sociedade Rosacruz de todos os tempos.

A Ordem separou-se em várias facções que lutavam entre si pelo posto de verdadeira herdeira da Ordem Hermética da Aurora Dourada.

Hoje ainda existem várias Lojas e Templos espalhados pelo mundo que se dizem descendentes daqueles quatro magos. A verdade de sua herança, apenas o tempo será capaz de dizer.

A Aurora Dourada foi o centro onde reuniram-se grandes cabeças da época, sendo que, da totalidade, podemos citar com segurança:

  • Maud Gonna, musa inspiradora de William Butler Yeats;
  • William Butler Yeats, poeta, nobel de literatura de 1924;
  • Jean-Marc Bride, pai de Maud Gonna, político;
  • Florence Farr, atriz, conselheira de Bernard Shaw;
  • William Peck, astrônomo;
  • Gérard Kelly, presidente da Real Academia;
  • Arthur Machen, escritor;
  • Bram Stocker, escritor, autor de Drácula;
  • Violet Wirth, ou seja, Dion Fortune, escritora;
  • Sam Rohmer, escritor;
  • Edita Montés, condessa de Landsfeld, filha bastarda de Luís I da Baviera, e de Lola Montés;
  • Bulwer Lytton, escritor de Zanoni;
  • Aleister Crowley, mago, fundador da Astrum Argentum, mais tarde O.H.O. da O.T.O

“Como um prelúdio ao que sucederá mais adiante, haverá agora uma reforma geral, tanto de coisas divinas como humanas, conforme desejamos, e outros esperam. Pois, é natural que, antes do nascer do Sol, surja a AURORA, ou alguma claridade, ou divina luz, no Céu; e, entretanto, alguns, que darão seus nomes, se reunirão para aumentar o número e o respeito de nossa FRATERNIDADE, dando feliz e tão desejado começo aos nossos Cânones Filosóficos, para nós prescritos pelo nosso irmão R.C., participando então dos nossos tesouros (que nunca se esgotam ou corrompem), com toda humildade, e amor que os alivie do labor e das misérias deste mundo, de modo que não caminhem tão cegamente no conhecimento das maravilhosas obras de Deus.” -FAMA

por Frater Goya

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-historia-da-golden-dawn/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-historia-da-golden-dawn/

O homem que esquecia (parte 2)

continuando da parte 1

Com o tempo, as anotações no Caderno de Oliver deram resultado: afora o fato de que ele gastava cada vez mais tempo lendo-o todas as manhãs, sua vida conjugal parecia bem mais normal agora… Para Maria e as gêmeas, era quase como ter o marido e o pai de volta, após uma breve pausa para leitura. No final das contas, Maria acabou tendo ciúmes das estrelas: é que Oliver esquecia da esposa, mas jamais esquecia das posições das estrelas.

Após chegar as mil páginas, Oliver teve de contratar um biógrafo para poder resumir sua própria história conjugal, senão só lhe restaria tempo de trabalhar a noite – teria de gastar todo o dia lendo sobre sua vida com as três Marias… Deu certo, mesmo quando suas filhas já estavam chegando na época do vestibular, o biógrafo conseguia resumir tudo em umas 500 páginas. A vida parecia mais superficial, mas funcionava, e sobrava o tempo necessário para continuar observando estrelas…

Maria Cristina queria ser cineasta, e Maria Luísa jornalista. Ainda que os pais tenham insistido, nenhuma das duas quis fazer documentários ou artigos sobre ciência… Elas achavam que esse negócio de ser cientista que tinha deixado o pai daquele jeito meio esquisito – embora o amassem como o melhor pai do mundo. O pai que retomava sua paternidade a cada nascer do sol.

Era uma vida feliz, novamente. Mas quiseram os deuses da fortuna que a história de Oliver e das três Marias se complicasse uma vez mais… Não se sabe se foi pelo estresse da situação conjugal, mas após o acidente de Oliver, Maria havia voltado a fumar – coisa que havia feito brevemente na adolescência, mas desde o acidente tinha retornado com força total: três maços por dia. Ela chamava-os de as três Marias também. O resultado foi câncer no pulmão, descoberto fora de hora. Que coisa, uma bióloga que não se cuidou… Acontece.

Quando visitava a esposa no leito do hospital, Oliver não se conformava com sua sorte: “Meu Deus, para que descobrir que tenho uma família tão linda todas as manhãs, se a noite percebo que estou prestes a perdê-la?”. Maria havia desenvolvido uma grande sabedoria através dos anos, e sempre respondia seu amado da mesma forma: “Não chore. Pior seria você não ter sobrevivido e suas filhas não terem crescido com um pai tão maravilhoso ao lado. Se estou assim não é culpa de Deus ou da sorte, mas do câncer que eu mesmo procurei sem saber… Em todo caso, é melhor amar e perder, amar e esquecer, do que nunca haver sequer amado!”

A beleza dos discursos de Maria só foi aumentando na medida em que se aproximava de sua hora… Mas para Oliver era sempre um único discurso. Não havia tempo para elaborar a perda: ele percebeu que em verdade perdia a quase todos que amava todas as noites. Era difícil se conformar…

Quando Maria finalmente se foi, Oliver pediu às filhas que lhe levassem para a cidade nas montanhas onde viviam dois de seus irmãos… Ele queria descansar de todo aquele sofrimento. Para seu biógrafo, fez um pedido especial: queria uma versão do Caderno do Amor onde não houvesse encontrado Maria. Nem encontrado nem perdido. Queria que as filhas fossem adotivas… Disse que queria ler assim sua vida, apenas durante as férias que ia passar nas montanhas. Suas filhas concordaram, em todo caso já estavam atarefadas demais na faculdade para dar suporte ao pai.

Vivendo nas montanhas Oliver parecia vivo e cheio de si novamente. Sempre perguntava das filhas, mas continuava fascinado pelas estrelas. Observava sempre as três Marias e se perguntava se não havia conhecido uma terceira Maria…

Como seus irmãos não consideravam suas questões, terminou por admitir: “Bem, são só estrelas mesmo.”

» continua na parte final

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Crédito da foto: viedeia

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Contos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-homem-que-esquecia-parte-2

A banheira da bruxa

Cada dia da semana é adequado para um determinado tipo de banho. Use este roteiro para auxiliá-la nos feitiços. Sabendo o dia certo, seus feitiços se realizarão rapidamente.

Segunda-feira – dia propícios para banhos relacionados a profecias, capacidade de vislumbrar acontecimentos futuros e ao sono.
Terça-feira – dia propício para feitiços relacionados à paixão.
Quarta-feira – dia propício para feitiços relacionados ao intelecto.
Quinta-feira – dia propício para feitiços relacionados a dinheiro.
Sexta-feira – dia propício para feitiços relacionados ao amor.
Sábado – dia propício para feitiços relacionados à purificação.
Domingo – dia propício para feitiços relacionados à saúde.

Não é necessário seguir o guia acima, pois nem sempre a necessidade coincide com o dia.

Banir Negatividade

Você vai precisar de sete dentes de alho, um ramo de tomilho fresco, 12 folhas de alfavaca fresca e 22 folhas de sálvia fresca. Coloque dois litros de água para ferver e assim que levantar fervura, jogue os ingredientes, apagando o fogo e tampando a panela. Deixe ficar até que amorne; depois coe as ervas. Leve a panela para o banheiro e tome seu banho normalmente. Depois que se enxaguar, vá jogando lentamente esse chá sobre o corpo e pedindo aos deuses proteção. Deixe-se secar naturalmente, sem o auxilio da toalha.

Prosperidade Financeira

Tome esse banho sempre que estiver precisando de sorte nos negócios.

Você vai precisar de um ramo de salsa, uma colher de sopa de pó de canela, uma noz -moscada ralada, uma colher de chá de mel e uma colher de chá de gengibre ralado. Prepare o chá da forma tradicional. Deixe amornar e depois coe. Tome seu banho normalmente e depois jogue lentamente essa mistura sobre o corpo. Seque-se naturalmente, sem o auxílio da toalha.

Liberar Energia Sexual

Esse banho destina-se a dissipar os bloqueios sexuais permitindo que a relação sexual transcorra solta e sem inibições.

Você vai precisar de 30 gramas de sementes secas de orégano e 20 gramas de folhas secas de alfavaca. Coloque dois litros de água numa panela para ferver e, quando estiver levantando fervura, jogue as ervas, tampe a panela e desligue o fogo. Deixe a mistura amornar, coe e leve para o banheiro. Tome seu banho como de costume e, depois de devidamente enxaguada, despeje a mistura vagarosamente sobre o corpo. Realize esse feitiço sempre no período da Lua Cheia.

Quem Terminou Um Relacionamento

Muitas vezes, embora tenhamos terminado um relacionamento, continua existindo um vínculo astral que impede que se prossiga com outras relações. Fica a sensação de que, de alguma forma, ainda continuamos ligados à pessoa, estabelecendo assim um sofrimento que não nos permite enxergar uma nova vida.Esse banho deve ser feito quando nos encontramos nessa situação.
Você precisará apenas de seis nozes inteiras. Coloque as nozes para cozinhar numa panela com dois litros de água durante três horas, acrescentando sempre um pouco mais de água. Ao final do tempo de cozimento, retire a panela do fogo e deixe amornar. Coe e leve ao seu banheiro, onde tomará seu banho normalmente. Quando estiver devidamente enxaguada, despeje vagarosamente a água de nozes sobre o corpo. Deixe-se secar naturalmente, sem o auxílio da toalha.

Crescimento Espiritual

Esse é um banho indicado para aqueles que aspiram crescer no caminho da magia. Você irá precisar da casca ralada de oito ovos e uma colher de sopa de raiz de lótus ralada. Coloque dois litros de água para ferver numa panela e despeje os ingredientes quando começar a levantar fervura. Tampe a panela, deixando ferver um pouco mais, e depois apague o fogo. Espere amornar e coe, levando para seu banheiro, onde tomará seu banho normalmente. Quando estiver devidamente enxaguada, despeje a água da panela vagarosamente sobre seu corpo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-banheira-da-bruxa/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-banheira-da-bruxa/

ERRO: Gödel Não Pode Estar Errado!

Entre uma temporada e outra de internação nos hospícios austríacos, um matemático de nome Kurt Friedrich Gödel, fez um rasgo tão profundo na nossa compreensão da realidade que até hoje ela está sangrando. O Teorema da completude de Gödel é a prova lógica de que, em última instância, tanto os cientístas quanto os padres estão todos construindo castelos de sonhos em bases igualmente arbitrárias, e que não existe nem a possibilidade de tentarem provar que suas ilusões são reais. Não há como confirmar se aquilo no que eles acreditam, ou por extensão aquilo que você acredita, é real, certo ou ao menos lógico.

A coisa funcionaria, de forma resumida e simplificada, da seguinte forma.:

Imagine que você está lendo isso logo antes do almoço, naquele dia que não conseguiu tomar seu café da manhã, nem comprar aqueles pacotes de bolacha de R$ 1 real para ficar beliscando. O tempo vai passando e a fome vai aumentando, até que você começa a se incomodar com aqueles banneres de sites de compra coletiva que mostram macarrons, sushis e cortes de picanha ao ponto. Neste momento, que a fome se torna uma sensação física para você eu te desafio: me prove que está com fome! Claro que você pode dizer “me traga comida e eu te mostro!”. Mas então eu me lembro de certas vezes que depois de jantar surge alguém querendo sair para papear e ivariavelmente o papo se desenvolve em um restaurante ou bar onde porções ou pratos são pedidos, e mesmo estando satisfeito eu comi, e comi bem. Também me lembro de um sobrinho que é capaz de comer feijoada até passar mal, literalmente, para 15 minutos depois sair pedindo comida porque está com fome. Também me lembro de uma conhecida que quando tem muita fome não consegue comer nada porque fica com o estômago embrulhado. E respondo: comer não é prova de fome. Me lembro de pessoas que comem quando estão ansiosas, deprimidas, alegres… e elas comem com mais gosto do que uma criança somaliana comeria um Big Mac. Se comer algo não é prova de fome, o que seria então uma boa prova? Testes para medir o açúcar do sangue? Algum exercício físico para ver se você apresenta sinais de fraqueza? Não isso tudo poderia trazer, na verdade com certeza traria resultados falso-positivos. Vamos tentar algo diferente então. Pense em alguém que você ama. Prove que de fato ama essa pessoa. Opsss… mesmo problema, da mesma forma que não podemos usar a fome para justificar a fome, não podemos usar o amor para justificar o amor e nem mesmo a lógica para justificar a lógica.

Bem, Gödel, em seus lampejos de genialidade que apenas a loucura consegue causar se dedicou a tentar entender isso. Como fome e amor são conceitos muito abstratos ele tentou se apegar àquilo que qualquer animal, até mesmo um humano, teria facilidade em trabalhar. Ele se apegou a números. E para não se perder neles resolveu pegar o grupo mais comum e sem graça de números, os números inteiros (lembre-se que números inteiros são todos os números naturais incluindo o zero e os números negativos, (…, -2, -1, 0, 1, 2, …). Então ele pensou que qualquer sistema axiomático – ou seja qualquer conjunto de axiomas que podem ser usados para se derivar logicamente qualquer teorema – que possa ser criado para se incluir a aritmética dos números inteiros, ou seja um sistema formado por hipóteses iniciais de onde se derivam enunciados que tem a ver com as possíveis operações matemáticas que envolvam o grupo dos números inteiros não pode ser ao mesmo tempo nem completo e nem consistente.

Coisa de louco né?

Sim, literalmente coisa de louco, Gödel não ia aos hospícios para se bronzear. Tecnicamente o que ele falou, em linguagem de pessoas sãs, é que se um sistema tem consistência, ou seja que é estável, ele não pode ser completo, e se é completo não pode ser consistente. Se existe um sistema auto-consistente então existirão proposições que não poderão ser nem comprovadas nem negadas por esse mesmo sistema (ele é incompleto) e caso o sistema seja completo, ele não pode validar a si mesmo (seria inconsistente). Isso significa que você não pode usar a fome para comprovar a fome, que seria necessário um computador fora do universo para entender o universo, que sua língua não pode se auto-saborear e que nós nunca poderemos provar que 2+2=4.

“E por que isso é interessante?” você se pergunta, “por que estou perdendo tempo com isto?”

Vamos começar do básico. Quando disse que não podemos provar que 2+2=4 não quero dizer que você não é capaz de colocar duas bananas na sua frente ao lado de duas pêras e contar que tem quatro frutas. Como dissemos até macacos fazem isso. Mas deixe as frutas de lado e pegue um lápis e um papel e pense no passado. Quando você era uma criancinha, seus professores adoravam abusar de você com tabuadas. Tabuadas de soma, de subtração, de divisão de multiplicação. Se hoje você consegue responder rápido quanto é 5×4 ou 11+3 não é porque saiba calcular, mas é porque decorou. Veja que responder quanto é 7×8 ou 11.347+32 não é tão rápido, apesar de serem contas tão fáceis quanto essas primeiras. Esse condicionamento desde criança serviu para que algumas verdades absolutas fossem colocadas em sua cabeça, assim desde criança você acredita que 2+2 é igual a 4. Mas será que é mesmo? Vejamos, pense em um exemplo da vida real em qeu você lide com números negativos. Qualquer pessoa que já tenha tido ou que tenha um cartão de crédito acha essa fácil. Pense em uma situação onde você lide com frações. Qualquer pessoa que tenha pedido uma pizza para 2 ou mais pessoas também se sai bem dessa. Agora pense em uma situação onde você tenha que lidar com a multiplicação de frações negativas. Onde isso entra no seu cotidiano? Chega uma hora que a coisa só faz sentido no papel.

Então você tem como provar que 2 + 2 = 4. Tem a matemática para isso. Da mesma forma você pode provar matematicamente que isso pode ser provado matematicamente. Não apenas isso, mas podemos provar que é possível provar que é possível provar que 2 + 2 = 4. E isso também pode ser provado.

Agora 2 + 2 não é 23. E nós podemos provar matematicamente que 2 + 2 não é 23. E podemos provar que podemos provar que 2 + 2 não é 23. E podemos provar que podemos provar que podemos provar isso. E isso também pode ser provado.

Assim pode ser provado que 2 + 2 não é 23. Mas poderia ser provado também que 2 + 2 é 23? Parece uma pergunta idiota, mas é algo crucial. Se for possível provar isso onde nossos professores de matemática se esconderiam de vergonha? Seria algo devastador, pois se for possível provar que 2 + 2 = 23, então seria possivel provar que 23 não é 23, pois também podemos provar que 2 + 2 não é 23. Isso significara que não existe nada que não pudesse ser provado, e isso é apenas uma outra forma de dizer que nada é verdadeiro e portanto tudo é permitido e então todas as nossas certezas seriam meras apostas mais ou menos convenientes.

Ficando confuso? Vou escrever mais devagar então para você tentar acompanhar.

Neste ponto devemos nos perguntar: Existe uma forma de provarmos que não pode ser provado que 2 + 2 = 23?

Claro que você já deve ter imaginado a resposta chocante de Gödel. Não apenas não podemos, como também jamais poderemos. Mais ainda: se pode ser provado que nunca provaremos que 2 + 2 = 23 então que base temos para afirmar qualquer coisa logicamente? E se nenhum argumento do tipo “prove que X não pode ser provado” pode ser provado então sabemos que a lógica e a matemática são tão inconsistentes quando qualquer outra forma de crença.

Gödel nos mostrou que não podemos entender o universo se fazemos parte do universo, que não podemos compreender a vitamina que estamos fazendo se estamos presos dentro do liquidificador. Para isso seria necessário que uma mente ou um computador de fora de nosso universo nos analisasse. E você achava engraçado aquele papo de 42 e a pergunta correta não poderem co-existir na mesma realidade, tsc, tsc…

Agora, isso tudo seria já um papo interessante de bar se parasse por ai, mas lembre-se do começo do texto: Gödel costumava ser institucionalizado. Em hospícios. Logo, tudo isto apenas serve para o próximo passo lógico – se é que você ainda acredita nessa superstição que chamamos “lógica”.

Embora não se possa ser provado que não pode ser provado que 2 + 2 = 23, podemos provar que se pode ser provado que não pode ser provado que 2 + 2 = 23. Então podemos provar que 2 + 2 = 23. Ou seja, se pudesse ser provado que não pode ser provado que 2 + 2 = 23 então também poderia ser provado que 2 + 2 é 23!

Confuso não? Mas este não é um problema da sua capacidade de compreensão mas sim um problema da compreensão de nossa capacidade. Na verdade o que o bom e velho Kurt fez foi expressar matematicamente o antigo paradoxo da auto-referência historicamente atribuído a Epimenides. Epimenides era de Creta e dizia que todos os Cretenses são mentirosos. Isso é como ler um a placa dizendo:

“Esta frase é falsa.”

Vamos chamar essa frase de afirmação G em homenagem a Göedel. Agora pergunte a si mesmo, a afirmação G é verdadeira? Se G é verdadeiro então temos uma afirmação válida que é falsa, mas se G é falso então sua afirmação é verdadeira. Ou seja, se a frase for verdade ela é uma mentira, se ela for uma mentira então ela é verdadeira. É a mesma coisa que você pedir para o Pinocchio dizer a frase: “Agora meu nariz vai crescer!” o que acha que vai acontecer?

Isso não quer dizer que devemos abandonar a lógica e sair por ai passando Amendocrem nas genitálias das crianças, mas quer dizer que G é incompleto. O mesmo pode ser feito com qualquer outro sistema, mostrando que não apenas haverão erros que jamais poderão ser provados como sendo erros, como também haverão verdades que não poderão ser provadas. E isso não apenas na matemática. Pense em Deus, amor, na crença que chocolate é gostoso e fígado ruim, que aquilo que você acredita ser correto é realmente correto. São coisas que não poderão ser provadas ou descartadas nunca, não de uma forma que possamos compreender.

BÔNUS

Ainda não entendeu do que falamos? Pelas coxas de Maria! Sejamos explícitos então. Está com aquele lápis e o papel nas mãos?

1- Vamos começar assumindo que A e B tem o mesmo valor. A então é igual a B.

2- Vamos multiplicar ambos os lados por A.

3- Vamos agora subtrair os dois lados da equação por B elevado a 2.

4- Lembra-se da matemática do colégio? Vamos fatorar os dois lados, ou seja, ver o que eles tem em comum e separar, no caso ambos os lados tem (A-B) em comum, então fatorado fica assim.

5- Como temos (A-B) multiplicando dos dois lados da igualdade podemos dividir os dois lados por (A-B) ficando com este resultado.

6- Como afirmamos no início que A=B então A+B=B é a mesma coisa que B+B=B ou A+A=A, vamos ficar com a primeira opção. Simplificando temos que B+B é igual a B vezes 2.

7- Vamos dividir os dois lados por B agora.

 

por LöN Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/erro-godel-nao-pode-estar-errado/

Afrodite e Anquises

Olá crianças,

Na Palestra sobre Deuses e a Kabbalah, eu mencionei a respeito das concepções divinas que sempre eram retratadas como um pai-deus e uma mãe-mortal, gerando um herói solar (Hércules, Hórus, Mithra, Perseus, Ulisses, Jesus, etc) e disse que não haviam heróis resultantes da união de um mortal com uma deusa… mas o leitor Carlos eduardo me lembrou de uma exceção: Anchises. De qualquer forma, é curioso notar que ele não é resultado de uma “conquista”, mas sim de um “castigo/humilhação” a que Zeus submete Afrodite: apaixonar-se por um mortal.

Como diz o texto a seguir, extraído da obra de Karl Kerényi “Os Deuses Gregos”, Cultrix, 2000:

As histórias sobre a grande deusa do amor que até agora tenho contado tinham o seu cenário no extremo sudeste do nosso mundo grego – em Chipre e na Síria. A cena da história seguinte é a região de Tróia, na Ásia Menor. Afrodite ali aparece acompanhada de animais selvagens: isso a liga à “Mãe dos Deuses”, concluindo assim minha narrativa a respeito das divindades pré-olimpianas ou, pelo menos, alheias ao 0limpo. A história nos foi contada num hino atribuído a Homero.

Havia três deusas sobre as quais Afrodite não tinha poder algum: Atena, Ártemis e Héstia. Todos os outros deuses e deusas cediam às suas injunções, e ela chegou a compelir o próprio Zeus a apaixonar-se por mulheres mortais e a descurar da sua irmã-esposa Hera, filha de Crono e Réia. Foi por isso que Zeus, por seu turno, compeliu Afrodite a apaixonar-se pelo pastor Anquises, que apascentava o gado nas alturas do monte Ida e era tão belo quanto os imortais. Afrodite avistou-o, e o amor senhoreou-se dela. Ela dirigiu-se à pressa a Chipre, ao seu templo em Pafo. Fechou as portas do templo atrás de si, as Graças banharam-na e ungiram a grande deusa com o óleo dos imortais, cuja fragrância adere aos deuses eternos. Envergando um belo vestido e adornada de ouro, ela voltou, célere, a Tróia, ao monte Ida, à mãe dos animais selvagens.

Afrodite caminhou através das montanhas, para os rebanhos de gado. Atrás dela, sacudindo a cauda, iam lobos cinzentos, leões de olhares ferozes, ursos e rápidos leopardos, insaciáveis em sua fome de gazelas. A deusa regozijou-se com a vista deles e encheu de amor o coração das feras, de modo que todas se deitaram, aos pares, à sombra das florestas. Afrodite entrou na tenda do pastor e encontrou Anquises a sós. Ele andava de um lado para outro tocando um alaúde. Afrodite postou-se diante dele na forma de uma bela e delicada donzela mortal. Anquises contemplou-a e maravilhou-se da sua beleza, da sua estatura e das suas roupas esplêndidas. Ela vestia uma túnica cuja vermelhidão ofuscava mais do que o fogo; brilhavam-lhe os seios maravilhosamente, como se fossem banhados de luar. O amor apoderou-se de Anquises, e ele dirigiu-se à deusa. Saudou-a como uma imortal, prometeu-lhe um altar e sacrifícios, e suplicou-lhe a bênção para ele e sua posteridade. Diante disso, a deusa mentiu-lhe, dizendo-se uma donzela mortal, uma princesa frígia que também sabia falar a língua dos troianos. Hermes a arrebatara, assim explicou ela, do coro de Ártemis, em que estivera dançando com suas companheiras de folguedos e com as ninfas, e a transportara para o monte Ida, através do ar, desde a Frígia. Pois ela fora convocada – assim falara o mensageiro divino – para tornar-se esposa de Anquises. Mas desejava que o pastor não a tocasse enquanto não a tivesse apresentado a seus pais e irmãos, cuja nora e cunhada viria a ser; e desejava também, antes de celebrar-se o casamento, mandar uma mensagem aos pais dela a respeito do dote. Essas palavras da deusa encheram Anquises de um amor ainda maior. “Se és donzela mortal, e estás destinada a ser minha esposa, nem deus nem homem poderá privar-me de ti. Ainda que Apolo deva matar-me depois, quero amar-te agora, imediatamente, e depois morrer!” Isso bradou o pastor, e segurou a mão de Afrodite. Ela o seguiu até a cama dele, virando-se repetidamente para trás, como se quisesse retroceder, e pousando no chão os lindos olhos. Sobre lençóis macios jaziam peles de ursos e leões, que o próprio Anquises matara. Ele retirou os adornos da noiva, afrouxou-lhe o cinto e descobriu-a. De acordo com a vontade dos deuses, o mortal deitou-se com a deusa imortal, sem saber o que estava fazendo. Somente à hora em que os outros pastores deviam voltar, Afrodite despertou o amante adormecido e mostrou-se a ele em sua verdadeira forma e beleza. Anquises ficou assustado quando lhe viu os lindos olhos. Virou-se para o outro lado, cobriu o rosto e implorou-lhe que o salvasse. Pois nenhum homem mortal continua gozando de boa saúde pelo resto da vida depois de haver dormido com uma deusa.

Conta-se ainda que Afrodite profetizou o máximo bem para o filho que concebeu de Anquises, e para seus descendentes. O filho era Enéias, que seria famoso mais tarde, entre os nossos vizinhos italianos, como fundador da nação latina. De sua parte, a deusa lamentou haver-se entregue a um mortal. Anquises não deveria revelar a ninguém que ela era mãe de seu filho; as ninfas lhe trariam, como se a criança pertencesse a uma delas. Se ele o fizesse, o raio de Zeus o atingiria. Afirma-se que Anquises, mais tarde, foi estropiado por um raio. Mas havia também a história de que ele foi punido com a cegueira por ter visto a deusa nua. Abelhas, com os ferrões, arrancaram-lhe os olhos.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/afrodite-e-anquises

Alguns Fatos (e Ficção) sobre o Tabuleiro Ouija

Por Eileen Troemel (Dragonlady).

O tabuleiro Ouija é uma técnica de contato com espíritos que tem a reputação de ser manipulada e usada para fins malignos. Eu mergulhei em muitos tipos de adivinhação, desde numerologia, tarô e lançamento de moedas, até pêndulos, médiuns e leitura de mãos. Como muitas pessoas, sou fascinado por me conectar com aqueles que já se foram, por receber mais uma mensagem de um ente querido.

Laura, uma grande amiga minha, se conecta com os espíritos e passa mensagens desses espíritos para as pessoas que deixaram para trás. Laura me disse que usa o tabuleiro Ouija de uma forma não tradicional. Ela usa uma peça de joalheria, como um colar ou um anel, pendurado em uma corda como um pêndulo. Eu era cético, mas em mais de uma ocasião eu a vi segurar o pêndulo e receber mensagens.

A princípio, acreditei que ela estava balançando o pêndulo sozinha, mas perguntei quem estava lá para mim. Usando um pêndulo feito do meu colar, ela pegou as iniciais do meu pai. Meu pai faleceu muito antes de eu conhecer Laura, então achei que ela não sabia o nome dele. Repassei uma lista de perguntas, a maioria das quais Laura não sabia as respostas, e obtive respostas para todas elas.

A certa altura, ela parou de ler para mim porque disse que meu pai estava muito zangado. Ela largou o colar e se afastou da leitura. Embora o tópico em discussão fosse um que teria irritado meu pai, uma pequena parte de mim estava cética de que ela pudesse ficar tão sobrecarregada de emoção. Eu pensei que talvez ela estivesse apenas cansada e precisasse de uma pausa.

Então, Laura me desafiou a aprender essa habilidade. Tentei em algumas ocasiões na casa dela com seu tabuleiro Ouija. Ela me entregou o pêndulo (feito do meu anel), mas ele ficou pendurado e não se moveu. Não obtive nenhum resultado.

O MÉTODO DO PÊNDULO DE LAURA:

O tabuleiro Ouija de Laura foi passado para ela de sua mãe quando criança, mas ela o deixou de lado porque os pais de seus amigos desaprovaram, pensando que era mau. Anos depois, Laura começa a explorar diferentes maneiras de trabalhar com ele novamente. Ela seguiu seus instintos e deixou de lado a prancheta.

Com seu pêndulo individualizado, Laura instrui o buscador a se concentrar em uma única pergunta, em voz alta ou em sua cabeça. Então ela balança as joias sobre o tabuleiro Ouija e espera por uma resposta.

Minha irmã, Teri, fez sua primeira tentativa de adivinhar dessa maneira em uma reunião, mas em uma sala cheia de pessoas barulhentas ela se distraiu com muita facilidade.

Teri e eu estávamos indo para um retiro de três dias quando Laura sugeriu que levássemos seu tabuleiro Ouija conosco. Achei que seria um desperdício de espaço na mala, mas Laura era uma pessoa tão maravilhosa que não consegui dizer não a ela.

Teri e eu dirigimos pelas colinas do oeste de Wisconsin, apreciando a beleza da paisagem natural e parando em um local natural ao qual ambos nos conectamos à nossa maneira. Mais tarde, depois de relaxar e apreciar a bela paisagem da varanda do nosso hotel, decidimos limpar a mesa de centro e tentar trabalhar com o tabuleiro Ouija. Peguei um pêndulo, fechei os olhos para focar enquanto ela fazia uma pergunta – e esperei. Teri observou o tabuleiro, porque acho mais fácil focar quando meus olhos estão fechados. Tivemos um círculo informal, com nossa única vela acesa em uma estátua de Kwan Yin.

A princípio nada aconteceu. O pêndulo pendia direto para baixo, sem se mover nem um pouco. Pensei comigo mesmo que sabia que isso seria uma perda de tempo. Eu ofereci a minha irmã a chance de tentar novamente, mas ela me encorajou a continuar.

Perguntamos se havia um espírito ali para falar conosco. O pêndulo balançou ligeiramente em direção ao não. Nós dois rimos. Teri disse: “Então quem estava movendo o pêndulo?” Depois disso começamos a fazer mais perguntas. Perguntamos se nosso pai estava lá. Meu pêndulo balançou um pouco em direção ao “sim”, como se respondesse a uma brisa suave.

Continuamos fazendo perguntas e recebendo respostas. A certa altura, nós dois dissemos que amávamos e sentíamos saudades de papai, e quase imediatamente comecei a chorar. O pêndulo estava balançando loucamente para sim. Sabíamos que ele estava enviando seu amor de volta para nós. Fiquei impressionado com o amor feroz que recebi dele e não pude continuar.

Depois de um breve intervalo das emoções intensas, continuei a usar o tabuleiro Ouija para conversar com papai. Perguntamos sobre nossas vidas e a dele. Cobrimos toda a família. Perguntamos se havia outros lá e recebemos um retumbante sim, mas o único que falou conosco através do Ouija foi papai.

Às vezes, o pêndulo balançava descontroladamente e outras vezes apenas balançava suavemente. Eu quase podia sentir a mão do meu pai em cima da minha empurrando-a para uma resposta ou outra. Minha mão ficou quente como se estivesse envolvida na dele. Meu braço não se cansou como eu esperava – talvez porque eu estivesse tão focada na conversa ou talvez porque meu pai estava lá me apoiando.

Não tenho certeza de quanto tempo passamos usando o tabuleiro para falar com papai. Parecia que estávamos em um lugar e tempo diferentes. Todo o resto parecia desaparecer para mim, exceto a conexão que eu tinha com minha irmã e meu pai. Foi um momento mágico cheio de poder e amor.

Fiquei surpreso por ter um resultado tão positivo e devia a Laura um enorme pedido de desculpas por ser cético em relação à sua habilidade e técnica. Combinar o pêndulo com o tabuleiro Ouija cria uma ferramenta única para se comunicar com os espíritos. Laura me ensinou bem.

Como acontece com qualquer nova técnica de adivinhação, eu queria aprender um pouco mais sobre o tabuleiro Ouija. Eu sabia que havia um estigma associado, então entrei no modo de pesquisa.

A ORIGEM DO TABULEIRO OUIJA:

Descobri uma variedade de crenças. O tabuleiro atual e todas as patentes pertencem à Parker Brothers, que em meados da década de 1960 a comprou da família Fuld. A família Fuld detinha essas patentes e fabricava os tabuleiros desde o final dos anos 1800, e a popularidade do tabuleiro flutuou com o movimento espiritualista. Parece que o próprio tabuleiro evoluiu da prática das mesas girantes e da escrita automática.

Algumas fontes afirmam que essa técnica de adivinhação remonta a culturas antigas, mas há muito ceticismo sobre esse ponto. Há uma referência a um prato de pêndulo, que é um prato redondo com letras na borda externa, sendo usado na época romana. Isso é interessante para mim, uma vez que se relaciona tão intimamente com a forma como Laura mudou instintivamente. Embora algumas pesquisas indiquem que essa técnica pode remontar aos antigos egípcios, ela não é definitiva e as fontes são vagas. Indiscutíveis, porém, são as patentes modernas. A patente mais antiga, mas menos conhecida, é para um tabuleiro falante em Londres, Inglaterra, em 1854. A marca Ouija foi patenteada nos EUA em 1890.

O estigma do tabuleiro Ouija parece ter começado em 1972 com o filme O Exorcista. Antes disso, o tabuleiro era usado para se comunicar com parentes mortos e outros espíritos. O Exorcista deu origem a uma onda de filmes que retratavam os tabuleiros Ouija como ferramentas para os espíritos malignos possuírem ou causarem danos ao usuário.

Em geral, parece haver duas opiniões quando se trata do tabuleiro Ouija. Uma crença é que é apenas um jogo e que o movimento da prancheta vem da mente subconsciente do usuário. A outra crença é que esta é uma ferramenta espiritual, que pode ou não trazer espíritos “maus”, dependendo de como é usada.

Minha pesquisa revelou as seguintes sugestões para usar um tabuleiro (os números entre parênteses referem-se aos recursos listados no final deste artigo):

  • Coloque o tabuleiro entre os usuários para que todos tenham fácil acesso à prancheta (3, 8)
  • Coloca os dedos levemente na prancheta (3)
  • Convide um espírito para se juntar e peça um espírito disposto para manter o negativo (3)
  • Faça uma pergunta – apenas uma de cada vez (3, 6, 8)
  • Peça a uma terceira pessoa para atuar como escriba ou use um gravador para que você possa ter clareza sobre as mensagens que chegam (7, 8)
  • Sempre diga adeus e certifique-se de que o espírito o faça, para que não permaneça após a sessão terminar (7)

Além desses passos básicos, encontrei inúmeras sugestões sobre segurança e cuidados:

  • Seja sério e respeitoso (6, 8)
  • Limpe e mantenha o tabuleiro livre de poeira com um pano macio e seco (6)
  • Use um círculo lento ao redor do tabuleiro para fazer a prancheta se mover (8)
  • Esfume o tabuleiro com sálvia para purificar e uma vela branca para proteção (8)
  • Use em um círculo de proteção (7)
  • Use uma moeda de prata ou use joias de prata para se proteger de danos (7)
  • Faça uma oração antes de usar para afastar os espíritos negativos (8)
  • Use o bom senso em relação à mensagem que você recebe; se você se sentir desconfortável com a mensagem, peça ao mensageiro para sair (7, 8)
  • Use à noite (8)
  • Use um tabuleiro de madeira (9)

Todas essas são sugestões de fontes diferentes oferecidas para o uso do tabuleiro Ouija. Alguns podem funcionar e outros não. Laura fez toda a sua vidência durante o dia, e minha tentativa bem-sucedida foi à noite. Minha experiência pessoal me ensinou que mesmo com meu próprio ceticismo eu poderia fazer uma técnica de adivinhação com a qual não estava necessariamente confortável. Eu só precisava me concentrar na técnica e não me concentrar no meu ceticismo. Com prática e crença em minhas habilidades, sou capaz de me conectar com espíritos usando o tabuleiro Ouija. Eu só precisava confiar em minhas próprias habilidades.

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Por Eileen Troemel (Dragonlady). Extraído de 2008 Witches’ Companion (Companheiro de Bruxas de 2008) da Llewellyn. Para os Almanaques e Calendários Llewellyn atuais, clique aqui: Erro! A referência de hiperlink não é válida.

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Sobre as Mesas Girantes:

Também conhecido como em inglês como “Table Turning” ou “Table Tipping”, refere-se a movimentos misteriosos de uma mesa, geralmente em uma sessão espírita. Elas podem ser usadas para responder a perguntas (toque uma vez para “sim”, duas vezes para “não”, etc.) e algumas pessoas recriaram o fenômeno fora do círculo espírita.

AUTOR: Donald Michael Kraig

Mesas girantes, mesas falantes ou dança das mesas são um tipo de sessão espírita em que os participantes se sentam ao redor de uma mesa, colocam as mãos sobre ela e esperam que ela se movimente. Populares no século XIX, acreditava-se que as mesas serviam como meio de comunicação com supostos espíritos.

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Sobre a Escrita Automática:

  1. Um meio pelo qual uma entidade não física – classicamente um espírito de alguém que morreu – pode se comunicar com os vivos. Uma pessoa segura uma caneta ou lápis em algum papel em um estado de espírito relaxado e expectante (alguns acreditam que requer um estado de transe). Ou o espírito move a mão externamente, ou o espírito habita temporariamente o corpo para fazer a escrita e deixar mensagens para os vivos. Muitas vezes, os comentários do espírito são em resposta a perguntas feitas por “assistentes” na sessão ou pelo médium. Os desmascaradores apontam que isso poderia ser facilmente produzido por fraude.

AUTOR: Donald Michael Kraig.

  1. Uma estratégia psíquica em que a escrita espontânea ou involuntária é usada para trazer informações, geralmente da mente subconsciente ou aparentemente guiadas por espíritos. Uma forma de canalização na qual uma pessoa, às vezes em transe, escreve ou mesmo digita mensagens que geralmente se acredita serem originárias de seres espirituais ou de aspectos da mente subconsciente.

Na escrita automática, a mão que segura uma caneta geralmente repousa levemente sobre uma folha de papel em branco e pode escrever espontaneamente. Não raramente, rabiscos sem sentido precederão a escrita significativa que se torna o canal entre a consciência e a fonte de informação durante a qual mensagens específicas do subconsciente ou diretamente do mundo espiritual são recebidas por meio de escrita espontânea e então comunicadas à consciência.

AUTOR: Carl Llewellyn Weschcke.

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Fonte:

Some Facts (and Fiction) About the Ouija Board, by Llewellyn.

Erro! A referência de hiperlink não é válida.

COPYRIGHT (2008) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/alguns-fatos-e-ficcao-sobre-o-tabuleiro-ouija/

A Estrela Negra do Caos: Lafcursiax

© Linda Falorio 1995.

Cambaleando no fio da navalha de descontrole entre o Esquecimento e a Felicidade, trazemos a vida de volta ao equilíbrio deixando ir, permitindo o Caos criativo.

Quando a Estrela Negra do Caos, o Décimo Segundo Planeta, se aproxima do nosso mundo, em sua órbita de 3.600 anos do Sol, a Terra é bombardeada com radiação eletromagnética desestabilizadora, causando grandes convulsões geofísicas – terremotos, erupções vulcânicas, condições climáticas esquisitas. , tempestades monstruosas, maremotos e inundações cataclísmicas. Os antigos sumérios falavam da existência deste planeta de catástrofes cíclicas, que chamavam de Nibiru. Embora pensado por muito tempo como puramente mítico, a existência objetiva deste planeta enigmático foi confirmada em 1983 por um avistamento do satélite IRAS (San Francisco Chronicle, 27 de dezembro de 1983). Arqueólogos modernos que levantam a hipótese de que este planeta pode ter desempenhado um papel na extinção em massa de espécies que ocorreu no período cretáceo, cerca de cem milhões de anos atrás, o nomearam “Nêmesis”, em homenagem à deusa grega da vingança divina e retribuição.

Corpos em órbita elíptica, como Nibiru e os vários cometas, são grandes forças “sementes” da galáxia, trazendo para o nosso sistema solar dos confins do espaço profundo, elementos alienígenas e metais desconhecidos, sequências orgânicas de moléculas e protofios de DNA — vírus — que permanecem frios e adormecidos nas temperaturas de zero absoluto do espaço enquanto viajam silenciosamente de estrela a estrela distante, em busca de hospedeiros viáveis ​​e uma atmosfera para florescer. Assim, a descoberta de novos cometas e o advento de seu retorno cíclico, bem como o evento cosmicamente maior do retorno do planeta, Nibiru, desperta a excitação arquetípica de uma “Segunda Vinda” e prenuncia a possibilidade de mudança radical. Esses eventos levantam esperança e medo, na psique humana, da possibilidade de forças transcósmicas assumirem um papel deliberado nos assuntos humanos. Vemos isso na crescente evidência de abduções de Óvnis e na sombra lançada ao longo da história pelo conceito cristão do Milênio e, enquanto aguardamos a fase final da sequência da “Convergência Harmônica” maia, programada para ocorrer no ano de 2012 CE.

O planeta Nibiru, porque tende a criar desequilíbrio quando sua órbita cruza nosso sistema solar e seu caminho se aproxima de nosso mundo enquanto viaja de Plutão para dentro em direção ao Sol, está associado ao signo de Libra, o signo dos Balanças, e , significativamente, o sinal do “outro”, ou seja, nossos irmãos extraterrestres. Sabe-se que os deuses, os personagens divinos das culturas e religiões do mundo, como os do panteão sumério, Ishtar, Anu, Enki, Marduk, o Maia Quetzalcoatl, os deuses dos egípcios, Ra, Osíris, Hórus, Ísis, Set, os deuses gregos, Cronos, Zeus, Atena, Afrodite, o Cuchulhain celta, o Dagon do filisteu, Shaitan dos antigos Yezidi e Yahweh da Tribo de Judá, Buda, Cristo, os deuses e deusas hindus, Šiva, Kali, Padmasambhava, essas divindades iradas dos Bön Pó e do Tibete, para citar apenas alguns – todos tiveram interações milagrosas com a humanidade, concedendo dons de cultura, consciência social, códigos morais, lei, arte, artesanato, agricultura e, em alguns casos, exigindo adoração em troca. Uma vez que tais iluminações entregues pelos deuses parecem coincidir com o ciclo do periélio de Nibiru, momento em que está mais próximo do Sol e que se repete a cada 3.600 anos, não será que estes eram, na verdade, visitantes extraterrestres que periodicamente retornavam para guiar e instruir a humanidade, e parecer a seus visitantes como deuses – todos os antigos nibiruanos – e verdadeiros portadores de cultura para o nosso mundo? Ou será que são apenas expressões míticas de uma antiga memória do Primeiro Contato?

O retorno mais recente de Nibiru ao nosso sistema solar ocorreu por volta de 100 AEC. e provavelmente influenciou fontes gnósticas. O símbolo sumério de Nibiru era a estrela de oito pontas, o mesmo símbolo da Estrela de Belém, a Estrela de Cristo. O Cristo histórico foi na verdade um antigo visitante extraterrestre do planeta Nibiru, aqui para mostrar à humanidade o erro de nossos caminhos? O símbolo gnóstico para Cristo é 888 – o número universal – que em leituras digitais contém todos os números possíveis de 000 a 999 dentro de si.

O retorno de Nibiru ao nosso sistema solar em 3600 a.C. foi cuidadosamente registrado em antigas fontes sumérias, e foi interpretado de forma interessante por Zacharia Sitchin em sua série Crônicas da Terra.

Atualmente, (até cerca de 2150 d.C.), o ciclo de Nibiru está 400 anos após seu afélio, movendo-se em direção ao nosso sistema solar a partir de seu ponto mais distante do Sol em sua longa órbita elíptica, similarmente posicionado como quando o Centauro grego, Quíron, curador e professor, viveu na Terra cerca de 3600 anos atrás. Este ponto do ciclo de Nibiru trouxe uma evolução na consciência humana, resultando na mudança do Matriarcado para o Patriarcado, e na usurpação e declínio das religiões da Deusa. Por volta de 1500 a.C., a antiga ilha de Calliste, conhecida nos tempos gregos posteriores como Thera, e hoje chamada de Santorini, explodiu em uma enorme erupção vulcânica, desencadeando um maremoto que os oceanógrafos modernos pensavam ter chegado a 300 pés de altura, e que varreu as costas da Grécia, Ásia Menor e Egito. Este maremoto provocou a destruição de Creta e causou a ascensão do Mar Vermelho, que afogou aqueles que perseguiam os hebreus durante o êxodo do Egito, e foi similarmente a fonte do dilúvio que o grego Deucalião, filho de Prometeu, sobreviveu. com sua esposa Pirra, e depois disso eles começaram a renovar a raça humana.

A deusa grega, Themis, que pode ter sido uma nibiruana, teve uma mão no repovoamento da terra após o dilúvio de Deucalião. “Themis”, que significa “ordem”, era um dos Titãs, ou Deuses Anciões, e foi ela quem “ordenou” o ano em treze meses lunares de 28 dias cada, perfazendo um total de 364 dias, com um dia adicionado. o ano. A frase “um ano e um dia” não significa 366 dias como comumente se supõe, mas se refere ao ano lunar de Themis de 364 dias, com um dia “sobrando”. Foi a grande deusa como Themis que decretou a Ilha da Iluminação, que era a “Ilha de Amber”, a ilha oriental de Samotrácia, como um lugar sagrado onde nenhuma reverência seria prestada a qualquer divindade além da Grande Deusa Tríplice. As filhas de Themis, as Horai, exemplificam as qualidades que os librianos, governados por Nibiru, buscam: Eunomia, “ordem legal”; Dike, “apenas retribuição”; e, Eirene, “paz”.

Foi de Têmis que Zeus derivou sua autoridade judicial, e foi Ela quem convocou as assembleias dos Olimpianos nas quais ela se sentou ao lado de Zeus como a personificação da “Justiça Divina”, que é o poder oracular da própria Terra. Esse poder oracular, residente no inconsciente coletivo, recebeu voz nos tempos antigos através do Oráculo de Delfos, um presente para a própria Themis da Mãe Terra. Para Libra, signo de justiça, era originalmente parte da constelação de Escorpião conhecida como Chelae, “As Garras do Escorpião”. Sua imagem foi retratada no zodíaco babalônico como as garras do Escorpião, uma criatura escura e primitiva das profundezas ctônicas e do inconsciente coletivo, segurando a Lâmpada da Iluminação: é fora da conexão com a vida instintiva profunda que vem a sabedoria transcendente.

Libra, signo de relacionamento e contato social, símbolo do desejo humano de se conectar com “não eu”, com “o Outro”, é um signo duplo, regido por Inanna/Ishtar, Deusa do Amor e Deusa da Guerra. Os nascidos com este asterismo fortemente marcado são puxados para criar harmonia e equilíbrio na esfera humana. Os librianos buscam justiça no reino humano, buscam uma paz que deriva de uma ordem social justa e equitativa e leis derivadas da sabedoria. No entanto, normalmente, os librianos não são avessos a lutar para alcançar seus objetivos. Girando em torno de um fulcro central, seu objetivo final é o Caminho do Meio Budista. No entanto, na tentativa de criar equilíbrio, de ver todas as possibilidades inerentes a uma determinada situação, em um esforço para ser justo e justo em seus pronunciamentos, o temperamento libriano às vezes é vítima de uma aparente indecisão. Mais frequentemente, porém, aqueles com sintonização interna com os poderes do Equilíbrio serão encontrados indo de um extremo ao outro em um esforço para criar equilíbrio no aparente caos de seus atos.

O vidente cego, Tirésias, tipifica essas qualidades de equilíbrio e justiça, bem como as de dualidade e ambivalência. Embora nascido homem, o grego, Tirésias, transformou-se em mulher, passando sete anos como uma prostituta célebre. Essa circunstância o qualificou para julgar a questão que Zeus lhe fez, sobre quem tirava mais prazer do ato sexual, homem ou mulher. Tirésias, ao responder que a mulher sentia mais prazer, ficou cego por Hera, a ciumenta deusa-esposa de Zeus, por responder com tanta sinceridade, mas sem tato.

A mais antiga imagem do Tarô associada a Libra é a carta chamada “Justiça”, que mostra a deusa Themis segurando a balança da Justiça na mão esquerda, enquanto a espada de dois gumes da Verdade está na direita. As escalas que Themis segura são as escalas do Karma, indicando que as ações uma vez tomadas não podem ser desfeitas. Devemos colher a colheita formada por ações realizadas no passado, pois formamos nosso destino futuro por ações realizadas agora. E Libra rege as Balanças, as balanças sobre as quais o coração humano é pesado nos Salões dos Mortos quando a alma se aproxima da vida após a morte egípcia em Amenta. A pena equilibrada contra a qual o coração é pesado na balança do julgamento é um símbolo da Deusa Maat. Nas paredes funerárias egípcias, o monstro Amemait, “o devorador”, parte leão, parte hipopótamo e parte crocodilo, é visto agachado nas proximidades, esperando para comer os corações daqueles julgados entre os condenados.

Conhecida nos ensinamentos esotéricos como “Filha dos Senhores da Verdade”, “A Regente do Equilíbrio”, esta carta está associada ao signo de Libra e ao Equinócio Atumnal, quando, no ciclo minguante do ano, surgem Luz e Trevas. num equilíbrio precário e momentâneo, que então rapidamente se transforma no escurecimento da luz, à medida que as noites inevitavelmente se alongam. O tarô de Thoth retrata “Justiça” como uma dançarina na ponta dos pés, usando a Serpente Uraeus do “Senhor da Vida e da Morte” na testa e coroada com as plumas de Maat, a deusa egípcia da Verdade e da Perfeição. A espada da Verdade varre a emoção nublada, trazendo clareza de mente e, finalmente, Iluminação. A espada da Sabedoria corta o Mistério, para que, vendo e aceitando o passado, nos libertemos dele. A ação que sai do entendimento traz significado e valor para nossas vidas. Ao encontrar nosso centro, nossas vidas entram em equilíbrio; quando tudo entra em equilíbrio, somos finalmente livres. Mascarado e misterioso, este dançarino, girando constantemente, dança a dança da ilusão da manifestação, é a dança de Maya, a dança colorida da própria vida, em que todas as possibilidades são apreciadas, em que todas as coisas são harmonia e beleza, e todas as manifestações são Verdade. Nirvana é igual a Samsara nesta dança da vida. Tudo é ilusão, não importa quão assustador ou atraente possa parecer, onde cada experiência deve ser absorvida, transmutada, ajustada, sublimada e, finalmente, nascida, em sua próxima manifestação.

“Justiça”, “Ajuste”, Atu VIII, do tarô diurno, encontra seu lado Sombra no Túnel de Lafcursiax, onde Themis vira o rosto para nós como Nêmesis, “devida promulgação”. Nascida do sangue de Urano, ela é conhecida como “Vingança Divina” e como Adrasteia, “a Inescapável”, que é a Anciã oracular do Outono. Com Ela não há graça, não há culpa, não há oração profilática para aplacar o destino que nós mesmos criamos. Nem Nêmesis nem Aidos tinham seu lar entre os deuses, pois “somente quando os homens se tornarem completamente perversos eles deixarão a terra e partirão para a companhia dos imortais”, seus belos rostos velados em roupas brancas. (EH)

No túnel de Lafcursiax, Inanna/Ishtar encontra seu duplo sombrio Ereshkigal. Maat, deusa da perfeição, é também A Deusa das Trevas, Maut, o Abutre voraz, um pássaro tabu, sagrado para Osíris, que se diz ser fertilizado pelo vento e importante para os áugures etruscos. No Tibete atual, os mortos ainda são deixados aos abutres; e em Bombaim, os parsis expõem seus cadáveres no alto das “torres do silêncio”, deixando-os à mercê dos clãs dos abutres. Em A Dádiva da Águia, Carlos Castanheda fala do “poder que rege o destino de todos os seres vivos”, que ele chama de “a Águia . . . [que] . . . está devorando a consciência de todas as criaturas que, vivas na terra um momento antes e agora mortas, flutuaram até o bico da águia, como um enxame incessante de vaga-lumes, para encontrar seu dono, suas razões de ter tido vida. A Águia desembaraça essas minúsculas chamas, as deita planas, como um curtidor estica um couro, e depois as consome; pois a consciência é o alimento da Águia. A Águia, esse poder que governa os destinos de todas as coisas vivas, reflete igualmente e ao mesmo tempo todas essas coisas vivas.”

Aqui, no túnel de Lafcursiax, a deusa abutre, Maut, brinca com sua aranha de estimação, alimentando-a com fitas de carne, arrancadas das almas dos vivos. Que Ela vem fazendo isso desde eras passadas é atestado pelo crânio descartado de Australopithecus africanus, tendo uma idade geológica de cerca de 3 milhões de anos. Centelhas de vidas humanas são o combustível de sua existência, cujas origens se perderam nas brumas do tempo, quando os Filhos de Deus, os Nephilim andaram na Terra, quando o Povo das Estrelas veio de Nibiru, planeta de Equilíbrio e Desequilíbrio.

A aranha é o emblema sombrio dos mistérios tifonianos, do antigo culto da serpente de Obeah e da corrente ofidiana, é o emblema da deusa Maat em seu ciclo de retorno. A louca simetria da teia de aranha atravessa o abismo do meio-termo no qual, de outra forma, poderíamos cair para trás; cruzando do ser para o não-ser, do universo conhecido para o Aeon de Maat sempre espiralando em direção a nós de um futuro desconhecido. Pendurada de cabeça para baixo, a Rainha Aranha do Espaço gira Sua teia, criando 256 janelas para outras dimensões, torres de transmissão no vazio, pulsando energias extraterrestres que servem para corroer e depois transformar a consciência humana: é a terrível voz de Hastur, rodopiando sombriamente. pela vastidão do universo.

Em seu livro “Chiron: Rainbow Bridge Between the Inner & Outer Planets (Quíron: Ponte do Arco-íris Entre os Planetas Internos e Externos)”, Barbara Clow fala da explosão cataclísmica de uma memória interna daquele ano de 1500 a.C., revivendo a memória interna da destruição anterior da Atlântida, e isso é responsável pelo medo cego de desastre global atual em nossa cultura hoje. A Deusa foi culpada pelo cataclismo, pois cabia à religião da Deusa guardar a fertilidade e o equilíbrio planetário. Se não entendermos o ciclo do Décimo Segundo Planeta que rege o equilíbrio de nosso planeta no sistema solar, desta vez o patriarcado será culpado pela destruição que está sobre nós.

Este ponto do ciclo de Nibiru, até cerca de 2150 d.C., é o principal ponto de equilíbrio/desequilíbrio, onde podemos finalmente equilibrar Marte/Vênus, anima/animus, masculino/feminino, como fez o vidente cego Tirésias. “A energia eletromagnética está aumentando na atmosfera, como evidenciado pela reenergização de círculos de pedras megalíticas e complexos de templos de pirâmides em todo o mundo, apenas porque este ponto do ciclo de Nibiru é um ponto de desequilíbrio. “… Estamos à beira de uma fase de sincronização totalmente nova e estelar.” Sempre que isso acontece, temos a chance de ‘saltar o ciclo’ e passar para outro lugar na espiral da evolução da consciência. Nibiru causa desequilíbrios climáticos e libera forças profundas da Terra, mas também libera Eros…” “Esta força é plutoniana quando reprimido, como Prometeu no Mundo Inferior, porque toda repressão se torna plutoniana. Mas sua força é idealmente o poder da serpente uraniana, se cada um de nós a deixar subir na espinha como energia kundalini.

O Retorno iminente desta vez é marcado pelo ressurgimento do Feminino, uma reedição do equilíbrio-desequilíbrio masculino-feminino: “Take Back The Night! (Tome a Noite de Volta!)” É esta Deusa que retorna de nosso passado arcaico, seu rosto um prenúncio de nossos eus futuros distantes, distorcidos no tempo em um presente caótico: Inanna/Ishtar, Deusa do Amor, Deusa Guerreira que corrige todo desequilíbrio com uma espada rápida impiedosa.

Nesta carta: “Vida desequilibrada”; somos lembrados da necessidade de permanecer em harmonia com os ciclos naturais. Somos lembrados de que devemos aceitar as limitações de nossa existência física. Assim, os sintomas da necessidade de trabalhar esse túnel são a adesão rígida a noções abstratas de lei patriarcal linear; crença na paz sem justiça; crença no Direito Divino, nas hierarquias, no lugar de direito da Mulher, na Virtude do status quo; crença em um deus misericordioso; medo do conhecimento, da liberdade, da alegria e da vida, de se divertir “muito”. Qualquer bloqueio dessas manifestações da kundalini elevada resulta em vertigem literal. A fórmula para lidar com esse vasto influxo de energias eletromagnéticas e biônicas é a do “não-equilíbrio”, o afrouxamento, o abandono da necessidade diurna de equilíbrio linear e controle consciente que está na raiz da náusea e da vertigem; relaxante, permitindo uma espiral ascendente natural de energia.

Os poderes deste túnel estão operando no fio da navalha do descontrole; de temer não corrigir o desequilíbrio; não temendo o poder da fúria justa. Aqui está a alegria da vida e o amor apaixonado, cambaleando à beira do perigo do desequilíbrio entre o esquecimento e a bem-aventurança; êxtase e caos criativo: símbolo de oito braços do planeta Nibiru.

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Fonte:Dark Star of Chaos: Lafcursiax, by Linda Falorio.

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Linda Falorio / Fred Fowler, Pittsburgh, PA 15224 USA.

 

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-estrela-negra-do-caos-lafcursiax/

A selvageria da FORÇA

Zzurto

Esse texto acima é uma alegoria (por assim dizer) do que trago para tratar hoje. A FORÇA é em si extremamente selvagem, o que esperar dela; o que esperar da sua chegada? Muitos tratam a FORÇA como um ser consciente e que possui vontade. Mas isso é um engano tolo. A FORÇA simplesmente é, não tem desejos além de sua constituição essencial. Se busco a força da batalha não virá a do amor incondicional, pelo menos não para quem tiver feito as coisas corretamente. E quanto mais bem feito mais volume será acessado. Mas o vaso é grande o suficiente?

Isso pode parecer exagerado, mas muito pelo contrário, é mais comum do que se imagina. Na verdade o que ocorre é que ao longo das práticas, da egrégora escolhida, dos dias estudando, das alianças feitas criamos uma barreira ou um freio nesta força (ou seria pedágio?). Nos limitamos para não nos afogarmos. Isso é extremamente útil, mas não significa que funcionará sempre. Se este freio por algum motivo não funcionar seremos alvejados por uma quantidade descomunal da FORÇA, podendo nem ser o que ansiávamos (erros de foco) e causando mais estragos do que soluções. Quantas e quantas histórias já não lemos de praticantes desmiolados? Seria isso olho grande mesmo ou a natureza? Provavelmente os dois. E diante disso nada poderemos fazer até a energia, a FORÇA, se extinguir naturalmente, ou por meio de práticas de descarga ou doações conscientes, etc.

Saber exatamente o que cada símbolo causará em seu universo particular é algo extremamente útil e importante e que requer tempo e estudo. Impregnar de emoção algo é uma tarefa constante e limitada somente pela sua própria imaginação. Confiar em sua própria ciência é algo que não se ensina em canto algum, advém somente dos resultados obtidos, quanto mais acertos… Lidar com a FORÇA é algo que implica em conhece-la, mas como? Fico imaginando a quantidade de praticantes neófitos perdidos por ai, aplicando teorias das mais variadas e abrindo e fechando portas das quais nem ao menos tem conhecimento. O que ocorrerá? Talvez a FORÇA nem venha como uma enxurrada como coloco, mas pode simplesmente manter uma passagem aberta por mais tempo do que se imagina, e passagens implicam em transeuntes, serão todos bem vindos? O que leva a uma pergunta circunstancial do quanto de fato você tem de habilidade real para identificar que fora obtido um resultado específico da sua intenção de outrora? E somente o tempo/experiência poderão responder, ou por sorte um sensitivo pé no chão passando por perto e dizendo: “é bom fechar a porta!”.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-selvageria-da-for%C3%A7a