Meditação ajuda a combater insônia

A meditação pode ser uma forma eficaz de tratamento contra a insônia, segundo pesquisa apresentada no 23º congresso anual da Associação Profissional de Sociedades do Sono, nos Estados Unidos.

Os pacientes que meditam sentem melhoras na qualidade subjetiva do sono e em sua duração total, no tempo de adormecer, da vigília e no acordar.

O diretor do programa sobre a insônia do Memorial Hospital de Evanston, Ramadevi Gourineni, disse que este transtorno é causado por 24 horas diárias de “hiperatividade”, com altos níveis de tensão durante certos momentos.

No congresso foi apresentado um estudo que analisa os dados de 11 pacientes, de 25 a 45 anos, com problemas de insônia primária crônica. Durante dois meses, eles foram divididos em dois grupos: um participou de Kriya Ioga (uma forma de meditação) e de aulas sobre saúde. O outro recebeu informações sobre como melhorar a saúde com o uso de exercícios, nutrição, perda de peso e gerenciamento do estresse, mas não fez meditação.

Depois do período do estudo, o grupo que fez meditação registrou melhoras na qualidade do sono, o tempo necessário para dormir e o tempo total de sono.

Gourineni afirmou que os resultados do estudo provam que “ensinar técnicas de relaxamento profundo durante as horas do dia pode ajudar a melhorar o sono à noite”.

Folha Online.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/medita%C3%A7%C3%A3o-ajuda-a-combater-ins%C3%B4nia

Homúnculos – Os Seres Criados Pela Alquimia e as Relações Sexuais entre Humanos e Espíritos

O alquimista Paracelso uma vez propôs que ele havia criado um ser humano artificial através de sua ciência. Chamado de homúnculo, essa criatura não tinha mais de 30 centímetros de altura e fazia o trabalho normalmente associado a um golem. No entanto, depois de um curto período de tempo, o homúnculo era conhecido por enganar seu criador e fugir. A receita (dos sopradores) para a criação de um homúnculo consistia em um saco de ossos, esperma, fragmentos de pele e cabelo de qualquer animal do qual você quisesse que fosse um híbrido. Este deveria ser colocado no chão cercado por esterco de cavalo por quarenta dias, quando o embrião se formaria. Essa suposta besta se baseava nas teorias biológicas da geração espontânea, a qual defendia que a vida brotava da matéria inorgânica.

Normalmente o termo homúnculo traz à mente o nome de Paracelso que propôs um homúnculo espiritual. No entanto, a proposta de Paracelso foi limitada em escopo a uma operação alquímica. O termo homúnculo possui uma definição mais ampla; pode ser uma entidade espiritual ou física. O homúnculo físico é deliberadamente criado por meios ocultos ou mágicos, combinando esforços humanos e espirituais. O homúnculo físico geralmente tem uma forma humana criada através da relação sexual entre um humano e uma entidade espiritual. O tipo de criação sempre envolve a Kundalini Shakti, que está sempre na raiz da energia humana (a Kundalini).

É incerto se anjos, demônios e espíritos possuem corpos físicos, corpos espirituais ou corpos espirituais que parecem ser físicos. Tal confusão existe por causa da tremenda influência que o espírito exerce sobre os preceptores humanos. Os exemplos são: que acredita-se que os anjos bíblicos tinham corpos de carne e sangue; os fantasmas das assombrações egípcios – precursores dos vampiros europeus – eram considerados físicos; e os íncubos e súcubos medievais, bem como os atuais, eram considerados físicos por aqueles com quem faziam amor.

Existia uma forte crença em elfos, anões, duendes e fadas por pessoas do campo até séculos recentes, muitas acreditavam que tais seres eram físicos. Muitos teorizaram que as fadas eram seres físicos ou semelhantes a humanos, possivelmente sendo ou originados de uma raça humana indígena. Estendendo essa teoria mais para trás no tempo, poderia incluir a lenda dos anjos caídos que se casaram com as filhas dos homens e que ensinaram a agricultura e a arte da guerra aos humanos (veja o Livro de Enoque). Isso coincide com a teoria de que a humanidade desenvolveu maior inteligência através do acasalamento ou da evolução. Ainda hoje existem contos dessa raça indígena existente no noroeste da Europa antes de migrar para o Reino Unido.

A evidência desta raça indígena é extremamente instável, na melhor das hipóteses. A presença do Diabo no Sabá das bruxas é um excelente exemplo. Os testemunhos das bruxas durante seus julgamentos na inquisição europeia eram no mínimo questionáveis ​​(veja Malleus Maleficarum, o Martelo das Bruxas). Os relatos de testemunhas oculares registrados nas transcrições, mesmo que extraídos por ameaças ou tortura, tornam impossível verificar se o Diabo, ou Deus Chifrudo, era personificado por um homem físico, o Homem de Preto, ou um espírito personificando um homem físico. Não só se deve considerar a possibilidade de ameaças e torturas, mas também o estado mental das várias bruxas em julgamento. Muitas podem ter confessado sob coação, mas algumas podem ter realmente acreditado que se encontraram com o Diabo, tiveram relações sexuais com ele e o serviram. Além disso, elas podem ter procurado impressionar seus inquisidores sabendo que não tinham amigos com a Igreja ou a congregação passiva que as cercava.

Mesmo os lendários vampiros se enquadram nessa categoria de incerteza de serem completamente espirituais, completamente físicos ou uma combinação de ambos. Originalmente, pensava-se que o vampiro era um demônio físico, só mais tarde na tradição ele foi espiritualizado. Ainda no mito, o vampiro é tido como um cadáver animado capaz de descartar seu aspecto material à vontade para se transformar em vapor, um cadáver que não reflete.

Outro exemplo nesta categoria de incerteza espiritual ou física é o changeling (literalmente, “o trocado”), a criança-fada que as fadas deixavam no lugar, após roubarem uma a criança humana. Geralmente isso acontece para que a criança-fada seja nutrida pela mãe humana. O changeling é praticamente idêntico à criança humana roubada que é levada para uma terra de fadas, exceto que pode ser detectada por características-chave, como rir conscientemente, dar olhares maliciosos, ter um temperamento malicioso, falar com uma voz mais profunda que o normal, ter um apetite voraz, e ter uma força sobre-humana.

O changeling é o bom termo para homúnculo, o amálgama de uma criança humana e uma criança espiritual. Tal amálgama seria o produto da relação sexual entre um humano e um espírito, muitos não acreditam que isso seja possível e existem aqueles que nunca falam disso como uma união sexual amorosa, mas como uma vampirização sexual. No entanto, as fadas têm relações sexuais com seres humanos e até se casam com eles. Diz-se que crianças e até gerações inteiras descendentes de tais uniões nasceram de um homem humano e de uma mulher fada. Tais eventos são cercados pela lenda da “fada madrinha má”, simbólica de Lilith, a mãe dos demônios.

Este é mais um exemplo da oposição entre o pensamento clássico e o ocidental sobre as relações entre humanos e seres sobrenaturais. Qualquer pessoa nascida de uma divindade sobrenatural e um ser humano na Grécia clássica era geralmente um herói, Herácles, ou Hércules, por exemplo, nasceu da união amorosa de Zeus e Alcmena de acordo com uma lenda. No entanto, o que vale a pena notar é a honra dada a Hércules e seus feitos. Em contraste, o cristianismo tende a evitar qualquer relação sexual entre o humano e o sobrenatural. Ao mesmo tempo, pensava-se que as crianças-íncubos eram produzidas através de uma versão demoníaca do Nascimento Virginal, resultando em uma rodada de xingamentos. Um exemplo era um padre, Ludovico Sinistrari, que chamava e dizia que “aquele maldito heresiarca Martinho Lutero” como um exemplo bem conhecido de um homem gerado pelo diabo. Lutero não parecia mais caridoso, pois disse que todas as crianças de aparência estranha deveriam ser destruídas ao nascer, pois elas eram claramente descendentes de demônios. Não se deve esquecer que os termos “íncubos” e “súcubos” são outros nomes para os lilim, os filhos de Lilith.

A.G.H.

Fonte:

Tyson, Donald. Sexual Alchemy: Magical Intercourse with Spirits (Alquimia Sexual: Relações Sexuais com os Espíritos). St. Paul, MN. Llewellyn Publications. 2000. pp. 79-83

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Fonte:

Homunculus

https://www.themystica.com/homunculus/

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/homunculos-os-seres-criados-pela-alquimia-e-as-relacoes-sexuais-entre-humanos-e-espiritos/

Emmanuel: Respeito Mútuo

Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encareces a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.

Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.

Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.

Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.

Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de levarem adiante a própria elevação ao progresso.

Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.

Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.

Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.

Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.

Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar.

Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.

Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações.

Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.

E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.

Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.

Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.

Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar-te a tranqüilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.

E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.

Emmanuel; Irmão
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

#Espiritismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/emmanuel-respeito-m%C3%BAtuo

Bhagwan Shree Rajneesh (Osho)

“Aposte todas as suas fichas. Seja um apostador!
Arrisque tudo, pois o momento seguinte não é uma certeza. Então, por que se importar com ele? Por que se preocupar?
Viva perigosamente, viva com prazer. Viva sem medo, viva sem culpa.
Viva sem nenhum medo do inferno ou sem ansiar o céu. Simplesmente viva.”
– Faça o Seu Coração Vibrar

Nasceu em 11 de dezembro de 1931, 1o filho de um mercador de tecidos. Passou os sete primeiros anos com os avós, que lhe davam total liberdade. Após a morte do avô foi viver com os pais. Sempre revelou um espírito rebelde e independente. Em 1946 experimentou seu primero satori. Com o tempo aprofundou suas experiências em meditação, sendo que a intensidade de sua busca espiritual chegou a afetar sua saúde física. Em 1953 atingiu o estado de “iluminação”.

Em 1956 graduou-se como 1o aluno da turma de Filosofia na Universidade de Jabalpur. Foi campeão de debates da Índia e ganhou a medalha de ouro no ano de sua graduação. Em 1957 lecionou no Sanskrit College e um ano depois tornou-se professor de Filosofia na Universidade de Jabalpúr.

Em 1966 passou a dedicar-se inteiramente à arte de ensinar a meditação ao homem moderno. Durante os anos 60 viajou toda a Índia como Acharya Rajneesh (professor), provocando a ira do establismment e encontrando-se com pessoas de todas as classes sociais. Ele desmascarava a hipocrisia do sistema e suas tentativas para impedir que o homem alcançasse seu direito mais fundamental: ser ele mesmo. Desafiava os líderes religiosos ortodoxos em debates públicos. Dirigia-se a audiências de milhares de pessoas, sensibilizando os corações de milhões. Lia muito: tudo o que pudesse ampliar sua compreensão sobre os sistemas de crenças e a psicologia do homem contemporâneo.

Em 1968 estabeleceu-se em Bombaim e organizou, regularmente, “campos de meditação”, quase sempre nas montanhas. Aí introduziu sua revolucionária Meditação Dinâmica, técnica que ajuda a parar a mente, ao permitir que ela tenha primeiramente uma catarse. Segundo ele, o homem moderno está tão sobrecarregado das antiquadas tradições do passado e das ansiedades da vida moderna, que precisa passar por um profundo processo de limpeza antes de poder descobrir a ausência de pensamento no relaxamento da meditação. A partir de 1970 começou a iniciar pessoas no Neo-Sannias, caminho de compromisso com a auto-exploração e a meditação, amparado pelo amor e orientação pessoal. Passou a ser chamado de Bhagwan, o abençoado. Sua fama espalhou-se pela Europa, América, Austrália e Japão.

No curso de seu trabalho. Osho falou sobre praticamente todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Destilou a essência do que é significativo para a busca espiritual do homem contemporâneo, com base não na compreensão intelectual, mas na sua própria experiência existencial.

A partir de 1974, em Puna, seus ensinamentos foram intensificados. Sua saúde tornava-se mais frágil. Foram criados grupos de terapia combinando o insight oriental da meditação com as técnicas ocidentais de psicoterapia. Em dois anos o ashram já tinha a reputação de melhor centro de crescimento e terapia do globo. Nos últimos anos da década de 70 o ashram transformara-se na meca dos buscadores modernos da verdade. As palestras de Osho abrangiam todas as grandes tradições religiosas do mundo. Sua vasta erudição na ciência e no pensamento ocidentais, a clareza de suas palavras e a profundidade de seus argumentos desfaziam o abismo entre o oriente e o ocidente, para seus ouvintes.

O 1o ministro indiano, Morarji Desai, obstruiu todas as tentativas de transferência do ashram para uma parte remota da Índia, onde seria experimentada a aplicação dos ensinamentos de Osho na construção de uma comunidade autosuficiente, onde viveriam em meditação, amor, criatividade e alegria. Isso não impediu que suas palestras, gravadas e transcritas em mais de 600 livros e traduzidas em mais de 30 idiomas, constituíssem hoje incontáveis volumes e atingissem inúmeros leitores.

Sua Filosofia

O pensamento de Rajneesh está exposto em mais de mil livros que podem elucidar sobre a sua filosofia.No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de 650 títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.

Segundo referem os seus admiradores, Osho não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotes, políticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem otimista que apontava para um futuro onde a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por consequência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio, recordando aquilo que a consciência imediata esqueceu. Segundo esta visão, a humanidade parece-se a um conjunto de cegos guiados por outros cegos.

Todo o trabalho de Osho é de desconstrução e silêncio. Segundo Osho, todo o planeta (com raras exceções) está doente. Mas é uma doença autoimposta. Liberdade seria, em sua visão, o fundamento de um homem auto-realizado e digno. O silêncio, por sua vez seria a comunhão da criatura com sua essência divina e pura, sendo reencontrado pela meditação, onde o homem experimenta seu verdadeiro ser. Osho negava a existência de um Deus pessoal dizendo que a lógica do evolucionismo abriria grandes lacunas para tal entendimento. Em sua concepção, a ideia da existência de Deus deve ser rejeitada para o bem da humanidade.

Ao dizer, por exemplo, que “o orgasmo sexual oferece o primeiro vislumbre da meditação porque, nele, a mente para, o tempo para”, a mídia o apelidou de “guru do sexo”. Quando se descobriu a causa da aids, Osho determinou que seus discípulos fizessem o teste de HIV. Pioneiro, recomendou usar camisinha e luvas de látex na hora do sexo, coisas ridicularizadas na época. Para A. Racily, que conviveu com Osho, o guru queria apenas que o sexo não fosse renegado. Ela diz que nunca houve orgias na comunidade e que esses boatos vinham de quem queria se aproveitar da liberdade sexual.

Em 1980, um membro de uma tradicional seita hindu tentou assassinar Osho, durante uma palestra. Enquanto as religiões e igrejas oficiais faziam oposição a seu trabalho, ele já tinha mais de 250 mil discípulos em todo o mundo. Em maio de 1981 Osho parou de falar e iniciou uma fase de “comunhão silenciosa de coração a coração”, para que seu corpo, com graves problemas de coluna, descansasse.

Ida a América

Foi levado aos EUA pela eventual necessidade de uma cirurgia de emergência. Seus discípulos americanos compraram um rancho de 64 mil acres no deserto de Oregon Central, onde ele se recuperou rapidamente. Uma comuna modelo cresceu ao seu redor com uma velocidade alucinante, transformando o deserto num oásis verde, capaz de alimentar 5 mil habitantes. Nos festivais anuais de verão até 20 mil visitantes eram acomodados e alimentados na nova cidade de Rajneshpuram. Surgiram outras grandes comunas em todos os principais países do ocidente e no Japão. Osho solicitou residência permanente nos EUA, mas teve seu pedido recusado pelo governo americano; uma das razões alegadas foi seu voto público de silêncio. Cresciam as investidas do governo de Oregon e da maioria cristã do estado, contra a nova cidade.

Em 1984 Osho começou a falar em pequenos grupos em sua residência e em 1985 voltou a fazer discursos para milhares de buscadores. Sua secretária e diversos membros da direção da comuna partiram repentinamente e atos ilegais cometidos por eles vieram à tona. Osho convidou as autoridades para que procedessem as investigações necessárias. Assim elas aceleraram sua luta contra a comuna. Em outubro Osho foi preso em Carolina do Norte, sem mandato de prisão. Durante a audiência de sua fiança foi acorrentado. Sua viagem de volta a Oregon, onde seria julgado – normalmente um vôo de cinco horas, durou oito dias. Depois ele revelou que na penitenciária de Oklahoma foi registrado como David Washington e colocado numa cela com um prisioneiro que sofria de herpes infecciosa. Uma hora antes de ser libertado, uma bomba foi descoberta na cadeia de Portland, presídio de máxima segurança de Oregon, onde Osho estava detido. Todos saíram menos ele, que foi mantido mais uma hora dentro da cadeia. Em novembro confessou-se “culpado” em duas das 34 violações de imigração das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse outros riscos nas garras do sistema judiciário americano. Foi multado em US$ 400 mil e obrigado a deixar os EUA, sem poder voltar por cinco anos.

Voou para a Índia, onde repousou nos Himalaias. Uma semana depois a comuna no Oregon resolveu dispersar-se. O procurador dos EUA, Charles Turner disse que a prioridade do governo era destruir a comuna; que não desejavam transformar Osho num mártir e que não havia evidência que o implicasse em crimes. Em dezembro sua nova secretária, sua assistente, seu médico particular e outros discípulos ocidentais que o acompanhavam foram expulsos da Índia e tiveram seus vistos cancelados. Osho juntou-se a eles no Nepal, onde retomou seus discursos diários.

Em fevereiro de 1986 Osho foi para a Grécia, mas o clero da igreja Ortodoxa ameaçou o governo de que haveria derramamento de sangue se ele não fosse expulso do país. Em março a polícia invadiu a casa de campo onde ele estava hospedado e, sem mandato de prisão, enviou-o a Atenas. Ele foi para a Suíça, onde seu visto de sete dias foi cancelado no momento de sua chegada. Foi então para a Suécia, onde foi acolhido da mesma forma. Na Inglaterra aconteceu o mesmo e na Irlanda conseguiu ficar alguns dias como turista. Antígua, Holanda Alemanha não permitiram sua entrada. Na Itália seu pedido de visto de turista não foi concedido até hoje. Tudo isso até 7 de março. No dia 19 o Uruguai o convidou. Ele foi para lá com seus companheiros, mas o país recebeu “informações” dos EUA de que eles estavam envolvidos em contrabando, tráfico de drogas e prostituição. Em maio, quando ia receber visto permanente, Washington ameaçou cancelar empréstimos no valor de US$ 6 bilhões, se Osho permanecesse no país. Em junho foi embora para a Jamaica, onde conseguiu visto de 10 dias, cancelado no dia seguinte à sua chegada. Foi para Lisboa e permaneceu escondido por duas semanas numa casa de campo. Ao todo 21 países o deportaram ou impediram sua entrada. Assim retornou à Índia em julho.

Ficou seis meses em Bombaim, onde retomou seus discursos diários, na casa de um amigo. Em janeiro de 1987 mudou-se para a casa do ashram em Puna, mas logo teve ordem de partida. Ao mesmo tempo, embaixadas indianas pelo mundo e os funcionários da emigração no aeroporto de Bombaim começaram a recusar a entrada de seus seguidores ocidentais. Em novembro, após uma enfermidade de sete semanas, foi diagnosticada uma deterioração geral de sua condição física, devido a envenenamento por tálio. Num discurso público, Osho declarou acreditar que o governo dos EUA o tenha envenenado durante os 12 dias em que esteve sob sua custódia, em setembro de 1985.

Osho deixou seu corpo em 19.01.1990. Poucas semanas antes, disse: “quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é ir para dentro.”

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/bhagwan-shree-rajneesh-osho/

Mapa Astral de Dion Fortune

Dion Fortune, pseudônimo de Violet Mary Firth Evans (1890 — 1946), psicóloga e ocultista britânica.

Violet nasceu em Bryn-y-Bia (Llandudno, Gales), e cresceu no seio de uma família onde se praticava, rigorosamente, a Ciência Cristã. Por volta de 1910, após sofrer uma crise nervosa, interessou-se pelo Ocultismo. Em 1919, ela foi iniciada no Templo “Alpha e Ômega”, da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn), onde adotou o nome-mágico de “Dion Fortune”, inspirado no lema de sua família: “Deo , non fortuna “(Deus, não o destino). Ao mesmo tempo, estudou Psicologia e Psicanálise na Universidade de Londres, onde se formou, passando a trabalhar como psicoterapeuta na Clínica Médico-Psicológica de Brunswick Square.

Com Sol, Vênus e Mercúrio em Sagitário; Lua em Libra; Caput Draconis, Plutão e Netuno em Gêmeos e Marte e Júpiter em Aquário (com um Saturno em Virgem para equilibrar), sendo o Sol seu planeta mais forte, com nada menos do que 8 Aspectações fortes, temos um Mapa bastante adequado para uma ocultista e muito voltado para o pensamento, a mente e o estudo/filosofia da magia.

Praticamente todos os Planetas deste Mapa estão ligados ao elemento AR ou aos aspectos Mutáveis dos Signos (que envolvem a mente).

A estrutura do Mapa sugere alguém que organiza e compila coisas estranhas; com dedicação tanto no campo da busca incessante por conhecimentos profundos e espirituais (Netuno e Plutão em Gêmeos) quanto na facilidade e seu dispêndio de energia em assuntos diferentes ou fora do padrão (Marte e Júpiter em Aquário – sorte nossa que ela escolheu a Magia como assunto exótico para se dedicar!) embasados por uma disciplina metódica e perfeccionista. Isso é percebido em sua obra mais valiosa: “A Cabala Mística”, bem como no livro “Autodefesa Psíquica” ambos recomendados por este que vos escreve.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-dion-fortune

As Táticas da Magick

“O cérebro humano opera evidentemente de acordo

      com alguma variação do princípio enunciado em

 The Hunting of the Snark: ” O que eu te disser

 três vez é verdade” é verdade”.

Norbert Wiener, Cybernetics

 

A ideia mais importante do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin o Mago é a fórmula aparamente simples “Invo­car muitas vezes.”

Na Teoria do Comportamento, de Pavlov, Skinner, Wolpe. etc., a forma mais conseguida de tratamento para as chamadas doenças mentais pode muito bem ser resumida em três palavras semelhante: “Reforçar muitas.” (Para to­dos os efeitos práticos, “reforçar” significa aqui o mesmo que o termo do leigo “recompensar”) A essência da Teoria do Comportamento é recompensar o comportamento; a medida que se sucedem as recompensas, o comportamento de­sejado começa ocorrer com cada vez maior frequência, “como por magia.”

Como todos sabem, a publicidade baseia-se no axioma “Repetir muitas vezes.”

Aqueles que se consideram “materialistas,” e que julgam que o que o “materialismo” lhes exige a negação de todos os factos não conformes com a sua definição de “matéria”, sentem-se naturalmente relutantes em admitir a lista extensa e bem documentada de indivíduos que foram curados de doen­ças graves por essa forma de magick tão vulgar e absurda conhecida por ciência cristã. Não existe nenhuma diferença essencial entre a magick a Terapia do Comportamento, a publi­cidade e a ciência crista. Todas elas podem ser condensadas na fórmula simples de Abra-Melin, “Invocar muitas vezes.”

A realidade é termo-plástica e não termo-estável. Ela não totalmente disparatada, corno o senhor Paul Krassner certa vez afirmou, mas encontra-se omito mais perto disso do que geralmente supomos Se nos disserem vezes suficientes que “Budweiser a rainha das cervejas,” a Budweiser aca­bará por saber um nadinha melhor e talvez mesmo multo melhor do que antes desse encantamento ter sido lançado. Se um terapeuta do comportamento a soldo dos comunistas o recompensar de cada vez que você repetir um slogan comu­nista. você começará a repeti-lo mais veres, passando a apro­ximar-se do mesmo tipo de crenças que os cientistas cristãos usam para os seus mantras. E se um cientista cristão repetir para si próprio todos os dias que a sua úlcera lá desaparecer, ela desaparecerá mais rapidamente do que sucederia se ele nunca se tivesse enjeitado a esta campanha caseira de publici­dade. Finalmente, se um mágico evocar vezes suficiente o Grande Deus Pã, o Grande Deus Pã acabará por surgir, do mesmo modo como o comportamento heterossexual a surgir em homossexuais que estejam a ser tratados (alguns diriam maltratados) através da terapia do comporta­mento.

O oposto e recíproco de “Invocar muitas vezes” é “Banir muitas vezes”

O mágico que deseje uma manifestação de Pã não apenas invocará Pã directa e verbalmente, como também cria­rá ambientes de Pã no seu tempo, reforçando as associações com Pã em todos os seus gestor, e usando peças de mobiliário, cores e perfumes associados com Pã, etc.; mas também bani­rá verbalmente todos os outros deuses, através da remoço das mobílias, cores e perfumes associados com eles. e banindo-os também de todos os outros modos possíveis. O terapeuta do comportamento chama a este procedimento de “reforço negativa” e, ao tratar um doente com, a fobia dos elevadores, não apenas reforçará (recompensará) todas as situações era que o paciente andar de elevador sem evidenciar terror, como tam­bém reforçará negativamente (castigará) todas as indicações de terror evidenciadas pelo doente. Evidentemente, o cientista cristã usa rnantras ou encantamentos que, simultaneamen­te, reforçam a saúde e reforçam negativamente (afastam) a doença. Dum modo semelhante, um anuncio publicitário não apenas motiva o consumidor para o produto do patrocinante, como desencoraja também o interesse por todos os “falsos deuses,” reduzindo-os à desprezada e desprezível Marca X.

O hipnotismo, o debate e inúmeros outros jogos apre­sentam todos o mesmo mecanismo: Invocar muitas vezes e Banir muitas vezes.

O leitor que estiver interessado em alcançar uma com­preensão mais profunda desta questão poderá consegui-la aplicando na prática estes princípios. Faça esta experiência muito simples. Durante quarenta dias e quarenta noites, comece cada dia invocando e glorificando o mundo como se ele fos­se uma expressão das divindades egípcias. Recite de madrugada:

Abençoo Ra, o brilhante e quente sol

Abençoo Isis-Luna na noite

Abençoo o ar, o falcão de Hórus

Abençoo esta terra em que caminho

Repita ao nascer da Lua. Prossiga durante os quarenta dias e quarenta noites. Garantimos sem quaisquer reservas que, no mínimo, o leitor se sentirá mais contente e mais em casa neste canto da galáxia (e compreenderá também melhor a ati­tude dos índios americanos para com o nosso planeta); no má­ximo, obterá recompensas muito para além das suas expectati­vas, convertendo-se ao uso deste mantra para o resto da sua vi­da. (Se os resultados forem excepcionalmente bons, poderá mesmo começar a acreditar nas antigas divindades egípcias.)

Uma selecção de técnicas mágycas incapazes de ofen­der a razão de qualquer materialista pode ser encontrada em You Are Not the Target (que poderoso mantra é este título!) de Laura Archera Huxley, Gestalt Therapy de Perls, Hefferline e Goodman, e Mind Games de Masters e Houston.

Evidentemente, tudo isto se resume à programação da nossa própria realidade através da manipulação de aglomera­dos apropriados de palavras, sons, imagens e energia emocional (prajna). Mas a faceta da magick que mais desconcerta, espanta e escandaliza a mentalidade moderna é aquela em que, agindo á distância, o operador programa a realidade de outra pessoa. Para este tipo de mentalidade, a afirmação de que seria possí­vel programar uma dor de cabeça para o presidente dos Esta­dos Unidos pareceria incrível e insultuosa. Pessoas assim pode­riam aceder em que essa manipulação de energia fosse possível caso o presidente estivesse informado dos nossos propósitos, mas nunca aceitariam que o feitiço funcionasse também se o seu receptor não se encontrasse consciente da maldição.

Sendo assim, o materialista afirmará então que todos os casos em que, nestas condições, a magia parece resultar, não passam de ilusões, enganos, alucinações, “coincidências,” má compreensão, “sorte,” acidente ou pura fraude.

Ao tomar esta atitude, o materialista não parece com­preender que ela equivale a afirmar que, afinal, a realidade é mesmo termo-plástica – pois está a admitir que muitas pessoas vivem em realidades diferentes da sua. Mas em vez de o deixar­mos debatendo-se com esta auto-contradição, sugerimo-lhe que consulte Psychic Discoveries Behind the Iron Curtain, de Óstrander e Schroeder – e especialmente o capítulo 11, “Dos Animais à Cibernética: A Procura duma Teoria da Psi.” Poderá então perceber que, quando a matéria acabar por ser totalmen­te compreendida, não existe nada que um materialista precise de rejeitar na acção mágica á distância, que está a ser ampla­mente explorada por cientistas afectos à rígida causa do mate­rialismo dialéctico.

Aqueles que têm mantido vivas as antigas tradições da magick, como a Ordo Templi Orientalis, compreenderão que o segredo essencial é sexual, e que podemos encontrar mais luz nos escritos do Dr. Wilhelm Reich do que nas actuais pesquisas soviéticas. Mas o Dr. Reich foi encarcerado como tolinho pelo governo americano e não nos passaria pela cabeça pedir aos nossos leitores que considerem a hipótese do governo america­no alguma vez se haver enganado.

Qualquer psicólogo adivinhará imediatamente os si­gnificados simbólicos mais prováveis da Rosa e da Cruz; mas nenhum psicólogo dedicado à pesquisa psi parece ter alguma vez aplicado esta chave na decifração dos textos mágicos tradi­cionais. A mais antiga referência à franco-maçonaria em inglês surge em “Muses Threnody” de Anderson, 1638:

Porque nós somos irmãos da Cruz Rosada

Nós temos a Palavra Maçónica e a segunda visão (1)

mas nenhum parapsicólogo seguiu ainda a pista evidente conti­da nesta conjunção da rosa vaginal, a cruz fálica, a palavra da invocação e o fenómeno da projecção do pensamento. Parte desta cegueira pode ser explicada pelos tabus contra a sexuali­dade que ainda se encontram latentes na nossa sociedade; sen­do a outra parte o medo de abrir a porta ás formas de paranóia mais insidiosas e subtis. (Se a magick pode funcionar à distân­cia, diz o pensamento reprimido, qual de nós se encontra segu­ro?) Um estudo profundo e objectivo da histeria anti-LSD na América iluminará melhor os mecanismos de evitamento aqui discutidos.

O racionalista descobrirá evidentemente ainda outras ofensas e afrontas no estudo mais aprofundado da magick. To­dos sabemos, por exemplo, que as palavras não passam de con­venções arbitrárias sem nenhuma ligação intrínseca com as coisas que simbolizam. No entanto, a magick utiliza as palavras de tal modo que parece implicar a existência de alguma co­nexão, ou mesmo identidade, deste tipo. Se o leitor se encon­trar disposto a analisar alguns exertos de linguagem geralmen­te não considerados como mágicos, poderá conseguir descobrir parte da resposta. Por exemplo, o padrão 2 + 3 do “lo Pan! lo Pan Pan!” de Crowley não difere muito do 2 +3 de “Santa Ma­ria, Mãe de Deus.” Assim, quando um mágico nos diz que. no momento mais intensamente emocional da evocação, devemos gritar “Abracadabra” e nenhuma outra palavra, ele está a exa­gerar; poderíamos utilizar outras palavras; mas faremos abor­tar os resultados se nos afastarmos muito do ritmo pentatónico de “Abracadabra.”

O que nos trás de volta à teoria mágica da realidade.

Escreve o Mahatma Guru Sri Paramahansa Shivaji em Ioga para Tolinhos:

 

Consideremos um pedaço de queijo. Dizemos que ele tem certas qualidades, como forma, estrutura, cor, so­lidez, sabor, cheiro, consistência e outras mais; mas a investigação demonstrou que elas são todas ilusórias. Onde se encontram então estas qualidades? Não no queijo, pois observadores diferentes farão descrições delas muito diferentes. Em nós também não, pois não as sentimos na ausência do queijo.

Que qualidades serão então essas sobre as quais nos sentimos tão certos? Elas não existiriam sem os nos­sos cérebros; não existiriam sem o queijo. São o resul­tado da união, isto é, do Ioga, daquilo que vê e daqui-lo que é visto, do sujeito e do objecto…

Um físico moderno não encontraria aqui motivo para discórdia; e esta é a teoria mágica do universo. O mágico assu­me que a realidade sentida – o conjunto de impressões filtra­das pelos sentidos e processadas pelo cérebro – é radicalmente diferente da chamada “realidade objectiva.” Como dis­se William Blake, “O louco não vê a mesma árvore que o sábio vê.” Sobre a realidade supostamente “objectiva” pouco mais podemos fazer do que especular ou elaborar teorias que, se formos muito cuidadosos e subtis, não contradirão nem a ló­gica nem os relatos dos sentidos. Esta falta de contradição é a lógica; existem sempre algumas divergências entre a teoria e a lógica, ou entre a teoria e os dados dos sentidos. Por vezes pas­sam-se séculos sem essas divergências serem descobertas (por exemplo, o afastamento de Mercúrio em relação ao cálculo newtoniano da sua órbita). E, mesmo quando é alcançada, esta falta de contradição prova apenas que a teoria não é totalmen­te falsa. Em caso algum prova que a teoria é totalmente verda­deira – pois, a partir dos dados disponíveis em determinada al­tura é possível construir um número indefinido de teorias. Por exemplo, as teorias de Euclides, de Gauss e Riemann, de Lobachevski e de Fuller resultam todas razoavelmente bem na superfície da Terra. Quanto ao espaço interestelar, não se tem ainda a certeza se o sistema que resulta melhor é o de Gauss­-Riemann ou o de Fuller.

Ora, se dispomos assim de tanta liberdade para esco­lher as nossas teorias sobre a “realidade objectiva,” seremos ainda mais livres no aspecto da decifração da realidade sentida. A pessoa média vê como foi ensinada a ver – isto é, como foi programada pela sociedade. O mágico é um auto-programador. Usando a invocação e a evocação – que, como mostramos aci­ma, são funcionalmente idênticas ao auto-condicionamento, à auto-sugestão e à hipnose – ele selecciona ou orquestra, co­mo um artista, a realidade sentida. (É evidente que, inconscien­temente, todos procedemos assim; ver o parágrafo sobre o queijo. O mágico, agindo conscientemente, controla esse processo.)

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Nota:

(1) N. do T. – No original, “For we be brethren of the Rosey Cross / We have the Mason Word and second sight.”

Bibliografia: Robert Anton Wilson, O Livro dos Illuminati.
Editora Via Óptima, Porto, 1º edição, Dezembro de 1985.

Robert Anton Wilson

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/as-taticas-da-magick/

Conexões entre Krishna e Vida Extraterrestre

Nossa Resposta:

Primeiro, Krishna é a origem de todas as encarnações e expansões, incluindo os três avatares de Vishnu. O primeiro, Mahavishnu, cria a energia material total conhecida como Maha Tattva. O segundo, Garbhodakshayi Vishnu, entra em todos os universos para criar diversidades em cada um deles. O terceiro, Kshirodakshayi Vishnu, está difundido como a Superalma que tudo permeia em todos os universos e é conhecido como Paramatma, que está presente mesmo dentro dos átomos.

Aqui estão apenas dois dos muitos versos que explicam a posição original do Senhor Krishna:

“Todas as encarnações acima mencionadas são porções plenárias ou porções das porções plenárias do Senhor, mas o Senhor Sri Krishna é a Personalidade de Deus original. Todas elas aparecem nos planetas sempre que há uma perturbação criada pelos ateístas. Senhor encarna para proteger os teístas.” (Srimad Bhagavatam 1:3:28)

e,

“Krishna, que é conhecido como Govinda, é a Divindade Suprema. Ele tem um corpo espiritual eterno e bem-aventurado. Ele é a origem de tudo. Ele não tem outra origem e Ele é a causa principal de todas as causas.” (Brahma Samhita, 5:1)

Quanto a quem é alienígena e quem não é:

Na verdade, todos são alienígenas neste mundo material. Todos nós pertencemos a Vaikuntha, o mundo espiritual. Cada entidade viva é uma centelha espiritual, vinda de Krishna e originada em Vaikuntha. Devido ao desejo de desfrutar do mundo material separado do Senhor, algumas almas vêm aqui para este reino terrestre. Esta é uma atmosfera muito estranha para nós. Estamos destinados a viver em um estado eterno e feliz, mas nos encontramos em um lugar onde tudo é temporário e cheio de miséria.

Quando o Senhor Krishna apareceu aqui há cinco mil anos atrás, Ele veio em Sua forma original. O corpo do Senhor Krishna é espiritual. Isso significa que é eterno (sat), cheio de conhecimento (cit) e cheio de bem-aventurança (ananda).

Cada um de nós deve ter um corpo qualitativamente igual ao de Krishna, e viver em uma atmosfera espiritual, onde nosso humor de serviço a Krishna nos permite experimentar nossas qualidades espirituais naturais. Em vez disso, chegamos a este lugar estranho, procurando por emoções baratas. Nós nos contentamos com um corpo feito de sangue, pus e outras coisas horríveis e onde tudo está constantemente envelhecendo e morrendo, e as esperanças de felicidade são destruídas pela natureza temporária das coisas que aspiramos a desfrutar.

Em certo sentido, o Senhor Krishna também era um “alienígena” quando veio à terra – porque esta não é Sua residência original – mas em outro sentido tudo é Dele e vem dEle. Ele é o proprietário de tudo, então Ele pode ir aonde Ele quiser, e aparecer como Ele quiser—seja via avião de flores, a velocidade da mente, ou inúmeras outras opções de viagem. E quando Ele viaja Ele não está sujeito ao desconforto do lugar que Ele está visitando, Ele simplesmente traz as maravilhosas qualidades espirituais e a atmosfera de Seu lugar com Ele!

Você também está correto em dizer que durante a guerra do Mahabharata havia alienígenas lutando com Krishna e outros no campo de batalha. A Terra não é o único planeta neste reino material. Na verdade, existem bilhões de galáxias no mundo material – que é apenas uma pequena parte de todo o reino espiritual – e em cada galáxia há muitos, muitos planetas. Alguns são celestiais, alguns são infernais e alguns estão no meio. Em cada planeta existem entidades vivas com corpos diferentes. Muitos moradores desses planetas são muito avançados em ioga e outras ciências místicas, para que possam viajar à vontade para diferentes planetas. Na guerra do Mahabharata, havia visitantes de planetas superiores ajudando pessoalmente e permitindo que os guerreiros usassem suas armas.

No entanto, também é um fato que onde quer que estejamos neste mundo material, somos um alienígena; porque nosso lugar original é no mundo espiritual com Krishna!

Sugestão de Leitura Adicional:

Alien Identities (Identidades alienígenas)

— insights antigos sobre os fenômenos UFO modernos, por Sadaputa Dasa (Richard L. Thompson)

Fácil Viagem a Outros Planetas

– desmistificando as viagens espaciais e entendendo o eu como a última ‘partícula antimaterial’, por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

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Fonte:

Connections between Krishna and extraterrestrial life.

https://www.krishna.com/connections-between-krishna-and-extraterrestrial-life

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/conexoes-entre-krishna-e-vida-extraterrestre/

Afirmações de Referência da Ecclesia Babalon

AFIRMAÇÕES DE FÉ

Afirmação do Credo. Os membros da Ecclesia Babalon professam e aderem aos próprios princípios do Credo Gnóstico da Ecclesia. Para se juntar ao primeiro Círculo da Ecclesia, Filhos da Terra, os aspirantes completam um Chamado de 77 dias para Babalon, então leem ou recitam o Credo ante qualquer membro do segundo ou terceiro Círculos.

Afirmação das Ordenações Sagradas. O sacerdócio na Ecclesia não é concedido aos membros, mas é o reconhecimento deste corpo da própria vontade e chamado de um membro para servir a Grande Mãe. A iniciação representa o início da jornada clerical de estudo e contribuição formal para a egrégora, mais do que a culminação do trabalho sacerdotal. Os membros dos ‘Filhos da Terra’ que desejam se dedicar à Mulher Escarlate através do trabalho podem entrar no segundo Círculo sacerdotal da Ecclesia, ‘Os Amantes’. Ao entrar no sacerdócio recebem o título de Shin. Após pelo menos um ano de participação no segundo Círculo, o sacerdox pode optar por ingressar no terceiro Círculo, ‘Os Eremitas’. Esses membros são encarregados de manter a linhagem da Ecclesia e cuidar das funções administrativas da Ecclesia. Os membros do círculo d‘Os Heremitas’ assumem o título de Tau.

Afirmação dos Círculos. A Ecclesia não confere graus ou níveis aos seus membros. Em vez disso, os membros buscam o Círculo que mais se alinhe com seus chamados únicos. Usamos o termo Círculos para enfatizar o espírito colaborativo, igualitário e interdependente da Ecclesia; escolhemos intencionalmente uma estrutura interna de compartilhamento de poder, em vez de hierárquica. O primeiro, segundo e terceiro Círculos realizam diferentes funções para organizar o trabalho da Ecclesia da maneira mais eficiente; não são expressões de poder ou dominação. Cada círculo é interdependente e absolutamente crítico para a egrégora e a função do corpo.

Afirmação da divindade da prostituta. Sem Aquela que tudo recebe e nada nega, não há lugar para o futuro crescer, nem para o passado se aposentar. Babalon é o princípio feminino ativo que ilumina o recebimento como um ato definido e não como uma passividade. Aquilo que recebe é necessariamente severo na medida em que retém, molda e limita. Reconhecemos, valorizamos e lideramos a partir desse poder do feminino divino para trazer a forma à força. Reconhecemos ainda que a propriedade e o controle do próprio poder pessoal, incluindo energia sexual, energia monetária, tempo, atenção e acesso, é uma marca registrada do indivíduo empoderado e deve ser perseguido vigorosamente.

Afirmação da multiplicidade de caminho. A Santa Mãe tem tantos rostos quantos filhos. Todos os nomes para Ela são válidos. Todas as Bênçãos de Todas as Santas Mães repousam na Egrégora de Babalon.

Afirmação da tradição Thelêmica. Aceitamos o Livro da Lei e outros textos Thelêmicos Classe A como sagrados, e consideramos Aleister Crowley como um profeta de percepção espiritual, ao mesmo tempo em que mantemos o paradoxo das muitas deficiências e falhas de Aleister Crowley. Escolhemos preservar seus ensinamentos e as tecnologias espirituais humanas que eles inspiraram, enquanto vemos suas deficiências como uma lição do que não fazer. Aleister Crowley foi um homem enquanto viveu; como todos nós, sua vida foi uma jornada de aprendizado e busca pela iluminação, não um testamento de perfeição.

Afirmação da alquimia do espírito. O espírito humano é refinado e tornado autêntico através de uma série de separações internas, esclarecimentos e amálgamas comumente referidos no mundo oculto como o processo alquímico. Os buscadores espirituais são encarregados de autoinvestigação, purificação de toxinas psicológicas, esclarecimento do propósito ou vontade individual e da montagem do novo eu aeônico. Esse processo naturalmente induz a compreensão da natureza não-dual e paradoxal do universo e a compreensão do lugar de cada um nele.

Afirmação do primado da revelação pessoal. O fundamento da egrégora babalônica repousa sobre as experiências espirituais e místicas dos indivíduos. Rejeitamos qualquer afirmação de que qualquer pessoa deva ter um mediador ou advogado humano junto ao divino. Todo e qualquer humano está equipado e capaz de acessar e conectar-se com a fonte divina. Valorizamos profundamente a independência e a autoridade pessoal na prática espiritual e respeitamos a autognose adquirida com a devoção espiritual.

AFIRMAÇÕES DE VALORES

A afirmação da natureza feminista e interseccional da Ecclesia. Como manifestação da Mãe Negra, a Ecclesia aborda o mundo inerentemente a partir de uma posição de aceitação apaixonada e amorosa e inclusão radical de todas as pessoas. Reconhecemos que, como estando com o pensamento Divino, estamos cientes das provações trazidas por Malkuth de maneira diferente, mas estamos todos na jornada sagrada da experiência humana; cada experiência humana é uma manifestação válida e sagrada da própria experiência divina. Portanto, defendemos a igualdade, justiça e inclusão para todas as pessoas, especialmente as pessoas historicamente abusadas, marginalizadas e oprimidas.

Afirmação da preferência da unidade sobre a divisão. Todos os indivíduos podem ser membros plenos da Ecclesia, independentemente de raça, gênero, caminho espiritual, idioma, sexualidade ou etnia. Valorizamos todas as pessoas como expressões do divino; no entanto, não somos capazes de acomodar aqueles que abusam ou prejudicam os outros, nem aqueles que costuram ou defendem a divisão e a opressão entre a humanidade dentro da Ecclesia.

Afirmação do direito humano ao amor. Apoiamos a comunidade e a Identidade LGBTQIA+. Valorizamos e apoiamos todas as formas de amor, casamento e relacionamento consentido entre adultos de qualquer configuração.

Afirmação da autonomia pessoal e corporal do indivíduo. A propriedade e o controle da própria personalidade, energia, ações, emoções, esforço, atenção, conhecimento, corpo, pensamentos e vontade são absolutos. Com essa autoridade também vem a responsabilidade pelos impactos e consequências de nossas escolhas, incluindo a responsabilidade para com nossa comunidade e a sociedade em geral. Privacidade e Autonomia são os pilares da Liberdade.

Afirmação da riqueza da diversidade. Uma vez que cada homem e cada mulher é uma estrela, cada experiência humana contribui para a ordem divina e o caos necessário do universo. Com exceção daqueles que procuram dividir, dominar ou prejudicar, a Ecclesia acolhe e agradece toda a gama de experiências, dons e expressões humanas.

Afirmação de segurança e proteção. Os membros da Ecclesia têm direito à segurança espiritual, mental, emocional e física dentro desta organização. A Ecclesia protegerá e defenderá seus membros em primeiro lugar.

AFIRMAÇÕES DA ORDEM

 Afirmação do poder coletivo. O poder é compartilhado entre todos os membros da Ecclesia, e enfatizamos a importância da conexão e colaboração em tudo o que fazemos. A Ecclesia pode ser descrita como uma organização plana, na qual os membros são mantidos com igual consideração positiva, as decisões são tomadas coletivamente e há o menor número possível de níveis de poder e responsabilidade.

Afirmação da autonomia dos covens. Todos os membros do segundo e terceiro círculo são bem-vindos e encorajados a liderar seus próprios covens em nossa tradição. Covens que professam o Credo da Ecclesia são bem-vindos para se unirem livremente sob o dossel da Ecclesia Babalon. Além de aderir a essas Afirmações, a Ecclesia Babalon não exige ritos, rituais, práticas ou liderança de covens sob nosso guarda-chuva.

Afirmação da teurgia e renovação do sacerdócio. Reconhecemos nossos membros como teurgistas por direito próprio. Entre nosso segundo e terceiro círculos, procuramos criar e promulgar uma arte sacerdotal que seja participativa e cerimonialmente, caótica e devocionalmente sólida.

Afirmação da linhagem sagrada da Ecclesia Babalon. A linhagem da Ecclesia é Gnóstica Sacramental, Hermética, Thelêmica e Livre Iluminista; membros do clero da Ecclesia compartilham raízes iniciáticas com clérigos de uma variedade de fés mágicas e sacramentais, e cada uma delas é reverenciada. Nossas práticas são de natureza bhaktic, devocional e sacramental, e nosso propósito é apoiar a manifestação da egrégora babalônica na terra. Somos uma igreja amalgamada de Luz, Vida, Amor e Liberdade.

Afirmação da revelação progressiva. Em qualquer prática espiritual séria e de longo prazo, a compreensão evolui com o tempo, e a Ecclesia Babalon não é diferente a esse respeito. Esperamos que a mudança na comunidade seja um subproduto natural de uma fé viva e ponderada compartilhada por gerações, idiomas, locais e culturas.

Afirmação da consagração completa da Terra. O objetivo final do trabalho da Ecclesia é alcançar a consagração completa da Terra, onde todas as pessoas integrem profundamente a sabedoria de sua própria divindade e, portanto, reconheçam a divindade em todos os outros seres do planeta. Procuramos erradicar a culpa, a vergonha e os medos que mantêm a humanidade dividida, categorizada e separada. Trabalhamos para desmantelar sistemas e crenças que criam estratificação e hierarquia humana e impedem que as pessoas percebam seu próprio potencial e sacralidade.

ANEXOS

I. O CREDO GNÓSTICO

O Credo Gnostico

Eu conheço um PRINCÍPIO secreto e inefável; e uma Estrela na Companhia de outras Estrelas de cujo fogo fomos criados e para a qual devemos retornar; e um Pai de Vida, Mistério do Mistério, CHAOS, o único vice regente do Sol na Terra; e em um Ar o nutridor de tudo que respira.

E eu conheço uma Terra, a Mãe de todos nós, e um Ventre onde todos somos gerados e para onde todos deveremos retornar, Mistério do Mistério, BABALON.

E eu conheço a Serpente e o Leão, Mistério do Mistério, BAPHOMET.

E eu conheço uma ECCLESIA Gnóstica e Universal de Luz, Vida, Amor e Liberdade, materializada pela Corrente 156 cuja a Palavra da Lei é THELEMA.

E eu conheço a comunhão das Santidades.

E, assim como a comida e a bebida se transmutam em nós diariamente em substância espiritual, eu conheço o Milagre da Missa.

E eu confesso um Batismo de Sabedoria pelo qual realizamos o Milagre da Encarnação.

E confesso minha vida única, individual e eterna que foi, é e será.

AUMGN. AUMGN. AUMGN.

II. MAIS INFORMAÇÕES

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/afirmacoes-de-referencia-da-ecclesia-babalon/

Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (AMORC)

O livro “O Domínio da Vida” distribuído pela AMORC aos seus candidatos apresenta a Ordem como tendo nascido a quase 3.500 anos, no Egito. Nesta época o velho Egito atingiu um grau elevado da sua evolução, a religião e os conhecimentos científicos se fundiram. Para preservar esses conhecimentos foram criadas as escolas-de-mistérios, administrada pelos sacerdotes. A primeira reunião teria ocorrido no dia 1º de abril de 1489 a.C., no Templo de Kanark. A partir desta data, passaram a se reunir todas as quintas-feiras subseqüentes. A princípio, não foi usado nenhum nome parecido ou derivado da palavra rosacruz. A Ordem Rosacruz apenas tem suas raízes na antiga Fraternidade.

O faraó Ahmose I (1580 a.C.), foi o primeira a dirigir essa classe, antes governada pelos altos sacerdotes do Egito. É tido como fundador da Ordem o Faraó Tutmés III, da XVIIIª dinastia, por volta de 1350 a.C. Teria o Faraó fundado uma fraternidade secreta, com o objetivo de estudar os mistérios da vida, assim como as tradições osirianas. Tutmés III usava sua insígnia pessoal, um escaravelho, que se tornou selo da ordem e hoje é usado pelos rosacruzes. Após A morte deste faraó, seu filho Amenhopet II passa a reger e assume os encargos do pai na fraternidade em setembro de 1448 a.C.. Em 1420 a.C. foi sucedido por seu filho, Thutmose IV, e este por Amenhopet III, que finalmente foi sucedido por seu filho Amenófis IV (ou Akhenaton – XVIII Dinastia), que particularmente é importante na história da Ordem Rosacruz. Considerado o primeiro Grande Mestre da Ordem, seu reinado é marcado pela instauração aos poucos do conceito monoteísta, a crença em um Deus único, criador de tudo o que existe. Esse deus chamava-se Aton, e acabou dando um novo nome ao faraó; Akhenaton (Devoto de Aton) [leia sua biografia na nossa área de Biografia dos Grandes Ocultistas]. Seu pai construíra o templo de Luxor, dedicado a fraternidade.

Foi Akhenaton quem construiu uma nova capital em El Amarna e um templo em forma de cruz dedicado à Aton. Neste templo vivia cerca de 236 Frates em regime monásticos. Eles usavam um cordão na cintura e viviam com a cabeça coberta. O sacerdote vestia um sobrepeliz de linho e tinha um corte de cabelo circular na cabeça. Akhenaton introduziu a cruz e a rosa como símbolos e adotou a CRUZ ANSATA Como emblema a ser usado por todos os mestres da ordem.

Com a morte de Akhenaton , terminou a primeira fase da Fraternidade. E os sacerdotes contrariados retomam o culto politeísta para agradar ao povo.

Não se pode esquecer que Moisés, filho da tribo de Levi, foi criado no Egito como filho de faraó Amenhotep, recebeu a educação de um herdeiro, freqüentou as escolas egípcias e provavelmente as escolas-de-mistérios, onde adquiriu o dogma de Monoteísmo. O dogma do “Deus Único”, era interpretação da Fraternidade Egípcia e constituía ensinamentos do Faraó Akhenaton que fundara a primeira religião monoteísta conhecida pelo homem.

Com a queda do império egípcio, cabe às Escolas de Mistério gregas perpetuarem os segredos.

Segundo os escritos da AMORC, durante o século XII, ela se desenvolveu na Alemanha, mas era secreta e inativa em suas manifestações externas. Este período de inatividade duraria cerca de 108 anos. Segundo muitos historiadores a fraternidade funcionava em períodos de atividades e outro de inatividade alternadamente e cada período duraria cerca de 108 anos, porém não se sabe porque esses ciclos foram adotado. Parece que a cada novo ciclo a Ordem renasce e sem ligações com os ciclos anteriores., sabe-se também que a diferença nos ciclos de atividade e inatividade, variava de país para país. Por isso quando a Fraternidade estava ativa na Alemanha, ela estava inativa na França. Esta falta de coincidências dos ciclos dificulta muito os estudos históricos para determinar a origem exata da Fraternidade em cada país.

O novo ciclo teve início no ano de 1915 (em 2007 teremos 92 anos de atividade), nos Estados Unidos, com Harvey Spencer Lewis primeiro Imperator sendo ele mesmo seu representante perante a FUDOSI, uma federação independente de ordens esotéricas. No início a sede da AMORC era na cidade de Nova Iorque, tendo lojas em São Francisco e Tampa, no estado da Flórida. A sede da Suprema Grande loja foi deslocada em 1927 para San José, na Califórnia. Em 1990, a sede foi transferida para a Cidade de Quebec, no Canadá.

O Dr. Lewis teria sido iniciado na tradição rosacruciana na Europa, em Toulouse, na Ordre Rose-Croix, por Emille Dantine. Como parte desse iniciação, foi ortogado ao Dr. Lewis cartas de autorização para fundar a AMORC como um novo corpo rosacruciano nos Estados Unidos. Através de seus inúmeros contatos europeus, o Dr. Lewis se associou à Madame May Banks-Stacy, uma das últimas sucessores da colônia original de rosacruzes que migraram para a América nos fins do século XVII. Já no final dos anos 20, ele se tornou uma figura notável e muito conhecida no mundo esotérico. Harvey Spencer Lewis morreu em 1939 e lhe sucedeu no cargo de Imperator seu filho, Ralph Maxwell Lewis, quem lhe servia anteriormente de Grande Secretário. Gary L. Stewart foi apontado para o cargo de Imperator para susceder Ralph Maxwell Lewis em 1987. O atual Imperator é Christian Bernard, que foi eleito para o cargo de Imperator em 1990.

A Ordem também é conhecida por seu nome em Latim, Antiquus Mysticusque Ordo Rosæ Crucis ( = Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz, de onde temos a sigla AMORC). Esta denominação é a simplificação de “Antiga e Arcana Ordem da Rosa Vermelha e da Cruz Dourada”.A AMORC é a maior fraternidade rosa-cruz existente, em número de membros e de países em que possui membros ativos. Hoje, essa sociedade possui lojas em mais de 50 países.

A AMORC considera que provavelmente foi filósofo e ensaísta inglês Sir Francis Bacon (1501-1626) o autor do Fama Fraternitas e de outros trabalhos que reavivaram a Ordem na Alemanha. O livro “The New Atlantis”, escrito por ele, parece indicar esta conexão, segundo a Ordem.

A Segunda Grande Guerra Mundial teve um impacto devastador sobre os membros de muitas ordens esotéricas, já que tais ordens passaram para ilegalidade sob as leis nazistas de Adolf Hitler. Várias lideranças conhecidas foram presas, perseguidas, e em alguns casos, assassinadas pela GESTAPO. Outros ainda encontraram seu triste fim em campos de concentração, como prisioneiros comuns. A AMORC, estando protegida de tais perseguições, estando bem fundada nos Estados Unidos, cresceu imensamente nesse duro período. Após a destruição causada pela guerra, muitas ordens encontraram a apoio necessário na AMORC para retomarem seus trabalhos. Eventualmente, muitas ordens foram incorporadas pela administração da AMORC, em San José, como é o caso da Ordre Rose-Croix e da Ordre Martiniste Traditionnel (Tradicional Ordem Martinista – TOM).

A hierarquia da AMORC compreende 12 graus.

A Ordem Rosacruz-AMORC apresenta-se oficialmente com o símbolo do Sol Alado tendo acima a palavra “AMORC” e abaixo “Ordem Rosacruz”, Segundo a Ordem, através da história um número proeminente de pessoas no campo da ciência e das artes foram associados com o movimento Rosa Cruz, como Leonardo da Vinci (1452-1519), Francoix Rabelais (1494-1553), René Descartes (1596-1650), Blaise Pascal (1623-1662), Baruch Spinoza (1632-1677), Isaac Newton (1642-1727), Gottfried Wilhelm Leibnitz (1646-1716), Benjamin Franklin (1632-1677), Thomas Jefferson (1743-1826), Claude Debussy (1862-1916), Erik Satie (1866-1925) e Edith Piaf (1915-1952).

A Grande Loja do Brasil da Ordem Rosacruz implantada em 1956 no Rio de Janeiro, foi transferida para Curitiba em 1960. O templo faz parte de um conjunto arquitetônico de 06 edifícios em estilo egípcio em homenagem aos seus primeiros membros que (supostamente) se reuniam nas câmaras secretas da grande pirâmide. Nos outros edifícios funcionam a administração geral, o auditório “H. Spencer Lewis”, um memorial com pirâmide e a Loja Curitiba, onde funcionam a biblioteca e o museu com reproduções de peças egípcias de várias dinastias, inclusive papiros e múmias.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/antiga-e-mistica-ordem-rosa-cruz/

A estrutura do medo e seu efeito na psique

A premissa fundamental da sociedade é a moral e consequentemente a lei. A moral, sendo a causa primaria, configura a lei e e então cria socialmente o certo e o errado. Em todos os meios sociais do mundo, por mais estranhos que suas estruturas morais possam ser, ambas mantem consigo uma padronização e um efeito subsequente do caminho do erro – a culpa.

A moral como em tudo em que se está na mente humana muda de acordo com os tempos. A escravidão assim como o holocausto, as barbaridades de guerra foram todas justificáveis dentro de seus contextos pelos seus líderes. Hoje em dia as mesmas são abominavelmente repudiadas e o sentimento de culpa não somente guarda a geração que gerou como também se perpetua em seus descendentes.

Segundo Anton Szandor LaVey, a culpa é a forma que a mente usa para se castigar. LaVey dá um passo adiante e afirma que, qualquer ato magicko com sentimento de culpa é o suficiente para fazer o ato voltar contra si. Spare em seus Zos Kia flagrava a mesma ideia, afirmando que uma magia sob efeito peculiar da culpa é um tiro pela culatra. Mas precisamos entender, de onde vem essa culpa?

A magia é um efeito secundário da mente humana. É necessário ter claro em mente que quando se faz magia, você está apenas afirmando para sua cabeça que está em um ritual, mas esse efeito não se limita a ritualística. Qualquer ato de vontade é um ato com potencial de causar efeitos na realidade. Quando se aprende magia deve-se entender dois paradigmas bases para manter-se no jogo:

a) sua mente é maior que sua consciência, portanto sua consciência e sua mente não são a mesma coisa, mas partes de uma estrutura.
b) o que sua consciência jogar para dentro da sua mente, vai refletir nela.

Usarei duas metáforas para explicar os dois paradigmas da mente x consciência:

Metáfora A

Imagine um copo de cerveja. A parte branca, a espuma, é a sua consciência. A parte amarela, a cerveja em si, é a sua mente. Embora ambas sejam “cerveja” as duas partes não se misturam. A consciência, é o que experimenta os lábios tocando a borda do copo e é a primeira a adentrar na boca do mundo experimental. Logo em seguida, a cerveja – mente – é absorvida pelo mundo experimental. Ambas experimentando a salvia do mundo experimental, porém a saliva do mundo fica misturada na mente – cerveja – não na espuma – consciência.

Metáfora B

Se qualquer coisa cair no copo de cerveja – algum petisco que o mundo experimental está comendo ao mesmo tempo que bebe você – cerveja – essa coisa vai ultrapassar sua consciência e então ficar no fundo no copo, na cerveja, sua mente. E por um efeito secundário, isso pode refletir no gosto da cerveja. Pervertendo a cerveja, consequentemente perverte o paladar do mundo experimental e acontece o efeito de repulsão.

 

O efeito de Repulsão

Quando a sua mente absorve qualquer tipo de anomalia, ela começa a se refletir na sua consciência. E então, começa a expandir para qualquer um que entrar em contato com você. E de três, uma:
a) Você apodrece o seu redor.
b) Você é expulso de onde estava.
c) você atrai pessoas com o mesmo estado de deterioração.

Os mais sortudos podem ter mais de um efeito ou os três ao mesmo tempo. Mas em magia entramos em um ponto em que, a mente se castiga. A mente humana precisa de uma conduta. Crowley quando percebeu isso, estabilizou a Lei de Thelema. E antes que você dignifique a filosofia como um caráter do comunismo ( o que eu torço para que não) afirmamos: uma mente que não tem seu sistema estabilizado de moralidade incutido como um sub sistema religioso, se torna uma mente regida pela moral social vigente.

Por isso que é o trabalho sumo do magista é fortalecer a própria ideologia em seu subconsciente. Quando Hitler criou uma saudação, uma bandeira, um símbolo, qualquer ato feito contrario ao senso comum era automaticamente perdoado pela nova regência moral. Eliphas Levi, em seu dogma e ritual da alta magia, afirmou sobre as correntes magicas.
Mas o que acontece quando uma mente completamente caótica, sem nenhum fundamento, interage com magia para fins nocivos?
A mesma se auto destrói. E destrói o magista.
A destruição não é um ato imediato. Nenhum magista é condenado um dia após fazer seu ritual contra um desafeto.Ela se aprofunda na mente até ser diluída e então, quando o ato está diluído/esquecido, apodrece a mente. O primeiro sintoma disso é como a pessoa se porta. O comportamento é profundamente afetado por causa disso e então os efeitos subsequentes começam a agir. Lei tríplice? Karma? Retorno?
Todos esses conceitos foram elaborados a partir desse efeito. A nomenclatura obviamente, fez com que seus escritores contemporâneos buscassem vários significados a mais, muitas vezes vulgares para os mesmos. O que nós agora estamos chamando de “efeito repulsa” é simplesmente quando você faz algo que sua mente sabe que está errado e então insiste. A partir dessa premissa você começa a se destruir. A moral judaico cristã impede muitas pessoas de se darem bem na magia e de fato é um empecilho. Mas desvincular-se da mesma foi parte integrante de todos as formas de magia atuais.
Seja um esbá wicca mensalmente celebrado, ou missas negras, ou rituais de adoração ao sol dos thelemitas, tudo visa apenas reestruturar a sua mente para que ela não sofra repulsa. É muito comum no meio magicko ouvirmos falar “ ah minha vida deu tudo errado porque comecei a mexer com magia” e similares. Nada disso vem exatamente da magia, mas sim da própria mente. E a consciência, distorcida pela forma que a mente enxerga a magia, acaba mutilando a vida do buscador.
Mas isso não é tudo. Ainda há um jeito da magia destruir a própria pessoa, independente do quão profundo ela já esteja ligada a outro sistema/filosofia e desligada do cristianismo.

Cérebros Suicidas: como reconhecer

Quando praticamos magia tendemos a sentir-nos deuses. É de fato uma filosofia comum hoje em dia, aonde o magista é seu próprio deus. Essa premissa que muito ajuda em trabalhos cabalísticos pode ser a passagem direta para a guilhotina. Uma cabeça tola cava a própria cova. Por sermos animais, nosso instinto de sobrevivência costuma falar alto demais. Nós buscamos profundamente satisfazer nossas necessidades básicas como referidas na piramide de Maslow, mas também as satisfações do ego. E isso inclui:

a) vinganças

b) ambição/luxuria desenfreada
c) confusão mental
Viver pelo próprio ego tem um contra efeito aonde a pessoa busca satisfações de desejos mínimos e indulgencia muito mais fácil seus erros que os dos outros. Afinal, apontar é mais fácil que corrigir. Esse tipo de mente, quando apegada a cada detalhe de si próprio, e perdido em sua egolatria destrói a sua própria magia e a si próprio. E é fácil reconhecer: eles querem se vingar de tudo e de todos. Eles querem destruir tudo e todos. Eles querem no fundo, somente ser destruídos. Eles redirecionam as falhas de si próprios para os outros e então, cada alvo vira uma parte de si que renega e teta destruir.
Qualquer mestre megalomaníaco em magia que exija extremo respeito sob ameaça está em queda livre nessa condição. Esses cérebros suicidas são totalmente vulgares e sua magia se volta contra eles mesmos e eles não percebem.  Porem e se isso de fato estiver afetando você?
Magia sem auto analise, não é magia, é vulgaridade, macumba, ou qualquer outra palavra bizarra que quiser se referir. Magia endorsa uma base solida de auto analise, que constantemente indica o caminho para o magista seguir. Se teu cérebro está cego o suficiente para se analisar, preste atenção nas palavras que fala: se houver mais destruir que construir, tenha certeza que você está em caminho errado.

por King e Morbitvs

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-estrutura-do-medo-e-seu-efeito-na-psique/